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Numero do processo: 10855.005950/2002-01
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Jun 15 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Fri Jun 15 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 301-01.877
Decisão: RESOLVEM os membros da primeira câmara do terceiro conselho de contribuintes,por unanimidade de votos,converter o julgamento em diligência á Repartição de Origem,na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)
Nome do relator: ADRIANA GIUNTINI VIANA
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Numero do processo: 10860.002822/2004-91
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon Jan 28 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Mon Jan 28 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 301-01.919
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: RODRIGO CARDOZO MIRANDA
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Numero do processo: 10120.001802/2001-13
Data da sessão: Mon Jul 06 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Mon Jul 06 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Ano-calendário: 1997, 1998, 1999
IPI NÃO DESTACADO NA NOTA-FISCAL
Constatada pela fiscalização a saída de produtos tributados com emissão de nota-fiscal mas sem o destaque do imposto, o IPI não destacado, deduzido dos créditos existentes, deve ser exigido mediante lançamento de oficio.
MULTA FORMAL
A falta de destaque do IPI na nota-fiscal sujeita o contribuinte à multa isolada no valor de 75% do IPI não destacado com cobertura de crédito.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.004
Decisão: ACORDAM os membros da 1ª. TURMA ESPECIAL da TERCEIRA
SEÇÃO DE JULGAMENTO , por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUZA
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Ano-calendário: 1997, 1998, 1999 IPI NÃO DESTACADO NA NOTA-FISCAL Constatada pela fiscalização a saída de produtos tributados com emissão de nota-fiscal mas sem o destaque do imposto, o IPI não destacado, deduzido dos créditos existentes, deve ser exigido mediante lançamento de oficio. MULTA FORMAL A falta de destaque do IPI na nota-fiscal sujeita o contribuinte à multa isolada no valor de 75% do IPI não destacado com cobertura de crédito. Recurso Voluntário Negado.
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MULTA FORMAL A falta de destaque do IPI na nota-fiscal sujeita o contribuinte à multa isolada no valor de 75% do IPI não destacado com cobertura de crédito. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 1°. TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO , por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. /ALE" :NDRE ICEVR d - Presidente BELC 1,10R '1 e eE, SOUSA- Relator Partici!). am, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Releio Lafeta Reis, Daniel Maurício Fe. ato, Ivan Allegretti. Ausente justificadamente o Conselheiro Carlos Henrique Martins de Lima Relatório• Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de n°09-16.141 , de 07 de maio de 2007, da DRJ/Juiz de Fora/MG, fls. 467 a 470, que julgou o lançamento procedente, em face da manifestação de inconformidade, fls. 163 a 173. Cientificada da decisão em 06 de junho de 2007, irresignada, apresenta recurso voluntário, fls. 494 a 506, em 02 de julho de 2007, por meio do qual reitera todos os seus argumentos trazidos na manifestação de inconformidade, que, em síntese reclama: a) pela nulidade do lançamento: i) por falta de requisitos essenciais, quais sejam, a descrição da operação, dos produtos saídos sem destaque e a indicação de suas classificações na TIPI; por não estarem presentes as circunstâncias subjacentes motivadoras da exigência, enquanto fundamentos do ato do lançamento, ensejando o cerceamento do direito à ampla defesa; e iii) por serem precarissimas as informações contidas no auto de infração: b) contra a aplicação da "dúplice multa com o mesmo enquadramento legal"; Cientificada do teor do relatório de diligência solicitada pela DRS, que cotejou novamente todos os dados do auto de infração com novas cópias da escrituração fiscal da contribuinte, concluindo pela confirmação do feito fiscal, e, concedido prazo de 30 dias para sobre ele se manifestar, a interessada silenciou. É o relatório. Voto Conselheiro BELCHIOR MELO DE SOUSA, Relator O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço. O que a recorrente vem discutir em sua peça de defesa diz respeito à precariedade da descrição dos fatos que ensejaram a autuação e ausência de uma pertinente explicação de como a autoridade fiscal chegou aos cálculos. Sendo a linha da Defesa a mesma trazida na impugnação para atacar a higidez do lançamento, à vista de todos os elementos destes autos não me vejo propício a acolher seus dizeres. E para rebater as teses da recorrente, cito excertos da decisão combatida, valendo-me dos seus contrapontos: 1:2" Processo n°10120.001802/2001-13 S3-TE01 atketreltõ n"? SiMiotu, E. 511 a)a autoridade tomou por base para efetuar o lançamento os valores escriturados pela empresa em seu livro de registro de apuração do IPL De fato, os valores lançados no auto de infração ..., são idênticos aos constantes do livro registro de apuração do IPI, fls.47/145. b)a autoridade também verificou que a totalidade dos créditos escriturados no citado livro referia-se à importação direta de produtos tributados, e que a contribuinte dava saída a tais produtos com nota-fiscal, mas sem o destaque do IPI; c)o livro registro de apuração do IPI, já apresentado durante a fiscalização (fls.47/145), tornou a ser apresentado a pedido do autor da diligência (fls. 183/456), não tendo sido constatada divergência de valores entre eles. Nesse iter da argumentação, reitero o que concluiu a DRJ: "Não há que se falar em falta de requisitos essenciais ao lançamento, nem em cerceamento do direito de defesa. O lançamento do IPI, conforme demonstrativo de fls. 19/25, tomou por base o saldo devedor do IPI (débitos e créditos) em cada decêndio nos anos de 1997, 1998 e 1999, valores esses registrados no próprio livro de apuração do IPI que a empresa apresentou ao auditor." Logo, como pretender afirmar desconhecimento dos fatos, para discutir a precária descrição destes no auto de infração - a classificação dos produtos na TIPI, a aliquota aplicada - quando tudo isto já estava consubstanciado nas apuraçães e registros da própria empresa? Daí, a inafastável conclusão de que não houve cerceamento do direito de defesa, posto ter a recorrente pleno conhecimento acerca daquilo em que estava sendo apontada como infratora. Quanto à multa aplicada, não é verossímil que só se pode alcançar o caminho por onde andou o auditor para chegar ao seu valor após a decisão de primeira instância e não pela inteligência do próprio lançamento. Deduzo que qualquer contabilista de mediana formação e experiência, especialmente se foi o autor ou revisor da escrituração, consegue apreender no auto de infração, numa leitura sem profundidade, a disposição gráfica dos débitos não destacados nas notas fiscais: a) que tiveram crédito como contrapartida, e neste caso recebeu a incidência da multa isolada pelo não destaque; e b) os que estão a descoberto de crédito, gerando imposto devido, sendo estes principais objetos de lançamento, juntamente com a respectiva multa de oficio. Primeiramente, todos os débitos não destacados nas notas fiscais são arrolados no auto de infração (99 noventa e nove) débitos, fls. 12 a 18. Segundo, às fls. 19 a 25, todos os débitos são novamente arrolados. Dos que não tem créditos correspondentes no período resulta imposto a pagar de igual valor. Dos que possuem C \ >1. 3 créditos correspondentes no período, os débitos são destes subtraídos nada resultando de imposto a pagar em sua maioria e saldos devedores para pequena parte. No terceiro rol, fls. 26 a 29, resultante da listagem imediatamente anterior, são destacados apenas os débitos a pagar do imposto, para fazer incidir sobre eles a multa de oficio e juros de mora. No quarto rol, fls. 30 a 36, todos os débitos seio arrolados novamente, para destacar, agora, apenas os débitos inteiramente deduzidos dos créditos, sem imposto a pagar no período, para sobre ela fazer incidir só a multa isolada pela falta de destaque nas notas fiscais. Como se pode ver, não há no ato nenhuma duplicidade de aplicação de multa. Só há uma incidência sobre cada débito, incidência que, repita-se de outro modo, foi segregada em 75% sobre o principal a cobrar, e 75% sobre o principal compensado com os créditos em cada período. De resto, não há ilegalidade neste ato de lançamento. O que ainda se poderia discutir é se há base legal para a cobrança sobre a multa isolada pelo só fato de não haver a contribuinte destacado o débito do imposto nas notas fiscais, mesmo não havendo imposto a pagar, pela aplicação da técnica da não-eumulatividade. E nesta matéria de direito o ato administrativo do lançamento está em conformidade com o que dispõe o art. 80, da Lei n° 4.502/64, com redação dada pelo art. 13, da Lei n°11488, de 15 de junho de 20071, que em nada modificou o sentido da norma alterada aplicada a este caso concreto. O acréscimo do parágrafo 8° apenas deixa claro a exigência contida na cabeça do artigo. Por fim, rebato que não tem fundamento a alegação segundo a qual deveria prevalecer a norma inserta nos arts. 451, § 1°, e 456, do RIPE O primeiro dispositivo cuida de majoração da pena, e o segundo de cumulação de penas. No caso, não houve majoração de penas, nem há fato que implique cumulação de penas. A única penalidade imposta foi a prevista no art. 461, penalidade esta que foi dividida em duas parcelas, conforme já assentado. (apenas para cotejar a existência deste argumento no recurso) Art. 13, O art. 80 da Lei no 4.502, de 30 de novembro de 1964, passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. 80. A falta de lançamento do valor, total ou parcial, do imposto sobre produtos industrializados na respectiva nota fiscal ou a falta de recolhimento do imposto lançado sujeitará o contribuinte à muita de oficio de 75% (setenta e cinco por cento) do valor do imposto que deixou de ser lançado ou recolhido. § 8o A multa de que trata este artigo será exigida: I - juntamente com o imposto quando este não houver sido lançado nem recolhido; II - isoladamente nos demais casos. 4 Processo n° 10120.001802/2001-13 53-TE01 Acórdão n.° 3803-00.004 Fl. 512 Ant- o exposto, nego provimento ao recurso. a _ BELCIZ IO " O DE SOUSA •
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Numero do processo: 15922.000809/2008-72
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 25 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Ano-calendário: 2004 ERRO NA IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO PASSIVO.RENDIMENTOS RECEBIDOS DE PESSOA JURÍDICA POR DEPENDENTE. OMISSÃO. Constatado o erro de fato no preenchimento da declaração, inclusive com a inclusão de dependente que não possuía os requisitos legais para tal condição, deve ser afastado o lançamento efetuado considerando que o suposto dependente à época do fato gerador contava com idade superior ao limite legal permitido para esta condição, devendo contra este ser constituído o crédito tributário decorrente da omissão de rendimentos. Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2801-001.846
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO
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OMISSÃO. Constatado o erro de fato no preenchimento da declaração, inclusive com a inclusão de dependente que não possuía os requisitos legais para tal condição, deve ser afastado o lançamento efetuado considerando que o suposto dependente à época do fato gerador contava com idade superior ao limite legal permitido para esta condição, devendo contra este ser constituído o crédito tributário decorrente da omissão de rendimentos. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente Assinado digitalmente Luiz Cláudio Farina Ventrilho – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Tânia Mara Paschoalin, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Carlos César Quadros Pierre e Eivanice Canário da Silva. Fl. 42DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 2 0/09/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por LUIZ CLAUD IO FARINA VENTRILHO Processo nº 15922.000809/200872 Acórdão n.º 280101.846 S2TE01 Fl. 40 2 Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: “Relatório Em procedimento de revisão interna da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física — DIRPF do contribuinte supra citado, referente ao Exercício de 2005, Ano Calendário 2004, a Auditoria Fiscal efetuou o presente lançamento de oficio, nos termos do Decreto 3.000/99 — Regulamento do Imposto de Renda — RIR/99, tendo em vista a apuração de Omissão de Rendimentos Recebidos de Pessoa Jurídica pelos dependentes. 0 enquadramento legal, descrição, demonstrativo do fato gerador e valor tributável foram registrados no Lançamento, as fls. 04/07. 0 contribuinte apresenta impugnação as fls.01/02, alegando erro de fato e solicitando retificação da declaração com exclusão dos filhos como dependentes, bem como o cancelamento do lançamento uma vez que fez o pagamento da diferença. 0 contribuinte apresenta o documento de Arrecadação de Receitas Federais — DARF, as fls. 16, com o valor do tributo que entendeu devido acrescido de multa calculada a 20% do imposto devido e juros.” É o relatório. Passo adiante, através do Acórdão 1743.098, a 10a Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em São Paulo II (SP) entendeu por bem julgar procedente em parte a impugnação, mantendo o crédito tributário em parte, em decisão que restou assim ementada: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2004 RENDIMENTOS RECEBIDOS DE PESSOA JURÍDICA.RENDIMENTOS DE DEPENDENTES. OMISSÃO. Tributase o rendimento recebido de Pessoa Jurídica omitido na declaração de ajuste anual. Cabe afastar do lançamento efetuado o valor comprovado dos rendimentos que foram oferecidos à tributação pela entrega Fl. 43DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 2 0/09/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por LUIZ CLAUD IO FARINA VENTRILHO Processo nº 15922.000809/200872 Acórdão n.º 280101.846 S2TE01 Fl. 41 3 tempestiva da declaração de ajuste anual pertinente, mantendo se a parte não comprovada. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Cientificado em 16/09/2010 (fls. 29), o Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 18/10/2010 (fls. 30 a 35), reiterando os argumentos expostos quando da apresentação da impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Relator: Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. Conforme se observa nos autos, o contribuinte incluiu em sua declaração de ajuste anual exercício 2005, seus filhos Fábio Marin Marques e Carlos Eduardo, na qualidade de seus dependentes. Neste tocante, importante destacarmos, por produzir efeitos jurídicos opostos, dois casos distintos em relação aos dependentes, a saber: O do filho Carlos Eduardo Marques, que apresentou tempestivamente Declaração de Ajuste Anual em nome próprio e do filho Fábio Marin Marques, que não apresentou Declaração de Ajuste Anual em nome próprio, não ofertando seus rendimentos a tributação. De se destacar que, tempestivamente, o dependente Carlos Eduardo Marques apresentou Declaração de Ajuste Anual em nome próprio, oferecendo a tributação seus rendimentos, contendo parte dos créditos tributários objetos do lançamento combatido, no valor de R$ 15.187,00, “submetendoo integralmente à tributação em época própria e compensandose do imposto retido na fonte no valor de R$ 54,04”, como reconhecido pela própria DRJ, permanecendo como dependente do ora recorrente apenas seu filho Fábio Marin Marques, que não apresentou Declaração de Ajuste Anual em nome próprio, não ofertando seus rendimentos a tributação. Nesta linha, em suas razões, informa o recorrente que como seu filho já não possuía mais idade para ser seu dependente e que tal informação decorreu de um erro de fato, não deveria ser considerada pela Autoridade Fiscal, solicitando por fim, que o lançamento e o suposto crédito tributário constituído nos autos, fossem julgados improcedentes, sendo esta a base fundamental do recurso que ora se processa. Fl. 44DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 2 0/09/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por LUIZ CLAUD IO FARINA VENTRILHO Processo nº 15922.000809/200872 Acórdão n.º 280101.846 S2TE01 Fl. 42 4 Neste tocante, para efeito de tributação na Declaração de Ajuste Anual, conforme dispõe o §8°, do art. 38, da Instrução Normativa SRF n° 15, de 06 de fevereiro de 2001, temos a seguinte norma tributária que assim dispõe in verbis: § 8° Os rendimentos tributáveis recebidos pelos dependentes devem ser somados aos rendimentos do contribuinte para efeito de tributação na declaração. No presente caso, o contribuinte ora recorrente, declarou seu filho, que sequer possuía os requisitos legais exigidos no artigo 38 do diploma legal suso transcrito, para figurar na qualidade de seu dependente, omitindo em sua declaração de ajuste anual, os rendimentos deste suposto dependente. A normativa legal neste sentido é bastante clara, conforme dicção do § 8° da Instrução Normativa SRF n° 15, de 06 de fevereiro de 2001, quando determina que os rendimentos tributáveis recebidos pelos dependentes “devem ser somados aos rendimentos do contribuinte para efeito de tributação”. Da leitura do referido parágrafo 8°, se depreende que, mesmo que se tratasse do caso de dependente, os rendimentos deste deveriam ser declarados na declaração de ajuste anual do contribuinte ao qual está vinculado, somandose a estes para fins de tributação. Ora, resta claro da leitura dos Autos que o dependente informado como tal pelo contribuinte, além de não preencher os requisitos legais do artigo 38 da Instrução Normativa SRF n° 15, para ser assim considerado, deixou de ofertar a tributação os valores (rendimentos) por si recebidos de pessoa jurídica. Apesar do erro cometido pelo ora recorrente, o crédito tributário com base em omissão de rendimentos do filho Fábio Marin Marques, deveria ter sido constituído contra este (seu filho), que à época do fato gerador já não possuía idade para ser dependente do ora recorrente pois já contava 27 anos de idade e não contra o ora recorrente, eis que o referido filho não preenchia de fato e de direito os requisitos para ser considerado como dependente, o que por seu turno não o isenta de ofertar a tributação valores recebidos de pessoa jurídica, não podendo contudo referido lançamento ser efetuado contra o ora recorrente, por nítido equivoco na identificação do sujeito passivo da obrigação tributária. Conclusão Por todo o exposto, voto por DAR PROVIMENTO AO RECURSO. Assinado digitalmente Luiz Cláudio Farina Ventrilho Fl. 45DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 2 0/09/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por LUIZ CLAUD IO FARINA VENTRILHO Processo nº 15922.000809/200872 Acórdão n.º 280101.846 S2TE01 Fl. 43 5 Fl. 46DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 2 0/09/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por LUIZ CLAUD IO FARINA VENTRILHO
score : 1.0
Numero do processo: 10580.721301/2008-14
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 26 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Oct 26 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2004
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LEI N º 8.852.
A Lei n° 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. (Súmula CARF n° 68)
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.026
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: AMARYLLES RELNALDI E HENRIQUES RESENDE
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LEI N º 8.852. A Lei n° 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. (Súmula CARF n° 68) Recurso Voluntário Negado.
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LEI N º 8.852. A Lei n° 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. (Súmula CARF n° 68) Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Luiz Cláudio Farina Ventrilho e Carlos César Quadros Pierre. Fl. 71DF CARF MF Emitido em 09/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10580.721301/200814 Acórdão n.º 2801002.026 S2TE01 Fl. 72 2 Relatório AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi expedida a Notificação de Lançamento de fls. 21 a 25, referente a Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2004, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de R$899,25, acrescido de multa de ofício e juros de mora. A autuação decorreu de omissão de rendimentos recebidos do Comando da Marinha (R$13.023,00). IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou a impugnação (fls. 02 e 03), acatada como tempestiva. Alegou, consoante relatório do acórdão de primeira instância (fls. 51): (...) em síntese, que tais rendimentos, correspondentes a adicional por tempo de serviço e a compensação orgânica são não tributáveis, em conformidade com o inciso III, alíneas “d” e “n” do art. 1º da Lei 8.852, de 4 de fevereiro de 1994, o qual enumeraria hipóteses que excluiriam rendimentos do campo de incidência do imposto de renda sobre a pessoa física e, assim, improcedente o lançamento ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A 3ª Turma da DRJ Salvador/BA, conforme Acórdão de fls. 50 a 53, julgou a impugnação improcedente, mantendo o lançamento. RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado da decisão de primeira instância em 10/11/2010 (fls. 56), o contribuinte apresentou, em 09/12/2010, o Recurso de fls. 57 e 58, reafirmando, em síntese, os argumentos da impugnação. O recurso foi instruído com os documentos de fls. 59 a , a saber, cópias de: identidade do contribuinte; comprovante de rendimentos; Lei nº 8.852, de 1994; acórdão recorrido e correspondência que o acompanhou. O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até as fls. 70, que também trata do envio dos autos a este Conselho. É o Relatório. Voto Fl. 72DF CARF MF Emitido em 09/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10580.721301/200814 Acórdão n.º 2801002.026 S2TE01 Fl. 73 3 Conselheira Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. No caso, o interessado considerou os rendimentos percebidos do Comando do Exército a título de Adicional por Tempo de Serviço e Compensação Orgânica como isentos do IRPF, ao abrigo do disposto nas alienas “d” e “n”, do inc. III, art. 1º, da Lei nº 8.852, de 1994 . Ocorre que a Lei em questão não cuidou de hipóteses de isenção do Imposto de Renda e reiteradamente este Conselho tem se pronunciado no sentido de que os rendimentos em questão são tributáveis. A propósito, foi editada a Súmula CARF nº 68, de observância obrigatória por este Colegiado: Súmula CARF n° 68: A Lei n° 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Fl. 73DF CARF MF Emitido em 09/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL
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Numero do processo: 11543.003949/2007-25
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005
Processo administrativo fiscal. Recurso intempestivo.
