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Numero do processo: 19679.016387/2004-11
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 14 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon Jun 03 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/01/1999 a 31/12/1999
OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. APRESENTAÇÃO DE DECLARAÇÃO. CUMPRIMENTO EXTEMPORÂNEO. PENALIDADE.
O cumprimento da obrigação acessória, apresentação de declaração, fora dos prazos previstos na legislação tributária, sujeita o infrator às penalidades legais.
Numero da decisão: 1302-003.567
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto do relator.
(assinado digitalmente)
Luiz Tadeu Matosinho Machado - Presidente.
(assinado digitalmente)
Paulo Henrique Silva Figueiredo - Relator.
Participaram do presente julgamento os conselheiros Paulo Henrique Silva Figueiredo, Gustavo Guimarães da Fonseca, Ricardo Marozzi Gregório, Rogério Aparecido Gil, Maria Lúcia Miceli, Flávio Machado Vilhena Dias, Marcelo José Luz de Macedo (Suplente convocado) e Luiz Tadeu Matosinho Machado (Presidente). Ausente o conselheiro Marcos Antônio Nepomuceno Feitosa, substituído pelo conselheiro Marcelo José Luz de Macedo.
Nome do relator: PAULO HENRIQUE SILVA FIGUEIREDO
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/01/1999 a 31/12/1999 OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. APRESENTAÇÃO DE DECLARAÇÃO. CUMPRIMENTO EXTEMPORÂNEO. PENALIDADE. O cumprimento da obrigação acessória, apresentação de declaração, fora dos prazos previstos na legislação tributária, sujeita o infrator às penalidades legais.
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APRESENTAÇÃO DE DECLARAÇÃO. CUMPRIMENTO EXTEMPORÂNEO. PENALIDADE. O cumprimento da obrigação acessória, apresentação de declaração, fora dos prazos previstos na legislação tributária, sujeita o infrator às penalidades legais. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto do relator. (assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado Presidente. (assinado digitalmente) Paulo Henrique Silva Figueiredo Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros Paulo Henrique Silva Figueiredo, Gustavo Guimarães da Fonseca, Ricardo Marozzi Gregório, Rogério Aparecido Gil, Maria Lúcia Miceli, Flávio Machado Vilhena Dias, Marcelo José Luz de Macedo (Suplente convocado) e Luiz Tadeu Matosinho Machado (Presidente). Ausente o conselheiro Marcos Antônio Nepomuceno Feitosa, substituído pelo conselheiro Marcelo José Luz de Macedo. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 67 9. 01 63 87 /2 00 4- 11 Fl. 38DF CARF MF Processo nº 19679.016387/200411 Acórdão n.º 1302003.567 S1C3T2 Fl. 39 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário em relação ao Acórdão nº 1611.740, proferido pela 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em São Paulo I (fls. 13 a 15), que julgou improcedente a impugnação apresentada pelo sujeito passivo, e cuja ementa é a seguinte: "Assunto: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Anocalendário: 1999 MULTA POR ATRASO NA ENTREGA. O cumprimento da obrigação acessória apresentação de declarações (DCTF) fora dos prazos previstos na legislação tributária, sujeita o infrator à aplicação das penalidades legais." O presente processo decorre de Auto de Infração relativo a multa por atraso na entrega das Declarações de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF), referentes aos quatro trimestres do anocalendário de 1999 (fl. 4). O sujeito passivo, por meio do documento de fl. 2, sustenta que: (i) não causou nenhum "dolo ou prejuízo" à Receita Federal; (ii) entregou as declarações espontaneamente; (iii) efetuou o recolhimento de todos os tributos confessados nas DCTFs. A decisão de primeira instância registrou a vinculação à lei da atividade da autoridade administrativa tributária, de modo que, descumprida a obrigação acessória, fica o sujeito passivo sujeito à penalidade prevista na legislação e a autoridade tributária no dever de aplicála. Esclareceu que a obrigação acessória de que tratam os autos não se limita à apresentação das declarações, mas em fazêlo dentro do prazo fixado na legislação. Desta forma, o fato de haver apresentado as DCTFs espontaneamente e de haver recolhido os tributos nelas confessados, não exime o sujeito passivo da obrigação decorrente da entrega intempestiva. Após a ciência, o sujeito passivo principal apresentou o Recurso Voluntário de fls. 21 e 22, reiterando, basicamente, as alegações trazidas na Impugnação. É o Relatório. Voto Conselheiro Paulo Henrique Silva Figueiredo Relator I. Da admissibilidade do Recurso Fl. 39DF CARF MF Processo nº 19679.016387/200411 Acórdão n.º 1302003.567 S1C3T2 Fl. 40 3 O sujeito passivo foi cientificado, por via postal, em 13 de dezembro de 2007 (fl. 18), tendo apresentado Recurso Voluntário em 26 de dezembro do mesmo ano, dentro, portanto, do prazo de 30 (trinta) dias previsto no art. 33 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. O Recurso é assinado por procurador, devidamente constituído à fl 23. A matéria objeto do Recurso está contida na competência da 1ª Seção de Julgamento do CARF, conforme Art. 2º, inciso VI, do Anexo II do Regimento Interno do CARF (RI/CARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Isto posto, o Recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade, pelo que deve ser conhecido. II. Do mérito Como visto, o sujeito passivo não contesta o fato de que apresentou as DCTFs relativas aos quatro trimestres do anocalendário de 1999 em atraso. Apenas, busca se eximir da penalidade a ele imposta, pelo fato de haver apresentado as referidas declarações espontaneamente, recolhido os tributos nelas confessados e não haver causado qualquer prejuízo. A penalidade pelo descumprimento de obrigações acessórias, contudo, como bem decidido pelo Acórdão recorrido, não pode ser afastada pelas razões suscitadas. Em primeiro lugar, cabe lembrar o teor do art. 136 do CTN: "Art. 136. Salvo disposição de lei em contrário, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato." Neste sentido, é irrelevante para a aplicação da penalidade o fato de o cumprimento extemporâneo da obrigação acessória ter ocasionado, ou não, prejuízos ao Fisco. Tratase de obrigação meramente formal, de forma que o seu descumprimento, ou seja, a não apresentação da DCTF no prazo fixado na legislação, impõe a aplicação da penalidade. Do mesmo modo, como bem apontado na decisão de primeira instância, o fato de o sujeito passivo haver apresentado as declarações antes de qualquer procedimento por parte da autoridade fiscal, também não o exime da multa, uma vez que a obrigação a ele imposta não é a apresentação da DCTF, mas a sua apresentação no prazo determinado pela Administração Tributária. A par disso, o recolhimento dos tributos confessados nas DCTFs em questão consiste no cumprimento de obrigação diversa e apenas livra o Recorrente da penalidade a que estaria sujeito, no caso do não pagamento (multa de ofício) ou do pagamento extemporâneo (multa de mora). Nenhuma relação, porém, com a sanção imposta neste processo. Finalmente, o pedido subsidiário apresentado pelo Recorrente, para que a penalidade imposta seja reduzida em 50%, não encontra amparo legal. Fl. 40DF CARF MF Processo nº 19679.016387/200411 Acórdão n.º 1302003.567 S1C3T2 Fl. 41 4 A redução em questão seria possível, como consignado no Auto de Infração de fl. 4, caso o sujeito passivo houvesse efetuado o recolhimento da multa, no prazo fixado no documento de lançamento. De outra parte, tendo as multas sido impostas no valor mínimo fixado pela legislação, não há que se aplicar a redução prevista no §2º do art. 7º da Lei nº 10.426, de 24 de abril de 2002: "Art. 7o O sujeito passivo que deixar de apresentar Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica DIPJ, Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais DCTF, Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica, Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte DIRF e Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais Dacon, nos prazos fixados, ou que as apresentar com incorreções ou omissões, será intimado a apresentar declaração original, no caso de não apresentação, ou a prestar esclarecimentos, nos demais casos, no prazo estipulado pela Secretaria da Receita Federal SRF, e sujeitarseá às seguintes multas: (Redação dada pela Lei nº 11.051, de 2004) (...) § 2º Observado o disposto no § 3º, as multas serão reduzidas: Ià metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; IIa setenta e cinco por cento, se houver a apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. § 3º A multa mínima a ser aplicada será de: (Vide Lei nº 11.727, de 2008) IR$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de pessoa física, pessoa jurídica inativa e pessoa jurídica optante pelo regime de tributação previsto na Lei nº 9.317, de 1996; IIR$ 500,00 ( quinhentos reais), nos demais casos. " (Destacou se) Isto posto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso do sujeito passivo. (assinado digitalmente) Paulo Henrique Silva Figueiredo Fl. 41DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13971.910805/2009-74
Turma: Terceira Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 09 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Tue May 28 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 1003-000.068
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em CONVERTER o julgamento do recurso EM DILIGÊNCIA à Unidade de Origem, para que a DRF analise a documentação acostada em grau de recurso voluntário, se manifeste a respeito das informações e provas colacionadas pela Recorrente no recurso voluntário, a fim de verificar se o crédito é líquido e certo e havendo a constatação de liquidez e certeza do crédito em questão, que sejam realizadas as compensações possíveis em relação às Declarações de Compensação (Dcomp) nº PER/DCOMP discutidas nos presentes autos e naqueles apensados a este, quais sejam: 13971.916.376/2011-63 (CSLL), 13971.916.377/2011-16 (IRPJ), 13971.901.893/2012-19 (IRPJ), 13971.901.892/2012-74 (IRPJ), 13971.900.506/2011-46 (IRPJ) e 13971.910.805/2009-74 (IRPJ).
(assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva Presidente
(assinado digitalmente)
Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça - Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva (Presidente), Bárbara Santos Guedes, Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça e Wilson Kazumi Nakayama.
Nome do relator: MAURITANIA ELVIRA DE SOUSA MENDONCA
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1811; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C0T3 Fl. 2 1 1 S1C0T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13971.910805/200974 Recurso nº Voluntário Resolução nº 1003000.068 – Turma Extraordinária / 3ª Turma Data 9 de maio de 2019 Assunto PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO FISCAL Recorrente IRIANNA ADMINISTRAÇÃO E REPRESENTAÇÕES LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em CONVERTER o julgamento do recurso EM DILIGÊNCIA à Unidade de Origem, para que a DRF analise a documentação acostada em grau de recurso voluntário, se manifeste a respeito das informações e provas colacionadas pela Recorrente no recurso voluntário, a fim de verificar se o crédito é líquido e certo e havendo a constatação de liquidez e certeza do crédito em questão, que sejam realizadas as compensações possíveis em relação às Declarações de Compensação (Dcomp) nº PER/DCOMP discutidas nos presentes autos e naqueles apensados a este, quais sejam: 13971.916.376/201163 (CSLL), 13971.916.377/201116 (IRPJ), 13971.901.893/201219 (IRPJ), 13971.901.892/201274 (IRPJ), 13971.900.506/201146 (IRPJ) e 13971.910.805/200974 (IRPJ). (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva – Presidente (assinado digitalmente) Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva (Presidente), Bárbara Santos Guedes, Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça e Wilson Kazumi Nakayama. RELATÓRIO Tratase de Recurso Voluntário contra Acórdão nº 1447.616, proferido pela 5ª Turma da DRJ/RPO, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade da contribuinte, não reconhecendo o direito creditório pleiteado. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 39 71 .9 10 80 5/ 20 09 -7 4 Fl. 318DF CARF MF Processo nº 13971.910805/200974 Resolução nº 1003000.068 S1C0T3 Fl. 3 2 Versa o processo sobre declarações de compensação (PERDCOMP) não homologadas em razão da não comprovação de valores supostamente recolhidos a maior do que aquele efetivamente devido, não restando, destarte, crédito disponível para compensação dos débitos informados nos PER/DCOMP. Por bem refletir os fatos, adoto, e transcrevo, o relatório da decisão de primeira instância, complementandoo ao final: IRIANNA ADMINISTRACAO E REPRESENTACOES LTDA contribuinte requerente), com fulcro no art. 15 do Decreto nº 70.235 de 1972 (PAF), apresenta manifestação de inconformidade ao despacho que indeferiu o pleito consubstanciado nos processos abaixo relacionados: Tais processos estão sendo juntados por “apensação”, considerando principal o de nº 13971910805/200974, visando otimizar os procedimentos processuais e lavratura de atos relativos a todos eles, haja vista tratarse do mesmo contribuinte e mesma matéria em litígio. Tratamse pedidos de reconhecimento de direito creditório, formalizados mediante “Pedidos de Ressarcimento ou Restituição Eletrônicos – Declaração de Compensação” – PERDCOMP juntados aos autos dos aludidos processos. Em todos os pedidos a contribuinte registra que se trata de recolhimento indevido ou a maior, a exemplo da PERDCOMP de fls. 32 e seguintes do “processo principal” transmitida em 5/2/09 que se refere ao recolhimento do IRPJ relativo ao período de apuração de junho/2008. Consoante despachos decisórios da DRF de Origem, a exemplo de fl. 2 do “processo principal”, proferido em 7/10/2009, todos os pleitos foram indeferidos em face da apuração da inexistência do crédito, ou seja, os pagamentos que se alega foram realizados a maior já se encontravam alocados a débitos declarados e confessados pelo próprio contribuinte. Cientificada, a contribuinte apresentou manifestações de inconformidade, tal qual à fl. 1 do processo principal, alegando em síntese que se equivocou na apuração dos tributos devidos, daí o recolhimento a maior. Equivocouse também no preenchimento da DCTF. Todavia deixou de apresentar as DCTF retificadoras, Fl. 319DF CARF MF Processo nº 13971.910805/200974 Resolução nº 1003000.068 S1C0T3 Fl. 4 3 ensejando o indeferimento, falha corrigida após a ciência do despacho decisório. Ao final requer seja acolhida a DCTF Retificadora, bem com reconhecido o direito creditório pleiteado nos aludidos processos anexando memória de cálculo dos valores que entende fazer jus, alem das declarações retificadas. Por sua vez, a 5ª Turma da DRJ/RPO determinou o apensamento, aos presentes autos, dos seguintes processos: 13971.916.376/201163 (CSLL), 13971.916.377/201116 (IRPJ), 13971.901.893/201219 (IRPJ), 13971.901.892/201274 (IRPJ), 13971.900.506/2011 46 (IRPJ) e 13971.910.805/200974 (IRPJ). Conforme acórdão de piso, em todos estes processos os pleitos referentes à homologação foram indeferidos ante a apuração de inexistência do crédito informado, em DCOMP, pela Requerente. A 5ª Turma da DRJ/RPO, ainda, entendeu por bem julgar improcedente as manifestações de inconformidade, confirmando os despachos que não homologaram o pleito da Recorrente no processo principal de nº 13971.910805/200974, bem como em todos os apensos discriminados, conforme ementa abaixo: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2009 RECONHECIMENTO DE DIREITO CREDITÓRIO. NECESSIDADE DA EXISTÊNCIA DE CRÉDITO. A restituição, tal qual a compensação, pressupõe a existência de crédito do devedor para com o credor. No momento em que o sujeito passivo não retificou a DCTF antes da apreciação do pleito na DRF, não fez com que se materializasse junto à Administração Tributária o valor que alega ter recolhido a maior, cujo montante pretendia ver reconhecido. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada, com o não reconhecimento do seu direito creditório, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário ratificando os argumentos delineados na Manifestação de Inconformidade, alegando a inocorrência de prescrição para o pedido de restituição de valores pagos indevidamente e apresentando documentos complementares visando à comprovação de suas alegações e do crédito informado nos PER/DCOMP's em discussão. É o Relatório. VOTO Conselheira Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça, Relatora. O recurso é tempestivo e cumpre com os demais requisitos legais de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento e passo a apreciar. Fl. 320DF CARF MF Processo nº 13971.910805/200974 Resolução nº 1003000.068 S1C0T3 Fl. 5 4 De acordo com o já relatado, a Recorrente alega que houve recolhimento a maior que o valor devido, porém houve divergência na apuração mensal e essa divergência foi informada através de DCTF retificadora, ainda que apresentada após a emissão do Despacho Decisório. Ocorre que a DRJ, acertadamente, não reconheceu o direito creditório pleiteado e fundamentou sua decisão na ausência de documentação suficiente para comprovar o direito líquido e certo da Recorrente. De fato, cabe a Recorrente produzir o conjunto probatório nos autos de suas alegações, já que o procedimento de apuração do direito creditório não prescinde de comprovação inequívoca da liquidez e da certeza do valor de direito creditório pleiteado, nos termos do art. 170 do CNT. Portanto, a Recorrente tem o ônus de instruir os autos com documentos hábeis e idôneos que justifiquem a retificação das informações alteradas., por isso, disse que acertadamente a DRJ, naquele momento, não reconheceu o direito creditório pleiteado. Nesse sentido também vale ressaltar o disposto no art. o art. 195 do Código Tributário Nacional e o art. 4º do DecretoLei nº 486, de 03 de março de 1969, que preveem, em última análise, "que os livros obrigatórios de escrituração comercial e fiscal e os comprovantes dos lançamentos neles efetuados serão conservados até que ocorra a prescrição dos créditos tributários decorrentes das operações a que se refiram". Afinal, para que haja o reconhecimento do direito creditório é necessário um cuidadoso exame do pagamento a maior de tributo, uma vez que é absolutamente essencial verificar a precisão dos dados informados em todos os livros de escrituração obrigatórios por legislação fiscal específica bem como os documentos e demais papéis que serviram de base para escrituração comercial e fiscal. Importante frisar que é determinação legal a necessidade de apresentação de documentos comprobatórios do erro de fato cometido pelo contribuinte, conforme art. 147 da Lei nº 5.172/1966, in verbis: Art. 147. O lançamento é efetuado com base na declaração do sujeito passivo ou de terceiro, quando um ou outro, na forma da legislação tributária, presta à autoridade administrativa informações sobre matéria de fato, indispensáveis à sua efetivação. § 1º A retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o lançamento. A comprovação, portanto, é condição para admissão da retificação da DCTF realizada, quando essa, como no caso dos autos, reduz tributos. A DIPJ, embora seja um documento importante, não comprova as alegações do autor por se tratar de mera declaração sem efeitos de confissão de dívidas, tendo, pois, efeitos meramente informativos (Instrução Normativa SRF n° 014/2000). Fl. 321DF CARF MF Processo nº 13971.910805/200974 Resolução nº 1003000.068 S1C0T3 Fl. 6 5 Na verdade, a DIPJ como elemento probatório que não supre a inércia da contribuinte em apresentar a escrituração contábil e fiscal, por ser uma prestação de informações unilateral que sequer está sujeita à revisão por parte da Administração Tributária Conforme inteligência da Súmula CARF nº 92, a DIPJ Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica tem caráter meramente informativo e não se presta à comprovação da existência e liquidez de indébito tributário. Importante lembrar que as situações de erro material podem ser corrigidas de ofício ou a requerimento, após prolação de despacho decisório, nos termos do Parecer Normativo Cosit nº 2, de 28 de agosto de 2015, desde que comprovadas. Aludido Parecer assim determina: Conclusão 22. Por todo o exposto, concluise: a) as informações declaradas em DCTF – original ou retificadora – que confirmam disponibilidade de direito creditório utilizado em PER/DCOMP, podem tornar o crédito apto a ser objeto de PER/DCOMP desde que não sejam diferentes das informações prestadas à RFB em outras declarações, tais como DIPJ e Dacon, por força do disposto no§ 6º do art. 9º da IN RFB nº 1.110, de 2010, sem prejuízo, no caso concreto, da competência da autoridade fiscal para analisar outras questões ou documentos com o fim de decidir sobre o indébito tributário; b) não há impedimento para que a DCTF seja retificada depois de apresentado o PER/DCOMP que utiliza como crédito pagamento inteiramente alocado na DCTF original, ainda que a retificação se dê depois do indeferimento do pedido ou da não homologação da compensação, respeitadas as restrições impostas pela IN RFB nº 1.110, de 2010; c) retificada a DCTF depois do despacho decisório, e apresentada manifestação de inconformidade tempestiva contra o indeferimento do PER ou contra a não homologação da DCOMP, a DRJ poderá baixar em diligência à DRF. Caso se refira apenas a erro de fato, e a revisão do despacho decisório implique o deferimento integral daquele crédito (ou homologação integral da DCOMP), cabe à DRF assim proceder. Caso haja questão de direito a ser decidida ou a revisão seja parcial, compete ao órgão julgador administrativo decidir a lide, sem prejuízo de renúncia à instância administrativa por parte do sujeito passivo; d) o procedimento de retificação de DCTF suspenso para análise por parte da RFB, conforme art. 9ºA da IN RFB nº 1.110, de 2010, e que tenha sido objeto de PER/DCOMP, deve ser considerado no julgamento referente ao indeferimento/não homologação do PER/DCOMP. Caso o procedimento de retificação de DCTF se encerre com a sua homologação, o julgamento referente ao direito creditório cuja lide tenha o mesmo objeto fica prejudicado, devendo o processo ser baixado para a revisão do despacho decisório. Caso o procedimento de retificação de DCTF se encerre com a não homologação de sua retificação, o processo do recurso contra tal ato administrativo deve, por continência, ser apensado ao processo administrativo fiscal referente ao direito creditório, cabendo à DRJ analisar toda a lide. Não ocorrendo recurso contra a não homologação Fl. 322DF CARF MF Processo nº 13971.910805/200974 Resolução nº 1003000.068 S1C0T3 Fl. 7 6 da retificação da DCTF, a autoridade administrativa deve comunicar o resultado de sua análise à DRJ para que essa informação seja considerada na análise da manifestação de inconformidade contra o indeferimento/nãohomologação do PER/DCOMP; e) a não retificação da DCTF pelo sujeito passivo impedido de fazêla em decorrência de alguma restrição contida na IN RFB nº 1.110, de 2010, não impede que o crédito informado em PER/DCOMP, e ainda não decaído, seja comprovado por outros meios; f) o valor objeto de PER/DCOMP indeferido/não homologado, que venha a se tornar disponível depois de retificada a DCTF, não poderá ser objeto de nova compensação, por força da vedação contida no inciso VI do § 3º do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996; e g) Retificada a DCTF e sendo intempestiva a manifestação de inconformidade, a análise do pedido de revisão de ofício do PER/DCOMP compete à autoridade administrativa de jurisdição do sujeito passivo, observadas as restrições do Parecer Normativo nº 8, de 3 de setembro de 2014, itens 46 a 53. (grifos acrescentados) Desta maneira, entendo que a referida e necessária comprovação, foi produzida por ocasião da apresentação do Recurso Voluntário, oportunidade em que a Recorrente juntou aos autos cópias de documentos de sua contabilidade, conforme relatado em seu recurso. Ante o contexto fático, entendo que a juntada de documentos deve ser admitida, ainda que, conforme dito, produzidos quando da interposição do Recurso voluntário. Essa possibilidade jurídica encontrase expressamente normatizada pela interpretação sistemática do art. 16 e do art. 29 do Decreto 70.235, de 06 de março de 1972, em casos específicos como o ora analisado. De fato, o regramento do instituto da preclusão visa estabelecer uma ordem no sistema processual com a finalidade de atingir um desempenho satisfatoriamente célere e ordenado. Contudo, se generalizado, por puro formalismo, acaba sendo aplicado de forma exagerada. É sabido que, por vezes, a ausência de um ato no limite temporal aprazado pode levar o julgador a proferir uma decisão de forma definitiva, ocasionando a perda de direito a um julgamento justo na esfera administrativa. Ora, em verdade, a autoridade julgadora deve se orientar pelo princípio da verdade material na apreciação da prova, deve formar livremente sua convicção mediante a persuasão racional decidindo com base nos elementos existentes no processo e nos meios de prova em direito admitidos. O princípio da ampla defesa, por outro lado, garante ao contribuinte o direito de defenderse plenamente de todos os fatos e fundamentos dentro do processo administrativo (incisos LIV e LV do art. 5º da Constituição Federal, bem como art. 15, art. 16 art art. 18. art. 29 do Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972). Assim, para uma correta e adequada decisão no contencioso administrativo fiscal o julgador deve se utilizar de todos os meios de provas disponíveis ou colocadas a disposição, não deixando de recebêlas em razão de não terem sido apresentadas no momento da instrução do processo, posto que a baliza temporal não deve impedir ou dificultar o exercício do direito no que se refere aos princípios da verdade material, do contraditório e da ampla defesa. Fl. 323DF CARF MF Processo nº 13971.910805/200974 Resolução nº 1003000.068 S1C0T3 Fl. 8 7 Destarte, para evitar prejuízo à defesa ou a supressão de instância de julgamento, deve o processo retornar à DRF para que seja possível analisar as declarações da Recorrente quanto à demonstração do erro de fato apontado, através da análise dos documentos juntados nesta oportunidade, conforme prevê o art. 29 do Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972. Ademais, para facilitar e viabilizar a análise pretendida, segue adiante tabelas dos valores creditórios apresentadas pela Recorrente, respectivamente a cada processo, demonstrando os valores que ela pretende comprovar com a documentação carreada aos autos (Livros Diário, Razão e Darfs de recolhimento) em sede de Recurso Voluntário: 1) Processo nº 13971.916.376/201163 2) Processos nºs: 1313971.916.377/201116, 13971.901.893/201219 e 13971.901.892/201274: Fl. 324DF CARF MF Processo nº 13971.910805/200974 Resolução nº 1003000.068 S1C0T3 Fl. 9 8 3) Processo nº13971.900.506/201146 Fl. 325DF CARF MF Processo nº 13971.910805/200974 Resolução nº 1003000.068 S1C0T3 Fl. 10 9 4) Processo nº13971.910.805/2009 Por todo o exposto, VOTO em CONVERTER o julgamento do recurso EM DILIGÊNCIA à Unidade de Origem, para que a DRF analise a documentação acostada em grau de recurso voluntário, se manifeste a respeito das informações e provas colacionadas pela Recorrente no recurso voluntário, a fim de verificar se o crédito é líquido e certo e havendo a constatação de liquidez e certeza do crédito em questão, que sejam realizadas as compensações possíveis em relação às Declarações de Compensação (Dcomp) nº PER/DCOMP discutidas nos presentes autos e naqueles apensados a este, quais sejam: 13971.916.376/201163 (CSLL), 13971.916.377/201116 (IRPJ), 13971.901.893/201219 (IRPJ), 13971.901.892/201274 (IRPJ), 13971.900.506/201146 (IRPJ) e 13971.910.805/200974 (IRPJ). Fl. 326DF CARF MF Processo nº 13971.910805/200974 Resolução nº 1003000.068 S1C0T3 Fl. 11 10 Por fim, destaco que, em razão do princípio da ampla defesa, que seja o contribuinte intimado do resultado da diligência para, querendo, manifestarse sobre os resultados alcançados. (assinado digitalmente) Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça Fl. 327DF CARF MF
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Numero do processo: 10825.901641/2008-07
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 08 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Thu May 30 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 1001-001.239
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Voluntário.
(assinado digitalmente)
Sergio Abelson - Presidente.
(assinado digitalmente)
José Roberto Adelino da Silva - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Sérgio Abelson, Andréa Machado Millan, e Jose Roberto Adelino da Silva.
