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Numero do processo: 10120.006619/2002-95
Data da sessão: Tue May 21 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Apr 22 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 3402-000.546
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, sobrestou-se o julgamento nos termos da Portaria CARF nº 01/2012
(assinado digitalmente)
GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Relator e Presidente Substituto.
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Fernando Luiz da Gama Lobo D Eca, Silvia de Brito Oliveira, Adriana Oliveira e Ribeiro (Suplente) e Luiz Carlos Shimoyama (suplente).
RELATÓRIO
Como forma de aclarar os fatos acontecidos até a propositura da impugnação pelo sujeito passivo, reproduzo o relatório do acórdão açoitado, verbis;
Trata-se de auto de infração de PIS, anos-calendário 1997 a 2002, lavrado em 02/08/2002, no montante de R$ 355.305,03, fls. 354/369.
Em procedimento de verificação do cumprimento das obrigações tributárias pelo contribuinte foi lavrado auto de infração nos termos do art. 926 do Decreto n° 3.000, de 26 de março de 1999, tendo em vista que foi apurada a infração a seguir descrita:
DIFERENÇA APURADA ENTRE O VALOR ESCRITURADO E O DECLARADO/PAGO DE PIS
Durante o procedimento de verificações obrigatórias foram constatadas divergências entre os valores declarados/recolhidos a título de PIS quando comparados com os valores de Receita escriturados no Livro de Registro de Apuração de ICMS.
Foram apuradas divergências entre valores de Receita contidos na escrituração do livro fiscal de Registro de Apuração de ICMS, fls. 204/352, na Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica DIRPJ e na Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais - DCTF, fl.s 137/200.
O contribuinte deixou de recolher parte do PIS, ao utilizar como base de cálculo para a apuração da contribuição somente fração do faturamento escriturado nos livros fiscais.
Para confirmar tal situação, o contribuinte prestou informações inexatas nas Declarações de 1997 e 1998, declarando faturamento a menor que os valores escriturados na coluna de saídas de mercadorias do livro fiscal, subtraídos das devoluções de vendas, fls. 209/258, somando aos valores de outras receitas informados pelo próprio contribuinte nas planilhas de fls. 35/37 e 50/52.
Para os anos-calendário de 1999 a 2001 o contribuinte continuou a efetuar recolhimentos de PIS em montantes inferiores aos devidos, levando-se em consideração os valores de faturamento extraídos do livro de Registro de Apuração de ICMS, fls. 259/340, e os de outras receitas informados pelo próprio contribuinte nas planilhas de fls. 40/48 e 128/129. O contribuinte apresentou DCTFs apenas para o 1º e 4° trimestres de 2001, fls. 193/200, deixando de apresentar as dos demais períodos, mesmo depois de intimado a fazê-lo, fls. 123/124.
Assim, ao se efetivar a comparação entre os valores escriturados de os declarados, conforme Demonstrativo de Diferença na Receita Total, fls 56/57, pode-se observar que os valores declarados são, em média, 30% dos escriturados, evidenciando-se o intuito de fraude contra a ordem tributária.
Esses procedimentos demonstraram para a fiscalização, a consciência da conduta do contribuinte, visando eximir-se do pagamento de parte dos tributos, neste caso o PIS, pela omissão de declaração sobre grande parcela do faturamento da empresa, constituindo, desta forma, crime contra a ordem tributária prevista no art. 2°, inciso I, da lei 8.137/80. Por este motivo a multa de oficio foi qualificada para 150%.
Às fls. 60/73, contam os demonstrativos do PIS devida, apurada a partir dos valores reais de faturamento, extraídos do livro fiscal de Registro de Apuração de ICMS e das informações prestadas pelo contribuinte, diminuído dos valores declarados em DIRPJ, DCTF e/ou pagos.
Das alegações da impugnante
Das Preliminares
DA PRORROGAÇÃO DO MPF
A autuada alega inicialmente haver ocorrido "vicio na prorrogação do MPF, posto que a data inicial para conclusão dos trabalhos era 20/12/2001 e foi prorrogada intempestivamente com 07 dias de atraso, estando, pois, extinto pelo decurso do prazo a que se refere.
Para fortalecer sua defesa a impugnante traz a reprodução de acórdãos exarados por esta Secretaria cujas ementas têm o seguinte texto:
"Mandado de Procedimento Fiscal MPF Extinção por decurso de prazo Vício de Forma Nulidade do Lançamento Extinto o MPF-Fiscalização por decurso de prazo, a Portaria da SRF n° 1.265/99 determina que outro MPF deve ser emitido e que outro Auditor Fiscal seja designado, que não aquele(s) do mandado extinto. Afigura do MPF-Complementar, além de emitido em data posterior ao prazo de fiscalização consignado no MPF-F, não subsistiu o instrumento adequado e imposto pela Portaria nestes casos, qual seja, a emissão de um novo MPF-F. Lançamento Nulo"
"MPF-F PROVA DE PRORROGAÇÃO DE SEU PRAZO DE VALIDADE INEX1STENCIA EFEITOS NULIDADE Não tendo sido provada a emissão tempestiva de MPF-C para estender o prazo de validade da fiscalização, reputa-se extinto o MPF-F e, como conseqüência, nulo o lançamento por carência de competência do auditor fiscal que deu continuidade aos trabalhos de fiscalização.
Lançamento Nulo.
A autuada contesta ainda aplicação da Portaria SRF n° 3.007/2001, que se refere à prorrogação do prazo do MPF, que passa a ser feita mediante registro eletrônico efetuada pela autoridade competente, onde não haveria o fornecimento à Impugnante do Demonstrativo de Emissão e Prorrogação do MPF.
Aduz em sua defesa que as formas de intimação adotadas no Processo Administrativo Fiscal são aquelas constantes do Decreto n° 70.235/72, quais sejam:
"Art 23.Far-se-á a intimação:
I - Pelo autor do procedimento ou por agente do órgão preparador, provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou preposto, ou, no caso de recusa, com declaração escrita de quem o intimar;
II - Por via postal ou telegráfica, com prova de recebimento;
III - Por edital, quando resultarem improfícuos os meios referidos nos incisos I e II.
§ 1° O edital será publicado, uma única Vez, em órgão de imprensa oficial local, ou afixado em dependência, franqueada ao público, do órgão encarregado da intimação.
§ 2° Considera-se feita a intimação:
1- Na data da ciência do intimado ou da declaração de quem fizer a intimação, se pessoal;
II - Na data do recebimento, por via postal ou telegráfica; se a data for omitida, quinze dias após a entrega da intimação à agência postal-telegráfica;
III - Trinta dias após a publicação ou a afixação do edital, se este for o meio utilizado.
DA AUTUAÇÃO DE PERÍODO DE APURAÇÃO DIVERSO DO FIXADO NO MPF:
A autuada alega, também, que não houve autorização para a fiscalização do período de apuração entre 08/2001 e 06/2002, posto que os MPF mencionavam somente o período de 11/1996 a 07/2002.
DA DECADÊNCIA
Dando seguimento a sua defesa, a impugnante alega a decadência de valores lançados cujos fatos geradores ocorreram até 08/97, tendo em vista o disposto no artigo 150, § 4°, do Código Tributário Nacional, in verbis:
"Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa.
§ 4° Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação."
Do Mérito
DA MULTA QUALIFICADA
A autuada contesta também a aplicação da multa qualificada em 150% alegando que não houve em momento algum a intenção de fraudar o fisco haja vista que os valores lançados foram apurados pela fiscalização a partir dos valores informados pela impugnante e escriturados em livros fiscais.
RECOLHIMENTO DO PIS COM BASE NO LUCRO BRUTO E PRINCIPIO DA IGUALDADE
Dando seguimento a sua defesa, a impugnante, defende a tese de que a base de cálculo do PIS deve ser somente o lucro bruto, tal qual o é para as instituições financeiras, empresas que comercializam veículos usados e empresas que operam com compra e venda de moeda, como forma de homenagear os princípios que permeiam o direito tributário, sobretudo os da igualdade e da equidade.
DA EXCLUSÃO DO ICMS DA BASE DE CÁLCULO DO PIS
Outrossim, requer, caso esta DRJ entenda não acolher o contido nas solicitações anteriores, seja determinada a exclusão do ICMS da receita bruta, a fim de apurar o valor devido.
A 2ª Turma da Delegacia de Julgamento em Brasília julgou improcedente a impugnação, nos termos do Acórdão nº 3.244, de 04 de outubro de 2002, cuja ementa segue abaixo:
Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Ano-calendário: 1997, 1998, 1999, 2000, 2001, 2002.
Ementa: FALTA DE RECOLHIMENTO - Constatada falta de recolhimento da contribuição no período alcançado pelo auto de infração, é de se manter o lançamento, por força da lei.
MPF - EXTINÇÃO - Não ocorre a extinção do Mandado de Procedimento Fiscal, pois o MPF-C foi emitido dentro do prazo de 120 dias, contado da data de emissão do MPF inicial.
EXCLUSÕES DA RECEITA BRUTA - "In casu", as exclusões da receita bruta permitidas só podem ser as previstas nas alíneas "a" e "h" do parágrafo único do art. 2° da Lei Complementar 70/1991 e nos incisos I, II e IV do parágrafo 2° do art. 3° da Lei 9.718/1998. O ICMS incidente sobre as vendas, deve ser incluído na receita bruta porque faz parte do preço da venda.
MULTA MAJORADA - Declarando a menor seus rendimentos, a contribuinte tentou impedir ou retardar, ainda que parcialmente, o conhecimento por parte da autoridade fazendária da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária principal. Esta prática sistemática, adotada durante anos consecutivos, caracteriza a conduta dolosa e premeditada. Tal situação fática se subsume perfeitamente aos tipos previstos nos arts. 71, inciso I, e 72 da Lei n.° 4.502/1964, ainda que a contribuinte tenha escriturado corretamente suas receitas nos livros contábeis e fiscais.
Irresignado com a decisão contrária ao seu pleito, o contribuinte apresenta recurso voluntário valendo-se dos mesmos fundamentos jurídicos apresentados na impugnação.
A Terceira Câmara do extinto Segundo Conselho de Contribuinte rejeitou as preliminares de nulidade e de mérito, restando vencido o relator quanto a preliminar de mérito. No mérito foi negado provimento ao recurso, nos termos da ementa reproduzida:
NORMAS PROCESSUAIS - MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL FORMALIDADE DESCUMPRIMENTO LANÇAMENTO ANULAÇÃO - Estando inserta na legislação tributária, através Portaria/SRF, a emissão do MPF deve obedecer as regras próprias sob pena de nulidade do respectivo lançamento, quanto descumpridas suas formalidades essenciais.
PIS DECADÊNCIA - A Lei n° 8.212/91 estabeleceu o prazo de dez anos para a decadência da Contribuição para o PIS. Além disso, o STJ pacificou o entendimento de que o prazo decadencial, previsto no artigo 173 do CTN, somente se inicia depois de transcorrido o prazo previsto no artigo 150 do mesmo diploma legal.
Recurso Negado.
Descontente a decisão proferia, o sujeito passivo protocolou recurso especial de divergência onde alega, em brevíssima síntese, que:
- é nulo o auto de infração, pois o Mandado de Procedimento Fiscal válido até 20/12/2001, foi levado ao conhecimento da recorrente somente em 27/12/2002 e foi prorrogado após o término de vigência do seu prazo;
- o prazo decadência de 5 anos, contados a partir da ocorrência do fato gerador do tributo, na forma do § 4° do art. 150 do CTN que regula os lançamentos por homologação;
- era indevida a qualificação da multa de oficio, pois nos autos não constou provas que a recorrente agiu com intuito de fraude, e que a interpretação antagônica ao fisco da legislação tributária não tinha condão de transformar a conduta da recorrente em dolosa, considerando que os registros fiscais e contábeis encontravam-se regularmente e corretamente atualizados.
Foi dado seguimento ao recurso especial nos termos do Despacho nº 203-160.
A Procuradoria da Fazenda Nacional apresentou contrarrazões, fls. 564/575.
O recurso especial foi julgado pela 3ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, a qual anulou o acórdão proferido pela Terceira Câmara do extinto Segundo Conselho de Contribuintes sob o supedâneo de omissão e contradição na decisão proferida.
Os autos retornaram à Câmara que fosse proferida nova decisão.
É o breve relatório.
VOTO
Nome do relator: Não se aplica
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Em procedimento de verificação do cumprimento das obrigações tributárias pelo contribuinte foi lavrado auto de infração nos termos do art. 926 do Decreto n° 3.000, de 26 de março de 1999, tendo em vista que foi apurada a infração a seguir descrita: DIFERENÇA APURADA ENTRE O VALOR ESCRITURADO E O DECLARADO/PAGO DE PIS Durante o procedimento de verificações obrigatórias foram constatadas divergências entre os valores declarados/recolhidos a título de PIS quando comparados com os valores de Receita escriturados no Livro de Registro de Apuração de ICMS. Foram apuradas divergências entre valores de Receita contidos na escrituração do livro fiscal de Registro de Apuração de ICMS, fls. 204/352, na Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica DIRPJ e na Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais - DCTF, fl.s 137/200. O contribuinte deixou de recolher parte do PIS, ao utilizar como base de cálculo para a apuração da contribuição somente fração do faturamento escriturado nos livros fiscais. Para confirmar tal situação, o contribuinte prestou informações inexatas nas Declarações de 1997 e 1998, declarando faturamento a menor que os valores escriturados na coluna de saídas de mercadorias do livro fiscal, subtraídos das devoluções de vendas, fls. 209/258, somando aos valores de outras receitas informados pelo próprio contribuinte nas planilhas de fls. 35/37 e 50/52. Para os anos-calendário de 1999 a 2001 o contribuinte continuou a efetuar recolhimentos de PIS em montantes inferiores aos devidos, levando-se em consideração os valores de faturamento extraídos do livro de Registro de Apuração de ICMS, fls. 259/340, e os de outras receitas informados pelo próprio contribuinte nas planilhas de fls. 40/48 e 128/129. O contribuinte apresentou DCTFs apenas para o 1º e 4° trimestres de 2001, fls. 193/200, deixando de apresentar as dos demais períodos, mesmo depois de intimado a fazê-lo, fls. 123/124. Assim, ao se efetivar a comparação entre os valores escriturados de os declarados, conforme Demonstrativo de Diferença na Receita Total, fls 56/57, pode-se observar que os valores declarados são, em média, 30% dos escriturados, evidenciando-se o intuito de fraude contra a ordem tributária. Esses procedimentos demonstraram para a fiscalização, a consciência da conduta do contribuinte, visando eximir-se do pagamento de parte dos tributos, neste caso o PIS, pela omissão de declaração sobre grande parcela do faturamento da empresa, constituindo, desta forma, crime contra a ordem tributária prevista no art. 2°, inciso I, da lei 8.137/80. Por este motivo a multa de oficio foi qualificada para 150%. Às fls. 60/73, contam os demonstrativos do PIS devida, apurada a partir dos valores reais de faturamento, extraídos do livro fiscal de Registro de Apuração de ICMS e das informações prestadas pelo contribuinte, diminuído dos valores declarados em DIRPJ, DCTF e/ou pagos. Das alegações da impugnante Das Preliminares DA PRORROGAÇÃO DO MPF A autuada alega inicialmente haver ocorrido "vicio na prorrogação do MPF, posto que a data inicial para conclusão dos trabalhos era 20/12/2001 e foi prorrogada intempestivamente com 07 dias de atraso, estando, pois, extinto pelo decurso do prazo a que se refere. Para fortalecer sua defesa a impugnante traz a reprodução de acórdãos exarados por esta Secretaria cujas ementas têm o seguinte texto: "Mandado de Procedimento Fiscal MPF Extinção por decurso de prazo Vício de Forma Nulidade do Lançamento Extinto o MPF-Fiscalização por decurso de prazo, a Portaria da SRF n° 1.265/99 determina que outro MPF deve ser emitido e que outro Auditor Fiscal seja designado, que não aquele(s) do mandado extinto. Afigura do MPF-Complementar, além de emitido em data posterior ao prazo de fiscalização consignado no MPF-F, não subsistiu o instrumento adequado e imposto pela Portaria nestes casos, qual seja, a emissão de um novo MPF-F. Lançamento Nulo" "MPF-F PROVA DE PRORROGAÇÃO DE SEU PRAZO DE VALIDADE INEX1STENCIA EFEITOS NULIDADE Não tendo sido provada a emissão tempestiva de MPF-C para estender o prazo de validade da fiscalização, reputa-se extinto o MPF-F e, como conseqüência, nulo o lançamento por carência de competência do auditor fiscal que deu continuidade aos trabalhos de fiscalização. Lançamento Nulo. A autuada contesta ainda aplicação da Portaria SRF n° 3.007/2001, que se refere à prorrogação do prazo do MPF, que passa a ser feita mediante registro eletrônico efetuada pela autoridade competente, onde não haveria o fornecimento à Impugnante do Demonstrativo de Emissão e Prorrogação do MPF. Aduz em sua defesa que as formas de intimação adotadas no Processo Administrativo Fiscal são aquelas constantes do Decreto n° 70.235/72, quais sejam: "Art 23.Far-se-á a intimação: I - Pelo autor do procedimento ou por agente do órgão preparador, provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou preposto, ou, no caso de recusa, com declaração escrita de quem o intimar; II - Por via postal ou telegráfica, com prova de recebimento; III - Por edital, quando resultarem improfícuos os meios referidos nos incisos I e II. § 1° O edital será publicado, uma única Vez, em órgão de imprensa oficial local, ou afixado em dependência, franqueada ao público, do órgão encarregado da intimação. § 2° Considera-se feita a intimação: 1- Na data da ciência do intimado ou da declaração de quem fizer a intimação, se pessoal; II - Na data do recebimento, por via postal ou telegráfica; se a data for omitida, quinze dias após a entrega da intimação à agência postal-telegráfica; III - Trinta dias após a publicação ou a afixação do edital, se este for o meio utilizado. DA AUTUAÇÃO DE PERÍODO DE APURAÇÃO DIVERSO DO FIXADO NO MPF: A autuada alega, também, que não houve autorização para a fiscalização do período de apuração entre 08/2001 e 06/2002, posto que os MPF mencionavam somente o período de 11/1996 a 07/2002. DA DECADÊNCIA Dando seguimento a sua defesa, a impugnante alega a decadência de valores lançados cujos fatos geradores ocorreram até 08/97, tendo em vista o disposto no artigo 150, § 4°, do Código Tributário Nacional, in verbis: "Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 4° Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação." Do Mérito DA MULTA QUALIFICADA A autuada contesta também a aplicação da multa qualificada em 150% alegando que não houve em momento algum a intenção de fraudar o fisco haja vista que os valores lançados foram apurados pela fiscalização a partir dos valores informados pela impugnante e escriturados em livros fiscais. RECOLHIMENTO DO PIS COM BASE NO LUCRO BRUTO E PRINCIPIO DA IGUALDADE Dando seguimento a sua defesa, a impugnante, defende a tese de que a base de cálculo do PIS deve ser somente o lucro bruto, tal qual o é para as instituições financeiras, empresas que comercializam veículos usados e empresas que operam com compra e venda de moeda, como forma de homenagear os princípios que permeiam o direito tributário, sobretudo os da igualdade e da equidade. DA EXCLUSÃO DO ICMS DA BASE DE CÁLCULO DO PIS Outrossim, requer, caso esta DRJ entenda não acolher o contido nas solicitações anteriores, seja determinada a exclusão do ICMS da receita bruta, a fim de apurar o valor devido. A 2ª Turma da Delegacia de Julgamento em Brasília julgou improcedente a impugnação, nos termos do Acórdão nº 3.244, de 04 de outubro de 2002, cuja ementa segue abaixo: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Ano-calendário: 1997, 1998, 1999, 2000, 2001, 2002. Ementa: FALTA DE RECOLHIMENTO - Constatada falta de recolhimento da contribuição no período alcançado pelo auto de infração, é de se manter o lançamento, por força da lei. MPF - EXTINÇÃO - Não ocorre a extinção do Mandado de Procedimento Fiscal, pois o MPF-C foi emitido dentro do prazo de 120 dias, contado da data de emissão do MPF inicial. EXCLUSÕES DA RECEITA BRUTA - "In casu", as exclusões da receita bruta permitidas só podem ser as previstas nas alíneas "a" e "h" do parágrafo único do art. 2° da Lei Complementar 70/1991 e nos incisos I, II e IV do parágrafo 2° do art. 3° da Lei 9.718/1998. O ICMS incidente sobre as vendas, deve ser incluído na receita bruta porque faz parte do preço da venda. MULTA MAJORADA - Declarando a menor seus rendimentos, a contribuinte tentou impedir ou retardar, ainda que parcialmente, o conhecimento por parte da autoridade fazendária da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária principal. Esta prática sistemática, adotada durante anos consecutivos, caracteriza a conduta dolosa e premeditada. Tal situação fática se subsume perfeitamente aos tipos previstos nos arts. 71, inciso I, e 72 da Lei n.