Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,282)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,886)
- Primeira Turma Ordinária (16,420)
- Primeira Turma Ordinária (16,227)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,219)
- Primeira Turma Ordinária (16,172)
- Segunda Turma Ordinária d (15,909)
- Segunda Turma Ordinária d (14,490)
- Primeira Turma Ordinária (13,087)
- Primeira Turma Ordinária (12,514)
- Segunda Turma Ordinária d (12,438)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,492)
- Quarta Câmara (85,208)
- Terceira Câmara (67,880)
- Segunda Câmara (56,645)
- Primeira Câmara (20,759)
- 3ª SEÇÃO (16,219)
- 2ª SEÇÃO (11,306)
- 1ª SEÇÃO (6,854)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (126,732)
- Segunda Seção de Julgamen (115,217)
- Primeira Seção de Julgame (77,090)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,968)
- Câmara Superior de Recurs (37,975)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,488)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,508)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,270)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,906)
- HELCIO LAFETA REIS (3,868)
- ROSALDO TREVISAN (3,234)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,931)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,803)
- WILDERSON BOTTO (2,650)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,589)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,842)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,628)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (16,711)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 13002.000014/2009-00
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Sep 04 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Fri Sep 25 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)
Ano-calendário: 2006
RENDIMENTOS RECEBIDOS ACUMULADAMENTE. REGIME DE COMPETÊNCIA. SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF). RECURSO EXTRAORDINÁRIO (RE) Nº 614.406/RS. REPERCUSSÃO GERAL. APLICAÇÃO OBRIGATÓRIA.
A decisão definitiva de mérito no RE nº 614.406/RS, proferida pelo STF na sistemática da repercussão geral, deve ser reproduzida pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Apurase o imposto sobre a renda incidente sobre os rendimentos acumulados percebidos no ano calendário de 2014, relativamente a diferenças de aposentadoria paga pelo INSS, com base nas tabelas e alíquotas das épocas próprias a que se refiram tais rendimentos tributáveis, calculado de forma mensal, e não pelo montante global pago extemporaneamente.
Numero da decisão: 2301-007.890
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em conhecer parcialmente do recurso, não conhecendo da matéria preclusa. Vencidos os conselheiros Wesley Rocha e Leticia Lacerda de Castro, que conheceram da matéria preclusa. No mérito, por unanimidade de votos, dar-lhe provimento.
(documento assinado digitalmente)
Sheila Aires Cartaxo Gomes - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Cleber Ferreira Nunes Leite - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Joao Mauricio Vital, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Fernanda Melo Leal, Paulo Cesar Macedo Pessoa, Leticia Lacerda de Castro, Mauricio Dalri Timm do Valle, Sheila Aires Cartaxo Gomes (Presidente)
Nome do relator: CLEBER FERREIRA NUNES LEITE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Wed Nov 16 17:28:19 UTC 2022
anomes_sessao_s : 202009
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano-calendário: 2006 RENDIMENTOS RECEBIDOS ACUMULADAMENTE. REGIME DE COMPETÊNCIA. SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF). RECURSO EXTRAORDINÁRIO (RE) Nº 614.406/RS. REPERCUSSÃO GERAL. APLICAÇÃO OBRIGATÓRIA. A decisão definitiva de mérito no RE nº 614.406/RS, proferida pelo STF na sistemática da repercussão geral, deve ser reproduzida pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Apurase o imposto sobre a renda incidente sobre os rendimentos acumulados percebidos no ano calendário de 2014, relativamente a diferenças de aposentadoria paga pelo INSS, com base nas tabelas e alíquotas das épocas próprias a que se refiram tais rendimentos tributáveis, calculado de forma mensal, e não pelo montante global pago extemporaneamente.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Sep 25 00:00:00 UTC 2020
numero_processo_s : 13002.000014/2009-00
anomes_publicacao_s : 202009
conteudo_id_s : 6272590
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 25 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 2301-007.890
nome_arquivo_s : Decisao_13002000014200900.PDF
ano_publicacao_s : 2020
nome_relator_s : CLEBER FERREIRA NUNES LEITE
nome_arquivo_pdf_s : 13002000014200900_6272590.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em conhecer parcialmente do recurso, não conhecendo da matéria preclusa. Vencidos os conselheiros Wesley Rocha e Leticia Lacerda de Castro, que conheceram da matéria preclusa. No mérito, por unanimidade de votos, dar-lhe provimento. (documento assinado digitalmente) Sheila Aires Cartaxo Gomes - Presidente (documento assinado digitalmente) Cleber Ferreira Nunes Leite - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Joao Mauricio Vital, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Fernanda Melo Leal, Paulo Cesar Macedo Pessoa, Leticia Lacerda de Castro, Mauricio Dalri Timm do Valle, Sheila Aires Cartaxo Gomes (Presidente)
dt_sessao_tdt : Fri Sep 04 00:00:00 UTC 2020
id : 8468260
ano_sessao_s : 2020
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:31:13 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044183674880
conteudo_txt : Metadados => date: 2020-09-22T19:04:18Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2020-09-22T19:04:18Z; Last-Modified: 2020-09-22T19:04:18Z; dcterms:modified: 2020-09-22T19:04:18Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2020-09-22T19:04:18Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2020-09-22T19:04:18Z; meta:save-date: 2020-09-22T19:04:18Z; pdf:encrypted: true; modified: 2020-09-22T19:04:18Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2020-09-22T19:04:18Z; created: 2020-09-22T19:04:18Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2020-09-22T19:04:18Z; pdf:charsPerPage: 2001; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2020-09-22T19:04:18Z | Conteúdo => S2-C 3T1 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 13002.000014/2009-00 Recurso Voluntário Acórdão nº 2301-007.890 – 2ª Seção de Julgamento / 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 4 de setembro de 2020 Recorrente SIDNEI DA ROSA TEIXEIRA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano-calendário: 2006 RENDIMENTOS RECEBIDOS ACUMULADAMENTE. REGIME DE COMPETÊNCIA. SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF). RECURSO EXTRAORDINÁRIO (RE) Nº 614.406/RS. REPERCUSSÃO GERAL. APLICAÇÃO OBRIGATÓRIA. A decisão definitiva de mérito no RE nº 614.406/RS, proferida pelo STF na sistemática da repercussão geral, deve ser reproduzida pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Apura-se o imposto sobre a renda incidente sobre os rendimentos acumulados percebidos no ano calendário de 2014, relativamente a diferenças de aposentadoria paga pelo INSS, com base nas tabelas e alíquotas das épocas próprias a que se refiram tais rendimentos tributáveis, calculado de forma mensal, e não pelo montante global pago extemporaneamente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em conhecer parcialmente do recurso, não conhecendo da matéria preclusa. Vencidos os conselheiros Wesley Rocha e Leticia Lacerda de Castro, que conheceram da matéria preclusa. No mérito, por unanimidade de votos, dar-lhe provimento. (documento assinado digitalmente) Sheila Aires Cartaxo Gomes - Presidente (documento assinado digitalmente) Cleber Ferreira Nunes Leite - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Joao Mauricio Vital, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Fernanda Melo Leal, Paulo Cesar Macedo Pessoa, Leticia Lacerda de Castro, Mauricio Dalri Timm do Valle, Sheila Aires Cartaxo Gomes (Presidente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 00 2. 00 00 14 /2 00 9- 00 Fl. 67DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 2301-007.890 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13002.000014/2009-00 Relatório Trata-se de notificação de lançamento, na qual é exigido imposto de renda pessoa física suplementar, acrescido de multa de ofício e de juros de mora, relativo ao ano calendário 2006, em decorrência de omissão de rendimentos recebidos em ação trabalhista Cientificado, o contribuinte apresentou impugnação alegando o seguinte, de acordo com o relatório do acórdão recorrido: 1. Ajuizou ação previdenciária na Justiça Federal (Processo n° 1999.71.00.0185061) visando à concessão de aposentadoria por tempo de serviço, cujo requerimento administrativo se deu em julho de 1998, sendo que somente veio a receber sua aposentadoria em fevereiro de 2002, através de liminar obtida na referida ação. 2. O valor da aposentadoria iniciou em R$ 1.229,00. 3. Não se mostra viável ou mesmo razoável a incidência de percentual de IRPF sobre o todo do valor recebido, mas tão somente sobre o valor de cada mês em que era devida a aposentadoria pelo INSS, com o percentual de IRPF proporcional ao valor do benefício da época em que cada parcela era devida e não paga. 4. É nulo o lançamento pois o fato gerador do lançamento tributário foi descrito de forma equivocada. 5. Apresenta jurisprudência judicial. 6. Invoca o principio da razoabilidade, pois não se mostra razoável juridicamente exigir do contribuinte o pagamento do IRPF de uma só vez sobre o valor que recebeu em virtude de parcelas de aposentadoria atrasadas, sem levar em conta o percentual incidente à época em que inadimplidas as parcelas, majorando-se a obrigação tributária de forma desproporcional, ao ponto de tornar a débito impagável. A DRJ considerou a impugnação improcedente e manteve o crédito tributário Inconformado, o requerente apresentou recurso voluntário com as mesmas alegações da impugnação. Voto Conselheiro Cleber Ferreira Nunes Leite, Relator. O recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade Todavia, não conheço da matéria referente à não incidência do imposto de renda sobre os juros de mora recebidos pelo contribuinte, posto que a mesma não foi alegada na impugnação, estando, portanto, preclusa. Preliminarmente. Fl. 68DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 2301-007.890 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13002.000014/2009-00 O recorrente alega .ser nulo o lançamento por razão de o fato gerador do lançamento tributário, ter sido descrito de forma equivocada Sobre a nulidade da notificação de lançamento, esclareça-se que as hipóteses de nulidade são as previstas nos incisos I e II do artigo 59 do Processo Administrativo Fiscal, aprovado pelo Decreto n.º 70.235 (PAF), de 06 de março de 1972, que dispõem: Art. 59 São nulos: I os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. Verifica-se, pelo exame do processo, que não ocorrem os pressupostos supracitados, tendo sido concedido ao sujeito passivo o mais amplo direito à defesa e ao contraditório, pela oportunidade de apresentar, tanto na fase de instrução do processo, quanto na fase de impugnação, argumentos, alegações e documentos no sentido de tentar elidir as infrações apuradas pela fiscalização. Portanto, rejeita-se a preliminar de nulidade Do Mérito. Trata-se de rendimentos recebidos acumuladamente pelo recorrente, pagos pelo INSS, em ação de concessão de benefício de aposentadoria. A legislação da época, previa a tributação exclusiva na fonte somente para os rendimentos do trabalho e provenientes de aposentadoria, pensão, transferência para a reserva remunerada ou reforma pagos pela Previdência Social da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios (MP nº 497, de 2010, convertida na Lei nº 12.350, de 2010). Para, os rendimentos do trabalho e os provenientes de aposentadoria, pensão, transferência para a reserva remunerada ou reforma recebidos acumuladamente anteriores a 28/07/2010, seriam tributados de acordo com o art. 12 da Lei nº 7.713, de 1988, incidindo o imposto, no mês do recebimento ou crédito, sobre o total dos rendimentos. Somente a partir de 2015, com a edição da MP nº 670, de 2015, convertida na Lei nº 13.149, de 2015, deixou de existir a restrição quanto à natureza dos rendimentos recebidos acumuladamente, passando a abranger qualquer verba percebida e submetida à incidência do IR com base na tabela progressiva. Assim, os rendimentos recebidos acumuladamente pelo contribuinte no ano calendário 2006, do INSS, estavam submetidos ao artigo 12 da Lei nº7.713, de 1988. No entanto, o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE 614.406/RS, concluiu pela invalidade do artigo 12 da Lei nº 7.713, de 1988, no que tange à sistemática de cálculo para a incidência do imposto sobre os rendimentos recebidos acumuladamente, por violar os princípios da isonomia e da capacidade contributiva, conforme ementa abaixo: Fl. 69DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 2301-007.890 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13002.000014/2009-00 IMPOSTO DE RENDA – PERCEPÇÃO CUMULATIVA DE VALORES – ALÍQUOTA. A percepção cumulativa de valores há de ser considerada, para efeito de fixação de alíquotas, presentes, individualmente, os exercícios envolvidos. Neste caso, de acordo com o disposto no artigo 62, §2º, do RICARF, trata-se de decisão observância obrigatória por este Colegiado. Desse modo, deverá ser afastada nos julgamentos do CARF a aplicação do art. 12 da Lei nº 7.713/88, adotando-se o regime de competência para apuração do imposto de renda sobre os rendimentos recebidos acumuladamente. Dessa forma, no tocante aos rendimentos auferidos pelo recorrente, no ano calendário 2006, decorrentes de concessão de benefício previdenciário pago pelo INSS, o tributo deve ser recalculado considerando as tabelas e alíquotas das épocas próprias a que se refiram tais rendimentos. Ante o exposto, voto por conhecer parcialmente do recurso, não conhecendo da matéria preclusa e no mérito em dar-lhe provimento. (documento assinado digitalmente) Cleber Ferreira Nunes Leite Fl. 70DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 19814.000299/2006-50
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 16 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Feb 16 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 11/04/2006
AUTO DE INFRAÇÃO. IDENTIDADE DE SUJEITO PASSIVO E DOS FATOS. PROCESSOS DISTINTOS. JULGAMENTO ÚNICO.
Processos constituídos por autos de infração lavrados contra o mesmo sujeito passivo e respaldados no mesmo suporte fático, em prol da segurança jurídica e do princípio da eficiência, devem ser julgados sob uma única relatoria. Não se conhece do recurso voluntário quando já ocorrido o chamamento para juntada do processo respectivo aos demais do mesmo sujeito passivo para julgamento conjunto.