Não se conhece de recurso voluntário apresentado após o prazo de trinta dias, contados da ciência da decisão de primeira instância.
Recurso não conhecido.
Numero da decisão: 2801-001.734
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer o recurso, por intempestivo.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 Processo administrativo fiscal. Recurso intempestivo. Não se conhece de recurso voluntário apresentado após o prazo de trinta dias, contados da ciência da decisão de primeira instância. Recurso não conhecido.
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Recurso intempestivo. Não se conhece de recurso voluntário apresentado após o prazo de trinta dias, contados da ciência da decisão de primeira instância. Recurso não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer o recurso, por intempestivo. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Eivanice Canário da Silva, Tânia Mara Paschoalin e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Trata o presente processo de Notificação de Lançamento que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), por meio do qual se exige do sujeito passivo acima identificado o montante de R$ 6.846,44, referente ao exercício de 2005, a título de imposto (R$ Fl. 97DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 05/08/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 03/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 11543.003949/200725 Acórdão n.º 280101.734 S2TE01 Fl. 90 2 3.233,73), acrescido da multa de ofício equivalente a 75% do valor do tributo apurado (R$ 2.425,29), além dos juros de mora (R$ 1.187,42). O lançamento é decorrente da apuração de dedução indevida a título de despesas médicas. Em sua impugnação, a contribuinte apresentou as seguintes razões de defesa: • Em preliminar, ressaltou irregularidades constantes da Notificação de Lançamento impugnada, que, por si só, a fazem insubsistente e nula de pleno direito; • Alegou que os artigos citados pela Autoridade Fazendária para lavratura da Notificação de Lançamento não dispõem que a comprovação das despesas atenda ao que fora descrito na narrativa dos fatos, acrescentando que não poderia o fiscal autuante criar novas obrigações além daquelas previstas nos artigos citados como "enquadramento legal"; • Para que não pairem quaisquer dúvidas quanto às despesas médicas declaradas e tendo em vista a constante busca da verdade real, juntou as declarações de prestação de serviços dos profissionais que emitiram os recibos que não foram aceitos pela Autoridade Fazendária; • Contestou os valores lançados a título de multa em percentual de 75%, por evidenciar a desproporcionalidade, irrazoabilidade e confiscatoriedade da multa aplicada, afrontando a Constituição Federal e contrariando a jurisprudência dominante de nossos Tribunais Superiores sobre a matéria. A 1ª Turma da DRJ/BSB/DF, conforme Acórdão de fls. 60/70, julgou improcedente a impugnação sob os fundamentos consubstanciados nas seguintes ementas: DESPESAS MÉDICAS COMPROVAÇÃO. Tendo a autoridade fiscal efetuado a glosa de despesas médicas por considerar que os recibos apresentados não configuravam prova hábil e idônea dos gastos, não há justificativa para seu restabelecimento sem comprovação do efetivo desembolso financeiro e da prestação do serviço. ÔNUS DA PROVA. É lícito ao fisco exigir a comprovação e justificação das despesas médicas/odontológicas, cabendo o ônus da prova ao contribuinte. MULTA DE OFÍCIO. CARÁTER CONFISCATÓRIO. AUSÊNCIA. O Princípio da Vedação ao Confisco previsto na Constituição Federal é dirigido ao legislador, cabendo à Autoridade Fiscal Fl. 98DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 05/08/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 03/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 11543.003949/200725 Acórdão n.º 280101.734 S2TE01 Fl. 91 3 somente a aplicação da multa de oficio, nos moldes da legislação de regência. Regularmente cientificada daquele Acórdão em 24/06/2010 (fl. 77), a interessada interpôs recurso voluntário de fls. 78/87, em 27/07/2010, no qual sustenta ter o direito à dedução de despesas médicas declaradas, conforme declaração de cada prestador de serviço emitente dos recibos apresentados durante o procedimento fiscal, corroborando a veracidade dos recebimentos e da efetiva prestação dos serviços. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora Inicialmente, cabe examinar a tempestividade do recurso interposto. O Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, assim estabelece: Art. 5º Os prazos serão contínuos, excluindose na sua contagem o dia do início e incluindose o do vencimento. Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato. (...) Art. 23. Farseá a intimação: I pessoal, pelo autor do procedimento ou por agente do órgão preparador, na repartição ou fora dela, provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou preposto, ou, no caso de recusa, com declaração escrita de quem o intimar; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) II por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) (...) § 2° Considerase feita a intimação: I na data da ciência do intimado ou da declaração de quem fizer a intimação, se pessoal; II no caso do inciso II do caput deste artigo, na data do recebimento ou, se omitida, quinze dias após a data da expedição da intimação; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) (...) Fl. 99DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 05/08/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 03/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 11543.003949/200725 Acórdão n.º 280101.734 S2TE01 Fl. 92 4 Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. No caso, a ciência da decisão de primeira instância, consoante AR de fl. 77, se deu em 24/06/2010, portanto, o contribuinte poderia apresentar o recurso até 26/07/2010. Entretanto, somente o fez em 27/07/2010, consoante carimbo aposto pela repartição de recepção do documento de fls. 78/87. Diante do exposto, voto no sentido de não conhecer do recurso, por intempestivo. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 100DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 05/08/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 03/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN
score : 1.0
Numero do processo: 10183.004854/2005-31
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jan 30 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Wed Jan 30 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 301-01.933
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência A Repartição de Origem, nos termos do voto da relatora.
Matéria: ITR - ação fiscal (AF) - valoração da terra nua
Nome do relator: SUSY GOMES HOFFMANN
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DRJ-CAMPO GRANDE/MS Processo n° Recurso IV Assunto Resolução n° Data Recorrente Recorrida RESOLUÇÃO 1V- 301-1.933 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Primeira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência A Repartição de Origem, nos termos do voto da relatora. OTACiLIO DA S CARTAXO Presidente SU GOMES HOFFMANN Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: José Luiz Novo Rossari, Luiz Roberto Domingo, Rodrigo Cardozo Miranda, João Luiz Fregonazzi e Patricia Wanderkoke Gonçalves (Suplente). Ausente a Conselheira Irene Souza da Trindade Torres. -1 Processo n.° 10183.004854/2005-31 Resolução n.° 301-1.933 CC03/C01 Fls. 394 RELATÓRIO Cuida-se de auto de infração (fis.02/09), no qual é cobrado o Imposto Sobre Propriedade Rural — ITR, relativo ao exercício de 2000, referente ao imóvel denominado "Gleba Raposo Tavares", localizado no Município de Apiacds - MT, cadastrado na Secretaria da Receita Federal sob n. 6417342-9, no valor de R$ 4.666.061,78. Ficou comprovado em procedimento fiscal de verificação do cumprimento das obrigações tributarias a falta de recolhimento em face dos argumentos abaixo aduzidos pela autoridade fiscal: I) Área total do imóvel: o contribuinte foi intimado a esclarecer os valores informados em DITR referentes aos imóveis denominados Fazenda Santa Rosa, NIRF 64173550 e Gleba Raposo Tavares, NIRF 6417342-9. Em atendimento a intimação, o contribuinte apresentou cópia de DITR de 2003 e 2004, onde foi informada a soma das duas áreas. Com a apresentação do laudo técnico, do Termo de atendimento a intimação e das matriculas dos imóveis, ficou confirmado que os imóveis são contíguos e pertencem ao mesmo proprietário. Dessa forma, não poderiam ter sido os imóveis declarados em NIRFS diferentes; 2) Área de utilização limitada: somando-se as áreas de utilização das duas declarações, resulta o valor de 22.500ha. Nas matriculas apresentadas existe averbação de 50% da área total, 37.500ha. Entretanto, não foi apresentado o ADA, sendo desconsiderado o valor declarado; 3) A' rea de preservação permanente: somando-se as áreas de preservação permanente das duas declarações, resulta o valor de 37.500,00ha. E171 laudo técnico apresentado por profissional informa que existe 25.000,00ha de área de preservação permanente. Entretanto, o contribuinte não apresentou o ADA, sendo desconsiderado o valor declarado; 4) Valor da Terra Nua: foi apresentado laudo pelo contribuinte informando o valor da terra nua — VTN de R$ 120,26 por hectare, tal cálculo foi realizado através de critérios objetivos e técnicos como orienta a norma da ABNT. Após, o contribuinte reduziu o VTN para R$ 12,02, tendo por justificativa a Portaria do Ministério da Justiça 17. 1.149, de 2 de outubro de 2002, que define a existência de área indígena sobreposta ao imóvel. Entretanto, informa o próprio contribuinte que a referida portaria esta suspensa por Medida Liminar. Não existindo restrição de qualquer natureza a época da ocorrência do fato gerador, inaplicável e a redução pretendida pelo contribuinte. Sendo assim, o VTN por hectare declarado pelo contribuinte esta sendo substituído pelo valor de R$ I 20,26/ha informado em laudo. 2 Processo n.° 10183.004854/2005-31 Resolução n.