° 4.502/1964, ainda que a contribuinte tenha escriturado corretamente suas receitas nos livros contábeis e fiscais. Irresignado com a decisão contrária ao seu pleito, o contribuinte apresenta recurso voluntário valendo-se dos mesmos fundamentos jurídicos apresentados na impugnação. A Terceira Câmara do extinto Segundo Conselho de Contribuinte rejeitou as preliminares de nulidade e de mérito, restando vencido o relator quanto a preliminar de mérito. No mérito foi negado provimento ao recurso, nos termos da ementa reproduzida: NORMAS PROCESSUAIS - MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL FORMALIDADE DESCUMPRIMENTO LANÇAMENTO ANULAÇÃO - Estando inserta na legislação tributária, através Portaria/SRF, a emissão do MPF deve obedecer as regras próprias sob pena de nulidade do respectivo lançamento, quanto descumpridas suas formalidades essenciais. PIS DECADÊNCIA - A Lei n° 8.212/91 estabeleceu o prazo de dez anos para a decadência da Contribuição para o PIS. Além disso, o STJ pacificou o entendimento de que o prazo decadencial, previsto no artigo 173 do CTN, somente se inicia depois de transcorrido o prazo previsto no artigo 150 do mesmo diploma legal. Recurso Negado. Descontente a decisão proferia, o sujeito passivo protocolou recurso especial de divergência onde alega, em brevíssima síntese, que: - é nulo o auto de infração, pois o Mandado de Procedimento Fiscal válido até 20/12/2001, foi levado ao conhecimento da recorrente somente em 27/12/2002 e foi prorrogado após o término de vigência do seu prazo; - o prazo decadência de 5 anos, contados a partir da ocorrência do fato gerador do tributo, na forma do § 4° do art. 150 do CTN que regula os lançamentos por homologação; - era indevida a qualificação da multa de oficio, pois nos autos não constou provas que a recorrente agiu com intuito de fraude, e que a interpretação antagônica ao fisco da legislação tributária não tinha condão de transformar a conduta da recorrente em dolosa, considerando que os registros fiscais e contábeis encontravam-se regularmente e corretamente atualizados. Foi dado seguimento ao recurso especial nos termos do Despacho nº 203-160. A Procuradoria da Fazenda Nacional apresentou contrarrazões, fls. 564/575. O recurso especial foi julgado pela 3ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, a qual anulou o acórdão proferido pela Terceira Câmara do extinto Segundo Conselho de Contribuintes sob o supedâneo de omissão e contradição na decisão proferida. Os autos retornaram à Câmara que fosse proferida nova decisão. É o breve relatório. VOTO
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Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Fernando Luiz da Gama Lobo D Eca, Silvia de Brito Oliveira, Adriana Oliveira e Ribeiro (Suplente) e Luiz Carlos Shimoyama (suplente). RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 01 20 .0 06 61 9/ 20 02 -9 5 Fl. 623DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 2 8/05/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 10120.006619/200295 Resolução nº 3402000.546 S3C4T2 Fl. 101 2 RELATÓRIO Como forma de aclarar os fatos acontecidos até a propositura da impugnação pelo sujeito passivo, reproduzo o relatório do acórdão açoitado, verbis; Tratase de auto de infração de PIS, anoscalendário 1997 a 2002, lavrado em 02/08/2002, no montante de R$ 355.305,03, fls. 354/369. Em procedimento de verificação do cumprimento das obrigações tributárias pelo contribuinte foi lavrado auto de infração nos termos do art. 926 do Decreto n° 3.000, de 26 de março de 1999, tendo em vista que foi apurada a infração a seguir descrita: DIFERENÇA APURADA ENTRE O VALOR ESCRITURADO E O DECLARADO/PAGO DE PIS Durante o procedimento de verificações obrigatórias foram constatadas divergências entre os valores declarados/recolhidos a título de PIS quando comparados com os valores de Receita escriturados no Livro de Registro de Apuração de ICMS. Foram apuradas divergências entre valores de Receita contidos na escrituração do livro fiscal de Registro de Apuração de ICMS, fls. 204/352, na Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica — DIRPJ e na Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais DCTF, fl.s 137/200. O contribuinte deixou de recolher parte do PIS, ao utilizar como base de cálculo para a apuração da contribuição somente fração do faturamento escriturado nos livros fiscais. Para confirmar tal situação, o contribuinte prestou informações inexatas nas Declarações de 1997 e 1998, declarando faturamento a menor que os valores escriturados na coluna de saídas de mercadorias do livro fiscal, subtraídos das devoluções de vendas, fls. 209/258, somando aos valores de outras receitas informados pelo próprio contribuinte nas planilhas de fls. 35/37 e 50/52. Para os anoscalendário de 1999 a 2001 o contribuinte continuou a efetuar recolhimentos de PIS em montantes inferiores aos devidos, levandose em consideração os valores de faturamento extraídos do livro de Registro de Apuração de ICMS, fls. 259/340, e os de outras receitas informados pelo próprio contribuinte nas planilhas de fls. 40/48 e 128/129. O contribuinte apresentou DCTFs apenas para o 1º e 4° trimestres de 2001, fls. 193/200, deixando de apresentar as dos demais períodos, mesmo depois de intimado a fazêlo, fls. 123/124. Assim, ao se efetivar a comparação entre os valores escriturados de os declarados, conforme Demonstrativo de Diferença na Receita Total, fls 56/57, podese observar que os valores declarados são, em média, 30% dos escriturados, evidenciandose o intuito de fraude contra a ordem tributária. Esses procedimentos demonstraram para a fiscalização, a consciência da conduta do contribuinte, visando eximirse do pagamento de parte dos tributos, neste caso o PIS, pela omissão de declaração sobre Fl. 624DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 2 8/05/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 10120.006619/200295 Resolução nº 3402000.546 S3C4T2 Fl. 102 3 grande parcela do faturamento da empresa, constituindo, desta forma, crime contra a ordem tributária prevista no art. 2°, inciso I, da lei 8.137/80. Por este motivo a multa de oficio foi qualificada para 150%. Às fls. 60/73, contam os demonstrativos do PIS devida, apurada a partir dos valores reais de faturamento, extraídos do livro fiscal de Registro de Apuração de ICMS e das informações prestadas pelo contribuinte, diminuído dos valores declarados em DIRPJ, DCTF e/ou pagos. Das alegações da impugnante Das Preliminares DA PRORROGAÇÃO DO MPF A autuada alega inicialmente haver ocorrido "vicio na prorrogação do MPF, posto que a data inicial para conclusão dos trabalhos era 20/12/2001 e foi prorrogada intempestivamente com 07 dias de atraso, estando, pois, extinto pelo decurso do prazo a que se refere. Para fortalecer sua defesa a impugnante traz a reprodução de acórdãos exarados por esta Secretaria cujas ementas têm o seguinte texto: "Mandado de Procedimento Fiscal — MPF — Extinção por decurso de prazo — Vício de Forma — Nulidade do Lançamento — Extinto o MPFFiscalização por decurso de prazo, a Portaria da SRF n° 1.265/99 determina que outro MPF deve ser emitido e que outro Auditor Fiscal seja designado, que não aquele(s) do mandado extinto. Afigura do MPFComplementar, além de emitido em data posterior ao prazo de fiscalização consignado no MPFF, não subsistiu o instrumento adequado e imposto pela Portaria nestes casos, qual seja, a emissão de um novo MPFF. Lançamento Nulo" "MPFF PROVA DE PRORROGAÇÃO DE SEU PRAZO DE VALIDADE — INEX1STENCIA — EFEITOS — NULIDADE — Não tendo sido provada a emissão tempestiva de MPFC para estender o prazo de validade da fiscalização, reputase extinto o MPFF e, como conseqüência, nulo o lançamento por carência de competência do auditor fiscal que deu continuidade aos trabalhos de fiscalização. Lançamento Nulo. A autuada contesta ainda aplicação da Portaria SRF n° 3.007/2001, que se refere à prorrogação do prazo do MPF, que passa a ser feita mediante registro eletrônico efetuada pela autoridade competente, onde não haveria o fornecimento à Impugnante do Demonstrativo de Emissão e Prorrogação do MPF. Aduz em sua defesa que as formas de intimação adotadas no Processo Administrativo Fiscal são aquelas constantes do Decreto n° 70.235/72, quais sejam: "Art 23.Farseá a intimação: Fl. 625DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 2 8/05/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 10120.006619/200295 Resolução nº 3402000.546 S3C4T2 Fl. 103 4 I Pelo autor do procedimento ou por agente do órgão preparador, provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou preposto, ou, no caso de recusa, com declaração escrita de quem o intimar; II Por via postal ou telegráfica, com prova de recebimento; III Por edital, quando resultarem improfícuos os meios referidos nos incisos I e II. § 1° O edital será publicado, uma única Vez, em órgão de imprensa oficial local, ou afixado em dependência, franqueada ao público, do órgão encarregado da intimação. § 2° Considerase feita a intimação: 1 Na data da ciência do intimado ou da declaração de quem fizer a intimação, se pessoal; II Na data do recebimento, por via postal ou telegráfica; se a data for omitida, quinze dias após a entrega da intimação à agência postal telegráfica; III Trinta dias após a publicação ou a afixação do edital, se este for o meio utilizado.” DA AUTUAÇÃO DE PERÍODO DE APURAÇÃO DIVERSO DO FIXADO NO MPF: A autuada alega, também, que não houve autorização para a fiscalização do período de apuração entre 08/2001 e 06/2002, posto que os MPF mencionavam somente o período de 11/1996 a 07/2002. DA DECADÊNCIA Dando seguimento a sua defesa, a impugnante alega a decadência de valores lançados cujos fatos geradores ocorreram até 08/97, tendo em vista o disposto no artigo 150, § 4°, do Código Tributário Nacional, in verbis: "Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 4° Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação." Do Mérito DA MULTA QUALIFICADA A autuada contesta também a aplicação da multa qualificada em 150% alegando que não houve em momento algum a intenção de fraudar o Fl. 626DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 2 8/05/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 10120.006619/200295 Resolução nº 3402000.546 S3C4T2 Fl. 104 5 fisco haja vista que os valores lançados foram apurados pela fiscalização a partir dos valores informados pela impugnante e escriturados em livros fiscais. RECOLHIMENTO DO PIS COM BASE NO LUCRO BRUTO E PRINCIPIO DA IGUALDADE Dando seguimento a sua defesa, a impugnante, defende a tese de que a base de cálculo do PIS deve ser somente o lucro bruto, tal qual o é para as instituições financeiras, empresas que comercializam veículos usados e empresas que operam com compra e venda de moeda, como forma de homenagear os princípios que permeiam o direito tributário, sobretudo os da igualdade e da equidade. DA EXCLUSÃO DO ICMS DA BASE DE CÁLCULO DO PIS Outrossim, requer, caso esta DRJ entenda não acolher o contido nas solicitações anteriores, seja determinada a exclusão do ICMS da receita bruta, a fim de apurar o valor devido. A 2ª Turma da Delegacia de Julgamento em Brasília julgou improcedente a impugnação, nos termos do Acórdão nº 3.244, de 04 de outubro de 2002, cuja ementa segue abaixo: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Anocalendário: 1997, 1998, 1999, 2000, 2001, 2002. Ementa: FALTA DE RECOLHIMENTO Constatada falta de recolhimento da contribuição no período alcançado pelo auto de infração, é de se manter o lançamento, por força da lei. MPF EXTINÇÃO Não ocorre a extinção do Mandado de Procedimento Fiscal, pois o MPFC foi emitido dentro do prazo de 120 dias, contado da data de emissão do MPF inicial. EXCLUSÕES DA RECEITA BRUTA "In casu", as exclusões da receita bruta permitidas só podem ser as previstas nas alíneas "a" e "h" do parágrafo único do art. 2° da Lei Complementar 70/1991 e nos incisos I, II e IV do parágrafo 2° do art. 3° da Lei 9.718/1998. O ICMS incidente sobre as vendas, deve ser incluído na receita bruta porque faz parte do preço da venda. MULTA MAJORADA Declarando a menor seus rendimentos, a contribuinte tentou impedir ou retardar, ainda que parcialmente, o conhecimento por parte da autoridade fazendária da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária principal. Esta prática sistemática, adotada durante anos consecutivos, caracteriza a conduta dolosa e premeditada. Tal situação fática se subsume perfeitamente aos tipos previstos nos arts. 71, inciso I, e 72 da Lei n.° 4.502/1964, ainda que a contribuinte tenha escriturado corretamente suas receitas nos livros contábeis e fiscais. Irresignado com a decisão contrária ao seu pleito, o contribuinte apresenta recurso voluntário valendose dos mesmos fundamentos jurídicos apresentados na impugnação. Fl. 627DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 2 8/05/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 10120.006619/200295 Resolução nº 3402000.546 S3C4T2 Fl. 105 6 A Terceira Câmara do extinto Segundo Conselho de Contribuinte rejeitou as preliminares de nulidade e de mérito, restando vencido o relator quanto a preliminar de mérito. No mérito foi negado provimento ao recurso, nos termos da ementa reproduzida: NORMAS PROCESSUAIS MANDADO DE PROCEDIMENTO – FISCAL – FORMALIDADE – DESCUMPRIMENTO – LANÇAMENTO – ANULAÇÃO Estando inserta na legislação tributária, através Portaria/SRF, a emissão do MPF deve obedecer as regras próprias sob pena de nulidade do respectivo lançamento, quanto descumpridas suas formalidades essenciais. PIS – DECADÊNCIA A Lei n° 8.212/91 estabeleceu o prazo de dez anos para a decadência da Contribuição para o PIS. Além disso, o STJ pacificou o entendimento de que o prazo decadencial, previsto no artigo 173 do CTN, somente se inicia depois de transcorrido o prazo previsto no artigo 150 do mesmo diploma legal. Recurso Negado. Descontente a decisão proferia, o sujeito passivo protocolou recurso especial de divergência onde alega, em brevíssima síntese, que: é nulo o auto de infração, pois o Mandado de Procedimento Fiscal válido até 20/12/2001, foi levado ao conhecimento da recorrente somente em 27/12/2002 e foi prorrogado após o término de vigência do seu prazo; o prazo decadência de 5 anos, contados a partir da ocorrência do fato gerador do tributo, na forma do § 4° do art. 150 do CTN que regula os lançamentos por homologação; era indevida a qualificação da multa de oficio, pois nos autos não constou provas que a recorrente agiu com intuito de fraude, e que a interpretação antagônica ao fisco da legislação tributária não tinha condão de transformar a conduta da recorrente em dolosa, considerando que os registros fiscais e contábeis encontravamse regularmente e corretamente atualizados. Foi dado seguimento ao recurso especial nos termos do Despacho nº 203160. A Procuradoria da Fazenda Nacional apresentou contrarrazões, fls. 564/575. O recurso especial foi julgado pela 3ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, a qual anulou o acórdão proferido pela Terceira Câmara do extinto Segundo Conselho de Contribuintes sob o supedâneo de omissão e contradição na decisão proferida. Os autos retornaram à Câmara que fosse proferida nova decisão. É o breve relatório. VOTO Fl. 628DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 2 8/05/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Erro! A origem da referência não foi encontrada. Fls. 106 ___________ Conselheiro Gilson Macedo Rosenburg Filho, Relator O recurso reúne as condições de admissibilidade. Como se pode notar, uma das matérias discutidas nos autos diz respeito a inclusão do ICMS na base de cálculo das contribuições para o PIS e para a Cofins. Essa matéria encontrase com Repercussão geral reconhecida em 25/04/2008 (no RE nº 574706 de relatoria da Ministra Cármen Lúcia, o que impõe o sobrestamento do julgamento do recurso nos termos dos §§ 1º e 2º do art. 62 A do CARF que expressamente determina que: “Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes.” Isto posto, voto no sentido de sobrestar o julgamento do presente recurso, nos termos dos §§ 1º e 2º do art. 62A do CARF até que seja proferida decisão definitiva pela Suprema Corte. É como voto. Sala das Sessões, em 21/05/2013 Gilson Macedo Rosenburg Filho Fl. 629DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 2 8/05/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO
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Numero do processo: 11080.009434/2005-61
Data da sessão: Wed May 06 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/04/2000 a 31/01/2003
DECADÊNCIA. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO, APLICAÇÃO DO ART. 150, §4° DO CTN.
