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Numero do processo: 11080.738791/2018-55
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 15 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Fri Mar 11 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Data do fato gerador: 16/09/2014
AUTO DE INFRAÇÃO. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. MULTA ISOLADA. CABIMENTO.
Aplica-se a multa isolada de 50%, prescrita no §17, do art. 74, da Lei nº 9.430/1996, às compensações declaradas que não forem homologadas pela Administração Tributária.
Numero da decisão: 3301-011.683
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, conhecer em parte o recurso voluntário e, na parte conhecida, negar provimento. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3301-011.678, de 15 de dezembro de 2021, prolatado no julgamento do processo 11080.730320/2017-18, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Liziane Angelotti Meira - Presidente Redatora
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Ari Vendramini, Semíramis de Oliveira Duro, Marco Antonio Marinho Nunes, Sabrina Coutinho Barbosa (suplente convocada), José Adão Vitorino de Morais, Juciléia de Souza Lima, Marcelo Costa Marques d Oliveira (suplente convocado) e Liziane Angelotti Meira (Presidente).
Nome do relator: Semíramis de Oliveira Duro
1.0 = *:*
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ementa_s : ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 16/09/2014 AUTO DE INFRAÇÃO. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. MULTA ISOLADA. CABIMENTO. Aplica-se a multa isolada de 50%, prescrita no §17, do art. 74, da Lei nº 9.430/1996, às compensações declaradas que não forem homologadas pela Administração Tributária.
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COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. MULTA ISOLADA. CABIMENTO. Aplica-se a multa isolada de 50%, prescrita no §17, do art. 74, da Lei nº 9.430/1996, às compensações declaradas que não forem homologadas pela Administração Tributária. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, conhecer em parte o recurso voluntário e, na parte conhecida, negar provimento. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3301- 011.678, de 15 de dezembro de 2021, prolatado no julgamento do processo 11080.730320/2017- 18, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Liziane Angelotti Meira - Presidente Redatora Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Ari Vendramini, Semíramis de Oliveira Duro, Marco Antonio Marinho Nunes, Sabrina Coutinho Barbosa (suplente convocada), José Adão Vitorino de Morais, Juciléia de Souza Lima, Marcelo Costa Marques d’ Oliveira (suplente convocado) e Liziane Angelotti Meira (Presidente). Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Dessa forma, adota-se neste relatório o relatado no acórdão paradigma. Por bem relatar os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, em síntese: Trata-se de impugnação apresentada contra a Notificação de Lançamento nº NLMIC - 7965/2018, por meio da qual foi aplicada multa por AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 08 0. 73 87 91 /2 01 8- 55 Fl. 77DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 3301-011.683 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11080.738791/2018-55 compensação não homologada com fundamento no § 17 do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, com alterações posteriores. Notificação de Lançamento De acordo com informação constante na Notificação de Lançamento (NL) e seu anexo, as compensações foram declaradas na(s) Dcomp nº 12935.44437.260614.1.3.11-0104 e 32956.93663.270514.1.3.11-3061 e sua análise foi realizada no âmbito do processo administrativo nº 10783.904508/2013-03. Do valor total dos débitos declarados nas Dcomp, R$ 108.742,49 não tiveram a compensação homologada, o que resultou na aplicação de multa de R$ 54.371,25, equivalente a 50% (cinquenta por cento) do valor dos débitos objeto de compensação não homologada. Impugnação Ciente da NL (...), a empresa apresentou impugnação (...). Irresignada, a Autuada alega tempestividade e apresenta, em síntese, as seguintes argumentações: Impossibilidade da Cominação de Multa (50%) por Compensação Não Homologada (alteração legislativa inserta pela Lei 12.249/2010) A penalidade cominada inviabiliza um dos mais basilares direitos reconhecidos na ordem democrática, o direito de petição, além de inibir a iniciativa dos contribuintes de buscarem junto ao Fisco a cobrança de valores indevidamente recolhidos, afrontando também diretamente o princípio da proporcionalidade. A matéria em questão tem repercussão geral reconhecida pelo STF no RE 796939, sintetizada no tema 736: Constitucionalidade da multa prevista no art. 74, §§ 15 e 17, da Lei 9.430/1996 para os casos de indeferimento dos pedidos de ressarcimento e de não homologação das declarações de compensação de créditos perante a Receita Federal. “Nada obstante o recurso aguarde julgamento, o debate instaurado fere as hipóteses nas quais na ausência de dolo/fraude é, ou não, possível impor multa.” “Qual conduta abusiva enseja referida imposição? O pedido de compensação/restituição tem previsão legal. Sintetizando-se como um informe da existência de crédito a favor do contribuinte, tal instrumento constitui a via, o requerimento atribuído pela lei ao contribuinte para exercer seu direito em perfeita sintonia com o direito de petição.” “Eventual sucesso da defesa administrativa não desconfigura o caráter autoritário da multa. A matéria não tangencia a autotutela. Diversamente, Fl. 78DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 3301-011.683 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11080.738791/2018-55 viola a segurança jurídica e a proteção da confiança a imposição de penalidade em resposta ao exercício de direito reconhecido pelo ordenamento jurídico e decorre diretamente da ideia de Estado de Direito.” A própria imposição indistinta da multa isolada está em análise no Judiciário. No STF, paralelamente ao RE 796939, há a tramitação da ADI 4905: Repercussão geral, tema 487 – Caráter confiscatório da “multa isolada” por descumprimento de obrigação acessória decorrente de dever instrumental. Noutro ângulo, à vista da data de apresentação do pedido, revela-se extremamente gravosa a incidência de alteração legislativa superveniente, que prejudica o pleito compensatório do contribuinte. A redação do § 17 da Lei nº 9.430, de 1996, foi modificada pela Lei nº 13.097, de 2015, para que a multa passasse a incidir sobre o valor do débito objeto da declaração de compensação não homologada e não mais sobre o valor do crédito utilizado. Caráter Confiscatório “A incidência da multa aos pedidos de compensação não homologados acarreta efeitos confiscatórios em razão justamente da desproporcionalidade evidenciada. Assunto este também incluso nos debates da ADI 4905 em relação ao qual o STF já tem jurisprudência - ADI 551.” O Pedido Por todas as razões expostas, a Impugnante postula: (i) A admissão, processo e julgamento da defesa com atribuição do efeito suspensivo; (ii) A verificação dos fatos arguidos na preliminar; e (iii) No mérito, a procedência da manifestação de inconformidade anulando-se em definitivo a exação ora impugnada. A DRJ negou provimento à impugnação, com decisão assim ementada: COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. MULTA ISOLADA. LANÇAMENTO. MOMENTO. O fato gerador da multa isolada por compensação não homologada é a não homologação e não a decisão definitiva em âmbito administrativo quando há litígio. Desta forma, o lançamento da multa pode ser realizado antes do término da lide administrativa. Em recurso voluntário, a Recorrente aduz: Fl. 79DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 3301-011.683 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11080.738791/2018-55 - 3.1.1. Irretroatividade de multa para alcançar PER/DCOMPs anteriores à redação do § 17, art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996 (modificada pela Lei nº 13.097, de 2015); - 3.1.2. Tese firmada no REsp 1.221.170. Direito superveniente. “Em questão está a própria definitividade da imposição da multa ao contribuinte à vista da decisão que reconheceu que o crédito é insuficiente, essa decisão deveria ao menos ser definitiva. A matéria reverbera na tese firmada no REsp 1.221.170! A Recorrente questiona o pressuposto inserto na imposição da multa isolada de 50% de que o contribuinte agiu incorretamente. Infirmada pelo STJ a diretriz de insumos para efeito de creditamento do PIS/COFINS então praticada pela RFB. Em função destes argumentos pede a deliberação e o acolhimento da preliminar”. - 3.1.3. Inadequação do desentranhamento dos documentos anexados pela Recorrente antes da análise da impugnação administrativa em 1ª instância. Ausência de preclusão: “postula a reforma do acórdão também para viabilizar à análise dos documentos anexada na fase processual instrutória”. - 3.2. Mérito – a autuação inviabiliza um dos mais basilares direitos reconhecidos na ordem democrática, o direito de petição. É manifesta a inadequação da multa ainda, à vista da carência da descrição dos fatos e fundamentos. Não houve dolo. - 3.2.1. Caráter confiscatório. É o relatório. Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: O recurso voluntário reúne os pressupostos legais de interposição, contudo será conhecido apenas em parte, como se demonstrará a seguir. Em primeiro lugar, não podem ser conhecidos os argumentos do recurso voluntário em seus itens 3.1.2. e 3.1.3., eis que estranhos ao objeto do presente processo, que é a imposição de multa por não homologação da compensação (50% aplicado sobre o valor do débito objeto de declaração). Além disso, cabe ressaltar que não subsiste o contencioso em relação ao mérito da compensação, processo n° 10783-904499/2013-42, já que houve renúncia para adesão a parcelamento, o PERT, conforme o despacho anexado aos autos. Não há qualquer nulidade no auto de infração com suporte no §17 do art. 74 da Lei nº 9.430/1996, pois a autuação para a aplicação da multa isolada é atividade vinculada (art. 142, do CTN), bem como estão presentes os requisitos dos art. 10 e 11 do Decreto n° 70.235/72. Sustenta a Recorrente que houve a irretroatividade da multa para alcançar PER/DCOMPs de 2012, anteriores à redação do §17, art. 74 da Lei nº 9.430/1996, modificada pela Lei nº 13.097/2015. Fl. 80DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 3301-011.683 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11080.738791/2018-55 Confira-se a capitulação e a alteração na redação do dispositivo: Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizá-lo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. (Redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002) (...) § 15. Será aplicada multa isolada de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor do crédito objeto de pedido de ressarcimento indeferido ou indevido. (Incluído pela Lei nº 12.249, de 2010) (Revogado pela Medida Provisória nº 656, de 2014) (Vide Lei nº 13.097, de 2015) (Revogado pela Medida Provisória nº 668, de 2015) (Revogado pela Lei nº 13.137, de 2015) § 16. O percentual da multa de que trata o § 15 será de 100% (cem por cento) na hipótese de ressarcimento obtido com falsidade no pedido apresentado pelo sujeito passivo. (Incluído pela Lei nº 12.249, de 2010) (Revogado pela Medida Provisória nº 656, de 2014) (Vide Lei nº 13.097, de 2015) (Revogado pela Medida Provisória nº 668, de 2015) (Revogado pela Lei nº 13.137, de 2015) § 17. Aplica-se a multa prevista no § 15, também, sobre o valor do crédito objeto de declaração de compensação não homologada, salvo no caso de falsidade da declaração apresentada pelo sujeito passivo. (Incluído pela Lei nº 12.249, de 2010) § 17. Será aplicada multa isolada de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor do débito objeto de declaração de compensação não homologada, salvo no caso de falsidade da declaração apresentada pelo sujeito passivo. (Redação dada pela Lei nº 13.097, de 2015) Observe-se que o §17 do art. 74 da Lei n° 9.430/96 teve a redação alterada, mas não houve revogação da multa. A redação alterada se deu em função da revogação dos §§ 15 e 16 que tratavam da multa isolada incidente sobre o valor do crédito objeto de pedido de ressarcimento indeferido ou indevido. A aplicação da multa isolada de 50% foi mantida apenas nos casos de não homologação de compensação, com a substituição de “crédito” por “débito", que é efetivamente o valor indevidamente compensado e que deverá ser a base de cálculo da multa isolada. A alteração promovida no texto do §17 pela Lei nº 13.097/2015 não acarretou qualquer alteração no valor da base de cálculo da multa isolada, uma vez que em uma compensação não homologada o valor do crédito informado e o valor do débito compensado são idênticos. Dito de outra forma, a multa calculada sobre o valor do crédito objeto de compensação não homologada (redação vigente à época do fato gerador) teria exatamente o mesmo valor da multa calculada sobre o valor do débito objeto de declaração de compensação não homologada. No tocante à boa-fé, tem-se que à multa regulamentar, aplica-se o disposto no art. 136, do CTN: Art. 136. Salvo disposição de lei em contrário, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato. Em suma, a penalidade foi corretamente aplicada. Com relação às alegações de que a aplicação da multa isolada implica em violação aos princípios - direito de petição, segurança jurídica, proteção da confiança e confisco -, Fl. 81DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 3301-011.683 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11080.738791/2018-55 tais alegações remetam à análise de constitucionalidade de dispositivo de norma válida e vigente, o que esbarra na Súmula CARF n° 2: “O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária”. Do exposto, voto por conhecer em parte o recurso voluntário e, na parte conhecida, negar provimento. CONCLUSÃO Importa registrar que, nos autos em exame, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de sorte que as razões de decidir nela consignadas são aqui adotadas, não obstante os dados específicos do processo paradigma citados neste voto. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduz-se o decidido no acórdão paradigma, no sentido de conhecer em parte o recurso voluntário e, na parte conhecida, negar provimento. (documento assinado digitalmente) Liziane Angelotti Meira - Presidente Redatora Fl. 82DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 10768.906196/2006-23
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 23 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 1302-000.131
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o julgamento do processo até esclarecimento da matéria, tendo em vista o conflito entre as decisões STJ e STF.
