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Numero do processo: 10907.002905/2006-68
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2002, 2004
VERBAS TRABALHISTAS. SENTENÇA JUDICIAL HOMOLOGATÓRIA.
A sentença judicial homologatória de acordo em ação trabalhista não estabelece coisa julgada quanto à natureza tributável ou não das verbas pagas.
RENDIMENTOS RECEBIDOS EM DECORRÊNCIA DE AÇÃO TRABALHISTA.
São tributáveis os valores recebidos em decorrência de ação trabalhista quando não se enquadram nas hipóteses de isenção previstas na legislação tributária vigente.
Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 2801-001.425
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Vencidos os Conselheiros Carlos César Quadros Pierre e Julio Cezar da Fonseca Furtado que davam provimento parcial para excluir os juros
moratórios recebidos na ação judicial.
Matéria: IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
Nome do relator: TANIA MARA PASCHOALIN
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2002, 2004 VERBAS TRABALHISTAS. SENTENÇA JUDICIAL HOMOLOGATÓRIA. A sentença judicial homologatória de acordo em ação trabalhista não estabelece coisa julgada quanto à natureza tributável ou não das verbas pagas. RENDIMENTOS RECEBIDOS EM DECORRÊNCIA DE AÇÃO TRABALHISTA. São tributáveis os valores recebidos em decorrência de ação trabalhista quando não se enquadram nas hipóteses de isenção previstas na legislação tributária vigente. Recurso voluntário negado.
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SENTENÇA JUDICIAL HOMOLOGATÓRIA. A sentença judicial homologatória de acordo em ação trabalhista não estabelece coisa julgada quanto à natureza tributável ou não das verbas pagas. RENDIMENTOS RECEBIDOS EM DECORRÊNCIA DE AÇÃO TRABALHISTA. São tributáveis os valores recebidos em decorrência de ação trabalhista quando não se enquadram nas hipóteses de isenção previstas na legislação tributária vigente. Recurso voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Vencidos os Conselheiros Carlos César Quadros Pierre e Julio Cezar da Fonseca Furtado que davam provimento parcial para excluir os juros moratórios recebidos na ação judicial. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Fl. 81DF CARF MF Emitido em 03/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/03/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 23/03/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, 24/03/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAY DE MAGAL 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Julio Cezar da Fonseca Furtado, Tânia Mara Paschoalin e Carlos César Quadros Pierre. Relatório Trata o presente processo de auto de infração que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), por meio do qual se exige do sujeito passivo acima identificado o montante de R$ 192.172,61, referente aos exercícios de 2002 e 2004, a título de imposto (R$ 77.504,56), acrescido da multa de ofício equivalente a 75% do valor do tributo apurado (R$ 58.128,42), além de juros de mora (R$ 56.539,63). O lançamento é decorrente da apuração de omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica, decorrentes de trabalho com vinculo empregatício, conforme Ofício n.° 469.577/2005 datado de 20/06/2005 da 2ª Vara do Trabalho de Paranaguá/PR, informando que o contribuinte recebeu os valores de R$ 551.483,81 e 46.786,74, em 23/01/2001 e 21/11/2003, respectivamente, referente à Ação 322 RT 1086/1992 sendo o réu Banco Bradesco S/A. Em sua impugnação, o contribuinte alegou, em síntese, que recebeu os valores em discussão livres de impostos, taxas, encargos e honorários por determinação do Poder Judiciário Federal Justiça do Trabalho. A 4ª Turma da DRJ/Curitiba/PR, conforme Acórdão de fls. 63/68, julgou procedente em parte o lançamento sob os fundamentos consubstanciados nas seguintes ementas: AÇÃO JUDICIAL. PERDAS SALARIAIS. REPOSIÇÃO. TRIBUTAÇÃO. Os rendimentos referentes a diferenças ou atualizações de salários, proventos ou pensões, inclusive juros e correção monetária, recebidos acumuladamente por força de decisão judicial, estão sujeitos à incidência do imposto de renda quando do seu recebimento, devendo ser declarados como tributáveis na declaração de ajuste anual, excluindose apenas as verbas isentas e as sujeitas à tributação exclusiva que são tributadas à parte. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. DEDUÇÃO. PROPORCIONALIDADE. As despesas com ação judicial necessárias ao recebimento dos rendimentos, inclusive com advogados, se . tiverem sido pagas pelo contribuinte, sem indenização, observada a proporcionalidade entre os rendimentos tributáveis, isentos e de tributação exclusiva, podem ser excluídos da base de cálculo. REVISÃO DE OFÍCIO. EXCLUSÃO DE CRÉDITO. Nos termos do art. 149, IX, do Código Tributário Nacional CTN (Lei 5.172, de 1966), cabe rever de oficio o lançamento quando se constata ocorrência de falha na apuração do crédito tributário. Fl. 82DF CARF MF Emitido em 03/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/03/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 23/03/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, 24/03/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAY DE MAGAL Processo nº 10907.002905/200668 Acórdão n.º 280101.425 S2TE01 Fl. 78 3 Regularmente cientificado daquele Acórdão em 11/08/2008 (fl. 71), o interessado interpôs recurso voluntário de fl. 73, em 28/08/2008, cuja defesa é transcrita a seguir: “Eu Claudenir Reino, venho respeitosamente discordar totalmente deste departamento. Portanto, totalmente improcedente suas alegações de que o Juiz do Trabalho que julgou esta ação trabalhista não tem competência, alçada, direito, poder,etc.; ai que os senhores se,enganam porque ele estudou, fez Faculdade de Direito, fez Juramento e é concursado.; assim sendo a palavra final de um juiz é incontestável, senão ele não é juiz. Com relação à DIRPF/2004 valores zerados, é porque vivo do dinheiro que recebi e que já está livre de impostos,taxas,encargos e honorários. Anexo estou devolvendo os boletos bancários emitidos por este departamento e afirmo que não reconheço esta divida mencionada neste processo.” É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. De plano, esclareçase que o acordo/sentença estabelecido em processo de reclamação trabalhista não têm o condão de definir a natureza tributável dos valores envolvidos, com a finalidade de excluílos da tributação, eis que a sentença faz coisa julgada e tem força de lei entre as partes, entre as quais não se insere a Fazenda Nacional, que sequer foi chamada aos autos, para exercer o direito ao contraditório e ampla defesa que lhe é assegurado constitucionalmente, medida indispensável para que os efeitos da decisão lhe alcançassem. Temse, assim, que os rendimentos recebidos acumuladamente, pelo contribuinte, por força de decisão judicial trabalhista nos anoscalendário de 2001 e 2003, excetuando as verbas de 13º salário, FGTS e aviso prévio, que já foram excluídas da base cálculo, são verbas não especificados no art. 6º da Lei nº 7.713, de 1988, e no art. 39 do RIR/1999, como não tributáveis, sujeitandose, portanto, à incidência do imposto de renda, conforme determina o art. 43, do RIR/1999. Nesse sentido, verificase que o lançamento fiscal seguiu os ditames previstos, devendo ser mantido nos termos da decisão recorrida, haja vista que os argumentos apontados pelo recorrente são incapazes de refutar o feito. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 83DF CARF MF Emitido em 03/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/03/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 23/03/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, 24/03/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAY DE MAGAL 4 Fl. 84DF CARF MF Emitido em 03/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/03/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 23/03/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, 24/03/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAY DE MAGAL
score : 1.0
Numero do processo: 16707.003236/2003-31
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 09 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Feb 09 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR
Exercício: 1999
ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL (ADA). SÚMULA CARF n° 41.
A não apresentação do Ato Declaratório Ambiental (ADA) emitido pelo
IBAMA, ou órgão conveniado, não pode motivar o lançamento de ofício
relativo a fatos geradores ocorridos até o exercício de 2000.
Recurso Provido.
Numero da decisão: 2801-001.376
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: ITR - notific./auto de infração eletrônico - outros assuntos
Nome do relator: ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 1999 ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL (ADA). SÚMULA CARF n° 41. A não apresentação do Ato Declaratório Ambiental (ADA) emitido pelo IBAMA, ou órgão conveniado, não pode motivar o lançamento de ofício relativo a fatos geradores ocorridos até o exercício de 2000. Recurso Provido.
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SÚMULA CARF n° 41. A não apresentação do Ato Declaratório Ambiental (ADA) emitido pelo IBAMA, ou órgão conveniado, não pode motivar o lançamento de ofício relativo a fatos geradores ocorridos até o exercício de 2000. Recurso Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Julio Cezar da Fonseca Furtado, Tânia Mara Paschoalin, Eivanice Canário da Silva e Carlos César Quadros Pierre. Relatório Fl. 565DF CARF MF Emitido em 02/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/02/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Assinado digitalmente em 23/02/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL 2 Tratase de Auto de Infração às fls. 02/10, referente a Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR), exercício 1999, que formaliza a exigência de crédito tributário (imposto, multa proporcional e juros de mora) no valor total de R$ 83.780,96, relativo ao imóvel denominado “Fazenda Olho D’Água” (NIRF 2.800.3209), localizado no município de São Miguel de Touros/RN. Por bem descrever os fatos, reproduzse, a seguir, o relatório da decisão recorrida: [...] 2. No procedimento de análise e verificação das informações declaradas na DITR/1999 e dos documentos coletados no curso da ação fiscal, conforme demonstrativo de Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, fls. 06, e Termo de Encerramento, fls. 07/08, a fiscalização apurou as seguintes infrações: a) exclusão, indevida, da tributação de 1.120,0ha de área de preservação permanente; b) exclusão, indevida, da tributação de 860,0ha de área de utilização limitada; 3. As exclusões indevidas, conforme Termo de Encerramento, fls. 07 têm origem na intempestividade do requerimento do Ato Declaratório Ambiental — ADA, protocolado no Ibama. 4. O Auto de Infração foi postado nos correios tendo o contribuinte tomado ciência em 20/11/2003, conforme AR de fls. 22. 5. Não concordando com a exigência, o contribuinte apresentou, em 09/12/2003, a impugnação de fls. 24/68, alegando, em síntese: I "O auto de infração registra dois fatos relevantes em prol desta defesa: 1°) a existência de processo em curso na DRJ de RecifePE, referente à impugnação do lançamento do ITR/97, no qual foi comprovada a protocolização do Ato Declaratório Ambiental junto ao IBAMA, em 19 de fevereiro de 2001; 2°) a solicitação feita pelo defendente, em data de 10 de agosto de 2001, a essa honrada Delegacia, com vistas à juntada, do mesmo e de outros documentos comprobatórios da existência das áreas em questão, à sua declaração do ITR exercício de 1999) objeto da presente autuação; II que "recorreu da citada decisão, alusiva ao ITR/1997"; III "A ação fiscal originária da declaração do ITR/1997 (proc. n° 16707000333/200119) foi renovada em relação às DITRs dos exercícios de 1998 (proc. n° 16707.003156/200203) e de 1999, objeto da autuação ora contestada (proc. 16707(103236/2003 3)..."; IV "os fatos apreciados pela instância superior, em face do processo fiscal pertinente ao lançamento do crédito tributário do 1TR/1997, bem como as infrações e cominações constantes da autuação correspondentes aquele exercício e ao de 1998, são Fl. 566DF CARF MF Emitido em 02/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/02/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Assinado digitalmente em 23/02/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 16707.003236/200331 Acórdão n.º 280101.376 S2TE01 Fl. 541 3 mutatis mutandis idênticos aos deduzidos no presente feito administrativo, pertinente ao ITR/1999; V "Os documentos apresentadas nos autos do processo de apuração do ITR/1997, mencionados pela Auditoria, também acostados ao presente feito e às declarações dos anos de 1998 e 1999, são os seguintes: a) planta de situação do imóvel "Fazenda Olho D'Água"; b) termo de responsabilidade de averbação da reserva legal, exarado pelo IBAMA; c) declaração de comprometimento da manutenção da reserva legal; d) planta (levantamento planimétrico da propriedade), datada de outubro de 2000, com especificação das áreas de dunas, lagoa, piçarra, benfeitorias, reservas de proteção ambiental, etc.), da qual também consta certidão de averbação na matrícula do imóvel, exarado pelo Oficial do Registro de Imóveis de Touros RN (A V32277, livro 2, pág. 11); e) relatório técnico de vistoria realizada no imóvel, pelo IBAMA, atestando a existência de 463,54 e 1.114,50 hectares, relativos, respectivamente, às áreas de Reserva Legal e de Preservação Permanente; f) laudo fanado por engenheiro credenciado pelo IBAMA, atestando a existência de 400,00 hectares de área inaproveitável; g) ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL ADA, firmado perante o IBAMA, conforme protocolo n° 2400000199; h) laudo técnico firmado por engenheiro agrônomo, apresentado à Receita Federal durante o procedimento de apuração do ITR/97"; VI "Ao ser instado pela primeira vez, quando da apuração do ITR/1997, para exibir esses documentos, o autuado esclareceu à autoridade processante que a obtenção deles se tornara morosa, pois dependeu de diversas diligências junto ao INCRA, ao 1BAMA, ao Instituto de Terras do Rio Grande do Norte e ao Registro de Imóveis. Assim, após a entrega desses documentos à Receita Federal, ficou provado que os laudos produzidos com o concurso de engenheiros dos referidos órgãos governamentais, ou por eles credenciados, ratificam confirmam e convalidam as declarações constantes das D1TRs de 1997 a 1999, fato que atesta ter o contribuinte sempre agido com lealdade e boafé."; VII "Rejeitados nessa DRJ como prova da plena regularidade da situação do imóvel para a tributação do ITR/1997, os documentos demonstrativos das áreas não tributáveis foram admitidos pelo órgão julgador de segunda instância, haja vista o incluso Acórdão, que consagra os princípios da amplitude da Fl. 567DF CARF MF Emitido em 02/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/02/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Assinado digitalmente em 23/02/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL 4 defesa e da verdade real, aplicáveis ao processo administrativo tributário"; VIII cita o § 7° do art. 10 da Lei n° 9393, de 1996, incluído pela Medida Provisória n° 216667, de 2001, afirmando: "a citada Medida Provisória extinguiu, na apuração do ITR, a exigência de prazo fixado Pela Receita Federal em Instrução Normativa, para a comprovação das áreas não tributáveis, de preservação permanente e de reserva legal, fato não considerado pela Auditoria, ao lavrar o auto de infração aqui impugnado, apesar de o defendente haver comprovado prontamente, quando notificado pelo Fisco, para apresentar o ADA e outros documentos, que a sua declaração era verdadeira e por isso fazia jus à isenção, em face da existência de tais áreas, devidamente especificadas em laudos técnicos lavrados com a chancela do IBAMA"; IX ao ser instado pela Receita, durante a apuração do ITR/ 1997, para apresentar a documentação que comprovasse que as áreas de preservação permanente e reserva legal eram áreas não tributáveis "o contribuinte informoulhe que estava diligenciando a sua obtenção, fato suscitado e provado naquele processo"; X "Portanto, não resta duvida de que as áreas em tela sempre foram pública e notoriamente mantidas, nas condições vistoriadas, pelo atual proprietário do prédio rural tributado e por seus antecessores, desde época imemorial. Assim, obviamente, elas já existiam no ano de 1996 e permaneceram inalteradas nos anos seguintes, até hoje"; XI "verificase que a auditoria fiscal, ciente da existência dos documentos comprobatórios das áreas de preservação permanente e de reserva legal e inaproveitável, exibidos pelo contribuinte durante o curso do processo referente ao ITR/1997, também anexados às declarações dos anos de 1998 e 1999, mesmo assim as glosou, aplicando as sanções tributárias já explicitadas."; XII "Finalmente, reitera, em aditamento a esta defesa, todas as inclusas razões apresentadas em relação aos autos de infração alusivos ao ITR 1997 e 1998.". XIII Cita decisões administrativas. Após apreciar o litígio, a 1a Turma de Julgamento da DRJ/Recife (PE) decidiu, por unanimidade de votos, considerar procedente o lançamento, nos termos do Acórdão n° 1115.764, de 14/07/2006, às fls. 70/82. As ementas constantes da referida decisão encontramse transcritas a seguir: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 1999 Ementa: ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. COMPROVAÇÃO. A exclusão de área declarada como de preservação permanente da área tributável do imóvel rural, para efeito de apuração do ITR, está condicionada ao reconhecimento Fl. 568DF CARF MF Emitido em 02/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/02/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Assinado digitalmente em 23/02/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 16707.003236/200331 Acórdão n.