Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,282)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,886)
- Primeira Turma Ordinária (16,420)
- Primeira Turma Ordinária (16,227)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,219)
- Primeira Turma Ordinária (16,172)
- Segunda Turma Ordinária d (15,909)
- Segunda Turma Ordinária d (14,490)
- Primeira Turma Ordinária (13,087)
- Primeira Turma Ordinária (12,514)
- Segunda Turma Ordinária d (12,438)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,492)
- Quarta Câmara (85,208)
- Terceira Câmara (67,880)
- Segunda Câmara (56,645)
- Primeira Câmara (20,759)
- 3ª SEÇÃO (16,219)
- 2ª SEÇÃO (11,306)
- 1ª SEÇÃO (6,854)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (126,732)
- Segunda Seção de Julgamen (115,217)
- Primeira Seção de Julgame (77,090)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,968)
- Câmara Superior de Recurs (37,975)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,488)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,508)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,270)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,906)
- HELCIO LAFETA REIS (3,868)
- ROSALDO TREVISAN (3,234)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,931)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,803)
- WILDERSON BOTTO (2,650)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,589)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,842)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,628)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (16,711)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10675.002780/2001-32
Turma: Terceira Turma Especial
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Mar 11 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Mar 10 00:00:00 UTC 2009
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/01/1997 a31/03/1997
AUTO DE INFRAÇÃO. FALTA DE RECOLHIMENTO. DÉBITO CONFESSADO EM DCTF.
A falta de recolhimento de débito confessado em DCTF e objeto de pedido de inclusão cm programa especial de parcelamento, pendente de apreciação, justifica seu lançamento de oficio para formalizar sua exigência.
CRÉDITO TRIBUTÁRIO. INCLUSÃO NO PAES. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA.
A inclusão do crédito tributário, objeto de lançamento de oficio, no Parcelamento Especial - PAES - deve ser solicitada à Delegacia da Receita Federal da respectiva circunscrição do contribuinte.
Recurso Negado.
Numero da decisão: 2803-00.024
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da SEGUNDA SEÇÃO DE
JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: DCTF_PIS - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (PIS)
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : DCTF_PIS - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (PIS)
dt_index_tdt : Sat Jan 14 09:00:01 UTC 2023
anomes_sessao_s : 200903
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/1997 a31/03/1997 AUTO DE INFRAÇÃO. FALTA DE RECOLHIMENTO. DÉBITO CONFESSADO EM DCTF. A falta de recolhimento de débito confessado em DCTF e objeto de pedido de inclusão cm programa especial de parcelamento, pendente de apreciação, justifica seu lançamento de oficio para formalizar sua exigência. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. INCLUSÃO NO PAES. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. A inclusão do crédito tributário, objeto de lançamento de oficio, no Parcelamento Especial - PAES - deve ser solicitada à Delegacia da Receita Federal da respectiva circunscrição do contribuinte. Recurso Negado.
turma_s : Terceira Turma Especial
dt_publicacao_tdt : Tue Mar 10 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 10675.002780/2001-32
anomes_publicacao_s : 200903
conteudo_id_s : 6742312
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jan 12 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 2803-00.024
nome_arquivo_s : 280300024_155749_10675002780200132_200903.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : ALEXANDRE KERN
nome_arquivo_pdf_s : 10675002780200132_6742312.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Wed Mar 11 00:00:00 UTC 2009
id : 4663083
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:33 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290045345497088
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-06-16T12:04:18Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-06-16T12:04:18Z; Last-Modified: 2010-06-16T12:04:18Z; dcterms:modified: 2010-06-16T12:04:18Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-06-16T12:04:18Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-06-16T12:04:18Z; meta:save-date: 2010-06-16T12:04:18Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-06-16T12:04:18Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-06-16T12:04:18Z; created: 2010-06-16T12:04:18Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2010-06-16T12:04:18Z; pdf:charsPerPage: 1275; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-06-16T12:04:18Z | Conteúdo => S2-1E03 Fl 92 Aiet. tiz.922.9:2-".- MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO•ízt--rzs--z Processo n° 10675.002780/2001-32 Recurso n° 155.749 Voluntário Acórdão n" 2803-00.024 — 3' Turma Especial Sessão de 10 de março de 2009 Matéria PIS - AUTO DE INFRAÇÃO - FALTA DE RECOLHIMENTO Recorrente GRANJA RASSI LTDA. Recorrida DRJ - RIO DE JANEIRO 1- RJ ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/1997 a31/03/1997 AUTO DE INFRAÇÃO. FALTA DE RECOLHIMENTO. DÉBITO CONFESSADO EM DCTF. A falta de recolhimento de débito confessado em DCTF e objeto de pedido de inclusão cm programa especial de parcelamento, pendente de apreciação, justifica seu lançamento de oficio para formalizar sua exigência. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. INCLUSÃO NO PAES. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. A inclusão do crédito tributário, objeto de lançamento de oficio, no Parcelamento Especial - PAES - deve ser solicitada à Delegacia da Receita Federal da respectiva circunscrição do contribuinte. Recurso Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da r Turma Especial da SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. i ou acedo Rose burg Filho • e idente • Al xaile re Ke Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Luís Guilherme Queiroz Vivacqua e Andréia Dantas Lacerda Moneta. Relatório Cuida-se de recurso (fls. 60 a 69) interposto pelo recorrente acima qualificado, contra o Acórdão ri l2 12-6.777, de 26 de outubro de 2007, da DRJ/RJOI, fls. 51 a 55, cuja ementa foi vazada nos seguintes termos: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Ano-calendário: 1997 FALTA DE RECOLHIMENTO. COMPENSAÇÃO. AÇÃO JUDICIAL. A desistência da ação judicial de compensação implica na cobrança dos débitos. DÉBITOS DECLARADOS EM DCTF. Para débitos declarados em DCTF e não recolhidos, é cabível a exoneração da multa de oficio, desde que não tenha sido verificada nenhuma das hipóteses previstas no art. 18 da Lei no 10.833, de 2003. Lançamento Procedente em Parte Após protestar pela tempestividade de sua manifestação e relatar os fatos relacionados com o julgamento do lançamento consubstanciado no Auto de Infração n2 0000115 PIS/1997, fls. 17 e 18, suplica reforma da decisão da DRJ-RJO I com a alegação de que o crédito tributário remanescente daquele julgamento já havia sido incluído no Parcelamento especial PAES, instituído pela Lei n 2 10.684, de 30 de maio de 2003, sendo, portanto, inexigível de acordo com o inc. IV do art. 151 da Lei n 2 5.172, de 25 de outubro de 1966 — Código Tributário Nacional - CTN. Informa também que, em 27/08/2003, desistiu formalmente da ação judicial que intentou na Justiça Federal sob o n2 1997.38.03.004000-7. Argumenta que, em se tratando de débito confessado em DCTF, seria desnecessária a lavratura de auto de infração para constituição de crédito tributário. Lembra que a prepositura de ação judicial implica desistência da esfera administrativa. Cita e transcreve jurisprudência administrativa. Conclui, requerendo reforma da decisão da DRJ-RJO I, para o efeito e se reconhecer a inclusão dos débitos de que se trata no PAES e de determinar a suspensão de sua exigibilidade e, conseqüentemente, de a cobrança. É o Relatório. 4 2 • Processo n°10675.002780(2001-32 S2-TE03 Acórdão n.° 2803-00.024 Fl. 93 • Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 60 a 69 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJ-RJO - I nâ 12-16.777, de 26 de outubro de 2007. Em breve resumo, o presente processo trata dos famigerados lançamentos eletrônicos decorrentes de auditoria automática da DTCF do 3° e 4° trimestres de 1997, em que o declarante, ora recorrente, informou que seu(s) débito(s) de PIS do(s) mês(es) de março daquele ano, no(s) valor(es) de R$ 2.946,86, havia(m) sido compensado(s) com créditos reconhecidos pela sentença que transitou em julgado nos autos do processo judicial n2 1997.38.03.4000-7. Sob o fundamento "Proc. Jud não comprovad' (Anexo I — DEMONSTRATIVO DOS CRÉDITOS VINCULADOS NÃO CONFIRMADOS, fls. 19), o Fisco (no caso, o computador do SERPRO) não acolheu a exceção de compensação e lançou de oficio os referidos débitos, com os consectários de praxe, formalizando a exigência constante do Auto de Infração n2 0000115 P15/1997, fls. 17 e 18 e anexos. O argumento do recurso voluntário é o de que os débitos já foram incluídos em programa especial de parcelamento, motivo pelo qual sua exigibilidade encontra-se suspensa, devendo-se, nesse sentido, suspender sua cobrança e cancelar o AI. A solução do litígio, portanto, cinge-se em verificar a procedência dessa alegação. Do exame dos autos, verifico que, efetivamente, o contribuinte, ora recorrente, ingressou com Ação Ordinária (Processo tf 1997.38.03.004.000-7), objetivando a compensação dos valores recolhidos a título de PIS, em função da inconstitucionalidade dos Decretos-Leis n° 2.445 e 2.449, de 1988, com aqueles devidos do próprio PIS e da COFINS. Conforme a informação da Equipe da RFB que acompanha as ações judiciais (fls.39 a 44), o interessado desistiu da ação em 27/08/2003 e o Acórdão transitou em julgado em 23/09/2003, tudo isso após a lavratura do presente auto, que ocorreu em 03/12/2001. A propósito do pedido de desistência da ação judicial, o juizo da Primeira Vara Federal da Subseção judiciária de Uberlândia não acolheu ao pedido de desistência, na formatem que foi formulado, porque o processo já havia sido definitivamente julgado mas deu ao pedido o caráter de renúncia do direito de executar o julgado, o que atenderia às prescrições da Lei n2 10.864, de 2003. Ainda, às fls. 70 e 71, constato que recorrente requereu a inclusão de débitos fiscais vencidos de sua responsabilidade no PAES, conforme pedido transmitido, via Lnternet, em 31 de julho de 2003. Como não houve expressa desistência deste processo administrativo até data do julgamento de primeira instância, requerida pelo inc. I do art. 4° da Lei n2 10.684, de 2003, os débitos objeto deste lançamento, evidentemente, não foram incluídos naquele programa de parcelamento (fl. 42). Posteriormente, em 21/02/2006, o recorrente prPocolou a Solicitação de Revisão dos Débitos Consolidados no Paes (SRD/PAES), visando/ à inclusão dos débitos, C9\2— \\I 3 objeto deste processo administrativo, naquele programa, conforme prova a cópia à fl. 80. Contudo não consta dos autos a decisão da DRF em Uberlândia — MG a respeito dessa solicitação. Dessa forma, tendo o recorrente confessado o débito, objeto deste processo, e solicitado o seu parcelamento, via inclusão no Parcelamento Especial — PAES, somente em 21/02/2006, após a lavratura do AI, não há falar em desnecessidade de lançamento, pelo que se deve denegar provimento ao recurso. Quanto à possibilidade de inclusão do crédito tributário naquele programa de parcelamento, compete inicialmente à DRF em Uberlândia — MG se manifestar a respeito. Sessões, em 10 de março de 2009 /07 4111 .. ,, dre Kern tr.:" • 4
score : 1.0
Numero do processo: 10183.005184/96-63
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jun 15 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Wed Jun 15 00:00:00 UTC 2005
Ementa: AUSÊNCIA DE REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE.
A liminar judicial que beneficiava o interessado admitindo a
apresentação de recurso voluntário independentemente de depósito
recursal foi cassada. Intimado o contribuinte, após a ciência da
decisão do TRF/la Região, a apresentar comprovante do depósito
recursal, não se manifestou.
RECURSO NÃO CONHECIDO
Numero da decisão: 303-32.087
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, não tomar conhecimento do recurso voluntário por falta de garantia de instância, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ZENALDO LOIBMAN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Nov 19 09:00:15 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200506
ementa_s : AUSÊNCIA DE REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE. A liminar judicial que beneficiava o interessado admitindo a apresentação de recurso voluntário independentemente de depósito recursal foi cassada. Intimado o contribuinte, após a ciência da decisão do TRF/la Região, a apresentar comprovante do depósito recursal, não se manifestou. RECURSO NÃO CONHECIDO
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Jun 15 00:00:00 UTC 2005
numero_processo_s : 10183.005184/96-63
anomes_publicacao_s : 200506
conteudo_id_s : 4400578
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Nov 09 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 303-32.087
nome_arquivo_s : 30332087_122231_101830051849663_002.PDF
ano_publicacao_s : 2005
nome_relator_s : ZENALDO LOIBMAN
nome_arquivo_pdf_s : 101830051849663_4400578.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, não tomar conhecimento do recurso voluntário por falta de garantia de instância, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Wed Jun 15 00:00:00 UTC 2005
id : 4647497
ano_sessao_s : 2005
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:32 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290045347594240
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-07T02:54:55Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-07T02:54:55Z; Last-Modified: 2009-08-07T02:54:55Z; dcterms:modified: 2009-08-07T02:54:55Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-07T02:54:55Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-07T02:54:55Z; meta:save-date: 2009-08-07T02:54:55Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-07T02:54:55Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-07T02:54:55Z; created: 2009-08-07T02:54:55Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 2; Creation-Date: 2009-08-07T02:54:55Z; pdf:charsPerPage: 1259; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-07T02:54:55Z | Conteúdo => _ .‘ --g, MINISTÉRIO DA FAZENDA ;.,;?01:¡?). TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo n° : 10183.005184/96-63 Recurso n° : 122.231 Acórdão n° : 303-32.087 Sessão de : 15 de junho de 2005 Recorrente : SÉRGIO NOGUEIRA Recorrida : DRJ/CAMPO GRANDE/MS AUSÊNCIA DE REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE. A liminar judicial que beneficiava o interessado admitindo a apresentação de recurso voluntário independentemente de depósito recursal foi cassada. Intimado o contribuinte, após a ciência da decisão do TRF/l a Região, a apresentar comprovante do depósito recursal, não se manifestou. • RECURSO NÃO CONHECIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, não tomar conhecimento do recurso voluntário por falta de garantia de instância, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. 4I) ANELISE DAUDT PRIETO Presidente • 404 te, , Z A ID • LOIBMAN Rela or Formalizado em: ri 9 átigp 20N Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Nanci Gama, Sérgio de Castro Neves, Silvio Marcos Barcelos Fiúza, Marciel Eder Costa, Nilton Luiz Bartoli e Tarásio Campelo Borges. Esteve presente a Procuradora da Fazenda Nacional Maria Cecília Barbosa. DM 51 Processo n° : 10183.005184/96-63 Acórdão n° : 303-32.087 RELATÓRIO E VOTO . Trata-se de retorno de diligência. Lembra-se que a liminar inicialmente conseguida pelo interessado a fim de dar seguimento a recurso voluntário independentemente de depósito recursal foi cassada por decisão do TRF/l aRegião que, dando provimento ao recurso impetrado pela União Federal, considerou constitucional a exigência do depósito prévio para recurso administrativo; a decisão do Tribunal considera que não diferem os casos julgados nos precedentes atinentes ao depósito de multa para recorrer daquele tratado no § 2°, do art. 33, do Decreto n° 70.235/72, na redação do art. 32 da MP 1.612/97(depósito de 30% do débito),eis que em ambos os casos trata-se de pressuposto de admissibilidade de recurso administrativo, sendo irrelevante o valor 110 do débito a depositar. Esta Câmara determinou a realização de diligência à repartição de origem para que se tomassem as seguintes providências: 1) Responder se foi dada ciência ao interessado da decisão de primeira instância. Caso afirmativo, juntar comprovante da referida ciência; 2) Informar se após ciência da decisão judicial do TRF/1 a Região, o interessado promoveu o recolhimento do depósito recursal, já que aparentemente apenas questionava a inclusão da multa na base de cálculo do referido depósito ; Foram juntados os documentos de fls. 99/102. A ARF/Diamantino promoveu a juntada às fls. 101 de documento que informa a ciência pelo contribuinte da decisão de primeira instância em 27/11/1998. Consta às fls. 102 a informação prestada pela DRF/Cuiabá em 410 resposta à diligência determinada por esta Câmara, confirmando que houve ciência da decisão de primeira instância ao interessado em 27/11/1998, e que intimado o contribuinte, em 14/05/2004, a informar se efetuou o depósito recursal, não se manifestou.A informação da repartição de origem está datada de 04/05/2005. Portanto fica atestada pela DRF/Cuiabá a falta de requisito essencial à admissibilidade do recurso voluntário. Voto por não conhecer do mérito. Sala de sessões, em 15 de junho de 2005. L ZE . 0 e OIBMAN - Relator1,11 2 Page 1 _0002200.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10166.907950/2009-74
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 23 00:00:00 UTC 2012
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Ano-calendário: 2005
Ementa:Ementa: COMPENSAÇÃO. FORMALISMO MODERADO.
RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS DESPACHO DECISÓRIO. DIREITO À
REPETIÇÃO DO INDÉBITO.
A prévia retificação da DCTF não é condição sine qua non para a análise de declarações de compensação de indébitos tributários por pagamentos aplicados em débitos confessados, em face da alegação de erro na declaração.
Recurso Voluntário Negado
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3803-003.014
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: JORGE VICTOR RODRIGUES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Feb 25 09:00:02 UTC 2023
anomes_sessao_s : 201205
ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 2005 Ementa:Ementa: COMPENSAÇÃO. FORMALISMO MODERADO. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS DESPACHO DECISÓRIO. DIREITO À REPETIÇÃO DO INDÉBITO. A prévia retificação da DCTF não é condição sine qua non para a análise de declarações de compensação de indébitos tributários por pagamentos aplicados em débitos confessados, em face da alegação de erro na declaração. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
numero_processo_s : 10166.907950/2009-74
conteudo_id_s : 6775268
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Feb 24 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 3803-003.014
nome_arquivo_s : 380303014_10166907950200974_201205.pdf
nome_relator_s : JORGE VICTOR RODRIGUES
nome_arquivo_pdf_s : 10166907950200974_6775268.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Wed May 23 00:00:00 UTC 2012
id : 4578356
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:13 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290045355982848
conteudo_txt : Metadados => date: 2014-07-14T14:27:35Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2014-07-14T14:27:35Z; Last-Modified: 2014-07-14T14:27:35Z; dcterms:modified: 2014-07-14T14:27:35Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:fe00e8b2-608f-4daa-a8cd-31d18a480501; Last-Save-Date: 2014-07-14T14:27:35Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2014-07-14T14:27:35Z; meta:save-date: 2014-07-14T14:27:35Z; pdf:encrypted: true; modified: 2014-07-14T14:27:35Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2014-07-14T14:27:35Z; created: 2014-07-14T14:27:35Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2014-07-14T14:27:35Z; pdf:charsPerPage: 1654; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:created: 2014-07-14T14:27:35Z | Conteúdo => S3TE03 Fl. 1 1 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10166.907950/200974 Recurso nº 942.073 Voluntário Acórdão nº 3803003.014 – 3ª Turma Especial Sessão de 23 de maio de 2012 Matéria DCOMP Recorrente ARMAZEM DO FERREIRA BAR E RESTAURANTE LT Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2005 Ementa:Ementa: COMPENSAÇÃO. FORMALISMO MODERADO. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS DESPACHO DECISÓRIO. DIREITO À REPETIÇÃO DO INDÉBITO. A prévia retificação da DCTF não é condição sine qua non para a análise de declarações de compensação de indébitos tributários por pagamentos aplicados em débitos confessados, em face da alegação de erro na declaração. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado. [assinado digitalmente] Alexandre Kern Presidente. [assinado digitalmente] Jorge Victor Rodrigues Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues. Fl. 34DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN 2 Relatório Tratase de declaração de compensação transmitida em 15/08/2006, onde busca a contribuinte compensar crédito, código de receita 2172, do período de apuração de fevereiro de 2005, decorrente de pagamento a maior ou indevido. A DRF em Brasília não homologou a compensação tendo em vista que o DARF discriminado no Per/Dcomp foi integralmente utilizado para quitar débitos da contribuinte não restando saldo credor para compensar a dívida declarada. Cientificada em 18/06/2009, apresentou manifestação de inconformidade em 20/07/2009, na qual alega que De janeiro de 2004 a fevereiro de 2006 pagou a Cofins e o Pis sobre a totalidade da venda de mercadorias, sem a exclusão da base de cálculo dos produtos monofásicos. Sendo a atividade da empresa Bar e Restaurante, com grande volume de venda de Chopp, cervejas e refrigerantes, foram pagos um valor maior, tendo em vista a não observância do tratamento tributário adequado. Tomando conhecimento do erro na apuração dos impostos, fez DIRPJ retificadora do período, corrrigindo as informações referentes ao PIS e Cofins, passando a compensar os valores pagos a maior na quitação do PIS e Cofins dos meses seguintes a partir de março/2006, através do PER/Dcomp. Ao tomar conhecimento dos Despachos Decisórios, procurou o Plantão Fiscal, apresentando todos os documentos a respeito do assunto. O Fiscal de Plantão informou a necessidade de apresentar as DCTF retificadoras, alterando o valor devido e informando o valor pago a maior, para que a Receita possa apurar o valor do crédito que posteriormente seria compensado através de Dcomp. Assim, retificou a DCTF para que a receita possa, processando as informações contidas nas DCTF retificadoras, baixar os débitos referentes aos Despachos Decisórios. A DRJ em Brasília manteve o despacho decisório por entender que o contribuinte não trouxe aos autos os documentos contábeis e fiscais que comprovassem a liquidez e certeza do crédito, ou seja, do pagamento supostamente realizado a maior. Consignou, ainda que a competência para apreciar declarações retificadoras (DCTF, DIPJ, Dcomp, etc) é do Delegado da Receita Federal de jurisdição do sujeito passivo, não cabendo a esta Turma de Julgamento se manifestar a respeito, por falta de previsão legal. Eis a ementa do julgado: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Anocalendário:2005 Compensação – Impossibilidade Necessidade da Liquidez e Certeza do Crédito do Sujeito Passivo. A lei somente autoriza a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos do sujeito passivo. No caso, o crédito do contribuinte resultaria de suposto pagamento a maior, o qual foi totalmente utilizado para quitar contribuição devida e declarada, portanto, inexistente. Retificação de Declaração – Admissibilidade e Competência para Apreciar. Fl. 35DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10166.907950/200974 Acórdão n.º 3803003.014 S3TE03 Fl. 2 3 A retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o lançamento. A competência para apreciar declarações retificadoras é do Delegado da Receita Federal de jurisdição do sujeito passivo. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada, após ciência do acórdão retro (26/12/2011), apresentou Pedido de Revisão de Ofício em 11/01/2012, o qual pelo princípio do formalismo moderado e pela instrumentalidade das formas será aceito como se recurso voluntário fosse, na qual repisa os argumentos da manifestação de inconformidade e requer a homologação da compensação apresentada. Voto Conselheiro Jorge Victor Rodrigues O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos para a sua admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento. A defesa da ARMAZEM DO FERREIRA BAR E RESTAURANTE LTDA fundamentase na ocorrência de erro de fato no preenchimento da DCTF tendo em vista que calculou o recolhimento da Cofins e do PIS sobre a totalidade da venda de mercadorias, sem a exclusão da base de cálculo dos produtos monofásicos, o que representaria boa parte de suas receitas. Diante disso, apresentou DCOMP, acreditando na existência de crédito tributário a seu favor em decorrência deste erro. No caso em tela, observase que o contribuinte somente retificou a DCTF em 14/07/2009, após a ciência do despacho decisório –passados quase três anos após a transmissão da Dcomp. Eis a controvérsia que ora se analisa. Salientamos que não existe norma na legislação de regência condicionando a apresentação do Per/Dcomp à prévia retificação da DCTF, apesar de este ser um procedimento lógico. O comando empregado pela decisão a quo para rejeitar o pedido consubstanciado na manifestação de inconformidade, qual seja, o inciso III do § 2º do art. 11 da IN RFB nº 786/2007, abaixo reproduzido, se refere ao início do procedimento fiscal strictu sensu, ou seja, aquele que visa constituir o crédito tributário, o que não é o caso, uma vez que o tributo já foi pago pelo contribuinte: Art . 11. A alteração das informações prestadas em DCTF será efetuada mediante apresentação de DCTF retificadora elaborada com observância das mesmas normas estabelecidas para a declaração retificada. Fl. 36DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN 4 §1º A DCTF retificadora terá a mesma natureza da declaração origináriamente apresentada, substituindoa integralmente, e servirá para declarar novos débitos, aumentar ou reduzir os valores de débitos já informados ou efetivar qualquer alteração nos créditos vinculados. §2º A retificação não produzirá efeitos quando tiver por objeto alterar débitos relativos a impostos e contribuições: I cujos saldos a pagar já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU, nos casos em que importe alteração desses saldos; II cujos valores apurados em procedimentos de auditoria interna, relativos às informações indevidas ou não comprovadas prestadas na DCTF, sobre pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU; ou III em relação aos quais a pessoa jurídica tenha sido intimada sobre o início de procedimento fiscal. (grifei) Desta feita, não há impedimento legal algum para a retificação da DCTF em qualquer fase do pedido de compensação, porém, o mesmo somente será deferido após a retificação da DCTF de ofício ou por iniciativa do contribuinte. Este também é o entendimento partilhado pela 3ª SJ/3ª C/ 3ª TO deste Conselho.1 Através da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais – DCTF, o contribuinte presta as informações relativas a valores de débitos de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal bem como o respectivos valores dos créditos, tais como pagamentos, parcelamentos ou compensações. Tendo em vista o caráter de confissão de dívida característico do documento, não há o que repreender no despacho que não homologou a compensação se quando do encontro de constas a autoridade fiscal constatou que o DARF indicado na declaração de compensação já havia sido integralmente utilizado para a quitação de débitos do contribuinte, não restando saldo credor para compensar. Isto porque a Receita Federal não tinha conhecimento do equívoco cometido pela Recorrente na apuração da contribuição objeto do pedido de compensação à época. O mesmo não se pode falar da DRJ que, ao tomar conhecimento do equívoco cometido pela Interessada, a qual transmitiu a DCTF retificadora, sob a justificativa de haver recolhido o PIS/Pasep e a COFINS sobre a totalidade das vendas, sem a exclusão dos produtos monofásicos, tinha o dever de verificar o alegado, mormente ante o princípio da verdade material, mas não o fez sob o pretexto de que não detinha a competência para a análise de DCTFs retificadoras. Salutar destacar que os atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão ser convalidados pela Administração, desde que não lesem o interesse público nem causem prejuízo a terceiros2. 1 Acórdão nº 330200811 do Processo 10530901535200821; Acórdão nº 330200810 do Processo 10530901534200886; Acórdão nº 330200812 do Processo 10530901536200875; Acórdão nº 330200809 do Processo 10530901533200831. 2 art. 55 da Lei nº 9.784/99. Fl. 37DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10166.907950/200974 Acórdão n.º 3803003.014 S3TE03 Fl. 3 5 Em contradição ao princípio da verdade formal, aclamado e inerente ao processo judicial, temos que no processo administrativo fiscal deve o julgador se pautar pela verdade material, princípio segundo o qual a autoridade administrativa competente não limita seu exame ao que foi alegado pelas partes, podendo e devendo buscar todos os elementos que possam influir no seu convencimento. Nos dizeres de Odete Medauar: 3 O princípio da verdade material ou real, vinculado ao princípio da oficialidade, exprime que a Administração deve tomar as decisões com base nos fatos tais como se apresentam na realidade, não se satisfazendo com a versão oferecida pelos sujeitos. Para tanto, tem o direito e o dever de carrear para o expediente todos os dados, informações, documentos a respeito da matéria tratada, sem estar jungida aos aspectos considerados pelos sujeitos. Assim, no tocante a provas, desde que obtidas por meios lícitos (como impõe o inciso LVI do art. 5º da CF), a Administração detém liberdade plena de produzilas. Aliado ao princípio retro mencionado, apontamos o formalismo moderado dos atos a serem praticados pelo administrado, princípio este cristalizado no final do artigo 2º, inciso IX, da Lei 9.784/99: “...adoção de formas simples, suficientes para propiciar adequado graus de certeza e respeito aos direitos dos administrados”. O quase informalismo evidenciado no PAF, tem o fito de facilitar o acesso do contribuinte ao processo sem, contudo, lançar mão dos ritos e formas inerentes a todos os procedimentos para garantir o mínimo de segurança jurídica às partes. O processo administrativo deve ser simples, despido de exigências formais excessivas, tanto mais que a defesa pode ficar a cargo do próprio contribuinte, nem sempre familiarizado com os meandros processuais. Quanto ao montante do crédito a que tem direito a ora Recorrente, fica ressalvado o direito de a RFB determinar a base de cálculo do período de apuração de fevereiro de 2005, apurar o tributo devido, e verificar se o valor pleiteado está correto. Apesar de ter se omitido na apresentação dos documentos e lançamentos contábeis que permitissem à autoridade competente identificar a ocorrência do fato gerador, a base de cálculo sujeita à tributação e o correspondente tributo devido, observamos que tal direito não lhe foi oportunizado haja vista que o que determinou o indeferimento do seu pleito foi entrega da DCTF retificadora posteriormente ao despacho decisório, realidade esta que não podemos aceitar. Superado o óbice, há que se determinar o retorno dos autos para que seja oportunizado ao mesmo a entrega da escrituração fiscal e contábil aptas a demonstrar o valor eventualmente recolhido a maior. Ante o exposto, voto por reformar o acórdão proferido pela DRJ em Brasília, que não adentrou o mérito, e determinar o retorno dos autos àquela Autoridade Julgadora, para proferição de nova decisão, arredandose o óbice erigido (a necessidade de prévia retificação da DCTF como condição para análise de declaração de compensação de indébitos), em face das alegações recursais de erro na declaração. [assinado digitalmente] 3 A Processualidade do Direito Administrativo, São Paulo, RT, 2ª edição, 2008, Pág. 131. Fl. 38DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN 6 Jorge Victor Rodrigues Relator Fl. 39DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 11060.002155/2007-77
Data da sessão: Tue Jul 28 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Wed Sep 16 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2001 a 31/12/2006
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. ADESÃO AO PARCELAMENTO ESPECIAL. DEFINITIVIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO.
A desistência do sujeito passivo em decorrência do pedido de parcelamento do débito enseja a definitividade do crédito tal como lançado.
Numero da decisão: 9202-008.860
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em dar-lhe provimento para declarar a definitividade do crédito tributário em litígio, por desistência do sujeito passivo em face de pedido de parcelamento.
(documento assinado digitalmente)
Maria Helena Cotta Cardozo Presidente em Exercício
(documento assinado digitalmente)
Ana Cecília Lustosa da Cruz - Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mário Pereira de Pinho Filho, Ana Paula Fernandes, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Maurício Nogueira Righetti, João Victor Ribeiro Aldinucci, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em Exercício).
