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Numero do processo: 15885.000218/2007-16
Data da sessão: Fri Jul 09 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Fri Jul 09 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/02/1997 a 30/04/1997
DECADÊNCIA. PRAZO PREVISTO NO CTN.
0 Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional - CTN. Assim, comprovado nos autos o pagamento parcial, aplica-se o artigo 150, §4°; caso contrário, aplica-se o disposto no
artigo 173, I. Encontram-se atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização,
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2803-000.168
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a).
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: OSEAS COIMBRA JUNIOR
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/1997 a 30/04/1997 DECADÊNCIA. PRAZO PREVISTO NO CTN. 0 Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional - CTN. Assim, comprovado nos autos o pagamento parcial, aplica-se o artigo 150, §4°; caso contrário, aplica-se o disposto no artigo 173, I. Encontram-se atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização, Recurso Voluntário Provido.
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PRAZO PREVISTO NO CTN. 0 Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdencidrias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional - CTN. Assim, comprovado nos autos o pagamento parcial, aplica-se o artigo 150, §4°; caso contrário, aplica-se o disposto no artigo 173, I. Encontram-se atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização, Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3" Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a). I" HELTO A DE LIMA — Presidente OSEAS COIMBRA IOR - Relator I 'I I I DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DE JULGAMENTO DE Participaram do presente julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira, 9s as Coimbra Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Vera Kempers de Moraes Abreu (suplente), Gustavo Vettorato e Helton Carlos Praia de Lima (presidente). elatári Trata-se de recurso voluntário interposto contra decisão da DRJ Brasilia-DF, que manteve a notificação fiscal lavrada. A Decisão-Notificação — fls 71 e ss, conclui pela improcedência da i npugnação apresentada, mantendo a Notificação lavrada. Inconformada com a decisão, apresenta recurso voluntário tempestivo, alegando, em síntese, o seguinte : • 0 débito fiscal apurado já foi objeto do parcelamento — REM, então não há cabimento a nova auditoria acerca do período já confessado. • Pugna pelo provimento do recurso com o fim de declarar-se nulidade da fiscalização ocorrida e suas penalidades, ante a confissão do débito quando da adesão ao REF IS. É o relatório Voto Conselheiro OSEAS COIMBRA JUNIOR, Relator DA PRELIMINAR MATERIAL - DECADÊNCIA A súmula vinculante do STF, n° 08 traz: "Sao inconstitucionais os parcigrafo único do artigo 5" do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário". Com a decisão do Pretório Excelso, a questão passa a ser decidida com base s 'artigosl art. 150, § 41 e 173, ambos do Código Tributário Nacional — CTN. Tiasncrevemos o artigo 173 : Art 173. 0 direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados: I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II - da data em que se tornai definitiva a decisão que houver anulado, por vicio formal, o lançamento anteriormente efetuado Parágrafo único 0 direito a que se refere este artigo extingue-se definitivamente coin o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributál io pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida prepamtóiia indispensável ao lançamento. II Processo n° 15885 000218/2007-16 S2-1- E03 AcOrd5o n " 2803-00.168 H. 2 A jurisprudência pátria já assentou que a aplicabilidade deste artigo seria na hipóteses de inexistência de pagamento antecipado ou na ocorrência de fraude ou dolo, conforme transcrevemos. Ementa• .... II Somente quando não há pagamento antecipado, ou 116 prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art, 173, I, do CTN. ..." (STJ REsp 395059/RS Rel... Min Diana Calmon 2" Turma Decisão . 19/09/02. DJ de 21/10/02, p. 347.) "Ementa: Em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, a fixa cão do termo a quo do purl() decadencial para a constittaçâo do crédito deve considerar, em conjunto, os arts. 150, ,sç 4', e 173, I, do Código Tributário Nacional Na hipótese em exame, que cuida de lc:no/new° par homologação (contribuição previdenciária) coin pagamento antecipado, o prazo decadencial será de cinco anor a contar da ocoiTencia do fato gerador..... Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou .sinudação é que se aplica o disposto no art. 173, 1, do CTN. ...." (STJ EREsp 278727/DF Rei • Min Franciulli Netto. 1"Segão. Decisão .- 27/08/03. Di de 28/10/03, p 184.) Já o artigo 150, § 40, informa: Art .150 0 lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o clever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autorichule administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exeicida pelo obrigado, expressamente a homologa. 4 0 - Se a lei não ,fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do jato getador, expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivantente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fi mule ou simulação, (grifo nosso) Tal regra é aplicada quando temos antecipação parcial de pagamento e inocorrência de fraude ou dolo.. Aplicando-se as regras dos arts. 150 ou 173, ha que se reconhecer a decadência referente a todas as competências fiscalizadas, pois a ciência do débito foi em 0/03/2007 e se refere As competências 02 e 04 de I 997.1 3 Ante o exposto, acato a preliminar de decadência, nos termos do voto porerido-1 CONCLUSÃO Pelo exposto, v to por conhecer do recurso e, no mérito, dou-lhe provimento. (47 °SEAS C 1M JUNIOR - Relator
score : 1.0
Numero do processo: 11516.722709/2012-18
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Sep 04 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Mon Sep 28 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL (ITR)
Exercício: 2007, 2008
DO SUJEITO PASSIVO DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA.
Não tendo apresentado documentos hábeis, para comprovar que estivesse desvinculado do imóvel rural informado na DITR/2008, à época do respectivo fato gerador, o contribuinte/interessado deverá ser mantido no polo passivo da obrigação tributária correspondente.
Numero da decisão: 2301-007.899
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, , por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(documento assinado digitalmente)
Sheila Aires Cartaxo Gomes - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Cleber Ferreira Nunes Leite - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Joao Mauricio Vital, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Fernanda Melo Leal, Paulo Cesar Macedo Pessoa, Leticia Lacerda de Castro, Mauricio Dalri Timm do Valle, Sheila Aires Cartaxo Gomes (Presidente)
Nome do relator: CLEBER FERREIRA NUNES LEITE
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ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL (ITR) Exercício: 2007, 2008 DO SUJEITO PASSIVO DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA. Não tendo apresentado documentos hábeis, para comprovar que estivesse desvinculado do imóvel rural informado na DITR/2008, à época do respectivo fato gerador, o contribuinte/interessado deverá ser mantido no polo passivo da obrigação tributária correspondente.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, , por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) Sheila Aires Cartaxo Gomes - Presidente (documento assinado digitalmente) Cleber Ferreira Nunes Leite - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Joao Mauricio Vital, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Fernanda Melo Leal, Paulo Cesar Macedo Pessoa, Leticia Lacerda de Castro, Mauricio Dalri Timm do Valle, Sheila Aires Cartaxo Gomes (Presidente)
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Não tendo apresentado documentos hábeis, para comprovar que estivesse desvinculado do imóvel rural informado na DITR/2008, à época do respectivo fato gerador, o contribuinte/interessado deverá ser mantido no polo passivo da obrigação tributária correspondente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, , por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) Sheila Aires Cartaxo Gomes - Presidente (documento assinado digitalmente) Cleber Ferreira Nunes Leite - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Joao Mauricio Vital, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Fernanda Melo Leal, Paulo Cesar Macedo Pessoa, Leticia Lacerda de Castro, Mauricio Dalri Timm do Valle, Sheila Aires Cartaxo Gomes (Presidente) Relatório Trata-se de auto de infração do Imposto Territorial Rural, proveniente dos trabalhos de revisão interna da DITR/2007 e da DITR/2008, no qual foi glosada integralmente a área informada de preservação permanente e desconsiderado e arbitrado com base no SIPT, o VTN para os dois exercícios do imóvel rural “Serra do Tabuleiro” (NIRF 2.893.1564), com área total declarada de 850,0 ha, situado no município de Paulo Lopes SC. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 51 6. 72 27 09 /2 01 2- 18 Fl. 78DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 2301-007.899 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11516.722709/2012-18 Cientificado, o contribuinte apresentou impugnação onde alegou o seguinte, de acordo com o relatório do acórdão recorrido: -descreve parcialmente o citado procedimento fiscal, do qual discorda, por não ser proprietário ou possuidor do imóvel objeto desse lançamento e, consequentemente, contribuinte do ITR, sendo que as áreas de sua propriedade em Paulo Lopes/SC estão registradas no cartório, conforme documentos anexados; -cita a legislação de regência e a transcreve parcialmente, além de acórdão do Judiciário, para referendar seus argumentos. Ante o exposto, o contribuinte requer seja considerada procedente a impugnação e insubsistente o lançamento do ITR/2007 e 2008, para cancelar o respectivo auto de infração, por meio de todas provas em Direito admitidas, inclusive perícia. A DRJ considerou a impugnação procedente em parte para reconhecer de oficio, a decadência do exercício de 2007. Inconformado, o contribuinte apresentou recurso voluntário reiterando a alegação de que não é o sujeito passivo da obrigação tributária. É o relatório Voto Conselheiro Cleber Ferreira Nunes Leite, Relator. O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade Do Mérito Do Sujeito Passivo da Obrigação Tributária Para a questão do mérito, sendo coincidentes as razões recursais e as deduzidas ao tempo da impugnação, a análise do recurso pode ser feita utilizando-se da prerrogativa conferida pelo Regimento Interno do CARF. De acordo com o disposto no § 3º do art. 57 do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 343/2015 – RICARF, não tendo sido apresentadas perante a segunda