Nos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, o direito de a Fazenda Pública lançar o crédito tributário decai em 5 (cinco) anos após verificada a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária (art. 150, § 4o, do CTN).
SÚMULA V1NCULANTE DO E STF.
Nos termos do art. Art. 103-A da Constituição Federal, a Súmula aprovada pelo Egrégio Supremo Tribunal Federal, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, a partir de sua publicação na imprensa oficial.
BASE DE CÁLCULO. FATURAMENTO.
A base de cálculo da contribuição para o PIS e da Cofins é o faturamento, assim compreendido a receita bruta da venda de mercadorias, de serviços e de mercadorias e serviços, afastado o disposto no § I do art. 3° da Lei n° 9.718/98 por sentença proferida pelo plenário do Supremo Tribunal Federal em 09/11/2005, transitada em julgado em 29/09/2006.Recurso provido.
PIS. DESCONTOS INCONDICIONAIS. EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO.
Comprovado nos autos que a base de cálculo da contribuição foi indevidamente majorada pela não exclusão dos descontos sobre duplicadas, concedidos incondicionalmente pela fiscalizada, com fundamento no inciso I do § 2° do art. 3° da Lei n" 9.718/98, deve o lançamento ser retificado, para que passe a refletir apenas a parcela legalmente devida. O simples fato do desconto só ocorrer no evento do pagamento, não retira ou desnatura a sua incondicionalidade.
IS NÃO CUMULATIVO. DIREITO A CRÉDITO.
Despesas e custos dissociados do conceito de INSUMO. Descabimento. Existe vedação legal para o creditamento de despesas que não podem ser caracterizadas como insumos dentro da sistemática de apuração de créditos pela não-cumulatividade de PIS e de Cofins.
DESCONTOS CONCEDIDOS. CONDIÇÃO.
É condicional o desconto quanto decorrente de qualquer circunstância que exija do adquirente qualquer reciprocidade ou contraprestação pela redução concedida no preço constante da nota fiscal.
Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 2101-000.057
Decisão: ACORDAM os membros da 1° Câmara / 1° Turma Ordinária da Segunda
Seção de Julgamento, 1 - por unanimidade de votos: a) em rejeitar a preliminar de nulidade; e b) em acolher a preliminar de decadência do direito da Fazenda Nacional em constituir o crédito tributário em relação aos fatos geradores ocorridos até outubro de 2000, inclusive. 3 -No mérito: 3.1 - por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para afastar a exigência sobre: a) as receitas financeiras e outras receitas operacionais (despesas tidas para obtenção da receita financeira); b) o crédito presumido de IPI. 3.2 - por maioria de votos, em negar provimento ao recurso em relação à exigência relativa aos abatimentos e descontos incondicionais, vencidos os Conselheiros Antônio Lisboa Cardoso (Relator), Gustavo Kelly Alencar e Maria Teresa Martinez Lopez. Designada para redigir o voto vencedor a Conselheira Maria Cristina Roza da Costa. 3.3 - por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso quanto ao item relativo aos valores das vendas para a Zona Franca de Manaus, sendo que acompanharam o Relator, pelas conclusões, os Conselheiros Antonio Zomer, Maria Cristina Roza da Costa, Gustavo Kelly Alencar, Domingos de Sá Filho, Maria Teresa Martinez Lopez e Caio Marcos Cândido. Fez sustentação oral a Dr° Adriana Oliveira e Ribeiro, OAB-DF 19.961.
Nome do relator: Maria Cristina Roza Da Costa
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ementa_s : Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/04/2000 a 31/01/2003 DECADÊNCIA. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO, APLICAÇÃO DO ART. 150, §4° DO CTN. Nos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, o direito de a Fazenda Pública lançar o crédito tributário decai em 5 (cinco) anos após verificada a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária (art. 150, § 4o, do CTN). SÚMULA V1NCULANTE DO E STF. Nos termos do art. Art. 103-A da Constituição Federal, a Súmula aprovada pelo Egrégio Supremo Tribunal Federal, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, a partir de sua publicação na imprensa oficial. BASE DE CÁLCULO. FATURAMENTO. A base de cálculo da contribuição para o PIS e da Cofins é o faturamento, assim compreendido a receita bruta da venda de mercadorias, de serviços e de mercadorias e serviços, afastado o disposto no § I do art. 3° da Lei n° 9.718/98 por sentença proferida pelo plenário do Supremo Tribunal Federal em 09/11/2005, transitada em julgado em 29/09/2006.Recurso provido. PIS. DESCONTOS INCONDICIONAIS. EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO. Comprovado nos autos que a base de cálculo da contribuição foi indevidamente majorada pela não exclusão dos descontos sobre duplicadas, concedidos incondicionalmente pela fiscalizada, com fundamento no inciso I do § 2° do art. 3° da Lei n" 9.718/98, deve o lançamento ser retificado, para que passe a refletir apenas a parcela legalmente devida. O simples fato do desconto só ocorrer no evento do pagamento, não retira ou desnatura a sua incondicionalidade. IS NÃO CUMULATIVO. DIREITO A CRÉDITO. Despesas e custos dissociados do conceito de INSUMO. Descabimento. Existe vedação legal para o creditamento de despesas que não podem ser caracterizadas como insumos dentro da sistemática de apuração de créditos pela não-cumulatividade de PIS e de Cofins. DESCONTOS CONCEDIDOS. CONDIÇÃO. É condicional o desconto quanto decorrente de qualquer circunstância que exija do adquirente qualquer reciprocidade ou contraprestação pela redução concedida no preço constante da nota fiscal. Recurso provido em parte.
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decisao_txt : ACORDAM os membros da 1° Câmara / 1° Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, 1 - por unanimidade de votos: a) em rejeitar a preliminar de nulidade; e b) em acolher a preliminar de decadência do direito da Fazenda Nacional em constituir o crédito tributário em relação aos fatos geradores ocorridos até outubro de 2000, inclusive. 3 -No mérito: 3.1 - por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para afastar a exigência sobre: a) as receitas financeiras e outras receitas operacionais (despesas tidas para obtenção da receita financeira); b) o crédito presumido de IPI. 3.2 - por maioria de votos, em negar provimento ao recurso em relação à exigência relativa aos abatimentos e descontos incondicionais, vencidos os Conselheiros Antônio Lisboa Cardoso (Relator), Gustavo Kelly Alencar e Maria Teresa Martinez Lopez. Designada para redigir o voto vencedor a Conselheira Maria Cristina Roza da Costa. 3.3 - por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso quanto ao item relativo aos valores das vendas para a Zona Franca de Manaus, sendo que acompanharam o Relator, pelas conclusões, os Conselheiros Antonio Zomer, Maria Cristina Roza da Costa, Gustavo Kelly Alencar, Domingos de Sá Filho, Maria Teresa Martinez Lopez e Caio Marcos Cândido. Fez sustentação oral a Dr° Adriana Oliveira e Ribeiro, OAB-DF 19.961.
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Numero do processo: 19647.005317/2005-88
Data da sessão: Thu Sep 02 00:00:00 UTC 2010
Ementa: MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL: A lei autoriza a prorrogação do MPF de forma automática, através de registro por meio eletrônico, disponível pela rede mundial de computadores — a Internet, conforme se verifica no §1º do artigo 13 da IN SRF Nº 3.007/2001
ÔNUS DA PROVA. Cabe à defesa o ônus da prova dos fatos modificativos, extintivos ou impeditivos da pretensão fazendária.
Numero da decisão: 1102-000.313
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso e determinar a suspensão do crédito tributário até o julgamento das aches judiciais, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: João Carlos de Lima Junior
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ementa_s : MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL: A lei autoriza a prorrogação do MPF de forma automática, através de registro por meio eletrônico, disponível pela rede mundial de computadores — a Internet, conforme se verifica no §1º do artigo 13 da IN SRF Nº 3.007/2001 ÔNUS DA PROVA. Cabe à defesa o ônus da prova dos fatos modificativos, extintivos ou impeditivos da pretensão fazendária.
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Cabe à defesa o ônus da prova dos fatos modificativos, extintivos ou impeditivos da pretensão fazendária. ACORDAM os Membros da Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso e determinar a suspensão do crédito tributário até o julgamento das aches judiciais, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: lvete Malaquias Pessoa Monteiro (Presidente da Turma), José Sérgio Gomes (Suplente convocado), João Otávio Opperman Thomé, João Carlos de Lima Junior (Vice-Presidente), Frederico de Moura Theophilo e Silvana Rescigno Guerra Barreto. Processo n" 19647 005317/2005-88 S I-C LII Acórdão n " 1102-00313 Fl , 2 Relatório Trata-se de auto de infração de PIS lavrado pela Delegacia da Receita Federal de Recife/PE decorrente da insuficiência de recolhimento e declaração a menor em DCTF dos valores devidos da Contribuição para o PIS. 0 crédito tributário exigido, perfazia A época, o valor total de R$ 684,193,42 (Seiscentos e oitenta e guano mil cento e noventa e três reais e quarenta e dois centavos) incluindo juros e multa. Segundo consta a autoridade fiscal analisou o cumprimento das obrigações acessórias da empresa, no período de 01 de janeiro de 2001 a 30 de junho de 2004, comparando os valores escriturados na contabilidade corn os valores declarados em DCTF e/ou pagos pela empresa. Do confronto dessas informações resultou um saldo de R$ 325,244,03 (trezentos e vinte e cinco mil duzentos e quarenta e quatro reais e três centavos) recolhido a menor pelo contribuinte, conforme demonstrativo consolidado à fl. 467/468. Inconformada corn a autuação fiscal, a contribuinte apresentou impugnação As fls, 482/505 arguindo, em suma, que: Preliminarmente vicio no Mandado de Procedimento Fiscal, pois o MPF que delegou competência As autoridades fiscais já estavam extintos na lavratura do auto de infração. Arguiu que a última intimação do Mandado de Procedimento Fiscal ocorreu em 18/02/2005, corn validade até 18/04/2005, enquanto que o auto de infração foi lavrado em 25/05/2005. Aduziu que urna vez extinto o auto de infração, somente poderia haver novo reexame dos documentos fiscais da empresa, com a expressa autorização da autoridade hierarquicamente superior, nos termos do art. 906 do RIR/99. Ainda em preliminar, pleiteou a nulidade do auto de infração por estar lastreado em base de calculo equivocada haja vista que a diferença apurada foi calculada em conformidade corn a Lei 9,718/98. Lei esta que considera inconstitucional por ampliar a base de cálculo do PIS. No mérito alegou que houve ampliação da base de cálculo do PIS uma vez que, foram computados os valores relativos As vendas para empresas comerciais exportadoras ocorridas nos meses de junho a outubro de 2003, as quais são enquadradas como isentas para fins de tributação por expressa previsão legal. Processo n" 19647.005.317/2005-88 SI-CITI Acórdtio n " 1102-00313 Fl 3 Alegou, também, que as variações cambiais tern a natureza de mera atualização da moeda, em decorrência de tal caracteristica, o resultado não deveria afetar ou influenciar o resultado do período computado para tins de tributação.. A Delegacia Regional de Julgamento de Recife/PE . julgou procedente o lançamento tributário afastando a nulidade pleiteada por entender que o Mandado de Procedimento Fiscal 6 mero instrumento de controle administrativo da fiscalização, de modo que não ha o que se falar em nulidade do lançamento em virtude de eventuais falhas na sua emissão. Além de inexistireni irregularidades quanto ao MPF, não se vislumbra qualquer outro vicio que inquine o lançamento, vez que, estão presente os requisito legais; somente se considera nulo o auto de inflação quando praticado por pessoa incompetente ou com preterição do direito de defesa, fatos que não se encontram configurados no caso em comento. Com relação à inconstitucionalidade da Lei 9,718/98, pleiteada em preliminar, a DRJ asseverou que não 6 matéria oponível na esfera administrativa de julgamento, uma vez que sua apreciação foge à alçada da autoridade administrativa de qualquer . No mérito asseverou que a memória de cálculo apresentada para levantamento das Contribuições do PIS e COFINS fornecida pela própria empresa, nos meses de junho a outubro de 2003, não contém os valores na rubrica "exportação", nem consta a rubrica "Venda A Comercial Exportadora", que so aparece no exercício de 2004, período que não faz parte do presente lançamento. Ademais o contribuinte não apresentou provas substanciais que efetuou venda para exportação no período fiscalizado . Dessa forma os valores contestados não poderão ser excluidos da base de cálculo das contribuições. Com relação ir dedução das variações cambiais da base de cálculo do PIS entendeu o julgador que não há previsão legal para a exclusão pleiteada, haja vista que o art, 9" da Lei 9,718 conceitua expressamente a variação monetária ativa coma "Receita Financeira" e a inclui na base de cálculo do PIS e COFINS. A impugnante apresentou recurso voluntário as fls, 545/581 onde, além de repetir os fundamentos apresentados na impugnação, pleiteou a anulação do julgamento de I" Instância por entender que a sessão de julgamento não foi instalada pela maioria dos julgadores, 3 P rocesso n" 19647. 0053 I 7/200548 SI-C 11 Acriram n° 1102-00313 Fl 4 Isso por que por ocasião da instalação e do julgamento da sessão estavam presentes 03 julgadores, entre eles urn "Ad hoc", enquanto ausentes estavam mais 03 julgadores, Alegou, ainda em preliminar de recurso voluntário, novo vicio no MPF, pois a ciência da prorrogação ocorrida no dia 14 de outubro de 2004 foi assinada pelo funcionário Rodolfo de Souza este que, por sua vez, não detinha poderes para tanto, haja vista que a recorrente nomeou o Sr. Zilson Abreu Rodrigues corno seu representante legal para atender todas as notificações e ciências relacionadas ao Termo de verificação fiscal. No mérito, ampliou sua tese de defesa arguindo que a fiscalização incluiu o valor relativo ao ICMS na base de cálculo do PIS e da COFINS, o que seria inconstitucional. o relatório,. Voto Conselheiro JOÃO CARLOS DE LIMA JUNIOR, Relator. O recurso preenche as condições de admissibilidade, dele tomo conhecimento, Corn relação à arguição de que o Mandado de Procedimento Fiscal estava extinto na lavratura do auto de infração verifica-se que o dispositivo que rege o MPF autoriza a sua prorrogação de forma automática, através de registro por meio eletrônico, disponível pela rede mundial de computadores — a Internet, conforme se verifica no §1° do seu artigo 13 da IN SRF N°3007/2001 Art, 13. A prorrogação do prazo de que trata o artigo anterior poderá ser efetuada pela autoridade outorgante, tantas vezes quantas necessárias, observado, em cada ato, o prazo máximo de sessenta dias, para procedimentos de fiscalização, e de trinta dias, para procedimentos de diligência (Redaçâo dada pela Portaria SRF n° 1.468, de 06/10/2003) 4 I" A prorrogação de que trata o cciput lar-se-6 por interm&lio de registro eletrónico efetuado pela respectiva autoridade Proccsso n" 19647 005.317/2005-88 SI-Cl Ti Acórdilo n " 1102-00313 Fl 5 outorgante, cuja informação estará disponível na Internet, no.s terms do art. 7'; inciso VIII. (Redação dada pela Portaria SRF n° 1.468, de 06/10/2003) Através de consulta realizada pela internet veri ficamos que o MPF n" 0410100200400091 possui as seguintes prorrogações: MPF PRORROGADO ATE - JUNHO DE .2004 28 DE MPF PRORROGADO ATE AGOSTO DE 2004 27 DE MPF PRORROGADO ATE OUTUBRO DE 2004 26 DE MPF PRORROGADO ATE DEZEMBRO DE .2004 .25 DE MPF PRORROGADO ATE - FEVEREIRO DE 200.5 23 DE MPF PRORROGADO ATE.. ABRIL .2005 24 DE 11(1PF PRORROGADO ATE.. IUNHO DE 2005 23 DE Dessa maneira, verifica-se que o MPF prorrogado, em conformidade corn a legislação, tinha validade até o dia 23/06/2005 . Assim, tendo sido o auto de infração lavrado ern 25/05/2005 não há que se falar em vicio no Mandado de Procedimento Fiscal, haja vista que o MPF estava em vigor na lavratura no auto de infração. Da mesma forma não merece prosperar o vicio alegado em sede de recurso voluntário referente à ciéneia da prorrogação do MPF, ocorrida no dia 14 de outubro de 2004, assinada pelo funcionário Rodolfo de Souza este que, por sua vez, não detinha poderes para tanto . Isso porque, independente se o funcionário da empresa tinha ou não poderes de assinar a intimação, não houve prejuízo á contribuinte, a mesma respondeu tal intimação e exerceu ern todas as fases tanto do lançamento, quanta no processo administrativo, seu direito de defesa, respeitando o princípio do contraditório e da ampla defesa. PRELIMINAR- VÍCIOS NA INTIMAÇÃO - Ainda que a ciéncia do Termo de Inicio da Fiscalização esteja assinada por 5 Process() n° 19647. 