Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,988)
- Primeira Turma Ordinária (16,488)
- Primeira Turma Ordinária (16,445)
- Primeira Turma Ordinária (16,296)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,295)
- Segunda Turma Ordinária d (16,013)
- Segunda Turma Ordinária d (14,536)
- Primeira Turma Ordinária (13,108)
- Primeira Turma Ordinária (12,545)
- Segunda Turma Ordinária d (12,534)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,777)
- Terceira Câmara (68,236)
- Segunda Câmara (57,099)
- Primeira Câmara (21,379)
- 3ª SEÇÃO (16,295)
- 2ª SEÇÃO (11,352)
- 1ª SEÇÃO (6,877)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (128,096)
- Segunda Seção de Julgamen (115,765)
- Primeira Seção de Julgame (77,654)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,120)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,458)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,581)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,108)
- HELCIO LAFETA REIS (3,896)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,840)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,683)
- WILDERSON BOTTO (2,674)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,662)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (19,340)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 13433.000779/2007-08
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1997 a 01/12/2007
NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO. SEGURADOS OBRIGATÓRIOS E TRANSPORTADORES AUTÔNOMOS.
NOTIFICAÇÃO FISCAL. DECADÊNCIA PARCIAL. RECONHECIMENTO. CORREÇÃO DA FALTA. IMPOSSIBILIDADE EM NOTIFICAÇÃO FISCAL, SALVO SE REALIZADO PAGAMENTO INTEGRAL DO CRÉDITO. NULIDADE. AUSÊNCIA DE CLAREZA E
RELATÓRIOS. INEXISTÊNCIA.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2803-000.970
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar
provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a), para reconhecer a ocorrência de decadência até a competência 08/2002, inclusive, devendo estas serem excluídas do crédito. Voto pelo NÃO CONHECIMENTO do pedido de compensação, por ser matéria
fora da competência deste Conselho. No entanto, conhecendo do recurso nas demais matérias de mérito para afastá-las. Vencido(a) o(a) Conselheiro(a) Oséas Coimbra Junior que entende pela ilegitimidade passiva da Câmara Municipal.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: EDUARDO DE OLIVEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
dt_index_tdt : Sat Mar 18 09:00:02 UTC 2023
anomes_sessao_s : 201108
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1997 a 01/12/2007 NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO. SEGURADOS OBRIGATÓRIOS E TRANSPORTADORES AUTÔNOMOS. NOTIFICAÇÃO FISCAL. DECADÊNCIA PARCIAL. RECONHECIMENTO. CORREÇÃO DA FALTA. IMPOSSIBILIDADE EM NOTIFICAÇÃO FISCAL, SALVO SE REALIZADO PAGAMENTO INTEGRAL DO CRÉDITO. NULIDADE. AUSÊNCIA DE CLAREZA E RELATÓRIOS. INEXISTÊNCIA. Recurso Voluntário Provido em Parte.
turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 13433.000779/2007-08
anomes_publicacao_s : 201108
conteudo_id_s : 6800748
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Mar 16 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 2803-000.970
nome_arquivo_s : 280300970_13433000779200708_201108.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : EDUARDO DE OLIVEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 13433000779200708_6800748.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a), para reconhecer a ocorrência de decadência até a competência 08/2002, inclusive, devendo estas serem excluídas do crédito. Voto pelo NÃO CONHECIMENTO do pedido de compensação, por ser matéria fora da competência deste Conselho. No entanto, conhecendo do recurso nas demais matérias de mérito para afastá-las. Vencido(a) o(a) Conselheiro(a) Oséas Coimbra Junior que entende pela ilegitimidade passiva da Câmara Municipal.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
id : 4744152
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:50 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044547530752
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 16; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1879; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 174 1 173 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13433.000779/200708 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 280300.970 – 3ª Turma Especial Sessão de 24 de agosto de 2011 Matéria CP: REMUNERAÇÃO DE SEGURADOS: PARCELAS EM FOLHA DE PAGAMENTO E CONTRIBUINTE INDIVIDUAL. Recorrente MUNICÍPIO DE MARTINS CÂMARA MUNICIPAL. Recorrida FAZENDA NACIONAL. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1997 a 01/12/2007 NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO. SEGURADOS OBRIGATÓRIOS E TRANSPORTADORES AUTÔNOMOS. NOTIFICAÇÃO FISCAL. DECADÊNCIA PARCIAL. RECONHECIMENTO. CORREÇÃO DA FALTA. IMPOSSIBILIDADE EM NOTIFICAÇÃO FISCAL, SALVO SE REALIZADO PAGAMENTO INTEGRAL DO CRÉDITO. NULIDADE. AUSÊNCIA DE CLAREZA E RELATÓRIOS. INEXISTÊNCIA. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a), para reconhecer a ocorrência de decadência até a competência 08/2002, inclusive, devendo estas serem excluídas do crédito. Voto pelo NÃO CONHECIMENTO do pedido de compensação, por ser matéria fora da competência deste Conselho. No entanto, conhecendo do recurso nas demais matérias de mérito para afastálas. Vencido(a) o(a) Conselheiro(a) Oséas Coimbra Junior que entende pela ilegitimidade passiva da Câmara Municipal. (Assinado digitalmente). Helton Carlos Praia de Lima. Presidente (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. Relator Fl. 174DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/09/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13433.000779/200708 Acórdão n.º 280300.970 S2TE03 Fl. 175 2 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Oséas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato. Fl. 175DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/09/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13433.000779/200708 Acórdão n.º 280300.970 S2TE03 Fl. 176 3 . Relatório A presente Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD DEBCAD 37.053.3232, objetiva o lançamento das contribuições sociais previdenciárias decorrente da remuneração paga, devida ou creditada aos trabalhadores da empresa fiscalizada (órgão público) e transportadores autônomos, relativamente a parte patronal e SAT, que prestaram serviços à notificada, conforme Relatório Fiscal da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – REFISC – NFLD, de fls. 108 a 112, com período de apuração de 01/1997 a 12/2006, conforme Mandado de Procedimento Fiscal – MPF, de fls. 103 e 104. O sujeito passivo Município Martins Prefeitura Municipal e Município Martins Câmara Municipal foram cientificados da notificação, em 05/09/2007 e 14/08/2007, respectivamente, Ar’s, de fls. 122 e 123. O contribuinte Município Martins – Prefeitura Municipal apresentou sua defesa/impugnação, em 24/09/2007, as fls. 126, sendo a petição juntada, as fls.126 a 140, e foi acompanhada dos documentos, de fls. 141. A Câmara Municipal não impugnou o crédito. A defesa foi considerada tempestiva, fls. 142. O órgão julgador de primeiro grau emitiu o Acódão Nº 1120.722 6ª Turma da DRJ/REC, em 30/10/2007, fls. 143 a 153. No qual o lançamento foi considerado procedente. O contribuinte tomou conhecimento deste decisório, em 04/12/2007, AR, de fls. 155. Irresignado o contribuinte Município Martins – Prefeitura impetrou o Recurso Voluntário, petição de interposição, as fls. 157, e razões recursais, as fls. 158 a 172, onde alega em síntese. Preliminarmente – • Que a decisão a quo é nula, pois não emanada de colegiado, bem como não se sabe qual turma a prolatou, pois os documentos mencionam sexta e sétima turmas, não tendo sido a impugnante cientificada da data do julgamento para poder exercer seu direito de defesa o que fere o princípio da publicidade, ampla defesa e contraditório; • Que a recorrente não foi cientificada do ato fiscalizatório, o que impede o exercício de defesa, sendo a mera entrega da atuação à recorrente violação aos seus direitos, ainda, que inquisitorial o procedimento fiscalizatório a recorrida deveria ter oportunizado a recorrente o acompanhamento à fiscalização; Fl. 176DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/09/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13433.000779/200708 Acórdão n.º 280300.970 S2TE03 Fl. 177 4 • Que a Administração tem o poder de autotutela, Súmulas 346 e 473 do STF, podendo anular ou revogar seus atos; • Que o auto padece de vícios formais e legais que o CRPS em autuação idêntica em nossa cidade vizinha de Serrinha dos Pintos decidiu pela nulidade da autuação, conforme ementa transcrita; • Que os valores são soltos não se referindo a nenhum fundamento legal; • Que não relatório só há relações de nomes não esclarecidos, sem enquadramento e sem identificar a infração, sendo necessário relatório detalhado e discriminado como cita o CRPS no julgamento aludido • Que com exceção de dia, hora e local o auto não traz a demais exigências da legislação, o que o torna nulo; • Que o auto não observa o artigo 11 da lei 8.212/91, não discrimina as situações e os montantes que em tese não foram recolhidos a terceiros, nos termos da lei 11.4757/2007, que nem existia na época em que o impugnante era prefeito; • Que a fiscalização com o intuito de dificultar a defesa não específica no relatório as situações em que não houve recolhimento, a diferença, qual a rubrica e a parte da empresa; • Que ocorreu prescrição das contribuições geradas até o mês de setembro de 2002; Mérito – • Que teriam ocorrido equívocos no preenchimento das GFIP’s do Município, e as mesmas teriam sido corrigidas em tempo caso o Impugnante houvesse tomado conhecimento dos erros ou, por outra forma, tivesse acompanhado a auditoria. Ocorre que o Impugnante, embora figure como coresponsável, não tomou conhecimento do inicio da auditoria, pois foi dada ciência apenas a um servidor da Câmara Municipal, que não tem como responder pelos atos do Executivo; • Que havendo a possibilidade de correção das GFIP’s, conforme previsto em manuais da Previdência, a subsistência do auto afrontaria a própria legislação previdenciária, dado que tornaria inócua a prerrogativa de correção; • Que com a efetivação da correção, deveria ser relevada a multa aplicada, conforme § 1.0 do art. 291 do Regulamento da Previdência Social (RPS), aprovado pelo Decreto 3.048, de 06/05/1999; Fl. 177DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/09/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13433.000779/200708 Acórdão n.º 280300.970 S2TE03 Fl. 178 5 • Que a exigência de contribuição e a aplicação de penalidade ao prefeito, viceprefeito, vereadores e secretários pelo não recolhimento à Previdência seria um afronta à Constituição, vez que esses são contribuintes facultativos, conforme doutrina colacionada, e não obrigatórios; • Que se faz imperioso também fazer a compensação com os valores recolhidos pelos agentes políticos durante o período, que se de um lado houve erro no preenchimento da GFIP, por outro a cobrança de contribuições de agentes políticos é afronta a legislação. Em caso de persistência da cobrança deveriam ser abatidos os valores efetivamente descontados e recolhidos em favor do INSS pelos agentes políticos; • Que não se vislumbra no caso o crime de apropriação indébita, dado que não houve dolo nem intenção de desvio ou apropriação; • Que antes da fiscalização ou da autuação deveria haver avisos de cobrança com o valor real devido, e não com multas danosas e desproporcionais, que podem chegar a 100% (cem por cento). A autuação seria uma ofensa aos princípios da legalidade, dado que agentes políticos não são segurados obrigatórios, da moralidade, dado que o órgão autuante não pode pretender angariar receita sem reconhecer as garantias dos contribuintes, e da eficiência, pois a Receita deveria emitir avisos e formular cobranças antes de proceder com qualquer fiscalização ou autuação; • Quanto aos contribuintes individuais, a responsabilidade de desconto por parte da empresa só seria obrigatória a partir de abril de 2003; • Que o recorrido nega ao recorrente o acesso a provas documentais, que estão sob sua guarda e devem ser apresentados sempre que requeridos, que o direito de acesso a documentos não deve ser negado; • Finalizando pede: a) recebimento do recurso com acatamento total da preliminar para declarar nula a autuação; b) recebimento total e provimento, acaso ultrapassada a preliminar com a desconsideração da autuação, uma vez que a falta foi corrigida, bem como por que a recorrente não tinha conhecimento dos erros, aplicandose o artigo 291, do RPS; c) solicita a emissão de cópias para a recorrente de diversos documentos dos quais, segundo ele, apenas a Autarquia poderia dispor, tais como: c.1) formulários de retificação de dados do empregador (RDE); c.2) relação nominal de agentes políticos da Câmara que contribuíram de forma obrigatória; c.3) relação e situação cadastral de todas as empresas e prestadores de serviço objeto da autuação; c.4) relação dos agentes destas empresas e que são contribuinte obrigatórios; c.5) requereu também a apuração in loco sobre a existência ou não de servidor da Câmara Municipal designado para o trabalho especifico na área de previdência social; c.6) que Fl. 178DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/09/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13433.000779/200708 Acórdão n.º 280300.970 S2TE03 Fl. 179 6 todos os documentos solicitados são necessários a defesa, pois não pode dispor diretamente deste, pois não teve acesso a fiscalização por falta de notificação e por falta de relatório circunstanciado na notificação. O Recurso Voluntário foi considerado tempestivo, fls. 173. Os autos subiram ao Segundo Conselho de Contribuintes, fls. 173. É o Relatório. Fl. 179DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/09/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13433.000779/200708 Acórdão n.º 280300.970 S2TE03 Fl. 180 7 Voto Conselheiro Eduardo de Oliveira. O recurso foi interposto tempestivamente, conforme, AR, de fls. 155, datado de 04/12/2007, e carimbo de recepção do Recurso, de fls. 157, datado de 14/12/2007, a tempestividade, também, foi reconhecida, as fls. 173. O depósito recursal não era exigido de ente público. Superados os pressupostos de admissibilidade passo ao recurso. Na via preliminar. Não prospera a alegação de que o julgamento não foi colegiado, a simples leitura do texto do Acórdão deixa isto claro ao dizer: Acordam os membros da 6ª Turma de Julgamento, por unanimidade de votos, considerar PROCEDENTE o lançamento relativo à Notificação Fiscal de Lançamento de Débito 37.053.3232, mantendo o crédito tributário exigido. Dimas Epifanio Pessoa Leão Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os auditores Clovis José Monteiro de Araújo, Kleber Ferreira de Araújo e Marcos André Jatobá de Almeida. Também, não prospera a afirmação de não se saber qual é a Turma, outra vez a simples leitura do Acórdão resolve a questão o erro material na correspondência de encaminhamento do Acórdão não tem o condão de promover alteração daquele decisum. O devido processo legal dos quais são consectários a ampla defesa e o contraditório se desenvolvem com os meios e recursos a elas inerentes e por certo, tais devem ser fixados em lei para que possam ser conhecidos e utilizados. O Decreto 70.235/72 traz todos os meios e recursos a disposição do contribuinte no processo administrativo fiscal, ainda, que complementado por outras disposições e foi com base neste e seus artigos 7º a 11; 14 a 17; 23; 25; 27 a 37, entre outros é que se deu o julgamento da impugnação. O que atende ao preceito constitucional. Nos termos do artigo 41, III, da lei 10.406/2002 quem detém personalidade jurídica é o Município e não a Prefeitura Municipal ou a Câmara Municipal. O artigo 12, II, da Lei 5.869/73 diz o Município é representado pelo Prefeito ou seu procurador. Nos autos em questão o órgão municipal fiscalizado foi a Câmara Municipal, assim, conforme comprova o MPF, de fls. 103, o Senhor Fernando Antônio Nunes Gondim – Presidente da Câmara, foi cientificado da fiscalização. Podese, também, verificar que do MPF, de fls. 104, o Senhor Haroaldo Ribeiro Teixeira, Prefeito Municipal, foi cientificado da fiscalização. Se a municipalidade não a acompanhou ou não se inteirou de seu andamento tal Fl. 180DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/09/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13433.000779/200708 Acórdão n.º 280300.970 S2TE03 Fl. 181 8 fato é de sua exclusiva responsabilidade, pois foi preventivamente intimada/notificada da ação fiscal que seria empreendida. É público e notório que as Administrações Públicas, passando pela federal, estadual, distrital e municipal detém o poder de autotutela de seus atos, contudo cabe a este averiguar se é o caso da aplicação de tal poder. O exemplo citado pelo contribuinte em fiscalização empreendida no Município vizinho de Serrinha dos Pintos, mas que teve como autuado uma pessoa física no Auto de Infração 35.226.0190; Processo 35842.00018/200417; Acórdão 770/2005, não se aplica ao presente, pois naquele caso cuidavase de obrigação acessória – descumprimento de dever instrumental e aqui cuidase de obrigação principal, ou seja, a contribuições sociais previdenciárias em espécie e este está clara, cristalina, minudentemente, descrita nos Relatórios Discriminativo Analítico de Débito – DAD, de fls. 04 a 31; Discriminativo Sintético do Débito – DSD, fls. 32 a 43; Relatório de Lançamentos – RL, fls. 44 a 62 e Relatório Fiscal da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – REFISC, de fls.108 a 112. O critério material da exação, tais como a base de cálculo, a alíquota, os juros e multa, a valor mensal e total estão definidos, estabelecidos e claramente demonstrados nos relatórios supramencionados. Além disso o crédito é composto do Relatório Fundamentos Legais do Débito – FLD, de fls. 96 a 100. O artigo 37, da Lei 8.212/91 cuida dos requisitos legais para o lançamento de contribuições previdenciárias por intermédio de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD tais como discriminação clara e precisa dos fatos geradores, o que consta do RL – remuneração dos empregados, pagamento a contribuinte individual e base de cálculo de transportadores autônomos. Contribuições devidas e períodos estão no DAD, DSD, sendo todo o procedimento descrito no REFISC, estando presentes nos autos todos os elementos exigidos na lei. O recorrente enganase o dizer que o notificação não observa o artigo 11, da Lei 8.212/91, bem como ao dizer que este não discrimina as situações e montantes que deixaram de ser recolhidos. O artigo diz quais as contribuições são destinadas a seguridade social e dentre elas estão a da empresa incidente sobre a remuneração paga ou creditada aos segurados a seu serviço e a notificação só exige tais contribuições nos termos do artigo 21 e 22, I, II e III e das Leis 8.706/93; 10.666/2003 e 10.887/2007, entre outras todas inscritas e descritas, no FLD retroreferido. A Lei 11.457/2007 apenas transferiu para a Secretaria da Receita Federal do Brasil a competência para executar, acompanhar e avaliar as atividades relativas a tributação, fiscalização, arrecadação, cobrança e recolhimento das contribuições sociais previstas das alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 da Lei nº 8.212/91, e das contribuições instituídas a título de substituição que eram da Secretária da Receita Previdenciária ante a extinção deste órgão. A alegação de prescrição das contribuições ocorridas até 09/2002, não procede, pois não houve autolançamento destas contribuições antes da ação fiscal, mas só e tão somente com a notificação cientificada ao contribuinte é tal prazo (prescrição) só começa a contar a partir da constituição definitiva do crédito, o que não ocorre no curso do processo administrativo fiscal, artigo 174, da Lei 5.172/66. Fl. 181DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/09/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13433.000779/200708 Acórdão n.º 280300.970 S2TE03 Fl. 182 9 Assim, com estes esclarecimentos afasto todas as preliminares suscitadas. No que tange ao mérito. A decadência é matéria a ser conhecida de ofício, por se questão de ordem pública, bem como encontra eco na legislação, uma vez que depois de proferida a decisão pela autoridade julgadora a quo o Supremo Tribunal Federal entendeu por editar a Súmula Vinculante N° 08/2008, abaixo transcrita: Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. E conforme previsto no art. 103A da Constituição Federal a Súmula de n º 8 tal norma vincula toda a Administração Pública, devendo este Colegiado aplicála. Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Contudo, tal questão leva a resolução de mérito da causa, sendo antecedente lógico, das questões levantadas. No caso em estudo a questão é saber qual deve ser o marco inicial da decadência, ou seja, a contagem darseia pelo artigo 150, 4° ou 173, I, ambos do CTN. Aplica se o primeiro no caso de antecipação de pagamento e o segundo em não havendo tal antecipação, conforme já definido pelo STJ, sendo a teoria mais aceita e que, também, adoto, como a seguir explicitada: RECURSO ESPECIAL Nº 970.947 SC (2007/01732916) Esta Corte tem firmado o entendimento de que o prazo decadencial para a constituição do crédito tributário pode ser estabelecido da seguinte maneira: a) em regra, seguese o disposto no art. 173, I, do CTN, ou seja, o prazo é de cinco anos, contado "do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado"; b) nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, cujo pagamento ocorreu antecipadamente, o prazo é de cinco anos, contado do fato gerador, nos termos do art. 150, § 4º do CTN. O agente fiscal notificante registra pagamento em algumas competências e no Relatório Fiscal da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – REFISC, de fls. 110, item 6, o agente notificante diz: Fl. 182DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/09/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13433.000779/200708 Acórdão n.º 280300.970 S2TE03 Fl. 183 10 6. 0 crédito apurado nesta notificação foi lançado através das seguintes codificações: FP1 FOPAG DECLARADO EM GFIP folha de pagamento declarado em GFIP (referente aos segurados empregados e contribuintes individuais, excluídos os transportadores rodoviários autônomos); FP3 FOPAG DISPENSADO DE DECL GFIP folha de pagamento dispensado de declarar em GFIP (referente aos segurados empregados e contribuintes individuais, excluídos os transportadores rodoviários autônomos); T3 TRANS RODOV DISPENSADO DE DECL salários de contribuição dispensado de declarado em GFIP (transportadores rodoviários autônomos), correspondente a 20% da remuneração paga ou creditada, bem como contribuição dos segurados. (grifos do original). Os fatos geradores apurados são decorrentes das diferenças encontradas pela fiscalização entre os valores devidos, calculados através da aplicação das alíquotas previstas na legislação própria sobre as bases de cálculo especificadas nos itens precedentes e os recolhimentos porventura efetuados pelo contribuinte, constantes do Relatório dos Documentos Apresentados RDA e Relatório de Apropriação dos Documentos Apresentados RADA, anexos a esta NFLD. (grifos meus). Desta forma, como o lançamento se deu por último, em 05/09/2007, AR, de fls. 122, ao retroagirse cinco (05) anos, surgirá o marco decadencial de 06/09/2002, isto é, todas as competências que se venceram antes desta data e que tiveram antecipação de pagamento estavam decadentes no ato da constituição do crédito. Entretanto, registrese que o crédito é constituído de três levantamentos, assim identificados pelo agente notificante: FP1 – FOPAG DECLARADO EM GFIP; FP3 – FOPAG DISPENSADO DE DECL GFIP e T3 – TRANSP ROD DISPENSADO DE DECL. O levantamento FP1 engloba competências que vão de 01/1999 a 12/2006, porém de forma intercalada ou seja, não contínua, bem como algumas com pagamento outras, sem pagamento, daí a regra de decadência a ser aplicada deve ser mista, ou seja, 150, § 4º, quando houve pagamento e 173, I, ambos, da Lei 5.172/66, quando não houver pagamento. • Competências com pagamento – 08/2000 a 12/2000; 09/2001 a 02/2005 e 04/2005 a 12/2006; decadência até a competência 08/2002. • Competências sem pagamento – 01/1999 a 07/2000; 08/2001 e 03/2005; decadência até a competência 12/2001. Desta forma, da conjugação das duas regras temse que a decadência ocorreu até a competência 08/2002, uma vez que a última competência sem pagamento foi 03/2005. Fl. 183DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/09/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13433.000779/200708 Acórdão n.