° 301 -1.933 CC03/C01 Fls. 395 Inconformado corn a autuação apresentou o contribuinte impugnação e documentos (134/157) alegando em síntese que: 1) Os imóveis denominados Fazenda Santa Rosa e Gleba Raposo Tavares II têm sua área inteiramente tomada pela floresta tropical, conforme se pode constatar pela descrição contida no laudo; 2) A partir de agosto de 2001 foi substanciahnente aumentada a limitação legal a utilização dos imóveis, uma vez que estão localizados dentro da denominada Amazônia Legal. De acordo com a MP 2.166- 67/01, deve ser mantida, a titulo de reserva legal, o equivalente a 80% da área total do imóvel; 3) Existe processo em curso da Fundação Nacional cio Índio — FUNAI para estudar a viabilidade das terras, visando a demarcação, como terra indígena, em favor da tribo Kayabi, de uma área total de aproximadamente 1.400.000ha, na qual estão incluídos, em sua totalidade, os imóveis em questão; 4) Diante da publicação cio despacho do Presidente da FUNAI aprovando o relatório que recomendava a demarcação da referida área como terra indígena, a impugnante viu-se forçada a suspender todas as providencias relativas a implantação do seu projeto agropecuário; 5) Em outubro de 2002, o Ministro da Justiça expediu a Portaria n°. 1.149, declarando a posse permanente dos. índios Kayabi, Munducuru e Apiaccis a Terra Indígena Kayabi, determinando que a FUNAI procedesse a demarcação administrativa, para posterior homologação do Presidente da República; 6) A impugnante propôs Ação Cautelar objetivando a suspensão dos efeitos da Portaria, obtendo, iniciahnente, o deferimento do seu pedido liminar. No entanto, a liminar foi cassada; 7) Nos termos da Lei 11 °. 9.393/96 as áreas de preservação permanente devem ser excluídas da área tributável do imóvel. Além disso, dispõe a Lei n". 4.771/65, enz seu artigo 3", "g" e .sç 2", que se consideram de preservação permanente as áreas destinadas a manter o ambiente necessário a vida das populações say,' colas; 8) 0 VTN, conforme laudo anexo é de R$ 12,02/ha, em face da existência de processo de demarcação de terras indígenas. Foi proferido acórdão (fls.274 a 293) pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Campo Grande julgando procedente o lançamento, alegando preliminarmente que aspectos de legalidade e/ou constitucionalidade do lançamento, não são apreciados na esfera administrativa. Com relação ao pedido de nulidade do lançamento, esclarece o Nobre Julgador que somente ensejam a nulidade os atos e termos lavrados por pessoa incompetente e os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. 3 Processo n.° 10183.004854/2005-31 Resolução n. ° 301-1.933 CC03,C0 I Fls. 396 Esclarece a autoridade julgadora que a exclusão da tributação da área de reserva legal permanece condicionada a comprovação do cumprimento de urna obrigação prevista na lei, que no caso, é a averbação da referida área à margem da matricula do imóvel. Alem disso, esta a impugnante obrigada a apresentar o Ato Declaratório Ambiental consoante o art. 10, da Instrução Normativa/SRF n°. 43/97, com as alterações introduzidas pela Instrução Nonnativa/SRF n. 67/97, de acordo corn o art. 10 da Lei 9.393/96, que atribuiu a Receita Federal a competência para estabelecer as condições e prazos relativos a apuração e pagamento do ITR e de acordo corn a Lei n. 10.165/2000. No que se refere ao valor da terra nua, salienta a autoridade julgadora que a impugnante apresentou laudo de avaliação, onde foi informado o valor de R$ 120,26 corno VTN por hectare. Tal cálculo foi realizado através de critérios objetivos e técnicos corno orienta a norma ABNT e, por esse motivo foi considerado pela fiscalização. Não pode a impugnante pretender ver o valor da terra nua reduzido para R$ 12,02 por hectare, tendo por justificativa a Portaria Ministerial n. 1.149, de 02 de outubro de 2002, a qual define a existência de terra indígena sobreposta ao imóvel. O VTN s6 poderia ser reduzido com base em laudo técnico de avaliação acompanhado de copia de Anotação de Responsabilidade Técnica, devidamente registrada no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, e que demonstre o atendimento das normas da ABNT. Com relação A Portaria, informa o Nobre Julgador que a mesma encontra-se suspensa por Medida Liminar e, também a data de publicação dela não abrange a data do fato gerador do ITR do exercício de 2000. Inconformado com o r.acórdão, apresentou recurso de documentos (fis.291 a 363), no qual alega em síntese: I — a função extrafiscal do ITR, uma vez que o referido imposto pretende desestimular a manutenção de latifúndios rurais improdutivos; • II — que de acordo com a Lei n. 4.771/65, 80% da área total dos imóveis localizados na chamada Amazônia Legal se caracteriza como área de reserva legal; III — será admitido no computo das áreas relativas A. vegetação nativa existente em área de preservação permanente no cálculo do percentual, quando a soma da vegetação nativa em área de preservação permanente e reserva legal exceder a 80% da propriedade rural localizada na Amazônia Legal; IV — que a averbação no Registro Geral de Imóveis da área de reserva legal destina-se a dar publicidade e a tornar eficaz perante terceiros a existência dessa limitação a terceiros. Para os proprietários, as limitações administrativas estabelecidas pela Lei n. 4.771/65, que impedem a supressão da vegetação nativa e, em conseqüência, a exploração econômica da propriedade, resultam automaticamente da lei; V — informa que procedeu a averbação da área de reserva legal, gravando 50% do total do imóvel; 4 Processo n.° 10183.004854/2005-31 Resolução n.° 301-1.933 CC03,C0 I Fls. 397 VI — o percentual de 50% adotado na ocasião, se deu em obediência a legislação em vigor na época (Lei n. 4.771/65), posteriormente alterada em razão da criação da Amazônia Legal; VII — de acordo com o artigo 2° do Código Florestal, se caracterizam como áreas de preservação permanente, pelo só efeito desta Lei, asa florestas e demais formas de vegetação natural situadas ao longo dos rios ou de qualquer curso d'agua; VIII — pelo só efeito da lei, alem dos 80% que constituem área de reserva legal, outros 33%, aproximadamente, da área total dos imóveis objetos do lançamento, constituem áreas de preservação permanente; IX — que houve erro no preenchimento da DITR, invertendo-se as áreas de preservação permanente e de reserva legal; X — que não existe fundamentação legal para a exigência do ADA; XI — o referido Ato Declaratório Ambiental constitui apenas urn dos meios de prova possíveis para a comprovação da existência das áreas de reserva legal e de preservação permanente; XII — que o disposto no art. 17-0 da Lei n. 6.938/81 se destina apenas aos proprietários rurais que se beneficiem com a redução de ITR com base em ADA que declare corno de preservação permanente as áreas previstas no art. 3° do Código Florestal; XIII — o VTN a ser utilizado para fins de calculo do ITR, e de R$ 12,02, conforme laudo técnico de avaliação apresentado pela recorrente; XIV — devem ser utilizados para definição do valor da terra nua, os critérios dispostos no art. 12, parágrafo 1°, inciso II, da Lei n. 8.629/93, quais sejam, a localização do imóvel, a capacidade potencial da terra e a dimensão do imóvel; XV — esclarece que as terras integrantes do Patrimônio Indígena, como tal definidas pelo artigo 231 da Constituição Federal, pertencem ao domínio da Unido e não se sujeitam a apropriação por particulares, são inalienáveis e indisponíveis, sendo os atos de alienação porventura praticados nulos e ineficazes, nos termos dos parágrafos 4° e 6° do referido artigo 231 da Constituição Federal; XVI — por fim, informa que foi editada a Portaria Ministerial 1.149, a qual define a existência de área indígena sobreposta ao imóvel. Fez-se arrolamento de bens as fls. 373 e 374. o relatório. 5 Processo n.° 10183.004854/2005-31 Resolução n.° 301-1.933 CC03/C01 Fls. 398 VOTO Conselheira Susy Gomes Hoffmann, Relatora Conheço do recurso por estarem presentes os requisitos legais, Em virtude dos dados constantes do processo e informados no relatório, entendo que deve ser verificado, preliminarmente, o fato da existência da posse dos índios sobre a totalidade ou parcialidade o imóvel objeto deste processo. Diante do exposto, e em vista da falta de convicção para a definitiva decisão processual, em face das controvérsias que surgem a respeito da matéria, voto no sentido de ser o julgamento convertido em diligência à unidade da SRF de origem, a fim de que seja solicitada a manifestação da FUNAI nos seguintes quesitos: 1) Tendo em vista a alegação do contribuinte da existência de índios nos imóveis "Gleba Raposo Tavares" e "Fazenda Santa Rosa", e considerando a publicação da Portaria n". 1.149, de 02 de outubro de 2002, expedido pelo Ministro do Estado de Justiça, o qual determinou a identificação e demarcação dos referidos imóveis, pela União Federal, da Reserva Indígena Kayabi, que informe desde quando — ainda que aproximadamente — os índios encontram-se nos imóveis acima identificados. 2) Juntada de cópia do processo administrativo (processo Funai/BSB/1776/82) que correu perante a FUNAI em que houve a citada demarcação das terras indígenas. Antes do retorno do processo a este Conselho, deverá a recorrente ser informada do inteiro teor da resposta do órgão demandado, a fim de que possa, querendo, se manifestar a respeito. Sala das Sessões, em 30 de janeiro de 2008 4 SUSY 0 ES HI ANN - Relatora 6
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Numero do processo: 13768.000376/2007-79
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 18 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Exercício: 2004
ARGUIÇÃO DE NULIDADE DO LANÇAMENTO.
Demonstrado que não houve qualquer violação ao disposto nos artigos 10 e 11 do Decreto nº 70.235/72, que regulamenta o Processo Administrativo Fiscal (PAF), assim como ao disposto no artigo 142 do Código Tributário Nacional, não cabe a arguição de nulidade do lançamento, ou do procedimento fiscal que lhe deu origem.
CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. NÃO OCORRÊNCIA.
Caracterizado nos autos que ao contribuinte foi concedida ampla
oportunidade de apresentar documentos e esclarecimentos, tanto no decurso do procedimento fiscal como nas fases impugnatória e recursal, é de se afastar a alegação de cerceamento do direito de defesa.
DESPESAS MÉDICAS. DEDUÇÃO. GLOSA. FALTA DE COMPROVAÇÃO DOS PAGAMENTOS.
A falta de comprovação, por documentos hábeis e idôneos, dos efetivos pagamentos das despesas médicas questionadas, enseja a manutenção da glosa efetuada na ação fiscal, posto que todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora.
