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Numero do processo: 10283.002947/2001-79
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue May 22 00:00:00 UTC 2012
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
SOCIAL COFINS
Período de apuração: 30/03/1994 a 28/02/1998
Constatado que a decisão recorrida exonerou crédito tributário superior aos
valores do indébito reconhecido, devem ser homologados os valores apurados
pela diligência não impugnados pela empresa Recorrente.
Recurso de Ofício Parcialmente Provido e Negado Provimento ao Recurso
Voluntário.
Numero da decisão: 3301-001.478
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso de ofício e negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: ANTONIO LISBOA CARDOSO
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ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 30/03/1994 a 28/02/1998 Constatado que a decisão recorrida exonerou crédito tributário superior aos valores do indébito reconhecido, devem ser homologados os valores apurados pela diligência não impugnados pela empresa Recorrente. Recurso de Ofício Parcialmente Provido e Negado Provimento ao Recurso Voluntário.
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Recurso de Ofício Parcialmente Provido e Negado Provimento ao Recurso Voluntário. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso de ofício e negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. Rodrigo da Costa Pôssas Presidente Antônio Lisboa Cardoso Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José Adão Vitorino de Moraes, Antônio Lisboa Cardoso (relator), Amauri Amora Câmara Júnior, Andrea Medrado Darzé, Maria Teresa Martínez López e Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente). Fl. 300DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 09/08/20 12 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 11/06/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO 2 Relatório Cuidase de recursos de ofício e voluntário em face da decisão da DRJ/MANAUS, sintetizada na ementa a seguir reproduzida: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Período de apuração: 30/03/1994 a 28/02/1998 Ementa: COFINS. Falta de RecolhimentosVerificada a existência de procedimento de compensação, apoiado em decisão judicial, não conhecido à época do lançamento é de se rever o procedimento fiscal. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Exercício: 1995, 1994 Ementa: Nulidade da Ação Fiscal. Não provada violação das disposições contidas no art. 142 do em, nem dos arts. 10 e 59 do Decreto n° 70.235/72, não há que se falar em nulidade, quer do lançamento, quer do procedimento fiscal que lhe deu origem, quer do documento que formalizou a exigência fiscal. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Exercício: 1994, 1995 Ementa: Solicitação de Perícia. Indeferese a solicitação de perícia quando as informações carreadas ao processo são suficientes para a formação da convicção da autoridade julgadora LANÇAMENTO PROCEDENTE EM PARTE. O contribuinte argumenta que deixou de recolher a Co In Mios meses de março, abril e maio de 1994, no total de R$ 1.353.908,53, por estar sob amparo da Decisão Judicial exarada no processo n.° 93.06044496, a qual lhe permitiu compensar tais débitos com valores recolhidos indevidamente aos cofres da União, resultante das diferenças do aumento de alíquotas das contribuições recolhidas ao Finsocial. Consta que em relação aos meses restantes, de junho de 1994 a fevereiro de 1998, o contribuinte alega que o lançamento decorre da inclusão indevida, na base de cálculo da contribuição, de valores que legalmente não compõem sua base imponível, tais como: o valor do IPI, devoluções de venda A decisão recorrida, reconheceu parcialmente o direito creditório da empresa, que atualizado até 31/12/1995, calculado consoante orientação contida na Norma de Execução Conjunta SRF/COSIT/COSAR n.° 08/1997, remonta 3.903.655,21 UFIR e o total dos débitos da Cofins a compensar(especificados no demonstrativo de fl.174, 11/93 a 05/94), atualizados até 31/12/95 pelo sistema SAFIRA, remonta 3.980.830,13 UFIR, é de se concluir que Fl. 301DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 09/08/20 12 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 11/06/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO Processo nº 10283.002947/200179 Acórdão n.º 330101.478 S3C3T1 Fl. 296 3 remanesce o valor de 77.174,92 UFIR de Cofins a recolher, o qual deve ser alocado na competência 05/94, recorrendo de ofício para instância superior. Interpostos os recursos de ofício e voluntário, o processo seguiu para então Segundo Conselho de Contribuintes, ensejando em 03/12/2001, a Resolução nº 20100.232, convertendose o julgamento em diligência, com a seguinte finalidade: 1) à luz dos demonstrativos de cálculo juntados em grau do presente recurso, sobre os mesmos se manifeste, apontando pontualmente as divergências existentes, demonstrando qual o valor efetivo do crédito tributário exigível ou se, vindo a concretizarse a afirmativa da recorrente, qual o valor em seu favor existente. 2) verifique, à luz dos demonstrativos existentes no processo, a efetiva extinção do crédito tributário, invocada pela contribuinte, para repelir a atribuição ao mês de maio/94 como momento da exigência do saldo encontrado, após o recalculo feito pela autoridade julgadora recorrida. Realizada a diligência, a unidade de origem informa às fls. 289 e 290, o seguinte: Tomando a planilha do contribuinte, contendo os créditos compensados do FINSOCIAL, à folha 174, cujos valores se repetem à folha 269, observase que a compensação efetuada até junho de 1994, no patamar de 3.539.440,46 UFIR estaria suportada pelo crédito ora apurado pela fiscalização no patamar de 3.691.224,13 UFIR, restando ainda, ao contribuinte, um saldo de 151.783,67 UFIR. Por outro lado, com a inserção dos juros, nos termos da DECISÃO DRJ/N° 110, acima mencionada, o valor devido em 31 de dezembro de 1995 se expressaria em 3.980.830,13 UFIR, contra um crédito de 3.691.224,13 UFIR, portanto com um saldo parcial favorável ao fisco no valor de 289.606,00 UFIR. Mencionamos saldo parcial porquanto restaria ainda ao contribuinte, créditos relativos a juros (1 por cento ao mês) incidentes sobre os créditos do FINSOCIAL de janeiro a abril de 1992 até dezembro de 1995, calculados abaixo, no patamar de 17 .021,46 UFIR, o que reduziria o saldo favorável ao fisco ao patamar der de 115.584,54 UFIR. MÊS VALOR EM UFIR JUROS VALOR DOS JUROS JAN/92 115.773,58 47 54.413,58 FEV/92 157.014,16 46 72.226,51 MAR/92 57.208,08 45 25. 743,64 ABR/92 49.176,67 44 21.637,73 SOMA 174.021,46 Em síntese, as diferenças apontadas estão relacionadas à aplicação prática da Norma de Execução Conjunta SRF/COSIT/COSAR n° 08 de 27 de junho de 1997, em particular quanto a incidência de juros nos débito/créditos do contribuinte, conforme relatamos. (grifos acrescidos). Cientificada, a empresa esta não se manifestou sobre a diligência. É o relatório. Fl. 302DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 09/08/20 12 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 11/06/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO 4 Voto Conselheiro Antônio Lisboa Cardoso, Relator Os recursos de ofício e voluntário atendem aos requisitos de admissibilidade, devendo serem conhecidos. Em relação ao resultado da diligência, que reconheceu a existência de crédito tributário remanescente no valor de 115.584,54 UFIR, ante os 77.174,92 UFIR, a empresa, ora Recorrente, foi cientificada, sem contudo manifestar qualquer contrariedade ao resultado da diligência, ensejando o improvimento do recurso voluntário. O recurso de ofício deve ser parcialmente provido, restabelecendose o crédito tributário aos valores apurado e demonstrado na diligência, conforme planilha de fls. 290/292. Em face do exposto, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso de ofício e negar provimento ao recurso voluntário, homologandose o crédito tributário aos valores apurados na diligência. Sala das Sessões, em 22 de maio de 2012 Antônio Lisboa Cardoso Fl. 303DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 09/08/20 12 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 11/06/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 19515.001125/2007-60
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Simples Nacional Ano-calendário: 2002, 2003, 2004, 2005 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO VOLUNTÁRIO. PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO. INTEMPESTIVIDADE. NÃO CONHECIMENTO. Não se conhece do Recurso Voluntário apresentado após o transcurso do prazo assinalado no artigo 33 do Decreto nº. 70.235/72 (30 dias).
Numero da decisão: 1301-000.946
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Primeira Seção de Julgamento, por unanimidade, não conhecer o recurso voluntário, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator.
Nome do relator: EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR
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Assunto: Simples Nacional Anocalendário: 2002, 2003, 2004, 2005 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO VOLUNTÁRIO. PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO. INTEMPESTIVIDADE. NÃO CONHECIMENTO. Não se conhece do Recurso Voluntário apresentado após o transcurso do prazo assinalado no artigo 33 do Decreto nº. 70.235/72 (30 dias). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Primeira Seção de Julgamento, por unanimidade, não conhecer o recurso voluntário, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. (assinado digitalmente) Alberto Pinto Souza Junior Presidente (assinado digitalmente) Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior Relator Fl. 671DF CARF MF Impresso em 28/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente e m 02/07/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente em 23/07/2012 por ALBERTO P INTO SOUZA JUNIOR 2 Participaram do julgamento os Conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior, Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jakson da Silva Lucas, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Carlos Augusto de Andrade Jenier. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto pela contribuinte acima identificada contra decisão proferida pela 1ª Turma da DRJ em São Paulo/SP. Depreendese do presente processo administrativo fiscal que em desfavor da ora recorrente foram lavrados autos de infração relativo ao IRPJSimples, à contribuição para o PISSimples, à CSLLSimples, à CofinsSimples, à Contribuição para a Seguridade Social INSSSimples, incluídos multa proporcional de 75% e juros de mora proporcionais (fls. 113 133). O Termo de Verificação e Constatação Fiscal (fls. 92/94) aponta que a recorrente, optante pelo SIMPLES, no anocalendário 2002, omitiu receitas, em razão da verificação de existência de depósitos bancários cuja origem não fora comprovada, consignando que o montante desses valores é muito superior àqueles informados como receita na declaração de rendimentos, resultando na exigência dos tributos incidentes sobre essa diferença. Foi constatada, ainda, insuficiência de recolhimento decorrente de mudança de faixa de alíquota do Simples incidente sobre a receita declarada em função do aumento do valor da receita bruta acumulada ocorrido com o cômputo da receita omitida. Devidamente cientificada (fl. 137), a recorrente apresentou Impugnação (fls. 145 152), alegando em síntese parcial decadência do direito de o Fisco glosar suas operações, assentando ainda que muito embora não se trate de interposição de pessoa os valores glosados pertencem à Ação Consultoria Empresarial, consoante documentos apresentados durante a fiscalização, sendo originários da venda de títulos de propriedade dessa empresa, ficando a cargo da recorrente apenas a intermediação de recebimento e repasse, não sendo responsável pelos tributos decorrentes. Afirmou ainda, que havendo provas de que tais recursos são de titularidade de terceira pessoa, não poderia ter sido alvo da presente autuação, por força do § 5º, do artigo 42 d a Lei n° 9.430/1996 e que o lançamento está lastreado apenas em extratos bancários, não existindo nexo de causalidade entre os depósitos e a omissão de rendimentos, o que seria inadmissível. Verificase ainda, que tendo sido constatado que o sujeito passivo incorreu em excesso de receita bruta para o anocalendário 2002, a Fiscalização encaminhou o processo para a Derat/SPO (fl. 138), com representação para sua exclusão do Simples. Acolhendo a representação do autuante, a autoridade fiscal na Derat/SPO emitiu o Ato Declaratório Executivo Dicat/Derat/SPO, n° 164, de 31 de maio de 2007 (fl. 245), excluindo a contribuinte do Simples por ter ultrapassado o limite legal para receita bruta no Fl. 672DF CARF MF Impresso em 28/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente e m 02/07/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente em 23/07/2012 por ALBERTO P INTO SOUZA JUNIOR Processo nº 19515.001125/200760 Acórdão n.º 130100.946 S1C3T1 Fl. 2 3 anocalendário 2002, infringindo o disposto no artigo 9º, inciso II, da Lei n° 9.317/1996, formalizado pelos autos do processo n° 19151.000304/200768. Notificada do ato de exclusão em 15/06/2007 (fls. 246 verso), a contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade (fls. 247 250), em que pede, em resumo, que o presente processo tenha seu prosseguimento suspenso até o deslinde final da discussão sobre a ocorrência de excesso de receita, objeto dos autos n° 19515.001125/200760, que se encontra pendente de julgamento, e, alega, ainda, que a presunção legal não pode servir de fundamento para sua exclusão do Simples, mas, no máximo, para apurar receitas omitidas. A 1ª Turma da DRJ em São Paulo/SP, nos termos do acórdão e voto de folhas 564 a 576, julgou procedentes os lançamentos, considerando, resumidamente, presente a presunção legal de omissão de receitas nos termos do artigo 42 da Lei nº 9.430/96. Em vista da citada decisão, emitiuse a intimação nº 1295/2011 (fl. 584), para fins de dar ciência à recorrente daquilo que decidido pela DRJ. Atestouse no topo da citada intimação que a empresa recorrente encontravase baixada no CNPJ, razão pela qual se encaminharia a intimação para a representante legal conforme extrato de folhas 592 e 593. Assim se de deu e o Aviso de Recebimento está encartado à folha 584 – verso, demonstrando que a intimação foi dirigida à senhora Janete Dantas dos Santos, titular da empresa individual autuada, em virtude desta, se encontrar baixada. Verificase que o mencionado Aviso de Recebimento foi assinado em 25 de abril de 2011 e somente em 23 de agosto daquele ano foi protocolado o Recurso Voluntário. Em seu recurso a contribuinte sustenta de início a tempestividade do feito por considerar viciada a intimação, alegando para tanto que por não se tratar de fiscalização na pessoa física da empresária individual não se poderia considerar válida a mera intimação em no endereço fiscal da empresária. No mais, reiterou os argumentos já relatadas e pugnou por conhecimento e provimento do Recurso Voluntário. É o relatório. Fl. 673DF CARF MF Impresso em 28/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente e m 02/07/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente em 23/07/2012 por ALBERTO P INTO SOUZA JUNIOR 4 Voto Conselheiro Edwal Casoni de Paula Fernandes Jr., Relator. O Recurso apresentado é intempestivo e seu conhecimento, em razão disso, encontra óbice intransponível. Em prejuízo do que argumenta a recorrente, o procedimento adotado pela autoridade administrativa ao encaminhar a intimação para o endereço da empresária titular da “empresa individual” autuada, que se encontrava baixada perante os cadastros do CNPJ (fls. 594 – 593), traduziuse em expediente que lhe assegurou a publicidade e resguardoulhe o direito de defesa. Tivesse a autoridade administrativa ignorado que a empresa individual se encontrava baixada e mesmo assim tivesse postado a intimação no endereço antigo, de alguma forma se poderia cogitar algum defeito na intimação, mas, ao contrário disso, verificando a baixa, encarregouse de intimar a pessoa física titular frisese de empresa individual. Nada há, portanto, que indique algum vício na intimação realizada, de sorte que o presente Recurso Voluntário não pode ser conhecido, porquanto apresentado intempestivamente. Com efeito, assim entabula o artigo 33 do Decreto 70.235/72, in verbis: Artigo 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. (...) (meus os grifos e as supressões) Tal prazo, como cediço, contase nos termos do artigo 5º do já referido Decreto, que assim versa: Artigo 5º. Os prazos serão contínuos, excluindose na sua contagem o dia do início e incluindose o do vencimento. Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato. Observese que a recorrente tomou ciência do acórdão recorrido em 25 de abril de 2011 (segundafeira), conforme aviso de recebimento de folha 584verso, ocorrendo que o protocolo do Recurso Voluntário fora efetivado apenas em 23 de agosto daquele ano, conforme consta da primeira página de se recurso, daí porque, forçoso é considerálo intempestivo, eis que ultrapassada a data limite de sua interposição. Frente ao exposto, não conheço do Recurso Voluntário. Sala das Sessões, em 13 de junho de 2012 (assinado digitalmente) Fl. 674DF CARF MF Impresso em 28/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente e m 02/07/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente em 23/07/2012 por ALBERTO P INTO SOUZA JUNIOR Processo nº 19515.001125/200760 Acórdão n.º 130100.946 S1C3T1 Fl. 3 5 Edwal Casoni de Paula Fernandes Jr. Fl. 675DF CARF MF Impresso em 28/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente e m 02/07/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente em 23/07/2012 por ALBERTO P INTO SOUZA JUNIOR
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Numero do processo: 10945.004992/2007-12
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 29 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Apr 30 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 10/08/2002 a 20/12/2004
Ementa:
IPI - IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS
Industrialização - Envazamento Água Mineral - Incidência do IPI. Ausência de comprovação de que o produto não é sujeito ao Imposto. Imunidade não comprovada.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3801-001.640
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Flávio De Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Maria Inês Caldeira Pereira Da Silva Murgel - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José Luiz Bordingnon, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio de Castro Pontes.
