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Numero do processo: 10830.004632/88-57
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Dec 02 00:00:00 UTC 1993
Data da publicação: Thu Dec 02 00:00:00 UTC 1993
Ementa: RETIFICAÇÃO DE ACÓRDÃO
Numero da decisão: 301-27.552
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, para retificar o acórdão nº 301-25.859 para excluir dele a absolvição da multa de mora, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO
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score : 1.0
Numero do processo: 10711.003831/90-82
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jul 23 00:00:00 UTC 1992
Data da publicação: Thu Jul 23 00:00:00 UTC 1992
Ementa: INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA AO CONTROLE DAS IMPORTAÇÕES.
Multa do art. 526, inciso II, do Regulamento Aduaneiro (Dec. 91.030/85). Produto importado que se identifica com o licenciado (G.I.), ambos do mesmo código tarifário (NBM/SH), embora divergentes quanto à configuração molecular e à forma de apresentação (Sal em lugar de ácido).
Recurso provido.
Numero da decisão: 303-27.361
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, vencido o Cons. João Holanda Costa, na forma do relatório e
voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ROSA MARTA MAGALHÃES DE OLIVEIRA
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IRF - PORTO DO RIO DE JANEIRO - RJ INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA AO CONTROLE DAS IM'PORTAÇÕES. Multa do art. 526, inciso 11, do Regulamento Aduaneiro (Dec. 91.030/85). Produto importado que se identifica' com o licenciado (G.I.), ambos do mesmo código tarifá- ri"o UJBM/SH), embora di vergentes quanto à configuração molecular e à forma de apresentação (Sal em lugar de ácido). Recurso provido. VISTOS, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Con- selho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, vencido o Cons. João Holanda Costa, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente jUlgado. 23 de julho de 1992. - Presidente DE OLIVEIRA - Relatora DA CARVALHEIRA - Proc. da Faz. Nac.VISTO EM SESSÂO DE: O 2 FEV í9~~3 Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros: SANDRA MARIA FARONI, HUMBERTO ESMERALDO BARRETO FILHO, MILTON DE SOU ZA COELHO, LEOPOLDO CtSAR FONTENELLE, DIONE MARIA ANDRADE DA FONSECA e MALVINA CORUJO DE AZEVEDO LOPES. (-1"1,,, " MEFPfERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CâMARA 1~1::(:l.J!~S(JI~~ :l1.3 ..794 A[::ól:~DA(:) I~., 3()3 ....27., 36J. F:! :Cnl:~F:[:I',ITE II\I:Ol)~:;TF:I(i~::~ Ul...!:f.I'''IIC('I~:) F:EbEl'-IDE :::)./('1 h:1:COF;~PJDtt I h:F:" F'DI'"tu do F::i.D de.:' '.J,::i.n.::;!:i.r'o h:'.J F:r.L.(~ITOF:{:-:'1 "F:D~:;(i 1"1{=i F:'f ('1 !V!(:lC!(:IL.H(iE::S DE OI...I\)EIF:{:) R E L A T ó R I O (~C)rltr'a ]:j'1(:!11~;.tlr:la~;(;!l.l:[nl:i(:a~; F~e!;erl(je ~:;/A 'fc:):i ].avv"ac!c) AI,I"te) (1e ]:rl'f:r'0~:a(:) (:Ie -1:].5" ():l/velr~;c)~,exj.girl(j(J ....~5e....:ll.le C) r.ec:(:):L~I:ii!lel.j.t(J (:10 nlLllta plrevj.!5"ta 1')1] j.I'IC:i~5(J :1:]:elc) ai,..t" 326 (j(J Regl,IJ.an18J1'l() A(1l,larlej.lrc:)" E::n -1.".c:'n d c.:'! ~':\ 'f :i. ~::.c ~':'.J i z {','.~;:~':i.C) q u.(.:, ~':\ rn (.! 1" I : .::\d D 1" i ~':"t. '::~ u. b(l'l(':':' t :i. d (':'. El. (je~;IJa(::I'lC) I'la(:) (::(:)I"j"e~:~!JC)I'l(:lj.aà 1.j.c:erl(:::i.2(ja pe:I.~ (3,,]:" :L3:L ...f~7/:L665"-9 2(» Ac::l(j(J j....Anl:ll.l(J....f~~....I'la.f't(JJ.....3,,6 I):l~;~~LI:I..ftjj1:i.(::(:),. E~rlc:an)j.j.ll.1a(ja 2nl(:);'ll"a dc) 1:)I"()(jlj'l(JaCJ L_ABAI'IA 'f:c)i enlj.t:i.(:lo (:) :1.al(j(J 1'1" :L85/f~}f~~ ('f:J.!;,.6) (:!e(:].21"2j'1(:I(:).tV.2.t21'.....~;e (:1(:)~)I'C)(jl.ltO ql.li.nl:i(::(:)c)l"gâ'" j'l:i.C:(J!;aJ rll(:)I'lC)S~S~ó(:lj.(::c)(:!(J á(::i.I:I(:):L....afll:i.l.1C)....E~....rI2.f:t(J:L ...3:16 ...el:i.s;SI.lJ.1:Cjj')j.c:e)~1(::e)I'IS~"" t:i.'ll.lj.J1Clol.lfll(:e)n)~)(J~;'l(Jele 1:1.11'1~ae) c)xigel')2Clau 1~(Jt:i,'f:j.e:a(:la, 2 21.I.tlj2(:la a!:)v'es~eI1.ta j"aZ(:)e~5 (:Ie aJ.egarlcl(:):1 eOl S:[ll.te~:;e!1 cll.le: a) (:) !...0LI(j(:) I'),. lf:~6/E~8 d:iz s;ev' C) PI"(J(il.l'l(:)l.lfn s;aI me)r)e)s~só(1:i.c:o (:l(:)ác::j.c!C) :L ...arnj.I.1C)....8 ....1.12.f.tc)J. 3,6 (:I:i.~;~;l.l:L.f(jl.l:i.(:O;; 1'1) (:le!~IJa(:I.le)l.l (J IJ1"(:)(:ll.lt(:)S(J1J 2 'f(:)I~rl)0(:Ie s~2:1':1 0S~S:i.(ll (:c:)nl(Jd:i .. zen) a [3l.l:ia (:Ie :1:nl~)(Jl~t2~:2C) e (J :L21.11:lo~ (:) (1eve s~el~ CIl.lVi(:!c) CI !...ABAI'!A 1:)21"a clilel" ~;e (:)!Jl"(:)(:ll.lt(:)os'lá ~~(:)IJa 'f(:)l~ma (1e ~:~2:L s;Óelj.c:c)" :EI'lstali(J (J 1...ABA!'IA er!l:i..tj.l.ll'IQVC) lJj.(JI.ll.ll1cj.~nlej.l.t(:) ~;:<':\D T(.~.:,cn :i. CD. n" :I.~.:.:.9/?O ('f]' ~:;" :J. {»:I C':"::; c :I. :':'t V'F' C C.:.:'1""1do:: a) (J 1:11"(J(ll.l'l(Jes~lá c:!es~c:l~:i.teJI'la I)"J: C:Cln)IJ ác:i.c!(J :1.-.afl):i.J.l(J....E~... r12'f:t(:)1'-3:16"'dj.!;~;l.l:L'fÓI1:i.I:()!~ ~,) (J 1:)I~C:I(jljtl:)el'l(:C)rltl~al:lc) IJe:L(:) l.al:)dl')0 1'10(:)aIJv'e~~erlta Llf!l do~~; I'lj.(:ll"(:)gênj.(:)~; ác:i.e:!(J~:~(j.CII'lj.záve:i.!:;) (ia e~;.tl"Ll.tl.I!"d ac:i.nla, ~;e!'l(j(J Sl.l!:)~:~t:ltl.lj.eloIJOI" !;ócl:i.C);i c:) "ele) pont.o de:' ~./:i.!::.t.l:'"ci.;.:.:'n"!:.:r.'fiC():I n~':\D .tc:'íl"!!~~"::.:'nt:i.dDdi:~':.;.:.:'r'u.rl"l /\c:i.c!CJ '~::.Db ~;\ 'fDI""rn~':\ele.:.:'E~':'tl'I" Du o pl""'ocll..l.tuc:on~::.t.:j.t.l.l.:i.l..lfll /".c:i.do DU I:Dn~::,t:i.tJ..l.:i. l..l.ITI '::;~':\1~1 ql..l.('::' !~;<':I.D 'fu.n~;:ü(':!~::,d:i.!::. :j.n'l:..;";\~~;'I" eOfl'l b,",.•..:::.(.::' nu~::. 11C()I'i !:;:i. c!.;.:.:'j""' <.:"t I'l c! E'. 1I elc:' 'fI!::." ~(':':~.:.:1./:~;~6!1 l:i.d.:':'I.~::. '::':'(1'1 ~:;e!~S;dO:l a al.l.tl:)I':i(:lac!e(llC)j'l(JI::I"á.t:i.(::a~ill].gC)I.t ~)!"(JCe(jel'l.te a a~:aIJ '1:is;ca:l: 1 as~"" ~::.:i. in c:' rl'l C-:-:.n t~;\d ~;'\:: "r~(.";~./:L!~E\D" F'r'occ.:.:,d:i.fl)e.::-n-!:.()'f:i.~:;c.:':\lPOI'" :i.fj)PDI...t,":'.~i:~':l.Dde:' rn(':'~I"c:,.:.•...- Clol":ia dC) (je~:;0rll~)dI'C) cle gl.lia eje j.flll:)c:)I~ta~~ac)~1en) '1:a(::e (:1(:) eX2ine J.al:)(JI"atc:)v':ial a~:ac) 'f:i.~51::a].1:)I"C)I.eclel'ltell" IJ1(:(JJ'1'fcll"(lla(1a:1 d al.ltl.ld(ja :i.I.).tel"poe f'eC:l.lJ'~~(JVC):ll.lf'l.táv:i.c) a e~:;'le (:e:):!.eg:i.ad(J j"ei.tel"al')(j(:) as; 21"gl.tnlef'1.ta~~(:)e~; ex!:)el'1(lj.(j2~ 112 'f:2!:;e inll:)ljgJ'l~'" t.ÓI''':i.tt~1(.:,<':"'(JU.:':'ll'd,',\':~;c:,j~).V'I.:.:,'fDl"'f!l<.:.•.d <':'1.~:'I. c1(,::,'c::i.':::.<':\O11.:.;""quo'l" 1:::C) r'(:'-:'I<.:\t(:)I'''iO,,~ r~(;~c .." :1. :1.S •• 791.1 A c:..:: ;.:lO;.:,....~?..;.:,6 1. v O T O "E inqltestj,oflável que unl ácidc) qlAalqller e llOlsal deJ,e del~j.vado nac) sao, desde o ponto--de-.vista qulmic:o, o mesmo prodllto, até porqll8 tên\ nomes difelPerltesu l'laoobs.tante, 110 (:aso vertente, o que se traz à (:ola~ao é o exame das c:onsequéncj.asfiscaj.~~de tal di~;crep~ncj.as" As flOnler)cla'- turaa de PlrO(jLltos aBa orgarlizadas em 'fun~:ao de designj.c)s OLt final.ida-" des especiais" LJma non,ell(:latura qlAimj.c:a, como a IUF~AC, empr'egada pela Recorrent~ e pelo I..ABANA pal'"a definilr (J plrodlJto, terl) por finaliejade descrevelr nlj.I'luciosamer\te a COll~;titu~:aode cada possivel tj.po de filOlé .... culc':\ .. Já a ~IBM t)a~ieada no Sistema Har~lC)nizado~ selldo lAma flO- l1lf..~nc Ia t.UI"a ~tç.~;.(tU:::~,!~~.Ç~~':HjJ1.1.::.t!::~.~1t~I é\<;jI~'Upa ....Sf.~(.:~fIlCc':\t<-:~<;jC)I'":i. i:\ f:i~:)(':'~(Jun d C) <: r :i.té I":i.os de sepal"'a~ao CltAefilais t@m a vel" com ~;uas 'fil'lalidades ir,dustr':iais e co- nler'ciais~ $8ll valo,'" e oLltras caractel"'isti.cas de n~tLlreza nlerc:antil e t l'.:i. bu t<~,r L" .. 1'10C:c:\~:;O(.:~mqlH:'~~:itc':\C)!,i:\ I'IEWIdc~ CJ ~l('::OSfIlOc:ódiqo pav'c':\() c1\c:i..... do l-anlill0-8'-r,aftol-3,6-'dissul'fOnico e qualqller cle f:;eus g;ais, pOy'.erl- tendel"'!, aliás corretanlell.te, qll8 qualquer fC)rnla de apresenta~:ao desses derivaejos I"'edunda numa mesma aplica~ao i.ndustri.al" Nao é serllpv'eeste (J ca~;oo Tonlernos - ap8na~; C(Jmo um de mlAit(Js exempl.c)s -' o tl"'atamerlto (ja(jo pela Nomenclatllra ao ácidc) flitrico e aos sais clel,s clerivadosn o áciejo encontv'a-se cl.assi'ficado na IJosi~ao 28"08, erlqllanto qlle os 11:itl"'atos estao classi.fi(:ados fla posi~ao 28034" I~e~:;tecaso exempli1:icativo, a divergência entre o ácido e S8Ll saJ, .ter'ia e:oflsiclerávei.~; (:orlseqll@ll(:ias d (~~ ()I"c!e.:-~mcC)m(.:~v-c::i. é\]. f:-~ ti'"i.bu tcft".i,c':\ , j A qtl(.;.~'!:;f..~t f'c:\tc':\I~'i c';\d (0 m.~~tr.:..Ef:~.~ig.l.::J.!:~.~iL.J;L~~t !J.j11..tH.rJ~_,?:..ª,.....ç;LLm.J~;!:IJ.,tà " i'li:\ C) é II (~.~ntI"(~-~tc':\I'lte>!I (;) q l.l(::.~C)CC)1~-1~-(0no ca so f1.~.u.tt_.•;L~:~J.l..;!:J~fL~,(':'~fIl que o prodlAto ejeclarado e o efetivamente inlpor-ta(jo, ai,nela que (jistin-" tos no que tange à c()nfiglAra~;:ao molecLllar~1 sao tl"atados como a me~;~la fllercadol"'i.a" ~la(J há, assim, e:omo ceJgital'" apenar'-se C) importador cc)mo terldo I"'eali.zad()a impov'taç:ao aeJ desabr'igo de G"1,, POI'" c':\ss:i.m r.:c:)n~;j,d(.:.~I'-al",ej(Ju Pl"c:)v:i,mf~'nto ao 1"ec:ul"~:)oll., SaJ.a das Sessoe~:;, efll 23 (je julho de j.992" ~ ROSA MARTA MAGALHAES DE OLIVEIRA - R.latora 00000001 00000002 00000003
score : 1.0
Numero do processo: 10814.006521/90-16
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jan 27 00:00:00 UTC 1993
Data da publicação: Wed Jan 27 00:00:00 UTC 1993
Ementa: CLASSIFICAÇÃO.
