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Numero do processo: 10909.000589/2008-31
Data da sessão: Wed Aug 18 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Wed Oct 06 00:00:00 UTC 2021
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS)
Ano-calendário: 2007
CRÉDITO. FRETES. TRANSFERÊNCIA DE PRODUTOS ACABADOS ENTRE ESTABELECIMENTOS DA EMPRESA E GASTOS CORRELATOS. IMPOSSIBILIDADE.
Em consonância com a literalidade do inciso II do caput do art. 3º da Lei nº 10.833, de 2003, e nos termos decididos pelo STJ e do Parecer Cosit nº 5, de 2018, em regra somente podem ser considerados insumos para fins de apuração de créditos da Contribuição da COFINS, bens e serviços utilizados pela pessoa jurídica no processo de produção de bens e de prestação de serviços, excluindo-se do conceito os dispêndios realizados após a finalização do aludido processo, salvo exceções justificadas.
Numero da decisão: 9303-011.782
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e no mérito, por voto de qualidade, em dar-lhe provimento, vencidos os conselheiros Tatiana Midori Migiyama, Valcir Gassen, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello, que negaram provimento.
(documento assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas Presidente em exercício
(documento assinado digitalmente)
Luiz Eduardo de Oliveira Santos - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Tatiana Midori Migiyama, Rodrigo Mineiro Fernandes, Valcir Gassen, Jorge Olmiro Lock Freire, Erika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente em exercício).
Nome do relator: Não informado
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FRETES. TRANSFERÊNCIA DE PRODUTOS ACABADOS ENTRE ESTABELECIMENTOS DA EMPRESA E GASTOS CORRELATOS. IMPOSSIBILIDADE. Em consonância com a literalidade do inciso II do caput do art. 3º da Lei nº 10.833, de 2003, e nos termos decididos pelo STJ e do Parecer Cosit nº 5, de 2018, em regra somente podem ser considerados insumos para fins de apuração de créditos da Contribuição da COFINS, bens e serviços utilizados pela pessoa jurídica no processo de produção de bens e de prestação de serviços, excluindo-se do conceito os dispêndios realizados após a finalização do aludido processo, salvo exceções justificadas. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e no mérito, por voto de qualidade, em dar-lhe provimento, vencidos os conselheiros Tatiana Midori Migiyama, Valcir Gassen, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello, que negaram provimento. (documento assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas – Presidente em exercício (documento assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Tatiana Midori Migiyama, Rodrigo Mineiro Fernandes, Valcir Gassen, Jorge Olmiro Lock Freire, Erika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente em exercício). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 90 9. 00 05 89 /2 00 8- 31 Fl. 500DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 9303-011.782 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10909.000589/2008-31 Relatório Trata-se de Recurso Especial de divergências interposto pela Fazenda Nacional contra decisão consubstanciada no Acórdão nº 3802-001.677, de 19/03/2013 (fls. 430/442), proferida pela Turma Especial da 3ª Seção de Julgamento do CARF, que deu provimento ao Recurso Voluntário apresentado. Do Pedido de Ressarcimento O processo trata de Pedido de Ressarcimento de COFINS, regime não- cumulativo, referente ao primeiro trimestre de 2007, vinculando ao crédito solicitado. O Contribuinte formalizou o Pedido de Compensações (DCOMP) com o uso do crédito pleiteado. Conforme o Parecer Sarac/DRF/ITJ nº 058/2008 de fls. 339/352, verificou-se que, na formação da receita de exportação (cálculo do rateio proporcional), encontravam-se incluídas as receitas relativas às exportações de mercadorias recebidas de terceiros com a finalidade específica de serem exportadas. Além disso, foram efetuadas glosas dos valores pleiteados em relação: (i) Aquisições de Pessoas Físicas (toras de madeira), visto que, nos termos do art. 3º, §3º, inciso I, da Lei n° 10.637, de 2002, o direito ao crédito (PIS) aplica-se, exclusivamente, em relação aos bens e serviços adquiridos de PJ domiciliada no País; e (ii) Despesas com transporte de produtos nas transferências entre filiais, descrito como “Frete Rodoviário Nacional” (Conta 42200054407), consignadas como Armazenagem de Mercadoria e Frete na Operação de Venda. No Despacho Decisório (Parecer Sarac/DRF/Itajaí/SC), a Fiscalização reconheceu (fls. 351/352): (a) parcialmente o valor creditório de R$ 33.168,31, relativo ao período de 01/10/2006 a 31/12/2006; (b) o saldo de crédito de PIS, no valor de R$ 862,31, a ser utilizado para fins de dedução dos valores apurados para o PIS em períodos posteriores; (c) homologou as compensações declaradas nas DCOMP analisadas neste item; d) homologou parcialmente a compensação declarada em DCOMP, neste item; (e) não homologou a compensação, conforme DCOMP descrita nesse item; e (f) e determinou a cobrança dos débitos confessados nas DCOMP referenciadas nos itens “d” e “e”, por insuficiência de crédito. Da Manifestação de Inconformidade e Decisão de 1ª Instância Cientificado do Despacho Decisório, a Contribuinte apresentou a Manifestação de Inconformidade (fls. 363/370), acompanhada de documentos, alegando, em síntese, que: (a) em relação às aquisições de pessoas físicas, a glosa não merece prosperar, porque mesmo quando o produtor-exportador adquire insumo (florestal, no caso) diretamente de produtor rural, pessoa física, paga, embutido no preço as contribuições; como os produtos rurais são em sua maciça maioria commodities (e a madeira em toras de pinus é uma commodity), não permitir o crédito das entradas de produtores rurais pessoas físicas; Fl. 501DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 9303-011.782 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10909.000589/2008-31 (b) despesas de armazenagem e frete nas operações de venda: Alega que essas despesas são aquelas registradas na conta contábil 42200054407, descritas como Frete Rodoviário Nacional, e não se tratam de gastos com transporte de produtos em meras transferências entre filiais, mas sim de frete dos produtos para o porto, que é, em realidade, o frete de mercadorias para a exportação, que sem dúvida alguma enseja o crédito. A DRJ em Florianópolis (SC), apreciou a peça impugnatória e, em decisão consubstanciada no Acórdão nº 07-26.976, de 09/12/2011, (fls. 398/407), considerou improcedente a Manifestação de Inconformidade, asseverando que: (i) as despesas efetuadas com fretes contratados, ainda que pagos ou creditados a PJ domiciliadas no país para as transferências de mercadorias (produtos acabados) entre estabelecimentos da mesma pessoa jurídica, somente geram direito a créditos quando houver prova de que se referem a operações de venda já efetivadas pelo estabelecimento remetente; e, (ii) que no regime não cumulativo, o direito de crédito aplica-se, exclusivamente, em relação aos bens e serviços adquiridos de PJ domiciliada no País, não se estendendo às aquisições efetuadas junto a PF. Recurso Voluntário Cientificada da decisão de 1ª instância, a Contribuinte apresentou Recurso Voluntário (fls. 411/415), onde reprisa os mesmos argumento da Manifestação de Inconformidade, requerendo o provimento do recurso. Reitera que: (i) o frete entre filiais gera crédito da COFINS não-cumulativo, pois configura-se frete de exportação nos termos do artigo 8º, II, alínea “e” da IN/SRF nº 404, de 2004; (ii) que é direito inconteste da recorrente o crédito do PIS e COFINS nas mercadorias adquiridas de pessoas físicas, e reitera a legalidade de seu procedimento. Da decisão recorrida O Recurso Voluntário foi submetido a apreciação da Turma, que exarou a decisão consubstanciada no Acórdão nº 3802-001.677, de 19/03/2013 (fls. 430/442), proferida pela Turma Especial da 3ª Seção de Julgamento do CARF, que deu provimento ao Recurso Voluntário apresentado. Nessa decisão, Colegiado decidiu, que: (i) o frete incidente sobre as aquisições de bens aplicados à produção gera direito a créditos e, por sua vez, o frete para formação do lote necessário ao processo de comercialização também deve ser considerado para esse fim; (ii) o crédito presumido do IPI, para ressarcimento do valor do PIS e COFINS, encontra tratamento normativo na Lei nº 9.363, de 1996, artigos 1º e 6º. Entretanto, na esfera judicial, em julgamento realizado nos Recursos Repetitivos, estabelecido no artigo 543-C do CPC, o STJ reconheceu o direito de os contribuintes incluírem na base de cálculo do crédito presumido do IPI o valor dos insumos adquiridos de pessoas físicas, produtoras rurais, não contribuintes do PIS e da COFINS (Recurso Especial nº 993.164/ MG). Embargos de Declaração Contra o Acórdão acima, foram opostos Embargos de declaração, por julgador do CARF, em que o Conselheiro embargante justifica no recurso que: "no tocante à possibilidade de creditamento referente às aquisições de insumo junto a pessoas físicas, o acórdão em tela incorre em equívoco ao aplicar a Lei n. 9.363/1996 e o respectivo julgamento, em regime de recurso repetitivo, do Resp n. 993.164/MG". Fl. 502DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 9303-011.782 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10909.000589/2008-31 Ao analisar os Embargos, o Colegiado entendeu que ao adotar legislação estranha para solucionar a querela, deixou de considerar que os incisos I, II e III do §3º do art. 3º da Lei n. 10.833, de 2003, são os mais apropriados para fundamentar a decisão, que a questão versa sobre pedido de ressarcimento de créditos das contribuições sociais - PIS e COFINS, e não sobre a apropriação de crédito presumido do IPI. Por esse motivo acolheu-se os Embargos de declaração e prolatou o Acórdão nº 3302-004.743, de 31/08/2017 (fls. 463/467), de modo a prestar-lhes efeitos modificativos, mantendo a glosa sobre os créditos decorrentes das aquisições de insumos de pessoas jurídicas não domiciliadas no País. Recurso Especial da Fazenda Nacional Cientificada do Acórdão nº 3802-001.677, de 19/03/2013, integrado pelo Acórdão (Embargos) nº Acórdão nº 3302-004.743, de 31/08/2017, a Fazenda Nacional apresentou Recurso Especial de divergência (fls. 469/487), apontando o dissenso jurisprudencial que visa discutir a matéria com relação “a questão do direito à tomada do crédito sobre fretes entre estabelecimentos do mesmo contribuinte”. Requer a Fazenda Nacional, que seja admitido o presente recurso, em razão da divergência apontada e, no mérito, que lhe seja dado provimento para reformar o Acórdão hostilizado nos termos das razões recursais. Alega que no caso, observa-se que o contribuinte busca alargar as hipóteses de creditamento, o que é vedado pelo ordenamento jurídico. Com efeito, os valores relativos aos gastos com frete somente geram direito de descontar créditos da contribuição não-cumulativa se associados diretamente a operações de vendas das mercadorias e arcados pelo vendedor. A fim de demonstrar o necessário dissídio jurisprudencial foi indicado, como paradigmas, o Acórdão nº 3302-002.025. Cotejado os Acórdãos e considerando que a divergência restou caracterizada, o Presidente da 3ª Seção de julgamento/CARF, com base no Despacho de Admissibilidade do Recurso Especial de fls. 490/492, deu seguimento ao Recurso interposto pela Fazenda Nacional. Contrarrazões da Contribuinte Cientificada em 27/06/2018 (fl. 496) do Acórdão nº 3802-001.677, de 19/03/2013, integrado pelo Acórdão (Embargos) nº Acórdão nº 3302-004.743, de 31/08/2017, do Recurso Especial da Fazenda Nacional e do Despacho que lhe deu seguimento, o Contribuinte NÃO apresentou suas contrarrazões nos autos. O processo, então, foi sorteado para este Conselheiro para dar prosseguimento à análise do Recurso Especial da Fazenda Nacional. É o relatório. Voto Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Relator. Conhecimento Fl. 503DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 9303-011.782 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10909.000589/2008-31 O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade, conforme consta do Despacho do Presidente da 3ª Seção de julgamento/CARF de fls. 490/492, com os quais concordo e cujos fundamentos adoto neste voto. Portanto, conheço do Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional. Mérito Para análise do mérito, se faz necessária a delimitação do litígio. No presente caso, cinge-se a controvérsia em relação à seguinte matéria: “direito à tomada do crédito sobre fretes entre estabelecimentos do mesmo contribuinte”. Relativamente à questão do direito à tomada do crédito sobre fretes entre estabelecimentos do mesmo contribuinte, no Acórdão recorrido reconheceu esse direito, conforme se pode verificar no seguinte excerto de seu voto condutor: "(...) O que estamos a averiguar é se o frete entre estabelecimentos para formar lotes de madeiras para comercialização pode ser considerado como insumo na fabricação de bens ou produtos destinados à venda ou se pode ser tomado como parte da armazenagem de mercadoria e frete na operação de venda. Entendo que em qualquer óptica que se examine o frete, tem a contribuinte direito ao crédito referente ao custo que suportou. (...)" Grifei Como se vê, no Acórdão recorrido restou decidido que todos os tipos de frete rendem ensejo à apropriação do crédito, inclusive aquele incorrido no transporte de produtos entre estabelecimentos do contribuinte. No caso sob análise, o que estamos debatendo é se o frete entre estabelecimentos para formar lotes de madeiras para comercialização, pode ser considerado como insumo na fabricação de bens ou produtos destinados à venda ou se pode ser tomado como parte da armazenagem de mercadoria e frete na operação de venda. Pois bem. A Lei nº 10.833, de 2003, em seu artigo 3º, inciso IX, admite o desconto de créditos da COFINS calculados com base em “armazenagem de mercadoria e frete na operação de venda, nos casos dos incisos I e II, quando o ônus for suportado pelo vendedor”. Como se vê, a possibilidade de creditamento em relação a despesas com frete e armazenagem de mercadorias é restrita aos casos de venda de bens adquiridos para revenda ou produzidos pelo sujeito passivo, e, ainda assim, quando o ônus for suportado pelo mesmo. Trata- se, pois, de hipótese de creditamento da contribuição bastante restrita, a despeito daquela inerente ao desconto de créditos calculados em relação a insumos, conforme ressaltado. Por isso, entendo que o valor do frete de produtos acabados entre estabelecimentos não dá direito a crédito, pelos seguintes motivos: (i)- primeiramente por não se enquadrar no disposto no inciso II do art. 3° da Lei n° 10.833, de 2003, por não se subsumir ao conceito de insumo, visto que trata-se de produtos acabados; e (ii)- ainda por não se enquadrar no disposto no inciso IX do mesmo art. 3° da Lei n° 10.833, de 2003, por ter ocorrido antes da operação de venda. Fl. 504DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 9303-011.782 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10909.000589/2008-31 Adicionalmente, com relação à possibilidade de aproveitamento de créditos sobre gastos com frete mercadorias entre estabelecimentos, de acordo com o Parecer Cosit/RFB nº 05 de 2018, esses gastos não podem ser considerados insumos. Nesse sentido, cabe referir os parágrafos 55 e 56, a seguir reproduzidos: 55. Conforme salientado acima, em consonância com a literalidade do inciso II do caput do art. 3º da Lei nº 10.637, de 2002, e da Lei nº 10.833, de 2003, e nos termos decididos pela Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça, em regra somente podem ser considerados insumos para fins de apuração de créditos da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins bens e serviços utilizados pela pessoa jurídica no processo de produção de bens e de prestação de serviços, excluindo-se do conceito os dispêndios realizados após a finalização do aludido processo, salvo exceções justificadas. 56. Destarte, exemplificativamente não podem ser considerados insumos gastos com transporte (frete) de produtos acabados (mercadorias) de produção própria entre estabelecimentos da pessoa jurídica, para centros de distribuição ou para entrega direta ao adquirente, como: a) combustíveis utilizados em frota própria de veículos; b) embalagens para transporte de mercadorias acabadas; c) contratação de transportadoras. (Grifei) Concluindo, como o frete de mercadorias entre estabelecimentos não caracteriza insumo, portanto, a glosa do crédito referente a esse gasto deve ser mantida. Conclusão Em vista do exposto, voto no sentido de conhecer e no mérito dar provimento ao Recurso Especial de divergência interposto pela Fazenda Nacional, uma vez que o frete contratado para transporte de insumos e produtos (entre estabelecimentos para formar lotes de madeiras para comercialização), não gera direito a crédito da COFINS, razão pela qual merece ser restabelecido o lançamento. É como voto. (documento assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos Fl. 505DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 11080.006013/2008-21
Data da sessão: Wed Oct 27 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS
Período de apuração: 01/05/200.3 a 31/01/2004
INCONSTITUCIONALIDADE, DECISÃO DEFINITIVA DO STF. APLICAÇÃO.
Decisão plenária definitiva do STF que tenha declarado a inconstitucionalidade do § 1º do art. 3º da Lei n2 9.718/98 deve ser estendida aos julgamentos efetuados por este Conselho, de modo a excluir da base de cálculo do PIS e da Cofias as receitas de crédito presumido de ICMS, vez que não decorrem de faturamenta.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3301-000.719
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, deu-se
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Os Conselheiros Antonio Lisboa Cardoso, Rodrigo Pereira de Mello Maria Teresa Martinez Lôpez votaram pelas conclusões.
