Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,087)
- Segunda Turma Ordinária d (18,060)
- Primeira Turma Ordinária (16,521)
- Primeira Turma Ordinária (16,450)
- Primeira Turma Ordinária (16,356)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,296)
- Segunda Turma Ordinária d (16,086)
- Segunda Turma Ordinária d (14,557)
- Primeira Turma Ordinária (13,115)
- Primeira Turma Ordinária (12,614)
- Segunda Turma Ordinária d (12,545)
- Primeira Turma Ordinária (11,521)
- Quarta Câmara (11,514)
- Quarta Câmara (85,953)
- Terceira Câmara (68,506)
- Segunda Câmara (57,351)
- Primeira Câmara (21,646)
- 3ª SEÇÃO (16,296)
- 2ª SEÇÃO (11,359)
- 1ª SEÇÃO (6,889)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (128,647)
- Segunda Seção de Julgamen (116,088)
- Primeira Seção de Julgame (77,943)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,140)
- Terceiro Conselho de Cont (25,980)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,432)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,612)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,273)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,201)
- HELCIO LAFETA REIS (3,911)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,937)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,875)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,769)
- WILDERSON BOTTO (2,683)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,961)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,477)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,673)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2026 (16,299)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2026 (20,523)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10930.006349/2002-88
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu May 24 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Período de apuração: 01/01/1999 a 31/03/1999, 01/04/1999 a 30/06/1999, 01/01/2000 a 31/03/2000, 01/04/2000 a 30/06/2000, 01/07/2000 a 30/09/2000, 01/10/2000 a 31/12/2000, 01/01/2001 a 31/03/2001, 01/04/2001 a 30/06/2001, 01/07/2001 a 30/09/2001, 01/10/2001 a 31/12/2001, 01/01/2002 a 31/03/2002, 01/04/2002 a 30/06/2002, 01/07/2002 a 30/09/2002
CRÉDITO BÁSICO DE IPI. RESSARCIMENTO.INSUMO. ENERGIA
ELÉTRICA.
O direito ao crédito básico de IPI restringe-se às aquições tributadas de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem utilizados no processo produtivo e consumidos a partir de contato direto com o produto em fabricação, não alcançando, por conseguinte, os gastos com energia elétrica, operações essas não sujeitas à incidência do imposto.
ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/01/1999 a 31/03/1999, 01/04/1999 a 30/06/1999, 01/01/2000 a 31/03/2000, 01/04/2000 a 30/06/2000, 01/07/2000 a 30/09/2000, 01/10/2000 a 31/12/2000, 01/01/2001 a 31/03/2001, 01/04/2001 a 30/06/2001, 01/07/2001 a 30/09/2001, 01/10/2001 a 31/12/2001, 01/01/2002 a 31/03/2002, 01/04/2002 a 30/06/2002, 01/07/2002 a 30/09/2002
RECURSOS REPETITIVOS (REsp 1.134.903).
Consoante o art. 62-A do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (RI/CARF), aprovado pela Portaria MF nº 256/2009, as decisões definitivas de mérito proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) na sistemática prevista no art. 543-C da Lei nº 5.869/1973 (Código de Processo Civil) devem ser reproduzidas nos julgamentos do CARF.
Numero da decisão: 3803-003.053
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: HELCIO LAFETA REIS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Feb 25 09:00:02 UTC 2023
anomes_sessao_s : 201205
ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/01/1999 a 31/03/1999, 01/04/1999 a 30/06/1999, 01/01/2000 a 31/03/2000, 01/04/2000 a 30/06/2000, 01/07/2000 a 30/09/2000, 01/10/2000 a 31/12/2000, 01/01/2001 a 31/03/2001, 01/04/2001 a 30/06/2001, 01/07/2001 a 30/09/2001, 01/10/2001 a 31/12/2001, 01/01/2002 a 31/03/2002, 01/04/2002 a 30/06/2002, 01/07/2002 a 30/09/2002 CRÉDITO BÁSICO DE IPI. RESSARCIMENTO.INSUMO. ENERGIA ELÉTRICA. O direito ao crédito básico de IPI restringe-se às aquições tributadas de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem utilizados no processo produtivo e consumidos a partir de contato direto com o produto em fabricação, não alcançando, por conseguinte, os gastos com energia elétrica, operações essas não sujeitas à incidência do imposto. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/1999 a 31/03/1999, 01/04/1999 a 30/06/1999, 01/01/2000 a 31/03/2000, 01/04/2000 a 30/06/2000, 01/07/2000 a 30/09/2000, 01/10/2000 a 31/12/2000, 01/01/2001 a 31/03/2001, 01/04/2001 a 30/06/2001, 01/07/2001 a 30/09/2001, 01/10/2001 a 31/12/2001, 01/01/2002 a 31/03/2002, 01/04/2002 a 30/06/2002, 01/07/2002 a 30/09/2002 RECURSOS REPETITIVOS (REsp 1.134.903). Consoante o art. 62-A do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (RI/CARF), aprovado pela Portaria MF nº 256/2009, as decisões definitivas de mérito proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) na sistemática prevista no art. 543-C da Lei nº 5.869/1973 (Código de Processo Civil) devem ser reproduzidas nos julgamentos do CARF.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
numero_processo_s : 10930.006349/2002-88
conteudo_id_s : 6776193
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Feb 24 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 3803-003.053
nome_arquivo_s : 380303053_10930006349200288_201205.pdf
nome_relator_s : HELCIO LAFETA REIS
nome_arquivo_pdf_s : 10930006349200288_6776193.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Thu May 24 00:00:00 UTC 2012
id : 4863833
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:31:03 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290045143121920
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-12-12T11:41:17Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2019-12-12T11:41:17Z; Last-Modified: 2019-12-12T11:41:17Z; dcterms:modified: 2019-12-12T11:41:17Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:f1a8b5f7-19eb-4e8b-8642-62512f1dcdb0; Last-Save-Date: 2019-12-12T11:41:17Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-12-12T11:41:17Z; meta:save-date: 2019-12-12T11:41:17Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-12-12T11:41:17Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2019-12-12T11:41:17Z; created: 2019-12-12T11:41:17Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2019-12-12T11:41:17Z; pdf:charsPerPage: 2384; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:created: 2019-12-12T11:41:17Z | Conteúdo => S3TE03 Fl. 1 1 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10930.006349/200288 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 380303.053 – 3ª Turma Especial Sessão de 24 de maio de 2012 Matéria IPI RESSARCIMENTO Recorrente POLIMAN INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MÓVEIS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/1999 a 31/03/1999, 01/04/1999 a 30/06/1999, 01/01/2000 a 31/03/2000, 01/04/2000 a 30/06/2000, 01/07/2000 a 30/09/2000, 01/10/2000 a 31/12/2000, 01/01/2001 a 31/03/2001, 01/04/2001 a 30/06/2001, 01/07/2001 a 30/09/2001, 01/10/2001 a 31/12/2001, 01/01/2002 a 31/03/2002, 01/04/2002 a 30/06/2002, 01/07/2002 a 30/09/2002 CRÉDITO BÁSICO DE IPI. RESSARCIMENTO.INSUMO. ENERGIA ELÉTRICA. O direito ao crédito básico de IPI restringese às aquições tributadas de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem utilizados no processo produtivo e consumidos a partir de contato direto com o produto em fabricação, não alcançando, por conseguinte, os gastos com energia elétrica, operações essas não sujeitas à incidência do imposto. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/1999 a 31/03/1999, 01/04/1999 a 30/06/1999, 01/01/2000 a 31/03/2000, 01/04/2000 a 30/06/2000, 01/07/2000 a 30/09/2000, 01/10/2000 a 31/12/2000, 01/01/2001 a 31/03/2001, 01/04/2001 a 30/06/2001, 01/07/2001 a 30/09/2001, 01/10/2001 a 31/12/2001, 01/01/2002 a 31/03/2002, 01/04/2002 a 30/06/2002, 01/07/2002 a 30/09/2002 RECURSOS REPETITIVOS (REsp 1.134.903). Consoante o art. 62A do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (RI/CARF), aprovado pela Portaria MF nº 256/2009, as decisões definitivas de mérito proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) na sistemática prevista no art. 543C da Lei nº 5.869/1973 (Código de Processo Civil) devem ser reproduzidas nos julgamentos do CARF. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 107DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 27/05/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/05/2012 por HELCIO LAFETA REIS 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, Jorge Victor Rodrigues e João Alfredo Eduão Ferreira. Ausente o conselheiro Juliano Eduardo Lirani. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto em face de decisão da DRJ Ribeirão Preto/SP (fls. 68 a 71) que não reconheceu o direito creditório pleiteado pelo contribuinte, no total de R$ 29.656,90, consistente em 13 (treze) Pedidos de Ressarcimento de créditos básicos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) relativos a gastos com energia elétrica (fls. 1 a 13). A repartição de origem emitiu parecer e despacho decisório (fls. 57 a 59) julgando improcedentes os pedidos e não reconhecendo, por conseguinte, o direito creditório, considerando, com base nos artigos 82, 147 e 164 do RIPI/1982, RIPI/1998 e RIPI/2002 respectivamente, bem como no Parecer CST nº 65/1979, que a energia elétrica não é insumo que gere direito a crédito básico de IPI, mesmo que consumida no processo produtivo da sociedade industrial. Ciente da decisão, o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade (fls. 63 e 66) e requereu o deferimento dos seus pedidos, alegando ofensa ao princípio da legalidade, pois o Parcer CST nº 65/1979 estipulou um requisito inexistente no Regulamento do IPI, o que seria vedado, tendo em vista que parecer não pode introduzir normas no sistema jurídico. Segundo o contribuinte, a energia elétrica é fundamental no processo de fabricação de móveis e, embora não se integrando ao produto final, é indispensável nas várias etapas do processo produtivo. Referiuse, ainda, o contribuinte, ao § 1º do art. 1º da Lei nº 10.276/2001, que versa sobre o crédito presumido de IPI, que autoriza o creditamento decorrente do consumo de energia elétrica. A DRJ Ribeirão Preto/SP julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade (fls. 68 a 71), considerando que o caso sob análise não se refere a pedido de ressarcimento de crédito presumido de IPI relativo à recuperação de PIS e de Cofins incidentes nas aquisições de insumos aplicados na industrialização e que a energia elétrica não é tributada pelo IPI, em razão do que não gera direito ao creditamento. O acórdão da DRJ foi assim ementado: Fl. 108DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 27/05/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/05/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10930.006349/200288 Acórdão n.º 380303.053 S3TE03 Fl. 2 3 ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/1999 a 30/09/2002 DIREITO AO CRÉDITO BÁSICO. ENERGIA ELÉTRICA. É inadmissível, por total ausência de previsão legal, a apropriação, na escrita fiscal do sujeito passivo, de créditos do imposto alusivos a energia elétrica, tanto porque não é considerada produto intermediário pela legislação aplicável, por não existir imposto cobrado na operação anterior, na medida que ela não é tributada pelo IPI. Irresignado, o contribuinte recorre a este Conselho e reitera seu pedido, repisando os mesmos argumento de defesa. É o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis O recurso é tempestivo, atende as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Conforme consta dos pedidos de ressarcimento de IPI (fls. 1 a 13) e da Planilha de Recuperação do IPI sobre Energia Elétrica elaborada pelo contribuinte (fl. 18), ele pretende obter o ressarcimento do IPI a partir da aplicação da alíquota de 10% sobre o valor da fatura de energia elétrica. Não se trata, conforme já havia apontado a autoridade julgadora a quo, de pedido de ressarcimento de crédito presumido do IPI, mas de crédito básico do imposto que, no entendimento do Recorrente, seria calculado sobre o gasto de energia elétrica, em razão de sua imprescindibilidade no processo de industrialização. Não se pode perder de vista que a operação de venda de energia elétrica não é fato gerador do IPI, em razão do que inexiste tributação que possa ser recuperada na sistemática da não cumulatividade. A não cumulatividade é uma técnica de tributação do IPI determinada expressamente pelo art. 153, § 3º, II, da Constituição Federal de 1988, que se destina “a impedir que as incidências sucessivas nas diversas operações da cadeia econômica de um produto impliquem um ônus tributário muito elevado, decorrente da múltipla tributação da mesma base econômica”, ou seja, visa a não onerar a produção em cascata com a exigência do imposto nas diversas etapas da cadeia produtiva1. 1 PAULSEN, Leandro. Direito tributário: constituição e código tributário à luz da doutrina e da jurisprudência. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2008, p. 316. Fl. 109DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 27/05/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/05/2012 por HELCIO LAFETA REIS 4 Dessa forma, quando se adquire um produto que não se submeteu à tributação do imposto, como a energia elétrica, não há que se falar em direito de crédito, pois nenhum imposto foi exigido na operação. Conforme consta do REsp nº 1.134.903, cujo julgamento se deu na sistemática dos recursos repetitivos, a “aquisição de matériaprima e/ou insumo não tributados ou sujeitos à alíquota zero, utilizados na industrialização de produto tributado pelo IPI, não enseja direito ao creditamento do tributo pago na saída do estabelecimento industrial, exegese que se coaduna com o princípio constitucional da nãocumulatividade”. “É que a compensação, à luz do princípio constitucional da não cumulatividade (erigido pelo artigo 153, § 3º, inciso II, da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988), darseá somente com o que foi anteriormente cobrado, sendo certo que nada há a compensar se nada foi cobrado na operação anterior” (REsp 1.134.903). Por força do disposto no art. 62A, caput, do Regimento Interno do CARF, as decisões definitivas de mérito proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) na sistemática do art. 543C do Código de Processo Civil (recursos repetitivos) devem ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Referida matéria (creditamento relativo a aquisições de produtos não tributados) encontrase pendente de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) – RE 590.809 –, tendo sido reconhecida a existência de repercussão geral, mas não se determinou o sobrestamento dos processos versando sobre a mesma questão que estivessem em andamento, em razão do que, por força do contido no § 1º do art.1º e no art. 4º da Portaria CARF nº 001, de 3 de janeiro de 2012, em que se determina que, nos casos da espécie, inexistindo determinação do STF no sentido de sobrestar todos os processos em andamento que versem sobre a matéria, eles devem ser submetidos a julgamento, não se lhes aplicando o sobrestamento. Diante do exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. É como voto. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis – Relator Fl. 110DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 27/05/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/05/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10930.006349/200288 Acórdão n.º 380303.053 S3TE03 Fl. 3 5 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 10930.006349/200288 Interessada: POLIMAN INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MÓVEIS LTDA. Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 380303.053, de 24 de maio de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 24 de maio de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 111DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 27/05/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/05/2012 por HELCIO LAFETA REIS
score : 1.0
Numero do processo: 13707.000595/2002-68
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Oct 16 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Thu Oct 16 00:00:00 UTC 2008
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE — SIMPLES
Exercício: 1999
SIMPLES - OPÇÃO - DÉBITOS JUNTO À PGFN.
Sendo atendido o requisito de comprovação de regularização das
obrigações tributárias junto à Divida Ativa da União e não
restando outro impedimento, o contribuinte adquire do direito de
admissão no Sistema Integrado de Pagamentos de Impostos e
Contribuições - SIMPLES, a partir do 10 dia do exercício
subseqüente à data da regularização.
INCLUSÃO RETROATIVA.
