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Numero do processo: 10166.907953/2009-16
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 23 00:00:00 UTC 2012
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Ano-calendário: 2005
Ementa: COMPENSAÇÃO. FORMALISMO MODERADO.
RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS DESPACHO DECISÓRIO. DIREITO À
REPETIÇÃO DO INDÉBITO.
A prévia retificação da DCTF não é condição sine qua non para a análise de declarações de compensação de indébitos tributários por pagamentos aplicados em débitos confessados, em face da alegação de erro na declaração.
Recurso Voluntário Negado
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3803-003.017
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: JORGE VICTOR RODRIGUES
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ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 2005 Ementa: COMPENSAÇÃO. FORMALISMO MODERADO. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS DESPACHO DECISÓRIO. DIREITO À REPETIÇÃO DO INDÉBITO. A prévia retificação da DCTF não é condição sine qua non para a análise de declarações de compensação de indébitos tributários por pagamentos aplicados em débitos confessados, em face da alegação de erro na declaração. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido
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FORMALISMO MODERADO. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS DESPACHO DECISÓRIO. DIREITO À REPETIÇÃO DO INDÉBITO. A prévia retificação da DCTF não é condição sine qua non para a análise de declarações de compensação de indébitos tributários por pagamentos aplicados em débitos confessados, em face da alegação de erro na declaração. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado. [assinado digitalmente] ALEXANDRE KERN Presidente. [assinado digitalmente] JORGE VICTOR RODRIGUES Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues. Fl. 34DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN 2 Relatório Tratase de declaração de compensação transmitida em 15/08/2006, onde busca a contribuinte compensar crédito, código de receita 2172, do período de apuração de março de 2005, decorrente de pagamento a maior ou indevido. A DRF em Brasília não homologou a compensação tendo em vista que o DARF discriminado no Per/Dcomp foi integralmente utilizado para quitar débitos da contribuinte não restando saldo credor para compensar a dívida declarada. Cientificada em 18/06/2009, apresentou manifestação de inconformidade em 20/07/2009, na qual alega que: De janeiro de 2004 a fevereiro de 2006 pagou a Cofins e o Pis sobre a totalidade da venda de mercadorias, sem a exclusão da base de cálculo dos produtos monofásicos. Sendo a atividade da empresa Bar e Restaurante, com grande volume de venda de Chopp, cervejas e refrigerantes, foram pagos um valor maior, tendo em vista a não observância do tratamento tributário adequado. Tomando conhecimento do erro na apuração dos impostos, fez DIRPJ retificadora do período, corrrigindo as informações referentes ao PIS e Cofins, passando a compensar os valores pagos a maior na quitação do PIS e Cofins dos meses seguintes a partir de março/2006, através do PER/Dcomp. Ao tomar conhecimento dos Despachos Decisórios, procurou o Plantão Fiscal, apresentando todos os documentos a respeito do assunto. O Fiscal de Plantão informou a necessidade de apresentar as DCTF retificadoras, alterando o valor devido e informando o valor pago a maior, para que a Receita possa apurar o valor do crédito que posteriormente seria compensado através de Dcomp. Assim, retificou a DCTF para que a receita possa, processando as informações contidas nas DCTF retificadoras, baixar os débitos referentes aos Despachos Decisórios. A DRJ em Brasília manteve o despacho decisório por entender que o contribuinte não trouxe aos autos os documentos contábeis e fiscais que comprovassem a liquidez e certeza do crédito, ou seja, do pagamento supostamente realizado a maior. Consignou, ainda que a competência para apreciar declarações retificadoras (DCTF, DIPJ, Dcomp, etc) é do Delegado da Receita Federal de jurisdição do sujeito passivo, não cabendo a esta Turma de Julgamento se manifestar a respeito, por falta de previsão legal. Eis a ementa do julgado: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Anocalendário:2005 Compensação – Impossibilidade Necessidade da Liquidez e Certeza do Crédito do Sujeito Passivo. A lei somente autoriza a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos do sujeito passivo. No caso, o crédito do contribuinte resultaria de suposto pagamento a maior, o qual foi totalmente utilizado para quitar contribuição devida e declarada, portanto, inexistente. Retificação de Declaração – Admissibilidade e Competência para Apreciar. Fl. 35DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10166.907953/200916 Acórdão n.º 3803003.017 S3TE03 Fl. 2 3 A retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o lançamento. A competência para apreciar declarações retificadoras é do Delegado da Receita Federal de jurisdição do sujeito passivo. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada, após ciência do acórdão retro (28/10/2011), apresentou Pedido de Revisão de Ofício em 25/11/2011, o qual pelo princípio do formalismo moderado e pela instrumentalidade das formas será aceito como se recurso voluntário fosse, na qual repisa os argumentos da manifestação de inconformidade e requer a homologação da compensação apresentada. Voto Conselheiro Jorge Victor Rodrigues O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos para a sua admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento. A defesa da ARMAZÉM DO FERREIRA BAR E RESTAURANTE LTDA fundamentase na ocorrência de erro de fato no preenchimento da DCTF tendo em vista que calculou o recolhimento da Cofins e do PIS sobre a totalidade da venda de mercadorias, sem a exclusão da base de cálculo dos produtos monofásicos, o que representaria boa parte de suas receitas. Diante disso, apresentou DCOMP, acreditando na existência de crédito tributário a seu favor em decorrência deste erro. No caso em tela, observase que o contribuinte somente retificou a DCTF em 14/07/2009, após a ciência do despacho decisório –passados quase três anos após a transmissão da Dcomp. Eis a controvérsia que ora se analisa. Salientamos que não existe norma na legislação de regência condicionando a apresentação do Per/Dcomp à prévia retificação da DCTF, apesar de este ser um procedimento lógico. O comando empregado pela decisão a quo para rejeitar o pedido consubstanciado na manifestação de inconformidade, qual seja, o inciso III do § 2º do art. 11 da IN RFB nº 786/2007, abaixo reproduzido, se refere ao início do procedimento fiscal strictu sensu, ou seja, aquele que visa constituir o crédito tributário, o que não é o caso, uma vez que o tributo já foi pago pelo contribuinte: Art . 11. A alteração das informações prestadas em DCTF será efetuada mediante apresentação de DCTF retificadora elaborada com observância das mesmas normas estabelecidas para a declaração retificada. Fl. 36DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN 4 §1º A DCTF retificadora terá a mesma natureza da declaração origináriamente apresentada, substituindoa integralmente, e servirá para declarar novos débitos, aumentar ou reduzir os valores de débitos já informados ou efetivar qualquer alteração nos créditos vinculados. §2º A retificação não produzirá efeitos quando tiver por objeto alterar débitos relativos a impostos e contribuições: I cujos saldos a pagar já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU, nos casos em que importe alteração desses saldos; II cujos valores apurados em procedimentos de auditoria interna, relativos às informações indevidas ou não comprovadas prestadas na DCTF, sobre pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU; ou III em relação aos quais a pessoa jurídica tenha sido intimada sobre o início de procedimento fiscal. (grifei) Desta feita, não há impedimento legal algum para a retificação da DCTF em qualquer fase do pedido de compensação, porém, o mesmo somente será deferido após a retificação da DCTF de ofício ou por iniciativa do contribuinte. Este também é o entendimento partilhado pela 3ª SJ/3ª C/ 3ª TO deste Conselho.1 Através da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais – DCTF, o contribuinte presta as informações relativas a valores de débitos de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal bem como o respectivos valores dos créditos, tais como pagamentos, parcelamentos ou compensações. Tendo em vista o caráter de confissão de dívida característico do documento, não há o que repreender no despacho que não homologou a compensação se quando do encontro de constas a autoridade fiscal constatou que o DARF indicado na declaração de compensação já havia sido integralmente utilizado para a quitação de débitos do contribuinte, não restando saldo credor para compensar. Isto porque a Receita Federal não tinha conhecimento do equívoco cometido pela Recorrente na apuração da contribuição objeto do pedido de compensação à época. O mesmo não se pode falar da DRJ que, ao tomar conhecimento do equívoco cometido pela Interessada, a qual transmitiu a DCTF retificadora, sob a justificativa de haver recolhido o PIS/Pasep e Cofins sobre a totalidade das vendas, sem a exclusão dos produtos monofásicos, tinha o dever de verificar o alegado, mormente ante o princípio da verdade material, mas não o fez sob o pretexto de que não detinha a competência para a análise de DCTFs retificadoras. Salutar destacar que os atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão ser convalidados pela Administração, desde que não lesem o interesse público nem causem prejuízo a terceiros2. 1 Acórdão nº 330200811 do Processo 10530901535200821; Acórdão nº 330200810 do Processo 10530901534200886; Acórdão nº 330200812 do Processo 10530901536200875; Acórdão nº 330200809 do Processo 10530901533200831. 2 art. 55 da Lei nº 9.784/99. Fl. 37DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10166.907953/200916 Acórdão n.º 3803003.017 S3TE03 Fl. 3 5 Em contradição ao princípio da verdade formal, aclamado e inerente ao processo judicial, temos que no processo administrativo fiscal deve o julgador se pautar pela verdade material, princípio segundo o qual a autoridade administrativa competente não limita seu exame ao que foi alegado pelas partes, podendo e devendo buscar todos os elementos que possam influir no seu convencimento. Nos dizeres de Odete Medauar: 3 O princípio da verdade material ou real, vinculado ao princípio da oficialidade, exprime que a Administração deve tomar as decisões com base nos fatos tais como se apresentam na realidade, não se satisfazendo com a versão oferecida pelos sujeitos. Para tanto, tem o direito e o dever de carrear para o expediente todos os dados, informações, documentos a respeito da matéria tratada, sem estar jungida aos aspectos considerados pelos sujeitos. Assim, no tocante a provas, desde que obtidas por meios lícitos (como impõe o inciso LVI do art. 5º da CF), a Administração detém liberdade plena de produzilas. Aliado ao princípio retro mencionado, apontamos o formalismo moderado dos atos a serem praticados pelo administrado, princípio este cristalizado no final do artigo 2º, inciso IX, da Lei 9.784/99: “...adoção de formas simples, suficientes para propiciar adequado graus de certeza e respeito aos direitos dos administrados”. O quase informalismo evidenciado no PAF, tem o fito de facilitar o acesso do contribuinte ao processo sem, contudo, lançar mão dos ritos e formas inerentes a todos os procedimentos para garantir o mínimo de segurança jurídica às partes. O processo administrativo deve ser simples, despido de exigências formais excessivas, tanto mais que a defesa pode ficar a cargo do próprio contribuinte, nem sempre familiarizado com os meandros processuais. Quanto ao montante do crédito a que tem direito a ora Recorrente, fica ressalvado o direito de a RFB determinar a base de cálculo do período de apuração de março de 2005, apurar o tributo devido, e verificar se o valor pleiteado está correto. Apesar de ter se omitido na apresentação dos documentos e lançamentos contábeis que permitissem à autoridade competente identificar a ocorrência do fato gerador, a base de cálculo sujeita à tributação e o correspondente tributo devido, observamos que tal direito não lhe foi oportunizado haja vista que o que determinou o indeferimento do seu pleito foi entrega da DCTF retificadora posteriormente ao despacho decisório, realidade esta que não podemos aceitar. Superado o óbice, há que se determinar o retorno dos autos para que seja oportunizado ao mesmo a entrega da escrituração fiscal e contábil aptas a demonstrar o valor eventualmente recolhido a maior. Ante o exposto, voto por reformar o acórdão proferido pela DRJ em Brasília, que não adentrou o mérito, e determinar o retorno dos autos àquela Autoridade Julgadora, para proferição de nova decisão, arredandose o óbice erigido (a necessidade de prévia retificação da DCTF como condição para análise de declaração de compensação de indébitos), em face das alegações recursais de erro na declaração. [assinado digitalmente] Jorge Victor Rodrigues Relator 3 A Processualidade do Direito Administrativo, São Paulo, RT, 2ª edição, 2008, Pág. 131. Fl. 38DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN 6 Fl. 39DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 36582.002972/2006-86
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri May 13 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri May 13 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/04/2006 a 30/04/2006
COMPENSAÇÃO. OBRIGAÇÕES AO PORTADOR EMITIDAS PELA ELETROBRÁS. FALTA DE PREVISÃO LEGAL.
Não há previsão legal para a compensação de créditos tributários com obrigações ao portador emitidas pela ELETROBRÁS. Pelo Princípio da Legalidade a Administração Pública só pode agir de acordo com o que a lei determina, sendo-lhe vedado afastar, sob fundamento de inconstitucionalidade, normas legais vigentes.
SÚMULA CARF Nº 24. Incompetência da SRF para promover compensação
entre créditos derivados de obrigações da Eletrobrás e débitos tributários como as contribuições previdenciárias. vinculação dos membros do CARF à jurisprudência consubstanciada em súmula.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2803-000.777
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/04/2006 a 30/04/2006 COMPENSAÇÃO. OBRIGAÇÕES AO PORTADOR EMITIDAS PELA ELETROBRÁS. FALTA DE PREVISÃO LEGAL. Não há previsão legal para a compensação de créditos tributários com obrigações ao portador emitidas pela ELETROBRÁS. Pelo Princípio da Legalidade a Administração Pública só pode agir de acordo com o que a lei determina, sendo-lhe vedado afastar, sob fundamento de inconstitucionalidade, normas legais vigentes. SÚMULA CARF Nº 24. Incompetência da SRF para promover compensação entre créditos derivados de obrigações da Eletrobrás e débitos tributários como as contribuições previdenciárias. vinculação dos membros do CARF à jurisprudência consubstanciada em súmula. Recurso Voluntário Negado.
