Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,087)
- Segunda Turma Ordinária d (18,060)
- Primeira Turma Ordinária (16,567)
- Primeira Turma Ordinária (16,459)
- Primeira Turma Ordinária (16,358)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,296)
- Segunda Turma Ordinária d (16,086)
- Segunda Turma Ordinária d (14,575)
- Primeira Turma Ordinária (13,128)
- Primeira Turma Ordinária (12,614)
- Segunda Turma Ordinária d (12,554)
- Primeira Turma Ordinária (11,521)
- Quarta Câmara (11,514)
- Quarta Câmara (85,999)
- Terceira Câmara (68,521)
- Segunda Câmara (57,460)
- Primeira Câmara (21,771)
- 3ª SEÇÃO (16,296)
- 2ª SEÇÃO (11,369)
- 1ª SEÇÃO (6,889)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (128,887)
- Segunda Seção de Julgamen (116,175)
- Primeira Seção de Julgame (78,015)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,150)
- Terceiro Conselho de Cont (25,980)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,430)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,612)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,273)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,232)
- HELCIO LAFETA REIS (3,928)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,937)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,875)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,791)
- WILDERSON BOTTO (2,683)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,961)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,925)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,477)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,674)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2026 (16,704)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2026 (20,932)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 13687.000121/2005-44
Data da sessão: Tue Aug 03 00:00:00 UTC 2010
Numero da decisão: 1801-000.034
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da relatora. Vencido o Conselheiro Rogério Garcia Feres que votou pelo provimento do recurso voluntário
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: MARIA DE LOURDES RAMIREZ
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Sat Mar 26 09:00:04 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201008
numero_processo_s : 13687.000121/2005-44
conteudo_id_s : 6578708
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 22 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 1801-000.034
nome_arquivo_s : Decisao_13687000121200544.pdf
nome_relator_s : MARIA DE LOURDES RAMIREZ
nome_arquivo_pdf_s : 13687000121200544_6578708.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Resolvem os membros do colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da relatora. Vencido o Conselheiro Rogério Garcia Feres que votou pelo provimento do recurso voluntário
dt_sessao_tdt : Tue Aug 03 00:00:00 UTC 2010
id : 9242568
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 26 09:56:14 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728355848510504960
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-12-21T10:03:32Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-12-21T10:03:31Z; Last-Modified: 2010-12-21T10:03:32Z; dcterms:modified: 2010-12-21T10:03:32Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:e81b0f07-d01c-4cd2-8bfd-2c5173c78983; Last-Save-Date: 2010-12-21T10:03:32Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-12-21T10:03:32Z; meta:save-date: 2010-12-21T10:03:32Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-12-21T10:03:32Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-12-21T10:03:31Z; created: 2010-12-21T10:03:31Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2010-12-21T10:03:31Z; pdf:charsPerPage: 918; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-12-21T10:03:31Z | Conteúdo => SI-TE01 Fl, 26 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 13687.000121/2005-44 Recurso n° 344,568 Resooucão u° 1801.00.034 — 1' Turma Especial Data 03 de agosto de 2010 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente TORNEADORA E SOLDADORA BRASIL LTDA. - ME Recorrida DRJ-JUIZ DE FORA/MG Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da relatora. Vencido o Conselheiro Rogério Garcia Feres que votou pelo provimento do recurso voluntário. L 7_____ ANA DE BARROS FERNANDES - Presidente MARIA DE ,OURDES 13,1dG̀vIIREZ — Relatora EDITADO EM: 12 NOV 2010 Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Maria de Lourdes Ramirez, André Almeida Blanco, Rogério Garcia Peres e Ana de Barros Fernandes. Processo n 13687.000121/2005-44 Si-TE01 Resooução n..° 1801.00.034 Fl 27 Relatório Trata-se de Recurso Voluntário interposto contra a decisão da 2' Turma da Delegacia de Julgamento em Juiz de Fora/MG que, por unanimidade de votos, indeferiu a manifestação de inconformidade apresentada pela interessada contra o Ato Declaratório Executivo de Exclusão do Simples DRF/LIBE n° 509A44, de 02 de agosto de 2004 (fl. 04) do Delegado da DRF em Uberlandia/MG. A DRF em Uberlândia/MG emitiu o ADE n° 509.444/2004 sob o fundamento de que a empresa desenvolvia atividade econômica vedada — a instalação, reparação e manutenção de máquinas e equipamentos para a agricultura, avicultura e obtenção de produtos animais. Na manifestação de inconformidade apresentada em 08/07/2005 (fl. 01) a interessada alega que o Ato Declaratório Executivo SRF no. 8, de 2005, teria cancelado todos os Atos Declaratórios Executivos emitidos pelas unidades descentralizadas pata exclusão do simples em decorrência, exclusivamente, do disposto no inciso XIII do art, 9°. da Lei no. 9.317, de 1996, das pessoas jurídicas que exerçam as seguintes atividades: serviços de manutenção e reparação de automóveis, caminhões, ônibus e outros veículos pesados; serviços de instalação, manutenção e reparação de acessórios para veículos automotores; serviços de manutenção e reparação de motocicletas, motonetas e bicicletas; serviços de instalação, manutenção e reparação de máquinas de escritório e de informática; serviços de manutenção e reparação de aparelhos eletrodomésticos, motivo pelo qual a interessada deveria ser mantida na sistemática simplificada. Pelo Acórdão 09-21.715 a 2'. Turma da DRJ em Juiz de Fora/MG indeferiu a solicitação da contribuinte ao argumento de que, de acordo com seu estatuto social, a empresa exerce a atividade de prestação de serviços de torno, solda, mão-de-obra, mecânica, instalação, reparação e manutenção de máquinas agrícolas em geral, serviços esses não contemplados nas exceções trazidas pela Lei no. 11.051, de 2004 e que demandariam conhecimento técnico específico de engenheiro, de acordo com o descrito na Resolução CONFEA no. 18 de 1973, o que justificaria a sua exclusão da sistemática simplificada por violação ao disposto no inciso XIII do art, 9°. da lei no. 9317, de 1996. O Acórdão possui a seguinte ementa: ASSUNTO.' SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Data do fato gerador: 01/01/2002 EXCLUSÃO SIMPLES. O exercício de atividade impeditiva implica na exclusão do simples. Solicitação Indeferida Cientificada, em 13/01/2009 da comprova o AR de fl. 20, a interessa apresentou, deste Colegiado (fls. 21 a ), no qual reafirma manifestação de inconformidade. É o relatório. decisão da DRJ em Juiz de Fora, como em 06/02/2009, Recurso Voluntário em face as mesmas razões de defesa deduzidas na 2 Processo n° 13687000121/2005-44 Si-TE01 Resooução n ° 1801.00.034 Fl. 28 Voto Conselheira MARIA DE LOURDES RAMIREZ O Recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos para sua admissibilidade, pelo que dele torno conhecimento. Compulsando os autos verifico que o processo não se encontra em condições de ser julgado, pelas razões que passo a expor. O tratamento diferenciado, simplificado e favorecido aplicável às microempresas e às empresas de pequeno porte relativo aos impostos e às contribuições estabelecido em cumprimento ao que determina o disposto no art. 179 da Constituição Federal de 1988 pode ser usufruído desde que as condições legais sejam preenchidas, A Lei n°9317, de 1996, fixa: Art, 9' Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica [ XIII - que preste serviços profissionais de corretor, representante comercial, despachante, ator, empresário, diretor ou produtor de espetáculos, cantor, músico, dançarino, médico, dentista, enfermeiro, veterinário, engenheiro, arquiteto, físico, químico, economista, contador, auditor, consultor, estatístico, administrador, programador, analista de sistema, advogado, psicólogo, professor, jornalista, publicitário, ,fisicultor, ou assemelhados, e de qualquer outra profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida; O referido diploma legal impede a opção pelo Simples por parte das pessoas jurídicas: - que prestem os serviços profissionais expressamente listados; - que prestem os serviços profissionais assemelhados àqueles expressamente listados; - que prestem serviços profissionais não expressamente listados, cujo exercício dependa de habilitação legalmente exigida. A norma de regência adota a interpretação analógica que abrange casos semelhantes por ela regulados e não a analogia, que é uma forma de integração de normas para suprir lacunas. A hipótese de indeferimento da opção da requerente pelo Simples com efeito desde 01/11/2001 fundamentada na atividades "prestação de serviços de torno, solda, mão-de- obra, mecânica, instalação, reparação e manutenção de máquinas agrícolas em geral" pode ser assemelhada à prestação de serviços profissionais de engenheiro e por pressupor a obtenção de receita proveniente da atividade vedada, qualquer que seja a sua proporção em relação à totalidade auferida pela pessoa jurídica. A 3 Processo n0 13687 000121/2005-44 Si-TE01 Resooução n 1801.00.,034 Fl. 29 Por seu turno, a Lei n° 10,964, de 28 de outubro de 2004, com redação da pela Lei ri° 11.051, de 29 de dezembro de 2004, determina: Art. 4 Ficam excetuadas da restrição de que trata o inciso XIII do art. 9' da Lei trQ 9.317, de 5 de dezembro de 1996, as pessoas jurídicas que se dediquem às seguintes atividades: I — serviços de manutenção e reparação de automóveis, caminhões, ônibus e outros veículos pesados; 1Q. Fica assegurada a permanência no Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — SIMPLES, com efeitos retroativos à data de opção da empresa, das pessoas . jurídicas de que trata o capta deste artigo que tenham feito a opção pelo sistema em data anterior à publicação desta Lei, desde que não se enquadrem nas demais hipóteses de vedação previstas na legislação. Em relação à matéria, a Lei n° 9.503, de 23 de setembro de 1997 - Código de Trânsito Brasileiro CTB, prevê: Art, 96. Os veículos classificam-se em: [ - quanto à espécie: e) de tração: 1 - caminhão-trator, 2 - trator de rodas; 3 - trator de esteiras; 4 - trator misto; Em conformidade com o Contrato Social, fis. 05/08, a Recorrente tem como objeto social: Prestação de serviços de torno, solda, mão-de-obra mecânica, instalação, reparação e manutenção de máquinas e equipamentos agrícolas em geral, No Acórdão da 2' TURMA/DRJ/Juiz de Fora/MG consta: "A empresa exerce atividade que não lei contemplada no dispositivo legal supramencionado - "prestação de serviços de torno, solda, mão-de-obra, mecânica, instalação, reparação e manutenção de máquinas agrícolas em geral". A Recorrente afirma que presta serviços de oficina mecânica, atividade não vedada para ingresso e permanência no Simples. 4 MARIA DE Processo n° 13687000121/2005-44 S1-TE01 Resooução n' 1801.,00,034 Fl. 30 Tendo em vista a controvérsia entre a alegação da Fazenda e o argumento da Recorrente, a realização da diligência se torna imprescindível para esclarecer a situação fática com o escopo de privilegiar o princípio da verdade material. Em face da questão sobre a qual divergem as partes e com a observância do disposto no art, 18 do Decreto n° 70,235, de 1972, voto pela conversão do julgamento em diligência para que, mediante parecer conclusivo, a Unidade da Receita Federal do Brasil que jurisdicione a Recorrente: - caracterize a prestação do serviço profissional que a pessoa jurídica exerce mediante a qual a receita bruta é auferida a partir de 01/01/2002; - se a prestação do serviço profissional se enquadra na atividade permitida do art. 4° da Lei ri° 10.964, de 28 de outubro de 2004 e no art. 9' do Código de Trânsito Brasileiro — CTB; - anexe Notas Fiscais que comprovem a prestação de serviço profissional; - verifique se para o exercício da atividade é exigido o Atestado Técnico e Termo de Responsabilidade; - verifique se no quadro de pessoal há engenheiros ou técnicos com conhecimento, especialização e experiência profissional que os assemelhem a engenheiros. Ao final dos trabalhos deverá ser elaborado relatório circunstanciado e conclusivo das verificações efetuadas, do qual deverá ser cientificada a interessada, com prova de seu recebimento nos autos para, no prazo de trinta dias a contar da ciência manifestar-se sobre as conclusões da diligência, se assim o desejar, retomando-se, posteriormente, os presentes autos a este Colegiado para prosseguimento, URDES MIREZ Relatoram
score : 1.0
Numero do processo: 15504.019783/2008-67
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 27 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004
MÉRITO. VALORES PAGOS A TÍTULO DE ALIMENTAÇÃO. SALÁRIO IN NATURA. INSCRIÇÃO NO PAT. PRÉREQUISITO.
Se a empresa realiza o pagamento aos seus segurados a título de alimentação, espécie de salário in natura, deverá esta ser inscrita no Programa de Alimentação do Trabalhador, sob pena de não ter excluída esta verba do saláriodecontribuição.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2403-000.627
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para que se recalcule o valor da multa de acordo com o disciplinado no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009, com prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Vencidos os conselheiros Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Marcelo Magalhães Peixoto na questão do PAT (Programa de Alimentação ao Trabalhador).
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 26 09:00:04 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201107
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004 MÉRITO. VALORES PAGOS A TÍTULO DE ALIMENTAÇÃO. SALÁRIO IN NATURA. INSCRIÇÃO NO PAT. PRÉREQUISITO. Se a empresa realiza o pagamento aos seus segurados a título de alimentação, espécie de salário in natura, deverá esta ser inscrita no Programa de Alimentação do Trabalhador, sob pena de não ter excluída esta verba do saláriodecontribuição. Recurso Voluntário Provido em Parte.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 15504.019783/2008-67
anomes_publicacao_s : 201107
conteudo_id_s : 4902768
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Mar 25 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-000.627
nome_arquivo_s : 2403000627_15504019783200867_201107.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
nome_arquivo_pdf_s : 15504019783200867_4902768.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para que se recalcule o valor da multa de acordo com o disciplinado no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009, com prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Vencidos os conselheiros Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Marcelo Magalhães Peixoto na questão do PAT (Programa de Alimentação ao Trabalhador).
