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Numero do processo: 10830.000859/87-70
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Jul 24 00:00:00 UTC 1990
Numero da decisão: 303-00.349
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do processo em diligência à Coordenação de Intercâmbio Comercial, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: JOSE ALVES DA FONSECA
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ACOR D,L\O N.0 •__._._. • --e Recurso n.O Recorrente Recorrid 111.480 - Processo nº 10830/000859/87-70 IBM BRASIL - INDÚSTRIA, MÁQUINAS E SERVIÇOS LTDA DRF - CAMPINAS - SP. RESOLUÇÃO Nº 303 - 0.349 ,..' • • V 1ST O S, relatados e discutidos os presentes autos de recursos, interpostos por IBM BRASIL - INDÚSTRIA, MÁQUINAS E SERVIÇOS LTDA; A C O R O A M os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do processo em diligência à Coordenação de Intercâm- bio Comercial, nos termos do votb do relator . sraSíliapJ ~~e :thO de 1990 PAULO AFFONSECA DE BARRd£r-;?RIA JUNIOR - Vice-Presidente r~ftL~ JOSt ALV~~NS~A Re _ator ~A SALVI DA CARVA~t R~da Faz.Nac. V 1ST O EM SE SSÃO DE: t 4 A G O 19~ . . Participaram,ainda, dif presente Julgamento, os seguIntes Conselhel ros: MALVINA CORUJO DE AZEVEDO LOPES, HUMBERTO ESMERALDO BARRETO FILHO, ZORILDA LEALL SCHALL (suplente), JOSt ARUALDO DE CASTRO ALVES (sQ plente), JOSt LUIZ FALCÃO BORJAS (suplente). Ausente, justificadamente, o Conselheiro CARLINDO DE SOUZA MACHADO E SILVA. • -e .' .' SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL ME - FAZENDA __!_J1ANJJAJ~1.f~J~0~ .__..._ .. RECURSO Nº 111.480 RESOLUÇÃO Nº 303 - 0.480 RECORRENTE: IBM BRASIL - INDdsTRIA, MÁQUINAS E SERVIÇOS LTDA RECORRIDA DRF - CAMPINAS - SP RELATOR JOSt ALVES DA FONSECA RELATÓRIO E VOTO A empresa em epígrafe apresentou correspondência de fls. 01 ao Delegado da Receita Federal de Campinas, ,justificando antecipadamente a nio apresentaçio do anexo da GI abaixo relacio- nado dentro do prazo estabelecido na alínea A do Telex de BrasÍ _ lia, BSA SRF 00134, de 13.01~85, do Sr. Secretário da Receita F~ deral, por ter-se expirado o referido prazo sem que a CACEX tenha emitido o competente anexo da GI. Através do documento de fls. 5, a empresa foi intima- da a recolher através de DCI, no prazo de 30 dias,a,rul~ estabele cida no inciso VII do artigo 526 do RA, aprovado pelo Decreto nº 91.030/85, pelo fato de o Anexo da GI ter sido apresentado fora do prazo legal. Em 25/04/89 foi lavrado auto de infraçio para recolhi menta de multa estabelecida pelo artigo 526, VII, do RA, que foi tempestivamente impugnado. Alega o contribuinte que o atraso na entrega do anexo referido,que deveria ter sido apresentado no prazo de 60 dias,con forme compromisso assumido, deu-se por motivos alheios à ivontade do importador. Afirma ainda que, após demoradas negociações, os anexos foram integralmente emitidos, porém fora do prazo. A autoridade de lª ,inst~ncia mantém a exigência,consi derando que o atraso da apresentaçio do anexo cancela automatica- mente a autorizaçio dada pelo Telex BSA/SRF 134/83, s~Jvo justifi cativa aceita exepcionalmente pelo Delegado. Considerou-se,ainda, que é de responsabilidade da autuada o ,retardamento pela emissão do anexo. Em recurso tempestivo o contribuinte reitera os argu- mentos levantados na impugnação, ressaltando que remeteu à CACEX, "'~ eso uçao: 303 -0.349 Acórdão: . Res - ---~~ C artas e cinco.telexes as si - SERViÇO PÚBLICO FEDERAL relativamente à emissão dos anexos, sete nados pelo vice-presidente da recorrente . Com o objetivo de firmar minha convicção sobre o as - sunto, voto no sentido de transformar o presente julgamento em diligência à Coordenação de Intercâmbio Comercial do MEFPf para que aquele órgão inyorme se a recorrente contribuiu de forma dire ta ou indireta para a ocorrência do atraso na emissão do ~ nexo que deu origem ao presente litígio. Sa Ia das Se ssõ es, em :24 de jui; ho de I99O ------- ..-~------'-. ~')tcL~ JOSt ALVES DA FONSECA - Relator • .' 00000001 00000002 00000003
score : 1.0
Numero do processo: 10508.000437/2002-66
Data da sessão: Mon Jul 26 00:00:00 UTC 2010
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/04/2002 a 30/06/2002
CRÉDITOS DE IPI. GLOSA/CORREÇÃO MONETÁRIA. INOVAÇÃO
NOS ARGUMENTOS
O momento de questionar todas as matérias objeto de defesa é por ocasião da manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê-lo para as que não o foram no ato processual do recurso voluntário.
INTEMPESTIVIDADE
O recurso voluntário deve ser apresentado dentro do prazo de trinta (30) dias a contar da ciência do acórdão de primeira instância, salvo quando cabível a destempo em hipótese cabalmente justificada em preliminar.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 3803-000.504
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso voluntário, em face da intempestividade.
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUZA
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/04/2002 a 30/06/2002 CRÉDITOS DE IPI. GLOSA/CORREÇÃO MONETÁRIA. INOVAÇÃO NOS ARGUMENTOS O momento de questionar todas as matérias objeto de defesa é por ocasião da manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê-lo para as que não o foram no ato processual do recurso voluntário. INTEMPESTIVIDADE O recurso voluntário deve ser apresentado dentro do prazo de trinta (30) dias a contar da ciência do acórdão de primeira instância, salvo quando cabível a destempo em hipótese cabalmente justificada em preliminar. Recurso Voluntário Não Conhecido.
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INOVAÇÃO NOS ARGUMENTOS 0 momento de questionar todas as matérias objeto de defesa é por ocasião da manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê-lo para as que não o foram no ato processual do recurso voluntário INTEMPESTIVIDADE O recurso voluntário deve ser apresentado dentro do prazo de trinta (30) dias a contar da ciência do acórdão de primeira instância, salvo quando cabível a destempo em hipótese cabalmente justificada em preliminar, Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário, em face da intempestividade ( .. Alexa dre Kern - Wre-sidente - --- Beichism Melo de Sousa - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente da Turma), elchior Melo de Sousa (Relator), Daniel Mauricio Fedato, Carlos Henrique Martins de Lim, Helcio Lafetá Reis e Rangel Petrucci Fiorin. Relatório Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão if 15-15.557, de 12 de março de 2008, que indeferiu o pedido de ressarcimento de fl. 01, referente ao crédito de IPI originário de aquisição de insumos utilizados na fabricação de bens de informática e automação, no valor de R$ 66,059,89, relativo ao 2" trimestre de 2002, cumulado com declaração de compensação que constituiu o processo n" 10508.000617/2002-48, apensado a este. A fiscalização constatou o aproveitamento indevido de crédito nas aquisições de produtos de empresas optantes do SIMPLES e a falta de destaque do IPI na saida de produtos não abrangidos pela isenção do IPI concedida pela Portaria Interministerial MCD/MD1C/MF n° 201, de 2002, refez a escrita fiscal da contribuinte e lançou multa regulamentar, auto de infração que constituiu o processo n° 10508,000295/2007-41. Da glosa dos créditos e da adição dos débitos resultou deferimento parcial do pedido de ressarcimento, no valor de R$ 56.790,52, e a compensação homologada em parte, ate o limite do crédito reconhecido, conforme Despacho Decisório n" 29, de 25 de junho de 2007, fls. 245 a 247. A contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, fls. 181 a 18.3, alegando, em síntese, que: a) em função do deferimento parcial do pedido de crédito, não foi homologado a diferença de R$ 9269,17, sendo geradas guias no valor de R$ 18 647,70, incluindo a cobrança de multa e juros b) . fbi lavrado auto de infração relativo ao débito incluído no livro RAIP1, ctrjo valor foi recolhido pela contribuinte C0111 redução de 50% das multas devidas c) para evitar o pagamento ern duplicidade da multa exarada, bem COMO suprir obscuridade e omissão na intimação lavrada, solicita que ..sejam indicadas as notas fiscais de entrada não aceitas, conforme Relatório Fiscal IPI, fls. 229 a 234, pois várias guias de 1P1 foram pagas pela empresa no período apurado Apenas desta forma a requerente terá condições de manifestar-se sobre a imputação dos dados auferidos pela autoridade tributária Ou seja, se as multas 16 fbrant pagas, poi que estão sendo cobradas novamente? d) em decorrência do auto de infração foram geradas as guias de multas e logo depois já adveio a intimação em epígrafe, sendo assim, a requerente não teve conhecimento das guias do valor principal e) como as multas já foram pagas, coin redução de .50%, concedida pela pagamento antecipado, mostra-se como se o beneficio /bsse dado com uma mão e retirado com a outra f) deve ser decretada a insubsistência da infração aplicada, com a conseqiiente anulação do auto de infração em epígrafe, exonerando-se a cobrança da multa e juros aplicados ao tributo Processo n' I 0508 000437/2002-66 S3- I E03 Acõrthio n " 3803-00,504 FT 2 exigido em erro, bem como que seja concedido dilaçao do prazo para pagamento do valor principal Para combater o argumento da impugnante quanto a possivel duplicidade da exigência de multa, já paga com redução de 50%, no dizer da impugnante, a DRJ expõe que não existe relação entre esta multa, a de oficio, isolada, lançada em razão da falta de destaque do 1P1 nas notas fiscais de saida, e a multa de mora exigível sobre os valores da contribuição indevidamente compensados. Cientificada da decisão em 02 de maio de 2008, aviso de recebimento de if 265-V, inesignada, apresenta recurso voluntário, fls. 277 a 285, em .30 de dezembro de 2008, em que traz os mesmos argumentos da manifestação de inconformidade, acima estampados Após cientificada, tendo mudado de domicílio fiscal, em expediente datado de 21 de novembro de 2008, a SAORT da DRF/Varginha encaminha este processo para a AR.F-Pouso Alegre, para prosseguimento da cobrança. . No recurso voluntário que apresenta a recorrente, argui preliminar de tempestividade e, no mérito, em novo foco de argumentos traz matéria que não foi discutida na impugnação e insurge-se contra: a) a bitributação do [Pt, ocorrida com a glosa efetuada nas aquisições, que aduz serem de empresas com problemas no CNN e de atacadistas, nas quais goza do direito de creditar-se em 50% do IN sobre o valor da operação, agora não mais de empresas optantes do SIMPLES; b) a falta de correção monetária sobre o saldo credor, com base no art. 39, § 40, da Lei IV 9..250/95.. E o relatório, Voto Conselheiro Belchior Melo de Sousa, Relator A recorrente não traz justificativa cabal do porquê teria tido ciência do acórdão de primeira instancia em dezembro de 2008, nem contesta a legitimidade da assinatura aposta no aviso de recebimento de fl. 269-v, em 02 de maio de 2008, referente a intimação encaminhada para endereço seu então válido, para a dita ciência. Dai que aperfeiçoou-se a intimação na mais remota das datas . E o seu recurso foi apresentado em 30 de dezembro de 2008, intempestivamente. Não bastasse isso, inova nos argumentos da defesa, para pugnar pela correção monetária sobre o saldo credor de 11 3 1 e para contestar a glosa de créditos efetuada pela auditoria, sendo estas matérias preclusas, posto que não impugnadas, nos termos do art„ 16, III e 17 do Decreto n°70.235/72. "Art 16 A impugnação mencionat& 3 441111111114 B el ch or Meio 8TS-ousa III - o motivos de . fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir Art 17 Considerar-se-ci não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante " Ante o exposto, voto por não conhecer do recurso. 4
score : 1.0
Numero do processo: 10540.002038/2007-48
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 11 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Ano-calendário: 2003
PRELIMINAR. ARGUIÇÃO DE NULIDADE. LANÇAMENTO LAVRADO POR AUTORIDADE COMPETENTE.