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OBRIGAÇÕES AO PORTADOR EMITIDAS PELA ELETROBRÁS. FALTA DE PREVISÃO LEGAL. Não há previsão legal para a compensação de créditos tributários com obrigações ao portador emitidas pela ELETROBRÁS. Pelo Princípio da Legalidade a Administração Pública só pode agir de acordo com o que a lei determina, sendolhe vedado afastar, sob fundamento de inconstitucionalidade, normas legais vigentes. SÚMULA CARF Nº 24. Incompetência da SRF para promover compensação entre créditos derivados de obrigações da Eletrobrás e débitos tributários como as contribuições previdenciárias. vinculação dos membros do CARF à jurisprudência consubstanciada em súmula. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 18/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 18/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA 2 Relatório O contribuinte declarou compensação de débitos com titulo da Eletrobrás, chamado Cautela de Obrigações n° 0001116466, do ano de 1978. Foi informado de que não há previsão legal para a referida compensação, conforme oficio n° 14.421/370/2006 no processo anexo, fl. 108, com base no pronunciamento da Procuradoria Federal Especializada do INSS às fls. 105/107. Cientificado, o contribuinte apresentou Recurso Administrativo, alegando em síntese: inexiste dispositivo legal proibindo a compensação de tributos administrados pelo INSS com créditos, de natureza tributária (restituição de empréstimo compulsório), materializados em Obrigações e/ou Cautelas da Eletrobrás; uma vez que a empresa contribuinte possui créditos, de natureza tributária materializado em cártula que, por força de lei/ tem a União como responsável solidária pelo seu adimplemento, pode utilizálo no encontro de contas com débitos parafiscais administrados pelo Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, devendo o tratamento ser o mesmo dado pela Secretaria da Receita Federal – SRF; a argumentação de que só seria possível a compensação com "tributos da mesma espécie, com a mesma destinação e decorrentes de pagamento ou recolhimento indevido" não possui sustentáculo ante o teor da IN 629/2006, eis que estamos diante da hipótese de créditos que poderão ser utilizados de ofício para extinguir débitos perante o INSS, inclusive àqueles já inscritos na Dívida Ativa; Tece considerações outras sobre a possibilidade da compensação em comento, requerendo a homologação da compensação e sua permanência em vigor até a decisão de última instância administrativa; alega a nulidade da decisão, a invalidade do ato administrativo, o devido processo legal, para declarar nula a decisão que indeferiu a compensação; requer, por fim, que a decisão se refira expressamente às razões suscitadas, nos termos do art. 31 do Decreto n º 70.235/72, protestando por todos os meios de prova em direito admitidos. É o relatório. Voto Conselheiro Helton Carlos Praia de Lima, Relator Sendo tempestivo, conheço do recurso e passo ao seu exame. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 18/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 18/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 36582.002972/200686 Acórdão n.º 280300.777 S2TE03 Fl. 336 3 De acordo com os elementos constantes do processo, o contribuinte declarou compensação de débitos com titulo da Eletrobrás, chamado Cautela de Obrigações n° 0001116466, do ano de 1978. Diante do indeferimento do pedido de compensação em razão da impossibilidade jurídica do pedido administrativo, o contribuinte interpôs o presente recurso. Todavia, não há reparos a fazer na decisão recorrida. A compensação das contribuições previdenciárias com títulos da Eletrobrás, não pode ser aceita administrativamente pelo INSS. As hipóteses de compensação estão elencadas na Lei n.º 8.212/91, em seu artigo 89, dispondo que a possibilidade restringese aos casos de pagamento ou recolhimento indevidos. Não ocorreu recolhimento ou pagamento indevidos de contribuições previdenciárias, no presente caso. A Lei n ° 8.212/1991 está em perfeita consonância com o ordenamento jurídico, haja vista o próprio CTN dispor em seu artigo 97, inciso VI, que as hipóteses de extinção do crédito tributário, entre essas a compensação e a dação em pagamento, são de estrita reserva legal. Assim, para verificar a possibilidade de compensação e de dação em pagamento há que ser remetido para os permissivos legais. Conforme prevê o art. 89, § 2º da Lei n ° 8.212/1991, somente pode ser compensados nas contribuições previdenciárias os valores referentes a contribuições previdenciárias. Não há previsão legal para que sejam aceitos outros créditos; não importa, portanto, o argumento de que a União e o INSS possuem relação estrita, devendo o INSS aceitar e compensar seus créditos com débitos da União. Os valores compensados indevidamente serão exigidos pela autoridade fiscal, nos termos do art. 89, § 9º, da Lei n º 8.212/91, incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008. Destarte, podem ser cobrados a qualquer momento, não sendo devida a suspensão do crédito até a decisão da última instância administrativa. A Súmula aprovada pelo Pleno do CARF, Súmula n º 52, DOU de 09/12/2010, estabelece que os tributos objeto de compensação indevida formalizada em pedido de compensação ensejam o lançamento de ofício, quando detectado: Súmula CARF nº 52: Os tributos objeto de compensação indevida formalizada em Pedido de Compensação ou Declaração de Compensação apresentada até 31/10/2003, quando não exigíveis a partir de DCTF, ensejam o lançamento de ofício. O art. 31 do Decreto n º 70.235/72 requer decisão com relatório resumido, fundamentação legal e conclusão. Estando preenchidos os requisitos não há que se falar em cerceamento de defesa ou nulidade da decisão. O julgador administrativo não se vincula ao dever de responder todos os argumentos do contribuinte, desde que já tenha encontrado motivo suficiente para fundamentar sua decisão, são os termos da decisão do Primeiro Conselho de Contribuinte, Acórdão n.º 10194.239 de 12/06/2003, publicado no DOU de 05/08/2003: Fl. 3DF CARF MF Emitido em 18/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 18/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA 4 NULIDADE DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA INEXISTÊNCIA O julgador administrativo não se vincula ao dever de responder, um a um, o feixe de argumentos postos pelo peticionário, desde que já tenha encontrado motivo suficiente para fundamentar a sua decisão sobre as matérias em litígio. Recurso negado. (1º Conselho de Contribuintes/1a. Câmara/ACÓRDÃO n.º 10194.239 de 12/06/2003, publicado no DOU de 05/08/2003) Ademais, este órgão colegiado já firmou entendimento sobre a matéria em questão, a partir da edição da Súmula CARF nº 24, senão vejamos: Súmula CARF nº 24: “Não compete à Secretaria da Receita Federal promover a restituição de obrigações da Eletrobrás, nem sua compensação com débitos tributários”. De acordo com a determinação contida no caput do art. 72 do Anexo II do Regimento Interno do CARF Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, alterada pela Portaria nº 446, de 27 de agosto de 2009, as súmulas vinculam os membros do Conselho, devendo ser aplicado o entendimento exarado na orientação supramencionada. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto em negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Fl. 4DF CARF MF Emitido em 18/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 18/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 10280.721819/2009-13
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 30 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR Exercício: 2005
SUJEIÇÃO PASSIVA, POSSUIDOR A QUALQUER TITULO.
Comprovado nos autos que o contribuinte detinha a posse do imóvel rural à época do fato gerador, é ele o sujeito passivo do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural na qualidade de possuidor a qualquer título, sendo irrelevante a existência de documento legítimo de propriedade. ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA - RESERVA LEGAL — AVERBAÇÃO - ATO CONSTITUTIVO.
A averbação no registro de imóveis da área eleita pelo proprietário/possuidor é ato constitutivo da reserva legal; portanto, somente após a sua prática é que o sujeito passivo poderá suprimi-la da base de cálculo para apuração do ITR. VALOR DA TERRA NUA. ARBITRAMENTO.
A menos que o contribuinte apresente Laudo Técnico de Avaliação, elaborado por engenheiro agrônomo ou florestal, com elementos de convicção suficientes para demonstrar que o valor da terra nua é inferior ao valor constante do Sistema de Preços de Terras da Secretaria da Receita Federal SIPT, mantém-se o valor arbitrado pela fiscalização.
Recurso Negado
Numero da decisão: 2802-001.212
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Ausente justificadamente o Conselheiro German Alejandro San Martin Fernandez.
Nome do relator: DAYSE FERNANDES LEITE
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Comprovado nos autos que o contribuinte detinha a posse do imóvel rural à época do fato gerador, é ele o sujeito passivo do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural na qualidade de possuidor a qualquer título, sendo irrelevante a existência de documento legítimo de propriedade. ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA RESERVA LEGAL — AVERBAÇÃO ATO CONSTITUTIVO. A averbação no registro de imóveis da área eleita pelo proprietário/possuidor é ato constitutivo da reserva legal; portanto, somente após a sua prática é que o sujeito passivo poderá suprimila da base de cálculo para apuração do ITR. VALOR DA TERRA NUA. ARBITRAMENTO. A menos que o contribuinte apresente Laudo Técnico de Avaliação, elaborado por engenheiro agrônomo ou florestal, com elementos de convicção suficientes para demonstrar que o valor da terra nua é inferior ao valor constante do Sistema de Preços de Terras da Secretaria da Receita Federal SIPT, mantémse o valor arbitrado pela fiscalização.Recurso Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.Ausente justificadamente o Conselheiro German Alejandro San Martin Fernandez. Fl. 40DF CARF MF Impresso em 28/05/2013 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/01/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 05/01/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 19/01/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 (assinado digitalmente) Jorge Claudio Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite Relatora. EDITADO EM: 05/01/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Lúcia Reiko Sakae, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, Julianna Bandeira Toscano e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente). Ausente justificadamente o Conselheiro German Alejandro San Martin Fernandez Relatório JAMEF TRANSPORTES LIMITADA, recorre a este Conselho contra a decisão de primeira instância, proferida pela Primeira Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Brasília/DF, pleiteando sua reforma, nos termos do Recurso Voluntário apresentado. Tratase de exigência de Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural — ITR (fls. 01/04), no montante de R$ 201.898,14, relativo ao imóvel denominado Fazenda Jamef X, cadastrado na RFB sob o n° 5.458.8227, com área declarada de 7.400,0 ha, localizado no Município de Moju/PA. O lançamento decorre das seguintes alterações efetuadas de oficio na DITR apresentada: • Glosa Área de Reserva Legal não comprovada Após regularmente intimado, o contribuinte não comprovou a isenção da área declarada (7.400,0 há) a titulo de reserva legal no imóvel rural. • Alteração do Valor da Terra Nua declarado não comprovado Após regularmente intimado, o sujeito passivo não comprovou por meio de Laudo de Avaliação do imóvel, conforme estabelecido na NBR 14.6533 da ABNT. Desta forma, a fiscalização entendeu que o valor da terra nua (VTN) declarado de R$ 12.000,00 (RS 1,62/ha) estava subavaliado e com base no Sistema de Preços de Terras (SIPT), instituído pela Receita Federal arbitrou em R$ 454.878,00 (R$ 61,47/ha). Consequentemente elevou a área tributável/área aproveitável e o VTN tributável, resultando o imposto suplementar de R$90.965,60, conforme demonstrado às fls. 03. Cientificada do lançamento, a contribuinte apresentou tempestivamente impugnação, alegando, consoante o relatório da decisão de primeira instância o seguinte: Fl. 41DF CARF MF Impresso em 28/05/2013 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/01/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 05/01/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 19/01/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10280.721819/200913 Acórdão n.º 2802001.212 S2TE02 Fl. 2 3 • esclarece que firmou contrato de compra e venda das Fazendas denominadas Jamef, Jamef I, Jamef II, Jamef III, Jamef IV, Jamef V, Jamef VI, Jamef VII, Jamef VIII, Jamef IX, Jamef X e Jamef XI, com área de 106.000,0 ha, dentro da porção de terra maior da Fazenda Santa Rita, com Carlos Evandro Pontes Pinto; • informa que, apesar de lavrado o contrato de compra e venda no Cartório do 2º. Ofício de Notas da Comarca de Belém do Pará, a impugnante nunca registrou na Matrícula do Imóvel a aquisição, por impossibilidade jurídica e/ou por ordem judicial, lembrando que a titularidade, ou seja, o domínio só se transfere com o registro no Cartório de Registro de Imóveis, logo, ao tempo dos lançamentos, não era proprietária do imóvel; • informa que, também, não tomou posse, sequer a título precário, nunca tendo exercido o domínio útil; • salienta que, em 2001, o Instituto de Terras do Pará (ITERPA) ajuizou perante a Comarca de IgarapéMiri ação de nulidade e cancelamento de matrícula, transcrições e averbações da propriedade, na qual foi deferida antecipação de tutela para que não houvesse mais qualquer anotação na matrícula desde a aquisição originária em 1967; • esclarece que, não obstante os fatos narrados que constituem impedimento para a aquisição da propriedade, o exercício da posse ou do domínio útil do bem, recolheu os tributos incidentes sobre a terra, a fim de resguardar seus interesses; • entende que os lançamentos ofendem o texto constitucional, sendo inválidos e inexistentes, em face da imunidade recíproca prevista no art. 150, VI, "a", da Constituição da República, posto que essa regra de não incidência faz que jamais qualquer imposto de natureza "propter rem " possa recair sobre o imóvel, sejam aqueles já recolhidos, seja o lançamento suplementar, posto que a procedência da citada ação enseja a que o estado do Pará se torne o único proprietário do imóvel que se cobra o ITR; • considera que não houve a ocorrência do fato gerador do ITR, pois não teria a propriedade do imóvel, já que essa se adquire pelo registro do título aquisitivo na matrícula do imóvel, como determina o art. 1.245 do Código Civil, posto que não registrou o instrumento público de compra e venda na matrícula do imóvel, em anexo, logo não é contribuinte do ITR, e não praticou seu fato gerador, além de não ter sido eleita pela legislação como devedora solidária; • salienta que não se pode dizer que não promoveu o registro na matrícula do imóvel por inércia, porquanto ainda que o quisesse não poderia fazêlo, porque existe impedimento judicial para que tal ato se formalize e se aperfeiçoe certidão processual contendo a ordem impeditiva, em anexo; Fl. 42DF CARF MF Impresso em 28/05/2013 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/01/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 05/01/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 19/01/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 • esclarece que as terras compradas de Carlos Evandro Pontes Pinto decorrem de desmembramento da Fazenda Rio Doce, propriedade que foi adquirida por Francisco Melo Almeida, declarada em Registro Torrens nos idos de 1964 e que o ITERPA vindica nulidade desse Registro por meio da Ação Anulatória 2001.1001146, que tramita na Comarca de IgarapéMiri/PA, com o fundamento de inexistência de qualquer processo naquela Comarca de Registro Torrens da referida área; • esclarece, ainda, que o Sr. Francisco Melo Almeida, após ação julgada procedente declarando como dono da área maior, onde se insere a gleba do ITR cobrado, ensejou que vendesse parte das terras a Carlos Evandro Pontes Pinto, que fez nova venda de parte dela à impugnante; • salienta que a Ação Anulatória ataca o nascedouro da cadeia dominial, ou seja, aquele Registro Torrens declarado em sentença de 1964, assim julgada procedente a ação anulatória, será anulado o título aquisitivo de Carlos Evandro Pontes Pinto, logo não poderá adquirir a propriedade pelo título translativo que ostenta; • ressalta que a existência da Ação Anulatória demonstra e reforça o fato de que jamais deteve a propriedade do bem, fato gerador do ITR cobrado; • registra que, como demonstração da completa ausência de propriedade pela impugnante, o fato de que a ação foi dirigida contra os proprietários conhecidos da área, onde não consta a impugnante sequer como pólo passivo, documentação em anexo; • entende que a notificação de lançamento é insubsistente, posto que o lançamento elegeu como contribuinte ou devedora solidária quem não praticou o fato gerador, ou mesmo, sem expressa disposição legal; • afirma que, desde de que firmado o negócio translativo da propriedade, ou mesmo antes disso, nunca exerceu qualquer direito relativo à posse, conforme definido no art. 1.196 do Código Civil, e nunca desenvolveu qualquer atividade econômica ou de conservação da propriedade; • ressalta que, mesmo depois de concretizada a compra e venda do imóvel, o ITERPA não a reconhecia como possuidora do bem, o que se nota do Edital de Convocação dos conhecidos possuidores da área que se cobra o ITR para apresentarem títulos, escrituras, documentos, informações de interesse, testemunhas ou outras provas que fundamentem o direito de propriedade, e nesse Edital não consta a impugnante, já que não era conhecida como possuidora da área; • conclui que, se nunca exerceu a posse do imóvel, não pode ser eleita como sujeito passivo, não podendo subsistir a notificação de lançamento; Fl. 43DF CARF MF Impresso em 28/05/2013 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/01/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 05/01/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 19/01/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10280.721819/200913 Acórdão n.