1 - Reagentes de diagnóstico. Classifica-se no Código
TAB 3822.00.9900.
2 - Multa de mora incabível, conforme
jurisprudência da Câmara.
3 - Recurso parcialmente provido para excluir da autuação a multa de mora.
Numero da decisão: 301-27.281
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso e por maioria de votos, em excluir de oficio a multa de mora, vencido a Conselheiro Ronaldo Lindimar José Marton, que negava provimento total, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: SANDRA MIRIAM DE AZEVEDO MELLO
1.0 = *:*
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ementa_s : CLASSIFICAÇÃO. 1 - Reagentes de diagnóstico. Classifica-se no Código TAB 3822.00.9900. 2 - Multa de mora incabível, conforme jurisprudência da Câmara. 3 - Recurso parcialmente provido para excluir da autuação a multa de mora.
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decisao_txt : ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso e por maioria de votos, em excluir de oficio a multa de mora, vencido a Conselheiro Ronaldo Lindimar José Marton, que negava provimento total, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
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Classifca-se no Código TA8 3822.00.9900. 2 - Multa de mora incabivel, conforme jurisprudência da C<:l'mara. 3 - Recurso parcialmente provido para excluir da autual;:~o a multa de mora. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os Membros da Primeira C<:l'marado Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provi- mento ao ~ecurso e por maioria de votos, em excluir de oficio a mul- ta de mora, vencido o Conselheiro Ronaldo Lindimar José Marton, que negava provimento total, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasilia-DF , em 27 de janeiro de 1993 • - Presidente Relatora lv.,,~M~~rk {14{~ SANDRA MIRIAM DE AZEVEDO ~LO ~ l/l/ VJ .' • RU RODRIGUES DE SOUZA - Proc. da Fazenda Nacional VISTO EM SESSI'IODE: RP/301-0.439 Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei- ros: Fausto de Freitas e Castro Neto, José Theodoro Mascarenhas Menck, e Luiz António Jacques. Ausente o Conselheiro Jo~o Baptista Moreira. DAME'P/DF - SECOS Nt 041/92 • ~. H. .. • • • • 2 MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - PRIMEIRA CAMARA RECURSO N. 113.996 - ACORDA0 N. 301-27.281 RECORRENTE IMMUNOLIFE DIAGNOSTICA INDOSTRIA E COMERCIO LTDA RECORRIDA IRF - Aeroporto Internacional de S~o Paulo - SP RELATORA SANDRA MIRIAM DE AZEVEDO MELLO R E L A T O R I O Retorna o presente processo de diligência requerida ao Labana/Santos, através da Resolu~~o n. 301-758, da sess~o de 03/12/91 . Adoto pois o relatório da citada Resolu~~o (fls. 67/70) que leio em sess~o. As fls. 72, a autuada apresenta quesitos, ressaltando que os mesmos sejam respondidos por um médico patologista de comprova- da capacidade técnica. A diligência proposta por esta C~mara resultou na In- forma~~o Técnica de fls. 76/78 que passo a ler. E o relatório . " 'r • • • • 3 Rec.: 113.996 Ac.: 301-27.281 v o T o Como se dep~eende da Info~ma~~o Técnica as me~cado~ias impo~tadas s~o citadas e classificadas nas ~efe~ências bibliog~áficas e nos catálogos come~ciais nos capitulos que t~atam exclusivamente de Reagentes clinicos pa~a Diagnósticos. S~o me~cado~ias utilizadas no p~óp~io consultó~io médico. A mesma Info~ma~~o Técnica ~essalta. ainda, que consi- de~ando que s~o os compostos quimicos imp~egnados nas plaquetas de pa- pel que confe~em a indica~~o da p~esen~a de fato~es biológicos na en- zima e s~o iguais aos dos t~adicionais ~eagentes pa~a diagnóstico, concluimos que tais me~cado~ias s~o especificamente utilizadas como ~eaqentes que auxiliam na diaqnose clinica. muito mais que simples pa- péis para ensaios guimicos. N~o merece ~az~o, pois, a autuada, pois a análise de p~oduto foi p~ocedida duas vezes, po~ ó~g~os dive~sos, ~esultando em uma única conclus~o: t~ata-se o p~oduto de ~eagentes de diagnóstico. Qaunto á solicita~~o da inte~essada em que os quesitos po~ ela ap~esentados fossem ~espondidos po~ médico patologista de ca- pacidade ~econhecida, n~o me~ece acolhida visto que o Labana é um la- bo~ató~io c~edenciado do Gove~no Fede~al, de competência ~econhecida e que se n~o se sentisse na condi~~o de p~ocede~ á análise da me~cado~ia po~ falta de pe~itos no assunto ce~tamente n~o o fa~ia. Ademais, a p~óp~ia Info~ma~~o Técnica juntada aos autos comp~ova o zelo e a com- petência pa~a análise do p~oduto em quest~o. Diante do exposto~ dou provimento parcial ao ~ecurso pa~a exclui~ da autua~~o apenas a multa de mo~a, confo~me inúme~as de- cis~es deste Colegiado. Sala das Sess~es, em 27 de janei~o de 1993. Ldvo. )w'«<uI<. dQ, IQ. 'Wv~ SANDRA MIRIAM DE AZEVEDO MELLO - Relatora 00000001 00000002 00000003
score : 1.0
Numero do processo: 10845.002163/90-41
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jan 29 00:00:00 UTC 1992
Data da publicação: Wed Jan 29 00:00:00 UTC 1992
Ementa: CLASSIFICAÇÃO.
l. A revisão procedida sem amparo em amostra retirada por ocasião da importação é mera suposição de fato e não prospera;
2. Laudo alheio aos autos também não ampara desclassificação fiscal, a parí;
3. Em ambos os casos, prevalece o código TAB adotado pelo
importador. Recurso a que se dá provimento parcial.
Numero da decisão: 301-26.825
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para excluir da exigência fiscal os produtos objetos das Dls 09053/87 e 020590/88 por falta de amostra,na forma do relatório e voto, q e passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOÃO BAPTISTA MOREIRA
1.0 = *:*
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ementa_s : CLASSIFICAÇÃO. l. A revisão procedida sem amparo em amostra retirada por ocasião da importação é mera suposição de fato e não prospera; 2. Laudo alheio aos autos também não ampara desclassificação fiscal, a parí; 3. Em ambos os casos, prevalece o código TAB adotado pelo importador. Recurso a que se dá provimento parcial.
turma_s : Primeira Câmara
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decisao_txt : ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para excluir da exigência fiscal os produtos objetos das Dls 09053/87 e 020590/88 por falta de amostra,na forma do relatório e voto, q e passam a integrar o presente julgado.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 30126825_108450021639041_199201; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2018-08-14T12:43:20Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 30126825_108450021639041_199201; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 30126825_108450021639041_199201; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2018-08-14T12:43:20Z; created: 2018-08-14T12:43:20Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2018-08-14T12:43:20Z; pdf:charsPerPage: 1225; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2018-08-14T12:43:20Z | Conteúdo => Recorrid MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA Sessão de ~.~janejr:º de 19 ~.~ ACORDÃO N.' .. 30 I....~.2.6..,8~?::5 Recucso n.' I12 .768 - Processo nº 10845/ OO2 I63/9 O-4 I. Recorrente HAGADÊ COMtRCIO E REPRESENTAÇÃO DE PRODUTOS QUfMICOS LTDA. DRF/SANTOS/SP. Classificação. 1. A revisão procedida sem amparo em amostra retirada por ocasião da importação é mera suposição de fato e nao prospera; 2. Laudo alheio aos autos também não ampara desclassi ficação fiscal, a parÍ; 3. Em ambos os casos, prevalece o código TAB adotado pelo importador. Recurso a que se dá provimento parcial. V 1ST O S, relatados e discutidos os presentes autos, A C O R D A M os Membros da Primeira Câmara do Tercei- ro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provi mento parcial ao recurso, para excluir da exigência fiscal os produ- tos objetos das Dls 09053/87 e 020590/88 por falta de amostra,na fo~ ma do relatório e voto, q e passam a integrar o presente julgado. Brasília - m 29 ae janei~o de 1992 ITAMA EI Presidente ~~ 1ST M REIRA - elator CONRADO~Á~REs-proc. da Faz. Nacional VISTO EM SESSÃO DE: 11~'5~MAI1992 Participaram,ainda,do presente julgamento,os seguintes Conselheiros: LUIZ ANTONIO JACQUES,FAUSTO DE FREITAS E-CASTRO NETO, ELIZABETH MA - RIA VIOLATTO (Suplente). -. Ausentes,os Conselheiros: FLÁVIO ANTONIO QUEIROGA MENDLOVITZ, SANDRA MfRIAM DE AZEVEDO MELLO, JOSÉ THEODORO MASCARENHAS MENCK e StRGIO DE SERViÇO PUBLICO fEDERAl. MEFP - TERC'E,IRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - PRIMEIRA CÂMARA ~ RECORRIDA RELATOR RECURSO:' 112.768 ACÓRDÃO: 301 - 26.825 RECORRENTE: HAGADÊ COMtRCIO E REPRESENTAÇÃO DE PRODUTOS QUfMICOS LTDA. DRF /SANTOS-SP JOÃO BAPTISTA MOREIRA R E L A T Ó R I O 'rrraciir:\dCrsede retorno de d iIigênci a, adoto o Re Iatór io ilJ. tegrante da Resolução de fls. 85 e 86,que leio; OaVoto dessa resolução foi: AOS QUESITOS Formulados à folha 87 e 88: Informar se procedeu à anãlise últrá referida e acostar aos autos os respectivos laudos ou realizã-Ios, remetendo-nos os resultados. Das mercadorias citadas no Iº parãgrafo da folha OI (verso) do presente processo, dispo- mos apenas dos Laudos de Anãlise nº 4735/88 e 4733/88 (cópias anexai- dos produtos de nome comercial "BENTONE 34" e "BENTONE 38", respe£ tivamente." Resposta) RESPOSTAS Pergunta) "Tendo em vista que assiste l' razao 'â R~ querente no que tange aos laudos que basearam a descla~ si fi cação fiscal, que não se originaram de amostras :co- Ihidas por ocasião da importação dos produtos a que se referem as Dls deste processo, voto no sentido de que o presente julgamento seja transformado em diligência, junto ao LABANA-Santos, para informar se procedeu à anÁ lise ultra referida e'acostar aos autos os respectivos laudos ou realizã-Ios, remetendo-nos os resultados.Para tal, intimem-se as Partes a formular os quesitos ,-",que julgarem necessãrios ao deslinde da questão." A conclusão da diri~êricia, às fls. 91, assim decidiu: SERViÇO PÚBLICO FEDERAl. -3- Recurso 112.768 Ac. 301 -26.825 o Laudo anexado às fls. 92 e estranho aos autos, enquan to que o de fls. 94 e pertinente. v O T O Como se depreende daCbnclusão da Informação-Técnicaé[àê ~~3~6~~~(9If1~y!S.89,este Órgão técnico não possui amostra sedas mer- cadorias importadas, em-dois casos. Dessa maneira, o proQuto ."BENTONE 27" foi desclassific-ª. do sem base em qualquer laudo @.r:\Stafl-tg:i '80S auto~. No que tange ao produto "Bentone 38", o laudo acostado 34". -I sala;l~~~em 29 de janeiro de 1992. J~ BAPTIST}fMOREIRA - Relator geral de Direito de que "ó;.que invocado pelo art. 108, lnCl. precitados produtos nao tem o princípio ao proce~so. Tendo én'1'.'vista e estranho nao estj nos autos não estj no mundo", so 111, do CTN, a desclassificação dos ~undamento legal. No entretanto, o Laudo nº 4735/88, referente à DI D2590/88, de fls. 95, torna-se matéria probante no litígio e ampa- ra a desclassificação procedida em relação ao "Bentone 34". Destarte, dou provimento parcial ao recurso para refor- mar a decisão recortida no que tange à ~~rtação dos produtos "Ben- ton~ 27 e "Bentone 38", mantida assim a ação fiscal em relação ao. "Bentone OLS/CF 00000001 00000002 00000003
score : 1.0
Numero do processo: 10711.006568/90-65
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Nov 08 00:00:00 UTC 1991
Numero da decisão: 301-00.754
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em rejeitar a Preliminar de cerceamento do direito de defesa, vencidos os Cons. Flávio Antonio Queiroga Mendlovitz, Fausto de Freitas e Castro Neto e João Baptista Moreira, por unanimidade de votos, em acatar a preliminar de remessa ao INT através da Repartição de origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO
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Processo nº 10711-006568/90-65. E FRAGRÂNCIAS LTDA. RJ. RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em rejeitar a Rreliminar de cerceamento do direito de defesa, vencidos os Cons. Flávio Antonio Quei . roga Mendlovitz, Fàusto de Freitas e Castro Neto e João Baptista Morei ra, pai' unanimidade de votos, em acatar a preliminar de remessa ao INT através da Repartição de origem, na forma do relatório e voto que pa~ sam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, m O de novembro de 1991. j. ! VISTO EM SESSÃO DE: R E S O L U ç Ã O Nº 301~754 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ITAMAR EIRA DA DSTA - Presidente. ft I 'I~_~~~C~F USTO DE FREITAS E CASTRO NETO - Relator. CONRA~ARES - Proc. da Fazenda Nacional. 