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Numero do processo: 10469.905319/2009-26
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 23 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Wed Jul 06 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS)
Período de apuração: 01/03/2007 a 31/05/2007, 01/08/2007 a 31/12/2007
INCIDÊNCIA NÃO CUMULATIVA. REVENDA DE PRODUTOS COM INCIDÊNCIA MONOFÁSICA. FRETE NA VENDA. CRÉDITOS. VEDAÇÃO LEGAL.
Não há previsão legal para apurar créditos relativos às despesas com frete na operação de venda, nas revendas de mercadorias sujeitas ao regime monofásico de incidência das contribuições ao PIS/Pasep e à COFINS, por expressa exclusão legal.
Numero da decisão: 3401-009.990
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por voto de qualidade, em dar provimento parcial ao recurso para reverter a glosa de créditos sobre despesa de armazenagem. Vencidos os conselheiros Oswaldo Gonçalves de Castro Neto, Fernanda Vieira Kotzias (relatora), Leonardo Ogassawara de Araújo Branco, Carolina Machado Freire Martins. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Gustavo Garcia Dias dos Santos.
(documento assinado digitalmente)
Ronaldo Souza Dias Presidente
(documento assinado digitalmente
Carolina Machado Freire Martins- Redatora Ad hoc
(documento assinado digitalmente)
Gustavo Garcia Dias dos Santos Redator Designado
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Luis Felipe de Barros Reche, Oswaldo Goncalves de Castro Neto, Gustavo Garcia Dias dos Santos, Fernanda Vieira Kotzias, Mauricio Pompeo da Silva, Carolina Machado Freire Martins, Leonardo Ogassawara de Araujo Branco, Ronaldo Souza Dias (Presidente).
Nome do relator: Carolina Machado Freire Martins
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Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) Período de apuração: 01/03/2007 a 31/05/2007, 01/08/2007 a 31/12/2007 INCIDÊNCIA NÃO CUMULATIVA. REVENDA DE PRODUTOS COM INCIDÊNCIA MONOFÁSICA. FRETE NA VENDA. CRÉDITOS. VEDAÇÃO LEGAL. Não há previsão legal para apurar créditos relativos às despesas com frete na operação de venda, nas revendas de mercadorias sujeitas ao regime monofásico de incidência das contribuições ao PIS/Pasep e à COFINS, por expressa exclusão legal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por voto de qualidade, em dar provimento parcial ao recurso para reverter a glosa de créditos sobre despesa de armazenagem. Vencidos os conselheiros Oswaldo Gonçalves de Castro Neto, Fernanda Vieira Kotzias (relatora), Leonardo Ogassawara de Araújo Branco, Carolina Machado Freire Martins. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Gustavo Garcia Dias dos Santos. (documento assinado digitalmente) Ronaldo Souza Dias – Presidente (documento assinado digitalmente Carolina Machado Freire Martins- Redatora Ad hoc (documento assinado digitalmente) Gustavo Garcia Dias dos Santos – Redator Designado Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Luis Felipe de Barros Reche, Oswaldo Goncalves de Castro Neto, Gustavo Garcia Dias dos Santos, Fernanda Vieira Kotzias, Mauricio Pompeo da Silva, Carolina Machado Freire Martins, Leonardo Ogassawara de Araujo Branco, Ronaldo Souza Dias (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 46 9. 90 53 19 /2 00 9- 26 Fl. 7282DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 3401-009.990 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10469.905319/2009-26 Relatório Segundo a relatora: Trata-se de PER/DCOMP não homologada pela fiscalização em despacho eletrônico que constatou que o DARF informado havia sido integralmente utilizado para quitação de crédito da mesma espécie tributária. O contribuinte apresentou manifestação de inconformidade informando que os valores pleiteados derivam de pagamento indevido, o que não foi verificado pela fiscalização em razão de erro de preenchimento da DCTF, o que a levou a retificar o documento a fim de informar que não havia débito da Cofins no período de apuração referenciado. Segundo a empresa, os créditos pleiteados são decorrentes de pagamentos que não seguiram as regras da não-cumulatividade das Contribuições Sociais, de forma que não teria sido exercido seu direito de tomar créditos de forma correta. Do recebimento do processo pela DRJ/REC, entendeu-se necessário realizar diligência para verificar as informações