º 2802001.212 S2TE02 Fl. 3 5 • salienta que, como comprovam o instrumento público de compra e venda do imóvel, assim como sua matrícula, essas terras nunca foram objeto de enfiteuse, assim nunca foi titular de domínio útil, portanto jamais praticou o fato gerador, motivo que a exclui da legitimidade passiva do tributo, pelo que devem ser julgadas improcedentes as notificações de lançamentos; • ressalta que o ITR é um tributo sujeito ao lançamento por homologação, na modalidade prevista no art. 150 do CTN, e que a data do fato gerador do ITR do exercício 2004 é 1°.01.2004 e que em 1°.01.2009 os tributos cujos fatos geradores ocorreram no ano de 2004 tiveram seus pagamentos tacitamente homologados nessa data, sem qualquer ressalva da Fazenda Nacional; • ressalta, também, que decorreram 5 anos do fato gerador e a Receita Federal procedeu ao lançamento por arbitramento suplementar somente em 08.06.2009, tornandose inválido o ato administrativo, posto que decaiu deste direito em 01.01.2009 e transcreve Ementas de Decisões Judiciais para referendar sua tese; • discorre sobre seu entendimento da desnecessidade do ADA, já que a legislação que institui o ITR não exige qualquer obrigação acessória para a exclusão da base de cálculo das áreas previstas no art. 10 da Lei n° 9.393/96, já que a suposta exigência do ADA com base na IN/SRF n° 256/2002 fere o princípio da legalidade estrita previsto no art. 5o , II, da Constituição da República; • ressalta que o art. 10 da Lei n° 9.393/96 determina expressamente em seu caput que "a apuração e o pagamento do ITR serão efetuados pelo contribuinte, independentemente de prévio procedimento da administração tributária", dizendo textualmente na alínea "a" do inciso II do art. 10 que são áreas de "preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei n° 4.771", concluindo que a exclusão da base de cálculo das citadas áreas decorrem "pelo só efeito dessa lei", já que não há necessidade de um ato administrativo posterior para reconhecer o que a própria lei já atribui afeitos jurídicos; • reitera que a exigência do ADA não tem qualquer validade, pois a Lei Federal Código Florestal e Lei n° 9.393/96 determina que basta o preenchimento das características das áreas dispostas nessa legislação como fato bastante para a exclusão da base de cálculo pelo contribuinte e cita Ementas de Decisões Judiciais para referendar seus argumentos; • considera que o conceito do VTN é dado pelo art. 8o , § 2o , da Lei n° 9.393/96, que determina que o VTN é o "preço de mercado da terra" e que esse dispositivo legal não faz qualquer menção à forma de apuração desse valor, não exigindo seu cálculo em conformidade com nenhuma norma regulamentadora; Fl. 44DF CARF MF Impresso em 28/05/2013 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/01/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 05/01/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 19/01/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 6 • entende que não há qualquer comando normativo que determine que se deva levantar o VTN seguindo a NBR 14.6533 da ABNT, salientando que a referida norma não é uma das espécies legislativas, pelo que não obriga qualquer cidadão a seguíla, tratandose de norma regulamentadora expedida por pessoa jurídica de direito privado e que o arbitramento com base em atendimento a NBR afronta o princípio da legalidade estrita, previsto no art. 5o , inciso II, da Constituição da República; • salienta que, ainda que fosse exigível a elaboração de laudo de avaliação em conformidade com a NBR, que entrou em vigor em 01.07.2004, ela não pode ser aplicada ao exercício de 2004, já que na data do fato gerador do imposto, em 1°.01.2004, não estava em vigor, não podendo ser exigido seu cumprimento em data anterior a sua entrada em vigor; • conclui que o VTN de 2004, o que se diz apenas por eventualidade, deve ser mantido na forma elaborada, e se for o caso de sua aplicação, que ela ocorra somente após a sua entrada em vigor, para a apuração do VTN de 2005; • quanto aos recolhimentos do ITR realizados, esclarece que mesmo não tendo sido praticado nenhum dos fatos geradores do tributo, se deram em virtude da lavratura de um contrato de compra e venda e que diante da constatação da possibilidade de anulação desse negócio jurídico, entendeu necessário resguardar seus interesses sobre a propriedade, mas considera que os tributos foram pagos indevidamente e serão, oportunamente, objeto de pedido de repetição de indébito pela via adequada; • argumenta que, se as pessoas citadas (proprietárias, posseiras ou foreiras das terras) no Edital de Intimação promovido pelo INTERPA, que representam 123 pessoas físicas e 12 pessoas jurídicas, fizeram o pagamento do ITR, excluindo da base de cálculo as áreas de preservação permanente e reserva legal, e não foram intimadas de lançamento suplementar, restaria claro que o presente lançamento impugnado é nulo, pois contraria o princípio da igualdade previsto na Constituição da República; pelo exposto, requer sucessivamente: a) que sejam anulados os lançamentos suplementares por ausência de prática do fato gerador do ITR; b) a anulação dos lançamentos impugnados por inexigibilidade de ADA para exclusão da base de cálculo; c) que seja reconhecida a imunidade recíproca com efeitos que daí dimanam; d) que sejam declarados nulos os lançamentos impugnados tendo em vista o princípio da igualdade tributária. Fl. 45DF CARF MF Impresso em 28/05/2013 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/01/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 05/01/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 19/01/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10280.721819/200913 Acórdão n.º 2802001.212 S2TE02 Fl. 4 7 A Primeira Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Brasília (DF), ao examinar o pleito, proferiu o acórdão n°. 0342.065, de 23 de fevereiro de 2011, que se encontra às fls. 175 a 197, cuja ementa é a seguinte: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2005 DA DECADÊNCIA Na modalidade do lançamento por homologação, o prazo qüinqüenal legalmente previsto para revisão do valor do ITR apurado e recolhido, integralmente ou de forma parcelada, pelo contribuinte, dentro do próprio exercício de referência do imposto, iniciase na data da ocorrência do respectivo fato gerador, com fulcro no artigo 150, § 4o , do Código Tributário Nacional (CTN). No caso, o crédito tributário constituído no prazo qüinqüenal legalmente previsto, por meio da ciência da Notificação de Lançamento pelo sujeito passivo, na qualidade de contribuinte do imposto, ilide a decadência. DO FATO GERADOR DO ITR E DO SUJEITO PASSIVO DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) tem como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de imóvel, localizado fora da zona urbana do município, em 1º de janeiro de cada ano. Constando nos autos documentos que comprovam a propriedade de imóvel rural, há a ocorrência do fato gerador do imposto. O proprietário do imóvel rural é contribuinte do ITR. Não comprovada a perda da propriedade do imóvel, por Ação de Nulidade e Cancelamento de Registro, em período anterior à ocorrência do fato gerador do ITR/2005 (1°.01.2005), deve ser mantida a contribuinte no pólo passivo da relação jurídicotributária. DA NULIDADE LANÇAMENTO Contendo a Notificação de Lançamento todos os requisitos obrigatórios previstos no Processo Administrativo Fiscal (PAF) e tendo sido o procedimento fiscal instaurado em conformidade com as normas e os princípios constitucionais vigentes, possibilitando ao contribuinte exercer plenamente o seu direito de defesa, não há que se falar em qualquer irregularidade que macule o lançamento (Nulidade). IMUNIDADE RECÍPROCA. INAPLICABILIDADE Fl. 46DF CARF MF Impresso em 28/05/2013 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/01/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 05/01/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 19/01/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 8 Não comprovado nos autos que o imóvel integra o patrimônio do Estado do Pará, por Decisão Judicial transitada em julgado, na data do fato gerador do imposto, não há que se cogitar do beneficio da imunidade recíproca prevista na Constituição da República. DAS ÁREAS DE RESERVA LEGAL As áreas de reserva legal, para fins de exclusão da tributação do ITR, devem estar incluídas no Ato Declaratório Ambiental (ADA) protocolado tempestivamente junto ao IBAMA, além de averbadas, em tempo hábil, à margem da matrícula do imóvel. DO VALOR DA TERRA NUA (VTN) SUBAVALIAÇÃO Deve ser mantido o VTN arbitrado pela fiscalização, com base no SIPT, por falta de documentação hábil (Laudo Técnico de Avaliação, elaborado por profissional habilitado, com ART devidamente anotada no CREA, em consonância com as normas da ABNT NBR 14.6533), demonstrando, de maneira inequívoca, o valor fundiário do imóvel, a preço de mercado, à época do fato gerador do imposto, e a existência de características particulares desfavoráveis, que pudessem justificar a revisão do VTN em questão. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Cientificada do Acórdão de primeira instância, em 17/05/2011 (vide AR de fl.198), a contribuinte apresentou, em 30/05/2011, tempestivamente, o recurso de fls, 199 a 209, no qual, após breve relato dos fatos, dos fatos, expõe as razões de sua irresignação a seguir sintetizadas: • DA NULIDADE DO REGISTRO DO IMÓVEL DO EFEITO EX TUNC Ação de Nulidade e Cancelamento de Matrícula proposta pelo Estado do Pará, através do ITERPA 1. alega que a instância "a quo" rejeitou o pedido de reconhecimento da imunidade recíproca, que decorreria da procedência da ação 2001.1.0000053, que corre na Comarca de Igarapé Miri/PA, onde o Estado do Pará ataca o registro torrens, e consequentemente toda a cadeia dominial, do imóvel NIRF 5.458.8227, sob a alegação de que tal processo tem apenas decisão interlocutória impedindo qualquer registro ou averbação na matrícula cartorária, não havendo transito em julgado de decisão favorável ao Estado do Pará, que vindica as terras. 2. ressalta que ainda que o fisco não concorde com as suas argumentações, mister se faz a aplicação do principio da coerência e em especial da razoabilidade, posto que pendente a definitividade de quem tem a posse e/ou a propriedade não só, no seu caso, mas de dezenas de outros "pseudos" proprietários físicos e jurídicos como expostos nas suas razões de defesa. Assim e por tais razões o possível crédito tributário deve ser suspenso Fl. 47DF CARF MF Impresso em 28/05/2013 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/01/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 05/01/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 19/01/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10280.721819/200913 Acórdão n.º 2802001.212 S2TE02 Fl. 5 9 até o fim daquela ação judicial, pelo simples fato de que, uma vez procedente o feito, o Estado do Pará se tornará único dono do bem imóvel. 3. Assevera que não se olvide que se procedente a ação proposta pelo ITERPA, a sentença que advier é de cunho declaratório, cujos efeitos serão "ex tunc", alcançando e tornando nulo todos os registros e averbações na referida matrícula ocorridos após o registro torrens declarado nulo, inclusive o registro do contrato de compra e venda da Recorrente. • Do reconhecimento das áreas de reserva legal A Autoridade julgadora manteve a glosa das áreas de reserva legal declaradas.pela Recorrente na DIITR/2005, sob dois argumentos: Primeiro: "A primeira exigência averbação da área de reserva legal à margem da matrícula do imóvel no registro de imóveis competente de caráter específico, encontrase prevista originariamente, na Lei n° 4.771/1965 (Código Florestal), com redação dada pela Lei n° 7.803/1989, e foi mantida nas alterações posteriores. Desta forma, ao se reportar a essa lei ambiental, a Lei n° 9.393/1996, aplicada ao exercício em questão, está condicionado, implicitamente, a » não tributação das áreas de reserva legal à efetivação da averbação." Inicialmente cumpre esclarecer que a averbação da área de reserva legal na matrícula do imóvel tem o único efeito de tornar públicas as características ambientais do imóvel, que trazem restrições ao seu uso, ou seja, tratase apenas de uma obrigação para resguardar o direito de terceiros, e obrigação acessória, como prevista no artigo 113, parágrafo 2o do CTN, onde expressamente fica determinado que as obrigações acessórias devam ser instituídas pela legislação tributária, sendo certo que a Lei 4.771/65 não é legislação tributária. Assim, não há previsão legal para que a isenção do ITR incidente sobre áreas de reserva legais dependam de averbação dela na matrícula do imóvel. Não havendo previsão legal expressa determinando que seja condição "sine qua non" para reconhecimento da isenção em tela a averbação da reserva legal, a Autoridade julgadora de Primeira Instância contrariou a legislação em vigor, merecendo reforma a decisão, no que toca este fundamento. Segundo: "Além dessa primeira exigência (averbação tempestiva à margem da matrícula para a área de reserva legal), não comprovada pela requerente, também, se fazia necessário comprovar nos autos, para justificar a exclusão de tributação da declarada área de reserva legal de 8.000,00 ha, a protocolização tempestiva do Ato Declaratório Ambiental (ADA) do IBAMA. Essa exigência de caráter genérico, aplicada a qualquer área ambiental, seja de preservação permanente ou de utilização limitada (RPPN, Fl. 48DF CARF MF Impresso em 28/05/2013 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/01/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 05/01/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 19/01/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 10 Servidão Florestal, Área Imprestável/Declarada como de Interesse Ecológico ou de Reserva Legal), que advém desde o ITR/1997 (art. 10, § 4°, da IN/SRF n° 043/1997, como redação dada pelo art. 1o da IN/SRF n° 67/1997), para o exercício de 2005, encontrase prevista na IN/SRF n° 256/2002 (aplicada ao ITR/2002 e susbsequentes), no Decreto n° 4.382/2002 RITR (art. 10, § 3°, inciso I), tendo como fundamento o art. 170 da Lei n° 6.938/81. Em especial o caput e parágrafo 1o, cuja atual redação foi dada pelo art. 1o da Lei n° 10.165, de 27 de dezembro de 2000..." Vêse que a Autoridade julgadora "a quo" buscou validade para o lançamento atacado no parágrafo 1o do artigo 170 da Lei 6.938/81, que assim dispõe: "Art. 170. Os proprietários rurais que se beneficiarem com redução do valor do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR, com base em Ato Declaratório Ambiental ADA, deverão recolher ao IBAMA a importância prevista no item 3.11 do Anexo VII da Lei n° 9.960, de 29 de janeiro de 2000. a título de Taxa de Vistoria.