Nome do relator: Maurício Taveira e Silva
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/05/200.3 a 31/01/2004 INCONSTITUCIONALIDADE, DECISÃO DEFINITIVA DO STF, APLICAÇÃO.. Decisão plenária definitiva do STF que tenha declarado a inconstitucionalidade do § 1 2 do art. 32 da Lei n2 9..718/98 deve ser estendida aos julgamentos efetuados por este Conselho, de modo a excluir da base de cálculo do PIS e da Cofias as receitas de crédito presumido de ICMS, vez que não decorrem de faturamenta, Recurso Voluntário Provido, Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, deu-se provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator, Os Conselheiros Antonio Lisboa Cardoso, Rodrigo Pereira de Mello cJVIaria Teresa Martinez Lôpez votaram pelas conclusões, RobdiUal‘akos;ta PLa-st.".‘s-='Presidente Mauricio Taveira e silva'- Relatar EDITADO EM: 06/12/2010 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Rodrigo da Costa Possas (Presidente), Maurício Taveira e Silva (Relator), Maria Teresa Martinez López, José Adão Vitorino de Morais e Antônio Lisboa Cardoso. É o Relatório, 2 Relatório ALIBEM COMERCIAL DE ALIMENTOS LTDA,, devidamente qualificada nos autos, recorre a este Colegiada através do recurso de fls. 71/77 contra o Acórdão n° iø- 23.748, de 08/01/2010, prolatado pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Porto Alegre - RS, fls.. 67/68, referente ao auto de infração de Cofins (cumulativa)de fls, 02/04, por falta/insuficiência de recolhimento da contribuição, em virtude da não inclusão do crédito presumido de ICMS na base de cálculo da Cofins„ referente a períodos de apuração compreendidos entre maio de 2003 a janeiro de 2004, cuja ciência ocorreu em 26/05/2008 (fl. 02), conforme relatado pela instância a quo, nos seguintes termos: Trata o presente processo de lançamento de Cotins (cumulativa) correspondente aos períodos 05/2003 até 01/2004 (lis 02 a 08) O auto de infração decorre da não inclusão do crédito presumido de ICMS na base de cálculo da contribuição O valor total lançado de principal de Co fins .foi R$ 63.799,52, com o acréscimo de multa de 75% e juros moratórios, e a empresa fai cientificada em 26/05/2008. A empresa impugna o lançamento em 25/06/2008 (fls. 43 a 58) contestando a inclusão do crédito presumido na base de cálculo da Co/1ns (consta, por equivoco, referência à Colins não cumulativa,) Alega que somente constitui receita, e portanto base de cálculo das contribuições para o PIS/Colins, o ingresso de novos valores ao patrimônio da empresa Como os créditos de ICMS não configuram esta situação, e sendo a empresa beneficiária de crédito presumido de 'CIVIS sobre a comercialização de produtos alimentícios em operações interestaduais, considera incorreto o procedimento da sua inclusão como receita para o cálculo das contribuições. Argumenta que a RFB amplia o conceito legal e transcreve decisão do Conselho de Contribuintes favorável a sua tese A DRJ julgou improcedente a impugnação mantendo o lançamento acórdão restou assim ementado: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cotins Período de apuração 01/05/2003 a 31/01/2004 CRÉDITO PRESUMIDO DE ICMS. O crédito presumido do ICMS integra a base de cálculo do PIS e, da COFINS. Não existe previsão legal para a exclusão crédito presumido de ICMS da base de cálculo do tributo Impugnação Improcedente. Crédito Tributário Mantido Inconformada, a contribuinte protocolizou, tempestivamente, em 26/02/2010, recurso voluntário de fls. 71/77, no qual repisa seus argumentos de defesa., cujo 3 Processo n" I 1080 006013/2008-21 Acói dão n." 3301-00,719 S3-C3T1 FI 2 Voto Conselheiro Maurício Taveira e Silva, Relator O recurso é tempestivo, atende aos requisitos de admissibilidade previstos em lei, razão pela qual, dele se conhece. Conforme mencionado anteriormente, o lançamento decorre da não inclusão do crédito presumido de 1CMS na base de cálculo da Cofias (cumulativa) referente a períodos de apuração compreendidos entre maio de 200.3 a janeiro de 2004. Quanto aos créditos presumidos de 1CMS, trata-se de beneficio concedido pelo estado sobre operações de comercialização interestadual de produtos alimentícios. Não significa devolução de um pagamento indevido, vez que não houve recolhimento do imposto estadual, quer pelo contribuinte ou pelos seus antecessores, de forma indevida. Portanto, consubstancia-se em um estímulo financeiro dirigido ao setor. A contribuinte entende que esse ressarcimento tem natureza de recuperação de custo e, ainda, mistura alguns conceitos e legislações, conforme excerto que se transcreve (fl. 75): Aliás, a própria decisão recorrida também amplia o conceito e a incidência da COFINS, ao interpretar o alargamento da base de cálculo de todas as receitas auferidas pela Empresa por conta da interpretação das lei (sie) n. 's 9.718/98 e Decreto 4..5.24/2002, alteradas posteriormente pelas tr's. 10.673/2002 e 10.833/2003. Embora a interessada traga à colação decisão a corroborar sua tese de redução de custo, entendo que os créditos presumidos de ICMS configuram receita e como tal deveriam integrar a base de cálculo da Cofins, Por outro lado, ainda que a contribuinte não tenha arguido expressamente acerca da declaração de inconstitucionalidade do § 1" do art, 30, da Lei n" 9..718/98, pelo pleno do STF, julgo que a questão deva ser apreciada sob esta ótica. De se registrar que, no Direito brasileiro, o interessado se defende dos fatos, não havendo relevância na qualificação jurídica, uma vez que esta não integra a causa de pedir, consoante os ensinamentos do processualista Alexandre Freitas Câmaral, Assim, às partes cabe alegar e fornecer a prova dos fatos. Ao julgador, conhecedor do direito que é, cabe decidir sobre os fatos, consoante as normas aplicáveis, ou seja, decidir com base na subsunção do fato à norma Nessa toada dispõem os velhos brocardos latinos: dá-me o fato e te darei o direito e, ainda, o juiz conhece a lei. Portanto, passa-se a análise da declaração de inconstitucionalidade do § 1" do art„3", da Lei n" 9.718/98, pelo pleno do STF e seu reflexo nos presentes autos. Em que pese-a incompetência deste Conselho para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de legislação tributária, com supedâneo na autorização contida no art, 77 da Lei n° 9.430/96 e art„W; I Lições de Direito Processual Civil, Vol I, 6 edição, Ed. Lumen Juris, 2001, p. 203 ( 4 parágrafo único, do Decreto n° 2.346/97, assim dispõe o art. 62, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARI), aprovado pela Portaria NIF n° 256/09: Art. 62 Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade Parágralb único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo. 1 - que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal,- ou [.1 Nesse diapasão, em julgamento realizado em 09/11/2005, pelo Pleno do STF nos RE n's 357,950 e 358.273, o § 1" do art. 3°, da Lei if 9,718/98, foi objeto de acórdão cuja publicação ocorreu em 15/08/2006 e o trânsito em julgado em 05/09/2006. O acórdão e a ementa registram o seguinte teor: Decisão: Após os votos dos Senhores Ministros Marco Aurélio (Relator), Carlos Velloso e Septilveda Pertence, conhecendo do recurso e provendo-o, em parte, e dos votos dos Senhores Ministros Cezar Pehtzo e Celso de .Mello, provendo-o, integralmente, pediu vista dos autos o Senhor Ministro Eros Grau. Falaram, pela recorrente, o Dr André Martins de Azzáade e, pela recoriida, o Dr. Fabrício da Soltei-, Procurador da Fazenda Nacional. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Nelson Jobim (Presidente). Presidência da Senhora Ministra Ellen Grade (Vice-Presidente). Plenário, 18,05,2005 Decisão: Renovado o pedido de vista do Senhor Ministro Eros Grau, justificadamente, nos termos do § I" do artigo l u ria Resolução 17" 278, de 15 de dezenzbro de 2003. Presidência do Senhor Ministro Nelson Jobim, Plenário, 15 06.2005. Decisão:O Tribunal, por unanimidade, conheceu do recurso extraordinário e, por maioria, deu-lhe provimento, em parte, para declinar a inconstitucionalidade do 1" do artigo 3" da Lei n" 9.718, de 27 de novembro de 1998, vencidos, parcialmente, os Senhores Ministros Cezar Peluso e Celso de Mello, que declaravam também a inconstitucionalidade docartigo 8" e, ainda, os Senhores Ministros Eros Grau, Joaquim BarbOa,, Gilmar Mendes e o Presidente (Ministro Nelson Jobim), negavam provimento ao recurso. Ausente, justificadamente,..ye, Senhora Ministra Ellen Grade, Plenário, 09.1 [2005 (grifei) vi CONST1TUCIONALIDADE SUPERVENIENTE — ARTIGO 3'; 1", DA LEI N" 9.718, DE 27 DE NOVEMBRO DE 1998 — EMENDA CONSTITUCIONAL N" 20, DE 15 DE DEZEMBRO DE 1998, O _sistema jurídico brasileiro não contempla a ,figura da constitucionalidade superveniente TRIBUTÁRIO — INSTITUTOS — EXPRESSÕES E VOCÁBULOS — SENTIDO A norma pedagógica do artigo 110 do Código Tributário Nacional ressalta a impossibilidade de a lei tributária alterar a Processo e 11080 006013/2008-21 S3-C3 ri Acórdão n 3301-00.719 Fl definição, o conteúdo e o alcance de consagrados institutos, conceitos e formas de direito privado utilizados expressa ou implicitamente. Sobrepõe-se ao aspecto . Ibrinal o principio da realülade, considerados os elementos tributários_ (griki) CONTRIBUIÇÃO SOCIAL — PIS — RECEITA BRUTA — NOÇÃO INCONSMUCIONALIDADE DO § 1" DO ARTIGO 3" DA LEI N" 9 718/98. A jurisprudência do Supremo, ante a redação do artigo 195 da Carta Federal anterior à Emenda Constitucional n" 20/98, consolidou-se no sentido de tomar as ex ressães receita bruta e faturwnento como sinônimas jungindo-as à venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços. É inconstitucional o i$ 1" do arli.Q0 3" da Lei n" 9.718/98, no que ampliou o conceito de receita bruta para envolver a totalidade das receitas auferidas por pessoas jurídicas, independentemente da atividade por elas desenvolvida e da classificação contábil adotada. (grifil) Tendo em vista o STF já haver se pronunciado definitivamente através de seu Pleno acerca da inconstitucionalidade do § 1" do art. 3", da L,ei n" 9718/98, com fulcro no art 62, parágrafo único, inciso 1, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), aprovado pela Portaria MF ri' 256/09, há que se reconhecer o direito de a contribuinte ter excluído do presente lançamento a exigência decorrente de receitas estranhas ao faturam ento Ademais, nesse sentido vem decidindo este órgão julgador, conforme demonstram as ementas que, parcialmente, se traz à colação: INCONSTITUCIONAL1DADE. DECISÃO DEFINITIVA DO STF. APLICAÇÃO, Tendo o plenário do STF declarado, de forma definitiva, a inconstitucionalidade do .§ 1 2 do art. 32 da Lei n2 9.718/98, deve o Segundo Conselho de Contribuinte aplicar esta decisão para afastar a exigência do PIS sobre outras receitas, inclusive o recebimento de crédito presumido de IPI. " (Acórdão 201- 80964; Recurso 1393.59; Relator Walber José da Silva; Data da Sessão 1.2/03/08) COFINS. LEI N" 9 718, INCONSTITUCIONALIDADE DECLARADA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. LANÇAMENTO. SUBTRAÇÃO DAS ALTERAÇÕES INCONSTITUCIONAIS Declarada a inconstitticionalidade de lei pelo plenário 40_, Supremo Tribunal Federal, o lançamento *tirado com base ria n, lei inconstitucional deve _ser ajustado à legislação viger; (Acórdão 201-81027; Recurso 140171, Relator José Anton., Francisco, Data da Sessão 14/03/08). INCONSTITUCIONALIDA.DE DECISÃO DEFINITIVA DO STF. .APLICAÇÃO Tendo o STF declarado, de fbrina definitiva, a inconstitucionalidade do § I" do art. 3" da Lei n" 9 718/98, poc4 o Segundo Conselho de Contribuinte aplicar esta decisão para afirmar a exigência do PIS sobre receitas financeiras .Recurso provido. (Acórdão 201-80474, Recurso 137543, Relator Walber José da Silva;. Data da Sessão 14/08/07). Desse modo, ainda que este argumento não tenha sido expressamente aduzido pela recorrente, com base nas considerações já registradas e, ainda, com supedâneo no principio que veda o enriquecimento sem causa, entendo que este Conselho deva se manifestar no presente caso, de modo a reconhecer a improcedência do lançamento, uma vez que decorre do alargamento da base de cálculo da exação, em virtude do § 1" do art. 3 0, da Lei n" 9.718/98, declarado inconstitucional pelo Pleno do STF. De se ressaltar que, embora a contribuinte mencione a Lei n° 10.833/03, todos os períodos lançados são de Cotins incidência cumulativa, com base na Lei n" 9.718/98r Sendo essas as considerações que reputo suficientes e necessárias à resolução \ da lide, voto no sentido de dar provimento ao recurso voluntário para cancelar o auto e 7'.'1 infração: ..„. É como voto Mãúrício 'Tave - ra uva 6
score : 1.0
Numero do processo: 10920.004340/2008-47
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 24 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 3401-000.354
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade converter o julgamento em diligência.
