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Numero do processo: 10820.000215/2005-43
Data da sessão: Wed Sep 12 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Sep 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2000
APURAÇÃO ANUAL. OPÇÃO. FORMALIZAÇÃO. A apuração do IRPJ é realizada, regra geral, por períodos trimestrais. O contribuinte, entretanto, poderá optar pela apuração anual do imposto. A formalização dessa opção é realizada pelo pagamento da estimativa relativa ao mês de janeiro ou ao mês do início da atividade, ou ainda, mediante levantamento de balanço ou balancete de suspensão do pagamento do imposto.
Numero da decisão: 1201-000.748
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em REJEITAR a preliminar de nulidade da decisão recorrida e, no mérito, em NEGAR provimento ao recurso. Neste julgamento o Conselheiro Regis Magalhães Soares de Queiroz foi substituído pela Conselheira Nara Cristina Takeda Taga. (documento assinado digitalmente) Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz - Presidente (documento assinado digitalmente) Marcelo Cuba Netto - Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz (Presidente), Plínio Rodrigues Lima, (Suplente Convocado), Marcelo Cuba Netto, Andre Almeida Blanco (Suplente convocado), Regis Magalhães Soares de Queiroz e João Carlos de Lima Junior.
Nome do relator: MARCELO CUBA NETTO
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2000 APURAÇÃO ANUAL. OPÇÃO. FORMALIZAÇÃO. A apuração do IRPJ é realizada, regra geral, por períodos trimestrais. O contribuinte, entretanto, poderá optar pela apuração anual do imposto. A formalização dessa opção é realizada pelo pagamento da estimativa relativa ao mês de janeiro ou ao mês do início da atividade, ou ainda, mediante levantamento de balanço ou balancete de suspensão do pagamento do imposto.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2083; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C2T1 Fl. 2 1 1 S1C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10820.000215/200543 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1201000.748 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 12 de setembro de 2012 Matéria IRPJ E CSLL COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS LIMITE DE 30% Recorrente CONSTRU ANDRA CONTRUÇÕES E COMÉRCIO LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2000 APURAÇÃO ANUAL. OPÇÃO. FORMALIZAÇÃO. A apuração do IRPJ é realizada, regra geral, por períodos trimestrais. O contribuinte, entretanto, poderá optar pela apuração anual do imposto. A formalização dessa opção é realizada pelo pagamento da estimativa relativa ao mês de janeiro ou ao mês do início da atividade, ou ainda, mediante levantamento de balanço ou balancete de suspensão do pagamento do imposto. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em REJEITAR a preliminar de nulidade da decisão recorrida e, no mérito, em NEGAR provimento ao recurso. Neste julgamento o Conselheiro Regis Magalhães Soares de Queiroz foi substituído pela Conselheira Nara Cristina Takeda Taga. (documento assinado digitalmente) Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz Presidente (documento assinado digitalmente) Marcelo Cuba Netto Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz (Presidente), Plínio Rodrigues Lima, (Suplente Convocado), Marcelo Cuba Netto, Andre Almeida Blanco (Suplente convocado), Regis Magalhães Soares de Queiroz e João Carlos de Lima Junior. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 82 0. 00 02 15 /2 00 5- 43 Fl. 543DF CARF MF Impresso em 19/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2012 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 19/09/2012 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QU, Assinado digitalmente em 17/09/2012 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10820.000215/200543 Acórdão n.º 1201000.748 S1C2T1 Fl. 3 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto nos termos do art. 33 do Decreto nº 70.235/72, contra o acórdão nº 1437.273, exarado pela 3ª Turma da DRJ em Ribeirão Preto SP. Em procedimento de revisão da DIPJ relativa ao anocalendário de 2000 e das respectivas DCTFs, a autoridade tributária apurou as seguintes irregularidades: a) compensação de prejuízo fiscal e de base de cálculo negativa da CSLL em montantes superiores ao limite legal de 30% do lucro líquido ajustado; b) falta de declaração em DCTF, e pagamento, do IRPJ e da CSLL informados na DIPJ. Impugnadas as exigências do IRPJ (fls. 169/179) e da CSLL (processo nº 10820.000216/200598, em apenso), a DRJ de origem decidiu pela improcedência do lançamento (fls. 460/463), sob o argumento de que a contribuinte possuía saldos negativos de IRPJ e CSLL relativos ao anocalendário de 1999 em montantes suficientes à compensação dos tributos lançados. Inconformada, a autuada interpôs recurso voluntário (fls. 472/477) pedindo, preliminarmente, a declaração de nulidade da decisão de primeiro grau e, no mérito, o cancelamento dos valores exigidos no auto de infração, sob as seguintes alegações, em síntese: a) a DRJ não enfrentou as razões de nulidade e de improcedência do lançamento expostas na impugnação, daí porque sua decisão é nula por cerceamento do direito de defesa; b) a empresa cometeu erro ao apresentar a DIPJ do anocalendário de 2000 com base no lucro real trimestral. Conforme comprovam a DCTF do 1º trimestre de 2000, o livro de apuração do lucro real e a demonstração do resultado do período, no ano de 2000 a apuração do IRPJ e da CSLL foi anual. Apreciado o voluntário, esta Turma proferiu o acórdão nº 120100.535, de 30 de junho de 2011, onde decidiu declarar a nulidade do acórdão recorrido sob os seguintes fundamentos contidos no voto (fls. 479/481): Conforme esclarecido na decisão a quo, restou comprovado que em 31/12/2000 a contribuinte possuía direito de compensar o IRPJ e a CSLL lançados com os saldos negativos desses mesmos tributos relativos ao ano de 1999. Ao promover a compensação do IRPJ e da CSLL exigidos no auto de infração, a DRJ de origem implicitamente considerou o lançamento material e formalmente válido, sem todavia manifestarse sobre as questões de invalidade mencionadas na impugnação. Todavia, a apreciação dessas questões revelase necessária não só para assegurar o direito de defesa da parte, mas também para oferecer suporte ao julgamento dos processos nos 13821.000058/200554 e 13821.000059/200507, por intermédio Fl. 544DF CARF MF Impresso em 19/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2012 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 19/09/2012 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QU, Assinado digitalmente em 17/09/2012 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10820.000215/200543 Acórdão n.º 1201000.748 S1C2T1 Fl. 4 3 dos quais a contribuinte pede a restituição dos saldos negativos do IRPJ e da CSLL do ano de 1999. Reapreciando a impugnação, a DRJ de origem decidiu pela sua parcial procedência, em acórdão assim ementado (fls. 216/224 – numeração do processo digitalizado): ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Exercício: 2000 NULIDADE. FALTA DE MPF. É dispensável a emissão de MPF nas hipóteses de procedimento de fiscalização relativo ao tratamento automático das declarações (malhas fiscais). ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2000 FORMA DE TRIBUTAÇÃO. OPÇÃO. Constatada a inocorrência de erro na declaração de rendimentos em confronto com os registros contábeis e fiscais constantes dos autos, considerase que a tributação do IRPJ e da CSLL ocorreram com base no lucro real trimestral. COMPENSAÇÃO DE SALDO NEGATIVO. IRPJ. CSLL. Constatado que a contribuinte, no período a que se refere o auto de infração, possuía saldo negativo do IRPJ e da CSLL e procedeu contabilmente à compensação desses tributos apurados na DIPJ, retificase o lançamento. IRPJ E CSLL APURADOS EM LANÇAMENTO DE OFÍCIO. COMPENSAÇÃO. O IRPJ e CSLL exigidos em lançamento de ofício não podem ser compensados com créditos relativos aos saldos negativos do IRPJ e CSLL Contra a decisão acima referida a interessada interpôs recurso voluntário, sob as seguintes alegações, em síntese (fls. 230/236 – numeração do processo digitalizado): a) é nula a decisão de primeiro grau, pois reformou radicalmente o entendimento exarado na decisão anterior, acerca da possibilidade de compensação integral do crédito pretendido; b) manifestou opção pela apuração de lucro real anual, conforme se verifica na DCTF do primeiro trimestre, no Lalur e na demonstração do resultado do exercício. Está incorreto, portanto, o lançamento realizado com base na apuração de lucro real trimestral. Fl. 545DF CARF MF Impresso em 19/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2012 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 19/09/2012 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QU, Assinado digitalmente em 17/09/2012 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10820.000215/200543 Acórdão n.º 1201000.748 S1C2T1 Fl. 5 4 Voto Conselheiro Marcelo Cuba Netto, Relator. 1) Da Admissibilidade do Recurso O recurso atende aos pressupostos processuais de admissibilidade estabelecidos no Decreto nº 70.235/72 e, portanto, dele devese tomar conhecimento. 2) Da Preliminar de Nulidade da Decisão Recorrida Ao contrário do que afirma a interessada, não implica nulidade do acórdão ora recorrido o fato de a Turma a quo haver modificado seu entendimento anterior acerca da aplicação do direito sobre os mesmos fatos. Realmente, declarada nula a decisão de primeiro grau, a matéria é integralmente devolvida à apreciação da DRJ competente, a fim de que seja proferida nova decisão. A única restrição à nova decisão é que não se repita o vício que deu causa à nulidade da decisão anterior. Quanto às demais matérias, caberá ao órgão julgador de primeira instância reexaminar os fatos litigiosos e decidir conforme o direito que entender a eles aplicável. Neste sentido, voto por afastar a preliminar de nulidade da decisão recorrida. 3) Da Forma de Apuração do IRPJ e da CSLL O crédito remanescente no presente processo tem origem na glosa da compensação de prejuízos fiscais e de base de cálculo negativa da CSLL relativos ao 4º trimestre do ano de 2000, tendo em vista a inobservância do limite de 30% estabelecido nos arts. 15 e 16 da Lei nº 9.065/95. Alega a recorrente estar incorreto o lançamento, sob o argumento de que no ano de 2000 optou pela apuração anual do IRPJ e da CSLL. Pois bem, sobre a forma de manifestação da opção pela apuração anual do IRPJ e da CSLL, o art. 3º da Lei nº 9.430/96 assim estabelece: Art. 3º A adoção da forma de pagamento do imposto prevista no art. 1º, pelas pessoas jurídicas sujeitas ao regime do lucro real, ou a opção pela forma do art. 2º será irretratável para todo o anocalendário. Parágrafo único. A opção pela forma estabelecida no art. 2º será manifestada com o pagamento do imposto correspondente ao mês de janeiro ou de início de atividade. Portanto, é com o pagamento da estimativa de IRPJ relativo ao mês de janeiro ou de início da atividade que o contribuinte deve, em princípio, manifestar a sua opção pela apuração anual no ano de 2000. Todavia, a norma legal acima contém uma lacuna. É que, segundo o art. 35, § 2º, da Lei nº 8.981/95, com a redação dada pela Lei nº 9.065/95, o contribuinte pode suspender Fl. 546DF CARF MF Impresso em 19/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2012 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 19/09/2012 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QU, Assinado digitalmente em 17/09/2012 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10820.000215/200543 Acórdão n.º 1201000.748 S1C2T1 Fl. 6 5 o pagamento do IRPJ já no mês de janeiro. Em assim sendo, havendo suspensão do pagamento da estimativa já em janeiro, não haveria como o contribuinte formalizar a opção. Ocorre que, no exercício da competência a ela outorgada pelo art. 35, § 4º, da Lei nº 8.981/95, com a redação dada pela Lei nº 9.065/95, a SRF disciplinou a questão por meio do art. 17, § 1º, da Instrução Normativa nº 93/1997, verbis: Art. 17. A adoção do pagamento trimestral do imposto, a que se refere o §1º do art. 2º, pelas pessoas jurídicas que apurarem o imposto pelo lucro real, ou a opção pela forma de pagamento por estimativa, a que se referem os arts. 3º a 10, será irretratável para todo o anocalendário. § 1º A opção pelo pagamento por estimativa será efetuada com o pagamento do imposto correspondente ao mês de janeiro do anocalendário, ainda que intempestivo, ou com o levantamento do respectivo balanço ou balancete de suspensão. (Grifamos) Ora, no caso sob exame, a contribuinte não realizou pagamentos por estimativa de IRPJ ou CSLL no ano de 2000. Ademais, também não levantou balanços ou balancetes mensais de suspensão do imposto e da contribuição. Ao contrário, conforme se verifica no livro Diário (fl. 83 e ss.), no ano de 2000 a contribuinte levantou balanços e balancetes trimestralmente. Em assim sendo, ao contrário do afirmado pela defesa, a contribuinte não incorreu em erro ao apresentar a DIPJ referente ao ano de 2000 informando apuração trimestral do resultado. De fato, tal informação está em perfeita consonância com sua própria escrituração. Quanto à alegação segundo à qual a contribuinte teria apresentado a DCTF relativa ao 1º trimestre de 2000 indicando apuração anual, devese dizer que, segundo a legislação acima referida, a DCTF não se constitui em meio de manifestação da opção. 4) Conclusão Tendo em vista todo o exposto, voto por indeferir a preliminar de nulidade da decisão de primeiro grau e, no mérito, por negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Marcelo Cuba Netto Fl. 547DF CARF MF Impresso em 19/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2012 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 19/09/2012 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QU, Assinado digitalmente em 17/09/2012 por MARCELO CUBA NETTO
score : 1.0
Numero do processo: 10235.720209/2009-30
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon May 21 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 3401-000.466
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência nos termos do voto do relator.
