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Numero do processo: 10814.006473/85-16
Data da sessão: Tue Apr 22 00:00:00 UTC 1986
Ementa: INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA AO CONTROLE DAS IMPORTAÇÕES. Declaração indevida de mercadoria. Reimportação de mercadorias enviadas ao exterior para reparos, isenta de tributação, estende seus efeitos aos itens aderidos no exterior. Não havendo imposto a cobrar, inexiste possibilidade de cálculo da diferença, base da multa. Recurso provido.
Numero da decisão: 303-24.543
Decisão: ACORDAMos Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, em dar provimento ao recurso,por maioria de votos, vencidos os Conselheiros Paulo Moreno de Almeida,Salustiano de Pinho Pessoa Neto e Hélio Loyolla de Alencastro que proviam o recurso em parte, por outros fundamentos, para fins de considerar aplicável a multa do art. 107, inciso VII do DL 37/66, na forma do relatório e votos, que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: SIDNEY DE CAMPOS PESSOA
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ementa_s : INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA AO CONTROLE DAS IMPORTAÇÕES. Declaração indevida de mercadoria. Reimportação de mercadorias enviadas ao exterior para reparos, isenta de tributação, estende seus efeitos aos itens aderidos no exterior. Não havendo imposto a cobrar, inexiste possibilidade de cálculo da diferença, base da multa. Recurso provido.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-15T16:43:25Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-15T16:43:25Z; Last-Modified: 2010-01-15T16:43:25Z; dcterms:modified: 2010-01-15T16:43:25Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-15T16:43:25Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-15T16:43:25Z; meta:save-date: 2010-01-15T16:43:25Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-15T16:43:25Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-15T16:43:25Z; created: 2010-01-15T16:43:25Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2010-01-15T16:43:25Z; pdf:charsPerPage: 1586; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-15T16:43:25Z | Conteúdo => ,n MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA OLS/CY Sessão de 22 abril de 19 86 ACORDÃO N.0..303,24..543 Recurso n.° 108.020 - Processo n2 10814/006.473/85-16. Recorrente VIAÇÃO AÉREA SÃO PAULO S/A-VASP. Recorrid IRF - AEROPORTO INTERNACIONAL S.P. INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA AO CONTROLE DAS IMPORTAÇOES. De claração indevida de mercadoria. Reimportação de merca- dorias enviadas ao exterior para reparos, isenta de tributaçaopestende-seus efeitos aos itens aderidos no exterior. Não havendo imposto a cobrar,inexiste possibi lidade de cálculo da diferença, base da multa. Recurso' provido. VIST O, relatado e discutido o presente processo; ACORDAMos Membros da Terceira Câmara do Tercei- ro Conselho de Contribuintes, em dar provimento ao recurso,por maio - ria de votos, vencidos os Conselheiros Paulo Moreno de Almeida,Salus- tiano de Pinho Pessoa Neto e Hélio Loyolla de Alencastro que proviam o recurso em parte, por outros fundamentos, para fins de considerar a plicável a multa do art. 107, inciso VII do DL 37/66, na forma do r-j latOrio e votos, que passam a integrar o presente julgado. Brasll'a _;F an 22 de April de 1986; "Árofr HÉLIO LO OLLA DE ALENe , - RO - Presidente • '•_ SIDNEY D PESS4, - Relator ALEXANDRE COS , DE LUNA FREIRE-Procurador da Fazenda Na cional. 2\ VISTO EM SESSÃO DE: 25 ABR-198; RECURSO DO PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL N 2 : 303.0.915 Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros: PAULO MORENO DE ALMEIDA, SALUSTIANO DE PINHO PESSOA NETO,JOSÉ DANIEL DINIZ, LUIZ CARLOS NOGUEIRA, AFONSO CELSO MATTOS LOURENÇO e WILFRIDO AUGUSTO MARQUES. -2- • • , REÇURSO:108.020 SERVIÇO PLIBUCO FEDERAL ACORDÃO:303-24.543 ME-TERCEIRO CONSELHO'DE CONTRIBUINTES • RECORRENTE: VIAÇÃO AÉREA SÃO PAULO S.A.- VASP. RECORRIDA : IRF- AEROPORTO INTERNACIONAL S.P. RELATOR : SIDNEY . DE CAMPOS PESSOA RELATõRIO 1. A empresa Viação Aérea São Paulo S.A., ora Recte., foi autuada em 02/08/85, pela ARF de Vila Mariana, São Paulo, porque, segundo Auto que transcrevo, "através da DI n9 001.273/85, despachou dois alojamen- tos n9 728077-1, séries 39 BD e 27 DL para uso exclu- sivo em aeronaves, ao 'amparo da GI n9 18-84/18144-5 solicitando o respectivo desembaraço aduaneiro com ba se no Decreto 63.433/68. Através do processo dç 10814000.931/85, a interessada solicitou ã Fiscaliza- ' cão desta IRF, autorização para a elaboração de DCI, • tendo em vista que por ocasião do registro da DI fo ram omitidos os materiais aplicados nas peças remeti- das para conserto. Tendo em vista o acima exposto, constata-se que em assim procedendo, o importador sujeita-se ao paga- mento da multa cominada pelo art. 524 do Decreto , n9 91.030, porquanto ocorreu atribuição de valor diferen te do real, em relação ao declarado na DI supramencio. nada, ficando o mesmo obrigado ao recolhimento do crg dito tributãrio discriminado no'anverso deste Auto de Infração (A.I.)." 2. -Em virtude disto, foi-lhe imposta a multa prevista no art. 524 do Regulamento Aduaneiro baixado pelo Decreto . n9 91.030/85, no percentual de 50, cujo valor corrigido ã data da• autuação montava a então Cr$3.898.701 (treis milhões oitocentos e noventa e oito mil setecentos e hum cruzeiros),-ecrescida a multa dos juros de mora até 31.08.85, de eníao , Cr$154.251 (cento e cm n - quenta e quatro mil duzentos e cinquenta e hum cruzeiros), perfa - zendo a exigência o total de Cr$4-.052.952 (quatro milhões cinquen- ta e dois mil novecentos e cinquenta e dois cruzeiros),1 . na -moeda • da época. 2.1. Ah auto foi junta toda a documentação do despacho em questEo. • 3. Defendendo-se, de forma tempestiva, a fls. 21/27, a au tuada alega, em sintese que: a) a ocorrência havida não é capitula da como infringência i norma tributaria; h) não atribui valor dife • ••, -3- RECURSO:108.020 SERVIÇO MOUCO FEDERAL AC0RDA0:303-24.543 • rente do real aos materiais aplicados no reparo dos begs, de uso •• exclusivo de suas aeronaves, quando de seu desembaraço; c) ocor- reu, apenas l que não tendo ainda recebido a Fatura, ã. época do despacho, foi processando o desembaraço dos materiais, e, ao re- ceber a referida Fatura, requereu, ao amparo do art. 421 do R.A. a respectiva D.C.I.; d) ademais, foi a Recte. que comunicou o fa to..ã repartição o que afasta a hip6tese de mí fé e que se utili- zou de procedimento legal para a retificação da D.I., não haven- do que se falar em infração; e) que a importação foi (-efetuada com isenção de impostos, sendo inaplicível o art. 524 do R.A. que fala em "multa de 50% sobre a diferença de impostos"; no mí ximo que poderia ocorrer ad absurdum, se houvesse infração, se - ria a aplicação da multa máxima de Cz$44,00, prevista no art.522 IV, do R.A., para as infraçõeis quais não seja. prevista :1,:pena especifica. • 4. O AFTN autuante, ao contestar (fls. 27) a defesa da autuada, posiciona-se no sentido de que: a) o art. 136 do CTN dey termina que não depende da intenção do agente a prítica da infra ção ã legislação tributíria;-b) o art. 1. 75 do.mesmo CTN prevê a não dispensa das obrigações acessõrias quando da exclusão do cré dito tributírio; c) houve na Dl imposto calculado, não tendo si- do, contudo, recolhido; d) o R.A. prevê, no art. 87, • I que o fa- to gerador, para efeito de cílculo do' imposto, ocorre na data do registro da DI; e) que a DCI serve não s6 paralretificação de in formações prestadas, mas também para "indicação dos tributos multas e acréscimos legais", ex vi do art. 421 e seu parígrafo do RA. Pede a manutenção da autuação. 5• A Minuta de decisão e Parecer da SECTRI alinha o mesmo pensamento e o mesmo raciocinio do AFTN autuante - fls.29/ 33, no que foi seguida pela decisão da autoridade singular de primeira instãncia que manteve a autuação, mas ao fixar o valor da multa exigida, aplica-a no valor de então Cr$1.928.141 (hum milhão novecentos e vinte e oito mil cento e quarenta e hum cru- zeiros) bem abaixo dos Cr$4.052.952 apontados no Auto de Infra - ção. Quero crertenha a decisão não corrigido a multa nem lhe aplicado os juros, até a data da autuação. 6. A irresignação da autuada, contra a decisão, é mani festada em recurso tempestivo de fls. 38 usque 40 a este õrgão julgador plurinominal, colando í petição de apelo as mesmas ra 410:- -4- RECURSO:108.020 ' ACORDO: 303-24-.543SERVIÇO POBUCO FEDERAL ' zaes da defesa, is quais se reporta e aduzindo que não pode pros perar o racioçinio do prolator da deciaó recorrida no sentido de que Cretorno aó pais das mercadorias exportadas temporariamente constitui não incidência do tributo", "ao contrário do que pensa a autuada que alega tratar-se de hipOtese de. isenção"; não pode prosperar tal s raciocinio porque o que alega e defende a Recte. é que a importação dos itens acrescidos (nos reparos feitos no exte -rior) é que é isenta de qualquer tributação, e não o reingressó dos materiais exportados temporariamente, hipOtese, sim de não in cidencia. 6.1. Dai, diz ainda o recurso, não poder concordar_com a decisão quando afirma que siimente o reingresso das mercadorias ex", portadas temporariamente esteja beneficiado com a não incidência e que a importação dos itens acrescidos no exterior "passa a ser alvo de importação normal,ssujeita portanto ao recolhimento do Im posto de . Importação pertinente", Finaliza afirmando que a importa ção de materiais de aplicação exclusiva em aeronave é isenta : de impostos e que a DCI apenas os entificou não para o fim de se - rem eles tributados. • o relatEirio • • • ' . __ , -5- RECURSO:108.020 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL ACORDA0 303-24.543 VOTO 7. É fato irretorquivel que •o Parãgrafo bico do art. 421, do Dec. 91.030/85, o Regulamento Aduaneiro, autoriza a ," iniciativa do contribuinte, mesmo ap6s o desembaraço da mercado ria", no sentido de promover a emissão da D.C.I. para "a.retifi. _ cação de informações prestadas na declaração." Isto é ponto pa- cifico. 7.1. Foi a Recte. autuada, com base no art. 524, do mes mo Regulamento, por "declaração indevida" de mercadoria;. prevê, ainda èste dispositivo regulamentar que a multa de 50% ,a- ser 'aplicada, no caso de infração, é de "cinquenta por cento (50% ) da diferença do imposto apurada em razão da declaração indevi da", "quando a diferença for superior a10% quanto ao preço e a 5% quanto ã quantidade em relação ad declarado pelo importador': 7.1.1. Ilação primeira que se pode tirar é a de que s6 é aplicável a multa quando a mercadoria importada e declarada in- devidamente for sujeita tributação; isto porque, s6 hã dife - rença de imposto, quando existe imposto, ou, em outras palavras diferença de ZERO é ZERO, quando se trata de isenção. 7.2. Diz a autoridade recorrida que no caso dos itens" acrescidos no exterior is mercadorias exportadas temporariamen te, a sua importação não é beneficiada pela isenção e se equipa ra a,uma importação normal; e mais: que o reingresso das merca- dorias, no estado em que foram exportadas temporariamente, é ca so de não incidência e não de isenção, e que não se comunica es ta não ' incidência aos itens aderidos, nos reparos feitos no ex- terior. 8. Analisemos, de per si; cada argumento. 8.1. O primeiro, o de que a importação dos itens aderi- 'dos is mercadorias reparadas no exterior se equipara a uma im - portação norma1,por isto que tributãvel (dai, caber a multa apli - ccada, pois existiria a base de cãlculo que seria a.diferença do tributo) se me afigura contraditório. Isto 'porque se a autorida 'de entende que tal importação é tributãvel, por que não a tribu tou? l'or que não impas ã autuada o recolhimento do Imposto de Importação que ela, autoridade, julga devido? por que s6 . a mul- ta foi aplicada? .8.2. ' Quanto ao outro argumen o de que a importaçãoem 1%, -b- .. 10. RECURSO:108.020 AGORDA0:303 -24.543 SERVIÇO FORMO FEDERAL reingresso, das mercadorias reparadas no exterior,. é caso de não ... --- incidência (que não se comunica nos itens aderidos) e, não, de ,isençao, honestamente, para'efeitos do disposto no art. 524 dá R.A., não vejo qual a diferença; ou melhor, não vejo onde a dife rença possa influir: num casq ou no outro (não'incidência ouisen çao) não ha imposto a cobrar, logo não havendo imposto, não diferença de imposto sobre .a qual se calcularia a multa de 50% prevista na lei. 8.3. De outra banda, exige o art. 524 que a diferença ,' para que incida a multa, tem de ser superior a 10% quanto ao pre ço e a 5% quanto quantidade; isto cumulativamente. S6 com a concomitincia destes dois dados é que se tipifica a incidênciada multa. 8.3.1. - Ora, no processo não consta elementos de aferição e de constataçao destas ocorrências, mesmo porque torna-se impossi vel armar a equação para se encontrar a diferença, pela s6 pre - sença do preço e da quantidade, ausente o outro dado, o valor do imposto,Aada a isenção ou, mesmo, a, não incidência, como quer a , digna autoridade recorrida. 9. Além do mais a Recte. p .romoveu a formalização da DCI, 'nos termos do art. 421, do R.A., ineXistindo, assim, possi- bilidade de se falarem declaração indevida ' , pela retificação temi pestiva. 10. Neste passo e nesta senda de raciocinio, não vejo • por carência de premissas quantitativas, como possa, em dosime - tria, aplicar qualquer penalidade a. autuada, ora Recte. 10.1. Por isto que, conhecendo do recurso, por tempesti - vo, dou-lhe provimento para cassar a exigência tributaria. E o meu voto. • - Sala das Sessões, em 22 il de 1986. . lor, 1 , SIDNEY D 'ESSO.,-,Relator • i •
score : 1.0
Numero do processo: 17460.000979/2007-86
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Dec 02 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/02/2001 a 31/10/2005
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO EMBARGOS OBSCURIDADE
Demonstrada a existência de obscuridade no Acórdão embargado, devem ser acolhidos os embargos a fim de correção.