Nome do relator: MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 10/08/2002 a 20/12/2004 Ementa: IPI IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS Industrialização Envazamento Água Mineral Incidência do IPI. Ausência de comprovação de que o produto não é sujeito ao Imposto. Imunidade não comprovada. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Flávio De Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira Da Silva Murgel Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José Luiz Bordingnon, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio de Castro Pontes. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 94 5. 00 49 92 /2 00 7- 12 Fl. 963DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 13/03/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 15 /03/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10945.004992/200712 Acórdão n.º 3801001.640 S3TE01 Fl. 112 2 A ora Recorrente, Empresa de Água Mineral Itaipu Ltda., após se submeter a fiscalização da Receita Federal do Brasil, sofreu autuação, uma vez que, aos olhos da fiscalização, houve o suprimento no pagamento do IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados. No relatório elaborado pela fiscalização, concluiuse “que apesar da contribuinte ter direito ao pedido de ressarcimento e compensação do valor apurado como saldo de credito de IPI, referente a saída de água mineral corn e sem gás, esta não apurou devidamente o débito do produto tributado por alíquota diferente de zero, código 2201.10.00, estando assim o saldo de credito objeto de ressarcimento e compensação superestimado, pois deveria primeiro ser utilizado na dedução do imposto devido na saída, o qual erroneamente não foi apurado, e em sobrando credito, a contribuinte poderia solicitar ressarcimento e/ou compensação”. No entendimento da fiscalização, após tecer comentários acerca da incidência do IPI e dos produtos comercializados pela Recorrente, houve a conclusão de que estes estariam sujeitos à incidência do IPI, uma vez que “o envase de águas minerais caracterizase como uma operação de industrialização por acondicionamento (art 4º, inciso IV, do RIPI/02), assim como a adição de gás carbônico a estas águas caracterizase como uma operação de industrialização por beneficiamento (art 4º, inciso II, do Ripi/02). Por conseqüência, o produto água mineral envasada, comercializado pela contribuinte, é um produto industrializado, sujeito á. incidência do IPI”. Neste sentido, respeitando o prazo decadencial para constituição do crédito tributário que supostamente não foi recolhido pela Recorrente, foi lavrado auto de infração com a cobrança do valor total de R$ 836.383,39 (oitocentos e trinta e seis mil trezentos e oitenta e três Reais e trinta e nove centavos), já incluídos os juros e multas devidos na espécie. Não concordando com a autuação, o Recorrente apresentou impugnação administrativa, na qual alegou, em síntese, que o simples envazamento não se caracteriza como industrialização e que, por isso, não há que se falar em débito de IPI. Por outro lado, na mencionada impugnação, a Recorrente reconheceu que é devido o IPI nos casos em que há adição de gás na água mineral. Em julgamento da impugnação apresentada, a douta Delegacia de Julgamento da Receita Federal de Belém (PA), entendeu pela procedência dos lançamentos, uma vez que houve a comprovação, por parte da fiscalização, de que, de fato, os produtos comercializados pelo Recorrente sofrem industrialização e, por isso, estão sujeitos à incidência do IPI, nos moldes preconizados pela legislação. Concordando com os argumentos da fiscalização, a Delegacia de Julgamento se manifestou no sentido de que “a operação de envase de águas minerais caracteriza industrialização por acondicionamento, assim como a adição de gás carbônico ou qualquer outra substância a estas águas, visando aperfeiçoálas para o consumo, caracteriza operação de industrialização definida como beneficiamento”. Insistindo pela improcedência do lançamento, a Recorrente apresentou tempestivo Recurso Voluntário, no qual, repisando os argumentos da Impugnação apresentada, alegou, em síntese, que no envazamento da água mineral, seja com ou sem gás, não há industrialização, “mas apenas são criadas condições para que a água mineral – produto de Fl. 964DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 13/03/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 15 /03/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10945.004992/200712 Acórdão n.º 3801001.640 S3TE01 Fl. 113 3 primeira necessidade para sobrevivência do ser humano – tenha condições de comercialização”. Ainda, citando o § 3º, do artigo 155 da Constituição Federal, o Recorrente invocou a imunidade da água mineral com relação ao IPI. É o relatório. Voto Conselheiro Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel O recurso voluntário foi apresentado dentro do prazo legal, reunindo, ainda, os demais requisitos de admissibilidade. Portanto, dele conheço. Como relatado, no Recurso Voluntário apresentado, a Recorrente alega que o processo envazamento da água mineral não se caracteriza como processo de industrialização e que, por isso, não há que se falar em incidência do IPI. Sem razão, contudo, a Recorrente. Como muito bem observado pela douta Delegacia de Julgamento, o ordenamento jurídico é claro ao mencionar as hipóteses em que há industrialização. Neste ponto, adotando as razões do voto da DRJ de Belém do Pará, importante transcrever o seguinte trecho: As operações de beneficiamento e acondicionamento ou reacondicionamento caracterizam industrialização, nos termos do artigo 4º, incisos II, IV e § único, do RIPI, verbis: “Art. 4º Caracteriza industrialização qualquer operação que modifique a natureza, o funcionamento, o acabamento, a apresentação ou a finalidade do produto, ou o aperfeiçoe para consumo, tal como (Lei nº 4.502, de 1964, art. 3º, parágrafo único, e Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, art. 46, parágrafo único): (...) II a que importe em modificar, aperfeiçoar ou, de qualquer forma, alterar o funcionamento, a utilização, o acabamento ou a aparência do produto (beneficiamento); (...) IV a que importe em alterar a apresentação do produto, pela colocação da embalagem, ainda que em substituição da original, salvo quando a embalagem colocada se destine apenas ao Fl. 965DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 13/03/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 15 /03/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10945.004992/200712 Acórdão n.º 3801001.640 S3TE01 Fl. 114 4 transporte da mercadoria (acondicionamento ou reacondicionamento); ou (...) Parágrafo único. São irrelevantes, para caracterizar a operação como industrialização, o processo utilizado para obtenção do produto e a localização e condições das instalações ou equipamentos empregados. Depreendese, pois, da literalidade dos dispositivos transcritos que a operação de envase de águas minerais caracteriza industrialização por acondicionamento, assim como a adição de gás carbônico ou qualquer outra substância a estas águas, visando aperfeiçoálas para o consumo, caracteriza operação de industrialização definida como beneficiamento. A colocar a água mineral em recipientes para posterior consumo, a Recorrente altera a apresentação do produto e, por isso, nos termos dos citados dispositivos legais, faz industrialização, estando sujeita à incidência do IPI na operação. Não se desconhece que a Tabela TIPI traz hipótese de NT para as “águas minerais naturais”. Contudo, a Recorrente não se preocupou em comprovar que o produto por ela comercializado faz juz à Não Tributação do IPI. A fiscalização, pelo contrário, demonstrou que os produtos comercializados pela Recorrente são caracterizados pelos NCM’s 2201.10.00 (Agua mineral com gás) e 2201.90.00 (água mineral sem gás). Importante destacar que a própria Recorrente informou à fiscalização os códigos de NCM dos produtos por ela comercializados. Já com relação à imunidade arguida pela Recorrente, cumpre destacar que, mais uma vez, não há comprovação nos autos de que o comando constitucional, que limita a competência do ente tributante, se aplica aos produtos comercializados pela Recorrente. Não há nos autos qualquer comprovação neste sentido, muito menos decisão judicial favorável à Recorrente. A Receita Federal, em resposta à consulta formulada por contribuinte, já se manifestou no sentido de que a imunidade prevista no artigo 155, § 3º da Constituição Federal é “inaplicável a produto que não se comprove ser uma substância mineral e/ou que tenha sofrido processo de industrialização” Confirase: MINISTÉRIO DA FAZENDA SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 340 de 06 de Dezembro de 2004 ASSUNTO: Imposto sobre Produtos Industrializados IPI EMENTA: IMUNIDADE. MINERAIS. ÁGUA. Inaplicável imunidade do art.155, §3º, da CF, relativa aos minerais do País, a produto que não se comprove ser uma substância mineral e/ou que tenha sofrido processo de industrialização . As águas consideradas minerais imunes ao IPI encontramse relacionadas na Tipi em vigor, aprovada pelo Decreto nº 4.542, de 2002, como não tributadas "NT". As águas Fl. 966DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 13/03/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 15 /03/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10945.004992/200712 Acórdão n.º 3801001.640 S3TE01 Fl. 115 5 não consideradas como tal encontramse relacionadas na Tipi com alíquota positiva ou zero, sujeitandose ao IPI. Corroborando como todo o que exposto, importante citar julgado proferido pelo Tribunal Regional Federal da 2º Região, que afasta a imunidade do IPI no caso de envazamento, para posterior comercialização, de água mineral: CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. OPERAÇÕES ENVOLVENDO MINERAIS. IMUNIDADE PREVISTA NO §3º DO ART. 155 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ÁGUA MINENAL. BENEFICIAMENTO. INDUSTRIALIZAÇÃO. IPI. INCIDÊNCIA. APELAÇÃO IMPROVIDA. 1. A imunidade tributária conferida pela Constituição Federal às empresas que atuam no ramo da mineração é de caráter objetivo, sendo aplicável, apenas, em relação aos atos de comércio oriundos da atividade extrativista, tornandose, portanto, legítima e devida a exação pelas empresas que beneficiam e engarrafam água mineral, que não gozam de imunidade tributária absoluta. 2. Acrescentese que “Há, sem dúvida razão no veredicto quando aponta como 'interpretação excessiva' a exegese, que a Autora busca ver prestigiada, no sentido de que o benefício fiscal abrangeria todas as operações realizadas com minerais, à vista do comando constitucional. Com efeito, não se trata na espécie de tributar a operação de pesquisa, lavra ou de exploração da fonte mineral, mas de impor o tributo sobre as operações subseqüentes de beneficiamento efetuadas pela Autora, com a introdução do gás e o acondicionamento do produto, sob específicas condições de higiene, nas diversas embalagens”. 3. Por sua vez, a impetrante alega que o produto por ela comercializado nada mais é que o próprio mineral, em sua forma primitiva (fl. 148). Todavia, não há como ser afastada, no caso, a hipótese de seu aperfeiçoamento para o consumo, na medida em que é do conhecimento de toda e qualquer empresa que a confiança do consumidor no produto adquirido é fator preponderante para a sua manutenção no mercado, cada vez mais competitivo. 4. Portanto, seria inadmissível uma empresa não submeter seus produtos a qualquer controle de qualidade, mormente em se tratando de água mineral. 5. Caso inexista incongruência entre o objetivo social da apelante e o que é por ela alegado na petição inicial, para justificar a imunidade prevista no art. 155, §3º da CF, tal questão demandaria dilação probatória, hipótese que não se admite na estreita via do mandado de segurança. 6. Apelação conhecida e desprovida. (AMS 200002010692017, Desembargador Federal JOSE ANTONIO LISBOA NEIVA, TRF2 TERCEIRA TURMA ESPECIALIZADA, EDJF2R Data::06/07/2010 Página::202/203.) Fl. 967DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 13/03/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 15 /03/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10945.004992/200712 Acórdão n.º 3801001.640 S3TE01 Fl. 116 6 Assim, conheço do Recurso Voluntário, mas nego provimento, para manter, in totum, o lançamento do crédito tributário formalizado pela fiscalização. É como voto. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel Relator Fl. 968DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 13/03/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 15 /03/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
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Numero do processo: 13910.000891/2008-49
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 17 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Apr 29 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2006
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO INTEMPESTIVO.
Não se conhece do recurso apresentado após o prazo de trinta dias contados da ciência da decisão de primeira instância.
Recurso Voluntário Não Conhecido
Numero da decisão: 2801-002.994
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestivo, nos termos do voto do Relator.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin - Presidente em exercício
Assinado digitalmente
Marcelo Vasconcelos de Almeida - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Márcio Henrique Sales Parada, Carlos César Quadros Pierre e Luís Cláudio Farina Ventrilho.
Nome do relator: MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA
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RECURSO INTEMPESTIVO. Não se conhece do recurso apresentado após o prazo de trinta dias contados da ciência da decisão de primeira instância. Recurso Voluntário Não Conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestivo, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Presidente em exercício Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Márcio Henrique Sales Parada, Carlos César Quadros Pierre e Luís Cláudio Farina Ventrilho. Relatório Tratase de Notificação de Lançamento resultante da revisão de declaração de ajuste anual relativa ao exercício de 2006, que reduziu o saldo do imposto de renda a restituir AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 91 0. 00 08 91 /2 00 8- 49 Fl. 50DF CARF MF Impresso em 29/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 25/04/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 25/04/2013 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 13910.000891/200849 Acórdão n.º 2801002.994 S2TE01 Fl. 51 2 de R$ 776, 08 para R$ 475,10, em virtude de glosa de dedução de dependentes e de despesas médicas. O contribuinte apresentou a impugnação de fls. 2/7, que foi julgada improcedente pelo acórdão de fls. 22/26. Entenderam os julgadores da instância de piso que as netas somente poderiam figurar como dependentes na declaração caso o Interessado tivesse a guarda judicial das mesmas, em face do disposto no art. 35, IV, da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro 1995. As despesas médicas glosadas referemse a despesas de pessoas não relacionadas na declaração de ajuste anual. Cientificado da decisão de 1ª instância em 30/03/2011 (AR à fl. 29), o Interessado apresentou o recurso de fls. 30/37, acompanhado dos documentos de fls. 38/47. Na peça recursal aduz, em síntese, que: Os valores glosados referemse a despesas de sua filha (mãe solteira) e de sua neta, custeadas por ele. A revisão também deveria ter considerado, como dedução, o valor de R$ 2.422,03 referente ao 13º salário pago a título de pensão judicial, conforme Comprovante de Rendimentos Pagos e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte emitido pela Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil. Os documentos anexados (cópia dos autos nº 271/95), do Juízo de Direito da Comarca de Bandeirantes (PR), atesta a veracidade do alegado. Ao contribuinte cabe demonstrar e apresentar provas capazes de elidir e afastar as imputações irregulares impostas. No caso concreto, apresentou todas as provas quando intimado. Ao final, requer seja acolhido o recurso para cancelar as alterações efetuadas na declaração, retornando os valores declarados e corretos e os restituindo em sua totalidade. Voto Conselheiro Marcelo Vasconcelos de Almeida, Relator Aprecio, de início, a (in)tempestividade do recurso. O Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972, assim dispõe: Art. 5º Os prazos serão contínuos, excluindose na sua contagem o dia do início e incluindose o do vencimento. Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato. (...) Art. 23. Farseá a intimação: (...) Fl. 51DF CARF MF Impresso em 29/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 25/04/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 25/04/2013 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 13910.000891/200849 Acórdão n.º 2801002.994 S2TE01 Fl. 52 3 II por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) (...) § 2° Considerase feita a intimação: (...) II no caso do inciso II do caput deste artigo, na data do recebimento ou, se omitida, quinze dias após a data da expedição da intimação; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) (...) Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. No caso concreto a ciência ao contribuinte, do Acórdão da 6ª Turma de Julgamento da DRJ/CTA, se deu em 30/03/2011 (quartafeira), conforme Aviso de Recebimento – AR acostado aos autos em fl. 29 deste processo digital, o que significa dizer que o prazo final para apresentação do recurso ocorreu no dia 29/04/2011 (sextafeira). Em 02/05/2011 foi protocolado o recurso de fls. 30/37, ou seja, após transcorrido o prazo de 30 (trinta) dias da ciência da decisão de primeira instância. Caracterizada, portanto, a intempestividade do recurso apresentado. Face ao exposto, voto por não conhecer do recurso, por intempestivo. Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida Fl. 52DF CARF MF Impresso em 29/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 25/04/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 25/04/2013 por TANIA MARA PA SCHOALIN
score : 1.0
Numero do processo: 11516.001837/2009-29
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO DE RENDA DA PESSOA JURÍDICA IRPJ
Exercício: 2005
LUCRO ARBITRADO. APRESENTAÇÃO POSTERIOR DE LIVROS.
