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Numero do processo: 18471.000452/2006-12
Data da sessão: Tue May 15 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Aug 09 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF
Exercício: 2003
PAGAMENTO SEM CAUSA OU A BENEFICIÁRIO NÃO IDENTIFICADO
Fica sujeito à incidência do imposto de renda exclusivamente na fonte, à alíquota de trinta e cinco por cento, todo pagamento efetuado pelas pessoas jurídicas a beneficiário não identificado, ressalvado o disposto em normas especiais. A incidência aplica-se, também, aos pagamentos efetuados ou aos recursos entregues a terceiros ou sócios, acionistas ou titular, contabilizados ou não, quando não for comprovada a operação ou a sua causa, bem como à hipótese de que trata o § 2°, do art. 74 da Lei 110 8 .383 , de 1991 (artigo 61 da Lei n°8.981/95).
Numero da decisão: 2201-001.607
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros GUSTAVO LIAN HADDAD e RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANÇA, que deram provimento integral ao recurso. Fez sustentação oral o Dr. Sonilton Fernandes Campos Filho, OAB 120.764/RJ
(assinatura digital)
MARIA HELENA COTTA CARDOZO - Presidente.
(assinatura digital)
RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARIA HELENA COTTA CARDOZO (Presidente), RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, EDUARDO TADEU FARAH, GUSTAVO LIAN HADDAD e PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA.
Nome do relator: RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF Exercício: 2003 PAGAMENTO SEM CAUSA OU A BENEFICIÁRIO NÃO IDENTIFICADO Fica sujeito à incidência do imposto de renda exclusivamente na fonte, à alíquota de trinta e cinco por cento, todo pagamento efetuado pelas pessoas jurídicas a beneficiário não identificado, ressalvado o disposto em normas especiais. A incidência aplica-se, também, aos pagamentos efetuados ou aos recursos entregues a terceiros ou sócios, acionistas ou titular, contabilizados ou não, quando não for comprovada a operação ou a sua causa, bem como à hipótese de que trata o § 2°, do art. 74 da Lei 110 8 .383 , de 1991 (artigo 61 da Lei n°8.981/95).
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A incidência aplicase, também, aos pagamentos efetuados ou aos recursos entregues a terceiros ou sócios, acionistas ou titular, contabilizados ou não, quando não for comprovada a operação ou a sua causa, bem como à hipótese de que trata o § 2°, do art. 74 da Lei 110 8 .383 , de 1991 (artigo 61 da Lei n°8.981/95). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros GUSTAVO LIAN HADDAD e RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANÇA, que deram provimento integral ao recurso. Fez sustentação oral o Dr. Sonilton Fernandes Campos Filho, OAB 120.764/RJ (assinatura digital) MARIA HELENA COTTA CARDOZO Presidente. (assinatura digital) RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARIA HELENA COTTA CARDOZO (Presidente), RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, RAYANA AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 47 1. 00 04 52 /2 00 6- 12 Fl. 364DF CARF MF Impresso em 09/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 3 0/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 31/07/2013 por MARIA HELENA CO TTA CARDOZO 2 ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, EDUARDO TADEU FARAH, GUSTAVO LIAN HADDAD e PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto em face do acórdão 1221.872 3a Turma da DRJ/RJOI. Versa o presente processo sobre o Auto de Infração de fls. 114/120 (que tem como parte integrante o Termo de Verificação e Constatação Fiscal), lavrado pela DEFIC/RJO, com ciência em 12/05/2006 (fl. 121), para a exigência de crédito tributário de IRRF, no valor de R$132.918,14, acrescido de multa de 75% e de juros de mora. O crédito tributário total lançado monta a R$321.249,83 (fl. 2). O lançamento foi efetuado por ter a fiscalização apurado: 01. FALTA DE RECOLHIMENTO DE IRRF SOBRE PAGAMENTOS A BENEFICIÁRIOS NÃO IDENTIFICADOS. Valor apurado conforme Termo de Verificação e Constatação Fiscal. No Termo, a fiscalização aponta que o interessado declarou não ter havido premiação, somente ajuda de custo ou manutenção (fls. 41/46); as despesas foram pagas em espécie, justificadas através de planilhas assinadas pelo próprio Presidente e pela Coordenadora Financeira (fls. 49/51). O interessado apresentou, em 06/06/2006, a impugnação de fls. 126/134. Em sua defesa, alega, em síntese, que: não realizou o pagamento de premiações, mas tão somente contribuiu com ajuda de custo e manutenção dos participantes de seus eventos (hipótese de isenção de IRRF); após a autuação, recorreu aos órgãos internacionais e conseguiu a prova da identificação dos pagamentos; apresentou à fiscalização a prestação de conta de todas as despesas efetuadas; houve a identificação dos beneficiários — foi apresentada listagem de todos os atletas; no caso de pagamento de prêmios, se aplica a aliquota de 15%. A DRJ, negou provimento à impugnação ementando o Ácordão (fls. 314 e seguintes) nos termos abaixo: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Anocalendário: 2002 PAGAMENTOS A BENEFICIÁRIO NÃO IDENTIFICADO. Sujeitase à incidência do imposto exclusivamente na fonte, à aliquota de 35%, todo pagamento efetuado pela pessoa jurídica a beneficiário não identificado, assim como os pagamentos efetuados ou os recursos entregues a terceiros ou sócios, acionistas ou titular, contabilizados ou não, quando não for comprovada a operação ou a sua causa. Fl. 365DF CARF MF Impresso em 09/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 3 0/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 31/07/2013 por MARIA HELENA CO TTA CARDOZO Processo nº 18471.000452/200612 Acórdão n.º 2201001.607 S2C2T1 Fl. 141 3 Lançamento Procedente Inconformada a Contribuinte recorre reafirmando os argumentos da impugnação, rebatendo especificamente os argumentos da decisão vergastada, bem como juntando aos autos documentos expedido pela Federação Internacional de Tênis de Mesa. É o relatório do necessário. Voto Conselheiro Relator Rodrigo Santos Masset Lacombe Conheço do recurso por ser tempestivo, intimado em 22 de dezembro de 2008, teria o contribuinte prazo para interpor recurso até 21 de janeiro de 2009, tendo feito isso em 16 de janeiro do mesmo ano.análise dos autos verificase que a questão a ser decidida é relativa a identificação dos beneficiários. Não está em pauta a natureza jurídica dos pagamentos efetuados, pouco importando se efetuado a título de premiação ou de ajuda de custo. A acusação fiscal é clara ao afirmar a incidência do artigo 61 da lei 8.981/95 caput, não havendo que se falar em comprovação da operação ou da causa do pagamento, pois neste caso o enquadramento legal deveria ser no § 1º do mesmo artigo e nesta hipótese seria inequívoca a nulidade do auto de infração, que repitase não é o caso. Assim, passamos a análise das provas carreadas aos autos. Junto com a impugnação a Recorrente trás inúmeros recibos de despesas e passagens rodoviárias sem que nenhum conste o nome de qualquer um dos atletas que supostamente teriam participado do campeonato e que, conforme verificado nos autos não compuseram a base de calculo do tributo lançado nos presentes autos. Somente às fls 224 se verifica haver uma planilha de ajuda de custo e manutenção de arbitragem e às fls 269 surge a primeira planilha com os nomes dos atletas. Desta forma, resta claro que não há nos autos nenhum outro documento senão as planilhas elaboradas pela recorrente e pela Federação Internacional de Tênis de Mesa, o que ao meu ver não comprovam quais foram os efetivos beneficiários dos pagamentos. Por fim, cabe ressaltar que para produzir efeitos legais no Brasil, os documentos emitidos em países estrangeiros devem ser legalizados, junto à Embaixada ou Consulado do Brasil cuja jurisdição corresponda à origem dos documentos. Após o procedimento de legalização, os documentos precisarão ser traduzidos para a língua portuguesa por profissional (Tradutor Juramentado) residente no Brasil. Acompanhado dessa tradução, os documentos terão validade em território brasileiro. Ocorre que o documento emitido pela Federação Internacional de Tênis de Mesa não foi legalizado pelo Consulado Brasileiro no Canadá, e nem traduzido por tradutor juramentado, conforme exige o inciso III do artigo 221 da LRP, bem como o Código de Fl. 366DF CARF MF Impresso em 09/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 3 0/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 31/07/2013 por MARIA HELENA CO TTA CARDOZO 4 Bustamante e demais normas de Direito Internacional, o que resulta, ainda que tivesse força probatória material, na sua nulidade formal. Diante do exposto, nego provimento ao recurso É como voto. Relator Rodrigo Santos Masset Lacombe Relator Fl. 367DF CARF MF Impresso em 09/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 3 0/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 31/07/2013 por MARIA HELENA CO TTA CARDOZO
score : 1.0
Numero do processo: 13609.000208/2005-44
Data da sessão: Wed May 12 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR
Exercício: 2001
ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL - ADA.
A partir do exercício de 2001, para os contribuintes que desejam se beneficiar da isenção da tributação do ITR com base no ADA, que é o caso das áreas de proteção permanente, este documento passou a ser obrigatório, por força da Lei nº 10.165, de 28/12/2000. Tratando-se de reserva legal, deve ser verificada a averbação no órgão de registro competente e a individualização
da área de proteção com a participação do órgão de proteção ambiental.
Recurso especial negado
Numero da decisão: 9202-000.893
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar
provimento ao recurso. Vencido o conselheiro Elias Sampaio Freire que dava provimento. Votaram pelas conclusões os conselheiros Manoel Coelho de Arruda Junior, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Susy Hoffmann Gomes.