dt_sessao_tdt : Wed Jul 27 00:00:00 UTC 2011
id : 4743494
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 26 09:56:07 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728355848529379328
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1704; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 115 1 114 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15504.019783/200867 Recurso nº 000.000 Voluntário Acórdão nº 2403000.627 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 27 de julho de 2011 Matéria CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA Recorrente EMPRESAS ITACOLOMI LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004 MÉRITO. VALORES PAGOS A TÍTULO DE ALIMENTAÇÃO. SALÁRIO IN NATURA. INSCRIÇÃO NO PAT. PRÉREQUISITO. Se a empresa realiza o pagamento aos seus segurados a título de alimentação, espécie de salário in natura, deverá esta ser inscrita no Programa de Alimentação do Trabalhador, sob pena de não ter excluída esta verba do saláriodecontribuição. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para que se recalcule o valor da multa de acordo com o disciplinado no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009, com prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Vencidos os conselheiros Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Marcelo Magalhães Peixoto na questão do PAT (Programa de Alimentação ao Trabalhador). Ivacir Júlio de Souza – Presidente Substituto. Cid Marconi Gurgel de Souza – Relator. Fl. 116DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/ 09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOU ZA 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ivacir Júlio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto e Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Ausente o conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari. Fl. 117DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/ 09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOU ZA Processo nº 15504.019783/200867 Acórdão n.º 2403000.627 S2C4T3 Fl. 116 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado às fls. 96 a 100 contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo Horizonte/MG (fls.85 a 89) que julgou PROCEDENTE o lançamento constante no auto de infração de obrigação principal n° 37.053.9656, sendo aplicada a multa no valor de R$ 6.263,82 (seis mil, duzentos e sessenta e três reais e oitenta e dois centavos). Conforme Relatório Fiscal às fls. 22 a 32, a autuação pretende constituir credito tributário relativo às importâncias não recolhidas correspondentes à parte do segurado e que incidiram sobre os seguintes fatos geradores – fornecimento de alimentação sem adesão ao PAT, pagamento a contribuintes individuais e glosa de saláriofamília. A fiscalização verificou, através do exame de documentos solicitados na ação fiscal (Diário n 25, folhas de pagamentos, recibos individuais de salários, rescisões contratuais, recibos de férias, recibos de pagamentos a pessoas físicas sem vínculo empregatício, GFIP’s, GPS’s, dentre outros) que a empresa forneceu alimentação aos seus segurados de formas variadas: Ticket Refeição, Lanches/Refeições e Refeições Prontas Marmitex. Ademais, constatouse que a empresa não possuía termo de adesão ao PAT no ano de 2004 , o que motivou a fiscalização a considerar todos os valores fornecidos à título de alimentação como parcela integrante da base de cálculo da contribuição previdenciária. Além do levantamento ALM (Fornecimento de alimentação sem adesão ao PAT no ano de 2004), outro levantamento criado pela fiscalização foi o CIN – pagamento realizado aos contribuintes individuais pelos serviços prestados, os quais também não foram declarados em GFIP nas competências 01/2004, 07/2004 e 12/2004, mas que foram lançados nas contas abaixo: A fiscalização juntou ainda aos autos anexos para explicar a maneira pela qual a base de cálculo foi apurada, bem como os valores relativos à alimentação fornecida, à contribuição (parte dos segurados, cota patronal, SAT/RAT), dentre outras informações que estão minuciosamente detalhadas e anexadas ao Auto de Infração (fls.33 a 64). Desta autuação, a recorrente foi notificada em 14/11/2008 e apresentou impugnação às fls. 76 a 80 alegando: N conta Descrição da conta 4.1.20.40.004 Serviços de Terceiros 40.1.20.40.006 Médico do trabalho (Dr.Wilson Milagres) 4.1.20.70.004 Custas Trabalhistas Honorários Fl. 118DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/ 09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOU ZA 4 Ter se inscrito no PAT em 1992 para usufruir de alguns benefícios fiscais, tais como as deduções no Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica, motivo pelo qual desconsiderou a parcela despendida com alimentação do Salário de Contribuição dos funcionários; Inexistir base jurídica que permita a manutenção do presente lançamento, uma vez que a Lei n 6.321/76 nada dispõe acerca de eventuais renovações e inscrições colocadas como requisito para a utilização do programa; Que o auditor deveria ter sanado a irregularidade e orientado o contribuinte; Não possuir natureza salarial a alimentação fornecida nos moldes do PAT, trazendo à baila doutrinas e dispositivos legais que tratam do tema, bem como jurisprudências; Ser vinculada ao Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção e do Imobiliário de Ouro Preto, razão pela qual a Convenção Coletiva que prevê o fornecimento de alimentação aos empregados deve ser respeitada; Por fim, alegou que o lançamento não merece prosperar, devendo ser anulado. Requereu ainda a impugnação parcial do crédito incidente sobre serviços prestados por terceiros e a isenção da multa originária da falta de informação referente à prestação de serviços de contribuintes individuais por meio das GFIP’s, tendo em vista já ter prestado essas informações. Instada a manifestarse acerca da impugnação, a 8ª Turma da DRJ/Belo Horizonte/MG proferiu acórdão (n° 0223.753) nos seguintes termos: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. PARCELAS PAGAS EM DESACORDO COM O PAT. MULTA. RETROATIVIDADE BENIGNA MOMENTO DO CÁLCULO. As parcelas pagas em desacordo com o Programa de Alimentação do Trabalhador PAT integram o salário de contribuição. A empresa é obrigada a arrecadar as contribuições dos segurados empregados, trabalhadores avulsos e contribuintes individuais a seu serviço e recolher o produto arrecadado juntamente com as contribuições previdenciárias a sei cargo. A lei aplicase a fato pretérito quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. A comparação para determinação da multa mais benéfica apenas pode ser realizada por ocasião dó pagamento. Impugnação Improcedente. Fl. 119DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/ 09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOU ZA Processo nº 15504.019783/200867 Acórdão n.º 2403000.627 S2C4T3 Fl. 117 5 Crédito Tributário Mantido. Irresignada com a decisão supra, a recorrente interpôs recurso voluntário às fls. 96 a 100, ratificando todos os argumentos expendidos na impugnação. É o relatório. Fl. 120DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/ 09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOU ZA 6 Voto Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator. DO MÉRITO: I – DOS VALORES PAGOS A TÍTULO DE ALIMENTAÇÃO: Dentre os levantamentos considerados pela fiscalização, está o “ALM” (Fornecimento de alimentação sem adesão ao PAT no ano de 2004), relativo ao período de 01/2004 a 12/2004, o qual foi lançado ao ser verificado que a recorrente fornecia alimentação aos empregados, não estando cadastrada no Programa de Alimentação ao Trabalhador no ano de 2004, tendo sido o único levantamento rebatido pela recorrente em seu recurso voluntário. Assim, a recorrente em suas oportunidades de defesa (impugnação e recurso voluntário), alegou tão somente que não sabia ser a inscrição no Programa de Alimentação ao Trabalhador do Ministério do Trabalho e da Previdência Social um prérequisito para que o fornecimento in natura de alimentação ao trabalhador não componha a base de cálculo da contribuição social previdenciária. Todavia, cabe destacar que sobre essa forma de remuneração praticada pela recorrente, a Lei n 8.212/91, em seu art.28, é clara ao determinar que apenas será excluída da base de cálculo da contribuição social previdenciária a parcela concedida in natura e paga de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social. Então vejamos, in verbis: Art.28 – (...) (...) § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) (...) c) a parcela "in natura" recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei nº 6.321, de 14 de abril de 1976; Pelo transcrito, percebese que é imprescindível que haja a prévia inscrição da empresa ao Programa de Alimentação cuja aprovação ficará a cargo do Ministério do Trabalho e da Previdência Social. Contudo, levando em consideração que a empresa recorrente não se encontrava inscrita no programa de alimentação do Governo Federal (Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT), durante o ano de 2004, fica prejudicada a exclusão da parcela in natura (cestas básicas, refeição, alimentação) da base de cálculo da contribuição social previdenciária face à ausência do requisito previsto na Lei n 8.212/91. Fl. 121DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/ 09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOU ZA Processo nº 15504.019783/200867 Acórdão n.º 2403000.627 S2C4T3 Fl. 118 7 II – DA MULTA MORATÓRIA E DOS JUROS COM BASE NA TAXA SELIC: Considerando a manutenção da cobrança, cabe destacar que esta será acrescida de multa moratória e juros na forma do art.35, caput, da Lei nº 8.212/91, in verbis: Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996.(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). Sobre a aplicação deste dispositivo, o qual prevê multa de 0,33% ao dia e limitada a 20%, vale destacar que a redação acima foi dada por Lei diversa daquela vigente à época do fato gerador, motivo pelo qual será aplicada em conformidade com o art.106, II, do Código Tributário Nacional. Ademais, com relação à incidência da taxa SELIC sobre os débitos federais, inclusive contribuições sociais, registrese que a legislação de regência à época do fato gerador, a Lei nº 8.212/91, afastava literalmente os argumentos erguidos pela recorrente, in verbis:: Art. 34. As contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas aos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia SELIC, a que se refere o art. 13 da Lei nº 9.065, de 20 de junho de 1995, incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, todos de caráter irrelevável. (Restabelecido com redação alterada pela MP nº 1.571/97, reeditada até a conversão na Lei nº 9.528/97. A atualização monetária foi extinta, para os fatos geradores ocorridos a partir de 01/95, conforme a Lei nº 8.981/95. A multa de mora esta disciplinada no art. 35 desta Lei) Entretanto, a Lei n 11.941/2009 revogou o dispositivo acima e deu nova redação ao art.35 da Lei n 8.212/91, determinando que os débitos tributários a nível federal, teriam suas cobranças acrescidas de multa e juros na forma do art.61 da Lei n 9.430/96. Então vejamos: Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). LEI N 9.430/96 Fl. 122DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/ 09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOU ZA 8 Art.61.Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. §1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. §2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. §3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. (Vide Lei nº 9.716, de 1998) Art. 5º(...) (...) § 3º As quotas do imposto serão acrescidas de juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC, para títulos federais, acumulada mensalmente, calculados a partir do primeiro dia do segundo mês subseqüente ao do encerramento do período de apuração até o último dia do mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês do pagamento. A propósito, convém ainda mencionar que esse Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, aprovou a Súmula nº 03, nos seguintes termos: SÚMULA Nº 3 – CARF: A partir de 1º de abril de 1995,os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia – Selic para títulos federais. Portanto, a aplicação da taxa SELIC sobre os débitos tributários federais é correta com fulcro no artigo 35, caput, da Lei nº 8.212/91. III – DA APLICAÇÃO DA LEI MAIS BENÉFICA AO ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO: Tratandose de ato pendente de julgamento, há que se observarem alguns preceitos legais do Código Tributário Nacional no que se refere à possibilidade de uma lei retroagir e alcançar fatos pretéritos, os quais ocorreram sob a égide de outra legislação. Fl. 123DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/ 09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOU ZA Processo nº 15504.019783/200867 Acórdão n.º 2403000.627 S2C4T3 Fl. 119 9 No caso em tela, verificase que tanto a aplicação de multa como a incidência de taxa SELIC sobre os débitos tributários federais encontra amparo atualmente no art.35, caput, da Lei nº 8.212/91, dispositivo este alterado pela Lei nº 11.941/2009. Desse modo, caso seja mais benéfico ao sujeito passivo, a Lei nº 11.941/2009 deverá retroagir em respeito ao art.106 do Código Tributário Nacional, in verbis: Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: (...) II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso voluntário para DARLHE PARCIAL PROVIMENTO, observado o recálculo da multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35, caput, da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte. É como voto. Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 124DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/ 09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOU ZA
score : 1.0
Numero do processo: 14041.001534/2007-66
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 11 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed May 11 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Data do fato gerador: 07/12/2007
AUTO DE INFRAÇÃO.DESCUMPRIMENTO. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. LANÇAMENTO. FATOS GERADORES. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS. DEIXAR DE
PREPARAR FOLHA DE PAGAMENTO EM ACORDO COM PADRÕES ESTABELECIDOS PELA SEGURIDADE SOCIAL.
A elaboração de folhas de pagamento dos segurados a serviço da empresa em desacordo com os padrões e normas estabelecidos pela Seguridade Social ocasiona a lavratura de Auto de Infração por esse descumprimento legal.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-000.547
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
dt_index_tdt : Sat Mar 26 09:00:04 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201105
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 07/12/2007 AUTO DE INFRAÇÃO.DESCUMPRIMENTO. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. LANÇAMENTO. FATOS GERADORES. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS. DEIXAR DE PREPARAR FOLHA DE PAGAMENTO EM ACORDO COM PADRÕES ESTABELECIDOS PELA SEGURIDADE SOCIAL. A elaboração de folhas de pagamento dos segurados a serviço da empresa em desacordo com os padrões e normas estabelecidos pela Seguridade Social ocasiona a lavratura de Auto de Infração por esse descumprimento legal. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed May 11 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 14041.001534/2007-66
anomes_publicacao_s : 201105
conteudo_id_s : 4873900
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 22 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-000.547
nome_arquivo_s : 2403000547_14041001534200766_201105.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
nome_arquivo_pdf_s : 14041001534200766_4873900.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Wed May 11 00:00:00 UTC 2011
id : 4741347
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 26 09:56:01 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728355848539865088
