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ACORDÃO N° .C.SRF/01-01 .087 Recurso n° RP/105-0.167 Recorrente FAZENDA NACIONAL Recorrido QUINTA CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: MOINHO DE TRIGO SANTO ANDRÉ S/A IRPJ —NEGÓCIOS DE MÚTUO - ART . 21 DO DE CRETO-LEI N9 2 .065/83 . A demora na cobrança de créditos decor,',.; rentes de vendas a interligada de maté- rias primas não configura negócio de tuo acoplado às compras-e-vendas, razão pela qual não incide nem é aplicável o art. 21 do Decreto-lei n9 2.065/83. . Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL. ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fis - cais, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos ter mos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Sala das Sessõe. (DF), em 27 de novembro de 1990. URGÁ:0 E • EI •4 LOPrS - PRESIDENTE E RELATOR J-0 94- e CÉSAR GO À ES CORREA - PROCURADOR DA FAZEN- NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei- ros: JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN, JOÃO BATISTA. GRUGINSKI, WALDE- VAN ALVES DE OLIVEIRA, MÁRCIO MACHADO CALDEIRA, BENEDICTO ONOFRE E- VANGELISTA, AQUILES RODRIGUES DE OLIVEIRA; LOURIERDES FIUZA DOS SAN TOS, CARLOS WALBERTO CHAVES ROSAS, MARIAM SEIFe,SEBASTIÃO RODRIGUE -É- CABRAL. Ausente justificadamente o Cons. LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA. ' tr . .A . .: ~ SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSON9 10805/000.783/88-34 RECURSO N9: RP/105-0.167 ACÓRDÃO N9: CSRF/01-01.087 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIDA: QUINTA CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: MOINHO DE TRIGO SANTO ANDRÉ S/A RELATÓRIO A Fazenda Nacional, por seu Procurador junto à 5Q. Câmara, recorre para a Câmara Superior de Recursos Fiscais, pleite_ ando a reforma do Acórdão n9 105-4.039, de 09.01.90, urolatado no julgamento do recurso voluntário n9 95.261, interposto pelo MOINHO DE TRIGO SANTO ANDRÉ S.A. • 2. A fiscalização apurou que a contribuinte efetuava vendas ã interligada PÃO AMERICANO INDOSTRIA E COMÉRCIO S.A. e man- tinha, habitualmente, em conta de "Duplicatas a Receber", créditos vencidos por duplicatas não pagas equivalentes a períodos superio- res a um ano de fornecimentos, "dissimulando autênticas operações de mútuo, empréstimos em contas correntes ã empresa .. intérligada (...), a título gracioso, alcançadas pelo'art. 21 do.Decreto-1ein9 2.065/83". • Em consequericia, lavrou o Auto de Infração de fls. 43, em 29,03,88, tributando a importância de Cr$ 3.097403,15 no exercício de 1986. //-7k DRAF DF/19 C-C - Secgraf - 1600/75 _ - , SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10805/000.783/88-34 2. Acórdão n9-CSRF/01-01.087 3. O Acórdão questionado tem a ementa seguinte: COMPRA-E-VENDA PARA PAGAMENTO A PRAZO - OBRIGA AO REPRESENTADA POR TÍTULO DE CRÉDITO - Se o negocio juridico da compra-e-venda foi realizado pa- ra pagamento do preço (integral ou parcialmente) a prazo, o comprador assumiu uma divida que, mesmo ten do o seu prazo de vencimento prorrogado, n.ão setran-s-_ forma em negócio jurídico de mútuo. Recurso conheèido e provido. t' 4. No seu recurso a douta Procuradoria destaca que nou- tro processo, em que a mesma contribuinte foi autuada pelos mes- mos fundamentos, comrelação a períodos antecedentes, obteve deci_ são ãesfavorevel através do Acórdão unânime n9 105-2.452, de 17.11.87. Invoca o voto vencedor naquele Acórdão, transcrevendo a passagem que passo a ler. (Le-se). 5. Dentro do prazo a contribuinte ofereceu as contra-ra zOes de fls. 173/191. Questiona, em preliminar, a admissibilidade do recur_ so especial, por não demonstrar os seus fundamentos legais e, tala_ bem, porque o Acórdão foi proferido em 09.01.90 e o recurso só foi protocolizado em 28.03.90. No mais, requer a manutenção do Acórdão recorrido. É o relatório. 2 ‘0) i , i SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10805/000,783/88-34 3. , Acórdão n9-CSRF/01-01.087 VOTO Conselheiro URGEL PEREIRA LOPES, relator. O recurso preenche os requisitos de admissibilidade, merecendo ser conhecido. Sobre os "negócios de mútuo" a que alude o art. 21 do Decreto-lei n9 2.065/83, e as consequências de ordem fiscal daí decorrentes, escrevi no voto do Acórdão unânime número 101-77.901, de 15.08.88, de que fui Relator: "Dispõe o art. 21, "caput", do Decreto-lei n9 2.065/83: "Art. 21 - Nos negócios de mútuo contratados en tre pessoas jurídicas coligadas, interligadas, controladoras e controladas, a mutante deverá reconhecer, para efeito de determinar o lucro real, pelo menos o valor correspondente à cor- reção monetária calculada segundo a variação do valor da ORTN". Procurando delimitar o alcance do texto legal a Administração Tributária baixou o Parecer Normati vo CST n9 23, de 22 de novembro de 1983, onde se lê: "2.1. - Não tem relevância - a forma pela qual o empréstimo se exteriorize; contrato escrito ou verbal, adiantamento de numerário ou simp les lan çamento em conta corrente, qualquer feitio que- configurar capital financeiro posto à disposi- ção de outra sociedade sem remuneração, ou com compensação financeira inferior àquela esti pu- lada na lei, constitui fundamento para aplica_ ção da norma legal." Cumpre examinar se o PN-CST n9 23/83, na passa gem transcrita, explicitou a matéria dentro dos li,--- mites em que estava autorizado a fazê-lo face à com- preensão de "negócios de mútuo", úniCa a que se re- fere o igualmente transcrito art. 21 do Decreto-lei n9 2.065/83, c cli17 s N ‘ SERVIÇOPÚBLICORDERAL PROCESSO N9 10805/0.00783/88-34 4. Acórdão-n9-CSRF/0.1-01.087 Temos no art. 247 do Cõdigo Comercial Brasilei- ro: "Art.. 247. O mútuo é emPréstimo mercantil, quan do a :coisa emprestada pode ser considerada gên-e- ro comercial, ou destinada a uso comercial, e:o-e lo menos o mutuário é Comerciante." Por sua vez o art. 1.256 do Código Civil Brasi leio estabeleceu: "Art. 1.256 - O mútuo é o empréstimo de coisas fungíveis. O mutuãrio é obrigado a restituir ao montante o que dele recebeu em coisas do mesmo gênero, qualidade e quantidade." É o mútuo espécie do gênero empréstimo, reserva do às coisas fungíveis, sendo o comodato a outra es- pécie, restrito às coisas não fungíveis. Em se tratando de empréstimo de dinheiro, coi- sa fungível por excelência, a hipótese somente pode ser de mútuo. CARVALHO DE MENDONÇA (Tratado, vol. VI, 2 par- te, n9 729) ensinou que por , empréstimo compreende-se o contrato segundo o qual "uma das partes entrega cer ta coisa a outra parte, com o obrigação desta resti- tui-la na sua integridade ou em coisa equivalente." WALDEMAR FERREIRA (Instituições, vol. 3, t. I, n9 850, pág. 307) esclareceu que ó empréstimo é o "contrato por via do qual se confia alguma coisa a alguém a fim de usar dela temporariamente, com aobri gação de restitui-la, ou outra equivalente, confor- me Seja a coisa fungível ou infungível." CAIO MÁRIO DA SILVA PEREIRA Instituições, vol. III, págs. 297 e segs.), depois.de referir que "sob a denominação genérica de empréstimo, reúnem-se as duas figuras contratuais do comodato e do mútuo, que exprimem ambas a mesma Idéia de utilização de coisa alheia acompanhada do dever de restituição", define o mútuo como "o contrato pelo qual uma dás partes transfere uma coisa fungível a outra, obrigando-se-es ta a restituir-lhe coisa do mesmo gênero, da mesma qualidade e da mesma quantidade." - Por via do contrato de mútuo transfere-se a pro_ priedade da coisa mutuada ao mutuário. _ Conforme PONTES DE MIRANDA (Tratado, Tomo XLII, § 4.588) . : "Em seu ' sentido econômico e em seu fim rídico, o mútuo;opera a transférência da prooriedade do bem fungível, quer tenha o mutuante, ou não direi to a juros /17 ° CIO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10805/000.783/88-34 5. Acórdão n9-CSRF/01-01.087 Porém, segundo o mesmo autor, o contrato de mú tuo não tem por fito a transferência do direito d -e- propriedade: só se tranfere a propriedade porque dis so se preciàa para se poder 0.ar ao mutuário o gozo do bem mutuado. Hã diminuição do património do mutuante no que diz respeito à coisa emprestada, mas seu lugar é preenchido pelo crédito correspondente contra o mu- tuário. Assim, não se dirá que o mútuo implica alie nação, porque há o dever do mutuário de restituir. - Consoante o art. 1.257 do Cód. Civil: "Art. 1.257. Este empréstimo transfere o domi- nio da coisa emprestada ao mutuário, por cuja conta correm todos os riscos dela desde a tra- dição." No sentido da transferência da propriedade da coisa mutuada, além da lei, toda a boa doutrina. No próprio Projeto de Código de Obrigações, de 1965, lê-se em seu art. 551: "Pelo mútuo, uma das partes obriga-se a trans- ferir "à outra a propriedade de coisa fungível, restituindo o mutuário o que houver recebido, em coisa do mesmo gênero, qualidade e quantida de." Aliás, observa-se que esse Projeto conceitua o mútuo como contrato consensual. Todavia, o Projeto de Código Civil de 1975, ao tratar do mútuo (arts. 595 a 601) considera-o um contrato real e unilate- ral, do mesmo modo que o Código Civil vigente, nos arts. 1.256 e 1.257. De fato, CAIO MÁRIO DA SILVA PEREIRA (op. eloc. cit.), esclarece: "Dentro da nossa sistemática, en- tretanto, a entrega efetiva da coisa é requisito de constituição da relação contratual. Sem a traditio hâ apenas promessa de mutuar (ractum de mutuo dando, contrato preliminar), que se nao confunde com o prõ prio mútuo." Na mesma linha FRAN MARTINS (Contratos e Obri- gações Mercantis, 6a. ed., pág. 375): "Assim, para que o contrato de mútuo mercantil possa aperfeicoar -se, necessário é que seja entregue ao mutuário coisa emprestada, que passará à sua propriedade." SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10-805/0.00,783/88-34 6. Acórdão:n9-CSRFn1-01.13-87 PONTES DE MIRANDA (op . cit., §§ 4.5854.590).: "No direito brasileiro, o mútuo é de reqra,con trato real: exige, para ser, o elemento entre- ga da coisa". A entrega da coisa, aí, não elemento necessário ã validade do contrato,nem ã sua eficácia; . é elemento necessário ã sua existência." O mesmo festejado Autor analisou, na op. cit., as divergências entre o contrato de mútuo e os con tratos de - "mandato de renda", de "depósito irregu- lar", de "desconto", de "abertura de crédito", de "adiantamento bancário", "estimatório", "fiduciá- rio", "negócios jurídicos-a prestações com ou sem interesse", de " promessa de mútuo", de "conta-cor- rente" etc. Nessas condições, está certo o PN-CST n9 23/ /83,no.seu subitein 2.1., quando esclarece que não tem relevância a forma pela qual o em préstimo saex terioriza (enquanto mútuo). Entretanto, o que mai -ã- contém no citado subitem deve ser visto com prudén cia, sob pena de se ver "negócio de mútuo" naqui= lo que nada tem a ver com mutuo." Entendo que são atuais e inteiramente a plicáveis a hipótese destes autos as considerações acima transcritas. Já se decidiu no 19 Conselho, por mais de uma vez, no sentido de que a demora no exercício do direito de crédito, para cobrar o que é devido em função de contratos de compra-e- -venda, não constitui contrato de mútuo em cima do contrato de compra-evenda. O próprio Relator do voto vencedor, no Acórdão recorrido, citou, com propriedade, decisão esposando essa linha de pensamento. Despiandási as preliminares suscitadas em contra - -razes. Voto pelo improvimento do recurso- , / URel L P R I • LOrES RELATOR Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1
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Recurso n° - RP/303-0.823 Recorrente - FAZENDA NACIONAL Recorrido - TERCEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO - OCEPAR - ORGANIZAÇÃO DAS COOPERATIVAS DO ESTADO DO PARANÁ. TAXA DE MELHORAMENTO DOS PORTOS - ISEN ÇÃO: mercadorias importadas em decor- rência de Acordos Internacionais firma dos pelo Brasil (arts. 29, inciso II,e. 39 do Decreto-lei n9 1.016/69, com a redação dada pela Lei n9 6.418/77). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL. ACORDAM os Membros da Cãmara Superior de Recursos Fis- cais, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos t r-- mos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. »Sala das Se-se-1 (DF), em 03 de agosto de 1984. // ,/V 4 ,, '-'4417AMADOR OU O FP'NÃNDEZ - PRESIDENTE/ k. , o}I)J ALDO REI D" - RELATOR / ar LUIZ FERNAN/ tVEI., DE MORAES- PROCURADOR DA FA ZENDA NACIONAL. - Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros - HINDEMBURGO DOBAL TEIXEIRA, HAMILTON DE SÃ DANTAS, JOSÉ FAÇANHA MAME— DE, SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL, PAULO SÉRGIO VIEIRA LIMA (Suplente Con vocado) e PAULO CÉSAR DE ÃVILA E SILVA (Suplente Convocado). _ SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0168/007.616/83-63 RECURSOW - RP/303-0.823 ACÓRDÃO N9: - CSRF/303-01.226 RECORRENTEW FAZENDA NACIONAL SUJEITO PASSIVO - OCEPAR - ORGANIZAÇÃO DAS COOPERATIVAS DO ESTADO DO PARANÃ. RELATÓRIO Por seu Procurador junto ã 3 Câmara do Egrégio Tercei ro Conselho de Contribuintes, recorre a Fazenda Nacional, com guar da de prazo (art. 39, inc. I do Decreto n9 83.304/79), da decisão consubstanciada no Acórdão n9 303-23.385/83 (f is. 73/80), daquela Câmara, que,apreciando caso de isenção da Taxa de Melhoramento dos Portos, deu provimento, por maioria de votos, ao apelo voluntário da importadora e interessada (Ocepar - Organização das Cooperati- vas do Estado do Paraná). Os fundamentos da r. decisão recorrida vêm assim resu- midos na respectiva ementa, verbis: "Taxa de Melhoramento dos Portos. Isenção pre vista em acordo internacional. Recurso provido." No recurso especial (fls. 81/82), manifesta a Fazenda sua inconformidade com a decisão colegiada "a quo", pedindo sua re forma e con eqüente restabelecimento do débito tributário, argumen tando:90( DMF - DF/19 C-C - Secgraf - 1600/75 3. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0168/007.616/83-63 Acórdão n9 CSRF/03-01.226 "Como se vê pelo Acordo Básico para Coopera- ção Técnica, firmado entre o Brasil e a Alemanha,a dita isenção depende de acordo complementar,e mais ainda, de indicacão expressa do governo brasileiro. Como a autuada não trouxe, ao processo, qual quer prova da existência de acordo ou da indicação.; simplesmente presumidos pelo ilustre Relator, em seu voto, a autuação foi correta e deve ser manti- da." Admitido o recurso pelo Presidente da Câmara recor rida, e cientificado o sujeito passivo, deixou este, todavia, de o ferecer contra-razões. É o relatório VOTO_ Conselheiro EDWALDO REIS DA SILVA, Relator: Gira a controvérsia em torno do reconhecimento de isenção da Taxa de Melhoramento dos Portos (TMP), incidente sobre duas microcolheitadeiras completas e peças de reposição, doadas pe la Sociedade Alemã de Cooperação Técnica Ltda., (conforme certifi- cado de fls. 11), e importadas ao amparo do Acordo Básico de Coope ração Técnica celebrado entre os Governos do Brasil e da República Federal da Alemanha, em 30 de novembro de 1963 (v. cópia às folhas 12/18). Estabelece o Decreto-lei n9 1.016/69 (art. 29),que regula a matéria, na redação dada pela Lei n9 6.418/77 aos seus ar tigos 29 e 39: "Art. 19 - Os serviços industriais ou comer-- ciais solicitados por entidades privadas ou da ad- ministração pública a qualquer dos órgãos subordi- nados ou Vinculados ao Ministeri dos Transportes, só serão atendidos mediante:5/ 4. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0168/007.616/83-63 Acórdão 119 CSRF/ 03-01.226 I - pagamento imediato em dinheiro; II - requisição apresentada pelo órgão interes sado e a ser-lhe cobrada de acordo com as normasfe gais Vigentes, quando se tratar de órgão da admi- nistração pública, direta ou indireta; III - modalidade de pagamento previamente con- tratada, Art. 29 - Ficam desobrigados do pagamento a que se refere o artigo anterior: I - . . . (omissis) . . . II - os serviços prestados em decorrência de a tos internacionais firmados pelo Brasil, sendo,nes se caso, o pedido de dispensa encaminhado ao Minis tério dos Transportes, através do Ministério da-ã" Relações Exteriores; III - . . . (omissis) . . . IV - . . . (omissis) . . . Art. 39 - As isenções previstas no artigo an- terior abrangem a Taxa de Melhoramento dos Portos e o Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante - AFRMM (Decreto-lei n9 1.142, de 30 de dezembro de 1970)." Como se vê, a isenção do referido tributo, no caso de serviços prestados em decorrência de atos internacionais firma- dos pelo Brasil, é de caráter geral, abrangendo, pois, a hipótese dos autos. Nesse sentido, aliás, já se manifestou a Secreta-- ria da Receita Federal, órgão atualmente incumbido da administração daquela taxa. Assim é que, pelo Parecer CST n9 763, de 10.04.84 , foi aprovado, para efeito de adoção, como norma, pela administra- ção Tributária, o seguinte entendimento: "I - As mercadorias importadas em decorrên- ciade atos internacionais firmados pelo Brasil fi cam isentas, -- por força do art. 29, inc. II, com binado com o art. 39 do Decreto-lei n91.016, de" 21.10.69, com a redação dada pela Lei n9 6.418, de • 5. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0168/007.616/83-63 Acórdão n9 CSRF/ 03=01.226 30.05.77, -- da Taxa de Melhoramento dos Portos (TMP), salvo se o ato internacional expressamente determinar sua cobrança. II - Entendem-se como mercadorias importa-- das em decorrência de atos internacionais firma dos pelo Brasil aquelas cuja importação ou sej-a- objeto específico do Acordo ou esteja vinculada à execução do Acordo. III - £ incabível o pronunciamento da Porto- brás para aplicação do art. 39 do aludido Decreto -lei n9 1.016/69, declarando que a importação se enquadra no art. 29, inciso II, do mesmo diploma legal, visto que foi atribuída ã Secretaria da Re ceita Federal, "ex-vi" da Portaria Interministel rial n9 126, de 31.05.83, a administração da Taxa de Melhoramento dos Portos." Isto posto, e considerando que, no caso em exame, não se põe em dúvida o vínculo da importação em causa à execução do Acordo Básico de Cooperação Técnica firmado em 30.11.63 entre o Brasil e a Alemanha, o qual, outrossim, como norma hierarquica- mente superior à legislação tributária interna (art. 98 do CTN) , não prevê a incid -ncia do tributo em questão, nego provimento ao_ _ recurso especial 3 , i 7.„,------------ 4/>géWALDO REIS DA S‘ VA - RELATOR. - Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