Nome do relator: ANGELA SARTORI
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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade converter o julgamento em diligência. (assinado digitalmente) Julio Cesar Alves Ramos – Presidente (assinado digitalmente Ângela Sartori – Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Emanuel Carlos Dantas de Assis, Odassi Guerzoni Filho, Ângela Sartori, Adriana Oliveira e Ribeiro, Jean Cleuter Simões Mendonça e Julio Cesar Alves Ramos. Relatório 0 contribuinte supra identificado requer o ressarcimento de créditos da Contribuição da COFINS com fundamento na Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003, Instrução Normativa no 404, de 12 de março de 2004, Instrução Normativa no 460, de 18 de outubro de 2004 (revogada pela Instrução Normativa SRF no 600, de 28 de dezembro de 2005), relativamente ao primeiro trimestrecalendário de 2005, no valor total de R$ 195.341,98, conforme PER/DCOMP 07680.55432.140906.1.1.092083. Em 28/08/2008 o Delegado da Receita Federal do Brasil em Joinville foi notificado da concessão de medida liminar em Mandado de segurança, autos n. 2008.72.01.0029545/SC, dando o prazo de 60 dias para que se conclua o Fl. 233DF CARF MF Impresso em 18/04/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/04/2012 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 12/04/2012 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 17/04/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 10920.004340/200847 Resolução n.º 3401.000.354 S3C4T1 Fl. 2 2 julgamento dos pedidos de ressarcimento protocolados pela Recorrente a mais de 360 dias (fls. 04 a 06). Intimado (fls. 07 a 09), o contribuinte apresentou os arquivos digitais de notas fiscais, cópia da ficha,dados iniciais da DCTF (fls. 11 a 13), cópia do Dacon (fls. 14 a 24), demonstrativo de despacho de exportação (fls. 25 e 26), memorial de cálculo das linhas do Dacon (fls. 27 e 28), demonstrativo de despesas de armazenagem (fls. 29 a 31), demonstrativo dos encargos de depreciação (fls. 32 e 33), demonstrativo de outras operações com direito a crédito (fls. 34 a 40), demonstrativo do processo produtivo (fls. 125 e 126), cópia do Livro de Apuração do IPI (fls. 41 a 46), demonstrativo do estoque de abertura (fls. 47 a 61), cópia do contrato social da empresa (fls. 62 a 70) e cópia do documento do representante legal da empresa (fl. 71). Reintimado (fls. 73 a 75), apresentou cópias das notas fiscais solicitadas (fls. 77 a 117) e cópias das faturas de energia elétrica (fls. 118 a 124). Em nova intimação (fls. 127 a 131), apresentou cópias de notas fiscais referentes a linha 13 do Dacon (fls. 133 a 162), demonstrativo de cálculo do estoque de abertura (fls. 163 a 165) e esclarecimentos referentes A nota fiscal 56289 (fls. 166 e 167). Foram analisados os dados fornecidos e a documentação apresentada pelo Contribuinte, para apuração dos créditos da Contribuição para a COFINS e foi reconhecido parcialmente o direito creditório, passível de ressarcimento, no valor de RS 151.857,97, conforme cálculos constantes da planilha (fl. 169). A redução no valor do crédito deferido, em relação ao pedido, ocorreu devido as seguintes glosas, conforme planilha de folha 168: “ 1. Linha 13 do Dacon — R$ 54.261,49 — Outros valores com Direito a Crédito. 0 contribuinte lançou nesta linha valores referentes As mais variadas despesas, conforme demonstrativos As folhas 34 a 40. Foram glosados os valores que não se enquadram nos incisos do art. 3° da Lein° 10.833/2003 (taxa administrativa de mão de obra, serviço de consultoria, serviços não destinados A produção, bens e serviços não enquadrados como insumos, etc.), conforme planilha a folha 170 e amostragem de notas fiscais As folhas 133 a 162. Obs.: Para o presente caso, consideramse insumos: as matérias primas, os produtos intermediários, o material de embalagem e quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, o que não ocorre no caso em comento; 2. Linha 19 do Dacon — R$ 39.434,25 Crédito Presumido Relativo ao Estoque de Abertura. 0 contribuinte, em seu cálculo para o Estoque de Abertura, utilizou a aliquota de 7,6%, quando o correto seria utilizar a aliquota de 3% (§ 1 , art. 12 da Lei 10.833/2003), conforme demonstrativo as folhas 163 a 165. Foi glosada a diferença.” Segue a ementa da decisão da DRJ: Fl. 234DF CARF MF Impresso em 18/04/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/04/2012 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 12/04/2012 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 17/04/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 10920.004340/200847 Resolução n.º 3401.000.354 S3C4T1 Fl. 3 3 ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2005 INCIDÊNCIA NÃOCUMULATIVA. INSUMOS. SERVIÇOS. Para efeito da nãocumulatividade das contribuições, há de se entender o conceito de insumo não de forma genérica, atrelandoo a necessidade na fabricação do produto e na consecução de sua atividadefim (conceito econômico), mas adstrito ao que determina a legislação tributária (conceito jurídico), vinculando a caracterização do insumo a sua aplicação direta ao produto em fabricação. INCIDÊNCIA NÃOCUMULATIVA. ESTOQUE DE ABERTURA. A pessoa jurídica que, passar a ser tributada com base no lucro real, na hipótese de sujeitarse à incidência nãocumulativa da COFINS, terá direito ao aproveitamento de crédito presumido sobre o estoque de abertura, devidamente comprovado, na data da mudança, cujo montante, salvo as exceções previstas em lei, será igual ao resultado da aplicação do percentual de 0,65% (sessenta e cinco centésimos por cento), no caso do PIS/Pasep, e de 3%(três por cento),no caso da Cofins. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2005 PEDIDOS DE RESTITUIÇÃO, COMPENSAÇÃO OU RESSARCIMENTO. COMPROVAÇÃO DA EXISTÊNCIA DO DIREITO CREDITORIO. ONUS DA PROVA A CARGO DO CONTRIBUINTE No âmbito especifico dos pedidos de restituição, compensação ou ressarcimento, é ônus do contribuinte/pleiteante a comprovação minudente da existência do direito creditório. Na manifestação de inconformidade o Recorrente requer em síntese: Indeferido parcial relativo a custos/despesas lançados na linha 13 do DACON Outros Valores com Direito a Crédito que, efetivamente, compõem o custo dos produtos vendidos e que, portanto, dão direito a crédito; Indeferimento parcial relativo ao crédito presumido relativo ao estoque de abertura lançado na linha 19 do DACON que deve ser calculado com base na nova tributação trazida A lide 7,6% ao invés de 3% quando da instituição da NÃO CUMULATIVIDADE; É o relatório Voto Conselheira Ângela Sartori, relatora. O Recurso Voluntário é tempestivo e dele tomo conhecimento. Diante do exposto voto no sentido de reverter o julgamento em diligência para: Fl. 235DF CARF MF Impresso em 18/04/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/04/2012 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 12/04/2012 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 17/04/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 10920.004340/200847 Resolução n.º 3401.000.354 S3C4T1 Fl. 4 4 informar se a mão de obra das NF de serviços de mão de obra foram utilizados efetivamente no processo produtivo. informar se o item consultoria do trabalho e ambiental são específicas, ou seja, voltadas para o parque fabril ou se são utilizadas de forma genérica. O resultado da diligência deverá ser cientificado ao contribuinte para que, no prazo de trinta dias, manifestese quanto aos seus termos se assim o desejar. Após, o presente processo deverá retornar a este Colegiado para julgamento. (assinado digitalmente) Ângela Sartori Fl. 236DF CARF MF Impresso em 18/04/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/04/2012 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 12/04/2012 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 17/04/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS
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Numero do processo: 10280.001737/2005-17
Data da sessão: Fri Sep 02 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 3102-000.176
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: RICARDO PAULO ROSA
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Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator. Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente. Ricardo Paulo Rosa Relator. EDITADO EM: 07/10/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luis Marcelo Guerra de Castro, Ricardo Paulo Rosa, Luciano Pontes de Maya Gomes, Mara Cristina Sifuentes, Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho e Nanci Gama. Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório que embasou a decisão de primeira instância, que passo a transcrever. Tratase de pedido de ressarcimento de crédito presumido do IPI, fundamentado no disposto na Lei nº 10.276, de 29 de novembro de 2001, referente ao primeiro trimestre de 2004, no valor de R$ 1.633.063,95, juntamente com declaração de compensação (fls. 14/46v. e 100/151). 2. Após diligência realizada pelo Serviço de Fiscalização (fls. 95/98 retificada pelas fls. 209/224), a DRF Belém reconheceu parcialmente o direito ao crédito, no montante de R$ 1.593.211,74, homologando até o limite deste a compensação efetivada. Foram objeto de glosa os itens constantes do Demonstrativo de fls. 218/221, sob a justificativa de que não estão enquadrados no conceito de insumo (matérias primas, produtos intermediários, materiais de embalagem) previstos na legislação do IPI, cuja utilização é prevista no § 5º do art. 1º da Lei n° 10.276, de 2001. Fl. 557DF CARF MF Emitido em 25/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/10/2011 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 14/10/2011 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 07/10/2011 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 10280.001737/200517 Resolução n.º 3102000.176 S3C1T2 Fl. 2 2 3. Cientificada em 09.05.2008 (AR fl. 323v.) a interessada apresentou, tempestivamente, em 04.06.2008, manifestação de inconformidade (fls. 324/346), abaixo resumida: a) Contesta a glosa sobre o item “Frete sobre matéria prima”, argumentando que tal medida distorce o conceito de custo da matériaprima e, portanto, o custo dos bens exportados, uma vez que “o custo da matériaprima não é o valor pago ao fornecedor tão somente, mas sim o custo dessa matériaprima no pátio de produção do exportador”. Ressalta entendimento do Conselho de Contribuintes no sentido de que não seria possível o aproveitamento do frete apenas quando o exportador não consegue demonstrar e vincular cada conhecimento de transporte a uma ou mais notas fiscais de entrada de matériaprima, o que não é o seu caso; b) Ainda sobre o mesmo tema (frete), cita doutrina e orientação contida no Perguntas e Respostas da DIPJ/2005, questão n° 785, e nas Orientações da DCP/2003; c) Quanto aos “serviços de industrialização”, cuja glosa deuse pelo mesmo motivo do item acima, apresenta idêntica justificativa, afirmando que não há como melhor especificar os serviços, ressaltando o disposto no art. 1º, § 1º, II da Lei n° 10.276, de 2001, onde consta determinação para aproveitamento dos valores correspondentes aos serviços decorrentes de industrialização por encomenda; d) Questiona ainda a glosa sobre o óleo diesel, afirmando que o mesmo é utilizado como combustível em seu processo produtivo; e) Solicita a atualização monetária do crédito pela taxa Selic, citando entendimentos nesse sentido do TRF da 4ª Região e do Conselho de Contribuintes, afirmando que a negativa afronta o princípio do não enriquecimento ilícito ou sem causa, bem como da razoabilidade e da moralidade da administração pública; f) Por fim, requer que seja considerada procedente sua manifestação, no sentido de ser reconhecido o direito ao crédito presumido do IPI, homologação da compensação efetuada, além da atualização da taxa Selic. Solicita também a possibilidade de juntada de novos documentos e informações comprobatórios da veracidade do alegado e a mais ampla produção de provas. 4. Em primeira análise, entendeuse ser necessária a realização de diligência para as seguintes providências (fls. 377/380): “a) Encaminhar estes autos à Delegacia de Belém/PA, para que seja: a.1) revista a glosa sobre frete nas compras de matériasprimas, quando pago a terceiros, nos casos em que o transporte seja efetuado por pessoa jurídica contribuinte de PIS/Pasep e da Cofins, com o conhecimento de transporte vinculado única e exclusivamente à nota fiscal de aquisição; a.2) refeito o cálculo do crédito presumido, na forma alternativa estabelecida na Lei n° 10.276, de 2001, e na Instrução Normativa SRF n° 315, de 2003, caso sejam acatados valores de frete conforme alínea acima;” 5. Em resposta, a DRF/Belém elaborou o Termo de fls. 400/402, no qual reviu as glosas sobre frete e refez os cálculos do crédito presumido, resultando no valor de R$ 1.573.667,19. Cientificada em 26.11.2008, a empresa não apresentou manifestação no prazo de trinta dias. Fl. 558DF CARF MF Emitido em 25/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/10/2011 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 14/10/2011 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 07/10/2011 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 10280.001737/200517 Resolução n.º 3102000.176 S3C1T2 Fl. 3 3 Assim a Delegacia da Receita Federal de Julgamento sintetizou, na ementa correspondente, a decisão proferida. Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados IPI Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004 INSUMOS. O aproveitamento de insumos no cálculo do crédito presumido do IPI necessita da perfeita identificação dos memos e comprovação de sua aplicação no produto industrializado. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004 JUROS SELIC. Descabe a incidência de juros compensatórios no ressarcimento de créditos do IPI. INCONSTITUCIONALIDADE. PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE. A autoridade administrativa não possui atribuição para apreciar a argüição de inconstitucionalidade de dispositivos legais. Os atos regularmente editados segundo o processo constitucional gozam de presunção de constitucionalidade até decisão em contrário do Poder Judiciário Insatisfeita com a decisão de primeira instância, a recorrente apresenta recurso voluntário a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por meio do qual repisa argumentos contidos na Manifestação de Inconformidade. Assevera que a decisão tomada no âmbito da Delegacia da Receita Federal de Julgamento efetuou o cálculo do Crédito Presumido de maneira diversa daquela determinada pela legislação. Requer uma vez mais a inclusão dos serviços de industrialização na base de cálculo do Crédito Presumido, assim como a atualização monetária dos valores a que tem direito. Por fim, que seja determinado à autoridade fazendária que defira prazo para que o contribuinte complemente o pedido de ressarcimento na parcela requerida a menor que o apurado em decorrência de diligência fiscal. É o relatório. Voto Conselheiro Ricardo Paulo Rosa. Preenchidos os requisitos de admissibilidade, tomo conhecimento do recurso voluntário. Fl. 559DF CARF MF Emitido em 25/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/10/2011 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 14/10/2011 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 07/10/2011 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 10280.001737/200517 Resolução n.º 3102000.176 S3C1T2 Fl. 4 4 Uma vez que o pleito da recorrente foi parcialmente atendido no âmbito da Secretaria da Receita Federal, conforme se depreende do teor do próprio recurso voluntário, remanesce o debate apenas acerca das questões suscitadas na parte final do relatório que precede o presente voto. Quanto à questão suscitada a respeito da metodologia de cálculo do crédito presumido, encontramse no recurso voluntário as seguintes considerações. Da simples leitura daqueles dispositivos abstraise que: a) A base de cálculo do crédito presumido será o somatório dos custos que dão origem ao créditos sem qualquer limitação (caput art. 6°); b) O fator "F" será apurado com base na relação entre faturamento e custos, ficando limitado o custo a 80% do total do faturamento (limitação contida no inciso segundo do parágrafo único do art. 7°). Assim, a limitação que atinge o calculo do Fator "F" não atinge o calculo do Crédito Presumido do IPI de modo que uma vez apurado o Fator "F" observandose a limitação imposta, o calculo do Crédito Presumido de IPI a ser encontrado pela multiplicação deste Fator "F" sobre a Base de Calculo não mais encontra limitação, significando que a Base de Cálculo não será reduzida no momento do cálculo do Crédito. Não obstante o agente fiscalizador reduziu os custos para fins de apuração do Fator "F" (corretamente), porém também reduziu o custo como base de cálculo de crédito (incorretamente). Vejamos: De fato, não consigo identificar as razões por que estes valores tenham sido assim considerados pela fiscalização da Secretaria da Receita Federal do Brasil. Por outro lado, embora a recorrente já venha discutindo desde o início a metodologia de cálculo em si, razão pela qual não vejo como considerarse a matéria preclusa, estas questões específicas ainda não haviam sido enfrentadas pelas instâncias precedentes, restando o debate do assunto restrito ao derradeiro exame deste Colegiado, em detrimento da adequada instrução processual. Por essas razões, VOTO POR CONVERTER o julgamento em diligência para que a Unidade de Origem possa manifestarse a respeito da efetiva utilização do redutor por ocasião do cálculo do Fator “F”. Após, seja concedido prazo para que a empresa se manifeste sobre as informações aduzidas pela fiscalização, retornando então o processo a este colegiado. Sala de Sessões, 02 de setembro de 2011. Ricardo Paulo Rosa – Relator. Fl. 560DF CARF MF Emitido em 25/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/10/2011 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 14/10/2011 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 07/10/2011 por RICARDO PAULO ROSA
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Numero do processo: 15165.001228/2007-96
Data da sessão: Thu Aug 26 00:00:00 UTC 2010
Ementa: DIREITOS ANTIDUMPING, COMPENSATÓRIOS OU DE SALVAGUARDAS COMERCIAIS
Data do fato gerador: 16/04/2001
CONCOMITÂNCIA ENTRE PROCESSO ADMINISTRATIVO E JUDICIAL.
A propositura pela contribuinte de ação judicial, por qualquer modalidade processual, antes ou posteriormente à autuação e com o
mesmo objeto, importa em renúncia às instâncias administrativas_
DIREITO ANTIDUMPING. LANÇAMENTO MEDIANTE AUTO DE INFRAÇÃO.
A constituição do crédito correspondente ao direito antidumping, a exigência do referido crédito e o julgamento administrativo regem-se por normas legais, cabendo à autoridade administrativa
cuja atividade é vinculada, ater-se ao princípio da legalidade,
tanto na constituição quanto no julgamento do lançamento.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3202-000.170
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, conhecer em parte e, na parte conhecida, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - insufiência apuração/recolhimento
Nome do relator: João Luiz Fregonazzi
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ementa_s : DIREITOS ANTIDUMPING, COMPENSATÓRIOS OU DE SALVAGUARDAS COMERCIAIS Data do fato gerador: 16/04/2001 CONCOMITÂNCIA ENTRE PROCESSO ADMINISTRATIVO E JUDICIAL. A propositura pela contribuinte de ação judicial, por qualquer modalidade processual, antes ou posteriormente à autuação e com o mesmo objeto, importa em renúncia às instâncias administrativas_ DIREITO ANTIDUMPING. LANÇAMENTO MEDIANTE AUTO DE INFRAÇÃO. A constituição do crédito correspondente ao direito antidumping, a exigência do referido crédito e o julgamento administrativo regem-se por normas legais, cabendo à autoridade administrativa cuja atividade é vinculada, ater-se ao princípio da legalidade, tanto na constituição quanto no julgamento do lançamento. Recurso Voluntário Negado.
