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Numero do processo: 10845.005178/93-78
Data da sessão: Wed Oct 26 00:00:00 UTC 1994
Numero da decisão: 301-00.957
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência à COSIT, através da Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MOACYR ELOY DEMEDEIROS
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DRF - SANTOS/SP RESOLUÇA0 N. 301-957 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, RESOLVEM os Membros da Primeira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência à COSIT, através da Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julga- do Brasilia-DF, em 26 de outubro de 1994. CARLOS AUGUSTO T. NOBRE- Procurador da Faz. Nacional VISTO EM SESSAO DE: 24 MAR 1995 Participaram ainda do presente julgamento os seguin- tes Conselheiros: Ronaldo Lindimar José Marton, Sandra Miriam de Azevedo Mello (Suplente), Maria de Fatima Pessoa de Mello Cartaxo e Jorge Climaco Vieira (Suplente). Ausentes os Conselheiros Fausto de Freitas e Castro Neto, João Baptista Moreira, Luciano Wirth Chaibub e Márcia Regina Machado Melaré. • Recurso n 2 .: Recorrente: Re cor- rid DAMEFP/DF - SECOB N2 047/92 - H. 2. MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - PRIMEIRA CAMARA RECURSO N. 116.463 - RESOLUQA0 N. 301-957 RECORRENTE: DOW PRODUTOS QUIMICOS LTDA. RECORRIDA : DRF-SANTOS - SP RELATOR : Conselheiro MOACYR ELOY DE MEDEIROS RELATORIO Dow Produtos Químicos Ltda, incorporadora de Haeger & Kaessner do Brasil Produtos Químicos Ltda, importou o produto DIISOCIANATO DE DIFENIL METANO POLIMERICO (PAPI 27), classificando-o no Subitem tarifárico TAB/SH 2929.10.0100, com aliquotas de 20% para o II e 0% para o IPI, quando no entendimento da Receita, baseado em Laudo do LABANA/SANTOS, a posição correta seria no item TAB/SH 3823.90.9999, com aliquotas de 50% para II e 10% para IPI. Com esse entendimento, teria havido infringência aos arts. 99, 100 e 499 do Regulamento Aduaneiro, e arts. 57 e 63 in- ciso I, alínea "a" do Regulamento do IPI, sujeitando-se o contribuinte ao recolhimento da diferença de tributos com os acréscimos legais e as penalidades previstas no inciso I do art. 4o. da Lei 8.218/91, e no inciso II do art. 364 do re- ferido RIPI. Em razão deste entendimento, foi lavrado Auto de Infração, pela DRF Santos, em decorrência de procedimento da Revisão Aduaneira, em 07/06/93. 0 referido laudo do LABANA considerou o pro- duto como "produto químico indefinido - preparação a base de mistura de isocionatos", e não um composto orgânico de cons- tituição química definida como declarou o importador. Na sua impugnação a autuada alegou que na época da ocorrência do fato gerador estava amparada por con- sulta sobre classificação dirigida & CST, e que o produto importado seria um composto orgânico de constituição química definida, portanto com a classificação TAB/SH 29.29.10.0100. A DRF julgou improcedente a AQ610 Fiscal, fun- damentando-se nas seguintes consideraçbes: • que as Declarag6es de Importação foram re- gistadas entre 08/04/91 e 15/08/91; . que as mercadorias atinente às declarações retrocitadas foram desembaraçadas entre 10/04/91 e 19/08/91; . que, em 22/11/90, foi protocolizada con- sulta sobre Classificação Fiscal de Merca- doria de denominação técnica: DIISOCIANATO 3. Rec. 116.463 Res. 301-957 • DE DIFENIL METANO (MDI) e marca registrada: PAPI 27 - MDI Polimérico", a mesma mercado- ria desembaraçada através das declarações objeto da revisão aduaneira que deu origem a autuação; • que, em 15/06/92, o Sr. Chefe da DIVTRI/ SRRF - 8a. RF (Competência Delegada pela Portaria G/0800 n. 15/89) proferiu decisão solucionando a consulta na forma da Orien- tação NBM/DIVTRI - 8a.RF n. 265/92, doc. de fls. 34 A 38; . que os fatos geradores do crédito tributd- rio exigido através do auto de infração 9p,..rmaram enquanto ainda nao havia sido proferida decisão em primeira instância relativamente a consulta formulada nos termos do DL 2227/85 e IN 59/85; . o disposto nos artigos lo, parágrafo 2o, e 2o. do Decreto-lei 2227/85, e artigos 2.3 e 4 da IN SRF n. 59, de 26/07/85, que es- tabelece normas para o processo de con- sulta sobre classificação de mercadorias. Face ao disposto na Medida Provisória n. 367/93, e a orientação contida na Circular COSIT n. 768/93, recorre de oficio a este Conselho. E o relatório. • 4 : Rec. 116.463 Res. 301-9,57 VOTO Conselheiro MOACYR ELOY DE MEDEIROS, Relator: Voto no sentido de se converter o julgamento em diligência à COSIT, através da Repartigão de Origem, a fim de que seja esclarecido se ocorreram as situações pre- vistas no item 2.3 da IN SRF n. 59/85, quando da formulação da consulta mencionada pela defesa. Sala das Sessões, 26 de outubro de 1994. • • MOACYR ELOY=D L I ROS Pr
score : 1.0
Numero do processo: 10830.002840/93-61
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Sep 24 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Wed Sep 24 00:00:00 UTC 1997
Ementa: Classificação - A existência de laudo pericial descaracterizando a
classificação tarifária apontada pelo importador, justifica a exigência do recolhimento da diferença de tributos e respectivos encargos.
Recurso negado
Numero da decisão: 301-28.555
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MOACYR ELOY DE MEDEIROS
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score : 1.0
Numero do processo: 10845.003749/93-76
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jul 27 00:00:00 UTC 1995
Numero da decisão: 301-00.987
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MOACYR ELOY DEMEDEIROS
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conteudo_txt : Metadados => date: 2013-09-27T19:27:16Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 3; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2013-09-27T19:27:16Z; Last-Modified: 2013-09-27T19:27:16Z; dcterms:modified: 2013-09-27T19:27:16Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:e18f5bb9-ecff-4daf-9e56-6f5fdfdae7c7; Last-Save-Date: 2013-09-27T19:27:16Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2013-09-27T19:27:16Z; meta:save-date: 2013-09-27T19:27:16Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-09-27T19:27:16Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2013-09-27T19:27:16Z; created: 2013-09-27T19:27:16Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2013-09-27T19:27:16Z; pdf:charsPerPage: 1056; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2013-09-27T19:27:16Z | Conteúdo => MINISTiRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA PROCESSO N9 10845-003749/93-76 Sessão de 27 de lull-481.99_5 ACORDÃO N° Recurso n 2 . : Recorrente: Re cor-rid 117.185 CARBOSIL INDUSTRIAL LTDA DRF/SANTOS - SP RESOLUCAO N. 301-0.987 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, RESOLVEM os Membros da Primeira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relató- rio e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasilia-DF, em 27 de julho de 1995. MOACYR EL Presidente e relator KATIA A. ZAN4tfi?E?- Proc. da Faz. Nacional VISTO EM 2 8 SET 1995 Participaram ainda do presente julgamento os seguin- tes Conselheiros: Joao Baptista Moreira, Fausto de Freitas e Castro Neto, Maria de Fatima Pessoa de Mello Cartaxo, Isalberto Zavalo Lima, Wlademir Clovis Moreira e Nilo Alberto de Lemos Caheté (suplente). Ausente a Conselheira Marcia Regina Machado Melaré. DAMEFP/DF - SECO9 M2 047/92 - J. H. MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - PRIMEIRA CAMARA RECURSO N. 117.185 - RESOLUCAO N. 301-0.987 RECORRENTE: CARBOSIL INDUSTRIAL LTDA. RECORRIDA : DRF/SANTOS/SP RELATOR : Conselheiro MOACYR ELOY DE MEDEIROS RELATORIO Revisão Aduaneira. A empresa acima qualificada foi autuada por ter importado e submetido a desembaraço o produto "nitreto de ferro silício", classificando-o no código TAB/SH 2850.00.0299, e a fiscalização, com base em laudo do Labora- tório de Análise, ter concluido que o referido produto era um "nitreto de silício, contendo siliceto de ferro", do có- digo 3823.90.9999. Em razão da divergência na classificação ta- rifária, a D. Autoridade Autuante concluiu que a Recorrente teria infringido o disposto nos artigos 99, 100 e 499, do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Decreto n. 91.030/85, e artigos 57 e 63, inciso I, alínea "a - do Regulamento do Im- posto sobre Produtos Industrializados, aprovado pelo Decreto n. 87.981/82; e, em consequência, instaurou o presente pro- cedimento fiscal, exigindo o recolhimento da diferença de tributos com os acréscimos legais. A Recorrente apresentou Impugnação ao Auto de Infração. Em seguida, o processo foi encaminhado ao LABANA, que forneceu informações técnicas e laudo de Análise - adi- tamento, relativos ao nitreto de ferro-silício. A partir das informações fornecidas pelo LA- BANA, a autora do Auto concluiu que a classificação conferi- da ao produto pela ora Recorrente estava correta, opinando, em consequência, pela insubsistência da autuação. Não obs- tante, a ação fiscal foi julgada procedente, mantendo-se a exigência fiscal. 0 art. 5 inciso LV, da Constituição Federal determina que "aos litigantes, em processo judicial ou admi- nistrativo, e aos acusados em geral são assegurados o con- traditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes". Após a contestação foram juntados aos Autos as Informações Técnicas números 32/94 e 74/94 do LABANA, sem que a empresa tenha se manifestado sobre os mesmos, ou par- ticipado na elaboração de quesitos, tendo então a Fiscaliza- ção julgado a ação procedente, com a seguinte ementa em seu despacho: "NITRETO DE FERRO SILICIO" - De acordo com o Parecer Técnico n. 6.157 do Instituto de Pesquisas Tecnoló- gicas (IPT), anexado pela impugnante, o nome "NITRETO DE FERRO-SILICIO", apesar de comercialmente usado, 6 inadequa- do, uma vez que não foi constatada na literatura disponível a existência de um nitreto duplo de Ea e Si, o que foi cor- roborado pelo LABANA. Desta forma, não sendo um composto químico do grupo nitreto, é incorreta a classificação TAB/SH 2850.00.0299 adotada pela impugnante. O produto "NITRETO E FERRO-SILICIO", cujo no- me mais correto seria FERRO-SILICIO NITRETADO, é composto dos produtos nitreto de silicio e silicieto de ferro, sendo correta a classificação TAB/SH 3823.90.9999 proposta pela fiscalização". Em sua defesa, argumentou a recorrente: "Da análise do tipo de produtos discriminados no capitulo 28 da TAB, verificamos que se trata, basicamen- te, de elementos químicos isolados ou compostos, mesmo con- tendo impurezas, conforme esclarece nota explicativa, conti- da no referido capitulo. Em contrapartida, ao examinar a descrição do tipo de produtos discriminados nas posições do capitulo 38, é possível constatar que constituem, em geral, preparados ou misturas". Examinadas as diferenças entre as duas posi- ções, é importante tecer algumas considerações a respeito do processo de obtenção do nitreto de ferro-silício. 0 nitreto de ferro silício, ou nitreto de silício contendo ferro, ou ainda ferro-silício nitretado, segundo informações forneci- das por seu fabricante, a "Elken Materiais, INC." (doc. n. 6 da inicial), é uma substância resultante da nitrogenação de ferro-silicio, ou seja, decorre da reação do mesmo em condi- ções especiais de temperatura e pressão sem a adição de ou- tras substâncias. Assim, diferentemente do que as expressões "nitreto de silício contendo ferro" ou "nitreto de silício contendo silicieto de ferro" possam sugerir, o produto em questão tem como matéria-prima o ferro-silicio que, submeti- do a um aquecimento com atmosfera controlada de nitrogênio, sofre a nitretação (doc. n. 7 da defesa). Desse processo obtido o nitreto de silicio. Em quantidade menos significa- tiva, resultante da própria reação, lad a ocorrência do ferro silicio não reagido e impurezas. O silicieto de ferro ou ferro-silício identi- ficado na análise procedida pelo LABANA não deriva, portan- to, de qualquer tipo de mistura, mas resulta necessariamente da própria reação química. O processo de formação do nitreto de ferro- silício foi descrito nos vários laudos apresentados pelo LA- BANA e também no Parecer Técnico n. 6.157 do IPT. Em ambos os casos, esclarece-se que o nitreto de silicio é um produto de importância industrial, muito usado na indústria metalúr- gica como refratário. Sua obtenção pode ocorrer por meio de vários processos, entre os quais a nitretação do silicio pu- ro. Nesta caso, porém, a produção do nitreto de silício tem custo bastante elevado. Por este motivo, o silicio puro tem sido substituido por matérias-primas menos caras, visando o mesmo fim, que é a obtenção do nitreto de silício. E exatamente essa a hipótese do ferro-silicio. Do processo de nitretação do ferro-silício, porém, além do nitreto de silício, resulta como resíduo o silicieto de ferro. 