Numero da decisão: 3803-002.539
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso, declinando-se a competência para o julgamento à Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: HELCIO LAFETA REIS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Feb 11 09:00:02 UTC 2023
anomes_sessao_s : 201202
ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 11/04/2006 AUTO DE INFRAÇÃO. IDENTIDADE DE SUJEITO PASSIVO E DOS FATOS. PROCESSOS DISTINTOS. JULGAMENTO ÚNICO. Processos constituídos por autos de infração lavrados contra o mesmo sujeito passivo e respaldados no mesmo suporte fático, em prol da segurança jurídica e do princípio da eficiência, devem ser julgados sob uma única relatoria. Não se conhece do recurso voluntário quando já ocorrido o chamamento para juntada do processo respectivo aos demais do mesmo sujeito passivo para julgamento conjunto.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Feb 16 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 19814.000299/2006-50
anomes_publicacao_s : 201202
conteudo_id_s : 6757544
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 3803-002.539
nome_arquivo_s : 380302539_19814000299200650_201202.pdf
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : HELCIO LAFETA REIS
nome_arquivo_pdf_s : 19814000299200650_6757544.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, declinando-se a competência para o julgamento à Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Thu Feb 16 00:00:00 UTC 2012
id : 4749687
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:52 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044185772032
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1596; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 251 1 250 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19814.000299/200650 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 380302.539 – 3ª Turma Especial Sessão de 16 de fevereiro de 2012 Matéria AUTOS DE INFRAÇÃO PIS E COFINS DEVIDOS NA IMPORTAÇÃO Recorrente HEWLETTPACKARD BRASIL S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 11/04/2006 AUTO DE INFRAÇÃO. IDENTIDADE DE SUJEITO PASSIVO E DOS FATOS. PROCESSOS DISTINTOS. JULGAMENTO ÚNICO. Processos constituídos por autos de infração lavrados contra o mesmo sujeito passivo e respaldados no mesmo suporte fático, em prol da segurança jurídica e do princípio da eficiência, devem ser julgados sob uma única relatoria. Não se conhece do recurso voluntário quando já ocorrido o chamamento para juntada do processo respectivo aos demais do mesmo sujeito passivo para julgamento conjunto. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, declinandose a competência para o julgamento à Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, Jorge Victor Rodrigues, Juliano Eduardo Lirani e João Alfredo Eduão Ferreira. Fl. 393DF CARF MF 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário (fls. 98 a 110) interposto em face de decisão da DRJ São Paulo II/SP (fls. 89 a 94) que julgou procedentes os autos de infração lavrados para se exigirem CofinsImportação (fls. 1 a 5) e PISImportação (fls. 6 a 11). Os lançamentos de ofício decorreram da classificação incorreta das mercadorias importadas pelo contribuinte na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). Segundo a Fiscalização, tratarseia de aparelhos multifuncionais e não de impressoras, o que provocou a alteração da NCM de 8471 para 9009. Cientificado das autuações, o contribuinte apresentou Impugnação (fls. 46 a 55) e requereu, preliminarmente, a declaração de nulidade dos autos de infração, por preterição do direito de defesa, pelo fato de que, segundo ele, ter a Fiscalização o impedido de se defender de forma efetiva e abrangente. No mérito, argumentou o contribuinte que as mercadorias importadas eram impressoras HP, jato de tinta, que executam outras funções, sendo preponderante a função de imprimir. Segundo ele, a classificação adotada pela Fiscalização, qual seja, a NCM 9009.21.0, se refere a artefatos lógicos analógicos, que operam sem conexão com qualquer computador ou sistema de processamento de dados, o que não corresponde com as mercadorias por ele importadas. Por fim, solicitou a realização de perícia técnica, indicou assistente e formulou quesitos. A DRJ São Paulo II/SP julgou os lançamentos procedentes (fls. 89 a 94), tendo sido o acórdão ementado nos seguintes termos: ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Data do fato gerador: 11/04/2006 Importação de impressoras a jato de tinta colorida, modelo photosmart modelo 3110 AIO, combinada com outras unidades ; de entrada e saída com Classificação tarifária no código NCM 8471.60.30. Atrávés do Ato Declaratório Interpretativo SRF No. 7 de , 26/07/2005, foi apurado que a classificação tarifária correta para a mercadoria importada seria na posição NCM 9009.21.00. A nova classificação fiscal se deveu ao argumento de que máquinas multifuncionais que realizam duas ou mais funções se classificam na posição NCM 9009. Lançamento Procedente A autoridade julgadora a quo indeferiu o pedido de perícia, por considerálo desnecessário, pelo fato de a mercadoria já se encontrar devidamente identificada nos autos. Irresignado, o contribuinte recorre a este Conselho (fls. 98 a 110) e requer a declaração de nulidade dos autos de infração ou de sua insubsistência, repisando os mesmos Fl. 394DF CARF MF Processo nº 19814.000299/200650 Acórdão n.º 380302.539 S3TE03 Fl. 252 3 argumentos de defesa, sendo acrescentada a preliminar de nulidade pelo indeferimento imotivado do pedido de perícia técnica. É o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis O recurso é tempestivo, atende as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Do mesmo fato e da mesma ação fiscal que ensejou o presente lançamento, resultaram também os lançamentos que constituíram os processos administrativos nº 19814.000261/200687, 19814.000262/200621 e 19814.000263/200676. Em sessão ocorrida em 29 de julho de 2010, a Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção decidiu, no âmbito do julgamento do processo nº 19814.000263/200676, por meio da Resolução nº 3101.00.107, converter o julgamento em diligência, a fim de que a Secretaria da Câmara trouxesse ao Relator os demais processos, sendo este um deles, para julgamento em conjunto, em atendimento ao que dispõe o art. 6º, caput, do Regulamento Interno do CARF: Art. 6° Verificada a existência de processos pendentes de julgamento, nos quais os lançamentos tenham sido efetuados com base nos mesmos fatos, inclusive no caso de sujeitos passivos distintos, os processos poderão ser distribuídos para julgamento na Câmara para a qual houver sido distribuído o primeiro processo. Ante o exposto, declino da competência para julgamento do presente recurso voluntário à Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção, pelo que voto POR NÃO CONHECER do recurso. É como voto. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis – Relator Fl. 395DF CARF MF 4 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 19814.000299/200650 Interessada: HEWLETTPACKARD BRASIL S/A Encaminhemse os presentes autos à Primeira Câmara da Terceira Seção, para nova distribuição, em vista do Acórdão no 380302.539, de 16 de fevereiro de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção. Brasília DF, em 16 de fevereiro de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 396DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10183.721801/2009-10
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 08 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Wed Oct 21 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL (ITR)
Exercício: 2006
IMPOSTO TERRITORIAL RURAL. ÁREA DE RESERVA LEGAL. ISENÇÃO. SÚMULA CARF Nº 122
A averbação da Área de Reserva Legal (ARL) na matrícula do imóvel em data anterior ao fato gerador supre a eventual falta de apresentação do Ato declaratório Ambiental (ADA).
ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE E APRESENTAÇÃO DE ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL (ADA). OBRIGATORIEDADE ANTES DO INÍCIO DA AÇÃO FISCAL A PARTIR DE LEI 10.165/00.
A apresentação do ADA, a partir do exercício de 2001, tornou se requisito para a fruição da redução da base de cálculo do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural, passando a ser, regra geral, uma isenção condicionada, tendo em vista a promulgação da Lei n.º 10.165/00, que alterou o conteúdo do art. 17 O, §1º, da Lei n.º 6.938/81. Restando demonstrada a apresentação do ADA antes do início da ação fiscal, possível a exclusão da área de APP e consequente redução da base de cálculo do ITR
DO VALOR DA TERRA NUA VTN.
Deverá ser mantido o VTN arbitrado para o ITR/2006 pela autoridade fiscal com base no SIPT, por falta de novo laudo técnico de avaliação com ART/CREA, em consonância com a NBR 14.6533 da ABNT, com fundamentação e grau de precisão II, demonstrando o valor fundiário do imóvel à época do fato gerador do imposto e suas peculiaridades desfavoráveis.
PEDIDO DE PERÍCIA/DILIGÊNCIA. IMPRESCINDIBILIDADE NÃO DEMONSTRADA. INDEFERIMENTO.
Se nos autos há todos os elementos probatórios necessários e suficientes à formação da convicção do julgador quanto às questões de fato objeto da lide, indefere-se, por prescindível, o pedido de diligência e perícia formulado.
Numero da decisão: 2301-008.241
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar, indeferir o pedido de pericia e diligência, e, no mérito dar parcial provimento ao recurso para que seja cancelada a glosa da área de reserva legal de 2.967,0 ha
(documento assinado digitalmente)
Sheila Aires Cartaxo Gomes - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Cleber Ferreira Nunes Leite - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Joao Mauricio Vital, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Fernanda Melo Leal, Paulo Cesar Macedo Pessoa, Leticia Lacerda de Castro, Mauricio Dalri Timm do Valle, Sheila Aires Cartaxo Gomes (Presidente)
Nome do relator: CLEBER FERREIRA NUNES LEITE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Wed Nov 16 17:28:19 UTC 2022
anomes_sessao_s : 202010
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL (ITR) Exercício: 2006 IMPOSTO TERRITORIAL RURAL. ÁREA DE RESERVA LEGAL. ISENÇÃO. SÚMULA CARF Nº 122 A averbação da Área de Reserva Legal (ARL) na matrícula do imóvel em data anterior ao fato gerador supre a eventual falta de apresentação do Ato declaratório Ambiental (ADA). ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE E APRESENTAÇÃO DE ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL (ADA). OBRIGATORIEDADE ANTES DO INÍCIO DA AÇÃO FISCAL A PARTIR DE LEI 10.165/00. A apresentação do ADA, a partir do exercício de 2001, tornou se requisito para a fruição da redução da base de cálculo do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural, passando a ser, regra geral, uma isenção condicionada, tendo em vista a promulgação da Lei n.º 10.165/00, que alterou o conteúdo do art. 17 O, §1º, da Lei n.º 6.938/81. Restando demonstrada a apresentação do ADA antes do início da ação fiscal, possível a exclusão da área de APP e consequente redução da base de cálculo do ITR DO VALOR DA TERRA NUA VTN. Deverá ser mantido o VTN arbitrado para o ITR/2006 pela autoridade fiscal com base no SIPT, por falta de novo laudo técnico de avaliação com ART/CREA, em consonância com a NBR 14.6533 da ABNT, com fundamentação e grau de precisão II, demonstrando o valor fundiário do imóvel à época do fato gerador do imposto e suas peculiaridades desfavoráveis. PEDIDO DE PERÍCIA/DILIGÊNCIA. IMPRESCINDIBILIDADE NÃO DEMONSTRADA. INDEFERIMENTO. Se nos autos há todos os elementos probatórios necessários e suficientes à formação da convicção do julgador quanto às questões de fato objeto da lide, indefere-se, por prescindível, o pedido de diligência e perícia formulado.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Oct 21 00:00:00 UTC 2020
numero_processo_s : 10183.721801/2009-10
anomes_publicacao_s : 202010
conteudo_id_s : 6283756
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Oct 21 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 2301-008.241
nome_arquivo_s : Decisao_10183721801200910.PDF
ano_publicacao_s : 2020
nome_relator_s : CLEBER FERREIRA NUNES LEITE
nome_arquivo_pdf_s : 10183721801200910_6283756.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar, indeferir o pedido de pericia e diligência, e, no mérito dar parcial provimento ao recurso para que seja cancelada a glosa da área de reserva legal de 2.967,0 ha (documento assinado digitalmente) Sheila Aires Cartaxo Gomes - Presidente (documento assinado digitalmente) Cleber Ferreira Nunes Leite - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Joao Mauricio Vital, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Fernanda Melo Leal, Paulo Cesar Macedo Pessoa, Leticia Lacerda de Castro, Mauricio Dalri Timm do Valle, Sheila Aires Cartaxo Gomes (Presidente)
dt_sessao_tdt : Thu Oct 08 00:00:00 UTC 2020
id : 8509443
ano_sessao_s : 2020
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:31:16 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044187869184
conteudo_txt : Metadados => date: 2020-10-21T15:57:59Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2020-10-21T15:57:59Z; Last-Modified: 2020-10-21T15:57:59Z; dcterms:modified: 2020-10-21T15:57:59Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2020-10-21T15:57:59Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2020-10-21T15:57:59Z; meta:save-date: 2020-10-21T15:57:59Z; pdf:encrypted: true; modified: 2020-10-21T15:57:59Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2020-10-21T15:57:59Z; created: 2020-10-21T15:57:59Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; Creation-Date: 2020-10-21T15:57:59Z; pdf:charsPerPage: 2085; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2020-10-21T15:57:59Z | Conteúdo => S2-C 3T1 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10183.721801/2009-10 Recurso Voluntário Acórdão nº 2301-008.241 – 2ª Seção de Julgamento / 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 8 de outubro de 2020 Recorrente EMILIO DIVINO RODRIGUES Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL (ITR) Exercício: 2006 IMPOSTO TERRITORIAL RURAL. ÁREA DE RESERVA LEGAL. ISENÇÃO. SÚMULA CARF Nº 122 A averbação da Área de Reserva Legal (ARL) na matrícula do imóvel em data anterior ao fato gerador supre a eventual falta de apresentação do Ato declaratório Ambiental (ADA). ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE E APRESENTAÇÃO DE ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL (ADA). OBRIGATORIEDADE ANTES DO INÍCIO DA AÇÃO FISCAL A PARTIR DE LEI 10.165/00. A apresentação do ADA, a partir do exercício de 2001, tornou se requisito para a fruição da redução da base de cálculo do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural, passando a ser, regra geral, uma isenção condicionada, tendo em vista a promulgação da Lei n.º 10.165/00, que alterou o conteúdo do art. 17 O, §1º, da Lei n.º 6.938/81. Restando demonstrada a apresentação do ADA antes do início da ação fiscal, possível a exclusão da área de APP e consequente redução da base de cálculo do ITR DO VALOR DA TERRA NUA VTN. Deverá ser mantido o VTN arbitrado para o ITR/2006 pela autoridade fiscal com base no SIPT, por falta de novo laudo técnico de avaliação com ART/CREA, em consonância com a NBR 14.6533 da ABNT, com fundamentação e grau de precisão II, demonstrando o valor fundiário do imóvel à época do fato gerador do imposto e suas peculiaridades desfavoráveis. PEDIDO DE PERÍCIA/DILIGÊNCIA. IMPRESCINDIBILIDADE NÃO DEMONSTRADA. INDEFERIMENTO. Se nos autos há todos os elementos probatórios necessários e suficientes à formação da convicção do julgador quanto às questões de fato objeto da lide, indefere-se, por prescindível, o pedido de diligência e perícia formulado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 18 3. 72 18 01 /2 00 9- 10 Fl. 312DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 2301-008.241 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10183.721801/2009-10 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar, indeferir o pedido de pericia e diligência, e, no mérito dar parcial provimento ao recurso para que seja cancelada a glosa da área de reserva legal de 2.967,0 ha (documento assinado digitalmente) Sheila Aires Cartaxo Gomes - Presidente (documento assinado digitalmente) Cleber Ferreira Nunes Leite - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Joao Mauricio Vital, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Fernanda Melo Leal, Paulo Cesar Macedo Pessoa, Leticia Lacerda de Castro, Mauricio Dalri Timm do Valle, Sheila Aires Cartaxo Gomes (Presidente) Relatório Trata-se de Notificação de Lançamento, decorrente procedimento fiscal de verificação do cumprimento das obrigações tributárias, relativamente ao ITR, aos juros de mora e à multa por informação inexata na Declaração do ITR - DITR/2006, referente ao imóvel rural em condomínio com Número na Receita Federal - NIRF 2.405.434-8, com Área Total - ATI de 8.478,0 ha, denominado: Fazenda Santa Rosa, localizado no município de Brasnorte – MT, onde foi glosada a isenção das áreas preservadas e o VTN foi alterado com base nos valores registrados no SIPT, informados pela Prefeitura do município de localização do imóvel. Cientificado, o contribuinte apresentou impugnação com as seguintes alegações, de acordo com o relatório recorrido: 9.1. Em Preliminar. Da Ilegitimidade Passiva do Impugnante, disse ratificar ser parte ilegítima para responder pelas áreas que são de propriedade de outrem, como se verifica pela análise das matrículas juntadas, ademais, a parte ideal do imóvel a qual é responsável, não corresponde ao NIRF notificado, sendo que o mesmo está em processo em de baixa, configurando dupla apuração sobre uma mesma área, uma vez que ela também é objeto de tributação, com seus respectivos e novos cadastros; 9.2. Explanou sobre a obrigação propter rem, para em seguida afirmar que mesmo estando os adquirentes do imóvel em comento, na condição de possuidores, os mesmos configuram como contribuintes do ITR, consoante prevê o art. 31 do CTN, que atribui a responsabilidade tributária mesmo ao possuidor do imóvel rural a qualquer título. Transcreveu jurisprudências administrativas e dos nossos Tribunais que vão ao encontro de suas argumentações. 