trazidas pela empresa em sede de manifestação de inconformidade, a qual abarcou quantidade significativa de processos, senão vejamos: Fl. 7283DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 3401-009.990 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10469.905319/2009-26 A conclusão da diligência, constante do Termo de Informação juntado aos autos, foi no sentido de glosar despesas com aluguel de imóveis por carência probatória e de despesas com frete e armazenamento, por entender que as mesmas estavam relacionadas a receita de vendas de produtos não sujeitas à incidência das contribuições não-cumulativas, o que impedia a possibilidade de tomada de créditos. Manifestando-se contra o resultado da diligência, a empresa apresentou petição em que contradita as glosas efetuadas em face da ausência de comprovação das despesas de aluguel, trazendo documentos neste sentido, bem como a imposição de glosas de créditos relativos às despesas com frete e armazenagem, vinculadas às vendas de gasolina e óleo diesel. Diante disso, a DRJ/REC proferiu acórdão julgando improcedente a manifestação de inconformidade. Apesar da dispensa de ementa, a decisão foi pautada pelo resultado da diligência e pelo entendimento de que: (i) os contratos trazidos aos autos para atestar as despesas com aluguel, embora permitissem a verificação do direito aos créditos requeridos, não foram acompanhados de comprovantes de pagamentos do aluguel no período para que se pudesse atestar sua liquidez; e (ii) o entendimento uniformizado pela Solução de Consulta Cosit nº 2, de 13/01/2017, vedava o direito a crédito de armazenagem e frete nas vendas dos produtos sujeitos à tributação monofásica (no caso, gasolina e óleo diesel). Irresignada, a empresa apresentou recurso voluntário requerendo o total provimento do pedido de crédito, ainda que tenha se restringido a discutir o direito relativo às despesas de frete e armazenagem, alegando, em síntese, que a decisão de piso alargou a vedação legal ao crédito refere à compra de combustíveis para revenda, para abarcar o crédito dos gastos com armazenagem e frete para transporte desses combustíveis. Defende que esse último crédito não foi vedado pela lei e não há razão para negar o direito a seu aproveitamento. Por serem hipóteses de creditamento distintas e autônomas, além de que o fato de o inciso IX fazer simples referência aos incisos I e II não significa que haja entre eles relação de dependência. Por fim, destaca que a regra geral de creditamento é que havendo recolhimento das contribuições, nascerá direito ao crédito, sendo o que efetivamente ocorre nos casos de frete e armazenagem, em que o transportador/armazém efetivamente recolhem as contribuições sobre as receitas auferidas em suas atividades e, portanto, há direito ao crédito para aquele que realizar a despesas, no caso, a ora Recorrente. O processo foi então encaminhado ao CARF e distribuído à Conselheira Fernanda Vieira Kotzias para análise e voto. Após o julgamento, conforme competência estabelecida no art. 17, III, do Anexo II, do RICARF, aprovado pela Portaria MF nº 343, de 2015, fui designada como Redatora ad hoc. Por fim, considerando o arquivo digital do voto que me foi disponibilizado para consecução da redação ad hoc, registro que no presente processo utilizei integralmente do teor do voto redigido pela relatora, referente ao PAF nº 10469.905311/2009-60, de mesmo contribuinte. É o relatório. Voto Vencido Fl. 7284DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 3401-009.990 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10469.905319/2009-26 Conselheira Carolina Machado Freire Martins, Redatora Ad hoc. Segundo a relatora: O recurso voluntário é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade previstos em lei, motivo pelo qual deve ser conhecido. Conforme destacado no relatório, trata-se de PER/DCOMP não homologado pela fiscalização em razão de ausência de certeza e liquidez quanto às despesas relativas a alugueis de imóveis e por suposta vedação legal ao crédito de armazenagem e frete nas vendas dos produtos sujeitos à tributação monofásica de PIS/COFINS (no caso, gasolina e óleo diesel). Tendo em vista que o recurso voluntário não tratou da questão do aluguel, a presente análise deve focar apenas na matéria recorrida, qual seja, a possibilidade de creditamento sobre frete