Matéria: ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)
Nome do relator: Julio Cesar Vieira Gomes
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR Exercício: 2001 ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL - ADA. A partir do exercício de 2001, para os contribuintes que desejam se beneficiar da isenção da tributação do ITR com base no ADA, que é o caso das áreas de proteção permanente, este documento passou a ser obrigatório, por força da Lei nº 10.165, de 28/12/2000. Tratando-se de reserva legal, deve ser verificada a averbação no órgão de registro competente e a individualização da área de proteção com a participação do órgão de proteção ambiental. Recurso especial negado
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A partir do exercício de 2001, para os contribuintes que desejam se beneficiar da isenção da tributação do ITR com base no ADA, que é o caso das áreas de proteção permanente, este documento passou a ser obrigatório, por força da Lei ré' 10.165, de 28(12/2000. Tratando-se de reserva legal, deve ser verificada a averbação no órgão de registro competente e a individualização da área de proteção com a participação do órgão de proteção ambiental. Recursoe especial negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso. Vencido o conselheiro Elias 5.' paio Freire que dava provimento. Votaram pelas conclusões os conselheiros Manoel Coel de Arruda Junior, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Rycardo Henrique Magal /es de Oliveirr e Susy Hoffmann Gomes. 14 3. CARLOS ALI3ERTI F ITAS DA'' O- Presidente JULIO CESA • VIEIRA GOMES — Relator ti 1 VIM N19EDITADO EM: Partieiparam, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Freitas Barreto (Presidente), Susy Gomes Hoffinann (Vice-Presidente), Caio Marcos Candido, Gonçalo Bonet Allage, Julio César Vieira Gomes, Manoel Coelho Arruda Junior, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Nelson Mallmann (Suplente convocado), Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Francisco de Assis Oliveira Junior. Relatório Trata-se de recurso especial de contrariedade interposto pela Fazenda Nacional contra Acórdão, no qual decidiu-se pela exclusão da base de cálculo do ITR da área do imóvel de utilização limitada, dispensando-se o ato declaratório ambiental tempestivo. Alega o ilustre representante da Fazenda Nacional que, ao prover o recurso voluntário, o acórdão recorrido acabou por malferir o artigo 10, § 4°, inciso I, da 1N/SRF n° 43/1997, com a redação do artigo 1 0 , inciso II, da IN/SRF n° 67/1997, o artigo 10 da Lei n° 9393/96 e os artigos 2°, 3° e 16 da Lei n° 4.771/65. E ainda que: a) A exigência existe desde a Lei n° 6.938, de 31/08/1981 com a redação dada pela Lei n° 10.165/2000, reiterando-se os termos da supracitada instrução normativa; b) A exigência alinha-se com a norma que consagrou o beneficio, servindo como meio para comprovação da área alcançada; c) A declaração evita que o direito seja comprovado por meios mais gravosos e dispendiosos, como a nomeação de peritos; e d) Não se discute a materialidade, isto é, ser ou não a área de preservação permanente ou reserva legal, mas apenas o descumprimento de exigência essencial para que se valha do direito legal ao beneficio tributário, sempre interpretado literalmente. Segue transcrição de parte do recurso especial: A entrega tempestiva do ADA e requisito inafastável para a i 1fruição da norma isentiva do ITR. Diante da legislação posta, não há corno prosperar o entendimento adotado pela d. Segunda Câmara, que desconstituiu o auto de infração. A exigência do ADA tempestivo não pode ser refutada, sob pena de afronta aos arts. 111 do CTN; 10, § I, inciso II, alínea "a", da Lei n a. 9393/96; §4° do art. 10 da IN SRF n° 43/97; art. 1° da IN SRF n 967/97. O recurso foi admitido através de despacho sob o fundamento de que merece acolhimento. Em contra-razões, o interessado sustenta a inadmissibilidade do recurso e, no mérito, reprisa os argumentos em seu recurso voluntário. 2 Processo rin 13609000208/200544 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.893 Fl. 2 É o relatório. Voto Conselheiro JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Relator Área de reserva legal: A área de reserva legal se submete à averbação no órgão competente. Verifico nos autos que houve averbação com participação de órgão de proteção ambiental, em data anterior ao exercício objeto do lançamento. O fundamento do crédito é ADA a destempo. No entanto, entendo que a norma abaixo transcrita é clara quanto à sua aplicação aos casos de isenção com base em ADA. O parágrafo primeiro teve por finalidade esclarecer que o documento não pode ser substituído por outro, ainda que tenha o mesmo conteúdo e seja registro em órgão de proteção ambiental. Mas essa exigência taxativa se refere ao caput- beneficio de isenção que tenham por base o ADA e, para a reserva legal, a exigência é a averbação. Lei n°10.165, de 28/12/2000. Dispõe o art. 17-0 daquela Lei, "in verbis": "Art. 17-° Os proprietários rurais que se beneficiarem com redução do valor do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural— ITR, com base em Ato Declarató rio Ambiental— ADA, deverão recolher ao 1BAMA a importância prevista no item- 3.11 do Anexo VII da Lei n°9.960, de 29 de janeiro de 2000, a titulo da Taxa de Vistoria. § 1°- A utilização do ADA para efeito de redução do valor a pagar do 1TR é obrigatória. Entendo, ainda, que embora não seja exigida a averbação é necessária a individualização da área com participação do órgão ambiental, a fim de conferir ao instrumento confiabilidade ao seu conteúdo. Assim, voto por negar provimento ao recurso especial para que seja desconsiderada a glosa da arca de reserva legal. y Julio Ces leira Gomes - Relator • • 3
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Numero do processo: 10735.000616/2005-62
Data da sessão: Thu Jul 01 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Wed Aug 05 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/02/1999 a 31/01/2004
COFINS. DECADÊNCIA. SÚMULA VINCULANTE Nº 08
São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decreto-Lei nº 1.569/1977e os artigos 45e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam da prescrição e decadência do crédito tributário.
NORMAS REGIMENTAIS. OBRIGATORIEDADE DE APLICAÇÃO DO CONTEÚDO DE SÚMULA DOS ANTIGOS CONSELHOS DE CONTRIBUINTES
Nos termos do art. 72 do Regimento Interno do CARF:
"As decisões reiteradas e uniformes do CARF serão consubstanciadas em súmula de observância obrigatória pelos membros do CARF"
IMPOSSIBILIDADE DE AFASTAMENTO DE NORMA LEGAL POR INCONSTITUCIONALIDADE. SÚMULA Nº 02 DO SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES.
SÚMULA NO 2
O Segundo Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de legislação tributária.
Numero da decisão: 3402-000.674
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para reconhecer a decadência, contado o prazo segundo o art. 150, § 4º do CTN dado que houve recolhimentos.
GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO - Presidente.
JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS - Redator designado ad hoc.
EDITADO EM: 13/07/2015
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Nayra Bastos Manatta (presidente da turma), Júlio César Alves Ramos, Leonardo Siade Manzan, Sílvia de Brito Oliveira, Ali Zraik Jr. e Fernando Luiz da Gama Lobo d'Eça.
Nome do relator: JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS
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DECADÊNCIA. SÚMULA VINCULANTE Nº 08 São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do DecretoLei nº 1.569/1977e os artigos 45e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam da prescrição e decadência do crédito tributário. NORMAS REGIMENTAIS. OBRIGATORIEDADE DE APLICAÇÃO DO CONTEÚDO DE SÚMULA DOS ANTIGOS CONSELHOS DE CONTRIBUINTES Nos termos do art. 72 do Regimento Interno do CARF: "As decisões reiteradas e uniformes do CARF serão consubstanciadas em súmula de observância obrigatória pelos membros do CARF" IMPOSSIBILIDADE DE AFASTAMENTO DE NORMA LEGAL POR INCONSTITUCIONALIDADE. SÚMULA Nº 02 DO SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES. SÚMULA NO 2 O Segundo Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de legislação tributária. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para reconhecer a decadência, contado o prazo segundo o art. 150, § 4º do CTN dado que houve recolhimentos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 73 5. 00 06 16 /2 00 5- 62 Fl. 3394DF CARF MF Impresso em 05/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 29/07/2 015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 13/07/2015 por JULIO CESAR ALVES RAM OS 2 GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Presidente. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Redator designado ad hoc. EDITADO EM: 13/07/2015 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Nayra Bastos Manatta (presidente da turma), Júlio César Alves Ramos, Leonardo Siade Manzan, Sílvia de Brito Oliveira, Ali Zraik Jr. e Fernando Luiz da Gama Lobo d'Eça. Relatório Tratase de recurso voluntário que busca desconstituir lançamento de COFINS que, englobando períodos de apuração do ano de 1999 a 2004, foi cientificado ao contribuinte em 28 de março de 2005, sendo comprovado nos autos o efetivo recolhimento parcial da exação. Embora prolixo, e apresentado bem posteriormente ao julgamento da ADC nº 1DF em que o STF reconheceu a constitucionalidade da Lei Complementar 70/91, o recurso unicamente pugna pelo reconhecimento de sua inconstitucionalidade, "por ofensa ao princípio da nãocumulatividade", o que "tornaria inexigível a contribuição". É o bastante relatório. Voto Conselheiro JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Este recurso do contribuinte foi julgado em sessão da Segunda Turma Ordinária desta Quarta Câmara, sob a relatoria do Conselheiro Ali Zraik Jr, em sessão de 01 de julho de 2010. Tendo o relator renunciado ao mandato de conselheiro sem formalizar o acórdão correspondente, o mesmo tendo ocorrido com o conselheiro primeiramente designado ad hoc nos termos do art. 18 do RICARF, designoume o atual presidente da Câmara para a redação do acórdão, o que passo a fazer na sequência, salientando, adicionalmente, que a presidente do colegiado à época do julgamento também não é mais Conselheira, pelo que este acórdão está sendo assinado pelo Presidente atual da Câmara, Gilson Macedo Rosenburg Filho A teor do relatado, sofreu a recorrente lançamento de ofício para exigência de diferenças da COFINS devidas desde fevereiro de 1999 até o último período de sua cobrança cumulativa (janeiro de 2004), em face de divergências na composição de sua base de cálculo. A peça de defesa ofertada limitase a apontar supostas inconstitucionalidades da lei instituidora da exação, o que, como é cediço, não pode ser acolhido em instância administrativa. Tratase de entendimento consolidado e que, por isso mesmo, constituiuse em Fl. 3395DF CARF MF Impresso em 05/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 29/07/2 015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 13/07/2015 por JULIO CESAR ALVES RAM OS Processo nº 10735.000616/200562 Acórdão n.º 3402000.674 S3C4T2 Fl. 1.694 3 Súmula do Segundo Conselho de Contribuintes. Refirome à Súmula nº 02 aprovada na Sessão Plenária realizada em 18 de setembro de 2007 e que tem o seguinte teor: SÚMULA NO 2 O Segundo Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de legislação tributária. Apesar de esse entendimento implicar a manutenção integral da exigência, decidiu o colegiado, por unanimidade, reconhecer de ofício a decadência parcial. Fêlo em estrita observância à Súmula Vinculante do STF nº 08, que, publicada em 26 de setembro de 2008, determinava: São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decreto Lei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam da prescrição e decadência do crédito tributário. Afastados os dispositivos legais que estabeleciam prazo decadencial de dez anos, resta aplicar as disposições do Código Tributário Nacional, que o fixa em cinco, e havendo, comprovadamente, recolhimento parcial, obrigatória sua contagem na forma do seu art. 150. Isso leva ao afastamento da exigência relativa aos períodos anteriores a março de 2000, visto que a data de ciência foi 28 de março de 2005. Foi, portanto, decidido dar provimento parcial ao recurso para reconhecer a decadência do direito da Fazenda quanto aos períodos de apuração de fevereiro de 1999 a fevereiro de 2000, inclusive este último. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Relator Fl. 3396DF CARF MF Impresso em 05/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 29/07/2 015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 13/07/2015 por JULIO CESAR ALVES RAM OS
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Numero do processo: 10950.004144/2008-15
Data da sessão: Thu Aug 16 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 2802-000.091
Decisão: RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade, sobrestar o julgamento nos termos do §1º do art. 62-A do Regimento Interno do CARF c/c Portaria CARF nº 01/2012.