Nome do relator: FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE
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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência nos termos do voto do relator. JÚLIO CESAR ALVES RAMOS - Presidente. FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE - Relator. EDITADO EM: 29/08/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio Cesar Alves Ramos, Jean Cleuter Simões Mendonça, Emanuel Carlos Dantas de Assisi, Odassi Guerzoni Filho, Angela Sartori e Fernando Marques Cleto Duarte. Relatório A contribuinte apresentou Pedido de Ressarcimento de créditos da Cofins não cumulativa, referentes ao 3º Trimestre de 2007 no montante de R$1.212.668,44 A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Macapá, por meio do Parecer e do Despacho Decisório de fls. 85/96, deferiu parcialmente o pleito, no valor de R$ 656.140,52, sob os seguintes fundamentos: Fl. 562DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2012 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 2 9/10/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 29/08/2012 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE 2 - Os dispêndios que originaram o pedido de ressarcimento podem ser agrupados em Florestamento e Reflorestamento, Transporte e Carregamento de Madeira, Serviço de Desgalho e Descasque, Energia Elétrica, Depreciação e Diesel e Lubrificantes; - no que tange ao Florestamento e Reflorestamento, os dispêndios não são originários de crédito de Cofins e PIS, pois devem compor o custo de formação de floresta contabilizável no Ativo Imobilizado e ser apropriado como custo na proporção da exaustão. Nesse sentido, nem mesmo a parcela de exaustão apurada para compor o custo de determinados períodos são geradores de créditos de Cofins e PIS, conforme dispõe o artigo 3º da Lei nº 10.833/2003 e artigo 30 da Lei nº 10.637/2002; - no que tange ao Transporte e Carregamento de Madeira, ficou evidenciada a realização do grupo de dispêndio com permissibilidade de geração de direito creditório de Cofins e PIS; - no que tange aos dispêndios relativos ao Serviço de Desgalho/Descasque, Energia Elétrica e Depreciação são procedentes e geram créditos da Cofins e PIS; - no que tange aos dispêndios de Diesel e Lubrificantes, observou-se que a empresa não possui um sistema contábil capaz de evidenciar de forma segregada os valores utilizados em Reflorestamento (que não geram créditos) e os utilizados nos setores produtivos da empresa (que geram créditos), em desatendimento à exigência prevista no art. 30 da Instrução Normativa SRF nº 387/04; A contribuinte interpôs Manifestação de Inconformidade, alegando em suma que: a) da análise do despacho proferido, constata-se que foram deferidos os créditos referentes aos insumos empregados no transporte e carregamento de madeira e serviço de desgalho/descasque energia elétrica e depreciação. De outra feita, foram indeferidos os créditos referentes às rúbricas “florestamento/reflorestamento” e “diesel e lubrificantes”; b) após traçar relato acerca da não cumulatividade da Cofins, afirma que todos os insumos que sofram alterações em função da ação direta exercida sobre o produto em fabricação são geradores de crédito de Cofins. Neste teor, está autorizada a aproveitar-se de créditos da Cofins na aquisição de insumos utilizados em todas as fases de seu processo produtivo; c) a fim de que se possa compreender todo o seu processo produtivo, junta laudo descritivo, o qual demonstra a existência de quatro fases: produção de mudas pelo método de mini estaquia, silvicultura (reflorestamento), colheita e processo fabril. A autoridade fiscal glosou todos os créditos oriundos dos insumos referentes à primeira e segunda fases do processo podutivo, bem como o dispêndio de Diesel e Lubrificantes dessa fase e de todo o processo produtivo, alegando , data máxima venia, a impossibilidade de segregação de valores; d) a legislação vigente define a agroindústria como sendo o produtor rural pessoa jurídica cuja atividade econômica seja a industrialização de produção própria ou de produçaõ própria e adquirida de terceiros. Assim, neste caso, a atividade agroindustrial representa a integração do processo produtivo do cavaco, jungindo a atividade rural e industrial. O processo produtivo do cavaco pode ser dividido em atividade rural e atividade industrial, cuja subsunção perfaz a atividade agroindustrial. A atividade rural compreendida nas fases 1 e 2 também integram o processo produtivo da empresa, posto que, sem a produção da matéria prima, o processo não se perfectibiliza. Todos os insumos relativos a esta fase são Fl. 563DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2012 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 2 9/10/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 29/08/2012 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE Processo nº 10235.710209/2009-30 Acórdão n.º 3401-000.466 S3-C4T1 Fl. 2 3 consumidos na planta, pois o sucesso da floresta depende da aplicação de defensivos, adubos, inseticidas, ou seja, são determinantes para a qualidade do produto em sua fase de industrialização. Ademais, como os insumos e serviços adquiridos e contratados nesta fase produtiva correspondem às hipóteses do art. 9º da IN SRF nº 404/2004, não há razão plausível para a glosa dos créditos. Entendimento contrário viola o princípio da legalidade; - sem ater-se a tais detalhes, e por desconhecer a atividade agroindustrial da Manifestante, a r. Fiscalização, no presente processo administrativo, excluiu da base de cálculo da Cofins os insumos utilizados na produção de mudas e reflorestamento, os quais, em seu entendimento, devem compor o custo de formação da floresta contabilizável no Ativo Imobilizado e ser apropriado como custo na proporção de exaustão; e) repudia a glosa dos créditos de Cofins, referente à aquisição de diesel, óleo; graxa, frete, pneus, câmeras de ar, fertilizantes, mudas etc, utilizados na fase 1 e 2 do processo produtivo, eis que a mesma viola frontalmente o princípio da não cumulatividade da Cofins. Aduz que segundo processos de consulta exarados pela Receita Federal do Brasil, os quais refere, já se sedimentou o entendimento em casos análogos e que as despesas de exaustão geram direitos ao crédito da Cofins; f) quanto à alegação de ausência de segregação do diesel e lubrificantes utilizados tanto no reflorestamento quanto nos setores produtivos, a manifestante possui um relatório detalhado do “Consumo de Combustíveis”, no qual é perfeitamente possível chegar ao percentual médio dos gastos com combustíveis e lubrificantes dos anos 2007 e 2008, consumidos no processo de reflorestamento, e o restante, consequentemente atribuída a utilização nos setores industriais. Ora, se existe um meio seguro que permite a referida aferição, não pode o fisco desconsiderá-la, ainda mais se esta servir para beneficiar o contribuinte. g) superada a questão referente à suposta ausência de segregação das informações, tem-se a aquisição de diesel e lubrificantes utilizados na fase do reflorestamento é gerador de crédito da Cofins. Refere à solução de consulta acerca do conceito de insumos. Sustenta, ainda, que é inconsistente o seu direito ao aproveitamento dos créditos oriundos da aquisição de diesel e lubrificantes utilizados nos setores industriais. Laudo técnico comprova a efetiva utilização dos mesmos no processo fabril, sendo este inclusive o entendimento do CARF; h) a manifestante faz jus aos acréscimos de correção monetária e juros, sob pena de enriquecimento sem causa da Administração em prejuízo da contribuinte. Refere decisão judicial e aduz que o ressarcimento integral, com correção e juros compensatórios, não é faculdade, mas imposição legal. Admitir a escrituração/manutenção, para posterior ressarcimento em espécie, sem a devida correção monetária, é retornar aos tempos leoninos, é apropriação indébita, é enriquecimento ilícito. Refere e cita julgados judiciais e administrativos; Por fim apresenta decisões judiciais e administrativas que corroboram seu pedido. Em 21.9.2010 a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belém (PA) negou provimento à Manifestação de Inconformidade, conforme ementa reproduzida: Fl. 564DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2012 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 2 9/10/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 29/08/2012 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE 4 ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DE SEGURIDADE SOCIAL – COFINS Período de Apuração: 01/04/2008 a 30/06/2008 DECISÕES JUDICIAIS E ADMINISTRATIVAS. EFEITOS. São improficuos os julgados judiciais e administrativos trazidos pela contribuinte, por lhes falecer eficiência normativa, na forma do art. 100, II, do CTN. COFINS NÃO-CUMULATIVA. INSUMOS. CRÉDITO. Somente podem geram créditos da Cofins as despesas com matéria-prima, produto intermediário, material de embalagem e quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas em função da ação diretamente exercida sobre o produto em frabricação, desde que não estejam incluidas no ativo imobilizado. COFINS NÃO-CUMULATIVA. INSUMOS. DIESEL E LUBRIFICANTES. NECESSIDADE DE LIQUIDEZ E CERTEZA. A apropriação dos créditos da Cofins só pode ser efetivada quando os mesmos se revestirem de atributos de certeza e liquidez necessários. JUROS COMPENSATÓRIOS. RESSARCIMENTO. Não incidirão juros compensatórios no ressarcimento de créditos do IPI, da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, bem como na compensação dos referidos créditos. Em 14.1.2011 a contribuinte protocolou Recurso Voluntário, onde repisa os argumentos apresentados em sua Manifestação de Inconformidade e finaliza, requerendo o ressarcimento dos créditos referentes às glosas. É o Relatório. Voto Conselheiro Fernando Marques Cleto Duarte Em suma, a contribuinte protocolou pedido de ressarcimento de créditos referentes à Cofins. Logrando êxito parcial em sua demanda, protocolou Recurso Voluntário onde defende a existência dos créditos glosados referentes às aquisições de diesel e lubrificantes, bem como aos insumos aplicados em seu processo de plantio e de reflorestamento. Neste caso, existe a necessidade de segregação quanto ao diesel e lubrificantes utilizados no processo efetivamente industrial efetuado pelo contribuinte daquele utilizado em seu processo pré-industrial, bem como quais gastos referentes ao plantio e ao reflorestamento são efetivamente agregados à matéria-prima que adentra o processo industrial da contribuinte, uma vez que caso a contribuinte, ao invés de produzir, adquirisse sua matéria- prima, esta aquisição geraria créditos. Fl. 565DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2012 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 2 9/10/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 29/08/2012 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE Processo nº 10235.710209/2009-30 Acórdão n.º 3401-000.466 S3-C4T1 Fl. 3 5 Frente a todo o exposto, voto por converter o julgamento em diligência, para que sejam identificados e quantificados os valores referentes ao diesel e lubrificantes utilizados no processo efetivamente industrial, bem como quais gastos referentes ao plantio e ao reflorestamento são efetivamente agregados à matéria prima que adentra o processo industrial da contribuinte. Cientifique-se a requerente sobre o resultado da diligência, dando-lhe o prazo de 30 dias para sua manifestação. É como voto Fernando Marques Cleto Duarte – Relator. Fl. 566DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2012 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 2 9/10/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 29/08/2012 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE
score : 1.0
Numero do processo: 13736.000394/2008-17
Data da sessão: Wed Nov 21 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Feb 05 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2004
IRPF. SÚMULA CARF Nº 68: A Lei nº 8.852, de 1994 não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2201-001.909
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
Assinatura digital
Maria Helena Cotta Cardozo Presidente
Assinatura digital
Pedro Paulo Pereira Barbosa - Relator
EDITADO EM: 20 de dezembro de 2012.
Participaram da sessão: Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente), Pedro Paulo Pereira Barbosa (Relator), Eduardo Tadeu Farah, Gustavo Lian Haddad, Rodrigo Santos Masset Lacombe e Ewan Teles Aguiar (suplente convocado). Ausente justicadamente a Conselheira Rayana Alves de Oliveira França.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2004 IRPF. SÚMULA CARF Nº 68: A Lei nº 8.852, de 1994 não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Recurso negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Assinatura digital Maria Helena Cotta Cardozo Presidente Assinatura digital Pedro Paulo Pereira Barbosa - Relator EDITADO EM: 20 de dezembro de 2012. Participaram da sessão: Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente), Pedro Paulo Pereira Barbosa (Relator), Eduardo Tadeu Farah, Gustavo Lian Haddad, Rodrigo Santos Masset Lacombe e Ewan Teles Aguiar (suplente convocado). Ausente justicadamente a Conselheira Rayana Alves de Oliveira França.
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SÚMULA CARF Nº 68: A Lei nº 8.852, de 1994 não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Assinatura digital Maria Helena Cotta Cardozo – Presidente Assinatura digital Pedro Paulo Pereira Barbosa Relator EDITADO EM: 20 de dezembro de 2012. Participaram da sessão: Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente), Pedro Paulo Pereira Barbosa (Relator), Eduardo Tadeu Farah, Gustavo Lian Haddad, Rodrigo Santos Masset Lacombe e Ewan Teles Aguiar (suplente convocado). Ausente justicadamente a Conselheira Rayana Alves de Oliveira França. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 73 6. 00 03 94 /2 00 8- 17 Fl. 41DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2012 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 28/ 12/2012 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 01/02/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO 2 Relatório LUIS JOSÉ DE LIMA interpôs recurso voluntário contra acórdão da DRJ RIO DE JANEIRO/RJ II (fls. 28) que julgou procedente lançamento, formalizado por meio do notificação de lançamento de fls. 20/23, para exigência de Imposto sobre Renda de Pessoa Física – IRPF, referente ao exercício de 2004, no valor de R$ 0,17, acrescido de multa de ofício e de juros de mora, perfazendo um crédito tributário total lançado de R$ 0,381. Na DIRPF objeto da revisão fiscal foi apurado imposto a restituir de R$ 3.548,98. A infração que ensejou o lançamento foi a omissão de rendimentos do trabalho com ou sem vínculo empregatício. Segundo o relato fiscal, tratase de rendimentos recebidos do Comando da Marinha, CNPJ 00.394.503/043897. O Contribuinte teria recebido desta fonte pagadora R$ 50.436,00 e declarado R$ 37.530,00, com a omissão de rendimentos, portanto, de R$ 12.906,00. O Contribuinte impugnou o lançamento e alegou, em síntese, que os rendimentos em questão referemse a “Adicional por Tempo de Serviço e Composição Orgânica” e que não seria tributáveis com fundamento no art. 1º, III, “d” e “n” da Lei nº 8.852, de 1994. A DRJRIO DE JANEIRO/RJ II julgou procedente o lançamento com base, em síntese, na consideração os rendimentos em questão são tributáveis e de que o art. 1º da Lei nº 8.852, de 1994se limita a definir os conceitos de vencimento básico, vencimento e remuneração para fins de aplicação dos dispositivos da própria lei, sem qualquer repercussão em termos de incidência ou não do imposto de renda, Que independe da denominação dada aos rendimentos. O Contribuinte tomou ciência da decisão de primeira instância em 19/08/2008 (fls. 35) e, em 28/08/2008, interpôs o recurso voluntário de fls. 37/38 no qual reitera, em síntese, as alegações e argumentos da impugnação. É o relatório. 1 Foi dispensado o pagamento do crédito tributário apurado, por totalizar valor inferior a R$ 10,00. Voto Conselheiro Pedro Paulo Pereira Barbosa Fl. 42DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2012 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 28/ 12/2012 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 01/02/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO Processo nº 13736.000394/200817 Acórdão n.º 2201001.909 S2C2T1 Fl. 3 3 O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. Fundamentação Como se colhe do relatório, o lançamento decorre da revisão da DITR/2004 da qual foram considerados como omissão de rendimentos valores recebidos a título de “Adicional de Tempo de Serviço” e “Composição Orgânica”, por servidor da Marinha do Brasil. Segundo a alegação do Recorrente, tais verbas não estariam sujeitas à incidência do imposto de renda, nos termos do art. 1º, inciso III, itens“d” e “n” da Lei nº 8.852, de 1994. "Art. 1° Para os efeitos desta Lei, a retribuição pecuniária devida na administração pública direta, indireta e fundacional de qualquer dos Poderes da Unido compreende: [...] III como remuneração, a soma dos vencimentos com os adicionais de caráter individual e demais vantagens, nestas compreendidas as relativas à natureza ou ao local de trabalho e a prevista no art. 62 da Lei n°8.112, de 1990, ou outra paga sob o mesmo fundamento, sendo excluídas: a) diárias; b) ajuda de custo em razão de mudança de sede ou indenização de transporte; c) auxíliofardamento; d) gratificação de compensação orgânica, a que se refere o art. 18 da Lei n° 8.237, de 1991; e) saláriofamília; J) gratificação ou adicional natalino, ou décimoterceiro salário; g) abono pecuniário resultante da conversão de até 1/3 (um terço) das férias; h) adicional ou auxilio natalidade; i) adicional ou auxilio funeral; j) adicional de férias, até o limite de 1/3 (um terço) sobre a retribuição habitual; 1) adicional pela prestação de serviço extraordinário, para atender situações excepcionais e temporárias, obedecidos os limites de duração previstos em lei, contratos, regulamentos, convenções, acordos ou dissídios coletivos e desde que o valor Fl. 43DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2012 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 28/ 12/2012 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 01/02/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO 4 pago não exceda em mais de 50% (cinqüenta por cento) o estipulado para a hora de trabalho na jornada normal; m) adicional noturno, enquanto o serviço permanecer sendo prestado em horário que fundamente sua concessão; n) adicional por tempo de serviço; o) conversão de licençaprêmio em pecúnia facultada para os empregados de empresa pública ou sociedade de economia mista por ato normativo, estatutário ou regulamentar anterior a 1° de fevereiro de 1994; p) adicional de insalubridade, de periculosidade ou pelo exercício de atividades penosas percebido durante o período em que o beneficiário estiver sujeito às condições ou aos riscos que deram causa à sua concessão; q) hora repouso e alimentação e adicional de sobreaviso, a que se referem, respectivamente, o inciso II do art. 3° e o inciso II do art. 6° da Lei n° 5.811, de 11 de outubro de 1972; r) outras parcelas cujo caráter indenizatório esteja definido em lei, ou seja reconhecido, no âmbito das empresas públicas e sociedades de economia mista, por ato do Poder Executivo. § 1º 0 disposto no inciso III abrange adiantamentos desprovidos de natureza indenizatória. § 2° As parcelas de retribuição excluídas do alcance do inciso III não poderão ser calculadas sobre base superior ao limite estabelecido no art. 3°. Pois bem, esta Lei dispõe sobre a aplicação dos arts. 37, incisos XI e XII, e 39, § 1º, da Constituição Federal, sobretudo definindo os conceitos de vencimento básico, vencimento e remuneração para fins de aplicação das próprias disposições do artigo 37, que, em momento algum, trata de incidência tributária. A eventual exclusão de uma determinada verba do conceito de remuneração não implica, necessariamente, na sua exclusão do campo da incidência tributária e, muito menos, lhe confere a natureza de verba isenta, o que, para tanto, depende de disposição expressa de lei. E também não há nada no dispositivo citado acima que autorize a conclusão de que as verbas ali referidas tenham todas natureza indenizatória. Este entendimento já está consolidado no âmbito deste Conselho que a respeito editou a súmula nº 68 segundo a qual “a Lei nº 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física.” No caso, as verbas em questão têm evidente natureza salarial, são produtos do trabalho, como são, por exemplo, o 13º salário e as horasextras, também relacionadas no mesmo inciso III e que, a prevalecer o entendimento esposado pelo Recorrente, deveriam ser excluídas da tributação. Assim, a posição esposada pelo Contribuinte, de que as verbas relacionadas no inciso III, acima reproduzido, não se sujeitariam à incidência do imposto baseiase apenas numa ilação, sem base legal ou consistência lógica que lhe dê respaldo. Fl. 44DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2012 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 28/ 12/2012 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 01/02/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO Processo nº 13736.000394/200817 Acórdão n.º 2201001.909 S2C2T1 Fl. 4 5 São tributáveis, portanto, os rendimentos em questão. Conclusão Ante o exposto, encaminho meu voto no sentido de negar provimento ao recurso. Assinatura digital Pedro Paulo Pereira Barbosa Fl. 45DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2012 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 28/ 12/2012 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 01/02/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO
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Numero do processo: 13808.003742/00-07
Data da sessão: Tue Oct 23 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Feb 20 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/12/1991 a 30/04/1994, 01/07/1994 a 30/11/1995
OPÇÃO DO CONTRIBUINTE POR DISCUTIR O ASSUNTO NA VIA JUDICIAL. RENÚNCIA À INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA.
Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. (Súmula CARF nº 1).
Recurso não Conhecido.