1 5 MAl 1992 Participaram, ainda do presente julgamento os seguintes Conselheiros: LUIZ ANTONIO JACQUES, SANDRA MfRIAM DE AZEVEDO MELLO (Suplente) e WLA- DEMIR CLOVIS MOREIRA. Ausentes os Cons. JOSl THEODORO MASCARENHAS MENüK e IVAR GAROTTI. •I I I • ~. -2- SERViÇO PÚBLICO FEDERAl. MEFP - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - 1ft CÂMARA. RECURSO Nº 113.800 RESOLUÇÃO Nº 301-754 RECORRENTE: IFF ESSÊNCIAS E FRAGRÂNCIAS LTDA. RECORRIDA IRF - PORTO - RJ. RELATOR : FAUSTO DE FREITAS E~CASTRO~NETO. R E L A T Ó R I O Adoto o que informou a decisão recorrida, nos seguintes ter mos: "A firma IFF-ESSÊNCIAS E FRAGRÂNCIAS LTDA., atnavis da D~ cIaração de Importação (DI) nº 7620/90 - adição 11 (fls.17) e ao amp~ ro da Guia de Importação (G.I.) nº 81-90/771-7 (fls.36), submeteu a despacho 40 quilos de Hidroxi Metil Nonanona, líquido levemente am~ relado com 85% de pureza aproximada (total de is6meros), nome cienti fico: 3-(hidroximetil)-2-nonanona, nome comercial Metil Lavander CetQ na, classificando o produto no código TAB 2914.49.9900, relativo a "Cetonas, ciclimicas, ciclinicas ou cicloterpinicas não contendo OQ tras funç6es oxigenadas, com alíquotas de 30% para o imposto de impor tação (1.1.) e zero para o Imposto sobre Produtos Industrializados ... (I.P.I.), obtendo o desembaraço do produto com as prerrogativas da I.N. SRF nº 14/85. Encaminhada a amostra do produto ao Laboratório de Análises, este emitiu o Laudo nº 3155/90 (fls.47), concIuin~o tratar-se de uma preparação química à base de hidroximetil Nonanona em nonanona. Em ato de revisão, o produto foi desclassificado para o CQ digo TAB 3823.90.9999, com alíquotas de 60% para o 1.1. e 10% para o I.P.I., sendo exigido, atravis da Intimação nº 626/90 (fls.54), o r~ colhimento da diferença do 1.1., o I.P.I. e as multas dos artigos 524, e 526, 11, do Regulamento Aduaneiro (R.A), aprovado pelo Decreto nº 91.030/85 e art. 80, 11, da Lei 4502/64 e D.L. 34/66, alim dos encar gos legAis cabíveis., Não tendo sido atendida a exigincia fiscal, foi lavrado o Auto de;Infração nº 344/90 (f1.1). Devidamente intimada (fls. 57), a Autuada, tempestivamente, apresentou impugnação (fls. 58/60), anexando cópias de decis6es do Terceiro Conselho de Contribuintes e de pare~eres do Instituto NaciQ J2v.4 ,as fls. 58, por sua•I Rec. 113.800 Res. 301-754 SERViÇO PUBLICO FEDERAl. nal de Tecnologia (fls. 64/81), solicitando: a) apensação dos processos relacionados interligação com o presente processo; b) nulidade do auto de infração lavrado; c) perícia antecipada (arts. 846 e segs. CPA) a ser efetuA da pelo Instituto Nacional de Técnologia (INT) e/ou por peritos técnicos nomeados; com formulação de quesitos; / . d) liminar revisão "ex offício" pela Tributação ~ presente imposição fiscal e aos processos que seriam apensados como neles requerido, resguardando-se a impugnante ~ com plementação impugnatória, no momento hábil, na forma da Ie i; e e) suspensão de quaIsquer eventuái's sanções ~ j"'limgugnante; até a decisão final dos mencionados processos. Alegou, ainda, a Interessada: a) cerceamento de defesa, face aos artigos da Constituição Federal e artigo 142 do rio Nacional; 153, II 4º e 15º Código TributÁ as ma n!!. • • b) falta, por parte da fiscalização, do fornecimento de orl entação temática ou técnica com a finalidade de evitar decréscimo patrimonial ~ impugnante; e c) falta de definição do fato gerador (art. 144 CTN) . Na réplica (fls. 82), o AFTN autuante, argumentando que aleg~çõesl da interessada_não cabem no presente caso, opina pela tençao do Auto de Infraçao de fI. 1". O processo foi julgado por decisão assim ementada: "REVISÃO. Desclassificação tarifária do produtode nome comercial Metil Lavander Cetona, em face do resultado do exame laboratorial. AÇÃO FISCAL PRQ CEDENTE." Inconformada, no prazo legal, a Recorrente interpos o seu recurso no qual preliminarmente cerceamento de defesa e, no mérito r~ pisa os argumentos experididos na impugnação. t o relatório. . Rec. 113.800 Res. 301-754 SERViÇO PUBLICO FEDERAl. v O T O Como se verificou do relatório, a Recorrente, desde a impug naçao protestou por perícia antecipada, sob pena de ocorrer cerceamen to de defesa, nos termos do art. -5º,inc.LV, da Constituição Federal. Quanto a necessidade de nova perícia por outro laboratório, para. dirimir as dúvidas que suscitou a Recorrente anexa a impugnação as Resoluções 301-396, 301-391, 301-392 e 301-579, desta Câmara, em processos do seu interesse em que se evidencia a necessidade dessa di ligência em casos análogos. expre.â. prova• • • I Ora, a decisão recorrida num dos seus Considerando, samente repeliu, por prescind.Ível, sem qualquer fundamento, a requerida pela Recorrente. Não há dúvida, portanto, que ocorreu cerceamento de defesa, pelo que nula é a decisão prolatada em tais circunstâncias. Por todo o exposto, dou provimento ao recurso para anular a decisão recorrida, para que seja realizada a diligência Requerida p~ la Recorrente desde a sua impugnação. Sala das Sessões, em 08 de novembro de 1991. L../.._;::,t....c- C L 9J.r FAUSTO OE FREITAS E CASTRO NETO - Relator . 00000001 00000002 00000003 00000004
score : 1.0
Numero do processo: 10410.000283/90-14
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Apr 09 00:00:00 UTC 1991
Numero da decisão: 301-00.642
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência à Repartig5o de origem,(DRF- MACEIÓ -AL), na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ITAMAR VIEIRA DA COSTA
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Numero do processo: 10845.002994/89-06
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed May 15 00:00:00 UTC 1991
Numero da decisão: 301-00.663
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligencia ao TNT, através da Repartição de origem (DRF-Santos- SP), na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO
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Numero do processo: 37019.000527/2007-20
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 14 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Data do fato gerador: 30/04/2007
Ementa:
AUTO DE INFRAÇÃO. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA.
Constitui infração, punível na forma da Lei, a falta de apresentação de documentos solicitados pela fiscalização
Numero da decisão: 2403-001.167
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Matéria: Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Recorrente CATALUMA INDÚSTRIA E USINAGEM LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Data do fato gerador: 30/04/2007 Ementa: AUTO DE INFRAÇÃO. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. Constitui infração, punível na forma da Lei, a falta de apresentação de documentos solicitados pela fiscalização Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente/Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (Presidente), Jhonatas Ribeiro Da Silva, Ivacir Julio De Souza, Maria Anselma Coscrato Dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro. Fl. 237DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Juiz de Fora, Acórdão 0917.517 da 5ª Turma, que julgou procedente o lançamento. A autuação foi assim apresentada no relatório do acórdão recorrido: Tratase de Auto de Infração DEBCAD n° 37.028.0970, código de fundamento legal 38, lavrado em 30/04/2007. A empresa supracitada foi cientificada do mesmo pessoalmente em 30/04/2007, fls. 01. A Ação Fiscal iniciouse em 16/02/2007 com a entrega do Mandado de Procedimento Fiscal (MPF) e Termo de Intimação para Apresentação de Documentos (TIAD), fls. 06/12. Segundo o Relatório Fiscal da Infração, fls. 24, o referido Auto de Infração foi lavrado contra o contribuinte acima identificado por não apresentar todos os documentos e livros solicitados por meio dos Termos de Intimação para Apresentação de Documentos — TIAD em 16/02/2007 e 15/03/2007, contrariando o disposto no artigo 33, §§ 2° e 30 da Lei no 8.212/1991 combinado com os art. 232 e 233, parágrafo único, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n° 3.048/1999. A Auditora Fiscal relata que, a empresa deixou de apresentar: as Notas Fiscais de Prestação de Serviços relacionadas em planilha anexa (fls. 26), o Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho LTCAT relativo ao período de 1997 a 2000 e o Livro Caixa ou o Livro Diário relativo a todo o período, ou seja 01/1997 a 12/2006. Consta, ainda, no Relatório Fiscal que não ficaram configuradas as circunstâncias agravantes previstas no art. 290 do Regulamento Previdenciário aprovado pelo Decreto n° 3.048/1999. E, nem a atenuante prevista no art. 291 do citado Regulamento Previdenciário. Em decorrência da infração praticada, foi aplicada uma multa cabível, nos termos da Lei n° 8.212/1991 nos artigos 92 e 102, e artigo 283, inciso II, alínea "j", e artigo 373 do Regulamento da Previdência Social RPS aprovado pelo Decreto n° 3.048/1999, devidamente atualizada pela Portaria MPS/GM n° 142, de 11/04/2007, no valor de R$11.951,21 (Onze mil e novecentos e cinqüenta e um reais e vinte e um centavos), conforme descrito no Relatório Fiscal de Aplicação da Multa, as folhas 25. Fazem parte integrante dos autos o relatório Instruções para o Contribuinte, Relatório de Representantes Legais, Relatório de Vínculos, Mandado de Procedimento Fiscal, Demonstrativo de Emissão e Prorrogação de MPF, Termo de Intimação para Apresentação de Documentos, Termo de Encerramento da Ação Fl. 238DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 37019.000527/200720 Acórdão n.º 2403001.167 S2C4T3 Fl. 262 3 Fiscal e Relatório Fiscal da Infração e da Aplicação da Multa, conforme constante em fls. 01. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, onde alega, em síntese, que: • Segundo a Sra. AuditoraFiscal, a empresa deixou de apresentar notas fiscais de prestação de serviços relacionadas em planilha elaborada pela fiscalização (períodos de julho/98, agosto/98, setembro/98, outubro/98, novembro/98, dezembro/98, janeiro/99, março/00, maio/00, junho/00, setembro/00, outubro/00, novembro/00, dezembro/00, janeiro/01 e fevereiro/01), LTCAT relativo ao período de 1.997 a 2.000 e o Livro Caixa ou o Livro Diário relativo a todo o período (01/1.997 a 12/2.006). • Em 29/05/2007, sob o protocolo nº 37.019.000.527/200720, empresa apresentou a devida Impugnação ao Auto de Infração no 37.028.097 0, alegando, em síntese, a prescrição da exigibilidade de apresentação da documentação acima citada, pois que, o prazo para cobrálos é de cinco anos, juntando, ainda, os LivrosCaixa dos anos de 2.001 a 2.006. • O contribuinte está obrigado a exibir à autoridade fiscal somente os livros obrigatórios, constantes nas leis e regulamentos e respectivos documentos. Há que se destacar, neste contexto, que a empresa realmente não apresentou o Livro Caixa imediatamente, eis que o mesmo encontravase no escritório contábil, mas fora solicitado à fiscalização um prazo para a entrega do mesmo, eis que, não pode o Fiscal exigir a entrega de documentos ou outras obrigações com prazo insuficiente para o seu cumprimento. (artigo 50 e 170). • No caso em análise, a ora Recorrente, optante pelo Lucro Presumido, nos moldes da legislação do Imposto de Renda, somente é obrigada a fornecer o Livro Caixa ou Livro Diário, Registro de Inventário, Livros de Entradas (compras), e Arquivos Magnéticos, e conforme se pode ver, referida obrigação fora cumprida em tempo hábil. • Qualquer outro livro, planilhas, controles internos que não constem na legislação e forem solicitados pela fiscalização em tela, são indevidos. Assim sendo, o fiscal não deve, não pode e não tem o direito de exigir fichas, notas, planilhas de controles internos e outros registros não exigidos por lei. • Ou seja, primeiramente não há obrigatoriedade por parte da empresa em entregar outros documentos que não os exigidos por lei, e ainda, os que assim o são, foram entregues em tempo hábil, em respeito ao principio da ampla defesa e contraditório plenos, não justificando, portanto, a manutenção da r. decisão de arbitramento do valor. Fl. 239DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 • Tratase de hipótese de prescrição da exigibilidade de apresentação da documentação. • As notas fiscais, o LTCAT, bem como, o Livro Caixa ou Livro Diário devem permanecer sob guarda da empresa somente pelo prazo de cinco anos. É o Relatório. Fl. 240DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 37019.000527/200720 Acórdão n.º 2403001.167 S2C4T3 Fl. 263 5 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator O recurso é tempestivo e por não haver óbice ao seu conhecimento, passo à análise das questões pertinentes. PRELIMINARES Quanto às preliminares, devemos verificar a questão da decadência. Primeiramente, cabe esclarecer que a autuação foi motivada por descumprimento da seguinte obrigação acessória: não apresentação de documentos à fiscalização. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n º 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212 de 1991, nestas palavras: Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Art. 45. O direito da Seguridade Social apurar e constituir seus créditos extinguese após 10 (dez) anos contados: (Vide Sumula Vinculante nº 8). (Revogado pela Lei Complementar nº 128, de 2008) I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído; (Revogado pela Lei Complementar nº 128, de 2008) II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, a constituição de crédito anteriormente efetuada. (Revogado pela Lei Complementar nº 128, de 2008) ]Conforme previsto no art. 103A da Constituição Federal, a Súmula de n º 8 vincula toda a Administração Pública, devendo este Colegiado aplicála. Fl. 241DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n º 8.212, há que ser observada a decadência qüinqüenal prevista no CTN. As intimações para apresentação dos documentos datam de 16/02/2007 e 15/03/2007. A data da ciência da autuação é 30/04/2007. Os documentos não apresentados, segundo o Relatório Fiscal foram: • Notas Fiscais – 07/98 a 02/2001; • Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho LTCAT – anos 97 a 2000; • Livro Caixa – 01/97 a 12/2006. Verificase que as notas fiscais e o LTCAT referemse a período decadente. O Livro Caixa não apresentado à fiscalização referese a período decadente a não decadente. A presente autuação fica caracterizada pela ocorrência de pelo menos um evento em período não decadente. É isso que se verifica com o Livro Caixa. Fica portanto, afastada a tese da decadência. MÉRITO DOCUMENTO EXIGIDOS A tese apresentada pela recorrente é que somente documentos textualmente listados em lei podem ser exigidos pelo Fisco. Análise do artigo 33 da Lei 8.212/91 demonstra que o Fisco pode exigis documentos ou informações e que ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, implica em autuação. Fl. 242DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 37019.000527/200720 Acórdão n.º 2403001.167 S2C4T3 Fl. 264 7 "Art. 33. Ao Instituto Nacional do Seguro Social — INSS compete arrecadar, fiscalizar , lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11, bem como as contribuições incidentes a titulo de substituição; e à Secretaria da Receita Federal — SRF compete arrecadar, fiscalizar , lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas d e e do parágrafo único do art. 11, cabendo a ambos os órgãos, na esfera de sua competência, promover a respectiva cobrança e aplicar as sanções previstas legalmente. (Redação dada pela Lei n°10.256, de 9.7.2001) § 2° A empresa, o servidor de órgãos públicos da administração direta e indireta, o segurado da Previdência Social, o serventuário da Justiça, o sindico ou seu representante, o comissário e o liquidante de empresa em liquidação judicial ou extrajudicial são obrigados a exibir todos os documentos e livros relacionados com as contribuições previstas nesta §3° Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, o Instituto Nacional do Seguro SocialINSS e o Departamento da Receita Federal DRF podem, sem prejuízo da penalidade cabível, inscrever de oficio importância que reputarem devida, cabendo ir empresa ou ao segurado o ônus da prova em contrário". CONCLUSÃO Voto por negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 243DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10935.005213/2007-15