Consoante disposição legal expressa, a ação fiscal e todos os termos a ela inerentes são válidos, mesmo quando formalizados por Auditor Fiscal pertencente a jurisdição diversa do domicílio fiscal do sujeito passivo, o que confere validade à fiscalização.
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. ACÓRDÃO DRJ. NULIDADE.
NÃO OCORRÊNCIA.
O entendimento da DRJ diverso daquele defendido pelo contribuinte não enseja nulidade da decisão a quo.
ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 2003
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA.
Caracteriza omissão de rendimentos a existência de valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto à instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações.
PRESUNÇÕES LEGAIS RELATIVAS. ÔNUS DA PROVA. DEPÓSITOS
BANCÁRIOS. SÚMULA CARF Nº 26.
A presunção estabelecida no art. 42 da Lei nº 9.430/96 dispensa o Fisco de comprovar o consumo da renda representada pelos depósitos bancários sem origem comprovada.
Preliminar Rejeitada.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.584
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de nulidade suscitada e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ANTONIO DE PÁDUA ATHAYDE MAGALHÃES
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ARGUIÇÃO DE NULIDADE. LANÇAMENTO LAVRADO POR AUTORIDADE COMPETENTE. Consoante disposição legal expressa, a ação fiscal e todos os termos a ela inerentes são válidos, mesmo quando formalizados por Auditor Fiscal pertencente a jurisdição diversa do domicílio fiscal do sujeito passivo, o que confere validade à fiscalização. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. ACÓRDÃO DRJ. NULIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. O entendimento da DRJ diverso daquele defendido pelo contribuinte não enseja nulidade da decisão a quo. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2003 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA. Caracteriza omissão de rendimentos a existência de valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto à instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. PRESUNÇÕES LEGAIS RELATIVAS. ÔNUS DA PROVA. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. SÚMULA CARF Nº 26. A presunção estabelecida no art. 42 da Lei nº 9.430/96 dispensa o Fisco de comprovar o consumo da renda representada pelos depósitos bancários sem origem comprovada. Preliminar Rejeitada. Fl. 228DF CARF MF Impresso em 01/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10540.002038/200748 Acórdão n.º 2801002.584 S2TE01 Fl. 223 2 Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de nulidade suscitada e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Eivanice Canário da Silva, Tânia Mara Paschoalin, Sandro Machado dos Reis e Carlos César Quadros Pierre. Relatório Trata o presente processo de Auto de Infração, às fls. 03/07, relativo ao exercício 2004, anocalendário 2003, onde está o Fisco a exigir do contribuinte o recolhimento do crédito tributário no valor total de R$ 66.771,24, sendo a importância de R$ 29.480,88 a título de Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF), além de R$ 22.110,66 correspondente à multa de ofício proporcional ao imposto, e R$ 15.179,70 de juros de mora, estes calculados até 31/10/2007. De acordo com a descrição dos fatos e o enquadramento legal constantes da peça de autuação, bem como do Relatório Fiscal que a integra, às fls. 08/12, foi constatada a omissão de rendimentos caracterizada por valores creditados no ano de 2003 em contas de depósitos ou investimento, mantidas em instituições financeiras, em relação aos quais o sujeito passivo, regularmente intimado, não comprovou, por meio de documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. Por bem resumir a lide, reproduzse, a seguir, trecho do relatório da decisão DRJ (fls. 174/175 dos autos): [...] A ação fiscal originouse a partir da constatação de indícios de variação patrimonial a descoberto e movimentação bancária incompatível com os rendimentos declarados, conforme relatório de auditoria patrimonial n° 024/2006 do Escritório da Corregedoria da 5a Regido Fiscal, efetuada em cumprimento ao disposto na Portaria SRF n° 73/2006 e na Portaria Coger/Cofis n° 01/2006. A fiscalização foi levada a efeito na Delegacia da Receita Federal em Vitória da Conquista (BA), por Auditor Fl. 229DF CARF MF Impresso em 01/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10540.002038/200748 Acórdão n.º 2801002.584 S2TE01 Fl. 224 3 Fiscal designado para este fim através da portaria SRRF n° 238/2006. O autuante esclarece em seu relatório às fls. 08/11 que, apesar do autuado argumentar não estar obrigado a comprovar a origem de pequenos depósitos, foram analisados todos os créditos em sua conta, inclusive os de valor inferior a R$ 12.000,00, porque a sua soma ultrapassara o limite anual de R$ 80.000,00. Como prova da origem de parte destes depósitos o interessado apresentara recibos de receita da atividade rural que não foram acatados pela autoridade lançadora por se tratar de documentos desprovidos das formalidades pertinentes e meramente assinados por terceiros, e ademais emitidos posteriormente ao inicio da ação fiscal. Os argumentos do impugnante são, em síntese, os seguintes: 1) O auto de infração foi lavrado pela Delegacia da Receita Federal em Vitória da Conquista, que não tinha competência para tanto, porque, em virtude do seu domicilio fiscal, está sujeito à jurisdição da Delegacia da Receita Federal em Salvador. Ademais, tal fato representa cerceamento do direito de defesa, por causa dos transtornos com o acompanhamento do processo, e porque o confundiu quanto a se estaria agora submetido à jurisdição de Vitória da Conquista ou à de Salvador, não sabendo a quem deveria recorrer. Com isto, requer devolução do tempo para a defesa que lhe foi subtraído por estas razões. 2) Havia declarado receitas da atividade rural que foram indevidamente desconsideradas pelo autuante como origem dos depósitos bancários. Os elementos carreados aos autos (os quais enumera) comprovam a existência da atividade rural, e mais especificamente a de criação e venda de gado bovino; os recibos informais são os documentos de praxe nestas transações e por isso servem para comprovar estas receitas, como determina o §5° do art. 61 do Decreto n° 3.000/1999 (Regulamento do Imposto de Renda, RIR). 3) Com a exclusão dos depósitos relativos às receitas da atividade rural, os demais créditos são todos inferiores a R$ 12.000,00. Como a sua soma no ano não supera o limite de R$ 80.000,00, não está obrigado a comprovarlhes a origem nem poderiam ser incluídos no lançamento. [...] Após apreciar o litígio, em decisão unânime, a 3a Turma de Julgamento da DRJ/Salvador (BA) julgou procedente em parte o lançamento, nos termos do Acórdão DRJ/SDR n° 1519.293, de 14/05/2009, às fls. 174/175. Transcritas, a seguir, as ementas constantes do referido julgado: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2003 Fl. 230DF CARF MF Impresso em 01/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10540.002038/200748 Acórdão n.º 2801002.584 S2TE01 Fl. 225 4 COMPETÊNCIA PARA O LANÇAMENTO. DOMICÍLIO FISCAL. O lançamento pode ser efetuado em repartição diversa da do domicilio fiscal do contribuinte por auditor fiscal especificamente designado para tanto. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. RECIBOS. Os documentos meramente assinados por terceiros e desprovido de formalidades não são provas hábeis da origem de depósitos bancários, especialmente quando emitidos após o inicio da ação fiscal. Lançamento Procedente em Parte. Cientificado da referida decisão, o contribuinte interpôs embargos por meio da documentação às fls. 176/184, que foram rejeitados pela DRJ/Salvador/BA com base no Despacho n° 106, de 25/05/2010, à fl. 190. Em sua decisão concluiu o órgão julgador de primeira instância que não havia na decisão recorrida qualquer contradição entre as premissas e a conclusão posta no voto ali proferido. Na seqüência, em 02/06/2010, o contribuinte apresentou tempestivamente o Recurso Voluntário às fls. 194/219, ocasião em que, após traçar um breve resumo dos fatos relacionados à autuação fiscal e transcrever a matéria que foi objeto de interposição de embargos à decisão recorrida, destaca o recorrente suas razões de defesa contra a exigência formalizada nos autos, conforme a seguir: Preliminares: alega que houve a alteração de ofício e imotivada de sua jurisdição, pois o Auto de Infração e anexos foram emitidos pela Delegacia da Receita Federal de Vitória da Conquista/BA (protocolizado sob o n° 10540.002038/200748), em local/unidade distinta do seu domicilio fiscal (cidade de Salvador/BA), encontrandose, portanto, jurisdicionado à Delegacia da Receita Federal do Brasil estabelecida nesta mesma cidade, consoante o disposto no art. 28, § 1° do Decreto 3.000/99; nas estritas definições do mesmo artigo e parágrafos, somente poderá ser alterado de oficio o domicilio fiscal da pessoa física (alterandose ou não a jurisdição) quando ocorrer os fatos arrolados nos §§ 3° e 5 ° do mesmo artigo, e no presente caso, inexistem elementos ou fatos que permitam de oficio, justificar a alteração do endereço fiscal do recorrente, não sendo válida a alteração jurisdicional administrativa, de Salvador para Vitória da Conquista, sob pena da desobediência ao art. 175 do Decreto Lei n° 5.844/43, art. 904 e 985 do Decreto 3.000/99; caso este Colegiado aceite a validade da alteração da jurisdição, o Recorrente estará submetido a uma dupla competência de gerenciamento jurisdicional administrativo; na impossibilidade de dupla jurisdição para o Imposto de Renda Pessoa Física é nulo o Auto de Infração emitido por unidade da Receita Federal de jurisdição administrativa incompetente; Fl. 231DF CARF MF Impresso em 01/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10540.002038/200748 Acórdão n.º 2801002.584 S2TE01 Fl. 226 5 não se argui a competência do Auditor Fiscal para lavrar Auto de Infração em Delegacia diferente ao de sua lotação, pois existe autorização para tal desiderato, no entanto, quando o Auditor lavrar Auto de Infração fora da jurisdição a que ele estiver vinculado administrativamente, todas as pegas processuais são válidas desde que o seu trabalho seja feito em nome e sob a responsabilidade da Unidade Administrativa que jurisdiciona o contribuinte, sob pena de conflito de competência das referidas Unidades Administrativas; a alteração da jurisdição prejudicou a defesa do Recorrente, pois a repartição detentora e administradora do lançamento, Delegacia em Vitória da Conquista, Bahia, somente enviou o processo para Delegacia de Salvador em 06/12/2007, jurisdição do Recorrente, quando restavam poucos dias para a data final da entrega tempestiva de sua defesa, caracterizandose, assim, o cerceamento do seu direito à ampla defesa e ao contraditório, razão pela qual requer a devolução do tempo subtraído para que possa laborar sua defesa sem discriminação, sem diferença em relação aos demais contribuintes, pois sob esse enfoque, também é nulo o Auto de Infração; alternativamente à restituição do tempo de defesa que foi lhe subtraído, que conste da decisão, de forma clara e motivada, a justificativa da subtração do principio constitucional ora discutido, pois o não atendimento será considerado como novo cerceamento do amplo direito de defesa e supressão de instância; Mérito: conforme observação feita na peça de autuação o destino do lançamento está vinculado a aceitação ou não dos depósitos efetuados em conta corrente, declinados pelo contribuinte como originários de receitas decorrentes de atividade rural; no Relatório fiscal foram apurados e tributados, em razão da suposta não identificação da origem, depósitos no total de R$ 107.203,20, sendo que estão incluídos neste montante valores derivados de venda de produtos da atividade rural que somam R$ 60.280,00, e deste modo, subtraindose este valor do montante tributado sobra a quantia de R$ 46.923,20, inferior ao valor de R$ 80.000,00 previsto no inc. II, § 3° do art. 42 da Lei 9430/96; ainda em cumprimento ao que estabelece o citado inciso II, inexiste depósito individual de valor superior a R$ 12.000,00 conforme se vê das planilhas elaboradas pelo agente fiscal; é de suma importância esclarecer que em nenhum momento foi dito pelo autuante que o contribuinte não obteve receitas da atividade rural, mas somente afirma a autoridade fiscal que o documento não é usual para comprovar receita da atividade rural; a identificação do depositante não é uma opção de quem faz o depósito, mas sim uma definição advinda de normas do Banco Central apenas para valores iguais ou superiores a R$ 10.000,00, que obrigatoriamente devem ser identificados o depositante e o beneficiário, conforme definido no art. 4°, I, da Circular n° 2852, de 03/12/98; a identificação do depositante para valores inferiores a R$ 10.000,00 não era obrigatória, portanto não deve exigir do recorrente ou de quem fez o depósito o procedimento de identificação do depositante pela razão direta da inexistência de norma legal que determinasse o referido procedimento; Fl. 232DF CARF MF Impresso em 01/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10540.002038/200748 Acórdão n.