0 produto importado pela Recorrente, -portanto, é nitreto de silicio contendo como re- síduo, o silicieto de ferro; pois decorre da nitretaQão de ferro-silício, conforme descrito nos itens anteriores. Nesse sentido, a Recorrente transcreve trecho da Informação Técnica n. 033/94 do LABANA: "Ratificamos integralmente o Laudo de Análise n. 0291/91 (fl. 11) e o Aditamento n. 0291-A/93 (fls. 57 e 58), ou seja, a mercadoria analisada trata-se de Nitreto de Silicio contendo Silicieto de Ferro, na forma de p6. Segundo referência bibliográfica, o Nitreto de Silício contendo Silicieto de Ferro é produzido como "re- síduo" da fabricação de Nitreto de Silício puro a partir da liga de Ferro-Silicio." Em consequência, o nitreto de ferro-silício não pode ser qualificado como um preparado ou uma prepara- ção. Consiste, na verdade, em produto resultante da nitreta- QàO do ferro-silício. Da referida reação, obtém-se o nitreto de silicio e o ferro-silicio ou silicieto de ferro não rea- gido. Decorre dai a denominação do produto importado, qual seja, nitreto de ferro-silício, nitreto de silício contendo ferro, ferro-silício nitretado, ou ainda, nitreto de silício contendo silicieto de ferro. Mas isso não significa, em ab- soluto, que o produto importado pela Recorrente seja mistura ou preparação. Ressalte-se que o próprio Agente Fiscal Au- tuante, ao constatar o exposto, propôs a insubsistência da autuação (fls. 59). Entretanto, a D. Fiscalização, contrariando todas as informações técnicas presentes nos autos, manteve a exigência fiscal, basicamente, sob o argumento de que o pro- duto nitreto de ferro-silicio é formado por dois compostos o nitreto de silício e o silicieto de ferro. Ora, conforme es- clarecido anteriormente, no item 8 da presente, não ha des- caracterização da classificação dos elementos ou compostos químicos inorgânicos no capitulo 28, ainda que tais compos- tos contenham impurezas. E, de acordo com todas as informa- ções técnicas fornecidas, as amostras analisadas no nitreto de ferro-silício contêm em torno de 77,5% de nitreto de si- licio, resultando o silicieto de ferro apenas como resíduo. Dessa forma, resta comprovado o acerto da Re- corrente ao classificar o produto importado na posição 2850.00.0299 da TAB, tendo em vista tratar-se de nitreto de silicio contendo silicieto de ferro. Alias, em situagão idêntica & presente, en- volvendo empresa coligada à Recorrente, em que também se discutia a classificação fiscal do nitreto de ferro-silício, o Egrégio Terceiro Conselho de Contribuintes, no Acórdão n. 301-26.303 (doc. n. 8 da defesa), proferido nos autos do Processo n. 10845.005404/89-99, decidiu: "Classificação. Nitreto de Ferro Silício - Identificado pelo LABANA como Nitrato de Ferro Silício com Si- licieto de Ferro, continua cabendo na posi- ção 28.50, consoante NESH". E o relatório. • Rec. 117.185 Res. 301-0.987 VOTO • Conselheiro MOACYR ELOY DE MEDEIROS, Relator: Não acato a preliminar de nulidade, tendo em vista que o Auto se baseou no Laudo do LABANA, especifico para a importação de que se trata. No mérito, tanto a autuada como a autuante fundamentou-se nos mesmos elementos técnicos para darem a interpretagão que se coadune com as suas conveniências. 0 cerne da discussão prende-se 6. possibilida- de de se considerar ou não, o produto importado Nitreto de Ferro Silício como um elemento químico isolado ou composto, mesmo contendo impurezas, ou um produto que consistia um preparado ou mistura. Para que fique perfeitamente esclarecida a matéria, voto no sentido que seja o processo encaminhado em diligência & Aduana de origem para que seja ouvido o INT sob a matéria, formulando a fiscalização oa quesitos que julgar conveniente, a convidando-se a autuada a também fazê-lo, a fim de que não fique caracterizado o cerceamento do direito de defesa. 0 INT nos esclarecerá se o produto importado, e em litígio, é um composto químico do grupo nitreto. Sala das SesseSes, 27 de julho de 1995. MOACYR ELOY DE M ROS •
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Numero do processo: 10711.000500/91-90
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Oct 24 00:00:00 UTC 1995
Data da publicação: Tue Oct 24 00:00:00 UTC 1995
Ementa: IMPORTAÇÃO.CLASSIFICAÇÃO.
O Dimercetol, é uma mistura odorífera, para uso em perfumaria, à base de dihidromircenol e formiato de dihidromircelina classifica-se no código TAB 33.04.01.00.
Recurso Improvido.
Numero da decisão: 301-27.887
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOÃO BAPTISTA MOREIRA
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ACÓRDÃO N° RECURSO N° RECORRENTE RECORRIDA 10711.000500/91-90 24 de outubro de 1995 301.27.887 114.938 IFF ESSÊNCIAS E FRAGRÂNCIAS LTDA IRF/PORTO/RJ IMPORTAÇÃO. CLASSIFICAÇÃO. O Dimircetol é u' a mistura odorífera para uso em perfumaria, à \ , base de dihidromircenol e formiato de dihidromircenila, e classifica- se no código TAB 33.04.01.00. Recurso Improvido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 24 de outubro de 1995. ~r:- JOÃO BAPTI E,ÉLATOR . JIlL VIO JOSE F Procurador da F ROS VISTA EM 1 2 JUN 1996 . Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros : MÁRCIA REGINA MACHADO MELARÉ, ISALBERTO ZAVÃO LIMA, FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO, LEDA RUIZ DAMASCENO. Ausentes os Conselheiros: MARIA DE FÁTIMA PESSOA DE MELLO CARTAXO E WLADEMIR CLÓVIS MOREIRA. alice MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° ACÓRDÃO N° RECORRENTE RECORRIDA RELATOR(A) 114.938 301.27.887 IFF ESSÊNCIAS E FRAGRÂNCIAS LTDA IRF PORTO/RJ JOÃO BAPTISTA MOREIRA RELATÓRJO Adoto o Relatório integrante da Resolução nO 301.859 de fls. 84 a 86 et segs, "ut. infra". "A recorrente, através da D.I. nO 501-257/88 - Adição 02 (fls. 6) ao amparo da G.L nO 081-881000607-9 (fls. 67), submeteu a despacho 1.080 quilos de formiato de dihidromircenila, 50% a 60% de pureza aproximada, líquido, 35% a 50% dihidromircenol, sob nome comercial Dimircetol, classificando o produto no códdigo TAB 29.14.07.99, relativo a ácido fórmico, seus sais e ésteres-qualquer outro, com alíquotas de 30% para o LI. e zero para o LP.L obtendo o desembaraço com as prerrogativas da IN SRF nO 14/85. Remetida amostra ao LABANA para análise, este emitiu o Laudo de Análise nO 2058/88 (fls.8) concluindo: "trata-se de mistura odorífera para uso em perfumaria à base de dihidromircenol e formiato de dihidromircenila" . Em ato de revisão o produto foi reclassificado para o código TAB 33.04.01.00, com alíquotas de 80% para o LI. e 12% para o IPI conforme Auto de Infração nO 31/91 (fls.Ol), retificado pelo Termo Complementar (fls. 46), sendo exigido o recolhimento das diferenças dos tributos referidos e as multas dos artigos 524 e 526, inciso II do RA, e art. 80, inciso II, da Lei nO 4502/64 e Dec.-Lei 34/66, além dos encargos legais. Intimada em 29/01/91, tempestivamente, a autuada apresentou a impugnação (fls. 14/16) em 22/02/91, anexando cópia de resoluções do 3° CC, e pareceres do INT (fls. 56159), solicitando: a) apensação dos processos relacionados às fls. 50, por sua interligação com o presente processo; b) nulidade do auto de infração; c) perícia antecipada (arts. 846 e seqs. do CPC) a ser efetuada pelo INT elou por peritos técnicos nomeados, com formulação de quesitos; d) liminar revisão "ex officio" pela Divisão de Tributação da presente imposição fiscal e dos demais processos apensados, resguardando-se a impugnante à complementação impugnatória, no momento hábil, na forma da lei; 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° ACÓRDÃO N° decisão final. : 114.938 : 301.27.887 e) suspensão de quaisquer eventuais sanções à impugnante, até a Alegou, também, a recorrente: f) cerceamento de defesa (art. 5 XXXV, LV, da Constituição Federal e art. 142 do CTN); g) falta, por parte da fiscalização, do fornecimento de orientação temática ou técnica com a finalidade de evitar decréscimo patrimonial à impugnante; h) falta de definição do fato gerador (art. 144, do CTN). Atendendo solicitação da autoridade preparadora o LABANA na Informação Técnica nO 85/91 (fls. 40/41), esclarece: a) a mistura dos componentes do produto em causa não é intencional; b) na indústria de aromas e fragrâncias é comum o uso de ambos os constituintes; c) a TAB em suas Notas prevê de forma clara os produtos químicos que podem ser classificados no Capítulo 29; d) o Dimircetol constitui-se, à luz dos elementos da TAB, em uma mistura odorífera. Na informação de fls. 43, o AFTN autuante propôs a manutenção do lançamento, argumentando que: a) à vista da Informação Técnica nO 85/91, do LABANA verifica que o produto em questão se constitui numa mistura odorífera, sendo uma composição apropriada para uso específico em detrimento do uso geral; b) nas Notas do Capítulo 29 da TAB está prevista de forma clara que os produtos orgânicos que ali podem ser classificados, sendo correta a desclassificação do produto para o código TAB 33.04.01.00; Às fls. 46, foi lavrado Auto de Infração Complementar em virtude de erro na fixação da alíquota do 1.1., que à época de ocorrência do fato gerador era de 80%, tendo sido reaberto prazo para defesa. A recorrente impugnou o citado A.I. complementar reproduzindo os argumentos anteriores (fls. 50/53) e anexando resoluções do 3° CC laudo pericial do INT (fls. 54/59). 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA . TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° ACÓRDÃO N° 114.938 301.27.887 A autoridade preparadora, para melhor instrução do processo, intimou a recorrente a apresentar cópia da G.L nO 81-88/000607-9 que amparou a importação efetuada através da Adição 002 da D.L nO 501257/88,tendo a recorrente atendido a intimação em 13/04/92 (fls. 66/69). A autoridade singular julgou a ação fiscal procedente, mediante os fundamentos seguintes: - preliminarmente, não há necessidade de promover a anexação de outros processos para exame em conjunto, e não se ajusta, também, ao caso em foco nenhuma das hipóteses de nulidade previstas no art. 59, do Dec. nO 70.235/72; - negou o pedido de diligência endereçado ao INT, pois entendeu a medida prescindível, porque os pronunciamentos técnicos, nos quais foi fundada a autuação foram emitidos pelo LABANA, órgão competente para emitir pareceres técnicos; - a recorrente estava ciente, conforme consta do quadro 24 da D.L nO 501/257/88, que a homologação do lançamento somente se efetivaria após revisão aduaneira, baseada no res.ultado do laudo laboratorial; _,.----é. descal:>ida,a- alegação' de cerceamento de' defeSa portanto, por -----oCasião-da lavratura do Auto de Infração, quando posteriormente ao Termo Complementar, foi aberto o prazo legal para impugnação facultando-se à recorrente vista do processo; - não é passível de suspensão a aplicação de sanções à recorrente, por não haver processo de consulta em curso, anterior à presente ação fiscal, sobre a classificação do produto importado; - o LABANA, ao proceder a análise da amostra do produto importado (Laudo nO 2.058/88, fls. 8), concluiu tratar-se de uma mistura odorífera para uso em perfumaria à base de dihidromircenol e formiato de dihidromircenila, devendo sua classificação correta ser o código TAB 33.04.01.00, com alíquoatas de 80% para o LI. e 12% para o IPI, e não no Capítulo 29, que compreende, ressalvadas as disposições em contrário, os compostos orgânicos de constituição química definida apresentadas isoladamente, mesmo contendo impureza; à vista de que "a classificação de uma mercadoria é determinada legalmente pelo texto das posições e das Notas, de Seção e de Capítulo e, desde que não sejam contrárias aos textos das referidas posições e notas, pelas regras gerais para interpretação do sistema harmonizado". 