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1997 a 31/12/2006
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO - SÚMULA VINCULANTE STF Nº. 8 - PERÍODO ATINGIDO PELA DECADÊNCIA QÜINQÜENAL - APLICAÇÃO DO ART. 150, § 4º, CTN.
O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a
inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante nº 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”.
Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal
Na hipótese dos autos, aplica-se o entendimento do STJ no REsp 973.733/SC nos termos do art. 62-A, Anexo II, Regimento Interno do CARF RICARF, com a regra de decadência insculpida no art. 150, § 4º, CTN posto que houve recolhimentos antecipados a homologar feitos pelo contribuinte.
A recorrente teve ciência da NFLD no dia 25.09.2007, o período do débito é de 01/1997 a 13/2006. Dessa forma, constata-se
que já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados até a competência 08/2002, inclusive, nos termos do art. 150, § 4º, CTN.
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA - NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO.
A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário.
Neste sentido, o art. 26-A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária.
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - INOBSERVÂNCIA DE REGULARIDADE NO LANÇAMENTO - INOCORRÊNCIA.
Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento.
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - CONTRIBUIÇÃO PARA O INCRA - SUJEIÇÃO
A contribuição para o INCRA, mesmo após a publicação das Leis n°
7.787/89 e n° 8.212/91, permanece plenamente exigível, inclusive em relação às empresas dedicadas a atividades urbanas.
Não se olvida que a contribuição destinada ao INCRA tenha natureza distinta das contribuições sociais da Seguridade Social. As competências do INCRA são atribuídas pela sua lei de criação e o Estatuto da Terra.
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO - ACRÉSCIMOS LEGAIS - JUROS E MULTA DE MORA - ALTERAÇÕES DADAS PELA LEI 11.941/2009 - RECÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA - ART. 106, II, C, CTN
Até a edição da Lei 11.941/2009, os acréscimos legais previdenciários eram distintos dos demais tributos federais, conforme constavam dos arts. 34 e 35 da Lei 8.212/1991. A Lei 11.941/2009 revogou o art. 34 da Lei 8.212/1991 (que tratava de juros moratórios), alterou a redação do art. 35 (que versava
sobre a multa de mora) e inseriu o art. 35-A, para disciplinar a multa de ofício.
Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratando-se de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõe-se o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para compará-la com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito
lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa de mora mais benéfica.
Ressalva-se a posição do Relator, vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35-A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos
legais mais benéficos ao contribuinte.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2403-001.130
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, nas preliminares, por unanimidade
de votos em reconhecer a decadência até a competência de 08/2002, inclusive, com base no art. 150, § 4º do CTN. No Mérito, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso
para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo
o valor mais benéfico ao contribuinte.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1997 a 31/12/2006 PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO - SÚMULA VINCULANTE STF Nº. 8 - PERÍODO ATINGIDO PELA DECADÊNCIA QÜINQÜENAL - APLICAÇÃO DO ART. 150, § 4º, CTN. O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante nº 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal Na hipótese dos autos, aplica-se o entendimento do STJ no REsp 973.733/SC nos termos do art. 62-A, Anexo II, Regimento Interno do CARF RICARF, com a regra de decadência insculpida no art. 150, § 4º, CTN posto que houve recolhimentos antecipados a homologar feitos pelo contribuinte. A recorrente teve ciência da NFLD no dia 25.09.2007, o período do débito é de 01/1997 a 13/2006. Dessa forma, constata-se que já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados até a competência 08/2002, inclusive, nos termos do art. 150, § 4º, CTN. PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA - NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26-A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - INOBSERVÂNCIA DE REGULARIDADE NO LANÇAMENTO - INOCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento. PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - CONTRIBUIÇÃO PARA O INCRA - SUJEIÇÃO A contribuição para o INCRA, mesmo após a publicação das Leis n° 7.787/89 e n° 8.212/91, permanece plenamente exigível, inclusive em relação às empresas dedicadas a atividades urbanas. Não se olvida que a contribuição destinada ao INCRA tenha natureza distinta das contribuições sociais da Seguridade Social. As competências do INCRA são atribuídas pela sua lei de criação e o Estatuto da Terra. PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO - ACRÉSCIMOS LEGAIS - JUROS E MULTA DE MORA - ALTERAÇÕES DADAS PELA LEI 11.941/2009 - RECÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA - ART. 106, II, C, CTN Até a edição da Lei 11.941/2009, os acréscimos legais previdenciários eram distintos dos demais tributos federais, conforme constavam dos arts. 34 e 35 da Lei 8.212/1991. A Lei 11.941/2009 revogou o art. 34 da Lei 8.212/1991 (que tratava de juros moratórios), alterou a redação do art. 35 (que versava sobre a multa de mora) e inseriu o art. 35-A, para disciplinar a multa de ofício. Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratando-se de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõe-se o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para compará-la com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa de mora mais benéfica. Ressalva-se a posição do Relator, vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35-A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos legais mais benéficos ao contribuinte. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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VALE COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1997 a 31/12/2006 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO SÚMULA VINCULANTE STF Nº. 8 PERÍODO ATINGIDO PELA DECADÊNCIA QÜINQÜENAL APLICAÇÃO DO ART. 150, § 4º, CTN. O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante n º 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos:“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Nos termos do art. 103A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal Na hipótese dos autos, aplicase o entendimento do STJ no REsp 973.733/SC nos termos do art. 62A, Anexo II, Regimento Interno do CARF RICARF, com a regra de decadência insculpida no art. 150, § 4º, CTN posto que houve recolhimentos antecipados a homologar feitos pelo contribuinte. A recorrente teve ciência da NFLD no dia 25.09.2007, o período do débito é de 01/1997 a 13/2006. Dessa forma, constatase que já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados até a competência 08/2002, inclusive, nos termos do art. 150, § 4º, CTN. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. Fl. 2030DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 2 A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO INOBSERVÂNCIA DE REGULARIDADE NO LANÇAMENTO INOCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO CONTRIBUIÇÃO PARA O INCRA SUJEIÇÃO A contribuição para o INCRA, mesmo após a publicação das Leis n° 7.787/89 e n° 8.212/91, permanece plenamente exigível, inclusive em relação às empresas dedicadas a atividades urbanas. Não se olvida que a contribuição destinada ao INCRA tenha natureza distinta das contribuições sociais da Seguridade Social. As competências do INCRA são atribuídas pela sua lei de criação e o Estatuto da Terra. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO ACRÉSCIMOS LEGAIS JUROS E MULTA DE MORA ALTERAÇÕES DADAS PELA LEI 11.941/2009 RECÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA ART. 106, II, C, CTN Até a edição da Lei 11.941/2009, os acréscimos legais previdenciários eram distintos dos demais tributos federais, conforme constavam dos arts. 34 e 35 da Lei 8.212/1991. A Lei 11.941/2009 revogou o art. 34 da Lei 8.212/1991 (que tratava de juros moratórios), alterou a redação do art. 35 (que versava sobre a multa de mora) e inseriu o art. 35A, para disciplinar a multa de ofício. Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para comparála com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa de mora mais benéfica. Ressalvase a posição do Relator, vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos legais mais benéficos ao contribuinte. Recurso Voluntário Provido em Parte Fl. 2031DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10935.005213/200715 Acórdão n.º 240301.130 S2C4T3 Fl. 2.001 3 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, nas preliminares, por unanimidade de votos em reconhecer a decadência até a competência de 08/2002, inclusive, com base no art. 150, § 4º do CTN. No Mérito, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Jhonatas Ribeiro da Silva, Marcelo Magalhães Peixoto e Maria Anselma Coscrato dos Santos. Ausente o Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 2032DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 4 Relatório Tratase de Recurso Voluntário, fls. 1965 a 1992, apresentado contra Acórdão nº 0616.214 – 7ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Curitiba PR, fls. 1951 a 1955, que julgou procedente o lançamento, oriundo de descumprimento de obrigação tributária legal principal, fl. 01, Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD nº 37.044.2571, no montante de R$ 8.827.942,84 (oito milhões, oitocentos e vinte e sete mil, novecentos e quarenta e dois reais e oitenta e quatro centavos). Segundo a AuditoriaFiscal, de acordo com o Relatório Fiscal, fls. 02 a 16, o lançamento referese a as contribuições devidas pela empresa destinadas à Seguridade Social, quota patronal, incidentes sobre as remunerações pagas aos segurados empregados destinadas a TERCEIROS (INCRA, SENAR, SESCOOP, SENAC, SESC e SEBRAE), no período de 01/1997 a 13/2006. Conforme o Relatório Fiscal, fls. 02 a 16, nesta NFLD, os fatos geradores das contribuições sociais apuradas e lançadas foram separados em diversos códigos, denominados pela auditoriafiscal de levantamentos: LEVANTAMENTO PERÍODO CONTRIBUIÇÃO SOCIAL / FATO GERADOR D01 – diferença 787 para 515 01/1997 a 12/1998 Contribuições sociais nas alíquotas de 1,0% (um por cento), 1,5% (uni e meio por cento) e 0,6% (zero ponto seis por cento) destinadas, respectivamente, ao SENAC, SESC e SEBRAE, incidentes sobre as remunerações pagas aos segurados empregados vinculados aos estabelecimentos que foram enquadrados pelo contribuinte no FPAS 787 e reenquadrados "exofficio" por esta fiscalização para o FPAS 515, em razão dos estabelecimentos terem exercido atividades estritamente • comerciais, cujos fatos geradores ocorreram de 01.1997 até 12.1998 (período anterior a obrigatoriedade da prestação de informações à Previdência Social em GFIP). D02 – diferença 787 para 515 01/1999 a 11/1999 Contribuições sociais nas alíquotas de 1,0% (um por cento), 1,5% (um e meio por cento) e 0,6% (zero ponto seis por cento) destinadas, respectivamente, ao SENAC, SESC e SEBRAE, . incidentes sobre as remunerações pagas aos segurados empregados vinculados aos estabelecimentos que foram enquadrados pelo contribuinte no FPAS 787 e re enquadrados "exofficio" por esta fiscalização para o FPAS 515, em razão dos Fl. 2033DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10935.005213/200715 Acórdão n.