º 2801002.584 S2TE01 Fl. 227 6 se o valor de R$ 10.000,00 foi aceito como receita da atividade rural por conter o nome do depositante correspondente ao recibo de mesmo valor, devem ser aceitos os demais depósitos e correspondentes recibos por inexistir normas que obrigassem a identificação do depositante quando o valor do depósito fosse de valor inferior a R$ 10.000,00; Os documentos juntados ao processo provam de forma incontestável a existência do rebanho e a realização das vendas, portanto, se determinado documento for usualmente utilizado no local da compra e venda do gado e a Secretaria da Fazenda Estadual não tiver interesse em determinar documentos específicos para este tipo de transação, as declarações ou recibos, revestidos das identificações e qualificações pertinentes, devem ser aceitos para comprovar para fins fiscais a receita da atividade rural da pessoa física; mister observar que essa usualidade tem que ser local, seja por razões da região, localização do Município, e, principalmente pela falta de interesse da fiscalização estadual, em razão da inexistência de tributação do ICMS na comercialização de gado e carne bovina em operações dentro do Estado da Bahia; no que se refere à forma da comercialização, apresentou todas as informações, esclarecimentos e detalhamentos de como se processa a comprovação da operação da venda de gado bovino, sendo desta forma concluso que as Declarações e/ou Recibos, são documentos próprios e hábeis para a comprovação da receita da atividade rural, por atender os quesitos de usualidade e normalidade de que trata o §5° do art. 61 do decreto 3.000/99, entendimento este consentâneo com decisões deste Conselho; independente de ter havido questionamento por parte da fiscalização sobre a existência dos rendimentos da atividade rural, o recorrente fez questão de arrolar todas as provas documentais e explicações inerentes, conforme exibido em subtítulo precedente denominado de “Provas Documentais”; inexiste nos autos o motivo para desconsiderar a origem da fonte dos depósitos declinados pelo recorrente, consoante o estatuído no art. 42 da Lei 7450/96, pois em verdade a acusação se pautou na afirmação de que as Declarações não servem para comprovar receita da atividade rural, e, por isso, entendeu como suficiente a tributação sob a ótica do retro citado artigo 42, no entanto, não concordando o Fisco com a origem dos rendimentos e sua identificação no extrato, fornecida pelo contribuinte, deve motivar a sua recusa, a medida que o ônus da prova foi transferida ao Fisco, fazendo demonstrar as irregularidades ou ilícitos que constam das informações prestadas pelo contribuinte; por fim, requer o recorrente seja declarada a nulidade do lançamento ou a reabertura do prazo para defesa, ou senão, no mérito, seja julgado improcedente o lançamento formalizado nos autos. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator. O recurso em julgamento foi tempestivamente apresentado, preenchendo, ainda, os demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Fl. 233DF CARF MF Impresso em 01/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10540.002038/200748 Acórdão n.º 2801002.584 S2TE01 Fl. 228 7 De proêmio, cabe ressaltar que a matéria citada no preâmbulo do Recurso Voluntário em apreço foi apreciada pelo órgão julgador para o qual foi dirigido os embargos formalizados pelo contribuinte, no caso, a DRJ/Salvador/BA, verificandose que a decisão denegatória e seus fundamentos encontramse expostas no Despacho n° 106, de 25/05/2010, à fl. 190 dos autos. Neste ponto, conforme corretamente destacado pela autoridade julgadora a quo, não se verifica no acórdão recorrido a alegada contradição entre o voto e o relatório ali constante, pois as premissas postas pelo impugnante em sua argumentação (alçadas no relatório daquele documento) se revelaram dispensáveis na fundamentação elencada no voto para chegar a conclusão diversa, ou seja, por concluir aquele Colegiado inexistir no auto de infração a mácula apontada pela defesa, ao verificar que o lançamento foi lavrado por autoridade competente. Portanto, improcedente a arguição de nulidade do auto de infração sob o argumento de incompetência da Delegacia da Receita Federal de Vitória da Conquista/BA para emissão do auto de infração e anexos, ou mesmo, em razão das investigações terem se desenvolvido naquela Unidade, conforme se observa de excerto daquele voto, a seguir transcrito: fl. 175 dos autos (...) O auditor fiscal que efetuou o lançamento em pauta havia sido regularmente designado, em caráter especial, para a realização dos trabalhos através da Portaria SRRF n° 238/2006. Não procede assim a arguição do interessado de que o auto de infração tenha sido lavrado por autoridade incompetente, mesmo porque o art. 904 do RIR atribui, não somente às repartições, mas também em especial aos auditores fiscais, a competência para efetuar o lançamento. Não se configura também o alegado cerceamento do direito de defesa o fato de as investigações se terem desenvolvido na Delegacia da Receita Federal em Vitória da Conquista, não só porque o autuado soube e pôde atender a todas as intimações que lhe foram dirigidas, mas em especial porque a fiscalização é fase inquisitorial do procedimento, sendo que o direito de defesa se exerce plenamente nas diversas instancias de recurso, como é aqui o caso. Não tem cabimento também o seu pedido de devolução de prazo para defesa, pois o auto de infração e seus anexos contêm todos os elementos necessários ao seu exercício, para o que dispôs do prazo regular. (...) E de fato, após exame dos autos, depreendese que não assiste razão ao recorrente quanto à alegação de cerceamento do direito de defesa. Ao contrário, observase que no caso concreto o entendimento do órgão de julgamento de primeira instância se pautou nos elementos de prova que foram trazidos ao processo, mediante a lavratura do auto de infração, bem como naqueles acostados pelo contribuinte por ocasião da apresentação de sua impugnação, inspirados pela própria infração apurada pela autoridade lançadora (omissão de rendimentos depósitos bancários cuja origem não foi comprovada pelo sujeito passivo). Fl. 234DF CARF MF Impresso em 01/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10540.002038/200748 Acórdão n.º 2801002.584 S2TE01 Fl. 229 8 Ademais, o Relatório Fiscal, contendo de forma minuciosa a descrição dos fatos e o enquadramento legal da autuação, encontrase acostado às fls. 150/154 e, de sua leitura, apresentase, com clareza, todos os elementos que ensejaram o lançamento. Registrese ainda que o recorrente foi devidamente intimado da lavratura do lançamento que compõe a lide, bem como do resultado do julgamento proferido pelo órgão julgador de primeiro grau, apresentando posteriormente o recurso, ora em análise, alegando tudo o que entendeu cabível, tendo novamente a possibilidade de trazer à colação documentos que pudessem elidir a exigência fiscal. Assim, não vislumbro no presente processo vícios que dêem causa à nulidade pretendida, pelo que rejeito a preliminar suscitada pelo recorrente. No mérito, o litígio restringese à aplicação do artigo 42 da Lei nº 9.430, de 1996, o qual estabelece a possibilidade de o Fisco efetuar lançamentos tributários por presunção de omissão de rendimentos, com base em depósitos bancários de origem não comprovada. A constituição do crédito tributário, na espécie em exame, decorreu em face de o contribuinte não ter logrado comprovar, através de documentação hábil e idônea, a origem dos depósitos efetuados em contas bancárias de sua titularidade, dando ensejo à omissão de rendimentos, face o disposto no dispositivo legal acima destacado. O recorrente sustenta que nos depósitos bancários apontados na autuação estariam incluídos valores derivados de venda de produtos da atividade rural que somam R$ 60.280,00, e deste modo, ao ser subtraído tal montante do total tributado restaria a quantia de R$ 46.923,20, inferior ao valor de R$ 80.000,00 previsto no inc. II, § 3° do art. 42 da Lei 9430/96. Todavia, tal argumentação, desacompanhada de documentação hábil e idônea, não se mostra suficiente para comprovação da origem dos depósitos. Neste ponto, a decisão de piso já havia salientado que os diversos recibos colacionados aos autos pelo recorrente não se configuravam hábeis a comprovar a origem de tais depósitos, posto que: (...) Os recibos meramente assinados e sem outras formalidades se constituem em declaração de um fato por parte de quem os assina, e por isso, apesar de terem efeito contra o seu emitente e entre as partes no negócio, não são suficientes para comprovar perante terceiros o fato alegado. E o que estabelece o artigo 368 do Código de Processo Civil: Art. 368. As declarações constantes do documento particular, escrito e assinado, ou somente assinado, presumemse verdadeiras em relação ao signatário. Parágrafo único. Quando, todavia, contiver declaração de ciência, relativa a determinado fato, o documento particular prova a declaração, mas não o fato declarado, competindo ao interessado em sua veracidade o ônus de provar o fato. Fl. 235DF CARF MF Impresso em 01/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10540.002038/200748 Acórdão n.º 2801002.584 S2TE01 Fl. 230 9 (grifo original) Concluise que os recibos apresentados pelo interessado, ainda mais emitidos após o inicio da ação fiscal, não comprovam a origem dos depósitos em pauta. Com exceção do depósito de R$ 10.000,00, em 03/04/2003, cuja autoria comprovou durante a fiscalização através do recibo de depósito às fls. 103, nenhum momento o contribuinte procurou comprovar através de cópias de cheques, recibos de depósito, ou outros documentos bancários, que os autores destes créditos tenham sido efetivamente os emitentes dos recibos que anexa. (...) Destaquese, neste ponto, o dispositivo normativo que embasou o lançamento ora em discussão: Art. 42. Caracterizamse também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. §1° O valor das receitas ou dos rendimentos omitido será considerado auferido ou recebido no mês do crédito efetuado pela instituição financeira. §2° Os valores cuja origem houver sido comprovada, que não houverem sido computados na base de cálculo dos impostos e contribuições a que estiverem sujeitos, submeterseão às normas de tributação especificas, previstas na legislação vigente à época em que auferidos ou recebidos. §3° Para efeito de determinação da receita omitida, os créditos serão analisados individualizadamente, observado que não serão considerados: 1 os decorrentes de transferências de outras contas da própria pessoa física ou jurídica; II no caso de pessoa física, sem prejuízo do disposto no inciso anterior, os de valor individual igual ou inferior a R$ 12.000,00 (doze mil reais), desde que o seu somatório, dentro do ano calendário, não ultrapasse o valor de R$ 80.000,00 (oitenta mil reais). §4° Tratandose de pessoa física, os rendimentos omitidos serão tributados no mês em que considerados recebidos, com base na tabela progressiva vigente à época em que tenha sido efetuado o crédito pela instituição financeira. §5° Quando provado que os valores creditados na conta de depósito ou de investimento pertencem a terceiro, evidenciando interposição de pessoa, a determinação dos rendimentos ou Fl. 236DF CARF MF Impresso em 01/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10540.002038/200748 Acórdão n.