Nome do relator: ANA CECILIA LUSTOSA DA CRUZ
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Wed Nov 16 17:28:19 UTC 2022
anomes_sessao_s : 202007
ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2001 a 31/12/2006 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. ADESÃO AO PARCELAMENTO ESPECIAL. DEFINITIVIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. A desistência do sujeito passivo em decorrência do pedido de parcelamento do débito enseja a definitividade do crédito tal como lançado.
dt_publicacao_tdt : Wed Sep 16 00:00:00 UTC 2020
numero_processo_s : 11060.002155/2007-77
anomes_publicacao_s : 202009
conteudo_id_s : 6268783
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Sep 16 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 9202-008.860
nome_arquivo_s : Decisao_11060002155200777.PDF
ano_publicacao_s : 2020
nome_relator_s : ANA CECILIA LUSTOSA DA CRUZ
nome_arquivo_pdf_s : 11060002155200777_6268783.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em dar-lhe provimento para declarar a definitividade do crédito tributário em litígio, por desistência do sujeito passivo em face de pedido de parcelamento. (documento assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo Presidente em Exercício (documento assinado digitalmente) Ana Cecília Lustosa da Cruz - Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mário Pereira de Pinho Filho, Ana Paula Fernandes, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Maurício Nogueira Righetti, João Victor Ribeiro Aldinucci, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em Exercício).
dt_sessao_tdt : Tue Jul 28 00:00:00 UTC 2020
id : 8454938
ano_sessao_s : 2020
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:31:12 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290045362274304
conteudo_txt : Metadados => date: 2020-09-13T20:08:28Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2020-09-13T20:08:28Z; Last-Modified: 2020-09-13T20:08:28Z; dcterms:modified: 2020-09-13T20:08:28Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2020-09-13T20:08:28Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2020-09-13T20:08:28Z; meta:save-date: 2020-09-13T20:08:28Z; pdf:encrypted: true; modified: 2020-09-13T20:08:28Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2020-09-13T20:08:28Z; created: 2020-09-13T20:08:28Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2020-09-13T20:08:28Z; pdf:charsPerPage: 1880; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2020-09-13T20:08:28Z | Conteúdo => CSRF-T2 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 11060.002155/2007-77 Recurso Especial do Procurador Acórdão nº 9202-008.860 – CSRF / 2ª Turma Sessão de 28 de julho de 2020 Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado BOCA DO MONTE HOTEIS E TURISMO LTDA. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2001 a 31/12/2006 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. ADESÃO AO PARCELAMENTO ESPECIAL. DEFINITIVIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. A desistência do sujeito passivo em decorrência do pedido de parcelamento do débito enseja a definitividade do crédito tal como lançado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em dar-lhe provimento para declarar a definitividade do crédito tributário em litígio, por desistência do sujeito passivo em face de pedido de parcelamento. (documento assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo – Presidente em Exercício (documento assinado digitalmente) Ana Cecília Lustosa da Cruz - Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mário Pereira de Pinho Filho, Ana Paula Fernandes, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Maurício Nogueira Righetti, João Victor Ribeiro Aldinucci, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em Exercício). Relatório Trata-se de Recurso Especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional contra o Acórdão n.º 2302-002.493, proferido pela 2ªTurma Ordinária da 3ª Câmara da 2ª Seção do CARF, em 15 de maio de 2013, no qual restou consignado o seguinte trecho da ementa, fls. 122: AUTO DE INFRAÇÃO. GFIP. CFL 68. ART. 32-A DA LEI Nº 8212/91. RETROATIVIDADE BENIGNA. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 06 0. 00 21 55 /2 00 7- 77 Fl. 193DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 9202-008.860 - CSRF/2ª Turma Processo nº 11060.002155/2007-77 As multas decorrentes de entrega de GFIP com incorreções ou omissões foram alteradas pela Medida Provisória nº 449/2008, a qual fez acrescentar o art. 32-A à Lei nº 8.212/91. Incidência da retroatividade benigna encartada no art. 106, II, ‘c’ do CTN, sempre que a norma posterior cominar ao infrator penalidade menos severa que aquela prevista na lei vigente ao tempo da prática da infração autuada. Recurso Voluntário Provido em Parte No que se refere ao Recurso Especial, fls. 140 e seguintes, houve sua admissão, por meio do Despacho de fls. 180 e seguintes, para rediscutir a aplicação da multa prevista no art. 32-A da Lei 8.212/91. Em seu recurso, aduz a Procuradoria, em síntese, que: a) que antes das inovações da MP 449/2008, atualmente convertida na Lei 11.941/2009, o lançamento do principal era realizado em NFLD, incidindo a multa de mora prevista no artigo 35, II da Lei 8.212/91. Separadamente, havia a lavratura do auto de infração, com base no artigo 32 da Lei 8.212/91 (multa isolada); b) com o advento da MP 449/2008, instituiu‑se uma nova sistemática de constituição dos créditos tributários, o que torna essencial a análise de pelo menos dois dispositivos: artigo 32‑A e artigo 35‑A, ambos da Lei 8.212/91; c) o atual regramento não criou maiores inovações aos preceitos do antigo art. 32 da Lei 8.212/91, exceto no que tange ao percentual máximo da multa que, agora, passou a ser de 20% (vinte por cento). Assim, a infração antes penalizada por meio do art. 32, passou a ser enquadrada no art. 32‑A, com a multa reduzida; d) o art. 44, inciso I, da Lei 9.430/96 abarca duas condutas: o descumprimento da obrigação principal (totalidade ou diferença de imposto/contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento) e também o descumprimento da obrigação acessória (falta de declaração ou declaração inexata); e) a única forma de harmonizar a aplicação dos artigos citados é considerar que o lançamento da multa isolada prevista no artigo 32‑A da Lei 8.212/91 ocorrerá quando houver tão‑somente o descumprimento da obrigação acessória, ou seja, as contribuições destinadas a Seguridade Social foram devidamente recolhidas; f) toda vez que houver o lançamento da obrigação principal, além do descumprimento da obrigação acessória, a multa lançada será única, qual seja, a prevista no artigo 35‑A da Lei 8.212/91; g) de acordo com a nova sistemática, o dispositivo legal a ser aplicado seria o artigo 35‑A da Lei 8.212/91, com a multa prevista no lançamento de ofício (artigo 44 da Lei 9.430/96); h) a NFLD e o auto de infração de obrigação acessória devem ser mantidos, com a ressalva de que, no momento da execução do julgado, a autoridade fiscal deverá apreciar a norma mais benéfica: se as duas multas anteriores (art. 35, II, e 32, IV, da norma revogada) ou o art. 35‑A da MP 449. Intimada, a Contribuinte apresentou Contrarrazões, como se observa das fls. 186. De acordo com o Despacho de fls. 191, houve parcelamento especial do objeto do presente processo, como segue: Senhor Chefe de Equipe, Este processo está encerrado por liquidação de parcelamento especial ( Lei 11.941/09 ), conforme comprovam os três últimos anexos. Proponho a sua devolução para conhecimento do órgão julgador. É o relatório. Fl. 194DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 9202-008.860 - CSRF/2ª Turma Processo nº 11060.002155/2007-77 Voto Conselheira Ana Cecília Lustosa da Cruz, Relatora. Conheço do recurso, pois se encontra tempestivo e presentes os demais pressupostos de admissibilidade. O processo sob análise trata da obrigação acessória disposta no artigo 32, inciso IV, parágrafo 5º, da Lei n.º 8.212 de 24/07/99, acrescentado pela Lei n.º 9.528/97, combinado com o artigo 225, Inciso IV, § 4º do Regulamento da Previdência Social - RPS, aprovado pelo Decreto 3.048, de 06/05/99. Cabe reiterar que a matéria admitida para rediscussão pelo Colegiado, conforme narrado, refere-se à aplicação da multa (retroatividade benigna). Em que pese o pleito da Procuradoria, faz-se importante destacar que, ao final do processo, foi anexada informação no sentido da adesão da Contribuinte ao parcelamento, fls. 191. Consultando-se os extratos colacionados aos autos, fls. 187, observa-se que o presente Auto de Infração (n.º 35.781.170-4), cujo crédito tributário perfazia o valor de R$ 89.838.27, foi incluído em parcelamento. Sobre o tema, o artigo 14 da Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 7/2013 é expresso ao fixar como critério formal para adesão ao parcelamento instituído a renúncia por parte do contribuinte a todo e qualquer direito que fundamente ações judiciais ou administrativas. Eis o teor do citado artigo: Art. 14. Para aproveitar as condições de que trata esta Portaria, o sujeito passivo deverá desistir de forma irrevogável de impugnação ou recurso administrativos, de ações judiciais propostas ou de qualquer defesa em sede de execução fiscal e, cumulativamente, renunciar a quaisquer alegações de direito sobre as quais se fundam os processos administrativos e ações judiciais. De forma convergente, assim dispõe o art. 78 do RICARF, abaixo transcrito: Art. 78. Em qualquer fase processual o recorrente poderá desistir do recurso em tramitação. § 1º A desistência será manifestada em petição ou a termo nos autos do processo. § 2º O pedido de parcelamento, a confissão irretratável de dívida, a extinção sem ressalva do débito, por qualquer de suas modalidades, ou a propositura pelo contribuinte, contra a Fazenda Nacional, de ação judicial com o mesmo objeto, importa a desistência do recurso. § 3º No caso de desistência, pedido de parcelamento, confissão irretratável de dívida e de extinção sem ressalva de débito, estará configurada renúncia ao direito sobre o qual se funda o recurso interposto pelo sujeito passivo, inclusive na hipótese de já ter ocorrido decisão favorável ao recorrente. § 4º Havendo desistência parcial do sujeito passivo e, ao mesmo tempo, decisão favorável a ele, total ou parcial, com recurso pendente de julgamento, os autos deverão ser encaminhados à unidade de origem para que, depois de apartados, se for o caso, retornem ao CARF para seguimento dos trâmites processuais. § 5º Se a desistência do sujeito passivo for total, ainda que haja decisão favorável a ele com recurso pendente de julgamento, os autos deverão ser encaminhados à unidade de Fl. 195DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 9202-008.860 - CSRF/2ª Turma Processo nº 11060.002155/2007-77 origem para procedimentos de cobrança, tornando-se insubsistentes todas as decisões que lhe forem favoráveis. Assim, não há mais o qualquer litígio em questão, uma vez que o contribuinte renunciou ao seu direito de discutir o lançamento efetuado. Portanto, resta definitivo o crédito tributário nos moldes em que fixado pelo auto de infração. Por todo o exposto, voto por conhecer e dar provimento ao Recurso para declarar a definitividade do crédito tributário nos moldes em que apurado pelo auto de infração originalmente lavrado, haja vista à adesão ao parcelamento. (documento assinado digitalmente) Ana Cecília Lustosa da Cruz Fl. 196DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 19515.002950/2004-39
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Exercício: 2000, 2001, 2002, 2003
Ementa:
IRPF. DEDUÇÃO DE DEPENDENTES. IRMÃ INCAPACITADA PARA O TRABALHO. COMPROVAÇÃO.
A legislação de regência exige, para a aceitação da dedução como dependente de irmão, neto ou bisneto, maior de 21 anos, a comprovação documental de que este seja incapacitado física ou mentalmente para o trabalho.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2802-001.885
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR
PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: SIDNEY FERRO BARROS
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
dt_index_tdt : Sat Dec 31 09:00:01 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201209
ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2000, 2001, 2002, 2003 Ementa: IRPF. DEDUÇÃO DE DEPENDENTES. IRMÃ INCAPACITADA PARA O TRABALHO. COMPROVAÇÃO. A legislação de regência exige, para a aceitação da dedução como dependente de irmão, neto ou bisneto, maior de 21 anos, a comprovação documental de que este seja incapacitado física ou mentalmente para o trabalho. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
numero_processo_s : 19515.002950/2004-39
conteudo_id_s : 6734504
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Dec 27 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2802-001.885
nome_arquivo_s : 280201885_19515002950200439_201209.pdf
nome_relator_s : SIDNEY FERRO BARROS
nome_arquivo_pdf_s : 19515002950200439_6734504.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Wed Sep 19 00:00:00 UTC 2012
id : 4556191
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:00 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290045366468608
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-09-26T13:44:00Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2019-09-26T13:44:00Z; Last-Modified: 2019-09-26T13:44:00Z; dcterms:modified: 2019-09-26T13:44:00Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:7f284531-b021-4e5e-bc6a-4ed467032b23; Last-Save-Date: 2019-09-26T13:44:00Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-09-26T13:44:00Z; meta:save-date: 2019-09-26T13:44:00Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-09-26T13:44:00Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2019-09-26T13:44:00Z; created: 2019-09-26T13:44:00Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2019-09-26T13:44:00Z; pdf:charsPerPage: 1661; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:created: 2019-09-26T13:44:00Z | Conteúdo => S2TE02 Fl. 1 1 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19515.002950/200439 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2802001.885 – 2ª Turma Especial Sessão de 19 de setembro de 2012 Matéria IRPF Recorrente LAURICESAR LUIZ PEREIRA Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2000, 2001, 2002, 2003 Ementa: IRPF. DEDUÇÃO DE DEPENDENTES. IRMÃ INCAPACITADA PARA O TRABALHO. COMPROVAÇÃO. A legislação de regência exige, para a aceitação da dedução como dependente de irmão, neto ou bisneto, maior de 21 anos, a comprovação documental de que este seja incapacitado física ou mentalmente para o trabalho. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Ferro Barros Relator. EDITADO EM: 16/10/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martin Fernandez, Jaci de Assis Junior, Carlos Andre Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite e Sidney Ferro Barros. Fl. 137DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/10/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Relatório Peço vênia para iniciar o presente com a transcrição do quanto relatado no acórdão recorrido, in verbis: “Trata o presente processo sobre autuação contra o sujeito passivo acima qualificado, conforme auto de infração às fls. 36/46, para cobrança de Imposto de Renda Pessoa Física Exercícios 2000, 2001, 2002 e 2003, anoscalendário 1999, 2000, 2001 e 2002, no valor de R$ 22.123,29 (vinte e dois mil, cento e vinte e três reais e vinte e nove centavos), a ser acrescido de multa de ofício de 75% e de juros de mora, calculados de acordo com a legislação de regência. 2. A autuação decorreu de procedimento de verificação do cumprimento das obrigações tributárias pelo contribuinte, tendo sido constatadas as seguintes infrações, por falta de comprovação, como informa o Termo de Constatação Fiscal de fls. 34/35: a) dedução indevida de contribuição à Previdência Oficial, nos valores de R$ 1.626,63, R$ 1.713,22, R$ 1.831,65 e R$ 1.988,89, nos anoscalendário de 1999, 2000, 2001 e 2002, respectivamente; b) dedução indevida dos dependentes informadas nas Declarações de Ajuste Anual; c) dedução indevida de despesas médicas, nos valores de R$ 6.177,62, R$ 6.833,34, R$ 9.434,78 e R$ 14.901,22, nos anoscalendário de 1999, 2000, 2001 e 2002, respectivamente; d) dedução indevida de despesa com instrução, nos valores de R$ 1.700,00, R$ 1.700,00, R$ 3.400,00 e R$ 1.998,00, nos anoscalendário de 1999, 2000, 2001 e 2002, respectivamente; e) dedução indevida de despesas de previdência privada, nos valores de R$ 4.329,60, R$ 2.318,12 e R$ 2.447,24, nos anoscalendário de 1999, 2000 e 2001, respectivamente. 3. Cientificado da exigência tributária em 21/12/2004, conforme Aviso de Recebimento AR de fl. 47, o sujeito passivo apresenta sua impugnação de fls. 49/51, de onde se extrai os seguintes pontos de defesa: a) inicialmente, informa que deixou de atender à intimação fiscal, por motivos de saúde e outros alheios à sua vontade; b) discorda das glosas efetuadas e traz os documentos de fls. 57/76, para comprovar as despesas pleiteadas.” A decisão de primeira instância, no entanto, aceitou apenas parcialmente as comprovações trazidas pelo então impugnante (fls. 57/76), do que recorre a este Conselho o interessado, assim se manifestando, em síntese e por transcrição: “Conforme Laudo médico acostado aos Autos (doc. 02), resta claro que, a irmã do Contribuinte, SANDRA MARIA PEREIRA, é incapacitada para o labor, mentalmente incapacitada para o trabalho, onde, assim, é dependente de seu irmão, o Contribuinte autuado LAURICESAR LUIZ PEREIRA, tanto que, há, ainda, como documento probante devidamente anexado ao presente Recurso Voluntário (doc. 03), valores pagos pelo Contribuinte à FUNDAÇÃO SABESP DE SEGURIDADE SOCIAL SABESPREV, em benefício de Sandra Maria Pereira. Fl. 138DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/10/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 19515.002950/200439 Acórdão n.º 2802001.885 S2TE02 Fl. 2 3 Assim, devese considerar, para o Imposto de Renda de Pessoa Física Exercícios 2000, 2001, 2002 e 2003, anoscalendário 1999, 2000, 2001 e 2002, a soma como dedução por dependente, o valor de R$1080,00 (um mil e oitenta reais) a cada Exercício do Imposto de Renda de Pessoa Física nos seus respectivos Anos Calendários elencados anteriormente, bem como o demonstrativo dos valores gastos no documento anexo 3 do atual recurso, também, a título de dedução de valores gastos com assistência médica para dependente.” É o relatório. Voto Conselheiro Sidney Ferro Barros, Relator. O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. O que requer em sede de recurso voluntário o interessado é que seja sua irmã considerada como sua dependente, por ser incapacitada para o trabalho; e que, por extensão, as despesas médicas com ela efetuadas sejam também aceitas como dedução. Portanto, o que se discute é se a relação de dependência, in casu, está amparada pelo benefício da dedução como dependente. Se a resposta for afirmativa, a dedução de despesas médicas será mera conseqüência. Vejamos. A regência da dedução de dependentes encontrase na Lei nº 9.250/95, que assim dispõe: “Art. 35. Para efeito do disposto nos arts. 4º, inciso III, e 8º, inciso II, alínea c, poderão ser considerados como dependentes: I o cônjuge; II o companheiro ou a companheira, desde que haja vida em comum por mais de cinco anos, ou por período menor se da união resultou filho; III a filha, o filho, a enteada ou o enteado, até 21 anos, ou de qualquer idade quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho; IV o menor pobre, até 21 anos, que o contribuinte crie e eduque e do qual detenha a guarda judicial; V o irmão, o neto ou o bisneto, sem arrimo dos pais, até 21 anos, desde que o contribuinte detenha a guarda judicial, ou de qualquer idade quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho; Fl. 139DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/10/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 VI os pais, os avós ou os bisavós, desde que não aufiram rendimentos, tributáveis ou não, superiores ao limite de isenção mensal; VII o absolutamente incapaz, do qual o contribuinte seja tutor ou curador. § 1º Os dependentes a que se referem os incisos III e V deste artigo poderão ser assim considerados quando maiores até 24 anos de idade, se ainda estiverem cursando estabelecimento de ensino superior ou escola técnica de segundo grau. § 2º Os dependentes comuns poderão, opcionalmente, ser considerados por qualquer um dos cônjuges. § 3º No caso de filhos de pais separados, poderão ser considerados dependentes os que ficarem sob a guarda do contribuinte, em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente. § 4º É vedada a dedução concomitante do montante referente a um mesmo dependente, na determinação da base de cálculo do imposto, por mais de um contribuinte. A exigência legal atinente a guarda judicial e à condição de incapacitado física ou mentalmente para o trabalho do dependente é expressa, não comporta dúvidas. Assim, somente a prova documental assegura a aceitação da dedução do dependente. O Recorrente faz referência a um laudo médico que estaria acostado aos autos como “doc. 2”, o qual comprovaria ser sua irmã incapacitada mentalmente. Mas, não se vê no processo a existência de tal laudo. Insiste o interessado em citar jurisprudência sobre o tema, mas não se ocupou de trazer a prova. Assim, nego provimento ao recurso. É o meu voto. Brasília/DF, Sala das Sessões, em 19 de setembro de 2012. (assinado digitalmente) Sidney Ferro Barros Fl. 140DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/10/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 19515.002950/200439 Acórdão n.º 2802001.885 S2TE02 Fl. 3 5 Fl. 141DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/10/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 10120.002763/2006-86
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2003, 2004
Ementa:
IRPF. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. CONTA CONJUNTA
Nos termos da súmula CARF nº 29 “Todos os cotitulares
da conta bancária devem ser intimados para comprovar a origem dos depósitos nela efetuados, na fase que precede á lavratura do auto de infração com base na presunção legal de omissão de receitas ou rendimentos, sob pena de nulidade do lançamento”. Recurso a que se dá provimento.