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A propositura pela contribuinte de ação judicial, por qualquer modalidade processual, antes ou posteriormente à autuação e com o mesmo objeto, importa em renúncia às instâncias administrativas_ DIREITO ANTIDUMPING. LANÇAMENTO MEDIANTE AUTO DE INFRAÇÃO. A constituição do crédito correspondente ao direito antidumping, a exigência do referido crédito e o julgamento administrativo regem-se por normas legais, cabendo à autoridade administrativa cuja atividade é vinculada, ater-se ao princípio da legalidade, tanto na constituição quanto no julgamento do lançamento. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, conhecer em parte e, na parte conhecida, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Processo n° 15165,001228/2007-96 S3-C2 r2 Acórdão ri" 3202-00A70 Fl 180 ROSSARI - Presidente JOÃO LUIZ FrONAZW relator . / FORMALIZADO EM: 13 de sete bro de 2010. Participaram do presente julgamento os conselheiros José Luiz Novo Rossari, Irene Souza da Trindade Torres, Heroldes Bahr Neto, João Luiz Fregonazzi e Gilberto de Castro Moreira Junior. Ausente o conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda. Presente a conselheira Maria Adelaide C. G. de Aquino(suplente). Processo o° 15165.001228/2007-96 S3-C2T2 Acórdão n a 3202-00,170 Fl. 181 Relatório Por bem relatar os fatos, adoto o relatório da autoridade julgadora a quo, abaixo transcrito. "Trata o presente processo do auto de infração lis. 01 a 05, por meio do qual é feita a exigência de direito anadumping e juros de mora, contra a empresa acima qualificada, Conforme consta na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal de lis, 02, o motivo da exigência foi o fato da autuada não haver recolhido o crédito da União relativo ao direito antidumping, previsto na Lei n.° 9,019 de 30 de março de 1995 e especificado contra a autuada através da Resolução Camex n,° 02, de 23 de fevereiro de 2001 (fls. 21), quando da importação de medicamentos contendo insulina, realizada através da DI n.° 01/0371944-4, registrada em 16/04/2001 (fls. 13 a 19). Lavrado o auto de infração em tela e intimada a autuada em 04 de junho de 2007 (fis37), a mesma ingressou com a impugnação de fls. 64 a 74, por meio da qual alega em síntese: • Que ingressou com o Mandado de Segurança n.° 2001.34.00.006298-1 perante a Seção Judiciária do Distrito Federal com o fim de suspender os efeitos da Resolução Camex n.°02/2001; • Em sede de recurso de apelação, o Egrégio Tribunal Regional Federal da L a Região, entendendo que a competência para julgar a matéria era do STJ, em razão da Camex ser constituída integralmente por ministros de estado, anulou as decisões da Justiça Federal; e O STJ, em liminar, suspendeu os efeitos da referida Resolução Camex, mas ao final decidiu denegar a segurança. A peticionaria pleiteou, então, a autorização, em medida cautelar, para depositar judicialmente os direitos antidumping em questão, o que lhe foi concedido (fls. 58 a 63); e Em 2.3 de abril de 2001 foi lavrado auto de infração para a cobrança do direito antidumping que ora se discute (DI n.° 01/0371944-4, de 16/04/2001). Referido lançamento foi anulado através do Acórdão n.° 600/2005 (fls. 27 a 32) exarado pela DRJ/FNS. ÀS fls. 67/72 apresenta argumentos contra a validade da Resolução Camex 02/2001; e A mencionada resolução perdeu o objeto, pois se, de acordo com o artigo 1.° do Decreto n.° 1.602, de 23 de agosto de 1995, o direito antidumping é aplicado para que não se cause dano à indústria doméstica, a associação entre a empresa que requereu a instauração da investigação de dumping, Biobrás S/A, e a autuada, Nordisk, antes concorrentes e que hoje fazem parte do mesmo grupo empresarial, fez com que ruísse o motivo da aplicação do direito antidumping na importação em questão; 3 Processo ff 15165.001228/2007-96 S3-C212 Acórdão n" 3202-00,170 E1 182 • Na verdade, houve o desaparecimento da indústria doméstica de insulina que seja passível de proteção. Por fim, pede que seja decretada a nulidade do presente auto de infração, ou alternativamente, que seja reconhecida a improcedência do direito antidumping fixado pela Resolução Camex n.° 02/2001, ou, ainda, seja reconhecida a suspensão da exigibilidade dos valores impugnados em virtude do depósito judicial das quantias pela impugnante, nos autos da Ação Cautelar n.° 12,874-DF. A ilustre autoridade julgadora a quo julgou o lançamento procedente, não acolhendo a pretensão da contribuinte. Inesignada, a querelante interpôs recurso voluntário onde reitera argumentos lançados em sede de impugnação. É o relatório. 4 Processo nü 15165M01228/2007-96 S3-C2T2 Acórdão n 0 3202-00.170 Fl 183 Voto Conselheiro JOÃO LUIZ FREGONAZZI, Relator O recurso é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade, pelo que dele tomo em parte conhecimento. Como a opção pela via judicial importa renúncia às instâncias administrativas, não se toma conhecimento da matéria objeto de apreciação pelos órgãos judiciais. Portanto, no que respeita ao estabelecimento do direito antidumping, exame da legalidade da aludida resolução Camex, processo administrativo e questões relacionadas aos atos administrativos que culminaram com o estabelecimento do quantiam devido a título de direito antidtunping, validade dos supramencionados atos e efeitos de eventual fusão ou incorporação de empresas este colegiada deve abster-se de pronunciar qualquer juízo. Os pontos controversos que devem ser apreciados cingem-se à possibilidade de se efetuar o lançamento para prevenir a decadência, bem assim ao exame da legalidade do referido lançamento em face da suposta natureza não tributária do direito antidumping. NATUREZA JURÍDICA DOS DIREITOS ANTIDUMPING Questão que tem suscitado grande controvérsia é a que diz respeito à natureza jurídica dos aludidos direitos, BREVE ESCORÇO HISTÓRICO O tratado internacional que se denomina General Agreement on Tarifes and Trade (GATT) foi firmado em Genebra em 30,10,47, passando a viger a partir de 1.° de janeiro de 1948. O dumping está previsto e conceituado no artigo VI do GATT. O item preceitua que "As Partes Contratantes reconhecem que o dumping que introduz, produtos de um pais no comércio de outro país, por valor abaixo do normal, é condenado se causa ou ameaça causar prejuízo material e uma indústria estabelecida no território de uma parte contratante, ou retarda, sensivelmente, o estabelecimento de uma indústria nacional. Para os eleitos deste artigo, considera-se que um produto exportado de um país para outro se introduz no comércio de um país importador, a preço abaixo do normal, se o preço desse produto: a) é inferior ao preço comparável que se pede, nas condições normais de comércio, pelo produto similar que se destina ao consumo no país exportador; ou b) na ausência desse preço nacional, é inferior: I - ao preço comparável mais alto do produto similar destinado à exportação para qualquer terceiro país, no curso normal do comércio; ou II — ao custo de produção Processo o' 15165 001228/2007-96 S3-C2112 Acórdilo n " 3202-011,170 Fl 184 no país de origem mais um acréscimo razoável para as despesas de venda e o lucro". A prática de durriping é punida conforme previsão expressa no item 2, art. VI, do GATT visando "neutralizar ou impedir dumping; a parte contratante poderá cobrar sobre o produto objeto de um dumping um direito anti-dumping que não exceda a margem de dumping relativa a esse produto. A margem de dumping é a diferença de preço determinada de acordo com os dispositivos do § 1.0". Antes da legislação hodiemamente em vigor, o acordo antidumping foi aprovado no Brasil pelo Dec-Lei. 45, de 20.6.50, e promulgado através do Dec, 76.032, de 25.7.75. Posteriormente, o Acordo Relativo à Implementação do Artigo VI do Acordo Geral sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio (GATT), foi aprovado no Brasil pelo Dec. Leg, 20. de 5.12.86, e promulgado através do Dec. 93.941, de 16187. Antes da entrada em vigor da Lei n." 9.019, de 30 de março de 1995, vigia a Res. CPA 1.277, de 14/5/87, com as alterações introduzidas pela Res, CPA 1.585/1989, pela Portaria n." 132/1992, do então MEFP, bem como da Circular SECEX n.° 161, de 27 de dezembro de 1993. NATUREZA JURÍDICA Aquela legislação pendia por considerar que o direito antidumping possuía natureza tributária, conforme se depreende do disposto no artigo 1.° da Resolução CPA n.° 1.227/87, que atribuía aos direitos antidumping a alcunha de imposto de importação adicional. Querendo acompanhar a doutrina pátria, o legislador pendeu por considerar os direitos antidumping como de natureza não tributária. Veja-se o disposto nos artigos da Lei n." 9.019/1995, verbis: Art. 1" Os direitos antidumping e os direitos compensatórios, provisórios ou definitivos, de que tratam o Acordo Antidumping e o Acordo de Subsídios e Direitos Compensatórios, aprovados, respectivamente, pelos Decretos Legislativos 11 ('S 20 e 22, de 5 de dezembro de 1986, e promulgados pelos Decretos n"s 93,941, de 16 de janeiro de 1987, e 93.962, de 22 de janeiro de 1987, decorrentes do Acordo Geral sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio (Gatt), adotado pela Lei n" 313, de 30 de julho de 1948, e ainda o Acordo sobre Implementação do Artigo VI do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio 1994 e o Acordo sobre Subsídios e Medidas Compensatórias, anexados ao Acordo Constitutivo da Organização Mundial de Comércio (0MC), parte integrante da Ata Final que Incorpora os Resultados da Rodada Uruguai de Negociações Comerciais Multilaterais do Gatt, assinada em Marraqueche, em 12 de abril de 1994, aprovada pelo Decreto Legislativo n" 30, de 15 de dezembro de 1994, promulgada pelo Decreto n" L3.55, de 30 de dezembro de 1994, serão aplicados mediante a cobrança de importância, em moeda corrente do Pais, que corresponderá a percentual da margem de dumping ou do montante de subsídios, apurados em processo administrativo, nos termos dos mencionados Acordos, Processo 1-1 15165 001228/2007-96 S3-C2T2 Acórdão n ° 3202-00,170 F1 185 das decisões PC/13, P6714, PC/15 e P/16 do Comitê Preparatório e das partes contratantes do Gatt, datadas de 13 de dezembro de 1994, e desta lei, suficientes para sanar dano ou ameaça de dano à indústria doméstica, Parágrafo único. Os direitos antidumping e os direitos compensatórios serão cobrados independentemente de quaisquer obrigações de natureza tributária relativas à importação dos produtos afetados, ) Art..rA exigibilidade dos direitos provisórios poderá ficar suspensa, até decisão final do processo, a critério da CAMEX, desde que o importador ofereça garantia equivalente ao valor integral da obrigação e dos demais encargos legais, que consistirá em- (Redação dada pela Medida Provisória n" 2.158- 35, de 2001) - depósito em dinheiro; ou 11 - fiança bancária. § 1"A garantia deverá assegurai-, em todos os casos, a aplicação das mesmas normas que disciplinam a hipótese de atraso no pagamento de tributos federais, inclusive juros, desde a data de vigência dos direitos provisórios. ( Ari. 10, Para efeito de execução orçamentária, as receitas oriundas da cobrança dos direitos antidumping e dos direitos compensatórios, classificadas como receitas originárias, serão enquadradas na categoria de entradas compensatórias previstas no parágrafo único do art. 3" da Lei n°4320, de 17 de março de 1964.. Da análise do arcabouço normativo supracitado, verifica-se que o não pagamento dos direitos antidwnping subsume-se à hipótese normativa pertinente ao atraso no pagamento de tributos federais, consoante o disposto no § 1.° do art. 1° da Lei n.° 9.019/1995. Inobstante, do disposto no parágrafo único do art. 1Y e no art. 10 da supracitada norma legal, bem assim do disposto no Decreto n.° L602/1995, art. 48, verbis, sobressai que o legislador pátrio pretendeu subtrair do direito antidumping a natureza tributária. Art. 48. Quando um direito antidumping .for aplicado sobre um produto, este será cobrado, independentemente de quaisquer obrigações de natureza tributária relativas à importação, nos valores adequados a cada caso, sem discriminação, sobre todas as importações do produto que tenham sido consideradas como efetuadas a preço de dumping e danosa à indústria doméstica, qualquer que seja sua procedência, A expressão "independentemente de quaisquer obrigações de natureza tributária", muito embora não seja suficiente para levar à conclusão de que o direito 7 Processo n" 15165.001228/2007-96 53-C212 Acórdão Ir.' 3202-00,170 FL 186 antidumping não tem natureza tributária, vai ao encontro do parágrafo único do art, 1, 0 da Lei a' 9.019/1995. Ao se analisar o disposto no art. 10 da Lei n.° 9.019/1995, a princípio não há como sustentar que o direito antidumping tem natureza de tributo, pois a receita oriunda de sua cobrança é classificada como receita originária. Tributos, como se sabe, são receitas derivadas. Portanto, o arcabouço normativo de regência pendeu por subtrair do direito antidumping a natureza de tributo. A doutrina considera que o direito antidumping não tem natureza de tributo pelas seguintes razões: 1- Sua exigência não depende de atividade vinculada, mas é feita mediante atividade administrativa discricionária, não se adequando ao conceito de tributo estatuído no artigo I° do CTN; 2- Falta de uniformidade da taxação; 3- A exigência não é compulsória, desbordando do mencionado conceito do artigo I' do CIN, 4- Igualmente não constituem sanção pois sua cobrança é facultativa, dependendo da discricionariedade da autoridade administrativa em julgar pertinente a exação; 5- A exigência dos direitos antidumping pode ser retroativa, o que não se coaduna com o princípio da anterioridade; 6- Pessoas de direito privado podem solicitar o encerramento ou a prorrogação da exação; 7- A imposição dos direitos anti-dumping e compensatórios não constitui tributo ou sanção de ato ilícito, cuida-se de uma imposição paratarifária de direito econômico internacional que tem por escopo impedir constatado desequilíbrio comercial competitivo entre as indústrias nacional e estrangeira; Malgrado os argumentos lançados, considero, para contrastar o item 1, que o acordo de valoração aduaneira, mediante ato discricionário da autoridade aduaneira, permite, mediante processo peculiar e seguindo o rito traçado no mencionado acordo, alterar a base de cálculo do imposto de importação A falta de uniformidade na taxação não é argumento válido, eis que preferências tarifárias para determinadas regiões também são previstas nos acordos internacionais. Uma vez estabelecida a margem de dumping, sua exigência é compulsória e cobrada mediante atividade administrativa vinculada,, De fato, sua exigência não constitui sanção de ato ilícito, assim como não constitui sanção de ato ilícito a alteração de oficio da base de cálculo do imposto de importação, nos termos do acordo de valoração aduaneira. Processo n° 15165 001228/2007-96 53-C2-1-2 Acórdão n ° 3202-00170 Fi 187 Quanto ao item 5, a exigência retroativa subsiste apenas quando é iniciado o processo de investigação de dumping mediante denúncia. Convém registrar que a alteração da base de cálculo do imposto de importação também pode ser retroativa, cabendo a imposição de garantia para a liberação de mercadorias importadas antes de finalizado o processo de valoração aduaneira quando este inicia-se no curso do despacho aduaneiro, segundo o acordo de valoração aduaneira. A opção de comparar o direito antidumping com a alteração da base de cálculo do imposto de importação serve apenas para demonstrar a proximidade do direito antidumping dos tributos aduaneiros. Em verdade, a recomposição da base de cálculo, mediante a aplicação do acordo de valoração aduaneira, guarda semelhança com a margem de dumping calculada justamente em razão do preço de exportação ser inferior àqueles que servem de referência. Quanto aos itens 6 e 7, são válidas as argumentações porque aprouve ao legislador pátrio acolhê-las. Portanto, por exclusiva opção do legislador o direito antidumping não tem natureza de tributo, mas constitui uma imposição paratarifária de direito econômico internacional, conforme leciona Tér cio Sampaio Ferraz. EXIGÊNCIA MEDIANTE AUTO DE INFRAÇÃO Registre-se, inicialmente, que a competência para exigência dos direitos antidiamping foi atribuída à Receita Federal do Brasil pelo mesmo diploma legal, conforme se depreende da análise do artigo 7.°, § 1.°, da Lei n.° 9.019/1995, verbis: Art, 7' O cumprimento das obrigações resultantes da aplicação dos direitos antidumping e dos direitos compensatórios, sejam definitivos ou provisórios, será condição para a introdução no comércio do País de produtos objeto de dumping ou subsídio, áç 1" Será competente para a cobrança dos direitos antidumping e compensatórios, provisórios ou definitivos, quando se tratar de valor em dinheiro, bem como, se for o caso, para sua restituição, a SRF do Ministério da Fazenda. Verifica-se, outrossim, que o não pagamento dos direitos antidumping subsume-se à hipótese normativa pertinente ao atraso no pagamento de tributos federais, consoante o disposto no § 1.° do art, 3." da Lei n.° 9.019/1995. Assim, apesar de não conferir natureza de tributo ao direito antidumping, a lei o equipara a tributo em determinadas situações, qual sejam a atividade vinculada de servidor público federal uma vez estabelecido o quantum a ser exigido, a aplicação das mesmas normas que disciplinam o atraso no pagamento dos tributos, a restituição e o processo administrativo fiscal. Portanto não há reparos a ser feito quanto à utilização do artigo 63 da Lei n.° 9.430/1996, visando ao lançamento para prevenir a decadência. Eis que o próprio diploma legal que estatuiu os direitos antidumping preceitua que o não pagamento desses direitos é regido pelas normas tributárias, consoante disposição contida no artigo .3.", § 1 .° da Lei n.° 9.019/1995. 9 Processo n" 15165 001228/2007-96 S3-C212 Acórdão n "3202-00.170 Fl. 188 Ad argunientandum, uma lei não pode ser analisada isoladamente. Alfredo Augusto Becker, em sua magistral Teoria Geral do Direito Tributário, assim ensina, verbis: "A lei considerada em si mesma, com um ser isolado, não existe como regra jurídica_ Isolada em si mesma, a lei existe apenas como fórmula literal legislativa sem conteúdo jurídico ou com simples fenômeno histórico.. A lei não é um pássaro que o legislador solta abrindo as portas do Congresso. A lei tributária não é um falcão real que do punho do Executivo alça vôo para ir à caça do "fato gerador", A regra jurídica contida na lei (fórmula literal legislativa) é a resultante lógica de um complexo de ações e reações que se processam no sistema jurídico onde foi promulgada. A lei age sobre as demais leis do sistema, estas, por. sua vez, reagem; a resultante lógica é a verdadeira regra jurídica da lei que provocou o impacto inicial. Estas ações e reações se processam tanto no plano vertical (interpretação histórica) quanto no plano horizontal (interpretação sistemática). Esta . fenomenologia da regra .jurídica é observada à luz do cânone hermenêutico da totalidade do sistema jurídico e que consiste em síntese; extrair a regra jurídica contida na lei, relacionando esta com as demais leis do sistema jurídico vigente ( plano horizontal) e sistemas jurídicos antecedentes ( plano vertical). A regra jurídica embute-se no sistema jurídico e tal inserção não é sem conseqüências para o conteúdo da regra jurídica, nem sem conseqüências para o sistema jurídico, 'Daí, quando se lê a lei, em verdade deve se ter na mente o sistema .jurídico, em que ela entra, e se ler na história, no texto e na exposição sistemática.. Os erros de expressão da lei são corrigidos facilmente porque o texto ,fica entre esses dois componentes do material para a .fixação do verdadeiro sentido (Teoria Geral do Direito Tributária. 3.. a Ed. Lejus., São Paulo, 1998). Numa interpretação sistemática, não se poderia olvidar que à autoridade administrativa, plenamente vinculada, cabe constituir o crédito pelo lançamento, ainda que com exigibilidade suspensa, ainda que inexistisse o comando legal do mencionado artigo 63 da Lei n.° 9430/1996. Do contrário, em flagrante afronta ao interesse público e ao principio da legalidade, o Estado veria esvair o seu direito pela decadência, quedando-se inerte porque ninguém ousou constituir mediante lançamento o crédito equiparado a tributário devido e não pago. Em face do exposto, conheço em parte do recurso voluntário, para na parte conhecida negar provimento. Sala das Sessões, em 26 de agosto de 2010 JOÃO t:dk FIWO1)/AZZ1 10
score : 1.0
Numero do processo: 18050.006129/2008-67
Data da sessão: Wed Mar 19 00:00:00 UTC 2014
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1997 a 31/12/1998
RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. ELISÃO. NÃO OCORRÊNCIA.