º 280300.970 S2TE03 Fl. 184 11 Os levantamentos FP3 e T3, possuem como competências finais de lançamento, respectivamente, as competências 05/1998 e 12/1998. Desta maneira, considerandose a competência 12/1998 para os dois e sendo esta a mais recente na data do lançamento para tal competência já havia decorrido oito anos e sete meses. Assim, a decadência operouse por qualquer que seja a regra. Assim sendo, a decadência ocorreu até a competência 08/2002, inclusive, conforme Precedente da Primeira Seção do STJ submetido ao rito do artigo 543C, do CPC RESP 973.733/SC, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 12.08.2009, DJe 18.09.2009), nos termos do artigo 62A da Portaria MF/GM 256/2009 – Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, assim tais valores devem ser excluídos do presente crédito. É irrelevante a solução dos autos denominar as omissões em GFIP de equívocos, ou, ainda, de dizer que se tivesse acompanhado a fiscalização teria conhecido e corrigidos os erros. A uma, porque nestes autos cuidase de notificação fiscal e não de autos de infração em razão de GFIP, sendo aplicável o artigo 17, do Decreto 70.235/72. A duas, porque a pessoa intimada como ficou demonstrado foi o Prefeito representante legal da municipalidade nos termos do artigo, 12, II, da lei 5.869/73 e que certamente, também, responde pelo Executivo. A presente notificação não cuida de infração a legislação via GFIP, sendo impertinentes e incabíveis tais alegações. O favor fiscal da relevação da multa não se aplica a notificação fiscal, mas só em auto de infração, haja vista que em notificação se exige a contribuição não recolhida com seus acréscimos legais devidos e não multa/sanção por descumprimento de dever instrumental. A partir da publicação e entrada em vigor da Lei 10.887/2004 a contribuição dos agentes políticos é devida nos termos do artigo 12, I, “j”, da Lei 8.212/91 na qualidade de segurados obrigatórios que são. Os autos de infração que porventura posam ter sido lançados em nome do agente político Presidente de Câmara é cabível se constatada a infração aos dispositivos legais, bem como a lei à época determinava a responsabilidade pessoal do dirigente do órgão, devendo ser objeto de impugnação/recursos nos autos próprios. Inicialmente, pedido de compensação não é matéria afeta ao contencioso fiscal, pois tratase de procedimento específico de competência do Delegado da DRF e não deste Conselho, razão pelo qual não se conhece de tal pedido. A ocorrência de indébito e as provas de sua ocorrência e o reconhecimento de possível suposto crédito deve ser requerido junta à DRF. Não cabe a este Conselho pronunciarse sobre a possível existência, em tese, de crime nos termos a seguir exposto. Súmula CARF nº 28: O CARF não é competente para se pronunciar sobre controvérsias referentes a Processo Administrativo de Representação Fiscal para Fins Penais. O lançamento fiscal é direito potestativo e não cede frente a outros podendo o fisco operacionalizálo com melhor me convier. Fl. 184DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/09/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13433.000779/200708 Acórdão n.º 280300.970 S2TE03 Fl. 185 12 TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ERRO MATERIAL. PIS. OMISSÃO DE RECEITA OPERACIONAL. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. DECADÊNCIA. ATO FINAL. LAVRATURA DO AUTO DE INFRAÇÃO E NOTIFICAÇÃO DO SUJEITO PASSIVO. 1. Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, quando o sujeito passivo omitese no cumprimento dos deveres que lhe foram legalmente atribuídos, deve a autoridade fiscal proceder ao lançamento de ofício (CTN, art. 149), iniciandose o prazo decadencial de cinco anos no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido feito (art. 173, I, do CTN). 2. Se a Fazenda Pública notifica o contribuinte do auto de infração no prazo de cinco anos a que alude o art. 173, I, do CTN, não há que se falar em decadência do direito à constituição do crédito tributário. 3. O direito de lançar é potestativo. Logo, iniciado o procedimento fiscal com a lavratura do auto de infração e a devida ciência do sujeito passivo da obrigação tributária no prazo legal, desaparece o prazo decadencial. 4. Súmula TFR 153: "Constituído, no qüinqüênio, através de auto de infração ou notificação de lançamento, o crédito tributário, não há que se falar em decadência, fluindo, a partir daí, em princípio, o prazo prescricional, que, todavia, fica em suspenso, até que sejam decididos os recursos administrativos". 5. Embargos de declaração acolhidos com efeitos infringentes, para dar provimento ao recurso especial.(EDRESP 200900655845, CASTRO MEIRA, STJ SEGUNDA TURMA, 14/02/2011) PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. MATÉRIA DECIDIDA NO RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA N° 973.733/SC. ARTIGO 543C, DO CPC. PRESCRIÇÃO DO DIREITO DE COBRANÇA JUDICIAL PELO FISCO. PRAZO QÜINQÜENAL. TRIBUTO SUJEITO À LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. OCORRÊNCIA. 1. O Código Tributário Nacional, ao dispor sobre a decadência, causa extintiva do crédito tributário, assim estabelece em seu artigo 173: "Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento." 2. A decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco Fl. 185DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/09/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13433.000779/200708 Acórdão n.º 280300.970 S2TE03 Fl. 186 13 regras jurídicas gerais e abstratas, quais sejam: (i) regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado; (ii) regra da decadência do direito de lançar nos casos em que notificado o contribuinte de medida preparatória do lançamento, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento de ofício ou de tributos sujeitos a lançamento por homologação em que inocorre o pagamento antecipado; (iii) regra da decadência do direito de lançar nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação em que há parcial pagamento da exação devida; (iv) regra da decadência do direito de lançar em que o pagamento antecipado se dá com fraude, dolo ou simulação, ocorrendo notificação do contribuinte acerca de medida preparatória; e (v) regra da decadência do direito de lançar perante anulação do lançamento anterior (In: Decadência e Prescrição no Direito Tributário, Eurico Marcos Diniz de Santi, 3ª Ed., Max Limonad, págs. 163/210). 3. A Primeira Seção, quando do julgamento do REsp 973.733/SC, sujeito ao regime dos recursos repetitivos, reafirmou o entendimento de que " o dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). (Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em FALTA O JULGAMENTO AGUARDAR) 4. À luz da novel metodologia legal, publicado o acórdão do julgamento do recurso especial, submetido ao regime previsto no artigo 534C, do CPC, os demais recursos já distribuídos, fundados em idêntica controvérsia, deverão ser julgados pelo relator, nos termos do atrtigo 557, CPC (artigo 5º, I, da Res. STJ 8/2008). 5. In casu: (a) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (b) a obrigação ex lege de pagamento antecipado de contribuição social foi omitida pelo contribuinte concernente ao fato gerador compreendido a partir de 1995, consoante consignado pelo Tribunal a quo; (c) o prazo do fisco para lançar iniciou a partir de 01.01.1996 com término em 01.01.2001; (d) a constituição do crédito tributário pertinente ocorreu em 15.07.2004, data da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito que formalizou os créditos tributários em questão, sendo a execução ajuizada tão somente em 21.03.2005. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em Fl. 186DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/09/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13433.000779/200708 Acórdão n.º 280300.970 S2TE03 Fl. 187 14 vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Agravo regimental desprovido. (AGRESP 201001395597, LUIZ FUX, STJ PRIMEIRA TURMA, 24/11/2010) TRIBUTÁRIO IOF DECADÊNCIA TERMO INICIAL FATO GERADOR DRAWBACK SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE IRRELEVÂNCIA PARA O EXERCÍCIO DO DIREITO POTESTATIVO AO LANÇAMENTO. 1. O IOF não é tributo inerente à atividade de importação/exportação e não integra, em regra, o Termo de Compromisso, forma de constituição do crédito tributário prevista na legislação aduaneira. 2. O fato gerador do IOF na operação de câmbio é a a sua efetivação pela entrega de moeda nacional ou estrangeira, ou de documento que a represente, ou sua colocação à disposição do interessado em montante equivalente à moeda estrangeira ou nacional entregue ou posta à disposição por este, nos termos do art. 63, II, do CTN. 3. A decadência, direito potestativo, não se interrompe, nem se suspende, de modo que o regime aduaneiro de drawback é irrelevante na fixação do termo inicial do prazo para a constituição do crédito tributário. 4. Recurso especial provido.(RESP 200702726133, ELIANA CALMON, STJ SEGUNDA TURMA, 18/02/2009) xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Para uma melhor compreensão, podese citar o estado de sujeição em que se encontra o contribuinte ao lançamento tributário, não lhe sendo possível impedir o direito de a Fazenda Pública lançar o tributo. Efetuado o lançamento, no entanto, o sujeito passivo poderá simplesmente não realizar o pagamento, frustrando, então, a pretensão da Fazenda. Nesse caso, o prazo para o Fisco efetuar o lançamento tributário (direito potestativo), segundo essa tese, seria de decadência. Já o prazo para a cobrança do crédito tributário não pago (direito a uma pretensão) de prescrição1. (grifos meus). Embora o artigo 80, II, da Lei 8.212/91 previsse a emissão de aviso de cobrança de forma automática, a lei não estabelecia a maneira e os meios que isto deveria ser feito. Muito menos se tal disposição se referia a seara tributária, pois tal seria impossível no que se concerne ao lançamento da modalidade homologação como nas contribuições previdenciárias, pois quem tem o dever legal de aferir a base de cálculo averiguar a alíquota aplicável ao caso e promover o recolhimento é o contribuinte. O fisco só toma conhecimento disto depois da atividade empreendida pelo contribuinte, ocasião em que passa a correr o prazo 1 HABLE, José. Decadência e prescrição no direito civil em confronto com o direito tributário. Jus Navigandi, Teresina, ano 13, n. 1941, 24 out. 2008. Disponível em: http://jus.uol.com.br/revista/texto/11878. Auditor tributário da Secretaria de Fazenda do Distrito Federal, graduado em Agronomia pela UFPR, Administração de Empresas pela FAE e em Direito pela CEUB, pósgraduado em Direito Tributário pelo ICAT, mestre em Direito Internacional Econômico pela UCB, professor de Direito Tributário é autor do livro: "A Extinção do Crédito Tributário por Decurso de Prazo". Fl. 187DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/09/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13433.000779/200708 Acórdão n.º 280300.970 S2TE03 Fl. 188 15 de cinco para o fisco homologar a atividade. Assim sendo, não é possível emitir aviso de cobrança para tais contribuições razão pela qual o artigo não se aplica, pois tal só seria possível em lançamento de ofício IPTU, v.g., ou por declaração. Entretanto, ainda, que aplicável o que se diz por mera argumentação, ad argumentandum tantum, a falta deste não impede o fisco de cumprir o seu mister legal, fiscalizar, lançar e cobrar as contribuições nos termos da lei. As empresas em geral entre elas os órgão públicos, artigo 15, I, da Lei 8.212/91 estão sujeitos as contribuições do artigo 22, III, de vinte por cento sobre a remuneração dos contribuintes individuais e antes disso da LC 84/96 em quinze por cento,porém referente a cota patronal, o seja, aquilo que a própria empresa deve, inclusive em relação aos transportadores autônomos artigo 7ª, da Lei 8.706/1993. Estas mesmas empresas a partir de 04/2003 passaram a ser, também, responsáveis tributárias pelo desconto e recolhimento das contribuições previdenciárias em decorrência da retribuição que pagam a contribuinte individuais que lhes prestem serviços nos termos do artigo 4ª, da Lei 10.666/2003. Desta forma, a recorrente está sujeita as duas contribuições parte patronal e parte descontada. O recorrido não negou acesso a nenhum documento simplesmente não pode apresentar o que não tem ou o que é da própria recorrente, que deve diligenciar em seus arquivos, bem como de documentos que não lhe dizem respeito, pois nunca os produziu e nem recebeu, sendo todos de inteira e exclusiva responsabilidade da recorrente. Os formulários RDE são preenchidos pela empresa e entregues a Caixa Econômica Federal quando há informações a retificar em relação ao empregador. O INSS e o fisco federal não têm participação nesta situação. Assim não pode fornecer o que não tem, sendo que tais documentos estão em poder do próprio órgão fiscalizado dentro da estrutura da municipalidade recorrente. A relação nominal de agentes políticos da Câmara que contribuíram de forma obrigatória é documento que deve ser solicitado ao órgão da municipalidade fiscalizado, isto é, a Câmara Municipal não cabe ao INSS ou ao fisco federal fazer e ter tal listagem, pois não há relação entre aqueles e estes, mas sim entre o contribuinte e o fisco. Não há empresas objeto de autuação, pois não temos aqui atuação mas sim notificação fiscal em face de um único órgão do municipalidade fiscalizada, ou seja, a Câmara Municipal e tal fato já está alabastrinamente demonstrado nos autos. Desta forma, a relação dos agentes, também, não existe, pois se não existe as empresas não existe os agentes o os a relação de servidores da Câmara deve ser a esta solicitada. A designação de servidores para a realização de determinada função administrativa na Câmara Municipal compete exclusivamente a este não cabendo ao INSS ou ao fisco interferir em tal função, pois cuida de atribuição interna corporis, caso queria a municipalidade saber como certa tarefa é desenvolvida na Câmara deve solicitar tal esclarecimento a esta e não a terceiros que nada tem a ver com a situação. A questão do acesso a ação fiscal ficou amplamente esclarecida em passagem anterior, onde ficou demonstrado que o Prefeito Municipal foi cientificado desta fiscalização e se o município nada fez, quedandose inerte e de forma desinteressada deve assumir o ônus de sua ausência. Fl. 188DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/09/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13433.000779/200708 Acórdão n.º 280300.970 S2TE03 Fl. 189 16 O relatório fiscal e todos os demais exigidos estão presentes nos autos, contendo as informações necessárias e devidas sobre a matéria objeto da notificação. Com estas explicações afasto as alegações da recorrente no que se refere ao mérito. Desta forma, inexiste motivos para acatar a preliminar de nulidade, bem como para desconsideração da notificação. CONCLUSÃO: Pelo exposto, voto pelo NÃO CONHECIMENTO do pedido de compensação, por sem matéria fora da competência deste Conselho. No entanto, CONHEÇO do recurso nas demais matérias de mérito para afastálas. Porém DOU PROVIMENTO PARCIAL, DE OFÍCIO, para reconhecer a ocorrência de decadência até a competência 08/2002, inclusive, devendo estas serem excluídas do crédito. (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. . Fl. 189DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/09/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 35387.000496/2003-60
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Data do fato gerador: 29/08/2003
AUTO DE INFRAÇÃO. DESCUMPRIMENTO DE DEVERES INSTRUMENTAIS.
FALHA NA INSTRUÇÃO PROCESSUAL. ATOS DECISÓRIOS ANTERIORES A DECISÃO A QUO. AUSÊNCIA DE COMUNICAÇÃO AO CONTRIBUINTE. NULIDADE DA DECISÃO E ATOS DECORRENTES.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2803-000.550
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Nome do relator: EDUARDO DE OLIVEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Feb 18 09:00:01 UTC 2023
anomes_sessao_s : 201103
ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 29/08/2003 AUTO DE INFRAÇÃO. DESCUMPRIMENTO DE DEVERES INSTRUMENTAIS. FALHA NA INSTRUÇÃO PROCESSUAL. ATOS DECISÓRIOS ANTERIORES A DECISÃO A QUO. AUSÊNCIA DE COMUNICAÇÃO AO CONTRIBUINTE. NULIDADE DA DECISÃO E ATOS DECORRENTES. Recurso Voluntário Provido.
turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 35387.000496/2003-60
anomes_publicacao_s : 201103
conteudo_id_s : 6769080
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Feb 15 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 2803-000.550
nome_arquivo_s : 280300550_35387000496200360_201103.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : EDUARDO DE OLIVEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 35387000496200360_6769080.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
dt_sessao_tdt : Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2011
id : 4743207
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:49 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044564307968
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1465; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 1.074 1 1.073 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 35387.000496/200360 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 280300.550 – 3ª Turma Especial Sessão de 16 de março de 2011 Matéria CP: AUTO DE INFRAÇÃO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS EM GERAL Recorrente COMPANHIA SIDERÚRGICA PAULISTA COSIPA. Recorrida FAZENDA NACIONAL. ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 29/08/2003 AUTO DE INFRAÇÃO. DESCUMPRIMENTO DE DEVERES INSTRUMENTAIS. FALHA NA INSTRUÇÃO PROCESSUAL. ATOS DECISÓRIOS ANTERIORES A DECISÃO A QUO. AUSÊNCIA DE COMUNICAÇÃO AO CONTRIBUINTE. NULIDADE DA DECISÃO E ATOS DECORRENTES. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). (Assinado digitalmente). Helton Carlos Praia de Lima Presidente. (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Carolina Siqueira Monteiro Andrade, Oséas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 16/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/04/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA Assinado digitalmente em 10/04/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, 11/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE L IMA Processo nº 35387.000496/200360 Acórdão n.º 280300.550 S2TE03 Fl. 1.075 2 Relatório Tratase no presente processo de Auto de Infração – AI CFL.81 DEBCAD 35.558.3844, decorrente de apresentar documento ou livro que não atenda as formalidades legais exigidas, que contenha informação diversa da realidade ou omita a informação verdadeira. O período de apuração do crédito é janeiro/1998 a maio/2003, conforme Mandado de Procedimento Fiscal – MPF, de fls. 15. O crédito fiscal foi constituído, em 02/09/2003, data em que o contribuinte tomou conhecimento do lançamento, conforme consta à Folha de Rosto do Auto de Infração – FR, recebimento pessoal, fls. 01. O contribuinte apresentou a impugnação, em 17/09/2003, fls. 26 a 60, acompanhada dos documentos, de fls. 61 a 982. A defesa foi considerada tempestiva, fls. 983 e 984. A Seção de Análise de Defesas e Recursos – ANDEREC, as fls. 985, remeteu ao autos ao agente autuante para pronunciamento. O agente autuante, por sua vez, as fls. 986 a 998, emitiu Manifestação Fiscal, na qual entendeu que os documentos apresentados não supriam as falhas detectadas. A ANDEREC, em 11/04/2006, emitiu o Despacho Decisório DD N° 21.433.4/0015/2006, fls 1.016 a 1.019, por intermédio do qual exclui a gradação da multa por reincidência genérica, tendo em vista que os Autos de Infração usado como justificativa para tal agravamento foram julgados após a lavratura deste crédito, ou seja, não havia constituição definitiva. O contribuinte NÃO foi cientificado desta decisão ( do DD) e NÃO teve concedida a reabertura do prazo para apresentação de defesa. NÃO consta que o contribuinte tenha sido cientificado da MANIFESTAÇÃO FISCAL MF, de fls. 986 a 998, e nem instado a manifestarse sobre ela. O órgão julgador a quo prolatou a DecisãoNotificação DN 21.433.4/0022/2006, fls. 1.023 a 1.027, na qual considerou haver erro substancial e anulou a autuação. Entretanto, a Delegada da Receita Previdenciária, as fls. 1.029 e 1.030, usando suas prerrogativas legais NÃO homologou a DN, dando provimento ao Recurso de Ofício e assim manteve a autuação. A impugnante NÃO foi cientificada desta decisão, que lhe ra favorável e anulava a atuação, ainda, que não homologada pela autoridade competente. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento – DRJ/SPOII prolatou o Acórdão N° 1719.786 11° Turma da DRJ/SPOII, em 12/08/2007, fls. 1.031 a 1.038, por intermédio do qual considerou a autuação procedente. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 16/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/04/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA Assinado digitalmente em 10/04/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, 11/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE L IMA Processo nº 35387.000496/200360 Acórdão n.º 280300.550 S2TE03 Fl. 1.076 3 O contribuinte foi cientificado deste decisório, em 08/10/2007, AR, fls. 1.040. A empresa apresentou petição de interposição de Recurso Voluntário, em 06/11/2007, fls. 1.042, e razões recursais, as fls. 1.043 a 1.068, tal interposição foi acompanhada pelos documentos, de fls. 1.069 a 1.071. As razões recursais não serão resumidas, o que se explicará mais adiante. O contribuinte não realizou o depósito recursal, mas está amparado por decisão liminar em MS 2007.61.04.0124704, fls. 1.069 a 1.071. O recurso foi considerado tempestivo, fls. 1.072 e 1.073, sendo este remetido ao 2° Conselho de Contribuintes. Entretanto, por conta da edição da MP 449/2008 convertida na Lei 11.941/2009 a competência de julgamento é exercida pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda – CARF/MF. É o relatório. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 16/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/04/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA Assinado digitalmente em 10/04/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, 11/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE L IMA Processo nº 35387.000496/200360 Acórdão n.º 280300.550 S2TE03 Fl. 1.077 4 Voto Conselheiro Eduardo de Oliveira O recurso foi interposto tempestivamente, haja vista que o contribuinte foi comunicado da decisão de primeiro grau, em 08/10/2007, AR, de fls. 1.040, tendo sido apresentado o Recurso Voluntário, em 06/11/2007, conforme carimbo de recepção protocolo, fls. 1.042. O depósito recursal foi dispensado pela liminar em MS 2007.61.04.0124704, fls. 1.069 a 1.071. Verifiquei a existência de falhas na tramitação processual, tais falhas estão abaixo elencadas, sendo que há falha que é mera irregularidade e há falhas que ensejam a nulidade dos atos posteriores que portanto maculam o feito, devendo estas falhas serem sanadas. 1. O crédito foi retificado via DespachoDecisório – DD, fls. 1.016 a 1.019. No entanto, não consta dos autos que o contribuinte tenha sido cientificado desta decisão e tenha tido o prazo para impugnação e pagamento reaberto; 2. NÃO consta que o contribuinte foi cientificado da MANIFESTAÇÃO FISCAL MF, de fls. 986 a 998, e nem instado a manifestarse sobre ela, embora tal comunicação não seja obrigatória, pois a manifestação fiscal foi decorrente dos documentos apresentados pelo próprio contribuinte. No AI N° 35.558.3836 esta oportunidade foi concedida ao contribuinte, por que o mesmo não feito aqui? 3. A ANDEREC prolatou a DecisãoNotificação DN 21.433.4/0022/2006, fls. 1.023 a 1.027, na qual considerou haver erro substancial e anulou a autuação. Tal decisório não foi homologado pelo Delegado da Receita Previdenciária, mas também, não foi cientificado ao contribuinte. O Acórdão N° 1719.786 11° Turma da DRJ/SPOII, em 12/08/2007, fls. 1.031 a 1.038, cita em seu capitulo Do Despacho Decisório que foi reaberto o prazo de 15 dias para pagamento com redução de 50%, mas o contribuinte não se manifestou a respeito. Traz, também, um capitulo intitulado Da DecisãoNotificação, mas é silente quanto a notificação ao contribuinte sobre o decisório não homologado. Apesar de citado no Acórdão de primeiro grau que o contribuinte teve seu prazo restituído a simples menção não supre a comprovação e tais comprovante não foram localizados neste autos, assim sendo o feito deve ser saneado. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 16/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/04/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA Assinado digitalmente em 10/04/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, 11/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE L IMA Processo nº 35387.000496/200360 Acórdão n.º 280300.550 S2TE03 Fl. 1.078 5 As falhas 1 e 3 afetam o direito subjetivo do contribuinte e levam a nulidade do Acórdão N° 1719.786 11° Turma da DRJ/SPOII, em 12/08/2007, fls. 1.031 a 1.038, e de todos os atos subsequentes dependentes e decorrentes do Acórdão de primeiro grau. A falha dois é mera irregularidade, mas tendo em vista que as demais situações ( 1 e 3) terão que ser comunicadas ao contribuinte, juntamente com este Acórdão não há prejuízo em se remeter ao mesmo a MF, de fls. 986 a 998. Este é o motivo pelo qual não resumi as razões recursais no relatório. CONCLUSÃO Destarte, com esses argumentos expostos acima voto por CONHECER DO RECURSO para no mérito DARLHE PROVIMENTO, para declarar nula a decisão de primeiro grau prolatada Acórdão N° 1719.786 11° Turma da DRJ/SPOII, em 12/08/2007, fls. 1.031 a 1.038 , pois o trâmite do processo administrativo fiscal PAF restou viciado por conta da falta de notificação ou de comprovação de notificação ao contribuinte da emissão do Despacho Decisório N° 21.433.4/0015/2006, fls 1.016 a 1.019, e da DecisãoNotificação DN 21.433.4/0022/2006, fls. 1.023 a 1.027, ainda que não homologado pela Delegada da Receita Previdenciária. Determino que tais decisórios, bem como a MF sejam levados ao conhecimento do contribuinte, bem assim reaberto seu prazo de defesa em razão da DD, podendo este apresentar nova defesa, defesa complementar, manifestação em razão da MF, pagar o crédito ou ainda incluílo em parcelamento. Remetendose após estes autos à DRJ jurisdicionante para prolação de nova decisão de primeiro grau, tendo ou não o contribuinte se utilizados das prerrogativas acima, tudo em continuação e conformidade ao PAF. (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 16/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/04/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA Assinado digitalmente em 10/04/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, 11/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE L IMA
score : 1.0
Numero do processo: 35582.007073/2006-15
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Mar 15 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/07/1999 a 31/12/2000
OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. NÃO APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS RELACIONADOS COM AS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS.