Numero da decisão: 2802-001.302
Decisão: Acordam os membros do colegiado, : Por unanimidade de votos DAR
PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
Matéria: IRPF- ação fiscal (AF) - atividade rural
Nome do relator: CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal (AF) - atividade rural
dt_index_tdt : Sat Dec 10 09:00:01 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201201
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003, 2004 Ementa: IRPF. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. CONTA CONJUNTA Nos termos da súmula CARF nº 29 “Todos os cotitulares da conta bancária devem ser intimados para comprovar a origem dos depósitos nela efetuados, na fase que precede á lavratura do auto de infração com base na presunção legal de omissão de receitas ou rendimentos, sob pena de nulidade do lançamento”. Recurso a que se dá provimento.
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
numero_processo_s : 10120.002763/2006-86
conteudo_id_s : 6718877
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Dec 07 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2802-001.302
nome_arquivo_s : 280201302_10120002763200686_201201.pdf
nome_relator_s : CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO
nome_arquivo_pdf_s : 10120002763200686_6718877.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, : Por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
id : 4876754
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:31:04 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290045372760064
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1741; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE02 Fl. 465 1 464 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10120.002763/200686 Recurso nº 168.709 Voluntário Acórdão nº 280201.302 – 2ª Turma Especial Sessão de 19 de janeiro de 2012 Matéria IRPF Recorrente JANIDES DE SOUSA FERNANDES Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003, 2004 Ementa: IRPF. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. CONTA CONJUNTA Nos termos da súmula CARF nº 29 “Todos os cotitulares da conta bancária devem ser intimados para comprovar a origem dos depósitos nela efetuados, na fase que precede á lavratura do auto de infração com base na presunção legal de omissão de receitas ou rendimentos, sob pena de nulidade do lançamento”. Recurso a que se dá provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, : Por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Melo Relator. EDITADO EM: 21/06/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos André Ribas de Mello (Relator), Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Lucia Reiko Sakae, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, German Alejandro San Martín Fernández. Fl. 575DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 28/ 06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO 2 Relatório Tratase de Auto de Infração fls. 392/402 que apurou omissão de rendimentos relacionados à atividade rural, haja vista discrepância entre os montantes de receita declarados à SRF e os apurados a partir de notas fiscais apresentadas pelo Contribuinte, após o mesmo ter sido intimado a esclarecer movimentação financeira da qual a fiscalização teve acesso através de RMF.. Devidamente cientificado fl. 07, o Contribuinte, em sua defesa, apresentou, tempestivamente, Impugnação de fls. 405/412, aduzindo, em breve síntese: (i) a existência de erro no cálculo apresentado pela Autoridade Fiscal e reapresentando os cálculos como supostamente corretos; e (ii) que a falta de menção do cônjuge no MPF e de sua intimação teriam maculado o procedimento fiscalizatório, razão pela qual deve ser declarado nulo. Ato contínuo, os autos foram remetidos para julgamento a 3ª Turma da DRJ/BSA, em sessão realizada no dia 11/06/2008, resultando no Acórdão n.º 0325.192, que, por unanimidade, julgou procedente o lançamento, por considerar: (i) que não há obrigatoriedade de intimação de ambos os cônjuges quando somente um deles estiver sendo investigado acerca de rendimentos de bem comum do casal, sendo inaplicável o exemplo de conta conjunta citado pelo contribuinte, vez que regida por legislação própria, afastandose, por isso, a alegação de nulidade do procedimento fiscal; (ii) que a Autoridade Fiscal se equivocou ao pretender deduzir qualquer valor da receita bruta apurada, pois que tal procedimento não é cabível à luz da Lei n.º 8.023/90; (iii) que tanto o Contribuinte como a Sra. Rosalina Guedes Fernandes entregaram DIRPF depois de iniciado o procedimento fiscal, motivo pelo qual não podem se favorecer do benefício da espontaneidade; e (iv) que não houve prova de que o bem rural era de uso comum do casal, mantendose a tributação identificada no lançamento; Intimado da supramencionada decisão e, 9/7/2008, conforme fl. 449, o Contribuinte apresentou Recurso Voluntário (fl. 453) em 29/7/2008, repisando os argumentos consubstanciados em sua Impugnação, requerendo, por derradeiro, seja julgado nulo o procedimento fiscal pela não intimação do cônjuge do Recorrente, e, alternativamente, que sejam exonerados os valores provenientes de cálculos incorretos, bem como aqueles referentes à meação do cônjuge. É o relatório. Voto Conselheiro Carlos André Ribas de Mello, Relator. O recurso é tempestivo, e dele tomo conhecimento. Em que pese os fundamentos da decisão recorrida, bem como dos demais argumentos de defesa contidos no recurso, é necessário desde já ressaltar que a hipótese diz respeito a um auto de infração cuja origem se deu através da intimação do contribuinte para se manifestar sobre movimentação bancária obtida através de Requisição de Movimentação Financeira, conforme fls. 19 e 20. Fl. 576DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 28/ 06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO Processo nº 10120.002763/200686 Acórdão n.º 280201.302 S2TE02 Fl. 466 3 Os documentos acostados às fls. 23 a 37, dizem respeito a uma conta do BCN em nome de Rosalina Guedes Fernandes E/OU (Conta nº 3.559.702), enquanto que os juntados às fls. 40 até 47, dizem respeito à conta nº 2.817.515, em nome apenas de Rosalina Guedes Fernandes, sendo que às fls. 48 e 49, a mesma conta passa a ter como titular Rosalina Guedes Fernandes E/OU, e no mesmo sentido, os extratos de fls. 50 a 72, referentes à conta nº 813.919, indicam como titular Rosalina Guedes Fernandes, e os demais documentos, de fls.73 a 114, apenas repetem os dados indicados nos citados extratos. Já às fls. 117/175,, vêse que se tratam de extratos referentes a uma outra conta, de nº 30.1027, também em nome de Rosalina Guedes Fernandes E/OU, enquanto que o extrato de fls. 176, de conta diversa, também indica ser uma conta conjunta, todas do extinto BCN. As informações fornecidas através das RMF que obtiveram os extratos citados geraram o Termo de fls. 180, emitido apenas em face do ora Recorrente, que determinaram ao mesmo que esclarecesse os depósitos na contas acima referidas, conforme mostram as fls. 181/186 dos autos. Em nenhum momento houve a intimação da titular ou, admitase para fins de justificação deste voto, da cotitular Rosalina Guedes Fernandes, para explicar a movimentação bancária atribuída exclusivamente ao Recorrente, como não nega a decisão recorrida ás fls. 446, mas é nítido que, s.m.j., a mesma ignora o fato de que o lançamento originouse de informações obtidas à revelia do Recorrente, através de RMF. O art. 72 do Regimento Interno do CARF, estabelece que as súmulas deste Órgão Judicante são de observância obrigatória, e no caso há a súmula 29 que estabelece a obrigação de a autoridade lançadora, previamente ao lançamento que tem por origem omissão constatada pela movimentação bancária, intimar todos os cotitulares. Na presente hipótese, aduz a decisão recorrida que o Recorrente teria comprovado a origem, mas que fora constatada suposta omissão de rendimentos oriundos de atividade rural. Ora, na apuração da verdade material sobre a ocorrência do fato gerador, temse que o lançamento é atividade vinculada no seu mais estrito senso, não competindo para tanto a manifestação de vontade do contribuinte. Isto significa reconhecer que deveria ter a autoridade fiscal intimado a pessoa apontada nos referidos extratos bancários como titular para explicar a movimentação financeira respectiva, mesmo abstraindose a utilização controversa até o momento deste julgamento da RMF. Como não houve tal intimação, forçosa é a conclusão de nulidade do lançamento, pontuandose que tal nulidade não é meramente formal, mas sim material, por se tratar de atividade intrínseca à apuração material da ocorrência real do fato gerador apontado. Pelo exposto, dou provimento ao recurso para cancelar a exigência fiscal em sua integralidade. É como voto. Fl. 577DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 28/ 06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO 4 (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello. Fl. 578DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 28/ 06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO Processo nº 10120.002763/200686 Acórdão n.º 280201.302 S2TE02 Fl. 467 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº: 10.120.002763/200686 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão referente ao processo em epígrafe. Brasília/DF, 21 de junho de 2012. (assinado digitalmente) JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Presidente Segunda Turma Especial da Segunda Câmara/Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 579DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 28/ 06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO 6 Fl. 580DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 28/ 06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO
score : 1.0
Numero do processo: 35464.000771/2007-17
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Dec 11 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Tue Dec 11 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Classificação de Mercadorias
Período de apuração: 01/01/2001 a 31/05/2003
Ementa: PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. NFLD. DECADÊNCIA. 05 ANOS. CONTRIBUIÇÃO DESTINADA AO SAT. APURAÇÃO. RISCO DETERMINADO PELA ATIVIDADE PREPONDERANTE DO CONTRIBUINTE. LEGALIDADE. CONSTITUCIONALIDADE.
I - Ainda que o art. 45 da Lei nº 8.212/91, ao tratar de matéria excluída da competência legislativa ordinária, desafiou diretamente a nossa Lei Maior, face o teor do art. 49 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, bem como da Súmula nº 2 do 2º Conselho, não nos cabe afastar a sua aplicação, pelo que deve ser reconhecido o prazo de 10 (dez) anos para a decadência do tributo previdenciário.
II - Com fulcro no artigo 22, inciso II, da Lei nº 8.212/1991, e demais legislação de regência, a contribuição previdenciária, a cargo da empresa, destinada ao SAT, incidente sobre o total das remunerações pagas ou creditadas, no decorrer do mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos, deve ser calculada com base na atividade preponderante das empresas, aplicando-se para cada serviço desenvolvido o risco determinado pela
Classificação Nacional de Atividades Econômicas-CNAE, constante do Anexo V, do Decreto nº 3.048/99 - RPS.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 206-00.234
Decisão: ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos: I) em rejeitar as preliminares suscitadas; e II) no mérito, em negar provimento ao recurso. Fez sustentação oral a advogada da recorrente, a Dra.Vanessa Inhasz Cardoso.
Nome do relator: ROGERIO DE LELLIS PINTO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 11 09:00:10 UTC 2023
anomes_sessao_s : 200712
ementa_s : Classificação de Mercadorias Período de apuração: 01/01/2001 a 31/05/2003 Ementa: PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. NFLD. DECADÊNCIA. 05 ANOS. CONTRIBUIÇÃO DESTINADA AO SAT. APURAÇÃO. RISCO DETERMINADO PELA ATIVIDADE PREPONDERANTE DO CONTRIBUINTE. LEGALIDADE. CONSTITUCIONALIDADE. I - Ainda que o art. 45 da Lei nº 8.212/91, ao tratar de matéria excluída da competência legislativa ordinária, desafiou diretamente a nossa Lei Maior, face o teor do art. 49 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, bem como da Súmula nº 2 do 2º Conselho, não nos cabe afastar a sua aplicação, pelo que deve ser reconhecido o prazo de 10 (dez) anos para a decadência do tributo previdenciário. II - Com fulcro no artigo 22, inciso II, da Lei nº 8.212/1991, e demais legislação de regência, a contribuição previdenciária, a cargo da empresa, destinada ao SAT, incidente sobre o total das remunerações pagas ou creditadas, no decorrer do mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos, deve ser calculada com base na atividade preponderante das empresas, aplicando-se para cada serviço desenvolvido o risco determinado pela Classificação Nacional de Atividades Econômicas-CNAE, constante do Anexo V, do Decreto nº 3.048/99 - RPS. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Sexta Câmara
dt_publicacao_tdt : Tue Dec 11 00:00:00 UTC 2007
numero_processo_s : 35464.000771/2007-17
anomes_publicacao_s : 200712
conteudo_id_s : 6790640
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Mar 08 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 206-00.234
nome_arquivo_s : 20600234_143355_35464000771200717_010.PDF
ano_publicacao_s : 2007
nome_relator_s : ROGERIO DE LELLIS PINTO
nome_arquivo_pdf_s : 35464000771200717_6790640.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos: I) em rejeitar as preliminares suscitadas; e II) no mérito, em negar provimento ao recurso. Fez sustentação oral a advogada da recorrente, a Dra.Vanessa Inhasz Cardoso.