A contratante é solidária com a prestadora de serviço. A elisão é possível, mas se não realizada na época oportuna persiste a responsabilidade. Não há benefício de ordem na aplicação do instituto da responsabilidade solidária por cessão de mão-de-obra.
MULTA. CONFISCO.
Não caracteriza confisco a multa aplicada nos termos da lei. ILEGALIDADE. INCONSTITUCIONALIDADE. NÃO APRECIAÇÃO.
Não cabe apreciação, pela instância administrativa, de alegações de ilegalidade e/ou inconstitucionalidade de lei e ato normativo em vigor, a qual incumbe ao Poder Judiciário.
SAT
A contribuição para o Seguro Acidente do Trabalho - SAT é legal e exigível na forma da Lei 8.212/91.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2803-003.132
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
Nome do relator: Helton Carlos Praia de Lima
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1997 a 31/12/1998 RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. ELISÃO. NÃO OCORRÊNCIA. A contratante é solidária com a prestadora de serviço. A elisão é possível, mas se não realizada na época oportuna persiste a responsabilidade. Não há benefício de ordem na aplicação do instituto da responsabilidade solidária por cessão de mão-de-obra. MULTA. CONFISCO. Não caracteriza confisco a multa aplicada nos termos da lei. ILEGALIDADE. INCONSTITUCIONALIDADE. NÃO APRECIAÇÃO. Não cabe apreciação, pela instância administrativa, de alegações de ilegalidade e/ou inconstitucionalidade de lei e ato normativo em vigor, a qual incumbe ao Poder Judiciário. SAT A contribuição para o Seguro Acidente do Trabalho - SAT é legal e exigível na forma da Lei 8.212/91. Recurso Voluntário Negado.
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EXCLUSÃO DO SIMPLES. Recorrente POLITENO INDÚSTRIA E COMÉRCIO S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1997 a 31/12/1998 RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. ELISÃO. NÃO OCORRÊNCIA. A contratante é solidária com a prestadora de serviço. A elisão é possível, mas se não realizada na época oportuna persiste a responsabilidade. Não há benefício de ordem na aplicação do instituto da responsabilidade solidária por cessão de mãodeobra. MULTA. CONFISCO. Não caracteriza confisco a multa aplicada nos termos da lei. ILEGALIDADE. INCONSTITUCIONALIDADE. NÃO APRECIAÇÃO. Não cabe apreciação, pela instância administrativa, de alegações de ilegalidade e/ou inconstitucionalidade de lei e ato normativo em vigor, a qual incumbe ao Poder Judiciário. SAT A contribuição para o Seguro Acidente do Trabalho SAT é legal e exigível na forma da Lei 8.212/91. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima – Presidente e Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 05 0. 00 61 29 /2 00 8- 67 Fl. 346DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP19.1120.11079.2OC4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 18050.006129/200867 Acórdão n.º 2803003.132 S2TE03 Fl. 211 2 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Oseas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Natanael Vieira dos Santos e Leo Meirelles do Amaral. Fl. 347DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP19.1120.11079.2OC4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 18050.006129/200867 Acórdão n.º 2803003.132 S2TE03 Fl. 212 3 Relatório DO LANÇAMENTO Trata de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD contra a empresa supracitada por deixar de recolher contribuições devidas à Seguridade Social e não recolhidas em época própria, por responsabilidade solidária pelo não recolhimento das contribuições de seu prestador de serviço. Foi constatado que a empresa Térmica Ar Condicionado Ltda, prestadora de serviço da recorrente, deixou de recolher as contribuições sociais correspondente à parte da empresa e seguro acidente do trabalho SAT, pelo fato de ter se enquadrado indevidamente no Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — Simples. DA CIÊNCIA DO LANÇAMENTO O contribuinte foi cientificado do lançamento fiscal, apresentando impugnação. A decisão de primeira instância administrativa fiscal manteve o crédito fiscal exigido para o lançamento em epígrafe. DO RECURSO VOLUNTÁRIO O contribuinte foi cientificado da decisão, inconformado interpôs recurso voluntário, alegando e requerendo em síntese: requereu diligência fiscal para evitar e solidariedade e o bis in idem. O não acolhimento da diligência torna viciado o procedimento fiscal e ofende a ampla defesa e o devido processo legal. A fiscalização não examinou as guias de recolhimentos apresentadas pela recorrente (Darp’s); a fiscalização não fez prova da inadimplência do prestador de serviço. A recorrente não está obrigada ao recolhimento das contribuições da prestadora de serviço; na responsabilidade solidária a fiscalização deve examinar, no primeiro momento, a regularidade do prestador do serviço e havendo inadimplência deve cobrálo, sendo frustrada a cobrança, no segundo momento, é que caberia a cobrança do responsável solidário. Isso não foi observado; o serviço prestado foi eventual o que desnatura a continuidade requerida pelo conceito de cessão de mão de obra. Está equivocada a imputação de responsabilidade solidária; ao firmar contrato com a prestadora de serviço foi informada que a mesma era optante pelo sistema Simples e o contrato foi firmado de boafé. Só soube da exclusão do Simples pela fiscalização. Os recolhimentos do prestador de serviço devem ser averiguados; Fl. 348DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP19.1120.11079.2OC4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 18050.006129/200867 Acórdão n.º 2803003.132 S2TE03 Fl. 213 4 a responsabilidade pelo tributo é de competência legal e não do Decreto 2.173/97; a fiscalização autuou várias empresas por responsabilidade solidária frente à mesma prestadora de serviço, nos mesmos meses de apuração fiscal. Isso é enriquecimento ilícito; o SAT deve ser cobrado por lei complementar e não por lei ordinária. A exigência é absurda, pois nem os empregados da empresa embargante nem seus diretores estão sujeitos ao benefício da aposentadoria especial. A alíquota deve ser mínima; a decisões devem ser fundamentadas; a inaplicabilidade dos juros e da taxa selic, sendo a multa confiscatória; por fim, requer que a nulidade de todos os atos em preterição do direito de defesa e diante do cumprimento das obrigações com o SAT e recolhimentos efetuados pelo prestador do serviço e da multa extorsiva requer a desconstituição do lançamento fiscal. É o relatório. Fl. 349DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP19.1120.11079.2OC4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 18050.006129/200867 Acórdão n.º 2803003.132 S2TE03 Fl. 214 5 Voto Conselheiro Helton Carlos Praia de Lima, Relator O Recurso Voluntário é tempestivo e preenche todos os requisitos de admissibilidade, razão pela qual se passa a analisálo. Consta do relatório da informação fiscal de débito – NFLD 35.079.2135, fls. 25/29, que a recorrente contratou empresa prestadora de serviço Térmica Ar Condicionado Ltda., CNPJ n.° 00.104.715/0001 94, que foi excluída da opção pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte – Simples (Lei 9.317/96), em 01/03/99, deixando de recolher as contribuições previdenciárias (empresa, Sat), competências 01/97 a 12/98. Os valores das contribuições sociais foram lançados por solidariedade da contratante (recorrente) mediante cessão de mão de obra, nos termos do art. 31 da Lei 8.212/91 e alterações; art. 46 do Decreto 356/91; art. 42, §§ 1o ao 5o do Decreto 2.173/97, constantes do relatório de fundamentos legais do débito – FLD, fls. 15/18. Art. 31. O contratante de quaisquer serviços executados mediante cessão de mãodeobra, inclusive em regime de trabalho temporário, responde solidariamente com o executor pelas obrigações decorrentes desta Lei, em relação aos serviços prestados, exceto quanto ao disposto no art. 23, não se aplicando, em qualquer hipótese, o benefício de ordem.(Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). § 1º Fica ressalvado o direito regressivo do contratante contra o executor e admitida a retenção de importâncias a este devidas para garantia do cumprimento das obrigações desta Lei, na forma estabelecida em regulamento. § 2º Exclusivamente para os fins desta Lei, entendese como cessão de mãodeobra a colocação à disposição do contratante, em suas dependências ou nas de terceiros, de segurados que realizem serviços contínuos, relacionados ou não com atividades normais da empresa, quaisquer que sejam a natureza e a forma de contratação. (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.1997). § 3º A responsabilidade solidária de que trata este artigo somente será elidida se for comprovado pelo executor o recolhimento prévio das contribuições incidentes sobre a remuneração dos segurados incluída em nota fiscal ou fatura correspondente aos serviços executados, quando da quitação da referida nota fiscal ou fatura. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 9.032, de 28.4.1995). § 4º Para efeito do parágrafo anterior, o cedente da mãode obra deverá elaborar folhas de pagamento e guia de Fl. 350DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP19.1120.11079.2OC4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 18050.006129/200867 Acórdão n.º 2803003.132 S2TE03 Fl. 215 6 recolhimento distintas para cada empresa tomadora de serviço, devendo esta exigir do executor, quando da quitação da nota fiscal ou fatura, cópia autenticada da guia de recolhimento quitada e respectiva folha de pagamento. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 9.032, de 28.4.95). Como se pode observar do art. 31 da Lei 8.212/91 que o contratante de quaisquer serviços executados mediante cessão de mãodeobra responde solidariamente com o prestador do serviço, não se aplicando o benefício de ordem, admitida a retenção da importância devida para a garantia do cumprimento da obrigação legal. Entendese por cessão de mãodeobra a colocação à disposição do contratante de segurados que realizem serviços contínuos relacionados ou não com a atividade fins do contratante. Enquadrase como cessão de mãodeobra os serviços de construção civil e manutenção, nos termos do art. 46, §4o do Decreto 356/91. A elisão da responsabilidade solidária do contratante será comprovada pelo recolhimento prévio das contribuições incidentes sobre a remuneração dos segurados que efetuaram os serviços quando da quitação da nota fiscal ou fatura, juntamente com a cópia autenticada da guia de recolhimento quitada e respectiva folha de pagamento, na forma do regulamento. A recorrente não cumpriu o §3° do art. 42 do Dec. 2.173/97 (Regulamento da Organização e do Custeio da Seguridade Social – ROCSS): Art. 42. O contratante de quaisquer serviços executados mediante cessão de mãodeobra, inclusive em regime de trabalho temporário, responde solidariamente com o executor destes serviços pelas obrigações decorrentes deste Regulamento, em relação aos serviços a ele prestados, exceto quanto às contribuições incidentes sobre faturamento e lucro, de que trata o art. 28. §1. ° Fica ressalvado o direito regressivo do contratante contra o cedente de mãodeobra e admitida a retenção de importâncias a este devidas para a garantia do cumprimento das obrigações. §2. ° A responsabilidade solidária somente será elidida se for comprovado pelo cedente de mãodeobra o recolhimento das contribuições incidentes sobre a remuneração dos segurados incluída em nota fiscal ou fatura correspondente aos serviços executados, quando da quitação da referida nota fiscal ou fatura, na forma e percentuais estabelecidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social — INSS. §3. ° Para efeito do disposto no parágrafo anterior, o cedente de mãodeobra deverá elaborar folhas de pagamento e guias de recolhimento distintas para cada empresa tomadora de serviço, devendo esta exigir do cedente de mãodeobra, quando da quitação da nota fiscal ou fatura, cópia autenticada da guia de recolhimento quitada e respectiva folha de pagamento. §4.° Entendese como cessão de mãodeobra a colocação à disposição do contratante, em suas dependências ou nas de Fl. 351DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP19.1120.11079.2OC4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 18050.006129/200867 Acórdão n.º 2803003.132 S2TE03 Fl. 216 7 terceiros, de segurados que realizem serviços continuos não relacionados diretamente com as atividades normais da empresa, independentemente da natureza e da forma de contratação. §5.° Enquadramse na situação prevista no §4.°, dentre outras, as seguintes atividades: a) construção civil; b) limpeza e conservação; c) manutenção; d) vigilância; e) segurança e transporte de valores; f) transporte de cargas e passageiros; g) serviços de informática. Consta dos autos cópias genéricas de guia de pagamento (Darp’s). Não consta folha de pagamento e guia de recolhimento específico vinculada aos serviços prestados e notas fiscais emitidas. Destarte, a recorrente não comprovou ter se eximido da responsabilidade solidária sendo devida a cobrança fiscal. A cobrança do seguro acidente do trabalho – SAT é legítima e a responsabilidade solidária, podendo a dívida ser cobrada de qualquer um dos sujeitos passivos indistintamente. A Lei 8.212/91 e suas alterações já foram declaradas constitucionais pelo STF (RE 343.446/SC). Os Decretos 356/91, 612/92, 2173/97 e 3048/94 tiveram sua legalidade declarada pelo STJ (RESP. 512488GO. Rel: Min.Eliana Calmon. DJ: 24/05/2004). A taxa Selic, englobando a correção monetária e os juros de mora, é legal. (BRASIL. TRF 5. Quarta Turma. AC 200683000057413AC Apelação Civel 444234. Desembargadora Federal Margarida Cantarelli. Fonte: DJ Data: 16/06/2008 Página: 370 Nº: 113. Disponível em: http://www.jf.jus.br/juris/unificada/Resposta. Acesso em: 18 mar. 2014). A multa moratória deve ser entendida como uma sanção de caráter punitivo em razão da falta de recolhimento do tributo, com objetivo de desestimular o inadimplente, impondolhe prejuízo econômico e estimular o adimplente, não havendo ilegalidade na aplicação de percentuais diferenciados ao inadimplente. Assim, estabelecida na forma da lei não possui caráter confiscatório, na medida da capacidade econômica e contributiva da empresa (BRASIL. TRF 5. Terceira Turma. AC 200385000060993AC Apelação Civel 433841. Desembargador Federal Geraldo Apoliano. Fonte: DJE Data: 01/07/2010 Página: 581. Disponível em: http://www.jf.jus.br/juris/unificada/Resposta. Acesso em: 18 mar. 2014). Não há que se falar enriquecimento ilícito. Desse modo, a recorrente é responsável solidária em relação à obrigação tributária, não cabendo, nos termos do parágrafo único do artigo 124 do CTN, benefício de ordem. Compete à fiscalização cobrar a obrigação fiscal. Sendo a responsabilidade solidária uma garantia do crédito tributário, não pode ser dispensada pela autoridade fiscal, conforme previsto no art. 141 do CTN, nestas palavras: Fl. 352DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP19.1120.11079.2OC4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 18050.006129/200867 Acórdão n.º 2803003.132 S2TE03 Fl. 217 8 Art. 141 O crédito tributário regularmente constituído somente se modifica ou extingue, ou tem sua exigibilidade suspensa ou excluída, nos casos previstos nesta lei, fora dos quais não podem ser dispensadas, sob pena de responsabilidade funcional na forma da lei, a sua efetivação ou as respectivas garantias. Quanto ao argumento de que a responsabilidade da recorrente só poderia surgir após averiguação na prestadora de serviços, também não procede tal argumento. A responsabilidade é pelo cumprimento da obrigação fiscal, prova disto é que a obrigação tributária persiste independentemente do crédito tributário, que pode ser anulado, administrativamente ou judicialmente, mas sem fazer desaparecer a obrigação tributária, conforme dispõe o art. 140 do CTN, nestas palavras: Art. 140. As circunstâncias que modificam o crédito tributário, sua extensão ou seus efeitos, ou as garantias ou os privilégios a ele atribuídos, ou que excluem sua exigibilidade não afetam a obrigação tributária que lhe deu origem. Nesse mesmo sentido segue ementa do Parecer CJ/MPAS n.