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Sujeito Passivo: COMERCIAL BORBOREMA DE ESTIVAS LTDA. IRF - LUCROS DISTRIBUíDOS - DECORRÊNCIA A decisão prolatada no procedimento ins taurado contra a pessoa jurídica, que --je nha a declarar materializado ou insubsis tente o suporte fatico que também alicer ça a relação jurídica referente a exigesFI cia formalizada contra a fonte, nos ter- mos intitulados procedimentos decorren- tes ou reflexos, faz coisa julgada no mesmo grau de jurisdição administrativa e nos demais, se a decisão for irrecor- rlvel ou, sendo recorrível, não houver sido apresentado o apelo no prazo legal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: 1 ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fís cais, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar arguida e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o . pr'esente julgado. 71 ! Sala das Sessaes(DF1, em 28 de junho de 1989._- URÇEL PE' !' à LO P ES - PRESIDENTE np4 _A I v.v MARIld RELATORA 4Arr , URIGRIMBERG - PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei ros: JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN, JACINTO DE MEDEIROS CALMON7 WALDEVAN ALVES DE OLIVEIRA, ANTONIO DA SILVA CABRAL, LOURIERDESFIU ZA DOS SANTOS, CARLOS WALBERTO CHAVES ROSAS, LUIZ ALBERTO CAVA MAL--- CEIRA, BENEDICTO ONOFRE EVANGELISTA, GERALDO VIEIRA e SEBASTIÃO RO DRIGUES CABRAL. Ay4 ' SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSON9 10.425/000.179/87-47 RECURSON9: Rp/N2 101-0.083 ACORDÃON9: CSRF/01-0.898 RECORRENTE FAZENDA NACIONAL Sujeito Passivo: COMERCIAL BORBOREMA DE ESTIVAS LTDA. • RELATÓRIO O Dr. procurador da Fazenda Nacional junto à E. Primei- ra Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes recorre para esta Câmara Superior de Recursos Fiscais, com fundamento no artigo 32, inciso I, do Decreto n 2 83.304/79, com o objetivo de ver reforma- , do o Acordao n 2 101-77.634, de 17.03.88, atraves do qual, por mal oria de votos, foi dado provimento parcial ao Recurso n 2 49.588 interposto pela COMERCIAL BORBOREMA DE ESTIVAS LTDA. contra a de- cisão do Sr. Delegado da Receita Federal em João Pessoa-PB. Trata-se de tributação reflexa de outro processo instau rado contra a mesma contribuinte, na área do imposto de renda-pes soa jurídica, onde se discutiu omissão de receitas, caracterizada por passivo fictício, cujo recurso tambem julgado na C. Pri - meira Câmara, em Sessão realizada em 17.03.88, através do AcOrdão n 2 101-77.631, obteve exito parcial, sendo, de igual forma, obje- to de recurso para esta Câmara Superior. Neste autos cogita-se da tributação exclusiva na fonte t- (IS DMF - DF/19 Secgraf - 1600/75 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N 2 10.425/000.179/87-47 3. Acórdão n2-CSRF/01-(1.898 com base no artigo 8 2 do Decreto-lei n 2 2.065/83, do valor cor- respondente às receitas omitidas nos exercícios objeto da autua ção, quais sejam, 1985 e 1986. Mantida a tributação no processo matriz em primeira ins tancia, igual sorte coube a este litígio naquele grau de jurisdi- ção. O Acórdão recorrido tem a seguinte ementa: "TRIBUTAÇÃO REFLEXA - É devido o imposto de renda na fonte exigido por tributação reflexa, com fundamento no art. 8 2 do D.L. 2065/83, na proporção da exigência man- tida no processo principal, por uma questão de causa e efeito." Como razOes do recurso, o Representante da Fazenda Na- cional se reporta aos fundamentos apresentados no processo prin- cipal, anexos aos autos as fls. 51/54. O recurso foi admitido pelo ilustre Presidente da E. Câmara recorrida, tendo em vista a tempestividade de sua apresen tação, nos termos do despacho de fls. 54. Aberto o prazo para oferta das contra-razões, a contri buinte, em tempo hábil, trouxe os argumentos de fls. 57/58, pos- tulando pela improcedencia do Recurso Especial e, tambem, pela reforma da decisão recorrida para que se julgue totalmente impro cedente a autuação levada a efeito. É o relatório.. íi^) SERVIÇO POBLICO FEDERAL PROCESSO N 2 10.425/000.179/87-47 4. AcOraão n2-CSRF/0.1-0.88 VOTO Coselheira MARIAM SEIF, relatora Conforme evidenciado no relatOrio, está em causa a exi gencia do imposto de renda devido na fonte, em decorr'encia de o- missão de receitas apurada em procedimento fiscal instaurado con tra a pessoa jurídica, a qual, por força do artigo 8 2 do Decreto -lei n 2 2.065/83, e considerada como lucro automaticamente dis - tribuído aos sOcios, e como tal sujeita ã. tributação exclusiva na fonte, à alíquota de 25%. Tratando-se de tributação reflexa, o seu suporte fáti- co e o mesmo que embasou a cobrança procedida contra a pessoa ju rídica, não comportando, por isso mesmo, uma apreciação desvincu lada da levada a efeito no processo matriz. Tal fato justifica - se pelos fundamentos explicitados em diversos votos proferidos nesta instancia, dentre os quais podemos citar o consubstanciado no AcOrdão CSRF/01-0.304, de 07.03.83, no sentido de que: "Em todos os caso de omissão de receitas "praticados pe la pessoa jurídica" e detectados pela Fiscalização, sob as mais variadas formas: "notas calçadas", "escrita pa- ralela", "saldo credor de caixa", "passivo fictício" "credito a sOcios, em conta corrente, conta de capital ou conta bancária, sem prova da origem dos recursos cre ditados", etc., o fato gerador e a obtenção de uma re- ceita pela pessoa jurídica, a qual foi sonegada, isto e, deixou de ser regularmente contabilizada e, portan- to, foi subtraída da pessoa jurídica, gerando, ipso facto, uma disponibilidade jurídica e/ou econOmica dos seus sOcios ou titulares, embora nem sempre determiná- vel o momento anterior em que teve lugar. Portanto, no caso de omissão de receita, temos um fa- to economico (receita apurada e não contabilizada) que constitui o suporte fatico de duas regras juridica e que tambem da causa a duas relaçoes juridicas. Esse f1 f ) SERVIÇO PÚBLICO FEDERAI_ PROCESSO N 2 10.425/000.179/87-47 5. Acórdão n2-CSRFJ01-G.89.8 to economico e a percepção e ocultação de receitas sub traídas aos resultados da pessoa jurídica. Se essas receitas não foram regularmente contabiliza- das, também não se incorporaram juridicamente à empre- sa; logo, passaram à disponibilidade dos sócios ou ti- tulares. Consequentemente, temos aí dois fatos jurídi- cos; (a) a realização de lucros (tributáveis nas pes - soas jurídicas); (b) sua distribuição ou percepção pe- los sócios (tributáveis nas pessoas físicas ou na fon- te)." (grifos do original) Aludido Acórdão enfatiza, ainda que esse entendimento e consagrado pela jurisprudencia dominante não s6 na esfera admi nistrativa como no âmbito judiciário e, tem seu lastro nas ra - - zoes sintetizadas na ementa a seguir transcrita, consubstanciada no Acórdão n 2 101-72.041/81, prolatado pela Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes: "O decidido no processo da pessoa jurídica, quanto à matéria que, por sua natureza dou decorrencia da lei acarrete reflexo na tributação das pessoas físicas ou na fonte, faz coisa julgada nos processos decorrentes, eis que se houvesse possibilidade de novo pronuncia- mento sobre os mesmos fatos poder-se-iam estabelecer eventuais contraditórios, desaconselháveis sob o pon- to de vista social e legal." Como o processo principal foi objeto de deliberação deste Colegiado, em Sessão realizada em 28/06/89, não cabe nes tes autos retomar o exame quanto a existência ou insubsistencia do suporte fático da presente exiggncia fiscal, uma vez que a a materia já foi examinada na mencionada ocasião. Assim, considerando-se a decisão prolatada no proces- so principal, formalizada no Acórdão CSRF/01-0.89.0 , de28/06/89, em que a Câmara não acolheu o pedido de diligencia arguido na - "71 44 (1) SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N 2 10.425/000.179/87-47 6. AcOrdão n2-CSRFj01-0-898 preliminar e, no mérito, negou provimento ao Recurso Especial n2 RP/101-0.082, apresentado pela Fazenda Nacional, ao decidir pela procedência parcial da exigência fiscal, igual decisão se impSe nesta oportunidade, razão porque voto por negar provimento ao re curso sob exame. Brasília (DF, em 28 de junho de 1989 MAR pl j - RELATORA // Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1
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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fis cais, por maioria de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado, venci- do a Cons. Mariam Seif. Sala das Sessões (DF), em 15 de setembro de 1989.Ar jme .'1 - .1 4/111b.~wiw...2- 01 UTI1 LUIZ , J:ERTO CAVA' iCEIRA - RELATORIn 4 ff ' 0 LLActie__ W _ C-Wuut a Jadirkt CÉSAR GONVIES CORREA - PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL v.v. (- Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei ros: JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMINACINTO DE MEDEIROS CALMONI,WA-1: DEVAN ALVES DE OLIVEIRA, ANTONIO DA. SILVA CABRAL, LOURIERDES FIUZK DOS SANTOS, CARLOS WALBERTO CHAVES ROSAS, BENEDICTO ONOFRE EVANGE- LISTA e SEBASTIA0 RODRIGUES CABRAL. , i h, q! A ,, , ,,, SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10630/000.720/87-18 1 RECURSON9: RP/106-0.061 1 AWRDA01\19: CSRF/01-0.945 , RECORRENTE FAZENDA NACIONAL RECORRIDA: SEXTA CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: JOSÉ CERQUEIRA RODRIGUES RELATÓRIO i Recorre a Fazenda Nacional, nos autos do processo ad 1 ministrativo fiscal n9 10630/000.720/87-18, contra JOSÉ CERQUEIRA RODRIGUES, com fundamento no item I, do artigo 39 do Decreto núme- I, ro 83.304, de 28/03/79, do Acórdão n9 106-1.691, de 21.09.88, que, I, t,por maioria de votos, deu provimento ao recurso do contribuinte. A exigésncia em tela corresponde a lucro imobiliãrio omitido, no valor de Cz$ 19.400,00, do exercício de 1984, tributa- do na cédula "H", com base nos arts. 41; 623, § 59, 676, II; 728, § 19; 727, I, do RIR/80. Em suas razões o contribuinte alega que o M.M. juiz ,. de Direito da Co-. . G- --=. - ., "-, -, e .-e. cial, cancelou a operação anulando a escritura, por considerar ir- regular a alienação feita a comprador estrangeiro não naturalizado, esclarecendo que houve erro de parte do Cartório do 29 Ofício da- quela Comarca, ao omitir comunicação desse fato, para que se fizes _ se cancelamento do que fora anteriormente informado na DOI - Decla ração Sobre Operação Imobiliária. fr‘) Ml. , t _ _ _ sumo PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10630/000.720/87-18 2. Acórdão n9-CSRF/01-0.945 A decisão singular que julgou a ação fiscal proceden te está assim ementada: "LUCRO NA ALIENAÇÃO DE IMÓVEIS. A anulação da escritura de compra e venda, por si só, não prova que o negócio foi desfeito. É necessário ficar provado nos autos que o adquirente foi ressar- cido da importância paga e que o imóvel retornou pa- ra a posse do seu antigo dono." Em 21/09/88, a Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, através do Acórdão n9 106-1.691 por maioria de votos, vencido o Conselheiro Osiris de Azevedo Lopes Filho, deu provimento ao recurso em decisão assim ementada: "IRPF - Cédula "H" - LUCRO IMOBILIÁRIO OMITIDO - Es- critura de Compra e Venda anulada por determinação lu dicial, no ano-base da operação, em virtude do_adqui rente estrangeiro estar legalmente impedido de reali zá-la. Considera-se inexistente o fato gerador do posto lançado." Ao apelar o Representante da Fazenda Nacional invoca que a "definição legal do fato gerador é interpretado abstraindo-se da validade jurídica dos atos efetivamente praticados pelos contri- buintes, responsáveis, ou terceiros, bem como da natureza do seu ob- jeto ou dos seus efeitos" (art. 118, I, do CTN), ou dos "efeitos dos fatos efetivamente recorridos" (art. 118, II, CTN) e, dos autos, con clui-se que os atos indicativos da disponibilidade econômica foram efetivamente praticados no exercício de 1984 (operação de compra e venda realizada em 25/03/83), e não no exercício de 1986 (re-ratifi- cação de 11/06/85) como quer a decisão recorrida. Nas contra-razões o contribuinte reitera razões ar- güidas em manifestações anteriores no processo. É o relatório. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10630/000.720/97-18 3. (- Acórdão n9-CSRF/01-0.945 VOTO Conselheiro LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA, relator. A semelhança do entendimento exarado pela douta maio ria da Egrégia Sexta Câmara, não vejo como possa pretender o Fisco imputar exigência sobre operação realizada no ano de 1983, conforme Escritura de fls. 16/17, tornada sem efeito em 29/12/83, pelo M.M. juiz Corregedor (f is. 25 e 25 v.), o que torna inexistente o fato ge rador do imposto face "à decisão judicial, resultando ilegítimo o lan çamento procedido. Ademais é de ressaltar-se que pelas declarações de rendimentos juntados ao processo do comprador e do vendedor, somente constata-se o registro no ano-base de 1985, exercício de 1986, quan- do efetivamente houve o reconhecimento da transação pelas partes en- volvidas. Outrossim, a argumentação da autoridade de primeiro grau que não se verificou a restituição do valor correspondente ãoioe ração cancelada, como a do Representante da Fazenda sobre a efetiva pré.tica dos atos indicativos da disponibilidade_ econômica,- esvai=se por não estar suportada por nenhuma comprovação do real trânsito de valores entre as partes no ano de 1983, da pretendida imposição, re- vestindo mero apego a um raciocínio presuntivo desprovido da necessá ria certeza ã constituição do crédito tributário. Diante do exposto, voto por negar provimento ao re- curso. A") D.F , 15 de setembro de 1989. / LUIZ ALBER , b CAVA MACE 'A RELATOR. Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
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Numero do processo: 14751.000019/2008-33
Data da sessão: Thu May 16 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Jul 11 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/01/2005 a 30/11/2006
EMPRESA EXCLUÍDA DO SIMPLES COM DECISÃO TRANSITADA EM JULGADO. APLICAÇÃO DE MULTA POR FALTA DE DECLARAÇÃO NA GFIP DAS CONTRIBUIÇÕES PATRONAIS A PARTIR DA DATA DA EXCLUSÃO. NULIDADE. INOCORRÊNCIA.