º 2801002.584 S2TE01 Fl. 231 10 receitas será efetuada em relação ao terceiro, na condição de efetivo titular da conta de depósito ou de investimento. §6° Na hipótese de contas de depósito ou de investimento mantidas em conjunto, cuja declaração de rendimentos ou de informações dos titulares tenham sido apresentadas em separado, e não havendo comprovação da origem dos recursos nos termos deste artigo, o valor dos rendimentos ou receitas será imputado a cada titular mediante divisão entre o total dos rendimentos ou receitas pela quantidade de titulares." Podese, então, concluir que, para a determinação da omissão de rendimentos na pessoa física, a autoridade lançadora deverá efetuar uma análise preliminar dos valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto à instituição financeira, onde a análise destes créditos, para efeito de determinação da receita omitida, deverá ser efetuada de forma individualizada. A exigência fiscal referese ao anocalendário 2003 onde foram apontados como omitidos rendimentos correspondentes a depósitos bancários de origem não comprovada que somaram R$ 107.203,20. Portanto, ainda que excluído deste total o valor de R$ 10.000,00 mencionado na decisão DRJ, que demonstrou ter sido incluído indevidamente pela fiscalização no montante lançado, restaria, no presente caso, não comprovada a origem de depósitos bancários no montante de R$ 97.203,20. Deste modo, ao contrário do que alega o contribuinte, verificase que o somatório dos créditos de valor igual ou inferior a doze mil reais que permanecem sem a devida comprovação nos autos, no anocalendário em questão, ultrapassa o valor de R$ 80.000,00. Fazse necessário reforçar que a presunção criada pela Lei n° 9.430/96 é uma presunção relativa passível de prova em contrário, ou seja, está condicionada apenas à falta de comprovação da origem dos recursos que transitaram, em nome do contribuinte, em instituições bancárias. A simples prova em contrário, ônus que cabe ao contribuinte, faz desaparecer a presunção de omissão de rendimentos. Por outro lado, a falta de justificação faz nascer à obrigação do contribuinte para com a Fazenda Nacional de pagar o tributo com os devidos acréscimos previstos na legislação de regência, já que a principal obrigação em matéria tributária é o recolhimento do valor correspondente ao tributo na data aprazada. No mais, nesta fase recursal, o recorrente insiste em seus argumentos, mas, novamente, deixa de trazer em seu auxílio documentação hábil e idônea a comprovar, de forma individualizada, a origem dos depósitos questionados. Portanto, não comprovada pelo litigante a origem desses depósitos mantidos em suas contas bancárias, no ano de 2003, é de se manter a presunção de omissão de rendimentos, na forma do art. 42 da Lei n° 9.430/96. Quanto às posições doutrinárias e jurisprudenciais invocadas, destaquese que, excetuandose as Súmulas CARF aprovadas e as decisões judiciais que vinculam este Órgão, que não foram trazidas à colação, tais posições não vinculam as decisões prolatadas por este Colegiado. Fl. 237DF CARF MF Impresso em 01/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10540.002038/200748 Acórdão n.º 2801002.584 S2TE01 Fl. 232 11 Diante do exposto, VOTO por rejeitar a preliminar de nulidade suscitada e, no mérito, por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Fl. 238DF CARF MF Impresso em 01/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA
score : 1.0
Numero do processo: 11610.011189/2006-06
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 21 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2003
RENDIMENTOS DE ALUGUÉIS. BEM COMUM. ÔNUS DA PROVA.
Cabe ao contribuinte fazer prova de suas alegações quanto a natureza do bem, cujos rendimentos de aluguel foram omitidos, bem assim de seu regime de casamento, para fazer jus à tributação da metade dos rendimentos produzidos pelos bens comuns em sua declaração.
OMISSÃO DE RENDIMENTOS RECEBIDOS DE PESSOAS JURÍDICAS.
A justificativa de erro no preenchimento de declaração somente afasta a imputada omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica quando acompanhada de documentos ou elementos de prova que possa dar sustentação ao alegado.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.529
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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BEM COMUM. ÔNUS DA PROVA. Cabe ao contribuinte fazer prova de suas alegações quanto a natureza do bem, cujos rendimentos de aluguel foram omitidos, bem assim de seu regime de casamento, para fazer jus à tributação da metade dos rendimentos produzidos pelos bens comuns em sua declaração. OMISSÃO DE RENDIMENTOS RECEBIDOS DE PESSOAS JURÍDICAS. A justificativa de erro no preenchimento de declaração somente afasta a imputada omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica quando acompanhada de documentos ou elementos de prova que possa dar sustentação ao alegado. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Fl. 52DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 26/06/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 11610.011189/200606 Acórdão n.º 280102.529 S2TE01 Fl. 50 2 Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 7ª Turma de Julgamento da DRJ/BSA/DF. Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: “Contra o contribuinte qualificado foi emitido o auto de infração do Imposto de Renda da Pessoa Física — IRPF de fls. 07 a 12, em 27 de setembro de 2006, referente ao exercício 2003, ano calendário de 2002, que lhe exige o recolhimento de crédito tributário conforme demonstrativo abaixo (em Reais): Imposto de Renda Suplementar 8.250,00 Multa de Oficio —75% (passível de redução) 6.187,50 Juros de Mora — calculados até 09/2006 4.733,85 Total do crédito tributário apurado 19.171,35 Decorre tal lançamento de revisão procedida em sua declaração de ajuste anual do exercício de 2003, anocalendário de 2002, quando foi verificada a seguinte infração: Omissão de Rendimentos de Aluguéis Recebidos de Pessoa Jurídica — omissão de rendimentos de aluguéis recebidos de pessoa jurídica, relativos ao exercício 2003, anocalendário 2002. Fonte Pagadora: Escritório de Advocacia Canal e Associados S/C, CNPJ 03.303.507/000102. Valor: R$ 30.000,00. Os enquadramentos legais encontramse às fls. 08 e 12 dos autos. Em 14 de novembro de 2006, o autuado apresentou impugnação (fls. 01 a 04) ao lançamento alegando, em síntese, que: o auto de infração é nulo, por descumprir requisitos de validade do Mandado de Procedimento Fiscal — MPF, eis que o mesmo deve conter, dentre outros requisitos, a numeração de identificação e controle, composta de dezessete dígitos, consoante dispõe o artigo 7°, inciso I, da Portaria RFB n° 4.328, de 05/09/05, o que não foi verificado na presente autuação; que o imposto de renda incidente sobre rendimentos de aluguéis pagos por pessoa jurídica deve ser retido na fonte, por ocasião do fato gerador, de forma que cabia ao locatário do Fl. 53DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 26/06/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 11610.011189/200606 Acórdão n.º 280102.529 S2TE01 Fl. 51 3 imóvel proceder ao recolhimento em fonte do IR devido, pagando ao locador o aluguel já descontado o valor do imposto; que o locatário pagou os valores de forma integral, sem a retenção do imposto de renda, e não enviou o informe de retenção do imposto devido; que o autuado lançou o rendimento no cálculo mensal de receitas, para recolhimento do carnêleão, como comprova o lançamento no campo "rendimentos tributáveis recebidos de pessoas físicas e do exterior" da DIRPF 2003; que os rendimentos de aluguéis são divididos com seu cônjuge, razão porque em sua DIRPF só consta mensalmente metade do rendimento recebido (R$ 1.250,00), posto que a outra metade é lançada na declaração de sua mulher Sandra Sayon Jafet, CPF 157.684.32892; que o lançamento configura bis in idem, pois os valores foram oferecidos à tributação e inclusive recolhidos através do carnê leão. Ao final, requer a declaração de nulidade insanável ou, superada a preliminar, a improcedência do auto de infração.” O lançamento foi julgado procedente, conforme Acórdão de fls. 31/36, que restou assim ementado: MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL MPF. LANÇAMENTO DECORRENTE DE TRATAMENTO AUTOMÁTICO DAS DECLARAÇÕES. O Mandado de Procedimento Fiscal não é exigido no procedimento de fiscalização relativo ao tratamento automático das declarações (malhas fiscais). RESPONSABILIDADE DO BENEFICIÁRIO DOS RENDIMENTOS E DA FONTE PAGADORA. Não cabe ao beneficiário dos rendimentos, na condição de contribuinte do imposto, invocar a responsabilidade da fonte pagadora para se eximir da tributação dos valores recebidos, uma vez que compete ao contribuinte oferecer os rendimentos para a tributação, independente da falta de retenção do imposto pela fonte pagadora. IMPUGNAÇÃO. PROVAS. A impugnação deve ser instruída com os elementos de prova que fundamentem os argumentos de defesa. Simples alegações desacompanhadas dos meios de prova que as justifiquem não têm relevância na análise dos fatos alegados. Regularmente cientificado daquele acórdão em 13/10/2008 (AR, fl. 39), o interessado, representado por seu advogado (fl. 38), interpôs recurso voluntário de fls. 42/46, em 11/11/2008. Em sua defesa, sustenta que declarou, no campo "Rendimentos Tributáveis Fl. 54DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 26/06/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 11610.011189/200606 Acórdão n.º 280102.529 S2TE01 Fl. 52 4 Recebidos de Pessoa Física ou no Exterior", metade dos rendimentos tidos como omitidos recebidos a título de aluguéis do Escritório de Advocacia Canal e Associados S/C, sendo que a outra metade dos rendimentos teria sido declarada pelo cônjuge. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. No caso, o interessado foi autuado por omissão de rendimentos de aluguéis percebidos de pessoa jurídica. Asseverou que declarou como rendimentos recebidos de pessoas físicas 50% desses rendimentos e que os outros 50% teriam sido declarados pelo cônjuge. Tal argumento não foi aceito pelas autoridades julgadoras de primeira instância por ausência de prova de que o imóvel locado seria bem comun do casal, bem como por não restar demonstrado que os valores recebidos pelo Escritório de Advocacia Canal Associados S/C foram incluídos no total de rendimentos recebidos de pessoa física, considerando que os valores não coincidem, quer na sua totalidade ou mensalmente. Verificase, de plano, que em tese, caberia razão ao recorrente, isso porque a declaração de IRPF que apresentou não foi em conjunto (fl. 168), logo, os rendimentos dos bens comuns, omitidos por ambos os cônjuges, deveria ser tributados seguindo a regra geral do art. 6º do Regulamento do Imposto de Renda – RIR/99. Todavia, o contribuinte não fez prova de seu regime de casamento, nem na impugnação, nem mesmo no recurso voluntário, apesar de ter sido ressaltado na decisão recorrida que essa prova seria necessária. Da mesma forma, porquanto não produzida prova que desse sustentação ao alegado, não há como aceitar que os rendimentos omitidos apurados pela fiscalização já foram oferecida à tributação em sua declaração de ajuste anual, porém, erroneamente, no campo destinado a rendimentos recebidos de pessoas físicas e do exterior. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 55DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 26/06/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 11610.011189/200606 Acórdão n.º 280102.529 S2TE01 Fl. 53 5 Fl. 56DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 26/06/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A
score : 1.0
Numero do processo: 11543.002971/2009-10
Data da sessão: Thu Jul 12 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 2007
IMPOSTO DE RENDA. ISENÇÃO. MOLÉSTIA GRAVE.