NÃO INVALIDADE. APLICAÇÃO DE SÚMULA.
A tributação do lucro na sistemática do lucro arbitrado não é invalidada pela apresentação, posterior ao lançamento, de livros e documentos imprescindíveis para a apuração do crédito tributário que, após regular intimação, deixaram de ser exibidos durante o procedimento fiscal. (Súmula CARF nº 59).
MULTA QUALIFICADA.
Omissão de receitas que permite o indevido enquadramento no regime tributário do SIMPLES e aproveitamento de seus benefícios caracteriza conduta dolosa equivalente, em tese, ao crime de sonegação fiscal, ensejando a qualificação da multa de ofício.
Numero da decisão: 1202-000.808
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
Nome do relator: VIVIANE VIDAL WAGNER
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ementa_s : IMPOSTO DE RENDA DA PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 2005 LUCRO ARBITRADO. APRESENTAÇÃO POSTERIOR DE LIVROS. NÃO INVALIDADE. APLICAÇÃO DE SÚMULA. A tributação do lucro na sistemática do lucro arbitrado não é invalidada pela apresentação, posterior ao lançamento, de livros e documentos imprescindíveis para a apuração do crédito tributário que, após regular intimação, deixaram de ser exibidos durante o procedimento fiscal. (Súmula CARF nº 59). MULTA QUALIFICADA. Omissão de receitas que permite o indevido enquadramento no regime tributário do SIMPLES e aproveitamento de seus benefícios caracteriza conduta dolosa equivalente, em tese, ao crime de sonegação fiscal, ensejando a qualificação da multa de ofício.
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APRESENTAÇÃO POSTERIOR DE LIVROS. NÃO INVALIDADE. APLICAÇÃO DE SÚMULA. A tributação do lucro na sistemática do lucro arbitrado não é invalidada pela apresentação, posterior ao lançamento, de livros e documentos imprescindíveis para a apuração do crédito tributário que, após regular intimação, deixaram de ser exibidos durante o procedimento fiscal. (Súmula CARF nº 59). MULTA QUALIFICADA. Omissão de receitas que permite o indevido enquadramento no regime tributário do SIMPLES e aproveitamento de seus benefícios caracteriza conduta dolosa equivalente, em tese, ao crime de sonegação fiscal, ensejando a qualificação da multa de ofício. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Nelson Lósso Filho Presidente (assinado digitalmente) Viviane Vidal Wagner Relatora Fl. 834DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2012 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 30/07/2012 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por NELSON LOSSO FILHO Processo nº 11516.001837/200929 Acórdão n.º 120200.808 S1C2T2 Fl. 835 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Nelson Lósso Filho, Carlos Alberto Donassolo, Nereida de Miranda Finamore Horta, Geraldo Valentim Neto, Orlando Jose Gonçalves Bueno e Viviane Vidal Wagner. Fl. 835DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2012 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 30/07/2012 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por NELSON LOSSO FILHO Processo nº 11516.001837/200929 Acórdão n.º 120200.808 S1C2T2 Fl. 836 3 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto pelo contribuinte em face de decisão de primeira instância que julgou procedente o lançamento de IRPJ apurado por arbitramento, seguido de CSLL, PIS e Cofins decorrentes, todos com multa de 150%, referentes a omissão de receitas no ano calendário de 2005. Por bem reproduzir os elementos constantes dos autos, adoto e transcrevo o relatório da decisão recorrida, literalmente: Tratase de litígio inaugurado em 02/06/2009, por impugnações (fls. 86, 100, 113 e 130) contra a exigência fiscal detalhada no Termo de Verificação Fiscal às fls. 56 a 62, envolvendo crédito tributário consolidado de R$1.818.359.53 (um milhão oitocentos e dezoito mil trezentos e cinqüenta e nove reais e cinqüenta e três centavos). Em decorrência de ação Fiscal – relativamente ao IRPJ e tributos reflexos do ano calendário de 2005 – levada a efeito contra a contribuinte identificada foram lavrados, em 04/05/2009, autos de infração de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (fls. 66 a 68), Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (fls. 71 a 75), Contribuição para o Programa de Integração Social (fls. 76 a 79), e Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (fls. 80 a 83). DO TERMO DE VERIFICAÇÃO FISCAL Segundo relato constante no Termo de Verificação Fiscal (fl. 29), apurouse o seguinte, no processo de fiscalização: A contribuinte tem como atividade econômica principal o “Transporte rodoviário de cargas em geral” e, em 2006, entregou declaração simplificada de apuração do IRPJ e demais tributos federais (Simples), relativa a sua movimentação econômicofinanceira do ano de 2005. Por meio do Termo de Início de Fiscalização, lavrado em 22/12/08, a contribuinte foi intimada a apresentar, entre outros documentos, os livros Diário e Razão ou, na ausência desses, Livro Caixa, relativos ao anocalendário de 2005. Em 09/02/2009, atendendo parcialmente à intimação, apresentou os livros Diário e Razão, relativos aos anos de 2004 e 2006, e os extratos bancários, referentes a contascorrentes mantidas em cinco diferentes entidades financeiras. Justificando a não entrega dos livros relativos ao anocalendário 2005, a contribuinte informou que “o (livro do) ano de 2005 ou foi extraviado ou não foi feito pela contabilidade”. A autoridade fiscal constatou que os créditos bancários em contas de titularidade da contribuinte, relativos ao ano fiscalizado, totalizavam R$9.318.395,40. Constatou, também, que a receita Fl. 836DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2012 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 30/07/2012 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por NELSON LOSSO FILHO Processo nº 11516.001837/200929 Acórdão n.º 120200.808 S1C2T2 Fl. 837 4 bruta constante da Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica – Simples 2006 (anocalendário 2005), alcançava somente R$423.828,12. Em 10/03/2009, a contribuinte foi formalmente reintimada a apresentar, no prazo de 20 (vinte) dias, os livros Diário e Razão referentes ao ano de 2005. Ademais, foi intimada a Justificar a diferença entre o somatório de todos os depósitos e créditos constantes em suas contas correntes no ano calendário 2005. relacionados no demonstrativo "Créditos em Conta Corrente 2005" e os valores declarados na Declaração Simplificada SIMPLES; (fl. 29, verso) Comprovar, com documentação hábil e idônea, coincidente em datas e valores, a origem dos recursos dos lançamentos a credito nas contas bancarias e listados no demonstrativo Créditos em Conta Corrente 2005 que não se constituam de Receitas Operacionais da empresa; (fl. 29, verso) Comprovar, com documentação hábil e idônea, coincidente em datas e valores, os efetivos créditos em conta corrente correspondentes as saídas escrituradas no livro de Registro de Saídas e constante nos Conhecimentos de Transporte Rodoviário de Cargas (CTRC) do período fiscalizado; (fl. 29, verso) Comprovar com documentação hábil e idônea a origem dos valores recebidos de BV Financeira S A em 05/10/2005 R$105.000,00 e Couto Barros Veículos Ltda. em 31/10/2005 RS125.000.00; (fl. 29, verso) Comprovar, por amostragem a origem e características dos créditos em contas correntes, apresentando Borderôs de Desconto ou documento equivalente, valores com os históricos “Credito de Operação Desconto Duplicata", "Cobrança", “UB DSC/ANTC" e "Desconto Comercial" (fl. 29, verso) Apresentar originais ou copias autênticas de Notas Fiscais de aquisição e os Certificados de Registro e Licenciamento dos veículos inicialmente informados como parte do Ativo Imobilizado da empresa, mas sem a identificação mínima sobre os mesmos (placa ou chassi). (fl. 30) A contribuinte foi informada de que “a não apresentação dos livros contábeis ou Livro Caixa implicaria na (sic) exclusão da empresa do regime de tributação do SIMPLES, bem como provocaria o ARBITRAMENTO do Lucro Tributável da mesma”. Ressaltouse também que, “a não comprovação, com documentação hábil e idônea, da origem de valores creditados/depositados em contas correntes, caracterizaria Omissão de Receitas de acordo com o art 42 da Lei 9.430/96. e que a mesma seria adicionada à base de calculo do Lucro Arbitrado conforme art 537 do RIR/99”. Fl. 837DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2012 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 30/07/2012 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por NELSON LOSSO FILHO Processo nº 11516.001837/200929 Acórdão n.º 120200.808 S1C2T2 Fl. 838 5 Diante do não atendimento às intimações, a autoridade fiscal procedeu à exclusão da contribuinte do regime de tributação simplificado, assim justificando: “Diante da não apresentação de escrituração contábil e/ou livro caixa, fato claramente relacionado ao objetivo de sonegar tributos de forma reiterada, e por exceder aos limites estabelecidos no inciso II "b", do artigo 13 da Lei 9.317/96, foi expedido o Ato Declaratório Executivo DRF/FNS nº 035, de 24/04/2009 da Delegacia da Receita Federal do Brasil em Florianópolis, às fl. 42, procedendo a exclusão da fiscalizada de ofício, do SIMPLES”. Não tendo sido justificada a diferença entre o total de créditos e depósitos bancários, apurado no processo fiscalizatório, e os valores declarados na DSPJ – Simples, restou à autoridade fiscal arbitrar o lucro da empresa, tomando por base as receitas conhecidas e também as omitidas. Conforme consta no Termo de Verificação Fiscal: “Esta fiscalização considerou como conhecidas, aquelas constantes na Declaração Simplificada SIMPLES (declaradas), e como Omissão de Receitas, a movimentação financeira não escriturada e sem comprovação de origem (depósitos bancários de origem não comprovada)”. Com respeito à penalidade, a autoridade fiscal entendeu aplicável multa qualificada expressando assim seu entendimento: “Por tratarse de empresa com movimentação financeira exageradamente superior às Receitas Declaradas e que não apresentou escrituração contábil ou Livro Caixa que retratasse o registro dessa movimentação, fica claro o evidente intuito de fraude, como definido no art. 72 da Lei nº4.502, de 30 de novembro de 1964. Desta forma, a multa sobre os créditos tributários lançados por esta fiscalização, relacionados a todas as infrações lançadas (inclusive as Receitas Declaradas) será qualificada conforme impõe o art. 44, inciso II da Lei 9.430/96, á alíquota de 150% (cento e cinqüenta por cento).” O Auto de Infração abrangeu, também, tributos reflexos (CSLL, PIS e Cofins). O crédito tributário total apurado foi de R$1.818.359,53, conforme discriminado na tabela a seguir. Discriminação do Crédito Tributário Lançado Valores em R$ DESCRIÇÃO IRPJ CSLL COFINS PIS TOTAL Principal 189.418,96 92.202,40 271.075,26 59.762,82 612.459,44 Juros de Mora 87.701,47 42.662,70 128.491,23 28.355,60 287.211,00 Multa 284.128,43 138.303,59 406.612,86 89.644,21 918.689,09 Total 561.248,86 273.168,69 806.179,35 177.762,63 1.818.359,53 A contribuinte foi cientificada de ter incorrido em ato que configura, segundo juízo da autoridade lançadora, crime contra a ordem tributária nos termos do art 1o, Inciso II da Lei 8.137/90. Conseqüentemente, formalizouse Representação Fl. 838DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2012 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 30/07/2012 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por NELSON LOSSO FILHO Processo nº 11516.001837/200929 Acórdão n.º 120200.808 S1C2T2 Fl. 839 6 Fiscal para Fins Penais no processo administrativo 11516.001922/200997, com base na Portaria RFB n° 665, de 24 de abril de 2008. Ademais, por força do art 64 da Lei n° 9.532. de 10 de dezembro de 1997, e a Instrução Normativa SRF nº 264 de 20 de dezembro de 2002, foi formalizado Arrolamento de Bens no processo administrativo nº 10920 004487/200918. DA PEÇA IMPUGNATÓRIA Regularmente intimada em 05/05/2009, a interessada apresentou: em 02/06/2009, tempestivas impugnações individuais referentes a cada tributo lançado (IRPJ, fl 86; CSLL, fl. 100; PIS, fl. 113 e Cofins, fl. 130). em 04/01/2010 (portanto após a apresentação das impugnações), diretamente a esta instância de julgamento, cópias dos livros Diário e Razão, referentes ao anocalendário de 2005. A seguir, sintetizase, naquilo em que são coincidentes, as argumentações apresentadas em cada peça impugnatória e, quando pertinente, apresentamse alegações específicas a cada tributo. da Nulidade do Ato Fiscal A autuada alega que “Há que se anular desde logo, o ato fiscal, por dúvida quanto à matéria de fato, eis que, a capitulação apontada conflita com o fato gerador da obrigação tributária”. Segundo a contribuinte, “O ato fiscal que deu origem ao lançamento do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica é capitulado nas disposições contidas nos artigos 530, III, 532 e 537 do Regulamento do Imposto de Renda aprovado pelo Decreto nº 3.000 de 2. de março de 1999,e ainda nos artigos 27, I, e 42 da Lei 9.430/96. Ressalvadas as disposições contidas nos artigos 530, III, e 537 do Decreto nº 3.000/99 e o artigo 42 da Lei nº 9.430/96 todas as demais disposições contidas no ato fiscal são impertinentes”. Segue, então, na mesma vertente, ao afirma que “o curto prazo que lhe foi concedido não foi suficiente para que colocasse em dia a escrituração de seus livros contábeis e fiscais, fato que implica em nulidade do ato fiscal por vício formal” do Arbitramento da Base de Cálculo do IRPJ Insurge a impugnante contra a apuração da base de cálculo do IRPJ alegando que “o arbitramento do lucro, na base de 9,6% sobre a receita presumida por empresa dedicada ao transporte rodoviário de cargas, data venia, não reflete a realidade dos fatos”. Emenda afirmando que “a autuada sujeita à tributação do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica pelo lucro real, provará através de seus balanços e demonstrativos contábeis, que ao invés de ter obtido lucros, vem acumulando prejuízos irrecuperáveis”. Reproduz trechos da doutrina e de julgados que, no seu entender, ratificariam as seguintes teses: (i) “a apresentação do balanço mesmo depois de encerrada a fiscalização faz prova material contra a presunção do arbitramento” e (ii) “a simples exibição do balanço geral afasta qualquer tipo de presunção”. Fl. 839DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2012 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 30/07/2012 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por NELSON LOSSO FILHO Processo nº 11516.001837/200929 Acórdão n.