instância administrativa novas razões de defesa, adotam-se os fundamentos da decisão recorrida, mediante transcrição dos trechos do voto que guardam pertinência com as questões recursais ora tratadas. Da análise do presente processo, verificasse que o requerente pretende retirar-se do polo passivo da relação jurídico tributária, no que se refere ao ITR/2008 do imóvel rural “Serra do Tabuleiro” (NIRF 2.893.1564), sob o argumento de não se enquadrar como contribuinte desse imposto, por não ser o proprietário ou o possuidor desse imóvel, conforme documentos acostados aos autos. Fl. 79DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 2301-007.899 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11516.722709/2012-18 Ocorre que a exigência do ITR do exercício de 2008 foi calculada com base nos dados cadastrais constantes da respectiva declaração, apresentada em nome do impugnante, cujas informações o identificaram como contribuinte do imposto. Nesse sentido, o interessado assumiu a condição de contribuinte do ITR, passando a ser responsável pelo pagamento do tributo apurados nessas declarações, bem como pelo crédito tributário apurado em procedimento de fiscalização, em discussão neste processo. Ainda, quanto à exigência do ITR, o CTN dispõe: “art. 29. O imposto, de competência da União, sobre a propriedade territorial rural tem como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de imóvel por natureza, como definido na lei civil, localizado fora da zona urbana do Município. ......................................................................................................... art. 31. Contribuinte do imposto é o proprietário do imóvel, o titular de seu domínio útil, ou o seu possuidor a qualquer título.” A Lei nº 9.393/1996 seguiu a mesma orientação do CTN, ao tratar do fato gerador e do contribuinte do imposto: “Art. 1º O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural – ITR, de apuração anual, tem como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de imóvel por natureza, localizado fora da zona urbana do município, em 1º de janeiro de cada ano. §1º O ITR incide inclusive sobre o imóvel declarado de interesse social para fins de reforma agrária, enquanto não transferida a propriedade, exceto se houver imissão prévia na posse. "Art.4º Contribuinte do ITR é o proprietário de imóvel rural, o titular de seu domínio útil ou o seu possuidor a qualquer título.” Em se tratando de direito de propriedade, o registro público é o meio hábil para comprová-lo e assim tem presunção de veracidade, conquanto essa presunção não seja absoluta, mas relativa. A presunção relativa admite prova em contrário, pois caso seja comprovado que o registro possui alguma irregularidade, ele poderá ser anulado ou retificado, dependendo da irregularidade que possuir. Registre-se que o imóvel questionado vem sendo declarado em nome do contribuinte desde o exercício de 1992, e apesar do objetivo aventado, entendo que os documentos trazidos aos autos (fls. 50/54), com outras matrículas do registro imobiliário, são insuficientes e inconclusivos para que se proceda, nesta instância, o cancelamento do auto de infração referente ao ITR/2008. Face ao exposto e sendo o lançamento tributário atividade vinculada e obrigatória, nos termos do art. 142 do CTN, e que o ITR é tributo lançado por homologação desde a vigência da Lei n.º 9.393/1996, está correto o presente lançamento suplementar, ao identificar o requerente como contribuinte à época do fato geradore do ITR/2008 (artigos 1º e 4º da Lei 9.393/1996 e art. 5º do Decreto nº 4.382/2002 / RITR). Constata-se, também, que não foi comunicada em tempo hábil à RFB a eventual transferência do referido imóvel, para a devida atualização, conforme previsto no § 1º do art. 6º da Lei nº 9.393/1996 e no art. 8º da IN/RFB nº 830/2008, que dispõe sobre o cadastro de imóveis rurais (CAFIR). Face ao exposto e sendo o lançamento tributário atividade vinculada e obrigatória, nos termos do art. 142 do CTN, e o ITR tributo lançado por homologação desde a vigência da Lei n.º 9.393/1996, entendo estar correto o presente lançamento, ao identificar o Fl. 80DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 2301-007.899 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11516.722709/2012-18 requerente como contribuinte à época do fato gerador do ITR/2008 (artigos 1º e 4º da Lei 9.393/1996 e art. 5º do Decreto nº 4.382/2002/RITR). Dessa forma, entendo que o autuado deva ser mantido no polo passivo da obrigação tributária, referente ao ITR/2008 do imóvel “Serra do Tabuleiro” (NIRF 2.893.1564), com área total declarada de 850,0 ha, informado em seu nome na respectiva declaração. Do exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso. (documento assinado digitalmente) Cleber Ferreira Nunes Leite Fl. 81DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 13502.900273/2009-93
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 24 00:00:00 UTC 2012
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Data do fato gerador: 11/04/2005
COMPENSAÇÃO. FORMALISMO MODERADO. NECESSIDADE DE
APRESENTAÇÃO DE DCTF RETIFICADORA ANTES DO DESPACHO
DECISÓRIO. DIREITO À REPETIÇÃO DO INDÉBITO.
A necessidade de apresentação da DCTF retificadora antes do despacho decisório pela autoridade competente não é condição sine qua non para a análise de declarações de compensação de indébitos tributários por pagamentos aplicados em débitos confessados, em face da alegação de existência de crédito a compensar.
ERRO NO PREENCHIMENTO DA DCTF. COMPROVAÇÃO PELO
SUJEITO PASSIVO. HOMOLOGAÇÃO DA DCOMP.
Comprovado o efetivo erro no preenchimento da DCTF pelo sujeito passivo e, demonstrada a existência de crédito em favor deste, há que ser homologada a compensação declarada.
Recurso Voluntário Provido.
Direito Creditório Reconhecido.
Numero da decisão: 3803-002.785
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade arguida. O Conselheiro Belchior Melo de Sousa, na análise da preliminar, acompanhou o relator por suas conclusões. No mérito, também por unanimidade de votos, deu-se
provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Fez sustentação oral: Drª Fernanda Rocha Taboada Fontes, OAB/BA 16340.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA
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FORMALISMO MODERADO. NECESSIDADE DE APRESENTAÇÃO DE DCTF RETIFICADORA ANTES DO DESPACHO DECISÓRIO. DIREITO À REPETIÇÃO DO INDÉBITO. A necessidade de apresentação da DCTF retificadora antes do despacho decisório pela autoridade competente não é condição sine qua non para a análise de declarações de compensação de indébitos tributários por pagamentos aplicados em débitos confessados, em face da alegação de existência de crédito a compensar. ERRO NO PREENCHIMENTO DA DCTF. COMPROVAÇÃO PELO SUJEITO PASSIVO. HOMOLOGAÇÃO DA DCOMP. Comprovado o efetivo erro no preenchimento da DCTF pelo sujeito passivo e, demonstrada a existência de crédito em favor deste, há que ser homologada a compensação declarada. Recurso Voluntário Provido. Direito Creditório Reconhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade arguida. O Conselheiro Belchior Melo de Sousa, na análise da preliminar, acompanhou o relator por suas conclusões. No mérito, também por unanimidade de votos, deuse provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Fez sustentação oral: Drª Fernanda Rocha Taboada Fontes, OAB/BA 16340. Fl. 102DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 17/ 05/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 18/05/2012 por ALEXANDRE KERN 2 [assinado digitalmente] Alexandre Kern Presidente. [assinado digitalmente] João Alfredo Eduão Ferreira Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani. Relatório Tratase de declaração de compensação transmitida em 11/04/2005, por meio da qual busca a contribuinte compensar crédito de PIS/Pasep, decorrente de pagamento a maior ou indevido, no valor original de R$ 7.336,77, com débitos de IRRF totalizando o importe de R$ 7.410,14. A compensação não foi homologada pela DRF em Camaçari sob o argumento de que o DARF discriminado no Per/Dcomp foi integralmente utilizado para quitar débitos da contribuinte, não restando saldo credor a compensar. Notificada, apresentou manifestação de inconformidade na qual aduz que: a) firmou Contrato de Câmbio e Venda n° 05/12941, em 07/03/2005 (doc.03), com o Banco Santander Brasil S/A, através do qual pretendia remeter os valores devidos como contraprestação pelos serviços que seriam prestados pela empresa Solomon Associates, no montante de R$369.032,04, tendo procedido ao recolhimento do PIS/Pasep sobre esta operação, no valor de R$ 7.336,77 (DARF, doc.04), conforme informado na DCTF (doc.05); b) um dia após a celebração do contrato e pagamento do PIS/Pasep incidente sobre tal operação, o contrato referido foi cancelado pelo próprio Banco Santander (doc.06), restando anulada a contratação da remessa para o exterior; c) o fato gerador do PIS/Pasep ocorre com o pagamento, o crédito, a entrega, o emprego ou a remessa de valores a residentes ou domiciliados no exterior como contraprestação por serviço prestado ou importação de bens estrangeiros, na forma do art.3°, II, da Lei n°10.865/2004; d) cancelada a operação, tornouse o pagamento realizado no ato da assinatura do contrato, indevido, tendo a manifestante por utilizálo para compensação com o débito de IRRF da 2ª semana de abril/2005 no valor de R$ 7.410,14, através da Per/DCOMP transmitida em 11/04/2005 (doc.07); e) além de ter se equivocado ao informar o suposto débito na DCTF mensal relativa a março/2005, equivocouse ao não retificar a DCTF mesmo depois de constatado o recolhimento indevido a título de PIS/Pasep, cujo pagamento estava alocado ao débito de PIS/Pasep informado na DCTF Fl. 103DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 17/ 05/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 18/05/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 13502.900273/200993 Acórdão n.º 380302.785 S3TE03 Fl. 91 3 de março/2005, fato que incorreu para o indeferimento no despacho decisório, que não pode subsistir, sob ofensa aos princípios da verdade material, informalidade e economia processual; f) a empresa se antecipou ao pagar o aludido tributo na data em que foi firmado o contrato de câmbio de venda, antes mesmo de se concretizar o fato gerador do PIS/Pasep, que só se configuraria com o pagamento, crédito, entrega, emprego ou remessa de dinheiro para o exterior, e não tendo esta operação se configurado, pois cancelado pelo próprio Banco Santander, caracterizase o indébito tributário; A DRJ em Salvador, por unanimidade de votos, não reconheceu o direito creditório alegado, nem homologou a compensação declarada por entender que o crédito pleiteado foi confessado pela contribuinte em DCTF, cujo DARF encontrase alocado ao débito informado. Além disso, não examinou as provas juntadas aos autos pela contribuinte tendo em vista a não retificação da DCTF a tempo, esta foi a principal razão para o indeferimento da manifestação de inconformidade. Transcrevemos a ementa do julgado a seguir: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Datado fato gerador: 11/04/2005 SOLICITAÇÃO DE RETIFICAÇÃO DE DCTF. PROCESSUAL. COMPETÊNCIA. Não compete às Delegacias da Receita Federal do Brasil de Julgamento, em grau de manifestação de inconformidade relativa a indeferimento do direito creditório e nãohomologação de compensação, a apreciação de retificação de DCTF. COMPENSAÇÃO. CRÉDITO LÍQUIDO E CERTO. A compensação de débitos tributários pressupõe a existência de créditos líquidos e certos do sujeito passivo, oponíveis à Fazenda Pública. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Ademais, o julgado refletiu o posicionamento de que uma vez entregue a declaração de compensação, fica o contribuinte submetido aos efeitos de seu ato, o que significa afirmar que, não tendo a compensação declarada à Secretaria da Receita Federal sido homologada, capaz de extinguir o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação, dado a indisponibilidade do crédito vinculado a compensação, cabe, quanto a compensação não homologada, a exigência imediata do débito confessado. Cientificada em 28/08/2009, apresentou a interessada recurso voluntário em 29/09/2009 por meio do qual pleiteia preliminarmente a nulidade do acórdão, alegando que o decisum a quo não analisou a prova acostada aos autos, o que causou grave prejuízo à contribuinte. Pleiteou ainda a homologação da compensação declarada, caso a primeira tese Fl. 104DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 17/ 05/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 18/05/2012 por ALEXANDRE KERN 4 defensiva não seja acolhida por esta Turma, repisando, em apertada síntese, os mesmos argumentos aduzidos em sede de manifestação de inconformidade. É o relatório. Voto Conselheiro João Alfredo Eduão Ferreira O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos para a sua admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento. Da preliminar de nulidade do acórdão nº 1520.180 Inicialmente, insurgese a contribuinte, ora Recorrente, contra o acórdão proferido pela DRJ em Salvador que não reconheceu o direito creditório pleiteado, argumentando esta que os eméritos julgadores de piso se furtaram de analisar as provas carreadas aos autos, privilegiando o formalismo exacerbado. Da decisão hostilizada extraise que aquele órgão julgador considerou indispensável a retificação da DCTF antes da análise da compensação pela unidade competente da RFB, ou seja, antes do despacho decisório, o que daria ao suposto crédito os requisitos da liquidez e certeza, e por tal razão, não analisou as provas carreadas pela manifestante quando da apresentação da manifestação de inconformidade. Contudo, tal motivação é insuficiente para ensejar a decretação de nulidade do acórdão vergastado. Isto porque, pelo que se observa, considerouse como ponto elementar que uma vez entregue a declaração de compensação, ficaria o contribuinte submetido aos efeitos de seu ato, o que significaria afirmar que, não tendo a compensação declarada à Secretaria da Receita Federal sido homologada, dado a indisponibi1idade do crédito vinculado a compensação, caberia a exigência imediata do débito confessado. Mormente porquanto a DCTF não retificada, se mostrou no presente caso, prova em desfavor da Reclamante. Assim, se da análise preliminar, consideraram os julgadores, por unanimidade, que a Braskem S/A não era detentora do crédito pleiteado, ainda mais porque confessou a dívida em DCTF e não a retificou a tempo, estando o DARF integralmente alocado ao débito informado por esta, de modo que restaria prejudicada a análise do mérito, não há o que se anular na referida decisão. Deste modo, afasto a preliminar de nulidade suscitada pela ora Recorrente, sem contudo, deixar de observar que tal fato não prejudicará o direito da contribuinte quando da análise do mérito, conforme se verá a seguir. Fl. 105DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 17/ 05/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 18/05/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 13502.900273/200993 Acórdão n.º 380302.785 S3TE03 Fl. 92 5 Do Mérito A contribuinte transmitiu declaração de compensação em 11/04/2005 na esperança de compensar crédito de PIS/Pasep, decorrente de pagamento a maior ou indevido, no valor original de R$ 7.336,77, com débitos de IRRF totalizando o importe de R$ 7.410,14. Narram os autos, e reforça a contribuinte em suas peças recursais, que o crédito se originou de um contrato de câmbio de venda celebrado em 07 de março de 2005 entre esta e o Banco Santander, através do qual pretendia remeter os valores devidos como contraprestação pelos serviços que seriam prestados pela empresa americana Solomon Associates, no montante de R$ 369.032,04. Naquela mesma data a empresa recolheu o valor que seria devido a título de PIS/Pasep (R$ 7.336,77), antecipando o pagamento do tributo. Como no dia subseqüente o Banco Santander cancelou o contrato, a empresa entende que os R$ 7.336,77 foram recolhidos indevidamente, uma vez que não teria se concretizado o fato gerador do PIS/Pasep. Percebendo a existência do crédito, a Impugnante tentou compensar o suposto direito creditório com o IRRF da 2ª semana de abril de 2005 através de Per/Dcomp, entretanto, equivocadamente informou referido débito na DCTF competente, sem a posterior e devida retificação para corrigir o valor declarado de R$ 7.336,77 para R$ 0,00. Desta forma, não há o que repreender no despacho decisório não homologatório se quando do encontro de constas a autoridade fiscal constatou que o DARF indicado no Per/Dcomp já havia sido integralmente utilizado para a quitação de débitos do contribuinte. Isto porque a Receita Federal não tinha conhecimento do equívoco cometido pela Recorrente na apuração da Cofins objeto do pedido de compensação à época. Em atenção ao princípio da legalidade e à formalidade demandada por alguns procedimentos administrativos, em especial, declarações prestadas pelos contribuintes quanto aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, a delegacia de julgamento da RFB indeferiu o crédito pela ausência da retificadora. Todavia, este não é o entendimento partilhado por esta Turma Especial. Conforme mencionado alhures, a negativa do direito baseada preliminarmente na impossibilidade de acatamento do pedido pela nãoretificação da DCTF antes do despacho decisório sob o pretexto de que somente o cumprimento desta exigência daria ao suposto crédito os requisitos de liquidez e certeza, mormente porque o colegiado de piso sequer analisou o conjunto probatório apresentado pela contribuinte com o fito de verificar a existência de crédito ou não a favor deste. Em situações análogas, firmouse o entendimento no sentido de que a retificação da DCTF, mesmo após a ciência do despacho decisório não homologatório da compensação, não constitui condição sine qua non para o usufruto do crédito pelo contribuinte seja através de compensação ou de restituição, desde que devidamente comprovado o recolhimento a maior ou indevido. Fl. 106DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 17/ 05/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 18/05/2012 por ALEXANDRE KERN 6 Como de sabença, o ônus da prova impende a quem alega. A ambos, administração fazendária e contribuintes, cabe a produção de provas que proporcionem condições de convicção ao julgador favoráveis à sua pretensão. Nos casos em que o contribuinte alega a existência de crédito, sobre este recai a responsabilidade da apresentação de todos os elementos de provas que demonstrem a cabal existência do crédito pretendido, desta forma, a apresentação de tais documentos oferecem maior possibilidade de apreciação objetiva e segura quanto às conclusões extraídas de seus resultados, assegurando ampla defesa ao contribuinte, para que o mesmo não seja maculado além do expressamente previsto na legislação tributária. Compulsando os autos, observase que foram juntados os seguintes elementos de prova que consideramos relevantes para o deslinde da controvérsia: cópia do contrato de câmbio de venda – tipo 04 transferências financeiras para o exterior, celebrado entre a Recorrente e o banco Santander S/A, no valor de R$ 369.032,04, com a empresa Solomon Associates como recebedora no exterior; comprovante de arrecadação no valor de R$ 33.793,65, com vencimento em 07/03/2005; cópia da DCTF original transmitida em 05/05/2005; e o respectivo contrato de cancelamento. Assim, considerando que o fato gerador do PIS/Pasep não se efetivou, tendo em vista a inocorrência do pagamento, do crédito, da entrega, do emprego ou da remessa de valores a residentes ou domiciliados no exterior como contraprestação por serviço prestado, o pagamento efetuado pela ora Recorrente tornouse indevido. Ademais, de acordo com o despacho de encaminhamento constante em fl. 46 e demonstrativos de fls. 43/45, o valor do crédito utilizado na referida Dcomp é suficiente para fazer frente ao débito ao valor do débito apresentado para compensação. Superado o óbice causado pela DRJ quanto ao indeferimento pela ausência da DCTF retificadora, e comprovada a liquidez e certeza do crédito face ao pagamento indevido, há que ser homologada a compensação declarada por esta. Ante o exposto, tendo em vista a existência de credito suficiente para quitar o débito declarado pela contribuinte referente ao IRRF da 2ª semana de abril de 2005, voto por DAR PROVIMENTO ao presente recurso voluntário e homologar a compensação declarada. [assinado digitalmente] João Alfredo Eduão Ferreira Relator Fl. 107DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 17/ 05/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 18/05/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 13502.900273/200993 Acórdão n.º 380302.785 S3TE03 Fl. 93 7 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara Processo nº: 13502.900273/200993 Interessada: BRASKEM S/A TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 4º do art. 63 e no § 3º do art. 81 do Anexo II, c/c inciso VII do art. 11 do Anexo I, todos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, fica um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, intimado a tomar ciência do Acórdão no 380302.785, de 24 de abril de 2012, da 3a Turma Especial da 3a Seção. Brasília DF, em 24 de abril de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Ciente, com a observação abaixo: ( ) Apenas com ciência ( ) Com embargos de declaração ( ) Com recurso especial Em ____/____/______ Fl. 108DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 17/ 05/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 18/05/2012 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 13706.000542/00-97
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Dec 05 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Tue Dec 05 00:00:00 UTC 2006
Ementa: PROCESSO FISCAL. PRAZOS. PEREMPÇÃO. Recurso apresentado fora do prazo acarreta em preclusão, impedindo o julgador de conhecer as razões da defesa. Perempto o recurso, não há como serem analisadas as questões envolvidas no processo (artigo 33, do Decreto 70.235, de 06 de março de 1.972).
Recurso não conhecido.