e armazenagem. Em sua defesa, a recorrente alega como razões para reforma do acórdão da DRJ que: (i) A vedação legal existente diz respeito apenas ao crédito decorrente das compras de combustíveis para revenda, não podendo ser alargada pela fiscalização para as despesas de armazenagem e frete, as quais, diferentemente do produto em questão, são tributadas dentro da regra da não-cumulatividade; (ii) A legislação, especialmente em seu art. 3º, §2º, II das Leis nº 10.637/02 e nº 10.833/03, traz a regra geral ditando o direito ao crédito sempre que a aquisição daquele produto/serviço tiver sido tributada (PIS/COFINS pago pelo fornecedor), exceto em casos expressamente vedados por lei, o que não é o caso de frete e armazenagem; (iii) A própria RFB, no art. 21, inciso II, da Instrução Normativa RFB nº 600/2005, vigente à época dos creditamentos em tela, reconhece o direito ao crédito de despesas vinculadas aos produtos monofásicos ao se referir à forma de aproveitamento dos "créditos da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins apurados na forma do art. 3º das Leis nº 10.637/2002 e nº 10.833/2003 (...) decorrentes de (…) II - custos, despesas e encargos vinculados às vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota zero ou não-incidência"; (iv) O art. 17 da Lei nº 11.033/2004 reforça esse direito ao crédito dos custos vinculados às vendas sob alíquota zero ao prever que “as vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota 0 (zero) ou não incidência da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS não impedem a manutenção, pelo vendedor, dos créditos vinculados a essas operações”. Quanto a esse dispositivo, ressalte-se que, embora algumas decisões mais antigas do STJ tenham restringido a aplicação desse dispositivo legal apenas às pessoas jurídicas submetidas ao Reporto, tal entendimento jurisprudencial foi superado e modificado pelo STJ consoante se depreende dos arestos prolatados nos julgamentos do REsp 1.267.003/RS e do REsp 1.440.298/RS; e (v) As Soluções de Consulta nº 351/2007 (9ª Região Fiscal), nº 52/2011 (8ª Região Fiscal), e nº 244/2010 (8ª Região Fiscal) reconhecem que, apesar da aplicação da alíquota zero, assegura-se o direito ao crédito apurado. Fl. 7285DF CARF MF Original Fl. 5 do Acórdão n.º 3401-009.990 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10469.905319/2009-26 Diante disso, passa-se a analisar a questão trazida, sendo necessário iniciar a discussão pela análise do texto normativo da Lei n. 10.833/03: Art. 1 o A Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins, com a incidência não cumulativa, incide sobre o total das receitas auferidas no mês pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil. [...] § 3 o Não integram a base de cálculo a que se refere este artigo as receitas: [...] III - auferidas pela pessoa jurídica revendedora, na revenda de mercadorias em relação às quais a contribuição seja exigida da empresa vendedora, na condição de substituta tributária; Art. 2 o Para determinação do valor da COFINS aplicar-se-á, sobre a base de cálculo apurada conforme o disposto no art. 1 o , a alíquota de 7,6% (sete inteiros e seis décimos por cento). § 1 o Excetua-se do disposto no caput deste artigo a receita bruta auferida pelos produtores ou importadores, que devem aplicar as alíquotas previstas: I - nos incisos I a III do art. 4 o da Lei n o 9.718, de 27 de novembro de 1998, e alterações posteriores, no caso de venda de gasolinas e suas correntes, exceto gasolina de aviação, óleo diesel e suas correntes e gás liquefeito de petróleo - GLP derivado de petróleo e de gás natural; [...] § 1 o -A. Excetua-se do disposto no caput deste artigo a receita bruta auferida pelos produtores, importadores ou distribuidores com a venda de álcool, inclusive para fins carburantes, à qual se aplicam as alíquotas previstas no caput e no § 4º do art. 5º da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998. [...] Art. 3 o Do valor apurado na forma do art. 2 o a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: I - bens adquiridos para revenda, exceto em relação às mercadorias e aos produtos referidos: a) no inciso III do § 3 o do art. 1 o desta Lei; e b) nos §§ 1 o e 1 o -A do art. 2 o desta Lei; II - bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustíveis e lubrificantes, exceto em relação ao pagamento