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Numero do processo: 10280.003300/2003-56
Turma: Segunda Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Oct 19 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Fri Oct 19 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 102-02.401
Decisão: RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho
de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, para identificação da verdadeira renda tributável e respectivo IRRF, pois os documentos oferecidos dizem respeito aos valores globais dos precatórios recebidos pela categoria trabalhadora, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: Naury Fragoso Tanaka
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RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, para identificação da verdadeira renda tributável e respectivo IRRF, pois os documentos oferecidos dizem respeito aos valores globais dos precatórios recebidos pela categoria trabalhadora, nos termos do voto do Relator. . ..e. leb: NI MOI s • T i - NES DA SILVA ) 0PRESIDENTE r EXERi ,. .. NAURY FRAGNAKA .) RELATOR FORMALIZADO EM: 09 Nou 2007 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: LUZA HELENA GALANTE DE MORAES (Suplente convocada), SILVANA MANCINI KARAM, LEILA MARIA SCHERRER LEITÃO, SANDRO MACHADO DOS REIS (Suplente convocado). Ausentes, justificadamente, os Conselheiros: LEONARDO HENRIQUE MAGALHÃES DE OLIVEIRA e JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS. - . "N Processo n° :10280.003300/2003-56 Resolução n° : 102-02.401 Recurso n° :153.402 Recorrente : HÉLIO COUTO DE OLIVEIRA RELATÓRIO O processo tem centro na glosa dos rendimentos recebidos da Universidade Federal do Pará, em valor de R$ 34.678,36, fls. 16 e 17, bem assim, do correspondente Imposto sobre a Renda retido pela fonte pagadora - IRF, em valor de R$ 8.405,27, por falta de atendimento do contribuinte aos pedidos de informações do fisco, em quantitativo de três, conforme informado no campo Demonstrativo das Infrações, fl. 13. As intimações indicadas no referido ato não integram o processo, nem tampouco os comprovantes de entrega. Esse procedimento foi consolidado com a lavratura de Auto de Infração, de 22 de maio de 2003, com ciência em 11 de setembro desse ano, fl. 21. Esse ato administrativo não conteve crédito tributário, uma vez que serviu apenas para eliminar o saldo a restituir apurado na Declaração de Ajuste Anual-DAA, de R$ 4.527,34, fl. 16. Conveniente esclarecer que a pessoa fiscalizada impugnou o referido ato, oportunidade em que informou sobre (a) a sua atual condição de aposentado por invalidez, juntou cópia da Portaria n° 1924/95 publicada no Diário Oficial da União (fls. 09/10); (b) a percepção de diferenças salariais no ano-calendário de 1999, em igual valor à renda tributável oferecida à tributação, bem assim (c) quanto ao IRF, (d) sobre o seu desconhecimento do procedimento investigatório em razão de não ter recebido as intimações indicadas no feito, (e) sobre a ilegalidade na glosa de sua dependente, esposa, Eugenia Porpino de Oliveira, para a qual junta cópia da certidão de casamento, fl. 5, (f) quanto à ilegalidade no desconto do IRF em razão de sua moléstia grave; (g) quanto a glosa do desconto da contribuição ao INSS, porque indevida a incidência em razão de estar com idade superior a 65 anos e aposentado por idade. Apresentou comprovante do escritório de advocacia Silveira que contém os valores dos rendimentos auferidos. 2/41 Processo n° :10280.00330012003-56 Resolução n° : 102-02.401 A lide decorrente foi julgada em primeira instância conforme Acórdão DRJ/BEL n° 01-6050, de 15 de maio de 2006, fl. 26, oportunidade em que se decidiu, por unanimidade de votos, pela procedência do feito. Ressalte-se que o digno relator informou sobre a inexistência de dados nos sistemas informatizados da Administração Tributária a respeito dos pagamentos oferecidos à tributação pela pessoa fiscalizada, nem tampouco quanto ao IRF. Inconformado com essa decisão, o sujeito passivo interpôs recurso voluntário, considerado tempestivo, uma vez que a ciência da primeira ocorreu em 3 de julho de 2006, conforme AR, fl. 30, enquanto a recepção do protesto, em 2 de agosto desse ano, fl. 31. O recorrente: 1. Protesta contra a afirmativa contida na decisão a quo no sentido de que não houve recebimento dos rendimentos provenientes da Universidade Federal do Pará, porque estes foram decorrentes de precatórios requisitados pelo Tribunal Regional do Trabalho da 88 região, ordem que abrangeu a todos os participantes da reclamatória contra essa instituição de ensino. O fato dessa ação conter várias pessoas implicou na falta de observação quanto à situaçaõ de isento do Imposto de Renda do contribuinte, motivo para retenção indevida. Informa sobre a juntada de cópias dos documentos que instruem o processo na 38 JCJ n° 2.127/90. Conveniente esclarecer que os documentos a que se reporta o contribuinte são: a) Ofício TRT RP n° 2.099/77, no qual é requisitado o pagamento de precatório no valor de R$ 566.442,68. Esse ofício permitiria a identificação do número do processo e do autor que encabeça a ação, José Carlos Chaves Cunha, fl. 39. b)Extrato do sistema Juriscalc, Demonstrativo do cálculo de liquidação trabalhista, emitido pela JCJ. Nesse documento seda possível identificar que o recorrente era um dos autores no referido processo, fls. 41 e 42. c) Oficio n° 123/1999-Defin, emitido pela UFPA, destinado ao TRT/88 região, pelo qual encaminhada planilha, assinada pelo Diretor Financeiro, que conteve relação do valor bruto, das retenções de IRF e PSS e do valor líquido referente a cada processo. Nessa planilha encontra-se destacado o valor relativo ao processo 3 8 JCJ 3 /4/ Processo n° :10280.003300/2003-56 Resolução n° : 102-02.401 2127/90, com o valor do precatório e das retenções. Integraram o ofício, dois extratos do sistema SIAFI99, que evidenciam o recolhimento dos valores globais retidos, fls. 43 a 46. Em complemento, informa o contribuinte que identificou o motivo pelo qual a Receita Federal não conseguiria constatar o recolhimento do IRF: haveria uma falha no preenchimento do DARF por parte da UFPA, possível de constatar mediante confronto dos extratos, no primeiro deles, valor de R$ 61.086,96, corresponde ao recolhimento da contribuição previdenciária, e nesse documento o número do processo está correto; no segundo, que tem por referência o IRF, o valor é o mesmo da planilha, o processo é 3° JCJ — 2170/90, e o DARF contém número do processo como 4° JCJ- 0780/91. Ocorre que este processo encontra-se indicado na planilha, mas não tem valor a título de IRF. 2. Protesta pela condição de isento. No entender deste, a aposentadoria por invalidez estaria comprovada com a Portaria n° 1.924/95, anexada ao recurso, enquanto o dispositivo legal em que fundado esse ato, é o artigo 186, item I, § 1°, da Lei n°8.112, de 1990, no qual indicados os tipos de moléstias consideradas graves. A exigência de laudos somente seria para as situações havidas após 1° de janeiro de 1996, quando válida a Lei n° 9.250, de 1995. Como o reconhecimento de sua incapacidade ocorrera em 1995, bem assim sua aposentadoria, estaria dispensado dessa obrigação. O reconhecimento da incapacidade constituiria ato jurídico perfeito. Afirma que as suas declarações de imposto de renda após essa constatação sempre tiveram os rendimentos declarados como isentos, e nessa forma foram reconhecidos pela Administração Tributária. Juntado ainda, cópia do Termo de Compromisso de lnventariante, fl. 49, no qual consta que Eugenia Porpino de Oliveira prestou compromisso de inventariante nos autos dos bens deixados por Hélio Couto de Oliveira (este contribuinte), em razão de seu falecimento em 13 de outubro de 2003, bem assim, cópia do DARF com recolhimento em 7 de abril de 1999, no valor de R$ 11.106,72, código de receita 1505, processo 3' JCJ 1449/92 e 2127/90, (custas) fl. 68. É o Relatório. 411 . . Processo n° :10280.003300/2003-56 Resolução n° : 102-02.401 VOTO Conselheiro NAURY FRAGOSO TANAKA, Relator Atendidos os requisitos de admissibilidade, o recurso deve ser conhecido. A questão a resolver situa-se em dois referenciais: (a) acolher os dados declarados pela pessoa fiscalizada, com suporte nos documentos juntados à peça impugnatória e recursal, e (b) conceder a isenção aos rendimentos percebidos, considerada a presença de moléstia grave, incluída no rol daquelas contidas na lei para motivar a exclusão dos rendimentos provenientes da aposentadoria do campo de incidência do tributo. Verifica-se que a declaração apresentada pelo fiscalizado, fl. 16, conteve os rendimentos percebidos, de R$ 34.678,36, insertos no campo de tributação, com a compensação da correspondente retenção na fonte, de R$ 8.405,27. Em primeira instância, não foram considerados nem os rendimentos, nem o IRF, em razão da falta de registros nos meios informatizados da SRF, fl. 27. A cópia do oficio TRT RP n° 2099/97, de 30 de junho de 1997, permite concluir pela existência do processo judicial n° 003-2127/90, em nome de José Carlos Chaves Cunha e outros. O documento seguinte, de 28 de julho de 2006, de emissão da 38 Vara do Trabalho de Belém, que tem esse número de processo, contém a indicação de diversos reclamantes, entre estes, Hélio Couto de Oliveira, fl. 40. Observe-se que cópia autenticada do primeiro foi juntada à O. 55. Com esses dados comprova-se a participação deste contribuinte na referida ação judicial. Ocorre que os demais documentos juntados ao processo não permitem identificar o montante percebido pelo contribuinte, nem o total do correspondente IRF. Evidencia-se uma dificuldade na análise processual porque não se pode dividir a quantia de R$ 555.335,96, fl. 44, pelos 10 (dez) componentes da ação, fls. 40, porque não se sabe qual a referência de cada um deles, motivo que pode tomar todos os montantes individuais distintos. 511 , . . . Processo n° :10280.003300/2003-56 Resolução n° : 102-02.401 Sob outra perspectiva, o cálculo efetivado não denota montante compatível com o declarado pelo contribuinte, fls. 41 e 42, nem tampouco o resumo demonstrativo do Cálculo de liquidação de sentença, fl. 58, apresenta valor compatível, pois principal corrigido de R$ 45.125,98, Juros de R$ 46.133,79, e nenhum valor a titulo de IRF e INSS. O único documento portador dos dados declarados é o recibo emitido em favor do escritório de advocacia Silveira, Athias, Soriano de Mello, Guimarães e Pinheiro S/C, fl. 6. Com essas dificuldades, deve o julgamento ser convertido em diligência para que funcionário competente da unidade de origem providencie a instrução do processo com dados da ação judicial 38 JCJ - 2127/90, nos quais seja possível identificar o montante tributável cabível a este contribuinte, bem assim o valor do IRF. Na seqüência, instruir o processo com as intimações indicadas no feito, fl. 13, e a prova da falta de recepção. Como a autoridade fiscal não conheceu da documentação acostada ao processo porque juntada parte na peça impugnatória, parte na recursal, analisá-la e elaborar parecer conclusivo quanto à situação em litígio. Caso haja falta de documentos para conformar os fatos, complementar o procedimento com outras diligências. Dar ciência de todos os dados e documentos à representante legal do falecido, conceder-lhe prazo para manifestação e, após a extinção deste, devolver o processo a esta E. Câmara para julgamento da lide. Sala das Sessões- F, em 19 de outubro de 2007. -7) NAURY FRAGOSO TAN KA 6
score : 1.0
Numero do processo: 13851.000307/2002-10
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Aug 16 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu Aug 16 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Outros Tributos ou Contribuições
Período de apuração: 01/12/1990 a 31/03/1992
O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de cinco anos.