005317/2005-88 SI-Cl T1 Acórdilo n " 1102-00.313 Fl 6 funcionários sem poderes específicos para tanto, o . fato de a empresa .formalmente suspensão dos trabalhos de fiscalização caracteriza ratificação do ato praticado sem os poderes, conforme previsto no art 1 296, parágrafo único do Código Civil de 191RPJ-LUCRO Como preliminar de recurso voluntário a contribuinte pleiteou a anulação julgamento de 1" instância por entender que a sessão de julgamento não foi instalada pela maioria dos julgadores, contudo tal alegação também não merece prosperar, senão vejamos: A portaria n° 58/2006 publicada pela SIZE disciplina a constituição das turmas e o funcionamento das Delegacias da Receita Federal de Julgamento e aduz que as URI são constituídas por turmas de julgamento, cada uma com cinco julgadores.. Para haver a deliberação e julgamento é necessária a maioria simples dos julgadores e, caso não exista o quorum minim, cabe ao Delegado da DRJ designar julgador "ad hoc" para participar de sessão.. Art. 2" As DIU são constituídas pot llamas de julgamento, cada tuna delas integrada por cinco .julgadores Art. 4" O julgador sera designado Nita mandato de até dois anos, com término no dia 31 de dezembro do ano subseqüente ao da designação, admitida a recondução, § 5" 0 Delegado da DRJ pode designar julgador ad hoc para participar de sessão especifica em turma de julgamento, visando garantir o quorum mínimo de julgadores para a realização da sessão Art. 13. Somente pode haver deliberação quando presente a maioria dos membros da ¡ulna, sendo essa tomada pot maioria imp/es, cabendo ao presidente, além do voto ordinário, o de qualidade. Verifica-se que no julgamento de primeira instância participaram 03 julgadores, sendo uma relatora, uma presidente e uma "ad hoc", respeitando assim, o quorum minima para deliberação da turma, o que afasta a nulidade pleiteada . Vencida as preliminares, passo a julgar o mérito, 6 Processo n" 19647.0053 I 7/2005-88 SI-CITI Acórdilo " 1102-00.313 Fl 7 Em que pese tenha adicionado à tese de defesa a argumentação de que a fiscalização incluiu o valor correspondente ao ICMS na base de cálculo do PIS/COFINS, a contribuinte, tempo depois, apresentou desistência expressa relacionada a este assunto. Com relação aos demais temas, a requerente aduz que a fiscalização majorou a base de cálculo do PIS/COFINS, pois considerou como receita bruta as vendas destinadas exportação e as receitas financeiras decorrentes de variação cambial, Contudo, inobstante a autorização legal para excluir da base de cálculo do PIS/COFINS as vendas destinadas à exportação e as receitas financeiras decorrentes de variação cambial, a argumentação não merece prosperar, senão vejamos: Neste caso, a questão não se restringe a saber se pode ou não excluir tais receitas da base de calculo do PIS/COFINS, mas sim se efetivamente ocorreram tais receitas. Pois, no que diz respeito As vendas destinadas 4 exportação não existe documentação hábil que comprove que as vendas. foram efetivamente destinadas A exportação e/ou comercial exportadora com fim especifico para exportação. Primeiramente verifica-se que na memória de cálculo apresentada pelo próprio contribuinte (fis, 123/177) não contem registros de venda pala Exportação . Ademais, analisando as notas fiscais apresentadas pelo contribuinte verifica- se que o CFOP utilizado nas vendas foi o 6,101 "Venda de produção do estabelecimento", enquanto que o correto para as vendas destinada A comercial exportadora com o fim especifico de exportação é o 6..501 "Remessa de produção do estabelecimento, com fim especifico de exportação". E por último o decreto Lei n" 1,248/72 determina que para serem consideradas "vendas com o fim especifico de exportação" as mercadorias devem ser diretamente remetidas do estabelecimento do produtor-vendedor para embarque de exportação por conta e ordem da empresa comercial exportadora e/ou depósito em entreposto, por conta e ordem da empresa comercial exportadora, Art I"- As operacaes decorrentes de comp a de mercadorias no mercado intern°, quando lealizadas por empresa comercial exportadora, para o fim específico de exportaciio, terc7o a tratamento tributário previsto neste Decreto-Lei 7 Processo n" 19647 005317/2005-88 SI-C1 TI Acordo n."1102-00.313 Fl. 8 .Parágrafo nico Consideram-se destinadas ao . fim especifico de exportação as mercadorias que forem diretamente remetidas do estabelecimento do produtor-vendedor pai a. embarque de exportação por conta e ordem da empresa comercial exportadora; b) depósito em entreposto, por conta e ordem da empresa comercial exportadora, sob regime aduaneiro extraordinório de exportação, nas condições estabelecidas em regulamento. Cumpre frisar que o contribuinte não apresentou nenhum documento que efetivamente comprovasse a exportações de tais mercadorias, limitou-se a apresentar notas fiscais que foram emitidas para empresa comercial exportadora, o que por si só, não comprova a efetiva exportação„ Como é cediço, a regra geral prevê que cabe A defesa o ônus da prova dos fatos modificativos, extintivos ou impeditivos da pretensão fazendária.. Parte-se da premissa que toda afirmação precisa de sustentação, de provas para ser levada em consideração., Se tais provas e argumentos não são oferecidos, essa afirmação não tern valor argumentativo e deve ser desconsiderada. Assim, o simples fato de emitir nota fiscal A comercial exportadora não comprova o fim específico de exportação que é condição "sine qua nom" para se obter a isenção, de forma que voto pela manutenção do lançamento. Com relação à incidência de PIS/COFINS sobre as variações cambiais deve- se trilhar o mesmo raciocínio, haja vista que, não se trata da possibilidade de inclusão ou não da variação cambial na base de cálculo do PIS/CORNS, mas sim da efetiva comprovação de que houve ou não variação cambial no período lançado. Conforme afirmação do próprio contribuinte as variações cambiais são decorrentes das exportações via tradings ocorridas no period° lançado.. Se não ficou efetivamente comprovado que a empresa realmente exportou no período analisado não há que se falar em variação cambial decorrente dessas exportações. Ademais é necessário salientar que a empresa não trouxe nenhum documento que comprovasse tais variações, fato que poderia ser comprovada através das contas de resultados que estão no balancete.. Por todo o exposto, nego provimento ao presente recurso voluntário, mantendo o lançamento efetuado pela fiscalização., 8 Processo n" 19647 005317/2005-88 S1-CITI Acàrdilo n " 1102-00.313 Fl. 9 como voto. Brasilia (DF), em 02 de setembro se 20I0 JOÃO CARLOS D UM JUNfOR 9
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Numero do processo: 10980.007354/2005-65
Data da sessão: Fri Mar 27 00:00:00 UTC 2009
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Ano-calendário: 2003
DCTF. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA.
A apresentação da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais - DCTF pelas pessoas jurídicas obrigadas, quando intempestiva, enseja a aplicação da multa por atraso na entrega.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3102-000.134
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: DCTF - Multa por atraso na entrega da DCTF
Nome do relator: LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES
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Recorrida DRJ-CURITIBA/PR ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Ano-calendário: 2003 DCTF. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA. A apresentação da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais - DCTF pelas pessoas jurídicas obrigadas, quando intempestiva, enseja a aplicação da multa por atraso na entrega. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. /4,e, de/rva— M RCIA H ENA C AJANO DAMORIM - Presidente - LUCIANO LO II E MEIDA MORAE: — Relator EDITADO EM: Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Mércia Helena Traj ano Damorim (Presidente), Ricardo Paulo Rosa, Corintho Oliveira Machado, Luciano Lopes de Almeida Moraes (Relator), Marcelo Ribeiro Nogueira, Beatriz Veríssimo de Sena, Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro e Judith do Amaral Marcondes Armando. o Processo n° 10980.007354/2005-65 S3-C1T2 Acórdão n.° 3102-00.134 Fl. 44 Relatório Por bem descrever os fatos relativos ao contencioso, adoto o relato do órgão julgador de primeira instância até aquela fase: Trata o presente processo de auto de infração (fl. 03), cientificado em 27/06/2005 (f1.17), mediante o qual é exigido da contribuinte qualificada o crédito tributário total de R$ 1.895,86, referente à multa por atraso na entrega da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais — DCTF — do primeiro trimestre de 2003- apresentada em 1310812003. O enquadramento legal do lançamento encontra-se discriminado no campo 05 (Descrição dos Fatos/Fundamentação) do auto de infração, àsfl. 03. Inconformada com o lançamento, a interessada interpôs tempestivamente, em 22/07/2005, a impugnação de fl. 01/02, instruída com os documentos de fl.03 a 14 (cópia do auto de infração e documentos pessoais e societários), alegando que as multas aplicadas nas DCTF's não possuem uniformidade de aplicação nos quatro trimestres, cita o artigo 150 da Carta Magna, e que a Instrução Normativa não pode se sobrepor a lei e a Constituição Federal. Argúi que a data do Al é de 10/06/2005 e que a DCTF se refere ao exercício de 2003, entretanto, as multas aplicadas não são condizentes com a poca dê entrega do documento. Por fim, solicita a retificacao da multa para R$114,68. Na decisão de primeira instância, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Curitiba/PR indeferiu o pleito da recorrente, conforme Decisão DRJ/CTA n° 17.855, de 30/04/2008, fls. 18/24: Assunto: Obrigações Acessórias Ano-calendário: 2003 DCTF. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA. LEGALIDADE. A Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais - DCTF, bem como a multa por atraso na sua entrega, têm fundamento em ato com força de lei, não violando, portanto, o princípio da legalidade. Mantém-se o lançamento quando não comprovado pela interessada que a obrigação acessória foi satisfeita dentro do prazo legal. CONFISCO A vedação ao confisco é direcionada exclusivamente aos tributos, sendo inaplicável à multa por infração a uma obrigação acessória. RETROATIVIDADE DA LEI. POSSIBILIDADE. 2 Processo n° 10980.007354/2005-65 S3-C1T2 Acórdão n.° 3102-00.134 Fl. 45 É válida a fundamentação legal do Auto de Infração, que trata da multa por entrega intempestiva da DCTF, e se reporta à data da ocorrência do fato gerador da obrigação, a teor do art. 144 do CTN. Lançamento Procedente. Às fls. 27 o contribuinte foi intimado da decisão supra, motivo pelo qual apresenta Recurso Voluntário de fls. 28/40, tendo sido dado, então, seguimento ao mesmo. É o Relatório. • 3 Processo n° 10980.007354/2005-65 S3-C1T2 Acórdão n.° 3102-00.134 Fl. 46 Voto Conselheiro LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES Relator O recurso é tempestivo e dele tomo conhecimento. O simples fato de não entregar a tempo a DCTF já configura infração à legislação tributária, ensejando, de pronto, a aplicação da penalidade cabível. A obrigação acessória relativa à entrega da DCTF decorre de lei, a qual estabelece prazo para sua realização. Salvo a ocorrência de caso fortuito ou força maior, não comprovado nos autos, não há que se falar em denúncia espontânea. De acordo com os termos do § 40, art. 11 do Decreto-lei 2.065/83, bem como entendimento do Superior Tribunal de Justiça "a multa é devida mesmo no caso de entrega a destempo antes de qualquer procedimento de oficio. Trata-se, portanto, de disposição expressa de ato legal, a qual não pode deixar de ser aplicada, uma vez que é princípio assente na doutrina pátria de que os órgãos administrativos não podem negar aplicação a leis regularmente emanadas do Poder competente, que gozam de presunção natural de constitucionalidade, presunção esta que só pode ser afastada pelo Poder Judiciário". Ressalte-se que em nenhum momento a recorrente se insurge quanto ao atraso, pelo contrário, o confirma. No que se refere à aplicação das multas no presente lançamento, entendo que estejam corretas. Neste sentido, bem julgou a decisão recorrida: Inicialmente, cumpre assinalar que a impugnante não se insurge contra a afirmação de que as declarações em questão foram apresentadas fora do prazo fixado pela legislação. Entretanto, contesta o valor aplicado no primeiro trimestre da DCTF- exercício 2003, entendendo que a multa é de R$57,34. Caso atentasse para o campo 05 do Auto de Infração-Descrição dos Fatos- compreenderia que a aplicação dos valores para o primeiro trimeste do exercício 2003 resultou da aplicação do percentual de 2% sobre o montante das contribuições informadas na Declaração, multiplicado pelo número de meses em atraso, respeitado o percentual máximo de 20%, e que o referido valor foi reduzido em cinqüenta por cento em virtude da entrega espontânea da DCTF. A IN SRF n. 255, de 11 de dezembro de 2002, com base no art. 70 da Lei n. 10.426, de 24 de abril de 2002, estabeleceu as formas 4 Processo n° 10980.007354/2005-65 S3-C1T2 Acórdão n.° 3102-00.134 Fl. 47 de cálculo da multa, ora aplicadas, por atraso na entrega da DCTF. Cito o art. 70 da referida Instrução Normativa: "Art. 7" O sujeito passivo que deixar de apresentar a DCTF nos prazos fixados ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentar declaração original, no caso de não- apresentação, ou a prestar esclarecimentos, nos demais casos, no prazo estipulado pela Secretaria da Receita Federal, e sujeitar-se-á às seguintes multas: - de dois por cento ao mês-calendário ou fração, incidente sobre o montante dos tributos e contribuições informados na DCTF, ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega desta declaração ou entrega após o prazo, limitada a vinte por cento, observado o disposto no § 3'; II - de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas. § 1° Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso I do capta, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo originalmente fixado para a entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não-apresentação, da lavratura do auto de infração. § 2 Observado o disposto no § 3", as multas serão reduzidas: 1- em cinqüenta por cento, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de oficio; II - em vinte e cinco por cento, se houver a apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. § 3"A multa mínima a ser aplicada será de: I - R$ 200,00 (duzentos reais), tratando-se de pessoa jurídica inativa; - R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos. § 4° Para DCTF que seja referente até o terceiro trimestre de 2001, a multa será de R$ 57,34 (cinqüenta e sete reais e trinta e quatro centavos) por mês-calendário ou fração, salvo quando da aplicação do disposto no capta resultar penalidade menos gravosa. (.) § 9" As multas de que trata este artigo serão exigidas de oficio. (.)" (grifei). Como se vê, o crédito tributário constituído no presente AI, em face do atraso na na entrega das DCTF do primeiro trimestre de 2003, encontra-se correto e tem suporte nas disposições legais acima mencionadas. 5 Processo n° 10980.007354/2005-65 S3-C1T2 Acórdão n.° 3102-00.134 Fl. 48 São pelas razões sup . e demais argumentações contidas na decisão a quo, que encampo neste voto, como se aqui . stivessem transcritas, que nego seguimento ao recurso interposto, prejudicados os demais ar . entos. 1 r" í LUCIANO LO ' I) 1 A MEIDA MORAES 6 ,
score : 1.0
Numero do processo: 10218.000145/2007-01
Data da sessão: Wed Aug 07 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Sep 30 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples
Ano-calendário: 2003
FORMA DE TRIBUTAÇÃO. OPÇÃO. DEFINITIVIDADE.
A forma como a pessoa jurídica será tributada no ano calendário é, via de regra, opção do contribuinte. A opção efetuada pelo contribuinte será definitiva para o todo período.Ano-calendário: 2003
Numero da decisão: 1401-001.017
Decisão:
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Jorge Celso Freire da Silva Presidente
(assinado digitalmente)
Antonio Bezerra Neto Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antônio Alkmim Teixeira, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Sérgio Luiz Bezerra Presta, Karem Jureidini Dias e Jorge Celso Freire da Silva.
Nome do relator: ANTONIO BEZERRA NETO
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ementa_s : Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 2003 FORMA DE TRIBUTAÇÃO. OPÇÃO. DEFINITIVIDADE. A forma como a pessoa jurídica será tributada no ano calendário é, via de regra, opção do contribuinte. A opção efetuada pelo contribuinte será definitiva para o todo período.Ano-calendário: 2003
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decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Jorge Celso Freire da Silva Presidente (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antônio Alkmim Teixeira, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Sérgio Luiz Bezerra Presta, Karem Jureidini Dias e Jorge Celso Freire da Silva.