Preliminar Rejeitada.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.380
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar suscitada, e no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ANTONIO DE PÁDUA ATHAYDE MAGALHÃES
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Demonstrado que não houve qualquer violação ao disposto nos artigos 10 e 11 do Decreto nº 70.235/72, que regulamenta o Processo Administrativo Fiscal (PAF), assim como ao disposto no artigo 142 do Código Tributário Nacional, não cabe a arguição de nulidade do lançamento, ou do procedimento fiscal que lhe deu origem. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. NÃO OCORRÊNCIA. Caracterizado nos autos que ao contribuinte foi concedida ampla oportunidade de apresentar documentos e esclarecimentos, tanto no decurso do procedimento fiscal como nas fases impugnatória e recursal, é de se afastar a alegação de cerceamento do direito de defesa. DESPESAS MÉDICAS. DEDUÇÃO. GLOSA. FALTA DE COMPROVAÇÃO DOS PAGAMENTOS. A falta de comprovação, por documentos hábeis e idôneos, dos efetivos pagamentos das despesas médicas questionadas, enseja a manutenção da glosa efetuada na ação fiscal, posto que todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora. Preliminar Rejeitada. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 118DF CARF MF Impresso em 21/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 13768.000376/200779 Acórdão n.º 2801002.380 S2TE01 Fl. 2 2 Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar suscitada, e no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Walter Reinaldo Falcão Lima, Carlos César Quadros Pierre, Luiz Cláudio Farina Ventrilho e Tânia Mara Paschoalin. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Relatório Mediante Notificação de Lançamento, às fls. 10/12, formalizouse exigência de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física – IRPF (suplementar), relativa ao exercício 2004, anocalendário 2003. Por bem resumir os fatos, transcrevese, a seguir, excerto do Relatório constante da decisão recorrida (fls. 75/77 dos autos): “(...) O crédito tributário apurado pela autoridade fiscal está assim constituído, em Reais: Imposto de Renda Pessoa Física Suplementar ............ 5.178,20 Multa de ofício (75%) .................................................. 3.883,65 Juros de Mora (calculados até 09/2007) ..................... 2.628,45 Valor do Crédito Tributário apurado .......................... 11.690,30 O cálculo do Imposto apurado encontrase demonstrado às fls. 12, e a descrição dos fatos às fls. 11, frente e verso, conforme resumido: Dedução Indevida de Previdência Privada/Fapi: glosa no valor de R$ 359,82. Glosada parte da contribuição declarada, pois o contribuinte intimado comprovou apenas o valor de R$ 1.253,12, conforme documentos apresentados pelo interessado. Dedução Indevida de Despesas Médicas: glosa no valor de R$ 18.470,00. O contribuinte foi intimado a comprovar as despesas médicas declaradas e apresentou os seguintes documentos: as despesas comprovadas e aceitas foram de R$ 2.372,00. Já as demais despesas foram glosadas por falta de comprovação/amparo legal, pois foram apresentadas sem justificar a necessidade e descrição dos procedimentos médicos realizados, sem identificar os pacientes beneficiários, recibos sem endereço dos profissionais e também não foram comprovados os efetivos pagamentos das despesas, contrariando o disposto no Regulamento do Imposto de Renda. Seguem abaixo Fl. 119DF CARF MF Impresso em 21/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 13768.000376/200779 Acórdão n.º 2801002.380 S2TE01 Fl. 3 3 as despesas glosadas: Samiro Coutinho de R$ 2.900,00 e Eliane Freire de R$ 270,00, conforme documentos apresentados pelo interessado. O enquadramento legal do lançamento está descrito às fls. 11, frente e verso. Após a ciência da Notificação de Lançamento em 15/10/2007 (informação Sucop às fls. 14), o contribuinte, legalmente representado por seu advogado (procuração às fls. 08/09), apresenta impugnação, protocolada em 14/11/2007 (fls. 01/07). acompanhada da documentação de fls. 08/12, expondo, em síntese, os motivos de fato e de direito que se seguem: Os agentes fiscais glosaram despesas médicas relativas aos serviços prestados pelo Dr. Samiro Coutinho (R$ 2.900,00) e a Dra. Eliane Freire (RS 270,00), sob a alegação de que o impugnante não comprovou o efetivo pagamento; Apesar de a glosa das despesas médicas ter sido realizada no valor de RS 18.470,00, a Notificação em questão informa que as despesas médicas e odontológicas glosadas são as acima mencionadas, no valor de RS 3.170,00; Assim, o Auto de Infração padece de vício insanável de forma, por não esclarecer que despesas foram efetivamente glosadas, o que se reveste em verdadeiro cerceamento de defesa; Também glosado o valor de R$ 359.82 referente à contribuição à previdência privada; Pleiteia, portanto, a anulação do Auto, uma vez que a fundamentação do mesmo reside no campo hipotético, onde os agentes fiscais, apesar de terem logrado êxito em encontrar todos os subscritores dos recibos objeto da fiscalização, entenderam de forma abusiva que os mesmos eram insubsistentes, bem como a fundamentação do Auto carece dos requisitos básicos atinentes à formalidade; Transcreve trechos do art. 8o da Lei 9.250/95 e conclui que os recibos originais enviados aos agentes fiscais se revestem dos pressupostos contidos no inciso III, sendo por essa razão incontroversa a sua regularidade formal; Os abatimentos na declaração estão de acordo com as normas legais vigentes, foram prestados por profissionais habilitados e os respectivos pagamentos foram efetuados em moeda corrente; Ainda que os agentes fiscais entendam que os pagamentos deveriam ter sido realizados por meio de cheques, tal fundamento não deve prosperar; Os agentes não demonstraram que os serviços citados nos recibos emitidos pelos prestadores efetivamente não foram prestados; Fl. 120DF CARF MF Impresso em 21/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 13768.000376/200779 Acórdão n.º 2801002.380 S2TE01 Fl. 4 4 Não seria possível enquadrar a glosa de tais profissionais na IN 15/2001, uma vez que esta última fixa exigências não previstas na legislação e é, portanto, ilegal, violando o principio da hierarquia das leis; Além da quebra da hierarquia, a extensão introduzida pela IN fere mortalmente o principio constitucional da legalidade. E cita doutrina de Luciano Amaro e jurisprudência do STJ sobre a matéria; Com relação à previdência privada os documentos enviados aos agentes fiscais comprovam seu efetivo recolhimento; Requer a improcedência da ação fiscal e a juntada posterior de documentos que comprovarão todo o alegado; Pede deferimento. Da análise preliminar do processo verificouse que a infração Dedução Indevida de Despesas Médicas, por falta de comprovação ou de previsão legal para a dedução (fls. 11, verso, da autuação), resultou na glosa parcial de RS 18.470,00, dos RS 20.842,00 informados pelo contribuinte em sua declaração (fls. 21/24). Levandose em consideração que o requerente argüiu cerceamento do direito de defesa por não compreender claramente quais despesas foram glosadas, os autos foram devolvidos à DRF de origem com o fito de sanear o processo. Em resposta à diligência de fls. 28/29 a fiscalização instruiu o processo com a informação fiscal de fls. 67/69 e o dossiê malha de fls. 32/66, abrindo prazo para que o interessado tivesse ciência dos fatos (fls. 70/71) e se manifestasse sobre a matéria em um prazo de 30 dias. Após a devida ciência da Informação Fiscal por parte do contribuinte (AR de fls. 72), o prazo transcorreu sem que houvesse qualquer manifestação. (...)” A 6a Turma de Julgamento da DRJ/Brasília/DF, em decisão por maioria de votos considerou procedente em parte a impugnação para restabelecer a dedução com contribuição à previdência privada no valor de RS 359,82, mantendo a glosa de despesas médicas conforme efetuada pela autoridade fiscal. Consta do Acórdão DRJ/BSB n° 0338.079, de 20/07/2010, às fls. 74/84, o seguinte ementário: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA – IRPF Exercício: 2004 NORMAS PROCESSUAIS. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. Não ocorre cerceamento do direito de defesa, quando constar nos autos toda documentação pertinente à infração, descrição Fl. 121DF CARF MF Impresso em 21/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 13768.000376/200779 Acórdão n.º 2801002.380 S2TE01 Fl. 5 5 dos fatos e enquadramentos legais, bem como quando revela o contribuinte conhecer plenamente as acusações imputadas, rebatendo não só questões preliminares como também razões de mérito. PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS. LEGALIDADE. A autoridade administrativa julgadora não compete formar juízo sobre a validade jurídica das normas aplicadas na determinação do crédito tributário, sendolhe defeso apreciar arguições de aspectos da constitucionalidade do lançamento. DESPESAS MÉDICAS. ÔNUS DA PROVA. E lícito ao fisco exigir a comprovação e justificação das despesas médicas, cabendo o ônus da prova ao contribuinte. GLOSA. DESPESAS MÉDICAS. EFETIVIDADE DO PAGAMENTO. Tendo o contribuinte sido regularmente intimado a comprovar o efetivo desembolso de despesas médicas informadas na sua DIRPF, não há como restabelecêlas sem que haja tal comprovação. A falta de comprovação por documentação hábil e idônea dos valores informados a título de dedução de despesas médicas, na Declaração do Imposto de Renda, importa a manutenção da glosa. DEDUÇÃO INDEVIDA DE CONTRIBUIÇÃO À PREVIDÊNCIA PRIVADA/FAPI São dedutíveis, da base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Física, os pagamentos de Contribuições para entidades de previdência privada domiciliadas no País, cujo ônus tenha sido do contribuinte, destinadas a custear benefícios complementares assemelhados aos da Previdência Social, comprovados mediante documentos hábeis e idôneos e obedecido o limite legal. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Cientificado da decisão de primeira instância, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário em 01/04/2011, às fls. 90/96. Nessa ocasião, reitera a argumentação posta quando da impugnação ao lançamento, destacando ainda que a decisão recorrida não teria analisado de forma correta os vícios insanáveis de forma contidos na peça de autuação, não esclarecendo a autoridade fiscal, de maneira adequada, quais as despesas que foram efetivamente glosadas, resultando tal omissão em nítido vício de formalidade e em cerceamento do direito de defesa. É o relatório. Voto Fl. 122DF CARF MF Impresso em 21/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 13768.000376/200779 Acórdão n.º 2801002.380 S2TE01 Fl. 6 6 Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator. O recurso em julgamento foi tempestivamente apresentado, preenchendo, ainda, os demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Preliminarmente, do exame dos autos, depreendese que não assiste razão ao recorrente na pretendida nulidade do lançamento, ou mesmo, do procedimento fiscal que lhe deu origem. Não há neles vícios que o comprometam. Destaquese ainda que a Notificação de Lançamento em apreço (fls. 10/12) se revestiu de todas as formalidades legais previstas pelo art. 11 do Decreto nº 70.235, de 1972, com as alterações introduzidas pela Lei nº 8.748, de 1993, não havendo que se cogitar em cerceamento do direito de defesa ou violação a quaisquer dos princípios constitucionais citados pelo recorrente, nem tampouco em desrespeito às disposições do art. 142 do CTN. Ademais, de forma clara e correta a autoridade julgadora a quo analisou a questão, conforme se denota no seguinte trecho do acórdão vergastado (fls. 78/79 dos autos): “(...) observase, compulsando os autos, que o lançamento não foi efetuado à revelia do Impugnante. Este último foi intimado a prestar esclarecimentos (Termo de Intimação de fls. 33) e apresentou os documentos, que embasaram a autuação, à autoridade revisora (fls. 37/66, dossiê malha). Resta claro, também, a partir da impugnação tempestiva, que o contribuinte compreendeu a infração que lhe foi imputada, rebatendoa adequadamente. Acrescentese ainda que possuía a prerrogativa de anexar aos autos todas as provas que julgasse relevantes para elidir o lançamento, já que é nesta fase do Processo Administrativo Fiscal, isto é, o conflito de interesses entre o contribuinte e o Fisco, que se aplicam as garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa. Não obstante, diante do argumento do requerente de que não teria como saber que despesas médicas foram glosadas, esta autoridade julgadora entendeu por bem devolver o processo à DRF de origem para que esta comunicasse ao interessado quais despesas exatamente foram objeto da glosa. O contribuinte foi cientificado da informação fiscal de fls. 67/71, em que a autoridade lançadora não somente relaciona as despesas médicas glosadas, como também quais recibos deixaram de ser apresentados pelo contribuinte à fiscalização, o que também é comprovado pela análise do dossiê malha anexado aos autos (fls. 33/66). Após a ciência do documento acima descrito, o interessado desfrutou do prazo de 30 dias para nova defesa. Ao final do prazo o contribuinte não havia apresentado qualquer tipo de manifestação. (...)” De fato, verificase que não houve qualquer prejuízo ao interessado que o impedisse de apresentar suas razões de defesa, haja vista que foi devidamente intimado da Fl. 123DF CARF MF Impresso em 21/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 13768.000376/200779 Acórdão n.º 2801002.380 S2TE01 Fl. 7 7 lavratura do lançamento que compõe a lide, bem como do resultado da diligência empreendida pelo órgão julgador de primeiro grau (DRJ/Brasília/DF), apresentando posteriormente o recurso, ora em análise, alegando tudo o que entendeu cabível, tendo novamente a possibilidade de trazer à colação documentos que pudessem elidir a exigência fiscal. Assim, não vislumbro no presente processo vícios que dêem causa à nulidade pretendida, pelo que rejeito a preliminar suscitada pelo recorrente. Quanto ao mérito, na parte recorrida, insurgese o contribuinte contra a exigência de elementos de prova complementares aos documentos (recibos) por ele apresentados para validar as despesas médicas glosadas. A respeito, restou evidente no demonstrativo elaborado pela fiscalização, às fls. 67/69, reproduzido a seguir, quais os valores de despesas médicas que foram pleiteados pelo contribuinte a título de dedução do imposto devido, e quais os recibos apresentados pelo contribuinte para fins de comprovação destes valores (em reais): Em conformidade com o artigo 11, § 3°, do DecretoLei n° 5.844, de 1943, todas as deduções estarão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora. Assim, sempre que entender necessário, a fiscalização tem a prerrogativa de exigir a comprovação ou justificação das despesas deduzidas. Vale ainda mencionar que a lei pode determinar a quem caiba a incumbência de provar determinado fato. É o que ocorre no caso das deduções. O art. 11, § 3°, do Decreto Lei n° 5.844, de 1943, estabeleceu expressamente que o contribuinte pode ser instado a comproválas ou justificálas, deslocando para este o ônus probatório. Beneficiário Valores pleiteados Recibos apresentados Valores glosados Valores aceitos Oftalmodiagnose 250,00 250,00 250,00 Gleydison P. Carvalho 600,00 600,00 600,00 Luciane de V. Tessarolo 218,00 218,00 218,00 Eliane A. Boina de Jesus 270,00 270,00 270,00 Samira Coutinho Alvarenga 3.200,00 2.900,00 3.200,00 Rodrigo Paes Cotta 5.000,00 5.000,00 Cleverson de Oliveira Marques 5.000,00 5.000,00 Bressan Clínica de Olhos 1.200,00 1.200,00 1.200,00 Edmar de Oliveira Pena 5.000,00 5.000,00 Unimed 104,00 104,00 104,00 TOTAL 20.842,00 5.542,00 18.470,00 2.372,00 Fl. 124DF CARF MF Impresso em 21/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 13768.000376/200779 Acórdão n.º 2801002.380 S2TE01 Fl. 8 8 Com relação às despesas médicas declaradas nos valores de RS 300,00 (Samira Coutinho Alvarenga), RS 5.000,00 (Rodrigo Paes Cotta), RS 5.000,00 (Cleverson de Oliveira Marques), e RS 5.000.00 (Edmar de Oliveira Pena), não foram apresentados quaisquer recibos pelo contribuinte. No que se refere aos documentos (recibos) emitidos por Samira Coutinho Alvarenga (fls. 56/58) e Eliane Aparecida Boina de Jesus (fl. 61), constatase que não atendem por completo ao disposto no art. 80, § 3o, inciso III, do RIR/1999, vez que ausente a informação do endereço das profissionais prestadoras dos serviços. Não bastasse isso, muito embora a autoridade lançadora tenha solicitado a comprovação do efetivo pagamento destas despesas, o contribuinte nada apresentou neste sentido. Diante desse contexto, caberia ao autuado a apresentação de prova robusta e incontestável de que os pagamentos relacionados a todas as despesas médicas glosadas pela autoridade lançadora, foram realizados efetivamente nos valores declarados. No entender deste relator extratos bancários que exibissem as ocorrências de saques efetuados em moeda corrente, de ordens de pagamento, ou de transferências bancárias, coincidentes em data e valor compatíveis com recibos apresentados, poderiam trazer as evidências exigidas para validação da dedução pleiteada. Todavia, no presente caso, tais elementos probatórios não foram apresentados pelo recorrente. De fato, a legislação não veda o pagamento em espécie, como bem ressalvou o recorrente. Todavia, a simples apresentação de recibos, por si só, não se revela hábil para comprovar valores elevados de despesas médicas. Havendo questionamento da autoridade fiscal, tornase necessária a comprovação da efetiva prestação do serviço, bem como do pagamento correspondente. No mesmo sentido, destaco os seguintes julgados deste Egrégio Conselho: “IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA – IRPF DESPESAS MÉDICAS APRESENTAÇÃO DE RECIBOS SOLICITAÇÃO DE OUTROS ELEMENTOS DE PROVA PELO FISCO POSSIBILIDADE. Todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, podendo a autoridade lançadora solicitar elementos de prova da efetividade dos serviços médicos prestados e dos correspondentes pagamentos. Recurso negado. (Acórdão nº 2101000675, 1a Câmara – 2a SJ, Sessão de 18/08/2010)” “IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA – IRPF DESPESAS MÉDICAS COMPROVAÇÃO. A dedução relativa às despesas médicas limitase aos pagamentos especificados em recibos e notas fiscais comprovados com os efetivos desembolsos. Recurso negado. (Acórdão nº 10249110, 2a Câmara 1o CC, Sessão de 30/05/2008)” (grifei) Destarte, temse que a decisão recorrida não merece reparos, devendo ser confirmados seus judiciosos fundamentos. Fl. 125DF CARF MF Impresso em 21/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 13768.000376/200779 Acórdão n.º 2801002.380 S2TE01 Fl. 9 9 Face ao exposto, VOTO por rejeitar a preliminar suscitada, e no mérito, por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Fl. 126DF CARF MF Impresso em 21/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA
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Numero do processo: 13003.000058/2003-26
Data da sessão: Thu Nov 19 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed Nov 18 00:00:00 UTC 2009
Ementa: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA
Período de apuração: 01/01/1990 a 25/11/2004
CRÉDITOS POR ENTRADAS DE INSUMOS ISENTOS E TRIBUTADAS
COM ALÍQUOTA ZERO DECISÃO JUDICIAL, DECLARAÇÃO DE
COMPENSAÇÃO.
Em se tratando de direito creditório reconhecido judicialmente, há de se observar os estritos termos da decisão que transitou em julgado, que autorizou o creditamento, exclusivamente, nas entradas de insumos isentos e tributados com aliquota zero,, sem correção monetária, nos termos da petição inicial do mandado de segurança impetrado pelo sujeito passivo.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.212
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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ementa_s : NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/01/1990 a 25/11/2004 CRÉDITOS POR ENTRADAS DE INSUMOS ISENTOS E TRIBUTADAS COM ALÍQUOTA ZERO DECISÃO JUDICIAL, DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. Em se tratando de direito creditório reconhecido judicialmente, há de se observar os estritos termos da decisão que transitou em julgado, que autorizou o creditamento, exclusivamente, nas entradas de insumos isentos e tributados com aliquota zero,, sem correção monetária, nos termos da petição inicial do mandado de segurança impetrado pelo sujeito passivo. Recurso Voluntário Negado.