Comprovada a intenção do contribuinte em aderir ao sistema, a
opção há que ser retificada de oficio, nos termos do Ato
Declaratório Interpretativo SRF n°. 16/02.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE
Numero da decisão: 303-35.739
Decisão: ACORDAM os membros da terceira câmara do terceiro conselho de
contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento parcial para incluir a empresa no Simples a partir de 01/01/2002, nos termos do voto do relator.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: NILTON LUIZ BARTOLI
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Sat Feb 25 09:00:02 UTC 2023
anomes_sessao_s : 200810
ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE — SIMPLES Exercício: 1999 SIMPLES - OPÇÃO - DÉBITOS JUNTO À PGFN. Sendo atendido o requisito de comprovação de regularização das obrigações tributárias junto à Divida Ativa da União e não restando outro impedimento, o contribuinte adquire do direito de admissão no Sistema Integrado de Pagamentos de Impostos e Contribuições - SIMPLES, a partir do 10 dia do exercício subseqüente à data da regularização. INCLUSÃO RETROATIVA. Comprovada a intenção do contribuinte em aderir ao sistema, a opção há que ser retificada de oficio, nos termos do Ato Declaratório Interpretativo SRF n°. 16/02. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Oct 16 00:00:00 UTC 2008
numero_processo_s : 13707.000595/2002-68
anomes_publicacao_s : 200810
conteudo_id_s : 4439987
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Feb 23 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 303-35.739
nome_arquivo_s : 30335739_137705_13707000595200268_008.PDF
ano_publicacao_s : 2008
nome_relator_s : NILTON LUIZ BARTOLI
nome_arquivo_pdf_s : 13707000595200268_4439987.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da terceira câmara do terceiro conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento parcial para incluir a empresa no Simples a partir de 01/01/2002, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Thu Oct 16 00:00:00 UTC 2008
id : 4711069
ano_sessao_s : 2008
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:37 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290045145219072
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-11-10T19:03:11Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-11-10T19:03:11Z; Last-Modified: 2009-11-10T19:03:11Z; dcterms:modified: 2009-11-10T19:03:11Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-11-10T19:03:11Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-11-10T19:03:11Z; meta:save-date: 2009-11-10T19:03:11Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-11-10T19:03:11Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-11-10T19:03:11Z; created: 2009-11-10T19:03:11Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2009-11-10T19:03:11Z; pdf:charsPerPage: 1340; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-11-10T19:03:11Z | Conteúdo => CCO3/CO3 Fls. 140 :A ' MINISTÉRIO DA FAZENDA / P„, n =y TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo n° 13707.000595/2002-68 Recurso n" 137.705 Voluntário Matéria SIMPLES - INCLUSÃO Acórdão n° 303-35.739 Sessão de 16 de outubro de 2008 Recorrente BAR E MERCEARIA SORRI-MIRIM LTDA Recorrida DRJ-RIO DE JANEIRO/RJ • ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE — SIMPLES Exercício: 1999 SIMPLES - OPÇÃO - DÉBITOS JUNTO À PGFN. Sendo atendido o requisito de comprovação de regularização das obrigações tributárias junto à Divida Ativa da União e não restando outro impedimento, o contribuinte adquire do direito de admissão no Sistema Integrado de Pagamentos de Impostos e Contribuições - SIMPLES, a partir do 10 dia do exercício subseqüente à data da regularização. INCLUSÃO RETROATIVA. Comprovada a intenção do contribuinte em aderir ao sistema, a opção há que ser retificada de oficio, nos termos do Ato 111 Declaratório Interpretativo SRF n°. 16/02. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da terceira câmara do terceiro conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento parcial para incluir a empresa no Simples a partir de 01/01/2002, nos termos do voto do relator. -4 I/ ANELISE AUDT PRIETO Presidente Processo n° 13707.000595/2002-68 CCO3/CO3 Acórdão n.° 303-35.739 Fls. 141 ARTOLI1,9TON L /Q11((f Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Nanci Gama, Luis Marcelo Guerra de Castro, Vanessa Albuquerque Valente, Heroldes Bahr Neto, Celso Lopes Pereira Neto e Tarásio Campelo Borges. • • 2 Processo n° 13707.000595/2002-68 CCO3/CO3 Acórdão n.° 303-35.739 Fls. 142 Relatório Tornam os autos a julgamento por esta Eg. Câmara, tendo em vista cumprimento da diligência formulada na Resolução n° 303-01.397, constante às fls. 125/129. Com o intuito de ilustrar o presente e recordar aos pares a matéria, adoto o relatório de fls. 126/128, o qual passo a ler em sessão. Comprova o cumprimento da referida diligência os documentos juntados às fls. 135, 136/137. É o relatório. • 1 Processo n° 13707.000595/2002-68 CCO3/CO3 Acórdão n.° 303-35.739 Fls. 143 Voto Conselheiro NILTON LUIZ BARTOLI, Relator processo 10768 255346/99-75, inscrição 70 2 99 028945-24, que foi extinto em 25/02/2001, em razão da remissão outorgada pela MP 1.863-52, art. 18, §1°, de 26/08/1999 (fls. 40); processo 10768 255348/99-09, inscrição 70 6 99 064754-87 (fls.42), que, conforme o extrato juntado às fls. 97, foi extinto por "quitação anterior confirmada por DERAT/RJO, conforme o Despacho da sra. 110 Procuradora as fls. 75 do P.A "em 21/02/2006; processo 10768 255347/99-38, inscrição 70 6 99 064753-04 (f1.41), sendo sua situação "ativa não ajuizável por causa do valor" (fih. 98). Assim, evidencia-se do exposto acima, que resta como ativa somente a inscrição 70 6 99064753-04 e, por esta razão, entendeu a r. decisão recorrida, por negar provimento a impugnação do contribuinte. O contribuinte, por sua vez, insurge-se quanto ao indeferimento do seu pleito, visto que afirma que a referida inscrição é indevida em razão de que o processo n° 10768.255347/99-38, refere-se aos PA 02/95, 06/95, 07/95, 08/95, 09/95, 10/95, 11/95 e 12/95, cuja a origem seriam débitos oriundos da CSLL, conforme o documento anexo às fls. 64. O mesmo documento esclarece que se trata de pedido de compensação de saldo negativo de períodos anteriores e que o saldo negativo de 782,92 UFIR's, é suficiente para cobrir os débitos inscritos dos PA 06/95, 07/95,08/95, 09/95, 10/95, 11/95 e 12/95. Quanto ao PA 02/95, constatou-se que o contribuinte pagou em 20/03/95 com o código 2484, o montante de R$ 46,59 (quarenta e seis reais e cinquenta e nove centavos), concluindo-se que a inscrição em dívida ativa desse período deve ser cancelada. Em análise da consulta ao Sistema SERPRO às fls. 120, verifica-se a exclusão dos débitos inscritos de todos os processos administrativos — PA que deram origem ao processo n° 10768.255347/99-38, contudo subsisti o referente ao PA 02/95. A fim de comprovar o pagamento do referido PA, o contribuinte anexou às fls. 118, a DARF com vencimento em 20/03/95, referente ao mês 02/95 no valor de R$ 46,59 (quarenta e seis reais e cinquenta e nove centavos). No caso em pauta, o presente processo foi convertido em diligência, a fim de o contribuinte trouxesse aos autos cópia autenticada do provável comprovante de quitação do débito relativo à inscrição n° 70 6 99 064753-04, com a respectiva autenticação da máquina registradora e data de pagamento. Processo n° 13707.000595/2002-68 CCO3/CO3 Acórdão n.° 303-35.739 Fls. 144 Em atendimento a diligência, a autoridade fiscal intimou o contribuinte para que este apresentasse o documento mencionado, sendo este atendido às fls. 135. Contudo, segundo informação do CAC Madureira, constante às fls. 138, o contribuinte apresentou a DARF com o campo de autenticação ilegível, porém, constatou a autoridade que no sistema consta o referido pagamento, demonstrado através dos documentos anexos às fls. 136 e 137. Assim, após este breve relatório, analiso o mérito com base nos documentos anexados nos autos pela autoridade fiscal, bem como pelo contribuinte, em respeito ao princípio da verdade material. Quanto ao aspecto da situação da Recorrente junto à Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, consigno que a necessidade de comprovação da regularidade junto à Dívida Ativa da União é inconteste, visto ser requisito legal à concessão do beneficio. Com efeito, dispunha o artigo 9° da Lei n°. 9.713, de 05/12/96: 110 "Art. 90 - Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica: XV- que tenha débito inscrito em Dívida Ativa da União ou do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, cuja exigibilidade não esteja suspensa;" Do mesmo modo, dispõe a vigente Lei Complementar n° 123, de 14/12/06: Art. 17. Não poderão recolher os impostos e contribuições na forma do Simples Nacional a microempresa ou a empresa de pequeno porte: (.) V — que possua débito com o Instituto Nacional do Seguro Social- INSS, ou com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa;" 010 Logo, é pressuposto para a aquisição do direito à opção ao SIMPLES a inexistência de débito com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, bem como com o Instituto Nacional de Seguridade Social — INSS, salvo quando, existindo, esteja com sua exigibilidade suspensa. A prova da quitação de obrigações tributárias, como tratado expressamente no Código Tributário Nacional, são as certidões negativas, conforme disposto nos artigos 205 e 206: "Art. 205. A lei poderá exigir que a prova da quitação de determinado tributo, quando exigível, seja feita por certidão negativa, expedida à vista de requerimento do interessado, que contenha todas as informações necessárias à identificação de sua pessoa, domicilio fiscal e ramo de negócio ou atividade e indique a que de refere o pedido. . . Processo n° 13707.000595/2002-68 CCO3/CO3 Acórdão n.° 303-35.739 Fls. 145 Art. 206. Tem os mesmos efeitos previstos no artigo anterior a certidão de que conste a existência de crédito não vencido, em curso de cobrança executiva em que tenha sido efetivada a penhora, ou cuja exigibilidade esteja suspensa." A relação entre a exigibilidade do débito tributário e a Certidão Negativa de Débitos, foi muito bem abordada nos ensinamentos de Gilberto de Ulhoa Canto, in "Repertório Enciclopédico do Direito Brasileiro", por J. M. de Carvalho Santos, coadjuvado por José de Aguiar Dias, da Editora Borsoi, o qual com a clareza que lhe é peculiar, às folhas 102, diz o seguinte: "... Quanto aos demais casos, a certidão negativa apenas traduz um estado momentâneo, atestando que, ao tempo, o contribuinte não tinha débito em condição de exigibilidade." (grifos nossos) O que caracteriza, assim, o estado do processo para a concessão de Certidão Negativa, é o elemento principal do crédito, qual seja, a exigibilidade. Se o débito encontra-se • garantido não há que se falar em exigibilidade. Assim, como dito, em análise aos documentos anexados pela autoridade fiscal às fls.136, comprova-se que o contribuinte realmente pagou a DARF em 20/03/1995, no valor de R$46,59, sendo que esta originou, desnecessariamente, a inscrição 70 6 99 064753-04, referente ao processo 10768 255347/99-38. Logo, como não subsiste mais o débito inscrito na dívida ativa, não restam mais impedimentos ao SIMPLES. Nesse diapasão, explanemos à respeito da possibilidade de opção retroativa ao Simples. Noticia o contribuinte que desde a implantação do SIMPLES acreditava estar devidamente enquadrado no sistema, já que apresentou Declarações Anuais Simplificadas (fls. 08/14), bem como procedeu aos recolhimentos dos tributos devidos sob a ótica de tal sistemática, dando-se conta de sua irregularidade tão somente no momento que compareceu na 11 Agência da Receita Federal de sua jurisdição para solicitar informações sobre Programa de Auto Regulamentação de Situação Fiscal — PAR, e foi surpreendido com a restrição de falta de entrega de DCTF referente aos anos de 1999 e 2000, e conseqüentemente, de que não é optante do Simples. Destacou que procedeu com sua opção através da Ficha Cadastral de Pessoa Jurídica, entregue em 23/12/1998, perante o CAC-Madureira e que sua atividade não constitui vedação para adentrar nesse regime tributário. Seu pleito é de que seja considerada sua opção, retroativamente, desde 01/01/1999. Para análise do caso em comento, tomemos como premissa que a Lei 9.317/96, que instituiu o Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — Simples, dispõe em seu artigo 8°, que a 6i opção pelo sistema se daria mediante a inscrição da pessoa jurídica enquadrada na condição de , . . Processo n° 13707.000595/2002-68 CCO3/CO3 Acórdão n.° 303-35.739 Fls. 146 microempresa ou empresa de pequeno porte no Cadastro Geral de Contribuintes do Ministério da Fazenda — CGC/MF. Note-se que a Recorrente procedeu como se enquadrada estivesse, já que apresentou Ficha Cadastral da Pessoa Jurídica (fls. 03), Declarações Simplificadas/PJ nos anos de 2000, 2001 (fls. 08/14) e declara ter efetuado recolhimentos condizentes com a forma simplificada de tributação, desde 1999 (fls. 15/30). Neste contexto, a Secretaria da Receita Federal, por meio de Ato Declaratório Interpretativo, dispôs acerca da Retificação de Oficio da opção pelo Simples, por parte da autoridade fiscal, em casos em que restar comprovado ter ocorrido erro de fato, nos seguintes termos: Ato Declaratário Interpretativo SRF n° 16, de 02 de outubro de 2002 "Artigo único. O Delegado ou o Inspetor da Receita Federal, comprovada a ocorrência de erro de fato, pode retificar de oficio tanto 11 o Termo de Opção (TO) quanto a Ficha Cadastral da Pessoa Jurídica (FCPJ) para a inclusão no Simples de pessoas jurídicas inscritas no Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas (CNPJ), desde que seja possível identificar a intenção inequívoca de o contribuinte aderir ao Simples. Parágrafo único. São instrumentos hábeis para se comprovar a intenção de aderir ao Simples os pagamentos mensais por intermédio do Documento de Arrecadação do Simples (Darf-Simples) e a apresentação da Declaração Anual Simplificada." No caso, demonstra-se a ocorrência de erro de fato, tendo o contribuinte comprovado sua intenção em aderir ao Simples. Desta feita, entendo que é direito do contribuinte seu ingresso retroativo no Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — Simples, desde que respeitados os requisitos previstos em lei • para sua opção. Ainda quanto ao pedido de inclusão retroativa, faz-se necessário observar que este foi solicitado, conforme dito, com data retroativa a 01/01/1999, assim importa verificarmos a data e a razão de exclusão das referidas inscrições de débito junto à PGFN. Conforme explanado anteriormente, a inscrição 70 6 99 064754-87 foi extinta em razão "quitação anterior confirmada por DERAT/RJO, conforme o Despacho da sra. Procuradora as fls. 75 do P.A", em 21/02/2006, sendo assim, entendo que esse débito nunca existiu, portanto, a referida inscrição é indevida. , No que tange a inscrição 70 6 99 064753-04, objeto da presente resolução, restou comprovado que seu pagamento foi efetuado em março de 1995, considero que a inscrição também foi indevida. E, finalmente, quanto à inscrição 70 2 99 028945-24, extinta em 25/02/2001, em irazão da remissão outorgada pela MP 1.863-52, art. 18, §1°, de 26/08/1999, entendo que este 7 • Processo n° 13707.000595/2002-68 CCO3/CO3 Acórdão n.° 303-35.739 Fls. 147 débito ao contrário dos demais, realmente subsistiu. Sob este aspecto, concluo que a irregularidade do contribuinte junto à PGFN perdurou até a extinção do débito. Temos como pacificado o entendimento de que regularizados os débitos, não há impedimento para que o contribuinte permaneça no sistema a partir do exercício seguinte ao da regularização, momento em que serão novamente verificados os requisitos legais, conforme artigo 8°, § 2°, da Lei n° 9.317/96. Diante desses argumentos, DOU PARCIAL PROVIMENTO ao Recurso Voluntário considerando o contribuinte incluído no Simples desde 01/01/2002 em caráter retroativo, uma vez que não mais constam óbices para tanto. É como voto. Sala das Sessões, em 16 d bro de 2008 • LTON LU ARTO?I - elator22 • , 1 1 ., 8
score : 1.0
Numero do processo: 10865.903799/2009-18
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/01/2003 a 31/01/2003
COMPENSAÇÃO. REQUISITOS.
É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza.
ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/01/2003 a 31/01/2003
ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL
SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO.
Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado.
Recurso Voluntário Negado
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3803-003.186
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto vencedor que integram o presente julgado. Vencido o Relator, que votou pela conversão do julgamento em diligência. Designado para a redação do voto vencedor o Conselheiro Alexandre Kern.
Nome do relator: JULIANO EDUARDO LIRANI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Thu Mar 23 12:45:00 UTC 2023
anomes_sessao_s : 201207
ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/2003 a 31/01/2003 COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2003 a 31/01/2003 ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
numero_processo_s : 10865.903799/2009-18
conteudo_id_s : 6783556
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Mar 20 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 3803-003.186
nome_arquivo_s : 380303186_10865903799200918_201207.pdf
nome_relator_s : JULIANO EDUARDO LIRANI
nome_arquivo_pdf_s : 10865903799200918_6783556.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto vencedor que integram o presente julgado. Vencido o Relator, que votou pela conversão do julgamento em diligência. Designado para a redação do voto vencedor o Conselheiro Alexandre Kern.