(Redação dada pela Lei n° 10.165. de 2000) § 1 A utilização do ADA para efeito de redução do valor a pagar do ITR é obrigatória. (Redação dada pela Lei n° 10.165. de 2000)" Contudo, devese ter em mente duas coisas: a primeira; como já demonstrado, o citado parágrafo único do artigo 170, da Lei 6.938/81, não constitui uma obrigação acessória nos moldes do parágrafo 2o, do artigo 113, do CTN. Logo, o direito à isenção do ITR incidente sobre as áreas de reserva legal não está condicionado ao cumprimento de qualquer ato. Decorre unicamente do estado de fato das terras, isenção esta que já está definida e concedida pela legislação, como adiante se demonstrará. Segundo; ainda que se possa dar algum cunho de legislação tributária à norma acima citada, a exigência do referido ADA somente poderia recair sobre as áreas que seriam excluídas da tributação por iniciativa do contribuinte, áreas que não consistem em reserva legal, tais como servidão florestal, área imprestável, área de manejo florestal, enfim, qualquer porção de terreno que não esteja enquadrada nas características do inciso III, do parágrafo 2o, do artigo 1o, da Lei 4.771/65. De um modo mais simples, hipoteticamente, tomandose como verdadeira a premissa acima, poderia ser exigido o ADA para isenção de áreas que não configuram reserva legal, nos termos da legislação, onde a isenção decorreria da previsão legal, condicionada a algum ato do Poder Público. Contudo, as áreas de reserva legal estão isentas pela legislação já citada, sem qualquer necessidade de reconhecimento pelo Poder Estatal. Por outro lado, forte na redação do artigo 10 da Lei 9.393/96, que assim dispõe: Fl. 49DF CARF MF Impresso em 28/05/2013 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/01/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 05/01/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 19/01/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10280.721819/200913 Acórdão n.º 2802001.212 S2TE02 Fl. 6 11 "Art. 10. A apuração e o pagamento do ITR serão efetuados pelo contribuinte, independentemente de prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, sujeitandose a homologação posterior. § 1o Para os efeitos de apuração do ITR, considerarseá: I VTN, o valor do imóvel, excluídos os valores relativos a: a) construções, instalações e benfeitorias;] b) culturas permanentes e temporárias; c) pastagens cultivadas e melhoradas; d) florestas plantadas; II área tributável, a área total do imóvel, menos as áreas: a) de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei n° 4.771, de 15 de setembro de 1965, com a redação dada pela Lei n° 7.803, de 18 de julho de 1989; b) de interesse ecológico para a proteção dos ecossistemas, assim declaradas mediante ato do órgão competente, federal ou estadual, e que ampliem as restrições de uso previstas na alínea anterior; c) comprovadamente imprestáveis para qualquer exploração agrícola, pecuária, granjeira agrícola ou florestal, declaradas de interesse ecológico mediante ato do órgão competente, federal ou estadual; d) sob regime de servidão florestal ou ambiental; (Redação dada pela Lei n° 11.428. de 2006); Fl. 50DF CARF MF Impresso em 28/05/2013 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/01/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 05/01/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 19/01/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 12 e) cobertas por florestas nativas, primárias ou secundárias em estágio médio ou avançado de regeneração; (Incluído pela Lei n° 11.428, de 2006). f) alagadas para fins de constituição de reservatório de usinas hidrelétricas autorizada pelo poder público. (Incluído pela Lei n° 11.727, de 2008)" Ou seja, a legislação que determinou que o ITR fosse apurado e recolhido por iniciativa do próprio contribuinte, sem qualquer intervenção estatal. Assim, vêse que não há qualquer possibilidade de interpretação conjunta da Lei 6.938/81 com a Lei 9.393/96, uma vez que esta última está inserida no arcabouço da legislação tributária, enquanto a primeira não pertence a este campo, estando localizada no campo do direito ambiental. São sistemas legislativos diferentes, que buscam validade em locais diferentes da Constituição Federal. Logo, o artigo 10°, da Lei 9.393/96, deve ser interpretado de forma literal, e sem intervenção de qualquer outra norma legal. Assim, a decisão guerreada ao dar validade jurídica ao lançamento impugnado, através do disposto do artigo 170 da Lei 6.938/81, fugiu dos preceitos normativos e da interpretação jurídica acima exposta, devendo ser reformada para que seja corretamente aplicado o artigo 10, da Lei 9.393/96, e via de consequência anular a glosa das áreas de reserva legal, bem como do imposto lançado de ofício, juros de mora e multa de ofício estampados na Notificação de Lançamento 02101/00161/2009. A recorrente insiste na argumentação de que a falta do ADA não é fundamento legal para a glosa das áreas de reserva legal. Para reforçar sua defesa transcreve vasta jurisprudência desse Conselho. • Do valor da terra nua (VTN Ratifica as razões apresentadas na impugnação e , requer que seja reformada a decisão, para manter o VTN declarado. Acaso não seja este o entendimento desta Seção de Julgamento, que seja determinado o retorno da Notificação de Lançamento para Autoridade Fiscal, para que seja arbitrado conforme diretrizes da ABNT. É o relatório. Voto Conselheira Dayse Fernandes Leite O recurso de fls. 199 a 209 é tempestivo, consoante o cotejo do AR – Aviso de Recebimento de fl. 198 protocolo de recepção aposto à fl. 199. Estando dotado, ainda, dos demais requisitos formais de admissibilidade, dele conheço. Em análise do argüido, observase que a defesa está centrada na preliminar de ilegitimidade passiva, No mérito, alega que as exigências para gozo da isenção das áreas de Fl. 51DF CARF MF Impresso em 28/05/2013 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/01/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 05/01/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 19/01/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10280.721819/200913 Acórdão n.º 2802001.212 S2TE02 Fl. 7 13 interesse ambiental declarada estariam prejudicadas face a existência de decisão judicial e, caso seja mantido o lançamento, requer a revisão do VTN arbitrado pela fiscalização. De se analisar cada uma dessas questões. • Sujeição passiva O objeto do presente processo é a Notificação de Lançamento que diz respeito a imposto a propriedade territorial rural (ITR), referente ao imóvel denominado FAZENDA JAMEF X, localizado no Município de MOJU (PA), no exercício 2005, em face da glosa de valores apresentados na declaração do tributo, por falta de comprovação, mediante documentação hábil e idônea das informações prestadas na declaração do ITR, a titulo de: i) Área de Utilização Limitada — Reserva Legal 7.400,00 ha para 0,00 há 1 processo judicial alegado pela empresa ainda não transitou em julgado Comarca de Igarapé Miri n° 2001.1.0000053.ii) Valor da Terra Nua — de R$ 12.000,00 (RS 1,62/ha) estava subavaliado e com base no Sistema de Preços de Terras (SIPT), instituído pela Receita Federal arbitrou em R$ 454.878,00 (R$ 61,47/ha). Consequentemente elevou a área tributável/área aproveitável e o VTN tributável, resultando o imposto suplementar de R$90.965,60, • Primeiramente, alega o recorrente não que, apesar de lavrado o contrato de compra e venda no Cartório do 2º. Ofício de Notas da Comarca de Belém do Pará, a impugnante nunca registrou na Matrícula do Imóvel a aquisição, por impossibilidade jurídica e/ou por ordem judicial, lembrando que a titularidade, ou seja, o domínio só se transfere com o registro no Cartório de Registro de Imóveis, logo, ao tempo dos lançamentos, não era proprietária do imóvel; • Não tomou posse, sequer a título precário, nunca tendo exercido o domínio útil do imóvel; • em 2001, o Instituto de Terras do Pará (ITERPA) ajuizou perante a Comarca de IgarapéMiri ação de nulidade e cancelamento de matrícula, transcrições e averbações da propriedade, na qual foi deferida antecipação de tutela para que não houvesse mais qualquer anotação na matrícula desde a aquisição originária em 1967; Importante esclarecer que na notificação fiscal consta como Complemento da Descrição dos Fatos e ENQUADRAMENTO LEGAL que os valores apurados neste Lançamento de Oficio decorrem da falta de: ................................................................................ O processo judicial alegado pela empresa ainda não transitou em julgado (Comarca de Igarapé Miri n° 2001.1.0000053). (fls.2 arquivo 6534095) A decisão de primeira instância julga procedente o lançamento sob a fundamentação de que: “Como não há nos autos a comprovação do cancelando, ou da anulação, do registro, às fls. 87 e verso e 98 e verso, o Fl. 52DF CARF MF Impresso em 28/05/2013 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/01/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 05/01/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 19/01/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 14 Registro continua produzindo seus efeitos a teor do art. 252 da Lei n° 6.015/1973, verbis: "Art 252 O registro, enquanto não cancelado, produz todos os efeitos lesais ainda que, por outra maneira, se prove que o título está desfeito, anulado, extinto ou rescindido ". (grifei) Assim, não comprovado que a contribuinte perdeu a propriedade do imóvel de NIRF n° 5.548.8227, por meio de Decisão Judicial transitada em julgado, conforme, inclusive, mencionado na "Descrição dos Fatos" pela autoridade autuante, às fls. 02, não há como afastar, pelos documentos constantes dos autos, a responsabilidade da contribuinte pelo ITR, relativo ao exercício de 2005, já que a mesma é a proprietária do imóvel à época do fato gerador do ITR/2005 01.01.2005). período objeto do presente processo, razão pela qual, inclusive, foi apresentada, em seu nome, a DITR correspondente.” Por sua vez a recorrente apresenta às fls. 110 a 161 , documentos relativos ao processo 2001.1.0000053, citado na Notificação de Lançamento Suplementar. Em pesquisa realizada na rede mundial de computadores internet, no site: http://200.217.195.100/consultasProcessuais/1grau/, dia 22 de novembro de 2011, às 20:52 horas, verifiquei que o processo recebeu nova numeração 000003279.2001.814.0022, e encontrase na situação BAIXADO, com o seguinte despacho: “ DECISÃO INTERLOCUTÓRIA Tratam os presentes autos de Ação de anulação de Registro Público de Imóvel proposta pelo Instituto de Terras do Para contra Manoel Francisco da Paz. Observase que o feito tem como causa de pedir o cancelamento do registro de imóvel rural localizado a margem esquerda do Rio Moju, no Município de Moju com matrícula no Cartório de Registro de Imóveis desta Comarca, conforme documentos de fls.22 a 32. Nos termos do art. 167 da Constituição Estadual e o art. 2º da Resolução no. 18/2005 do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Para, o Juízo competente para conhecer do pedido é o da Vara Agrária. Posto isto, com fulcro no art. 113 do Código de Processo Civil e na legislação acima referida, declino da competência e determino a remessa dos autos a Vara Agrária de Castanhal, competente para exame e julgamento do feito, nos termos da Resolução nº. 21/2003, item I, número 41 do TJE. Intimemse as partes. Decorrido o prazo para eventual recurso, o que o cartório certificarão, remetamse os autos a Vara Agrária de Castanhal, dando baixa na distribuição. Fl. 53DF CARF MF Impresso em 28/05/2013 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/01/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 05/01/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 19/01/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10280.721819/200913 Acórdão n.º 2802001.212 S2TE02 Fl. 8 15 IgarapéMiri, 10 de setembro de 2007. Ana Patrícia Nunes Alves Fernandes Juíza de Direito” Como se vê, a informação que consta nos autos (fls. 112) é que o Processo 2001,1.0000053, foi baixado, e o Juiz determinou a sua remessa a Vara Agrária de Castanhal, que é competente para exame e julgamento do feito, nos termos da Resolução nº. 21/2003, item I, número 41 do TJE. É sabido que o contribuinte do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR "é o proprietário de imóvel rural, o titular de seu domínio útil ou o seu possuidor a qualquer título" (art. 41 da Lei nº 9.393, de 19 de dezembro de 1996). A Instrução Normativa SRF nº. 73, de l8 de julho de 2000, esclarece ainda que (grifei): Art. 4° Contribuinte do 1TR é I — o proprietário de imóvel rural; II— o titular do domínio útil; III— o possuidor por usufruto; e IV— o possuidor a qualquer titulo. § 1º É titular do domínio útil aquele que adquiriu o imóvel rural por enfiteuse ou aforamento. § 2º Para efeito do ITR, é possuidor a qualquer título aquele que tem a posse do imóvel. I — com justo título e boafé, 11— sem oposição, independentemente de Justa título e boafé, 111— por ocupação autorizada, ou não, pelo Poder Público; ou IV — por promessa ou compromisso particular de compra e venda. Por sua vez, o fato gerador do ITR ocorre em 1º de janeiro de cada ano (art. da Lei nº 9.393 de 1996), ou seja, para o exercício 2005, é o dia 01/01/2005. Assim, o fato de os registros de propriedade terem sido anulados ou não, pela decisão judicial não tem o condão de afastar a recorrente do pólo passivo da obrigação tributária. Isso porque, independentemente de a contribuinte ser a legítima proprietária do imóvel rural em questão, ficou demonstrado que ela era possuidora a qualquer título do mesmo, ainda que de forma irregular, à época do fato gerador (01/01/2005), explorandoo Fl. 54DF CARF MF Impresso em 28/05/2013 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/01/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 05/01/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 19/01/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 16 economicamente e, portanto, nos termos da legislação que rege a matéria, ela era a contribuinte do ITR. Destarte, rejeitase a preliminar de ilegitimidade passiva. • Área de reserva legal No tocante à Área Utilização Limitada — Reserva Legal, o lançamento se animou no fato de que o agente fiscal considerou não ter o sujeito passivo apresentado documentação de respaldo para a exclusão daquela área da base de cálculo do tributo. Não se discute nos autos sobre o cancelamento do registro da matrícula do imóvel de propriedade da recorrente objeto do presente lançamento, uma vez que, conforme já esclarecido no item anterior, é irrelevante a existência de título legítimo de propriedade, já que foi caracterizada como contribuinte do ITR por estar comprovado nos autos que detinha a posse do imóvel rural na data do fato gerador (01/01/2005), mesmo que sem autorização do Poder Público. Para que esteja devidamente formalizada, à luz do ordenamento jurídico brasileiro, a Área de Utilização Limitada — Reserva Legal deve estar devidamente averbada no registro imobiliário. Entretanto, em relação à da reserva legal, existe ainda condição a ser cumprida para que a contribuinte possa gozar do beneficio da isenção, sendo oportuno transcrever o art. 10, § 1º, inciso II, alínea "a", da Lei nº. 9.393, de 1996, verbis: Art. 10.