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MINISTERIO DA FAZENDA CONSE1,110 ADMINISTRA'11V0 RECURSOS FISCAIS fr TERCEIRA SEÇÃO DE IIJILGAMENU) Processo n" 1.3003 000058/2003-26 Recurso n" 261 612 Voluntário Acórdão n" 3803-00.2.12 — 3" Turma Especial Sessão de 19 de novembro de 2009 Matéria I P1 -DECI .ARAÇÃO Dl COM PENSAÇÃO-CREDITOS POR ENTR A DA S DE INSUMOS ISENTOS E ALIQI JOTA ZERO RECONHECIDOS JUDICIALMENTE Recorrente AST(MIA PAPÉIS LTDA. Recorrida DR.1- PORTO ALEGRE/RS ASSUNT O: NORMAS DE ADMINIS FRAÇÃO TRIBUI ÁRIA Período de apuração: 01/01/1990 a 25/11/2004 CREDITOS POR ÉN IRADAS DE 1NSUMOS ISENTOS E I RIBUTADAS COM" AI ,íQuorA ZERO DECISÃO JUDICIAL, DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO Em se tratando de (Incito creditório reconhecido judicialmente, há de se observar os estritos termos cia decisão que transitou em julgado, que autorizou o ereditamento„ exclusivamente, nas entradas de insurnos isentos e Ir ibutados com aliquota zero„ sem correçâo monetária, nos termos da petição inicial do mandado de segurança impetrado pelo sujeito passivo. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos Acordam os membros do Colegiada por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso Alexandr Rein Presidente e Relator Participaram ainda do 'Presente julgamento os Conselheiros :13elehior Melo de Sousa, Ivan Allegretti, Helcio Laferá Reis, Daniel Maurício Fedato e Carlos Henrique Martins de 1uma Rela tó rio Cuida-se de recurso (11s. 824 a 847) interposto pelo recorrente acima qualificado, contra o .Acórdão n2 10-16.316, de 12 de junho de 2008, da DR1/POA, lis 8.12 a 817, cuia ementa toi vazada nos seguintes termos: Assunto Imposto s.obi e Prodato.s Indusiiializados CPI Período de apni ação 02/01/1990 a 25/11/2001 PRINCiP10 DA NÃ0-CUMUL4TIV11)4.DÉ CRÉDITOS 1)0 RhCONI1LCIMLNTO JUDICIAL O econheci mento, em juízo, em nome do pl Uni pio constitucional da não-cumulativUlade do 1PI, do direito ao credito desse imposto, nas aquisições de insumos isentos ou ti ibuta(/o ii aliquont zero, autoriza apenas a utilização dCSSCs ci éditos, para compensação com débitos do ptóptio 11)1, descartadas as demais modalidades de utilização dc tais créditos Es.se inC.51710 Te(Otiheeilile1110 judicial de c/ éditos do .1.1"1 não Icy1tima O ci édito referente às aquisiçãe:s dc i115111(05 irão- tributa(los (1V1), pelo ré:lép ido imposto CORRE(;:ii0 MONL151R1A No leconheclinento judicial de ca;ditos do 117, MIs aquisições de instunos isentos ou tributados à aliquota zero, fói e:vnessamento descO/ fado o abono de correção monetai ta, aos rcf:u idos cléditos Solicitação Iridék, ida Após (.) que nominou de breve sinlese Miá:a das efemérides processuais que culminarant. no julgamento de primeira instância de sua Manifestação de Incontormidade contra o Despacho Decisório que não homologou as compensações de débitos próprios de Contribuição paru o Plano de Integração Social - PIS, Contribuição para O Financiamento da Seguridade Social - (.'.otins, Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica - .I.R.PJ e Conhibuieão Social sobre o Lucro Líquido - com créditos de IPT, reconhecidos pela sentença judicial que transitou em julgado nos autos do Mandado de Segurança n" 1999.71 00.033260-4, impetrado junto à (" Vara da Justiça Federal em Porto Alegre-RS, que acabaram consumidos em compensação comn outros débitos de -FPI, o rec(.».rente pede retbrina da decisão de piso com as seguintes alegações rcicursais: a) De ocorrência de erro material na apreciação do quanium do crédito do ceorrente, já que grande paute da glosa apurada está amparada em. notas fiscais que não são de emissão de sociedades optantes pelo Sistema Integrado de Pagamentos de Impostos e Contribuições - Simples, conforme comprovariam as 3 (Ws) notas rascais anexadas à sua Marli !estação de Incon forrar idade b) De que o provimento .judicial reconheceu-lhe o direito ao creditamento do IPI, não só nas entradas de insunuts isentos e tributados à aliquota "zero", corno também nas entradas de lusitanos não tributados pelo iiaposto; l'ree.esso n" I .i00.3 (W1005 -2:12003-26 53-1 E03 Acó/ do n " 3803-00.212 LI M7 c) Que a e.orreção monetária do crédito, por se tratar de simples recomposição do valor, deve ser reconhecida de ofício, sob pena de violação dos princípios da moralidade e da .justa indenização, relativizando-se a coisa julgada, conform.e entendimento judicial atual, que todavia não cita; d) De que a compensação do crédito com débitos de outros tributos e contribuições está assegurada na Lei ILV 10..637, de 30 de dezembro de 2002, Conclui, requerendo a manutenção da suspensão da exigibilidade dos débitos confessados nas DCOMPs de que se trata e o provimento de seu recurso voluntário, para o efeito de homologação das compensações declaradas, utilizando-se os créditos de MI: i) Relativos às entradas de instintos NT; ii) Com correção monetária sobre o crédito _judicialmente deferido; iii) Em observância aos ditames do regrarnento exarado pela Lei .d 10637, de 2002, e; Relativamente às DCOMPs não homologadas em razão da utilização de créditos sobre compras a estabelecimentos optantes pelo SIMPLES, pede que as mesmas seja.m homologas em face da não -utilização integral dos créditos deferidos _judicialmente. É o Relatório.. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recui sais, a petição de fls 824 a 847 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJ-P0A IV 10-16.316, de 12 de .junho de 2008. Como bem irisado na decisão do colegiado de piso, em se [ralando de direito ereditório reconhecido judicialmente, há de se observar os estritos termos da decisão que transitou em julgado, sob pena de afronta à tutela hegemônica do Poder Judiciário. A decisão recorrida (11, 815 e 816), minudentemente, descreveu todas as peças judiciais que instruem O presente processo, inclusive do acórdão do julgamento da Apelação em Mandado de Segurança. 1999.71.00.03.3260-4/R 5, de I." de março de 2001, que deu provimento parcial ao recurso do impetrante, para reconhecer o crédito extemporâneo reivindicado, sem correção monetária.. Há notícia também do provimento parcial do Recurso Especial n 395.248-RS, proposto pelo ora recorrente, em que foi reconhecida a data de ocorrência do fato gerador como termo inicial do prazo prescricional, termos em que, em 16 de setembro de 2002, houve o trânsito em julgado. fi;vitando repetir o que já consta da decisão de piso, reproduzo abaixo a certidão narratólia emitida pela Secretaria da 2" TillAIEt do 1 RI- -4" 1.Z.egião, a pedido do impetrante: li 4 • Ponritt TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL. DA 4' REGIÃO CERTi 117'\ , Etetl Cláudia .i‘laria de Almeida, lilt iratotadaSecieta t ia da Segunda liania 1 utbuilat KettionaI Ittedcds1 da 4' Regtian, usando das atribuições que lhe •são contei idas pot lei CER Uni ICA, paia os da idos rins. que =Admiro ' , ut,t,su t Sentiria 1 nuas ri ApoL-tiçã6 Mandado de Se t urança ui" J 992 71 00 013"--;2n0-4, em que O Apelante AS] ()RIA PAPEIS 1. 119A/ e Apelada a (IMÃ() fliDER Al. (LA/LNDA Nix.CIONi\d), ali:Orla:ta do Mandado de Sep..tliança n" 199971000332604-W Vara .Fedeial de Pai to A e/RS, objetivando o ci édito dolPl. rias aquisi- ções de inatélit:t.r, primas isentas ai cduzidas O allquota zero, ocotricias nos últimos 10 (dez) anos, em atenção ao principio da idio-cumulatividade Pede a compensaç1ite de tais valores com parcelas da andas de cultos Itibutos federais, ludele t ida a tintinar e piesUcEs as intbmin.ões , sohuevcio .eri(»:.1. denegando a segurança.. bresignada, apela a lmpetiant tilcittindo direito ao ciedi- lamento postulado, piei teatido i te:foto:lá integral do juilitado (.oin as rotim a-ity/tôes, sul:tiram os [OS ;A este 112,W4" Regi.Jto, onde forailm distribuidos et ri 08 de lane : ti :0 de 2001 011ciando no i Lia douta Pietentadoi ia da Republica mai ti ti,:stouttse pelo un its:o Mien to do tecias ( ) Lm tt-ttes,são , da em 0170i -3/01, a 'turma, pai maioria, deu provimento parcial do Apelo, vencidos o laia LONa Pi uheiro de Castro quitado ao meia° e o luiz. V llson liarõs quanto ira lapso tiweset leio:ia] . e a hicidFal.. cia de correção nume:latia A União hedettal deixou de interp3i qualquei dos Recursos, Eximo: ia ou a Especial.. A finpetrante inteipôs 1.-itecorso ltispecial CER thiCA, mais, que os autos Joi iam remetidos à Secretaria de Reemsos, que, após a juntada de peliçâo da impetrante, de extiacao de certidão nau além ia, em Cunção de ler o pedido especificado circunstâncias pormenorizadas do „julgamento, sujeito à análise da malélia, vieram os autos a esta Segunda ruim:Á, por despacho de Exm" lin:: Vice-Piesidcote: deste Uribunal., paia apreciaçiJo CiER_!IFtCA, ao liria!, que cm fitti- çito da impossibilidade de armee :tavão do pedido pela nxtua. Ema Juiza Rclatora do pedido, devido ás férias coletivas do Juizes, a presente certidão narratória foi elaborada nos termos da O; riem de Serviço n" 002/90, sem atendimento ao especificado na petição le .Rtt ida O REVERÍDO É VERDADE 5 DOU- FÉ Dada c passada nesta cidade de Porto Alcg,ret, tios dezenove dias do més de julho do ano dois mil e uni Vit„, ltraiteisçie Ritter de Abica, &e; ice Judiciário a invicti .0.irelortit da Seer-dai-ia da 2' 'VIAJAM' O requerente sustenta que tem o direito de apioveitar créditos do 1.P1, decorrentes da rquisição de produtos NT, citando, em especial, apaiurs de piipel e lenha, isso com suporte na decisão judicial que lhe lavoiece, porque a notação NI . 1 seria espécie do gênero isenção Entende., também, que esse alegado direito teria sido reconhecido pelo voto do Desembargador Federal flcio Pinheiro de Castro, no julgamento da Apelação em Mandado de Segurança n" 1999.71.00.033260-4/RS, em l de março de 2001, dizendo que esse voto não teria sido eontraditado, nesse ponto especifico, pelos demais Desembaigadoies da Segunda Turma do Tribunal Regional Federiil (FRP) da 4' Região. A certidão aciimi O desinente. No tocante à alegação de que seria cabível o abono ux oiftio de correção monetária aos créditos do Hl, impõe-se eschnecer que inexiste previsão legz. 11. para cort eção monetária de créditos de IPL nem de abono de junos a créditos de IPI objeto de pedido de 4 Koces.so n'' i 3003 000055/200.-26 S3-1 E03 Ac(ii dão n.'' 3803-00..2 12 11 868 ressarciniento. Mesmo que, houvesse, em fice de seu recurso à tutela judicial, deve-se observa- la estritamente, e essa mateira também foi discutida no âmbito da. Apelação em Mandado de Segurança n' 1999„71.00..0.3.3260-4/RS, tendo sido decidido peta Desembargadora. Federal Tânia F.scobar, relatora para o respectivo Acórdão, que inexistia, 00 caso, o direito ao abono de correção monetária, citando o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), firmado pelo Plenário, no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) n" I 20.961 -- SP.. Quanto as três notas Ciscais que instruem sua Manifestação de Inconformidade , esclareço que as mesmas teram computada.s no levantamento dos créditos a que o requerente fazia jus.. Do exposto, voto por que se negue provimento ao recurso.. Al-xandre Kern _.../ ti
score : 1.0
Numero do processo: 10320.002617/2004-32
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon Mar 16 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Mon Mar 16 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR
Exercício: 2000
PRELIMINAR. ILEGITIMIDADE PASSIVA. INOCORRÊNCIA.