º 240301.130 S2C4T3 Fl. 2.002 5 estabelecimentos terem exercido atividades estritamente comerciais, cujos fatos geradores ocorreram de 01 até 11.1999 (a partir da obrigatoriedade da prestação de informações Previdência Social em GFIP, até o inicio do período de vigência da arrecadação das contribuições sociais destinadas ao SESCOOP). D03 – diferença 787 para 515 12/1999 a 13/2006 Contribuições sociais na alíquota de 0,6% (zero ponto seis por cento) destinadas ao SEBRAE, incidentes sobre remunerações pagas aos segurados empregados vinculados aos estabelecimentos que foram enquadrados pelo contribuinte no FPAS 787 e re enquadrados "exofficio" por esta fiscalização para o FPAS 515, em razão dos estabelecimentos terem exercido atividades estritamente comerciais, cujos fatos geradores ocorreram a partir de 12.1999 (a partir da obrigatoriedade da prestação de informações à Previdência Social em GFIP e após o início do período de vigência da arrecadação das contribuições sociais destinadas ao SESCOOP). D04 – diferença 531 para 817 Até 01/1997 Contribuições sociais na aliquota de 2,5% (dois ponto cinco por cento) destinadas ao SENAR, incidentes sobre remunerações pagas aos segurados empregados vinculados aos estabelecimentos que foram enquadrados pelo contribuinte no FPAS 531 e re enquadrados "exofficio" por esta fiscalização para o FPAS 817, em razão dos estabelecimentos terem exercido atividades de cooperativismo rural enquadrado no Decretolei n° 1146/70, cujos fatos geradores ocorreram até 01.1997 (período anterior a obrigatoriedade da prestação de informações à Previdência Social em GFIP). D05 – diferença 531 para 795 02/1997 a 12/1998 Contribuições sociais na aliquota de 2,5% (dois ponto cinco por cento) destinadas ao SENAR, incidentes sobre as remunerações pagas aos segurados empregados vinculados aos estabelecimentos que foram enquadrados pelo contribuinte no FPAS 531 e re enquadrados "exofficio" por esta fiscalização para o FPAS 795, em razão dos estabelecimentos terem exercido atividades de cooperativismo rural enquadrado no Decretolei n° 1.146/70, cujos fatos geradores ocorreram de 02.1997 até 12.1998 (período anterior a obrigatoriedade da prestação de informações à Previdência Social em GFIP). D06 – diferença 531 para 795 01/1999 a 11/1999 Contribuições sociais na aliquota de 2,5% (dois ponto cinco por cento) destinadas ao SENAR, incidentes sobre as remunerações pagas aos segurados empregados vinculados aos estabelecimentos que foram enquadrados pelo contribuinte no FPAS 531 e re enquadrados "exofficio" por esta fiscalização para o FPAS 795, em razão dos estabelecimentos terem exercido atividades de cooperativismo rural enquadrado no Decretolei n° 1.146/70, cujos fatos geradores ocorreram de 01 até 11.1999 (a partir da obrigatoriedade da prestação de informações à Previdência Social em GFIP, até o inicio do período de vigência da arrecadação das contribuições sociais destinadas ao SESCOOP). D07 – diferença 531 para 795 12/1999 a 09/2001 Contribuições sociais na aliquota de 2,5% (dois ponto cinco por cento) destinadas ao SESCOOP, incidentes sobre as Fl. 2034DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 6 remunerações pagas aos segurados empregados vinculados aos estabelecimentos que foram enquadrados pelo contribuinte no FPAS 531 e re enquadrados "exofficio" por esta fiscalização para o FPAS 795, em razão dos estabelecimentos terem exercido atividades de cooperativismo rural enquadrado no Decretolei n° 1.146/70, cujos fatos geradores ocorreram a partir de 12.1999 (a partir da obrigatoriedade da prestação de informações à Previdência Social em GFIP e após o inicio do período de vigência da arrecadação das contribuições sociais destinadas ao SESCOOP). D08 – diferença 507 para 787 01/1997 a 12/1998 Contribuições sociais na alíquota de 2,5% (dois ponto cinco por cento) destinadas ao SENAR, incidentes sobre as remunerações pagas aos segurados empregados vinculados aos estabelecimentos que foram enquadrados pelo contribuinte no FPAS 507 e re enquadrados "exofficio" por esta fiscalização para o FPAS 787, em razão dos estabelecimentos terem exercido atividades de cooperativismo rural enquadrado não enquadrada no Decretolei n° 1.146/70, cujos fatos geradores ocorreram de 01.1997 até 12.1998 (período anterior a obrigatoriedade da prestação de informações à Previdência Social em GFIP). D09 – diferença 507 para 787 01/1999 a 11/1999 Contribuições sociais na aliquota de 2,5% (dois ponto cinco por cento) destinadas ao SENAR, incidentes sobre.. as remunerações pagas aos segurados empregados vinculados aos estabelecimentos que foram enquadrados pelo contribuinte no FPAS 507 e re enquadrados "exofficio" por esta fiscalização para o FPAS 787, em razão dos estabelecimentos terem exercido atividades de cooperativismo rural não enquadrado no Decretolei n° 1.146/70, cujos fatos geradores ocorreram de 01.1999 até 11.1999 (a partir da obrigatoriedade da prestação de informações à Previdência Social em GFIP, até o início do período de vigência da arrecadação das contribuições sociais destinadas ao SESCOOP). D10 – diferença 787 para 817 01/1997 Diferenças nos recolhimentos efetuados pelo contribuinte de 2,5% (dois ponto cinco por cento) nas contribuições sociais destinadas ao INCRA e incidentes sobre as remunerações pagas aos segurados empregados vinculados aos estabelecimentos que foram enquadrados pelo contribuinte no FPAS 787 e re enquadrados "exofficio" por esta fiscalização para o FPAS 817, em razão dos estabelecimentos terem exercido atividades de cooperativismo rural enquadrado no Decretolei n° 1.146/70, cujos fatos geradores ocorreram em 01.1997 (período anterior a obrigatoriedade da prestação de informações à Previdência Social em GFIP). D11 – diferença 787 para 795 02/1997 a 12/1998 Diferenças nos recolhimentos efetuados pelo contribuinte de 2,5% (dois ponto cinco por cento) nas contribuições sociais destinadas ao INCRA e incidentes sobre remunerações pagas aos segurados empregados vinculados aos estabelecimentos que foram enquadrados pelo contribuinte no FPAS 787 e re enquadrados "exofficio" por esta fiscalização para o FPAS 795, em razão dos estabelecimentos terem exercido atividades de cooperativismo rural enquadrado no Decretolei n°1.146/70, cujos fatos geradores ocorreram de 02.1997 até 12.1998 (período anterior a obrigatoriedade da prestação de informações à Previdência Social em GFIP). Fl. 2035DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10935.005213/200715 Acórdão n.º 240301.130 S2C4T3 Fl. 2.003 7 D12 – diferença 787 para 795 01/1999 a 13/2006 Diferenças nos recolhimentos efetuados pelo contribuinte de 2,5% (dois ponto cinco por cento) nas contribuições sociais destinadas ao INCRA e incidentes sobre remunerações pagas aos segurados empregados vinculados aos estabelecimentos que foram enquadrados pelo contribuinte no FPAS 787 e re enquadrados "exofficio" por esta fiscalização para o FPAS 795, em razão dos estabelecimentos terem exercido atividades de cooperativismo rural enquadrado no Decretolei n° 1.146/70, cujos fatos geradores ocorreram de 01.1999 até 12 2006 (a partir da obrigatoriedade da prestação de informações à Previdência Social em GFIP). Ainda segundo o Relatório Fiscal, às fls. 02 a 16, um dos pontos relevantes a ser destacado, no qual se fundamenta a lavratura fiscal, é a forma societária que deu personalidade jurídica ao contribuinte: a de cooperativa rural mista, com disciplina pela Lei n°. 5.464, de 16 de dezembro de 1971 (lei que definiu a política nacional de cooperativismo e instituiu o regime jurídico das sociedades cooperativas), conforme se destaca: 8 Fatos que demonstram a personalidade jurídica de cooperativa rural do contribuinte podem ser encontrados em determinadas cláusulas dispostas no estatuto social da entidade cooperativa, cuja última versão foi aprovada pela assembléia geral extraordinária, realizada em 21 de novembro de 2003, e registrada no Escritório Regional da Junta Comercial do Paraná em Toledo, em data de 11 de dezembro de 2003, registro lavrado sob o n°. 20033890331 (doc. n°1). Outro fato observado pela auditoria, que deu suporte ao entendimento fiscal da qualidade de cooperativa rural do contribuinte, foram os acordos coletivos de trabalho firmados com o Sindicato de Trabalhadores em Sociedade Cooperativa Agrícola, Agropecuária e Agroindustrial de Palofina e Região — SINTRASCOOPA (doc. n°2). (...) 10 A par das constatações estatutárias e jurídicas, esta auditoriafiscal atestou que o contribuinte, no período examinado, efetivamente exerceu todas as atividades rurais descritas em seu estatuto social, fato este que confirmou de forma peremptória a qualidade de cooperativa rural da auditada. Ademais, como exerceu, dentre outras, a atividade creditícia, não restam duvidas sobre a sua natureza jurídica (cooperativa rural mista). Pois vejamos o contido no §3°, art. 10, da Lei n°5.764/71: O Relatório Fiscal, às fls. 02 a 16, diferencia as normas que dispõem sobre a imposição das contribuições sociais destinadas à Seguridade Social (contribuições previdenciárias), daquelas contribuições sociais destinadas a .terceiros (entidades conveniadas). Fl. 2036DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 8 Desta forma: (i) para as contribuições previdenciárias, independentemente da quantidade de estabelecimentos e das atividades desenvolvidas, o contribuinte se constitui uma única entidade tributante e desta forma deve ser considerado (alínea "a", item 5, da Orientação Normativa INSS/DAF/AFAR n° 3, de 08 de setembro de 1997— publicação no D.O.0 n° 177, de 15 de setembro de 1997). Desta forma, ao aplicar a legislação tributária e determinar a que regra matriz encontrase sujeito o contribuinte (folha de pagamento versus métodos substitutivos), a tributação previdenciária se impõem de maneira unificada, para todos os estabelecimentos e atividades desenvolvidas pelo contribuinte. A titulo de informação, para as cooperativas rurais, as contribuições previdenciárias incidem sobre a folha de pagamentos. (ii) para as contribuições sociais destinadas aos terceiros conveniados, cujo enquadramento é realizado por atividades, ainda que o contribuinte exerça mais de uma atividade por estabelecimento. Contudo, para que um mesmo estabelecimento seja enquadrado em mais de um código FPAS, será necessária a observância do disposto nos §§ 1° e 2°, do art. 581, da Consolidação das Leis do Trabalho — CLT. É o que prescreve o art. 137, da Instrução Normativa INSS/SRP n° 3, de 14.07.2005: IN INSS/SRP n° 3/2005 Art. 137. As contribuições destinadas a outras entidades ou fundos incidem sobre a mesma base de cálculo utilizada para o cálculo das contribuições destinadas à Previdência Social, sendo devidas: (...) 1º As entidades e fundos para os quais o sujeito passivo deverá contribuir são definidas em função de sua atividade econômica e as respectivas alíquotas são identificadas mediante o enquadramento desta na Tabela de Alíquotas por Códigos FPAS, prevista no Anexo III. § 2º O enquadramento na Tabela de Alíquotas por Códigos FPAS, é efetuado pelo sujeito passivo de acordo com cada atividade econômica por ele exercida, ainda que desenvolva mais de uma atividade no mesmo estabelecimento, observados os § § 1º e 2º do art. 581 da CLT. § 3º O estabelecimento mantido por empresa industrial para venda direta ou exposição de seus produtos será enquadrado no FPAS referente à atividade industrial, ainda que localizado em endereço distinto do parque industrial, salvo se nesse estabelecimento seja comercializado produto de outras empresas. (Incluído pela IN MPS SRP nº 20, de 11/01/2007) Fl. 2037DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10935.005213/200715 Acórdão n.º 240301.130 S2C4T3 Fl. 2.004 9 CLT Art. 581. Para os fins do item III do artigo anterior, as empresas atribuirão parte do respectivo capital às suas sucursais, filiais ou agências, desde que localizadas fora da base territorial da entidade sindical representativa da atividade econômica do estabelecimento principal, na proporção das correspondentes operações econômicas, fazendo a devida comunicação às Delegacias Regionais do Trabalho, conforme localidade da sede da empresa, sucursais, filiais ou agências. (Redação dada pela Lei nº 6.386, de 9.12.1976) (Vide Lei nº 11.648, de 2008) § 1º Quando a empresa realizar diversas atividades econômicas, sem que nenhuma delas seja preponderante, cada uma dessas atividades será incorporada à respectiva categoria econômica, sendo a contribuição sindical devida à entidade sindical representativa da mesma categoria, procedendose, em relação às correspondentes sucursais, agências ou filiais, na forma do presente artigo. (Redação dada pela Lei nº 6.386, de 9.12.1976) § 2º Entendese por atividade preponderante a que caracterizar a unidade de produto, operação ou objetivo final, para cuja obtenção todas as demais atividades convirjam, exclusivamente em regime de conexão funcional. (Redação dada pela Lei nº 6.386, de 9.12.1976) O Relatório Fiscal, às fls. 02 a 16, anota que as cooperativas rurais que não exerceram outras atividades econômicas, deveriam se autoenquadrar nos códigos FPAS 787 ou 795. Acaso tenham exercido outras atividades (§§ 1° e 2°, art. 581, da CLT), teriam tais atividades enquadradas nos códigos FPAS correspondentes. Ainda, caso tenham realizado atividades econômicas distintas numa mesma filial, sujeitandose a mais de um FPAS, deveriam ter contribuído sobre as remunerações dos respectivos segurados empregados alocados em cada uma das atividades econômicas. Observase os códigos FPAS Fundos de Previdência e Assistência Social: a) código FPAS 787 — para as cooperativas rurais, com ou sem produção própria, relativamente às atividades não enquadradas no "caput, do art. 2°, do DecretoLei n° 1.146/70 — código utilizado desde a competência 06.1992; b) código FPAS 795 — para as cooperativas rurais, relativamente às atividades enquadradas no "caput", do art. 2°, do DecretoLei n° 1.146/70 — código utilizado desde a competência 03.1997; c) código FPAS 515 – Comércio Atacadista e Varejista. Fl. 2038DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 10 Desta forma, o Relatório Fiscal, pás fls. 02 a 16, mostra que a Recorrente, no período examinado, não se autoenquadrou de forma correta, utilizando indevidamente a codificação FPAS: (i) Então, visto que os estabelecimentos reenquadrados para o FPAS 795 exerceram as seguintes atividades: abate e matança de frangos, beneficiamento de café ou cereais e descaroçamento de algodão. (ii) Já, os estabelecimentos reenquadrados para o FPAS 787 exerceram as atividades da fabricação de amidos ou rações, utilizandose de produtos rurais adquiridos de seus cooperados (mandioca, milho e soja), ou seja, exerceram atividades vinculadas ao cooperativismo rural. (iii) Contudo, também foram executadas pela entidade, atividades econômicas preponderantes (§§ 1° e 2°, art. 581, da CLT), desvinculadas do objetivo social do cooperativismo rural, tais como vendas de mercadorias (Supermercados), insumos, equipamentos agrícolas e peças, ensejando o reenquadramento no FPAS 515. O período de apuração, de acordo com o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF nº 09410027F00, foi de 01/1997 a 12/2006, às fls. 1966. O período do débito, conforme o Relatório Discriminativo Sintético do Débito DSD, às fls. 715, é de 01/1997 a 13/2006. A Recorrente teve ciência da NFLD no dia 25.09.2007, conforme fls. 01. A Recorrente apresentou impugnação tempestiva, às fls. 1889 a 1925, Anexos às fls. 1926 a 1942. A Recorrida, conforme o Acórdão nº 0616.214 – 7ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Curitiba PR, fls. 1951 a 1955, analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação, conforme Ementa a seguir: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Exercício: 1997, 1998, 1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004, 2005, 2006 ENQUADRAMENTO. FPAS. ATIVIDADE DESENVOLVIDA. CRITÉRIO. O critério distintivo para o enquadramento no FPAS decorre da atividade a que se dedica cada estabelecimento da sociedade e não de sua tipologia, seja empresarial ou cooperativa. Lançamento Procedente Fl. 2039DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10935.005213/200715 Acórdão n.