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9346690 #
Numero do processo: 10845.005178/93-78
Data da sessão: Wed Oct 26 00:00:00 UTC 1994
Numero da decisão: 301-00.957
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência à COSIT, através da Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MOACYR ELOY DEMEDEIROS

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DRF - SANTOS/SP RESOLUÇA0 N. 301-957 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, RESOLVEM os Membros da Primeira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência à COSIT, através da Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julga- do Brasilia-DF, em 26 de outubro de 1994. CARLOS AUGUSTO T. NOBRE- Procurador da Faz. Nacional VISTO EM SESSAO DE: 24 MAR 1995 Participaram ainda do presente julgamento os seguin- tes Conselheiros: Ronaldo Lindimar José Marton, Sandra Miriam de Azevedo Mello (Suplente), Maria de Fatima Pessoa de Mello Cartaxo e Jorge Climaco Vieira (Suplente). Ausentes os Conselheiros Fausto de Freitas e Castro Neto, João Baptista Moreira, Luciano Wirth Chaibub e Márcia Regina Machado Melaré. • Recurso n 2 .: Recorrente: Re cor- rid DAMEFP/DF - SECOB N2 047/92 - H. 2. MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - PRIMEIRA CAMARA RECURSO N. 116.463 - RESOLUQA0 N. 301-957 RECORRENTE: DOW PRODUTOS QUIMICOS LTDA. RECORRIDA : DRF-SANTOS - SP RELATOR : Conselheiro MOACYR ELOY DE MEDEIROS RELATORIO Dow Produtos Químicos Ltda, incorporadora de Haeger & Kaessner do Brasil Produtos Químicos Ltda, importou o produto DIISOCIANATO DE DIFENIL METANO POLIMERICO (PAPI 27), classificando-o no Subitem tarifárico TAB/SH 2929.10.0100, com aliquotas de 20% para o II e 0% para o IPI, quando no entendimento da Receita, baseado em Laudo do LABANA/SANTOS, a posição correta seria no item TAB/SH 3823.90.9999, com aliquotas de 50% para II e 10% para IPI. Com esse entendimento, teria havido infringência aos arts. 99, 100 e 499 do Regulamento Aduaneiro, e arts. 57 e 63 in- ciso I, alínea "a" do Regulamento do IPI, sujeitando-se o contribuinte ao recolhimento da diferença de tributos com os acréscimos legais e as penalidades previstas no inciso I do art. 4o. da Lei 8.218/91, e no inciso II do art. 364 do re- ferido RIPI. Em razão deste entendimento, foi lavrado Auto de Infração, pela DRF Santos, em decorrência de procedimento da Revisão Aduaneira, em 07/06/93. 0 referido laudo do LABANA considerou o pro- duto como "produto químico indefinido - preparação a base de mistura de isocionatos", e não um composto orgânico de cons- tituição química definida como declarou o importador. Na sua impugnação a autuada alegou que na época da ocorrência do fato gerador estava amparada por con- sulta sobre classificação dirigida & CST, e que o produto importado seria um composto orgânico de constituição química definida, portanto com a classificação TAB/SH 29.29.10.0100. A DRF julgou improcedente a AQ610 Fiscal, fun- damentando-se nas seguintes consideraçbes: • que as Declarag6es de Importação foram re- gistadas entre 08/04/91 e 15/08/91; . que as mercadorias atinente às declarações retrocitadas foram desembaraçadas entre 10/04/91 e 19/08/91; . que, em 22/11/90, foi protocolizada con- sulta sobre Classificação Fiscal de Merca- doria de denominação técnica: DIISOCIANATO 3. Rec. 116.463 Res. 301-957 • DE DIFENIL METANO (MDI) e marca registrada: PAPI 27 - MDI Polimérico", a mesma mercado- ria desembaraçada através das declarações objeto da revisão aduaneira que deu origem a autuação; • que, em 15/06/92, o Sr. Chefe da DIVTRI/ SRRF - 8a. RF (Competência Delegada pela Portaria G/0800 n. 15/89) proferiu decisão solucionando a consulta na forma da Orien- tação NBM/DIVTRI - 8a.RF n. 265/92, doc. de fls. 34 A 38; . que os fatos geradores do crédito tributd- rio exigido através do auto de infração 9p,..rmaram enquanto ainda nao havia sido proferida decisão em primeira instância relativamente a consulta formulada nos termos do DL 2227/85 e IN 59/85; . o disposto nos artigos lo, parágrafo 2o, e 2o. do Decreto-lei 2227/85, e artigos 2.3 e 4 da IN SRF n. 59, de 26/07/85, que es- tabelece normas para o processo de con- sulta sobre classificação de mercadorias. Face ao disposto na Medida Provisória n. 367/93, e a orientação contida na Circular COSIT n. 768/93, recorre de oficio a este Conselho. E o relatório. • 4 : Rec. 116.463 Res. 301-9,57 VOTO Conselheiro MOACYR ELOY DE MEDEIROS, Relator: Voto no sentido de se converter o julgamento em diligência à COSIT, através da Repartigão de Origem, a fim de que seja esclarecido se ocorreram as situações pre- vistas no item 2.3 da IN SRF n. 59/85, quando da formulação da consulta mencionada pela defesa. Sala das Sessões, 26 de outubro de 1994. • • MOACYR ELOY=D L I ROS Pr

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4755986 #
Numero do processo: 10830.002840/93-61
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Sep 24 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Wed Sep 24 00:00:00 UTC 1997
Ementa: Classificação - A existência de laudo pericial descaracterizando a classificação tarifária apontada pelo importador, justifica a exigência do recolhimento da diferença de tributos e respectivos encargos. Recurso negado
Numero da decisão: 301-28.555
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MOACYR ELOY DE MEDEIROS

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9348329 #
Numero do processo: 10845.003749/93-76
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jul 27 00:00:00 UTC 1995
Numero da decisão: 301-00.987
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MOACYR ELOY DEMEDEIROS

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Brasilia-DF, em 27 de julho de 1995. MOACYR EL Presidente e relator KATIA A. ZAN4tfi?E?- Proc. da Faz. Nacional VISTO EM 2 8 SET 1995 Participaram ainda do presente julgamento os seguin- tes Conselheiros: Joao Baptista Moreira, Fausto de Freitas e Castro Neto, Maria de Fatima Pessoa de Mello Cartaxo, Isalberto Zavalo Lima, Wlademir Clovis Moreira e Nilo Alberto de Lemos Caheté (suplente). Ausente a Conselheira Marcia Regina Machado Melaré. DAMEFP/DF - SECO9 M2 047/92 - J. H. MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - PRIMEIRA CAMARA RECURSO N. 117.185 - RESOLUCAO N. 301-0.987 RECORRENTE: CARBOSIL INDUSTRIAL LTDA. RECORRIDA : DRF/SANTOS/SP RELATOR : Conselheiro MOACYR ELOY DE MEDEIROS RELATORIO Revisão Aduaneira. A empresa acima qualificada foi autuada por ter importado e submetido a desembaraço o produto "nitreto de ferro silício", classificando-o no código TAB/SH 2850.00.0299, e a fiscalização, com base em laudo do Labora- tório de Análise, ter concluido que o referido produto era um "nitreto de silício, contendo siliceto de ferro", do có- digo 3823.90.9999. Em razão da divergência na classificação ta- rifária, a D. Autoridade Autuante concluiu que a Recorrente teria infringido o disposto nos artigos 99, 100 e 499, do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Decreto n. 91.030/85, e artigos 57 e 63, inciso I, alínea "a - do Regulamento do Im- posto sobre Produtos Industrializados, aprovado pelo Decreto n. 87.981/82; e, em consequência, instaurou o presente pro- cedimento fiscal, exigindo o recolhimento da diferença de tributos com os acréscimos legais. A Recorrente apresentou Impugnação ao Auto de Infração. Em seguida, o processo foi encaminhado ao LABANA, que forneceu informações técnicas e laudo de Análise - adi- tamento, relativos ao nitreto de ferro-silício. A partir das informações fornecidas pelo LA- BANA, a autora do Auto concluiu que a classificação conferi- da ao produto pela ora Recorrente estava correta, opinando, em consequência, pela insubsistência da autuação. Não obs- tante, a ação fiscal foi julgada procedente, mantendo-se a exigência fiscal. 0 art. 5 inciso LV, da Constituição Federal determina que "aos litigantes, em processo judicial ou admi- nistrativo, e aos acusados em geral são assegurados o con- traditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes". Após a contestação foram juntados aos Autos as Informações Técnicas números 32/94 e 74/94 do LABANA, sem que a empresa tenha se manifestado sobre os mesmos, ou par- ticipado na elaboração de quesitos, tendo então a Fiscaliza- ção julgado a ação procedente, com a seguinte ementa em seu despacho: "NITRETO DE FERRO SILICIO" - De acordo com o Parecer Técnico n. 6.157 do Instituto de Pesquisas Tecnoló- gicas (IPT), anexado pela impugnante, o nome "NITRETO DE FERRO-SILICIO", apesar de comercialmente usado, 6 inadequa- do, uma vez que não foi constatada na literatura disponível a existência de um nitreto duplo de Ea e Si, o que foi cor- roborado pelo LABANA. Desta forma, não sendo um composto químico do grupo nitreto, é incorreta a classificação TAB/SH 2850.00.0299 adotada pela impugnante. O produto "NITRETO E FERRO-SILICIO", cujo no- me mais correto seria FERRO-SILICIO NITRETADO, é composto dos produtos nitreto de silicio e silicieto de ferro, sendo correta a classificação TAB/SH 3823.90.9999 proposta pela fiscalização". Em sua defesa, argumentou a recorrente: "Da análise do tipo de produtos discriminados no capitulo 28 da TAB, verificamos que se trata, basicamen- te, de elementos químicos isolados ou compostos, mesmo con- tendo impurezas, conforme esclarece nota explicativa, conti- da no referido capitulo. Em contrapartida, ao examinar a descrição do tipo de produtos discriminados nas posições do capitulo 38, é possível constatar que constituem, em geral, preparados ou misturas". Examinadas as diferenças entre as duas posi- ções, é importante tecer algumas considerações a respeito do processo de obtenção do nitreto de ferro-silício. 0 nitreto de ferro silício, ou nitreto de silício contendo ferro, ou ainda ferro-silício nitretado, segundo informações forneci- das por seu fabricante, a "Elken Materiais, INC." (doc. n. 6 da inicial), é uma substância resultante da nitrogenação de ferro-silicio, ou seja, decorre da reação do mesmo em condi- ções especiais de temperatura e pressão sem a adição de ou- tras substâncias. Assim, diferentemente do que as expressões "nitreto de silício contendo ferro" ou "nitreto de silício contendo silicieto de ferro" possam sugerir, o produto em questão tem como matéria-prima o ferro-silicio que, submeti- do a um aquecimento com atmosfera controlada de nitrogênio, sofre a nitretação (doc. n. 7 da defesa). Desse processo obtido o nitreto de silicio. Em quantidade menos significa- tiva, resultante da própria reação, lad a ocorrência do ferro silicio não reagido e impurezas. O silicieto de ferro ou ferro-silício identi- ficado na análise procedida pelo LABANA não deriva, portan- to, de qualquer tipo de mistura, mas resulta necessariamente da própria reação química. O processo de formação do nitreto de ferro- silício foi descrito nos vários laudos apresentados pelo LA- BANA e também no Parecer Técnico n. 6.157 do IPT. Em ambos os casos, esclarece-se que o nitreto de silicio é um produto de importância industrial, muito usado na indústria metalúr- gica como refratário. Sua obtenção pode ocorrer por meio de vários processos, entre os quais a nitretação do silicio pu- ro. Nesta caso, porém, a produção do nitreto de silício tem custo bastante elevado. Por este motivo, o silicio puro tem sido substituido por matérias-primas menos caras, visando o mesmo fim, que é a obtenção do nitreto de silício. E exatamente essa a hipótese do ferro-silicio. Do processo de nitretação do ferro-silício, porém, além do nitreto de silício, resulta como resíduo o silicieto de ferro. 0 produto importado pela Recorrente, -portanto, é nitreto de silicio contendo como re- síduo, o silicieto de ferro; pois decorre da nitretaQão de ferro-silício, conforme descrito nos itens anteriores. Nesse sentido, a Recorrente transcreve trecho da Informação Técnica n. 033/94 do LABANA: "Ratificamos integralmente o Laudo de Análise n. 0291/91 (fl. 11) e o Aditamento n. 0291-A/93 (fls. 57 e 58), ou seja, a mercadoria analisada trata-se de Nitreto de Silicio contendo Silicieto de Ferro, na forma de p6. Segundo referência bibliográfica, o Nitreto de Silício contendo Silicieto de Ferro é produzido como "re- síduo" da fabricação de Nitreto de Silício puro a partir da liga de Ferro-Silicio." Em consequência, o nitreto de ferro-silício não pode ser qualificado como um preparado ou uma prepara- ção. Consiste, na verdade, em produto resultante da nitreta- QàO do ferro-silício. Da referida reação, obtém-se o nitreto de silicio e o ferro-silicio ou silicieto de ferro não rea- gido. Decorre dai a denominação do produto importado, qual seja, nitreto de ferro-silício, nitreto de silício contendo ferro, ferro-silício nitretado, ou ainda, nitreto de silício contendo silicieto de ferro. Mas isso não significa, em ab- soluto, que o produto importado pela Recorrente seja mistura ou preparação. Ressalte-se que o próprio Agente Fiscal Au- tuante, ao constatar o exposto, propôs a insubsistência da autuação (fls. 59). Entretanto, a D. Fiscalização, contrariando todas as informações técnicas presentes nos autos, manteve a exigência fiscal, basicamente, sob o argumento de que o pro- duto nitreto de ferro-silicio é formado por dois compostos o nitreto de silício e o silicieto de ferro. Ora, conforme es- clarecido anteriormente, no item 8 da presente, não ha des- caracterização da classificação dos elementos ou compostos químicos inorgânicos no capitulo 28, ainda que tais compos- tos contenham impurezas. E, de acordo com todas as informa- ções técnicas fornecidas, as amostras analisadas no nitreto de ferro-silício contêm em torno de 77,5% de nitreto de si- licio, resultando o silicieto de ferro apenas como resíduo. Dessa forma, resta comprovado o acerto da Re- corrente ao classificar o produto importado na posição 2850.00.0299 da TAB, tendo em vista tratar-se de nitreto de silicio contendo silicieto de ferro. Alias, em situagão idêntica & presente, en- volvendo empresa coligada à Recorrente, em que também se discutia a classificação fiscal do nitreto de ferro-silício, o Egrégio Terceiro Conselho de Contribuintes, no Acórdão n. 301-26.303 (doc. n. 8 da defesa), proferido nos autos do Processo n. 10845.005404/89-99, decidiu: "Classificação. Nitreto de Ferro Silício - Identificado pelo LABANA como Nitrato de Ferro Silício com Si- licieto de Ferro, continua cabendo na posi- ção 28.50, consoante NESH". E o relatório. • Rec. 117.185 Res. 301-0.987 VOTO • Conselheiro MOACYR ELOY DE MEDEIROS, Relator: Não acato a preliminar de nulidade, tendo em vista que o Auto se baseou no Laudo do LABANA, especifico para a importação de que se trata. No mérito, tanto a autuada como a autuante fundamentou-se nos mesmos elementos técnicos para darem a interpretagão que se coadune com as suas conveniências. 0 cerne da discussão prende-se 6. possibilida- de de se considerar ou não, o produto importado Nitreto de Ferro Silício como um elemento químico isolado ou composto, mesmo contendo impurezas, ou um produto que consistia um preparado ou mistura. Para que fique perfeitamente esclarecida a matéria, voto no sentido que seja o processo encaminhado em diligência & Aduana de origem para que seja ouvido o INT sob a matéria, formulando a fiscalização oa quesitos que julgar conveniente, a convidando-se a autuada a também fazê-lo, a fim de que não fique caracterizado o cerceamento do direito de defesa. 0 INT nos esclarecerá se o produto importado, e em litígio, é um composto químico do grupo nitreto. Sala das SesseSes, 27 de julho de 1995. MOACYR ELOY DE M ROS •