Numero da decisão: 303-34.633
Decisão: ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA do TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES,Por unanimidade de votos, negou-se provimento ao recurso voluntário. A Conselheira Nanci Gama declarou-se impedida. (RICC, artigo 15, § 1º, inciso II) Ausente justificadamente o Conselheiro Marciel Eder Costa.
Matéria: Finsocial -proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: Luis Marcelo Guerra de Castro
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Numero do processo: 13882.000503/2003-08
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Nov 10 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Thu Nov 10 00:00:00 UTC 2005
Ementa: DCTF. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA. NÃO CABIMENTO DE DENÚNCIA ESPONTÂNEA.
É cabível a aplicação da multa pelo atraso na entrega da DCTF à vista do disposto na legislação de regência. Devida a multa ainda que a apresentação da declaração tenha se efetivado antes de qualquer procedimento de ofício.
RECURSO NEGADO.
Numero da decisão: 303-32.585
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, negou-se provimento ao recurso voluntário, vencidos os Conselheiros Marciel Eder Costa, relator e Nilton Luiz Bartoli, que davam provimento. Designado para redigir o voto o Conselheiro Zenaldo Loibman.
Matéria: DCTF - Multa por atraso na entrega da DCTF
Nome do relator: MARCIEL EDER COSTA
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ementa_s : DCTF. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA. NÃO CABIMENTO DE DENÚNCIA ESPONTÂNEA. É cabível a aplicação da multa pelo atraso na entrega da DCTF à vista do disposto na legislação de regência. Devida a multa ainda que a apresentação da declaração tenha se efetivado antes de qualquer procedimento de ofício. RECURSO NEGADO.
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decisao_txt : ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, negou-se provimento ao recurso voluntário, vencidos os Conselheiros Marciel Eder Costa, relator e Nilton Luiz Bartoli, que davam provimento. Designado para redigir o voto o Conselheiro Zenaldo Loibman.
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Numero do processo: 11634.000098/2008-21
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 20 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Oct 19 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ
Anocalendário: 2004
LUCRO ARBITRADO. EXCLUSÃO DO REGIME DO SIMPLES.
RECEITA BRUTA NÃO ULTRAPASSADA NO ANOCALENDÁRIO
ANTERIOR.
Tendo a exclusão do regime do Simples sido motivada no excesso de receita bruta em relação ao limite de R$ 1.200.000,00 que teria ocorrido no ano-calendário de 2003, e sendo o valor total de receitas declaradas relativas a esse ano, acrescidas das receitas omitidas do período de maio a dezembro desse mesmo ano que foram objeto de lançamento (presunção legal de que trata o art. 42 da Lei 9.430/96), inferior a esse limite, não foi incorrida essa hipótese de exclusão, e consequentemente, cancela-se o lançamento do ano-calendário de 2004, por ter sido efetuado sob o regime do lucro arbitrado.
Numero da decisão: 1402-000.794
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Ausente momentaneamente, o Conselheiro Moisés Giacomelli Nunes da Silva.
Matéria: IRPJ - AF - lucro arbitrado
Nome do relator: ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2004 LUCRO ARBITRADO. EXCLUSÃO DO REGIME DO SIMPLES. RECEITA BRUTA NÃO ULTRAPASSADA NO ANOCALENDÁRIO ANTERIOR. Tendo a exclusão do regime do Simples sido motivada no excesso de receita bruta em relação ao limite de R$ 1.200.000,00 que teria ocorrido no ano-calendário de 2003, e sendo o valor total de receitas declaradas relativas a esse ano, acrescidas das receitas omitidas do período de maio a dezembro desse mesmo ano que foram objeto de lançamento (presunção legal de que trata o art. 42 da Lei 9.430/96), inferior a esse limite, não foi incorrida essa hipótese de exclusão, e consequentemente, cancela-se o lançamento do ano-calendário de 2004, por ter sido efetuado sob o regime do lucro arbitrado.
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EXCLUSÃO DO REGIME DO SIMPLES. RECEITA BRUTA NÃO ULTRAPASSADA NO ANOCALENDÁRIO ANTERIOR. Tendo a exclusão do regime do Simples sido motivada no excesso de receita bruta em relação ao limite de R$ 1.200.000,00 que teria ocorrido no ano calendário de 2003, e sendo o valor total de receitas declaradas relativas a esse ano, acrescidas das receitas omitidas do período de maio a dezembro desse mesmo ano que foram objeto de lançamento (presunção legal de que trata o art. 42 da Lei 9.430/96), inferior a esse limite, não foi incorrida essa hipótese de exclusão, e consequentemente, cancelase o lançamento do ano calendário de 2004, por ter sido efetuado sob o regime do lucro arbitrado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Ausente momentaneamente, o Conselheiro Moisés Giacomelli Nunes da Silva. (assinado digitalmente) Albertina Silva Santos de Lima – Presidente e Relatora. Fl. 371DF CARF MF Emitido em 29/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/11/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 29/11/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 11634.000098/200821 Acórdão n.º 140200.794 S1C4T2 Fl. 2 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antônio José Praga de Souza, Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Albertina Silva Santos de Lima. Relatório Tratase de processo relativo a exclusão do regime do Simples, conforme Ato declaratório executivo nº 4, de 08.02.2008, cuja ciência à contribuinte foi dada em 27.02.2008. Tratase também de lançamento relativo ao anocalendário de 2004, em razão da falta de comprovação da origem dos recursos creditados/depositados em contas correntes bancárias. A exclusão do Simples se deu em razão de ter ocorrido a hipótese de exclusão obrigatória, prevista no art. 9º, II, e art. 23, II, da Lei 9.317/96 (excesso de receita em relação ao limite de R$ 1.200.000,00 no anocalendário de 2003, com efeitos a partir de 01.01.2004. Em 21.05.2006, em cumprimento ao mandado de busca e apreensão nº 15/2006, policiais federais compareceram na empresa C. Brusque Costa, no shopping Catuaí, em Londrina, e os documentos apreendidos pela Polícia Federal foram encaminhados à Receita Federal. Em 20.03.2007, com o objetivo de cientificar a empresa do Termo de início da ação fiscal, a mesma não foi localizada no endereço cadastral, tendo sido cientificada, por meio da sócia, Sra. Liciana Lopes Costa. Em 19.06.2007, a empresa foi intimada a apresentar extratos de todas as aplicações financeiras e de todas contas correntes bancárias movimentadas pela empresa de janeiro de 2003 a dezembro de 2004. As informações sobre a movimentação financeira foram solicitadas às instituições bancárias, com atendimento, uma vez que a sócia, por meio de sua advogada, informou que havia solicitado às agências bancárias, os extratos bancários, mas que em razão, de haver custo alto para obtenção dos mesmos, caso a Receita Federal requisitasse as informações, nesse caso, pediria mais prazo. Em 28.09.2007, a empresa foi intimada a comprovar, por meio de documentos hábeis, a origem dos valores depositados/creditados em duas contas correntes bancárias; em 24.10.2007, a empresa solicitou dilação do prazo para atendimento à intimação, bem como, solicitou a restituição de todos os livros contábeis apresentados; em 23.11.2007, a empresa foi reintimada, e nesse ato, foi informada de que a documentação solicitada em 24.10.2007, encontravase à sua disposição desde 31.10.2007, fls. 167/169, tendo sido entregue em 11.12.2007; a empresa não atendeu à intimação. Fl. 372DF CARF MF Emitido em 29/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/11/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 29/11/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 11634.000098/200821 Acórdão n.º 140200.794 S1C4T2 Fl. 3 3 Em 31.01.2008, a empresa foi novamente intimada a comprovar a origem dos valores creditados/depositados em suas contas correntes bancárias. A empresa não atendeu à intimação, e em 08.02.2008, foi intimada a apresentar o livro de registro de inventário de mercadorias do ano de 2004. A contribuinte não atendeu à intimação. Em 27.02.2008, a empresa foi cientificada, via postal, do Ato Declaratório de exclusão do Simples, sendo que, em 26.03.2008, a empresa protocolou impugnação ao ato declaratório. Em 07.04.2008, a empresa foi informada por meio de Termo de intimação fiscal, de que a tributação dos valores omitidos no anocalendário de 2004, seria efetuada com base no art. 530, II, do RIR/99 (lucro arbitrado), uma vez que havia optado pela tributação simplificada e não possuía escrituração (contabilidade completa por trimestre, demonstrações financeiras, documentação e os livros auxiliares obrigatórios, inclusive lalur), que permitisse a tributação pelo lucro real trimestral, fls. 235/236. Os valores relacionados no demonstrativo de fls. 158 a 162, foram considerados como receita da empresa, conforme art. 42 da Lei 9.430/96, uma vez que a contribuinte embora intimada por várias vezes, não comprovou a origem dos recursos creditados/depositados em suas contas correntes mantidas junto a instituições financeiras. Foram excluídos os valores dos cheques depositados e posteriormente devolvidos. Os valores devidos pelo regime do Simples, apurados na Declaração, foram compensados no auto de infração, por tributo. Foi aplicada a multa de ofício de 75%. Consta a informação de que a Sra. Liciana Lopes Costa foi considerada sócia solidária juntamente com seu cônjuge Sr. Celso Brusque da Costa e seu sogro Jair Delfim da Costa, da empresa Lucena & Cia Ltda, em auto de infração já lavrado, tendo em vista que foi constatado que os sócios de direito tratavamse de interpostas pessoas. Informa que o anocalendário de 2003 foi encerrado em outro processo: 11634.000306/200891. DA DECISÃO DA TURMA JULGADORA ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO ATO DECLARATÓRIO EXECUTIVO. EXCLUSÃO DO SIMPLES. AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. Somente ensejam a nulidade os atos e termos lavrados por pessoa incompetente e os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. ADE. EXCLUSÃO DO SIMPLES. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. Não há cerceamento pelo fato de o ADE ter sido cientificado à interessada antes da ciência do auto de infração por omissão de receitas no ano precedente, se a interessada já havia sido intimada e reintimada 4 (quatro) vezes a justificar os depósitos/créditos em contas bancárias de sua titularidade, sem apresentar qualquer prova e o prazo de resposta a essas Fl. 373DF CARF MF Emitido em 29/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/11/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 29/11/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 11634.000098/200821 Acórdão n.º 140200.794 S1C4T2 Fl. 4 4 intimações já se havia esgotado, e tampouco porque esse auto de infração ainda não foi julgado em todas as instâncias administrativas, dado que, se porventura vierem a ser julgadas improcedentes as omissões, a exclusão decorrente será revertida. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. ACESSO A EXTRATOS BANCÁRIOS. PRAZO PARA DEFESA, Não há cerceamento do direito de defesa se a empresa não exerceu o direito de vistas ou solicitação de cópias de documentos apreendidos e dispôs de mais de seis meses para a der, além de lhe ser facultada a apresentação de documentos a posteriori, caso haja motivo justificado, bem como recurso à segunda instância de julgamento. MULTA DE OFÍCIO. APLICAÇÃO E PERCENTUAL. LEGALIDADE Aplicável a multa de ofício no lançamento de crédito tributário que deixou de ser recolhido ou declarado e no percentual determinado expressamente em lei. INCONSTITUCIONALIDADE. ILEGALIDADE. APRECIAÇÃO. VEDAÇÃO. Não compete à autoridade administrativa manifestarse quanto à inconstitucionalidade ou ilegalidade das leis, por ser essa prerrogativa exclusiva do Poder Judiciário. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA – IRPJ EXCLUSÃO DO SIMPLES EXCESSO DE RECEITA BRUTA. FALTA DE LANÇAMENTO DE OFICIO Mantémse a exclusão da empresa a partir do primeiro dia do anocalendário seguinte àquele em que a fiscalização identificou receita bruta superior ao permitido no Simples, identificada por presunção legal de omissão de receitas, ainda que esta não tenha sido objeto de lançamento fiscal devido à decadência. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RECEITAS. A Lei n° 9.430, de 1996, no seu art. 42, estabeleceu uma presunção legal de omissão de rendimentos que autoriza o lançamento do imposto correspondente, sempre que o titular da conta bancária, regularmente intimado, não comprovar, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos creditados em sua conta de depósito ou de investimento. LANÇAMENTO COM BASE EM PRESUNÇÃO LEGAL. ÔNUS DA PROVA DO CONTRIBUINTE. O lançamento com base em presunção legal transfere o ônus da prova ao contribuinte em relação aos argumentos que tentem descaracterizar a movimentação bancária detectada. Fl. 374DF CARF MF Emitido em 29/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/11/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 29/11/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 11634.000098/200821 Acórdão n.º 140200.794 S1C4T2 Fl. 5 5 LANÇAMENTOS REFLEXOS: PIS, CSLL, COFINS e INSS Simples. Dada a íntima relação de causa e efeito, aplicase aos lançamentos reflexos o decidido no principal NOVAS PROVAS. As provas devem ser apresentadas junto com a impugnação, precluindo o direito de a interessada fazêlo em outra ocasião, ressalvada a impossibilidade por motivo de força maior, quando se refira a fato ou direito superveniente ou no caso de contrapor fatos ou razões posteriormente trazidos aos autos. PERÍCIA. PEDIDO NÃO FORMULADO Considerase não formulado pedido de perícia genérico, sem formulação de quesitos específicos nem indicação de perito. OITIVA DE TESTEMUNHAS. Indeferese o pedido para oitiva de testemunhas, no âmbito da primeira instância do contencioso administrativo fiscal, por falta de previsão legal. Lançamento Procedente DO RECURSO VOLUNTÁRIO A ciência da decisão de primeira instância se deu em 13.04.2009, e o recurso voluntário foi interposto em 07.05.2009. A recorrente parte do pressuposto que a exclusão do Simples se deu em razão da sócia Sra. Liciana ter sido considerada sócia solidária da empresa Lucena & Cia Ltda. Argumenta que apesar de ter sido consignado no TVF que foi propiciado à recorrente a justificativa dos lançamentos bancários, quando desejou o acesso e a prorrogação do exíguo prazo, e que não lhes foi permitido, havendo cerceamento do direito da ampla defesa e do contraditório. Aborda a inexistência de decisão com trânsito em julgado quanto à solidariedade passiva de Liciana Lopes da Costa nos autos de infração lavrado em face de Lucena & Cia Ltda. Também aborda a nulidade do auto de infração, por lesão ao contraditório e ampla defesa e a necessidade de prova técnica: (i) que o fisco deve permitir a participação contraditória do sujeito passivo, tanto que permitiu até o limite que ao Estado era conveniente, (ii) que não basta uma mera suspeita para legitimar a formalização do lançamento, porque há o resguardo das garantias constitucionais contra o excesso de exação, contra o confisco, que decorrem de exigência supostas, de lançamentos indiciários, fruto de arbítrio; (iii)que não basta para legitimar um lançamento, a simples lavratura de um auto de infração, quando existem fundadas razões para dar continuidade à elucidação dos fatos, como no caso dos autos, (iv) que a lei não admite que o sujeito passivo integre a instância quando a fase oficiosa não tenha Fl. 375DF CARF MF Emitido em 29/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/11/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 29/11/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 11634.000098/200821 Acórdão n.º 140200.794 S1C4T2 Fl. 6 6 seguido as determinações legais, pois, o legislador quis evitar que o sujeito passivo tivesse o incômodo de percorrer todas as instâncias administrativas para demonstrar fato negativo, quando a ação fiscal não tivesse a condição de prosperar, (v) que é dever da administração tutelar seus próprios atos;. (vi) que a administração está presa ao princípio da legalidade e que os princípios da ampla defesa e do contraditório há muito tempo não mais são exclusivos do processo judicial; (vii) que a súmula 473 do STF, não deixa margem a qualquer dúvida de que a administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornariam ilegais, (viii) faz referência à segurança jurídica; (ix), que depósitos bancários são somente indícios e que meros indícios de renda (depósitos bancários) não podem legitimamente ser transformados em acréscimos patrimoniais suscetíveis de tributação, sem que previamente se exerça o dever de prova e investigação que a norma de lançamento exige, (x) discute o conceito de renda; (xi) argumenta que os auditores imputaram responsabilidade tributária e tomaram como fato gerador de imposto de renda e outros reflexivos os lançamentos existentes em contas correntes da empresa Lcthec, fazendo vistas grossas à necessidade de se apurar qual foi o acréscimo patrimonial da referida pessoa jurídica; (xii) que a presunção de infração formulada pelos auditores é figura jurídicofiscal imaginária e inadmissível, e que o direito fiscal deve constituirse em fato perfeitamente delineado e evidenciado, sem o que não nasce o fato gerador da infração, a tipicidade.(xiii) conclui que é totalmente nula e improcedente a exigência contida na autuação e o próprio auto de infração, pelo cristalino cerceamento de defesa, consubstanciado na necessária e indispensável perícia técnica e contábil, no qual obteria êxito na demonstração de que não omitiu receitas, (xiv) pede a aplicação do princípio da interpretação mais favorável ao contribuinte de reconhecida aplicabilidade do Conselho de Contribuintes. Aborda ainda a desproporção entre o desrespeito à norma e sua conseqüência jurídica, em razão do caráter confiscatório, e que quando a multa ultrapassa o valor do principal, abandonase os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, razão pela qual, deveria ser reconhecida a nulidade da multa imposta. Como prova, requer a realização de perícia contábil na escrita e documentos da empresa, assegurandolhe a indicação de assistente técnico, quesitos e participação em atos do contraditório, na época oportuna, bem como, a juntada de novos documentos, requisição de informações à Secretaria da Fazenda do Estado, ou qualquer outro órgão, oitiva de testemunhas e demais meios admitidos em direito. Não sendo esse o entendimento, que ainda assim, sejam acolhidos os fundamentos da recorrente, observandose que por não haver coisa julgada em relação à solidariedade passiva da Sra. Liciana na empresa Lucena & Cia Ltda, há de ser mantida a opção pelo Simples, afastandose o enquadramento da empresa LCTHEC na modalidade de lucro arbitrado. Consta no voto condutor do acórdão, que este processo foi analisado e julgado em conjunto com os seguintes, devido aos elementos em comum existentes entre os mesmos: 11.634.000307/200836 e 11634.000100/200861: Ower Computadores Ltda. 11634.000305/200847 e 11634.000099/200875: C. Brusque Costa 11634.000306/200891: LCTHEC Informática Ltda 11634.0001263/200781 e 11.634.001267/200769: Technology Componentes Eletrônicos Ltda. 11634.001279/200793: Lucena e Cia Ltda. Fl. 376DF CARF MF Emitido em 29/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/11/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 29/11/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 11634.000098/200821 Acórdão n.