Nome do relator: JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade, sobrestar o julgamento nos termos do §1º do art. 62A do Regimento Interno do CARF c/c Portaria CARF nº 01/2012. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente e Relator. EDITADO EM: 16/08/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jaci de Assis Júnior, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, Carlos André Ribas de Mello, German Alejandro San Martín Fernández e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente). Foi lavrada contra o recorrente notificação de lançamento de IRPF do exercício 2006, anocalendário 2005, que foi objeto de solicitação de retificação de lançamento – SRL deferida parcialmente, o que deu origem a nova notificação de lançamento na qual é exigido imposto com os acréscimos legais de multa e juros com fundamento na constatação de omissão de rendimentos tributáveis recebidos acumuladamente em virtude de processo judicial trabalhista, no valor de R$1.254,36, auferidos pelo titular e/ou dependentes. Conforme registrado no campo “complementação da descrição dos fatos” os rendimentos referemse à ação judicial movida contra o Banco do Brasil S/A no total de R$382.094,08, sendo R$305.747,54 retirado pelo autor em 28/09/2005, R$76.336,90 de imposto de renda atualizado para a data da percepção do rendimentos e R$9,64 de INSS devido pelo empregado e recolhido em GFIP, entre diversas outras informações (fls. 18/20) que Fl. 116DF CARF MF Impresso em 21/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 16 /08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10950.004144/200815 Resolução n.º 2802000.091 S2TE02 Fl. 111 2 discriminam as verbas como isentas, de tributação exclusiva ou tributáveis, bem como os honorários advocatícios e IRRF. Com base nos cálculos periciais de fls. 542, apurouse: a) rendimentos isentos – 22.364,61 (6,64%) b) rendimentos de tributação exclusiva R$17.286,45 (5,14%); c) rendimentos tributáveis sujeitos ao ajuste anual R$337.070,39 (88,22%); e d) Honorários advocatício R$82.000,00, sendo R$72.337,61 correspondente aos tributáveis sujeito ao ajuste anual. Houve também glosa de compensação de IRRF, por ter a autoridade fiscal constatado que o valor de IRRF era de R$72.558,79 (já descontado o valor correspondente aos rendimentos de tributação exclusivamente na fonte – 13º) e não de R$95.510,23 como declarado. Na impugnação alegouse que várias verbas eram isentas e que a tributação sobre 13º salário e reflexos é exclusivamente na fonte, pleiteando pela restituição do imposto de renda conforme constante da Declaração de Ajuste Anual. A DRJ Curitiba deferiu em parte a impugnação, excluindo dos rendimentos tributáveis os reflexos sobre férias proporcionais e sobre abono assiduidade e também sobre o FGTS (10,17%), e reflexos sobre 13º (5,14%), com reflexo na parcela dedutível dos honorários advocatícios para R$69.445,80. Ciência do acórdão em 22/02/2011 e interposição de recurso voluntário em 15/03/2011 com as seguintes alegações: 1. não ficou claro quais as verbas estão incluídas no lançamento, razão pela qual o recorrente discrimina as verbas que constaram no cálculo realizado no processo trabalhista, discriminando entre isentas, tributáveis exclusivamente na fonte e tributáveis; 2. são isentos os reflexos de horas extras em férias proporcionais, em licença prêmio, em folgas, em abono assiduidade e em gratificação semestral, também é isento o FGTS; 3. há vaga fundamentação para a glosa do IRRF, se no ato da retenção e pagamento do crédito líquido ao reclamante a retenção não foi feita corretamente e no tempo certo, não há como fazêla neste momento, o valor de R$95.510,23 é o mesmo que consta na DIRF e que foi reconhecido pela Receita Federal na primeira notificação de lançamento emitida em desfavor do contribuinte, o valor efetivamente recolhido foi de R$109.059,44, enquanto a Receita Federal atribuir o valor de R$11.183,35 em 2006 e R$76.336,90 em 2005, somando R$87.520,25; 4. incorreta a tributação no ajuste anual, dos rendimentos correspondentes a 13º salário, pois estão sujeitos A tributação exclusiva e dos juros moratórios, pois possuem natureza indenizatória, sendo isentos do imposto de renda; e Fl. 117DF CARF MF Impresso em 21/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 16 /08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10950.004144/200815 Resolução n.º 2802000.091 S2TE02 Fl. 112 3 5. a tributação dos rendimentos recebidos acumuladamente deve ser feita com base nas tabelas e alíquotas próprias dos meses em que a que o rendimento se refere, conforme precedentes judiciais e Ato Declaratório PGFN 01/2009. É o relatório. O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele devese tomar conhecimento. A complementação da descrição dos fatos identifica satisfatoriamente os rendimentos submetidos à tributação, discriminandoos entre isentos, de tributação exclusiva e os tributáveis sujeitos ao ajuste anual, bem como a forma de cálculo da parcela dedutível do IRRF e dos honorários advocatícios. Sem razão o recorrente nesse ponto, que seria questão prejudicial em relação ao mérito. Na primeira instância já se reconheceu a não tributação sobre reflexos em férias proporcionais e abono assiduidade e sobre o FGTS. O mérito propriamente dito referese à natureza tributável ou não de algumas verbas (reflexos de horas extras em licença prêmio, em folgas e em gratificação semestral), cálculo do IRRF passível de compensação e a forma de apuração dos rendimentos recebidos acumuladamente. Tanto a notificação de lançamento quanto a decisão recorrida evidenciam que o lançamento referese a rendimentos recebidos acumuladamente, o que é corroborado pela planilhas de fls. 31 e ss. Considerando que o Supremo Tribunal Federal admitiu a existência de repercussão geral quanto a essa matéria, e que o mérito será julgado nos Recursos Extraordinários nº 614232 e 614406, ainda pendentes de julgamento e com expressa decisão do e. STF de sobrestar os demais julgamento, é o caso de sobrestar o presente julgamento, nos termos dos §§ 1º e 2º do art. 62A do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256/2009, com a redação dada pela Portaria MF nº 586/2010 c/c Portaria CARF nº 01/2012. Vejamos: RE 614406 AgRQORG / RS RIO GRANDE DO SULREPERCUSSÃO GERAL NA QUESTÃO DE ORDEM NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO Relator(a): Min. ELLEN GRACIE Julgamento: 20/10/2010 Ementa TRIBUTÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPOSTO DE RENDA SOBRE VALORES RECEBIDOS ACUMULADAMENTE. ART. 12 DA LEI 7.713/88. ANTERIOR NEGATIVA DE REPERCUSSÃO. MODIFICAÇÃO DA POSIÇÃO EM FACE DA SUPERVENIENTE DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI FEDERAL POR TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL. 1. A questão relativa ao modo de cálculo do imposto de renda sobre pagamentos acumulados se por regime de caixa ou de competência vinha sendo considerada por esta Corte Fl. 118DF CARF MF Impresso em 21/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 16 /08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10950.004144/200815 Resolução n.º 2802000.091 S2TE02 Fl. 113 4 como matéria infraconstitucional, tendo sido negada a sua repercussão geral. 2. A interposição do recurso extraordinário com fundamento no art. 102, III, b, da Constituição Federal, em razão do reconhecimento da inconstitucionalidade parcial do art. 12 da Lei 7.713/88 por Tribunal Regional Federal, constitui circunstância nova suficiente para justificar, agora, seu caráter constitucional e o reconhecimento da repercussão geral da matéria. 3. Reconhecida a relevância jurídica da questão, tendo em conta os princípios constitucionais tributários da isonomia e da uniformidade geográfica. 4. Questão de ordem acolhida para: a) tornar sem efeito a decisão monocrática da relatora que negava seguimento ao recurso extraordinário com suporte no entendimento anterior desta Corte; b) reconhecer a repercussão geral da questão constitucional; e c) determinar o sobrestamento, na origem, dos recursos extraordinários sobre a matéria, bem como dos respectivos agravos de instrumento, nos termos do art. 543B, § 1º, do CPC. (grifos acrescidos). Diante do exposto, suscito o sobrestamento do julgamento até julgamento da matéria pelo Supremo Tribunal Federal. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Fl. 119DF CARF MF Impresso em 21/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 16 /08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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Numero do processo: 10510.002577/91-05
Data da sessão: Thu Jul 11 00:00:00 UTC 1996
Ementa: PIS - REFLEXO - É devida a contribuição ao PIS sobre a receita
comprovadamente omitida.
Numero da decisão: 102-40.412
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado
Nome do relator: Ramiro Heise
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Numero do processo: 13888.900022/2009-21
Data da sessão: Thu Sep 12 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Oct 22 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2003
COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTO LEGAL.
Inexistindo previsão legal nesse sentido, não se há falar em prescrição intercorrente no desenvolvimento do Processo Administrativo Fiscal federal, sobretudo em relação à análise necessária da liquidez e certeza do suposto direito creditório.
DIREITO CREDITÓRIO. COMPROVAÇÃO.
Não se verificando nos registros fazendários a existência do suposto direito creditório da contribuinte decorrente de retenções em suas notas fiscais, a ela competiria a apresentação do respectivo documento comprobatório, não sendo válida nem suficiente a indicação de que essa compensação teria sido fundada nos registros supostamente existentes nas notas fiscais por ela contabilizadas.
Numero da decisão: 1301-001.285
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário interposto.
(Assinado digitalmente)
VALMAR FONSÊCA DE MENEZES - Presidente.
(Assinado digitalmente)
CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Valmar Fonsêca de Menezes (Presidente), Wilson Fernandes Guimarães, Valmir Sandri, Luiz Tadeu Matosinho Machado (Suplente Convocado), Edwal Casoni de Paula Fernandes Júnior, Carlos Augusto de Andrade Jenier.
Nome do relator: CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2003 COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTO LEGAL. Inexistindo previsão legal nesse sentido, não se há falar em prescrição intercorrente no desenvolvimento do Processo Administrativo Fiscal federal, sobretudo em relação à análise necessária da liquidez e certeza do suposto direito creditório. DIREITO CREDITÓRIO. COMPROVAÇÃO. Não se verificando nos registros fazendários a existência do suposto direito creditório da contribuinte decorrente de retenções em suas notas fiscais, a ela competiria a apresentação do respectivo documento comprobatório, não sendo válida nem suficiente a indicação de que essa compensação teria sido fundada nos registros supostamente existentes nas notas fiscais por ela contabilizadas.