INTEMPESTIVIDADE. NÃO CONHECIMENTO
Da decisão de primeira instância cabe recurso dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. Recurso protocolizado em prazo superior não será conhecido.
EMBARGOS COM EFEITO MODIFICATIVO.
Considerando que os embargos aclaratórios modificaram a decisão
anteriormente proferida, o contribuinte, em respeito ao princípio do contraditório e da ampla defesa, deve ser intimado desse novo decisum, para, querendo, apresentar sua manifestação.
Numero da decisão: 2403-000.917
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em intimar o
contribuinte dando ciência do embargo e abrindo espaço para manifestação. Vencido o relator Carlos Alberto Mess Stringari. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Cid
Marconi Gurgel de Souza.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/02/2001 a 31/10/2005 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO EMBARGOS OBSCURIDADE Demonstrada a existência de obscuridade no Acórdão embargado, devem ser acolhidos os embargos a fim de correção. INTEMPESTIVIDADE. NÃO CONHECIMENTO Da decisão de primeira instância cabe recurso dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. Recurso protocolizado em prazo superior não será conhecido. EMBARGOS COM EFEITO MODIFICATIVO. Considerando que os embargos aclaratórios modificaram a decisão anteriormente proferida, o contribuinte, em respeito ao princípio do contraditório e da ampla defesa, deve ser intimado desse novo decisum, para, querendo, apresentar sua manifestação.
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Matéria CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA Embargante FAZENDA NACIONAL Interessado Conal Avionics Eletr de Aeronaves LTDA Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/02/2001 a 31/10/2005 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO EMBARGOS OBSCURIDADE Demonstrada a existência de obscuridade no Acórdão embargado, devem ser acolhidos os embargos a fim de correção. INTEMPESTIVIDADE. NÃO CONHECIMENTO Da decisão de primeira instância cabe recurso dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. Recurso protocolizado em prazo superior não será conhecido. EMBARGOS COM EFEITO MODIFICATIVO. Considerando que os embargos aclaratórios modificaram a decisão anteriormente proferida, o contribuinte, em respeito ao princípio do contraditório e da ampladefesa, deve ser intimado desse novo decisum, para, querendo, apresentar sua manifestação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em intimar o contribuinte dando ciência do embargo e abrindo espaço para manifestação. Vencido o relator Carlos Alberto Mess Stringari. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza. Carlos Alberto Mees Stringari – Presidente e Relator. Fl. 140DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Cid Marconi Gurgel de Souza – Redator Designado. Participaram do presente julgamento os conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Cid Marconi Gurgel de Souza e Marcelo Magalhães Peixoto. Ausente o conselheiro Marthius Sávio Cavalcante Lobato (substituído pelo conselheiro Igor Araujo Souza). Fl. 141DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 17460.000979/200786 Acórdão n.º 2403000.917 S2C4T3 Fl. 86 3 Relatório Com fulcro no art. 65 do Regimento Interno dos Conselhos Administrativo de Recursos Fiscais, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, interpõe embargos de declaração contra o Acórdão nº 2403000.259 de 20 de outubro de 2010, de lavra da Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção de Julgamento do CARF. A decisão do julgamento foi, por maioria de votos em dar provimento parcial ao recurso, para que se recalcule a multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao Art. 35, caput, da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte. O fundamento do embargo é que, no voto condutor do acórdão embargado, o relator considera preenchidos os requisitos de admissibilidade do recurso interposto pelo contribuinte, contudo, de acordo com as informações constantes do caderno processual, o recurso foi apresentado intempestivamente. Confirmo o equívoco que cometi e registro a necessidade de sanar o erro. De acordo com o aviso de recebimento de fls. 106, o Embargado foi intimado da decisão de primeira instancia em 21/02/2008, uma quintafeira. 0 prazo de trinta dias para a interposição do recurso voluntário terminaria em 22/03/2008 (sábado), deslocandose o termo final do prazo recursal para 24/03/2008 (segunda feira). Entretanto, verificase às fls. 109, que o recurso foi interposto em 26/03/2008, do que resulta ser intempestivo. É o relatório. Fl. 142DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator. De acordo com o informado no Relatório, no Acórdão embargado decidiuse, por maioria de votos em dar provimento parcial ao recurso, para que se recalcule a multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao Art. 35, caput, da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Foi apontado equívoco no voto condutor do acórdão embargado. O equívoco foi reconhecido e decorreu da não observação do prazo para interposição do recurso. De acordo com o aviso de recebimento de fls. 106, o Embargado foi intimado da decisão de primeira instancia em 21/02/2008, uma quintafeira. 0 prazo de trinta dias para a interposição do recurso voluntário terminaria em 22/03/2008 (sábado), deslocandose o termo final do prazo recursal para 24/03/2008 (segunda feira). Entretanto, verificase às fls. 109, que o recurso foi interposto em 26/03/2008, do que resulta ser intempestivo. Entendo a intempestividade deve ser reconhecida e declarada. CONCLUSÃO: Avista do exposto voto por reconhecer a intempestividade do recurso e em conseqüência, não conheço do recurso. Carlos Alberto Mees Stringari. Fl. 143DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 17460.000979/200786 Acórdão n.º 2403000.917 S2C4T3 Fl. 87 5 Voto Vencedor Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Redator Designado. O fundamento encontrado para a oposição de embargos declaratórios por parte da Fazenda Nacional reside no fato do eminente relator, Carlos Alberto Mees Stringari, quando instado a apreciar o recurso voluntário apresentado nos presentes autos, ter conhecido o recurso do contribuinte em razão do preenchimento dos pressupostos de admissibilidade recursal. Assim, após ter conhecido o recurso, decidiu pela manutenção da cobrança inicialmente lançada pela auditoria acrescida do recálculo da multa de mora com previsão no art.35, caput, da Lei n 8.212/91 com a nova redação da Lei n 11.941/2009, prevalecendo o mais benéfico ao contribuinte, tendo sido seu entendimento acompanhado por maioria de votos desta 3 Turma Ordinária da 4 Câmara da 2 Seção de Julgamento do CARF (Acórdão nº 2403 000.259, de 20 de outubro de 2010). Todavia, entendeu a embargante que a empresa foi notificada da decisão de 1 instância, via A.R, em 21/02/2008 (quintafeira), tendo até a data de 24/03/2008 (segundafeira – primeiro dia útil após 22/03/2008 sábado) para apresentar o recurso voluntário, o que só o fez em 26/03/2008 (quartafeira), extrapolando o prazo legal de 30 (trinta) dias para apresentar a manifestação à 2 instância. Diante desse fato alegado pela embargante, o Douto Relator reconheceu seu equívoco quando do julgamento pela parcial procedência do recurso voluntário e entendeu que este foi apresentado intempestivamente, impedindo seu conhecimento. Sendo assim, considerando que os embargos aclaratórios modificaram a decisão anteriormente proferida, entendo que o contribuinte, em respeito ao princípio do contraditório e da ampladefesa, deve ser intimado desse novo decisum, para, querendo, apresentar sua manifestação. É como voto. Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 144DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 37085.003284/2005-26
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Sep 30 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Sep 29 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/02/2005 a 30/06/2005
APOSENTADO. CONTRIBUIÇÃO
O aposentado pelo Regime Geral de Previdência SocialRGPS
que estiver exercendo ou que voltar a exercer atividade abrangida por este Regime é segurado obrigatório em relação a essa atividade, ficando sujeito às contribuições de que trata esta Lei, para fins de custeio da Seguridade Social.
Numero da decisão: 2403-000.823
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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CONTRIBUIÇÃO O aposentado pelo Regime Geral de Previdência SocialRGPS que estiver exercendo ou que voltar a exercer atividade abrangida por este Regime é segurado obrigatório em relação a essa atividade, ficando sujeito às contribuições de que trata esta Lei, para fins de custeio da Seguridade Social. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente/Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza, Marcelo Magalhaes Peixoto, Cid Marconi Gurgel de Souza e Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 167DF CARF MF Emitido em 17/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/10/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 7/10/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Porto Alegre, acórdão 1029.7717ª turma, que julgou improcedente a impugnação. O processo versa sobre pedido de restituição de contribuições relativas às competências 02 a 06/2005. A recorrente alega que requereu aposentadoria por tempo de contribuição em 18/02/2005, que a concessão ocorreu em 16/07/2005, com vigência a partir de 18/02/2005 e que recolheu a maior no período 02 a 06/2005. Inicialmente o pedido de restituição foi indeferido pelo Despacho Decisório DRF/PEL 644/2010. Após esse indeferimento, houve manifestação de inconformidade julgado improcedente pela DRJ Porto Alegre, conforme mencionado acima. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, onde alega, em síntese, que em 19/10/2005 apresentou GFIP retificando os valores devidos, reduzindoos para uma base de cálculo igual a 1 salário mínimo. É o Relatório. Fl. 168DF CARF MF Emitido em 17/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/10/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 7/10/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 37085.003284/200526 Acórdão n.º 240300.823 S2C4T3 Fl. 160 3 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator A Lei 8.212/91 estabelece que é segurado obrigatório como contribuinte individual o titular de firma individual que recebe remuneração decorrente de seu trabalho. Para não restar dúvida, existe citação expressa sobre o aposentado pelo Regime Geral de Previdência SocialRGPS que estiver exercendo ou que voltar a exercer atividade abrangida por este Regime. Ele é segurado obrigatório em relação a essa atividade, ficando sujeito às contribuições para fins de custeio da Seguridade Social. Art. 12. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas: V como contribuinte individual:(Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). f) o titular de firma individual urbana ou rural, o diretor não empregado e o membro de conselho de administração de sociedade anônima, o sócio solidário, o sócio de indústria, o sócio gerente e o sócio cotista que recebam remuneração decorrente de seu trabalho em empresa urbana ou rural, e o associado eleito para cargo de direção em cooperativa, associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade, bem como o síndico ou administrador eleito para exercer atividade de direção condominial, desde que recebam remuneração;(Incluído pela Lei nº 9.876, de 1999). § 4º O aposentado pelo Regime Geral de Previdência Social RGPS que estiver exercendo ou que voltar a exercer atividade abrangida por este Regime é segurado obrigatório em relação a essa atividade, ficando sujeito às contribuições de que trata esta Lei, para fins de custeio da Seguridade Social.(Parágrafo acrescentado pela Lei nº 9.032, de 28.4.95). Verifica se nas folhas de pagamento e GFIP encontradas no processo que Gladis Bittencourt Chagas trabalhou e foi remunerada por exercer a função de sócia gerente da empresa Gladis Bittencourt Chagas ME. Segundo consta dos documentos, a remuneração mensal foi de R$ 1.308,52. Registro que as folhas de pagamento estão assinadas pela senhora Gladis. Segundo o artigo 28 da Lei 8.212/91, o salário de contribuição do contribuinte individual é a remuneração auferida durante o mês. Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: III para o contribuinte individual: a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por Fl. 169DF CARF MF Emitido em 17/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/10/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 7/10/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 conta própria, durante o mês, observado o limite máximo a que se refere o § 5o;(Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). As GFIPs retificadoras, que informam que a remuneração da senhora Gladis foi menor que o constante nas GFIPs originais e nas folhas de pagamento não podem ser aceitas. Os recolhimentos estão de acordo com as folhas de pagamento e não vejo fundamento para rstituição. CONCLUSÃO Voto por negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 170DF CARF MF Emitido em 17/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/10/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 7/10/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 11962.000239/2007-11
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 02 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL
Ano-calendário: 2002
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
Se o princípio da retroatividade benigna não foi nem mesmo utilizado como fundamento do acórdão embargado, não há que se alegar obscuridade quanto aos requisitos para a sua aplicação.
Numero da decisão: 1802-001.128
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em rejeitar os
embargos de declaração, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Ano-calendário: 2002 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Se o princípio da retroatividade benigna não foi nem mesmo utilizado como fundamento do acórdão embargado, não há que se alegar obscuridade quanto aos requisitos para a sua aplicação.