Numero da decisão: 303-33.861
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, não tomar conhecimento do recurso voluntário por perempto, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: NILTON LUIZ BARTOLI
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Recorrida : DRJ/R10 DE JANEIRO/RJ PROCESSO FISCAL. PRAZOS. PEREMPÇÃO. Recurso apresentado fora do prazo acarreta em preclusão, impedindo o julgador de conhecer as razões da defesa. Perempto o recurso, não há como serem analisadas as questões envolvidas no processo (artigo 33, do Decreto 70.235, de 06 de março de 1.972). Recurso não conhecido. • Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, não tomar conhecimento do recurso voluntário por perempto, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. /AO 41111 r ANELIS . DAUDT PRIETO Pres iden • N, ON L BARTOLI elator 010Formalizado em: 3 o 30 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Zenaldo Loibman, Silvio Marcos Barcelos FiimA, Nanci Gama, Marciel Eder Costa, Tarásio Campeio Borges e Sergio de Castro Neves. DM Processo n° : 13706.000542/00-97 Acórdão n° : 303-33.861 RELATÓRIO Trata-se de pedido de Restituição/Compensação, formalizado pelo contribuinte em 28/02/2000, fundamentado no artigo 17, da Medida Provisória 1f. 1.110/95. Inclusos ao pedido os documentos de fls. 02/39, dentre os quais, planilha de valores a restituir/compensar e Darf s, bem como, cópias do Contrato Social e Alteração, e Declarações do Imposto de Renda Pessoa Jurídica dos anos de 1990, 1992 e 1993. A Delegacia da Receita Federal de Administração Tributária do Rio • de Janeiro, por meio do Despacho Decisório constante às fls.56/57, indefere o pleito do contribuinte, diante de seu entendimento de que se operou a decadência de seu direito de pleitear a restituição, o qual se extinguiu com o decurso do prazo de 5 anos, contados da extinção do crédito tributário. (artigo 165, inciso I e 168, inciso I, do Código Tributário Nacional, c/c Ato Declaratório n°. 96/99). Ciente quanto à referida decisão o contribuinte apresentou, tempestivamente, impugnação de fls. 59/64, alegando, em suma, que: de acordo com o artigo 165, do CTN, o "sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade de seu pagamento"; já o artigo 168, inciso I, do mesmo diploma legal, prescreve que "o direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de 05 (cinco) anos, contados da extinção do crédito tributário; • o artigo 156, inciso VII, vem definir como modalidade de extinção "o pagamento antecipado e a homologação do lançamento nos termos do disposto no artigo 150 e seus parágrafos 1° e 4'; o prazo para ocorrência da homologação tácita é definido no artigo 150, parágrafo 4°, o qual estipula que "se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de 5 (cinco) anos, a contar do fato gerador, expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação"; verifica-se, portanto, através de interpretação literal das normas contidas no Código Tributário Nacional, que o prazo para a interessada pleitear a restituição de tributos recolhidos indevidamente ou a maior, expira-se 10 (dez) anos 2 Processo n° : 13706.000542/00-97 Acórdão n° : 303-33.861 após a ocorrência do respectivo fato gerador, de acordo com entendimento da Receita Federal (AD no. 96/99), e do STJ; ressalta ainda a tese de que o direito de pleitear a restituição perante autoridade administrativa, em virtude de lei declarada inconstitucional, somente nasce com a efetiva declaração de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal, em ação direta, ou com a suspensão, pelo Senado Federal, de lei declarada inconstitucional pela via indireta. Para corroborar seus argumentos cita jurisprudência à respeito, bem como escólios doutrinários, para ao final requerer seja reconsiderada a decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal da Administração Tributária do Rio de Janeiro, reconhecendo-se o direito creditório pleiteado. Remetidos os autos à Delegacia da Receita Federal de Julgamento do Rio de Janeiro-RJ, esta indeferiu o pleito do contribuinte, por entender que o • disposto no Ato Declaratório SRF n°. 096/99, deve ser entendido no sentido de que a extinção do crédito tributário, como referida no artigo 168, I, do CTN, ocorre na data do pagamento indevido ou a maior, portanto, o pedido em questão seria intempestivo, já que protocolizado em 28/02/2000, decorridos mais de 5 anos dos pagamentos antecipados do Finsocial. Ciente da decisão proferida em primeira instância, o contribuinte interpôs intempestivo Recurso Voluntário, fls. 116/121, reiterando argumentos, fundamentos e pedidos já apresentados. Os autos foram distribuídos a este Conselheiro, constando numeração até às fis.125, última. Desnecessário o encaminhamento do processo à Procuradoria da Fazenda Nacional para ciência quanto ao Recurso Voluntário interposto pelo contribuinte, nos termos da Portaria MF n°. 314, de 25/08/99. 111 É o relatório. 3 ' Processo n° : 13706.000542/00-97 . . Acórdão n° : 303-33.861 VOTO Conselheiro Nilton Luiz Bartoli, Relator Dou início à análise dos autos, tendo em vista tratar-se de matéria de competência deste Eg. Terceiro Conselho de Contribuintes. Inicialmente, cabe ao Relator observar se foram cumpridos pela Recorrente os requisitos de admissibilidade do Recurso Voluntário, sem os quais, impossível a apreciação do mérito. De pronto, esclareça-se que o art. 35 do Decreto 70.235, de 06 de março de 1972 — PAF1, determina a remessa do Recurso Voluntário à Segunda Instância, ainda que o mesmo seja perempto, para que se lhe julgue a perempção. E, no que concerne ao prazo de interposição do Recurso Voluntário, como se verifica do Aviso de Recebimento juntado aos autos às fls. 115-v°, a Recorrente foi intimada da decisão singular em 05/09/05, tendo, a partir desta data, o prazo fatal de 30 dias para apresentação do Recurso Voluntário, na forma do Decreto n° 70.235/72, que dispõe: "Art. 33 — Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos 30 (trinta) dias seguintes à ciência da decisão." Em observância ao artigo supra-citado e aplicando-se a regra para contagem dos prazos estabelecida no artigo 5°' do mesmo Decreto, verifica-se que o prazo fatal para a apresentação do recurso fora dia 05/10/05 tendo o contribuinte se manifestado somente em 14/10/05 conforme carimbo de protocolo constante às fls. 116, o que importa na constatação da intempestividade da apresentação da peça recursal. • Diante do exposto, não é de se tomar conhecimento do Recurso Voluntário apresentado tardiamente, por intempestivo. É como voto. Sala das Sessões, em de dezembro de 2006. I2iON LU ARTOLI Relator 1 Art. 35 - O recurso, mesmo perempto, será enc ado ao órgão de segunda instância, que julgará a perempção. 2 Art. 50 - Os prazos serão contínuos, excluindo-se na sua contagem o dia do início e incluindo-se o do vencimento. Parágrafo único. Os prazos só se iniciam no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato. 4 Page 1 _0010600.PDF Page 1 _0010700.PDF Page 1 _0010800.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10830.004229/95-93
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed May 24 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Wed May 24 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 303-01.156
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, declinar da competência do julgamento ao Egrégio Segundo Conselho de Contribuintes, em razão da matéria, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: SILVIO MARCOS BARCELOS FIUZA
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Numero do processo: 10850.000236/99-39
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Oct 21 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Thu Oct 21 00:00:00 UTC 2004
Numero da decisão: 303-00.982
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, acolher os embargos ao
acórdão 201.74.996, de 10/07/01 e converter o julgamento do recurso em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ZENALDO LOIBMAN
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LTDA. DRJ/RIBEIRÃO PRETO/SP RESOLUÇÃO N'303-00.982 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, acolher os embargos ao acórdão 201.74.996, de 10/07/01 e converter o julgamento do recurso em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasilia-DF, em 21 de outubro de 2004 ANELISE DAUDT PRIETO Presidente Participaram ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: SÉRGIO DE CASTRO NEVES, NILTON LUIZ BARTOLI, NANCI GAMA, SILVIO MARCOS BARCELOS FIÚZA, MÉRCIA HELENA TRAJANO D'AMORIM e IVIARCIEL EDER COSTA. Esteve presente a Procuradora da Fazenda Nacional MARIA CECILIA BARBOSA. MA/3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 126.855 RESOLUÇÃO N° : 303-00.982 RECORRENTE . DORA RISCALA NEMI COSTA S/C. LTDA. RECORRIDA : DRJ/RIBEIRÃO PRETO/SP RELATOR(A) : ZENALDO LOIBMA_N RELATÓRIO E VOTO A interessada foi excluída do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — SIMPLES — mediante Ato Declaratório n° 127.063/99 emitido pela DRF/Sdo José do Rio Preto em 09/01/1999. Inconformada com a exclusão, a contribuinte apresentou Solicitação de Revisão da Vedação/Exclusão (SRS) à opção pelo SIMPLES frente à repartição fiscal competente, que se manifestou pelo indeferimento do pleito (fls. 23/24) sob a alegação de que a atividade exercida é de educação média de formação geral e, por assemelhar-se à de professor, estaria impedida de participar do programa especial pela Lei 9.317/96, art. 9°, XIII A contribuinte, descontente com a decisão proferida, apresentou a impugnação de fls. 34/45 perante a DRJ/Ribeirdo Preto, por intermédio de seu representante legal, argüindo, principalmente que o Ato Declaratório não traz a fundamentação legal exigida, que o dispositivo normativo acima mencionado ao regular o tratamento diferenciado, estabeleceu condições qualificativas e não apenas quantitativas para a opção pelo SIMPLES, quebrando o tratamento isonômico da igualdade tributária, violando frontalmente os arts. 150, inciso II e 179 da CF/88, por inserir restrições, impedindo a opção de muitas pessoas jurídicas. Alegou também que mesmo que se ignorem as inconstitucionalidades apontadas, ainda assim a interessada não estaria incluída no rol das vedações descritas na lei, posto que não se trata de atividade de "professor ou assemelhado", atividade não exercida pela contribuinte que apenas vende serviços, que a escola não se resume á atividade do professor, nem o professor à atividade de escola. 0 pedido foi indeferido pela DRJ por meio da Decisão 818/2000, ratificando a exclusão com base no Ato Declaratório expedido. Houve recurso voluntário, constante is fls. 60/72, recebido pelo Segundo Conselho de Contribuintes, que, mediante o acórdão 201-74.996, decidiu acatar o voto condutor do eminente relator Jorge Freire no sentido de dar provimento ao recurso voluntário. Entretanto foram apresentados Embargos de Declaração por 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° : 126.855 : 303-00.982 parte da douta PFN, conforme se vê As fls. 82/86, nos quais se acusam omissão e contradição e conclui com pedido de retificação do julgado. A Sra. Presidente da P Oman do Segundo Conselho de Contribuintes seguindo os termos do RI do Conselho de Contribuintes submeteu os referidos embargos à apreciação do ilustre conselheiro-relator. Foi então produzido o despacho de fls. 88/89, pelo Conselheiro Jorge Freire que admitiu não ter efetuado uma precisa leitura da Lei 10.034/2000 e da IN SRF 115/2000, adstrita a uma interpretação literal por embutir beneficio fiscal, sendo que os referidos dispositivos restringem a sua aplicação As empresas que atuam como creches, pré-escolas e ensino fundamental. Aponta a PFN que a empresa em questão ministra, além de cursos de processamento de dados, cursos de 2° grau, o que a afastaria do regime de tributação pleiteado. 0 Conselheiro-relator observou, contudo, que as referidas atividades apenas estão descritas no Contrato Social, o que não configura necessariamente que tais atividades sejam efetivamente exercidas no mundo dos fatos, isto 6, poderia haver a previsão no estatuto social de atividades que se pretendam exercer no futuro, sem que seja praticada no momento. Verificou compulsando os autos a ausência de elementos probatórios suficientes a ensejar a convicção sobre o exercício ou não de atividades impeditivas ao SIMPLES, pelo que propôs A Presidente da P Camara do Segundo Conselho a admissão dos embargos e a necessidade de realização de diligência para que a repartição de origem verifique in loco o efetivo exercício de ensino médio, trazendo aos autos elementos de prova e informação a respeito, bem como que proceda A averiguação sobre os cursos de processamento de dados, especificando se são ministrados de forma especifica, ou seja, a alunos não matriculados na escola, ou se simplesmente são parte do currículo escolar sendo ministrado aos alunos em geral. Ocorre que antes mesmo que houvesse a apreciação da Presidência da Camara e o conseqüente encaminhamento A apreciação do plenário adveio o Decreto 4.395/2002 transferindo a competência do Segundo ao Terceiro Conselho de Contribuintes, tendo sido o processo redistribuido a Terceira Câmara e a este relator Zenaldo Loibman. Pelo exposto, por estar de acordo com as observações produzidas pelo Segundo Conselho neste processo, proponho a conversão do presente processo em diligência à repartição de origem nos termos acima originariamente propostos pelo Conselheiro-relator da la Câmara do Segundo Conselho. Sala das Sessões, em 21 de outubro de 2004 1 I I ZE • De LOIBMAN - Relator 3
score : 1.0
Numero do processo: 37336.000084/2007-84
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Data do fato gerador: 14/12/2006
AUTO DE INFRAÇÃO. OMISSÃO DE ENTREGA DA GFIP À REDE BANCÁRIA.