dt_sessao_tdt : Tue Dec 11 00:00:00 UTC 2007
id : 4840453
ano_sessao_s : 2007
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:57 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290045384294400
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-06T18:55:48Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-06T18:55:47Z; Last-Modified: 2009-08-06T18:55:48Z; dcterms:modified: 2009-08-06T18:55:48Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-06T18:55:48Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-06T18:55:48Z; meta:save-date: 2009-08-06T18:55:48Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-06T18:55:48Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-06T18:55:47Z; created: 2009-08-06T18:55:47Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; Creation-Date: 2009-08-06T18:55:47Z; pdf:charsPerPage: 1636; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-06T18:55:47Z | Conteúdo => . Ji.cluNno :" !"2 CO?flitIBUINTES ONi.. • ..NAL DrasIlla, 9- ' O 12.-0 O ‘'" CCO2/C06 4 a do I Fls. 207 Maria de F Ira de Carvalho pi Mat &Alpe 751683 MINISTÉRI • • VA • A SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES '49;tri- SEXTA CÂMARA Processo n° 35464.000771/2007-17 Recurso n° 143.355 Voluntário , , plintos Matéria RISCOS AMBIENTAIS DO TRABALHO urrsegobrrego.,,,. :Á% u Acórdão n° 206-00.234 e*PSri--1711 ~os Sessão de 11 de dezembro de 2007 Recorrente IAMS DO BRASIL - COMERCIAL, EXPORTADORA E IMPORTADORA LTDA. Recorrida SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA Assunto: Classificação de Mercadorias Período de apuração: 01/01/2001 a 31/05/2003 Ementa: PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. NFLD. DECADENCIA. 05 ANOS. CONTRIBUIÇÃO DESTINADA AO SAT. APURAÇÃO. RISCO DETERMINADO PELA ATIVIDADE PREPONDERANTE DO CONTRIBUINTE. LEGALIDADE. CONSTITUCIONALIDADE. 1- Ainda que o art. 45 da Lei n°8.212/91, ao tratar de matéria excluída da competência legislativa ordinária, desafiou diretamente a nossa Lei Maior, face o teor do art. 49 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, bem como da Súmula n° 2 do 2° Conselho, não nos cabe afastar a sua aplicação, pelo que deve ser reconhecido o prazo de 10 (dez) anos para a decadência do tributo previdenciário. II - Com firIcro no artigo 22, inciso II, da Lei n° 8.212/1991, e demais legislação de regência, a contribuição previdenciária, a cargo da empresa, destinada ao SAT, incidente sobre o total das remunerações pagas ou creditadas, no decorrer do mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos, deve ser calculada com base na atividade preponderante das empresas, aplicando-se para cada serviço desenvolvido o risco determinado pela • CONSELHO MWRH3‘ CONFERE COM O OR'OINAL Processo n.• 35464.000771/2007-17 Brunia. / / CCOVC06 Acórdão n.• 206-00.234 Fls. 208 Maria de F ; I . Ir ti %st Mat. 751683 Classificação Nacional de Atividades Econômicas- CNAE, constante do Anexo V, do Decreto n° 3.048/99 - RPS. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos: I) em rejeitar as preliminares suscitadas; e II) no mérito, em negar provimento ao recurso. Fez sustentação oral a advogada da recorrente, a Dra.Vanessa Inhasz Cardoso. (11)17--- ELIAS SAMPAIO FREIRE Presidente 111 RO 'P . D LELLIS PINTO Rei :ti r Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Ana Maria Bandeira, Bemadete de Oliveira Barros, Daniel Ayres Kalurne Reis, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Cleusa Vieira de Souza e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. MF - SEGUNDO CONSELHO i.rd CONTEM. *-"T:S.Processo n." 35464.000771i2007-17 CCO2/C06CONFERE COM O OR IGINALAc6rdão ri.° 206-00.234 Fls. 209 arniliaSU-g/ 9./2& Maria de Fátima -1 Relatório Mat. Siam 751683 Trata-se de Recurso Voluntário interposto pela empresa IAMS DO BRASIL COMERCIAL, EXPORTADORA E IMPORTADORA LTDA, contra Decisão-Notificação (fls. retro), exarada pela Secretaria da Receita Previdenciária em São Paulo-SP, a qual julgou procedente a presente NFLD, no valor originário de R$ 50.996,25 (cinqüenta mil novecentos e noventa e seis reais e vinte cinco centavos). Segundo o relatório fiscal, o presente crédito previdenciário fora constituído em razão de a recorrente ter recolhido, em relação à matriz e filial, as contribuições previdenciárias destinadas ao financiamento dos beneficios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho, aplicando a alíquota de 2% (dois por cento), enquanto deveria ter utilizada a alíquota de 3% (três por cento), tendo em vista a atividade preponderante desenvolvida pela empresa — Comércio atacadista de produtos agrícolas in natura; produtos alimentícios para animais (Código 51.21-7); e Comércio atacadista de outros produtos alimentícios, não especificados anteriormente (Código 51.39-0), sendo a NFLD a diferença de 1%. O Recorrente alega em seu recurso, em forma de preliminar, que o débito estaria decadente, uma vez que além dos 05 anos previstos no CTN, não podendo ser aplicado o prazo do art. 45 da Lei n°8.212/91, face sua inconstitucionalidade. Ainda em preliminar, requer a improcedência do feito, por entender que a fiscalização ao promover o lançamento, deixou de observar o principio da verdade material, uma vez que não analisou, na profundidade que o caso exige, todos os fatos e documentos ofertados pela contribuinte, presumindo a falta de recolhimento de contribuições previdenciárias simplesmente a partir das definições das atividades principais da empresa, mais precisamente Código CNAE, sem conquanto investigar as reais condições de trabalho dos segurados empregados da recorrente em cada estabelecimento, contrariando o disposto no artigo 93, § 1°, inciso III, da Instrução Normativa INSS/DC n° 100/2003. Aventa que seria inconstitucional a cobrança do SAT em alíquota superior a 1% (um por cento), já que a definição da atividade preponderante não foi efetivada por lei em sentido estrito, mas sim pr decreto. Sustenta que a autoridade lançadora afrontou a legislação de regência, especialmente artigo 202, § 3°, do RPS, Orientação Normativa n°2/97, c/c artigo 86, § 1 • alínea "c", da Instrução Normativa n° 3/2005, que estabelecem que a atividade preponderante da empresa será aquela exercida pelo maior número de segurados empregados e trabalhadores avulsos, e não pela atividade econômica preponderante a partir do enquadramento no CNAE, impondo a aplicação da alíquota de 1% (grau de risco leve)", . CONFERE L1 ME .. SEC,UNDO CONSELHO DE CONTRIBI4NTES J.‘4 O ORIGINAL Processo n.• 35464.000771/2007-17 areaffia, a } i 0 .. 1 i t:,,,CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.234 (rs 9, Fls. 210 Maria de Fátima .., II . -- Mat. Siape 751683 Por fim, requer o conhecimento e provimento do seu recurso, para desconsiderar a Notificação Fiscal de Lançamento de Débitos, tornando-a sem efeito e, no mérito, sua absoluta improcedência. A extinta SRP apresentou contra-razões, reiterando os termos da DN, requerendo sua manutenção. ti_É o Relatório. Processo n.° 35464.000771/2007-17 MF - SECiUNDIO Iht! CONTRIS. —ri) CCO2/C06 Acórdão n.• 206-00.234 CONFERE CO. O OR IGINAL Fls. 211 Brasilia, , , , 11 Voto Alaria de Fáti . %ar., Mat. Siai); 751683 Conselheiro ROGERIO DE LELLIS PINTO, Relator Recurso tempestivo, precedido do depósito prévio, e presentes os demais requisitos de admissibilidade, apto se encontro ao seu conhecimento. Alega o Contribuinte, em sede de preliminar, que o crédito tributário contido na presente NFLD, teria sido parcialmente alcançado pela decadência qüinqüenal do CTN, aplicável às contribuições previdenciárias. Sem embargos, a questão da decadência das contribuições vertidas para o Custeio da Seguridade Social, tem sido objeto de constantes discussões tanto no âmbito doutrinário, quanto no âmbito jurisprudencial. Nesse ideal, é sabido que o E. STJ recentemente, por meio de seu plenário, e em decisão unânime, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n° 8.212/91, que fixa o prazo de 10 anos para a decadência das contribuições sociais, reconhecendo o prazo quinquenal para esses fins, muito embora o Pretório Excelso, guardião maior do texto Constitucional, ainda não tenha enfrentado definitivamente o tema. Não posso negar que, enquanto Conselheiro junto a uma das extintas Câmaras do V. CRPS, responsável por julgar o Custeio Previdenciário, vinha me posicionando sobre a possibilidade de aplicação do prazo de 05 anos para a decadência das contribuições previdenciárias, em algumas hipóteses. Em verdade, creio que uma análise técnica e isenta da matéria em discussão, tal qual aquela realizada pelo STJ, nos levaria a reconhecer que, de fato, o art. 45 da Lei n° 8.212/91, padece de irremediável vício de constitucionalidade, já que trata de matéria de alçada de Lei Complementar, o que levaria a aplicação do prazo decadencial previsto no Códex Tributário, qual seja 05 anos. Não obstante esse entendimento, não podemos perder de vistas que o atual Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, veda expressamente, em seu art. 49, que suas Câmaras pronunciem ou mesmo deixem de aplicar a legislação em vigor, mesmo quando entender pela sua inconstitucionalidade. Reforçando esse posicionamento, o Pleno do 2° Conselho de Contribuinte, referendou em súmula (n° 2) a matéria, impossibilitando que seus Órgãos Julgadores pronunciem a inconstitucionalidade da legislação tributária. Desse modo, mesmo considerando que o art. 45 da Lei n° 8.212/91, ao tratar de matéria excluída da competência legislativa ordinária, desafiou diretamente a nossa Lei Maior, não nos cabe afastar a sua aplicação, pelo que concluo não haver nenhum crédito tributário alcançado pela decadência decenal, rejeitando assim a preliminar aventada na peça recursal. Rejeitada a preliminar de decadência. As questões recursais seguintes, já foram objeto de apreciação desta CAJ em processo de período distinto do que aqui consta, sendo que apóio meu entendimento na decisão proferida pelo ilustre Conselheiro dos Contribuintes Dr. Rycardo Oliveira, o qual peço vênia, para adotar seu julgado, nos seguintes termos", IME -SEGUNDO CONSUHO DE CONTRIBUINTES] CON O ORIGINAL - r • _CD,Processo n.° 35464.000771/2007-17 o 2. CCOVC:06 Acórdão n.• 206-00.234 qt Fls. 212 riaMa de Fáti . e , — Mat. Siape 751683 "De fato, o ato administrativo deve ser fundamentado, indicando a autoridade competente, de forma explícita e clara, os fatos e dispositivos legais que lhe deram suporte, de maneira a oportunizar ao contribuinte o pleno exercício do seu consagrado direito de defesa e contraditório, sob pena de nulidade. E foi precisamente o que aconteceu com o presente lançamento. A simples leitura do anexo "Fundamentos Legais do Débito — FLD", às j7s. 26/27, e Relatório Fiscal da Notcação, mais precisamente no item 3 ("Origem do Débito", não deixa margem de dúvida recomendando a manutenção da NFLD. Consoante se positiva dos anexos encimados, a fiscalização ao constituir o presente crédito tributário demonstrou de forma clara e precisa os fatos que lhe deram suporte, ou melhor, os fatos geradores das contribuições previdenciárias ora exigidas, não se cogitando na nulidade do procedimento, mormente quando o lançamento foi construído a partir dos próprios documentos fornecidos pela contribuinte, afastando de plano a sua pretensão. Melhor elucidando, os cálculos dos valores objetos do lançamento foram extraídos a partir do exame do LTCA7', PPRA, PCMSO, DIPJ, GFIP's, bem como outros documentos contábeis fornecidos pela própria recorrente, não deixando margem a qualquer dúvida quanto à regularidade do procedimento adotado pelo fiscal autuante, como procura demonstrar a notificada. Mais a mais, tratando-se de matéria de fato, caberia a contribuinte ao ofertar a sua defesa produzir a prova em contrário através de documentação hábil e idônea. Não o tendo feito, é de se manter o lançamento. MÉRITO No mérito, insurge-se a contribuinte contra a exigência fiscal inscrita na presente notificação, por entender que a aliquota aplicável ao SAT deve ser determinada pela atividade desenvolvida pelo maior número de empregados da empresa, conforme se positiva do artigo 202, 3°, do RPS, Orientação Normativa n°2/97, c/c artigo 86, # I • alínea "c", da Instrução Normativa n°3/2005, e não o simples enquadramento no CNAE, devendo ser considerada a alíquota de I% (um por cento), relativa ao grau de risco leve, eis que a maioria de seus empregados atua na área administrativa na sede da empresa, localizada em São Paulo. Não obstante o esforço da contribuinte, mais uma vez, suas alegações não têm o condão de macular o procedimento adotado pelo fiscal autuante ao constituir o presente crédito previdenciário. De fato, consoante se infere da legislação de regência, para efeito do enquadramento no grau de risco e respectiva aliquota do SA T, a atividade preponderante da empresa será aquela que o maior número de funcionários desenvolve. É o que se extrai do artigo 22, inciso IL da Lei n° 8.212/91, c/c 202, 4°, do RPS, e suas regulamentações inseridas na Orientação Normativa INSS/AFAR n°2/97. e artigo 86, #),L... MF • SLUUNDO r I 1/4) Ut. CONFERE CO. o (IRIGINAL aiba, c-- (") lha 2.0 66 • Processo n.° 35464.000771/2007-17 m CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.234 ri Fls. 213 Maris de Fátima 111: ade ; Mat. Siape 751683 alínea "c", da Instrução Normativa n° 3/2005, que assim prescrevem: "Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto no art. 23, é de: 11 — para o financiamento do beneficio previsto nos arts. 57 e 58 da Lei 8.213/91, e daqueles concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho, sobre o total das remunerações pagas ou creditadas, no decorrer do mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos: I% para as empresas em cuja atividade preponderante o risco de acidentes do trabalho seja considerado leve; 2% para as empresas em cuja atividade preponderante esse risco seja considerado médio; 35ara as empresas em cuja atividade preponderante esse risco seja considerado grave . " (grifamos). "Decreto n°3.048/99 - RPS Art. 202. A contribuição da empresa, destinada ao financiamento da aposentadoria especial, nos termos dos arts. 64 a 70, e dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho corresponde à aplicação dos seguintes percentuais, incidentes sobre o total da remuneração paga, devida ou creditada a qualquer título, no decorrer do mês, ao segurado empregado e trabalhador avulso: 11.1. § 4°A atividade econômica preponderante da empresa e os respectivos riscos de acidentes do trabalho compõem a Relação de Atividades Preponderantes e correspondentes Graus de Risco, prevista no Anexo V". Com mais especificidade, ao tratar da matéria, a Instrução Normativa SRP n° 03/2005, que revogou a ON n° 2/97, em seu artigo 86, é por demais enfática ao determinar que: "Art. 86. As contribuições sociais previdenciárias a cargo da empresa ou do equiparado, observadas as disposições especificas desta IN, são: 11- para o financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho, incidentes sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas, a qualquer título, durante o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhes prestam serviços, observado o disposto no inciso Ido art. 71, correspondente à aplicação dos seguintes percentuais. MF • SEGUNDO CONSELHO DE CO CONE, COM O OFUG1Nr, "CINTES Processo n.° 35464.00077112007-17 CCOVC06 Acórdão n.° 206-00.234 Brunia i\ / 9v0 11'6 Fls. 214 Maria de P :0'1 01 I* " IN 11.1. Mat Siape 751683 1' c) três por cento, para as empresas em cuja atividade preponderante o risco de acidentes do trabalho seja considerado grave; § I° A contribuição prevista no inciso 11 do capta, será definida da seguinte forma: I - o enquadramento nos correspondentes graus de risco é de responsabilidade da empresa, devendo ser feito mensalmente, de acordo com a sua atividade econômica preponderante, conforme a Relação de Atividades Preponderantes e Correspondentes Graus de Risco, elaborada com base na Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE, prevista no Anexo V do Regulamento da Previdência Social - RPS, obedecendo as seguintes disposições; - considera-se preponderante a atividade econômica que ocupa, na empresa, o maior número de segurados empregados e trabalhadores avulsos, observado que: a) apurado no estabelecimento, na empresa ou no órgão do poder público, o mesmo número de segurados empregados e trabalhadores avulsos em atividades econômicas distintas, considerar-se-á como preponderante aquela que corresponder ao maior grau de risco; b) não serão considerados os segurados empregados que prestam serviços em atividades-meio, para a apuração do grau de risco, assim entendidas aquelas que auxiliam ou complementam indistintamente as diversas atividades econômicas da empresa, tais como serviços de administração geral, recepção, faturam ento, cobrança, contabilidade, vigilância, dentre outros;" Como se observa dos dispositivos legais encimados, não serão considerado no enquadramento do grau de risco da empresa, os segurados que prestam 1.4 serviços de administra cão geral, recepção, faturamento, cobrança, contabilidade, vigilância [...1", tendo em vista que somente auxiliam e/ou complementam a atividade econômica propriamente dita da empresa. Na hipótese vertente, a recorrente tem como atividade econômica preponderante (única, em verdade) o comércio atacadista de produtos alimentícios para animais, e comércio atacadista de outros produtos alimentícios, não especificados anteriormente, com Códigos CNAE 51.21-7 e 51.39-0, respectivamente, do Anexo V, do Decreto 3.048/99, o qual determina seja aplicado o percentual de 3% (três por cento) para esse tipo de atividade, bem como na alínea "c" do dispositivo legal encimado, por ser considerada de risco grave, não se cogitando em irregularidades na constituição do crédito previdenciário em comento, tendo o fiscal autuante agido da melhor forma, com estrita observância da legislação de regência. Aliás, é de bom alvitre esclarecer que em momento algum a notificada insurge-se contra tal afirmativa da fiscalização, fato corroborado pelo seu autoenquadramento. A fazer prevalecer esse entendimento, "ME - SLGUNIA C th i c, e-'..H0 DE Colsrt K1 bu dal:..i CONFERE • iN, O ORICHNAL Brami ai I 111 c2.. (2.00.1::::) Processo ri, 35464.000771/2007-17 a. CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.234 Fls. 215 Maria de Fatin 41" eira te a , Mat. Siape 751683 ressalta-se que a contribuinte durante o período anterior a 01/2001 e nos meses 10/2001, 11/2001, 12/2001, 13/2001 e 01/2006, recolheu a contribuição do RAT de maneira correta, aplicando a alíquota de 3% (três por cento). Mais a mais, a atividade econômica da recorrente, ou seja, a sua destinação comercial, razão da constituição da pessoa jurídica, é o comércio atacadista de outros produtos alimentícios, e não atividades administrativas. Com efeito, a parte administrativa da empresa representa uma atividade auxiliar, não produzindo bens ou serviços objetos de negócios comercias no mercado. Em outras palavas, a atividade administrativa interna da empresa não é o que determina o alcance do seu objeto social, que se obtem lucro. DA APRECIAÇÃO DE QUESTÕES DE INCONSTITUCIONALIDADES/ILEGALIDADES NA ESFERA ADMINISTRATIVA. Relativamente à pretensa inconstitucionalidadefilegalidade da cobrança do SAT, suscitada pela contribuinte, além da exigência de tal tributo encontrar respaldo na legislação previdenciária, cumpre esclarecer, no que tange a declaração de ilegalidade ou inconstitucionalidade, que não compete aos órgãos julgadores da Administração Pública exercer o controle de constitucionalidade de normas legais. Note-se, que o escopo do processo administrativo fiscal é verificar a regularidade/legalidade do lançamento à vista da legislação de regência, e não das normas vigentes frente à Constituição Federal Essa tarefa é de competência privativa do Poder Judiciário. A própria Portaria MF n°147/2007, que aprovou o Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes do Ministério da Fazenda, é por demais enfática neste sentido, impossibilitando o afastamento de leis, decretos, atos normativos, dentre outros, a pretexto de inconstitucionalidade ou ilegalidade, nos seguintes termos: "Art. 49. No julgamento de recurso voluntário ou de oficio, fica vedado aos Conselhos de Contribuintes afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. [.1" Observe-se, que somente nas hipóteses contempladas no parágrafo único e incisos do dispositivo legal encimado poderá ser afastada a aplicação da legislação de regência, o que não se vislumbra no presente caso. A corroborar esse entendimento, a Sumula n° 02, do 2° Conselho de Contribuintes, aprovada na Sessão Plenária de 18 de setembro de 2007, assim estabelece: /4-- .—....,...... MF - SURINDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES.. CONFERE COM O ORIGINAL t. Processo n.° 35464.000771/2007-17 Brasília, P... I / (-#) 2-- 1 O . a CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.234 1411 Fls. 216 Maria de FM - 4Wera de4 Mat. Siape 751683 , "O Segundo Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de legislação tributária." E, segundo o artigo 53, do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, as Súmulas, que são o resultado de decisões unânimes, reiteradas e uniformes, serão de aplicação obrigatória pelo respectivo Conselho. Finalmente, o artigo 102, I, "a" da Constituição Federal, não deixa dúvida a propósito da discussão sobre inconstitucionalidade, que deve ser debatida na esfera do Poder Judiciário, senão vejamos: "Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I — processar e julgar, originariamente: a) a ação direta de inconstitucionalidade de Lei ou ato normativo federal ou estadual e a ação declarató ria de constitucionalidade de Lei ou ato normativo federal; t...1. Dessa forma, não há como se acolher a pretensão da contribuinte, também em relação a ilegalidade e inconstitucionalidade de normas ou atos normativos que fundamentaram o presente lançamento. Assim, escorreita a decisão recorrida devendo nesse sentido ser mantido o lançamento, uma vez que a contribuinte não logrou infirmar os elementos colhidos pela Fiscalização que serviram de base para constituição do crédito previdenciário, atraindo pra si o ónus probandi dos fatos alegados. Não o fazendo razoavelmente, não há como se acolher a sua pretensão." Ante o exposto, voto no sentido de CONHECER DO RECURSO rejeitar as preliminares, e no mérito NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO, nos termos da fundamentação supra. Sala das Sessões, em 11 de dezembro de 2007 difi R E LIS PINTO 1 . _.= Page 1 _0034900.PDF Page 1 _0035000.PDF Page 1 _0035100.PDF Page 1 _0035200.PDF Page 1 _0035300.PDF Page 1 _0035400.PDF Page 1 _0035500.PDF Page 1 _0035600.PDF Page 1 _0035700.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 36266.011844/2006-14
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Nov 21 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Nov 21 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/08/1996 a 31/12/2005
Ementa: CONTRIBUIÇÃO SEGURADO – DECADÊNCIA.