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1644; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 178 1 177 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 14041.001534/200766 Recurso nº 000.000 Voluntário Acórdão nº 2403000.547 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 11 de maio de 2011 Matéria CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA Recorrente CAIXA ECONÔMICA FEDERAL Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 07/12/2007 AUTO DE INFRAÇÃO.DESCUMPRIMENTO.OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. LANÇAMENTO. FATOS GERADORES. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS. DEIXAR DE PREPARAR FOLHA DE PAGAMENTO EM ACORDO COM PADRÕES ESTABELECIDOS PELA SEGURIDADE SOCIAL. A elaboração de folhas de pagamento dos segurados a serviço da empresa em desacordo com os padrões e normas estabelecidos pela Seguridade Social ocasiona a lavratura de Auto de Infração por esse descumprimento legal. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari – Presidente. Cid Marconi Gurgel de Souza Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto e Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 2 Fl. 2DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 14041.001534/200766 Acórdão n.º 2403000.547 S2C4T3 Fl. 179 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado às fls. 325/369 contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Brasília/DF (fls.310/322) que julgou PROCEDENTE o lançamento constante no auto de infração n° 37.058.7243, sendo aplicada a multa no valor R$ 1.195,13 (hum mil e cento e noventa e cinco reais e treze centavos). Conforme Relatório Fiscal apresentados às fls. 27/32, a autuação corresponde à atitude da empresa em deixar de preparar folha de pagamento das remunerações pagas ou creditadas a todas os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social, conforme previsto na Lei nº. 8.212/91, art. 32, I, c/c com o art. 225, I, § 9º do Regulamento da Previdência Social aprovado pelo Dec. nº. 3.048/99. A fiscalização teve como objetivo analisar os valores pagos pela CEF à empresa SPIRIT INCENTIVO E FIDELIZAÇÃO LTDA, sob a forma de valores em espécie e pontos de fidelização, referentes a remuneração transferida a empregados da CEF por serviços prestados, a título de premiação, bonificação, fidelização e outros. Vale ressaltar, segundo o Relatório Fiscal, que os fatos geradores foram levantados através de técnicas de auditoria tais como testes de observância e substantivos, aplicadas aos documentos, arquivos, digitais, arquivos contábeis, folha de pagamento e outros, sendo realizada a circulação de informações junto a empregados da CEF, quais sejam, as empresas FENAE CORRETORA e GRUPO CAIXA. Insta salientar que foram analisados durante o procedimento de auditoria, os valores pagos internamente pela CEF aos seus empregados, bem como, os valores pagos aos funcionários da caixa pelas empresas supramencionadas. O dispositivo legal infringido é o que determina o inciso I do Art. 32 da Lei 8.212/91 e Art. 225, I, §9ºdo RPS, estando sujeita à aplicação das penalidades previstas no art. 283, I, “a” e art.373 do RPS. Desta autuação, a recorrente apresentou impugnação às fls. 325/369 alegando: A nulidade dos autos de infração por vício formal do procedimento fiscal, em virtude da inobservância aos procedimentos constantes da Instrução Normativa MPS/SRP nº.3, de 14 de julho de 2005, destacando : A nulidade do lançamento de débito prescindindose de individualização dos empregados e esconrandose em dificuldades relativas a quantidade de registros e cerceamento de defesa; A titularidade dos pagamentos; Fl. 3DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 4 A inexistência de relação entre a autuada e a empresa SPIRIT INCENTIVO E FIDELIZAÇÃO LTDA; A extinção do crédito tributário – Decadência nos termos do art. 146, III da CF/88; Ademais, contestou sobre: As Campanhas de endo marketing (incentivo), fidelização, premiação e outros; destacando: Ausência de habitualidade, peridiocidade e certeza dos créditos. A premiação com pacotes de viagens e com pontuação no programa PAR de relacionamento; Mecânica de premiação A definição do fato gerador e das bases de cálculo das contribuições sociais, destacando: O enquadramento jurídico equivocado pelo auditor fiscal. O regulamento pessoal da CEF, no tocante a esclarecimentos quanto À vedação de receber benefícios de terceiros e de uso de materiais em atividades particulares. A atuação dos empregados da CEF; A necessária clareza quanto à natureza jurídica de parcelas concedidas por terceiros a empregados e a distinção entre remuneração, comissão, guelta e gorjeta. Esclarecimento necessário aos benefícios concedidos a pessoas físicas não empregadas para retribuir metas de produtividade. Do emprego da analogia no direito tributário brasileiro – impossibilidade de utilização no caso concreto; A correta natureza dos “prêmios” decorrentes das campanhas promovidas e seu tratamento tributário pelas disposições da Lei nº. 8.212/91; Por fim, requereu o reconhecimento da efetiva e completa INSUBSISTÊNCIA da autuação promovida ressaltando a descaracterização do fato gerador da obrigação, posto que não há não hipótese de incidência configurada, desta feita, alegando que a multa igualmente não poderá subsistir. Contudo, caso a douta autoridade fiscal não decida pela insubsistência do auto, solicitou a realização das diligências necessárias, consoante o art.18 do Dec. nº. 70.235/72. Instada a manifestarse acerca da impugnação, a 5ª Turma da DRJ/Brasília/DF proferiu acórdão (n° 03 24.420) nos seguintes termos: Fl. 4DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 14041.001534/200766 Acórdão n.º 2403000.547 S2C4T3 Fl. 180 5 ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 07/12/2007 FOLHAS DE PAGAMENTO EM DESACORDO COM OS PADRÕES E NORMAS ESTABELECIDOS PELA SEGURIDADE SOCIAL. Determina a lavratura de autodeinfração a elaboração de folhas de pagamento dos segurados a serviço da empresa em desacordo com os padrões e normas estabelecidos pela Seguridade Social. PRÊMIO. PRODUTIVIDADE. O pagamento de prêmio/plano de incentivo a segurados empregados tem natureza salarial, integrando o salário de contribuição, por não estar contemplado nas exclusões arroladas no parágrafo 90 do artigo 28 da Lei n" 8.212/91 e alterações posteriores. PRÊMIOS. TERCEIROS. O pagamento de prêmio/plano de incentivo ao empregado por empresas que não se revistam da qualidade de empregador, mas com o consentimento deste, aproveitando a relação de emprego e as oportunidades daí advindas, integra o salário de contribuição. Lançamento Procedente. Irresignada com a decisão supra, a recorrente interpôs recurso voluntário às fls. 325 a 369, onde preliminarmente, alega a inexigibilidade de depósito prévio para a interposição do recurso administrativo tributário. Ademais, não traz nenhuma argumentação nova para o julgamento do pleito, mas tão somente ratifica todos os argumentos expendidos na impugnação. É o relatório. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 6 Voto Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator. DA ADMISSIBILIDADE DO RECURSO VOLUNTÁRIO: O recurso voluntário foi interposto tempestivamente (fls.325 a 369). Acontece que à época da discussão do crédito, exigiase do sujeito passivo que quisesse recorrer ao Contencioso Administrativo Federal o depósito de 30% (trinta por cento) equivalente ao crédito exigido. Considerando indevida a exigência, a recorrente suscitou a ilegalidade da exigência no boje de seu recurso voluntário, transcrevendo dispositivos constitucionais e julgados relativos ao caso. Sobre o assunto, cabe destacar que não mais se exige a comprovação do depósito recursal como requisito de admissibilidade para a discussão de matéria no âmbito administrativo, tendo sido este o entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal ao editar a Súmula Vinculante nº. 21, que passa a vincular a administração pública, nos termos do art.103A da Constituição Federal: Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Impendese ainda colacionar o teor do verbete sumular: Súmula Vinculante 21 É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. Fonte de Publicação: DJe nº 210, p. 1, em 10/11/2009. DOU de 10/11/2009, p. 1. Portanto, conheço a admissibilidade do presente recurso e passo a analisar as questões relevantes para a resolução da lide tributária. DO MÉRITO: I – DA INFRAÇÃO COMETIDA: I.1 – DA OBRIGATORIEDADE DE PREPARAR AS FOLHAS DE PAGAMENTO: Fl. 6DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 14041.001534/200766 Acórdão n.º 2403000.547 S2C4T3 Fl. 181 7 A recorrente foi autuada com base no art.32, I, da Lei n 8.212/91 e 225, I e parágrafos 9 do Regulamento da Previdência Social por ter deixado de preparar folha de pagamento de seus empregados e de pessoas físicas contribuintes individuais relativa às remunerações pagas, devidas ou creditadas sob a forma prêmios, bonificações e comissões, utilizandose de crédito em conta corrente, cartões de créditos ou débitos ou pontos de fidelização para posterior resgate, in verbis: LEI N 8.212/91 Art. 32. A empresa é também obrigada a: (...) I preparar folhasdepagamento das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social; DECRETO N 3.048/99 (RPS) Art.225. A empresa é também obrigada a: (...) I preparar folha de pagamento da remuneração paga, devida ou creditada a todos os segurados a seu serviço, devendo manter, em cada estabelecimento, uma via da respectiva folha e recibos de pagamentos; (...) § 9º A folha de pagamento de que trata o inciso I do caput, elaborada mensalmente, de forma coletiva por estabelecimento da empresa, por obra de construção civil e por tomador de serviços, com a correspondente totalização, deverá: I discriminar o nome dos segurados, indicando cargo, função ou serviço prestado; II agrupar os segurados por categoria, assim entendido: segurado empregado, trabalhador avulso, contribuinte individual; (Redação dada pelo Decreto nº 3.265, de 29/11/1999) III destacar o nome das seguradas em gozo de salário maternidade; IV destacar as parcelas integrantes e não integrantes da remuneração e os descontos legais; e V indicar o número de quotas de saláriofamília atribuídas a cada segurado empregado ou trabalhador avulso. Pelo transcrito, percebese que a infração referese à obrigatoriedade da empresa preparar a folha de pagamento nos moldes do parágrafo 9 do art.225 do RPS. Fl. 7DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 8 No presente caso, a recorrente deixou de constar, nas folhasdepagamento do período de 01/1997 a 03/2007, os fatos geradores das contribuições previdenciárias referentes a pagamentos efetuados aos empregados e contribuintes individuais que lhe prestaram serviços, a titulo de prêmios, bonificações e comissões, por meio de crédito em conta corrente, cartões de créditos/débitos ou pontos de fidelização para posterior resgate. Havendo descumprimento da obrigação legal, o infrator sujeitarseá ao pagamento de multa prevista nos moldes do art.92 e 102 da Lei n 8.212/91 e art.283, I, “a”: c/c 373 do RPS, in verbis: Regulamento Previdência Social Art. 283.Por infração a qualquer dispositivo das Leis nos 8.212 e 8.213, ambas de 1991, e 10.666, de 8 de maio de 2003, para a qual não haja penalidade expressamente cominada neste Regulamento, fica o responsável sujeito a multa variável de R$ 636,17 (seiscentos e trinta e seis reais e dezessete centavos) a R$ 63.617,35 (sessenta e três mil, seiscentos e dezessete reais e trinta e cinco centavos), conforme a gravidade da infração, aplicandoselhe o disposto nos arts. 290 a 292, e de acordo com os seguintes valores: (...) I a partir de R$ 636,17 (seiscentos e trinta e seis reais e dezessete centavos) nas seguintes infrações: Nota:Valores atualizados, a partir de 1º de junho 2003, pela Portaria MPS nº 727, de 30.5.2003, para R$ 991,03 (novecentos e noventa e um reais e três centavos). a) deixar a empresa de preparar folha de pagamento das remunerações pagas, devidas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com este Regulamento e com os demais padrões e normas estabelecidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social; O Regulamento (Decreto n 3.048/99) cuidou ainda de tratar da atualização do valor cobrado, nos termos do art.373, in verbis: Art.373. Os valores expressos em moeda corrente referidos neste Regulamento, exceto aqueles referidos no art. 288, são reajustados nas mesmas épocas e com os mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da previdência social. No mesmo sentido, a Lei nº 8.212/91 preleciona ainda em seu art. 92 que qualquer infração a dispositivo desta legislação, quando não esteja prevista expressamente, sujeitarseá a observância desse dispositivo. Então vejamos: Art. 92. A infração de qualquer dispositivo desta Lei para a qual não haja penalidade expressamente cominada sujeita o responsável, conforme a gravidade da infração, a multa variável de Cr$ 100.000,00 (cem mil cruzeiros) a Cr$ 10.000.000,00 (dez milhões de cruzeiros), conforme dispuser o regulamento. 24 Vale destacar que o artigo acima foi atualizado conforme indicativo nº 24, vejamos: Fl. 8DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 14041.001534/200766 Acórdão n.º 2403000.547 S2C4T3 Fl. 182 9 24 Valores atualizados pela Portaria MPAS nº 4.479, de 4.6.98, a partir de 1º de junho de 1998, para, respectivamente, R$ 636,17 (seiscentos e trinta e seis reais e dezessete centavos) e R$ 63.617,35 (sessenta e três mil, seiscentos e dezessete reais e trinta e cinco centavos) Além disso, previu o art.102 que os valores desta legislação seriam reajustados nos mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da Previdência Social. Art.102.Os valores expressos em moeda corrente nesta Lei serão reajustados nas mesmas épocas e com os mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da Previdência Social. Contudo, conforme já demonstrado, percebo que a infração foi cometida e motivo pelo qual deverá a cobrança ser mantida e atualizada na forma do dispositivo acima. Por fim, não constatei a ocorrência de circunstancias agravantes, de modo que a multa a ser aplicada deverá ser o valor mínimo com base no art.292, I, do Regulamento da Previdência Social. CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso voluntário para NEGARLHE PROVIMENTO. É como voto. Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 9DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10660.001407/2009-81
Data da sessão: Mon Jan 18 00:00:00 UTC 2016
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Ano-calendário: 2004, 2005
ALTERAÇÃO DA COMPETÊNCIA. NOVO REGIMENTO INTERNO DO CARF. O art. 87 do CPC/73 determina que, havendo alteração da competência em relação à matéria, haverá alteração do juízo competente. O artigo 2º, IV, do Anexo II do novo RICARF excluiu da competência da Primeira Seção o julgamento de outros tributos (i.e. IRPF) ainda que decorrentes do IRPJ, razão pela qual essa matéria passou a ser da competência exclusiva da Segunda Seção.
Numero da decisão: 1201-001.251
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso voluntário, declinando a competência para a Segunda Seção, nos termos do relatório e voto do Relator que integram o presente julgado.
Nome do relator: JOAO CARLOS DE FIGUEIREDO NETO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 26 09:00:04 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201601
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Ano-calendário: 2004, 2005 ALTERAÇÃO DA COMPETÊNCIA. NOVO REGIMENTO INTERNO DO CARF. O art. 87 do CPC/73 determina que, havendo alteração da competência em relação à matéria, haverá alteração do juízo competente. O artigo 2º, IV, do Anexo II do novo RICARF excluiu da competência da Primeira Seção o julgamento de outros tributos (i.e. IRPF) ainda que decorrentes do IRPJ, razão pela qual essa matéria passou a ser da competência exclusiva da Segunda Seção.
numero_processo_s : 10660.001407/2009-81
conteudo_id_s : 6577785
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Mar 21 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 1201-001.251
nome_arquivo_s : Decisao_10660001407200981.pdf
nome_relator_s : JOAO CARLOS DE FIGUEIREDO NETO
nome_arquivo_pdf_s : 10660001407200981_6577785.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário, declinando a competência para a Segunda Seção, nos termos do relatório e voto do Relator que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Mon Jan 18 00:00:00 UTC 2016
id : 9241759
ano_sessao_s : 2016
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 26 09:56:12 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728355848546156544