Nome do relator: JOSE ROBERTO ADELINO DA SILVA
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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Sergio Abelson Presidente. (assinado digitalmente) José Roberto Adelino da Silva Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Sérgio Abelson, Andréa Machado Millan, e Jose Roberto Adelino da Silva. Relatório Tratase Recurso Voluntário contra o acórdão, número 1232.048, da 7ª Turma da DRJ/RJ1, o qual indeferiu a Manifestação de Inconformidade contra o despacho decisório que não homologou a Declaração de Compensação apresentada pela ora recorrente.. Segue o relatório. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 82 5. 90 16 41 /2 00 8- 07 Fl. 149DF CARF MF 2 Tratase de DCOMP Eletrônica n° 26742.00656.111203.1.3.034207, onde a interessada declara, resumidamente, a compensação utilizando o seguinte crédito: Crédito Saldo Negativo de CSLL Exercício: 2003 (AnoCalendário : 01/01/2002 a 31/12/2002) Valor do Saldo Negativo : R$ 35.918,22 Crédito Original da Data da Transmissão : R$ 35.918,22 Total do Crédito Original Utilizado nesta DCOMP: R$ 6.302,26 Posteriormente, foi apresentada a DCOMP de n° 37486.80276.130l04.l.3.035853 utilizando o mesmo crédito. As DCOMP foram analisadas em procedimentos informatizados, resultando em NÃO HOMOLOGAÇÃO DAS COMPENSAÇÕES declaradas nas DCOMP de n° 26742.00656.1ll203.1.3.034207 e 37486.80276.l30104.l.3.035853. De acordo com o Despacho Decisório de fls. 06, n° de rastreamento 796764390, o direito creditório não foi reconhecido, pois o valor do saldo negativo da CSLL na Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica do anocalendário de 2002 era de R$ 0,00. ` A ciência do Despacho Decisório ocorreu em 04/11/2008, fls. 11. Inconformada, a interessada apresentou impugnação em 28/11/2008, fls. 12/16, alegando: Seu direito encontra respaldo no artigo 165 do CTN. No período de 01/01/2002 a 31/12/2002, apurou crédito em decorrência de pagamentos superiores ao apurado, uma vez que recolheu por estimativa a contribuição que seria devida anualmente, calculada com base em balancete mensal de redução. Em face de o recolhimento mensal ser com base em balancete de redução, a falta de um lançamento contábil poderia gerar uma contribuição devida maior que o recolhido, razão pelo qual sempre recolheu um valor superior ao devido, gerando crédito ao final do período. Junto com a manifestação de inconformidade, a interessada apresentou cópias de recolhimentos de CSLL, código 2484, fls. 40/43. Anexei aos autos os documentos de fls. 118/121. A competência para julgamento deste processo foi transferida para Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro I (RJ) por meio da Portaria n° 1.036, de 05 de maio de 2010, fls. 113/116. Cientificada em 19/08/2010 (fl 133), a recorrente apresentou o recurso voluntário em 10/09/2010 (fl 134). Voto Fl. 150DF CARF MF Processo nº 10825.901641/200807 Acórdão n.º 1001001.239 S1C0T1 Fl. 3 3 Conselheiro José Roberto Adelino da Silva Relator Inconformada, a recorrente apresentou o Recurso Voluntário, tempestivo, que não apresenta os demais pressupostos de admissibilidade, previstos no Decreto 70.235/72, e, portanto, dele eu não conheço. Em seu recurso, a recorrente nada alega em contraposição à decisão da DJR, limitandose a: Tratase de julgamento que, por maioria de votos, deu parcial provimento ao manifesto de inconformismo da requerente, para reconhecer o seu direito creditório. Dessa forma, o direito creditório foi parcial, pelo que restou tributo a pagar, vencido, cujos fatos geradores são anteriores ao preconizado no denominado REFIS da CRISE (documentos anexos). Tratamse das guias DARF's anexadas a aludida INTIMAÇÃO/SACATIN. 633/2010, sob os códigos n° 2172 8109 5993 . e 2484 (documentos anexos). DO PEDIDO À vista do exposto e demonstrada à opção pelo parcelamento denominado REFIS da CRISE , requerse que os débitos remanescentes sejam incluídos no aludido parcelamento. Em primeiro lugar, cabe esclarecer qual é a finalidade do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF. Para tanto, dispõe o Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF n° 343, de 09 de junho de 2015, em seu artigo 1°: Art. 1º O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, órgão colegiado, paritário, integrante da estrutura do Ministério da Fazenda, tem por finalidade julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de 1ª (primeira) instância, bem como os recursos de natureza especial, que versem sobre a aplicação da legislação referente a tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB). (grifei) Fica evidente que o CARF não é competente para atender ao pedido da recorrente. Portanto, por todo o exposto, como a recorrente não apresentou nenhum argumento ou contestação contra a decisão de primeira instância, o meu voto é pelo não conhecimento do Recurso Voluntário. É como voto. (assinado digitalmente) José Roberto Adelino da Silva Fl. 151DF CARF MF 4 Fl. 152DF CARF MF
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Numero do processo: 11516.000936/2005-60
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Mon Apr 15 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Wed May 15 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 31/01/2003, 30/04/2003, 31/10/2003, 30/01/2004, 30/04/2004, 30/07/2004
VALOR A SER APLICADO A TÍTULO DE MULTA POR ATRASO OU FALTA DA ENTREGA DA DIF-PAPEL IMUNE.
Com a vigência do art. 1º da Lei nº 11.945/2009, a partir de 16/12/2008 a multa pela falta ou atraso na apresentação da DIF-Papel Imune deve ser cominada em valor único por declaração não apresentada no prazo trimestral, e não mais por mês-calendário, conforme anteriormente estabelecido no art. 57 da MP nº 2.158-35/ 2001.
RETROATIVIDADE BENIGNA. APLICAÇÃO.
Por força da alínea c, inciso II do art. 106 do CTN, há que se aplicar a retroatividade benigna aos processos pendentes de julgamento quando a nova lei comina penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da ocorrência do fato.
Numero da decisão: 9303-008.429
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em dar-lhe provimento parcial para aplicação do inciso II do § 4º do art. 1º da Lei nº 11.945 de 4 de junho de 2009.
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente em exercício.
(assinado digitalmente)
Luiz Eduardo de Oliveira Santos - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente em exercício).
Nome do relator: LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
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Com a vigência do art. 1º da Lei nº 11.945/2009, a partir de 16/12/2008 a multa pela falta ou atraso na apresentação da “DIFPapel Imune” deve ser cominada em valor único por declaração não apresentada no prazo trimestral, e não mais por mêscalendário, conforme anteriormente estabelecido no art. 57 da MP nº 2.15835/ 2001. RETROATIVIDADE BENIGNA. APLICAÇÃO. Por força da alínea “c”, inciso II do art. 106 do CTN, há que se aplicar a retroatividade benigna aos processos pendentes de julgamento quando a nova lei comina penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da ocorrência do fato. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em darlhe provimento parcial para aplicação do inciso II do § 4º do art. 1º da Lei nº 11.945 de 4 de junho de 2009. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente em exercício. (assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 51 6. 00 09 36 /2 00 5- 60 Fl. 112DF CARF MF 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente em exercício). Relatório Tratase de auto de infração de efls. 23 a 26, para exigência de multa no valor de R$ 148.500,00, decorrente de atraso na entrega da Declaração Especial de Informações Relativas ao Controle do Papel Imune (DIFPapel Imune). A contribuinte teve ciência do auto de infração em 03/05/2005 (efl. 32). A apuração dos valores das multas se deu conforme tabela a seguir: Período Trimestre Apresentação Obrigatória Data Apresentação Mês Atraso Mulla RS 5000 X Mês Atraso Multa optante pelo Simples Out/2002 a maí/2002 04/2002 31/01/2003 07/03/2005 26 130.000,00 39.000,00 Jan/2003 a mar/2003 01/2003 30/04/2003 07/03/2005 23 115.000,00 34.500,00 Jul/2003 a set/2003 03/2003 31/10/2003 07/03/2005 17 85.000,00 25.500,00 Out/2003 a dez/2003 04/2003 30/01/2004 07/03/2005 14 70.000,00 21.000,00 Jan/2004 a mar/2004 01/2004 30/04/2004 07/03/2005 11 55.000,00 16.500,00 Abr/2004 a jun/2004 02/2004 30/07/2004 07/03/2005 8 40.000,00 12.000,00 TOTAL 148.500,00 A empresa apresentou impugnação ao lançamento, às efls. 33 a 36. Já a 1ª Turma da DRJ/POA, em 1º/12/2006, no acórdão nº 1010.745, às efls. 49 a 58, apreciou a impugnação para, por maioria, considerar procedente o auto de infração, mantendo integralmente a exação. Irresignado, o sujeito passivo interpôs recurso voluntário ao CARF, às efls. 63 a 68. Em síntese, a contribuinte alegou: a) a nulidade do auto de infração por erro na capitulação legal, vício formal; b) a inconstitucionalidade da IN SRF nº 71/2001 por desvio de competência legislativa quando criou obrigações acessórias; c) a inaplicabilidade da Medida Provisória nº 2.158 35/2001; d) que a multa tem caráter confiscatório e está incidindo sobre empresa que não utilizou papel imune no período. A Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, no acórdão nº 303335.165, às efls. 72 a 77, recebeu o recurso voluntário e declinou da competência para julgálo, em 26/03/2008, em favor do Segundo Conselho de Contribuintes. Por sua vez, a 2ª Turma Ordinária da 3ª Câmara da Terceira Seção de Julgamento apreciou o recurso voluntário, em 09/11/2011, tendo prolatado o acórdão nº 3302 01.292, às efls. 79 a 84, que foi assim ementado: Fl. 113DF CARF MF Processo nº 11516.000936/200560 Acórdão n.º 9303008.429 CSRFT3 Fl. 113 3 OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA CRIADA PELA RFB. PENALIDADE APLICÁVEL. Antes da edição da Medida Provisória nº 451/2008, a falta de apresentação de DIF Papel Imune no prazo estabelecido na legislação ensejava a aplicação da multa prevista no art. 507 do RIPI/2002 e não a prevista do art. 505, também do RIPI/02. O referido acórdão teve a seguinte redação: ACORDAM Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. Vencidos os conselheiros José Antonio Francisco e Fabiola Cassiano Keramidas. O voto do relator assim conclui : Entendo que a DIF Papel Imune classificase como um documento de prestação de informação a que se refere o art. 368 do RIPI/2002 (como o era a DIPI) e, conseqüentemente, ao descumprimento de sua apresentação aplicase a penalidade prevista no art. 507 do RIPI/2002, acima transcrito, e não a penalidade do art. 505, reproduzido no art. 12 da IN SRF no 71/2001. Em conclusão, entendo que o fundamento da multa aplicada ao caso concreto é o art. 507 e não o art. 505, ambos do RIPI/2002, sendo, portanto, improcedente o lançamento. Recurso especial da Fazenda A Procuradoria da Fazenda Nacional foi intimada para ciência do acórdão de recurso voluntário, em 05/09/2012 (efl. 86), e interpôs o recurso especial de divergência de e fls. 88 a 95. Aponta divergência quanto a aplicação da multa com base em acórdão paradigma de nº 930301.481, no qual, para questão fática idêntica, foi mantida a multa aplicada com fulcro no art. 505 do RIPI/2002 (base legal: art. 57, da MP nº 2.15835/2001), divergindo do recorrido que utilizouse do art. 507 do RIPI/2002 (base legal: DecretoLei nº1.680/1979, art. 4º, e Lei nº 9.249/1995, art. 30). Finaliza pleiteando o conhecimento e provimento do recurso especial para que se reforme o acórdão a quo, e se restabeleça a decisão de primeira instância. Em 02/03/2016, o Presidente da 3ª Câmara da Terceira Seção de Julgamento, com amparo no art. 67 do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF, aprovado pela Portaria MF n° 256 de 22/06/2009, apreciou o recurso especial da Fazenda, no despacho de efls. 104 a 106, e deulhe seguimento, admitindo a discussão na Câmara Superior de Recursos Fiscais CSRF. A contribuinte foi cientificada (efl. 108) do acórdão nº 330201.292, em 28/03/2016, e não se manifestou no prazo regimental (efl. 110). É o Relatório. Fl. 114DF CARF MF 4 Voto Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos Relator O recurso especial de divergência é tempestivo, cumpre os requisitos regimentais e dele conheço. Esta matéria não é estranha aos julgados desta Turma e, em 21/02/2019, fui relator para o acórdão nº 9303008.193, que trata de caso análogo ao presente, por isso, peço licença pra utilizar as razões por mim expostas no voto condutor daquele aresto. Para delimitar a divergência, cumpre ressaltar que não há qualquer controvérsia que envolva a situação fática que originou o lançamento de multa pelo descumprimento da obrigação acessória de entrega da DIF Papel Imune. A norma legal que impunha a multa à época do lançamento era o artigo 57, inciso I, da MP nº 2.15835/ 1997, resultando em R$ 5.000,00 por mêscalendário ou fração para quem descumprisse obrigações acessórias exigidas nos termos do art. 16 da Lei nº 9.779/1999. Estando tal norma reproduzida no art. 12 da IN SRF nº 71/2001. Aqui há de se observar dois pontos que no meu entender são relevantes para a apreciação do litígio, tanto a medida provisória citada, quanto a Lei a que ela se refere tratam de vários regramentos tributários e não apenas da multas isoladas vinculadas ao IPI. A Lei nº 9.779/1999 tinha a seguinte ementa: Altera a legislação do Imposto sobre a Renda, relativamente à tributação dos Fundos de Investimento Imobiliário e dos rendimentos auferidos em aplicação ou operação financeira de renda fixa ou variável, ao Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte SIMPLES, à incidência sobre rendimentos de beneficiários no exterior, bem assim a legislação do Imposto sobre Produtos Industrializados IPI, relativamente ao aproveitamento de créditos e à equiparação de atacadista a estabelecimento industrial, do Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros ou Relativas a Títulos e Valores Mobiliários IOF, relativamente às operações de mútuo, e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, relativamente às despesas financeiras, e dá outras providências. E a redação de seu artigo 16 assim se mantém: Art.16. Compete à Secretaria da Receita Federal dispor sobre as obrigações acessórias relativas aos impostos e contribuições por ela administrados, estabelecendo, inclusive, forma, prazo e condições para o seu cumprimento e o respectivo responsável. Logo, é certo que nessa norma se incluem quaisquer obrigações acessórias sobre as quais a antiga SRF viesse a regular ou criar, sem tratar de penalidades porque sabidamente estas só podem ser criadas por Lei. O art. 57 da MP nº 2.15835/ 2001 cumpriria esse papel, também de forma genérica, criadas as obrigações acessórias do art. 16 pela SRF e não atendidas, incidiria sobre elas essa multa. A MP nº 2.15835/ 2001, por sua vez, tinha a seguinte ementa: Fl. 115DF CARF MF Processo nº 11516.000936/200560 Acórdão n.