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Numero do processo: 13807.007541/2002-03
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Dec 08 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 1401-000.351
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o feito a fim de aguardar o trânsito administrativo do processo nº 11610.005502/2003-16, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS
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Recorrida Fazenda Nacional Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o feito a fim de aguardar o trânsito administrativo do processo nº 11610.005502/2003-16, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto - Presidente. (assinado digitalmente) Fernando Luiz Gomes de Mattos - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Bezerra Neto (Presidente), Luciana Yoshihara Arcangelo Zanin, Guilherme Adolfo dos Santos Mendes, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Marcos de Aguiar Villas Boas, Ricardo Marozzi Gregorio, Aurora Tomazini de Carvalho. 1 Fl. 315DF CARF MF Impresso em 01/04/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2016 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 2 9/03/2016 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 30/03/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 1 Relatório Por bem descrever os fatos, adoto e transcrevo parcialmente o relatório que integra a Resolução nº 1402-00070, fls. 285-289: MERRILL LYNCH PARTICIPACOES, FINANCAS E SERVICOS LTDA, com fulcro no artigo 33 do Decreto nº 70.235 de 1972 (PAF), recorre a este Conselho contra a decisão proferida pela 4ª Turma de Julgamento da DRJ/São Paulo SP – I em primeira instância. Em razão de sua pertinência, transcrevo o relatório da decisão recorrida (verbis): Trata-se de manifestação de inconformidade em face de indeferimento parcial do Pedido de Restituição, cumulado com Pedidos de Compensação, formulados pela contribuinte epigrafada. O Pedido de Restituição foi recepcionado em 28/06/2002 (fl. 03), referindo-se a saldo negativo de CSLL apurado na DIPJ do ano-calendário de 2000. Consta do processo pedido de compensação de débitos próprios, à fl. 01. Analisando o pleito, a Divisão de Orientação e Análise Tributária (DIORT) da Delegacia da Receita Federal de Administração Tributária em São Paulo (DERAT/SPO) proferiu o Despacho Decisório de fls. 98 a 101, pelo deferimento parcial da solicitação de restituição, com as seguintes considerações: Analisando-se a DIPJ/2001 (cópia às fls. 16/50 e extrato do sistema IRPJ/cons às fls. 59), verifica-se que o interessado optou pela apuração anual do lucro real e apurou R$ 638.917,45 a título de contribuição social sobre o lucro líquido. Na ficha 17 da referida declaração é apresentada pelo contribuinte dedução da CSLL mensal paga por estimativa (linha 38) no valor de R$ 3.791.618,85. Apesar das informações prestadas na ficha 16 – Cálculo do CSLL mensal por estimativa (fls. 25/28) apontarem apuração de CSLL a pagar em cinco dos meses do ano de 2000, a pesquisa no sistema DCTF/ger (extrato às fls. 61/62), aponta que só foram lançados valores de CSLL a pagar por estimativa nos meses de maio e julho. A DCTF aponta o pagamento de dois darfs que totalizam R$ 1.940.024,31. A pesquisa ao sistema sinal08 (extrato de fls. 60) confirma o recolhimento deste valor. 2 Fl. 316DF CARF MF Impresso em 01/04/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2016 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 2 9/03/2016 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 30/03/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 1 Diante destas informações, foi solicitado que o interessado prestasse esclarecimentos a respeito da origem do restante do valor informado na ficha 17 a título de CSLL mensal paga por estimativa. Em atendimento a tal solicitação, o contribuinte esclarece às fls. 69/71, que o restante do valor acima referido é constituído de 3 débitos no montante total de R$ 1.929.532,62 que fazem parte da declaração de compensação constante do processo 11610.005502/200316, a saber: Ocorre que já foi prolatada decisão no processo acima citado, cuja cópia foi juntada às fls. 83/91.Em tal decisão, já houve manifestação a respeito da solicitação da compensação dos débitos acima citados, conforme reproduzido a seguir: “2 – proceder ... a exclusão, no PROFISC, dos débitos de CSLL referentes ao ano-calendário de 2000 (itens 3 a 5 do Quadro 4 da DCOMP de fl. 01), uma vez que não há que se falar em cobrança, após ajuste anual, das estimativas não pagas...” De fato, tais débitos não se encontram mais cadastrados no Profisc, conforme pesquisas de fls. 72/76. Deste modo, não há como se considerar tais débitos como integrantes do saldo credor de CSLL do exercício de 2001. Sendo assim, o saldo credor de CSLL do exercício de 2001 fica assim constituído: Porém, ao consultar-se o sistema de acompanhamento de prejuízo fiscal – SAPLI (extrato de fls. 92/93), verificou-se que foi lavrado um Auto de Infração referente à CSLL neste período – processo nº 19515.000039/2005-78. Tal processo se encontra no Primeiro Conselho de Contribuintes (Comprot – fl. 95) e a consulta ao sistema Sincor/Profisc (extrato às fls. 96/97) revela que nele ainda existe um saldo devedor de R$ 9.669,90. Considerando-se que esta parte do crédito tributário ainda está sendo objeto de discussão, falta-lhe os atributos de liquidez e certeza exigidos pelo art. 170 do CTN (Lei 5.172/66). Desta forma, há que se descontar este valor do indicado acima: 3 Fl. 317DF CARF MF Impresso em 01/04/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2016 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 2 9/03/2016 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 30/03/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 1 R$ 1.301.106,86 – R$ 9.669,90 = R$ 1.291.436,96. Além disso, o interessado já utilizou parte deste crédito para compensar débitos da mesma espécie, conforme demonstrado à fl. 04. O cálculo do crédito restante após as compensações é a seguir demonstrado: (...) Assim sendo, proponho o DEFERIMENTO PARCIAL do pedido de restituição de fl. 03, com o reconhecimento do direito creditório contra a Fazenda Nacional a MERRILL LYNCH PARTICIPAÇÕES, FINANÇAS E SERVIÇOS LTDA., CNPJ nº 54.415.237/000162, na importância de R$ 170.134,69 (cento e setenta mil, cento e trinta e quatro reais e sessenta e nove centavos), correspondente ao saldo credor de IRPJ apurado no ano-calendário de 2000 atualizado até 01/01/2001, sobre o qual incide o acréscimo de juros da taxa referencial SELIC, nos termos do artigo 52 da IN/SRF nº 600/2005. 5. Inconformada com a decisão da Autoridade Administrativa, da qual tomou ciência em 27/02/2007 (fl. 121), a contribuinte apresentou, em 28/03/2007, por meio de seus procuradores, a manifestação de inconformidade (fls. 122 a 131), com as seguintes alegações, em síntese: DOS FATOS - trata-se de pedido de restituição, seguido de pedido de compensação, apresentados em 28/06/2002, requerendo a compensação de débitos de Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (IR/Fonte), relativos aos períodos de 02/04/1998, 02/10/1998 e 01/10/1999, com saldo negativo de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) apurado no ano- calendário de 2000; - o citado saldo negativo de CSLL advém de pagamentos por estimativa em valor superior ao montante efetivamente devido ao término do ano-calendário, sendo composto da seguinte forma: - feitos os recolhimentos por estimativa, a requerente apurou, no término do ano-calendário, o valor de R$ 638.917,45 a título de CSLL a pagar, chegando a um saldo negativo de R$ 3.230.639,48; 4 Fl. 318DF CARF MF Impresso em 01/04/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2016 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 2 9/03/2016 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 30/03/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 1 - apurado tal saldo negativo, a requerente compensou com débitos da própria CSLL, verificados em janeiro e fevereiro de 2001 e em janeiro de 2002, levando a um saldo remanescente de CSLL de R$ 2.109.337,21, o qual, atualizado pela taxa Selic até a data da compensação, totalizou o montante de R$ 2.618.109,35; - ao analisar o presente processo, as autoridades fiscais entenderam que as estimativas pagas por meio de compensação seriam insubsistentes, uma vez que feitas após o encerramento do ano-calendário, diminuindo o saldo negativo; - o Despacho Decisório EQPIR/PJ ora combatido faz menção ao Despacho Decisório proferido nos autos do processo administrativo nº 11610.005502/2003-16, que continha como débitos os valores devidos a título de estimativa da CSLL do ano-calendário de 2000, tendo sido parcialmente homologada, por entenderem as autoridades fiscais que os saldos negativos de CSLL do ano-calendário de 1998 e de IRPJ dos anos- calendário de 1998 e 2002, utilizados em tal declaração de compensação, seriam parcialmente improcedentes; - além de rejeitar parcialmente a legitimidade dos mencionados saldos credores, o Despacho Decisório proferido no processo nº 11610.005502/2003-16 também determinou que os débitos de CSLL por estimativa objeto de compensação fossem retirados do sistema eletrônico da SRF (PROFISC), refletindo no saldo negativo da CSLL de 2000 ora pleiteado; - não procede a glosa feita pelas autoridades tributárias, uma vez que todos os valores de estimativa que compõem o saldo negativo da CSLL do ano-calendário de 2000 foram quitados mediante compensação com créditos líquidos e certos; DO MÉRITO - a decisão prolatada nos autos do processo nº 11610.005502/2003-16 não tem o condão de ensejar a desconsideração das estimativas de CSLL referentes ao ano- calendário de 2000; Dos montantes de R$ 1.247.590,88 e R$ 370.189,44 - a declaração de compensação por intermédio da qual se pretendeu extinguir os débitos de CSLL por estimativa relativos ao ano-calendário de 2000 lastreou-se em saldos negativos, de CSLL, apurado no ano-calendário de 1998, e de IRPJ, apurados nos anos-calendário de 1998 e 2002; - o saldo negativo de CSLL relativo ao ano-calendário de 1998 tem a origem no cálculo da CSLL devida por estimativa mensal com base em balancetes de suspensão ou redução, em tal ano, sendo que somente no mês de novembro apurou CSLL a pagar, no valor de R$ 1.474.685,90, débito este que a requerente 5 Fl. 319DF CARF MF Impresso em 01/04/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2016 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 2 9/03/2016 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 30/03/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 1 recolheu em 31/07/2002 e, em razão da base negativa apurada no ano-calendário, a requerente utilizou esse valor na declaração de compensação contida no processo nº 11610.005502/2003-16, compondo o crédito a título de saldo negativo; - as autoridades tributárias, ao apreciarem o referido processo, reconheceram a existência do direito creditório atinente aos R$ 1.474.685,90, mas entenderam que não poderia ser compensado sob a rubrica de “saldo negativo”, mas sim de “pagamento indevido”, tendo em vista que o recolhimento da estimativa ocorreu após o encerramento do respectivo ano-calendário; - diante dessa determinação constante da decisão prolatada, a requerente, em sua manifestação de inconformidade interposta em tais atos, acatou o entendimento das autoridades fiscais e desistiu expressamente de recorrer quanto ao indeferimento do saldo negativo de CSLL relativo a 1998, observando que apresentaria nova declaração de compensação consignando, como origem do crédito, a natureza de “pagamento indevido”; - de fato, a requerente procedeu à transmissão de nova declaração de compensação atinente ao valor de R$ 1.474.685,90, compensando-o com dois dos três débitos de CSLL por estimativa do ano-calendário de 2000, quais sejam: R$ 1.247.590,88 (abril/2000) e R$ 370.189,44 (maio/2000); - esta nova declaração de compensação ainda não foi apreciada pelas autoridades fiscais, razão pela qual, em virtude do disposto no § 2º da Lei nº 9.430, de 1996, estão extintos os débitos objeto de compensação, sob condição resolutória de sua ulterior homologação; - considerados os efeitos extintivos do crédito tributário gerados pela declaração de compensação, conclui-se que os débitos da CSLL devida por estimativa relativamente aos meses de abril e maio de 2000, que foram objeto de nova declaração de compensação ainda não apreciada, estão extintos e devidamente quitados, não podendo tais débitos serem desconsiderados na formação do saldo negativo de CSLL relativo ao ano-calendário de 2000; Do montante de R$ 311.752,30 - o saldo negativo de IRPJ relativo aos anos-calendário de 1998 e 2002, também utilizado na declaração de compensação constante do processo nº 11610.005502/2003-16, tem sua origem em estimativas recolhidas em tais anos, por pagamento e por compensação; - em razão de erros materiais incorridos pela requerente no preenchimento de declaração de compensação e de suas DIPJ, 6 Fl. 320DF CARF MF Impresso em 01/04/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2016 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 2 9/03/2016 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 30/03/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 1 as autoridades fiscais homologaram apenas parcialmente tal direito creditório; - em decorrência dessa homologação parcial, a requerente interpôs manifestação de inconformidade, ainda não apreciada; - em petição datada de 23/08/2004, protocolada nos autos do supracitado processo administrativo, a requerente apontou expressamente quais débitos foram compensados com seu crédito de IRPJ que remanesceu em discussão, dentre eles encontrando-se o débito da CSLL devida por estimativa