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HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTO LEGAL. Inexistindo previsão legal nesse sentido, não se há falar em “prescrição intercorrente” no desenvolvimento do Processo Administrativo Fiscal federal, sobretudo em relação à análise necessária da liquidez e certeza do suposto direito creditório. DIREITO CREDITÓRIO. COMPROVAÇÃO. Não se verificando nos registros fazendários a existência do suposto direito creditório da contribuinte decorrente de retenções em suas notas fiscais, a ela competiria a apresentação do respectivo documento comprobatório, não sendo válida nem suficiente a indicação de que essa compensação teria sido fundada nos registros supostamente existentes nas notas fiscais por ela contabilizadas. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário interposto. (Assinado digitalmente) VALMAR FONSÊCA DE MENEZES Presidente. (Assinado digitalmente) CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 88 8. 90 00 22 /2 00 9- 21 Fl. 484DF CARF MF Impresso em 22/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/05/2014 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 21/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 06/05/2014 por CARLOS AUGUSTO D E ANDRADE JENIER 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Valmar Fonsêca de Menezes (Presidente), Wilson Fernandes Guimarães, Valmir Sandri, Luiz Tadeu Matosinho Machado (Suplente Convocado), Edwal Casoni de Paula Fernandes Júnior, Carlos Augusto de Andrade Jenier. Fl. 485DF CARF MF Impresso em 22/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/05/2014 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 21/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 06/05/2014 por CARLOS AUGUSTO D E ANDRADE JENIER Processo nº 13888.900022/200921 Acórdão n.º 1301001.285 S1C3T1 Fl. 3 3 Relatório Tendo em vista as peculiaridades apontadas na decisão de primeira instância, destaco os elementos apresentados no relatório ali oferecido: Tratase da Declaração de Compensação – Dcomp Retificadora nº 11210.35067.271107.1.7.027020, transmitida em 27.11.2007 (fls.252/296), na qual foi pleiteado o direito creditório oriundo de saldo negativo de Imposto de Renda da Pessoa jurídica (IRPJ), apurado no anocalendário de 2003, no valor de R$ 525.190,75 (fls.253). A DRF/Piracicaba/SP, através do Despacho Decisório nº 815455019, de 09.01.2009 (fls.19), reconheceu ao interessado o crédito de R$ 115.322,76 (valor original). O processo foi julgado por esta Turma, no Acórdão nº 35.081, de 06 de janeiro de 2011 (fls.373/381), que, além das retenções na fonte (IRRF) já reconhecidas pela DRF/Piracicaba, confirmou os valores de R$ 10.355,43 e R$ 149.925,49, a título de estimativas pagas, por compensação, no anocalendário 2003. Ao final, o citado Acórdão reconheceu que, do saldo negativo de IRPJ declarado (R$ 525.190,75), restou confirmado o valor de R$ 275.603,68, ipsis litteris: 21. Desta forma o Saldo Negativo de IRPJ relativo ao Ano Calendário 2003, passa de R$525.190,75 para R$275.603,68. (...) 25. Por todo o exposto, voto no sentido: a) de reconhecer o direito creditório remanescente de saldo negativo de IRPJ do ano calendário de 2003, no valor de R$275.603,68, valor ao qual se deve limitar a homologação das compensações declaradas. 26. É o meu voto. Fl. 486DF CARF MF Impresso em 22/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/05/2014 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 21/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 06/05/2014 por CARLOS AUGUSTO D E ANDRADE JENIER 4 Do sobredito Acórdão, o interessado interpôs Recurso Voluntário (fls.397/408). A Terceira Câmara da Primeira Turma Ordinária do Conselho Administrativo de Recursos FiscaisCARF, em 08.11.2011 (fls.423/426), retornou os autos a esta DRJ, para exame de inexatidão material por lapso manifesto, em face da “evidente contradição entre a conclusão do parágrafo 25 e os fundamentos e, especialmente, os valores que constam de todos os parágrafos anteriores”, assim determinando (fls.426): Diante do exposto, e demonstrada a inexatidão material decorrente de lapso manifesto, proponho o encaminhamento do presente processo à Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro – I (DRJRJI) para que aprecie as razões aqui expostas e, se assim entender, proceda à correção de ofício cabível, nos termos da legislação supra. (assinado digitalmente) Waldir Veiga Rocha – Conselheiro – 1TO/3C/1SJ Pelo que se verifica, o processo em epígrafe já fora especificamente analisado neste CARF (aliás, nesta própria Turma de Julgamento), tendo antes retornado para a avaliação das circunstâncias e providências pela d. autoridade julgadora de primeira instância, verificandose, em relação àquele julgado, a seguinte e específica ementa apresentada: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2003 NORMAS PROCESSUAIS. RERATIFICAÇÃO. ACÓRDÃO Nº 35.081/2011. ERRO MATERIAL. Demonstrada inexatidão material, decorrente de lapso manifesto, proferese novo acórdão. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2003 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. SALDO NEGATIVO DE IRPJ. Reformase o Despacho Decisório recorrido, se comprovado, parcialmente, o direito creditório alegado. Manifestação de Inconformidade Procedente em Parte Direito Creditório Reconhecido em Parte Regularmente intimada a contribuinte, no dia 19/12/2011, dos termos da nova decisão exarada, , foi por ela então interposto novo Recurso Voluntário, este protocolado no dia 18/01/2012, pretendendo a reforma da decisão proferida e, para tanto, aduzindo em suas razões o seguinte: A ocorrência da homologação tácita na DCOMP no 36671.63795.150803.1.7.02 2062, tendo em vista o transcurso de mais de 05 anos da data de sua apresentação; A existência de dever da fiscalização em promover a reanálise da DCOMP apresentada, como forma a reconhecer o crédito por ela reclamado, tendo em vista a indevida presença de débitos em duplicidade por ela incorretamente apontados; A impossibilidade da desconsideração das retenções na fonte do IR praticadas, conforme expressamente constante nas notas fiscais por ela apresentadas; É o que se tem a relatar. Fl. 487DF CARF MF Impresso em 22/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/05/2014 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 21/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 06/05/2014 por CARLOS AUGUSTO D E ANDRADE JENIER Processo nº 13888.900022/200921 Acórdão n.º 1301001.285 S1C3T1 Fl. 4 5 Fl. 488DF CARF MF Impresso em 22/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/05/2014 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 21/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 06/05/2014 por CARLOS AUGUSTO D E ANDRADE JENIER 6 Voto Conselheiro CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER Sendo tempestivo o Recurso Voluntário apresentado, dele conheço. A questão discutida nos presentes autos, pelo que se verifica, diz respeito à possibilidade, ou não, de consideração dos supostos direitos creditórios alegados pela contribuinte na efetivação das compensações realizadas, aqui especificamente relacionada às informações apresentadas em sua DCOMP RETIFICADORA nº 11210.35067.271107.1.7.027020, transmitida em 27.11.2007 (fls.252/296). Após todas as providências já realizadas nestes autos, verificase que a contribuinte, mantendo seu inconformismo com a negativa de homologação das compensações por ela declaradas, vem agora aos autos destacando a suposta impossibilidade de revisão administrativa de seus atos, tendo em vista a ocorrência de homologação tácita em relação aos fatos declarados. Ocorre que, conforme destacado no relatório, a referida DCOMP foi apresentada no dia 27/11/2007, enquanto que o Despacho Decisório nº 815455019, proferido partir da análise de suas disposições, foi exarado em 09.01.2009, não havendo que se falar, portanto, em qualquer hipótese de ocorrência de decadência em relação às suas considerações. Aliás, apenas a título de registro, é relevante destacar que, de acordo com as normas regulamentares do Processo Administrativo Fiscal Federal (Decreto 70.235/72), inexiste fundamento legal e/ou normativo para a argüição de eventual prescrição/decadência intercorrente, sendo, portanto, completamente infundada a afirmação da pretendida homologação tácita, da forma como ali, então, especificamente apresentada. Afastandose, no caso, a argüida homologação tácita pretendida, verificase, no presente recurso, a completa ausência de fundamento para as demais alegações apresentadas, que, como se verifica, efetivamente dependiam do reconhecimento daquela, o que aqui, então, fora integralmente rejeitado. Nada obstante, insta ainda ressaltar que a contribuinte, pretendendo sustentar a validade da compensação por ela então almejada, destaca ainda o fundamento de seu direito creditório estribado, exclusivamente, na análise das notas fiscais constantes em sua contabilidade, sem que, para tanto, fosse possível a confirmação de tais informações a partir dos registros das DIRF’s das respectivas fontes pagadoras. Em face da peculiar apuração realizada, deveria a contribuinte então apresentar o respectivo documento comprobatório das respectivas retenções, o que, efetivamente, não significa, de forma alguma, a referência ao fato de que as notas fiscais conteriam tais informações, sendo, nesse caso, efetivamente necessária a apresentação dos respectivos comprovantes de rendimentos, o que, efetivamente, não se verificam nos presentes autos. Em face dessas considerações, entendo, no caso, completamente infundadas as pretensões deduzidas pela recorrente, não se cabendo, a esse respeito, qualquer possibilidade que acolhimento das razões apresentadas. Fl. 489DF CARF MF Impresso em 22/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/05/2014 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 21/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 06/05/2014 por CARLOS AUGUSTO D E ANDRADE JENIER Processo nº 13888.900022/200921 Acórdão n.º 1301001.285 S1C3T1 Fl. 5 7 Diante dessas considerações, encaminho o meu voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário interposto, mantendo assim, em todos os seus termos, a r. decisão final promovida pela turma julgadora de origem. É como voto. (Assinado digitalmente) CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER Relator Fl. 490DF CARF MF Impresso em 22/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/05/2014 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 21/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 06/05/2014 por CARLOS AUGUSTO D E ANDRADE JENIER
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Numero do processo: 10850.900797/2008-55
Data da sessão: Thu Jun 27 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Sep 12 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3803-000.311
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento em diligência, para que a repartição de origem intime a contribuinte, a apresentar cópia de razão ou diário que certifique os dados do balancete trazido no recurso voluntário. Vencido o conselheiro Corintho Oliveira Machado.
(assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente
(assinado digitalmente)
Belchior Melo de Sousa - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Corintho Oliveira Machado, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
Nome do relator: Não se aplica
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento em diligência, para que a repartição de origem intime a contribuinte, a apresentar cópia de razão ou diário que certifique os dados do balancete trazido no recurso voluntário. Vencido o conselheiro Corintho Oliveira Machado. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Presidente (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Corintho Oliveira Machado, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. RELATÓRIO Esta Contribuinte transmitiu a Declaração de Compensação DComp nº 17267.08066.300704.1.3.040073, fls. 27/31, em que utilizou como crédito pagamento supostamente indevido de Cofins não cumulativa, relativa ao período de apuração março/2004, no valor de R$ 4.117,83. Despacho Decisório eletrônico, de 9 de maio de 2008, da DRF/São José do Rio PretoSP, fl. 32, não homologou a DComp visto que o pagamento correspondente ao DARF RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 50 .9 00 79 7/ 20 08 -5 5 Fl. 88DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/08/20 13 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 05/09/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10850.900797/200855 Resolução nº 3803000.311 S3TE03 Fl. 89 2 indicado como originador do crédito encontravase integralmente utilizado para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PeR/DComp. Em manifestação de inconformidade apresentada, fls. 1/7, a Interessada alegou o que segue: a) em sua DCTF original declarara, erroneamente, débito referente à Cofins Não Cumulativa do mês de março/2004 no valor de R$ 23.661.55. Vinculara o valor de R$ 17.042,57 a título de Pagamento, efetuado em 15 de abril de 2004, e no campo Outras Compensações o valor de R$ 6.618,98, oriundo de CSLLSaldo Negativo Períodos Anteriores. b) no seu Dacon original, transmitido regularmente, no campo destinado ao valor referente à Cofins, informara o débito correto a pagar, no valor de R$ 19.538,03; c) em 30 de julho de 2004, serviuse do crédito que considerara ter, R$ 4.159,01, e efetuou a compensação veiculada pela DComp em análise. Em julgamento da lide, a DRJ/Ribeirão Preto, consignou que “a manifestação de inconformidade [...] deveria estar necessariamente instruída com as devidas provas, destacandose, dentre estas, os registros contábeis que identificassem a base de cálculo da contribuição no período de apuração de março de 2004, bem como a expressão desse direito em balanços ou balancetes, o Livro Diário, etc, tudo de forma a ratificar a base de cálculo considerada, o pagamento efetuado e o indébito pleiteado.”. Considerou forçoso concluir à vista dos elementos constantes dos autos que a pretensão da recorrente malogra por ausência de prova documental e contábil que revelasse o alegado erro de base de cálculo do tributo. Assim, dispôs que a declaração de compensação apresentada não continha os atributos necessários de certeza e liquidez, imprescindíveis para o reconhecimento do direito creditório. A decisão foi ementada como segue: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 15/04/2004 REPETIÇÃO DE INDÉBITO. LIQUIDEZ E CERTEZA. Os valores recolhidos a maior ou indevidamente somente são passíveis de restituição/compensação caso os indébitos reúnam as características de liquidez e certeza. SOLICITAÇÃO DE PERÍCIA. INDEFERIMENTO. Indeferese pedido de perícia que não apresente seus motivos e não contenha indicação de quesitos e do perito. Cientificada da decisão em 17 de novembro de 2011, irresignada, apresentou recurso voluntário, 50/81, em 19 de dezembro de 2011, em que reiterou os mesmos termos da manifestação de inconformidade e anexou à defesa o Balancete Contábil Analítico referente ao período de apuração em tela. É o relatório. Fl. 89DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/08/20 13 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 05/09/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10850.900797/200855 Resolução nº 3803000.311 S3TE03 Fl. 90 3 VOTO Conselheiro Belchior Melo Sousa Relator O recurso é tempestivo e atende aos requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço. Com efeito, não se pode atribuir erro à decisão recorrida, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade da Contribuinte com base nos elementos trazidos pela Manifestante, por ausência de prova da alegação de erro no preenchimento da DCTF. No recurso voluntário, a Recorrente traz cópia do Balancete Contábil Analítico, emitido em 26 de janeiro de 2007, fls. 65/72. De fato, à fl. 71, pode verse o registro da Receita Bruta de Serviços no mês de março de 2004, conta 4.1.1.1, no valor de R$ 253.544,79; e das Outras Receitas Financeiras, conta 4.1.3.1.09, no valor de R$ 2.534,59. A soma de ambas alcança o montante de R$ 256.079,38 (R$ 253.544,79 + R$ 2.534,59), que sob a alíquota de 7,6 % , resulta em R$ 19.462,03. O Balancete Contábil Analítico anexado foi extraído em 26 de janeiro de 2007, data antecedente à do Despacho Decisório, 09 de maio de 2008. Denota ser documento de arquivo contábil, e não documento reeditado para respaldar a defesa. Este elemento permite inferir que houve erro material na feitura da DCTF. Contudo, o Balanço Contábil Analítico trazido aos autos no recurso voluntário não está assinado pelo contabilista da empresa e nem há anotação de que, de fato seja documento permanente da sua contabilidade. A exigência acima é importante, uma vez que o Balancete sendo uma planilha de saldos de “débitos e créditos” de todas as contas contábeis do Plano de Contas Contas Reais e Diferenciais, expressando a situação contábil da empresa num determinado momento, é de uso exclusivamente interno. Ele pode ser listado a qualquer tempo, para simples estudo das contas, da evolução patrimonial e avaliação das despesas e receitas. Não existe data determinada ou préfixada para imprimir um Balancete. Os valores dos saldos são voláteis, isto é, podem ser modificados e alterados a qualquer instante se necessário. Seu objetivo, portanto, é técnicoadministrativo/financeiro, a critério do líder quando desejar fazer um checkup da saúde da empresa1. Segundo as Normas Brasileiras de Contabilidade o Balancete “é uma relação de Contas extraídas do livro Razão (ou de Razonete), com seus saldos devedores ou credores Os registros auxiliares, quando adotados, devem obedecer aos preceitos gerais da escrituração contábil, observadas as peculiaridades da sua função.”. Estabelecem, ainda, que “2.1.5 – O "Diário" e o "Razão" constituem os registros permanentes da Entidade.” E mais, que deve conter a assinatura do contabilista, se destinado a fins externos. NBCT2 – DA ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL NBCT2.7 – DO BALANCETE 2.7.4 O balancete que se destinar a fins externos à 1 inaciodantas.blogspot.com Fl. 90DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/08/20 13 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 05/09/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10850.900797/200855 Resolução nº 3803000.311 S3TE03 Fl. 91 4 Entidade deverá conter nome e assinatura do contabilista responsável, sua categoria profissional e número de registro no CRC. Contudo, por ser forte o indício de prova trazida a estes autos e por ser pontual a verificação a ser realizada, inclinome por encaminhar o processo à Unidade de origem para que certifique, por meio do Diário ou Razão os dados do balancete. Em vista do exposto, nos termos do art. 18, I, do Anexo II, do Regimento Interno do CARF, veiculado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, voto por converter o julgamento em diligência, para que a DRF/São José do Rio Preto intime a Contribuinte a apresentar cópia do Razão ou Diário que certifique os dados do balancete no tocante à contribuição apurada pela Contribuinte. Após a apuração, dêse ciência à Contribuinte para que se manifeste no prazo de 30 dias, conforme art. 35, I, do Decreto nº 7.574, de 2011. Sala das sessões, 27 de junho de 2013 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Fl. 91DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/08/20 13 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 05/09/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
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Numero do processo: 10380.901897/2006-11
Data da sessão: Wed May 08 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Jul 13 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 1402-000.195
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o julgamento para que o recurso seja julgado em conjunto com os demais processos conexos, mencionados na tabela integrante do voto condutor, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Moisés Giacomelli Nunes da Silva relator
(assinado digitalmente)
Leonardo de Andrade Couto Presidente
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Frederico Augusto, Gomes de Alencar, Carlos Pelá, Carlos Mozart Barreto Vianna, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Alexei Macorin Vivan e Leonardo de Andrade Couto.