dt_sessao_tdt : Tue Jul 17 00:00:00 UTC 2012
id : 4565536
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:02 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290045155704832
conteudo_txt : Metadados => date: 2014-07-18T14:10:09Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2014-07-18T14:10:09Z; Last-Modified: 2014-07-18T14:10:09Z; dcterms:modified: 2014-07-18T14:10:09Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:986f6f73-4b27-46e8-9379-51ee35bb04e8; Last-Save-Date: 2014-07-18T14:10:09Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2014-07-18T14:10:09Z; meta:save-date: 2014-07-18T14:10:09Z; pdf:encrypted: true; modified: 2014-07-18T14:10:09Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2014-07-18T14:10:09Z; created: 2014-07-18T14:10:09Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; Creation-Date: 2014-07-18T14:10:09Z; pdf:charsPerPage: 1794; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:created: 2014-07-18T14:10:09Z | Conteúdo => S3TE03 Fl. 104 1 103 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10865.903799/200918 Recurso nº 929.913 Voluntário Acórdão nº 3803003.186 – 3ª Turma Especial Sessão de 17 de julho de 2012 Matéria CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS INCIDÊNCIA MONOFÁSICA PEDIDO DE RESTITUIÇÃO DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO Recorrente J.C.R. BENEFICIAMENTO DE MATERIAIS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/2003 a 31/01/2003 COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2003 a 31/01/2003 ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto vencedor que integram o presente julgado. Vencido o Relator, que votou pela conversão do julgamento em diligência. Designado para a redação do voto vencedor o Conselheiro Alexandre Kern. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Redator designado [assinado digitalmente] Juliano Eduardo Lirani Relator Fl. 104DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por JULIANO EDUARDO LIRANI 2 Participaram ainda do presente julgamento os conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira e Jorge Victor Rodrigues. Relatório O contribuinte supra descrito apresenta Recurso Voluntário contra decisão denegatória de PER/DCOMP eletrônico referente ao recolhimento a maior de COFINS referente ao PA de 31.01.2003. O despacho eletrônico anexo fls. 06 indeferiu o pedido de homologação da compensação com fundamento no fato de que o “suposto” pagamento a maior não foi comprovado pelo contribuinte. Na manifestação de inconformidade anexa fls. 11/14 o contribuinte sustentou que a partir de 1º de novembro de 2002 a Lei n.º 10.485/2002 reduziu para zero a alíquota da COFINS incidente sobre as receitas auferidas com a venda e industrialização por encomenda de autopeças. Afirmou ainda que com a edição da Lei n.º 10.865/2004 foi afastado o regime monofásico do setor automotivo, retornando a incidência do PIS e da Cofíns a todos os componentes da cadeia, a partir de 1º de agosto de 2004. Alegou ainda ter recolhido indevidamente PIS e COFINS durante o período de dezembro de 2002 ao final de julho de 2004, incidente sobre suas receitas de venda e industrialização sob encomenda de autopeças relacionadas nos anexos I e II da Lei n 10.485/2002 e por essa razão tem direito a homologação da compensação desses créditos, embora não tenha retificado a DCTF para informar a alteração do valor correto devido. Por fim, o contribuinte alegou na Manifestação de Inconformidade que não informou o número do recibo da DCOMP na correspondente DCTF, sendo que, por outro equívoco, pagou o tributo informado nesta DCOMP por meio de DARF, ocasionando um pagamento em duplicidade (Darf e Dcomp). As fls. 26/28 sobreveio a Decisão n.º 1428.851 4 º Turma da DRJ/POR, cuja ementa foi lavrada com o seguinte teor: A S S U N T O : C O N T R I B U I Ç Ã O P A R A O F I N A N C I A M E N T O D A S E G U R I D A DE S O C I A L C O F I NS Data do fato gerador: 31/01/2003 DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. O direito creditório só é passível de ser reconhecido se lastreado em documentação fiscal e contábil, demonstrada nos autos pelo contribuinte. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Extraise da decisão atacada que os julgadores de primeiro grau têm ciência de que a alíquota do PIS e COFINS foi reduzida a zero relativamente à receita bruta de venda de produtos relacionados nos Anexos I e II da Lei n.º 10.485/2002 dos produtos classificados nos códigos da TIPI mencionados no art. 1º desta Lei. Entretanto, a decisão recorrida concluiu que o direito creditório pleiteado não restou comprovado por meio de documentação idônea, Fl. 105DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por JULIANO EDUARDO LIRANI Processo nº 10865.903799/200918 Acórdão n.º 3803003.186 S3TE03 Fl. 105 3 uma vez que o contribuinte não demonstrou que toda ou parte das receitas auferidas foram provenientes de venda de produtos classificados nos códigos da TIPI, conforme definido no art. 1º da Lei n.º 10.485/2002, logo o motivo do indeferimento decorreu da ausência de provas, segundo a decisão recorrida. Em Recurso Voluntário, anexo fls. 30/40 o contribuinte alega nulidade da decisão de primeiro grau, com fundamento no art. 59, II do Decreto n.º 70.235/72 tendo em vista que a mesma desconsiderou o direito a ampla defesa e contraditório, pois o Fisco não o intimou a apresentar documentos e deixou de reconhecer o direito creditório sob o argumento de que não foram apresentada prova contábil que fizesse lastro com o direito pretendido, quando na realidade é obrigação da Fazenda Nacional realizar diligência e buscar informações no sentido de apurar a existência do crédito. Afirmou que o cerne da questão neste processo se refere a discussão da alíquota zero da contribuição incidente sobre as receitas auferidas com a venda e com a industrialização por encomenda relacionadas nos anexos I e II da Lei nº 10.845/02, durante o período compreendido entre dezembro de 2002 a julho de 2004. Argumenta ter acontecido equívoco da não retificação da DCTF informando sobre a alteração do valor efetivamente devido de PIS e COFINS, isto é, deveria ter informado na DCTF que sobre estas contribuições incidia alíquota zero, razão pela qual houve o pagamento a maior do tributo no período de apuração em tela. Neste sentido, ressalta o contribuinte que por não ter acontecido a retificação da DCTF, o despacho decisório concluiu pela inexistência de crédito para fazer frente aos débitos apontados no PER/DCOMP. Assim, com fulcro no princípio da verdade material o contribuinte solicita que seja homologada a Dcomp apresentada e que seja cancelado o saldo devedor constante no despacho decisório, principalmente porque agora trás em seu recurso voluntário planilha contendo relação de notas fiscais objeto de recolhimento indevido de PIS e COFINS e notas fiscais por amostragem, conforme se observa dos DOCUMENTOS 2 e 3, respectivamente. Por fim, requer que seja homologada a Dcomp e seja cancelado o saldo devedor apurado. Voto Vencido Conselheiro Juliano Eduardo Lirani, Relator O recurso é tempestivo e por isso merece ser analisado. Conforme relatado, tratase de decisão denegatória de pedido de compensação em razão de pagamento a maior de PIS/Pasep, sob o argumento de que o pagamento indevido não foi comprovado pelo contribuinte. Retirase da decisão recorrida, que os julgadores de primeiro grau concluíram não ter trazido o contribuinte “quaisquer” elementos de prova por meio das quais a Fazenda Fl. 106DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por JULIANO EDUARDO LIRANI 4 Nacional pudesse verificar quais receitas do período apontado se referem efetivamente a industrialização por encomenda, principalmente se os produtos estariam relacionados nos códigos da TIPI listados nos anexo I e II à Lei 10.845/2002. Já compulsando os autos, constatase que o despacho decisório foi emitido de forma eletrônica e se limitou a indeferir o pedido por falta de comprovação do crédito apontado para realizar a compensação pleiteada. Acontece que em sua Manifestação de Inconformidade, o contribuinte teceu comentários a respeito da incidência da alíquota zero da COFINS para as operações de industrialização por encomenda de autopeças relacionadas nos anexos I e II da Lei n 10.485/2002 e informou também ter recolhido indevidamente o tributo, pois indicou valores equivocados em DCTF. É verdade que em sua Manifestação de Inconformidade não trouxe elementos probatórios capazes de derruir a premissa fazendária de ausência de crédito e por conta disso a DRJ concluiu pelo indeferimento do pedido. Entretanto, agora em seu recurso voluntário o contribuinte trouxe importantes provas da existência do crédito, ou seja, planilha contendo relação de notas fiscais objeto de recolhimento indevido de PIS e COFINS e notas fiscais, ainda que por amostragem. Com efeito, “data vênia”, entendimento contrário, manifesto posicionamento de que os autos devem ser encaminhados à repartição de origem, com o propósito de que a fiscalização intime o contribuinte a apresentar todas as notas fiscais relacionadas na referida planilha, bem como lançamentos contábeis, relatório do seu processo produtivo e demais documentos que entenda necessários para a apuração do direito creditório. Alertase ainda para o fato de que em momento algum ocorreu a intimação, por parte da Fazenda Nacional, para que o contribuinte apresentasse qualquer documento fiscal. Assim, ainda que seja ônus do sujeito passivo colacionar aos autos provas constitutivas do seu direito, por outro lado também é verdade que uma vez trazidos pelo contribuinte elementos de provas do seu direito, ainda que posteriormente a decisão da DRJ, não deve ser criado óbice a apuração da verdade material. Ante o exposto, considerando o contido no art. 18, inciso I, do Anexo II do Regimento Interno do CARF – Portaria MF n 256/2008 – que prevê a realização de diligências para suprir deficiências do processo, bem como o princípio da verdade material, proponho que se converta o julgamento em diligência à repartição de origem para que se proceda à verificação se os produtos sob os quais ocorreu a industrialização por encomenda estão relacionados nos códigos da TIPI listados nos anexo I e II à Lei 10.845/2002, pois tal constatação é fundamental para a apuração do direito crédito. Sala das Sessões, em 17 de julho de 2012 Juliano Eduardo Lirani Voto Vencedor Conselheiro Alexandre Kern, Redator designado A compensação declarada não foi homologada porque o pagamento apontado como indevido estava integralmente utilizado para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. A Fl. 107DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por JULIANO EDUARDO LIRANI Processo nº 10865.903799/200918 Acórdão n.º 3803003.186 S3TE03 Fl. 106 5 decisão recorrida, por sua vez, não reconheceu o direito creditório reivindicado, no valor de R$ 90,46, mantendo o Despacho Decisório atacado, porque o interessado não trouxe quaisquer elementos de prova que permitisse a verificação de se toda ou parte das receitas daquele período referemse à industrialização por encomenda especificamente daqueles produtos classificados nos códigos da TIPI listados nos anexo I e II à Lei nº 10.485, de 3 de julho de 2002. Fazendo tabola rasa das regras processuais de preclusão e apoiandose em noção arrevesada do princípio da verdade material, o redator, equivocadamente, propôs a conversão do julgamento em diligência, para que a autoridade fiscal de jurisdição sobre o contribuinte produzisse a prova que toca ao interessado produzir, nos momentos processuais adequados. Evidentemente, a 3ª Turma Especial, à exceção do Conselheiro Juliano Eduardo Lirani, jamais respaldaria tal proposição. A natureza extintiva –ainda que condicionada a ulterior homologação – da Declaração de Compensação, impõe que o interessado assegurese que crédito oposto no encontro de contas seja líquido e certo, já no momento da transmissão da Dcomp, sob pena de não têlo homologado. Mesmo na fase contenciosa do procedimento administrativo fiscal, que ora se desenrola, quando já não mais teria espontaneidade para retificar a DCTF1,o requerente, enquanto manifestante, poderia produzir a prova necessária para a demonstração de seu direito, em face da aplicação analógica do § 4º do art. 16 do PAF, autorizada pelo § 4º do art. 66 da Instrução Normativa RFB no 900, de 30 de dezembro de 2008, apresentando, não apenas as alegações que fez, vazias, pois desacompanhadas de qualquer embasamento documental, mas de documentação contábilfiscal idônea e hábil para demonstrar o erro cometido e afastar o atributo de irretratabilidade da confissão feita na DCTF. O que o recorrente – e o relator também não pode esperar é que a autoridade fiscal suplemente a sua vontade e o intime a tanto. Matéria de extremada importância em sede processual é a referente à repartição do ônus da prova nas questões litigiosas. Com efeito, da delimitação do onus probandi depende a definição de grande parte das responsabilidades processuais. Assim é nas relações de direito privado e, igualmente, nas relações de direito público, dentre as quais as relacionadas à imposição tributária. Neste campo, a legislação processual administrativotributária inclui disposições que, em regra, reproduzem aquele que é, por assim dizer, o principio fundamental do direito probatório, qual seja o de que quem acusa e/ou alega deve provar. Assim é que, nos casos de lançamentos de oficio, não basta a afirmação, por parte da autoridade fiscal, de que ocorreu o ilícito tributário; pelo contrário, é fundamental que a infração seja devidamente comprovada, como se depreende da parte final do caput do artigo 9° do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, que determina que os autos de infração e notificações de lançamento "deverão estar instruídos com todos os termos, depoimentos, laudos e demais elementos de 1 Súmula CARF No. 33 A declaração entregue após o início do procedimento fiscal não produz quaisquer efeitos sobre o lançamento de ofício. Fl. 108DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por JULIANO EDUARDO LIRANI 6 prova indispensáveis à comprovação do ilícito". De outro lado, ao contribuinte a legislação impõe o ônus de provar o que alega em face das provas carreadas pela autoridade fiscal, como expresso no inciso III do artigo 16 do mesmo Decreto nº 70.235, de 1972, que determina que a impugnação conterá "os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir". Esse, portanto, o quadro nos lançamentos de oficio: à autoridade fiscal incumbe provar, pelos meios de prova admitidos pelo direito, a ocorrência do ilícito; ao contribuinte, cabe o ônus de provar o teor das alegações que contrapõe às provas ensejadoras do lançamento. Já nos casos de repetição de indébito, como no presente processo, entretanto, o quadro resta um pouco modificado, como a seguir se verá. Quando a situação posta se refere à restituição, compensação ou ressarcimento de créditos tributários, é atribuição do contribuinte a demonstração da efetiva existência do indébito. Tanto é assim que a Instrução Normativa SRF nº 900, de 30 de dezembro de 2008, que rege atualmente os processos de restituição, compensação e ressarcimento de créditos tributários, assim expressa em vários de seus dispositivos: Art. 3° A restituição a que se refere o art. 2° poderá ser efetuada: I a requerimento do sujeito passivo ou da pessoa autorizada a requerer a quantia; ou II mediante processamento eletrônico da Declaração de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (DIRPF). § Iº A restituição de que trata o inciso I do caput será requerida pelo sujeito passivo mediante utilização do programa Pedido de Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e Declaração de Compensação (PER/DCOMP). § 2º Na impossibilidade de utilização do programa PER/DCOMP, o requerimento será formalizado por meio do formulário Pedido de Restituição, constante do Anexo I, ou mediante o formulário Pedido de Restituição de Valores Indevidos Relativos a Contribuição Previdenciária, constante cio Anexo II, conforme o caso, aos quais deverão ser anexados documentos comprobatórios do direito creditório. [..1 § 4° Tratandose de pedido de restituição formulado por representante do sujeito passivo mediante utilização do programa PER/DCOMP, os documentos a que se refere o § 3° serão apresentados à RFB após intimação da autoridade competente para decidir sobre o pedido. [..1 Art. 65. A autoridade da RFB competente para decidir sobre a restituição, o ressarcimento, o reembolso e a compensação poderá condicionar o reconhecimento do direito creditório à apresentação de documentos comprobatórios do referido direito. inclusive arquivos magnéticos, bem como determinar a realização de diligência fiscal nos estabelecimentos do sujeito passivo a fim de que seja verificada. mediante exame de sua Fl. 109DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por JULIANO EDUARDO LIRANI Processo nº 10865.903799/200918 Acórdão n.