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1661; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C2T1 Fl. 6 1 5 S1C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10660.001407/200981 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1201001.251 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 18 de janeiro de 2016 Matéria Declínio de competência. IRPF Recorrente ALYSON CARVALHO ROCHA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2004, 2005 ALTERAÇÃO DA COMPETÊNCIA. NOVO REGIMENTO INTERNO DO CARF. O art. 87 do CPC/73 determina que, havendo alteração da competência em relação à matéria, haverá alteração do juízo competente. O artigo 2º, IV, do Anexo II do novo RICARF excluiu da competência da Primeira Seção o julgamento de outros tributos (i.e. IRPF) ainda que decorrentes do IRPJ, razão pela qual essa matéria passou a ser da competência exclusiva da Segunda Seção. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário, declinando a competência para a Segunda Seção, nos termos do relatório e voto do Relator que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) MARCELO CUBA NETTO Presidente. (assinado digitalmente) JOAO CARLOS DE FIGUEIREDO NETO Relator. EDITADO EM: 23/02/2016 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 66 0. 00 14 07 /2 00 9- 81 Fl. 1158DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP21.0322.15430.YTNQ. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Otávio Opperman Thomé, Luiz Fabiano Alves Pentado, Roberto Caparroz de Almeida, João Carlos de Figueiredo Neto, Ester Marques Lins de Sousa e Marcelo Cuba Netto. Relatório Por meio de um sucinto resumo, podese dizer que, por conta da autuação das receitas provenientes da EMBRASIL na EXPORTADORA VARGINHA e na COMERCIAL BENEFICIADORA DE CAFÉ (processos nºs 10660.001405/2009911 e 10660.001404/2009 472), os tributos devidos por essas empresas tiveram que ser recalculados e, com a respectiva dedução dos mesmos, chegouse ao cálculo de novos valores de lucro presumido a serem distribuídos nos anoscalendários de 2004 e 2005, como consequência entendeuse devido IRPF pelo Sr. Alyson Carvalho Rocha. Após a explanação do quanto ocorrido acima no Termo de Verificação Fiscal (fls. 8/29), em 10/12/2009, a Representação Fazendária lavrou auto de infração (fls. 4/7), para a exigência de IRPF, no valor de R$ 707.698,25, relativo aos anoscalendários de 2004 e 2005, acrescido de multa de oficio, devidamente qualificada, no valor de R$ 1.061.547,37. Foi formalizada Representação Fiscal para Fins Penais sob o nº 10660.001713/200917 e processo de arrolamento nº 10660.001761/200913 (fl. 29). Intimada em 06/01/2010 (fl. 682), a Contribuinte, em 04/02/2010, apresentou impugnação (fls. 684/755 e docs. anexos fls. 756/971), requerendo o cancelamento da autuação. Em 03/09/2010, a 4ª Turma da DRJ/JFA, por meio do acórdão de nº 09 31.264 (fls. 1036/1056), decidiu, por maioria de votos, considerar procedente em parte a impugnação, para exigir o recolhimento da parcela do IRPF (anocalendário 2005) equivalente a R$ 367.495,97, acrescido de multa de 150% (passível de redução) e dos juros de mora a serem atualizados na data do efetivo pagamento; e para eximilo do pagamento da parcela restante do IRPF correspondente a R$ 340.202,28. 1 Em 05/11/2013, foi proferido o acórdão nº 1401001.071, pela 1ª Turma Ordinária da 4ª Câmara da 1ª Seção do CARF, com relatoria do e. Cons. Fernando Luiz Gomes de Mattos, que, em relação ao Recurso de Ofício, negou provimento por unanimidade de votos; e, em relação ao recurso voluntário, deu provimento parcial, nos seguintes termos: a) por maioria de votos, desqualificou a multa de ofício, reduzindoa de 150% para 75% e, por consequência, acolheu parcialmente a decadência apenas do 4ª trimestre de 2004; e b) por voto de qualidade, negou provimento das demais questões de mérito. Atualmente, aguardase julgamento do Recurso Especial interposto pela PGFN. 2 Em 12/03/2014, foi proferido o acórdão nº 1102001.037, pela 2ª Turma Ordinária da 1ª Câmara da 1ª Seção do CARF, com relatoria do presente Conselheiro, que, por unanimidade de votos, rejeitou as preliminares e, no mérito, deu provimento ao Recurso Voluntário. Pelo extrato do COMPROT, o processo se encontra arquivado, razão pela qual se extrai que o processo está encerrado. Fl. 1159DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP21.0322.15430.YTNQ. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10660.001407/200981 Acórdão n.º 1201001.251 S1C2T1 Fl. 7 3 Não foi interposto recurso de ofício. Por outro lado, intimada do acórdão em 20/09/2010 (fl. 1060), a Contribuinte interpôs, em 18/10/2010 (fl. 1064), Recurso Voluntário (fls. 1064/1100 e docs. anexos fls. 1101/1127). Em 25/07/2011, o recurso foi distribuído para a 2ª Turma Ordinária da 2ª Câmara da 2ª Seção deste e. Conselho (fl. 1132). Todavia, acatando despacho proferido em 18/01/2012 (fls. 1133/1136), o presidente da Turma, em 28/02/2012, declinou a competência para a Primeira Seção (fls. 1137/1138). Como consequência, o processo foi distribuído para a 2ª Turma da 4ª Câmara da 1ª Seção em 14/06/2012 (fl. 1140). Ocorre que, na sessão de 09/04/2013, por meio da Resolução nº 1402000.189 (fls. 1141/1149), aludida Turma determinou “o encaminhamento dos autos à 2ª Turma Ordinária da 1ª Câmara desta Seção, para julgamento em conjunto com o processo 10660.001404/200947” – fl. 1141. Assim, em 12/02/2014, foi feita nova distribuição (fl. 1150). É o suficiente para o relatório. Passo ao voto. Voto Conselheiro João Carlos de Figueiredo Neto I. DO JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE Um dos pressupostos e requisitos de admissibilidade determinados pelo Decreto n° 70.235/1972 e pelo Regimento Interno do CARF não se faz presente, qual seja, a competência, razão pela qual o Recurso Voluntário não deve ser conhecido. Conforme exposto no relatório, em 18/01/2012, foi proferido despacho (fls. 1133/1136) pela 2ª Turma Ordinária da 2ª Câmara da 2ª Seção, que foi acolhido pelo Presidente (fls. 1137/1138), entendendo pela competência da 1ª Seção para apreciar o caso, pois “o lançamento efetuado na pessoa física (IRPF) decorre de infração apurada na pessoa jurídica numa mesma ação fiscal, baseandose nos mesmos elementos de prova, e, portanto, tratase de procedimentos conexos” – fl. 1135. Realmente, o art. 2º, IV, do Anexo II ao antigo RICARF dispunha que: Art. 2° À Primeira Seção cabe processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância que versem sobre aplicação da legislação de: (...) Fl. 1160DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP21.0322.15430.YTNQ. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 4 IV demais tributos e o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), quando procedimentos conexos, decorrentes ou reflexos, assim compreendidos os referentes às exigências que estejam lastreadas em fatos cuja apuração serviu para configurar a prática de infração à legislação pertinente à tributação do IRPJ; Contudo, o artigo 2º, IV, do Anexo II do atual RICARF (Portaria nº 343, de 09/06/2015) dispõe que: Art. 2º À 1ª (primeira) Seção cabe processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de 1ª (primeira) instância que versem sobre aplicação da legislação relativa a: (...) IV CSLL, IRRF, Contribuição para o PIS/Pasep ou Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), quando reflexos do IRPJ, formalizados com base nos mesmos elementos de prova em um mesmo Processo Administrativo Fiscal; Observase que a redação foi alterada em relação à anterior. Conforme o novo artigo 2º, IV, do Anexo II do RICARF, a Primeira Seção deixou de ser competente para julgar outros tributos, ainda que conexos ou decorrentes ao IRPJ. É dizer, a Primeira Seção, agora, só tem competência para julgar tributos reflexos ao IRPJ. Diante da modificação da competência desta Primeira Seção, devese aplicar o disposto no artigo 87 do CPC, o qual, excepcionando a regra da perpetuatio jurisdictionis, determina que, independentemente do estado do julgamento, deve ser observada a nova competência quando a alteração ocorrer em razão da matéria, in verbis: Art. 87. Determinase a competência no momento em que a ação é proposta. São irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, salvo quando suprimirem o órgão judiciário ou alterarem a competência em razão da matéria ou da hierarquia. Nesse sentido, o C. Superior Tribunal de Justiça deixou consignado, nos autos do Agravo Regimental no Agravo nº 1.385.555/BA3, que a criação de Vara Especializada faz com que o processo em andamento seja remetido para esta, a fim de que seja julgado por ela, com base nos seguintes argumentos: 3 AgRg no Ag 1385555/BA, Rel. Ministro MASSAMI UYEDA, TERCEIRA TURMA, julgado em 14/06/2011, DJe 29/06/2011. Fl. 1161DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP21.0322.15430.YTNQ. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10660.001407/200981 Acórdão n.º 1201001.251 S1C2T1 Fl. 8 5 “Vejase que o Estado da Bahia, diante de sua competência para determinar a criação de órgãos judiciários e definir seu conteúdo, de acordo com as necessidades locais, criou a Vara Especializada em Direito do Consumidor. Ressaltese, por oportuno, que "a competência de juízo em razão da matéria e, pois, a competência das varas especializadas é de caráter absoluto " (CARNEIRO, Athos Gusmão. Jurisdição e Competência. 13. ed. São Paulo: Saraiva, 2004, p. 81). Dessa forma, restou configurada a alteração da competência do juízo em razão da matéria, de modo que, nos termos do artigo 87, 2ª parte, do Código de Processo Civil, os autos foram remetidos a uma das Varas especializadas, in verbis: "Art. 87. Determinase a competência no momento em que a ação é proposta. São irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, salvo quando suprimirem o órgão judiciário ou alterarem a competência em razão da matéria ou da hierarquia". Alterada a competência absoluta, afastase a regra da perpetuatio jurisdictionis, que visa conferir estabilidade ao processo. Nesse sentido, impende colacionar, mais uma vez, a lição de Athos Gusmão Carneiro: "Por exceção, não se aplica a 'perpetuatio jurisdictionis' se o órgão judiciário for suprimido, ou quando alterada sua competência em razão da matéria ou da hierarquia." (idem, p. 84). Nesse sentido também, a jurisprudência, desta e. Corte superior: CC 57.838/MS, Relatora Ministra Laurita Vaz, DJ 15/05/2006.” O presente caso enquadrase exatamente na situação acima descrita. Isso porque, o auto de infração, ora tratado nos presentes autos, versa sobre IRPF e é decorrente de processos que tratam de IRPJ (processos administrativos fiscais nºs 10660.001404/200947 e 10660.001405/200991). Como consequência, em virtude da modificação da competência promovida pela alteração do disposto no artigo 2º, IV, do Anexo II do RICARF, concluise que, a despeito do fato de que a Primeira Seção era competente para o julgamento do presente caso (IRPF decorrente de IRPJ) quando de sua distribuição, ela deixou de sêlo. Nem se alegue que o fato de o presente processo ser decorrente dos autos de nºs 10660.001404/200947 e 10660.001405/200991 modificaria, por força do artigo 6º4 do 4 Art. 6º Os processos vinculados poderão ser distribuídos e julgados observandose a seguinte disciplina: § 1º Os processos podem ser vinculados por: Fl. 1162DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP21.0322.15430.YTNQ. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 6 Anexo II do RICARF, a competência, vez que o § 2º5 do mencionado artigo expressamente destaca que deve ser observada a competência das Seções para haver a reunião entre os processos. Assim, tendo em vista que a alteração promovida no artigo 2º, IV, do Anexo II do RICARF mudou a competência de julgamento de outros tributos decorrentes do IRPJ, incabível esta Primeira Seção apreciar o presente caso, devendo declinar sua competência para a Segunda Seção, conforme artigo 3º, I, do Anexo II do novo RICARF6. Portanto, não conheço do recurso voluntário, declinando a competência para a Segunda Seção, nos termos dos artigos 2º, IV e 3°, I, do Anexo II do novo RICARF. (assinado digitalmente) João Carlos de Figueiredo Neto Relator I conexão, constatada entre processos que tratam de exigência de crédito tributário ou pedido do contribuinte fundamentados em fato idêntico, incluindo aqueles formalizados em face de diferentes sujeitos passivos; II decorrência, constatada a partir de processos formalizados em razão de procedimento fiscal anterior ou de atos do sujeito passivo acerca de direito creditório ou de benefício fiscal, ainda que veiculem outras matérias autônomas; e III reflexo, constatado entre processos formalizados em um mesmo procedimento fiscal, com base nos mesmos elementos de prova, mas referentes a tributos distintos. 5 Art. 6º. (...) § 2º Observada a competência da Seção, os processos poderão ser distribuídos ao conselheiro que primeiro recebeu o processo conexo, ou o principal, salvo se para esses já houver sido prolatada decisão. 6 Art. 3º À 2ª (segunda) Seção cabe processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de 1ª (primeira) instância que versem sobre aplicação da legislação relativa a: I Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF); Fl. 1163DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP21.0322.15430.YTNQ. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por JOAO CARLOS DE FIGUEIREDO NETO em 24/02/2016 15:36:00. Documento autenticado digitalmente por JOAO CARLOS DE FIGUEIREDO NETO em 24/02/2016. Documento assinado digitalmente por: MARCELO CUBA NETTO em 08/03/2016 e JOAO CARLOS DE FIGUEIREDO NETO em 24/02/2016. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 21/03/2022. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP21.0322.15430.YTNQ Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: DE84368F0BE68E2D3A1FDCB65BA73964B3FB60DA Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10660.001407/2009-81. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
score : 1.0
Numero do processo: 16020.000042/2007-27
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1997 a 31/01/1999
PREVIDENCIÁRIO. RECURSO DE OFÍCIO. NÃO CONHECIMENTO. LIMITE DE ALÇADA. NORMA PROCESSUAL. APLICAÇÃO IMEDIATA.
Nos termos do artigo 34, inciso I, do Decreto nº 70.235/72, c/c o artigo 1º da Portaria MF nº 03/2008, não se reconhece o recurso de ofício contra decisão de primeira instância que exonera o contribuinte do pagamento de tributo e/ou multa no valor inferior a R$ 1.000.000,00 (Um milhão de reais), nos termos do artigo 34, inciso I, do Decreto nº 70.235/72, c/c o artigo 1º da
Portaria MF nº 03/2008. Por tratar-se norma processual, aplicase
de plano em detrimento à legislação vigente à época da interposição do recurso, que estabelecia limite de alçada inferior.
Recurso De Ofício Não Conhecido.Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2403-000.595
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos quanto ao
recurso de Oficio, não conhecer pela não observância do limite de alçada vigente atualmente. Quanto ao recurso voluntário, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso por falta de
interesse processual ante a ausência de sucumbência.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: IVANCIR JÚLIO DE SOUZA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
dt_index_tdt : Sat Mar 26 09:00:04 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201106
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1997 a 31/01/1999 PREVIDENCIÁRIO. RECURSO DE OFÍCIO. NÃO CONHECIMENTO. LIMITE DE ALÇADA. NORMA PROCESSUAL. APLICAÇÃO IMEDIATA. Nos termos do artigo 34, inciso I, do Decreto nº 70.235/72, c/c o artigo 1º da Portaria MF nº 03/2008, não se reconhece o recurso de ofício contra decisão de primeira instância que exonera o contribuinte do pagamento de tributo e/ou multa no valor inferior a R$ 1.000.000,00 (Um milhão de reais), nos termos do artigo 34, inciso I, do Decreto nº 70.235/72, c/c o artigo 1º da Portaria MF nº 03/2008. Por tratar-se norma processual, aplicase de plano em detrimento à legislação vigente à época da interposição do recurso, que estabelecia limite de alçada inferior. Recurso De Ofício Não Conhecido.Recurso Voluntário Provido.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 16020.000042/2007-27
anomes_publicacao_s : 201106
conteudo_id_s : 4906212
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Mar 24 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-000.595
nome_arquivo_s : 2403000595_16020000042200727_201106.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : IVANCIR JÚLIO DE SOUZA
nome_arquivo_pdf_s : 16020000042200727_4906212.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos quanto ao recurso de Oficio, não conhecer pela não observância do limite de alçada vigente atualmente. Quanto ao recurso voluntário, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso por falta de interesse processual ante a ausência de sucumbência.
dt_sessao_tdt : Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
id : 4742349
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 26 09:56:04 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728355848548253696
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2058; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 226 1 225 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16020.000042/200727 Recurso nº 163.240 De Ofício e Voluntário Acórdão nº 240300.595 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 08 de junho de 2011 Matéria LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA Recorrentes CINPREMO S.A / FAZENDA NACIONAL . FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1997 a 31/01/1999 PREVIDENCIÁRIO. RECURSO DE OFÍCIO. NÃO CONHECIMENTO. LIMITE DE ALÇADA. NORMA PROCESSUAL. APLICAÇÃO IMEDIATA. Nos termos do artigo 34, inciso I, do Decreto nº 70.235/72, c/c o artigo 1º da Portaria MF nº 03/2008, não se reconhece o recurso de ofício contra decisão de primeira instância que exonera o contribuinte do pagamento de tributo e/ou multa no valor inferior a R$ 1.000.000,00 (Um milhão de reais), nos termos do artigo 34, inciso I, do Decreto nº 70.235/72, c/c o artigo 1º da Portaria MF nº 03/2008. Por tratarse norma processual, aplicase de plano em detrimento à legislação vigente à época da interposição do recurso, que estabelecia limite de alçada inferior. Recurso De Ofício Não Conhecido.Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos quanto ao recurso de Oficio, não conhecer pela não observância do limite de alçada vigente atualmente. Quanto ao recurso voluntário, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso por falta de interesse processual ante a ausência de sucumbência. Carlos Alberto Mees Stringari – Presidente Ivacir Júlio de Souza Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza, Marcelo Magalhães Fl. 291DF CARF MF Emitido em 21/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 20/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Assinado digitalmente em 20/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES ST RINGARI 2 Peixoto , Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Jhonatas Ribeiro da Silva ( Suplente). Ausente o Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 292DF CARF MF Emitido em 21/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 20/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Assinado digitalmente em 20/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES ST RINGARI Processo nº 16020.000042/200727 Acórdão n.