de que trata o art. 2 o da Lei n o 10.485, de 3 de julho de 2002, devido pelo fabricante ou importador, ao concessionário, pela intermediação ou entrega dos veículos classificados nas posições 87.03 e 87.04 da Tipi; [...] IX - armazenagem de mercadoria e frete na operação de venda, nos casos dos incisos I e II, quando o ônus for suportado pelo vendedor. [...] § 2 o Não dará direito a crédito o valor: I - de mão-de-obra paga a pessoa física; e II - da aquisição de bens ou serviços não sujeitos ao pagamento da contribuição, inclusive no caso de isenção, esse último quando revendidos ou utilizados como insumo em produtos ou serviços sujeitos à alíquota 0 (zero), isentos ou não alcançados pela contribuição. § 3 o O direito ao crédito aplica-se, exclusivamente, em relação: I - aos bens e serviços adquiridos de pessoa jurídica domiciliada no País; II - aos custos e despesas incorridos, pagos ou creditados a pessoa jurídica domiciliada no País; III - aos bens e serviços adquiridos e aos custos e despesas incorridos a partir do mês em que se iniciar a aplicação do disposto nesta Lei. Fl. 7286DF CARF MF Original http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9718.htm#art4i http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9718.htm#art4iii http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9718.htm#art5%C2%A74 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9718.htm#art5%C2%A74 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/L10485.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/L10485.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2002/D4542.htm#tabela Fl. 6 do Acórdão n.º 3401-009.990 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10469.905319/2009-26 [...] A partir do que dispõe a Lei n. 10.833/03 e que já foi devidamente explicitado pelo relatório de diligência e pela DRJ em seu acórdão, não resta dúvidas de que a atividade de revenda de combustíveis realizada pela recorrente não gera direito a crédito em razão de que, apesar de ser parte da cadeia de produção e comercialização dos produtos na condição de contribuinte de PIS/COFINS, é taxada a alíquota zero por por força do inciso I do art. 42 da MP n°2.158-35, de 24/08/2001. Esta conclusão é, inclusive, reconhecida pela recorrente. Todavia, a decisão de piso entende que, se a venda em questão não gera crédito, não se poderia dar tratamento diverso às despesas de frete e armazenagem relacionadas a essa operação, independente das mesmas estarem sujeitas ao recolhimento das contribuições dentro da regra da não- cumulatividade e que tais custos tenham sido efetivamente suportados pela recorrente. A decisão é fundamentada no relatório de diligência e reproduzida no acórdão da DRJ, nos seguintes termos: “145. O inciso Ido art. 3° da Lei n°10.637/2002, mencionado no inciso IX do art. 3° da Lei n° 10.833/2003, e o inciso I do art. 3° da Lei n° 10.833/2003, tratam de bens adquiridos para revenda, com as exceções dispostas em suas alíneas "a" e "b". Fosse a intenção do legislador autorizar o crédito para toda e qualquer operação de venda de produtos ou mercadorias, bastariam terem os textos dos incisos IX redações sem as delimitações "...nos casos dos incisos I e Se redigidas como "armazenagem e frete na operação de venda, quando o ônus for suportado pelo vendedor", restariam claras as autorizações para o cálculo do crédito decorrente de qualquer operação de armazenagem de mercadoria e frete na operação de venda, se suportado pelo vendedor. 146. As inclusões nos textos das referências aos incisos I e II dos arts. 3°, contudo, indicam que os créditos não devem ser apurados em relação a toda e qualquer operação de armazenagem ou qualquer despesa com frete, mas apenas àquelas disciplinadas nos referidos incisos. E, como dito, os incisos I referem-se à aquisição de mercadorias para revenda, exceto, entre outros, os produtos referidos nos parágrafos 1° dos arts. 2° das mesmas Leis, dentre os quais se encontram os combustíveis derivados de petróleo (gasolina e suas correntes, exceto gasolina de aviação; óleo diesel e suas correntes, GLP derivado de petróleo e de gás natural). A correta interpretação da norma, portanto, indica que a empresa poderá calcular crédito decorrente de armazenagem e frete decorrente de venda, desde que não seja relativo às operações de venda de produtos, cuja Leis da não-cumulatividade vedem este tipo de creditamento. 