º 120200.808 S1C2T2 Fl. 840 7 do Arbitramento da Base de Cálculo da CSLL Com respeito à aplicação do percentual de 12% sobre o valor da receita para se obter a base de cálculo da CSLL, a contribuinte afirma: “No lançamento do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) o digno Autor do Lançamento arbitrou o lucro da Autuada tomando por base o percentual de 9,6% da receita bruta, enquanto que, no Auto de Infração da Contribuição Social sobre Lucro Líquido – CSLL, mesmo em se tratando de tributação decorrente ou reflexa, usou base de cálculo diferente daquela, qual seja o de 12%. Fato que por si só, implica em (sic) anulação do ato fiscal por dúvida quanto à matéria de fato”. do Aproveitamento de Créditos na Apuração do PIS/Cofins Na apuração do crédito tributário relativo às contribuições para o PIS e para a Cofins, argumente a autuada, que a autoridade fiscal contrariou as disposições contidas no artigo 3º incisos II, IV, V e da Lei nº 10.637/20021, ao não abater, da receita bruta arbitrada, os créditos relativos aos bens e serviços utilizados na prestação de serviços de transporte. Transcreve excertos de textos doutrinários nos quais se afirma, com base na legislação então vigente, que o direito de o contribuinte se apropriar de créditos relativos ao PIS e à Cofins decorre da regra da nãocumulatividade. Os créditos a que fariam jus os contribuintes seriam aqueles vinculados aos “dispêndios ligados a bens e serviços cujo grau de inerência em relação aos fatores de produção diga respeito: (i) a sua existência para o contribuinte; (ii) ao seu fazer funcionar; (iii) ao seu continuar existindo e funcionando com as qualidades originais; e (iv) ao ter uma existência e um funcionamento com melhores qualidades, pois, ao passar a ter novas qualidades o bem ou serviço, passa a ser novo perante o contribuinte”. Informa, então, que “A autuada durante o período compreendido de janeiro a dezembro de 2005 adquiriu créditos do PIS (Cofins) oriundos da aquisição de bens e serviços dentre outros gastos operacionais, cujos valores encontramse contabilizados em seu livro de Registro de Entradas”. da Aplicação de Multa Qualificada Por fim, a contribuinte entende não ser aplicável a multa qualificada de 150%, prevista no inciso II do artigo 44, da Lei 9.430/96. Em suas palavras: “Em nenhum momento do processo o Digno autor do lançamento constatou a existência de sonegação fiscal a que se refere o artigo 71 da Lei nº 4.502/64, e tão pouco (sic) indícios de fraude ou conluio (artigo 72, 73 da mesma Lei)”. Para sustentar seu entendimento, cita (i) acórdão do então Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda em que se decide pela “aplicabilidade da multa qualificada somente nos casos em que se restar devidamente caracterizado o dolo específico do agente evidenciando não somente a intenção, mas 1 Citouse o artigo 3º incisos II, IV, V e da Lei nº 10.637/2002, no caso das contribuições para o PIS e o artigo 3º incisos II, da Lei nº 10.833/2003. Fl. 840DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2012 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 30/07/2012 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por NELSON LOSSO FILHO Processo nº 11516.001837/200929 Acórdão n.º 120200.808 S1C2T2 Fl. 841 8 também o objetivo da fraude” 2; (ii) decisão proferida em Auto de Apelação Cível, na qual afirma ser possível, “em tese, a redução do percentual da multa por infração à legislação tributária ... quando fica caracterizada a desproporção do seu valor, frente a infração que lhe deu origem” 3; e (iii) ementa do Supremo Tribunal Federal, na qual admitese a redução de multa quando assume caráter confiscatório4. Finaliza as impugnações requerendo que seja “cancelado em sua totalidade o débito constante do auto de infração em apreço, como medida de justiça”. É o relatório. A DRJ/Florianópolis julgou procedente o lançamento, editando a seguinte ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Anocalendário: 2005 FALTA DE APRESENTAÇÃO DA ESCRITURAÇÃO. ARBITRAMENTO DO LUCRO. Na falta de apresentação da escrituração à autoridade fiscal ou na apresentação de escrituração imprestável para apuração do lucro real, é cabível o arbitramento dos lucros. LUCRO ARBITRADO. RECEITA BRUTA CONHECIDA. BASE DE CÁLCULO. O lucro arbitrado, quando conhecida a receita bruta, será determinado por meio de procedimento de oficio, mediante a utilização dos mesmos percentuais aplicados ao lucro presumido acrescidos de vinte por cento. APRESENTAÇÃO DE ESCRITURAÇÃO APÓS O LANÇAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. INEXISTÊNCIA DE ARBITRAMENTO CONDICIONAL. Cabe o arbitramento do lucro da pessoa jurídica que, intimada pela Fiscalização, deixa de apresentar os livros e documentos de sua escrituração exigidos pela legislação. Como inexiste arbitramento condicional, o ato administrativo de lançamento não é modificável pela posterior apresentação dos documentos cuja não exibição deu causa ao arbitramento. Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Anocalendário: 2005 REGIME CUMULATIVO. APLICABILIDADE NO CASO DE LUCRO PRESUMIDO E ARBITRADO. VEDAÇÃO DO DIREITO DE CRÉDITOS. 2 Primeiro Conselho de Contribuintes, Recurso nº 133203. 3 Tribunal Regional Federal da 4ª Região Fiscal, Autos da Apelação Cível nº 2007.72.060004758. 4 Supremo Tribunal Federal, Recurso Extraordinário 81550MG 20/05/1975. Fl. 841DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2012 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 30/07/2012 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por NELSON LOSSO FILHO Processo nº 11516.001837/200929 Acórdão n.º 120200.808 S1C2T2 Fl. 842 9 Sujeitamse ao regime cumulativo do PIS as receitas auferidas por pessoas jurídicas tributadas pelo imposto de renda com base no lucro presumido e arbitrado. Inexiste nesse caso o direito a créditos relativos às aquisições. Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – Cofins Anocalendário: 2005 REGIME CUMULATIVO. APLICABILIDADE NO CASO DE LUCRO PRESUMIDO E ARBITRADO. VEDAÇÃO DO DIREITO DE CRÉDITOS. Sujeitamse ao regime cumulativo do PIS as receitas auferidas por pessoas jurídicas tributadas pelo imposto de renda com base no lucro presumido e arbitrado. Inexiste nesse caso o direito a créditos relativos às aquisições. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Anocalendário: 2005 MULTA DE OFÍCIO. QUALIFICADA. Aplicável a multa qualificada de 150% quando caracterizado que a interessada agiu de maneira dolosa ao omitir reiteradamente a maior parte da receita bruta, reduzindo substancialmente o montante de tributos devidos aos cofres públicos.. DECORRÊNCIA. PIS, COFINS E CSLL. Tratandose de tributação reflexa de irregularidades descritas e analisadas no lançamento de IRPJ, constante do mesmo processo, e dada à relação de causa e efeito, aplicase o mesmo entendimento ao Pis, à Cofins e à CSLL. Cientificado da decisão em 04/08/2011 (fl.162), o contribuinte apresentou recurso voluntário em 29/08/2011 (fls.163 e ss), em que ataca a decisão de primeira instância pelos fundamentos seguintes: (i) a manutenção do arbitramento é incorreta, pois este, tendo caráter excepcional, consoante o art. 148 do CTN, somente teria cabimento quando impossível ao Fisco verificar a documentação fiscal do contribuinte, consoante vozes da doutrina e jurisprudência; (ii) o julgador a quo não poderia desconsiderar as provas juntadas, ferindo o devido processo legal previsto no art. 5º, LV, da CF/88; (iii) quanto à COFINS, alerta que o julgador sequer reconheceu o direito aos créditos da Lei nº 10.833/2003, e, como é lançamento reflexo, deve ser cancelado juntamente com o do IRPJ, o que vale também para o PIS e para a CSLL; Fl. 842DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2012 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 30/07/2012 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por NELSON LOSSO FILHO Processo nº 11516.001837/200929 Acórdão n.º 120200.808 S1C2T2 Fl. 843 10 (iv) a multa qualificada deve ser cancelada, porque o simples fato de não ter apresentado na fase de fiscalização o seu livro diário, por si só, não autoriza a aplicação da multa de 150% a que se refere o art. 44 da Lei nº 9.430/96, consoante jurisprudência judicial e administrativa que cita. É o relatório. Fl. 843DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2012 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 30/07/2012 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por NELSON LOSSO FILHO Processo nº 11516.001837/200929 Acórdão n.º 120200.808 S1C2T2 Fl. 844 11 Voto Conselheira Viviane Vidal Wagner, Relatora Presentes os pressupostos recursais, inclusive o temporal, o recurso deve ser conhecido. Do arbitramento dos lucros Segundo a fiscalização, a conduta do contribuinte caracterizou omissão de receitas, de acordo com o art 42 da Lei nº 9.430/96, a qual foi adicionada à base de calculo do lucro arbitrado, conforme previsto no art 537 do RIR/99: Art.537.Verificada omissão de receita, o montante omitido será computado para determinação da base de cálculo do imposto devido e do adicional, se for o caso, no período de apuração correspondente, observado o disposto no art. 532 (Lei nº 9.249, de 1995, art. 24). Parágrafo único.No caso de pessoa jurídica com atividades diversificadas, não sendo possível a identificação da atividade a que se refere a receita omitida, esta será adicionada àquela que corresponder o percentual mais elevado (Lei nº 9.249, de 1995, art. 24, §1º). Em conseqüência da apuração da omissão, constatouse que a ora recorrente excedeu aos limites estabelecidos no inciso II "b", do artigo 13 da Lei 9.317/96, tendo sido excluída do SIMPLES com a expedição do Ato Declaratório Executivo DRF/FNS nº 035, de 24/04/2009 da Delegacia da Receita Federal do Brasil em Florianópolis (fl. 42). A falta de apresentação da escrituração deu ensejo ao arbitramento dos lucros, nos termos do art. 530, inciso III, do RIR/99. Alega a recorrente, desde a impugnação, que “o curto prazo que lhe foi concedido não foi suficiente para que colocasse em dia a escrituração de seus livros contábeis e fiscais, fato que implica em nulidade do ato fiscal por vício formal”. Posteriormente ao prazo da impugnação, a recorrente pretendeu juntar os livros Diário e Razão do ano de 2005. Consoante o cronograma dos fatos bem exposto no voto recorrido, cujo trecho adoto e reproduzo, durante a fiscalização, a recorrente foi intimada e reintimada a apresentar os livros contábeis e fiscais, da seguinte forma: * Em 22/12/2008, por meio do Termo de Início de Fiscalização (fl. 05), a contribuinte foi intimada a apresentar os livros que ora se pretende juntar ao processo. Naquele momento, o prazo Fl. 844DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2012 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 30/07/2012 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por NELSON LOSSO FILHO Processo nº 11516.001837/200929 Acórdão n.º 120200.808 S1C2T2 Fl. 845 12 de apresentação era imediato, pois se tratava de livros cuja escrituração se faz par e passo com os eventos que se registram ou com pequena defasagem. (fl. 05) * Em 09/02/2009, 49 dias após a primeira intimação, a contribuinte se manifesta alegando que os livros solicitados relativos ao anocalendário 2005 ou foram extraviados ou não foram escriturados. (fl. 40) * Em 10/03/2009, a autoridade lançadora lavra e dá ciência à fiscalizada do Termo de Constatação e Intimação Fiscal 001, pelo qual novamente se intima à apresentação dos já referidos livros, com a seguinte advertência: “Portanto, a não apresentação dos Livros Diário, Razão e/ou Livro Caixa, implicará na (sic) apuração das bases de cálculo do IRPJ e da CSLL com base no Lucro Arbitrado, conforme preconiza o art. 530, III c/c art. 197 do RIR/99” (destaques no original). (fl. 29) * Em 05/05/2009, 56 dias após a última intimação e sem que houvesse manifestação da fiscalizada, a autoridade fiscal lavrou o Termo de Verificação e Encerramento da Ação Fiscal, procedendo ao lançamento com base no lucro arbitrado. (fl. 56) * Em 02/06/2009, 162 dias após iniciada a fiscalização, a contribuinte apresenta impugnação, na qual reclama do “curto prazo que lhe foi concedido [...] para que colocasse a escrituração em dia”, sem, entretanto, juntar, naquele momento, os livros faltantes. (fl. 88) * Em 04/01/2010, mais de um ano após a primeira intimação, a contribuinte requer à autoridade julgadora juntada de documentos novos, anexando cópias dos livros Diário e Razão do ano de 2005. (fl. 108) Do exposto já se nota que a alegação da recorrente de “curto prazo” para apresentação dos livros contábeis e fiscais não procede. De se considerar, ainda, que o dever de escrituração e guarda dos referidos livros é ônus imposto pela legislação comercial e fiscal ao contribuinte. Ademais, a jurisprudência é mansa e pacífica em não permitir a juntada posterior dos livros contábeis e fiscais, haja vista que o lançamento efetuado com os elementos colocados à disposição da fiscalização, devidamente solicitados e esclarecidos, não podem ser modificados pela posterior apresentação da escrituração, cuja inexistência deu causa ao arbitramento. Diante dos fatos expostos anteriormente, verificase que o caso em análise enquadrase perfeitamente no enunciado da súmula CARF nº 59, abaixo transcrito: A tributação do lucro na sistemática do lucro arbitrado não é invalidada pela apresentação, posterior ao lançamento, de livros e documentos imprescindíveis para a apuração do crédito tributário que, após regular intimação, deixaram de ser exibidos durante o procedimento fiscal. Fl. 845DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2012 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 30/07/2012 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por NELSON LOSSO FILHO Processo nº 11516.001837/200929 Acórdão n.º 120200.808 S1C2T2 Fl. 846 13 Sendo assim, está correto o arbitramento dos lucros em face da ausência de apresentação dos livros até o momento do lançamento e não procede a alegação da recorrente. Dos lançamentos decorrentes Quantos aos tributos CSLL, PIS e COFINS lançados de forma decorrente, devem seguir o decidido para o principal, observadas as respectivas bases de cálculo. Cabe referir, contudo, quanto ao pretendido aproveitamento dos créditos de PIS e de COFINS, referentes às aquisições de bens e serviços, conforme previsto no artigo 3º incisos II, IV, V, da Lei nº 10.637/2002 (PIS) e da Lei nº 10.833/2003 (COFINS), que essa legislação não se aplica às pessoas jurídicas tributadas pelo imposto de renda com base no lucro arbitrado, como é o caso dos autos, consoante dispõe o art. 8º, inciso II, da Lei nº 10.637/2002 (PIS) e art. 10, inciso II, da Lei nº 10.833/2003 (COFINS). Assim, no caso de arbitramento, aplicase a legislação vigente anteriormente à regra da nãocumulatividade, que prescreve a incidência cumulativa à alíquota de 0,65%, no caso do PIS, e de 3%, no caso da COFINS. Como a fiscalização aplicou corretamente a legislação, devem ser mantidos os autos de infração reflexos. Da multa qualificada Em face da omissão verificada, a fiscalização qualificou a multa de ofício, nos termos do art. 44, inciso II da Lei 9.430/96, por considerar presente o evidente intuito de fraude definido no art. 72 da Lei nº 4.502, de 30/11/64. Por outro lado, a defesa da recorrente é vaga e se limita a aduzir que a mera omissão de receitas com falta de apresentação dos livros fiscais não ensejaria a qualificação. De fato, a simples omissão não seria suficiente para a qualificação da multa (Súmula CARF nº 14), enquanto a falta de apresentação dos livros é causa de arbitramento do lucro tributável. Ocorre que a conduta de omitir significativa parte da receita, de forma reiterada, durante todo o ano calendário de 2005, gerou para a recorrente um benefício maior do que o escape à tributação mediante simples omissão de receita. A conduta da recorrente, em verdade, lhe permitiu permanecer indevidamente na sistemática do SIMPLES e aproveitar os benefícios desse regime de tributação simplificada. Nesses casos, a jurisprudência do CARF, inclusive da 1ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, tem se inclinado pela manutenção da qualificação da multa de ofício, pela presença indiscutível do elemento subjetivo doloso de lesão ao Estado, com vistas ao indevido enquadramento no SIMPLES e aproveitamento de suas vantagens. Restando, pois, caracterizada a conduta dolosa fraudulenta pela omissão qualificada, nos termos do art. 72 da Lei nº 4.502/64, deve ser mantida a multa qualificada corretamente aplicada. Fl. 846DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2012 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 30/07/2012 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por NELSON LOSSO FILHO Processo nº 11516.001837/200929 Acórdão n.º 120200.808 S1C2T2 Fl. 847 14 Dispositivo Diante disso, nego provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Viviane Vidal Wagner Fl. 847DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2012 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 30/07/2012 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por NELSON LOSSO FILHO
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Numero do processo: 15586.001677/2010-89
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 17 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu May 02 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2007
PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. VALE-TANSPORTE. PAGAMENTO EM DESCONFORMIDADE COM A LEGISLAÇÃO DE REGÊNCIA.