AUTUAÇÃO. DIRIGENTE DE ÓRGÃO. RESPONSABILIDADE PESSOAL. REVOGAÇÃO DA NORMA. APLICAÇÃO DA NORMA BENÉFICA.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2803-000.563
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: EDUARDO DE OLIVEIRA
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ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 14/12/2006 AUTO DE INFRAÇÃO. OMISSÃO DE ENTREGA DA GFIP À REDE BANCÁRIA. AUTUAÇÃO. DIRIGENTE DE ÓRGÃO. RESPONSABILIDADE PESSOAL. REVOGAÇÃO DA NORMA. APLICAÇÃO DA NORMA BENÉFICA. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). (Assinado digitalmente). Helton Carlos Praia de Lima. Presidente (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Carolina Siqueira Monteiro Andrade, Oséas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato. Fl. 217DF CARF MF Emitido em 18/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/05/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA Assinado digitalmente em 05/05/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, 10/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE L IMA Processo nº 37336.000084/200784 Acórdão n.º 280300.563 S2TE03 Fl. 211 2 Relatório O presente Auto de Infração – AI DEBCAD 35.580.7394, CFL.67, deixar de apresentar (entregar) à Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIP com todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias à rede bancária, com período de lançamento do crédito de 06/2000 a 12/2000, conforme Relatório Fiscal da Aplicação da Multa, de fls. 09, o auto de infração, objetiva a aplicação de penalidade por infração a dever instrumental, determinado por lei. O sujeito passivo foi cientificado da autuação, em 21/12/2006, AR, de fls. 13, e apresentou sua defesa/impugnação, em 05/01/2007, as fls. 15 a 18, a qual foi acompanhada dos documentos, de fls. 20 a 37. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento Salvador – BA, por intermédio do órgão julgador de primeiro grau, emitiu o Acórdão 1515.134 5ª Turma da DRJ/SDR, em 13/02/2008, fls. 40 a 47. No qual a autuação foi considerada procedente. O contribuinte tomou conhecimento desse decisório, em 29/05/2008, AR, fls. 50. Irresignado o contribuinte impetrou o Recurso Voluntário, em 23/06/2008, fls. 51 e 52, acompanhado dos documentos, de fls. 53 a 208, as razões recursais não serão resumidas, o que se explicará no voto. Os autos foram remetidos ao Segundo Conselho de Contribuintes, fls. 209. É o Relatório. Fl. 218DF CARF MF Emitido em 18/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/05/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA Assinado digitalmente em 05/05/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, 10/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE L IMA Processo nº 37336.000084/200784 Acórdão n.º 280300.563 S2TE03 Fl. 212 3 Voto Conselheiro Eduardo de Oliveira Relator O recurso foi interposto tempestivamente, em 23/06/2008, conforme, fls. 50 e 51, uma vez que o contribuinte foi cientificado da decisão de primeiro grau, em 29/05/2008, AR, fls 50. No que tange ao depósito recursal o recorrente não o realizou, pois tal exigência não existia para pessoa física e esta, ainda, fora revogada pela MP 413/2008, convertida na Lei 11.427/2008. Fica evidente da leitura do Relatório Fiscal da Infração – REFISC – AI, fls. 09, terceiro parágrafo, abaixo transcrito, que o auto de infração foi imputado a pessoa física na qualidade de dirigente de órgão público, nos termos do artigo 41, da Lei 8.212/91 c/c o artigo 289, Regulamento da Previdência Social – RPS, apenso ao Decreto 3.048/99. A multa é lavrada em nome do Sr. Jânio Carlos Martins Cardoso, Presidente da Câmara no período referenciado, devido ao disposto no art.41 da Lei 8212/91 e pelo fato que não foi apresentado ato de delegação de competência/definição de servidor para informar dados em GFIP. Importa aqui lembrar que a legislação atribuía a responsabilidade pela infração ao dever instrumental a pessoa física dirigente do órgão estatal. Ocorre, no entanto, que a citada norma acabou revogada pela MP 449/2008 convertida na lei 11.941/2009, conforme artigo 65 ou 79, respectivamente. Embora o novel texto normativo não tenha cuidado de excluir a infração, pois esta permaneceu ele exclui a responsabilidade pessoal da pessoa física, o que acaba por ser uma forma oblíqua de excluir a penalidade, nos termos do artigo 106, II, “a”, do Lei 5.172/66. Fl. 219DF CARF MF Emitido em 18/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/05/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA Assinado digitalmente em 05/05/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, 10/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE L IMA Processo nº 37336.000084/200784 Acórdão n.º 280300.563 S2TE03 Fl. 213 4 Aliás, esta foi a conclusão a que chegou a E. Procuradoria Geral da Fazenda Nacional no Parecer PGFN/CDA/CAT/190/2009, cujos o itens são abaixo transcritos: Fl. 220DF CARF MF Emitido em 18/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/05/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA Assinado digitalmente em 05/05/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, 10/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE L IMA Processo nº 37336.000084/200784 Acórdão n.º 280300.563 S2TE03 Fl. 214 5 Assim, com estas considerações fica evidente que a autuação não deve prosperar, esta é a razão pela qual não abordamos as teses recursais no relatório. CONCLUSÃO: Pelo exposto voto por CONHECER DO RECURSO para no mérito DAR LHE PROVIMENTO, reconhecendo a improcedência da autuação na pessoa física do dirigente, ante a alteração na legislação e aplicação da norma mais benéfica, artigo 106, II, “a”, do CTN. (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. Fl. 221DF CARF MF Emitido em 18/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/05/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA Assinado digitalmente em 05/05/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, 10/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE L IMA
score : 1.0
Numero do processo: 14120.000135/2006-17
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 04 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Tue Aug 25 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)
Exercício: 2004
SÚMULA CARF Nº 2
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.
DESPESAS MÉDICAS.
A dedução das despesas médicas limita-se a pagamentos especificados e comprovados mediante documentação hábil e idônea.
SÚMULA CARF Nº 147
Somente com a edição da Medida Provisória nº 351/2007, convertida na Lei nº 11.488/2007, que alterou a redação do art. 44 da Lei nº 9.430/1996, passou a existir a previsão específica de incidência da multa isolada na hipótese de falta de pagamento do carnê-leão (50%), sem prejuízo da penalidade simultânea pelo lançamento de ofício do respectivo rendimento no ajuste anual (75%).
Numero da decisão: 2301-007.691
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em conhecer parcialmente do recurso, não conhecendo das alegações de inconstitucionalidade e dar-lhe parcial provimento para cancelar a multa isolada por falta de pagamento do Carnê-Leão. Vencido o conselheiro Thiago Duca Amoni, que deu provimento em maior extensão para cancelar a glosa de despesas médicas
(documento assinado digitalmente)
Sheila Aires Cartaxo Gomes - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Cleber Ferreira Nunes Leite - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Joao Mauricio Vital, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Fernanda Melo Leal, Paulo Cesar Macedo Pessoa, Leticia Lacerda de Castro, Thiago Duca Amoni, Sheila Aires Cartaxo Gomes (Presidente)
Nome do relator: CLEBER FERREIRA NUNES LEITE
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ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Exercício: 2004 SÚMULA CARF Nº 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. DESPESAS MÉDICAS. A dedução das despesas médicas limita-se a pagamentos especificados e comprovados mediante documentação hábil e idônea. SÚMULA CARF Nº 147 Somente com a edição da Medida Provisória nº 351/2007, convertida na Lei nº 11.488/2007, que alterou a redação do art. 44 da Lei nº 9.430/1996, passou a existir a previsão específica de incidência da multa isolada na hipótese de falta de pagamento do carnê-leão (50%), sem prejuízo da penalidade simultânea pelo lançamento de ofício do respectivo rendimento no ajuste anual (75%).