Nome do relator: MARCOS RODRIGUES DE MELLO
1.0 = *:*
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o julgamento do processo até esclarecimento da matéria, tendo em vista o conflito entre as decisões STJ e STF (documento assinado digitalmente) MARCOS RODRIGUES DE MELLO Presidente. e relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Wilson Fernandes Guimarães, Lavinia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira, Daniel Salgueiro da Silva, Eduardo de Andrade, Guilherme Polastri Gomes da Silva e Marcos Rodrigues de Mello Relatório. Tratam os autos de recurso voluntário em que se discute o prazo para o contribuinte requerer restituição/compensação de tributos. Afirma o acórdão recorrido: Por fim, não é demais registrar que, ainda que o interessado tivesse retificado tempestivamente o PER/DCOMP, isto é, antes do Despacho Decisório informando corretamente a data de arrecadação, o código de receita e outros dados constantes dos DARFs, a autoridade administrativa, de igual modo, não homologaria a compensação declarada, visto que o direito de o interessado pleitear a restituição de pagamentos efetuados em 1994 (relação contendo dados de DARFs Fl. 109DF CARF MF Impresso em 22/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 30/11 /2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 10768.906196/200623 Resolução n.º 1302000.131 S1C3T2 Fl. 90 2 docs. 5, 7 e 9) estava extinto, haja vista o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, fixado pelo art. 168 da Lei n° 5.172, de 25/10/1966. Alega a recorrente: Isto porque, a contagem do prazo decadencial tem início, termos do art. 168, I, do CTN, na "data da extinção do crédito tributário", a qual, sendo o IRRF tributo sujeito a lançamento por homologação, nos 1 termos do art. 150, § 40 do CTN, se dá depois de passados 5 (cinco) anos. da ocorrência do fato gerador. 16. Da interpretação conjunta e sistemática dos dispositivos legais acima referidos, constatase que em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, somente estarão fulminados pela prescrição os indébitos relativos a fatos geradores ocorridos 10 (dez) anos antes da data da protocolização do requerimento de restituição. 1 7. Esta é a interpretação que afinal prevaleceu na Primeira • Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que firmou entendimento no sentido de que o prazo aplicável à espécie é o de 10 (dez) anos: 5 (cinco) anos para a homologação tácita, acrescidos dos outros 5 (cinco) i referentes ao prazo prescricional propriamente dito. É o relatório. Voto. O recurso é tempestivo e deve ser conhecido. Entendo que a presente lide não pode ser solucionada por este colegiado. A tese da defesa foi referendada pelo STJ, implicando em um prazo de dez anos para o contribuinte realizar as compensações de tributos sujeitos ao lançamento por homologação. Esta matéria está sujeita ao regime de recursos repetitivos no STJ e repercussão geral no STF. O STF, no RE 566621, decidiu: Ementa DIREITO TRIBUTÁRIO – LEI INTERPRETATIVA – APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118/2005 – DESCABIMENTO – VIOLAÇÃO À SEGURANÇA JURÍDICA – NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DA VACACIO LEGIS – APLICAÇÃO DO PRAZO REDUZIDO PARA REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005. (Negritei e grifei) Quando do advento da LC 118/05, estava consolidada a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150, § 4º, 156, VII, e 168, I, do CTN. A LC 118/05, embora tenha se autoproclamado interpretativa, Fl. 110DF CARF MF Impresso em 22/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 30/11 /2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 10768.906196/200623 Resolução n.º 1302000.131 S1C3T2 Fl. 91 3 implicou inovação normativa, tendo reduzido o prazo de 10 anos contados do fato gerador para 5 anos contados do pagamento indevido. Lei supostamente interpretativa que, em verdade, inova no mundo jurídico deve ser considerada como lei nova. Inocorrência de violação à autonomia e independência dos Poderes, porquanto a lei expressamente interpretativa também se submete, como qualquer outra, ao controle judicial quanto à sua natureza, validade e aplicação. A aplicação retroativa de novo e reduzido prazo para a repetição ou compensação de indébito tributário estipulado por lei nova, fulminando, de imediato, pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo então aplicável, bem como a aplicação imediata às pretensões pendentes de ajuizamento quando da publicação da lei, sem resguardo de nenhuma regra de transição, implicam ofensa ao princípio da segurança jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e de garantia do acesso à Justiça. Afastandose as aplicações inconstitucionais e resguardandose, no mais, a eficácia da norma, permitese a aplicação do prazo reduzido relativamente às ações ajuizadas após a vacatio legis, conforme entendimento consolidado por esta Corte no enunciado 445 da Súmula do Tribunal. O prazo de vacatio legis de 120 dias permitiu aos contribuintes não apenas que tomassem ciência do novo prazo, mas também que ajuizassem as ações necessárias à tutela dos seus direitos. Inaplicabilidade do art. 2.028 do Código Civil, pois, não havendo lacuna na LC 118/08, que pretendeu a aplicação do novo prazo na maior extensão possível, descabida sua aplicação por analogia. Além disso, não se trata de lei geral, tampouco impede iniciativa legislativa em contrário. Reconhecida a inconstitucionalidade art. 4º, segunda parte, da LC 118/05, considerandose válida a aplicação do novo prazo de 5 anos tão somente às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Aplicação do art. 543B, § 3º, do CPC aos recursos sobrestados. Recurso extraordinário desprovido. Já o STJ, no RESP 1002932, decidiu: EMENTA 1. O princípio da irretroatividade impõe a aplicação da LC 118, de 9 de fevereiro de 2005, aos pagamentos indevidos realizados após a sua vigência e não às ações propostas posteriormente ao referido diploma legal, posto norma referente à extinção da obrigação e não ao aspecto processual da ação correspectiva. 2. O advento da LC 118/05 e suas conseqüências sobre a prescrição, do ponto de vista prático, implica dever a mesma ser contada da seguinte forma: relativamente aos pagamentos efetuados a partir da sua vigência (que ocorreu em 09.06.05), o prazo para a repetição do indébito é de cinco a contar da data do pagamento; e relativamente aos pagamentos anteriores, a prescrição obedece ao regime previsto no sistema anterior, limitada, porém, ao prazo máximo de cinco anos a contar da vigência da lei nova. 3. Isto porque a Corte Especial declarou a inconstitucionalidade da expressão "observado, quanto ao art. 3º, o disposto no art. 106, I, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional", Fl. 111DF CARF MF Impresso em 22/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 30/11 /2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 10768.906196/200623 Resolução n.º 1302000.131 S1C3T2 Fl. 92 4 constante do artigo 4º, segunda parte, da Lei Complementar 118/2005 (AI nos ERESP 644736/PE, Relator Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 06.06.2007). 4. Deveras, a norma inserta no artigo 3º, da lei complementar em tela, indubitavelmente, cria direito novo, não configurando lei meramente interpretativa, cuja retroação é permitida, consoante apregoa doutrina abalizada: "Denominamse leis interpretativas as que têm por objeto determinar, em caso de dúvida, o sentido das leis existentes, sem introduzir disposições novas. {nota: A questão da caracterização da lei interpretativa tem sido objeto de não pequenas divergências, na doutrina. Há a corrente que exige uma declaração expressa do próprio legislador (ou do órgão de que emana a norma interpretativa), afirmando ter a lei (ou a norma jurídica, que não se apresente como lei) caráter interpretativo. Tal é o entendimento da AFFOLTER (Das intertemporale Recht, vol. 22, System des deutschen bürgerlichen Uebergangsrechts, 1903, pág. 185), julgando necessária uma Auslegungsklausel, ao qual GABBA, que cita, nesse sentido, decisão de tribunal de Parma, (...) Compreensão também de VESCOVI (Intorno alla misura dello stipendio dovuto alle maestre insegnanti nelle scuole elementari maschili, in Giurisprudenza italiana, 1904, I, I, cols. 1191, 1204) e a que adere DUGUIT, para quem nunca se deve presumir ter a lei caráter interpretativo "os tribunais não podem reconhecer esse caráter a uma disposição legal, senão nos casos em que o legislador lho atribua expressamente" (Traité de droit constitutionnel, 3a ed., vol. 2o, 1928, pág. 280). Com o mesmo ponto de vista, o jurista pátrio PAULO DE LACERDA concede, entretanto, que seria exagero exigir que a declaração seja inseri da no corpo da própria lei não vendo motivo para desprezála se lançada no preâmbulo, ou feita noutra lei. Encarada a questão, do ponto de vista da lei interpretativa por determinação legal, outra indagação, que se apresenta, é saber se, manifestada a explícita declaração do legislador, dando caráter interpretativo, à lei, esta se deve reputar, por isso, interpretativa, sem possibilidade de análise, por ver se reúne requisitos intrínsecos, autorizando uma tal consideração. (...) ... SAVIGNY coloca a questão nos seus precisos termos, ensinando: "tratase unicamente de saber se o legislador fez, ou quis fazer uma lei interpretativa, e, não, se na opinião do juiz essa interpretação está conforme com a verdade" (System des heutigen romischen Rechts, vol. 8o, 1849, pág. 513). Mas, não é possível dar coerência a coisas, que são de si incoerentes, não se consegue conciliar o que é inconciliável. E, desde que a chamada interpretação autêntica é realmente incompatível com o conceito, com os requisitos da verdadeira interpretação (v., supra, a nota 55 ao n° 67), não admira que se procurem torcer as conseqüências inevitáveis, fatais de tese forçada, evitandoselhes os perigos. Compreendese, pois, que muitos autores não aceitem o rigor dos efeitos da imprópria interpretação. Há quem, como GABBA (Teoria delta retroattività delle leggi, 3a ed., vol. 1o, 1891, pág. 29), que invoca MAILHER DE CHASSAT (Traité de la rétroactivité des lois, vol. 1o, 1845, págs. 131 e 154), sendo seguido por LANDUCCI (Trattato storicoteoricopratico di diritto civile francese ed italiano, versione ampliata del Corso di diritto civile francese, secondo il metodo dello Zachariæ, di Aubry e Fl. 112DF CARF MF Impresso em 22/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 30/11 /2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 10768.906196/200623 Resolução n.º 1302000.131 S1C3T2 Fl. 93 5 Rau, vol. 1o e único, 1900, pág. 675) e DEGNI (L'interpretazione della legge, 2a ed., 1909, pág. 101), entenda que é de distinguir quando uma lei é declarada interpretativa, mas encerra, ao lado de artigos que apenas esclarecem, outros introduzido novidade, ou modificando dispositivos da lei interpretada. PAULO DE LACERDA (loc. cit.) reconhece ao juiz competência para verificar se a lei é, na verdade, interpretativa, mas somente quando ela própria afirme que o é. LANDUCCI (nota 7 à pág. 674 do vol. cit.) é de prudência manifesta: "Se o legislador declarou interpretativa uma lei, devese, certo, negar tal caráter somente em casos extremos, quando seja absurdo ligála com a lei interpretada, quando nem mesmo se possa considerar a mais errada interpretação imaginável. A lei interpretativa, pois, permanece tal, ainda que errônea, mas, se de modo insuperável, que suplante a mais aguda conciliação, contrastar com a lei interpretada, desmente a própria declaração legislativa." Ademais, a doutrina do tema é pacífica no sentido de que: "Pouco importa que o legislador, para cobrir o atentado ao direito, que comete, dê à sua lei o caráter interpretativo. É um ato de hipocrisia, que não pode cobrir uma violação flagrante do direito" (Traité de droit constitutionnel, 3ª ed., vol. 2º, 1928, págs. 274275)." (Eduardo Espínola e Eduardo Espínola Filho, in A Lei de Introdução ao Código Civil Brasileiro, Vol. I, 3a ed., págs. 294 a 296). 5. Consectariamente, em se tratando de pagamentos indevidos efetuados antes da entrada em vigor da LC 118/05 (09.06.2005), o prazo prescricional para o contribuinte pleitear a restituição do indébito, nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação, continua observando a cognominada tese dos cinco mais cinco, desde que, na data da vigência da novel lei complementar, sobejem, no máximo, cinco anos da contagem do lapso temporal (regra que se coaduna com o disposto no artigo 2.028, do Código Civil de 2002, segundo o qual: "Serão os da lei anterior os prazos, quando reduzidos por este Código, e se, na data de sua entrada em vigor, já houver transcorrido mais da metade do tempo estabelecido na lei revogada."). 6. Desta sorte, ocorrido o pagamento antecipado do tributo após a vigência da aludida norma jurídica, o dies a quo do prazo prescricional para a repetição/compensação é a data do recolhimento indevido. 7. In casu, insurgese o recorrente contra a prescrição qüinqüenal determinada pelo Tribunal a quo, pleiteando a reforma da decisão para que seja determinada a prescrição decenal, sendo certo que não houve menção, nas instância ordinárias, acerca da data em que se efetivaram os recolhimentos indevidos, mercê de a propositura da ação ter ocorrido em 27.11.2002, razão pela qual forçoso concluir que os recolhimentos indevidos ocorreram antes do advento da LC 118/2005, por isso que a tese aplicável é a que considera os 5 anos de decadência da homologação para a constituição do crédito tributário acrescidos de mais 5 anos referentes à prescrição da ação. Fl. 113DF CARF MF Impresso em 22/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 30/11 /2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 10768.906196/200623 Resolução n.º 1302000.131 S1C3T2 Fl. 94 6 8. Impende salientar que, conquanto as instâncias ordinárias não tenham mencionado expressamente as datas em que ocorreram os pagamentos indevidos, é certo que os mesmos foram efetuados sob a égide da LC 70/91, uma vez que a Lei 9.430/96, vigente a partir de 31/03/1997, revogou a isenção concedida pelo art. 6º, II, da referida lei complementar às sociedades civis de prestação de serviços, tornando legítimo o pagamento da COFINS. Como se pode observar nos trechos grifados das ementas, há aparente conflito entre o decidido pelo STJ e pelo STF. O Regimento Interno do CARF prescreve: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543 C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543 B § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. {2} Embora possa parecer, em uma primeira análise, que deve prevalecer o entendimento manifestado pelo STF, competente para manifestação definitiva sobre a interpretação da Constituição Federal, entendo que o próprio Poder Judiciário terá de resolver o aparente conflito entre as decisões, sendo inviável decidir a matéria neste colegiado antes da manifestação definitiva do Poder Judiciário ou por ato vinculante editado pelo próprio CARF. Diante do exposto, voto por sobrestar o presente feito até a manifestação definitiva sobre a matéria. (documento assinado digitalmente) Marcos Rodrigues de Mello Fl. 114DF CARF MF Impresso em 22/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 30/11 /2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO
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Numero do processo: 19515.002803/2006-21
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 20 00:00:00 UTC 2010
Numero da decisão: 1302-000.037
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relatar.
Nome do relator: MARCOS RODRIGUES DE MELLO
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Recorrida 2" TURMAJDRJ-BRASiLIA/DF Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiada, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relatar. MARCOS RODRIGUES DE MELLO - Presidente e Relator , EDITADO EM: 1 ', r , ri we ;.r t„ t„ 1 L) é ' Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Wilson Fernandes Guimarães, Guilherme Pallastri Gomes da Silva, Lavinia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira, Eduardo de Andrade, hineu Bianchi e Marcos Rodrigues de Mello. i RELATÓRIO E VOTO - Contra a contribuinte acima identificada, foram lavrados os autos de infração (fis, 173 a 188), relativo ao 'RN e reflexos (CSLL,PIS,Cofins), no montante de R$ 14.798.440,07, incluindo juros de mora calculados até 30/11/2006 e multa proporcional de setenta e cinco por cento, relativo ao quarto trimestre do ano de 2001. Conforme termo de constatação Fiscal (fi, 168 a 172), foi verificada a seguinte irregularidade: Omissão de receitas — Passivo Fictício, A autuante informa que o grupo de contas passivas "Prêmio de Seguros" permaneceu sem suporte documental capaz de comprovar a sua exigibilidade. Cientificada do lançamento, a contribuinte apresentou sua impugnação (tis, 213 a 237) que resumo a seguir: Preliminarmente: Cerceamento do Direito de Defesa: Alega que o prazo dado pelo Termo de Intimação à folha 152/153 para apresentação das informações foi exíguo 9 (nove) dias. Foi efetuado um pedido de mais trinta dias para atendimento e foram concedidas somente mais 72 (setenta e duas) horas de prazo.. Tal situação configura cerceamento do direito de defesa por 2 motivos: 1-Impossibilidade física de atendimento; 2-Peculiaridades do ramo de negócio, Decadência: Considerando que a apuração do lucro se dava trimestralmente, o primeiro, segundo e terceiro trimestres do ano de 2001, foram atingidos pela decadência, eis que a opção pelo lucro trimestral não comporta ajustes. Os valores objetos da autuação correspondem, em sua expressiva maioria, a obrigações relativas a exercícios anteriores, sendo que o total do passivo do ano de 2001 equivale ao total de R$ 1,405.645,21. Ofensa ao Princípio de Verdade Material: Alega que a autuação foi com base em simples inferência e que se estabeleceu incidência sobre fato não existente. Afronta ao Princípio da Legalidade e da Tipicidade: Sendo ato vinculado, o lançamento somente pode ser feito de acordo com a lei, nunca sem a lei, nem fora da lei. Esta hipótese, configurada no lançamento em questão, contamina o mesmo pelo vício da ilegalidade, pelo que se requer que sejam declarado nulo. Afronta à Legislação Processual Fiscal: A portaria n" 6.087/05 determina ser de 120 o prazo de validade dos Mandados de Procedimento Fiscal - MPF, prorrogáveis por 60 dias, quantas vezes forem necessárias. Dispõe que a inexistência de prorrogação tempestiva regular causa a extinção do MU.. Ocorrendo tal situação poderia haver a emitissão de um novo MPF, porém indicando um AFRF diferente daquele indicado no MPF anterior. Alega que no Termo de Prosseguimento Fiscal de folha 96, houve o decurso de prazo maior que 60 dias indicando o mesmo AFRF. Mérito: Passivo Fictício: Descrito o modus operandi das empresas em cujo setor se insere a Humana Seguros, fica evidente a impossibilidade de apresentação de tais documentos, eis que o setor opera entre seus agentes — Seguradora e Estipulante- através de encontro de contas, Em nenhum momento a fiscalização apontou a existência no passivo de obrigações já pagas. Que a lei não vincula a prova da exigibilidade a um tipo de documento específico, corno quis a fiscalização. 2 Processo n" 19515 00280.3/2006-21 S1-C3T2 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n " 1302,00,037 Fl 2 Cita o art. 288 do Regulamento do Imposto de Renda- RIR, dizendo que o regime de tributação que a impugnante estava submetida era o do lucro real trimestral e este não foi observado nos lançamentos contestados, Mesmo que se admitisse que os valores submetidos à incidência correspondessem a passivo fictício, estes deveriam ser tributados nos períodos de apuração correspondentes, sendo necessária a exclusão de todos os valores do passivo relativos aos anos anteriores a 2001 bem corno o relativo ao primeiro, segundo e terceiro trimestres de 2001. Processos Reflexos: Por deverem os lançamentos reflexos, seguir a mesma orientação decisória do lançamento principal, requer que sejam aceitos os mesmos argumentos, provas e fundamentos de fato e de direito apresentados, para que sejam igualmente declarados improcedentes. PIS e Cofins: Considerando que a base de cálculo de ambas as contribuições é o faturamento, conclui-se que a mesma não sofreria qualquer alteração caso ficasse caracterizada a existência do pretendido passivo fictício. Limites da presunção: Não se trata de presunção legal, mas sim de suposição. Por não existirem títulos representativos destas obrigações, a fiscalização efetuou lançamento partindo de uma presunção simples e não de um fato. As obrigações constantes do passivo têm sua exigibilidade comprovada pela contabilidade, que faz prova a favor da impugnante. Provas: Protesta pela apresentação de novos documentos, caso necessário, em atendimento ao princípio da verdade material. Multas: Somente com a realização de infração que pode ocorrer a incidência de norma sancionante multa. Se não se configura infração, não há como aplicar quaisquer sanções, Juros: Ilegal a cobrança de juros maior que 12% ao ano, por expressa vedação constitucional, Pedido: Por todo o exposto requer que sejam cancelados os lançamentos — principal e reflexos — com a conseqüente exoneração dos créditos tributários, A DR,T decidiu conforme ementa abaixo transcrita: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Período de apuração: 01/10/2001 , a 31/12/2001 CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. Não cumpridas no prazo legal as providências requeridas na intimação fiscal, o Fisco efetua o lançamento fiscal com os elementos de prova que possuir. Na fase investigatória fiscal não há que se falar em violação aos princípios do contraditório e da ampla defesa, pois o procedimento de investigação tem natureza inquisitória, nos moldes do inquérito policial.. DECADÊNCIA. Havendo descumprimento do disposto no art, 150 do CTN, cabe o lançamento de ofício, sendo que a contagem do prazo decadencial é efetuada consoante o inciso I do art. 173 do ITWS1,3-10 código, 3 OMISSÃO DE RECEITA,. PASSIVO FICTÍCIO. A manutenção no passivo do Balanço Patrimonial de obrigações cuja exigibilidade o contribuinte não comprove com documentação hábil e idônea, caracteriza presunção legal de omissão de receitas e autoriza a exigência do tributo correspondente. JUROS DE MORA - As normas reguladoras dos juros de mora que determinam a aplicação do percentual equivalente à taxa Selic encontram-se disciplinadas em lei, emanada do Poder competente gozando de presunção natural de constitucionalidade e de legalidade. DA TRIBUTAÇÃO REFLEXA.. Lançamentos reflexos. Ao se decidir de forma exaustiva a matéria referenciada ao lançamento principal de IRPJ, a solução adotada espraia seus efeitos aos lançamentos reflexos, próprio da sistemática de tributação das pessoas jurídicas quando não tiverem sido oferecidos argumentos específicos para se contrapor a ele. Destaco no voto DRJ: Não prospera a alegação de que a maioria dos valores refere-se a períodos anteriores ao autuado, bem como de que não foi observado o regime de apuração em que estava sujeita a contribuinte. Os autos de infração refèrent-se somente ao quarto trinies-tre de 2001. A impugnante diz que, mesmo que se admitisse a existência de passivo estes deveriam ser tributados nos períodos de apuração correspondentes. E foram. O autuante efetuou o lançamento somente com relação ao saldo não comprovado do passivo em 31/1272001, ou seja quarto trimestre de 2001, momento em que se constatou a manutenção no passivo de obrigações cuja exigibilidade não foi comprovada, conforme previsto no mi 281, inciso III, do RIR, citado acima, A recorrente tomou ciência do acórdão DRJ em 13/12/2007 e apresentou recurso em 11/01/2008. Em seu recurso alega: - decadência, considerando que a apuração do lucro se dava trimestralmente e que os pretendidos fatos geradores teriam ocorrido, se fosse o caso, no 1°, 2°, 3° e 4' trimestre do ano de 2001, os três primeiros trimestres foram atingidos pela decadência - que os valores objeto de autuação correspondem, em sua expressiva maioria a obrigações relativas a exercícios anteriores, sendo que o total do passivo relativo ao ano 2001 equivale a R$ 1.405,645,21 e, ao submeter à tributação o valor total de R$ 15,226.934,49, a incidência se operou em relação a valores correspondentes ao período anterior a 2001, conforme documentos de fls. 991/992; - reitera alegação de cerceamento d direito de defesa alegada já em sede de impugnação; - descreve a operação da empresa como abaixo: sb.„ 4 Processo n" 19515_002803/2006-21 SI-C3T2 Erro! A origem da referência não foi encontrada, n.' 1302.00.037 Fl. 3 A Atividade da empresa é a administração de apólice de seguros de vida e opera da seguinte forma; - requer à seguradora a abertura de uma apólice coletiva para seguros de vida e é nomeada como estipulante, sendo lhe concedido o direito de comercializar em seu nome, através de corretores, seguros de vida para empresas e segurados individuais, cabendo a recorrente divulgação e comercialização Junto a corretoras de seguros, do produto de seguro de vida; orientação técnica e comercial às corretoras de seguros; registro de todos os segurados pertencentes à apólice coletiva; gestão e emissão das faturas e boletos de cobrança aos segurados; recebimento dos valores pagos pelos segurados; análise técnica e de risco dos segurados; pagamento de comissões sobre vendas e corretoras de seguros; regulação prévia de todos os sinistros ocorridos; eventuais antecipações de pagamentos de sinistros em nome da seguradores; apuração dos valores recebidos em nome da seguradora, identificados e passíveis de cobertura securitária, deduzidos de devoluções de pagamentos a segurados, despesas e antecipações de sinistros. Cabe à seguradora: - emissão da apólice coletiva; recebimento das valores recebidos pela recorrente, referentes aos pagamentos efetuados pelos segurados; pagamento aos segurados ou beneficiários dos seguros em caso de sinistros ocorridos; pagamento de tara de administração à recorrente. - que configuram receitas operacionais da recorrente o valor de 13% sobre a somatória dos valores recebidos por - que a conta de passivo é usada para registrar a crédito tudo o que recebe de pagamentos dos clientes, independentemente da natureza dos pagamentos; - que a conta assemelha-se a uma conta de mútuo, mas os valores devidos são apurados através de encontro de contas, ,Entendo que o presente processo não se encontra em condições de ser julgado. A recorrente alega que em sua atividade recebe recursos que pertenceriam às seguradoras e que esses valores constam do passivo mas não são acobertados por títulos de crédito ou outro documento da espécie, pois haveria encontro de contas com seus contratantes (seguradoras), Em vista dos razões analíticos e balancetes apresentados, a versão da recorrente parece ser verossímil, embora desacompanhada de provas documentais cabais. Também favorece a tese o fato dos saldos de passivo venham se acumulando e, pelo próprio relato fiscal (fis, 171, item 12,2 ) as diferenças ou passivos são carreadas a partir do encerramento do ano- calendário anterior para o 1° trimestre do ano calendário fiscalizado e deste para o subseqüente até o último (considerado para o exame fiscal). Diante do exposto, voto no sentido de converter o julgamento em diligência para que a autoridade fiscal: - intime a empresa Sul América Seguros e questione sobre o passivo de R$ 33.130.791,79 que a recorrente afirma possuir, qual a origem e qual a base documental desses valor es. - se manifeste sobre a parcela de passivo que se formou no trimestre objeto do lançamento e que se dê ciência ao contribuinte para manifestação do mesmo. MARCOS RODRIGUES DE MELLO Relator 6
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Numero do processo: 11516.000144/2003-23
Data da sessão: Thu Aug 13 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Fri Aug 14 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2003
Nos termos do art. 33 do Decreto n° 70.235/72, o prazo para interposição do recurso voluntário é de 30 dias da data da ciência da decisão de primeira instância. Não observado o preceito, não se conhece do recurso por intempestivo.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 3101-000.211
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso voluntário.