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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Corrêa Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho. Fl. 81DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 27/02/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 04/03/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 11962.000239/200711 Acórdão n.º 180201.128 S1TE02 Fl. 82 2 Relatório Tratase de Embargos de Declaração interpostos pela Procuradoria da Fazenda Nacional PFN, visando sanar alegado vício de obscuridade constante do Acórdão nº 180200.954, proferido por este colegiado na sessão de 03/08/2011, às fls. 68 a 74. O presente processo tem por objeto lançamento realizado para a constituição de crédito tributário relativo à multa de mora e juros de mora, os quais foram exigidos isoladamente por meio de auto de infração. O motivo da autuação é que a Contribuinte, ao quitar em atraso a CSLL do 1º, 2º e 3º trimestres de 2002, deixou de recolher integralmente a multa de mora, e também recolheu algumas parcelas de juros a menor. O acórdão embargado apresentou a seguinte ementa: Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL Anocalendário: 2002 RECOLHIMENTO EXTEMPORÂNEO SEM OS ACRÉSCIMOS MORATÓRIOS AUTO DE INFRAÇÃO PARA EXIGÊNCIA DE MULTA DE MORA E JUROS, ISOLADAMENTE A Lei 11.941/2009 admitiu a quitação de débitos vencidos até 30 de novembro de 2008 com redução de 100% (cem por cento) das multas de mora e redução de 45% (quarenta e cinco por cento) dos juros de mora, para os Contribuinte que quitassem estes débitos à vista, assim considerados os pagamentos realizados até 30 de novembro de 2009, conforme definido na Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 6, de 22 de julho de 2009. Se antes da Lei 11.941/2009 houve a quitação da rubrica principal, com juros em percentual bem maior do que aquele que seria exigido pela referida lei, não é razoável que se exija da Contribuinte um novo recolhimento da mesma rubrica, sem a multa de mora e com juros reduzidos, para que ela pudesse, aí sim, ver reconhecida a dispensa dos referidos acréscimos. No caso, o efeito produzido pela Lei 11.941/2009 foi simplesmente dispensar a exigência que vinha sendo feita em relação aos acréscimos legais, porque os requisitos para isso já estavam atendidos. A exigência destes acréscimos não pode subsistir após a mencionada lei. A ciência da PFN ocorreu em 24/10/2011, segundo as regras contidas nos §§ 8º e 9º do art. 23 do Decreto 70.235/1972 – PAF, e os Embargos de fls. 78/79 foram apresentados em 28/10/2011. Fl. 82DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 27/02/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 04/03/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 11962.000239/200711 Acórdão n.º 180201.128 S1TE02 Fl. 83 3 De acordo com a Embargante, a obscuridade que justifica a oposição dos presentes embargos de declaração diz respeito à observância dos requisitos legais para obtenção da redução da multa e dos juros moratórios, pois a aplicação do princípio da retroatividade benigna só cabe quando a lei extingue ou reduz penalidade em situação idêntica. Ela destaca que o art. 1°, § 3°, I, da Lei nº 11.941/2009 foi claro ao prever que o Contribuinte somente teria direito à remissão dos juros e à anistia das multas se efetivasse o pagamento à vista dos débitos existentes naquela data, e que, na hipótese destes autos, o débito que originou a aplicação da multa e dos juros de mora foi pago em atraso em 2003, ou seja, o valor principal já não era devido na época da entrada em vigor da Lei nº 11.941/09. Nesse passo, conclui a Embargante: Com efeito, a quitação da CSLL relativa ao 1º, 2° e 3° Trimestres de 2002 ocorrera ainda durante o ano de 2003, sendo certo que o auto de infração em discussão nestes autos diz respeito unicamente aos juros e à multa de mora devidos de forma isolada em razão do pagamento em atraso. Assim, ao contrário do que dá a entender o v. acórdão embargado, não há como determinar a aplicação retroativa do art. 1°, § 3º, I, da Lei nº 11.941/2009 devido à retroatividade benigna prevista no art. 106 do Código Tributário Nacional. Isso porque as situações são bem diferentes. O direito à anistia e remissão previsto no referido dispositivo da Lei nº 11.941 depende do pagamento à vista de débitos principais existentes em 27.5.2009. Já o débito principal que deu causa aos juros e à multa moratória em cobrança nestes autos foi pago em atraso durante o ano de 2003. Ante o exposto, requer a União (Fazenda Nacional) que, sanada a apontada obscuridade, sejam conferidos efeitos infringentes aos presentes embargos de declaração. Este é o Relatório Fl. 83DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 27/02/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 04/03/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 11962.000239/200711 Acórdão n.º 180201.128 S1TE02 Fl. 84 4 Voto Conselheiro José de Oliveira Ferraz Corrêa, Relator Os Embargos são tempestivos e dotados dos demais pressupostos para a sua admissibilidade. Portanto, deles tomo conhecimento. Conforme relatado, o processo versa sobre lançamento realizado para a constituição de crédito tributário relativo à multa de mora e juros de mora, os quais foram exigidos isoladamente por meio de auto de infração. A autuação decorreu do fato de a Contribuinte ter quitado em atraso a CSLL do 1º, 2º e 3º trimestres de 2002, sem o recolhimento da multa de mora e com recolhimento a menor a título de juros. O acórdão embargado deu provimentos ao recurso voluntário, apresentando os seguintes fundamentos: Realmente, a Lei 11.941/2009 admitiu a quitação de débitos vencidos até 30 de novembro de 2008 com redução de 100% (cem por cento) das multas de mora e redução de 45% (quarenta e cinco por cento) dos juros de mora, para os Contribuintes que quitassem estes débitos à vista, assim considerados os pagamentos realizados até 30 de novembro de 2009, conforme definido na Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 6, de 22 de julho de 2009. No caso, os Demonstrativos do auto de infração indicam claramente que houve integral quitação da rubrica principal. Como já foi mencionado, o auto de infração sob exame faz exigência apenas dos acréscimos legais, de forma isolada. Embora a quitação da rubrica principal tenha ocorrido antes da Lei 11.941/2009, não faria nenhum sentido exigir que a Contribuinte recolhesse novamente esta mesma rubrica, sem a multa de mora e com juros reduzidos, para que pudesse, aí sim, ver reconhecida a dispensa dos referidos acréscimos. Para a situação aqui analisada, o efeito produzido pela Lei 11.941/2009 foi simplesmente dispensar a exigência que vinha sendo feita em relação aos acréscimos legais, porque os requisitos para isso já estavam atendidos. Com efeito, a Contribuinte já havia quitado integralmente a rubrica principal, tendo também recolhido juros em percentual bem maior do que aquele que seria exigido pela Lei 11.941/2009, conforme ilustra o quadro abaixo: Fl. 84DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 27/02/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 04/03/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 11962.000239/200711 Acórdão n.º 180201.128 S1TE02 Fl. 85 5 1º Trim. 2002 2º Trim. 2002 3º Trim. 2002 TOTAL Juros devidos 85.908,78 38.076,29 968,92 124.953,99 Juros recolhidos 79.739,54 33.063,22 575,60 113.378,36 Juros a pagar 6.169,24 5.013,07 393,32 11.575,63 Como já mencionado, a referida lei exigiria o recolhimento de apenas 55% dos juros devidos, dispensando os 45% restantes, no caso de pagamento à vista, assim considerado aquele que fosse realizado até 30 de novembro de 2009. Portanto, os requisitos já estavam atendidos, e a exigência dos acréscimos legais não pode subsistir após a Lei 11.941/2009. Em nenhum momento o acórdão embargado fez aplicação da retroatividade benigna prevista no art. 106 do CTN. O seu fundamento é que a Lei 11.941/2009 introduziu norma que dispensava os acréscimos que vinham sendo exigidos neste processo, desde que a Contribuinte recolhesse a vista a rubrica principal de débitos vencidos até 30 de novembro de 2008, sem a multa de mora e com redução de 45% nos juros, considerados a vista os pagamentos realizados até 30 de novembro de 2009, conforme definido na Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 6, de 22 de julho de 2009. O processo em referência trata especificamente de exigência de multa de mora e juros, isoladamente, exatamente as rubricas que a referida lei dispensou. No caso, a Contribuinte já havia quitado a rubrica principal muito antes do prazo fixado pela Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 6/2009 (30/11/2009), e não há qualquer razoabilidade em exigir que ela recolhesse novamente esta mesma rubrica, sem a multa de mora e com juros reduzidos, para que pudesse, aí sim, ver reconhecida a dispensa dos referidos acréscimos. A título de ilustração, é interessante pensar em um Contribuinte que recolheu débito em atraso, com o acréscimo dos juros moratórios, um dia antes da vigência da Lei 11.941/2009. Nesse caso, ele deveria, então, no dia seguinte, recolher um valor menor do que havia recolhido no dia anterior (em razão da redução nos juros), para enquadrarse na nova norma. Tal entendimento não é razoável, e nem lógico. A situação sob exame é exatamente a mesma do exemplo acima. A diferença é que o pagamento ocorreu em 2003. É por isso que sustentamos que o efeito da Lei 11.941/2009 foi simplesmente dispensar a exigência que vinha sendo feita em relação aos acréscimos legais, porque os requisitos para isso já estavam atendidos. Fl. 85DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 27/02/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 04/03/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 11962.000239/200711 Acórdão n.º 180201.128 S1TE02 Fl. 86 6 Não se trata de retroatividade benigna, mas de dispensa direta decorrente da nova lei, posto que as rubricas que estavam sendo exigidas (multa de mora e juros de mora) foram por ela desoneradas. Vale apenas registrar que o princípio da retroatividade benigna está relacionado aos casos em que uma nova lei deixa de tratar determinado ato como infração, ou passa a lhe cominar sanção menos severa que a prevista anteriormente. Assim, o mesmo tratamento previsto para os atos futuros (que são o objeto da nova lei) é estendido aos atos praticados anteriormente, que são atingidos indiretamente, por força de um princípio geral do direito – retroatividade benigna. Mas não é esse o caso da Lei 11.941/2009, eis que ela própria já é diretamente voltada para o passado, dispensando exigências relativas a “débitos vencidos até 30 de novembro de 2008”. Nestes termos, não há que se falar em retroatividade benigna, e muito menos em obscuridade quanto aos requisitos para a sua aplicação. Finalmente, é oportuno assinalar que a introdução de regras de anistia normalmente já penaliza aqueles Contribuintes que cumpriram anteriormente com suas obrigações. Mas nesse caso, se prevalecesse o entendimento da Embargante, penalizaria duplamente, porque além de a Contribuinte já ter recolhido valor maior do que o exigido pela Lei 11.941/2009 (pelo menos no que diz respeito aos juros de mora), teria ela de pagar novamente para fruir do mesmo tratamento dado aos Contribuintes que estavam totalmente inadimplentes. Diante do exposto, voto no sentido de rejeitar os embargos de declaração. (assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Corrêa Fl. 86DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 27/02/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 04/03/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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Numero do processo: 14041.001074/2008-57
Data da sessão: Thu Oct 27 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Oct 27 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2006
Ementa:
INTEMPESTIVIDADE. NÃO CONHECIMENTO
Da decisão de primeira instância cabe recurso dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. Recurso protocolizado em prazo superior não será conhecido.
Numero da decisão: 2403-000.868
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso por intempestividade.
Matéria: CPSS - Contribuições para a Previdencia e Seguridade Social
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2006 Ementa: INTEMPESTIVIDADE. NÃO CONHECIMENTO Da decisão de primeira instância cabe recurso dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. Recurso protocolizado em prazo superior não será conhecido.
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Numero do processo: 10907.002339/2002-61
Data da sessão: Tue Oct 20 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Oct 20 00:00:00 UTC 2009
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 05/03/1999 a 06/04/2000
Mercadorias direcionadas ao canal cinza. Valor da transação não aceito, porém, não provado que o mesmo é uma fraude, portanto, descabido o arbitramento do valor aduaneiro, por método substitutivo sem que critérios previsto no AVA tenham sido observados.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3101-000.272
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso. Os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Tarásio Campelo Borges e Henrique Pinheiro Torres votaram pelas conclusões.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - insufiência apuração/recolhimento
Nome do relator: VALDETE APARECIDA MARINHEIRO
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ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 05/03/1999 a 06/04/2000 Mercadorias direcionadas ao canal cinza. Valor da transação não aceito, porém, não provado que o mesmo é uma fraude, portanto, descabido o arbitramento do valor aduaneiro, por método substitutivo sem que critérios previsto no AVA tenham sido observados. Recurso Voluntário Provido.