º 240300.595 S2C4T3 Fl. 227 3 Relatório Tratase de Notificação de Lançamento de Débito lavrada em nome da empresa em epígrafe em 14/04/2003, sob DEBCAD n° 35.580.1787, no valor de R$ 585.927,10, referente às contribuições devidas à Seguridade Social, parte da empresa, inclusive a destinada ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho, e a contribuição destinada aos Terceiros (SESI, SENAI, SEBRAE, INCRA e Salário Educação), incidentes sobre a remuneração de segurados empregados, apurada em livros contábeis e notas fiscais de prestação de serviços, referentes ao período de janeiro de 1997 a janeiro de 1999. O Relatório Fiscal de fls. 41/42 informa que a ação fiscal sob comento abrangeu o período de janeiro de 1997 a novembro de 2002, e que a empresa apresentou livros diário somente até o ano 2000. Os documentos analisados levaram à conclusão que a empresa paralisou suas atividades a partir de agosto de 200 I , quando transferiu todos seus empregados para a empresa CINASA IMOBILIÁRIA E CONSTRUÇÃO PRE FABRICADA LTDA, CNPJ 54.630.207/000179. A empresa apresentou cartão de CNPJ e ata de alteração de endereço para a cidade de São Paulo, à Rua Carlos Weber, n" 1197, sala 09. Entretanto, todos os documentos, livros c administração da empresa encontramse no endereço onde foi desenvolvida a ação fiscal, fato constatado in loco, unia vez que no citado endereço de nu — Si', foram recebidos o Mandado de Procedimento Fiscal, o Termo de Inicio de Ação Fiscal c o Termo de Intimação para Apresentação de Documentos, sem qualquer contestação por parte da empresa. A empresa notificada, C1N PREMO S.A., apresentou defesa em 06/05/2003, alegando, em síntese: que a então Gerência Executiva de Sorocaba não era competente para lavrar a' presente NFLD porque a impugnante tem sua sede em São Paulo — SP, conforme contrato social anexado aos autos, do que resulta a nulidade do lançamento; que os créditos são originários de ['atos geradores ocorridos há mais de 5 anos, estando portando atingidos pela decadência, eis que as contribuições previdenciárias têm caráter de tributo c, desta forma, sendolhes aplicáveis as normas de decadência da Constituição Federal e do Código Tributário Nacional, sendo inconstitucional a aplicação do artigo 45 da Lei 8.212/91; que a contribuição para terceiros também segue a decadência de 05 anos, eis que não contemplada pela disposição do artigo 45 da lei 8.212/91, conforme dispõe o Parecer da Consultoria Jurídica do INSS n" 1.815 e Parecer da Consultoria Jurídica do MPS n" 2.521/2001. Segundo este último parecer, para as contribuições para terceiros cujos fatos geradores tenham ocorrido antes do RESP n" 58918/RJ, publicado no DJ de 19/06/1995, o prazo decadencial será de 5 anos, aquelas cujos fatos geradores tenham ocorrido depois deste RESP, prazo decadencial de dez anos; Fl. 293DF CARF MF Emitido em 21/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 20/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Assinado digitalmente em 20/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES ST RINGARI 4 que o Relatório de Fundamentos Legais contém extensa lista de citações normativos que fundamentam o débito, além do que a autoridade fiscal não informou o real motivo da autuação, pois não trouxe descrição sucinta do ilícito previdenciário, atingindo o direito de ampla defesa da notificada e resultando na nulidade do lançamento; que o direito de defesa é atingido pela exigência de multas progressivas, inclusive com caráter confiscatório, e, ainda, com a exigência de depósito recursal de 30% do valor exigido na decisão para recorrer da mesma ao Conselho de Recursos; que a taxa SELIC constitui taxa de juro remuneratório c, portanto, é inaplicável na apuração do crédito tributário, para o que só é válida a aplicação de juros de mora, que visam somente recompor o patrimônio do credor ofendido. Ainda, que a utilização da SELIC agrava a obrigação tributária, obstando seu adimplemento pelo contribuinte e que após a Lei 9.964/2000 os juros de mora passaram a ser calculados com base na "Taxa de Juros de Longo Prazo — TJLP"' para os créditos incluídos no Programa de Recuperação Fiscal RENS, devendo o mesmo ocorrer em relação aos demais créditos. Acrescenta que a SELIC é verdadeira nova hipótese de incidência tributária, a qual abarca duas inconstitucionalidades: 0 novo tributo sem a edição de lei e tributo com caráter confiscatório; que a empresa relacionada no Oficio n° 21 não foi intimada do procedimento fiscal, o que deve ser realizado sob pena de nulidade do lançamento; que a responsabilização do tomador de serviços pela contribuição providenciaria devida pelo prestador, até a edição da Lei 9.711/98, era subsidiária c reclama a comprovação de que o prestador de serviços não cumpriu sua obrigação. que a responsabilidade solidária não tem previsão legal; que houve pagamento de contribuição por parte dos prestadores de serviço, os quais são elencados às fls. 111 dos autos. Ao final, requereu a improcedência da NFLD e a juntada posterior de novos documentos, bem como a produção de perícia técnica. Os autos foram encaminhados à Seção de Análise de Defesas e Recursos da. Gerência Executiva de Sorocaba, a qual determinou a intimação da empresa CINASA IMOBILIÁRIA E CONSTRUÇÕES PRÉFABRICADAS desse lançamento, o que foi providenciado conforme documentos de lis. 172/175; A empresa CINASA IMOBILIÁRIA E CONSTRUÇÕES PRÉ FABRICADAS, responsável solidária apresentou defesa tempestiva na qual alega, cm suma: que não tem legitimidade passiva para responder a presente NFLD, uma vez que a autuada é a sociedade, a qual tem personalidade própria, e não se confunde com a sua pessoa física, eis que a lei não autoriza que sócio ou diretor da empresa responda em ação que é dirigida à sociedade em razão da consagração do principio da separação entre sociedade c sócios, expresso no artigo 20 do Código Civil de 1916; que o simples fato de a empresa ficar inadimplente não autoriza a transferência do encargo para os sócios ou diretores, além do que o Decreto 3.708/19 estabelece que a responsabilidade dos sócios é limitada ao capital subscrito e não integralizado e que é subsidiária c pressupõe quebra de sociedade; Fl. 294DF CARF MF Emitido em 21/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 20/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Assinado digitalmente em 20/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES ST RINGARI Processo nº 16020.000042/200727 Acórdão n.º 240300.595 S2C4T3 Fl. 228 5 que a desconsideração da personalidade jurídica só pode ocorrer em casos de manipulação fraudulenta ou abusiva da autonomia patrimonial; Sendo assim, requer não seja acolhida a pretensão constante do Oficio 21.438/0134/2004 DARREC/GEXSOR/SP. Os autos foram novamente encaminhados para diligência fiscal, a fim de que fosse emitido Relatório Fiscal Complementar informando ao contribuinte a apuração da base de cálculo por aferição, com a respectiva fundamentação legal; que fosse providenciado o lançamento da contribuição a cargo dos segurados, não incluída na presente NFLD; c que fossem verificadas as guias c notas fiscais apresentadas pela notificada. 0 despacho de fls. 210 conclui pela improcedência dos lançamentos referentes ao prestador JOSÉ DELFINO DA SILVA ITU ME do período de 01/1997 a 12/1998, em razão de o mesmo ter sido fiscalizado com cobertura de contabilidade até a competência 12/1998 e que os lançamentos referentes a prestadora MÁRCIA CRISTINA GARCIA ME devem ser apurados como serviços prestados por contribuinte individual, pois não se trata de pessoa jurídica, mas de pessoa física. Informa ainda que não foi feito o Relatório Complementar conforme solicitado pois a notificação contém vários prestadores, o que inviabiliza a sua correção via relatório complementar, devendo a mesma ser tomada nula e emitidas novas NFLD’s substitutivas por prestador. Para facilitar a emissão das NFLD’s substitutivas foi elaborada planilha Pagamento — Prestadores de Serviços — fls. 198/204. Os autos foram encaminhados a essa DRJ Brasília em virtude do disposto na Portaria RFB n" 10.684/2007. DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Após analisar as alegações que a impugnante fizera, a 7ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Brasília ( DF) DRJ/BSA, exarou sentença mediante o Acórdão n° 0323.145, em 07 de novembro de 2007, anulando o lançamento por vício formal. Ato contínuo, recorreu de oficio conforme então previsto no artigo 366 do RPS em razão do valor exonerado encontrarse acima do previsto no artigo 1°, inciso III, da Portaria MPS n° 158, de 11 de abril de 2007, em razão do disposto no §2" do mesmo artigo 366. DO RECURSO VOLUNTÁRIO Uma vez notificada da decisão a quo, o contribuinte recorreu no sentido de que seja mantida aquela decisão alegando em síntese: “DO PEDIDO 1. Ante ao exposto, pede a Recorrida que o Recurso Necessário da União seja julgado totalmente improcedente mantendose a decisão recorrida que julgou nula a respectiva cobrança.” Fl. 295DF CARF MF Emitido em 21/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 20/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Assinado digitalmente em 20/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES ST RINGARI 6 Voto Conselheiro Ivacir Júlio de Souza, Relator DO RECURSO DE OFÍCIO DA TEMPESTIVIDADE O recurso é tempestivo, entretanto, conforme a seguir se demonstrará, não reúne os pressuposto de admissibilidade. Portanto, dele NÃO TOMO CONHECIMENTO. Na forma do registrado no Relatório Fiscal, tratase de Notificação de Lançamento de Débito NFLD n° 35.580.1787, no valor de R$ 585.927,10. A autoridade julgadora de primeira instância ao recorrer de ofício da decisão que anulou o lançamento por vício insanável, invocou legislação vigente à época, entretanto, hoje superada. Assim, o recurso não merece ser conhecido, em virtude da ocorrência de legislação superveniente que alterou o limite de alçada daquela instância, senão vejamos: Na oportunidade, o recurso de ofício da autoridade fazendária encontrou amparo no artigo 1º, inciso III, da Portaria MPS nº 158, de 11/04/2007, na forma do previsto no artigo 366 do RPS vigentes à época, que assim prescreviam: “Portaria MPS nº 158/2007 Art. 1º Deverá ser interposto recurso de ofício dirigido ao Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS), observado o disposto no art. 2º, das Decisões e DespachosDecisórios que: I declararem indevida, em valor total (principal, multa e juros) superior a R$ 200.000,00 (duzentos mil reais), contribuição ou outra importância apurada pela fiscalização; II relevarem ou atenuarem, em valor superior a R$ 200.000,00 (duzentos mil reais), multa aplicada por infração a dispositivos da Lei 8.212, de 24 de julho de 1991; e III declararem nulidade de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito (NFLD) ou de AutodeInfração (AI) com valor total originário (principal, multa e juros) superior a R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais). Atualmente, o recurso de ofício no caso de decisão que exonerar parte ou integralmente o crédito tributário, bem como o limite de alçada a ser observado, encontramse fundamentados no artigo 34, I, do Decreto nº 70.235/72, c/c artigo 1º da Portaria MF nº 03/2008, nos seguintes termos: “Decreto nº 70.235/72 Art.34. A autoridade de primeira instância recorrerá de ofício sempre que a decisão: Fl. 296DF CARF MF Emitido em 21/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 20/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Assinado digitalmente em 20/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES ST RINGARI Processo nº 16020.000042/200727 Acórdão n.º 240300.595 S2C4T3 Fl. 229 7 I exonerar o sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de multa de valor total (lançamento principal e decorrentes) a ser fixado em ato do Ministro de Estado da Fazenda. (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 10/12/97)”. Portaria MF nº 03/2008 Art. 1º O Presidente de Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) recorrerá de ofício sempre que a decisão exonerar o sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de multa, em valor total superior a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais). Parágrafo único. O valor da exoneração de que trata o caput deverá ser verificado por processo. Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. Art. 3º Fica revogada a Portaria MF nº 375, de 7 de dezembro de 2001.” Desse modo se depreende dos dispositivos legais acima transcritos, que o limite de alçada fora alterado e se mantém vigendo, para o valor de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), relativamente aos créditos exonerados em decisão de primeira instância. Consoante jurisprudência deste Colegiado, abaixo transcrevo algumas de suas ementas: “Assunto: Processo Administrativo Fiscal Anocalendário: 2003 RECURSO DE OFÍCIO. VALOR ABAIXO LIMITE ALÇADA. NÃO CONHECIDO. Não se conhece o Recurso de Ofício interposto antes da edição da Portaria MF no 3, de 3 de janeiro de 2008, que exonera o contribuinte do pagamento de tributo e multa de ofício em valor inferior R$1.000.000,00, por se tratar de norma processual de aplicação imediata. Recurso de ofício não conhecido.” (6ª Câmara do 1º Conselho – Recurso nº 155.249, Acórdão nº 10617122, Sessão de 09/10/2008) “RECURSO DE OFÍCIO ALTERAÇÃO NO LIMITE DE ALÇADA TEMPUS REGIT ACTUM RETROATIVIDADE LEGÍTIMA É legítima a aplicação do novo limite de alçada para impedir a apreciação de recurso de ofício interposto quando vigente limite inferior. Retroatividade legítima que não fere qualquer direito consolidado, pois a alteração do limite para maior é feita pela própria administração, única interessada na apreciação do recurso. (Recurso de Ofício). Recurso de ofício não conhecido por falta de objeto. [...]” (5ª Câmara do 1º Conselho – Recurso nº 151.280, Acórdão nº 105 16879, Sessão de 04/03/2008) Fl. 297DF CARF MF Emitido em 21/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 20/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Assinado digitalmente em 20/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES ST RINGARI 8 “Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ Exercício: 1991, 1992, 1993 NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO DE OFÍCIO ABAIXO DO LIMITE DE ALÇADA RETROATIVIDADE DE REGRA PROCESSUAL PORTARIA MF nº 3/2008. Verificado que o valor de alçada recursal é inferior ao limite de R$ 1.000.000,00, estabelecido pela regra administrativa constante da Portaria MF nº 3, de 03 de janeiro de 2008, DOU 07.01.2008, deixase de conhecer o recurso de ofício, por se tratar de regra processual aplicável de imediato, com efeito, retroativo. Recurso de Ofício Não Conhecido.” (8ª Câmara do 1º Conselho – Recurso nº 158.704, Acórdão nº 10809810, Sessão de 19/12/2008) Como se verifica, tratase de matéria que se subsume às normas processuais, logo, tem aplicação imediata. Em razão de tratarse de regra processual estabelecida pelo próprio Fisco compreendese que seu interesse seja tornar célere o processo nos Órgãos Julgadores de segunda instância. Aduz que na forma do desenvolvimento acima, é licito inferir que, independentemente da época em que fora interposto o recurso de ofício, é compulsório observar as normas vigentes na oportunidade da apreciação dos autos em segunda instância. DO RECURSO VOLUNTÁRIO DA TEMPESTIVIDADE O recurso é tempestivo e reúne os pressuposto de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DO MÉRITO Considerando que em síntese a Recorrente pede que seja mantida a decisão de primeira instância, em razão de tudo o que foi supra desenvolvido, é lícito concluir que seu pedido fora atendido não cabendo nenhum outro comentário. CONCLUSÃO Por todo o exposto, estando o RECURSO DE OFÍCIO em dissonância com artigo 34 do Decreto nº 70.235/72, e assim, também, com o artigo 1º da Portaria MF nº 03/2008, normas processuais vigentes que disciplinam a matéria, VOTO NO SENTIDO DE NÃO CONHECÊLO, pelas razões de fato e de direito acima esposadas. Quanto ao RECURSO VOLUNTÁRIO , dele tomo conhecimento para, no mérito, DAR PROVIMENTO não conhecendo do RECURSO DE OFÍCIO em face da sentença exarada em instância “ad quod”. Ivacir Júlio de Souza Fl. 298DF CARF MF Emitido em 21/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 20/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Assinado digitalmente em 20/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES ST RINGARI Processo nº 16020.000042/200727 Acórdão n.º 240300.595 S2C4T3 Fl. 230 9 Fl. 299DF CARF MF Emitido em 21/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 20/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Assinado digitalmente em 20/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES ST RINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 12268.000042/2008-54
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 07 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1999 a 30/09/2002
DECADÊNCIA.
O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicada a regra qüinqüenal da decadência do Código Tributário Nacional.
Numero da decisão: 2403-000.576
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, Por unanimidade de votos em dar
provimento ao recurso reconhecendo a decadência total do crédito tributário com base na regra do artigo 150 § 4º do CTN.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
dt_index_tdt : Sat Mar 26 09:00:04 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201106
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1999 a 30/09/2002 DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicada a regra qüinqüenal da decadência do Código Tributário Nacional.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 12268.000042/2008-54
anomes_publicacao_s : 201106
conteudo_id_s : 4906940
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Mar 23 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-000.576
nome_arquivo_s : 2403000576_12268000042200854_201106.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
nome_arquivo_pdf_s : 12268000042200854_4906940.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do colegiado, Por unanimidade de votos em dar provimento ao recurso reconhecendo a decadência total do crédito tributário com base na regra do artigo 150 § 4º do CTN.