Deixar a empresa de apresentar documentos relacionados com as
contribuições previdenciárias infringe o parágrafo 2° do artigo 33 da Lei 8.212/91.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2803-000.547
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Feb 18 09:00:01 UTC 2023
anomes_sessao_s : 201103
ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/07/1999 a 31/12/2000 OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. NÃO APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS RELACIONADOS COM AS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. Deixar a empresa de apresentar documentos relacionados com as contribuições previdenciárias infringe o parágrafo 2° do artigo 33 da Lei 8.212/91. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Mar 15 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 35582.007073/2006-15
anomes_publicacao_s : 201103
conteudo_id_s : 6768858
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Feb 15 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 2803-000.547
nome_arquivo_s : 280300547_35582007073200615_201103.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
nome_arquivo_pdf_s : 35582007073200615_6768858.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2011
id : 4743220
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:49 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044566405120
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1457; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 58 1 57 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 35582.007073/200615 Recurso nº 250.913 Acórdão nº 280300.547 – 3ª Turma Especial Sessão de 16 de março de 2011 Matéria AUTO DE INFRAÇÃO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS EM GERAL. Recorrente EBMA EMPRESA BRASILEIRA DE MEIO AMBIENTE S/A. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/07/1999 a 31/12/2000 OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. NÃO APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS RELACIONADOS COM AS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. Deixar a empresa de apresentar documentos relacionados com as contribuições previdenciárias infringe o parágrafo 2° do artigo 33 da Lei 8.212/91. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 12/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 03/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA 2 Relatório Trata de auto de infração lavrado em desfavor do recorrente, originado em virtude do descumprimento do art. 33, § 2º da Lei n ° 8.212/1991, com a multa punitiva aplicada conforme dispõe o art. 283, II, “j” do RPS – Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n ° 3.048/1999. Segundo a fiscalização previdenciária, o recorrente não apresentou os Livro Diário e Livro Razão do período de 07/1999 a 12/2000, conforme Relatório Fiscal da Infração (fls. 05/06). O contribuinte tomou ciência da autuação em 05/12/2006, fls. 17. Inconformado apresentou impugnação às folhas 19 a 22 e 27 a 30. A decisão do órgão julgador de primeira instância administrativa fiscal confirmou a procedência do lançamento, fls. 35 a 37. O contribuinte tomou ciência da decisão em 08/01/2007, fls. 38, inconformado interpôs recurso em 09/02/20007, às folhas 44 a 52., alegando em síntese: requer o reconhecimento da improcedência da autuação, ante a impossibilidade de se exigir qualquer documento de origem contábil pertinente às competências anteriores a NOV/2001, com fundamento no artigo 150, § 4 º do Código Tributário Nacional e no julgado do CRPS transcrito nos autos; o interesse em promover sustentação oral, sendo que a intimação para tal data deverá ser encaminhada ao escritório do subscritor da presente, situado na Rua Itápolis, n º 821, Pacaembu, Capital/SP, telefone 36636310. É o Relatório. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 12/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 03/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 35582.007073/200615 Acórdão n.º 280300.547 S2TE03 Fl. 59 3 Voto Conselheiro Helton Carlos Praia de Lima, Relator O Recurso Voluntário é tempestivo, fls. 55, e preenche todos os requisitos de admissibilidade, razão pela qual, passo a analisálo. Quanto à questão preliminar relativa à fluência do prazo decadencial, a mesma deve ser analisada. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n º 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212 de 1991, nestas palavras: Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Conforme previsto no art. 103A da Constituição Federal a Súmula de n º 8 vincula toda a Administração Pública, devendo este Colegiado aplicála. Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n º 8.212, há que serem observadas as regras previstas no CTN. As contribuições previdenciárias são tributos lançados por homologação, assim devem, em regra, observar o disposto no art. 150, parágrafo 4o do CTN. Contudo, em se tratando de lançamento de ofício para aplicar penalidade pecuniária (multa isolada por descumprimento de obrigação acessória), previsto no art. 149, inciso VI do CTN, há que se observar sempre a regra do art. 173, inciso I, do CTN. A Segunda Turma do STJ, por unanimidade, entende que a exação fiscal em decorrência do art. 173, inciso I, do CTN, só pode ser exigida e lançada após a ocorrência do fato gerador. São os transcritos do voto: Processo EEARES 200401099782EEARES – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL – 674497 , Relator(a) MAURO CAMPBELL MARQUES , Órgão julgador SEGUNDA TURMA , Fonte DJE DATA:26/02/2010 Fl. 3DF CARF MF Emitido em 12/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 03/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA 4 Ementa PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. RECOLHIMENTOS NÃO EFETUADOS E NÃO DECLARADOS. ART.173, I, DO CTN. DECADÊNCIA. ERRO MATERIAL. OCORRÊNCIA. ACOLHIMENTO. EFEITOS MODIFICATIVOS. EXCEPCIONALIDADE. 1. Tratase de embargos de declaração opostos pela Fazenda Nacional objetivando afastar a decadência de créditos tributários referentes a fatos geradores ocorridos em dezembro de 1993. 2. Na espécie, os fatos geradores do tributo em questão são relativos ao período de 1º a 31.12.1993, ou seja, a exação só poderia ser exigida e lançada a partir de janeiro de 1994. Sendo assim, na forma do art.173, I, do CTN, o prazo decadencial teve início somente em 1º.1.1995, expirandose em 1º.1.2000. Considerando que o auto de infração foi lavrado em 29.11.1999, temse por não consumada a decadência, in casu. 3. Embargos de declaração acolhidos, com efeitos modificativos, para dar parcial provimento ao recurso especial. Data da Decisão 09/02/2010, Data da Publicação 26/02/2010 No presente caso o contribuinte tomou ciência da autuação em 05/12/2006, fls. 17. A obrigação não restou adimplida, no que concerne aos fatos geradores ocorridos no período de 07/1999 a 12/2000 (fls. 05/06). Deste modo, a regra decadencial aplicável ao caso concreto é a prevista no artigo 173, inciso I, do CTN. A competência mais recente (12/2000) decairia somente em dezembro de 2006, pois o vencimento da mesma sendo em janeiro de 2001 (quando poderia ser exigida a obrigação), a contar de 1o de janeiro de 2002 fluiria o prazo de cinco anos, o que findaria em 01/01/2007. Contudo, o valor da multa é indivisível, sendo um valor fixo não haverá alteração do quantum devido. Uma vez que não foram apresentados documentos e prestados esclarecimentos à fiscalização em período não decadente (dezembro de 2000), esses sustentam o levantamento realizado. O crédito tributário encontrase revestido das formalidades legais do art. 142 e § único, e arts. 97 e 115, todos do CTN, com a descrição da infração e dispositivo legal infringido, o valor da multa aplicada e sua fundamentação legal, período apurado, relatório fiscal da infração e da aplicação da multa, as Instrução para o Contribuinte – IPC; a identificação do contribuinte, identificação do Auditor Fiscal notificante, e demais informações constantes das folhas 01 a 16, bem como, lavrado de acordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam o assunto, consoante o artigo 33 da Lei n° 8.212/91. Não há necessidade de citação pessoal dos procuradores quanto a data da sessão do julgamento do processo com intuito de promoverem sustentação oral. Os dias das sessões são publicados no Diário Oficial da União DOU e no sítio do CARF (https://carf.fazenda.gov.br), com antecedência, informando local e horário. Tais direitos são garantidos e encontramse respaldados no parágrafo único do art. 55 e art. 58, inciso II, do Regimento Interno do CARF, aprovado pela portaria MF n º 256, de 22 de junho de 2009, como segue: Art. 55. A pauta da reunião indicará: ... Fl. 4DF CARF MF Emitido em 12/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 03/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 35582.007073/200615 Acórdão n.º 280300.547 S2TE03 Fl. 60 5 Parágrafo único. A pauta será publicada no Diário Oficial da União com 10 (dez) dias de antecedência e divulgada no sítio do CARF na Internet. ... Art. 58. Anunciado o julgamento de cada recurso, o presidente dará a palavra, sucessivamente: I ao relator, para leitura do relatório; II ao recorrente ou ao seu representante legal para, se desejar, fazer sustentação oral por 15 (quinze) minutos, prorrogáveis por igual período; ... CONCLUSÃO: Pelo exposto, voto por indeferir o pedido de citação pessoal do contribuinte para promover sustentação oral e negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Fl. 5DF CARF MF Emitido em 12/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 03/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 13128.000094/2001-11
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2005
Numero da decisão: 303-01.029
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Conselheiro relator.
Matéria: ITR - notific./auto de infração eletrônico - valor terra nua
Nome do relator: ZENALDO LOIBMAN
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : ITR - notific./auto de infração eletrônico - valor terra nua
dt_index_tdt : Sat Dec 17 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200504
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2005
numero_processo_s : 13128.000094/2001-11
anomes_publicacao_s : 200504
conteudo_id_s : 6724594
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Dec 14 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 303-01.029
nome_arquivo_s : 30301029_13128000094200111_200504.pdf
ano_publicacao_s : 2005
nome_relator_s : ZENALDO LOIBMAN
nome_arquivo_pdf_s : 13128000094200111_6724594.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Conselheiro relator.
dt_sessao_tdt : Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2005
id : 4627261
ano_sessao_s : 2005
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:27 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044568502272
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: Resolução nº 303-01.029; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2016-12-26T12:12:31Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: Resolução nº 303-01.029; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: Resolução nº 303-01.029; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2016-12-26T12:12:31Z; created: 2016-12-26T12:12:31Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2016-12-26T12:12:31Z; pdf:charsPerPage: 993; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2016-12-26T12:12:31Z | Conteúdo => , j _ ' , • . j" . "..RESOL VEM :qs~Membrosda Tercei,ri Gâmarado T~rêeirq. :!/Conselho'de Contribuintes, por unanimidade de votos., converter' o julgarnentodo jecurso em diligência nos termos do voto do conselheiro relator., ' :,' . . '. ", .' : ...' • I ••• , , I " . . ~.'. " '.. ,'o • 0,., . \. I, " . \ , j I. . "; i , .," .' .; .-....,. ,', " ../, \ '- . t" I I, ( \ . ~.. ,', . \, \ /' , \ '> \ : \. ", ",' ;,' • ! . ,. , ( J, ( .' " ' ~. I _J J, \ . -"'" '13128,.000094/2001-11 ' ';. 128178 o , ., ' .•. 14' de abril d.e 2'005 , ", ANtÔNIO FERNANDO OLIVEIRA GONÇALVES DRJ/BRASÍLIA/DF, ' ' .' , r '" .. . .. '\ .' I' \ ' . ~ . . I' \ < " '. t Yistos, relatad'ose ,discutidos os pre,sent~s autos. , ;R~Es' O 'I:"'U ç 'Ã O Nº 30}~Ól.Ó29 , , ' '. '-r " .. ~~,Presldente ! ' , ;' ' \, '. ,,' I ~ MINISTERIODA FAZENDA " TERCEIRO CONSELI.IO'1)E CONTRIBUI~TES: TERCEIRA CÂMARA ".' ;' ' , .. ,. ., . " ~ , \ , \ o'. \ .: ," . ",' \' ,.;.. .~' • • •• ~ I .' • .' Participaram, ainda, do presente juigamentó,os~Con'Selheiros:,:Nanci. Gama:, SérgiQ de.Castro Neves; Silviô Marcos BarceÍos. Fiúza,"MarcielEderCosta, NiÍtón Luiz _BartoÚ e Tarásio,Campélo ~orges.,' '," ..' . " , (.' . ' '..•~' " , ,DM " ' Proêesso,n~ . ,RecuI:'so' n°, Sessão de' , ,J Recoáente Recorrida '. / \ ' , , / Irresignada com a decisão a quo a interessada comparece tempestivamente àos autos para apresentar seu recurso. voluntário, ao Conselho de Contribuintes nos termos apresentados às fls. 38: A 1a Turma de Julgamento da DRJ/BSA julgou, por unanimida~e de votos, procedente em parte o lançamento, para considerar às alterações cadastrais relativas aos quadros 04e 05 da DITR/94 (extrato de fls.12).' I .. RELATÓRIO E VOTO, 13128.000094/2001-11 303-01.029 A decisão de primeira instância fez questão de ressalt~r que a aceitação das áreas de preservação permanente e de reserva legal não dispensa o interessado da devida regularização dessas áreas perante o IBAMAou órgão ambiental do Estado de Goiás para poder fazer jus à exclusão da tributação do ITR a partir de 1997"nos termos da IN SRF 43/97 ela redação dada p'elaJN SRF 67/97. Considerou que a certidão do CRI competente comprova a averbação de área de 'reserva legal de 486,5 hectares em 22.03.1994. Porém como a área de reserva legal indicada no laudo técnico foi de apenas 353,3 hectares, cOITt1Spondendoa 20% da área total do imóvel, a DRJ decidiu reduzir a área de preservação permanente antes indicada de 947,0 hectares para 813,8 hectares, sob a alegação de que o aumento da área de reserva legal na certidão se deu com a redução da' área de preservação permanente e não com a área de pastagem nativa. As ~lterações autorizadas foram especifioadas no qu~dro exposto às fls. 31, e conforme se vê, indicam também uma redução da área de pastagem nativa de 995,2 hectares para 163,3 hectares. I ,Para comprovar a área de reservaJegal anexou a certidão de fls. 05 e para comprovar as demais áreas distrib1,1Ídasdo imóvel, apresentou o laudo técnico de fls. 08, emitido pelo Eng.Agrônomo Rodrigo Roriz de.Arruda Leite, acompanhado da ART do CREA-GQ (fl. 09). 2 Exige-se do interessado em epígrafe identificado, o pagamento do ITR/1995 no valor total de R$ 15.259,69, conforme extratos de fls. 19/20, relativo ao imóvel rural "Fazenda Funil", cadastrado na SRF sob o código n°,4297333-3, com área total de 1.766,6 hectares, situado no município de Mimoso de Goiás '\ GO.i ,- Depois de ser cientificado dQ resultado desfavorável da SRL, conforme fls. 01/03; o interes'sadá impugnoú o lançamento' alegando, em síntese, que os dados cadastrais informados na DITR/94 estavam equivocados. . Processo n° Resolução n° É'o. relatório . B :- Quadro. 05 - Info.rm. so.bre Áreas de Criação. Ahimal Item 33 - Pastag: Nativa de: 995,2 há para: 163,3,há. para: 813,8 ha para: 486;5 ha para: 1.300,3 ha para: 1.303,3 ha para: 463,3 ha de: 353,4 ha de: 115,0 ha de: 468,4 ha de: 471,4 há de: 1.295,2'ha -' 13b8.000094/2001-11 ' 303-01.029 Item 22 - PreserVoPerm. " 23 - Reserva Legal " 26 - So.ma/Isentas " 31 - T.Inapro.veit. " 32 -T.Apro.veit. "w..r", 'V~ A - Quadro 04 - Distribuição. da Área no. Imóvel. ' . Estão. presentes o.S requisitos de" admissibilidade para' o. recurso., trata-se de matéria, da co.mpetênciá. dessa Câmara do. TerceÍro. Co.nse1ho. de Co.ntribuintes, e fo.i apresentado. tempestivamente.Vamo.s-ap mérito.. A questão. é sobejamente co.nhecida do.Co.nse1ho.de Co.ntribuintes.O mérito. se resume a estabelecer qual o. grau de utilização. "do.imóve1"po.sto. que é daí que surge a alíquo.ta aplicável. ' Em resumo. não.,se co.nf~rma co.m a alíquo.ta :;tpo.ntadaapós"a decisão de primeira instânbia, entende que em vez de 0,80% deveria ser de 0,20%. \ '. ~\, . '. . ""Odespacho. de fls. 63 atesta a efetivação. do. arro.1amento.de bens em garantia ao.recurso.,;vo.1untário.. Diz que no. ano. co.rrespo.ndente ao. ITRJ95 uti1izo.u100% ,da área apro.veitáve1, sendo. 163,30 ha de pastagem nativa e 300,0 ha de pastagem plantada, para criação. de 162 animais.adulto.s e 14J animais de médio. po.rte. So.1icita que se o.bserve a evo.1ução.do.'rebanho. cpmprovado. na declaração. do ITR/97. Pede a refo.rma da:decisão. reco.rrida. Por o.utro.lado. co.nstava na DITR/94 a info.rmação. de um rebanho. de 120 ~abeças de grande po.rte, o.laudo. técnico. é o.misso.quanto. ao.rebanho. e o.recurso, 3 "Processo. n° Reso.1ução.n° - Vamo.s iniciar no.ssa' análise a partir do.s quadros 04 e 05 definido.s "pela decisão. reco.rrida. . As alterações auto.rizadas foram: ' o laudo. técnico. de fls. 08 indica a existência de área de pastagem plantada' de 300,0 ha e de pastagem nativa de' 163,30 ha. A decisão. reco.rrida 1aco.nicamente reduziu aI áre~ de pastagem nativa de 995,2 ha para 163,3 ha sem maio.res explicações. ' voluntário .apenas afirma sem suporte documental que no ano de 1995 havia na propriedade em foco um rebanho de. 163 animais adultos (seriam de grande. porte?) e 143 animais de médio porte As informações relativas à DITR/97 não permitem a convicção sobre o rebanho médio existente ao longo do ano de 1994. A área de pastagem a ::;er aceita depende diretamente' da informação precisa' quanto ao rebanho existente no período sob análise. ' 4 \ ~ LOIBMAN - Relator , . 13128.000094/2001': 11 .- 303'-01.029 É como voto. . , Sala das sessões, em 14 de abril de 2005 .. \ Proponho que se converta o presente julgamento em diligência para que a repartição de origem intime o interessado a apresentar comprovação documental quanto ao rebanho existente ao longo do ano de 1994, informando, de preferência com base em registros de vacinação obrigatórios, o planteI inÍcial, os registros de nascimentos e baixas (morte, alienação, etc). ocorridos ao longo' do período,' mês a mês. Pode o interessado juntar também Outros documentos que possam atestar a existência de rebanho na propriedade, o nOde cabeçàs, distinguindo as de grande porte e as de médio porte. . Processo nO Resolução n° 00000001 00000002 00000003 00000004
score : 1.0
Numero do processo: 10735.003440/2007-62
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 11 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 2003
DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS POR DECLARAÇÃO DO PROFISSIONAL PRESTADOR.
Restabelece-se a dedução de despesas médicas lastreadas em declaração firmada por profissional que confirma a autenticidade dos recibos e a efetiva prestação dos serviços, se nada mais há nos autos que desabone tais documentos.