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: VANESSA ALBUQUERQUE VALENTE
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DE BENS E PART. SOCIET. LTDA. Recorrida DRJ-PORTO ALEGRE/RS Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2003 Nos termos do art. 33 do Decreto n° 70.235/72, o prazo para interposição do recurso voluntário é de 30 dias da data da ciência da decisão de primeira instância. Não observado o preceito, não se conhece do recurso por intempestivo. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatadas e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário. #49-4-4,5a ilr2-77- Henrique Pinheiro Torres - Presidente V essa /Mb-Um:ter Ue a ente - Relatara EDITADO EM 28/12/2009 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Tones, Tarásio Campeio Borges, Corintho Oliveira Machado, Luiz Roberto Domingo, Vanessa Albuquerque Valente e Valdete Aparecida Marinheiro. Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório proferido pela autoridade julgadora de primeira instância, o qual passo a transcrevê-lo: "O estabelecimento acima qualificado protocolizou em 21 de janeiro de 2003, na Delegacia da Receita Federal (DRF) em Florianópolis/SC, formulário(s) de Declaração de Compensação (DCOMP), com o(s) respectivo(s) formulário(s) anexo(s) "Créditos decorrentes de decisão judicial", para compensar seus débitos de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), no valor total de R$ 19.052,57 com crédito de terceiro, decorrente do Mandado de Segurança n' 2001.5101006335-5, impetrado por Refinadora Catarinense SIA, contra o então Delegado da Receita Federal no Rio de Janeiro/RJ, perante a 3° Vara Federal daquela cidade. Na(s) referida(s)DCOMP(s), foi citado, como origem do crédito, o Processo n° 13706000745/2002-43, também em nome de Refinadora Catarinense S/A. Tanto no verso da(s) DCOMP(s) referida(s) no item precedente, quanto no verso do(s) seu(s) formulário(s) anexo(s), consta Informação prestada pela Delegacia da Receita Federal de Administração Tributária (Derat) no Rio de Janeiro, firmada, inclusive, pelo titular daquela unidade, no seguinte sentido: "O contribuinte REFINADORA CATARINENSE S/A CNPJ ri° 86.151.586/0001-00, através do Processo Administrativo 13706.000745/2002-43, faz jus ao crédito do IPI relativo a Insumos utilizados na fabricação de produtos exportados pleiteado com base no Decreto-Lei re 491/69, conforme Decisão Judicial proferida nos Autos do MS e 2001.5101006335-5. Atendendo ao Requerido, está sendo transferiria nesta data a débito desse crédito a importância de R$ (.) a favor do contribuinte USA TI ADM. DE BENS E PART. SOCIETÁRIAS LTDA., CNPJ n° 75.545.152/0001-79, para sua utilização na quitação de tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal, conforme a determinação judicial supramencionada. Observação: O Adquirente do crédito deverá apresentar na Unidade da SRF da sua jurisdição os formulários 'Créditos Decorrentes de Decisão Judicial' e 'Declaração de Compensação' para efeito da formalização do respectivo processo. "(os destaques são do original) Nas fls. 17 a 20, foi juntada cópia da decisão proferida no citado Mandado de Segurança n° 2001.5101006335-5, em 16 de maio de 2001, pela qual a meritíssima Juiza Federal Substituta da .r Vara Federal do Rio de Janeiro deferiu a liminar requerida por Refinadora Catarinense S/A, "para que prevaleçam, em relação à 1/( fl; 2 Processo n° 11516.000144;2003-23 S3-C1T1 Acórdão D.° 3101-00.211 FI. 215 impetrante, e até o julgamento final do presente, os efeitos jurídicos dos artigos 1 e 52 do Decreto (sic) 491/69, reconhecendo o direito ao crédito de 1PI apurado por tal sistemática, e a sua utilização conforme o determinado pelas Instruções Normativas da Secretaria da Receita Federal de nrs. 21/97, 73/97 e 37/97, bem como pelo parágrafo 1° do artigo 39 da Lei 9532/97". Na mesma decisão, constou: 'Tica, outrossim, impedida a autoridade fiscal de promover qualquer ato coativo ou impeditivo de direito do impetrante, em razão da medida deferida, até ulterior decisão do Juízo Nas fls. 21 a 36, foi juntada cópia da sentença prolatada no Mandado de Segurança n' 2001.5101006335-5, em 21 de agosto de 2001, pela meritíssima Suíza Federal titular da 3' Vara Federal do Rio de Janeiro, sendo que o dispositivo da sentença é transcrito a seguir: "Posto isso, JULGO PROCEDENTE O PEDIDO E CONCEDO A SEGURANÇA, confirmando integralmente a liminar anteriormente concedida pelo Juízo e reconhecendo, pois, à impetrante o direito ao crédito de IPI, relativo às operações promovidas no período indicado, eom base na legislação de regência, com os expurgas inflacionários havidos no período, pacificamente reconhecidos pelo STF e acrescido de SELIC, nos termos dos arts. 3a, I, e 57 da IN/SRF 21/97, sendo-lhe assegurada a sua utilização de acordo e nas hipóteses prescritas nas IN/SRF 21/97, 37/97 e 73/97, amparadas pelos artigos P e 52 do Decreto-Lei ri' 491, de 5.3.69." A sentença mencionada relata que o pedido do impetrante se refere "às operações promovidas nos álamos dez anos". Na fundamentação da respeitável sentença, a magistrada consignou que o Ato Declaratório SRF n" 31, de 30 de março de 1999, e a Instrução Normativa SRF ri" 41, de 7 de abril de 2000, "mostram-se descompassados com os princípios da legalidade tributária e da limitação do poder regulamentar". A sentença em questão transcreveu os atos citados no item precedente, ficando explicito que, pelo AD SRF n' 31, de 1999,0 crédito-prêmio, instituído pelo Decreto- lei n2 491, de 1969, não se enquadra nas hipóteses de restituição, ressarcimento ou compensação, previstas na Instrução Normativa SRF IV 21, de 10 de março de 1997, alterada pela IN SRF n2 73, de 15 de setembro de 1997, e que, pela IN SRF n° 41, de 2000, restou vedada a compensação de débitos do sujeito passivo, relativos a impostos ou contribuiçães administrados pela Secretaria da Receita Federal, com créditos de terceiros, com a ressalva que é mencionada na referida IN, mas não vem ao caso. Na E. 37, consta extrato de consulta ao sitio na rede mundial de computadores (Internet), do Tribunal Regional Federal (TRF) da 2 Região, sediado no Rio de Janeiro, dando conta da existência da Apelação em Mandado de Segurança (ANIS) n° 2002.02.01.006657-7, interposta pela Fazenda Nacional, contra a sentença proferida no Mandado de Segurança if 2001.5101006335-5. Retomando à tramitação do presente processo administrativo, cumpre relatar que foi elaborada a Informação Fiscal das fls. 38 a 42, opinando (a) pela declaração dc 3 nulidade dos despachos constantes do verso das DCOMPs e dos seus formulários anexos e (b) pela não-homologação das compensações declaradas pelo interessado. Em seguida, foi proferido o Despacho Decisório das fls. 43 a 45, pelo Delegado da Receita Federal em Florianópolis, que acolheu as proposições antes referidas e determinou a cobrança dos débitos indevidamente compensados. As razões de decidir vêm sintetizadas na seqüência. Inicialmente, o despacho referido no item precedente ressaltou que a decisão favorável ao estabelecimento Refinadora Catarinense S/A, no Mandado de Segurança ri° 2001.5101006335-5, não é definitiva. Em segundo lugar, o Despacho Decisório explicou que a sentença que havia reputado ilegal a proibição da IN SRF n° 41, de 2000, de compensar débitos com créditos de terceiros, perdeu eficácia, nessa parte, após 1° de outubro de 2002, data em que passou a surtir efeitos o art. 49 da Medida Provisória ri° 66, de 29 de agosto de 2002, convertida na Lei rf 10.637, de 30 de dezembro de 2002, dispositivo que, ao dar nova redação ao art. 74 da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996, desautoriza compensações de débitos do sujeito passivo, com créditos de terceiros. Por último, o Despacho Decisório asseverou que os despachos proferidos no verso das DCOMPs e dos seus formulários anexos, pela Derat no Rio de Janeiro, estão eivados de ilegalidade, motivo pelo qual os declarou nulos. Em seguida, após a devida ciência do Despacho Decisório prolatado neste processo, segundo consta na fl. 47, o interessado apresentou a manifestação de inconformidade, das fls. 48 a 63, no devido prazo, firmada por procurador, com mandato na E. 137, e instruída com documentos, alegando, em síntese, o que segue. Preliminarmente, o interessado alega nulidade do Despacho Decisório, dizendo que o Delegado da Receita Federal em Florianópolis não tem competência para anular os despachos do Delegado de Administração Tributária do Rio de Janeiro. Cita e transcreve legislação que julga pertinente. Reportando-se à IN SRF ri° 21, de 1997, cuja observância afirma decorrer das decisões judiciais no Mandado de Segurança ri 2001.5101006335-5, o requerente sustenta que ingressou com pedidos de compensação, na Derat no Rio de Janeiro, porque essa era a repartição jurisdieionante do estabelecimento detentor dos créditos, sendo que, na repartição que jurisdicionava o titular dos débitos (DRF em Florianópolis), seria protocolada apenas uma via do pedido, com o caráter exclusivo de comunicado. Passando ao mérito da contestação, o requerente argumenta que, para dar cumprimento às decisões judiciais proferidas no Mandado de Segurança n° 2001.5101006335- 5, a Derat no Rio de Janeiro quantificou os créditos do estabelecimento Refinadora Catarinense S/A, nos Processos ri' 13706.000714/2001-10 e 13706.000745/2002-43, inclusive glosando valores que entendeu indevidos, e autorizou as compensações, com débitos do interessado. Diz a manifestação de inconformidade que a decisão judicial não perdeu sua eficácia, após a edição da Medida Provisória n° 66, de 2002, porque não foi modificada pela autoridade judicial que a prolatou, nem por outra de instância superior, estando em pleno vigor, inclusive no que tange à liminar, que impede a autoridade fiscal de promover qualquer ato coativo ou impeditivo do direito do impetrante, em razão da medida deferida. 4 • Processo n" 11516.000144/2003-23 S3-CIT1 Acórdão a° 3101-00.211 Fl. 216 Na seqüência, o interessado defende o cabimento dos créditos de que tratam os arts. P e 5° do Decreto-lei n' 491, de 1969, e também a sua compensação com débitos de terceiros, sob pena de os referidos dispositivos virarem letra morta. Alega o requerente que, quando da entrada em vigor da alteração promovida pela Medida Provisória IV 66, de 2002, o detentor dos créditos já possuía direito adquirido, no que se refere à compensação do seu crédito-prêmio, com débitos de terceiros, acrescentando que a lei restritiva de direitos só pode alcançar fatos pretéritos nas hipóteses previstas no art. 106 da Lei if 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional (CTN), que não se verificam nos autos. Por ultimo, o interessado requer (a) a decretação da nulidade do despacho decisório hostilizado, ou, alternativamente, (b) o cancelamento desse despacho." A 3' Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Porto Alegre — RS, ao apreciar as razões aduzidas na manifestação de inconformidade, indeferiu o pleito do contribuinte, conforme Decisão DRJ/POA N.° 10-12.093, de 18 de maio de 2007, fls. 153/161, assim ementaria: "ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 2003 DISPOSIÇÃO LEGAL IMPEDITIVA DE COMPENSAÇÕES COM CRÉDITOS DE TERCEIROS Desde I° de outubro de 2002, por força da Lei n 2 10437, de 2002, não é admitida a compensação de débitos do sujeito passivo, com créditos de terceiros, ficando prejudicadas as compensações declaradas a partir daquela data mesmo que com suporte em decisões judiciais provisórias, que haviam admitido compensações da espécie, contrariamente à proibição da IN SRF n2 41, de 2000, decisões que, para piorar a situação do declarante das compensações, foram recentemente reformadas pelo Poder Judiciário. Solicitação Indeferida" Ciente da decisão de P Instância, a Contribuinte, em 13 de setembro de 2007, interpôs Recurso Voluntário (fls. 166/197), no qual argúi, inicialmente, a nulidade do Acórdão proferido pela DRJ/POA N.° 10-12.093, por inobservância ao devido processo legal, ampla defesa e ao principio da motivação das decisões. No mérito, reitera os argumentos da peça inicial, sustenta a legitimidade do crédito compensado, requerendo, ao final, a reforma da decisão recorrida. É o Relatório. Vir\ Voto Conselheira Vanessa Albuquerque Valente, Relatora De inicio, conforme se verifica da análise das peças processuais do presente processo, a Recorrente foi cientificada em 09 de agosto de 2007 do acórdão DRJ/POA n° 10- 12.093, todavia, somente interpôs recurso voluntário a este Conselho em 13 de setembro de 2007. Com efeito, analisando o disposto no artigo 33 do Decreto n° 70.235, de 6 de março de 1972, que trata do prazo para apresentação de recurso contra a decisão de primeira instância, tem-se. "Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão". No que concerne a contagem do prazo, estabelece o art. 5° do mesmo diploma legal, in verbis: "Art. 50 Os prazos serão continuas, excluindo-se na sua contagem o dia do inicio e incluindo-se o do vencimento. Parágrafo único, Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato" Logo, considerando que, na hipótese dos autos, o trigésimo dia contado a partir de 10/08/2007 caiu no sábado, dia 08/09/2007, o teimo ad quem para interposição do presente recurso ocorreu em 10/09/2007, uma segunda-feira, a partir do qual a decisão a quo tornou-se definitiva, nos termos do art. 42 do Decreto n°70.235/72, que assim dispõe: "Art. 42. São definitivas as decisões: 1 — de primeira instância esgotado o prazo para recurso voluntário sem que este tenha sido interposto; ". Aliás, à fl. 212 já consta despacho informando que o recurso é intempestivo, razão pela qual manifesto-me pelo não conhecimento do mesmo. Váne-snárA141,6-atte i/
score : 1.0
Numero do processo: 13819.000376/2002-11
Data da sessão: Wed Aug 04 00:00:00 UTC 2010
Numero da decisão: 1302-000.050
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência.