O direito de o fisco apurar e constituir os créditos referentes às contribuições previdenciárias estabelecidas na Lei nº 8.212/1991 extingue-se após 10 (dez) anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído, conforme dispõe o inciso I do art. 45 da citada lei.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 206-00.151
Decisão: ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos: I) em rejeitar a preliminar de decadência suscitada; e II) no mérito, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: ANA MARIA BANDEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 11 09:00:10 UTC 2023
anomes_sessao_s : 200711
ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/08/1996 a 31/12/2005 Ementa: CONTRIBUIÇÃO SEGURADO – DECADÊNCIA. O direito de o fisco apurar e constituir os créditos referentes às contribuições previdenciárias estabelecidas na Lei nº 8.212/1991 extingue-se após 10 (dez) anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído, conforme dispõe o inciso I do art. 45 da citada lei. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Sexta Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Nov 21 00:00:00 UTC 2007
numero_processo_s : 36266.011844/2006-14
anomes_publicacao_s : 200711
conteudo_id_s : 6786048
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Mar 06 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 206-00.151
nome_arquivo_s : 20600151_144696_36266011844200614_005.PDF
ano_publicacao_s : 2007
nome_relator_s : ANA MARIA BANDEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 36266011844200614_6786048.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos: I) em rejeitar a preliminar de decadência suscitada; e II) no mérito, em negar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Wed Nov 21 00:00:00 UTC 2007
id : 4841083
ano_sessao_s : 2007
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:58 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290045397925888
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-05T21:11:02Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-05T21:11:02Z; Last-Modified: 2009-08-05T21:11:02Z; dcterms:modified: 2009-08-05T21:11:02Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-05T21:11:02Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-05T21:11:02Z; meta:save-date: 2009-08-05T21:11:02Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-05T21:11:02Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-05T21:11:02Z; created: 2009-08-05T21:11:02Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2009-08-05T21:11:02Z; pdf:charsPerPage: 979; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-05T21:11:02Z | Conteúdo => uce , ai IrRiBuiNTEs tIraiUs.„ . . f)'-'°Cf% CCO2/C06 Fls. 253 Maria de Fátima - de CÇ:alilo Mat. S . 751683 MINISTÉRIO SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES :311/ ' SEXTA CÂMARA Processo n° 36266.011844/2006-14 Recurso n° 144.696 Voluntário contiMuintas In10 Matéria APROPRIAÇÃO INDÉBITA *nvi OnOlat pilt s,r :to 111: à Acórdão n° 206-00.151 de it”flubnea Sessão de 21 de novembro de 2007 Recorrente SEVILHA PARTICIPAÇÕES LTDA Recorrida SRP - SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/08/1996 a 31/12/2005 Ementa: CONTRIBUIÇÃO SEGURADO — DECADÊNCIA. O direito de o fisco apurar e constituir os créditos referentes às contribuições previdenciárias estabelecidas na Lei n° 8.212/1991 extingue-se após 10 (dez) anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído, conforme dispõe o inciso I do art. 45 da citada lei. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. - . MI; - cr;:liNoct covm PO DE COMR11:14. Processo n.° 36266.011844/2006-14 9-'1 • 4? Vis CCO2/C06 Acórdão n.• 206-00.151 Fls. 254 11fl4 Marta de Fig lina 0- • a Carvalho Mat. 5 7516t3 ACORDAM os Membro •• " • •I • • do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos: I) em rejeitar a preliminar de decadência suscitada; e II) no mérito, em negar provimento ao recurso. ELIAS SAMPAIO FREIRE Presidente 11/ÂMAIRIA B DEIRA Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Rogério de Lellis Pinto, Bernadete de Oliveira Barros, Daniel Ayres Kalume Reis, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Cleusa Vieira de Souza e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. MF SE-GUNDO CONSELHO DE CONTEM '11 Processo n.° 36266.011844/2006-14CONTERR C C:::1/4 í C. rtnrruNms CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.151 Fls. 25$ ainga-2) G) Maria' de Finar mitra de Carvalho Relatório Mat. S' 731683 Trata-se de lançamento de contribuições referentes à parte dos segurados que a notificada arrecadou dos segurados empregados e deixou de recolher aos cofres previdenciários. Os fatos geradores das contribuições ora lançadas são as remunerações pagas aos segurados empregados, as quais foram declarados em GFIP — Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social no período posterior à instituição do documento. O Relatório Fiscal (fls. 69/75) informa que a empresa tem como atividade a prestação de serviços contábeis a outras empresas e, embora a razão social e o objeto social levem a induzir que se trata de uma empresa de investimentos, com participação em outras sociedades e administração de bens próprios. No caso, a notificada não participa de qualquer outra sociedade e tampouco possui bens próprios a administrar. A notificada pleiteia na justiça, por meio do processo n° 1999.61.00.027962-3 a compensação de débito junto ao INSS de um crédito proveniente de uma Apólice da Dívida Pública, cujo título tem o n° 584331 e foi emitido em 24/05/1922. Em razão de se tratar de Ação Declaratória de Rito Ordinário, a notificada solicitou antecipação de tutela jurisdicional com o objetivo de obter autorização para compensar antecipadamente, mas não obteve êxito em primeira instância. Apelou ao Tribunal Regional Federal da V Região que, por unanimidade, negou provimento à apelação. Dessa forma, não existe nenhum documento judicial que impediria a lavratura da presente notificação. A notificada apresentou defesa tempestiva (fls. 122/140) onde alega a impossibilidade do INSS desenquadrar de oficio o contribuinte do SIMPLES. Afirma que teria ocorrido a decadência do direito de lançar parte das contribuições. Pela Decisão-Notificação n° 21.402.4/0247/2006 (fls. n'' 194/208), a notificação foi considerada procedente. A notificada apresentou recurso tempestivo (fls. 211/220) onde alega somente a ocorrência de decadência. Em contra-razões (fls. 247/252), a SRP manteve a decisão recolhida. É o Relatório. MI- SEGUNDO CONSr-.0-10 DE CONTR1WurntS Processo n.• 36266.011844/2006-14CONFEN.E r.2 bRIC,,INAL CCOVC06 Acórdão n.° 206-00.151 oD. ,v306 Fls. 256 Cdift I Maria de Fatima erten de Cavalo Mat. &aspe 751683 Voto Conselheira ANA MARIA BANDEIRA, Relatora O recurso é tempestivo e está desacompanhado do depósito recursal em razão da liminar concedida em Mandado de Segurança n° 2006.03.00.111223-5. Assim, os requisitos para admissibilidade estão cumpridos. A recorrente apresenta como único argumento em sua peça recursal a alegação de que teria ocorrido a decadência do direito de lançar. Entretanto, tal preliminar não merece acolhida. As contribuições previdenciárias são uma espécie de tributo sujeito ao lançamento por homologação. De acordo com o 4° do art. 150 do Código Tributário Nacional, nos casos de lançamento por homologação, o sujeito passivo antecipa o pagamento, e a contagem do prazo decadencial tem inicio na data de ocorrência do fato gerador. Tal dispositivo estabelece que o prazo é de cinco anos, se a lei não fixar prazo à homologação. No que tange às contribuições previdenciárias em comento, o artigo 45, inciso I, da Lei n.° 8.212/91 é que estabeleceu o prazo mencionado no CTN, onde o direito da Seguridade Social apurar e constituir seus créditos extingue-se após dez anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído. Não obstante a polêmica existente a respeito da constitucionalidade de tal dispositivo legal, o mesmo não foi inquinado de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal. Não há dúvidas a respeito da natureza tributária das contribuições sociais, entretanto, ainda que o Código Tributário Nacional tenha status de lei complementar, existe legislação especifica para tratar a matéria, qual seja, a Lei n° 8.212/91 e tal diploma legal estabelece o prazo decadencial de dez anos. A meu ver, não é possível aplicar o disposto no Código Tributário Nacional em detrimento do art. 45, inciso I da Lei n° 8.212/91, urna vez que tal dispositivo encontra-se em plena vigência no ordenamento jurídico pátrio. Como o controle da constitucionalidade no Brasil é exercido, em regra, pelo Poder Judiciário, não cabe ao julgador no âmbito administrativo, pelo Princípio da Legalidade, deixar de aplicar lei vigente. Assim, rejeito a preliminar apresentada. 4 MF - SEGUNDO 0 Li J̀ S itHO. 0ECONTR1131CuTC$ CONFERE COM O ORK1DiAL Processo o.' 36266.011844/2006-14 Brunis. t 9.-DC) CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.151 SCP-QP3 Fls. 257 Maria de Fátima de Coval° Mat. Siape 751683 Diante de todo o exposto e considerando que nada mais há a ser enfrentado. Voto no sentido de CONHECER do recurso para NEGAR-LHE PROVIMENTO. É como voto. Sala das Sessões, em 21 de novembro de 2007 A RIA lb; EIRA Page 1 _0040200.PDF Page 1 _0040300.PDF Page 1 _0040400.PDF Page 1 _0040500.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10166.722374/2009-97
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2005
FORNECIMENTO DE ALIMENTAÇÃO SEM ADESÃO AO PAT INCIDÊNCIA
DE CONTRIBUIÇÃO
O valor referente ao fornecimento de alimentação aos empregados, pago em dinheiro e sem a adesão ao programa de alimentação aprovado pelo Ministério do Trabalho PAT, integra o salário de contribuição por possuir natureza salarial.
MULTA APLICÁVEL. LEI SUPERVENIENTE .APLICABILIDADE.
O artigo 35 da lei 8.212/91 foi alterado pela lei 11.941/09. Deve ser feita a comparação da multa que consta do presente auto com a prevista na redação do art. 35 antes da redação dada pela lei 11.941/09 e, consoante art. 106, II “c”, do CTN aplicada, se mais favorável ao contribuinte.
Recurso Voluntário Provido em parte
Numero da decisão: 2803-000.821
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a) para que seja efetuado o cálculo da multa de acordo com o art. 35 da lei 8.212/91, na redação anterior a lei 11.941/09, e comparado aos valores que constam do presente auto, para que seja aplicado o mais benéfico à recorrente.