São isentos do imposto de renda os rendimentos de aposentadoria recebidos por portador de moléstia grave, quando devidamente comprovados por laudo pericial emitido por serviço médico oficial.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2801-002.594
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ANTONIO DE PÁDUA ATHAYDE MAGALHÃES
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conteudo_txt : Metadados => date: 2019-08-20T18:16:56Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2019-08-20T18:16:56Z; Last-Modified: 2019-08-20T18:16:56Z; dcterms:modified: 2019-08-20T18:16:56Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:80470120-6aff-49af-bb37-5c761b1cd594; Last-Save-Date: 2019-08-20T18:16:56Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-08-20T18:16:56Z; meta:save-date: 2019-08-20T18:16:56Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-08-20T18:16:56Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2019-08-20T18:16:56Z; created: 2019-08-20T18:16:56Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2019-08-20T18:16:56Z; pdf:charsPerPage: 1503; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:created: 2019-08-20T18:16:56Z | Conteúdo => S2TE01 Fl. 39 1 38 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11543.002971/200910 Recurso nº 920.086 Voluntário Acórdão nº 2801002.594 – 1ª Turma Especial Sessão de 12 de julho de 2012 Matéria IRPF Recorrente ADEMILSON PEREIRA DA SILVA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2007 IMPOSTO DE RENDA. ISENÇÃO. MOLÉSTIA GRAVE. São isentos do imposto de renda os rendimentos de aposentadoria recebidos por portador de moléstia grave, quando devidamente comprovados por laudo pericial emitido por serviço médico oficial. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Mara Paschoalin, Sandro Machado dos Reis e Eivanice Canário da Silva. Fl. 50DF CARF MF Impresso em 01/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 11543.002971/200910 Acórdão n.º 2801002.594 S2TE01 Fl. 40 2 Relatório Trata o presente processo de Notificação de Lançamento às fls. 08/09, relativa ao IRPF Imposto sobre a Renda de Pessoa Física, para exigência de crédito tributário no valor total de R$ 1.315,88, incluídos o principal, a multa de ofício e os juros de mora, estes calculados até 30/11/2009. O lançamento decorreu da revisão de oficio da Declaração de Ajuste Anual do exercício 2008, anocalendário 2007, em que a autoridade fiscal apontou a omissão de rendimentos no valor de R$ 22.281,32 recebidos pelo contribuinte do INSS Instituto Nacional do Seguro Social, CNPJ 29.979.036/000140. Cientificado do lançamento, o sujeito passivo apresentou impugnação, às fls. 01/05, alegando ser portador de cardiopatia grave, e assim, os rendimentos percebidos a título de aposentadoria são isentos do Imposto de Renda, nos termos do art. 6º, inciso XIV, da Lei nº 7.713, de 1988. Diante dos elementos até aquele momento postos à apreciação, a 3a Turma de Julgamento da DRJ/Brasília/DF decidiu, por unanimidade de votos, pela improcedência da impugnação (Acórdão DRJ/BSB nº 0339.417, de 29/09/2010, às fls. 22/24). Consta da peça decisória a seguinte ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física – IRPF Exercício: 2006 MOLÉSTIA GRAVE. A isenção do imposto de renda decorrente de moléstia grave abrange rendimentos de aposentadoria, reforma ou pensão. A patologia deve ser comprovada, mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Com a ciência do julgado de primeira instância ocorrendo em 01/04/2011 (fl. 28), o contribuinte interpôs, em 03/05/2011, por meio de representante legal, o Recurso Voluntário às fls. 29/30, asseverando que os proventos questionados no lançamento são decorrentes de aposentadoria, e por ser portador de moléstia grave especificada em lei faz jus à isenção do IR sobre tais rendimentos. Junta ao processo a documentação às fls. 31/38. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator. O recurso em julgamento foi tempestivamente apresentado, preenchendo os demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Fl. 51DF CARF MF Impresso em 01/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 11543.002971/200910 Acórdão n.º 2801002.594 S2TE01 Fl. 41 3 Não há no documento recursal qualquer alegação preliminar. Passase, portanto, ao mérito da questão. A não tributação dos proventos de aposentadoria ou pensão recebidos por portador de moléstia grave encontrase expresso nos incisos XXXI e XXXIII do artigo 39 do Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 RIR/1999, a seguir transcrito juntamente com seus parágrafos 4º e 5º, que definem critérios a serem devidamente observados para o reconhecimento da isenção: Decreto nº 3.000/1999 Art. 39. Não entrarão no cômputo do rendimento bruto: ........................................ XXXI os valores recebidos a título de pensão, quando o beneficiário desse rendimento for portador de doença relacionada no inciso XXXIII deste artigo, exceto a decorrente de moléstia profissional, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída após a concessão da pensão (Lei nº 7.713, de 1988, art. 6º, inciso XXI, e Lei nº 8.541, de 1992, art. 47); ......................................... XXXIII os proventos de aposentadoria ou reforma, desde que motivadas por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estados avançados de doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome de imunodeficiência adquirida, e fibrose cística (mucoviscidose), com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma (Lei n.º 7.713, de 1988, art. 6º, inciso XIV, Lei n.º 8.541, de 1992, art. 47, e Lei n.º 9.250, de 1995, art. 30, § 2º); ....................................... §4º Para o reconhecimento de novas isenções de que tratam os incisos XXXI e XXXIII, a partir de 1º de janeiro de 1996, a moléstia deverá ser comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, devendo ser fixado o prazo de validade do laudo pericial, no caso de moléstias passíveis de controle; §5º As isenções a que se referem os incisos XXXI e XXXIII aplicamse aos rendimentos recebidos a partir: I do mês da concessão da aposentadoria, reforma ou pensão; Fl. 52DF CARF MF Impresso em 01/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 11543.002971/200910 Acórdão n.º 2801002.594 S2TE01 Fl. 42 4 II do mês da emissão do laudo ou parecer que reconhecer a moléstia, se esta for contraída após a aposentadoria, reforma ou pensão; III da data em que a doença foi contraída, quando identificada no laudo pericial. Os excertos legais acima elencados definem, portanto, exigências que devem ser obedecidas para que certos rendimentos recebidos por um grupo específico de contribuintes (pessoas físicas) sejam abrigados pelo manto da isenção do imposto sobre a renda. Assim, verificase claramente que, para a aplicação das isenções veiculadas em ambos os dispositivos, é necessário que os proventos percebidos pelo contribuinte decorram de aposentadoria, reforma ou pensão, e que o beneficiário seja portador de moléstia grave tipificada no texto legal. A decisão de piso destacou que a moléstia grave – cardiopatia grave – havia sido comprovada pelo recorrente, com início da doença em dezembro de 2006, todavia, indeferiu o pleito do contribuinte por não ter sido colacionada aos autos documentação que demonstrasse que os rendimentos apontados na autuação eram decorrentes de aposentadoria, reforma ou pensão. Ocorre que, nesta instância recursal, o interessado colacionou ao processo novos documentos, às fls. 31/38, dentre os quais, o comprovante de rendimentos pagos e de retenção do imposto de renda na fonte, à fl. 31, emitido pela fonte pagadora INSS, referente ao anocalendário 2007, que informa que o rendimento de R$ 22.281,32 referese a proventos de aposentadoria por tempo de serviço. Notese que também foi apresentada pelo interessado cópia de Carta de Concessão/Memória de Cálculo, à fl. 33, comprobatória de sua aposentadoria a partir de 16 de outubro de 1997. Como se vê, no caso vertente, o recorrente comprova as duas condições acima destacadas, devendo, portanto, ser reconhecida a isenção em relação aos proventos percebidos do INSS, no anocalendário de 2007, no valor de R$ 22.281,32. Isto posto, VOTO por dar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Fl. 53DF CARF MF Impresso em 01/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA
score : 1.0
Numero do processo: 18471.000778/2003-99
Data da sessão: Fri Mar 12 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/01/2000 a 31/05/2002, 01/07/2002 a 30/09/2002
RECEITA. CONTEÚDO DO CONCEITO.
Os ingressos decorrente do rateio das despesas com propaganda e publicidade compõem o conteúdo do conceito de receitas, devendo ser tributado pela contribuição, não sendo alcançado por este conceito o ressarcimento por danos e extravio de embalagem de acondicionamento e vasilhames, que configuram patrimônio da empresa vendedora e escriturados no ativo imobilizado não compõem o conteúdo do conceito de receitas, sob a égide das Lei n°9.718/98.
Recurso Voluntário Provido Parcialmente.