No que diz respeito à verba vale-transporte o contribuinte não conseguiu demonstrar que realizou o pagamento do benefício na forma estabelecida na legislação própria.
O pagamento integral realizado pela empresa, como se pode observar dos autos, apesar de demonstrar uma enorme consideração com os seus empregados, não afasta o lançamento, tendo em vista que a benesse não está em conformidade com a legislação previdenciária, nomeadamente a alínea f do § 9º do artigo 28 da Lei nº 8.212/91.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2803-002.256
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
(Assinado digitalmente)
Helton Carlos Praia de Lima Presidente
(Assinado digitalmente)
Amílcar Barca Teixeira Júnior Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Oseas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato e Natanael Vieira dos Santos.
Nome do relator: AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2007 PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. VALE-TANSPORTE. PAGAMENTO EM DESCONFORMIDADE COM A LEGISLAÇÃO DE REGÊNCIA. No que diz respeito à verba vale-transporte o contribuinte não conseguiu demonstrar que realizou o pagamento do benefício na forma estabelecida na legislação própria. O pagamento integral realizado pela empresa, como se pode observar dos autos, apesar de demonstrar uma enorme consideração com os seus empregados, não afasta o lançamento, tendo em vista que a benesse não está em conformidade com a legislação previdenciária, nomeadamente a alínea f do § 9º do artigo 28 da Lei nº 8.212/91. Recurso Voluntário Negado
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Presidente (Assinado digitalmente) Amílcar Barca Teixeira Júnior Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Oseas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato e Natanael Vieira dos Santos.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1808; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 2 1 1 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15586.001677/201089 Recurso nº 15.586.001677201089 Voluntário Acórdão nº 2803002.256 – 3ª Turma Especial Sessão de 17 de abril de 2013 Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Recorrente GS INTERNACIONAL S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2007 PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. VALETANSPORTE. PAGAMENTO EM DESCONFORMIDADE COM A LEGISLAÇÃO DE REGÊNCIA. 1. No que diz respeito à verba valetransporte o contribuinte não conseguiu demonstrar que realizou o pagamento do benefício na forma estabelecida na legislação própria. 2. O pagamento integral realizado pela empresa, como se pode observar dos autos, apesar de demonstrar uma enorme consideração com os seus empregados, não afasta o lançamento, tendo em vista que a benesse não está em conformidade com a legislação previdenciária, nomeadamente a alínea “f” do § 9º do artigo 28 da Lei nº 8.212/91. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima – Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 58 6. 00 16 77 /2 01 0- 89 Fl. 172DF CARF MF Impresso em 02/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 8/04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 25/04/2013 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 15586.001677/201089 Acórdão n.º 2803002.256 S2TE03 Fl. 3 2 (Assinado digitalmente) Amílcar Barca Teixeira Júnior – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Oseas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato e Natanael Vieira dos Santos. Fl. 173DF CARF MF Impresso em 02/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 8/04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 25/04/2013 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 15586.001677/201089 Acórdão n.º 2803002.256 S2TE03 Fl. 4 3 Relatório Tratase de Auto de Infração de Obrigação Principal (AIOP) lavrado em desfavor do contribuinte acima identificado, relativamente às contribuições devidas a outras entidades como: Salário Educação, INCRA, SEBRAE, SESC e SENAC, no período de 01/2006 a 12/2007. O Contribuinte devidamente notificado apresentou defesa tempestiva. A impugnação foi julgada em 21 de junho de 2011 e ementada nos seguintes termos: ASSUNTO: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2007 VALE TRANSPORTE. PAGAMENTO EM DESACORDO COM A LEI DE REGÊNCIA. INCIDÊNCIA. A concessão de valores para custeio do vale transporte aos segurados empregados, em desacordo com a legislação própria, Lei nº 7.418, de 16/12/1985, requisito previsto na legislação previdenciária, configurase salário in natura, sujeitandose à tributação. RELATÓRIO DE VÍNCULOS. O Relatório de Vínculos é peça necessária à instrução do processo administrativo de débito, não importando em qualquer responsabilização das pessoas nele listadas. INFRAÇÃO PENAL. COMPETÊNCIA. O contencioso administrativo fiscal não é foro competente para julgar a ocorrência de infração penal. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Inconformado com resultado do julgamento da primeira instância administrativa, o Contribuinte apresentou recurso tempestivo, onde alega, em síntese, o seguinte: Tratase de Auto de Infração lavrado em face da empresa Recorrente por ausência de recolhimento de contribuição previdenciária (parte terceiros) supostamente incidente sobre os valores gastos pela empresa com valetransporte de seus empregados, além Fl. 174DF CARF MF Impresso em 02/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 8/04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 25/04/2013 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 15586.001677/201089 Acórdão n.º 2803002.256 S2TE03 Fl. 5 4 de pagamento de supostos contribuintes individuais (esses já recolhidos), no período de janeiro de 2006 até dezembro de 2007. Houve apresentação de impugnação tempestiva, que restou julgada improcedente pela 10ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento no Rio de Janeiro. É completamente improcedente a manutenção do lançamento, pois os valores indicados no Auto de Infração a título de valetransporte não constituem base de cálculo do salário de contribuição das contribuições previdenciárias, uma vez que é fornecido para o trabalho e não pelo trabalho. Não incide contribuição previdenciária sobre valores pagos a título de vale transporte. É incompatível o conceito de salário de contribuição previsto no artigo 28, inciso I, da Lei nº 8.212/91 e de remuneração delimitado pela alínea “a” do inciso I do art. 195 da CF/88. Em face do exposto e estando sobejamente demonstrada e provada a ilegalidade da cobrança de contribuição previdenciária (parte terceiros) sobre valetransporte, requer seja conhecido e dado provimento ao presente recurso administrativo para anular o auto de Infração nº 37.306.8034. Não apresentadas as contrarrazões. É o relatório. Fl. 175DF CARF MF Impresso em 02/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 8/04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 25/04/2013 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 15586.001677/201089 Acórdão n.º 2803002.256 S2TE03 Fl. 6 5 Voto Conselheiro Amílcar Barca Teixeira Júnior, Relator. O recurso voluntário é tempestivo, e considerando o preenchimento dos demais requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado. No que diz respeito à verba valetransporte o contribuinte não conseguiu demonstrar que realizou o pagamento do benefício na forma estabelecida na legislação própria. O pagamento integral realizado pela empresa, como se pode observar dos autos, apesar de demonstrar uma enorme consideração com os seus empregados, não afasta o lançamento, tendo em vista que a benesse não está em conformidade com a legislação previdenciária, nomeadamente a alínea “f” do § 9º do artigo 28 da Lei nº 8.212/91. Assim sendo, laborou corretamente a fiscalização, bem como o julgador de primeira instância administrativa, considerando que foi observada de maneira adequada a constituição do crédito tributário, na forma do artigo 142 do Código Tributário Nacional – CTN c/c o artigo 10 do Decreto nº 70.235/72. Destarte, mantenho o lançamento pelos seus próprios fundamentos. CONCLUSÃO. Pelo exposto, voto por CONHECER do recurso para, no mérito, NEGAR LHE PROVIMENTO. É como voto. (Assinado digitalmente) Amílcar Barca Teixeira Júnior – Relator. Fl. 176DF CARF MF Impresso em 02/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 8/04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 25/04/2013 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 15540.000183/2007-16
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 29/08/2007
Ementa: CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. PENALIDADE ISOLADA. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA.
LANÇAMENTO DE OFÍCIO. ART. 173, INCISO I, DO CTN.
O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de nº 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei nº 8.212 de 1991.
No caso de aplicação de multa isolada por descumprimento de obrigação acessória há que se observar o prazo para se efetuar o lançamento de ofício previsto no art. 173, inciso I do CTN.
Encontram-se atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2302-001.119
Decisão: ACORDAM os membros da Segunda Turma da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade conceder provimento quanto à preliminar de extinção do crédito pela decadência prevista no art. 173, inciso I do CTN, nos termos do voto do relator.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA
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ementa_s : Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 29/08/2007 Ementa: CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. PENALIDADE ISOLADA. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. ART. 173, INCISO I, DO CTN. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de nº 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei nº 8.212 de 1991. No caso de aplicação de multa isolada por descumprimento de obrigação acessória há que se observar o prazo para se efetuar o lançamento de ofício previsto no art. 173, inciso I do CTN. Encontram-se atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização. Recurso Voluntário Provido.
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Recorrida DRJRIO DE JANEIRO I/RJ Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 29/08/2007 Ementa: CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. PENALIDADE ISOLADA. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. ART. 173, INCISO I, DO CTN. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n º 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212 de 1991. No caso de aplicação de multa isolada por descumprimento de obrigação acessória há que se observar o prazo para se efetuar o lançamento de ofício previsto no art. 173, inciso I do CTN. Encontramse atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da Segunda Turma da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade conceder provimento quanto à preliminar de extinção do crédito pela decadência prevista no art. 173, inciso I do CTN, nos termos do voto do relator. Marco André Ramos Vieira Presidente e Relator Fl. 1DF CARF MF Impresso em 01/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA, Assinado digitalmente em 16/06/ 2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA 2 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Marco André Ramos Vieira (Presidente), Liege Lacroix Thomasi, Arlindo da Costa e Silva, Manoel Coelho Arruda Júnior, Adriana Sato. Fl. 2DF CARF MF Impresso em 01/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA, Assinado digitalmente em 16/06/ 2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA Processo nº 15540.000183/200716 Acórdão n.º 230201.119 S2C3T2 Fl. 71 3 Relatório Trata o presente auto de infração, lavrado em desfavor do recorrente, originado em virtude do descumprimento do art. 32, IV, § 5º da Lei n ° 8.212/1991, com a multa punitiva aplicada conforme dispõe o art. 284, II do RPS, aprovado pelo Decreto n ° 3.048/1999. Segundo a fiscalização previdenciária, a autuada não teria exibidos: planta da obra, folhas de pagamento da obra (nem da construtora), erros de informação na Relação Anual de Informações Sociais RAIS de 1998 na informação de remunerações de empregados, RAIS de 1997 negativa e com recolhimento em 12.1997, além da divergência da área apontada no Álvara da Prefeitura Municipal de Itaborai (processo 395/97) de 03.12.1997 e o efetivamente realizado conforme informação do Departamento de Arrecadação da referida Prefeitura; conforme relatório fiscal às fls. 13 e 14. A autuada apresentou defesa administrativa, fls. 25. A unidade da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro emitiu a Decisão, fls. 47 a 51, mantendo a autuação em sua integralidade. A autuada não concordando com a DN emitida pelo órgão previdenciário interpôs recurso, fls. 55 a 67. Não foram apresentadas contrarazões pelo órgão previdenciário. É o relato suficiente. Fl. 3DF CARF MF Impresso em 01/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA, Assinado digitalmente em 16/06/ 2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA 4 Voto Conselheiro Marco André Ramos Vieira, Relator O recurso é tempestivo, conforme informação à fl. 68; pressuposto de admissibilidade superado passo para o exame das questões preliminares ao mérito. DAS QUESTÕES PRELIMINARES AO MÉRITO: Quanto à questão preliminar relativa à fluência do prazo decadencial, a mesma deve ser reconhecida. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n º 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212 de 1991, nestas palavras: Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Conforme previsto no art. 103A da Constituição Federal a Súmula de n º 8 vincula toda a Administração Pública, devendo este Colegiado aplicála. Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n º 8.212, há que serem observadas as regras previstas no CTN. As contribuições previdenciárias são tributos lançados por homologação, assim devem, em regra, observar o disposto no art. 150, parágrafo 4o do CTN. Contudo, em se tratando de lançamento de ofício para aplicar penalidade pecuniária (multa isolada por descumprimento de obrigação acessória), previsto no art. 149, inciso VI do CTN, há que se observar sempre a regra do art. 173 do CTN, incluindo o parágrafo único desse artigo. No presente caso o lançamento foi cientificado ao sujeito passivo em 29 de agosto de 2007, fl. 01. A documentação solicitada que embasou a autuação foi referente ao período de 1997 a 1998, conforme relatório fiscal à fl. 13; portanto já atingido pela fluência do prazo decadencial para se realizar a autuação. CONCLUSÃO: Pelo exposto, voto por CONCEDER PROVIMENTO ao recurso interposto. Fl. 4DF CARF MF Impresso em 01/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA, Assinado digitalmente em 16/06/ 2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA Processo nº 15540.000183/200716 Acórdão n.º 230201.119 S2C3T2 Fl. 72 5 É como voto. Marco André Ramos Vieira Fl. 5DF CARF MF Impresso em 01/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA, Assinado digitalmente em 16/06/ 2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA
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Numero do processo: 11330.000160/2007-18
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2000 a 30/12/2005
Ementa: DECADÊNCIA - De acordo com a Súmula Vinculante nº 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência e prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional. Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. ANTECIPAÇÃO DO TRIBUTO. Havendo recolhimento antecipado da contribuição previdenciária devida, aplica-se o prazo decadencial previsto no art. 150, § 4 o, do CTN até a competência de 12/2001. LANÇAMENTO DE OFÍCIO - AUSÊNCIA DE ANTECIPAÇÃO DO TRIBUTO. Não havendo recolhimento antecipado da contribuição previdenciária devida incidente sobre a remuneração paga pela empresa aos segurados a seu serviço, aplica-se o prazo decadencial previsto no art. 173, do CTN, a partir de 01/2002. REMUNERAÇÃO - CONCEITO Remuneração é o conjunto de prestações recebidas habitualmente pelo empregado pela prestação de serviços, seja em dinheiro ou em utilidades, provenientes do empregador ou de terceiros, decorrentes do contrato de trabalho. MULTA. RETROATIVIDADE BENIGNA DO ARTIGO 106 DO CTN, NECESSIDADE DE AVALIAR AS ALTERAÇÕES PROVOCADAS PELA LEI 11.941/09. Incide na espécie a retroatividade benigna prevista na alínea “c”, do inciso II, do artigo 106, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional, devendo ser a multa lançada na presente autuação calculada nos termos do artigo 35 caput da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, com a redação dada pela Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009, se mais benéfica ao contribuinte.