Contribuinte do ITR é o proprietário de imóvel rural, o titular do seu domínio útil ou seu possuidor a qualquer título.
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
Numero da decisão: 3803-000.002
Decisão: ACORDAM os membros da 3a Turma Especial da Terceira Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de ilegitimidade passiva e, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator.
Matéria: ITR - notific./auto de infração eletrônico - outros assuntos
Nome do relator: REGIS XAVIER HOLANDA
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ILEGITIMIDADE PASSIVA. INOCORRÊNCIA. Contribuinte do ITR é o proprietário de imóvel rural, o titular do seu domínio útil ou seu possuidor a qualquer título. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3 a Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de ilegitimidade passiva e, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. "111 LUIS MARC s RRA DE CASTRO - Presidente REGI i'. • .0- ANDA - Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros André Luiz Bonat Cordeiro e Jorge Higashino. 1 Processo n°10320002617/2004-32 S3-TE03 Acórdão n°3803-00.002 Fl. 162 Relatório Trata-se de recurso voluntário interposto por Paulo Scandian contra Acórdão n° 11-18.885, de 11 de maio de 2007 (fls. 131 a 137), proferido pela 1' Turma da DRJ/Recife- PE, que manteve o lançamento relativo ao Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural — ITR. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório integrante da decisão recorrida que transcrevo a seguir: "Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração de fls. 04/08, no qual é cobrado o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural — ITR, exercício 2000, relativo ao imóvel denominado "Fazenda Primavera", localizado no município de Carutapera - MA, com área total de 11.505,4 ha, cadastrado na SRF sob o n o 4.184.021-6, no valor de R$ 23.990,00 (vinte e três mil novecentos e noventa reais), acrescido de multa de lançamento de oficio e de juros de mora, calculados até 29/10/2004, perfazendo um crédito tributário total de R$ 59.020,19 (cinqüenta e nove mil vinte reais e dezenove centavos). 2. No procedimento de análise e verificação das informações declaradas na DITR/2000 e dos documentos coletados no curso da ação fiscal, conforme demonstrativo Descrição dos Fatos e Enquadralnento Legal ff 04 e Demonstrativo de Apuração do ITR, fl. 05, a fiscalização apurou a seguinte infração: a) exclusão, indevida, da tributação de 11.505,4 ha de área declarada como preservação permanente. 3. A exclusão indevida, conforme demonstrativo Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal fl. 04, tem origem na falta de apresentação do Ato Declaratório Ambiental - ADA. 4. O Auto de Infração foi postado nos correios tendo o contribuinte tomado ciência em 03/12/2004, conforme AR de fl. 18. 5. Não concordando com a exigência, o contribuinte apresentou, em 31/12/2004, a impugnação de fls. 22/101 e 105/119, alegando, em síntese: 1— que "o impugnante é parte ilegítima para figurar neste lançamento fiscal porquanto o imóvel é de domínio e posse da União; II — que "o autuado adquiriu de boa-fé a posse do imóvel"; III — que depois verificou-se, através de ações judiciais ser "a propriedade da União, e que Processo n° 10320.002617/2004-32 S3-TE03 Acórdão n.° 3803-00.002 Fl. 163 constitui Reserva Indígena denominada de "Alto Turiaçu""; IV — que "o autuado foi desapossado pelo Poder Público do referido imóvel em dezembro de 1997, ou seja, a partir desta data perdeu a posse sobre o referido imóvel"; V — que a autuação é improcedente porque "o ITR tem por fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de imóvel, situações não ocorrentes desde 1997"; VI — que "os imóveis rurais pertencentes á União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios são imunes do Imposto Territorial Rural — 1TR"; VII — transcreve jurisprudência acerca da não- incidência de tributação sobre terras indígenas; VIII — que "outra prova oficial inconteste de que o autuado desde 1997 não tem a posse do referido imóvel é o cancelamento de PMFS, conforme anexa comunicações do Ibama"; IX— que "para espancar qualquer dúvida é verificar o anexo Decreto Presidencial n" 95.614/1988, declarando a área como Unidade de Proteção Integral"; A DRJ não acolheu as alegações do contribuinte e considerou procedente o lançamento em acórdão com a seguinte ementa: "MATÉRIA NÃO CONTESTADA. GLOSA DAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. COMPROVAÇÃO. Reputa-se não impugnada a matéria quando verificada a ausência de nexo entre a defesa apresentada e o fato gerador do lançamento apontado na peça fiscal." Cientificado do referido acórdão em 05 de julho de 2007 (fl. 141), o interessado apresentou recurso voluntário em 01 de agosto de 2007 (fls. 142 a 158) pleiteando a reforma do decisum e reafirmando seus argumentos apresentados à DRJ. 6) É o relatór.791io. 3 Processo n°10320.002617/2004-32 S3-TE03 Acórdão n.°3803-00.002 Fl. 164 Voto Conselheiro REGIS XAVIER HOLANDA, Relator Por conter matéria desta E. Turma da 3' Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais e presentes os requisitos de admissibilidade, conheço do Recurso Voluntário tempestivamente interposto pelo contribuinte. A recorrente postula que seja declarada a sua ilegitimidade passiva para figurar como contribuinte do imposto territorial rural lançado relativo ao exercício de 2000. Assim, para análise do argumento de ilegitimidade passiva argüido na peça recursal se faz necessária a conceituação de sujeito passivo, eleita pelo legislador dos termos do artigo 31 do Código Tributário Nacional, verbis: "Art. 31 - Contribuinte do imposto é o proprietário do imóvel, o titular de seu domínio útil, ou o seu possuidor a qualquer título". Por seu turno, a Lei n° 9.393/96, em seu artigo 4 0 reproduz a definição do Código Tributário Nacional, acima citada: "Art. 4 - Contribuinte do ITR é o proprietário de imóvel rural, o titular do seu domínio útil ou seu possuidor a qualquer título" . Destaca-se no presente caso, que foi o próprio recorrente que apresentou a DITR/2000, identificando-se como contribuinte do ITR em relação ao imóvel em tela, o que deixa claro que entendia ser o proprietário do imóvel rural, o titular do seu domínio útil ou seu possuidor a qualquer título. Como bem salientado pela decisão recorrida, os documentos acostados pelo contribuinte em nenhum momento demonstram que o imóvel já seria de propriedade, domínio e posse da União. Com efeito, a recorrente traz à baila cópia de medidas judiciais e suas respectivas decisões e documentos policiais que somente retratam a existência de conflitos relacionados ao uso da terra em área tida como reserva indígena "Alto Turiaçu". Um desses documentos inclusive — o relatório de missão da Polícia Federal de 19 de dezembro de 1997 - aponta para a efetiva presença da empresa Laminit S/A Lâminas e Compensados — da qual o presente contribuinte é sócio (fl. 85) — explorando a área em epígrafe. Vejamos: "Pudemos concluir, ainda, que praticamente toda madeira utilizada pelas serrarias daquela região sudoeste, saía da Reserva Indígena. A maior demonstração disso é que durante a operação, as serrarias começaram a fechar e, no final, estavam n04176 Processo n° 10320.002617/2004-32 S3-TE03 Acórdão n.° 3803-00.002 Fl. 165 todas paradas por falta de toras de madeira para trabalhar. Até o restaurante da LAMIN1T fechou, e o que pudemos constatar foi um grande descontentamento com a nossa presença na área". Aqui, faz-se mister, ainda, valer-se do conceito de possuidor contido no artigo 1.196 do Código Civil, o qual se harmoniza com o conceito adotado pela legislação tributária, acima citada, verbis: 'Art. 1.196 — Considera-se possuidor todo aquele que tem de fato o exercício, pleno ou não, de algum dos poderes inerentes à propriedade." Dessa forma, mesmo que estivéssemos diante de uma posse injusta, ou seja, de origem violenta, clandestina ou precária (Código Civil: art. 1.200), a definição legal de contribuinte do ITR abarcaria tal situação ao considerar o possuidor a qualquer título. Noutro giro, o referenciado Decreto n°95.614, de 12 de janeiro de 1988 (fis. 34 e 35), criou a Reserva Biológica do Gurupi nos seguintes ten-nos: "Art. 3°. A Reserva Biológica do Gurupi fica subordinada ao Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal — IBDF, que deverá tomar as medidas necessárias para sua efetiva implantação e controle. Art. 4°. As terras e benfeitorias localizadas dentro dos limites descritos no art. 2" deste decreto, ficam declaradas de utilidade pública, para fins de desapropriação. 1°. Fica o IBDF autorizado a promover a desapropriação das referidas áreas de terras e das benfeitorias nelas existentes, na forma da legislação em vigor." (Negritei). Portanto, no presente caso, foi o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal — IBDF autorizado, por delegação do poder publico, a promover a desapropriação das terras e benfeitorias declaradas de utilidade pública. Trata-se assim apenas do inicio do procedimento expropriatório, fase primeira em que o Poder Público expressa a vontade administrativa no sentido de proceder à futura transferência do bem. Por oportuno, cabe trazer à baila a lição do professor José dos Santos Carvalho Filho sobre o tema: "O procedimento expropriatório não se exaure num só momento (...). Trata- se de um procedimento dentro do qual o Poder Público e o interessado produzem inúmeras manifestações volitivas. Podemos dividir o procedimento em duas grandes fases: a fase declaratória e a fase executória. Na fase declaratória, o Poder Público manifesta sua vontade na futura desapropriação; na fase executória, adotam-se as providências para consumar a transferência do bem." 011 Processo n° 10320.002617/2004-32 S3-TE03 • Acórdão n.° 3803-00.002 A. 166 No presente caso, não há juntada de qualquer documento, como o registro em cartório relativo à matricula do imóvel, que comprove a transferência de sua propriedade plena. Dessa forma, REJEITO a preliminar de ilegitimidade passiva. No mérito, mantenho a exigência apresentada pela autoridade fiscal uma vez que não contestada pelo Recorrente que se ateve à questão preliminar no que concerne à ilegitimidade passiva. Ante o exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao presente recurso voluntário. Sala das Sessõ - - 16 de março de 2009. REGI' 14, • LANDA - Relator &if 6 Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1 _0001100.PDF Page 1 _0001200.PDF Page 1
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