[...] § 1º Para os efeitos de apuração do ITR, considerarseá.. [...] II área tributável, a área total do imóvel,menos as áreas: a) de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, com a redação dada pela Lei nº. 7 803, de 18 de julho de 1989; [...] A lei tributária reportase ao Código Florestal (Lei nº. 4.771, de 15 de setembro de 1965), no qual se deve buscar a definição de reserva legal (art. 1º, § 2º, inciso III): Art. 1º [...] § 2º Para os efeitos deste Código, entendese por (Incluído pela Medida Provisória nº.16667, de 2001) [...] III Reserva Legal: área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural, excetuada a de preservação permanente, necessária ao uso sustentável dos recursos naturais, à conservação e reabilitação dos processos ecológicos, à conservação da biodiversidade e ao abrigo e proteção de fauna e Fl. 55DF CARF MF Impresso em 28/05/2013 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/01/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 05/01/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 19/01/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10280.721819/200913 Acórdão n.º 2802001.212 S2TE02 Fl. 9 17 flora nativas, (Incluído pela Medida Provisória nº 16667, de 2001) [...] O mandamento que determinou a averbação da área de Reserva Legal à margem da inscrição de matrícula do imóvel, no registro de imóveis competente, foi inserido no § 8°, do artigo 16 da Lei n° 4:771, de 15/0911965 o chamado Código Florestal, pelo artigo 1° da Medida Provisória nº.16667, de 24/08/2001, litteris: Art. 16 As florestas e outras formas de vegetação nativa, ressalvadas as situadas em área de preservação permanente, assim como aquelas não sujeitas ao regime de utilização limitada ou objeto de legislação especifica, são suscetíveis de supressão, desde que sejam manadas, a título de reserva legal, no mínimo: (...) §8º A área de reserva legal deve ser averbada à margem da inscrição de matrícula do imóvel, no registro de imóveis competente, sendo vedada a alteração de sua destinação, nos casos de transmissão, a qualquer título, de desmembramento ou de retificação da área, com as exceções previstas neste Código. (destaques da transcrição) Por oportuno, cabe ressaltar que a averbação de determinada área imobiliária como reserva legal não se trata de formalidade, mas sim de ato constitutivo, vez que modifica o direito real sobre o imóvel, conforme determina o artigo 1.227 do Código Civil: Art. 1.227 Os direitos reais sobre imóveis constituídos, ou transmitidos por atos entre vivos, só se adquirem com o registro no Cartório de Registro de Imóveis dos referidos títulos (arts 1.245 a 1.247), salvo os casos expressos neste Código. O Código Florestal define, ainda, percentuais mínimos da propriedade rural que devem ser destinados à reserva legal, para cada região do país (art. 16, incisos I a IV), assim como determina que a referida área seja averbada à margem da inscrição da matricula do imóvel no Cartório de Registro de Imóveis (art., 16, § 8º). Como se percebe, diferentemente da área de preservação permanente, em que a demarcação de tais áreas encontrase na lei ou em declaração do Poder Público, no caso da reserva legal, a lei fixa apenas percentuais mínimos a serem observados, cabendo ao proprietário/possuidor escolher qual área de sua propriedade será reservada para proteção ambiental. A simples observância dos percentuais mínimos estabelecidos na lei não garante o beneficio fiscal, pois somente com a averbação delimitase a área de reserva legal Fl. 56DF CARF MF Impresso em 28/05/2013 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/01/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 05/01/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 19/01/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 18 sobre a qual passa a ser vedada qualquer alteração na "sua destinação, nos casos de transmissão, a qualquer título, de desmembramento ou de retificação da área" (art. 16, § 8º, do Código Florestal). Convém lembrar, ainda, que "os direitos reais sobre imóveis constituídos, ou transmitidos por atos entre vivos, só se adquirem com o registro no Cartório de Registro de Imóveis dos referidos títulos (arts, 1.245 a 1.247), salvo os casos expressos neste Código" (art. 1.227 do Código Civil). Assim, somente a partir da averbação da reserva legal no Cartório de Registro de Imóveis é que o uso da área corresponde fica restrito às normas ambientais, alterando o direito de propriedade e influindo diretamente no seu valor. Não se trata, portanto, de mera formalidade, mas verdadeiro ato constitutivo. O entendimento acima exposto já foi defendido com muita propriedade no julgamento do Mandado de Segurança n° 226889/PB, no Supremo Tribunal Federal — STF (publicado no Diário de Justiça de 28/04/2000), pelo Ministro Sepúlveda Pertence, que a seguir transcrevese: A questão, portanto, é saber, a despeito de não averbada se a área correspondente à reserva legal deveria ter sido excluída da área aproveitável total do imóvel para fins de apuração da sua produtividade nos termos do art 6°, caput, parágrafo, da Lei 8.629/93, tendo em vista o disposto no art 10, IV dessa Lei de Reforma Agrária. Diz o art. 10. Art. 10 Para efeito do que dispõe esta lei, consideramse não aproveitáveis: (...) IV as áreas de efetiva preservação permanente e demais áreas. protegidas por legislação relativa à conservação dos recursos naturais e à preservação do meio ambiente. Entendo que esse dispositivo não se refere a uma fração ideal do imóvel, mas as áreas identificadas ou identificáveis. Desde que sejam conhecidas as áreas de efetiva preservação permanente e as protegidas pela legislação ambiental devem ser tidas como aproveitadas. Assim, por exemplo, as matas chiares, as nascentes, as margens de cursos de água, as áreas de encosta,os manguezais. A reserva legal não é uma abstração matemática. Há de ser entendida como zuna parte determinada do imóvel. Sem que esteja identificada, não é possível saber se o proprietário vem cumprindo as obri8gações positivas e negativas que a legislação ambiental lhe impõe. Por outro lado, se sabe onde concretamente se encontra a reserva, se ela não foi medida e demarcada, em caso de divisão ou desmembramento de imóvel, o que dos novos Fl. 57DF CARF MF Impresso em 28/05/2013 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/01/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 05/01/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 19/01/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10280.721819/200913 Acórdão n.º 2802001.212 S2TE02 Fl. 10 19 proprietários só estaria obrigado por a preservar vinte cento da sua parte. Desse modo, a cada nova divisão ou desmembramento, haveria uma diminuição do tamanho da reserva, proporcional à diminuição do tamanho do imóvel, com o que restaria frustrada a proibição da mudança de sua destinação nos casos de transmissão a qualquer título ou de desmembramento, que a lei florestal prescreve Estou assim em que, sem a averbação determinada pelo § 2º. do art. 16 da Lei n° 4 771/65, não existe a reserva legal. (os destaques não constam do original) Quanto ao prazo para o cumprimento dessa exigência específica, cabe lembrar que o lançamento reportase à data de ocorrência do fato gerador da obrigação, conforme disposto no art. 144 do CTN, e que fato gerador do ITR o dia 12 de janeiro de cada ano (o art. 1 , caput, da Lei nº.9393, de 1996). Dessa forma, concluise que a averbação da área de reserva legal à margem da matrícula do imóvel deve ser efetivada até a data do fato gerador da obrigação tributária, para fins de isenção do ITR correspondente. No caso dos autos, a contribuinte não comprovou a averbação da reserva legal à margem da matrícula do imóvel à época do fato gerador nem tampouco apresentou Termo de Ajustamento de Conduta firmado até aquela data, razão pela qual mantémse a glosa efetuada. Destarte, na espécie, não cabe excluir qualquer área ambiental declarada do ITR/2005, para efeitos de exclusão de tributação, mantendose a glosa da área de reserva legal declarada de 7.400,0 há efetuada pela fiscalização. • Valor da terra nua O art, 14, caput e §1º., da Lei nº.9.393, de 19 de dezembro de 1996, autoriza a Receita Federal, no caso de falta de entrega de declaração ou de subavaliação, fixar o valor da terra nua com base em sistema por ela instituído, utilizando informações sobre preços de terras que deverão considerar os levantamentos realizados pelas Secretarias de Agricultura das Unidades Federadas ou dos Municípios, observados os critérios estabelecidos no art. 12, 1º, inciso II, da Lei nº. 8.629, de 25 de fevereiro de 1993. Nesse contexto, foi aprovado o Sistema de Preços de Terras da Secretaria da Receita Federal SIPT, pela Portaria SRF nº. 447, de 28 de março de 2002, alimentado com os valores de terras e demais dados recebidos das Secretarias de Agricultura ou entidades correlatas, e com os valores de terra nua da base de declarações do ITR (art. 3º da Portaria SRF nº 447, de 2002). No caso em concreto, a fiscalização arbitrou o VTN com base em informação fornecida pela Secretaria Estadual de Agricultura extraído do SIPT (fl. 2), A simples correção do valor de aquisição, como pretende a recorrente, não serve para fins de determinação do VTN, uma vez que o art, 8º, § 2º, da Lei nº 9,393, de 1996, determina que o VTN "refletirá o preço de mercado de terras, apurado em 1º de janeiro do Fl. 58DF CARF MF Impresso em 28/05/2013 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/01/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 05/01/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 19/01/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 20 ano a que se referir o DIAT, e será considerado autoavaliação da terra nua a preço de mercado", Para se contrapor ao valor arbitrado com base no SIPT, deve o contribuinte apresentar Laudo Técnico de Avaliação, com suficientes elementos de convicção, elaborado por profissional habilitado. É sabido que as vistorias, perícias, avaliações e arbitramentos relativos a imóveis rurais são atividades de competência dos engenheiros agrônomos e florestais, que devem ser objeto de Anotação de Responsabilidade Técnica — ART para sua plena validade (Arts. 7º e 13 da Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966, c/c o disposto na Resolução nº. 345, de 27 de junho de 1990, e na Resolução nº 218, de 29 de junho de 1973, ambas do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia — CONFEA), De acordo com a Resolução CONFEA nº 345, de 1990, que dispõe sobre as atividades de Engenharia de Avaliações e Perícias de Engenharia, a avaliação "é a atividade que envolve a determinação técnica do valor qualitativo ou monetário de um bem, de um direito ou de um empreendimento" e o laudo "é a peça na qual o perito, profissional habitado, relata o que observou e dá as suas conclusões ou avalia o valor de coisas ou direitos, fundamentalmente "(art. 1º, alíneas "c" e "e"), Na elaboração dos Laudos Técnicos, os profissionais devem observar, ainda, os requisitos das normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas — ABNT, que regem a matéria (no caso da avaliação dos imóveis rurais, a NBR 1465.33). Outrossim, o Laudo de Avaliação de imóvel rural para fins de determinação do VTN a ser utilizado no cálculo do ITR deve ter como objetivo o preço de mercado da terra na data do fato gerador (art. 8, §2º, da Lei Nº 9393, de 1996), apurado de acordo os critérios de localização do imóvel, capacidade potencial da terra e dimensão do imóvel (art. 14, § 1º, da Lei nº. 9.393, de 1996). Conjugandose as exigências da legislação tributária com as prescrições da NBR 146533, os Laudos Técnicos de Avaliação para fins de determinação do VTN tem como requisitos principais: (a) a identificação e caracterização do imóvel avaliando, em que se descreve os aspectos relevantes na formação do valor; (b) a pesquisa realizada, com a identificação das fontes e descrição dos imóveis da amostra coletada (no mínimo 5 elementos); (c) a escolha e justificativa do método de avaliação utilizado; e (d) a memória de cálculo do tratamento dos dados. No caso em concreto, não houve a apresentação de laudo para justificar o valor declarado e, portanto, mantémse o arbitramento do VTN efetuado pela fiscalização. Conclusão Diante do exposto, voto por REJEITAR a preliminar de ilegitimidade passiva suscitada pela recorrente e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso. Sala das Sessões, 30 de novembro de 2011. (assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite Relatora Fl. 59DF CARF MF Impresso em 28/05/2013 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/01/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 05/01/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 19/01/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10280.721819/200913 Acórdão n.º 2802001.212 S2TE02 Fl. 11 21 Fl. 60DF CARF MF Impresso em 28/05/2013 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/01/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 05/01/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 19/01/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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Numero do processo: 11080.008251/2007-91
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 02 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Fri Sep 18 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/02/2004 a 31/01/2007
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. CONCOMITÂNCIA COM AÇÃO JUDICIAL.
Súmula CARF nº 1: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial.
INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI . SÚMULA CARF Nº 2
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária
Numero da decisão: 2301-007.820
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso.
(documento assinado digitalmente)
Sheila Aires Cartaxo Gomes - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Cleber Ferreira Nunes Leite - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Joao Mauricio Vital, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Fernanda Melo Leal, Paulo Cesar Macedo Pessoa, Leticia Lacerda de Castro, Mauricio Dalri Timm do Valle, Sheila Aires Cartaxo Gomes (Presidente)
Nome do relator: CLEBER FERREIRA NUNES LEITE
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ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/2004 a 31/01/2007 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. CONCOMITÂNCIA COM AÇÃO JUDICIAL. Súmula CARF nº 1: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI . SÚMULA CARF Nº 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso. (documento assinado digitalmente) Sheila Aires Cartaxo Gomes - Presidente (documento assinado digitalmente) Cleber Ferreira Nunes Leite - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Joao Mauricio Vital, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Fernanda Melo Leal, Paulo Cesar Macedo Pessoa, Leticia Lacerda de Castro, Mauricio Dalri Timm do Valle, Sheila Aires Cartaxo Gomes (Presidente)