relativa ao mês de janeiro de 2000 (R$ 311.752,30); - o Despacho Decisório encontra-se com os seus efeitos suspensos, uma vez que a manifestação de inconformidade interposta pela requerente goza de efeito suspensivo até o seu julgamento pela DRJ, a teor do disposto no § 11 do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996; - uma vez suspensos os efeitos do Despacho Decisório prolatado nos autos do processo nº 11610.005502/2003-16, vigem os efeitos da declaração de compensação nele consubstanciada, quais sejam, os de extinguir o crédito tributário sob condição resolutória de ulterior homologação; - estando o débito relativo à CSLL devida por estimativa no mês de janeiro de 2000 quitado por compensação, não pode prosperar a desconsideração na constituição do saldo negativo de CSLL referente ao ano-calendário de 2000, motivo pelo qual deve ser parcialmente reformado o Despacho Decisório ora contestado; - pelas razões expostas, não pode prevalecer a desconsideração, em virtude do decidido no Despacho Decisório exarado nos autos do processo nº 11610.005502/2003-16, dos três débitos da CSLL devida por estimativa que formaram o saldo negativo utilizado na presente declaração de compensação; Do montante de R$ 9.669,90 - a EQPIR descontou do saldo negativo de CSLL do ano- calendário de 2000 o montante de R$ 9.669,90, que configura débito atinente à CSLL do período em questão, lançado por meio do auto de infração consubstanciado no processo nº 19515.000039/2005-78; - o referido processo administrativo encontra-se pendente de julgamento perante o 1º Conselho de Contribuintes, razão pela qual a exigibilidade dos débitos nele constantes está suspensa (art. 151, III, do CTN), e desse modo, não há como abater do saldo negativo da requerente um débito que ainda depende de decisão administrativa final; DO PEDIDO 7 Fl. 321DF CARF MF Impresso em 01/04/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2016 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 2 9/03/2016 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 30/03/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 1 - requer seja dado provimento à manifestação de inconformidade, para o fim de reformar parcialmente o Despacho Decisório, deferindo a restituição do valor integral do direito creditório pleiteado, o que implicará a homologação da declaração de compensação apresentada. A decisão recorrida está assim ementada: RESTITUIÇÃO. SALDO CREDOR DE CSLL. CRÉDITOS LÍQUIDOS E CERTOS – Uma parte do saldo credor de CSLL apurado na DIPJ decorre de estimativas não pagas, cuja compensação foi pleiteada em processo específico, no qual houve exclusão de tais débitos, no PROFISC. Outra parte depende de análise de recurso ao Conselho de Contribuintes, em outro processo. originário de auto de infração. Tais valores não devem integrar a apuração do saldo credor de CSLL, os primeiros, por não terem sido compensados nem pagos, e os demais, por não preencherem os requisitos de liquidez e certeza. MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO – A manifestação de inconformidade apresentada em face da não homologação de compensação suspende a exigibilidade dos débitos não compensados. Solicitação Indeferida. Cientificada da aludida decisão, a contribuinte apresentou recurso voluntário, no qual contesta as conclusões do acórdão recorrido e, ao final, requer o provimento. Em 26/05/2011, por meio da Resolução nº 1402-00070, fls. 284-290, este CARF converteu o julgamento do presente processo em diligência, em face da necessidade de se resolverem três pendências na esfera administrativa, as quais teriam influência no deslinde da presente controvérsia. Transcrevo o voto condutor do pedido de diligência, fls. 290 (grifado): Trata-se de recurso voluntário em face do reconhecimento parcial de direito creditório relativo à CSLL, no ano-calendário de 2000 (saldo negativo de recolhimentos). Conforme relatado, as parcelas não reconhecidas referem-se aos seguintes valores (estimativas): R$ 9.669,90 exigido mediante processo 19515.000029/2005-78, que já foi inclusive objeto de decisão deste Conselho, restando saber se a unidade de origem efetuou a cobrança do aludido valor ou se compensou com o direito creditório ora pleiteado. R$ 1.247.590,88 e R$ 370.189,44 – valores de estimativas que teriam sido extintos mediante declaração de compensação 23396.69653.060804.1.3.04255 que ainda estava pendente de 8 Fl. 322DF CARF MF Impresso em 01/04/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2016 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 2 9/03/2016 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 30/03/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 1 apreciação pela Receita Federal do Brasil no momento da decisão de 1ª instancia e que o contribuinte afirma já ter sido homologada. R$ 311.752,30 – tratado no processo administrativo 11610.005502/2003-16 – que à época do recurso voluntário ainda aguardava decisão neste Conselho. Em que pese o recurso voluntário de fls. 220/seguintes estar bem articulado em relação à justificativa desses valores, estou convencido de que o julgamento deste processo deve ser sobrestado até que haja solução definitiva das aludidas pendências na esfera administrativa, cabendo à Unidade de origem verificar a repercussão neste processo. Diante do exposto, voto no sentido de converter o julgamento em diligência para que a Unidade de origem faça o acompanhamento dos procedimentos acima relacionados e, verificada a decisão definitiva, ajuste o presente pedido ao que for decido naqueles. A seguir, lavrar relatório consubstanciado, reabrir prazo de 30 dias ao contribuinte para manifestação, e encaminhar os autos ao CARF para concluir o julgamento. Em 04/10/2012, a DERAT/SPO/DIORT proferiu o despacho de fls. 301-302, com o seguinte teor: 3. Com relação à pendência mencionada na letra a do item anterior, verificamos que o débito de R$ 9.669,90, referente ao AI – CSLL, e exigido mediante processo administrativo 19515.000039/2005-78 foi transferido para o processo administrativo 18208.000978/2011-71, por motivo de parcelamento, conforme extratos dos citados processos, anexados em fls. 277 a 279. 4. Com relação à pendência mencionada na letra b do item anterior, verificamos que a DCOMP 23396.69653.060804.1.3.04-4255 teve homologação toal, com seus respectivos débitos extintos, conforme documentos de fls. 280-281. 5. Com relação à pendência mencionada na letra c do item anterior, verificamos que o processo administratovo 11610.005502/2003-16 ainda aguarda decisão do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, conforme documento de fls. 282 e 283. Pesquisa feita no sistema E-Processo revelou que o processo 11610.005502/2003-16 foi julgado por este CARF em 12/09/2013. Por maioria de votos, decidiu-se anular a decisão de primeira instância. O Acórdão 1201-000.877 recebeu a seguinte ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO 9 Fl. 323DF CARF MF Impresso em 01/04/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2016 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 2 9/03/2016 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 30/03/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 1 Ano-calendário: 1999 COMPENSAÇÃO. ERRO DE FATO ALEGADO PELO CONTRIBUINTE. Deve ser anulada a decisão de primeira instância que não enfrentou todos os argumentos e questões de mérito trazidos na Manifestação de Inconformidade. O Contribuinte possui o direito subjetivo de questionar os montantes que não foram aceitos, em homenagem aos princípios do contraditório e da ampla defesa. É o relatório. 1 0 Fl. 324DF CARF MF Impresso em 01/04/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2016 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 2 9/03/2016 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 30/03/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 1 Voto Conselheiro Fernando Luiz Gomes de Mattos Conforme restou demonstrado pela Resolução nº 1402-00070, o julgamento do presente processo dependia da prévia resolução de outras três pendências na esfera administrativa, as quais possuem influência no deslinde da presente controvérsia. O despacho de fls. 301-302, da DERAT/SPO/DIORT, revela que duas destas pendências já foram solucionadas. No entanto, o processo 11610.005502/2003-16 ainda aguarda decisão de 1ª instância, tendo em vista a anulação da decisão anteriormente proferida pela 4ª Turma da DRJ São Paulo Assim sendo, considero necessária a manutenção do sobrestamento do julgamento do presente processo, até que seja solucionado a controvérsia objeto do processo nº 11610.005502/2003-16. Conclusão Diante do exposto, voto no sentido de sobrestar o feito a fim de aguardar o trânsito administrativo do processo nº 11610.005502/2003-16. Na eventualidade de ser interposto recurso voluntário em face da decisão da DRJ SPI, a ser proferida no citado processo nº 11610.005502/2003-16, desde já fica avocada a competência desta Turma para julgamento do aludido processo, em conjunto com o presente. É como voto. (assinado digitalmente) Fernando Luiz Gomes de Mattos - Relator 1 1 Fl. 325DF CARF MF Impresso em 01/04/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2016 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 2 9/03/2016 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 30/03/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO
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Numero do processo: 15521.000170/2010-62
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 07 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1401-000.231
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o julgamento do presente processo, nos termos do § 2º do art. 2º da Portaria CARF nº 001, de 03 de janeiro de 2012, visto que no presente recurso se discute questão idêntica àquela que está
sendo apreciada pelo STF no RE 601.314-RG/SP (sob a sistemática do art. 543-B do CPC). Encaminhe-se o p.p. à Secretaria da 4ª Câmara, nos termos do §3º. do art. 2º e art. 3º da Portaria CARF nº 001, de 03 de janeiro de 2012.
Nome do relator: FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS
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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o julgamento do presente processo, nos termos do § 2º do art. 2º da Portaria CARF nº 001, de 03 de janeiro de 2012, visto que no presente recurso se discute questão idêntica àquela que está sendo apreciada pelo STF no RE 601.314-RG/SP (sob a sistemática do art. 543-B do CPC). Encaminhe-se o p.p. à Secretaria da 4ª Câmara, nos termos do §3º. do art. 2º e art. 3º da Portaria CARF nº 001, de 03 de janeiro de 2012. (assinado digitalmente) Jorge Celso Freire da Silva - Presidente. (assinado digitalmente) Fernando Luiz Gomes de Mattos - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Celso Freire da Silva, Antonio Bezerra Neto, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Marcos Vinicius Barros Ottoni, Mauricio Pereira Faro e Alexandre Antonio Alkmin Teixeira. Fl. 14361DF CARF MF Impresso em 17/07/2013 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2013 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 0 9/07/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 20/06/2013 por FERNANDO LUIZ GOM ES DE MATTOS Processo nº 15521.000170/2010-62 Resolução n.º 1401-000.231 S1-C4T1 Fl. 9.86 2 Relatório Trata o processo de lançamentos de Imposto de Renda Pessoa Jurídica — IRPJ e reflexos. Consta do Termo de Verificação Fiscal, fls. 1338 (grifado): 11. Requisição de Informação sobre Movimentação Financeira – RMF nº 124/2008 e 125/2008 Considerando que a empresa não atendeu às diversas intimações para apresentar os extratos bancários [...] solicitamos emissão de Requisição de Informação sobre Movimentação Financeira para as instituições financeiras nas quais a empresa possúia movimentação (Banco Bradesco S/A e UNIBANCO), com a finalidade de obter extratos, procurações, dados cadastrais e cartões de assinaturas. Voto A constitucionalidade do art. 6º da Lei Complementar nº 105/2001, que autoriza o fornecimento de informações financeiras ao Fisco sem autorização judicial, encontra-se sob a análise do Supremo Tribunal Federal, no RE 601.314-RG/SP (sob a sistemática do art. 543-B do CPC). Considerando o disposto no § 1º do art. 62-A do Anexo II do RICARF (incluído pela Portaria MF nº 69/09) c/c art. 2º da Portaria CARF nº 001/2012, proponho o sobrestamento do julgamento do presente recurso voluntário, até o trânsito em julgado da decisão a ser proferida pelo STF no aludido RE 601.314-RG/SP. Encaminhe-se o p.p. à Secretaria da 4ª Câmara, para que sejam observados os procedimentos previstos no § 3º do art. 2º e art. 3º da Portaria CARF nº 001/2012. É como voto. (assinado digitalmente) Fernando Luiz Gomes de Mattos - Relator. Fl. 14362DF CARF MF Impresso em 17/07/2013 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2013 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 0 9/07/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 20/06/2013 por FERNANDO LUIZ GOM ES DE MATTOS txtfls txtSigla txtMinisterio txtCARF txtNomeOrgao labProcesso txtProcesso labRecurso txtRecurso labDespacho txtDecisao txtTurma labData txtData labAssunto txtAssunto labRecorrente txtRecorrente labRecorrida txtRecorrida
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Numero do processo: 14337.000267/2009-56
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Data do Fato Gerador: 20/07/2009
IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA.
Impugnação fora do prazo, não caracteriza impugnação, não instaura a fase litigiosa do procedimento, não suspende a exigibilidade do crédito tributário nem comporta julgamento de primeira instância, salvo se caracterizada ou suscitada a tempestividade, como preliminar.
