Numero do processo: 10983.912106/2009-31
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Oct 03 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Mon Jun 24 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2006
Ementa:
NULIDADE. OBSERVÂNCIA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. ART. 59, DO DECRETO N.° 70.235/72.
Observados o contraditório, a ampla defesa e não configurada hipótese do art. 59, do Decreto n.° 70.235/72, não pode ser anulado lançamento.
ESTIMATIVAS. PEDIDOS DE COMPENSAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE.
O valor pago a título de estimativa mensal do IRPJ caracteriza-se como mera antecipação do tributo e só pode ser utilizado para compor o saldo apurado no final do exercício.
Numero da decisão: 1102-000.541
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em afastar a preliminar e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Assinado digitalmente
JOÃO OTÁVIO OPPERMANN THOMÉ - Presidente.
Assinado digitalmente
SILVANA RESCIGNO GUERRA BARRETTO - Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Otávio Oppermann Thomé (presidente em exercício), Silvana Rescigno Guerra Barretto, Leonardo de Andrade Couto, Plínio Rodrigues Lima e Marcos Vinícius Barros Otoni. Ausente momentaneamente Gleydson Kleber Lopes de Oliveira.
Nome do relator: SILVANA RESCIGNO GUERRA BARRETTO
Numero do processo: 16366.000364/2006-84
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 24 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Apr 26 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/01/2006 a 31/03/2006
PIS NÃO CUMULATIVO. CRÉDITO. RESSARCIMENTO.
A inclusão no conceito de insumos das despesas com serviços contratados
pela pessoa jurídica e com as aquisições de combustíveis e de lubrificantes
denota que o legislador não quis restringir o creditamento do PIS/Pasep às
aquisições de matériasprimas,
produtos intermediários e ou material de
embalagens (alcance de insumos na legislação do IPI) utilizados,
diretamente, na produção industrial, ao contrário, ampliou de modo a
considerar insumos como sendo os gastos gerais que a pessoa jurídica
precisa incorrer na produção de bens ou serviços por ela realizada.
PIS NÃO CUMULATIVO. BASE DE CÁLCULO. EXPORTAÇÃO.
VARIAÇÕES CAMBIAIS POSITIVAS. NÃOINCIDÊNCIA.
Estão fora do campo de incidência da contribuição as receitas decorrentes de
vendas de mercadorias para o mercado externo, nelas incluídas a variação
cambial positiva em face do contrato de câmbio firmado entre a sociedade
empresária exportadora e instituição financeira reconhecida pelo Banco
Central do Brasil, mecanismo financeiro indispensável para o recebimento
dos valores correspondentes à exportação de mercadorias. Precedentes
do STJ.
PIS NÃO CUMULATIVO. RESSARCIMENTO. ATUALIZAÇÃO
MONETÁRIA. TAXA SELIC.
Diferentemente da restituição, não há se falar em atualização monetária nem
incidência de juros moratórios sobre créditos da contribuição para o PIS nos
ressarcimentos decorrentes do regime da não cumulatividade: antes da
vigência da Lei 10.833, de 29 de dezembro de 2003, não havia previsão
legal; na vigência dessa norma jurídica, o artigo 13 c/c artigo 15, inciso VI,
vedam expressamente tais majorações.
Recurso voluntário provido em parte.
Numero da decisão: 3101-001.108
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por maioria, em dar parcial
provimento ao recurso voluntário para: (1) excluir as variações cambiais ativas da base de
cálculo do tributo e (2) reverter a glosa dos créditos relativos a despesas incorridas, pagas ou
creditadas a pessoa jurídica domiciliada no país relativas a (2.1) aquisição de combustíveis
utilizados em veículos próprios para o transporte de matériaprima
entre estabelecimentos da
recorrente, (2.2) prestação de serviços de compra de matériaprima
(comissões) e (2.3)
"estufagem de containeres". Vencidos os conselheiros Corintho Oliveira Machado e Mônica
Monteiro Garcia de los Rios quanto ao tratamento tributário das variações cambiais ativas e à
glosa de créditos relativos à “estufagem de containeres”. O conselheiro Leonardo Mussi da
Silva votou pelas conclusões quanto à glosa de créditos inerentes à “estufagem de
containeres”.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: TARASIO CAMPELO BORGES
Numero do processo: 10950.005178/2010-41
Turma: Terceira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 23 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ
Ano-calendário: 2006, 2007
Ementa: EXCLUSÃO DO SIMPLES – NULIDADE
O ato de exclusão do Simples é declaratório, e não constitutivo. A concreção
da hipótese de exclusão e o efeito prescrito se dão ope legis. O pressuposto de
fato para a exclusão do Simples foi a apuração de receita bruta superior a R$
2.400.000,00 no ano-calendário imediatamente anterior ao da exclusão. O
efeito prescrito pela lei é a exclusão do Simples a partir do ano seguinte
àquele em que ultrapassado o limite previsto. Inexistência de efeito
retroativo. Só houve emprego de um critério jurídico, não havendo lugar para
aplicação do art. 146 do CTN. Exclusão que não merece rechaço.