9.3. Em Mérito. Da Apuração do Crédito Tributário, relatou sobre as alterações realizadas na área tributável, no Grau de Utilização - GU e na alíquota, devido a glosa das áreas isentas, efetuada no lançamento. Expôs decisão do Conselho de Contribuintes, Fl. 313DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 2301-008.241 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10183.721801/2009-10 e afirmou que, mesmo não figurando como polo passivo da demanda, demonstraria a insubsistência do lançamento. 9.4. Em Do Valor da Terra Nua, argumentou que na apuração do VTN/ha médio não foi obedecido 0 ditame legal, posto que foi utilizado o SIPT sem efetuar uma pesquisa para obtenção de valores mais próximos a realidade do imóvel. Entre outros argumentos comparou VTN de exercício pretérito, 1996, e disse que se sabe da possibilidade de revisão do VTN na existência de fatores que dificultam a utilização econômica do imóvel, caso em que se iguala o presente imóvel e, diante disso, se não foi acatado o VTN declarado, deve-se proceder a essa revisão, através de um perito nomeado pela Receita Federal, com observância as exigências da NBR 8.799. 9.5. Em Da Comprovação da Área de Reserva Legal, mencionou os motivos da glosa da ARL expostos no lançamento, quais sejam, a não apresentação do ADA e da averbação dessa área na matrícula do imóvel, argumentando ser indevida tal glosa, mediante a apresentação de jurisprudência dos Tribunais Federais, e transcrição de voto proferido por conselheiro do Conselho de Contribuintes. 9.6. Em Da Comprovação da Área de Preservação Permanente, arguiu que as informações presentes no ADA servem para instruir 0 Ibama e, apesar da sua entrega ser importante na apuração do ITR, a sua ausência não altera a situação fática da área tributada. Afirmou que a Medida Provisória n° 2.166/01 ao modificar o art. 10 da Lei n° 9.393/1996 determinou que a declaração do contribuinte não depende de prévia comprovação, das áreas isentas do tributo presentes em seu imóvel, assim, não pode 0 ADA, um instrumento infralegal, efetivar tal comprovação. Com observância ao princípio da verdade material, se conclui que a glosa efetuada foi indevida. Transcreveu decisões de nossos tribunais para ilustrar seu entendimento. 9.7. Em da Prova Pericial, requereu a realização de diligências para confirmar a posse, domínio ou exploração do imóvel pelo impugnante, identificando os demais contribuintes do imóvel em comento, apurando também a ocorrência da duplicidade de cadastros sobre área; requereu também a realização de perícia no imóvel para a constatação das áreas de ARL, APP, bem com a avaliação do VTN. 9.8. Em Do Pedido, requereu: 9.8.1. Seja recebida e autuada a impugnação atribuindo os efeitos suspensivos da exigibilidade total do crédito tributário apurado na NL. 9.8.2. Seja julgada procedente a preliminar arguida na presente impugnação, cancelando a NL e extinguindo o crédito tributário apurado. 9.8.3. Em caráter subsidiário, no mérito, seja julgada procedente a impugnação, visto estar demonstrada a insubsistência da ação fiscal, de modo a cancelar, totalmente, a NL e, por consequência, seja extinto, totalmente, o crédito tributário nela apurado. 9.8.4. Sejam deferidas as diligências e perícias requeridas Voto Conselheiro Cleber Ferreira Nunes Leite, Relator. O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Fl. 314DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 2301-008.241 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10183.721801/2009-10 Da Preliminar de Ilegitimidade Passiva Tendo em vista que são coincidentes as razões recursais e as deduzidas ao tempo da impugnação, a análise do recurso pode ser feita utilizando-se da prerrogativa conferida pelo Regimento Interno do CARF, mediante transcrição do voto do acórdão recorrido, por guardar pertinência com as questões recursais ora tratadas: Além das questões de mérito, a impugnação tratou de matérias preliminares de nulidade, tais como de ilegitimidade do sujeito passivo, por pertencer o imóvel a diversos proprietários. Relativamente ao questionamento da ilegitimidade do sujeito passivo, além das explicações do Fisco, com a análise das matrículas apresentadas a vinculação das mesmas com a área declarada é, de fato, de difícil visualização. A área em foco é proveniente do desmembramento de uma área maior de 58.066,7ha, sendo que dos diversos desmembramentos, conforme as diversas matrículas não há como apurar a ATI na dimensão exata declarada. As tentativas indicam, inclusive, dimensão superior. De qualquer forma, se verifica que o imóvel em tela, como consta da DITR, se trata de propriedades exploradas em condomínio. Das nove matrículas efetivadas nos anos de 2004 e 2005 se constata o seguinte: as áreas que compõem as matrículas 726, 511, 194, cuja somatória totaliza 1.422ha, pertencem, individualmente, a alguns dos condôminos relacionados na DITR em pauta; as áreas das matrículas 186, 947, 287, 1.099, 195, 946, cuja somatória totaliza 12.112,0ha, consta como co-proprietários, em cada matrícula, a maioria dos condôminos em pauta. Como dito, não se visualiza dimensão de área inferior à declarada, bem como não há como descaracterizar a existência de condomínio, seja ele de fato e/ou de direito. Por outro lado, como informado pelo interessado, o condomínio estaria sendo dissolvido, sendo, inclusive, solicitado o cancelamento do NIRF em questão. Porém, tal providência teria sido tomada no transcorrer do procedimento fiscal cientificado ao sujeito passivo em 07/05/2009, fl. 18, pois, como consta do CAFIR juntado à fl. 54, somente em 14/08/2009, depois de reiterados pedidos de prorrogação de prazo para atendimento da intimação, foi protocolada a solicitação de cancelamento, um pouco antes da data da lavratura da NL, 30/11/2009, fl. 01. Ou seja, o lançamento questionado se refere ao exercício 2006, ano base 2005, quando, então, a exploração da ATI era em condomínio, seja ele de fato e/ou de direito, e a dissolução deste teria ocorrido, somente, em fins de 2009, após iniciado o procedimento fiscal Fl. 315DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 2301-008.241 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10183.721801/2009-10 Cabe, ainda, esclarecer, que o sujeito passivo em pauta não é, apenas, o impugnante Emílio Divino Rodrigues, mas, Emílio Divino Rodrigues e Outros, como consta da NL, os quais são os condôminos relacionados na DITR em análise, cujas responsabilidades a seguir será explicado. Para melhor entendimento com relação ao bem em condomínio, seja este de fato e/ou de direito, deve ser observado que a responsabilidade é solidária entre os condôminos, co-proprietários, não havendo ordem de preferência para intimação. A própria declaração é apresentada em nome de qualquer um dos condôminos. A título de esclarecimento é interessante registra que tal entendimento é estampado na obra "PERGUNTAS E RESPOSTAS" da Secretaria da Receita Federal, cujo trecho se transcreve a seguir: 040. O Código Civil trata, apenas, do condomínio geral, ordinário e pro indiviso (indiviso de direito). No entanto, encontramos na doutrina, referência à comunhão pro diviso de imóvel rural. Para efeito do ITR, neste caso há condomínio? Existe comunhão quando o direito sobre um bem pertence a várias pessoas ao mesmo tempo. Se a comunhão recai sobre o direito de propriedade ou domínio de determinado imóvel rural, surge o condomínio. A comunhão, segundo parte da doutrina, ê pro diviso quando existe de direito, mas não de fato, uma vez que cada condômino já se localiza, de forma tácita, numa parte certa e determinada do imóvel. Na verdade, neste caso o condômino exerce posse pro diviso. Essa classificação doutrinária, para efeito do ITR, é irrelevante; pois, tanto na comunhão cuja posse está pro diviso como no condomínio pro indiviso, o imóvel continua indiviso de direito, ou seja, persiste a comunhão ou a co-propriedade. Assim, na hipótese de condomínio eventual ou acidental de imóvel rural (decorrente de abertura da sucessão pela morte do de cujus), ou no caso de imóvel pertencente a condomínio de origem voluntária ou convencional (decorrente de contrato entre vivos), deve ser apresentada apenas uma declaração sobre a área total do imóvel; na primeira hipótese, em nome do espólio pelo sucessor natural ou inventariante, enquanto não concluída a partilha da herança; na segunda hipótese, por um dos condôminos, enquanto não houver divisão do condomínio, (grifamos) Assim sendo, não há necessidade, muito menos obrigação legal, para que o lançamento seja constituído em nome dos demais co-proprietários. Basta um ser intimado que legalmente alcança aos demais. Ou seja, indistintamente cada um é integralmente responsável e reciprocamente representante. Desta forma, está claro que o sujeito passivo em foco está correto. Fl. 316DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 2301-008.241 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10183.721801/2009-10 Portanto, rejeita-se a preliminar suscitada. Do Mérito Da Área de Reserva Legal No julgamento da impugnação, a DRJ manteve a glosa da ARL por não ter o contribuinte apresentado ADA do ano relativo ao exercício, da seguinte forma: Passando-se à situação concreta, objeto do presente processo, se verifica o seguinte: relativamente à APP nada foi apresentado para comprovar sua existência e, com relação à ARL, embora em algumas das matrículas conste averbações de reserva, não foi apresentado ADA, cuja exigência, tanto para a APP e ARL, como visto, foi questionada. Em razão disso, as pretensas áreas não deveriam estar declaradas como isentas, pois, não foram cumpridos os requisitos legais para tal; não estavam amparadas para essa concessão e, assim, sua informação como isenta configurou declaração incorreta. Portanto, embora reconheça a averbação da ARL à margem da matrícula do imóvel, a DRJ manteve a glosa da área declarada na DITR como de reserva legal (4.239,0 ha), por falta de Ato Declaratório Ambiental - ADA, protocolado tempestivamente no IBAMA. No entanto, tendo sido comprovado a averbação tempestiva da área de reserva legal declarada em 35% da área total declarada (2.967,30 ha) à margem da matrícula do imóvel, em 07/10/2003 (AV-03-35.388), doc./cópia de fls. 65, neste caso, de acordo com a Súmula CARF nº 122, esta averbação tempestiva da ARL supre a falta de apresentação do ADA, conforme abaixo: Súmula CARF nº 122: A averbação da Área de Reserva Legal (ARL) na matrícula do imóvel em data anterior ao fato gerador supre a eventual falta de apresentação do Ato declaratório Ambiental (ADA). Portanto, deve ser cancelada a glosa da área de reserva legal declarada, no valor de 2.967,0 ha, tendo em vista a averbação da tempestiva da área na matricula do imóvel. Da Área de Preservação Permanente APP Da Área de Preservação Permanente Na análise do presente processo, constata-se que a autoridade fiscal glosou integralmente a área ambiental declarada de preservação permanente (1.696,0 ha), por falta do Ato Declaratório Ambiental – ADA, requerido tempestivamente ao IBAMA, dentre outros documentos, conforme termo de intimação inicial. A referida exigência do ADA vem desde o ITR/1997 para as áreas de preservação permanente (art. 10 da IN/SRF nº 043/1997, com redação dada pelo art. 1º da IN/SRF nº 67/1997) e, para o exercício de 2008, encontra-se prevista na IN/SRF nº 256/2002 e no Decreto nº 4.382/2002 – RITR (art. 10, § 3º, inciso I), tendo como fundamento o art. 17º da Lei 6.938/81, em especial o caput e parágrafo 1º, cuja atual redação foi dada pelo art. 1º da Lei 10.165, de 27 de dezembro de 2000, a seguir transcritos: Fl. 317DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 7 do Acórdão n.º 2301-008.241 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10183.721801/2009-10 Art. 17º. Os proprietários rurais que se beneficiarem com redução do valor do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural – ITR, com base em Ato Declaratório Ambiental ADA, deverão recolher ao Ibama a importância prevista no item 3.11 do Anexo VII da Lei no 9.960, de 29 de janeiro de 2000, a título de Taxa de Vistoria (Redação dada pela Lei nº 10.165, de 2000) § 1º A. A Taxa de Vistoria a que se refere o caput deste artigo não poderá exceder a dez por cento do valor da redução do imposto proporcionada pelo ADA (incluído pela Lei nº 10.165, de 2000). § 1º A utilização do ADA para efeito de redução do valor a pagar do ITR é obrigatória. Portanto, a exigência do Ato Declaratório Ambiental – ADA encontra-se prevista na Lei 6.938/1981, art. 17º, e em especial o caput e § 1º, cuja redação atual foi dada pelo art. 1º da Lei 10.165/2000. Para o exercício em questão, o prazo para preenchimento e entrega do ADA ao IBAMA expirou em 30 de setembro 2006, data final para a entrega da DITR, de acordo com a IN/RFB nº 857/2008, c/c a IN/IBAMA nº 96/2006 (art. 9º), além de prevista na Solução de Consulta Interna nº 06/2012, item 10.1, que diz: “Cabe ressaltar que, a partir do exercício de 2007, o ADA deve ser declarado anualmente de 1° de janeiro a 30 de setembro de cada ano-calendário, conforme art. 9º da Instrução Normativa (IN) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) nº 96, de 30 de março de 2006, e arts. 6º, § 3º, e 7º da IN Ibama n° 5, de 25 de março de 2009”. No presente caso, não consta dos autos a protocolização do ADA no IBAMA, com a área de preservação permanente declarada (1.696,0 ha), para excluí-la do cálculo do ITR do exercício. Saliente-se que, apesar das alegações do requerente, após o advento do parágrafo 7º do art. 10 da Lei nº. 9.363/1996 (incluído pela Medida Provisória nº 2.166-67/ 2001), persiste a necessidade de comprovar essa exigência, quando assim exigido pela autoridade fiscal. Assim, a dispensa de prévia comprovação não afasta a necessidade de ser comprovado o cumprimento tempestivo de exigências legais para justificar as áreas pretendidas para fins de exclusão do cálculo do ITR, previstas na lei ambiental (Código Florestal) elegislação tributária (Lei 9.393/1996 e Decreto nº 4.382/2002 – RITR), em consonância, inclusive, com as conclusões firmadas na Solução de Consulta Interna nº 06/2012, editada pela Coordenação Geral de Tributação (Cosit) que tem a atribuição regimental de interpretar a legislação tributária no âmbito da RFB. Portanto, é imprescindível que essa área ambiental seja reconhecida por ato do IBAMA ou tenha o respectivo ADA, protocolado tempestivamente. Dessa forma, não cumprida a exigência de ADA tempestivo, para isenção do ITR do exercício, deve ser mantida a glosa, efetuada pela autoridade autuante, da área declarada de preservação permanente (1.696,0 ha). Do valor da Terra Nua Fl. 318DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 8 do Acórdão n.º 2301-008.241 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10183.721801/2009-10 Na fase da autuação, o recorrente não apresentou o documento hábil a comprovar o valor da terra nua informado na DITR/2006, que é o laudo técnico, acompanhado de cópia de anotação de responsabilidade técnica (ART) registrada no CREA, em que deve ser demonstrado o atendimento às normas da ABNT (NBR 14.653-3). O valor então foi arbitrado com base no SIPT (fl 6), da seguinte maneira: Por esse motivo, adotou-se a medida excepcional de se arbitrar o VTN com base nos valores registrados no SIPT, informados pela Prefeitura Municipal de Brasnorte/MT, por aptidão agrícola, para o exercício de 2006. Assim, considerando a área total do imóvel rural e o VTN médio/ha, constante do SIPT, conforme extrato em anexo, apurou-se: VTN = 8.478,0ha X R$ 360,00/ha = R$ 3.052.080,00. O recorrente apresenta nesta fase laudo de avaliação (fls. 252-263) com ART/CREA (fls. 265), com um VTN de R$ 1.337.828,40. No entanto; para formar a convicção sobre o valor indicado para o imóvel, esse laudo deveria atender aos requisitos estabelecidos nas normas da ABNT, com a apuração de dados de mercado e o valor da terra nua do imóvel, a preços de 01/01/2006 e deveria adotar, preferencialmente o método comparativo direito de dados de mercado, com a apuração dos dados de mercado de ofertas, negociações e opiniões, referentes ao menos a 05 imóveis rurais com características semelhantes às do imóvel avaliado, deveria também efetuar o posterior tratamento estatístico dos dados coletados, conforme previsto no item 8.1 da NBR 146533, adotando a análise de regressão ou a homogeneização dos dados, conforme demonstrado nos seus anexos A e B, de forma a apurar o valor de mercado da terra nua do imóvel avaliado, a preços de 01/01/2006, em intervalo de confiança mínimo e máximo de 80%, com fundamentação e grau de precisão II. Assim, para revisão desse VTN arbitrado, o requerente deveria apresentar laudo técnico de avaliação, que demonstrasse de forma convincente o valor do imóvel, com suas peculiaridades desfavoráveis, e o cálculo do VTN tributado, a preços de mercado, em 01 de janeiro de 2006, que justificassem um VTN/ha abaixo do arbitrado para o ITR/2006. Portanto, mantem-se o VTN arbitrado pela fiscalização. Do Pedido de Pericia/Diligência Ora, competia ao recorrente comprovar, com documentação hábil, o alegado em sua defesa, na ausência desses elementos de prova, tem-se formada a convicção de verdadeiras as imputações contra o contribuinte. No presente caso, é absolutamente desnecessária a realização de pericia ou diligência, uma vez que os elementos dos autos são suficientes para se firmar a convicção no julgamento. Indefere-se o pedido de diligência/perícia. Do exposto, voto por rejeitar a preliminar, indeferir o pedido de pericia e diligência, e, no mérito por DAR PARCIAL PROVIMENTO ao recurso para que seja cancelada a glosa da área de reserva legal de 2.967,0 ha. Fl. 319DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 9 do Acórdão n.º 2301-008.241 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10183.721801/2009-10 (documento assinado digitalmente) Cleber Ferreira Nunes Leite Fl. 320DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 10980.007829/2004-32
Turma: Primeira Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Dec 05 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Dec 05 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2000
Ementa: OMISSÃO DE RENDIMENTOS - DEPÓSITOS BANCÁRIOS COM ORIGEM NÃO COMPROVADA - PRESUNÇÃO LEGAL - Verificada a ocorrência de depósitos
bancários cuja origem não foi comprovada e justificada, é presumida a ocorrência de omissão de rendimentos tributáveis.