dt_sessao_tdt : Tue Jun 07 00:00:00 UTC 2011
id : 4742332
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 26 09:56:02 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728355848550350848
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1425; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 239 1 238 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 12268.000042/200854 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2403000.576 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 7 de junho de 2011 Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Recorrente B S S Decorações Ltda. ME Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1999 a 30/09/2002 DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicada a regra qüinqüenal da decadência do Código Tributário Nacional. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, Por unanimidade de votos em dar provimento ao recurso reconhecendo a decadência total do crédito tributário com base na regra do artigo 150 § 4º do CTN. CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Presidente/Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Ivacir Julio de Souza, Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro, Jhonatas Ribeiro da Silva, Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 245DF CARF MF Emitido em 20/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Assinado digitalmente em 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Porto Alegre, Acórdão 1016.408 7ª Turma, que julgou procedente o lançamento referente a obrigação principal no montante de R$ 116.766,04. A autuação foi assim resumida no acórdão: B S S DECORAÇÕES LTDA. ME foi notificada a recolher contribuições previdenciárias patronais, inclusive aquelas destinadas ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho RAT, e contribuições de terceiros (Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação FNDE, Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária INCRA, Serviço Social do Comércio SESC, Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial SENAC e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas SEBRAE), incidentes sobre a remuneração de segurados empregados, e referentes às competências julho de 1999, novembro de 1999, abril de 2000, junho de 2000 e janeiro de 2001 a dezembro de 2001 (CNPJ n.° 82.375.171/000160), janeiro de 1999, julho de 1999, setembro de 1999, dezembro de 1999, março de 2000 a junho de 2000, e janeiro de 2001 a abril de 2001 (CNPJ n.° 82.375.171/000240), julho de 1999, agosto de 1999, abril de 2000, junho de 2000 a agosto de 2000, e janeiro de 2001 a abril de 2001 (CNPJ n.° 82.375.171/000321), abril de 1999, maio de 1999, julho de 1999, junho de 2000, janeiro de 2001 a dezembro de 2001 (CNPJ n.° 82.375.171/000402), e julho de 1999, junho de 2000, janeiro de 2001 a maio de 2001 (CNPJ n.° 82.375.171/000593), conforme Levantamentos FPG. Nesses levantamentos FPG foram incluídas, ainda, (a) contribuições previdenciárias patronais incidentes sobre a remuneração de segurados contribuintes individuais, referentes às competências julho de 1999, novembro de 1999, abril de 2000, junho de 2000 e janeiro de 2001 a dezembro de 2001 (CNPJ n.° 82.375.171/000160); e (b) diferenças de contribuições previdenciárias, parte dos segurados, das competências novembro de 2001 e dezembro de 2001 (CNPJ n.° 82.375.171/000160), março de 2001 e abril de 2001 (CNPJ n.° 82.375.171/000321), dezembro de 2001 (CNPJ n.° 82.375.171/000402) e janeiro de 2001 a maio de 2001 (CNPJ n.° 82.375.171/000593). Especificamente em relação ao estabelecimento matriz (CNPJ n.° 82.375.171/000160), foi notificada diferença de contribuição previdencidria, parte dos segurados, da competência agosto de 2002, conforme Levantamento OPS. A empresa foi notificada a recolher, também, acréscimos legais (juros e multa de mora) incidente sobre recolhimentos das competências julho de 1999, agosto de 2000, março de 2001, março de 2002 e setembro de 2002 (CNPJ n.° 82.375.171/0001 Fl. 246DF CARF MF Emitido em 20/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Assinado digitalmente em 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 12268.000042/200854 Acórdão n.º 2403000.576 S2C4T3 Fl. 240 3 60), março de 2001 e abril de 2001 (CNPJ n.° 82.375.171/0002 40), agosto de 2000 e março de 2001 (CNPJ n.° 82.375.171/000321), março de 2002 e setembro de 2002 (CNPJ n.° 82.375.171/000402) e agosto de 2000 e março de 2001 (CNPJ n.° 82.375.171/000593), conforme Levantamentos DAL. O período do débito é de 01/99 a 09/2002 e a ciência do lançamento ocorreu em 20/12/2007. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, onde alega, em síntese, que: • Decadência. • as diferenças de contribuições parte do segurados, lançadas nas competências 11/2001, 12/2001 e 08/2002, 03/2001 e 04/2001, 12/2001, 01/2001 a 05/2001, não foram descontadas das remunerações a eles pagas • as contribuições lançadas neste processo correspondem a diferença entre os valores efetivamente devidos e os recolhidos. • Os valores das bases de calculo, contribuições e deduções lançadas foram coletadas das GFIP retificadas pela empresa e enviadas durante a ação fiscal. • estáse diante de um lançamento por homologação, e em se tratando de cobrança sujeita a lançamento por homologação, ocorrendo o pagamento antecipado por parte do contribuinte, o prazo decadencial para o lançamento de eventuais diferenças é de cinco anos, a contar do fato gerador, conforme estabelece o parágrafo 4° do art. 150 do CTN. • Prescrição. • SELIC É o Relatório. Fl. 247DF CARF MF Emitido em 20/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Assinado digitalmente em 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator O recurso é tempestivo e por não haver óbice ao seu conhecimento, passo à análise das questões levantadas pela recorrente. DECADÊNCIA O lançamento fundamentouse no artigo 45 da Lei 8.212/91. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n º 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade desse artigo, nestas palavras: Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Conforme previsto no art. 103A da Constituição Federal, a Súmula de n º 8 vincula toda a Administração Pública, devendo este Colegiado aplicála. Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n º 8.212, há que serem observadas as regras previstas no Código Tributário Nacional (CTN), o art. 173 ou o art. 150 (este último diz respeito ao lançamento por homologação). Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. Fl. 248DF CARF MF Emitido em 20/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Assinado digitalmente em 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 12268.000042/200854 Acórdão n.º 2403000.576 S2C4T3 Fl. 241 5 Art.150 O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento. § 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito. § 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação. § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (grifo nosso) Em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, quando ocorre pagamento antecipado inferior ao efetivamente devido, sem que o contribuinte tenha incorrido em fraude, dolo ou simulação, aplicase o disposto no § 4º, do artigo 150, do CTN, segundo o qual, se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador. Portanto, para que possamos identificar o dispositivo legal a ser aplicado seja o I, art. 173 ou o § 4°, art. 150, ambos do CTN devemos identificar a ocorrência, ou não, de pagamentos parciais, pois só assim poderemos declarar os efeitos da decadência no lançamento. Consta do Relatório Fiscal da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito — NFLD Debcad N° 37.121.1492 o seguinte texto: Do confronto entre os valores das remunerações declaradas pela empresa nas GFIP com os recolhimentos das contribuições registrados no sistema de controle da arrecadação da Secretaria da Receita Federal do Brasil e os efetuados durante a ação fiscal, resultou a constatação de recolhimentos a menor. Portanto, as contribuições lançadas neste processo correspondem a diferença entre os valores efetivamente devidos e os recolhidos. No Relatório de Apropriação de Documentos Apresentados – RADA, encontramos vários recolhimentos apropriados ao lançamento. Fl. 249DF CARF MF Emitido em 20/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Assinado digitalmente em 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 Também consta do Relatório Fiscal menção que as diferenças de contribuições dos segurados não foram descontadas. Observamos que as diferenças de contribuições parte dos segurados, lançadas nas competências 11/2001, 12/2001 e 08/2002 (CNPJ 82.375.171/000160), 03/2001 e 04/2001 (CNPJ 82.375.171/000321), 12/2001 (CNPJ 82.375.171/000402), 01/2001 a 05/2001 (CNPJ 82.375.171/000593) não foram descontadas das remunerações a eles pagas. Pelo exposto entendo que se aplica a regra do artigo 150 do CTN. O período do lançamento é de 01/99 a 09/2002. A ciência do lançamento ocorreu em 20/12/2007 Entendo totalmente decadente o lançamento. CONCLUSÃO À vista do exposto, voto pelo provimento do recurso reconhecendo a decadência total do crédito tributário com base na regra do artigo 150 do CTN. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 250DF CARF MF Emitido em 20/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Assinado digitalmente em 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10675.905081/2009-01
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Dec 04 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1801-000.177
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento na realização de diligência, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: CARMEN FERREIRA SARAIVA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 26 09:00:04 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201212
turma_s : Primeira Turma Especial da Primeira Seção
numero_processo_s : 10675.905081/2009-01
conteudo_id_s : 6580780
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Mar 24 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 1801-000.177
nome_arquivo_s : 180100177_10675905081200901_201212.pdf
nome_relator_s : CARMEN FERREIRA SARAIVA
nome_arquivo_pdf_s : 10675905081200901_6580780.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento na realização de diligência, nos termos do voto da Relatora.
dt_sessao_tdt : Tue Dec 04 00:00:00 UTC 2012
id : 4556098
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 26 09:55:48 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728355848555593728
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1710; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C1T1 Fl. 162 1 161 S1C1T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10675.905081/200901 Recurso nº Resolução nº 1801000.177 – 3ª Câmara / 1ª Turma Especial Data 04 de dezembro de 2012 Assunto SOLICITAÇÃO DE DILIGÊNCIA PER/DCOMP Recorrente HABITAT PROJETOS E CONSTRUÇÕES LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento na realização de diligência, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Presidente (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria de Lourdes Ramirez, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Carmen Ferreira Saraiva, João Carlos de Figueiredo Neto, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes. RELATÓRIO A Recorrente formalizou o Pedido de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação (Per/DComp) em 18.02.2005, fls. 0106, utilizandose do crédito relativo ao pagamento a maior no valor total de R$15.506,44 de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) do terceiro trimestre do nacalendário de 2004 determinado pelo regime do lucro presumido, código nº 2372, efetuado em 29.10.2004. Fl. 162DF CARF MF Impresso em 13/12/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/12/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 07/12/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10675.905081/200901 Resolução n.º 1801000.177 S1C1T1 Fl. 163 2 Em conformidade com o Despacho Decisório Eletrônico, fl. 07, as informações relativas ao reconhecimento do direito creditório foram analisadas das quais se concluiu pelo indeferimento do pedido. Restou esclarecido que o pagamento foi integralmente utilizado para quitação de débitos, não restando crédito disponível para compensação. Cientificada em 01.06.2009, fl. 10, a Recorrente apresentou a manifestação de inconformidade em 16.06.2009, fls. 1112, com os argumentos abaixo sintetizados. Suscita que O valor original do crédito inicial informado em PER/DCOMP corresponde ao montante total pago em DARF e não ao valor do crédito correspondente. [...] O que precisa ser decidido é que a empresa efetuou um pagamento através do DARF código 2372 referente ao 3° trimestre de 2004 no valor de R$15.506,44 tendo que recolher aos cofres públicos o valor de R$4.740,95 referente a CSLL do 4º trimestre de 2004 no valor de R$99,90 e IRPJ do 4° trimestre de 2004 no valor de R$4.641,05. [...] Tendo a empresa o crédito declarado no valor de R$15.506,44 discordamos da possibilidade de não se reconhecer tal direito de compensálo, assim anexamos PER/DCOMP, DIPJ e DCTF onde consta o crédito apurado e os débitos a serem compensados, comprovando e regularizando os valores cobrados no Despacho Decisório. Senhores conselheiros são estes, em síntese, os pontos de discordância apontados neste recurso: a) [Indica os débitos que pretende sejam compensadas] e b) Cancelar PER/DCOMP n° 34800.39871.240105.1.3.044060 Conclui A vista do exposto demonstrado a insubsistência e improcedência total do Despacho Decisório, requer que seja dado provimento ao presente recurso. Está registrado como resultado do Acórdão da 1ª TURMA/DRJ/JFA/MG nº 09 37.219, de 06.10.2011, fls. 9496:“Manifestação de Inconformidade Improcedente”. Restou ementado ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2004 COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Constatada a inexistência do direito credit6rio por meio de informações prestadas pelo interessado A. época da transmissão da Declaração de Compensação, cabe a este o ônus de comprovar que o crédito pretendido já existia naquela ocasião. Notificada em 20.01.2012, fl. 98, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 17.02.2012, fls. 100101, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Argui que A empresa efetuou o pagamento através do Darf 2372 (CSLL) referente ao 3º trimestre de 2004 no valor de R$15.506,44 tendo recolhido aos cofres públicos o valor de R$6.787,26. [...] Tendo a empresa o crédito declarado no valor de R$15.506,44 discordamos da possibilidade de não se reconhecer tal direito de compensálo, assim anexamos Per/DComp, DIPJ, DCTF, DARF (2372), Diário e Razão. Na DCTF consta o Fl. 163DF CARF MF Impresso em 13/12/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/12/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 07/12/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10675.905081/200901 Resolução n.º 1801000.177 S1C1T1 Fl. 164 3 crédito apurado e os débitos a serem compensados comprovando e regularizando os valores cobrados no Acórdão. Em tempo, o prazo será de até cinco anos conforme art. 174 do CTN : “A ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em cinco anos, contados da data da sua constituição definitiva. Ainda a prescrição se interrompe por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que importe em reconhecimento do débito e crédito tributário feito pelo contribuinte. Conclui A vista do exposto demonstrado a insubsistência e improcedência total do acórdão, requer que seja dado provimento ao presente recurso. É o relatório. VOTO Conselheira Carmen Ferreira Saraiva, Relatora O recurso voluntário é tempestivo, e considerando o preenchimento dos demais requisitos legais de sua admissibilidade, merece ser apreciado. Preliminarmente, ao analisar os autos impõemse decidir sobre a matéria de natureza processual. O Código de Processo Civil invocado de forma subsidiária ao processo administrativo fiscal, prevê que a competência, em razão do valor e do território, pode ser modificada pela conexão ou pela continência. Reputamse conexas duas ou mais ações, quando lhes for comum o objeto ou a causa de pedir , bem como dáse a continência entre duas ou mais ações sempre que há identidade quanto às partes e à causa de pedir, mas o objeto de uma, por ser mais amplo, abrange o das outras. Nesses casos. O julgador, de ofício ou a requerimento de qualquer das partes, pode ordenar a reunião de ações propostas em separado, a fim de que sejam decididas simultaneamente1. Na Administração Pública devem ser observadas a adequação entre meios e fins, a adoção de formalidades essenciais suficientes para garantir e propiciar adequado grau de certeza, segurança e respeito aos direitos dos administrados. Por esta razão, os litígios instaurados em relação ao mesmo sujeito passivo, devem ser objetos de um único processo, quando as comprovações dos ilícitos dependerem dos mesmos elementos de prova e devem ser juntados por anexação, uma vez que a comprovação dos pleitos depende dos mesmos elementos de prova2. No uso de seu poderdever regulamentar a Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) editou a Portaria nº 666, de 24 de abril de 2008, orientando no sentido de que 1 Fundamentação legal: art. 102, art. 103 e art. 104 do Código de Processo Civil. 2 Fundamentação legal: art. 9º do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, art. 2º da lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999 e Portaria RFB nº 666, de 24 de abril de 2008. Fl. 164DF CARF MF Impresso em 13/12/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/12/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 07/12/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10675.905081/200901 Resolução n.