Numero da decisão: 3301-001.631
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do Relator. Fez sustentação oral pela Recorrente o advogado José Alberto Araújo Jesus, OAB/DF 12.490.
[assinado digitalmente]
Rodrigo da Costa Pôssas
Presidente
[assinado digitalmente]
Antônio Lisboa Cardoso
Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José Adão Vitorino de Moraes, Antônio Lisboa Cardoso (relator), Paulo Guilherme Déroulède, Andrea Medrado Darzé, Maria Teresa Martínez López e Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente).
Nome do relator: ANTONIO LISBOA CARDOSO
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/12/1991 a 30/04/1994, 01/07/1994 a 30/11/1995 OPÇÃO DO CONTRIBUINTE POR DISCUTIR O ASSUNTO NA VIA JUDICIAL. RENÚNCIA À INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. (Súmula CARF nº 1). Recurso não Conhecido.
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Eletrônico Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/12/1991 a 30/04/1994, 01/07/1994 a 30/11/1995 OPÇÃO DO CONTRIBUINTE POR DISCUTIR O ASSUNTO NA VIA JUDICIAL. RENÚNCIA À INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. (Súmula CARF nº 1). Recurso não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do Relator. Fez sustentação oral pela Recorrente o advogado José Alberto Araújo Jesus, OAB/DF 12.490. [assinado digitalmente] Rodrigo da Costa Pôssas Presidente [assinado digitalmente] Antônio Lisboa Cardoso AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 80 8. 00 37 42 /0 0- 07 Fl. 270DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/11/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 19/02/20 13 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/11/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO 2 Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José Adão Vitorino de Moraes, Antônio Lisboa Cardoso (relator), Paulo Guilherme Déroulède, Andrea Medrado Darzé, Maria Teresa Martínez López e Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente). Relatório Trata o processo de auto de infração de fls. 156 a 169, decorrente do Mandado de Procedimento Fiscal n° 0813400.2000.00776.5, no qual foi apurada falta de recolhimento para o Programa de Integração Social — PIS referente aos períodos de apuração 12/1991 a 04/1994, 07/1994 a 11/1995, sendo exigido o valor relativo à contribuição, multa de oficio de 75% e demais acréscimos legais, conforme sintetiza a ementa a seguir transcrita: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/12/1991 a 30/04/1994, 01/07/1994 a 30/11/1995 Ementa: COMPENSAÇÃO INDEVIDA O direito de compensar o PIS com o próprio PIS, assegurado por decisão judicial, não é suficiente para afastar a obrigatoriedade do lançamento de oficio após a constatação pelo fisco de compensação indevida, redundando em falta ou insuficiência de recolhimento da contribuição AÇÃO JUDICIAL. COMPENSAÇÃO. A existência de ação judicial declarando o direito, em tese, de compensação, não suprime a competência da autoridade fiscal de proceder ao lançamento de oficio, se constatados, em vez de créditos, débitos remanescentes. LANÇAMENTO PROCEDENTE. Cientificada em 20/08/2004 (AR – fl. 313), Inicialmente o recurso voluntário não teria sido admitido, sob fundamento de que a relação de bens e direitos do arrolamento apresentado, para permitir o seguimento do Recurso Voluntário interposto pela empresa, estaria irregular, conforme Intimação da Receita Federal do Brasil N.o 08.180/1464/2004 anexa. Em razão da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 1.9767/DF, a douta Procuradoria da Fazenda Nacional determinou o cancelamento da inscrição na Dívida Ativa, por meio do despacho de fl. 500, remetendo os autos à EQCOB/DICAT/DERAT/SPO, COM URGÊNCIA, para adoção de providências, em virtude do Ato Declaratório Interpretativo RFB n2 16, de 21/11/2007 (art.19, e para alteração no sistema PROFISC da situação dos débitos objetos deste processo (retirada da situação "Enviado à PFN"). Sendo então o anulado o despacho de fl. 309, que negou seguimento ao recurso voluntário interposto por falta e atendimento ao disposto no art. 33 do Decreto Fl. 271DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/11/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 19/02/20 13 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/11/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO Processo nº 13808.003742/0007 Acórdão n.º 3301001.631 S3C3T1 Fl. 520 3 70.235/72 com redação dada pela Lei nº 10.522/02, com o envio do processo a este colendo CARF, para julgamento (fl. 507). É o relatório. Voto Conselheiro Antônio Lisboa Cardoso, Relator Nos termos do despacho de fls. 518, consta que o recurso foi interposto em 04.07.2003 (fl. 232), declarando ser o mesmo tempestivo, por isso dele conheço. Na petição de fls. 424/428, e documentos de fls. 430/496, dirigida à Procuradoria da Fazenda Nacional a Contribuinte requer a extinção do crédito tributário, tendo em vista o mesmo ter sido extinto por sentença judicial, tendo em vista ter apresentado nos respectivos autos (nº. 80.7.05.01580489 que é objeto da Execução Fiscal nº 2005.61.82.0535915, referente a exigências da contribuição ao PIS de algumas competências dos anos de 1992 a 1995 e 2000) lançada em sua situação fiscal com a Situação: Ativa Ajuizada), Exceção de PréExecutividade que, após a manifestação da Exeqüente, foi julgada procedente para reconhecer a decadência e prescrição dos créditos tributários em execução e por conseqüência extinguir a Execução Fiscal, nos seguintes termos: [...] Do exposto, concluise que os créditos datados de 0911211994 e anteriores a esse encontramse decaídos e os datados de 10/01/1995 em diante encontramse prescritos. Em face do reconhecimento da prescrição dos créditos tributários, deixo: de analisar as demais alegações da executada. Posto isso, declaro extinto o processo, com fundamento nos artigos 269, IV, do CPC. Arcará a exeqüente com a verba honorária que fixo em R$ 5.000,00 (cinco mil reais). Sentença sujeita ao reexame necessário. Após a sentença foram interpostos recursos de apelação pelas duas partes: a Exequente pugnando pela reforma da sentença (alegando que o prazo decadência para os tributos sujeitos a lançamento por homologação é de dez anos jurisprudências isoladas dos anos de 1998 e 1999) e a Executada buscando a majoração dos honorários advocatícios. Os recursos aguardam julgamento pela Turma do TRF 3a Região. Assim, muito embora tenha sido negado seguimento ao recurso voluntário da Recorrente, cujo despacho foi posteriormente cancelado, claro está que a Recorrente optou por discutir o assunto na via judicial, tendo inclusive logrado êxito com a extinção do crédito pela ocorrência da decadência e prescrição, nos termos do art. 156, V, do Código Tributário Nacional. Portanto, deve ser aplicada, ao caso, a Súmula nº 01 do CARF, nos seguintes termos: Fl. 272DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/11/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 19/02/20 13 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/11/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO 4 Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. (Súmula CARF nº 1) Em face do exposto, voto no sentido de não conhecer do recurso, em face da Contribuinte ter optado por discutir o crédito tributário na via judicial. Sala das Sessões, em 23 de outubro de 2012 Antônio Lisboa Cardoso Fl. 273DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/11/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 19/02/20 13 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/11/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 36624.015367/2006-31
Data da sessão: Wed Sep 19 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Oct 23 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/09/2001 a 31/12/2005
OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA ACESSÓRIA. DESCUMPRIMENTO. INFRAÇÃO. FOLHA PAGAMENTO. DESACORDO LEGISLAÇÃO.
É devida a autuação da empresa que deixar de preparar folha(s) de pagamento(s) das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo Fisco.
CERCEAMENTO DE DEFESA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA.
Se o Relatório Fiscal e as demais peças dos autos demonstram de forma clara e precisa a origem do lançamento, não há que se falar em nulidade pela falta de obscuridade na caracterização do fato gerador da multa aplicada pelo descumprimento de obrigação acessória.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2402-003.112
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
Julio Cesar Vieira Gomes - Presidente.
Ronaldo de Lima Macedo - Relator.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Thiago Taborda Simões.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: RONALDO DE LIMA MACEDO
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/09/2001 a 31/12/2005 OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA ACESSÓRIA. DESCUMPRIMENTO. INFRAÇÃO. FOLHA PAGAMENTO. DESACORDO LEGISLAÇÃO. É devida a autuação da empresa que deixar de preparar folha(s) de pagamento(s) das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo Fisco. CERCEAMENTO DE DEFESA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Se o Relatório Fiscal e as demais peças dos autos demonstram de forma clara e precisa a origem do lançamento, não há que se falar em nulidade pela falta de obscuridade na caracterização do fato gerador da multa aplicada pelo descumprimento de obrigação acessória. Recurso Voluntário Negado.
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DESCUMPRIMENTO. INFRAÇÃO. FOLHA PAGAMENTO. DESACORDO LEGISLAÇÃO. É devida a autuação da empresa que deixar de preparar folha(s) de pagamento(s) das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo Fisco. CERCEAMENTO DE DEFESA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Se o Relatório Fiscal e as demais peças dos autos demonstram de forma clara e precisa a origem do lançamento, não há que se falar em nulidade pela falta de obscuridade na caracterização do fato gerador da multa aplicada pelo descumprimento de obrigação acessória. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 36 62 4. 01 53 67 /2 00 6- 31 Fl. 100DF CARF MF Impresso em 23/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/10/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 19/10/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 22/10/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Julio Cesar Vieira Gomes Presidente. Ronaldo de Lima Macedo Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Thiago Taborda Simões. Fl. 101DF CARF MF Impresso em 23/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/10/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 19/10/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 22/10/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 36624.015367/200631 Acórdão n.º 2402003.112 S2C4T2 Fl. 3 3 Relatório Tratase de auto de infração lavrado pelo descumprimento da obrigação tributária acessória prevista no art. 32, inciso I, da Lei 8.212/1991, combinado com o art. 225, inciso I e parágrafo 9o, do Regulamento da Previdência Social (RPS), aprovado pelo Decreto 3.048/1999, que consiste em deixar a empresa de preparar folha(s) de pagamento(s) das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pela legislação previdenciária, para as competências 09/2001 a 12/2005. Segundo o Relatório Fiscal da Infração (fls. 16/17), a empresa deixou de incluir em folhas de pagamento as remunerações pagas a segurados empregados, provenientes de cartões eletrônicos fornecidos pela Incentive House. Ressalta o relatório que consta Auto de Infração (AI) lavrado contra o contribuinte em ações fiscais anteriores de naturezas diversas com trânsito em julgado a menos de cinco anos, conforme consulta ao sistema informatizado de controle de débitos da Receita Previdenciária, fls. 18/19, incidindo a autuada, portanto, em reincidência genérica por duas vezes. O Relatório Fiscal da Aplicação da Multa (fl. 17) informa que foi aplicada a multa prevista nos arts. 92 e 102, ambos da Lei 8.212/1991, c/c art. 283, inciso I e alínea “a”, e art. 373 do Regulamento da Previdência Social (RPS), aprovado pelo Decreto 3.048/1999. O valor da multa aplicada foi de R$4.627,80 (quatro mil, seiscentos e vinte e sete reais, e oitenta centavos), atualizada por meio da Portaria MPS n° 342, de 16/08/2006, D.O.U. de 17/082006, retificação em 21/08/2006), sendo que o valor mínimo (R$1.156,95) foi elevado em quatro vezes por haver reincidência em infrações de natureza diversa por duas vezes. A ciência do lançamento fiscal ao sujeito passivo deuse em 30/11/2006 (fl.01). A autuada apresentou impugnação tempestiva (fls. 29/39) – acompanhados de anexos de fls. 40/55 –, alegando, em síntese, que: 1. Do cerceamento ao direito de defesa. A empresa é facultado o prazo de quinze dias para interpretar toda a legislação, analisar documentos e elaborar sua defesa, contra os longos meses de que dispôs a fiscalização para elaborar minuciosamente suas NFLD’s e AI’s, atentando dessa forma ao seu direito à ampla defesa, inciso LV art. 5° da Constituição Federal (cita doutrina); 2. Da NFLD reflexa. A presente notificação é conexa à NFLD nos 37.014.2403 e 37.013.9879, devendo haver um julgamento único para as mesmas; 3. Da habitualidade dos pagamentos. Ficou demonstrado minuciosamente na NFLD n° 37.013.9879 que os prêmios pagos por intermédio da Incentive House por meio dos cartões de premiação Fl. 102DF CARF MF Impresso em 23/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/10/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 19/10/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 22/10/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 foram feitos de forma não habitual, não podendo ser base de cálculo para cálculo das contribuições previdenciárias; 4. pelo exposto, a autuada pede que o presente auto de infração seja julgado improcedente. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) em São Paulo/SP – por meio do Acórdão 1614.524 da 14a Turma da DRJ/SPO1 (fls. 59/64) – considerou o lançamento fiscal procedente em sua totalidade, eis que ele foi lavrado com pleno embasamento legal e observância às normas vigentes, não tendo a Defendente apresentado elementos ou fatos que pudessem ilidir a sua lavratura. A Notificada apresentou recurso (fls. 69/77), manifestando seu inconformismo pela obrigatoriedade do recolhimento dos valores lançados no auto de infração e no mais efetua as alegações da peça de impugnação. A Delegacia da Receita Federal do Brasil (DRF) em São Paulo/SP informa que o recurso interposto é tempestivo e encaminha os autos ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) para processamento e julgamento (fls. 89/90). É o relatório. Fl. 103DF CARF MF Impresso em 23/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/10/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 19/10/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 22/10/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 36624.015367/200631 Acórdão n.º 2402003.112 S2C4T2 Fl. 4 5 Voto Conselheiro Ronaldo de Lima Macedo, Relator Recurso tempestivo. Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso interposto. DA PRELIMINAR: A Recorrente alega que não consta no lançamento fiscal a necessária e adequada descrição dos fatos e motivação da autuação, existindo dúvidas quanto ao lançamento, o qual, diante de tais irregularidades, deve ser declarado nulo. Tal alegação não será acatada, pois os elementos probatórios que compõem os autos são suficientes para a perfeita compreensão do fato gerador, que é o descumprimento de obrigação tributária acessória, conforme ficou nitidamente demonstrado no Relatório Fiscal da Infração (fls. 16/17), nos seguintes termos: “[...] Em ação fiscal na empresa supra Identificada, verificouse que a mesma deixou de incluir em folha de pagamento os valores . pagos como prêmios a segurados empregados por meio de cartão eletrônico contratado com a empresa Incentive House S/A, apurados pela Contabilidade e conforme a Lei 8212/91 art.32, I durante o período 2001 a 2005. [...]”