147. Em função da grande demanda dos contribuintes distribuidores de combustíveis pelos créditos da não-cumulatividade e visando à uniformização de entendimento por parte das unidades da RFB, foi editada a Solução de Divergência Cosit n° 2, de 13 de janeiro de 2017, cuja ementa reproduzimos abaixo. Solução de Divergência n° 2 — Cosit, de 13 de janeiro de 2017 Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Em relação aos dispêndios com frete suportados pelo vendedor na operação de venda de produtos sujeitos a cobrança concentrada ou monofásica da Contribuição para o PIS/Pasep: a) é permitida a apuração de créditos da contribuição no caso de venda de produtos produzidos ou fabricados pela própria pessoa jurídica; b) é vedada a apuração de créditos da contribuição no caso de revenda de tais produtos, exceto no caso em que pessoa jurídica produtora ou fabricante desses produtos os adquire para revenda de outra pessoa jurídica importadora, produtora ou fabricante desses mesmos produtos. Fl. 7287DF CARF MF Original Fl. 7 do Acórdão n.º 3401-009.990 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10469.905319/2009-26 Em relação aos dispêndios com frete suportados pelo vendedor na operação de venda de álcool, inclusive para fins carburantes: a) é permitida a apuração de créditos da Contribuição para o PIS/Pasep no caso de venda de produto produzido ou fabricado pela própria pessoa jurídica; b) é vedada a apuração de crédito da contribuição, exceto no caso em que a pessoa jurídica produtora ou importadora do produto o adquire para revenda de outra pessoa jurídica produtora ou importadora do mesmo produto. É permitida a apuração de crédito da Contribuição para o PIS/Pasep em relação á armazenagem de mercadorias (bens disponíveis para venda): a) produzidas ou fabricadas pela própria pessoa jurídica; ou b) adquiridas para revenda, exceto em relação á armazenagem de: b.1) mercadorias em relação ás quais a contribuição tenha sido exigida anteriormente em razão de substituição tributária; b.2) produtos sujeitos anteriormente á cobrança concentrada ou monofásica da contribuição, exceto no caso em que pessoa jurídica produtora ou fabricante de tais produtos os adquire para revenda de outra pessoa jurídica importadora, produtora ou fabricante desses mesmos produtos; e b.3) álcool, inclusive para fins carburantes, exceto no caso em que a pessoa jurídica produtora ou importadora de álcool, inclusive para fins carburantes, o adquire para revenda de outra pessoa jurídica produtora ou importadora do mesmo produto. Dispositivos Legais: Lei n° 10.833, de 29 de dezembro de 2003, art. 3°, inciso IX e art. 15, inciso 11; Lei n° 11.727, de 23 de junho de 2008, art. 24; Lei n° 9.718, de 27 de novembro de 1998, art. 5°, §§ 13a 16. Reforma a Solução de Divergência Cosit n° 5, de 13 de junho de 2016, publicada no DOU de 17 de junho de 2016.” Em que pese a decisão constante da Solução de Consulta COSIT n. 2/2017, entendo que a mesma não deva prevalecer. Isto porque trata-se de mera interpretação normativa, em que o Fisco, buscou reduzir as hipóteses de crédito autorizadas pelo legislador. Entendo que a análise sistematizada da redação dos dispositivos legais sob análise da Lei n. 10.833/03, demonstra que a intenção do legislador nunca foi restringir o direito ao crédito da forma defendida pela fiscalização. Explico: a regra geral trazida para o creditamento dentro da sistemática da não- cumulatividade é indicada no § 2º do art. 3º, que exige que só poderá ter direito a crédito aquele que efetivamente recolheu as contribuições, excluindo, portanto, de seu alcance as operações não tributadas, isentas ou tributadas à alíquota zero. Por outro lado, o legislador taxativamente permite, sob a redação do inciso IX do art. 3º o creditamento de frete e armazenagem na operação de venda desde que o ônus seja suportado pelo vendedor – ou seja, que a regra do § 2º do art. 3º seja respeitada. Por fim, entendo que a menção que a redação faz aos incisos I e II não descaracteriza tal regra como faz crer a fiscalização e nem poderiam, visto se tratar de despesa que não se confunde com a revenda em si e que, como demonstrado, foi tributada. Assim, permitir que a interpretação da Lei n. 10.833/03 seja restringida sem que haja expressa direção legal, implicará em desrespeito ao princípio da não-cumulatividade, sendo este o real propósito que guiou o legislador na criação da legislação como um todo. Isto é, ainda que existam exceções para tratar de questões pontuais, deve- se preservar a regra máxima de que, tendo sido o serviço/venda tributado nos termos da legislação em questão, não se pode negar o direito ao crédito derivado. Deve-se, inclusive, salientar que este é o entendimento que prevalece na 3ª Câmara Superior de Recursos Fiscais (CSRF), conforme se observa pelos diversos precedentes abaixo colacionados: Fl. 7288DF CARF MF Original Fl. 8 do Acórdão n.