º 3803003.186 S3TE03 Fl. 107 7 escrituração contábil e fiscal, a exatidão das informações prestadas. Como se percebe, em qualquer dos tipos de repetição é exigida a apresentação dos documentos comprobatórios da existência do direito creditório como prerrequisito ao conhecimento do pleito. E o que se deve ter por documentos comprobatórios do crédito? Por óbvio que os documentos que atestem, de forma inequívoca, a origem e a natureza do crédito; sem tal evidenciação, o pedido repetitório fica inarredavelmente prejudicado. É certo que as normas acima transcritas prevêem a realização de diligências, por parte da autoridade fiscal, destinadas à verificação da exatidão das informações trazidas pelos contribuintes, mas é preciso ter em conta que tal previsão não existe com o fim de suprir o ônus da prova colocado às partes, mas sim de elucidar questões pontuais mantidas controversas mesmo em face dos documentos trazidos pelo contribuinte/pleiteante; em outras palavras, as diligências servem para esclarecer pontos duvidosos específicos, e não para que a autoridade fiscal, diante da falta de comprovação da existência do crédito, supra tal omissão do contribuinte. No caso específico dos pedidos de restituição, compensação ou ressarcimento de créditos tributários, o contribuinte cumpre o ônus que a legislação lhe atribui, quando traz os elementos de prova que demonstrem a existência do crédito. E tal demonstração, no caso das pessoas jurídicas, está, por vezes, associada a uma conciliação entre registros contábeis e documentos que respaldem tais registros. Assim, para comprovar a existência de um crédito vinculado a um registro contábil, não basta apresentar o registro, mas também indicar, de forma específica, que documentos estão associados a que registros; ainda, é importante, quando a natureza da operação escriturada/documentada for importante para a caracterização ou não do direito creditório, que a descrição da operação constante dos registros e documentos seja clara, sem abreviaturas ou códigos que dificultem ou impossibilitem a perfeita caracterização do negócio. Em regra, portanto, cumpre ao contribuinte vincular registros contábeis a documentos fiscais, estabelecendo com clareza a natureza das operações por eles instrumentadas, não lhe sendo lícito simplesmente juntar uma massa de documentos ao processo, sem indicação individualizada de a quais registros se referem. A atividade de "provar" não se limita, no mais das vezes, a simplesmente juntar documentos aos autos; nos casos em que se tem inúmeros registros associados a inúmeros documentos, provar significa associar registros e documentos de forma individualizada, do mesmo modo que, no caso das provas indiciárias, exigese a contextualização dos fatos por via do cruzamento dos indícios. Não é tarefa do julgador contextualizar os elementos de prova trazidos pelo contribuinte no caso de um pedido de restituição, compensação ou ressarcimento, tanto quanto não é contextualizar os elementos de prova trazidos pela autoridade fiscal no âmbito de um lançamento de oficio. Quem acusa deve provar, contextualizando os elementos de prova que evidenciam a infração; da mesma forma, quem pleiteia repetição deve provar a existência do direito creditório, contextualizando os elementos de prova que evidenciam o indébito. Não é lícito ao julgador, tanto em sede de apreciação de lançamento de oficio, quanto em sede de pleito repetitório, dispensar a autoridade lançadora ou o pleiteante, conforme o caso, do ônus que a lei impõe a cada um deles; tanto quanto não lhe é lícito valer se das diligências e perícias para, por vias indiretas, suprir o ônus probatório que cabia a cada parte. Diligências existem para resolver dúvidas acerca de questão controversa originada da confrontação de elementos de prova trazidos pelas partes, mas não para permitir que seja feito Fl. 110DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por JULIANO EDUARDO LIRANI 8 aquilo que a lei já impunha como obrigação, desde a instauração do litígio, às partes componentes da relação jurídica. Já as perícias existem para fins de que sejam dirimidas questões para as quais exigese conhecimento técnico especializado, ou seja, matéria impassível de ser resolvida a partir do conhecimento das partes e do julgador. Dentro deste quadro, percebese que quando a Instrução Normativa SRF nº 900, de 2008, acima parcialmente transcrita, prevê a "realização de diligência fiscal nos estabelecimentos do sujeito passivo a fim de que seja verificada, mediante exame de sua escrituração contábil e fiscal, a exatidão das informações prestadas", não está querendo dizer que, diante de qualquer pleito repetitório apresentado, deve a autoridade fiscal diligenciar para fins de verificar, de oficio, a existência do crédito pleiteado. O que o ato legal quer dizer, e isto sim, é que, apresentado o pedido e constatado que o contribuinte demonstrou, por documentos e registros contábeis individualmente associados, a origem dos créditos pleiteados, pode a autoridade fiscal, se dúvidas remanescerem em relação a questões pontuais (natureza da operação em um ou outro registro, falta de clareza de algum documento ou registro etc.), demandar por diligências para dirimir tais dúvidas. Por certo que o ato legal não quer, com a previsão da realização das diligências, transferir para a autoridade fiscal ou para o julgador administrativo a responsabilidade pela produção probatória atribuída originariamente ao contribuinte no caso dos pedidos de repetição de indébito. E é isso que ocorreria, por exemplo, se fossem promovidas diligências no caso, por exemplo, em que o contribuinte, junto com seu pleito, nada aporta aos autos além de suas alegações, ou traz apenas uma listagem genérica de créditos e uma massa de documentos fiscais sem vinculação recíproca; neste caso, a promoção das diligências estaria suprindo, irregularmente, a omissão do contribuinte, o que não é processualmente admissível. De se ressaltar, igualmente, que o fato de o processo administrativo ser informado pelo principio da verdade material, em nada macula tudo o que foi até aqui dito. É que o referido princípio destinase a busca da verdade que está para além dos fatos alegados pelas partes, mas isto num cenário dentro do qual as partes trabalharam proativamente no sentido do cumprimento do seu ônus probandi. Em outras palavras, o principio da verdade material autoriza o julgador a ir além dos elementos de prova trazidos pelas partes, quando tais elementos de prova induzem à suspeita de que os fatos ocorreram não da forma como esta ou aquela parte afirma, mas de uma outra forma qualquer (o julgador não está vinculado às versões das partes). Mas isto, à evidência, nada tem a ver com propiciar à parte que tem o ônus de provar o que alega/pleiteia, a oportunidade de, por via de diligências, produzir algo que, do ponto de vista estritamente legal, já deveria compor, como requisito de admissibilidade, o pleito desde sua formalização inicial. Dito de outro modo: da mesma forma que não é aceitável que um lançamento seja efetuado sem provas e que se permita posteriormente, em sede de julgamento e por meio de diligências, tal instrução probatória, também não é aceitável que um pleito repetitório seja proposto sem a minudente demonstração e comprovação da existência do indébito e que posteriormente, também em sede de julgamento e por via de diligências, se oportunize tais demonstração e comprovação. Se, de um lado é certo que o DARF informado no PER/Dcomp comprova um recolhimento, de outro, inexiste nos autos qualquer prova de que o pagamento seja indevido. Há tãosomente a alegação do requerente, ora recorrente. Nada mais. E, em sede de prova, nada alegar e alegar, mas não provar o alegado se equivalem (allegare nihil et allegatum non probare paria sunt). A esse propósito, reportome à Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999. De acordo com o seu art. 36, que regulamenta o sistema de distribuição da carga probatória no Processo Administrativo Federal: o ônus de provar a veracidade do que afirma é do requerente: Fl. 111DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por JULIANO EDUARDO LIRANI Processo nº 10865.903799/200918 Acórdão n.º 3803003.186 S3TE03 Fl. 108 9 Art. 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no artigo 37 desta Lei. No mesmo sentido o art. 330 da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 (CPC). A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça também corrobora esse entendimento: Allegare nihil et allegatum non probare paria sunt — nada alegar e não provar o alegado, são coisas iguais.(HABEAS CORPUS Nº 1.1710 — RJ, R. Sup. Trib. Just., Brasília, a. 4, (39): 211276, novembro 1992, p. 217) Alegar e não provar significa, juridicamente, não dizer nada.(INTERVENÇÃO FEDERAL Nº 83 — PR, R. Sup. Trib. Just., Brasília, a. 7, (66): 93116, fevereiro 1995. 99) RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA – APOSENTADORIA – NEGATIVA DE REGISTRO – TRIBUNAL DE CONTAS – ATOS ADMINISTRATIVOS NÃO COMPROVADOS – ART. 333, INCISO II, DO CPC – PAGAMENTO DOS PROVENTOS DE NOVEMBRO/96 E DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO DAQUELE MESMO ANO – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULAS 269 E 271 DA SUPREMA CORTE – 1. O ônus da prova incumbe ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor (art. 333, II, do Código de Processo Civil). Incumbe às Secretarias de Educação e da Fazenda a demonstração de que a professora havia sido notificada da suspensão de sua aposentadoria. 2. Não cabe em mandado de segurança para cobrança de proventos não recebidos, a teor das súmulas 269 e 271 da Suprema Corte. 3. Recurso parcialmente provido. (STJ – ROMS 9685 – RS – 6ª T. – Rel. Min. Fernando Gonçalves – DJU 20.08.2001 – p. 00538)JCPC.333 JCPC.333.II TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL – IMPOSTO DE RENDA – VERBAS INDENIZATÓRIAS – FÉRIAS E LICENÇAPRÊMIO – NÃO INCIDÊNCIA – COMPENSAÇÃO – AJUSTE ANUAL – ÔNUS DA PROVA – O ônus da prova incumbe ao autor quanto ao fato constitutivo de seu direito e ao réu quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Cabe ao contribuinte comprovar a ocorrência de retenção na fonte do imposto de renda incidente sobre verbas indenizatórias e à Fazenda Nacional incumbe a prova de eventual compensação do imposto de renda retido na fonte no ajuste anual da declaração de rendimentos. Recurso provido. (STJ – REsp 229118 – DF – 1ª T. – Rel. Min. Garcia Vieira – DJU 07.02.2000 – p. 132) PROCESSO CIVIL E TRIBUTÁRIO – EXECUÇÃO FISCAL – EMBARGOS DO DEVEDOR – NOTIFICAÇÃO DO LANÇAMENTO – IMPRESCINDIBILIDADE – ÔNUS DA PROVA – 1. Imprescindível a notificação regular ao contribuinte do imposto devido. 2. Incumbe ao embargado, réu no processo incidente de embargos à execução, a prova do fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor (CPC, art. 333, II). Fl. 112DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por JULIANO EDUARDO LIRANI 10 3. Recurso especial conhecido e provido. (STJ – REsp 237.009 – (1999/00996607) – SP – 2ª T. – Rel. Min. Francisco Peçanha Martins – DJU 27.05.2002 – p. 147) TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL – IRPF – REPETIÇÃO DE INDÉBITO – VERBAS INDENIZATÓRIAS – RETENÇÃO NA FONTE – ÔNUS DA PROVA – VIOLAÇÃO DE LEI FEDERAL CONFIGURADA – DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL NÃO COMPROVADA – SÚMULA 13/STJ PRECEDENTES – Cabe ao autor provar que houve a retenção do imposto de renda na fonte, por isso que é fato constitutivo do seu direito; ao réu competia a prova de eventual compensação na declaração anual de rendimentos dos recorrentes, do imposto de renda retido na fonte, fato extintivo, impeditivo ou modificativo do direito do autor – Incidência da Súmula 13 STJ – Recurso especial conhecido pela letra a e provido. (STJ – RESP 232729 – DF – 2ª T. – Rel. Min. Francisco Peçanha Martins – DJU 18.02.2002 – p. 00294) À falta da prova do erro, capaz de afastar o atributo de irretratabilidade da confissão de dívida, milita contra a alegação do requerente a presunção de que o pagamento não lhe confere qualquer direito creditório porque foi alocado a débito espontaneamente confessado em DCTF. O recorrente poderia objetar que, dada sistemática declaratória atual do procedimento de compensação, não lhe foi oportunizada a comprovação do crédito, originado do pagamento indevido. Objeção improcedente. Bastaria que o contribuinte, prévia e espontaneamente, retificasse a DCTF respectiva, conforme lhe autorizava o art. 10 da Instrução Normativa SRF no 482, de 21 de dezembro de 2004, então vigente, e o próprio processamento eletrônico do PER/Dcomp lhe deferiria o crédito pleiteado, transferindo para o Fisco o ônus da posterior verificação do seu procedimento. Mesmo na fase contenciosa do procedimento administrativo fiscal, que ora se desenrola, quando já não mais teria espontaneidade para retificar a DCTF,o requerente, enquanto manifestante, poderia produzir a prova necessária para a demonstração de seu direito, em face da aplicação analógica do § 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235, de 1972, autorizada pelo § 4º do art. 66 da Instrução Normativa RFB no 900, de 2008. O recorrente, contudo, limitouse a apresentar planilha de bases de cálculo, sem o necessário lastro na sua escrita contábil e em documentação idônea e hábil para atestar a liquidez e a certeza do crédito oposta na compensação declarada. Nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 17 de julho de 2012 Alexandre Kern Fl. 113DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por JULIANO EDUARDO LIRANI
score : 1.0
Numero do processo: 10552.000481/2007-45
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 02/10/2006
LANÇAMENTO INIDÔNEO. INDÍCIO DE RESPONSABILIDADE. INEXISTÊNCIA.
A contabilização baseada em documentos apresentados pelos prestadores de serviços, os quais não apresentam irregularidades que deveriam ser notadas pelo “homem médio”, só pode ser considerada infração caso demonstrado prévio conhecimento do contratante acerca da anomalia evidenciada.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2803-000.845
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar
provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a). Vencido(a) o(a) Conselheiro(a) Helton Carlos Praia de Lima.
Matéria: Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)
Nome do relator: OSEAS COIMBRA JUNIOR
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)
dt_index_tdt : Sat Mar 11 09:00:10 UTC 2023
anomes_sessao_s : 201106
ementa_s : Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 02/10/2006 LANÇAMENTO INIDÔNEO. INDÍCIO DE RESPONSABILIDADE. INEXISTÊNCIA. A contabilização baseada em documentos apresentados pelos prestadores de serviços, os quais não apresentam irregularidades que deveriam ser notadas pelo “homem médio”, só pode ser considerada infração caso demonstrado prévio conhecimento do contratante acerca da anomalia evidenciada. Recurso Voluntário Provido
turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 10552.000481/2007-45
anomes_publicacao_s : 201106
conteudo_id_s : 6790864
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Mar 08 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 2803-000.845
nome_arquivo_s : 280300845_10552000481200745_201106.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : OSEAS COIMBRA JUNIOR
nome_arquivo_pdf_s : 10552000481200745_6790864.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a). Vencido(a) o(a) Conselheiro(a) Helton Carlos Praia de Lima.
dt_sessao_tdt : Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
id : 4742312
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:47 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290045160947712
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1392; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 54 1 53 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10552.000481/200745 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 280300.845 – 3ª Turma Especial Sessão de 08 de junho de 2011 Matéria Auto de Infração. Obrigação Acessória Recorrente CONSTRUTORA CISPLAN LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 02/10/2006 LANÇAMENTO INIDÔNEO. INDÍCIO DE RESPONSABILIDADE. INEXISTÊNCIA. A contabilização baseada em documentos apresentados pelos prestadores de serviços, os quais não apresentam irregularidades que deveriam ser notadas pelo “homem médio”, só pode ser considerada infração caso demonstrado prévio conhecimento do contratante acerca da anomalia evidenciada. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a). Vencido(a) o(a) Conselheiro(a) Helton Carlos Praia de Lima. assinado digitalmente Helton Carlos Praia de Lima Presidente. Fl. 60DF CARF MF Impresso em 08/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10552.000481/200745 Acórdão n.º 280300.845 S2TE03 Fl. 55 2 assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior. Fl. 61DF CARF MF Impresso em 08/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10552.000481/200745 Acórdão n.º 280300.845 S2TE03 Fl. 56 3 Relatório A empresa foi autuada por descumprimento da legislação previdenciária por ter contabilizado notas fiscais inidôneas referentes a pagamentos efetuados a pessoa física. A DecisãoNotificação – fls 39 e ss, conclui pela improcedência da impugnação apresentada, mantendo o Auto lavrado. Inconformada com a decisão, apresenta recurso voluntário tempestivo, alegando, na parte que interessa, o seguinte : • A contabilidade está correta, e que o auditor quer achar o caminho da autuação pelo fato de ter sido, na sua concepção, contabilizado documento que reputa inidôneo em virtude do registro como empresário de pessoa que laborou na construção do prédio • Foi registrado o fato: pagamento e retenção assim como aconteceu. Se fosse pessoa física autônoma ou mesmo empregado – os lançamentos seriam dentro desta situação. • Não há vício algum na contabilidade da empresa. O auditor nada apontou em relação aos lançamentos, quanto à discriminação dos mesmos e valores parciais ou totais, bem como retenções e recolhimentos. • Requer seja recebido e provido o presente recurso com reforma da decisão de primeira instância, para declarar insubsistente o Auto de Infração. É o relatório. Fl. 62DF CARF MF Impresso em 08/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10552.000481/200745 Acórdão n.º 280300.845 S2TE03 Fl. 57 4 Voto Conselheiro Oséas Coimbra Do que conta do relatório fiscal – fls 06, temos que o Auditor autuante lavrou o auto por considerar que os lançamentos que constam da contabilidade não representam a realidade da empresa, uma vez que fundados em notas fiscais irregulares – como resultado, os pagamentos não foram feitos a pessoa jurídica e sim a pessoa física e como tal deveria ser contabilizado. As notas fiscais estão acostadas às fls 29/38. Vejamos o que consta do relatório fiscal: 1. A empresa lançou em sua contabilidade as notas fiscais n. 001002003005007008010011012013014015016017 018019020021 0 022 PAULO SERGIO DA SILVA, CNPJ 07 473 075/000139. 2. Estas notas fiscais não são documentos Idôneos. 3. A confecção destes documentos não está de acordo com os padrões convencionais de emissão de notas fiscais. 4. As notas foram autorizadas em 01.09.2005 conforme Autorização para impressão 1443/2005/PMSL e já em 01.06.2005 foi emitida da nota n. 01. 5. Observase ainda que as notas fiscais foram emitidas a partir de 01.06.2005, no entanto a firma somente foi registrada em 20.06.2005, conforme registro na Junta Comercial do Estado do Rio Grande do Sul, sob o n. 43106846332. Dos fatos apontados, há indícios de irregularidades na emissão das notas fiscais, sendo que não há como apontar responsabilidade ou irresponsabilidade da recorrente que lhe resulte em autuação. Das notas acostadas, não há como o cidadão comum determinar irregularidade. Não é praxe, nem obrigação, de se fazer uma varredura na Junta Comercial e na Prefeitura para avaliar a idoneidade da documentação fiscal apresentada pelos contratados. Neste caso, sem outros elementos a analisar que demonstre alguma espécie de conluio entre contratante e contratado, há que prevalecer a boa fé do contribuinte quando da escrita contábil, pois fundada em documentos, prima facie, regulares. Ressalvamos que estamos a analisar auto de infração por descumprimento de obrigação acessória, o que não condiciona a análise do fato gerador da obrigação principal advinda da contratação efetuada, posto que fundado em diverso arcabouço normativo. CONCLUSÃO Fl. 63DF CARF MF Impresso em 08/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10552.000481/200745 Acórdão n.º 280300.845 S2TE03 Fl. 58 5 Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, doulhe provimento. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Fl. 64DF CARF MF Impresso em 08/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 10920.002373/2005-18
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 20 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2003
Ementa:
IRPF. DEDUÇÃO. MOMENTO. DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL.
Somente são admissíveis as deduções pleiteadas no Ajuste Anual, o que impede admitir deduções somente pleiteadas na fase contenciosa.
Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 2802-001.699
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR
PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: JORGE CLÁUDIO DUARTE CARDOSO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
dt_index_tdt : Sat Dec 24 09:00:01 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201206
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 Ementa: IRPF. DEDUÇÃO. MOMENTO. DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. Somente são admissíveis as deduções pleiteadas no Ajuste Anual, o que impede admitir deduções somente pleiteadas na fase contenciosa. Recurso voluntário negado.