º 9303008.429 CSRFT3 Fl. 114 5 Altera a legislação das Contribuições para a Seguridade Social COFINS, para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor PúblicoPIS/ PASEP e do Imposto sobre a Renda, e dá outras providências. Seu art. 57, inc. I, era assim redigido, à época dos fatos geradores: Art.57. O descumprimento das obrigações acessórias exigidas nos termos do art. 16 da Lei no 9.779, de 1999, acarretará a aplicação das seguintes penalidades: I R$ 5.000,00 (cinco mil reais) por mêscalendário, relativamente às pessoas jurídicas que deixarem de fornecer, nos prazos estabelecidos, as informações ou esclarecimentos solicitados; (...) As transcrições demonstram claramente que nenhuma dessas normas legais tratava com mais especificidade a situação aqui discutida do que a Lei nº 11.945 de 04/06/2009, senão, vejamos a redação dos seus artigos 1º e 2º: Art. 1º Deve manter o Registro Especial na Secretaria da Receita Federal do Brasil a pessoa jurídica que: I exercer as atividades de comercialização e importação de papel destinado à impressão de livros, jornais e periódicos, a que se refere a alínea d do inciso VI do art. 150 da Constituição Federal; e II adquirir o papel a que se refere a alínea d do inciso VI do art. 150 da Constituição Federal para a utilização na impressão de livros, jornais e periódicos. § 1º A comercialização do papel a detentores do Registro Especial de que trata o caput deste artigo faz prova da regularidade da sua destinação, sem prejuízo da responsabilidade, pelos tributos devidos, da pessoa jurídica que, tendo adquirido o papel beneficiado com imunidade, desviar sua finalidade constitucional. § 2º O disposto no § 1º deste artigo aplicase também para efeito do disposto no § 2º do art. 2o da Lei no 10.637, de 30 de dezembro de 2002, no § 2º do art. 2º e no § 15 do art. 3º da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, e no § 10 do art. 8º da Lei no 10.865, de 30 de abril de 2004. § 3º Fica atribuída à Secretaria da Receita Federal do Brasil competência para: I expedir normas complementares relativas ao Registro Especial e ao cumprimento das exigências a que estão sujeitas as pessoas jurídicas para sua concessão; II estabelecer a periodicidade e a forma de comprovação da correta destinação do papel beneficiado com imunidade, inclusive mediante a instituição de obrigação acessória destinada ao controle da sua comercialização e importação. Fl. 116DF CARF MF 6 § 4º O não cumprimento da obrigação prevista no inciso II do § 3º deste artigo sujeitará a pessoa jurídica às seguintes penalidades: I 5% (cinco por cento), não inferior a R$ 100,00 (cem reais) e não superior a R$ 5.000,00 (cinco mil reais), do valor das operações com papel imune omitidas ou apresentadas de forma inexata ou incompleta; e II de R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais) para micro e pequenas empresas e de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) para as demais, independentemente da sanção prevista no inciso I deste artigo, se as informações não forem apresentadas no prazo estabelecido. § 5º Apresentada a informação fora do prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício, a multa de que trata o inciso II do § 4 º deste artigo será reduzida à metade. Art. 2º O Registro Especial de que trata o art. 1o desta Lei poderá ser cancelado, a qualquer tempo, pela Secretaria da Receita Federal do Brasil se, após a sua concessão, ocorrer uma das seguintes hipóteses: (...) (Negritei.) Evidentemente que nova lei veio regular situação específica, seguindo a Medida Provisória hígida para a penalização dos descumprimentos das demais obrigações acessórias, e as multas nela definidas não serão aplicadas por mêscalendário de atraso, mas para cada falta de apresentação. O art. 57 da MP 2.15835/2001 sofreu diversas alterações até o momento, mas nenhuma dessas alterações fez qualquer referência especifica à multa pelo descumprimento da obrigação acessória de entregar a DIFPapel Imune, como o fez a Lei nº 11.945/2009. Ou seja, pretender que norma genérica pelo descumprimento de qualquer obrigação acessória se sobreponha àquela que trata especificamente da falta de entrega da DIF Papel Imune, não encontra respaldo nas regras de hermenêutica que tratam do conflito de normas. Quando o Procurador invoca o art. 12 da IN SRF nº 71/2001, esquece que esta não tinha como fazer referência a qualquer norma específica decorrente da Lei nº 11.945/2009, haja vista que esta inexistia quando da elaboração da referida IN. Ignorou ainda que aquela IN foi revogada a partir de 08/12/2009 pelo art. 18 da IN RFB nº 976/2009, que igualmente em seu art. 12 adotou o disposto no art. 1º, §§ 4º e 5º da Lei nº 11.945/2009: Art. 12. A nãoapresentação da DIFPapel Imune, nos prazos estabelecidos no art. 11, sujeitará a pessoa jurídica às seguintes penalidades: I 5% (cinco por cento), não inferior a R$ 100,00 (cem reais) e não superior a R$ 5.000,00 (cinco mil reais), do valor das operações com papel imune omitidas ou apresentadas de forma inexata ou incompleta; e Fl. 117DF CARF MF Processo nº 11516.000936/200560 Acórdão n.º 9303008.429 CSRFT3 Fl. 115 7 II de R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais) para micro e pequenas empresas e de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) para as demais, independentemente da sanção prevista no inciso I, se as informações não forem apresentadas no prazo estabelecido. Parágrafo único. Apresentada a informação fora do prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício, a multa de que trata o inciso II do caput será reduzida à metade. Mesmo a IN RFB nº 976/2009 já foi revogada, em 24/07/2018, pela IN RFB nº 1.817/2018, contudo, sempre mantendo o disposto naquela Lei, apenas agora em outro artigo: Art. 17. A nãoapresentação da DIFPapel Imune nos prazos previstos no art. 16 sujeitará a pessoa jurídica às seguintes penalidades: I multa de 5% (cinco por cento), não inferior a R$ 100,00 (cem reais) e não superior a R$ 5.000,00 (cinco mil reais), sobre o valor da operação com papel imune omitida ou apresentada de forma inexata ou incompleta; e II multa de R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais), em caso de micro e pequenas empresas, e de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) para as demais pessoas jurídicas, independentemente da sanção prevista no inciso I, se as informações não forem apresentadas no prazo estabelecido. Parágrafo único. Se a informação que tenha sido omitida ou tenha sido prestada de forma incompleta for apresentada fora do prazo determinado, mas antes de qualquer procedimento de ofício, a multa de que trata o inciso II do caput será reduzida à metade. Evidentemente que não poderia ser diferente, as IN podem regular as leis que disciplinam especificamente essa matéria, mas não sobreporse a elas no tocante às definições das multas aplicadas. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por dar parcial provimento ao recurso especial de divergência da Procuradoria da Fazenda Nacional, para que se considere a incidência da norma mais benéfica extraída do inciso II do § 4º do art. 1º da Lei nº 11.945 de 4 de junho de 2009, resultando na manutenção das multas para cada uma das DIFs PAPEL IMUNE não apresentadas no prazo legal, calculadas conforme o referido dispositivo legal, cabendo à unidade preparadora verificar os valores e a condição da empresa (Microempresa/ EPP/outros) para efeito de liquidação deste julgado. (assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos Fl. 118DF CARF MF 8 Fl. 119DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10880.934146/2008-10
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 17 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon May 06 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 1201-000.662
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, resolvem os membros do colegiado em converter o julgamento em diligência para a Unidade Preparadora, para determinar a vinculação destes autos ao processo nº 13839.900581/2013-01, para, após a resolução do litígio lá posto, retornar estes autos ao CARF, por unanimidade.
(Assinado Digitalmente)
Lizandro Rodrigues de Sousa Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Lizandro Rodrigues de Sousa (presidente), Neudson Cavalcante Albuquerque, Allan Marcel Warwar Teixeira, Luis Henrique Marotti Toselli, Gisele Barra Bossa, Bárbara Santos Guedes (Suplente Convocada), Alexandre Evaristo Pinto e Efigênio de Freitas Júnior
Nome do relator: LIZANDRO RODRIGUES DE SOUSA
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, resolvem os membros do colegiado em converter o julgamento em diligência para a Unidade Preparadora, para determinar a vinculação destes autos ao processo nº 13839.900581/201301, para, após a resolução do litígio lá posto, retornar estes autos ao CARF, por unanimidade. (Assinado Digitalmente) Lizandro Rodrigues de Sousa Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Lizandro Rodrigues de Sousa (presidente), Neudson Cavalcante Albuquerque, Allan Marcel Warwar Teixeira, Luis Henrique Marotti Toselli, Gisele Barra Bossa, Bárbara Santos Guedes (Suplente Convocada), Alexandre Evaristo Pinto e Efigênio de Freitas Júnior RELATÓRIO Trata o presente processo de Manifestação de Inconformidade (fl. 22) contra o Despacho Decisório que não homologou a compensação formalizada por meio da declaração nº 31322.66298.150604.1.3.034741, de 15/06/2004, e n° 23278.28377.120804.1.3.033471, de 12/08/2004, para compensação de débitos com o crédito de saldo negativo de CSLL, DIPJ/2004, anocalendário de 2003, no valor de R$ 119.053,38. Crédito demonstrado no primeiro PER/DCOMP. A DERAT apurou inconsistência entre as informações registradas no PER/DECOMP, as apresentadas na DIPJ/2004 e nas DCTF´s em razão da qual emitiu o seguinte Termo de Intimação: RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 80 .9 34 14 6/ 20 08 -1 0 Fl. 137DF CARF MF Processo nº 10880.934146/200810 Resolução nº 1201000.662 S1C2T1 Fl. 138 2 (i) destaca que os valores dos créditos informados na DIPJ são diferentes dos valores declarados nas DCTF´s (quadro demonstrativo). (ii) que os débitos por estimativa informados na DIPJ são diferentes dos valores declarados nas DCTF´s (quadro demonstrativo). (iii) "Em relação ao crédito demonstrado, solicitase retificar a DIPJ correspondente ou apresentar PER/DECOMP retificador detalhando corretamente o crédito utilizado para compor o saldo negativo do período. Quanto aos débitos por estimativa, solicitase retificar a DIPJ e/ou DCTF tornando coerente as informações prestadas nestas declarações. Outras divergências entre as informações do PER/DCOMP, da DIPJ e da DCTF do período deverão ser sanadas pela apresentação de declarações retificadoras no prazo estabelecido nesta intimação. Em 25/09/2008 a DERAT emitiu Despacho Decisório com o seguinte teor (efl. 02): Analisadas as informações prestadas no documento acima identificado e considerando que a soma das parcelas de composição do crédito informadas no PER/DCOMP deve ser suficiente para comprovar a quitação do imposto devido e a apuração do saldo negativo, verificou se: Valor original do saldo negativo informado no PER/DCOMP com demonstrativo de crédito: R$ 119.053,38. Somatório das parcelas de composição do crédito na DIPJ: R$ 272.239,43. CSLL devida: R$ 153.186,05. Valor do saldo negativo disponível = (Parcelas confirmadas limitando ao somatório das parcelas da DIPJ) (IRPJ devido) observando que quando esta cálculo resultar negativo, o valor é zero. Valor do saldo negativo disponível:R$ 0,00 Diante do exposto, NÃO HOMOLOGO a compensação declarada no PER/DCOMP acima identificado. Cientificada (AR fls. 09/10) a empresa apresentou a manifestação de inconformidade (fls 22/27) na qual alegou, resumidamente, o seguinte: a) que a análise do Per/Decomp apresenta grave erro resultante da divergência da expressão "Crédito" e da falta de observação das DCTF´s bem como da comprovação das Deduções do IRPJ e da DIPJ; b) a composição do Credito de CSLL do exercício de 2004 ano calendário 2003 que é de R$ R$ 119.053,38 e não o valor de R$ 272.239,43 que representa as deduções de CSLL, pois a DIPJ é documento hábil para apuração do Crédito do IRPJ e não a Per/Dcomp; c) O Regulamento do Imposto de Renda dispõe, em seu artigo 231, que os pagamento mensais a título de estimativa, bem como as retenções de Fl. 138DF CARF MF Processo nº 10880.934146/200810 Resolução nº 1201000.662 S1C2T1 Fl. 139 3 imposto de renda serão tratados como "deduções" do Imposto a pagar apurado anualmente para determinação do valor a pagar ou do "crédito" a ser compensado. Portanto, não há de se confundir "crédito de CSLL" com "deduções do CSLL". Em 28 de outubro de 2010 a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em São Paulo I (SP) deu parcial provimento à manifestação de inconformidade (fls. 98/105) com base nos seguintes fundamentos: a) está bastante claro que o termo "Crédito" se referia à somatória das deduções realizadas, tanto que está mencionado no despacho decisório: “Somatória das parcelas de composição do crédito na DIPJ: R$ 272.239,43". b) em relação às diferenças apontadas na intimação quanto às estimativas registradas nas DCTF´s e na DIPJ a Impugnante somente apresentou as DCTF´s retificadoras após o despacho decisório em 30/10/2008; c) Quanto ao pagamento das estimativas, foi comprovada parte das estimativas no total de R$ 217.697,94. d) As estimativas dos meses de: janeiro/03 R$ 24.904,12; fevereiro/03 R$ 14.089,92 e março/03 (parte) R$ 15.547,45, foram compensadas com saldo negativo da CSLL/2003, ano calendário de 2002, através dos PER/DCOMP's n°s 35598.00796.18120.31302.7053 (Retificador n° 38467.04981.170908.1.7.024749) e 10.638.26593.18120.31303.10 31 (Retificador n° 18714.93172.170908.1.7.036394) pendentes de análise (fls.86 a 91). Cientificada em 26/11/2010 (AR fls. 106) a contribuinte apresentou o Recurso Voluntário em 22/12/2010 (fls. 107/112), no qual alegou, resumidamente, o seguinte. a) Que não é possível dar prosseguimento ao processo de cobrança dessa lide, uma vez a discussão do crédito em questão depende, como reconhecido na própria decisão recorrida, da solução de outros procedimentos de compensação. Enquanto não solucionados os demais processos a exigibilidade do crédito tributário estaria suspensa. É o relatório Voto O recurso preenche os pressupostos de admissibilidade devendo, portanto, ser conhecido. DO VALOR DAS ESTIMATIVAS E DA NECESSIDADE DE SOBRESTAMENTO DO PROCESSO. Conforme exposto no relatório a decisão recorrida negou o crédito total requerido pela contribuinte por entender que as estimativas dos meses de: janeiro/03 R$ 24.904,12; fevereiro/03 R$ 14.089,92 e março/03 (parte) R$ 15.547,45, foram compensadas com saldo negativo da CSLL/2003, ano calendário de 2002, através dos PER/DCOMP's n°s Fl. 139DF CARF MF Processo nº 10880.934146/200810 Resolução nº 1201000.662 S1C2T1 Fl. 140 4 35598.00796.18120.31302.7053 (Retificador n° 38467.04981.170908.1.7.024749) e 10.638.26593.18120.31303.1031 (Retificador n° 18714.93172.170908.1.7.036394) pendentes de análise (efls. 88 a 93). Sendo assim, tal fato retiraria a liquidez e certeza do crédito pretendido. No entanto, como reconhece a própria decisão recorrida, os mencionados processos encontramse pendentes de análise no âmbito administrativo. Sendo assim, não é possível afirmar que o crédito por ela utilizado carece de liquidez e certeza até que os referidos tenham decisão definitiva, tendo em vista o disposto no artigo 151, III, do CTN. Temse aqui uma relação de dependência na medida que a premissa essencial (sine qua non) para a constatação da existência do crédito estampada na DCOMP, ora sob análise, é a homologação de outra Declaração de Compensação, que saldou a estimativa do anocalendário de 2002. Por sua vez, o RICARF/MF, no art. 6º do seu Anexo II, faz apenas as seguintes previsões sobre conexão: Art. 6º Os processos vinculados poderão ser distribuídos e julgados observandose a seguinte disciplina: §1º Os processos podem ser vinculados por: I conexão, constatada entre processos que tratam de exigência de crédito tributário ou pedido do contribuinte fundamentados em fato idêntico, incluindo aqueles formalizados em face de diferentes sujeitos passivos; II decorrência, constatada a partir de processos formalizados em razão de procedimento fiscal anterior ou de atos do sujeito passivo acerca de direito creditório ou de benefício fiscal, ainda que veiculem outras matérias autônomas;e III reflexo, constatado entre processos formaliza dos em um mesmo procedimento fiscal, com base nos mesmos elementos de prova, mas referentes a tributos distintos. § 2º Observada a competência da Seção, os processos poderão ser distribuídos ao conselheiro que primeiro recebeu o processo conexo, ou o principal, salvo se para esses já houver sido prolatada decisão. § 3º A distribuição poderá ser requerida pelas partes ou pelo conselheiro que entender estar prevento, e a decisão será proferida por despacho do Presidente da Câmara ou da Seção de Julgamento, conforme a localização do processo. § 4º Nas hipóteses previstas nos incisos II e III d o § 1º, se o processo principal não estiver localizado no CARF, o colegiado deverá converter o julgamento em diligência para a unidade preparadora, para determinar a vinculação dos autos ao processo principal. § 5º Se o processo principal e os decorrentes e os reflexos estiverem localizados em Seções diversas do CARF, o colegiado deverá converter o julgamento em diligência para determinar a vinculação dos autos e o sobrestamento do julgamento do processo na Câmara, de forma a aguardar a decisão de mesma instância relativa ao processo principal. Fl. 140DF CARF MF Processo nº 10880.934146/200810 Resolução nº 1201000.662 S1C2T1 Fl. 141 5 § 6º Na hipótese prevista no § 4º se não houver recurso a ser apreciado pelo CARF relativo ao processo principal, a unidade preparadora deverá devolver ao colegiado o processo convertido em diligência, juntamente com as informações constantes do processo principal necessárias para a continuidade do julgamento do processo sobrestado. § 7º No caso de conflito de competência entre Seções, caberá ao Presidente do CARF decidir, provocado por resolução ou despacho do Presidente da Turma que ensejou o conflito. § 8º Incluemse na hipótese prevista no inciso III do § 1º os lançamentos de contribuições previdenciárias realizados em um mesmo procedimento fiscal, com incidências tributárias de diferentes espécies. Entendo que não há como se prosseguir com o julgamento deste processo sem o desfecho dos demais processos. Caso contrário, não só será mantido um profundo anacronismo na apreciação de verdadeira cadeia creditória (esta, fruto das disposições do art. 74 da Lei nº 9.430/96 e regulamentação infralegal), como também poderseia ensejar a indevida denegação de compensação ulteriormente procedente. Sequer a quantificação do crédito pode ser objeto de aferimento antes da apreciação do crédito debatido naqueles outros feitos. Diante de todo o exposto, voto por sobrestar o presente feito até a prolatação de Acórdão meritório definitivo apreciando a procedência do crédito e a homologação das compensações, nos autos do processo administrativo nº 13839.900581/201301, para, somente então, retomarse o julgamento. (Assinado digitalmente) Lizandro Rodrigues de Sousa Fl. 141DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 18186.007045/2008-13
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed May 22 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Thu Jun 06 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Exercício: 2004
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE.