Recurso Provido
Numero da decisão: 2802-001.755
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário para restabelecer R$ R$ 12.000,00 (doze mil reais) de dedução de despesas médicas, nos termos do voto do relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
dt_index_tdt : Sat Dec 24 09:00:01 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201207
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Ano-calendário: 2003 DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS POR DECLARAÇÃO DO PROFISSIONAL PRESTADOR. Restabelece-se a dedução de despesas médicas lastreadas em declaração firmada por profissional que confirma a autenticidade dos recibos e a efetiva prestação dos serviços, se nada mais há nos autos que desabone tais documentos. Recurso Provido
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
numero_processo_s : 10735.003440/2007-62
conteudo_id_s : 6732233
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Dec 23 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2802-001.755
nome_arquivo_s : 280201755_10735003440200762_201207.pdf
nome_relator_s : GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ
nome_arquivo_pdf_s : 10735003440200762_6732233.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário para restabelecer R$ R$ 12.000,00 (doze mil reais) de dedução de despesas médicas, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Wed Jul 11 00:00:00 UTC 2012
id : 4578584
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:13 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044582133760
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-09-19T14:50:18Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2019-09-19T14:50:18Z; Last-Modified: 2019-09-19T14:50:18Z; dcterms:modified: 2019-09-19T14:50:18Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:360a6106-df01-428a-96b7-9d522ad7173f; Last-Save-Date: 2019-09-19T14:50:18Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-09-19T14:50:18Z; meta:save-date: 2019-09-19T14:50:18Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-09-19T14:50:18Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2019-09-19T14:50:18Z; created: 2019-09-19T14:50:18Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2019-09-19T14:50:18Z; pdf:charsPerPage: 1800; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:created: 2019-09-19T14:50:18Z | Conteúdo => S2TE02 Fl. 100 1 99 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10735.003440/200762 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2802001.755 – 2ª Turma Especial Sessão de 11 de julho de 2012 Matéria IRPF Recorrente FERNANDO GESULADI FAGUNDES Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2003 DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS POR DECLARAÇÃO DO PROFISSIONAL PRESTADOR. Restabelecese a dedução de despesas médicas lastreadas em declaração firmada por profissional que confirma a autenticidade dos recibos e a efetiva prestação dos serviços, se nada mais há nos autos que desabone tais documentos. Recurso Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário para restabelecer R$ R$ 12.000,00 (doze mil reais) de dedução de despesas médicas, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández Relator. EDITADO EM: 20/07/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martín Fernández, Jaci de Assis Junior, Carlos André Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite e Sidney Ferro Barros. Fl. 102DF CARF MF Impresso em 21/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 20/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por JORGE CLA UDIO DUARTE CARDOSO 2 Relatório Tratase de Notificação de Lançamento de Imposto de Renda, ano calendário 2004 (fls. 2/5), no qual se constatou a dedução indevida de despesas médicas no valor total de R$ 48.058,00 (fl. 5). Após a revisão da declaração, foi apurado o imposto suplementar de 13.215,95, a resultar em crédito tributário no valor de R$ 29.836,32 já acrescido de multa de oficio e juros de mora. Apreciada a Impugnação, o crédito tributário foi mantido em parte por ocasião da decisão da 1ª instância (fls. 79/82), sob o fundamento de que o recibo emitido por Berenice Cristina Olimpio Werlang referente a tratamento médico (fl. 16) e os recibos emitidos por Tatiana Marques Mello referentes a tratamento odontológico (fls. 21/26), não podem ser considerados como documentos hábeis e idôneos para a comprovação dos respectivos pagamentos, por ausente o endereço dos profissionais e, por conseguinte, por não preencherem os requisitos legais exigidos. De igual modo, os recibos relativos a tratamento fisioterápico emitidos por Laís Helena Santos Nogueira Bonfim (fl. 19) e Rita de Cássia Silva Gonçalves Altunian (fl. 35) não atendem as exigências estabelecidas na legislação de regência por não indicarem o endereço das respectivas fisioterapeutas, assim comprovadas apenas as despesas médicas no montante de R$ 31.000,00 através de documentos hábeis e idôneos (fls. 19, 29/33 e 35). Nas razões de Voluntário (fls. 92) o Recorrente apresenta declarações da profissional Tatiana Marques Mello (fl. 8588) e de Berenice Cristina Werlang (fl. 89), nas quais são supridas as exigências feitas pela legislação. Era o der essencial a ser relatado. Passo a decidir. Voto Conselheiro German Alejandro San Martín Fernández, Relator Por tempestivo e presentes os demais pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso. Reconheço a dedutibilidade das despesas médicas devidamente comprovadas com as profissionais Tatiana Marques Mello (fl. 8588) e Berenice Cristina Werlang (fl. 89). Nesse sentido já decidiu esta C. 2ª Turma Especial, no Acórdão n. 2802 00.402, em 27/07/2010, relatoria do i. Conselheiro Sidney Ferro Barros: COMPROVAÇÃO DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS POR DECLARAÇÃO DO PROFISSIONAL PRESTADOR. Restabelecese a dedução de despesas médicas lastreadas em recibos firmados por profissional que confirma a autenticidade destes e a efetiva prestação dos serviços por meio de declaração Fl. 103DF CARF MF Impresso em 21/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 20/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por JORGE CLA UDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10735.003440/200762 Acórdão n.º 2802001.755 S2TE02 Fl. 101 3 com firma reconhecida apresentada pelo contribuinte, se nada mais há nos autos que desabone tais documentos. Em prol da verdade material, o fato da prova não ter sido feita em momento oportuno, não impede que este órgão julgador as aprecie e lhe reconheça a validade. Este E. Conselho já decidiu: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL – PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL NULIDADE A não apreciação de documentos juntados aos autos depois da impugnação tempestiva e antes da decisão fere o princípio da verdade material, com ofensa ao princípio constitucional da ampla defesa. No processo administrativo predomina o princípio da verdade material, no sentido de que aí se busca descobrir se realmente ocorreu ou não o fato gerador, pois o que está em jogo é a legitimidade da tributação. O importante é saber se o fato gerador ocorreu e se a obrigação teve seu nascimento. Preliminar acolhida. Recurso provido Acórdão n.º 10319.789, 3ª Câmara do 1º Conselho de Contribuintes, prolatado em 08 de dezembro de 1998, relatora Conselheira Sandra Maria Dias Nunes. No mesmo sentido, Alberto Xavier : “afronta ao princípio da ampla defesa e da verdade material qualquer restrição ao exercício do direito à prova em função da fase do processo, desde que anterior à decisão final tomada na segunda instância”.(Princípios do Processo Administrativo e Judicial Tributário, 1ª ed. Rio de Janeiro: Forense, 2005, p.160). Ex positis, conheço do recurso e no mérito lhe dou parcial provimento, para reconhecer a dedutibilidade das despesas com as profissionais Tatiana Marques Mello e Berenice Cristina, no valor total de R$ 12.000,00. É como voto. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández Fl. 104DF CARF MF Impresso em 21/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 20/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por JORGE CLA UDIO DUARTE CARDOSO 4 Fl. 105DF CARF MF Impresso em 21/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 20/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por JORGE CLA UDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10735.003440/200762 Acórdão n.º 2802001.755 S2TE02 Fl. 102 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão em epígrafe. Brasília/DF, 20 de julho de 2012 (assinado digitalmente) JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Presidente Segunda Turma Especial da Segunda Câmara/Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 106DF CARF MF Impresso em 21/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 20/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por JORGE CLA UDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 10925.000470/2009-41
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/01/2007 a 31/03/2007
PRINCÍPIOS DA VERDADE MATERIAL, DO INFORMALISMO
MODERADO E DA AMPLA DEFESA. OFENSA. INOCORRÊNCIA.
Inocorre ofensa aos princípios da verdade material, do informalismo moderado e da ampla defesa quando a Administração tributária atua em conformidade com a legislação tributária, material e processual, bem como com as informações e os elementos probatórios presentes nos autos.
ÔNUS DA PROVA.
O ônus da prova recai sobre a pessoa que alega o fato modificativo, extintivo ou impeditivo do direito.
ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
SOCIAL - COFINS
Período de apuração: 01/01/2007 a 31/03/2007
NÃO CUMULATIVIDADE. CREDITAMENTO. INSUMOS.
Na não cumulatividade das contribuições sociais, o elemento de valoração é o total das receitas auferidas, o que engloba todo o resultado das atividades que constituem o objeto social da pessoa jurídica, e o direito ao creditamento alcança todos os bens e serviços, úteis ou necessários, utilizados como insumos diretamente na produção, e desde que efetivamente absorvidos no
processo produtivo que constitui o objeto da sociedade empresária.
MATERIAL DE EMBALAGEM. DIREITO AO CRÉDITO.
No regime da não cumulatividade da contribuição para o PIS e da Cofins, há direito à apuração de créditos sobre as aquisições de bens utilizados na embalagem para transporte, cujo objetivo é a preservação das características do produto vendido.
MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NA PRODUÇÃO.
SERVIÇOS DE MANUTENÇÃO. DIREITO A CRÉDITO.
Os valores referentes a serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, para manutenção das máquinas e equipamentos empregados na produção de bens destinados à venda podem compor a base de cálculo dos créditos a serem descontados da contribuição não cumulativa, desde que respeitados todos os demais requisitos legais atinentes à espécie.
BENS DO ATIVO IMOBILIZADO. MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
UTILIZADOS NA PRODUÇÃO. DEPRECIAÇÃO. BENFEITORIAS E
EDIFICAÇÕES. AMORTIZAÇÃO. DIREITO A CRÉDITO.
Em relação aos bens do ativo imobilizado, com expectativa de utilização no processo produtivo por mais de um ano, os créditos serão calculados com base no valor do encargo de depreciação incorrido no período, observados os demais requisitos exigidos pela lei. Quanto às edificações e benfeitorias utilizadas nas atividades da empresa, o crédito decorre dos encargos de
amortização.
CREDITAMENTO. BENS CONSUMIDOS DURANTE O PROCESSO
PRODUTIVO. INSUMOS.
Dão direito a crédito as aquisições de insumos consumidos durante o processo produtivo na marcação das matérias-primas e dos produtos finais fabricados, bem como na proteção das máquinas utilizadas no setor produtivo.
Numero da decisão: 3803-003.214
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade arguida e, no mérito, em dar parcial provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: HELCIO LAFETA REIS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 04 09:00:01 UTC 2023
anomes_sessao_s : 201207
ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2007 a 31/03/2007 PRINCÍPIOS DA VERDADE MATERIAL, DO INFORMALISMO MODERADO E DA AMPLA DEFESA. OFENSA. INOCORRÊNCIA. Inocorre ofensa aos princípios da verdade material, do informalismo moderado e da ampla defesa quando a Administração tributária atua em conformidade com a legislação tributária, material e processual, bem como com as informações e os elementos probatórios presentes nos autos. ÔNUS DA PROVA. O ônus da prova recai sobre a pessoa que alega o fato modificativo, extintivo ou impeditivo do direito. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/01/2007 a 31/03/2007 NÃO CUMULATIVIDADE. CREDITAMENTO. INSUMOS. Na não cumulatividade das contribuições sociais, o elemento de valoração é o total das receitas auferidas, o que engloba todo o resultado das atividades que constituem o objeto social da pessoa jurídica, e o direito ao creditamento alcança todos os bens e serviços, úteis ou necessários, utilizados como insumos diretamente na produção, e desde que efetivamente absorvidos no processo produtivo que constitui o objeto da sociedade empresária. MATERIAL DE EMBALAGEM. DIREITO AO CRÉDITO. No regime da não cumulatividade da contribuição para o PIS e da Cofins, há direito à apuração de créditos sobre as aquisições de bens utilizados na embalagem para transporte, cujo objetivo é a preservação das características do produto vendido. MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NA PRODUÇÃO. SERVIÇOS DE MANUTENÇÃO. DIREITO A CRÉDITO. Os valores referentes a serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, para manutenção das máquinas e equipamentos empregados na produção de bens destinados à venda podem compor a base de cálculo dos créditos a serem descontados da contribuição não cumulativa, desde que respeitados todos os demais requisitos legais atinentes à espécie. BENS DO ATIVO IMOBILIZADO. MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NA PRODUÇÃO. DEPRECIAÇÃO. BENFEITORIAS E EDIFICAÇÕES. AMORTIZAÇÃO. DIREITO A CRÉDITO. Em relação aos bens do ativo imobilizado, com expectativa de utilização no processo produtivo por mais de um ano, os créditos serão calculados com base no valor do encargo de depreciação incorrido no período, observados os demais requisitos exigidos pela lei. Quanto às edificações e benfeitorias utilizadas nas atividades da empresa, o crédito decorre dos encargos de amortização. CREDITAMENTO. BENS CONSUMIDOS DURANTE O PROCESSO PRODUTIVO. INSUMOS. Dão direito a crédito as aquisições de insumos consumidos durante o processo produtivo na marcação das matérias-primas e dos produtos finais fabricados, bem como na proteção das máquinas utilizadas no setor produtivo.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
numero_processo_s : 10925.000470/2009-41
conteudo_id_s : 6785152
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Mar 03 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 3803-003.214
nome_arquivo_s : 380303214_10925000470200941_201207.pdf
nome_relator_s : HELCIO LAFETA REIS
nome_arquivo_pdf_s : 10925000470200941_6785152.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade arguida e, no mérito, em dar parcial provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Tue Jul 17 00:00:00 UTC 2012
id : 4576199
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:10 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044589473792
conteudo_txt : Metadados => date: 2014-07-14T16:35:36Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2014-07-14T16:35:36Z; Last-Modified: 2014-07-14T16:35:36Z; dcterms:modified: 2014-07-14T16:35:36Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:72b99cf8-b481-44ee-a1d0-2f1028afe40c; Last-Save-Date: 2014-07-14T16:35:36Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2014-07-14T16:35:36Z; meta:save-date: 2014-07-14T16:35:36Z; pdf:encrypted: true; modified: 2014-07-14T16:35:36Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2014-07-14T16:35:36Z; created: 2014-07-14T16:35:36Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 25; Creation-Date: 2014-07-14T16:35:36Z; pdf:charsPerPage: 2205; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:created: 2014-07-14T16:35:36Z | Conteúdo => S3TE03 Fl. 1 1 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10925.000470/200941 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 380303.214 – 3ª Turma Especial Sessão de 17 de julho de 2012 Matéria COFINS NÃO CUMULATIVA RESSARCIMENTO/COMPENSAÇÃO Recorrente SINCOL S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2007 a 31/03/2007 PRINCÍPIOS DA VERDADE MATERIAL, DO INFORMALISMO MODERADO E DA AMPLA DEFESA. OFENSA. INOCORRÊNCIA. Inocorre ofensa aos princípios da verdade material, do informalismo moderado e da ampla defesa quando a Administração tributária atua em conformidade com a legislação tributária, material e processual, bem como com as informações e os elementos probatórios presentes nos autos. ÔNUS DA PROVA. O ônus da prova recai sobre a pessoa que alega o fato modificativo, extintivo ou impeditivo do direito. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/2007 a 31/03/2007 NÃO CUMULATIVIDADE. CREDITAMENTO. INSUMOS. Na não cumulatividade das contribuições sociais, o elemento de valoração é o total das receitas auferidas, o que engloba todo o resultado das atividades que constituem o objeto social da pessoa jurídica, e o direito ao creditamento alcança todos os bens e serviços, úteis ou necessários, utilizados como insumos diretamente na produção, e desde que efetivamente absorvidos no processo produtivo que constitui o objeto da sociedade empresária. MATERIAL DE EMBALAGEM. DIREITO AO CRÉDITO. No regime da não cumulatividade da contribuição para o PIS e da Cofins, há direito à apuração de créditos sobre as aquisições de bens utilizados na embalagem para transporte, cujo objetivo é a preservação das características do produto vendido. Fl. 569DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS 2 MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NA PRODUÇÃO. SERVIÇOS DE MANUTENÇÃO. DIREITO A CRÉDITO. Os valores referentes a serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, para manutenção das máquinas e equipamentos empregados na produção de bens destinados à venda podem compor a base de cálculo dos créditos a serem descontados da contribuição não cumulativa, desde que respeitados todos os demais requisitos legais atinentes à espécie. BENS DO ATIVO IMOBILIZADO. MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NA PRODUÇÃO. DEPRECIAÇÃO. BENFEITORIAS E EDIFICAÇÕES. AMORTIZAÇÃO. DIREITO A CRÉDITO. Em relação aos bens do ativo imobilizado, com expectativa de utilização no processo produtivo por mais de um ano, os créditos serão calculados com base no valor do encargo de depreciação incorrido no período, observados os demais requisitos exigidos pela lei. Quanto às edificações e benfeitorias utilizadas nas atividades da empresa, o crédito decorre dos encargos de amortização. CREDITAMENTO. BENS CONSUMIDOS DURANTE O PROCESSO PRODUTIVO. INSUMOS. Dão direito a crédito as aquisições de insumos consumidos durante o processo produtivo na marcação das matériasprimas e dos produtos finais fabricados, bem como na proteção das máquinas utilizadas no setor produtivo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade arguida e, no mérito, em dar parcial provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, Jorge Victor Rodrigues, Juliano Eduardo Lirani e João Alfredo Eduão Ferreira. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto para se contrapor à decisão da DRJ Florianópolis/SC, que julgou apenas parcialmente procedente a Manifestação de Inconformidade do contribuinte, esta apresentada em oposição ao despacho decisório da Fl. 570DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10925.000470/200941 Acórdão n.º 380303.214 S3TE03 Fl. 2 3 repartição de origem que homologara em parte a compensação pleiteada por meio de PER/DCOMPs, cujo direito creditório reclamado monta o valor de R$ 5.062,46. Submetidos os pedidos à apreciação da repartição de origem, esta, amparada em esclarecimentos prestados pela pessoa jurídica e em documentos fiscais apresentados, homologou parcialmente a compensação pleiteada, tendo sido constatados pela Fiscalização os seguintes fatos: a) a atividade da sociedade empresária é a produção de portas de madeira; b) somente foram considerados insumos para fins de creditamento as matériasprimas, os produtos intermediários, o material de embalagem – este somente em relação às embalagens de apresentação – e os serviços e outros bens que, efetivamente aplicados ou consumidos na produção, tenham sofrido alterações durante o processo produtivo e tenham sido adquiridos de pessoa jurídica domiciliada no País; c) as glosas efetuadas referiramse a insumos que não se agregaram aos produtos produzidos ou aos serviços prestados, não se configurando como aplicados ou consumidos diretamente na produção; d) os produtos e serviços identificados como “serviço de engenharia mecânica, serviço de revestimento de borracha, válvula eletrônica de potência, módulo aplicador etc.” foram considerados como “imobilizáveis”, passíveis de depreciação, tendo em vista que contribuem para mais de um exercício; e) as embalagens utilizadas exclusivamente para o transporte de mercadorias não compõem o processo de industrialização, em razão do que não foram acolhidos os créditos decorrentes das aquisições de fita adesiva, fita uniflec, filme película (STRETCH), película polietileno com impressão, embalagem para parquet, chapas de papelão sem dobras e sem impressão, embalagem de papelão (fundo e tampo), sacos plásticos, tiras de papelão, fita gomada perfurada, embalagem plástica, embalagem papelão (bobina) etc.; f) glosaramse, também, a título de insumos, outros materiais que não se agregam aos produtos produzidos, constituindose, embora necessários ao processo produtivo, gastos normais ou necessários às atividades empresariais, a exemplo de: lápis estaca vermelho, lápis estaca preto, tapete plástico, labels, leibls, identificador de pacotes, colmeia, solução de limpeza, marcador esferográfico, selo personalizado, locação de retroescavadeira, serviço de guindaste, revestimento de roda com elastropene, giz escolar, etiquetas adesivas, etc.; g) desconsideraramse, ainda, valores outros computados indevidamente como insumos importados, os insumos não sujeitos à incidência das contribuições e as aquisições submetidas ao drawback ou referentes a serviços internacionais de courier; h) foram glosados os encargos de depreciação decorrentes de bens não utilizados na produção. A autoridade administrativa de origem acolheu as constatações da Fiscalização, tendo, por meio de despacho decisório, homologado parcialmente as compensações pleiteadas. Fl. 571DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS 4 Cientificado, o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade e requereu o reconhecimento total dos créditos pleiteados, alegando, aqui apresentado de forma sucinta, o seguinte: 1) ofensa ao princípio da não cumulatividade, tendo em vista que a lei ordinária não poderia dispor sobre a não cumulatividade das contribuições em razão do status constitucional impingido pela Emenda Constitucional nº 42/2003, inexistindo no texto constitucional qualquer limite a sua operacionalização; 2) considerando que as contribuições incidem sobre a totalidade das receitas, os créditos decorrentes também devem ser calculados sobre os custos e despesas gerais e necessários à obtenção da receita; 3) de acordo com a legislação, os créditos são calculados sobre os bens e serviços utilizados na linha de produção, necessários à obtenção dos produtos finais; 4) nas regras aplicáveis à Cofins e ao PIS não cumulativos, inexiste distinção entre “embalagens de apresentação” e “embalagens de transporte”; 5) diferentemente do alegado pela Fiscalização, houve, sim, glosas em relação a embalagens de apresentação; 6) as embalagens para transporte, em face da impossibilidade de sua reutilização, são insumos consumidos na fase final da industrialização (acondicionamento), inexistindo restrição legal à apuração de créditos em suas aquisições; 7) na glosa dos valores dos bens importados, a Fiscalização valeuse do cálculo inverso das referidas contribuições (valor do imposto pago dividido pela alíquota), sendo que o valor por ele utilizado para fins do cálculo do crédito do PIS não correspondeu ao valor da operação de importação, mas ao valor da operação de importação menos o Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI; 8) acatase a glosa de máquinas e equipamentos, mas se contrapõe à glosa de outros itens diversos destinados à manutenção de máquinas e equipamentos utilizados na fabricação de portas, itens esses que sofrem grande desgaste no processo de industrialização, necessitando de reposições regulares, assim como ocorre em relação aos serviços de manutenção, casos em que não ocorre aumento da vida útil dos equipamentos empregados na produção; 9) os outros insumos – solução de limpeza acetona, colmeia, lápis estaca, marcador esferográfico, tapete plástico e giz escolar – são próprios da indústria madereira, sendo utilizados na fabricação de portas; 10) os serviços utilizados como insumos, cuja relação elaborada pela Fiscalização engloba também outros bens utilizados como insumos, são necessários ao processo produtivo (etiqueta adesiva, selo personalizado, serviços de engenharia mecânica, identificação de pacotes, labels, leibls, revestimento de roda, locação de retroescavadeira, serviço de revestimento de borracha); 11) todas as máquinas e equipamentos, bens do ativo imobilizado, são utilizados na produção. A DRJ Florianópolis/SC julgou parcialmente procedente a manifestação de inconformidade, tendo sido o acórdão ementado nos seguintes termos: Fl. 572DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10925.000470/200941 Acórdão n.º 380303.214 S3TE03 Fl. 3 5 ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Anocalendário: 2007 REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. INSUMOS. Para efeito da nãocumulatividade das contribuições, há de se entender o conceito de insumo não de forma genérica, atrelando o à necessidade na fabricação do produto e na consecução de sua atividadefim (conceito econômico), mas adstrito ao que determina a legislação tributária (conceito jurídico), vinculando a caracterização do insumo à sua aplicação direta ao produto em fabricação. REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. EMBALAGENS. CONDIÇÕES DE CREDITAMENTO. As embalagens de apresentação geram direito aos créditos relativos as suas aquisições, sendo consideradas como tais aquelas que se integram ao produto durante o processo de industrialização e tenham como finalidade a apresentação do produto ao consumidor final, contendo rótulos destinados ao propósito de promover ou valorizar o produto. REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. PARTES E PEÇAS DE REPOSIÇÃO. CONDIÇÕES DE CREDITAMENTO. As despesas efetuadas com a aquisição de partes e peças de reposição que sofram desgaste ou dano ou a perda de propriedades fisicas ou químicas, utilizadas em máquinas e equipamentos que efetivamente respondam diretamente por todo o processo de fabricação dos bens ou produtos destinados à venda, pagas à pessoa jurídica domiciliada no Pais, geram direito à apuração de créditos a serem descontados do PIS/Pasep, desde que não estejam obrigadas a serem incluidas no ativo imobilizado, nos termos da legislação vigente. REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. ATIVO IMOBILIZADO. DEPRECIAÇÃO. CONDIÇÕES DE CREDITAMENTO. Apenas os bens do ativo permanente que estejam diretamente associados ao processo produtivo é que geram direito a crédito, a título de depreciação, no âmbito do regime da não cumulatividade. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2007 PEDIDOS DE RESTITUIÇÃO, COMPENSAÇÃO OU RESSARCIMENTO. COMPROVAÇÃO DA EXISTÊNCIA DO DIREITO CREDITORIO. ONUS DA PROVA A CARGO DO CONTRIBUINTE Fl. 573DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS 6 No âmbito especifico dos pedidos de restituição, compensação ou ressarcimento, é ônus do contribuinte/pleiteante a comprovação minudente da existência do direito creditório. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2007 ILEGALIDADE. INCONSTITUCIONALIDADE. INCOMPETÊNCIA DAS INSTANCIAS ADMINISTRATIVAS PARA APRECIAÇÃO. As autoridades administrativas estão obrigadas à observância da legislação tributária vigente no Pais, sendo incompetentes para a apreciação de arguições de inconstitucionalidade e ilegalidade de atos legais regularmente editados. Manifestação de Inconformidade Procedente em Parte Direito Creditório Reconhecido em Parte O relator a quo, após discorrer sobre o ônus da prova e o conceito de insumos, conclui quanto à manifestação de inconformidade da seguinte forma: a) em razão do caráter vinculado da atuação da Administração Pública, esta não pode se esquivar de cumprir as leis e os atos normativos sob o argumento de inconstitucionalidade ou de ilegalidade; b) existe respaldo legal para a distinção entre “embalagens de apresentação” e “embalagens para transporte”, havendo o direito de creditamento somente em relação ao material de embalagem que se integra ao produto final durante o processo de industrialização (embalagens de apresentação), o que exclui aquelas incorporadas somente após a conclusão do processo produtivo, como ocorre com as embalagens para trasnporte; c) em relação às embalagens consideradas pela Fiscalização como sendo para transporte, constatou o relator que parte delas se refere a embalagens finais de portas e de alguns artefatos de madeira, contendo indicações promocionais com o objetivo de realçar os produtos, o que confirmaria a assertiva do contribuinte de que os referidos materiais de embalagens não só acondicionam os produtos, como também garantem o seu fim promocional, em razão do que as caixas de papelão utilizadas para embalar individualmente cada porta e as etiquetas (rótulos) fixadas nas portas demonstrariam as características do produto, integrando se ao produto para apresentação ao consumidor final, gerando, por conseguinte, direito ao cálculo dos créditos respectivos; d) quanto à glosa efetuada relativamente aos valores que ultrapassaram a proporção do valor da contribuição paga na importação, em relação a qual o contribuinte alegou a ocorrência de vícios, em razão do fato de que o valor por ele utilizado não corresponderia ao valor da operação de importação, mas ao valor desta menos o valor do Imposto sobre Produtos Industrializados — IPI, o relator constatou que o contribuinte não trouxe elementos de prova para rebater o que ali consta, cujo levantamento foi baseado nos dados por ele fornecidos; e) “no âmbito das contribuições para o PIS/Pasep/Cofins não cumulativo, as despesas efetuadas com a aquisição de partes e peças de reposição e com serviços de manutenção em veículos, máquinas e equipamentos empregados diretamente na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, pagas à pessoa Fl. 574DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10925.000470/200941 Acórdão n.º 380303.214 S3TE03 Fl. 4 7 jurídica domiciliada no pais, geram direito a créditos a serem descontados das contribuições; porém, desde que estas partes e peças de reposição não estejam incluídas no ativo imobilizado. Se estiverem no ativo imobilizado, essas partes e peças deixarão de ser consideradas insumos e poderão gerar créditos decorrentes de depreciação futura, conforme previsto na Lei n° 10.637/2002, art. 3°, inciso VI”. Segundo o relator, o contribuinte não demonstrou a relação existente entre as peças de reposição e as máquinas utilizadas no processo produtivo, o que, por falta de provas, impediria a sua aceitação como itens geradores de crédito; f) constatou o relator que “o giz escolar, utilizado para marcar e classificar o material riscando diretamente no produto; o marcador esferográfico, para fazer destaque nas etiquetas do produto; a solução de limpeza, diluente misturado na tinta; a colmeia, usada como enchimento das portas indoor; os lápis estaca preto e vermelho, para fazer marcação direto nos produtos, e o tapete plástico Monguzzi, utilizado em máquinas para que a lâmina da faca não encoste no metal”, em princípio, poderiam ser considerados como insumos para fins de créditos no regime da não cumulatividade, visto serem bens que sofrem alterações em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação. Contudo, acatou apenas a colmeia (NF 476), parte da solução de limpeza (NF 2669) e o lápis estaca vermelho (NF 21077), por se identificarem com o processo produtivo e se encontrarem comprovados, mantendose a glosa relativa ao giz escolar, ao lápis estaca preto, ao tapete plástico, a parte da solução de limpeza e ao marcador esferográfico; f) em relação aos demais bens e serviços (as etiquetas adesivas, utilizadas nas portas de exportação; a identificação de pacotes, etiquetas utilizadas nas identificações dos componentes de industrialização para o processo de fabricação; o selo personalizado, usado em portas com certificação; as etiquetas leibol Model 123, em pedidos especiais; os labels, usados nos pacotes de portas contendo informações sobre o produto modelo, tipo de madeira, tamanho etc. , o revestimento de roda com elastoprene, usado no revestimento das rodas de avanço; os serviços de guindaste, serviços de engenharia mecânica e serviços de revestimento com borracha de rolete, usado no transporte de madeira para outro uso, sendo que haveria contato direto como o produto, que ao passar do tempo tem o desgaste natural), constatou o relator que, no contexto do processo produtivo, eles foram adquiridos de pessoas jurídicas, encontrandose nos autos algumas das notas fiscais apontadas pelo contribuinte (NF 4294, 2768, 4309, 2276 e 2281), estas acatadas no creditamento dos selos personalizados, dos labels e da identificação de pacotes. Não se acataram os demais serviços e peças, por não se identificarem com o processo produtivo, nem os gastos com serviços de engenharia mecânica por não se inserir no conceito de insumo e por ter sido prestado por sócio em seu domicílio; g) no que tange aos encargos de depreciação de bens do ativo imobilizado, concluiu o julgador de primeira instância que, pela descrição apresentada pelo contribuinte, os bens, em regra, não se caracterizariam como máquinas ou equipamentos utilizados na produção de mercadorias destinadas à venda, no contexto do processo produtivo da empresa, não gerando, por conseguinte, direito ao creditamento, com exceção do bem descrito como "Central de controle e peças para máquinas", utilizado para o lixamento de portas, o qual, caso houvesse nos autos a prova de sua aquisição, poderia ser acatado como bem utilizado na produção. São os seguintes bens: peças para manutenção e reforma, exaustor ciclone, reforma, motor para empiladeira, rotores, carro hidráulico, vassoura mecânica, equipamento filtrante, empilhadeira, aspirador de pó, coletor de pó, mola, motor trifásico, tira de aço de alto carbono, desumidificador, andaime com rodízios, impressora Xprint, balança eletrônica, buffet tedesco, monitor de vídeo, compressor de ar, bomba submersa, elemento separador, central de controle e peças, tacógrafo para caminhão, construção de banheiro, ciclones). Fl. 575DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS 8 Irresignado, o contribuinte recorre a este Conselho, repisa os argumentos de defesa e requer o total acolhimento do seu pleito, arguindo, em preliminar, ofensa aos princípios da verdade real e da ampla defesa, pelo fato de que a autoridade julgadora de piso procedera à tarifação das provas, exigindo comprovações desnecessárias ou impossíveis de serem cumpridas, contrariando o princípio do informalismo mitigado que vigora do processo administrativo. Alternativamente, requer o Recorrente que se realize diligência junto à repartição de origem, em razão do fato de que os documentos presentes nos autos foram desconsiderados pela autoridade julgadora. Para se contrapor à decisão de piso, na parte relativa às glosas mantidas, o Recorrente traz aos autos cópias das notas fiscais de aquisição de peças de reposição e de serviços de manutenção, de bens do ativo imobilizado, bem como de fotografias que os identificam. Por fim, requer que as intimações sejam enviadas ao endereço do seu mandatário. É o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis O recurso é tempestivo, atende as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Conforme acima relatado, tratase de pedido de ressarcimento cumulado com declarações de compensação, em que o interessado pretende se valer de créditos apurados na sistemática da não cumulatividade da contribuição para quitar débitos de sua titularidade. A autoridade julgadora de primeira instância manteve em parte a decisão da repartição de origem, restando controvertidos neste grau de recurso os créditos glosados pela Fiscalização relativos a: a) produtos utilizados em embalagens para transporte (fita adesiva, fita uniflec, filme película (STRETCH), película polietileno com impressão, embalagem para parquet, chapas de papelão sem dobras e sem impressão, embalagem de papelão (fundo e tampo), sacos plásticos, tiras de papelão, fita gomada perfurada, embalagem plástica, embalagem papelão (bobina) etc.); b) peças de reposição e serviços de manutenção (etiqueta adesiva, leibls, revestimento com borrachas, locação de retroescavadeira, revestimento de roda, serviço de engenharia mecânica, serviço de guindaste e serviço de revestimento de borracha); c) outros bens: giz escolar, lápis estaca preto, tapete plástico, solução de limpeza e marcador esferográfico; d) encargos de depreciação de bens do ativo imobilizado (peças para manutenção e reforma, exaustor ciclone, reforma, motor para empiladeira, rotores, carro hidráulico, vassoura mecânica, equipamento filtrante, empilhadeira, aspirador de pó, coletor de pó, mola, motor trifásico, tira de aço de alto carbono, desumidificador, andaime com rodízios, Fl. 576DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10925.000470/200941 Acórdão n.º 380303.214 S3TE03 Fl. 5 9 impressora Xprint, balança eletrônica, buffet tedesco, monitor de vídeo, compressor de ar, bomba submersa, elemento separador, central de controle e peças, tacógrafo para caminhão, construção de banheiro, ciclones); e) ocorrência de vício na glosa relativa aos valores que ultrapassaram a proporção do valor da contribuição paga na importação. De início, devese registrar que a presente análise, no que tange aos elementos fáticos controvertidos, terá como base as planilhas elaboradas pelo agente fiscal no Termo de Verificação e Encerramento da Análise Fiscal, contendo todos os dados das notas fiscais de aquisição de produtos e serviços apresentadas pelo contribuinte na repartição de origem (nº do documento, data da operação, valor de aquisição, emissor, identificação do bem/serviço etc.), independentemente dos documentos trazidos posteriormente aos autos, por amostragem, para subsidiar os argumentos de defesa do ora Recorrente. No que tange ao pedido do Recorrente no sentido de se enviarem as intimações ao endereço do seu mandatário, há que se registrar que o Decreto nº 70.235/1972, em seu art. 23, inciso II, estipula que a intimação por via postal deve ser enviada ao domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo, que corresponde àquele presente no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), cuja atualização compete ao contribuinte. Quanto ao pedido alternativo de realização de diligência, temse por desnecessária a sua efetivação, uma vez que, conforme se verá ao longo do presente voto, todas as informações e os documentos presentes nos autos são suficientes para o convencimento deste julgador. I. Preliminar. Ofensa aos princípios da verdade real, do informalismo mitigado e da ampla defesa. De início, destaquese que não se vislumbra nos autos que a autoridade administrativa tenha afrontado quaisquer dos princípios apontados pelo Recorrente. Toda a análise efetuada pelo relator a quo se baseou nos documentos e nas informações presentes nos autos, não tendo havido qualquer cerceamento ao direito de defesa do contribuinte. O alegado princípio do informalismo mitigado se refere à possibilidade de a Administração Pública e os administrados atuarem no processo administrativo sem os rigores formais do processo judicial, adotandose formas simples, suficientes para garantir o adequado grau de certeza e segurança, respeitadas as formalidades essenciais à garantia dos direitos dos administrados (art. 2º, incisos VIII e IX, da Lei nº 9.784/1999), o que não significa que seja dispensada a comprovação dos fatos alegados pela parte interessada. Para que se aplique o princípio da verdade material, ou verdade real, conforme aponta o Recorrente, para além da possibilidade de a Administração tributária agir de ofício na elucidação dos fatos, há a necessidade de se ter presente nos autos o conjunto probatório que ateste os fatos alegados pelo interessado, sob pena de se conceber tal princípio como um direito genérico de contraposição às constatações da Administração tributária, mesmo quando estas se realizam com base nos fatos efetivamente apurados. Fl. 577DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS 10 Como a verdade material se funda no princípio da legalidade, para a ela se chegar, devese partir tanto dos fatos apurados de ofício pela Administração tributária, quanto pelas provas produzidas pela parte, no que tange aos direitos por ela invocados, de forma a se garantir a aplicação da lei nos exatos termos de sua normatividade. Tanto a repartição de origem quanto a delegacia de julgamento externaramse com base nos documentos e informações presentes nos autos, reportandose às normas da legislação aplicável. Não se vislumbra, portanto, qualquer ofensa aos princípios apontados, inclusive o da ampla defesa, pois, em nenhum momento deste processo, foi obstaculizado o direito do Recorrente de se pronunciar e de produzir as provas dos fatos por ele alegados, tendo sido observadas todas as normas regidas pelo Decreto nº 70.235/1972, que regula o processo administrativo fiscal. Nesse sentido, afastase a preliminar de afronta aos princípios da verdade material, do informalismo moderado e da ampla defesa. II. Creditamento. Insumos. Bens e serviços. Conforme acima relatado, a Fiscalização glosou créditos calculados sobre determinados bens e serviços não abrangidos pelo conceito de insumos estabelecido pela IN SRF n° 404/2004, ou seja, aqueles não consumidos ou aplicados diretamente na fabricação dos bens e produtos destinados à venda. De início, devese registrar que a não cumulatividade aplicada às contribuições sociais para o PIS e Cofins não se confunde com a não cumulatividade dos impostos IPI e ICMS. Nesta, além da origem constitucional, diferentemente da não cumulatividade das contribuições de origem legal, a sistemática do encontro de contas entre débitos e créditos referese ao ciclo de produção ou de comercialização de um produto ou mercadoria. Na não cumulatividade do IPI, por exemplo, o direito ao creditamento refere se às aquisições de insumos que serão aplicados nos produtos industrializados que serão comercializados pelo contribuinteindustrial, encontrandose circunscrita a não cumulatividade à produção do bem. O imposto pago na aquisição de insumos encontrase destacado na nota fiscal e será ele, e tão somente ele, que dará direito ao creditamento. No processo produtivo de um bem, há eventos de natureza física; enquanto que no auferimento de receitas, temse um complexo de atividades envolvidas que extrapola os elementos físicos para alcançar, também, os elementos funcionais relevantes. Na não cumulatividade das contribuições, o elemento de valoração não é mais o produto ou mercadoria em si considerado, mas o total das receitas auferidas pelos contribuintes, o que engloba todo o resultado da atividade operacional da pessoa jurídica. O fato gerador sob interesse não é apenas a saída ou entrada de uma mercadoria ou produto – o que pode se constituir em parte ínfima da atividade global do sujeito passivo –, mas todo o resultado comercial e financeiro da principal e, muitas vezes, exclusiva, atividade do contribuinte. O regime não cumulativo das contribuições sociais não se refere à recuperação, stricto sensu, dos tributos pagos na etapa anterior da cadeia de produção, mas a Fl. 578DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10925.000470/200941 Acórdão n.º 380303.214 S3TE03 Fl. 6 11 um conjunto de bens e serviços definido pelo legislador, “tratandose, em realidade, mais como um crédito presumido do que de uma não cumulatividade” 1. Como nos ensina Marco Aurélio Greco2, ao analisar a previsão legal da não cumulatividade das contribuições, a apuração dos créditos de PIS e Cofins envolve um conjunto de dispêndios “ligados a bens e serviços que se apresentem como necessários para o funcionamento do fator de produção, cuja aquisição ou consumo configura conditio sine qua non da própria existência e/ou funcionamento” da pessoa jurídica. Greco considera, ainda, que o termo “insumo” utilizado pelas Leis nº 10.637/2002 e 10.833/2003 abrange “os bens e serviços ligados à ideia de continuidade ou manutenção do fator de produção, bem como os ligados à sua melhoria. Ficam de fora da previsão legal os dispêndios que se apresentem num grau de inerência que configure mera conveniência da pessoa jurídica contribuinte (sem alcançar perante o fator de produção o nível de uma utilidade ou necessidade) ou, ainda, que ligados a um fator de produção, não interfiram com o seu funcionamento, continuidade, manutenção e melhoria”. Somente os bens e serviços utilizados de forma direta na produção da pessoa jurídica dão direito ao crédito das contribuições, devendo ser, efetivamente, absorvidos no processo produtivo que constitui o objeto da sociedade empresária. Para a análise da questão posta, necessário se torna reproduzir os dispositivos legais que cuidam da matéria. A Lei nº 10.637/2002, aplicável à contribuição para o PIS na sistemática não cumulativa, assim dispõe: Art. 3o Do valor apurado na forma do art. 2o a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: I bens adquiridos para revenda, exceto em relação às mercadorias e aos produtos referidos: (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) a) nos incisos III e IV do § 3o do art. 1o desta Lei; e (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) a) no inciso III do § 3o do art. 1o; e (Redação dada pela Medida Provisória nº 413, de 2008) Produção de efeitos a) no inciso III do § 3o do art. 1o desta Lei; e (Redação dada pela Lei nº 11.727, de 2008). b) no § 1o do art. 2o desta Lei; (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) b) nos §§ 1o e 1oA do art. 2o desta Lei; (Redação dada pela Lei nº 11.787, de 2008) II bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos 1 ANAN JR., Pedro. A questão do crédito de PIS e Cofins no regime da não cumulatividade. Revista de Estudos Tributário. Porto Alegre: v. 13, n. 76, nov/dez 2010, p. 38. 2 GRECO, Marco Aurélio. Nãocumulatividade no PIS e na COFINS. In: PAULSEN, Leandro (coord.). Não cumulatividade das contribuições PIS/PASEP e COFINS. IET e IOB/THOMSON, 2004. Fl. 579DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS 12 destinados à venda, inclusive combustíveis e lubrificantes, exceto em relação ao pagamento de que trata o art. 2o da Lei no 10.485, de 3 de julho de 2002, devido pelo fabricante ou importador, ao concessionário, pela intermediação ou entrega dos veículos classificados nas posições 87.03 e 87.04 da TIPI; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) III (VETADO) IV – aluguéis de prédios, máquinas e equipamentos, pagos a pessoa jurídica, utilizados nas atividades da empresa; V valor das contraprestações de operações de arrendamento mercantil de pessoa jurídica, exceto de optante pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte SIMPLES; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) VI máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado, adquiridos ou fabricados para locação a terceiros ou para utilização na produção de bens destinados à venda ou na prestação de serviços. (Redação dada pela Lei nº 11.196, de 2005) VII edificações e benfeitorias em imóveis de terceiros, quando o custo, inclusive de mãodeobra, tenha sido suportado pela locatária; VIII bens recebidos em devolução, cuja receita de venda tenha integrado faturamento do mês ou de mês anterior, e tributada conforme o disposto nesta Lei. IX energia elétrica consumida nos estabelecimentos da pessoa jurídica. (Incluído pela Lei nº 10.684, de 30.5.2003) IX energia elétrica e energia térmica, inclusive sob a forma de vapor, consumidas nos estabelecimentos da pessoa jurídica. (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) X valetransporte, valerefeição ou valealimentação, fardamento ou uniforme fornecidos aos empregados por pessoa jurídica que explore as atividades de prestação de serviços de limpeza, conservação e manutenção. (Incluído pela Lei nº 11.898, de 2009) § 1o O crédito será determinado mediante a aplicação da alíquota prevista no caput do art. 2o desta Lei sobre o valor: (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) (Vide Lei nº 11.727, de 2008) (Vigência) I dos itens mencionados nos incisos I e II do caput, adquiridos no mês; II dos itens mencionados nos incisos IV, V e IX do caput, incorridos no mês; (Redação dada pela Lei nº 10.684, de 30.5.2003) III dos encargos de depreciação e amortização dos bens mencionados nos incisos VI e VII do caput, incorridos no mês; Fl. 580DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10925.000470/200941 Acórdão n.º 380303.214 S3TE03 Fl. 7 13 IV dos bens mencionados no inciso VIII do caput, devolvidos no mês. § 2o Não dará direito a crédito o valor: (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) I de mãodeobra paga a pessoa física; e (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) II da aquisição de bens ou serviços não sujeitos ao pagamento da contribuição, inclusive no caso de isenção, esse último quando revendidos ou utilizados como insumo em produtos ou serviços sujeitos à alíquota 0 (zero), isentos ou não alcançados pela contribuição. (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) § 3o O direito ao crédito aplicase, exclusivamente, em relação: I aos bens e serviços adquiridos de pessoa jurídica domiciliada no País; II aos custos e despesas incorridos, pagos ou creditados a pessoa jurídica domiciliada no País; III aos bens e serviços adquiridos e aos custos e despesas incorridos a partir do mês em que se iniciar a aplicação do disposto nesta Lei. § 4o O crédito não aproveitado em determinado mês poderá sêlo nos meses subseqüentes. § 5o (VETADO) § 6o (VETADO) § 7o Na hipótese de a pessoa jurídica sujeitarse à incidência nãocumulativa da contribuição para o PIS/Pasep, em relação apenas a parte de suas receitas, o crédito será apurado, exclusivamente, em relação aos custos, despesas e encargos vinculados a essas receitas. (Vide Lei nº 10.865, de 2004) § 8o Observadas as normas a serem editadas pela Secretaria da Receita Federal, no caso de custos, despesas e encargos vinculados às receitas referidas no § 7o e àquelas submetidas ao regime de incidência cumulativa dessa contribuição, o crédito será determinado, a critério da pessoa jurídica, pelo método de: I – apropriação direta, inclusive em relação aos custos, por meio de sistema de contabilidade de custos integrada e coordenada com a escrituração; ou II – rateio proporcional, aplicandose aos custos, despesas e encargos comuns a relação percentual existente entre a receita bruta sujeita à incidência nãocumulativa e a receita bruta total, auferidas em cada mês. Fl. 581DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS 14 § 9o O método eleito pela pessoa jurídica será aplicado consistentemente por todo o anocalendário, observadas as normas a serem editadas pela Secretaria da Receita Federal. (...) § 13. Não integram o valor das máquinas, equipamentos e outros bens fabricados para incorporação ao ativo imobilizado na forma do inciso VI do caput deste artigo os custos de que tratam os incisos do § 2o deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) A Lei nº 10.833/2003, aplicável à Cofins e à contribuição para o PIS na sistemática não cumulativa, disciplina a matéria nos seguintes termos: Art. 3o Do valor apurado na forma do art. 2o a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: (Vide Medida Provisória nº 497, de 2010) I bens adquiridos para revenda, exceto em relação às mercadorias e aos produtos referidos: (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) a) nos incisos III e IV do § 3o do art. 1o desta Lei; e (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004)(Vide Medida Provisória nº 413, de 2008) (Vide Lei nº 11.727, de 2008). b) no § 1o do art. 2o desta Lei; (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) b) nos §§ 1o e 1oA do art. 2o desta Lei; (Redação dada pela lei nº 11.787, de 2008) II bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustíveis e lubrificantes, exceto em relação ao pagamento de que trata o art. 2o da Lei no 10.485, de 3 de julho de 2002, devido pelo fabricante ou importador, ao concessionário, pela intermediação ou entrega dos veículos classificados nas posições 87.03 e 87.04 da Tipi; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) III energia elétrica e energia térmica, inclusive sob a forma de vapor, consumidas nos estabelecimentos da pessoa jurídica; (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) IV aluguéis de prédios, máquinas e equipamentos, pagos a pessoa jurídica, utilizados nas atividades da empresa; V valor das contraprestações de operações de arrendamento mercantil de pessoa jurídica, exceto de optante pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte SIMPLES; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) VI máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado, adquiridos ou fabricados para locação a terceiros, ou para utilização na produção de bens destinados à Fl. 582DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10925.000470/200941 Acórdão n.º 380303.214 S3TE03 Fl. 8 15 venda ou na prestação de serviços; (Redação dada pela Lei nº 11.196, de 2005) VII edificações e benfeitorias em imóveis próprios ou de terceiros, utilizados nas atividades da empresa; VIII bens recebidos em devolução cuja receita de venda tenha integrado faturamento do mês ou de mês anterior, e tributada conforme o disposto nesta Lei; IX armazenagem de mercadoria e frete na operação de venda, nos casos dos incisos I e II, quando o ônus for suportado pelo vendedor. X valetransporte, valerefeição ou valealimentação, fardamento ou uniforme fornecidos aos empregados por pessoa jurídica que explore as atividades de prestação de serviços de limpeza, conservação e manutenção. (Incluído pela Lei nº 11.898, de 2009) § 1o Observado o disposto no § 15 deste artigo e no § 1o do art. 52 desta Lei, o crédito será determinado mediante a aplicação da alíquota prevista no caput do art. 2o desta Lei sobre o valor: (Redação dada pela Lei nº 10.925, de 2004) (Vide Lei nº 10.925, de 2004) § 1o Observado o disposto no § 15 deste artigo, o crédito será determinado mediante a aplicação da alíquota prevista no caput do art. 2o desta Lei sobre o valor: (Redação dada pela Lei nº 11.727, de 2008) (Produção de efeito) I dos itens mencionados nos incisos I e II do caput, adquiridos no mês; II dos itens mencionados nos incisos III a V e IX do caput, incorridos no mês; III dos encargos de depreciação e amortização dos bens mencionados nos incisos VI e VII do caput, incorridos no mês; IV dos bens mencionados no inciso VIII do caput, devolvidos no mês. § 2o Não dará direito a crédito o valor: (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) I de mãodeobra paga a pessoa física; e (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) II da aquisição de bens ou serviços não sujeitos ao pagamento da contribuição, inclusive no caso de isenção, esse último quando revendidos ou utilizados como insumo em produtos ou serviços sujeitos à alíquota 0 (zero), isentos ou não alcançados pela contribuição. (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) § 3o O direito ao crédito aplicase, exclusivamente, em relação: Fl. 583DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS 16 I aos bens e serviços adquiridos de pessoa jurídica domiciliada no País; II aos custos e despesas incorridos, pagos ou creditados a pessoa jurídica domiciliada no País; III aos bens e serviços adquiridos e aos custos e despesas incorridos a partir do mês em que se iniciar a aplicação do disposto nesta Lei. § 4o O crédito não aproveitado em determinado mês poderá sêlo nos meses subseqüentes. (...) § 7o Na hipótese de a pessoa jurídica sujeitarse à incidência nãocumulativa da COFINS, em relação apenas à parte de suas receitas, o crédito será apurado, exclusivamente, em relação aos custos, despesas e encargos vinculados a essas receitas. § 8o Observadas as normas a serem editadas pela Secretaria da Receita Federal, no caso de custos, despesas e encargos vinculados às receitas referidas no § 7o e àquelas submetidas ao regime de incidência cumulativa dessa contribuição, o crédito será determinado, a critério da pessoa jurídica, pelo método de: I apropriação direta, inclusive em relação aos custos, por meio de sistema de contabilidade de custos integrada e coordenada com a escrituração; ou II rateio proporcional, aplicandose aos custos, despesas e encargos comuns a relação percentual existente entre a receita bruta sujeita à incidência nãocumulativa e a receita bruta total, auferidas em cada mês. § 9o O método eleito pela pessoa jurídica para determinação do crédito, na forma do § 8o, será aplicado consistentemente por todo o anocalendário e, igualmente, adotado na apuração do crédito relativo à contribuição para o PIS/PASEP não cumulativa, observadas as normas a serem editadas pela Secretaria da Receita Federal. § 10. O valor dos créditos apurados de acordo com este artigo não constitui receita bruta da pessoa jurídica, servindo somente para dedução do valor devido da contribuição. (...) § 13. Deverá ser estornado o crédito da COFINS relativo a bens adquiridos para revenda ou utilizados como insumos na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, que tenham sido furtados ou roubados, inutilizados ou deteriorados, destruídos em sinistro ou, ainda, empregados em outros produtos que tenham tido a mesma destinação. (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) § 14. Opcionalmente, o contribuinte poderá calcular o crédito de que trata o inciso III do § 1o deste artigo, relativo à aquisição de máquinas e equipamentos destinados ao ativo imobilizado, no prazo de 4 (quatro) anos, mediante a aplicação, a cada mês, das Fl. 584DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10925.000470/200941 Acórdão n.