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
numero_processo_s : 10920.002373/2005-18
conteudo_id_s : 6730384
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Dec 21 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2802-001.699
nome_arquivo_s : 280201699_10920002373200518_201206.pdf
nome_relator_s : JORGE CLÁUDIO DUARTE CARDOSO
nome_arquivo_pdf_s : 10920002373200518_6730384.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Wed Jun 20 00:00:00 UTC 2012
id : 4842144
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:59 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290045161996288
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-09-18T19:29:44Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2019-09-18T19:29:44Z; Last-Modified: 2019-09-18T19:29:44Z; dcterms:modified: 2019-09-18T19:29:44Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:7b95217d-6a40-4d25-9655-09b0ca02e47e; Last-Save-Date: 2019-09-18T19:29:44Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-09-18T19:29:44Z; meta:save-date: 2019-09-18T19:29:44Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-09-18T19:29:44Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2019-09-18T19:29:44Z; created: 2019-09-18T19:29:44Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2019-09-18T19:29:44Z; pdf:charsPerPage: 1437; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:created: 2019-09-18T19:29:44Z | Conteúdo => S2TE02 Fl. 31 1 30 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10920.002373/200518 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 280201.699 – 2ª Turma Especial Sessão de 20 de junho de 2012 Matéria IRPF Recorrente EDSON STEVANATO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 Ementa: IRPF. DEDUÇÃO. MOMENTO. DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. Somente são admissíveis as deduções pleiteadas no Ajuste Anual, o que impede admitir deduções somente pleiteadas na fase contenciosa. Recurso voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente e Relator. EDITADO EM: 21/06/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jaci de Assis Júnior, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, Carlos André Ribas de Mello, German Alejandro San Martín Fernández e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente). Relatório Fl. 40DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 21 /06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Tratase de lançamento de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) do exercício 2003 , anocalendário 2002, em virtude de glosa das seguintes deduções: a) três dependentes, sendo Cynthia M A N Bezerra por ter apresentado Declaração de Ajuste Anual em separado e Kaique R Stevanato e Vinícius José Stevanato porem serem beneficiários de pensão alimentícia; b) despesas com instrução dos beneficiários de pensão alimentícia acima identificados, neste ponto foi admitida dedução não informada na relação de pagamentos, mas comprovada com documentos, referente a Débora; e c) alteração da dedução de despesas médicas de R$13.708,40 para R$807,80 (pois somente foi admitida a comprovação de Unimed em nome de Débora e Odontoprev em folha de pagamento), ou seja glosa de R$12.900,60. O contribuinte impugnou o lançamento alegando que a dependente Cynthia Maria A. M. Bezerra somente fez declaração em separado porque o Banco do Brasil, instituição na qual é correntista, informou que ela estava com CPF irregular e houve orientação da Delegacia da Receita Federal para que fizesse declaração para regularizar a situação, o que foi feito após a entrega da declaração do impugnante, bem como apresentou documentos de despesas médicas pleiteando a dedução. A 5ª Turma da DRJ Florianópolis julgou improcedente a impugnação sob o fundamento de que o impugnante, muito embora tenha requerido o cancelamento do débito fiscal, não se insurgiu contra a maior parte das deduções glosadas, tomando como não impugnadas as glosas nos termos do art. 17 do Decreto 70.235/1972. No acórdão recorrido foi delimitado o litígio e as respectivas razões para o indeferimento do pleito do impugnante. a) glosa de dependente referente a Cynthia M A N Bezerra por ter apresentado Declaração de Ajuste Anual em separado; b) despesa com a psicóloga Maria Lorena Motta Santana não submetida à apreciação da autoridade lançadora e não admitida pela DRJ por faltar a identificação do paciente e do tratamento específico, além de outros motivos elencados pelo julgador para formar sua convicção; c) plano de saúde Unimed Natal em nome de Cynthia Maria, glosa mantida em função da ausência de relação de dependência; d) seguro saúde HSBC Seguros Brasil S/A por falta de comprovação de que se trata de plano de saúde, ressaltando que o grupo HSBC possui a empresa HSBC Seguro Saúde que trata de planos de saúde. Fl. 41DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 21 /06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10920.002373/200518 Acórdão n.º 280201.699 S2TE02 Fl. 32 3 Ciente da decisão de primeira instância em 16/07/2008, o recorrente apresentou recurso voluntário em 14/08/2008, no qual requer restabelecimento da dedução de R$6.240,00 referente a despesas com a psicóloga Maria Lorena Motta Santana comprovada com os recibos já apresentados e cuja idoneidade é demonstrada pelos comprovantes de agendamento de consultas e pagamentos (fls. 28) e declaração da profissional conforme resolução CFP015/96 (fls. 29), os pagamentos foram realizados em dinheiro, com a emissão de um único recibo pelo valor total do ano. Afirma que os valores de imposto incidente sobre a parte não questionada neste recurso serão quitados por parcelamento junto à Receita Federal. É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele devese tomar conhecimento. Nessa fase recursal, o pleito do recorrente é exclusivamente a admissão de dedução de R$6.240,00 a título de despesas com tratamento com a psicóloga Maria Lorena Motta Santana, que não foi informada em sua Declaração de Ajuste Anual. Este pleito foi realizado somente a partir da impugnação, momento a partir do qual a documentação correspondente veio a ser carreada aos autos. É na Declaração de Ajuste Anual que o contribuinte exerce seu direito a deduzir despesas, sujeitandose desta forma ao dever de comprovar à fiscalização quando intimado para tanto. Não é admitida a inclusão de deduções não pleiteadas na Declaração de Ajuste Anual. Nesse sentido são os acórdãos unânimes desta Turma Julgadora cujas ementas são transcritas abaixo. Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2009 Ementa: IRPF. MATÉRIA NÃO QUESTIONADA NA FASE IMPUGNATÓRIA. PRECLUSÃO. Não havendo, na fase impugnatória, questionamento acerca da glosa da dedução com despesa de instrução,na fase recursal, essa matéria encontrase preclusa. INÍCIO DE AÇÃO FISCAL. PROCEDIMENTO DE OFÍCIO. PERDA DA ESPONTANEIDADE. O início do procedimento fiscal exclui a espontaneidade do sujeito passivo, somente se restabelece a espontaneidade se, trascorridos mais de sessenta dias, sem outro ato escrito de autoridade que dê prosseguimento ao procedimento fiscal. Fl. 42DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 21 /06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 Assim, estando o contribuinte sob procedimento fiscal, a apresentação de declarações retificadoras é um ato ineficaz. DEDUÇÃO. DESPESAS MÉDICAS. Na apuração da base de cálculo do imposto de renda da pessoa física somente são dedutíveis as despesas com médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, efetuadas pelo contribuinte, relativas ao próprio tratamento e ao de seus dependentes, quando comprovadas com documentação hábil e idônea e incluídas na Declaração de Ajuste Anual apresentada à Administração Tributária e que serviu de base à autuação fiscal, sendo descabida a inclusão de deduções por meio de declarações retificadoras entregues após o início do procedimento fiscal e quando cessado os efeitos da espontaneidade. Recurso negado.(Acórdão 280200.819, de 12/05/2011) Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2002, 2003 Ementa: IRPF. DEDUÇÕES. COMPROVAÇÃO. ADMISSÃO NA FASE RECURSAL. Tendo a glosa sido impugnada, a busca da verdade material e o princípio do formalismo moderado autorizam admitir a prova da dedução declarada no ajuste anual, ainda que na fase recursal, ausentes razões significativas para sua não aceitação. IRPF. DEDUÇÃO. MOMENTO. DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. Somente são admissíveis as deduções pleiteadas no Ajuste Anual, o que impede admitir deduções somente pleiteadas na fase recursal. IRPF. DEDUÇÕES. Em relação aos dependentes e demais deduções declaradas no Ajuste Anual, uma vez comprovada com documentação hábil e idônea os requisitos de sua dedutibilidade, cabe afastar a glosa. Recurso provido em parte. (Acórdão nº 280201.425, de 12/03/2012) Destarte, fica prejudicada a apreciação das demais alegações do recorrente. Diante do exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Fl. 43DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 21 /06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10920.002373/200518 Acórdão n.º 280201.699 S2TE02 Fl. 33 5 Fl. 44DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 21 /06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 13888.901745/2014-13
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon Jul 27 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Tue Sep 29 00:00:00 UTC 2020
Numero da decisão: 3401-002.045
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência para que a unidade preparadora da RFB analise a existência e disponibilidade dos créditos pleiteados à luz das NFs e demonstrativos juntados aos autos e confronte tais documentos com os valores declarados pela recorrente nas versões retificadas do Dacon e da DCTF de forma a confirmar a apuração dos créditos.
(documento assinado digitalmente)
Mara Cristina Sifuentes Presidente Substituta
(documento assinado digitalmente)
Fernanda Vieira Kotzias - Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Lazaro Antônio Souza Soares, Oswaldo Goncalves de Castro Neto, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Fernanda Vieira Kotzias, Marcos Roberto da Silva (suplente convocado), Joao Paulo Mendes Neto, Leonardo Ogassawara de Araujo Branco (Vice-Presidente) e Mara Cristina Sifuentes (Presidente Substituta). Ausente o conselheiro Tom Pierre Fernandes da Silva, substituído pelo conselheiro Marcos Roberto da Silva.
Nome do relator: FERNANDA VIEIRA KOTZIAS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Wed Nov 16 17:28:19 UTC 2022
anomes_sessao_s : 202007
camara_s : Quarta Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Sep 29 00:00:00 UTC 2020
numero_processo_s : 13888.901745/2014-13
anomes_publicacao_s : 202009
conteudo_id_s : 6274462
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Sep 30 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 3401-002.045
nome_arquivo_s : Decisao_13888901745201413.PDF
ano_publicacao_s : 2020
nome_relator_s : FERNANDA VIEIRA KOTZIAS
nome_arquivo_pdf_s : 13888901745201413_6274462.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência para que a unidade preparadora da RFB analise a existência e disponibilidade dos créditos pleiteados à luz das NFs e demonstrativos juntados aos autos e confronte tais documentos com os valores declarados pela recorrente nas versões retificadas do Dacon e da DCTF de forma a confirmar a apuração dos créditos. (documento assinado digitalmente) Mara Cristina Sifuentes Presidente Substituta (documento assinado digitalmente) Fernanda Vieira Kotzias - Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Lazaro Antônio Souza Soares, Oswaldo Goncalves de Castro Neto, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Fernanda Vieira Kotzias, Marcos Roberto da Silva (suplente convocado), Joao Paulo Mendes Neto, Leonardo Ogassawara de Araujo Branco (Vice-Presidente) e Mara Cristina Sifuentes (Presidente Substituta). Ausente o conselheiro Tom Pierre Fernandes da Silva, substituído pelo conselheiro Marcos Roberto da Silva.
dt_sessao_tdt : Mon Jul 27 00:00:00 UTC 2020
id : 8475525
ano_sessao_s : 2020
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:31:14 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290045173530624
conteudo_txt : Metadados => date: 2020-09-20T22:13:21Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2020-09-20T22:13:21Z; Last-Modified: 2020-09-20T22:13:21Z; dcterms:modified: 2020-09-20T22:13:21Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2020-09-20T22:13:21Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2020-09-20T22:13:21Z; meta:save-date: 2020-09-20T22:13:21Z; pdf:encrypted: true; modified: 2020-09-20T22:13:21Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2020-09-20T22:13:21Z; created: 2020-09-20T22:13:21Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2020-09-20T22:13:21Z; pdf:charsPerPage: 2130; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2020-09-20T22:13:21Z | Conteúdo => SS33--CC 44TT11 MMIINNIISSTTÉÉRRIIOO DDAA EECCOONNOOMMIIAA CCoonnsseellhhoo AAddmmiinniissttrraattiivvoo ddee RReeccuurrssooss FFiissccaaiiss PPrroocceessssoo nnºº 13888.901745/2014-13 RReeccuurrssoo Voluntário RReessoolluuççããoo nnºº 3401-002.045 – 3ª Seção de Julgamento / 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária SSeessssããoo ddee 27 de julho de 2020 AAssssuunnttoo DILIGÊNCIA RReeccoorrrreennttee SULPLAST FIBRA DE VIDRO E TERMOPLASTICO LTDA IInntteerreessssaaddoo FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência para que a unidade preparadora da RFB analise a existência e disponibilidade dos créditos pleiteados à luz das NFs e demonstrativos juntados aos autos e confronte tais documentos com os valores declarados pela recorrente nas versões retificadas do Dacon e da DCTF de forma a confirmar a apuração dos créditos. (documento assinado digitalmente) Mara Cristina Sifuentes – Presidente Substituta (documento assinado digitalmente) Fernanda Vieira Kotzias - Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Lazaro Antônio Souza Soares, Oswaldo Goncalves de Castro Neto, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Fernanda Vieira Kotzias, Marcos Roberto da Silva (suplente convocado), Joao Paulo Mendes Neto, Leonardo Ogassawara de Araujo Branco (Vice-Presidente) e Mara Cristina Sifuentes (Presidente Substituta). Ausente o conselheiro Tom Pierre Fernandes da Silva, substituído pelo conselheiro Marcos Roberto da Silva. Relatório Por bem descrever os fatos do autos, adoto parcialmente o relatório elaborado pela DRJ/FNS, o qual transcrevo abaixo: “Trata-se de Declaração de Compensação – Dcomp nº 31344.84643.231213.1.3.04- 7449 apresentada em 23/12/2013, de crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior. Conforme Despacho Decisório, com ciência à contribuinte em 18/07/2014 (fl. 77), a compensação não foi homologada, nos termos que seguem [...]. RE SO LU Çà O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 38 88 .9 01 74 5/ 20 14 -1 3 Fl. 841DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 da Resolução n.º 3401-002.045 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13888.901745/2014-13 Inconformada com a não homologação da compensação, a contribuinte apresenta manifestação de inconformidade, na qual expõe suas razões de contestação. Em preliminar, alega nulidade do Despacho Decisório em razão da falta de fundamentação para indeferimento do pleito, nos termos do artigo 50 da Lei nº 9.784/99. Argumenta que no Despacho Decisório não há menção sobre como a indisponibilidade do crédito foi apurada, tratando-se de despacho eletrônico, no qual a autoridade administrativa limitou-se em fazer uma verificação prévia se o pagamento realizado indevidamente ou a maior estava disponível em seus sistemas, mas que são diversas as situações que acarretariam a restituição do valor recolhido, sejam pela inclusão indevida de valores na base de cálculo, seja por erro de fato na apuração do imposto, seja por situações que autorizam o contribuinte a reduzir valores da base de cálculo da exação. Defende, ainda, que o despacho decisório deve ser julgado totalmente nulo, por ausência de motivação, fulcro no art. 59, II, do Decreto nº 70.235, de 1972. A contribuinte defende, ainda, a ofensa a diversos princípios, em especial do contraditório e ampla defesa, em razão de ausência de prévia intimação para prestar informações ou da realização de diligência, nos termos do artigo 76 da Instrução Normativa RFB nº 1.300/2012. Sob o título Da legitimidade do crédito postulado, a interessada alega que o crédito tributário refere-se a pagamento indevido de COFINS - cód 5856 do período de apuração 31/12/2012, efetuado pela empresa em 25/01/2013, porquanto deixou de utilizar créditos admitidos pela legislação na apuração da base de cálculo da referida contribuição. Relata que procedeu a retificação da DACON e da DCTF de dezembro/2012 em 20/12/2013 e 23/12/2013, entretanto, por um equívoco, realizou nova retificação da DCTF de dezembro/2012 para sanar inconstistências no IRPJ e CSLL, quando foram transcritos de maneira incorreta os valores da COFINS, gerando a não homologação da compensação pleiteada. Informa que objetivando regularizar essa situação, procedeu a uma nova retificação da DCTF em 04/08/2014, demonstrando o valor devido do débito bem como o que foi efetivamente recolhido. Diz que utilizou-se do instituto da compensação de maneira lícita e dentro dos ditames legais, não havendo hipótese que de indeferimento da compensação. Requer, ao final, a produção de todos os meios de prova em direito admitidas e a suspensão da exigilidade do crédito tributário, com fulcro no art. 151, III, do CTN. É o relatório. Da análise do caso, a DRJ/FNS decidiu, por unanimidade, pela improcedência da manifestação de inconformidade em razão de carência probatória, sob o fundamento que a mera retificação de DCTF não seria suficiente para suportar as alegações de direito ao crédito, sendo indispensável a apresentação dos livros fiscais e contáveis. A decisão foi assim ementada: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 23/12/2013 DCOMP. AUSÊNCIA DE PROVAS DA EXISTÊNCIA DO CRÉDITO. COMPENSAÇÃO INDEFERIDA. Na ausência de provas, a DCTF retificada após a ciência do despacho decisório não pode ser considerada instrumento hábil para conferir certeza ao crédito indicado na declaração de compensação. NULIDADE. CERCEAMENTO DE DEFESA. NÃO OCORRÊNCIA. Respeitados pela autoridade administrativa os princípios da motivação e do devido processo legal, improcedente é a alegação de cerceamento de defesa e nulidade do feito fiscal. PRELIMINAR. NULIDADE. DESPACHO ELETRÔNICO. DESNECESSÁRIA INTIMAÇÃO PRÉVIA. Fl. 842DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 da Resolução n.º 3401-002.045 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13888.901745/2014-13 É legítimo o despacho decisório eletrônico efetuado com os elementos necessários e suficientes à decisão, sem prévia intimação do contribuinte para prestar esclarecimentos. RECLAMAÇÕES E RECURSOS. EFEITO SUSPENSIVO. As reclamações e recursos suspendem a exigibilidade do crédito tributário. PROVAS. MOMENTO PARA APRESENTAÇÃO. O prazo para apresentação de provas no processo administrativo fiscal coincide com o prazo de que o contribuinte dispõe para impugnar o lançamento, salvo se comprovada alguma das hipóteses autorizadoras para juntada de documentos após esse prazo. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Irresignada, a empresa apresentou recurso voluntário repisando os argumentos da manifestação de inconformidade, com ênfase no argumento de que o processo administrativo fiscal deve prezar pela busca da verdade material, por meio da qual deve o Fisco assegurar as condições para que o fiscalizado demonstre o cumprimento das obrigações surgidas ou não- ocorrência dos fatos previstos na hipótese tributária, bem como, enfatizando seu direito a crédito dentro da lógica da não cumulatividade das contribuições, visto que deriva de aquisições de bens e serviços necessários à consecução do seu objeto social e que realizou as devidas retificações de Dacon e DCTF, apresentando o valor correto devido do débito. Diante disso, requer o provimento total do recurso voluntário. O processo foi então encaminhado ao CARF, sendo a mim distribuído para análise e voto. É o relatório. Voto Conselheira Fernanda Vieira Kotzias, Relatora. O recurso é tempestivo e preenche todos os requisitos de admissibilidade, razão pela qual merece ser conhecido. Conforme destacado no relatório, versa o presente sobre pedido de compensação de COFINS em que a recorrente defende a necessidade de reforma do despacho decisório eletrônico com base na retificação de Dacon e DCTF realizadas em momento posterior, motivo pelo qual a fiscalização não teria reconhecido a existência de crédito passível de homologação. Entendo que os argumentos trazidos pela recorrente de que o despacho decisório não levou em consideração todos os fatos relevantes ao deslinde do caso mereça atenção, tendo em vista que se tratou de despacho eletrônico e que houve a devida retificação de Dacon e DCTF posteriormente. Somado a isso, deve-se reconhecer que a recorrente trouxe aos autos, no momento do recurso voluntário, conjunto de NFs e demonstrativo de apuração das contribuições no período. Considerando a reiterada jurisprudência deste Conselho no sentido de flexibilizar o momento de conhecimento de provas trazidas aos autos, principalmente diante de análise inicial realizada via despacho eletrônico, entendo que os documentos trazidos devem ser avaliados a fim de que se apure a certeza e liquidez do direito pleiteado. Nestes termos, voto por conhecer o recurso voluntário e, no mérito, pela conversão do julgamento em diligência a fim de que a unidade preparadora: Fl. 843DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 da Resolução n.º 3401-002.045 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13888.901745/2014-13 (i) Analise a existência e disponibilidade dos créditos pleiteados às luz das NFs e demonstrativos juntados aos autos; (ii) Confronte tais documentos com os valores declarados pela recorrente nas versões retificadas do Dacon e da DCTF de forma a confirmar a apuração dos créditos; (iii) Elabore relatório circunstanciado com suas conclusões, cientificando a recorrente para que esta, se assim lhe convier, ser manifeste, no período de trinta dias; e (iv) Esgotado o prazo para manifestação, seja providenciado o retorno dos autos a este Conselho Administrativo para prosseguimento do julgamento. É como voto. (documento assinado digitalmente) Fernanda Vieira Kotzias Fl. 844DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 10907.001401/2006-21
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 25 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Tue Oct 13 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)
Ano-calendário: 2001
ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. ISENÇÃO.