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OPÇÃO. DEFINITIVIDADE. A forma como a pessoa jurídica será tributada no ano calendário é, via de regra, opção do contribuinte. A opção efetuada pelo contribuinte será definitiva para o todo período.Anocalendário: 2003 Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Jorge Celso Freire da Silva – Presidente (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto – Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 21 8. 00 01 45 /2 00 7- 01 Fl. 402DF CARF MF Impresso em 30/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 08/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 10218.000145/200701 Acórdão n.º 1401001.017 S1C4T1 Fl. 68 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antônio Alkmim Teixeira, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Sérgio Luiz Bezerra Presta, Karem Jureidini Dias e Jorge Celso Freire da Silva. Fl. 403DF CARF MF Impresso em 30/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 08/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 10218.000145/200701 Acórdão n.º 1401001.017 S1C4T1 Fl. 69 3 Relatório Tratase de recurso voluntário contra Acórdão da 2ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em BelémPA. Adoto e transcrevo o relatório constante na decisão de primeira instância, compondo em parte este relatório: Versa o presente processo sobre autos de infração (fls.72/110) referentes a IRPJ, CSLL, PIS, COFINS e INSS, todos apurados segundo as regras do Sistema Integrado de pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno porte SIMPLES, importando no valor de R$ 904.461,97, aí inclusos os tributos, multa de ofício (75%) e juros de mora calculados até fevereiro/2007. Segundo a autoridade fiscal, foi constatada a diferença de base de cálculo pois os valores declarados na declaração da pessoa jurídica pelo sistema de tributação SIMPLES divergem dos valores escriturados no livro Caixa. A ação fiscal em tela foi autorizada pelo Mandado de Procedimento Fiscal n° 02103002006001412 (fl.l). Segundo o Termo de Verificação de Ação Fiscal (fls.63/71), a empresa fiscalizada foi inicialmente intimada a apresentar cópia da declaração apresentada à SRF, livros Diário e Razão ou livro Caixa, livro registro de entradas e de saídas, livro registro de inventário, extratos bancários referentes ao ano de 2003 e os atos constitutivos e eventuais alterações; contratuais. Após diversos pedidos de prorrogação (fls.33/34, 49, 52), o contribuinte, em atendimento à intimação de 05/03/2007 (fls.50/51), apresentou os livros Caixa e Razão, os quais foram devolvidos conforme termo de devolução de livros e documentos (fl.60). Notese que no documento de fls.33/34, o contribuinte informa que não é tributada pelo SIMPLES FEDERAL e que a declaração DIPJ SIMPLIFICADA foi entregue por equívoco, o que será objeto de petição própria. Prosseguindo, diz que está submetida ao LUCRO REAL. Tendo tomado ciência do lançamento em 19/04/2004 (fl.l 12), via postal, o contribuinte apresentou impugnação em 14/05/2007 (fls.114/125) através de procurador (11126), alegando n síntese que: 1. No decorrer da fiscalização, a requerente informou que a apuração do imposto pelo SIMPLES foi feita de forma errônea porque a mesma não se enquadrava naquele regime de tributação embora constasse nos cadastros da Receita Federal esta forma de opção; 2. Era dever de ofício do auditor verificar os dados que possui, considerando que a própria Receita já possui dados suficientes para saber se o contribuinte poderia ou não optar pelo SIMPLES, tais como movimentação financeira, CPMF, além das informações fornecidas pelos bancos em relação ao ano fiscalizado e ao ano anterior. Tudo isto para aplicar a devida forma de tributação, considerando que a empresa possui escrituração e que foi entregue à auditoria; Fl. 404DF CARF MF Impresso em 30/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 08/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 10218.000145/200701 Acórdão n.º 1401001.017 S1C4T1 Fl. 70 4 3. A irregularidade de cobrança do SIMPLES em relação ao anobase de 2003 salta aos olhos porque contrária ao art.9°, II, Lei n° 9.317/96, o que impõe seja julgado improcedente a autuação fiscal por óbice legal; 4. O requerente, em relação ao anobase de 2002 obteve faturamento superior ao limite fixado no art.9°, II da Lei n° 9.317/96 que é de R$ 1.200.000,00. Assim, mesmo que o contribuinte quisesse continuar ser optante do SIMPLES no ano de 2003 estava impedido em razão do dispositivo legal ora mencionado. Da mesma forma, a ação fiscal não poderia ter autuado o requerente com base na lei do SIMPLES porque contrário à norma legal supracitada.; 5. A informação de que o faturamento do ano anterior foi superior ao limite de R$ 1.200.000,00 já era do conhecimento da Receita Federal, devendo de ofício o auditor verificar esta situação em respeito ao disposto no art.37 da Lei n° 9.784/99; (cita o referido artigo) 6. É por imposição legal que a autoridade administrativa é vinculada, não podendo o agente administrativo optar pelo que fazer, mas cumprir a norma que lhe é imposta sob pena de nulidade do ato administrativo. Com amparo também no art.13, II da Lei n° 9.317/96, notase que a exclusão era obrigatória e de acordo com o art.14, I, Lei n° 9.317/96 mesmo que o contribuinte não informasse a situação de exclusão, a mesma incorreria de ofício; 7. Portanto, improcedente a autuação fiscal devendo ser anulada in totum, porque a mesma contraria o disposto no art.9°, II e art.13, II da Lei n° 9.317/96; 8. A Administração Pública deve atuar de forma segura, respeitando os direitos dos contribuintes e as normas que regem a atuação do agente público devendo observar a "adoção de formas simples, suficientes para propiciar adequado grau de certeza, segurança e respeito aos direitos dos administrados" (art.2°, IX da Lei n° 9.784/99); 9. Com amparo, também, no art.29 da Lei n° 9.784/99, era dever de ofício averiguar as informações existentes (aquela feita pelo contribuinte e aquelas constantes de registros da própria Receita Federal) para comprovar a tomada de decisões; (cita o referido artigo)) 10. A taxa de juros calculada com base na taxa SELIC é inconstitucional; 11. A lei que estendeu a aplicação da SELIC nas questões tributárias não foi coerente com o CTN e nem com a Constituição Federal, art.146, III, porque está regulando juros que incidem sobre tributos através de lei ordinária ou outra espécie; 12. O artigo 161, §1° do CTN, que é lei complementar, estabelece que a taxa de juros é 1% ao mês. Essa fixação é taxativa; 13. Em inteligente decisão, através do Recurso especial n° 21588l/PR, de 13.06.200, o STJ declarou a inconstitucionalidade formal e material da aplicação da taxa SELIC em matéria tributária; (cita parte da referida decisão) 14. A multa, seja por atraso no pagamento do tributo ou no descumprimento de norma tributária, sempre é punitiva e nunca compensatória ou indenizatória; 15. A multa de 75%, incidente sobre o valor principal, tem efeito confiscatório; Fl. 405DF CARF MF Impresso em 30/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 08/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 10218.000145/200701 Acórdão n.º 1401001.017 S1C4T1 Fl. 71 5 16. O STF já emitiu várias decisões determinando a redução de multa punitiva a percentuais suportáveis; (cita duas ementas) 17. A aplicação da multa de 75% tolhe a capacidade contributiva da requerente; 18. Requer seja julgada improcedente a cobrança do SIMPLES, seja aplicado o percentual de 1% ao mês como juros e que a multa de 75% seja excluída ou reduzida para 20%. Constam ainda dos autos os seguintes documentos que merecem destaque: cópia da declaração simplificada exercício 2004 (fls.7/24), tela do CNPJ (fl.29), termo de início de ação fiscal e ciência do contribuinte (fls.30/32), termos de intimação fiscal terceiros (fls.38/39, 41/42, 44/45 e 47/48), cópia do contrato social e alterações (fls.53/59), planilha de receitas de vendas anocalendário 2003 (fl.61) e telas de fls.185/190). Consta ainda o ANEXO I, com numeração de fls. 1/178, contendo cópias dos livros Caixa e Razão do anocalendário 2003. A DRJ manteve os lançamentos, nos termos das ementas abaixo: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento dc Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte Simples Anocalendário: 2003 FORMA DE TRIBUTAÇÃO. OPÇÃO. DEFINITIVIDADE. A forma como a pessoa jurídica será tributada no ano calendário é, via de regra, opção do contribuinte. A opção efetuada pelo contribuinte será definitiva para o todo período. DIFERENÇA DE BASE DE CÁLCULO. Cabível a tributação de valores escriturados pelo contribuinte, porém não declarados ao Fisco. INCONSTITUCIONALIDADE. ILEGALIDADE PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE. A autoridade administrativa não possui atribuição para apreciar a arguição de inconstitucionalidade ilegalidade de dispositivos legais. As leis regularmente editadas segundo o processo constitucional gozam de presunção de constitucionalidade e de legalide decisão em contrário do Poder Judiciário. Irresignada com a decisão de primeira instância, a interessada interpôs recurso voluntário a este CARF (fls. 204/208), repisando os tópicos trazidos anteriormente na impugnação, mas dessa feita sem questionar a legalidade do juros selic e da multa de ofício. É o relatório. Fl. 406DF CARF MF Impresso em 30/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 08/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 10218.000145/200701 Acórdão n.º 1401001.017 S1C4T1 Fl. 72 6 Voto Conselheiro Antonio Bezerra Neto, Relator O recurso preenche os requisitos de admissibilidade. De acordo com TVF (fls.66), a contribuinte atingiu em 2003 uma receita bruta no montante de R$ 4.187.789,52. Diante deste fato, a contribuinte foi excluída da sistemática do Simples a partir de 01 de janeiro de 2004, porém para o anocalendário de 2003 foi autuada por omissão de receitas na sistemática adotada pelo contribuinte (Simples). Tal omissão teve origem em valores declarados a menor na declaração da pessoa jurídica pelo sistema de tributação SIMPLES em contraposição aos valores escriturados no livro Caixa. A Recorrente não contesta sua exclusão do Simples, muito menos a ocorrência de omissão de receitas, matérias, portanto fora da lide. Pelo contrário, sua linha de defesa vai no sentido de que o auto .de infração seria irregular, pois no anoanterior à autuação (2002), a Recorrente já havia auferido receita superior ao limite permitido pelo Simples e que, portanto, o seu regime de apuração seria o do lucro real e não o do Simples. Portanto, o Fiscal errou, segundo sua ótica, em ter lavrado o auto de infração ainda na sistemática do Simples. O desenquadramento dessa sistemática deveria ter se dado de ofício, uma vez que o fiscal e a Receita Federal tinha pleno conhecimento dos fatos. Como se demonstrará, razão nenhuma socorre a Recorrente. O artigo 191 do RIR/99, dispõe sobre a opção pela forma de tributação do SIMPLES: Art. 191. A opção pelo SIMPLES darseá mediante a inscrição da pessoa jurídica enquadrada na condição de microempresa ou empresa de pequeno porte no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica CNPJ, quando o contribuinte prestará todas as informações necessárias, inclusive quanto (Lei nº 9.317, de 1996, art. 8º): I à especificação dos impostos, dos quais é contribuinte (IPI, ICMS ou ISS); II ao porte da pessoa jurídica (microempresa ou empresa de pequeno porte). § 1º As pessoas jurídicas já devidamente cadastradas no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica exercerão sua opção pelo SIMPLES mediante alteração cadastral (Lei nº 9.317, de 1996, art. 8º, § 1º). § 2º A opção exercida de conformidade com este artigo submeterá a pessoa jurídica à sistemática do SIMPLES a partir do primeiro dia do anocalendário subseqüente, sendo definitiva para todo o período (Lei nº 9.317, de 1996, art. 8º, § 2º). § 3º As pessoas jurídicas inscritas no SIMPLES deverão manter em seus estabelecimentos, em local visível ao público, placa indicativa que esclareça tratar se de microempresa ou empresa de pequeno porte inscrita no SIMPLES (Lei nº 9.317, de 1996, art. 8º, § 5º). (grifei) Fl. 407DF CARF MF Impresso em 30/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 08/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 10218.000145/200701 Acórdão n.º 1401001.017 S1C4T1 Fl. 73 7 § 3 As pessoas jurídicas inscritas no SIMPLES deverão manter em seus estabelecimentos, em local visível ao público, placa indicativa que esclareça tratar se de microempresa ou empresa de pequeno porte inscrita no SIMPLES (Lei n° 9.317, de 1996, art. 82, § 52). Como se vê, a opção pelo SIMPLES é definitiva para todo o período a que se refere. E foi o que aconteceu, a Recorrente optou pelo simples e vinha entregando todas suas declarações nessa sistemática. Já o artigo 193 do RIR 99 estabelece que a exclusão do SIMPLES será feita mediante comunicação pela pessoa jurídica ou de ofício (art. 12 da Lei n° 9.317/96). O artigo 194 regulamenta os casos em que o contribuinte, por opção ou obrigatoriamente, deve sair do SIMPLES: Formas de Exclusão Art. 194. A exclusão mediante comunicação da pessoa jurídica darseá (Lei nº 9.317, de 1996, art. 13): I por opção; II obrigatoriamente, quando: a) incorrer em qualquer das situações excludentes constantes do art. 192; b) ultrapassado, no anocalendário de início de atividades, o limite de receita bruta correspondente a cem mil reais multiplicados pelo número de meses de funcionamento nesse período, observado o disposto no inciso III do art. 196. § 1º A exclusão na forma deste artigo será formalizada mediante alteração cadastral (Lei nº 9.317, de 1996, art. 13, § 1º). § 2º A microempresa que ultrapassar, no anocalendário imediatamente anterior, o limite de receita bruta correspondente a cento e vinte mil reais, estará excluída do SIMPLES nessa condição, podendo, mediante alteração cadastral, inscreverse na condição de empresa de pequeno porte (Lei nº 9.317, de 1996, art. 13, § 2º). § 3º No caso do inciso II e do parágrafo anterior, a comunicação deverá ser efetuada (Lei nº 9.317, de 1996, art. 13, § 3º): I até o último dia útil do mês de janeiro do anocalendário subseqüente àquele em que se deu o excesso de receita bruta, nas hipóteses dos incisos I e II do art. 192; II até o último dia útil do mês subseqüente àquele em que houver ocorrido o fato que deu ensejo à exclusão, nas hipóteses dos demais incisos do art. 192, e da alínea "b" do inciso II deste artigo. O artigo 195, por sua vez, estabelece os casos de exclusão de ofício: Exclusão de Ofício Art. 195. A exclusão darseá de ofício quando a pessoa jurídica incorrer em quaisquer das seguintes hipóteses (Lei nº 9.317, de 1996, art. 14): Fl. 408DF CARF MF Impresso em 30/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 08/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 10218.000145/200701 Acórdão n.º 1401001.017 S1C4T1 Fl. 74 8 I quando não realizada por comunicação da pessoa jurídica, nas formas do inciso II e do § 2º do artigo anterior; II embaraço à fiscalização, caracterizado pela negativa não justificada de exibição de livros e documentos a que estiver obrigada, bem assim pelo não fornecimento de informações sobre bens, movimentação financeira, negócio ou atividade, próprios ou de terceiros, quando intimado, e demais hipóteses que autorizam a requisição de auxílio da força pública, nos termos do art. 200 da Lei nº 5.172, de 1966 (CTN); III resistência à fiscalização, caracterizada pela negativa de acesso ao estabelecimento, ao domicílio fiscal ou a qualquer outro local onde se desenvolvam as atividades da pessoa jurídica ou se encontrem bens de sua posse ou propriedade; IV constituição da pessoa jurídica por interpostas pessoas que não sejam os verdadeiros sócios ou o titular, no caso de firma individual; V prática reiterada de infração à legislação tributária; VI comercialização de mercadorias objeto de contrabando ou descaminho; VII crimes contra a ordem tributária, com decisão definitiva. O que tem que ser esclarecido é que em primeiro lugar a legislação atribui ao contribuinte a iniciativa de sua exclusão em determinadas situações que elenca. Cabe ressaltar que estamos diante de uma norma imperativa. Por sua vez, a legislação traz situações em que o autuante pode excluir o contribuinte, nesse caso são normas permissivas. Por óbvio, que a administração pública não pode ser penalizada caso alguma daquelas situações elencadas no dispositivo de fato aconteçam no mundo real e o fiscal não promove a exclusão de ofício. É que os autuantes não são seres onipresentes e nem oniscientes. Dessa feita, mácula nenhuma traz ao lançamento a notícia de que em tal ou qual ano o contribuinte auferiu mais receita do que o limite permitido pelo SIMPLES, a uma porque a ilicitude nesse caso é do próprio contribuinte que deixou de fazêlo espontaneamente; a duas porque ao usar tal expediente nada mais faz do que se valer da sua própria torpeza para se beneficiar, e é comezinho se saber que o DIREITO não permite tal locupletamento. E por fim, embora ao meu ver, seja até despicienda essa análise, como observou a DRJ, nem a prova de que essa informação chegou ao conhecimento da Receita ou do Autuante foi feita. Eis o teor da decisão de piso a esse respeito: (...)Ao fazer referência ao inciso II e §2° do artigo 194, o art. 195 define o seguinte procedimento: quando incorresse em qualquer das vedações previstas no art. 192 do RIR99, o contribuinte deveria comunicar à Receita Federal do Brasil RFB, à época chamada Secretaria da Receita Federal SRF, obrigatoriamente, que estaria incurso em vedação para permanecer no SIMPLES. No caso do contribuinte ter ultrapassado o limite de receita bruta estabelecido para permanecer no SIMPLES, R$ 1.200.000,00 (art.9°, II da Lei n° 9.317/96), o contribuinte comunicaria tal fato ao Fisco (art. 13, II da Lei n° 9.317/96) e estaria imediatamente excluído do SIMPLES no anocalendário subseqüente, podendo optar pela tributação do lucro real ou lucro presumido. Na ausência de informação do contribuinte, o Fisco, caso soubesse que o contribuinte ultrapassou o limite de R$ 1.200.000,00, efetuaria a exclusão de ofício (art. 14,1 da Lei n° 9.317/96). Fl. 409DF CARF MF Impresso em 30/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 08/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 10218.000145/200701 Acórdão n.º 1401001.017 S1C4T1 Fl. 75 9 Ocorre que jamais chegaram ao conhecimento do Fisco documentos comprovando que o contribuinte teria ultrapassado, em 2002, o limite de R$ 1.200.000,00. A uma, porque não consta que o Fisco tenha solicitado dados de movimentação financeira aos bancos cm que o contribuinte possuísse conta corrente. A duas, porque o contribuinte vinha apresentando declaração simplificada com os valores de receita bruta zerados pelo menos nos anoscalendário 2000, 2001 e 2002 (fls. 186/190). Dessa maneira, as informações disponíveis pelo Fisco não levaram à indicação de que o contribuinte tivesse ultrapassado, em 2002, o limite de R$ 1.200.000,00. Além disso, o contribuinte, em resposta (fls.33/34) ao termo de início de fiscalização (fls.30/31), bem como em sua impugnação, apenas alegou que não poderia ser tributado pelo SIMPLES em 2003 e que teria ultrapassado o limite de receita bruta de R$ 1.200.000,00, sem ter apresentado documentos comprobatórios do fato. Correta a afirmação do contribuinte de que quando o interessado alegar que fatos e dados estão registrados em documentos existentes na própria administração responsável pelo processo ou em outro órgão administrativo, o órgão competente proverá, de ofício, à obtenção dos documentos ou das respectivas cópias, porém, efetivamente a administração não possuía essa informação uma vez que o contribuinte sistematicamente apresentou declarações com valores de receita bruta zerados. Portanto, na ausência de provas quanto à suposta objeção para ser tributado pelo SIMPLES em 2003, deve prevalecer essa forma de tributação. Portanto, mantenho o lançamento. Lançamentos Reflexos Por estarem sustentados na mesma matéria fática, os mesmos fundamentos devem nortear a manutenção das exigências lançadas por via reflexa, Por todo o exposto, nego provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto Fl. 410DF CARF MF Impresso em 30/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 08/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 10530.000111/86-71
Data da sessão: Thu Aug 20 00:00:00 UTC 1987
Ementa: IRF - SUPRIMENTOS - PRELIMINAR DE NULIDADE
- A concentração da ação fiscal na própria pessoa jurídica, destinatária dos alegados suprimentos de caixa, ao invés de diversificada entre a suprida e os supridores, atende ao ;princípio de economia processual, torna mais fácil a produção de provas e a defesa dos contribuintes, além de correlacionar-se com a cumulatividade dos requisitos de prova da entrega e da origem dos recursos exigíveis da pessoa jurídica, segundo
o art. 181 do RIR/80. SUPRIMENTOS DE CAIXA - A intimação do contribuinte para comprovar a efetiva entrega e a origem dos recursos tidos como aparta dos à empresa pelo sócio e indispensável para que o fisco possa, á falta dessa comprovação'
lançar o imposto com base na presunção legal de que trata o § 39 do artigo 12, do Decreto-lei n9 1.598/77.