º 2.376/2.000 que retrata a jurisprudência administrativa acerca do assunto, nestas palavras: “DIREITO TRIBUTÁRIO E PREVIDENCIÁRIO. SOLIDARIEDADE PASSIVA NOS CASOS DE CONTRATAÇÃO DE EMPRESAS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. DUPLICIDADE DE LANÇAMENTOS. NÃO OCORRÊNCIA. A obrigação tributária é uma só e o fisco pode cobrar o seu crédito tanto do contribuinte, quanto do responsável tributário. Não há ocorrência de duplicidade de lançamento, nem de bis in idem e nem de crime de excesso de exação.” Assim, não cabe o argumento da recorrente de que a fiscalização deveria ter verificado o inadimplemento do contribuinte de direito, para se evitar o bis in idem. Uma vez que não há como afastar a solidariedade, a recorrente deve provar que a prestadora já recolhera toda a contribuição devida em relação aos serviços prestados. Não havendo a guarda da documentação e restando configurada a prestação de serviços, a utilização de mãodeobra, a autoridade fiscal conseguiu demonstrar a existência do fato constitutivo do seu direito. Cabe à recorrente demonstrar fato extintivo, modificativo ou impeditivo do direito do fisco efetuar o lançamento, nos termos do art. 33 §3o da Lei 8.212/91, o que não foi realizado. Ao contrário do entendimento da recorrente, não deve a fiscalização diligenciar para examinar a contabilidade da prestadora do serviço, pois se assim o fosse não haveria o benefício de ordem, não existiria motivo para se efetuar o lançamento na tomadora de serviços, se em qualquer caso a autoridade fiscal devesse diligenciar para examinar a contabilidade da prestadora do serviço. Havendo inversão é imprescindível a colação aos autos da prova contábil pelos interessados. Nessa mesma linha de fundamentação, não é outro o entendimento firmado pelo STJ, conforme ementa do acórdão no Recurso Especial 780.703 / SC, cujo relator foi o Ministro Castro Meira, publicado no DJ em 16/06/2006: Fl. 353DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP19.1120.11079.2OC4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 18050.006129/200867 Acórdão n.º 2803003.132 S2TE03 Fl. 218 9 TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. CONSTRUÇÃO CIVIL. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. IMPOSSIBILIDADE. BENEFÍCIO DE ORDEM. ARTIGO 31, § 3º DA LEI Nº 8.212/91. ELISÃO. NECESSIDADE. COMPROVAÇÃO. RECOLHIMENTO. 1. A responsabilidade solidária na contratação de quaisquer serviços por cessão de mãodeobra foi instituída pela Lei nº 8.212/91, notadamente, em seu artigo 31, ou seja, há solidariedade entre o contratante dos serviços executados mediante cessão de mãodeobra e o executor desses serviços. A responsabilidade solidária do contratante está definida, em linhas gerais, nos artigos 124 e 128 do Código Tributário Nacional. O § 1º do artigo 124 do Código Tributário Nacional prevê expressamente que a solidariedade nele descrita não comporta benefício de ordem. 2. A solidariedade somente poderia ser elidida, caso obedecido o preceito do § 3º do artigo 31 da Lei nº 8.212/91 o executor deveria comprovar o recolhimento prévio das contribuições incidentes sobre a remuneração dos segurados incluída na nota fiscal ou fatura correspondente aos serviços executados, quando da respectiva quitação. Precedentes. 3. Recurso especial provido. Desse modo, o próprio guardião judicial da lei federal, o Superior Tribunal de Justiça, ratifica o procedimento fiscal no caso dos lançamentos por solidariedade das contribuições sociais previdenciárias. Assim sendo, não há necessidade de diligência fiscal para constatar o que consta dos autos. Ademais, a recorrente não demonstra nem prova, de forma específica, a ilegalidade do lançamento fiscal. Não ficou demonstrado nem caracterizado o bis in idem. As guias de recolhimento apresentadas (Darp’s) foram examinadas, de onde se concluiu que não se tratam de guias de recolhimento específicas e vinculadas aos serviços prestados. Demonstrado o lançamento fiscal na forma da lei não há que se falar em vício do lançamento e ofensa à ampla defesa e o devido processo legal. Não há que se falar em eventualidade para serviços prestados relativos a lançamento fiscal de 01/97 a 12/98, aproximadamente dois anos. A recorrente se enquadrou indevidamente no sistema Simples, sendo excluída. A recorrente não demonstra nos autos que a tomadora era optante do sistema Simples na época da execução do contrato. Na consulta de optantes do sistema Simples da Receita Federal para a prestadora de serviço: Térmica Ar Condicionado Ltda – ME, CNPJ: 00.104.715/000194, não existe opção para o sistema na situação atual nem nos períodos anteriores: Identificação do Contribuinte CNPJ: 00.104.715/000194 Nome Empresarial: TERMICA AR CONDICIONADO LTDA ME Situação Atual Situação no Simples Nacional: NÃO optante pelo Simples Nacional Situação no SIMEI: NÃO optante pelo SIMEI Fl. 354DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP19.1120.11079.2OC4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 18050.006129/200867 Acórdão n.º 2803003.132 S2TE03 Fl. 219 10 Períodos Anteriores Opções pelo Simples Nacional em Períodos Anteriores: Não Existem Opções pelo SIMEI em Períodos Anteriores: Não Existem Agendamentos (Simples Nacional) Agendamentos no Simples Nacional: Não Existem Eventos Futuros (Simples Nacional) Eventos Futuros no Simples Nacional: Não Existem Eventos Futuros (SIMEI) Eventos Futuros no SIMEI: Não Existem (http://www8.receita.fazenda.gov.br/simplesnacional/aplicacoes/atb he/c. app/consultaropcao.aspx) A recorrente assevera que a fiscalização autuou várias empresas por responsabilidade solidária frente à mesma prestadora de serviço, nos mesmos meses de apuração fiscal. Entretanto não prova nos autos suas alegações. Argumentações genéricas são suficientes para a desconstituição do lançamento fiscal. Aplicada a multa na forma da lei seu valor não pode ser considerado confiscatório, pois este juízo de admissibilidade já foi feito pelo poder legislativo quando da sua aprovação. Cabe a autoridade administrativa aplicar as determinações legais e zelar pelo cumprimento da obrigação tributária, respeitando o princípio da legalidade. A lei em vigor, cuja invalidade ou inconstitucionalidade não foi declarada, deve ser cumprida pela administração pública por força do ato vinculado. Não é possível, no âmbito administrativo, afastar aplicação de legislação nos termos do art. 26A do Decreto 70.325/72, bem como, art. 62 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de recursos Fiscais CARF, aprovado pela Portaria GMF 256, de 22 de junho de 2009. No mesmo sentido é o que discorre a Súmula n ° 2 do CARF: Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Quanto à improcedência da exigência da contribuição patronal prevista no art. 22, II, da Lei 8.212/91, destinada ao Seguro de Acidente de Trabalho (SAT/GILRAT) temos que seguindo os princípios constitucionais tributários e nos moldes do art. 97 do Código Tributário Nacional (CTN) a Lei 8.212/91 tratou da instituição da referida contribuição para o financiamento dos benefícios em razão da incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho (SAT/GILRAT), definindo o seu fato gerador, fixando a base de cálculo e as alíquotas aplicáveis, restando ao decreto apenas a regulamentação da aludida contribuição, o qual, por sua vez, estabelece os graus de risco conforme a atividade precípua da empresa. Inclusive, o Supremo Tribunal Federal (STF) já se manifestou a respeito do SAT, aduzindo pela desnecessidade de Lei Complementar para instituição da sobredita contribuição, bem como que não há ofensa aos art. 195, § 4º, c/c art. 154, I, da Constituição Federal, consoante à ementa a seguir transcrita: Processo RE 343446RE RECURSO EXTRAORDINÁRIO, Relator (a) CARLOS VELLOSO, STF Fl. 355DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP19.1120.11079.2OC4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 18050.006129/200867 Acórdão n.º 2803003.132 S2TE03 Fl. 220 11 Ementa: CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO: SEGURO DE ACIDENTE DO TRABALHO SAT. Lei 7.787/89, arts. 3º e 4º; Lei 8.212/91, art. 22, II, redação da Lei 9.732/98. Decretos 612/92, 2.173/97 e 3.048/99. C.F., artigo 195, § 4º; art. 154, II; art. 5º, II; art. 150, I. I. Contribuição para o custeio do Seguro de Acidente do Trabalho SAT: Lei 7.787/89, art. 3º, II; Lei 8.212/91, art. 22, II: alegação no sentido de que são ofensivos ao art. 195, § 4º, c/c art. 154, I, da Constituição Federal: improcedência. Desnecessidade de observância da técnica da competência residual da União, C.F., art. 154, I. Desnecessidade de lei complementar para a instituição da contribuição para o SAT. II. O art. 3º, II, da Lei 7.787/89, não é ofensivo ao princípio da igualdade, por isso que o art. 4º da mencionada Lei 7.787/89 cuidou de tratar desigualmente aos desiguais. III. As Leis 7.787/89, art. 3º, II, e 8.212/91, art. 22, II, definem, satisfatoriamente, todos os elementos capazes de fazer nascer a obrigação tributária válida. O fato de a lei deixar para o regulamento a complementação dos conceitos de "atividade preponderante" e "grau de risco leve, médio e grave", não implica ofensa ao princípio da legalidade genérica, C.F., art. 5º, II, e da legalidade tributária, C.F., art. 150, I. IV. Se o regulamento vai além do conteúdo da lei, a questão não é de inconstitucionalidade, mas de ilegalidade, matéria que não integra o contencioso constitucional. V. Recurso extraordinário não conhecido. Processo AIAgR 713780AIAgR AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO, Relator(a) ELLEN GRACIE, STF Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTRIBUIÇÃO PARA O SEBRAE. ENTIDADES NÃO INTEGRANTES. OBRIGATORIEDADE. CONTRIBUIÇÃO PARA O SAT. CONSTITUCIONALIDADE. 1. Autonomia da contribuição para o SEBRAE alcançando mesmo entidades que estão fora do seu âmbito de atuação, ainda que vinculadas a outro serviço social, dado o caráter de intervenção no domínio econômico de que goza. Precedentes. 2. A decisão agravada fundouse em precedente do Plenário que resolveu a controvérsia referente à cobrança da contribuição para o custeio do SAT(RE 343.446). Nesse julgamento, afastouse a alegação de ofensa ao princípio da legalidade, bem como se ressaltou que eventual conflito entre a lei instituidora da contribuição ao SAT e os decretos que a regulamentaram é questão de índole ordinária, insuscetível de apreciação em sede de apelo extremo. Precedentes. 3. Agravo regimental improvido. Processo AAARES 200900179092AAARES AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL..NUM: Relator (a) HUMBERTO MARTINS, STJ, SEGUNDA TURMA, Fonte DJE DATA:17/11/2009 RIOBTP VOL.:00247 PG:00167 Ementa Fl. 356DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP19.1120.11079.2OC4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 18050.006129/200867 Acórdão n.º 2803003.132 S2TE03 Fl. 221 12 TRIBUTÁRIO – CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA –SAT– PARÂMETROS ESTABELECIDOS POR DECRETO – LEGALIDADE– APLICAÇÃO DA SÚMULA 351/STJ – INOVAÇÃO RECURSAL EM AGRAVO REGIMENTAL – IMPOSSIBILIDADE. A contribuinte não formulou pedido subsidiário quanto à limitação do alcance do termo "atividade preponderante" ao grau de risco de cada estabelecimento identificado pelo respectivo CNPJ, razão por que se impõe reconhecer a inovação do pedido recursal. Agravo regimental improvido. O Superior Tribunal de Justiça – STJ também decidiu pela constitucionalidade da contribuição ao SAT e que não há ofensa ao princípio da legalidade tributária a definição regulamentar do grau de periculosidade da atividade desenvolvida pela empresa para fins de incidência do Seguro de Acidente do Trabalho SAT. Processo AGA 200802767992AGA AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO – 1135933, Relator (a) BENEDITO GONÇALVES, STJ, PRIMEIRA TURMA, Fonte DJE DATA: 04/11/2009 Ementa: PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO.AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. CONTRIBUIÇÕES DESTINADAS AO INCRA E AO SAT. LEGALIDADE. TAXA SELIC. LEGITIMIDADE. PRONUNCIAMENTO DA PRIMEIRA SEÇÃO SOB O RITO DO ART. 543C, DO CPC. REQUISITOS DE VALIDADE DA CDA. REVISÃO. SÚMULA 7 DESTE TRIBUNAL. INCIDÊNCIA. PRECEDENTES. 1. O exame da alegação de que a CDA não preenche os requisitos de validade encontra óbice na Súmula 7 do STJ. Precedentes. 2. No julgamento dos EREsp 297.215/PR, da relatoria do eminente Ministro Teori Albino Zavascki, DJ de 12/09/2005, decidiuse que não há ofensa ao princípio da legalidade tributária a definição regulamentar do grau de periculosidade das atividades desenvolvidas pelas empresas para fins de incidência do Seguro de Acidente do Trabalho SAT. 3. A Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça, mediante pronunciamento sob os auspícios da regra prevista no art. 543C do CPC (REsp 977.058/RS, DJ de 10/11/2008) firmou o posicionamento no sentido de que, por se tratar de contribuição especial de intervenção no domínio econômico, a contribuição ao Incra, destinada aos programas e projetos vinculados à reforma agrária e suas atividades complementares, foi recepcionada pela Constituição Federal de 1988 e continua em vigor até os dias atuais, pois não foi revogada pelas Leis 7.787/89, 8.212/91 e 8.213/91, não existindo, portanto, óbice a sua cobrança, mesmo em relação às empresas urbanas. (grifo nosso). 4. Entendimento desta Casa Julgadora pela aplicação da taxa Selic, a partir de 1º/1/96 (vigência da Lei 9.250/95), na atualização monetária do indébito tributário.(REsp 1.111.175/SP, Rel. Min. Denise Arruda, Primeira Seção, DJ de 1/7/2009, feito submetido à sistemática do art. 543C do CPC). 5. Agravo regimental não provido. Fl. 357DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP19.1120.11079.2OC4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 18050.006129/200867 Acórdão n.º 2803003.132 S2TE03 Fl. 222 13 Assim, a contribuição ao SAT/GILRAT está de acordo com a legislação vigente, sendo perfeitamente exigível. Não há que se falar em exigência absurda do SAT sobre empregados da empresa embargante, tampouco de que seus diretores não estão sujeitos ao benefício da aposentadoria especial. Não se trata de alíquota SAT referente à aposentadoria especial. A alíquota do SAT foi aplicada na forma da lei. É legal a aplicação dos juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Receita Federal do Brasil, bem como, a aplicação da taxa SELIC, enunciadas nas súmulas 4o e 5o do CARF, in verbis: Súmula CARF nº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Súmula CARF nº 5: São devidos juros de mora sobre o crédito tributário não integralmente pago no vencimento, ainda que suspensa sua exigibilidade, salvo quando existir depósito no montante integral. O crédito tributário encontrase revestido das formalidades legais do art. 142 e § único, e arts. 97 e 114, todos do CTN, com período apurado, discriminação dos fatos geradores por intermédio do Relatório Fiscal REFISC; e, ainda, o Discriminativo Analítico do Débito DAD; as Instruções para o Contribuinte – IPC; os Fundamentos Legais do Débito – FLD; e demais informações constantes dos autos, consoante artigo 33 da Lei 8.212/91. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto em negar provimento ao recurso voluntário. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Fl. 358DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP19.1120.11079.2OC4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA em 20/03/2014 17:17:00. Documento autenticado digitalmente por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA em 20/03/2014. Documento assinado digitalmente por: HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA em 20/03/2014. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 19/11/2020. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP19.1120.11079.2OC4 Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: AD52CD6B22F40032AA3738AB2151D0679685EB3B Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 18050.006129/2008-67. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 10680.009276/2007-80
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Jun 10 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/06/1998 a 30/06/2003
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. FALTA DE CIÊNCIA SOBRE O RESULTADO DE DILIGÊNCIA E DOCUMENTOS JUNTADOS PELO FISCO.
A ciência ao contribuinte do resultado da diligência é uma exigência jurídico procedimental, dela não se podendo desvincular, sob pena de anulação da decisão administrativa por cerceamento do direito de defesa. Com efeito, este entendimento encontra amparo no Decreto n° 70.235/72 que, ao tratar das
nulidades, deixa claro no inciso II, do artigo 59, que são nulas as decisões proferidas com a preterição do direito de defesa.
DECISÃO RECORRIDA NULA.