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° ACÓRDÃO N° 114.938 301.27.887 Intimada da decisão singular em 05106/92, a recorrente no prazo legal, apresentou suas razões de recurso em 06/07/92, reiterando as alegações da impugnação e insistindo em especial, no pedido de perícia ao INT, inclusive, apresentando quesitos suplementares e nomeando perito-assistente. Preliminarmente, durante a fase impugnatória e, bem assim, no seu recurso voluntário, a recorrente insiste em que seja ouvido o Instituto Nacional de Tecnologia- INT, órgão pertencente à Administração Pública Federal, inclusive, tendo apresentado quesitos. Não vislumbro qualquer inconveniente ou expediente protelatório na pretensão da autuada. Para que não se alegue, no futuro, cerceamento de defesa, e para a completa instrução do processo, voto no sentido de converter o julgamento em diligência ao Instituto Nacional de Tecnologia - INT através da Repartição de Origem (IRF- Porto-RJ) para que analise os produtos e emita parecer sobre os pontos controversos suscitados. Deverão ser notificados o AFTN autuante e a recorrente para apresentarem quesitos, se assim o desejarem. Houve laudo do INT, às fls. 104: Assunto: Parecer sobre o produto ••Dimircetol" Protocolo: 01240.002442/93-DV Natureza do material: V. Observações Procedência: IRF/Porto/RJ Interessado: IFF Essências e Fragrâncias LTDA Observações: Através do ofício nO 29 de 27 de setembro de 1993, o Sr. Inspetor da Receita Federal do Rio de Janeiro encaminhou ao Instituto Nacional de Tecnologia o produto denominado "Dimircetol" DI nO 501257/88 para fins de análise e emissão de laudo em atendimento aos quesitos formulados pela empresa interessada e ALF/Porto do Rio de Janeiro. Este parecer refere-se, exclusivamente, à amostra do produto acima referido, o qual veio acondionado em recipiente de vidro, com tampa de rosca preta identificado com etiqueta auto-adesiva em manuscrito "2058/88 - Dimircetol" . 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° . ACÓRDÃO N° 114.938 301.27.887 Resultado da Análise 1- ASPECTO: líquido incolor com odor CÍtrico 2- Análise por cromatografia em fase gasosa O cromatograma da amostra apresenta picos com os mesmos tempos de retenção que os respectivos picos do padrão de Dimircetol. O cromatograma apresenta três picos: um de dihidromirceno1, um de forroiato de dihidromirceni1a e um terceiro pico. É o relatório 6 • MINISTÉRIO DA FAZENDA.;~~Si,':~~f~~~HO DE CONTRIBUINTES RECURSO N° ACÓRDÃO N° 114.938 301.27.887 VOTO \ Conclui-se, do Laudo do INT, que o produto importado é u' a mistura odorífera para uso em perfumaria, à base de dihidromircenol e formiato de dihidromircenila. Tal conclusão é idêntica ao do Laudo-LABANAde fls. 8. Destarte, nego provimento ao Recurso. Sala das Sessões, emC-de' utubro de 1995 Ix /lar BAP~~MO EiRA' RELATOR 7 ., , 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007
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Numero do processo: 10831.000925/90-14
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Sep 01 00:00:00 UTC 1993
Numero da decisão: 301-00.934
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência ao INT, através da Repartição de origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: LUIZ ANTONIO JACQUES
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WNS PROCESSO N° RECURSO N° ACÓRDÃO N° •MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEffiA cÂMARA 10831-000925/90.14 112.737 01 de setembro de 1993. • • Sessão de Recorrente: Recorrida : ASGA MICROELETRONICA S/A. IRF/VIRACOPOS R E S O L U ç A O N. 301-934 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência ao INT, através da Repartição de ori- gem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presen- te julgado. •• VISTA EM O Brasília DF, de setembro de 1993. COSTA D SOUZA azenda Nacional • Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conse- lheiros: JOAO BAPTISTA MOREIRA, FAUSTO FREITAS DE CASTRO NETO, RONALDO LINDIMAR JOSE MARTON, JOSE THEODORO MASCARENHAS MENCK e MARIA DE FATIMA PESSOA MELLO CARTAXO. Ausente o Cons. MIGUEL CAL- MON VILLAS BOAS . • MINISTERIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA Processo nr. 10831.000925/90-14 Recurso nr. 112.737 Recorrente:. ASGA MICROELETRONICA S.A. Recorrida:. IRF - Viracopos - S.P.> R E L A T O R I O E v O T O • Retorna o presente processo de diligência aodeterminou a Resolu~ao nr. 301-794, de 24 de março defls. 92, sendo que o Relatório e voto leio em sessao . INT, como1 .992, às • A recorrente apresentou seus quesitos, às fls. 100. fI s.. 10'+" Os quesitos formulados pelo AFTN, autuante, estao às ligência, nou .. Em seu parecer, às fls. ao responder os quesitos 109/110, o INT, atendendo a di- formulados, assim se posicio- • • 3. Abai,o passamos a transcrever e responder aos Quesitos formulados pela interessada:ai Conhece 05 componentes referidos'Resposta: Sim, sao dispositivos fotossenslveis seoicondutores.b) Descreva o componente, dando @nfase a sua fun,ao. Resposta: O componente é prioariamente um diodo fotossens!ve! usado em transmissao de informa,ao por via ótica. cl Onde é utilizado o componente referido' Resposta: E usado, principalmente, em telefonia e transmissao de sinal por cabos de fibra ótica. di Como se compara com 05 fotodiodos desenvolvidos pelo grupo de Opto-eletrônicos do CpQD da TELEBRAS , Resposta: Ao nosso conhecimento tem igual fun,ao e tecnologia el O componente referido pode ser classificado como semi-acabado? Resposta: Dada a extrema confiabilidade exigida no uso em telefonia o processo de fabrica,ao inclui um envelhecimento de 96 horas ("BURN UI") a 700 C, após o Que o componente é testado para verificar a varia,ao dos parametros; caso a varia,ao exceda 51 o componente é rejeitado. Em face da complexidade dos ensaios finais sÓ se poderá considerar o componente próprio para o uso após esta fase. Neste sentido o produto, tal como importado, é semi-acabado, pois nao pode ser utilizado imediatamente pelo risco Que representa a sua utiliza,ao sem passar pelo processo acima referido. fi A classifica,ao do item da tarifa aduaneira IB541.40.9903) está correta' Resposta: Em nossa opiniao o produto importado, objeto da Questao, detém as caracterlsticas técnicas daqueles abrangidos pela posi,ao referida • • • .r;;.-. 3 Ree. '1-12.737 feRes.: 301.-934 4•.Abaixo passamos a transcrever e responder aos quesitos formulados pelo Sr. Auditor Fiscal da Receita Fe- deral: ai O material foi descrito corretamente? Trata-se de fotodiodo ? Resposta: Sim, a fun~ao principal é de um fotodiodo usado na transmissao de sinais óticos e a posi~ao B541 descreve dispositivos fotossens!veis semicondutores. bl Descrever suscintamente o funcionamento do material {por exemplo: deteta, pré-amplifica sinais conti- dos em fibra ótica, etc.l. Resposta: O dispositivo deteta sinais enviados por fibra ótica. O tipo QDFT 045-00! possui banda pas- sante de 45 MHz. cl Fazer um digrama elétrico/eletrônico para o material importado. Resposta: O diagrama consta do processo na página 13. dI Trata-se de produto acabado {pronto para uso imediato I ? Resposta: Nao, é necessário para a finalidade a que se destina (transmissao de sinais submeter o com- ponente a envelhecimento acelerado ('BURN IN"I, realizar os ensaios de avalia~ao das caracter!sticas e rejeitar os componentes cuja varia~ao de algum par~metro exceda 5%. O uso em telefonia, por exemplo, exige elevada confia- bilidade de todos os componentes. Outro ensaio que é feito antes do uso é a verifica~ao da auséncia de vazamentos no invdlucro.n Como se depreende fazendo a compara~ao da posi~ao do INT e do Parecer da TELEBRAS, às fls. 31/32, existem diversos pon- tos conflitantes, assim sendo, entendo que deve o processo retor- nar ao INT, em nova diligência, para que se manifeste sobre a po- si;ao que adota o CPqD da TELEBRAS. E como relato e voto~ • • • Sala das Sessoes, em 01 de setembro de 1.993 . Relatol- 00000001 00000002 00000003
score : 1.0
Numero do processo: 13709.000449/90-72
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Mar 19 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Wed Mar 19 00:00:00 UTC 1997
Ementa: Importação. Classificação. "Unidade de fita magnética desmontada" não se confunde com "partes e peças" para a classificação fiscal. Recurso negado.
Numero da decisão: 301-28.316
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOÃO BAPTISTA MOREIRA
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Classificação. "Unidade de fita magnética desmontada" não se confunde com "partes e peças" para a classificação fiscal. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. •ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 19 de março de 1997 • • MOA -"•'—'":MEDEIROS Presidente 14r: • J AO BAP TA MORE r 1 • lator •• PROCURADORIA-0FM DA FAZENDA NACIONAL Coordenação-Geral da repretentaçao ExtraludIcIal Ga Fazenda Naelonal Ent_J . o 9 AGO iqq7 4tfy.n LUCIANA COR1EZ RORIZ PONTES • Procuradora da Fazenda Nacional Participaram, ainda, do presente , julgamento, os seguintes Conselheiros: MÁRCIA REGINA MACHADO MELARE, ISALBERTO ZAVÃO LIMA, FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO, LEDA RUIZ DAMASCENO e LUIZ FELIPE GALVÃO CALHEIROS. Ausente o Conselheiro SÉRGIO DE CASTRO NEVES. mfc/ac117758 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 113.738 ACÓRDÃO : 301-28.316 RECORRENTE : MICROLAB S/A RECORRIDA : DRF - RIO DE JANEIRO - RJ RELATOR(A) : JOÃO BAPTISTA MOREIRA RELATÓRIO Adoto o Relatório integrante da Resolução n° 301-940 de fls. 820 "et seqs, ut infra": "Contra a empresa MICROLAB S.A., retroqualificada foi lavrado o auto de infração n° 1.492/90, por haver a fiscalização, na conferência fisica das mercadorias importadas, identificado a importação de unidades completas de fita magnética para montar, classificadas na TAB como partes e não como unidades prontas, sendo que as aliquotas em que foram classificadas eram inferiores às da classificação correta. DA DEFESA Da Preliminar A autuada, em sua defesa, argúi na Preliminar que "o mencionado Auto de Infração deverá ser julgado insubsistente uma vez que é completamente intempestivo". "De fato estabelece o art. 50 do Decreto-lei n° 37/66, que a impugnação do valor aduaneiro ou a classificação tributária de mercadoria deverá ser feita dentro de 05(cinco) dias, depois de ultimada a conferência na forma do Regulamento Aduaneiro", o grifo consta do original. "...admitindo-se que a conferência aduaneira ultimou-se com a expedição dos Laudos Periciais, emitidos em 09 e 11 de fevereiro de 1990, como do fato ocorreu, o Auto de Infração deveria ter sido lavrado no máximo, até à data de 16 de fevereiro de 1990". "Ocorre que o mencionado Auto de Infração está datado de 23 de fevereiro de 1990, demonstrando conseqüentemente a sua total extemporaneidade". Em sua defesa, alega ainda a autuada que "teve aprovado pela Secretaria de Informática (SEI), um projeto para a fabricação de unidade de fita magnética modelo FM "100..." e "foi autorizada a importar partes e peças dos subconjuntos SKO, para serem nacionalizados progressivamente..." 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N3 : 113.738 ACÓRDÃO N' : 301-28.316 "A defendente iniciou, assim, a importação das partes e peças do subconjunto SKO aos (SIC) quais não se transformam em unidades de Fitas Magnéticas SIMPLESMENTE SE JUNTADAS, como quer a fiscalização, pois, para tanto, há todo um trabalho de mão de obra altamente especializado que inclui, além de testes complicadíssimos, toda uma execução de serviços de engenharia manifestamente sofisticada e de alta tecnologia'. O grifo consta do original. Em sua defesa apresenta a autuada outros pontos, como "a politica de nacionalização progressiva dos itens de alta tecnologia, possibilitando a substituição de importações tem sido uma constante dos governos federais visando a obtenção de saldos positivos na balança comercial de pagamentos (SIC) do Brasil" e que "Na área da informática e mais precisamente no campo das fitas magnéticas, bem como dos discos de gravação de dados e/ou nas impressoras é de extrema importância o acesso à tecnologia do produto e do processo de produção (incluindo- se os testes de desempenho e da própria montagem) de partes como as cabeças da gravação e impressão, o que só é possível na medida em que diversos componentes que formam o conjunto são recebidos separadamente, forçando-se o fabricante a tomar contacto e a procurar absorver a tecnologia de cada componente isoladamente" grifei. Solicita a defesa "nova perícia, cuja realização a defendente protesta desde já, com oportuna indicação de Assistente Técnico e formulação de quesitos..." Continua a defesa "Por outro lado, não há como aplicar-se, à hipótese, o princípio geral da TAB segundo o qual partes e peças de um conjunto, são classificados segundo o próprio conjunto, já que esta regra é excepcionada no caso específico de a importação em separado, das partes e peças ter como conseqüência posterior, um processo industrial que resulta em um produto diferente das partes e peças importadas e com classificação fiscal diversa (vide PN CST tf 84/71)" o grifo consta do original". Houve laudos periciais, 07 "et seqs e 663 et seqs": "O EXAME DA MERCADORIA Compareci à sede da empresa MICROLAB, em companhia de representante desta Inspetoria, Sra. Telma Brígido, onde o Engenheiro representante, nos mostrou a mercadoria em questão. 