º 380303.214 S3TE03 Fl. 9 17 alíquotas referidas no caput do art. 2o desta Lei sobre o valor correspondente a 1/48 (um quarenta e oito avos) do valor de aquisição do bem, de acordo com regulamentação da Secretaria da Receita Federal. (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) § 15. O crédito, na hipótese de aquisição, para revenda, de papel imune a impostos de que trata o art. 150, inciso VI, alínea d da Constituição Federal, quando destinado à impressão de periódicos, será determinado mediante a aplicação da alíquota prevista no § 2o do art. 2o desta Lei (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) § 16. Opcionalmente, o contribuinte poderá calcular o crédito de que trata o inciso III do § 1o deste artigo, relativo à aquisição de vasilhames referidos no inciso IV do art. 51 desta Lei, destinados ao ativo imobilizado, no prazo de 12 meses, à razão de 1/12 (um doze avos), ou, na hipótese de opção pelo regime de tributação previsto no art. 52 desta Lei, poderá creditarse de 1/12 (um doze avos) do valor da contribuição incidente, mediante alíquota específica, na aquisição dos vasilhames, de acordo com regulamentação da Secretaria da Receita Federal. (Incluído pela Lei nº 10.925, de 2004) § 16. Opcionalmente, o contribuinte poderá calcular o crédito de que trata o inciso III do § 1o deste artigo, relativo à aquisição de embalagens de vidro retornáveis, classificadas no código 7010.90.21 da Tipi, destinadas ao ativo imobilizado, de acordo com regulamentação da Secretaria da Receita Federal do Brasil: (Redação dada pela Lei nº 11.727, de 2008) (Produção de efeito) I – no prazo de 12 (doze) meses, à razão de 1/12 (um doze avos); ou (Incluído pela Lei nº 11.727, de 2008) (Produção de efeito) II – na hipótese de opção pelo regime especial instituído pelo art. 58J desta Lei, no prazo de 6 (seis) meses, à razão de 1/6 (um sexto) do valor da contribuição incidente, mediante alíquota específica, na aquisição dos vasilhames, ficando o Poder Executivo autorizado a alterar o prazo e a razão estabelecidos para o cálculo dos referidos créditos. (Incluído pela Lei nº 11.727, de 2008) (Produção de efeito) (...) § 18. O crédito, na hipótese de devolução dos produtos de que tratam os §§ 1o e 2o do art. 2o desta Lei, será determinado mediante a aplicação das alíquotas incidentes na venda sobre o valor ou unidade de medida, conforme o caso, dos produtos recebidos em devolução no mês. (Incluído pela Lei nº 11.051, de 2004) (Vigência) (Vide Medida Provisória nº 413, de 2008) (Vide Lei nº 11.727, de 2008). 19. A empresa de serviço de transporte rodoviário de carga que subcontratar serviço de transporte de carga prestado por: (Incluído pela Lei nº 11.051, de 2004) Fl. 585DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS 18 I – pessoa física, transportador autônomo, poderá descontar, da Cofins devida em cada período de apuração, crédito presumido calculado sobre o valor dos pagamentos efetuados por esses serviços; (Incluído pela Lei nº 11.051, de 2004) II pessoa jurídica transportadora, optante pelo SIMPLES, poderá descontar, da Cofins devida em cada período de apuração, crédito calculado sobre o valor dos pagamentos efetuados por esses serviços. (Incluído pela Lei nº 11.051, de 2004) (Vigência) § 20. Relativamente aos créditos referidos no § 19 deste artigo, seu montante será determinado mediante aplicação, sobre o valor dos mencionados pagamentos, de alíquota correspondente a 75% (setenta e cinco por cento) daquela constante do art. 2o desta Lei. (Incluído pela Lei nº 11.051, de 2004) (Vigência) § 21. Não integram o valor das máquinas, equipamentos e outros bens fabricados para incorporação ao ativo imobilizado na forma do inciso VI do caput deste artigo os custos de que tratam os incisos do § 2o deste artigo. (Incluído dada pela Lei nº 11.196, de 2005) (...) Art. 15. Aplicase à contribuição para o PIS/PASEP não cumulativa de que trata a Lei no 10.637, de 30 de dezembro de 2002, o disposto: (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) I nos incisos I e II do § 3o do art. 1o desta Lei; (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) II nos incisos VI, VII e IX do caput e nos §§ 1o e 10 a 20 do art. 3o desta Lei; (Redação dada pela Lei nº 11.051, de 2004) Na sequência, passase à análise das glosas e alterações efetuadas pela Fiscalização e mantidas pela Delegacia de Julgamento. II.a – Produtos utilizados em embalagens para transporte. A Delegacia de Julgamento manteve as glosas de créditos efetuadas pela Fiscalização relativamente às embalagens para transporte, englobando os seguintes produtos: fita adesiva, fita uniflec, filme película (STRETCH), película polietileno com impressão, embalagem para parquet, chapas de papelão sem dobras e sem impressão, embalagem de papelão (fundo e tampo), sacos plásticos, tiras de papelão, fita gomada perfurada, embalagem plástica, embalagem papelão (bobina) etc. A DRJ baseouse na legislação do IPI que faz a distinção entre “embalagens de apresentação” e “embalagens de transporte”, considerando que somente as primeiras, por serem consumidas durante o processo produtivo, dão direito ao creditamento. Não comungo desse entendimento Tendo por fundamentos os dispositivos legais que regem a matéria, precipuamente o inciso IX do art. 3º da Lei nº 10.833/2003, bem como o requisito de utilidade ou necessidade para a produção, concluise, diferentemente da repartição de origem e da delegacia de julgamento, que dão direito ao creditamento, desde que adquiridos de pessoas Fl. 586DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10925.000470/200941 Acórdão n.º 380303.214 S3TE03 Fl. 10 19 jurídicas domiciliadas no País, que tenham sido tributados pela contribuição na aquisição e que estejam comprovados com documentação hábil e idônea, os produtos identificados, utilizados na embalagem e no transporte dos bens produzidos pela pessoa jurídica, configurandose itens necessários à distribuição e à comercialização da produção. Além disso, justificase a apuração de créditos nas aquisições de material de embalagem para transporte pelo fato de que tais bens destinamse à preservação das características dos produtos durante o transporte até os pontos de venda. Por se tratar de portas de madeira, a realização do seu transporte sem o cuidado devido pode comprometer a integridade dos produtos finais, já vendidos no momento do transporte, o que torna o material de embalagem elemento imprescindível à efetivação do negócio nas condições pactuadas. A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) já decidiu nesse sentido, quando do julgamento do Agravo Regimental no Recurso Especial nº 1.125.253, ocorrido em 15 de abril de 2010, cujo acórdão restou ementado da seguinte forma: “PROCESSUAL CIVIL TRIBUTÁRIO PIS/ COFINS NÃO CUMULATIVIDADE – INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA – POSSIBILIDADE – EMBALAGENS DE ACONDICIONAMENTO DESTINADAS A PRESERVAR AS CARACTERÍSTICAS DOS BENS DURANTE O TRANSPORTE, QUANDO O VENDEDOR ARCAR COM ESTE CUSTO – É INSUMO NOS TERMOS DO ART. 3º, II, DAS LEIS N. 10.637/2002 E 10.833/2003. 1. Hipótese de aplicação de interpretação extensiva de que resulta a simples inclusão de situação fática em hipótese legalmente prevista, que não ofende a legalidade estrita. Precedentes. 2. As embalagens de acondicionamento, utilizadas para a preservação das características dos bens durante o transporte, deverão ser consideradas como insumos nos termos definidos no art. 3º, II, das Leis n. 10.637/2002 e 10.833/2003 sempre que a operação de venda incluir o transporte das mercadorias e o vendedor arque com estes custos. Também o CARF já decidiu nesse sentido, conforme se depreende da ementa a seguir reproduzida: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/10/2005 a 31/12/2005 (...) Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Período de apuração: 01/10/2005 a 31/12/2005 NÃO CUMULATIVIDADE. MATERIAIS DE EMBALAGEM. DIREITO AO CRÉDITO. Fl. 587DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS 20 No regime da nãocumulatividade do PIS e Cofins as indústrias de móveis têm direito a créditos sobre aquisições de materiais de embalagem, como etiquetas adesivas, chapas de papelão ondulado, cantoneiras, filme stretch e fita de aço, por constituírem insumos vinculados aos produtos fabricados. (...) (Acórdão nº 3401001.585 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária, sessão de 1º de setembro de 2011). Portanto, uma vez comprovado que os produtos identificados como fita adesiva, fita uniflec, filme película (STRETCH), película polietileno com impressão, embalagem para parquet, chapas de papelão sem dobras e sem impressão, embalagem de papelão (fundo e tampo), sacos plásticos, tiras de papelão, fita gomada perfurada, embalagem plástica, embalagem papelão (bobina) etc. tenham sido adquiridos de pessoas jurídicas domiciliadas no País, tributados pela contribuição e utilizados na embalagem para transporte dos bens produzidos pelo Recorrente, sua aquisição deve ser considerada na apuração dos créditos devidos. II.b Peças de reposição e serviços de manutenção em máquinas utilizadas no processo produtivo. Foram glosados pela Fiscalização os créditos decorrentes da aquisição de peças de reposição e serviços, identificadas como “etiqueta adesiva, leibls, revestimento com borrachas, locação de retroescavadeira, revestimento de roda, serviço de guindaste e serviço de revestimento de borracha”, passíveis de depreciação, tendo em vista que contribuem para mais de um exercício e serviços de engenharia mecânica prestados no domicílio do sócio, por não se configurarem como insumos. A Delegacia de Julgamento manteve a quase totalidade da glosa, sob o fundamento de que o contribuinte não comprovara a relação existente entre as peças de reposição, os serviços e as máquinas utilizadas no processo produtivo, o que, por falta de provas, impediria a sua aceitação como itens geradores de crédito. Segundo o Recorrente, os bens dispendidos e os serviços com reformas, reparos ou retíficas destinamse à manutenção de máquinas e equipamentos utilizados no processo produtivo, não sendo passíveis de imobilização, por sofrerem grande desgaste na fabricação de portas, batentes e guarnições, necessitando de reposições regulares, de forma a manter as máquinas em condições normais de funcionamento. O Recorrente reproduz algumas soluções de consulta da Receita Federal, em que se consigna que “[as] ferramentas adquiridas para utilização em máquinas da linha de produção, a contratação de mãodeobra de pessoas juridicas para operação e manutenção de equipamentos da linha de produção (...) são considerados insumos, para fins de creditamento da Cofins” (Solução de Consulta Disit08 nº 30/2010). Tal entendimento consta de algumas outras soluções de consulta, como a de nº 420, de 5 de dezembro de 2010, publicada na Seção 1 do Diário Oficial da União de 2 de fevereiro de 2011, em que se registrou que “[os] valores referentes a serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, para manutenção das máquinas e equipamentos empregados na produção de bens destinados à venda, podem compor a base de cálculo dos créditos a serem descontados da Cofins nãocumulativa, desde que respeitados todos os demais requisitos normativos e legais atinentes à espécie”. Fl. 588DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10925.000470/200941 Acórdão n.º 380303.214 S3TE03 Fl. 11 21 Constatase, portanto, que a própria Administração tributária concebe que as ferramentas e os serviços de manutenção de máquinas utilizadas no processo produtivo dão direito à apuração de créditos das contribuições na sistemática da não cumulatividade. Junto ao recurso, o contribuinte traz aos autos (doc. 3) cópias de fotos contendo detalhes da utilização das partes e peças e dos serviços na indústria. As fotos reproduzidas no recurso indicam se tratar de serviços e de peças de reposição aplicados em máquinas e equipamentos do ativo imobilizado. Quanto aos serviços de confecção de etiquetas adesivas e de leibls e aos serviços de manutenção de máquinas e equipamentos do ativo imobilizado (revestimento com borrachas, revestimento de roda, serviço de guindaste e serviço de revestimento de borracha), comprovadamente utilizados na produção, prestados por pessoas jurídicas domiciliadas no País e submetidos à tributação, eles devem ser considerados como insumos para fins de apuração de créditos da contribuição não cumulativa, nos termos do contido no art. 3º, inciso II, das Leis nº 10.637/2002 e 10.833/2003 e conforme já vem decidindo a Receita Federal por meio de soluções de consulta, ressaltandose a exceção relativa aos serviços de engenharia mecânica prestados por sócio da pessoa jurídica em seu domicílio, pelo fato de não atenderem as condições impostas pela lei, dentre elas a prestação do serviço por pessoa jurídica (art. 3º, § 2º, inciso I, da Lei nº 10.833/2003). No que se refere à locação de retroescavadeira, há dispositivo legal específico autorizando o creditamento nos seguintes termos: “aluguéis de prédios, máquinas e equipamentos, pagos a pessoa jurídica, utilizados nas atividades da empresa” (art. 3º, inciso IV, das Leis nº 10.637/2002 e 10.833/2003). Notese que a lei não vincula tais itens ao processo produtivo, bastando que sejam utilizados nas atividades da pessoa jurídica. II.c – Outros bens: giz escolar, lápis estaca preto, tapete plástico, solução de limpeza e marcador esferográfico. A Fiscalização glosou os créditos relativos às aquisições de outros materiais que, segundo ela, não se agregam aos produtos finais. Alguns desses créditos foram acatados pela Delegacia de Julgamento, tendo sido mantida a glosa em relação a: giz escolar, lápis estaca preto, tapete plástico, solução de limpeza e marcador esferográfico. Segundo o Recorrente, tais bens são insumos utilizados na fabricação de portas, eis que se agregam ao produto final, inexistindo razão para as glosas efetuadas. Para o relator a quo, alguns desses bens podem ser também utilizados em atividades não diretamente relacionadas ao processo produtivo, em decorrência do que eles não podem ser considerados como consumidos no processo produtivo. No anexo identificado como doc. 5, o Recorrente reproduz fotos relativas aos bens, em que é possível constatar nas imagens do lápis estaca e do marcador esferográfico que se trata de produtos destinados à marcação dos produtos finais destinados à venda. Quanto ao tapete plástico, da marca italiana Monguzzi, as fotos não estão muito nítidas, mas, considerando a informação do Recorrente de que se trata de produto destinado a proteger as máquinas da lâmina da faca, assim como a constatação da Fiscalização de que se refere a gasto normal e necessário à atividade empresarial, é possível concebêla Fl. 589DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS 22 como um bem utilizado como insumo no processo produtivo, sujeito a desgaste pelo uso constante junto a elementos cortantes. Em razão do material perecível de que é feito (plástico) e do seu baixo custo (ver Termo de Verificação e Encerramento da Ação Fiscal), é possível concluir que o tapete plástico não é um bem “imobilizável”, mas um bem consumido durante o processo produtivo. No que tange ao giz, que segundo o Recorrente destinase a marcar e classificar os produtos, não comungo do mesmo entendimento do relator a quo de que ele pode ser utilizado indistintamente em outros setores da pessoa jurídica, em razão do que não daria direito a crédito da contribuição, pois, por se tratar o Recorrente de uma fábrica de portas de madeira, não se vislumbra outro uso para tal bem que não a marcação da madeira e dos produtos fabricados, prática essa muito comum em indústrias que têm a madeira como insumo principal. No que se refere à solução de limpeza acetona, que segundo o Recorrente destinase à diluição com tinta, por se tratar o Recorrente de uma fábrica de portas de madeira, tal produto mostrase consentâneo com a atividade e necessário ao processo produtivo, devendo, portanto, ser acatado o seu creditamento. Diante dessas constatações, acolhese o creditamento relativamente ao giz escolar, ao lápis estaca preto, ao tapete plástico, à solução de limpeza e so marcador esferográfico, observados os demais requisitos impostos pela lei. IId Encargos de depreciação de bens do ativo imobilizado. A Fiscalização glosou os encargos de depreciação decorrentes de bens considerados não utilizados na produção, a saber: exaustor ciclone, reforma, motor para empilhadeira, rotores, carro hidráulico, vassoura mecânica, equipamento filtrante, empilhadeira, aspirador de pó, coletor de pó, mola, motor trifásico, tira de aço de alto carbono, desumidificador, andaime com rodízios, impressora Xprint, balança eletrônica, buffet tedesco, monitor de vídeo, compressor de ar, bomba submersa, elemento separador, central de controle e peças, tacógrafo para caminhão, construção de banheiro, ciclones. O recorrente afirmou, em sua manifestação de inconformidade, que todas as máquinas e equipamentos de sua propriedade, bens do ativo imobilizado, são utilizados na produção. Naquele momento, o contribuinte trouxe aos autos a descrição dos referidos bens, que segundo ele, destinamse ao transporte de madeira entre os setores da empresa, à sucção de pó e resíduos, à limpeza da fábrica, ao lixamento da madeira, à carga e descarga de mercadorias etc. (doc. 12). Juntaramse, também, aos autos, cópias de fotos de alguns dos referidos equipamentos (doc. 13), em que se constata tratarse de máquinas e equipamentos, duráveis e de porte considerável, utilizados no processo produtivo da pessoa jurídica. A Delegacia de Julgamento argumentou que, pela descrição apresentada pelo contribuinte, os bens, em regra, não se caracterizam como máquinas ou equipamentos utilizados na produção de mercadorias destinadas à venda, no contexto do processo produtivo da empresa, não gerando, por conseguinte, direito ao creditamento, com exceção do bem descrito como "Central de controle e peças para máquinas", utilizado para o lixamento de portas, o qual, caso houvesse nos autos a prova de sua aquisição, poderia ser acatado como bem utilizado na produção. Fl. 590DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10925.000470/200941 Acórdão n.º 380303.214 S3TE03 Fl. 12 23 O Recorrente, em sua defesa, reproduz o Parecer Normativo da Coordenação Geral de Tributação da Receita Federal nº 7/1992, em que se consigna que “como industriais devem ser entendidos (...) as máquinas, aparelhos e equipamentos empregados na produção industrial, em contraposição aos de utilização comercial ou de uso doméstico”. Pelas informações constantes dos autos (descrição dos equipamentos, fotografias, notas fiscais de aquisição etc.), concluo que as máquinas e os equipamentos a seguir identificados são bens do ativo imobilizado da pessoa jurídica, utilizados no parque fabril, que, observados os requisitos legais, encontramse aptos a gerar crédito da contribuição não cumulativa determinado sobre o valor dos encargos de depreciação. São eles: exaustor ciclone, motor para empilhadeira, rotores, carro hidráulico, vassoura mecânica, equipamento filtrante, empilhadeira, aspirador de pó, balança eletrônica, coletor de pó, mola, motor trifásico, tira de aço de alto carbono, desumidificador, compressor de ar, elemento separador, central de controle e peças, tacógrafo para caminhão e ciclones. Quanto aos bens impressora Xprint, monitor de vídeo, buffet tedesco e andaime com rodízios, por se referir a bens utilizados nos escritórios administrativos, no restaurante/copa e em reformas construtivas e edificações, eles não cumprem a exigência contida no art. 3º, inciso VI, das Leis nº 10.637/2002 e 10.833/2003, qual seja, destinaremse à “produção de bens destinados à venda ou na prestação de serviços”, em razão do que não serão acolhidos no cálculo dos créditos da contribuição. No que se refere ao à construção de banheiro, por se subsumir no preceito contido no art. 3º, inciso VII, da Lei nº 10.833/2003, ela deverá ser acolhida no cálculo dos créditos da compensação com base nos encargos de depreciação/amortização. Notese que o dispositivo legal não exige que as edificações e benfeitorias em imóveis próprios ou de terceiros sejam utilizadas no parque fabril da pessoa jurídica, bastando que se destinem às atividades da empresa genericamente consideradas. II.e Ocorrência de vício na glosa relativa aos valores que ultrapassaram a proporção do valor da contribuição paga na importação. Quanto à glosa efetuada relativamente aos valores que ultrapassaram a proporção do valor da contribuição paga na importação, em relação a qual o contribuinte alegou a ocorrência de vícios, em razão do fato de que o valor por ele utilizado não corresponderia ao valor da operação de importação, mas ao valor desta menos o valor do Imposto sobre Produtos Industrializados — IPI, mesmo após o relator de piso ter alertado sobre a necessidade de se comprovar as alegações, o contribuinte não se predispôs a trazer aos autos, em grau de recurso, os elementos de prova necessários para rebater o levantamento efetuado pela Fiscalização com base nos dados por ele mesmo fornecidos. Ora, a pessoa que alega ser detentora de um direito tem o dever de comprovar suas alegações, sem o que o Direito não pode lhe socorrer, precipuamente se se considerar que se trata de sua escrituração ou de documento de sua propriedade, que cabe somente a ele dele dispor na comprovação de suas alegações. Nesse sentido, por falta da prova, não se acata a alegação de ocorrência de vício na glosa efetuada. III. Conclusão Fl. 591DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS 24 Diante do exposto, voto por PROVER PARCIALMENTE o recurso, para RECONHECER o direito do contribuinte de se creditar, observados os elementos probatórios constantes dos autos, precipuamente aqueles averiguados e atestados pela repartição de origem, identificados no Termo de Verificação e Encerramento da Análise Fiscal, quanto a: (i) produtos identificados como fita adesiva, fita uniflec, filme película (STRETCH), película polietileno com impressão, embalagem para parquet, chapas de papelão sem dobras e sem impressão, embalagem de papelão (fundo e tampo), sacos plásticos, tiras de papelão, fita gomada perfurada, embalagem plástica, embalagem papelão (bobina) etc.; (ii) serviços de confecção de etiquetas adesivas e de leibls e serviços de manutenção de máquinas e equipamentos do ativo imobilizado (revestimento com borrachas, revestimento de roda, serviço de guindaste e serviço de revestimento de borracha); (iii) locação de retroescavadeira; (iv) giz escolar, lápis estaca preto, tapete plástico, solução de limpeza e marcador esferográfico; (v) encargos de depreciação calculados sobre máquinas e equipamentos do ativo imobilizado utilizados no processo fabril da pessoa jurídica (exaustor ciclone, motor para empilhadeira, rotores, carro hidráulico, vassoura mecânica, equipamento filtrante, empilhadeira, aspirador de pó, balança eletrônica, coletor de pó, mola, motor trifásico, tira de aço de alto carbono, desumidificador, compressor de ar, elemento separador, central de controle e peças, tacógrafo para caminhão e ciclones); e (vi) encargos de depreciação/amortização calculados sobre construção de banheiro. Esclareçase que o provimento parcial se deve ao creditamento com base nos encargos de depreciação de parte das máquinas e dos equipamentos, em relação a qual o Recorrente pretendia se creditar a título de insumos (partes e peças de reposição) com base nos valores de aquisição. É como voto. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis – Relator. Fl. 592DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10925.000470/200941 Acórdão n.º 380303.214 S3TE03 Fl. 13 25 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara Processo nº: 10925.000470/200941 Interessada: SINCOL S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 4º do art. 63 e no § 3º do art. 81 do Anexo II, c/c inciso VII do art. 11 do Anexo I, todos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, fica um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, intimado a tomar ciência do Acórdão no 380303.214, de 17 de julho de 2012, da 3a Turma Especial da 3a Seção. Brasília DF, em 17 de julho de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Ciente, com a observação abaixo: ( ) Apenas com ciência ( ) Com embargos de declaração ( ) Com recurso especial Em ____/____/______ Fl. 593DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS
score : 1.0
Numero do processo: 10825.001593/2004-13
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Sep 13 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu Sep 13 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 303-01.367
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: MARCIEL EDER COSTA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Sat Feb 25 09:00:02 UTC 2023
anomes_sessao_s : 200709
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Sep 13 00:00:00 UTC 2007
numero_processo_s : 10825.001593/2004-13
anomes_publicacao_s : 200709
conteudo_id_s : 6771992
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Feb 22 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 303-01.367
nome_arquivo_s : 30301367_10825001593200413_092007.PDF
ano_publicacao_s : 2007
nome_relator_s : MARCIEL EDER COSTA
nome_arquivo_pdf_s : 10825001593200413_6771992.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Thu Sep 13 00:00:00 UTC 2007
id : 4624967
ano_sessao_s : 2007
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:23 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => date: 2013-08-19T13:04:33Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; xmp:CreatorTool: CNC Capture; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; pdfa:PDFVersion: A-1b; dc:creator: CNC Solution; dcterms:created: 2013-08-19T13:04:33Z; Last-Modified: 2013-08-19T13:04:33Z; dcterms:modified: 2013-08-19T13:04:33Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:83df955f-8fa5-4879-b0e3-ba6f479d456d; Last-Save-Date: 2013-08-19T13:04:33Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC Capture; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2013-08-19T13:04:33Z; meta:save-date: 2013-08-19T13:04:33Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-08-19T13:04:33Z; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solution; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solution; pdfaid:conformance: B; meta:author: CNC Solution; meta:creation-date: 2013-08-19T13:04:33Z; created: 2013-08-19T13:04:33Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2013-08-19T13:04:33Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; pdfaid:part: 1; access_permission:can_print: true; Author: CNC Solution; producer: CNC Solution; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solution; pdf:docinfo:created: 2013-08-19T13:04:33Z | Conteúdo =>
_version_ : 1761290044615688192
score : 1.0
Numero do processo: 10166.007703/2008-95
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Jan 20 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Exercício: 2004
Ementa:
IRPF. ANISTIADO POLÍTICO.