Nome do relator: Não se aplica
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o julgamento para que o recurso seja julgado em conjunto com os demais processos conexos, mencionados na tabela integrante do voto condutor, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. (assinado digitalmente) Moisés Giacomelli Nunes da Silva relator (assinado digitalmente) Leonardo de Andrade Couto Presidente Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Frederico Augusto, Gomes de Alencar, Carlos Pelá, Carlos Mozart Barreto Vianna, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Alexei Macorin Vivan e Leonardo de Andrade Couto.
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o julgamento para que o recurso seja julgado em conjunto com os demais processos conexos, mencionados na tabela integrante do voto condutor, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. (assinado digitalmente) Moisés Giacomelli Nunes da Silva – relator (assinado digitalmente) Leonardo de Andrade Couto – Presidente Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Frederico Augusto, Gomes de Alencar, Carlos Pelá, Carlos Mozart Barreto Vianna, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Alexei Macorin Vivan e Leonardo de Andrade Couto. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 03 80 .9 01 89 7/ 20 06 -1 1 Fl. 1108DF CARF MF Impresso em 13/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/05/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 18/06/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 31/05/2013 por MOISES GIACOMELL I NUNES DA SILVA Processo nº 10380.901897/200611 Resolução nº 1402000.195 S1C4T2 Fl. 3 2 RELATÓRIO Conforme dados da ficha do CNPJ de fl. 52, e informações de fls. 93 e ata de fl. 56, datada de 30 de agosto de 2004, a empresa RCA INTERNACIONAL COMMODITIES S/A foi incorporada pela AGROPECUÁRIA E REFLORESTADORA PARENTE S/A. Assim, devem ser procedidas as respectivas retificações no sistema. A este processo, conforme registro de fls., foi juntado por anexação o expediente nº 0380.009190/200651. Nos termos da informação fiscal de fls. 196, a instrução processual levada a efeito abrange os processos abaixo relacionados em que se analisa Declarações de compensação eletrônica em que são indicados Saldo Negativo de IRPJ dos exercícios de 1999 a 2003. A autoridade fiscal elaborou longo despacho decisório, descrevendo as transações realizadas entres as empresas adiante citadas. Segundo consta do relatório, o Grupo Marquise, por meio de uma série de atos, incorporava empresas do Grupo Empresarial CEC Internacional S/A, com prejuízos fiscais, utilizando tais créditos para compensar tributos devidos. Contudo, "tais créditos eram ilegítimos, visto que decorrentes de dolo, simulação e conluio entre as empresas do Grupo Marquise e as empresas do Grupo CEC, as primeiras lucrativas e as segundas em estado de insolvência (fl. 250). Destaca a autoridade fiscal que os atos praticados por cada uma das empresas citadas não podem ser vistos de forma isolada e autônoma em si mesmo, como sói ocorrer na maioria dos negócios imobiliários, financeiros e empresariais em geral, mas contêmse Fl. 1109DF CARF MF Impresso em 13/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/05/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 18/06/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 31/05/2013 por MOISES GIACOMELL I NUNES DA SILVA Processo nº 10380.901897/200611 Resolução nº 1402000.195 S1C4T2 Fl. 4 3 (cada um deles) num conjunto global de atos que buscava, em verdade, um objetivo pré ordenadamente planejado entre as partes (fl. 204). Ao Grupo CEC, estão ligadas as empresas (Sul Diesel S/A; Iracema Florestamento e Reflorestamento Ltda e Maximar Fomento Mercantil Ltda EPP; Xingu Empreendimentos Imobiliários Ltda; Xingu Administração e Participação S/A. Quanto à RCA International Commodities S/A estão ligadas as empresas BEX Internacional S/A; Canavieira Florestamento e Reflorestamento S/A e Panagra do Brasil S/A; Agropecuária e Reflorestadora Parente S/A), quanto às ligadas ao Grupo capitaneado pela Construtora Marquise S/A (Capitalize Fomento, Comercial Ltda, Construtora Marquise S/A e Ecofor Ambiental S/A). Segundo a autoridade fiscal, conforme descreve às fls. 269; 270 e 271, tem se os seguintes quadros, que geram imposto a recuperar em face das transações realizadas entre contribuintes dos dois grupos empresariais: A autoridade fiscal elaborou longo despacho decisório, descrevendo as transações realizadas entres as empresas adiante citadas. Segundo consta do relatório, o Grupo Marquise, por meio de uma série de atos, incorporava empresas do Grupo Empresarial CEC Internacional S/A, com prejuízos fiscais, utilizando tais créditos para compensar tributos devidos. Contudo, "tais créditos eram ilegítimos, visto que decorrentes de dolo, simulação e conluio entre as empresas do Grupo Marquise e as empresas do Grupo CEC, as primeiras lucrativas e as segundas em estado de insolvência (fl. 250). Destaca a autoridade fiscal que os atos praticados por cada uma das empresas citadas não podem ser vistos de forma isolada e autônoma em si mesmo, como sói ocorrer na maioria dos negócios imobiliários, financeiros e empresariais em geral, mas contêmse (cada um deles) num conjunto global de atos que buscava, em verdade, um objetivo pré ordenadamente planejado entre as partes (fl. 204). Ao Grupo CEC, estão ligadas as empresas (Sul Diesel S/A; Iracema Florestamento e Reflorestamento Ltda e Maximar Fomento Mercantil Ltda EPP; Xingu Empreendimentos Imobiliários Ltda; Xingu Administração e Participação S/A. Quanto à RCA International Commodities S/A estão ligadas as empresas BEX Internacional S/A; Canavieira Florestamento e Reflorestamento S/A e Panagra do Brasil S/A; Agropecuária e Reflorestadora Parente S/A), quanto às ligadas ao Grupo capitaneado pela Construtora Marquise S/A (Capitalize Fomento, Comercial Ltda, Construtora Marquise S/A e Ecofor Ambiental S/A). Segundo a autoridade fiscal, conforme descreve às fls. 269; 270 e 271, temse os seguintes quadros, que geram imposto a recuperar em face das transações realizadas entre contribuintes dos dois grupos empresariais: Fl. 1110DF CARF MF Impresso em 13/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/05/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 18/06/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 31/05/2013 por MOISES GIACOMELL I NUNES DA SILVA Processo nº 10380.901897/200611 Resolução nº 1402000.195 S1C4T2 Fl. 5 4 Fl. 1111DF CARF MF Impresso em 13/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/05/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 18/06/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 31/05/2013 por MOISES GIACOMELL I NUNES DA SILVA Processo nº 10380.901897/200611 Resolução nº 1402000.195 S1C4T2 Fl. 6 5 A DRJ, por meio do acórdão de fls. 1001 e seguintes, julgou improcedente a manifestação de inconformidade, cujos fundamentos do acórdão podem ser sintetizados por meio de sua ementa, a seguir transcrita: DIREITO CREDITÓRIO. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. DISTRIBUIÇÃO DO ÔNUS DA PROVA. No processo administrativo de restituição e compensação de créditos tributários, incumbe ao contribuinte provar o fato constitutivo do seu direito (a certeza e liquidez do direito creditório) e, ao Fisco, para indeferir o pleito, provar fatos que evidenciem a inexistência do direito afirmado pelo contribuinte ou que constituam impedimento, modificação ou extinção desse direito. PROVA INDIRETA. INDÍCIOS. PRESUNÇÃO SIMPLES. VALIDADE. VERDADE MATERIAL. A Administração Pública tem o poderdever de investigar livremente a verdade material diante do caso concreto, analisando todos os elementos necessários à formação de sua convicção acerca da existência e conteúdo do fato jurídico. Esse poderdever é ainda mais presente na seara tributária, em que e usual a prática de atos simulatórios por parte do contribuinte, visando diminuir ou anular o encargo fiscal. A liberdade de investigação do Fisco pressupõe o direito de considerar fatos conhecidos não expressamente previstos em lei como indiciários de outros fatos, cujos eventos são desconhecidos de forma direta. Fl. 1112DF CARF MF Impresso em 13/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/05/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 18/06/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 31/05/2013 por MOISES GIACOMELL I NUNES DA SILVA Processo nº 10380.901897/200611 Resolução nº 1402000.195 S1C4T2 Fl. 7 6 DIREITO CREDITÓRIO. ORIGEM REMOTA. NEGÓCIO JURÍDICO SIMULADO. INDEFERIMENTO. Provado nos autos, por indícios fartos, graves, precisos e convergentes, que o negócio jurídico que constituiria a causa remota do direito credit6rio pleiteado pelo contribuinte não teve lugar no mundo fático, cumpre indeferir o direito creditório e não homologar as compensações declaradas. DIREITO CREDITÓRIO. SALDO NEGATIVO DE IRPJ. CERTEZA E LIQUIDEZ. SIMULAÇÃO DO NEGÓCIO JURÍDICO QUE TERIA ENSEJADO A RETENÇÃO DE IRRF. PARCELAMENTO, PELA FONTE PAGADORA, DO IRRF QUE COMPÔS O SALDO NEGATIVO. IMPROCEDÊNCIA DO DIREITO CREDITÓRIO, POR AUSÊNCIA DE MATERIALIDADE. 