Recurso Voluntário Não Conhecido
Numero da decisão: 2403-000.498
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de voto não conhecer do recurso por intempestividade.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do Fato Gerador: 20/07/2009 IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA. Impugnação fora do prazo, não caracteriza impugnação, não instaura a fase litigiosa do procedimento, não suspende a exigibilidade do crédito tributário nem comporta julgamento de primeira instância, salvo se caracterizada ou suscitada a tempestividade, como preliminar. Recurso Voluntário Não Conhecido
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Impugnação fora do prazo, não caracteriza impugnação, não instaura a fase litigiosa do procedimento, não suspende a exigibilidade do crédito tributário nem comporta julgamento de primeira instância, salvo se caracterizada ou suscitada a tempestividade, como preliminar. Recurso Voluntário Não Conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de voto não conhecer do recurso por intempestividade. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente e Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza, Marcelo Magalhães Peixoto e Renato Coelho Borelli (suplente). Ausentes os conselheiros Cid Marconi Gurgel de Souza e Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 241DF CARF MF Emitido em 10/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 09/05/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belém, Acórdão 0116.133 5ª Turma, que decidiu por não conhecer a impugnação, por intempestividade, conforme texto abaixo. Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os membros da 5ª Turma de Julgamento, por unanimidade de votos, não conhecer da impugnação apresentada por CONSTRUTORA VILLAGE LTDA., em face de sua intempestividade, mantendo o crédito tributário exigido, no valor, de R$ 367.867,83 (trezentos e, sessenta e sete mil, oitocentos e sessenta e sete reais, oitenta e três centavos) , consolidado em 22/07/2009, vigente à época da autuação, nos termos do voto da Relatora. (grifei) Segundo a fiscalização, a empresa não apresentou o informações em meio digital com leiaute previsto, conforme texto extraído do Relatório Fiscal da Infração. A autuada deixou de entregar no prazo estabelecido pela Receita Federal do Brasil informações em meio digital com leiaute previsto no Manual Normativo de Arquivos Digitais MANAD relativas ao período de 08/2004 a 07/2007, conforme solicitado no Termo de Início da Ação FiscalTIAF, recebido em 20/06/2008 pelo Sr. Paulo Roberto Alievi, procurador da autuada, e reiterado pelo Termo de Intimação Fiscal no. 001, recebido mediante Aviso de Recebimento AR em 16/06/2009, cujas cópias estão anexadas ao presente. A fundamentação para o lançamento decorre do previsto no art. 11, parágrafos 3 e 4 da Lei 8.218/91, que prevê que as empresas ficam obrigadas a manter, à disposição da Secretaria da Receita Federal, os respectivos arquivos digitais e sistemas, pelo prazo decadencial previsto. DESCRIÇÃO SUMÁRIA DA INFRAÇÃO E DISPOSITIVO LEGAL INFRINGIDO Deixar a empresa de cumprir o prazo estabelecido pela Secretaria da Receita Federal do Brasil para apresentação de arquivos e sistemas em meio digital correspondentes aos registros de seus negócios e atividades econômicas ou financeiras, livros ou documentos de natureza contábil e fiscal, conforme previsto na Lei n. 8.218, de 29.08.91, art. 11, parágrafos 3. e 4., com redação da MP n. 2.158, de 24.08.01. DISPOSITIVO LEGAL DA MULTA APLICADA Lei n. 8.218, de 29.08.91, art. 12, III, parágrafo único. Inconformada com a decisão da DRJ, a recorrente apresentou recurso voluntário, onde alega, em síntese, que: Fl. 242DF CARF MF Emitido em 10/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 09/05/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14337.000267/200956 Acórdão n.º 240300.498 S2C4T3 Fl. 206 3 • A ilação do julgador se subsidiou, no documento citatório (AR) constante dos autos, que, à primeira vista, pode levar ao entendimento da intempestividade da defesa, sobretudo porque no Aviso de Recebimento (AR) do ato de citação não constam as especificações da diligência, tais como: horário de recebimento e qualificação do signatário. • O AR não foi recebido pela empresa no dia 02/09/2009. • O documento foi entregue na portaria do prédio onde funciona a empresa em horário NÃO COMERCIAL. Conforme espelho extraído do site, que o horário de, entregue foi as 19:29 horas. • A sede administrativa .da CONSTRUTORA VILLAGE. encerra suas atividades as 18:00 horas. • O AR entregue em horário não comercial, inevitavelmente . impede o seu recebimento no mesmo dia pela empresa. • A pessoa signatária do AR Sra. ROSIMERI NASCIMENTO é totalmente estranha ao quadro funcional da empresa • Quanto ao mérito, foi intimada na data de 16/06/2009 para apresentar, no prazo de 20 dias, uma lista enorme de documentos. Contudo, considerando o fato que a lista de documentos era bastante vasta, foi impossível colacionar todas as informações requisitadas no curto espaço de tempo determinado pelo Auditor, e somado a este fato, justamente neste período, a contadora responsável pela contabilidade da empresa, portanto, a única pessoa capaz de providenciar tais documentos, se encontrava fora de Belém, em razão de uma viagem. Tudo isso impossibilitou o pronto atendimento a solicitação do Auditor. • No dia 07/07/2009, protocolou pedido de prorrogação do prazo para apresentação dos documentos. • No dia 20/07/2009, um funcionário da empresa esteve na sede da RFB à procura de informações sobre o andamento do pedido de prorrogação de prazo, quando foi surpreendido pela informação que o mesmo não seria considerado pelo Auditor e que naquele mesmo dia, o mesmo estaria encerrando a fiscalização e autuando a empresa por meio de aferição indireta. • O requerimento de dilação do prazo jamais fora respondido pela Autoridade Fiscal. • Na impugnação apresentada contra o AINF DEBCAD N° 37.207.2593, a Autuada juntou todos os documentos solicitados pelo Auditor. Fl. 243DF CARF MF Emitido em 10/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 09/05/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 • O Auditor fixou como data inicial para contagem dos dias em atraso, justamente a data em que a empresa fora notificada para entregar tais arquivos e não o primeiro dia após findo o referido prazo. • Principio da ampla defesa. • Princípio da verdade material. É o Relatório. Fl. 244DF CARF MF Emitido em 10/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 09/05/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14337.000267/200956 Acórdão n.º 240300.498 S2C4T3 Fl. 207 5 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator A impugnação não foi conhecida pela DRJ por ter sido considerada intempestiva. Segundo o recurso apresentado pela empresa, o AR não foi recebido pela empresa no dia 02/09/2009 visto que o documento foi entregue na portaria do prédio onde funciona a empresa em horário não comercial, a pessoa estranha aos quadros da empresa. Registra que, conforme espelho extraído do site, que o horário de, entregue foi às 19:29 horas. Inicialmente registro, pela transcrição de trecho do Decreto 70.235/72, a adequação da intimação por via postal. Art. 23. Farseá a intimação: ... II por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo; ... § 2° Considerase feita a intimação: I na data da ciência do intimado ou da declaração de quem fizer a intimação, se pessoal; II no caso do inciso II do caput deste artigo, na data do recebimento ou, se omitida, quinze dias após a data da expedição da intimação; Na seqüência, analisarei as questões do recebimento por pessoa estranha aos quadros da empresa e da tempestividade. INTIMAÇÃO POR VIA POSTAL. RECEBIMENTO POR PESSOA NÃO AUTORIZADA. No que tange à alegação da impugnante sobre a nulidade/irregularidade da intimação, ressaltamos que, conforme entendimento jurisprudencial, em face da teoria da aparência e em busca do aprimoramento dos serviços judiciários, a intimação por via postal endereçada a pessoa jurídica legalmente constituída e com endereço conhecido é válida ainda que recebida por pessoa que não possua poderes de representação. Fl. 245DF CARF MF Emitido em 10/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 09/05/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 Em casos de pessoas jurídicas, admitese a entrega da correspondência, inclusive, para pessoas estranhas ao seu corpo funcional (p. ex.: porteiros, vigilantes etc.), desde que usualmente recebam a correspondência da empresa. Corroborando, citamos o art.1.178 do Código Civil, que dispõe, in verbis: Art. 1.178. Os preponentes são responsáveis pelos atos de quaisquer prepostos, praticados nos seus estabelecimentos e relativos à atividade da empresa, ainda que não autorizados por escrito. Assim, a alegação do contribuinte de que a Notificação/AutodeInfração, encaminhado(a) por via postal, fora recebido por pessoa não autorizada não constitui razão para conhecimento de impugnação intempestiva, com ou sem argüição de tempestividade, conforme decisão do Superior Tribunal de Justiça, abaixo transcrita: AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS CAPAZES DE INFIRMAR OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. REQUESTIONAMENTO. SÚMULA 211. CITAÇÃO. PESSOA JURÍDICA. VIA POSTAL. POSSIBILIDADE. Não merece provimento recurso carente de argumentos capazes de desconstituir a decisão agravada. “Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição de embargos declaratórios, não foi apreciada pelo Tribunal a quo.” É possível a citação da pessoa jurídica pelo correio, desde que entregue no domicílio da ré e recebida por funcionário, ainda que sem poderes expressos para isso. (AgRg no Ag 711722 / PE ; AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 2005/01614041, Ministro Humberto Gomes de Barros, 3ª Turma, DJ 27/03/2006, p. 267) TEMPESTIVIDADE Inicialmente transcrevo texto do Relatório Instruções para o Contribuinte – IPC, integrante do Auto de Infração: 2.3 Prazo para a apresentação da impugnação Recebido o Auto de Infração, o contribuinte tem o prazo de 30 (trinta) dias da data da ciência para apresentação de impugnação. A ciência ocorrida em dia não útil ou em dia em que não tenha havido expediente normal deverá ser considerada efetivada no primeiro dia útil seguinte, observando que: a) na contagem dos prazos será excluído o dia da ciência efetiva e incluído o dia do vencimento. b) o dia do vencimento será prorrogado para o primeiro dia útil seguinte (com expediente normal), caso recaia em dia em que Fl. 246DF CARF MF Emitido em 10/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 09/05/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14337.000267/200956 Acórdão n.º 240300.498 S2C4T3 Fl. 208 7 não haja expediente integral na unidade de atendimento da Secretaria da Receita Federal do Brasil. c) os prazos são contínuos. Não se suspendem ou interrompem. Excepcionalmente, pode ser admitida a suspensão por motivo de força maior, caso fortuito, greve ou outro fato que impeça o funcionamento das unidades de atendimento da Secretaria da Receita Federal do Brasil ou traga impedimento às partes, quando então, o prazo voltará a fluir pelo que lhe sobejar. O texto acima apresentado está em harmonia com o Decreto 70.235/72. Art. 5º Os prazos serão contínuos, excluindose na sua contagem o dia do início e incluindose o do vencimento. Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato. Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. As datas e prazos relevantes para o processo estão identificados abaixo: • 02/09/2009 – Ciência da notificação (quartafeira); • 02/10/2009 – Final do prazo para impugnação (sextafeira); • 05/10/2009 – Apresentação da impugnação. A questão é que a recorrente afirma que o Auto de Infração foi entregue após o horário comercial e por essa razão só foi cientificada no dia seguinte. Para fazer prova, junta ao processo espelho extraído do site, que o horário de, entregue foi as 19:29 horas. Entendo haver dois equívocos na tese da recorrente: Primeiro, o texto legal fala em data da ciência. Segundo, o horário da entrega da correspondência não está registrado. Conforme texto contido no documento apresentado, o horário não indica o momento da entrega, mas sim o horário em que foi registrado no sistema informatizado do Correio a entrega. O horário não indica quando a situação ocorreu, mas sim quando os dados foram. recebidos pelo sistema, excetono caso do SEDEX 10 e do SEDEX Hoje; em que ele representa o horário real da entrega. Entendo intempestiva a impugnação. Fl. 247DF CARF MF Emitido em 10/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 09/05/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 CONCLUSÃO Voto pelo NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO, em decorrência de intempestividade. É como voto. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 248DF CARF MF Emitido em 10/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 09/05/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 13830.000327/2005-73
Data da sessão: Wed Jun 13 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1401-000.145
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Assinado digitalmente Jorge Celso Freire da Silva Presidente Assinado digitalmente Maurício Pereira Faro – Relator Participaram do julgamento os conselheiros Jorge Celso Freire da Silva, Karem Jureidini Dias, Alexandre Antônio Alkmin Teixeira, Antônio Bezerra Neto, Mauricio Pereira Faro e Fernando Luiz Gomes de Mattos. Trata o presente caso de recurso interposto pelo contribuinte em razão de julgamento efetuado pelo órgão julgador a quo. Por bem resumir a controvérsia, adoto o relatório elaborado pela DRJ: Tratase de Manifestação de Inconformidade interposta em face de Despacho Decisório, em que foram apreciadas as Declarações de Compensação (PER/Dcomp) de fls. 01/31, transmitidas em 07/05/2004, RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 38 30 .0 00 32 7/ 20 05 -7 3 Fl. 452DF CARF MF Impresso em 19/06/2013 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2013 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 04/06/201 3 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 08/03/2013 por MAURICIO PEREIRA FARO Processo nº 13830.000327/200573 Resolução nº 1401000.145 S1C4T1 Fl. 420 2 por intermédio das quais a contribuinte pretende compensar débitos de sua responsabilidade (IRPJ e CSLL) com créditos decorrentes de pagamentos indevidos ou a maior (IRPJ e CSLL), anocalendário de 2003. Na data de 11/09/2006 sobreveio o despacho decisório de fls. 98/105 pelo qual a DRF/MaríliaSP indeferiu em parte o pedido do contribuinte, declarando a não homologação das compensações pleiteadas. A autoridade local, após exame do pedido, considerou devidos e certos os pagamentos efetuados pelo contribuinte, à vista do cotejo de tais recolhimentos com as informações prestadas em DIPJ e DCTF no anocalendário de 2003. Cientificada em 13/11/2006 (fl. 121), o contribuinte ingressou, em 12/12/2006, com a manifestação de inconformidade de fls. 214/217, alegando, em síntese, de acordo com seu próprio entendimento: que o crédito informado nas declarações de compensação seria legítimo e suficiente para fazer frente aos débitos cuja compensação se pleiteia; que a informação aposta nas Declarações de Compensação, de crédito originário de "pagamento indevido ou a maior" caracterizar seia como mero equívoco formal, insuficiente a elidir a existência do crédito ou o direito à compensação; que sendo tendo a recorrente optado pela sistemática de apuração do IRPJ pelo lucro real, caberia apuração dos saldos negativos do IRPJ e CSLL, para efeitos de determinação do alegado crédito a compensar; que à luz da documentação juntada à impugnação (cópia de DIPJ, da parte A do Lalur e demonstrativos de IRPJ apurados por estimativa) verificarseia a existência • de saldo negativo de IRPJ e CSLL; que a multa punitiva aplicada teria caráter confiscatório, afrontando preceitos legais e constitucionais, pelo que deveria ser relevada. Ao final, requer seja dado provimento à manifestação de inconformidade, com reforma da decisão recorrida e homologação das compensações pleiteadas. Analisando a questão, entendeu o órgão julgador a quo por indeferir a compensação, nos seguintes termos: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA — IRPJ Anocalendário: 2003 DIREITO CREDITÓRIO. COMPROVAÇÃO. O reconhecimento de direito creditório relacionado a tributos e contribuições administrados pela Receita Federal do Brasil está condicionado à comprovação de certeza e liquidez dos alegados indébitos suplementares, sob pena de negativa do pleito. Solicitação Indeferida Fl. 453DF CARF MF Impresso em 19/06/2013 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2013 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 04/06/201 3 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 08/03/2013 por MAURICIO PEREIRA FARO Processo nº 13830.000327/200573 Resolução nº 1401000.145 S1C4T1 Fl. 421 3 Analisando a manifestação de conformidade sustentou a DRJ que os documentos apresentados pela ora Recorrente não seriam suficientes para a verificação de crédito decorrente de saldo negativo e prejuízo fiscal. Nesse sentido, sustentou a DRJ que seria “imprescindível a apresentação, pelo postulante, de elementos probatórios tais como: os registros contábeis de conta no ativo do Imposto de Renda a recuperar, a expressão deste direito em Balanços ou Balancetes, a Demonstração do Resultado do Exercício a contabilização (oferecimento à tributação) das receita; que ensejaram as retenções, os Livros Diário e Razão, etc., e ainda os registros no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR), de modo a dar sustentação à veracidade do saldo negativo de IRPJ e CSLL declarados”. Sustentou ainda a DRJ que “A esse respeito constatase o seguinte: a) a declaração de rendimentos e os comprovantes de arrecadação juntados às fls.160/186, embora necessários, mostramse insuficientes à comprovação do direito postulado, já que desacompanhados dos elementos contábeis acima referidos. b) as planilhas de fls.187/192 não possuem natureza contábil; consistem em meros formulários, de valor meramente indicativo. c) o documento de fl. 193, intitulado "Parte A — Registro dos ajustes do lucro líquido do exercício" indica o valor do lucro líquido apurado em 2003, e respectivas adições ou deduções, sem adentrar, entretanto, aspectos da instrução probatória acima referida, exigida para efeitos de comprovação do saldo negativo do IRPJ e da CSLL”. Irresignado o Recorrente interpôs o recurso ora analisado sustentando a existência do crédito e que o órgão julgador a quo teria se abstido de analisar materialmente a origem do crédito. Adicionalmente, informa a Recorrente que trouxe aos autos os seguintes documentos que corroborariam a existência do seu credito: Documento 01 DIPJ 2004 constando saldo negativo de IRPJ no valor de R$ 966.025,64; Documento 02 DIPJ 2003 constando saldo negativo de IRPJ no valor de R$ 838.300,72; Documento 03 Comprovantes de recolhimento do IRPJ por estimativa; Documento 04 LALUR, devidamente acompanhado do Termo de abertura e de encerramento, cujos resultados mostramse condizentes com os valores de • saldo negativo informados em DIPJ; Documento 05 — Livro Razão e Extratos bancários, comprovando a origem dos rendimentos que originaram as retenções aduzidas; Documento 06 — Livro Diário Geral, contendo as páginas com o balanço patrimonial das retenções, bem como as receitas que lhe deram origem; Documento 07 — Balancete contendo a informação do saldo negativo; Documento 08 — Livro razão contendo os rendimentos das aplicações, comprovando a receita financeira; Documento 09 — Livro razão do IRPJ; Documento 10 — DIPJ 2004 — constando saldo negativo de CSLL no valor de R$ 337.112,47; Documento 11 DIPJ 2003 — constando saldo negativo de CSLL no valor de R$ 496.636,16; Documento 12 — Comprovantes de recolhimento da CSLL por estimativa; Documento 13 — Livro razão da CSLL. Analisando a documentação trazida aos pelo Recorrente verifico que a mesma, a principio, poderia confirmar a existência do crédito pretendido. Dessa forma, e considerando o fato de que o fundamento da DRJ para não reconhecer a existência do crédito foi a falta de documentação que lastreasse o mesmo, proponho o retorno dos presentes em diligência para que sejam analisados os documentos Fl. 454DF CARF MF Impresso em 19/06/2013 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2013 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 04/06/201 3 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 08/03/2013 por MAURICIO PEREIRA FARO Processo nº 13830.000327/200573 Resolução nº 1401000.145 S1C4T1 Fl. 422 4 trazidos pelo recorrente com a conseqüente conclusão acerca da existência do crédito pretendido. Após a conclusão da diligência, intimese o contribuinte para que se manifeste sobre o resultado da mesma. Assinado digitalmente Maurício Pereira Faro – Relator Fl. 455DF CARF MF Impresso em 19/06/2013 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2013 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 04/06/201 3 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 08/03/2013 por MAURICIO PEREIRA FARO
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Numero do processo: 13808.006151/97-51
Turma: Sétima Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Aug 13 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Wed Aug 13 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 107-00.705
Decisão: RESOLVEM os Membros da Sétima Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da relatora.