º 3401-009.990 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10469.905319/2009-26 Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/07/2004 a 30/09/2008 PIS/PASEP. AQUISIÇÃO E REVENDA. ALÍQUOTA ZERO. INCIDÊNCIA CONCENTRADA. CRÉDITO SOBRE ARMAZENAGEM E FRETES NA VENDA. POSSIBILIDADE. As revendas, por distribuidoras, de produtos sujeitos à tributação concentrada, ainda que as receitas sejam tributadas à alíquota zero, possibilitam desconto de créditos relativos a despesas com armazenagem e frete nas operações de venda, conforme artigo 3º, IX da Lei nºs 10.637/2002 e 10.833/03. (CSRF. Acórdão n. 9303-007.500 no Processo n. 10480.725292/2011-56. Rel. Cons. Tatiana Migiyama. 3ª Turma. Dj 17/10/2018) Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 31/01/2008 a 31/12/2010 PIS. INCIDÊNCIA NÃO CUMULATIVA. REVENDA DE PRODUTOS COM INCIDÊNCIA MONOFÁSICA. DESCONTO DE CRÉDITOS SOBRE DESPESAS COM FRETES NA OPERAÇÃO DE VENDA. POSSIBILIDADE. As mercadorias sujeitas ao regime monofásico de incidência das contribuições ao PIS/Pasep e à COFINS (produtos farmacêuticos, de perfumaria, de toucador e de higiene pessoal) sujeitas ao regime não cumulativo de apuração das citadas contribuições, tem o direito de descontar créditos relativos às despesas com frete nas operações de venda, quando por ele suportadas na condição de vendedor, nos termos do art. 3°, IX, das Leis n°s. 10.637/2002 e 10.833/2003. Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 31/01/2008 a 31/12/2010 COFINS. INCIDÊNCIA NÃO CUMULATIVA. REVENDA DE PRODUTOS COM INCIDÊNCIA MONOFÁSICA. DESCONTO DE CRÉDITOS SOBRE DESPESAS COM FRETES NA OPERAÇÃO DE VENDA. POSSIBILIDADE. As mercadorias sujeitas ao regime monofásico de incidência das contribuições ao PIS/Pasep e à COFINS (produtos farmacêuticos, de perfumaria, de toucador e de higiene pessoal) sujeitas ao regime não cumulativo de apuração das citadas contribuições, tem o direito de descontar créditos relativos às despesas com frete nas operações de venda, quando por ele suportadas na condição de vendedor, nos termos do art. 3°, IX, das Leis n°s. 10.637/2002 e 10.833/2003. (CSRF. Acórdão n. 9303-006.219 no Processo n. 16682.720005/2013-93. Rel. Cons. Erika Autran. 3ª Turma. Dj 15/09/2016) Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/04/2008 a 30/06/2008 COFINS NÃO-CUMULATIVA. REVENDA DE PRODUTOS SUJEITAS AO REGIME DE TRIBUTAÇÃO CONCENTRADA ("MONOFÁSICA"). DIREITO A CRÉDITO SOBRE GASTOS INCORRIDOS COM FRETE NA REVENDA. As revendas, distribuidoras e atacadistas de produtos sujeitas a tributação concentrada pelo regime não-cumulativo, ainda que, as receitas sejam tributadas à alíquota zero, podem descontar créditos relativos ás despesas com frete nas operações de venda, quando por elas suportadas na condição de vendedor, conforme dispõe o art. 3, IX das Leis n°s 10.637/2002 para o PIS/Pasep e 10.833/2003 para a COFINS. (CSRF. Acórdão n. 9303-004.310 no Processo n. 10882.720555/2010-27. Rel. Cons. Demes Brito. 3ª Turma. Dj 15/09/2016) Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/07/2004 a 30/09/2008 COFINS. INCIDÊNCIA NÃO CUMULATIVA. REVENDA DE PRODUTOS COM INCIDÊNCIA MONOFÁSICA. DESCONTO DE CRÉDITOS SOBRE DESPESAS COM ARMAZENAGEM E FRETES NA OPERAÇÃO DE VENDA. Também para as mercadorias sujeitas ao regime monofásico de incidência da COFINS não cumulativa, Fl. 7289DF CARF MF Original Fl. 9 do Acórdão n.º 3401-009.990 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10469.905319/2009-26 há o direito de descontar créditos relativos às despesas com armazenagem e frete nas operações de venda, quando por ele suportadas na condição de vendedor, nos termos do art. 3°, IX, da Lei n°. 10.833/2003. (CSRF. Acórdão n. 9303-006.219 no Processo n. 10480.725293/2011-09. Rel. Cons. Vanessa Cecconello. 