Matéria: IRF- que ñ versem s/ exigência de cred. trib. (ex.:restit.)
Nome do relator: MARCOS RODRIGUES DE MELLO
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Recorrida 2ª Turma/DRJCPS SP Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Participaram do presente julgamento: Wilson Fernandes, Lavínia Moraes de Almeida N. Junqueira, Daniel Salgueiro da Silva, Eduardo de Andrade, Guilherme Polastri Gomes da Silva e Marcos Rodrigues de Mello (documento assinado digitalmente) Marcos Rodrigues de Mello – Presidente e relator Relatório. Tratase de recurso voluntário em relação ao acórdão DRJ que deu provimento parcial à manifestação de inconformidade e manteve parcialmente o ato de indeferimento do pedido de restituição (fls. 01) e de não homologação dos pedidos de compensação (fls. 02, 16, 17, 18, 19, 21, 25 e 29). Em 29/01/2002, a contribuinte protocolizou o pedido de restituição, no valor de R$83.544,67, para reconhecimento do indébito tributário decorrente do IRRF incidente sobre aplicações financeiras. Consta também a protocolização dos pedidos de compensação, de fls. 02, 16, 17, 18, 19, 21, 25 e 29, entre 29/01/2002 e 22/08/2002. No Despacho Decisório, de fls. 34/35, a DRF São Bernardo do Campo/SP, indeferiu o pedido de restituição e nãohomologou os pedidos de compensação, tendo em conta que “para as pessoas jurídicas submetidas ao regime de tributação com base no lucro presumido, como foi o caso da interessada no anocalendário de 2001, conforme a planilha de Fl. 1DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/04/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Assinado digitalmente em 11/04/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 13819000376200211 Resolução n.º 130200.050 S1C1T2 Fl. 209 2 fls. 33, temse que o IRRF é considerado definitivo, portanto, não é passível de dedução com o imposto de renda apurado no encerramento do período de apuração, muito menos passível de restituição”. Cientificada da decisão em 16/02/2007 (cf. Aviso de Recebimento – AR de fls. 49), a contribuinte, por intermédio de seu procurador (cf. Instrumento de Mandato de fls. 99), protocolizou a manifestação de inconformidade, de fls. 71/80, em 19/03/2007, aduzindo em sua defesa as seguintes razões de fato e de direito. Questiona a decisão do órgão local, tendo em conta que a restituição diria respeito ao IRRF sobre aplicações financeiras retido nos anoscalendário de 1998, 1999 e 2000, nos quais a Requerente apurava o IRPJ com base no Lucro Real, e não no anocalendário de 2001, como afirmado pela autoridade fiscal. Não haveria óbice para a restituição/compensação dos valores retidos, ainda que a contribuinte viesse a mudar de sistemática de tributação. Para sustentar o direito à restituição/compensação faz referência: ao art. 66 da Lei nº 8.383, de 1991; ao ADN CST nº 88, de 1986. Na demonstração do crédito, teria apresentado os informes de rendimentos fornecidos pelas instituições financeiras, nos seguintes montantes: R$ 31.409,74, no ano calendário de 1998; R$ 66.994,17, no anocalendário de 1999; e R$ 9.879,00, no ano calendário de 2000. Defende a possibilidade da juntada de tais documentos juntamente com a manifestação de inconformidade, diante do princípio da verdade material. Contesta também a afirmação do órgão local de falta de comprovação da certeza e liquidez de seu direito creditório, tendo em conta a juntada aos autos da ficha Razão Analítico, no entender da defesa, instrumento suficiente para a comprovação do crédito, e da ausência de intimação específica para a comprovação dos lançamentos contábeis ali registrados. Transcreve jurisprudência do Conselho de Contribuintes. Insurgese também contra a negativa do direito creditório por não terem sido tais valores “utilizados” na determinação do imposto devido apurado na DIPJ. Diz que não poderia utilizar tais retenções, tendo em conta a apuração de prejuízos fiscais nos anoscalendário de 1998 e 1999, e o recolhimento de estimativas em valores superiores ao devido, no ano calendário de 2000. Traz cópias das DIPJ para contestar as afirmações da DRF, nas quais teria declarado o IRRF sob a rubrica “Impostos e Contribuições a Recuperar”. Finaliza afirmando que teria contabilizado e requerido valores menores do que aqueles que teria direito. Em suas palavras: “inobstante ser credora de R$ 108.282,91, requereu a restituição/compensação de somente R$ 86.151,57”. Pleiteia o reconhecimento do direito creditório de R$ 86.151,57 em 31/12/2000; a compensação no montante dos pedidos formalizados de R$ 62.255,66; e a restituição dos valores remanescentes. A DRJ decidiu: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 1998, 1999, 2000 Fl. 2DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/04/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Assinado digitalmente em 11/04/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 13819000376200211 Resolução n.º 130200.050 S1C1T2 Fl. 210 3 Pedidos de Compensação. Conversão em Declaração de Compensação. Prazo de Homologação Tácita. O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. Para fins de contagem do prazo de homologação tácita, os pedidos de compensação pendentes de apreciação pela autoridade administrativa, em 1º de outubro de 2002, devem ser considerados declaração de compensação, desde o seu protocolo. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 1998, 1999, 2000 Indébito Tributário. IRRF sobre Aplicações Financeiras. Antecipações. Saldo Negativo de IRPJ. A partir de 1º de janeiro de 1997, os rendimentos e ganhos líquidos decorrentes das aplicações financeiras das pessoas jurídicas devem ser adicionados ao lucro real, presumido ou arbitrado, para efeito de determinação do imposto de renda devido, e o IRRF incidente sobre tais operações deve ser considerado como antecipação do devido na declaração de rendimentos. O indébito tributário decorrente das retenções de IRRF sobre aplicações financeiras apenas se configura: (i) se os rendimentos correspondentes integrarem a base de cálculo do imposto (lucro real ou presumido); e (ii) se as retenções forem superiores ao imposto apurado como devido. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 1998, 1999, 2000 Manifestação de Inconformidade. Alteração ou Inovação do Pedido. Não se admite, por meio de manifestação de inconformidade, a alteração dos fundamentos fáticos e jurídicos do pedido de reconhecimento de direito creditório, inicialmente formulado e ininteligível, principalmente quando se verifica, também, a alteração do valor do pedido original. É necessário reproduzir parte do voto proferido no acórdão: “Apesar do erro da autoridade local na apreciação do pedido de restituição, verificase também erro da Requerente quanto à sua adequada formalização, na medida em que o IRRF incidente sobre as receitas f inanceiras não é rest ituível . Decorre das expressas disposições legais acima reproduzidas, que o indébito tributário decorrente das retenções de IRRF sobre aplicações financeiras apenas se configura: (i) se os rendimentos correspondentes Fl. 3DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/04/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Assinado digitalmente em 11/04/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 13819000376200211 Resolução n.º 130200.050 S1C1T2 Fl. 211 4 integrarem a base de cálculo do imposto (lucro real ou presumido); e (ii) se as retenções forem superiores ao imposto apurado como devido. Todavia, esta Turma de Julgamento tem interpretado que o pedido de restituição de antecipações de imposto (IRRF e estimativas), não se refere às antecipações propriamente ditas que não se constituem em indébitos tributários, mas ao saldo negativo de IRPJ apurado ao final do período. Na verdade, a decisão de convalidar o pedido formalizado inadequadamente, para o pedido juridicamente possível, sustentase no fato de que, em regra, a decisão administrativa acerca da inadequação do pedido, somente lhe é cientificada, quando já não mais é possível a formalização adequada de novo pedido, tendo em conta o decurso do prazo decadencial/prescricional. Desta forma, o presente pedido de restituição de IRRF incidente sobre aplicações financeiras deveria ser interpretado como pedido de saldo negativo de IRPJ. Entretanto, no presente caso, não é possível definir quais os períodos envolvidos nas retenções pleiteadas no pedido original. E também não se pode acatar a alteração ou aperfeiçoamento do pedido de restituição inicialmente formalizado, mediante a apresentação de manifestação de inconformidade. Compulsando o formulário do pedido de restituição de fls. 01, verifica se ter se limitado a pessoa jurídica a indicar: (i) o valor de R$ 83.544,87; (ii) o motivo (“Imposto de Renda Retido na Fonte, destacado nos Rendimentos de Aplicações Financeiras”); e (iii) o demonstrativo de cálculo (“Estamos anexando o razão contábil da conta nº 103438 IRF s/ Aplicações Financeiras”). Em anexo, foram juntadas, às fls. 04/05, cópias do Razão Analítico do período de 01/01/2001 a 31/12/2001 da conta IRF S/ APLIC FINANCEIRA, com um saldo devedor inicial, em 01/01/2001, de R$ 86.151,57, diversos lançamentos a débito (R$ 32.132,38) e a crédito (R$ 34.739,28), e com um saldo final em 31/12/2001 de R$ 83.544,67. Apesar da coincidência entre o valor do pedido e o saldo final da conta contábil IRF sobre Aplicação Financeira, em nenhum momento teria ficado claro quais as retenções de imposto estariam sendo objeto do pedido de restituição em apreço. Num esforço interpretativo do pedido formulado, poderseia pensar que o pedido se referia a todas as retenções inseridas no saldo inicial da conta contábil , o que é praticamente impossível de determinar com os elementos que instruíram o pedido inicial , e às retenções efetuadas no anocalendário de 2001 , excluídas as que já teriam sido objeto de compensação , segundo os mesmos registros. Além da impossibilidade de determinar quais as retenções integrantes do saldo inicial da conta, na manifestação de inconformidade a Requerente vem esclarecer que não pretende a rest ituição dos valores retidos no anocalendário de 2001 , mas apenas os retidos nos anoscalendário de 1998, 1999 e 2000, em total descompasso com a documentação que instrui o seu pedido inicial. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/04/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Assinado digitalmente em 11/04/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 13819000376200211 Resolução n.º 130200.050 S1C1T2 Fl. 212 5 Por princípio, não se pode admitir, por meio de manifestação de inconformidade, a alteração do pedido de reconhecimento de direito creditório, inicialmente formulado e ininteligível, principalmente no presente caso em que se verifica que, além da definição da origem do crédito, a Requerente estaria na manifestação de inconformidade, também, pleiteando a alteração do valor do pedido original de R$ 83.544,67, para os seguintes valores atualizados: Saldo Negativo Valor Originário Taxa Selic até 29/01/2002 Valor dos Juros Valor Atualizado 1998 31.409,74 56,29% 17.680,54 49.090,28 1999 66.994,17 33,27% 22.288,96 89.283,13 2000 9.879,00 17,08% 1.687,33 11.566,33 Valor do Pedido Retificado 149.939,75 Concluise daí que não sendo a manifestação de inconformidade o veículo legal para a formalização de pedido de restituição/compensação anteriormente não adequadamente formulado, impõese o indeferimento do pedido. Por todo o exposto, VOTO sentido de: (i) NÃO RECONHECER o direito creditório; (ii) INDEFERIR o pedido de restituição; (iii) NÃO HOMOLOGAR os pedidos de compensação de fls. 17, 18, 19, 21, 25 e 29, e (iv) declarar a HOMOLOGAÇÃO TÁCITA dos pedidos de compensação de fls. 02 e 16.” A recorrente tomou ciência do acórdão DRJ em 22/10/2007 e apresentou recurso em 20/11/2007. Em seu recurso alega que embora tenha pedido a restituição de IRRF, a jurisprudência do Conselho tem acatado tais pedidos como se fossem de saldo negativo de IRPJ; que o pedido deixa claro que os valores a serem restituídos foram gerados por IRRF retidos nos exercícios de 1998, 1999 e 2000; que os créditos constam das DIPJ´s juntadas. Voto. Entendo que o processo não se encontra em condições de ser votado. Embora existam elementos indiciários de que a recorrente tenha sofrido as retenções e qe tenha apurado prejuízo ou recolhido estimativa em valor superior ao IRPJ devido/apurado, nã é possível verificar nos autos se os valores dos rendimentos que levaram às retenções foram acrescidos à base de cálculo do IRPJ, condição necessária para que estes valores sejam restituíveis. Também se faz necessário verificar se os valores objeto de pedido de restituição/compensação não foram utilizados pelo contribuinte. Diante do exposto, voto no sentido de converter o julgamento em diligência para que a autoridade preparadora verifique: 1) se os valores de IRRF foram demonstrados corretamente; 2) se os rendimentos que levaram às retenções foram acrescidos à base de cálculo do IRPJ; Fl. 5DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/04/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Assinado digitalmente em 11/04/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 13819000376200211 Resolução n.º 130200.050 S1C1T2 Fl. 213 6 3) se o acréscimo destes valores gerou saldo negativo de IRPJ e quais seriam estes saldos; e 4) 4) se estes valores já foram utilizados em compensações (voluntárias ou de ofício) ou restituições. Que após elaborar relatório se dê ciência à recorrente para que, querendo, se manifeste antes do retorno dos autos a este colegiado. (documento assinado digitalmente) Presidente e relator: Marcos Rodrigues de Mello Fl. 6DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/04/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Assinado digitalmente em 11/04/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO
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Numero do processo: 10880.930077/2013-24
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 27 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Fri Mar 11 00:00:00 UTC 2022
Numero da decisão: 3301-001.074
Decisão: Vistos relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por maioria de votos, sobrestar o processo até o julgamento final no CARF do processo administrativo n° 19311.720077/2014-28. Vencidos os Conselheiros Liziane Angelotti Meira e Winderley Morais Pereira, que votaram pelo prosseguimento do julgamento.
(assinado digitalmente)
Winderley Morais Pereira - Presidente
(assinado digitalmente)
Semíramis de Oliveira Duro - Relatora
Participaram da presente sessão de julgamento os Conselheiros Winderley Morais Pereira (Presidente), Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Valcir Gassen, Liziane Angelotti Meira, Ari Vendramini, Salvador Cândido Brandão Junior, Marco Antonio Marinho Nunes e Semíramis de Oliveira Duro.