Numero da decisão: 3803-000.349
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso, para excluir da base de cálculo da contribuição dos valores referentes à indenização por extravio e/ou danos a bens do ativo permanente. Vencido o Conselheiro Alexandre Kern.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUZA
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CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS ,:f7 TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 18471.000778/2003-99 Recurso n° 252.780 Voluntário Acórdão n° 3803-00.349 — 3° Turma Especial Sessão de 12 de março de 2010 Matéria PIS - AUTO DE INFRAÇÃO Recorrente INDÚSTRIA DE BEBIDAS ANTÁRTICA DO SUDESTE S.A. Recorrida DRJ-RIO DE JANEIROIVRJ Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/01/2000 a 31/05/2002, 01/07/2002 a 30/09/2002 RECEITA. CONTEÚDO DO CONCEITO. Os ingressos decorrente do rateio das despesas com propaganda e publicidade compõem o conteúdo do conceito de receitas, devendo ser tributado pela contribuição, não sendo alcançado por este conceito o ressarcimento por danos e extravio de embalagem de acondicionamento e vasilhames, que configuram patrimônio da empresa vendedora e escriturados no ativo imobilizado não compõem o conteúdo do conceito de receitas, sob a égide das Lei n°9.718/98. Recurso Voluntário Provido Parcialmente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso, para excluir da base de cálculo da contribuição dos valores referentes à indenização por extravio e/ou danos a bens do ativo permanente. Vencido o Conselheiro Alexandre Kern. .. • - x dre Kem - Presidente c. _ Belchior Melo_de Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Henrique Martins de Vima, Belchior Melo de Sousa (Relator), Daniel Mauricio Fedato, Hélcio Lafetá Reis e Rangel,Perrucci Fiorin. Relatório Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de n° 13-15.104, de 09 de fevereiro de 2007, da DRJ/Rio de Janeiro IURJ, fls. 223 a 230, que considerou o lançamento procedente, em face da manifestação de inconformidade, fls. 104 a 131. As diferenças apuradas no recolhimento da contribuição e objeto da autuação são compostas de ingressos relativos a: a) indenização de engradados para acondicionamento dos vasilhames de bebidas e garrafaria danificados no manuseio pelos adquirentes revendedores, contabilizados como ressarcimento de prejuízos de embalagens — recuperação de custos; b) rateio proporcional com os revendedores de despesas com propaganda institucional; Cientificada da decisão em 13 de março de 2007, irresignda, a interessada apresenta o presente recurso voluntário em 11 de abril de 2007 em que argumenta, de igual modo como o fez na impugnação: a) os valores pagos pelos distribuidores em razão da quebra, perda ou dano causado aos vasilhames e engradados, bem como os valores relativos ao ressarcimento de prejuízos com publicidade não podem ser considerados como receita, passível de tributação pela contribuição ao PIS, porquanto os negócios jurídicos que os aparelham não estão previstos no objeto social, descrito em seu estatuto, bem como por não incrementarem de modo algum o seu patrimônio; b) que a classificação contábil dos bens destinados ao acondicionamento e transporte de mercadoria vendida é aquela relativa aos bens pertencentes ao ativo permanente; na venda das mercadorias, os vasilhames e engradados são "retomáveis" não havendo transmissão da sua propriedade; c) que por não caracterizarem negócios mercantis, os empréstimos dos bens do ativo imobilizado não deveriam ser acompanhados de nota fiscal de venda, como pretendeu a Sr. Agente Fiscal; d) pela inconstitucionalidade do art. 3 0, § 1°, da Lei n°9.718/98, que ampliou a base de cálculo da COFINS e da contribuição para o PIS, declarada pelo Supremo Tribunal Federal nos REs Mis 390.840/MG, 346.084/PR e 358.273/RS, que deve ser observada pela Administração Pública, nos termos do art. 1° do Decreto n° 2.346/97 ; e) evoca decisões do Conselho de Contribuintes e estampa excertos destas, em que reconhecem a exclusão das receitas financeiras da composição da receita bruta, em decorrência das reiteradas decisões do STF, na matéria; O acerca da natureza jurídica dos vasilhames e engradados , inferindo da leitura do art. 179, IV, da Lei n° 6.404/76, que a destinação outorgada ao bem ou direito, pela administração, é o critério mais importante a sua classificação no balanço. Sendo esta o uso permanente, a possibilitar a regular exploração da atividade-fim da sociedade, prescreve a legislação que este deve ser classificado na conta do ativo imobilizado; ck \(\: 2• / Processo n° 1847130077812003-99 S3-TE03 Acórdão n.° 3803-00349 Fl. 306 g) que no caso sob exame os vasilhames e engradados, uma vez utilizados para acondicionar a mercadoria vendida, não integram o produto e, por conseguinte, o preço final; h) noutro giro, reforçando a classificação acima, demonstra, com base em fundamentos de contabilidade, que tais materiais não configuram o conceito de estoque; i) sobre a existência de contrato de comodato de bens do ativo imobilizado (a título gratuito), o que impossibilita de serem, os engradados e vasilhames, caracterizados como mercadorias, justamente por não terem em momento algum alterado o seu destino, no sentido de que não saíram do patrimônio da recorrente para ser objeto de mercância; j)sendo esta sua natureza jurídica, imprópria a exigência da Fiscalização quanto à ausência da nota fiscal de venda, nos termos do que rege o art. 24 do Livro VI do Regulamento do ICMS do Rio de Janeiro, aprovado pelo Decreto n° 27.427, de 17 de novembro de 2000; k) noutra linha, contra a exigência lançada sobre os reembolsos das despesas com propaganda, ajustado com os seus distribuidores com base em instrumento contratual específico, considerados pela Fiscalização como despesas operacionais, não se podendo a estes atribuir-se tratamento tributário similar aos valores decorrentes da venda de bebidas. Afirma que não se constituem em receitas, pelo simples fato de que não decorrem de vendas de mercadorias, nem de serviços por ela prestados; Por fim, por todos os argumentos expendidos, declarando ser indevido o lançamento, com fundamento no art. 3°, § 1 0, da Lei n° 9.718/98, requer que seja dado provimento ao presente recurso para reformar a decisão recorrida, reconhecendo-se a insubsistência da exigência tributária, com o cancelamento de todos os seus efeitos. É o relatório. Voto Conselheiro Belchior Melo de Sousa, Relator O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço. Impende registrar, de início, que os períodos de apuração estendem-se de janeiro de 2000 a setembro de 2002, período em que ainda não vigia a MT' n° 66, de 30 de agosto de 2002, convertida na Lei n° 10637/2002. O auto de infração enquadrou os fatos que considerou imponíveis no art. 30 da Lei n°9.718/98. O parágrafo primeiro deste artigo foi declarado inconstitucional em decisão plenária do Supremo Tribunal Federal no RE n° 390.840/MG, o que fez volver ao contorno de faturamento decorrente das operações de vendas de mercadorias e serviços, segundo a configuração da LC n° 07/70, o conceito de receita bruta que veiculou. Diante desta moldura legal, é de fácil pacificação o conflito que se apresenta nestes autos, considerando tudo o que já foi expendido quanto à natureza da relação jurídica 3 • envolvida, no tocante ao ressarcimento à recorrente, por seus distribuidores, dos engradados e vasilhames sinistrados no manuseio por estes. Tal operação não se constitui numa relação jurídica tributária. Sua feição não está ao alcance do campo gravitacional semiótico do conceito de receita e tal não se encontra-se no raio de incidência da norma entalhada no art. 3°, letra b da LC n°07/70. O mesmo não se pode dizer daquilo que a recorrente chama de reembolso pelas despesas com propaganda rateadas com os seus distribuidores. Embora se possa dizer que é justa a cobrança proporcional à participação do distribuidor no mercado de vendas de bebidas, tal rateio não é executado numa operação autônoma, mas vinculada à estrutura de preços. Noutros termos, o valor pago pelas revendedoras, ainda que a destinação indicada seja o custeio da propaganda, ele é componente do preço dos produtos comercializados, e, assim, do faturamento com a venda destes. E, nesta parte, não se há de falar que tal incidência teria sido alcançada pela ampliação da base de cálculo. E nem se argumente que não faz diferença. Se o rateio fosse executado mediante urna operação autônoma, muito se teria que discutir no âmbito do conceito de "receitas auferidas", porém se o período de apuração fosse posterior a dezembro de 2002, quando da vigência da Lei n° 10.637/2002, que ampliou esse conceito, então sob o fundamento de validade da EC n°20/98. Não sendo alcançado pela dita lei os períodos em foco, não há que se Pelo exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso para excluir do _Lançamento a pare a relativa às indenizações pagas pelas revendedoras. Belçhior Melo. de-Sousa À 4
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Numero do processo: 13748.001037/2009-18
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 20 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2008
ISENÇÃO. APOSENTADORIA. MOLÉSTIA GRAVE.
Para que seja reconhecida a isenção de imposto sobre os valores recebidos de aposentadoria, deve o contribuinte comprovar, por meio de laudo pericial emitido por serviço médico da União, dos Estados, do DF e dos Municípios, que é portador de uma das moléstias definidas em lei.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.522
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2008 ISENÇÃO. APOSENTADORIA. MOLÉSTIA GRAVE. Para que seja reconhecida a isenção de imposto sobre os valores recebidos de aposentadoria, deve o contribuinte comprovar, por meio de laudo pericial emitido por serviço médico da União, dos Estados, do DF e dos Municípios, que é portador de uma das moléstias definidas em lei. Recurso Voluntário Negado.
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APOSENTADORIA. MOLÉSTIA GRAVE. Para que seja reconhecida a isenção de imposto sobre os valores recebidos de aposentadoria, deve o contribuinte comprovar, por meio de laudo pericial emitido por serviço médico da União, dos Estados, do DF e dos Municípios, que é portador de uma das moléstias definidas em lei. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 2ª Turma de Julgamento da DRJ/CGE/MS. Fl. 78DF CARF MF Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.09589.2NW7. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13748.001037/200918 Acórdão n.º 280102.522 S2TE01 Fl. 78 2 Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: “Contra a contribuinte acima identificada foi emitida a Notificação de Lançamento n° 2008/611187729473626 de fls. 25/28, referente ao Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2008, anocalendário 2007, perfazendo o montante de R$ 10.505,05, sendo R$ 5.497,73 de imposto, com os acréscimos de juros de mora e de multa de oficio, em razão da constatação de Omissão de Rendimentos Recebidos de Pessoa Jurídica, no montante de R$ 32.474,14. Na apuração do imposto devido foi compensado IRRF sobre os rendimentos omitidos no valor de R$ 1.068,06. Os dispositivos legais infringidos e a penalidade aplicável encontramse detalhados as fls. 26 e 28. A autuada foi cientificada do lançamento e apresentou a Solicitação de Retificação de Lançamento — SRL. As fls. 05 foi juntado o Resultado da Solicitação de Retificação de Lançamento —SRL, indeferindo a SRL, porque a contribuinte "não apresentou laudo oficial nem fez prova da condição de aposentado/pensionista/reformado". A contribuinte tomou ciência do indeferimento em 22/12/2009 (fls.31). Em 17/02/2009 apresentou a impugnação de fls. 01/03, contra o indeferimento da sua SRL, alegando, em síntese, que: a) os documentos comprobatórios requeridos para comprovação de isenção por ser portadora de cardiopatia grave, bem como da condição de aposentada por idade e pensionista, foram apresentados em SRL em 16/10/2009, porém ficou faltando a declaração emitida pela FACHESF (Fundação Chesf de Assistência e Seguridade Social), cuja sede é em Recife — PE, o que faz com a presente; b) o laudo oficial prova minha condição de aposentada e pensionista. Finalizou requerendo a improcedência da ação fiscal e os benefícios do Estatuto do Idoso, nos termos do art. 71 da Lei n° 10.741/2003.” A impugnação foi julgada improcedente, conforme Acórdão de fls. 45/48, que restou assim ementado: MOLÉSTIA GRAVE. ISENÇÃO. Para serem isentos do imposto de renda pessoa física, os rendimentos deverão necessariamente ser provenientes de pensão, aposentadoria ou reforma, assim como deve estar comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, que o interessado é portador de uma das moléstias apontadas na legislação de regência. Fl. 79DF CARF MF Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.09589.2NW7. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13748.001037/200918 Acórdão n.º 280102.522 S2TE01 Fl. 79 3 Regularmente cientificada daquele acórdão em 09/09/2010 (AR, fl. 52), a interessada interpôs recurso voluntário de fl. 53, em 04/10/2010. Em sua defesa, pretende seja reconhecida a isenção pleiteada, defendendo que a declaração e receituário do médico Dr. José Osman G. de Aguiar atendem aos requisitos previstos em Lei, uma vez que os referidos Laudos Periciais foram emitidos por serviços médicos oficiais do Estado do Rio de Janeiro. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. No caso, a recorrente argumenta que não pode prosperar a exigência formalizada na Notificação de Lançamento em apreço, eis que faz jus à isenção prevista no inciso XIV, do art. 6º, da Lei nº 7.713, de 1988 e alterações. Sobre a matéria, assim dispõe o inciso XIV da Lei nº 7.713, de 1988: “Art. 6º Ficam isentos do imposto de renda os seguintes rendimentos percebidos por pessoas físicas: (...) XIV – os proventos de aposentadoria ou reforma motivada por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome da imunodeficiência adquirida, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma; (Redação dada pela Lei nº 11.052, de 2004)” Por sua vez, o art. 30 da Lei nº 9.250, de 1995 determina: “Art. 30. A partir de 1º de janeiro de 1996, para efeito do reconhecimento de novas isenções de que tratam os incisos XIV e XXI do art. 6º da Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, com a redação dada pelo art. 47 da Lei nº 8.541, de 23 de dezembro de 1992, a moléstia deverá ser comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. § 1º O serviço médico oficial fixará o prazo de validade do laudo pericial, no caso de moléstias passíveis de controle. Fl. 80DF CARF MF Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.09589.2NW7. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13748.001037/200918 Acórdão n.º 280102.522 S2TE01 Fl. 80 4 § 2º Na relação das moléstias a que se refere o inciso XIV do art. 6º da Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, com a redação dada pelo art. 47 da Lei nº 8.541, de 23 de dezembro de 1992, fica incluída a fibrose cística (mucoviscidose).” Cumpre destacar que a partir de 1º de janeiro de 1996, para a concessão da isenção pleiteada, a moléstia enumerada no art. 6º, inc. XIV da Lei nº 7.713, de 1988 e alterações deve ser comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. A decisão recorrida concluiu que a contribuinte não faz jus à isenção postulada, considerando que a declaração e receituário do cardiologista de fls. 06 e 08, não atendem aos requisitos previstos em lei para concessão do beneficio, ou seja, não é laudo pericial emitido por serviço médico oficial, a contribuinte não faz jus à isenção postulada. Examinando os documentos trazidos pela recorrente, às fls. 56 e 57, que já constava dos autos, às fls. 06 e 08, verifico que o pleito pela isenção, relativamente ao ano calendário 2007, embasase em documentos de lavra de médico que não preenche os requisitos da legislação, especialmente no tocante à emissão por profissional do serviço médico oficial, da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Para exercer essa função é indispensável ato administrativo específico que designe o profissional, ou que o seu cargo lhe confira essa prerrogativa. Na falta desses elementos, o laudo não pode ser considerado como documento oficial. Assim, não cuidando a recorrente de aditar aos autos laudo médico hábil, com a indicação do cargo ou do ato que confere ao médico emitente competência para representar o órgão na emissão de laudos periciais, não há como reconhecer a isenção pleiteada. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 81DF CARF MF Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.09589.2NW7. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por TANIA MARA PASCHOALIN em 26/06/2012 20:33:30. Documento autenticado digitalmente por TANIA MARA PASCHOALIN em 26/06/2012. Documento assinado digitalmente por: ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES em 28/06/2012 e TANIA MARA PASCHOALIN em 26/06/2012. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 08/10/2019. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP08.1019.09589.2NW7 Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 16E2BF26E18F7E4132F421F4BB2E673AD27B31BE Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 13748.001037/2009-18. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
score : 1.0
Numero do processo: 10830.002511/2007-21
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 21 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2003
DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS.