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Valor da transação não aceito, porém, não provado que o mesmo é uma fraude, portanto, descabido o arbitramento do valor aduaneiro, por método substitutivo sem que critérios previsto no AVA tenham sido observados. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Tarásio Campelo Borges e Henrique Pinheiro Torres votaram pelas conclusões. 12, ----‘'OL, enrique Pinheiro Torres - Presidente I Valdete Ap rec . a/Mainheiro - Relatora EDITADO EM: 05/11/2009 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Tarásio Campelo Borges, Corintho Oliveira Machado, Luiz Roberto Domingo e Valdete Aparecida Marinheiro. Ausente a Conselheira Vanessa Albuquerque Valente. 1 Relatório Por bem relatar, adota-se o Relatório de fls. 505 a 506 dos autos emanados da decisão DRJ/FNS, acórdão ri". 07-8.547 por meio do voto do relator Iugho flcemoto, nos seguintes termos: "Trata o presente processo do Auto de Infração de fls. 01 a 07 por meio do qual são feitas as exigências de R$ 54.288,48 (cinqüenta e quatro mil duzentos e oitenta e oito reais e quarenta e oito centavos) de Imposto de Importação (II), R$ 40.716,36 (quarenta mil setecentos e dezesseis reais e trinta e seis centavos) de multa de lançamento de oficio do II, no percentual de 75% (setenta e cinco por cento) do imposto devido, nos termos do art. 44, I, da Lei n 9.430 de 27/12/1996 — DOU 30/12/1996 e juros de mora. Conforme consta na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal de fls. 02/03 tudo decorreu do fato de a mercadoria em questão haver sido direcionada para o canal cinza. A mercadoria direcionada a esse canal é submetida a procedimentos especiais de controle, entre os quais está o da conferência do valor aduaneiro. Quando a fiscalização intimou a importadora a apresentar circunstanciada e detalhadamente informações sobre a realização dos negócios dos quais originaram as importações em tela ela não as prestou adequadamente, motivo pelo qual a autoridade fiscal procedeu à valoração com base em DIs paradigmas do mesmo país de origem, que fazem prova no sentido de que muitas outras importações de mercadorias similares foram efetuadas com valores bastante superiores aos declarados pela autuada. O método substitutivo está autorizado pelo art. 86 da Medida Provisória (MP) n' 2.158-35 de 24/08/2001 - DOU 27/08/2001. Lavrado o Auto de Infração em tela e intimada a autuada em 29/10/2002 (fl. 394), em 28/11/2002 ff I. 395), ela ingressou com a impugnação de fls. 395 a 400 por meio da qual alega em síntese: - nos termos do parágrafo único do art. 1' da IN/SRF ri' 16, de 16/02/1998 o valor aduaneiro da mercadoria importada é o da transação, conforme definido no art. 1 2 do Acordo sobre a Implementação do Artigo VII do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio GATT/1994; - assim, somente e exclusivamente no caso de a autoridade aduaneira desconhecer a valor de transação da mercadoria é que poderá adotar qualquer dos métodos substitutivos previstos na IN/SRF 16/1998 (transcreve ementas de acórdãos e decisões administrativas às fls. 397/398 para embasar sua tese); - ademais, está provada a habitualidade e constância das transações efetuadas sempre com o mesmo exportador, Intexport Trading Company Inc., razão pela qual ela aplica preços privilegiados a Terry Têxtil Ltda.; 4;\ 2 f Processo n° 10907.002339/2002-61 S3-C1T1 Acórdão n.° 3101-00.272 Fl. 571 - a alteração do valor aduaneiro, posteriormente à liberação da mercadoria, que deve ocorrer no prazo máximo de 5 (cinco) dias, nos termos do art. 447 do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Decreto 12' 91.030/1985, sem qualquer impugnação por parte da autoridade fiscal, constitui mudança de critério jurídico, vedada pelos arts. 146 e 149 do CIN (transcreve ementas de acórdãos judiciais às fls. 398 a 400). Pede o cancelamento da exação em tela." A decisão recorrida emanada do Acordão n° 07-8.547 — 2° Turma da DRJ/FNS de fls. 504 e 505, traz a seguinte ementa: "Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 05/03/1999 a 06/04/2000 Ementa: MUDANÇA DE CRITÉRIO JURÍDICO E REVISÃO ADUANEIRA. O mero desembaraço de mercadoria importada sem a declaração da autoridade fiscal, no sentido de que o autolançamento procedido pela importadora, mediante a Declaração de Importação - DI, está homologado, não constitui adoção de critério jurídico da matéria de direito contida nessa DI A revisão aduaneira, nas Declarações de Importação não expressamente homologadas, pode ser procedida dentro do prazo decadencial de 5 (cinco) anos a contar da data do fato gerador, ou conforme o caso, do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. VALOR ADUANEIRO Valor aduaneiro das mercadorias importadas é aquele a ser considerado para fins de incidência de direitos aduaneiros ad valorem sobre elas, assim ele não é necessariamente o valor de transação (embora a transação seja a principal referência), ou o declarado na DI e, se for considerado muito baixo, pode ser alterado ex officio pelo fisco através da utilização das Normas sobre Valoração Aduaneira do GAT7' e do princípio da razoabilidade. CANAL CINZA - PROCEDIMENTOS ESPECIAIS DE CONTROLE - VALORAÇÃO ADUANEIRA r Quando a importação for parametrizada para o canal cinza a mercadoria será submetida a procedimentos especiais de controle, entre os quais está o de valoraçã o aduaneira, através dos quais o valor declarado pelo importador poderá ser mantido, ou alterado. Ao importador cabe apresentar todas as informações solicitadas pelo fisco, sob pena de o valor aduaneiro vir a ser estabelecido com os elementos que a fiscalização dispuser. /17/ 3 Alterado de oficio, através do lançamento, o valor aduaneiro declarado pelo importador cabe a ele (importador) se quiser modificar essa alteração fazer a prova de que ele não é razoável. Lançamento procedente". Irresignado o contribuinte apresentou recurso voluntário a este Egrégio Conselho de Contribuintes (fls. 533 a 537) através de procurador, onde alega, em suma: I —Preliminarmente destaque que sua impugnação mereceu votos favoráveis do Sr. Presidente da 2° Turma de Julgamento e de outro julgador conforme fls. 505 no Acórdão recorrido; II— Ainda, que houve cerceamento ao direito de defesa, nos termos de fls.527 relativos aos dados de outros importadores, que ensejariam conhecimento de outras diferenças de preços de importação aventados em autuação, omitidos sob a alegação de estarem protegidos pelo sigilo fiscal; III — Reportanto a sua impugnação, afirma que suas razões de defesa estão fundamentadas em jurisprudência firmada pelo então Conselho de Contribuintes, nos recursos n° 116.353 — acórdão 303-28.495 e n° 117.773 — acórdão 303-28449 citando-os em fls 535 e 536 e mais o processo administrativo 11128.005803/98-72, bem como na esfera judicial ao julgamento dos Processos de Remessa Ex Officio n° 94.197 — SC, Remessa Ex Officio n° 104.992 — MG, Apelação Cível n° 78.342 — MG, proferidas pelo Egrégio Tribunal Federal de Recursos; IV — Assim, como a decisão recorrida desconsiderou tais jurisprudências, a Recorrente, agora em grau de Recurso Voluntário, requer a consideração dos mesmos acórdãos e decisões em prol do direito da importadora no presente processo para prevalecer os preços transacionados com o exportador nas faturas que fundamentaram os despachos aduaneiros em exame, pela habitualidade e constância das transações, como justo e certo, com a declaração de IMPROCEDÊNCIA DO AUTO DE INFRAÇÃO , IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO, e anulação do crédito tributário nele destacado, em principal, multas e juros. Os autos foram encaminhados para este Conselho e distribuídos por sorteio a esta Conselheira. É o Relatório. Voto Conselheira Valdete Aparecida Marinheiro, Relatora O Recurso Voluntário é tempestivo e dele tomo conhecimento, por conter todos os requisitos de admissibilidade. A questão discutida nesse processo é o valor aduaneiro de mercadorias importadas pela Recorrente que redundou na lavratura do AI de fls. 01 a 07. Não obstante, o fato de a mercadoria em questão ter sido direcionada para o canal cinza, a Recorrente atendendo procedimentos especiais de controle respondeu a intimação feita pela fiscalização fls. 26, de apresentar informações circunstanciada e detalhadas sobre a realização dos quais originaram as importações em tela. 4 11 c(\ • Processo n° 10907.002339/2002-61 S3-C1T1 Acórdão n.° 3101-00.272 Fl. 572 Tal resposta da Recorrente, entretanto, não foi considerada satisfatória pela fiscalização que em conseqüência procedeu com a valoração com base em DIs paradigmas do mesmo pais de origem, que fazem prova no sentido de que muitas outras importações de mercadorias similares foram efetuadas com valores bastante superiores aos declarados pela Recorrente. A fiscalização sustentou seu trabalho de utilização do método substitutivo com base no art. 86 da MP n° 2.158-35 de 24/08/2001 — DOU 27/08/2001, lavrando o AI em tela. A decisão recorrida com base no voto do julgador relator Iugho IKemoto, manteve o lançamento tributário por maioria de votos, entretanto, não é conhecido os motivos dos julgadores que julgaram pela improcedência do lançamento ou votaram pelas conclusões, pois, não há declaração de voto em separado. Agora se atendo as questões recursais, a Recorrente ressalta que houve cerceamento ao direito de defesa, porque os dados relativos a outros importadores aventados na autuação, foram omitidos à Recorrente, sob a alegação de estarem protegidos pelo sigilo fiscal. Esse aspecto foi enfrentado pelo voto vencedor da decisão recorrida em fls. 527, cujo parágrafo transcrevo: "De se observar que os dados relativos a outros importadores, por estarem protegidos pelo sigilo fiscal, não podem ser totalmente apresentados pela fiscalização, caso a peticionaria queira obter maiores informações sobre eles deve requerer junto ao Poder Judiciário" Ocorre, que não é bem assim, na condição de julgador tenho que conhecer a base da autuação se foram outras DIs de mercadorias iguais ou similares, importadas do mesmo pais e com valores bem superiores, isso não pode estar apenas aventado no relatório de fiscalização, e muito menos tenho que suportar a alegação de estarem protegidos pelo sigilo fiscal. A Recorrente, apresentou as informações que julgou suficiente, quanto ao negocio realizado, reconhecendo que o valor da transação foi beneficiado pela fidelidade da Recorrente com o exportador. Entretanto, essas informações foram consideradas insatisfatórias pela fiscalização com base no artigo32 da IN SRF 16, de 16/02/1998, transcrita em fls. 513 dos autos. Mais uma vez entendo que o trabalho fiscal não justificou a insatisfação das informações prestadas pela Recorrente, pois, na verdade, não se trata de serem as informações satisfatórias ou não, mas suficientes ou não para a aceitação do valor declarado como preço efetivamente pago ou a pagar pela mercadoria importada. Se a fiscalização duvidou ou suspeitou da veracidade do valor da transação declarado pelo contribuinte, esse é o caminho para investigar, pois, provado que o valor da transação declarado é uma fraude, cabe o arbitramento do valor aduaneiro, por método substitutivo que pode ser o valor importado da mesma mercadoria ou similar por outros importadores. or 5 Nesse caso, porém, não há provas de fraude do Recorrente, e muito menos que as DIs que serviram para o arbitramento do valor aduaneiro, se refere a mesma mercadoria ou similar. Além, do mais, é da essência do sistema, em qualquer dos critérios estatuídos, que o preço em exame sejam comparáveis, levando-se em conta tempo, lugar, quantidade e nível de negociação conforme o disposto no artigo 1°, 2°, b e art. 2° - I- a e b do AVA, conforme disposto no voto de fls. 446. Nesse mesmo voto, destaca-se que "As quantidades comercializadas, o nível - que se opera a negociação atacadista — varejista — etc, além da época e lugar de ingresso da mercadoria , são fatores de relevância na influencia do preço, que se procedam a ajustes compatíveis e comprováveis a fim de que se alcance a realidade do valor aduaneiro (art. 2° - I — b — nota ao art. 2° - 1/5 — AVA). No caso o paradigma em exame não conhecemos, ou não visualizamos no processo, portanto, falha no trabalho fiscal. Nesse mesmo ritmo, a decisão recorrida, através do voto de fls. 514 traz o artigo 82 do Decreto n° 4.543, de 26/12/2002 que regulamenta a administração das atividades aduaneiras etc e já no caput do artigo encontramos o comando que falta nesse processo, ou sei a: "Art. 82. A autoridade aduaneira poderá decidir, com base em parecer fundamentado, pela impossibilidade da aplicação do método do valor de transação quando (Acordo de Valoraçã o Aduaneira, Artigo 17 aprovado pelo Decreto Legislativo n°30 de 1994 e promulgado pelo Decreto e 1.355, de 1994): (.)" Portanto, com base em parecer fundamentado, condição não cumprida, pois, esse não existe nesse processo. Ainda, no parágrafo único desse mesmo artigo está prescrito que a autoridade aduaneira poderá solicitar informações à administração aduaneira do país exportador, inclusive o fornecimento do valor declarado na exportação da mercadoria. Mesmo que poderia, não foi feito para justificar o valoração aduaneira realizada pelo fisco. Quanto a valoração aduaneira, ainda temos a Opinião Consultiva n° 2.1 da Instrução Normativa SRF n° 17, de 16.02.98 (Revogada pela IN n° 318, de 4 de abril de 2003 que divulgou atos emanados do Comitê de Valoração, que ao contrário do entendimento esposto no voto de fls. 520 a aceitabilidade de um preço inferior aos preços correntes de mercado para mercadorias idênticas sem restrição ou questionamento dos direitos que têm as administrações aduaneiras de se assegurarem da veracidade ou exatidão de qualquer afirmação, documento ou declaração apresentados para fins de valoração aduaneira, não traz ao presente caso apenas considerar insatisfatória as informações da Recorrente para atribuir valoração aduaneira superior ao valor da transação. Cabe sim, a autoridade aduaneira provar que as informações e documentos da Recorrente não são verdadeiros ou são inexatos, pois, o seu direito assegurado de questionamento sem restrição está substanciado nesse trabalho. Nesse mesmo sentido, seria obsurdo exigir que o contribuinte produzisse provas contra si mesmo. Se o Recorrente apresentou as informações sobre a empresa, (industria pequena, diga-se de passagem) com documentos contábeis, provas de outras importações com o mesmo exportador e valor de transação, documento do exportador traduzido, esclarecimentos sobre a transação e os indicou como verdadeiros e exatos, não cabe a ele provar ao contrário. 6 Processo n° 10907.002339/2002-61 S3-C1T1 Acórdão n.° 3101-00.272 Fl. 573 Portanto, não se trata de inversão do ônus de prova, a cada parte cabe provar sua verdade, sem eliminação da autoridade aduaneira de exercendo seu direito de questionamento, provar que a informação não é exata ou verdadeira. Isto posto e demais razões existentes no presente processo administrativo, não acato a preliminar de cerceamento de defesa da Recorrente, por improcedente, uma vez que o contraditório existiu e lhe foi garantido a mais ampla defesa, para no mérito DAR PROVIMENTO AO RECURSO VOLUNTÁRIO, por julgar insubsistente a acusação fiscal. Valdete Apare ida 2rinheiro 7
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Numero do processo: 19311.000191/2009-71
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Sep 30 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri Sep 30 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Contribuições Sociais Previdencidrias
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004
PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR
Integra o salário -de-contribuição a parcela "in natura" recebida em desacordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei n° 6.321, de 14 de abril de 1976.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-000.786
Decisão: Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, em negar
provimento ao recurso. Vencidos os conselheiros Cid Marconi Gurgel de Souza (relator), Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Marcelo Magalhães Peixoto na questão da tributação do PAT. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Carlos Alberto Mees stringari.