NULIDADE – LANÇAMENTOS DE IRPJ, CSLL, PIS, COFINS –
AUSÊNCIA DE EFEITO DEFINITIVO DA EXCLUSÃO DO SIMPLES
O CTN prevê as hipóteses de suspensão de exigibilidade do crédito tributário.
O ato de exclusão do Simples não é de exigência do crédito tributário.
Descabe cogitar de suspensão de eficácia da exclusão do Simples a interditar
os lançamentos dos créditos tributários consequentes à exclusão. O que se
impõe é o julgamento conjunto dos feitos relativos à exclusão e às exigências
tributárias consequentes.
NULIDADE – OMISSÃO DE RECEITAS POR CRÉDITOS BANCÁRIOS
DE ORIGEM INCOMPROVADA – AUSÊNCIA DE CERTEZA
A partir da vigência do art. 42 da Lei 9.430/96, houve o estabelecimento de
presunção legal de omissão de receitas, com inversão do ônus da prova ao
sujeito passivo. Isso, desde que a autoridade fiscal demonstre adequada e
cuidadosamente a individualização dos créditos e intime o contribuinte para
que ele os esclareça e comprove sua origem. Requisitos cumpridos no caso
vertente. Não se trata mais de presunção hominis ou facti. Na presunção legal
em questão, o nexo lógico e causal entre o fato conhecido (créditos bancários
sem origem comprovada ou não levados à tributação) e o fato desconhecido
(receitas auferidas) são estabelecidos pela lei. Questão diversa é se a referida
presunção legal passa ou não pelo teste de constitucionalidade e em que
limites. Porém, isso é matéria que não pode ser enfrentada por este juízo,
conforme o art. 26A
do Decreto 70.235/72 c/ a redação da Lei 11.941/09, o
art. 62 do Anexo II do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria
MF 256/09, e a Súmula CARF nº 2.
IRPJ, CSLL – ARBITRAMENTO DO LUCRO
Uma vez não tendo optado pela forma de tributação, e não tendo o LALUR
correto o procedimento fiscal do arbitramento.
PIS, COFINS – RECEITAS OMITIDAS POR PRESUNÇÃO LEGAL –
DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM INCOMPROVADA
Presumese
que as receitas omitidas sejam decorrentes da atividade ordinária
da recorrente – no caso, da prestação de serviços, o que representa
faturamento: é corolário da presunção de omissão de receitas por créditos
bancários de origem incomprovada. Prova se impõe para reconhecimento de
que as receitas são de atividades extraordinárias da recorrente ou de que não
fossem representativas do faturamento. Exigências de PIS e de COFINS que
cabem ser mantidas.
Numero da decisão: 1103-000.577
Decisão: Acordam os membros do colegiado, NEGAR provimento ao recurso, vencidos os Conselheiros Marcos Shigueo Takata (Relator) e Hugo Correia Sotero que deram provimento parcial ao recurso para exclusão da parte da exigência relativa ao IRPJ e à CSLL do ano-calendário de 2007. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Mário Sérgio Fernandes Barroso.
Nome do relator: MARCOS SHIGUEO TAKATA
Numero do processo: 11020.904123/2011-61
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 26 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Aug 02 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/11/2003 a 30/11/2003
COMPENSAÇÃO. ÔNUS DA PROVA.
O ônus da prova recai sobre a pessoa que alega o fato constitutivo, modificativo, extintivo ou impeditivo do direito. Não tendo o contribuinte apresentado qualquer elemento probatório do seu direito, deve prevalecer a decisão administrativa que não homologou o pedido de ressarcimento.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3102-001.893
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da relatora.
[assinado digitalmente]
Luiz Marcelo Guerra de Castro - Presidente.
[assinado digitalmente]
Andréa Medrado Darzé - Relatora.
Participaram, ainda, da sessão de julgamento os conselheiros Nanci Gama, Ricardo Paulo Rosa, Helder Massaaki Kanamaru e José Fernandes do Nascimento
Nome do relator: ANDREA MEDRADO DARZE
Numero do processo: 10865.001107/2003-18
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue May 21 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Aug 05 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Exercício:1998
Ementa:DECADÊNCIA. PAGAMENTO. IPI.
O direito de a Fazenda Pública rever lançamento por homologação extingue-se no prazo de 5 (cinco) anos contados do fato gerador, no caso de haver pagamento antecipado do tributo, caso contrário o prazo é contado do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado.
SUBSTITUIÇÃO DA MULTA DE OFÍCIO PELA MULTA DE MORA.