Superada questão prejudicial em sede de julgamento no CARF, para evitar supressão de instância e garantir o contraditório e a ampla defesa, é necessário o retorno dos autos à primeira instância, para apreciação das demais questões constantes da peça impugnatória.
Numero da decisão: 9202-007.884
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em dar-lhe provimento para anular a decisão recorrida quanto à análise do mérito e determinar o retorno dos autos à primeira instância, para apreciação das demais questões da Impugnação.
(assinado digitalmente)
Maria Helena Cotta Cardozo - Presidente em Exercício e Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Mário Pereira de Pinho Filho, Patrícia da Silva, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Paula Fernandes, Miriam Denise Xavier (suplente convocada), Ana Cecília Lustosa da Cruz, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em Exercício).
Nome do relator: MARIA HELENA COTTA CARDOZO
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Exercício: 2004 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE. Superada questão prejudicial em sede de julgamento no CARF, para evitar supressão de instância e garantir o contraditório e a ampla defesa, é necessário o retorno dos autos à primeira instância, para apreciação das demais questões constantes da peça impugnatória.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em dar-lhe provimento para anular a decisão recorrida quanto à análise do mérito e determinar o retorno dos autos à primeira instância, para apreciação das demais questões da Impugnação. (assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo - Presidente em Exercício e Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros Mário Pereira de Pinho Filho, Patrícia da Silva, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Paula Fernandes, Miriam Denise Xavier (suplente convocada), Ana Cecília Lustosa da Cruz, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em Exercício).
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SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE. Superada questão prejudicial em sede de julgamento no CARF, para evitar supressão de instância e garantir o contraditório e a ampla defesa, é necessário o retorno dos autos à primeira instância, para apreciação das demais questões constantes da peça impugnatória. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em darlhe provimento para anular a decisão recorrida quanto à análise do mérito e determinar o retorno dos autos à primeira instância, para apreciação das demais questões da Impugnação. (assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo Presidente em Exercício e Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros Mário Pereira de Pinho Filho, Patrícia da Silva, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Paula Fernandes, Miriam Denise Xavier (suplente convocada), Ana Cecília Lustosa da Cruz, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em Exercício). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 18 6. 00 70 45 /2 00 8- 13 Fl. 146DF CARF MF 2 Relatório O presente processo trata de exigência de Imposto de Renda Pessoa Física do exercício de 2004, anocalendário de 2003, acrescido de juros de mora e multa de ofício, tendo em vista a apuração de deduções indevidas de despesas médicas. Contestado o lançamento, a Impugnação não foi conhecida, por intempestividade, conforme decisão assim ementada: "ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004 IMPUGNAÇÃO. PRAZO PARA APRESENTAÇÃO. Nos termos do artigo 15 do Decreto n.° 70.235/72, a impugnação ao lançamento de débito fiscal deverá ser apresentada ao órgão preparador no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. Manifestações apresentadas fora deste prazo devem ser desconsideradas pela autoridade julgadora. ESTATUTO DO IDOSO. 0 estatuto do idoso prioriza o atendimento diante dos órgãos públicos, não imunizando o idoso das infrações constatadas pela Administração Tributária Federal. MANUTENÇÃO ATUALIZADA DE DADOS CADASTRAIS DA PESSOA FÍSICA PERANTE A RECEITA FEDERAL DO BRASIL. É ônus do contribuinte manter atualizado a localidade de seu domicilio tributário eleito perante o órgão da Administração Tributária Federal. Entendese por localidade o fornecimento corretos do nome do logradouro público, n.° da residência e complemento se houver, n.° de CEP, bairro e cidade. Impugnação Não Conhecida Crédito Tributário Mantido" Em sessão plenária de 12/05/2011, foi julgado o Recurso Voluntário, prolatandose o Acórdão nº 210201.307 (fls. 81 a 83), assim ementado: "ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004 LANÇAMENTO. INTIMAÇÃO POR EDITAL. ERRO NO CEP CONSTANTE DA DIRPF. É nula a decisão que considera válida a intimação por edital do contribuinte quando este declarou corretamente em suas DIRPF o seu endereço de residência, equivocandose apenas quanto ao Fl. 147DF CARF MF Processo nº 18186.007045/200813 Acórdão n.º 9202007.884 CSRFT2 Fl. 146 3 CEP correspondente. O equívoco em relação ao CEP não invalida o endereço corretamente informado. IRPF. DEDUÇÕES. DESPESA MÉDICA. Comprovadas, através de recibos idôneos trazidos aos autos e ainda de declarações firmadas pelos prestadores de serviços a efetividade das despesas médicas efetuadas, devem as mesmas ser restabelecidas." A decisão foi assim registrada: “ACORDAM os membros da 1ª câmara / 2ª turma ordinária do segunda SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a)." O processo foi recebido na PGFN em 04/09/2012 (carimbo aposto à Relação de Movimentação de fls. 85) e, em 11/09/2012, a Procuradora da Fazenda Nacional considerouse intimada (fls. 84). Em 12/09/2012, foi interposto o Recurso Especial de fls. 87 a 90 (Relação de Movimentação de fls. 86). O Recurso Especial está fundamentado no art. 68, do Anexo II, do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 2009, e visa rediscutir a ocorrência de supressão de instância. Ao Recurso Especial foi dado seguimento, conforme despacho de 07/07/2014 (efls. 110/111). Em seu apelo, a Fazenda Nacional apresenta as seguintes alegações: a decisão recorrida entendeu pela tempestividade da Impugnação da contribuinte, passando a analisar o mérito do Recurso Voluntário; ocorre que, declarada a tempestividade da Impugnação, os autos devem ser encaminhados à Delegacia de Julgamento de origem, para análise das alegações de mérito, sob pena de supressão de instância; nesse ponto, é oportuno observar que o CARF já se pronunciou inúmeras vezes no sentido de, acolhida a preliminar de tempestividade arguida pelo Contribuinte, devolver os autos à instância a quo, para análise das demais questões. Ao final, a Fazenda Nacional requer seja conhecido e provido o Recurso Especial, reformandose a decisão recorrida, para que os autos sejam encaminhados à primeira instância, para análise das alegações de mérito. Cientificada, a Contribuinte quedouse silente (efls. 123). Voto Conselheira Maria Helena Cotta Cardozo Relatora Fl. 148DF CARF MF 4 O Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional é tempestivo e atende aos demais pressupostos de admissibilidade, portanto deve ser conhecido. Não foram oferecidas Contrarrazões. Tratase de exigência de Imposto de Renda Pessoa Física, tendo em vista a glosa de despesas médicas, referente ao exercício de 2004, anocalendário de 2003. No acórdão recorrido, deuse provimento ao Recurso Voluntário, restabelecendose a dedução de despesas médicas, após afastada a intempestividade da Impugnação, declarada pela decisão de primeira instância. A Fazenda Nacional, por sua vez, pede que os autos sejam devolvidos à Delegacia da Receita Federal de Julgamento, para análise das alegações de mérito, sob pena de supressão de instância. A matéria não é nova neste Colegiado e já foi objeto do Acórdão nº 9202 007.229, de 27/09/2018, da lavra do Ilustre Conselheiro Pedro Paulo Pereira Barbosa, cujos fundamentos ora adoto e colaciono como minhas razões de decidir: "Quanto ao mérito, a questão cingese a definir se, com o afastamento da intempestividade, declarada pela decisão de primeira instância, a Turma a quo poderia, como fez, apreciar diretamente o mérito do recurso ou se deveria devolver o processo para apreciação do mérito pela autoridade julgadora de primeira instancia. Penso que a segunda alternativa é a correta. É que predomina no nosso ordenamento jurídico o princípio do duplo grau de cognição, o qual não pode ser afastado em nome de celeridade processual. Não bastasse isso, o Decreto nº 70.235, de 1972 não deixa margem a dúvida quanto ao iter processual a ser observado no processo administrativo tributário que prevê a apreciação, em primeira instância, de impugnação do sujeito passivo e recurso para apreciação em segunda instância. Como, no caso, foi afastada a intempestividade da impugnação, a qual, tendo sido declarada pela decisão de primeira instância, impediu a apreciação, por esta, do mérito do recurso, o processo deveria, necessariamente, retornar à primeira instância para apreciação do mérito e, somente no caso de novo recurso em relação a este, aí sim, ser a questão reexaminada em sede de recursos pela Turma do CARF. A alegação de celeridade processual não convence. Embora seja um princípio relevante do direito processual, este não deve servir de pretexto para se vulnerar outros princípios, como o do duplo grau de cognição, ou mesmo normas positivas que disciplinam o processo administrativo tributário. Assim, em conclusão, penso que o acórdão recorrido deve permanecer apenas quanto à apreciação da tempestividade, devendo ser afastada a decisão quanto ao mérito e devolvido o processo à primeira instância, para apreciação do mérito, reabrindose prazo para interposição de novo recurso especial." Diante do exposto, conheço do Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional e, no mérito, doulhe provimento para anular a decisão recorrida quanto à análise do mérito e determinar a devolução do processo à primeira instância, para apreciação das demais questões constantes da Impugnação. Fl. 149DF CARF MF Processo nº 18186.007045/200813 Acórdão n.º 9202007.884 CSRFT2 Fl. 147 5 (assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo Fl. 150DF CARF MF
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Numero do processo: 10580.902412/2014-60
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon Feb 25 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Tue May 07 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 31/08/2000
PIS E COFINS. BASE DE CÁLCULO. INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS.
A declaração de inconstitucionalidade do § 1º do art. 3º da Lei Federal 9.718/1998 não alcança as receitas operacionais das instituições financeiras, de forma que devem compor a base de cálculo das contribuições ao PIS e Cofins, em razão de provirem do exercício de suas atividades empresariais.
JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO. EXCLUSÃO. POSSIBILIDADE.
Durante a vigência da redação original da Lei Federal 9.718/1998, a remuneração sobre juros sobre o capital próprio, a despeito de ser tratada como receita financeira, não pode ser considerada uma receita típica de instituições financeiras, vez que se trata de efetiva receita decorrente de participações societárias perante outras pessoas jurídicas, não se coadunando com o objeto social da Recorrente.
Numero da decisão: 3401-005.846
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao recurso, para reconhecer os créditos em relação a juros sobre o capital próprio, em função do REsp 1.104.184/RS, e receitas de locação de imóveis. O Conselheiro Leonardo Ogassawara de Araújo Branco acompanhou o relator pelas conclusões. O Conselheiro Leonardo Ogassawara de Araújo Branco indicou a intenção de apresentar Declaração de Voto, o que foi feito no processo paradigma.
(assinado digitalmente)
Rosaldo Trevisan - Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros Mara Cristina Sifuentes, Tiago Guerra Machado, Lazaro Antônio Souza Soares, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Rodolfo Tsuboi, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco e Rosaldo Trevisan (Presidente).