MULTA DE OFÍCIO — QUALIFICAÇÃO — presente o evidente intuito de fraude é correta a qualificação da multa de oficio aplicada, no percentual de 150%.
Numero da decisão: 101-96.470
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso, vencido o Conselheiro Relator que desqualificava a multa de oficio, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Caio Marcos Cândido.
Matéria: Simples - ação fiscal - insuf. na apuração e recolhimento
Nome do relator: JOÃO CARLOS DE LIMA JUNIOR
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Simples - ação fiscal - insuf. na apuração e recolhimento
dt_index_tdt : Sat Dec 24 09:00:01 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200712
ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2000 Ementa: OMISSÃO DE RENDIMENTOS - DEPÓSITOS BANCÁRIOS COM ORIGEM NÃO COMPROVADA - PRESUNÇÃO LEGAL - Verificada a ocorrência de depósitos bancários cuja origem não foi comprovada e justificada, é presumida a ocorrência de omissão de rendimentos tributáveis. MULTA DE OFÍCIO — QUALIFICAÇÃO — presente o evidente intuito de fraude é correta a qualificação da multa de oficio aplicada, no percentual de 150%.
turma_s : Primeira Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Dec 05 00:00:00 UTC 2007
numero_processo_s : 10980.007829/2004-32
anomes_publicacao_s : 200712
conteudo_id_s : 4156161
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Dec 22 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 101-96.470
nome_arquivo_s : 10196470_150567_10980007829200432_018.PDF
ano_publicacao_s : 2007
nome_relator_s : JOÃO CARLOS DE LIMA JUNIOR
nome_arquivo_pdf_s : 10980007829200432_4156161.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso, vencido o Conselheiro Relator que desqualificava a multa de oficio, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Caio Marcos Cândido.
dt_sessao_tdt : Wed Dec 05 00:00:00 UTC 2007
id : 4691557
ano_sessao_s : 2007
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:36 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044192063488
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-09-09T16:23:24Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-09-09T16:23:24Z; Last-Modified: 2009-09-09T16:23:24Z; dcterms:modified: 2009-09-09T16:23:24Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-09-09T16:23:24Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-09-09T16:23:24Z; meta:save-date: 2009-09-09T16:23:24Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-09-09T16:23:24Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-09-09T16:23:24Z; created: 2009-09-09T16:23:24Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 18; Creation-Date: 2009-09-09T16:23:24Z; pdf:charsPerPage: 1271; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-09-09T16:23:24Z | Conteúdo => CCOI/C01 Fls. 1 .-3;n' MINISTÉRIO DA FAZENDA 4aNCiff-.: 4-ze PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA Processo e 10980.007829/2004-32 Recurso e 150.567 Voluntário Matéria IRPJ - EX: DE 2001 Acórdão e 101-96.470 Sessão de 05 de dezembro de 2007 Recorrente EDITORA GAZETA DO PARANÁ LTDA. Recorrida 2' TURMA DE JULGAMENTO DA DRJ EM CURITIBA - PR Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2000 Ementa: OMISSÃO DE RENDIMENTOS - DEPÓSITOS BANCÁRIOS COM ORIGEM NÃO COMPROVADA - PRESUNÇÃO LEGAL - Verificada a ocorrência de depósitos bancários cuja origem não foi comprovada e justificada, é presumida a ocorrência de omissão de rendimentos tributáveis. MULTA DE OFÍCIO — QUALIFICAÇÃO — presente o evidente intuito de fraude é correta a qualificação da multa de oficio aplicada, no percentual de 150%. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso voluntário interposto por EDITORA GAZETA DO PARANÁ LIDA.. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso, vencido o Conselheiro Relator que desqualificava a multa de oficio, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Caio Marcos Cândido. l2( Processo re 10980.007929/2004-32 CCOICOI Acórdão 101-98.170 FLs 2 tONIO JOA1SO ZASÉ PRAGA Ir SIpENTE or, e AIO MARCOS C • 'IDO RELATOR DES • • FO tr. DOEM: 3Q BR-2008 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros JOSÉ RICARDO DA SILVA, PAULO ROBERTO CORTEZ, SANDRA MARIA FARONI, VALMIR SANDRI, JOÃO CARLOS DE LIMA JÚNIOR e ALEXANDRE ANDRADE LIMA DA FONTE FILHO. tir 2 4 Processo te 10980.007829/2004-32 CCOUCO1 Acórclito 0.0 101 -98.470 Fb 3 Relatório Trata-se de autos de infração relativos ao Imposto de Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Simples (fls. 174/183), Contribuição para o Programa de Integração Social - PIS Simples (fls. 184/187), Contribuição para Financiamento da Seguridade Social — COFINS Simples (fls. 204/207), Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido — CSLL Simples (fls. 194/197), e Contribuição para a Seguridade Social —INSS - Simples (fls. 214/217), todos lavrados em 19/10/2004. A ação fiscal teve seu início em 30 de janeiro de 2004 (fls. 03), e visava apurar irregularidades no Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte — Simples, no ano-calendário de 2.000. Em 31 de janeiro de 2004, a Recorrente foi intimada a apresentar livros contábeis e fiscais (fls. 03) e re-intimada em 01 de março de 2.004 (fls. 07). A Recorrente apresentou apenas parte dos livros exigidos pela fiscalização, solicitando um prazo de 60 (sessenta) dias para apresentação dos demais documentos em razão de terem sido extraviados em acidente automobilístico. O Fisco concedeu a dilação de prazo requerida, concedendo à Recorrente 40 (quarenta) dias para apresentação dos documentos e livros solicitados (fls. 09). Dia 22 de abril de 2004, foi a Recorrente intimada a apresentar extratos bancários de contas correntes e aplicações financeiras do período de janeiro de 1999 a dezembro de 2000 (fls. 18). A Recorrente apresentou, em 18 de maio de 2004, petição informando errôneo pagamento de R$ 2.200.000,00 (dois milhões e duzentos mil reais) feito pelo BANESTADO S/A à empresa, bem como informando ter solicitado a certidão de inteiro teor do processo que tramita na 4' Vara da Fazenda Pública de Curitiba - PR. O Fisco, em razão do não atendimento da solicitação de envio dos extratos bancários, solicitou as informações diretamente às Instituições Financeiras (fls. 21/23), que as prestaram conforme fls. 24 a 117. A Recorrente, em 15 de julho de 2004, apresentou ao Fisco cópia de solicitação de documentos feita ao Banco Itaú (atual proprietário do Banco BANESTADO), protocolada em 14 de julho de 2004. Vale ser destacado que a intimação para apresentação dos extratos bancários se deu em 22 de abril de 2004. Em 03 de agosto de 2004, após verificar possíveis movimentações financeiras não escrituradas, o Fisco intimou a empresa a justificar a origem e o motivo de alguns depósitos efetuados em sua conta corrente. 11- x 3 , Processo n° 10980.007829/2004-32 CCOI/C01 Acórdão a° 101-96.470 Fls 4 A Recorrente apresentou resposta questionando a obtenção dos dados bancários pelo Fisco sem, contudo, justificar as movimentações financeiras. Em 19 de outubro de 2004, a fiscalização lavrou os autos de infração de fls. 174/217, em razão da apuração das seguintes infrações: 1. omissão de receitas, que ficou caracterizada através de diversos depósitos bancários de origens não comprovadas, conforme relatado no Termo de Verificação Fiscal (fls. 152/154). 2. insuficiência de recolhimento em relação ao Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte — Simples, levando assim a alteração dos percentuais que incidem sobre a receita bruta. Em 22 de outubro de 2004, •a Recorrente foi devidamente intimada e em 23/11/2004 apresentou, tempestivamente, a impugnação (fls. 223/258), na qual alegou: Preliminarmente, haver irregularidade na decretação da quebra de sigilo bancário, já que não foram preenchidos os requisitos necessários determinados pela Lei n°. 105/01, pelo Decreto n°. 3.724/01 e pela Portaria n°. 180/01. Afirmou que em nenhum momento se negou a apresentar os extratos bancários exigidos e que sempre manteve a autoridade fiscal informada de suas movimentações financeiras. Alegou ainda que não há descrição detalhada e clara sobre os fatos, não sendo o ato razoável e necessário. Diante de tal irregularidade, requereu a declaração da nulidade da quebra do sigilo bancário. Que houve cerceamento de defesa em razão do prazo de 20 (vinte) dias concedido para a apresentação de extratos de contas-correntes, poupança e fundo de •investimentos; alegou a Recorrente que essa concessão seria de um prazo impossível de ser cumprido, uma vez que solicitava a apresentação de comprovantes de 454 lançamentos; alegou ainda que haveria cerceamento de defesa na omissão por parte da autoridade fiscal, que não informou a recorrente da quebra do sigilo bancário. No mérito, a Recorrente alegou a impossibilidade de se considerar como omissão de receita a mera movimentação financeira, sem a existência de uma investigação realizada pela autoridade fiscal. Em função disso, requereu a expedição de ofício para que pudesse demonstrar a origem de tais movimentações, justificando tal requisição pela ocorrência do roubo e de acidente automobilístico nos quais teria havido a perda de documentos fiscais. Em relação ao depósito de RS 2.200.000,00 (Dois milhões e duzentos mil reais), a Recorrente alegou que foi realizado por engano em sua conta, já que tal valor era referente a um acordo realizado em uma ação movida pela Empresa Arlequim Ltda. contra o BANESTADO; no acordo, a conta da Recorrente foi indicada erroneamente e em razão disso, deveria ser afastada a presunção de receita em relação a tal valor, já que pertence a empresa diversa; para comprovação do pagamento do acordo pelo BANESTADO, requereu diligência a ser realizada pela fiscalização. Salientou que nunca teve nenhum intuito ou interesse de fraudar o Fisco e que, com o acesso aos extratos bancários, seria possível identificar diversos lançamentos / contabilizados, através de comparação de valores. 4 Processo e 10980.007829/2004-32 CCO1/C01 Acárd8o n.° 101-98.470 Fls 5 A Recorrente alegou ter solicitado perante os bancos históricos de descontos de títulos e cópias de avisos de créditos, para que dessa maneira fosse possível a comprovação da origem dos créditos. Requereu assim, apresentação posterior de tais documentos, para afastar a omissão de receita. A Recorrente se insurgiu, ainda, contra a aplicação da multa, já que, segundo alega, esta só deverá ser aplicada no caso de um descumprimento realizado pelo sujeito passivo de um direito subjetivo da administração, o que não teria ocorrido no caso em tela. Discordou também da caracterização da infração prevista no art. 44, II, Lei 9.430/96, e em razão disto, questionou a aplicação da multa agravada. A Recorrente finalizou sua impugnação requerendo a realização das seguintes diligências: oficiar a recepção do prédio da Receita Federal em Curitiba, com o intuito de que sejam informadas as datas em que o Sr. Luiz Carlos, contador da empresa, esteve no setor de Fiscalização; exame dos registros contábeis do BANESTADO, referente ao pagamento do acordo a empresa Arlequim Ltda. A Delegacia de Julgamento da Receita Federal de Curitiba - PR, através do Acórdão 8.231 de 07 de abril de 2005 (fls. 1023/1041), não acolheu a preliminar de nulidade, indeferiu os pedidos de diligências e julgou procedentes os lançamentos. O V. Acórdão afastou a ocorrência de nulidade alegada pela Recorrente uma vez que o auto de infração foi lavrado por auditor fiscal competente para tanto; além disso, as informações bancárias foram obtidas segundo as prescrições da legislação, especialmente a lei Complementar n° 105/01. -Ainda, informou que não houve cerceamento de defesa uma vez que cabe ao contribuinte a guarda de seus livros e arquivos magnéticos, bem como a adoção das providências determinadas no artigo 210 do RIR em caso de extravio dos mesmos; providências estas que não foram tomadas pela Recorrente. No mérito, as alegações da Recorrente, segundo a decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento, não lograram êxito em afastar a presunção que existe na legislação, de que os depósitos efetuados em conta corrente se traduzem em receita. Finalmente, o órgão responsável pelo julgamento em P instância informou que a multa foi aplicada de acordo com os ditames e parâmetros legais, não merecendo reparos. A Recorrente foi intimada em 05 de maio de 2005 (fls. 1048) e, inconformada, apresentou Recurso Voluntário a este E. Conselho de Contribuintes em 04 de junho de 2005 (fls. 1874/1921), reiterando todas as alegações despendidas na Impugnação, no sentido de haver nulidade do auto de infração, quanto ao mérito, não ter havido omissão de receitas e requerendo a conversão do julgamento em diligência, com a expedição dos oficios que menciona. É o relatório. 11/4, /2/ 5 Processo n' 10980.007829/2004-32 CCOUCOL AcOrdito n.° 101-98.470 kis . 6 Voto Vencido Conselheiro JOÃO CARLOS DE LIMA JUNIOR, Relator O recurso voluntário é tempestivo e apresentado por parte legítima, o que enseja no seu conhecimento. A Recorrente levanta a preliminar de nulidade dos autos de infração, por uso de informações de movimentação financeira obtidas sem observância do procedimento legal e pelo cerceamento do direito de defesa. Os pressupostos legais para a validade do auto de infração são determinados pelo Decreto n° 70.235, de 1972, que trata do Processo Administrativo Fiscal, o qual afirma, verbis: Art. 1 °. O auto de infração será lavrado por servidor competente, no local da vercação da falta, e conterá obrigatoriamente: 1- a qualificação do autuado; II- o local, a data e a hora da lavratura; III- a descrição do fato; IV - a disposição legal infringida e a penalidade aplicável; V - a determinação da exigência e a intimação para cumpri-Ia ou impugná-la no prazo de 30 (trinta) dias; VI - a assinatura do autuante e a indicação de seu cargo ou função e o número de matricula. O mesmo Decreto n° 70.235, de 1972, dispõe sobre a nulidade no processo administrativo, nos seguintes termos: Art. 59. São nulos: 1- os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II- os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa O auto de infração insere-se na categoria prevista no transcrito inciso I do art. 59 (atos e termos). É nulo, portanto, apenas quando lavrado por pessoa incompetente. O art. 142 do C1N fornece a definição legal de lançamento, estabelecendo como requisitos indispensáveis a sua constituição a verificação da ocorréncia do fato gerador, a identificação do sujeito passivo, a determinação da matéria tributável e o cálculo do montante do crédito a favor da Fazenda Pública, nos seguintes termos: glyt6 Processo te 10980.007829/2004-32 CC01/all Acórdio 101-96.470 Fts 7 Art. 142 - Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicaç 'do da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. O reproduzido parágrafo único dispõe sobre a vinculação e a obrigatoriedade do lançamento. Aquela consiste na cerrada observância dos ditames legais quando da efetivação do lançamento; esta impede que o agente que constatar a ocorrência de infração à legislação fiscal, para não faltar com o dever de oficio, que lhe foi atribuído por lei, deixe de lavrar o competente auto de infração para a formalização e cobrança do crédito tributário devido pelo sujeito passivo. Da combinação dos dispositivos acima transcritos depreende-se que são duas as causas suficientes para invalidar o auto de infração e, por via de conseqüência, o lançamento nele consignado: a incompetência do autuante e a inobservância dos pressupostos legais para a sua lavratura. Quaisquer outras irregularidades, incorreções e omissões cometidas no auto de infração não importarão em nulidade e serão sanadas quando resultarem em prejuízo para o sujeito passivo, salvo se este lhes houver dado causa, ou quando não influírem na solução do litígio (art. 60 do Decreto n° 70.235, de 1972). No caso em exame, os autos de infração foram lavrados por Auditor Fiscal da Receita Federal - AFRF - no pleno exercício de suas funções (art. 142, parágrafo único, do CTN), e contém todos os requisitos indispensáveis à sua validade, não havendo que se cogitar, assim, na sua nulidade. Por outro lado, não se confirma a alegação da Recorrente de que os extratos bancários que dão suporte ao lançamento foram obtidos sem observância dos requisitos legais. A requisição, acesso e uso, pelo Fisco, de informações de instituições financeiras, sem autorização judicial, está contemplada no art. 6° da Lei Complementar n° 105, de 2001, regulamentado pelo Decreto n° 3.724, de 2001. A requisição s6 poderá ser formulada se houver procedimento de fiscalização em curso e as informações sejam consideradas indispensáveis, e deve ser formalizada por meio de Solicitação de Emissão de Requisição de Informação sobre Movimentação Financeira - RMF -, emitida por uma das seguintes autoridades: Coordenador-Geral do Sistema de Fiscalização; Coordenador-Geral do Sistema Aduaneiro; Superintendentes da Receita Federal; Delegados da Receita Federal e Inspetores de Alfândegas e de Inspetorias da Receita Federal de Classe Especial e de Classe A (Portaria SRF n° 108, de 2001, art. 4°). No caso, as informações foram obtidas, no curso de ação fiscal, por meio das RMF de fls. 21 e 23, emitidas, em 18 de junho de 2004, pelo Delegado da Receita Federal em Curitiba, que as considerou imprescindíveis. De acordo, portanto, com as determinações legais. 