º 280101.376 S2TE01 Fl. 542 5 dela pelo lbama ou por órgão delegado através de convênio, mediante Ato Declaratório Ambiental (ADA), ou à comprovação de protocolo de requerimento desse ato àqueles órgãos, no prazo de seis meses, contado da data da entrega da DITR. ÁREA DE RESERVA LEGAL. COMPROVAÇÃO. A exclusão de área declarada como de reserva legal da área tributável do imóvel rural, para efeito de apuração do ITR, está condicionada ao reconhecimento dela pelo lbama ou por órgão delegado através de convênio, mediante Ato Declaratório Ambiental (ADA), ou à comprovação de protocolo de requerimento desse ato àqueles órgãos, no prazo de seis meses, contado da data da entrega da DITR. A exclusão da área de reserva legal da tributação pelo ITR depende ainda de sua averbação à margem da inscrição de matrícula do imóvel, no registro de imóveis competente, até a data da ocorrência do fato gerador. Lançamento Procedente. Regularmente cientificado da decisão a quo em 01/08/2006, conforme Aviso de Recebimento AR à fl. 85, o contribuinte interpôs o recurso voluntário às fls. 86/108, baseandose na argumentação apresentada na fase impugnatória, e acrescentando que: a Medida Provisória n° 2.16667, de 24 de agosto de 2001, dispensou a comprovação prévia, na declaração do ITR, da existência das áreas de preservação permanente e de reserva legal, não sujeitas ao tributo, devendo ser aplicado ao presente caso o disposto no art. 106, II, “c”, do CTN; a comprovação da existência de tais áreas foi aviada pelo recorrente, de conformidade com o requerimento protocolado junto à DRF/RN, em data de 10/08/2001, cuja cópia foi anexada aos autos; equivocase a decisão de primeira instância quando diz que não há prova da existência da área de reserva legal, nem da sua averbação no Registro de Imóveis, pois o Relatório Técnico de Vistoria do IBAMA, do qual consta a medição dessa área, e a certidão do Oficio do Registro de Imóveis, aposta mediante carimbo, na planta topográfica do imóvel tributado, comprova a averbação da mesma área, efetivada em data anterior à da lavratura do auto de infração (sob o n° AV32277, livro 2, pág. 11, referente à matrícula n° 277. em 17/01/2001). Ao final de sua peça recursal, requer a reforma da decisão vergastada, para que sejam excluídas da incidência do tributo sobre o imóvel, a área total de 1.983,04 ha, sendo 1.114,50 ha de área de preservação permanente; 463,54 ha, como área de reserva legal; 400 ha de área inaproveitável; e 5,00 ha de área de exploração extrativa, sem finalidade lucrativa. Submetido à apreciação da Terceira Câmara do então Terceiro Conselho de Contribuintes, resolveu aquele Colegiado, por decisão unânime, converter o julgamento em diligência, nos termos da Resolução n° 30301.374, de 17/10/2007, às fls. 167/177, com o encaminhamento do processo à repartição de origem, para que fossem anexadas ao mesmo, “fotocópias de toda a documentação existente, referente às áreas da propriedade, como: Fl. 569DF CARF MF Emitido em 02/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/02/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Assinado digitalmente em 23/02/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL 6 laudos técnicos, mapas, ART, ADA, declarações e outros porventura existentes no Processo n° 16707.000333/200119, de interesse do ora recorrente ...”. Em atenção ao solicitado na diligência, a unidade preparadora manifestouse através do despacho às fls. 531 (Volume III), anexando ao presente cópia integral do processo administrativo n° 16707.000333/200119, às fls. 208/508 (Volumes II e III), e do processo administrativo a ele apensado (16707.002324/200154), às fls. 509/530 (Volume III). Consta, ainda, às fls. 534/539, requerimento do contribuinte no sentido de que lhe seja assegurada a devida prioridade na tramitação do feito, face o disposto na Lei n° 10.741/03 (Estatuto do Idoso). Na sequência, o presente processo foi distribuído a este Conselheiro, nos termos do art. 50, § 3°, do Regimento Interno do CARF (Portaria MF nº 256, de 22/06/2009, DOU de 26/06/2009). É o relatório. Voto Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Como se observa dos autos, o fundamentação da autoridade lançadora para não considerar as áreas de preservação permanente e de reserva legal declaradas pelo contribuinte quando da apuração do ITR/1999, teve origem tãosomente na intempestividade do requerimento do Ato Declaratório Ambiental ADA, protocolado no IBAMA. É o que se depreende da leitura do Termo de Encerramento à fl. 07, em trecho a seguir transcrito: “Embora o contribuinte tenha solicitado anexar o protocolo do ADA e outros documentos a Declaração do ITR do exercício de 1999, com o intuito de comprovar a efetiva existência das áreas em questão, não cumpriu com o aspecto temporal da exigência legal de protocolar o ADA no prazo de seis meses contados da data da entrega da declaração do ITR. Assim, por não ter cumprido a exigência de protocolar tempestivamente o requerimento do ADA, para fins de não incidência do ITR do exercício de 1999, foram glosadas as áreas declaradas como de preservação permanente e de reserva legal.” Em seu recurso, o recorrente defende que, para fins de apuração do ITR, a exclusão das áreas de preservação permanente e de utilização limitada dependem apenas da comprovação de suas existências no imóvel. Aduz que falta base legal para a exigência de Ato Declaratório Ambiental (ADA). De fato, até o exercício de 2000, o ADA, segundo entendimento amplamente dominante nesse Egrégio Conselho, não era indispensável para efetiva comprovação quanto à existência das áreas passíveis de serem excluídas de tributação. Isso ocorria, principalmente, em razão de à época, inexistir previsão legal no sentido de caracterizar aquele documento como requisito para o gozo da isenção. Fl. 570DF CARF MF Emitido em 02/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/02/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Assinado digitalmente em 23/02/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 16707.003236/200331 Acórdão n.º 280101.376 S2TE01 Fl. 543 7 A matéria foi objeto da Súmula CARF n° 41, que assim estabeleceu: “A não apresentação do Ato Declaratório Ambiental (ADA) emitido pelo IBAMA, ou órgão conveniado, não pode motivar o lançamento de ofício relativo a fatos geradores ocorridos até o exercício de 2000.” Isto posto, VOTO em dar provimento ao Recurso Voluntário apresentado nos autos, para restabelecer as áreas de preservação permanente e de reserva legal, como informadas pelo recorrente em sua declaração do ITR/1999. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Fl. 571DF CARF MF Emitido em 02/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/02/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Assinado digitalmente em 23/02/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL
score : 1.0
Numero do processo: 10325.001309/2005-21
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 09 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Feb 09 00:00:00 UTC 2011
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR
Exercício: 2001
ÁREAS DE PASTAGENS/ ÍNDICE DE LOTAÇÃO MÍNIMA
Cabe ao contribuinte acostar aos autos documentação que a comprove,
inclusive do rebanho apascentado no imóvel no ano base, através de
documentos como fichas do IMA, notas fiscais de compra de vacinas,
declaração de produtor rural, contrato de comodato, etc, consoante
NE/SRF/Cofis n° 002/2003.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-001.398
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: JULIO CEZAR DA FONSECA FURTADO
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Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos terrnos do voto do Relator. mo de Padua hay tliay e Magalhães - Presidente Julio C ar a onseca Furtado - Relator Editado em: 21.10.2011 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Julio Cezar da Fonseca Furtado, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Piérre e Eivanice Canário da Silva. Relatório Trata-se de Auto de Infração lavrado que exige o pagamento de um crédito tributário total de R$ 66.240,75 a titulo de Imposto Territorial Rural — ITR, do exercício de 2001, acrescido de multa de oficio (75%) e juros legais, incidente sobre o imóvel rural denominado "Fecha Dupla" (NIRF 46118-0), localizado no Município de Itinga do Maranhao - MA. A ação fiscal decorreu da revisão interna das DITR/2001 incidentes em malha valor de 2001, iniciada com a intimação, para apresentação de documentos que comprovassem as informações apontadas na referida declaração. Documentos estes que não foram apresentados. Diante da ausência de resposta a intimação a autoridade fiscalizadora lavrou auto de infração onde glosou integralmente a área utilizada como pastagem declarada na DITR/2001. Cientificado do lançamento em 24/11/2005, o contribuinte ofereceu, em a impugnação de fl. 21/22, alegando, em síntese, que: A autoridade fiscalizadora não levou em conta a existência dos 987,00 hectares destinados a pastagens e desta forma realizou o aludido lançamento complementar. Os valores de R$ 43.250,00 declarados a titulo de valor das benfeitorias e das culturas e pastagens, estariam equivocados, pois este valor na realidade era o Valor da Terra Nua, o que ocorreu foi um erro no preenchimento da DITR/2001, mais especificamente nos campos 15 e 16. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, em Brasilia, julgou procedente o lançamento, cujo Acórdão n° 11-22.934, de 03 de julho de 2008, da P Turma da DRJ/REC, porta a seguinte ementa: ÁREAS DE PASTAGEM ANIMAIS. FALTA DE COMPROVAÇÃO. Deve ser mantida a glosa do valor declarado a titulo de área de pastagem, quando não comprovada pelo contribuinte, recalculando-se, conseqüentemente, o ITR, devendo a diferença apurada ser acrescida das cominações legais, por meio de lançamento de oficio suplementar. "ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL — ITR Exercício: 2001 ÁREA DE PASTAGENS. ÍNDICE DE RENDIMENTOS Para fins de cálculo do grau de utilização do imóvel rural, considera-se área servida de pastagem a menor entre a declarada pelo contribuinte e a obtida pelo quociente entre a quantidade de cabeças do rebanho ajustada e o índice de lotação minima. INSTRUÇÃO DA PEÇA IMPUGNATÓRIA 2 Processo n° 10325.001309/2005-21 82-TE01 Acórdao n.° 2801-01.398 Fl. 2 A impugnação deve ser instruida COm os documentos em que se fundamentar e que comprovem as alegações de defesa, precluindo o direito de o contribuinte faze-10 em outro momento processual. RETIFICAÇÃO DA DECLARAÇÃO. Não se retifica a Declaração, por iniciativa do próprio declarante, que vise a reduzir ou excluir tributo, quando não fica comprovado, por documentos hábeis, o erro em que se funde. Lançamento Procedente." Cientificada da decisão de primeira instância em 26/02/2008 (fls. 34), o contribuinte protocolizou o presente recurso de fls. 35/48 no dia 13/03/2008. Desta forma o processo foi distribuído a este Conselheiro, numerado até as fls. 68, a saber, Termo de Encaminhamento de Processo emitido pelo então Terceiro Conselho de Contribuintes. E o Relatório. Voto Conselheiro Julio Cezar da Fonseca Furtado, Relator 0 recurso é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. Conforme se verifica pela leitura dos autos, o presente recurso ataca a glosa realizada pela fiscalização fazenddria da área declarada como sendo destinada a pastagem. Tal di-ea é utilizada no cálculo do Grau de Utilização do imóvel, que por sua vez sell utilizado na determinação da aliquota a ser aplicada à respectiva base de cálculo, para a obtenção do valor devido a titulo de ITR no exercício de 2001. A inclusão dessas Areas está prevista no artigo 10, § 1 0, inciso V, alínea "b", da Lei 9.393 de 1996: "Artigo 10 - A apuração e o pagamento do ITR serão efetuados pelo contribuinte, independentemente de prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, sujeitando-se a homologação posterior (..) § 1° Para os efeitos de apuração do ITR, considerar-se-6 (..) 3 V - area efetivamente utilizada, a porção do imóvel que no ano anterior tenha: b) servido de pastagem, nativa ou plantada, observados indices de lotação por zona de pecuária. (grifo nosso) 3° Os indices a que se referem as alíneas b e c do inciso V do ,sç 1° serão fixados, ouvido o Conselho Nacional de Política Agricola, pela Secretaria da Receita Federal, que dispensará da sua aplicação os imóveis com área inferior a: a) 1.000 ha, se localizados em municípios compreendidos na Amazônia Ocidental ou no Pantanal mato-grossense e sul-mato- grossense; b) 500 ha, se localizados em municípios compreendidos no Polígono das Secas ou na Amazônia Oriental; c) 200 ha, se localizados em qualquer outro município. Portanto, verifica-se que é perfeitamente admissivel considerar a porção do imóvel que serviu de pastagem como sendo Area Efetivamente Utilizada, para fins de obtenção do Grau de Utilização do Imóvel. Entretanto não obstante a esta possibilidade, cabe ao contribuinte acostar aos autos documentação que prove a existência de tais áreas, como por exemplo: fichas do IMA, notas fiscais de compra de vacinas, declaração de produtor rural, contrato de comodato, Laudo de Avaliação, entre outros, nos termos da NE/SRF/Cofis n° 002/2003. Tais documentos destinam-se a comprovar a existência de rebanho apascentado no imóvel no referido ano base, neste caso o ano de 2000. Estando comprovada a existência de rebanho cabe aplicar sobre a quantidade de animais apascentados o índice de lotação animal, para calculo da Area de pecuária e de exploração extrativa. Para os casos em que o rebanho se encontra registrado em nome de terceiro, deverá ser apresentado documento que comprove esta situação, como por exemplo, contrato de arrendamento, contrato de locação, recibos, etc. Este é o entendimento da fiscalização fazenddria, confirmado, inclusive na decisão de la instância. O contribuinte apresentou junto do presente recurso cópia do "Instrumento Particular de Locação de Pastagens" por ele firmado, em 15/03/2008, cujo objeto é o aluguel de pasto suficiente para apascentar 250 bovinos. Contudo, com o citado contrato de locação da área destinado à pastagem, o contribuinte apenas comprovou a existência da área, porém, não comprovou a existência do rebanho, através de documentação, tais como fichas do IMA, notas fiscais de compra de vacinas, declaração de produtor rural etc, nos termos da NE/SRF/Cofis n° 002/2003. Em relação ao erro material no preenchimento da DITR/2001 citado pelo contribuinte, deve-se observar o disposto no § 1°, do artigo 147 do Código Tributário Nacional - CTN, que prevê o seguinte: Artigo 147 - 0 lançamento é efetuado com base na declaração do sujeito passivo ou de terceiro, quando um ou outro, na forma 4 Processo n° 10325.001309/2005-21 S2-TE01 Acórdilo n.° 2801-01.398 Fl. 3 da legislação tributária, presta à autoridade administrativa informações sobre matéria de .fato, indispensáveis à sua efetivação. ,¢ 1° - A retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, so é admissivel mediante comprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o lançamento. 0 contribuinte somente apontou os tais erros contidos em sua declaração no momento da impugnação do lançamento da diferença de ITR devido para o ano de 2001. Diante do exposto, o pedido de desconstituição do crédito tributário cobrado no referido Auto de Infração, consequência das informações equivocadas prestadas pelo próprio contribuinte, esbarra em vedação legal, não podendo, por este motivo prosperar. Desta forma, oriento o meu voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso. Julio Ce4 l)r a onseca Furtado 5
score : 1.0
Numero do processo: 10283.005501/2004-49
Data da sessão: Thu May 28 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu May 28 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Assunto: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
EXERCÍCIO: 2000
OMISSÃO DE RECEITAS. INEXISTÊNCIA. FALTA DE
DEMONSTRAÇÃO DE SINAIS EXTERIORES DE RIQUEZA.