Numero da decisão: 2301-002.631
Decisão: Acordam os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao recurso, nas preliminares, para excluir do lançamento, devido à regra decadencial expressa no § 4º, Art. 150 do CTN, as contribuições apuradas até a competência 12/2001, anteriores a 01/2002, nos termos do voto do Redator Designado. Vencidos os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Mauro José Silva, que votaram pela aplicação do I, Art. 173 do CTN; b) em manter a aplicação da multa, nos termos do voto do Relator. Vencido o Conselheiro Mauro José Silva, que votou pelo afastamento da multa; b) em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para que seja aplicada a multa prevista no Art. 61, da Lei nº 9.430/1996, se mais benéfica à Recorrente, nos termos do voto do(a) Redator(a). Vencidos os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira, que votaram em manter a multa aplicada; II) Por voto de qualidade: a) em manter no lançamento as contribuições apuradas a partir da competência 01/2002. posteriores a 12/2001, devido a regra expressa no I, Art. 173 do CTN nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencidos os Conselheiros Leonardo Henrique Pires Lopes, Adriano Gonzáles Silvério e Damião Cordeiro de Moraes, que votaram em dar provimento parcial ao Recurso, pela aplicação da regra expressa no § 4º, Art. 150 do CTN; III) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao Recurso nas demais alegações da Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a). Redator Designado: Adriano Gonzáles Silvério.
Nome do relator: BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS
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ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2000 a 30/12/2005 Ementa: DECADÊNCIA - De acordo com a Súmula Vinculante nº 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência e prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional. Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. ANTECIPAÇÃO DO TRIBUTO. Havendo recolhimento antecipado da contribuição previdenciária devida, aplica-se o prazo decadencial previsto no art. 150, § 4 o, do CTN até a competência de 12/2001. LANÇAMENTO DE OFÍCIO - AUSÊNCIA DE ANTECIPAÇÃO DO TRIBUTO. Não havendo recolhimento antecipado da contribuição previdenciária devida incidente sobre a remuneração paga pela empresa aos segurados a seu serviço, aplica-se o prazo decadencial previsto no art. 173, do CTN, a partir de 01/2002. REMUNERAÇÃO - CONCEITO Remuneração é o conjunto de prestações recebidas habitualmente pelo empregado pela prestação de serviços, seja em dinheiro ou em utilidades, provenientes do empregador ou de terceiros, decorrentes do contrato de trabalho. MULTA. RETROATIVIDADE BENIGNA DO ARTIGO 106 DO CTN, NECESSIDADE DE AVALIAR AS ALTERAÇÕES PROVOCADAS PELA LEI 11.941/09. Incide na espécie a retroatividade benigna prevista na alínea “c”, do inciso II, do artigo 106, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional, devendo ser a multa lançada na presente autuação calculada nos termos do artigo 35 caput da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, com a redação dada pela Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009, se mais benéfica ao contribuinte.
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decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao recurso, nas preliminares, para excluir do lançamento, devido à regra decadencial expressa no § 4º, Art. 150 do CTN, as contribuições apuradas até a competência 12/2001, anteriores a 01/2002, nos termos do voto do Redator Designado. Vencidos os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Mauro José Silva, que votaram pela aplicação do I, Art. 173 do CTN; b) em manter a aplicação da multa, nos termos do voto do Relator. Vencido o Conselheiro Mauro José Silva, que votou pelo afastamento da multa; b) em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para que seja aplicada a multa prevista no Art. 61, da Lei nº 9.430/1996, se mais benéfica à Recorrente, nos termos do voto do(a) Redator(a). Vencidos os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira, que votaram em manter a multa aplicada; II) Por voto de qualidade: a) em manter no lançamento as contribuições apuradas a partir da competência 01/2002. posteriores a 12/2001, devido a regra expressa no I, Art. 173 do CTN nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencidos os Conselheiros Leonardo Henrique Pires Lopes, Adriano Gonzáles Silvério e Damião Cordeiro de Moraes, que votaram em dar provimento parcial ao Recurso, pela aplicação da regra expressa no § 4º, Art. 150 do CTN; III) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao Recurso nas demais alegações da Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a). Redator Designado: Adriano Gonzáles Silvério.
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Nos termos do art. 103A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. ANTECIPAÇÃO DO TRIBUTO. Havendo recolhimento antecipado da contribuição previdenciária devida, aplicase o prazo decadencial previsto no art. 150, § 4o, do CTN até a competência de 12/2001. LANÇAMENTO DE OFÍCIO AUSÊNCIA DE ANTECIPAÇÃO DO TRIBUTO. Não havendo recolhimento antecipado da contribuição previdenciária devida incidente sobre a remuneração paga pela empresa aos segurados a seu serviço, aplicase o prazo decadencial previsto no art. 173, do CTN, a partir de 01/2002. REMUNERAÇÃO CONCEITO Remuneração é o conjunto de prestações recebidas habitualmente pelo empregado pela prestação de serviços, seja em dinheiro ou em utilidades, provenientes do empregador ou de terceiros, decorrentes do contrato de trabalho. Fl. 270DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 05/06 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assin ado digitalmente em 30/05/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS 2 MULTA. RETROATIVIDADE BENIGNA DO ARTIGO 106 DO CTN, NECESSIDADE DE AVALIAR AS ALTERAÇÕES PROVOCADAS PELA LEI 11.941/09. Incide na espécie a retroatividade benigna prevista na alínea “c”, do inciso II, do artigo 106, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional, devendo ser a multa lançada na presente autuação calculada nos termos do artigo 35 caput da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, com a redação dada pela Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009, se mais benéfica ao contribuinte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao recurso, nas preliminares, para excluir do lançamento, devido à regra decadencial expressa no § 4º, Art. 150 do CTN, as contribuições apuradas até a competência 12/2001, anteriores a 01/2002, nos termos do voto do Redator Designado. Vencidos os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Mauro José Silva, que votaram pela aplicação do I, Art. 173 do CTN; b) em manter a aplicação da multa, nos termos do voto do Relator. Vencido o Conselheiro Mauro José Silva, que votou pelo afastamento da multa; b) em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para que seja aplicada a multa prevista no Art. 61, da Lei nº 9.430/1996, se mais benéfica à Recorrente, nos termos do voto do(a) Redator(a). Vencidos os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira, que votaram em manter a multa aplicada; II) Por voto de qualidade: a) em manter no lançamento as contribuições apuradas a partir da competência 01/2002. posteriores a 12/2001, devido a regra expressa no I, Art. 173 do CTN nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencidos os Conselheiros Leonardo Henrique Pires Lopes, Adriano Gonzáles Silvério e Damião Cordeiro de Moraes, que votaram em dar provimento parcial ao Recurso, pela aplicação da regra expressa no § 4º, Art. 150 do CTN; III) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao Recurso nas demais alegações da Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a). Redator Designado: Adriano Gonzáles Silvério. Marcelo Oliveira Presidente. Bernadete de Oliveira Barros Relatora. Adriano Gonzales Silvério Redator designado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Adriano Gonzales Silverio, Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro De Moraes, Mauro Jose Silva, Leonardo Henrique Pires Lopes. Fl. 271DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 05/06 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assin ado digitalmente em 30/05/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS Processo nº 11330.000160/200718 Acórdão n.º 230102.631 S2C3T1 Fl. 255 3 Relatório Tratase de crédito previdenciário lançado contra a empresa acima identificada, referente às contribuições devidas à Seguridade Social, correspondentes à contribuição dos empregados, à do contribuinte individual, à da empresa, incidente sobre a remuneração dos segurados a seu serviço, à destinada ao financiamento dos benefícios decorrentes dos riscos ambientais do trabalho e aos Terceiros. Conforme Relatório Fiscal (fls.74), o fato gerador da contribuição lançada é o pagamento de valores e verbas intituladas PLR, Ajuda de Custo, entre outras, aos segurados empregados e contribuintes individuais que prestaram serviços à empresa, e que não estavam consignadas nos Resumos das Folhas de Pagamento e nem nas GFIPs, o que ensejou a lavratura dos competentes Autos de Infração, e nem foram consideradas base de cálculo da contribuição pela empresa, mas enquadradas como salário indireto pela fiscalização. A autoridade lançadora esclarece que o lançamento encontra respaldo nos documentos analisados, entre eles, livros Diários e Razões Analíticos, Fichas Registros de Empregados, Folhas de Pagamento das remunerações devidas ou creditadas, GFIPs e GPSs. Informa, ainda, que também é objeto da presente notificação as contribuições dos segurados empregados que a empresa descontou a menor, nas competências compreendidas entre 02 a 09/2004 e 12/2004. Junta documentos que, segundo entende, demonstram os fatos alegados e que a "Ajuda de Custo" era paga mensalmente como forma de um complemento salarial. A recorrente apresentou defesa e, de sua análise, o processo foi baixado em diligência, nos termos do Despacho de fls. 190, resultado na Informação Fiscal de fls. 192, por meio da qual a autoridade notificante ratifica os valores lançados e as afirmações trazidas no Relatório Fiscal. Cientificada do resultado da diligência, a recorrente se manifestou e a Receita Federal do Brasil, por meio do Acórdão 1215.748, da 15a Turma da DRJ/RJOI (fls. 212), julgou o lançamento procedente. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso tempestivo (229), alegando, em síntese, o que se segue. Preliminarmente, alega inexigibilidade do depósito prévio e decadência relativamente às contribuições lançadas em competências compreendidas no período de 01/2000 a 12/2001, com a aplicação da regra contida no art. 173, I, do CTN. No mérito, sustenta que as parcelas pagas pela Recorrente a titulo de participação nos lucros não sofrem a incidência de contribuição previdenciária, salientando que a Lei 10.101/2000 foi publicada em 20.12.2000, sendo que as parcelas referentes às competências 09/2000 a 12/2000 foram adimplidas antes da Lei entrar em vigor. Fl. 272DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 05/06 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assin ado digitalmente em 30/05/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS 4 Reitera que não há contribuição previdenciária incidente sobre tais lançamentos, uma vez que a autoridade fiscal não comprovou o alegado, qual seja, de que as mesmas tratarseiam de "complemento salarial.". Alega nulidade da NFLD, argumentando que o fiscal não tem competência para avaliar a legalidade de uma contratação, pois sua atividade subsumese à apreciação do" mérito administrativo", ou seja, à valoração acerca da conveniência e oportunidade dos atos, sendo a legalidade ou ilegalidade dos atos inerentes à esfera judicial, não podendo a Administração Pública invadir matéria atinente à esfera judicial de forma a "decidir" sem a necessária dilação probatória que o caso requer. Defende a inaplicabilidade do Parágrafo Único do Artigo 116 do CTN, observando que, para ocorrer o lançamento tributário e a constituição de crédito decorrente da desconsideração de determinado ato, negócio ou personalidade jurídica pelas autoridades fiscais, não basta a simples interpretação subjetiva da autoridade administrativa, sendo imprescindível também que sejam adotados, pelos agentes fiscais, os procedimentos que ainda serão estabelecidos em lei ordinária. Entende que não há contribuição previdenciária incidente sobre verbas salariais, uma vez que estas são inerentes aos contratos de trabalho existentes entre empregados e empregadores e o presente caso versa sobre relações autônomas de prestação de serviços, sem cunho trabalhista, posto que inexistentes seus requisitos. Assevera que não se pode impor à recorrente a responsabilidade sobre a quitação de contribuições previdenciárias, incidentes sobre salário, uma vez não ter ocorrido a relação empregatícia entre a Recorrente e as Empresas contratadas. Afirma que o Principio da Primazia da Realidade sobre a Forma ou Principio do Contrato Realidade, no qual se funda a Decisão recorrida, não merece aplicação ao caso concreto, já que a intenção das partes nunca foi a de constituir entre si uma relação empregatícia. Discorre sobre cada elemento caracterizador da relação de empregos para tentar demonstrar que não se afiguram devidas as contribuições sociais objeto da presente notificação, uma vez que, no período correspondente às competências objeto da fiscalização, inexistiu liame empregatício entre a ora Recorrente e os integrantes das Empresas prestadoras de serviço, já que estas legalmente constituídas prestaram serviços à Recorrente, conforme acima demonstrado, sem qualquer relação empregatícia entre elas. Reafirma a legalidade da pessoa jurídica e da contratação de prestação de serviços, aduzindo que buscase, na presente notificação, imputar vinculo empregatício entre a ora Recorrente e as Empresas prestadoras de serviços, com a conseqüente desconsideração de sua personalidade jurídica. É o relatório. Fl. 273DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 05/06 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assin ado digitalmente em 30/05/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS Processo nº 11330.000160/200718 Acórdão n.º 230102.631 S2C3T1 Fl. 256 5 Voto Vencido Conselheiro Bernadete De Oliveira Barros O recurso é tempestivo e todos os pressupostos de admissibilidade foram cumpridos, não havendo óbice ao seu conhecimento. De fato, plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar os Recursos Extraordinários ns. 390.513 e 389383, declarou a inconstitucionalidade dos §§ 1º e 2º do artigo 126 da Lei n. 8213/91, cujos acórdãos possuem a seguinte ementa: “RECURSO ADMINISTRATIVO – DEPÓSITO §§ 1º E 2º DO ARTIGO 126 DA LEI Nº 8.213/1991 – INCONSTITUCIONALIDADE. A garantia constitucional da ampla defesa afasta a exigência do depósito como pressuposto de admissibilidade de recurso administrativo.” A situação acima aplicase ao caso concreto e o efeito erga omnes somente se daria após a publicação de Resolução do Senado Federal conforme dispõe o inciso X do artigo 52 da Constituição Federal. Ocorre que o Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria 256, de 22/06/2009, prevê, em seu artigo 62, parágrafo único, inciso I, o seguinte: Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; Portanto, com amparo no dispositivo acima, acato a preliminar de inexigibilidade do depósito prévio. Ainda em preliminar, a recorrente alega decadência de parte do débito. Verificase que a fiscalização lavrou a presente NFLD com amparo na Lei 8.212/91 que, em seu art. 45, dispõe que o direito da Seguridade Social apurar e constituir seus créditos extinguese após 10 (dez) anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído. No entanto, o Supremo Tribunal Federal, entendendo que apenas lei complementar pode dispor sobre prescrição e decadência em matéria tributária, nos termos do artigo 146, III, ‘b’ da Constituição Federal, negou provimento por unanimidade aos Recursos Fl. 274DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 05/06 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assin ado digitalmente em 30/05/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS 6 Extraordinários nº 556664, 559882, 559943 e 560626, em decisão plenária que declarou a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46, da Lei n. 8212/91,. Na oportunidade, foi editada a Súmula Vinculante nº 08 a respeito do tema, publicada em 20/06/2008, transcrita abaixo: Súmula Vinculante 8 “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário” Portanto, em razão da declaração de inconstitucionalidade dos arts 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 pelo STF, restaram extintos os créditos cujo lançamento tenha ocorrido após o prazo decadencial e prescricional previsto nos artigos 173 e 150 do Código Tributário Nacional. É necessário observar ainda que as súmulas aprovadas pelo STF possuem efeitos vinculantes, conforme se depreende do art. 103A e parágrafos da Constituição Federal, que foram inseridos pela Emenda Constitucional nº 45/2004. in verbis: “Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. § 1º A súmula terá por objetivo a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja controvérsia atual entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica. § 2º Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei, a aprovação, revisão ou cancelamento de súmula poderá ser provocada por aqueles que podem propor a ação direta de inconstitucionalidade. § 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgandoa procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso (g.n.)." Da leitura do dispositivo constitucional acima, concluise que a vinculação à súmula alcança a administração pública e, por conseqüência, os julgadores no âmbito do contencioso administrativo fiscal. Ademais, no termos do artigo 64B da Lei 9.784/99, com a redação dada pela Lei 11.417/06, as autoridades administrativas devem se adequar ao entendimento do STF, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, administrativa e penal. “Art. 64B. Acolhida pelo Supremo Tribunal Federal a reclamação fundada em violação de enunciado da súmula Fl. 275DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 05/06 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assin ado digitalmente em 30/05/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS Processo nº 11330.000160/200718 Acórdão n.