As exclusões do conceito de remuneração estabelecidas na Lei nº 8.852/94, não são hipóteses de isenção ou não incidência de IRPF. (Súmula CARF nº 68)
NECESSÁRIA COMPROVAÇÃO DAS DEDUÇÕES.
Todas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora.
DEDUÇÃO POR DEPENDENTE. SOGRO OU SOGRA.
Por ausência de previsão legal, é inadmissível a declaração de sogro ou sogra como dependente para fins de dedução da base de cálculo do IRPF, quando o titular e seu cônjuge optarem por apresentar declarações separadas.
Numero da decisão: 2001-003.638
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Honório Albuquerque de Brito - Presidente
(documento assinado digitalmente)
André Luis Ulrich Pinto - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: André Luís Ulrich Pinto, Honório Albuquerque de Brito e Marcelo Rocha Paura.
Nome do relator: ANDRE LUIS ULRICH PINTO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Wed Nov 16 17:28:19 UTC 2022
anomes_sessao_s : 202008
ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano-calendário: 2001 ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. ISENÇÃO. As exclusões do conceito de remuneração estabelecidas na Lei nº 8.852/94, não são hipóteses de isenção ou não incidência de IRPF. (Súmula CARF nº 68) NECESSÁRIA COMPROVAÇÃO DAS DEDUÇÕES. Todas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora. DEDUÇÃO POR DEPENDENTE. SOGRO OU SOGRA. Por ausência de previsão legal, é inadmissível a declaração de sogro ou sogra como dependente para fins de dedução da base de cálculo do IRPF, quando o titular e seu cônjuge optarem por apresentar declarações separadas.
turma_s : Primeira Turma Extraordinária da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Oct 13 00:00:00 UTC 2020
numero_processo_s : 10907.001401/2006-21
anomes_publicacao_s : 202010
conteudo_id_s : 6281331
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 13 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 2001-003.638
nome_arquivo_s : Decisao_10907001401200621.PDF
ano_publicacao_s : 2020
nome_relator_s : ANDRE LUIS ULRICH PINTO
nome_arquivo_pdf_s : 10907001401200621_6281331.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Honório Albuquerque de Brito - Presidente (documento assinado digitalmente) André Luis Ulrich Pinto - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: André Luís Ulrich Pinto, Honório Albuquerque de Brito e Marcelo Rocha Paura.
dt_sessao_tdt : Tue Aug 25 00:00:00 UTC 2020
id : 8497421
ano_sessao_s : 2020
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:31:15 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290045176676352
conteudo_txt : Metadados => date: 2020-10-03T18:45:58Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2020-10-03T18:45:58Z; Last-Modified: 2020-10-03T18:45:58Z; dcterms:modified: 2020-10-03T18:45:58Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2020-10-03T18:45:58Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2020-10-03T18:45:58Z; meta:save-date: 2020-10-03T18:45:58Z; pdf:encrypted: true; modified: 2020-10-03T18:45:58Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2020-10-03T18:45:58Z; created: 2020-10-03T18:45:58Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2020-10-03T18:45:58Z; pdf:charsPerPage: 1959; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2020-10-03T18:45:58Z | Conteúdo => S2-TE01 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10907.001401/2006-21 Recurso Voluntário Acórdão nº 2001-003.638 – 2ª Seção de Julgamento / 1ª Turma Extraordinária Sessão de 25 de agosto de 2020 Recorrente JOSE ROBERTO DA SILVA SANTOS Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano-calendário: 2001 ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. ISENÇÃO. As exclusões do conceito de remuneração estabelecidas na Lei nº 8.852/94, não são hipóteses de isenção ou não incidência de IRPF. (Súmula CARF nº 68) NECESSÁRIA COMPROVAÇÃO DAS DEDUÇÕES. Todas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora. DEDUÇÃO POR DEPENDENTE. SOGRO OU SOGRA. Por ausência de previsão legal, é inadmissível a declaração de sogro ou sogra como dependente para fins de dedução da base de cálculo do IRPF, quando o titular e seu cônjuge optarem por apresentar declarações separadas. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Honório Albuquerque de Brito - Presidente (documento assinado digitalmente) André Luis Ulrich Pinto - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: André Luís Ulrich Pinto, Honório Albuquerque de Brito e Marcelo Rocha Paura. Relatório Trata-se de auto de infração, lavrado em 05 de junho de 2006, ano-calendário 2001, exercício 2002, por meio do qual exige-se do Recorrente o valor de R$ 3.966,05, acrescido de multa de ofício e demais consectários legais, a título de IRPF, diante de omissão de rendimentos do trabalho com vínculo empregatício no montante de R$ 10.827,78, dedução indevida de dependente no valor de R$ 2.160,00, dedução indevida de despesas médicas no valor AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 90 7. 00 14 01 /2 00 6- 21 Fl. 83DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 2001-003.638 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10907.001401/2006-21 de R$ 7.630,00, dedução indevida de previdência privada/ Fapi glosada em R$ 2.932,00 e dedução indevida com instrução no valor de R$ 1.700,00. Devidamente notificado, o ora Recorrente apresentou impugnação alegando, em síntese: a) Omissão de rendimentos: os valores tidos como omitidos referem- se a adicional por tempo de serviço que, sempre segundo o ora Recorrente, trata-se de rendimento isento, não havendo que se falar em omissão de rendimentos. b) dedução indevida de dependentes: É legítima a declaração dos seus sogros como dependentes, sendo dedutível a despesa, tendo em vista que – sempre segundo o Recorrente – a sua esposa não os declarou como dependentes em sua DIRPF; c) despesas médicas: o Recorrente não pode trazer aos autos todos os comprovantes relativos a esses gastos por motivo de assalto em sua residência no final do ano passado. Desse assalto, levaram, dentre outros objetos, uma pasta de couro, da qual, em seu interior, constava documentos e assentamentos pessoais, inclusive recibos comprobatórios das despesas declaradas na sua DIPF/2002; d) despesas com instrução: Não possui comprovantes das despesas de instrução mais os comprovantes pelo mesmo motivo das despesas médicas; e) previdência privada/ Fapi: não foi proporcionado ao sujeito passivo a oportunidade de comprovar as contribuições efetuadas a favor do Fundo de Aposentadoria Programada gerido pelo Banco do Brasil. O Recorrente instruiu a sua impugnação com os seguintes documentos: (i) declaração de ajuste anual (fls. 05 a 07); (ii) comprovante de rendimentos pagos e de retenção de imposto de renda na fonte (fls. 10); (iii) bilhete de pagamento Marinha do Brasil (fls. 11 a 22); (iv) comprovante de pagamento feito à Caedrhs Associação de Ensino (fls. 23 a 26); (v) certidão de nascimento de sua filha (fls.27); (vi) comprovação de rendimentos pagos e de retenção na fonte (fls. 28); (vii) declaração do imposto de renda retido na fonte – DIRF (fls. 29). Na ocasião do julgamento da impugnação apresentada pelo ora Recorrente, a 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento Curitiba, proferiu o acórdão nº 06-20.091 – 4ª Turma a DRJ/CTA, julgando procedente o lançamento, por entender, em síntese, que o Recorrente não acosta qualquer comprovante das despesas de instrução glosadas, alegar furto dos documentos não é suficiente para ilidir a infração, sobre o pedido de dedução dos sogros como dependente, a legislação estabelece que apenas os pais podem ser considerados dependentes na declaração dos filhos. Irresignado com o v. acórdão a quo, o Recorrente interpôs recurso voluntário à este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais alegando os motivos supramencionados neste relatório. É a síntese do necessário, passo ao voto. Fl. 84DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 2001-003.638 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10907.001401/2006-21 Voto Conselheiro André Luis Ulrich Pinto, Relator. O Recurso é tempestivo, preenche os pressupostos de admissibilidade e deve ser conhecido. Ante o exposto, cinge-se a controvérsia sobre as glosas de diante de omissão de rendimentos do trabalho com vínculo, dedução indevida de dependente, dedução indevida de despesas médicas, dedução indevida de previdência privada/ Fapi e dedução indevida com instrução. Assim, por serem múltiplas as motivações da notificação de lançamento objeto de irresignação em sede de recurso voluntário, passo a analisá-las separadamente. Omissão de rendimentos de trabalho Alega o Recorrente que os rendimentos tidos como omitidos referem-se a adicional por tempo de serviço. Dessa forma, com o propósito de ver reconhecida a isenção de tais rendimentos, o Recorrente invoca a norma jurídica prescrita no art. 1º, III, “n”, da Lei nº 8.852/1994, que assim dispõe: Art. 1º Para os efeitos desta Lei, a retribuição pecuniária devida na administração pública direta, indireta e fundacional de qualquer dos Poderes da União compreende: (...) III - como remuneração, a soma dos vencimentos com os adicionais de caráter individual e demais vantagens, nestas compreendidas as relativas à natureza ou ao local de trabalho e a prevista no art. 62 da Lei nº 8.112, de 1990, ou outra paga sob o mesmo fundamento, sendo excluídas: (...) n) adicional por tempo de serviço; Ocorre que equivoca-se o Recorrente, uma vez que o enunciado prescritivo transcrito acima não veicula norma de isenção tributária. Este é o entendimento sumulado por este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, veja-se: Súmula CARF nº 68 A Lei nº 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. (Vinculante, conforme Portaria MF nº 277, de 07/06/2018, DOU de 08/06/2018). Em verdade, no sistema do direito positivo não há qualquer norma que isente os valores recebidos a título de adicional por tempo de serviço. Por outro lado, é importante destacar que tais rendimentos se enquadram no conceito de renda e proventos de qualquer natureza e, portanto, devem ser oferecidos à tributação em razão do princípio da universalidade. Fl. 85DF CARF MF Documento nato-digital http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8112cons.htm#art62 http://idg.carf.fazenda.gov.br/acesso-a-informacao/boletim-de-servicos-carf/portarias-do-mf-de-interesse-do-carf-2018/portarias-mf-277-sumulas-efeito-vinculantes.pdf http://idg.carf.fazenda.gov.br/acesso-a-informacao/boletim-de-servicos-carf/portarias-do-mf-de-interesse-do-carf-2018/portarias-mf-277-sumulas-efeito-vinculantes.pdf Fl. 4 do Acórdão n.º 2001-003.638 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10907.001401/2006-21 Dessa forma, entendo que deve ser mantido o lançamento tributário no que diz respeito à omissão de rendimentos. Deduções de despesas médicas, despesa de instrução e FAPI Alega o Recorrente que lhe foram subtraídos comprovantes de despesas médicas, despesas com instrução e comprovantes de pagamentos efetuados ao Fundo de Aposentadoria Programada gerido pelo Banco do Brasil em assalto ocorrido em sua residência, invocando os Institutos de caso fortuito ou força maior para requerer seja relevada a exigência de comprovação das despesas. Ocorre que, nos termos do art. 73, do RIR/99, todas as deduções - aqui incluídas as deduções de despesas médicas, despesas com instrução e dedução contribuições aos Fundos de Aposentadoria Programada Individual - estão sujeitas a comprovação ou justificação. Veja-se o referido enunciado prescritivo. Art. 73. Todas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora (Decreto-Lei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 3º). A respeito da comprovação das despesas, não é razoável a alegação de que a pasta - na qual eram guardados os recibos e comprovante de pagamento das despesas médicas, despesas com instrução e comprovantes de pagamento ao FAPI - teria sido furtada ou roubada, tendo em vista que o Recorrente poderia ter solicitado aos prestadores de serviços médicos a segunda via dos recibos de pagamento. Ademais disso, nota-se que o Recorrente nem sequer traz aos autos a documentação da notícia-crime ou qualquer comprovação da ocorrência do alegado evento no qual lhe teriam sido subtraídos os documentos comprobatórios das despesas médicas e com instrução, razão pela qual, ainda que se admitisse o furto ou roubo das provas como justificativa suficiente para afastar a exigência da comprovação das despesas, tal hipótese não se configuraria no caso em tela. Dessa forma, devem ser mantidas as glosas das deduções de despesas médicas, despesas com instrução e dedução relativa a FAPI. Dedução por dependente Relativamente às glosas das deduções de dependentes referentes aos sogros do Recorrente, Sr. Paulo R. Albernaz e Sra. Eliete R. Albernaz, em sua impugnação o Recorrente alega que apesar de sua esposa ter apresentado declaração em separado, ela não declarou seus pais como dependentes, sendo seu direito fazê-lo. Mais uma vez, equivoca-se o Recorrente, tendo em vista que não há previsão legal que permita a dedução de dependente a sogro ou sogra do titular da declaração. Ao julgar casos análogos, esta Turma Extraordinária já manifestou entendimento no sentido do não enquadramento de sogros como dependentes para fins de dedução da base de cálculo do IRPF, quando a declaração não é entregue em conjunto com o cônjuge. Numero do processo: 10840.003208/2005-65 Turma: Primeira Turma Extraordinária da Segunda Seção Fl. 86DF CARF MF Documento nato-digital http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del5844.htm#art11%C2%A73 Fl. 5 do Acórdão n.º 2001-003.638 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10907.001401/2006-21 Seção: Segunda Seção de Julgamento Data da sessão: Mon Dec 16 00:00:00 BRT 2019 Data da publicação: Thu Jan 23 00:00:00 BRT 2020 Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano- calendário: 2002 DESPESAS MÉDICAS . COMPROVAÇÃO. A dedução com despesas médicas somente é admitida se comprovada com documentação hábil e idônea. Os recibos não fazem prova absoluta da ocorrência do pagamento, devendo ser apresentados outros elementos de comprovação, quando solicitados pela autoridade fiscal. DEPENDENTES. DEDUÇÃO. PREVISÃO LEGAL Para que o contribuinte possa utilizar a dedução por dependente não basta a informação do dependente na declaração, sendo necessário previsão legal para sua dedução, bem como o cumprimento das condições estabelecidas na legislação. Não há previsão legal para dedução referente a sogra (o), e o(a) filho(a) maior de 21 anos até 24 anos se deve ainda estar cursando estabelecimento de ensino superior ou escola técnica de segundo grau. DESPESAS COM INSTRUÇÃO . COMPROVAÇÃO. A dedução de despesas com instrução do declarante e seus dependentes somente é admitida se comprovada com documentação hábil e idônea, e atendidas as condições legais. Numero da decisão: 2001-001.476 Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Honório Albuquerque de Brito - Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Honório Albuquerque de Brito, Marcelo Rocha Paura e André Luís Ulrich Pinto. Nome do relator: HONORIO ALBUQUERQUE DE BRITO Portanto, diante da absoluta ausência de previsão legal das deduções por dependentes com sogro (a), não assiste razão ao Recorrente, devendo ser mantidas as respectivas glosas. Conclusão Diante do exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, negar-lhe provimento. (documento assinado digitalmente) André Luis Ulrich Pinto Fl. 87DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 10183.008808/2009-34
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2009
Ementa:
DEDUÇÃO. DESPESA MÉDICA.