Acatam-se as deduções quando comprovadas por documentação hábil
apresentada pelo contribuinte.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2801-002.538
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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DESPESAS MÉDICAS. Acatamse as deduções quando comprovadas por documentação hábil apresentada pelo contribuinte. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Fl. 113DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 28/06/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 10830.002511/200721 Acórdão n.º 280102.538 S2TE01 Fl. 109 2 Trata o presente processo de auto de infração que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), por meio da qual se reduziu a restituição pleiteada na Declaração de Ajuste Anual do exercício 2003, anocalendário 2002, para R$ 116,68. A autuação decorreu de apuração de dedução indevida a título de pensão alimentícia e despesas médicas. Em sua impugnação, o contribuinte solicitou o restabelecimento das referidas glosas, tendo em vista a documentação juntada aos autos. A 8ª Turma da DRJ/SPOII/SP julgou procedente em parte o lançamento, conforme Acórdão de fls. 54/57, para restabelecer o valor de R$ 9.558,19 referente à dedução a título de despesas médicas. Regularmente cientificado daquele acórdão em 09/11/2010 (AR, fl. 61), o interessado interpôs recurso voluntário de fls. 68/69, em 03/12/2010. Em sua defesa, pretende seja restabelecida a dedução a título de despesas médicas referentes aos profissionais Laiz Therezinha Vallerini, Pedro Luiz Gobett e Eduardo Macluf Filho, conforme recibos e declarações em anexo. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. O litígio cingese ao inconformismo do recorrente em relação à glosa das despesas médicas declaradas referentes aos seguintes profissionais: Laiz Therezinha Vallerini (R$ 12.684,00), Pedro Luiz Gobett (R$ 12.600,00)e Eduardo Macluf Filho (R$ 1.870,00). Tais glosas foram motivadas pelo fato de o contribuinte não ter atendido no prazo a intimação para comprovar as referidas despesas médicas. A decisão recorrida não acatou as despesas médicas com esses profissionais, uma vez que os recibos em favor dos Psicólogos Laiz Therezinha Vallerini e Pedro Luiz Gobett, bem como o pagamento em favor de Eduardo Macluf Filho não se encontram elaborados no estrito termo descrito na legislação do imposto de renda, considerando que não informam o endereço dos prestadores dos serviços. Em sede de recurso, o contribuinte junta, às fls. 75, 80 e 93, declarações firmadas, respectivamente, pelos profissionais Eduardo Macluf Filho, Pedro Luiz Gobett e Laiz Therezinha Vallerini, que confirmam os serviços prestados, informando o endereço do profissional faltante nos recibos apresentados anteriormente, às fls. 08/24, e novamente, às fls. 76/105. Desse modo, entendo que a falta apontada pela decisão de 1ª instância foi suprida pelas mencionadas declarações, de sorte que devem ser restabelecidas as despesas Fl. 114DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 28/06/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 10830.002511/200721 Acórdão n.º 280102.538 S2TE01 Fl. 110 3 médicas referentes aos profissionais Laiz Therezinha Vallerini (R$ 12.684,00), Pedro Luiz Gobett (R$ 12.600,00)e Eduardo Macluf Filho (R$ 1.870,00), no montante de R$ 27.154,00. Diante do exposto, voto por dar provimento ao recurso para restabelecer a dedução a título de despesas médicas, no montante 27.154,00. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 115DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 28/06/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N
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Numero do processo: 11080.000820/2003-26
Data da sessão: Wed May 19 00:00:00 UTC 2010
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Ano-calendário: 1997
REPETIÇÃO DE INDÉBITO. DECADÊNCIA.
O direito a repetir indébito tributário decai em cinco anos contados do pagamento indevido.
MANIFESTAÇÃO CONTRA AVISO DE COBRANÇA.
INCOMPETÊNCIA DO CONSELHO.
Não compete ao Conselho pronunciar-se sobre manifestação do contribuinte em relação a avisos de cobrança.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.460
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso.
Matéria: IRPJ - restituição e compensação
Nome do relator: DANIEL MAURÍCIO FEDATO
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materia_s : IRPJ - restituição e compensação
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 1997 REPETIÇÃO DE INDÉBITO. DECADÊNCIA. O direito a repetir indébito tributário decai em cinco anos contados do pagamento indevido. MANIFESTAÇÃO CONTRA AVISO DE COBRANÇA. INCOMPETÊNCIA DO CONSELHO. Não compete ao Conselho pronunciar-se sobre manifestação do contribuinte em relação a avisos de cobrança. Recurso Voluntário Negado.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2010-10-07T15:20:52Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-10-07T15:20:52Z; Last-Modified: 2010-10-07T15:20:52Z; dcterms:modified: 2010-10-07T15:20:52Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:163434fa-d63f-4976-8c27-681bdece0eb7; Last-Save-Date: 2010-10-07T15:20:52Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-10-07T15:20:52Z; meta:save-date: 2010-10-07T15:20:52Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-10-07T15:20:52Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-10-07T15:20:52Z; created: 2010-10-07T15:20:52Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2010-10-07T15:20:52Z; pdf:charsPerPage: 1108; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-10-07T15:20:52Z | Conteúdo => Alexandrb Kern - Prend-ente.. S3-T E03 H 171 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo o" I 1080.000820/2003-26 Recurso n" 251620 Voluntário Acórdão n" 3803-00.460 — 3" Turma Especial Sessão de 19 de maio de 2010 Matéria RESTITUIÇÃO/ COMP PIS Recorrente JUMBO AGÊNCIA DE CORREIOS FRANQUEADA LIDA Recorrida DR.1 - PORTO ALEGRE/RS ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 1997 REPETIÇÃO DE INDÉBITO. DECADÊNCIA, O direito a repetir indébito tributário decai em cinco anos contados do pagamento indevido MANIFESTAÇÃO CONTRA AVISO DE. COBRANÇA. INCOMPETÊNCIA DO CONSELHO, Não compete ao Conselho pronunciar-se sobre manifestação do contribuinte em relação a avisos de cobrança, Recurso Voluntário Negado, Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, Daniel Maurício Fedato Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Carlos Henrique Martins de Lima, Rangel Perrucci Fiorin, Daniel Maurício Fedato (Relator) e Hélcio Lafetá Reis, Relatório Trata o presente Recurso, de solicitação de restituição e compensação de tributos do período de maio/97 a dezembro/97, pagos indevidamente e a maior.. A Interessada ingressa sua defbsa contra o Acórdão n" 10-11517, proferido pela 5' Turma da DRI de Porto Alegre/RS, que indeferiu sua solicitação pelas seguintes considerações: "a) desconhecei da manifestação referente aos avisos de cobrança; e b) no tocante à compensação, conhecer, mas .julgar improcedente a manifestação de inconfOrmidade, mantendo o despacho decisório recorrido. Ementa da Decisão: "MANIFESTAÇÃO CONTRA AVISO DE COBRANÇA. INCOMPETÊNCIA DAS DRJ. Não compete às DRJ pronunciar-se sobre manifestação do contribuinte em relação a avisos de cobrança, REPETIÇÃO DE INDÉBITO. DECADÊNCIA O direito a repetir indébito tributário decai em cinco anos contados do pagamento indevido." A cronologia dos fatos, anteriores ao julgamento da DRI, demonstra que em 29 de janeiro de 2003, a Recorrente apresentou declaração de compensação. E em 25 de abril de 2007 a URI; de POA/RS não homologou a compensação, apoiada no entendimento de que o direito à restituição ou compensação já havia decaído, por terem decorridos mais de cinco anos, A defesa da Recorrente, basicamente é o entendimento dos "5+5" (10 anos), com animo, no STF e jurisprudência colaciona dessa vertente, conforme pode ser constatado em suas argumentações de defesa (fls. 161/169). E a respeito aos avisos de cobrança, acrescenta que estes também não estariam prescritos. Em síntese, é o relatório. 2 Processo o" 11080.000820/2003-26 S3-TE03 Acórdão n " 3803-00.460 Fl 172 Voto Conselheiro Daniel Mauricio Fedato, Relatar O recurso voluntário é tempestivo e atende às demais exigências legais, razão pela qual dele conheço. Conforme relatório demonstra a Interessada aguarda entendimento de que o prazo decadencial começa "correr" após decorridos cinco anos da ocorrência do fato gerador, somando mais cinco, "5+5 --- 10 anos". Antes da análise do mérito, evoco os arts. 165 e 168 do CTN, que trata sobre o direito e prazos para requerer a repetição do indébito: "Art. 16.5. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual .for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no ,sç 4" do artigo 162, nos seguintes casos:' 1 - cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fluo gerador efetivamente ocorrido; - erro na edificação do sujeito passivo, na determinação da alíquota aplicável, no cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento relativo ao pagamento; III - reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória, Art.. 168. O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados: I - nas hipótese dos incisos 1 e II do artigo 165, da data da extinção do crédito tributário; (Vide art 3 da LC n°118, de 2005) - na hipótese do inciso III do artigo 165, da data em que se tornar definitiva a decisão administrativa ou passar em .julgado a decisão judicial que tenha reformado, anulado, revogado ou rescindido a decisão condenatória," Assim, deduz-se que o direito de restituição de tributo pago a maior ou de forma indevida, situação em que supostamente se enquadraria o presente caso, se extingue após cinco anos contados da data da extinção do crédito tributário, 3 E como se trata de tributo sujeito ao lançamento por homologação, a extinção do crédito tributário se dá no momento do pagamento antecipado, nos termos do art. 150 do CTN, in verbis: "Art. 15(f O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1" O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação ao lançamento. § 4" Se a lei não .fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do .fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, .fraude ou _simulação. Portanto, o prazo de cinco anos para pleitear a repetição do indébito se inicia com o pagamento antecipado que se extingue o crédito tributário sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento, A Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, manifestando-se sobre o assunto, emitiu o Parecer PGTN/CAT n° 1.538, de 18 de outubro de 1999, posicionando-se nos seguintes termos: 1 — o entendimento de que termo "a quo" do prazo decadencial do direito de restituição de tributo pago indevidamente, com base em lei declarada inconstitucional pelo STF, seria a data de publicação do respectivo acórdão, no controle concentrado, e da resolução do Senado, no controle difuso, contraria o principio da segurança jurídica, por ampliar o efeito ex tune, de maneira absoluta, sem atenuar a sua eficácia, de forma a não desfazer situações jurídicas que, pela legislação regente, não sejam mais passíveis de revisão administrativa ou judicial; II — os prazos decadenciais e prescricionais em direito tributário constituem-se em matéria de lei complementar, conforme determina o art, 150, III, "b" da Constituição da República, encontrando-se hoje regulamentada pelo CTN; III — o prazo decadencial do direito de pleitear restituição de crédito decorre de pagamento de tributo indevido, seja por aplicação inadequada da lei, seja pela inconstitucionalidade desta, rege-se pelo art. 168 do CTN, extinguindo-se, destarte, após decorridos cinco anos da ocorrência de urna das hipóteses previstas no art. 165 do mesmo Código. 