º 230102.631 S2C3T1 Fl. 257 7 vinculante, darseá ciência à autoridade prolatora e ao órgão competente para o julgamento do recurso, que deverão adequar as futuras decisões administrativas em casos semelhantes, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, administrativa e penal” O STJ pacificou o entendimento de que nos casos de lançamento em que o sujeito passivo antecipa parte do pagamento da contribuição, aplicase o prazo previsto no § 4º do art. 150 do CTN, ou seja, o prazo de cinco anos passa a contar da ocorrência do fato gerador, uma vez que resta caracterizado o lançamento por homologação. Contudo entendo que, para os levantamentos relativos a remuneração indireta, não houve recolhimento antecipado, já que a empresa não considerava tais valores como remuneração, ou para os relativos a pagamentos de contribuintes individuais, que a empresa deixou de recolher a contribuição devida, verificase que não houve adiantamento do tributo, tratandose, portanto, de lançamento de ofício, caso em que se aplica o disposto no art. 173, do CTN, transcrito a seguir: Art.173 O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; A NFLD foi consolidada em 28/02/2007, e sua cientificação ao sujeito passivo se deu em 13/03/2007, conforme fl. 01, do processo. Verificase, do RDA (fls. 55), que houve recolhimento antecipado nas competências 11/1999 e 12/1999, 11/2000 e 12/2000, 12/2001 e depois só a partir de 03/2003. O débito se refere às competências compreendidas entre 01/2000 a 12/2005. Até a competência 11/2001, o débito está decadente, por qualquer das regras do CTN, transcritas acima. Já para a competência 12/2001, o tributo poderia ter sido recolhido em 01/2002, iniciandose a contagem do prazo em 01/01/2003, que é o primeiro dia do exercício seguinte àquele que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos temos do art. 173, I, transcrito acima. Dessa forma, considerando o exposto acima, constatase que se operara a decadência do direito de constituição do crédito apenas para os valores lançados até a competência 11/2001, inclusive. Portanto, reconheço a decadência de parte do débito, nos termos expostos acima. No mérito, a recorrente tenta demonstrar que os valores pagos a título de PLR não integram a base de cálculo da contribuição previdenciária. Contudo, a referida verba foi paga aos segurados empregados da empresa somente até a competência 12/2001 que, conforme entendimento da maioria dos membros desta turma de julgamento, estaria alcançada pela decadência. Fl. 276DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 05/06 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assin ado digitalmente em 30/05/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS 8 Portanto, deixo de analisar os argumentos expendidos pela recorrente relativos ao PLR, uma vez que seu pagamento se deu em competências atingidas pela decadência. Constatase que a recorrente não nega que tenha concedido “ajuda de custo”, mensalmente aos segurados empregados listados pela fiscalização, ou que tenha realizado pagamentos às pessoas físicas relacionadas nos relatórios integrantes da NFLD. Ela apenas traz um extenso arrazoado tentando demonstrar que o fiscal não possui competência para avaliar a legalidade de uma contratação, sendo a legalidade ou ilegalidade dos atos inerentes à esfera judicial, não podendo a Administração Pública invadir matéria atinente à esfera judicial de forma a "decidir" sem a necessária dilação probatória que o caso requer. Contudo, conforme bem observou o relator do Acórdão recorrido, não houve a descaracterização de pessoa jurídica ou não é objeto do presente processo administrativo fiscal a descaracterização de pessonalidade jurídica, conforme insiste em afirmar, de forma equivocada, a recorrente. É objeto da NFLD em tela as contribuições incidentes sobre valores pagos pela recorrente aos segurados que lhe prestaram serviços. A fiscalização constatou que a empresa remunerava seus empregados com verbas intituladas Ajuda de Custo, como também verificou a existência de pagamentos realizados a pessoas físicas que não mantinham vínculo empregatício com a recorrente, o que configura fato gerador da contribuição previdenciária. Assim, não se discute, no presente processo, a caracterização de vínculo empregatício ou descaracterização de pessoa jurídica Portanto, a afirmação feita pela recorrente de que buscase, na presente notificação, imputar vinculo empregatício entre a ora Recorrente e as Empresas prestadoras de serviços, com a conseqüente desconsideração de sua personalidade jurídica, é totalmente equivocada e estranha ao processo ora sob análise. Da mesma forma, é descabido o argumento de inaplicabilidade do art. 116, do CTN, uma vez que a autoridade notificante não fundamentou o lançamento no referido dispositivo legal. A fiscalização, reiterase, verificou que a empresa remunerava alguns de seus empregados com o pagamento de verbas intituladas “Ajuda de Custo”. Cumpre esclarecer que a condição de se tratar ou não de salário não está vinculada ao interesse da fonte pagadora em, com aquele pagamento, assalariar ou não seu empregado. Ou seja, não é o nome do pagamento ou a vontade da empresa em si que vai determinar sua natureza jurídica. O que irá afastar a verba paga a título de “Ajuda de Custo” da incidência tributária é a estreita observância à legislação específica que trata da matéria. Dessa forma, os valores pagos pela recorrente a seus empregados a título de ajuda de custo integram o salário de contribuição, conforme inciso I, art 28, da Lei 8.212/91, com a redação dada pela Medida Provisória nº 1.59614/1997, convertida na Lei 9.528/97. Fl. 277DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 05/06 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assin ado digitalmente em 30/05/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS Processo nº 11330.000160/200718 Acórdão n.º 230102.631 S2C3T1 Fl. 258 9 E, sendo o lançamento um ato vinculado, ao constatar a existência de contribuição devida, incidentes sobre a remuneração dos segurados a seu serviço, a fiscalização lavrou a competente NFLD, em observância ao disposto no art. 37 da Lei 8212/91: Art. 37. Constatado o atraso total ou parcial no recolhimento de contribuições tratadas nesta Lei, ou em caso de falta de pagamento de beneficio reembolsado, a fiscalização lavrará notificação de débito, com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, conforme dispuser o regulamento. Observase que a NFLD foi lavrada de acordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam a matéria, tendo o agente notificante demonstrado, de forma clara e precisa, a ocorrência do fato gerador da contribuição previdenciária, fazendo constar, nos relatórios que compõem a Notificação, os fundamentos legais que amparam o procedimento adotado e as rubricas lançadas. O Relatório Fiscal traz todos os elementos que motivaram a lavratura da NFLD e o relatório Fundamentos Legais do Débito – FLD, encerra todos os dispositivos legais que dão suporte ao procedimento do lançamento, separados por assunto e período correspondente, garantindo, dessa forma, o exercício do contraditório e ampla defesa à notificada. Nesse sentido e Considerando tudo o mais que dos autos consta. Voto no sentido de CONHECER do recurso, e DARLHE PROVIMENTO PARCIAL, para excluir do lançamento os valores correspondentes ao período de 01/2000 a 11/2001, por decadência. É como voto. Bernadete De Oliveira Barros Relatora Voto Vencedor Conselheiro Adriano Gonzales Silvério – Redator Designado Decadência De acordo com a Súmula Vinculante nº 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência e prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional. Nos termos do art. 103A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. Fl. 278DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 05/06 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assin ado digitalmente em 30/05/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS 10 O Supremo Tribunal Federal, entendendo que apenas lei complementar pode dispor sobre prescrição e decadência em matéria tributária, nos termos do artigo 146, III, ‘b’ da Constituição Federal, negou provimento por unanimidade aos Recursos Extraordinários nº 5596664, 559882, 559943 e 560626, em decisão plenária que declarou a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46, da Lei nº 8212/91. Na oportunidade, foi editada a Súmula Vinculante nº 08 na respeito do tema, publicada em 20/06/2008, transcrita abaixo: Súmula vinculante 8 “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário” Cumpre ressaltar que o art. 62, da Portaria 256/2009, que aprovou o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, veda o afastamento de aplicação ou inobservância de legislação sob fundamento de inconstitucionalidade. Porém, determina, no inciso I do § único, que o disposto no caput não se aplica a dispositivo que tenha sido declarado inconst6itucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal: “Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I – que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou” Portanto, em razão da declaração de inconstitucionalidade dos arts 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 pelo STF, restaram extintos os créditos cujo lançamento tenha ocorrido após o prazo decadencial e prescricional previsto nos artigos 173 e 150 do Código Tributário Nacional. É necessário observar ainda que as súmulas aprovadas pelo STF possuem efeitos vinculantes, conforme se depreende do art. 103A e parágrafo da Constituição Federal, que foram inseridos pela Emenda Constitucional nº 45/2004, in verbis: “Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. §1º A Súmula terá por objetivo a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja controvérsia atual entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica. § 2º Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei, a aprovação, revisão ou cancelamento de súmula poderá ser Fl. 279DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 05/06 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assin ado digitalmente em 30/05/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS Processo nº 11330.000160/200718 Acórdão n.º 230102.631 S2C3T1 Fl. 259 11 provocada por aqueles que podem propor a ação direta de inconstitucionalidade. § 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgandoa procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso (g.n.).” Da leitura do dispositivo constitucional acima, concluise que a vinculação à súmula alcança a administração pública e, por conseqüência, os julgadores no âmbito do contencioso administrativo fiscal. Ademais, nos termos do artigo 64B da Lei 9.784/99, com a redação dada pela Lei 11.417/06, as autoridades administrativas devem se adequar ao entendimento do STF, sob pena de responsabilidade pessoal nas esferas cível, administrativa e penal. “Art. 64B. Acolhida pelo Supremo Tribunal Federal a reclamação fundada em violação de enunciado da súmula vinculante, darseá ciência à autoridade prolatora e ao órgão competente para o julgamento do recurso, que deverão adequar as futuras decisões administrativas em casos semelhantes, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, administrativa e penal” Afastado, pois, o prazo previsto originalmente no citado artigo 45, cabe agora verificar o prazo aplicável, se aquele do 150, § 4º ou 173, inciso I, ambos da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional. Temos adotado a posição doutrinária e jurisprudencial no sentido de que havendo pagamento antecipado por parte do contribuinte, em relação ao fato gerador posto em discussão, deve incidir o prazo decadencial qüinqüenal previsto no mencionado artigo 150, § 4º. Nesse sentido a decisão proferida pelo Egrégio Superior Tribunal de Justiça, na sistemática de recurso repetitivo, nos autos do Recurso Especial 973.733/SC, a qual deve ser atendida, por força do disposto no artigo 62A Portaria 256/2009, que aprovou o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais: “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o Fl. 280DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 05/06 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assin ado digitalmente em 30/05/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS 12 mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050∕PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758∕SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142∕SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163∕210). 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa∕concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91∕104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396∕400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183∕199). 5. In casu, consoante assente na origem: (i) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias não restou adimplida pelo contribuinte, no que concerne aos fatos imponíveis ocorridos no período de janeiro de 1991 a dezembro de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos deuse em 26.03.2001. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08∕2008.” No caso dos autos a autoridade fiscal, conforme se apura verificou durante o procedimento fiscalizatório os pagamentos efetuados mediante GPS, considerando, assim, a totalidade da folha de salários do sujeito passivo, efetuando o lançamento das diferenças encontradas. Assim, a meu ver, não há dúvidas, pois, de que houve pagamento antecipado e, Fl. 281DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 05/06 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assin ado digitalmente em 30/05/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS Processo nº 11330.000160/200718 Acórdão n.º 230102.631 S2C3T1 Fl. 260 13 portanto, deve incidir o prazo quinquenal do artigo 150, § 4º da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional. Nesse sentido vem se posicionando a Câmara Superior de Recursos Fiscais, como se vê nos autos do processo nº 36918.002963/200575, em cuja ementa restou consignado: “In casu, aplicouse o prazo decadencial insculpido no artigo 150, § 4º, do CTN, eis que restou comprovada a ocorrência de antecipação de pagamento, por tratarse de salário indireto, tendo a contribuinte efetuado o recolhimento das contribuições previdenciárias incidentes sobre a remuneração reconhecida (salário normal).” Sabendose que na espécie o período verificado está compreendido entre 01/2000 a 12/2005 e que a ora recorrente foi intimada do lançamento em 13/03/2007, no meu entender estaria decaído o período de janeiro de 1999 a fevereiro de 2002. Contudo, por voto de qualidade a Egrégia 1ª Turma decidiu que a regra decadencial prevista no artigo 150, § 4º somente se aplicaria até a competência de 12/2001, anteriores a 01/2002, haja vista que a partir desse momento, incidiria a regra do artigo 173, inciso I, do CTN mantendo no lançamento as contribuições apuradas a partir da competência 01/2002, pois não se teria verificado, nesse período, o pagamento a ensejar a aplicação do artigo 150, § 4º do CTN. Multa Há de se registrar que o dispositivo legal da multa aplicada foi alterado pela Lei 11.941, de 27 de maio de 2009, merecendo verificar a questão relativa à retroatividade benigna prevista na alínea “c”, do inciso II, do artigo 106, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966. Segundo as novas disposições legais, a multa de mora que antes respeitava a gradação prevista na redação original do artigo 35, da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, passou a ser prevista no caput desse mesmo artigo, mas agora limitada a 20% (vinte por cento), uma vez que submetida às disposições do artigo 61 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Incabível a comparação da multa prevista no artigo 35A da Lei nº 8.212/91, já que este dispositivo veicula multa de ofício, a qual não existia na legislação previdenciária à época do lançamento e, de acordo com o artigo 106 do Código Tributário Nacional deve ser verificado o fato punido. Ora se o fato “atraso” aqui apurado era punido com multa moratória, consequentemente, com a alteração da ordem jurídica, só pode lhe ser aplicada, se for o caso, a novel multa moratória, prevista no caput do artigo 35 acima citado. Em princípio houve beneficiamento da situação do contribuinte, motivo pelo qual incide na espécie a retroatividade benigna prevista na alínea “c”, do inciso II, do artigo 106, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional, devendo ser a multa lançada na presente autuação calculada nos termos do artigo 35 caput da Lei nº 8.212, de Fl. 282DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 05/06 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assin ado digitalmente em 30/05/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS 14 24 de julho de 1991, com a redação dada pela Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009, se mais benéfica ao contribuinte. Ante o exposto, CONHEÇO o recurso voluntário para, NO MÉRITO, DAR LHE PARCIAL PROVIMENTO a fim de excluir do lançamento, pela regra decadencial contida no artigo 150, § 4º do CTN até a competência de 12/2001, anterior a 01/2002, bem como para, se mais benéfica ao contribuinte, aplicar a multa prevista no artigo 35 caput da Lei nº 8.212/91, com a redação dada pela Lei nº 11.941/09. Adriano Gonzáles Silvério Fl. 283DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 05/06 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assin ado digitalmente em 30/05/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS
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Numero do processo: 10980.007198/2003-71
Turma: Terceira Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Mar 16 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Apr 29 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL
Ano-calendário: 1998
DEPÓSITO INTEGRAL - CONVERSÃO EM RENDA
O depósito integral realizado judicialmente, quando determinada sua conversão em renda da União Federal, é considerado pagamento na data em que efetivado.