Não se caracterizam como omissão de receita ou de rendimentos os valores simplesmente creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira acaso o Fisco não demonstre ter havido sinais exteriores de riqueza.
Recurso provido.
Numero da decisão: 3805-000.098
Decisão: ACORDAM os Membros da Quinta Turma Especial da Terceira Seção de
Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: SANDRO MACHADO DOS REIS
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INEXISTÊNCIA. FALTA DE DEMONSTRAÇÃO DE SINAIS EXTERIORES DE RIQUEZA. Não se caracterizam como omissão de receita ou de rendimentos os valores simplesmente creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira acaso o Fisco não demonstre ter havido sinais exteriores de riqueza. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Quinta Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. S -ST-D-R0 MA HADO DO REIS — Relator FORMALIZADO EM: 1 8 . mmi 2011 . Participaram do julgamento os Conselheiros Sidney Ferro Barros, Sandro Machado dos Reis, Rubens Mauricio Carvalho, José Raimundo Tosta Santos (Conselheiro Convocado). Relatório Trata-se, na origem, de lançamento tributário perpetrado em face do contribuinte, objetivando a cobrança de Imposto de Renda Pessoa Física — IRPF, no montante de R$ 26.866,36, a este acrescido multa de oficio de 75% e juros de mora calculados até 30/09/2004. Conforme descrição dos fatos de fls. 65/66, documentos enviados pela COFIS atestam que, durante o ano calendário 1999, o sujeito passivo efetuou ordem de pagamento, no montante de U$ 51.053,43, em beneficio próprio através de conta titulada por não residente. Intimado a comprovar a origem dos recursos utilizados na transação, o contribuinte apresentou Termo negando a remessa financeira. A Fiscalização, por entender que teria restado não comprovada a origem dos recursos movimentados, considerou-os como emissão de receita, nos termos do previsto no art .42, da Lei n° 9.430/96. Inconformado com a formalização da exigência fiscal, o contribuinte apresentou, tempestivamente, sua impugnação ao lançamento. Em análise A Impugnação a apresentada, a Delegacia Regional de Julgamento houve por bem dar parcial provimento ao pleito do contribuinte, em decisão que restou assim ementada: "Assunto: Obrigações Acessórias Ano-calendário: 1999 Ementa: Caracterizam-se também omissão de receita ou de rendimentos os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa fisica ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. Lançamento procedente em parte." Irresignada, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário, reiterando os argumentos expostos quando da apresentação da impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro Sandro Machado dos Reis, Relator k 2 Processo n° 10283.005501/2004-49 53-TE05 Acórdão n.° 3805-00.098 Fl. 2 0 recurso é tempestivo e atende As demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Como visto, a celeuma verificada no presente processo decorre de suposto creditamento de U$ 51.053,43 em conta corrente mantida pelo ora Recorrente em instituição financeira localizada nos Estados Unidos, sendo certo que tal valor foi omitido pelo mesmo. Em razão disso, a autuação fiscal promoveu a lavratura do respectivo auto de infração cobrando Imposto de Renda sobre o valor omitido. A decisão recorrida, por sua vez, considerando que a conta corrente beneficiária do crédito acima mencionado era mantida pelo Recorrente e por um terceiro, reduziu à metade o valor cobrado no auto de infração. Em face dessa decisão insurgiu-se o Recorrente, razão pela qual analisaremos detidamente seus argumentos. Primeiramente, alega o Recorrente que a decisão recorrida ofendeu seu direito constitucional à ampla defesa, na medida em que indeferiu seu pedido de produção de prova pericial. Tal argumentação, contudo, não deve prosperar, já que seu pedido foi indeferido por não preencher os requisitos do art. 16 do Decreto n° 70.235/1972. Nesse sentido, é inequívoco que quem deu causa ao indeferimento da produção da prova pericial foi o próprio Recorrente, razão pela qual não pode ser beneficiado pela própria torpeza. Em sendo assim, afasto a preliminar de nulidade da decisão vergastada por afronta à ampla defesa. Passo adiante, alega o Recorrente que as provas que fundamentam a autuação foram obtidas ilicitamente. Também esta alegação não deve prosperar, já que, consoante já narrado na decisão recorrida, todas as provas foram obtidas através de autorização judicial, que autorizou a quebra do sigilo do Recorrente, através de ação penal própria, bem assim determinou a remessa de tais provas às autoridades competentes para que fossem tomadas as medidas administrativas necessárias. Logo, deve ser rechaçada tal preliminar, por ser absolutamente descabida, sendo certo que a quebra de sigilo contra a qual se insurge o Recorrente foi legalmente autorizada por autoridade judicial, a quem coube fiscalizar até que ponto deveria ser devassada as finanças do Recorrente. Ressalte-se, por Oportuno, que é absolutamente inconveniente e inoportuna a alegação do Recorrente de que a CPI que apurou o creditamento dos dólares em sua conta corrente exacerbou os seus poderes. Isso porque não cabe a esta via administrativa controlar os trabalhos de comissão do poder legislativo, sendo certo que o poder judiciário promoveu o acompanhamento da mesma e não se manifestou no sentido de que houvera qualquer excesso da CPI. No mérito, alega o Recorrente que seria improcedente e ilegal o lançamento que originou o presente auto de infração, já que baseado tão-somente 'em depósito bancário efetuado em sua conta. 3 Este, por sua vez, merece acolhida, haja vista que, conforme firme jurisprudência deste E. Conselho de Contribuintes e de nossos Tribunais Pátrios, é ilegítimo o lançamento do Imposto de Renda corn base apenas em extratos ou depósitos bancários, sem qualquer outros indícios aptos a imputar a omissão de receitas aos contribuintes. Nesse sentido, vej a-se, por oportuna, a Súmula n° 182 do extinto Tribunal Federal de Recursos: "É ilegítimo o lançamento do Imposto de Renda com base apenas em extratos ou depósitos bancários." Ademais, também assim é a jurisprudência desta Corte Administrativa: IRPF - OMISSÃO DE RENDIMENTOS - SINAIS EXTERIORES DE RIQUEZA - LANÇAMENTO COM BASE EM VALORES CONSTANTES DE EXTRATOS BANCÁRIOS - DEPÓSITOS BANCÁRIOS - APLICAÇÕES FINANCEIRAS - CHEQUES EMITIDOS - No arbitramento, em procedimento de oficio, efetuado com base em depósitos bancários, cheques emitidos ou aplicações realizadas junto a instituições financeiras, imprescindível que seja comprovada a utilização dos valores bancários como renda consumida, bem como seja comprovada a utilização dos valores em aplicações no mercado financeiro, evidenciando sinais exteriores de riqueza, visto que, por si só, depósitos bancários, cheques emitidos e aplicações financeiras não constituem fato gerador do imposto de renda, pois não caracterizam disponibilidade econômica de renda e proventos. 0 Lançamento assim constituído só é admissivel quando ficar comprovado o nexo causal entre os depósitos/cheques/aplicações e o fato que represente omissão de rendimento. Recurso de oficio negado. (Acórdão n° 106-12943 — 1° Conselho de Contribuintes — 6" Camara — D.O.U. de 27/10/04) Com efeito, de todo compulsar dos autos do processo, percebe-se que não restou comprovada a utilização dos valores bancários como renda consumida, inexistindo, pois, qualquer evidência exterior de riqueza. Logo, não sendo comprovado o nexo causal entre os depósitos realizados na conta do Recorrente e os fatos que representem sinais exteriores de riqueza, inadmissível manter-se a autuação concernente a cobrança do Imposto de Renda. Isso porque, como consabido, o fato gerador do IRPF é o auferimento de renda que acarrete em um aumento patrimonial. Não restando comprovado o aumento patrimonial, absolutamente descabido falar-se em tributação pelo IRPF. Por todo o exposto, DOU provimento ao recurso, nos termos da fundamentação acima desenvolvida. E como voto. 4 ii-di-o- Ma d.C1■6 dos Reis \61
score : 1.0
Numero do processo: 13639.000200/2007-92
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 02 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Thu Dec 02 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Imposto de Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2003
INTIMAÇÃO POR EDITAL. VALIDADE. REQUISITOS. Para que a
intimação por edital seja válida, faz-se necessário que tenha resultado improfícuo um dos meios previstos no caput do artigo 23 do Decreto n° 70.235/72. Uma única tentativa de intimação via postal, em que se constatou a ausência do contribuinte, não justifica o uso da intimação por edital.
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. ERRO NA INFORMAÇÃO DA DIRF.
Comprovado por meio de documentação hábil e idônea que a fonte pagadora informou erroneamente o CPF do contribuinte como beneficiário dos rendimentos, o crédito tributário resultante da omissão de rendimentos deve ser exonerado.
Recurso provido.
Numero da decisão: 2801-001.325
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, acolher a preliminar suscitada e, no mérito, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: WALTER REINALDO FALCÃO LIMA
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materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
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ementa_s : Imposto de Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2003 INTIMAÇÃO POR EDITAL. VALIDADE. REQUISITOS. Para que a intimação por edital seja válida, faz-se necessário que tenha resultado improfícuo um dos meios previstos no caput do artigo 23 do Decreto n° 70.235/72. Uma única tentativa de intimação via postal, em que se constatou a ausência do contribuinte, não justifica o uso da intimação por edital. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. ERRO NA INFORMAÇÃO DA DIRF. Comprovado por meio de documentação hábil e idônea que a fonte pagadora informou erroneamente o CPF do contribuinte como beneficiário dos rendimentos, o crédito tributário resultante da omissão de rendimentos deve ser exonerado. Recurso provido.
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VALIDADE. REQUISITOS. Para que a intimação por edital seja válida, faz-se necessário que tenha resultado improfícuo um dos meios previstos no caput do artigo 23 do Decreto n° 70.235/72. Uma única tentativa de intimação via postal, em que se constatou a ausência do contribuinte, não justifica o uso da intimação por edital. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. ERRO NA INFORMAÇÃO DA DIRF. Comprovado por meio de documentação hábil e idônea que a fonte pagadora informou erroneamente o CPF do contribuinte como beneficiário dos rendimentos, o crédito tributário resultante da omissão de rendimentos deve ser exonerado. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, acolher a preliminar suscitada e, no mérito, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Antônio de Pádua Athayde Magalhães - Presidente. Walter Reinaldo Falcão Lima - Relator. Fl. 165DF CARF MF Emitido em 17/12/2010 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/12/2010 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 06/12/2010 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 09/12/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL 2 EDITADO EM: 06/12/2010 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Antônio de Pádua Athayde Magalhães, Eivanice Canário da Silva, Sandro Machado dos Reis e Walter Reinaldo Falcão Lima. Relatório AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração de fls. 23/27, relativo a Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2003, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de R$ 6.365,02, acrescido de multa de ofício e juros de mora.. A autuação foi assim resumida no relatório do acórdão de primeira instância (fls. 55/59): Motivou o lançamento a constatação de omissão de rendimentos tributáveis recebidos da Sociedade de Educação Integral e de Assistência Social, no valor de R$ 28.005,88, e da Cooperativa dos Produtores de Leite de Leopoldina, no montante de R$ 19.144,00. Em razão da majoração dos rendimentos, também foi alterado o valor total do imposto retido na fonte para R$ 3.187,24. O auto de infração foi encaminhado ao domicílio tributário eleito pelo contribuinte pela via postal, tendo a correspondência retornado com a informação que o destinatário encontrava-se ausente, conforme relatório do acórdão da DRJ. Diante dessa situação, por considerar que a intimação via postal resultou improfícua, a Fiscalização optou por realizar a intimação por meio do Edital nº 003/2006 (fls. 35/51). IMPUGNAÇÃO O contribuinte apresentou em 21/06/07 a impugnação, fls. 01/06, e documentos de fls. 07/27, alegando o seguinte, consoante relatório do acórdão de primeira instância (fls. 55/59): 1. não recebeu nenhuma comunicação, intimação, pedido de esclarecimentos ou notificação de lançamento da Receita Federal do Brasil, apenas recebendo uma via do Auto de Infração em 23/05/2007; 2. concorda com a omissão de rendimentos relativa à Cooperativa dos Produtores de Leite de Leopoldina, no valor de R$ 19.144,00; 3. os rendimentos relativos à Sociedade de Educação Integral e de Assistência Social foram informados em DIRF com seu número de CPF equivocadamente, pois são rendimentos auferidos e declarados por Vânia Junqueira Reis Pimentel, Fl. 166DF CARF MF Emitido em 17/12/2010 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/12/2010 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 06/12/2010 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 09/12/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13639.000200/2007-92 Acórdão n.º 2801-001.325 S2-TE01 Fl. 166 3 sendo que já foi efetuada retificação da DIRF por parte da fonte pagadora. ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A DRJ/Juiz de Fora- MG não tomou conhecimento da impugnação, por considerá-la intempestiva, com base nos fundamentos do voto do relator do respectivo acórdão a seguir transcritos: Para análise da preliminar argüida, é cabal trazer à consideração os mandamentos contidos nos arts. 14, 15 e 23 do Decreto n o 70.235, de 06 de março de 1972, e alterações posteriores, diploma legal regulador do Processo Administrativo Fiscal, in verbis: “Art. 14. A impugnação da exigência instaura a fase litigiosa do procedimento”. “Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência.” "Art. 23. Far-se-á a intimação: I - pessoal, pelo autor do procedimento ou por agente do órgão preparador, na repartição ou fora dela, provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou preposto, ou, no caso de recusa, com declaração escrita de quem o intimar; (Redação dada pelo art. 67 da Lei nº 9.532/97) II - por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo. (Redação dada pelo art. 67 da Lei nº 9.532/97) (...) § 1 o Quando resultar improfícuo um dos meios previstos no caput deste artigo, a intimação poderá ser feita por edital publicado: I - no endereço da administração tributária na internet; II - em dependência, franqueada ao público, do órgão encarregado da intimação; ou III - uma única vez, em órgão da imprensa oficial local. (Redação do par. 1.º dada pelo art. 113 da Lei n.º 11.196/2005) § 2o. Considera-se feita a intimação: (...) IV - 15 (quinze) dias após a publicação do edital, se este for o meio utilizado. (Acrescido pelo art. 113 da Lei n.º 11.196/2005) Fl. 167DF CARF MF Emitido em 17/12/2010 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/12/2010 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 06/12/2010 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 09/12/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL 4 § 3o Os meios de intimação previstos nos incisos do caput deste artigo não estão sujeitos a ordem de preferência. (Redação dada pelo art. 113 da Lei n.