. Verificase ainda que o lançamento fiscal ora analisado atende aos pressupostos essenciais para sua lavratura, contendo de forma clara os elementos necessários para a sua configuração e caracterização. Com isso, não há que se falar em vícios no lançamento fiscal, eis que estão estabelecidos de forma transparente nos autos (fls. 01/25) todos os seus requisitos legais, conforme preconizam o art. 142 do CTN e o art. 10 do Decreto 70.235/1972, tais como: local e data da lavratura; caracterização da ocorrência da situação fática da obrigação tributária (fato gerador); determinação da matéria tributável; montante da multa aplicada; identificação do sujeito passivo; determinação da exigência tributária e intimação para cumprila ou impugnála no prazo de 30 dias; disposição legal infringida e aplicação das penalidades cabíveis; dentre outros. Lei 5.172/1966 – Código Tributário Nacional (CTN): Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Nesse mesmo sentido dispõe o art. 10 do Decreto 70.235/1972: Fl. 104DF CARF MF Impresso em 23/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/10/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 19/10/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 22/10/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 6 Art. 10. O auto de infração será lavrado por servidor competente, no local da verificação da falta, e conterá obrigatoriamente: I a qualificação do autuado; II o local, a data e a hora da lavratura; III a descrição do fato; IV a disposição legal infringida e a penalidade aplicável; V a determinação da exigência e a intimação para cumprila ou impugnála no prazo de trinta dias; VI a assinatura do autuante e a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula. Além disso – nos Termos de Intimação para Apresentação de Documentos/Termos de Intimação Fiscal (TIAD/TIF) (fls. 08/13) e no Termo de Encerramento da Auditoria Fiscal TEAF (fls. 14/15) –, todos assinados por representantes da empresa, constam a documentação utilizada para caracterizar e concretizar a hipótese fática do fato gerador da obrigação tributária acessória e a informação de que o sujeito passivo recebeu toda a documentação utilizada para configuração dos valores lançados no presente lançamento fiscal. Posteriormente, isso foi confirmado pelo Relatório Fiscal de fls. 16/17. Com relação ao prazo processual para a apresentação da peça de defesa, vêse que esse prazo de impugnação (defesa) está estampado no Decreto 70.235/1972 – diploma que rege o Processo Administrativo Fiscal (PAF) –, e é estabelecido nos seguintes termos: Art. 5º. Os prazos serão contínuos, excluindose na sua contagem o dia do início e incluindose o do vencimento. Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato. (...) Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. (g.n.) O termo inicial para contagem do prazo é o primeiro dia útil posterior à ciência do contribuinte, pois, nos termos do art. 5º do Decreto 70.235/1972, excluise o dia do começo e incluise o do vencimento. A regra na contagem dos prazos processuais é a continuidade, ou seja, os prazos não se suspendem nem se interrompem, com exceção das hipóteses de força maior ou de caso fortuito, como greves ou outros fatos que impeçam o funcionamento dos órgãos da Administração. Essas hipóteses devem ser devidamente comprovadas nos autos e, no momento, não as encontramos presentes neste processo. Com isso, ao contrário do que afirma a Recorrente, o lançamento fiscal foi lavrado de acordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam a matéria, tendo o agente fiscal demonstrado, de forma clara e precisa, a ocorrência do fato gerador da multa Fl. 105DF CARF MF Impresso em 23/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/10/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 19/10/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 22/10/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 36624.015367/200631 Acórdão n.º 2402003.112 S2C4T2 Fl. 5 7 aplicada, fazendo constar nos relatórios que o compõem (fls. 01/25) os fundamentos legais que amparam o procedimento adotado e as rubricas lançadas. Logo, essas alegações da Recorrente de nulidade do lançamento fiscal são genéricas, ineficientes e inócuas, não se permitindo configurar qualquer nulidade e não serão acatadas. Diante disso, rejeito a preliminar de nulidade ora examinada, e passo ao exame de mérito. DO MÉRITO: Com relação ao procedimento utilizado pela auditoria fiscal, a Recorrente alega que não houve cumprimento da legislação vigente. Tal alegação não será acatada, eis que o Fisco cumpriu a legislação de regência, ensejando o lançamento de ofício em decorrência da Recorrente ter incorrido no descumprimento de obrigação tributária acessória, conforme os fatos e a legislação a seguir delineados. Verificase que a Recorrente deixou de incluir em folhas de pagamento as remunerações pagas a segurados empregados, provenientes de cartões eletrônicos fornecidos pela empresa Incentive House. Tais remunerações foram extraídas da própria contabilidade da Recorrente. Nos Termos de Intimação para Apresentação de Documentos/Termos de Intimação Fiscal (TIAD/TIF), constatase a intimação para a apresentação das folhas e recibos de pagamentos do período de 09/2001 a 12/2005. Posteriormente, houve também a emissão do Termo de Encerramento da Auditoria Fiscal (TEAF), atestando o encerramento do procedimento fiscal. A sua apresentação deficiente motivou a lavratura deste auto de infração. Com isso, a Recorrente incorreu na infração prevista no art. 32, inciso I, da Lei 8.212/1991, transcrito abaixo: Art. 32. A empresa é também obrigada a: I preparar folhas de pagamento das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social; (grifos nossos) Esse art. 32, inciso I, da Lei 8.212/1991 é claro quanto à obrigação acessória da empresa e o Regulamento da Previdência Social (RPS), aprovado pelo Decreto 3.048/1999, complementa, delineando a forma que deve ser observada para o cumprimento do dispositivo legal, como, por exemplo, o destaque, em folha de pagamento, de discriminar o nome dos segurado, de agrupar os segurados por categoria e das parcelas integrantes e não integrantes da remuneração e os descontos legais, conforme preceitua o seu art. 225, § 9o e incisos I a V, in verbis: Art. 225. A empresa é também obrigada a: I preparar folha de pagamento da remuneração paga, devida ou creditada a todos os segurados a seu serviço, devendo Fl. 106DF CARF MF Impresso em 23/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/10/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 19/10/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 22/10/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 8 manter, em cada estabelecimento, uma via da respectiva folha e recibos de pagamentos; (...) § 9o. A folha de pagamento de que trata o inciso I do caput, elaborada mensalmente, de forma coletiva por estabelecimento da empresa, por obra de construção civil e por tomador de serviços, com a correspondente totalização, deverá: I discriminar o nome dos segurados, indicando cargo, função ou serviço prestado; II agrupar os segurados por categoria, assim entendido: segurado empregado, trabalhador avulso, contribuinte individual; III destacar o nome das seguradas em gozo de salário maternidade; IV destacar as parcelas integrantes e não integrantes da remuneração e os descontos legais; e V indicar o número de quotas de saláriofamília atribuídas a cada segurado empregado ou trabalhador avulso. (g.n.) Nos termos do arcabouço jurídicoprevidenciário acima delineado, constata se, então, que a Recorrente – ao não apresentar ao Fisco as folhas de pagamento contendo as remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pela legislação previdenciária, para as competências 09/2001 a 12/2005 – incorreu na infração disposta no art. 32, inciso I, da Lei 8.212/1991, c/c o art. 225, § 9o, do Regulamento da Previdência Social (RPS). Da mesma forma, enganase a Recorrente ao alegar a não observação ao princípio da tipicidade, uma vez que a Lei 8.212/1991 delimita o valor, prevê sua atualização e remete ao regulamento a fixação do mesmo: Art. 92. A infração de qualquer dispositivo desta Lei para a qual não haja penalidade expressamente cominada sujeita o responsável, conforme a gravidade da infração, a multa variável de CrS 100.000,00 (cem mil cruzeiros) a CrS 10.000.000,00 (dez milhões de cruzeiros), conforme dispuser o regulamento. (...) Art. 102. Os valores expressos em moeda corrente nesta Lei serão reajustados nas mesmas épocas e com os mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da Previdência Social. Nesse sentido, o Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/1999, determina: Art. 283. Por infração a qualquer dispositivo das Leis nos 8.212 e 8.213, ambas de 1991, e 10.666, de 8 de maio de 2003, para a qual não haja penalidade expressamente cominada neste Regulamento, fica o responsável sujeito a multa variável de RS 636,17 (seiscentos e trinta e seis reais e dezessete centavos) a R$ 63.617,35 (sessenta e três mil, seiscentos e dezessete reais e Fl. 107DF CARF MF Impresso em 23/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/10/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 19/10/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 22/10/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 36624.015367/200631 Acórdão n.º 2402003.112 S2C4T2 Fl. 6 9 trinta e cinco centavos), conforme a gravidade da infração, aplicandoselhe o disposto nos arts. 290 a 292, e de acordo com os seguintes valores: (Redação dada pelo Decreto n° 4.862, de 2003) I a partir de R$ 636,17 (seiscentos e trinta e seis reais e dezessete centavos) nas seguintes infrações: a) deixar a empresa de preparar folha de pagamento das remunerações pagas, devidas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com este Regulamento e com os demais padrões e normas estabelecidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social; (...) Art. 373. Os valores expressos em moeda corrente, referidos neste Regulamento, exceto aqueles referidos no art. 288, são reajustados nas mesmas épocas e com os mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da previdência. Posteriormente – conforme dispôs a Lei 8.212/1991, artigos 92 e 102, e o Regulamento da Previdência Social (RPS), artigos 283 e 373, todos susomencionados –, a Portaria MPS n° 342, de 16/08/2006, D.O.U. de 17/082006, reajustou os valores da multa para R$1.156,95. Portanto, o procedimento utilizado pela auditoria fiscal para a aplicação da multa foi devidamente consubstanciado na legislação vigente à época da lavratura do auto de infração. Ademais, não verificamos a existência de qualquer fato novo que possa ensejar a revisão do lançamento em questão nas alegações registradas na peça recursal da Recorrente. Dentro desse contexto fático, depreendese do art. 113 do CTN que a obrigação tributária é principal ou acessória e pela natureza instrumental da obrigação acessória, ela não necessariamente está ligada a uma obrigação principal e decorre de cada circunstância fática praticada pela Recorrente, que será verificada no procedimento de Auditoria Fiscal. Em face de sua inobservância, há a imposição de sanção específica disposta na legislação nos termos do art. 115 também do CTN. Código Tributário Nacional (CTN) – Lei 5.172/1966: Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. § 1º. A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extinguese juntamente com o crédito dela decorrente. § 2º. A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. Fl. 108DF CARF MF Impresso em 23/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/10/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 19/10/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 22/10/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 10 § 3º. A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, convertese em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária. (...) Art. 115. Fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que, na forma da legislação aplicável, impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal.(g.n.) As obrigações acessórias são estabelecidas no interesse da arrecadação e da fiscalização de tributos, de forma que visam facilitar a apuração dos tributos devidos. Elas, independente do prejuízo ou não causado ao erário, devem ser cumpridas no prazo e forma fixados na legislação. Cumpre esclarecer que houve pedido de renúncia parcial do recurso interposto nos autos do processo 36624.015366/200697 (NFLD 37.014.2403), conforme cópia do protocolo do Requerimento de desistência junto à Delegacia da Receita Federal do Brasil em São Paulo, realizado em 26 de fevereiro de 2010 (fl. 235 do Despacho no 2803 000.028 – Turma Especial/3ª Turma Especial, de 16 de março de 2011). Outro ponto a esclarecer é que essa autuação não é calculada conforme a quantidade de descumprimentos da obrigação acessória, ou em quantos meses a obrigação foi descumprida. Assim, o cálculo é único, bastando um descumprimento para gerar a autuação com o mesmo valor, no caso em tela, as competências 09/2001 a 12/2005 em que a Recorrente deixou de incluir em sua folha de pagamento as remunerações dos segurados escrituradas em sua contabilidade e oriundas de cartões eletrônicos fornecidos pela empresa Incentive House. Por fim, pela apreciação do processo e das alegações da Recorrente, não encontramos motivos para decretar a nulidade nem a modificação do lançamento ou da decisão de primeira instância, eis que o lançamento fiscal e a decisão encontramse revestidos das formalidades legais, tendo sido lavrados de acordo com o arcabouço jurídicotributário vigente à época da sua lavratura. CONCLUSÃO: Voto no sentido de CONHECER do recurso e NEGARLHE PROVIMENTO, nos termos do voto. Ronaldo de Lima Macedo. Fl. 109DF CARF MF Impresso em 23/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/10/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 19/10/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 22/10/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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Numero do processo: 10932.000567/2007-01
Data da sessão: Wed Feb 03 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE - IRRF
Ano-calendário: 2004
PAF - LANÇAMENTO DE OFICIO - CRUZAMENTO DIRF X DARF - É
licito o lançamento para exigir imposto retido e não recolhido, apurado com base no cruzamento dos valores informados em DCTF e em DIRF e os recolhimentos efetivamente realizados conforme DARF.
INCONSTITUCIONALIDADE - O CARF não é competente para se
pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. (Sumula CARF n° 2).
IRRF - FALTA DE RECOLHIMENTO - MULTA DE OFICIO - INCIDÊNCIA - Sujeita-se à multa de oficio de 75%, sem prejuízo de outras
penalidades, a fonte pagadora que, tendo retido imposto sobre rendimentos pagos, não procedeu ao seu recolhimento.
JUROS MORATÓRIOS - SELIC - A partir de 1° de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais (Súmula CARF n° 4).
Preliminar rejeitada
Recurso negado.
Numero da decisão: 2201-000.505
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de nulidade do lançamento e, no mérito, negar provimento ao recurso
Matéria: IRF- ação fiscal - ñ retenção ou recolhimento(antecipação)
Nome do relator: PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE - IRRF Ano-calendário: 2004 PAF - LANÇAMENTO DE OFICIO - CRUZAMENTO DIRF X DARF - É licito o lançamento para exigir imposto retido e não recolhido, apurado com base no cruzamento dos valores informados em DCTF e em DIRF e os recolhimentos efetivamente realizados conforme DARF. INCONSTITUCIONALIDADE - O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. (Sumula CARF n° 2). IRRF - FALTA DE RECOLHIMENTO - MULTA DE OFICIO - INCIDÊNCIA - Sujeita-se à multa de oficio de 75%, sem prejuízo de outras penalidades, a fonte pagadora que, tendo retido imposto sobre rendimentos pagos, não procedeu ao seu recolhimento. JUROS MORATÓRIOS - SELIC - A partir de 1° de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais (Súmula CARF n° 4). Preliminar rejeitada Recurso negado.