Numero da decisão: 2402-000.944
Decisão: ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Segunda
Seção de Julgamento, por unanimidade de votos em anular a decisão de primeira instância, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: MARCELO OLIVEIRA
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CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAISr SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10680.009276/2007-80 Recurso n° 148.623 Voluntário Acórdão n° 2402-00.944 — 4' Câmara / 2 Turma Ordinária Sessão de 10 de junho de 2010 Matéria REMUNERAÇÃO DE SEGURADOS. CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS. Recorrente MP COMÉRCIO EXPORTAÇÃO DE CAFÉ LTDA Recorrida DRJ-JUIZ DE FORMA/MG ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/06/1998 a 30/06/2003 PROCESSO ADMINISTRATWO FISCAL. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. FALTA DE CIÊNCIA SOBRE O RESULTADO DE DILIGÊNCIA E DOCUMENTOS JUNTADOS PELO FISCO. A ciência ao contribuinte do resultado da diligência é uma exigência jurídico- procedimental, dela não se podendo desvincular, sob pena de anulação da decisão administrativa por cerceamento do direito de defesa. Com efeito, este entendimento encontra amparo no Decreto ri° 70.235/72 que, ao tratar das nulidades, deixa claro no inciso II, do artigo 59, que são nulas as decisões proferidas com a preterição do direito de defesa. DECISÃO RECORRIDA NULA. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4a Câmara / 2a Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de vote .nular a decisão de primeira instância, nos termos do voto do relator. • • CEL• OLIV • • Presidente e Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros: Marcelo Oliveira, Ana Maria Bandeira, Rogério de Lellis Pinto, Ronaldo de Lima Macedo e Ewan Teles Aguiar (Convocado). Ausente o Conselheiro Lourenço Ferreira do Prado. 2 Processo n° 10680.009276/2007-80 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00.944 Fl. 280 Relatório Trata-se de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRFBJ), Juiz de Foram / MG, fls. 0254 a 0265, que julgou procedente em parte o lançamento, oriundo de descumprimento de obrigação tributária legal principal, fl. 001. Segundo a fiscalização, de acordo com o Relatório Fiscal (RF), fls. 037 a 038, o lançamento refere-se a contribuições destinadas à Seguridade Social, incidentes sobre a remuneração paga a segurados contribuintes individuais, correspondentes a contribuição da empresa. Os motivos que ensejaram o lançamento estão descritos no RF e nos demais anexos que o configuram. Em 09/10/2006 foi dada ciência à recorrente do lançamento, fls. 039. . Contra o lançamento, a recorrente apresentou impugnação, fls. 048 a 050, acompanhada de anexos. Diante dos argumentos da defesa, a Delegacia solicitou esclarecimentos à fiscalização, fl. 0243. A fiscalização respondeu aos questionamentos, fl. 0244 a 0245. Novamente, por permanecer a dúvida, a Delegacia solicitou novos esclarecimentos à fiscalização, fl. 0246 a 0247. A Delegacia não encaminhou os pronunciamentos fiscais à recorrente e não reabriu seu prazo para defesa. A Delegacia analisou o lançamento e a impugnação, julgando procedente em parte o lançamento. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, fls. 0270 a 0274, acompanhado de anexos. Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisã , fls. 0278. É o relatório. • 3 Voto Conselheiro Marcelo Oliveira, Relator Sendo tempestivo, CONHEÇO DO RECURSO e passo ao exame de seus argumentos. DA PRELIMINAR Quanto às preliminares, há questão que merece ser analisada. A Delegacia, antes da emissão da primeira decisão, comandou várias diligências fiscais e, como resultado dessas diligências, a fiscalização prestou relevantes informações. Ressalte-se a relevância das informações prestadas na diligência, pois esclareceram dúvidas, questionamentos do julgador. Não há provas de que à recorrente foi cientificada do resultado da diligência, que sanou dúvidas e questões presentes na sua defesa, sendo, portanto, emitida decisão sem a possibilidade do contraditório em relação ao resultado da diligência. A impossibilidade de conhecimento dos fatos elencados pela fiscalização ocasionou a supressão de instância. A recorrente possui o direito de apresentar suas contra- _ razões aos fatos apontados pela fiscalização ou aos documentos juntados ainda na primeira instância administrativa. Da forma como foi realizado, o direito do contribuinte ao contraditório não foi conferido. Há vários precedentes deste órgão colegiado neste sentido. Transcrevo a ementa do Acórdão n° 105-15982 (relator Conselheiro Daniel Sahagoff; data da sessão 20/09/2006), verbis: CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA - CONTRIBUINTE NÃO TOMOU CIÊNCIA DO RESULTADO DA DILIGÊNCIA - A ciência ao contribuinte do resultado da diligência é uma exigência jurídico-procedimental, dela não se podendo desvincular, sob pena de anulação do processo, por cerceamento ao seu direito de defesa. Necessidade de retorno dos autos à instância originária para que se dê ciência ao contribuinte do resultado da diligência, concedendo-lhe o prazo regulamentar para, se assim o desejar, apresentar manifestação. Recurso provido E a ampla defesa, assegurada constitucionalmente aos contribuintes, deve ser observada no processo administrativo fiscal. A propósito do tema, é salutar a adoção dos ensinamentos de Sandro Luiz Nunes que, em seu trabalho intitulado Processo Administrativo Tributário no Município de Florianópolis, esclarece de forma precisa e cristalina: A ampla defesa deve ser observada no processo administrativo, sob pena de nulidade deste. Manifesta-se mediante o oferecimento de oportunidade ao sujeito passivo para que este, querendo, possa opor-se a pretensão do fisco, fazendo-se serem 4 Processo n° 10680.009276/2007-80 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00.944 Fl. 281 conhecidas e apreciadas todas as suas alegações de caráter processual e material, bem como as provas com que pretende provar as suas alegações. Ressalte-se, também, que há determinação legal para que se verifique o - direito dos cidadãos. Lei 9.784/1999: Art. 2' A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação; razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência. - Parágrafo único. Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios de: 1- atuação conforme a lei e o Direito; -• • VI - adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público; • VIII — observância das formalidades essenciais à garantia dos direitos dos administrados; X - garantia dos direitos à comunicação, à apresentação de alegações finais, à produção de provas e à interposição de recursos, nos processos de que possam resultar sanções e nas situações de litígio; • XII - impulsão, de oficio, do processo administrativo, sem prejuízo da atuação dos interessados; Constituição Federal/1988: Art. 5° Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; 5 A sociedade espera que o julgamento de segunda instância na área tributária contribua para a segurança jurídica e exerça o controle da legalidade dos atos administrativos tributários. Portanto, é dever da Administração Pública garantir o direito dos cidadãos contribuintes, especialmente àqueles que se configuram como direitos e deveres individuais e coletivos, previstos na CF188, clausula pétrea da Lei Magna. Sobre nulidade, a legislação determina motivos e atos a serem praticados em caso de decretação de nulidade. Decreto 70.235/1972: Art. 59. São nulos: 1- os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II - os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. § 1° A nulidade de qualquer ato só prejudica os posteriores que dele diretamente dependam ou sejam conseqüência. 2 0 Na declaração de nulidade, a autoridade dirá os atos alcançados, e determinará as prO vidências necessárias ao prosseguimento ou solução do processo. sç 3 0 Quando puder decidir do mérito a favor do sujeito passivo - a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprir-lhe a falta. Art. 60. As irregularidades, incorreções e omissões diferentes das referidas no artigo anterior não importarão em nulidade e serão sanadas quando resultarem ,em prejuízo para o sujeito passivo, salvo se este lhes houver dado causa, ou quando não influírem na solução do litígio. Art. 61. A nulidade será declarada pela autoridade competente para praticar o ato ou julgar a sua legitimidade. Portanto, por ser autoridade julgadora competente para a decretação da nulidade, por estar claro que ocorreu preterição ao direito de defesa da recorrente, decido pela nulidade da decisão de primeira instância. Em respeito ao § 2°, do Art. 59, do Decreto 70.235/1972, ressalto que a Receita Federal do Brasil deve cientificar o sujeito passivo dessa decisão, dar ciência de todas as diligências e de seus respectivos resultados, reabrir prazo para defesa e tomar as devidas providências para a continuação do contencioso. Assim, a decisão não se encontra revestida das formalidades legais, tendo (11)sido lavrada em desacordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam o assunto. Por todo o exposto, acato a preliminar ora examinada, restando prejudicado o exame de mérito. 6 Processo n° 10680.009276/2007-80 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00944 Fl. 282 CONCLUSÃO Em razão do exposto, Voto pela anulação da decisão de primeira instância, nos termos do voto. Sala das Sessõe de junho de 2010 4 C et<TE ' 14P —Relator 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA 7j) CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS QUARTA CÂMARA - SEGUNDA SEÇÃO Processo n°: 10680.009276/2007-80 Recurso n°: 148.623 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no parágrafo 3° do artigo 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial n° 256, de 22 de junho de 2009, intime-se o(a) Senhor(a) Procurador(a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Quarta Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão n° 2402-00.944. Brasília, 05 de julho de 2010 ELIAS SAMPAIO FREIRE Presidente da Quarta Câmara Ciente, com a observação abaixo: [ ] Apenas com Ciência [ ] Com Recurso Especial [ ] Com Embargos de Declaração Data da ciência: / / Procurador (a) da Fazenda Nacional
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Numero do processo: 35464.000111/2006-47
Data da sessão: Wed Feb 24 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Data do fato gerador: 01/06/1996
Ementa: DECADÊNCIA.
O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional - CTN.
Recurso Voluntário Provido.
Crédito Tributário Exonerado.
Numero da decisão: 2301-001.237
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
No presente julgamento foi adotado o procedimento previsto no artigo 47 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, regulamentado pela Portaria CARF n° 83, de 24/09/2009 publicada no DOU de 29/09/2009 página 50, que trata dos recursos repetitivos. Ressalta-se que no campo "Data do fato gerador:" foi apresentada a competência de ocorrência do fato gerador mais recente do lançamento. A data de 20/12 correspondente ao décimo terceiro salário.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 01/06/1996 Ementa: DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional - CTN. Recurso Voluntário Provido. Crédito Tributário Exonerado.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2010-07-13T13:38:47Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-07-13T13:38:47Z; Last-Modified: 2010-07-13T13:38:47Z; dcterms:modified: 2010-07-13T13:38:47Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:86ef9b60-d336-4749-bd9d-1006a6181ce1; Last-Save-Date: 2010-07-13T13:38:47Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-07-13T13:38:47Z; meta:save-date: 2010-07-13T13:38:47Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-07-13T13:38:47Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-07-13T13:38:47Z; created: 2010-07-13T13:38:47Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 2; Creation-Date: 2010-07-13T13:38:47Z; pdf:charsPerPage: 1803; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-07-13T13:38:47Z | Conteúdo => S2-C3T1 Fl. 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA 4 ‘ " CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS A4410. "..„: , * ' .1` ,*/ +,•;'. SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 35464.000111/2006-47 Recurso n° 159.565 Voluntário Acórdão n° 2301-01.237 — 3' Câmara / i a Turma Ordinária Sessão de 24 de fevereiro de 2010 Matéria DECADÊNCIA Recorrente UNILEVER BRASIL ALIMENTOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 01/06/1996 Ementa: DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional - CTN. Recurso Voluntário Provido. Crédito Tributário Exonerado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3a Câmara / i a Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. No presente julgamento foi adotado o procedimento previsto no artigo 47 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, regulamentado pela Portaria CARF n° 83, de 24/09/2009 publicada no DOU de 29/09/2009 página 50, que trata dos recursos repetitivos. Ressalte qu o campo "Data do fato gerador:" foi apresentada a competência de ocorrência do ato/g- ador mais recente do lançamento. A data de 20/12 corresponde ao décimo ter': -ir. à1.: o I ', h i i i 1 JULIO CE VIEIRA GOMES — Presidente e Relator< i vI Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros, Leonardo Henriquà Pires Lopes, Mauro José Silva, Edgar Silva Vidal (suplente), Damião Cordeiro de Moraes e Julio Cesar Vieira Gomes @residente). 1 Relatório Adotou-se no julgamento do presente recurso o procedimento previsto na Portaria CARF n° 83, de 24/09/2009 publicada no DOU de 29/09/2009 página 50, que trata dos recursos repetitivos. Dessa forma, a solução que foi adotada no julgamento do recurso-padrão, abaixo discriminado, foi aplicada a este recurso e a todos os demais repetitivos, conforme divulgado através da pauta de julgamento: No julgamento dos itens 28 (recurso-padrão) e 29 a 325 (demais recursos repetitivos) será adotado o procedimento previsto na Portaria GARE n° 83, de 24/09/2009 DOU de 29/09/2009, tendo como idêntica questão de direito a aplicação da Súmula Vinculante n° 08 do STF, de 1 2/06/2008. ACÓRDÃO N° 2301-01.05728 - Recurso: 150240 Tipo: RV Processo: 37311.009749/2005-31 Recorrente: HOPI HARI S/A Recorrida: SRP-SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIARIA Matéria: CONTRIBUIÇAO PREVIDENCIARJA por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a). É o relatório. Voto Conselheiro JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Relator Sendo tempestivo, conheço do recurso. Confrontando-se a data da ciência do lançamento, 21/12/2005, com os relatórios preparados pela fiscalização, contata-se que todo o período objeto do lançamento está integralmente alcançado pela decadência, independentemente da regra aplicável, artigo 173, 1 ou artigo 150, §40 do CTN; motivo pelo qual adoto a decisão proferida no recurso- padrão, conforme relatório acima. Assim, voto pelo provimento do recurso. É como voto. Sala das Seses, ejÇ24 de fevereiro de 2010. / /') JULIO CESAR VI GOMES - Relator V/ 2
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Numero do processo: 10680.723291/2010-30
Data da sessão: Tue Aug 17 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Wed Oct 06 00:00:00 UTC 2021
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS)
Período de apuração: 01/07/2004 a 30/09/2004
RECURSO ESPECIAL DE DIVERGE^NCIA. ADMISSIBILIDADE.
A admissibilidade do recurso especial de diverge^ncia esta´ condicionada a` demonstrac¸a~o de que outro Colegiado do CARF ou dos extintos Conselhos de Contribuintes, julgando mate´ria similar, tenha interpretado a mesma legislac¸a~o de maneira diversa da assentada no aco´rda~o recorrido.
Assim, compete a` CSRF, por suas turmas, julgar Recurso Especial interposto contra decisa~o que der a` legislac¸a~o tributa´ria interpretac¸a~o divergente da que lhe tenha dado outra Ca^mara, Turma de Ca^mara, Turma Especial ou a pro´pria CSRF, sendo que na~o sera´ conhecido o recurso que na~o demonstrar esta diverge^ncia (art. 67, § 1º, do RICARF).
COFINS. CREDITAMENTO. FRETE. CUSTO DE AQUISIÇÃO DO ADQUIRENTE NÃO REPASSADO AO FORNECEDOR.
O frete, como modalidade de custo de aquisição para o adquirente, apenas gerará crédito quando não repassado aos fornecedores da contribuinte.
Numero da decisão: 9303-011.734
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer parcialmente do Recurso Especial , apenas em relação ao frete da aquisição do leite in natura e no mérito, em negar-lhe provimento. Votaram pelas conclusões os conselheiros Luiz Eduardo de Oliveira, Jorge Olmiro Lock Freire e Rodrigo da Costa Pôssas.
(documento assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Valcir Gassen - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Tatiana Midori Migiyama, Rodrigo Mineiro Fernandes, Valcir Gassen, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Rodrigo da Costa Pôssas.
Nome do relator: Não informado
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ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) Período de apuração: 01/07/2004 a 30/09/2004 RECURSO ESPECIAL DE DIVERGE^NCIA. ADMISSIBILIDADE. A admissibilidade do recurso especial de diverge^ncia esta´ condicionada a` demonstrac¸a~o de que outro Colegiado do CARF ou dos extintos Conselhos de Contribuintes, julgando mate´ria similar, tenha interpretado a mesma legislac¸a~o de maneira diversa da assentada no aco´rda~o recorrido. Assim, compete a` CSRF, por suas turmas, julgar Recurso Especial interposto contra decisa~o que der a` legislac¸a~o tributa´ria interpretac¸a~o divergente da que lhe tenha dado outra Ca^mara, Turma de Ca^mara, Turma Especial ou a pro´pria CSRF, sendo que na~o sera´ conhecido o recurso que na~o demonstrar esta diverge^ncia (art. 67, § 1º, do RICARF). COFINS. CREDITAMENTO. FRETE. CUSTO DE AQUISIÇÃO DO ADQUIRENTE NÃO REPASSADO AO FORNECEDOR. O frete, como modalidade de custo de aquisição para o adquirente, apenas gerará crédito quando não repassado aos fornecedores da contribuinte.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer parcialmente do Recurso Especial , apenas em relação ao frete da aquisição do leite in natura e no mérito, em negar-lhe provimento. Votaram pelas conclusões os conselheiros Luiz Eduardo de Oliveira, Jorge Olmiro Lock Freire e Rodrigo da Costa Pôssas. (documento assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente (documento assinado digitalmente) Valcir Gassen - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Tatiana Midori Migiyama, Rodrigo Mineiro Fernandes, Valcir Gassen, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Rodrigo da Costa Pôssas.