Nome do relator: OSEAS COIMBRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 11 09:00:10 UTC 2023
anomes_sessao_s : 201106
ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2005 FORNECIMENTO DE ALIMENTAÇÃO SEM ADESÃO AO PAT INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO O valor referente ao fornecimento de alimentação aos empregados, pago em dinheiro e sem a adesão ao programa de alimentação aprovado pelo Ministério do Trabalho PAT, integra o salário de contribuição por possuir natureza salarial. MULTA APLICÁVEL. LEI SUPERVENIENTE .APLICABILIDADE. O artigo 35 da lei 8.212/91 foi alterado pela lei 11.941/09. Deve ser feita a comparação da multa que consta do presente auto com a prevista na redação do art. 35 antes da redação dada pela lei 11.941/09 e, consoante art. 106, II “c”, do CTN aplicada, se mais favorável ao contribuinte. Recurso Voluntário Provido em parte
turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 10166.722374/2009-97
anomes_publicacao_s : 201106
conteudo_id_s : 6788988
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 07 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 2803-000.821
nome_arquivo_s : 280300821_10166722374200997_201106.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : OSEAS COIMBRA
nome_arquivo_pdf_s : 10166722374200997_6788988.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a) para que seja efetuado o cálculo da multa de acordo com o art. 35 da lei 8.212/91, na redação anterior a lei 11.941/09, e comparado aos valores que constam do presente auto, para que seja aplicado o mais benéfico à recorrente.
dt_sessao_tdt : Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
id : 4742288
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:47 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290045398974464
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1878; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 219 1 218 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10166.722374/200997 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 280300.821 – 3ª Turma Especial Sessão de 08 de junho de 2011 Matéria Contribuições Previdenciárias Recorrente CONDOR ATACADISTA DE MATERIAIS PARA CONSTRUÇÃO S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2005 FORNECIMENTO DE ALIMENTAÇÃO SEM ADESÃO AO PAT INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO O valor referente ao fornecimento de alimentação aos empregados, pago em dinheiro e sem a adesão ao programa de alimentação aprovado pelo Ministério do Trabalho PAT, integra o salário de contribuição por possuir natureza salarial. MULTA APLICÁVEL. LEI SUPERVENIENTE .APLICABILIDADE. O artigo 35 da lei 8.212/91 foi alterado pela lei 11.941/09. Deve ser feita a comparação da multa que consta do presente auto com a prevista na redação do art. 35 antes da redação dada pela lei 11.941/09 e, consoante art. 106, II “c”, do CTN aplicada, se mais favorável ao contribuinte. Recurso Voluntário Provido em parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a) para que seja efetuado o cálculo da multa de acordo com o art. 35 da lei 8.212/91, na redação anterior a lei 11.941/09, e comparado aos valores que constam do presente auto, para que seja aplicado o mais benéfico à recorrente. assinado digitalmente Fl. 219DF CARF MF Impresso em 08/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10166.722374/200997 Acórdão n.º 280300.821 S2TE03 Fl. 220 2 Helton Carlos Praia de Lima Presidente. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior. Fl. 220DF CARF MF Impresso em 08/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10166.722374/200997 Acórdão n.º 280300.821 S2TE03 Fl. 221 3 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que manteve o auto de infração lavrado, referente a contribuições devidas em razão de pagamentos de verbas de auxílio alimentação em desacordo com a legislação, porquanto pagas em dinheiro e a empresa não comprovou sua adesão ao Programa de Alimentação do Trabalhador PAT. O presente processo se restringe as contribuições patronais. A DecisãoNotificação – fls 187 e ss, conclui pela improcedência da impugnação apresentada, mantendo a Notificação lavrada. Inconformada com a decisão, apresenta recurso voluntário tempestivo, alegando, em síntese, o seguinte : • O auto de infração foi lavrado com suporte na premissa equivocada de que o auxílio alimentação pago em dinheiro aos empregados da Impugnante teria natureza salarial. Todavia, tal entendimento não está correto, pois a referida parcela, no contexto da relação jus laboralista estabelecida entre a Impugnante e os seus empregados, ostenta nítida natureza indenizatória e, portanto, sobre a mesma não há incidência de contribuições previdenciárias, não integram o saláriode contribuições e, portanto, não há a exigência de contribuições previdenciárias correspondentes à cota patronal. • O auxílio alimentação pago em dinheiro, no contexto da relação jurídica existente entre a Impugnante e seus empregados, não reveste natureza salarial , mas sim indenizatória e por essa razão, não há a incidência de contribuições previdenciárias. • A Impugnante fornece aos seus empregados auxílioalimentação em dinheiro sem que tenha feito adesão ao Programa de Alimentação do Trabalhador PAT, todavia, a falta de adesão ao PAT não gera como conseqüência jurídica que tal verba tenha natureza salarial. • Multa de valores confiscatórios. • Pugna pelo provimento do recurso para o fim de anular totalmente o auto de infração DEBCAD 37.156.8846, em face da natureza indenizatória das rubricas auxílioalimentação. É o relatório. Fl. 221DF CARF MF Impresso em 08/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10166.722374/200997 Acórdão n.º 280300.821 S2TE03 Fl. 222 4 Voto Conselheiro Oséas Coimbra DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR PAT A lei 8.212/91, em seu art. 12, §9º, elenca, de forma exclusiva, parcelas que não integram o salário de contribuição do segurado. A alínea “c” encontrase nesses termos: § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) ... c) a parcela "in natura" recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei nº 6.321, de 14 de abril de 1976; ... Da legislação retro, temos que a hipótese exclusiva se configura com adequação da empresa às normas dos programas de alimentação pertinentes. O Decreto no. 5, de 14 de janeiro de 1991 que regulamentou a prefalada lei no. 6.321/76 determina: Art. 1° A pessoa jurídica poderá deduzir, do Imposto de Renda devido, valor equivalente à aplicação da alíquota cabível do Imposto de Renda sobre a soma das despesas de custeio realizadas, no períodobase, em Programas de Alimentação do Trabalhador, previamente aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social MTPS, nos termos deste regulamento. ... § 4° Para os efeitos deste Decreto, entendese como prévia aprovação pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, a apresentação de documento hábil a ser definido em Portaria dos Ministros do Trabalho e Previdência Social; da Economia, Fazenda e Planejamento e da Saúde. A portaria interministerial MTE/MF/MS no. 5, de 30 de novembro de 1.999 traz: Fl. 222DF CARF MF Impresso em 08/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10166.722374/200997 Acórdão n.º 280300.821 S2TE03 Fl. 223 5 *Art. 2o Portaria específica do Ministério do Trabalho e Emprego determinará o modo de efetuar a adesão ao PAT. Art. 3o A adesão ao PAT poderá ser efetuada a qualquer tempo e, uma vez realizada, terá validade por prazo indeterminado, podendo ser cancelada por iniciativa da beneficiária ou pelo Ministério do Trabalho e Emprego, em razão da execução inadequada do Programa. ... Art. 5o Os programas de alimentação do trabalhador deverão propiciar condições de avaliação do teor nutritivo da alimentação, conforme disposto no art. 3o do Decreto nº. 5, de 14 de janeiro de 1991. § 1o Entendese por alimentação saudável, o direito humano a um padrão alimentar adequado às necessidades biológicas e sociais dos indivíduos, respeitando os princípios da variedade, da moderação e do equilíbrio, dandose ênfase aos alimentos regionais e respeito ao seu significado socioeconômico e cultural, no contexto da Segurança Alimentar e Nutricional. § 2o As pessoas jurídicas participantes do Programa de Alimentação do TrabalhadorPAT, mediante prestação de serviços próprios ou de terceiros, deverão assegurar qualidade e quantidade da alimentação fornecida aos trabalhadores, de acordo com esta Portaria, cabendo‒ lhes a responsabilidade de fiscalizar o disposto neste artigo. ... Da legislação retro, percebese que a adesão ao PAT não é mera formalidade a ser cumprida, e sim elemento essencial a justificar a desoneração pleiteada. Assim sendo, a não adesão ao PAT e o pagamento, em dinheiro, de verbas a título de auxílioalimentação, justifica a notificação lavrada. DA MULTA DE OFÍCIO APLICADA A multa aplicada tem seu valor determinado pela legislação em vigor. A atividade tributária é plenamente vinculada ao cumprimento das disposições legais, sendolhe vedada a discricionariedade de aplicação da norma quando presentes os requisitos materiais e formais para sua aplicação. A presente multa encontra fundamento nos dispositivos legais trazidos no relatório Fundamentos Legais do Débito – FLD, fls 11 e foi corretamente aplicada pela autoridade fiscal, encontrandose livre de vícios. No entanto, o art. 106, inciso II,”c” do CTN determina a aplicação de legislação superveniente apenas quando esta seja mais benéfica ao contribuinte. Fl. 223DF CARF MF Impresso em 08/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10166.722374/200997 Acórdão n.º 280300.821 S2TE03 Fl. 224 6 Os valores da multas referentes a descumprimento de obrigação principal foram alterados pela MP 449/08, de 03.12.2008, convertida na lei n º 11.941/09. Assim sendo, como os fatos geradores se referem ao ano de 2005, o valor da multa aplicada deve ser calculado segundo o art. 35 da lei 8.212/91, na redação anterior a lei 11.941/09, e comparado aos valores que constam do presente auto, para se determinar o resultado mais favorável ao contribuinte. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, doulhe parcial provimento para que seja efetuado o cálculo da multa de acordo com o art. 35 da lei 8.212/91, na redação anterior a lei 11.941/09, e comparado aos valores que constam do presente auto, para que seja aplicado o mais benéfico à recorrente. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Fl. 224DF CARF MF Impresso em 08/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 11041.000371/2004-63
Turma: Oitava Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Apr 27 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Fri Apr 27 00:00:00 UTC 2007
Ementa: IRPJ - SIMPLES. OMISSÃO DE RECEITAS. LIVRO CAIXA. PAGAMENTOS NÃO
REGISTRADOS. Inexistindo o registro na conta Caixa dos pagamentos realizados a fornecedores, conforme circularização realizada pelo fisco, caracteriza-se tal ausência como omissão de receitas.
Não trazendo o contribuinte a prova da improcedência da presunção esta se confirma.
SIMPLES- INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO. A verificação de diferença na base de cálculo ou insuficiência de recolhimento do
imposto pela sistemática do SIMPLES constitui infração que autoriza a lavratura do competente auto de infração, para a constituição do crédito tributário.
LANÇAMENTOS REFLEXOS: PIS, C SLL, COFINS, e CSS-INSS. Dada a intima relação de causa e efeito, aplica-se aos lançamentos reflexos o decidido no principal.
MULTA DE OFICIO QUALIFICADA. Sobre os créditos apurados em procedimento de oficio cabe a exasperação da multa quando o contribuinte, sistemática e intencionalmente, omitiu receitas à
tributação, de janeiro de 1999 a dezembro de 2001, tipificando a hipótese de incidência do artigo 1º., inciso Ida Lei 8137/1990, sendo aplicável a multa do inciso segundo do artigo 44 da Lei9430/1996.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 108-09.309
Decisão: ACORDAM os Membros da OITAVA CÂMARA do PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Conselheiro Margil Mourão Gil Nunes (Relator), que afastava a qualificação da multa e reconhecia a decadência
até fato gerador de 31/08/1999. Os Conselheiros Karem Jureidini Dias e José Henrique Longo acompanharam a decisão pelas conclusões. Designada a Conselheira Ivete Malaquias Pessoa Monteiro para redigir o voto vencedor.
Matéria: Simples - ação fiscal - insuf. na apuração e recolhimento
Nome do relator: MARGIL MOURÃO GIL NUNES
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Simples - ação fiscal - insuf. na apuração e recolhimento
dt_index_tdt : Sat Feb 11 09:00:02 UTC 2023
anomes_sessao_s : 200704
ementa_s : IRPJ - SIMPLES. OMISSÃO DE RECEITAS. LIVRO CAIXA. PAGAMENTOS NÃO REGISTRADOS. Inexistindo o registro na conta Caixa dos pagamentos realizados a fornecedores, conforme circularização realizada pelo fisco, caracteriza-se tal ausência como omissão de receitas. Não trazendo o contribuinte a prova da improcedência da presunção esta se confirma. SIMPLES- INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO. A verificação de diferença na base de cálculo ou insuficiência de recolhimento do imposto pela sistemática do SIMPLES constitui infração que autoriza a lavratura do competente auto de infração, para a constituição do crédito tributário. LANÇAMENTOS REFLEXOS: PIS, C SLL, COFINS, e CSS-INSS. Dada a intima relação de causa e efeito, aplica-se aos lançamentos reflexos o decidido no principal. MULTA DE OFICIO QUALIFICADA. Sobre os créditos apurados em procedimento de oficio cabe a exasperação da multa quando o contribuinte, sistemática e intencionalmente, omitiu receitas à tributação, de janeiro de 1999 a dezembro de 2001, tipificando a hipótese de incidência do artigo 1º., inciso Ida Lei 8137/1990, sendo aplicável a multa do inciso segundo do artigo 44 da Lei9430/1996. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Oitava Câmara
dt_publicacao_tdt : Fri Apr 27 00:00:00 UTC 2007
numero_processo_s : 11041.000371/2004-63
anomes_publicacao_s : 200704
conteudo_id_s : 4220323
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Feb 06 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 108-09.309
nome_arquivo_s : 10809309_155006_11041000371200463_010.PDF
ano_publicacao_s : 2007
nome_relator_s : MARGIL MOURÃO GIL NUNES
nome_arquivo_pdf_s : 11041000371200463_4220323.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da OITAVA CÂMARA do PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Conselheiro Margil Mourão Gil Nunes (Relator), que afastava a qualificação da multa e reconhecia a decadência até fato gerador de 31/08/1999. Os Conselheiros Karem Jureidini Dias e José Henrique Longo acompanharam a decisão pelas conclusões. Designada a Conselheira Ivete Malaquias Pessoa Monteiro para redigir o voto vencedor.