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Câmara / I a Turma Ordinária Sessão de 03 de fevereiro de 2010 Matéria IRRF- Ex(s).: 2007 Recorrente IGPCOGRAPH INDÚSTRIA METALÚRGICA LTDA. Recorrida 4a TURMA/DRJ-CAMPINAS/SP ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE - IRRF Ano-calendário: 2004 PAF - LANÇAMENTO DE OFICIO - CRUZAMENTO D1RE X DARF - É licito o lançamento para exigir imposto retido e não recolhido, apurado com base no cruzamento dos valores informados em DCTF e em DIRF e os recolhimentos efetivamente realizados conforme DARF. INCONSTITUCIONALIDADE - O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. (Sumula CARF ri° 2). IRRF - FALTA DE RECOLHIMENTO - MULTA DE OFICIO - INCIDÊNCIA - Sujeita-se à multa de oficio de 75%, sem prejuízo de outras penalidades, a fonte pagadora que, tendo retido imposto sobre rendimentos pagos, não procedeu ao seu recolhimento. JUROS MORATORIOS - SELIC - A partir de 1° de abril de 1995, os juros moratários incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais (Súmula CARF n° 4). Preliminar rejeitada Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de nulidade do lançamento e, no mérito, negar provimento ao recurso. 1- A / • Francis • As is de Oliveira Júnior - Presidente kb? & ere tHirk_t_ •nrisé Pail G ira arb a - Relator EDITADO EM: à Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Pedro Paulo Pereira Barbosa, Rayana Alves de Oliveira França, Eduardo Tadeu Farah, Janaina Mesquita Lourenço de Souza, Moisés Giacomelli Nunes da Silva e Francisco Assis de Oliveira Júnior (Presidente). •Relatório IGPCOGRAPH INDÚSTRIA METALÚRGICA LTDA. interpôs recurso voluntário contra decisão de primeira instância que julgou procedente lançamento formalizado por meio do auto de infração de fls. 14/21. Trata-se de exigência de Imposto Retido na Fonte — IR12F, no valor de R$ 181.341,40, acrescido de multa de oficio de 75% e de juros de mora, •totalizando um crédito tributário lançado de R$ 394.508,79. As infrações que ensejaram o lançamento e que estão detalhadamente descritas no Termo de Verificação e Constatação de fls. 11/13 foram: 1 — Falta de recolhimento do imposto de renda retido na fonte sobre trabalho assalariado; 2 - Falta de recolhimento do imposto de renda retido na fonte sobre trabalho sem vinculo empregaticio; 3 - Falta de recolhimento do imposto de renda retido na fonte sobre aluguéis e royalties pagos a pessoa fisica; Segundo o relatório fiscal a Contribuinte recolheu IRRF, segundo DARF, em valor menor do que o que foi declarado em Dirf e declarou em DCTF valor menor do que recolheu, tudo conforme quadro demonstrativo abaixo, extraído do relatório fiscal: • ANO-CALENDÁRIO 2004 CÓDIGO DE RETENÇÃO DO IRRF 0561 0588 3208 Valores informados em DIRF 319.893,77 92.532,84 22.709 22 IRRF recolhido (Dart) 190.831,94 69.707,88 15.403,92 •IRRF declarado em DCTF 74.413,22 26.937,12 5.954,97 Na impugnação de fls. 26/44 a Contribuinte arguiu, prelininarmente, que a autuação padece de vicio formais e materiais, referindo-se à impossibilidade de se fundamentar 2 Processo n° 10932.000567/2007-01 S2-C2T1 Acórdão n.° 2201-00.505 Fl. 2 a autuação apenas em informações eletrônicas da Receita Federal, sem demonstrar evidências materiais da ocorrência da infração. No mérito, sustentou que as declarações DCTF e Dirf constituem confissão de dívida e que, se os débitos foram confessados, caracterizou-se a denúncia espontânea de que trata o art. 138 do CTN. Conéluiu dai que a exigência do débito por meio do auto de infração seria indevida. Nesse mesmo sentido, defendeu a inaplicabilidade da multa de oficio de 75%, sendo devida a multa moratória, de 20%. Por fim, insurgiu-se contra a cobrança de juros, calculados com base na taxa Selic, e requereu a realização de diligência/perícia. A Delegacia de Julgamento —DRI julgou procedente o lançamento com base nas considerações a seguir resumidas. A DRJ rejeitou o pedido de diligência, destacando que a providência era desnecessária e que caberia ao impugnante instruir a defesa com os elementos de prova que entendesse pertinentes. Sobre a alegação de vícios no procedimento fiscal, a Turma Julgadora de primeira instância considerou regular o procedimento; anotou que se trata de ação fiscal baseada em informações prestadas pelos contribuintes e se destinam a favorecer a atividade de controle por parle do Fisco, realizada através de malhas; que, no caso, confrontando-se as informações prestadas em Dirf e em DCTF, apuraram-se discrepâncias as quais, intimada a justificá-las e a comprovar o efetivo recolhimento do imposto retido, a Contribuinte não o fez. Sobre a alegação de que houve denúncia espontânea, a DRJ ressaltou que só há denúncia espontânea com o recolhimento/pagamento do imposto informado, o que não é o caso, e que, não tendo sido recolhido o imposto retido, é devida a multa de oficio, por expressa previsão legal. Finalmente, sobre os juros calculados com base da taxa Selic, a DRJ destacou que se trata de exigência baseada em disposição expressa de lei. A Contribuinte foi cientificada da decisão de primeira instância em 04/06/2008 (fls. 82) e, em 02/07/2008, interpôs o recurso de fls. 84/107, que ora se examina e no qual reproduz, em síntese, as alegações e argumentos da impugnação. Defende, em complemento, a possibilidade de apreciação de argüições de inconstitucionalidade da esfera administrativa. É o relatório. • ( Voto Conselheiro Pedro Paulo Pereira Barbosa, Relator • O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. Fundamentação Examino, inicialmente, a arguição de nulidade do lançamento por alegados vícios materiais e formais. Sustenta a recorrente que o lançamento não poderia ser realizado com base apenas em informações eletrônicas da própria Secretaria da Receita Federal. Conforme explicitado na própria autuação, o lançamento ora examinado teve como ponto de partida o confronto entre valores informados na DCTF e na Dirf e, ainda, os valores referentes a recolhimento de IRRF, conforme Darf. O que a Contribuinte defende é que, além dessas informações, a autoridade lançadora deveria ter apurado outras provas da infração. Note-se, porém, que a infração neste caso é a falta de recolhimento do imposto retido. Tem-se a prova da retenção — a informação constante da Dirf e a Contribuinte foi intimada a comprovar o recolhimento, e não o fez. Por outro lado, na sua própria defesa a recorrente confirma a retenção, pois sustenta que a Dirf seria confissão de divida e caracterizaria denúncia espontânea, sem, em momento algum, afirmar que as informações ali prestadas não eram verdadeiras. Portanto, é inarredável a conclusão, a partir destes elementos, de que a Contribuinte reteve imposto que não recolheu aos cofres da União, caracterizando a infração tributária. A afirmação de que não é válido o lançamento com base apenas em informações eletrônicas não tem nenhuma base legal ou mesmo lógica. As informações neste caso foram prestadas pela própria Contribuinte e servem exatamente para que o Fisco verifique a regularidade fiscal dos contribuintes. Portanto, é licito ao Fisco lançar mão dessas informações para verificar essa reguluidade e, sendo caso, proceder a exigência de eventual diferença de imposto. Rejeito, portanto, a preliminar de nulidade do lançamento. Quanto à afirmação de que as autoridades julgadoras administrativas são competentes para apreciarem argüições de inconstitucionalidade de lei a matéria já está pacificada no âmbito deste Conselho no sentido oposto ao defendido pela Recorrente. A matéria consta de súmula, a saber: Súmula CARF N° 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. 4ç Processo n° 10932.000567/2007-01 S2-C2TI Acórdão n.° 2201-00.505 Fl. 3 Quanto ao mérito, no que se refere à alegação de que houve denúncia espontânea, novamente a pretensão da Contribuinte não tem respaldo legal. Primeiramente:, porque, como ressaltado na decisão de primeira instância, a denúncia espontânea somente se caracteriza com o pagamento/recolhimento do imposto, nos termos do art. 138, do CTN. Por outro lado, a Dirf, diferentemente da DCTF, não implica em confissão de Dirf. Esta declaração • tem por finalidade apenas informar ao Fisco os rendimentos pagos e o valor do imposto retido. É na DCTF que os contribuintes informam ovalor do imposto efetivamente devido, inclusive a • titulo de IRRÉ. Note-se que o valor retido não necessariamente é devido, podendo haver, por exemplo, compensações. Somente na DCLE, repita-se, após informadas as vinculações (pagamentos, compensações etc.), é que se apura o imposto devido, caracterizando-se ai sim, a confissão de divida. Não há nenhuma irregularidade no lançamento, portanto, quanto a este aspecto. Quanto à infração propriamente dita, a falta de recolhimento do imposto retido, o fato está perfeitamente caracterizado pela discrepância entre os valores declarados era Dirf e os valores recolhidos, valendo destacar que a Contribuinte foi previamente intimada a justificar esta diferença e não o fez. E durante a fase do contencioso em momento algum justificou essa diferença. A falta de recolhimento do imposto enseja a aplicação da multa de oficio, nos termos do art. 44, I da lei n° 9.430, de 1996, indicada no auto de infração. Não merece prosperar, portanto, a pretensão da recorrente de que deveria incidir neste caso apenas a multa de mora. Finalmente, quanto à taxa Selic, da mesma forma, trata-se de exigência baseada em disposição legal expressa e neste caso em particular a posição do Conselho já está consolidada em súmula, a saber: Súmula CARF N° 4 A partir de 1` de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimpléncia, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais. Não merece reparos o lançamento também quanto a esse item. Conclusão Ante o exposto, encaminho meu voto no sentido de rejeitar a preliminar de nulidade do lançamento e, no mérito, negar provimento ao recurso. • • Rewil„,s2. DR* PAULO PEREIRA J8ARB SA
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Numero do processo: 13606.000211/2002-45
Data da sessão: Tue May 18 00:00:00 UTC 2010
Ementa: PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL - PIS.
EMENTA: REGRAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. RECEITAS FINANCEIRAS NÃO OCORRIDAS.
Não se mantém-se a autuação ante a não verificação da ocorrência de receitas financeiras e sua não composição da base de cálculo dos tributados devidos.
Numero da decisão: 1802-000.463
Decisão: ACORDAM os membros da 2ª Turma Especial do Primeira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: Edwal Casoni de Paula Fernandes Jr.
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ANOCALENDÁRIO: 2001, 2002 ASSUNTO: PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL PIS. EMENTA: REGRAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. RECEITAS FINANCEIRAS NÃO OCORRIDAS. Não se mantémse a autuação ante a não verificação da ocorrência de receitas financeiras e sua não composição da base de cálculo dos tributados devidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Turma Especial do Primeira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Presidente Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Ester Marques Lins de Sousa, João Francisco Bianco, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior, Nelso Kichel e Gilberto Batista. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 26/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/08/2011 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDE, Assinado digitalmente em 25/08/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 24/08/2011 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDE Processo nº 13606.000211/200245 Acórdão n.º 180200.464 S1TE02 Fl. 2 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário apresentado contra decisão proferida pela 1ª Turma da DRJ de Belo Horizonte/MG. Lavrouse contra o recorrente acima identificado auto de infração (fls. 05 13), relativo à Contribuição para o Programa de Integração Social – PIS. A autuação ocorreu em virtude de divergências entre os valores declarados/pagos e os valores escriturados da contribuição nos períodos acima identificados, conforme Termo de Verificação Fiscal de fls. 14/23, cuja apuração encontrase discriminada nos demonstrativos de fls. 24/29 e 79/80. Registra a Fiscalização que em 1999, além das receitas de prestação de serviços, foram verificadas receitas de aplicações financeiras e em 2001 e 2002, o recorrente obteve receitas financeiras provenientes de variações monetárias ativas das obrigações, decorrentes de atualização cambial, mas não as computou para a apuração do PIS, já em 2002 as receitas da atividade foram compostas por todas aquelas oriundas de prestação de serviços, incluindo as diferidas de períodos anteriores e recebidas neste ano. Como enquadramento legal, foram citados: art. 77, inciso III, do DecretoLei nº 5.844/43; art. 149 da Lei nº 5.172/66; art. 3º, alínea “b”, da Lei Complementar nº 07/70; art. 1º, parágrafo único, da Lei Complementar nº 17/73; Título 5, capítulo 1, seção 1, alínea “b”, itens I e II do Regulamento do PIS/Pasep, aprovado pela Portaria MF nº 142/82; arts. 2º, inc. I, 3º, 8º, inc. I e 9º da Lei nº 9.715/98; e arts. 2º, 3º e 9º da Lei 9.718/98. Inconformado, o recorrente apresentou Impugnação (fls. 178/193), sustentando que os fatos considerados na formalização do presente Auto de Infração, o fisco entendeu que seriam tributáveis importâncias contabilizadas como variação cambial passiva, decorrentes da reversão de provisão, que por seu turno, não representariam ingresso de nova receita, contrariando os mais elementares princípios de direito porquanto seria impossível ocorrer variação monetária ativa sobre obrigações, afirmando que os valores constatados pelo fisco, referentes a atualizações de obrigações em moeda estrangeira, são, na realidade, variações passivas. Explicou que adquiriu equipamentos no exterior financiados e indexados à moeda estrangeira e quando o seu passivo foi reduzido de um período para o outro em razão de uma alta da moeda nacional, a fiscalização considerou essa valorização como receita tributável. Porém, não haveria como considerar como receita a mera redução do valor de uma dívida, principalmente porque as dívidas continuam superiores ao valor contraído no momento zero da operação, se contabilizadas em Real. A única hipótese de tributação seria se, ao final do contrato, a moeda estrangeira estivesse em cotação inferior à contratada originalmente. Afirma que reconhece, pelo regime de competência, as dívidas em moeda estrangeira pela cotação dessas no último dia de cada mês. Quando, no mês seguinte, ocorre uma redução da cotação da moeda estrangeira, ajusta essa variação através da baixa da Fl. 2DF CARF MF Emitido em 26/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/08/2011 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDE, Assinado digitalmente em 25/08/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 24/08/2011 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDE Processo nº 13606.000211/200245 Acórdão n.º 180200.464 S1TE02 Fl. 3 3 variação cambial passiva registrada em meses anteriores. Assim, as variações monetárias passivas se enquadram na hipótese do inciso II, do §2º, do art. 3º, da Lei nº 9.718/98, uma vez que são reversões de provisões contabilizadas como perdas, não representando ingresso de novas receitas. Argumenta que o art. 9º não estabeleceu a incidência tributária sobre as variações monetárias das obrigações, pois a expressão “conforme o caso” quer dizer que as variações dos direitos de crédito serão consideradas como receitas financeiras, e as variações das obrigações, como despesas financeiras. Também o Ato Declaratório nº 73/1999 excluiu as variações monetárias passivas, senão teria dito que elas seriam computadas na base de cálculo do tributo. Por outro lado, o fisco não respeitou o regime de caixa adotado, já que incluiu, na base de cálculo do PIS, as variações cambiais passivas pelo regime de competência tendo a Medida Provisória nº 2.15835, de 24 de agosto de 2001, determinado, em seu art. 30, que as variações monetárias devem ser reconhecidas quando da liquidação da correspondente operação, ou seja, devese observar o regime de caixa. Como ainda não houve a liquidação das variações cambiais, não há como incluir as variações passivas na base de cálculo do tributo. Aduz que a fiscalização acrescentou à base de cálculo do PIS diferenças apuradas pelo confronto da DCTF, que pode conter erros, e de sua escrituração contábil e fiscal, desconsiderando as importâncias contidas na escrituração, as quais foram reconhecidas como corretas pelo fisco. Cabe à autoridade administrativa a prova da inveracidade dos fatos registrados na escrituração do contribuinte, conforme estabelece o art. 924 do RIR/99. Porém, o fisco nada provou, e, portanto, não podem prevalecer os acréscimos à base de cálculo, sob pena de inverter o ônus da prova. Insurgese contra a possibilidade de aplicarse a taxa Selic como taxa de juros de mora, já que a cobrança dessa taxa é ilegal e inconstitucional, conforme jurisprudência do STJ que transcreve. Argumenta também que a multa de 75% representa confisco e é absolutamente indevida e ilegal, vedada pelo art. 150, inciso IV, da Constituição. A esse respeito, cita entendimentos doutrinários e jurisprudência dos tribunais. Assim, pede a eliminação da multa de 75%, permanecendo somente a de 20%. Por outro lado, a multa configurase desvio de finalidade, uma vez que a Fazenda Nacional está fazendo da penalidade uma fonte de receita. Além disso, a multa aplicada é absurda, já que não houve dolo ou máfé. Por fim, requer o cancelamento do crédito tributário. O lançamento foi julgado procedente nos termos do acórdão e voto de folhas 313 a 322, assentandose que as contribuições para o PIS/Pasep e a Cofins serão calculadas com base no seu faturamento, que corresponde à receita bruta, entendendose por receita bruta a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo irrelevantes o tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada para as receitas. Desta forma, afirmou a decisão recorrida que enquanto o art. 3º, §1º, da Lei nº 9.718/1998 exprime o caráter bastante amplo da incidência do PIS, o §2º do mesmo artigo delimita as exclusões da base de cálculo de forma estreita, quase residual. Em apenas quatro incisos (dos quais um já se encontra revogado) são elencados, numerus clausus , as espécies de receitas não alcançadas por aquela contribuição. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 26/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/08/2011 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDE, Assinado digitalmente em 25/08/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 24/08/2011 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDE Processo nº 13606.000211/200245 Acórdão n.º 180200.464 S1TE02 Fl. 4 4 Por sua vez, o disposto no art. 9º, ao tratar das variações monetárias dos direitos de crédito e das obrigações do contribuinte, não possibilita a interpretação de que as variações cambiais passivas sejam consideradas como despesas financeiras, ou que os ganhos sejam compensados com as perdas, para fins de apuração da base de cálculo do PIS/Pasep e da Cofins. Tais contribuições são calculadas com base no faturamento, como definido pelo art. 3º da Lei nº 9.718/1998, excluindo tãosomente os valores de que tratam os incisos do §2º do mesmo artigo 3º. Ademais, quando o art. 9º da Lei nº 9.718/1998, menciona que essas variações serão consideradas como receitas ou despesas financeiras, estaria se referindo ao imposto de renda e à contribuição social sobre o lucro líquido. Por isso a expressão “conforme o caso” no final do texto legal, ou seja, no caso do PIS/Pasep e da Cofins, as variações são consideradas somente para fins de determinação da receita bruta da pessoa jurídica. Ainda segundo este dispositivo legal, os montantes a serem tributados podem se originar tanto de direitos de crédito, como de obrigações do contribuinte. No tocante a esta última hipótese mencionou o art. 375 do Regulamento do Imposto sobre a Renda (RIR/99). Seguiu fundamentando que da dicção do artigo acima referido as variações monetárias ativas, em princípio, nascem das atualizações dos direitos, da atualização das contas ativas, na linguagem contábil. Todavia, podem surgir também dos ganhos obtidos de obrigações indexadas, diante da possibilidade de valorização da nossa moeda em relação às moedas estrangeiras. Tal ganho, como dispõe o artigo 9º da Lei nº 9.718/1998, consideraria essas variações monetárias ativas como receitas financeiras, as quais compõem a base de cálculo do PIS, nos termos do art. 2º da mencionada lei. Corroboraria as disposições legais sobre o tema, o Ato Declaratório SRF nº 73/1999, esclarecendo que, a partir de 01/02/1999, as variações monetárias ativas, as quais podem decorrer de variações cambiais, deveriam ser computadas na determinação da base de cálculo do PIS e da Cofins, eis que representam o ingresso de receitas financeiras. Resumindo consignou a decisão recorrida que o PIS é um tributo que incide, grosso modo, sobre a receita bruta, e por outro lado, com a Medida Provisória nº 1.85810, de 26 de outubro de 1999, e reedições, com as alterações da Medida Provisória nº 2.15835, de 24 de agosto de 2001, foi estabelecido que a partir de 1º de janeiro de 2000, as variações monetárias dos direitos de crédito e das obrigações do contribuinte, em função da taxa de câmbio, serão consideradas, para efeito de determinação da base de cálculo do imposto de renda, da contribuição social sobre o lucro líquido, da contribuição para o PIS/PASEP e COFINS, bem assim da determinação do lucro da exploração, quando da liquidação da correspondente operação. Entendeuse, portanto, que artigo 30 acima mencionado determina que, a partir de 1º de janeiro de 2000, as variações monetárias dos direitos de crédito e das obrigações do contribuinte, em função da taxa de câmbio, serão consideradas quando da liquidação da correspondente operação, sendo que, à opção da pessoa jurídica, poderão ser consideradas observandose o regime de competência, e essa opção aplicarseá a todo o anocalendário e especificamente sobre as variações monetárias ativas, o Decreto nº 4.524, de 2002 (Regulamento das contribuições ao PIS e Cofins), em seu art. 13, com respaldo no art. 9º da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998, disporia as variações monetárias ativas dos direitos de crédito e das obrigações do contribuinte, em função de taxa de câmbio, ou de índices ou coeficientes aplicáveis por disposição legal ou contratual, são consideradas, para efeitos da Fl. 4DF CARF MF Emitido em 26/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/08/2011 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDE, Assinado digitalmente em 25/08/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 24/08/2011 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDE Processo nº 13606.000211/200245 Acórdão n.º 180200.464 S1TE02 Fl. 5 5 incidência das contribuições, como receitas financeiras (Lei nº 9.718, de 1998, art. 9º , e Medida Provisória nº 2.15835, de 2001, art. 30). Ocorrendo na espécie, que o próprio contribuinte teria afirmado em sua impugnação que reconhece, em sua contabilidade, pelo regime de competência, as dívidas em moeda estrangeira pela cotação dessas no último dia de cada mês (fl. 181). Ademais, analisandose os lançamentos contábeis nos Livro Diário e Razão (fls. 146 e 158/159), verificou que o contribuinte adotou, nos anos de 2001 e 2002, o regime de competência para a apuração das variações cambiais. Logo, por opção sua, não se valeu do permissivo contido no caput do art. 30 da Medida Provisória nº 1.85810/1999 e posteriores reedições. No caso do regime de competência aplicado à tributação das variações cambiais pelo PIS, a cada mês seria verificada a existência de eventuais ganhos em função da taxa de câmbio e tal valoração poderia ser feita de forma líquida e certa, não estando sujeita a condição de espécie alguma, sendo, portanto, definitiva naquele período de apuração. Constituindose em uma receita, a qual não se encontra elencada no rol numerus clausus de exclusões constante do art. 3º, § 2º, da Lei nº 9.718/1998, a variação cambial deve compor a base de cálculo do PIS no mês em questão. Afirma a decisão recorrida que a Fiscalização confrontou os valores de PIS declarados ou pagos pelo contribuinte com os valores apurados a partir dos registros da sua escrituração contábil e fiscal, nos anos de 1997 a 2002, sendo apuradas diferenças que foram corretamente lançadas de ofício no presente Auto de Infração. Dessa forma, não teria havido “acréscimos” à base de cálculo, decorrentes desse confronto, como alega o recorrente, sendo que o fisco apenas recompôs a base de cálculo da contribuição a partir da escrituração das operações no livro Diário e Razão (fls. 24/27), e lançou as diferenças encontradas em relação aos valores efetivamente recolhidos e declarados nas DCTF, conforme demonstrativos elaborados às fls. 28/29 e 79/80, julgando procedente a autuação. Inconformada, a contribuinte apresentou Recurso Voluntário (fls. 327 – 345), reiterando seus argumentos e pugnando por provimento. O recurso originalmente foi distribuído ao Segundo Conselho de Contribuintes (fl. 366), que por meio do acórdão de folhas 367 a 369, não conheceu do recurso por entender que a matéria estaria na órbita de competência do Primeiro Conselho de Contribuintes porquanto as exigências de PIS estariam vinculadas a fatos cuja apuração serviu para lançamento de crédito tributário atinente ao IRPJ. O então presidente da Oitava Câmara do Primeiro Conselho, por meio do Despacho de folha 372 afirmou que a competência seria do Segundo Conselho, motivo pelo qual instalouse (fl. 373) o conflito de competência. Decidindo o supracitado conflito o Presidente da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por meio do Despacho de folha 374, fixou a competência do Primeiro Conselho por entender que a matéria se relaciona ao que foi decidido no processo administrativo nº. 13606.000212/200290 que versava sobre o auto de infração do IRPJ. É o relatório. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 26/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/08/2011 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDE, Assinado digitalmente em 25/08/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 24/08/2011 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDE Processo nº 13606.000211/200245 Acórdão n.º 180200.464 S1TE02 Fl. 6 6 Voto Conselheiro Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior, Relator O recurso é tempestivo e dele conheço por determinação do Despacho 238/2007 da Câmara Superior de Recursos Fiscais que fixou a competência desse colegiado, na espécie, para enfrentamento da questão correlata ao PIS. Fl. 6DF CARF MF Emitido em 26/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/08/2011 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDE, Assinado digitalmente em 25/08/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 24/08/2011 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDE Processo nº 13606.000211/200245 Acórdão n.º 180200.464 S1TE02 Fl. 7 7 Sob análise se encontra questão que diz com a diferença de valores escriturados e os declarados, já que a recorrente teria obtido receitas financeiras decorrentes da variação cambial de determinado contrato fixado em moeda estrangeira, não sendo as tais receitas, incluídas na base de cálculo da contribuição aqui exigida. O fisco não respeitou o regime de caixa adotado, já que incluiu, na base de cálculo do PIS, as variações cambiais passivas pelo regime de competência tendo a Medida Provisória nº 2.15835, de 24 de agosto de 2001, determinado, em seu art. 30, que as variações monetárias devem ser reconhecidas quando da liquidação da correspondente operação, ou seja, devese observar o regime de caixa. Como ainda não houve a liquidação das variações cambiais, não há como incluir as variações passivas na base de cálculo do tributo. A Medida Provisória nº 1.85810, de 26 de outubro de 1999, e suas posteriores reedições, que a recorrente afirma militar em seu favor, de fato foi estabelecido que as variações monetárias dos direitos de crédito e das obrigações do contribuinte, em função da taxa de câmbio, seriam consideradas, para efeito de determinação da base de cálculo do imposto de renda, da contribuição social sobre o lucro líquido, da contribuição para o PIS/PASEP e COFINS, bem assim da determinação do lucro da exploração, quando da liquidação da correspondente operação (regime de caixa). Assim sendo, a recorrente podese valer do permissivo contido no caput do art. 30 da Medida Provisória nº 1.85810/1999 e posteriores reedições. Por essas razões encaminho meu voto no sentido de DAR provimento ao recurso voluntário. Sala das Sessões, em 18 de maio de 2010. (assinado digitalmente) Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior Fl. 7DF CARF MF Emitido em 26/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/08/2011 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDE, Assinado digitalmente em 25/08/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 24/08/2011 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDE
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Numero do processo: 13982.000392/2002-12
Data da sessão: Tue Feb 02 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Período de apuração: 01/10/2001 a 31/12/2001
IPI. CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. ESPECIAL DA FAZENDA NACIONAL
TAXA SELIC.
É imprestável como instrumento de correção monetária, não justificando a sua adoção, por analogia, em processos de ressarcimento de créditos incentivados, por implicar concessão de um "plus", sem expressa previsão legal. O ressarcimento não é espécie do gênero restituição, portanto inexiste previsão legal para atualização dos valores objeto deste instituto.
Recurso provido.
ESPECIAL DO SUJEITO PASSIVO
AQUISIÇÕES DE NÃO CONTRIBUINTES.
O incentivo corresponde a um crédito que é presumido, cujo valor deflui de fórmula estabelecida pela lei, a qual considera que é possível ter havido sucessivas incidências das duas contribuições, mas que, por se tratar de presunção "juris et de jure", não exige nem admite prova ou contraprova de incidências ou não incidências, seja pelo Fisco, seja pelo contribuinte. Os
valores correspondentes às aquisições de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem de não contribuintes do PIS e da Cofins (pessoas físicas e cooperativas) podem compor a base de cálculo do crédito presumido de que trata a Lei n° 9..363/96, Não cabe ao intérprete fazer distinção nos casos em que a lei não o fez.
Recurso provido.
Numero da decisão: 9303-000.731
Decisão: Acordam os membros do Colegiada: I) pelo voto de qualidade, em dar provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional. Vencidos os Conselheiros Nanci Gama, Rodrigo Cardozo Miranda, Leonardo Siade Manzan, Maria Teresa Martinez López e Susy Gomes Hoffmann, que davam provimento; e II) por maioria de votos, em dar provimento ao
recurso especial do sujeito passivo. Vencidos os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Rodrigo da Costa Pôssas e Carlos Alberto Freitas Barreto, que negavam provimento.
Matéria: IPI- processos NT- créd.presumido ressarc PIS e COFINS
Nome do relator: Carlos Alberto Freitas Barreto
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/10/2001 a 31/12/2001 IPI. CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. ESPECIAL DA FAZENDA NACIONAL TAXA SELIC. É imprestável como instrumento de correção monetária, não justificando a sua adoção, por analogia, em processos de ressarcimento de créditos incentivados, por implicar concessão de um "plus", sem expressa previsão legal. O ressarcimento não é espécie do gênero restituição, portanto inexiste previsão legal para atualização dos valores objeto deste instituto. Recurso provido. ESPECIAL DO SUJEITO PASSIVO AQUISIÇÕES DE NÃO CONTRIBUINTES. O incentivo corresponde a um crédito que é presumido, cujo valor deflui de fórmula estabelecida pela lei, a qual considera que é possível ter havido sucessivas incidências das duas contribuições, mas que, por se tratar de presunção "juris et de jure", não exige nem admite prova ou contraprova de incidências ou não incidências, seja pelo Fisco, seja pelo contribuinte. Os valores correspondentes às aquisições de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem de não contribuintes do PIS e da Cofins (pessoas físicas e cooperativas) podem compor a base de cálculo do crédito presumido de que trata a Lei n° 9..363/96, Não cabe ao intérprete fazer distinção nos casos em que a lei não o fez. Recurso provido.
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I CSRF-T3 P1. 238 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo n" 1.3982.000392/2002-12 Recurso n" 2.33.647 Especial do Procurador e do Contribuinte Acórdão n" 9303-00.731 — 3" Turma Sessão de 2 de fevereiro de 2010 Matéria IPI - Crédito Presumido - Aquisições de não contribuintes e Selic Recorrentes FAZENDA NACIONAL e ROVEDA INDÚSTRIA QUÍMICA LTDA. ROVEDA INDÚSTRIA QUÍMICA LTDA. e FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/10/2001 a 31/12/2001 IPI. CRÉDITO PRESUMIDO DE TI. ESPECIAL DA FAZENDA NACIONAL TAXA SELIC. É imprestável como instrumento de correção monetária, não justificando a sua adoção, por analogia, em processos de ressarcimento de créditos incentivados, por implicar concessão de um "pluy", sem expressa previsão legal. O ressarcimento não é espécie do gênero restituição, portanto inexiste previsão legal para atualização dos valores objeto deste instituto. Recurso provido. ESPECIAL DO SUJEITO PASSIVO AQUISIÇÕES DE NÃO CONTRIBUINTES. O incentivo corresponde a um crédito que é presumido, cujo valor deflui de fórmula estabelecida pela lei, a qual considera que é possível ter havido sucessivas incidências das duas contribuições, mas que, por se tratar de presunção ` .‘juris et de jure", não exige nem admite prova ou contraprova de incidências ou não incidências, seja pelo Fisco, seja pelo contribuinte. Os valores correspondentes às aquisições de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem de não contribuintes do PIS e da Cofins (pessoas físicas e cooperativas) podem compor a base de cálculo do crédito presumido de que trata a Lei n° 9..363/96, Não cabe ao intérprete fazer distinção nos casos em que a lei não o fez. Recurso provido. Assily:Ado ciipitnlinentrt em /010312010 por CARLOS ALBERTO E : REEI -AS BARRETO Auteriti purio digitalmente i;rn 20102/2010 por CLEUZA "I-AICAF1.1.11 Einiiido em 100 112010 pelo Ministério da Fazenda DF (SM. 