Na apuração da base de cálculo do imposto de renda da pessoa física são dedutíveis as despesas com médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, efetuadas pelo contribuinte, relativas ao próprio tratamento e ao de seus dependentes, quando comprovadas com documentação hábil e idônea.
DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA.
Não há que se falar em nulidade de decisão de primeira instância proferida por autoridade competente em processo administrativo fiscal que obedeceu o devido processo legal e o direito do contribuinte ao contraditório e à ampla defesa. Recurso negado
Numero da decisão: 2802-001.455
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado:por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: DAYSE FERNANDES LEITE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Dec 17 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201203
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2009 Ementa: DEDUÇÃO. DESPESA MÉDICA. Na apuração da base de cálculo do imposto de renda da pessoa física são dedutíveis as despesas com médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, efetuadas pelo contribuinte, relativas ao próprio tratamento e ao de seus dependentes, quando comprovadas com documentação hábil e idônea. DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Não há que se falar em nulidade de decisão de primeira instância proferida por autoridade competente em processo administrativo fiscal que obedeceu o devido processo legal e o direito do contribuinte ao contraditório e à ampla defesa. Recurso negado
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
numero_processo_s : 10183.008808/2009-34
conteudo_id_s : 6723973
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Dec 13 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2802-001.455
nome_arquivo_s : 280201455_10183008808200934_201203.pdf
nome_relator_s : DAYSE FERNANDES LEITE
nome_arquivo_pdf_s : 10183008808200934_6723973.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado:por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Tue Mar 13 00:00:00 UTC 2012
id : 4579104
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:14 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290045179822080
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1684; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE02 Fl. 596 1 595 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10183.008808/200934 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2802001.455 – 2ª Turma Especial Sessão de 13 de março de 2012 Matéria IRPF Recorrente JOSE MARCILIO DONEGA Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2009 Ementa: DEDUÇÃO. DESPESA MÉDICA. Na apuração da base de cálculo do imposto de renda da pessoa física são dedutíveis as despesas com médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, efetuadas pelo contribuinte, relativas ao próprio tratamento e ao de seus dependentes, quando comprovadas com documentação hábil e idônea. DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Não há que se falar em nulidade de decisão de primeira instância proferida por autoridade competente em processo administrativo fiscal que obedeceu o devido processo legal e o direito do contribuinte ao contraditório e à ampla defesa. Recurso negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado:por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Fl. 71DF CARF MF Impresso em 16/08/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/07/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Jorge Claudio Duarte Cardoso –Presidente (assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite – Relatora EDITADO EM:18/7/2012 Participaram, do presente julgamento os Conselheiros: Participaram, do presente julgamento os Conselheiros: Lúcia Reiko Sakae, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, German Alejandro San Martin Fernandez, Carlos André Ribas de Mello e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente). Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra acórdão proferido na Primeira instância administrativa, pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campo Grande (MS), que considerou procedente em parte, a impugnação apresentada, contra o lançamento por meio do qual exigese do recorrente, IRPF suplementar relativo ao ano calendário, 2008, em virtude glosa de dedução da base tributável para Despesas Médicas. A Terceira Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campo Grande (MS), ao examinar o pleito, proferiu o acórdão n° 0424.539, de 18 de maio de 2011, que se encontra às fls. 42/47, cuja ementa é a seguinte: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2009 GLOSA DE DESPESAS MÉDICAS A dedução das despesas médicas limitase a pagamentos especificados e comprovados mediante documentação hábil e idônea. PRODUÇÃO DE PROVAS. A prova documental deve ser apresentada com a impugnação, a menos que fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; refirase a fato ou a direito superveniente; ou destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos, situações que devem ser comprovada em petição que demonstre sua ocorrência. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte A ciência de tal julgado se deu por via postal em 09/06/2011, consoante o AR – Aviso de Recebimento –. (fls. 45). Fl. 72DF CARF MF Impresso em 16/08/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/07/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10183.008808/200934 Acórdão n.º 2802001.455 S2TE02 Fl. 597 3 À vista da decisão, foi protocolizado, em 07/07/2011, recurso voluntário dirigido a este colegiado, fls. 50/54 no qual o pólo passivo, com vistas a obter a reforma do julgado, alega, com fulcro no artigo 5º, inciso LV, da Constituição Federal, que a decisão de primeira instância inovou o lançamento. Assevera que teve cerceado o seu direito de defesa, visto que não teve oportunidade de se defender ou juntar os documentos pertinentes as indagações da autoridade de primeira instância , abaixo reproduzidas: Que assim é necessário que seja comprovado: 1. Quem são as pessoas que receberam tratamento para que fique comprovado que estas pessoas são o próprio contribuinte ou seu dependente: 2. Que haja nos recibos médicos apresentados, a descrição dos serviços prestados para que fique caracterizado se tratar de despesas médicas dedutíveis; 3. Comprovação do efetivo desembolso para que se verifique se o pagamento ocorreu e se ocorreu dentro do ano calendário. Assegura que não foi devidamente intimado para produzir as provas previstas no § 1º O , Art. 7°o , da Portaria RFB 10.875/2007 , que serviu como fundamento para o indeferimento de sua impugnação. É o relatório. Voto Conselheira Dayse Fernandes Leite Relatora O recurso de fls.50/54 é tempestivo, consoante o cotejo do AR – Aviso de Recebimento de fl. 45 protocolo de recepção aposto à fl. 50. Estando dotado, ainda, dos demais requisitos formais de admissibilidade, dele conheço. Tratase de litígio em torno: a) Glosa do valor de R$ 14.120,78,_ indevidamente deduzido a título de Despesas Médicas, por falta de comprovação, ou por falta de previsão legal para sua dedução, pagamento supostamente efetuado a UNIMED COOPERATIVA MÉDICA DE CUIABÁ , CNPJ 03.533.726/000188. A única razão da glosa foi falta de comprovação das despesas. Isto é textual, não comporta dúvidas Tendo sido apresentados na fase de impugnação os documentos de fls.09 A 21, parte da dedução foi restabelecida Fl. 73DF CARF MF Impresso em 16/08/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/07/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 Quanto aos demais recibos fls. 61/65 e 68/72, abaixo relacionados, não merece reparo o acórdão recorrido que se fundamentou no art. 8º inc. II da lei 9.250, de 26 de dezembro de 1995, para considerar procedente o lançamento uma vez que as despesas médicas, em questão, foram realizadas com beneficiários não relacionados como dependente na DIRPF do recorrente. A parte não restabelecida referese aos recibos de. 55/61 e 62/67, que são os mesmos trazidos na fase impugnatória. 1. Comprovante pagamento plano saúde UNIMED no valor de R$344,82 e R$942,20 – sendo o beneficiário declarante ( José Marcílio Donega), fls. 55/62; 2. Comprovante pagamento plano saúde UNIMED no valor de R$301,53 e R$1.004,78 – sendo o beneficiário MARIA DE LOURDES ALVES DONEGA, fls. 56/63; 3. Comprovante pagamento plano saúde UNIMED no valor de R$225,55 e R$7948,72– sendo o beneficiário THIAGO ALVES DONEGA, fls. 57/64; 4. Comprovante pagamento plano saúde UNIMED no valor de R$216,11 e R$881,60 – sendo o beneficiário MARIA CLARA FLECK DONEGA, fls. 61/66; 5. Comprovante pagamento plano saúde UNIMED no valor de R$238,15– sendo o beneficiário FABIANA DA SILVA FINI SOUSA, fls. 59; 6. Comprovante pagamento plano saúde UNIMED no valor de R$2.828,96 e R$7.859,41 – sendo o beneficiário JULIA DA SILVA FINI, fls. 60/67; 7. Comprovante pagamento plano saúde UNIMED no valor de R$90,14 e R$ 1.007,07– sendo o beneficiário SOLANGE KOHLHASE FLECK, fls. 58/65; Quanto a alegação de cerceamento de direito de defesa entendo que não procede tendo em vista que o recorrente foi intimado e teve a oportunidade de se manifestar conforme podese constatar ás fls. 36, sendo que , conforme consta no relatório da decisão de primeira instância, o contribuinte trouxe apenas o comprovante de rendimentos que mostra os valores pagos sem discriminar os beneficiários do plano de saúde. Ademais, na peça recursal nenhum outro documento é trazido que justificasse a alteração do lançamento ou a anulação ou mesmo reforma da decisão de primeira instância que foi proferida por autoridade competente em processo administrativo fiscal que assegurou ao contribuinte o direito ao contraditório, ao devido processo legal e à ampla defesa. Assim, não há qualquer reparo a ser feito no acórdão recorrido. Diante do exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO. Fl. 74DF CARF MF Impresso em 16/08/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/07/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10183.008808/200934 Acórdão n.º 2802001.455 S2TE02 Fl. 598 5 Brasília/DF, Sala de Sessões, 13 de março de 2012. (assinado digitalmente) Dayse Fernandes LeiteRelatora Fl. 75DF CARF MF Impresso em 16/08/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/07/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 35950.001885/2005-22
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Oct 18 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Mon Oct 18 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2005 a 30/06/2005
RESTITUIÇÃO. RECOLHIMENTO INDEVIDO. NÃO COMPROVAÇÃO
E responsabilidade do contribuinte comprovar o recolhimento feito
indevidamente a maior. Apurado débito através de NFLD, referente ao
mesmo fato gerador - obra de construção civil, não há que se falar em restituição.
Recurso Voluntário Negado.
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 2803-000.301
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Matéria: Outros proc. que não versem s/ exigências cred. tributario
Nome do relator: OSEAS COIMBRA JUNIOR
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Outros proc. que não versem s/ exigências cred. tributario
dt_index_tdt : Sat Feb 04 09:00:02 UTC 2023
anomes_sessao_s : 201010
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 30/06/2005 RESTITUIÇÃO. RECOLHIMENTO INDEVIDO. NÃO COMPROVAÇÃO E responsabilidade do contribuinte comprovar o recolhimento feito indevidamente a maior. Apurado débito através de NFLD, referente ao mesmo fato gerador - obra de construção civil, não há que se falar em restituição. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido
turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Oct 18 00:00:00 UTC 2010
numero_processo_s : 35950.001885/2005-22
anomes_publicacao_s : 201010
conteudo_id_s : 6754829
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Feb 03 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 2803-000.301
nome_arquivo_s : 280300301_35950001885200522_201010.PDF
ano_publicacao_s : 2010
nome_relator_s : OSEAS COIMBRA JUNIOR
nome_arquivo_pdf_s : 35950001885200522_6754829.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
dt_sessao_tdt : Mon Oct 18 00:00:00 UTC 2010
id : 4737830
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:41 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290045191356416
conteudo_txt : Metadados => date: 2011-10-28T15:10:26Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 9; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-10-28T15:10:26Z; Last-Modified: 2011-10-28T15:10:26Z; dcterms:modified: 2011-10-28T15:10:26Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:31ff4e36-b68c-46a9-b7ab-2b1dd7dcc0fe; Last-Save-Date: 2011-10-28T15:10:26Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-10-28T15:10:26Z; meta:save-date: 2011-10-28T15:10:26Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-10-28T15:10:26Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-10-28T15:10:26Z; created: 2011-10-28T15:10:26Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; Creation-Date: 2011-10-28T15:10:26Z; pdf:charsPerPage: 1313; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-10-28T15:10:26Z | Conteúdo => S2-TE03 Fl. I MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 35950.001885/2005-22 Recurso n° 254.540 Voluntário Acórdão n° 2803-00.301 — 3' Turma Especial Sessão de 18 de outubro de 2010 Matéria RESTITUIÇÃO: EMPRESAS EM GERAL Recorrente AM 5 CONSTRUCOES LTDA. Recorrida DELEGACIA DE JULGAMENTO EM CURITIBA/PR ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 30/06/2005 RESTITUIÇÃO. RECOLHIMENTO INDEVIDO. NÃO COMPROVAÇÃO E responsabilidade do contribuinte comprovar o recolhimento feito indevidamente a maior. Apurado débito através de NFLD, referente ao mesmo fato gerador - obra de construção civil, não há que se falar em restituição. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3a Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). ELTO S -PI --I -A-DET,IMA=Presidente. OSEASQOI JUNIOR - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Amilcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato e Helton Carlos Praia de Lima (presidente).. Relatório A empresa requer restituição referentes a parcelas retidas em notas fiscais de prestação de serviços de construção civil - competências maio, julho e agosto de 2004. A obra se refere a construção da superestrutura da sede da Câmara Municipal de Joinville/SC. 0 pedido foi protocolizado em 15.10.2004. Fundamentado em informação fiscal - fls 122 e ss, o Delegado da Receita Federal em Curitiba indefere o pedido. Inconformada, apresenta recurso a este Conselho, dizendo basicamente que o fundamento da decisão denegatória foi afastado com o que demonstrado no processo referente a Notificação Fiscal de Lançamento de Débito n° 37.082.110-6, lavrada em razão de procedimento fiscal aberto com o intuito de averiguar a regularidade da obra efetuada. Pede o julgamento conjunto da NFLD com o presente pedido de restituição. A DN referente à NFLD n° 37.082.110-6 encontra-se As fls 150/153, onde ficou decidido pela procedência da Notificação. 0 referido processo foi distribuído a este Relator e será apreciado conjuntamente. A NFLD se refere a período que abarca a restituição pleiteada — 05/2004 a 10/2004, referente ao contrato 14/2004 — superestrutura, e também período de 11/2004 a 11/2006 — contrato 34/2004 — construção parcial da nova sede da Camara. Continuando, por conta do disposto na portaria n° 14 de 09/12/2008, do Segundo Conselho de Contribuintes — fls 147, o processo retornou a Delegacia de Julgamento em Curitiba e, As tls. 155 temos decisão negando a restituição pleiteada. Novo recurso é apresentado — fls 175, onde alega, em síntese, que: 0 direito creditório discutido nestes autos depende da decisão que será proferida no Processo Administrativo n° 14474.00014212007-90 (NFLD no 37.082.110-6). motivo pelo qual o presente processo administrativo deve ficar sobrestado até o julgamento definitivo daquele PAF, pois sendo reconhecida a ilegalidade do arbitramento da remuneração dos empregados, através de aferição indireta, e, conseqüentemente, a idoneidade da contabilidade da Recorrente, que está sendo tratada no processo administrativo acima referido, restará evidente o direito ao crédito e, por conseqüência, o direito A restituição ora pleiteada. Quanto ao mérito, transcreve as razões expostas no recurso apresentado no PAF n° 14474.0001421/2007-9090 (NFLD n° 37.082.110 -6), como se segue: • A Auditora Fiscal não apontou a conduta que levou a desconsideração da contabilidade. A Recorrente sempre colocou A disposição da Auditora Fiscal todos os documentos contábeis, em perfeita ordem e todos com preenchimento fiel aos requisitos legais. Nada foi dito em contrário pela própria Fiscal. Alias, no item V do "Relatório Fiscal", a autoridade lançadora informa que, no procedimento fiscalizatório ref a NFLD n° 37.082.110-6, foram examinados: livros diários, livro razão magnético, notas fiscais, contratos, guias de recolhimento • A Auditora fez o cruzamento de algumas informações contábeis, cujo resultado, todavia, não revela nenhuma evidência de utilização de mão- 2 Processo n° 35950.001885/2005-22 S2-TE03 Acórdão n.