º 240301.130 S2C4T3 Fl. 2.005 11 Inconformada com a decisão da Recorrida, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário, fls. 1965 a 1992, onde alega, em apertada síntese: Em sede Preliminar: (i) da nulidade da decisão de 1 ª instância por não apreciação das questões de ilegalidade e inconstitucionalidade; (ii) sustenta que o lançamento já estaria alcançado pela decadência, em face do decurso do prazo de cinco anos previsto no Código Tributário Nacional.Desta forma, há decadência relativamente a todos os fatos geradores ocorridos anteriormente a janeiro de 2002, considerando que a notificação da recorrente do inicio dos trabalhos de fiscalização ocorreu em 15/02/2007. No Mérito: (iii) a cobrança destinada ao Incra padece de ilegalidade. Fundamenta sua pretensão, alegando que a Lei 8.315/91, ao criar o Senar, transferiu a exação de 2,5%, então destinada ao Mera, para esse novo serviço.Temse que as funções do Incra foram atribuídas ao Senar. (iv) o enquadramento adequado para as filiais é aquele vinculado a sua atividade econômica preponderante, no caso, cooperativismo agroindustrial. Todas as atividades periféricas, como vendas de peças, máquinas e insumos agrícolas encontramse ligadas a essa atividade de cooperativismo agroindustrial (preponderante). Pretender enquadrar a empresa no código 515 em vez do 787 é um equivoco. Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão, fls. 1999. É o Relatório. Fl. 2040DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 12 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 1998. DO DEPÓSITO RECURSAL O Supremo Tribunal Federal – STF editou a Súmula Vinculante nº 21 que afastou a exigência de depósito para a admissibilidade de recurso na esfera administrativa. Súmula Vinculante 21 É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. Fonte de Publicação: DJe nº 210, p. 1, em 10/11/2009. DOU de 10/11/2009, p. 1. Avaliados os pressupostos, passo para as questões preliminares. DAS QUESTÕES PRELIMINARES (A) Da regularidade do lançamento Analisemos. Não obstante a argumentação da Recorrente, não confiro razão à Recorrente pois, de plano, notase que o procedimento fiscal atendeu a todas as determinações legais, não havendo, pois, nulidade por vício insanável e tampouco cerceamento de defesa. Fl. 2041DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10935.005213/200715 Acórdão n.º 240301.130 S2C4T3 Fl. 2.006 13 Segundo a AuditoriaFiscal, de acordo com o Relatório Fiscal, fls. 02 a 16, o lançamento referese a as contribuições devidas pela empresa destinadas à Seguridade Social, quota patronal, incidentes sobre as remunerações pagas aos segurados empregados destinadas a TERCEIROS (INCRA, SENAR, SESCOOP, SENAC, SESC e SEBRAE), no período de 01/1997 a 13/2006. Desta forma, conforme o artigo 37 da Lei n° 8.212/91, foi lavrada NFLD que, conforme definido no inciso IV do artigo 633 da IN MPS/SRP n° 03/2005, é o documento constitutivo de crédito relativo às contribuições devidas à Previdência Social e a outras importâncias arrecadadas pela SRP, apuradas mediante procedimento fiscal: (redação à época da lavratura da NFLD) Lei n° 8.212/91 Art. 37. Constatado o atraso total ou parcial no recolhimento de contribuições tratadas nesta Lei, ou em caso de falta de pagamento de beneficio reembolsado, a fiscalização lavrará notificação de débito, com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, conforme dispuser o regulamento. IN MPS/SRP n° 03/2005 Art. 633. São documentos de constituição do crédito tributário, no âmbito da SRP: IV Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD, que é o documento constitutivo de crédito relativo às contribuições devidas à Previdência Social e a outras importâncias arrecadadas pela SRP, apuradas mediante procedimento fiscal; Não obstante a argumentação da Recorrente, não confiro razão à Recorrente pois, de plano, notase que o procedimento fiscal atendeu a todas as determinações legais, com a clara discriminação de cada débito apurado e dos acréscimos legais incidentes, não havendo, pois, nulidade por vício insanável e tampouco cerceamento de defesa. Podese elencar as etapas necessárias à realização do procedimento: • A autorização por meio da emissão do Mandado de Procedimento Fiscal – MPF F, com a competente designação do AuditorFiscal responsável pelo cumprimento do procedimento; • A intimação para a apresentação dos documentos conforme Termo de Intimação para Apresentação de Documentos – TIAD, intimando o contribuinte para que apresentasse todos os documentos capazes de comprovar o cumprimento da legislação previdenciária; Fl. 2042DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 14 • A autuação dentro do prazo autorizado pelo referido Mandado, com a apresentação ao contribuinte dos fatos geradores e fundamentação legal que constituíram a lavratura do auto de infração ora contestado, com as informações necessárias para que o autuado pudesse efetuar as impugnações que considerasse pertinentes: a. IPC Instruções para o Contribuinte (que tem a finalidade de comunicar ao contribuinte como regularizar seu débito, como apresentar defesa e outras informações); b. DAD Discriminativo Analítico do Débito (que discrimina os valores originários das contribuições devidas pelo contribuinte, abatidos os valores já recolhidos e as deduções legais); c. DSD Discriminativo Sintético do Débito (que apresenta os valores devidos em cada competência, referentes aos levantamentos indicados agrupados por estabelecimento); d. RL Relatório de Lançamentos (que relaciona os lançamentos efetuados nos sistemas específicos para apuração dos valores devidos pelo sujeito passivo); e. FLD Fundamentos Legais do Débito (que indica os dispositivos legais que autorizam o lançamento e a cobrança das contribuições exigidas, de acordo com a legislação vigente à época do respectivo fato gerador); f. CORESP Relatório de Coresponsáveis do Débito; g. VÍNCULOS Relatório de Vínculos (que lista todas as pessoas físicas ou jurídicas em razão de seu vínculo com o sujeito passivo, indicando o tipo de vínculo existente e o período); h. MPF – Mandado de Procedimento Fiscal; i. TIAD – Termo de Intimação para Apresentação de Documentos;. j. TEAF Termo de Encerramento da Ação Fiscal;. k. REFISC – Relatório Fiscal. Cumprenos esclarecer ainda, que o lançamento fiscal foi elaborado nos termos do artigo 142 do Código Tributário Nacional, especialmente a verificação da efetiva ocorrência do fato gerador tributário, a matéria sujeita ao tributo, bem como o montante individualizado do tributo devido. De plano, o art. 142, CTN, estabelece que: “Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Fl. 2043DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10935.005213/200715 Acórdão n.º 240301.130 S2C4T3 Fl. 2.007 15 Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional.” Analisandose a NFLD 37.044.2571, temse que foi cumprido integralmente os limites legais dispostos no art. 142, CTN. Ademais, não compete ao AuditorFiscal agir de forma discricionária no exercício de suas atribuições. Desta forma, em constatando a falta de recolhimento, face a ocorrência do fato gerador, cumprilhe lavrar de imediato a notificação fiscal de lançamento de débito de forma vinculada, constituindo o crédito previdenciário. O art. 243 do Decreto 3.048/99, assim dispõe neste sentido: Art.243. Constatada a falta de recolhimento de qualquer contribuição ou outra importância devida nos termos deste Regulamento, a fiscalização lavrará, de imediato, notificação fiscal de lançamento com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, de acordo com as normas estabelecidas pelos órgãos competentes. Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. (B) Alegações de inconstitucionalidade. Analisemos. Não assiste razão à Recorrente pois o previsto no ordenamento legal não pode ser anulado na instância administrativa por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26A, caput do Decreto 70.235/1972, que dispõe sobre o processo administrativo fiscal, e dá outras providências: “Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 1o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 2o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) Fl. 2044DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 16 § 3o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 4o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 5o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 6o O disposto no caput deste artigo não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) I – que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) II – que fundamente crédito tributário objeto de: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei no 10.522, de 19 de julho de 2002; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993; ou (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) c) pareceres do AdvogadoGeral da União aprovados pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)”(gn). Ademais, há a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. (i) da nulidade da decisão de 1 ª instância por não apreciação das questões de ilegalidade e inconstitucionalidade; Analisemos. Não assiste razão à Recorrente pois o Conselho administrativo de Recursos Fiscais CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária, nos termos Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, conforme já analisado no item (B). Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. Fl. 2045DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10935.005213/200715 Acórdão n.º 240301.130 S2C4T3 Fl. 2.008 17 (ii) sustenta que o lançamento já estaria alcançado pela decadência, em face do decurso do prazo de cinco anos previsto no Código Tributário Nacional.Desta forma, há decadência relativamente a todos os fatos geradores ocorridos anteriormente a janeiro de 2002, considerando que a notificação da recorrente do inicio dos trabalhos de fiscalização ocorreu em 15/02/2007. Analisemos. Devese verificar a ocorrência, ou não, da decadência. O Supremo Tribunal Federal STF, conforme o Informativo STF nº 510 de 19 de junho de 2008, por entender que apenas lei complementar pode dispor sobre prescrição e decadência em matéria tributária, nos termos do artigo 146, III, b, da Constituição Federal, negou provimento por unanimidade aos Recursos Extraordinários nºs 556664/RS, 559882/RS, 559.943 e 560626/RS, em decisão plenária que declarou a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46, da Lei nº 8.212/91, atribuindose, à decisão, eficácia ex nunc apenas em relação aos recolhimentos efetuados antes de 11.6.2008 e não impugnados até a mesma data, seja pela via judicial, seja pela administrativa. Após, o STF aprovou o Enunciado da Súmula Vinculante nº 8, publicada em 20.06.2008, nestes termos: Súmula Vinculante nº 8 São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Publicada no DOU de 20/6/2008, Seção 1, p.1. É necessário observar ainda que as súmulas aprovadas pelo STF possuem efeitos vinculantes, conforme se depreende do art. 103A e parágrafos da Constituição Federal, que foram inseridos pela Emenda Constitucional nº 45/2004. in verbis: “Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. § 1º A súmula terá por objetivo a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja controvérsia atual entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica. Fl. 2046DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 18 § 2º Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei, a aprovação, revisão ou cancelamento de súmula poderá ser provocada por aqueles que podem propor a ação direta de inconstitucionalidade. § 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgandoa procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso (g.n.)