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DESPESAS MÉDICAS. A dedução das despesas médicas limita-se a pagamentos especificados e comprovados mediante documentação hábil e idônea. SÚMULA CARF Nº 147 Somente com a edição da Medida Provisória nº 351/2007, convertida na Lei nº 11.488/2007, que alterou a redação do art. 44 da Lei nº 9.430/1996, passou a existir a previsão específica de incidência da multa isolada na hipótese de falta de pagamento do carnê-leão (50%), sem prejuízo da penalidade simultânea pelo lançamento de ofício do respectivo rendimento no ajuste anual (75%). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em conhecer parcialmente do recurso, não conhecendo das alegações de inconstitucionalidade e dar-lhe parcial provimento para cancelar a multa isolada por falta de pagamento do Carnê-Leão. Vencido o conselheiro Thiago Duca Amoni, que deu provimento em maior extensão para cancelar a glosa de despesas médicas (documento assinado digitalmente) Sheila Aires Cartaxo Gomes - Presidente (documento assinado digitalmente) Cleber Ferreira Nunes Leite - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Joao Mauricio Vital, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Fernanda Melo Leal, Paulo Cesar Macedo Pessoa, Leticia Lacerda de Castro, Thiago Duca Amoni, Sheila Aires Cartaxo Gomes (Presidente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 14 12 0. 00 01 35 /2 00 6- 17 Fl. 376DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 2301-007.691 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 14120.000135/2006-17 Relatório Trata-se de auto de infração de imposto de renda pessoa física, resultante de procedimento de revisão da declaração de ajuste anual do exercício 2004, ano-calendário 2003, que resultou em imposto a pagar, pelas deduções da base de cálculo do imposto de renda, por ter o contribuinte quando regularmente intimado, não apresentado os documentos solicitados, nem justificada a falta de apresentação, o que redundou no agravamento da multa, conforme § 2°, do art. 44, da Lei 9430/96, referentes as seguintes deduções efetuadas na declaração: a) da contribuição previdenciária oficial; b) do valor relativo à dedução por dependente; c) das despesas com tratamento de saúde; d) das despesas escrituradas em livro caixa; e) das despesas com instrução; f) doações ao Funda da Criança e do Adolescente Cientificado, o contribuinte apresentou impugnação onde alegou o seguinte, conforme relatório do acórdão recorrido: a) as GPS juntadas aos autos comprovam o recolhimento das contribuições previdenciárias no montante declinado na defesa (R$ 3.459,10); b) as despesas médicas com ortopista são dedutíveis, a exemplo daquelas incorridas com ortopedia, fisioterapia e similares, por se tratar de prática de um ramo da oftalmologia, executado por profissional que estudou medicina; c) a ausência de livro-caixa formalizado, mero controle de contas a pagar e receber, não impede a dedução das despesas cujo abatimento é autorizado pela legislação, inexistindo penalidade por sua falta, devendo ser acolhido o valor das deduções de R$ 76.429,00; d) inexiste motivo para desconsiderar as folhas de pagamento e GFIPs que consignaram o endereço residencial do contribuinte, em lugar do endereço comercial; e) os pagamentos pelos serviços prestados pela contadora Simone Vieira Vianna, na qualidade de profissional liberal, estão comprovados pelos recibos por ela emitidos, não devendo ser confundida esta profissional com a pessoa jurídica Protheus Consultoria, da qual é ela sócia, mas que foi constituída somente em 14 de abril de 2008; f) pagar pensão alimentícia a Carlos Eduardo Wolf, sob a guarda da mãe, conforme cópia da decisão judicial homologatória que juntará; g) deve ser considerado o valor de carnê-leão recolhido no processo 14120.000143/2006-63. Que não restou comprovada a inidoneidade dos documentos apresentados para as glosas de despesas médicas não restabelecidas pela DRJ Fl. 377DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 2301-007.691 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 14120.000135/2006-17 Que o estorno das despesas do livro caixa é ilegal tendo em vista que não há lei que disponha sobre essa questão. Que as doações realizadas a APAE são legais e que esta dedutibilidade está prevista na legislação. Que a multa isolada pelo não recolhimento do carne leão, já foi recolhida nos autos do processo n° 14120.000143/2006-63. Que a multa de ofício no percentual de 112,5% é um confisco patrimonial e a Constituição Federal coíbe o uso de tributo como meio de confisco. Ao final requer a declaração da insubsistência do auto de infração É o relatório Voto Conselheiro Cleber Ferreira Nunes Leite, Relator. O recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade Questão Preliminar Do caráter confiscatório da multa de oficio de 112,5% O recorrente argumenta que a multa de ofício no percentual de 112,5% é um confisco patrimonial e a Constituição Federal coíbe o uso de tributo como meio de confisco. Trata-se portanto de se julgar a constitucionalidade de lei tributário, o que é vedado aos conselheiros do CARF, nos termos da Súmula CARF nº 02: Súmula CARF nº 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Portanto, não se conhece da matéria Para as questões seguintes, sendo coincidentes as razões deduzidas no recurso voluntário e aquelas ofertadas por ocasião da impugnação, e por concordar com os fundamentos expostos na decisão recorrida, adota-se como razões de decidir, o trecho do voto inserto na decisão de primeira instância, que se passa a transcrever: DEDUÇÃO DO IMPOSTO — FUNDO DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Fl. 378DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 2301-007.691 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 14120.000135/2006-17 A Lei 9.250/95, que alterou a legislação do imposto de renda das pessoas físicas, determina: Art. 12 - Do imposto apurado na forma do artigo anterior, poderão ser deduzidos: I — as contribuições feitas aos fundos controlados pelos Conselhos Municipais, Estaduais e Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente; Os dispositivos transcritos deixam claro que as referidas doações, para efeito de fruição do benefício fiscal, devem ser efetuadas aos fundos, controlados pelos Conselhos, responsáveis pelo repasse dos valores arrecadados às instituições beneficiadas. Além disso, deve haver comprovante firmado por pessoa competente para dar a quitação da operação, com número de ordem, indicando o nome, o número de inscrição no Cadastro das Pessoas Jurídicas (CNPJ) e o endereço do emitente. No caso em tela, o contribuinte defende a dedutibilidade das doações feitas à APAE — Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais. Entretanto, tal doação não atende aos requisitos anteriormente explicitados, notadamente porque a instituição citada não se confunde com os Conselhos mencionados, razão pela qual deve ser mantida a glosa. DESPESAS DO EXERCÍCIO DA PROFISSÃO SEM VÍNCULO EMPREGATÍCIO A propósito das deduções a título de Livro Caixa, confira-se a legislação que rege a matéria, a saber, o art. 6° da Lei 8.134/90, com a redação dada pelo art. 34 da Lei n° 9.250/95: Art. 6° O contribuinte que perceber rendimentos do trabalho não assalariado, inclusive os titulares dos serviços notariais e de registro, a que se refere o art. 236 da Constituição, e os leiloeiros, poderão deduzir, da receita decorrente do exercício da respectiva atividade: I - a remuneração paga a terceiros, desde que com vínculo empregatício, e os encargos trabalhistas e previdenciários; II - os emolumentos pagos a terceiros; III - as despesas de custeio pagas, necessárias à percepção da receita e à manutenção da fonte produtora. § 1º O disposto neste artigo não se aplica: a) a quotas de depreciação de instalações, máquinas e equipamentos, bem como a despesas de arrendamento; b) a despesas de locomoção e transporte, salvo no caso de representante comercial autônomo. § 2° O contribuinte deverá comprovar a veracidade das receitas e das despesas, mediante documentação idônea, escrituradas em livro-caixa, que serão mantidas em seu poder, à disposição da fiscalização, enquanto não ocorrer a prescrição ou decadência. Da leitura do referido texto legal deduz-se os três requisitos cumulativos para a dedutibilidade das despesas: a) devem ser necessárias à percepção da receita e à manutenção da fonte produtora; Fl. 379DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 2301-007.691 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 14120.000135/2006-17 b) devem estar escrituradas em Livro Caixa; c) devem ser comprovadas mediante documentação idônea. (...) a) o contribuinte deduziu R$ 76.429,00 a título de despesas escrituradas em livro-caixa, porém trouxe documentos que totalizam apenas R$ 69.864,75; b) as despesas de telefonia, no valor de R$ 2.124,57, fls.. 157 a 182, telefone 325-7927, dizem respeito a terminal instalado na Rua São Vicente, n° 163, distinto do endereço das atividades profissionais do contribuinte, na Rua 13 de maio; c) as despesas de energia elétrica, no valor de R$ 5.502,00, fls. 184 a 195, igualmente não são relativas ao local de exercício profissional do contribuinte. Com essas considerações, deve ser mantida a glosa efetuada pela Auditoria Fiscal. DAS DEMAIS QUESTÕES SUSCITADAS GLOSA DE DESPESAS MÉDICAS Nesta questão, tendo em vista que o recorrente apresenta os mesmos documentos e argumentos da impugnação e em acordo com a decisão de primeira instância, que analisou os comprovantes trazidos ao processo pelo contribuinte, elaborou uma tabela , indicando os motivos de aceitação da dedutibilidade ou manutenção da glosa, sendo que, refeita a análise no recurso voluntário, conclui-se que somente os valores das despesas glosadas e restabelecidas pela DRJ, tiveram efetivamente comprovados a prestação do serviço ou o pagamento. Portanto, para a questão da glosa de despesas médicas, mantém-se a decisão da primeira instancia. DA MULTA ISOLADA Verifica-se que no presente auto de infração foi lançada a multa isolada (carnê- leão) concomitante com a multa de ofício. Conforme enunciado de Súmula CARF nº 147, somente a partir do ano-calendário de 2007, aplica-se a multa isolada de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor do carnê-leão que deixou de ser pago, ainda que em concomitância com a penalidade resultante da apuração, em procedimento de ofício, de imposto devido no ajuste anual referente a tais rendimentos, nestes termos: Súmula CARF nº 147: Somente com a edição da Medida Provisória nº 351/2007, convertida na Lei nº 11.488/2007, que alterou a redação do art. 44 da Lei nº 9.430/1996, passou a existir a previsão específica de incidência da multa isolada na hipótese de falta de pagamento do carnê-leão (50%), sem prejuízo da penalidade simultânea pelo lançamento de ofício do respectivo rendimento no ajuste anual (75%). No presente caso, sendo o lançamento referente ao ano calendário de 2003, ainda não havia previsão legal para a incidência da multa isolada pela falta de pagamento do carnê leão, concomitantemente com a multa de oficio, e a mesma deve ser excluída. Fl. 380DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 2301-007.691 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 14120.000135/2006-17 Do exposto voto por conhecer parcialmente do recurso, não conhecendo das alegações de inconstitucionalidade e dar-lhe parcial provimento para cancelar a multa isolada por falta de pagamento do Carnê-Leão. (documento assinado digitalmente) Cleber Ferreira Nunes Leite Fl. 381DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 36266.011027/2006-58
Data da sessão: Tue Apr 27 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Tue Apr 27 00:00:00 UTC 2010
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/12/1999 a 28/02/2000, 01/04/2000 a 30/04/2000
DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA, DECADÊNCIA. PRAZO QÜINQÜENAL
Em face da inconstitucionalidade declarada do art.. 45 da Lei n. 8.212/1991 pelo Supremo Tribunal Federal diversas vezes, inclusive na forma tia Súmula Vinculante n. 08, o prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 05 (cinco) anos, contados da data da ocorrência do fato gerador do tributo, nos termos do artigo 150, § 4º, ou do art. 173, ambos do Código Tributário Nacional, conforme a modalidade de lançamento. Em atenção ao Auto de Infração em questão, trata-se de lançamento de oficio conforme estipula o art. 142, II do CTN, fundado em descumprimento de obrigação acessória de informação na forma da legislação tributária, aplicando-se a contagem do prazo de 5(cinco) anos na forma do artigo 173, inciso I, do CTN.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2803-000.068