17 r- 7 Processo e 10980.007829/2004-32 CCO1/C01 Acórdão o.• 10148.470 na. 8 Ademais, consta nos autos que a Recorrente deixou de contabilizar a movimentação financeira que a empresa possuía no Banco Araucária e contabilizou a que possuía no BANESTADO apenas pelos valores totais mensais. E, quando intimada, deixou de apresentar os extratos bancários. Assim, à Receita Federal não restava mesmo outro procedimento a não ser requisitar os extratos junto às instituições bancárias, utilizando — se da previsão do art. 6° da Lei Complementar n° 105, de 2001. Note-se que a Recorrente foi intimada a apresentar os extratos bancários em data de 22 de abril de 2004 (fls. 18 e 19), mas - apesar de dizer, na peça de defesa e no recurso, que esteve sempre preocupada em atender com presteza e diligência as solicitações feitas no curso da fiscalização - apenas em 07 de julho de 2004 (fls. 118) é que solicitou ao Banco Raia (que adquiriu o BANESTADO) as 2° vias dos extratos. Nada há, portanto, no caso em análise, que contrarie as determinações legais acerca da utilização, pelo Fisco, das informações da movimentação bancária dos contribuintes. Também não se confirma o alegado cerceamento do direito de defesa. Diz a Recorrente que o prazo de 20 dias para a apresentação dos extratos bancários e também de 20 dias para comprovar a origem dos depósitos não foi razoável. ÏQuanto à apresentação dos extratos, o não-atendimento da intimação não 7{ C:. • implicou prejuízo algum à interessada, mas apenas que o Fisco precisou obter tais extratos diretamente das instituições financeiras. Daí não pode resultar, evidentemente, cerceamento do direito de defesa, que só poderia ocorrer na fase seguinte, se não fosse dada à fiscalizada a oportunidade de comprovar a origem dos depósitos bancários. De qualquer forma, observa-se que a intimação para apresentação dos extratos foi cientificada à interessada em 22 de abril de . 2004 (fls. 18 e 19), enquanto que a Requisição de Informações pela SRF junto às instituições financeiras só foi emitida em 18 de junho de 2004 (fls. 21 e 23), portanto, a empresa teve quase dois meses de prazo para apresentar os extratos. Quanto à comprovação da origem dos depósitos, a intimação fiscal foi efetuada em 03 de agosto de 2004 (fls. 123), e o lançamento só foi concretizado em 19 de outubro de 2004. Nesse caso, portanto, o prazo que o contribuinte teve para apresentar as provas necessárias foi de mais de dois meses, o que é mais que suficiente. Além do mais, quando da apresentação da impugnação administrativa e do recurso ora em julgamento, poderiam ter sido trazidos os documentos que comprovassem as alegações despendidas, o que também não ocorreu. Em relação ao acidente de carro e ao roubo nas dependências da empresa, não têm o condão de liberar a empresa de efetuar a comprovação da origem dos recursos, porquanto não é licito aos contribuintes se eximirem da comprovação da correta apuração dos tributos e contribuições, em face da ocorrência de extravio de livros ou documentos comerciais e fiscais. Caberia à interessada, no caso, buscar e obter as informações e cópias de documentos junto a terceiros, como instituições fmanceiras, repartições estaduais e federais, fornecedores, clientes etc. Processo tf 10980.007829/2004-32 CC01/C01 Acórdão 11.° 101-96.470 Eis 9 Note-se, sobre a conservação de livros e documentos contábeis e fiscais, o que dispõe o art. 210 do RIR/1994 (correspondente ao art. 264 do RIR11999). Art. 210. A pessoajurídica é obrigada a conservar em ordem, enquanto não prescritas eventuais ações que lhes sejam pertinentes, os livros, documentos e papéis relativos a sua atividade, ou que se refiram a atos ou operações que modifiquem ou possam vir a modificar sua situação patrimonial (Decreto-lei n°486/69, art. 442). § 1°. Ocorrendo extravio. deterioracão ou destruição de livrostfichas. documentos ou papéis de interesse da escrituração, a pessoa jurídica fará publicar, em jornal de grande circulação do local de seu estabelecimento, aviso concernente ao fato e deste dará minuciosa informação, dentro de 48 horas, ao órgão competente do Registro do Comércio, remetendo cópia da comunicação ao órgão da Secretaria da Receita Federal de sua jurisdição (Decreto-lei n°486/69, art. 10). § 2°. A legalização de novos livros ou fichas só será providenciada depois de observado o disposto no parágrafo anterior (Decreto-lei n° 486/69, art. 10, parágrafo único). Como se verifica, as empresas são responsáveis pela manutenção, em boa guarda e ordem, de todos os livros, documentos e demais papéis relativos à sua atividade, ou que se refiram a atos ou operações que modifiquem ou possam vir a modificar sua situação patrimonial. No caso de extravio desses documentos, o fato deve ser divulgado em jornal de - grande circulação e comunicado ao órgão competente do Registro do Comércio e à Receita Federal. E não consta, nos autos, que essas providências tenham sido tomadas pela Recorrente. E ainda que tais providências tivessem sido tomadas, não estaria o contribuinte eximido da obrigação de reconstituir a sua escrita contábil - conforme se conclui das disposições do § 2° do dispositivo retro-transcrito -, o que implica buscar e obter as informações e cópias de documentos junto a terceiros (repartições estaduais e federais, fornecedores, clientes etc.). Portanto, mesmo que se admita como legítima e verdadeira a hipótese de extravio dos documentos (pelo acidente de carro e roubo), não é lícito à Recorrente escudar-se nesse extravio para deixar de comprovar a origem dos depósitos bancários. Caberia a ela buscar as informações e provas junto aos terceiros relacionados com esses depósitos. E, no caso, na contabilidade apresentada à Fiscalização, a movimentação financeira efetuada no Banco Araucária não está registrada e a efetuada no BANESTADO está registrada apenas pelos totais mensais e a Recorrente não carreou ao processo documento algum que demonstre a origem dos valores creditados nessas contas, o que configura a presunção legal de omissão de receita prevista no artigo 42, da Lei n° 9.430, de 1996. Por outro lado, e apenas para registrar, é estranho que, enquanto o acidente automobilístico que provocou o extravio de documentos teria ocorrido em 25/11/2002, apenas em 02/01/2003 é que esse extravio foi registrado na Polícia Civil (fls. 10); e o roubo dos documentos nas dependências da empresa, que teria ocorrido em 13/05/2000, tenha sido registrado em Boletim de Ocorrência apenas em 29/0612000 (fls. 262). 151 9 • Processo ir 10980.007829/2004-32 CCOI/C01 Aceda° 12, 101.96.470 Fls 10 • Também é estranho que empresa com sede em Curitiba leve documentos para serem contabilizados na cidade de Cilscavel. Mais ainda, também não é comum (antes, é pouco provável) que em acidente de trânsito ocorra o extravio de uma caixa de papelão contendo documentos fiscais que a ninguém mais interessa, a não ser ao Fisco e à empresa a que pertencem (note-se que não consta no boletim de ocorrência - fls. 11 a 15 - que tenha havido incêndio do veículo); igualmente também não é comum que indivíduo adentre as dependências de uma empresa para roubar documentos fiscais. Portanto, afasta-se a alegação de nulidade dos autos de infração. Passamos a análise do mérito, que diz respeito à omissão de receitas. Tendo por base o art. 42 da lei n° 9.430, de 1996, o Fisco apurou omissão de receitas caracterizada pela falta de comprovação da origem dos recursos utilizados nas operações de crédito em contas bancárias de titularidade da interessada. Em decorrência, lavrou autos de infração de: MN - Simples; CSLL - Simples; PIS - Simples; COFTNS - Simples e INSS - Simples. Primeiramente, há que se esclarecer que, nessa forma de apuração, o que se tributa não são os depósitos bancários como tais considerados, mas sim a omissão de receitas ou rendimentos por eles representados. Os depósitos são, na verdade, apenas a forma, o sinal de exteriorização pelo qual se manifesta a omissão de receitas objeto da tributação, porque não satisfatoriamente comprovada a origem financeira dos recursos utilizados. -- Trata-se, no caso, de presunção legal juris tantum, conforme se verifica da redação do art. 42 da Lei n° 9.430, de 1996: Art. 42. Caracterizam-se também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida Junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa fisica ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idónea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. § I ° O valor das receitas ou rendimentos será considerado auferido ou recebido no mês do crédito efetuado pela instituição financeira. § 2° Os valores cuja origem houver sido comprovada, que não houverem sido computados na base de cálculo dos impostos e contribuições a que estiverem sujeitos, submeter-se-ão às normas de tributação específicas, previstas na legislação vigente à época em que auferidos ou recebidos. § 3° O Para efeito de determinação da receita omitida, os créditos serão analisados individualizadamente, observado que não serão considerados: 1- os decorrentes de transferências de outras contas da própria pessoa ftsica ou jurídica; II - no caso de pessoa fisica,(..) riL / 10 Processo re 10980.007829/2004-32 cc01/C01 Acórdão n.• 101-96.470 Fl.% 11 g 4° Tratando-se de pessoa fisica,(..) Assim, é perfeitamente cabível considerar receita omitida, em face da presunção legal juris tantum prevista do art. 42 da Lei n° 9.430, de 1996, o valor representado pelos depósitos bancários de origem não comprovada. É a própria lei definindo que os depósitos bancários, de origem não comprovada, caracterizam omissão de receita ou de rendimentos, e não meros indícios de omissão. A presunção em favor do Fisco transfere ao contribuinte o ânus de elidir a imputação, mediante a comprovação, no caso, da origem dos recursos. Trata-se, afinal, de presunção relativa, passível de prova em contrário. Reitere-se, portanto, que a caracterização da ocorrência do fato gerador do • imposto de renda não se dá pela mera constatação de um depósito bancário, considerada isoladamente, abstraída das circunstâncias fáticas. Pelo contrário, a caracterização está ligada à falta de esclarecimentos da origem dos numerários depositados, conforme dicção literal da lei. Existe, portanto, uma correlação lógica entre o fato conhecido - ser beneficiado com um depósito bancário sem origem - e o fato desconhecido - auferir rendimentos. Essa correlação autoriza plenamente o estabelecimento da presunção legal de que o dinheiro surgido na conta bancária, sem qualquer justificativa, provém de receitas ou rendimentos não declarados. Conforme constatou a Fiscalização, durante o ano-calendário 2000, a Recorrente manteve conta de movimentação financeira no Banco Araucária e no BANESTADO, sendo que a do Banco Araucária não foi contabilizada e a do BANESTADO foi contabilizada apenas pelos valores totais mensais, sem os livros auxiliares contendo os correspondentes lançamentos analíticos. E quando intimada, a empresa deixou de comprovar a origem dos recursos utilizados nos créditos consignados nas referidas contas bancárias. Por isso, a Fiscalização efetuou os presentes lançamentos, por omissão de receita no valor desses créditos, não comprovados, o que encontra amparo na presunção legal do art. 42 da Lei n° 9.430, de 1996, nos moldes em que atrás já comentei. Na impugnação e no recurso, a Recorrente escuda-se na hipótese de extravio de documentos em acidente de carro e roubo nas dependências da empresa, que não têm o condão de liberar a empresa de efetuar a comprovação da origem dos recursos, mesmo porque a redação do art. 42 da Lei n° 9.430, de 1996, é absolutamente clara no sentido de que o valor dos depósitos cuja origem não seja comprovada representa receita omitida. Ou seja, a única forma de elidir a presunção legal é a apresentação de provas hábeis e idôneas que demonstrem a origem dos recursos utilizados. E essas provas, se não apresentadas por ocasião da Fiscalização, devem ser apresentadas junto com a peça de defesa, o que não ocorreu no presente caso. Improcedentes, portanto, as razões da defesa. A Recorrente pretende que se considere comprovado o depósito de RS 2.200.000,00 (Dois milhões e duzentos mil reais) feito no BANESTADO no dia 07/01/2000, sob a alegação de que tal depósito refere-se a um Acordo Judicial feito entre a empresa Editora ÍNÁ" 11.21 II Processo n° 10980.007829/2004-32 CCOL/C01 Aceira° n.° 101-96.470 Fls. 12 Arlequim Ltda. (cuja razão social foi alterada para Sociedade Equatorial de Comunicações) e o BANESTADO (fls. 793), e que, por engano, constou no acordo que o valor deveria ser depositado na conta da interessada. O citado acordo referiu-se à Ação Ordinária de Cobrança, em que, conforme se vê nas iniciais (fls. 273), a empresa Arlequim exige do BANESTADO o pagamento pelo espaço publicitário que a primeira adquiriu no jornal Gazeta do Paraná, para vinculação de propaganda diária do BANESTADO. No caso em análise, o simples fato de que o depósito foi efetuado pelo BANESTADO, em atenção ao Acordo Judicial que celebrou com a empresa Arlequim, não é o bastante para elidir a presunção de omissão de receita. Isso porque não ficou comprovada a natureza da operação que deu causa ao referido depósito, o que é imprescindível para a confirmação de que não se trata de rendimentos sujeitos à incidência tributária ou, em caso positivo, já oferecidos à tributação. E só com essa confirmação é que se poderia considerar comprovado o depósito e incabível a presunção de omissão de receitas. Note-se que a Ação de Cobrança foi promovida pela empresa Arlequim, e foi ela quem celebrou o acordo com o BANESTADO. Portanto, o referido acordo só pode justificar o ingresso de recursos para a empresa Arlequim, já que era ela a credora do BANESTADO. Logo, ao acordar que os R$ 2.200.000,00 (Dois milhões e duzentos mil reais) que lhe eram de direito fossem depositados na conta da Recorrente, a Arlequim fez uma transferência de recursos seus para a interessada. A natureza dessa operação (transferência de recursos da Arlequim para a Recorrente) é que deveria ser demonstrada. Sabe-se que os R$ 2.200.000,00 (Dois milhões e duzentos mil reais) depositados pelo BANESTADO na conta da interessada provem de recursos de propriedade da empresa Arlequim (obtidos com o Acordo Judicial), mas não se sabe a razão dessa transferência. A alegação da Recorrente é de que sua conta foi indicada no Acordo Judicial por engano. Portanto, não haveria razão para a transferência dos recursos; tais recursos não lhe pertenceriam; teriam sido transferidos pano seu patrimônio por um mero erro de outrem. Tal alegação não pode ser aceita, uma vez que, pelo que consta nos autos, o alegado engano não se justifica nem está comprovado. Não se justifica em face de que, por mais vontade que se tenha, não há como se aceitar que a expressa indicação, no acordo, da conta da Recorrente para receber o valor acordado tenha ocorrido por mero erro. Note-se que, no acordo (fls. 793), consta expressamente não só o número da conta bancária, mas também o nome "Editora Gazeta do Paraná Ltda." Ora, não dá para se admitir que o representante da empresa Arlequim, ao