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 113.738 ACÓRDÃO N° : 301-28.316 Atendendo ao questionamento formulado pela Sra. Telma, cumpre aqui estabelecer-se se a mercadoria descrita na Guia de Importação 074793, compunha um mecanismo completo, embora desmontado e estabelecerem-se referências sobre quais itens de mercadoria já caracterizam o mecanismo como completo. CONSIDERAÇÕES As Unidades de Fita Magnética sabidamente encarregam-se de possibilitar a gravação, ou a leitura de dados já gravados, em um ambiente de processamento de dados. São desta forma "conectadas" a um equipamento de processamento de dados, procedendo este ao processo de gravação e leitura de dados. Existe uma variedade de computadores que utilizam estas unidades. Para diminuir um pouco a variedade de ligações computador/unidade, os fabricantes de unidades de fita magnética procuram fabricá-las de forma a que seja possível a ligação de uma mesma unidade -- suponhamos unidade "X" — ao computador IBM, CDC, etc. Muito embora a arquitetura destes equipamento seja substancialmente diferente, a mesma unidade pode ser, com sucesso, ligada a qualquer um deles. Tal efeito é possível interpondo-se uma controladora entre o computador (qualquer que seja ele) e a unidade de Fita Magnética. Assim sendo, cada fabricante de computador desenvolve uma "controladora de unidade de fita magnética', que possibilita ao seu computador a conexão com a unidade de fita magnética. Novamente, efeito final: uma mesma unidade de fita magnética consegue servir a fabricantes diferentes de computador, desde que o fabricante desenvolva sua "controladora". A mercadoria cuja amostra pericial, consistia de uma unidade de fita magnética desmontada, porém completa. Uma vez montada, poderia ser conectada a qualquer computador que dispusesse de uma controladora para a mesma. Por outro lado, cada um dos termos constantes da Guia de Importação foi nos esclarecido. De mais relevante, entenda-se primeiramente o "Módulo Base": é o painel frontal da unidade de fita magnética, composto ainda dos dois motores de passo que se encarregam de prover movimento às fitas magnéticas colocadas naquele equipamento. 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO : 113.738 ACÓRDÃO X' : 301-28.316 Já o "Módulo Bastidor de Placas" é um conjunto de soquetes onde estão encaixadas placas de circuito, compostas essas por componentes eletrônicos, desde capacitores até circuitos integrados: constituem a "inteligência" do equipamento. Outros itens como "ventilação do rack de placas" ou "turbina de vácuo, são definidos por esta perícia como de valor pouco significativo, quando comparados aos dois citados nos dois parágrafos anteriores; inclusive, nota-se na Guia de Importação que o preço destes dois itens é marcadamente maior. CONCLUSÕES Esta perícia concluiu que o equipamento "Unidade de Fita Magnética" estava completo, porém desmontado, sendo necessário um "pequeno" investimento em mão-de-obra, para torná-lo operável. Também concluiu que, dos itens de mercadoria descritos naquela Guia de Importação, são fundamentais para a "Unidade de Fita Magnética: "Módulo Base" e "Módulo Bastidor de Placas". A Autoridade "a quo", às fls. 781, assim decidiu: "LI. - Jogo completo de componentes de fita magnética classificada na TAB como partes, em vez de unidade de fita magnética. AUTO FISCAL PROCEDENTE. Com tempestividade, foi interposto o recurso de fls. 789 "et seqs", que leio para meus pares. Naquela ocasião, foi proferido o voto, "verbis": "A Recorrente levanta, em minha opinião, duas questões preliminares: cerceamento de defesa e irrevisibilidade do lançamento, muito embora tenha incluído esta última no mérito. Por uma questão de obediência aos princípios de celeridade e economia processuais, inverte a ordem de exame. Voto no sentido de acolher o pedido de produção de provas, já solicitado pela Recorrente na impugnação, com fulcro no inciso LV do art. 50 da Constituição Federal, que revogou disposição em contrário do Decreto n° 70.235/76, mediante a transformação do presente julgamento em diligência, junto ao Labana-Rio, através da repartição de origem, intimadas ambas as partes a formularem os quesitos que julgarem necessários ao deslinde da vexata quaestio, e os deste relator: MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N' : 113.738 ACÓRDÃO N`' : 301-28.316 - A importação consistiu-se em um conjunto desmontado ou, simplesmente, de partes e peças, na acepção fiscal"? Houve Laudo do INT, às fls. 854: "M1CROLAB S.A., empresa cuja falência foi decretada no dia 20 de abril de 1994 do pelo processo n° 5.163 do Juízo de Direito da Primeira Vara de Falências e Concordatas, estabelecida no endereço acima e inscrita no Cadastro Geral de Contribuintes do Ministério da Fazenda sob o n° 33.183.526/0013/47, importou dos Estados Unidos partes, peças e acessórios para fabricação de Unidade de Fita Magnética modelo FM-1000 cujo projeto foi aprovado pela Secretaria Especial de Informática. Em ato de fiscalização aduaneira procedendo a diligência e conferência fisica das mercadorias desembaraçadas constatou-se que a Empresa em questão vinha importando Unidades de Fita Magnética desmontadas declarando-as como partes e peças, cuja aliquota do Imposto de Importação era inferior à prevista, e devido a essas irregularidades foi lavrado Auto de Infração. No dia 11 de fevereiro de 1990 compareceram à Empresa, para perícia da mercadoria em questão, um representante da Inspetoria da Receita Federal do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro e um Engenheiro Certificante cujo Laudo conclusivo afirma que o equipamento "Unidade de Fita Magnética" estava completo, porém desmontado. Em março de 1990, a Empresa, inconformada com a lavratura do Auto de Infração, enviou oficio à Delegacia da Receita Federal defendendo-se das supostas infringências à legislação tributária. Por tratar-se de questão eminentemente técnica, a Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, converteu, por meio da repartição de origem, o julgamento em diligência a este Instituto, solicitando pronunciamento sobre o seguinte quesito. "O bem importado consiste de um conjunto desmontado ou, simplesmente de partes e peças na acepção fiscal"?. Por não haver condições deste Instituto examinar o material• importado, pois a MICROLAB S.A. é uma empresa falida e não mais existir em suas instalações a oficina de fabricação e testes das Unidades de Fita Magnética, a resposta ao quesito formulado será dada tomando-se como base as informações contidas no processo, ou seja, os conjuntos importados declarados, com os seus respectivos PART NUMBER (referência da peça) e a documentação (folhas 690 a 773 do presente processo Volume II) com as figuras exibindo a vista explodida dos conjuntos que formam uma Unidade de Fita Magnética - modelo FM 1000 completa e seus respectivos CÓDIGO DE FABRICANTE (referência da peça) que serviram de base ao projeto de fabricação à Secretaria Especial de Informática (SEI). 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 113.738 ACÓRDÃO N° : 301-28.316 Abaixo estão discriminados os conjuntos importados para fabricação da Unidade de Fita Magnética - modelo FM 1000 com seus respectivos PART NUMBER e a seguir os conjuntos necessários para formar a mesma unidade completa com seus respectivos CÓDIGO DE FABRICANTE. CONJUNTOS IMPORTADOS PART NUMBER (Referência da peca)_ Cobertura de Proteção 402336905 Módulo Porta Frontal 403437703 Módulo Base 403467301 Cobertura do Carretel Fixo 402370902 Módulo do Transformador de Alimentação 402573506 Módulo Regulador 402337102 Módulo de Ventilação do Rack de Placas 403777503 Módulo Bastidor de Placas 403629404 Módulo Turbina de Vácuo 403219205 CONJUNTOS PARA FOFtMACÃO DE CÓDIGO DO FABRICANTE UMA UNIDADE (Referência da Cobertura da Area de Transporte 4023369XX Conjunto da Porta Frontal 4034377XX Conjunto Base 4034673XX Cobertura do Carretel Fixo 402370930C Conjunto do Transformador de Alimentação 4025735XX Conjunto do Regulador 4023371XX Conjunto dos Ventiladores do Rack de Placas 4037775XX Conjunto do Rack de Placas 4036294XX Conjunto do Motor de Vácuo 4032192XX Observação: Os dois últimos dígitos representam a revisão da peça, conforme explicado na folha 690 deste processo. Após examinar documentalmente os conjuntos importados e os conjuntos necessários para formação de uma unidade, através das figuras e descrição do material, verificou-se que ambos possuem a mesma referência de peça e que a referência dada ao CONJUNTO (MÓDULO) BASE indica que esta peça é completa, ou seja, vem constituída de outras partes conforme evidenciado na documentação. No Conjunto (MÓDULO) BASE são agregados os outros conjuntos (módulos) importados. Em resposta ao quesito formulado pela Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, acima transcrito, podemos afirmar que o bem importado consiste de uma Unidade de Fita Magnética desmontada. É o relatório. 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N' : 113.738 ACÓRDÃO N'' : 301-28.316 VOTO Tendo o Laudo do INT confirmado que "o bem importado consiste de uma Unidade de Fita Magnética desmontada ile não, de partes e peças, cabe inteira razão à Decisão Recorrida. Destarte, nego provimento ao Recurso. Sala das Sessões, em 19 de março de 1997 ‘f-' IP , JOÃO BAPTIS 'A MOREIRA ' , TOR 1 1 1 , 8 Page 1 _0007000.PDF Page 1 _0007100.PDF Page 1 _0007200.PDF Page 1 _0007300.PDF Page 1 _0007400.PDF Page 1 _0007500.PDF Page 1 _0007600.PDF Page 1
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Numero do processo: 10845.005178/93-78
Data da sessão: Thu Mar 20 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Tue Dec 22 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CLASSIFICAÇÃO - Importação realizada com a indicação de
classificação tarifária, amparada pelo art. 48 do Decreto n° 70.235/72.
Recurso provido.
Numero da decisão: 301-28.318
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MOACYR ELOY DE MEDEIROS
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Numero do processo: 14098.000437/2008-81
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/03/2004 a 31/12/2004
Ementa:
SALÁRIO INDIRETO PRÊMIOS DE INCENTIVO CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS INCIDÊNCIA
Integram o salário de contribuição os valores pagos a título de prêmios de incentivo. Por depender do desempenho individual do trabalhador, o prêmio tem caráter retributivo, ou seja, contraprestação de serviço prestado, razão pela qual, possui natureza jurídica salarial.
MULTA DE MORA. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA.
ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO.
Conforme determinação do Código Tributário Nacional (CTN) a lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.
Numero da decisão: 2403-001.049
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, Por maioria de votos, em dar
provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da
Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/03/2004 a 31/12/2004 Ementa: SALÁRIO INDIRETO PRÊMIOS DE INCENTIVO CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS INCIDÊNCIA Integram o salário de contribuição os valores pagos a título de prêmios de incentivo. Por depender do desempenho individual do trabalhador, o prêmio tem caráter retributivo, ou seja, contraprestação de serviço prestado, razão pela qual, possui natureza jurídica salarial. MULTA DE MORA. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO. Conforme determinação do Código Tributário Nacional (CTN) a lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.