." Portanto, da leitura do dispositivo constitucional acima, concluise que a vinculação à súmula alcança a administração pública e, por conseqüência, os julgadores no âmbito do contencioso administrativo fiscal. Ademais, no termos do artigo 64B da Lei 9.784/99, com a redação dada pela Lei 11.417/06, a administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, deve adequar a decisão administrativa ao entendimento do STF, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, administrativa e penal. “Art. 64B. Acolhida pelo Supremo Tribunal Federal a reclamação fundada em violação de enunciado da súmula vinculante, darseá ciência à autoridade prolatora e ao órgão competente para o julgamento do recurso, que deverão adequar as futuras decisões administrativas em casos semelhantes, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, administrativa e penal” Cumpre ressaltar que o art. 62, caput do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF do Ministério da Fazenda, Portaria MF nº 256 de 22.06.2009, veda o afastamento de aplicação ou inobservância de legislação sob fundamento de inconstitucionalidade. Porém, o art. 62, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno do CARF, ressalva que o disposto no caput não se aplica a dispositivo que tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal: “Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002; Fl. 2047DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10935.005213/200715 Acórdão n.º 240301.130 S2C4T3 Fl. 2.009 19 b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n° 73, de 1993; ou c) parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993. (g.n.)” Portanto, em razão da declaração de inconstitucionalidade dos arts 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 pelo STF, há que serem observadas as regras previstas no Código Tributário Nacional CTN. Dessa forma, constatase que já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados, nos termos dos artigos 150, § 4o, e 173 do Código Tributário Nacional. O Código Tributário Nacional, ao dispor sobre a decadência, causa extintiva do crédito tributário, assim estabelece em seu artigo 173: “Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. (g.n.)” Já em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, quando ocorre pagamento antecipado inferior ao efetivamente devido, sem que o contribuinte tenha incorrido em fraude, dolo ou simulação, aplicase o disposto no § 4º, do artigo 150, do CTN, segundo o qual, se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador: “Art.150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento. § 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito. § 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação. Fl. 2048DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 20 § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (g.n.)” Essas interpretações estão em sintonia com decisões do Poder Judiciário. “Ementa: ....1. O entendimento jurisprudencial consagrado no Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento por homologação cujo pagamento ocorreu antecipadamente, o prazo decadencial de que dispõe o Fisco para constituir o crédito tributário é de cinco anos, contados a partir do fato gerador.Todavia, se não houver pagamento antecipado, incide a regra do art. 173, I, do Código Tributário Nacional.” (STJ.1ª Turma, AgRg no Ag 972.949/RS, Rel.: Min.Denise Arruda.,ago/08.) (g.n.) “Ementa: ....4. Nas exações cujo lançamento se faz por homologação, havendo pagamento antecipado, contase o prazo decadencial a partir da ocorrência do fato gerador (art. 150, § 4º, do CTN). Somente quand onão há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. Em normais circunstâncias, não se conjugam os dispositivos legais. Precedentes das Turmas de Direito Público e da Primeira Seção. 5.Hipótyese dos autos em que não houve pagamento antecipado, aplicandose a regra do art. 173, I, do CTN.” (STJ. 2ª Turma, AgRg no Ag 939.714/RS, Rel.: Min. Eliana Calmon., fev/08.) . (g.n.) “Ementa: .... Em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, a fixação do termo a quo do prazo decadencial para a constituição do crédito deve considerar, em conjunto, os arts. 150, § 4º, e 173, I, do Código Tributário Nacional. Na hipótese em exame, que cuida de lançamento por homologação (contribuição previdenciária) com pagamento antecipado, o prazo decadencial será de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador. (...) Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN..” (STJ. EREsp 278727/DF. Rel.: Min. Franciulli Netto. 1ª Seção. Decisão: 27/08/03. DJ de 28/10/03, p. 184.) . (g.n.) Uma corrente doutrinária também aponta que no caso de tributo lançado por homologação, desde que haja a antecipação de pagamento, se aplica uma regra especial disposta no art. 150, § 4º, CTN em detrimento da aplicação da regra geral do art. 173, I, CTN. No entanto, nos casos de dolo, fraude ou simulação, de modo a que se configure a comprovada máfé do sujeito passivo, não corre o prazo do art. 150, § 4º, CTN mas sim a decadência tributária se rege pela disposição genérica do art. 173, I, CTN. Nesta corrente doutrinária podese citar, dentre outros, Ricardo Lobo Torres1, Eduardo Sabbag2, Mauro Luís Rocha Lopes3 e Leandro Paulsen4. 1 TORRES, Ricardo Lobo. Curso de direito financeiro e tributário. 16. ed. Rio de Janeiro: Renovar, 2009. p. 283. 2 SABBAG, Eduardo. Manual de direito tributário. São Paulo: Saraiva, 2009. p. 723. 3 LOPES, Mauro Luís Rocha. Direito tributário brasileiro. Rio de Janeiro: Impetus, 2009. p. 248. Fl. 2049DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10935.005213/200715 Acórdão n.º 240301.130 S2C4T3 Fl. 2.010 21 Há vozes discordantes na doutrina que defendem que a decadência opera com base na regra geral de decadência exposta no art. 173 do CTN, haja ou não pagamento antecipado no caso de lançamento por homologação, de forma a não se aplicar o art. 150, § 4º, CTN. O meu posicionamento se identifica com o direcionamento do Superior Tribunal de Justiça – STJ e com a primeira corrente doutrinária exposta no sentido de no caso de tributo lançado por homologação, desde que haja a antecipação de pagamento e não se configure os casos de dolo, fraude ou simulação, se aplica a regra especial disposta no art. 150, § 4º, CTN, conforme se depreende do REsp 973.733/SC nos termos do art. 62A, Anexo II, Regimento Interno do CARF – RICARF. Na hipótese presente, configurase a aplicação da regra de decadência insculpida no art. 150, § 4º, CTN pois o Relatório de Lançamentos – RL, Volumes VI a VIII do Processo, mostra que os Levantamentos realizados representam diferenças de enquadramento nos códigos FPAS, ou seja, claramente, em todas as competências, ocorreu uma antecipação de pagamento na forma das alíquotas das contribuições a terceiros provenientes dos enquadramentos anteriores realizados pela Recorrente, além do que, no Relatório Fiscal, às fls. 02 a 16, não restou configurado os casos de dolo, fraude ou simulação. Então, aplicandose o entendimento do STJ no REsp 973.733/SC nos termos do art. 62A, Anexo II, Regimento Interno do CARF – RICARF, exsurge a regra de decadência insculpida no art. 150, § 4º, CTN para todas as competências, posto que houve recolhimentos antecipados a homologar feitos pelo contribuinte em pelo menos uma competência objeto da NFLD, além de não se materializar as hipóteses de dolo, fraude ou simulação. Verificase, da análise dos autos, que a cientificação da NFLD pela Recorrente, às fls. 01, se deu em 25.09.2007 e o débito se refere a contribuições no período: 01/1997 a 13/2006. Dessa forma, nos termos do artigo 150, § 4o, CTN, constatase que já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos lançados até a competência 08.2002, inclusive. Portanto, em função da decadência do direito de constituição dos créditos lançados até a competência 08.2002, inclusive, nos termos do art. 150, § 4o, CTN, restam para a análise do Recurso Voluntário as questões pertinentes aos Códigos de Levantamento que não estejam alcançados pela decadência. O que significa dizer que não estão decadentes apenas os Códigos de Levantamento: (i) D03 – SEBRAE período: 09/2002 a 13/2006; (ii) D12 – INCRA período: 09/2002 a 13/2006; 4 PAULSEN, Leandro. Direito tributário: constituição e código tributário à luz da doutrina e da jurisprudência. 11. ed. Porto Alegre: Livraria do Advogado Editora; ESMAFE, 2009. p. 1036. Fl. 2050DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 22 No Mérito: (iii) a cobrança destinada ao Incra padece de ilegalidade. Fundamenta sua pretensão, alegando que a Lei 8.315/91, ao criar o Senar, transferiu a exação de 2,5%, então destinada ao Mera, para esse novo serviço.Temse que as funções do Incra foram atribuídas ao Senar. Analisemos. Não se olvida que a contribuição destinada ao INCRA tenha natureza distinta das contribuições sociais da Seguridade Social. As competências do INCRA são atribuídas pela sua lei de criação e o Estatuto da Terra: DECRETOLEI Nº 1.110, DE 9 DE JULHO DE 1970. Regulamento Cria o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), extingue o Instituto Brasileiro de Reforma Agrária, o Instituto Nacional de Desenvolvimento Agrário e o Grupo Executivo da Reforma Agrária e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o artigo 55, item I, da Constituição, DECRETA: Art. 1º É criado o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), entidade autárquica, vinculada ao Ministério da Agricultura, com sede na Capital da República. Art. 2º Passam ao INCRA todos os direitos, competência, atribuições e responsabilidades do Instituto Brasileiro de Reforma Agrária (IBRA), do Instituto Nacional de Desenvolvimento Agrário (INDA) e do Grupo Executivo da Reforma Agrária (GERA), que ficam extintos a partir da posse do Presidente do novo Instituto. LEI Nº 4.504, DE 30 DE NOVEMBRO DE 1964. Dispõe sobre o Estatuto da Terra, e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 37. São órgãos específicos para a execução da Reforma Agrária: (Redação dada pela Decreto Lei nº 582, de 1969) Fl. 2051DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10935.005213/200715 Acórdão n.º 240301.130 S2C4T3 Fl. 2.011 23 I O Grupo Executivo da Reforma Agrária (GERA); (Redação dada pela Decreto Lei nº 582, de 1969) Il O Instituto Brasileiro de Reforma Agrária (IBRA), diretamente, ou através de suas Delegacias Regionais; (Redação dada pela Decreto Lei nº 582, de 1969) III as Comissões Agrárias. (Redação dada pela Decreto Lei nº 582, de 1969) Art. 43. O Instituto Brasileiro de Reforma Agrária promoverá a realização de estudos para o zoneamento do país em regiões homogêneas do ponto de vista sócioeconômico e das características da estrutura agrária, visando a definir: I as regiões críticas que estão exigindo reforma agrária com progressiva eliminação dos minifúndios e dos latifúndios; II as regiões em estágio mais avançado de desenvolvimento social e econômico, em que não ocorram tenções nas estruturas demográficas e agrárias; III as regiões já economicamente ocupadas em que predomine economia de subsistência e cujos lavradores e pecuaristas careçam de assistência adequada; IV as regiões ainda em fase de ocupação econômica, carentes de programa de desbravamento, povoamento e colonização de áreas pioneiras. Art. 74. É criado, para atender às atividades atribuídas por esta Lei ao Ministério da Agricultura, o Instituto Nacional do Desenvolvimento Agrário (INDA), entidade autárquica vinculada ao mesmo Ministério, com personalidade jurídica e autonomia financeira, de acordo com o prescrito nos dispositivos seguintes: I o Instituto Nacional do Desenvolvimento Agrário tem por finalidade promover o desenvolvimento rural nos setores da colonização, da extensão rural e do cooperativismo; II o Instituto Nacional do Desenvolvimento Agrário terá os recursos e o patrimônio definidos na presente Lei; III o Instituto Nacional do Desenvolvimento Agrário será dirigido por um Presidente e um Conselho Diretor, composto de três membros, de nomeação do Presidente da República, mediante indicação do Ministro da Agricultura; IV Presidente do Instituto Nacional do Desenvolvimento Agrário integrará a Comissão de Planejamento da Política Agrícola; ... Quanto à alegação de aplicação do artigo 240 da Constituição Federal, não é em razão desse dispositivo que as contribuições ao INCRA não se destinem à Seguridade Fl. 2052DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 24 Social, mas em razão das competências atribuídas à autarquia federal, como já exposto acima. A redação é clara quanto sua restrição apenas às entidades privadas de serviço social e de formação profissional vinculadas ao sistema sindical, onde não se enquadra o INCRA: Art. 240. Ficam ressalvadas do disposto no art. 195 as atuais contribuições compulsórias dos empregadores sobre a folha de salários, destinadas às entidades privadas de serviço social e de formação profissional vinculadas ao sistema sindical. Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: (...) A contribuição ao INCRA não alcança exclusivamente a produção rural, conforme sua lei de instituição, que relaciona atividades industriais que podem ser desenvolvidas tanto no meio rural como nas regiões urbanas: DECRETOLEI Nº 1.146, DE 31 DE DEZEMBRO DE 1970. Consolida os dispositivos sôbre as contribuições criadas pela Lei número 2.613, de 23 de setembro de 1955 e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA , no uso da atribuição que lhe confere o artigo 55, item II, da Constituição, DECRETA: Art 1º As contribuições criadas pela Lei nº 2.613, de 23 de setembro 1955, mantidas nos têrmos dêste DecretoLei, são devidas de acôrdo com o artigo 6º do DecretoLei nº 582, de 15 de maio de 1969, e com o artigo 2º do DecretoLei nº 1.110, de 9 julho de 1970: I Ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária INCRA: 1 as contribuições de que tratam os artigos 2º e 5º dêste DecretoLei; 2 50% (cinqüenta por cento) da receita resultante da contribuição de que trata o art. 3º dêste Decretolei. II Ao Fundo de Assistência do Trabalhador Rural FUNRURAL, 50% (cinqüenta por cento) da receita resultante da contribuição de que trata o artigo 3º dêste Decretolei. Art 2º A contribuição instituída no " caput " do artigo 6º da Lei número 2.613, de 23 de setembro de 1955, é reduzida para 2,5% (dois e meio por cento), a partir de 1º de janeiro de 1971, sendo devida sôbre a soma da fôlha mensal dos salários de contribuição previdenciária dos seus empregados pelas pessoas naturais e jurídicas, inclusive cooperativa, que exerçam as atividades abaixo enumeradas: I Indústria de canadeaçúcar; Fl. 2053DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10935.005213/200715 Acórdão n.