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
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Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso. Vencidos os conselheiros Cid Marconi Gurgel de Souza (relator), Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Marcelo Magalhães Peixoto na questão da tributação do PAT. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Carlos Alberto Mees stringari. Carlos Alberto Mees Strin ari — Presidente e Redator Designado Ci. Marconi Gurgel de Souza - Relator 1 Fl. 155DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por LIZONTINA MARIA CAETANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por LIZONTINA MARIA CAETANO Participaram do presente julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto e Marthius Sávio Cavalcante Lobato. 2 Fl. 156DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por LIZONTINA MARIA CAETANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por LIZONTINA MARIA CAETANO Processo no 19311.000191/2009-71 82-C4T3 Acórdão n.° 2403-000.786 Fl. 129 Relatório Trata-se de recurso voluntário apresentado As fls. 115 a 119 contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo Horizonte/MG (fls.103 a 106) que julgou PROCEDENTE EM PARTE o lançament constante no Auto De Infração De Obrigação Principal n° 37.227.753-5 cujo valor originário era de R$ 20.868,90 (vinte mil, oitocentos e sessenta e oito reais e noventa centavos), tendo sido reduzido para R$ 6.089,43 (seis mil e oitocentos e nove reais e quarenta e três - centavos) após decisão de 1 instância que reconheceu como decadentes as competências 01/2004 a 05/2004 com base no art.150, parágrafo 4 do Código Tributário Nacional Conforme Relatório Fiscal as fls. 15 a 17, a autuação pretende constituir crédito tributário relativo as contribuições previstas no art.22, incisos I e 11 , da Lei n 8.212/91, incidentes sobre os benefícios concedidos pela empresa mediante o fornecimento de cesta básica, sem a devida inscrição no PAT, durante o período de 01/2004 a 12/2004. Desta autuação, a recorrente foi notificada em 15/05/2009 e apresentou impugnação as fls.67 a 69 alegando: - Que os valores relativos a cesta básica não foram recolhidos, uma que tais montantes eram descontados das quantias recebidas pelos funcionários; - Que nosso ordenamento jurídico prevê como salário a habitação, alimentação e outras prestações "in natura"; - Que a doutrina especifica as hipóteses que o salário "in nanny" integra o salário, o que não é o caso em questão. Por fim, requereu o acolhimento da impugnação e o cancelamento do débito. Alternativamente, requereu a aplicação da multa em patamar mínimo. Instada a manifestar-se acerca da impugnação, a 6' Turma da DRJ/Campinas/SP proferiu acórdão (n° 05-29.494) nos seguintes termos: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciórias Período de Apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004 DECADÊNCIA. Ê de cinco anos o prazo de que a seguridade social dispõe para constituir os seus créditos, contados, no caso de ter havido recolhimento parcial, da data do fato gerador. PREVIDENCIÁRIO. REMUNERAÇÕES PAGAS PELA EMPRESA AOS TRABALHADORES QUE LHE PRESTAM SERVIÇOS. CONTRIBUIÇÕES. INCIDÊNCIA. 3 Fl. 157DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por LIZONTINA MARIA CAETANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por LIZONTINA MARIA CAETANO A empresa é obrigada a recolher ao INSS, no prazo legal, as contribuições previdencidrias a seu cargo, incidentes sobre as remunerações por ela pagas aos segurados empregados que lhe prestam serviços. INSCRIÇÃO NO PAT. FALTA DE COMPROVAÇÃO. CESTA BÁSICA. CONTRIBUIÇÕES. INCIDÊNCIA. 0 fornecimento de cesta básica para os empregador, por empresa que não comprovou estar inscrita no Programa de Alimentação do Trabalhador, sujeita-se às contribuições previdenciarias. Impugnação Procedente em Parte. Crédito Tributário Mantido em Parte. Irresignada com a decisão supra, a recorrente interpôs recurso voluntário As fls. 115 a 119, ratificando todos os argumentos expendidos na impugnação. o relatório. 4 Fl. 158DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por LIZONTINA MARIA CAETANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por LIZONTINA MARIA CAETANO Processo n° 19311.000191/2009-71 S2-C4T3 Acórdão n.° 2403-000.786 Fl. 130 Voto Vencido Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator. DO MÉRITO: I — DA NÃO INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE OS VALORES PAGOS A TITULO DE ALIMENTAÇÃO IN NATURA: A grande celeuma é saber se a contribuição previdencidria incide sobre a parcela relativa A alimentação (competências 06/2004 a 12/2004), mesmo que a empresa não esteja inscrita no PAT. Sobre essa parcela ser ou não integrante da base de cálculo das contribuições previdencidrias, é importante destacar o posicionamento de nossos Tribunais, em especial o do Superior Tribunal de Justiça - STJ, órgão competente para apreciar as divergências de interpretação que ocorrem na análise das legislações infraconstitucionais. Analisando a Lei n 8.212/91 na parte que trata das verbas que não integram o salário-de-contribuição, o STJ firmou seu entendimento no sentido de que a parcela relativa ao fornecimento de alimentação, desde que essa prestação seja in naiura ao quadro de funcionários, não pode sofrer a incidência da contribuição previdencidria, vejamos: RESP n 1.051.294/PR (2008/0087373-0) PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO - PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR - SALÁRIO IN NATURA - DESNECESSIDADE DE INSCRIÇÃO NO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR-PAT - NÃO- INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁ RIA. 1. Quando o pagamento é efetuado in natura , ou seja, o próprio empregador fornece a alimentação aos seus empregados, com o objetivo de proporcionar o aumento da produtividade e eficiência funcionais, não sofre a incidência da contribuição previdencidria, sendo irrelevante se a empresa está ou não inscrita no Programa de Alimentação ao Trabalhador- PAT. 2. Recurso especial não provido.(STI, RESP o 1.051.294/PR, 2 Turma, Min. Relatora Eliana Ca/moo, D.O.0 de 05/03/2009). Destacou-se. RESP n 895.146/CE (2006/0229842 -6) EMENTA TRIBUTÁRIO. EMBARGOS A EXECUÇÃO. RECURSO ESPECIAL. AUXILIO-ALIMENTAÇÃO. PARCELAS PAGAS EM PECÚNIA, EM CARÁTER HABITUAL E REMUNERATÓRIO. INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁ RIA. PRECEDENTES. 5 Fl. 159DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por LIZONTINA MARIA CAETANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por LIZONTINA MARIA CAETANO 1.Recurso especial interposto pelo INSS contra acórdão proferido pelo TRF da 5' Regido segundo o qual: "A ajuda- alimentação, paga pelo Banco do Brasil, mediante crédito em conta-corrente, aos seus empregados, não configura salário in natura, e sim, salário, sobre o qual incidirá desconto de contribuição previdenciária, FIOS temos do Regulamento do Custeio da Previdência Social. " 2. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça pacificou o entendimento no sentido de que o pagamento in natura do auxilio-alimentação, isto é, quando a própria alimentação é fornecida pela empresa, não sofre a incidência da contribuição previdencidria, por não constituir natureza salarial, este'a o empregador inscrito ou não no Programa de Alimentação do Trabalhador - PAT. Com tal atitude, a empresa planeja, apenas, proporcionar o aumento da produtividade e eficiência funcionais 3. Na espécie, as parcelas referentes a ajuda-alimentação foram pagas em pecúnia, em caráter habitual e remuneratório, mediante depósito em conta-corrente dos respectivos valores, integrando, assim, a base de cálculo da contribuição previdenciária. 4. Precedentes: REsp n° 433230/RS; REsp n° 447766/RS; REsp n° 330003/CE; REsp n° 320185/RS; REsp n° 180567/CE; REsp n° 163962/RS; REsp n° I99742/PR; REsp n° I12209/RS; REsp n ° 85306/DF e EREsp 603509/CE. 5. Recurso especial não-provido. (STJ, RESP n 895.146/CE, 1 Turma, MM. Relator José Delgado, D.O.0 de 19/04/2007). Destacou-se. Desse modo, a incidência da contribuição social só poderá ocorrer sobre as parcelas pagas em pecúnia pelo empregador, o que não foi verificado no caso em tela, tendo em vista que a recorrente forneceu alimentação aos seus segurados através de cestas básicas. Sendo assim, o pagamento realizou-se nos moldes da Lei n 8.212/91, que, em seu art.28, determina que apenas será excluída da base de cálculo da contribuição social previdencidria a parcela concedida in natura, vejamos: Art.28 — ,sS 9° Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (Redação dada pela Lei n° 9.528, de 10.12.97) c) a parcela "in natura" recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei n°6.321, de 14 de abril de 1976; 6 Fl. 160DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por LIZONTINA MARIA CAETANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por LIZONTINA MARIA CAETANO Processo n° 19311.000191/2009-71 S2-C4T3 Acórdão n.° 2403-000.786 Fl. 131 Diante do exposto, mesmo que a empresa não esteja inscrita no PAT, a alimentação por ela fornecida estará isenta de tributação, tendo em vista que a exigência da inscrição no programa do Governo Federal constitui formalidade exacerbada que não pode desvirtuar o caráter não remuneratório dessa verba, e consequentemente sua exclusão da base de cálculo das contribuições previdenciárias. Assim, diante dos motivos expostos e após ampla reflexão acerca do tema ora discutido, entendo pela exclusão do levantamento "SALÁRIO INDIRETO — CESTA BASICA". CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso voluntário para DAR-LHE PROVIMENTO. Cid arconi Gurgel de Souza. 7 Fl. 161DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por LIZONTINA MARIA CAETANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por LIZONTINA MARIA CAETANO Voto Vencedor Inicialmente farei registro que o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), aprovado pela PORTARIA N° 256/209 do Ministério da Fazenda, estabelece que o CARF tem por finalidade julgar recursos de decisão de primeira instância, bem como os ecursos de natureza especial, que versem sobre a aplicação da legislação referente a tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. CAPITULO I DA NATUREZA E FINALIDADE Art. 10 0 Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), órgão colegiado, paritário, integrante da estrutura do Ministério da Fazenda, tem por finalidade julgar recursos de oficio e voluntário de decisão de primeira instância, bem como os recursos de natureza especial, que versem sobre a aplicação da legislação referente a tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. (grifei) Quanto ao auxilio-alimentação oferecido aos segurados, a inscrição no Programa de Alimentação do Trabalhador é requisito essencial para que o beneficio não integre a base de cálculo das contribuições previdencidrias. O inciso I do artigo 28 da Lei n° 8.212/1991, assim dispõe sobre o salário -de-contribuição: Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: I - para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer titulo, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo a disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; (Redação dada pela Lei n° 9.528, de 10.12.97). E o art. 458 da CLT assevera a natureza salarial do beneficio. Logo, uma vez que se subsume ao conceito de salário-de-contribuição, somente outro dispositivo legal seria idôneo para o excluir da base de cálculo da contribuição: Art. 458. Além do pagamento em dinheiro, compreende-se no salário para todos os efeitos legais, a alimentação, habitação, 8 Fl. 162DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por LIZONTINA MARIA CAETANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por LIZONTINA MARIA CAETANO Processo n° 19311.000191/2009-71 82-C4T3 Acórdão n.° 2403-000.786 FL 132 vestuário ou outras prestações "in natura" que a empresa, por força do contrato ou do costume, fornecer habitualmente ao empregado. (..)Grifamos Assim o fez a Lei n° 8.212/91 em sua alínea "c", do §9° do artigo 28; no entanto, somente para as empresas inscritas no Programa de Alimentação do Trabalhador: ,sç 9 0 Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (Redação dada pela Lei n° 9.528, de 10.12.97). c) a parcela "in natura" recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei n°6.321, de 14 de abril de 1976; No caso sob exame, está demonstrado nos autos que durante o período a que se refere o lançamento a recorrente não estava inscrita no programa e, portanto, o lançamento está correto. CONCLUSÃO Voto por negar provimento ao recurso Carlos Alberto Mees Stringari 9 Fl. 163DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por LIZONTINA MARIA CAETANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por LIZONTINA MARIA CAETANO
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Numero do processo: 10831.012356/2005-80
Data da sessão: Mon Nov 16 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Mon Nov 16 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO
Dato do fato gerador: 23/12/2005
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. JULGAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA NÃO SUJEITO A RECURSO DE OFÍCIO.
O crédito tributário exonerado no julgamento de primeira instância não superava o limite de alçada previsto na Portaria MF n° 3/2008 c/c o art. 34, I, do Decreto n° 70.235/72, vigente ao tempo da decisão, razão pela qual não estava sujeito a Recurso de Oficio o presente processo, entretanto, uma vez que foi interposto, e, obiter dictum, a matéria apreciada pela primeira
instância foi devida e brilhantemente explanada, cumpre apenas a este Colegiado admoestar ao órgão julgador de primeiro grau para a devida retificação do acórdão recorrido.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 3101-000.278
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - insufiência apuração/recolhimento
Nome do relator: CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