dt_sessao_tdt : Fri Apr 27 00:00:00 UTC 2007
id : 4695303
ano_sessao_s : 2007
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:36 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290045401071616
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-14T13:26:26Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-14T13:26:26Z; Last-Modified: 2009-07-14T13:26:26Z; dcterms:modified: 2009-07-14T13:26:26Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-14T13:26:26Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-14T13:26:26Z; meta:save-date: 2009-07-14T13:26:26Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-14T13:26:26Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-14T13:26:26Z; created: 2009-07-14T13:26:26Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; Creation-Date: 2009-07-14T13:26:26Z; pdf:charsPerPage: 1475; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-14T13:26:26Z | Conteúdo => Fls. I „SU-.514 MINISTÉRIO DA FAZENDA .•ZriQz-• PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES > OITAVA CÂMARA Processo n° 11041.00037112004-63 Recurso no 155.006 Voluntário Matéria IRPJ e OUTROS - EXS.: 2000 a 2002 Acórdão no 108-09.309 Sessão de 27 DE ABRIL DE 2007 Recorrente MESKO & PEREIRA LTDA. Recorrida 2' TURMAJDRJ-SANTA MARIA/RS IRPJ - SIMPLES. OMISSÃO DE RECEITAS. LIVRO CAIXA. PAGAMENTOS NÃO REGISTRADOS. Inexistindo o registro na conta Caixa dos pagamentos realizados a fornecedores, conforme circularização realizada pelo fisco, caracteriza-se tal ausência como omissão de receitas. Não trazendo o contribuinte a prova da improcedência da presunção esta se confirma. SIMPLES- INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO. A verificação de diferença na base de cálculo ou insuficiência de recolhimento do imposto pela sistemática do SIMPLES constitui infração que autoriza a lavratura do competente auto de infração, para a constituição do crédito tributário. LANÇAMENTOS REFLEXOS: PIS, C SLL, COFINS, e CSS-INSS. Dada a intima relação de causa e efeito, aplica-se aos lançamentos reflexos o decidido no principal. MULTA DE OFICIO QUALIFICADA. Sobre os créditos apurados em procedimento de oficio cabe a exasperação da multa quando o contribuinte, sistemática e intencionalmente, omitiu receitas à tributação, de janeiro de 1999 a dezembro de 2001, tipificando a hipótese de incidência do artigo 1., inciso Ida Lei 8137/1990, sendo aplicável a multa do inciso segundo do artigo 44 da Lei9430/1996. Recurso Voluntário Negado. t/ Processo n.0 11041.000371/2004-63 Acórdão n.° 108-09.309 Fls. 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por MESKO & PEREIRA LTDA. ACORDAM os Membros da OITAVA CÂMARA do PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Conselheiro Margit Mourão Gil Nunes (Relator), que afastava a qualificação da multa e reconhecia a decadência até fato gerador de 31/08/1999. Os Conselheiros Karem Jureidini Dias e José Henrique Longo acompanharam a decisão pelas conclusões. Designada a Conselheira Ivete Malaquias Pessoa Monteiro para redigir o voto vencedor. - a I e ji4OrOil a.Ir 4 LOP,G0Áã Vic "IV: • • no Exercício da Presidência ilki 4 —1 Widasir v MOI"- e MAS PESSOA MONTEIRO Re • tora Designada FORMALIZADO EM: 23MM 2007 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Nelson Lósso Filho, José Carlos Teixeira da Fonseca, Orlando José Gonçalves Bueno e Márcia Maria Fonseca (Suplente Convocada). • • Processo n.° 11041.000371/2004-63 Acérclilo n.° 108-09.309 Fls. 3 Relatório Trata o presente processo de Autos de Infração (fls. 325/422), relativos aos anos calendário de 1999, 2000 e 2001, lavrados pela autoridade fiscal em 26/08/2004, onde foram apuradas irregularidades quanto às receitas auferidas, base de cálculo para o recolhimento do SIMPLES, sistema de recolhimento de tributos, à qual a empresa é optante desde 1997, conforme relatório fiscal às fls.325/329. A autoridade fiscal apurou omissão de receitas por pagamentos efetuados com recursos estranhos à escrituração, após análise dos registros da empresa e em procedimento de "circularização" com intimações a vários fornecedores da empresa autuada, detalhados no Relatório de Ação Fiscal. Apurou-se, ao final da auditoria, insuficiência de recolhimento de tributos abrangidos pelo SIMPLES, sem, contudo haver o desenquadramento da pessoa jurídica do Sistema do SIMPLES. Assim concluiu o auditor fiscal em seu Termo anexo aos Autos: "Diante do acima exposto, procedemos ao lançamento de oficio dos tributos abrangidos pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — SIMPLES (IRPJ, CSLL, P1S/PASEP, COFINS e INSS), utilizando como base de cálculo os valores constantes dos "Relatórios de Pagamentos não Escriturados" (lis. 302 a 204), conforme preceituam os artigos 841, inciso VI, e 926, ambos do Decreto no. 30.000, de 26 de março de 1999, devido a caracteriza;ao de omissão de receitas — pagamentos efetuados com recursos estranhos à escrituração." Nos Autos de Infração foram aplicados os juros de mora pela taxa SELIC, e multas de oficio, uma qualificada no percentual de 150% para a infração caracterizada como omissão de receita, e outra em 75% para a infração caracterizada como insuficiência de recolhimento. A qualificação da multa de oficio se deu pela habitualidade na prática da infração detectada pelo fisco comparando os valores declarados e os valores das omissões apuradas por pagamentos não escriturados. Para aplicação da multa qualificada o fisco considerou a existência de dolo pela a habitualidade da infração de janeiro/99 a dezembro/2001, e que os pagamentos não foram escriturados na conta Caixa. Cientificada, por AR, em 16109/2004 (fls.423), a autuada apresentou impugnação (fls.430/479) onde alegou, em síntese, não ter restado provado pela autoridade fiscal a omissão de receitas, por presunção, quanto a pagamentos efetuados. A ? Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Santa Maria/RS, por unanimidade de votos, julgou procedente o lançamento relativo aos impostos e contribuições do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - SIMPLES, nos termos do relatório e voto (u Processo n.° 11041.00037112004-63 Acórdão n.° 108-09.309 Fls. 4 de fls.482/498, proferindo o Acórdão DRJ/STM n°. 3.658, de 18/03/2005, com a seguinte ementa: "IRPJ - SIMPLES. OMISSÃO DE RECEITAS. LIVRO CAIXA. PAGAMENTOS NÃO REGISTRADOS. Caracteriza-se como omissão no registro de receita a falta de escrituração no livro caixa de pagamentos efetuados, ressalvada ao contribuinte a prova da improcedência da presunção. SIMPLES - INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO. A verificaç'do de diferença na base de cálculo ou insuficiência de recolhimento do imposto pela sistemática do SIMPLES constitui infração que autoriza a lavratura do competente auto de infração, para a constituição do crédito tributário. LANÇAMENTOS REFLEXOS: PIS, CSLL, COFINS, e CSS-INSS - Dada a intima relação de causa e efeito, aplica-se aos lançamentos reflexos o decidido no principal. INCONSTITUCIONALIDADE E ILEGALIDADE. O exame da constitucionalidade e da legalidade das leis é tarefa estritamente reservada aos órgãos do Poder Judiciário. MULTA DE OFICIO. Nos casos de lançamento de oficio, constatado evidente intuito de fraude, sobre a totalidade ou diferença dos tributos e contribuições devidos, aplica-se a multa de 150%, em face do disposto no art. 44, inc. II, da Lei n° 9.430, de 1996." Cientificada da decisão em 19/04/2005 (fis.507) apresentou, em 19/05/2005 o presente recurso voluntário (doc. de fls.508/536), onde repisa os mesmos argumentos da peça exordial, e traz o documento de fls.536, onde declara que está dispensada por lei de contabilidade, por ser optante pelo SIMPLES, não tendo ativo permanente nem patrimônio em imóveis, contabilizados em nome da empresa. Novamente em suas razões, a ora recorrente, insurge-se apenas contra a primeira infração descrita nos autos de infração como omissão de receitas por pagamentos feitos a fornecedores e não escriturados no Caixa. Relegando a segunda infração descrita como insuficiência de recolhimentos. . Em apertada síntese alegou em seu recurso: É dever do Poder constituído, em obediência ao Texto Constitucional, negar aplicabilidade às normas com ele conflitantes; Houve uma suposta omissão de receitas em decorrência dos pagamentos efetuados com recursos estranhos à escrituração; É ilegal a base de cálculo utilizada nas tributações decorrentes (PIS, CSLL, COFINS e CSS-INSS); Lii, - Processo n.° 11041.000371/2004-63 Acórdão C 108-09.309 Fls. 5 É inaplicável a taxa de juros pela SELIC, sob a alegação ilegal e inconstitucional, citando doutrina, jurisprudência e o CTN. Questionou a multa de 150% aplicada, por não ter ocorrido o evidente intuito de fraude do contribuinte. O processo foi a julgamento na Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, que por unanimidade de votos, declinou da competência de julgamento do recurso ao Egrégio Primeiro Conselho de Contribuintes, em razão da matéria, nos termos do voto do relator pela Resolução n°. 303-01.220, de 26/10/2006, fis.539/548. Iniciando seu voto condutor da Resolução, o i. relator, Dr. Nilton Luiz Bártoli, disse que versa o litígio em torno da matéria omissão de receitas nos termos do art. 40 da lei n°. 9.430/96, que foi procedido o lançamento de oficio dos tributos abrangidos pelo SIMPLES, e apurada a base de cálculo nos valores constantes do relatório fiscal de fis.325/329, por omissão de receitas por pagamentos não escriturados, nos termos do art. 18 da Lei n°. 9.317/96. E, conclui que a matéria deverá ser verificada pelo Egrégio Primeiro Conselho de Contribuintes, segundo dispõe o art. 70 do Regimento Interno do Conselho de Contribuintes. Foi encaminhado o presente processo a este Conàelho conforme doc. de fis.550. Não foi procedido ao arrolamento de bens conforme declaração de fis.536, por inexistência de bens do ativo permanente. É o Relatório. E(-1 1 Processo n.° 11041.000371/200443 Acórdilo n.° 108-09.309 Fls. 6 Voto Vencido Conselheiro MARGIL MOURÃO GIL NUNES, Relator O presente recurso preenche as condições para sua admissibilidade e dele tomo conhecimento. Pelo que consta, a matéria para apreciação é vinculada ao SIMPLES, o qual abrange os impostos e contribuições objetos dos Autos de Infração lavrados, doc.fis.3301422, (IRPJ, PIS, CSLL, COFINS e INSS), com as respectivas multas de oficio e qualificada, contudo relativa a omissão de receita. Houve assim correta remessa do presente processo à esta Câmara para julgamento. Preliminarmente, abordaremos a questão da decadência do direito de se constituir o crédito tributário relativo aos fatos geradores ocorridos de janeiro a agosto/1999, uma vez que ciência ao sujeito passivo ocorreu por AR em 16/09/2004, doc.fis.423. Para o deslinde desta, torna-se necessária a solução de outro elemento contido no lançamento: estaria ou não caracterizado e materializado a figura de crime contra a ordem tributária nos termos da legislação aplicada pelo auditor fiscal, artigo 44 inciso II da Lei 9.430/96, que nos remete aos artigos 71, 72 e 73 da Lei n ° 4.502/64. Assim, caso comprovado a ocorrência de dolo, fraude ou simulação, o lançamento estaria abrigado pelo inciso I do artigo 173 do CTN, pois a decadência para os fatos geradores de 1999 somente ocorreriam em 01/01/2006, "in verbis": "Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados: I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado;" Em sentido inverso, os lançamentos por homologação estariam decadentes para os fatos geradores ocorridos antes dos cinco anos da constituição do crédito tributário, ou seja, aqueles ocorridos até março de 1999 não poderiam ser objeto dos créditos ora constituídos, como determina o parágrafo 4°. do artigo 150 CTN, "in verbis": "Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 40 Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse .80 Processo n.° 11041.000371/2004-63 Acérclao n.° 108-09.309 Fls. 7 prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. O fisco, para aplicar a multa qualificada prevista no inciso II do artigo 44 da Lei 9.430/96 sobre a base de cálculo da omissão de receitas, por pagamentos efetuados com recursos estranhos à escrituração, escreveu ao final de seu Relatório da Ação Fiscal, doc.fls.325/9, que ocorreu em todos os meses de todo o período fiscalizado, janeiro de 1999 a dezembro de 2001, o que demonstra habitualidade na prática da infração. E ainda que os valores dos pagamentos não foram escriturados nos livros Caixa. Realmente, não posso concluir, pela acusação e pelos documentos trazidos ao processo, nem tampouco pela descrição minuciosa contida no Relatório Fiscal, que tenha havido qualquer uma destas figuras tributárias dos artigos 71 e 72 da Lei 4.502/64. Não vejo carreado nos autos provas de sonegação ou fraude, elementos necessários para manutenção da exação, aliás, a matéria do lançamento é por presunção legal, artigo 40 da Lei 9.430/96. Vencida esta matéria, com relação ao aspecto confiscatório da multa de oficio imposta (75%), não há falar em ilegalidade, eis que prevista em Lei, no entanto como explicitado, a Lei prevê as condições para a qualificação da multa, as quais entendo não estarem presentes no caso dos autos. O auditor fiscal apurou os tributos com base em valores obtidos pelo método e circularização, cabendo ao contribuinte agora o ônus da prova em contrário. Entendo que na omissão de receitas não ficou configurado o dolo específico que exigiria a tipificação para aplicação da multa de oficio qualificada em 150%. Deste modo, a multa de oficio deve ser aquela prevista no inciso 1 do artigo 44 da Lei 9.430/96 (75%). Em razão de norma de ordem pública relativa à apreciação da decadência do direito de tributar do fisco, norma esta que está sujeito tanto o agente fiscal quanto o julgador administrativo, e, sendo os tributos apurados pela fiscalização (IRPJ, PIS, COFINS, CSLL e INSS), de auto lançamento e sujeitos à homologação pelo fisco, há de se declarar a decadência dos períodos ocorridos até 31/08/1999, eis que a contribuinte foi cientificada da autuação em 16/09/2004, portanto, operou-se a homologação tácita ao atingir-se 05 anos do fato gerador, Quanto ao mérito, frágeis são as alegações da contribuinte em relação às provas carreadas aos autos pelo auditor fiscal obtidas junto a terceiros. A insurgência pela aplicação dos juros de mora pela taxa Selic também não pode subsistir. Foi aplicada conforme a legislação em regência, artigo 61 da Lei 9.430/96. Sobre a matéria foi publicada a seguinte súmula deste 1°.Conselho de Contribuintes: "Súmula 1° CC n° 4: A partir de I° de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de (1) Processo n.° 11041.000371/2004-63 Acórdão n.° 108-09.309 Fls. 8 inadimpléncia, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais". O questionamento quanto a inconstitucionalidade e ilegalidade não pode ser apreciado neste foro administrativo. O assunto também já foi objeto da Súmula n°. 4 deste Primeiro Conselho de Contribuintes: "Súmula n°. 2: O Primeiro Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária." Por tudo exposto, reconheço a decadência dos tributos para os fatos geradores ocorridos de janeiro a agosto/1999, e no mérito, dou parcial provimento ao recurso para reduzir a multa de oficio para 75%. É0 voto. Sala das Sessões - DF, em 27 de abril de 2007. MARGIL OU ' 7 O GIL NUNES Processo n.° 11041.00037112004-63 Acórdão n.° 108-09.309 Fls. 9 Voto Vencedor Conselheira IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO, Relatora Designada Em que pese o brilhantismo das razões de decidir peço vênia ao Nobre Relator para discordar da conclusão exarada em suas razões, quanto ao descabimento do agravamento da multa imposta, o que implicaria, no presente caso, em reconhecimento da decadência do direito de lançar do fisco. A empresa era inscrita no SIMPLES e omitiu, sistematicamente, receitas de suas operações oferecendo a tributação de janeiro de 1999 a dezembro de 2001, receitas em valores bem inferiores aqueles auferidos. Assim, levantou o I Relator do voto vencido a questão da decadência do direito de se constituir o crédito tributário relativo aos fatos geradores ocorridos de janeiro a agosto/1999, uma vez que ciência ao sujeito passivo ocorreu por AR em 16/09/2004, doc.fls.423, entendendo que não restara tipificada a figura de crime contra a ordem tributária nos termos da legislação aplicada pelo auditor fiscal, artigo 44 inciso II da Lei 9.430/96, que nos remete aos artigos 71, 72 e 73 da Lei n ° 4.502/64. Compulsando os autos vejo que a evidência da intenção dolosa, exigida na lei para agravamento da penalidade aplicada, aflorou na instrução processual, conforme se viu nos autos. Como a atividade fiscal é vinculada e obrigatória sob pena de responsabilidade funcional. Não compete a autoridade fiscal, nem ao julgador administrativo, determinar outra forma de proceder, quando os fatos se subsumem a norma, não sendo possível o desvio do seu comando. Ao argumento da recorrente quanto às penalidades aplicadas, se opõe a disposição da Lei 9430/1996 onde está o resumo das normas reguladoras da aplicação das multas no sistema tributário federal. A seção V do capítulo IV- Procedimentos de Fiscalização - disciplina a aplicação das multas de oficio. Diz a Lei 9430/1996: "Artigo 44 - Nos casos de lançamento de oficio, serão aplicadas as seguintes multas: 1 - 75% (setenta e cinco por cento) nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de declaração inexata, excetuando a hipótese do inciso seguintes: II - 150% (cento e cinqüenta por cento), nos caos de evidente intuito defraude, definido nos artigos 71,72 e 73 da lei 4502 de 30/11/1964, independente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis." A natureza jurídica da multa é obrigacional. Pela teoria dos atos jurídicos, se institui unilateral ou bilateralmente, conforme seja legal ou convencional, executa-se com P9/ Processo n.° 11041.000371/2004-63 Acérdno n.° 108-09.309 Fls. 10 prevalência de uma só vontade: a do credor. E como norma penal em branco se preenche segundo o tipo ao qual do ilícito que pune. Os fundamentos das razões de apelo não avançam Em nenhum momento no curso processual os elementos probantes conseguiram demonstrar, inequivocamente, o acerto da Recorrente. Por isto entendo que não cabem reparos nos lançamentos. O Prof. Souto Maior Borges em seu Livro Lançamento Tributário, Malheiros Editores, SP. 29 ed.1999, p. 120/121 leciona, ainda, que: "o procedimento administrativo de lançamento é, em tal sentido o caminho juridicamente condicionado por meio do qual certa manifestação jurídica de plano superior - a legislação - produz manifestação jurídica de plano inferior - o ato administrativo do lançamento. (.) E, porque o procedimento de lançamento é vinculado e obrigatório, o seu objeto não é relegado pela lei à livre disponibilidade das partes que nele intervêm. É indisponível, em principio, a atividade de lançamento- e , portanto insuscetível de renúncia. (..) O fisco entretanto tem o dever — não o ónus — de verificar a ocorrência da situação jurídico-tributária conforme ela se desdobra no mundo fático, com independência das chamadas provas pré-constituídas ou presunções de qualquer gênero". Ensina O Professor Celso Ribeiro Bastos, em seu Curso de Direito Financeiro e Tributário, às fls. 191, sobre a interpretação: "a ordem jurídica é um sistema composto de normas e princípios. A significação destes não é obtenível pela pretensão isolada de cada um. É necessário também levar-se em conta em que medida se interpretam. É dizer, até que ponto um preceito extravasa o seu campo próprio para imiscuir-se com o preceituado em outra norma. Disso resulta uma interferência recíproca entre normas e princípios, que faz com que a vontade normativa só seja extraível, a partir de uma interpretação sistemática, o que por si só , já excluí qualquer possibilidade de que a mera leitura de um artigo isolado esteja em condições de propiciar o desejado desvendar daquela vontade". Por todo exposto voto no sentido de negar provimento ao recurso. Sala das Sessões - DF, em 27 de abril de 2007. a 1 r TE trQUIAS PESSOA MONTEIRO Page 1 _0024900.PDF Page 1 _0025000.PDF Page 1 _0025100.PDF Page 1 _0025200.PDF Page 1 _0025300.PDF Page 1 _0025400.PDF Page 1 _0025500.PDF Page 1 _0025600.PDF Page 1 _0025700.PDF Page 1
score : 1.0