Não se vislumbra nulidade na lavratura para exigência das contribuições patronais, lançadas com esteio em decisão de exclusão do SIMPLES, transitada em julgado, sendo devido o tributo a partir da data da exclusão.
DECISÃO FIXANDO O MARCO INICIAL DA EXCLUSÃO. IMPROCEDÊNCIA DA MULTA POR FALTA DE DECLARAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES PATRONAIS RELATIVAS À PERÍODOS ANTERIORES À DATA EM QUE OS EFEITOS DA EXCLUSÃO SE INICIARAM.
Não procede a multa por falta de declaração na GFIP das contribuições patronais relativas a período anterior à data fixada na decisão irrecorrível como marco inicial da exclusão.
ALTERAÇÃO DA LEGISLAÇÃO. MULTA MAIS BENÉFICA. APLICAÇÃO DA NORMA SUPERVENIENTE.
Tendo havido alteração na legislação que instituiu sistemática de cálculo da penalidade por descumprimento de obrigação acessória, deve-se aplicar a norma superveniente aos processos pendentes de julgamento, se mais benéfica ao sujeito passivo.
SUPERVENIÊNCIA DA LEI 11.941/09. FUNDAMENTO LEGAL A SER UTILIZADO PARA O CÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA APLICADA AO CONTRIBUINTE. INFORMAÇÕES EM GFIP. ART. 32-A da Lei 8.212/91.
Em razão da superveniência da Lei 11.941/09, uma vez verificado que o contribuinte deixou de apresentar Guias de Recolhimento de FGTS e Informações a Previdência Social - GFIP com as informações relativas a todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias, deve ser considerado, para fins de recálculo da multa mais benéfica a ser aplicada, o disposto no art. 32-A, II da Lei 8.212/91.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2401-003.042
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, I) por unanimidade de votos: a) rejeitar a preliminar de nulidade; e b) no mérito dar provimento parcial para afastar do lançamento os fatos geradores ocorridos até 10/2006. II) Por maioria de votos, com relação a multa, determinar o recálculo da multa com base no art. 32-A, I da Lei nº 8.212/91. Vencidos os conselheiros Kleber Ferreira de Araújo (relator) e Elias Sampaio Freire, que aplicavam a regra do art. 35-A da Lei nº 8.212/91. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Igor Araújo Soares. Ausente momentaneamente a conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira.
Elias Sampaio Freire - Presidente
Kleber Ferreira de Araújo Relator
Igor Araújo Soares Redator Designado
Participaram do presente julgamento o(a)s Conselheiro(a)s Elias Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Carolina Wanderley Landim e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Ausente momentaneamente a conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira.
Nome do relator: KLEBER FERREIRA DE ARAUJO
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APLICAÇÃO DE MULTA POR FALTA DE DECLARAÇÃO NA GFIP DAS CONTRIBUIÇÕES PATRONAIS A PARTIR DA DATA DA EXCLUSÃO. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Não se vislumbra nulidade na lavratura para exigência das contribuições patronais, lançadas com esteio em decisão de exclusão do SIMPLES, transitada em julgado, sendo devido o tributo a partir da data da exclusão. DECISÃO FIXANDO O MARCO INICIAL DA EXCLUSÃO. IMPROCEDÊNCIA DA MULTA POR FALTA DE DECLARAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES PATRONAIS RELATIVAS À PERÍODOS ANTERIORES À DATA EM QUE OS EFEITOS DA EXCLUSÃO SE INICIARAM. Não procede a multa por falta de declaração na GFIP das contribuições patronais relativas a período anterior à data fixada na decisão irrecorrível como marco inicial da exclusão. ALTERAÇÃO DA LEGISLAÇÃO. MULTA MAIS BENÉFICA. APLICAÇÃO DA NORMA SUPERVENIENTE. Tendo havido alteração na legislação que instituiu sistemática de cálculo da penalidade por descumprimento de obrigação acessória, devese aplicar a norma superveniente aos processos pendentes de julgamento, se mais benéfica ao sujeito passivo. SUPERVENIÊNCIA DA LEI 11.941/09. FUNDAMENTO LEGAL A SER UTILIZADO PARA O CÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA APLICADA AO CONTRIBUINTE. INFORMAÇÕES EM GFIP. ART. 32 A da Lei 8.212/91. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 14 75 1. 00 00 19 /2 00 8- 33 Fl. 232DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 02/07 /2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES, Ass inado digitalmente em 11/07/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 2 Em razão da superveniência da Lei 11.941/09, uma vez verificado que o contribuinte deixou de apresentar Guias de Recolhimento de FGTS e Informações a Previdência Social GFIP com as informações relativas a todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias, deve ser considerado, para fins de recálculo da multa mais benéfica a ser aplicada, o disposto no art. 32A, II da Lei 8.212/91. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, I) por unanimidade de votos: a) rejeitar a preliminar de nulidade; e b) no mérito dar provimento parcial para afastar do lançamento os fatos geradores ocorridos até 10/2006. II) Por maioria de votos, com relação a multa, determinar o recálculo da multa com base no art. 32A, I da Lei nº 8.212/91. Vencidos os conselheiros Kleber Ferreira de Araújo (relator) e Elias Sampaio Freire, que aplicavam a regra do art. 35A da Lei nº 8.212/91. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Igor Araújo Soares. Ausente momentaneamente a conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira. Elias Sampaio Freire Presidente Kleber Ferreira de Araújo – Relator Igor Araújo Soares – Redator Designado Participaram do presente julgamento o(a)s Conselheiro(a)s Elias Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Carolina Wanderley Landim e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Ausente momentaneamente a conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira. Fl. 233DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 02/07 /2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES, Ass inado digitalmente em 11/07/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 14751.000019/200833 Acórdão n.º 2401003.042 S2C4T1 Fl. 233 3 Relatório Tratase de recurso voluntário, fls. 218/219, interposto pela empresa acima epigrafada contra decisão da DRJ em Recife (PE), fls. 211/214, a qual declarou procedente o lançamento consubstanciado no Auto de Infração AI n.º 35.128.7138, posteriormente cadastrado na RFB sob o número de processo constante no cabeçalho. A lavratura em questão diz respeito a aplicação de multa por descumprimento de obrigação acessória que, nos termos do Relatório Fiscal da Infração, fls. 12, decorreu da conduta da empresa de deixar de declarar corretamente na Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social GFIP as informações necessárias ao cálculo das contribuições previdenciárias devidas. Nos termos do citado relato, a empresa foi excluída do regime Tributário do SIMPLES com efeitos retroativos a 01/01/2005, todavia, informou mediante na GFIP, no período de 01/2005 a 10/2006 o seu enquadramento como empresa optante, subtraindo da declaração as contribuições patronais que deveria declarar como devidas. A empresa apresentou impugnação, fls. 17/23, cujas razões não foram acolhidas pela DRJ, que declarou procedente o lançamento. A empresa em seu recurso alegou, em apertada síntese, que preliminarmente a NFLD é nula, posto que protocolizou defesa contra o Ato Declaratório que a excluiu do SIMPLES, a qual ainda encontrase pendente de julgamento. Reitera os termos da defesa, suscitando ainda que a apresentação da GFIP comprova que a empresa declarou a remuneração dos segurados a seu serviço, porém na época não estava obrigada ao recolhimento das contribuições previdenciárias. Ao final, requer o cancelamento da NFLD. Os autos foram remetidos à origem, conforme Resolução n.º 2401.000.149 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária, fls. 206/207, para que se aguardasse o julgamento do processo relativo à exclusão da empresa do regime simplificado. Em resposta à diligência, fls. 240/241, a fiscalização afirmou que, em análise do processo n° 14751.000325/200616, transitado em julgado, a data, 01/01/2005, relativo aos efeitos devidos à exclusão do SIMPLES previstos no ADE n° 41, a 4.ª Turma da DRJ/REC, por meio do Acórdão n° 1130.522 (anexo), de 23 de julho de 2010, a referida exclusão do SIMPLES somente passaria a surtir efeitos a partir de 01/11/2006, concluindo pela manutenção do ADE n° 41, mas alterando o marco inicial da produção dos efeitos nele previstos de 01/01/2005 para 01/11/2006. Instada a se pronunciar acerca da diligência, a empresa preferiu silenciar. É o relatório. Fl. 234DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 02/07 /2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES, Ass inado digitalmente em 11/07/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 4 Voto Vencido Conselheiro Kleber Ferreira de Araújo, Relator Admissibilidade O recurso merece conhecimento, posto que preenche os requisitos de tempestividade e legitimidade. Nulidade em razão da apresentação de defesa contra o ato de exclusão do SIMPLES A nulidade da lavratura não se sustenta, posto que a empresa embora tenha apresentado defesa contra o ADE n.º 41, não obteve êxito total, tendo o órgão de julgamento declarado a sua exclusão do SIMPLES a partir de 01/11/2006. Mérito Ao ser excluída do SIMPLES, a empresa deveria ter retificado a GFIP a partir da competência 11/2006, para declarar as contribuições patronais e, ao mesmo tempo, efetuado o recolhimento do tributo devido. Não tendo procedido desta forma é procedente a aplicação da multa por descumprimento da obrigação acessória. Ocorre que com a alteração no marco inicial para exclusão do regime simplificado, que passou de 01/01/2005 a 01/11/2006, é improcedente a multa para o período de 01/2005 a 10/2006. Além do mais, devese verificar a aplicação da multa. É que ocorreu alteração do cálculo da penalidade para esse tipo de infração pela Medida Provisória n.º 449/2008, convertida na Lei n.º 11.941/2009. Nessa toada, deve o órgão responsável pelo cumprimento da decisão recalcular o valor da penalidade, posto que o critério atual pode ser mais benéfico para o contribuinte, de forma a prestigiar o comando contido no art. 106, II, “c”, do CTN, verbis: Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: (...) II tratandose de ato não definitivamente julgado: (...) c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Devese, então, limitar a multa do presente AI ao valor calculado nos termos do art. 44, I, da Lei n.º 9.430/1996 (75% do tributo a recolher), deduzidas as multas aplicadas sobre contribuições previdenciárias na NLFD correlata. Conclusão Diante do exposto, voto por afastar a nulidade e, no mérito, por dar provimento parcial para excluir da lavratura o período de 01/2005 a 10/2006 e para que se Fl. 235DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 02/07 /2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES, Ass inado digitalmente em 11/07/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 14751.000019/200833 Acórdão n.º 2401003.042 S2C4T1 Fl. 234 5 aplique a multa mais benéfica ao contribuinte, a qual terá como limite o valor calculado nos termos do art. 44, I, da Lei n.º 9.430/1996 (75% do tributo a recolher), deduzida a multa aplicada sobre contribuições previdenciárias na NLFD correlata. É como voto. Kleber Ferreira de Araújo Fl. 236DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 02/07 /2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES, Ass inado digitalmente em 11/07/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 6 Voto Vencedor Conselheiro Igor Araújo Soares, Redator Designado Em que pese o costumeiro brilhantismo do Eminente Relator, ouso dela divergir no que se refere ao fundamento legal a ser adotado para o recálculo da multa mais benéfica a ser aplicada ao contribuinte em decorrência das alterações legislativas trazidas à lume com a edição da Lei 11.941/09. Sobre o assunto, inicialmente, há que se considerar a redação dos artigos 32 A e 35A, respectivamente, acrescentados na Lei 8.212/91 em virtude da promulgação da Lei 11.941/09, os quais dispõem o seguinte: Art. 32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitar seá às seguintes multas:(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3o deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 1o Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso II do caput deste artigo, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento.(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 2o Observado o disposto no § 3o deste artigo, as multas serão reduzidas:(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – a 75% (setenta e cinco por cento), se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação.(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 3o A multa mínima a ser aplicada será de:(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). Fl. 237DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 02/07 /2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES, Ass inado digitalmente em 11/07/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 14751.000019/200833 Acórdão n.º 2401003.042 S2C4T1 Fl. 235 7 I – R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; e(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). “Art. 35A Nos casos de lançamento de ofício relativos às contribuições referidas no art. 35, aplicase o disposto no art. 44 da Lei no 9.430, de 1996”. Por sua vez, o art. 35A faz remição ao art. 44 da Lei 9.430/96, que assim dispõe: “Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: I de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata “ No caso dos autos, tratase de auto de infração no qual fora lançada multa pelo descumprimento de obrigação acessória relativa a apresentação de GFIP’s com informações inexatas relativamente a todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias a que estaria sujeito o contribuinte. A meu ver, sobre o assunto não resta outra conclusão, senão acatar a tese sustentada no Recurso Voluntário. Das alterações levadas a efeito, a disposição contida no art. 32A da Lei 8.212/91, é específica para os casos de GFIP com informações inexatas ou mesmo omissões, quando comparada com as disposições do art. 35A da mesma legislação. Por tais motivos, a meu ver, deve ser esta, aquela cuja aplicação deve se dar no presente caso, obviamente caso venha a ser mais benéfica ao recorrente, na forma a ser apurada pela autoridade fiscal. Assim, conforme determinado pelo art. 106, III, “c” do Código Tributário Nacional, a seguir transcrito, não vejo outra solução passível de ser adotada, senão pela aplicação do art. 32A da Lei 8.212/91 ao presente caso.Vejamos o que preleciona citado artigo: Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; Fl. 238DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 02/07 /2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES, Ass inado digitalmente em 11/07/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 8 c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Ante todo o exposto voto no sentido de DAR PARCIAL PROVIMENTO ao recurso voluntário para que seja efetuado o cálculo e comparação da multa mais benéfica a ser aplicada com base no disposto no art 32A, II, da Lei 8.212/91, acompanhado os demais argumentos constantes do voto do Em. Relator. É como voto. Igor Araújo Soares Fl. 239DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 02/07 /2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES, Ass inado digitalmente em 11/07/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE
score : 1.0
Numero do processo: 10875.002448/2003-83
Data da sessão: Mon Oct 19 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Mon Oct 19 00:00:00 UTC 2009
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI.Exercício: 1° trimestre de 2001PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL, INCONSTITUCIONALIDADE DE LEIS. INCOMPETÊNCIA. MATÉRIA SUMULADA.O Segundo Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de legislação tributária.IPI, CREDITAMENTO. INSUMOS ISENTOS.A expressão utilizada pelo constituinte originário - montante "cobrado" na
operação anterior - afasta a possibilidade de admitir-se o crédito de IPI nas operações de que se trata, visto que nada teria sido "cobrado" na operação de entrada de insumos isentos, não tributados ou sujeitos à alíquota zero. Precedentes.IPL CREDITAMENTO. AQUISIÇÃO DE BENS DESTINADOS AO ATIVO FIXO. Inexiste permissão à utilização de créditos do IPI oriundos da aquisição de bens destinados ao ativo permanente da empresa e materiais de uso e consumo. Aplicação do art. 147, I, do Decreto if 2,6.37/98. Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3301-00293
Decisão: ACORDAM os membros da 3n Câmara / 1" Turma Ordinária do TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relatar.