º 140200.794 S1C4T2 Fl. 7 7 11634.000471/200843: PCPlug Comércio de Equipamentos Eletrônicos Sistemas e Automação Industrial. Este é o relatório. Voto A Conselheira Albertina Silva Santos de Lima A Turma Julgadora julgou a impugnação relativa a estes autos juntamente com a impugnação de outros 9 processos que têm elementos em comum. Desses 9 processos, estão em julgamento nesta sessão, também os recursos relativos ao processos 11634.000098/200821 da LCTHEC Informática Ltda, ao processo 11634.001279/200793, da pessoa jurídica Lucena & Cia Ltda, e aos processos 11634.00 11634.001267/200769 e 11634.001263/200781 relativos ao sujeito passivo Technology Componentes Eletrônicos Ltda. Dos demais processos julgados em conjunto, cujos recursos voluntários foram apreciados pelo CARF, destaco: a) 11634.000099/200875 – C. Brusque Costa: Acórdão 180100.340, de 31.08.2010: recurso voluntário negado; b) 11634.000100/200861 Ower Computadores: Acórdão 120200546, de 28.06.2011: não foi conhecido o pedido de perícia, a preliminar de nulidade dos autos de infração foi negada, foi considerada definitiva a matéria não contestada, e no mérito, foi negado provimento ao recurso; c) 11.634.000307/200836 Ower Computadores: Acórdão 120200.547, de 28.06.2011: recurso voluntário negado. Ainda não foram julgados no CARF os recursos relativos aos seguintes processos: a) 11634.000305/200847 – C. Brusque Costa. b) 11634.000471/200843: PCPlug Comércio de Equipamentos Eletrônicos Sistemas e Automação Industrial. O recurso atende às condições de admissibilidade e deve ser conhecido. Tratase de autuação relativa ao anocalendário de 2004, em razão de falta de comprovação da origem dos recursos creditados/depositados em contas correntes mantidas junto a instituições financeiras, efetuado no regime do lucro arbitrado. Fl. 377DF CARF MF Emitido em 29/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/11/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 29/11/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 11634.000098/200821 Acórdão n.º 140200.794 S1C4T2 Fl. 8 8 Tratase também de exclusão do regime do Simples, conforme Ato declaratório executivo nº 4, de 08.02.2008, cuja ciência à contribuinte foi dada em 27.02.2008. A exclusão do Simples se deu em razão de ter ocorrido a hipótese de exclusão obrigatória, prevista no art. 9º, II, e art. 23, II, da Lei 9.317/96 (excesso de receita em relação ao limite de R$ 1.200.000,00 no anocalendário de 2003, com efeitos a partir de 01.01.2004. A autuação relativa ao lançamento do anocalendário de 2003 foi cientificada ao sujeito passivo em 23.05.2008, e referese à infração de falta de comprovação da origem dos recursos creditados/depositados em contas correntes bancárias movimentadas pela empresa, que está sob controle do processo nº. 11634.000306/200891. O recurso voluntário relativo a esse processo foi julgado nesta sessão tendo sido rejeitada a preliminar de nulidade, e no mérito, foi negado provimento ao recurso. Devese registrar que contrariamente o que alega a recorrente, a razão da exclusão do Simples, não foi o fato da sócia Sra. Liciana ter sido considerada responsável solidária no lançamento relativo à empresa Lucena & Cia Ltda. A razão da exclusão foi o excesso de receita, no anocalendário de 2003, em relação ao limite de R$ 1.200.000,00. Registro que o valor das receitas omitidas no período de maio a dezembro do anocalendário de 2003, que foram objeto do lançamento acrescidas da receita declarada no mesmo período resultou no valor de R$ 768.592,58 (fls. 190 do processo 11634.000306/2008 91). Adicionandose a esse valor, as receitas declaradas do período de janeiro a abril de 2003, que segundo a Declaração Simplificada apresentada e que consta no processo relativo ao anocalendário de 2003, acumulada até abril desse ano, corresponde a R$ 204.598,49 (fls. 173 do processo 11634.000306/200891), se atinge o valor de R$ 973.191,07, inferior, portanto, ao limite de R$ 1.200.000,00. A Turma Julgadora manteve a exclusão por entender que quando da emissão do ADE, a interessada já havia sido intimada a justificar os depósitos bancários de todo o ano calendário, que deram origem à constatação de omissão de receitas e já haviam sido esgotados os prazos concedidos nessas intimações para que apresentasse suas comprovações das origens desses recursos. Discordo desse entendimento. Tratandose da infração de omissão de receitas caracterizada por falta de comprovação da origem dos recursos creditados/depositados em contas correntes mantidas junto a instituições financeiras, para que seja apurado o valor de receitas omitidas, necessariamente há de haver um lançamento. Assim, ainda que os recursos depositados/creditados nos meses de janeiro a abril de 2003, não tenham tido a respectiva origem comprovada, mas não tendo os mesmos sido incluídos no lançamento, não restou caracterizada a presunção legal de omissão de receitas para esse período, razão pela qual não se pode adicionar o valor dos depósitos/créditos dos meses de janeiro a abril de 2003. Consequentemente, sendo o valor total de receitas (declaradas no ano calendário de 2003 mais receitas omitidas no período de maio a dezembro do mesmo ano) Fl. 378DF CARF MF Emitido em 29/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/11/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 29/11/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 11634.000098/200821 Acórdão n.º 140200.794 S1C4T2 Fl. 9 9 inferior a R$ 1.200.000,00, não se pode afirmar que a pessoa jurídica incorreu nessa hipótese de exclusão. Nesse sentido, devese dar provimento ao recurso para cancelar a exclusão do regime do simples, e tendo em vista que o lançamento foi efetuado sob o regime de tributação do lucro arbitrado, quando deveria ter sido efetuado sob o regime do simples, não pode o mesmo prosperar. Dada a íntima relação de causa e efeito, aplicase aos lançamentos reflexos o decidido no principal. Deixo de apreciar os demais argumentos contidos no recurso, por não serem necessários à solução da lide. Do exposto, oriento meu voto para dar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Albertina Silva Santos de Lima Relatora Fl. 379DF CARF MF Emitido em 29/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/11/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 29/11/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA
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Numero do processo: 11176.000023/2007-11
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 07 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Wed Jul 07 00:00:00 UTC 2010
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/01/1999 a 31/03/2006
DECADÊNCIA - ARTS 45 E 46 LEI N° 8.212/1991 -INCONSTITUCIONALIDADE - STF - SÚMULA VINCULANTE - OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS - ART 173, I, CTN.
De acordo com a Súmula Vinculante n° 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência e prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional.
O prazo de decadência para constituir as obrigações tributárias acessórias relativas às contribuições previdenciárias é de cinco anos e deve ser contado nos termos do art. 173, I, do CTN.
ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/01/1999 a 31/0.3/2006
OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA - DESCUMPRIMENTO
Consiste em descumprimento de obrigação acessória a empresa apresentar GFIP - Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social com informações inexatas, incompletas ou omissas, em relação aos dados não relacionados aos fatos geradores de contribuições previdenciárias.
LEGISLAÇÃO POSTERIOR - MULTA MAIS FAVORÁVEL - APLICAÇÃO
A lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE.
Numero da decisão: 2402-001.017
Decisão: ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, I) Por maioria de votos: a) nas preliminares, em dar provimento parcial ao recurso, para reconhecer que ocorreu a decadência e excluir as contribuições apuradas até a competência 1112000, anteriores a 12/2000, pela regra expressa no I, Art. 173, do CTN, nos termos do voto da relatora. Vencido o Conselheiro Rogério de Lellis Pinto, que votou em aplicar a regra expressa no § 4º, Art. 150 do CTN. II) Por unanimidade de votos: a) no mérito, em dar provimento parcial, para que se recalcule o valor da multa, se mais benéfico à recorrente, de acordo com o disciplinado no Art. 32-A da Lei nº 8.212/1991, nos termos do voto da relatora.