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, em conhecer do recurso e dar provimento, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: GUSTAVO VETTORATO
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PRAZO QÜINQÜENAL Em face da inconstitucionalidade declarada do art.. 45 da Lei n. 8.212/1991 pelo Supremo Tribunal Federal diversas vezes, inclusive na forma tia Súmula Vinculante n. 08, o prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 05 (cinco) anos, contados da data da ocorrência do fato gerador do tributo, nos termos do artigo 150, § 4", ou do art. 173, ambos do Código Tributário Nacional, conforme a modalidade de lançamento. Em atenção ao Auto de Infração em questão, trata-se de lançamento de oficio conforme estipula o art. 142, II do CTN, fundado em descumprimento de obrigação acessória de informação na forma da legislação tributária, aplicando-se a contagem do prazo de 5(cinco) anos na forma do artigo 17.3, inciso I, do CTN. Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3" Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em conhecer do recurso e dar provimento, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. ,- HELTOÇLSjjizflELI.MA Nesiden‘ ( dUST AVO VET TORATO Relatar Participaram do presente julgamento os conselheiros Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra .Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Vera Kempers de Moraes Abreu (Suplente), Gustavo Vettorato (Vice-Presidente), Helton Carlos Praia de Lima (Presidente).. Relatório O presente Auto de Infração tem por objeto o descumprimento de obrigação instrumental de entregar Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações à Previdência Social — GFIP's distintas por estabelecimentos, identificados estes por CNN', entregando apenas GFIP's com informações globalizadas no CNP.' 66.625/792/0001/83, nas competências de 01/1999 à 02/2000 e 04/2000 à 06/2000, não informando distintamente GFIP 's distintas aos demais estabelecimentos. Dessa feita, foi lavrada multa no valor de 2.313,66 (Dois Mil, Trezentos e Treze Reais, e Sessenta e Seis Centavos), fundado nos artigos 92 e 102, da Lei 8.212/1991 e art. 283, caput e parágrafo 3°c aut 373, do Regulamento da Previdência Social .RPS (Decreto n.3.048/1999), sendo observada a ocorrência da circunstância agravante reincidência prevista no art,290, V, c/c art. 292, IV, do decreto 3048/99. Art.292, inciso IV, do Decreto ri. 3...048/1999. (fis„ 18-19). O primeiro ato preparatório para o lançamento (Mandado de Procedimento Fiscal) foi oficialmente cientificado ao contribuinte no dia 17.01,2006 (fis, 07), e o Auto de Infração foi cientificado em 12,072006 (fis.01). Não conformada com a notificação, foi apresentada defesa pela sociedade empresária, fis..30-102 A Decisão-Notificação confirmou a procedência do lançamento, fls. 105-114. Não concordando com a decisão do órgão previdenciário, foi interposto recurso, fis.117-151, contra qual foram apresentadas contra-razões, fis, 154-163. É o Relatório,. Voto Conselheiro GUSTAVO VETTORATO, Relator O recurso foi interposto tempestivamente. Pressuposto superado, passo para o exame das questões preliminares de mérito,. Quanto à questão preliminar relativa à fluência do prazo decadencial, a mesma deve ser reconhecida. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n " 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, pacificou o entendimento da inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n° 8..212 de 1991, nestas palavras: Súmula Vinculante n" 8 "São inconstitucionais o parágralb único do artigo 5" do Decreto-lei 1.569/77 e os artigos 4.5 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito ibutário 2 Processo n" 36266 011027/2006-58 Acórdão n." 2803-00,.068 S2-TE03 R 2 Conforme previsto no art, 103-A da Constituição Federal a Súmula de n " 8 vincula toda a Administração Pública, devendo este Colegiado aplicá-la. Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus tnembros, depois de reiteradas decisões .sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá deito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas .federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecido CM lei. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei ii" 8,212, há que serem observadas as regras previstas no CTN. Observando que o lançamento de crédito tributário oriundo de descumprimento de obrigação instrumental decorre de lançamento de oficio, em especial nos casos de declarações que não tenham sido prestadas, por quem de direito, no prazo e na forma da legislação tributária (art. 149, 11, do CTN). Assim, no presente caso, as regras de decadência do crédito tributário a serem aplicadas não são as definidas para os casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação de pagamento (art. 150, § 4°c art. 156, VII, do CTN), mas das regras destinadas a reger a decadência dos créditos tributários sujeitos ao lançamento de oficio, devendo assim ser observado o disposto nos arts, 156, V, e 173, inciso 1 do CTN. Nessa hipótese, o direito de constituição do crédito tributário será extinto ao termo de 5 (cinco) anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Essa é inclusive a orientação jurisprudencial de vários julgados do 2° Conselho de Contribuintes e da 2' Sessão de Julgamento do CARF/MF, a exemplo: ASSUNTO CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREV1DENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1996 a 31/12/1998 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRMS, DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DECADÊNCIA. PRAZO QÜINQÜENAL O prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 05 (cinco) anos, contados da data da ocorrência do lato gerador do tributo, nos termos do artigo 1.50, § 40, do Códex Tributário, ou do 173 do mesmo Diploma Legal, no caso de dolo, fraude ou simulação comprovados, tendo em vista a declamação da inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei n° 212/91, pelo Supremo Tribunal Federal, nos autos dos REs mi os 5.56664, 559882 e 5606.26, oportunidade em que fora aprovada Súmula Vinculante n° 08, disciplinando a matéria. In casu, tratando-se de Auto de Infração por descumprimento de obrigação acessória, aplica-se o artigo 173, inciso I, do CTN, uma vez-. que a contribuinte omitiu infbrmações ao INSS, caracterizando lançamento de oficio. 3 Sala das SessOes, em 27 delabrilftle_2010. , ,/- f STAVO VETTO Ípt4 .elaTot , RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. (Ae 2401- 00.567,Rel Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira da 1" Turma da 4" Câmara da 2 Seção de Julgamento do CARF/IVEF, sessão de 03.12.2009 — no mesmo sentido Ae. 206-01.698 do 2" CC) No presente caso, o início do prazo decadencial do último período objeto de lançamento (06/2000) se deu em 1" de janeiro de 2001, o primeiro ato preparatório de lançamento foi cientificado à Recorrente em 17 de janeiro de 2006, 16 (dezesseis) dias depois do último dia em que a Recorrida poderia constituir o crédito. que era o dia 1" de janeiro de 2006, isso sem contar a ciência do Auto de Infração que ocorreu 12.07.2006. Isso, porque já se teria passado os 5(cinco) anos contados do primeiro dia do exercício seguinte em o fisco já poderia ter lançado em face da infração ocorrida no momento da informação incompleta configurando-se ocorrida à hipótese da norma sancionadora, conforme disciplina os arta. 173, I, c/c 116, do CIN. Pelo exposto voto por CONHECER do recurso do notificado, para no mérito CONCEDER-LHE PROVIMENTO, reformando a decisão a quo no sentido de declarar improcedente e decretando a nulidade o Auto de infração objeto do presente processo. É como voto. 4 Processo n" 36266 01 1027/200638 Acórdão n " 2803-00.068 S2-T E03 Fl 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA 05f, CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS Wh:, SEGUNDA SEÇÃO TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no parágrafo 3 0 do artigo 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial n" 256, de 22 de junho de 2009, intime-se o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, a tomar ciência do Acórdão n," 2803-00.068:. Brasília 17 de agosto de 2010 Patrícia de Almeida Proença e Silva Chefe da Secretaria da Terceira Câmara Ciente, com a observação abaixo: [ ] Sem Recurso [ ] Com Recurso Especial [ ] Com Embargos de Declaração Data da ciência: / / Procurador (a) da Fazenda Nacional 5
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Numero do processo: 10865.902702/2008-79
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 13 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Wed Aug 26 00:00:00 UTC 2020
Numero da decisão: 3001-000.394
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à Unidade de Origem, para que a autoridade competente proceda conforme disposto no voto do relator.
(documento assinado digitalmente)
Marcos Roberto da Silva Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marcos Roberto da Silva (Presidente), Luis Felipe de Barros Reche, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões e Rodolfo Tsuboi.
Nome do relator: MARCOS ROBERTO DA SILVA
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à Unidade de Origem, para que a autoridade competente proceda conforme disposto no voto do relator. (documento assinado digitalmente) Marcos Roberto da Silva – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marcos Roberto da Silva (Presidente), Luis Felipe de Barros Reche, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões e Rodolfo Tsuboi. Relatório Por economia processual e por bem relatar a realidade dos fatos reproduzo o relatório da decisão de piso: Trata-se de Manifestação de Inconformidade contra o Despacho Decisório da DRF/Limeira nº de rastreamento 825096647, que deferiu parcialmente o ressarcimento do crédito do Imposto sobre Produtos Industrializados no valor de R$218.366,48. O crédito a ressarcir demonstrado por meio do PER/DCOMP nº 08813.03037.260104.1.3.01-0500 totaliza o valor de R$260.652,52. Por conseguinte, homologou parcialmente as compensações declaradas na DCOMP nº 08813.03037.260104.1.3.01-0500 e não homologou as compensações da DCOMP nº 18223.51661.291204.1.3.01-2889, uma vez que ficou constatado que o saldo credor passível de ressarcimento era inferior ao valor pleiteado e tendo em vista que o saldo credor passível de ressarcimento foi utilizado integral ou parcialmente na escrita fiscal do saldo credor passível de reconhecimento em períodos subseqüentes ao trimestre de referência, até a data de apresentação do PER/DCOMP. RE SO LU Çà O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 65 .9 02 70 2/ 20 08 -7 9 Fl. 295DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 da Resolução n.º 3001-000.394 - 3ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10865.902702/2008-79 Assim, o valor de R$65.176,03, está sendo exigido com acréscimo de multa e juros de mora. A empresa foi cientificada do despacho decisório, fls. 180, 185, e apresentou sua Manifestação de Inconformidade de fls.182/183, alegando em síntese que: -se de crédito presumido de IPI decorrente das exportações efetuadas no período entre janeiro de 1998 até junho de 2003, que resultou no crédito de R$278.688,54, lançado no livro RAIPI, “no primeiro decêndio de 2003”, pelo total apurado, conforme demonstrativo; de R$ 24.124,80, mas este foi levantado igualmente aos demais trimestres conforme demonstrativos anexos; a nota fiscal, a fiscalização alegou serem as empresas optantes do Simples. Contudo, conforme pesquisa no site da Receita Federal no sítio do Simples Nacional, as empresas não constam como optante pelo Simples na época dos créditos; o provimento ao recurso. A DRJ em Salvador/BA julgou improcedente a manifestação de inconformidade, não reconhecendo o direito creditório conforme Acórdão n o 15-038.671 a seguir transcrito: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/10/2003 a 31/12/2003 RESSARCIMENTO. AQUISIÇÕES DE OPTANTES PELO SIMPLES. As aquisições de insumos junto a fornecedores optantes pelo Simples não ensejam aos adquirentes direito a escrituração ou a fruição de créditos do IPI. APROPRIAÇÃO A MAIOR DO CRÉDITO Constatado o aproveitamento a maior do crédito cabe a glosa do valor indevidamente utilizado. RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS DE IPI. SALDO CREDOR. O valor do saldo credor passível de ressarcimento em um dado trimestre deve refletir o saldo real apurado no trimestre, descontados os valores de pedidos de ressarcimento/compensação deferidos, relativo a trimestres anteriores, e limitado ao menor saldo credor apurado entre o encerramento do trimestre e a data de apresentação do pedido. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada com a decisão da DRJ, a Recorrente apresenta Recurso Voluntário contra a decisão de primeira instância que, em sede de preliminares, utiliza os argumentos de prescrição intercorrente alegando que todo requerimento ou recurso protocolado pelo contribuinte perante a Receita Federal deve ser respondido no prazo limite de 360 dias, nos termos do art. 24 da Lei n o 11.457/07. No mérito, afirma que foram indevidas e injustas as exclusões dos créditos provenientes das 7 empresas como sendo optantes do regime simplificado de tributação (SIMPLES), visto que nenhuma delas se encontrava sob o regime no período de Fl. 296DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 da Resolução n.º 3001-000.394 - 3ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10865.902702/2008-79 1998 a 2003. No que se refere aos cálculos do valor apurado pela Recorrente para ser usado na compensação, afirma que foram utilizados pelo aplicativo imposto pela própria Receita Federal nos termos do PER/DCOMP 1.2, não podendo a RFB mudar os critérios de cálculo do programa que ela mesma impôs. Dando-se prosseguimento ao feito o presente processo foi objeto de sorteio e distribuição à minha relatoria. É o relatório. Voto Conselheiro Marcos Roberto da Silva, Relator. Da competência para julgamento do feito O presente colegiado é competente para apreciar o presente feito, em conformidade com o prescrito no artigo 23B do Anexo II da Portaria MF nº 343, de 2015, que aprova o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF, com redação da Portaria MF nº 329, de 2017. Conhecimento O recurso voluntário atende aos requisitos de admissibilidade, portanto, dele tomo conhecimento. Preliminar A Recorrente alega em sede de preliminar argumentos de que o fisco não pode produzir decisões sem se subordinar a um limite de prazo. Afirma ter ocorrido a prescrição intercorrente tendo em vista que todo requerimento ou recurso protocolado pelo contribuinte perante a Receita Federal deve ser respondido no prazo limite de 360 dias, nos termos do art. 24 da Lei n o 11.457/07. Com isso, o desrespeito deste prazo pelo poder público acarreta a moralidade e a razoabilidade. Portanto, diante deste descumprimento de prazo, deve ser reconhecida a ”prescrição quanto ao direito de ultimar o procedimento que levaria ao lançamento tributário em virtude da inércia de fazer os recursos contra suas decisões serem julgadas”. Afirma por fim que os tribunais tem decidido pelo reconhecimento desta prescrição quando o fisco não cumpre o seu dever de julgar, aproveitando o ensejo para juntar o inteiro teor do RE n o 1.411.301-RJ. Destaque-se que este tema não foi suscitado em sede de Manifestação de Inconformidade e, por conseguinte, também não foi objeto de apreciação da primeira instância de julgamento. Com isso, com base nos arts. 16 e 17 do Decreto n o 70.235/72, bem como do Fl. 297DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 da Resolução n.º 3001-000.394 - 3ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10865.902702/2008-79 disposto nos arts. 141, 223, 329 e 492 do vigente Código de Processo Civil , não se pode conhecer, em sede recursal, de matéria até então estranha aos autos, por não ter sido suscitada no momento processual adequado, qual seja, na Manifestação de Inconformidade. Entretanto, é pacífico o entendimento deste Tribunal Administrativo de que é dever do colegiado apreciar de ofício as matérias de ordem pública, ainda que não tenham sido contestadas, bem como corrigir os erros materiais que, porventura, agravem incorretamente a exigência fiscal. Portanto, tendo em vista que prescrição é considerada matéria de ordem pública, passo a análise da questão suscitada no Recurso Voluntário. A recorrente fundamenta seu pleito nos princípios constitucionais da eficiência e da razoável duração do processo, bem como no artigo 24 da Lei nº 11.457/2007, verbis: Art. 24. É obrigatório que seja proferida decisão administrativa no prazo máximo de 360 (trezentos e sessenta) dias a contar do protocolo de petições, defesas ou recursos administrativos do contribuinte. O prazo previsto no art. 24 da Lei n° 11.457/2007 de fato é uma meta a ser alcançada pelo julgador levando-se em conta o principio constitucional da razoável duração do processo. Entretanto esta determinação legal não estabelece consequências do eventual não cumprimento da sua obrigação. Neste sentido, também não cabe ao intérprete da norma criar a sanção sem que lei a estabeleça, sob o risco de fulminar princípio constitucional da reserva legal nos termos do inciso XXXIX do art. 5º da Constituição: “não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal”. A respeito dos argumentos relacionados a prescrição intercorrente, também é pacífica a jurisprudência deste Tribunal quanto a inexistência desse instituto no âmbito do processo administrativo tributário. Neste sentido, foi editada a Súmula CARF nº 11 nos seguintes termos: “Não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo-fiscal”. Cabe destacar que a citada Súmula é de observância obrigatória pelos membros do CARF, nos termos do art. 72 do Anexo II do Regimento Interno do CARF (RICARF). Diante do exposto, voto por rejeitar a preliminar de prescrição intercorrente. Da proposta de conversão do julgamento em diligência A discussão objeto da presente demanda versa sobre a glosa de créditos derivados do pedido de ressarcimento de IPI nos quais a fiscalização e a decisão de piso conduziram no sentido de que houve a utilização integral ou parcial, na escrita fiscal, do saldo credor passível de ressarcimento em períodos subsequentes ao trimestre em referência bem como pelo fato de que houve glosas oriundas de aquisições de empresas optantes pelo SIMPLES, cujo aproveitamento destes créditos é vedado pela legislação. Estas informações foram originárias da PER/DCOMP nº 08813.03037.260104.1.3.01-0500. Fl. 298DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 da Resolução n.º 3001-000.394 - 3ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10865.902702/2008-79 A Recorrente afirma, conforme já descrito no relatório acima, que foram indevidas e injustas as exclusões dos créditos provenientes das 7 empresas como sendo optantes do regime simplificado de tributação (SIMPLES). Completa juntando aos autos certidões obtidas junto à própria Receita Federal provando que as mesmas não adotavam o regime de tributação simplificado, e que, na maior parte dessas empresas, esse regime jamais foi adotado. Requer a revisão destas exclusões e que, por fim, sejam acrescentadas à base de cálculo do crédito presumido. Vejamos, inicialmente, o que dispõe o §5º do art. 5º da Lei nº 9.317/1996, que instituiu o Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte – SIMPLES, in verbis: Art. 5º O valor devido mensalmente pela microempresa e empresa de pequeno porte, inscritas no SIMPLES, será determinado mediante a aplicação, sobre a receita bruta mensal auferida, dos seguintes percentuais: (...) § 5º - A inscrição no SIMPLES veda, para a microempresa ou empresa de pequeno porte, a utilização ou destinação de qualquer valor a título de incentivo fiscal, bem assim a apropriação ou a transferência de créditos ao IPI e ao ICMS. Destaque-se ainda que o RIPI/2002, por intermédio do seu art. 166, também estabeleceu a impossibilidade de aproveitamento de créditos quando da aquisição de insumos de estabelecimentos optantes pelo SIMPLES. DECRETO Nº 4.544, DE 26 DE DEZEMBRO DE 2002. Art. 166. As aquisições de produtos de estabelecimentos optantes pelo SIMPLES, de que trata o art. 117, não ensejarão aos adquirentes direito a fruição de crédito de MP, PI e ME (Lei nº 9.317, de 1996, art. 5º, § 5º). Portanto, diante do preconizado na legislação que rege o sistema de tributação simplificado (SIMPLES) e do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI), verifica-se a impossibilidade de aproveitamento de créditos de IPI derivados de notas fiscais de matéria-prima, produtos intermediários e material de embalagens emitidas por empresas optantes pelo SIMPLES, o que a Recorrente não nega. O que a mesma contesta é que de fato as notas fiscais foram emitidas por empresas não optantes pelo SIMPLES e que, por isso, devem ser consideradas na apuração do crédito presumido. Para isso, junta consultas ao sítio da Receita Federal onde constam que tais empresas não são optantes do SIMPLES conforme cópias dos documentos (e-fl 238 a 244). No presente caso, os documentos apresentados pela Recorrente mostram que as empresas não são optantes pelo SIMPLES NACIONAL. Nada mencionando sobre o SIMPLES FEDERAL. Percebe-se que as consultas foram realizadas em 30/05/2015, período bem posterior à data da emissão das notas fiscais que foi entre outubro e dezembro/2005, quando ainda se encontrava vigente o SIMPLES FEDERAL. Portanto, resta saber se de fato, à época dos fatos objeto da presente lide, as empresas eram ou não optantes pelo SIMPLES FEDERAL. Fl. 299DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 da Resolução n.º 3001-000.394 - 3ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10865.902702/2008-79 Os sistemas informatizados da Secretaria da Receita Federal apresentam um banco de dados onde consta todo o histórico cadastral de todas as empresas com CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica). Encontra-se, dentre outros, uma relação de todas as formas tributação escolhidas por cada contribuinte anualmente. A fiscalização lançou mão deste banco de dados e procedeu a análise e conclusão a que chegou sobre as empresas objeto da lide. Ou seja, nem a Recorrente nem a Fiscalização juntaram informações que as empresas efetivamente foram ou não optantes pelo SIMPLES FEDERAL. Portanto, com vistas a respeitar o Princípio da Verdade Material, entendo ser necessário constar dos autos a informação precisa da forma de tributação adotada pelas empresas Geraldo Rosada & Cia Ltda (CNPJ 49.399.603/0001-05), Império das Correias Eireli (CNPJ 64.984.800/0001-77), Gomes Produtos Elétricos Ltda (CNPJ 73.176.323/0001-04), José Mário Bozza Gazzetta & Cia Ltda (CNPJ 04.106.206/0001-51), Multicorte Ferramentas Ltda (CNPJ 54.874.938/0001-60), Molina Parafusos Ltda - EPP (CNPJ 51.410.405/0001-39) e Gibertoni Cabos e Elétricas Ltda (CNPJ 04.230.415/0001-02). Cabe ainda destacar que não foram juntadas aos autos (nem pela Recorrente nem pela Fiscalização) cópias das notas fiscais objeto da lide, cujo conteúdo poderão contribuir para uma conclusão sobre o direito ou não ao crédito de IPI constantes destas notas. Diante do exposto, voto por baixar o processo em diligência para que se proceda o seguinte: 1) Juntada de informações (telas dos sistemas informatizados da RFB ou folha de rosto das declarações com identificação da forma de apuração de tributos federais) de que as empresas foram ou não optantes pelo SIMPLES, visto que não constam no sítio da RFB possibilidade de consultas relacionadas a este período; 2) Juntada das cópias das notas fiscais emitidas pelas 7 empresas listadas; 3) Dê-se ciência dos documentos juntados ao processo à recorrente concedendo-lhe prazo de 30 dias para, querendo, manifestar-se. 4) Elaborar relatório conclusivo e circunstanciado sobre os procedimentos adotados. 5) Dar ciência do relatório à recorrente concedendo-lhe prazo de 30 dias para, querendo, manifestar-se. Após a realização dos procedimentos acima, retorne-se os autos ao CARF para prosseguimento do julgamento. Para tanto, devem os presentes autos retornar para a DRF de Limeira/SP, para atendimento da diligência. É como voto. (assinado digitalmente) Marcos Roberto da Silva Fl. 300DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 7 da Resolução n.º 3001-000.394 - 3ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10865.902702/2008-79 Fl. 301DF CARF MF Documento nato-digital
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