º 11.196/2005) § 4o Para fins de intimação, considera-se domicílio tributário do sujeito passivo: I - o endereço postal por ele fornecido, para fins cadastrais, à administração tributária; e (...)” Foi encaminhado ao domicílio eleito do contribuinte – Praça Senador Botelho, nº 78, Centro, Leopoldina, MG - Auto de Infração relativo ao imposto de renda pessoa física, exercício 2003. Tal intimação restou improfícua, pois foi devolvida ao remetente, face ausência do interessado (fl. 55). Afixou-se, pois, o Edital nº 003/2006, de folhas 35 a 51, dando ciência ao contribuinte do lançamento suplementar , relativo ao IRPF 2003. De acordo com a norma que disciplina as intimações, acima transcrita, esse era o meio adequado para dar ciência do Auto de Infração, já que restou infrutífera a intimação via postal. Não pode restar dúvida, portanto, de que diante das prescrições trazidas pelo Decreto n o 70.235, de 1972, não existe qualquer mácula que possa dar ensejo à conclusão de irregularidade do procedimento adotado. Pelas regras de contagem de prazo estabelecidas no Decreto n o 70.235/1972 e alterações posteriores, os prazos no Processo Administrativo Fiscal são contínuos, excluindo-se da sua contagem o dia de início e incluindo-se o do vencimento (art. 5 o ) e os prazos só se iniciam ou vencem em dia de expediente normal no órgão em que tramita o processo ou deva ser praticado o ato (art. 5 o § único). O que se pode concluir dos arts. 5º e 15 do Decreto no 70.235/1972, já citado, é que o prazo para a reclamação administrativa é fatal e peremptório, e, sendo assim, no presente caso, não há hesitação em se afirmar que a impugnação se deu a destempo, visto que foi apresentada em 21/06/2007 (fl. 01), enquanto que a ciência do lançamento se deu em 17/01/2007, conforme Edital de folha 35. RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado da decisão de primeira instância em 25/09/09, fls. 63, o contribuinte apresentou, em 19/10/09, o Recurso de fls. 65/75 e documentos de fls. 76/79, alegando, preliminarmente, nulidade da intimação por edital e cerceamento do direito de defesa, afirmando que somente teve conhecimento do citado auto de infração em 10/03/07 quando tentou emitir uma certidão negativa junto à RFB, o que motivou uma solicitação de esclarecimentos junto à Agência da RFB em Cataguases, tendo recebido cópia do referido auto em 23/05/07. Entende que apresentou sua impugnação tempestivamente em 21/06/07, ou seja, dentro do prazo de 30 dias do recebimento do auto de infração. Fl. 168DF CARF MF Emitido em 17/12/2010 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/12/2010 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 06/12/2010 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 09/12/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13639.000200/2007-92 Acórdão n.º 2801-001.325 S2-TE01 Fl. 167 5 Sustenta que possui domicílio e residência fixa e nunca se absteve de receber qualquer tipo de intimação, seja judicial ou administrativa, e que, por ser produtor rural, se ausenta de sua residência em diversos horários, o mesmo acontecendo com sua esposa, por motivos de trabalho. Não concorda com o fato de a Fiscalização ter realizado somente uma tentativa de intimá-lo via postal e já ter optado pela intimação por edital, ressaltando que sequer houve tentativa de intimação pessoal. Entende que esse procedimento afronta o princípio da razoabilidade. Assevera, ainda, que a intimação por edital realizada está eivada de nulidade por ter lhe dado ciência do lançamento suplementar relativo ao IRPF/2003, sendo que aquele meio é adequado para dar ciência do auto de infração, além de ter sido afixado nas dependências da DRF de Juiz de Fora, distante mais de cem quilômetros de seu domicílio, quando alega que deveria ter sido afixada na Agência da RFB em Cataguases, mais próxima de seu domicílio. Quanto ao mérito, argumenta que os rendimentos recebidos da Cooperativa de Leite não foram declarados por não ter recebido, à época, o respectivo comprovante de rendimentos daquela fonte pagadora, mas assim que constatou o equívoco providenciou o pagamento do débito de forma parcelada (doc. de fls. 79). Acerca dos rendimentos da Sociedade de Educação Integral e de Assistência Social, alega que não houve qualquer omissão, mas sim um equívoco da fonte pagadora, que informou na DIRF seu número de CPF equivocadamente, pois são rendimentos auferidos e declarados por Vânia Junqueira Reis Pimentel, sua esposa, sendo que já foi efetuada retificação da DIRF por aquela empresa. Para comprovar tais alegações, cita documentos já anexados juntamente com a impugnação. Diante do exposto acima requer: a) acolhimento da preliminar suscitada para reconhecer a nulidade das intimações; b) quanto ao mérito, a reforma do acórdão recorrido para cancelar o débito fiscal em discussão; c) a revisão de ofício do lançamento, caso não seja acatadas as solicitações acima. É o Relatório. Voto Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima O recurso é tempestivo e atende as demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. DA PRELIMINAR DE TEMPESTIVIDADE DA IMPUGNAÇÃO A impugnação foi considerada intempestiva pela DRJ/Juiz de Fora- MG por ter sido apresentada após o prazo legal válido para as intimações realizadas por edital. A ciência do auto de infração ocorreu por esse meio (edital) em virtude de a intimação via postal Fl. 169DF CARF MF Emitido em 17/12/2010 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/12/2010 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 06/12/2010 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 09/12/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL 6 realizada anteriormente não ter surtido efeito, devido à sua devolução à autoridade fazendária com a informação que o contribuinte encontrava-se ausente de seu domicílio. Para caracterizar a intempestividade da impugnação resta saber se, do ponto de vista legal, a intimação poderia ser realizada por edital. É o que analisaremos a seguir. Convém reproduzir a norma que trata da matéria, o art. 23 do Decreto nº 70.235, de 1972, com a redação do art. 67 da Lei nº 9.532, de 10 de dezembro de 1997 e do artigo 113 da Lei nº 11.196, de 21/11/2005: Art. 23. Far-se-á a intimação: I - pessoal, pelo autor do procedimento ou por agente do órgão preparador, na repartição ou fora dela, provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou preposto, ou, no caso de recusa, com declaração escrita de quem o intimar; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) II - por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) III - por meio eletrônico, com prova de recebimento, mediante: (Redação dada pela Lei nº 11.196, de 2005) a) envio ao domicílio tributário do sujeito passivo; ou (Incluída pela Lei nº 11.196, de 2005) b) registro em meio magnético ou equivalente utilizado pelo sujeito passivo. (Incluída pela Lei nº 11.196, de 2005) § 1o Quando resultar improfícuo um dos meios previstos no caput deste artigo, a intimação poderá ser feita por edital publicado: (Redação dada pela Lei nº 11.196, de 2005) [...] § 2° Considera-se feita a intimação: I - na data da ciência do intimado ou da declaração de quem fizer a intimação, se pessoal; II - no caso do inciso II do caput deste artigo, na data do recebimento ou, se omitida, quinze dias após a data da expedição da intimação; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) III - se por meio eletrônico, 15 (quinze) dias contados da data registrada: (Redação dada pela Lei nº 11.196, de 2005) a) no comprovante de entrega no domicílio tributário do sujeito passivo; ou (Incluída pela Lei nº 11.196, de 2005) b) no meio magnético ou equivalente utilizado pelo sujeito passivo; (Incluída pela Lei nº 11.196, de 2005) IV - 15 (quinze) dias após a publicação do edital, se este for o meio utilizado. (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) § 3o Os meios de intimação previstos nos incisos do caput deste artigo não estão sujeitos a ordem de preferência. (Redação dada pela Lei nº 11.196, de 2005) Fl. 170DF CARF MF Emitido em 17/12/2010 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/12/2010 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 06/12/2010 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 09/12/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13639.000200/2007-92 Acórdão n.º 2801-001.325 S2-TE01 Fl. 168 7 § 4 o Para fins de intimação, considera-se domicílio tributário do sujeito passivo: (Redação dada pela Lei nº 11.196, de 2005) I - o endereço postal por ele fornecido, para fins cadastrais, à administração tributária; e (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) II - o endereço eletrônico a ele atribuído pela administração tributária, desde que autorizado pelo sujeito passivo. (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) § 5o O endereço eletrônico de que trata este artigo somente será implementado com expresso consentimento do sujeito passivo, e a administração tributária informar-lhe-á as normas e condições de sua utilização e manutenção. (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) § 6o As alterações efetuadas por este artigo serão disciplinadas em ato da administração tributária. (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) De acordo com informação contida no acórdão de primeira instância a exigência fiscal foi encaminhada para o endereço da contribuinte declarado à Receita Federal do Brasil - RFB. O art. 23 acima reproduzido estabelece, em seu caput, que a intimação pode ser realizada pessoalmente, por via postal ou por meio eletrônico, sendo que o § 3o dispõe que tais meios não possuem ordem de preferência. O § 1 o determina que a intimação poderá ser feita por edital quando resultar improfícuo um dos meios previstos no caput do citado artigo. Nesse sentido é importante destacar que, para realizar a intimação por edital, não é obrigatório que sejam tentados antes todos os meios citados no caput do citado artigo para intimar o contribuinte. O dispositivo legal em comento estabelece que, resultando improfícuo um daqueles meios, a intimação pode ser realizada por edital. No presente caso a Fiscalização optou por realizar a intimação por via postal e não obteve êxito pelo fato de o contribuinte encontrar-se ausente de seu domicílio fiscal. Ato contínuo decidiu realizar a intimação por edital por considerar estar diante da situação prevista no § 1o do art. 23 supracitado. A intimação por edital constitui-se em um meio extremo para cientificar o contribuinte, surgindo como último recurso quando demonstrado cabalmente que o meio escolhido para realizar a intimação resultou improfícuo. Isso porque, regra geral, o contribuinte não toma conhecimento dos editais que são publicados nas repartições da RFB, por conseguinte a intimação realizada por esse meio resulta, na maioria das vezes, na ausência de resposta do intimado, prejudicando a sua defesa. Em que pese o acima exposto, não se pode excluir a hipótese de intimação por edital, haja vista sua previsão legal, entretanto sua aplicação deve restringir-se àquelas situações em que seja latente a impossibilidade de intimar o contribuinte pelo meio escolhido e, principalmente nas hipóteses em que se vislumbre que o destinatário está evitando ser intimado. Como no caso em discussão foi escolhida a via postal, cumpre verificar se resultou improfícuo esse meio para cientificar a contribuinte. Fl. 171DF CARF MF Emitido em 17/12/2010 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/12/2010 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 06/12/2010 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 09/12/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL 8 Analisando o caso em pauta constato que não se encontram presentes as condições que permitem que a intimação fosse feita por edital. O fato de a intimação via postal ter sido devolvida com a informação que o contribuinte estava ausente não constitui razão para considerar, de imediato, o meio utilizado como improfícuo e decida-se pela intimação por edital. É perfeitamente plausível que o contribuinte não estivesse em seu domicílio no momento da entrega da intimação, como alegado no recurso interposto, sendo precipitada a opção pela intimação por edital sem que houvesse uma nova tentativa de intimá-lo via postal. Apesar de a norma não explicitar quantas vezes deve-se tentar a intimação via postal para então fazer uso do edital, ante à dificuldade de se tomar conhecimento da intimação por esse meio, faz-se necessário que se esgotem as possibilidades de cientificar o contribuinte pelo meio escolhido pela Fiscalização, e isso não se faz com uma única tentativa, como ocorreu no caso em apreciação. Logo não há como considerar válida a intimação por edital neste caso, devendo ser acatada como data da ciência do auto de infração a data em que o contribuinte alega ter recebido cópia do documento, 23/05/07, razão pela qual a impugnação é tempestiva, por ter sido apresentada em 21/06/07. DO MÉRITO O contribuinte concordou com o lançamento referente à omissão dos rendimentos recebidos da Cooperativa de Leite, haja vista não ter impugnado a matéria e solicitado parcelamento do respectivo débito, que foi transferido para o processo autuado com o nº 13639.000206/2007-60, conforme despacho de fls. 54 e documentos de fls. 79. Por conseguinte resta somente apreciar a omissão de rendimentos relativos à Sociedade de Educação Integral e de Assistência Social. O recorrente alega não ter recebido os rendimentos da Sociedade de Educação Integral e de Assistência Social, justificando ter ocorrido erro por parte da fonte pagadora quando do preenchimento da DIRF que informou o seu número de CPF como beneficiário sendo que o correto seria o CPF de sua esposa. Afirma que já foi retificado o erro pela empresa por meio da apresentação de DIRF retificadora e apresenta cópia da DAA de sua esposa em que os rendimentos foram declarados. Verificando a documentação apresentada para fins de comprovação das alegações acima, constato que assiste razão ao recorrente. Às fls. 30 consta comprovante de rendimentos fornecido pela Sociedade de Educação Integral e de Assistência Social em que a beneficiária é a esposa do contribuinte, sendo que os valores ali contidos são exatamente aqueles que foram lançados pela Fiscalização no auto de infração em discussão. Na DIRF original, cuja cópia foi juntada às fls. 14, consta o CPF do contribuinte como beneficiário dos rendimentos questionados e na DIRF retificadora, cópia anexada às fls. 15 e 16, essa informação foi corrigida para constar o CPF da esposa do recorrente. Corroborando esse fato, na DAA da esposa do contribuinte (cópia às fls. 07 a 12) os aludidos rendimentos foram declarados, logo não restam quaisquer dúvidas que os rendimentos não foram recebidos pelo recorrente, mas sim por sua esposa. Em que pese o mérito da questão não ter sido apreciado pelo órgão julgador de primeira instância, o § 3º do art. 59 do Decreto nº 70.235/72 dispõe que quando puder decidir do mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprir-lhe a falta. No presente caso a decisão da DRJ/Juiz de Fora- MG, ao não tomar conhecimento da impugnação por considerá-la intempestiva, ensejaria a declaração de nulidade pois cerceou o direito de defesa do recorrente (art. 59, II, do Decreto nº 70.235/72), haja vista que a intimação por edital Fl. 172DF CARF MF Emitido em 17/12/2010 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/12/2010 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 06/12/2010 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 09/12/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13639.000200/2007-92 Acórdão n.º 2801-001.325 S2-TE01 Fl. 169 9 que resultou na ciência do contribuinte encontra-se eivada de nulidade. Como demonstrado no parágrafo anterior, prosperam as alegações de mérito, razão pela qual não cabe declarar a nulidade da decisão da DRJ, mas sim proferir decisão. Diante do exposto, voto no sentido de acolher a preliminar de tempestividade da impugnação e, no mérito, DAR provimento ao recurso. Walter Reinaldo Falcão Lima – Relator Fl. 173DF CARF MF Emitido em 17/12/2010 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/12/2010 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 06/12/2010 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 09/12/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL
score : 1.0
Numero do processo: 13808.000932/95-99
Data da sessão: Mon Nov 16 00:00:00 UTC 2009
Ementa: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES
Período de apuração: 31/08/1991 a 31/03/1992
NORMAS PROCESSUAIS. JUROS DE MORA. Não é cabível a incidência de juros de mora quando o contribuinte deposita em JUÍZO O montante integral do crédito litigado, no prazo de vencimento do tributo.
SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. MULTA DE OFÍCIO. E lícita a desoneração do sujeito passivo da multa de ofício exigida em auto de infração lavrado para prevenir a decadência, quando o respectivo crédito tributário encontrava-se com a exigibilidade, suspensa por força de liminar concedida em Medida Cautelar.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 3202-000.068
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir a multa de oficio e os juros de mora correspondentes aos meses de vencimento de fevereiro a abril de 1992, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
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Numero do processo: 12466.001155/2003-26
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jun 21 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Wed Jun 21 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 301-01.631
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - penalidades (isoladas)
Nome do relator: VALMAR FONSECA DE MENEZES
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DRJIFLORIANÓPOLIS/SC R E S O L U ç Ã O Nº 301-1.631 • • • Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado . Formalizado em: 114 JUL 2006 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: José Luiz Novo Rossari, Luiz Roberto Domingo, Atalina Rodrigues Alves, Susy Gomes Hoffmann, Irene Souza da Trindade Torres e Carlos Henrique Klaser Filho. Esteve presente a Procuradora da Fazenda Nacional DI" Maria Cecília Barbosa. Fez sustentação oral a advogada Dr." Cristiane Romano OAB/SP n° 123.771. ccs • Processo nO Resolução n° 12466.001155/2003-26 301-1.631 RELATÓRIO • • • Considerando a forma minuciosa com que foi elaborado, adoto o relatório componente do Acórdão proferido pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Florianópolis/SC, que transcrevo, verbis: "A empresa acima qualificada importou, por meio da DI n.o 03/0105760-0, registrada em 06/02/2003, produtos "Dune Eau de Toilette" da marca Christian Dior, descritos na Adição 2 como Água de Colônia classificando-os no código NCM 3303.00.20 com alíquota de IPI de 10% e de II de 19,5% . A fiscalização verificou que os produtos constantes na DI já haviam sido objeto de exame laboratorial, através do qual foi constatado que os mesmos (Dune Eau de Toilette-Christian Dior), tratavam-se de "perfume, constituído de solução Hídro-Alcoólíca e Substâncias Odoriferas, na forma líquida acondicíonada em embalagem própria para venda a retalho", em função do teor encontrado para os componentes (laudo às fls. 30/31). • • Com base nessas informações e amparado pelo art. 30, S 3.° do Decreto n.o 70.235/1972, a autoridade autuante valendo-se do referido laudo concluiu que as mercadorias importadas deveriam ser classificadas no código NCM 3303.00.10 (19,5% de II e 40% de IPI) o que gerou a lavratura do Auto de Infração de fls. OI a 15 para exigência de R$ 4.590,07 a título de Imposto sobre Produtos . Industrializados (IPI) e de R$ 500,00 a título de multa proporcional ao valor aduaneiro (mercadoria classificada incorretamente na Nomenclatura Comum do Mercosul). A importadora depositou administrativamente os valores discutidos (fls. 54/55) para desembaraçar as mercadorias. Autuada, a interessada protocolízou a defesa de fls. 34 a 51, argumentando, em síntese, que: a) os laudos não preenchem todos os requisitos de validade, pois se apóiam genericamente em "referências bibliográficas", sem indicar quais sejam essas; b) assim, como não houve alusão ao teor das "referências bibliográficas" utilizadas, prejudicando o contraditório, restou prejudicado o exercício do seu direito de ampla defesa; 2 • • • • • Processo n° Resolução n° 12466.00115512003-26 301-1.631 c) o laudo conclui que o produto importado é extrato, baseando-se em técnica inválida, pois diferencia água de colônia de perfumes de acordo com a quantidade de concentração aromática dos produtos, não mencionando o modelo de cromatógrafo utilizado nas análises; d) a reclassificação fiscal é nula pois foi baseada em laudo emitido em outra DI, não utilizando amostras destas mercadorias importadas. Que isto só seria possível se a fiscalização provasse que se tratassem de mercadorias idênticas, o que não ocorreu. Cita acórdãos do Conselho de Contribuintes; e) a ANVISA é a única autoridade competente para atestar sobre a classificação dos perfumes e esta classifica os produtos como água de colônia ou água de perfume e não como extratos; . f) as Notas Explicativas do Sistema Harmonizado não versam sobre os limites de concentração aromática para distinguir água de colônia e perfume, existindo outros elementos para serem considerados e que não o foram pela fiscalização; g) o emprego de matérias primas e sua proporcionalidade não são suficientes para sua classificação e que o preço é um elemento que diferencia água de colônia de extrato; h) a se adotar a classificação pretendida pela fiscalização estaria afrontando os direitos do consumidor; i) não é exigível a multa de I% do valor aduaneiro das mercadorias por força do art. 100 do CTN, uma vez que a classificação adotada pela impugnante é baseada em reiterada prática das autoridades administrativas (ANVISA) . Ao final, considerando as razões apresentadas, a impugnante requer que seja anulado o Auto de Infração em comento, cancelando-se, em . conseqüência, a exigência fiscal formalizada. " A Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Florianópolis/SC concluiu pela procedência do lançamento, em acórdão cuja ementa dispõe, verbis: "Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 06/0212003 Ementa: PRELIMINAR DE NULIDADE. CERCEAMENTO DE DEFESA. É inaceitável a invocação de preterimento de defesa quando a peça impugnatória demonstrar o conhecimento integral da imputação, 3 • • • • • Processo nO Resolução n° 12466.00115512003-26 301-1.631 contestando as conclusões dos Laudos Técnicos com alegações e documentos. Assunto: Classificação de Mercadorias Data do fato gerador: 06/02/2003 Ementa: DESCLASSIFICAÇÃO FISCAL. COMPROVAÇÃO. Mantém-se a desclassificação fiscal realizada com base em Laudo Técnico que contenha elementos suficientes para comprovar que o produto examinado se enquadra, inequivocamente, na classificação fiscal determinada pela autoridade lançadora. Assunto: Classificação de Mercadorias Data do fato gerador: 06/0212003 Ementa: PERFUMES . Produtos de perfumaria que possuem concentração de substâncias odoríferas entre 10 % e 30 % são considerados "Perfumes (extratos)", classificando-se no código NCM 3303.00.10. Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 06/02/2003 Ementa: MULTA PROPORCIONAL AO VALOR ADUANEIRO DA MERCADORIA. CABE A MULTA QUANDO A MERCADORIA É CLASSIFICADA ERRONEAMENTE . É devida a aplicação da multa de 1% sobre o valor aduaneiro da mercadoria quando a mesma é classificada de maneira incorreta na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM)." A interessada recorre a este Egrégio Colegiado, conforme petição nos autos, tempestivamente, ratificando as alegações apresentadas por ocasião de sua impugnação e aditando sua insatisfação quanto ao não acolhimento de suas pretensões pelo órgão julgador de primeira instância. Reitera estar correta a classificação das fragrâncias comercializadas como águas-de-colônia no código NCM 3303.00.20 e requer provimento ao recurso. É o relatório. 4 Processo n° Resolução n° 12466.001155/2003-26 301-1.631 VOTO • • • • • Conselheiro Valmar Fonsêca de Menezes, Relator Após intensos debates nesta Câmara, adoto o voto do eminente Conselheiro José Luiz Novo Rossari, proferido no julgamento do recurso de no. 131.696, da mesma empresa, ocorrido nesta mesma Sessão do Colegiado, o qual transcrevo, a seguir, in verbis: "Trata-se de estabelecer a correta classificação do produto descrito pela empresa importadora na DI nº 03/0276757-0, registrada em 2/412003, como "Flower by Kenzo Eau de Parfum Natural Spray". A declarante classificou a mercadoria no código NCM 3303.00.20, própria para "águas de colônia", enquanto que a fiscalização aduaneira entendeu que a mercadoria deveria ter sido classificada no código NCM 3303.00.10, como "perfumes", em função do teor de substâncias odoríferas encontrado em laudo técnico. As Notas Explicativas do Sistema Harmonizado (NESH) referentes à posição 3303 dão as seguintes informações sobre os produtos dessa posição, verbis: "A presente posição compreende os perfumes que se apresentem nas formas de líquido, de creme ou de sólido (compreendendo os bastões (sticks)), e as águas-de-colônia, cuja função principal seja a de perfumar o corpo. Os perfumes propriamente ditos, também chamados extratos, consistem geralmente em óleos essenciais, essências concretas de flores, essências absolutas ou em misturas de substâncias odoríferas artificiais, dissolvidas em álcool de titulo elevado. Usualmente, estas composições contêm ainda adjuvantes (aromas suaves) e um fixador ou estabilizador . As águas-de-colônia (por exemplo, água-de-colônia propriamente dita, água de lavanda), que não devem confundir-se com águas destiladas aromáticas e soluções aquosas de óleos essenciais da posição 33.01, diferem dos perfumes propriamente ditos pela sua mais fraca concentração em óleos essenciais, etc. e pelo titulo geralmente menos elevado de álcool empregado. " Conforme se constata, os regramentos estabelecidos pelas NESH não especificam a concentração de óleos essenciais que permita a 5 • • • • I. Processo n° Resolução n° 12466.001155/2003-26 301-1.631 diferenciação entre tais produtos. Apenas explicita que as águas-de- colônia diferem dos perfumes pela sua mais fraca concentração de . óleos essenciais e pelo título menos elevado de álcool empregado. E em nivel nacional a NCM também não estabeleceu qualquer especificação que tendesse à distinção entre tais produtos, tendo em vista que, ao instituir para a posição 3303 os itens e subitens correspondentes (7º e 8º digitos), apenas discriminou: 3303.00.10 - Perfumes (extratos) 3303.00.20 - Águas-de-colônia Sobre tais produtos, o Decreto nº 79.094/1977 dispõe, em seu art. 49,11, que os produtos citados compreendem, verbis: "11- Perfumes: a) Extratos - constituídos pela solução ou dispersão de uma composição aromática em concentração mínima de 10% (dez por cento) e máxima de 30% (trinta por cento) . . b) Águas perfumadas, águas de colônia, loções e similares - constituídas pela dissolução até 10% (dez por cento) de composição aromática em álcool de diversas graduações, não podendo ser nas formas sólidas nem na de bastão." o Decreto acima citado regulamenta a Lei nº 6.360/1976, que dispõe sobre a vigilância sanitária a que ficam sujeitos os medicamentos, as drogas, os insumos farmacêuticos e correlatos, cosméticos, saneantes e outros produtos, inclusive na importação e na exportação (art. 554 do RA). Com a criação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pela Lei nº 9.782/1999, ficou afeta a esse órgão a competência para conceder o registro dos produtos tratados no Decreto nº 79.094/1977, entre eles os perfumes. Assim, a competência da Anvisa, prevista no art. 7º da Lei nº 9.782/1999, diz respeito ao registro dos produtos dependentes de vigilância sanitária. No caso sob exame, a matéria foi objeto de manifestação da . Coordenação-Geral do Sistema Aduaneiro da Secretaria da Receita Federal, que através da Nota Coana/Cotac/Dinom nº 253, de 1º/8/2002, e em resposta à consulta formulada pela Divisão de Informação Comercial do Ministério das Relações Exteriores, pronunciou-se no sentido de esclarecer os critérios adotados para classificar uma preparação odorífera como "perfume" ou "extrato", 6 I• • ti • • • Processo n° Resolução n° 12466.001155/2003-26 301-1.631 ou como "água-de-colônia" na Nomenclatura Comum do Mercosul, explicitando, verbis: "7.1 "Essência ou extrato" é o perfume em sua concentração mais alta, sendo que a percentagem varia, conforme a marca, de 15% a 30% de essência diluída em álcool de 90° Gay-Lussac (GL). É o tipo mais caro de perfume e, por não serem adequados ao clima tropical, são dificeis de serem encontrados em razão da pouca comerciabilidade. O fixador (por exemplo, gordura de origem animal reproduzida em laboratório) tem um poderoso efeito de fixação que pode se prolongar por até 24 horas. 7.2 "Eau de parfum" é um perfume com menor concentração de essência, de 10% a 15%, diluída em álcool etílico de 90° GL, cujo efeito de fixação chega a ultrapassar as 12 horas . 7.3 "Eau de toilette" tem concentração de essência entre 5% e 1O%, diluída habitualmente em álcool de 85° GL. Seus índices de fixação não passam das 8 horas em temperaturas mais altas. 7.4 "Agua-de-colônia" ou "eau de cologne" é a fragrância cuja percentagem de essência varia entre 3% e 5%, e seu grau alcoólico fica entre 70° e 80° GL. Sua fixação não é maior do que 5 horas e seria, a priori, o ideal para o nosso clima. 7.5 "Eau fraiche"é a "água refrescante", perfumada quase sempre com pouquíssima essência cítrica (limão ou tangerina). Por isto, . muitas vezes é chamada de "eau de sport". Tem uma baixa percentagem de essência, de 1% a 3%, e vem quase sempre diluída em álcool de 70° ou 80° GL, havendo poucas variantes de "eau fraiche" que não empregam álcool. Sua taxa de fixação é mínima, de 2 a4 horas . 8. Tendo-se em mente o exposto e considerando as NESH pode-se afirmar que os ''perfumes ou extratos", citados no código 3303.00.10 da NeM, compreendem apenas as essências ou extratos (subitem 7.1). 9. Já as mercadorias mencionadas no código 3303.00.20 da NCM, referidas como "águas-de-colônia" englobam as chamadas "eau de parfum", "eau de toilette", "eau de cologne" e "eau fraiche" (subitem 7.2 a 7.5)" Verifica-se, preliminarmente, que existem divergências entre o Laboratório de Análises (conforme laudo), a Anvisa e a Coana sobre o teor de substâncias odoriferas (essências) que caracterizam os . extratos, conforme indicado abaixo. 7 • • • • • • • • Processo n° Resolução n° 12466.001155/2003-26 301-1.631 LABORATÓRIO ANVISA COANA I % essências 10-25% 10-30% 15-30% De outra parte, e embora o procedimento fiscal tenha utilizado como base o teor de substâncias odoriferas encontrado no laudo, não se verifica na legislação do Sistema Harmonizado, nem na parte nacional decorrente desse Sistema (itens e subitens), qualquer regramento que vincule a classificação ao referido teor . Assim, entendo que a Nota CoanalCotaclDinom nº 253/2002 antes transcrita esboça apenas considerações sobre a matéria, sem que as colocações ali feitas venham a representar conclusão definitiva da SRF/Coana sobre a classificação das mercadorias objeto da autuação. No entanto, a Nota referida é um fato que pode ter contribuído para a classificação dos produtos importados nos códigos pleiteados pelo importador, tendo em vista que tal Nota foi distribuída à Divisão de Informação Comercial do Ministério das Relações Exteriores . Cumpre ressaltar que para a classificação tarifária na SRF de produtos cujo registro dependa de autorização de órgão governamental competente, como é o caso dos produtos de perfumaria, é requisito essencial a anexação de cópia da autorização do registro do produto junto ao referido órgão, conforme estabelece a IN SRF nº 573, de 2005, em seu art. 4º, S 3º. Trata-se, pois, de elemento básico no exame de processos de consulta sobre classificação de mercadorias . Diante do exposto, e em vista da falta de convicção para a definitiva decisão processual, em face das controvérsias que surgem a respeito . da matéria, voto no sentido de ser o julgamento convertido em diligência à unidade da SRF de origem, a fim de que seja solicitada a manifestação da Coana no que respeita aos seguintes quesitos - devendo ser oferecida oportunidade à recorrente de formular seus quesitos, se quiser: a) Tendo em vista que a legislação do Ministério da Saúde (Lei nº 6.360/1976, regulamentada pelo Decreto nº 79.094/1977, e Lei nº 9.782/1999), estabelece a obrigatoriedade de classificação sanitária e o registro dos produtos de perfumaria, de forma a ser indicada em cada produto a sua identificação específica, e que tal atividade é de competência da Anvisa, e considerando o disposto no art. 4º, S 3º, da IN SRF nº 57312005, que estabelece que na consulta sobre classificação de mercadorias que dependa de autorização de órgão especificado em lei, deverá ser anexada uma cópia da autorização do registro do produto, há alguma possibilidade técnica de os produtos 8 •.. • • Processo n° Resolução n° 12466.001155/2003-26 301-1.631 da subposição 3303.00 terem classificação fiscal diversa da identificação e registro que lhes foi concedido pela Anvisa? b) Sem prejuízo do quesito anterior, a eventual apuração de composição aromática em laudo técnico solicitado pelas unidades fiscais da SRF, possui relevância suficiente para afastar a identificação e o registro de produto estabelecidos pelo órgão competente do Ministério da Saúde? c) As considerações contidas na Nota CoanalCotaclDinom nQ 253, de 1~/812002, representam conclusão definitiva da SRF/Coana sobre a classificação das mercadorias ali discriminadas ("Essência ou extrato", "Eau de parfum ", "Eau de toilette", "Agua-de-colônia" ou "eau de cologne", e "Eau frafche "), de modo a vincular essa classificação ao teor de substâncias odoriferas (essências) existente em cada produto? . Antes do retomo do processo a este Conselho, deverá a recorrente ser informada do inteiro teor da resposta do órgão demandado, a fim de que possa, querendo, se manifestar a respeito." • ~. • Da mesma forma do ilustre relator invocado, voto no sentido de conversão do julgamento em diligência, nos ermos propostos. ENEZES - Relator 9 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007 00000008 00000009
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Numero do processo: 13706.100091/2008-42
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Feb 07 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Mon Feb 07 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005
GLOSA DE DESPESAS MÉDICAS. RECIBOS SEM IDENTIFICAÇÃO
DO ENDEREÇO DO EMITENTE. DECLARAÇÃO.