Matéria: Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)
Nome do relator: ANA MARIA BANDEIRA
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O prazo de decadência para constituir as obrigações tributárias acessórias relativas às contribuições previdenciárias é de cindo anos e deve ser contado nos termos do art. 17.3, I, do CTN. ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/1999 a 31/0.3/2006 OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA - DESCUMPRIMENTO Consiste em descumprimento de obrigação acessória a empresa apresentar GFIP - Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e i Informações à Previdência Social com informações inexatas, incompletas ou omissas, em relação aos dados não relacionados aos fatos geradores de contribuições previdenciárias. LEGISLAÇÃO POSTERIOR - MULTA MAIS FAVORÁVEL -. APLICAÇÃO A lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivameat julgado quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista iTà vigente ao tempo da sua prática. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da LIP Câmara / 2" Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, I) Por maioria de votos: a) nas preliminares, em dar provimento parcial ao recurso, para reconhecer que ocorreu a decadência e excluir as contribuições apuradas até a competência 1112000, anteriores a 12/2000, pela regra expressa no I, Art, 173, do CTN, nos termos do voto da relatora. Vencido o Conselheiro Rogério de Lellis Pinto, que votou em aplicar a regra expressa no § 4 0 , Art. 150 do CTN. II) Por unanimidade de votos: a) no mérito, em dar provimento parcial, para que se recalcule o valor da multa, se mais benéfico à recorrente, de acordo com o disciplinado no Art. 32-A da Lei if 8.212/1991, nos termos do voto da relatora. __-------, ,..-, , "-(....---7"---- ''.----ã--- 7MARCE LIVEI - Presidente.,„„.. r „ A Á MARIA BA EIRA — Relatora Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros: Marcelo Oliveira, Ana Maria Bandeira, Rogério de Lellis Pinto, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo e Ewan Teles Aguiar (Convocado). n, / \ 2 Processo IV 11176 000023/2007-11 S2-C4T2 Acórdão n 2402-01,017 F1 172 Relatório Trata-se de auto de infração lavrado pelo descumprimento da obrigação tributária acessória prevista na Lei n° 8212/1991, no art. 32, inciso IV e § 60, acrescentado pela Lei n° 9.528/1997 e/c o art. 225, inciso IV e § 4' do Decreto ri° .3.048/1999 que consiste em a empresa apresentar GFIP — Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social com infamiações inexatas, incompletas ou omissas, em relação aos dados não relacionados aos fatos geradores de contribuições previdenciárias. De acordo com o Relatório Fiscal da Infração (fls 06), a autuada teria declarados as GFIPs de 01/1999 a 03/2006 com dados incorretos, relativamente aos códigos FPAS e Terceiros em alguns estabelecimentos. Foi elaborado demonstrativo (fls. 08/66) contendo o estabelecimento, a competência, o FPAS e código de terceiros declarados e os que a auditoria fiscal considerou que seriam os corretos. A autuada apresentou defesa (fls. 108/118) onde registra que o auto impugnado é reflexo da NFLD 37.044,230-0, na qual foi exigida vultosa importância da recorrente porque os auditoria fiscais teriam entendido que as contribuições arrecadadas pelo INSS e destinada aos Terceiros (SESC, SESI, SENAC, SENAI, SENAR, SESCOP, SENAT, etc) teriam sido recolhidas de forma equivocada em boa parte dos estabelecimentos. Aduz que teria ocorrido a decadência em relação à parte do período considerado no auto de infração. Alega a impossibilidade de exigência de multa lançada cumulativamente com a multa por lançamento de oficio da obrigação principal, o que se consubstanciaria em bis in idem, Pelo Acórdão ri.° 06-14.506 (fls. 14.3/147), a autuação foi considerada procedente. Contra tal decisão, a autuada apresentou recurso tempestivo (fls. 151/163) onde efetua a repetição das alegações de defesa. Os autos foram encaminhados ao Conselho Administrativo de Recursos L Fiscais — CARF que pela Resolução n° 2402-00.012 (fls. 165/167) converteu o julgamento em diligência para que fosse efetuada a juntada do Relatório Fiscal na notificação citada pelar\ recorrente, haja vista a conexão existente entre o presente auto de infração e a mesma. A DRF — Cascavel-PR informou que o processo relativo à NFL 37.044.023-0 se encontrava no CARF. É o relatório. 3 Voto Conselheira Ana Maria Bandeira, Relatora O recurso é tempestivo e não há óbice ao seu conhecimento. Inicialmente, cumpre observar a decadência parcial da multa aplicada. A decadência deve ser verificada considerando-se a Súmula Vinculante n° 8, editada pelo Supremo Tribunal Federal, que dispôs o seguinte: símuda Vinadante 8 "São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5" do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário" Vale lembrar que os efeitos da súmula vincularae atingem a administração pública direta e indireta nas três esferas, conforme se depreende do art. 103-A, capta, da Constituição Federal que foram inseridos pela Emenda Constitucional n° 45/2004, ia verbis: "Art. 103-it O Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vincuknte em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei, (g n) Da análise do caso concreto, verifica-se que embora se trate de aplicação de multa pelo descumprimento de obrigação acessória, há que se verificar a ocorrência de eventual decadência à luz das disposições do Código Tributário Nacional que disciplinam a questão ante a manifestação do STF quanto à inconstitucionalidade do art 45 da Lei n° 8.212/1991, .,.) 1 O Código Tributário Nacional trata da decadência no artigo 173, abaixo transcrito: i "Art.173 - O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados.: I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II - da data em que se tornar definitiva à decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo Único - O direito a que se rgfere este artigo extingue- se definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, cont,do ,,da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédi o.,... tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualque ..,,..\\ medida preparatória indispensável ao lançamento," - ) 4 Processo n° 11176.000023/2007-11 S2-C4T2 Acórdão fl.° 2402-01,017 Fl. 173 Quanto ao lançamento por homologação, o Códex Tributário definiu no art, 150, § 4° o seguinte: "Art.150 - O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa, " ,§ 4°- Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação, Tem sido entendimento constante em julgados do Superior Tribunal de Justiça, que nos casos de lançamento em que o sujeito passivo antecipa parte do pagamento da contribuição, aplica-se o prazo previsto no § 4 0 do art. 150 do CTN, ou seja, o prazo de cinco anos passa a contar da ocorrência do fato gerador, uma vez que resta caracterizado o lançamento por homologação. No caso, como se trata de aplicação de multa pelo descumprimento de obrigação acessória não há que se falar em antecipação de pagamento por parte do sujeito passivo, assim, para a apuração de decadência, aplica-se a regra geral contida no art. 173, inciso 1 do CTN. Assevere-se que a questão foi objeto de manifestação por parte da Procuradoria da Fazenda Nacional por meio da Nota PGFN/CAT 1\r- 856/ 2008 aprovada pelo Procurador-Geral da Fazenda Nacional em 01/09/2008, nos seguintes termos: "Aprovo Frise-se a conclusão da presente Nota de que o prazo de decadência para constituir as obrigações tributárias acessórias relativas às contribuições previdenciárias é de cindo anos e deve ser contado nos termos do art. 173, 1, do CTN." \ Nesse sentido, entendo que o direito de aplicação da multa pelo descumprimento da obrigação acessória encontra-se decaído até a competência 11/2000, fti inclusive, uma vez que a ciência do sujeito passivo ocorreu em 03/11/2006 Assim, a multa aplicada até a competência citada deverá ser excluída da presente autuação. , No mérito, a recorrente questiona o reequadramento efetuado pela auditoria fiscal quanto ao código FPAS e de terceiros em alguns estabelecimentos e que resultou na lavratura do presente auto de infração, -, A recorrente informa que o auto de infração em questão constitui refk.xo de outro procedimento formalizado que seria a NFID 37.044,230-0 em razão do equivocad', \ , r '---, 5i entendimento da auditoria fiscal de que as contribuições destinadas aos terceiros teriam sido recolhidas de forma equivocada em boa parte dos estabelecimentos. De fato, se verifica a conexão existente entre o presente auto de infração e a notificação em cima citada. Mantendo-se o lançamento referente às diferenças de contribuições relativas às aliquotas aplicadas segundo códigos FPAS incorretos, resta claro o descumprimento da obrigação acessória. Ocorre que, o recurso apresentado contra o lançamento consubstanciado na NFLD 37.044.230-0 foi objeto de desistência por parte da recorrente e o processo retornou à origem, conforme informação da Secretaria da Câmara. Uma vez que a recorrente desistiu do recurso no qual questionava as diferenças de contribuições resultantes do incorreto enquadramento, a mesma reconhece o preenchimento equivocado da GFIP — Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social e o efetivo descumprimento da obrigação acessória. Assim sendo, o presente Auto de Infração deve prevalecer. No que tange à multa aplicada, observa-se que a Lei rf 11,941/2009 alterou a sistemática de cálculo de multa por infrações relacionadas à GFIP. Para tanto, inseriu o art. 32-A, o qual dispõe o seguinte: "Art,32-A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do art 32 no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentá-la ou a prestar esclarecimentos e sujeitar-se-á às seguintes multas. — de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e II — de 2% (dois por cento) ao mês-calendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de .falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3 deste artigo. • § 1 Para Jeito de aplicação da multa prevista no inciso II do caput deste artigo, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não- apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento. § 2 Observado o disposto no § 3' deste artigo, as multas serão reduzidas,: 1— à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de oficio; ou II (setenta e cinco por cento), se houver apresentação declaração no prazo fixado em intimação, § 32 A multa mínima a ser aplicada será de; 6 Processo n 11176 000023/2007-11 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-01.017 Fl 174 1 — R$ 200,00 (duzentos reais), tratando-se de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; e 11 — R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos " No caso em tela, trata-se de infração que agora se enquadra no art. .32-A, inciso L Considerando o princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106. inciso II, alínea "c", do Código Tributário Nacional, há que se verificar a situação mais favorável ao sujeito passivo, face às alterações trazidas. Nesse sentido, entendo que na execução do julgado, a autoridade fiscal deverá verificar, com base nas alterações trazidas, qual a situação mais benéfica ao contribuinte. Diante do exposto e de tudo o mais que dos autos consta. Voto no sentido de CONHECER do recurso e DAR-LHE PROVIMENTO PARCIAL, para reconhecer que ocorreu a decadência até a competência 11/2000, bem corno para que seja efetuado o cálculo da multa de acordo com o art, 32-A, da Lei n°8.212/1991 e comparado ao cálculo anterior, para que seja aplicado o cálculo mais benéfico ao sujeito passivo É como voto. Sala das Sessões, em 7 de julho de 2010 (2.~- M AKIA BANDEI Relatora f\ ./ 7
score : 1.0
Numero do processo: 19515.003205/2004-15
Turma: Primeira Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Aug 13 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Wed Aug 13 00:00:00 UTC 2008
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 1999
Ementa: LUCRO ARBITRADO. FALTA DE APRESENTAÇÃO DE LIVROS E DOCUMENTOS. A falta de apresentação de livros e documentos de escrituração contábil e fiscal autoriza o arbitramento do lucro da pessoa jurídica.
Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 1999
Ementa: INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. O Primeiro Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula nº 2/1ºCC).
Assunto: Normas de Administração Tributária
Ano-calendário: 1999
Ementa: MULTA EX OFFICIO. CONFISCO. O princípio constitucional da vedação ao confisco é dirigido aos tributos em geral, não alcança as multas de lançamento ex officio.
Assunto: Normas de Administração Tributária
Ano-calendário: 1999
Ementa: JUROS DE MORA. TAXA SELIC. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Receita Federal são calculados com base na taxa Selic (Súmula nº 4/1º CC).
RO Negado e RV Negado.
Numero da decisão: 101-96.855
Decisão: ACORDAM os membros da Câmara do Primeiro Conselho de contribuintes,
1) Por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso de oficio. 2) Por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso voluntário nos termos do relatório e voto que passama integrar o presente julgado.
Matéria: IRPJ - AF- omissão receitas - demais presunções legais
Nome do relator: Aloysio José Percínio da Silva
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Numero do processo: 10280.001362/2002-42
Turma: Segunda Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Sep 14 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Fri Sep 14 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 102-02.396
Decisão: RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: Moises Giacomelli Nunes da Silva
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MINISTÉRIO DA FAZENDA- • t: PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA Processo n° : 10280.001362/2002-42 Recurso n° : 150.747 Matéria : IRPF — Ex.: 1999 Sessão de : 14 de setembro de 2007 Recorrente : JOSÉ MASSOUD SALAME Recorrida: : 3TURMA/DRJ-BELÉM/PA RESOLUÇÃON°102-02396 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por JOSÉ MASSOUD SALAME. RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. --Pda-sktff•-e LEILA MARIA SCHERRER LEITÃO PRESIDENTE MO rs •• LI ! ES DA SILVA RELATOR FORMALIZADO EM: 09 NOV 2001 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: NAURY FRAGOSO TANAICA, LEONARDO HENRIQUE MAGALHÃES DE OLIVEIRA, JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS, LUIZA HELENA GALANTE DE MORAES (Suplente convocada) e ROBERTO WILLIAM GONÇALVES (Suplente convocado). Ausente, justificadamente, a Conselheira SILVANA MANCINI KARAM. Processo n° : 10280.001362/2002-42 Resolução n° : 102-02.396 Recurso n° : 150.747 Recorrente : JOSÉ MASSOUD SALAME RELATÓRIO Contra o sujeito passivo acima identificado foi lavrado Auto de Infração de Imposto de Renda — Pessoa Física - Suplementar, referente ao exercício de 1999, ano- calendário de 1998, no valor originário de R$ 8.732,35, que adicionado de multa (R$ 6.549,26) e juros (R$ 3.899,86) atingiu o montante de R$ 19.181,47. O contribuinte tomou ciência do auto de infração em 18.01.2002 (AR fl. 28). Conforme descrito à fl. 12 do auto de infração, trata-se de omissão de rendimentos recebidos de pessoas jurídicas, decorrente de trabalho com vínculo empregatício, assim identificados e quantificados: a) ASSEFAZ/RJ R$ 2.698,40; b) GAMA S. SAÚDE R$ 1.544,40; c) GOLDEN CROSS; R$ 3.359,90; d) GRUPO HOSPITALAR DO RIO DE JANEIRO R$ 35.635,70 e d) CAIXA DE ASSISTÊNCIA DOS ADVOGADOS R$ 35.635,70. Os valores acima referidos foram apurados conforme extrato de DIRF fornecido pelas fontes pagadoras, sendo que em relação a ASSEGAZ/RJ o sujeito passivo declarou como recebidos a quantia de R$ 1.448,00 e IR Fonte de R$ 82,20, gerando assim, rendimentos omitidos de R$ 1.250,40. Notificado, o contribuinte apresentou impugnação alegando: a) que o fisco não apresentou provas suficientes que corroborassem o Auto • de Infração; b) que o processo contém apenas uma tabela sem que seja possível chegar aos valores trazidos pelo Auto de Infração, mesmo porque algumas das pessoas jurídicas mencionadas como fontes pagadoras do impugnante, até aquela data não lhe fizeram presentes esses comprovantes, sendo, nesses casos, dever da administração, juntar ao AI as provas que a levaram a lavrá-lo, afinal até a impugnação, o ônus/probandi é da Receita e não do sujeito passivo, fato que enseja cerceamento de defesa tornando nulo o Auto por inteiro; c) que recompondo os cálculos, simplesmente com as poucas informações trazidas pelo Auto, a cobrança indevida do sujeito ativo se inicia com os R$ 9.923,31 já pagos no ano da entrega da declaração, conforme comprova com os DARF's em anexo, perfazendo montante até maior do que o ali indicado como crédito tributário, valor esse que se requer seja restituído integralmente, como prevê o inciso 1 do art. 165 do CTN; 2 Processo n° :10280.001362/2002-42 Resolução n° : 102-02.396 d) que a pessoa jurídica ASSEFAZ-RJ declarou ter pago ao impugnante R$ 2.698,40, embora, na verdade, o valor recebido tenha sido o efetivamente declarado à época, ou seja R$ 1.448,00, de acordo com o documento em anexo apresentado pela ASSEFAZ; e) que isso implicou em nova cobrança indevida por parte da administração e que sobre os a diferença do valor acima, está cobrando aproximadamente R$ 443,40, mais uma diferença de R$ 332,55, adicionados a mais ou menos R$ 2.167,47, de juros de mora até 12/2001; Q que assim, afora os R$ 9.923,31 do Imposto já pago, ainda está cobrando R$ 2.943,42 a mais, pela diferença da inobservância da declaração do sujeito passivo, perfazendo um total de cobrança indevida de R$ 12.866,73; g) finalmente, requer a anulação do Auto de Infração. O acórdão de fls. 46 a 49 julgou procedente o lançamento com base nos fundamentos que passo a transcrever: (i) que o sujeito passivo não juntou o comprovante de rendimentos da ASSEFAZ-RJ, que na impugnação cita como anexo, deixando de atender ao previsto no inciso III, do art. 16 do Decreto n° 70.235/72, que determina: "art. 16. A impugnação mencionará: III — os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir;" (h) Também é ineficaz a alegação de que houve cerceamento ao direito de defesa, uma vez que o processo ficou disponibilizado na Repartição de origem, durante trinta dias, tempo previsto pelo Decreto n° 70.235/72, para o contribuinte apresentar impugnação. Assim poderia obter cópia do inteiro teor do processo, se assim o desejasse. (iii) Na descrição dos fatos, na fl. 12, foram descritas todas as fontes que efetuaram pagamentos e que cujos rendimentos foram omitidos pelo sujeito passivo, além de constar no processo, nas fls 19 a 21, todas as fontes pagadoras, com nomes e CNPJ, correspondente ao extrato das DIRF's apresentadas. (iv) Verificou-se que a autoridade fiscalizadora se limitou apenas a comparar os valores informados pelo sujeito passivo em sua declaração entregue por formulário, na qual anexou uma listagem das fontes pagadoras, com as doze fontes que 3 Processo n° : 10280.001362/2002-42 Resolução n° : 102-02.396 entregaram as D1RF's, mantendo todas as deduções pleiteadas pelo contribuinte, fls. 16, 17, 22 e 23. (v) Para obter o valor total dos rendimentos tributáveis a autoridade fiscalizadora somou aos rendimentos já declarados aos rendimentos omitidos, já descritos acima e no próprio Auto de Infração. (vi) Uma vez autuado o ônus da prova se inverte, caberia ao sujeito passivo comprovar que não teria percebido os rendimentos das fontes pagadoras, sobre o que não foi apresentada qualquer prova que elidisse a cobrança do imposto suplementar. (vii) Além de não comprovada a impugnação dos rendimentos da ASSEFAZ-RJ, também estão errados os cálculos dos juros que o sujeito passivo alegou de incidência sobre o valor do principal, quando argumentou sobre a quantia de R$ 2.167,47. Para confirmar, basta comparar que os juros totais do Auto de Infração incidente sobre o crédito suplementar de R$ 8.732,35 foram de R$ 3.899,86, o que corresponde a 44,66%, assim, sobre a parte impugnada de R$ 443,40, não poderia resultar em R$ 2.167,47. (Wh) Com relação à argumentação do contribuinte de que o Auto de Infração descreveu na apuração o valor declarado e já pago no ano de entrega da declaração, cabe esclarecer ao contribuinte que o valor de R$ 9.923,31 não está sendo cobrado em duplicidade, está apenas mencionado para demonstrar o valor total do crédito tributário para aquele ano-calendário, ou seja, computou-se o valor declarado, o valor do imposto suplementar e os acréscimos legais sobre o imposto suplementar, correspondente à multa de oficio de 75% e os juros calculados com base na taxa SELIC, em obediência à legislação tributária citada no próprio Auto de Infração. Assim, naquela data, ou seja, até dezembro de 2001, o valor total a pagar era de R$ 19.181,47, correspondente ao somatório das parcelas R$ 8.732,35 + R$ 6.549,26 + R$ 3.899,86. Intimado do acórdão em 30/06/05 (fl. 52), o contribuinte, tempestivamente, protocolizou o recurso de fls. 53 a 56 por meio do qual pede a reforma da decisão recorrida alegando que o auto de infração lavrado contra si lhe exige o valor de R$ 29.104.78 e não de R$ 19.181,47, conforme constou do relatório da decisão recorrida. Tal situação demonstra que os auditores fiscais, no memento do lançamento, também lhe exigiram o valor de R$ 9.923,31 recolhidos através dos DARFs apresentados na impugnação. Afirma o recorrente que, quando da impugnação, apresentou o comprovante que lhe fora entregue pela ASSEFAZ, no valor de R$ R$ 1.448,00 e que não sabe porque tal documento não está nos autos. Todavia, volta a apresentá-lo em seu recurso (fl.58); 4 Processo n° : 10280.00136212002-42 Resolução n° : 102-02.396 Que o recorrente declarou haver recebido da ASSEFAZ R$ 1.448,00 e esta declarou tê-lo pago R$ 2.698,40, sendo que a fiscalização está cobrando uma diferença a titulo de imposto suplementar de R$ 1.250,40. Contudo, a Receita Federal cobrou a título de imposto o valor de R$ 1.693,80, adicionando multa e juros totais de R$ 2.167,47, daí o erro da identificação tanto da base de cálculo quanto da aliquota. É o relatório. 