Não cabe a este órgão julgador manifestar-se sobre penalidade (multa de mora) que não esteja em discussão no lançamento, muito menos pode se admitir mudança de critério jurídico quando a decisão recorrida não substituiu a multa de ofício pela multa de mora.
RECURSO VOLUNTÁRIO IMPROVIDO.
Numero da decisão: 3101-001.404
Decisão: ACORDAM os membros da 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
HENRIQUE PINHEIRO TORRES
Presidente
Relatora Valdete Aparecida Marinheiro
Participaram, ainda, do presente julgamento os conselheiros:Rodrigo Mineiro Fernandes , Mônica Monteiro Garcia de los Rios e.Vanessa Albuquerque Valente.
Nome do relator: VALDETE APARECIDA MARINHEIRO
Numero do processo: 10580.726433/2009-13
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005, 2006, 2007
IRPF. NÃO INCIDÊNCIA. DIFERENÇAS SALARIAIS. URV. RESOLUÇÃO STF Nº 245/2002. INTEGRANTES DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA.
Os valores pagos aos integrantes do ministério público federal a título de diferença de URV foram excluídos da incidência do imposto de renda pela leitura combinada das Leis nº 10.477/2002 e nº 9.655/98, nos termos da Resolução STF nº 245/2002 e Parecer PGFN nº 923/2003, endossado pelo Sr. Ministro da Fazenda. Aplicação do mesmo entendimento à verbas de mesma natureza, pagas aos integrantes do ministério público da Bahia, na forma da
Lei complementar estadual nº 20/2003.
Numero da decisão: 2102-001.941
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR
provimento ao recurso. Julgamento antecipado e proferido em 17/04/2012. No lugar dos Conselheiros Francisco Marconi de Oliveira e Acácia Sayuri Wakasugi, presentes os Conselheiros Rubens Maurício Carvalho e Carlos André Rodrigues Pereira Lima.
Nome do relator: ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI
Numero do processo: 10314.002505/2009-75
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 24 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Jul 04 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Classificação de Mercadorias
Período de apuração: 04/06/2008 a 31/07/2008
CLASSIFICAÇÃO FISCAL. PROVA PERICIAL.
A reclassificação fiscal de diversas importações de insumos que, quando reunidos formam produto incluído no sistema de medidas antidumping e compensatória, depende de prova de que o procedimento de importação de partes e peças para industrialização nacional constitui prática elisiva da medida de proteção, principalmente em períodos que antecedem a Resolução CAMEX nº 63/2010.
Não se admite a utilização de laudo pericial obtido pela análise de mercadorias objeto de Declarações de Importação que não integram à autuação e que não guardam absoluta identidade com o objeto da fiscalização.
Recurso de Ofício Negado
Numero da decisão: 3101-001.275
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade, negar provimento ao recurso de ofício.
Henrique Pinheiro Torres Presidente
Luiz Roberto Domingo - Relator
Participaram do julgamento os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Valdete Aparecida Marinheiro, Rodrigo Mineiro Fernandes (Suplente), Leonardo Mussi da Silva (Suplente), Luiz Roberto Domingo e Henrique Pinheiro Torres (Presidente).
Nome do relator: LUIZ ROBERTO DOMINGO
Numero do processo: 19515.002669/2004-04
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 24 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Apr 25 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/02/1999 a 30/11/2002
Ementa: EXEGESE DO ART. 38 DA LEI Nº 6.830/80. CONCOMITÂNCIA
DE PROCESSOS JUDICIAL E ADMINISTRATIVO COM O MESMO
OBJETO.
A matéria concernente à exegese do art. 38 da Lei nº 6.830/80 e à
concomitância de processos judicial e administrativo com o mesmo objeto já
foi amplamente debatida no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais,
tanto que deu azo à Súmula nº 01 Importa
renúncia às instâncias
administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por
qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício,
com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a
apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da
constante do processo judicial. A indigitada Súmula, consolidada e aprovada
em 21/12/2010, pela Portaria CARF nº 52, é fundamentação bastante para
afastar as alegações da recorrente, no sentido de que o art. 38 da Lei nº
6.830/80 não vale para casos com ação judicial prévia ao lançamento, e de
que o art. 38 teria sido revogado pelo art. 51 da Lei nº 9.789/99.
PIS. MATÉRIA SUBMETIDA A APRECIAÇÃO JUDICIAL.
CONCOMITÂNCIA PARCIAL.
A matéria concernente à exigência do PIS de acordo com a Lei nº 9.718/98,
que conta com ação judicial ainda em trâmite na Justiça Federal, não deve ser
conhecida nesta esfera administrativa.
AUTO DE INFRAÇÃO. LANÇAMENTO PARA EVITAR DECADÊNCIA.