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Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Recorrente BEIRA RIO MATERIAL PARA CONSTRUÇÃO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/03/2004 a 31/12/2004 Ementa: SALÁRIO INDIRETO PRÊMIOS DE INCENTIVO CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS INCIDÊNCIA Integram o salário de contribuição os valores pagos a título de prêmios de incentivo. Por depender do desempenho individual do trabalhador, o prêmio tem caráter retributivo, ou seja, contraprestação de serviço prestado, razão pela qual, possui natureza jurídica salarial. MULTA DE MORA. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO. Conforme determinação do Código Tributário Nacional (CTN) a lei aplicase a ato ou fato pretérito, tratandose de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, Por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora. Fl. 117DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Carlos Alberto Mees Stringari Presidente/Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (Presidente), Marcelo Magalhães Peixoto, Cid Marconi Gurgel De Souza, Ivacir Julio De Souza, Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro e Marthius Sávio Cavalcante Lobato Fl. 118DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14098.000437/200881 Acórdão n.º 2403001.049 S2C4T3 Fl. 118 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Previdenciária em Campo Grande, acórdão 0419.911 que julgou improcedente a impugnação. O lançamento foi assim apresentado no Relatório do acórdão recorrido: Tratase de auto de infração de obrigação principal AIOP lavrado em face da empresa acima identificada, sob o nº 37.184.0732, no valor de R$ 5.841,45, consolidado em 12/12/2008, com ciência pessoal em 18/12/2008. De acordo com o relatório fiscal de fls. 2325 e anexos, o crédito lançado referese às contribuições devidas à Seguridade Social pelos segurados empregados, destinadas ao Fundo de Previdência e Assistência Social (FPAS). O fato gerador ocorreu com a prestação de serviços, pelos segurados empregados identificados no "Anexo I Demonstrativo do valor pago a título de remuneração com discriminação da base de cálculo e contribuição calculada individualizada por empregado e por estabelecimento" (f. 91/93), vinculados aos estabelecimentos 36.889.558/000117, 36.889.558/000389, 36.889.558/000540, 36.889.558/000621 e 36.889.558/000893. A base de cálculo considerada no lançamento consiste na remuneração paga ou creditada aos segurados empregados por meio de cartões de premiação denominados "Flexcard, Presente Perfeito e Premium Card", no período de 03/2004, 04/2004 e 06/2004 a 12/2004, conforme contrato de prestação de serviços firmado entre a empresa notificada e a empresa Incentive House S/A e notas fiscais de prestação de serviço relacionadas no "Relatório de Lançamentos — RL", extraída dos lançamentos contábeis da empresa notificada, registrados nas contas de despesas 5.2.2.08.001, 5.2.3.08.001 e 5.2.4.08.001. A composição da base de cálculo está demonstrada no "Anexo I", o cálculo das contribuições está demonstrado no "Discriminativo Analítico de Débito — DAD" e os dispositivos legais que embasam o lançamento constam do relatório "Fundamentos Legais do Débito — FLD". Ficou consignado no relatório fiscal que as contribuições lançadas não foram declaradas em Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social GFIP, fato este que configura, em tese, a prática de crime de sonegação de contribuição previdenciária, previsto no inc. I do art. 337A do Código Penal, com a redação dada pela Lei 9.983, de Fl. 119DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 14/07/2000, o que foi noticiado à autoridade competente por meio de formalização de representação fiscal para fins penais. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, onde alega, em síntese, que: • os prêmios de incentivo, concedidos em função de campanhas motivacionais, não têm natureza salarial, pois, não apresentam caráter remuneratório do trabalho; • não integra a base de cálculo da contribuição previdenciária quaisquer valores cuja natureza não seja a de contraprestação de serviço prestado por pessoa física; • os prêmios não tinham caráter de habitualidade, foram oferecidos por um tempo certo e mediante condições fixadas pela empresa expressamente contratada para a promoção da campanha de incentivo, com montantes e expressões variáveis e em caráter de recompensa pelo êxito alcançado naquela jornada. É o Relatório. Fl. 120DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14098.000437/200881 Acórdão n.º 2403001.049 S2C4T3 Fl. 119 5 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator O recurso é tempestivo e por não haver óbice ao seu conhecimento, passo à análise das questões pertinentes. O que está em questão é um lançamento fiscal no qual o Fisco entende ser tributável o pagamento de prêmios a empregados e a recorrente entende não ser tributável. Veremos que o lançamento está correto e que a operação visava sonegar tributos. A sistemática aplicada consiste em contratar uma empresa para efetuar premiações em cartões magnéticos carregados com determinado valor, que poderá ser utilizado para saques ou compras em estabelecimentos da rede comercial. A contratante repassa à contratada o valor dos prêmios mais a remuneração da contratada e indica quem deve receber a premiação (pessoas físicas) e quanto deve receber. A empresa contratada emite os cartões de premiação tal e qual foi determinado pela contratante. Analisando a operação fica evidente que a contratante, por via indireta, remunera as pessoas físicas que determina, no valor que determina; que uma das características da operação é que a remuneração da contratada é bem menor que a carga tributária que incide sobre remuneração de pessoas físicas e que essa operação, se não declarada ao fisco, resulta em sonegação fiscal. Conforme artigo 195 da Constituição Federal é tributável por meio de contribuição social a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício. Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: I do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998) a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998) De acordo com o previsto no art. 28 da Lei n ° 8.212/1991, para o segurado empregado entendese por saláriodecontribuição a totalidade dos rendimentos destinados a Fl. 121DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 retribuir o trabalho, incluindo nesse conceito os ganhos habituais sob a forma de utilidades, nestas palavras: Art.28. Entendese por saláriodecontribuição: I para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97) Existem parcelas que não sofrem incidência de contribuições previdenciárias, seja por sua natureza indenizatória ou assistencial, tais verbas estão arroladas no art. 28, § 9º da Lei n ° 8.212/1991, nestas palavras: Art. 28 (...) § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97) a) os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, salvo o saláriomaternidade; (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97) b) as ajudas de custo e o adicional mensal recebidos pelo aeronauta nos termos da Lei nº 5.929, de 30 de outubro de 1973; c) a parcela "in natura" recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei nº 6.321, de 14 de abril de 1976; d) as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra da remuneração de férias de que trata o art. 137 da Consolidação das Leis do TrabalhoCLT; (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97) e) as importâncias: (Alínea alterada e itens de 1 a 5 acrescentados pela Lei nº 9.528, de 10/12/97, e de 6 a 9 acrescentados pela Lei nº 9.711, de 20/11/98) 1. previstas no inciso I do art. 10 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias; 2. relativas à indenização por tempo de serviço, anterior a 5 de outubro de 1988, do empregado não optante pelo Fundo de Garantia do Tempo de ServiçoFGTS; 3. recebidas a título da indenização de que trata o art. 479 da CLT; Fl. 122DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14098.000437/200881 Acórdão n.º 2403001.049 S2C4T3 Fl. 120 7 4. recebidas a título da indenização de que trata o art. 14 da Lei nº 5.889, de 8 de junho de 1973; 5. recebidas a título de incentivo à demissão; 6. recebidas a título de abono de férias na forma dos arts. 143 e 144 da CLT; 7. recebidas a título de ganhos eventuais e os abonos expressamente desvinculados do salário; 8. recebidas a título de licençaprêmio indenizada; 9. recebidas a título da indenização de que trata o art. 9º da Lei nº 7.238, de 29 de outubro de 1984; f) a parcela recebida a título de valetransporte, na forma da legislação própria; g) a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança de local de trabalho do empregado, na forma do art. 470 da CLT; (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97) h) as diárias para viagens, desde que não excedam a 50% (cinqüenta por cento) da remuneração mensal; i) a importância recebida a título de bolsa de complementação educacional de estagiário, quando paga nos termos da Lei nº 6.494, de 7 de dezembro de 1977; j) a participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica; l) o abono do Programa de Integração SocialPIS e do Programa de Assistência ao Servidor PúblicoPASEP; (Alínea acrescentada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97) m) os valores correspondentes a transporte, alimentação e habitação fornecidos pela empresa ao empregado contratado para trabalhar em localidade distante da de sua residência, em canteiro de obras ou local que, por força da atividade, exija deslocamento e estada, observadas as normas de proteção estabelecidas pelo Ministério do Trabalho; (Alínea acrescentada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97)Grifo nosso n) a importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxíliodoença, desde que este direito seja extensivo à totalidade dos empregados da empresa; (Alínea acrescentada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97) o) as parcelas destinadas à assistência ao trabalhador da agroindústria canavieira, de que trata o art. 36 da Lei nº 4.870, de 1º de dezembro de 1965; (Alínea acrescentada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97) Fl. 123DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 p) o valor das contribuições efetivamente pago pela pessoa jurídica relativo a programa de previdência complementar, aberto ou fechado, desde que disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes, observados, no que couber, os arts. 9º e 468 da CLT; (Alínea acrescentada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97) q) o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, próprio da empresa ou por ela conveniado, inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, despesas médicohospitalares e outras similares, desde que a cobertura abranja a totalidade dos empregados e dirigentes da empresa; (Alínea acrescentada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97) r) o valor correspondente a vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos ao empregado e utilizados no local do trabalho para prestação dos respectivos serviços; (Alínea acrescentada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97) s) o ressarcimento de despesas pelo uso de veículo do empregado e o reembolso creche pago em conformidade com a legislação trabalhista, observado o limite máximo de seis anos de idade, quando devidamente comprovadas as despesas realizadas; (Alínea acrescentada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97) t) o valor relativo a plano educacional que vise à educação básica, nos termos do art. 21 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e a cursos de capacitação e qualificação profissionais vinculados às atividades desenvolvidas pela empresa, desde que não seja utilizado em substituição de parcela salarial e que todos os empregados e dirigentes tenham acesso ao mesmo; (Redação dada pela Lei nº 9.711, de 20/11/98) u) a importância recebida a título de bolsa de aprendizagem garantida ao adolescente até quatorze anos de idade, de acordo com o disposto no art. 64 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990; (Alínea acrescentada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97) v) os valores recebidos em decorrência da cessão de direitos autorais; (Alínea acrescentada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97) x) o valor da multa prevista no § 8º do art. 477 da CLT. (Alínea acrescentada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97) Embora a empresa alegue que não houve a habitualidade nos pagamentos, verificase que no período do lançamento, 03 a 12/2004, existem pagamentos nos meses 03, 04, 06, 07, 08, 09, 10, 11 e 12, o que configura sim a habitualidade. Não procede o argumento do recorrente de que os pagamentos por meio de premiação não constituem remuneração para os empregados, uma vez que já está pacificado na doutrina e jurisprudência que os prêmios pagos possuem natureza salarial. A definição de “prêmios” dada pela recorrente não se coaduna com a de verba indenizatória, mas, com a de parcelas suplementares pagas em razão do exercício de atividades, tendo o premiado alcançado resultados no exercício da atividade laboral. Fl. 124DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14098.000437/200881 Acórdão n.º 2403001.049 S2C4T3 Fl. 121 9 O ilustre professor Maurício Godinho Delgado, em seu livro “Curso de Direito do Trabalho”, 3º edição, editora LTr, pág. 747, assim referese ao assunto: (...) Os prêmios consistem em parcelas contraprestativas pagas pelo empregador ao empregado em decorrência de um evento ou circunstância tida como relevante pelo empregador e vinculada à conduta individual do obreiro ou coletiva dos trabalhadores da empresa.(...) O prêmio, na qualidade de constraprestação paga pelo empregador ao empregado, têm nítida feição salarial. (...) Claro é o posicionamento do STF, acerca da natureza salarial dos prêmios, posto o descrito na súmula 209, nestes termos: Súmula 209 – SalárioPrêmio, salário –produção. O salário produção, como outras modalidades de salário prêmio, é devido, desde que verificada a condição a que estiver subordinado, e não pode ser suprimido, unilateralmente, pelo empregador, quando pago com habitualidade. Os prêmios são considerados parcelas salariais suplementares, pagas em função do exercício de atividades atingindo determinadas condições. Neste sentido, adquirem caráter estritamente contraprestativo, ou seja, de um valor pago a mais, um acréscimo em função do alcance de metas e resultados Não tem por escopo indenizar despesas, ressarcir danos, mas, atribuir um incentivo ao empregado. Segundo o professor Amauri Marcaro Narcimento, em seu livro Manual do salário, Ed. Ltr, p. 334, nestas palavras “Prêmio é modalidade de salário vinculado a fatores de ordem pessoal do trabalhador, como produtividade e eficiência. Os prêmios caracterizamse por seu aspecto condicional, sendo que uma vez instituídos e pagos com habitualidade não podem ser suprimidos .” Vale destacar ainda, que por se caracterizarem como remuneração, os prêmios devem, em regra, refletir no pagamento de todas as demais verbas trabalhistas, sejam elas: férias, 13º salário, repouso semanal remunerado, devendose observar a habitualidade dependendo da verba que se faça incidir. Pelo exposto o campo de incidência é delimitado pelo conceito remuneração. Remunerar significa retribuir o trabalho realizado. Desse modo, qualquer valor em pecúnia ou em utilidade que seja pago a uma pessoa natural em decorrência de um trabalho executado ou de um serviço prestado, ou até mesmo por ter ficado à disposição do empregador, está sujeito à incidência de contribuição previdenciária. Cabe destacar nesse ponto, que os conceitos de salário e de remuneração não se confundem. Enquanto o primeiro é restrito à contraprestação do serviço devido e pago diretamente pelo empregador ao empregado, em virtude da relação de emprego; a remuneração Fl. 125DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 10 é mais ampla, abrangendo o salário, com todos os componentes, e as gorjetas, pagas por terceiros. Assim nenhum dos argumentos apresentados pelo recorrente é capaz de afastar a regularidade do lançamento quanto a incidência de contribuições sobre os valores pagos por premiação. Multa de mora A multa de mora aplicada teve por base o artigo 35 da Lei 8.212/91, que determinava aplicação de multa que progredia conforme a fase e o decorrer do tempo e que poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que esse artigo foi alterado pela Lei 11.941/2009, que estabeleceu que os débitos referentes a contribuições não pagas nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. 61 da Lei 9.430/96, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Visto que o artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para comparála com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa mais benéfica. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Conclusão À vista do exposto, voto pelo provimento parcial do recurso, determinando o recálculo da multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91 e prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 126DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14098.000437/200881 Acórdão n.º 2403001.049 S2C4T3 Fl. 122 11 Fl. 127DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10830.010974/2010-62
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS
Período de apuração: 01/12/2007 a 31/08/2009
PREVIDENCIÁRIO. MULTA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA.
Considera-se espontânea a denúncia efetuada pelo sujeito passivo antes de iniciada procedimento fiscal relacionado com a infração.
NULIDADE.
Uma vez autuado por diferenças de recolhimentos confessados em tempo hábil, descabe, multa agravante em ação posterior, motivada em cálculos de valores registrados anteriores às retificações.