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MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10831.012356/2005-80 Recurso n° 343.419 De Oficio Acórdão n° 3101-00.278 — ia Câmara / 1" Turma Ordinária Sessão de 16 de novembro de 2009 Matéria II - IPI Recorrente VARIG S/A VIAÇÃO AÉREA RIO GRANDENSE Interessado DRJ-FLORIANÓPOLIS/SC Assunto: IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO Dato do fato gerador: 23/12/2005 Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. JULGAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA NÃO SUJEITO A RECURSO DE OFÍCIO. O crédito tributário exonerado no julgamento de primeira instância não superava o limite de alçada previsto na Portaria MF n° 3/2008 c/c o art. 34, I, do Decreto n° 70.235/72, vigente ao tempo da decisão, razão pela qual não estava sujeito a Recurso de Oficio o presente processo, entretanto, uma vez que foi interposto, e, obiter dictum, a matéria apreciada pela primeira instância foi devida e brilhantemente explanada, cumpre apenas a este Colegiado admoestar ao órgão julgador de primeiro grau para a devida retificação do acórdão recorrido. Recurso Voluntário Não Conhecido. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso. /.111;1-7 Henrique Pi / nhèiro T rres - Presidente Corintho Oliv • chado - Relator EDITADO EM: 27/11/2009 Participaram do pre ente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Tarásio Campelo Borges, Cori tho Oliveira Machado, Luiz Roberto Domingo, Valdete Aparecida Marinheiro e Vanessa Albuquerque Valente. Relatório Adoto o relato do órgão julgador de primeira instância até aquela fase: Trata o presente processo da exigência do imposto de importação, no valor de R$ 416.879,41, do imposto sobre produtos industrializados, no valor de R$ 625.319,14, da contribuição para o PIS, no valor de R$ 22.646,44, da Cofins, no valor de R$ 104.310,90 e da multa por extravio de mercadoria de que trata a alínea "d" do inciso III do Decreto n° 4.543, de 2002 (alínea "d" do inciso lido art. 106 do Decreto-lei n°37, de 1966), no valor de R$ 208.439,12. Os lançamentos desses tributos e da multa encontram-se exteriorizados, respectivamente, por meio dos autos de infração de fls. 01 a 03; 08 e 09; 12 e 13; e 16 e 17, todos datados de 23/12/2005 e cientificados, pessoalmente, em 30/12/2005. As exigências ao inicio registradas têm como razão, segundo a descrição dos fatos (fl.120), a constatação do não armazenamento das cargas transportadas ao amparo dos conhecimentos de carga n's MAWB 0429923 7180 HAWB 6140959; MAWB 04299237180 HAWB 6140961; MAWB 04299237202 HAWB 7Al2003, MAWB 04286514260 HAWB 804882 e MAWB 04296200322 HAWB 110302, documentos esses devidamente informados pela interessada no Sistema Integrado de Gerência do Manifesto, do Trânsito e do Armazenamento — Mantra. Cientificada da exigência que lhe é imposta a interessada apresentou impugnação (fls. 215 a 228) aduzindo que: a) o fato gerador das exigências impostas ocorreu ao tempo (ano de 2000) que não se encontravam vigentes os diplomas legais em cuias normas buscou-se a subsunçã o do fato acusado e a base de cálculo para a determinação do quantum dos tributos (Decreto n" 4.543, de 2002; Lei n° 10.833, de 2003 e Lei n° 10.865, de 2004); b) existe erro na apuração da base de cálculo do imposto de importação em face da utilização de uma única taxa de câmbio parta fins .de conversão dos valores (dólares americanos para reais) e, por conseqüência, com reflexo não só na multa por extravio de mercadoria que é proporcional a dito imposto como também sobre os demais créditos tributários; e c) verificou-se a decadência do direito de constituir os créditos tributários, visto que passados cinco anos da ocorrência do fato gerador (art. 150, 4° do Código Tributário Nacional). Com isso, espera ver declarada a nulidade dos lançamentos. A DRJ em FLORIANÓPOLIS/SC declarou improcedente o lançamento, ementando o acórdão assim: •-\ Assunto: Imposto sobre a Importação -II Data do fato gerador: 23/12/2005 i/ 2 Processo n° 10831.012356/2005-80 S3-C1T1 Acórdão n.° 3101-00.278 Fl. 2 Falta de Mercadoria. Constatação. Armazenamento de Carga. Previsão Legal. Ausência. O fato de a carga não ter sido objeto de armazenamento não autoriza presumir o extravio de volume ou de mercadoria em relação aos registros constantes no manifesto de carga, nem a imputar responsabilidade à pessoa do transportador, haja vista ausência de previsão legal para tanto. Falta de Armazenamento de Carga. Conferência Final do Manifesto de Carga. A falta de armazenamento de carga não se confunde com a conferência final do manifesto de carga e tampouco a substitui para efeitos de constatar extravio ou acréscimo de volume ou de mercadoria que se encontram registrados no manifesto de carga ou em outras declarações de efeito equivalente, por ser essa constatação, segundo as normas vigentes, própria e específica da conferência final do manifesto de carga. Lançamento Improcedente. O órgão julgador de primeira instância interpôs recurso de oficio, escorado no artigo 34, inciso I, do Decreto n° 70.235/1972. A Repartição de origem, após intimar a interessada da decisão a quo, fl. 251, e considerando a presença do recurso de oficio, encaminhou os presentes autos para apreciação deste Colegiado, conforme despacho de fl. 252. É o relatório em síntese. Voto Conselheiro Corintho Oliveira Machado, Relator O crédito tributário exonerado no julgamento de primeira instância não superava o limite de alçada previsto na Portaria MF n° 3, de 3 de janeiro de 2008 (um milhão de reais) c/c o art. 34, I, do Decreto n° 70.235/72, vigente ao tempo da decisão (1° de agosto de 2008), razão pela qual não estava sujeito a Recurso de Ofício o presente processo, entretanto, uma vez que foi interposto, e, obiter dictum, a matéria apreciada pela primeira instância foi devida e brilhantemente explanada, cumpre apenas a este Colegiado admoestar ao órgão julgador de primeiro grau para a devida retificação do acórdão 07-13.314, da Primeira Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de FLORIANÓPOLIS/SC. Apenas a título ilustrativo, e de conteúdo referencial para os agentes autuantes, entendo que a seguinte passagem do voto do i. relator a quo deve ser epigrafada: Como se vê pelos autos, a autuação chamou de conferência final de manifesto de carga o procedimento destinado a verificar o /17 3 não armazenamento de carga registrada no Sistema Integrado de Gerência do Manifesto, do Trânsito e do Armazenamento — Mantra. • Ora, pela norma disposta no art. 589 do Decreto n° 4.543, de 2002 a conferência final do manifesto de carga destina-se a constatar o extravio de volume ou de mercadoria entrada no território aduaneiro, porém, mediante o confronto do manifesto de carga com os registros de descargas. Em assim sendo, de se concluir que no âmbito da conferência final de manifesto de carga não cabe intimação como as encontradas às fis. , haja vista que a apuração de extravio de mercadoria por meio do procedimento em comento não se dá com calço em informações obtidas junto ao importador ou ao consignatário da mercadoria, mas, como disposto no art. 589 do Decreto n° 4.543, de 2002, mediante o confronto do manifesto de , carga com os registros de descargas, procedimento este que independe da participação do importador ou do consignatário de mercadoria que tenha sido registrada em manifesto de carga. Dessa forma, para fins de verificar falta de mercadoria manifestada basta que se faça o confronto previsto no art. 589 do Decreto n° 4.543, de 2002 e, nada mais. É esse o limite da conferência final do manifesto de carga. Intimações da natureza das anteriormente referidas (fls. ) poderiam trazer auxilio para fins de se proceder a baixa no manifesto ] de que trata o art. 18 da Instrução Normativa SRF n° 69, de 10 de dezembro de 1996, procedimento este que não se confunde com a conferência final de manifesto. No entanto, nos autos do presente processo não se encontra nenhum documento que aponte para a realização desse procedimento. Vale dizer, a falta em questão não foi apurada mediante a conferência final do manifesto de carga. De outra parte, não existe norma legal que dê amparo para estender os efeitos da conferência final do manifesto a constatação de não armazenamento de carga que se encontrava registrada no Mantra. Noutros termos, a não constatação de armazenamento de carga não se faz por meio da conferência final do manifesto, nem tem os efeitos da falta apurada no âmbito dessa conferência. De se ressaltar que a mercadoria ao ser descarregada não necessariamente deve ser encaminhada a armazenamento, pois, como se sabe, poder ser submetida a despacho aduaneiro sem BAIXA NO MANIFESTO Art. 18° A baixa, no manifesto, dos respectivos conhecimentos de carga, será efetuada imediatamente após o registro da declaração de importação. § 1 0 No manifesto de carga serão vinculados os números do conhecimento de carga e de registro da declaração correspondente. § 2° Nas Unidades locais da SRF onde não tenha sido implantado o MANTRA, a baixa a que se refere este artigo será feita após a recepção dos documentos. § 30 No caso de despacho antecipado, a baixa no manifesto será feita após a entrega da via original do conhecimento de carga correspondente. Á> ./Y 4 Processo n° 10831.012356/2005-80 S3-C1T1 Acórdão n.° 3101-00.278 Fl. 3 passar pelo armazenamento e, ainda, de que o transportador não é responsável pelo armazenamento de carga. Incorre em equivoco, portanto, a autuação ao pretender caracterizar a falta de mercadoria registrada no manifesto de carga com base na constatação do seu não armazenamento e, mais, em imputar a responsabilidade por essa falta à pessoa do transportador. Ante o exposfp, vof;W por NÃO CONHECER o recurso de oficio., ippA , Corintho 0iN'Tèir'a Machado 11/ 1-1 • 5
score : 1.0
Numero do processo: 13811.001564/2007-41
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Mar 16 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Imposto de Renda Pessoa Jurídica – IRPJ
Ano-calendário: 2002
Ementa:
DENÚNCIA ESPONTÂNEA E MULTA MORATÓRIA. DECISÃO DO STJ EM RECURSO REPETITIVO. NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA PELOS CONSELHEIROS DO CARF.
A multa moratória e a multa de ofício são penalidades que representam sanções diferentes para condutas que não se equivalem entre si. É engano imaginar que a multa moratória tem natureza indenizatória pelo não pagamento do tributo na data devida. Tal indenização é satisfeita pelos juros de mora que não se confundem com a multa moratória.
A propósito da natureza da multa moratória e se esta é devida em caso de denúncia espontânea, ao julgar o REsp 1.149.022, submetido à forma do artigo 543-C, do CPC, o STJ firmou entendimento no sentido de que “quando o contribuinte procede à retificação do valor declarado a menor (integralmente recolhido), elide a necessidade de o Fisco constituir o crédito tributário atinente à parte não declarada (e quitada à época da retificação), razão pela qual aplicável o benefício previsto no artigo 138, do CTN.
No caso concreto, ainda que se possa discordar da decisão do STJ, em face ao que dispõe o artigo 62-A, do Regimento Interno do Carf, não há como deixar de aplicar o entendimento contido no acórdão resultante do julgamento do REsp 1.149.022.
(Precedentes: acórdão n° CSRF101-05.340; CSRF101-05.341 e CSRF101-06.094).
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 1402-000.944
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Os Conselheiros Antônio José Praga de Souza e Albertina Silva Santos de Lima, acompanharam pelas conclusões, por aplicarem somente o recurso repetitivo.
Nome do relator: MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA
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Matéria Imposto de Renda Pessoa Jurídica IRPJ Recorrente Union Carbide Química Ltda Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: Imposto de Renda Pessoa Jurídica – IRPJ Anocalendário: 2002 Ementa: DENÚNCIA ESPONTÂNEA E MULTA MORATÓRIA. DECISÃO DO STJ EM RECURSO REPETITIVO. NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA PELOS CONSELHEIROS DO CARF. A multa moratória e a multa de ofício são penalidades que representam sanções diferentes para condutas que não se equivalem entre si. É engano imaginar que a multa moratória tem natureza indenizatória pelo não pagamento do tributo na data devida. Tal indenização é satisfeita pelos juros de mora que não se confundem com a multa moratória. A propósito da natureza da multa moratória e se esta é devida em caso de denúncia espontânea, ao julgar o REsp 1.149.022, submetido à forma do artigo 543C, do CPC, o STJ firmou entendimento no sentido de que “quando o contribuinte procede à retificação do valor declarado a menor (integralmente recolhido), elide a necessidade de o Fisco constituir o crédito tributário atinente à parte não declarada (e quitada à época da retificação), razão pela qual aplicável o benefício previsto no artigo 138, do CTN. No caso concreto, ainda que se possa discordar da decisão do STJ, em face ao que dispõe o artigo 62A, do Regimento Interno do Carf, não há como deixar de aplicar o entendimento contido no acórdão resultante do julgamento do REsp 1.149.022. (Precedentes: acórdão n° CSRF10105.340; CSRF10105.341 e CSRF101 06.094). Recurso Voluntário Provido. Fl. 105DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/03/2012 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 28/03/2012 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 13811.001564/200741 Acórdão n.º 140200.944 S1C4T2 Fl. 0 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Os Conselheiros Antônio José Praga de Souza e Albertina Silva Santos de Lima, acompanharam pelas conclusões, por aplicarem somente o recurso repetitivo. (assinado digitalmente) Albertina Silva Santos de Lima Presidente (assinado digitalmente) Moisés Giacomelli Nunes da Silva Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antônio José Praga de Souza, Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Albertina Silva Santos de Lima. Fl. 106DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/03/2012 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 28/03/2012 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 13811.001564/200741 Acórdão n.º 140200.944 S1C4T2 Fl. 0 3 Relatório Dow Brasil S.A, já qualificada nos autos, com fuldamento no artigo 33 do Decreto nº 70.235 de 1972, recorre da decisão de primeira instância, que julgou procedente a exigência. Conforme consta do relatório do acórdão de fls. 75 e seguintes, tratase de autuação em face de recolhimento de tributo sem o acréscimo da multa de mora. A questão dos autos pode ser sintetizada por meio da ementa do acórdão recorrido que possui os seguintes termos: FALTA DE RECOLHIMENTO DA MULTA DE MORA. DESCABIMENTO DA DENÚNCIA ESPONTÂNEA. A denúncia espontânea não afasta o recolhimento da multa de mora, que em caso de recolhimento de tributo ou contribuição a destempo, exceto quando lançada multa de oficio, é sempre devida. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Dentre os fundamentos do acórdão recorrido destaco o quanto segue: Ressaltese que, por força do art. 138 do CTN, combinado com o item 4.3 do Parecer Normativo da Coordenação do Sistema de Tributação (CST), da Secretaria da Receita Federal, n° 61, de 23/10/1979 (D.O.U. de 26/10/1979), abaixo transcrito, a multa moratória não é afastada pela denúncia espontânea. ... A multa de mora representa uma sanção pela falta de pagamento do tributo no prazo devido, e é, portanto, uma multa de natureza indenizatória, compensatória ou moratória, ao passo que a multa de oficio é multa de natureza penal, destinada a desestimular o descumprimento da legislação tributária. A denúncia espontânea da infração pelo sujeito passivo exclui a sua responsabilidade por esta, com o que o Fisco fica impedido de impingir a multa de oficio por meio do lançamento de oficio, mas ela não tem o condão de extinguir a obrigação de pagar a multa moratória, a qual nasce no dia seguinte ao do vencimento da obrigação tributária principal. A multa de mora não se coaduna com os princípios aplicáveis às penalidades tributárias, porquanto o simples atraso no pagamento não pode ser qualificado como crime ou contravenção.(....) Registrese que o art.161 do CTN, a seguir, estabelece que o crédito tributário não integralmente pago no vencimento é crescido de juros de mora, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis, sejam elas de natureza moratória ou de natureza penal: Art. 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição de penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta lei ou em lei tributária. (destacouse) Fl. 107DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/03/2012 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 28/03/2012 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 13811.001564/200741 Acórdão n.