Numero da decisão: 101-77.306
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de, Contribuintes, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar arguida e, no mérito, por maioria de votos, dar provimento, em par te, ao recurso, para excluir da tributação a importância de Cz$ 18.E41,26, no ano de 1983, nos termos do relat6rio e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Urgel Pereira Lopes (Relator), Crist6vão Anchieta de Paiva e Alceu de Azevedo Fonseca Pinto, que negavam provimento. Designado para redigir o voto o Conselheiro Carlos Alberto Gonçalves Nunes
Nome do relator: CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES
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Recorrente AUTO PEÇAS COSTA LTDA. Pecorrida DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM FEIRA DE SANTANA - BA. , IRF - : SUPRIMENTOS - PRELIMINAR DE NULIDADE - A concentração da ação fiscal na pr6pria pessoa jurídica, destinatâria dos alegados suprimentos de caixa, ao invés de diversi- ficada entre a suprida e os supridores,aten • de ao ;princípio de economia processual, to-f . na mais fácil a produção de provas e a dé=_ fesa dós contribuintes, 'além de correlacio nar-se com a cumulàtividade dos requisito-s.' de prova da entrega e da origem dos 'recur- sos, exigíveis da pessoa jurídica, segundo o art. 181 do RIR/80. SUPRIMENTOS DE CAIXA - A intimação do conL. tribuinte para comprovar a efetiva entrega e a origem dos recursos tidos como aparta- . . dos à empresa pelo só-cio e indispensável para que o fisco possa, ã falta dessa com- provação ' , lançar o impo-to com base na pre sunção legal de que trata o § 39 do artigo 12, do Decreto-lei n9 1.598/77. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por AUTO PEÇAS COSTA LTDA.: . , , ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Con- selho de., Contribuintes, por unanimidade de votos, rejeitar a prelimi- nar arguida e, no merito, por maioria de votos, dar provimento, em par te, ao recurso, para excluir da tributação a importância deCz$ 18.E41,26, no ano de 1983, nos termos do relat6rio e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Urgel Pereira Lopes (Rela-- tor), Crist6vão Anchieta de Paiva e Alceu de Azevedo Fonseca Pinto, que negavam provimento. Designado para redigir o voto o Conselheiro Carlos Alberto Gonçalves Nunes. V v• •...27* !'.-1 Sala das Sessões (DF), em 20 de agosto de 1987. / URGE 'EREI'A LOP • - PRESIDENTE W01,41,2- CA LOS ALBERTO g ONÇALVES NUNES - gLATOR DESIGNADO ex,0 AGOSTINHO FLORES v-"'"x - PROCURADOR DA FA- VISTO EM ZENDA NACIONAL SESSÃO DE: 9WIT RECURSO DA FAZENDA NACIONAL N9 RP/101-0.075 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conse lheiros: FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, CELSO ALVES FEITOSA, RAUL PIMENTEL e JOSn EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN. 2 SERVIÇO POLACO FEDERAL PROCESSO N9 10530-000.111/86-71 RECURSO N9: 49.023 ACÓRDÃO N9: 101-77.306 RECORRENTE N9: AUTO PEÇAS COSTA LTDA. RELATÓRIO AUTO PEÇAS COSTA LTDA.; pessoa jurídica jurisdicionada a D.R.F. em Feira de Santana-BA, recorre a este Conselho inconfórma da com a decisão de primeiro grau. 2. Em consequência de ação fiscal iniciada em 21.10.85, veio a ser lavrado o Auto de Infração de ' fls. 02, no qual se tribu tam, exclusivamente na fonte, com base no art. 89 do Decreto-lei n9 2.065/83, os seguintes valores: Exercício de 1983 Omissão de receitas caracterizada por suprimentos de caixa em nome do sOcio Antonio Lauro Costa, de origem e ingresso incomprovados: - Cr$ 4.000.000 x 25% Cr$ 1.000.000 Exercício de 1984 1 - Omissão de receitas caracterizadas por suprimentos de caixa em nome do sOcio Antonio Lauro Costa, de origem e ingresso incomprovados: Cr$ 18.841.263 , • 2 - Omissão de receitas cf. Auto de Infração Estadual: Cr ,$ 6.860.521 Cr$ 18.841.263+Cr$6.860.521.Cr$25.701.784x25%.Cr$6.425.446. DMF - DF /19 C-C - Secgraf - 1600/75 3 SERVIOO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10530-000.111/86-71 AcOrdão n9 101-77.306 Calculados o imposto, a correção monetária e os juros de mora. Aplicou-se a multa de 50% prevista no art. 728,, II do RIR/80. 3. No Termo de Encerramento da Ação Fiscal consta, dentre ou tros pontos: Que, no exercício de 1983, a empresa registrou no LALUR um prejuízo real de Cr$ 1.246.109. Contudo, na parte B desselfviru não apresenta nenhum controle do prejuizo apura- do. Que, no exercício de 1984, alem das omissões de receitas relatadas no item anterior, consta saldo devedor de cor — reção monetária utilizado a maior; falta da apresentação da declaração de rendimentos no exercício de 1984; pre juízo de Cr$ 38.791.970, registrado no LALUR. Que, também no exercício de 1985, a contribuinte compen sou o prejuízo de Cr$ 38.791.920, entendendo a fiscaliza ção que incorretamente, visto que a compensação só' per — mitida ate o limite do lucro levantado. De modo que, em virtude das adições apuradas na presente ação, a autuada devera proceder ã correta e devida com pensação, utilizando-se da correção monetária a que es tão sujeitas tais patcelas. 4. A contribuinte foi notificada por via postal, em 04.02.86, segundo o AR de fls. 15. 5. Dentro do prazo apresentou a impugnação de fls.17/18. Co meçou por argUir a nulidade do Auto ao argumento de ser ela parte ile gítima para fazer prova por sOcio seu, quanto à origem dos recursossu pridos. Acrescenta que o Auto tambem nulo por indicar as omissões de receitas nos exercícios de 1983 e 1984, ao passo que a prOpria autuan te relaciona os suprimentos nos anos de 1981, 1982 e 1983. 4 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10530-000.111/86-71 AcOrdão n9101-77.306 •• • • 6. Informação fiscal a fls. 49, sustentando caber o anus da pro va ã prOpria impugnante. Diz que o período-base da contribuinte ia de 19 de julho a 30 de junho, o que explica a distribuição pelos exerci ciosindicadosnoAúto.Acrescenta que-ajurisprudência administrativa tem fir — , mado o entendimento de que o art. 89 do Decreto-lei n9 2.065/83 s6 é aplicável a partir do exercício de 1984, face ao principio da irretro atividade da norma tributãria. A par disso, opina pela improcedência' do lançamento pertinente ao exercício de 1983, devendo a fiscalização proceder a um novo lançamento embasado na legislação vigente. 7. Decisão de primeiro grau a fls. 50/53, cuja ementa se trans- creve: VIGÊNCIA DA LEGISLAÇÃO TRIBUTARIA NORMAS GERAIS A teor do contido na Constituição Federal, artigos 18, pari- grafo primeiro, e 153, parãgrafos 39 é 299, bem como no art. ! 144 da Lei n9 5.172/66 (CTN) inaplicãvel o art.89 do Decre to-lei n9 2.065/83 a fato gerador ocorrido antes de 26 de oi7i tubro de 1983. NORMAS PARA APURAÇÃO DO LUCRO LrQUIDO DAS PESSOAS JURrDIGAS . RECEITAS OPERACIONAIS São tributados como representativos de omissão de receitas os valores dos suprimentos de Caixa contabilizadas como efetua dos pelos sOcios da pessoa jurídica, quando não forem caball mente comprovados a efetiva entrega do numerãrio suprido e sua origem. AÇÃO FISCAL PROCEDENTE, EM PARTE. 8. Ciente em 14.04.87, a contribuinte interpôs o recurso volun- tãrio de fls. 56/57, protocolizado em 14.05.87, reiterando os termos de sua impugnação. n o relatOrio. (27 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10530-000.111/86-71 5 Acórdão n9 101-77.306 VOTO VENCEDOR Conselheiro CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, Relator designado: Acompanho o voto do ilustre relator sorteado, ã ex- ceção da negativa de provimento ao recurso no que se refere ã parce ia de Cr$ 18.841.263, no ano de 1983, pelas razões seguintes: A empresa não foi intimada a comprovar a origem e a efetiva entrega dos recursos, a fim de que, ã sua falta, ficasse ca racterizada a presunção legal de omissão de receitas com valor arbi trado tendo por base o montante dos aportes contabilizados (DecA.ei n9 1.598/77, art. 12, 39). Ora, o pressuposto da lei para que se configure a presunção legal de omissão de receitas é a existência de indicio ou outros elementos de prova de omissão de receitas e a falta de com- provação perante o fisco da efetiva entrega e da origem dos recur- sos que, segundo a escrita, teriam sido aportados pelos sócios. Com efeito, diz o §. 39 do artigo 12, do Decreto-lei n9 1.598/77, "in verbis": "§ 39 - Provada, por indícios na escritura-- ção do contribuinte ou qualquer outro elemen to de prova, a omissão de receita, a autori- dade tributária poderá arbitrá-la com base no valor dos recursos de caixa fornecidos ã empresa por administradores, sócios da socie dade não anônima, titular da empresa indivi- dual, ou pelo acionista controlador da compa nhia, se a efetividade da entrega e a origem dos recursos hão forem comprovadamente de- monstradas." O agente da Fazenda não está, portanto, autorizado' a usar da presunção legal, enquanto não atendidas as condições esta belecidas no citado dispositivo. k.\ SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10530-000.111/86-71 6 Acórdão n9 101-77.306 Na espécie, não havia "qualquer outro elemento de pra va" de omissão de receita e, deste modo era preciso caracterizar o próprio suprimento como "indicio" na escrituração do contribuinte pa- ra que a autoridade tributária pudesse presumir omissão de receitas arbitrada com base no valor aportado. Para essa caracterização, deveria o agente do fisco intimar o contribuinte a comprovar a efetividade da entrega e a ori- gem dos recursos. De lembrar que o fisco tem o poder de verificar a exa tidãó do lucro real determinado pelo contribuinte, podendo intimá-lo' a comprovar adequadamente qualquer operação realizada e a prestar os esclarecimentos pertinentes como prescrevem a Lei n9 2.354/54, artigo 79, 1 a 4 (RIR/80, arts. 641 a 644)e Decreto-lei n9 1.598/77, artigo 99. Se ele silenciasse a respeito ou não fosse capaz de produzir a comprovação exigida em lei, estaria então a fiscalização autorizada por lei a presumir a ocorrência de desvio de receitas, ar- bitrando-a com base no valor do aporte contabilizado. A intimação deve ser clara e específica, isto é, ele deve ser intimado a comprovar a efetiva entrega e a origem dos recur- sos. O argumento de que basta consignar no auto que o lan- çamento se faz por falta de comprovação da efetiva entrega e da ori- gem dos recursos não pode prevalecer por duas razões básicas. Primeira, porque neste caso não haveria necessidade de se intimar formalmente o contribuinte a produzir aquela prova como é prática consagrada pela fiscalização. E mais, intimando-se a parte , para apresentar a prova específica. A aceitação pelo Colegiada da validade da intimação genérica, como ocorre na espécie, donduzirá a fiscalização, no futuro, a proceder dessa forma, ou. anão mais intimá-lo formalmente sequer. r- SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10530-000.111/86-71 7 Acórdão n9101-77.306 Mais tarde, poderá dizer que o intimara oralmente e que, pela mesma forma, recebera resposta não satisfatória, sem lavrar termo de es- clarecimentos. Em segundo lugar, porque não é a formalização da convicção do autuante que dá lugar a predunção legal. Até aí, há apenas uma suposição, insuficiente, face ao princípio da reserva le gal, dominante no direito tributário, para lançar-se tributo. E o lançamento feito com base em mera presunção não pode subsistir, a pretexto de que a prova poderá ser feita poste- riormente, porque aquela exigência é condição para lançar. Se a intimação e a resposta não são por escrito de- verão ser tomadas a termo, como recomenda o art. 644 do RIR/80 para que se comprove o preenchimento do pressuposto exigido na lei. Sem ele,¡ o lançamento já nasce contaminado de i101 timidade. A exigência fiscal no particular não procede, ; sem embargo do que a Fazenda Pública, enquanto não decair o seu direito de lançar o imposto, possa realizar novo procedimento fiscal contra a recorrente, iniciado por intimação precisa da necessidade de ser comprovada aefetiva entrega è a origem dos recursos aportados ã em- presa. Assim, nesta ordem de juízos dou provimento parcial ao recurso para excluir da tributação, no ano de 1983, a parcela de Cz$ 18.841,26. W"41,0--ae CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES - RELATOR _DESIGNADO 8 SERVIDO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10530-000.111/86-71 Ac6rdão n9101-77.306 VOTO AUEN,,C I D O_ _ _ _ _ _ _ Conselheiro URGEL PEREIRA LOPES, Relator: O recurso 6 tempestivo. A tributação exclusiva na fonte, com base no art.89 do Decreto-lei n9 2.064/83, mantida pelo art. 89 do Decreto-lei número 2.065/83, 6 decorrente de omissão de receitas detectada na pessoa ju rldica. Tal e qual a tributação nas pessoas dos sOcios, acionistas e titulares de empresas individuais, que se praticava antes do advento, da vigência, incidência e aplicabilidade dos Decretos-lei acima cita_ dos. Substancialmente, o. que mudou com a introdução das no vas regras trazidas pelos referidos diplomas legais foi que: (a)subs tituiu-se o sujeito passivo contribuinte (=beneficiãrio) pelo sujei to passivo responsável (=fonte, pessoa jurídica); (b) deslocou-se o elemento temporal do fato: gerador para a data do balanço, enquanto que, antes, em relação .aos beneficiários, o fato gerador ocorria no último dia do ano-calendãrio em que tinha ocorrido a omissão de re celtas, na pessoa jurídica; e (c) criou-se allquota única de 25% em lugar da allquota correspondente à classe em que se enquadrasse o s6 cio, acionista ou titular de empresa individual. Entretanto, como se disse acima, a relação processo ma , triz ou principal "versus" processo decorrente ou reflexo manteve-se inalterada. Pois, parece inarredãvel o fato decrue se há lucros dis — tribuldos (embora pela via da omissão de receitas), houve lucros rea — lizados. Se a "realização", na pessoa jurídica, e a "percepção", pe los sOcios, acionistas e titulares das empresas individuais, foramma nifestadas pela apuração de receitas subtraídas à escrituração mer cantil e, via de consequência, à tributação normal na ;.poca prOpria, cabe lançamento de oficio, duplo ou múltiplo.: contra a pessoa jurldi ca, pela "realização", que constituíra o feito principal; contra a (17 , SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10530-000.111/86-71 9 Acórdão n9 101-77.306 mesma pessoa jurídica, como sujeito passivo responsável, na qualidade de fonte pagadora, no regime dos mencionados Decretos-lei, ou entra os beneficiários, se no regime anterior. Será o processo, ou serão os processos decorrente(s). Por regra a prática antiga,- no processo princi pal, mais do que nos decorrentes, que se aprofunda o exame dos fatos' económicos que integram as relações jurídicas pertinentes. Daí servas_ tíssima a jurisprudência deste Conselho no sentido de que "a sorte do principal comunica-se ao decorrente, dada a íntima relação de causa e efeito entre ambos". Neste processo não encontrei vestígios de que te- nha sido instaurado processo matriz contra a recorrente. Ao contrário, a referência feita, no Termo de En- cerramento da Ação Fiscal, o que a contribuinte deveria proceder . à correta e devida compensação dos prejuízos apontados, sugere que a Fis _ calização terá entendido que, inexistindo hipótese de cobrar imposto' da pessoa jurídica, face aos prejuízos que esta tinha a compensar, não havia falar em instauração de processo principal. Consoante se tem sustentado neste Conselho, esse entendimento assenta em grave erronia, por não se fazer a necessária' distinção entre Auto de Infração, Lançamento e Notificação de Lança-- mento, tratando tudo isso de cambulhada como se fosse uma só coisa. Temos sustentado que a apuração de infrações deter - 1 1minantes de matéria tributável que neutralize, no todo ou em parte prejuízos compensáveis, tem como conseqüências lógicas: a) Caracterização perfeita de infrações cometidas pelo contribuinte, segundo a imputação fiscal, com as quais a autuada concordará ou não. b), Exigência de imposto (que não é a mesma coisa que cobrança de imposto), que só não é cobrado por que o contribuinte, por /Ir)v , 1 Q SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10530-000.111/86-71 AcOrdão n9 101-77.306 previsão legal, tem o direito de opor â Fazenda a compensação de pre». juízos (que são base de cálculo negativa) com a base de cálculo (po sitiva) apurada na ação fiscal. evidente que, nessa situação, se o contribuinte dis- corda das infrações que lhe são imputadas, há de querer defender-se, em processo regular, não por razões meramente académicas, mas sim por relevantissimo interesse econômico, qual seja o de resguardar os pre juízos compensáveis para eventuais compensações futuras. O problema assemelha-se ã hipOtese de pessoa física: que, tendo apresentado declaração de rendimentos, e apurado direito a restituição, visse neutralizado esse direito, no todo ou em parte, ,oti glosa de abatimentos ou deduções. Ninguém diria, em sã : conscien cia, que o dever do Fisca se extinguiria com simples comunicação da perda do direito ã restituição e que o direito do contribuinte se es gotaria sem a possibilidade de discutir, administrativamente, nas instâncias regulares, a sua eventual inconformidade. NO entanto, também aqui não haveria lançamento determi nandocrédito tributário a cobrar. Não obstante, parece-me inquestionável que, na hip6te se, ter-se-ia revisão de lançamento, na justa medida em que a dimi nuição do imposto a restituir decorreria, necessariamente, de o Fis co haver encontrado imposto devido, no exercício, superior ao decla- rado pelo contribuinte. Contudo, no presente processo, a contribuinte, quer na impugnação, quer no recurso voluntário, limitou-se a perfilhar pon teS;dile vista: acerca da validade e da eficácia do lançamento, pertinen tes aos procedimentos da fiscalização no curso da ação fiscal. Para ela, o lançamento nulo pelos argumentos que desenvolveu. Nada dis se quanto a provas da entrega e da origem dos suprimentos, nem quan- to 'ás omissões de receitas detectadas pelo Fisco Estadual, aqui au tuadas com base na prova emprestada. /15, 11 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10530-000.111/86-71 AcOrdão n9101-77.306 Nessas circunstâncias,- o tema em debate restringe-se ao exame da legalidade do lançamento, desde que, a respeito do mérito propriamente dito, nomeadamente no campo probatOrio, as defesas si lenciaram. Sustenta a recorrente ser ela parte ilegítima para fa zer prova que