Processo Anulado.
Numero da decisão: 2403-001.041
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro.
Nome do relator: IVACIR JULIO DE SOUZA
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Período de apuração: 01/12/2007 a 31/08/2009 PREVIDENCIÁRIO. MULTA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. Considerase espontânea a denúncia efetuada pelo sujeito passivo antes de iniciada procedimento fiscal relacionado com a infração. NULIDADE. Uma vez autuado por diferenças de recolhimentos confessados em tempo hábil, descabe, multa agravante em ação posterior, motivada em cálculos de valores registrados anteriores às retificações. Processo Anulado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. Carlos Alberto Mees StrigariPresidente Ivacir Júlio de SouzaRelator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 107DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 15/06/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Relatório A instância a quo produziu o relatório abaixo o qual transcrevo na íntegra com grifos de minha autoria: “Consoante o RELATÓRIO FISCAL DA INFRAÇÃO (fls. 05 e 06), o presente Auto, lavrado sob nº 37.282.2967, decorre de a empresa ENGRATECH TECNOLOGIA EM EMBALAGENS PLÁSTICAS LTDA. haver descumprido a obrigação acessória prevista no inciso IV do art. 32 da Lei nº 8.212, de 24/07/1991, ou seja, por ter sido constatada a existência de compensações lançadas nas Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social – GFIP do Contribuinte, relativas às competências de 12/2007 a 08/2009, enviadas via internet pelo SEFIP – Sistema Empresa de Recolhimento ao FGTS e Informações à Previdência Social no período de 01/2008 a 09/2009. Acrescenta, o auditor notificante, que: 1º) Para dar continuidade ao procedimento acima citado, foi emitido o MPF nº 08104002010001531, durante o qual o Contribuinte foi intimado (Termo de Intimação Fiscal – TIF nº 0001) a prestar os esclarecimentos e fornecer a documentação comprobatória que justificasse os valores compensados, tendo ele, em resposta, informado que se tratou de erro de escrituração contábil e que as GFIP foram retificadas espontaneamente antes da presente fiscalização; 2º) De fato, o Contribuinte retificou as respectivas GFIP, porém, o fez no período de 17 a 23/11/2009, durante a ação fiscal iniciada em 06/10/2009 e encerrada na presente data, motivo pelo qual esta fiscalização não considerou espontânea a apresentação das GFIPs após 06/10/2009, data do início do procedimento fiscal, e lavrou o presente Auto de Infração em relação aos valores compensados indevidamente a partir de 04/12/2008; e 3º) As GFIPs entregues a partir de 04/12/2008 não foram objeto do presente AI, pois para estes casos foi lavrado o AI com multa de ofício isolada, DEBCAD nº 37.282.2975. Ainda, conforme o RELATÓRIO FISCAL DA MULTA (fl. 07): 1º) Considerando o contido no Relatório Fiscal da Infração, foi aplicada a multa mínima prevista na Lei nº 8.212, de 24/07/1991, art. 32A, "caput", inciso I e §§ 2º e 3º, incluídos pela MP nº 449, de 03/12/2008, convertida na Lei n° 11.941, de 27/05/2009; 2º) O valor da multa é de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas, observada a multa mínima de R$ 500,00 (quinhentos reais) por competência; Fl. 108DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 15/06/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10830.010974/201062 Acórdão n.º 240301.041 S2C4T3 Fl. 2 3 3º) Conforme o quadro constante no anexo II deste relatório, foram verificadas 11 competências com erros no campo “compensação”, o que totaliza a multa para este AI em R$ 5.500,00 (cinco mil e quinhentos reais), conforme as regras acima citadas; 4º) Em obediência ao disposto na alínea “c” do inciso II do artigo 106 da Lei 5.172/1966 Código Tributário Nacional, foram comparadas as multas impostas pela legislação vigente à época da ocorrência dos fatos geradores com as impostas pela legislação superveniente, aplicandose a penalidade menos severa ao contribuinte, por competência, conforme demonstrado nos anexos II e III deste relatório. 5º) Assim, restou aplicada a multa prevista no art. 32 A da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, na redação dada pela Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009, em todas as competências, por ser ela a mais benéfica ao Contribuinte. Inconformada com o presente Auto, a ENGRATECH impugnou o por meio do expediente anexado às fls. 40 a 44, em que postula a sua anulação mediante as seguintes razões, em síntese: 1ª) A impugnante passou por Fiscalização em 06/10/2009, autorizada pelo Mandado de Procedimento Fiscal MPF nº 08104002009014463, a qual não gerou auto de infração alguma; 2ª ) No período de 17 a 23/11/2009, procedeu à retificação das GFIP em que efetuadas as compensações indevidas, tendo as guias retificadoras sido aceitas pela RFB, vez que geraram as Intimações para Pagamento nº 00058322/2010, 0008673/2010, 00074726/2010, 00090482/2010 e 00103841/2010; 3ª) No entanto, apesar de haver constatado que os fatos descritos no item anterior se deram antes da emissão do MPF nº 08104002010001531, que deu início à ação fiscal em que lavrado o presente Auto de Infração, o auditor da RFB não considerou espontânea a retificação das GFIP e, ainda, autuou a impugnante em multa de 150% por falsidade de informações; 4ª) Tendo em vista que a mencionada retificação se deu no período de 17 a 23/11/2009, e o termo de fiscalização que gerou o auto ora impugnado iniciouse em março de 2010, não procede o entendimento de falta de espontaneidade da empresa, descabendo, pois, a aplicação de multa isolada com o pressuposto de comprovada falsidade na declaração por ela apresentada, até porque, no caso em comento, não houve conduta dolosa da impugnante, nem fraude ou sonegação tributária.” Fl. 109DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 15/06/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Após analisar aos argumentos da impugnante, na forma do registro de fls.80, a 6ª Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil de Campinas ( SP) DRJ/CPS, em 04 de maio de 2011, emitiu o Acórdão n ° 05033.661 mantendo procedente o lançamento. DO RECURSO Irresignada, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário onde reiterou as alegações que fizera em instancia “ad quod ” e requereu a nulidade do lançamento. É o Relatório. Fl. 110DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 15/06/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10830.010974/201062 Acórdão n.º 240301.041 S2C4T3 Fl. 3 5 Voto Conselheiro Ivacir Júlio de Souza, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de Aviso de Recebimento, o recurso é tempestivo. Reúne os pressuposto de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DA PRELIMINAR DE NULIDADE. O Mandado de Procedimento Fiscal MPF n 08.1.04.002010001531 que autorizou o procedimento em apreço foi emitido em 03/03/2010. Às fls 16, consta Termo de Intimação Fiscal TIF 0001, emitido em 22/04/2010, respondido em 30/04/2010. No referido TIF, o Auditor Fiscal pede esclarecimento sobre os valores de compensação informados em GFIPS. Às fls. 18, contém resposta da Recorrente informando que antes de 05/03/2010, data de início da ação fiscal então em curso, já houvera percebido o que chamou de erro e providenciara os acertos retificando com o envio de novas GFIPs. No registro consta que juntara os documentos comprovantes da transmissão das GFIP’s. No Relatório Fiscal de fls. 5, no item 5, o Auditor confirma a informação da Recorrente quanto ao envio das GFIPs retificadoras. Entretanto faz ressalvas: “5º) De fato, o Contribuinte retificou as respectivas GFIP, porém, o fez no período de 17 a 23/11/2009, durante a ação fiscal iniciada em 06/10/2009 e encerrada na presente data, motivo pelo qual esta fiscalização não considerou espontânea a apresentação das GFIPs após 06/10/2009, data do início do procedimento fiscal, e lavrou o presente Auto de Infração em relação aos valores compensados indevidamente a partir de 04/12/2008, conforme hipótese prevista no § 10 do art. 89, da Lei nº 8.212/91;” Na definição do Auditor Fiscal não ocorreram procedimentos distintos. A expedição dos dois MPFs com termos de início distintos foi irrelevante no seu entender. Embora o Auditor Fiscal no item 3 de seu Relatório assegure que a ação fiscal em comento transcorreu “para dar continuidade ao procedimento da diligência anteriormente sofrida pela Recorrente, isto não consta registrado nos mandados. Tratamse os procedimentos de ações, fatos, natureza e objetos distintos realizados inclusive por Auditores diversos. Fl. 111DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 15/06/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 O auditor Fiscal registra que a ação que procedera foi para dar continuidade ao procedimento anterior entretanto aduz que não consta lavrado e tampouco colacionado o respectivo Termo de Continuidade de Procedimento Fiscal previsto no artigo 7° , § § 1° 2°, do decreto n° 70.235/72, praticado pela RFB na forma do modelo anexo onde em razão e sigilo fiscal omiti a identificação do sujeito passivo para comunicar ao contribuinte o prosseguimento! dos trabalhos para comunicar ao contribuinte o prosseguimento! dos trabalhos: “ Art. 7º O procedimento fiscal tem início com: ( vide Decreto n° 3.724, de 2001). (...) § 1° O início do procedimento exclui a espontaneidade do sujeito passivo em relação aos atos anteriores e, independentemente de intimação a dos demais envolvidos nas infrações verificadas. § 2° Para os efeitos do disposto no § 1º, os atos referidos nos incisos I e II valerão pelo prazo de sessenta dias, prorrogável, sucessivamente, por igual período, com qualquer outro ato escrito que indique o prosseguimento dos trabalhos.” “ MINISTÉRIO DA FAZENDA Secretaria da Receita Federal do Brasil RFB Delegacia da Receita! Federal do Brasil de Fiscalização em São Paulo/DEFISSPO TERMO DE CONTINUIDADE DE PROCEDIMENTO FISCAL Serve o presente Termo de Continuidade de Procedimento Fiscal para comunicar ao contribuinte o prosseguimento dos trabalhos iniciados através do Termo de Início da Ação Fiscal, lavrado e entregue em ....., relativos ao MPF n° ....... conforme previsto no artigo 7° , § 2° , do decreto n° 70.235/72. Para constar e surtir os efeitos legais, lavramos o presente termo em duas vias de igual teor e forma, que vão assinadas pelo Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil e pelo representante do contribuinte, a quem é entregue uma das vias. ” O auditor Fiscal , também, não colacionou cópias dos MPFs a que se refere. Entretanto, me coube também relatar o processo n° 10830.010973/201018 resultado de mesma ação fiscal em tela, e, emprestado de lá, trago à colação os registros abaixo: Aduz que – sem definir o período o MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL DILIGÊNCIA Nº 08.1.04.002009 014463, emitido em 01/10/2009, a que se refere o Auditor Fiscal , autorizou os Auditores AMILTON GIRARDI e FERNANDO SOARES DA SILVA a procederam a ação de coleta de informações ECONÔMICOFISCAIS EM MEIO DIGITAL– PREVIDÊNCIA: “ PROCEDIMENTO FISCAL: DILIGÊNCIA DESCRIÇÃO SUMÁRIA: COLETA DE INFORMAÇÕES ECONÔMICOFISCAIS EM MEIO DIGITAL – PREVIDÊNCIA Campinas, 01 de Outubro de 2009. MPF prorrogado até: 30 de Dezembro de 2009. Fl. 112DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 15/06/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10830.010974/201062 Acórdão n.º 240301.041 S2C4T3 Fl. 4 7 MPF prorrogado até: 29 de Janeiro de 2010. MPF prorrogado até: 28 de feveriro de 2010 MPF prorrogado até: 30 de Março de 2010. MPF prorrogado até: 29 de Abril de 2010. MPF prorrogado até: 29 de Maio de 2010.” Quanto ao presente lançamento, este teve respaldo no Mandado de Procedimento Fiscal – MPF n 08.1.04.002010001531 , definido para cobertura do período 01/06 a 12/09, cujo objeto foi : “ PROCEDIMENTO FISCAL: FISCALIZAÇÃO TRIBUTOS/CONTRIBUIÇÕES : CONTRIB PREV E PARA OUTRAS ENTIDADES E FUNDOS Campinas, 03 de Março de 2010. MPF prorrogado até: 30 de Agosto de 2010. MPF prorrogado até: 29 de Outubro de 2010 ” Relevante destacar que o Auditor afirma que a o procedimento fiscal iniciara alhures, em 06/10/2009, entretanto o Termo de Início de Procedimento Fiscal, fls.15, por ele notificado, foi expedido e assinado em 05/03/2010. Como se nota, a data da expedição do Mandado de Procedimento Fiscal para “ coleta de informações em meio digital” na forma da pretérita Diligência, 01/10/2009, é o marco que o Auditor Fiscal quer fixar e aproveitar para caracterizar a continuidade dos procedimentos. Destaquese que o procedimento foi prorrogado até 29/05/2010, quase 08 meses. Ressaltese que o resultado do procedimento supra, que segundo o Auditor subsidiou seu lançamento, sempre esteve disponível nos sistemas da RFB, porém antes do início de sua ação: 2º) Durante a ação fiscal autorizada pelo Mandado de Procedimento Fiscal – MPF nº 08104002009014463, iniciada em 06/10/2009, foi constatada a existência de compensações lançadas nas GFIP do Contribuinte relativas às competências de 12/2007 a 08/2009, enviadas via internet pelo SEFIP – Sistema Empresa de Recolhimento ao FGTS e Informações à Previdência Social no período de 01/2008 a 09/2009; 3º) Para dar continuidade ao procedimento acima citado, foi emitido o MPF nº 08104002010001531, durante o qual o Contribuinte foi intimado (Termo de Intimação Fiscal – TIF nº 0001) a prestar os esclarecimentos e fornecer a documentação comprobatória que justificasse os valores compensados, tendo ele, em resposta, informado que se tratou de erro de escrituração contábil e que as GFIP foram retificadas espontaneamente antes da presente fiscalização; Fl. 113DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 15/06/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 Neste ponto, há que fazer destaque para o fato de que o Auditor registra que foi durante a sua ação fiscal que o contribuinte foi intimado a prestar esclarecimentos e não na anterior. É relevante também notar que a Recorrente não sofreu autuação ao término da Diligência. A informação trazida aos autos conforme o item 2 do Relatório Fiscal acima transcrito, onde o Auditor Fiscal afirma que agiu em razão de que a diligência constatou a existência de compensações lançadas nas GFIPs , implica que, se isto ocorrera, naquela oportunidade cumpria aos Auditores então designados subsumiremse, de imediato, ao comando do artigo 149, I, IV, VI e VII do Código tributário Nacional CTN não cabendo postergar o lançamento, in verbis : “Art. 149. O lançamento é efetuado e revisto de ofício pela autoridade administrativa nos seguintes casos: I quando a lei assim o determine; IV quando se comprove falsidade, erro ou omissão quanto a qualquer elemento definido na legislação tributária como sendo de declaração obrigatória; VI quando se comprove ação ou omissão do sujeito passivo, ou de terceiro legalmente obrigado, que dê lugar à aplicação de penalidade pecuniária; VII quando se comprove que o sujeito passivo, ou terceiro em benefício daquele, agiu com dolo, fraude ou simulação;” . No mesmo diapasão cumpriria a Autoridade Fiscal observar o preceituado no artigo 142 do mesmo Códex, in verbis : “ Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível.Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional.” Desse modo, considerando que as retificações ocorreram e foram expressamente confirmadas pelo Auditor Fiscal, no período de 17 a 23/11/2009, antes de iniciada a ação fiscal designada pelo Mandado de Procedimento Fiscal MPF n° 08.1.04.00 2010001531 expedido em 03/03/2010, é compulsório observar, à “ contrário sensu ” , o comando dos termos do parágrafo único do art. 138 do CTN : “ Art. 138. Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração. ” Isto assentido, a questão fica mais claramente elucidada na forma do parágrafo único do artigo art. 472 da Instrução Normativa RFB nº 971, de 13/11/2009, prescreve que : Fl. 114DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 15/06/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10830.010974/201062 Acórdão n.º 240301.041 S2C4T3 Fl. 5 9 “Art. 472. Caso haja denúncia espontânea da infração, não cabe a lavratura de Auto de Infração para aplicação de penalidade pelo descumprimento de obrigação acessória. Parágrafo único. Considerase denúncia espontânea o procedimento adotado pelo infrator que regularize a situação que tenha configurado a infração, antes do início de qualquer ação fiscal relacionada com a infração, dispensada a comunicação da correção da falta à RFB. ” Tendo presente que as GFIPs já estavam retificadas por ocasião da ação fiscal, não se verificaram, pois, descumprimento das obrigações acessórias. Conforme o Acórdão n° 19200.015 IRPF, de 14/10/2008 da Segunda Turma Especial do Primeiro Conselho de Contribuintes, restará configurado o vício material quando como no processo em comento há equívocos na construção do lançamento: “ O vício material ocorre quando o auto de infração não preenche aos requisitos constantes do art. 142 do Código Tributário Nacional, havendo equívoco na construção do lançamento quanto à verificação das condições legais para a exigência do tributo ou contribuição do crédito tributário, (...) (Acórdão n° 19200.015 IRPF, de 14/10/2008 da Segunda Turma Especial do Primeiro Conselho de Contribuintes) ”( grifos de minha autoria). Albergado no preceituado no artigo 61 do Decreto 70.235/72, entendo estar motivado para declarar a nulidade do lançamento: “Art. 61. A nulidade será declarada pela autoridade competente para praticar o ato ou julgar a sua legitimidade.” Aduz que, na exegese do § 3º, II, do artigo 59, II do decreto 70.235/72, sou compulsado a declarar a nulidade: Art. 59. São nulos: § 3º Quando puder decidir do mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprirlhe a falta.( Incluído pela Lei n 8.748, de 1993). CONCLUSÃO: Em razão de tudo que foi exposto, conheço do recurso para, DARLHE PROVIMENTO determinando a nulidade do lançamento “AB INITIO” É como voto. Ivacir Júlio de Souza Fl. 115DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 15/06/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 10 Fl. 116DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 15/06/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 15956.000125/2009-64
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA - NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26-A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - INOBSERVÂNCIA DE REGULARIDADE NO LANÇAMENTO - NÃO OCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento. PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - TAXA SELIC - APLICAÇÃO À COBRANÇA DE TRIBUTOS. É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais. Neste sentido, há a Súmula nº 4 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente estabelece a aplicação da taxa SELIC. Fl. 203 DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓPIA Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 2 PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL - ACRÉSCIMOS LEGAIS - JUROS E MULTA DE MORA - ALTERAÇÕES DADAS PELA LEI 11.941/2009 - RECÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA - ART. 106, II, C, CTN Até a edição da Lei 11.941/2009, os acréscimos legais previdenciários eram distintos dos demais tributos federais, conforme constavam dos arts. 34 e 35 da Lei 8.212/1991. A Lei 11.941/2009 revogou o art. 34 da Lei 8.212/1991 (que tratava de juros moratórios), alterou a redação do art. 35 (que versava sobre a multa de mora) e inseriu o art. 35-A, para disciplinar a multa de ofício. Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratando-se de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõe-se o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para compará-la com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa de mora mais benéfica. Ressalva-se a posição do Relator, vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35-A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos legais mais benéficos ao contribuinte.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2403-001.107
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte.
Nome do relator: PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004 PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA - NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26-A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - INOBSERVÂNCIA DE REGULARIDADE NO LANÇAMENTO - NÃO OCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento. PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - TAXA SELIC - APLICAÇÃO À COBRANÇA DE TRIBUTOS. É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais. Neste sentido, há a Súmula nº 4 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente estabelece a aplicação da taxa SELIC. Fl. 203 DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓPIA Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 2 PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL - ACRÉSCIMOS LEGAIS - JUROS E MULTA DE MORA - ALTERAÇÕES DADAS PELA LEI 11.941/2009 - RECÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA - ART. 106, II, C, CTN Até a edição da Lei 11.941/2009, os acréscimos legais previdenciários eram distintos dos demais tributos federais, conforme constavam dos arts. 34 e 35 da Lei 8.212/1991. A Lei 11.941/2009 revogou o art. 34 da Lei 8.212/1991 (que tratava de juros moratórios), alterou a redação do art. 35 (que versava sobre a multa de mora) e inseriu o art. 35-A, para disciplinar a multa de ofício. Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratando-se de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõe-se o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para compará-la com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa de mora mais benéfica. Ressalva-se a posição do Relator, vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35-A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos legais mais benéficos ao contribuinte. Recurso Voluntário Provido em Parte
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A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO INOBSERVÂNCIA DE REGULARIDADE NO LANÇAMENTO NÃO OCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO TAXA SELIC APLICAÇÃO À COBRANÇA DE TRIBUTOS. É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Neste sentido, há a Súmula nº 4 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente estabelece a aplicação da taxa SELIC. Fl. 203DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 2 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL ACRÉSCIMOS LEGAIS JUROS E MULTA DE MORA ALTERAÇÕES DADAS PELA LEI 11.941/2009 RECÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA ART. 106, II, C, CTN Até a edição da Lei 11.941/2009, os acréscimos legais previdenciários eram distintos dos demais tributos federais, conforme constavam dos arts. 34 e 35 da Lei 8.212/1991. A Lei 11.941/2009 revogou o art. 34 da Lei 8.212/1991 (que tratava de juros moratórios), alterou a redação do art. 35 (que versava sobre a multa de mora) e inseriu o art. 35A, para disciplinar a multa de ofício. Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para comparála com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa de mora mais benéfica. Ressalvase a posição do Relator, vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos legais mais benéficos ao contribuinte. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Jhonatas Ribeiro da Silva, Marcelo Magalhães Peixoto e Maria Anselma Coscrato dos Santos. Ausente o Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 204DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000125/200964 Acórdão n.º 240301.107 S2C4T3 Fl. 199 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário, às fls. 175 a 194, interposto pela Recorrente – SERRANA Máquinas e Equipamentos Ltda. apresentado contra Acórdão nº 1236.209 10ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento Rio de Janeiro I RJ, fls. 159 a 168, que julgou procedente em parte a autuação por descumprimento de obrigação principal, AIOP – Auto de Infração de Obrigação Principal nº. 37.216.0433, com ciência da Recorrente em 30.04.2009, às fls. 01, com valor consolidado inicial de R$ 363.623,62 sendo retificado após a decisão de primeira instância para R$ 139.924,28. O crédito previdenciário se refere às contribuições previdenciárias destinadas à Seguridade Social correspondentes à parte da empresa e às destinadas ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho, apuradas por aferição indireta, nas competências 01/2004 a 12/2004 (inclusive 13º salário). Conforme o relatado pela decisão de primeira instância, às fls. 161 a 162, temos o aduzido pela AuditoriaFiscal em sede de Relatório Fiscal, às fls. 25 a 32, bem como a Impugnação apresentada às fls. 122 a 139: Fl. 205DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 4 Foi emitido o TIAF – Termo de Início de Ação Fiscal, às fls. 16 a 17, contendo o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF nº 0810900.2008.00757. O período objeto da AIOP, conforme o Relatório Discriminativo Sintético de Débito DSD, às fls. 07, é de 01/2004 a 12/2004. A Recorrente teve ciência da AIOP no dia 30.04.2009, conforme fls. 01. Fl. 206DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000125/200964 Acórdão n.º 240301.107 S2C4T3 Fl. 200 5 Após análise dos autos, a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento Rio de Janeiro I RJ emitiu a Acórdão nº 1236.209 10ª Turma, fls. 159 a 168, julgando procedente em parte a autuação, conforme a Ementa a seguir: Fl. 207DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 6 Observase que a decisão de primeira instância, às fls. 164, reconheceu a decadência parcial, no período 01/2004 a 03/2004, com fulcro no art. 150, § 4º, CTN. Observase também que o contribuinte SERMAG Industrial e Comercial Ltda, não apresentou Recurso Voluntário. Inconformada com a decisão, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário, fls. 175 a 194, reiterando as argumentações apresentadas em sede de primeira instância: Em sede Preliminar. (i) Da nulidade do lançamento fiscal por falta de fundamentação e indicação precisa dos elementos caracterizadores da obrigação tributária. Fl. 208DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000125/200964 Acórdão n.º 240301.107 S2C4T3 Fl. 201 7 No Mérito. (ii) Da necessidade de realização de prova pericial. (iii) Da multa confiscatória. (iv) Da ilegalidade da utilização da taxa SELIC Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão. É o Relatório. Fl. 209DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 8 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação da SECAT da DRFB em Ribeirão Preto SP. 1 O contribuinte em referência apresentou recurso tempestivo tanto para o processo principal como para os apensados. 2 Não foi possível atualizar o evento "apresentação de recurso tempestivo" no sistema SICOB, tendo em vista que o mesmo está incluído em Parcelamentos Especial pela Lei 11941, tendo em vista a possibilidade de o contribuinte incluir o referido débito na modalidade do artigo 1º da referida Lei, observando que deverá ser cumprido o disposto na art 13 da Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 02/2011. 3 Posto isto, proponho o encaminhamento deste processo ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, para apreciação dos recursos apresentados. Avaliados os pressupostos, passo para as questões preliminares e ao Mérito. DAS PRELIMINARES Alegações de inconstitucionalidades. Analisemos. Não assiste razão à Recorrente pois o previsto no ordenamento legal não pode ser anulado na instância administrativa por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26A, caput do Decreto 70.235/1972, que dispõe sobre o processo administrativo fiscal, e dá outras providências: “Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob Fl. 210DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000125/200964 Acórdão n.º 240301.107 S2C4T3 Fl. 202 9 fundamento de inconstitucionalidade. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 1o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 2o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 3o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 4o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 5o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 6o O disposto no caput deste artigo não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) I – que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) II – que fundamente crédito tributário objeto de: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei no 10.522, de 19 de julho de 2002; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993; ou (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) c) pareceres do AdvogadoGeral da União aprovados pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)”(gn). Ademais, há a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. Súmula CARFnº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. (i) Da nulidade do lançamento fiscal por falta de fundamentação e indicação precisa dos elementos caracterizadores da obrigação tributária. Analisemos. Fl. 211DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 10 Da regularidade do lançamento. Não obstante a argumentação da Recorrente, não confiro razão à Recorrente pois, de plano, notase que o procedimento fiscal atendeu a todas as determinações legais, não havendo, pois, nulidade por vício insanável e tampouco cerceamento de defesa. O crédito previdenciário se refere às contribuições previdenciárias destinadas à Seguridade Social correspondentes à parte da empresa e às destinadas ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho, apuradas por aferição indireta, nas competências 01/2004 a 12/2004 (inclusive 13º salário). Desta forma, conforme o artigo 37 da Lei n° 8.212/91, foi lavrada Auto de Infração de Obrigação Principal AIOP nº 37.216.0433 que, conforme definido no inciso IV do artigo 633 da IN MPS/SRP n° 03/2005, é o documento constitutivo de crédito relativo às contribuições devidas à Previdência Social e a outras importâncias arrecadadas pela SRP, apuradas mediante procedimento fiscal: (redação à época da lavratura da AIOP nº 37.216.0433) Lei n° 8.212/91 Art. 37. Constatado o atraso total ou parcial no recolhimento de contribuições tratadas nesta Lei, ou em caso de falta de pagamento de beneficio reembolsado, a fiscalização lavrará notificação de débito, com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, conforme dispuser o regulamento. IN MPS/SRP n° 03/2005 Art. 633. São documentos de constituição do crédito tributário, no âmbito da SRP: IV Auto de Infração de Obrigação Principal AIOP, que é o documento constitutivo de crédito relativo às contribuições devidas à Previdência Social e a outras importâncias arrecadadas pela SRP, apuradas mediante procedimento fiscal; Não obstante a argumentação da Recorrente, não confiro razão à Recorrente pois, de plano, notase que o procedimento fiscal atendeu a todas as determinações legais, com a clara discriminação de cada débito apurado e dos acréscimos legais incidentes, não havendo, pois, nulidade por vício insanável e tampouco cerceamento de defesa. Podese elencar as etapas necessárias à realização do procedimento: • A autorização por meio da emissão do Mandado de Procedimento Fiscal – MPF F, com a competente designação do AuditorFiscal responsável pelo cumprimento do procedimento; Fl. 212DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000125/200964 Acórdão n.º 240301.107 S2C4T3 Fl. 203 11 • A intimação para a apresentação dos documentos conforme Termo de Intimação para Apresentação de Documentos – TIAD, intimando o contribuinte para que apresentasse todos os documentos capazes de comprovar o cumprimento da legislação previdenciária; • A autuação dentro do prazo autorizado pelo referido Mandado, com a apresentação ao contribuinte dos fatos geradores e fundamentação legal que constituíram a lavratura do auto de infração ora contestado, com as informações necessárias para que o autuado pudesse efetuar as impugnações que considerasse pertinentes: a. IPC Instruções para o Contribuinte (que tem a finalidade de comunicar ao contribuinte como regularizar seu débito, como apresentar defesa e outras informações); b. DAD Discriminativo Analítico do Débito (que discrimina os valores originários das contribuições devidas pelo contribuinte, abatidos os valores já recolhidos e as deduções legais); c. DSD Discriminativo Sintético do Débito (que apresenta os valores devidos em cada competência, referentes aos levantamentos indicados agrupados por estabelecimento); d. RL Relatório de Lançamentos (que relaciona os lançamentos efetuados nos sistemas específicos para apuração dos valores devidos pelo sujeito passivo); e. FLD Fundamentos Legais do Débito (que indica os dispositivos legais que autorizam o lançamento e a cobrança das contribuições exigidas, de acordo com a legislação vigente à época do respectivo fato gerador); f. REPLEG Relatório de representantes Legais; g. VÍNCULOS Relatório de Vínculos (que lista todas as pessoas físicas ou jurídicas em razão de seu vínculo com o sujeito passivo, indicando o tipo de vínculo existente e o período); h. MPF – Mandado de Procedimento Fiscal; i. TIAF – Termo de Início da Ação Fiscal;. j. TEAF Termo de Encerramento da Ação Fiscal;. k. REFISC – Relatório Fiscal. Cumprenos esclarecer ainda, que o lançamento fiscal foi elaborado nos termos do artigo 142 do Código Tributário Nacional, especialmente a verificação da efetiva ocorrência do fato gerador tributário, a matéria sujeita ao tributo, bem como o montante individualizado do tributo devido. De plano, o art. 142, CTN, estabelece que: Fl. 213DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 12 “Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional.” Analisandose a AIOP nº 37.216.0433, temse que foi cumprido integralmente os limites legais dispostos no art. 142, CTN. Ademais, não compete ao AuditorFiscal agir de forma discricionária no exercício de suas atribuições. Desta forma, em constatando a falta de recolhimento, face a ocorrência do fato gerador, cumprilhe lavrar de imediato a Auto de Infração de Obrigação Principal de forma vinculada, constituindo o crédito previdenciário. O art. 243 do Decreto 3.048/99, assim dispõe neste sentido: Art.243. Constatada a falta de recolhimento de qualquer contribuição ou outra importância devida nos termos deste Regulamento, a fiscalização lavrará, de imediato, notificação fiscal de lançamento com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, de acordo com as normas estabelecidas pelos órgãos competentes. Do arbitramento. O presente lançamento teve fundamento no art. 33, § 3º, Lei 8.212/1991: Art. 33. À Secretaria da Receita Federal do Brasil compete planejar, executar, acompanhar e avaliar as atividades relativas à tributação, à fiscalização, à arrecadação, à cobrança e ao recolhimento das contribuições sociais previstas no parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições incidentes a título de substituição e das devidas a outras entidades e fundos.(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). § 1o É prerrogativa da Secretaria da Receita Federal do Brasil, por intermédio dos AuditoresFiscais da Receita Federal do Brasil, o exame da contabilidade das empresas, ficando obrigados a prestar todos os esclarecimentos e informações solicitados o segurado e os terceiros responsáveis pelo recolhimento das contribuições previdenciárias e das contribuições devidas a outras entidades e fundos.(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). § 2o A empresa, o segurado da Previdência Social, o serventuário da Justiça, o síndico ou seu representante, o comissário e o liquidante de empresa em liquidação judicial ou extrajudicial são obrigados a exibir todos os documentos e livros Fl. 214DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000125/200964 Acórdão n.º 240301.107 S2C4T3 Fl. 204 13 relacionados com as contribuições previstas nesta Lei.(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). § 3o Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, a Secretaria da Receita Federal do Brasil pode, sem prejuízo da penalidade cabível, lançar de ofício a importância devida.(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). Do Relatório Fiscal, às fls. 25 a 32, destacase que a Recorrente, apesar de intimada pelo TIAF, deixou de apresentar o Livro Diário, com a escrituração contábil de 2004, bem como não apresentar informações consistentes da empresa, evidenciada pelos valores declarados em GFIP e em Folhas de Pagamento incompatíveis com a realidade operacional de empresas de seu segmento econômico (auferir uma receita de R$ 7.995.337,00, com apenas 2 empregados). A AuditoriaFiscal utilizou o índice nacional apurado pelo programas SIGA DW e SIF4, da Secretaria da Receita Federal do Brasil, como parâmetro para aferir os salários de contribuição para a Base de Calculo das Contribuições Sociais, ou seja, utilizouse do índice obtido na comparação da Massa Salarial em relação a Receita Bruta Operacional, correspondente a 9,46%. Depois do calculo do Salário de Contribuição, aferido com base nas empresas com o mesmo CNAE Código Nacional de Atividade Econômica, correspondente a 9,46%, deduziuse o índice apresentado pela empresa, correspondente a 0,16% (anual). Ou seja, corretamente o procedimento da AuditoriaFiscal que tomou por base os valores declarados na DIPJ – Declaração do Imposto de Renda sobre Lucro Arbitrado de 2004, conforme demonstrativo colacionado às fls. 79 – demonstrativo mensal das receitas operacionais e massa salarial – para apuração das bases de cálculo das contribuições previdenciárias. Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. DO MÉRITO (ii) Da necessidade de realização de prova pericial. Quanto à solicitação de prova pericial, verificamos que a mesma encontrase em desacordo com o previsto na legislação. Decreto 70.235/1972: Art. 16. A impugnação mencionará: Fl. 215DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 14 ... IV as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação dos quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional do seu perito. ... § 1º Considerarseá não formulado o pedido de diligência ou perícia que deixar de atender aos requisitos previstos no inciso IV do art. 16. Como o pedido de perícia não possui os requisitos previstos na legislação, consideroo não formulado. (iii) Da multa confiscatória. Cumpre ressaltar que, em decorrência da relação jurídica existente entre o contribuinte e o Fisco, o Código Tributário Nacional, em seu art. 113, abaixo transcrito, prevê duas espécies de obrigações tributárias: uma denominada principal, outra denominada acessória. “Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. § 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extinguese juntamente com o crédito dela decorrente. § 2º A obrigação acessória decorrente da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. § 3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, convertese em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária”. A obrigação principal consiste no dever de pagar tributo ou penalidade pecuniária e surge com a ocorrência do fato gerador. Tratase de uma obrigação de dar, consistente na entrega de dinheiro ao Fisco. A obrigação acessória surge do descumprimento de dever instrumental a cargo do sujeito passivo, consistindo numa prestação positiva (fazer), que não seja o recolhimento do tributo, ou negativa (não fazer). A obrigação tributária principal decorre da lei, ao passo que a obrigação tributária acessória decorre da legislação tributária. O descumprimento da obrigação tributária principal (obrigação de dar/pagar) obriga o Fisco a constituir o crédito tributário por meio de AIOP. Fl. 216DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000125/200964 Acórdão n.º 240301.107 S2C4T3 Fl. 205 15 Descumprida obrigação acessória (obrigação de fazer/não fazer) possui o Fisco o poder/dever de lavrar o AutodeInfração. A penalidade pecuniária exigida dessa forma convertese em obrigação principal, na forma do § 3º do art. 113 do CTN. Ademais, a incidência de acréscimos legais se faz, à época da lavratura do AIOP, determinado nos arts. 34 e 35, Lei 8.212/1991. Outrossim, esta Colenda Turma de Julgamento vem se posicionando reiteradamente, por maioria, em relação ao recálculo dos acréscimos legais, para que se recalcule a multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte: A multa de mora aplicada teve por base o artigo 35 da Lei 8.212/91, que determinava aplicação de multa que progredia conforme a fase e o decorrer do tempo e que poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que esse artigo foi alterado pela Lei 11.941/2009, que estabeleceu que os débitos referentes a contribuições não pagas nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para comparála com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa mais benéfica. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Fl. 217DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 16 Ressalvase a posição do Relator, posição vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos legais mais benéficos ao contribuinte. (iv) Da ilegalidade da utilização da taxa SELIC Analisemos. Não assiste razão à Recorrente pois o previsto no ordenamento legal não pode ser anulado na instância administrativa por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26A, caput do Decreto 70.235/1972, que dispõe sobre o processo administrativo fiscal, e dá outras providências: “Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 1o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 2o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 3o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 4o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 5o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 6o O disposto no caput deste artigo não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) I – que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) II – que fundamente crédito tributário objeto de: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei no 10.522, de 19 de julho de 2002; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993; ou (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) c) pareceres do AdvogadoGeral da União aprovados pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Fl. 218DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000125/200964 Acórdão n.º 240301.107 S2C4T3 Fl. 206 17 Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)”(gn). Ademais, há a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. Súmula CARFnº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Ademais, registrese, porque importante, que a legislação de regência, sobretudo a Lei nº 8.212/91, afasta literalmente os argumentos erguidos pela Recorrente. De fato, as contribuições sociais arrecadadas estão sujeitas à incidência da taxa referencial SELIC Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, nos termos do artigo 34 da Lei nº 8.212/91: Art. 34. As contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas aos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia SELIC, a que se refere o art. 13 da Lei nº 9.065, de 20 de junho de 1995, incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, todos de caráter irrelevável. (Restabelecido com redação alterada pela MP nº 1.571/97, reeditada até a conversão na Lei nº 9.528/97. A atualização monetária foi extinta, para os fatos geradores ocorridos a partir de 01/95, conforme a Lei nº 8.981/95. A multa de mora esta disciplinada no art. 35 desta Lei) Neste sentido, há a Súmula nº 4 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente estabelece a aplicação da taxa SELIC. Súmula CARF nº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Nesse contexto, correta a aplicação da taxa SELIC como juros de mora, com fulcro no artigo 34 da Lei nº 8.212/91, na redação anterior à dada pela Lei 11.941/2009. Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. Fl. 219DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 18 CONCLUSÃO Voto no sentido de CONHECER do recurso, para, NO MÉRITO, se recalcular o valor da multa de mora de acordo com o disposto no art. 35, "caput", da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009, com prevalência da mais benéfica ao contribuinte. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 220DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI
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