Nome do relator: ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA
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Numero do processo: 10480.018206/2002-64
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 07 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1401-000.214
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ANTONIO BEZERRA NETO
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Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência,, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. (assinado digitalmente) Jorge Celso Freire da Silva Presidente. (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Bezerra Neto, Roberto Armond Ferreira da Silva., Fernando Luiz Gomes de Mattos, Maurício Pereira Faro, Karem Jureidini Dias e Jorge Celso Freire da Silva. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Alexandre Antônio Alkmim Teixeira. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 04 80 .0 18 20 6/ 20 02 -6 4 Fl. 482DF CARF MF Impresso em 31/05/2013 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10480.018206/200264 Resolução nº 1401000.214 S1C4T1 Fl. 483 2 RELATÓRIO Tratase de EMBARGOS DE DECLARAÇÃO do Contribuinte em que se alega OMISSÃO/CONTRADIÇÃO no Acórdão nº 140100.153, proferido pela 1ª Turma ordinária da 4ª Câmara da 1ª Seção do CARF (fls. 407/410), relativamente ao provimento parcial que reconheceu os efeitos da postergação nos lançamentos referentes à compensação de prejuízos fiscais superior a 30%. A embargante assim afirma: “(...) Com isso, foi acolhido, no acórdão embargado, o argumento de que a Autoridade Lançadora deveria ter aplicado os efeitos da postergação no lançamento do crédito sob pena de ensejar nulidade do lançamento. Acontece que o acórdão embargado foi contraditório quando salientou que "o imposto foi postergado em quase sua totalidade, restando ainda um valor de R$ 24.000,00 favorável à recorrente que será abatido dos juros e da multa de mora" e determinou ao "Órgão executor ... cobrar a diferença considerada paga a menor com multa de ofício e juros de mora". De fato, há duas contradições: a primeira que, se restou um valor favorável à Recorrente, não se pode dizer que o imposto foi postergado em quase sua totalidade, porque, de fato, fora postergado em sua totalidade e ainda sobrou uma fração; segundo que, se o tributo foi pago (postergação) em sua totalidade, não há que se falar em diferença paga a menor, mas apenas de juros e multa sobre a parcela não paga na época certa. (...) E a contradição e falta de clareza do julgamento, levou o órgão executor a cobrar diferença de tributo, como se o tributo tivesse sido recolhido a menor, quando esse órgão é claro que o imposto fora pago a maior, mesmo que extemporâneo daí passível de multa e juros. E esse ponto é de extrema relevância. É que, sanada a contradição e firmada a premissa de que o IRPJ e a CSLL mesmo postergados foram pagos mais do que a sua totalidade, esse fato resulta que esse colegiado deve definir para evitar que se pague tributo já pago em sua totalidade estando, pois, correta a aplicação dos juros moratórios e correção monetária, consoante item 7 do Parecer Normativo CST 57/79 e item 6.2 do Parecer Normativo 02/96. Com efeito, cumpre a esse colegiado corrigir os efeitos desse vício de lançamento a fim de que não se descumpra o objetivo colimado com a lei, que é evitar o solvet et repete. Para tanto se impõe que se enfrente e se defina para o órgão executor, a existência da postergação total do tributo (principal) e do pagamento dos acréscimos legais (multa e juros) realizados pela Embargante já que a Delegacia de origem atualizou o valor do IRPJ e da CSLL do AC 1997 (principal, multa e juros) e compensou com os pagamentos a maior dos períodos subsequentes ao invés de cobrar exclusivamente a multa e os juros. E pior. Quando remeteu a Carta de Cobrança, deixou de considerar o DARF pago da multa e dos juros e referido no acórdão embargado, transferindo sua alocação para um terceiro momento. E o segundo ponto onde a Embargante enxerga omissão: Fl. 483DF CARF MF Impresso em 31/05/2013 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10480.018206/200264 Resolução nº 1401000.214 S1C4T1 Fl. 484 3 A segunda omissão, em relação a esse ponto, se relaciona à aplicação da MP 66/2002 e da MP 75/2002. O acórdão recorrido até ensaia o enfrentamento em relação a esse ponto, quando o voto condutor relata: (...) Entretanto, no parágrafo seguinte ao relatório passa a enfrentar a aplicação, ou não, do art. 138 do CTN alusivo à denúncia espontânea. Com isso, incorreu em omissão sobre esse ponto relevante para que se possa executar corretamente o acórdão embargado Da análise perfunctória dos embargos, entendo estarem presentes todos os requisitos de admissibilidade para apreciação pela Turma. Da análise perfunctória dos autos, por entender estarem presentes todos os requisitos de admissibilidade para apreciação pela Turma foi proferido despacho de informação propondo à Presidente da Quarta Câmara da Primeira Seção que submetesse referidos embargos à deliberação da Turma, que foi aceito como proposto. É o relatório, no que interessa a este julgamento. Fl. 484DF CARF MF Impresso em 31/05/2013 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10480.018206/200264 Resolução nº 1401000.214 S1C4T1 Fl. 485 4 VOTO Conselheiro Antonio Bezerra Neto, Relator Atendidos os requisitos de admissibilidade, tomo conhecimento dos embargos de declaração. Alega contradição/obscuridade no julgado, nos seguintes termos: (...) De fato, há duas contradições: a primeira que, se restou um valor favorável à Recorrente, não se pode dizer que o imposto foi postergado em quase sua totalidade, porque, de fato, fora postergado em sua totalidade e ainda sobrou uma fração; segundo que, se o tributo foi pago (postergação) em sua totalidade, não há que se falar em diferença paga a menor, mas apenas de juros e multa sobre a parcela não paga na época certa. (...) E a contradição e falta de clareza do julgamento, levou o órgão executor a cobrar diferença de tributo, como se o tributo tivesse sido recolhido a menor, quando esse órgão é claro que o imposto fora pago a maior, mesmo que extemporâneo daí passível de multa e juros.(...) O escopo dessa diligência se volta apenas para a primeira contradição/obscuridade. Portanto, o escopo dessa diligência não se relaciona à segunda omissão relacionada à aplicação da MP 66/2002 e da MP 75/2002. E, se for o caso, essa segunda omissão será enfrenta ainda em sede de embargos quando do retorno da diligência. Voltemos então os olhos para a primeira contradição/obscuridade alegada. Apesar de a tabela de fls. 601 elaborada pela fiscalização tenha sido muito bem feita e detalhada, restou uma dúvida em relação à consideração ou não apenas da cobrança de multa e juros de mora, uma vez que o tributo pela própria tabela de recálculo se vê que o tributo teria sido totalmente pago/compensado em períodos posteriores, restando apenas uma diferença de juros e multa de mora sobre essa postergação. Porém, a tabela aponta ao fim um diferença de imposto+multa e juros de mora no montante de R$ 43.071,21. Não explica precisamente como chegou a tal valor, mas deixa implícito que estaria cobrando imposto também, o que não parece ser o caso, pois se a postergação foi total, deverseia cobrar apenas a diferença de multa e juros de mora. Elaborar relatório esclarecendo as dúvidas acima, entregar cópia do relatório à interessada e conceder prazo de 30 (trinta) dias para que ela se pronuncie sobre as suas conclusões, após o que, o processo deverá retornar a este Conselho para prosseguimento do julgamento. (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto Fl. 485DF CARF MF Impresso em 31/05/2013 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO
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Numero do processo: 15987.000362/2006-15
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 10 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1401-000.130
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ANTONIO BEZERRA NETO
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Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. (assinado digitalmente) Jorge Celso Freire da Silva – Presidente (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antônio Alkmim Teixeira, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Maurício Pereira Faro, Karem Jureidini Dias e Jorge Celso Freire da Silva. Fl. 411DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 22/04/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 15987.000362/200615 Resolução n.º 1401000.130 S1C4T1 Fl. 412 2 Tratase de recurso voluntário contra o Acórdão nº 1622.134, da 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal de São Paulo ISP. Por economia processual, adoto e transcrevo o relatório constante na decisão de primeira instância: Trata o presente processo de Pedidos de Revisão de Ordem de Emissão de Incentivos Fiscais PERC, relativos aos anoscalendário de 1993 e 1994 e ambos datados de 10/03/1997 (fls. 01/03). Conforme dados constantes dos Quadros 19 "Opções para Aplicações em Incentivos Fiscais UFIR", das DIRPJ de 1994 e 1995 (fls. 06 e 20, ambas em seus versos), o contribuinte optou por destinar parcela do IRPJ para aplicação no FINAM, nos montantes de 471.611,24 UFIR e 172.783,24 UFIR, respectivamente, equivalentes a 24% de cada uma de suas bases de cálculo, então apuradas. Todavia, não foram reconhecidos os direitos aos incentivos fiscais, conforme se verifica pelos extratos de fls. 2 e 4, sob os argumentos de (i) "Contribuinte Incluído no Cadastro de Inadimplentes da SRF MP 149013, de 05/09/96" e "Débito do IRPJ Ano Calendário/94 Encaminhado a PFN", além de "Contribuinte Incluído no Cadastro de Inadimplentes da SRF MP 149013 de 05/09/96", respectivamente, motivos esses que levaram a apresentação dos referidos PERCs; por sua vez, destes veio a ser indeferido, por meio do Parecer/Despacho Decisório de 040/2008 (fls. 366), apenas aquele relativo ao anocalendário de 1993, em razão da existência de pendências perante a PGFN (fls. 303 a 312, 314, 315, 318, 320, 321, 326, 329 a 331, 337 a 340, 343, 345 a 349), ao CONTACORPJ (fls. 296), ao SIEF (fls. 301 a 337), ao PROFISC (fls. 328 e 337) e FGTS (fls. 351 a 353, 355 a 359).. Cientificado dessa decisão em 02/12/2008 (AR de fls. 367v), o contribuinte, protocolizou, em 29/12/2008, a denominada "Impugnação Administrativa" de fls. 397/408, tendo alegado, em síntese, que: • foi surpreendida com a intimação, pela qual era informada que o PERC do exercício de 1994, anocalendário 1993 havia sido indeferido, em razão da não apresentação de CNDs (da RFB, da PGFN e do FGTS), e tendo por fundamento legal o art. 60 da Lei n° 9.065/90; • mencionada decisão não poderia, entretanto se fundamentar no mencionado dispositivo, visto que a legislação que deveria nortear os fatos é a que vigia a época da apresentação da DIPJ, momento esse em que a Impugnante optara pelo incentivo fiscal. É o que diz o art. 5o, XXXVI, da CF/88, assim como o art. 6o, I, da LICC, que prevêem a impossibilidade de uma lei nova atingir situações pretéritas à sua publicação. Isto é, deve se reportar a data da apresentação da respectiva DIPJ, conforme jurisprudência citada; • naquela ocasião da entrega da DIPJ/94 não existia legislação prevendo a apresentação de CND, pelo contribuinte; na ausência de dispositivo nesse sentido, quando da manifestação do contribuinte, não poderia o referido art. 60 da Lei n° 9.065/95 retroagir os seus efeitos, sob pena de ofensa aos dispositivos retro citados; • requer, assim, a anulação da decisão guerreada, assim como a reapreciação do PERC de 1994, sob a égide da legislação vigente a época em que apresentada a DIPJ, a qual não previa a apresentação de CND da Receita Federal como requisito para deferimento do incentivo fiscal.; Fl. 412DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 22/04/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 15987.000362/200615 Resolução n.º 1401000.130 S1C4T1 Fl. 413 3 • caso não aceito tal pleito, a Impugnante entende que a Receita Federal não poderia lhe negar responder por eventuais débitos posteriores ao ano de 1994, quando optou pelos incentivos. Deveria, o julgador, se ater aos fatos ocorridos e as normas vigentes por ocasião da apresentação da DIPJ/94; • um dos motivos que teriam impedido o reconhecimento do direito ao incentivo, diz respeito a que a empresa "Refrigerantes de Santos" encontravase, em ll/l996 incluída no CADIN. No entanto, segundo o constante as fls. 33/34, a época dos fatos não havia nenhum impeditivo da emissão do benefício fiscal por aquela requerido; • no entanto, tais informações foram descartadas pela Administração Pública, visto que a mesma analisou aquelas constantes do conta corrente em nome de SPAL INDUSTRIA BRASILEIRA DE BEBIDAS, que incorporou aquela em 1995, após, portanto, os fatos em questão; • ressaltese que as informações contidas no documento de apoio a emissão de CND, em nome de "Refrigerantes de Santos" demonstram que não existem débitos que possam impedir a obtenção da referida certidão. Os débitos eventuais que sustentam o indeferimento, encontramse em nome da incorporadora, e se remetem aos anos de 2005 e 2007, ou seja, passados 14 anos após a opção pelo incentivo fiscal. Se à época dos fatos a Impugnante não possuía nenhum tipo de débito junto à Receita Federal, não pode agora, 14 (dezesseis) sic anos depois da entregada (sic) da DIPJ, ter o seu pedido indeferido por um suposto débito do ano de 1999 ou de 2006. É o que fala jurisprudência citada; • assim, caso admitida a necessidade da CND, requer que sejam considerados apenas em relação aos débitos relativos ao ano de 1991, caso existam. Por outro lado, de acordo com as informações de apoio a emissão de CND, não existem débitos do ano de 1994, assim como dos anteriores, razão pela qual a Impugnante não pode ter negado seu direito ao PERC de 1994; • ainda que necessária a apresentação da CND, somente para fins de argumentação, não poderia ser exigida apresentação de CND do INSS, da PGFN e do FGTS. Isto em razão de que o referido art. 60 da Lei n° 9.065/95 é claro ao dizer que a concessão dos benefícios fica condicionada a apresentação de, somente, CND da Receita Federal; não há menção a apresentação de certidões emitidas pelo INSS ou pelo FGTS; • não há naquele dispositivo, ou noutro qualquer, do mesmo diploma legal, a determinação no sentido da apresentação daquelas certidões, de maneira a permitir o gozo do benefício fiscal. Logo, não prospera a negativa da emissão do PERC com fundamento na não apresentação de CND da CEF, do INSS e da PGFN; • ao fim, considerando que a solicitação do PERC se deu no ano de 2004 (sic), mais precisamente no mês de março daquele ano e, considerando que à época não era necessária a apresentação de CND da PGFN, uma vez que a união da certidão da PGFN com a Receita Federal só ocorreu no mês de setembro de 2005, junta à presente cópia da CND da época. Tal certidão, entretanto, não foi trazida aos autos, pela defesa; • requer, diante de todo o exposto, seja conhecida e provida a impugnação apresentada. É o relatório. Fl. 413DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 22/04/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 15987.000362/200615 Resolução n.º 1401000.130 S1C4T1 Fl. 414 4 A DRJ, por unanimidade de votos, indeferiu a solicitação, nos termos da ementa abaixo: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 1993, 1994 INCENTIVO FISCAL. FINAM. REQUISITOS. A falta de comprovação da quitação de tributos e contribuições federais, pelo contribuinte, impede o reconhecimento ou a concessão de benefícios ou incentivos fiscais. Irresignada com a decisão de primeira instância, a interessada interpôs recurso voluntário a este Conselho, repisando os tópicos trazidos anteriormente e aduzindo em complemento: Às fls. 02 o extrato de aplicação em incentivos fiscais emitido pela SRF em 28/11/96, indicava que a empresa REFRIGERANTES DE SANTOS estava incluída no CADIN. As fls. 04 há a discriminação do "suposto" débito que ensejou a inclusão da REFRIGERANTES DE SANTOS no CADIN, o qual estava consubstanciado no processo no processo administrativo n.