Nome do relator: ROSALDO TREVISAN
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 31/08/2000 PIS E COFINS. BASE DE CÁLCULO. INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS. A declaração de inconstitucionalidade do § 1º do art. 3º da Lei Federal 9.718/1998 não alcança as receitas operacionais das instituições financeiras, de forma que devem compor a base de cálculo das contribuições ao PIS e Cofins, em razão de provirem do exercício de suas atividades empresariais. JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO. EXCLUSÃO. POSSIBILIDADE. Durante a vigência da redação original da Lei Federal 9.718/1998, a remuneração sobre juros sobre o capital próprio, a despeito de ser tratada como “receita financeira”, não pode ser considerada uma receita típica de instituições financeiras, vez que se trata de efetiva receita decorrente de participações societárias perante outras pessoas jurídicas, não se coadunando com o objeto social da Recorrente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao recurso, para reconhecer os créditos em relação a juros sobre o capital próprio, em função do REsp 1.104.184/RS, e receitas de locação de imóveis. O Conselheiro Leonardo Ogassawara de Araújo Branco acompanhou o relator pelas conclusões. O Conselheiro Leonardo Ogassawara de Araújo Branco indicou a intenção de apresentar Declaração de Voto, o que foi feito no processo paradigma. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan Presidente e Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 90 24 12 /2 01 4- 60 Fl. 179DF CARF MF Processo nº 10580.902412/201460 Acórdão n.º 3401005.846 S3C4T1 Fl. 3 2 Participaram do presente julgamento os conselheiros Mara Cristina Sifuentes, Tiago Guerra Machado, Lazaro Antônio Souza Soares, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Rodolfo Tsuboi, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco e Rosaldo Trevisan (Presidente). Relatório Tratase de Recurso Voluntário contra decisão da DRJ/POR, que considerou insubsistente a Manifestação de Inconformidade contra despacho decisório que indeferiu pedido de restituição de COFINS. Do Pedido de Compensação e do Despacho Decisório O contribuinte pleiteou compensação, referente a pagamento efetuado indevidamente ou a maior, transmitido através de PER. Em despacho decisório, o pedido foi indeferido sob a alegação que o “recolhimento apontado como origem do crédito encontrase integralmente alocado ao débito informado pelo contribuinte, não restando qualquer saldo de pagamento a ser restituído. ” Da Manifestação de Inconformidade O Recorrente apresentou manifestação de inconformidade, argumentando o seguinte: 1. O Supremo Tribunal Federal declarou incidentalmente a inconstitucionalidade do alargamento da base de cálculo do PIS e da Cofins, contida no §1º do artigo 3º da Lei nº 9.718, de 1998 e que o presente pedido de restituição se mostra subsistente, pois os recolhimentos da contribuição em tela foram realizados nos estritos lindes do artigo 3º, §1º da Lei nº 9.718/1998, cujo descompasso com o sistema normativo acabou por provocar o recolhimento a maior nesse tocante e, por conseguinte, não há como prosperar o indeferimento do presente pedido de restituição. 2. O STF declarou a inconstitucionalidade do §1º do art. 3º da Lei 9.718/98 porque reconheceu que as contribuições sociais ao PIS e à Cofins só poderiam incidir sobre o faturamento das empresas, assim entendida “a receita bruta das vendas de mercadorias, de mercadorias e serviços e de serviços de qualquer natureza”, não podendo incluir na base de cálculo receitas não operacionais. 3. O conceito de faturamento não varia em função do objeto social de cada contribuinte, pois a base de cálculo ficaria sujeita a um grau de incerteza absolutamente incompatível com uma obrigação tributária. Assim sendo, não há qualquer relação de identidade entre o conceito de faturamento com a atividade principal dos contribuintes. Fl. 180DF CARF MF Processo nº 10580.902412/201460 Acórdão n.º 3401005.846 S3C4T1 Fl. 4 3 4. Mesmo que se entenda que as receitas financeiras auferidas por instituições financeiras têm natureza de receita de prestação de serviços, integrando o conceito de faturamento, o que se admite apenas para argumentar, não podem integrar referida base de cálculo as receitas financeiras decorrentes da aplicação de seus recursos próprios e ou de terceiros em hipóteses que não envolvam intermediação financeira. 5. A base de cálculo, deveria ficar restrita somente às receitas auferidas no exercício de seu objeto social, com a prestação de serviços bancários, tais como administração de fundos de investimentos, assessoria em operações de fusão e aquisição, intermediação financeira e concessão de crédito, dentre outras atividades. 6. As receitas financeiras obtidas com a aplicação de seu próprio capital de giro e capital de terceiros, bem como em razão da remuneração dos depósitos compulsórios realizados junto ao Banco Central e aplicações próprias, realizadas no seu único e exclusivo interesse, sem intermediação, não configuram prestação de serviços, uma vez que ninguém presta serviço para si próprio. Junto com a impugnação, o recorrente apresentou planilhas de cálculo, e balancete analítico do mês de referência. Da Decisão de Primeiro Grau O colegiado a quo julgou improcedente a manifestação de inconformidade, nos termos do Acórdão 14061.520. Do Recurso Voluntário Irresignado, o contribuinte apresentou Recurso, reprisando as razões apresentadas na Manifestação de Inconformidade. É o relatório. Voto Conselheiro Rosaldo Trevisan, Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão 3401005.809, de 25 de fevereiro de 2019, proferido no julgamento do processo 10580.902382/201491, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevemse, como solução deste litígio, nos termos regimentais, os entendimentos que prevaleceram naquela decisão (Acórdão 3401005.809): "Da Admissibilidade Fl. 181DF CARF MF Processo nº 10580.902412/201460 Acórdão n.º 3401005.846 S3C4T1 Fl. 5 4 O Recurso é tempestivo e reúne os demais requisitos de admissibilidade; de modo que tomo seu conhecimento. Do Mérito O núcleo do litígio reside na forma de aplicação da declaração de inconstitucionalidade do §1º do art. 3º da Lei Federal 9718/1998 pelo STF – quando do julgamento do RE nº 585.235, sob a forma do art. 543B, do CPC, sobre o alargamento da base de cálculo das contribuições PIS e COFINS, no que tange às instituições financeiras. Naquela oportunidade, restou pacificado que, para fins de incidência cumulativa das contribuições sociais, o faturamento é o resultado das atividades típicas, ou seja, que decorram do objeto social do contribuinte. Como não poderia ser diferente, esse vem sendo o entendimento adotado nessa Seção, e na Câmara Superior de Recursos Fiscais: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/02/1999 a 31/12/2000 COFINS. FATURAMENTO. LEI 9.784/98 [SIC]. BASE DE CÁLCULO. INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS. Consoante entendimento firmado pelo STF, as receitas operacionais obtidas pelas instituições financeiras, decorrentes de sua atividade fim, integram o conceito de receita bruta utilizado pelo art. 3º da Lei nº 9.718/98. RECUPERAÇÃO DE ENCARGOS E DESPESAS E REVERSÃO DE PROVISÕES OPERACIONAIS. Lançamentos que não representes ingressos de receita oriundos das atividades típicas das instituições financeiras não podem ser alcançados pela incidência da COFINS. (Acórdão nº 3201004.445, Relatora Tatiana Josefovicz Belisário, sessão de 27.11.2018) ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 31/01/2004 PIS/PASEP. BASE DE CÁLCULO. LEI 9.718/98. INCONSTITUCIONALIDADE. DECISÃO STF. REPERCUSSÃO GERAL. Fl. 182DF CARF MF Processo nº 10580.902412/201460 Acórdão n.º 3401005.846 S3C4T1 Fl. 6 5 As decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, reconhecidas como de Repercussão Geral, sistemática prevista no artigo 543B do Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas no julgamento do recurso apresentado pelo contribuinte. Artigo 62A do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Declarado inconstitucional o § 1º do caput do artigo 3º da Lei 9.718/98, integra a base de cálculo da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS e da Contribuição para o PIS/Pasep o faturamento mensal, representado pela receita bruta advinda das atividades operacionais típicas da pessoa jurídica. (Acórdão nº 9303002.934, Redator designado: Ricardo Paulo Rosa, sessão de 03.06.2014). Acertadamente, a decisão ora recorrida destacou que as atividades operacionais das instituições financeiras se encontram elencadas no Plano de Conta COSIF, nos termos emanados pelo Banco Central do Brasil: O Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional, instituído pela Circular do Banco Central do Brasil nº 1.273, de 29 de dezembro de 1987, traz em seu Capítulo 1 Normas Básicas, Seção 17 Receitas e Despesas, item 3, que as rendas obtidas tanto com as operações ativas como com a prestação de serviços, ambas referentes a atividades típicas, regulares e habituais da instituição financeira, são classificadas como operacionais. Confirase: 3 As rendas operacionais representam remunerações obtidas pela instituição em suas operações ativas e de prestação de serviços, ou seja, aquelas que se referem a atividades típicas, regulares e habituais. (grifos nossos) No Cosif, as contas de receitas operacionais são divididas em: 7.1 RECEITAS OPERACIONAIS 7.1.1.00.001 Rendas de Operações de Crédito 7.1.2.00.004 Rendas de Arrendamento Mercantil 7.1.3.00.007 Rendas de Câmbio 7.1.4.00.000 Rendas de Aplicações Interfinanceiras de Liquidez 7.1.5.00.003 Rendas com Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos Fl. 183DF CARF MF Processo nº 10580.902412/201460 Acórdão n.º 3401005.846 S3C4T1 Fl. 7 6 7.1.7.00.009 Rendas de Prestação de Serviços 7.1.8.00.002 Rendas de Participações 7.1.9.00.005 Outras Receitas Operacionais (...) Portanto, em uma instituição financeira as receitas financeiras decorrem de serviços prestados aos clientes (financiamentos, empréstimos, operações de câmbio na importação ou exportação, colocação e negociação de títulos e valores mobiliários, aplicações e investimentos, capitalização, seguros, arrendamento mercantil, administração de planos de previdência privada e tantas outras mais) não constituindo mero ganho financeiro como acontece em outras empresas. São, portanto, receitas operacionais, que compõem a base de cálculo do PIS e da Cofins. (...) Especificamente quanto a instituições financeiras e contribuintes a ela equiparadas por força do artigo 22, § 1° da Lei 8.212/91, devese entender por faturamento os ganhos obtidos com operações financeiras realizadas por tais entidades, quanto à captação, movimentação e aplicação de ativos que proporcionem alguma forma de ganho pecuniário, posto não ser outro o objeto social de tais sociedades. Observando o caso concreto, tratase de instituição financeira que tem por objeto social “efetuar operações bancárias em geral, inclusive câmbio”. Esse, portanto, é o limite das atividades típicas que devem ser objeto de escrutínio para sua inclusão na base de cálculo das contribuições sociais. No presente processo, a Recorrente pleiteia crédito de COFINS no montante calculado sobre a diferença entre a totalidade de receitas operacionais e a receita de prestação de serviços bancários (conta 7.1.7.00.00.9), entendendo, a despeito do entendimento acima esposado, que somente as atividades de prestação de serviços bancários poderiam vir a ser objeto de incidência das contribuições sociais, ignorando que a atividade bancária per si não se restringe, por óbvio, aos serviços prestados aos clientes. Adicionese aos argumentos anteriores que a própria Lei Federal 9.718/1998 partiu da premissa que as receitas financeiras geradas nas atividades das instituições bancárias eram tributadas, quando previu, em seus parágrafos 5º e 6º, hipóteses específicas de dedução: Fl. 184DF CARF MF Processo nº 10580.902412/201460 Acórdão n.º 3401005.846 S3C4T1 Fl. 8 7 I no caso de bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de desenvolvimento, caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, sociedades corretoras, distribuidoras de títulos e valores mobiliários, empresas de arrendamento mercantil e cooperativas de crédito: a) despesas incorridas nas operações de intermediação financeira; b) despesas de obrigações por empréstimos, para repasse, de recursos de instituições de direito privado; c) deságio na colocação de títulos; d) perdas com títulos de renda fixa e variável, exceto com ações; e) perdas com ativos financeiros e mercadorias, em operações de hedge; II no caso de empresas de seguros privados, o valor referente às indenizações correspondentes aos sinistros ocorridos, efetivamente pago, deduzido das importâncias recebidas a título de cosseguro e resseguro, salvados e outros ressarcimentos. III no caso de entidades de previdência privada, abertas e fechadas, os rendimentos auferidos nas aplicações financeiras destinadas ao pagamento de benefícios de aposentadoria, pensão, pecúlio e de resgates; IV no caso de empresas de capitalização, os rendimentos auferidos nas aplicações financeiras destinadas ao pagamento de resgate de títulos. Assim, todas as receitas decorrentes da atividade bancária, seja pela prestação de serviços, seja pela fruição de resultados financeiros dos ativos próprios e de terceiros, devem ser tributadas pelas contribuições sociais, observadas das deduções acima. Por outro lado, a remuneração sobre juros sobre o capital próprio, a despeito de ser tratada como “receita financeira”, não pode ser considerada uma receita típica de instituições financeiras, vez que se trata de efetiva receita decorrente de participações societárias perante outras pessoas jurídicas, não se coadunando com o objeto social da Recorrente, nos termos do RE 1.104.184/RS, do STJ, julgado sob efeitos do artigo 543C do antigo CPC. Sob a mesma ótica, não é possível admitir na base de cálculo das contribuições as receitas decorrentes da locação de imóveis, eis que essa atividade não se encontra contemplada no seu contrato social. Fl. 185DF CARF MF Processo nº 10580.902412/201460 Acórdão n.º 3401005.846 S3C4T1 Fl. 9 8 Tratase, portanto, de resultados que não decorre da atividade bancária, de forma que a parcela do lançamento referente a essa rubrica deve ser cancelada. Por todo o exposto, conheço do Recurso, e doulhe parcial provimento para afastar a glosa sobre as receitas decorrentes da remuneração de juros sobre o capital próprio e locação de imóveis próprios." Importa registrar que nos autos ora em apreço, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada no paradigma, de tal sorte que o entendimento lá esposado pode ser perfeitamente aqui aplicado. . Da mesma forma, a Declaração de Voto do Conselheiro Leonardo Ogassawara de Araújo Branco, apresentada no processo paradigma, é extensível ao presente processo. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu por conhecer do recurso voluntário, e darlhe parcial provimento para reconhecer os créditos em relação a juros sobre o capital próprio, em função do REsp 1.104.184/RS, e receitas de locação de imóveis. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan Fl. 186DF CARF MF Processo nº 10580.902412/201460 Acórdão n.º 3401005.846 S3C4T1 Fl. 10 9 Fl. 187DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10880.944986/2013-40
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 29 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Wed Apr 24 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 3201-001.560
Decisão:
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Charles Mayer de Castro Souza - Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza (Presidente), Paulo Roberto Duarte Moreira, Tatiana Josefovicz Belisario, Marcelo Giovani Vieira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Correia Lima Macedo, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Laercio Cruz Uliana Junior.
Nome do relator: CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA
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decisao_txt : Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza - Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza (Presidente), Paulo Roberto Duarte Moreira, Tatiana Josefovicz Belisario, Marcelo Giovani Vieira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Correia Lima Macedo, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Laercio Cruz Uliana Junior.
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(assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza (Presidente), Paulo Roberto Duarte Moreira, Tatiana Josefovicz Belisario, Marcelo Giovani Vieira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Correia Lima Macedo, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Laercio Cruz Uliana Junior. Relatório A interessada apresentou pedido de ressarcimento de contribuição não cumulativa, cumulado com compensação de débitos próprios. O pedido foi indeferido pela unidade de origem e não foram homologadas as compensações vinculadas. Irresignada, a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, onde afirma que houve erros graves nas planilhas elaboradas pela fiscalização, contesta as glosas efetuadas e defende a legitimidade de seu pleito. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Florianópolis julgou improcedente a manifestação de inconformidade, nos termos do Acórdão nº 07039.491. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 80 .9 44 98 6/ 20 13 -4 0 Fl. 1357DF CARF MF Processo nº 10880.944986/201340 Resolução nº 3201001.560 S3C2T1 Fl. 3 2 Inconformada, a contribuinte apresentou, no prazo legal, o recurso voluntário ora em apreço, por meio do qual alega, em síntese que: As glosas sobre as aquisições de sebo bovino e crédito presumido foram objeto de contestação em processo administrativo próprio, e o pleito já foi lá deferido; O acórdão discutido deixou de se manifestar sobre a oposição a determinadas glosas, de tal sorte que deve ser anulado; Não se justificam as glosas mantidas em relação aos itens especificados na reclamação.; Deve incidir taxa Selic sobre o ressarcimento. É o relatório. Voto Conselheiro Charles Mayer de Castro Souza, Relator. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido na Resolução nº 3201001.553, de 29 de janeiro de 2019, proferido no julgamento do processo 10880.944979/201348, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevemse, como solução deste litígio, nos termos regimentais, os entendimentos que prevaleceram naquela decisão (Resolução nº 3201001.553): "Presentes os demais requisitos de admissibilidade, entendemos que o recurso deve ser conhecido. A Recorrente apresentou pedido de ressarcimento da Cofins referente ao 1º trimestre 2012 (origem na receita de mercado externo). Indeferido, apresentou manifestação de inconformidade, ao final considerada improcedente pela DRJ (antes de proferido o acórdão recorrido, em face dos argumentos de defesa, a DRJ baixou os autos em diligência, mediante mero despacho. A Informação Fiscal de fls. 1242 e ss. manteve, no entanto, o indeferimento de todo o valor pleiteado). Noticiam os autos que há muitos outros processos do mesmo Recorrente, tratando da mesma matéria: pedidos de ressarcimento. E vemos, também, que, para o mesmo período de apuração, há diferentes processos, pleiteando, separadamente, créditos de PIS/Cofins, com origem em operações do mercado interno, mercado externo e crédito presumido. Nesse contexto, voto por CONVERTER O JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA, a fim de que a unidade preparadora reúna todos os processos do mesmo período (mercado interno, mercado externo e crédito presumido), tanto de PIS como de Cofins, ainda que em algum deles já tenha decisão transitado em julgado." Fl. 1358DF CARF MF Processo nº 10880.944986/201340 Resolução nº 3201001.560 S3C2T1 Fl. 4 3 Importante frisar que as situações fática e jurídica presentes no processo paradigma encontram correspondência nos autos ora em análise. Desta forma, os elementos que justificaram a conversão do julgamento em diligência no caso do paradigma também a justificam no presente caso. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu por converter o julgamento em diligência, para que a unidade preparadora reúna todos os processos do mesmo período (mercado interno, mercado externo e crédito presumido), tanto de PIS como de Cofins, ainda que em algum deles já tenha decisão transitado em julgado. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza Fl. 1359DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10865.721469/2011-21
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 11 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Wed May 08 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2009
IMPUGNAÇÃO. PRAZO.