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CONCOMITÂNCIA COM AÇÃO JUDICIAL. Súmula CARF nº 1: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI . SÚMULA CARF Nº 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso. (documento assinado digitalmente) Sheila Aires Cartaxo Gomes - Presidente (documento assinado digitalmente) Cleber Ferreira Nunes Leite - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Joao Mauricio Vital, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Fernanda Melo Leal, Paulo Cesar Macedo Pessoa, Leticia Lacerda de Castro, Mauricio Dalri Timm do Valle, Sheila Aires Cartaxo Gomes (Presidente) Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 08 0. 00 82 51 /2 00 7- 91 Fl. 157DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 2301-007.820 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11080.008251/2007-91 Por bem descrever os fatos, adota-se e transcreve-se o relatório do acórdão recorrido: Trata-se de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito - NFLD lavrada em 14 de junho de 2007 , em procedimento fiscal estabelecido conforme mandado de fls.64, da qual o interessado tomou conhecimento na mesma data, apresentando impugnação em 13/07/2007. O Auditor Fiscal em seu relatório de fis 68 informa, em síntese que: 1 - O sujeito passivo tem como atividade econômica o ensino médio e está enquadrado no Código de Atividade Econômica - CNAE 85.20-1 - 00 e no fundo de Previdência e Assistência Social - FPAS 574. 2 - Os créditos constituídos destinam-se à: Previdência Social e referem- se às: Contribuições da empresa sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas aos segurados empregados e contribuintes individuais Contribuições da empresa sobre o valor tributável das notas fiscais pagas à cooperativa de trabalho Contribuições da empresa para o financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas aos segurados empregados Outras Entidades e Fundos (FNDE, INCRA, SESC e SEBRAE) e referem-se à: Contribuições da empresa sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas aos segurados empregados. - os fatos geradores foram levantados nas folhas de pagamento, nas Guias de Recolhimento do fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social - GFIP e nos Livros Diário e Razão. - A NFLD compõe-se dos seguintes levantamentos: FDP - Remuneração dos segurados empregados e contribuintes individuais, mais contribuições sobre notas fiscais pagas à cooperativa de trabalho, lançadas em folhas de pagamento e na contabilidade no período de 02/2004 à 01/2007 DAL - Diferenças De acréscimos legais, em Guias da Previdência Social recolhidas em atraso no período de 04/2006 à 12/2006. - A empresa efetuou a entrega da GFIP antes da constituição do crédito, beneficiando-se da redução da multa, conforme previsão legal, em relação ao levantamento FDP Fl. 158DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 2301-007.820 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11080.008251/2007-91 As bases de cálculo, as contribuições lançadas, as deduções efetuadas a título de Salário Família, Salário Maternidade, os créditos considerados e as alíquotas aplicadas, encontram-se discriminados, por levantamento e competência no anexo Discriminativo Analítico do Débito - DAD , tendo sido glosados valores a título de compensação que a empresa considerou no cálculo das contribuições patronais devidas nas GFIP. E os fundamentos legais no anexo Fundamentos Legais do Débito - FLD 7 - foram lavrados no mesmo procedimento fiscal os Autos de Infração números 37.095.708-3 e 37.095.707-5 por apresentação da GFIP com valores indevidos nos campos "compensações" e deixar de incluir na mesma valor das faturas de cooperativas, bem como erro no campo "outras entidades". A empresa em impugnação assinada por seus procurados, constituídos conforme documento de fls. 85, protesta contra o lançamento do crédito, alegando , em síntese, que: É indevida a presente NFLD em razão de possuir imunidade tributária pois preenche todos os requisitos para tanto; Neste sentido ingressou na justiça com Ação Declaratória de Inexigibilidade Cumulada com Repetição de Indébito, pleiteando a imunidade sobre contribuições previdenciárias (processo sob o n° 2000.71.00.018983-6), tendo sido seu pedido acolhido em primeira instância e que o processo encontra-se, atualmente, com trâmite no Superior Tribunal de Justiça, motivo pelo qual entende que a NFLD não pode ser exigida.; A partir da análise dos valores de juros e multas contidos no Discriminativo Sintético de Débito , que representam em seu total 40% do débito originário, depara-se com o caráter nitidamente confiscatório da cobrança o que implica negação do direito de propriedade, constitucionalmente garantido no inciso XXII do art. 5 o da CF bem como enriquecimento ilícito da Receita Federal que se utiliza multas exorbitantes contra contribuintes em mora e compromete o futuro da impugnante , que tem como atividade econômica o ensino ,médio acresentando que a jurisprudência do STF é pacífica no mesmo entendimento transcrevendo ementas para fundamentar o alegado. Pelo exposto requer a nulidade da presente NFLD e a intimação de todos os atos do processo administrativo instaurado na pessoa dos Drs. Thiago Rafael Vieira e Marcelo Poestch Ferreira. Tendo em vista a Portaria 11.139, de 15/10/2007 os autos foram encaminhados para julgamento para esta DRJ/BHE/MG. Em face da existência de ação judicial, conforme informado na impugnação, os autos seguiram em diligência para à DRF de origem para Fl. 159DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 2301-007.820 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11080.008251/2007-91 pesquisa e informação quanto a identidade entre o pedido formulado em juízo e a defesa objeto desta NFLD. Em atendimento a diligência solicitada informou a Auditora fiscal do Serviço de Controle e Acompanhamento Tributário -SECAT de Porto Alegre que: Conforme informação de fls. a sentença julgou procedente o pedido para determinar a abstenção de cobrança de contribuição social (quota patronal) e contribuição incidente sobre a remuneração de administradores e autônomos e demais encargos inexigíveis em face da imunidade. A Autora postulou o e conhecimento do direito à repetição do indébito dos recolhimentos indevidos As partes apelaram da sentença, a autora, contra a determinação de compensação do crédito com limitação de percentuais, fls. 109 e ss; Foi proferido acórdão que entendeu não demonstrada a condição de entidade beneficente da parte autora, nos termos das disposições do artigo 55 da Lei 8.212/91 (redação anterior à Lei 9.732/98) deixando de reconhecer-lhe a aplicabilidade da regra de imunidade contida no artigo 195, § 7 o , da CF/88. A autora embargou o acórdão, o qual foi rejeitado, fls. 100; Não foi admitido recurso extraordinário, conforme decisão de fls. 102; Interposto Agravo Instr. Decisão Denegatoria de Rec. Extraordinário n° 2004.04.01.046602-7 foi remetido ao supremo Tribunal Federal, não sendo provido conforme decisão de fls. 105/107; Há identidade entre o objeto da ação judicial e a NFLD 37.095.709-1. No acórdão, a DRJ tendo verificado que há identidade entre o objeto da ação judicial e a NFLD 37.095.709-1, reconheceu a concomitância, e delimitou o objeto da lide da seguinte forma: Constatada a identidade entre o objeto da ação judicial e a presente Notificação fica o conhecimento da impugnação restrito ao argumento que contesta os juros e multas aplicados sobre o valor original do débito ora lançado, e daquele já recolhido sem os acréscimo devidos, por tratar- se de matéria diferenciada daquela discutida em juízo. Ao final, a DRJ, considerou a impugnação improcedente Inconformada, a empresa apresentou recurso voluntário com as mesmas alegações da impugnação. É o relatório Voto Fl. 160DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 2301-007.820 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11080.008251/2007-91 Conselheiro Cleber Ferreira Nunes Leite, Relator. O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Da Delimitação do Objeto da Lide O lançamento foi efetuado com fins de prevenir a decadência, quando ao mesmo tempo, existia a Ação Declaratória de Inexigibilidade nº 2000.71.00.018983-6, na qual a Contribuinte almeja eximir-se da obrigação de recolher as contribuições previdenciárias patronais, alegando ser entidade imune nos termos do 150, VI, "c", c/c art. 195, § 7º e do artigo 14 do Código Tributário Nacional. Conforme o relatório de fls 118-119, não resta dúvidas no sentido de que a Contribuinte submeteu ao Poder Judiciário a discussão acerca da contribuição previdenciária patronal Portanto constata-se que a recorrente ajuizou ação com o mesmo objeto do presente recurso, restando para ser apreciado, o argumento que contesta os juros e multas aplicados sobre o valor original do débito A questão da concomitância entre ação judicial e processo administrativo, versando sobre o mesmo objeto, encontra-se sumulada, inclusive: Súmula CARF nº 1: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Quanto aos acréscimos legais incidentes sobre os valores originais temos que a empresa, em sua defesa, pretende questionar a legalidade da aplicação dos juros e da multa, alegando irrazoabilidade, desproporcionalidade e o caráter eminentemente confiscatório das multas e dos juros aplicados no presente caso. Vê-se do arrazoado da recorrente, que a mesma requer que o CARF manifeste-se sobre a inconstitucionalidade/ilegalidade de lei tributária, que é matéria reservada ao judiciários, nos termos da Súmula CARF nº 02. Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Ante o exposto, voto por não conhecer do recurso (documento assinado digitalmente) Cleber Ferreira Nunes Leite Fl. 161DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 2301-007.820 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11080.008251/2007-91 Fl. 162DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 10865.909062/2009-17
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 24 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 31/01/2005
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE.
Os Embargos de Declaração são modalidade recursal de integração e objetivam, tão-somente, sanar contradição entre sua fundamentação e a parte dispositiva, de maneira a permitir o exato conhecimento do teor do julgado.
Embargos Acolhidos
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3803-002.734
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração do contribuinte, rerratificando o Acórdão n- 3803-002.116, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 31/01/2005 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE. Os Embargos de Declaração são modalidade recursal de integração e objetivam, tãosomente, sanar contradição entre sua fundamentação e a parte dispositiva, de maneira a permitir o exato conhecimento do teor do julgado. Embargos Acolhidos Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração do contribuinte, rerratificando o Acórdão nº 3803002.116, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira , Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório Fl. 90DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN 2 ITAIQUARA ALIMENTOS S.A. formulou, em 23 de janeiro de 2012, os Embargos de Declaração de fls. s/nº, contra o Acórdão nº 3803002.116, de 7 de novembro de 2011, fls. 53 a 55, assim ementado: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 31/01/2005 Ementa: COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza. Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 31/01/2005 ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Invocando o art. 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 – RICARF, a embargante acusa a decisão embargada de incorrer em contradição ao tomar como base de decidir os fundamentos da decisão recorrida, que são distintos dos levantados na fundamentação da decisão embargada. Requer ainda reconsideração do indeferimento do pedido de sobrestamento do julgamento. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. s/nº merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão nº 3803002.116, de 7 de novembro de 2011. Nos termos do art. 65 do RICARF, cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual deveria pronunciarse a Turma. Contradição Compulsando o voto condutor da decisão embargada, constato que dele constou, sob o título “Conclusão”, o que segue: Conclusão Fl. 91DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10865.909062/200917 Acórdão n.º 380302.734 S3TE03 Fl. 3 3 Nada a reparar na decisão recorrida, cujos fundamentos, forte no § 1º do art. 50 da Lei nº 9.784, de 1999, passam a fazer parte integrante desse voto. Nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 7 de novembro de 2011 Alexandre Kern Há que se dar razão à Embargante. Com a locução recém transcrita, o Acórdão embargado findou por encampar os fundamentos levantados pela decisão de primeira instância, sem, contudo ter discorrido sobre eles em sua fundamentação, limitandose a analisar a questão sob a ótica probatória. Nesse sentido, portanto, entendo que a contradição deve ser sanada pela via dos presentes declaratórios. A contradição é meramente aparente. Na verdade, a fórmula empregada na conclusão do voto condutor da decisão embargada não deveria dele constar, tratandose de erro manifesto na formalização do acórdão. Assim, retifico a decisão embargada, cuja conclusão passa a ser, simplesmente, a que segue: Conclusão Em face dessas considerações, nego provimento ao recurso. Pedido de reconsideração do indeferimento do pedido de sobrestamento A propósito do pedido de reconsideração, recorro à doutrina Humberto Theodoro Junior1 (2004, p. 560), que leciona que os Embargos de Declaração têm como pressuposto de admissibilidade a existência de obscuridade, contradição ou omissão na sentença produzida. E que, em qualquer caso, a substância da sentença será mantida, uma vez que tais embargos não visam à reforma do acórdão ou da sentença. Admitese a hipótese de alguma alteração no conteúdo do julgado, sem, entretanto, ocasionar um novo julgamento da causa, haja vista não ser esta a função desse remédio recursal. A jurisprudência não destoa: A omissão e a contradição que autorizam a oposição de embargos de declaração têm conotação precisa: a primeira ocorre quando, devendo se pronunciar sobre determinado ponto, o julgado deixa de fazêlo, e a segunda, quando o acórdão manifesta incoerência interna, prejudicandolhe a racionalidade. Não constitui omissão o modo como, do ponto de vista da parte, o acórdão deveria ter decidido, nem contradição o que, no julgado, lhe contraria os interesses.” (Edcl em REsp 56.201BA, Rel. Min. Ari Pargendler, DJU de 09.09.96, p. 32346) 1 THEODORO JUNIOR. Humberto. Curso de Direito Processual Civil. 41ª ed. Rio de Janeiro: Ed.Forense. 2004. p. 560 e ss Fl. 92DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN 4 Salientada a natureza específica deste recurso, qual seja, a de propiciar a correção, integração e complementação da decisão, o pedido em tela não merece acolhida, posto que a via empregada não se presta para o simples reexame do litígio, obtendo nova análise da questão sob determinado ângulo, como meio de alterar o decidido Não conheço o pedido. Conclusão Com essas considerações, voto pelo acolhimento dos declaratórios do contribuinte, apenas para rerratificar a decisão embargada, sem alterarlhe o resultado do julgamento. Sala das Sessões, em Alexandre Kern Fl. 93DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10865.909062/200917 Acórdão n.º 380302.734 S3TE03 Fl. 4 5 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: Interessada: Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no , de , da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em . [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 94DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN
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Numero do processo: 10530.000595/99-63
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Dec 03 00:00:00 UTC 2003
Data da publicação: Wed Dec 03 00:00:00 UTC 2003
Numero da decisão: 303-00.932
Decisão: RESOLVEM os Membros dk Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade dei votos, converter o julgamento do
recurso em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: IRINEU BIANCHI
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Numero do processo: 13562.000100/2005-35
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Dec 06 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu Dec 06 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Obrigações Acessórias
Ano-calendário: 2001
Ementa: DCTF - DISPENSA DE APRESENTAÇÃO.