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: Gustavo Kelly Alencar
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DE MORAIS — Presidente S3-C3T1 Fl 278 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10875.002448/2003-8.3 Recurso n° 159264 Voluntário Acórdão n° 3301.00.293 — 3" Câmara / 1" Turma Ordinária Sessão de 19 de outubro de 2009 Matéria IPI Recorrente Sew Eurodrive Brasil Ltda, Recorrida DRJ em Ribeirão Preto SP ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Exercício: 1° trimestre de 2001 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL, INCONSTITUCIONALIDADE DE LEIS. INCOMPETÊNCIA. MATÉRIA SUMULADA. O Segundo Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de legislação tributária. IPI, CREDITAMENTO. INSUMOS ISENTOS. A expressão utilizada pelo constituinte originário --- montante "cobrado" na operação anterior --- afasta a possibilidade de admitir-se o crédito de IPI nas operações de que se trata, visto que nada teria sido "cobrado" na operação de entrada de insumos isentos, não tributados ou sujeitos à alíquota zero. Precedentes. IPL CREDITAMENTO. AQUISIÇÃO DE BENS DESTINADOS AO ATIVO FIXO. Inexiste permissão à utilização de créditos do IPI oriundos da aquisição de bens destinados ao ativo permanente da empresa e materiais de uso e consumo. Aplicação do art. 147, I, do Decreto if 2,6.37/98. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3 n Câmara / 1" Turma Ordinária do TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relatar. I \ GU A CAR - Relator Particip. arn, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Mauricio Taveira e Silva, Carlos Alberto Donassolo (Suplente), Antônio Lisboa Cardoso e Maria Teresa Martínez Lópes. Relatório Trata-se de pedido de ressarcimento de IPI efetuado com base no artigo 11 da Lei 9.779/98, relativo ao primeiro trimestre de 2001. O contribuinte apresenta arrazoado onde pleiteia o ressarcimento do 1P1 relativo a insumos isentos. Alega que o aplicativo relativo à PER/DCOMP não viabiliza o uso para o creditamento de insumos isentos, imunes ou tributados à aliquota zero.. Requer também a aplicação da Taxa SELIC nos valores a serem ressarcidos e alega a inconstitucionalidade das normas limitadoras do direito que defende possuir. A DRF em Guarulhos/SP indefere o pedido, pelo fato dos insumos isentos não darem direito a creditamento bem como pelo fato da aquisição de bens destinados ao ativo permanente da empresa também não gerarem créditos. Afasta a SELIC para o caso, por falta de previsão legal, e alega a incompetência para a apreciação de questões constitucionais Inconformado, apresenta o contribuinte manifestação de inconformidade, onde reforça a argumentação antes exposta. Remetidos os autos à DRI em Ribeirão Preto/SP, é a solicitação indeferida, pelas mesmas razões apresentadas pela DRF. É então apresentado recurso voluntário, onde, em estreita síntese, repisa o contribuinte os argumentos já esposados na manifestação de inconformidade. É o relatório. Voto Conselheiro GUSTAVO KELLY ALENCAR, Relator Conheço do recurso por tempestivo. Inicialmente, quanto à possibilidade de apreciação de questões constitucionais em sede administrativa, vale lembrar a Súmula da jurisprudência uniformizada do Segundo Conselho de Contribuintes, que assim dispõe: SÚMULA No2 O Segundo Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar h sobre a dt_iconstitucionalidade de legislação tributária. 2 GU CAR - Relator Processo n° 10875 002448/2003-83 S3-C3TI Acórdão n ° 3301M0,293 F1 279 Por tal, afasto todas as alegações neste sentido. Quanto à possibilidade de creditamento na aquisição de insumos isentos, sempre entendi pela possibilidade de creditamento, acompanhando posicionamento do Excelso Pretor consubstanciado no RE 212A84. Outrossim, o Supremo Tribunal Federal alterou este entendimento, entendendo pela impossibilidade de creditamento: RE 372.005, Relator Ministro EROS GRAU, J. 29.04,2008, 16. 05 2008) AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. "PI INSUMOS ISENTOS, NÃO TRIBUTADOS OU SUJEITOS À ALÍQUOTA ZERO. PRINCIPIO DA NÃO-CUMULATIVIDADE. CRÉDITO PRESUMIDO. INEXISTÊNCIA. MODULAÇÃO TEMPORAL DOS EFEITOS DA DECISÃO, INAPLICABILIDADE. 1. A expressão utilizada pelo constituinte originário --- montante "cobrado" na operação anterior --- afasta a possibilidade de admitir-se o crédito de TPJ nas operações de que se trata, visto que nada teria sido "cobrado" na operação de entrada de illS111110S isentos, não tributados ou sujeitos à aliquota zero. Precedentes, 2. O Supremo entendeu não ser aplicável ao caso a limitação de afeitos da declaração de inconstitucionalidade Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento. Assim, nego provimento ao recurso neste sentido. Quanto ao creditamento na aquisição de bens destinados ao ativo fixo, tampouco há que se falar em creditamento. De efeito, nos autos do RE 480.648, tramitando no Supremo Tribunal Federal, o acórdão recorrido, emanado da Egrégia 2 a Turma do Tribunal Federal da 5" Região, decidiu que não há direito a creditamento do IPT em face da integração do ativo permanente. Tenha-se a sua respectiva ementa: TRIBUTÁRIO, IPI CRÉDITO DE PRODUTOS DESTINADOS AO ATIVO FIXO, AO USO E CONSUMO IMPOSSIBILIDADE VIOLAÇÃO DA LEI N°9.779/99 C/C DECRETO N" 2544, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2002. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 153, § II DA CF, PRECEDENTES JUDICIAIS PRELIMINAR DE ILEGITIMIDADE PASSIVA REJEITADA. 1. Há preliminar de ilegitimidade passiva do Delegado da Receita Federal em Alagoas. A peça vestibular refere-se, genericamente, aos estabelecimentos industriais situados na Bahia, Alagoas e São Paulo. As notas .fiscais constantes aos autos são, unicamente, de estabelecimentos localizados no Estado de Alagoas_ Preliminar rejeitada. 2. A sistemática do IPI não comporta, por sua essência, em direito de crédito pela aquisição de produtos industriais destinados ao ativo fixo. O objetivo da não-cumulatividade é impedir que o IPI seja sucessivamente pago nas várias etapas de produção, encarecendo os bens com o pagamento cumulativo dos impostos. h 3 3 Os bens adquiridos pela indústria destinados ao ativo . fixo ao serem utilizados como bens de produção, não sofrem repasses residuais de seus valores em etapas produtivas seguintes, de modo que a estes bens, pela própria . função econômica que eles representam, não se dirige o comando do Art. 153 § 3", II, da CF. 4. A empresa que adquire bens destinados ao uso e ao consumo também não pode utilizar os valores recolhidos ao IPI como crédito, uma vez que os referidos bens não integram o processo produtivo da empresa, bem como pelo fato de que a adquirente, no caso, é considerada como destinatária final do produto, obviamente não se aplicando o principio da não-cumulatividade, Precedente do STF: RE 195894 /RS E DA I" TURMA DESTE TRIBUNAL: AG IV' 37967.5. Apelação improvida, Sentença mantida. No RE 491.262, o acórdão recorrido, oriundo da Egrégia 2" Turma do Tribunal Federal da Lla Região, trilhou o mesmo sentido da decisão fustigada no RE 480.648, ao negar ao contribuinte a pretensão de utilização de créditos do IPI na aquisição de bens destinados ao ativo permanente e materiais de uso e consumo da empresa. A ementa está vazada nos seguintes termos: TRiBUTÃNO IPI — BENS DESTINADOS AO ATIVO PERMANENTE DA EMPRESA — MATERIAIS DE USO E CONSUMO — CRED1TAMENTO — IMPOSSIBILDIADE 1, Se a pretensão da empresa recorrida não objetiva a repetição do indébito tributário, mas à declaração do creditamento extemporâneo do IPI, é inaplicável o art. 166 do CTN, 2. Inexiste permissão à utilização de créditos do IPI oriundos da aquisição de bens destinados ao ativo permanente da empresa e materiais de uso e consumo. Aplicação do art. 147, I, do Decreto n' 2.637/98. Os venerandos arestos não se afastaram de remansosa jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que entende inexistente o desrespeito ao princípio da não- cumulatividade na hipótese de ausência de creditamento de tributo na aquisição de bens ao ativo permanente ou de materiais de uso e consumo da empresa: AAII 460.422 e 488.374; RREE 195.894 e 301.103, à guisa de exemplo. Registre-se, por oportuno e necessário, que essa referida jurisprudência foi construída em redor do ICMS Nada obstante, em face das similitudes desse cogitado tributo estadual com o IPI, especialmente no tocante ao discutido princípio da não-cumulatividade, as soluções judiciais reclamadas podem ser análogas. Essa orientação jurisprudencial tem sido perfilhada pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça e pelos cinco Egrégios Tribunais Regionais Federais. A confirmar essa asserção: RESP 886.249 (ST.1 — wwstj, gov,14; AMS 2004,33,00.017276-7 (TRF 1 — www.trfi.gov.bm ), 7,____AMS 2004..51.02.004224-6 (T'RF 2 — WWW. trf2,g vbr); l 4 Processo n" 10875.002448/2003-83 S3-C3T1 Acórdão n 3301.00.293 Fl. 280 A.MS 2005.61 14.003189-2 (TRF 3 — www trf3 gov.br); .4MS 2004.70.00.000554-6 (TRF 4— 1114,W, trf4 gov.br); e AMS 2001.80.00.005495-0 (TRF .5 — www.trf5.gov.br ) A interpretação da instância judicial tem sido reproduzida no contencioso administrativo-tributário, representada pelo respeitável Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, cujas decisões resolvem os conflitos no sentido da impossibilidade de credita.mento do IPI em face de ativo permanente: Recurso Voluntário n. 138.743 (3° Câmara do 2" Conselho de Contribuintes — wurw.conselhosfizenda. gov. br) Nessa perspectiva, forte na jurisprudência do STF, em relação ao ICMS, na presente espécie aplicável analogieamente ao IPI, e estribado nas manifestações de outras instâncias judiciais e administrativas, demonstra-se inexistente o pretendido direito ao ereditarnento. Por tal, também nego provimento ao recurso neste sentido e dou por prejudicada a discussão sobre a taxa SELIC, 5
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Numero do processo: 10680.008789/2007-73
Data da sessão: Thu May 16 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Jun 27 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/04/2002 a 30/06/2003
OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA ACESSÓRIA. DESCUMPRIMENTO. INFRAÇÃO. CONTABILIDADE. TÍTULOS IMPRÓPRIOS.
É devida a autuação da empresa pela falta de lançamento em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2402-003.594
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
Julio Cesar Vieira Gomes - Presidente
Ronaldo de Lima Macedo Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Thiago Taborda Simões.