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4606139 #
Numero do processo: 10711.000500/91-90
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Oct 24 00:00:00 UTC 1995
Data da publicação: Tue Oct 24 00:00:00 UTC 1995
Ementa: IMPORTAÇÃO.CLASSIFICAÇÃO. O Dimercetol, é uma mistura odorífera, para uso em perfumaria, à base de dihidromircenol e formiato de dihidromircelina classifica-se no código TAB 33.04.01.00. Recurso Improvido.
Numero da decisão: 301-27.887
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOÃO BAPTISTA MOREIRA

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ACÓRDÃO N° RECURSO N° RECORRENTE RECORRIDA 10711.000500/91-90 24 de outubro de 1995 301.27.887 114.938 IFF ESSÊNCIAS E FRAGRÂNCIAS LTDA IRF/PORTO/RJ IMPORTAÇÃO. CLASSIFICAÇÃO. O Dimircetol é u' a mistura odorífera para uso em perfumaria, à \ , base de dihidromircenol e formiato de dihidromircenila, e classifica- se no código TAB 33.04.01.00. Recurso Improvido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 24 de outubro de 1995. ~r:- JOÃO BAPTI E,ÉLATOR . JIlL VIO JOSE F Procurador da F ROS VISTA EM 1 2 JUN 1996 . Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros : MÁRCIA REGINA MACHADO MELARÉ, ISALBERTO ZAVÃO LIMA, FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO, LEDA RUIZ DAMASCENO. Ausentes os Conselheiros: MARIA DE FÁTIMA PESSOA DE MELLO CARTAXO E WLADEMIR CLÓVIS MOREIRA. alice MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° ACÓRDÃO N° RECORRENTE RECORRIDA RELATOR(A) 114.938 301.27.887 IFF ESSÊNCIAS E FRAGRÂNCIAS LTDA IRF PORTO/RJ JOÃO BAPTISTA MOREIRA RELATÓRJO Adoto o Relatório integrante da Resolução nO 301.859 de fls. 84 a 86 et segs, "ut. infra". "A recorrente, através da D.I. nO 501-257/88 - Adição 02 (fls. 6) ao amparo da G.L nO 081-881000607-9 (fls. 67), submeteu a despacho 1.080 quilos de formiato de dihidromircenila, 50% a 60% de pureza aproximada, líquido, 35% a 50% dihidromircenol, sob nome comercial Dimircetol, classificando o produto no códdigo TAB 29.14.07.99, relativo a ácido fórmico, seus sais e ésteres-qualquer outro, com alíquotas de 30% para o LI. e zero para o LP.L obtendo o desembaraço com as prerrogativas da IN SRF nO 14/85. Remetida amostra ao LABANA para análise, este emitiu o Laudo de Análise nO 2058/88 (fls.8) concluindo: "trata-se de mistura odorífera para uso em perfumaria à base de dihidromircenol e formiato de dihidromircenila" . Em ato de revisão o produto foi reclassificado para o código TAB 33.04.01.00, com alíquotas de 80% para o LI. e 12% para o IPI conforme Auto de Infração nO 31/91 (fls.Ol), retificado pelo Termo Complementar (fls. 46), sendo exigido o recolhimento das diferenças dos tributos referidos e as multas dos artigos 524 e 526, inciso II do RA, e art. 80, inciso II, da Lei nO 4502/64 e Dec.-Lei 34/66, além dos encargos legais. Intimada em 29/01/91, tempestivamente, a autuada apresentou a impugnação (fls. 14/16) em 22/02/91, anexando cópia de resoluções do 3° CC, e pareceres do INT (fls. 56159), solicitando: a) apensação dos processos relacionados às fls. 50, por sua interligação com o presente processo; b) nulidade do auto de infração; c) perícia antecipada (arts. 846 e seqs. do CPC) a ser efetuada pelo INT elou por peritos técnicos nomeados, com formulação de quesitos; d) liminar revisão "ex officio" pela Divisão de Tributação da presente imposição fiscal e dos demais processos apensados, resguardando-se a impugnante à complementação impugnatória, no momento hábil, na forma da lei; 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° ACÓRDÃO N° decisão final. : 114.938 : 301.27.887 e) suspensão de quaisquer eventuais sanções à impugnante, até a Alegou, também, a recorrente: f) cerceamento de defesa (art. 5 XXXV, LV, da Constituição Federal e art. 142 do CTN); g) falta, por parte da fiscalização, do fornecimento de orientação temática ou técnica com a finalidade de evitar decréscimo patrimonial à impugnante; h) falta de definição do fato gerador (art. 144, do CTN). Atendendo solicitação da autoridade preparadora o LABANA na Informação Técnica nO 85/91 (fls. 40/41), esclarece: a) a mistura dos componentes do produto em causa não é intencional; b) na indústria de aromas e fragrâncias é comum o uso de ambos os constituintes; c) a TAB em suas Notas prevê de forma clara os produtos químicos que podem ser classificados no Capítulo 29; d) o Dimircetol constitui-se, à luz dos elementos da TAB, em uma mistura odorífera. Na informação de fls. 43, o AFTN autuante propôs a manutenção do lançamento, argumentando que: a) à vista da Informação Técnica nO 85/91, do LABANA verifica que o produto em questão se constitui numa mistura odorífera, sendo uma composição apropriada para uso específico em detrimento do uso geral; b) nas Notas do Capítulo 29 da TAB está prevista de forma clara que os produtos orgânicos que ali podem ser classificados, sendo correta a desclassificação do produto para o código TAB 33.04.01.00; Às fls. 46, foi lavrado Auto de Infração Complementar em virtude de erro na fixação da alíquota do 1.1., que à época de ocorrência do fato gerador era de 80%, tendo sido reaberto prazo para defesa. A recorrente impugnou o citado A.I. complementar reproduzindo os argumentos anteriores (fls. 50/53) e anexando resoluções do 3° CC laudo pericial do INT (fls. 54/59). 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA . TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° ACÓRDÃO N° 114.938 301.27.887 A autoridade preparadora, para melhor instrução do processo, intimou a recorrente a apresentar cópia da G.L nO 81-88/000607-9 que amparou a importação efetuada através da Adição 002 da D.L nO 501257/88,tendo a recorrente atendido a intimação em 13/04/92 (fls. 66/69). A autoridade singular julgou a ação fiscal procedente, mediante os fundamentos seguintes: - preliminarmente, não há necessidade de promover a anexação de outros processos para exame em conjunto, e não se ajusta, também, ao caso em foco nenhuma das hipóteses de nulidade previstas no art. 59, do Dec. nO 70.235/72; - negou o pedido de diligência endereçado ao INT, pois entendeu a medida prescindível, porque os pronunciamentos técnicos, nos quais foi fundada a autuação foram emitidos pelo LABANA, órgão competente para emitir pareceres técnicos; - a recorrente estava ciente, conforme consta do quadro 24 da D.L nO 501/257/88, que a homologação do lançamento somente se efetivaria após revisão aduaneira, baseada no res.ultado do laudo laboratorial; _,.----é. descal:>ida,a- alegação' de cerceamento de' defeSa portanto, por -----oCasião-da lavratura do Auto de Infração, quando posteriormente ao Termo Complementar, foi aberto o prazo legal para impugnação facultando-se à recorrente vista do processo; - não é passível de suspensão a aplicação de sanções à recorrente, por não haver processo de consulta em curso, anterior à presente ação fiscal, sobre a classificação do produto importado; - o LABANA, ao proceder a análise da amostra do produto importado (Laudo nO 2.058/88, fls. 8), concluiu tratar-se de uma mistura odorífera para uso em perfumaria à base de dihidromircenol e formiato de dihidromircenila, devendo sua classificação correta ser o código TAB 33.04.01.00, com alíquoatas de 80% para o LI. e 12% para o IPI, e não no Capítulo 29, que compreende, ressalvadas as disposições em contrário, os compostos orgânicos de constituição química definida apresentadas isoladamente, mesmo contendo impureza; à vista de que "a classificação de uma mercadoria é determinada legalmente pelo texto das posições e das Notas, de Seção e de Capítulo e, desde que não sejam contrárias aos textos das referidas posições e notas, pelas regras gerais para interpretação do sistema harmonizado". 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° ACÓRDÃO N° 114.938 301.27.887 Intimada da decisão singular em 05106/92, a recorrente no prazo legal, apresentou suas razões de recurso em 06/07/92, reiterando as alegações da impugnação e insistindo em especial, no pedido de perícia ao INT, inclusive, apresentando quesitos suplementares e nomeando perito-assistente. Preliminarmente, durante a fase impugnatória e, bem assim, no seu recurso voluntário, a recorrente insiste em que seja ouvido o Instituto Nacional de Tecnologia- INT, órgão pertencente à Administração Pública Federal, inclusive, tendo apresentado quesitos. Não vislumbro qualquer inconveniente ou expediente protelatório na pretensão da autuada. Para que não se alegue, no futuro, cerceamento de defesa, e para a completa instrução do processo, voto no sentido de converter o julgamento em diligência ao Instituto Nacional de Tecnologia - INT através da Repartição de Origem (IRF- Porto-RJ) para que analise os produtos e emita parecer sobre os pontos controversos suscitados. Deverão ser notificados o AFTN autuante e a recorrente para apresentarem quesitos, se assim o desejarem. Houve laudo do INT, às fls. 104: Assunto: Parecer sobre o produto ••Dimircetol" Protocolo: 01240.002442/93-DV Natureza do material: V. Observações Procedência: IRF/Porto/RJ Interessado: IFF Essências e Fragrâncias LTDA Observações: Através do ofício nO 29 de 27 de setembro de 1993, o Sr. Inspetor da Receita Federal do Rio de Janeiro encaminhou ao Instituto Nacional de Tecnologia o produto denominado "Dimircetol" DI nO 501257/88 para fins de análise e emissão de laudo em atendimento aos quesitos formulados pela empresa interessada e ALF/Porto do Rio de Janeiro. Este parecer refere-se, exclusivamente, à amostra do produto acima referido, o qual veio acondionado em recipiente de vidro, com tampa de rosca preta identificado com etiqueta auto-adesiva em manuscrito "2058/88 - Dimircetol" . 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° . ACÓRDÃO N° 114.938 301.27.887 Resultado da Análise 1- ASPECTO: líquido incolor com odor CÍtrico 2- Análise por cromatografia em fase gasosa O cromatograma da amostra apresenta picos com os mesmos tempos de retenção que os respectivos picos do padrão de Dimircetol. O cromatograma apresenta três picos: um de dihidromirceno1, um de forroiato de dihidromirceni1a e um terceiro pico. É o relatório 6 • MINISTÉRIO DA FAZENDA.;~~Si,':~~f~~~HO DE CONTRIBUINTES RECURSO N° ACÓRDÃO N° 114.938 301.27.887 VOTO \ Conclui-se, do Laudo do INT, que o produto importado é u' a mistura odorífera para uso em perfumaria, à base de dihidromircenol e formiato de dihidromircenila. Tal conclusão é idêntica ao do Laudo-LABANAde fls. 8. Destarte, nego provimento ao Recurso. Sala das Sessões, emC-de' utubro de 1995 Ix /lar BAP~~MO EiRA' RELATOR 7 ., , 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007

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9346669 #
Numero do processo: 10831.000925/90-14
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Sep 01 00:00:00 UTC 1993
Numero da decisão: 301-00.934
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência ao INT, através da Repartição de origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: LUIZ ANTONIO JACQUES

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WNS PROCESSO N° RECURSO N° ACÓRDÃO N° •MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEffiA cÂMARA 10831-000925/90.14 112.737 01 de setembro de 1993. • • Sessão de Recorrente: Recorrida : ASGA MICROELETRONICA S/A. IRF/VIRACOPOS R E S O L U ç A O N. 301-934 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência ao INT, através da Repartição de ori- gem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presen- te julgado. •• VISTA EM O Brasília DF, de setembro de 1993. COSTA D SOUZA azenda Nacional • Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conse- lheiros: JOAO BAPTISTA MOREIRA, FAUSTO FREITAS DE CASTRO NETO, RONALDO LINDIMAR JOSE MARTON, JOSE THEODORO MASCARENHAS MENCK e MARIA DE FATIMA PESSOA MELLO CARTAXO. Ausente o Cons. MIGUEL CAL- MON VILLAS BOAS . • MINISTERIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA Processo nr. 10831.000925/90-14 Recurso nr. 112.737 Recorrente:. ASGA MICROELETRONICA S.A. Recorrida:. IRF - Viracopos - S.P.> R E L A T O R I O E v O T O • Retorna o presente processo de diligência aodeterminou a Resolu~ao nr. 301-794, de 24 de março defls. 92, sendo que o Relatório e voto leio em sessao . INT, como1 .992, às • A recorrente apresentou seus quesitos, às fls. 100. fI s.. 10'+" Os quesitos formulados pelo AFTN, autuante, estao às ligência, nou .. Em seu parecer, às fls. ao responder os quesitos 109/110, o INT, atendendo a di- formulados, assim se posicio- • • 3. Abai,o passamos a transcrever e responder aos Quesitos formulados pela interessada:ai Conhece 05 componentes referidos'Resposta: Sim, sao dispositivos fotossenslveis seoicondutores.b) Descreva o componente, dando @nfase a sua fun,ao. Resposta: O componente é prioariamente um diodo fotossens!ve! usado em transmissao de informa,ao por via ótica. cl Onde é utilizado o componente referido' Resposta: E usado, principalmente, em telefonia e transmissao de sinal por cabos de fibra ótica. di Como se compara com 05 fotodiodos desenvolvidos pelo grupo de Opto-eletrônicos do CpQD da TELEBRAS , Resposta: Ao nosso conhecimento tem igual fun,ao e tecnologia el O componente referido pode ser classificado como semi-acabado? Resposta: Dada a extrema confiabilidade exigida no uso em telefonia o processo de fabrica,ao inclui um envelhecimento de 96 horas ("BURN UI") a 700 C, após o Que o componente é testado para verificar a varia,ao dos parametros; caso a varia,ao exceda 51 o componente é rejeitado. Em face da complexidade dos ensaios finais sÓ se poderá considerar o componente próprio para o uso após esta fase. Neste sentido o produto, tal como importado, é semi-acabado, pois nao pode ser utilizado imediatamente pelo risco Que representa a sua utiliza,ao sem passar pelo processo acima referido. fi A classifica,ao do item da tarifa aduaneira IB541.40.9903) está correta' Resposta: Em nossa opiniao o produto importado, objeto da Questao, detém as caracterlsticas técnicas daqueles abrangidos pela posi,ao referida • • • .r;;.-. 3 Ree. '1-12.737 feRes.: 301.-934 4•.Abaixo passamos a transcrever e responder aos quesitos formulados pelo Sr. Auditor Fiscal da Receita Fe- deral: ai O material foi descrito corretamente? Trata-se de fotodiodo ? Resposta: Sim, a fun~ao principal é de um fotodiodo usado na transmissao de sinais óticos e a posi~ao B541 descreve dispositivos fotossens!veis semicondutores. bl Descrever suscintamente o funcionamento do material {por exemplo: deteta, pré-amplifica sinais conti- dos em fibra ótica, etc.l. Resposta: O dispositivo deteta sinais enviados por fibra ótica. O tipo QDFT 045-00! possui banda pas- sante de 45 MHz. cl Fazer um digrama elétrico/eletrônico para o material importado. Resposta: O diagrama consta do processo na página 13. dI Trata-se de produto acabado {pronto para uso imediato I ? Resposta: Nao, é necessário para a finalidade a que se destina (transmissao de sinais submeter o com- ponente a envelhecimento acelerado ('BURN IN"I, realizar os ensaios de avalia~ao das caracter!sticas e rejeitar os componentes cuja varia~ao de algum par~metro exceda 5%. O uso em telefonia, por exemplo, exige elevada confia- bilidade de todos os componentes. Outro ensaio que é feito antes do uso é a verifica~ao da auséncia de vazamentos no invdlucro.n Como se depreende fazendo a compara~ao da posi~ao do INT e do Parecer da TELEBRAS, às fls. 31/32, existem diversos pon- tos conflitantes, assim sendo, entendo que deve o processo retor- nar ao INT, em nova diligência, para que se manifeste sobre a po- si;ao que adota o CPqD da TELEBRAS. E como relato e voto~ • • • Sala das Sessoes, em 01 de setembro de 1.993 . Relatol- 00000001 00000002 00000003