Somente estão dispensados de apresentação de DCTF os contribuintes que permanecerem inativos durante todo ano-calendário. Demonstrada atividade, impõe-se a aplicação de multa por atraso na sua apresentação.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 303-35.022
Decisão: ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA do TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Matéria: DCTF - Multa por atraso na entrega da DCTF
Nome do relator: LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO
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AGROPECUARIO LTDA. Recorrida DRJ-SALVADOR/BA Assunto: Obrigações Acessórias Ano-calendário: 2001 Ementa: DCTF - DISPENSA DE APRESENTAÇÃO. Somente estão dispensados de apresentação de DCTF os contribuintes que permanecerem inativos durante todo ano-calendário. Demonstrada atividade, impõe-se a aplicação de multa por atraso na sua apresentação. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA do TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. ANELISE DIUDT PRIETO - Presidente LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO -Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Nanci Gama, Silvio Marcos Barcelos Fiúza, Nilton Luiz Bartoli, Marciel Eder Costa, Tardsio Campelo Borges e Zenaldo Loibman. Processo n.° 13562.000100/2005-35 Acórdão n.° 303-35.022 CC03/CO3 Fls. 61 Relatório Trata-se de recurso de oficio contra decisão de la instância que manteve a exigência de R$ 800,00, cobrada em função de atraso na entrega de Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais - DCTF, relativa a cada um dos quatro trimestres do ano- calendário 2001. Os fundamentos do recurso são essenciamente os mesmos apresentados quando da impugnação que gerou a decisão guerreada: ausência de atividade durante o período acobertado pela declaração cujo atraso na entrega motivou a imputação de penalidade e, consequentente, dispensa da obrigatoriedade de apresentação. De se notar, que a legislação trazida A lume no bojo daquela decisão' efetivamente ampararia o pleito da recorrente, se confirmada a sua inatividade durante o ano- calendário em questão. Ocorre que, conforme se pode concluir da leitura do voto condutor do mesmo acórdão, a partir de pesquisas nos sistemas informatizados da Secretaria da Receita Federal (DIPJ, SINAL 05 e SIEF), a recorrente teria apresentado atividade durante o período considerado para efeito de fixação da exigência 2, sem, entretanto, indicar expressamente, os documentos que dariam suporte a essas conclusões. Compulsando os autos, pude perceber, As fls. 23 a 26, documentos que representariam a impressão da ficha 14-A (Apuração do Imposto de Renda sobre o Lucro Presumido) da Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica — DIPJ, relativa aos quatro trimestres do ano-calendário 2001, demonstrando a declaração da ausência de operações durante aqueles períodos. Em seguida, As fls. 27, juntou-se tela do sistema SINAL 05, função "recupera pagamento elementar", demonstrando a ausência de recolhimento de tributos no período 01/01 a 31/12/2001. Finalmente, As fls. 28 e 29, junta-se consulta A Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte - DIRF, demonstrando a remuneração de serviços prestados pela recorrente, o que, supostamente, afastaria a sua declarada inatividade. Entretanto, pelo que se pode perceber, salvo engano, esse documento faz referência a pagamentos efetuados no ano-calendário 2002, diverso, portanto, daquele objeto de discussão nos autos do presente recurso voluntário. Diante de tais dúvidas, converteu-se o julgamento do presente recurso em diligencia, nos termos da Resolução 303-01.317 (juntada As fls. 46 a 48), solicitando-se A autoridade preparadora que informasse se constava dos sistemas informatizados da SRF algum elemento que levasse A. convicção de que a recorrente teria apresentado atividade no ano calendário apontado. Instrução Normativa SRF n 255, de 11 de dezembro de 2002. 2 Doc. de fls. 32 Processo n.° 1 3562.000100/2005-35 Acórdão n.° 303-35.022 CC03/CO3 Fls. 62 Em resposta, a Seção de Arrecadação e Cobrança da Delegacia da Receita Federal em Vitória da Conquista juntou aos autos Resumo do Beneficiário de rendimentos informados na Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte, desta vez do ano de 2001, ern que fica demonstrado que, naquele período, a recorrente recebeu do Banco do Nordeste do Brasil rendimentos no valor de R$ 20.866,66, referente a prestação de serviços (doc. de fl. 51). o Relatár&* Processo n.° 13562.000100/2005-35 Acórdão n.° 303-35.022 CC03/CO3 Fls. 63 Voto Conselheiro LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Relator Conforme já relatado, o fundamento suscitado pela recorrente como excludente da aplicabilidade da exigência recorrida seria a inexistência de atividade no período alcançado por tal declaração. Com efeito, dispõe o art. 3° da Instrução Normativa SRF n° 126, de 30 de outubro de 1998, vigente à época em que foi constatada a omissão: Art. 32 Estão dispensadas da apresentação da DCTF, ressalvado o disposto no parágrafo único deste artigo: III - as pessoas jurídicas inativas, assim consideradas as que não realizaram qualquer atividade operacional, não-operacional, financeira ou patrimonial, conforme disposto no art. 42 da Instrução Normativa SRF n 2 28, de 05 de março de 1998; A seu turno, diz o art. 4° da Instrução Normativa n°28, de 1998: Art. 4' Estão obrigadas a apresentar a declaração de pessoas jurídicas inativas, as empresas que não exerceram qualquer atividade durante todo o ano-calendário de 1997. § 1° Considera-se pessoa jurídica inativa a empresa que não tenha efetuado atividade operacional, não-operacional, financeira ou patrimonial. § Não será considerada inativa a pessoa jurídica que tenha feito qualquer tipo de aplicação no mercado financeiro. Demonstrado que a recorrente não se enquadrava na hipótese de dispensa de entrega da DCTF, eis que a diligência suscitada demonstrou a presença de atividade no período relativo à declaração objeto do litígio, restaria confirmar a legalidade da exigência. Questão que tem sido trazida com razoável freqüência a este colegiado é legalidade da aplicação de multa por atraso na entrega da DCTF antes da Medida Provisória ri 16, de 27 de dezembro de 2001, posteriormente convertida na Lei ng. 10.426, de 24 de abril de 2002, cujo art. 72 na forme em que vigia à época dos fatos se transcreve a seguir: Art. 7° 0 sujeito passivo que deixar de apresentar Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ), Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF), Declaraça o Simplificada da Pessoa Jurídica e Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte (Dirfi, nos prazos fixados, ou que as apresentar com incorreções ou omissões, será intimado a apresentar declaração original, no caso de não-apresentação, ou a prestar esclarecimentos, nos demais casos, no prazo estipulado pela Secretaria da Receita Federal, e sujeitar-se-6 ás seguintes multas: Processo n.° 13562.000100/2005-35 Acórdão n.° 303-35.022 CC03/CO3 Fls. 64 I - de 2%(dois por cento) ao mês-calendário ou fração, incidente sobre o montante do imposto de renda da pessoa jurídica informado na DIP], ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega desta Declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20%(vinte por cento), observado o disposto no § 3; II - de 2%(dois por cento) ao mês-calendário ou fração, incidente sobre o montante dos tributos e contribuições informados na DCTF, na Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica ou na DIRF, ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega destas Declarações ou entrega após o prazo, limitada a 20%(vinte por cento), observado o disposto no § 3"; III - de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas § I° Para efeito de aplicação das multas previstas nos incisos I e II do caput, sera considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo originalmente fixado para a entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não-apresentação, da lavratura do auto de infração. § 2 0 Observado o disposto no § 3°, as multas serão reduzidas: I - à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de oficio; II - a 75%(setenta e cinco por cento), se houver a apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. § 3°A multa minima a ser aplicada sera de: I- R$ 200,00 (duzentos reais), tratando-se de pessoa física, pessoa jurídica inativa e pessoa jurídica optante pelo regime de tributação previsto na Lei n°9.317, de 5 de dezembro de 1996; - R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos. Analisando a firme jurisprudência deste Conselho, chega-se à conclusão de que a aplicação desse dispositivo à fatos anteriores, em verdade, caracterizam, no máximo, a retroatividade benigna dogmatizada pelo art. 106, inciso II, alínea "c", do Código Tributário Nacional. Com efeito, em primeiro lugar, a obrigação acessória possui o devido espeque legal, conforme se pode verificar da leitura do art. art. 5°, § 3° do Decreto-lei ri9 2.124/83, que determina: "Art. P. 0 Ministro da Fazenda poderá eliminar ou instituir obrigações acessórias relativas a tributos federais administrados pela Secretaria da Receita Federal. (..) § 3'. Sem prejuízo das penalidades aplicáveis pela inobservância da 62, obrigação principal, o não cumprimento da obrigação acessória na Processo n.° 13562.000100/2005-35 Acórdão n.° 303-35.022 CC03/CO3 Fls. 65 forma da legislação sujeitará o infrator à multa de que tratam os §§ 20 , 3° e 4° do art. 11 do Decreto-lei n°1.968, de 23 de novembro de 1982, com a redação que lhe foi dada pelo Decreto-lei n° 2.065, de 26 de outubro de 1983." Noutro Giro, os §§ 22, 3' e 42 do art 11, do Decreto-lei II 1.968, de 1982, por sua vez, após alterados pelo Decreto-lei no2 2.065 de 1983, assumiram a seguinte redação: § 2 Será aplicada multa de valor equivalente ao de uma ORTN para cada grupo de 5 (cinco) informações inexatas, incompletas ou omitidas, apuradas nos formulários entregues em cada período determinado. 32 Se o formulário padronizado (§ 1') for apresentado após o período determinado, set-6 aplicada multa de 10 (dez) ORTN ao mês-calendário ou fração, independentemente da sanção prevista no parágrafo anterior. e Apresentado o formulário, ou a informação, fora do prazo, mas antes de qualquer procedimento "ex officio", ou se, após a intimação, houver a apresentação dentro do prazo nesta fixado as multas serif() reduzidas a metade." Por outro lado, há que se consignar que a competência inicialmente atribuída ao Ministro da Fazenda, foi redistribuida ao Secretário da Receita Federal, por força da regra expressa no art. 16 da Lei n° 9779, de 19 de janeiro de 1999, que previu: "Art. 16. Compete à Secretaria da Receita Federal dispor sobre as obrigações acessórias relativas aos impostos e contribuições por ela administrados, estabelecendo, inclusive, forma, prazo e condições para o seu cumprimento e o respectivo responsável." Pelo exposto, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO VOLUNTÁRIO. Sala das Sessões, em 6 de dezembro de 2007 LUIS RELO GUERRA DE CASTRO - Relator •
score : 1.0
Numero do processo: 10074.000810/2001-45
Data da sessão: Wed Dec 08 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Fri Dec 10 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS — IPI
Data do fato gerador .: 01/09/2001
RECURSO DE OFICIO. CONHECIMENTO. LIMITE DE ALÇADA.
Não deve ser conhecido o recurso dc oficio em que o crédito tributário exonerado não atinge o limite de alçada.
Recurso de Oficio Não Conhecido
Numero da decisão: 3403-000.733
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - penalidades (isoladas)
Nome do relator: WINDERLEY MORAIS PEREIRA
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS — IPI Data do fato gerador .: 01/09/2001 RECURSO DE OFICIO. CONHECIMENTO. LIMITE DE ALÇADA. Não deve ser conhecido o recurso dc oficio em que o crédito tributário exonerado não atinge o limite de alçada. Recurso de Oficio Não Conhecido
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JULGAMENTO Proeesso n" 10074.000810/2001-45 Recuso le 241.753 De Oficio i',,e6rdão n" .3403-00.733 — 4 Camara / 3" Turma Ordinária Sessão de 08 de dezembro de 2010 Matéria IPI Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado OSMAN BROTHERS REPRESENTAÇÃO COM. IMP EXP. LTDA. ASSUNTO: IMPOST° SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS — IPI Data do fato gerador .: 01/09/2001 RECURSO DE OFICIO. CONHECIMENTO. LIMITE DE ALÇADA. Não deve ser conhecido o recurso dc oficio em que o crédito tributario exonerado não atinge o limite de alçada. Recurso de Oficio Não Conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do Relator. Antonio Carlos Anthill - Presidente. Winderley Morais Pereira - Relator . Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Robson José Bayer', Domingos de Sã Filho, Winderley Morais Pereira, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz. Relatório Trata o presente processo de Recurso dc Oficio interposto pela I" turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Florianópolis — SC.. 0 lançamento considerado iiiiPiO6ede'ritYfefer.646 cri' fAiitYrie nfir'fia70-643a9zrekigii'dWdelPI;qiO'Valbr . de R$ 585,094,34 t'r; PEREIRA , E:P1 !)::r A'.117.)1;,:.,rp.: \,11) ,,sc; BpAl.lc;() oF CARIZ NH; (quinhentos c oitenta e cinco mil, noventa c quatro reais e trinta e quatro centavos) decorrente da aplicação da multa prevista no artigo 463, inciso I, do Decreto n°2.637/98, transcrito abaixo. -Au 463 Sem prejzdzo de oun as sançães administr ativas ou perrais cabíveis, incorrerão na multa igual ao valor comercial da mercadoria ou ao que The fat an ibuldo na nota fiscal. respectivamente (Lei n° 4502/64, cut 83, e Decreto-lei n°400/68, art. 1°. air 2): I us que entregarem a consumo, ou consumirem produto de procc,dência estrangeira imroduzido clandesfinamente no Pais Oz importado irregular ou ft -az dulemamente ou que tenha entrado no estabelecimento, dele saido ou nele permanecido sem que tenha havido registro da declaração da impor tação no SISCOME,X, ou desacompanhado de Guia de Licitação ou nota fiscal, conforme o caso (Lei n°4 502/64 art 83, inciso I, e Decreto-lei 11 0400/68. alt. I°, ali 2)". A ementa do Acórdão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento que decidiu por exonerar o lançamento foi a seguinte: "Assam° Obrigações Acessórias Data do fato gerado; 01/09/2001 Ementa PENALIDADE. INC I DO ART 463 DO REPI198 CONFIGURAÇÃO DA INFRAÇÃO A pies unção legal da prática da infração prevista no inc I, do at! 463, do Decreto n° 2 637/1998 (RIPI/98), somente prospera quando lid cei tear objetiva quanta aos elementos que compõem a tipificação do ilícito, dentre os quais a procedéncia estrangeira do produto ent questão Lançamento Impi acedente" E o Relatório. Voto Conselheiro Winderiey Morais Pereira, Relator O recurso de oficio esta previsto no art. 34, inciso I, do Decreto n" 70.235/72. a, .,1 . 1..tir,:f=111, ea: " Art 34 A auto' idade de primeira inskincia reconerci de oficio sempre que a decisão - 1 - exonerar o sujeito passivo do pagamento de Ohm° e Wed igá.,■• ITN! Irinid thUile ar (164-dritairatT1 .intit,;*tfit (:11 .1 :2'0 :).?:". ■.) tri 1,1r.)1W,11 ., 2 /.1.:IDNA[li.: DN C.A 1 1\ I I Fr I C) 4 0 Processo a" 10074 000810/2001-45 S3 - C413 Adnao n°3403-00733 Fl 2 deco,/ ewes) a ser fixado en, ato do Minim o Estado da Fazenda (Redação dada pela Lei ir" 9.532, de 1997) - deixar de aplicar pena de pet da de mercadorias ou arm os bens- cominada à infia cão denunciada na formalização da exigência § 1" 0 recurso set á interposto mediame declaração na prápi ia decisão § 2 0 Alão sendo interposto o recurso, o servidor que vet ificar o Pao representar á à autoridade julgadora, por into médio de seu chef imediato, no sentido de que vela observada aquela fat ma/idade O valor a ser fixado para o recurso de oficio a etpoca do julgamento estava previsto no art 2' da Portaria MF n°375/2001. "Art 2: 0 Presidente da mrma de julgamento das DRJ deve 'cattle,- de oficio sempre que a decisão exonerar o sujeito passivo do pagamento do tributo e encargos de mullet de valor total (lançamento principal e decorrentes) superior a RS 500 000,00 (quinhentos mil meals,) " Considerando que o valor exonerado no julgamento de primeira instância alcançou o valor dc R$ 585.094,34, superior ao valor previsto na norma, o recurso foi corretamente apresentado. Entretanto, em 3 de janeiro de .2008, foi editado a Portaria ME n° 03/2008, que no seu att. 1°, alterou o limite de alp& a ser considerado para o Recurso de Oficio, elevando para o valor dc R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais). "Art, .1" 0 Presideme de Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DR-I.) ecorrerá de oficio sempre que a decisão exonerar o sujeito passivo i/o pagamento de ti/bula e encargos de nudta, em valor total superior a RS 1 000 000,00 (um milhão de reais)" Apesar da Portaria ME IV 03/2008, ter sido editada em 3 de janeiro de 2008.. Por tratar-se de questão processual, entendo ser a regra de aplicação para todos os casos ainda pendentes de .julgamento. No caso ern tela, o valor exonerado pela autoridade a quo, atingiu a soma de R$ R$ 585.094,34, inferior ao limite previsto na Portaria ME a' 3/2008. Diante do exposto, voto no sentido de não conheces do Recur so dc Oficio otais Pereira 2.!,1 , I -2i.:;.(11' ..) pflt I ( 1 ,1l1", /./!",.112010 01)r Vi'll'iDEP,LF \: L , IC.JRAIS IRA AtIk;IlticL'Llt1 (LIL 27f I 212;1 1:i PE.REIP,A ANDRADE:. LIMA - EM BF-',ANCCI 3 " DI. CAM . ' NH' H. 6-11 Ar.:1tIntql 2:3;12,2r/10 Itif INA! 27 , 122(10 p.-)r WIr , IDERL.EY '22:1?¡;?:. 1 i(i ç.nt PEFO:: ■ . :A 4 rr:r ELAti -:E Al Ar VI:RF■ i) 1: L3RANCO MINISTÉRIO DA FAZENDA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - CARF Terceira Seção —Quarta Cãmara AR1- I 651 Processo 11": 10074.000810/2001-45 Interessada : OSMAN BROTHERS REPRESENTAÇÕES, COMÉRCIO, IMPOnTAtl:ÃO E EXPORTAÇÃO LTDA TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3 0 do art. 81 do Anexo II ao Regimento Inteino do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial n° 256, de 22 de junho de 2009, intime-se o(a) Senhor(a) Procurador(a) da Fazenda Nacional, credenciado(a), junto a este Conselho a tomar ciência do Acórdão a 2 3403-00.733, de 08 de dezembro de 2010. Brasilia, 28 de dezembro de 2010 Antonio Carlos Atulim Presidente da 35 Turma Ordinária Ciente com a observação abaixo: [ Apenas com Ciência [ I Corn Recurso Especial [ j Corn Embargos de Declaração [ ] Com Contrarrazões Data da ciência: Procurador(a) da Fazenda Nacional (identificação e assinatura) 1 '2 U"Ttrrttm:,r`t,., 1.:TTC.,:-HO CARLOS ATo. ,1;;.! 2).1f 1 .2.1:%2.);F: pr.:: AN F01110 (.Ant.os A . Rum r E.;,..1nRA11E;(:)
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Numero do processo: 10935.720869/2012-29
Data da sessão: Wed Jul 29 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Mon Sep 21 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Data do fato gerador: 01/06/2007, 31/12/2008
OBRIGAÇÃO PRINCIPAL E ACESSÓRIA. GFIP. RETROATIVIDADE BENIGNA.