º 140200.944 S1C4T2 Fl. 0 4 O art. 138 do CTN dispõe que a denúncia espontânea exclui a responsabilidade do sujeito passivo pela infração, com o que o Fisco fica impedido de fazer o lançamento da multa de oficio (multa de natureza penal que seria aplicada caso o contribuinte não se antecipasse e fosse deflagrado o competente procedimento fiscal), mantendose, no entanto, a obrigação de pagar a multa moratória (multa de natureza indenizatória ou moratória),a qual já existia desde o dia seguinte ao do vencimento do cumprimento da obrigação tributária principal. Se o mesmo ordenamento jurídico admitisse a exclusão dessa multa com o pagamento espontâneo fora de prazo, estaríamos diante de uma plena contradição, pois a interpretação de que o art. 138 do CTN impede a aplicação da multa de mora retiraria toda a imperatividade da norma que fixa prazos para pagamento de tributos. Nesse diapasão é o art. 74 da Lei n° 7.799, de 101089, in verbis: Art. 74. Os tributos e contribuições administrados pelo Ministério da Fazenda, que não forem pagos até a data de vencimento, ficarão sujeitos à multa de mora de vinte por cento e juros de mora na forma da legislação pertinente, calculado sobre o valor do tributo ou contribuição corrigido monetariamente. (grifos no original). Outros diplomas legais posteriores trataram do tema: Lei 8.218, de 29/08/91, art. 3°; Lei 8.383, de 30/12/91, art. 59; Lei 8.981/95, art.84, e o vigente art.61 da Lei 9.430/96, que dispõe: Art. 61. Os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela SRF, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1 de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. (destacouse) Cabe observar a interpretação que o próprio legislador faz do art.138 do CTN, com respeito à denúncia espontânea. Se o legislador ordinário entendesse que a multa de mora estivesse alcançada pela denúncia espontânea, não teria instituído a sua exigência para o pagamento espontâneo, de forma tão consistente e generalizada no decorrer dos anos, estruturando sobre ela o próprio sistema de arrecadação e fiscalização de tributos, caso contrário estaria confrontando o CTN de forma sistemática e sucessiva ao longo desses anos, o que não é razoável admitirse. Da decisão acima aludida a parte interessada foi intimada em 28102010 (fl. 68) e em 22112010 ingressou com o recurso de fls. 69 e seguintes invocando as disposições do artigo 138 do CTN e as decisões constantes dos acórdãos nº CSRF/0105340 e CSRF/01 05.341, que possuem ementa com o seguinte teor: “DENÚNCIA ESPONTÂNEA — NÃO INCIDÊNCIA DA MULTA DE MORA— A teor da regra do art. 138 do Código Tributário Nacional, não incide a multa de mora ao pagamento espontâneo antes da ação fiscal mediante denúncia da infração. Recurso especial provido. É o relatório. Fl. 108DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/03/2012 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 28/03/2012 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 13811.001564/200741 Acórdão n.º 140200.944 S1C4T2 Fl. 0 5 Voto Conselheiro Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Relator. O recurso é tempestivo, na conformidade do prazo estabelecido pelo artigo 33, do Decreto nº. 70.235 de 06/03/1972, foi interposto por parte legítima, está devidamente fundamentado e preenche os requisitos de admissibilidade. Assim, conheçoo e passo ao exame da matéria. Conforme se depreende do auto de infração, mais precisamente das fls. 31, 33 e 36, em 23092006, a contribuinte apresentou DCTF retificadora em relação ao segundo trimestre de 2002 e em 25092006 retificou as DCTFs do primeiro e do terceiro trimestre de 2002, realizando o pagamento das diferenças dos tributos espontaneamente confessados, com juros de mora, sem incluir neste valor os percentuais correspondentes à multa moratória especificada no demonstrativo de fl. 36, cuja soma importou em R$ 734.920,08. O que se discute neste processo é se a denúncia espontânea de que trata o artigo 138 do CTN, contempla a multa moratória de que trata o artigo 61 da Lei nº 9.430, de 1996, a seguir transcrito: Art. 61. Os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela SRF, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1 de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. A interpretação das normas deve ser levando em consideração os preceitos existentes no sistema jurídico. Em matéria tributária, por exemplo, ocorrido o fato gerador, podem ocorrer as seguintes situações: a) contribuinte que apura o tributo, declarao ao fisco e paga na data do vencimento; b) contribuinte que apura o tributo na data apropriada, declarao ao fisco e não paga na data do vencimento; c) contribuinte que não apura o tributo data apropriada, não declara e nem paga na data do vencimento; d) contribuinte que não apura o tributo na data apropriada, não declara ao fisco na data devida, não paga no vencimento, mas antes do início de qualquer procedimento fiscal faz confissão espontânea e recolhe o valor devido acrescido de juros e correção monetária. As situações acima elencadas comportam tratamento diferenciado. Não se pode tratar da mesma forma, por exemplo, as situações contidas nas letras “a” e “d”, acima referidas. Ao se analisar o artigo 138 do CTN é necessário ter presente que se trata de norma indutora que tem por objetivo induzir o sujeito passivo a confessar a Administração fato Fl. 109DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/03/2012 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 28/03/2012 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 13811.001564/200741 Acórdão n.º 140200.944 S1C4T2 Fl. 0 6 tributário por ela até então desconhecido. A exigência de multa, nestas condições, faria com que a norma perdesse seu caráter indutor. Não comungo com o entendimento de que “a multa de mora representa natureza indenizatória, compensatória ou moratória, ao passo que a multa de oficio é multa de natureza penal.” Tratamse de duas penas, só que em dosemetria diferente, pois aplicáveis em situações diferentes. A tese de que o não pagamento do tributo na data do vencimento resultaria sempre em multa de mora, nos levaria à equivocada conclusão de que em todos os lançamentos de ofício se estaria diante de não pagamento do imposto na data do vencimento e, por consequência seria devido, além da multa de natureza punitiva, a multa de mora que teria natureza compensatória. A compensação pelo não pagamento do tributo na data do vencimento são os juros de que trata o artigo 161 do CTN. A propósito da aplicação do Direito, oportuna a lição de Carlos Maximiliano, a que peço vênia para transcrever: “A aplicação do Direito consiste no enquadrar um caso concreto em uma norma jurídica adequada. Submete às prescrições da lei uma relação da vida real; procura e indica o dispositivo adaptável a um fato determinado. Por outras palavras: tem por objeto descobrir o modo e os meios de amparar juridicamente um interesse humano.” O direito precisa transformarse em realidade eficiente, no interesse coletivo e também no individual. Isto se dá, ou mediante a atividade dos particulares no sentido de cumprir a lei, ou pela ação, espontânea ou provocada, dos tribunais contra as violações das normas expressas, e até mesmo contra as simples tentativas de iludir ou desrespeitar os dispositivos escritos ou consuetudinários ... Interpretar uma expressão de Direito não é simplesmente tornar claro o respectivo dizer, abstratamente falando; é, sobretudo, revelar o sentido apropriado para a vida real e conducente a uma decisão reta.”1 Com os fundamentos acima, temse o seguinte quadro em relação às hipóteses que seguem: Hipótese descrita ou antecedente consequência Fundamento legal a) contribuinte que apura o tributo, declarao ao fisco e paga na data do vencimento; extinção do crédito tributário, sob condição resolutória de posterior homologação. art. 150 do CTN. b) contribuinte que apura o tributo na data apropriada, declarao ao fisco e não paga na data do vencimento; exigência do crédito devido com multa moratória e juros. art. 61 da Lei nº 9.430/96. c) contribuinte que não apura o tributo data apropriada, não declara e nem paga na data do vencimento Lançamento de ofício com exigência de multa de 75% ou de 150%, em caso de fraude. arts. 142 e 149 do CTN e art. 44 da Lei nº 9.430/96. d) contribuinte que não apura o tributo na data apropriada, não declara ao fisco na data devida, não paga no vencimento, mas antes do início de qualquer procedimento fiscal faz confissão espontânea e recolhe o valor devido, acrescido de juros e correção monetária. Exclusão da multa moratória e extinção do crédito tributário, sob condição resolutória de posterior homologação. arts. 138 e 156, I, do CTN. 1 Maximiliano. Carlos. Hermenêutica e Aplicação do Direito. 12ª. Ed. Forense. Rio de Janeiro. 1992. pág. 6. Fl. 110DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/03/2012 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 28/03/2012 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 13811.001564/200741 Acórdão n.º 140200.944 S1C4T2 Fl. 0 7 A aplicação do Direito de forma homogênea, em todo o território nacional, diz respeito ao interesse ao Estado. Não se pode conferir segurança jurídica quando, interpretandose a mesma norma em relação a fatos semelhantes, chegase a situações diferentes. Assim, o artigo 105, III, da CF, conferiu ao Superior Tribunal de Justiça o papel de guardião do Direito, com a prerrogativa de dizer a última palavra em relação a interpretações das leis. Reconhecendo a prerrogativa conferida ao STJ, inseriuse no regimento interno do Carf o artigo 62A, que assim dispõe: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Ainda que se discorde de muitas das decisões do STJ, em face ao que dispõe o artigo 62A do Regimento Interno do Carf, não há como deixálas de aplicar, sob pena de violação do próprio regimento a que estamos submetidos. Neste sentido, a propósito da natureza da multa moratória ou se esta é devida em caso de denúncia espontânea, não há como deixar de aplicar o que foi decidido no REsp 1.149.022, julgado em 09/06/2010 e publicado no DJe 24/06/2010, com a ementa a seguir transcrita, sob pena de violação do disposto no artigo 62A, do Regimento do Carf. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. IRPJ E CSLL. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECLARAÇÃO PARCIAL DE DÉBITO TRIBUTÁRIO ACOMPANHADO DO PAGAMENTO INTEGRAL. POSTERIOR RETIFICAÇÃO DA DIFERENÇA A MAIOR COM A RESPECTIVA QUITAÇÃO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. EXCLUSÃO DA MULTA MORATÓRIA. CABIMENTO. 1. A denúncia espontânea resta configurada na hipótese em que o contribuinte, após efetuar a declaração parcial do débito tributário (sujeito a lançamento por homologação) acompanhado do respectivo pagamento integral, retificaa (antes de qualquer procedimento da Administração Tributária), noticiando a existência de diferença a maior, cuja quitação se dá concomitantemente. 2. Deveras, a denúncia espontânea não resta caracterizada, com a consequente exclusão da multa moratória, nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação declarados pelo contribuinte e recolhidos fora do prazo de vencimento, à vista ou parceladamente, ainda que anteriormente a qualquer procedimento do Fisco (Súmula 360/STJ) (Precedentes da Primeira Seção submetidos ao rito do artigo 543C, do CPC: REsp 886.462/RS, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.10.2008, DJe 28.10.2008; e REsp 962.379/RS, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.10.2008, Dje 28.10.2008). 3. É que "a declaração do contribuinte elide a necessidade da constituição formal do crédito, podendo este ser imediatamente inscrito em dívida ativa, tornandose exigível, Fl. 111DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/03/2012 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 28/03/2012 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 13811.001564/200741 Acórdão n.º 140200.944 S1C4T2 Fl. 0 8 independentemente de qualquer procedimento administrativo ou de notificação ao contribuinte" (REsp 850.423/SP, Rel. Ministro Castro Meira, Primeira Seção, julgado em 28.11.2007, DJ 07.02.2008). 4. Destarte, quando o contribuinte procede à retificação do valor declarado a menor (integralmente recolhido), elide a necessidade de o Fisco constituir o crédito tributário atinente à parte não declarada (e quitada à época da retificação), razão pela qual aplicável o benefício previsto no artigo 138, do CTN. 5. In casu, consoante consta da decisão que admitiu o recurso especial na origem (fls. 127/138): "No caso dos autos, a impetrante em 1996 apurou diferenças de recolhimento do Imposto de Renda Pessoa Jurídica e Contribuição Social sobre o Lucro, anobase 1995 e prontamente recolheu esse montante devido, sendo que agora, pretende ver reconhecida a denúncia espontânea em razão do recolhimento do tributo em atraso,antes da ocorrência de qualquer procedimento fiscalizatório. Assim, não houve a declaração prévia e pagamento em atraso, mas uma verdadeira confissão de dívida e pagamento integral, de forma que resta configurada a denúncia espontânea, nos termos do disposto no artigo 138, do Código Tributário Nacional." 6. Consequentemente, merece reforma o acórdão regional, tendo em vista a configuração da denúncia espontânea na hipótese sub examine. 7. Outrossim, forçoso consignar que a sanção premial contida no instituto da denúncia espontânea exclui as penalidades pecuniárias, ou seja, as multas de caráter eminentemente punitivo, nas quais se incluem as multas moratórias, decorrentes da impontualidade do contribuinte. 8. Recurso especial provido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. No caso concreto, ainda que não houvessem as disposições do artigo 62A do Regimento Interno do Carf, que determina que os Conselheiros devem observar as decisões do STJ proferidas em recurso submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, eu daria provimento ao recurso pelos fundamentos expostos na primeira parte deste voto, em relação aos quais agrego as razões de decidir constantes no REsp 1.149.022. ISSO POSTO, voto no sentido de dar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Moisés Giacomelli Nunes da Silva Fl. 112DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/03/2012 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 28/03/2012 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA
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Numero do processo: 19515.002458/2008-97
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 01 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Thu Apr 07 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004
NULIDADE. DUPLA IMPUTAÇÃO. INOCORRÊNCIA.
Para dar causa à nulidade do Auto de Infração, a ocorrência de duas infrações tendo idêntico fato gerador deverá restar sobejamente demonstrada.
DENÚNCIA ESPONTÂNEA. NÃO CARACTERIZAÇÃO.
A denúncia espontânea somente fica caracterizada com o recolhimento do valor reconhecido como devido.
NORMAS PROCESSUAIS. PRECLUSÃO. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA.
Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pela recorrente.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO TAXA SELIC APLICAÇÃO À COBRANÇA DE TRIBUTOS.
Nos termos da Súmula CARF n°4, a partir de 1° de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais.
Numero da decisão: 2201-009.489
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Carlos Alberto do Amaral Azeredo - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Daniel Melo Mendes Bezerra - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Daniel Melo Mendes Bezerra, Douglas Kakazu Kushiyama, Francisco Nogueira Guarita, Fernando Gomes Favacho, Debora Fofano dos Santos, Thiago Buschinelli Sorrentino (suplente convocado(a)), Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente).