O lançamento do contribuinte está aperfeiçoado pelas informações formalizadas no processo judicial e depósitos judiciais já convertidos em renda da União Federal, não havendo que se falar em aperfeiçoamento de novo lançamento para obrigação satisfeita.
Numero da decisão: 1201-000.676
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, por DAR PROVIMENTO AO Recurso Voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(Documento assinado digitalmente)
CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS - Presidente.
(Documento assinado digitalmente)
RELATOR ANDRÉ ALMEIDA BLANCO - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Claudemir Rodrigues Malaquias (Presidente), André Almeida Blanco, Rafael Correia Fuso, Marcelo Cuba Netto, Luiz Tadeu Matosinho e Régis Magalhães Soares de Queiroz.
Matéria: DCTF_CSL - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (CSL)
Nome do relator: ANDRE ALMEIDA BLANCO
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ementa_s : Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL Ano-calendário: 1998 DEPÓSITO INTEGRAL - CONVERSÃO EM RENDA O depósito integral realizado judicialmente, quando determinada sua conversão em renda da União Federal, é considerado pagamento na data em que efetivado. O lançamento do contribuinte está aperfeiçoado pelas informações formalizadas no processo judicial e depósitos judiciais já convertidos em renda da União Federal, não havendo que se falar em aperfeiçoamento de novo lançamento para obrigação satisfeita.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, por DAR PROVIMENTO AO Recurso Voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (Documento assinado digitalmente) CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS - Presidente. (Documento assinado digitalmente) RELATOR ANDRÉ ALMEIDA BLANCO - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Claudemir Rodrigues Malaquias (Presidente), André Almeida Blanco, Rafael Correia Fuso, Marcelo Cuba Netto, Luiz Tadeu Matosinho e Régis Magalhães Soares de Queiroz.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 1998 DEPÓSITO INTEGRAL CONVERSÃO EM RENDA O depósito integral realizado judicialmente, quando determinada sua conversão em renda da União Federal, é considerado pagamento na data em que efetivado. O lançamento do contribuinte está aperfeiçoado pelas informações formalizadas no processo judicial e depósitos judiciais já convertidos em renda da União Federal, não havendo que se falar em aperfeiçoamento de novo lançamento para obrigação satisfeita. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, por DAR PROVIMENTO AO Recurso Voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (Documento assinado digitalmente) CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS Presidente. (Documento assinado digitalmente) RELATOR ANDRÉ ALMEIDA BLANCO Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Claudemir Rodrigues Malaquias (Presidente), André Almeida Blanco, Rafael Correia Fuso, Marcelo Cuba Netto, Luiz Tadeu Matosinho e Régis Magalhães Soares de Queiroz. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 00 71 98 /2 00 3- 71 Fl. 179DF CARF MF Impresso em 29/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2013 por ANDRE ALMEIDA BLANCO, Assinado digitalmente em 29/04/2013 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS, Assinado digitalmente em 26/04/2013 por ANDRE ALMEIDA BLANCO 2 Relatório O Processo Administrativo teve origem em Auto de Infração para a cobrança de crédito tributário no valor total de R$ 674.720,39 (Seiscentos e setenta e quatro mil, setecentos e vinte reais e trinta e nove centavos), originário da realização de Auditoria Interna em Declarações de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) referentes ao Ano Calendário 1998, conforme INSRF n°. 045 e 077/98, que culminou na constatação irregularidades nos créditos vinculados informados nas declarações. Às fls. 02/08 a Recorrente apresentou sua Impugnação, na qual alegou, em síntese, que: · Os valores exigidos no Auto de Infração estariam com a exigibilidade suspensa por estarem sendo discutidos no Mandado de Segurança de nº. 96.164266, em curso perante a 2ª Vara Federal da Seção Judiciária de Curitiba, no qual teria realizado depósitos judiciais; · Seria ilegal a exigência da multa de ofício haja vista estarem os débitos com a exigibilidade suspensa. Juntou à Impugnação cópia da inicial do Mandado de Segurança (fls. 26/46) e dos depósitos realizados (fls. 50/57), os quais totalizam R$ 249.976,57 (Duzentos e quarenta e nove mil, novecentos e setenta e seis reais e cinquenta e sete centavos), valor esse idêntico ao valor da contribuição exigida no Auto de Infração. O SECAT se manifestou às fls. 85 informando que os depósitos judiciais seriam suficientes para cobrir com os respectivos débitos. Em julgamento pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Curitiba (fls. 89/93) restou mantida a exigência fiscal sob o fundamento de que a atividade de lançamento é vinculada e obrigatória, fazendose necessária sempre que presentes os pressupostos legais, não lhe obstando a existência de depósitos judiciais, cuja conseqüência, quando muito, é a mera suspensão de exigibilidade de crédito fiscal e que seria cabível a exigência de multa de ofício, não estando o débito com sua exigibilidade suspensa, na forma dos incisos IV e V do art. 151 do CTN, quando da constituição do crédito tributário para prevenir a decadência. Apresentado Recurso Voluntário às fls. 95/108, sustentou a Recorrente, em síntese, que: · A contribuição à CSLL referente ao período discutido foi depositada judicialmente, o que suspenderia a sua exigibilidade; · Os juros e a multa não seriam devidos pois a Recorrente apresentou corretamente as DCTFs, informando que o tributo estava sob discussão judicial. O Recurso Voluntário apresentado pela interessada, foi convertido, pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), em diligência, conforme resolução n° 120100.016 (fls. 111112), para que: Fl. 180DF CARF MF Impresso em 29/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2013 por ANDRE ALMEIDA BLANCO, Assinado digitalmente em 29/04/2013 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS, Assinado digitalmente em 26/04/2013 por ANDRE ALMEIDA BLANCO Processo nº 10980.007198/200371 Acórdão n.º 1201000.676 S1C2T1 Fl. 3 3 1) fosse a Recorrente intimada para anexar aos autos cópia do processo judicial n° 96.164266, comprovando a suspensão da exigibilidade alegada, assim como os depósitos judiciais dos valores devidos a título d e CSLL, assinando, para tanto, prazo de 30 dias; 2) elaborar Relatório circunstanciado acerca das DCTFs, informando se as mesmas têm ou não sua exigibilidade suspensa, apontando, se for o caso, suas causas. Contudo, a interessada já havia apresentado cópias dos depósitos judiciais às fls. 4855, depósitos estes que são suficientes para cobrir os créditos tributários do presente processo, conforme informação de fls. 85 e cálculos de fls. 8084. O Mandado de Segurança n° 96.00.164266/PR transitou em julgado a favor da União Federal, conforme fls. 114146, sendo os convertidos em renda da União em 09/10/2009, conforme extrato das contas judiciais às fls. 150164 e de fls. 165. Assim sendo, retornaram os autos para julgamento do Recurso Voluntário apresentado. É o Relatório. Voto Conselheiro Relator André Almeida Blanco Sendo tempestivo, conheço do recurso e passo ao seu exame. A discussão objeto do Recurso Voluntário em análise está na legalidade ou não da lavratura de Auto de Infração quando o débito já esteja declarado em DCTF e se sobre o mesmo incide juros e multa. No presente caso, a constituição do crédito tributário seguindo os ritos do Processo Administrativo Fiscal não trouxe qualquer prejuízo à Recorrente. Inclusive a Súmula CARF nº 48 dispõe expressamente que “A suspensão da exigibilidade do crédito tributário por força de medida judicial não impede a lavratura de auto de infração”. Não obstante a legalidade da lavratura do Auto de Infração com o intuito de se prevenir a decadência, devem ser excluídos os juros de mora a multa de ofício nos termos seguintes. É matéria já sumulada por este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais que não são devidos juros de mora quando existir depósito integral do montante do crédito tributário (Súmula CARF nº. 5). Da mesma maneira, incabível a incidência da multa de ofício, nos termos da jurisprudência deste Conselho. Vejamos: Fl. 181DF CARF MF Impresso em 29/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2013 por ANDRE ALMEIDA BLANCO, Assinado digitalmente em 29/04/2013 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS, Assinado digitalmente em 26/04/2013 por ANDRE ALMEIDA BLANCO 4 FINSOCIAL FALTA DE RECOLHIMENTO SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO Cabível e devido lançamento de ofício para prevenir a decadência. Suspensa a exigibilidade do crédito tributário pela realização do seu depósito integral, artigo 151, II do CTN, configurase autêntico dever do sujeito ativo de efetuar lançamento de modo a afastar decadência. INCABÍVEL A MULTA DE OFÍCIO E JUROS DE MORA EM FACE DO DEPÓSITO INTEGRAL No decorrer do período de suspensão da exigibilidade, a presença da multa de ofício representaria tendência à exigibilidade suspensa; quantos aos juros de mora e multa de mora são incabíveis pois se o sujeito passivo tomou a iniciativa do depósito antes de qualquer procedimento de ofício não se caracteriza a mora até mesmo porque não se caracteriza a culpa que aliada ao retardamento constitui a mora. Recurso especial negado. Por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso. (Câmara Superior de Recursos Fiscais CSRF Terceira Turma / ACÓRDÃO CSRF/0304.231 em 21.02.2005) Ocorre que, como relatado, o Mandado de Segurança n° 96.00.164266/PR já transitou em julgado a favor da União Federal (fls. 114/146), sendo os convertidos em renda da União Federal em 09/10/2009, conforme extrato das contas judiciais às fls. 150/164 e de fls. 165. Diante disso, operouse a extinção da exigibilidade do crédito tributário nos termos do art. 156, inc. V, do Código Tributário Nacional que dispõe: Art. 156. Extinguem o crédito tributário: (...) VI a conversão de depósito em renda; O depósito judicial, quando determinada sua conversão em renda da União Federal, é considerado um pagamento, na data em que efetivado. O Lançamento do contribuinte está aperfeiçoado pelas informações formalizadas no processo judicial e depósitos judiciais já convertidos em renda da União, não havendo que se falar em aperfeiçoamento de novo lançamento para obrigação satisfeita. Ressaltese que a manifestação fiscal da SECAT Serviço de Controle e Acompanhamento Tributário da DRF em Curitiba, dá conta às fls. 167, que os depósitos (fls. 18/55) “são suficientes para cobrir os créditos tributários do presente processo, conforme informação de fls. 85 e cálculos de fls. 80/84”. Com essas considerações, voto por dar provimento ao Recurso Voluntário, julgando improcedente o lançamento fiscal. (Documento assinado digitalmente) André Almeida Blanco Relator Fl. 182DF CARF MF Impresso em 29/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2013 por ANDRE ALMEIDA BLANCO, Assinado digitalmente em 29/04/2013 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS, Assinado digitalmente em 26/04/2013 por ANDRE ALMEIDA BLANCO Processo nº 10980.007198/200371 Acórdão n.º 1201000.676 S1C2T1 Fl. 4 5 Fl. 183DF CARF MF Impresso em 29/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2013 por ANDRE ALMEIDA BLANCO, Assinado digitalmente em 29/04/2013 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS, Assinado digitalmente em 26/04/2013 por ANDRE ALMEIDA BLANCO
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Numero do processo: 10805.003267/2007-21
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 18 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 2402-000.221
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência. Julio César Vieira Gomes Presidente. Nereu Miguel Ribeiro Domingues Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Julio César Vieira Gomes, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ana Maria Bandeira, Ronaldo de Lima Macedo, Jhonatas Ribeiro da Silva, Lourenço Ferreira do Prado. Fl. 89DF CARF MF Impresso em 11/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 24/05/2012 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES Processo nº 10805.003267/200721 Resolução n.º 2402000.221 S2C4T2 Fl. 90 2 Relatório Tratase de auto de infração lavrado em 23/08/2007, por ter a Recorrente deixado de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições dos segurados empregados, trabalhadores avulsos e contribuintes individuais a seu serviço, conforme previsto no art. 30, inciso I, alínea “a”, da Lei nº 8.212/91, no período de 01/08/2007 a 31/08/2007. A Recorrente interpôs impugnação (fls. 23/43) requerendo a nulidade do crédito constituído. A d. Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campinas – SP, ao analisar o presente caso (fls. 55/60) julgou o lançamento procedente, entendendo que (i) a autuação demonstrou corretamente a infração cometida e a multa aplicada, não podendo ser considerada genérica e superficial; (ii) a Recorrente não demonstrou que sofreu quatro autuações pelo mesmo fato; (iii) a multa aplicada encontra fundamento na legislação vigente à época; e (iv) a DRJ não é competente para declarar a inconstitucionalidade e/ou ilegalidade destas normas. A Recorrente interpôs recurso voluntário (fls. 67/84) argumentando que (i) o auto de infração é genérico, sendo impossível verificar com precisão quais são os dispositivos realmente infringidos; (ii) a Recorrente foi atuada quatros vezes pelo mesmo fato; (iii) a lavratura de vários autos de infração e a multa aplicada ofendem os princípios constitucionais da proporcionalidade e da razoabilidade; e (iv) não há provas de que os recursos oriundos dos cartões tenham sido destinados aos empregados como prólabore. É o relatório. Fl. 90DF CARF MF Impresso em 11/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 24/05/2012 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES Processo nº 10805.003267/200721 Resolução n.º 2402000.221 S2C4T2 Fl. 91 3 Voto Conselheiro Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Relator Primeiramente, cabe mencionar que o presente recurso é tempestivo e preenche a todos os requisitos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. Da análise das peças que compõem os autos, constatase que as contribuições incidentes sobre os fatos geradores não declarados em GFIP foram objeto de lançamento em notificações próprias, conforme esclarece o Termo de Encerramento da Ação Fiscal TEAF (fl. 13), onde consta como correlatos ao presente auto de infração os AI’s nºs 37.097.3470, 37.109.3139, 37.109.3104, 37.109.3120 e a NFLD nº 37.097.3461. Por esta razão, considerando que para o julgamento da presente autuação é indispensável que já tenha sido julgada, ao menos, a NFLD nº 37.097.3461, reconheço a prejudicialidade para o presente julgamento e solicito que (i) a Secretaria deste Conselho de Contribuintes confirme se a NFLD nº 37.097.3461 está tramitando perante este Conselho e, em caso positivo, (ii) que este processo fique sobrestado neste órgão até que o julgamento daquela NFLD se conclua. Se eventualmente a resposta à primeira diligência solicitada acima seja negativa, determino que os autos sejam baixados à Delegacia de origem para que esta preste os seguintes esclarecimentos em relação à NFLD nº 37.097.3461: a) Se houve pagamento dos débitos lá discutidos, parcelamento ou confissão de dívida. b) Qual o seu objeto. c) Se há decisão irrecorrível proferida nos autos acima referidos. d) Se sim, qual o teor da decisão. Diante do exposto, voto no sentido de converter o julgamento em diligência para que as providências solicitadas acima sejam realizadas. Intimese a Recorrente para que se manifeste sobre esta decisão no prazo de 30 dias. É o voto. Nereu Miguel Ribeiro Domingues Fl. 91DF CARF MF Impresso em 11/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 24/05/2012 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES
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