0 fato de a fonte pagadora haver formalizado parcelamento do IRRF pretensamente retido em negócio jurídico simulado não confere materialidade ao direito creditório pleiteado sob a forma de saldo negativo de IRPJ pela pretensa beneficiária da retenção. SUCESSÃO EMPRESARIAL. SIMULAÇÃO. AUSÊNCIA DE CONTEÚDO MATERIAL NO PATRIMÔNIO TRANSFERIDO ENTRE AS EMPRESAS. INEFICÁCIA DOS ATOS FORMALMENTE PRATICADOS, A DESPEITO DE SUA LEGALIDADE. É irrelevante, para fins de apuração da eficácia dos atos de sucessão empresarial, que estes tenham sido praticados com observância da legislação pertinente, quando resta demonstrado nos autos que o patrimônio pretensamente transposto entre as empresas é destituído de conteúdo material. Manifestação de Inconformidade Improcedente. Intimada, de forma tempestiva a empresa interessada apresentou recurso em longas razões explicando as transações realizadas e sustentando que a compensação deve ser regularmente homologada. É o relatório. Fl. 1113DF CARF MF Impresso em 13/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/05/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 18/06/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 31/05/2013 por MOISES GIACOMELL I NUNES DA SILVA Processo nº 10380.901897/200611 Resolução nº 1402000.195 S1C4T2 Fl. 8 7 Voto Conselheiro Moisés Giacomelli Nunes da Silva O recurso é tempestivo, foi interposto por parte legítima e está devidamente fundamentado. Desta forma, preenche os requisitos de admissibilidade. Contudo, antes de passar ao exame do mérito passo a considerar o quanto segue nos parágrafos seguintes. Da análise dos autos, conforme observado pela autoridade fiscal, com a mesma natureza material aos fatos destacado nestes autos, temse os seguintes processos: Segundo consta do relatório do processo nº 10280.901897/200611, que integra a lista do quadro acima transcrito, o Grupo Marquise, por meio de uma série de atos, incorporava empresas do Grupo Empresarial CEC Internacional S/A, com prejuízos fiscais, utilizando tais créditos para compensar tributos devidos. Contudo, "tais créditos eram ilegítimos, visto que decorrentes de dolo, simulação e conluio entre as empresas do Grupo Marquise e as empresas do Grupo CEC, as primeiras lucrativas e as segundas em estado de insolvência (fl. 250 do processo nº 10280.901897/200611). Destaca a autoridade fiscal que os atos praticados por cada uma das empresas citadas não podem ser vistos de forma isolada e autônoma em si mesmo, como sói ocorrer na maioria dos negócios imobiliários, financeiros e empresariais em geral, mas contêmse (cada um deles) num conjunto global de atos que buscava, em verdade, um objetivo pré ordenadamente planejado entre as partes (fl. 204). Ao Grupo CEC, segundo a autoridade fiscal, estão ligadas as empresas (Sul Diesel S/A; Iracema Florestamento e Reflorestamento Ltda e Maximar Fomento Mercantil Ltda EPP; Xingu Empreendimentos Imobiliários Ltda; Xingu Administração e Participação Fl. 1114DF CARF MF Impresso em 13/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/05/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 18/06/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 31/05/2013 por MOISES GIACOMELL I NUNES DA SILVA Processo nº 10380.901897/200611 Resolução nº 1402000.195 S1C4T2 Fl. 9 8 S/A. Quanto à RCA International Commodities S/A estão ligadas as empresas BEX Internacional S/A; Canavieira Florestamento e Reflorestamento S/A e Panagra do Brasil S/A; Agropecuária e Reflorestadora Parente S/A), quanto ás ligadas ao Grupo capitaneado pela Construtora Marquise S/A (Capitalize Fomento, Comercial Ltda, Construtora Marquise S/A e Ecofor Ambiental S/A). Os quadros ilustrativos contidos no relatório deste acórdão indicam entrelaçamento de fatos com repercussões diversas, inclusive processos em que se exige multa isolada por pedido de compensação indevida. Assim, tenho que todos os processos acima relacionados, que se encontram no CARF, devem ser julgados em conjunto. A propósito, em sessão anterior, a Conselheira Selene, por email dirigido ao Presidente, já informou que estava remetendo a esta Turma processos conexos que lhes tinham sido distribuídos. Na sessão de 10 de abril de 2013, ao apreciarmos o processo nº 10380.722709/201076, da empresa Capitalize Fomento Comercial Ltda, constante do quadro acima, retiramos de pauta, por resolução, para que fosse examinado em conjunto com o processo nº 10380.720499/200867, da empresa RCA Internacional Commodities S/A. Idêntico procedimento deve ser adotado no caso em tela, só que agora envolvendo todos os processos relacionados à compensação, ou autos de infração em que se aplicou multas por compensação indevida, relacionados às empresas acima relacionadas. ISSO POSTO, voto por sobrestar o julgamento do presente processo para que lhe seja apensado os processos relacionados no quadro acima, que ainda se encontram pendentes de julgamento, para análise em conjunto. É o voto (assinado digitalmente) Moisés Giacomelli Nunes da Silva Relator Fl. 1115DF CARF MF Impresso em 13/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/05/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 18/06/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 31/05/2013 por MOISES GIACOMELL I NUNES DA SILVA
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Numero do processo: 15586.001436/2008-15
Data da sessão: Tue Jul 16 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Aug 16 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/12/2004 a 31/12/2004
OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. APRESENTAÇÃO DE GFIP COM DADOS INCORRETOS. RETROATIVIDADE BENIGNA.
Deve ser aplicada a multa prevista no art. 32-A da Lei nº 8.212/91, trazido pela MP nº 449/08 (Lei nº 11.941/09), à empresa que tenha deixado de apresentar Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social - GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias.
CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. ARGUIÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE.
O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é órgão competente para afastar a incidência da lei em razão de inconstitucionalidade ou ilegalidade, salvo nos casos previstos no art. 103-A da CF/88 e no art. 62 do Regimento Interno do CARF.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2402-003.674
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial para adequação da multa ao artigo 32-A da Lei n° 8.212/91, caso mais benéfica.
Julio Cesar Vieira Gomes - Presidente
Nereu Miguel Ribeiro Domingues - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Thiago Taborda Simões, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ronaldo de Lima Macedo, Lourenço Ferreira do Prado e Carlos Henrique de Oliveira.
Nome do relator: NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES
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APRESENTAÇÃO DE GFIP COM DADOS INCORRETOS. RETROATIVIDADE BENIGNA. Deve ser aplicada a multa prevista no art. 32A da Lei nº 8.212/91, trazido pela MP nº 449/08 (Lei nº 11.941/09), à empresa que tenha deixado de apresentar Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. ARGUIÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é órgão competente para afastar a incidência da lei em razão de inconstitucionalidade ou ilegalidade, salvo nos casos previstos no art. 103A da CF/88 e no art. 62 do Regimento Interno do CARF. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 58 6. 00 14 36 /2 00 8- 15 Fl. 176DF CARF MF Impresso em 16/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 22/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial para adequação da multa ao artigo 32A da Lei n° 8.212/91, caso mais benéfica. Julio Cesar Vieira Gomes Presidente Nereu Miguel Ribeiro Domingues Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Thiago Taborda Simões, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ronaldo de Lima Macedo, Lourenço Ferreira do Prado e Carlos Henrique de Oliveira. Fl. 177DF CARF MF Impresso em 16/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 22/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES Processo nº 15586.001436/200815 Acórdão n.º 2402003.674 S2C4T2 Fl. 177 3 Relatório Tratase de auto de infração lavrado em 18/09/2008 (fls. 02), para exigência de multa em razão da Recorrente ter apresentado as Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social – GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, no período de 01/2004 a 12/2004. A Recorrente interpôs impugnação (fls. 29/42) requerendo a total insubsistência do lançamento. A d. Delegacia da Receita Federal de Julgamento do Rio de Janeiro I – DRJ/RJI, ao analisar o presente caso, julgou procedente o lançamento, mantendo o crédito tributário exigido (fls. 80/86), entendendo que (i) as contribuições previdenciárias não informadas em GFIP não foram recolhidas na época oportuna; (ii) já foi reconhecida a procedência das contribuições previdenciárias não declaradas em GFIP no processo nº 15586.001434/200826 (NFLD nº 37.182.9178), que discute a contribuição a cargo dos segurados empregados e contribuintes individuais, e no processo nº 15586.001433/200881 (NFLD nº 37.182.9160), que discute a contribuição cota patronal; (iii) comprovada a procedência das contribuições previdenciárias não declaradas em GFIP, correta a presente autuação (iv) a multa aplicada não viola os princípios constitucionais do nãoconfisco, direito de propriedade e capacidade contributiva; (v) as matérias e valores objetos da presente autuação não estão sendo discutidos em sede administrativa nas NLFDs nºs 37.129.7281 e 37.092.7281, as quais foram lavradas para cobrança de contribuições devidas e declaradas em GFIP, mas não recolhidas na época oportuna, portanto lançamento de obrigação principal sem qualquer vínculo com a presente autuação; (vi) não foi aplicada a taxa SELIC prevista no artigo 34 da Lei nº 8.212/91 no presente lançamento; (vii) também não foi aplicada a multa prevista no art. 35 da Lei nº 8.212/91, não cabendo tal questionamento; e (viii) a multa aplicada deverá, por ocasião do seu pagamento, ser comparada com as novas penalidades introduzidas pela MP nº 449/08, para constatação da retroatividade benigna prevista no art. 106, II, “c” do CTN, haja vista que tal comparação depende da fase processual dos processos envolvidos. Intimada dessa decisão em 20/09/2009 (fls. 91 e 149), a Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 15/10/2009 (fls. 101/114, 149), no qual essencialmente repisa os argumentos já apresentados na Impugnação, novamente sustentando, em síntese, que (i) a multa aplicada viola os princípios constitucionais do nãoconfisco, capacidade contributiva e o direito de propriedade; (ii) as matérias e valores objetos da presente autuação estão sendo discutidos em sede administrativa nas NFLDs nºs 37.129.7281 e 37.092.7281; (iii) a taxa SELIC tem natureza remuneratória, não sendo cabível a sua aplicação em questões tributárias; e (iv) há cerceamento de defesa no fato do art. 32 [sic] da Lei nº 8.212/91 impor multas progressivas, havendo violação aos arts. 151 do CTN e 5º, inciso LV, da CF. Os autos foram encaminhados a este Conselho para julgamento (fls. 149/151), tendo sido convertidos em diligência para esclarecimentos de aspectos relacionados aos demais autos de infração decorrentes da mesma ação fiscal (fls. 152/154). Fl. 178DF CARF MF Impresso em 16/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 22/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES 4 A Recorrente foi intimada da determinação para realização da diligência (fls. 167/168), porém não se manifestou. Cumprida a diligência com os respectivos esclarecimentos (fls. 172/174), retornam os autos a este Conselho para julgamento (fls. 175). É o relatório. Fl. 179DF CARF MF Impresso em 16/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 22/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES Processo nº 15586.001436/200815 Acórdão n.