Quando a fiscalização glosa as despesas médicas unicamente por falta de identificação do endereço do emitente em recibos, documentação apresentada pelo contribuinte, na forma de declaração do médico responsável pela emissão dos recibos, na qual se identifica todos os elementos necessários, é suficiente para afastar a glosa.
DEDUÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PARA PREVIDÊNCIA PRIVADA.
Nos termos do artigo 644 do RIR/99, as contribuições para entidades de previdência privada domiciliadas no pais, cujo ônus tenha sido do contribuinte, podem ser deduzidas da base de cálculo do Imposto de Renda.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2801-001.343
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo lançada o valor de R$ 19.970,00 e acatar inclusão de IRRF no valor de R$ 423,08, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: CARLOS CESAR QUADROS PIERRE
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 GLOSA DE DESPESAS MÉDICAS. RECIBOS SEM IDENTIFICAÇÃO DO ENDEREÇO DO EMITENTE. DECLARAÇÃO. Quando a fiscalização glosa as despesas médicas unicamente por falta de identificação do endereço do emitente em recibos, documentação apresentada pelo contribuinte, na forma de declaração do médico responsável pela emissão dos recibos, na qual se identifica todos os elementos necessários, é suficiente para afastar a glosa. DEDUÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PARA PREVIDÊNCIA PRIVADA. Nos termos do artigo 644 do RIR/99, as contribuições para entidades de previdência privada domiciliadas no pais, cujo ônus tenha sido do contribuinte, podem ser deduzidas da base de cálculo do Imposto de Renda. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo lançada o valor de R$ 19.970,00 e acatar inclusão de IRRF no valor de R$ 423,08, nos termos do voto do Relator.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1785; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 2.3 1 11..3300 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13706.100091/200842 Recurso nº 882.193 Voluntário Acórdão nº 280101.343 – 1ª Turma Especial Sessão de 07 de fevereiro de 2011 Matéria IRPF Recorrente MARIA APARECIDA DE MIRANDA BARROS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 GLOSA DE DESPESAS MÉDICAS. RECIBOS SEM IDENTIFICAÇÃO DO ENDEREÇO DO EMITENTE. DECLARAÇÃO. Quando a fiscalização glosa as despesas médicas unicamente por falta de identificação do endereço do emitente em recibos, documentação apresentada pelo contribuinte, na forma de declaração do médico responsável pela emissão dos recibos, na qual se identifica todos os elementos necessários, é suficiente para afastar a glosa. DEDUÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PARA PREVIDÊNCIA PRIVADA. Nos termos do artigo 644 do RIR/99, as contribuições para entidades de previdência privada domiciliadas no pais, cujo ônus tenha sido do contribuinte, podem ser deduzidas da base de cálculo do Imposto de Renda. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo lançada o valor de R$ 19.970,00 e acatar inclusão de IRRF no valor de R$ 423,08, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente ANTONIO DE PÁDUA ATHAYDE MAGALHÃES Presidente. Assinado digitalmente Fl. 137DF CARF MF Emitido em 21/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Assinado digitalmente em 07/06/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, 14/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13706.100091/200842 Acórdão n.º 280101.343 S2TE01 Fl. 3.3 2 Carlos César Quadros Pierre Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhaes, Tânia Mara Paschoalin, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Carlos César Quadros Pierre, Eivanice Canario da Silva e Edgar Silva Vidal. Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: “Tratase de impugnação apresentada pela pessoa física em epígrafe em 26/12/2008 contra a Notificação de Lançamento do Imposto de Renda Pessoa Física, lavrada em 24/11/2008, que apurou o crédito tributário no valor de R$ 205.584,54, resultante da revisão da Declaração de Ajuste Anual DAA, Exercício de 2005, Anocalendário de 2004, recepcionada em 28/04/2005, fls. 70 a 74. 2. No procedimento fiscal de revisão da Declaração de Ajuste Anual 2005, fundamentada nos arts. 788; 835 a 839; 841; 844; 871 e 992 do Decreto 3000, de 26/ 03/ 1999, foram tomados para o cálculo do Imposto devido os rendimentos tributáveis omissos e declarados; foi excluída uma parte do valor do Imposto de Renda Retido na Fonte IRRF, tida como compensação indevida; e glosadas, por falta de comprovação, parte das Deduções de Despesas Médicas e a Previdência Privada e FAPI. 3. A Impugnante, em síntese, juntando os documentos de fls. 16 a 69, alega que teria apresentado no Centro de Atendimento ao Contribuinte CAC Ipanema esses documentos comprobatórios dos gastos efetuados com serviços médicos; plano de saúde; Previdência Privada e FAPI; e as peças principais relativas à sentença transitada em julgado que determinou o levantamento do depósito judicial no montante de R$ 304.084,86, correspondente à diferença de pensão militar devida pelo Ministério da Defesa — Exército Brasileiro, relativa ao período 04/1987 a 12/2001. Ocorre que o protocolo dos documentos mencionados não foi localizado na Receita à época da Notificação. 3.1. Em sua peça impugnatória, relaciona as despesas com fisioterapia; atendimento psicológico e plano de saúde, fl. 03 do presente Processo. A dedução da Previdência Privada e FAPI teria sido informada segundo o Informe de Rendimentos Financeiros emitido pelo Banco Itaú, fl. 28. O pagamento do diferencial de pensão militar, realizado pelo Ministério da Defesa foi informado no campo Rendimentos Tributáveis Fl. 138DF CARF MF Emitido em 21/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Assinado digitalmente em 07/06/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, 14/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13706.100091/200842 Acórdão n.º 280101.343 S2TE01 Fl. 4.3 3 Recebidos de Pessoa Jurídica, depois de deduzidas as despesas de honorários advocatícios pagos ao Espólio da Dra. Dea Lima Ferreira e à Dra. Maria Célia Fernandes Graham; e deduzido o montante pago à Gabriela Judice Braga Netto pelo cálculo de atualização monetária dos valores a receber do Ministério da Defesa, conforme demonstrado na fl. 05 deste Processo. 3.2. Acrescenta que o Imposto de Renda Retido na Fonte IRRF de R$ 9.122,54, recolhido na Caixa Econômica Federal — CAIXA, através da Guia de Retenção de IRRF da Justiça Federal, fl. 69, foi incluído na coluna IRRF da Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física Dirpf 2005, na linha do Ministério da Defesa do Campo Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica. E dentre as diferenças pagas em decorrência do processo judicial havia R$ 24.495,69 correspondentes a parcelas de 13º Salário, lançados como tal na Dirpf 2005. 3.3. Requer o cancelamento das exigências da Notificação de Lançamento.” Passo adiante, a 7ª Turma da DRJ/RJ2 entendeu por bem julgar a Impugnação Procedente em Parte, em decisão que restou assim ementada: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2004 TRIBUTÁRIO. DIRPF. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. ARGUMENTO PROVIDO DE PROVA VALORES NÃO SUJEITOS À INCIDÊNCIA DE IRPF. Provados pelo Interessado os fatos componentes do objeto de suas alegações, de que o valor tido pela fiscalização como rendimento de fato reportase a pagamento de honorários advocaticios decorrentes de ganho de causa em processo judicial efetuado pelo contribuinte, conforme informado na Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física Dirpf, há de se retificar o lançamento. TRIBUTÁRIO. IRPF. GLOSA DE DEDUÇÕES. Serão deduzidos, na determinação da base de cálculo sujeita à incidência do Imposto de Renda, os valores pagos a titulo das Despesas informadas no campo Deduções da Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física Dirpf, somente quando provadas tais despesas, segundo os quesitos estipulados em lei. TRIBUTÁRIO. IRPF. DEDUÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE IRRF COMPROVAÇÃO DA RETENÇÃO. É condição para a dedutibilidade do imposto de renda retido na fonte a posse pelo contribuinte, para apresentação à fiscalização, do comprovante da retenção emitido pela fonte Fl. 139DF CARF MF Emitido em 21/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Assinado digitalmente em 07/06/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, 14/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13706.100091/200842 Acórdão n.º 280101.343 S2TE01 Fl. 5.3 4 pagadora, coincidente em informação com a Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte Dirf.” Cientificada em 19/03/2010 (Fls.95 verso), a Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 15/04/2010 (fls.97 a 99), reiterando os argumentos expostos quando da apresentação da impugnação e anexando ainda os seguintes documentos: Documentos de identidade e CPF da contribuinte; Acórdão 1328.072 da Receita Federal; Declarações das profissionais de saúde (fisioterapeutas e psicóloga); Informe de Rendimentos Financeiros do Itaú; Peças do processo n. 00.09873325 movido contra a União Federal julgado na 17ª Vara Federal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro; Planilha de cálculo do décimo terceiro salário. É o relatório. Voto Conselheiro Carlos César Quadros Pierre, Relator Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. Em primeiro plano, quanto as glosas de despesas médicas, cabe ressaltar que a fiscalização glosou as despesas médicas em tela porque entendeu que os recibos apresentados não trouxeram o endereço dos prestadores de serviço Por este mesmo motivo, entendeu o acórdão recorrido manter a glosa das despesas médicas. Do exposto, se verifica que nem a fiscalização, nem a DRJ, requisitaram provas ao contribuinte da efetividade dos pagamentos ou dos tratamentos realizados. Razão pela qual, entendemos, a recorrente não se prontificou a apresentar provas da efetividade dos pagamentos, ou dos tratamentos realizados. Por este motivo, não é o caso de se requerer, no presente momento, a análise do caso sob o aspecto da efetividade dos pagamentos e dos serviços prestados; mas sim sob a ótica da adequação dos recibos e declarações como meios de prova na forma exigida pela fiscalização e pela DRJ. Pois bem; dentro deste contexto, buscando suprir a única falha apresentada pela fiscalização, e pela DRJ, a contribuinte tratou de apresentar declaração dos médicos Fl. 140DF CARF MF Emitido em 21/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Assinado digitalmente em 07/06/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, 14/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13706.100091/200842 Acórdão n.º 280101.343 S2TE01 Fl. 6.3 5 relacionados, nas quais se identifica o paciente, o tratamento realizado, as datas dos pagamentos, os pagamentos, o médico emitente, e o endereço do médico emitente. São os seguintes os documentos relacionados: Declaração da Dra. Mônica dos Santos Bóia, afirmando ter recebido, no correr do ano de 2004, o valos total de R$5.000,00; Declaração da Dra. Ana Carolina do Amaral, afirmando ter recebido, no correr do ano de 2004, o valos total de R$5.000,00; Declaração da Dra. Soraya Sayão de Brito, afirmando ter recebido, no correr do ano de 2004, o valos total de R$9.000,00, decorrentes de tratamento psicológico; Compreendese que sejam estas declarações os únicos documentos apresentados pela recorrente; posto que somente estes documentos já são suficientes para corrigir a única falha apontada pela fiscalização, e pela DRJ. Assim, na presente situação, entendo que a documentação apresentada pela recorrente supre a prova requerida pela fiscalização, e pela DRJ, e é suficiente para reverter as glosas relacionadas. Deste modo, entendo que deve ser restabelecido o valor declarado de R$5.000,00, com gastos com a Dra. Mônica dos Santos Bóia, que deve ser restabelecido o valor declarado de R$5.000,00, com gastos com a Dra. Ana Carolina do Amaral, e que deve ser restabelecido o valor declarado de R$9.000,00, com gastos com a Dra. Soraya Sayão de Brito; tendo em vista que as declarações juntadas, assinadas pelas citadas profissionais, esclarecem, dentre outros aspectos, os endereços das emitentes, suprindo, desta forma, a irregularidade apontada pela fiscalização. Quanto as deduções dos valores pagos à título de contribuição a entidade privada, está parcialmente correto o entendimento da recorrente. É que, nos termos do art. 644, do RIR/99, podem ser deduzidas as contribuições para as entidades de previdência privada domiciliados no pais, cujo ônus tenha sido do contribuinte. Por sua vez, os valores constantes na DIRF mencionada pela DRJ são referentes apenas aos rendimentos da recorrente, e não as contribuições pagas por esta, para sua previdência privada. De outro lado, o documento emitido pelo Banco Itaú (página 28 dos autos) informa textualmente que a contribuinte pagou o valor de R$970,00 à título de PGBL, e R$1.422,00 à título de VGBL. Ocorre que o VGBL, que é um seguro de vida com cláusula de cobertura de sobrevivência, não pode ser deduzido do Imposto de Renda quando a declaração é do modelo completo. Já o valor pago à título de PGBL, quando a declaração é no modelo completo, como é o caso da recorrente, pode ser deduzido do Imposto de Renda. Fl. 141DF CARF MF Emitido em 21/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Assinado digitalmente em 07/06/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, 14/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13706.100091/200842 Acórdão n.º 280101.343 S2TE01 Fl. 7.3 6 Entendo, portanto, que deve ser restabelecido o valor declarado de R$970,00, relativo a dedução com previdência privada da recorrente PGBL, e mantida a glosa de R$1422,00 relativo aos pagamentos do VGBL. No tocante ao 13° salário, realmente, como esclarecido pela recorrente, o termo adicional de natal é utilizado pelos militares para denominar o também chamado 13º salário. Apenas para título elucidativo, temos a portaria do Ministério da Defesa, Portaria Normativa nº. 930MD de agosto de 2005, que nos esclarece: Art. 1º Esta Portaria Normativa busca estabelecer critérios e procedimentos específicos para o pagamento do adicional natalino aos militares das Forças Armadas em atividade, na inatividade, e seus pensionistas. Art. 2º Para efeitos desta Portaria Normativa equivalemse a adicional natalino as expressões gratificação de natal, gratificação natalina e 13º salário. Contudo, embora na documentação acostada, referente ao processo da 17ª Vara Federal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro, com a citação à União Federal para restabelecer à pensão da Sra. Ma Aparecida de Miranda Barros no percentual de 50%, possamos verificar que a planilha do cálculo do montante devido pela União, com a discriminação das diferenças corrigidas mês a mês, relaciona todos os valores, individualmente, relativos a contribuição de natal, ou 13° salário, não há prova nos autos de que estes foram os valores realmente pagos, e a estes títulos, pela União. Já atualização dos valores históricos do adicional de natal, ou 13° salário, juntados pela recorrente, que apontam o valor de R$24.495,69, não vem acompanhado de prova de que não foi produzida fora dos autos da ação judicial, e que constou no valor pago pela União. Ante tudo acima exposto, voto dando parcial provimento ao recurso, para excluir da base de cálculo lançada o valor de R$19.970,00, e acatar a inclusão de IRRF no valor de R$423,08. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre . Fl. 142DF CARF MF Emitido em 21/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Assinado digitalmente em 07/06/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, 14/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13706.100091/200842 Acórdão n.º 280101.343 S2TE01 Fl. 8.3 7 Fl. 143DF CARF MF Emitido em 21/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Assinado digitalmente em 07/06/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, 14/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL
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Numero do processo: 12466.004256/2002-78
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jun 21 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Wed Jun 21 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 301-01.626
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - classificação de mercadorias
Nome do relator: JOSE LUIZ NOVO ROSSARI