º 1801000.177 S1C1T1 Fl. 165 4 devem ser objeto de um único processo administrativo os Pedidos de Restituição ou de Ressarcimento e as Declarações de Compensação (Dcomp) que tenham por base o mesmo crédito, ainda que apresentados em datas distintas. Indiscutível, assim, a juntada dos processos nesse caso. Ademais, os processos em andamento, que não tenham sido formalizados dessa forma, devem ser juntados por anexação. No presente caso, os Pedidos de Ressarcimento ou Restituição/Declarações de Compensação (Per/DComp) utilizandose do crédito relativo ao pagamento a maior no valor total de R$15.506,44 de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) do terceiro trimestre do anocalendário de 2004 determinado pelo regime do lucro presumido, código nº 2372, efetuado em 29.10.2004, são idênticos e as comprovações dos pedidos estão baseadas nos mesmos elementos de prova e no mesmo suposto direito creditório e por esta razão há que se reconhecer de ofício a conexão instaurada em relação aos seguintes processos nºs 10675.905079/200924; 10675.905080/200959; 10675.905081/200901; 10675.905082/200948; e 10675.905083/200992. No mérito, a Recorrente suscita que a Per/DComp deve ser deferida. O sujeito passivo que apurar crédito relativo a tributo administrado pela RFB, passível de restituição, pode utilizálo na compensação de débitos. A partir de 01.10.2002, a compensação somente pode ser efetivada por meio de declaração e com créditos e débitos próprios, que ficam extintos sob condição resolutória de sua ulterior homologação. Também os pedidos pendentes de apreciação foram equiparados a declaração de compensação, retroagindo à data do protocolo. Posteriormente, ou seja, em de 30.12.2003, ficou estabelecido que a Per/DComp constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados, bem como que o prazo para homologação tácita da compensação declarada é de cinco anos, contados da data da sua entrega. Ademais, o procedimento se submete ao rito do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, inclusive para os efeitos do inciso III do art. 151 do Código Tributário Nacional3. Verificase no presente caso que os débitos confessados na Per/DComp estão com a exigibilidade suspensa pela apresentação regular do recurso voluntário. O pressuposto é de que a escrituração mantida com observância das disposições legais que faz prova em favor do sujeito passivo dos fatos nela registrados se estes estiverem comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza ou assim definidos em preceitos legais. Tendo em vista o princípio da verdade material que informa o processo administrativo fiscal, há de ser considerada pertinente a apreciação da prova documental trazida aos autos para oferecer a oportunidade de a Recorrente demonstrar sua alegação. O reconhecimento do direito à homologação da compensação não prescinde de restar comprovada, de maneira inequívoca, a liquidez e a certeza do valor pleiteado a título de restituição. Por esta razão, para que haja o 3 Fundamentação legal: art. 165, art. 168, art. 170 e art. 170A do Códido Tributário Nacional, art. 9º do Decreto Lei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977, 1º e art. 2º, art. 51 e art. 74 da Lei nº 9.430, de 26 de dezembro de 1996, art. 49 da Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002 e art. 17 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Fl. 165DF CARF MF Impresso em 13/12/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/12/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 07/12/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10675.905081/200901 Resolução n.º 1801000.177 S1C1T1 Fl. 166 5 reconhecimento do direito creditório é necessário um cuidadoso exame do pagamento a maior de tributo, uma vez que é absolutamente essencial verificar a precisão dos dados informados em todos os livros de escrituração obrigatórios por legislação fiscal específica bem como os documentos e demais papéis que serviram de base para escrituração comercial e fiscal4. No presente caso se aplicam as disposições do processo administrativo fiscal que estabelece que a peça de defesa deve ser formalizada por escrito incluindo todas as teses e instruída com os todos documentos em que se fundamentar5. Cabe à Recorrente produzir o conjunto probatório nos autos de suas alegações, inclusive quando se tratar de retificação dos dados declarados6. Tem cabimento a análise da situação fática. A Recorrente informou (a) na Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) Retificadora do terceiro trimestre do anocalendário de 2004, apresentada em 30.09.2004, que o valor de R$6.787,26 de CSLL devida determinada pelo regime do lucro presumido, código nº 2372 é o coreto; (b) na Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) Retificadora, entregue em 19.03.2009, que o valor da base de cálculo de CSLL do terceiro trimestre do anocalendário de 2004 o valor de R$98.214,92 e a que a CSLL a pagar o valor de R$6.787,26; (c) nas cópias do Livro Diário dos dias 28.04.2004, 30.07.2004 e 29.10.2004, bem como do Livro Razão Analítico da conta CSLL a recuperar estão corretos os valores de R$23.273,99 em 28.04.2004, de R$16.721,70 em 30.07.2010, R$15.506,44 em 29.10.2004 e R$55.502,13 em 31.12.2004; (d) que os Comprovantes de Arrecadação constam nos autos. Tendo em vista todos os elementos apresentados nos autos, restou evidenciado que as informações constantes no Livro Diário, Livro Razão, na DIPJ, na DCTF e nos DARF são congruentes demonstrando com indícios, ou seja, “com aparência do bom direito” o fato de que a CSLL devida no terceiro trimestre do anocalendário de 2004 é de R$6.787,26 e que tem direito ao reconhecimento do direito creditório no valor de R$15.506,44. Contudo, ainda há necessidade de produção de um conjunto probatório robusto de que os dados da Per/Dcomp estão corretos. Em face desta questão e com a observância do disposto no art. 18 do Decreto nº 70.235, de 1972, voto pela conversão do julgamento na realização de diligência para que a autoridade preparadora da Unidade da Secretaria Receita Federal do Brasil (RFB) de origem: 4 Fundamentação legal: art. 165, art. 168, art. 170 e art. 170A do Códido Tributário Nacional, art. 9º do Decreto Lei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977, 1º e art. 2º, art. 51 e art. 74 da Lei nº 9.430, de 26 de dezembro de 1996, art. 49 da Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002 e art. 17 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003. 5 Fundamentação legal: art. 16 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. 6 Fundamentação legal:§ 1º do art. 147 do Código Tributário Nacional e art. 16 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. Fl. 166DF CARF MF Impresso em 13/12/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/12/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 07/12/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10675.905081/200901 Resolução n.º 1801000.177 S1C1T1 Fl. 167 6 I) juntar os mencionados processos por anexação e tome as demais providências cabíveis. II) intimar a Recorrente a juntar aos autos as cópias em que foram transcritos os valores de CSLL do terceiro trimestre do anocalendário de 2004 determinados pelo regime do lucro presumido, identificando os balanços e demonstrativos do resultado do período em referência escriturados à época e registrados no Livro Diário que foram levantados com observância das leis comerciais e fiscais, bem como as contas do Livro Razão pertinentes. III) cotejar a escrituração da Recorrente com os dados constantes nos registros internos da RFB para aferir a verossimilhança. A autoridade fiscal designada ao cumprimento da diligência solicitada deverá elaborar o Relatório Fiscal sobre os fatos apurados, em especial em relação à existência do direito creditório relativo ao pagamento a maior no valor total de R$15.506,44 de CSLL do terceiro trimestre do anocalendário de 2004 determinado pelo regime do lucro presumido, código nº 2372, efetuado em 29.10.2004. A Recorrente deve ser cientificada dos procedimentos referentes às diligências efetuadas e do Relatório Fiscal para que, desejando, se manifeste a respeito dessas questões com o objetivo de lhe assegurar o contraditório e a ampla defesa com os meios e recursos a ela inerentes7 . (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva 7 Fundamentação legal: inciso LV do art. 5º da Constituição da República. Fl. 167DF CARF MF Impresso em 13/12/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/12/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 07/12/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES
score : 1.0
Numero do processo: 10980.009806/2008-96
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 11 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed May 11 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/02/2004 a 30/04/2006
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. HIPÓTESES. PREVISÃO LEGAL. NÃO CONSTATAÇÃO. INDEFERIMENTO.
A restituição só poderá ser deferida se o pleito estiver enquadrado em uma das hipóteses legais, caso contrário, o pedido será indeferido.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-000.532
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso.
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 26 09:00:04 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201105
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/2004 a 30/04/2006 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. HIPÓTESES. PREVISÃO LEGAL. NÃO CONSTATAÇÃO. INDEFERIMENTO. A restituição só poderá ser deferida se o pleito estiver enquadrado em uma das hipóteses legais, caso contrário, o pedido será indeferido. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed May 11 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 10980.009806/2008-96
anomes_publicacao_s : 201105
conteudo_id_s : 4873817
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Mar 21 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-000.532
nome_arquivo_s : 2403000532_10980009806200896_201105.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
nome_arquivo_pdf_s : 10980009806200896_4873817.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Wed May 11 00:00:00 UTC 2011
id : 4741331
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 26 09:55:59 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728355848616411136
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1444; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 33 1 32 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10980.009806/200896 Recurso nº 000.000 Voluntário Acórdão nº 2403000.532 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 11 de maio de 2011 Matéria CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA Recorrente ADELAIDE TEREZINHA CHIOMENTO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/2004 a 30/04/2006 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. HIPÓTESES. PREVISÃO LEGAL. NÃO CONSTATAÇÃO. INDEFERIMENTO. A restituição só poderá ser deferida se o pleito estiver enquadrado em uma das hipóteses legais, caso contrário, o pedido será indeferido. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari – Presidente. Cid Marconi Gurgel de Souza – Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto e Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 26/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 2 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado às fls.25 contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em CuritibaPR que indeferiu o pedido de restituição formulado pela recorrente. A recorrente pleiteou junto ao INSS a devolução de valores supostamente pagos de modo indevido e juntou aos requerimentos (fls.02 a 05) documentos e informações do Cadastro Nacional de Informações Sociais. Tal pleito foi analisado pelo SEORT de Curitiba (fls.10 a 12), órgão que decidiu pelo indeferimento do pedido, dando a oportunidade da contribuinte apresentar manifestação de inconformidade à Equipe de Restituição e Reembolso Previdenciários. A recorrente apresentou manifestação de inconformidade e juntou documentos às fls.16 a 19, alegando que os valores foram recolhidos a título de aposentadoria, não tendo sido essas quantias reconhecidas pelo INSS como tempo de contribuição pelo fato da contribuinte ter recolhido tudo de uma única vez e atrasado, o que permitiu a concessão da aposentadoria por idade somente em 2008 (benefício previdenciário n 146.320.8755). Instada a manifestarse acerca da petição apresentada pela contribuinte, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Curitiba/PR proferiu decisão (acórdão n 06 27.189) às fls.22 e 23 nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/2004 a 30/04/2006 RESTITUIÇÃO. PRESSUPOSTO. PAGAMENTO INDEVIDO. Inexistindo pagamento indevido, não há o que ser restituído. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido. Irresignada com a decisão supra, a recorrente interpôs recurso voluntário à fl.25, fundamentandose sob os mesmos argumentos da manifestação de inconformidade. É o relatório. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 26/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 10980.009806/200896 Acórdão n.º 2403000.532 S2C4T3 Fl. 34 3 Voto Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator DO MÉRITO: I – DAS HIPÓTESES LEGAIS QUE AUTORIZAM A RESTITUIÇÃO: A recorrente alega que recolheu contribuições sociais previdenciárias relativas ao período de 02/2004 a 04/2006, não tendo o INSS reconhecido tal pagamento no cálculo de sua aposentadoria. Vale destacar que o recolhimento ocorreu sob a rubrica de contribuinte individual (código 1007) em meses consecutivos e espontaneamente pela recorrente, pressupondose que houve a realização de atividade remunerada, inclusive por conta própria, enquadrandoa no rol do art.12, V, da Lei n 8.212/91 como segurado obrigatório da Previdência Social. Ademais, somente nas hipóteses previstas na lei é que se defere o pedido de restituição, então vejamos os casos em que se admite a restituição: Código Tributário Nacional Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4º do artigo 162, nos seguintes casos: I cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; II erro na edificação do sujeito passivo, na determinação da alíquota aplicável, no cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento relativo ao pagamento; III reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória. Regulamento da Previdência Social Art.247. Somente poderá ser restituída ou compensada contribuição para a seguridade social, arrecadada pelo Instituto Nacional do Seguro Social, na hipótese de pagamento ou recolhimento indevido. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 26/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 4 §1º Na hipótese de pagamento ou recolhimento indevido, a contribuição será atualizada monetariamente, nos períodos em que a legislação assim determinar, a contar da data do pagamento ou recolhimento até a da efetiva restituição ou compensação, utilizandose os mesmos critérios aplicáveis à cobrança da própria contribuição em atraso, na forma da legislação de regência. Diante das previsões legais (Código Tributário Nacional e Regulamento da Previdência Social), percebese que o instituto da restituição só poderá ser invocado nos casos acima transcritos, e, no caso de contribuição social previdenciária, é a hipótese geral do pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido. Todavia; no caso em tela, percebese que nenhuma das hipóteses que autorizam a restituição ocorreu, tendo em vista que a recorrente pagou o tributo (contribuição social previdenciária) certamente por ter prestado alguma atividade remunerada e estar enquadrada em uma das condições da Lei n 8.212/91 (art.12, V) com a alíquota e base de cálculo previstas na legislação (vide fls.19 e 20). Portanto, não estando configurada nenhuma hipótese que possa autorizar a contribuinte a pleitear a restituição de valores, não vislumbro a possibilidade de deferimento do pleito. CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso voluntário para NEGARLHE PROVIMENTO. É como voto. Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 26/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 16004.000686/2007-13
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 07 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/08/2005 a 31/07/2007
GFIP. ERROS NOS DADOS RELACIONADOS AOS FATOS GERADORES. INFRAÇÃO.
Constitui infração, punível na forma da Lei, a apresentação de Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP) com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, conforme disposto na Legislação.
MULTA REDUÇÃO LEI MENOS SEVERA APLICAÇÃO RETROATIVA CTN, ART. 106
Tratando-se de crédito não definitivamente julgada, aplica-se o disposto no art. 106 do CTN que permite a redução da multa prevista na lei mais nova, por ser mais benéfica ao contribuinte, mesmo a fatos anteriores à legislação aplicada.
Numero da decisão: 2403-000.583
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, No Mérito :por unanimidade de votos em, dar provimento parcial ao recurso, para que se recalcule o valor da multa, de acordo com o disciplinado no art. 32A
da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 e prevalência da mais benéfica ao contribuinte.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 26 09:00:04 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201106
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/08/2005 a 31/07/2007 GFIP. ERROS NOS DADOS RELACIONADOS AOS FATOS GERADORES. INFRAÇÃO. Constitui infração, punível na forma da Lei, a apresentação de Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP) com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, conforme disposto na Legislação. MULTA REDUÇÃO LEI MENOS SEVERA APLICAÇÃO RETROATIVA CTN, ART. 106 Tratando-se de crédito não definitivamente julgada, aplica-se o disposto no art. 106 do CTN que permite a redução da multa prevista na lei mais nova, por ser mais benéfica ao contribuinte, mesmo a fatos anteriores à legislação aplicada.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 16004.000686/2007-13
anomes_publicacao_s : 201106
conteudo_id_s : 4906660
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Mar 23 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-000.583
nome_arquivo_s : 2403000583_16004000686200713_201106.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
nome_arquivo_pdf_s : 16004000686200713_4906660.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, No Mérito :por unanimidade de votos em, dar provimento parcial ao recurso, para que se recalcule o valor da multa, de acordo com o disciplinado no art. 32A da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 e prevalência da mais benéfica ao contribuinte.