Nome do relator: Não se aplica
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Resolvem os membros do colegiado, por maioria de votos, sobrestar o processo até o julgamento final no CARF do processo administrativo n° 19311.720077/201428. Vencidos os Conselheiros Liziane Angelotti Meira e Winderley Morais Pereira, que votaram pelo prosseguimento do julgamento. (assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira Presidente (assinado digitalmente) Semíramis de Oliveira Duro Relatora Participaram da presente sessão de julgamento os Conselheiros Winderley Morais Pereira (Presidente), Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Valcir Gassen, Liziane Angelotti Meira, Ari Vendramini, Salvador Cândido Brandão Junior, Marco Antonio Marinho Nunes e Semíramis de Oliveira Duro. Relatório Adoto o relatório da decisão de piso, por bem descrever os fatos: Tratase de Despacho Decisório (Eletrônico) do Delegado da Receita Federal do Brasil em Jundiaí/SP, que não reconheceu o direito de crédito relativo ao 2º trimestre de 2009, pleiteado através do PER/DCOMP nº 37811.78326.281009.1.1.017631, transmitido em 28/10/2009, no valor de R$ RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 80 .9 30 07 7/ 20 13 -2 4 Fl. 7033DF CARF MF Documento nato-digital Processo nº 10880.930077/201324 Resolução nº 3301001.074 S3C3T1 Fl. 7.034 2 19.468.126,49, e não homologou as compensações vinculadas, declaradas através de diversos PER/DCOMP transmitidos posteriormente. O crédito pleiteado foi apurado pelo estabelecimento filial, inscrito no CNPJ sob nº 61.186.888/006558. Os motivos do indeferimento foram a constatação de que o saldo credor passível de ressarcimento é inferior ao valor pleiteado, a ocorrência de glosa de créditos considerados indevidos, em procedimento fiscal e a redução do saldo credor do trimestre, passível de ressarcimento, resultante de débitos apurados em procedimento fiscal. Os documentos relativos a análise do crédito estão disponíveis no endereço eletrônico “www.receita.fazenda.gov.br”, menu “Onde Encontro”, opção “PERDCOMP”, item “PER/DCOMPDespacho Decisório”. De acordo com a Informação Fiscal que acompanha o DDE, foi realizado procedimento fiscal para análise conjunta de pedidos de ressarcimento/compensação relativos aos períodos de apuração entre janeiro de 2009 e setembro de 2010, com fundamento no art. 11 da Lei 9.779, de 1999. Foi constatado que o contribuinte se creditou de IPI, como se devido fosse, em decorrência de aquisições de insumo saído com isenção, denominado “Concentrado”, adquirido da empresa Recofarma Indústria do Amazonas Ltda., situada na Zona Franca de Manaus. Para justificar esse procedimento invocou os arts. 69, inc. II e 82, inc. III do Decreto nº 4.544, de 2002 (Regulamento do IPI – RIPI/2002), a aplicação, ao caso, do entendimento exposto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do RE 212.484RS, bem como os efeitos da coisa julgada formada no Mandado de Segurança Coletivo (MSC) nº 91.00477834 impetrado pela Associação dos Fabricantes Brasileiros de CocaCola (AFBCC), o que não foi aceito, motivando a glosa de créditos, e o indeferimento do pedido de ressarcimento. Foi lavrado auto de infração objeto do processo administrativo 19311.720077/201428, para exigir diferenças de imposto não recolhidos em função do aproveitamento dos referidos créditos, Foi apresentada manifestação de inconformidade tempestiva, assinada por procurador habilitado nos autos, na qual consta a alegação inicial de que diante da relação direta entre os objetos do presente processo administrativo e do processo 19311.720077/201428, o exame das compensações deve aguardar a decisão definitiva a respeito do mérito deste último. Entende a impugnante que o imediato indeferimento das compensações importaria enriquecimento sem causa do Fisco, com cerceamento de defesa e supressão de instância de discussão na esfera administrativa. Por outro lado, o sobrestamento não causaria prejuízo à Fazenda Pública, porque o crédito tributário relativo aos débitos declarados já foi constituído, nos termos do art. 74, § 6º da Lei nº 9.430/1996, estando com a exigibilidade suspensa até julgamento final deste processo administrativo, conforme §§ 7º a 11 do mesmo dispositivo legal. A seguir, invoca os mesmos argumentos opostos à autuação, a saber: defende o direito ao crédito, pois consta nas notas fiscais emitidas pela fornecedora do concentrado que este é beneficiado pela isenção prevista no art. 6º do DecretoLei 1.435/1975, base legal do art. 82, III, do RIPI/2002, que determina que os produtos elaborados com matériasprimas agrícolas e extrativas vegetais de produção regional, por estabelecimentos localizados na Amazônia Ocidental, cujos projetos tenham sido aprovados pela SUFRAMA são isentos de IPI e geram crédito desse imposto para o adquirente. Tais notas são documentos idôneos e tem validade fiscal, e a manifestante, na qualidade de adquirente de boafé, tem o direito à manutenção dos respectivos créditos, e ao lançar e utilizálos não pratica qualquer infração. Ademais, a SUFRAMA, no exercício de sua competência exclusiva, por meio da Resolução n° 298/2007, integrada pelo Parecer Técnico n" 224/2007, Fl. 7034DF CARF MF Documento nato-digital Processo nº 10880.930077/201324 Resolução nº 3301001.074 S3C3T1 Fl. 7.035 3 considerou que a aquisição pela RECOFARMA de açúcar, álcool e/ou extrato de guaraná produzidos por produtor localizado na Amazônia Ocidental, a partir de matériasprimas agrícolas oriundas da mesma região, e sua utilização na fabricação do concentrado, atendem aos requisitos necessários para fruição do benefício em questão. Tais atos da SUFRAMA seriam suficientes para comprovar o direito à isenção, à vista do art. 179 do CTN. os atos da SUFRAMA não exigem que sejam utilizadas direta nem exclusivamente matériasprimas extrativas vegetais de produção regional na fabricação do insumo beneficiado. Além disso, trazem consigo a presunção de legitimidade, veracidade e legalidade. Na hipótese de com eles discordar, deveria a autoridade administrativa questionar a SUFRAMA, instandoa ao cancelamento do benefício, o mesmo ocorrendo no caso de considerar desrespeitado o PPB – Processo Produtivo Básico. a existência de coisa julgada em decisão proferida no Mandado de Segurança Coletivo nº 91.00477834 que teria assegurado, no seu entendimento, de forma ampla e irrestrita, aos integrantes da Associação dos Fabricantes Brasileiros de CocaCola (AFBCC), estabelecidos em todo território nacional, o direito de se creditarem do IPI relativo à aquisição de insumo isento, adquirido de fornecedor situado na Zona Franca de Manaus e utilizado na industrialização de seus refrigerantes. Argumenta ainda que a aplicação da coisa julgada formada no MSC nº 91.00477834 a associados da AFBCC localizados em qualquer ponto do território nacional seria indiscutível à vista de recentes decisões monocráticas proferidas por Ministros do STJ, como o caso do RESP nº 1.117.887SP e RESP nº 1.295.383BA. Reitera que teria utilizado os insumos isentos na industrialização de refrigerantes, objeto do MSC nº 91.00477834, que à época de seu ajuizamento estariam classificados no código 2202.90 da Tabela de Incidência do IPI aprovada pelo Decreto 97.410/1988 (TIPI/1988) e que passaram a ser classificados no código 2202.10 na TIPI/2002 (Decreto 4.542/2002) e TIPI/2007 (Decreto 6.006/2006). deveria ser adotado o entendimento exposto pelo STF no julgamento do RE nº 212.484RS, no sentido de que o adquirente de insumos isentos oriundos da Zona Franca de Manaus e aplicados na industrialização de produtos sujeitos ao IPI tem direito ao crédito do imposto calculado com base na alíquota prevista para o próprio insumo, em face do princípio da nãocumulatividade. Acrescenta, ainda, a existência dos RE nº 566.819RS e RE nº 592.891SP, confirmando que a impugnante teria direito ao crédito de IPI em questão. Solicita a aplicação da orientação adotada pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional no Parecer PGFN/CRJ nº 492/2011. a multa de ofício seria inexigível, à vista do disposto no art. 76, II, “a”, da Lei 4.502/1964, uma vez que a jurisprudência administrativa, à época dos fatos geradores, teria reconhecido o direito ao crédito de IPI relativo à aquisição de insumos isentos (com benefício da isenção subjetiva), utilizados na fabricação de produtos sujeitos ao IPI, conforme acórdão que transcreve . Ao final, requer a reforma do despacho decisório e a homologação das compensações declaradas. A 3ª Turma de Julgamento da DRJ/POA, no acórdão n° 1051.728, negou provimento à manifestação de inconformidade, com decisão assim ementada: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/04/2009 a 30/06/2009 Fl. 7035DF CARF MF Documento nato-digital Processo nº 10880.930077/201324 Resolução nº 3301001.074 S3C3T1 Fl. 7.036 4 Ementa: RESSARCIMENTO DE CRÉDITO. DECISÃO ADMINISTRATIVA NÃO DEFINITIVA. VEDAÇÃO. É vedado o ressarcimento do crédito do trimestrecalendário cujo valor possa ser alterado total ou parcialmente por decisão definitiva em processo judicial ou administrativo fiscal de determinação e exigência de crédito do IPI. Em recurso voluntário, a empresa requer o afastamento da aplicação do art. 25 da IN n° 1300/2012; o sobrestamento deste processo ou o julgamento em conjunto deste processo com o de n° 19311.720077/201428. Reitera os termos de sua manifestação de inconformidade quanto à legitimidade do direito creditório, para, ao final, requerer o provimento do recurso. É o relatório. Voto Conselheira Semíramis de Oliveira Duro, Relatora O recurso voluntário reúne os pressupostos legais de interposição, dele, portanto, tomo conhecimento. A empresa requer o sobrestamento do presente processo até o julgamento final do processo n° 19311.720077/201428 ou o julgamento em conjunto. Como já relatado, o auto de infração constituiu IPI oriundo das glosas do crédito considerados como indevidos. Assim, se o lançamento no processo n° 19311.720077/201428 fosse julgado improcedente, os créditos seriam restabelecidos para análise da compensação, porquanto o saldo credor de IPI é o objeto do PER/DCOMP. Dispõe o art. 6° do RICARF que: Art. 6º Os processos vinculados poderão ser distribuídos e julgados observandose a seguinte disciplina: §1º Os processos podem ser vinculados por: I conexão, constatada entre processos que tratam de exigência de crédito tributário ou pedido do contribuinte fundamentados em fato idêntico, incluindo aqueles formalizados em face de diferentes sujeitos passivos; (...) § 5º Se o processo principal e os decorrentes e os reflexos estiverem localizados em Seções diversas do CARF, o colegiado deverá converter o julgamento em diligência para determinar a vinculação dos autos e o sobrestamento do julgamento do processo na Câmara, de forma a aguardar a decisão de mesma instância relativa ao processo principal. Ocorre que a não homologação das declarações de compensação decorreu das conclusões da ação fiscal que auditou os créditos pleiteados. Com a glosa dos créditos, a Fl. 7036DF CARF MF Documento nato-digital Processo nº 10880.930077/201324 Resolução nº 3301001.074 S3C3T1 Fl. 7.037 5 reconstituição da escrita fiscal resultou na apuração de diferenças de IPI, que foram lançadas em auto de infração que é objeto do processo administrativo n° 19311.720077/201428. O auto de infração teve a seguinte descrição da infração: “O estabelecimento industrial não efetuou o recolhimento do imposto (IPI), de janeiro de 2009 a setembro de 2010, por se utilizar de créditos do IPI, como se devido fosse, na aquisição de insumos de estabelecimentos na Amazônia Ocidental, conforme Termo de Verificação Fiscal.” Por conseguinte, a ausência do direito creditório, o que gerou a lavratura de auto de infração, é objeto do processo n° 19311.720077/201428. Logo, a sorte do presente processo depende do deslinde do processo do auto de infração. Em consulta ao sítio do CARF, “andamento processual”, verificase que o processo n° 19311.720077/201428 já foi julgado em sede de Recurso Especial, embora ainda não tenha transitado em julgado: Desse modo, voto pela conversão do julgamento em diligência para que o presente processo seja sobrestado e aguarde na 3ª Câmara o encerramento do processo n° 19311.720077/201428. Após, os autos devem ser serem devolvidos a esta Relatora para prosseguimento do julgamento. (assinado digitalmente) Semíramis de Oliveira Duro Relatora Fl. 7037DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 10530.003603/2007-11
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Sep 02 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri Sep 02 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/11/2005 a 31/01/2007
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO DOCUMENTOS RELACIONADOS COM AS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS OBRIGATORIEDADE DE APRESENTAÇÃO.
Deixar a empresa, o segurado da previdência social, o serventuário da justiça ou o titular de serventia extrajudicial, o síndico ou o administrador judicial ou o seu representante, o comissário ou o liquidante de empresa em liquidação judicial ou extrajudicial de exibir qualquer documento ou livro relacionados
com as contribuições previstas na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, ou apresentar documento ou livro que não atenda às formalidades legais exigidas, que contenha informação diversa da realidade ou que omita a informação verdadeira.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO PEDIDO DE PERÍCIA INDEFERIMENTO.
O indeferimento do pedido de perícia não caracteriza cerceamento do direito de defesa, quando demonstrada sua prescindibilidade. Considerar-se-á como não formulado o pedido de perícia que não atenda aos requisitos previstos no artigo 16, IV c/c §1° do Decreto n° 70.235/72.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO.
A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário.
Neste sentido, o art. 26A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-000.353
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em
NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO
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ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/11/2005 a 31/01/2007 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO DOCUMENTOS RELACIONADOS COM AS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS OBRIGATORIEDADE DE APRESENTAÇÃO. Deixar a empresa, o segurado da previdência social, o serventuário da justiça ou o titular de serventia extrajudicial, o síndico ou o administrador judicial ou o seu representante, o comissário ou o liquidante de empresa em liquidação judicial ou extrajudicial de exibir qualquer documento ou livro relacionados com as contribuições previstas na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, ou apresentar documento ou livro que não atenda às formalidades legais exigidas, que contenha informação diversa da realidade ou que omita a informação verdadeira. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO PEDIDO DE PERÍCIA INDEFERIMENTO. O indeferimento do pedido de perícia não caracteriza cerceamento do direito de defesa, quando demonstrada sua prescindibilidade. Considerar-se-á como não formulado o pedido de perícia que não atenda aos requisitos previstos no artigo 16, IV c/c §1° do Decreto n° 70.235/72. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. Recurso Voluntário Negado.
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Deixar a empresa, o segurado da previdência social, o serventuário da justiça ou o titular de serventia extrajudicial, o síndico ou o administrador judicial ou o seu representante, o comissário ou o liquidante de empresa em liquidação judicial ou extrajudicial de exibir qualquer documento ou livro relacionados com as contribuições previstas na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, ou apresentar documento ou livro que não atenda às formalidades legais exigidas, que contenha informação diversa da realidade ou que omita a informação verdadeira. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO PEDIDO DE PERÍCIA INDEFERIMENTO. O indeferimento do pedido de perícia não caracteriza cerceamento do direito de defesa, quando demonstrada sua prescindibilidade. Considerarseá como não formulado o pedido de perícia que não atenda aos requisitos previstos no artigo 16, IV c/c §1° do Decreto n° 70.235/72. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 21/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/03/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 16/03/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 17/03/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI 2 Neste sentido, o art. 26A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Cid Marconi Gurgel de Souza. Ausentes o Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto e o Conselheiro Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 21/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/03/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 16/03/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 17/03/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI Processo nº 10530.003603/200711 Acórdão n.º 240300.353 S2C4T3 Fl. 133 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário, fls. 108 a 111, com Anexo às fls. 112 a 128, apresentado contra Acórdão nº 1515.837 – 6ª turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Salvador BA, fls. 102 a 105, que julgou procedente em parte a autuação por descumprimento de obrigação acessória, sendo a autuação no valor de R$ 35.853,90 (trinta e cinco mil, oitocentos e cinqüenta e três reais e noventa centavos). Segundo a AuditoriaFiscal, conforme o Relatório Fiscal da Infração, fls. 18, o Auto de Infração, de obrigação acessória, n° 37.081.4975, código de fundamentação legal – CFL nº. 38, foi lavrado devido a Recorrente ter deixado de exibir no prazo estipulado os seguintes documentos: LIVROS CONTÁBEIS relativos ao período de 01/2006 a 01/2007; e os documentos relativos às folhas de pagamentos dos segurados contribuintes individuais relativos a todo o período da auditoria, relacionados com as contribuições para a Seguridade Social A Recorrente descumpriu assim, obrigação legal acessória, conforme previsto no art. 33, § 2º, da Lei n° 8.212, de 24 de julho de 1991, combinado com os arts. 232 e 233 do Regulamento da Previdência Social — RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06 de maio de 1999. Conforme o Relatório Fiscal da Aplicação da Multa, fls. 19, dada a existência de reincidência específica do contribuinte, configurase a multa em triplo, discriminadas no art. 290 e art. 291 do RPS, sendo aplicada a multa no valor total de R$ $ 35.853,90 (trinta e cinco mil, oitocentos e cinqüenta e três reais e noventa centavos), em obediência ao previsto no art. 92 e art. 102 da n° 8.212, de 24 de julho de 1991, combinado com o art. 283, II, alínea "j", art. 292, I, e art. 373, do RPS, com valores atualizados pela Portaria MPS/GM nº. 142, de 11.04.2007. Os motivos que ensejaram a autuação estão descritos no Relatório Fiscal da Infração, fls. 18. O período de apuração, de acordo com o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF nº 09407113F00, foi de 11/2005 a 01/2007, fls. 06. A Recorrente foi cientificada do Auto de Infração no dia 25.10.2007, conforme fls. 01. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 21/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/03/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 16/03/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 17/03/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI 4 O Auto de Infração se refere ao período de 11/2005 a 01/2007, conforme Relatório Fiscal da Infração, fls. 18. Contra a autuação, a Recorrente apresentou impugnação, fls. 57 a 59, com Anexos às fls. 60 a 73. A Recorrida solicitou que a Recorrente efetivasse o saneamento do processo, às fls. 76 e 77, o que foi feito pela Recorrente às fls. 81 a 99. A Recorrida analisou a impugnação e pelo Acórdão nº 1515.837 – 6ª turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Salvador BA, fls. 102 a 105, julgou procedente em parte a autuação, reduzindo o crédito para R$ 11.951,30 (onze mil novecentos e cinqüenta e um reais e trinta centavos). conforme Ementa: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/10/2007 a 31/10/2007 DOCUMENTO OU LIVRO RELACIONADOS ÀS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. NÃO APRESENTAÇÃO. Constitui infração, punível com multa, deixar a empresa de exibir documento ou livro relacionados com as contribuições previstas na Lei Orgânica da Seguridade Social, conforme previsto na referida Lei e no Regulamento da Previdência Social. REINCIDÊNCIA. DESCARACTERIZAÇÃO. Somente fica caracterizada a reincidência, se o contribuinte vier a praticar nova infração, dentro do período de cinco anos, contados da decisão homologatória. PEDIDO DE PERÍCIA. INDEFERIMENTO. De acordo com o Processo Administrativo Fiscal, tratandose de perícias, expostos os motivos que as justifiquem, a impugnação deverá mencionar as que pretenda sejam efetuadas, formulará os quesitos referentes aos exames desejados, com indicação do nome, endereço e qualificação profissional do seu perito, considerandose não formulado, o pedido que não atenda a esses requisitos. PRAZO DE DEFESA. DILAÇÃO. Não há previsão normativa para a dilação do prazo de defesa. Lançamento Procedente em Parte Inconformada com a decisão, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário, fls. 108 a 111, com Anexo às fls. 112 a 128, onde alega, em síntese que: (i) Ressalta que a empresa vem cumprindo com suas obrigações, tendo arquivado todo o documental referente a livros contábeis relativos às contribuições, podendo exibilos a qualquer momento, estando todos os livros à disposição desse órgão para análise e averiguação, podendo comprovar, através de Fl. 4DF CARF MF Emitido em 21/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/03/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 16/03/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 17/03/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI Processo nº 10530.003603/200711 Acórdão n.º 240300.353 S2C4T3 Fl. 134 5 diligência, que as despesas ocorreram e foram corretamente contabilizadas, saneando o equívoco ocorrido. (ii) Destaca que é sabedora de suas obrigações, e que a empresa não agiu com dolo ou máfé e que seu sócio administrador portouse com total seriedade e clareza de procedimentos. (iii) Neste sentido, assinala a impugnação que a empresa contribuinte não tem as mínimas condições de solvência do compromisso, não apenas pelo gigantesco valor cobrado, mas, sobretudo pela forma de evolução, através de indexadores extorsivos no presente caso cobrado em dobro. (iv) Alude a princípios constitucionais concedidos a Peticionaria no pleno exercício do seu direito, em afronta direta às garantias constitucionais do cidadão contribuinte. (v) Diante de tudo quanto exposto, requer a impugnante o deferimento de uma perícia contábil nos assentamentos da empresa em tela, em razão dos livros contábeis e da folha e recibos de pagamentos encontraremse ali arquivados. Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão, fls. 131. É o relatório. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 21/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/03/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 16/03/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 17/03/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI 6 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 131. Avaliados os pressupostos, passo para o mérito. DO MÉRITO (a) Alegações da Recorrente: (i) Ressalta que a empresa vem cumprindo com suas obrigações, tendo arquivado todo o documental referente a livros contábeis relativos às contribuições, podendo exibilos a qualquer momento, estando todos os livros à disposição desse órgão para análise e averiguação, podendo comprovar, através de diligência, que as despesas ocorreram e foram corretamente contabilizadas, saneando o equívoco ocorrido. Analisemos a questão. A Recorrente alega a invalidade do Auto de Infração em referencia, tendo em vista que arquivou todo o documental referente a livros contábeis relativos às contribuições, podendo exibilos a qualquer momento, estando todos os livros à disposição desse órgão para análise e averiguação. No entanto, não prospera tal argumentação da Recorrente porque no Relatório Fiscal, às fls. 18, consta informação de que a Recorrente após ter sido notificada por meio do Termo de Início de Ação Fiscal — TIAF não apresentou os LIVROS CONTÁBEIS relativos ao período de 01/2006 a 01/2007 e os documentos relativos às folhas de pagamentos dos segurados contribuintes individuais relativos a todo o período da auditoria, relacionados com as contribuições para a Seguridade Social, solicitados através deste TIAF, às fl. 08 a 10. Observase que a Recorrente deixou de cumprir a obrigação acessória, incorrendo assim em infração ao art. 33, §2°, Lei 8.212/91, na redação em vigência à época da lavratura do Auto de Infração: Art. 33. Ao Instituto Nacional do Seguro SocialINSS compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas "a", "b" e "c" do parágrafo único do art. 11; e ao Departamento da Receita FederalDRF compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas "d" e "e" do parágrafo único do art. 11, cabendo a ambos os órgãos, na esfera de sua competência, promover a respectiva cobrança e aplicar as sanções previstas legalmente. (...) § 2º A empresa, o servidor de órgãos públicos da administração direta e indireta, o segurado da Previdência Social, o Fl. 6DF CARF MF Emitido em 21/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/03/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 16/03/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 17/03/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI Processo nº 10530.003603/200711 Acórdão n.º 240300.353 S2C4T3 Fl. 135 7 serventuário da Justiça, o síndico ou seu representante, o comissário e o liqüidante de empresa em liquidação judicial ou extrajudicial são obrigados a exibir todos os documentos e livros relacionados com as contribuições previstas nesta Lei. Então, pelos motivos expostos acima, não prospera a argumentação da Recorrente acerca de que os documentos estão arquivados. (b) Do ferimento dos princípios constitucionais. Alegações da Recorrente: (iii) Neste sentido, assinala a impugnação que a empresa contribuinte não tem as mínimas condições de solvência do compromisso, não apenas pelo gigantesco valor cobrado, mas, sobretudo pela forma de evolução, através de indexadores extorsivos no presente caso cobrado em dobro. (iv) Alude a princípios constitucionais concedidos a Peticionaria no pleno exercício do seu direito, em afronta direta às garantias constitucionais do cidadão contribuinte.. Analisemos a questão. Alega a Recorrente pela inconstitucionalidade dos pelo gigantesco valor cobrado, mas, sobretudo pela forma de evolução, através de indexadores extorsivos no presente caso cobrado em dobro, por ferir os Princípios. Observase que a capitulação da multa aplicada reside na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, arts. 92 e 102 e Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999, art. 283, inc. II, alínea "j" e art. 373. Não assiste razão à Recorrente pois o previsto no ordenamento legal não pode ser anulado na instância administrativa por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26A, caput do Decreto 70.235/1972, que dispõe sobre o processo administrativo fiscal, e dá outras providências: “Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 1o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 2o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 3o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 4o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 5o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) Fl. 7DF CARF MF Emitido em 21/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/03/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 16/03/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 17/03/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI 8 § 6o O disposto no caput deste artigo não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) I – que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) II – que fundamente crédito tributário objeto de: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei no 10.522, de 19 de julho de 2002; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993; ou (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) c) pareceres do AdvogadoGeral da União aprovados pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)”(gn). Ademais, há a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. Súmula CARFnº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. (c) Do pedido de perícia. A Recorrente argumenta: (v) Diante de tudo quanto exposto, requer a impugnante o deferimento de uma perícia contábil nos assentamentos da empresa em tela, em razão dos livros contábeis e da folha e recibos de pagamentos encontraremse ali arquivados Analisemos. Outrossim, a Recorrente argumenta em relação à requisição de diligência administrativa para se verificar os elementos arquivados na empresa. Reitera a Recorrente pela produção de perícia. Não confiro razão à Recorrente pois, em relação ao pedido de perícia indefiro tal pedido, a Recorrente não demonstrou, fundamentadamente, a observância dos requisitos elencados no art. 16, § 1º c/c art. 16, IV, Decreto 70.235/1972: “Art. 16. A impugnação mencionará: I a autoridade julgadora a quem é dirigida; II a qualificação do impugnante; Fl. 8DF CARF MF Emitido em 21/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/03/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 16/03/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 17/03/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI Processo nº 10530.003603/200711 Acórdão n.º 240300.353 S2C4T3 Fl. 136 9 III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) IV as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação dos quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional do seu perito. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) V se a matéria impugnada foi submetida à apreciação judicial, devendo ser juntada cópia da petição. (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) § 1º Considerarseá não formulado o pedido de diligência ou perícia que deixar de atender aos requisitos previstos no inciso IV do art. 16. (Incluído pela Lei nº 8.748, de 1993) “ § 2º É defeso ao impugnante, ou a seu representante legal, empregar expressões injuriosas nos escritos apresentados no processo, cabendo ao julgador, de ofício ou a requerimento do ofendido, mandar riscálas. (Incluído pela Lei nº 8.748, de 1993) § 3º Quando o impugnante alegar direito municipal, estadual ou estrangeiro, provarlheá o teor e a vigência, se assim o determinar o julgador. (Incluído pela Lei nº 8.748, de 1993) § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) b) refirase a fato ou a direito superveniente;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos.(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) § 5º A juntada de documentos após a impugnação deverá ser requerida à autoridade julgadora, mediante petição em que se demonstre, com fundamentos, a ocorrência de uma das condições previstas nas alíneas do parágrafo anterior. (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) § 6º Caso já tenha sido proferida a decisão, os documentos apresentados permanecerão nos autos para, se for interposto recurso, serem apreciados pela autoridade julgadora de segunda instância. (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) “(gn) Da leitura do dispositivo, verificase que a Recorrente não cumpriu os requisitos necessários à formulação de pedido de perícia, por meio de diligência, portanto não prospera o requerimento da Recorrente em relação à produção de provas. Fl. 9DF CARF MF Emitido em 21/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/03/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 16/03/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 17/03/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI 10 CONCLUSÃO Voto no sentido de CONHECER do recurso, NO MÉRITO NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 10DF CARF MF Emitido em 21/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/03/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 16/03/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 17/03/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI
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Numero do processo: 10120.904644/2009-11
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 09 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1302-000.264
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência , nos termos do voto do relator.
Nome do relator: GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência , nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alberto Pinto de Souza Junior Presidente (assinado digitalmente) Guilherme Pollastri Gomes da Silva Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros presentes Waldir Veiga Rocha, Marcio Rodrigo Frizzo, Cristiane Silva Costa, Eduardo de Andrade, Guilherme Pollastri Gomes da Silva e Alberto Pinto Souza Junior. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 01 20 .9 04 64 4/ 20 09 -1 1 Fl. 122DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP01.0520.17474.724M. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10120.904644/200911 Resolução nº 1302000.264 S1C3T2 Fl. 123 2 Relatório Trata o processo de manifestação de inconformidade em face de despacho decisório de não homologação de declaração de compensação. A DCOMP não homologada tem por objeto a compensação de débito do sujeito passivo, com base em suposto direito creditório oriundo de ‘pagamento indevido ou a maior’ de IRPJ, código 5993, no valor de R$ 111.079,34, do período de apuração 31/07/2005, com data de arrecadação em 31/08/2005. Transmitida em 13/01/2006, a DCOMP recebeu da DRF de origem o Despacho Decisório de ‘não homologação’ da compensação, emitido em 20/04/2009, cujas razões de negação se fundam na utilização integral do pagamento discriminado para a quitação do débito de código 5993, do PA 31/07/2005, portanto, sem crédito disponível para a compensação em comento. Cientificada desse despacho em 29/04/2009, a interessada apresentou, em 28/05/2009, manifestação de inconformidade na qual alega, em síntese, que “efetuou recolhimentos a maior conforme apurado na DIPJ 2006 transmitida em 29/06/2006”, sob o “regime de tributação com base em balancete de suspensão ou redução do imposto”. Pede revisão do despacho decisório. A 4ª Turma da DRJ/BSB através do acórdão nº 0345.528, julgou improcedente a manifestação de inconformidade, unanimemente, alegando basicamente o seguinte: que na linha disciplinada pelos artigos 2º, 6º, e 28 a 30 da Lei nº 9.430/1996; artigo 6º, parágrafo único, da Lei nº 7.689/1988; e artigos 221 a 232 do Decreto nº 3.000/99, os valores pagos a título de estimativa de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido não podem ser considerados crédito em favor do contribuinte, sob a qualificação de “pagamento indevido ou a maior’, uma vez que nesta sistemática de tributação a pessoa jurídica fica obrigada a antecipar ao Fisco, mensalmente, parte desse tributo, calculado com base em sua receita bruta, e aplicação de um percentual prédefinido com vistas ao cálculo do lucro real, com a faculdade aberta à pessoa jurídica para suspender ou reduzir o pagamento do tributo devido por estimativa, desde que demonstre, mediante balancetes mensais, que o valor acumulado já pago até o mês anterior excede o valor do tributo, inclusive adicional (no caso do IRPJ), calculado com base no lucro real auferido até aquele mês. que essa opção somente pode ser exercida até o vencimento do tributo, ou seja, não é facultado ao contribuinte efetuar o pagamento de uma estimativa e, depois, elaborar balancete, concluindo que poderia pagar valor menor ou, até mesmo, não pagar nada. Isso decorre da própria definição do instituto e da sua essência. Por isso, o balancete de suspensão ou redução não pode servir de base para que o contribuinte, tendo recolhido sua estimativa com base na receita bruta, venha a alegar ter sido indevido ou a maior esse pagamento. que o fato gerador do IRPJ (ou CSLL) abrange todas as situações ocorridas durante o anocalendário, sendo que o tributo devido é apurado no encerramento desse período. Fl. 123DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP01.0520.17474.724M. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10120.904644/200911 Resolução nº 1302000.264 S1C3T2 Fl. 124 3 na apuração segundo a sistemática do lucro real anual, no fim do ano calendário, para se calcular o tributo efetivamente devido, cujo fato gerador é, então, anual, subtraemse do IRPJ (ou CSLL) apurado para todo o ano as deduções legalmente previstas, entre elas as antecipações feitas durante o período, como as decorrentes de retenções na fonte, e a título de pagamentos de estimativa mensal. Caso o resultado dessa operação matemática seja positivo, tem o interessado o dever de recolher o valor encontrado; caso seja negativo, ter seá caracterizado o saldo negativo de IRPJ (ou CSLL), o que significa direito creditório em favor do contribuinte. Nesse último caso, o referido valor constitui crédito em favor do contribuinte, repisase, na forma de saldo negativo de IRPJ (ou CSLL) apurado no período, porém, jamais na condição de pagamento indevido ou a maior. Intimado da decisão da DRJ em 16/12/2011, apresentou recurso voluntário tempestivo, em 23/12/2011 alegando basicamente o seguinte: a origem dos créditos compensados por meio do PER/DCOMP advém dos recolhimentos do IRPJ e da CSLL, do exercício de 2006, ano calendário 2005, recolhidos a maior conforme apurado na DIPJ 2006 (anexa) transmitida em 29.06.2006, originando, portanto, o direito a compensação com os demais tributos. os valores foram compensados nos recolhimentos do PIS e do COFINS, conforme demonstrado. verificouse com base no acórdão, que a origem dos créditos tributários, a serem compensados, fora informada de maneira indevida. onde deveria ser assinalado créditos de "saldo negativo de CSLL e saldo negativo de IRPJ", fora preenchido "pagamento indevido ou a maior." Único fator que amparou a decisão em desfavor do contribuinte. pugna pelo reconhecimento do direito creditório tolhido em razão da equivocada 'denominação' do referido crédito, mero erro formal, quando em contrapartida verificase, claramente, a correta origem do saldo negativo. É o relatório. Fl. 124DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP01.0520.17474.724M. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10120.904644/200911 Resolução nº 1302000.264 S1C3T2 Fl. 125 4 VOTO Guilherme Pollastri Gomes da Silva Relator O presente processo retornou de diligência determinada pela Resolução nº 1302000.205 de 06/11/2012, que em seu dispositivo final determinou o seguinte: “Das informações ora requeridas e juntadas aos autos, à recorrente deve ser dada a devida ciência e concedido prazo regulamentar para, desejando, se manifestar a respeito.” Verificase, todavia, clara prejudicial para o julgamento da presente lide que é a falta da cientificação da Contribuinte sobre o Relatório de Diligência Fiscal solicitado. Diante do exposto voto pelo retorno dos autos a unidade de origem para que seja notificada a Contribuinte para que tenha oportunidade de se pronunciar sobre o relatório fiscal como determinado na Resolução desta Turma. (assinado digitalmente) Guilherme Pollastri Gomes da Silva Relator Fl. 125DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP01.0520.17474.724M. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA em 15/10/2013 11:22:50. Documento autenticado digitalmente por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA em 22/10/2013. Documento assinado digitalmente por: ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR em 24/10/2013 e GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA em 22/10/2013. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 01/05/2020. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP01.0520.17474.724M Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: E410BEAD9662176EADBDBF14DD19471AE96B885B Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10120.904644/2009-11. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 10768.014483/2001-09
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 07 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Nov 07 00:00:00 UTC 2007
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ
ANO-CALENDÁRIO: 1996
NULIDADE - Anula-se a decisão de 1ª instância que utilizou argumentação diversa da utilizada em despacho decisório em pedido de compensação.