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DRJ/FLORIANÓPOLIS/SC R E S O L U ç Ã O Nº 301-1.626 • • • • •I Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado . OTACÍLTO~CARTAXO Presidente ~A,-h~= dOSEI NOVÓ ROSSARI Relator Formalizado em: 114 JUL 2006 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Luiz Roberto Domingo, Valmar Fonsêca de Menezes, Atalina Rodrigues Alves, Susy Gomes Hoffinann, Irene Souza da Trindade Torres e Carlos Henrique Klaser. Filho. Esteve presente a Procuradora da Fazenda Nacional DI" Maria Cecília Barbosa. Fez sustentação oral a advogada Cristiane Romano OAB/SP n° 123.771. ccs • Processo nO Resolução n° 12466.004256/2002-78 301-1.626 RELATÓRIO 41 • • • Considerando a forma minuciosa com que foi elaborado, adoto o relatório componente do Acórdão proferido pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Florianópolis/SC, que transcrevo, verbis: "RELATÓRIO A empresa acima qualificada importou, por meio da DI n. o 02/0918780-2, registrada em 15/10/2002, kits com produtos "Organza de Givenchy - Eau de Parfum" e "Amarige de Givenchy - Eau de Toilette ", descritos na Adição 1 como Agua de Colônia classificando-os no código NCM 3303.00.20 com alíquota de IPI de 10% e de 11de 19,5%, e na Adição 2, por conterem Loção Corporal, descreveu-os como Outros Produtos de Beleza ou Maquilagem Preparados, classificando-os no código NCM 3304.99.90, com alíquota de IPI de 20% e de 11de 19,5%. A fiscalização verificou que os produtos constantes na DI já haviam sido objeto de exame laboratorial em outra DL através do qual foi constatado que os mesmos (" Organza de Givenchy - Eau de Parfum" e "Amarige de Givenchy - Eau de Toilette "), tratavam- se de "perfume, constituído de solução Hidro-Alcoólica e Substâncias Odoríferas, na forma líquida acondicionada em . embalagem própria para venda a retalho ", em função do teor encontrado paraps componentes (laudo àsjls. 10/13). Com base nessas informações, a autoridade autuante valendo-se do referido laudo concluiu que as mercadorias importadas (kits de perfumes) deveriam ser classificadas no código NCM 3303.00.10 (19,5% de 11 e 40% de IPI) e ainda em relação aos kits que continham Loção Corporal, valendo-se da regra 3b das Regras Gerais do Sistema Harmonizado, a fiscalização classificou- os no mesmo código (perfume), tendo em vista a característica essencial do conjunto. A reclassificação. gerou a lavratura do Auto de Infração dejls. 01 a 09 para exigência de R$ 51.662,27 a título de Imposto sobre Produtos Industríalízados (IPI) e de R$ 2.519,80 a título de multa proporcional ao valor aduaneíro (mercadoria classificada incorretamente na Nomenclatura Comum do Mercosul). A importadora depositou administrativamente os valores discutidos (fls. 47) para desembaraçar as mercadorias. Autuada, a interessada protocolizou a defesa de jls. 24 a . 46, argumentando, em síntese, que: 2 • i I• .' I I • • Processo n° Resolução nO 12466.004256/2002-78 301-1.626 a) não houve a descrição precisa e exata do fato gerador da obrigação tributária, comprometendo a validade do procedimento administrativo, haja vista que a fiscalização reclassificou o /dt composto de água de colônia e loção para o corpo para o código 3303.00.10 como peifume, justificando, de forma genérica, que utilizou a regra 3b das Regras Gerais de Interpretação do SH, conferindo a característica essencial do /dt; b) classificou corretamente o Kit no código 3304.99.90 (outros produtos de beleza e maquilagem) utilizando o critério da quantidade, pois o volume da loção para o corpo (100 ml) era superior ao da água de colônia (30 ou 50 ml); c) a autoridade administrativa não apresentou as razões de fato e direito que ensejaram o ato, constituindo vício grave que acarreta a nulidade do lançamento; d) o ônus da prova foi ilegitimamente imposto à impugnante; e) os laudos não preenchem todos os requisitos de validade, pois não fazem prova do credenciamento do laboratório, não indicam as fontes e referências bibliográficas que fundamentaram suas conclusões; f) assim, tais falhas inviabilizaram o contraditório, afrontando o princípio da ampla defesa; g) o laudo conclui que o produto importado é extrato, baseando-se em técnica inválida, pois diferencia água de colônia de peifumes de acordo com a quantidade de concentração aromática dos produtos, não mencionando o modelo de cromatógrafo utilizado nas análises; h) a reclassificação fiscal é nula, pois foi baseada em laudo emitido em outra operação, com produtos diferentes (vide . menção às embalagens e volume dos produtos), que não preenche todos os requisitos de validade que lhe são necessários. i) a ANVISA é a única autoridade competente para atestar sobre a classificação dos perfumes e esta classifica os produtos como água de colônia ou água de perfume e não como extratos; iJ as Notas Explicativas do Sistema Harmonizado não versam sobre os limites de concentração aromática para distinguir água de colônia e perfume, existindo outros elementos para serem considerados e que não o foram pela fiscalização; k) o emprego de matérias primas e sua proporcionalidade não são suficientes para sua classificação e que o preço é um elemento que diferencia água de colônia de extrato; I) a se adotar a classificação pretendida pela fiscalização estaria afrontando os direitos do consumidor; W' 3 •• • Processo n° Resolução nO 12466.00425612002-78 301-1.626 m) o critério para a aplicação da regra 3b das Regras Gerais para Interpretação do Sistema Harmonizado utilizado pela fiscalização não foi demonstrado, sendo incorreta a reclassificação imposta para a Adição n. o 2. Para os kits contendo água de colônia em volumes de 30 ou 50 ml com loção corporal de 100 ml, o que confere a característica essencial ao produto é a mercadoria de maior quantidade em volume, no caso a loção corporal. Isto determina a classificação correta adotada pela impugnante como "outros produtos de beleza ou maquilagem, preparados, etc ", código NCM 3304.99.90. A fiscalização não comprovou qual o critério adotado para determinar a característica essencial ao kit e em nenhum momento apresentou planilhas de preços dos produtos. Além disto, onde está escrito que o valor da mercadoria é o fator hierarquicamente superior aos demais fatores de determinação da característica essencial (quantidade, peso e volume)? m) ainda, caso houvesse dúvidas na aplicação das regras 3a e 3b, se aplicaria a regra 3c, classificando as mercadorias na . posição situada em último lugar na ordem numérica; n) não é exigível a multa de 1% do valor aduaneiro das mercadorias por força do art. 100 do CTN, uma vez que a classificação adotada pela impugnante é baseada em reiterada prática das autoridades administrativas (ANVISA). Ao final, considerando as razões apresentadas, a impugnante requer que seja julgado improcedente o Auto de Infração em comento, cancelando-se, em conseqüência, o crédito tributário constituído. " • • • • A 2a Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Florianópolis/Se concluiu, por unanimidade de votos, pela procedência do lançamento, nos termos do Acórdão DRJ/FNS nº 4.953, de 12/11/2004 (fls. 85/97), cuja ementa dispõe, verbis: "Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 15/10/2002 Ementa: PRELIMINAR DE NULIDADE. CERCEAMENTO. DE DEFESA . . É inaceitável a invocação de preterimento de defesa quando a peça impugnatória demonstrar o conhecimento integral da imputação, contestando as conclusões dos Laudos Técnicos com alegações e documentos . Assunto: Classificação de Mercadorias Data dofato gerador: 15/10/2002 Ementa: DESCLASSIFICAÇÃO. FISCAL. Co.MPRo.VAÇÃo. Mantém-se a desclassificação fiscal realizada com base em Laudo Técnico que contenha elementos suficientes para comprovar que o produto examinado se enquadra, inequivocamente, na classificação fiscal determinada pela autoridade lançadora. Assunto: Classificação de Mercadorias 4 Processo n° •• Resolução nO • • • 12466.004256/2002-78 301-1.626 Data dofato gerador: 15/10/2002 Ementa: PERFUMES. . Produtos de perfumaria que possuem concentração de substâncias odoríferas entre 10 % e 30 % são considerados "Perfumes (extratos) ", classificando-se no código NCM 3303.00.10. Assunto: Classificação de Mercadorias Data do fato gerador: 15/10/2002 Ementa: KITS DE PERFUME E LOÇAO CORPORAL. Kits compostos de perfUme e loção corporal classificam-se no código do produto considerado essencial do conjunto. No caso de perfumes em embalagens utilizadas comercialmente para venda de 30 e 50 ml, com loção corporal, classifica-se o conjunto no código NCM 3303.00.10, considerando-se o perfume como matéria mais importante. Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 15/10/2002 Ementa: MULTA PROPORCIONAL AO VALOR ADUANEIRO DA MERCADORIA. CABE A MULTA QUANDO A MERCADORIA É CLASSIFICADA ERRONEAMENTE. É devida a aplicação da multa de 1% sobre o valor aduaneiro da mercadoria quando a mesma é classificada de maneira incorreta na . Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). Lançamento Procedente" • • • • No que respeita à preliminar de nulidade argüida pela interessada, de ter a fiscalização se utilizado de laudos pertinentes a importação diversa, a decisão de primeira instância entendeu que as mercadorias importadas e indicadas na adição I da DI (kits de perfumes) são idênticas àquelas objeto dos laudos, haja vista que se tratam de produtos originários do mesmo fabricante, com igual denominação, marca e especificação, sendo legítima, nesse caso, a utilízação da prova emprestada. No mérito, concluiu pela classificação da mercadoria no código NCM 3303.00.10, próprio de perfumes (extratos), tendo em vista que os laudos técnicos apuraram concentração de substâncias odoríferas superior a 10% e que o Decreto nº 79.094, de 1977, que trata do "Sistema de Vigilância Sanitária dos Medicamentos, Insumos Farmacêuticos, Drogas, Correlatos, Cosméticos, Produtos de Higiene, Saneantes e Outros", em seu art. 49, lI, define como extratos os produtos constituídos pela solução ou dispersão de uma composição aromática em concentração mínima de 10% e máxima de 30% . Em relação aos kits constantes da adição 2, compostos dos mesmos perfumes, em volumes de 30 e 50 ml, acompanhados de um creme perfumado com 100 ml, o órgão julgador concluiu, em vista da prevalência da característica essencial, pela aplicação da regra 3 "b" para efeito de classificação. Quanto à multa por classificação incorreta, foi julgada cabível em razão da errônea classificação adotada pela interessada, afastando a invocação do art. I 00 do CTN, visto que os regramentos ali indicados referem-se às autoridades administrativas fiscais, e a Anvisa não é competente para fins de classificação tarifária. 5 • Processo nO Resolução n° 12466.00425612002-78 301-1.626 • • • •• • • • A interessada recorre tempestivamente às fls. 100/140, ratificando as alegações apresentadas por ocasião de sua impugnação e aditando sua insatisfação quanto ao não acolhimento de suas pretensões pelo órgão julgador de primeira instância. Reitera estarem corretas as classificações das fragrâncias comercializadas como águas-de-colônia no código NCM 3303.00.20 para os kits descritos na adição 1, e no código NCM 3304.99.90 para os kits descrito na adição 2, considerando, para este último, que o critério que adotou levou em consideração outros fatores de característica essencial, como o maior peso, volume e importância dados à loção corporal de 100 ml, o que levou para a classificação de outros produtos de beleza ou de maquilagem, preparados, etc.,que inclusive levou para uma tributação de 20%, maior que a de água-de-colônia, de 10%. Reafirma que a apuração da quantidade de "substâncias odoríferas" foi obtida por diferença, vale dizer, por meio de cálculo aritmético, mediante o qual chegou-se à conclusão de que o percentual que não se classifica nem como água nem como álcool pode ser considerado como "substância odorífera"; alega que a técnica utilizada é falha pois desconsidera fatores importantes como as outras substâncias - além do etanol, da água e das substâncias odoríferas - que compõem os produtos em análise, bem como as variações que podem ocorrer no percentual de álcool por mudanças de temperatura durante os testes . Aduz que a ANVISA é o órgão governamental competente para o controle dos produtos cosméticos e para atestar a natureza das fragrâncias comercializadas pela recorrente; que as águas-de-colônia comercializadas pela recorrente são sempre registradas pela ANVlSA sob o código relativo a "águas perfumadas" ou "águas de colônia" e que quando se trata de extratos o referido órgão não se esquiva de registrá-los sob o código relativo a extratos aromáticos, conforme se denota pelos registros acostados. Acrescenta que se as águas de colônia fossem classificadas como extratos, estaria sendo afrontado o art. 37, S Iº, da Lei nº 8.078, de 1990 - Código de Defesa do Consumidor, que visa proteger o consumidor da publicidade enganosa. Requer, ao final, seja dado provimento ao recurso julgando-se improcedente a autuação e determinando-se o arquivamento do processo. No caso de não ser cancelado integralmente o crédito tributário, requer, no mínimo, o cancelamento das multas que lhe foram impostas, nos termos do art. 100 do CTN, e o cancelamento dos juros moratórios com base na taxa Selic, por ilegítima e .inconstitucional. É o relatório . 6 • Processo n° Resolução n° 12466.004256/2002-78 301-1.626 VOTO • • • • • Conselheiro José Luiz Novo Rossari, Relator Trata-se de estabelecer a correta classificação dos produtos descritos pela empresa importadora na Dl nº 02/091870-2, registrada em 15/10/2002, como segue: ? na adição 1 como kits Givenchy com amostras: Organza de Givenchy Eau de Parfum 5ml + Hot Couture Eau de Parfum Collection nº I 5ml + Amarige de Givanchy Eau de Toilette 5ml, que foram classificados no código NCM 3303.00.20, próprio para "águas de colônia", enquanto que a fiscalização aduaneira entendeu que a mercadoria deveria ter sido classificada no código NCM 3303.00.10, como "perfumes", em função do teor de substâncias odoríferas encontrado em laudos técnicos; ? na adição 2 como kits compostos dos mesmos perfumes, em volumes de 30 e 50 ml, acompanhados de um creme perfumado com 100 ml, que foram classificados no código NCM 3304.99.90, como outros produtos de beleza ou de maquilagem, preparados, etc. enquanto que o fisco entendeu que os produtos deveriam ter a mesma classificação da adição I, como perfumes, em decorrência do artigo que confere a característica essencial, aplicando ao caso a Regra 3 "b" do Sistema Harmonizado. As Notas Explicativas do Sistema Harmonizado (NESH) referentes à posição 3303 dão as seguintes informações sobre os produtos dessa posição, verbis: "A presente posição compreende os perfumes que se apresentem nas formas de líquido, de creme ou de sólido (compreendendo os bastões (sticks)), e as águas-de-colônia, cuja função principal seja a de perfUmar o corpo. Os perfUmes propriamente ditos, também chamados extratos, consistem geralmente em óleos essenciais, essências concretas de fiores, essências absolutas ou em misturas de substâncias odoríferas artificiais, dissolvidas em áicool de título elevado. Usualmente, estas composições contêm ainda adjuvantes (aromas suaves) e umjixador ou estabilizador. As águas-de-colônia (por exemplo. água-de-colônia propriamente dita, água de lavanda), que não devem confundir-se com águas destiladas aromáticas e soluções aquosas de óleos essenciais da posição 33.01, díferem dos perfumes propriamente ditos pela sua mais fraca concentração em óleos essenciais, etc. e pelo título geralmente menos elevado de álcoo/empregado. " if 7 • Processo n° Resolução n° 12466.004256/2002-78 301-1.626 8 • • • • • • • Conforme se constata, os regramentos estabelecidos pelas NESH não especificam a concentração de óleos essenciais que permita a diferenciação entre tais produtos. Apenas explicita que as águas-de-colônia diferem dos perfumes pela sua mais fraca concentração de óleos essenciais e pelo título menos elevado de álcool empregado. E em nível nacional a NCM também não estabeleceu qualquer especificação que tendesse à distinção entre tais produtos, tendo em vista que, ao instituir para a posição 3303 os itens e subitens correspondentes (7º e 8º dígitos), apenas discriminou: 3303.00.10 - Perfumes (extratos) 3303.00.20 - Águas-de-colônia Sobre tais produtos, o Decreto nº 79.094/1977 dispõe, em seu art. 49, 11,que os produtos citados compreendem, verbis: "11- Perfumes: . a) Extratos - constituídos pela solução ou dispersão de uma composição aromática em concentração mínima de 10% (dez por cento) e máxima de 30% (trinta por cento) . b) Águas perfumadas, águas de colônia, loções e similares - constituídas pela dissolução até 10% (dez por cento) de composição aromática em álcool de diversas graduações, não podendo ser nas formas sólidas nem na de bastão. " o Decreto acima citado regulamenta a Lei nº 6.360/1976, que dispõe sobre a vigilância sanitária a que ficam sujeitos os medicamentos, as drogas, os insumos farmacêuticos e correlatos, cosméticos, saneantes e outros produtos, inclusive na importação e na exportação (art. 554 do RA) . Com a criação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pela Lei nº 9.782/1999, ficou afeta a esse órgão a competência para conceder o registro dos produtos tratados no Decreto nº 79.094/1977, entre eles os perfumes. Assim, a competência da Anvisa, prevista no art. 7º da Lei nº 9.782/1999, diz respeito ao registro dos produtos dependentes de vigilância sanitária. No caso sob exame, a matéria foi objeto de manifestação da Coordenação-Geral do Sistema Aduaneiro da Secretaria da Receita Federal, que através da Nota Coana/Cotac/Dinom nº 253, de 1º/8/2002, e em resposta à consulta formulada pela Divisão de Informação Comercial do Ministério das Relações Exteriores, pronunciou-se no sentido de esclarecer os critérios adotados para classificar uma preparação odorífera como "perfume" ou "extrato", ou como "água- de-colônia" na Nomenclatura Comum do Mercosul, explicitando, verbis: "7.1 "Essência ou extrato" é o perfUme em sua concentração mais alta, sendo que a percentagem varia, conforme a marca, de 15% a 30% de essência diluída em álcool de 90° Oay-Lussac (OL). É o tipo mais caro de perfume e, por não serem adequados ao clima tropical, são difíceis de serem encontrados em razão da pouca \F" I• Processo n°Resolução n° 12466.004256/2002-78301-1.626 • • • • • • comerciabilidade. O fixador (por exemplo, gordura de origem animal reproduzida em laboratório) tem um poderoso efeito de . fixação que pode se prolongar por até 24 horas. 