Matéria: Outros proc. que não versem s/ exigências cred. tributario
Nome do relator: RONALDO DE LIMA MACEDO
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/04/2002 a 30/06/2003 OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA ACESSÓRIA. DESCUMPRIMENTO. INFRAÇÃO. CONTABILIDADE. TÍTULOS IMPRÓPRIOS. É devida a autuação da empresa pela falta de lançamento em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos. Recurso Voluntário Negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Julio Cesar Vieira Gomes - Presidente Ronaldo de Lima Macedo Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Thiago Taborda Simões.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1486; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T2 Fl. 2 1 1 S2C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10680.008789/200773 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2402003.594 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 16 de maio de 2013 Matéria AUTO DE INFRAÇÃO: ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL Recorrente M.M. ENGENHARIA E CONSTRUÇÕES LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/04/2002 a 30/06/2003 OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA ACESSÓRIA. DESCUMPRIMENTO. INFRAÇÃO. CONTABILIDADE. TÍTULOS IMPRÓPRIOS. É devida a autuação da empresa pela falta de lançamento em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Julio Cesar Vieira Gomes Presidente Ronaldo de Lima Macedo – Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 00 87 89 /2 00 7- 73 Fl. 812DF CARF MF Impresso em 27/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/06/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/06/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 20/06/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Thiago Taborda Simões. Fl. 813DF CARF MF Impresso em 27/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/06/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/06/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 20/06/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10680.008789/200773 Acórdão n.º 2402003.594 S2C4T2 Fl. 3 3 Relatório Tratase de auto de infração lavrado pelo descumprimento da obrigação tributária acessória, prevista no art. 32, inciso II, da Lei 8.212/1991, combinado com o art. 225, inciso II e parágrafos 13 a 17, do Regulamento da Previdência Social (RPS), aprovado pelo Decreto 3.048/1999, que consiste em deixar a empresa de lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontada, as contribuições da empresa e os totais recolhidos, para as competências 04/2002 a 06/2003. Segundo o Relatório Fiscal da Infração (fls. 11/13), os fatos geradores de contribuições previdenciárias que deixaram de ser lançados mensalmente em títulos próprios da contabilidade foram os incidentes sobre as remunerações pagas aos segurados empregados, uma vez que foi constatada a omissão tanto na Contabilidade como na GFIP, que serviu de base de cálculo para a apuração das contribuições recolhidas, da mãodeobra de 12 trabalhadores da obra de construção do Centro de Formação do SENAC/MG de Conselheiro Lafaiete e de 17 trabalhadores da obra de reforma do Hotel Grogotó em Barbacena. O Relatório Fiscal da Aplicação da Multa (fl. 14) informa que foi aplicada a multa prevista nos arts. 92 e 102, ambos da Lei 8.212/1991, c/c o art. 283, inciso II, alínea “a”, o art. 373 e o art. 290, inciso V, parágrafo único, todos do Regulamento da Previdência Social (RPS), aprovado pelo Decreto 3.048/1999. O valor da multa aplicada foi de R$11.568,83 (onze mil quinhentos e sessenta e oito reais e oitenta e três centavos), atualizada pela Portaria Interministerial MPS/GM no 119, de 19/04/2006. A ciência do lançamento fiscal ao sujeito passivo deuse em 27/09/2006 (fl.01). A autuada apresentou impugnação tempestiva (fls. 97/117 e 355/367) – acompanhados de anexos de fls. 118/296 –, alegando, em síntese, que: 1. houve claríssimo cerceamento de defesa, pelo descumprimento da manifestação do contribuinte nas indevidas e prolixas alegações do fiscal autuante na diligência; 2. foi descumprido no AI e na NFLD ao ônus que lhe incumbia, como autor do lançamento suplementar ao homologatório, de demonstrar os elementos essenciais e cumulativos da existência do nexo causal (fato gerador, elemento nuclear para tipificação da circunstância material com a hipótese de incidência); 3. todos os atos de fiscalização foram com base em documentação do arquivo do contribuinte, tempestivamente fornecido quando solicitados nos termos de fiscalização, ou seja, indevido e inadequado o arbitramento em desfavor da prova material idônea, hábil e contemporânea, produzida pelo contribuinte, sem que houvesse prévia notificação de desclassificação dos documentos, recibos, planilhas, Fl. 814DF CARF MF Impresso em 27/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/06/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/06/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 20/06/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 contratos e notas fiscais emitidas pelo contribuinte, que demonstraram a efetividade da verdade material conforme declarado nas obrigações acessórias (GFIP) e integralmente recolhido extinguindo (CTN 156,1) a obrigação principal e, em havendo dúvida, milita a favor do contribuinte o art. 112,1 e II do CTN, conforme impugnação e recurso voluntário; 4. a informação fiscal de fls. 299/309, sofismática e que inverte a lei, doutrina e lege ferenda, não pode modificar o Auto de Infração e nem a NFLD, de cujos termos o contribuinte formulou as impugnações, pediu a conexão, aceita e parte foi cancelada pelo próprio autuante e na DRJ BH 6a Turma; 5. se foi cancelada a notificação de penalidade isolada (NFLD), que se referia a não manutenção de registros detalhados de interesse da auditoria fiscal vinculada, concluise que os mantidos pelo contribuinte são de boa qualidade técnica, o que inibe a desclassificação e a adoção do arbitramento; 6. argumenta que quem tem a sujeição passiva de retenção e recolhimento de 11% sobre cessão de mão de obra é o tomador dos serviços, clientes (Hotel Grogotó e SenacCL, etc) do impugnante, que são os sujeitos passivos na ocorrência dos fatos geradores respectivos e a quem deveria ter sido lavrado o AI e NFLD. Somente na eventualidade de em execução fiscal (lei 6.830/80) não haja bens livres para penhora, é que poderá ser redirecionada ao prestador de serviços, como devedor solidário; 7. outro sério equívoco é alegar que há presunção absoluta de liquidez e certeza no lançamento suplementar ao homologatório que, somente a legislação prevê após a inscrição em dívida ativa, quando se inverterá o ônus da prova que, no Judiciário, incumbirá ao contribuinte; 8. além de confusa, prolixa e sofismática, e não atendendo ao CTN 142 e CPC 333, I, ônus probante dirigidos ao auditor tributário, deve ser desqualificada, ressalvando o direito de fiscalização de dirigir a sujeição passiva ao substituto detentor na fonte dos 11% da cessão de mão de obra; 9. ratifica as razões de direito e de fato do recurso voluntário, pedindo que seja totalmente cancelado o residual do "AI 37.022.8057 e da NFLD 37.022.8065" (sic), com ordem, em acórdão da 2a Seção do CARF, de arquivamento e anotações de estilo, com efeito suspensivo do art. 151, III, CTN e comunicandose a ARF Pará de Minas e DRF BH para baixas dos créditos constituídos. Pela segunda vez, a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) em Belo Horizonte/MG – por meio do Acórdão 0235.729 da 6a Turma da DRJ/BHE (fls. 320/385) – considerou o lançamento fiscal procedente em sua totalidade, eis que ele foi lavrado com pleno embasamento legal e observância às normas vigentes, não tendo a Defendente apresentado elementos ou fatos que pudessem ilidir a sua lavratura. Fl. 815DF CARF MF Impresso em 27/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/06/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/06/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 20/06/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10680.008789/200773 Acórdão n.º 2402003.594 S2C4T2 Fl. 4 5 A Notificada apresentou recurso, manifestando seu inconformismo pela obrigatoriedade do recolhimento dos valores lançados no auto de infração e no mais efetua as alegações da peça de impugnação. A Agencia da Receita Federal do Brasil (DRF) em Pará de Minas/MG informa que o recurso interposto é tempestivo e encaminha os autos ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) para processamento e julgamento. É o relatório. Fl. 816DF CARF MF Impresso em 27/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/06/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/06/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 20/06/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 6 Voto Conselheiro Ronaldo de Lima Macedo, Relator Recurso tempestivo. Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso interposto. Com relação ao procedimento utilizado pela auditoria fiscal, a Recorrente alega que não houve cumprimento da legislação vigente. Tal alegação não será acatada, eis que o Fisco cumpriu a legislação de regência, ensejando o lançamento de ofício em decorrência da Recorrente ter incorrido no descumprimento de obrigação tributária acessória, conforme os fatos e a legislação a seguir delineados. Verificase que – para as competências 04/2002 a 06/2003 – a Recorrente deixou de lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, eis que ela não contabilizou os valores das remunerações pagas aos segurados empregados, decorrentes de 12 trabalhadores da obra de construção do Centro de Formação do SENAC/MG de Conselheiro Lafaiete e de 17 trabalhadores da obra de reforma do Hotel Grogotó em Barbacena. Esse fato está devidamente delineado no Relatório Fiscal (fls. 11/13). Com isso, a Recorrente incorreu na infração prevista no art. 32, inciso II, da Lei 8.212/1991, transcrito abaixo: Art. 32. A empresa é também obrigada a: (...) II lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos; (grifos nossos) Esse art. 32, inciso II, da Lei 8.212/1991 é claro quanto à obrigação acessória da empresa e o Regulamento da Previdência Social (RPS), aprovado pelo Decreto 3.048/1999, complementa, delineando a forma que deve ser observada para o cumprimento do dispositivo legal, conforme dispõe em seu art. 225, inciso II, §§ 13 a 17: Art. 225. A empresa é também obrigada a: (...) II lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos; (...) § 13. Os lançamentos de que trata o inciso II do caput, devidamente escriturados nos livros Diário e Razão, serão exigidos pela fiscalização após noventa dias contados da ocorrência dos fatos geradores das contribuições, devendo, obrigatoriamente: Fl. 817DF CARF MF Impresso em 27/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/06/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/06/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 20/06/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10680.008789/200773 Acórdão n.º 2402003.594 S2C4T2 Fl. 5 7 I atender ao princípio contábil do regime de competência; e II registrar, em contas individualizadas, todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias de forma a identificar, clara e precisamente, as rubricas integrantes e não integrantes do saláriodecontribuição, bem como as contribuições descontadas do segurado, as da empresa e os totais recolhidos, por estabelecimento da empresa, por obra de construção civil e por tomador de serviços. (g.n.) O valor da multa aplicada, por sua vez, está em perfeita conformidade com o disposto artigo 283, inciso II, alínea “a” e artigo 373, c/c artigo 290, inciso V e parágrafo único, todos do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/1999. Portanto, o procedimento utilizado pela auditoria fiscal para a aplicação da multa foi devidamente consubstanciado na legislação vigente à época da lavratura do auto de infração. Ademais, não verificamos a existência de qualquer fato novo que possa ensejar a revisão do lançamento em questão nas alegações registradas na peça recursal da Recorrente. Dentro desse contexto fático, depreendese do art. 113 do CTN que a obrigação tributária é principal ou acessória e pela natureza instrumental da obrigação acessória, ela não necessariamente está ligada a uma obrigação principal e decorre de cada circunstância fática praticada pela Recorrente, que será verificada no procedimento de Auditoria Fiscal. Em face de sua inobservância, há a imposição de sanção específica disposta na legislação nos termos do art. 115 também do CTN. Código Tributário Nacional (CTN) – Lei 5.172/1966: Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. § 1º. A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extinguese juntamente com o crédito dela decorrente. § 2º. A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. § 3º. A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, convertese em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária. (...) Art. 115. Fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que, na forma da legislação aplicável, impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal.(g.n.) As obrigações acessórias são estabelecidas no interesse da arrecadação e da fiscalização de tributos, de forma que visam facilitar a apuração dos tributos devidos. Elas, independente do prejuízo ou não causado ao erário, devem ser cumpridas no prazo e forma fixados na legislação. Fl. 818DF CARF MF Impresso em 27/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/06/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/06/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 20/06/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 8 Assim, constatase que as demais alegações expostas na peça recursal reproduzem os mesmos fundamentos esposados na defesa relativa ao lançamento da obrigação previdenciária principal, constituída no Auto do processo 10680.008735/200716 (NFLD 37.022.8057). Após essas considerações, informo que as conclusões acerca dos argumentos da peça recursal – concernente ao descumprimento da obrigação acessória, no que forem coincidentes –, foram devidamente enfrentadas, quando da análise do processo da obrigação principal. Assim, passarei a utilizar o conteúdo assentado na decisão do processo da obrigação principal para explicitar que os seus elementos fáticos e jurídicos serão parte integrante deste Voto. Isso está em conformidade ao art. 50, § 1o, da Lei 9.784/1999 – diploma que regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal –, transcrito abaixo: Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando: (...) § 1o. A motivação deve ser explícita, clara e congruente, podendo consistir em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres, informações, decisões ou propostas, que, neste caso, serão integrante do ato. (g.n.) Esse processo assentou em sua ementa os seguintes termos: “[...] DESCONSIDERAÇÃO DA CONTABILIDADE. AFERIÇÃO INDIRETA. CABIMENTO. A constatação, pelo exame da escrituração contábil ou de qualquer outro documento da empresa, de que a contabilidade não registra o movimento real das remunerações dos segurados a seu serviço, do faturamento e do lucro, é motivo justo, bastante, suficiente e determinante para a apuração, por aferição indireta, das contribuições previdenciárias efetivamente devidas, cabendo à empresa o ônus da prova em contrário. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. RETENÇÃO. SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. RESPONSABILIDADE PELO RECOLHIMENTO. O instituto da retenção de que trata o art. 31 da lei nº 8.212/91, na redação dada pela lei nº 9.711/98, configurase como hipótese legal de substituição tributária, na qual a empresa contratante assume o papel do responsável tributário pela arrecadação, mediante a retenção de 11% sobre o valor bruto das notas fiscais de serviços ou de empreitada de construção civil, e o recolhimento antecipado dos valores assim arrecadados em nome da empresa prestadora, a contribuinte de fato das contribuições previdenciárias retidas. Recurso Voluntário Negado (Acórdão no2302002.390, de 14/03/2013, proferido pela 2a Seção, 3a Câmara e 2a TO ) [...]”. Por fim, pela apreciação do processo e das alegações da Recorrente, não encontramos motivos para decretar a nulidade nem a modificação do lançamento ou da decisão de primeira instância, eis que o lançamento fiscal e a decisão encontramse revestidos das Fl. 819DF CARF MF Impresso em 27/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/06/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/06/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 20/06/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10680.008789/200773 Acórdão n.º 2402003.594 S2C4T2 Fl. 6 9 formalidades legais, tendo sido lavrados de acordo com o arcabouço jurídicotributário vigente à época da sua lavratura. CONCLUSÃO: Voto no sentido de CONHECER do recurso e NEGARLHE PROVIMENTO, nos termos do voto. Ronaldo de Lima Macedo. Fl. 820DF CARF MF Impresso em 27/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/06/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/06/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 20/06/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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Numero do processo: 10805.000265/90-44
Data da publicação: Wed Jun 10 00:00:00 UTC 1992
Ementa: IPI - São condicionais os descontos concedidos para pagamento à vista, que tenham também como objetivo compensar encargos de financiamento obtido pelo adquirente junto a entidade financeira da qual participe o vendedor. Aplicação do art. 14, parágrafo único, da Lei 4.502/64. Recurso não provido.