Numero da decisão: 105-16.746
Decisão: ACORDAM os Membros da QUINTA CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos ANULAR a decisão de Primeira Instância, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPJ - restituição e compensação
Nome do relator: MARCOS RODRIGUES DE MELLO
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I n . MINISTÉRIO DA FAZENDA .. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ,,,,,_,, QUINTA CÂMARA Processo n° 10768.014483/2001-09 Recurso n° 157.304 Voluntário Matéria IRPJ - EXS.: 1997, 1998 Acórdão n° 105-16.746 Sessão de 07 de novembro de 2007 Recorrente TRANSPORTES SÃO SILVESTRE S/A Recorrida 73 TURMA/DRJ-RIO DE JANEIRO/RJ I IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ - ANO-CALENDÁRIO: 1996 NULIDADE - Anula-se a decisão de 1' instância que utilizou argumentação diversa da utilizada em despacho decisório em pedido de compensação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso voluntário interposto por TRANSPORTES SÃO SILVESTRE S/A ACORDAM os Membros da QUINTA CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos ANULAR a decisão de Primeira Instância, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. )1eLLÓVIS VES Presidente MARCOS RODRIGUES DE MELLO Relator FORMALIZADO EM: 07 MAR 2E3 \.) . . • , • Processo n.° 10768.014483/2001-09 CO32/C01 Acórdão n.• 105-16.746 Fls. 2 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: WILSON FERNANDES GUIMARÃES, EDUARDO DA ROCHA SCHMIDT, ROBERTO BEKIERMAN (Suplente Convocado), WALDIR VEIGA ROCHA, MARCOS VINÍCIUS BARROS OTTONI (Suplente Convocado) e IRINEU BIANCHI. Ausente, justificadamente o Conselheiro JOSÉ CARLOS PASSUELLO. Processo n.° 10768.014483/2001-09 CCO2/COI Acórdão n.° 105-16.746 Fls. 3 Relatório Trata-se de recurso voluntário contra o acórdão DRJ 12-12.774, que manteve a decisão exarada em despacho decisório exarado pela DERAT/RJO, que indeferiu direito creditório de saldo negativo de 1RPJ. Em 07/12/2001, a interessada protocolou, junto à DERAT/RJO/ Rio de Janeiro - RJ, PEDIDO DE COMPENSAÇÃO (fl. 01), posteriormente convertido em DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO, na forma do art. 74, § 4°, da Lei n° 9.430/1996, com redação dada pelo art. 49 da Lei n° 10.637/2002. De acordo com o pedido de fl. 01, a interessada pretende liquidar débitos mediante aproveitamento de créditos de Imposto de Renda Pessoa Jurídica - IRPJ, relativo aos anos-calendário de 1996 e 1997, recolhidos a título de estimativa, no valor total de R$ 1.244.765,82. Para comprovação daquilo que pleiteia, a interessada anexou cópias dos DARF recolhidos entre 02/1996 a 01/1998, num total de R$ 910.427,37 em valor original recolhido, cópias das Declarações do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica dos anos de 1996 e 1997— DERPJ/97 e D1PJ/98, e cópia do Balanço Anual de encerramento em 31/12/2000. Em 04/10/2005, após análise, foi emitido Despacho Decisório pela DERAT/RJO, com base no Parecer Conclusivo n° 203/2005, fls. 258/262, deixando de reconhecer o direito creditório e não homologando as declarações de compensação. O indeferimento do pedido teve como fundamento a constatação de que o contribuinte teria apurado saldo negativo de aPJ, porém já o teria utilizado. Segundo o Parecer, o saldo negativo do ano-base de 1996 foi utilizado na declaração de 1RPJ/1998 (ano-base 1997), nos meses de janeiro, fevereiro, março, abril, maio, junho, julho e agosto, e o saldo negativo do ano-base de 1997 foi utilizado na DIPJ/1999 (ano-base 1998). A interessada apresentou manifestação de inconformidade e a DRJ se manifestou como abaixo: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Ano-calendário: 1996, 1997 NULIDADE - Inocorrência - Os atos administrativos emanados com base nos preceitos legais, bem como a observância do amplo direito de defesa, afasta a hipótese de nulidade do lançamento. PEDIDO DE REALIZAÇÃO DE DILIGÊNCIA. Indefere- se o pedido para a realização de diligência ou perícia, formulado sem a observância dos requisitos estabelecidos na lei de regência, e estando a autoridade julgadora com sua convicção formada. DECADÊNCIA - O direito de o contribuinte pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente, ou em valor maior que o devido, extingue-se após o transcurso do prazo de 5 (cinco) anos, contado da data da extinção do crédito tributário. DIREFf0 CREDITÓRIO - COMPROVAÇÃO. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que seja . . . , • Processo C 10768.014483/2001-09 CCO2/C01 Acórdão n.° 105-16.746 Fls. 4 aferida sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. FALTA DE PROVAS - A impugnação deve estar acompanhada de provas, de forma a comprovar aquilo que alega, em obediência ao comando contido no inciso ILI do artigo 16 do Decreto 70.235/72, com redação dada pelo art. 1° da Lei n°8.748/93. SALDO NEGATIVO DE IRPJ - Somente será reconhecido o direito creditório se a interessada comprovar que o crédito relativo ao saldo negativo de IRPJ não foi utilizado para compensar o imposto devido nos períodos posteriores. Na decisão da DRJ, destaco: "No caso em tela, faz-se necessária a análise do prazo decadencial para a interessada pleitear a restituição/compensação de pagamentos indevidos ou maior que o devido. Com efeito, da conjunção dos artigos 165, inciso I, e 168, caput e inciso I, ambos do CTN, tem-se que, conquanto o pagamento espontâneo de tributo indevido ou a maior que o devido confira à interessada direito à sua restituição, esse direito extingue-se (decai) no prazo de 5 (cinco) anos contados "da data da extinção do crédito tributário". Ora, no caso sob exame, o crédito extinguiu-se na data do pagamento da exação. Assim, esta data constitui-se no marco inicial do respectivo prazo decadencial. Baseado no acima exposto, e considerando que o protocolo do presente processo foi em 07/12/2001, poderemos considerar como decaído o direito de pleitear a restituição de todos os pagamentos efetuados antes de 07/12/1996." Em outro ponto, destaco: "No presente caso, o crédito pleiteado refere-se ao saldo negativo de IRPJ apurado nos anos-calendário de 1996 e 1997, ressaltando que apenas caberá a análise do mérito para os pagamentos recolhidos a partir do dia 07/12/1996. Em seguida, uma vez que se comprove que foi apurado saldo negativo de IRPJ no fmal do período, devemos ainda observar que a interessada poderia utilizá-lo para compensação do imposto devido em períodos posteriores, podendo optar pela restituição (o inciso II do §1° do artigo 6° da Lei 9.430/96). Ademais, é necessário ressaltar que a compensação prevista na legislação prescindia da autorização da administração. Assim, aquele que optasse pela compensação deveria registrar em seus livros contábeis e fiscais o procedimento adotado. Pelo exposto, considerando a legislação acerca do assunto, para o reconhecimento do direito creditório em tela, não basta apenas comprovar a existência do crédito relativo ao saldo negativo de IRPJ, sendo imprescindível também que se comprove que tal crédito não foi utilizado em compensações posteriores com débitos do próprio IRPJ. Compulsando os documentos que constam nos autos, constata-se que não estão if presentes todos os requisitos necessários para que se comprove a certeza e liquidez do crédito, a despeito da interessada afirmar ao contrário. Senão, vejamos. As Declarações de Imposto de Renda Pessoa Jurídica, relativas aos anos-base de 1996 e 1997, comprovam tão somente que a interessada apurou saldo negativo de TRPJ, que decorre dos pagamentos recolhidos, cujas cópias constam nos autos. Entretanto, a DIPJ/98, ano-base de 1997, comprova também que a interessada já teria utilizado o saldo negativo do ano-base de 1996 para compensar as estimativas devidas dos meses de janeiro, fevereiro, março, abril, maio, junho, julho e agosto. Ou seja, adicionado ao fato de o direito ao pedido de restituição para os pagamentos recolhidos até a data 07/12/1996 estar decaído, a interessada •_.,....." \-15....._ . • Processo n.° 10768.014483/2001-09 CCO2C01 Acórdão n.° 105-16.746 Fls. 5 também já teria utilizado o crédito para compensar nos termos do inciso TI do §1° do artigo 6° da Lei 9.430/96. Ou seja, relativo ao ano-base de 1996, não restou comprovada a certeza e liquidez do crédito pleiteado. Neste mesmo sentido, a DIPJ/98 também comprova tão somente o saldo negativo de IRPJ. Entretanto, a DIPJ/99 demonstra que, mesmo que parcialmente, o saldo negativo de IftRI foi utilizado para compensar, sem a autorização da administração, conforme previa a legislação, com o TRPJ devido nos 1°, 2° e 3° trimestres do ano-base de 1998. Continuando nos anos seguintes, verifica-se que, até o ano-base de 2001, data do protocolo do presente pedido, foi apurado imposto de renda a pagar no 3° trimestre de 1999, nos 1°, 2° e 3° trimestres do ano-base de 2000 e no 1° trimestre de 2001 (fls. 374/382). Em pesquisa aos sistemas da Receita Federal, verifica-se que os valores devidos nestes períodos não foram recolhidos em DARF, e nem tampouco foram informados nas DCTF (Declaração de Débitos Créditos Tributários Federais — 383/385). Neste contexto, temos duas possibilidades: ou a interessada deixou de recolher aos cofres públicos os valores devidos de imposto de renda, e por ela mesmo declarados, ou ela teria se utilizado da faculdade de compensação sem a anuência da administração, conforme legislação autorizava. Portanto, a comprovação de que a interessada ainda teria crédito a seu favor passaria pela apresentação de documentação hábil e idônea, tais como os livros contábeis e fiscais. O Balanço Geral de 31/12/2000, fls. 90/93, onde estaria registrado "Imposto de Renda a Compensar" no valor de R$ 1.167.413,39, foi elaborado pela própria peticionária. Ora, documentos feitos por aquele que tem interesse de comprovar o seu direito creditório não são hábeis, e nem servem para a formação da convicção do julgador. Qualquer indivíduo pode declarar o que bem entender em um documento. O importante é comprovar os valores que nele estão informados. Logo, relativo aos pagamentos recolhidos a partir de 07/12/1996, por não estar comprovada sua certeza e liquidez, nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional, ônus que compete à interessada, entendo que não cabe a restituição destes recolhimentos.". Cientificada do acórdão DRJ em 31 de janeiro de 2007, apresentou recurso em 22 de fevereiro de 2007. Em seu recurso requer a nulidade do parecer n° 203/2005 e do despacho decisório de fls. 262, por falta de fundamentação fática e jurídica dos mesmos. No mérito requer o reconhecimento da compensação pleiteada, por ser esta perfeitamente legal, estando fundamentada em toda legislação de regência. Que ao apurar um crédito referente ao TRPJ e à CSLL, nos anos calendários de 1996 e 1997, a recorrente promoveu seu direito de compensar esse crédito, com valores devidos de outros tributos de competência da Secretaria da Receita Federal, em períodos subseqüentes. É o Relatório. . • Processo n.° 10768.014483/2001-09 CCO2/C01 Acerdão n.° 105-16.746 Fls. 6 Voto Conselheiro MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Relator O recurso é tempestivo e dele tomo conhecimento. É necessário observar que o despacho decisório indeferiu o pedido de compensação com o seguinte argumento: "O indeferimento do pedido teve como fundamento a constatação de que o contribuinte teria apurado saldo negativo de IRPJ, porém já o teria utilizado. Segundo o Parecer, o saldo negativo do ano-base de 1996 foi utilizado na declaração de TRPJ/1998 (ano-base 1997), nos meses de janeiro, fevereiro, março, abril, maio, junho, julho e agosto, e o saldo negativo do ano-base de 1997 foi utilizado na DIPJ/1999 (ano-base 1998)." Já o acórdão DRJ, teve como fundamento de parte da decisão, outra motivação: "Com efeito, da conjunção dos artigos 165, inciso I, e 168, caput e inciso I, ambos do CTN, tem-se que, conquanto o pagamento espontâneo de tributo indevido ou a maior que o devido confira à interessada direito à sua restituição, esse direito extingue-se (decai) no prazo de 5 (cinco) anos contados "da data da extinção do crédito tributário". Ora, no caso sob exame, o crédito extinguiu-se na data do pagamento da exação. Assim, esta data constitui-se no marco inicial do respectivo prazo decadencial. Baseado no acima exposto, e considerando que o protocolo do presente processo foi em 07/12/2001, poderemos considerar como decaído o direito de pleitear a restituição de todos os pagamentos efetuados antes de 07/12/1996." Não sendo esta a motivação do despacho denegatório emitido pela DERAT, entendo que não pode prosperar a decisão proferida no acórdão, pois houve violação à ampla defesa e ao contraditório, pois dessa matéria não se defendeu o contribuinte em sua manifestação de inconformidade, pois não foi utilizada como fundamento do despacho. Voto, portanto, pela nulidade da decisão de 1' instância, devendo nova decisão ser proferida no limite da lide definido pelo despacho da DERAT e pela manifestação de inconformidade. Sala das Sessões, em 07 de novembro de 2007. MARCOS RODRIGUES DE MELLO Page 1 _0043200.PDF Page 1 _0043300.PDF Page 1 _0043400.PDF Page 1 _0043500.PDF Page 1 _0043600.PDF Page 1
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Numero do processo: 10120.009553/2010-03
Data da sessão: Thu Nov 24 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 1302-000.132
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência..
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1471; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T2 Fl. 689 1 688 S1C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10120.009553/201003 Recurso nº 919963 Resolução nº 1302000.132 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 24/11/2011 Assunto Solicitação de Diligência Recorrentes BIABIER DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS LTDA. EPP FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência.. (documento assinado digitalmente) MARCOS RODRIGUES DE MELLO Presidente. e relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Wilson Fernandes Guimarães, Lavinia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira, Daniel Salgueiro da Silva, Eduardo de Andrade, Guilherme Polastri Gomes da Silva e Marcos Rodrigues de Mello. Relatório Tratam os autos de Recurso Voluntário e de ofício em relação ao acórdão DRJ que deu parcial provimento à impugnação apresentada pela recorrente. Em 06/12/2010, foram lavrados contra a interessada os Autos de Infração do IRPJ, CSLL, PIS e Cofins, atinentes aos anoscalendário de 2006 e 2007, cujo crédito tributário lançado de ofício perfaz o montante de R$3.174.345,91, assim discriminados por exação fiscal: Fl. 697DF CARF MF Emitido em 30/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/11/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 30/11 /2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 10120.009553/201003 Resolução n.º 1302000.132 S1C3T2 Fl. 690 2 Auto de Infração do IRPJ (fls. 465/480) Imposto Juros de Mora (calculados até 30/11/2010) Multa Proporcional Total R$456.593,81 R$173.470,03 R$570.523,69 R$1.200.587.53 Infrações AnoCalendário Enquadramento Legal Depósitos Bancários de Origem Não Comprovada * 2006, 2007 Arts. 27, inciso I, e 42 da Lei nº 9.430/96; Art. 532 e 537 do RIR/99 Receitas Operacionais (Atividade Não Imobiliária) – Prestação de Serviços Gerais 2006, 2007 Art. 532 do RIR/99 * Arbitramento do Lucro – escrituração não apresentada – Art. 530, inciso III, do RIR/99 Auto de Infração da CSLL (fls. 481/494) Contribuição Juros de Mora (calculados até 30/11/2010) Multa Proporcional Total R$204.623,96 R$76.362,19 R$261.382,29 R$542.368,44 Infrações AnoCalendário Enquadramento Legal CSLL Sobre Lucro Arbitrado 2006, 2007 Arts. 2º e §§, da Lei nº 7.689/88; Art. 20 da Lei nº 9.249/95; Art. 29 da Lei nº 9.430/96; Art. 37 da Lei nº 10.637/02 CSLL sobre Omissão de Receita 2006, 2007 Arts. 2º e §§, da Lei nº 7.689/88; Art. 24 da Lei nº 9.249/95; Art. 29 da Lei nº 9.430/96; Art. 37 da Lei nº 10.637/02 * Arbitramento do Lucro – escrituração não apresentada – Art. 530, inciso III, do RIR/99 Auto de Infração da Cofins (fls. 495/505) Contribuição Juros de Mora (calculados até 30/11/2010) Multa Proporcional (150%) Total R$405.741,41 R$162.131,76 R$608.612,04 R$1.176.485,21 Infrações P.A. Enquadramento Legal Cofins – Omissão de Receita 01/01/2006 a 31/12/2007 Arts. 2º, inciso II e parágrafo único, 3º, 10, 22, 51 e 91 do Decreto nº 4.524/02 Auto de Infração do PIS/Pasep (fls. 506/516) Contribuição Juros de Mora (calculados até 30/06/2010) Multa Proporcional (150%) Total R$51.562,57 R$29.670,40 R$116.015,74 R$197.248,71 Infrações P.A. Enquadramento Legal PIS Sobre Omissão de Receita 01/01/2006 a 31/12/2007 Art. 1º e 3º da Lei Complementar nº 7/70; Art. 24, §2º, da Lei nº 9.249/95; Arts. 2º, inciso I, alínea “a” e parágrafo único, 3º. 10, 22, 51 e 91 do Decreto nº 4.524/02 Por meio da Portaria SRRF 01 nº 060, de 13/02/2009, foi criado grupo de fiscalização com o objetivo de apurar as repercussões tributárias da operação Vulcano, realizada em conjunto pela Receita Federal e Polícia Federal, Inquérito Policial IPL nº Fl. 698DF CARF MF Emitido em 30/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/11/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 30/11 /2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 10120.009553/201003 Resolução n.