No caso de multas por descumprimento de obrigação principal e por descumprimento de obrigação acessória pela falta de declaração em GFIP, associadas e exigidas em lançamentos de ofício referentes a fatos geradores anteriores à vigência da Medida Provisória n° 449, de 2008, convertida na Lei n° 11.941, de 2009, a retroatividade benigna deve ser aferida mediante a comparação entre a soma das penalidades pelo descumprimento das obrigações principal e acessória, aplicáveis à época dos fatos geradores, com a multa de ofício de 75%, prevista no art. 44 da Lei n° 9.430, de 1996. (Súmula CARF nº 119).
Numero da decisão: 9202-008.898
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em dar-lhe provimento.
(documento assinado digitalmente)
Maria Helena Cotta Cardozo Presidente em Exercício
(documento assinado digitalmente)
Ana Cecília Lustosa da Cruz - Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mário Pereira de Pinho Filho, Ana Paula Fernandes, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Maurício Nogueira Righetti, João Victor Ribeiro Aldinucci, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em Exercício).
Nome do relator: ANA CECILIA LUSTOSA DA CRUZ
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ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 01/06/2007, 31/12/2008 OBRIGAÇÃO PRINCIPAL E ACESSÓRIA. GFIP. RETROATIVIDADE BENIGNA. No caso de multas por descumprimento de obrigação principal e por descumprimento de obrigação acessória pela falta de declaração em GFIP, associadas e exigidas em lançamentos de ofício referentes a fatos geradores anteriores à vigência da Medida Provisória n° 449, de 2008, convertida na Lei n° 11.941, de 2009, a retroatividade benigna deve ser aferida mediante a comparação entre a soma das penalidades pelo descumprimento das obrigações principal e acessória, aplicáveis à época dos fatos geradores, com a multa de ofício de 75%, prevista no art. 44 da Lei n° 9.430, de 1996. (Súmula CARF nº 119).
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GFIP. RETROATIVIDADE BENIGNA. No caso de multas por descumprimento de obrigação principal e por descumprimento de obrigação acessória pela falta de declaração em GFIP, associadas e exigidas em lançamentos de ofício referentes a fatos geradores anteriores à vigência da Medida Provisória n° 449, de 2008, convertida na Lei n° 11.941, de 2009, a retroatividade benigna deve ser aferida mediante a comparação entre a soma das penalidades pelo descumprimento das obrigações principal e acessória, aplicáveis à época dos fatos geradores, com a multa de ofício de 75%, prevista no art. 44 da Lei n° 9.430, de 1996. (Súmula CARF nº 119). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em dar-lhe provimento. (documento assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo – Presidente em Exercício (documento assinado digitalmente) Ana Cecília Lustosa da Cruz - Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mário Pereira de Pinho Filho, Ana Paula Fernandes, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Maurício Nogueira Righetti, João Victor Ribeiro Aldinucci, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em Exercício). Relatório Trata-se de Recurso Especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional contra o Acórdão n.º 2301-003.365, proferido pela 1ªTurma Ordinária da 3ª Câmara da 2ª Seção AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 93 5. 72 08 69 /2 01 2- 29 Fl. 431DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 9202-008.898 - CSRF/2ª Turma Processo nº 10935.720869/2012-29 do CARF, em 12 de março de 2013, no qual restou consignado o seguinte trecho da ementa, fls. 369: LANÇAMENTOS REFERENTES FATOS GERADORES ANTERIORES A MP 449. MULTA MAIS BENÉFICA. APLICAÇÃO DA ALÍNEA “C”, DO INCISO II, DO ARTIGO 106 DO CTN. LIMITAÇÃO DA MULTA MORA APLICADA ATÉ 11/2008. A mudança no regime jurídico das multas no procedimento de ofício de lançamento das contribuições previdenciárias por meio da MP 449 enseja a aplicação da alínea “c”, do inciso II, do artigo 106 do CTN. No tocante à multa mora até 11/2008, esta deve ser limitada ao percentual previsto no art. 61 da lei 9.430/96, 20%. APLICAÇÃO DA MULTA DE 75% COMO MULTA MAIS BENÉFICA ATÉ 11/2008. AJUSTE QUE DEVE CONSIDERAR A MULTA DE MORA E MULTA POR INFRAÇÕES RELACIONADAS À GFIP. Em relação aos fatos geradores até 11/2008, nas competências nas quais a fiscalização aplicou a penalidade de 75% prevista no art. 44 da Lei 9.430/96 por concluir se tratar da multa mais benéfica quando comparada aplicação conjunta da multa de mora e da multa por infrações relacionadas a GFIP, deve ser mantida a penalidade equivalente à soma de: multa de mora limitada a 20% e multa mais benéfica quando comparada a multa do art. 32 com a multa do art. 32-A da Lei 8.212/91. Recurso Voluntário Provido em Parte. No que se refere ao Recurso Especial, fls. 387 e seguintes, houve sua admissão, por meio do Despacho de fls. 407 e seguintes, para rediscutir a aplicação da multa prevista no art. 32-A da Lei 8.212/91. Em seu recurso, aduz a Procuradoria, em síntese, que: a) que antes das inovações da MP 449/2008, atualmente convertida na Lei 11.941/2009, o lançamento do principal era realizado em NFLD, incidindo a multa de mora prevista no artigo 35, II da Lei 8.212/91. Separadamente, havia a lavratura do auto de infração, com base no artigo 32 da Lei 8.212/91 (multa isolada); b) com o advento da MP 449/2008, instituiu‑se uma nova sistemática de constituição dos créditos tributários, o que torna essencial a análise de pelo menos dois dispositivos: artigo 32‑A e artigo 35‑A, ambos da Lei 8.212/91; c) o atual regramento não criou maiores inovações aos preceitos do antigo art. 32 da Lei 8.212/91, exceto no que tange ao percentual máximo da multa que, agora, passou a ser de 20% (vinte por cento). Assim, a infração antes penalizada por meio do art. 32, passou a ser enquadrada no art. 32‑A, com a multa reduzida; d) o art. 44, inciso I, da Lei 9.430/96 abarca duas condutas: o descumprimento da obrigação principal (totalidade ou diferença de imposto/contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento) e também o descumprimento da obrigação acessória (falta de declaração ou declaração inexata); e) a única forma de harmonizar a aplicação dos artigos citados é considerar que o lançamento da multa isolada prevista no artigo 32‑A da Lei 8.212/91 ocorrerá quando houver tão‑somente o descumprimento da obrigação acessória, ou seja, as contribuições destinadas a Seguridade Social foram devidamente recolhidas; f) toda vez que houver o lançamento da obrigação principal, além do descumprimento da obrigação acessória, a multa lançada será única, qual seja, a prevista no artigo 35‑A da Lei 8.212/91; g) de acordo com a nova sistemática, o dispositivo legal a ser aplicado seria o artigo 35‑A da Lei 8.212/91, com a multa prevista no lançamento de ofício (artigo 44 da Lei 9.430/96); Fl. 432DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 9202-008.898 - CSRF/2ª Turma Processo nº 10935.720869/2012-29 h) a NFLD e o auto de infração de obrigação acessória devem ser mantidos, com a ressalva de que, no momento da execução do julgado, a autoridade fiscal deverá apreciar a norma mais benéfica: se as duas multas anteriores (art. 35, II, e 32, IV, da norma revogada) ou o art. 35‑A da MP 449. Intimado, o Contribuinte não apresentou Contrarrazões, como se observa das fls. 427 e seguintes. É o relatório. Voto Conselheira Ana Cecília Lustosa da Cruz, Relatora. Conheço do recurso, pois se encontra tempestivo e presentes os demais pressupostos de admissibilidade. Conforme consta do Relatório Fiscal, o presente lançamento tem como objeto obrigação principal e acessória, como segue: 2. O contribuinte foi fiscalizado no período compreendido entre 06/2007 a 13/2009, com vistas a verificar o cumprimento das obrigações administradas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (SRFB), em nome do INSS, e àquelas relativas a terceiros conveniados. 3. O fato gerador das contribuições lançadas está assim composto: 3.1. Remuneração de segurados empregados; 4. O valor do débito descrito neste processo, consolidado em 16/04/2012, monta em R$146.448,92 (cento e quarenta e seis mil quatrocentos e quarenta e oito reais e noventa e dois centavos) sendo composto pelo(s) seguinte(s) item(ns) de cobrança: 4.1. Rubrica 13-Sat/Rat: contribuições devidas pela empresa e destinadas ao financiamento das prestações decorrentes dos riscos ambientais do trabalho (RAT), incidentes sobre a remuneração dos segurados empregados; 5. As contribuições lançadas neste processo referem-se às competências até 13/2008. Devido a limitações dos sistemas de cobrança da Receita Federal, as contribuições devidas a partir de 01/2009 foram incluídas em outro processo, identificado pelo nº 10935.720.870/2012-53. (...). 10. Analisando os documentos apresentados e confrontando-os com as informações existentes nos sistemas de arrecadação da Receita Federal, foi constatado que o contribuinte deixou de declarar e recolher parte das contribuições previdenciárias incidentes sobre a remuneração dos trabalhadores que lhe prestaram serviços. Posto o contexto fático, cabe reiterar que a matéria admitida para rediscussão pelo Colegiado, conforme narrado, refere-se à aplicação da multa (retroatividade benigna) da obrigação acessória. Sobre o tema, o CARF sedimentou o entendimento esposado no âmbito do Enunciado de Súmula CARF n.º 119, como segue: Súmula CARF nº 119 No caso de multas por descumprimento de obrigação principal e por descumprimento de obrigação acessória pela falta de declaração em GFIP, associadas e exigidas em lançamentos de ofício referentes a fatos geradores anteriores à vigência da Medida Provisória n° 449, de 2008, convertida na Lei n° 11.941, de 2009, a retroatividade Fl. 433DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 9202-008.898 - CSRF/2ª Turma Processo nº 10935.720869/2012-29 benigna deve ser aferida mediante a comparação entre a soma das penalidades pelo descumprimento das obrigações principal e acessória, aplicáveis à época dos fatos geradores, com a multa de ofício de 75%, prevista no art. 44 da Lei n° 9.430, de 1996. (Vinculante, conforme Portaria ME nº 129, de 01/04/2019, DOU de 02/04/2019). Pela leitura da Súmula mencionada, verifica-se que assiste razão à Recorrente em seus argumentos quanto ao recálculo da multa, consoante extrai-se da súmula mencionada. Diante do exposto, voto por conhecer do Recurso Especial interposto pela Procuradoria e, no mérito, dar-lhe provimento. (documento assinado digitalmente) Ana Cecília Lustosa da Cruz Fl. 434DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 13116.000239/96-40
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jul 05 00:00:00 UTC 2001
Data da publicação: Thu Jul 05 00:00:00 UTC 2001
Numero da decisão: 303-00.798
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em
diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ANELISE DAUDT PRIETO
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 30300798_131160002399640_200107; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2017-06-02T18:22:07Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 30300798_131160002399640_200107; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 30300798_131160002399640_200107; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2017-06-02T18:22:07Z; created: 2017-06-02T18:22:07Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2017-06-02T18:22:07Z; pdf:charsPerPage: 772; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2017-06-02T18:22:07Z | Conteúdo => • • PROCESSO N° SESSÃO DE RECURSO N° RECORRENTE RECORRIDA MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA 13116.000239/96-40 05 de julho de 2001 123.421 PEDRO ANTONIO DE MELO DRl -BRASÍLIA/D F RESOLUÇÃO N° 303-00.798 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos . • • RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 05 de julho de 2001 JOÃ~rmA COSTApt'"" ~2~~ / ~::~~ISE Dl 1 7 ABR 2002 Participaram, ainda, do presente julgamento, o seguinte Conselheiro: NILTON LUIZ BARTOLI, IRINEU BlANCHI, PAULO DE ASSIS, CARLOS FERNANDO FIGUEIREDO BARROS e MARIA EUNICE BORlA GONDIM TEIXEIRA (Suplente). Ausentes os Conselheiros: MANOEL D' ASSUNÇÃO FERREIRA GOMES e ZENALDO LOIBMAN . Als(! MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA • RECURSO N° RESOLUÇÃO N° RECORRENTE RECORRIDA RELATOR(A) 123.421 303-00.798 PEDRO ANTONIO DE MELO DRJ BRASÍLIA-DF ANELISE DAUDT PRIETO RELATÓRIO • • • ,e O contribuinte acima qualificado, proprietário do imóvel rural "Fazenda Lages" , situado no município de Pirenópolis/GO, cadastrado na SRF sob n. ° 1917412-8, foi notificado do lançamento do Imposto Territorial Rural e contribuições para CNA e SENAR, num montante de 2.389,75 UFIR, relativo ao exercício de 1994 . O VTN que declarara era de 210.896,31 UFIR, valor pelo qual foi tributado. Considerando que sua propriedade tinha 323,9 ha, o VTN declarado representava 651,11 UFIR por ha. Como o VTN mínimo era de 278,35 UFIR por hectare, foi lançado o declarado. Impugnando o feito, solicitou redução no VTN, alegando que estava muito elevado, acima da realidade da região. Afirmou que, de acordo com a pauta de avaliação da Coletoria Municipal de Pirenópolis, 4. a região, em 01/12/93 o VTN estava em 346,17 UFIR por alqueire, totalizando 23.193,39. Intimado a justificar sua solicitação, anexou Declaração emitida pela Prefeitura Municipal de Pirenópolis, relativa a outro imóvel de sua propriedade. Novamente intimado, não atendeu . A DRJ considerou procedente o lançamento, em decisão assim ementada: "IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL. EXERCÍCIO DE 1994. "DA MANUTENÇÃO DO VTN DECLARADO. O Valor da Terra Nua - VTN declarado será mantido para fins de cálculo do ITR, quando superior ao VTNm previsto para o município-sede do imóvel, nos termos de art. 2. ° da IN/SRF n. () 16/95. O documento hábil para impugná-lo seria o laudo de avaliação, emitido por profissional habilitado ou empresa de/~ 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA • RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 123.421 303-00.798 • • • reconhecida capacidade técnica, de acordo com a Lei n. ° 8.847/94, art. 3.°, ~ 4.°. LANÇAMENTO PROCEDENTE." No recurso voluntário o contribuinte alegou que cometeu erro na declaração que originou o débito, o que poderia ser facilmente detectado se feita sua comparação com as declarações anteriores e posteriores. Afirmou também que já havia apresentado novo laudo e ART (n. o 472248), que fora confeccionado na forma da lei, já que emitido por profissional habilitado. Solicitou revisão da declaração que originou o débito. Comprovou a realização do depósito recursal. É o relatório.r 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA • RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 123.421 303-00.798 VOTO • • Tomo conhecimento do recurso, que é tempestivo, trata de matéria de competência deste Colegiado e teve seu depósito recursal efetuado. No mérito, deve ser considerado que o contribuinte, anexou, primeiramente, declaração relativa a outro imóvel, mas, refere-se, no recurso, a Laudo acompanhado de ART que não está no processo. Ora, para que se alcance a verdade material, entendo que este processo deve ser baixado em diligência, por meio da Repartição de Origem, para que o contribuinte seja intimado a apresentar o documento anteriormente solicitado pois, ao que parece, pode ter ocorrido algum incidente em relação às peças citadas. Sala das Sessões, em 05 de julho de 2001 . 4 00000001 00000002 00000003 00000004
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