Demonstrado que a impugnação foi apresentada mais de 30 (trinta) dias após a data da ciência do lançamento, efetuada por via postal, com prova de recebimento no domicílio tributário do sujeito passivo, não se toma conhecimento das razões de defesa.
Numero da decisão: 2402-007.194
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Denny Medeiros da Silveira- Presidente.
(documento assinado digitalmente)
Paulo Sergio da Silva - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Denny Medeiros da Silveira (Presidente), Gregório Rechmann Junior, João Victor Ribeiro Aldinucci, Luís Henrique Dias Lima, Maurício Nogueira Righetti, Paulo Sergio da Silva, Fernanda Melo Leal (suplente convocada) e Wilderson Botto (suplente convocado). Ausente a Conselheira Renata Toratti Cassini, substituída pelo conselheiro Wilderson Botto.
Nome do relator: PAULO SERGIO DA SILVA
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2009 IMPUGNAÇÃO. PRAZO. Demonstrado que a impugnação foi apresentada mais de 30 (trinta) dias após a data da ciência do lançamento, efetuada por via postal, com prova de recebimento no domicílio tributário do sujeito passivo, não se toma conhecimento das razões de defesa.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Denny Medeiros da Silveira- Presidente. (documento assinado digitalmente) Paulo Sergio da Silva - Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Denny Medeiros da Silveira (Presidente), Gregório Rechmann Junior, João Victor Ribeiro Aldinucci, Luís Henrique Dias Lima, Maurício Nogueira Righetti, Paulo Sergio da Silva, Fernanda Melo Leal (suplente convocada) e Wilderson Botto (suplente convocado). Ausente a Conselheira Renata Toratti Cassini, substituída pelo conselheiro Wilderson Botto.
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PRAZO. Demonstrado que a impugnação foi apresentada mais de 30 (trinta) dias após a data da ciência do lançamento, efetuada por via postal, com prova de recebimento no domicílio tributário do sujeito passivo, não se toma conhecimento das razões de defesa. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Denny Medeiros da Silveira Presidente. (documento assinado digitalmente) Paulo Sergio da Silva Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Denny Medeiros da Silveira (Presidente), Gregório Rechmann Junior, João Victor Ribeiro Aldinucci, Luís Henrique Dias Lima, Maurício Nogueira Righetti, Paulo Sergio da Silva, Fernanda Melo Leal (suplente convocada) e Wilderson Botto (suplente convocado). Ausente a Conselheira Renata Toratti Cassini, substituída pelo conselheiro Wilderson Botto. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 86 5. 72 14 69 /2 01 1- 21 Fl. 168DF CARF MF Processo nº 10865.721469/201121 Acórdão n.º 2402007.194 S2C4T2 Fl. 169 2 Relatório Tratase de recurso voluntário (fls. 77) pelo qual o recorrente se indispõe contra decisão em que a autoridade de piso que não conheceu impugnação apresentada pelo contribuinte contra lançamento de IRPF, no valor de R$ 33.203,38 (acrescidos de juros e multa), incidente sobre rendimento decorrente de decisão judicial, omitido de declaração de ajuste anual do exercício de 2010. Cientificado do Auto de Infração em 01.08.2011 (fls 25), o contribuinte apresentou impugnação em 07.10.2011 (fls 27), manifestandose contra a exigência do tributo sob exame. Em 25.04.2013 a DRJ, a autoridade de piso relatou assim os eventos até então ocorridos no presente processo: Fl. 169DF CARF MF Processo nº 10865.721469/201121 Acórdão n.º 2402007.194 S2C4T2 Fl. 170 3 Fl. 170DF CARF MF Processo nº 10865.721469/201121 Acórdão n.º 2402007.194 S2C4T2 Fl. 171 4 Constatada a intempestividade da defesa apresentada, a autoridade de piso decidiu pelo seu não conhecimento da impugnação, mantendo a exigência do tributo sob exame. Irresignado, em 08.07.2013 o contribuinte interpôs o recurso voluntário em apreço, trazendo, em síntese, os mesmos argumentos apresentados na impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro Paulo Sergio da Silva, Relator. Da admissibilidade Analisado os autos, contatase que embora o presente recurso tenha sido apresentado dentro do prazo legal, a impugnação apresentada à instância de piso não foi conhecida em razão de sua intempestividade, conforme retrata abaixo excerto extraído daquela decisão: Fl. 171DF CARF MF Processo nº 10865.721469/201121 Acórdão n.º 2402007.194 S2C4T2 Fl. 172 5 Pois bem, em razão do não conhecimento da defesa do contribuinte pela instância de piso, caberia ao recorrente trazer ao juízo ad quem elementos capazes de afastar o entendimento daquela decisão, possibilitando a este Conselho o exame das demais matérias contestadas na peça recursal. No entanto, examinada a presente defesa, constatase que tal instrumento não traz qualquer argumento em contraposição à decisão tomada pelo juízo a quo, Fl. 172DF CARF MF Processo nº 10865.721469/201121 Acórdão n.º 2402007.194 S2C4T2 Fl. 173 6 de forma que, ante a ausência de fatos novos capazes de alterar tal entendimento, é forçoso decidir pela improcedência do recurso voluntário apresentado. Vale observar, entretanto, que fica ressalvada a possibilidade de revisão de ofício do lançamento pela unidade de origem, com base no artigo 145, inciso III, combinado com o artigo 149, ambos da Lei nº 5.172/1966 (Código Tributário Nacional) e ainda Parecer Normativo Nr 8 (ITEM 22) da Cosit, de 03.09.2014 e Solução de Consulta Nr 98, da Cosit, de 03 de abril de 2014, pois, em razão da inadmissibilidade do presente recurso voluntário, não foi possível examinar informações constantes dos autos que indiciam que a fiscalização fez incidir o tributo em apreço sobre verba de caráter indenizatório, bem como há evidências de que houve, de fato, excesso na avaliação da base de cálculo apontada pela auditoria. Art. 145. O lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo só pode ser alterado em virtude de: I impugnação do sujeito passivo; II recurso de ofício; III iniciativa de ofício da autoridade administrativa, nos casos previstos no artigo 149. (...) Art. 149. O lançamento é efetuado e revisto de ofício pela autoridade administrativa nos seguintes casos: I quando a lei assim o determine; II quando a declaração não seja prestada, por quem de direito, no prazo e na forma da legislação tributária; III quando a pessoa legalmente obrigada, embora tenha prestado declaração nos termos do inciso anterior, deixe de atender, no prazo e na forma da legislação tributária, a pedido de esclarecimento formulado pela autoridade administrativa, recusese a prestálo ou não o preste satisfatoriamente, a juízo daquela autoridade; IV quando se comprove falsidade, erro ou omissão quanto a qualquer elemento definido na legislação tributária como sendo de declaração obrigatória; V quando se comprove omissão ou inexatidão, por parte da pessoa legalmente obrigada, no exercício da atividade a que se refere o artigo seguinte; VI quando se comprove ação ou omissão do sujeito passivo, ou de terceiro legalmente obrigado, que dê lugar à aplicação de penalidade pecuniária; VII quando se comprove que o sujeito passivo, ou terceiro em benefício daquele, agiu com dolo, fraude ou simulação; VIII quando deva ser apreciado fato não conhecido ou não provado por ocasião do lançamento anterior; IX quando se comprove que, no lançamento anterior, ocorreu fraude ou falta funcional da autoridade que o efetuou, ou omissão, pela mesma autoridade, de ato ou formalidade especial. Parágrafo único. A revisão do lançamento só pode ser iniciada enquanto não extinto o direito da Fazenda Pública. Parecer Normativo Nr 8 (ITEM 22) da Cosit, de 03.09.2014 (...) Fl. 173DF CARF MF Processo nº 10865.721469/201121 Acórdão n.º 2402007.194 S2C4T2 Fl. 174 7 22. Ao tratar do erro de fato, a lei não fez nenhuma distinção quanto à sua causa, se motivada por falha do Fisco ou se por ação ou omissão do contribuinte, de modo que, neste inciso, inexiste o requisito de imputação de culpa a balizar a revisão de ofício. Notese que em sede judicial este aspecto se presta para definir a imputação do ônus pelo pagamento de honorários advocatícios, sem que influa, todavia, no direito material, uma vez que se imporá a extinção da execução fiscal em virtude de cancelamento do débito por erro de fato, conforme se extrai do contido no Parecer PGFN/CAT/Nº 591/2014, de 17 de abril de 2014, que concluiu que “a melhor interpretação quanto à correção do erro no lançamento previsto no art. 149, inciso VIII do CTN, em função de fato não conhecido ou não provado na ocasião do lançamento, é de que esse erro deve ser entendido em sua concepção mais ampla, relativa ao fato como um todo que ensejou a incidência, incluindo aquele decorrente da não apresentação tempestiva de documentos legítimos que alterem o montante devido, devendo a administração promover a correção do erro, ainda que tenha sido ocasionado pelo administrado.” (...) Solução de Consulta Nr 98, da Cosit, de 03 de abril de 2014 Conclusão Posto isso, voto por CONHECER do recurso apresentado e, no mérito, NEGARLHE PROVIMENTO, mantendo o crédito tributário lançado. Assinado digitalmente Paulo Sergio da Silva – Relator Fl. 174DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13821.720015/2011-37
Turma: Terceira Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 08 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Thu May 30 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Ano-calendário: 2007
MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO - DIPJ - . INÍCIO DE ATIVIDADE.
A entrega da Declaração de Rendimento da Pessoa Jurídica - DIPJ - após o prazo previsto pela legislação tributária, sujeita o contribuinte à incidência da multa correspondente. Contudo, as normas administrativas apontam que, para empresas abertas até 31 dezembro de 2007, o início da atividade é considerada a data do último deferimento estadual ou municipal.
Numero da decisão: 1003-000.678
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora.
(assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva Presidente
(assinado digitalmente)
Bárbara Santos Guedes - Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Wilson Kazumi Nakayama, Bárbara Santos Guedes. Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça e Carmen Ferreira Saraiva (Presidente).
Nome do relator: BARBARA SANTOS GUEDES
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Ano-calendário: 2007 MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO - DIPJ - . INÍCIO DE ATIVIDADE. A entrega da Declaração de Rendimento da Pessoa Jurídica - DIPJ - após o prazo previsto pela legislação tributária, sujeita o contribuinte à incidência da multa correspondente. Contudo, as normas administrativas apontam que, para empresas abertas até 31 dezembro de 2007, o início da atividade é considerada a data do último deferimento estadual ou municipal.