º 2402003.674 S2C4T2 Fl. 178 5 Voto Conselheiro Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Relator O presente recurso é tempestivo e preenche a todos os requisitos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. Discutese no presente processo (DEBCAD nº 37.182.9135) a exigência de multa em razão da Recorrente ter apresentado as GFIPs com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. Analisando os autos, verifico que no Acórdão da DRJ/RJI (fls. 83) foram descritos todos os demais autos de infração lavrados em decorrência da presente ação fiscal, conforme segue (destaques do original): “4. Na ação fiscal, além do crédito ora em análise, foram lavrados os seguintes Autos de Infração: 4.1. Referente as contribuições devidas à Previdência Social a cargo dos segurados empregados e segurados contribuintes individuais, lançadas no processo 15586.001434/200826 DEBCAD 37.182.9178. 4.2. Referente as contribuições devidas à Previdência Social, parte patronal, lançadas no processo 15586.001433/200881 DEBCAD 37.182.9160. 4.3. Referente as contribuições devidas a TERCEIROS, lançadas no processo 15586.001435/200871 DEBCAD 37.182.9186. 4.4. Por descumprimento do artigo 32, inciso I, da Lei 8212/91 c/c artigo 225, inciso I, § 9º, do Regulamento de Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3048/99, processo 15586.001440/200883, DEBCAD 37.182.9216. 4.5. Por descumprimento da Lei 8.212, de 24.07.91, art. 32, inc. III, c/c o art. 225, inciso III, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/99, processo 15586.001438/200812 DEBCAD 37.182.9194. 4.6. Por descumprimento do artigo 33, parágrafos 2° e 3° da Lei 8.212/91, combinado com os artigos 232 e 233, parágrafo único do Regulamento de Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3048/99, processo 15586.001437/200860, DEBCAD 37.182.9151, 4.7. Por descumprimento do o artigo 30, inciso I, "a" da Lei 8212/91 e alterações posteriores e na Lei 10.666, de 08/05/03, artigo 4°, caput e no artigo 216, I, alinea "a" do Regulamento Fl. 180DF CARF MF Impresso em 16/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 22/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES 6 de Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3048/99 — Processo 15586.001439/200859, DEBCAD 37.182.9208.” Mais adiante, o Acórdão da DRJ/RJI (fls. 85) também esclarece quais foram exatamente as infrações que deram origem ao presente processo, informando que as mesmas foram julgadas procedentes pela Turma, o que motivou a manutenção da presente autuação. Vejase: “10. As contribuições previdenciárias NÃO informadas em GFIP, que deram origem a este Auto de Infração NÃO foram recolhidas na época oportuna pela Impugnante, razão pela qual foram lavrados os seguintes Autos de Infração, julgados procedentes por esta Turma: 10.1. Contribuições devidas à Previdência Social a cargo dos segurados empregados e segurados contribuintes individuais processo 15586.001434/200826 DEBCAD 37.182.9178 Acórdão 1223.592, de 31/03/2009. 10.2. Contribuições devidas à Previdência Social, parte patronal processo 15586.001433/200881 DEBCAD 37.182.9160 Acórdão 1223.593 de 31/03/2009. 11. Assim, comprovada a procedência das contribuições previdenciárias não declaradas em GFIP, CORRETA a autuação pela omissão de fatos geradores de contribuições previdenciárias na GFIP, conforme exposto nos Acórdãos mencionados.” Desse modo, vêse que o resultado do presente processo está intrinsecamente vinculado ao resultado dos processos nº 15586.001434/200826 (DEBCAD 37.182.9178) e nº 15586.001433/200881 (DEBCAD 37.182.9160), acima referidos. Nesse tocante, e como resultado da diligência determinada por este Conselho, foram prestados os seguintes esclarecimentos em relação aos referidos processos (fls. 174): (i) o DEBCAD nº 37.182.9178 (processo nº 15586.001434/200826), que se refere a contribuições a cargo de segurados empregados e contribuintes individuais, foi julgado procedente pela DRJ/RJI e se encontra em cobrança pela Procuradoria; e (ii) o DEBCAD nº 37.182.9160 (processo nº 15586.001433/200881), que se refere a contribuições quota patronal, encontrase no CARF aguardando expedição de acórdão. De fato, consultando os sistemas deste Conselho, verifico que o DEBCAD nº 37.182.9160 (processo nº 15586.001433/200881), encontrase atualmente pendente de julgamento neste Conselho, tendo sido distribuído em 23/11/2012 para a 3ª Turma Especial, da 3ª Câmara, da 2ª Seção do CARF, tendo por Relator o i. Conselheiro Natanael Vieira dos Santos. Contudo, ainda que o referido processo se encontre atualmente pendente de julgamento neste Conselho, vêse que o lançamento efetuado no DEBCAD nº 37.182.9178 (processo nº 15586.001434/200826), que se refere a contribuições a cargo de segurados empregados e contribuintes individuais não declarados em GFIP, já foi julgado procedente pela DRJ/RJI e se encontra inclusive em fase de cobrança pela Procuradoria, o que já é suficiente para configurar, pelo menos parcialmente, a infração que motivou a aplicação da multa exigida no presente processo. Fl. 181DF CARF MF Impresso em 16/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 22/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES Processo nº 15586.001436/200815 Acórdão n.º 2402003.674 S2C4T2 Fl. 179 7 Ademais, com relação ao argumento da Recorrente de que as matérias e valores objetos da presente autuação estão sendo discutidos em sede administrativa nas NFLDs nºs 37.129.7281 e 37.092.7281, verifico que tais alegações não foram devidamente comprovadas nos autos, tendo sobre elas se manifestado a decisão da DRJ/RJI, nos seguintes termos (fls. 85): “As indevidas inclusões no cálculo 15. Neste tópico foi afirmado, MAS NÃO COMPROVADO, que as matérias e valores objeto da autuação já estão sendo discutidos em sede administrativa, nos processos de NFLD 37.129.7281 e NFLD 37.092.7281, que devem ser totalmente excluídos do presente AI, sob pena de cobrança em dobro, o que é vedado pela legislação pátria. 16. Apesar da inexistência de provas da afirmativa da Impugnação, tal argumento não procede, uma vez em consulta realizada no sistema da Previdência social, constatei que tais Notificações foram lavradas para cobrança de contribuições devidas, declaradas em GFIP, mas que não foram recolhidas na época oportuna. Portanto, lançamento de obrigação principal, de contribuições que não possuem qualquer vinculo com o presente Auto, que lança penalidade por descumprimento de obrigação acessória, referente as contribuições que não foram recolhidas e nem declaradas em GFIP e foram cobradas nos Autos de Infração mencionados no item 10 deste Voto.” De se destacar que em seu Recurso Voluntário (fls. 101/114) a Recorrente se limita a repetir exatamente os mesmos argumentos já apresentados em sua Impugnação (fls. 29/42), sem trazer novos elementos capazes de desconstituir o trecho da decisão supratranscrita, razão pela qual ela deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Desse modo, correta a presente autuação, aplicada com base no art. 32, § 5º, da Lei nº 8.212/91, que por estar devidamente prevista em Lei não pode ser afastada por este Conselho sob alegações de supostas inconstitucionalidades ou ilegalidades, tendo em vista que o CARF não é competente para analisar questões dessa natureza, as quais são reservadas ao Poder Judiciário, com exceção dos casos previstos no art. 103A da CF/88 e no art. 62, § único, do RICARF. Nesse sentido, devese recordar que o procedimento administrativo existe não para discutir supostas inconstitucionalidades ou ilegalidades, o que deve ser feito exclusivamente perante a esfera judicial, mas sim eventuais irregularidades que porventura tenham sido cometidas pelo agente fazendário no momento da fiscalização, o que não foi demonstrado pela Recorrente no presente processo. Assim, considerando que a exigência em tela se deu com observância das normas legais pertinentes, deixo de apreciar as demais alegações da Recorrente sobre supostas inconstitucionalidades ou ilegalidades. Por fim, de se destacar que a própria autoridade julgadora de primeira instância já reconheceu a aplicação da retroatividade benigna prevista no art. 106, II, “c”, do CTN, decorrente das alterações promovidas pela MP nº 449/08, convertida na Lei nº Fl. 182DF CARF MF Impresso em 16/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 22/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES 8 11.941/09, no caso das novas penalidades serem mais benéficas à Recorrente, quando do seu pagamento. Não obstante, importa esclarecer, nesse tocante, que a penalidade deste processo foi aplicada de acordo com o art. 32, § 5º, da Lei nº 8.212/1991, sendo que tal infração passou a ser regulamentada pelo art. 32A, inc. I, da Lei nº 8.212/1991, que leva em consideração somente a quantidade de erros formais que o contribuinte comete ao preencher suas declarações acessórias (R$ 20,00 para cada grupo de 10 informações incorretas ou omitidas) e não o montante que deixou de ser informado, como ocorria durante a vigência da legislação anterior. Assim, de se observar que embora a presente autuação possa ser mantida em razão do resultado do julgamento proferido no DEBCAD nº 37.182.9178 (processo nº 15586.001434/200826), conforme já esclarecido, o cálculo da multa remanescente, para fins de comparação e aplicação da retroatividade benigna, deverá ser efetuado em razão da quantidade de erros cometidos pela Recorrente no preenchimento da declaração acessória, razão pela qual o seu pagamento continua a depender do resultado do julgamento a ser proferido no âmbito do DEBCAD nº 37.182.9160 (processo nº 15586.001433/200881). Embora exista essa dependência, entendo que essa condição não é óbice para o julgamento do presente feito, já que, ao mesmo tempo que julgo procedente a autuação, determino (i) que a cobrança do crédito tributário somente poderá ser efetuada após o encerramento definitivo do DEBCAD nº 37.182.9160 (processo nº 15586.001433/200881) e (ii) que, caso a referida autuação seja julgada improcedente, os fatos considerados como tributáveis naquele processo deverão ser desconsiderados para fins de cálculo da multa exigida na presente autuação. Diante do exposto, voto pelo CONHECIMENTO do recurso para, no mérito, DARLHE PROVIMENTO PARCIAL nos termos da fundamentação acima. Por fim, pontuase que o valor devido só deve vir a ser exigido da Recorrente após a decisão final a ser proferida no DEBCAD nº 37.182.9160 (processo nº 15586.001433/200881), também nos termos da fundamentação acima. É o voto. Nereu Miguel Ribeiro Domingues Fl. 183DF CARF MF Impresso em 16/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 22/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES
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Numero do processo: 12466.004691/2003-83
Data da sessão: Wed Mar 25 00:00:00 UTC 2009
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Data do fato gerador: 04/11/2003
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. NULIDADE.