A preliminar de nulidade do auto de infração, por não ter sido utilizada
notificação de lançamento em vez auto de infração, porquanto não foi
praticada qualquer infração por parte da recorrente, e o lançamento foi
constituído apenas para evitar a decadência da contribuição para o PIS, sendo
inclusive lavrado sem qualquer multa, não procede. O equívoco no raciocínio
da recorrente é o de apegarse
à literalidade dos nomes consagrados às duas
modalidades de lançar de que dispõe o ente público federal auto
de infração
e notificação de lançamento. O fato de o lançamento ser constituído por auto
de infração não significa necessariamente que tenha de haver uma infração
perpetrada (como o caso dos autos); bem como a edição de notificação de
lançamento encerra, muitas vezes, a constituição de lançamento em virtude
de infração praticada pelo contribuinte, que vem a ser o caso da revisão de
declarações, quando a constatação de infração à legislação tributária for
levada a efeito exclusivamente por meio de informações constantes das bases
de dados da Secretaria da Receita Federal do Brasil. O que diferencia,
efetivamente, as duas formas de constituir o crédito tributário em favor da
União é o emitente e o local da emissão desses atos tributários. O auto de
infração é lavrado por auditorfiscal
no local de verificação da falta, que pode
ser falta de recolhimento do tributo tão somente; a notificação de lançamento
é emitida sempre na sede da Receita Federal do Brasil, e por seu titular,
autoridade que representa o órgão expedidor para todos os efeitos.
DECADÊNCIA PARCIAL.
Em virtude da aplicação obrigatória da Súmula Vinculante nº 8 do Supremo
Tribunal Federal, que tornou o art. 45 da Lei nº 8.212/91 imprestável para
regular o prazo decadencial para o Fisco lançar, exsurge o art. 150, § 4º do
Código Tributário Nacional como o dispositivo a ser aplicado ao caso
vertente, por conta de haver pagamentos parciais nos períodos apontados,
ocorrendo decadência parcial do crédito tributário, relativa aos períodos de
fevereiro a outubro de 1999.
DOS JUROS E DA SELIC.
Quanto aos juros de mora e aplicação da taxa Selic, cumpre trazer à baila as
Súmulas nºs 5 e 4 deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais.
Numero da decisão: 3101-001.093
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em não conhecer da
matéria coincidente com a demanda judicial; considerar prejudicada a preliminar de
competência do CARF para não aplicar lei declarada inconstitucional; rejeitar a preliminar de
nulidade do auto de infração; e, no mérito, dar parcial provimento ao recurso voluntário para
excluir da exigência os fatos geradores fulminados pela decadência (fevereiro a outubro de
1999).
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
Numero do processo: 11020.918912/2009-64
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 22 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Aug 02 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006
IPI. CRÉDITO BÁSICO. MATERIAL CONSUMIDO NO PROCESSO PRODUTIVO. FERRAMENTAS INTERMUTÁVEIS. INSUMO EM SENTIDO AMPLO. DIREITO DE CRÉDITO. CABIMENTO.
1. É considerado insumo industrial, para fins de apuração de crédito básico do IPI, o material não contabilizado do ativo permanente que, embora não integrando ao novo produto, for consumido, desgastado ou alterado no processo de industrialização, em função de ação direta (contato físico) do insumo sobre o produto em fabricação, ou deste sobre aquele.
2. As brocas, lixas, pastilhas e demais ferramentas intercambiáveis, utilizadas no processo de produção, para efeito da legislação do IPI, enquadram-se no conceito de insumos (matérias-primas e produtos intermediários em sentido amplo) e asseguram o crédito do Imposto pago na aquisição.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3102-001.866
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Luis Marcelo Guerra de Castro - Presidente.
(assinado digitalmente)
José Fernandes do Nascimento - Relator.
Participaram do julgamento os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, Ricardo Paulo Rosa, Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho, José Fernandes do Nascimento, Andréa Medrado Darzé e Nanci Gama.
Nome do relator: JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO
Numero do processo: 10314.003876/2004-60
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 20 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Mar 21 00:00:00 UTC 2012
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO - II
Data do fato gerador: 29/09/1999
AUTO DE INFRAÇÃO. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA.
CARÊNCIA DE PROVAS.
O lançamento originário veio ao mundo jurídico totalmente desapercebido de
provas e de condições mínimas de ser mantido. Observase
que duas
diligências foram necessárias com o escopo de ser compreendida a peça
fiscal. Na primeira, veios aos autos o laudo que serviu como prova
emprestada, de outra fiscalização, e mais algumas explicações, inclusive
ficando provadas autuações em duplicidade. Na segunda, as declarações de
importação objeto do auto de infração vieram a lume, para permitir ao i.
relator que tivesse acesso à descrição das mercadorias importadas.
Numero da decisão: 3101-001.054
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso de ofício.
Nome do relator: CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