dt_sessao_tdt : Tue Jun 07 00:00:00 UTC 2011
id : 4742340
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 26 09:56:03 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728355848667791360
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1747; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 532 1 531 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16004.000686/200713 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2403000.583 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 7 de junho de 2011 Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Recorrente IRMANDADE SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE SANTA ADÉLIA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/08/2005 a 31/07/2007 GFIP. ERROS NOS DADOS RELACIONADOS AOS FATOS GERADORES. INFRAÇÃO. Constitui infração, punível na forma da Lei, a apresentação de Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP) com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, conforme disposto na Legislação. MULTA REDUÇÃO LEI MENOS SEVERA APLICAÇÃO RETROATIVA CTN, ART. 106 Tratandose de crédito não definitivamente julgada, aplicase o disposto no art. 106 do CTN que permite a redução da multa prevista na lei mais nova, por ser mais benéfica ao contribuinte, mesmo a fatos anteriores à legislação aplicada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, No Mérito :por unanimidade de votos em, dar provimento parcial ao recurso, para que se recalcule o valor da multa, de acordo com o disciplinado no art. 32A da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 e prevalência da mais benéfica ao contribuinte. CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Presidente/Relator Fl. 541DF CARF MF Emitido em 20/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Assinado digitalmente em 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Ivacir Julio de Souza, Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro, Jhonatas Ribeiro da Silva, Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 542DF CARF MF Emitido em 20/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Assinado digitalmente em 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 16004.000686/200713 Acórdão n.º 2403000.583 S2C4T3 Fl. 533 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Ribeirão Preto, Acórdão 1424.836 8ª Turma, que julgou procedente o lançamento, mantendo o crédito tributário exigido. Registra o Relatório Fiscal da Infração que a empresa apresentou GFIP 's com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, infringindo assim o disposto no art. 32, inciso IV e § 5°, da Lei n° 8.212/91. 1 A empresa deixou de declarar na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações a Previdência Social GFIP os valores dos salários pagos A) aos empregados registrados, B) serviços de esterilização de materiais,( complemento salarial) C) aos trabalhadores com vinculo empregatício não formalizado, por se tratar de trabalhos efetivos de necessidade permanente na empresa como: Médicos Plantonistas, Médico Radiologista, Serviços De Vacinação em RecémNascidos e Serviços Administrativos de Escritório que se enquadram como empregados, de acordo com o artigo 12, item " I " , letra "a" da Lei 8212 de 24/07/1991, artigo 9, item "I", letra "a" e artigo 299, parágrafo 2. do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3048 de 06/05/1999, e D) sobre os valores pagos aos contribuintes individuais. O valor da multa aplicada foi de R$ 147.841,75. Inconformada com a decisão da DRJ, a recorrente apresentou recurso voluntário onde alega, em síntese, que os dados cadastrais dos fatos geradores das contribuições previdenciárias foram devidamente apresentados à autoridade competente em tempo hábil, e devidamente transmitido ao órgão arrecadador o que pode ser fielmente comprovado pelo protocolo de envio da Conectividade Social. É o Relatório. Fl. 543DF CARF MF Emitido em 20/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Assinado digitalmente em 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator O recurso é tempestivo e a alegação da recorrente é que enviou novas GFIPs com os dados corretos. Para verificar essa afirmação, o processo baixou em diligência para exame e manifestação conclusiva da autoridade fiscal autuante quanto à eventual ocorrência de correção da falta cometida (folha 501). Da diligência resultou a constatação da não correção da falta que motivou a autuação (folha 506). 2 — Da analise da documentação apresentada e pelo exposto acima, concluímos que a empresa não corrigiu a falta, isto posto, propomos que deverá ser cientificada a interessada para, querendo se manifestar no prazo de 10 dias, sob pena de preclusão. O artigo 291 do regulamento da Previdência Social, provado pelo Decreto 3.048/99, previa hipótese de relevação da multa quando corrigida a falta. Art.291.Constitui circunstância atenuante da penalidade aplicada ter o infrator corrigido a falta até o termo final do prazo para impugnação. (Redação dada pelo Decreto nº 6.032, de 2007) (Revogado pelo Decreto nº 6.727, de 2009) §1oA multa será relevada se o infrator formular pedido e corrigir a falta, dentro do prazo de impugnação, ainda que não contestada a infração, desde que seja o infrator primário e não tenha ocorrido nenhuma circunstância agravante. (Redação dada pelo Decreto nº 6.032, de 2007) (Revogado pelo Decreto nº 6.727, de 2009) Uma vez que a falta não foi corrigida, mantémse a aututação. CÁLCULO DA MULTA Recálculo da multa com base no art. 32A, II, Lei 8.212/1991, a partir da alteração da Lei 11.941/2009. No que tange ao cálculo da multa, é necessário tecer algumas considerações, face à edição da recente Medida Provisória nº 449/2008, convertida na Lei 11.941/2009. A citada Lei 11.941/2009 alterou a sistemática de cálculo de multa por infrações relacionadas à GFIP. Para tanto, a Lei 11.941/2009, inseriu o art. 32A, o qual dispõe o seguinte: Fl. 544DF CARF MF Emitido em 20/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Assinado digitalmente em 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 16004.000686/200713 Acórdão n.º 2403000.583 S2C4T3 Fl. 534 5 “Art.32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do art. 32 no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitarseá às seguintes multas: I – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e II – de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da § 1o Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso II do caput deste artigo, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento.(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 2o Observado o disposto no § 3o deste artigo, as multas serão reduzidas:(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – a 75% (setenta e cinco por cento), se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação.(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 3o A multa mínima a ser aplicada será de:(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; e(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). Considerando o princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106. inciso II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional, há que se verificar a situação mais favorável ao sujeito passivo, face às alterações trazidas. Art.106 A lei aplicase a ato ou fato pretérito: (...) II tratandose de ato não definitivamente julgado: (...) c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Fl. 545DF CARF MF Emitido em 20/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Assinado digitalmente em 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 No caso da presente autuação, a multa aplicada ocorreu nos termos do art. 32, inciso IV, Lei nº 8.212/1991 e do art. 32, § 5º, da Lei nº 8.212/1991, o qual previa que pena administrativa correspondente à multa de cem por cento do valor devido relativo à contribuição não declarada, limitada aos valores previstos no art. 32, § 4º, da Lei nº 8.212/1991. Para efeitos da apuração da situação mais favorável, há que se observar qual das seguintes situações resulta mais favorável ao contribuinte, conforme o art. 106, II, c, CTN: (a) a norma anterior, com a multa prevista no art. 32, inciso IV, Lei nº 8.212/1991 c/c o art. 32, § 5º, Lei nº 8.212/1991 ou (b) a norma atual, nos termos do art. 32, inciso IV, Lei nº 8.212/1991 c/c o art. 32A, Lei nº 8.212/1991, na redação dada pela Lei 11.941/2009. Nesse sentido, entendo que na execução do julgado, a autoridade fiscal deverá verificar, com base nas alterações trazidas, a situação mais benéfica ao contribuinte. CONCLUSÃO Voto no sentido de CONHECER do recurso, NO MÉRITO, DAR PROVIMENTO PARCIAL AO RECURSO, para que se recalcule o valor da multa, de acordo com o disciplinado no art. 32A da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 e prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 546DF CARF MF Emitido em 20/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Assinado digitalmente em 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 13747.000935/2008-70
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 04 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1801-000.134
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento na realização de diligência, nos termos do voto da Relatora. Ausente momentaneamente Guilherme Pollastri Gomes da Silva. Participou do julgamento Antônio Carlos Guidoni Filho.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: CARMEN FERREIRA SARAIVA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Sat Mar 26 09:00:04 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201207
turma_s : Primeira Turma Especial da Primeira Seção
numero_processo_s : 13747.000935/2008-70
conteudo_id_s : 6580307
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Mar 24 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 1801-000.134
nome_arquivo_s : Decisao_13747000935200870.pdf
nome_relator_s : CARMEN FERREIRA SARAIVA
nome_arquivo_pdf_s : 13747000935200870_6580307.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento na realização de diligência, nos termos do voto da Relatora. Ausente momentaneamente Guilherme Pollastri Gomes da Silva. Participou do julgamento Antônio Carlos Guidoni Filho.
dt_sessao_tdt : Wed Jul 04 00:00:00 UTC 2012
id : 9246584
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 26 09:56:20 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728355848674082816
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1835; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C1T1 Fl. 59 1 58 S1C1T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13747.000935/200870 Recurso nº Resolução nº 180100.134 – 3ª Câmara / 1ª Turma Especial Data 04 de julho de 2012 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente COPICENTER DE ITAGUAÍ LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento na realização de diligência, nos termos do voto da Relatora. Ausente momentaneamente Guilherme Pollastri Gomes da Silva. Participou do julgamento Antônio Carlos Guidoni Filho. (documento assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Presidente (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Relatora Composição do Colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carmen Ferreira Saraiva, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Maria de Lourdes Ramirez, Guilherme Pollastri Gomes da Silva e Ana de Barros Fernandes. RELATÓRIO A Recorrente optante pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional) foi excluída de ofício mediante o Ato Declaratório Executivo DRF/Nova Iguaçu/RJ nº 303.651, de 22.08.2008, com efeitos a partir de 01.01.2009, por possuir débitos com a Fazenda Pública Federal com exigibilidade não suspensa, fl. 16 (art. 17 da Lei Complementar Fl. 121DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13747.000935/200870 Resolução n.º 180100.134 S1C1T1 Fl. 60 2 nº 123, de 14 de dezembro de 2006 e alínea “d” do inciso II do art. 3º e inciso I do art. 5º da Resolução CGSN nº 15, de 23 de julho de 2007). Os débitos não estão identificados no ato de exclusão. No demonstrativo Consulta Débitos Geradores do ADE, fls. 1823, estão registrados os valores dos débitos não previdenciários na Secretória da Receita Federal do Brasil (RFB) do código 6106 no período de fevereiro de 2005 e de janeiro de 2006 a junho de 2007. Cientificada por Edital DRF/Nova Iguaçu/RJ nº 0001, de 2008, publicado no sítio institucional da RFB em 30.10.2008, fls. 0304, a Recorrente apresentou a impugnação em 08.12.2008, fl. 01, com as alegações abaixo sintetizadas. O contribuinte acima é optante pelo parcelamento do SIMPLES NACIONAL Lei 123/2006 (código de acesso 856687612083) que abrange os valores de Simples (código 6106) do período 02/2005 01/2006 à 12/2006 e 01/2007 à 06/2007 que deveriam estar consolidados no parcelamento por ocasião do ingresso no simples nacional (SRDC SN). É optante pelo REFIS e mantêm religiosamente em dia os pagamentos. 01 Do mês 07/2007 ao mês 06/2008, através do sistema da receita federal, emitimos as guias de R$100,00(cem reais) por mês referente ao parcelamento realizado por ocasião do Ingresso no simples nacional (Lei 123/2006) 02 Durante o período de 12 (doze) meses, pagamos o valor de R$ 1.200,00 (Hum mil e duzentos reais) e o débito somavase mais de R$ 10.000,00(dez mil reais). 03 Em 07/2008 o sistema da Receita não liberou guia para pagamento, informando que o parcelamento do Simples Nacional estava quitado. 04 Em seguida recebemos a correspondência da Receita Federal, informando que seremos excluídos do simples a partir de janeiro de 2009, se não sanarmos os débitos em abertos demonstrados pelo IP. 05 Além deste imenso transtorno, estamos impossibilitados de receber certidão positiva com efeito negativo documento necessário na continuidade de nossa prestação de serviços. OBS: PROCESSO PEDINDO CONSOLIDAÇÃO DOS DÉBITOS [...] nº 13747.000828/200841 Está registrado como resultado do Acórdão da 7ª TURMA/DRJ/RJO I/RJ nº 12 22.834, de 11.02.2009, fls. 2629: “Solicitação Indeferida”. Restou ementado ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2008 DÉBITOS. Não poderão recolher os impostos e contribuições na forma do Simples Nacional a ME ou a EPP que possuam débitos com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ou com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa. Fl. 122DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13747.000935/200870 Resolução n.º 180100.134 S1C1T1 Fl. 61 3 Notificada em 03.03.2009, fl. 31, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 01.04.2009, fls. 3234, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge. Suscita Não merece prosperar a exclusão da recorrente no Simples Nacional pelo seguinte: PRIMEIRO, porque os débitos oriundos do IP (doc. 06) 3656552008 referenciamse apenas à débitos previdenciários, haja vista que os débitos de SIMPLES estavam suspensos em decorrência do parcelamento (cód. Acesso do parcelamento: 856687612083), tanto que não apareceram como débitos ativos no referido IP. Ressalta se ainda para o fato de que os débitos previdenciários já foram quitados, conforme própria declaração do relator "a quo" nos seguintes termos: "... o contribuinte regularizou os débitos no INSS...". SEGUNDO, porque mesmo considerando os débitos de SIMPLES do período de 02/2005 a 06/2007, estes encontramse suspensos em decorrência do parcelamento do SIMPLES em 2007 cód Acesso do parcelamento: 856687612083) (doc. 01), anterior a data do IP, comprovados pelos documentos (guias cod. 0285 parcelamento do simples (doc. 02), relatório de débitos suspensos da RFB) que anexa (doc. 03). Há de se frisar que o débito de SIMPLES (6106) refer 06/2007 — R$94,20 encontrase incluído no parcelamento do Simples Nacional, acima citado, e encontrase com sua exigibilidade suspensa, conforme doc. em anexo (doc. 03). Atentamos ainda para o fato de que a recorrente estava pagando em dia as cotas do parcelamento do SIMPLES (DARF. CÓD. 0285) (doc. 02), que são obtidas EXCLUSIVAMENTE pelo sitio da Receita Federal, mas que a partir da cota n°12, não foram mais liberadas por estar constando "Parcelamento liquidado", conforme doc. 04. Imediatamente o Recorrente procurou a Receita Federal para tentar sanar o erro, e esta pediu para que a recorrente procedesse um processo administrativo de REVISÃO DOS DÉBITOS CONSOLIDADOS NO PARCELAMENTO PARA INGRESSO NO SIMPLES NACIONAL (doc. 05), mas que até a presente data não foi julgado. RESSALTAMOS, que o que houve foi um erro na Receita Federal que, inexplicavelmente, não está reconhecendo os débitos do SIMPLES como parcelados e consequentemente suspensos. Não se pode agora, por conta desta falha da Receita Federal, excluir o recorrente por constar débitos de simples para com a Receita Federal. E o valor dos DARF's pagos (Cód. 0285 Parcelamento Simples) emitidos pela própria Receita Federal, no montante de R$1.200,00 ??? Estão compensando que débitos ??? Esta é uma pergunta que merece resposta. Neste sentido, não há de se falar em exclusão do Simples Nacional por débitos de SIMPLES, haja vista que estes encontramse parcelados e, portanto, suspensos; Na pior das hipótese, se estes débitos não estão mais parcelados, isto ocorreu por culpa exclusiva da Receita Federal e portanto, o recorrente não pode ser penalizado por erro de terceiros. Conclui Isto Posto, tendo em vista as provas existentes que o presente recurso seja provido para: 1 — reformar o acórdão n° 1222.834, que manteve a exclusão do recorrente do Simples Nacional; Fl. 123DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13747.000935/200870 Resolução n.º 180100.134 S1C1T1 Fl. 62 4 2 — após a reforma do acórdão, requer a inclusão do recorrente no SIMPLES NACIONAL, com efeitos ex tunc; Por fim, com o provimento deste recurso, este Egrégio Conselho Administrativo estará fazendo JUST1ÇA, evitando e cessando os prejuízos gerados ao recorrente, bem como a conseqüente AÇÃO JUDICIAL competente para rever a decisão administrativa. Nestes Termos, Pede e espera Deferimento. É o Relatório. VOTO Conselheira Carmen Ferreira Saraiva, Relatora O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência. Assim, dele tomo conhecimento. A Recorrente se insurge contra o indeferimento da opção. O tratamento diferenciado, simplificado e favorecido denominado Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional) é regulamentado pelo Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN). A opção do sujeito passivo deve ser manifestada por meio da internet até o último dia útil do janeiro sendo irretratável para todo anocalendário oportunidade em que presta declaração quanto ao nãoenquadramento nas vedações legais. A exclusão por comunicação decorrente de opção ou de obrigatoriedade é feita pela internet. Verificada a falta da comunicação obrigatória, a exclusão de ofício é formalizada mediante ato administrativo emitido pelo ente federativo que iniciar o processo de exclusão de ofício. Os seus efeitos podem ser retroativos, conforme o caso. Não pode recolher os tributos na forma do Simples Nacional a pessoa jurídica que possua débito com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ou com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa. Excepcionalmente é permitida a permanência da pessoa jurídica como optante pelo Simples Nacional mediante a comprovação da regularização do débito no prazo de até 30 (trinta) dias contados a partir da ciência da comunicação da exclusão 1. Tendo em vista a controvérsia entre a alegação do Erário e o argumento da Recorrente, a realização da diligência se torna imprescindível para esclarecer a situação fática, qual seja, a efetiva existência de débitos com a Fazenda Pública Federal com exigibilidade não suspensa. Tem cabimento o exame da situação fática. 1 Fundamentação legal: art. 179 da Constituição Federal, art. 33 e art. 39 da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, Resolução CGSN nº 4, de 30 de maio de 2007,e Resolução CGSN nº 15, de 23 de julho de 2007, art. 2º da Lei nº 4.717, de 29 de junho de 1965, § 2º do art. 9º do DecretoLei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977. Fl. 124DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13747.000935/200870 Resolução n.º 180100.134 S1C1T1 Fl. 63 5 No demonstrativo Consulta Débitos Geradores do ADE, fls. 1823, estão registrados os valores dos débitos não previdenciários na Secretória da Receita Federal do Brasil (RFB) do código 6106 no período de fevereiro de 2005 e de janeiro de 2006 a junho de 2007. A Recorrente afirma que parcelou os referidos débitos, cujo código de acesso é nº 85668761, o que tem o efeito de suspender a sua exigibilidade, conforme demonstrativo de 09.07.2008, fls. 4447. Entretanto, em consulta aos sistemas internos da RFB, o referido parcelamento se encontra “liquidado”, fl. 49. Tendo em vista a divergência de informações, a Recorrente formalizou em 10.10.2008 o processo nº 13747.000828/200841 questionado esta situação, fls. 5153. Em face desta questão e com a observância do disposto no art. 18 do Decreto nº 70.235, de 1972, voto pela conversão do julgamento na realização de diligência para a Unidade da Secretaria Receita Federal do Brasil (RFB) de origem para a autoridade preparadora (a) anexar aos autos os documentos que comprovem a situação do parcelamento, cujo código de acesso é nº 85668761 e do processo nº 13747.000828/200841; e (b) verificar se os débitos ali constantes estão abertos, extintos ou com a exigibilidade suspensa. A autoridade fiscal designada ao cumprimento da diligência solicitada deverá elaborar o Relatório Fiscal sobre os fatos apurados. A Recorrente deve ser cientificada dos procedimentos referentes às diligências efetuadas e do Relatório Fiscal para que, desejando, se manifeste a respeito, com o objetivo de lhe assegurar o contraditório e a ampla defesa com os meios e recursos a ela inerentes2 . (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva 2 Fundamentação legal: inciso LV do art. 5º da Constituição da República. Fl. 125DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES
score : 1.0