5 di Processo n° : 10280.001362/2002-42 Resolução n° : 102-02.396 VOTO Conselheiro MOISÉS GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Relator O recurso é tempestivo, na conformidade do prazo estabelecido pelo artigo 33 do Decreto n. 70.235 de 06 de março de 1972, tendo sido interposto por parte legítima e realizado o depósito de 30% da exigência fiscal, razão porque dele tomo conhecimento. A inconformidade do recorrente sustentando que a fiscalização lhe exige o valor de R$ 29.104,78 e não de R$ 19.181,47, conforme relatado no acórdão recorrido, demonstra que o contribuinte não compreendeu os registros especificados no auto de infração. Por meio do auto de infração de fls. 09 a 12, a fiscalização recompôs a base de cálculo do imposto de renda, apurando imposto devido no valor de R$ 59.990,90, que subtraído dos R$ 41.335,24, correspondente ao IRRF, resultou em saldo de imposto a pagar de R$ 18.655,66 (R$ 59.990,00 — 41.335,24 = R$ 18.655,66). O valor de R$ 18.665,66 é o imposto que o contribuinte devia após a retenção do IRF. Todavia, o contribuinte declarou apenas R$ 9.923,32, resultando em imposto suplementar, objeto de lançamento, no valor de R$ 8.732,35 (R$ 18.665,66 — R$ 9.923,32 = R$ 8.732,35). A importância que foi objeto de lançamento foi o saldo de imposto a pagar de R$ 8.732,35, mais a multa de 75%, no valor de R$ 6.549,26, mais R$ 3.899,86 de juros, resultando em R$ 19.181,47. (R$ 8.723,66 + R$ 6.549,26 + R$ 3.899,86 = R$ 19.181,47). Quando a fiscalização, por meio do auto de infração, registra saldo do imposto a pagar no valor de R$ 18.655,66, deve se compreender que do valor devido (R$ 59.990,90) deve se deduzir o valor do imposto retido na fonte (R$ 41.335,24). Subtraindo o valor do IRRF do valor do imposto devido tem-se o saldo do imposto a pagar de R$ 18.655,66, do qual, por sua vez, deve ser subtraído o valor do imposto objeto de declaração (R$ 9.923,32) o que resulta no saldo final de R$ 8.732,35. Esclarecido que o valor objeto da exigência do crédito tributário é de R$ 19.181,47 e não de R$ 29.104,78, como compreendeu o contribuinte, registrado ainda que não está se exigindo o valor do imposto declarado e pago por meio dos DARFs de fls, mas sim o imposto decorrente das omissões especificadas no auto de infração, resta analisar a diferença de valores relativa à ASSEFAZ/RJ. Por meio do documento de fls. 19, verifica-se que a ASSEFAZ/RJ apresentou DIRF informando que pagou ao contribuinte o valor de R$ 2.698,40. O contribuinte apresentou impugnação dizendo ter recebido, desta fonte pagadora, o valor de R$ 1.448,00, importância esta que declarou regularmente. Frente a divergência de informações, o acórdão recorrido negou provimento à inconformidade do contribuinte com base no fundamento de que "uma vez autuado o ônus da prova se inverte, caberia ao sujeito passivo comprovar que não teria percebido os rendimentos das fontes pagadoras, sobre o que não foi apresentada qualquer prova que elidisse a cobrança do imposto suplementar." 6 . • . . • • Processo n° : 10280.001362/2002-42 Resolução n° : 102-02.396 O pagamento situa-se no mundo dos fatos e, quando realizado, tem-se prova de sua existência. Se o pagamento não for realizado, ele sequer ingressa no mundo dos fatos. Trata-se de algo inexistente. Não se tem como provar a existência de algo que não ocorreu. Fazer prova do não recebimento de valor corresponde à exigência de prova de algo inexistente. Ninguém consegue provar a existência do que não existe. Se o pagamento não foi feito, o ato de pagar é inexistente no mundo dos fatos e, se inexistente, em relação a ele não existe prova material. Em se tratando de lançamento feito com base em informações constantes de Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte — DIRF, nos casos em que o contribuinte alegar que não recebeu o valor informado pela fonte pagadora, para validade do lançamento, cabe à fiscalização intimar a fonte para comprovar o pagamento informado na DIRF. Neste ponto, não prospera o entendimento do acórdão recorrido que manteve a exigência sob o fundamento de que caberia ao sujeito passivo comprovar que não teria percebido o rendimento informado pela ASSEFAZ/RJ. Isso posto, voto no sentido de CONVERTER o julgamento em diligência para intimar a ASSEFAZ/RJ para que comprove o crédito em favor do contribuinte, no ano de 1998, da importância de R$ 2.698,40, eis que ele alega ter recebido apenas R$ 1.448,00. Sala das Sessões-DF, 14 de setembro de 2007. 4 Moises Giacome WNune4a Silva. 7 Page 1 _0033200.PDF Page 1 _0033300.PDF Page 1 _0033400.PDF Page 1 _0033500.PDF Page 1 _0033600.PDF Page 1 _0033700.PDF Page 1
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Numero do processo: 10680.001958/2005-82
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Oct 19 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Fri Oct 19 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 104-02.050
Decisão: RESOLVEM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Conselheiro Relator.
Matéria: IRPF- auto infração - multa por atraso na entrega da DIRPF
Nome do relator: Gustavo Lian Haddad
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RESOLVEM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Conselheiro Relator. .- ~lEattAtOtTeciACAil;â5--- PRESIDENTE puid GU S AVO LIAN HADDAD RELATOR FORMALIZADO EM: 13 NOV 7007 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros NELSON MALLMANN, HELOÍSA GUARITA SOUZA, PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, ANTONIO LOPO MARTINEZ e REMIS ALMEIDA ESTOL. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10680.001958/2005-82 Resolução n°. : 104-02.050 Recurso n°. : 157.630 Recorrente : DJALMA PEREIRA DOS SANTOS RELATÓRIO Contra o contribuinte acima qualificado foi lavrada, em 13/12/2004, a Notificação de Lançamento de fls. 02, relativa a multa pelo atraso na entrega da Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física - DIRPF referente ao exercício 2004, ano-calendário 2003, por intermédio do qual lhe é exigido crédito tributário no montante de R$ 165,74. Cientificado da referida notificação em 28/01/2005 (fls. 12 e 20), o contribuinte apresentou impugnação sustentando que perdeu seus documentos pessoais, tendo sido constituída uma empresa em seu nome, irregularidade essa que foi informada a Receita Federal e encontra-se pendente de análise (Processo 10860.009961/2002-60). A 26 Turma da DRJ/BHE, por unanimidade de votos, julgou procedente o lançamento, em acórdão assim ementado: "Assunto: Obrigações Acessórias Exercício: 2004 Ementa: MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DE DECLARAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. A apresentação de declaração pelas pessoas físicas obrigadas, quando intempestiva, enseja a aplicação da multa por atraso na entrega. Lançamento Procedente? Cientificado da decisão de primeira instância em 08/02/2007, conforme AR juntado aos autos (fls. 28), e com ela não se conformando, o contribuinte interpôs, em 15/02/2007, o recurso voluntário de fls. 29, trazendo aos autos os documentos de fls. 30/31 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10680.001958/2005-82 Resolução n°. : 104-02.050 relativos a empresa MN COQUE COMÉRCIO E INDÚSTRIA LTDA, que teria sido "baixada" por vicio em 16/05/1996. É o Relatório. 3 941. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10680.001958/2005-82 Resolução n°. : 104-02.050 VOTO Conselheiro GUSTAVO LIAN HADDAD, Relator O recurso preenche as condições de admissibilidade. Dele conheço. Trata-se, como relatado, de exigência de multa pelo atraso na entrega da Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física do exercício de 2004, ano-calendário de 2003. Embora a Notificação de Lançamento de fls. 02 não esclareça a condição de obrigatoriedade de entrega da Declaração de Ajuste Anual o Recorrente, em seu recurso voluntário, alega que foi indevidamente incluído como titular da empresa MN COQUE COMÉRCIO E INDÚSTRIA LTDA, fato comprovado por meio do extrato de fls. 21. Segundo o extrato de fls. 21 a referida empresa foi "baixada por vícios" em 08/06/2005. O Recorrente, no entanto, apresenta juntamente com seu recurso voluntário o extrato de fls. 30 e o despacho de fls. 31, segundo os quais a inscrição perante o CNPJ da referida empresa foi anulada "desde a data de sua constituição", ou seja, desde 16/05/1996. Verifico, ainda, às fls. 09 cópia da Declaração de Ajuste Anual que comprova a inexistência de renda no ano-calendário de 2003, razão pela qual conclui-se que, de fato, a participação em pessoa jurídica é a hipótese de obrigatoriedade de entrega da Declaração de Ajuste Anual que motivou o lançamento. 