º 1302000.132 S1C3T2 Fl. 691 3 0003/2008 – DPF/DRS/MS, o qual originou a instauração do processo nº 2008.60.00.011109 9, da 3ª Vara Federal Criminal de Campo Grande. Para o anocalendário de 2005 já houve lavratura de Auto de Infração no processo administrativo nº 10120.005979/201080, com encerramento parcial de Fiscalização. Nesse contexto, a presente ação fiscal trata dos anoscalendário de 2006 e 2007. A Fiscalização intimou a contribuinte em 08/04/2009 a apresentar livros comerciais e fiscais e extratos bancários de contas mantidas junto á instituições financeiras. Não obstante reiteradas intimações, cada qual seguida de solicitação de prorrogação de prazo pela contribuinte, o livro Caixa não foi apresentado. Tendo em vista que a movimentação financeira do Banco Real também não foi apresentada, foi solicitada a Requisição de Movimentação Financeira –RMF. Intimada em mais de uma oportunidade a comprovar a origem dos depósitos bancários, permaneceu inerte a contribuinte. Foi intimada novamente a contribuinte, e alertada que a falta de apresentação do Livro Caixa referente ao anocalendário de 2006, necessário para o optante do lucro presumido, e a não obediência às normas contábeis na escrituração do Livro Diário e Razão, concernentes ao anocalendário de 2007, a qual se encontram submetidas as empresas do lucro real, ensejariam a apuração do lucro na forma do arbitramento. Mais uma vez a fiscalizada solicitou prorrogação de trinta dias para atender a intimação. Assim, para o anocalendário de 2006, no qual a contribuinte fez a opção pelo lucro presumido, considerando que não foram apresentados os livros obrigatórios, decidiu a autoridade tributária efetuar o arbitramento do lucro, nos termos do art. 530, inciso III, c/c o art. 527, inciso I e parágrafo único do RIR/99. Apurou a Fiscalização a ocorrência de duas infrações tributárias. Para a primeira, referente às receitas operacionais, foram levados em consideração os valores de receitas de vendas informados no Livro de Apuração do ICMS, sendo que o IRPJ e a CSLL confessados em DCTF foram deduzidos do montante a pagar. A multa proporcional lançada foi de 75%. A segunda infração foi decorrente dos valores de movimentação financeira que não foram comprovados, caracterizando a presunção de omissão de receitas com fulcro no art. 42 da Lei nº 9.430, de 1996. Tendo em vista que restou demonstrada a conduta dolosa da contribuinte, na medida em que não manteve a escrituração obrigatória, com o intuito de ocultar a sua movimentação financeira, a multa de ofício foi qualificada. No anocalendário de 2007, oportunidade em que a fiscalizada apresentou DIPJ e DCTF com valores zerados e informou e submeteuse ao lucro real trimestral, foi disponibilizado o livro Diário, contudo, sem a devida escrituração da movimentação financeira, inclusive a bancária. Tampouco foi possível identificar a movimentação financeira pelo Livro Razão. Logo, nos termos do art. 530, inciso II, “a”, do RIR/99, também foi arbitrado o lucro. Da mesma maneira que procedeu no anocalendário de 2006, para o ano calendário de 2007 foram apuradas a ocorrência de duas infrações tributárias, a primeira, de receitas operacionais, no qual foram levados em consideração os valores de receitas de vendas Fl. 699DF CARF MF Emitido em 30/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/11/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 30/11 /2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 10120.009553/201003 Resolução n.º 1302000.132 S1C3T2 Fl. 692 4 informados no Livro de Apuração do ICMS, e a segunda, de presunção de omissão de receitas provenientes de depósitos bancários cuja origem não foi comprovada. Para os lançamentos referentes às duas infrações do anocalendário de 2007, a multa de ofício foi qualificada, conforme esclarecimentos da Fiscalização: Extraise do exposto neste processo, que o sóciogerente, com o propósito de eximirse do pagamentos dos impostos e contribuições federais, pois apesar da empresa estar em atividade, auferindo receitas, conforme registrado em seus livros fiscais e contábeis, apresentou para a RFB sua DIPJ e DCTF sem movimento, apostando na inércia do fisco para ver decaído o direito de constituição do crédito tributário mediante lançamento de ofício. Não prestando informações, a fiscalizada conseguiu evitar a inscrição dos débitos na dívida ativa da União e a cobrança judicial dos mesmos, uma vez que os valores reais não foram declarados no documento próprio. (...) A multa de ofício qualificada, no percentual de 150%, está sendo aplicada por estar caracterizada, na conduta da contribuinte, a inequívoca intenção dolosa de furtarse ao recolhimento de tributos, haja vista que os fatos acima relatados e a não manutenção de escrituração obrigatória para a forma de tributação ora escolhida ocultando com isso a origem de depósitos bancários efetuados em suas contas correntes. Em vista do exposto, a autoridade tributária entendeu que ocorreram fatos tipificados no art. 1º da Lei nº 8.137, de 1990, que trata dos crimes contra a ordem tributária. Enfim, considerando que a sócia da empresa, na gestão dos negócios, infringiu a legislação tributária com o evidente intuito de furtarse ao recolhimento dos tributos, foi lavrado Termo de Sujeição Passiva Solidária, incluindose no pólo passivo da relação tributária Tatiane Maronez, CPF 008.127.46961, com fulcro no artigo 135, inciso III, c/c o art. 124, do CTN. Cientificada a pessoa jurídica e a sócia dos lançamentos em 17/12/2010 (“AR” de fls. 564), foi apresentada impugnação conjunta de fls. 534/551, em 17/01/2011 (carimbo de recepção às fls. 534). Apoiada nos documentos já acostados aos autos, a peça de defesa, em suma, discorre sobre os pontos a seguir expostos. A Nulidade do Auto de Infração. O auto de infração é eivado de nulidade. O relatório fiscal faz referência aos autos do processo criminal nº 208.60.00.0111099, resultado da operação denominada “vulcano” no qual faz conjecturas sobre o envolvimento da impugnante com atividades lesivas ao Fisco. Ocorre que a contribuinte não tem conhecimento desses autos, e sequer sabe quais seriam as atividade ilícitas teriam sido apuradas. A impugnante não foi citada para nenhuma defesa preliminar ou audiência. Ou seja, para que sua defesa no presente auto pudesse obedecer aos princípios constitucionais, seria necessário disponibilizar a cópia do processo criminal, para que a autuada tivesse conhecimento das acusações. Fl. 700DF CARF MF Emitido em 30/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/11/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 30/11 /2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 10120.009553/201003 Resolução n.º 1302000.132 S1C3T2 Fl. 693 5 A defesa das impugnantes fica prejudicada na medida em que não tem conhecimento dos fatos do processo criminal. É de suma importância atentarse para o art. 106 do CTN, que traz a vedação da analogia in mallan partem. É ilegal aplicar a analogia que prejudique a parte. Mostrase, portanto, o ato eivado de ilegalidade, não obedece ao disposto no art. 5º, inciso LV da Constituição Federal, caracterizandose o cerceamento de defesa, razão pela qual se impõe a extinção do auto de infração. Da Inexistência da Solidariedade Passiva. Conforme jurisprudência dos Tribunais a solidariedade não se presume, deve ter previsão legal. No caso em tela, o art. 135 do CTN atribui solidariedade, com responsabilização pessoal pelos créditos das obrigações tributárias, aos diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado, desde que as obrigações sejam resultantes de atos que infrinjam a lei. Ocorre que a autoridade fiscalizadora incorre em forçosa subsunção ao enquadrar a recorrente como criminosa por fatos de investigação policial, em afronta ao contraditório e a ampla defesa, nos termos do art. 5, inciso LV da Lei Maior, já que a pessoa jurídica está sendo condenada por fatos dos quais não teve a oportunidade de se defender nos presentes autos, o que torna a pretensão do Fisco ilegal, inconstitucional e arbitrária. A impugnante nunca negou a apresentação das movimentações financeiras e dos livros contábeis, pelo contrário, requereu dilação do prazo que foi negada pela Fiscalização. Não pode a Fiscalização valerse de silogismos, devese pautarse na legalidade para efetuar as autuações. Ademais, não houve descumprimento legal nenhum, sendo que todas as exigências foram cumpridas, e a medida ora arbitrada decorre exclusivamente em razão da não aceitação do pedido de dilação de prazo por parte da recorrente. A empresa é idônea e nunca fraudou qualquer operação de mercadorias, e não há de se falar em solidariedade passiva da sócia. Os Depósitos Bancários. Arbitramento. Em relação ao anocalendário de 2006, todos os depósitos bancários tem a origem comprovada, tendo em vista que estão devidamente declarados na sua DIPJ 2007: DIPJ 2007 Depósitos/Créditos Receita Bruta coef. 8% 1º trimestre 1.768.194,74 2.256.571,89 2º trimestre 1.650.834,49 1.188.794,25 3º trimestre 1.479.341,16 900.759,02 4º trimestre 1.766.158,08 2.122.337,71 TOTAL 6.664.528,47 6.468.462,87 Arbitrar o lucro sobre toda a movimentação financeira bancária da impugnante faz com que incida a bitributação, já que sobre todos os valores demonstrados no campo Receita Bruta já foi oferecida a tributação pela pessoa jurídica.Eventual arbitramento, para Fl. 701DF CARF MF Emitido em 30/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/11/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 30/11 /2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 10120.009553/201003 Resolução n.º 1302000.132 S1C3T2 Fl. 694 6 tornarse legal, deveria incidir sobre a diferença das receitas, caso exista, e não sobre a movimentação bancária do período como fez a Fiscalização. Em relação ao anocalendário de 2007, a impugnante, embora tenha apresentado a DIPJ com os valores zerados, valeuse da prerrogativa legal da retificação, dentro do prazo permitido. Nunca teve a intenção de suprimir ou reduzir tributos, nunca houve dolo por parte das pessoas físicas dos sócios, que sempre confiaram a sua contabilidade a assessoria contábil prestada por escritório especializado. Ressaltese também que o ano de 2007 foi de transição, ocasião em que foi alterado o regime de tributação de lucro presumido para lucro real. Assim, vale verificar a planilha com base na DIPJ retificadora: DIPJ 2008 Retificadora Depósitos/Créditos Receita Bruta coef. 8% 1º trimestre 2.066.978,42 1.409.529,34 2º trimestre 1.779.004,85 1.751.239,51 3º trimestre 1.297.967,62 1.167.278,29 4º trimestre 1.716.238,37 2.032.503,24 TOTAL 6.860.189,26 6.360.550,38 Com base na DIPJ retificadora, constatase que a movimentação bancária é compatível com os valores relativos à receita da revenda de mercadorias no mercado interno. Caso o arbitramento do lucro seja mantido sobre todos os valores creditados em sua conta bancária, também ocorreria a bitributação. Assim, no que concerne à movimentação bancária, caberia incidir tributação apenas sobre a eventual diferença entre as receitas de depósitos e de vendas. Excesso de Multa. No procedimento as multas chegaram a mais de 225%, valor exagerado e que ofende princípios como a proporcionalidade, a razoabilidade e o nãoconfisco A DRJ decidiu: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Ano calendário: 2006, 2007 NULIDADE. CERCEAMENTO DO DIREITO AO CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. INOCORRÊNCIA. Não há que se falar em cerceamento ao contraditório e ampla defesa quando se contata que a contribuinte foi devidamente informada de todos os procedimentos adotados pela autoridade tributária no decorrer da ação fiscal, tendo inclusive interagido com a autoridade tributária no sentido ao solicitar reiteradas prorrogações de prazo para disponibilização de livros contábeis e fiscais, e cientificada dos Autos de Infração lavrados conforme o art. 142 do Código Tributário Nacional (CTN) e o art. 10 do Decreto nº 70.235, de 1972 (PAF). Fl. 702DF CARF MF Emitido em 30/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/11/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 30/11 /2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 10120.009553/201003 Resolução n.º 1302000.132 S1C3T2 Fl. 695 7 RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. SÓCIOGERENTE. INFRAÇÃO DE LEI. O farto de atos deliberados no sentido de ocultar da Fiscalização o conhecimento de receitas auferidas constituemse em condutas ilícitas que caracterizam infração de lei, razão pela qual a sócia gerente deve ser responsabilizada solidariamente com a pessoa jurídica, consoante norma do artigo 135, inciso III do CTN. PRESUNÇÃO LEGAL DE OMISSÃO DE RECEITAS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA. NATUREZA DAS RECEITAS DOS DEPÓSITOS. RECEITAS DE VENDAS. RECEITAS OMITIDAS. BIS IN IDEM. NECESSIDADE DE SEGREGAÇÃO DAS RECEITAS. No caso em que é conhecida a receitas de vendas e ela não foi oferecida à tributação, evidenciase que os depósitos bancários comportam duas naturezas de receitas. A primeira, referente aos valores depositados a título de receitas de vendas de mercadorias, e a segunda, aqueles valores que não tiveram a origem comprovada e por isso são consideradas omissão de receitas prevista por presunção legal. Nesse sentido, para não se consumar o bis in idem, devese subtrair dos valores dos depósitos bancários o montante apurado de receita bruta de vendas, para se apurar o resultado sobre o qual deve ser lançada a presunção de omissão de receitas. MULTA DE OFÍCIO. QUALIFICAÇÃO. PREVISÃO LEGAL. A multa de ofício e a sua qualificação encontram previsão legal no art. legal no caput e parágrafos do art. 44 da Lei nº 9.430, de 1996. Portanto, não cabe à autoridade tributária julgadora questionar a constitucionalidade da aplicação de multa efetuada nos termos da lei. CSLL. PIS. COFINS. LANÇAMENTOS DECORRENTES DO MESMO FATO. O decidido em relação ao IRPJ estendese aos lançamentos decorrentes, de CSLL, PIS e Cofins, vez que formalizados com base nos mesmos elementos de prova e se referir à mesma matéria tributável. Ciente do acórdão DRJ em 12/07/2011, a recorrente apresentou recurso voluntário em 11 de agosto de 2011. A DRJ Brasília apresentou recurso de ofício. Fl. 703DF CARF MF Emitido em 30/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/11/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 30/11 /2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 10120.009553/201003 Resolução n.º 1302000.132 S1C3T2 Fl. 696 8 Voto. O recurso voluntário é tempestivo e deve ser conhecido. O valor exonerado pela DRJ é superior a R$ 1.000.000,00 e também deve ser conhecido. Entendo que o processo não se encontra em condições de ser julgado. O acórdão DRJ que deu provimento parcial à impugnação teve a seguinte motivação: Protesta a impugnante que teria ocorrido bitributação, por ocasião do lançamento de presunção de omissão de receitas de depósitos de origem não comprovada. No anocalendário de 2006, teria informado as receitas de vendas na DIPJ. No anocalendário de 2007, embora tivesse apresentado a DIPJ com valores zerados, teria a retificado. Assim, eventual lançamento de omissão de receitas deveria incidir apenas sobre a diferença das receitas, e não sobre todo o montante de movimentação bancária como efetuou a Fiscalização. Inicialmente, o assunto discutido não é de bitributação, que ocorre quando dois entes estatais diferentes instituem tributos diversos sobre o mesmo fato gerador e contribuinte. Na realidade, tratase de bis in idem, já que o ente estatal é o mesmo, no caso, a União. No caso em tela assiste razão à impugnante. Evidenciase que os depósitos bancários refletem duas naturezas de receitas. A primeira, os valores depositados a título de receitas de vendas. A segunda e restante, aqueles depósitos cuja origem não teria sido identificada pela contribuinte, e que caracterizam a presunção legal de omissão de receitas. Ou seja, ao se analisar aquelas receitas decorrentes dos depósitos bancários, devese verificar, antes, se a empresa auferiu outras receitas, como por exemplo, no caso em tela, as decorrentes da sua atividade operacional, e se estas teriam sido oferecidas à tributação. Assim, no caso concreto, observase que a autoridade tributária constatou que a contribuinte auferiu receitas operacionais, e por isso efetuou os lançamentos de ofício correspondentes. Por outro lado, além dessas receitas conhecidas, a Fiscalização também deparouse com situação prevista legalmente como presunção de omissão de receitas, decorrentes de depósitos bancários cuja origem não foi comprovada. Não por acaso, a autoridade tributária identificou a ocorrência de duas infrações, quais sejam, RECEITAS OPERACIONAIS (ATIVIDADE NÃO IMOBILIÁRIA) – REVENDA DE MERCADORIAS, e DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA, cada uma dando origem a lançamentos fiscais. Considerando que os valores depositados nas instituições financeiras representam, além de receitas omitidas, também as conhecidas, Fl. 704DF CARF MF Emitido em 30/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/11/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 30/11 /2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 10120.009553/201003 Resolução n.º 1302000.132 S1C3T2 Fl. 697 9 decorrentes das atividades operacionais da empresa, o lançamento de omissão de receitas deve levar em consideração tal situação. Ou seja, devese subtrair dos valores dos depósitos bancários o montante apurado de receita bruta de vendas, para se apurar o resultado sobre o qual deve ser lançada a presunção de omissão de receitas. Assim, a presunção de omissão de receitas não deve recair sobre aquelas receitas que não foram omitidas, no caso, as decorrentes das atividades operacionais da pessoa jurídica, que foram lançadas pela autoridade tributária tomandose como base o Livro de Apuração do ICMS. Portanto, a somatória dos valores dos depósitos bancários deve ser revista, para excluir o montante referente a receita de vendas, de acordo com os quadros a seguir: AnoCalendáro 2006 Período Depósitos Bancários Autuação Fiscal Receita Bruta de Vendas Depósitos Bancários excluindose a Receita Bruta de Vendas A B C = A B jan/06 625.131,81 895.131,84 0,00 fev/06 457.523,24 662.925,57 0,00 mar/06 685.539,69 698.514,48 0,00 TOTAL 1º TRIMESTRE 0,00 abr/06 533.890,13 583.538,04 0,00 mai/06 617.333,48 351.558,16 265.775,32 jun/06 499.610,88 253.697,75 245.913,13 TOTAL 2º TRIMESTRE 511.688,45 jul/06 517.444,43 248.818,98 268.625,45 ago/06 451.419,07 302.477,26 148.941,81 set/06 510.477,66 349.462,78 161.014,88 TOTAL 3º TRIMESTRE 578.582,14 out/06 428.385,83 523.852,26 0,00 nov/06 299.431,88 759.848,69 0,00 dez/06 1.038.340,37 838.636,76 199.703,61 TOTAL 4º TRIMESTRE 199.703,61 AnoCalendário 2007 Período Depósitos Bancários Autuação Fiscal Receita Bruta de Vendas Depósitos Bancários excluindose a Receita Bruta de Vendas A B C = A B jan/07 852.002,58 373.022,87 478.979,71 fev/07 530.501,33 371.117,74 159.383,59 mar/07 684.474,51 665.388,73 19.085,78 TOTAL 1º TRIMESTRE 657.449,08 abr/07 693.943,13 685.625,94 8.317,19 mai/07 617.333,48 596.143,87 21.189,61 jun/07 467.728,24 469.469,70 0,00 Fl. 705DF CARF MF Emitido em 30/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/11/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 30/11 /2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 10120.009553/201003 Resolução n.º 1302000.132 S1C3T2 Fl. 698 10 TOTAL 2º TRIMESTRE 686.955,88 jul/07 349.509,31 383.568,57 0,00 ago/07 519.117,34 358.933,32 160.184,02 set/07 429.340,97 324.776,40 104.564,57 TOTAL 3º TRIMESTRE 264.748,59 out/07 530.577,53 555.365,85 0,00 nov/07 492.623,81 638.540,19 0,00 dez/07 693.037,03 0,00 693.037,03 TOTAL 4º TRIMESTRE 693.037,03 No entanto, não há nos autos qualquer demonstrativo de que as receitas apuradas pela fiscalização como receitas operacionais que tiveram por base o livro de apuração de ICMS correspondam aos valores depositados em contacorrente de origem não comprovada, que levaram ao lançamento por omissão de receitas por presunção (art. 42 da Lei 9430/96). Diante do exposto, voto no sentido de converter o julgamento em diligência para a autoridade preparadora intime a recorrente para que demonstre de forma individualizada a relação entre as receitas lançadas no livro de apuração de ICMS e os depósitos bancários que levaram ao lançamento de omissão de receitas apuradas por presunção legal de depósitos bancários de origem não comprovada. (documento assinado digitalmente) Marcos Rodrigues de Mello relator Fl. 706DF CARF MF Emitido em 30/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/11/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 30/11 /2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO
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