Numero da decisão: 201-68141
Nome do relator: Não Informado
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I.4 :1. Recurso np:: 87.323 Recorrente:: FORD BRASIL S/A. Recorrida N DRF EM SANTO ANDRE - SP IPI - São condicionais os descontos concedidos para pagamento á vista, que tenham também como objetivo compensar encargos de financiamento obtido pelo adquirente junto a entidade financeira da qual participe o vendedor. Aplicação do art. 14, parágrafo Unico, da Lei 4.502/64. Recurso não provido. Vistos, relatados m discutidos os presentes autos de recurso interposto por FORD BRASIL S/A. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros LINO DE AZEVEDO MESQUITA, ANTONIO MARTINS CASTELO BRANCO (Relator) e SERGIO GOMES VELLOSO. Designado para redigir o Acérd:No, o Conselheiro ARISTOFANES FONTOURA DE HOLANDA. O Conselheiro HENRIQUE NEVES DA SILVA • declarou-se impedido. Ausente, justificadamente, o Conselheiro DOMINGOS : 1 l 1:1:1; COLENCI DA SILVA NETO. • Sala das Sesses, em 10 de junho de 1992. . / /7. ROBERTO ).....BOSA DE CASTRO - Presidente (:1 R I :::"Slii liiS Jikr Jl 1 11l()ND À 1 1 ii: De, is :i. •Et Cl C.1 ' ár ANTON:.0 TAQUES CilliW,MU Procurador -Repre - sentante da Fa- zenda Nacional Anne A: STA 1:11 SESS 2 5 t, ly7L. Partic.ilum, ainda, do presente julgamento, a Conselheira SELMA SANTOS SALOMg0 WOLSZCZAK. OPR/mias/MG/JA , fok,4 ,mffltt.w, MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO , '"'454 • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no 10.805-000.265/90-44 r . r Recurso No N 87.323 • Acórdão No u 201-68.141 , Recorrente:: FORD BRASIL S/A. , , RELATORIO , 1 , A Empresa acima identificada, ora Recorrente, teve 1. contra si lavrado o Auto de Infração de fl. 26, no qual foi exigido o recolhimento do Imposto sobre Produtos Industrializados. Verificaram e constataram os autuantes que a referida, Empresa, por seu estabelecimento industrial, deixou de lançar e conseqüentemente recolher o citado tributo, :1. ri saída dos produtos vendidos, por redução que entenderam indevida, da sua base de cálculo imponível, sob a forma de desconto para cobi-ir custos financeiros de suas concessionárias, ,rnh à rubrica de "desconto para pagamento à vista". Consideraram, os autuantes, infringidos os art. 62g 63, II e parágrafo 32 e 107, II, do vigente Regulamento do Imposto sobre Produtos Industrializados, aprovado pelo Decreto no 87.981 de 23 de dezembro de 1982 (RIPI/82), observadas ainda as . , disposiç3es dos artigos 22, IIg 54g 55, I, "b" e 59 do mesmo ' regulamento e da Portaria MF n2 47, de 15 de janeiro de 1980. , Inconformada com a autuação impugnou tempestivamente com os argumentos adiante resumidos:: 1 1 , Preliminarmente. Cita o art. 150 do CTN e ar t. 54 a 61 do RIPI/82, grifando no parágrafo 42 do art.' 150 o seguinte:: "expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se .' homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito". Cita ainda o "art. 61 - o direito de constituir o 1 crédito tributário extingue-se após 5 anos, contados:: I I, I - da ocorrencia do fato gerador, quando, tendo o sujeito passivo 1 antecipado o pagamento do imposto, a autoridade administrativa não homologar o lançamento, salvo se tiver ocorrido dolo, fraude ou simulação (Lei n2 5.172/66, art. 150, parágrafo 42):: Diz que "no caso em discussão, o auto de infração está a exigir diferenças de IPI e seus consectários, relativamente aos fatos geradores praticados pela impugnante no período de 01.04.85 a 30.04.85. Ora, da data da lavratura do referido Auto de 1 Infração (20.04.90), retroagindo-se 5(cinco) anos, atinge-se a data 2 • 4A,wa,:,,Ii nigis="5.-f MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO 4 '44 ,,..._ SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo • pn 10.805-000.265/90-44 Acórdao npn 201-68.141 de 20.04.85, cujo marco temporal, por determinaçao da lei e pelo , decurso do prazo de decadOncia, veio considerar automaticamente homologados os lançamentos e pagamentos do IPI correspondentes aos fatos geradores ocorridos no período de 01.04.85 a 19.04.85 e em conseqüencia definitivamente extintos os respectivos créditos tributârios".. Requer, a Impugnante, reconhecimento e a deciaraçao da extinçao do crédito tributârio relativo ao período de 01.04.85 a 19.04.85, em deLotrenLía do pagamento antecipado e a homologaçao do lançamento pelo decurso do prazo de decadOncia nos expressns termos • dos artigos 150 e 156, inc. VII, do CTN e dos artigos 54 a 61 do RIPI/82. , - quanto a comercializaçao e concessao comerciain que os veículos que produz sao comercializados mediante contratos de concessao comercial celebrados sob a égide da Lei np 6.729/79 e que a comercializaçao é unicamente' efetuada para pagamento â vista dos preços dos produtosn - relativamente aos financiamentos com garantia realn que a comercialização dos veiculos automóveis, se dá através de, financiamentos à rede distribuidora, concedidos por sociedades de crédito, financiamento e investimento, integradas no sistema, financeiro, na forma da Lei np 4595/64g - os meios e formas de pagamento sao procedidas das seguintes formas:: . a) a entidade financeira paga â impugnante, â vista, pelo valor correspondente as aquisiOes de veículos feitas ::'o 1. distribuidor, contra a apresentaçao de duplicatas, pAssando a, incidir, d,,,,... momento, encargos financeiros à conta do , distribuidorn • 1 , b) o distribuidor, nas condiçffes ajustadas nos respectivos contratos, paga à entidade financeira quando vender aos consumidores finais ou no prazo até 180 dias, prevalecendo o evento que primeiro ocorrer;: . c) as vendas dos produtos da Recorrente aos seus , distribuidores, com cobertura de financiamentos rotativos de créditos concedidos por entidades financeiras, foram realizadas para • pagamento, dos preços â vista, contra simples apresentaçao das duplicatas a essas sociedades;; , d) no tocante aos descontos concedidos:: em todas as suaS operaçe'ies comerciais, concede descontos que tOm a finalidade de , aliviar as despesas financeiras dos distribuidores, relativamente ao, período em que os veículos comprados nab estejam disponíveis para a venda, em razaon, i, 3 1 . 400; MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo npn 10.805-000.265/90-44 AcóriVáo npn 201-68.141 - do período de transporte entre a fábrica e o estabelecimento do distribuidorg . - limpeza, ajustes e revisffesg I - estímulo à manutenço no estabelecimento do dis- tribuidor, de estoque adequados de velculosg - s.2Co descontos pré-ajustados, contratuais e in- condicionais, concedidos a todos os distribuidores nos termos da conven0o de marca celebrada entre o fabricante e a rede de distribuiço na forma da Lei n2 6.729/79g - uma vez que só vende .à. vista (grifou-se) a express'ão "desconto para pagamento á vista" resulta de mero erro formal na subscri0o do documento fiscal e Wao se presta a distinguir entre venda à vista e venda a prazo para as finalidades do IPIg - solicita a c:'' 1. de perícia para a elucidaç"ão do emprego impróprio da expresso "desconto para pagamento á vista", indicando o Sr. Euclides Paulin como peritog I - a autoridade de 1. ?:.5 instfància negou o pedido de perícia, tendo como base os documentos anexados ao processo, principalmente os de fls. 2/3 (esclarecimentos prestados pela 1, Autuada ao Fisco Federal) que, segundo a autoridade, oferecem elementos de bastante convicço para que se profira decis.Wo de friérit.O. Indefiro a solicitaç:Wo, por entender desnecessária a perícia cogitada, ao amparo do artigo 17 do Decreto n2 70.235/72. Â autoridade de :1. a inst2ncia observa (fl. 129) que a alegaço de que é improcedente a autuaço em rela0o aos fatos geradores ocorridos no período de 01 a 19 de abril de 1985, alegando a Recorrente, que tal período já estava abrangido pela fase decadencial, eis que foi cientificada da autuaç'So em 20.04.90, r“ .à.'ci, , , se confirma devido ao fato, de que reciama-se o pagamento do IPI, nab lançado, cujo prazo decadencial começaria fluir a partir do lq dia do exercício seguinte àquele em que o sujeito passivo poderia ter tomado a iniciativa do lançamento, conforme se depreende do art. 61, inciso II, do Pec. n2 87.981/82, abaixo transcrito cuja matriz 1 l' legal é o art. 173, inciso I, da Lei n2 5.172/66r, I I "art. 61 - O direito de constituir o crédito I tributário extingue-se apt .") cinco anos, contados:: 1... 0MiSSiS ......!, , • II - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em ' que o sujeito passivo já poderia ter tomado a iniciativa do lançamento. 1 . , 4, 01., 4 d , . "II AW" MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO ..-fN '"41W0 SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES , Processo np:: 10.805-000.265/90-44 Acórdão npu 201-68.141 - considera a autoridade de ia insUmcia, os fun- damentos da autuação como válidos, citando normas jurídicas do Código Civil (fl. 128) para caracterizar a condicionalidade dos , descontos concedidos pela Recorrente., , Cita que o argumento de que a Recorrente teria incorrido em "mero erro formal" ao rotular aqueles abatimentos como "desconto para pagamento á vista". Quando o correto seria apenas a menção da expressão "desconto", por só comercializar seus produtos á "vista", não viu como acolher as razffes da Recorrente neste sentido, dada a irrelevância do argüido. A Hm.kt.oridade de la instância, indeferiu a impugnação em seu todo, mantendo a cobrança, 1 do crédito tributáriog - Em seu recurso, a este Conselho, a Recorrente solicita que seja declarada a integral nulidade da cio c: de ia inst.ârm:ia, posto que, segundo a Recorrente, a mesma foi prolatada em flagrante ofensa à Lei e prova constantes dos autos e, ainda, por ter dissentido dos ensinamentos da doutrina. Reafirma que seus produtos são vendidos somente :A , viSta e que a solicitação de perícia tinha como objetivo confirmar a, condição de venda dos produtos. , Cita que ao não conceder a realização da prova pericial, a decisão recorrida , violou, de frente, o art. 52, inciso 12.4 da Constituição Federal de 1988, que assegura aos litigantes e aos acusados em geral, os princípios do contraditório de ampla defesa, com os meios e recursos a eles ilw!rwrU?s. Cita acórdão da 3a Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, de n2 103-07.453 de 21.07.86, lavrado, por unanimidade de votos, e em cuja ementa está dito:: "EMENTA:: IRPU - Decisão de Primeira Instância -,, ' Nulidade - Omissão na apreciação de pedido de DiligOncia. E nula a decisão de ia instância que è omissa (silente) quanto ao pedido expresso de , dl :1. outra devendo ser proferida na devida forma. Recurso provido". - Argumenta que as suas vendas são feitas á vista, de acordo com os contratos de concessão comercial celebrados sob a égide da Lei 6.729, de 27.11.79, que disciplina a concessão comercial entre produtores e distribuidores de veículos de via terrestre. Os financiamentos, são concedidos por sociedades de crédito, financiamento e investimentos, integradas no Sistema Financeiro Nacional, na forma da Lei n2 4.595, de 31/12/64. .1 5 .‘...1..../ i. ',/ 4N1r2, MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO . '“'4e00 SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no:: 10.805-000.265/90-44 , . Acórdão ng. N 201-68.141 , Explica (1 :i. 1 q5/147) a mecãnica da forma de pagamentos feitos pelos concessionários, pela compra dos veículos, dizendo que os veículos são sempre pagos â vista pela entidade financeira. • Cita o Prof. Washington de Barros Monteiro, em sua Obra Curso de Direito Civil - Parte Geral - 2a Edição Saraiva parágrafo 233:: "Em primeiro lugar„ a condição diz respeito a um evento futuro. Fato passado, ou mesmo presente, ainda , çue ignorado, não é condição. Realmente, se esta se reporta a um fato pAsado, ou presente, uma de duas terá ocorrido, ou o fato se verificou ou não se verificou. No primeiro caso, a estipulação deixou de ser condicional, convertendo-se em pura e simples, sem afetar a disposiç'ão. No segundo, a estipulação tornou-se ineficaz por ter falhado o implemento da condição'. Veja-se o exemplo ministrado por Spencer VampreN , Prometo certa quantia se premiado foi meu bilhete de loteria que ontem correu nesse caso, ou o bilhete está premiado e a obrigação constante de minha i promessa é pura e simples (e não condicional), ou o bilhete está branco e, em tal hipótese, a promessa se anulou, tornando-se ineficaz a declaração da vontade. O direito pátrio, nessa matéria, como as demais legislaçbes, em geral, conformou-se ao sistema romano, que não admitia como verdadeiras condiOes aquelas "quase ad preterível praesens tempus referuntue", as quais, a rigor, nada deixam em suspenso. São por isso - denominadas condiçffes impróprias. Mas a condição, além de referir-se a fato , futuro, precisa relacionar-se ainda a um ' acontecimento incerto, que pode se verificar, ou não. , Se o fato futuro for certo, como a morte, por exemplo, não será mais condição e sim TOrmo". I , Afil.ma .,e então que os descontos não foram descontos condicionais, como entendeu a fiscalização, posto que não se subordinaram a eventos futuros e incertos. Cita o rrof. 5.X. Carvalho de Mendonça, em sua obra (Tratado de Direito Comercial Brasileiro, VI volume, ia parte, 4a , Ediç(o, Livraria Freitas Bastos, pago. 98/99/100), para reafirmar incondicionalidade dos negácios feitos pela Recorrente. Reedita as razffes de sua impugnação e solicita, no mérito a reforma da decisão recorrida. , E o relatório. 6 • cx.- di ... , . ,.Y4 ~-' ~W1V. MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO ~ '011N0 SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES•! - Processo no N 10.005-000.265/90-44 Acór~ nw: 201-68.141, i VOTO VENCIDO DO CONSELHEIRO-RELATOR ANTONIO MARTINS CASTELO BRANCO Preliminarmente ITSo vejo razão à Recorrente no tocante ao cerceamento , de defesa alegado (fl. 142), em face da não exisiOncia de omissão por parte da autoridade de 4f.1, instãncia, que valeu-se do art. 17 do, Decreto 70.7/7? para indeferir o pleito. Quanto a nulidade da decisão, também nãO observei quaisquer motivos que nos permitam anula-la, tendo em vista que a constituição do crédito tributário foi feita com a estrita ' observância das normas ditadas pelos artigos 142 e 144 do Uffligo , Tributário Nacional e da mesma forma o foram em relação ao artigo 10 do Dec. Federal ng 70.235/72 que disp?Je sobre o processo administrativo fiscal, eis que se verifica constar do Áuto de. Infração de fl. 26 a cfc.~Nicia do fato gerador. Á determinação da matéria tributável, o cálculo do montante do tributo devidog a identificação do sujeito passivo, a aplicação da penalidade cabível e, enfim, se encontram presentes todos os pressupostos previstos nos inci ...ns I a VI do art. 10 do Do c: 70.235/72. Quanto a improcedencia da autuação em relação aos fatos geradores ocorridos no período de 01 a 19 de abril de 1985,, dou a razão à Recorrente, em face do art. 150 CTN que diz:: "Árt. 150 - O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o.dever de antecipar o pagamento sem I prévio exame da autoridade administrativa opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo oE: rigado, expressamente a homologa. 1, , . 