° 10845.205536/9693 Mais adiante às fls. 33, há o Memo SASAR no. CH 121/97 da DRF/STS enviando o processo administrativo 10845.205536/9693 para a PGFN para inscrição do débito em divida ativa e, posteriormente, à cobrança judicial. Importante notar nesse documento a anotação de que o débito em questão se referia ao PERC. Assim, fixese a premissa de que à época da apresentação do PERC a DRF/STS havia detectado apenas o débito constante no processo 10845.205536/9693 como elemento impeditivo a concessão do beneficio. É o relatório. VOTO Conselheiro Antonio Bezerra Neto, Relator. O recurso preenche os requisitos de admissibilidade, portanto, dele tomo conhecimento. Conforme relatado, a presente lide decorre da não emissão de ofício do incentivo fiscal, relativo aos exercícios de 2004 e 2005, em razão da existência de débitos de tributos e contribuições federais. Fl. 414DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 22/04/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 15987.000362/200615 Resolução n.º 1401000.130 S1C4T1 Fl. 415 5 No caso, A DRF indeferiu o pedido, pautandose pelo entendimento de que para fazer jus ao incentivo fiscal o contribuinte deveria ter demonstrado a sua regularidade até o momento em que se examina o pedido de revisão de ordem de emissão do incentivo fiscal, não se importando, pois, se os débitos foram constituídos após o momento da opção. Entre outros motivos do Recurso, o que interessa para a presente diligência é a alegação levantada de que a verificação da regularidade fiscal da empresa deveria ter sido analisada na data da declaração que optou pelo investimento. É que a regularidade fiscal exigida se deve restringir ao período em que se der o gozo do citado benefício. Com razão a Recorrente nesse ponto. A meu ver, a aferição da regularidade do contribuinte deve se dar mesmo na data da opção como reclamado, pois no momento que se solicita tal benefício o contribuinte já deve assumir como certo que deve cumprir integralmente as condições que dão acesso ao mesmo, diferentemente do que fez a DRF, a instauradora da lide. Além do que, se trata de um marco objetivo que favorece a decidibilidade e a segurança jurídica. Não se pode deixar a decisão da pesquisa a respeito da regularidade fiscal oscilar ao sabor do momento em que a autoridade administrativa resolver apreciar o pedido ou mesmo julgálo em Primeira e Segunda instâncias. Falta razoabilidade. O que se percebe é que o momento da verificação se deu quase dez anos após o momento da opção e sem que a DRF tivesse qualquer preocupação em saber se os débitos seriam anteriores ou não à data do exercício da opção. Para fins de deferimento do Pedido de Revisão de Ordem de Incentivos Fiscais (PERC), a exigência de comprovação de regularidade fiscal deve se ater ao período a que se referir a Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica na qual se deu a opção pelo incentivo, admitindose a prova da quitação em qualquer momento do processo administrativo, nos termos do Decreto nº 70.235/72. (grifei) Nessa linha de entendimento aqui adotada, tal matéria já foi inclusive sumulada pelo CARF em sentido contrário ao entendimento adotado pela DRF e DRJ: Súmula CARF Nº 37: Embora haja grande probabilidade que existirem débitos que sejam anteriores ao ano do exercício da opção pelo investimento, não há como se distinguir com precisão essa separação para efeito de checagem da suspensão da exigibilidade apenas dos débitos anteriores à opção, na esteira da Súmula CARF n. 37. Nesse sentido, a Recorrente vai além e afirma peremptoriamente que haveria apenas um único débito nessas condições e que mesmo assim esse já teria se resolvido com Parecer de fls. 33. Eis os seus exatos termos: Às fls. 02 o extrato de aplicação em incentivos fiscais emitido pela SRF em 28/11/96, indicava que a empresa REFRIGERANTES DE SANTOS estava incluída no CADIN. As fls. 04 há a discriminação do "suposto" débito que ensejou a inclusão da REFRIGERANTES DE SANTOS no CADIN, o qual estava consubstanciado no processo no processo administrativo n.° 10845.205536/9693 Fl. 415DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 22/04/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 15987.000362/200615 Resolução n.º 1401000.130 S1C4T1 Fl. 416 6 Mais adiante às fls. 33, há o Memo SASAR no. CH 121/97 da DRF/STS enviando o processo administrativo 10845.205536/9693 para a PGFN para inscrição do débito em divida ativa e, posteriormente, à cobrança judicial. Importante notar nesse documento a anotação de que o débito em questão se referia ao PERC. Assim, fixese a premissa de que à época da apresentação do PERC a DRF/STS havia detectado apenas o débito constante no processo 10845.205536/9693 como elemento impeditivo a concessão do beneficio. Ou seja, não há, com os elementos carreados aos autos, como autorizar a concessão dos incentivos, nem como indeferilos. Nada obstante, diante do princípio da verdade material que dá amplos poderes à autoridade julgadora de buscar as provas que considerar necessárias para formar sua convicção, bem assim para que se evite o cerceamento do direito de defesa da Recorrente pela carência de formalidades que deveriam ter ser cumpridas não apenas na análise do PERC, mas desde o instante em que o sujeito passivo é cientificado do indeferimento da opção pelo incentivo fiscal que exerceu na Declaração de Rendimentos, entendo que os autos devem ser baixados em diligência para regressar à autoridade preparadora , no sentido de que se verifique: quais eram os débitos efetivamente existentes por ocasião da entrega da(s) Declaração (ões) de Rendimentos da Pessoa Jurídica na qual se deu a opção pelo incentivo; Ou seja, certificar a assertiva da Recorrente de que o único débito existente impeditivo ao benefício antes do momento da opção era mesmo aquele inscrito no CADIN, ou seja, o débito constante no processo 10845.205536/9693, como elemento impeditivo a concessão do beneficio. caso se torne impossível aferir tal regularidade no momento da entrega da declaração através do cotejo de pesquisas no sistemas da SRF e PFN e os documentos dos autos, intimar a contribuinte de forma a lhe oportunizar dessa feita, em relação apenas aos débitos referidos (anteriores à opção), a sua regularidade fiscal, por qualquer meio de prova, inclusive através de certidões(negativas ou com efeitos de negativas), a fim de se evitar o cerceamento do direito de defesa. a autoridade fiscal deverá elaborar relatório conclusivo das verificações efetuadas nos itens anteriores. Ao final entregar cópia do relatório à interessada e conceder prazo de 30 (trinta) dias para que ela se pronuncie sobre as suas conclusões, após o que, o processo deverá retornar a este CARF para prosseguimento do julgamento. (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto Fl. 416DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 22/04/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO
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Numero do processo: 10880.006861/00-89
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 03 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 1401-000.095
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS
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Recorrida Fazenda Nacional Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Viviane Vidal Wagner Presidente. (assinado digitalmente) Fernando Luiz Gomes de Mattos Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Viviane Vidal Wagner, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Antonio Bezerra Neto, Roberto Armond Ferreira da Silva, Alexandre Antonio Alkmim Teixeira e Karem Jureidini Dias. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 31/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/10/2011 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 3 1/10/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 27/10/2011 por FERNANDO LUIZ GOMES DE M ATTOS Processo nº 10880.006861/0089 Resolução n.º 1401000.095 S1C4T1 Fl. 1.789 2 Relatório Em 05/05/2000, a contribuinte protocolizou, junto à CAC/LUZ, pedido de RESTITUIÇÃO (fls. 01), cumulado aos pleitos de COMPENSAÇÃO de fls. 02/05 e 168/420, objetivando o aproveitamento de saldo negativo da CSLL e IRPJ, relativos aos anoscalendário de 1998 e 1999, no valor de R$ 24.129.026,83, com vistas à quitação de débitos diversos. Em 13/11/2003, a Derat/SPO exarou DESPACHO DECISÓRIO (fls. 742/749), DEFERINDO EM PARTE o pedido da contribuinte nos seguintes valores: IRPJ de R$ 7.192.727,99 do anocalendário de 1998 e R$ 11.038.286,71 para o anocalendário de 1999 e CSLL de R$ 2.342.717,43 do anocalendário de 1999. Para o anocalendário de 1997, especificamente, a contribuinte apurou saldo negativo de R$ 271.463,14, no entanto, a autoridade fiscal desqualificou o resultado apresentado na declaração de rendimentos sob a alegação de que o IRRF dedutível (referente aos anoscalendário de 1996 e 1997), acrescido do recolhimento por estimativa (DARF de R$ 113.477,46), não eram suficientes para gerar crédito a favor da interessada (fl.744/745). A contribuinte apresentou informes de rendimentos que totalizam R$ 1.618.024,12 (fls.648/650) sendo que no Sistema IRF/CONS da SRF somente consta declarado R$ 446.753,98 para o anocalendário de 1997 (fls.673/674). Em virtude deste fato, a Delegacia de Julgamento solicitou diligência à Fiscalização para averiguar as divergências apontadas pela interessada e a apuração efetuada pela autoridade fiscal em relação ao IRRF dedutível do anocalendário de 1997. Em resposta à diligência solicitada por esta Delegacia de Julgamento, foi exarado o relatório fiscal de f1s.1.560/1.563. Após a análise do aludido relatório, remanesceram dúvidas a respeito da retenção discriminada às fls.1.555/1.557, tendo em vista que se tratava de declarações não processadas pelo sistema. Referidas DIRF foram entregues após o processamento e não tiveram entrada no Sistema IRF/Cons (fls.1.552 e 1561). Por essa razão, o processo retornou em diligência à Derat/Diort, para a análise dos aludidos documentos. Em atendimento a esta nova diligência, foram confirmados os dados constantes nas DIRF de fls.1.555/1.557 (IRRF de R$ 1.616.327,67). A 7ª Turma da DRJ São Paulo I, por unanimidade, indeferiu a solicitação da contribuinte, e não homologou a compensação pretendida. No tocante às estimativas mensais de IRPJ do anocalendário de 1999, que teriam sido compensados com valores de saldo negativo do anocalendário de 1996, assim se pronunciou o acórdão recorrido, fls. 15831584 (grifado): No caso do saldo negativo do anocalendário de 1996, a autoridade fiscal verificou com base na diligência fiscal que não houve apuração de crédito a favor da interessada (fls.640 e 665). Cabe lembrar que, de fato, conforme se depreende da análise da DIPJ do referido anocalendário, não houve a apuração de saldo negativo e nem a utilização do IRRF para fins de dedução na apuração anual e Fl. 2DF CARF MF Emitido em 31/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/10/2011 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 3 1/10/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 27/10/2011 por FERNANDO LUIZ GOMES DE M ATTOS Processo nº 10880.006861/0089 Resolução n.º 1401000.095 S1C4T1 Fl. 1.790 3 nas estimativas mensais. A referida dedução é facultativa e deve ser exercida dentro do prazo legal bem como a retificação da declaração respectiva de forma a espelhar a realidade dos fatos. Não exercida a prerrogativa dentro do prazo decadencial fica mantida a situação conforme se encontra na declaração de rendimentos apresentada pela contribuinte. Apesar de a interessada ter apresentado a documentação de forma a tentar provar a existência do IRRF, o mesmo não pode mais ser utilizado pelo decurso do lapso temporal decadencial (arts.165 e 168 do CTN) e, assim, fica mantida a glosa como proposto pela autoridade fiscal em seu Despacho Decisório. Cientificada do Acórdão em 17/03/2010 (fls. 1.589, verso), a contribuinte, em 15/04/2010, interpôs o recurso voluntário de fls. 15901622. Em relação ao crédito decorrente de saldo negativo de IRPJ apurado no ano calendário de 1996, a Recorrente afirmou que, por equívoco, não declarou na DIPJ 1997 o IR retido durante o respectivo anocalendário, no valor de R$ 819.846,49. Alegou, outrossim, que tal equívoco não lhe retira o direito à utilização dos valores efetivamente retidos. É o relatório. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 31/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/10/2011 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 3 1/10/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 27/10/2011 por FERNANDO LUIZ GOMES DE M ATTOS Processo nº 10880.006861/0089 Resolução n.º 1401000.095 S1C4T1 Fl. 1.791 4 Voto Em relação às estimativas mensais de IRPJ do anocalendário de 1999, que teriam sido parcialmente compensadas com valores de saldo negativo do anocalendário de 1996, discordo do entendimento adotado pelo acórdão recorrido. Conforme relatado, o colegiado julgador a quo, não aceitou a utilização do saldo negativo do anocalendário de 1996, uma vez que “não houve a apuração de saldo negativo e nem a utilização do IRRF para fins de dedução na apuração anual e nas estimativas mensais”. Segundo o acórdão recorrido, fls. 1584, “a referida dedução é facultativa e deve ser exercida dentro do prazo legal bem como a retificação da declaração respectiva de forma a espelhar a realidade dos fatos. Não exercida a prerrogativa dentro do prazo decadencial fica mantida a situação conforme se encontra na declaração de rendimentos apresentada pela contribuinte”. No entanto, o colegiado julgador a quo aparentemente abstevese de considerar que, na data de protocolização dos pedidos de restituição / compensação pela contribuinte (em 05/05/2000) ainda não havia decorrido o prazo decadencial para aproveitamento daquele crédito. Importante destacar que o próprio colegiado julgador a quo reconhece que o crédito em questão poderia existir, conforme se depreende da leitura do seguinte trecho do acórdão, fls. 1584 (grifado): Apesar de a interessada ter apresentado a documentação de forma a tentar provar a existência do IRRF, o mesmo não pode mais ser utilizado pelo decurso do lapso temporal decadencial [...] Verifico que as duas diligências anteriores, determinadas pelo Relator do acórdão recorrido, não se preocuparam em averiguar a efetiva existência do IRRF alegado pela contribuinte, referente ao anocalendário de 1996. Tal omissão provavelmente se deveu ao fato de o relator, naquela ocasião, já haver firmado sua opinião acerca da impossibilidade de utilização daquele crédito, por considerar decorrido o prazo decadencial. Discordo do entendimento adotado pelo acórdão recorrido. No entanto, considero temerário aceitar o aludido crédito, sem antes tomar as necessárias cautelas, visando comprovar sua efetiva existência e disponibilidade. Dispositivo Por todo o exposto, proponho a realização de diligência, para que a autoridade competente da unidade de origem esclareça os seguintes pontos controversos: a) Informe o montante do IRRF passível de dedução, para fins de cálculo do IR devido do anocalendário de 1996 (abstendose de qualquer consideração acerca do prazo decadencial para solicitar tal dedução); b) Informe se os valores dos rendimentos correspondentes ao IRRF dedutível foram oferecidos à tributação mediante a análise dos livros fiscais e Fl. 4DF CARF MF Emitido em 31/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/10/2011 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 3 1/10/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 27/10/2011 por FERNANDO LUIZ GOMES DE M ATTOS Processo nº 10880.006861/0089 Resolução n.º 1401000.095 S1C4T1 Fl. 1.792 5 comprovantes de retenção na fonte (extratos de rendimentos, notas fiscais, etc) para o anocalendário de 1996; c) Elabore relatório conclusivo, informando se o valor do saldo negativo de IRPJ apurado no anocalendário de 1996 (considerando o montante do IRRF passível de dedução no aludido anocalendário) seria suficiente para compensar estimativas de IRPJ do anocalendário de 1999, no montante de R$ 150.403,72 (v. quadro constante do acórdão recorrido, fls. 1.583); d) Dê ciência a contribuinte concedendolhe o prazo de 10 dias para manifestação, conforme art.44 da Lei n° 9.784/99. É como voto. (assinado digitalmente) Fernando Luiz Gomes de Mattos Relator Fl. 5DF CARF MF Emitido em 31/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/10/2011 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 3 1/10/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 27/10/2011 por FERNANDO LUIZ GOMES DE M ATTOS
score : 1.0
Numero do processo: 10480.903067/2013-29
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 24 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/10/2010 a 31/12/2010
MATÉRIA-PRIMA, PRODUTO INTERMEDIÁRIO. CONCEITO.