º 240301.130 S2C4T3 Fl. 2.012 25 II Indústria de laticínios; III Indústria de beneficiamento de chá e de mate; IV Indústria da uva; V Indústria de extração e beneficiamento de fibras vegetais e de descaroçamento de algodão; VI Indústria de beneficiamento de cereais; VII Indústria de beneficiamento de café; VIII Indústria de extração de madeira para serraria, de resina, lenha e carvão vegetal; IX Matadouros ou abatedouros de animais de quaisquer espécies e charqueadas. Nesse sentido é o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, que também se consolidou no Supremo Tribunal Federal: PROCESSUAL CIVIL EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA CONTRIBUIÇÃO PARA O FUNRURAL E INCRA EMPRESA URBANA LEGALIDADE ORIENTAÇÃO DESTA PRIMEIRA SEÇÃO, SEGUINDO A JURISPRUDÊNCIA DO STF RECURSO NÃO ADMITIDO SÚMULA 168/STJ AGRAVO REGIMENTAL AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA MERA REPETIÇÃO DAS RAZÕES DOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA IRRESIGNAÇÃO MANIFESTAMENTE INFUNDADA RECURSO NÃO CONHECIDO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. 1. Nos termos da orientação desta Primeira Seção e do Supremo Tribunal Federal, é legítimo o recolhimento da contribuição social para o FUNRURAL e INCRA pelas empresas urbanas. Considerando que o acórdão embargado corroborou esse entendimento, correta é a aplicação da Súmula 168 desta Corte Superior. 2. Não tendo a agravante rebatido especificamente os fundamentos da decisão recorrida, limitandose a reproduzir as razões oferecidas nos embargos de divergência, é inviável o conhecimento do recurso. 3. Tratandose de agravo interno manifestamente infundado, impõese a condenação da agravante ao pagamento de multa de 10% (dez por cento) sobre o valor corrigido da causa, nos termos do art. 557, § 2º, do Código de Processo Civil. 4. Agravo interno não conhecido, com aplicação de multa. Fl. 2054DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 26 (AgRg nos EREsp 530802/GO. Primeira Seção. Relatora Ministra DENISE ARRUDA. Julgamento 13/04/2005. DJ 09/05/2005, p. 291) (sem grifos no original). Ementa no Agravo Regimental do Recurso Extraordinário de n ° 211.190, publicado no Diário da Justiça em 29 de novembro de 2002: EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DESTINADA A FINANCIAR O FUNRURAL. VIOLAÇÃO DO PRECEITO INSCRITO NO ARTIGO 195 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGAÇÃO INSUBSISTENTE. A norma do artigo 195, caput, da Constituição Federal, preceitua que a seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, sem expender qualquer consideração acerca da exigibilidade de empresa urbana da contribuição social destinada a financiar o FUNRURAL. Precedentes. Agravo regimental não provido. Ressaltase, por fim, que é vedado a este órgão julgador afastar a aplicação de normas legais sob fundamento de inconstitucionalidade. Neste sentido, há a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. Súmula CARFnº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Desta forma, há que se manter a cobrança da contribuição ao INCRA. (iv) o enquadramento adequado para as filiais é aquele vinculado a sua atividade econômica preponderante, no caso, cooperativismo agroindustrial. Todas as atividades periféricas, como vendas de peças, máquinas e insumos agrícolas encontramse ligadas a essa atividade de cooperativismo agroindustrial (preponderante). Pretender enquadrar a empresa no código 515 em vez do 787 é um equivoco. Analisemos. Conforme o Relatório Fiscal, às fls. 02 a 16, um dos pontos relevantes a ser destacado, no qual se fundamenta a lavratura fiscal, é a forma societária que deu personalidade jurídica ao contribuinte: a de cooperativa rural mista, com disciplina pela Lei Fl. 2055DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10935.005213/200715 Acórdão n.º 240301.130 S2C4T3 Fl. 2.013 27 n°. 5.464, de 16 de dezembro de 1971 (lei que definiu a política nacional de cooperativismo e instituiu o regime jurídico das sociedades cooperativas), conforme se destaca: 8 Fatos que demonstram a personalidade jurídica de cooperativa rural do contribuinte podem ser encontrados em determinadas cláusulas dispostas no estatuto social da entidade cooperativa, cuja última versão foi aprovada pela assembléia geral extraordinária, realizada em 21 de novembro de 2003, e registrada no Escritório Regional da Junta Comercial do Paraná em Toledo, em data de 11 de dezembro de 2003, registro lavrado sob o n°. 20033890331 (doc. n°1). Outro fato observado pela auditoria, que deu suporte ao entendimento fiscal da qualidade de cooperativa rural do contribuinte, foram os acordos coletivos de trabalho firmados com o Sindicato de Trabalhadores em Sociedade Cooperativa Agrícola, Agropecuária e Agroindustrial de Palofina e Região — SINTRASCOOPA (doc. n°2). (...) 10 A par das constatações estatutárias e jurídicas, esta auditoriafiscal atestou que o contribuinte, no período examinado, efetivamente exerceu todas as atividades rurais descritas em seu estatuto social, fato este que confirmou de forma peremptória a qualidade de cooperativa rural da auditada. Ademais, como exerceu, dentre outras, a atividade creditícia, não restam duvidas sobre a sua natureza jurídica (cooperativa rural mista). Pois vejamos o contido no §3°, art. 10, da Lei n°5.764/71: O Relatório Fiscal, às fls. 02 a 16, diferencia as normas que dispõem sobre a imposição das contribuições sociais destinadas à Seguridade Social (contribuições previdenciárias), daquelas contribuições sociais destinadas a .terceiros (entidades conveniadas). Desta forma: (i) para as contribuições previdenciárias, independentemente da quantidade de estabelecimentos e das atividades desenvolvidas, o contribuinte se constitui uma única entidade tributante e desta forma deve ser considerado (alínea "a", item 5, da Orientação Normativa INSS/DAF/AFAR n° 3, de 08 de setembro de 1997— publicação no D.O.0 n° 177, de 15 de setembro de 1997). Desta forma, ao aplicar a legislação tributária e determinar a que regra matriz encontrase sujeito o contribuinte (folha de pagamento versus métodos substitutivos), a tributação previdenciária se impõem de maneira unificada, para todos os estabelecimentos e atividades desenvolvidas pelo contribuinte. A titulo de informação, para as cooperativas rurais, as contribuições previdenciárias incidem sobre a folha de pagamentos. Fl. 2056DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 28 (ii) para as contribuições sociais destinadas aos terceiros conveniados, cujo enquadramento é realizado por atividades, ainda que o contribuinte exerça mais de uma atividade por estabelecimento. Contudo, para que um mesmo estabelecimento seja enquadrado em mais de um código FPAS, será necessária a observância do disposto nos §§ 1° e 2°, do art. 581, da Consolidação das Leis do Trabalho — CLT. É o que prescreve o art. 137, da Instrução Normativa INSS/SRP n° 3, de 14.07.2005: IN INSS/SRP n° 3/2005 Art. 137. As contribuições destinadas a outras entidades ou fundos incidem sobre a mesma base de cálculo utilizada para o cálculo das contribuições destinadas à Previdência Social, sendo devidas: (...) 1º As entidades e fundos para os quais o sujeito passivo deverá contribuir são definidas em função de sua atividade econômica e as respectivas alíquotas são identificadas mediante o enquadramento desta na Tabela de Alíquotas por Códigos FPAS, prevista no Anexo III. § 2º O enquadramento na Tabela de Alíquotas por Códigos FPAS, é efetuado pelo sujeito passivo de acordo com cada atividade econômica por ele exercida, ainda que desenvolva mais de uma atividade no mesmo estabelecimento, observados os § § 1º e 2º do art. 581 da CLT. § 3º O estabelecimento mantido por empresa industrial para venda direta ou exposição de seus produtos será enquadrado no FPAS referente à atividade industrial, ainda que localizado em endereço distinto do parque industrial, salvo se nesse estabelecimento seja comercializado produto de outras empresas. (Incluído pela IN MPS SRP nº 20, de 11/01/2007) CLT Art. 581. Para os fins do item III do artigo anterior, as empresas atribuirão parte do respectivo capital às suas sucursais, filiais ou agências, desde que localizadas fora da base territorial da entidade sindical representativa da atividade econômica do estabelecimento principal, na proporção das correspondentes operações econômicas, fazendo a devida comunicação às Delegacias Regionais do Trabalho, conforme localidade da sede da empresa, sucursais, filiais ou agências. (Redação dada pela Lei nº 6.386, de 9.12.1976) (Vide Lei nº 11.648, de 2008) § 1º Quando a empresa realizar diversas atividades econômicas, sem que nenhuma delas seja preponderante, cada uma dessas atividades será incorporada à respectiva categoria econômica, sendo a contribuição sindical devida à entidade sindical representativa da mesma categoria, procedendose, em relação às correspondentes sucursais, Fl. 2057DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10935.005213/200715 Acórdão n.º 240301.130 S2C4T3 Fl. 2.014 29 agências ou filiais, na forma do presente artigo. (Redação dada pela Lei nº 6.386, de 9.12.1976) § 2º Entendese por atividade preponderante a que caracterizar a unidade de produto, operação ou objetivo final, para cuja obtenção todas as demais atividades convirjam, exclusivamente em regime de conexão funcional. (Redação dada pela Lei nº 6.386, de 9.12.1976) Por outro lado, a AuditoriaFiscal mostra que as cooperativas rurais que não exerceram outras atividades econômicas, deveriam se autoenquadrar nos códigos FPAS 787 ou 795. Neste sentido, se aplica o disposto na CLT §§ 1° e 2°, art. 581, da CLT) , pois caso tenham exercido outras atividades ocorreria de terem tais atividades enquadradas nos códigos FPAS correspondentes. Ainda, caso tenham realizado atividades econômicas distintas numa mesma filial, sujeitandose a mais de um FPAS, deveriam ter contribuído sobre as remunerações dos respectivos segurados empregados alocados em cada uma das atividades econômicas. Observase os códigos FPAS Fundos de Previdência e Assistência Social: a) código FPAS 787 — para as cooperativas rurais, com ou sem produção própria, relativamente às atividades não enquadradas no "caput, do art. 2°, do DecretoLei n° 1.146/70 — código utilizado desde a competência 06.1992; b) código FPAS 795 — para as cooperativas rurais, relativamente às atividades enquadradas no "caput", do art. 2°, do DecretoLei n° 1.146/70 — código utilizado desde a competência 03.1997; c) código FPAS 515 – Comércio Atacadista e Varejista. Desta forma, a AuditoriaFiscal comprova que a Recorrente, no período examinado, não se autoenquadrou de forma correta, utilizando indevidamente a codificação FPAS: (i) Então, visto que os estabelecimentos reenquadrados para o FPAS 795 exerceram as seguintes atividades: abate e matança de frangos, beneficiamento de café ou cereais e descaroçamento de algodão. (ii) Já, os estabelecimentos reenquadrados para o FPAS 787 exerceram as atividades da fabricação de amidos ou rações, utilizandose de produtos rurais adquiridos de seus cooperados (mandioca, milho e soja), ou seja, exerceram atividades vinculadas ao cooperativismo rural. Fl. 2058DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 30 (iii) Contudo, também foram executadas pela entidade, atividades econômicas preponderantes (§§ 1° e 2°, art. 581, da CLT), desvinculadas do objetivo social do cooperativismo rural, tais como vendas de mercadorias (Supermercados), insumos, equipamentos agrícolas e peças, ensejando o reenquadramento no FPAS 515. Portanto, mantenho a decisão de primeira instância, às fls. 1955, no sentido de que foi correto o enquadramento realizado pela AuditoriaFiscal dos estabelecimentos (filiais 77.863.223/002401, 77.863.223/007462, 77.863.223/007896/ 77.863.223/008949) da Recorrente no código 515 porque se trata de cooperativa rural que desenvolve atividades comerciais não relacionado com seu objeto social preponderante. CONCLUSÃO Voto no sentido de CONHECER do recurso, NAS PRELIMINARES, se declarar a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados na competência 08/2002, inclusive, nos termos do art. 150, § 4º, CTN, e, NO MÉRITO, DAR PROVIMENTO PARCIAL AO RECURSO para que se recalcule o valor da multa de mora, se mais benéfico ao contribuinte, de acordo com o disciplinado no art. 35 da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 2059DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 10845.002964/86-94
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Nov 06 00:00:00 UTC 1991
Data da publicação: Wed Nov 06 00:00:00 UTC 1991
Ementa: CLASSIFICAÇÃO.
1. Impossibilidade de se cumprir a diligência determinada pela 1ª Câmara (Res. 301-342/88) por falta de amostra do produto a ser analisado pelo INT.
2. Recurso provido.
Numero da decisão: 301-26.716
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, vencido o Cons. Itamar Vieira da Costa, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO
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