1 parágrafo 12 - omissis - parágrafo 2g - omissis - 1 parágrafo 32 - omissis - parágrafo Og - se a lei não fixar prazo à ho- mologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrencia do fato geradorg expirado esse prazo sem que a Fa..f.enda PC.tblica se tenha pronunciado, considera . se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrencia de dolo., fraude ou simulação". , 7 'i, MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTOMy, OW • ‘ok.,.,1, -.-,--.,.....0- SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no:: 10.805-000.265/90-44 . Acórdão no:: 201-68.141 , , No Mérito Sendo o ponto considerado pela firAlização, para a, autuação, a existOncia de desconto condicional nas vendas da Recorrente para seus cmIcessionórios, incorrendo assim na redução, indevida da bau, imponivel para o cálculo do IPI, impffe-se a consideração do estabelecimento da ocorrOncia da condição ou não, apontadas para os devidos descontos.. 1 / '\/\ Há recurso recentemente julgado por este Conselho, em m atér i a s em el h a n te com r elatóri o d o Ilustre Coris e l he i r o D r. Li n o de Azevedo Mesquita, onde a Recorrente teve seu recurso -provido,. podemos retirar ensinamentos como os que o Prof. Emílio Betti, na, sua obra "Teoria Geral do Negócio Jurídico, tradução para a língua I Portuguesa de Fernando Miranda, "Coleção Coimbra Editóra". Portugal disserta::, , "Chama-se ... condição, não só â prevdsão hipotética de um evento futuro e objetivamente incerto, mas também a esse evento, na medida em que a * parte faz depender da sua verificação o valor vinculativo do negócio..." , Obsevvado, ainda, o Código Civil, em seu ar t. 114, que define condição como:: ,, "Art. 114 - Considera-se condição a cláusula que subordina o efeito do ato j urídico a evento futuro e incerto". , Não encontro, de forma inquestionável razão para determinar como condicional o desconto feito pela Recorrente aos seus c.onces ,.: ::ionárj=„ estando, assim, a Recorrente, praticando um desconto incondicional, portanto na forma da legislação do IPI (art. 63,•parágrafo 3g do 1 I1 I/82) excluída da base de cálculo do tributo., , Assim sendo e com base no aprP,sentado nos autos dou proviffiento ao recurso. Sala das Sesses, em 10 de junho de 1992. , • ANTONIO MART :,'AS CASTELO BRANCO / I , , , 8 4.-~ , '. . 'VI .0~, 4.8 MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO N1/4~0.5# SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES,,,,....- . Processo no:: 10.805-000.265/90-44, Acór~ no:: 201-68.141 , VOTO DO CONSELHEIRO ARISTOFANES FONTOURA DE HOLANDA, RELATOR- DESIGNADO , , . Examino a primeira preliminar levantada pela Recorrente:: nulidade da decisão recorrida, ' em virtude do indeferimento da perícia solicitada. Esta, segundo a Recorrente, se dirigiria a comprovar que as vendas que realizara teriam sido para pagamento à vista, e não a prazo. Não encontrei nos autos elementos de convicção que justificassem a referida perícia. Com efeito, a matéria de fato acha-se suficientemente esclarecida, quer pela descrição dos fatos efetuada no Auto de Infração de fls. 2 14/28, quer pelas informaçffes prestadas pela Empresa, às fls.Estas últimas, calcadas na cláusula 3a, II e III, dos contratos celebrados entre a Autuada, a FORD Financiadora Crédito, Financiamento e Investimentos e Concessionários - distribuidores da primeira (cópias de exemplares desses contratos às fls. 49/84), dão conta de que "após a emissão da nota fiscal de venda pela Ford ao Distribuidor, a duplicata correspondent,22 ê apresentada à instituição financeira... constituindo, poi-t.a.nt.o., uma venda à vista...". Tais informaçffes não foram contestadas pela fiscalização ou pela autoridade prolatora da decisão recort-ida, por não restarem dúvidas sobre a natureza de vendas â vista, das operaOes examinadas, documentadas pelas notas fiscais-fatura a que , o auto de infração e - respectivos demonstrativos fazem referencia. Pelo exame das copias constantes ás fls. :1. /2 verifico que os documentos fiscais mencionadn, consignam claramente serem para pagamento .à vista .''''' operaOes de venda de produtos neles . discriminos. E, como foram emitidos com obser~cia das formalidades legais e . regulamentares (art. 2 q2 do RIPT), emissão essa não questionada pela fiscalização, é de se concluir pela sua idoneidade, inclusive quanto á expressão "desconto para pagamento à vista", neles ccmst.wIt.e. , ,, Por outro .lado„ não é relevante para a solução do , litígio perquirir se a autuada realizava vendas somente à vista, somente a prazo, ou nas duas modalidades, a seus concessionários distribuidores, em qualquer período. Relevante é saber se as vendas de que tratam os autos, às quais corresponderam saídas de produtos tributados do estabelecimento da Autuada,.foram realizadas contra pagamento á visIa., abatendo-se do preço declarado (base de cálculo do IPT), a ti:tuia de "desconto para pagamento á vista", quantia determina *, , 9 ' i. ,,,4„, Im-S:IN MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTOWY 'k412.igag,. SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES,, . Processo n2:: 10.805-000.265/90-44 ' . Acórdão no:: 201-68.141 , segundo par~tros estabelecidos pela vendedora e aceitos pelos adquirentes. Tenho que esse fato é indubitavelmente demonstrado nos autos., Destarte, não foi instaurada a controvérsia sobre a matéria de fato, estando esta, como demonstrado, induvidosamente esclarecida nos autos. Desnecessária é a perícia, portanto, não configurando o seu indeferimento a "preterição do direito de defesa" a que alude o artigo 59, II, do Decreto 70.235/72. 1 Tampouco foi violado o art. 52, LV, da Constituição, porquanto a Autuada exercitou ampla defesa, no (......myt.r,mlitório instaurado, tendo tido acesso a todos os "meios e recursos" usual e razoavelmente admitidos pelo direito aplicável, aí não incluídas perE cias flagrantemente prescindíveis, impertinentes à solução da lide, ou de caráter nitidamente protelatório. O precedente jurisprudencial trazido â colação pela Recorrente também não lhe aproveita, eis que a decisão recorrida não foi omissa, ou silente, quanto à apreciação do pedido de perícia, tendo, ao contrário, justificado o indc,:feriment.o. (fls. 129). . Na realidade, a controvérsia não gira em torno da matéria de fato analisada, mas é suscitada por questão de direito, qual seja, a de incidoncia ou nas da norma expressa no artigo 14, parágrafo único, da Lei n2 4.502/64, sobre os fatos descritos no 1 auto de infração tendo em vista a natureza da desoneração concedida pela Autuada, a título de desconto, aos distribUidores dos produtos por ela fabricados. Por essas razes, rejeito a preliminar. Quanto á segunda preliminar - homologação tácita dos . lançamentos efetuados pela Autuada, no período de 12 a 19/04/85 -, , tenho'que a Recorrente situou corretamente a questão. , Com efeito, a denlãncia fiscal trata de imposto parcialmente não lançado pelo cf....Avti-itmint.e, para a determinação do qual obviamente foi necessário rever o lançamento efetuado pelo contribuinte. E precisamente essa revisão que era inadmissível, em 1 20/01.90, (data da lavratura do auto de infração) em relação aos I lançamentos feitos pelo contribuinte no período de ig a 19/04/85. Isso porque .:iá. decorrera o período de cinco anos, contados da odorrOncia dos respectivos fatos geradores, período esse estabelecido em lei (art. 150, parágrafo 42 do CTN, e art. 61, I, do RIPI/821 para que a autoridade administrativa se manifestasse sobre a correção do lançamento, homologando-o ou não. Decorrido tal prazoiv . / , 10 4C,I.,/ 1 , 1 C4Rkb MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO 4?-4 Ak. „ teo SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no): 10.805-000.265/90-44 Acórdão no:: 201-68.141 sem que houvesse oLoti-ido a manifestação da autoridade, era de considerar "homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito", nos termos do dispositivo do CTN, citado. E que, embora parcial, houvera em lançamento feito pelo contribuinte, de especie-"lançamento por homologação" (arts. 150 do CTN e 55 do RIPI/82) não tendo a fiscalização comprovado a . ocorrencia de dolo, fraude ou simulação. Para ' questioná-lo, e , promover a sua alteração, a autoridade administrativa competente . para efetuar o lançamento dispunha de cinco anos, contados da , ocorrencia do fato gerador. Não agindo nesse tempo, configurou-se a homologação do lançamento feito pelo contribuinte, e a conseqüente extinção do crédito tributário. (V. art. 150, parágrafo 42, do CTN, e 58, parágrafo t:Inico, do RIPI). Diferente seria a conclusão na hipótese de inocorrencia do lançamento, de fato ou nas situaçies descritas no art. 57, do RIP1/82, em que caberia a apreciação da de cadencia, ' decorrente de prazo mais largo (V. art. 173, I, do CTN, e 6:i., II, do RIP') exatamente porque a constituição do crédito tributário dependeria de apuração fiscal mais complexa - inclusive por demandar 1 , mais tempo para investigação dos fatos e do direito aplicável - do que a requerida para a homologação de lançamento já antecipado pelo sujeito passivo. i . Por essas razes, acolho a preliminar. • , Ho mérito, observo, de inicio, que não pode prosperar a alegação da Recorrente, de que cometem "erro formal" ao consignar nas notas fiscais de vendas de veiculos, examinadas pela fiscalização, a expressão "desconto para pagamento â vista". . Esses documentos fiscais, como já mencionei na I análise das preliminares, se revestem das formalidades legais e regulamentares, sendo ideneos portanto para os fins a que se destinam, retratando o seu contexto a substancia da operação que descrevem. Não é razoável supor que a autuada, dotada de notória sofisticação organizacional operacional, não os tivesse cancelado e remeLei, do, nos termos do nnular~to, em raso de erro com tão significativos reflexos nos campos tributário e negociai. - Assim, a expressão "desconto para pagamento â vista", aposta nos referidos documentos fiscais, que são integralmente ri. cri deve ser tomada como válida em todos os seus termos formais, e como expressão do que substancialmente objetivou o emitenter. subordinar a efetividade do abatimento ao "pagamento à vista", como estipulado na Cláusula Terceira do "Contrato de Financiamento Rotativo para Compra de Veículos com Garantia Real" celebrado entre a FORO BRASIL S/A, a FORD Financiadora S/A Crédit ir Financiamento e Investimentos e o concessionário - distribuidor. , 11 1 A.....,..... da~ . 1 4%0 MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO 'k,I,WWw, SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no r. 10.805-000.265/90-441 , Acórdão no:: 201-68.141 A referida disposição contratual estabelece que os financiamentos deverão ser utilizados para a aquisição de veículos "que a devedora (concessionário - distribuidor) fizer á FORD (FORD BRASIL S/A), . e que serão pagos a esta pela credora (FORD Financiadora S/A Crédito, Financiamento e Investimentos) por conta e ordem da Devedora, do seguinte modo:: de conformidade com o acordo estabelecido entre as partes e objetivando esse( a) financiamento(s), a CREDORA se obriga a pagar a FORD, em caráter rotativo, o valor correspondente às compras de veículos que a DEVEDORA realizar junto à FORD, observadas as cláusulas deste c.ont.rat.o.1 , , , TI - na data em que a FORD entregar o(s) velculo(s) à empresa encarregada de transportá-lo(s) ao estabelecimento da DEVEDORA, ou ao seu bastante procurador, a FORD remeterá â CREDORA (5). duplicata( s) referente( s) venda(s) realizada(s), devidamente endossada(s) a esta, acompanhada(s) de correspondOncia relacionando e caracterizando o(s) veE culo(s) cuja(s) venda(s) â DEVEDORA deu(ram) origem aos re.,pectivos saques. • III - no dia da entrega cia (a) duplicata(s) mencionada(s) no item II supra a CREDORA se obriga a pagar à FORD o valor correspondente a( s) duplicata( s), recebida(s) o qual será simultaneamente debitado à DEVEDORA na conta para esse fim aberta, que se destina exclusivamente a evidenCiar a movimentação financeira deste contrato". Assim, fe.,-.se depender o desconto de um evento, necessariamente posterior à sua estipulação. Evento futuro, portanto, consequente ao ajuste de compra e venda, e passível de ser I eleito pelo vendedor como condição modificativa do preço avençado, pela sua ocorrOncia nos termos da cláusula contratual mencionada., I No campo tributário, tal evento também se situaria . após a ocorrOncia do fato gerador, marco temporal do surgimento da obrigação tributária e portanto da determinação (:j de cálculo. Destarte, embora relacionado com fatos anteriores á, sua concessão, como a celebração da compra e venda e do "Contrato de Financiamento..." aludido,. o desconto teve sua efetividade subordinada a evento futuro, qual seja o pagamento de acordo com a Cláusula Terceira III, do contrato aqui referido. i , Parece-me também não haver ~ida quanto à incerteza do evento, uma vez que havia possibilidade de não realização do pagamento que o concessionário - distribuidor prometia efetuar à47 12 - ONL LÁ",, . , ÁMW - •:--e.„,w, MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO ~...,J- 4 Wij SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo nq g 10.805-000.265/90-44 Acórdão npn 201-68.141 vendedora (FORD BRASIL), pot intermédio da entidade financeira (FORD Financiadora). Tanto assim que OS credores, independente das causas , que pudessem acarretar o inadimplemento (indisponibilidade de recursos na 1:1. ri sujeição desta a medidas oficiais, restritivas de sua atividade, por exemplo), procuraram assegurar-se do ressarcimento de eventual falta de pagamento, mediante inserção, no contrato, das clausulas sexta, sétima, nona e décima, em cujo contexto está supjacente a possibilidade de não pagamento do débito do concessionário - distribuidor. - , . Todas essas cláusulas estabelecem mecanismos de recuperação do preço total -dos veículos (incluidos acréscimos financeiros), inclusive os valores correspondentes ao desconto, concedido com a finalidade declarada de "res ,,, Arcir" o concessionário dos encargos financeiros contratados formalmente com a FORD Financiadora, isto é, para "eliminar" ou "minimizar" tais ónus. Isso • , contribui também para mostrar a subordinação do desconto ao, pagamento, como determinado na Cláusula Terceira, do "Contrato de Financiamento... ", tendo em vista que o desconto so seria efetivo em caso de integral cumprimento das disposiçffes contratuais referidas. Caso u.