assinar o acordo, referente a R$ 2.200.000,00 (Dois milhões e duzentos mil reais), não tenha percebido a indicação de outra empresa, que não a Arlequim, para ser a depositária do valor acordado. A única conclusão a que se pode chegar é que tal indicação foi deliberada. Outrossim, para coadunar com o alegado, haveria necessidade da prova de que o recurso tenha sido devolvido ao seu verdadeiro dono, a empresa Arlequim. Note-se que não se /-y .2 Processo n° 10980.1307829/2004-32 CCOUC01 Acórdão a° 101-98.470 Fls. 13 trata de qualquer quantia, em que o engano poderia passar despercebido, pelo menos por algum tempo, mas de R$ 2.200.000,00 (Dois milhões e duzentos mil reais). E essa prova, a da devolução dos valores, não foi produzida pela interessada, em nenhum momento, ao longo de todo o processo administrativo. Para isso, não basta a simples apresentação de cópias de folhas dos livros Diário e Razão da empresa Sociedade Equatorial de Comunicações Ltda. (sucessora da Arlequim) e da própria Recorrente, contendo os registros contáveis. Seda necessária a apresentação do correspondente cheque a favor da Equatorial, ou a demonstração da transferência via bancária, mesmo porque não se pode admitir que tal importância seja transferida "em mãos", como, aliás, sugere o lançamento feito no Diário da Equatorial, cujo valor de R$ 2.221.393,17 (R$ 2.200.000,00 mais juros) foi lançado contra a conta "Caixa" (fls. 264). Note-se, ademais, que no extrato da conta em que foi depositado o valor de R$ 2.200.000 (Dois milhões e duzentos mil reais) (fls. 88), verifica-se que, no mesmo dia do depósito, a Recorrente aplicou em depósitos a prazo a quantia de R$ 1.100.000,00 (Hum milhão e cem mil reais) e no mesmo dia e nos dias seguintes foram emitidos vários cheques de valores menores, mas nenhum em valor que possa sugerir a devolução do dinheiro à empresa Arlequim. A Recorrente diz que a movimentação financeira feita no Banco Araucária não está contabilizada porque, na reconstituição da escrita, não foi possível recuperar as informações que, certamente, estavam em um dos disquetes corrompidos. Alega, porém, que, analisando os extratos, é possível, de plano, identificar vários depósitos os quais corresponderiam a lançamentos contabilizados. Não é isso, porém, o que se verifica. Na verdade, o que a Recorrente faz é, apenas, indicar lançamentos contábeis referentes a notas fiscais de venda de datas próximas a determinado crédito oriundo de desconto de título e que, somadas, ultrapassem em pouco o valor desse crédito. Pretende, com isso, que se aceite que o desconto de duplicatas que originou referido crédito corresponda a duplicatas dessas notas fiscais, contabilmente registradas. Para isso, porém, precisaria ter apresentado os documentos bancários que confirmassem tal hipótese. E isso não faz, em caso algum. Diz apenas que solicitou os documentos ao Banco, mas não os trouxe ao processo. E alegar sem comprovar, é o mesmo que não alegar. Assim, também nessa parte, é improcedente a defesa. Por todo o exposto, as alegações despendidas no recurso devem ser afastadas, mantendo-se o lançamento. A Recorrente se insurgiu contra a multa qualificada que lhe foi aplicada pelo Fisco no percentual de 150% com base na presunção legal de omissão de receitas prevista no - 13 Processo n° 10980.007829/2004-32 CCOI/C01 Acórdão a° 101-98.470 Els 14 artigo 44, inciso II da Lei n° 9.430, de 1996, vez que a empresa deixou de registrar em sua escrituração comercial as movimentações financeiras que deram ensejo à presente autuação. Todavia, para que seja aplicada a multa qualificada de 150%, deve restar comprovada nos autos alguma das hipóteses previstas nos artigos 71, 72 e/ou 73 da Lei n° 4.502/64, conforme se depreende do artigo 44 da Lei n° 9.430/96 abaixo transcrito: Art. 44. Nos casos de lançamento de oficio, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: II - cento e cinqüenta por cento nos casos de evidente intuito de fraude, definido nos arts. 71, 72 e 73 da Lei n° 4.501, de 30 de novembro de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis. (Grifei). Os artigos. 71, 72 e 73, da Lei n°4.502/96, por sua vez, têm a seguinte redação: Art. 71. Sonegação é toda ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou retardar, total ou parcialmente, o conhecimento por parte da autoridade fazendária: 1 - da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária principal, sua natureza ou circunstâncias materiais; II - das condições pessoais de contribuinte, suscetíveis de afetar a obrigação tributária principal ou o crédito tributário correspondente. An. 72. Fraude é toda ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou retardar, total ou parcialmente, a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária principal, ou a excluir ou modificar as suas características essenciais, de modo a reduzir o montante do imposto devido, ou a evitar ou diferir o seu pagamento. Art. 73. Conluio é o ajuste doloso entre duas ou mais pessoas naturais ou jurídicas, visando qualquer dos efeitos referidos nos artigos 71 e 72. Como se vê, para que seja aplicada a multa qualificada de 150% é necessário que a fiscalização comprove, de forma inequívoca, que o contribuinte agiu dolosamente na execução do ato fraudulento, não bastando meros indícios de sua conduta ilícita. No presente caso, a Recorrente deixou de registrar em sua escrituração comercial a movimentação financeira mantida no Banco Araucária, sob a alegação de extravio de documentos por roubo e acidente automobilístico e, quando intimada pela fiscalização, não fez prova da origem dos recursos utilizados nos depósitos através de documentação hábil e idônea. Por este motivo, presumiu-se a omissão de receitas, que ensejou o lançamento dos créditos tributários correspondentes. Ora, se o Fisco presumiu a existência da omissão de receitas é porque não tinha prova de sua real existência, vez que o significado da palavra presumir é justamente "Entender, baseando-se em certas probabilidades" (Dicionário Aurélio). (\L 14 . • Processo if 10980.007829/2004-32 CC01/C01 Acórdão a° 101 -96.470 n. Além disso, a própria inversão do ônus da prova resulta da impossibilidade do fisco de comprovar a real existência da receita e, portanto, da fraude, pois se isso fosse possível, por lógica, não haveria a necessidade da inversão. Por outro lado, também não se pode alegar que o fato de o contribuinte não ter feito prova da inexistência do ato fraudulento implica em prova positiva. Entendo que uma coisa é oposta a outra, ou tem-se prova da omissão de receita e então a fraude também está provada, ou tem-se indício da omissão com a conseqüente inversão do ônus da prova e, ante a ausência de prova do contribuinte, não se tem prova da omissão e então a fraude também não está provada. Outrossim, diferentemente da omissão de receita, a legislação não autoriza a • presunção de fraude, que deve ser provada e não presumida. Desta forma, diante da presunção da omissão de receitas, não há como se comprovar no presente caso o evidente intuito de fraude exigido para a qualificação da multa de oficio, razão pela qual deve ser afastada a multa qualificada de 150% (cento e cinqüenta por cento) em relação às omissões apontadas com base nos extratos do Banco Araucária, aplicando-se a multa no percentual de 75%, nos termos do artigo 44, inciso I da Lei n° 9430/96. Diante do exposto, voto no sentido dar parcial provimento ao recurso voluntário, a fim de desqualificar a multa aplicada de 150% (cento e cinqüenta por cento) para 75% (setenta e cinco por cento), mantendo-se, no mais, a exigência do crédito tributário constituído através dos autos de infração. É como voto. • Sala das Sessões, em 05 de d embro de 2007 "ty JOÃO CARLOS IMA JÚNIOR 15 Processo n° 10980.007829/2004-32 CCOUCOI Aceed8o n.° 101-96.470 ns 16 Voto Vencedor Conselheiro CAIO MARCOS CANDIDO, Redator Designado Os membros desta E. Câmara, por maioria de votos, resolveram NEGAR provimento ao recurso, vencido o Conselheiro Relator que desqualificava a multa de oficio, tendo sido designado para redigir o voto vencedor. Reproduzo excerto do voto do Relator no qual tratou da matéria em que restou vencido: A Recorrente se insurgiu contra a multa qualificada que lhe foi aplicada pelo Fisco no percentual de 150% com base na presunção legal de omissão de receitas prevista no artigo 44, inciso II da Lei n° 9.430, de 1996, vez que a empresa deixou de registrar em sua escrituração comercial as movimentações financeiras que deram ensejo à presente autuação. Todavia, para que seja aplicada a multa qualificada de 150%, deve restar comprovada nos autos alguma das hipóteses previstas nos artigos 71, 72 e/ou 73 da Lei n° 4.502/64, conforme se depreende do artigo 44 da Lei n° 9.430/96 abaixo transcrito: Como se vê, para que seja aplicada a multa qualificada de 150% é necessário que a fiscalização comprove, de forma inequívoca, que o contribuinte agiu dolosamente na execução do ato fraudulento, não bastando meros indícios de sua conduta ilícita. No presente caso, a Recorrente deixou de registrar em sua escrituração comercial a movimentação financeira mantida no Banco Araucária, sob a alegação de extravio de documentos por roubo e acidente automobilístico e, quando intimada pela fiscalização, não fez prova da origem dos recursos utilizados nos depósitos através de documentação hábil e idônea. Por este motivo, presumiu-se a omissão de receitas, que ensejou o lançamento dos créditos tributários correspondentes. Ora, se o Fisco presumiu a existência da omissão de receitas é porque não tinha prova de sua real existência, vez que o significado da palavra presumir é justamente "Entender, baseando-se em certas probabilidades" (Dicionário Aurélio). Além disso, a própria inversão do ônus da prova resulta da impossibilidade do fisco de comprovar a real existência da receita e, portanto, da fraude, pois se isso fosse possível, por lógica, não haveria a necessidade da inversão. Por outro lado, também não se pode alegar que o fato de o contribuinte não ter feito prova da inexistência do ato fraudulento implica em prova positiva. Entendo que uma coisa é oposta a outra, ou tem-se prova da omissão de receita e então a fraude também está provada, ou tem-se indício da omissão com a conseqüente inversão do ônus da prova e, ante a ausência de prova do contribuinte, não se tem prova da omissão e então a fraude também não está provada. 16 Processo e' 10980.007829/2004-32 CCOI/C01 Acera° e 101-96.470 Els 17 Outrossim, diferentemente da omissão de receita, a legislação não autoriza a presunção de fraude, que deve ser provada e não presumida. Desta forma, diante da presunção da omissão de receitas, não há como se comprovar no presente caso o evidente intuito de fraude exigido para a qualificação da multa de ofício, razão pela qual deve ser afastada a multa qualificada de 150% (cento e cinqüenta por cento) em relação às omissões apontadas com base nos extratos do Banco Araucária, aplicando-se a multa no percentual de 75%, nos termos do artigo 44, inciso I da Lei n° 9430/96. Diante do exposto, voto no sentido dar parcial provimento ao recurso voluntário, a fim de desqualificar a multa aplicada de 150% (cento e cinqüenta por cento) para 75% (setenta e cinco por cento), mantendo-se, no mais, a exigência do crédito tributário constituído através dos autos de infração. Conforme visto, a multa de oficio foi qualificada ao percentual de 150% tendo em vista que a recorrente deixou de registrar as movimentações financeiras que deram ensejo à presente autuação em sua escrituração comercial e fiscal. A previsão legal para o agravamento da multa de oficio encontra-se no inciso II do artigo 44 da Lei n°9.430/1996: Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: II (.) - cento e cinqüenta por cento, nos casos de evidente intuito de _fraude, definido nos artigos 71, 72 e 73 da Lei n° 4.502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis. Para aplicação de tal dispositivo legal é imprescindível que o fato praticado pela contribuinte e descrito pelo autuante como evidente intuito de fraude esteja inserido nos ..1.1 definidos pelos artigos 71 a 73 da Lei n°4.502/1964, abaixo transcritos: Art. 71. Sonegação é toda ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou retardar, total ou parcialmente, o conhecimento por parte da autoridade fazendária: 1 — da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária principal, sua natureza ou circunstâncias materiais; II — das condições pessoais de contribuinte, suscetíveis de afetar a obrigação tributária principal ou o crédito tributário correspondente. Art. 72. Fraude é toda ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou retardar, total ou parcialmente, a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária principal, ou a excluir ou modificar as suas características essenciais, de modo a reduzir o montante do imposto devido, ou a evitar ou diferir o seu pagamento. Art. 73. Conluio é o ajuste doloso entre duas ou mais pessoas naturais ou jurídicas, visando qualquer dos efeitos referidos nos artigos 71 e 72. (")( 17 , • Processo tf 10980.00782912004-32 CC011C01 Acórdâo n.° 101 -96.470 Fls. 18 Não resta dúvida que, no caso concreto analisado, o sujeito passivo ao deixar de registrar em sua escrituração comercial e fiscal do período a movimentação financeira realizada em conta corrente de sua titularidade no BANESTADO visava retardar o conhecimento por parte da autoridade fazendária da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária, bem como, tentou excluir ou modificar as suas características essenciais, de modo a reduzir o imposto devido, subsumindo-se, assim, aos institutos definidos no artigo 71 (sonegação) e 72 (fraude) da supra citada norma. Presentes a figura da simulação e da fraude, restou caracterizado o evidente intuito de fraude, condição para a qualificação da multa de ofício Argumenta o relator do voto vencido que em lançamento com base em presunção legal de omissão de receitas, no caso aquela prevista no artigo 42 da Lei n° 9.430/1996, não há possibilidade de presumir a existência de fraude, que deve ser provada. Neste ponto, peço venia para discordar. A omissão de receita com base em presunção de receitas com base na manutenção de depósitos bancários de origem na comprovada é relativa, podendo ser elidida pela prova de sua inexistência. Não desconstituída a presunção legal, pelo sujeito passivo, confirmada está a omissão de receitas. A fraude apontada não está na omissão da receita em si, mas no fato da manutenção dolosa, ao largo da contabilidade da recorrente, de movimentação financeira levada a cabo em conta corrente de sua titularidade. Não tendo sido desconstituída a acusação de omissão de receitas movimentadas na conta à margem da escrituração da recorrente, restou configurada a simulação e a fraude, situações suficientes para a qualificação da multa de oficio. Pelo quê, voto no sentido de manter a qualificação da multa de oficio aplicada no percentual de 150%. É como voto. ala das Sessões, em 05 de d- bro de 2007 C • O MARCOS C • P DO 101111r _ \DL 18 Page 1 _0051600.PDF Page 1 _0051700.PDF Page 1 _0051800.PDF Page 1 _0051900.PDF Page 1 _0052000.PDF Page 1 _0052100.PDF Page 1 _0052200.PDF Page 1 _0052300.PDF Page 1 _0052400.PDF Page 1 _0052500.PDF Page 1 _0052600.PDF Page 1 _0052700.PDF Page 1 _0052800.PDF Page 1 _0052900.PDF Page 1 _0053000.PDF Page 1 _0053100.PDF Page 1 _0053200.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 11543.003079/2008-75
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 21 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2007
ISENÇÃO. MOLÉSTIA GRAVE.
São isentos do imposto de renda os rendimentos de aposentadoria e
complementação de aposentadoria percebidos pelos portadores de moléstia grave descrita no inciso XIV do art. 6º da lei 7.713/1988, quando a patologia for comprovada, mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estado, do Distrito Federal ou dos Municípios.
Recurso voluntário provido.
Numero da decisão: 2802-001.706
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso para que seja excluído da base de cálculo do imposto o valor de R$59.711,63 (cinquenta e nove mil,setecentos e onze reais e sessenta e três centavos), nos termos do voto do relator.