7.2 "Eau de parfum" é um perfume com menor concentração de essência, de 10% a 15%, diluída em álcool etílico de 90° GL, cujo efeito de fixação chega a ultrapassar as 12 horas. 7.3 "Eau de toilette" tem concentração de essência entre 5% e 1O%, diluída habitualmente em álcool de 85° GL. Seus índices de fIXação não passam das 8 horas em temperaturas mais altas. 7.4 "Agua-de-colônia" ou "eau de cologne" é a fragrância cuja percentagem de essência varia entre 3% e 5%, e seu grau alcoólico fica entre 70° e 80° GL. Sua fixação não é maior do que 5 horas e seria, a priori, o ideal para o nosso clima. 7.5 "Eau fraíche"é a "água refrescante ", perfumada quase sempre com pouquíssima essência cítrica (limão ou tangerina). Por isto, muitas vezes é chamada de "eau de sport". Tem uma baixa percentagem de essência, de 1% a 3%, e vem quase sempre diluída em álcool de 70° ou 80° GL, havendo poucas variantes de "eau frafche" que não empregam álcool. Sua taxa de fIXação é mínima, de 2 a 4 horas. 8. Tendo-se em mente o exposto e considerando as NESH pode-se afirmar que os "perfumes ou extratos ", citados no código 3303.00.10 da NCM, compreendem apenas as essências ou extratos (subitem 7.1). 9. Já as mercadorias mencionadas no código 3303.00.20 da NCM, referidas como "águas-de-colônia" englobam as chamadas "eau de parfum ", "eau de toilette ", "eau de cologne" e "eau frafche" (subitem 7.2 a 7.5) " Verifica-se, preliminarmente, que existem divergências entre o Laboratório de Análises (conforme laudo), a Anvisa e a Coana sobre o teor de substâncias odoríferas (essências) que caracterizam os extratos, conforme indicado abaixo. LABORATÓRIO ANVISA COANA r 0/0 essências 10-25% 10-30% 15-30% De outra parte, e embora o procedimento fiscal tenha utilizado como base o teor de. substâncias odoríferas encontrado no laudo, não se verifica na legislação do Sistema Harmonizado, nem na parte nacional decorrente desse Sistema (itens e subitens), qualquer regramento que vincule a classificação ao referido teor. Assim, entendo que a Nota CoanalCotac/Dinom nº 253/2002 antes transcríta esboça apenas considerações sobre a matéria, sem que as colocações ali feitas venham a representar conclusão definitiva da SRF/Coana sobre a classificação das mercadorías objeto da autuação. No entanto, a Nota referida é um fato que pode 9 \SL . Processo n° Resolução nO 12466.004256/2002-78 301-1.626 • • • ter contribuído para a classificação dos produtos importados nos códigos pleiteados pelo importador, tendo em vista que tal Nota foi distribuída à Divisão de Informação Comercial do Ministério das Relações Exteriores. Cumpre ressaltar que para a classificação tarifária na SRF de produtos cujo registro dependa de autorização de órgão governamental competente, como é o caso dos produtos de perfumaria, é requisito essencial a anexação de cópia da autorização do registro do produto junto ao referido órgão, conforme estabelece a IN SRF nº 573, de 2005, em seu art. 4º, S 3º. Trata-se, pois, de elemento básico no exame de processos de consulta sobre classificação de mercadorias . Diante do exposto, e em vista da falta de convicção para a definitiva decisão processual, em face das controvérsias que surgem a respeito da matéria, voto no sentido de ser o julgamento convertido em diligência à unidade da SRF de origem, a fim de que seja solicitada a manifestação da Coana no que respeita aos seguintes quesitos - devendo ser oferecida oportunidade à recorrente de formular seus quesitos, se qUIser: a) Tendo em vista que a legislação do Ministério da Saúde (Lei nº 6.360/1976, regulamentada pelo Decreto nº 79.094/1977, e Lei nº 9.782/1999), estabelece a obrigatoriedade de classificação sanitária e o registro dos produtos de perfumaria, de forma a ser indicada em cada produto a sua identificação específica, e que tal atividade é de competência da Anvisa, e considerando o disposto no art. 4º, S 3º, da IN SRF nº 573/2005, que estabelece que na consulta sobre classificação de mercadorias que dependa de autorização de órgão especificado em lei, deverá ser anexada uma cópia da autorização do registro do produto, há alguma possibilidade técnica de os produtos da subposição 3303.00 terem classificação fiscal diversa da identificação e registro que lhes foi concedido pela Anvisa? • '. • • b) Sem prejuízo do quesito anterior, a eventual apuração de composlÇao aromática em laudo técnico solicitado pelas unidades fiscais da SRF, possui relevância suficiente para afastar a identificação e o registro de produto estabelecidos pelo órgão competente do Ministério da Saúde? c) As considerações contidas na Nota Coana/Cotac/Dinom nº 253, de 1º/8/2002, representam conclusão definitiva da SRF/Coana sobre a classificação das mercadorias ali discriminadas ("Essência ou extrato", "Eau de par/um", "Eau de toilette", "Água-de-colônia" ou "eau de cologne", e "Eau /rafche "), de modo a vincular essa classificação ao teor de substâncias odoriferas (essências) existente em cada produto? Antes do retorno do processo a este Conselho, deverá a recorrente ser informada do inteiro teor da resposta do órgão demandado, a fim de que possa, querendo, se manifestar a respeito. Sala das Sessões, em 21 de junho de 2006a&'~~- , ~IZ OVO ROSSARI - Relator 10 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007 00000008 00000009 00000010
score : 1.0
Numero do processo: 13866.000343/2004-78
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 02 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Thu Dec 02 00:00:00 UTC 2010
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Exercício: 2004
MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO. Estando o
contribuinte obrigado a apresentar a declaração de ajuste anual de IRPF, a sua entrega fora do prazo enseja a aplicação da multa por descumprimento de obrigação acessória.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2801-001.330
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- auto infração - multa por atraso na entrega da DIRPF
Nome do relator: WALTER REINALDO FALCÃO LIMA
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Estando o contribuinte obrigado a apresentar a declaração de ajuste anual de IRPF, a sua entrega fora do prazo enseja a aplicação da multa por descumprimento de obrigação acessória. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Antônio de Pádua Athayde Magalhães - Presidente. Walter Reinaldo Falcão Lima - Relator. Fl. 73DF CARF MF Emitido em 17/12/2010 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/12/2010 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 06/12/2010 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 09/12/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL 2 EDITADO EM: 06/12/2010 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Antônio de Pádua Athayde Magalhães, Eivanice Canário da Silva, Sandro Machado dos Reis e Walter Reinaldo Falcão Lima. Relatório AUTUAÇÃO Contra a contribuinte acima identificada foi lavrada a Notificação de Lançamento de fls. 02, relativa à multa por atraso na entrega da na entrega da Declaração de Ajuste Anual – DAA do IRPF do exercício de 2004, ano-calendário de 2003 no valor de R$ 165,74. IMPUGNAÇÃO Cientificada do lançamento, a contribuinte apresentou a impugnação (fls. 01 a 05), acatada como tempestiva. Afirmou ser portadora de doença grave e alegou que não apresentou a citada declaração em tempo hábil devido à excessiva preocupação com sua saúde e os constantes exames e tratamentos a que foi submetida à época. ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A DRJ-São Paulo-II julgou procedente o lançamento em virtude de a contribuinte ter auferido rendimentos tributáveis em valor superior ao limite de isenção para apresentar a respectiva declaração. Destacou, ainda, que aquele colegiado não tem competência para perdoar a exigência da multa aplicada, sem o respaldo de lei específica. RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificada da decisão de primeira instância em 03/06/05, fls. 23, a contribuinte apresentou, em 14/06/05, o Recurso de fls. 24, juntamente com a documentação de fls. 25/36. Alega ser aposentada desde abril/99 e que no ano de 2000 foi acometida de doença grave, conforme inciso XIV do art. 6º da Lei nº 7.713/1988. Sustenta que, por desconhecimento da legislação, apresentou a DAA relativa ao exercício 2004, mesmo dispensada de tal obrigação, em virtude de seus rendimentos serem isentos em decorrência de ser aposentada e portadora de moléstia grave, nos termos do laudo médico de fls. 27. Fl. 74DF CARF MF Emitido em 17/12/2010 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/12/2010 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 06/12/2010 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 09/12/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13866.000343/2004-78 Acórdão n.º 2801-001.330 S2-TE01 Fl. 74 3 Diante do exposto requer o cancelamento da multa aplicada. É o Relatório. Voto Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima O recurso é tempestivo e atende as demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Cumpre informar, inicialmente, que a notificação de lançamento não especificou em qual das hipóteses de obrigatoriedade da entrega da DAA a contribuinte incorreu, tendo sido aplicada a penalidade pelo fato de a declaração ter sido apresentada fora do prazo. Assim, para fazer jus ao cancelamento da multa aplicada, cabe à recorrente demonstrar que não estava obrigada a apresentar a respectiva DAA. A documentação apresentada atende aos requisitos legais para comprovar que a recorrente é portadora de moléstia grave. Foi juntado laudo médico pericial emitido pela Secretaria Municipal de Saúde de Catanduva-SP (fls. 27) atestando que a contribuinte é portadora de doença grave desde 2000, enquadrada entre aquelas previstas no inciso XIV do art. 6º da Lei nº 7.713/1988, com acompanhamento médico por tempo indeterminado. Também foi apresentado documento expedido pelo INSS (fls. 26) provando que a recorrente é aposentada desde 02/02/99. Por conseguinte os rendimentos por ela oferecidos à tributação na DAA do exercício 2004, recebidos do INSS (comprovante às fls. 05), são isentos do imposto de renda e, como não consta que a contribuinte auferiu outros rendimentos tributáveis, ela não estava obrigada a apresentar a respectiva DAA pela hipótese descrita no inciso I do art. 1º da Instrução Normativa SRF nº 393/2004, que estabelece as normas aplicáveis à entrega da DAA do exercício de 2004. Não obstante o acima exposto, faz-se necessário verificar se a contribuinte não incorreu em quaisquer das outras hipóteses previstas na norma acima mencionada que obrigam a apresentação da DAA para o exercício 2004. Nesse sentido vale reproduzir o teor do art. 1º da IN SRF nº 393/2004: Instrução Normativa SRF nº 393/2004 Art. 1º Está obrigada a apresentar a Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda referente ao exercício de 2004 a pessoa física residente no Brasil, que no ano-calendário de 2003: I - recebeu rendimentos tributáveis na declaração, cuja soma foi superior a R$ 12.696,00 (doze mil, seiscentos e noventa e seis reais); II - recebeu rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40.000,00 (quarenta mil reais); Fl. 75DF CARF MF Emitido em 17/12/2010 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/12/2010 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 06/12/2010 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 09/12/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL 4 III - participou do quadro societário de empresa como titular, sócio ou acionista, ou de cooperativa; IV - obteve, em qualquer mês do ano-calendário, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas; V - relativamente à atividade rural: a) obteve receita bruta em valor superior a R$ 63.480,00 (sessenta e três mil, quatrocentos e oitenta reais); b) deseje compensar, no ano-calendário de 2003 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano- calendário de 2003; VI - teve a posse ou a propriedade, em 31 de dezembro, de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 80.000,00 (oitenta mil reais); VII - passou à condição de residente no Brasil. § 1º Fica excluída do disposto no inciso III a pessoa física que teve participação em sociedade por ações de capital aberto ou cooperativa, cujo valor de constituição ou aquisição foi inferior a R$ 1.000,00 (mil reais). § 2º A pessoa física que se enquadrar em qualquer das hipóteses previstas nos incisos I a VII do caput fica dispensada de apresentar a declaração caso conste como dependente em declaração apresentada por outra pessoa física, na qual sejam informados seus rendimentos, bens e direitos. § 3º É vedada a apresentação da declaração em formulário pela pessoa física que se enquadre em pelo menos uma das seguintes situações: I - recebeu rendimentos tributáveis na declaração cuja soma foi superior a R$ 100.000,00 (cem mil reais); II - recebeu rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte cuja soma foi superior a R$ 100.000,00 (cem mil reais); III - incorreu em qualquer das hipóteses previstas nos incisos IV e V do caput; IV - cujas informações a serem prestadas na declaração ultrapassem o número de linhas disponibilizadas nos respectivos quadros dos formulários; V - obteve resultado positivo da atividade rural. § 4º A pessoa física, mesmo desobrigada, pode apresentar a declaração. Fl. 76DF CARF MF Emitido em 17/12/2010 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/12/2010 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 06/12/2010 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 09/12/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13866.000343/2004-78 Acórdão n.º 2801-001.330 S2-TE01 Fl. 75 5 Verificando as hipóteses acima descritas e a DAA juntada às fls. 07/10, constata-se que a recorrente enquadra-se naquela descrita no inciso VI, por ter a posse ou propriedade em 31/12/03 de bens ou direitos no valor de R$ 125.304,40, superior, portanto, ao limite de isenção de R$ 80.000,00, estabelecido naquele inciso. Portanto correta a aplicação da multa questionada. Diante do exposto acima NEGO provimento ao recurso. Walter Reinaldo Falcão Lima – Relator Fl. 77DF CARF MF Emitido em 17/12/2010 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/12/2010 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 06/12/2010 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 09/12/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL
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