4 Processo n" 11080.000820/2003-26 53-TE03 Acórc150 n " 3803-00.460 F I . 173 Posteriormente considerando o teor do Parecer acima transcrito, o Secretário da Fazenda Nacional expediu o Ato Declaratório n" 96, de 26 de novembro de 1999, fixando a interpretação, acercado prazo para a formulação de repetição para indébito, in verbis: "I - o prazo para que o contribuinte possa pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente ou em valor maior que o devido, inclusive na hipótese de o pagamento ter sido efetuado conu base em lei posteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em ação declaratória ou em recurso extraordinário, extingue-se após o transcurso do prazo de .5 (cinco) anos, contado da data da extinção do crédito tributário — arts. 16.5, I, e 168, 1, da Lei n°517.2, de .25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional)." Ressalte-se ainda, que por possuir caráter interpretativo, o citado Ato Declaratário, aplica-se a fato pretérito, conforme o disposto no art. 106, I, do CTN, Assinale- se, também, que tal norma deve ser entendida no sentido de que a extinção do crédito tributário, como referida no art. 168, inciso I, do CTN, ocorre na data do pagamento indevido ou maior que o devido., A esse respeito, sobre o prazo decadencial a Lei Complementar n° 118, de 09 de fevereiro de 2005, soterrou definitivamente a questão, estabelecendo em seus artigos 3" e 4' que: "Art, .3" Para eleito de interpretação do inciso 1 do art.. 168 do CTN, a extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, no momento do pagamento antecipado de que trata o § I" do art. 150 da referida Lei Art. 4" Esta Lei entra em vigor 120 (cento e vinte) dias após sua publicação, observado, quanto ao art. 3", o disposto no art. 106, inciso I da Lei n" 5.172 de 25 de outubro de 1966, CTN " E sob o aspecto do pleito dos avisos de cobrança, que demonstra a interessada não estarem prescritos, não me é concedido o direito da análise deste mérito. Diante do exposto, voto por negar provimento no que tange a decadência em decorrência do transcurso do prazo decadencial de cinco anos para repetição do indébito contados da data do pagamento. E respeito dos avisos de cobrança, não conhecer da manifestação Daniel Mauricio Fedato -A 5
score : 1.0
Numero do processo: 13909.000549/2008-88
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 20 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005
DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO.
Todas as deduções declaradas estão sujeitas à comprovação ou justificação, mormente quando há dúvidas quanto à prestação dos serviços. Em tais situações, a apresentação tão-somente de recibos e/ou declarações de lavra dos profissionais é insuficiente para comprovar a efetividade dos serviços e dos correspondentes pagamentos.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.507
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Vencidos os Conselheiros Sandro Machado dos Reis, Carlos César Quadros Pierre e Luiz Cláudio Farina Ventrilho que davam provimento parcial ao recurso para restabelecer despesas médicas no valor de R$ 8.000,00.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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COMPROVAÇÃO. Todas as deduções declaradas estão sujeitas à comprovação ou justificação, mormente quando há dúvidas quanto à prestação dos serviços. Em tais situações, a apresentação tãosomente de recibos e/ou declarações de lavra dos profissionais é insuficiente para comprovar a efetividade dos serviços e dos correspondentes pagamentos. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Vencidos os Conselheiros Sandro Machado dos Reis, Carlos César Quadros Pierre e Luiz Cláudio Farina Ventrilho que davam provimento parcial ao recurso para restabelecer despesas médicas no valor de R$ 8.000,00. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Fl. 115DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 26/06/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/06/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 13909.000549/200888 Acórdão n.º 280102.507 S2TE01 Fl. 116 2 Relatório Trata o presente processo de notificação de lançamento que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), por meio da qual se exige do sujeito passivo acima identificado o montante de R$ 6.778,27, referente ao exercício de 2005. A autuação decorreu de apuração de dedução indevida a título de despesas médicas. Em sua impugnação, a contribuinte contestou a glosa das despesas médicas declaradas referentes a Ícaro de Vico (R$ 7.020,00) e Odonto Center de Vico (R$ 8.000,00), argumentando que os documentos apresentados são hábeis a comprovar que as referidas despesas foram efetivamente realizadas. A 6ª Turma da DRJ/CTA/PR julgou improcedente a impugnação, conforme Acórdão de fls. 101/106, que restou assim ementado: DESPESAS MÉDICAS. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO. São dedutíveis despesas médicas, desde que devidamente comprovadas mediante documentação hábil e idônea. DEDUÇÃO. DESPESAS MÉDICAS. ÔNUS DA PROVA. É lícito ao fisco exigir a comprovação e justificação das despesas médicas, cabendo o ônus da prova ao contribuinte. PROVAS DOCUMENTAIS. IMPUGNAÇÃO. FASE INSTRUTÓRIA. PRAZO. PRECLUSÃO TEMPORAL. O momento para produção de provas documentais é juntamente com a impugnação, inexistindo fase instrutória específica, precluindo o direito de o contribuinte fazêlo em outro momento processual, salvo se fundada nas hipóteses expressamente previstas na legislação pertinente. Regularmente cientificada daquele acórdão em 18/04/2011(AR, fl. 109), a interessada interpôs recurso voluntário de fls. 110/111, em 18/05/2011. Em sua defesa, sustenta que os documentos apresentados comprovam o vínculo do profissional e contribuinte; a efetiva prestação dos serviços e também a sua quitação, motivo pelo qual deve ser restabelecida a dedução de despesas médicas no montante de R$ 15.020,00. Defende que as provas apresentadas somente poderiam ser desconsideradas caso a fiscalização comprovasse a inidoneidade delas. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. Fl. 116DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 26/06/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/06/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 13909.000549/200888 Acórdão n.º 280102.507 S2TE01 Fl. 117 3 O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. A recorrente pretende seja cancelada a glosa das despesas declaradas com Ícaro de Vico (R$ 7.020,00) e Odonto Center de Vico (R$ 8.000,00), que foi motivada pela falta de comprovação do efetivo pagamento. A decisão recorrida manteve a glosa, concluindo que é necessária a comprovação do efetivo desembolso relativamente às referidas despesas médicas. Em sede de recurso, a interessada requer o reconhecimento da comprovação das despesas médicas em discussão sem, contudo, aditar os elementos de provas julgados necessários pela fiscalização e decisão recorrida a comprovar a efetividade do pagamento da reclamada despesa médica. No caso sob exame, mormente considerando que a totalidade dos rendimentos tributáveis da contribuinte são oriundos de pessoas jurídicas, provavelmente mediante créditos em conta corrente bancária, também entendo que a falta de comprovação dos pagamentos denota que o procedimento fiscal foi acertado, porquanto indique a inexistência das despesas, ressalvada a comprovação contrária, que a interessada não logrou produzir, salientandose que, na análise de prova, à instância julgadora é assegurada a liberdade de convicção, a teor do art. 29 do Decreto nº 70.235, de 1972: Art. 29. Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias. Diferentemente do que aduz a recorrente, não se trata de exigências descabidas ou ilegais, já que a legislação que rege a matéria dispõe que todas deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, conforme se depreende dos dispositivos abaixo, cabendo à contribuinte que pleiteou a dedução provar que realmente efetuou os pagamentos nos valores e nas datas constantes nos comprovantes, para que fique caracterizada a efetividade da despesa passível de dedução, no período assinalado. Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999: Art. 73. Todas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora (Decretolei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 3º). § 1º se forem pleiteadas deduções exageradas em relação aos rendimentos declarados, ou se tais deduções não forem cabíveis, poderão ser glosadas sem a audiência do contribuinte (Decreto lei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 4º). O que não cabe aqui é admitirse a dedução de despesas médicas em valor significativo, como na espécie, que representam aproximadamente 50% dos rendimentos do autuado, sem tais comprovações. Assim, tão importante quanto o preenchimento dos requisitos formais do documento comprobatório da despesa, é a constatação da efetividade do pagamento direcionado ao fim indicado. Isto quer dizer que os documentos relacionados às despesas permitidas como dedução da base de cálculo do imposto sobre a renda não representam uma Fl. 117DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 26/06/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/06/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 13909.000549/200888 Acórdão n.º 280102.507 S2TE01 Fl. 118 4 presunção absoluta e inquestionável, pois, sempre que necessário, a autoridade tributária poderá exigir do sujeito passivo a comprovação da sua efetividade/pagamento. Portanto, a exigência de comprovação do efetivo pagamento encontrase amparada na legislação e nos elementos fáticos existentes, razão pela qual deve ser mantida a glosa correspondente. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 118DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 26/06/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/06/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A
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