'CARI " M E 1 1 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos Acordam os membros do Colegiada: I) pelo voto de qualidade, em dar provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional. Vencidos os Conselheiros Nanci Gama, Rodrigo Cardozo Miranda, Leonardo Siade Manzan, Maria Teresa Martinez López e Susy Gomes Ho-Ui-riam, que davam provimento; e II) por maioria de votos, em dar provimento ao recurso especial do sujeito passivo. Vencidos os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Rodrigo da Costa Pâssas e Carlos Alberto Freitas Barreto, que negavam provimento. Carlos Alberto Freitas Barreto - Presidente e Relato' EDITADO EM: 26/02/2010 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Judith do Amaral Marcondes Armando, Rodrigo Cardozo Miranda, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Leonardo Siade Manzan, Rodrigo da Costa Pôssas, Maria Teresa .Martinez López, Susy Gomes Hoffinann e Carlos Alberto Freitas Barreto, Relatório Trata-se de pedido de ressarcimento de crédito presumido do 121 a que se refere a Lei n° 9.363/1996. Duas são as matérias devolvidas a este Colegiado: aquisições de não contribuintes e atualização pela taxa Sebe,. O .julgamento deste recurso tem como paradigmas os dos Recursos n's 222.766 (aquisições de não contribuintes) e 228,964 (incidência da taxa Selic sobre o valor do ressarcimento de IPI), julgados na sessão imediatamente anterior a esta, sendo-lhe aplicadas as mesmas teses daqueles julgados, nos termos do art. 47 do Anexo II do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF ri' 256, de 22 de junho de 2009 Em apertada síntese, este é o relatório, Voto Conselheiro Carlos Alberto Freitas Barreto, Relator Os recursos merecem ser conhecidos por tempestivos e atenderem aos pressupostos regimentais de admissibilidade.. As!.:>11"/do '1+J/032010 por CARI...OS ALEERTO FREITAS EIARRETO Autorio 2i'lr211-10 por 01...E1.ZP., ÍAIAFUO Eindido cri 15111/20 €0 polo Elinisrio OoFazon/1/3 2 fl. 3 CSRF-T3 Fl. 239 1)1 CSRIUCARF Processo n" 13982 000392/2002-12 Acórdão n "93113-00,731 Este voto segue as disposições do § 2°, ia fine, do art. 47 do Anexo II do Regimento Interno do CAIU, aprovado pela Portaria MF n° 256, de 22 de junho de 2009. Para tanto, resguardando o entendimento pessoal, e adoto as teses prevalentes no julgamento dos Recursos n's 228,964 (incidência da taxa Selic sobre o valor do ressarcimento de IPI) e 222.766 (aquisições de não contribuintes). RECURSO DA FAZENDA NACIONAL Incidência da taxa Selic sobre eventual valor a ressarcir A questão da possibilidade de incidência da taxa Selic no ressarcimento de IN passa necessariamente pela diferenciação dos institutos do ressarcimento da restituição. A restituição é a repetição de um indébito_ Decorre de pagamento indevido ou a maior que o devido. Já o ressarcimento não está vinculado a qualquer pagamento indevido, mas decorre de concessão legal. Sobretudo, não se pode olvidar que o direito subjetivo ao ressarcimento somente é constituído com o advento do despacho da autoridade competente, em oposição ao que ocorre com a repetição do indébito, em que o direito de repetir já nasce imediatamente com o pagamento indevido ou a maior, independentemente de qualquer ato da autoridade administrativa. Nesta linha, fica evidente existir duas figuras que não se confundem: a) restituição por pagamento indevido ou a maior do que o devido (repetição de indébito); e b) ressarcimento, previsto em lei concessiva_ É certo que restituição e ressarcimento compartilham alguns aspectos, como o de ser ambos passíveis de satisfação em dinheiro ou mediante compensação, mas de nenhum modo ressarcimento é espécie do gênero restituição. Noutro giro, não há que se falar em desvalorização do valor a ser ressarcido, mesmo porque o ambiente de ampla correção monetária que vigia no passado foi abolido pelo Legislador Com efeito, o Legislador aboliu e repudiou o sistema geral de indexação da economia através da aprovação das normas legais que consolidaram o Plano Real, inexistindo atuahnente previsão de atualização monetária tanto para caso de ressarcimento como para caso de restituição: Nesse contexto, inadmissível pensar na aplicação da taxa Selic como um meio de reposição do valor real da moeda. A taxa Selic é, isto sim, a expressão numérica dos juros. Não se trata de atualização monetária. Juros, por sua vez, é um acréscimo ao principal, é um plus que inclusive se caracteriza como renda para aquele que o aufere. Ora, o Estado não pode A.'sMuclo cli=jilaImemle em 10103/2010 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Aullmlicado digIMImente em 20:0212010 por CL E1TA TAKA1'1.1,J1 Emdldo em 15/11/2010 polo Wnistério da Fazenda 3 CSRI N,11' 1• 4 pagar rendimentos — na forma de taxa Selic, vale dizer, de juros -- sem previsão legal, mormente quando o que seria o valor principal (ressarcimento) é, ele próprio, dependente de lei concessiva A previsão legal para a incidência de juros Selic, por sua vez, somente se refere aos casos de restituição Ao mencionar a compensação (ar! 39, 49, é claro que o dispositivo refere-se aos valores que poderiam ser restituido.s, não permitindo interpretação extensiva. O texto da Lei n° 9.250, de 1995, é claro, não havendo como aplicar por analogia aquele dispositivo ao caso do ressarcimento Neste sentido deve-se dizer que o art. 39, 4", da Lei n" 9.250/95, inclusive não estabeleceu a atualização de valores restituídos ao contribuinte com base na taxa Selic Isto porque, simplesmente, tal taxa expressa . juros, não correção ou atualização monetária. O que foi previsto para casos de restituição foi a aplicação de juros, calculados com base na taxa Selic. Depois, o dispositivo trata de restituição, nada falando de ressarcimento Por fim, a data prevista para o inicio da incidência dos juros é a do pagamento indevido ou a maior do que o devido, data essa que somente pode ser identificada se se tratar de pedido de restituição A incidência dos juros Selic a partir da data de protocolo do processo de pedido de ressarcimento é critério que não consta da legislação, o que reforça a tese de que os juros não podem incidir, nesse caso. RECURSO DO SUJEITO PASSIVO Aquisições de não contribuintes Trata-se de análise de recurso especial de divergência, interposto pela contribuinte, no qual foi dado seguimento para análise da glosa de inSUMOS que supostamente não tiveram incidência das contribuições para o PIS/Pasep e Cofins (pessoas 'Micos e cooperativas) A controvérsia limita-se à incidência do ar! 1' da Lei n° de 16/12/96, imposta pela Instrução Normativa SRF n° 23, de 13/03/1997, que reconhece o direito apenas para aquisições de pessoas jurídicas, e pela Instrução Normativa SRF e 103, de 30/12/1997, que exclueni as cooperativas de produção Em ambos os casos, o fundamento é o mesmo: o beneficio do crédito presumido do IPI, para ressarcimento de PIS/PASEP e COF1NS, somente será cabível quando nas aquisições de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem pelo produtor- exportador houver incidência dessas contribuições sociais. Seguem transcrições.. IN SRF n°23/97: Ar! 2'( ) Assinric) digi12€mt:Ilte em 10 .103 ./20 O por CARLOS ALSERTO FREITAS BARRETO Aurenticwo digit-dirrierik: oro 2.(IP02/211 - 10 por CLE1,..1Z1 A TAKAFUJI Emit1dc ern 115/1 - 1 !20 10 polo Minist0do OaF,mcd-Ja 4 Fi 5 CSRF-T3 F1 240 CSRPICA-RF Processo n" 13982 000392/2002-12 Acórdão n O 9303-00131 ..sÇ 2' O crédito presumido relativo a produtos oriundos da atividade rural, confOrme definida no art 2' da Lei n° 8 023, de 12 de abril de 1990, utilizados como matéria-prima, produto intermediário ou embalagem, na produção bens exportados, será calculado, exclusivamente, em relação às aquisições, efetuadas de pessoas jurídicas, sujeitas às contribuições PIS/PASEP e COFINS IN SRF n° 103/97. Art 2 0 as matérias-primas, produtos intermediárias e materiais de embalagem adquiridos de cooperativas de produtores não geram direito ao crédito presumido. Muito embora o assunto .já se encontre pacificado no âmbito desta Eg. Câmara Superior, conforme jurisprudência trazida pela interessada, não pela unanimidade de votos, pertinente são as conclusões do respeitável dozurinador Ricardo ltilariz de Oliveira em trabalho divulgado em 2000, quando o assunto era ainda polêmica l Para melhor clareza, peço vênia para reproduzir as suas conclusões como se minhas fossem: VII - CONCLUSÃO: AS AQUISIÇÕES NÃO TRIBUTADAS INTEGRAM O CÁLCULO DO INCENTIVO, SENDO ILEGAIS AS INSTRUÇÕES NORMATIVAS FAZENDÁR1AS EM CONTRARIO De tudo se conclui que as aquisições de insumo.s que não tenham sofrido a incidência da contribuição ao PIS e da COFINS também integram a determinação da base de cálculo do crédito presumido a que alude a Lei n. 9363. Isto porque, e em síntese: - a expressão legal "contribuições incidentes" não pode ser vinculada a cada operação de aquisição de inS1117703, pois tal vinculação não faz qualquer sentido lógico, além de impor condição - a incidência sobre cada aquisição, isoladamente considerada - de realização impossível, porque as contribuições não incidem na base de 5,37%, que é a porcentagem para cálculo do crédito presumido segundo a respectiva fórmula legal; - seja pela literalidade da norma do art 1° da Lei n. 9363, seja por sua consideração em conjunto com os demais dispositivos dessa mesma lei, especialmente com os que estatuem a fórmula de cálculo do crédito presumido, verifica-se que a alusão ao ressarcimento das contribuições incidentes somente pode ser referida a todas as incidências que possivelmente tenham ocorrido em qualquer anterior etapa do ciclo econômico do produto exportado e dos seus insumos; Em 20/06/200, sob o titulo: Crédito presumido de ipi para ressarcimento de PIS e COFINS - direito ao cálculo sobre aquisições de insumos não tributadas Assirunic, dignalmonle em 10 105i2010 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Aulonlicado digitalmente em 26/07/2010 por CL EUZA 'FAKAH.J.11 Ernnido em 15111/20 10 polo Minlslério do Fazenda 1)1 (SRL C) - o incentivo corresponde a um crédito que é presumido, cujo valor deflui de firmula estabelecida pela lei, a qual considera que é possível ter havido sucessivas incidências das duas contribuições, mas que, por se tratar de presunção ' .'juris et de jure", não exige nem admite prova ou contraprova de incidências ou não incidências, seja pelo fisco, seja pelo contribuinte; - a fórmula legal de cálculo do incentivo inanda considerar o valor total das aquisições de insumos, sem distinção entre as tributadas e as não tributadas; - o crédito presumido é uma subvenção que visa incrementar as exportações brasileiras, e não se confitnde com restituição de contribuições, não havendo, assim, razão para exigir a incidência de contribuições para que uma aquisição de insumos seja integrada ao respectivo cálculo; - o ressarcimento do crédito presumido, em moeda corrente, é uma .forma alternativa de pagamento da subvenção, sendo que ressarcimento significa provimento do incentivo, em cobertura de parte das despesas de custeio, e não restituição de contribuições, também por isto sendo irrelevante ter ou não ter havido incidência sobre cada aquisição de insunzos, isoladamente considerada, - a prova da incidência e dos recolhimentos sobre cada aquisição de bulimos era exigida pela legislação anterior, mas Ibi tacitamente revogada, não, podendo, pois, ser feita na vigência da nova lei, revogadora da anterior; - o ressarcimento, por ser presumido e estimado na firma da lei, é referente às possíveis incidências das contribuições em todas as etapas anteriores à aquisição dos insumos e à exportação, as quais integram o custo do produto exportado; - tudo isto é confirmado pelas regras de hermenêutica, que excluem a interpretação pela literalidade da norma legal e a consideração de apenas um dispositivo isolado das demais normas da mesma lei e do ordenamento jurídico, que exigem resultado derivado da interpretação que seja coerente com os objetivos da lei, que excluem resultado ilógico e de realização impossível, e que requerem o emprego de todos os métodos de exegese, notadamente o sistemático, o ideológico e o histórico; - não obstante, mesmo a letra da lei comporta perfeitamente a interpretação no sentido de que não é necessária a incidência sobre a aquisição de insumos, propriamente dita, referindo-se, antes, às possíveis incidências em quaisquer outras operações que tenha??? onerado as aquisições dos irmanas e o custo do produto exportado. Em vista disso tudo, conclui-se de modo inarredável que carecem de base legal o parágrajb 2" do art. 2" da Instrução Normativa SRF 12'). 23/97 (que limita o crédito às aquisições fritas à pessoas jurídicas e que tenham sido tributadas) e o art. 2" da Instrução Normativa SRF ii" 103/97 (que exclui as aquisições feitas à cooperativas) AsHsinario 1 liO. rirOo oro1n/03 , 2010 por CARLOS AU3ER ra FRErrAs EvyRRETO Adenlicado :'PgitWrnç:-;nte roo 2n .2)201(3 por Cl...a1ZA TAKAR111 Emitdo em 151; 1'2010 pelo Ministério da Fazenda 6 FI 7 CSRF-T3 Fl. 241 CSR.17(.1..'.ART Processo n" 13982 000392/2002-12 Acórchlo n " 9303-00.731 Na verdade, o crédito presumido de IPI, por ser presumido, independe do valor que efetivamente tenha sido recolhido a título daquelas contribuições sobre as diversas fases de elaboração da produto vendido_ Mesmo o inexpressivo pagamento de PIS/Pasep e Cofins em etapas anteriores não obstaria o direito ao crédito Isto porque a lei, ao estabelecer a base de cálculo e o percentual, criou uma presunção absoluta, juris et de jure. A dimensão real da cadeia produtiva é irrelevante para o cálculo do beneficio. Por fim, noticia-se que a jurisprudência do Egrégio Superior Tribunal de Justiça, consolidada em suas duas turmas de direito público, reconhece o direito do interessado Confira-se.- RECURSO ESPECIAL N°529 758- SC (2003/0072619-9) RELATORA MINISTRA EMANA CALMON RECORRENTE; CHAPECÓ COMPANHIA INDUSTRIAL DE ALIMENTOS ADVOGADO; RUBI° EDUARDO GEISSMANN E OUTROS RECORRIDO; FAZENDA NACIONAL PROCURADOR : ARTUR ALVES DA MOTA E OUTROS Depois de todas essas avaliações, concluí da seguinte maneira: 1°) o produtor-exportador adquire como instinto, por- exemplo, tecidos, linhas, agulhas, botões, etc, e em todas essas aquisições é ele contribuinte de fato da PIS/COFINS, paga pelo vendedor que, no preço, já embutiu a PIS/COFINS paga pelos seus instintos. Na hipótese, a lei permite o ressarcimento sobre o preço final da aquisição, o que leva a também deduzir as antecedentes incidências da PIS/COFINS; 2°) mesmo quando o produtor-exportador adquire matéria-prima ou insumo agrícola diretamente do produtor rural pessoa fisica, paga, embutido no preço dessas mercadorias o tributo (PIS/COFINS) indiretamente em outros insumos ou produtos, tais como ferramentas, inaquinários, adubos, etc., adquiridos no mercado e empregados no respectivo processo produtivo. Parece-me, portanto, que razão assiste aos que entendem ter a instrução normativa aqui questionada extrapolado o conteúdo da lei. Assim, verifica-se que a Instrução Normativa 23/97 pretendeu resgatar da MP 674/94 aquilo que não mais veio a ser desejado politicamente pelo legislador. Por todas essas razões, dou parcial provimento ao recurso especial. Assinado digilalinanle oro 10I03,2010 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Autenticado csltalmente oro 26102/2010 por CLEUZA TAKAFUJI Ernitido oro 15/11/20 10 polo Mii .àtério da Fazenda 7 DF CSRF •CARI' MI' É o voto. Seguem ementas cle votos dos demais EIllinClItCS Ministros. RECURSO ESPECIAL N" 719.433 - CE (200.5/0012921-9) RELATOR MINISTRO HUMBERTO MARTINS RECORRENTE FAZENDA NACIONAL PROCURADOR . RAQUEL TERESA MARTINS PERUCH BORGES EOUTRO(S) RECORRIDO J RECA MONDE E COMPANHIA LTDA ADVOGADO MANUELA SANTANA E OUTRO(S) EMENTA TRIBUTÁRIO — CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI — RESSARCIMENTO DE PIS/COFINS — INEXISTÊNCIA DE' OMISSÃO NO JULGADO A OU° — ART 1" DA LEI N 9.363/96 — RESTRIÇÃO PELA IN 23/97 DA SECRETARA DA RECEITA FEDERAL — ILEGALIDADE I. A controvérsia restringe-se à limitação da incidência do art I" da Lei n. 9.363/96, imposta pelo ai! § 2' da IN 23/97, da Secretaria da Receita Federal, que determina que o benefício do crédito presumido do IPI, para ressarcimento de PIS/PASEP e CUPINS, somente será cabível em relação às aquisições de pessoa . ídicas 2. Inexistente a alegada violação cio art 535 do L'PC, pois a prestação jurisdicional foi dada na medida da pretensão deduzida, conforme se depreende da análise cio julgado a quo, 3 Ora, uma norma subalterna, qual seja, instrução normativa, não tem a faculdade de limitar o alcance de um texto de lei. A jurisprudência do STI posiciona-se no sentido da ilegalidade do art. 2', §2" da IN 23/97 Recurso especial improvido. RECURSO ESPECIAL N°921 397- CE (2007/0020577-0) RECORRENTE FAZENDA NACIONAL PROCURADOR MARCOS ALEXANDRE TAVARES MARQUES MENDES E OUTRO(S) RECORRIDO CVC CERA VEGETAL DO CEARÁ ADVOGADO MANUELA SANTANA E OUTRO(S) EMENTA TRIBUTÁRIO RECURSO ESPECIAL IPt LEI N° 9.363/96 CRÉDITO PRESUMIDO INDUSTRIAL-EXPORTADOR RESSARCIMENTO DE PIS E COFINS EMBUTIDOS NO 11:v'032010 por Ç1ARI.,05-; AU3ER - 1-0 FREVFAS E3AR Ruo .A tica rjo digiMmentr: oro 2C/D .2/20 -10 por CL EUZ,A FAKAFt.i.11 Emitda om15/1111010 polo Mini.stóho da Fazenda [1. 9 CSRF-T3 242 cSRF/C,ART Processo n° 13982.00039212002-12 Acórdão n." 9303-00.731 PREÇO DOS INSUMOS. POSSIBILIDADE. DESCABIMENTO DE DISTINÇÃO ENTRE FORNECEDOR DE INSUMOS PESSOA JURÍDICA OU PESSOA FiSICA, ILEGALIDADE DE IN --SRF 23/97 PRECEDENTES RECURSO ESPECIAL CONHECIDO E NÃO-PROVIDO I. O apelo especial da Fazenda Nacional prende-se à alegativa de que a utilização do incentivo .fiscal do art. I" da Lei 9.363/96 deve observar as limitações impostas pela IN - SRF 23/97, tese rechaçada pelo acórdão recorrido, que negou provimento à apelação movida pelo órgão fazendário 2. Contudo, o inconformismo não merece acolhida, na medida em que o entendimento aplicado pelo julgado atacado está em sintonia com a jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça, segundo a qual, não havendo a Lei 9363/96 feito distinção entre fornecedores de insumos pessoas físicas (não contribuintes do P1S/PASEP) e fornecedores pessoas jurídicas, não poderia tê-lo feito a IN - SRF 23/97, que é de todo ilegal e descaracteriza o favor fiscal em tela. Nesse sentido o julgado: De acordo com o disposto no art. 1" da Lei 9.363/96, o beneficio fiscal de ressarcimento de crédito presumido do 1PI, como ressarcimento do PIS e da COFINS, é relativo ao crédito decorrente da aquisição de mercadorias que são integradas no processo de produção de produto final destinado à exportação. Portanto, inexiste óbice legal à concessão de tal crédito pelo fato de o produtor/exportador ter encomendado a outra empresa o beneficiamento de insuinos, mormente em i tal operação ter havido a incidência do PIS/COFINS, o que possibilitará a sua desoneração posterior, independente de essa operação ter sido ou não tributada pelo IPI " (REsp n° .576857/RS, Rei Min Francisco Falcão, LU de 19/12/2005). 3 O crédito presumido previsto na Lei n" 9.36.3/96 não representa receita nova E uma importância para corrigir o custo. O motivo da existência do crédito são os /17S111110S utilizados no processo de produção, em cujo preço foram acrescidos os valores do PIS e COFINS, cumulativamente, os quais devem ser devolvidos ao industrial-exportador 4, Precedentes: Resp 627 941/CE, DJ 07/03/2007, Rei Min, João Otávio de Noronha; Resp 644 789/CE, DJ 04/12/2006, Rei Min. Denise Arruda, Resp 617 733/CE, LU 24/08/2006, Rel. Min. Teori Albino Zavascki; REsp n 0 576857/R5, Rei Mhz, Francisco Falcão, aí de 19/12/2005, Re,sp 813.280,/SC, DJ 02/05/2006, de minha relataria,' Resp .529 758/SC, DJ 20/02/2006, Rel, Min Diana Cahnon; Resp 586 392/RN, DI 06/12/2004, Rel Eliana Cahnon 5, Recurso especial não-provido. CONCLUSÃO: Ass:inado digi1almenle em 104)32010 v..5r cARLos ALBERTO FREITAS BARRETO Autenticado ciigitalmente em 26/02/2010 por CLEUZA -1-A6AE1111 EmitIdo em 15/1 .1/2010 -.;olo Ministérk) da Fazenda 9 1:.1)E CSR.1 1 /CART MI' [1 10 Atendidos todos os requisitos previstos em lei, não vejo como se negar o direito do produtor-exportador ao crédito presumido de IN, ainda que na última etapa não tenha incidido PIS/Pasep e Cojins Nos tennos dos votos paradigmas transcritos linhas acima, dá-se provimento aos recursos da Fazenda Nacional e do sujeito passivo, Carlos Alberto Freitas Barreto ri'vsinacir) cliOalicertle oro 1003/2010 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Autenticado dnjitabil(:11k: oro 20(02001O por Cr..f.-*Li' .:A TAKAFUJI [Ulikioeirn 15.1 11:2010 (v)inistério dzir Fazenda 10
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Numero do processo: 10711.003730/84-27
Data da sessão: Wed Oct 08 00:00:00 UTC 1986
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Decisão: RESOLVEM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, converter o julgamento em diligência, como proposto pelo Relator.