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4834907 #
Numero do processo: 13709.000449/90-72
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Mar 19 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Wed Mar 19 00:00:00 UTC 1997
Ementa: Importação. Classificação. "Unidade de fita magnética desmontada" não se confunde com "partes e peças" para a classificação fiscal. Recurso negado.
Numero da decisão: 301-28.316
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOÃO BAPTISTA MOREIRA

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Classificação. "Unidade de fita magnética desmontada" não se confunde com "partes e peças" para a classificação fiscal. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. •ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 19 de março de 1997 • • MOA -"•'—'":MEDEIROS Presidente 14r: • J AO BAP TA MORE r 1 • lator •• PROCURADORIA-0FM DA FAZENDA NACIONAL Coordenação-Geral da repretentaçao ExtraludIcIal Ga Fazenda Naelonal Ent_J . o 9 AGO iqq7 4tfy.n LUCIANA COR1EZ RORIZ PONTES • Procuradora da Fazenda Nacional Participaram, ainda, do presente , julgamento, os seguintes Conselheiros: MÁRCIA REGINA MACHADO MELARE, ISALBERTO ZAVÃO LIMA, FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO, LEDA RUIZ DAMASCENO e LUIZ FELIPE GALVÃO CALHEIROS. Ausente o Conselheiro SÉRGIO DE CASTRO NEVES. mfc/ac117758 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 113.738 ACÓRDÃO : 301-28.316 RECORRENTE : MICROLAB S/A RECORRIDA : DRF - RIO DE JANEIRO - RJ RELATOR(A) : JOÃO BAPTISTA MOREIRA RELATÓRIO Adoto o Relatório integrante da Resolução n° 301-940 de fls. 820 "et seqs, ut infra": "Contra a empresa MICROLAB S.A., retroqualificada foi lavrado o auto de infração n° 1.492/90, por haver a fiscalização, na conferência fisica das mercadorias importadas, identificado a importação de unidades completas de fita magnética para montar, classificadas na TAB como partes e não como unidades prontas, sendo que as aliquotas em que foram classificadas eram inferiores às da classificação correta. DA DEFESA Da Preliminar A autuada, em sua defesa, argúi na Preliminar que "o mencionado Auto de Infração deverá ser julgado insubsistente uma vez que é completamente intempestivo". "De fato estabelece o art. 50 do Decreto-lei n° 37/66, que a impugnação do valor aduaneiro ou a classificação tributária de mercadoria deverá ser feita dentro de 05(cinco) dias, depois de ultimada a conferência na forma do Regulamento Aduaneiro", o grifo consta do original. "...admitindo-se que a conferência aduaneira ultimou-se com a expedição dos Laudos Periciais, emitidos em 09 e 11 de fevereiro de 1990, como do fato ocorreu, o Auto de Infração deveria ter sido lavrado no máximo, até à data de 16 de fevereiro de 1990". "Ocorre que o mencionado Auto de Infração está datado de 23 de fevereiro de 1990, demonstrando conseqüentemente a sua total extemporaneidade". Em sua defesa, alega ainda a autuada que "teve aprovado pela Secretaria de Informática (SEI), um projeto para a fabricação de unidade de fita magnética modelo FM "100..." e "foi autorizada a importar partes e peças dos subconjuntos SKO, para serem nacionalizados progressivamente..." 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N3 : 113.738 ACÓRDÃO N' : 301-28.316 "A defendente iniciou, assim, a importação das partes e peças do subconjunto SKO aos (SIC) quais não se transformam em unidades de Fitas Magnéticas SIMPLESMENTE SE JUNTADAS, como quer a fiscalização, pois, para tanto, há todo um trabalho de mão de obra altamente especializado que inclui, além de testes complicadíssimos, toda uma execução de serviços de engenharia manifestamente sofisticada e de alta tecnologia'. O grifo consta do original. Em sua defesa apresenta a autuada outros pontos, como "a politica de nacionalização progressiva dos itens de alta tecnologia, possibilitando a substituição de importações tem sido uma constante dos governos federais visando a obtenção de saldos positivos na balança comercial de pagamentos (SIC) do Brasil" e que "Na área da informática e mais precisamente no campo das fitas magnéticas, bem como dos discos de gravação de dados e/ou nas impressoras é de extrema importância o acesso à tecnologia do produto e do processo de produção (incluindo- se os testes de desempenho e da própria montagem) de partes como as cabeças da gravação e impressão, o que só é possível na medida em que diversos componentes que formam o conjunto são recebidos separadamente, forçando-se o fabricante a tomar contacto e a procurar absorver a tecnologia de cada componente isoladamente" grifei. Solicita a defesa "nova perícia, cuja realização a defendente protesta desde já, com oportuna indicação de Assistente Técnico e formulação de quesitos..." Continua a defesa "Por outro lado, não há como aplicar-se, à hipótese, o princípio geral da TAB segundo o qual partes e peças de um conjunto, são classificados segundo o próprio conjunto, já que esta regra é excepcionada no caso específico de a importação em separado, das partes e peças ter como conseqüência posterior, um processo industrial que resulta em um produto diferente das partes e peças importadas e com classificação fiscal diversa (vide PN CST tf 84/71)" o grifo consta do original". Houve laudos periciais, 07 "et seqs e 663 et seqs": "O EXAME DA MERCADORIA Compareci à sede da empresa MICROLAB, em companhia de representante desta Inspetoria, Sra. Telma Brígido, onde o Engenheiro representante, nos mostrou a mercadoria em questão. 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 113.738 ACÓRDÃO N° : 301-28.316 Atendendo ao questionamento formulado pela Sra. Telma, cumpre aqui estabelecer-se se a mercadoria descrita na Guia de Importação 074793, compunha um mecanismo completo, embora desmontado e estabelecerem-se referências sobre quais itens de mercadoria já caracterizam o mecanismo como completo. CONSIDERAÇÕES As Unidades de Fita Magnética sabidamente encarregam-se de possibilitar a gravação, ou a leitura de dados já gravados, em um ambiente de processamento de dados. São desta forma "conectadas" a um equipamento de processamento de dados, procedendo este ao processo de gravação e leitura de dados. Existe uma variedade de computadores que utilizam estas unidades. Para diminuir um pouco a variedade de ligações computador/unidade, os fabricantes de unidades de fita magnética procuram fabricá-las de forma a que seja possível a ligação de uma mesma unidade -- suponhamos unidade "X" — ao computador IBM, CDC, etc. Muito embora a arquitetura destes equipamento seja substancialmente diferente, a mesma unidade pode ser, com sucesso, ligada a qualquer um deles. Tal efeito é possível interpondo-se uma controladora entre o computador (qualquer que seja ele) e a unidade de Fita Magnética. Assim sendo, cada fabricante de computador desenvolve uma "controladora de unidade de fita magnética', que possibilita ao seu computador a conexão com a unidade de fita magnética. Novamente, efeito final: uma mesma unidade de fita magnética consegue servir a fabricantes diferentes de computador, desde que o fabricante desenvolva sua "controladora". A mercadoria cuja amostra pericial, consistia de uma unidade de fita magnética desmontada, porém completa. Uma vez montada, poderia ser conectada a qualquer computador que dispusesse de uma controladora para a mesma. Por outro lado, cada um dos termos constantes da Guia de Importação foi nos esclarecido. De mais relevante, entenda-se primeiramente o "Módulo Base": é o painel frontal da unidade de fita magnética, composto ainda dos dois motores de passo que se encarregam de prover movimento às fitas magnéticas colocadas naquele equipamento. 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO : 113.738 ACÓRDÃO X' : 301-28.316 Já o "Módulo Bastidor de Placas" é um conjunto de soquetes onde estão encaixadas placas de circuito, compostas essas por componentes eletrônicos, desde capacitores até circuitos integrados: constituem a "inteligência" do equipamento. Outros itens como "ventilação do rack de placas" ou "turbina de vácuo, são definidos por esta perícia como de valor pouco significativo, quando comparados aos dois citados nos dois parágrafos anteriores; inclusive, nota-se na Guia de Importação que o preço destes dois itens é marcadamente maior. CONCLUSÕES Esta perícia concluiu que o equipamento "Unidade de Fita Magnética" estava completo, porém desmontado, sendo necessário um "pequeno" investimento em mão-de-obra, para torná-lo operável. Também concluiu que, dos itens de mercadoria descritos naquela Guia de Importação, são fundamentais para a "Unidade de Fita Magnética: "Módulo Base" e "Módulo Bastidor de Placas". A Autoridade "a quo", às fls. 781, assim decidiu: "LI. - Jogo completo de componentes de fita magnética classificada na TAB como partes, em vez de unidade de fita magnética. AUTO FISCAL PROCEDENTE. Com tempestividade, foi interposto o recurso de fls. 789 "et seqs", que leio para meus pares. Naquela ocasião, foi proferido o voto, "verbis": "A Recorrente levanta, em minha opinião, duas questões preliminares: cerceamento de defesa e irrevisibilidade do lançamento, muito embora tenha incluído esta última no mérito. Por uma questão de obediência aos princípios de celeridade e economia processuais, inverte a ordem de exame. Voto no sentido de acolher o pedido de produção de provas, já solicitado pela Recorrente na impugnação, com fulcro no inciso LV do art. 50 da Constituição Federal, que revogou disposição em contrário do Decreto n° 70.235/76, mediante a transformação do presente julgamento em diligência, junto ao Labana-Rio, através da repartição de origem, intimadas ambas as partes a formularem os quesitos que julgarem necessários ao deslinde da vexata quaestio, e os deste relator: MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N' : 113.738 ACÓRDÃO N`' : 301-28.316 - A importação consistiu-se em um conjunto desmontado ou, simplesmente, de partes e peças, na acepção fiscal"? Houve Laudo do INT, às fls. 854: "M1CROLAB S.A., empresa cuja falência foi decretada no dia 20 de abril de 1994 do pelo processo n° 5.163 do Juízo de Direito da Primeira Vara de Falências e Concordatas, estabelecida no endereço acima e inscrita no Cadastro Geral de Contribuintes do Ministério da Fazenda sob o n° 33.183.526/0013/47, importou dos Estados Unidos partes, peças e acessórios para fabricação de Unidade de Fita Magnética modelo FM-1000 cujo projeto foi aprovado pela Secretaria Especial de Informática. Em ato de fiscalização aduaneira procedendo a diligência e conferência fisica das mercadorias desembaraçadas constatou-se que a Empresa em questão vinha importando Unidades de Fita Magnética desmontadas declarando-as como partes e peças, cuja aliquota do Imposto de Importação era inferior à prevista, e devido a essas irregularidades foi lavrado Auto de Infração. No dia 11 de fevereiro de 1990 compareceram à Empresa, para perícia da mercadoria em questão, um representante da Inspetoria da Receita Federal do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro e um Engenheiro Certificante cujo Laudo conclusivo afirma que o equipamento "Unidade de Fita Magnética" estava completo, porém desmontado. Em março de 1990, a Empresa, inconformada com a lavratura do Auto de Infração, enviou oficio à Delegacia da Receita Federal defendendo-se das supostas infringências à legislação tributária. Por tratar-se de questão eminentemente técnica, a Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, converteu, por meio da repartição de origem, o julgamento em diligência a este Instituto, solicitando pronunciamento sobre o seguinte quesito. "O bem importado consiste de um conjunto desmontado ou, simplesmente de partes e peças na acepção fiscal"?. Por não haver condições deste Instituto examinar o material• importado, pois a MICROLAB S.A. é uma empresa falida e não mais existir em suas instalações a oficina de fabricação e testes das Unidades de Fita Magnética, a resposta ao quesito formulado será dada tomando-se como base as informações contidas no processo, ou seja, os conjuntos importados declarados, com os seus respectivos PART NUMBER (referência da peça) e a documentação (folhas 690 a 773 do presente processo Volume II) com as figuras exibindo a vista explodida dos conjuntos que formam uma Unidade de Fita Magnética - modelo FM 1000 completa e seus respectivos CÓDIGO DE FABRICANTE (referência da peça) que serviram de base ao projeto de fabricação à Secretaria Especial de Informática (SEI). 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 113.738 ACÓRDÃO N° : 301-28.316 Abaixo estão discriminados os conjuntos importados para fabricação da Unidade de Fita Magnética - modelo FM 1000 com seus respectivos PART NUMBER e a seguir os conjuntos necessários para formar a mesma unidade completa com seus respectivos CÓDIGO DE FABRICANTE. CONJUNTOS IMPORTADOS PART NUMBER (Referência da peca)_ Cobertura de Proteção 402336905 Módulo Porta Frontal 403437703 Módulo Base 403467301 Cobertura do Carretel Fixo 402370902 Módulo do Transformador de Alimentação 402573506 Módulo Regulador 402337102 Módulo de Ventilação do Rack de Placas 403777503 Módulo Bastidor de Placas 403629404 Módulo Turbina de Vácuo 403219205 CONJUNTOS PARA FOFtMACÃO DE CÓDIGO DO FABRICANTE UMA UNIDADE (Referência da Cobertura da Area de Transporte 4023369XX Conjunto da Porta Frontal 4034377XX Conjunto Base 4034673XX Cobertura do Carretel Fixo 402370930C Conjunto do Transformador de Alimentação 4025735XX Conjunto do Regulador 4023371XX Conjunto dos Ventiladores do Rack de Placas 4037775XX Conjunto do Rack de Placas 4036294XX Conjunto do Motor de Vácuo 4032192XX Observação: Os dois últimos dígitos representam a revisão da peça, conforme explicado na folha 690 deste processo. Após examinar documentalmente os conjuntos importados e os conjuntos necessários para formação de uma unidade, através das figuras e descrição do material, verificou-se que ambos possuem a mesma referência de peça e que a referência dada ao CONJUNTO (MÓDULO) BASE indica que esta peça é completa, ou seja, vem constituída de outras partes conforme evidenciado na documentação. No Conjunto (MÓDULO) BASE são agregados os outros conjuntos (módulos) importados. Em resposta ao quesito formulado pela Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, acima transcrito, podemos afirmar que o bem importado consiste de uma Unidade de Fita Magnética desmontada. É o relatório. 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N' : 113.738 ACÓRDÃO N'' : 301-28.316 VOTO Tendo o Laudo do INT confirmado que "o bem importado consiste de uma Unidade de Fita Magnética desmontada ile não, de partes e peças, cabe inteira razão à Decisão Recorrida. Destarte, nego provimento ao Recurso. Sala das Sessões, em 19 de março de 1997 ‘f-' IP , JOÃO BAPTIS 'A MOREIRA ' , TOR 1 1 1 , 8 Page 1 _0007000.PDF Page 1 _0007100.PDF Page 1 _0007200.PDF Page 1 _0007300.PDF Page 1 _0007400.PDF Page 1 _0007500.PDF Page 1 _0007600.PDF Page 1

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Numero do processo: 10845.005178/93-78
Data da sessão: Thu Mar 20 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Tue Dec 22 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CLASSIFICAÇÃO - Importação realizada com a indicação de classificação tarifária, amparada pelo art. 48 do Decreto n° 70.235/72. Recurso provido.
Numero da decisão: 301-28.318
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MOACYR ELOY DE MEDEIROS

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decisao_txt : ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.