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INÍCIO DE ATIVIDADE. A entrega da Declaração de Rendimento da Pessoa Jurídica DIPJ após o prazo previsto pela legislação tributária, sujeita o contribuinte à incidência da multa correspondente. Contudo, as normas administrativas apontam que, para empresas abertas até 31 dezembro de 2007, o início da atividade é considerada a data do último deferimento estadual ou municipal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva – Presidente (assinado digitalmente) Bárbara Santos Guedes Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Wilson Kazumi Nakayama, Bárbara Santos Guedes. Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça e Carmen Ferreira Saraiva (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 82 1. 72 00 15 /2 01 1- 37 Fl. 31DF CARF MF Processo nº 13821.720015/201137 Acórdão n.º 1003000.678 S1C0T3 Fl. 3 2 Relatório Tratase o presente processo de recurso voluntário contra acórdão de nº 14 38.685 da 3ª Turma da DRJ/RPO que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pela contribuinte e manteve a multa por atraso na entrega da DIPJ. A Recorrente apresentou manifestação de inconformidade em razão de lançamento no qual era exigido crédito tributário devido a aplicação de multa por atraso na entrega da DIPJ, relativa ao ano calendário de 2007, no valor de R$ 500,00. O Relatório do acórdão proferido pela DRJ sintetizou as alegações de defesa da Recorrente, conforme abaixo descrito : Ciente do lançamento, a contribuinte ingressou com impugnação (fls. 2/3) na qual solicita o cancelamento da exigência tributária, sob alegação de que , ao optar pelo Simples Nacional, não foi considerada como data de opção a data de registro na Jucesp, como constou do CNPJ, mas data posterior, o que a obrigou a apresentar a DIPJ, para o período em que não foi considerada incluída no Simples Nacional, o que ocasionou a exigência de multa. A DRJ/RPO julgou improcedente a manifestação de inconformidade conforme ementa abaixo: Assunto: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Anocalendário: 2007 MULTA POR ATRASO. DIPJ. DATA DE OPÇÃO NO SIMPLES NACIONAL. No período compreendido entre a data de registro da empresa e a data da opção pelo Simples Nacional, fica ela sujeita às regras aplicáveis às demais pessoas jurídicas, inclusive à entrega da DIPJ, nos prazos previstos na legislação de regência.. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Inconformada com a decisão da DRJ, a contribuinte apresentou Recurso Voluntário defendendo que: (i) teve seu registro efetivado em 10/09/2007.e efetuou a opção pelo Simples Nacional no dia 04/10/2007, quando atendeu a todos os requisitos para que a opção tivesse efeito retroativo; (ii) sua última inscrição nos cadastros fiscais do município de Andradina (SP), solicitada em 25/09/2007 e concluída em 25/10;2007, o que comprova que essa inscrição determinou o prazo para exercício da opção pelo SIMPLES; Fl. 32DF CARF MF Processo nº 13821.720015/201137 Acórdão n.º 1003000.678 S1C0T3 Fl. 4 3 (iii) na fase inicial do Simples Nacional a maioria das prefeituras não estavam aptas a operar o novo regime e, e função disso, a opção da Recorrente foi frustrada por omissão de terceiro, visto que seu pedido foi tempestivo; (iv) "por essa falha procedimental de terceiro a Recorrente, para regularizar seu cadastro e situação fiscal objetivando obter uma certidão negativa, foi induzida e teve que apresentar (além daquela do Simples que já houvera apresentado tempestivamente) ma segunda declaração do ano calendário 2007, a DIPJ 2008 que gerou a multa em questão". Por fim, requereu o cancelamento do débito fiscal. É o Relatório. Voto Conselheira Bárbara Santos Guedes, Relatora O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência, em especial no Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972. Assim, dele tomo conhecimento. A Recorrente defende que, em início de atividade, no período de regularização cadastral relativa ao período de 10/09/2007 a 03/10/2007, efetuou a entrega de DIPJ gerando multa e que a opção pelo Simples Nacional não retroagiu a data da abertura da empresa. A Recorrente trata de questões relacionadas ao deferimento da inscrição municipal, alegando ter sido concluída em 25/10/2007 e, por essa razão, a multa teria ocorrido, contudo essa informação não corresponde à realidade, visto que a data de início da opção ocorreu em 04/10/2007 . E a exigência da multa é pelo atraso no envio da DIPJ do período compreendido entre a data da abertura 10/09/2007 até o dia anterior ao cadastro no Simples Naiconal 03/10/2007. A Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, determina a opção pelo Simples Nacional da pessoa jurídica enquadrada na condição. Existe previsão legal para o rito de inclusão retroativa no Simples Nacional no caso de início de atividades em que foram cumpridos os requisitos legais cumulativos e conformase com o Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972, cujo rito propicia o controle da legalidade do ato administrativo. O tratamento diferenciado, simplificado e favorecido denominado Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional) é regulamentado pelo Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN). A Resolução CGSN nº 04, de 30 de maio de 2007, determina: Art. 7º A opção pelo Simples Nacional darseá por meio da internet, sendo irretratável para todo o anocalendário. Fl. 33DF CARF MF Processo nº 13821.720015/201137 Acórdão n.º 1003000.678 S1C0T3 Fl. 5 4 § 1º A opção de que trata o caput deverá ser realizada no mês de janeiro, até seu último dia útil, produzindo efeitos a partir do primeiro dia do anocalendário da opção, ressalvado o disposto no § 3º deste artigo e observado o disposto no § 3º do art. 21. § 1ºA Enquanto não vencido o prazo para solicitação da opção o contribuinte poderá: (Incluído pela Resolução CGSN nº 56, de 23 de março de 2009) I regularizar eventuais pendências impeditivas ao ingresso no Simples Nacional, sujeitandose ao indeferimento da opção caso não as regularize até o término desse prazo; (Incluído pela Resolução CGSN nº 56, de 23 de março de 2009) II efetuar o cancelamento da solicitação de opção, salvo se o pedido já houver sido deferido. (Incluído pela Resolução CGSN nº 56, de 23 de março de 2009) § 1ºB O disposto no § 1ºA não se aplica às empresas em início de atividade. (Incluído pela Resolução CGSN nº 56, de 23 de março de 2009) § 2º No momento da opção, o contribuinte deverá prestar declaração quanto ao nãoenquadramento nas vedações previstas no art. 12, independentemente da verificação efetuada conforme disposto no art. 9º. § 3º No caso de início de atividade da ME ou EPP no ano calendário da opção, deverá ser observado o seguinte: I a ME ou a EPP, após efetuar a inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), bem como obter a sua inscrição municipal e estadual, caso exigíveis, terá o prazo de até 30 (trinta) dias, contados do último deferimento de inscrição, para efetuar a opção pelo Simples Nacional; (Redação dada pela Resolução CGSN nº 41, de 1º de setembro de 2008) ) (Vide art. 2º da Resolução CGSN nº 41, de 1º de setembro de 2008) II após a formalização da opção, a Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) disponibilizará aos Estados, Distrito Federal e Municípios a relação dos contribuintes para verificação da regularidade da inscrição Municipal ou Estadual, quando exigível; (Redação dada pela Resolução CGSN nº 41, de 1º de setembro de 2008) (Vide art. 2º da Resolução CGSN nº 41, de 1º de setembro de 2008) III os entes federativos deverão efetuar a comunicação à RFB sobre a regularidade na inscrição Municipal ou Estadual, quando exigível: (Redação dada pela Resolução CGSN nº 41, de 1º de setembro de 2008) (Vide art. 2º da Resolução CGSN nº 41, de 1º de setembro de 2008) a) até o dia 5 (cinco) de cada mês, relativamente às informações disponibilizadas pela RFB do dia 20 ao dia 31 do mês anterior; (Incluído pela Resolução CGSN nº 14, de 23 de julho de 2007) Fl. 34DF CARF MF Processo nº 13821.720015/201137 Acórdão n.º 1003000.678 S1C0T3 Fl. 6 5 b) até o dia 15 (quinze) de cada mês, relativamente às informações disponibilizadas pela RFB do dia 1º ao dia 9 do mesmo mês; (Redação dada pela Resolução CGSN nº 37, de 30 de junho de 2008) c) até o dia 25 (vinte e cinco) de cada mês, relativamente às informações disponibilizadas pela RFB do dia 10 ao dia 19 do mesmo mês. (Incluído pela Resolução CGSN nº 14, de 23 de julho de 2007) IV confirmada a regularidade na inscrição Municipal ou Estadual, quando exigível, ou ultrapassado o prazo a que se refere o inciso III, sem manifestação por parte do ente federativo, a opção será deferida, observadas as demais disposições relativas à vedação para ingresso no Simples Nacional e o disposto no § 6º; (Redação dada pela Resolução CGSN nº 41, de 1º de setembro de 2008) (Vide art. 2º da Resolução CGSN nº 41, de 1º de setembro de 2008) V a opção produzirá efeitos: (Redação dada pela Resolução CGSN n° 29, de 21 de janeiro de 2008) a) para as empresas com data de abertura constante do CNPJ até 31 de dezembro de 2007, a partir da data do último deferimento da inscrição nos cadastros estadual e municipal, salvo se o ente federativo considerar inválidas as informações prestadas pela ME ou EPP, hipótese em que a opção será considerada indeferida; (Incluída pela Resolução CGSN n° 29, de 21 de janeiro de 2008) b) para as empresas com data de abertura constante do CNPJ a partir de 1° de janeiro de 2008, desde a respectiva data de abertura, salvo se o ente federativo considerar inválidas as informações prestadas pela ME ou EPP nos cadastros estadual e municipal, hipótese em que a opção será considerada indeferida; (Incluída pela Resolução CGSN n° 29, de 21 de janeiro de 2008) VI validadas as informações, considerase data de início de atividade: (Redação dada pela Resolução CGSN n° 29, de 21 de janeiro de 2008) a) para as empresas com data de abertura constante do CNPJ até 31 de dezembro de 2007, a do último deferimento da inscrição nos cadastros estadual e municipal; (Incluída pela Resolução CGSN n° 29, de 21 de janeiro de 2008) b) para as empresas com data de abertura constante do CNPJ a partir de 1° de janeiro de 2008, a da respectiva abertura. (Incluída pela Resolução CGSN n° 29, de 21 de janeiro de 2008) § 4º A RFB disponibilizará aos Estados, Distrito Federal e Municípios relação dos contribuintes referidos neste artigo para verificação quanto à regularidade para a opção pelo Simples Nacional, e, posteriormente, a relação dos contribuintes que tiveram a sua opção deferida. Fl. 35DF CARF MF Processo nº 13821.720015/201137 Acórdão n.º 1003000.678 S1C0T3 Fl. 7 6 Analisando a legislação de regência que vigorava à época dos fatos, temse que a microempresa ou empresa de pequeno porte no caso de início de atividade no ano calendário da opção, deve observar as seguintes condições cumulativas: (a) após efetuar a inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), bem como obter a sua inscrição estadual e municipal, caso exigíveis, terá o prazo de até 10 (dez) dias, contados do último deferimento de inscrição, para efetuar a opção pelo Simples Nacional; (b) não poderá efetuar a opção pelo Simples Nacional na condição de pessoa jurídica em início de atividade depois de decorridos 180 (cento e oitenta) dias da inscrição no CNPJ, observados os demais requisitos legais. (c) obedecidas as condições acima, a opção produzirá efeitos a partir da data do último deferimento da inscrição nos cadastros estaduais e municipais, sendo essa também a data considerada como início de atividade. Em razão do deferimento da opção pelo Simples Nacional, verificase ter a Recorrente obedecido as condições (itens "a" e "b" supra) determinadas pelo art. 7º da Resolução CGSN nº 04, de 30 de maio de 2007, para empresa em início de atividade. Especificamente sobre o pedido de inclusão, cabe ressaltar que o princípio da legalidade estabelece os limites da atuação administrativa e tem por objeto o exercício de direitos individuais em benefício da coletividade e nesse sentido a vontade da Administração Pública decorre tão somente da lei de modo que apenas pode fazer o que a lei permite (art. 37 da Constituição Federal). Restou comprovado que a Recorrente formalizou seu pedido de inclusão no Simples Nacional cumprindo as condições da norma e, por conseguinte, tem o direito de ter seu registro no Simples considerado a partir da data do último deferimento da inscrição nos cadastros estaduais e municipais, sendo essa igualmente a data considerada como início de atividade (incisos V e VI do art. 7º da Resolução CGSN nº 04/ 2007). Outrossim, é legítima a exigência da declaração em outro regime tributário no período que antecedeu a opção pelo Simples Nacional, bem como da multa gerado pelo atraso na entrega, com fulcro no parágrafo único do art. 1º, da Instrução Normativa RFB nº 877 e no art. 7º, § 3º, inciso V, alínea “a”, da Resolução CGSN n° 4, de 30 de maio de 2007, reproduzidos abaixo: Parágrafo único do art. 1º, da Instrução Normativa RFB nº 877: (...) Parágrafo único. O ingresso no Simples Nacional não dispensa as ME e EPP da obrigação de apresentar as demais declarações devidas à Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), bem como as informações referentes a terceiros, relativamente aos períodos que antecederem os efeitos da opção pelo Simples Nacional. Fl. 36DF CARF MF Processo nº 13821.720015/201137 Acórdão n.º 1003000.678 S1C0T3 Fl. 8 7 Art. 7º, § 3º, inciso V, alínea “a”, da Resolução CGSN n° 4/2007 (...) § 3º No caso de início de atividade da ME ou EPP no anocalendário da opção, deverá ser observado o seguinte: V a opção produzirá efeitos: (Redação dada pela Resolução CGSN n° 29, de 21 de janeiro de 2008) a) para as empresas com data de abertura constante do CNPJ até 31 de dezembro de 2007, a partir da data do último deferimento da inscrição nos cadastros estadual e municipal, salvo se o ente federativo considerar inválidas as informações prestadas pela ME ou EPP, hipótese em que a opção será considerada indeferida; (Incluída pela Resolução CGSN n° 29, de 21 de janeiro de 2008) (...) A empresa optante pelo Simples Naiocnal em início de ativiad Revendo meu posicionamento anterior, que entendia devida a declaração entre a inscrição da empresa no CNPJ e o último deferimento, verificase que a norma determina ser a data do início da atividade da empresa a data do último deferimento nos órgãos estaduais e municipais. Isto significa que, até a data do último deferimento, a empresa ainda não está em atividade. Embora a empresa tenha a personalidade jurídica e esteja devidamente cadastrada no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas, por força da norma administrativa acima descrita, o início da atividade só ocorre após o último deferimento. Em outras palavras, até a data do último deferimento, que deve coincidir com o início do regime do Simples Nacional, a empresa não possui atividade, isso porque o art. 7º, § 3º, inciso V, alínea a, da Resolução CGSN n° 4/2007 não deve ser interpretado de forma isolada, mas em conjunto com o inciso VI do § 3° do mesmo artigo, abaixo reproduzido: (...) VI validadas as informações, considerase data de início de atividade: a) para as empresas com data de abertura constante do CNPJ até 31 de dezembro de 2007, a do último deferimento da inscrição nos cadastros estadual e municipal Da interpretação sistemática dos dois incisos, concluise que para empresas com início de atividade até 31/12/2007, a data de início de atividade a ser considerada é aquela que constar no deferimento do último cadastro fiscal (municipal ou estadual). É certo, portanto, concluir que as empresas com início de atividade até 31/12/2007, que optaram pelo Simples Nacional, terá sua atividade (efeitos e obrigações) iniciada a partir do último deferimento. Assim, embora conste do cadastro da RFB como data de abertura da empresa do contribuinte o dia 10/09/2007 (fl. 4 eprocesso) a data de início de atividade a ser considerada para efeitos fiscais, de acordo com os dispositivos interpretados, é o dia Fl. 37DF CARF MF Processo nº 13821.720015/201137 Acórdão n.º 1003000.678 S1C0T3 Fl. 9 8 04/10/2007 (data do início da opção pelo Simples), razão pela qual considero indevida a apresentação da declaração de lucro presumido do período base de 10/09/2007 a 03/10/2007 e, por conseqüência, improcedente a multa. O CARF possui decisões no mesmo sentido, conforme julgamento unânime abaixo declinado: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Anocalendário: 2008 DIPJ. MULTA POR ATRASO. OPÇÃO PELO SIMPLES NACIONAL. INÍCIO DE ATIVIDADES. Insubsistente a exigência de entrega de declaração por outro regime de apuração do lucro, bem como da multa pelo atraso nesta entrega, para suprir o intervalo entre o início da atividade e o deferimento da opção do Simples Nacional, pois a norma de regência estipula que nos casos de empresas em início de atividade até 31/12/2007, considerase a data do último registro municipal ou estadual deferido como a data de início de atividade e para os efeitos da opção, forçando a concomitância das datas. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e Voto que integram o presente julgado (Processo nº 13836.720478/201130 acórdão nº 1002000.033 Relator Ailton Neves da Silva) Outrossim, é digno registrar que a empresa Recorrente não manifestou opção pelo Lucro Presumido (art 516, §§ 1º e 4º e art. 517 do RIR/99), e , no período 10/09/2007 a 03/10/2007, a mesma não efetuou qualquer recolhimento relativo ao IRPJ no lucro presumido. Em razão de todo exposto, considero indevida a cobrança de multa por atraso na entrega de DIPJ para empresas em início de atividade ate 31/12/2007, cujo início da atividade ocorre a partir do último deferimento. Sendo certo se esse também a data que deve retroagir o início da opção pelo Simples Nacional. Isto posto, voto por dar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Bárbara Santos Guedes Fl. 38DF CARF MF
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