Quando, em exames posteriores, diligências ou pericias, realizadas no curso do processo, forem verificadas incorreções, omissões ou inexatidões de que resultarem agravamento da exigência inicial, inovação ou alteração da fundamentação legal da exigência, deverá ser lavrado auto de infração ou notificação de lançamento complementar, devolvendo-se, ao sujeito passivo, prazo para impugnação no concernente matéria modificada.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3102-000.068
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar
provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora. Os Conselheiros Luciano Lopes de Almeida Moraes e Marcelo Ribeiro Nogueira votaram pela conclusão. Vencidos os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Judith do Amaral Marcondes Armando e Mércia
Helena Traj ano D'Amorim. A Conselheira Mércia Helena Trajano D'Amorim apresentou declaração de voto.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - penalidades (isoladas)
Nome do relator: Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro
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NULIDADE. Quando, em exames posteriores, diligências ou pericias, realizadas no curso do processo, forem verificadas incorreções, omissões ou inexatidões de que resultarem agravamento da exigência inicial, inovação ou alteração da fundamentação legal da exigência, deverá ser lavrado auto de infração ou notificação de lançamento complementar, devolvendo-se, ao sujeito passivo, prazo para impugnação no concernente matéria modificada. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora. Os Conselheiros Luciano Lopes de Almeida Moraes e Marcelo Ribeiro Nogueira votaram pela conclusão. Vencidos os Conselheiros Corinth° Oliveira Machado, Judith do Amaral Marcondes Armando e Mércia Helena Traj ano D'Amorim. A Conselheira Mércia Helena Trajano D'Amorim apresentou declaração de voto. D' amorim - Presidente gri /r0 Rosa Mari de Jesus da Silva Costa de Castro - Relatora a Helena Traj EDITADO EM: 24/11/20 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Mércia Helena Traj ano Damorim, Ricardo Paulo Rosa, Corintho Oliveira Machado, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Marcelo Ribeiro Nogueira, Beatriz Veríssimo de Sena, Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro e Judith do Amaral Marcondes Armando. Relatório Por bem espelhar a realidade dos fatos ocorridos até aquela data, adoto o relatório constante da decisão de primeira instância: A empresa acima qualificada importou, por meio das Declarações de Importação (DI) no 03/0956185-4 e 03/0956057-2, registradas em 04/11/2003, a mercadoria descrita como "UUSTCD — Unidade de processamento digital de grande capacidade tipo 2084, modelo D32, serial number 24B0A e 24B4A, semi desmontada". De acordo com o relato da fiscalização, para dirimir dúvidas quanto classificação da mercadoria, em 09/11/2003, foi solicitado Laudo Técnico ao ITUFES. Dentre as informações constantes do relatório há a informação de ser o fabricante do produto .a empresa IBM — International Busines Machines — Nova York, USA. Por ter declarado como fabricante a empresa Solectrom International Distribuition Inc, USA, incorreu em multa prevista no artigo 53, §2°, IV da Medida Provisória n° 135, de 30 de outubro de 2003. Por conseguinte, a Autoridade Fiscal passou A. lavratura do Auto de Infração de fls. 01 a 08 para exigência de R$ 67.452,29 a titulo de Multa Proporcional ao Valor Aduaneiro, capitulada no art. 53 da MP 135, de 30/10/2003 (art. 84 da MP 2.158-35/2001) e Art. 636 do Decreto n° 4.543/02 (Regulamento Aduaneiro/2002). Não se conformando com a ação fiscal da qual foi regularmente cientificada (fls. 86), a Autuada se insurge contra o lançamento efetuado, apresentando impugnação (fls. 94 a 101), instruída com os documentos de fls. 102 a 118. Assim se manifesta, em síntese: Relata, de forma sumária, os procedimentos adotados pela Autoridade Autuante na elaboração dos autos de infração. Que tais mercadorias foram adquiridas do fornecedor SOLECTROM INTERNATIONAL DISTRIBUTION INC., Com sede nos Estados Unidos da América. Que ao formalizar o despacho aduaneiro o funcionário responsável pelo preparo dos documentos indicou inadvertidamente, nas Declarações de Importa cão, campo Fabricante, como sendo a SOLECTRON INTERNATIONAL DISTRIBUTION INC, que na verdade é o Exportador. Que com a globalização são inúmeros os fornecedores de componentes envolvidos num processo produtivo, dai que a indicação do fabricante/produtor passou a ser informação meramente estatística. Que no caso presente a intenção do Agente foi de punir o importador em razão da indicação incorreta de uma informação de natureza administrativa sem repercussões ao controle da operação de importação 2 Processo n° 12466.004691/2003-83 S3-C1T2 Acórdão n.° 3102-00.068 Fl. 211 Que o erro não afetou qualquer controle de natureza administrativo-tributciria, cambial ou comercial necessária determinação do procedimento de controle aduaneiro apropriado. Que o caso é de retificação de informação no curso do despacho aduaneiro, pois o que existiu foi apenas um erro formal e que não existiu dolo nem prejuízo ao erário público. Que dois aspectos merecem ser apontados com vistas a tornar nula ou insubsistente a exigência fiscal: Primeiro, quanto tipfIcação, indicando no auto de infração o art. 53, parágrafo único, inciso IV da MP n° 153/03, quando tal dispositivo trata de informações relativas a "países de origem, de procedência e de aquisição", o que não é o caso, pois o importador indicou corretamente os Estados Unidos da América. Segundo, porque o § 1° do artigo 53 da MP n° 135/2003 é bastante claro ao determinar que a multa prevista no artigo 84 da MP n°2.158-35 se aplica ao importador "omitir ou prestar de forma inexata ou incompleta informação de natureza administrativo-tributária, cambial ou comercial necessária a determinação do procedimento de controle apropriado". Transcreve Acórdãos da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes e da Camara Superior de Recursos Fiscais cujos recursos foram providos em favor dos contribuintes. Requer seja decretada a nulidade do auto de infração, por faltar-lhe motivação, ou se assim não entender seja decretada a sua insubsistência e improcedência total pela tipificação incorreta dos dispositivos apontados pelo fisco. Nada obstante os argumentos propostos pela contribuinte em epígrafe (doravante denominada Interessada), a decisão de primeira instância manteve o lançamento fiscal pelos motivos resumidos na ementa abaixo transcrita: MULTA. INFORMAÇÃO INEXATA OU INCOMPLETA DE NATUREZA ADMINISTRATIVO-TRIBUTÁRIA. • 0 art. 69 da Lei no 10.833/2003 estabeleceu a multa de 1% (um por cento) sobre o valor da mercadoria ao importador que omitir ou prestar de forma inexata ou incompleta informação de natureza administrativo-tributária, referente a operação de comércio exterior. Devidamente intimada da decisão supra, a Interessada apresenta Recurso Voluntario tempestivo, no qual reitera os argumentos apresentados quando da protocolização de sua peça impugnat6ria. o relatório. 3 Voto Conselheira Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro, Relatora Conforme relatado, o presente processo trata de aplicação de multa em decorrência do preenchimento equivocado, por parte da Interessada, das DI n° 03/0956185-4 e 03/0956057-2. Em sua defesa, dentre outros argumentos, a Interessada sustenta que a tipificação constante do Auto de Infração está equivocada, vez que indica como dispositivo infringido o art. 53, § 2, inciso IV, da MP n° 153/03. Não há dúvida do equivoco cometido pela i. Autoridade Autuante. Sequer a decisão de primeira instância nega esse fato: Assiste razão A Impugnante quando diz que houve incorreção na tipificação da infração. De fato, a prestação de informação incompleta ou inexata de natureza administrativo-tributária referente ao' fabricante está tipificada no art. 53, § 2°, inciso I, da MP n°135/03, combinado com o art. 84 da MP n°2.135, de 2001. Contudo, apesar de admitir o equivoco cometido quando da lavratura do Auto de Infração, a decisão recorrida mantém a exigência, em sua integralidade. Isso porque, segundo entende, a Interessada não teria sido prejudicada, posto que "compreendeu, perfeitamente, o que a ela está sendo imputado." Discordo do arresto supra, vez que, em minha opinião, não se trata (somente) de cerceamento do direito de defesa da Interessada, mas de formalidade essencial ao lançamento fiscal, o qual constitui atividade administrativa plenamente vinculada (não só em relação As normas procedimentais, como também A apuração dos fatos e seu enquadramento legal). Assim, sustento que, a Autoridade julgadora (seja qual for a instância) não pode alterar o lançamento fiscal. A legislação é absolutamente clara sobre a matéria. Com efeito, dispõe o Código Tributário Nacional (CTN): Art. 142. Compete privativamente a autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento. Parágrafo Único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. Assim, quando a forma do ato jurídico esta prescrita em lei, sua legitimidade depende da observância dessa forma, sendo considerados inválidos os atos administrativos que não preencham os requisitos essenciais. Nesse esteio, nos termos do art. 10, do Decreto n° 70.235, o Auto de Infração deverá conter, necessariamente . 4 Processo n° 12466.004691/2003-83 S3-C1T2 Acórdão n.° 3102-00.068 Fl. 212 Art. 10. 0 auto de infração será lavrado por servidor competente, no local da verificação da falta, e conterá obrigatoriamente: IV - a disposição legal infringida e a penalidade aplicável; 0 mesmo decreto explicita o que deve ser feito nestes casos: Art. 18. (..) (.) § 3°. Quando, em exames posteriores, diligências ou pericias, realizadas no curso do processo, forem verificadas incorreções, omissões ou inexatidões . de que resultarem agravamento da exigência inicial, inovação ou alteração da fundamentação legal da exigência, será lavrado auto de infração ou notificação de lançamento complementar, devolvendo-se, ao sujeito passivo, prazo para impugnação no concernente a matéria modificada. Conforme se verifica, somente é possível a alteração da fundamentação da base legal do auto de infração, mediante a confecção de novo auto de infração ou notificação de lançamento complementar. Nesse passo, sustento que o equivoco cometido pela Autoridade Autuante, quando da referência à legislação infringida, acarreta a nulidade do lançamento efetuado, impedindo a manutenção ou a declaração de improcedência da exigência fiscal (o que, infelizmente, acarretará no presente caso, encargos tanto para a Fazenda Nacional, comprometendo os escassos recursos financeiros e humanos de que dispõe, como para o próprio contribuinte, que, além de não ver seu pleito decidido, deverá novamente envolver-se com todas as providências para contrapor-se A. nova exigência, com prejuízos para a economia nacional e para o bom relacionamento entre o Fisco e os contribuintes, fator importante para o cumprimento espontâneo das obrigações tributárias e para o incremento da cidadania). Por todo o exposto, diferentemente da decisão de primeira instância, entendo que o Auto de Infração está maculado de vicio e, portanto, deve ser considerado nulo, por vicio formal. meu voto. gi (17-0 Rosa MIaria de Jesus da Silva Costa de Castro 5 Declaração de Voto (um' 'KO) 6nse1heira Mércia Helena Trajano D'amorim ercia H lena Traj D'amorim - Presidente 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CARF-MF Fls. Processo n" : 12466.004691/2003-83 Recurso n° : 138.352 Interessado : TROP COMPANHIA DE COMÉRCIO EXTERIOR DECLARAÇÃO DE VOTO Com o devido respeito á decisão acordada nesta Câmara, seguem abaixo os motivos mediante os quais exponho a minha discordância em relação ao acórdão no tocante a preliminar suscitada pela recorrente para decretar a nulidade do auto de infração, por faltar- lhe motivação, ou melhor, pela tipificação incorreta dos dispositivos apontados pelo fisco. Cabe ressaltar que a defesa apresentada pela recorrente revela que houve pleno conhecimento dos termos da autuação e da infração imputada, sem que restasse configurado prejuízo à elaboração da impugnação. O lançamento corn vicio de forma so é passível de ser anulado quando efetivamente não permite ao l sujeito passivo conhecer com nitidez a acusação que lhe é atribuida, como preceitua Luiz Henrique Barros de Arruda na obra "Processo Administrativo Fiscal" (Resenha Tributária Ltda. - abril/1994). Tal entendimento é pacifico no âmbito administrativo, conforme Acórdão abaixo, exarado pelo Egrégio Conselho de Contribuintes: "Acórdão 103-13.567, DOU de 28/05/1995: AUTO DE INFRAÇÃO — DISPOSIÇÃO LEGAL INFRINGIDA — erro no enquadramento legal da infração cometida não acarreta a nulidade do auto de infração, quando comprovado, pela judiciosa descrição dos fatos nele contida e a alentada impugnação apresentada pelo contribuinte contra as imputações que lhe foram feitas, que inocorreu preterição do direito defesa." Dispõe, ainda, o Art. 59 do Decreto ri -Q 70.235/1972: "Sao nu/os: I - os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; 11 - os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. 1.°. A nulidade de qualquer ato só prejudica os posteriores que dele diretamente dependam ou sejam consequência. ,sç 2. 0. Na declaração de nulidade, a autoridade dirá os atos alcançados e determinará as providências necessárias ao prosseguimento ou solução do processo. 3.°. Quando puder decidir o mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou Sala das Sessões, em M CIA HELENA TRAJ D'AMORIM - Conselheira MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CARF-MF Fls. suprir-lhe a falta. (Acrescido pelo art. 1 da Lei IV 8.748/1993)." Logo, só se anula o processo nos casos do art. 59, sendo que todos os outros casos devem ser sanados, quando importar em prejuízo para o autuado. A decisão a quo bem tratou sobre o assunto: "Assim, evidenciada a inequívoca compreensão da Autuada quanto As infrações a ela imputadas, eventuais erros de enquadramento legal de infrações cometidas não constituem razão suficiente A anulação do auto de infração, uma vez que este fato não prejudicou a defesa da contribuinte." Assim sendo, não resta dúvida que o auto de infração foi lavrado por servidor competente e que a formalização da exigência fiscal foi realizada corn estrita observância das normas de regência, contidas no CTN e no PAF, não há que se falar em nulidade do auto de infração.
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