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Numero do processo: 14098.000437/2008-81
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/03/2004 a 31/12/2004 Ementa: SALÁRIO INDIRETO PRÊMIOS DE INCENTIVO CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS INCIDÊNCIA Integram o salário de contribuição os valores pagos a título de prêmios de incentivo. Por depender do desempenho individual do trabalhador, o prêmio tem caráter retributivo, ou seja, contraprestação de serviço prestado, razão pela qual, possui natureza jurídica salarial. MULTA DE MORA. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO. Conforme determinação do Código Tributário Nacional (CTN) a lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.
Numero da decisão: 2403-001.049
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, Por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI

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decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, Por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora.

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1966; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2­C4T3  Fl. 117          1 116  S2­C4T3  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  14098.000437/2008­81  Recurso nº  000.000   Voluntário  Acórdão nº  2403­001.049  –  4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária   Sessão de  8 de fevereiro de 2012.  Matéria  CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS  Recorrente  BEIRA RIO MATERIAL PARA CONSTRUÇÃO LTDA  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias  Período de apuração: 01/03/2004 a 31/12/2004  Ementa:   SALÁRIO INDIRETO ­ PRÊMIOS DE INCENTIVO ­ CONTRIBUIÇÕES  PREVIDENCIÁRIAS ­ INCIDÊNCIA  Integram  o  salário  de  contribuição  os  valores  pagos  a  título  de  prêmios  de  incentivo. Por depender do desempenho individual do trabalhador, o prêmio  tem  caráter  retributivo,  ou  seja,  contraprestação  de  serviço  prestado,  razão  pela qual, possui natureza jurídica salarial.  MULTA  DE  MORA.  PRINCÍPIO  DA  RETROATIVIDADE  BENÉFICA.  ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO.  Conforme determinação do Código Tributário Nacional (CTN) a lei aplica­se  a ato ou fato pretérito, tratando­se de ato não definitivamente julgado, quando  lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao  tempo  da sua prática.        Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  ACORDAM  os  membros  do  Colegiado,  Por  maioria  de  votos,  em  dar  provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o  disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da  Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro  Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora.         Fl. 117DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI   2 Carlos Alberto Mees Stringari  Presidente/Relator    Participaram do  presente  julgamento,  os Conselheiros Carlos Alberto Mees  Stringari (Presidente), Marcelo Magalhães Peixoto, Cid Marconi Gurgel De Souza, Ivacir Julio  De Souza, Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro e Marthius Sávio Cavalcante Lobato      Fl. 118DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14098.000437/2008­81  Acórdão n.º 2403­001.049  S2­C4T3  Fl. 118          3   Relatório  Trata­se  de  recurso  voluntário  apresentado  contra Decisão  da Delegacia  da  Secretaria  da  Receita  Previdenciária  em  Campo  Grande,  acórdão  04­19.911  que  julgou  improcedente a impugnação.  O lançamento foi assim apresentado no Relatório do acórdão recorrido:  Trata­se  de  auto  de  infração  de  obrigação  principal  ­  AIOP  lavrado  em  face  da  empresa  acima  identificada,  sob  o  nº  37.184.073­2,  no  valor  de  R$  5.841,45,  consolidado  em  12/12/2008, com ciência pessoal em 18/12/2008.  De acordo com o relatório fiscal de fls. 23­25 e anexos, o crédito  lançado  refere­se às contribuições devidas à Seguridade Social  pelos  segurados  empregados,  destinadas  ao  Fundo  de  Previdência e Assistência Social (FPAS).  O  fato  gerador  ocorreu  com  a  prestação  de  serviços,  pelos  segurados  empregados  identificados  no  "Anexo  I  ­  Demonstrativo  do  valor  pago  a  título  de  remuneração  com  discriminação  da  base  de  cálculo  e  contribuição  calculada  individualizada por empregado e por estabelecimento" (f. 91/93),  vinculados  aos  estabelecimentos  36.889.558/0001­17,  36.889.558/0003­89, 36.889.558/0005­40, 36.889.558/0006­21 e  36.889.558/0008­93.  A  base  de  cálculo  considerada  no  lançamento  consiste  na  remuneração paga ou creditada aos segurados empregados por  meio de cartões de premiação denominados "Flexcard, Presente  Perfeito  e  Premium  Card",  no  período  de  03/2004,  04/2004  e  06/2004 a 12/2004, conforme contrato de prestação de serviços  firmado entre a empresa notificada e a empresa Incentive House  S/A  e  notas  fiscais  de  prestação  de  serviço  relacionadas  no  "Relatório  de  Lançamentos  —  RL",  extraída  dos  lançamentos  contábeis  da  empresa  notificada,  registrados  nas  contas  de  despesas 5.2.2.08.001, 5.2.3.08.001 e 5.2.4.08.001.  A  composição  da  base  de  cálculo  está  demonstrada no  "Anexo  I",  o  cálculo  das  contribuições  está  demonstrado  no  "Discriminativo Analítico  de Débito — DAD"  e  os  dispositivos  legais  que  embasam  o  lançamento  constam  do  relatório  "Fundamentos Legais do Débito — FLD".  Ficou  consignado  no  relatório  fiscal  que  as  contribuições  lançadas  não  foram  declaradas  em  Guia  de  Recolhimento  do  FGTS e Informações à Previdência Social ­ GFIP, fato este que  configura,  em  tese,  a  prática  de  crime  de  sonegação  de  contribuição previdenciária, previsto no  inc. I do art. 337­A do  Código  Penal,  com  a  redação  dada  pela  Lei  9.983,  de  Fl. 119DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI   4 14/07/2000,  o  que  foi  noticiado  à  autoridade  competente  por  meio de formalização de representação fiscal para fins penais.  Inconformada  com  a  decisão,  a  recorrente  apresentou  recurso  voluntário,  onde alega, em síntese, que:  •  os  prêmios  de  incentivo,  concedidos  em  função  de  campanhas  motivacionais, não têm natureza salarial, pois, não apresentam caráter  remuneratório do trabalho;  •  não integra a base de cálculo da contribuição previdenciária quaisquer  valores  cuja  natureza  não  seja  a  de  contraprestação  de  serviço  prestado por pessoa física;  •  os prêmios não tinham caráter de habitualidade, foram oferecidos por  um  tempo  certo  e  mediante  condições  fixadas  pela  empresa  expressamente contratada para a promoção da campanha de incentivo,  com montantes  e  expressões  variáveis  e  em  caráter  de  recompensa  pelo êxito alcançado naquela jornada.  É o Relatório.  Fl. 120DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14098.000437/2008­81  Acórdão n.º 2403­001.049  S2­C4T3  Fl. 119          5     Voto             Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator  O recurso é tempestivo e por não haver óbice ao seu conhecimento, passo à  análise das questões pertinentes.  O que está em questão é um  lançamento  fiscal no qual o Fisco entende ser  tributável o pagamento de prêmios a empregados e a recorrente entende não ser tributável.  Veremos  que  o  lançamento  está  correto  e  que  a  operação  visava  sonegar  tributos.  A  sistemática  aplicada  consiste  em  contratar  uma  empresa  para  efetuar  premiações em cartões magnéticos carregados com determinado valor, que poderá ser utilizado  para  saques  ou  compras  em  estabelecimentos  da  rede  comercial.  A  contratante  repassa  à  contratada o valor dos prêmios mais a remuneração da contratada e indica quem deve receber a  premiação (pessoas físicas) e quanto deve receber. A empresa contratada emite os cartões de  premiação tal e qual foi determinado pela contratante.  Analisando  a  operação  fica  evidente  que  a  contratante,  por  via  indireta,  remunera as pessoas físicas que determina, no valor que determina; que uma das características  da operação é que a remuneração da contratada é bem menor que a carga tributária que incide  sobre remuneração de pessoas físicas e que essa operação, se não declarada ao fisco, resulta em  sonegação fiscal.  Conforme  artigo  195  da  Constituição  Federal  é  tributável  por  meio  de  contribuição social a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a  qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício.  Art.  195.  A  seguridade  social  será  financiada  por  toda  a  sociedade,  de  forma  direta  e  indireta,  nos  termos  da  lei,  mediante  recursos  provenientes  dos  orçamentos  da União,  dos  Estados,  do Distrito Federal  e  dos Municípios,  e  das  seguintes  contribuições sociais:   I ­ do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada  na  forma da  lei,  incidentes sobre:  (Redação dada pela Emenda  Constitucional nº 20, de 1998)  a) a  folha de  salários  e demais  rendimentos do  trabalho pagos  ou  creditados,  a  qualquer  título,  à  pessoa  física  que  lhe  preste  serviço,  mesmo  sem  vínculo  empregatício;  (Incluído  pela  Emenda Constitucional nº 20, de 1998)  De acordo com o previsto no art. 28 da Lei n ° 8.212/1991, para o segurado  empregado  entende­se  por  salário­de­contribuição  a  totalidade  dos  rendimentos  destinados  a  Fl. 121DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI   6 retribuir  o  trabalho,  incluindo  nesse  conceito  os  ganhos  habituais  sob  a  forma  de  utilidades,  nestas palavras:  Art.28. Entende­se por salário­de­contribuição:  I  ­  para  o  empregado  e  trabalhador  avulso:  a  remuneração  auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade  dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título,  durante  o mês,  destinados  a  retribuir o  trabalho,  qualquer  que  seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a  forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de  reajuste  salarial,  quer  pelos  serviços  efetivamente  prestados,  quer  pelo  tempo à disposição do empregador ou  tomador de serviços nos  termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo  coletivo de trabalho ou sentença normativa; (Redação dada pela  Lei nº 9.528, de 10/12/97)  Existem parcelas que não sofrem incidência de contribuições previdenciárias,  seja por sua natureza indenizatória ou assistencial, tais verbas estão arroladas no art. 28, § 9º da  Lei n ° 8.212/1991, nestas palavras:  Art. 28 (...)  § 9º Não  integram o salário­de­contribuição para os  fins desta  Lei,  exclusivamente:  (Redação  dada  pela  Lei  nº  9.528,  de  10/12/97)  a)  os  benefícios  da  previdência  social,  nos  termos  e  limites  legais, salvo o  salário­maternidade;  (Redação dada pela Lei nº  9.528, de 10/12/97)  b)  as  ajudas  de  custo  e  o  adicional  mensal  recebidos  pelo  aeronauta nos termos da Lei nº 5.929, de 30 de outubro de 1973;  c) a parcela "in natura" recebida de acordo com os programas  de  alimentação  aprovados  pelo  Ministério  do  Trabalho  e  da  Previdência Social, nos termos da Lei nº 6.321, de 14 de abril de  1976;  d)  as  importâncias  recebidas  a  título  de  férias  indenizadas  e  respectivo  adicional  constitucional,  inclusive  o  valor  correspondente à dobra da remuneração de férias de que trata o  art. 137 da Consolidação das Leis do Trabalho­CLT; (Redação  dada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97)  e)  as  importâncias:  (Alínea  alterada  e  itens  de  1  a  5  acrescentados  pela  Lei  nº  9.528,  de  10/12/97,  e  de  6  a  9  acrescentados pela Lei nº 9.711, de 20/11/98)  1.  previstas  no  inciso  I  do  art.  10  do  Ato  das  Disposições  Constitucionais Transitórias;  2. relativas à indenização por tempo de serviço, anterior a 5 de  outubro  de  1988,  do  empregado  não  optante  pelo  Fundo  de  Garantia do Tempo de Serviço­FGTS;  3.  recebidas a  título da  indenização de que  trata o art.  479 da  CLT;  Fl. 122DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14098.000437/2008­81  Acórdão n.º 2403­001.049  S2­C4T3  Fl. 120          7 4. recebidas a título da indenização de que trata o art. 14 da Lei  nº 5.889, de 8 de junho de 1973;  5. recebidas a título de incentivo à demissão;  6. recebidas a título de abono de férias na forma dos arts. 143 e  144 da CLT;  7.  recebidas  a  título  de  ganhos  eventuais  e  os  abonos  expressamente desvinculados do salário;     8. recebidas a título de licença­prêmio indenizada;   9. recebidas a título da indenização de que trata o art. 9º da Lei  nº 7.238, de 29 de outubro de 1984;   f)  a  parcela  recebida  a  título  de  vale­transporte,  na  forma  da  legislação própria;  g) a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente  em decorrência de mudança de local de trabalho do empregado,  na forma do art. 470 da CLT; (Redação dada pela Lei nº 9.528,  de 10/12/97)  h)  as  diárias  para  viagens,  desde  que  não  excedam  a  50%  (cinqüenta por cento) da remuneração mensal;  i)  a  importância  recebida a  título de bolsa de complementação  educacional  de  estagiário,  quando  paga  nos  termos  da  Lei  nº  6.494, de 7 de dezembro de 1977;  j)  a participação nos  lucros ou  resultados da  empresa, quando  paga ou creditada de acordo com lei específica;  l)  o  abono  do  Programa  de  Integração  Social­PIS  e  do  Programa  de  Assistência  ao  Servidor  Público­PASEP;  (Alínea  acrescentada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97)  m)  os  valores  correspondentes  a  transporte,  alimentação  e  habitação  fornecidos  pela  empresa  ao  empregado  contratado  para trabalhar em localidade distante da de sua residência, em  canteiro  de  obras  ou  local  que,  por  força  da  atividade,  exija  deslocamento  e  estada,  observadas  as  normas  de  proteção  estabelecidas pelo Ministério do Trabalho; (Alínea acrescentada  pela Lei nº 9.528, de 10/12/97)Grifo nosso  n)  a  importância  paga  ao  empregado  a  título  de  complementação  ao  valor  do  auxílio­doença,  desde  que  este  direito seja extensivo à totalidade dos empregados da empresa;  (Alínea acrescentada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97)  o)  as  parcelas  destinadas  à  assistência  ao  trabalhador  da  agroindústria canavieira, de que trata o art. 36 da Lei nº 4.870,  de  1º  de  dezembro  de  1965;  (Alínea  acrescentada  pela  Lei  nº  9.528, de 10/12/97)  Fl. 123DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI   8 p)  o  valor  das  contribuições  efetivamente  pago  pela  pessoa  jurídica  relativo  a  programa  de  previdência  complementar,  aberto  ou  fechado,  desde  que  disponível  à  totalidade  de  seus  empregados e dirigentes, observados, no que couber, os arts. 9º  e  468  da  CLT;  (Alínea  acrescentada  pela  Lei  nº  9.528,  de  10/12/97)  q) o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou  odontológico,  próprio  da  empresa  ou  por  ela  conveniado,  inclusive  o  reembolso  de  despesas  com  medicamentos,  óculos,  aparelhos  ortopédicos,  despesas  médico­hospitalares  e  outras  similares,  desde  que  a  cobertura  abranja  a  totalidade  dos  empregados e dirigentes da empresa; (Alínea acrescentada pela  Lei nº 9.528, de 10/12/97)  r)  o  valor  correspondente  a  vestuários,  equipamentos  e  outros  acessórios  fornecidos  ao  empregado  e  utilizados  no  local  do  trabalho  para  prestação  dos  respectivos  serviços;  (Alínea  acrescentada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97)  s)  o  ressarcimento  de  despesas  pelo  uso  de  veículo  do  empregado e o reembolso creche pago em conformidade com a  legislação  trabalhista,  observado  o  limite máximo  de  seis  anos  de  idade,  quando  devidamente  comprovadas  as  despesas  realizadas; (Alínea acrescentada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97)  t)  o  valor  relativo  a  plano  educacional  que  vise  à  educação  básica, nos termos do art. 21 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro  de 1996, e a cursos de capacitação e qualificação profissionais  vinculados às atividades desenvolvidas pela empresa, desde que  não seja utilizado em substituição de parcela salarial e que todos  os empregados e dirigentes tenham acesso ao mesmo; (Redação  dada pela Lei nº 9.711, de 20/11/98)  u)  a  importância  recebida  a  título  de  bolsa  de  aprendizagem  garantida ao adolescente até quatorze anos de idade, de acordo  com  o  disposto  no  art.  64  da  Lei  nº  8.069,  de  13  de  julho  de  1990; (Alínea acrescentada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97)  v)  os  valores  recebidos  em  decorrência  da  cessão  de  direitos  autorais; (Alínea acrescentada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97)  x) o valor da multa prevista no § 8º do art. 477 da CLT. (Alínea  acrescentada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97)  Embora  a  empresa  alegue  que  não  houve  a  habitualidade  nos  pagamentos,  verifica­se que no período do lançamento, 03 a 12/2004, existem pagamentos nos meses 03, 04,  06, 07, 08, 09, 10, 11 e 12, o que configura sim a habitualidade.  Não procede o argumento do recorrente de que os pagamentos por meio de  premiação não constituem remuneração para os empregados, uma vez que já está pacificado na  doutrina e jurisprudência que os prêmios pagos possuem natureza salarial.  A  definição  de  “prêmios”  dada  pela  recorrente  não  se  coaduna  com  a  de  verba  indenizatória,  mas,  com  a  de  parcelas  suplementares  pagas  em  razão  do  exercício  de  atividades, tendo o premiado alcançado resultados no exercício da atividade laboral.   Fl. 124DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14098.000437/2008­81  Acórdão n.º 2403­001.049  S2­C4T3  Fl. 121          9 O  ilustre  professor  Maurício  Godinho  Delgado,  em  seu  livro  “Curso  de  Direito do Trabalho”, 3º edição, editora LTr, pág. 747, assim refere­se ao assunto:  (...)  Os prêmios consistem em parcelas contraprestativas pagas pelo  empregador  ao  empregado  em  decorrência  de  um  evento  ou  circunstância tida como relevante pelo empregador e vinculada  à conduta individual do obreiro ou coletiva dos trabalhadores da  empresa.(...)  O  prêmio,  na  qualidade  de  constraprestação  paga  pelo  empregador ao empregado, têm nítida feição salarial. (...)  Claro  é o posicionamento do STF,  acerca da natureza  salarial  dos prêmios,  posto o descrito na súmula 209, nestes termos:  Súmula  209  –  Salário­Prêmio,  salário  –produção.  O  salário­ produção, como outras modalidades de salário prêmio, é devido,  desde  que  verificada  a  condição  a  que  estiver  subordinado,  e  não  pode  ser  suprimido,  unilateralmente,  pelo  empregador,  quando pago com habitualidade.  Os  prêmios  são  considerados  parcelas  salariais  suplementares,  pagas  em  função do exercício de atividades atingindo determinadas condições. Neste sentido, adquirem  caráter  estritamente  contraprestativo,  ou  seja,  de  um  valor  pago  a  mais,  um  acréscimo  em  função  do  alcance  de  metas  e  resultados  Não  tem  por  escopo  indenizar  despesas,  ressarcir  danos, mas, atribuir um incentivo ao empregado.  Segundo o professor Amauri Marcaro Narcimento, em seu  livro Manual do  salário, Ed. Ltr, p. 334, nestas palavras  “Prêmio é modalidade de salário vinculado a fatores de ordem  pessoal  do  trabalhador,  como  produtividade  e  eficiência.  Os  prêmios caracterizam­se por seu aspecto condicional, sendo que  uma  vez  instituídos  e  pagos  com  habitualidade  não  podem  ser  suprimidos .”  Vale  destacar  ainda,  que  por  se  caracterizarem  como  remuneração,  os  prêmios devem, em regra, refletir no pagamento de todas as demais verbas trabalhistas, sejam  elas:  férias,  13º  salário,  repouso  semanal  remunerado,  devendo­se  observar  a  habitualidade  dependendo da verba que se faça incidir.   Pelo exposto o campo de incidência é delimitado pelo conceito remuneração.  Remunerar significa retribuir o trabalho realizado. Desse modo, qualquer valor em pecúnia ou  em utilidade que seja pago a uma pessoa natural em decorrência de um trabalho executado ou  de um serviço prestado, ou até mesmo por ter ficado à disposição do empregador, está sujeito à  incidência de contribuição previdenciária.  Cabe destacar nesse ponto, que os conceitos de salário e de remuneração não  se  confundem.  Enquanto  o  primeiro  é  restrito  à  contraprestação  do  serviço  devido  e  pago  diretamente pelo empregador ao empregado, em virtude da relação de emprego; a remuneração  Fl. 125DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI   10 é  mais  ampla,  abrangendo  o  salário,  com  todos  os  componentes,  e  as  gorjetas,  pagas  por  terceiros.   Assim  nenhum  dos  argumentos  apresentados  pelo  recorrente  é  capaz  de  afastar  a  regularidade  do  lançamento  quanto  a  incidência  de  contribuições  sobre  os  valores  pagos por premiação.    Multa de mora  A multa  de mora  aplicada  teve  por  base  o  artigo  35  da  Lei  8.212/91,  que  determinava  aplicação de multa que progredia  conforme a  fase  e o decorrer do  tempo e que  poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que esse  artigo  foi  alterado  pela  Lei  11.941/2009,  que  estabeleceu  que  os  débitos  referentes  a  contribuições não pagas  nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora  nos  termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. 61 da Lei 9.430/96, que  estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%.  Visto  que  o  artigo  106  do  CTN  determina  a  aplicação  retroativa  da  lei  quando,  tratando­se de ato não definitivamente  julgado,  lhe comine penalidade menos severa  que  a  prevista  na  lei  vigente  ao  tempo  da  sua  prática,  princípio  da  retroatividade  benigna,  impõe­se o  cálculo da multa  com base no  artigo 61 da Lei 9.430/96 para  compará­la  com  a  multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito  lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa mais benéfica.     Art. 106. A lei aplica­se a ato ou fato pretérito:           I  ­  em  qualquer  caso,  quando  seja  expressamente  interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos  dispositivos interpretados;           II ­ tratando­se de ato não definitivamente julgado:          a) quando deixe de defini­lo como infração;           b)  quando  deixe  de  tratá­lo  como  contrário  a  qualquer  exigência  de  ação  ou  omissão,  desde  que  não  tenha  sido  fraudulento  e  não  tenha  implicado  em  falta  de  pagamento  de  tributo;           c)  quando  lhe  comine  penalidade  menos  severa  que  a  prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.    Conclusão  À vista do exposto, voto pelo provimento parcial do recurso, determinando o  recálculo da multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei  8.212/91 e prevalência da mais benéfica ao contribuinte.    Carlos Alberto Mees Stringari  Fl. 126DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14098.000437/2008­81  Acórdão n.º 2403­001.049  S2­C4T3  Fl. 122          11                               Fl. 127DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI

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Numero do processo: 10830.010974/2010-62
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Período de apuração: 01/12/2007 a 31/08/2009 PREVIDENCIÁRIO. MULTA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. Considera-se espontânea a denúncia efetuada pelo sujeito passivo antes de iniciada procedimento fiscal relacionado com a infração. NULIDADE. Uma vez autuado por diferenças de recolhimentos confessados em tempo hábil, descabe, multa agravante em ação posterior, motivada em cálculos de valores registrados anteriores às retificações. Processo Anulado.
Numero da decisão: 2403-001.041
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro.
Nome do relator: IVACIR JULIO DE SOUZA

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ementa_s : CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Período de apuração: 01/12/2007 a 31/08/2009 PREVIDENCIÁRIO. MULTA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. Considera-se espontânea a denúncia efetuada pelo sujeito passivo antes de iniciada procedimento fiscal relacionado com a infração. NULIDADE. Uma vez autuado por diferenças de recolhimentos confessados em tempo hábil, descabe, multa agravante em ação posterior, motivada em cálculos de valores registrados anteriores às retificações. Processo Anulado.

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PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 15/06/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI     2 Relatório  A  instância  a  quo  produziu  o  relatório  abaixo  o  qual  transcrevo  na  íntegra  com grifos de minha autoria:   “Consoante  o  RELATÓRIO FISCAL DA  INFRAÇÃO  (fls.  05  e  06), o presente Auto,  lavrado sob nº 37.282.2967, decorre de a  empresa  ENGRATECH  TECNOLOGIA  EM  EMBALAGENS  PLÁSTICAS  LTDA.  haver  descumprido  a  obrigação  acessória  prevista no inciso IV do art. 32 da Lei nº 8.212, de 24/07/1991,  ou  seja,  por  ter  sido constatada a  existência de  compensações  lançadas nas Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à  Previdência  Social  –  GFIP  do  Contribuinte,  relativas  às  competências de 12/2007 a 08/2009, enviadas  via  internet pelo  SEFIP  –  Sistema  Empresa  de  Recolhimento  ao  FGTS  e  Informações  à  Previdência  Social  no  período  de  01/2008  a  09/2009.  Acrescenta, o auditor notificante, que:  1º) Para  dar  continuidade  ao  procedimento  acima  citado,  foi  emitido  o  MPF  nº  08104002010001531,  durante  o  qual  o  Contribuinte foi intimado (Termo de Intimação Fiscal – TIF nº  0001) a prestar os esclarecimentos e fornecer a documentação  comprobatória  que  justificasse  os  valores  compensados,  tendo  ele, em resposta, informado que se tratou de erro de escrituração  contábil e que as GFIP foram retificadas espontaneamente antes  da presente fiscalização;  2º)  De  fato,  o  Contribuinte  retificou  as  respectivas  GFIP,  porém,  o  fez  no  período  de  17  a  23/11/2009,  durante  a  ação  fiscal  iniciada  em  06/10/2009  e  encerrada  na  presente  data,  motivo pelo qual esta fiscalização não considerou espontânea a  apresentação  das  GFIPs  após  06/10/2009,  data  do  início  do  procedimento  fiscal,  e  lavrou  o  presente  Auto  de  Infração  em  relação  aos  valores  compensados  indevidamente  a  partir  de  04/12/2008;  e  3º)  As  GFIPs  entregues  a  partir  de  04/12/2008  não  foram  objeto  do  presente  AI,  pois  para  estes  casos  foi  lavrado  o  AI  com  multa  de  ofício  isolada,  DEBCAD  nº  37.282.2975.  Ainda, conforme o RELATÓRIO FISCAL DA MULTA (fl. 07):  1º) Considerando o contido no Relatório Fiscal da Infração, foi  aplicada  a  multa  mínima  prevista  na  Lei  nº  8.212,  de  24/07/1991, art. 32A, "caput", inciso I e §§ 2º e 3º, incluídos pela  MP  nº  449,  de  03/12/2008,  convertida  na  Lei  n°  11.941,  de  27/05/2009;  2º) O valor da multa é de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo  de  dez  informações  incorretas  ou  omitidas,  observada  a  multa  mínima de R$ 500,00 (quinhentos reais) por competência;  Fl. 108DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 15/06/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10830.010974/2010­62  Acórdão n.º 2403­01.041  S2­C4T3  Fl. 2          3 3º)  Conforme  o  quadro  constante  no  anexo  II  deste  relatório,  foram  verificadas  11  competências  com  erros  no  campo  “compensação”,  o  que  totaliza  a  multa  para  este  AI  em  R$  5.500,00  (cinco  mil  e  quinhentos  reais),  conforme  as  regras  acima citadas;  4º)  Em  obediência  ao  disposto  na  alínea  “c”  do  inciso  II  do  artigo 106 da Lei 5.172/1966 Código Tributário Nacional, foram  comparadas as multas impostas pela legislação vigente à época  da  ocorrência  dos  fatos  geradores  com  as  impostas  pela  legislação  superveniente,  aplicando­se  a  penalidade  menos  severa ao contribuinte, por competência, conforme demonstrado  nos anexos II e III deste relatório.  5º) Assim, restou aplicada a multa prevista no art. 32 A da Lei nº  8.212,  de  24  de  julho  de  1991,  na  redação  dada  pela  Lei  nº  11.941, de 27 de maio de 2009, em todas as competências, por  ser ela a mais benéfica ao Contribuinte.  Inconformada com o presente Auto, a ENGRATECH impugnou­ o por meio do expediente anexado às fls. 40 a 44, em que postula  a sua anulação mediante as seguintes razões, em síntese:  1ª)  A  impugnante  passou  por  Fiscalização  em  06/10/2009,  autorizada  pelo  Mandado  de  Procedimento  Fiscal  MPF  nº  08104002009014463,  a  qual  não  gerou  auto  de  infração  alguma;  2ª ) No período de 17 a 23/11/2009, procedeu à retificação das  GFIP  em  que  efetuadas  as  compensações  indevidas,  tendo  as  guias  retificadoras  sido aceitas pela RFB, vez que geraram as  Intimações para Pagamento nº 00058322/2010, 0008673/2010,  00074726/2010, 00090482/2010 e 00103841/2010;  3ª) No entanto, apesar de haver constatado que os fatos descritos  no  item  anterior  se  deram  antes  da  emissão  do  MPF  nº  08104002010001531,  que  deu  início  à  ação  fiscal  em  que  lavrado  o  presente  Auto  de  Infração,  o  auditor  da  RFB  não  considerou espontânea a retificação das GFIP e, ainda, autuou a  impugnante em multa de 150% por falsidade de informações;  4ª)  Tendo  em  vista  que  a  mencionada  retificação  se  deu  no  período de 17 a 23/11/2009, e o termo de fiscalização que gerou  o  auto  ora  impugnado  iniciou­se  em  março  de  2010,  não  procede o entendimento de falta de espontaneidade da empresa,  descabendo,  pois,  a  aplicação  de  multa  isolada  com  o  pressuposto  de  comprovada  falsidade  na  declaração  por  ela  apresentada,  até  porque,  no  caso  em  comento,  não  houve  conduta  dolosa  da  impugnante,  nem  fraude  ou  sonegação  tributária.”        Fl. 109DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 15/06/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI     4 DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA  Após analisar aos argumentos da impugnante, na forma do registro de fls.80,  a  6ª  Turma  da Delegacia  de  Julgamento  da Receita  Federal  do  Brasil  de  Campinas  (  SP)  ­  DRJ/CPS, em 04 de maio de 2011, emitiu o Acórdão n ° 05­033.661 mantendo procedente o  lançamento.  DO RECURSO  Irresignada,  a  Recorrente  interpôs  Recurso  Voluntário  onde  reiterou  as  alegações que fizera em instancia “ad quod ” e requereu a nulidade do lançamento.  É o Relatório.  Fl. 110DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 15/06/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10830.010974/2010­62  Acórdão n.º 2403­01.041  S2­C4T3  Fl. 3          5 Voto             Conselheiro Ivacir Júlio de Souza, Relator  DA TEMPESTIVIDADE   Conforme registro de Aviso de Recebimento, o recurso é tempestivo. Reúne  os pressuposto de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento.  DA PRELIMINAR DE NULIDADE.  O Mandado de Procedimento Fiscal  ­ MPF n 08.1.04.00­2010­00153­1 que  autorizou o procedimento em apreço foi emitido em 03/03/2010.  Às  fls  16,  consta  Termo  de  Intimação  Fiscal  ­  TIF  0001,  emitido  em  22/04/2010, respondido em 30/04/2010.  No  referido TIF,  o Auditor Fiscal  pede  esclarecimento  sobre  os  valores  de  compensação informados em GFIPS.  Às  fls.  18,  contém  resposta  da  Recorrente  informando  que  antes  de  05/03/2010, data de início da ação fiscal então em curso, já houvera percebido o que chamou  de erro e providenciara os acertos retificando com o envio de novas GFIPs.  No registro consta que juntara os documentos comprovantes da  transmissão  das GFIP’s.  No Relatório Fiscal de fls. 5, no item 5, o Auditor confirma a informação da  Recorrente quanto ao envio das GFIPs retificadoras. Entretanto faz ressalvas:  “5º)  De  fato,  o  Contribuinte  retificou  as  respectivas  GFIP,  porém,  o  fez  no  período  de  17  a  23/11/2009,  durante  a  ação  fiscal  iniciada  em  06/10/2009  e  encerrada  na  presente  data,  motivo pelo qual esta fiscalização não considerou espontânea a  apresentação  das  GFIPs  após  06/10/2009,  data  do  início  do  procedimento  fiscal,  e  lavrou  o  presente  Auto  de  Infração  em  relação  aos  valores  compensados  indevidamente  a  partir  de  04/12/2008,  conforme  hipótese  prevista  no  §  10  do  art.  89,  da  Lei nº 8.212/91;”  Na  definição  do  Auditor  Fiscal  não  ocorreram  procedimentos  distintos.  A  expedição dos dois MPFs com termos de início distintos foi irrelevante no seu entender.  Embora  o  Auditor  Fiscal  no  item  3  de  seu  Relatório  assegure  que  a  ação  fiscal  em  comento  transcorreu  “para  dar  continuidade  ao  procedimento  da  diligência  anteriormente sofrida pela Recorrente,  isto não consta registrado nos mandados. Tratam­se  os  procedimentos  de  ações,  fatos,  natureza  e  objetos  distintos  realizados  inclusive  por  Auditores diversos.  Fl. 111DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 15/06/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI     6 O auditor Fiscal registra que a ação que procedera foi para dar continuidade  ao  procedimento  anterior  entretanto  aduz  que  não  consta  lavrado  e  tampouco  colacionado  o  respectivo Termo de Continuidade de Procedimento Fiscal previsto no artigo 7° , § § 1° 2°,  do  decreto  n°  70.235/72,  praticado  pela RFB  ­  na  forma do modelo  anexo onde  em  razão  e  sigilo  fiscal  omiti  a  identificação  do  sujeito  passivo  ­  para  comunicar  ao  contribuinte  o  prosseguimento!  dos  trabalhos  para  comunicar  ao  contribuinte  o  prosseguimento!  dos  trabalhos:    “ Art. 7º O procedimento fiscal tem início com: ( vide Decreto  n° 3.724, de 2001).   (...)   §  1°  O  início  do  procedimento  exclui  a  espontaneidade  do  sujeito  passivo  em  relação  aos  atos  anteriores  e,  independentemente  de  intimação  a  dos  demais  envolvidos  nas  infrações verificadas.   § 2° Para os efeitos do disposto no § 1º, os atos referidos nos  incisos  I  e  II  valerão pelo prazo de  sessenta dias,  prorrogável,  sucessivamente,  por  igual  período,  com  qualquer  outro  ato  escrito que indique o prosseguimento dos trabalhos.”    “ MINISTÉRIO DA FAZENDA  Secretaria da Receita Federal do Brasil ­ RFB  Delegacia da Receita! Federal do Brasil de Fiscalização em São Paulo/DEFIS­SPO  TERMO DE CONTINUIDADE DE PROCEDIMENTO FISCAL  Serve  o  presente  Termo  de  Continuidade  de  Procedimento  Fiscal  para  comunicar ao contribuinte o prosseguimento dos trabalhos iniciados através do Termo de Início  da Ação  Fiscal,  lavrado  e  entregue  em  .....,  relativos  ao MPF  n°  .......  