Somente as matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, conforme a conceituação albergada pela legislação tributária, são hábeis ao creditamento do imposto.
Para que seja dado o tratamento de insumos aos bens que, embora não se integrando ao novo produto, sejam consumidos no processo de industrialização, tais bens devem guardar semelhança com as matérias primas - MP e produtos intermediários - PI, em sentido estrito, semelhança essa que reside no fato de exercerem, na operação de industrialização, função análoga a das MP e PI, ou seja, se consumirem, em decorrência de uma ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, ou por esse diretamente sofrida, mesmo que não integrando ao produto final.
PARTES E PEÇAS DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS. MATERIAIS REFRATÁRIOS. COMBUSTÍVEIS.
Não geram direito a crédito do imposto os produtos incorporados às instalações industriais, as partes, peças e acessórios de máquinas, equipamentos e ferramentas, mesmo que se esgastem ou se consumam no decorrer do processo de industrialização, bem como os produtos empregados na manutenção das instalações, das máquinas e equipamentos, inclusive lubrificantes e combustíveis necessários ao seu acionamento. Assim, glosam-se os créditos relativos a materiais intermediários que não atendam aos requisitos do Parecer Normativo CST nº 65, de 1979.
Numero da decisão: 3302-012.501
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em afastar a diligência. Vencido o conselheiro Jorge Lima Abud. No mérito, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto condutor. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3302-012.496, de 24 de novembro de 2021, prolatado no julgamento do processo 10480.903074/2013-21, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Gilson Macedo Rosenburg Filho Presidente Redator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Vinicius Guimaraes, Walker Araujo, Jorge Lima Abud, Jose Renato Pereira de Deus, Larissa Nunes Girard, Raphael Madeira Abad, Denise Madalena Green, Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente).
Nome do relator: Larissa Nunes Girard
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ementa_s : ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/10/2010 a 31/12/2010 MATÉRIA-PRIMA, PRODUTO INTERMEDIÁRIO. CONCEITO. Somente as matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, conforme a conceituação albergada pela legislação tributária, são hábeis ao creditamento do imposto. Para que seja dado o tratamento de insumos aos bens que, embora não se integrando ao novo produto, sejam consumidos no processo de industrialização, tais bens devem guardar semelhança com as matérias primas - MP e produtos intermediários - PI, em sentido estrito, semelhança essa que reside no fato de exercerem, na operação de industrialização, função análoga a das MP e PI, ou seja, se consumirem, em decorrência de uma ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, ou por esse diretamente sofrida, mesmo que não integrando ao produto final. PARTES E PEÇAS DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS. MATERIAIS REFRATÁRIOS. COMBUSTÍVEIS. Não geram direito a crédito do imposto os produtos incorporados às instalações industriais, as partes, peças e acessórios de máquinas, equipamentos e ferramentas, mesmo que se esgastem ou se consumam no decorrer do processo de industrialização, bem como os produtos empregados na manutenção das instalações, das máquinas e equipamentos, inclusive lubrificantes e combustíveis necessários ao seu acionamento. Assim, glosam-se os créditos relativos a materiais intermediários que não atendam aos requisitos do Parecer Normativo CST nº 65, de 1979.
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nome_relator_s : Larissa Nunes Girard
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secao_s : Terceira Seção De Julgamento
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decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em afastar a diligência. Vencido o conselheiro Jorge Lima Abud. No mérito, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto condutor. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3302-012.496, de 24 de novembro de 2021, prolatado no julgamento do processo 10480.903074/2013-21, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Vinicius Guimaraes, Walker Araujo, Jorge Lima Abud, Jose Renato Pereira de Deus, Larissa Nunes Girard, Raphael Madeira Abad, Denise Madalena Green, Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente).
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CONCEITO. Somente as matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, conforme a conceituação albergada pela legislação tributária, são hábeis ao creditamento do imposto. Para que seja dado o tratamento de insumos aos bens que, embora não se integrando ao novo produto, sejam consumidos no processo de industrialização, tais bens devem guardar semelhança com as matérias primas - MP e produtos intermediários - PI, em sentido estrito, semelhança essa que reside no fato de exercerem, na operação de industrialização, função análoga a das MP e PI, ou seja, se consumirem, em decorrência de uma ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, ou por esse diretamente sofrida, mesmo que não integrando ao produto final. PARTES E PEÇAS DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS. MATERIAIS REFRATÁRIOS. COMBUSTÍVEIS. Não geram direito a crédito do imposto os produtos incorporados às instalações industriais, as partes, peças e acessórios de máquinas, equipamentos e ferramentas, mesmo que se esgastem ou se consumam no decorrer do processo de industrialização, bem como os produtos empregados na manutenção das instalações, das máquinas e equipamentos, inclusive lubrificantes e combustíveis necessários ao seu acionamento. Assim, glosam-se os créditos relativos a materiais intermediários que não atendam aos requisitos do Parecer Normativo CST nº 65, de 1979. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em afastar a diligência. Vencido o conselheiro Jorge Lima Abud. No mérito, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto condutor. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3302-012.496, de 24 de novembro de 2021, prolatado no julgamento do processo 10480.903074/2013-21, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho – Presidente Redator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 48 0. 90 30 67 /2 01 3- 29 Fl. 293DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 3302-012.501 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.903067/2013-29 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Vinicius Guimaraes, Walker Araujo, Jorge Lima Abud, Jose Renato Pereira de Deus, Larissa Nunes Girard, Raphael Madeira Abad, Denise Madalena Green, Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente). Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Dessa forma, adota-se neste relatório o relatado no acórdão paradigma. Aproveita-se o Relatório do Acórdão de Manifestação de Inconformidade, em síntese: Em análise no presente processo o litígio decorrente de Despacho Decisório emitido quando da análise do(s) PER/DCOMP n° 28114.79091.150411.1.1.01-6179, transmitido(s) para utilização do saldo credor do IPI apurado no 4° trimestre/2010, com fulcro no art. 11 da Lei n° 9.779/99. O reconhecimento parcial se deveu a glosas de créditos de aquisições de produtos que não atendem os requisitos para o creditamento. Conforme se vê do Relatório Fiscal, as glosas se referiram a aquisição de coque de petróleo, além de outros produtos (descrição constante do Anexo "Demonstrativo dos Créditos do IPI Passíveis de Ressarcimento”). A Manifestante alega, em síntese, que todas as aquisições referem-se a insumos utilizados e consumidos no processo industrial, sustentando sua afirmação em laudo técnico anexo à Manifestação de Inconformidade. A Turma da Delegacia Regional de Julgamento julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade. A empresa foi intimada do Acórdão de Impugnação e ingressou com Recurso Voluntário alegando, em síntese: Da necessária homologação da compensação do contribuinte. Aplicação da Súmula n° 473 do STF c/c art. 149, IV e VIII do Código Tributário Nacional; Do coque de petróleo; Do tijolo alum, tijolo básico e tijolo si; Do concreto alum; Da argamassa; Do corpo moedor; Da chapa; Da correia transp; Da placa autectic; Fl. 294DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 3302-012.501 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.903067/2013-29 DA necessidade da aplicação da súmula n° 473 do STF c/c art. 149, IV e VIII do Código Tributário Nacional; Da necessidade de aferição dos fatos por meio de perícia técnica. DO PEDIDO Por todo o exposto, a Recorrente REQUER: em sede de preliminar, que seja: a. a imediata paralisação de quaisquer procedimentos tendentes à cobrança de todos os “débitos” albergados no processo administrativo n° 10480.900.302/2014-91 (Processo de Crédito nº 10480.903.067/2013- 29), face à expressa determinação da suspensão da exigibilidade dos créditos referenciados (art. 151, III, do CTN; art. 74, §§ 4°, 7°, 9°, 11, da Lei n° 9.430/96; o art. 15 do Decreto n° 70.235/72 e 137, da Instrução Normativa RFB n° 1717, de 17 de julho de 2017); b. por força dos mesmos dispositivos legais, que tais processos “de débito” passem a constar como “exigibilidade suspensa” nos sistemas informáticos da Receita Federal, de forma seja não sejam impedimento à obtenção de imprescindível Certidão Positiva de Débitos com Efeitos de Negativa - CPD-EN, nos termos dos arts. 205 e 206 do CTN, tampouco sejam enviados ao CADIN, conforme art. 7° da Lei n° 10.522/2002; No mérito, que seja revisado e reformado o Acórdão proferido pela DRJ, o qual foi cientificado ao contribuinte, inclusive com realização de imprescindível prévia perícia, mais uma vez justificada e requerida, por prevalência da verdade material no âmbito administrativo, conforme determina o art. 149, IV e VIII do CTN e é o núcleo das Súmulas n°s 346 e 473 do STF. É o relatório. Fl. 295DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 3302-012.501 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.903067/2013-29 Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto condutor consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: Quanto ao conhecimento, à tempestividade e ao mérito do Recurso Voluntário do contribuinte, transcrevo o entendimento majoritário da turma, expresso no voto do relator do acórdão paradigma: Da admissibilidade. Por conter matéria desta E. Turma da 3 a Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais e presentes os requisitos de admissibilidade, conheço do Recurso Voluntário interposto pelo contribuinte. A empresa foi intimada do Acórdão de Impugnação, por via eletrônica, em 02 de setembro de 2020, às e-folhas 222. A empresa ingressou com Recurso Voluntário, em 02 de outubro de 2020, às e-folhas 223. O Recurso Voluntário é tempestivo. Da Controvérsia. Foram alegados os seguintes pontos no Recurso Voluntário: Da necessária homologação da compensação do contribuinte. aplicação da Súmula n° 473 do STF c/c art. 149, IV e VIII do Código Tributário Nacional; Do coque de petróleo; Do tijolo alum, tijolo básico e tijolo si; Do concreto alum; Da argamassa; Do corpo moedor; Da chapa; Da correia transp; Da placa autectic; DA necessidade da aplicação da súmula n° 473 do STF c/c art. 149, IV e VIII do Código Tributário Nacional; Da necessidade de aferição dos fatos por meio de perícia técnica. Passa-se à análise. A ora Recorrente, em 20.12.2012, apresentou o PER/DCOMP n° 42333.36803.201212.1.1.01-4402, com crédito referente ao ressarcimento de R$ 1.009.251,51, transmitido para utilização do saldo credor do IPI apurado no 3° trimestre/2012, com fulcro no art. 11 da Lei n° 9.779/99, sendo referido saldo credor relativo ao estabelecimento n° 10.656.452/0023-95. Sobre o direito aos créditos básicos de IPI, assim dispõe o art. 226, I do Regulamento do IPI de 2010: Art. 226. Os estabelecimentos industriais e os que lhes são equiparados poderão creditar-se (Lei n°4.502, de 1964, art. 25): Fl. 296DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 3302-012.501 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.903067/2013-29 I - do imposto relativo a matéria-prima, produto intermediário e material de embalagem, adquiridos para emprego na industrialização de produtos tributados, incluindo-se, entre as matérias-primas e os produtos intermediários, aqueles que, embora não se integrando ao novo produto, forem consumidos no processo de industrialização, salvo se compreendidos entre os bens do ativo permanente; (...) O Parecer Normativo CST n° 65/79 é um ato normativo expedido por uma autoridade administrativa, nos termos do art. 100, I do CTN, auxilia na determinação do conteúdo e alcance do art. 226, I do RIPI/2010, acerca de quais seriam os insumos que ensejam aproveitamento de créditos do IPI. Em virtude de abordar precisamente os elementos fáticos e pelo seu didatismo, trago o Acórdão de Recurso Voluntário n° 3402-007.295, de Relatoria da ilustre Conselheira Maria Aparecida Martins de Paula, a partir das folhas 06 daquele documento: Parecer Normativo CST n° 65/79 (DOU de 6/11/79) Imposto sobre Produtos Industrializados. 4.18.01.00 - Crédito do imposto - Matérias-primas, Produtos Intermediários e Material de Embalagem. A partir da vigência do RIPI/79, ex vi do inciso I de seu art. 66, geram direito ao crédito ali referido, além dos que se integram ao produto final (matérias-primas e produtos intermediários stricto sensu, e material de embalagem), quaisquer outros bens, desde que não contabilizados pelo contribuinte em seu Ativo Permanente, que sofram, em função de ação exercida diretamente sobre o produto em fabricação, alterações tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas. Inadmissível a retroação de tal entendimento aos fatos ocorridos na vigência do RIPI/72 que continuam a se subsumir ao exposto no PN CSTn° 181/74. Em estudo o inciso I do artigo 66 do Regulamento do Imposto sobre Produtos Industrializados, aprovado pelo Decreto n° 83.263, de 9 de março de 1979 (RIPI/79). O artigo 25 da Lei n° 4.502, de 30 de novembro de 1964, com a redação que lhe foi dada pela alteração 8 a do artigo 2 o do Decreto-lei n° 34, de 18 de novembro de 1966, repetida “ipsis verbis” pelo artigo 1° do Decreto-lei n° 1.136, de 7 de setembro de 1970, dispõe: ‘Art. 25 A importância a recolher será o montante do imposto relativo aos produtos saídos do estabelecimento, em cada mês, diminuindo do montante do imposto relativo aos produtos nele entrados no mesmo período, obedecidas as especificações e normas que o regulamento estabelecer’. Como se vê, trata-se de norma não auto-aplicável, de vez que ficou atribuído ao regulamento especificar os produtos entrados que geram o direito à subtração do montante de IPI a recolher. 