Nome do relator: JORGE CLÁUDIO DUARTE CARDOSO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Dec 24 09:00:01 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201206
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2007 ISENÇÃO. MOLÉSTIA GRAVE. São isentos do imposto de renda os rendimentos de aposentadoria e complementação de aposentadoria percebidos pelos portadores de moléstia grave descrita no inciso XIV do art. 6º da lei 7.713/1988, quando a patologia for comprovada, mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estado, do Distrito Federal ou dos Municípios. Recurso voluntário provido.
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
numero_processo_s : 11543.003079/2008-75
conteudo_id_s : 6730720
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Dec 21 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2802-001.706
nome_arquivo_s : 280201706_11543003079200875_201206.pdf
nome_relator_s : JORGE CLÁUDIO DUARTE CARDOSO
nome_arquivo_pdf_s : 11543003079200875_6730720.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso para que seja excluído da base de cálculo do imposto o valor de R$59.711,63 (cinquenta e nove mil,setecentos e onze reais e sessenta e três centavos), nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Thu Jun 21 00:00:00 UTC 2012
id : 4842218
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:59 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044199403520
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-09-18T19:37:44Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2019-09-18T19:37:44Z; Last-Modified: 2019-09-18T19:37:44Z; dcterms:modified: 2019-09-18T19:37:44Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:9d7e8b70-94e5-42d9-835d-03aa40a7e394; Last-Save-Date: 2019-09-18T19:37:44Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-09-18T19:37:44Z; meta:save-date: 2019-09-18T19:37:44Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-09-18T19:37:44Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2019-09-18T19:37:44Z; created: 2019-09-18T19:37:44Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2019-09-18T19:37:44Z; pdf:charsPerPage: 1768; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:created: 2019-09-18T19:37:44Z | Conteúdo => S2TE02 Fl. 53 1 52 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11543.003079/200875 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 280201.706 – 2ª Turma Especial Sessão de 21 de junho de 2012 Matéria IRPF Recorrente LUIZ GONZAGA DE OLIVEIRA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2007 ISENÇÃO. MOLÉSTIA GRAVE. São isentos do imposto de renda os rendimentos de aposentadoria e complementação de aposentadoria percebidos pelos portadores de moléstia grave descrita no inciso XIV do art. 6º da lei 7.713/1988, quando a patologia for comprovada, mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estado, do Distrito Federal ou dos Municípios. Recurso voluntário provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso para que seja excluído da base de cálculo do imposto o valor de R$59.711,63 (cinquenta e nove mil,setecentos e onze reais e sessenta e três centavos), nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente e Relator. EDITADO EM: 21/06/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jaci de Assis Júnior, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, Carlos André Ribas de Mello, German Alejandro San Martín Fernández e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente). Fl. 57DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 21 /06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Relatório Tratase de lançamento de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) do exercício 2007 , anocalendário 2006, em virtude de glosa de deduções de dependentes, de despesas médicas e com instrução, por falta de comprovação, uma vez que o contribuinte não atendeu à intimação para comprovar as deduções, bem como apuração de omissão de rendimentos recebidos de Fundação Milênio, no valor de R$22.919,62 (R$43.353,26 menos o declarado de 20.433,63) com a consequente majoração da compensação de IRRF referente aos rendimentos omitidos. Na impugnação não foram contestadas as glosas de deduções, porém alegou se isenção por moléstia grave quanto aos rendimentos do INSS e da Fundação Sistel, no montante de R$83.782,95 que foram declarados como tributáveis. A 3ª Turma da DRJ Brasília deferiu em parte a impugnação, uma vez que reputou atendidos os requisitos para a isenção com relação aos rendimentos de R$24.071,32 recebidos do INSS, porém não reconheceu a isenção sobre os rendimentos pagos pela Fundação Sistel (R$59.711,63) por não ter sido comprovado que esses rendimentos são aposentadoria ou pensão. Ciente da decisão de primeira instância em 17/03/2011, o recorrente apresentou recurso voluntário em 05/04/2011, no qual apresenta os seguintes argumentos: 1. a documentação comprobatória foi juntada com a impugnação; 2. desde 1979 é vinculado à Fundação Sistel de Seguridade social, que é o fundo de previdência do antigo sistema Telebrás, cuja finalidade é complementar a aposentadoria dos exfuncionários do setor de telefonia (empresas que eram controladas pela Telebrás); 3. em 2005, após a privatização do sistema Telebrás, foi criada a Fundação Atlântico de Seguridade Social em substituição à Sistel, momento em que a aposentadoria do recorrente foi contemplada pela nova Fundação; 4. o valor recebido da Fundação Atlântico é complementação de aposentadoria e isento, equivocadamente a fonte pagadora informou o pagamento de rendimentos do trabalho assalariado. É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele devese tomar conhecimento. Fl. 58DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 21 /06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 11543.003079/200875 Acórdão n.º 280201.706 S2TE02 Fl. 54 3 Tratase de litígio sobre a isenção dos rendimentos recebidos da Fundação Atlântico pagos ao recorrente que já comprovou ser aposentado e portador de moléstia grave desde data anterior ao anocalendário em questão. A Fundação Atlântico é entidade de previdência privada complementar que administra planos de previdência complementar dos empregados do setor de telecomunicações, como é o caso do recorrente. (Fonte: http://www.fundacaoatlantico.com.br/), tendo como patrocinadora a empresa Oi, entre outras. Embora conste a menção a rendimentos do trabalho assalariado no comprovante de rendimentos, notase que não houve desconto de contribuição previdenciária oficial nem desconto de contribuição à previdência privada para custeio dos benefícios programados, o que é forte indício de que os valores referemse a benefícios do plano de previdência. Além disso, às fls. 50 consulta à base cadastral da Fundação Atlântico indica o recorrente como aposentado (perfil: Assistido aposentadoria programável) e como patrocinadora a Telemar Espírito Santo S.A., que como é notório foi adquirida pela Oi durante o processo de privatização do sistema brasileiro de telecomunicações. O conjunto de evidência faz prova suficiente de que o recorrente recebe complementação de aposentadoria da Fundação Atlântico, o que conjugado com a moléstia grave lhe assegura o goza à isenção sobre esses rendimentos (R$59.71163). Diante do exposto, voto por DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário para que seja excluído da base de cálculo do imposto o valor de R$59.711,63 (cinqüenta e nove mil,. setecentos e onze reais e sessenta e três centavos). (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Fl. 59DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 21 /06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 Fl. 60DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 21 /06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 11543.003079/200875 Acórdão n.º 280201.706 S2TE02 Fl. 55 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão identificado em epígrafe. Brasília/DF, 21 de junho de 2012 (assinado digitalmente) JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Presidente Segunda Turma Especial da Segunda Câmara/Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 61DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 21 /06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 6 Fl. 62DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 21 /06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 10855.001542/2003-53
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 10 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Exercício: 1999
Ementa:
PEREMPÇÃO.
O prazo para apresentação de recurso voluntário ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais é de trinta dias contados da data da ciência da decisão de primeira instância. Se o recurso foi apresentado após esse prazo, dele não se toma conhecimento, visto que a decisão de primeira instância já se terá tornado definitiva.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2802-001.713
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NÃO
CONHECER do recurso voluntário nos termos do voto do (a) relator(a).
Nome do relator: SIDNEY FERRO BARROS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Dec 24 09:00:01 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201207
ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 1999 Ementa: PEREMPÇÃO. O prazo para apresentação de recurso voluntário ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais é de trinta dias contados da data da ciência da decisão de primeira instância. Se o recurso foi apresentado após esse prazo, dele não se toma conhecimento, visto que a decisão de primeira instância já se terá tornado definitiva. Recurso Voluntário Não Conhecido.
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
numero_processo_s : 10855.001542/2003-53
conteudo_id_s : 6730832
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Dec 21 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2802-001.713
nome_arquivo_s : 280201713_10855001542200353_201207.pdf
nome_relator_s : SIDNEY FERRO BARROS
nome_arquivo_pdf_s : 10855001542200353_6730832.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NÃO CONHECER do recurso voluntário nos termos do voto do (a) relator(a).
dt_sessao_tdt : Tue Jul 10 00:00:00 UTC 2012
id : 4567508
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:05 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044201500672
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-09-19T12:07:12Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2019-09-19T12:07:12Z; Last-Modified: 2019-09-19T12:07:12Z; dcterms:modified: 2019-09-19T12:07:12Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:4f040b34-4034-4fd0-8496-ae2364b06820; Last-Save-Date: 2019-09-19T12:07:12Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-09-19T12:07:12Z; meta:save-date: 2019-09-19T12:07:12Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-09-19T12:07:12Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2019-09-19T12:07:12Z; created: 2019-09-19T12:07:12Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2019-09-19T12:07:12Z; pdf:charsPerPage: 1713; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:created: 2019-09-19T12:07:12Z | Conteúdo => S2TE02 Fl. 1 1 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10855.001542/200353 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2802001.713 – 2ª Turma Especial Sessão de 10 de julho de 2012 Matéria IRPF Recorrente JOSÉ MAURÍCIO DELL OSSO CORDEIRO Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 1999 Ementa: PEREMPÇÃO. O prazo para apresentação de recurso voluntário ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais é de trinta dias contados da data da ciência da decisão de primeira instância. Se o recurso foi apresentado após esse prazo, dele não se toma conhecimento, visto que a decisão de primeira instância já se terá tornado definitiva. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NÃO CONHECER do recurso voluntário nos termos do voto do (a) relator(a). (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Ferro Barros Relator. EDITADO EM: 19/09/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martin Fernandez, Jaci de Assis Junior, Carlos Andre Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite e Sidney Ferro Barros. Fl. 59DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 03/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Relatório Peço vênia para adotar o quanto relatado no acórdão recorrido, in verbis: “Contra o contribuinte qualificado foi emitido o auto de infração do Imposto de Renda da Pessoa Física IRPF de fls. 5/9, em 21 de novembro de 2002, referente ao exercício 1999, anocalendário de 1998, que lhe exige o recolhimento de crédito tributário conforme demonstrativo abaixo (em Reais): Imposto de Renda a Pagar Declarado 0,00 Imposto de Renda Suplementar 1.782,75 Multa de Oficio 75% (passível de redução) 1.337,06 Juros de Mora calculados até 03/2003 1.203,53 Total do crédito tributário apurado 4.323,34 Decorre tal lançamento de revisão procedida em sua Declaração de Ajuste Anual do exercício de 1999, anocalendário de 1998, quando foram alterados: rendimentos recebidos de pessoas jurídicas para R$ 72.016,46, devido à omissão parcial de rendimentos, decorrentes de trabalho com vínculo empregatício, pagos pela pessoa jurídica Banco do Brasil, no valor de R$ 3.600,00, constante em DIRF. O valor omitido referese a abono acordo (R$ 2.850,00) e abono dissídio (R$ 750,00), que não forma objeto do processo n° 95142627, do qual o interessado obteve ganho de causa; imposto de renda retido na fonte para R$ 10.769,03, em virtude de dedução indevida a esse título. Do valor declarado pelo contribuinte, a parcela de R$ 3.013,76, embora retida, não foi recolhida pela fonte pagadora porque depositada em juízo por determinação judicial e a seguir creditada, também por decisão judicial, ao requerente da ação (processo n° 95.142627). Os enquadramentos legais encontramse às fls. 6 e 9 dos autos. Conforme AR (Aviso de Recebimento) de fl. 21/verso, o impugnante foi cientificado da autuação em 03 de abril de 2003. Em 02 de maio de 2003, apresentou impugnação (fls. 1/2) ao lançamento alegando, em síntese: que foi intimado a comparecer a Receita Federal para apresentar documentos referentes aos rendimentos auferido no anocalendário de 1998, tendo, prontamente, atendido à solicitação; que foi surpreendido pelo auto de infração, com base na própria documentação apresentada; que diferente do mencionado no auto, o valor retido e não recolhido pelo Banco do Brasil não foi recebido pelo impugnante; que os valores dos abonos foram adicionados indevidamente, uma vez que estão incluídos no valor informado como rendimento tributável em sua Declaração de Ajuste Anual; que ocorreu duplicidade de tributação, haja vista que o impugnante declarou corretamente o valor tributável aceito pela autoridade fiscal. Fl. 60DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 03/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10855.001542/200353 Acórdão n.º 2802001.713 S2TE02 Fl. 2 3 Por fim, caso a autoridade autuante tenha informações sobre o resultado do processo n° 95.142627, requer o recebimento de cópia do ajuste espontâneo da declaração e ajuizamento contra a fonte pagadora, que não procedeu de acordo com as normas. Ante todo o exposto, entendendo demonstrada a insubsistência e improcedência da ação fiscal, requer seja acolhida a presente impugnação e cancelado o débito fiscal reclamado”. A decisão de primeira instância, contudo, assim concluiu: a) não conheceu da impugnação ao lançamento no tocante à infração glosa de imposto de renda retido na fonte, pela existência de ação judicial, declarando definitiva essa exigibilidade; b) conheceu da impugnação quanto à parte não objeto de ação judicial, omissão de rendimentos, para considerar devida a infração. Às fls. 38 se vê o recurso voluntário. É o relatório. Voto Conselheiro Sidney Ferro Barros, Relator. O recurso é extemporâneo, dele não conheço. Tendo sido o Recorrente cientificada do teor do acórdão de primeira instância em 04/08/2008, conforme Aviso de Recebimento (AR) de fl. 33, apresentou seu apelo somente em 04/09/2008 (conforme primeiro dos dois carimbos aposto à fl. 34), quando deveria têlo feito até o dia 03/09/2008. Assim, deixou de observar o prazo legal estatuído no art. 33 do Decreto nº 70.235/1972, o que impede seja o apelo conhecido. É o meu voto. Brasília/DF, Sala das Sessões, em 19 de junho de 2012. (assinado digitalmente) Sidney Ferro Barros Fl. 61DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 03/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 Fl. 62DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 03/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 10912.000146/2005-49
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Feb 29 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Fri Feb 29 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 303-01.405
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à repartição de origem, nos termos do voto do relator.
Matéria: DCTF - Multa por atraso na entrega da DCTF
Nome do relator: LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : DCTF - Multa por atraso na entrega da DCTF
dt_index_tdt : Sat Feb 25 09:00:02 UTC 2023
anomes_sessao_s : 200802
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Fri Feb 29 00:00:00 UTC 2008
numero_processo_s : 10912.000146/2005-49
anomes_publicacao_s : 200802
conteudo_id_s : 6774120
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Feb 23 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 303-01.405
nome_arquivo_s : 30301405_10912000146200549_200805.PDF
ano_publicacao_s : 2008
nome_relator_s : LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO
nome_arquivo_pdf_s : 10912000146200549_6774120.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à repartição de origem, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Fri Feb 29 00:00:00 UTC 2008
id : 4625824
ano_sessao_s : 2008
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:24 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => date: 2016-02-18T18:50:06Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; xmp:CreatorTool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2016-02-18T16:25:42Z; Last-Modified: 2016-02-18T18:50:06Z; dcterms:modified: 2016-02-18T18:50:06Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:085c5412-b0de-4a32-a3e7-6c2a954e63aa; Last-Save-Date: 2016-02-18T18:50:06Z; pdf:docinfo:creator_tool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2016-02-18T18:50:06Z; meta:save-date: 2016-02-18T18:50:06Z; pdf:encrypted: false; modified: 2016-02-18T18:50:06Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2016-02-18T16:25:42Z; created: 2016-02-18T16:25:42Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2016-02-18T16:25:42Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Xerox WorkCentre 5755; pdf:docinfo:created: 2016-02-18T16:25:42Z | Conteúdo =>
_version_ : 1761290044202549248
score : 1.0
Numero do processo: 13936.000087/98-93
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Apr 18 00:00:00 UTC 2002
Data da publicação: Thu Apr 18 00:00:00 UTC 2002
Numero da decisão: 303-00.822
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ZENALDO LOIBMAN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Nov 19 09:00:15 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200204
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Apr 18 00:00:00 UTC 2002
numero_processo_s : 13936.000087/98-93
anomes_publicacao_s : 200204
conteudo_id_s : 6698548
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Nov 09 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 303-00.822
nome_arquivo_s : 30300822_139360000879893_200204.pdf
ano_publicacao_s : 2002
nome_relator_s : ZENALDO LOIBMAN
nome_arquivo_pdf_s : 139360000879893_6698548.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Apr 18 00:00:00 UTC 2002
id : 4628636
ano_sessao_s : 2002
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:29 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; xmp:CreatorTool: ScanPDFMaker 1.0; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2017-05-31T05:25:39Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; pdf:docinfo:custom:Protocol: usb; pdf:docinfo:creator_tool: ScanPDFMaker 1.0; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: false; Protocol: usb; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2017-05-31T05:25:39Z; created: 2017-05-31T05:25:39Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2017-05-31T05:25:39Z; pdf:docinfo:custom:DestinationAddress: /; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; TimeStamp: 2017/05/31 10:54:02.000; access_permission:can_print: true; DestinationAddress: /; producer: Samsung-M5370LX; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Samsung-M5370LX; pdf:docinfo:created: 2017-05-31T05:25:39Z; pdf:docinfo:custom:TimeStamp: 2017/05/31 10:54:02.000 | Conteúdo =>
_version_ : 1761290044207792128
score : 1.0
Numero do processo: 14337.000015/2008-46
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 15 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Mar 15 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/09/2000 a 31/03/2002
DECADÊNCIA. SÚMULA VINCULANTE N. 8/STF.