conforme  previsto  no  artigo 7° , § 2° , do decreto n° 70.235/72.  Para constar e surtir os efeitos legais, lavramos o presente termo em duas vias  de igual teor e forma, que vão assinadas pelo Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil e pelo  representante do contribuinte, a quem é entregue uma das vias. ”  O auditor Fiscal , também, não colacionou cópias dos MPFs a que se refere.  Entretanto, me coube também relatar o processo n° 10830.010973/2010­18 resultado de mesma  ação fiscal em tela, e, emprestado de lá, trago à colação os registros abaixo:   Aduz  que  –  sem  definir  o  período  ­  o MANDADO  DE  PROCEDIMENTO  FISCAL  ­  DILIGÊNCIA  Nº  08.1.04.00­2009­  01446­3,  emitido  em  01/10/2009,  a  que  se  refere  o  Auditor Fiscal  , autorizou os Auditores AMILTON GIRARDI  e FERNANDO SOARES DA SILVA a procederam a  ação de coleta de informações ECONÔMICO­FISCAIS EM MEIO DIGITAL– PREVIDÊNCIA:   “ PROCEDIMENTO FISCAL: DILIGÊNCIA  DESCRIÇÃO  SUMÁRIA:  COLETA  DE  INFORMAÇÕES  ECONÔMICO­FISCAIS EM MEIO DIGITAL – PREVIDÊNCIA  Campinas, 01 de Outubro de 2009.  MPF prorrogado até: 30 de Dezembro de 2009.  Fl. 112DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 15/06/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10830.010974/2010­62  Acórdão n.º 2403­01.041  S2­C4T3  Fl. 4          7 MPF prorrogado até: 29 de Janeiro de 2010.  MPF prorrogado até: 28 de feveriro de 2010  MPF prorrogado até: 30 de Março de 2010.   MPF prorrogado até: 29 de Abril de 2010.  MPF prorrogado até: 29 de Maio de 2010.”  Quanto  ao  presente  lançamento,  este  teve  respaldo  no  Mandado  de  Procedimento Fiscal – MPF n 08.1.04.00­2010­00153­1  , definido para  cobertura do período  01/06 a 12/09, cujo objeto foi :    “  PROCEDIMENTO  FISCAL:  FISCALIZAÇÃO  TRIBUTOS/CONTRIBUIÇÕES  :  CONTRIB  PREV  E  PARA  OUTRAS ENTIDADES E FUNDOS  Campinas, 03 de Março de 2010.  MPF prorrogado até: 30 de Agosto de 2010.  MPF prorrogado até: 29 de Outubro de 2010 ”  Relevante destacar que o Auditor afirma que a o procedimento fiscal iniciara  alhures, em 06/10/2009, entretanto o Termo de Início de Procedimento Fiscal, fls.15, por ele  notificado, foi expedido e assinado em 05/03/2010.  Como se nota, a data da expedição do Mandado de Procedimento Fiscal para  “  coleta  de  informações  em meio  digital”  na  forma  da  pretérita Diligência,  01/10/2009,  é  o  marco  que  o  Auditor  Fiscal  quer  fixar  e  aproveitar  para  caracterizar  a  continuidade  dos  procedimentos.  Destaque­se  que  o  procedimento  foi  prorrogado  até  29/05/2010,  quase  08  meses.  Ressalte­se  que  o  resultado  do  procedimento  supra,  que  segundo o Auditor  subsidiou  seu  lançamento,  sempre  esteve  disponível  nos  sistemas  da  RFB,  porém  antes  do  início de sua ação:  2º)  Durante  a  ação  fiscal  autorizada  pelo  Mandado  de  Procedimento  Fiscal  –  MPF  nº  08104002009014463,  iniciada  em  06/10/2009,  foi  constatada  a  existência  de  compensações  lançadas  nas GFIP  do Contribuinte  relativas  às  competências  de  12/2007  a  08/2009,  enviadas  via  internet  pelo  SEFIP  –  Sistema  Empresa  de  Recolhimento  ao  FGTS  e  Informações  à  Previdência Social no período de 01/2008 a 09/2009;  3º)  Para  dar  continuidade  ao  procedimento  acima  citado,  foi  emitido  o  MPF  nº  08104002010001531,  durante  o  qual  o  Contribuinte  foi  intimado  (Termo de  Intimação Fiscal – TIF nº  0001) a  prestar  os  esclarecimentos  e  fornecer  a  documentação  comprobatória  que  justificasse  os  valores  compensados,  tendo  ele, em resposta, informado que se tratou de erro de escrituração  contábil e que as GFIP foram retificadas espontaneamente antes  da presente fiscalização;  Fl. 113DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 15/06/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI     8 Neste ponto, há que fazer destaque para o fato de que o Auditor registra que  foi durante a sua ação fiscal que o contribuinte foi intimado a prestar esclarecimentos e não na  anterior.  É  relevante  também  notar  que  a  Recorrente  não  sofreu  autuação  ao  término  da  Diligência.  A informação trazida aos autos conforme o item 2 do Relatório Fiscal acima  transcrito,  onde  o  Auditor  Fiscal  afirma  que  agiu  em  razão  de  que  a  diligência  constatou  a  existência  de  compensações  lançadas  nas  GFIPs  ,  implica  que,  se  isto  ocorrera,  naquela  oportunidade  cumpria  aos  Auditores  então  designados  subsumirem­se,  de  imediato,  ao  comando  do  artigo  149,  I,  IV,  VI  e  VII  do  Código  tributário  Nacional­  CTN  não  cabendo  postergar o lançamento, in verbis :   “Art.  149.  O  lançamento  é  efetuado  e  revisto  de  ofício  pela  autoridade administrativa nos seguintes casos:  I ­ quando a lei assim o determine;    IV ­ quando se comprove falsidade, erro ou omissão quanto a  qualquer  elemento  definido  na  legislação  tributária  como  sendo de declaração obrigatória;    VI ­ quando se comprove ação ou omissão do sujeito passivo, ou  de  terceiro  legalmente  obrigado,  que  dê  lugar  à  aplicação  de  penalidade pecuniária;   VII ­ quando se comprove que o sujeito passivo, ou terceiro em  benefício daquele, agiu com dolo, fraude ou simulação;” .  No mesmo diapasão cumpriria a Autoridade Fiscal observar o preceituado no  artigo 142 do mesmo Códex, in verbis :   “ Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa  constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido  o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência  do  fato  gerador  da  obrigação  correspondente,  determinar  a  matéria  tributável,  calcular  o  montante  do  tributo  devido,  identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da  penalidade  cabível.Parágrafo  único. A atividade administrativa  de  lançamento  é  vinculada  e  obrigatória,  sob  pena  de  responsabilidade funcional.”  Desse  modo,  considerando  que  as  retificações  ocorreram  e  foram  expressamente  confirmadas  pelo  Auditor  Fiscal,  no  período  de  17  a  23/11/2009,  antes  de  iniciada a ação fiscal designada pelo Mandado de Procedimento Fiscal ­ MPF n° 08.1.04.00­ 2010­00153­1  expedido  em  03/03/2010,  é  compulsório  observar,  à  “  contrário  sensu  ”  ,  o  comando dos termos do parágrafo único do art. 138 do CTN :   “ Art. 138.    Parágrafo  único.  Não  se  considera  espontânea  a  denúncia  apresentada  após  o  início  de  qualquer  procedimento  administrativo  ou medida  de  fiscalização,  relacionados  com a  infração. ”   Isto  assentido,  a  questão  fica  mais  claramente  elucidada  na  forma  do  parágrafo  único  do  artigo  art.  472  da  Instrução  Normativa  RFB  nº  971,  de  13/11/2009,  prescreve que :   Fl. 114DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 15/06/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10830.010974/2010­62  Acórdão n.º 2403­01.041  S2­C4T3  Fl. 5          9 “Art. 472. Caso haja denúncia espontânea da infração, não cabe  a  lavratura  de Auto  de  Infração  para  aplicação  de  penalidade  pelo descumprimento de obrigação acessória.  Parágrafo  único.  Considera­se  denúncia  espontânea  o  procedimento  adotado  pelo  infrator  que  regularize  a  situação  que tenha configurado a infração, antes do início de qualquer  ação  fiscal  relacionada  com  a  infração,  dispensada  a  comunicação da correção da falta à RFB. ”  Tendo  presente  que  as  GFIPs  já  estavam  retificadas  por  ocasião  da  ação  fiscal, não se verificaram, pois, descumprimento das obrigações acessórias.   Conforme o Acórdão n° 192­00.015 IRPF, de 14/10/2008 da Segunda Turma  Especial do Primeiro Conselho de Contribuintes, restará configurado o vício material quando­  como no processo em comento ­ há equívocos na construção do lançamento:  “  O  vício  material  ocorre  quando  o  auto  de  infração  não  preenche  aos  requisitos  constantes  do  art.  142  do  Código  Tributário  Nacional,  havendo  equívoco  na  construção  do  lançamento  quanto  à  verificação  das  condições  legais  para  a  exigência  do  tributo  ou  contribuição  do  crédito  tributário,  (...)  (Acórdão n° 192­00.015 IRPF, de 14/10/2008 da Segunda Turma  Especial  do  Primeiro Conselho  de Contribuintes) ”( grifos  de  minha autoria).  Albergado no preceituado no artigo 61 do Decreto 70.235/72, entendo estar  motivado para declarar a nulidade do lançamento:  “Art. 61. A nulidade será declarada pela autoridade competente  para praticar o ato ou julgar a sua legitimidade.”  Aduz que, na exegese do § 3º, II, do artigo 59, II do decreto 70.235/72, sou  compulsado a declarar a nulidade:   Art. 59. São nulos:   §  3º  Quando  puder  decidir  do  mérito  a  favor  do  sujeito  passivo  a  quem  aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará  repetir o ato ou suprir­lhe a falta.( Incluído pela Lei n 8.748, de 1993).  CONCLUSÃO:  Em  razão  de  tudo  que  foi  exposto,  conheço  do  recurso  para,  DAR­LHE  PROVIMENTO determinando a nulidade do lançamento “AB INITIO”  É como voto.    Ivacir Júlio de Souza  Fl. 115DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 15/06/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI     10                               Fl. 116DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 15/06/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI

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Numero do processo: 15956.000125/2009-64
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004 PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA - NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26-A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - INOBSERVÂNCIA DE REGULARIDADE NO LANÇAMENTO - NÃO OCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento. PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - TAXA SELIC - APLICAÇÃO À COBRANÇA DE TRIBUTOS. É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais. Neste sentido, há a Súmula nº 4 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente estabelece a aplicação da taxa SELIC. Fl. 203 DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓPIA Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 2 PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL - ACRÉSCIMOS LEGAIS - JUROS E MULTA DE MORA - ALTERAÇÕES DADAS PELA LEI 11.941/2009 - RECÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA - ART. 106, II, C, CTN Até a edição da Lei 11.941/2009, os acréscimos legais previdenciários eram distintos dos demais tributos federais, conforme constavam dos arts. 34 e 35 da Lei 8.212/1991. A Lei 11.941/2009 revogou o art. 34 da Lei 8.212/1991 (que tratava de juros moratórios), alterou a redação do art. 35 (que versava sobre a multa de mora) e inseriu o art. 35-A, para disciplinar a multa de ofício. Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratando-se de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõe-se o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para compará-la com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa de mora mais benéfica. Ressalva-se a posição do Relator, vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35-A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos legais mais benéficos ao contribuinte. Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2403-001.107
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte.
Nome do relator: PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO

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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004 PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA - NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26-A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - INOBSERVÂNCIA DE REGULARIDADE NO LANÇAMENTO - NÃO OCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento. PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - TAXA SELIC - APLICAÇÃO À COBRANÇA DE TRIBUTOS. É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais. Neste sentido, há a Súmula nº 4 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente estabelece a aplicação da taxa SELIC. Fl. 203 DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓPIA Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 2 PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL - ACRÉSCIMOS LEGAIS - JUROS E MULTA DE MORA - ALTERAÇÕES DADAS PELA LEI 11.941/2009 - RECÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA - ART. 106, II, C, CTN Até a edição da Lei 11.941/2009, os acréscimos legais previdenciários eram distintos dos demais tributos federais, conforme constavam dos arts. 34 e 35 da Lei 8.212/1991. A Lei 11.941/2009 revogou o art. 34 da Lei 8.212/1991 (que tratava de juros moratórios), alterou a redação do art. 35 (que versava sobre a multa de mora) e inseriu o art. 35-A, para disciplinar a multa de ofício. Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratando-se de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõe-se o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para compará-la com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa de mora mais benéfica. Ressalva-se a posição do Relator, vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35-A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos legais mais benéficos ao contribuinte. Recurso Voluntário Provido em Parte

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VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI   2 PREVIDENCIÁRIO  ­  CUSTEIO  ­  AUTO  DE  INFRAÇÃO  DE  OBRIGAÇÃO PRINCIPAL ­ ACRÉSCIMOS LEGAIS ­ JUROS E MULTA  DE  MORA  ­  ALTERAÇÕES  DADAS  PELA  LEI  11.941/2009  ­  RECÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA ­ ART. 106, II, C, CTN  Até a edição da Lei 11.941/2009, os acréscimos legais previdenciários eram  distintos dos demais tributos federais, conforme constavam dos arts. 34 e 35  da Lei 8.212/1991. A Lei 11.941/2009 revogou o art. 34 da Lei 8.212/1991  (que  tratava de  juros moratórios),  alterou  a  redação do art. 35  (que versava  sobre  a  multa  de  mora)  e  inseriu  o  art.  35­A,  para  disciplinar  a  multa  de  ofício.  Visto que o artigo 106,  II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei  quando,  tratando­se  de  ato  não  definitivamente  julgado,  lhe  comine  penalidade  menos  severa  que  a  prevista  na  lei  vigente  ao  tempo  da  sua  prática, princípio da retroatividade benigna, impõe­se o cálculo da multa com  base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para compará­la com a multa aplicada com  base  na  redação  anterior  do  artigo  35  da Lei  8.212/91  (presente  no  crédito  lançado neste  processo)  para  determinação  e  prevalência  da multa  de mora  mais benéfica.  Ressalva­se a posição do Relator, vencida nesta Colenda Turma, na qual  se  deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora  (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art.  5º,  §  3º  Lei  9.430/1996)  e  da multa  de  ofício  (com  base  no  art.  35­A,  Lei  8.212/1991  c/c  art.  44  Lei  9.430/1996),  com  a  prevalência  dos  acréscimos  legais mais benéficos ao contribuinte.  Recurso Voluntário Provido em Parte      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.    ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos,  em dar  provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o  disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da  Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte.    Carlos Alberto Mees Stringari ­ Presidente    Paulo Maurício Pinheiro Monteiro ­ Relator    Participaram  do  presente  julgamento  os  Conselheiros  Carlos  Alberto Mees  Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Jhonatas Ribeiro da Silva,  Marcelo Magalhães Peixoto e Maria Anselma Coscrato dos Santos. Ausente o Conselheiro Cid  Marconi Gurgel de Souza.  Fl. 204DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000125/2009­64  Acórdão n.º 2403­01.107  S2­C4T3  Fl. 199          3   Relatório  Trata­se de Recurso Voluntário, às fls. 175 a 194, interposto pela Recorrente  – SERRANA Máquinas e Equipamentos Ltda. apresentado contra Acórdão nº 12­36.209 ­ 10ª  Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento Rio de Janeiro I ­ RJ, fls. 159  a 168, que julgou procedente em parte a autuação por descumprimento de obrigação principal,  AIOP – Auto de Infração de Obrigação Principal nº. 37.216.043­3, com ciência da Recorrente  em  30.04.2009,  às  fls.  01,  com  valor  consolidado  inicial  de R$  363.623,62  sendo  retificado  após a decisão de primeira instância para R$ 139.924,28.  O crédito previdenciário se refere às contribuições previdenciárias destinadas  à Seguridade Social correspondentes à parte da empresa e às destinadas ao financiamento dos  benefícios  concedidos  em  razão do grau de  incidência de  incapacidade  laborativa decorrente  dos riscos ambientais do trabalho, apuradas por aferição indireta, nas competências 01/2004 a  12/2004 (inclusive 13º salário).  Conforme  o  relatado  pela  decisão  de  primeira  instância,  às  fls.  161  a  162,  temos o aduzido pela Auditoria­Fiscal em sede de Relatório Fiscal, às fls. 25 a 32, bem como a  Impugnação apresentada às fls. 122 a 139:      Fl. 205DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI   4           Foi  emitido  o  TIAF  –  Termo  de  Início  de  Ação  Fiscal,  às  fls.  16  a  17,  contendo o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF nº 0810900.2008.00757.  O período objeto da AIOP, conforme o Relatório Discriminativo Sintético  de Débito ­ DSD, às fls. 07, é de 01/2004 a 12/2004.  A Recorrente teve ciência da AIOP no dia 30.04.2009, conforme fls. 01.  Fl. 206DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000125/2009­64  Acórdão n.º 2403­01.107  S2­C4T3  Fl. 200          5 Após  análise  dos  autos,  a  Delegacia  da  Receita  Federal  do  Brasil  de  Julgamento Rio de Janeiro I ­ RJ emitiu a Acórdão nº 12­36.209 ­ 10ª Turma, fls. 159 a 168,  julgando procedente em parte a autuação, conforme a Ementa a seguir:          Fl. 207DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI   6 Observa­se  que  a  decisão  de  primeira  instância,  às  fls.  164,  reconheceu  a  decadência parcial, no período 01/2004 a 03/2004, com fulcro no art. 150, § 4º, CTN.  Observa­se  também  que  o  contribuinte  SERMAG  Industrial  e  Comercial  Ltda, não apresentou Recurso Voluntário.    Inconformada  com  a  decisão,  a  Recorrente  apresentou  Recurso  Voluntário,  fls.  175  a  194,  reiterando  as  argumentações  apresentadas  em  sede  de  primeira  instância:    Em sede Preliminar.    (i)  Da  nulidade  do  lançamento  fiscal  por  falta  de  fundamentação  e  indicação  precisa  dos  elementos  caracterizadores da obrigação tributária.          Fl. 208DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000125/2009­64  Acórdão n.º 2403­01.107  S2­C4T3  Fl. 201          7 No Mérito.    (ii) Da necessidade de realização de prova pericial.        (iii) Da multa confiscatória.          (iv) Da ilegalidade da utilização da taxa SELIC      Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão.    É o Relatório.  Fl. 209DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI   8   Voto             Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator    PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE  O recurso  foi  interposto  tempestivamente, conforme  informação da SECAT  da DRFB em Ribeirão Preto ­ SP.   1 ­ O contribuinte em referência apresentou recurso tempestivo  tanto para o processo principal como para os apensados.  2 ­ Não foi possível atualizar o evento "apresentação de recurso  tempestivo" no sistema SICOB, tendo em vista que o mesmo está  incluído  em Parcelamentos  Especial  pela  Lei  11941,  tendo  em  vista a possibilidade de o contribuinte  incluir o  referido débito  na  modalidade  do  artigo  1º  da  referida  Lei,  observando  que  deverá ser cumprido o disposto na art 13 da Portaria Conjunta  PGFN/RFB nº 02/2011.  3­  Posto  isto,  proponho  o  encaminhamento  deste  processo  ao  Conselho  Administrativo  de  Recursos  Fiscais,  para  apreciação  dos  recursos  apresentados.  Avaliados  os  pressupostos,  passo  para as questões preliminares e ao Mérito.      DAS PRELIMINARES    Alegações de inconstitucionalidades.    Analisemos.  Não assiste razão à Recorrente pois o previsto no ordenamento legal não  pode ser anulado na  instância administrativa por alegações de  inconstitucionalidade,  já  que  tais  questões  são  reservadas  à  competência,  constitucional  e  legal,  do  Poder  Judiciário.   Neste sentido, o art. 26­A, caput do Decreto 70.235/1972, que dispõe sobre o  processo administrativo fiscal, e dá outras providências:  “Art.  26­A. No  âmbito  do  processo  administrativo  fiscal,  fica  vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar  de  observar  tratado,  acordo  internacional,  lei  ou  decreto,  sob  Fl. 210DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000125/2009­64  Acórdão n.º 2403­01.107  S2­C4T3  Fl. 202          9 fundamento  de  inconstitucionalidade. (Redação  dada  pela  Lei  nº 11.941, de 2009)  § 1o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)  § 2o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)  § 3o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)  § 4o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)  § 5o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)  § 6o O disposto no caput deste artigo não se aplica aos casos de  tratado,  acordo  internacional,  lei  ou  ato  normativo: (Incluído  pela Lei nº 11.941, de 2009)  I  –  que  já  tenha  sido  declarado  inconstitucional  por  decisão  definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal; (Incluído pela  Lei nº 11.941, de 2009)  II  –  que  fundamente  crédito  tributário  objeto  de: (Incluído  pela  Lei nº 11.941, de 2009)  a)  dispensa  legal  de  constituição  ou  de  ato  declaratório  do  Procurador­Geral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e  19 da Lei no 10.522, de 19 de julho de 2002; (Incluído pela Lei nº  11.941, de 2009)  b) súmula da Advocacia­Geral da União, na forma do art. 43 da  Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993; ou (Incluído  pela Lei nº 11.941, de 2009)  c)  pareceres  do  Advogado­Geral  da  União  aprovados  pelo  Presidente  da  República,  na  forma  do  art.  40  da  Lei  Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993.  (Incluído pela  Lei nº 11.941, de 2009)”(gn).  Ademais, há a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009,  que  expressamente  veda  ao  CARF  se  pronunciar  acerca  da  inconstitucionalidade  de  lei  tributária.  Súmula  CARFnº  2:  O  CARF  não  é  competente  para  se  pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.      (i)  Da  nulidade  do  lançamento  fiscal  por  falta  de  fundamentação  e  indicação  precisa  dos  elementos  caracterizadores da obrigação tributária.    Analisemos.  Fl. 211DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI   10 Da regularidade do lançamento.  Não obstante a argumentação da Recorrente, não confiro razão à Recorrente  pois, de plano, nota­se que o procedimento fiscal atendeu a todas as determinações legais, não  havendo, pois, nulidade por vício insanável e tampouco cerceamento de defesa.   O crédito previdenciário se refere às contribuições previdenciárias destinadas  à Seguridade Social correspondentes à parte da empresa e às destinadas ao financiamento dos  benefícios  concedidos  em  razão do grau de  incidência de  incapacidade  laborativa decorrente  dos riscos ambientais do trabalho, apuradas por aferição indireta, nas competências 01/2004 a  12/2004 (inclusive 13º salário).  Desta  forma, conforme o artigo 37 da Lei n° 8.212/91,  foi  lavrada Auto de  Infração de Obrigação Principal ­ AIOP nº 37.216.043­3 que, conforme definido no inciso  IV do artigo 633 da IN MPS/SRP n° 03/2005, é o documento constitutivo de crédito relativo às  contribuições  devidas  à  Previdência  Social  e  a  outras  importâncias  arrecadadas  pela  SRP,  apuradas mediante procedimento fiscal:  (redação à época da lavratura da AIOP nº 37.216.043­3)  Lei n° 8.212/91   Art. 37. Constatado o atraso total ou parcial no recolhimento de  contribuições  tratadas  nesta  Lei,  ou  em  caso  de  falta  de  pagamento  de  beneficio  reembolsado,  a  fiscalização  lavrará  notificação  de  débito,  com  discriminação  clara  e  precisa  dos  fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que  se referem, conforme dispuser o regulamento.    IN MPS/SRP n° 03/2005   Art. 633. São documentos de constituição do crédito tributário,  no âmbito da SRP:  IV  ­ Auto de  Infração de Obrigação Principal  ­ AIOP, que  é o  documento  constitutivo  de  crédito  relativo  às  contribuições  devidas  à  Previdência  Social  e  a  outras  importâncias  arrecadadas pela SRP, apuradas mediante procedimento fiscal;    Não  obstante  a  argumentação  da  Recorrente,  não  confiro  razão  à  Recorrente  pois,  de  plano,  nota­se  que  o  procedimento  fiscal  atendeu  a  todas  as  determinações legais, com a clara discriminação de cada débito apurado e dos acréscimos  legais  incidentes,  não  havendo,  pois,  nulidade  por  vício  insanável  e  tampouco  cerceamento de defesa.   Pode­se elencar as etapas necessárias à realização do procedimento:  •  A  autorização  por  meio  da  emissão  do  Mandado  de  Procedimento  Fiscal  –  MPF­  F,  com  a  competente  designação  do  Auditor­Fiscal  responsável  pelo  cumprimento do procedimento; Fl. 212DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000125/2009­64  Acórdão n.º 2403­01.107  S2­C4T3  Fl. 203          11 •  A  intimação  para  a  apresentação  dos  documentos  conforme  Termo  de  Intimação  para  Apresentação  de  Documentos – TIAD, intimando o contribuinte para que  apresentasse todos os documentos capazes de comprovar  o cumprimento da legislação previdenciária;   •  A  autuação  dentro  do  prazo  autorizado  pelo  referido  Mandado, com a apresentação ao contribuinte dos fatos  geradores  e  fundamentação  legal  que  constituíram  a  lavratura  do  auto  de  infração  ora  contestado,  com  as  informações  necessárias  para  que  o  autuado  pudesse  efetuar as impugnações que considerasse pertinentes:  a. IPC ­ Instruções para o Contribuinte (que tem a finalidade de  comunicar  ao  contribuinte  como  regularizar  seu  débito,  como  apresentar defesa e outras informações);  b. DAD ­ Discriminativo Analítico do Débito (que discrimina os  valores originários das contribuições devidas pelo contribuinte,  abatidos os valores já recolhidos e as deduções legais);  c. DSD  ­ Discriminativo  Sintético  do Débito  (que  apresenta  os  valores  devidos  em  cada  competência,  referentes  aos  levantamentos indicados agrupados por estabelecimento);  d. RL ­ Relatório de Lançamentos (que relaciona os lançamentos  efetuados  nos  sistemas  específicos  para  apuração  dos  valores  devidos pelo sujeito passivo);  e.  FLD­  Fundamentos  Legais  do  Débito  (que  indica  os  dispositivos legais que autorizam o lançamento e a cobrança das  contribuições  exigidas,  de  acordo  com  a  legislação  vigente  à  época do respectivo fato gerador);  f. REPLEG­ ­ Relatório de representantes Legais;  g. VÍNCULOS ­ Relatório de Vínculos (que lista todas as pessoas  físicas  ou  jurídicas  em  razão  de  seu  vínculo  com  o  sujeito  passivo, indicando o tipo de vínculo existente e o período);   h. MPF – Mandado de Procedimento Fiscal;  i. TIAF – Termo de Início da Ação Fiscal;.  