3. Diante disto, ressalte-se serem ‘ex nunc’ os efeitos decorrentes da entrada em vigência do inciso I do artigo 66 do RIPI/79, ou seja, usando da atribuição que lhe foi conferida em lei, o novo Regulamento estabeleceu as normas e especificações que a partir daquela data passaram a reger a matéria, não se tratando, como há quem entenda, de disposição interpretativa e, por via de conseqüência, retroativa, somente sendo, portanto, aplicável a norma em análise, a seguir transcrita, aos fatos ocorridos a partir da vigência do RIPI/79: ‘Art. 66 - Os estabelecimentos industriais e os que lhes são equiparados, poderão creditar-se (Lei n° 4.502/64 arts. 25 a 30 e Decreto-lei n° 3.466, art. 2°, alt. 8a): I - do imposto relativo a matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, adquiridos para emprego na industrialização de produtos tributados, incluindo-se, entre as matérias-primas e os produtos intermediários, aqueles que, Fl. 297DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 3302-012.501 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.903067/2013-29 embora não se integrando ao novo produto, forem consumidos no processo de industrialização, salvo se compreendidos entre os bens do ativo permanente.’ 4 - Note- se que o dispositivo está subdividido em duas partes, a primeira referindo- se às matérias-primas, aos produtos intermediários e ao material de embalagem; a segunda relacionada às matérias-primas e aos produtos intermediários que, embora não se integrando ao novo produto, sejam consumidos no processo de industrialização. 4.1 - Observe-se, ainda, que enquanto na primeira parte da norma ‘matérias- primas’ e ‘produtos intermediários’ são empregados ‘stricto sensu’, a segunda usa tais expressões em seu sentido lato: quaisquer bens que, embora não se integrando ao produto em fabricação se consumam na operação de industrialização. 4.2 - Assim, somente geram direito ao crédito os produtos que se integrem ao novo produto fabricado e os que, embora não se integrando, sejam consumidos no processo de fabricação, ficando definitivamente excluídos aqueles que não se integrem nem sejam consumidos na operação de industrialização. 5 - No que diz respeito à primeira parte da norma, que se refere a matérias- primas e produtos intermediários ‘stricto sensu’, ou seja, bem dos quais, através de quaisquer das operações de industrialização enumeradas no Regulamento, resulta diretamente um novo produto, tais como, exemplificadamente, a madeira com relação a um móvel ou o papel com referência a um livro, nada há que se comentar de vez que o direito ao crédito, diferentemente do que ocorre com os referidos na segunda parte, além de não se vincular a qualquer requisito, não sofreu alteração com relação aos dispositivos constantes dos regulamentos anteriores. 6 - Todavia, relativamente aos produtos referidos na segunda parte, matérias- primas e produtos intermediários entendidos em sentido amplo, ou seja, aqueles que embora não sofram as referidas operações são nelas utilizados, se consumindo em virtude do contato físico com o produto em fabricação, tais como lixas, lâminas de serra e catalisadores, além da ressalva de não gerarem o direito se compreendidos no ativo permanente, exige-se uma série de considerações. 6.1 - Há quem entenda, tendo em vista tal ressalva (não gerarem direito ao crédito os produtos compreendidos entre os bens do ativo permanente), que automaticamente gerariam o direito ao crédito os produtos não inseridos naquele grupo de contas, ou seja, que a norma em questão teria adotado como critério distintivo, para efeito de admitir ou não o crédito, o tratamento contábil emprestado ao bem. 6.2- Entretanto, uma simples exegese lógica do dispositivo já demonstra a improcedência do argumento, uma vez que, consoante regra fundamental de lógica formal, de uma premissa negativa (os produtos ativados permanentemente não geram o direito) somente conclui-se por uma negativa, não podendo, portanto, em função de tal premissa, ser afirmativa a conclusão, ou seja, no caso, a de que os bens não ativados permanentemente geram o direito de crédito. (...) 10 - Resume-se, portanto, o problema na determinação do que se deve entender como produtos ‘que embora não se integrando no novo produto, forem consumidos, no processo de industrialização’, para efeito de reconhecimento ou não do direito ao crédito. 10.1 - Como o texto fala em ‘incluindo-se entre as matérias primas e os produtos intermediários’, é evidente que tais bens hão de guardar semelhança com as matérias- primas e os produtos intermediários ‘stricto sensu’, semelhança esta que reside no fato de exercerem na operação de industrialização função análoga a destes, ou seja, se consumirem em decorrência de um contato físico, ou melhor Fl. 298DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 7 do Acórdão n.º 3302-012.501 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.903067/2013-29 dizendo, de uma ação diretamente exercida sobre o produto de fabricação, ou por este diretamente sofrida. 10.2 - A expressão ‘consumidos’ sobretudo levando-se em conta que as restrições ‘imediata e integralmente’, constantes do dispositivo correspondente do Regulamento anterior, foram omitidas, há de ser entendida em sentido amplo, abrangendo, exemplificativamente, o desgaste, o desbaste, o dano e a perda de propriedades físicas ou químicas, desde que decorrentes de ação direta do insumo sobre o produto em fabricação, ou deste sobre o insumo. (...) 11 - Em resumo, geram o direito ao crédito, além dos que se integram ao produto final (matérias-primas e produtos intermediários, “stricto senso”, material de embalagens), quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação; ou vice-versa, proveniente de ação exercida diretamente pelo bem em industrialização, desde que não devam, em face dos princípios contábeis geralmente aceitos, ser incluídos no ativo permanente. Ao que se observa do Parecer Normativo CST n° 65/79, a partir da vigência do RIPI/1979, o conceito de insumo para fins de creditamento do IPI foi alterado, não se exigindo mais que o consumo se desse "imediata e integralmente" 4 no processo de industrialização, ou seja, o consumo do bem pode se dar após vários ciclos produtivos; e de outra parte, impedindo o creditamento aos bens classificados no Ativo Permanente. 5 A decisão proferida no Resp 1.075.508/SC, submetido à sistemática de que trata o artigo 543-C do CPC/73, cujos termos vincula este Colegiado, acolhe a tese, veiculada pelo Parecer Normativo CST n° 65/79, do contato físico e do desgaste direto em contraposição ao desgaste apenas indireto, tendo sido assim ementada: EMENTA PROCESSO CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543-C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. IPI. CREDITAMENTO. AQUISIÇÃO DE BENS DESTINADOS AO ATIVO IMOBILIZADO E AO USO E CONSUMO. IMPOSSIBILIDADE. RATIO ESSENDI DOS DECRETOS 4.544/2002 E 2.637/98. A aquisição de bens que integram o ativo permanente da empresa ou de insumos que não se incorporam ao produto final ou cujo desgaste não ocorra de forma imediata e integral durante o processo de industrialização não gera direito a creditamento de IPI, consoante a ratio essendi do artigo 164, I, do Decreto 4.544/2002 (Precedentes das Turmas de Direito Público: AgRg no REsp 1.082.522/SP, Rel.Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, julgado em 16.12.2008, DJe 04.02.2009; AgRg no REsp 1.063.630/RJ, Rel. Ministro Francisco Falcão, Primeira Turma, julgado em 16.09.2008, DJe 29.09.2008; REsp 886.249/SC, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 18.09.2007, DJ 15.10.2007; REsp 608.181/SC, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, Primeira Turma, julgado em 06.10.2005, DJ 27.03.2006; e REsp 497.187/SC, Rel. Ministro Franciulli Netto, Segunda Turma, julgado em 17.06.2003, DJ 08.09.2003). Deveras, o artigo 164, I, do Decreto 4.544/2002 (assim como o artigo 147, I, do revogado Decreto 2.637/98), determina que os estabelecimentos industriais (e os que lhes são equiparados), entre outras hipóteses, podem creditar-se do imposto relativo a matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, adquiridos para emprego na industrialização de produtos tributados, incluindo-se ‘aqueles que, embora não se integrando ao novo produto, forem consumidos no processo de industrialização, salvo se compreendidos entre os bens do ativo permanente’. Fl. 299DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 8 do Acórdão n.º 3302-012.501 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.903067/2013-29 In casu, consoante assente na instância ordinária, cuida-se de estabelecimento industrial que adquire produtos ‘que não são consumidos no processo de industrialização (...), mas que são componentes do maquinário (bem do ativo permanente) que sofrem o desgaste indireto no processo produtivo e cujo preço já integra a planilha de custos do produto final’, razão pela qual não há direito ao creditamento do IPI. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. [negritei] (Grifo e negrito próprios do original) No caso, a fiscalização sustentou as glosas de créditos nas aquisições de materiais refratários pelo não enquadramento no conceito de assemelhados a produtos intermediários para fins de creditamento de IPI (Parecer Normativo CST n° 65/79), conforme Relatório Fiscal. O Recorrente, já na Manifestação de Inconformidade, apresentou Laudo Técnico, a partir das e-folhas 101. Do próprio Laudo Técnico acostado pelo Recorrente à Manifestação de Inconformidade, extrai-se que: - Do coque de petróleo: A Manifestação de Inconformidade traz a seguinte alegação às folhas 08 daquele documento: 1) o produto COQUE DE PETRÓLEO, cujas aquisições pela Impugnante gerou crédito de IPI no montante de R$ 1.380.143,58, corresponde mais de 78,41% dos créditos glosados e é utilizado na industrialização de cimento (produto tributado à alíquota zero e se desgasta direta e imediatamente no processo produtivo), conforme Laudo Técnico n° 115 6562-205 (doc. anexo); Desconsideração do coque de petróleo como matéria-prima ou produto intermediário na fabricação do cimento, tendo se entendido que o mesmo é mero combustível utilizado na geração de energia térmica. - Do tijolo alum, tijolo básico e tijolo si (e-folhas 107): TIJOLO ALUM. Cl (288927) TIJOLO BÁSICO (295208) TIJOLO BÁSICO (455103) TIJOLO BÁSICO (455108) TIJOLO BAS; MAG (445231) TIJOLO BAS; MAGN (445227) TIJOLO ALUM. C2 (288853) Os tijolos citados acima, 5.7 a 5.13, são utilizados como elementos protetores da estrutura do forno, sendo que são parcialmente consumidos na fabricação do clinquer em função do atrito e alta temperatura. Esses elementos são substituídos em intervalos não necessariamente periódicos. Atualmente esse intervalo é de aproximadamente 8 meses. Não sofrem o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação. - Do concreto alum (e-folhas 106): CONCRETO ALUM (377846) Fl. 300DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 9 do Acórdão n.º 3302-012.501 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.903067/2013-29 CONCRETO ALUM (288146) CONCRETO SIC SU (376472) O material acima, 5.1 a 5.3, é utilizado para revestimento de regiões quentes do forno de clinquer e torre de ciclones. O material é aplicado em média a cada 8 meses. Não sofrem o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação. - Da argamassa (e-folhas 107): ARGAMASSA ALUM (146432) ARGAMASSA SIL-A (214001) ARGAMASSA BASIC (455132) Os materiais citados acima, 5.14 a 5.16, são utilizados para assentamento dos tijolos refratários quando instalados no forno de clinquer. Sua função principal é corrigir os desníveis presentes nas peças de refratário ou casco do forno. Não sofrem o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação. - Do corpo moedor (e-folhas 106): CORPO MOEDOR; D (343023) CORPO MOEDOR; D (342918) CORPO MOEDOR; M (343037) Estes materiais, 4.1 a 4.3, possuem reposição mensal de acordo com medições de volume ocupado dentro do moinho, e que equivalem a 2 ton. Não sofrem o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação. - Da chapa: O Recurso Voluntário traz a seguinte alegação às folhas 18: Observando trecho do Laudo Técnico é possível verificar que: 6.2 CHAPA ESP 3733002301 HAVER&BOECKER (283870) O item 6.1 são telas que compõem a peneira da ensacadeira. A sua função é não deixar passar corpo com alta granulometria para não entupir os bicos. A cada 8 meses fazemos a sua troca em função do desgaste da passagem do material. Os itens 6.2 e 6.3 são as chapas de encosto e mangotes dos bicos, que também sofrem desgastes durante a expulsão dos sacos após atingir o seu peso. A cada 6 meses sofrem substituição, bem como o item 6.4 responsável pelo acionamento das duas correias transportadoras da “camara” de limpeza dos sacos cheios. Demais itens (6.5 a 6.9) são correias transportadoras que transportam os sacos de cimento ao sair da Ensacadeira até a Paletizadora. Elas sofrem desgastes pela abrasão do saco de papel e a borracha durante o transporte. Com frequência media de troca de 7 meses, variando em função da posição ou caso de quebra por algum acidente. Não sofrem o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação. Fl. 301DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 10 do Acórdão n.