Na hipótese concreta, houve declaração em GFIP e recolhimento parcial das contribuições previdenciárias nas competências lançadas, assim, aplica-se a regra prevista no art. 150, parágrafo 4º do CTN.
Encontram-se atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2803-000.541
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
dt_index_tdt : Sat Feb 18 09:00:01 UTC 2023
anomes_sessao_s : 201103
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/09/2000 a 31/03/2002 DECADÊNCIA. SÚMULA VINCULANTE N. 8/STF. Na hipótese concreta, houve declaração em GFIP e recolhimento parcial das contribuições previdenciárias nas competências lançadas, assim, aplica-se a regra prevista no art. 150, parágrafo 4º do CTN. Encontram-se atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização. Recurso Voluntário Provido.
turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Mar 15 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 14337.000015/2008-46
anomes_publicacao_s : 201103
conteudo_id_s : 6768772
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Feb 15 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 2803-000.541
nome_arquivo_s : 280300541_14337000015200846_201103.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
nome_arquivo_pdf_s : 14337000015200846_6768772.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Tue Mar 15 00:00:00 UTC 2011
id : 4743187
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:49 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044222472192
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1541; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 602 1 601 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 14337.000015/200846 Recurso nº 258.864 Voluntário Acórdão nº 280300.541 – 3ª Turma Especial Sessão de 15 de março de 2011 Matéria DECADÊNCIA Recorrente ESTACON ENGENHARIA S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/09/2000 a 31/03/2002 DECADÊNCIA. SÚMULA VINCULANTE N. 8/STF. Na hipótese concreta, houve declaração em GFIP e recolhimento parcial das contribuições previdenciárias nas competências lançadas, assim, aplicase a regra prevista no art. 150, parágrafo 4o do CTN. Encontramse atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima – Presidente e Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Amilcar Barca Teixeira Junior. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 10/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 02/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA 2 Relatório DO LANÇAMENTO Tratase de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD lavrada contra o contribuinte acima identificado referente às contribuições previdenciárias devidas pelos segurados e pela empresa sobre as remunerações pagas, devidas ou creditadas aos segurados empregados lotados na obra de construção civil matriculada sob o CEI n° 38.750.00026/77, declaradas em GFIP, período 09/2000 a 03/2002, conforme relatório fiscal às fls. 437 a 454. DA CIÊNCIA A ciência da notificação fiscal se deu em 27/11/2007, fl. 01, inconformado o recorrente apresentou impugnação, fls. 458 a 486. A decisão do órgão julgador de primeira instância administrativa fiscal confirmou a procedência do lançamento, fls. 500 a 524. DO RECURSO O contribuinte tomou ciência da decisão em 18/06/2008, fls. 526. Inconformado interpôs recurso voluntário, fls. 527 a 559, em 08/07/2008, requerendo em síntese a decadência dos fatos geradores lançados. É o Relatório. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 10/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 02/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 14337.000015/200846 Acórdão n.º 280300.541 S2TE03 Fl. 603 3 Voto Conselheiro Helton Carlos Praia de Lima, Relator O Recurso Voluntário é tempestivo, fls. 601, e preenche todos os requisitos de admissibilidade, razão pela qual, passo a analisálo. Quanto à questão preliminar relativa à fluência do prazo decadencial, a mesma deve ser reconhecida. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n º 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212 de 1991, nestas palavras: Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Conforme previsto no art. 103A da Constituição Federal a Súmula de n º 8 vincula toda a Administração Pública, devendo este Colegiado aplicála: Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n º 8.212/91, há que serem observadas as regras previstas no CTN. As contribuições previdenciárias são tributos lançados por homologação, assim devem, em regra, observar o disposto no art. 150, parágrafo 4o do CTN. Havendo, então o pagamento antecipado, observarseá a extinção prevista no art. 156, inciso VII do CTN. Entretanto, se não houver o pagamento antecipado não se aplica o disposto no art. 156, inciso VII do CTN, devendo assim ser observado o disposto no art. 173, inciso I do CTN; havendo a necessidade de lançamento de ofício substitutivo, conforme previsto no art. 149, inciso V do CTN. Nessa hipótese, caso não haja o lançamento, o crédito tributário será extinto em função do previsto no art. 156, inciso V do CTN. Caso tenha ocorrido dolo, fraude ou simulação não será observado o disposto no art. 150, parágrafo 4o do CTN, sendo aplicado necessariamente o disposto no art. 173, inciso I, independentemente de ter havido o pagamento antecipado. O Superior Tribunal de Justiça STJ, em acórdão exarado em Recurso Especial REsp 761908 / SC, 2005/01010128, T1 PRIMEIRA TURMA, relator Ministro LUIZ FUX (1122), publicação DJ 18/12/2006 p. 322, prevê a aplicação de regras de contagem Fl. 3DF CARF MF Emitido em 10/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 02/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA 4 de decadência distintas em um mesmo lançamento de contribuições previdenciárias, cujo excerto transcrevemos: "TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. SEGURIDADE SOCIAL. PRAZO PARA CONSTITUIÇÃO DE SEUS CRÉDITOS. DECADÊNCIA. LEI 8.212/91 (ARTIGO 45). ARTIGOS 150, § 4º, E 173, I, DA CF/88. ACÓRDÃO ASSENTADO EM FUNDAMENTO CONSTITUCIONAL. ....... 11. In casu, a notificação de lançamento, lavrada em 31.10.2001 e com ciente em 05.11.2001, abrange duas situações: (1) diferenças decorrentes de créditos previdenciários recolhidos a menor (abril e novembro/1991, março a julho/1992; novembro e dezembro/1992; setembro a novembro/1993, janeiro/1994, março/1994 a janeiro/1998; e março e junho/1998); e (2) débitos decorrentes de integral inadimplemento de contribuições previdenciárias incidentes sobre pagamentos efetuados a autônomos (maio a novembro/1996; janeiro a julho/1997; setembro e dezembro/1997; e janeiro, março e dezembro/1998) e das contribuições destinadas ao SAT incidente sobre pagamentos de reclamações trabalhistas (maio/1993; abril/1994; e setembro a novembro/1995). 12. No primeiro caso, considerandose a fluência do prazo decadencial a partir da ocorrência do fato gerador, encontram se fulminados pela decadência os créditos anteriores a novembro/1996. 13. No que pertine à segunda situação elencada, em que não houve entrega de GFIP (Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social), nem confissão ou qualquer pagamento parcial, incide a regra do artigo 173, I, do CTN, contandose o prazo decadencial qüinqüenal do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Desta sorte, encontramse hígidos os créditos decorrentes de contribuições previdenciárias incidentes sobre pagamentos efetuados a autônomos e caducos os decorrentes das contribuições para o SAT." Nosso grifo REGRA DO ART. 150, § 4o., DO CTN No caso em concreto, tratase de lançamento, período 09/2000 a 03/2002, com registro de recolhimento prévio e declaração em GFIP para as competências lançadas, conforme DAD – Discriminativo Analítico de Débito, fls. 04 a 09. Assim deve ser observada a regra do art. 150, § 4o , do CTN, cuja extinção do crédito ocorre em cinco anos contados da ocorrência do fato gerador. A competência mais recente (03/2002) já estava decadente quando o contribuinte tomou ciência da notificação fiscal em 27/11/2007, fl. 01. CONCLUSÃO: Pelo exposto, voto em dar provimento ao recurso em razão da decadência total do período do lançamento, nos termos do art. 150, § 4o , do CTN. Helton Carlos Praia de Lima Fl. 4DF CARF MF Emitido em 10/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 02/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 14337.000015/200846 Acórdão n.º 280300.541 S2TE03 Fl. 604 5 Fl. 5DF CARF MF Emitido em 10/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 02/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 10675.903182/2009-30
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 27 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01 a 31/12/2000
FALTA DE CONTESTAÇÃO EXPRESSA. INEXISTÊNCIA DE LIDE.
RECURSO VOLUNTÁRIO. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. NÃO
CONHECIMENTO.
Considera-se não impugnada a matéria e não constituída a lide na falta de contestação expressa pelo manifestante dos motivos de fato e de direito em que se fundamenta a defesa. Matéria de ordem pública apresentada apenas no recurso voluntário não pode ser conhecida ante a inexistência de lide não instalada na primeira instância.
Numero da decisão: 3803-003.103
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 04 09:00:01 UTC 2023
anomes_sessao_s : 201206
ementa_s : Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01 a 31/12/2000 FALTA DE CONTESTAÇÃO EXPRESSA. INEXISTÊNCIA DE LIDE. RECURSO VOLUNTÁRIO. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. NÃO CONHECIMENTO. Considera-se não impugnada a matéria e não constituída a lide na falta de contestação expressa pelo manifestante dos motivos de fato e de direito em que se fundamenta a defesa. Matéria de ordem pública apresentada apenas no recurso voluntário não pode ser conhecida ante a inexistência de lide não instalada na primeira instância.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
numero_processo_s : 10675.903182/2009-30
conteudo_id_s : 6778240
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Feb 27 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 3803-003.103
nome_arquivo_s : 380303103_10675903182200930_201206.pdf
nome_relator_s : BELCHIOR MELO DE SOUSA
nome_arquivo_pdf_s : 10675903182200930_6778240.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Wed Jun 27 00:00:00 UTC 2012
id : 4577231
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:12 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044223520768
conteudo_txt : Metadados => date: 2014-07-14T15:57:13Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2014-07-14T15:57:13Z; Last-Modified: 2014-07-14T15:57:13Z; dcterms:modified: 2014-07-14T15:57:13Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:44246ce9-b8cb-41f9-aafc-aa27f6435828; Last-Save-Date: 2014-07-14T15:57:13Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2014-07-14T15:57:13Z; meta:save-date: 2014-07-14T15:57:13Z; pdf:encrypted: true; modified: 2014-07-14T15:57:13Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2014-07-14T15:57:13Z; created: 2014-07-14T15:57:13Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2014-07-14T15:57:13Z; pdf:charsPerPage: 1683; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:created: 2014-07-14T15:57:13Z | Conteúdo => S3TE03 Fl. 1 1 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10675.903182/200930 Recurso nº 936.381 Voluntário Acórdão nº 3803003.103 – 3ª Turma Especial Sessão de 27 de junho de 2012 Matéria COFINS COMPENSAÇÀO Recorrente INDÚSTRIAS SUAVETEX LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01 a 31/12/2000 FALTA DE CONTESTAÇÃO EXPRESSA. INEXISTÊNCIA DE LIDE. RECURSO VOLUNTÁRIO. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. NÃO CONHECIMENTO. Considerase não impugnada a matéria e não constituída a lide na falta de contestação expressa pelo manifestante dos motivos de fato e de direito em que se fundamenta a defesa. Matéria de ordem pública apresentada apenas no recurso voluntário não pode ser conhecida ante a inexistência de lide não instalada na primeira instância. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator Participaram, ainda, da sessão de julgamento os conselheiros Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório Fl. 41DF CARF MF Impresso em 12/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 25/07/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/07/2012 por ALEXANDRE KERN 2 Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de nº 0628.754, de 20 de dezembro de 2011, da DRJJuiz de Fora/MG, fls. 22/24, que não conheceu da manifestação de inconformidade. O interessado transmitiu a declaração de compensação (DComp) nº 19180.85667.020805.1.3.049570, em que compensou os débitos nela declarados com crédito oriundo de pagamento a maior de Cofins, efetuado em 15 de janeiro de 2001. Por meio do Despacho Decisório eletrônico de fl. 3, a Autoridade Administrativa não homologou as compensações declaradas em razão de o pagamento ter sido utilizado para quitação de débitos do contribuinte não restando saldo disponível para a compensação. A Contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, conforme o documento de fl. 7, em que apenas afirmou que a declaração de compensação foi devidamente preenchida constando o crédito de um pagamento de COFINS efetuado indevidamente, conforme comprovante de arrecadação anexo. Acórdão da DRJ/Juiz de Fora evocou o art. do artigo 17 do Decreto 70.235/72, considerou não instalada a lide por não ter sido expressamente contestado o despacho decisório e não conheceu da manifestação de inconformidade apresentada. A decisão foi ementada como segue: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Anocalendário: 2001 MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. REQUISITOS PARA SER CONHECIDA. A impugnação mencionará os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir, sendo que considerarseá como não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. Cientificada da decisão em 06 de janeiro de 2012, irresignada, a interessada apresentou o recurso voluntário de fls. s/nº, em 06 de fevereiro de 2012, em que alega a decadência do direito de constituição do crédito tributário, tendo em conta o decurso do prazo de mais de cinco anos entre as datas dos encerramentos dos fatos geradores, março e maio de 2000, e a data da transmissão da DComp, 02 de agosto de 2005. É o relatório. Voto Conselheiro Relator Belchior Melo de Sousa O recurso é tempestivo, porém não atende a todos os requisitos para sua admissibilidade, como se verá. Fl. 42DF CARF MF Impresso em 12/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 25/07/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/07/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10675.903182/200930 Acórdão n.º 3803003.103 S3TE03 Fl. 2 3 Com efeito, a decadência do direito de a Fazenda constituir o crédito tributário não declarado pela Contribuinte é fato que obsta a sua constituição por meio da confissão de dívida consubstanciada na declaração de compensação. Sabese que decadência de direito é matéria de ordem pública, que, por isso, pode ser conhecida de ofício, independentemente de menção pelo interessado quando de sua defesa no âmbito do processo. Ocorre que, nestes autos, a DRJ/Juiz de Fora apontou para a falta de exposição, pela Contribuinte, dos motivos de direito e as razões para a reforma do despacho decisório de não homologação da compensação, e declarou, em consequência, a inexistência de lide, tendo decidido pelo não conhecimento da manifestação de inconformidade. Essa causa de decidir, tomada a partir dos elementos constantes da defesa, está amparada legalmente, portanto não há como reformar a decisão recorrida. Assim, a alegação de decadência somente na fase recursal não tem força para estabelecer a lide e propiciar o conhecimento desta matéria, veiculada apenas no recurso voluntário. Enquanto matéria de ordem pública somente poderia ser conhecida de ofício no bojo do processo, enquanto instrumentalidade válida de composição da lide, ainda que não mencionada pela Interessada no recurso voluntário. Pelo exposto, conquanto seja a decadência alegada matéria de ordem pública, ante a inexistência de lide nestes autos, voto por não conhecer do recurso voluntário. Sala das sessões, 27 de junho de 2012 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Fl. 43DF CARF MF Impresso em 12/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 25/07/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/07/2012 por ALEXANDRE KERN 4 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 10675.903182/200930 Interessada: INDÚSTRIAS SUAVETEX LTDA. Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 3803003.103, de 27 de junho de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 27 de junho de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 44DF CARF MF Impresso em 12/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 25/07/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/07/2012 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