-...intrário, o valor total a pagar englobaria o preço , sem descontog uma vez que a financiadora estaria habilitad,A cmaratualmente á recuperação integral de seus créditos (inclusive . encargos integraiS). . , Tenho assim como demonstrada a natureza ( ....ondi(J.01 .1al, do desconto concedido pela Autuada, o que me leva â conclusão de ter sido indevida a sua exclusão da base de cálculo do IPI, a teor do disposto no ar t. 14, parágrafo Unico da Lei 4.502/64 e do art. 63, II, e parágrafo 32, do RIPI/82. Refotça ainda a minha convicção o entendimento de que o referido dispositivo legal tem por objetivo a manutenção da, . integridade da base de calculO, só admitindo dela sejam excluídos os descontos, abatimentos ou diferenças que efetivamente representem , . uma livre transferOncia de recursos do alienante para o adquirente, isto é, uma transferOncia que assegure ao adquirente a livre disposição dos recursos havidos soh o título de desconto, diferença ou abatimento. Pualquer restrição a essa livre disponibilidade implica inclusão na base de calculo, do valor correspondente ao , desconto, diferença ou abatimento. . Essa interpretação deve-se, primeiro, a que a exegese do dispositivo não sofre res+rição pelo disposto na parte final do parágrafo 32 do art. 63 do RIP1, que•busca (e apenas isso) orientar a administração fiscal sobre o conceito de condição utilizando o , contido na lei civil, sem contudo esgotar, por essa indicação, o Alcance do dispositivo que visou a regulamentarg segundo, à constatação de que na conformidade do art. 109 do CTH pode a, intérprete ou aplicador da legislação- tributária utilizar conceitos, de direito privado para deles extrair efeitos próprios do DireituV , /í 13 ' " Ne„,u1.. , ., WW4; WNS MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO '451W0L SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n2:: 10.805-000.265/90-44 . Acórdão np:: 201-68.141 , TributArio, como os que dizem respeito â composição da base de cálculo., , No caso dos autos ê clara a restrição â livre disponibilidade dos recursos correspondentes ao desconto:: estes se reservam â satisfação parcial dos encargos financeiros a que se obrigou o adquirente, como a prépria Recorrente reconhece, ao alegar a natureza compensatária do desconto. De sorte que o que foi economizado na operação formal de compra será necessariamente utilizado na compensação com os débitos contraídos na mperação formal de financiamento. Dada a forte, e notória vinrulação societária entre vendedora e financiadora, não, é difícil concluir que o desconto em tela não é ditado pela liberalidade - inLondicionalidade - que a lei exige como pressuposto para sua exclusão da base de cálculo, mas por conveniencia da , economia interna das empresas participes do negócio. Tal , conveniÊncia não deve ter o efeito de provocar a redução da base de cálculo do IPI, por não haver nitidamente amparo legal para isso. , Em verdade, o "Contrato de Financiamento..." • que consta dos autos é Um instrumento representativo de convenção particular elaborada de conformidade com o Direito Privado, mas imprestável para produzir o efeito tributário que a fiscalizaçâo detectou:: redução da base de cálculo do IPI a título de concessão, de desconto incondicional. Isto porque o abatimento do preço dos produtos, apesar da forma jurídica empregada, não tem a, característica essencial de incondicionalidade pareLondo. antes resultar de abuso de forma, configurado pela utilização do aludido instrumento contratual para acobertar a redução'indevida da base de cálculo do IPI. Transcrevo, a propósito, adotando-os também como razffes de decidir, fundamentos de memorável voto proferido na CSRF pelo Conseheiro Lourierdes Fiuza dos Santos, acolhido pelo Colegiado, para provimento do Recurso Especial RP/201-0.133:: "A apreciação da lide por esse ângulo do "abuso de forma" é absolutamente pertinente,. visto que, estando em discussão a interpretação de cláusulas contratuais, necessário se torna, no interesse . da . tributação (que é interesse público), examiná-las, não só pela aparOncia externa do seu texto, como pela intenção das partes, não formaliada expressamente ou apresentada sob forma que oculta essa intenção. , Tal modo de analisar os fatos nada tem a ver com, ' introduçâo de modificaçCes no feito, como argúi o sujeito passivo. O fato entendido e- julgado como ilícito fiscal é a redução indevida do valor . tributável. E.,.::: íato não foi alterado, não valendc( • / 14 PLO 4,, ., , • A'''" MEM MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO ,..Ogn t, ' '.1. 4 MI I 'W.' SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo ng. :: 10.805-000.265/90-44 . Acórdão nql: 201-68.141 como argumento contrário a análise feita por ãngulos • diversos, inclusive o da simulação. , Ainda quanto ao voto do Conselheiro OSVALDO , TANCREDO DE OLIVEIRA, reporto-me a texto que foi buscar em lide discutida no tmbito da administração tributária do Estado do Rio de Janeiro, onde è posta . a seguinte questão Posto o administrador tributário diante de tão evidente d esvirtuamento de formas e categorias , jurídicas, de que lançam mão alguns . contribuintes na estruturação formal de seus negócios, há que perguntar se teria ele ..... o • administrador - de quedar ,,e inerte ante a intocabilidade da forma eleita por aqueles contribuintes para a consecução dos seus, objetivos menor pagamento ou Pagamento de tributo diferido no tempo."'' O racioncínio desenvolvido com invocação de, pronunciamento do jurista JOSE EDUÂRDO MONTEIRO DE BARROS nos seguintes Lermos Ao direito privado interessa o princípio da, autonomia das vontades e ao direito tributário , (como direito público) interessa o objetivo visado pelas partes, pelos interessados e prevalece o interesse público. Isso significa que (emb~ não de maneira absoluta, total) ele . abstrai a forma dos atos, para se preorupar apenas com a sua subst:Mcia. Adquire ,o i., especial a substncia dos atos, muito mais do que a sua própria forma. Em outras palavras:: tem em mira mais a realidade econÔmica subjacente nas relaços jurídicas, do que a forma léxica, verbal, dos atos jurídicos, das transaçes.' Ao final, chega â conclusão de que "é legítima a perscrutação da verdadeira natui. e..f.a da atividade, de forma jurídica quando ela co mostre atípica e inadequada á realidade econÕmica do negócio celebrado". Outra não é a situação que se võ no presente, feito. E, portanto, não pode deixar de ser, questionada a forma aparente das cláusulas contratuais vis-a-vis com "a realidade eLenõmicay subjacente." /I í 15 ., ' ' 04 4,..,,. . • J~‘ MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO 47-W1 '401W SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo np2 10.805-000.265/90-44 . Acórd'So no:: i , E evidente que ao industrial é lícito reduzir , sua margem de ganho, se isso melhor convém à sua estratégia empresarial. Há, porém, n'ão perder de vista tratar-se de ajuste entre particulares que nUo pode repercutir na área tributária. Por essa vaza°, é defeso às partes compensar Ónus e vantagens pela via da redu0o do imposto a pagar. Impertinente, pois, cogitar-se de prática comercial, como alega o , vendedor, quando se está frente a uma infra0o fiscal. O Fisco n'ão interfere (nem pode) na economia 1 interna das empresas para ditar normas quanto ao modo pelo qual ajustam suas relaçffes comerciais. Cabe lhe, contudo, em defesa do Erário, zelar pelo direito que lhe assiste de receber o que for devido." Ante o exposto, voto pelo n'i:Co provimento do recurso. I Sala das Sessffes, em 10 de junho de 1992. , , CY- ak 7<0 1. -,--- ARISTMANES FONTOURA DE HOLANDA (., i , , , 16
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Correção da falta após o inicio da procedência fiscal. Aplica- , çao das multas previstas nos arts. 106, IV,"a", , e 108, caput, do D.L. n9 37/66. Recurso pro- vido. , ; , Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL ; ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fis _ , cais,por maioria de votos, dar provimento Ao Recurso Especial. Venci- I , , da a Cons. ENILA LEITE DE FREITASÇ ,,-, IIAGA , ,Pt . , Sala das Se5,9À15F), em,40 de dezembro de 1982. ..- U'llitV , AMADOR (:)_+~.4-tov'FE, ANDEZ - PRESIDENTE ,, : . "<" HINDEMBURGO,X)OBATAETXEIRA - RELATOR X ("0 LUIZ RNANDO e,- IRA DE MORAES - PROCURADOR DA FA- ZENDA NACIONAL. Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros: WILFRIDO AUGUSTO MARQUES, PAULO DE ALMEIDA, PAULO CÉSAR DE Ã- VILA E SILVA, EDWALDO REIS DA SILVA e SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL. .MNM'f.Otor SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N.2 0611/000.394/81-00 RECURSO N.°: RR/303-0.736 ACÓRDÃO N.° : CSRF_703-1. 014 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL Recorrida: TERCEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Sujei° Passivo: CELULOSE NIPO-BRASILEIRA S.A. "RELATõRI O O Sr. Procurador da Fazenda Nacional pleiteia a reforma de acórdão da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes que, sob a seguinte ementa, deu provimento ao re- curso voluntãrio "Excesso de mercadoria verificado em ato de conferência aduaneira. Multa dos arti gos 108, "caput" e 106, IV, "a", do D.LT 37/66 - Mercadoria importada em dois pe- didos amparados em guias de importação distintas. Caracterizado engano na re- messa, realizada em um só embarque.Corre ção do lapso atrav5s de DCI, do recolhi- mento de tributos na forma da lei e de a presentação de nova fatura comercial.De-ã cabe a exigência. Recurso provido por maio ria de votos." A Fiscalização havia verificado, alem da merca- doria faturada, a existência de acrescimo. O julgador de pri meira instância impôs as penalidades previstas nos artigos 106, IV, "a", (não apresentação de fatura comercial quando do inicio do despaphT0 ad g .neiro) e 108 caput (declaração indevida) do D.L. n9 37/66 1- - D M F - RJ/1.° C - C - Secgraf - 1600/75 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0611/000.394/81-00 02. AcOrdão n9 CSRF/03-1.014 O Sr. Procurador da Fazenda Nacional alega, em resumo, que não existia, por ocasião do registro da DI,fatura que desse cobertura à mercadoria excedente. Não existia igualmente qualquer declaração sobre a mercadoria em excesso. Sustenta ain da a invalidade da correção promovida pelo intereSsado, uma vez que jà havia sido iniciado o despacho /7 aduaneiro/./ - t o relatOrio. /7/ SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0611/000.394/81-00 03. AcOrdão n9 CSRF103-1.014 VOTO Conselheiro HINDEMBURGO DOBAL TEIXEIRA - Relator Os elementos do processo demonstram inequivocamen te a existência de mercadorias em excesso ao declarado e não am- paradas por fatura. Restaria verificar se a falta foi elidida, como se afirma no r. ac6rdão sub judice, pela correção do lapso atravês de DCI e de apresentação de nova fatura comercial. Estâ demonstrado, como acentua a informação fis- cal de fls. 30 e segs., que, posteriormente "ã conferência adua - neira, houve troca de correspondência entre a importadora e a ex portadora, e que a mercadoria em causa tem preço duas vezes su- perior ao da mercadoria declarada. O inicio do procedimento I fiscal ocorreu em 10.09.81 (data da conferência da mercadoria) e somente ap6s essa data ou seja, em 28.09.81, a interessada soli- cita autorização para o registro da D.C.I. e para apresentação da fatura. Nesse momento jã. era impossivel a espontaneidade,em fa ce do que dispOe o art. 79 do Dec. 70.235/72. Em face do exposto, dou provimento ao recu .,,p' Brasília, DF, em 10 de dezembro de 198 . 40S4-0 HINDEMBURGO DOBAL TEIXEIRA - RELATOR. Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
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Numero do processo: 10680.009894/90-11
Data da publicação: Thu May 27 00:00:00 UTC 1993
Ementa: FINSOCIAL/FATURAMENTO - Constatada a omissão de receita na pessoa jurídica, é legítima a exigência da contribuição para o FINSOCIAL, na modalidade faturamento, incidente sobre as importâncias omitidas, apuradas com base exclusivamente, em depósitos bancários. Recurso provido.
Numero da decisão: 202-05811
Nome do relator: Não Informado
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MINISTÉRIO DA ECONOMIA FAZENDA E PLANEJAMENTO C l " . Rla Wile SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no: 10680.009894/90-11 Sessão de: 27 de maio de 1993 ACORDA() No 202-05.811 Recurso no: 87.039 , Recorrente : JORGE ABRAS FILHO Recorrida : DRF EM BELO HORIZONTE - MG - .F/NSOCIAL/FATURAMENTO - Constatada a omissão de -4-eceita na pessoa jurídica, é , .legitima a' exigencia “ da ,'. contribuição para o FINSOCIAL, na modalidade .. faturamento,' incidente %obre as importncias : Omitidas, apuradas com base I - ,exclusivamenli3e.., em depósitos bancArios. Recurso provido. . . , Vistos. relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por JORGE ABRAS FILHO. „ ACORDAM 'Os Membros da Segunda Cãmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provi- mento ao recurso. Vencido o Conselheiro EL.. IO ROTHE. , Sala das SessUes, em 27 . /J maio de 1993. / HELVIBARC/. os .. residente e Rlatar . • .30SeCA :: I_MEI)A LEMOS -Procurador-Represen- • tante da Fazenda • Nacional r VISTA EM SESSA0 DE cl 9-JAN1995 ., , --,..---_--fl--:- Participaram, ainda, do presente julgamento, op Conselheiros TERESA CRISTINA GONÇALVES PANTOjA, ANTONIO CARLOS BUENO RIBEIRO, OSVALDO TANCREDO DE OLIVEIRA, 00S E: ANTONIO AROCHA DA CUNHA, TARASIO CAMPELO BORGES e jOSE CABRAL GAROEM°. atf Ai _ .. F e • :- , , . . 1... Y3.• , .. --14& ft#4Èw MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO SI TÉ)TT~ SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES . • Processo no: 10680.009894/90-11 . . Recurso no. : 87.039 AcórdXo no: 202-05.811 Recorrente : JORGE ABRAS FILHO . .RELATORI O Contra a Empresa acima identificada foi lavrado o Auto de • Infração de fl. 01, onde se exige o recolhimento da • contribuição ao FINSOCIAL, relativo aos anos de 1905 e 1986, por ter sido apurada, através de fiscalização do IRFO, omissão de receita caracterizada pela não comprovação da origem de recursos depositados em Danem. • Impugnando o feito, tempestivamente, As fls. 13/17, a Recorrente reporta-se à impugnação constante do processo principal, a qual • anexa por cópia. A5 11.5. 20/23, manifesta-se o • fiscal autuante, O) inando pela manutenção integral do credito tributário, - uma vez que todas as alega0fes apresentadas pelo impugnante são vali as visando somente à protelação do pagamento do crédito tributário exigido no processo, pois em nenhum momento houve presença de provas concretas que justfficassem seu pleito. A Autoridade de Primeira Instância, à% fls. 30/31, julgou procedente a ação fiscal, assim ementando sua decisão: . "FINSOCIAL/FATURAMENTO - Constatada a omissão de receita na pessoa jurídica, é legitima a exigencia da contribuição para o . FINSOCIAL/FATURAMENTO, . incidente sobre as importâncias omitidas." • Inconformada, a Empresa , apresentou o tempestivo Recurso Voluntário de fls. 34/30, alegando as mesmas razt5es de defesa apresentadas na peça impugnatoria: A Secretaria desta Câmara providenciou a juntada, aos autos de cópia do Acórâão no 104-09.315 da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes que, por unanimidade de votms, negou provimento ao recurso (fls. 42/46). E o relatório. • . :. ., - ,, -: . • • • . . . . n .:. Lf akk_ MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO A .41B- ré, SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no: 10.680-009.094/90-11 Acorda° no: 202-05.811 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR HELVIO ESCOVEDO BARCELLOS No caso sub specie iuris a fiscalizaflo efetuou o lançamento com base, exclusivamente, em depósitos bancários. A jurisprudencia do Segundo Conselho de Contribuintes pacificou-se no sentido de 111 admitia realizapo de lançamento com base exclusivamente em depósitos bancários. Nestes termos e adotando a jurisprudencia supra, dou provimento ao recurso para declarar insubsistente o Auto de Infraao de fls. 01. SaladasSeSem27(maio de 1993. / 401 HELVTO O BARU/ • 1
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