° 2803-00.301 Fl. 2 de-obra sem registro, ou mesmo que a obra em exame, por suas características, não poderia ser construída com o montante de mão-de- obra expresso na contabilidade. • 0 orçamento é um instrumento da Construtora para se chegar ao valor em que se materializará a sua proposta na concorrência. Não se pode partir dos valores nele presentes para se traçar qualquer conclusão sobre a efetiva aplicação de materiais ou mão-de-obra que, de fato, foram utilizados no serviço em questão. o Cronograma Físico Financeiro (orçamento) não reflete a "realidade" da mão-de-obra aplicada, não podendo a comparação entre as informações nele presentes com os valores efetivamente gastos com mão-de-obra servir como base para a verificação da integridade da contabilidade da Recorrente. • As discriminações realizadas nas referidas notas fiscais não correspondem à realidade dos gastos efetivamente efetuados com mão- de-obra no empreendimento em exame. Pelo contrário, foi uma exigência do Contratante, à qual a Recorrente se vergou, porém em momento algum reconhecendo como verdadeiro o montante de 50% como gastos referentes a serviços. • Os métodos de aferição indireta (arbitramento) somente são cabíveis quando forem omissos ou não mereçam fé as declarações ou os esclarecimentos prestados pelo sujeito passivo. • Foram aplicadas soluções de engenharia para diminuir a mão-de-obra utilizada. • Durante todo o curso do empreendimento, a Recorrente contabilizou toda a mão-de-obra utilizada. Como bem observado pela Fiscal, somente um empregado foi utilizado diretamente pela Recorrente (supervisor da obra), com todo o serviço restante sendo objeto de subcontratação. Termina por requerer o sobrestamento do presente processo de restituição até o julgamento definitivo do Processo Administrativo n° 14474.000142/2007-90, decorrente da NFLD n° 37.082.110-6, e o provimento do recurso interposto. É o relatório Voto Conselheiro OSEAS COIMBRA JUNIOR, Relator Inicialmente cumpre esclarecer que a empresa efetuou obras de construção civil para a Câmara de Vereadores de Joinvile, contratos 14/2004 e 34/2004, e solicitou restituição através dos processos 35950.001758/2004-42, 35950-002202/2004-73, 35950- 002821/2008-77 e 35950-001885/2005-22. Devido a discrepâncias de informações, foi aberta ação fiscal para apurar os fatos geradores das obras constantes nos pedidos de restituição e, ao final, lavrada a NFLD n° 37.082.110-6 e indeferidos os pedidos solicitados. \..r> 3 Dada a identidade de fatos geradores, apreciaremos em conjuntO 'os processos de restituição e a NFLD lavrada. As razões de recurso expressamente remetem a. NFLD, pois e onde se encontram os elementos de prova. Às fls 122 a autoridade fiscal informa que, devido ao conflito de informações entre o Cronograma Físico Financeiro anexo ao Contrato e as Notas Fiscais de Serviços, foi necessário o exame da contabilidade da empresa, onde a fiscalização entendeu que: 1. 0 contrato 14/2004 – fls. 18/26 não estabelece o percentual de materiais e de serviços empregados nesta execução. 0 Cronograma Físico Financeiro discrimina Serviço/Material no valor total de R$ 1.903.393,90. Termo aditivo altera o valor global do contrato para R$ 2.321.694,75. 2. Na Conta Contábil 4103 — Custo de Obras Contratadas e na Conta n° 2101 — Fornecedores, constam registradas todas as Notas Fiscais de Materiais utilizados na superestrutura da obra da nova sede da Camara dos Vereadores de Joinville, e constatou-se que foram utilizados na realidade apenas um percentual de 23,30% de materiais com relação ao valor total das NFPS, devidamente contabilizadas na conta n° 3102 — Obras Contratadas. 3. Anexa planilha onde consta o valor bruto das NFPS e o valor considerado material – apenas na nota emitida em 31/05/2004, não foi considerado o percentual de 50% como mão-de-obra e sim 15%, o restante - 85%, considerado material. 4. Do exposto acima, temos que, dos valores totais das notas fiscais de serviços, apenas 23,3% foi efetivamente comprovado como material, através da contabilidade da contratada, apesar de destacados 50% e 85% na nota de 31/05/2004. 5. Foi verificada a contratação de subempreitadas parciais para a realização deste contrato, sua contabilização, e recolhimento da retenção dos 11%, confirmado no Sistema Plenus. 6. A AM5 possuía um único empregado na obra, que supervisionava as subempreiteiras. Seus recolhimentos estão comprovados no sistema PLENUS. 7. Ha defasagem de 898,56% dos salários de contribuição da mão-de-obra direta (01 empregado) e indireta (subempreiteiras) empregada na obra, com relação ao salário -de-contribuição contido nas NFPS, ou seja, necessita-se multiplicar o salário -de-contribuição considerado pela empresa @elas NFPS) por 8,9856 que somado a ele mesmo, dará o salário -de-contribuição real. Isto significa que foi utilizado apenas 4,01% da mão-de-obra contida nos serviços da Nota Fiscal – fls 123/124. 8. 0 cálculo da MO nas NFPS foi feito pelas aliquotas de 75%(contrato 14/2004) e 70%(contrato 34/2004) do total da nota como serviços e, sobre esse valor, aplicou-se 40% - consoante arts. 600, I e 601 §1° da IN 003/05. Utilizou-se 75% sobre os valores do contrato 14/2004 uma vez que o material devidamente contabilizado, foi de 23,3%, como adrede citado – realizado arredondamento(fls 78) e 70% sobre os valores do contrato contrato 34/2004, pois oj 4 Processo n° 35950.001885/2005-22 82-TE03 Acórdão n.° 2803-00.301 Fl. 3 material devidamente contabilizado atingiu o montante de 29,2%(fls 75) das notas emitidas. 9. Sobre os valores encontrados, subtraiu-se o salário de contribuição declarado em folha de pagamento(fls 80) da empresa e das subempreiteiras, aplicou-se aliquota de 36,8%, determinando o valor devido ao INSS, e subtrairam-se os valores efetivamente retidos da autuada.(fls 82). 0 cálculo da MO utilizada foi feito dividindo-se a diferença - valores a recolher, por 0,368 — cálculo inverso para apuração do salário de contribuição(fls 82) para o correto lançamento no SAFIS(fls 04 e ss). 10. Da mão-de-obra declarada em folha de pagamento da notificada e utilizando-se cálculo inverso - valor da retenção de 11% dividido por 0,368 - para apuração do salário de contribuição das contratadas/subernpreiteiras, temos que, para o contrato 14/2004, de R$ 2.321.694,75, realizado de 05/2004 a 10/2004 — superestrutura, foi apurado um total de mão-de-obra de R$ 4.014,21 do único empregado e R$ 65.737,28 das subempreiteiras e, para o contrato 34/2004, de R$ 5.617.376,11, realizado de 11/2004 a 11/2006— construção parcial da sede, foi apurado um total de mão-de-obra de R$ 15.426,00 do único empregado e R$ 117.447,43 das subempreiteiras. Resumindo — contratos de R$ 7.939.070,86 e mão- de-obra R$ 202.624,92. 11. Embasado no Art. 33, §6°, da Lei n° 8.212/ 91, utiliza o instituto da aferição indireta por constatar que a contabilidade não registra o movimento real da remuneração dos segurados a serviço desta obra, urna vez que os serviços e materiais contidos no contrato divergem dos declarados nas Notas Fiscais, que por sua vez, divergem ambos da realidade dos fatos apurados na contabilidade pelo registro de apenas 23,30% de materiais. NFLD no 37.082.110-6 - Processo n° 14474.00014212007-90 No recurso voluntário apresentado ao processo n° 14474.00014212007-90, a empresa alega: 1. Nulidade da r. decisão por não se manifestar acerca dos pedidos de perícia técnica e contábil requeridos. 2. Ausência de fundamento para aferição. 3. A mão-de-obra foi plenamente contabilizada. 4. Erro na metodologia de arbitramento. 5. Contesta os valores de materiais contabilizados apontados pela fiscalização Sobre a nulidade pela não manifestação acerca de pedidos de perícia técnica e contábil, temos que na impugnação — fls 108, o pedido foi assim formulado. Muito embora já plenamente provado pelos laudos técnicos apresentados em anexo, requer-se a realização de perícia Cr) 5 técnica, por profissional da área de engenharia (.) e bem assim perícia contábil. ( .) 0 decreto 70.235/72, que regula o processo administrativo fiscal, em seu art. 16 menciona os requisitos da impugnação. 0 inciso III determina que a peça já deve trazer os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir. 0 inciso IV regula os pedidos de diligência ou perícia e, por fim os §§1° e 4° consideram não formulados os pedidos que não atendam aos requisitos elencados e determinam que toda prova seja apresentada quando da impugnação. Transcrevemos. Art. 16. A impugnação mencionará: IV - as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação dos quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional do seu perito. (Redação dada pela Lei n°8.748, de 1993) § 1° Considerar-se-á não formulado o pedido de diligência ou perícia que deixar de atender aos requisitos previstos no inciso IV do art. 16. (Incluído pela Lei n°8.748, de 1993) 4" A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante faze-10 em outro momento processual, a menos que: (Incluído pela Lei n° 9.532, de 10/12/97) Resta demonstrado que o impugnante formulou pedido de perícia sem apresentar os necessários quesitos ou qualificação do profissional, em total desacordo com a norma citada. Uma vez que o requerente não seguiu o previsto no prefalado art. 16, aplica-se a regra do § 1°, considerando-se não formulado o pedido de perícia. Acerca do laudo pericial contábil anexado voluntariamente pelo contribuinte, assim se manifestou o julgador de primeiro grau, cujas conclusões compartilho: A impugnação juntou aos autos um pretenso laudo pericial contábil. Ocorre que a conclusão desse laudo não vai além do evidente, ou seja, os fatos contábeis que a empresa apresentou estariam lançados na contabilidade. Em momento algum, porém, procura desfazer as informações fornecidas pela Auditoria no Relatório Fiscal do lançamento e demonstrar que executou a obra dispondo de apenas 4,01% e 3,38% a titulo de mão de obra em relação ao total dos serviços. No tocante a esse laudo tem-se, ainda, que os valores nele elencados, sejam de mão de obra sejam de materiais, divergem substancialmente daqueles encontrados pela Auditoria Fiscal e não vem acompanhado de nenhuma prova documental de que esses é que estariam corretos e não aqueles apontados pela Auditoria. Pelo que se nota, esses valores estariam lançados nas contas "Custo de Obras Contratadas" e "Fornecedores". Tais contas são menéricas de modo clue nelas podem estar lançados fatos contábeis 6 Processo n' 35950.001885/2005-22 82-TE03 Acórdão n.° 2803-00.301 Fl. 4 pertinentes a outras obras executadas pela empresa na época e não só à obra da Camara Municipal de Joinville. Assim, haveria que ser demonstrado que os documentos que deram suporte aos lançamentos relacionados pela defesa se vinculariam inequivocamente a citada obra. Sabe-se que em matéria tributária a prova documental é elemento essencial para corroborar os argumentos da impugnação. Nesse passo, laudos periciais elaborados de forma unilateral pelo sujeito passivo, se desacompanhados da necessária prova documental, não são capazes para fornecer o necessário suporte ás alegações da defendente. Ante a falta dos elementos que possam colocar em dúvida as informações prestadas pela Auditoria Fiscal, não épossívei acatar o referido laudo, sequer como inicio de prova para impor eventual diligencia com vistas ao reexame do lançamento por parte da Fiscalização. Ademais disto, com relação a mão de obra, o mesmo laudo considerou como sendo mão de obra o valor total das notas fiscais emitidas pelas empreiteiras, somando R$ 605.079,55. Isto porém não é possível, porque no valor das notas estão incluidos, além da remuneração dos segurados empregados (mão de obra), também os encargos sociais e tributcirios, demais despesas operacionais e administrativas e o lucro das prestadoras de serviço. Cerca de apenas 30 a 35% do valor das notas correspondem a remuneração sujeita ã contribuição previdenciária. E isto que se extrai da conversão para base de cálculo da contribuição de 11% retida sobre as notas fiscais, mediante a divisão do valor retido por 0,368. Assim, no máximo RS 211.777,84 dos RS 605.079,55 mencionados pela empresa correspondem a remuneração. Esse valor está próximo da mew de obra apurada pela Auditoria Fiscal na vigência dos dois contratos fiscalizados (RS 202.624,92). Fica demonstrado que a própria perícia realizada pelo recorrente — fls 438 - converge para a quantia apurada pela fiscalização, em torno de R$ 200.000,00 reais de mão-de- obra — custo direto, sem encargos. Repise-se que os valores das obras totalizam R$ 7.939.070,86. Os fundamentos para aferição foram detalhados no relatório fiscal respectivo, inclusive com planilhas e as razões de convencimento do Auditor. A aferição foi feita corn base nos valores de nota fiscal e está minuciosamente descrita no prefalado relatório. Sobre a contabilização da mão-de-obra e discrepâncias de valores contabilizados apontados pela fiscalização, novamente o contribuinte não traz documentos que comprovem o alegado. Nos autos temos apenas planilhas e os poucos documentos acostados - notas fiscais - não fazem prova da contabilização da mdo-de-obra. 7 As fls 112, o recorrente atesta que "no quadro resumo em 'anexo que a categoria diversos guarda o montante de R$ 1.770.837,05. Esta classe de gastos abrange desde pareceres técnicos de consultoria até gastos médicos de exames admissionais." Já As fls 521, informa que "somente um empregado foi utilizado diretamente pela recorrente (supervisor de obra), com todo o serviço restante sendo objeto de subcontratação". As notas fiscais acostadas no anexo CUSTOS DIVERSOS VINCULADOS A OBRA DA CAMARA DE VEREADORES — fls 302 a 309, que se referem a exames médicos pré admissionais, periódicos e demissionais, perícias e auditorias médicas, totalizam R$ 341.241,32, quantia incompatível com a folha de pagamento de um empregado. Atesta ainda As fls 112/113, gastos diretos de R$ 3.291.203,23, gastos diversos de R$ 1.770.837,05 e impostos de R$ 518.649,33, o que totaliza R$ 5.580.689,61 — sem contabilizar estadia e alimentação de pessoal. Já o parecer técnico de fls 464, aponta um custo total de R$ 5.386.256,36, a demonstrar inconsistência nas contas apresentadas. As fls 495 temos a Decisão Notificação, informando ainda: 1. Quanto aos gastos indiretos, como pagamentos de despesas por exames médicos, que a impugnação alega estarem vinculadas A. obra, merece notar que foram juntadas aos autos, notas fiscais (sem nenhuma vinculação à obra) de valores consideráveis, emitidas pelos prestadores de serviços nos meses de junho/2004, julho/2004, agosto/2004, setembro/2004 e outubro/2004. Ora, se a empresa teve apenas um segurado empregado registrado na obra, é de se concluir por uma ou por outra hipótese: ou ela impunha que esse único empregado fizesse exames médicos caríssimos todos os meses ou então mantinha outros segurados empregados na obra sem a necessária inscrição na previdência social. Por isto, ao contrário do que pretende a impugnação, esses documentos fazem prova contra sua própria tese. 2. Não houve desprezo pela escrita da Impugnante, mas verificou-se que o valor declarado na escrita regular, despendido com a mão-de-obra, não é o suficiente para a conclusão das obras em questão. Ao contrario do que entende a impugnação, são de meridiana clareza os motivos elencados nos relatórios fiscais anexados As Notificações Fiscais de Lançamento de Debito que conduziram A. utilização do método da aferição indireta. DA RESTITUIÇÃO PLEITEADA Entendemos que as discrepâncias de bases de cálculo do que apurado em NFPS e o que efetivamente é contabilizado como material e mão-de-obra, via de regra, não justificam o arbitramento. Os percentuais aplicados ao total das NFPS são presunções legais para apuração dos 11% a serem retidos e não se sobrepõe ao que apurado na contabilidade - valor real. Por outro lado, tal fato, corroborado com outras evidências, levam a convicção da não confiabilidade do que escriturado. Os fatos elencados nos levam a concluir pela procedência da decisão impugnada. A grande discrepância entre os valores contabilizados como mão-de-obra, em termos percentuais, e os indices normativos — obtidos por aferições de mercado — aliados a despesas de exames médicos desproporcionais para o que seria atendimento de um único segurado, R$ 341.241,32 — fls 302 a 309- processo n° 14474.00014212007-90, inconsistências das contas apresentadas, insuficiente apresentação de documentação fiscal e lançamentosç 8 Processo n° 35950.001885/2005-22 S2-TE03 Acórdao n.° 2803-00.301 Fl. 5 contábeis não individuados por obra, impossibilitando a comprovação dos reais custos da construção da superestrutura e sede da Camara Municipal de Joinville, sustentam a adoção do procedimento de aferição indireta. Fica assim demonstrado que o contribuinte não comprovou o direito A restituição dos valores pleiteados. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, nego-lhe provimento. Sala das Sessões, em 18 de outubro de 2010 OSEAS IMB JUNIOR 9
score : 1.0
Numero do processo: 10410.005360/2003-81
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Mar 23 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Thu Mar 23 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 303-01.134
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: ZENALDO LOIBMAN
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Sat Jan 21 09:00:02 UTC 2023
anomes_sessao_s : 200603
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Mar 23 00:00:00 UTC 2006
numero_processo_s : 10410.005360/2003-81
anomes_publicacao_s : 200603
conteudo_id_s : 6744218
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jan 16 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 303-01.134
nome_arquivo_s : 30301134_10410005360200381_200603.pdf
ano_publicacao_s : 2006
nome_relator_s : ZENALDO LOIBMAN
nome_arquivo_pdf_s : 10410005360200381_6744218.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Thu Mar 23 00:00:00 UTC 2006
id : 4623367
ano_sessao_s : 2006
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:21 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; xmp:CreatorTool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2014-10-16T15:13:37Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:docinfo:creator_tool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: false; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2014-10-16T15:13:37Z; created: 2014-10-16T15:13:37Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2014-10-16T15:13:37Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Xerox WorkCentre 5755; pdf:docinfo:created: 2014-10-16T15:13:37Z | Conteúdo =>
_version_ : 1761290045193453568
score : 1.0