Para a fruição do beneficio da isenção previsto na Lei n° 10.559/2002, é necessário comprovar, com documentação bastante, a condição de anistiado político. O direito à restituição de imposto pago antes da publicação do Decreto n° 4.897, de 2003, sobre rendimentos percebidos por anistiados políticos, é devido somente quando deferida, mediante requerimento ao Ministério da Justiça, a substituição da aposentadoria ou pensão excepcional
pelo regime de prestação mensal, permanente e continuada instituído pela Lei n9 10.559, de 2002. Efetuada a comprovação em tela, o reconhecimento da isenção é de rigor.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2802-001.318
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, DAR
PROVIMENTO ao recurso, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: SIDNEY FERRO BARROS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Dec 10 09:00:01 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201201
ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2004 Ementa: IRPF. ANISTIADO POLÍTICO. Para a fruição do beneficio da isenção previsto na Lei n° 10.559/2002, é necessário comprovar, com documentação bastante, a condição de anistiado político. O direito à restituição de imposto pago antes da publicação do Decreto n° 4.897, de 2003, sobre rendimentos percebidos por anistiados políticos, é devido somente quando deferida, mediante requerimento ao Ministério da Justiça, a substituição da aposentadoria ou pensão excepcional pelo regime de prestação mensal, permanente e continuada instituído pela Lei n9 10.559, de 2002. Efetuada a comprovação em tela, o reconhecimento da isenção é de rigor. Recurso Voluntário Provido.
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
numero_processo_s : 10166.007703/2008-95
conteudo_id_s : 5233000
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Dec 07 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2802-001.318
nome_arquivo_s : Decisao_10166007703200895.pdf
nome_relator_s : SIDNEY FERRO BARROS
nome_arquivo_pdf_s : 10166007703200895_5233000.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, DAR PROVIMENTO ao recurso, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Fri Jan 20 00:00:00 UTC 2012
id : 4593906
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:15 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044616736768
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1749; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE02 Fl. 1 1 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10166.007703/200895 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2802001.318 – 2ª Turma Especial Sessão de 20 de janeiro de 2012 Matéria IRPF Recorrente JOÃO BATISTA DE PAULA Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2004 Ementa: IRPF. ANISTIADO POLÍTICO. Para a fruição do beneficio da isenção previsto na Lei n° 10.559/2002, é necessário comprovar, com documentação bastante, a condição de anistiado político. O direito à restituição de imposto pago antes da publicação do Decreto n° 4.897, de 2003, sobre rendimentos percebidos por anistiados políticos, é devido somente quando deferida, mediante requerimento ao Ministério da Justiça, a substituição da aposentadoria ou pensão excepcional pelo regime de prestação mensal, permanente e continuada instituído pela Lei n9 10.559, de 2002. Efetuada a comprovação em tela, o reconhecimento da isenção é de rigor. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, DAR PROVIMENTO ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Ferro Barros Relator. EDITADO EM: 25/03/2012 Fl. 86DF CARF MF Impresso em 15/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martin Fernandez, Lucia Reiko Sakae, Carlos Andre Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite e Sidney Ferro Barros. Relatório Peço vênia para iniciar o presente com a transcrição do quanto relatado pela decisão de primeira instância, in verbis: “Para o contribuinte identificado no preâmbulo foi emitida, por Auditor Fiscal da DRF Brasilia (DF), a Notificação de Lançamento de fls. 10 e 12/13, referente ao imposto de renda pessoa física do exercício 2004. Foi apurado imposto suplementar de R$ 3.993,64. A Notificação de Lançamento originouse da revisão da Declaração de Ajuste Anual entregue em 03/09/2004, quando foram alterados os dados nela informados, em razão da omissão de rendimentos do trabalho com vinculo empregaticio, no valor de R$ 28.865,12, conforme se denota da descrição dos fatos e enquadramento legal à fl. 13. Consta, na descrição dos fatos, que o contribuinte, intimado, não apresentou documentos à fiscalização no decorrer do procedimento de revisão da declaração. Depois de cientificado do lançamento, o contribuinte apresenta impugnação as fls. 1/7, na qual, de inicio, faz referências aos termos da Notificação de Lançamento. Menciona que a concessão de anistia aos que foram perseguidos pelo Estado durante o regime militar teve inicio com a Lei n° 6.683/1979, sendo que o alcance do beneficio foi ampliado pelo art. 8º dos Atos das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal de 1988. Afirma que a aposentadoria excepcional de anistiado tem natureza indenizatória, reconhecida pela MP n° 65, de 28/08/2002, a qual declarou que os rendimentos recebidos a este titulo são isentos do imposto de renda, portanto, não se enquadram no disposto pelo art. 431 do CTN. Acrescenta que as declarações a outros exercícios foram declaradas da mesma forma, as quais foram aceitas pela Receita Federal do Brasil. Para amparar os argumentos apresentados, transcreve ementas de julgados do STJ e dos TRF da lª e 2ª Regiões. Requer a improcedência do lançamento.” A decisão recorrida, contudo, considerou a impugnação improcedente, assim concluindo conforme ementa: “Para usufruir o beneficio da isenção prevista na Lei n° 10.559, de 2002, necessário comprovar, mediante documentos hábeis e idôneos, a condição de anistiado político. O direito à restituição de imposto pago antes da publicação do Decreto n° 4.897, de 2003, sobre rendimentos percebidos por anistiados políticos, é devido somente quando deferida, mediante requerimento ao Ministério da Justiça, a substituição da aposentadoria ou pensão excepcional pelo regime de prestação mensal, permanente e continuada instituído pela Lei n9 10.559, de 2002.” No recurso voluntário, o interessado reprisa razões da impugnação e aduz: Fl. 87DF CARF MF Impresso em 15/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10166.007703/200895 Acórdão n.º 2802001.318 S2TE02 Fl. 2 3 que a fundamentação utilizada para o indeferimento da impugnação não subsiste, uma vez que se comprova pela documentação ora juntada o cumprimento da condição sine qua non para tanto, pois restou publicado no Diário Oficial da União, n° 219, de 17 de novembro de 2009, Seção 1, pág. 110, considerandose o resultado do julgamento proferido pela Comissão de Anistia, na 76a Sessão realizada no dia 16 de setembro de 2009, referente ao requerimento de anistia n° 2003.02.28276, a determinação do Exmo. Sr. Ministro de Estado da Justiça de ratificar a condição de anistiado político do Recorrente e substituir a Aposentadoria Excepcional de Anistiado, que recebe referente ao beneficio INSS n 058/055.918.9297, pelo regime de prestação mensal, permanente e continuada nos termos do art. 1°, inciso I e II c/c art. 19 da Lei no 10.559, de 13 de novembro de 2002; que a situação fática subsumese perfeitamente aos dispositivos legais referentes à isenção do imposto de renda, uma vez tratarse de anistiado político, tendo assegurada a nãoincidência do imposto de renda e contribuição previdenciária aos seus proventos. Cita jurisprudência. É o relatório. Voto Conselheiro Sidney Ferro Barros, Relator. O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. A Lei n° 10.559/2002, ao regulamentar o art. 8° do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, estabelecendo o Regime do Anistiado Político, garantiu ao anistiado político, entre outros direitos, o da reparação econômica, de caráter indenizatório, em prestação única ou em prestação mensal, permanente e continuada e também dispôs que os valores pagos a titulo de indenização são isentos do imposto de renda (art. 1º, parágrafo único). Importa aduzir o quanto previsto para os pagamentos aos já anistiados políticos, que vinham sendo efetuados pelo INSS e demais entidades, segundo arts. 11 e 19 da Lei n° 10.559/2002: “Art.11. Todos os processos de anistia política, deferidos ou não, inclusive os que estão arquivados, bem como os respectivos atos informatizados que se encontram em outros Ministérios, ou em outros órgãos da Administração Pública direta ou indireta, serão transferidos para o Ministério da Justiça, no prazo de noventa dias contados da publicação desta Lei. (...) Art.19. 0 pagamento de aposentadoria ou pensão excepcional relativa aos já anistiados políticos, que vem sendo efetuado pelo INSS e demais entidades públicas, bem como por empresas, mediante convênio com o referido instituto, será mantido, sem solução de continuidade, até a sua substituição pelo regime de prestação Fl. 88DF CARF MF Impresso em 15/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 mensal, permanente e continuada, instituído por esta Lei, obedecido o que determina o art. 11.” Por seu turno, o Decreto n° 4.897, de 25 de novembro de 2003, ao regulamentar a matéria, dispôs: “Art. 1º Os valores pagos a título de indenização a anistiados políticos são isentos do Imposto de Renda, nos termos do parágrafo único do art. 9º da Lei nº 10.559,de 13 de novembro de 2002. § 1° O disposto no caput inclui as aposentadorias, pensões ou proventos de qualquer natureza pagos aos já anistiados políticos, civis ou militares, nos termos do art. 19 da Lei 11 0 10.559, de 2002. § 2º Caso seja indeferida a substituição de regime prevista no art. 19 da Lei 10.559, de 2002, a fonte pagadora deverá efetuar a retenção retroativa do imposto devido até o total pagamento do valor pendente, observado o limite de trinta por cento do valor liquido da aposentadoria ou pensão. Art. 2º O disposto neste Decreto produz efeitos a partir de 29 de agosto de 2002, nos termos do art. 106, inciso I, da Lei n" 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código tributário Nacional. Parágrafo único. Eventual restituição do Imposto de Renda já pago até a publicação deste Decreto efetivarseá após deferimento da substituição de regime prevista no art. 19 da Lei n°10.559, de 2002.” Portanto, a restituição de imposto retido e pago pela fonte pagadora antes da publicação do Decreto n° 4.897, de 25 de novembro de 2003, de acordo com o parágrafo único do seu art. 2°, somente poderá ser efetivada após a substituição do regime prevista na Lei n° 10.559/2002. Releiase a afirmação conclusiva do eminente Relator do acórdão recorrido: “Sendo comprovado com documentos hábeis e idôneos, são isentos do imposto de renda os proventos percebidos a titulo de anistia a partir de agosto de 2002. Da mesma forma, também é certo que a substituição de regime, prevista no art. 19 da Lei n° 10.559/2002, caracteriza requisito imprescindível para obter a restituição do imposto de renda retido antes da publicação (em novembro/2003) do Decreto n°4.897/2003.” De fato, o documento ora trazido à colação pelo Recorrente comprova que restou publicado no Diário Oficial da União, n° 219, de 17 de novembro de 2009, Seção 1, pag. 110, considerandose o resultado do julgamento proferido pela Comissão de Anistia, na 76a Sessão realizada no dia 16 de setembro de 2009, referente ao requerimento de anistia n° 2003.02.28276, a determinação do Exmo. Sr. Ministro de Estado da Justiça de ratificar a condição de anistiado político do Recorrente e substituir a Aposentadoria Excepcional de Anistiado, que recebe referente ao beneficio INSS nº 58/055.918.9297, pelo regime de prestação mensal, permanente e continuada nos termos do art. 1°, inciso I e II c/c art. 19 da Lei no 10.559, de 13 de novembro de 2002. Assim, preenchido o requisito para a fruição da isenção, dou provimento ao recurso. É o meu voto. Brasília/DF, Sala das Sessões, em 20 de janeiro de 2012. Fl. 89DF CARF MF Impresso em 15/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10166.007703/200895 Acórdão n.º 2802001.318 S2TE02 Fl. 3 5 (assinado digitalmente) Sidney Ferro Barros Fl. 90DF CARF MF Impresso em 15/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 6 Fl. 91DF CARF MF Impresso em 15/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10166.007703/200895 Acórdão n.º 2802001.318 S2TE02 Fl. 4 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº: 10166.007703/200895 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão nº 2802001.318. Brasília/DF, 11 de julho de 2012 (assinado digitalmente) JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Presidente Segunda Turma Especial da Segunda Câmara/Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 92DF CARF MF Impresso em 15/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 10814.004337/2002-45
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Nov 09 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Wed Nov 09 00:00:00 UTC 2005
Ementa: II / IPI DEVIDOS QUANDO O TRÂNSITO ADUANEIRO NÃO FOR CONCLUÍDO. COMPROVAÇÃO EXTEMPORÂNEA OU A NÃO COMPROVAÇÃO DA CHEGADA DO TRÂNSITO. RESPONSABILIDADE DO TRANSPORTE DOMÉSTICO CABE
EXCLUSIVAMENTE ÀS TRANSPORTADORAS NACIONAIS.
Recurso negado.
Numero da decisão: 303-32.524
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: SÍLVIO MARCOS BARCELOS FIUZA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Dec 10 09:00:01 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200511
ementa_s : II / IPI DEVIDOS QUANDO O TRÂNSITO ADUANEIRO NÃO FOR CONCLUÍDO. COMPROVAÇÃO EXTEMPORÂNEA OU A NÃO COMPROVAÇÃO DA CHEGADA DO TRÂNSITO. RESPONSABILIDADE DO TRANSPORTE DOMÉSTICO CABE EXCLUSIVAMENTE ÀS TRANSPORTADORAS NACIONAIS. Recurso negado.
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Nov 09 00:00:00 UTC 2005
numero_processo_s : 10814.004337/2002-45
anomes_publicacao_s : 200511
conteudo_id_s : 4404953
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Dec 05 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 303-32.524
nome_arquivo_s : 30332524_126671_10814004337200245_004.PDF
ano_publicacao_s : 2005
nome_relator_s : SÍLVIO MARCOS BARCELOS FIUZA
nome_arquivo_pdf_s : 10814004337200245_4404953.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Wed Nov 09 00:00:00 UTC 2005
id : 4670933
ano_sessao_s : 2005
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:34 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044630368256
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-10T12:30:44Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-10T12:30:44Z; Last-Modified: 2009-08-10T12:30:44Z; dcterms:modified: 2009-08-10T12:30:44Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-10T12:30:44Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-10T12:30:44Z; meta:save-date: 2009-08-10T12:30:44Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-10T12:30:44Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-10T12:30:44Z; created: 2009-08-10T12:30:44Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-08-10T12:30:44Z; pdf:charsPerPage: 1157; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-10T12:30:44Z | Conteúdo => • • :;;;-â„..'41,..„,, MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • '";;'`;;W? TERCEIRA CÂMARA Processo n° : 10814.004337/2002-45 Recurso n° : 126.671 Acórdão n° : 303-32.524 Sessão de : 09 de novembro de 2005. Recorrente : TRANSPALLET TRANSPORTES RODOVIÁRIOS DE CARGAS LTDA. Recorrida : DRJ/SÃO PAULO/SP II / IPI DEVIDOS QUANDO O TRÂNSITO ADUANEIRO NÃO FOR CONCLUÍDO. COMPROVAÇÃO EXTEMPORÂNEA OU A NÃO COMPROVAÇÃO DA CHEGADA DO TRÂNSITO. RESPONSABILIDADE DO TRANSPORTE DOMÉSTICO CABE • EXCLUSIVAMENTE ÀS TRANSPORTADORAS NACIONAIS. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. el ANELIS r DA II I T PRIETO Presiden • SILVIO MAR B ELOS FIÚZA— mor Relator Formalizado em: • O 2 FEV 2006 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Zenaldo Loibman, Nanci Gama, Sérgio de Castro Neves, Marciel Eder Costa, Nilton Luiz Bartoli e Tarásio Campelo Borges. Esteve presente o Procurador da Fazenda Nacional Leandro Felipe Bueno Tiemo. .1 • 1. Processo n° : 10814.004337/2002-45 Acórdão n° : 303-32.524 RELATÓRIO Trata o presente processo sobre autuação promovida para fins de se exigir da empresa CANADIAN AIRLINES INTERNACIONAL LTD, infrações relativas ao Regime de Trânsito Aduaneiro em 25/11/1999, por comprovação fora do prazo previsto da conclusão de operação de trânsito aduaneiro. Relata a peça acusatória que a operação tinha como também responsáveis solidários as empresas VARIG S/A VIAÇÃO AÉREA RIOGRANDENSE e TRANSPALLET TRANSPORTES RODOVIÁRIO DE CARGAS LTDA. Desta maneira, foi efetivada a Execução dos Termos de Responsabilidade das DTA' S em nome da CANADIAN AIRLINES INTERNACIONAL LTD. Em 28/12/1999. A DRF de Julgamento de São Paulo-SP, em 01/07/2002, julgou o Processo conjunto, dando deferimento parcial da impugnação, para excluir a multa por falta de GI, por ser inaplicável a espécie, mantendo a infração de comprovação extemporânea e a cobrança de II e IPI, por tida não conclusão do trânsito aduaneiro, e principalmente, julgou conforme se segue (S/C): Solicita-se à repartição de origem verificar se a empresa CANADIAN AIRLINES INTERNACIONAL LTD é empresa aérea estrangeira, e, em caso afirmativo, efetuar a cobrança do crédito tributário apenas dos Responsáveis Solidários, tendo em vista os Pareceres e normativos citados acima, segundo os quais empresa aérea de transporte estrangeira não pode ser beneficiária do regime especial de trânsito aduaneiro e, em conseqüência, não se lhe pode imputar responsabilidades decorrentes de infrações relativas ao regime em questão, cuja habilitação está reservada apenas as empresas nacionais." .1r A empresa TRANSPALLET TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGAS LTDA., destarte intimada, foi quem apresentou Recurso Voluntário, expondo suas razões recursais. Em 23/04/2003, o Egrégio Terceiro Conselho de Contribuintes, através desta Terceira Câmara, por proposição do Eminente Conselheiro IRINEU BIANCHI, Relator do Processo em referência, propôs o retorno do Processo à DRJ de origem para que fosse formalizado o mesmo em nome da recorrente, uma vez que fora exonerada da responsabilidade a empresa CANADIAN, bem como, não estando devidamente formalizado o arrolamento de bens para garantia de estância. Cumprido em parte a Proposição, o processo retornou à esse Egrégio Conselho de Contribuintes. f .• .1 • ,.. Processo n° : 10814.004337/2002-45 Acórdão n° : 303-32.524 Através do relato desse Conselheiro, o processo em apreço foi incluído na pauta de julgamento na Sessão de 20 de outubro de 2004 dessa Câmara, em que foi por unanimidade de votos, através da Resolução 303-00.979, convertido o julgamento em diligência, para que o presente processo retomasse à Delegacia da Receita Federal de origem para serem adotadas as seguintes providências: -Que fosse anexado ao presente Processo, todos os Autos de Infrações, que deverão ter sido lavrados contra a recorrente, os quais, supomos, estejam anexados a outros Processos que foram compostos em apartados; -Anexar todos os Termos de Intimação e Notificação que foram dirigidos pela Secretaria da Recita Federal à recorrente, em virtude das infrações que foram julgadas cometidas; , -Igualmente, anexar os competentes comprovantes de Recebimento• por parte da recorrente, referentes aos Termos referidos no item anterior; -Após o que, retome o Processo para apreciação e julgamento por esse Egrégio Conselho. O processo foi remetido a ALF / GRU / SP - GARRE, para as devidas providências (fls. 162), com o que o Sr. Supervisor do GARRE / SRRFO8 emitiu o Comunicado n° 048/05 dando ciência dos fatos à empresa recorrente (fls. 164). Anexou em seguida, às fls. 166 a 253 - Volume 01 e 255 a 257 - Volume 02, os Autos de Infrações e demais documentos demonstrativos dos créditos tributários apurados contra o contribuinte CANADIAN AIRLINES INTERNATIONAL LTD., tendo como Responsável Solidário a empresa TRANSPALLET TRANSPORTES RODOVIÁRIO DE CARGAS LTDA., constando explicitamente o contribuinte ora recorrente como respondendo solidariamente_pelas — Ç_obrigações fiscais, nos termos -do -Art. 275d Regulamento Aduaneiro, anexando igualmente a fotocópia do Cartão de Credenciamento e Identificação do Responsável Legal pela empresa recorrente, como também, as demais informações solicitadas quanto a Intimações / Notificações e as devidas "ciências" correspondentes. , É o relatório.4_ , 3 • ,., • Processo n° : 10814.004337/2002-45 Acórdão n° : 303-32.524 VOTO Conselheiro Silvio Marcos Barcelos Fiúza, Relator Estando presentes todos os requisitos para a admissibilidade do presente recurso, bem como, tratando-se de matéria da competência deste Colegiado, conheço do Recurso Voluntário. Conforme se verifica, o resultado da Diligência comprovou devidamente que estando excluída de responsabilidade a empresa transportadora estrangeira CANADIAN AIRLINES INTERNATIONAL LTD., quando em trânsito aduaneiro nas operações relativas ao transporte Doméstico, que somente poderá ser 411 operada por empresa nacional devidamente habilitada, conforme prevê o Art. 258 do Regulamento Aduaneiro. Assim, nos termos dos Artigos 275 e 276, § 1°, do já referido Regulamento Aduaneiro que obriga ao "transportador que realizar operação de transporte de mercadoria em trânsito aduaneiro no território nacional responderá pelo conteúdo dos volumes nos casos previstos no parágrafo 10 do artigo 478 e deverá comprovar, dentro do prazo estabelecido, a chegada da mercadoria na forma indicada na Subseção II da Seção VI." Enquanto, o Parágrafo primeiro, do citado dispositivo legal reza: "O Transportador que não comprovar a chegada da mercadoria ao local de destino ficará sujeito ao cumprimento das obrigações fiscais assumidas no termo de responsabilidade, sem prejuízo das penalidades previstas neste Regulamento e demais sanções cabíveis." Portanto, por tudo o que se contém no processo em apreço, concluo que a responsabilidade pelos tributos e as multas incidentes decorrentes da comprovação -fora do prazo, do -trânsito- aduiteiro ora debatido, cabem as transportadoras nacionais, recaindo sobre a ora recorrente TRANSPALLET TRANSPORTES RODOVIÁRIO DE CARGAS LTDA., como uma das responsáveis solidárias, a responsabilidade pelo crédito tributário apurado no presente processo. Recurso voluntário que se nega provimento. Sala das 5 , sões, em 09 de novembro de 2005. • SILVIO MARC (1 BARCELOS FIÚZA - elator 4
score : 1.0
Numero do processo: 13609.900421/2010-15
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 26 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Contribuição PIS/COFINS
Ano Calendário: 2007
CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. TAXA SELIC. INAPLICABILIDADE.