j. TEAF ­ Termo de Encerramento da Ação Fiscal;.  k. REFISC – Relatório Fiscal.    Cumpre­nos  esclarecer  ainda,  que  o  lançamento  fiscal  foi  elaborado  nos  termos  do  artigo  142  do Código Tributário Nacional,  especialmente  a  verificação  da  efetiva  ocorrência  do  fato  gerador  tributário,  a  matéria  sujeita  ao  tributo,  bem  como  o  montante  individualizado do tributo devido.  De plano, o art. 142, CTN, estabelece que:  Fl. 213DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI   12 “Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa  constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido  o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência  do  fato  gerador  da  obrigação  correspondente,  determinar  a  matéria  tributável,  calcular  o  montante  do  tributo  devido,  identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da  penalidade cabível.   Parágrafo  único.  A  atividade  administrativa  de  lançamento  é  vinculada  e  obrigatória,  sob  pena  de  responsabilidade  funcional.”    Analisando­se  a  AIOP  nº  37.216.043­3,  tem­se  que  foi  cumprido  integralmente os limites legais dispostos no art. 142, CTN.  Ademais,  não  compete  ao  Auditor­Fiscal  agir  de  forma  discricionária  no  exercício  de  suas  atribuições.  Desta  forma,  em  constatando  a  falta  de  recolhimento,  face  a  ocorrência  do  fato  gerador,  cumpri­lhe  lavrar  de  imediato  a Auto  de  Infração  de Obrigação  Principal  de  forma  vinculada,  constituindo  o  crédito  previdenciário.  O  art.  243  do  Decreto  3.048/99, assim dispõe neste sentido:  Art.243.  Constatada  a  falta  de  recolhimento  de  qualquer  contribuição  ou  outra  importância  devida  nos  termos  deste  Regulamento,  a  fiscalização  lavrará,  de  imediato,  notificação  fiscal de lançamento com discriminação clara e precisa dos fatos  geradores,  das  contribuições  devidas  e  dos  períodos  a  que  se  referem,  de  acordo  com  as  normas  estabelecidas  pelos  órgãos  competentes.    Do arbitramento.  O presente lançamento teve fundamento no art. 33, § 3º, Lei 8.212/1991:  Art.  33.  À  Secretaria  da  Receita  Federal  do  Brasil  compete  planejar, executar, acompanhar e avaliar as atividades relativas  à  tributação,  à  fiscalização,  à  arrecadação,  à  cobrança  e  ao  recolhimento  das  contribuições  sociais  previstas  no  parágrafo  único do art. 11 desta Lei, das contribuições  incidentes a  título  de  substituição  e  das  devidas  a  outras  entidades  e  fundos.(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009).   § 1o É prerrogativa da Secretaria da Receita Federal do Brasil,  por  intermédio  dos  Auditores­Fiscais  da  Receita  Federal  do  Brasil,  o  exame  da  contabilidade  das  empresas,  ficando  obrigados  a  prestar  todos  os  esclarecimentos  e  informações  solicitados  o  segurado  e  os  terceiros  responsáveis  pelo  recolhimento  das  contribuições  previdenciárias  e  das  contribuições  devidas  a  outras  entidades  e  fundos.(Redação  dada pela Lei nº 11.941, de 2009).   §  2o  A  empresa,  o  segurado  da  Previdência  Social,  o  serventuário  da  Justiça,  o  síndico  ou  seu  representante,  o  comissário e o liquidante de empresa em liquidação judicial ou  extrajudicial são obrigados a exibir todos os documentos e livros  Fl. 214DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000125/2009­64  Acórdão n.º 2403­01.107  S2­C4T3  Fl. 204          13 relacionados com as contribuições previstas nesta Lei.(Redação  dada pela Lei nº 11.941, de 2009).   § 3o Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou  informação,  ou  sua  apresentação  deficiente,  a  Secretaria  da  Receita  Federal  do  Brasil  pode,  sem  prejuízo  da  penalidade  cabível,  lançar  de  ofício  a  importância  devida.(Redação  dada  pela Lei nº 11.941, de 2009).  Do Relatório Fiscal,  às  fls. 25 a 32, destaca­se que a Recorrente,  apesar de  intimada pelo TIAF, deixou de apresentar o Livro Diário, com a escrituração contábil de 2004,  bem  como  não  apresentar  informações  consistentes  da  empresa,  evidenciada  pelos  valores  declarados em GFIP e em Folhas de Pagamento incompatíveis com a realidade operacional de  empresas de seu segmento econômico (auferir uma receita de R$ 7.995.337,00, com apenas 2  empregados).  A Auditoria­Fiscal utilizou o índice nacional apurado pelo programas SIGA  DW e SIF­4, da Secretaria da Receita Federal do Brasil, como parâmetro para aferir os salários  de contribuição para a Base de Calculo das Contribuições Sociais, ou seja, utilizou­se do índice  obtido  na  comparação  da  Massa  Salarial  em  relação  a  Receita  Bruta  Operacional,  correspondente a 9,46%. Depois do calculo do Salário de Contribuição, aferido com base nas  empresas com o mesmo CNAE­ Código Nacional de Atividade Econômica, correspondente a  9,46%, deduziu­se o índice apresentado pela empresa, correspondente a 0,16% (anual).  Ou  seja,  corretamente  o  procedimento  da  Auditoria­Fiscal  que  tomou  por  base os valores declarados na DIPJ – Declaração do Imposto de Renda sobre Lucro Arbitrado  de 2004, conforme demonstrativo colacionado às  fls. 79 – demonstrativo mensal das  receitas  operacionais  e  massa  salarial  –  para  apuração  das  bases  de  cálculo  das  contribuições  previdenciárias.  Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente.      DO MÉRITO      (ii) Da necessidade de realização de prova pericial.  Quanto à solicitação de prova pericial, verificamos que a mesma encontra­se  em desacordo com o previsto na legislação.    Decreto 70.235/1972:  Art. 16. A impugnação mencionará:  Fl. 215DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI   14 ...  IV ­ as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam  efetuadas,  expostos  os  motivos  que  as  justifiquem,  com  a  formulação dos quesitos referentes aos exames desejados, assim  como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação  profissional do seu perito.  ...   § 1º Considerar­se­á não  formulado o pedido de diligência ou  perícia que deixar de atender aos requisitos previstos no  inciso  IV do art. 16.   Como  o  pedido  de  perícia  não  possui  os  requisitos  previstos  na  legislação,  considero­o não formulado.      (iii) Da multa confiscatória.  Cumpre  ressaltar  que,  em  decorrência  da  relação  jurídica  existente  entre  o  contribuinte e o Fisco, o Código Tributário Nacional, em seu art. 113, abaixo transcrito, prevê  duas  espécies  de  obrigações  tributárias:  uma  denominada  principal,  outra  denominada  acessória.   “Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória.  §  1º  A  obrigação  principal  surge  com  a  ocorrência  do  fato  gerador,  tem por  objeto  o  pagamento  de  tributo  ou penalidade  pecuniária  e  extingue­se  juntamente  com  o  crédito  dela  decorrente.  § 2º A obrigação acessória decorrente da legislação tributária e  tem  por  objeto  as  prestações,  positivas  ou  negativas,  nela  previstas  no  interesse  da  arrecadação  ou  da  fiscalização  dos  tributos.  §  3º  A  obrigação  acessória,  pelo  simples  fato  da  sua  inobservância, converte­se em obrigação principal relativamente  à penalidade pecuniária”.  A  obrigação  principal  consiste  no  dever  de  pagar  tributo  ou  penalidade  pecuniária  e  surge  com  a  ocorrência  do  fato  gerador.  Trata­se  de  uma  obrigação  de  dar,  consistente na entrega de dinheiro ao Fisco. A obrigação acessória surge do descumprimento  de dever instrumental a cargo do sujeito passivo, consistindo numa prestação positiva (fazer),  que não seja o recolhimento do tributo, ou negativa (não fazer).   A  obrigação  tributária  principal  decorre  da  lei,  ao  passo  que  a  obrigação  tributária acessória decorre da legislação tributária. O descumprimento da obrigação tributária  principal (obrigação de dar/pagar) obriga o Fisco a constituir o crédito tributário por meio de  AIOP.   Fl. 216DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000125/2009­64  Acórdão n.º 2403­01.107  S2­C4T3  Fl. 205          15 Descumprida  obrigação  acessória  (obrigação  de  fazer/não  fazer)  possui  o  Fisco o poder/dever de lavrar o Auto­de­Infração. A penalidade pecuniária exigida dessa forma  converte­se em obrigação principal, na forma do § 3º do art. 113 do CTN.  Ademais,  a  incidência  de  acréscimos  legais  se  faz,  à  época  da  lavratura  do  AIOP, determinado nos arts. 34 e 35, Lei 8.212/1991.  Outrossim,  esta  Colenda  Turma  de  Julgamento  vem  se  posicionando  reiteradamente,  por  maioria,  em  relação  ao  recálculo  dos  acréscimos  legais,  para  que  se  recalcule a multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da  Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte:   A  multa  de  mora  aplicada  teve  por  base  o  artigo  35  da  Lei  8.212/91,  que  determinava  aplicação  de  multa  que  progredia  conforme  a  fase  e  o  decorrer  do  tempo  e  que  poderia  atingir  50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal.   Ocorre  que  esse  artigo  foi  alterado  pela  Lei  11.941/2009,  que  estabeleceu que os débitos referentes a contribuições não pagas  nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de  mora nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro  de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%.  Visto  que  o  artigo  106,  II,  c  do  CTN  determina  a  aplicação  retroativa da lei quando, tratando­se de ato não definitivamente  julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na  lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade  benigna, impõe­se o cálculo da multa com base no artigo 61 da  Lei  9.430/96  para  compará­la  com  a multa  aplicada  com  base  na  redação anterior  do  artigo  35  da Lei  8.212/91  (presente no  crédito  lançado  neste  processo)  para  determinação  e  prevalência da multa mais benéfica.      Art. 106. A lei aplica­se a ato ou fato pretérito:   I  ­  em  qualquer  caso,  quando  seja  expressamente  interpretativa,  excluída  a  aplicação  de  penalidade  à  infração dos dispositivos interpretados;    II ­ tratando­se de ato não definitivamente julgado:   a) quando deixe de defini­lo como infração;   b)  quando  deixe  de  tratá­lo  como  contrário  a  qualquer  exigência  de  ação  ou  omissão,  desde  que  não  tenha  sido  fraudulento  e  não  tenha  implicado  em  falta  de  pagamento  de tributo;   c)  quando  lhe  comine  penalidade  menos  severa  que  a  prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.    Fl. 217DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI   16 Ressalva­se a posição do Relator, posição vencida nesta Colenda Turma,  na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com  base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996)  e da multa de ofício (com base no art. 35­A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a  prevalência dos acréscimos legais mais benéficos ao contribuinte.      (iv) Da ilegalidade da utilização da taxa SELIC  Analisemos.  Não  assiste  razão  à  Recorrente  pois  o  previsto  no  ordenamento  legal  não  pode ser anulado na instância administrativa por alegações de inconstitucionalidade, já que tais  questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário.   Neste sentido, o art. 26­A, caput do Decreto 70.235/1972, que dispõe sobre o  processo administrativo fiscal, e dá outras providências:  “Art.  26­A. No  âmbito  do  processo  administrativo  fiscal,  fica  vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar  de  observar  tratado,  acordo  internacional,  lei  ou  decreto,  sob  fundamento  de  inconstitucionalidade. (Redação  dada  pela  Lei  nº 11.941, de 2009)  § 1o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)  § 2o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)  § 3o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)  § 4o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)  § 5o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)  § 6o O disposto no caput deste artigo não se aplica aos casos de  tratado,  acordo  internacional,  lei  ou  ato  normativo: (Incluído  pela Lei nº 11.941, de 2009)  I  –  que  já  tenha  sido  declarado  inconstitucional  por  decisão  definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal; (Incluído pela  Lei nº 11.941, de 2009)  II  –  que  fundamente  crédito  tributário  objeto  de: (Incluído  pela  Lei nº 11.941, de 2009)  a)  dispensa  legal  de  constituição  ou  de  ato  declaratório  do  Procurador­Geral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e  19 da Lei no 10.522, de 19 de julho de 2002; (Incluído pela Lei nº  11.941, de 2009)  b) súmula da Advocacia­Geral da União, na forma do art. 43 da  Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993; ou (Incluído  pela Lei nº 11.941, de 2009)  c)  pareceres  do  Advogado­Geral  da  União  aprovados  pelo  Presidente  da  República,  na  forma  do  art.  40  da  Lei  Fl. 218DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000125/2009­64  Acórdão n.º 2403­01.107  S2­C4T3  Fl. 206          17 Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993.  (Incluído pela  Lei nº 11.941, de 2009)”(gn).  Ademais, há a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009,  que  expressamente  veda  ao  CARF  se  pronunciar  acerca  da  inconstitucionalidade  de  lei  tributária.  Súmula  CARFnº  2:  O  CARF  não  é  competente  para  se  pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.  Ademais,  registre­se,  porque  importante,  que  a  legislação  de  regência,  sobretudo a Lei nº 8.212/91, afasta literalmente os argumentos erguidos pela Recorrente.  De  fato,  as  contribuições  sociais  arrecadadas  estão  sujeitas  à  incidência  da  taxa referencial SELIC ­ Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, nos termos do artigo  34 da Lei nº 8.212/91:  Art.  34.  As  contribuições  sociais  e  outras  importâncias  arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal de  lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento,  ficam  sujeitas  aos  juros  equivalentes  à  taxa  referencial  do  Sistema Especial de Liquidação e de Custódia ­ SELIC, a que se  refere  o  art.  13  da  Lei  nº  9.065,  de  20  de  junho  de  1995,  incidentes  sobre  o  valor  atualizado,  e multa  de mora,  todos  de  caráter  irrelevável.  (Restabelecido  com  redação  alterada  pela  MP nº 1.571/97, reeditada até a conversão na Lei nº 9.528/97. A  atualização  monetária  foi  extinta,  para  os  fatos  geradores  ocorridos a partir de 01/95, conforme a Lei nº 8.981/95. A multa  de mora esta disciplinada no art. 35 desta Lei)    Neste  sentido,  há  a  Súmula  nº  4  do  CARF,  publicada  no  D.O.U.  em  22/12/2009, que expressamente estabelece a aplicação da taxa SELIC.  Súmula CARF nº  4: A  partir  de  1º  de  abril  de  1995,  os  juros  moratórios  incidentes  sobre  débitos  tributários  administrados  pela  Secretaria  da  Receita  Federal  são  devidos,  no  período  de  inadimplência,  à  taxa  referencial  do  Sistema  Especial  de  Liquidação e Custódia ­ SELIC para títulos federais.  Nesse contexto, correta a aplicação da taxa SELIC como juros de mora, com  fulcro no artigo 34 da Lei nº 8.212/91, na redação anterior à dada pela Lei 11.941/2009.    Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente.     Fl. 219DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI   18     CONCLUSÃO      Voto  no  sentido  de  CONHECER  do  recurso,  para,  NO  MÉRITO,  se  recalcular  o  valor  da  multa  de  mora  de  acordo  com  o  disposto  no  art.  35,  "caput",  da  Lei  8.212/91,  na  redação  dada  pela  Lei  11.941/2009,  com  prevalência  da  mais  benéfica  ao  contribuinte.        É como voto.        Paulo Maurício Pinheiro Monteiro                               Fl. 220DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI

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