Nome do relator: Daniel Melo Mendes Bezerra
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DUPLA IMPUTAÇÃO. INOCORRÊNCIA. Para dar causa à nulidade do Auto de Infração, a ocorrência de duas infrações tendo idêntico fato gerador deverá restar sobejamente demonstrada. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. NÃO CARACTERIZAÇÃO. A denúncia espontânea somente fica caracterizada com o recolhimento do valor reconhecido como devido. NORMAS PROCESSUAIS. PRECLUSÃO. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pela recorrente. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO TAXA SELIC APLICAÇÃO À COBRANÇA DE TRIBUTOS. Nos termos da Súmula CARF n°4, a partir de 1° de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Carlos Alberto do Amaral Azeredo - Presidente (documento assinado digitalmente) Daniel Melo Mendes Bezerra - Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 24 58 /2 00 8- 97 Fl. 99DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 2201-009.489 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 19515.002458/2008-97 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Daniel Melo Mendes Bezerra, Douglas Kakazu Kushiyama, Francisco Nogueira Guarita, Fernando Gomes Favacho, Debora Fofano dos Santos, Thiago Buschinelli Sorrentino (suplente convocado(a)), Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente). Relatório Trata-se de Recurso Voluntário interposto pelo sujeito passivo contra decisão da DRJ que julgou o lançamento procedente. Reproduzo o relatório da decisão de primeira, por bem sintetizar os fatos: Trata-se de crédito lançado pela fiscalização contra a empresa retro identificada, por meio do Auto de Infração - AI n° 37.174.131-9 que, de acordo com o Relatório Fiscal de fls. 24/29, refere-se às contribuições sociais previdenciárias devidas à Seguridade Social correspondente à parte dos segurados empregados, abrangendo as competências 01/2004 a 12/2004, inclusive a competência 13/2004, no montante de R$ 124.395,61 (cento e vinte e quatro mil, trezentos e noventa e cinco reais e sessenta e um centavos), consolidado em 20/06/2008. O Relatório Fiscal, de fls. 24/29, informa que: Constituem fatos geradores das contribuições lançadas as remunerações pagas, devidas ou creditadas, a qualquer título, durante o mês, aos segurados empregados Em consulta aos sistemas corporativos da Secretaria da Receita Federal do Brasil - RFB, foram encontrados valores diferentes da massa salarial declarada pelo contribuinte, exercício de 2004, nos seguintes bancos de dados pesquisados: R$ 202.043,00, na GFIP - Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social; R$ 203.745,00, na RAIS - Relação Anual de Informações Sociais; RS 1.074.189,00, na DIPJ - Declaração de Informações Económico-fiscais da Pessoa Jurídica e; R$ 196.808,00, na DIRF - Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte. Diante de tal fato, a empresa foi intimada a apresentar para exame e esclarecimento, mediante Termo de Início de Ação Fiscal - TIAF, de 28/02/2008 e do Termo de Intimação para Apresentação de Documentos - TIAD, de 24/03/2008, dentre outros, os seguintes documentos, arquivos e esclarecimento necessários à fiscalização: Cópia do CPF, RG e comprovantes de residência dos sócios pessoas físicas; Declaração contendo os dados (Identificação, CPF ou CNPJ, endereço e CRC) das pessoas responsáveis pela escrituração contábil; Livro Diário; d)Livro Razão; e)Livro Registro de- Inventário; f) Balancetes contábeis mensais; g)BaIanço Patrimonial; h) Demonstração do Resultado do Exercício; i) Folha de Pagamento contendo os segurados empregados (Bloco K) em meio digital de acordo com o leiaute definido no Manual Normativo de Arquivos Digitais, aprovado pela Instrução Normativa MPS/SRP n° 12/2006; e j) Apresentar Demonstrativo de Cálculo do valor lançado na Linha 27, da Ficha 04A e na Linha 02 da Ficha 05A, da DIPJ referente ao exercício de 2004. O sujeito passivo não atendeu as referidas intimações, impedindo a análise dos fatos e a conclusão sobre a regularidade das obrigações tributárias previdenciárias e das outras entidades e fundos. Em decorrência foram lavrados os seguintes Autos de Infração: Fl. 100DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 2201-009.489 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 19515.002458/2008-97 AI n° 37.089.645-9, por deixar a empresa de exibir os documentos e livros relacionados nos itens de "a" até "h", conforme art. 33, §§ 2o e 3o, da Lei no 8.212/91 combinado com os arts. 232 e 233, § único do RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048/99; AI n° 37.089.644-0, por deixar a empresa de prestar informações à Secretaria da Receita Federal do Brasil, bem com os esclarecimentos necessários à fiscalização, relacionados nos itens de "i" até "j", conforme art.32, inciso III, da Lei no 8.212/91 e art. 8o da Lei n° 10.666/03 combinado com o art. 225, III e §22 do RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048/99. Diante de tal fato, notificou-se o sujeito passivo deste lançamento, em conformidade com art. 2o, §3° da lei 11.457/07, arbitrando os valores relativos a base de cálculo utilizada com base no disposto nos §§§1°, 2o e 3o do art. 33, da lei 8212/91. Em razão de a folha de pagamento e GFIP apresentadas não revelarer e qual segurado auferiu os valores remuneratórios lançados na DIPJ/2005, o valor da base de" cálculo é demonstrado em planilha anexa, às fls. 32, e foi arbitrado, por competência, em 1/13 (um treze avôs) da soma dos valores constantes na DIPJ do ano calendário de 2004 e encontrados: Na Linha 27, Custo do Pessoal Aplicado na Produção dos Serviços, da Ficha 04A, Custo dos Bens e Serviços Vendidos = R$ 108.568,00; e; Na Linha 02, Ordenados, Salários, Gratificações e Outras Remunerações a Empregados, da Ficha 05A, Despesas Operacionais = R$ 965.621,00. Sobre o valor da base de cálculo arbitrada foi aplicada a alíquota de 8%, observando-se as disposições do art. 599 da IN/SRP n° 03/2005, tendo em conta a não identificação dos segurados que auferiram os valores remuneratórios lançados na DIPJ/2005, sendo ainda deduzidos desses valores os valores recolhidos por meio de GPS com código de pagamento 2100 e os valores das contribuições lançadas na NFLD n° 35.468.826-0, de 28/02/2005. Dessa forma, foram apuradas no LEVANTAMENTO SEG deste Auto os valores das contribuições previdenciárias DOS SEGURADOS EMPREGADOS, decorrentes das remunerações auferidas, lançadas na DIPJ/2005,cujos fatos geradores não foram declarados em GFIP, sendo que a obrigação de reter e recolher nos prazos legais compete a empresa empregadora. ' ' :' Foram examinados os seguintes documentos: Ficha cadastral - Breve Relato, expedida pela JUCESP; Fichas de registro de empregados; Livro de Inspeção do Trabalho; DIPJ, DIRF e RAIS do exercício financeiro 2004; Resumo das folhas de pagamento; e; Resumos das GFIPs, Demonstrativo de Normalizações e Agregações - DNA, Demonstrativo da Composição da Base de Cálculo - DCBC extraídos do sistema CNIS, em 26/02/2008. No relatório "Discriminativo Analítico do Débito -- DAD" e no “RL- Relatório de Lançamentos, anexos a este Auto, estão discriminadas as contribuições devidas, cuja base de cálculo foi arbitradas com base na DIPJ, planilha as fls.30/32. O débito lançado encontra-se fundamentado na legislação constante do anexo: "Fundamentos Legais do Débito -FLD e no Relatório Fiscal. As fls. 27/28 estão relacionados os anexos que integram o presente Auto de Infração. Informa ainda que, em virtude de a empresa não exibir, mesmo que para isso intimada, quaisquer livros contábeis ou certidões e certificados comprobatórios da propriedade de bens ou direitos, o Arrolamento de Bens e Direitos do sujeito passivo, conforme as disposições do art. 64 da Lei n° 9.532/97, do §2° do artigo 37 da LOSS/91 e art. 1° da Instrução Normativa SRF n° 264, de 20/12/2002, DOU 24/12/2002, foi formalizado da seguinte forma: a) Constatação da existência de veículos no Ativo Imobilizado da empresa, ficha 45A, da DIPJ/2005, no valor de R$ 187.632,37; b) Pesquisa no sistema RENAVAN retomou 08 (oito) veículos de propriedade da empresa; c) O valor atribuído a cada veículo foi extraído da consulta realizada na página eletrônica da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - FIPE, resultando na soma de R$ 123.356,00. Fl. 101DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 2201-009.489 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 19515.002458/2008-97 Foram lavrados contra o contribuinte os seguintes autos de infração AI n° 37.089.645-9, por deixar a empresa de exibir parte dos livros relacionados no TIAF, de28/02/2008 (art. 33, §§ 2o e 3o, da LOSS/91); AI n° 37.089.644-0, por deixar a empresa de prestar informações à Secretaria da Receita Federal do Brasil, bem com os esclarecimentos necessários à fiscalização constantes no TIAF, de 28/02/2008 e TIAD, de 19/03/2008 (art. 32, inciso III, da LOSS/91); AI n° 37.174.128-9, por deixar a empresa de preparar folha de pagamento das remunerações pagas, devidas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço (art. 32, inc. I, da LOSS/91); AI n° 37.174.129-7, por apresentar a empresa GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias (art, 32, inciso IV, §5°, da LOSS/91); AI n° 37.174.130-0 - referente às contribuições previdenciárias patronais; AI n° 37.174.131-9 referente as contribuições previdenciárias dos segurados empregados; AI n° 37.174.132-7 referente as contribuições sociais destinadas a outras entidades e fundos. DA IMPUGNAÇÃO Tempestivamente, conforme despacho de fls.63, a Autuada impugnou o lançamento através da defesa de fls. 39/50, juntando procuração e cópias de contrato social e relatórios fiscais, às fls.51/61, alegando em síntese: DA NULIDADE DA IMPOSIÇÃO DA SANÇÃO De acordo com o Relatório Fiscal da Aplicação de Multa, item "1", a Impugnante foi autuada sob idêntica fundamentação e enquadramento legal, em 28/02/2005, Debcad n° 35.468.828-6. O procedimento que culminou na lavratura do mencionado Auto, abrangia o mesmo período que ora se impugna, sendo certo que houve, na ocasião, a verificação de todos os itens repetidos no presente. É certo que a manutenção deste Auto que ora se impugna caracteriza “bis in idem”. Transcreve julgados sobre bis in idem. Ressalta que trata-se de idêntica infração, tendo por objetos os mesmos fatos e períodos, tomando-se claro a repetição da pena, motivo pelo qual deve ser cancelado o presente Auto. DA INEXIGIBILIDADE DA MULTA Não se pode sofrer a sanção da multa pretendida, pois o contribuinte mostrou boa-fé, informando espontaneamente, ao Fisco a exigência de débito. Cita o art. 138 do CTN, afirmando que a “responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração”. Cita várias doutrinas a respeito e decisões de Tribunais Superiores. Ressalta que no presente caso, como foi o contribuinte que denunciou-se espontaneamente ser devedor anteriormente ao procedimento fiscal, deve ser julgada improcedente a imposição da multa imposta. DOS JUROS DE MORA e TAXA SELIC Discorre sobre a instituição e aplicação dos juros à taxa Selic afirmando que em face da inconstitucionalidade dos dispositivos que aplicam a SELIC na correção de tributação imperioso reconhecer-se como indevida sua aplicação no caso concreto, devendo os juros de mora serem aplicados linearmente a razão de 1% ao mês nos termos previstos no § Io do artigo 161 do CTN. Cita doutrina e julgado a respeito, concluindo que ainda que se admita, apenas como hipótese, a utilização dos juros tomando-se por base da taxa SELIC, esta não poderá ser cumulada com nenhum outro índice de correção monetária, posto que o fator de atualização de moeda já encontra-se intrínseco na formação de seu índice. DOS PEDIDOS Fl. 102DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 2201-009.489 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 19515.002458/2008-97 Diante do exposto requer o acolhimento da presente impugnação para os fins de: a) Determinar o cancelamento deste Auto devido à existência de autuação anterior, tendo por base os mesmos fatos geradores; alternativamente; b) A exclusão da multa pretendida, face a denúncia espontânea da Autuada; A exclusão dos juros calculados com base na taxa SELIC, aplicando-se a prevista no § Io do artigo 161 do CTN; ou Subsidiariamente, determinar a exclusão da.correção monetária calculada na notificação, em caso de manutenção da taxa SELIC, por nela estar inserida a correção da moeda. Por fim, protesta provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitidos, notadamente diligências, perícias, juntada de documentos, oitiva de testemunhas e todas as demais, úteis ou necessárias ao esclarecimento dos fatos. É o relatório. A DRJ julgou o lançamento procedente nos termos da seguinte ementa: CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS DOS SEGURADOS EMPREGADOS. OBRIGAÇÃO DO RECOLHIMENTO. A empresa é obrigada a arrecadar as contribuições dos segurados empregados a seu serviço, descontando-as das respectivas remunerações, e a recolher o produto arrecadado nos prazos definidos em Lei. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. NÃO CARACTERIZAÇÃO. A denúncia espontânea somente fica caracterizada com o recolhimento do valor reconhecido como devido. NORMAS PROCESSUAIS. PRECLUSÃO. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. PRODUÇÃO DE PROVAS. PEDIDO DE DILIGÊNCIA/PERÍCIA. INDEFERIMENTO. O momento para a produção de provas, no processo administrativo, é juntamente com a impugnação. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de ofício ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências e ou perícia, quando entendê-las necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis. MULTA. JUROS. TAXA SELIC. Sobre as contribuições sociais pagas com incidem juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC - e multa de mora, todos de caráter irrelevável. Fl. 103DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 2201-009.489 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 19515.002458/2008-97 Intimado da referida decisão em 14/09/2009 (fl.82), o sujeito passivo apresentou recurso voluntário em 13/10/2009 (fls.85/94), alegando, em síntese, que: - A nulidade do Auto de Infração por bis in idem, tendo em vista que a recorrente foi autuada sob idêntica fundamentação e enquadramento legal, em 28/02/2005, Debcad n° 35.468.828-6. - Inexigibilidade da multa em razão da ocorrência de denúncia espontânea. - Da ilegalidade dos juros com base na na Taxa Selic. É o relatório. Voto Conselheiro Daniel Melo Mendes Bezerra, Relator Admissibilidade O Recurso Voluntário é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade, devendo, pois, ser conhecido. Da Nulidade do Auto de Infração Sustenta a recorrente a nulidade do Auto de Infração em virtude de dupla imputação por supostamente já ter sido autuada com idêntica fundamentação e enquadramento legal, em 28/02/2005, Debcad n° 35.468.828-6. Todavia, a recorrente não faz nenhuma prova de sua alegação. Os fatos geradores identificados no presente Auto de Infração são relativos ao período de 01/2004 a 12/2004. Apesar de não ser impossível, é pouco provável que um Auto de Infração lavrado em 28/02/2005 refira-se a período de apuração tão próximo. Não há nenhum elemento probatório que denote a coincidência de período e, menos ainda, que se tratam dos mesmos fatos geradores do presente Auto de Infração. Assim sendo, não merece prosperar o inconformismo da recorrente. No Mérito Como já assentado na decisão de piso, não houve impugnação ao mérito da autuação, reconhecendo tacitamente a recorrente que houve divergência entre as informações da massa salarial constante na DIPJ - Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica com as da GFIP e RAIS, bem como os respectivos recolhimentos. A tese de defesa tem como ponto fulcral a afirmação de que os valores informados em DIPJ caracterizam-se como denúncia espontânea, restando excluída a infração. Quanto a esta matéria, preceitua o art. 138, parágrafo único, do Código Tributário Nacional: Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do Fl. 104DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 7 do Acórdão n.º 2201-009.489 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 19515.002458/2008-97 depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração. De uma simples leitura do dispositivo legal supra transcrito, verifica-se que a recorrente não atende a nenhuma das condições previstas na legislação de regência. O sujeito passivo não recolheu ao erário o valor devido tendo por base as informações por ele próprio prestadas em DIPJ - Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica. Não houve pagamento do tributo devido pela recorrente. Mesmo após o iniciado o procedimento fiscal, a recorrente permaneceu inerte. Diante desse quadro, a Fiscalização, a quem se atribui por lei o poder-dever de efetuar o lançamento, assim o fez, utilizando-se do método de aferição indireta. Diante dessas considerações, tem-se como equivocada a tese da recorrente no sentido de que houve denúncia espontânea pelo simples fato de ter prestado as informações em DIPJ, sem o recolhimento do valor do tributo correspondente. Desse modo, entendo que a decisão recorrida deve ser mantida pelos seus próprios fundamentos. Dos Juros - Taxa Selic A insurgência da recorrente contra a aplicação da Taxa Selic como juros moratórios não pode prosperar, uma vez que se trata de matéria sumulada neste Tribunal Administrativo no sentido de sua legalidade, nos seguintes termos: Súmula CARF n°4 A partir de 1° de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Acrescente-se que, para os tributos regidos pela Lei 8.212/91, o art. 34 do referido diploma legal prevê a aplicação da Taxa Selic. Assim sendo, improcede a insurgência da recorrente. Conclusão Diante de todo o exposto, voto por conhecer do recurso voluntário para, no mérito, negar-lhe provimento. (documento assinado digitalmente) Daniel Melo Mendes Bezerra Fl. 105DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 8 do Acórdão n.º 2201-009.489 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 19515.002458/2008-97 Fl. 106DF CARF MF Documento nato-digital
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