O crédito presumido do IPI, como ressarcimento do PIS e da COFINS,
incidentes sobre as respectivas aquisições, no mercado interno, de matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagem, para utilização no processo produtivo não permite a aplicação de atualização monetária ou incidência de juros sobre os valores decorrentes de aproveitamento de crédito, por expressa vedação legal. Precedente.
Numero da decisão: 3803-003.549
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: JORGE VICTOR RODRIGUES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 18 09:00:02 UTC 2023
anomes_sessao_s : 201209
ementa_s : Contribuição PIS/COFINS Ano Calendário: 2007 CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. TAXA SELIC. INAPLICABILIDADE. O crédito presumido do IPI, como ressarcimento do PIS e da COFINS, incidentes sobre as respectivas aquisições, no mercado interno, de matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagem, para utilização no processo produtivo não permite a aplicação de atualização monetária ou incidência de juros sobre os valores decorrentes de aproveitamento de crédito, por expressa vedação legal. Precedente.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
numero_processo_s : 13609.900421/2010-15
conteudo_id_s : 6796800
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Mar 13 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 3803-003.549
nome_arquivo_s : 380303549_13609900421201015_201209.pdf
nome_relator_s : JORGE VICTOR RODRIGUES
nome_arquivo_pdf_s : 13609900421201015_6796800.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Wed Sep 26 00:00:00 UTC 2012
id : 4565950
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:03 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044643999744
conteudo_txt : Metadados => date: 2014-07-14T18:18:15Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2014-07-14T18:18:15Z; Last-Modified: 2014-07-14T18:18:15Z; dcterms:modified: 2014-07-14T18:18:15Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:b6e4f5ed-8ada-4f2d-a3e3-6e09948c2e6b; Last-Save-Date: 2014-07-14T18:18:15Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2014-07-14T18:18:15Z; meta:save-date: 2014-07-14T18:18:15Z; pdf:encrypted: true; modified: 2014-07-14T18:18:15Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2014-07-14T18:18:15Z; created: 2014-07-14T18:18:15Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; Creation-Date: 2014-07-14T18:18:15Z; pdf:charsPerPage: 1580; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:created: 2014-07-14T18:18:15Z | Conteúdo => S3TE03 Fl. 1 1 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13609.900421/201015 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3803003.549 – 3ª Turma Especial Sessão de 26 de setembro de 2012 Matéria IPI Ressarcimento Recorrente ARDÓSIAS SANTA CATARINA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Contribuição PIS/COFINS Ano Calendário: 2007 CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. TAXA SELIC. INAPLICABILIDADE. O crédito presumido do IPI, como ressarcimento do PIS e da COFINS, incidentes sobre as respectivas aquisições, no mercado interno, de matérias primas, produtos intermediários e materiais de embalagem, para utilização no processo produtivo não permite a aplicação de atualização monetária ou incidência de juros sobre os valores decorrentes de aproveitamento de crédito, por expressa vedação legal. Precedente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) ALEXANDRE KERN Presidente. (assinado digitalmente) JORGE VICTOR RODRIGUES Relator. EDITADO EM: 23/10/2012 Fl. 163DF CARF MF Impresso em 07/11/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 23/10/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 23/10/2012 por ALEXANDRE KERN 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente), João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani, Belchior Melo De Sousa, Hélcio Lafetá Reis, Jorge Victor Rodrigues E Eu, Areovaldo Mariano Tavares, Chefe da Secretaria, a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Relatório O contribuinte transmitiu Per/DComp de Ressarcimento nº 05914.171136.310308.1.1.018870, para o 4o trimestre de 2007, referente a crédito presumido de IPI, Lei º 9.363/96, no valor de R$ 17.398,27. O valor do referido crédito transmitido foi integralmente reconhecido, porém foi insuficiente para compensar integralmente os débitos informados pelo sujeito passivo, razão pela qual o Despacho Decisório nº 843151755, de 07/07/09, homologou parcialmente a compensação declarada no Per/DComp nº 04625.89361.031106.1.3.047257, sendo o saldo devedor composto de R$ 1.036,55 (principal), somados a R$ 207,31 (multa de mora) e R$ 551,75 (juros). O Contribuinte manifestando a sua inconformidade argüiu que há um equívoco na análise procedida pela DRF que não levou em consideração que as compensações vinculadas ao crédito não podem ser analisadas de forma independente, porém conjuntamente, conforme o extrato da DCTF anexo à manifestação de inconformidade, pois assim irá restar claro que a soma de todas elas juntamente com a multa e juros amortizam a totalidade do débito. Ressaltou que o despacho decisório não se manifestou acerca da correção monetária do crédito pela Taxa Selic, embora a jurisprudência administrativa tenha consolidado o entendimento no sentido de admitir a atualização monetária neste sentido, mencionando jurisprudência administrativa a respaldar o alegado (Acórdão nº 20214833 proc 13877.000131/9636, sessão de 10/06/03, DPM, Rel. Ana Neyle Olímpio Holanda, tese equiparou confirmada pela CSRF mediante o Acórdão nº CSRF/0202.076, sessão de 17/10/2005, pois reconhece a equiparação dos institutos da restituição e do ressarcimento tributários e confere o direito à utilização da Taxa Selic, ex vi do Dec. 2.138/97). Conclusos foram os autos a julgamento pela 3ª Turma da DRJ/JFA que, por meio do Acórdão nº 0940.043, de 20/04/12, proferiu decisão sintetizada na forma da ementa adiante transcrita: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/10/2007 a 31/12/2007 NORMAS DE CONFRONTAÇÃO ENTRE CRÉDITOS E DÉBITOS A COMPENSAR. Com o disciplinamento do processamento eletrônico dos Pedidos de Ressarcimento e das Declarações de Compensação, legitimamente adotado pela RFB, o correto é verificar o montante do direito creditório, para depois perquirir se este é suficiente para a realização das compensações a ele vinculadas. O débito em si, na sua integralidade, como consta da DCTF, não importa, apenas interessa a parcela desse débito que o contribuinte, a seu Fl. 164DF CARF MF Impresso em 07/11/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 23/10/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 23/10/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 13609.900421/201015 Acórdão n.º 3803003.549 S3TE03 Fl. 2 3 talante, pretendeu compensar com determinado crédito de um determinado período de apuração. CORREÇÃO MONETÁRIA E JUROS. É incabível, por falta de previsão legal, a incidência de atualização monetária ou de juros sobre créditos escriturais do IPI, bem como sobre o saldo credor trimestral acumulado, sejam eles decorrentes dos chamados créditos básicos ou de incentivos fiscais. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Levando em consideração os argumentos expendidos pela contribuinte a decisão retromencionada analisou conjuntamente as informações da DCTF ativa (ND: 1000.000.2008.2010398569), comparandoas com as declarações de compensação relacionadas na manifestação de inconformidade Per/DComp do período de apuração do crédito vinculado ao valor do débito (CSLL e IRPJ). Neste sentido pedese vênia para efetuar a transcrição de excertos do voto vencedor que esclarece alhures o imbróglio sob exame. Deduzse da manifestação de inconformidade que para o contribuinte não interessa que a totalidade do crédito esteja vinculada a diversas declarações de compensação e que tais documentos tenham, por exemplo, como suporte saldos credores de IPI do 3º trimestre de 2005 (DCOMP Nº 38667.38200.281005.1.3.013530), ou o 2º trimestre de 2002 (DCOMP Nº 39720.65222.281005.1.3.019560) ou ainda o 1º trimestre de 2008 (DCOMP Nº 34500.55643.210508.1.3.019008). Basta que no conjunto correspondam a um determinado débito de tributo, de um determinado período de apuração, cuja compensação, informada em DCTF, tenha se dado forma parcelada para que a análise desses documentos se dê conjuntamente. E ainda que se compensem os diversos saldos credores com o débito na sua integralidade. Contrário senso, solução mais lógica e mais objetiva adotou a Receita Federal do Brasil. Dada a competência de disciplinar a matéria, nos termos do §14 da Lei nº 9.430, de 1996, com redação pela Lei nº 11.051, de 2004, a RFB criou os programas eletrônicos para as petições de restituição, de ressarcimento e de compensação e viabilizou os respectivos processamentos eletrônicos. Especialmente para o saldo credor de IPI, a RFB definiu como parâmetro de análise o período a que se referia o crédito, por exemplo, o 4º trimestre de 2007. Assim sendo, no caso de ressarcimento de IPI, para o qual estão atreladas Fl. 165DF CARF MF Impresso em 07/11/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 23/10/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 23/10/2012 por ALEXANDRE KERN 4 compensações, todas as Declarações de Compensação referidas ao crédito de um mesmo período de apuração e o Pedido de Ressarcimento (quando existente) são juntados em famílias, ou seja, a família do 4º trimestre de 2007, para utilizar exemplificação do caso sob análise. Com este disciplinamento, o correto é verificar o montante do direito creditório, para depois perquirir se este é suficiente para a realização das compensações a ele vinculadas. O débito em si, na sua integralidade, como consta da DCTF, não importa, apenas interessa a parcela desse débito que o contribuinte, a seu talante, pretendeu compensar com determinado crédito de um determinado período de apuração. Esse confronto de débito e crédito para a efetivação da compensação segue as regras de valoração, segundo a legislação do tributo, tomandose o valor original do crédito e acrescendose ao débito multa e juros de mora, quando, na data da apresentação da Declaração de Compensação, o tributo a compensar já se encontre vencido. O débito a compensar, ainda que parcial em relação ao seu montante declarado em DCTF, é pleno, pois revestido de todas as condições legais: tem origem (IRPJ ou CSLL, no caso presente), valor definido, período de apuração e data de vencimento. Ademais é confissão de dívida conforme definido no § 6º do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, incluído pela Lei nº 10.833, de 2003 (§ 6º A declaração de compensação constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados). Dados os esclarecimentos acima, é se de concluir que não houve contrariedade ao desejo contribuinte: a compensação se deu nos estritos limites de sua petição. Ora, se em determinado momento ele tivesse se dado conta de que pretendia compensar débitos outros com créditos diferentes daqueles inseridos nas declarações de compensação, deveria têlas retificado em tempo hábil. Nesse momento, desejar transmudar todo o sistema operacional da RFB para atender à situação particular fere sem dúvida o princípio da isonomia que deve nortear a Administração Pública. Não há sistema de processamento individualizado para cada contribuinte, o sistema é único e todos, administrados e funcionários, a ele se submetem, especialmente os julgadores administrativos, vinculados ao entendimento da RFB expresso em atos normativos ( art. 7º, inciso V, da Portaria MF nº 341, de 12/07/2011). No que atine à atualização monetária do saldo credor de IPI o acórdão entendeu que na ausência de autorização legal expressa, a admissão da incidência de consectários relativos à correção monetária ou juros sobre créditos escriturais, sejam eles decorrentes dos chamados créditos básicos ou de créditos incentivados, ou sobre o saldo credor trimestral pela autoridade administrativa representaria uma indevida inovação da ordem jurídica, cuja competência cabe privativamente ao legislador. Não há, destarte, como aceitála, adotando esta conduta consubstanciado na IN SRF nº 210, de 30/09/2002; a IN SRF nº 460, de 18/10/2004; a IN SRF nº 600, de 28/12/2005, e a IN RFB nº 900, de 30/12/2008 que atualmente regulamenta os dispositivos referentes à restituição de indébitos, ao ressarcimento Fl. 166DF CARF MF Impresso em 07/11/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 23/10/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 23/10/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 13609.900421/201015 Acórdão n.º 3803003.549 S3TE03 Fl. 3 5 e à compensação de tributos e contribuições administrados pela Receita Federal do Brasil – esclarecem o fato, respectivamente em seus artigos 38, §2º; e 51, §5º; 52, §5º, e 72, §5º, inc. I, de que não incidirão juros compensatórios no ressarcimento de créditos do IPI. O sujeito passivo tomou ciência do teor do Acórdão retromencionado em 25/05/12, conforme atesta o AR e, irresignada com o seu desfecho contra o mesmo interpôs recurso voluntário em 14/06/12 (vide protocolo), para aduzir sucintamente: O despacho decisório negou a atualização do crédito pela via da Taxa Selic, entretanto a jurisprudência administrativa admita tal procedimento, mencionando jurisprudência neste sentido. Defendeu a existência de imperfeição técnica, jurídica e ética, da parte da autoridade administrativa e de plausibilidade quanto a possibilidade da correção dos pedidos de ressarcimento, pois o Dec. 2.138/97 equipara os institutos da restituição e ressarcimento, bem assim que a interpretação teleológica e sistemática deste decreto, combinado com o art. 39, § 4o da Lei nº 9.250/95, impede qualquer outra interpretação que não esta, ressalvando que, in casu, tratase de pagamento indevido e a maior, que deverá ser devolvido ao contribuinte acrescido da correção cabível, sob pena de dar azo a enriquecimento sem causa por parte do ente público. Ao final requer que seja determinada a baixa do processo para análise manual, justificando o pedido sob o argumento de que houve equívoco na leitura do Per/DComp de nº 05914.171136.310308.1.1.018870 pelo sistema da RFB, para que se reconheça a vinculação do crédito ao débito suso mencionado; bem assim o reconhecimento da aplicação da Taxa Selic como legítima para a atualização do crédito, desde a data do pedido de ressarcimento, para compensação dos tributos a ele vinculados, devendo o saldo ser ressarcido em espécie ao contribuinte. É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Victor Rodrigues O recurso voluntário é tempestivo e atende aos demais pressupostos de admissibilidade, dele conheço. Os autos trazidos a este Colegiado para apreciação tem, inicialmente, como objeto o reconhecimento do direito creditório contido no pedido de ressarcimento vinculado a Per/DComp, bem assim ao reconhecimento da atualização de saldo credor de IPI pela Taxa Selic. Acerca do tema que envolve o reconhecimento do valor do ressarcimento já se pronunciou o Despacho Decisório de nº 843151755, de 07/07/09, que atestou a integralidade do crédito transmitido, naquela ocasião homologando parcialmente a compensação informada nesta declaração. Fl. 167DF CARF MF Impresso em 07/11/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 23/10/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 23/10/2012 por ALEXANDRE KERN 6 Por tal razão, ao manifestar a sua inconformidade o recorrente aduziu pela existência de um equívoco na análise procedida pelo órgão preparador, que não levou em consideração que as compensações vinculadas ao crédito não podem ser analisadas de forma independente, porém conjuntamente, conforme o extrato da DCTF anexo à manifestação de inconformidade, pois somente assim restaria claro que a soma de todas elas juntamente com a multa e juros amortizam a totalidade do débito. Considerando as assertivas formuladas pelo contribuinte o juízo a quo procedeu a análise dos fatos consoante proposto na manifestação de inconformidade, concluindo que não houve contrariedade ao desejo manifestado pela ora recorrente, que a compensação se deu nos estritos limites de sua petição. Daí, a decisão pela confirmação do decidido no despacho decisório e razão para o julgamento pela improcedência da manifestação de inconformidade neste aspecto. E mais, aduziu o voto condutor ao acórdão hostilizado que: “se era desejo do recorrente compensar outros débitos outros com créditos diferentes daqueles inseridos nas declarações de compensação, deveria têlas retificado em tempo hábil, pois caso contrário o desejo é de transmudar todo o sistema operacional da RFB para atender a uma situação particular”, o que fere o princípio da isonomia. Em relação a este tema, em sede de recurso, o contribuinte não se opõe expressamente contra a decisão de primeira instância, embora consigne a matéria no recurso voluntário, e nas razões de pedir requeira a baixa do processo para análise manual, justificando o pedido sob o argumento de que houve equívoco na leitura do Per/DComp de nº 05914.171136.310308.1.1.018870 pelo sistema da RFB, para que se reconheça a vinculação do crédito ao débito suso mencionado. Ocorre que o recorrente não traz aos autos nenhum indicativo de que a análise efetuada em relação ao tema sob enfoque e explorado pelo juízo a quo contenha erro no que atine à apreciação do reconhecimento do pedido de ressarcimento vinculado ao Per/DComp ali mencionado. A este respeito prescreve o artigo 473 do CPC, utilizado subsidiariamente nos julgamentos de processos administrativos fiscais no âmbito do CARF: É defeso à parte discutir, no curso do processo, as questões já decididas, a cujo respeito se operou a preclusão. É certo que a preclusão é um instituto processual que visa a dar sempre seguimento à demanda, garantindo “a segurança dos processos, fazendo com que não se eternizem, em repetições constantes. Consiste na perda de faculdade processual, ou seja, na extinção do direito a que a parte tivera de realizar o ato, ou de exigir determinada providência, como feito, in casu. Portanto, uma vez que a matéria se exauriu em sede de primeira instância e, por não haver sequer um argumento que se contraponha, ou mesmo que traga novos indicativos acerca da existência do equívoco cometido pela decisão a quo e, em homenagem ao princípio da segurança jurídica, julgo prejudicado o atendimento deste pleito em face da ocorrência de preclusão consumativa. Resumese, então, a apreciação do feito à questão da atualização monetária de crédito decorrente de ressarcimento de saldo credor de IPI, mediante a aplicação de Taxa Selic. Passo à análise deste tema. Fl. 168DF CARF MF Impresso em 07/11/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 23/10/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 23/10/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 13609.900421/201015 Acórdão n.º 3803003.549 S3TE03 Fl. 4 7 Nos últimos julgamentos que participei e que trata acerca deste tema tenho me pronunciado de forma semelhante ao entendimento profligado pelo juízo a quo, ou seja, pelo descabimento da correção monetária de saldo credor de IPI, por falta de expressa autorização legal. Neste sentido transcrevo a seguir excertos do voto que proferi nos autos do processo nº 10380.900071/200634, julgado na sessão de 27 de junho último. Da Correção Monetária Há que se registrar que, no caso das contribuições não cumulativas existe expressa vedação legal à atualização monetária ou incidência de juros sobre os valores decorrentes de aproveitamento de crédito, consoante os arts. 13 e 15 da Lei 10.833/03, que assim dispõem: Art. 13. O aproveitamento de crédito na forma do § 4o do art. 3o, do art. 4o e dos §§ 1o e 2o do art. 6o, bem como do § 2o e inciso II do § 4o e § 5o do art. 12, não ensejará atualização monetária ou incidência de juros sobre os respectivos valores. [...] Art. 15. Aplicase à contribuição para o PIS/PASEP nãocumulativa de que trata a Lei no 10.637, de 30 de dezembro de 2002, o disposto: (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) [...] VI no art. 13 desta Lei. (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) (grifei) Da mesma forma, não entendo ser caso da aplicação do entendimento externado pelo STJ quando do julgamento do recurso representativo de controvérsia nº 993.164. Isto porque, o óbice do Fisco constante de ato estatal, administrativo ou normativo que impediu a utilização do crédito de IPI, naquela ocasião, obrigou o contribuinte a socorrerse do Judiciário, circunstância que acarreta demora no reconhecimento do direito pleiteado, dada a tramitação normal dos feitos judiciais Ante o exposto, voto para dar PARCIAL PROVIMENTO ao recurso voluntário, reconhecendo o direito ao creditamento a insumo adquirido de pessoas físicas, reconhecer o crédito oriundo de serviço de industrialização por encomenda e não conceder a correção monetária do crédito reconhecido face a inexistência de permissivo legal. Isto posto nego provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Fl. 169DF CARF MF Impresso em 07/11/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 23/10/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 23/10/2012 por ALEXANDRE KERN 8 JORGE VICTOR RODRIGUES Relator. Fl. 170DF CARF MF Impresso em 07/11/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 23/10/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 23/10/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 13609.900421/201015 Acórdão n.º 3803003.549 S3TE03 Fl. 5 9 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara Processo nº: 13609.900421/201015 Interessada: ARDÓSIAS SANTA CATARINA LTDA. TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 4º do art. 63 e no § 3º do art. 81 do Anexo II, c/c inciso VII do art. 11 do Anexo I, todos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, fica um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, intimado a tomar ciência do Acórdão no 3803003.549 , de 26 de setembro de 2012, da 3a Turma Especial da 3a Seção. Brasília DF, em 26 de setembro de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Ciente, com a observação abaixo: ( ) Apenas com ciência ( ) Com embargos de declaração ( ) Com recurso especial Em ____/____/______ Fl. 171DF CARF MF Impresso em 07/11/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 23/10/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 23/10/2012 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