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COFINS. CREDITAMENTO. FRETE. CUSTO DE AQUISIÇÃO DO ADQUIRENTE NÃO REPASSADO AO FORNECEDOR. O frete, como modalidade de custo de aquisição para o adquirente, apenas gerará crédito quando não repassado aos fornecedores da contribuinte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer parcialmente do Recurso Especial , apenas em relação ao frete da aquisição do leite in natura e no mérito, em negar-lhe provimento. Votaram pelas conclusões os conselheiros Luiz Eduardo de Oliveira, Jorge Olmiro Lock Freire e Rodrigo da Costa Pôssas. (documento assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente (documento assinado digitalmente) Valcir Gassen - Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 72 32 91 /2 01 0- 30 Fl. 559DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 9303-011.734 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10680.723291/2010-30 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Tatiana Midori Migiyama, Rodrigo Mineiro Fernandes, Valcir Gassen, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Rodrigo da Costa Pôssas. Relatório Trata-se de Recurso Especial (e-fls. 459 a 480) interposto pela Fazenda Nacional em face do Acórdão nº 3401-005.170 (e-fls. 441 a 457), de 24 de julho de 2018, proferido pela 1ª Turma Ordinária da 4ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento do CARF, que por unanimidade de votos deu provimento parcial ao Recurso Voluntário. A decisão recorrida ficou assim ementada: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/07/2004 a 30/09/2004 COFINS. NÃOCUMULATIVIDADE. EXPORTAÇÃO. COOPERATIVAS. CREDITAMENTO DE LEITE IN NATURA ADQUIRIDO DE SEUS ASSOCIADOS. Até a entrada em vigor da IN SRF nº 636/2006 era legítima a Cooperativa apurar o crédito integral da contribuição social pela aquisição do leite in natura dos seus associados da Cooperativa, desde que não se vislumbre suspensão da incidência das contribuições na venda. COFINS. CREDITAMENTO. FRETE. CUSTO DE AQUISIÇÃO DO ADQUIRENTE NÃO REPASSADO AO FORNECEDOR. O frete, como modalidade de custo de aquisição para o adquirente, apenas gerará crédito quando não repassado aos fornecedores da contribuinte. Na decisão ficou assim deliberado: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao recurso, para reconhecer o crédito básico em relação a aquisições de leite in natura sem suspensão, e os créditos de frete tomados pela recorrente e não repassados a seus associados, mantendo-se, portanto, a glosa concernente ao montante descontado dos fornecedores no "primeiro percurso", nos exatos e precisos termos do relatório de diligência fiscal. No Despacho de Exame de Admissibilidade de Recurso Especial (e-fls. 483 a 487), de 21 de novembro de 2018, o Presidente da 4ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento do CARF deu seguimento ao Recurso quanto as seguintes matérias: (i) inexistência de direito de creditamento sobre o leite “in natura” e (ii) inexistência de direito a creditamento sobre o frete de produtos desonerados. Fl. 560DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 9303-011.734 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10680.723291/2010-30 Por sua vez, o Contribuinte apresentou Contrarrazões (e-fls. 495 a 515), em 31 de janeiro de 2019, requerendo que seja negado provimento ao Recurso Especial da Fazenda Nacional. É o relatório. Voto Conselheiro Valcir Gassen, Relator. Conhecimento O Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional é tempestivo. As matérias admitidas, conforme Despacho, refere-se as seguintes matérias: (i) inexistência de direito de creditamento sobre o leite in natura e (ii) inexistência de direito a creditamento sobre o frete de produtos desonerados. Em relação a primeira matéria (inexistência de direito de creditamento sobre o leite “in natura”) foi indicado como acórdão paradigma para demonstrar e comprovar a divergência jurisprudencial o Acórdão nº 3301-002.299. Verifica-se que no Processo nº 10680.723292/2010-84, Acórdão nº 9303-011.183, de relatoria da il. Conselheira Erika Costa Camargos Autran, decidiu-se, por unanimidade de votos, não conhecer da matéria acerca do direito de creditamento sobre o leite in natura por falta de similitude fática e normativa entre o acórdão recorrido e o acórdão indicado como paradigma. Cita-se trecho do voto que bem pontua o entendimento, com o qual se está de acordo: A Fazenda Nac - 002.299 Neste verifica-se que motivos, e trata de cooperativa singular diferente da cooperativa que estamos tratando no presente autos (CCPR), ejamos: calculados a de 7,6 % il - Segundo o inciso II do § 2º do art. 3º da Lei nº 10. o qu suj a o. Fl. 561DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 9303-011.734 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10680.723291/2010-30 alores foram glosados: º, incisos I e II, do art. 3º da Lei nº incorridas e pagas pe milho); de acordo com art. 9º, II e III, da Lei nº grande parte ter s produtos comercializados com sus a contribui m do item 2; sob o mesmo 5) bens para venda adquiri º, II, do art. 3º da Lei nº -se que o a radigma foi muito sucinto, limitando-se a transcrever alguns artigos da Lei n.º 10.833/03 e da Lei n.º º 636/2006 e n.º 660/2006, nem o § 2° do art. 9° da Lei n.º 10.925/2004, es de Consulta n.° 214, de 01/06/2009 e n.° 216, de 19/05/2008, que foram mencionados expressament in natura. No caso vergastado, n op ticas e normativas impedem o esta jurisprudenci Por fim, vale como paradigma pela Fazenda em outras realizar o o recorrid ic a -009.845, n° 9303-009.846 e n° 930 - 10.12.2019, de relatoria do Conselheiro Demes Brito: No que tange os paradigmas n°s 3403- 002.973 e n° 3301-00 restou decidido pela Turma a quo. Fl. 562DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 9303-011.734 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10680.723291/2010-30 (...) - o afastou o relativos aos produtos recebidos de Associados da Cooperativa (leite. caro o. IS e da COFINS nas oper c estabelecimento o para fins embasa ser conhecido o Recurso Especial da Fazenda Nacional quanto a Direito ao Creditamento sobre o Leite In Natura. Note-se, ainda, que o Processo nº 10680.723292/2010-84, Acórdão nº 9303- 011.183, refere-se ao mesmo Contribuinte, mesma contribuição, apenas com diferença quanto período de apuração (neste o período de apuração refere-se ao 3º trimestre de 2004, enquanto no referido é o 4º trimestre de 2004). Assim, com a devida vênia ao Despacho de Admissibilidade, entende-se pelo não conhecimento quanto ao direito de creditamento sobre Leite in natura por falta de demonstração e comprovação de divergência jurisprudencial. Quanto a segunda matéria, do direito a creditamento sobre o frete de produtos desonerados, indicou-se como acórdãos paradigmas o Acórdão nº 3301-002.298 e o Acórdão nº 3301-002.244. Na análise verifica-se que ficou demonstrado e comprovado a divergência interpretativa do acórdão recorrido em face dos paradigmas. Mérito Sustenta a Fazenda Nacional em seu recurso, no que diz respeito ao direito de creditamento de frete sobre a aquisição de leite in natura dos associados, o seguinte: (...) De acordo com a jurisprudência do STJ, mesmo que exista previsão legal de desconto de créditos relativos ao frete pago nas operações de venda de mercadorias (art. 3º, IX, da Lei nº 10.833/03), esta autorização não engloba as despesas realizadas no transporte interno de mercadorias entre os estabelecimentos do contribuinte, haja vista que tais despesas não estão diretamente ligadas em operações de venda. (...) A título de interpretação e regulamentação do tema, a Receita Federal do Brasil editou as Instruções Normativas SRF nº 247/02 e 404/04, que assim estabelecem, respectivamente: Fl. 563DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 9303-011.734 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10680.723291/2010-30 (...) Assim, impossível ampliar o sentido do termo para abranger o custo de operações de frete de produtos desonerados, já que se trata de custo de aquisição, não sendo fracionado. Se a aquisição é desonerada, todo o custo nela inserido deixa de gerar créditos. Com a devida vênia ao entendimento da Fazenda Nacional, entende-se que o Contribuinte tem direito da tomada de crédito sobre as despesas de frete na aquisição do leite in natura de seus associados na interpretação sistemática do art. 3º, II, IX da Lei nº 10.637/2002 e 10.833/2003. Salienta-se que no presente processo foi realizada diligência e ficou constatado que o Contribuinte é que arcou com as despesas de transporte conforme o seguinte trecho do voto do acórdão recorrido: 28. Em segundo lugar, quanto ao (ii) frete contratado para transporte do leite dos fornecedores ao parque fabril da -se que o valor referen de leite in natura, seria descontado dos fornecedores deste insumo: " frete na compra de leite in natura devem ser glosados". 29. Re respeitado integrante deste colegiado, redator do voto vencedor do º 3401-002.990: Parec s alegado pela contribuinte, decidiu g gastos com fretes para transportar o leite in natura adquiridos dos associados (...) porque se constatou, c m descontados dos fornecedores do leite. Tanto a ete foi suportado pelos fo MG, que procurou se creditar dos mesmos (sic). A contribuinte contesta est a titular dos contratos e demais documentos relativos a esses se prestadores do se (...) Ocorre que as leis que disciplinam claras: o direito ao creditamento requer que os respectivos gastos Fl. 564DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 7 do Acórdão n.º 9303-011.734 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10680.723291/2010-30 tenham sido pagos o . In verbis nas Leis n. 10.637/2002 e 10.833/2003: Art. 3º Do valor apurado na forma do art. 2º a pessoa ju des (... ) § 3º O direi I - II aos custos e despesas incorridos, pagos ou creditados a A recorrente o gastos com frete foram descontados dos valores devidos aos fornecedores do leite in natura, seus associados, conforme constatado pela aut a contribuinte. contribui ustificar o direito ao creditamento, qual seja: ter ti julgadores de 1o piso que afirmaram: ue esses custos foram descontados dos fornecedore pela interessada. item e propomos seja negado provimento ao recurso vol ssos). 30. Observa- ontri ao verificar se houve r informa que houve desconto do frete apenas no "primeiro percurso" dos fornecedores, durante todo o ano de 2004, conform 31. Em nosso entendimento, o pa se, adequado, que houve repasse dos custos aos cooperados. Salienta-se que tal matéria, casos idênticos referentes ao mesmo Contribuinte, já foi enfrentada por esta Turma nos Acórdãos nº 9303-009.845, Acórdão nº 9303-009.846, Acórdão nº 9303-009.847 e Acórdão nº 9303-011.183. Portanto, vota-se por negar provimento ao Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional quanto as despesas de frete na aquisição do leite in natura de seus associados. Fl. 565DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 8 do Acórdão n.º 9303-011.734 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10680.723291/2010-30 Conclusão: Do exposto, vota-se por conhecer parcialmente o Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional e, na parte conhecida, em relação ao frete da aquisição do leite in natura, em negar-lhe provimento. (documento assinado digitalmente) Valcir Gassen Fl. 566DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 13558.000740/2002-61
Data da sessão: Tue Aug 31 00:00:00 UTC 2010
Ementa: TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO, RECOLHIMENTO INDEVIDO. RESSARCIMENTO.
Prescrição, Conforme entendimento firmado nesta Corte Administrativa, o prazo qüinqüenal decadencial para pleitear o ressarcimento de valores recolhidos espontânea e indevidamente pelo contribuinte tem inicio a partir da data do pagamento que se considera indevido (extinção do crédito tributário). Esse termo não se altera em relação aos tributos sujeitos a lançamento por homologação, eis que, nesse caso, o pagamento extingue o crédito sob condição resolutória. Prescrição reconhecida. Precedentes da
CSRF.
Numero da decisão: 9101-000.672
Decisão: ACORDAM os membros da 1ª Turma da Câmara Superior de Recursos
Fiscais, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso do contribuinte.
Matéria: IRPJ - restituição e compensação
Nome do relator: Antonio Carlos Guidoni Filho
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Interessado FAZENDA NACIONAL Ementa: TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO, RECOLHIMENTO INDEVIDO. RESSARCIMENTO. Prescrição, Conforme entendimento firmado nesta Corte Administrativa, o prazo qüinqüenal decadencial para pleitear o ressarcimento de valores recolhidos espontânea e indevidamente pelo contribuinte tem inicio a partir da data do pagamento que se considera indevido (extinção do crédito tributário). Esse termo não se altera em relação aos tributos sujeitos a lançamento por homologação, eis que, nesse caso, o pagamento extingue o crédito sob condição resolutoria. Prescrição reconhecida. Precedentes da CSRF. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 1" Tu ma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em negar provimenl. ao recurso do contribuinte_ I WI rr CARLOS AL:El it. 0, ,, RETO - Presidente. ANTONIO ARLOS i GUIDiINI FILHO - Relator. EDITADO EM: Participaram do presente julgamento os conselheiros: Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho, Leonardo de Andrade Couto, Karem Jureidini Dias, Claudernir Rodrigues Malaquias, Antonio Carlos Guidoni Filho, Viviane Vidal Wagner, Valmir Sandri, Susy Gomes Hoffmann e Carlos Alberto Freitas Barreto_ Relatório Com base no permissivo do art, 7, II do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes vigentes A época da respectiva interposição, a Contribuinte interpõe recurso especial em face de acórdão proferido pela extinta 5' Camara do Primeiro Conselho de Contribuintes assim ementado: "DECADÊNCIA - PEDIDO DE RESTITUIÇÃO TERMO INICIAL - RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO DE LNDÊB1TC) CONTAGEM DO PRAZO DE DECADÊNCIA — INTELIGÊNCIA DO ART 168 DO CTN Se o indébito exsurge da iniciativa unilateral do sujeito passivo, calcado em situação Tática não litigiosa, o prazo, de cinco anos para pleitear a restituição ou a compensação tem inicio a partir da data do pagamento que se considero indevido (extinção do crédito tributário) Esse termo não se altera em relação aos tributos sujeitos a lançamento por homologação, eis que nesse caso, o pagamento extingue o crédito sob condição resolutória.. (Ac. n. 101-94..745)" O caso foi assim relatado pela Camara recorrida, verbis: "COMPANHIA PRODUTORA DE ALIMENTOS, incorporada pela NESTLE BRASIL LTDA., devidamente qualificada nos autos, ingressou com Pedido de Restituição de IRPJ, P18, CORNS e CSLL (fls.: 01/13), o qual foi indeferido através do Despacho Decisório clefts, 84,. Inconformada, a interessada . formulou Manifesta cão de Inconformidade (17s.. 186/213), trazendo extensa argumentação visando demonstrar a inocorrdncia dos prazos de caducidade para o pleito em questão. Através do Acórdão DRPSDR N° 915-1 0 835 Ns. 308/315), a Primeira Turma Julgadora da DRJ em Salvador (BA), indeferiu a solicitação, cujos fundamentos estão sintetizados na respectiva ementa NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO - RESTITUIÇÃO DO INDÉBITO- DIREITO- O direito de pleitear a restituição do indébito tributário decai após 5 (cinco) anos da data da extinção do crédito tributário, a qual, no caso de tributo sujeito o lançamento por homologação, inicia-se na moraram do pagamento antecipado de que trata o § 4" do art. 150 do Código Tributário Nacional. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE ESPERA ADMINISTRATIVA - COMPETÊNCIA Incabivel a argüição de violação a principio constitucional na esfera administrativa visando afastar a aplicação de legislação tributaria validamente inserida no ordenamento .jurídico pátrio, por transbordar' os limites de competência desta esfera, o exame da matéria do ponto de vista constitucional. 2 Processo n° 13558 000740/2002-61 CSRF-11. AcOrd5o ii " 91.01 -00,672 Fl 2 Cientificada da decisão als. 318), tempestivanzente a interessada interpôs o recurso voluntário de A 3L,9t349, tomando a .suscitar os argumentos da Manifestação de Inconformidade. " No que interessa a esta instancia recursal, o acórdão recorrido negou provimento recurso voluntário para manter o indeferimento do pedido de restituição formulado pela Contribuinte sob o fundamento de estar prescrita a pretensão respectiva, pelos fundamentos sintetizados na ementa acima transcrita. Em sede de recurso especial, argüi a Contribuinte, em síntese, divergência entre o acórdão recorrido e arestos da extinta Terceira Camara do Segundo Conselho de Contribuintes, os quais assentaram o entendimento de que não há que se falar em prescrição quando não se tenha operado "homologação de lançamento" pelo Fisco. O prazo qüinqüenal de decadência (art. 168, I do CTN) conta-se a partir da ocorrência do fato gerador, que esgotado dá ensejo à contagem do qüinqüênio conferido para que a Fazenda Público homologue o lançamento realizado pelo contribuinte (§ 4' do artigo 150 do CTN). O recurso especial da Contribuinte foi admitido pelo Sr. Presidente do Colegiado a qua (Despacho n, 105-139/2008 (fl. 411/412)), ante a configuração da alegada divergência jurisprudenci al. A Fazenda Nacional apresentou co a-razões. o relatório. 3 Voto Conselheiro ANTONIO CARLOS GUIDON' FILHO O recurso especial é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, pelo que dele tomo conhecimento . Cinge-se a controvérsia em saber se está prescrito (ou não) o pleito de ressarcimento de tributos formulado pelo Contribuinte em data posterior há cinco anos contados do respectivo indébito. O extinto Primeiro Conselho de Contribuintes, sucedido pela la Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, assentou o entendimento de que nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação em que não há qualquer situação conflituosa, tal como ocorre no caso dos autos, o prazo para o contribuinte formular pedido de restituição/compensação respectivo extingue-se ern cinco anos contados do recolhimento indevido. Verbis: DECADÊNCIA — PEDIDO DE RESTITUIÇÃO TERMO INICIAL RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO DE INDÉBITO — CONTAGEM DO PRAZO DE DECADÊNCIA — INTELIGÊNCIA DO ART 168 DO C7N — Se o indébito exsurge da iniciativa unilateral do sujeito passivo, calcado em situação fática não litigiosa, o prazo, de cinco anos, para pleitear a restituição ou a compensação tem inicio a partir da data do pagamento que se considera indevido (extinção do crédito tributário).. Esse termo não se altera em relação aos tributos sujeitos a lançamento por homologação, eis que nesse caso, o pagamento extingue o crédito sob condição resohttória. Recurso não provido. (Processo it 13808.002274/00-27, Primeira Câmara, Sandra Maria Faroni, Sessão: 22/10/2004) No mesmo sentido: RESTITUIÇÃO - DECADÊNCIA - PRELIMINAR REJEITADA - O exercício do direito à restituição se inicia a contar da data do efetivo pagamento, iniciando-se a contagem do prazo de decadência, Mantida a decadência tributária. Recurso negado (Proc. n. 13805.003751/97-98, Sexta Camara, Rel.. Orlando José Gonçalves Bueno, Sessão 12/06/2003) Tal entendimento encontra respaldo nos artigos 3° e 4° da Lei Complementar n. 118/05, os quais conferem interpretação ao disposto no art, 168, I do C'TN e merecem ser prestigiados por este Colegiado, ao menos enquanto não declarada sua inconstitucionalidade pelo Plenário do C. Supremo Tribunal Federal. Não sendo possível a este Colegiado invocar aspectos constitucionais para afastar a eficácia da referida legislação, não há como acolher a pretensão do Contribuinte, pois considerar como termo inicial do prazo decadencial qualquer data distinta da do pagamento respectivo, mesmo nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, seria nega vigência aos artigos 3° e 4 0 da Lei Complementar n, 118/2005 Trata-se de entendimento 4 ANTONIO C NI FILHO - Relator Sala das Sesseies, 3 -10, Processo n° 13558 000140/2002 4 1 CSRF-T1 Aeóiao n ° 9101 -00.672 Fl 3 assente nesse Colegiado, conforme se depreende da ementa de v. acórdão proferido por ocasião do julgamento do recurso especial n. 107-142340, acórdão CSRF/01-05,858, verbis: "RESTITUIÇÃO. DECADÊNCIA. — Em razão da determinação contida no artigo 3" da Lei Complementar n° 118/0.5 que, em caráter interpretativo do disposto no inciso I do artigo 168 do Código Tributário Nacional, determina que a extinção do crédito tributário ocorre no momento do pagamento antecipado, prescindindo da homologação dos procedimentos efetuados pelo administrado, é no momento do pagamento que se inicia a contagem do prazo de cinco anos para que o contribuinte possa pleitear a restituição Recurso especial negado. " Por tais fundamentos, voto no sentido de conhecer do recurso especial interposto pela Contribuinte para, no mérito, nega Ale provimento. 5
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