somente caberia a seu s6cio, isto quanto à origem dos recursos ditos supridos. Nada diz sobre quem teria legitimidade no pertinente à prova do efetivo ingresso. A extremar-se o formalismo, como desejado, a ação Lis cal haveria de ter - se desenvolvido em duas frentes.: (a) junto 'à pes: soa jurídica, relativamente à prova cio ingresso; (b) perante o só-cio supridor, no tocante à origem dos recursos. n que s6 a pessoa jurídica estaria, em princípio, apta' a comprovar o ingresso, recorrendo a seus assentamentos contãbeis e respectivos documentos, assim como somente o sOcio supridor poderia colher e fornecer os comprovantes relativos às operaçaes ou negOcios particulares de que participou e que deram origem aos recursos utili _ . zados para os alegados suprimentos. Entretanto, não essa a prática que a jurisprudência administrativa testemunha. Pois, como se sabe, desde remotíssima da ta tem-se entendido que a intimação deve ser feita à prOpria pessoa' jurídica, seja quanto à efetiva entrega seja quanto à . origem. Essa prãtica nada tem de arbitraria. Muito pelo contrã- rio, é inspirada no principio de economia processual e, no caso,mais favorece os contribuintes do que o Fisco. Com efeito, é invariãvel que os suprimentos de caixa têm como supridores só-cios-gerentes ou sécios que, de alguma forma, es tão à frente dos negOcios empresariais, vinculados e atentos ao que se passa na gestão da pessoa jurídica. r importante salientar dois aspectos da maior relevân- , gs? 1 2 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10530-000.111/86-71 AcOrdão n9 101-77.306 cia: um, que os requisitos do efetivo ingresso e a prova da origem são absolutamente cumulativos; outro, que eventual autuação penaliza a omissão na pessoa jurídica e a decorrência, na pessoa física. (Hoje,na fonte). Ora, centrando-se a ação fiscal na pessoa jurídica, e evi dente que ela e seus sõcios têm o maior interesse comum, recíproco, em se movimentarem para coligir, em conjunto, as provas possíveis e o mais completas possível, sabedores de que, a negligência de um prejudi ca a si prOprio e à outra parte. Alem disso, há a economia de se pres tar esclarecimentos de uma única vez ou para uma única solicitação do fisco. Do contrário, teríamos intimações individuais às pessoas supridoras, tantas quantas elas fossem, a par daquela feita à pessoa jurídica, com informações dadas em duplicidade, talvez contraditOrias' e certamente incompletas, por unilaterais. Por outro lado, o art.181 do RIR/80 prevê a autuação da 1 pessoa jurídica nos casos de recursos de caixa fornecidos à empresa por administradores, s6cios.de sociedades não anônima; titular dá empresa • individual, ou pelo acionista controlador da companhia, se a efetivida de da entrega e a origem dos recursos não forem comprovadamente demons tradaS: A cumulatividade dos requisitos afasta qualquer hipOtese de a pessoa jurídica se eximir da responsabilidade por eventual desin- teresse do supridor em fornecer dados comprobatOrios da origem dos re cursos alegadamente supridos. Essa mais uma razão, a meu ver funda mental, pela qual a ação fiscal se concentra na pessoa jurídica. Sabem, pois, os efeitos a estas lides, que a centraliza ção da ação fiscal maiores vantagens proporciona aos contribuintes, em termos de coleta de provas e possibilidades de defesa, do que ao Fisco. Este, poupa-se, apenas, de emitir maior número de intimações. A consagração dessa prática está em que as defesas apre- , 13 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10530-000.111/86-71 AcOrdão n9101-77.306 sentadas, nos casos de autos de infração e lançamentos, segundo se observa ao longo dos anos, rarissimamente invocaram, mesmo como pre liminar, a tese de que as intimações devessem ser dirigidas às pes . soas dos supridores, ao inves de às prOprias pessoas jurídicas. Alias, merece registro, no presente caso, a alegada im possibilidade de a recorrente ter acesso aos documentos particulares do sOcio supridor Antonio Lauro Costa, mormente se levarmos em conta que, nas declarações de rendimentos dos exercícios de 1981 a 1985 e le aparece como detentor de mais de 99% do capital social. Nessas condições, fica um tanto difícil de compreender como, afora aspectos de exacerbado formalismo, ou de antolOgica dis_ crição, a recorrente e seu só-cio larguissimamente majoritário nada sabem dos negOcios um do outro. Rejeito, pois, a preliminar arguida. No que se refere ao mérito, ja se assentou_ neste Con- selho, nomeadamente na Câmara Superior de Recursos Fiscais, que o re_ gime do art. 89 do Decreto-lei n9 2.064/83, mantido, sem solução de continuidade, pelo art. 89 do,Decreto,lei n9 2.065/83, aplica-se aos fatos,geradores ocorridos a partir de 20.10.83, data da publicação do primeiro daqueles diplomas legais. Pacífico, também, que para os fins de tributação na fonte, o fato gerador ocorre na data do balanço. Apenas a Colenda 5- Câmara, por maioria de votos, an_ dou decidindo que o novo regime s6 se aplicava a partir de 1984. Po_ rem, todas essas decisões foram reformadas na Câmara Superior de Re- cursos Fiscais. , Portanto, ao menos no que toca ao 19 Conselho de Con tribuintes, e inverldica a assertiva de que "a jurisprudência admi- nistrativa tem firmado o-entendimento de que o art.89 do Decreto-lei n9 2.065/83 s6 e aplicável a partir do exercício de 1984, face ao pilyéiíidojá irretroatividade da norma tributaria", contida na infor- mação fiscal de fls.49. , , 14 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10530-000.111/86-71 AcOrdão n9 101-77.306 Dos suprimentos arrolados pela fiscalização, tivemos: N9 DATA VALOR-Cr$ 1 - 07.07.81 1.300.000 2 - 04.09.81 700.000 3 - 09.12.81 2.000.000 4 - 10.09.82 140.000 5 , - 02.05.83 800.000 6 - 10.07.83 1.500.000 7 - 31.07.83 2.500.000 8 - 31.07.83 2.841.263 9 - 09.09.83 2.000.000 10 - 20.09.83 1.880.000 11 - 20.09.83 2.500.000 12 - 10.10.83 3.180.000 13.- 10.11.83 1.500.000 Os exercícios financeiros da recorrente, de 1981 a 1985, tiveram os seguintes períodos-base: Exercício Período-base 1981 01.07.79 a 30.06.80 1982 01.07.80 a 30.06.81 1983 01.07.81 a 30.06.82 1984 ( ?) , ( ?) 1985 01.01.84 a 31.12.84 No exercício de 1984 a contribuinte não apresentou de claração de rendimentos. Consoante se contou no relatOrio que antece- deu este voto, a prOpria fiscalização registrou esse fato no Termo de Encerramento da Ação Fi. cal de fls.13. A declaração do exercício de 1985 6 a primeira que apa rece nos autos tendo período-base correspondente ao ano-calendãrio 01.01.84 a 31.12.84. /1) , 15-: SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10530-000.111/86-71 A cõrdão n9 101-77.306 Logo, a declaração do exercício de 1984, se tivesse si do apresentada, teria o período-base de 01.07.82 a 31.12.83, "ex vi" do art. 146 do RIR/80. Por outra parte, em tema de imposto de renda incidente' na fonte, e equívoco recorrer-se ã correlação "exercício social xexer_ cicio financeiro". A questão, aqui, e de fato gerador, data ou ano de ocorrência de fato gerador "versus" data de recolhimento. Tratan- do-se de lançamento por homologação; há crédito tributário antes do lançamento (CTN, art.150, § 19). Com o fato gerador surge o débito (e o crédito), vale dizer, o imposto já é devido, embora a exigibili- dade se dilua por todo o prazo para recolhimento. Ante o exposto, temos: Os suprimentos n9s 1, 2, e 3 tiveram o fato gerador em 30.06-82. Por isso o lançamento sci podia ser feito, por reflexo, con tra o prõprio supridor, considerando devido o imposto no ano de 1982. Por conseguinte, andou acertada a decisão de primeiro grau ao excluir da tributação essas parcelas, por erro na identificação do sujeito pas sivo. Os suprimentos n9s 4 a 13 tiveram o fato gerador em 31.12.83, vale dizer, quando já era aplicável o regime dos Decretos— lei n9s 2.064/83 e 2.065/83. Não prejudica o lançamento o fato de o Auto de Infração haver mencionado o exercício de 1984, pelas razões acima expostas, quais sejam, as de utilização inadequada da relação ano-base x exerci cio financeiro. Correta a decisão de primeiro grau, nesta parte. De igual forma quanto ã autuação estadual, que compreen deu omissões de registro de saída de mercadorias entre 01.07.83 e 117 31.12.83. , 1 16 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10530-000.111/86-71 Ac6rdão n9 101-77.306 Isto posto, rejeito a preliminar arguida e, no mérito, nego provimento ao recurso. 7 URGEL ! PEREI 1 //, LOPES (// Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1 _0001100.PDF Page 1 _0001200.PDF Page 1 _0001300.PDF Page 1 _0001400.PDF Page 1 _0001500.PDF Page 1 _0001600.PDF Page 1 _0001700.PDF Page 1
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Numero do processo: 10980.004651/90-10
Data da sessão: Wed Mar 22 00:00:00 UTC 1995
Ementa: PIS FATURAMENTO DECORRENCIA - Tratando-se de
lançamento reflexivo, a decisão proferida no processo
matriz é aplicável ao julgamento do processo
decorrente, dada a relação de causa e efeito que
vincula um ao outro.
Numero da decisão: 102-29.766
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Julio Cesar Gomes da Silva
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-05T21:12:04Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-05T21:12:04Z; Last-Modified: 2009-07-05T21:12:04Z; dcterms:modified: 2009-07-05T21:12:04Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-05T21:12:04Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-05T21:12:04Z; meta:save-date: 2009-07-05T21:12:04Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-05T21:12:04Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-05T21:12:04Z; created: 2009-07-05T21:12:04Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2009-07-05T21:12:04Z; pdf:charsPerPage: 1178; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-05T21:12:04Z | Conteúdo => MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO Na. 10980/004,651/90-10 NreL Sessão de 22 de março de 1995 ACORDAO N52. 102-29,766 RECURSO N. : 80,928 - PIS FATURAMENTO EX.: 1987 RECORRENTE : LLEGS REPRESENTAWES COMERCIAIS LTDA RECORRIDA : DRF - CURITIBA - PR PIS FATURAMENTO DECORRENCIA - Tratando-se de lançamento reflexivo, a decisão proferida no pro- cesso matriz é aplicável ao julgamento do processo decorrente, dada a relação de causa e efeito que vincula um ao outro. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por LLEGS REPRESENTAÇOES COMERCIAIS LTDA. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conse- lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o pre- sente julgado. Sala da2-- 'Imm-immgor j) de março de 1995 rIM _ DOSSANTOS PAIVA - PRESIDENTE m_ 4jULIO o ftSIL - RELATOR VISTO EM LOUREMBERG RIBEIRO NUNES ROCHA - PROCURADOR DA F. SESSAO DE= P A D r) 1e95 ZENDA NACIONAL.V. n!,?1\ Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros: Waldevan Alves de Oliveira, Ursula Hansen, Maria Clélia de Andra- de Figuniredo e José Carlos Passuello. MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 2. PROCESSO Na. 10980/004.651/90-10 RECURSO Na,: 80.928 ACORDA() Na.: 102-29.766 RECORRENTE : LLEGS REPRESENTAÇOES COMERCIAIS LTDA RILLâZ2RICI Trata o presente processo de recurso contra a decisão do Delegado da Receita Federal que manteve a exigência contida no Auto de Infração de fls. 08/11. A exigência se refere a crédito tributário de PIS/DEDU- ÇA0 e seus acréscimos, cuja incidência sobre Imposto de Renda está prevista no artigo 3 . Alinea "A", parágrafo ia da Lel Complementar Na 7 r Aon / I U e arti m cgo ..tui o RIRJ80, apurado no processo NQ 10980/004.653/90-37. Impugnação tempestiva e idêntica a do processo matriz. Contraditando a impugnação, a decisão de la Instancia afirma que, se tratanto de ação reflexa, a conexão deste com o proces- so que lhe dá origem é matéria que não comporta qualquer discussão, valendo dizer que a decisão proferida no processo base influirá deci- RivamR,nte riRstA. No recurso o recorrente reitera os argumentos usados na impugnação e requer seja julgado insubsistente o Auto de infração. E o relatório. MINISTERIO DA FAZENDA 3. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO NQ. 10980/004.651/90-10 ACORDA° Na 102-29.766 2 1 2 Conselheiro Júlio César Gomes da Silva, Relator: O recurso está revestido das formalidades le gais e nele o Contribuinte repete os mesmos argumentos já apresentados no processo matriz e que foram apreciados tanto pela autoridade recorrida, como pela 2 . Câmara do la Conselho de Contribuintes. Ao recurso interposto no processo matriz, foi negado provimento pela 2a. Câmara relativamente a exigência do IRPJ resultando daí o lançamento decorrente, nos termos do Auto de Infração. Assim, de acordo com o principio adotado neste Conse- lho, de que o decidido no processo matriz constitui Prejulgado aPli- cavei ao julgamento do processo decorrente, dada a relação de causa e efeito que vincula um ao outro, nego Provimento ao recurso interposto. Brasília, 22 de março de 1995. _ Júlio César .G4mileisr-ira Relator. Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1
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Numero do processo: 10840.001509/91-89
Data da sessão: Fri Mar 24 00:00:00 UTC 1995
Ementa: PIS - FATURAMENTO - DECORRÊNCIA -
Tratando-se de lançamento reflexivo, a decisão
proferida no processo matriz se projeta no
julgamento do processo decorrente recomendando
o mesmo tratamento, dada a intima relação de
causa e efeito.
Numero da decisão: 102-29.792
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso
Nome do relator: Waldevan Alves de Oliveira
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RECORRIDA : DRF - RIBEIRÃO PRETO - SP. PIS - FATURAMENTO - DECORRÊNCIA - Tratando-se de lançamento reflexivo, a decisão proferida no processo matriz se projeta no julgamento do processo decorrente recomendando o mesmo tratamento, dada a intima relação de causa e efeito Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso inteposto por CREAÇÕES MYRTHES HAUTE COUTURE LTDA. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso. . • ..S"essões, em -24 de mar , o de 1995 CU)a CARLOS EMANUE, POS SA OS PAIVA - PRESIDENTE j pp I WALDEVAN-AL E OLIVEIRA - RELATOR VISTO EM LOUREMBERG' EIW-R0 IJ)CHA - PROCURADOR DA SESSÃO DE:FAZENDA NACIONAL1 9 '1 .,/tAl 1995 Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros: Maria Clélia de Andrade Figueiredo, Ursula Hansen, Júlio César Gomes da Silva e José Carlos Passuello MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 02 PROCESSO N° 10840/001.509/91-89 RECURSO N°. 81.691 ACÓRDÃO N°: 102-29.792 RECORRENTE CREAÇÕES MYRTHES HAUTE COUTURE LTDA RELATÓRIO CREAÇÕES MYRTHES HAUTE COUTURE LTDA. com sede na cidade de Ribeirão Preto, Estado de São Paulo, na guarda do prazo legal recorre a este Conselho do ato do titular da DRF daquela cidade, que, indeferindo a sua impugnação, manteve lançamento ex- officio em suas declarações de rendimentos apresentada para os exercícios de 1987 e 1988, ensejando a cobrança do PIS - FATURAMENTO no valor de Cr$ 26,16, acrescido da multa de 50% e demais encargos legais. Iniciou-se o procedimento em decorrência de ação fiscal levada a efeito contra a pessoa jurídica, processo matriz, culminando com a lavratura do auto de infração de fls. 01/05 do seguinte teor: "Lançamento decorrente da fiscalização do Imposto de Renda - Pessoa Jurídica, na qual foi apurada omissão de receita operacional ocasionando, por conseguinte, insuficiência na determinação da base de cálculo deste imposto/contribuição. O cálculo do imposto/contribuição, a atualização monetária, as penalidades aplicáveis e os respectivos enquadramentos legais constam de demonstrativos anexos, os quais fazem parte integrante deste Auto. Artigo 3 0, alínea "b" da Lei Complementar N° 07/70, c/c artigo 1°, parágrafo único da Lei Complementar N° 17/73 e título 5°, capitulo I, seção I, alínea "b", itens I e II do Regulamento do PIS/PASEP, aprovado pela Portaria MF N° 142/82". .411n MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 03 PROCESSO N° 10840/001509/91-89 Acórdão N° 102-29.792 Notificada do lançamento, a empresa apresentou impugnação tempestiva às fls. 07/08, se reportando a defesa apresentada no processo principal, requerendo a sustação do julgamento deste processo até que aquele seja julgado. A decisão da autoridade julgadora de primeira instância foi proferida às fls. 25/26, indeferindo a impugnação apresentada pela contribuinte, cujos fundamentos se acham sintetizados na seguinte ementa: "PIS - FATURAMENTO - A omissão de receita apurada na pessoa jurídica e julgada procedente, implica na exigência da contribuição para o PIS/FATURAMENTO, calculado sobre o valor omitido". Não se conformando com a decisão retro, a contribuinte interpôs recurso a este Conselho às fls. 21/23, cujas razões são lidas na íntegra em sessão. É o relatório MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 04 PROCESSO N° 10840/001.509/91-89 Acórdão N° 102-29.792 VOTO Conselheiro WALDEVAN ALVES DE OLIVEIRA, Relator: A matéria submetida ao julgamento desta Câmara decorre de lançamento ex-officio levado a efeito contra a pessoa jurídica, processo matriz, relativamente a imposto de renda, resultando daí o lançamento decorrente nos termos do auto de infração de fls. 01/05. Trata-se, portanto, de lançamento reflexivo, do conhecimento da recorrente, revelado em sua peça impugnatória e bem assim em seu recurso onde insiste na vinculação deste processo ao julgamento do processo principal. Ocorre, todavia, que o recurso interposto pela pessoa jurídica, a propósito do imposto de renda foi objeto de julgamento por esta Câmara, em sessão realizada em 18 de fevereiro de 1993, que por unanimidade de votos, negou-lhe provimento, conforme faz certo o Acórdão N° 102-27.913. Destarte, em se tratando de lançamento decorrente, a decisão proferida nos autos do processo principal se projeta neste processo reflexivo, recomendando o mesmo tratamento, dada a íntima relação de causa e efeito. Pelo exposto, nego provimento ao recurso. Brasília - DF., 24 d arço de 1995 _ __wALDEVAN AV, DE OLIVEIRA REL IR Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
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Numero do processo: 10830.011994/2008-36
Data da sessão: Thu Jan 22 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Fri May 29 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 2401-000.444
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência.
Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora e Presidente em Exercício
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Carolina Wanderley Landim, Carlos Henrique de Oliveira e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
RELATÓRIO
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora e Presidente em Exercício Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Carolina Wanderley Landim, Carlos Henrique de Oliveira e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. RELATÓRIO
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RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira – Relatora e Presidente em Exercício Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Carolina Wanderley Landim, Carlos Henrique de Oliveira e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 30 .0 11 99 4/ 20 08 -3 6 Fl. 916DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2015 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 18/05/2015 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 10830.011994/200836 Resolução nº 2401000.444 S2C4T1 Fl. 3 2 RELATÓRIO A presente Auto de Infração de Obrigação acessória AIOP, lavrada sob o n. 37.140.4479, tem por objeto as contribuições sociais destinadas a terceiros, mais precisamente: devidas ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária INCRA, ao Serviço Social da Indústria SESI, ao Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial SENAI, ao Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas SEBRAE e ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação — FNDE (Salário Educação). De acordo com o relatório fiscal, fls. 08 e seguintes, foram apurados os seguintes débitos, identificados pelos códigos de levantamento: MED — CONVÊNIO MÉDICO: débito constituído pelas contribuições devidas incidentes sobre as remunerações dos segurados empregados sob a forma de convênio médico, consideradas como fatos geradores de contribuições previdenciárias.no período de 11/2003 a 12/2006. A Honda Automóveis do Brasil Ltda, no período compreendido pelo débito, fornecia planos de assistência médica para todos seus empregados. Como regra geral, os trabalhadores da matriz em Sumaré possuíam o plano de assistência médica da UNIMED Campinas Cooperativa de Trabalho Médico, CNPJ 46.124.624/000111, e os trabalhadores da filial em São Paulo possuíam o plano de assistência médica da Sul América Seguro Saúde S/A, CNPJ 86.878.469/000143. A todos os trabalhadores eram fornecidos pianos básicos, com cobertura padrão, sem custo, incluindo seus dependentes (cônjuge e filhos), sendo permitida a opção por um plano superior (acomodação em quarto privativo), desde que contribuíssem com a diferença do custo. Tomando como exemplo a competência 07/2006, temos que o plano básico da UNIMED possuía o custo de R$ 74,46, por segurado, e o plano básico da Sul América R$ 94,78, por segurado. Os planos superiores custavam R$ 128,82 e R$ 136,56 para a UNIMED e Sul América, respectivamente. As diferenças eram descontadas nas folhas de pagamento na rubrica "ASSISTÊNCIA MÉDICA", código 250, de 11/2003 a 10/2006, e código 56590, de 11/2006 a 12/2006. Ainda, conforme o relatório, foi constatado que os empregados com cargos de gerência e diretoria recebiam o beneficio do plano executivo de assistência médica da Sul América, com custo exclusivo da empresa de R$ 511,67 (em 07/2006) por segurado, demonstrando um tratamento diferenciado em função do cargo. Também foram constatados empregados da unidade de Sumaré vinculados ao plano de assistência médica da Sul América, bem como empregados com plano superior (acomodação em quarto privativo) sem a respectiva contribuição da diferença. Fl. 917DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2015 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 18/05/2015 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 10830.011994/200836 Resolução nº 2401000.444 S2C4T1 Fl. 4 3 Dos valores relacionados na planilha acima, foram descontadas as quantias pagas pelos segurados como contribuição opcional para um plano de categoria superior, conforme rubrica " ASSISTÊNCIA MEDICA" da folha de pagamento. PLR — PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS: débito constituído pelas contribuições devidas incidentes sobre as remunerações dos segurados empregados sob a rubrica de Participação nos Lucros e Resultados, pagos em desacordo com a legislação especifica. apuradas no período compreendido entre 11/2003 a 12/2006 sobre os valores pagos aos segurados empregados a titulo de Participação nos Lucros e Resultados. A Honda Automóveis do Brasil Ltda, no período abrangido pelo débito, efetuou os pagamentos a titulo de PLR aos funcionários da matriz em Sumaré, conforme valores estipulados em acordos coletivos, sem o estabelecimento de regras claras e objetivas de metas a serem alcançadas, pactuadas previamente, e de mecanismos de aferição dos resultados alcançados, em desacordo com a legislação especifica. Analisandose os acordos coletivos de trabalho firmados com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Campinas e Região, foram obtidas as seguintes informações: 0 Acordo Coletivo de Trabalho assinado em 11 de agosto de 2003 estabelece, na cláusula primeira, que a empresa pagará aos trabalhadores abrangidos pelo acordo, a titulo de Participação nos Lucros e Resultados relativa ao período de 01/01/2003 a 31/12/2003, o valor de R$ 1.600,00, sendo R$ 900,00 em 15/08/2003 e R$ 700,00 em 31/01/2004. Não há qualquer menção ao estabelecimento de metas a serem alcançadas, o que foi observado, também, na Ata de Assembléia Geral Extraordinária do sindicato, realizada no mesmo dia, autorizando a diretoria a firmar o acordo coletivo com a empresa, discutindose apenas os valores monetários e o cronograma de pagamento. 5.4.2. A Ata de Assembléia Geral Extraordinária de 24 de junho de 2005 autoriza a diretoria do sindicato a firmar o acordo coletivo com a empresa referente ao pagamento do PLR do período de 01/01/2005 a 31/12/2005 no valor de R$ 2.700,00, sendo R$ 2.000,00 após cinco dias da assinatura do acordo e R$ 700,00 após seis meses do pagamento da antecipação, não havendo a apresentação e discussão de metas. 5.4.3. A Cláusula 2a do Acordo Coletivo de Trabalho de 27 de junho de 2005 estabelece que as bases para o pagamento do PLR são: " as metas estabelecidas pela empresa para o período de 01 de Janeiro a 31 de Dezembro de 2005, relativas ao Plano de Produção, indices de Qualidade e Produtividade, divulgadas internamente para todos os Departamentos, que são acompanhados e revisados mensalmente com acompanhamento dos resultados obtidos comparandose as Metas com os Resultados Real? . O Acordo Coletivo de Trabalho de 26 de Junho de 2006 estabelece que a empresa pagará, a titulo de PLR relativa ao período de 01/01/2006 a 31/12/2006, o valor de R$ 3.280,00, sendo 2.100,00 em até três dias da assinatura do acordo e R$ 1.180,00 em 15/12/2006. A Cláusula 2 possui Fl. 918DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2015 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 18/05/2015 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 10830.011994/200836 Resolução nº 2401000.444 S2C4T1 Fl. 5 4 a mesma redação que o acordo coletivo anterior quanto às metas estabelecidas. Ainda conforme o relatório, observase que não havia o estabelecimento de metas até o acordo coletivo de 2005. Entretanto, questionada a empresa acerca das metas e do acompanhamento dos resultados a partir de 2005, não foram apresentados documentos que comprovassem a existência destes, ressaltandose que, de acordo com os acordos coletivos, seriam divulgados mensalmente, para todos os departamentos da empresa, os resultados obtidos frente ás metas fixadas. Outra irregularidade detectada foi o pagamento de verbas a titulo de Participação nos Lucros e Resultados mais de duas vezes no mesmo ano civil. Isso foi observado em 2005, com pagamentos em fevereiro, junho e dezembro, infringindo o Art. 3°, parágrafo 2°, da Lei 10.101/00. Constatado que os pagamentos a titulo de PLR foram realizados em desacordo com a Lei 10.101/00, estes foram considerados como fatos geradores de contribuições previdenciárias, sendo relacionados individualmente no Anexo II do Auto de Infração DEBCAD n° 37.140.4460, com base nos arquivos digitais das folhas de pagamento fornecidas pelo contribuinte. Os totais mensais encontramse relacionados na planilha fl. 19 dos autos. Importante, destacar que a lavratura do AI deuse em 27/11/2008, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido no dia 28/11/2008. Não conformada com a autuação a recorrente apresentou defesa, fls. 27 a 42. Não concordando com a decisão do órgão previdenciário, foi interposto recurso pela notificada, conforme fls. 418 e seguintes. A DRFB encaminhou o processo para julgamento no âmbito do CARF. É o relatório. Fl. 919DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2015 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 18/05/2015 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 10830.011994/200836 Resolução nº 2401000.444 S2C4T1 Fl. 6 5 VOTO Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Relatora DAS PRELIMINARES AO MÉRITO Apesar de terem sido apresentados e rebatidos diversos argumentos em sede de recurso, entendo haver duas questões prejudiciais a continuidade do presente julgamento. Primeiramente, não se identifica nos autos cópias dos relatórios Discriminativo Analítico de Débito DAD ou mesmo Discriminativo Sintético de Débito DSD, para que se possa identificar mensalmente as competências lançadas em relação a cada levantamento. É certo que, pelas informações contidas no relatório fiscal, fls. 18 item 5.7, o AI em questão é decorrente do DEBCAD 37.140.4460, pelo menos em relação ao levantamento de PLR, considerando referencia ao anexo II, onde estariam discriminados individualmente os valores de PLR. Todavia, tal relação não foi colacionada aos autos, nem tampouco foi possível identificar o resultado daquele processo para que pudéssemos relacionar as informações ou o resultado lá proferido ao presente AI. Dessa forma, importante ser trazido aos autos tanto os relatórios DAD/DSD, como a cópia da relação mencionada no item 5.7. Ademais, mostrase também fundamental, seja informado pela DRFB qual o andamento do Processo Principal, DEBCAD 37.140.4460, inclusive indicando o número do processo a ele dado, já que pelo DEBCAD não conseguimos encontrálo nos nossos sistemas. Caso o mesmo já tenha sido julgado no âmbito do CARF, pedimos colacionar cópia da referida decisão e do relatório fiscal a ele associado, para que possamos correlacionar se os fatos geradores lá lançados, correspondem exatamente aos ora sob apreciação. Por fim, considerando a pertinência das informações acima requeridaspara que possamos proceder a análise do feito, observamos ainda, que não encontramos nos autos a cópia da Decisão de Primeira Instância, o que acredito, devase ao fato de faltar um dos volumes, o que pode ser constatado pela ausência das fls. 199 a 417. Importante ressaltar ainda, que a ausência do volume impede inclusive a apreciação da tempestividade do recurso. Assim, considerando a pertinência das informações acima descritas, encaminho pela conversão do julgamento em diligência para que sejam prestados os devidos esclarecimentos e anexados os relatórios e peças faltantes. CONCLUSÃO: Voto pela CONVERSÃO do julgamento EM DILIGÊNCIA, devendo ser prestadas as informações assim descritas. Do resultado da diligência, antes de os autos retornarem a este Colegiado deve ser conferida vistas ao recorrente, abrindose prazo normativo para manifestação. É como voto. Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Fl. 920DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2015 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 18/05/2015 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
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Numero do processo: 13864.000335/2007-94
Data da sessão: Wed Sep 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Oct 30 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1997 a 31/07/1998
PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO - NFLD. PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO ANTECIPADO SOBRE AS RUBRICAS LANÇADAS. ART. 173, INCISO I, DO CTN.
O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n º 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212 de 1991.
Não tendo havido pagamento antecipado sobre as rubricas lançadas pela fiscalização, há que se observar o disposto no art. 173, inciso I do CTN.
Encontram-se atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2803-002.710
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
(Assinado digitalmente)
Helton Carlos Praia de Lima Presidente
(Assinado digitalmente)
Amílcar Barca Teixeira Júnior Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Oseas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato e Natanael Vieira dos Santos.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR
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CUSTEIO. NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO NFLD. PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO ANTECIPADO SOBRE AS RUBRICAS LANÇADAS. ART. 173, INCISO I, DO CTN. 1. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n º 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212 de 1991. 2. Não tendo havido pagamento antecipado sobre as rubricas lançadas pela fiscalização, há que se observar o disposto no art. 173, inciso I do CTN. 3. Encontramse atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima – Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 86 4. 00 03 35 /2 00 7- 94 Fl. 726DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/10/2013 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 1 2/10/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 04/10/2013 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 13864.000335/200794 Acórdão n.º 2803002.710 S2TE03 Fl. 3 2 (Assinado digitalmente) Amílcar Barca Teixeira Júnior – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Oseas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato e Natanael Vieira dos Santos. Fl. 727DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/10/2013 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 1 2/10/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 04/10/2013 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 13864.000335/200794 Acórdão n.º 2803002.710 S2TE03 Fl. 4 3 Relatório Tratase de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD lavrada em desfavor do contribuinte acima identificado, relativamente às contribuições devidas à Previdência Social, em decorrência da responsabilidade solidária, em face aos serviços de limpeza prestados mediante cessão de mãodeobra. De acordo com o Relatório Fiscal (fls. 34/43), não foram apresentados os correspondentes recolhimentos das contribuições previdenciárias, situação que culminou no lançamento delas por aferição, obtido mediante aplicação de 40% sobre o valor dos serviços constante de notas fiscais. O Contribuinte devidamente notificado apresentou defesa tempestiva. A impugnação foi julgada em 20 de maio de 2008 e ementada nos seguintes termos: ASSUNTO: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1997 a 31/07/1998 PREVIDENCIÁRIO. CESSÃO DE MÃODEOBRA. TOMADOR. RECOLHIMNETO. OBRIGATORIEDADE. SOLIDARIEDADE. LANÇAMENTO. A empresa contratante de serviços, executados mediante cessão de mãodeobra, responde solidariamente com o executor pelas contribuições previdenciárias. Lançamento Procedente Inconformado com resultado do julgamento da primeira instância administrativa, o Contribuinte apresentou recurso tempestivo, onde alega, em síntese, o seguinte: A pretensão do fisco foi alcançada pela decadência, conforme dispõe a Súmula Vinculante nº 08 do Supremo Tribunal Federal – STF. Assim, diante da inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46 da lei nº 8.212/91, nos quais a NFLD se baseou, evidentemente que houve a decadência do direito de levantamento dos presentes créditos previdenciários, motivo pelo qual a NFLD em questão deve ser julgada nula. Ante o exposto, a Recorrente requer a juntada deste aos autos e regular tramitação, julgandose procedente seus argumentos, e anulandose a NFLD em questão, diante da declaração de inconstitucionalidade dos artigos da Lei nº 8.212/91, nos quais a indigitada NFLD se baseou para levantar os pretensos créditos tributários, arquivandose os autos. Não apresentadas as contrarrazões. É o relatório. Fl. 728DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/10/2013 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 1 2/10/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 04/10/2013 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 13864.000335/200794 Acórdão n.º 2803002.710 S2TE03 Fl. 5 4 Voto Conselheiro Amílcar Barca Teixeira Júnior, Relator. O recurso voluntário é tempestivo, e considerando o preenchimento dos demais requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado. Quanto à fluência do prazo decadencial, a mesma deve ser reconhecida. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n º 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212 de 1991, nestas palavras: Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Conforme previsto no art. 103A da Constituição Federal a Súmula de n º 8 vincula toda a Administração Pública, devendo este Colegiado aplicála. Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n º 8.212 há que serem observadas as regras previstas no CTN. As contribuições previdenciárias são tributos lançados por homologação, assim devem, em regra, observar o disposto no art. 150, parágrafo 4o do CTN. Havendo, então o pagamento antecipado, observarseá a extinção prevista no art. 156, inciso VII do CTN. Entretanto, se não houver o pagamento antecipado não se aplica o disposto no art. 156, inciso VII do CTN, devendo assim ser observado o disposto no art. 173, inciso I do CTN; havendo a necessidade de lançamento de ofício substitutivo, conforme previsto no art. 149, inciso V do CTN. Nessa hipótese, caso não haja o lançamento, o crédito tributário será extinto em função do previsto no art. 156, inciso V do CTN. Caso tenha ocorrido dolo, fraude ou simulação não será observado o disposto no art. 150, parágrafo 4o do CTN, sendo aplicado necessariamente o disposto no art. 173, inciso I, independentemente de ter havido o pagamento antecipado. Fl. 729DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/10/2013 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 1 2/10/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 04/10/2013 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 13864.000335/200794 Acórdão n.º 2803002.710 S2TE03 Fl. 6 5 No presente caso o lançamento foi efetuado em 30 de outubro de 2007, fl. 78; como não houve pagamento antecipado sobre os valores lançados, conforme relatório fiscal; assim, aplicase a regra prevista no art. 173, inciso I do CTN. Pelo exposto encontramse atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização. Para a competência mais recente, julho de 1998, o termo inicial do prazo decadencial é 01 de janeiro de 1999, o que findaria em 01 de janeiro de 2004. CONCLUSÃO: Pelo exposto, voto por CONHECER do recurso para, no mérito, DARLHE PROVIMENTO. É como voto. (Assinado digitalmente) Amílcar Barca Teixeira Júnior – Relator. Fl. 730DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/10/2013 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 1 2/10/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 04/10/2013 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR
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