º 3302-012.501 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.903067/2013-29 - Da correia transp (e-folhas 104): O item acima citado, corresponde a correia de transporte de material advindo do britador primário que é levado para a pilha pulmão de material bruto. O desgaste das correias também ocorre em função do contato direto entre material transportado e superfície das mesmas. A substituição ocorre sob demanda a partir de avalição técnica, ou anomalia indesejada. Não sofrem o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação. - Da placa eutectic: O Recurso Voluntário traz a seguinte alegação às folhas 19: Observando trecho do Laudo Técnico é possível verificar que: 5.2 PLACA EUTECTIC/CDP 4666 0604 (374253) O item 5.2 acima são placas que revestem a calha de entrada. Elas são placas especiais para desgaste por sofrer altíssima abrasão e choque na queda dos materiais durante a alimentação constante do moinho. Observando trecho do Laudo Técnico é possível verificar que: 5.2 PLACA EUTECTIC/CDP 4666 0604 (374253) O item 5.2 acima são placas que revestem a calha de entrada. Elas são placas especiais para desgaste por sofrer altíssima abrasão e choque na queda dos materiais durante a alimentação constante do moinho. Não sofrem o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação. Sendo assim, conheço do Recurso Voluntário e nego provimento ao recurso do contribuinte. Quanto à conversão do julgamento em diligência, transcrevo o entendimento majoritário da turma, expresso no voto vencedor do redator designado do acórdão paradigma: Com a devida vênia, divirjo quanto à proposta de conversão do julgamento em diligência. Importante ressaltar inicialmente que se analisa o conceito de matéria-prima, produto intermediário e material de embalagem no contexto do IPI, tributo para o qual tais definições foram há muito assentadas, a exemplo dos Pareceres Normativos CST nº 181/1974 e nº 65/1979. Por meio das referidas normas, ficou definido que partes e peças de máquinas não se confundem com as matérias-primas ou produtos intermediários. E, considerada essa exclusão, para além da matéria-prima, do produto intermediário stricto sensu e do material de embalagem, geram direito a crédito outros bens, desde que não contabilizados no ativo permanente e que sofram, em função de ação exercida diretamente sobre o produto em fabricação, alterações tais como o desgaste, dano ou perda de propriedades físicas ou químicas, desde que não sejam partes e peças de máquinas. O segundo aspecto a se considerar é que se analisa os bens passíveis de serem classificados como insumo para a industrialização do cimento. Fl. 302DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 11 do Acórdão n.º 3302-012.501 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.903067/2013-29 Partindo dessas premissas, entendo por desnecessária a conversão do julgamento em diligência, haja vista que os produtos submetidos à apreciação pelo Colegiado estão adequadamente identificados e descritos nos autos. Resta-nos realizar uma discussão conceitual a partir das informações existentes, e suficientes, como realizado no julgamento de primeira instância. Portanto, rejeito a proposta de conversão do julgamento em diligência. CONCLUSÃO Importa registrar que, nos autos em exame, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de sorte que as razões de decidir nela consignadas são aqui adotadas, não obstante os dados específicos do processo paradigma citados neste voto. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduz-se o decidido no acórdão paradigma, no sentido de afastar a diligência. (documento assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho – Presidente Redator Fl. 303DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 15504.723875/2011-41
Data da sessão: Thu Jul 26 00:00:00 UTC 2018
Numero da decisão: 1201-000.525
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator.
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Resolvem os membros do colegiado, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Eva Maria Los Presidente em Exercício (assinado digitalmente) José Carlos de Assis Guimarães Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jose Carlos de Assis Guimarães, Leonam Rocha de Medeiros (suplente convocado em substituição ao conselheiro Luis Fabiano Alves Penteado), Paulo Cezar Fernandes de Aguiar, Rafael Gasparello Lima, Gisele Barra Bossa, Luis Henrique Marotti Toselli, Lizandro Rodrigues de Sousa (suplente convocado em substituição à conselheira Ester Marques Lins de Sousa ) e Eva Maria Los (Presidente em Exercício). Ausentes, justificadamente, os conselheiros Ester Marques Lins de Sousa e Luis Fabiano Alves Penteado. RELATÓRIO SIMINSTITUTO DE GESTÃO FISCAL recorre a este Conselho com fulcro no art. 33 do Decreto nº 70.235, de 1972, objetivando a reforma do acórdão nº 0237.230, de 30/01/2012, da 2ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Belo Horizonte (MG), que julgou improcedente a impugnação para: (i), em preliminar, rejeitar as nulidades invocadas pela defesa, confirmar o Ato Declaratório DRF/BHE nº 60, de 2011, que suspendeu a isenção do SIM INSTITUTO DE GESTÃO FISCAL e confirmar como responsáveis, RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 55 04 .7 23 87 5/ 20 11 -4 1 Fl. 4725DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.0322.16192.1AOD. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 15504.723875/201141 Resolução nº 1201000.525 S1C2T1 Fl. 4.726 2 solidariamente e pessoalmente, pelo crédito tributário lançado todas as pessoas arroladas nos Termos de Sujeição Passiva solidária; e (ii), no mérito, indeferir o pedido de perícia e manter integralmente o crédito tributário exigido, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Por bem sintetizar o litígio até aquela fase, adoto o "Resumo da Lide", constante do Acórdão ao norte mencionado, completandoo ao final: Cuida o presente processo administrativo fiscal da suspensão da isenção tributária prevista no art. 15, da Lei nº 9.532, de 10 de dezembro de 1997, do Contribuinte, acima qualificado, conforme consta do Ato Declaratório Executivo DRF/BH nº 60, de 31 de março de 2011. Por sua vez, como decorrência direta desse ato, foram lavrados os Autos de Infração do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica – IRPJ e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL. A ação fiscal resultou também na lavratura do Auto de Infração, exigindo o Imposto de Renda na Fonte – IRRF, determinado pela alíquota de 35% (trinta e cinco por cento) incidente sobre pagamentos a beneficiários não identificados ou sem causa. Também no processo administrativo fiscal de nº 15504.723876/2011 95, constam os lançamentos da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social – COFINS, e da Contribuição para o Programa de Integração Social – PIS/Pasep, cuja lide restou apreciada pelo Acórdão DRJ/BHE nº 02037.231, de 30 de janeiro de 2012. As multas de ofício aplicadas foram qualificadas, no percentual de 150%, com base no art. 957, II, do RIR/1999 (cuja matriz legal é o art. 44, da Lei nº 9.430, de 1996), porque a Fiscalização entendeu que a conduta do Contribuinte, notadamente, de se “auto transformar” numa entidade isenta do IRPJ e contribuições, como forma de evitar o pagamento dos tributos devidos e beneficiar os sócios que se transformaram nos fundadores da suposta entidade isenta (fatos pormenorizadamente descritos no TVCF), caracterizou o evidente intuito de fraude, como definido na Lei nº 4.502, de 1964, arts. 71 a 73. Em relação a um dos aspectos formais do lançamento, mormente no que diz respeito à identificação do sujeito passivo da obrigação tributária (art. 142 do CTN), a Fiscalização, além da pessoa jurídica do próprio Contribuinte, o SIM – INSTITUTO DE GESTÃO FISCAL, normalmente identificado na primeira folha dos Autos de Infração, arrolou ou identificou como responsáveis solidários pelo crédito tributário lançado, mediante os correspondentes Termos de Sujeição Passiva Solidária (documentos de fls. 2556/2605) os Srs. Nilton de Aquino Andrade, Sinval Drummond Andrade, Nelson Batista de Almeida, Cleide Maria de Alvarenga Andrade, Luciane Veiga Borges de Almeida, Adriana Gonçalves de Assis Andrade, Leide Luiza de Castro Moreira Andrade, João Bosco Drummond Lage Andrade, Gilberto Batista de Almeida e Thales Batista de Almeida. Discordando da suspensão da isenção e dos lançamentos que sobrevieram, o Contribuinte apresentou argumentos de defesa, onde Fl. 4726DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.0322.16192.1AOD. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 15504.723875/201141 Resolução nº 1201000.525 S1C2T1 Fl. 4.727 3 defende o seu direito ao benefício fiscal suspenso e combate as infrações ou irregularidades que o Fisco lhe imputou. As pessoas físicas arroladas como responsáveis pelo crédito tributário lançado também apresentaram defesa. Sintetizando, destacamse as seguintes alegações ou pontos da defesa: (i) é nulo o ADE nº 60, de 2011, por abuso de autoridade, porque exarado por autoridade incompetente, segundo a Portaria SRF nº 1.398, de 2002; (ii) os artigos 12 a 14 da Lei nº 9.532, de 1997, não podem ser invocados como fundamento para suspensão de isenção, mas somente por dispositivo de lei complementar; (iii) alega nulidade dos Autos de Infração, por incapacidade absoluta do Agente do Fisco, já que auditoria contábil é privativa de contadores; (iv) no mérito, sustenta que não estava obrigado a escriturar o LALUR e a base de cálculo do IRPJ e da CSLL jamais poderia ter sido determinada com base no superávit apurado pelo contribuinte no período fiscalizado; (v) esclarece que as receitas da entidade são aquelas previstas no seu estatuto social; (vi) nega o caráter empresarial da entidade que o Fisco lhe imputou; (vii) aduz que os serviços prestados pelas empresas com fins lucrativos, nas quais os associados fundadores tem participação, foram efetivamente prestados, necessários e o preço cobrado foi o de mercado; (viii) alega que o fundamento legal utilizado para glosa de despesas não comprovadas não se subsume ao fato apresentado; (ix) combate as glosas de despesas efetuadas; (x) argumenta que todos os serviços contratados representaram menos de 32% de toda a receita da entidade; (xi) a apuração do lucro real se deu de forma trimestral, não se levando em conta o prejuízo contábil ou déficit do período anterior; (xii) no ano de 2006, o lucro trimestral é prejudicial ao contribuinte, na medida em que durante todo o ano ele sofrera prejuízo; (xiii) no quarto trimestre de 2007, o valor da infração não foi de R$ 3.314.081,62, mas o valor tributado deveria ser de R$ 1.946.605,67, sob pena de bis in idem nesta competência; (xiv) tomouse com base de cálculo da CSLL, em setembro de 2006, o valor de R$ 1.061.758,32, e não o de R$ 789.000,00, como no IRPJ; (xv) a tributação de 35% na fonte sobre as verbas ocorre duplamente, pois tais valores foram tributados no IRPJ e na CSLL; Fl. 4727DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.0322.16192.1AOD. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 15504.723875/201141 Resolução nº 1201000.525 S1C2T1 Fl. 4.728 4 (xvi) combate a base de cálculo do IRRF e o seu fundamento legal, art. 61 da Lei nº 8.981, de 1995; (xvii) alega que não há razão jurídica plausível para a multa de 150%; (xviii) defende que a falta de recolhimento somente admite a multa de mora; (xix) alega a improcedência dos juros de mora pela Taxa Selic; (xx) requer perícia; e (xxi) as pessoas arroladas como responsáveis pelo crédito lançado combatem tal imputação. Diante da decisão de primeira instância, foi oposto o Recurso Voluntário (fls. 4.625/4.694), ora sob apreço, trazendo as mesmas alegações de seu primeiro apelo, fazendo alusão específica aos argumentos do Acórdão recorrido, com o fito de demonstrar sua necessidade de reforma, nos seguintes termos: Em 23/04/2012, a recorrente solicita a juntada dos documentos de fls. 4.704/4.722, verbis: Fl. 4728DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.0322.16192.1AOD. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 15504.723875/201141 Resolução nº 1201000.525 S1C2T1 Fl. 4.729 5 Em virtude da devolução do presente processo que se encontrava na 1ª Turma da 4ª Câmara da 1ª Seção do CARF pelo relator, em face da renúncia do mandato, os autos foram sorteados no âmbito desta Turma e encaminhados para este Conselheiro relatar e votar. É o relatório. VOTO Conselheiro José Carlos de Assis Guimarães, Relator. O recurso apresentado pelo SIM INSTITUTO DE GESTÃO FISCAL é tempestivo e pode ser conhecido. Porém, da análise das peças que compõem os autos, verificase que os responsáveis solidários constantes dos Termos de Sujeição Passiva Solidária de fls. 2.556 e seguintes, não foram intimados da decisão de primeira instância para a apresentação do recurso voluntário ou, se foram, não consta o Termo de Intimação e o AR correspondente no processo. A ausência de intimação dos responsáveis solidários da decisão de primeira instância é vício que precisa ser saneado para garantir a esses o direito à ampla defesa e ao contraditório. Isso posto, voto pela remessa dos autos à unidade de origem para que seja dada ciência da decisão de primeira instância aos responsáveis solidários, com oferecimento de prazo de defesa para que apresentem recurso voluntário se assim o desejar. É como voto. (assinado digitalmente) José Carlos de Assis Guimarães Fl. 4729DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.0322.16192.1AOD. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por JOSE CARLOS DE ASSIS GUIMARAES em 21/08/2018 22:58:00. Documento autenticado digitalmente por JOSE CARLOS DE ASSIS GUIMARAES em 21/08/2018. Documento assinado digitalmente por: EVA MARIA LOS em 05/09/2018 e JOSE CARLOS DE ASSIS GUIMARAES em 21/08/2018. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 17/03/2022. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP17.0322.16192.1AOD Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha2: B1AA589BB60DD2B0B2653E6C333235E81C23169045F884ED23CB19F3D0BF76F9 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 15504.723875/2011-41. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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