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10680.001958/2005-82 Resolução n°. : 104-02.050 Em casos análogos ao presente adotei o posicionamento majoritário neste Colegiado no sentido de desconsiderar tal condição de obrigatoriedade, caso a empresa em questão encontre-se em situação cadastral "Inapta" quando do encerramento do ano- calendário relativo à autuação. No presente caso, no entanto, as informações constantes dos autos divergem sobre a data em que a empresa foi declarada inapta na medida em que o extrato de fls. 21 apresenta tal data como sendo em 08/06/2005, enquanto que o extrato de fls. 30 informa que tal situação se deu em 16/05/1996. Corroborando com a argumentação desenvolvida pelo Recorrente, o despacho de fls. 31 que, embora não esteja assinado, aparentemente foi proferido nos autos do processo n° 10680.009961/2002-00, expressamente determina a anulação do CNPJ da referida empresa "desde a data de sua constituição". Tal informação é de suma relevância na medida em que caberia a desconsideração da multa caso a empresa tivesse sido declarada "Inapta" em exercício anterior ao da autuação, caso contrário o Recorrente estaria efetivamente obrigado a apresentação tempestiva da Declaração de Ajuste. No presente caso entendo que tal prova pode ser produzida mediante a apresentação, pela autoridade preparadora, de informação sobre a data em que a empresa de titularidade do Recorrente foi declarada inapta, existente no sistema da Receita Federal, bem como com as informações relativas ao processo n° 10680.009961/2002-00. Em vista do exposto e com amparo no disposto nos artigos 18 e 29 do Decreto n° 70.235/1972, voto por converter o julgamento em diligência para que a autoridade preparadora informe a data a partir da qual se considerou a empresa MN COQUE COMÉRCIO E INDÚSTRIA LTDA (CNPJ 01.201.294/0001-82) como INAPTA, verificando se é correta a informação constante dos documentos de fls. 30 e 31, 5 9-jj . • • • MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10680.001958/2005-82 Resolução n°. : 104-02.050 apresentados pelo Recorrente. Deverá o Recorrente ser intimado do resultado da diligência para sobre ele se manifestar no prazo de 15 dias, se assim o desejar. Sala das Sessões - DF, em 19 de outubro de 2007 GUSaSHEADDAD 6 Page 1 _0012800.PDF Page 1 _0012900.PDF Page 1 _0013000.PDF Page 1 _0013100.PDF Page 1 _0013200.PDF Page 1
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Numero do processo: 13629.720054/2007-34
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 29 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Thu Jul 29 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR
Exercício: 2003
ÁREA TOTAL DO IMÓVEL. MATRÍCULA NO REGISTRO CARTORÁRIO. ERRO.
A existência de erro na área da propriedade rural junto à matricula do imóvel no registro cartorário deve ser comprovada mediante apresentação de laudo técnico conclusivo.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2102-000.745
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatar.
Matéria: ITR - notific./auto de infração eletrônico - valor terra nua
Nome do relator: NUBIA MATOS MOURA
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A existência de erro na área da propriedade rural junto à matricula do imóvel no registro cartorário deve ser comprovada mediante apresentação de laudo técnico conclusivo, Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados s presentes autos, 4egiado, por unanimidade de votos, em NEGAR Relatora. pl;éK Presidente Clovanni Christia am mod n fif is,. Relatora fit f EDITADO EM:118/08/2010 Núbia Matos MNúbia Matos Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Carlos André Rodrigues Pereira de Lima, Ewa.n Teles Aguiar, Giovanni Christian Nunes Campos, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho. (i) (i) Voto Relatório Contra CELULOSE NIPO BRASILEIRA S/A CENIBRA, foi lavrada Notificação de Lançamento, fls, 01/05, para formalização de exigência de Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) do imóvel denominado Horto Mesquita, com área total declarada de 16.911,9 ha (NIRF 3,914.848-3), relativo ao exercício 2003, no valor de R$ 41.778,55, incluindo multa de oficio e juros de mora, calculados até 30/11/2007. As inflações imputadas à contribuinte na Notificação de Lançamento, fls, 02, foram: alteração da área total do imóvel, que passou de 16.911,9 ha para 17.201,6 ha, conforme matrículas da propriedade; e arbitramento do Valor da Terra Nua (VTN) para R$ 11181.040,00, mediante utilização do valor extraído do Sistema de Preços de Terra (SIPT) — R$ 650,00/ha. Inconformada com a exigência, a contribuinte apresentou impugnação, que foi devidamente apreciada pela autoridade julgadora de primeira instância, conforme acórdão DRJ/BSB n° 03-26.873, de 17/09/2008, fls, 85/89. Naquela oportunidade, decidiu-se pela procedência do lançamento, por unanimidade de votos. Cientificada da decisão de primeira instância em 16/10/2008, fls. 90, a contribuinte apresentou, em 17/11/2008, recurso voluntário, fls. 93/99, trazendo em síntese as seguintes alegações: A fiscalização deixou de atentar para o erro de fato existente na DITR/2003 e para a existência de Mapas/Geoprocessamento, que indicam a exata e precisa medição da área do imóvel. De acordo com a própria Receita Federal, existindo diferença na apuração da área total do imóvel, para efeito de apuração do 1TR deve ser considerada a real situação do imóvel no momento da entrega da DITR, e não a área averbada na matrícula do imóvel A área total do imóvel, 15 284,8 ha, foi devidamente comprovada por meio de Mapas/Geoprocessamento assinados por engenheiro legalmente habilitado no CREA É o Relatório 2 Processo n" 13629720054/2007-34 S2-C1T2 Acórdão n," 2102-00,745 F'l 103 Conselheira Núbia Matos Moura O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço, De início, vale destacar que a contribuinte, no recurso apresentado, limita suas alegações à alteração da área total do imóvel, silenciando quanto ao arbitramento do Valor da Terra Nua (VTN). Nesse sentido, deve-se observar o disposto no parágrafo único do art. 42 do Decreto n° 70.235, de 06 de março de 1972 1 e, assim, considerar definitiva a decisão de primeira instância, relativamente ao arbitramento do VTN. Portanto, tem-se que a lide instaurada com a apresentação do recurso, restringe-se à alteração da área total do imóvel. Na Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR), exercício 2003, a contribuinte informou que o imóvel, denominado Horto Mesquita, tinha área total de 16.911,9 ha. Ocorre que, durante o procedimento fiscal, atendendo ao Termo de Intimação, fis, 08/09, a contribuinte apresentou cópia das matrículas do imóvel, fis, .39/46, de onde infere-se que a área total do imóvel é de 17.201,6 ha, que corresponde ao somatório das áreas das matriculas números 9.867 (9345,00 ha) e 1,888 (7.856,6925 ha ). Destaque-se que as citadas matrículas se referem a imóveis rurais localizados nos municípios de Santana do Paraíso e Belo Oriente, respectivamente. No recurso, assim como na impugnação, a recorrente afirma que a área do imóvel é na verdade de 15,284,8 ha, conforme devidamente comprovado por meio de Mapas/Geoprocessamento assinados por engenheiro legalmente habilitado no CREA, fis, 03/19 (anexo I). De pronto, observa-se que os mapas apresentados pela recorrente, que são ao todo 17, detalham áreas rurais localizadas nos municípios de Santana do Paraíso, Belo Oriente e Açucena, sendo que o somatório das referidas área perfaz o total de 17,000 ha e não 15,284,8 ha, conforme mencionado pela defesa. Frise-se, ainda, que não existe nos mapas nenhuma referência às matrículas dos imóveis em questão, de modo que não existe vinculação entre as áreas detalhadas nos mapas e as propriedades rurais, que correspondem ao imóvel objeto do lançamento. Para comprovar a existência de erro nas áreas indicadas nas matrículas do imóvel, cabia à contribuinte juntar aos autos laudo técnico conclusivo sobre as áreas delimitadas nas matrículas do imóvel. A simples apresentação de mapas, sem correlação com as matrículas e desacompanhados do laudo técnico, não se prestam para comprovar a existência de erro nas matrículas do imóvel. Art. 42. São definitivas as decisões: (.-.) Parágrafo único, Serão também definitivas as decisões de primeira instância na parte que não for objeto de recurso voluntário ou não estiver sujeita a recurso de oficio AIP Nestes termos, a alteração da área total do imóvel pretendida pela recorrente não pode prosperar, dado que os documentos acostados aos autos pela defesa não se prestam para comprovar a existência de erro nas áreas indicadas nas matrículas dos imóveis. Ante o exposto, voto por negar provimento ao recurso, Núbia Matos Moura - Relatora 4
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Numero do processo: 11543.000376/2001-92
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Oct 18 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu Oct 18 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples
Ano-calendário: 2000
Ementa: PROCESSUAL – RECURSO PEREMPTO
Não pode ser conhecido o recurso apresentado depois de encerrado o prazo legal.
RECURSO VOLUNTÁRIO NÃO CONHECIDO.
Numero da decisão: 302-39.077
Decisão: Acordam os Membros da SEGUNDA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso por perempto, nos termos do voto do relator.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: Marcelo Ribeiro Nogueira
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