Nome do relator: Hamilton de Sá Dantas
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Recorrida TERCEIRA.CAMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: AGENCIA MAR1TIMA LAURITS LACHMANN S.A. RESOLUCAO N9-CSRF/03-0.030 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL.. RESOLVEM os Membros da Camara Superior de Recursos Participaram, ainda, do presente j lgamento, os seguintes Conselhei- ros: WILFRIDO AUGUSTO . MARQUES, HÉLIO LOYOLLA DE ALENCASTRO, JOSÉ FACA NHA MAMEDE, EDWALDO REIS DA SILVA, PAULO CÉSAR DE AVILA E SILVA e SE:: BASTIÃO RODRIGUES CABRAL. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO Ng 10711/003.730/84-27 RECURSO N9: RP/303-0.890 RESOLUÇÃO:N9-CSRF/03-0.030 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIDA: TERCEIRA CAMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: AGÊNCIA MARÍTIMA LAURITS LACHMANN S.A. RELATÓRIO Trata a espécie de recurso especial interposto pelo representante da Fazenda Nacional junto a 3Q. Camara do 39 Conselho de Contribuintes face ao decidido no Acórdão n9 303-24.369, de 13 de novembro de 1985, daquele Colegiado, assim ementado: "Conferencia final de manifesto - Falta de vo- lume - Improcedente a exigência fiscal face a exis tencia de carta de correção sanando irregularidade, cuja apresentação se deu antes da instauração de procedimento fiscal para apuração da falta." As razões da recorrente, onde demonstra o seu incon formismo, estão alicerçadas no Decreto n9 360, de 03.10.35 (art. 268, alínea "b") quando tratadaCarta de Correção do manifesto de carga internacional, no transporte marítimo, estabelece que para valer e ser eficaz deveria ingressar no Orgao fiscal do destino ate a chegada da embarcação respectiva. Insurge-se, em seguida, contra o Ato Declaratório 800-125/75, da 8q Região Fiscal (Sao Paulo) que fixou ate 30 (trinta) dias após a chegada do veiculo transportador a apresentação da Carta de Correção. Por fim, pede e espera seja provido o recurso que interpõe, inclusive com a invocação dos pre 4 . DMF - DF/19 C-C - Secgraf 00 175 ssiviona.moHmila PROCESS() N9 1071J/003..730/84-27 2. Resolução n9-CSRF/03-0.030 . cedentes constantes dos acórdãos desta Camara de a9s 03-1.016, de 10.12.82, 03-1.127, de 04.08.83, 03-01.039, de 18.03.83, paraque, ao final, seja devolvida a instancia cameral recorrida a aprecia- ção da matéria citada nos itens 03 e 04 do Relatório. Em contra-razões de fls. 100/101, o sujeito passivo afirma, contra-argumentando face as razões recursais daFazendaNa cional, o seguinte: "Com efeito, ficou comprovado nos autos que a mercadoria sobre a qual incide a exigência tributa- ria não faltou pela descarga, uma vez'que não che- gou a ser embarcada no porto de origem. 0 fato foi objeto de Carta de Correção de Mani festo emitida pelos Agentes da origem antes da che - gada do navio ao porto de destino e entregue a Re- partição Aduaneira antes do inicio de qualquer pro- cedimento administrativo ou medida de fiscalização tendentes a apurar a ocorrência. Esse é o entendimento já firmado por essa Egre gia Camara Superior, conforme se verifica do bri- lhante Acórdão n9 CSRF/03-1.127 de 04/08/83 - cópia anexa, cuja Ementa se permite transcrever: "CARTA DE CORREÇÃO DE MANIFESTO comprovadamen- te emetida antes da chegada do navio e entre- gue ao órgão aduaneiro do porto de destino an- tes do inicio do procedimento fiscal especifi- co de apuração: admitida, no caso, como prova exludente da responsabilidade imputada a empre sa transportadora." A mesma orientação foi adotada também através dos Acórdãos n9s CSRF/03-1.016/82 e CSRF/03-1.039/83. Diante do exposto, desnecessárias maiores de- longas sobre o assunto, esperando a Interessada que negado provimento ao Recurso Especial ora em exame, por questão e maxima coerência e por ser de intei- ra Justiça.' E o relatório -r • SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10711/003.730/84-27 3. Resolução n9-CSRF/0.3-0.030. VOTO Conselheiro HAMILTON DE SA -DANTAS, relator. A intimação n9 825/84 de fls. 10 do presente proces so encontra-se sem data e apócrifa. Ora, esse documento, de fundamental importância pa- ra a compreensão processual, intima o sujeito passivo para "escla recer dentro de 30 (trinta) dias, sobre a falta de 1 volume do co nhecimento n9 09 de New York, Navio Itape, chegado em 13.06.84." Através da petição de fls. 12, o sujeito passivo, em atendimento a intimação recebida, esclarece que o volume questio- nado como faltante não foi embarcado, conforme Carta de Correção apresentada a Inspetoria do Rio de Janeiro no processo número 10711.6337/84-02. Efetivamente, fotocópia da correspondência em refe rencia consta a fls. 15 (em Inglês). Entendo assim que se torna necessária diligencia a Repartição de origem para que se digne esclarecer a data da expe- dição da intimação de fls. 10 e do conhecimento dessedocumentope lo sujeito passivo, pois é a data desse conhecimento que marca o inicio do procedimento fiscal, nos te os do art. 138, parágrafo único, do Código Tributário Nacional Bras D.F., e 1986. HAM W TON DE SA DANT
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Numero do processo: 10073.000967/99-87
Data da sessão: Tue Jan 26 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 1996
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO -
RETIFICAÇÃO DE ACÓRDÃO — PRESSUPOSTOS - As obscuridades,
dúvidas, omissões ou contradições contidas no acórdão podem ser saneadas
por meio de Embargos de Declaração, previstos no art, 65 do Regimento
Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais,
Embargos Acolhidos,
Numero da decisão: 1202-000.237
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração opostos para retificar o decidido no acórdão n° 108-08,851, da sessão de 25 de maio de 2006, cuja decisão passa a ser a seguinte: por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de oficio, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado
Nome do relator: NELSON LOSSO FILHO
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ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 1996 Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO - RETIFICAÇÃO DE ACÓRDÃO — PRESSUPOSTOS - As obscuridades, dúvidas, omissões ou contradições contidas no acórdão podem ser saneadas por meio de Embargos de Declaração, previstos no art, 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, Embargos Acolhidos,
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conteudo_txt : Metadados => date: 2010-12-21T10:11:22Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-12-21T10:11:22Z; Last-Modified: 2010-12-21T10:11:22Z; dcterms:modified: 2010-12-21T10:11:22Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:72818874-6665-4ecb-9733-f7e16f383560; Last-Save-Date: 2010-12-21T10:11:22Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-12-21T10:11:22Z; meta:save-date: 2010-12-21T10:11:22Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-12-21T10:11:22Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-12-21T10:11:22Z; created: 2010-12-21T10:11:22Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2010-12-21T10:11:22Z; pdf:charsPerPage: 1384; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-12-21T10:11:22Z | Conteúdo => S1-C2T2 Fi 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo tf 10073.000967/99-87 Recurso n" 145.207 Embargos Acórdão n" 1202-00.237 — 2" Câmara / 2 Turma Ordinária Sessão de 26 de janeiro de 2010 Matéria IRPI E OUTRO Embargante DRF-VOLTA REDONDA/RJ Interessado CIDADE DO AÇO COMÉRCIO DE GÁS LTDA, Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 1996 Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO - RETIFICAÇÃO DE ACÓRDÃO — PRESSUPOSTOS - As obscuridades, dúvidas, omissões ou contradições contidas no acórdão podem ser saneadas por meio de Embargos de Declaração, previstos no art, 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, Embargos Acolhidos, Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração opostos para retificar o decidido no acórdão n° 108-08,851, da sessão de 25 de maio de 2006, cuja decisão passa a ser a seguinte: por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de oficio, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Presidente e Relatar EDITADO EM: 11 RO 2010 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Nelson 1...osso Filho, Cândido Rodrigues Neuber, José Sergio Gomes, Silvana Rescigno Guerra Barretto, Valeria Cabral Géo Verçoza, Orlando Jose Gonçalves Buena. Relatório Após o despacho da Presidente desta Colenda Câmara, fls. 387, retomam os autos para exame do pedido formulado pela embargante, com base no § 2 0 do art. 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria ME n° 256/2009, denominado de "Embargos de Declaração", por entender o peticionário existir contradição no Acórdão if 108-08.851, prolatado na sessão de 25 de maio de 2006, apresentando em seu arrazoado de fis, 385/386 o seguinte: "Trata o presente processo de impugnação de Auto de Infração lavrado contra o contribuinte acima identificado, conforme cópia do auto de infração em lis 123 a 132 e. da impugnação em fls. 134 e 135. O auto de infração apurou IRPJ no valor de R$705,784,02, CSLL no valor de R$216.232,30 e multas isoladas relativas a falta de entrega de DCTF A DRJ-I julgou procedente em parte o lançamento através do acórdão 5611 de 13/08/2004, em fls. 355 a 363. A decisão de I" instância foi no sentido de considerar devidas as multas isoladas e os valores de R$270.759,75 (IRPJ) e R$87336,22 (CSLL), conforme fl. 356 O contribuinte tomou ciência da decisão da DRJ-1 nos termos do edital de fl..371. Transcorrido o prazo legal sem a interposição do recurso voluntário, houve a transferência dos valores mantidos pela DRJ-I e não contestados pelo contribuinte para o processo 13726.000071/2005-91. O citado processo foi enviado a PFN/Resende para prosseguimento da cobrança, conforme extrato de fl. 383 e 384. Os valores exonerados pela DRI-I foram objeto de recurso de oficio da seguinte forma: R$435.024,27 = R$705.784,02 (Total do auto de inflação) R$270 759,75 (Mantido pela DRI-1) CSLL. R$128 896,08 = R$216.232,30 (Total do auto de infração) R$87.336,22 (mantido pela DRJ-I) No entanto, o Primeiro Conselho de Contribuintes deu provimento parcial ao recurso de cilicio e se manifestou no sentido de restabelecer a multa regulamentar . por . falta da DCTE. conforme fl 374. Os valores exonerados pela DRI e objeto do recurso de oficio fbrant • IRPJ R$43.5_024,27 e CSLL. R$128.896,08. As multas por . falta da DCTF já estão inscritas em Divida Ativa da União através do processo 13726.000071/2005-91, assim como os valores mantidos pela DRI (IRPJ: R$270 759,7.5 e CSLL. R$87.336,22)." 2 Processo n" 10073 000967/99-87 Acórdão o" 1202-00237 S1-C2T2 1: 1. 2 No julgamento do mérito, deliberou esta Câmara "por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso de oficio para restabelecer a multa regulamentar por falta da DCTF", como consta registrado naquela ata de julgamento, traduzida na folha de rosto do acórdão embargado, fls., 374. É o Relatório. 3 Voto Conselheiro Relator, Nelson Lósso Filho Vieram-me os autos, em atendimento ao despacho da Presidente desta Câmara, fls, 387, para que seja examinado o pedido manifestado pela autoridade Embargante às fls, 385/386, que vislumbrou ter ocorrido contradição no voto, conforme consta do Relatório. Acolho os embargos em virtude de restar configurada a contradição apontada Vejo que o posicionamento adotado pela decisão do acórdão embargado foi resumido pela seguinte ementa: "DCTE — OBRIGATORIEDADE DE ENTREGA — A obrigatoriedade de entrega da DCTF ocorre em função de parâmetros tais como ?amo de atividade, valor a declarar e .faturamento, Tão somente o fato de a empresa ser beneficiada pelo mecanismo de substituição tributária não a exime de tal obr igatoliedade. OMISSÃO DE RECEITAS — PASSIVO FICTiCIO - A inteligência do art. 40 da Lei 9430/1996 faz repousai .. a presunção que dele é objeto sobre o passivo escriturado e incomprovado e não sobre o passivo ir?formado em declaração de rendimentos, OMISSÃO DE RECEITAS DIVERGÊNCIAS ENTRE O ATIVO ESCRITURADO E O DECLARADO — A falta de comprovação do saldo da conta clientes não autoriza presunção de omissão de receitas Recurso de oficio parcialmente provido" No corpo do voto os fundamentos apresentados pelo Relator, Margil Mourão Gil Nunes, estão assim descritos: "Somente estaria dispensada da entrega das DCTF se houvesse o enquadramento em algumas das situaçães determinadas — inicroempresas e empresas de pequeno porte enquadradas no SIMPLES, pessoas jurídicas imunes e isentas, pessoas jurídicas inativas e órgãos públicos, as autarquias e !Undações públicas — o que não ocorreu, e o contribuinte não trouxe em sua impugnação a caracterização de sua condição de dispensado, Pelo exposto, dou provimento parcial ao recurso de oficio, para restabelecer o lançamento relativo à multa regulamentar pela falta de entrega de DCTF," A matéria foi analisada no acórdão de primeira instância, base do recurso de ofício, da seguinte forma: "Ementa: DCTF. OBRIGATORIEDADE DE ENTREGA. A obrigatoriedade de entrega da DCTF ocorre em função de 4 Nelson Los. Processo n" 10073.000967/99-87 S1-C2T2 Acórdão n 1202-00.237 Fl. 3 par-cimeiros tais como ramo de atividade, valor a declarar e .faturamento. Tão somente o fato de a empresa ser beneficiada pelo mecanámo de substituição tributária não a exime de tal obrigatoriedade. Mérito - Multa por atraso na entrega da DCTF Cordorme descrição de fatos de .fls 126, em consulta aos arquivos eletrônicos da Receita Federal a autoridade autuante constatou que a interessada teria deixado de apresentar as DCTF.s relativas aos anos de 1994, 1995, 1996, 1997 e 1998 e, por tal motivo teria aplicado a multa prevista no art 11 do DL 1968/8.2, com a nova redação dada pelo art 10 do DL 2,065/83. A interessada alega, em sua impugnação, não ter procedido à entrega das DCTFs apontadas pelo fluo de ser beneficiada pelo mecanismo de substituição tributária. A alegação não procede já que a obrigatoriedade de entrega da DCTF se dá em função de parâmetros tais como ramo de atividades, valor a declarar e , faturamento. Inexiste dispositivo que permita a pessoas jurídicas substituídas tributariamente a não apresentação da declaração em tela. Diante do exposto e na ausência de fatos novos a ensejarem conclusões diversas, concluo pelo cancelamento da exigência tributária," Da análise dos fundamentos dos acórdãos de primeira e segunda instâncias anteriormente transcritos, constato que apesar de o acórdão proláado pela Turma Julgadora da DRI destacar no seu último parágrafo que a multa por falta de apresentação de DCTF deveria ser cancelada, o que levou o julgamento de segunda instância a entender que tais valores também faziam parte do recurso de oficio, toda sua argumentação foi no sentido de manter a exigência Também no resumo final dos montantes excluídos não consta a exoneração das referidas multas; estando esses valores compondo as exigências contidas no Demonstrativo de Débito de fis, 367. A matéria multa por atraso na entrega da DCTF não fazia parte daquelas exoneradas pelo acórdão de primeira instância, não integrando o recurso de oficio, não estando, portanto, sujeita à revisão necessária, restando incorreta a decisão do acórdão embargado de dar provimento parcial ao recurso de oficio para restabelecer a exigência da multa pela falta de apresentação da DCTF. Assim sendo, a decisão do acórdão embargado deve ser retificada para negar provimento ao recurso de oficio, Pelos fundamentos expostos, voto no sentido de acolher os embargos de declaração opostos para retificar o decidido no acórdão n° '108-08,851, de 25/05/2006, cuja decisão passa a ser a seguinte: por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de oficio, nos termos do relatskio eyoto que integram o presente julgado. 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA - PRIMEIRA SEÇÃO PROCESSO: 10073.000967/99-87 TERMO DE INTIMAÇÃO Intime-se um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, da decisão consubstanciada nos despachos supra, nos termos do art. 81, § 30, do anexo II, do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria Ministerial n° 256, de 22 de junho de 2009. Brasília, 12 de novembro de 2010. Maria CC—Lcude Sousa Rodrigues Secretária da Câmara Ciência Data: Nome: Procurador(a) da Fazenda Nacional Encaminhamento da PFN: [] apenas com ciência; []com Recurso Especial; []com Embargos de Declaração. 6
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