3ª Turma. Dj 24/01/2018) Dito isso, e considerando que na ampla e meticulosa diligência não se verificou qualquer discrepância em termos de valor, restringindo a fiscalização a contestar apenas o direito da recorrente ao crédito, entendo que as glosas sobre frete e armazenagem nas operações de venda da recorrente devem ser revertidas. Nestes termos, voto por conhecer o recurso voluntário e, no mérito, dar-lhe provimento para homologar os créditos sobre frete e armazenagem nas operações de venda da recorrente. Foi como votou a relatora. (documento assinado digitalmente) Carolina Machado Freire Martins – (voto de Fernanda Vieira Kotzias) Voto Vencedor Conselheiro Gustavo Garcia Dias dos Santos – Redator Designado Em que pese o como de costume bem fundado voto da Ilustre Conselheira Fernanda Vieira Kotzias, ouso divergir de seu posicionamento quanto à possibilidade de apuração de créditos do Pis e da Cofins calculados em relação aos fretes na operação de venda, pois que, no caso específico dos autos, está a se tratar de venda de gasolina e óleo diesel, para o que a legislação das contribuições dispensa particular tratamento. É que a possibilidade de tomada de créditos de Cofins sobre fretes nas operações de vendas tem previsão no inciso IX do artigo 3º da Lei nº 10.833, de 2003, extensível ao Pis por força do art. 15 do mesmo diploma, em cuja redação há reserva expressa para que mencionado permissivo seja restrito às hipóteses previstas nos incisos I e II do mesmo dispositivo, dentre os quais, como veremos, não se encontram os produtos vendidos submetidos à tributação monofásica. Art. 3o Do valor apurado na forma do art. 2o a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: (...) IX - armazenagem de mercadoria e frete na operação de venda, nos casos dos incisos I e II, quando o ônus for suportado pelo vendedor. A esse respeito, na dicção da parte final do inciso I do art. 3º da Lei nº 10.833, de 2003, é possível o desconto de créditos calculados sobre os bens adquiridos para revenda, exceto em relação às mercadorias e aos produtos referidos nos §§ 1º e 1º-A do art. 2º da lei, que Fl. 7290DF CARF MF Original Fl. 10 do Acórdão n.º 3401-009.990 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10469.905319/2009-26 comporta diversas hipóteses de mercadorias sujeitas à incidência monofásica, dentre as quais figuram a gasolina e o óleo disel. Veja-se: Art. 2o (...) § 1o Excetua-se do disposto no caput deste artigo a receita bruta auferida pelos produtores ou importadores, que devem aplicar as alíquotas previstas: (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) I - nos incisos I a III do art. 4o da Lei no 9.718, de 27 de novembro de 1998, e alterações posteriores, no caso de venda de gasolinas e suas correntes, exceto gasolina de aviação, óleo diesel e suas correntes e gás liquefeito de petróleo - GLP derivado de petróleo e de gás natural; (Redação dada pela Lei nº 10.925, de 2004) (...) X - no art. 23 da Lei no 10.865, de 30 de abril de 2004, no caso de venda de gasolinas e suas correntes, exceto gasolina de aviação, óleo diesel e suas correntes, querosene de aviação, gás liquefeito de petróleo - GLP derivado de petróleo e de gás natural. (Incluído pela Lei nº 10.925, de 2004). (...) Art. 3o Do valor apurado na forma do art. 2o a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: I - bens adquiridos para revenda, exceto em relação às mercadorias e aos produtos referidos: (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) (...) b) nos §§ 1o e 1o-A do art. 2o desta Lei; Note-se, portanto, que o legislador exclui a possibilidade de apuração de créditos em relação às despesas de frete na operação de venda de gasolina e óleo diesel, haja vista que o inciso IX do artigo 3° da Lei n° 10.833/2003 expressamente limitou tal prerrogativa aos bens citados no inciso I deste artigo, no qual não se encontram tais produtos, por força de expressa exclusão legal. Com efeito, as palavras na lei devem ser compreendidas como tendo alguma eficácia, não se devendo presumir que existam no texto legal vocábulos inúteis. Não por outra razão é que vejo como uma restrição e não uma imperfeição legislativa a expressa remissão aos incisos I e II do artigo 3º contida no inciso IX do mesmo dispositivo, pois que, não fosse o caso, a locução teria seu propósito plenamente esvaziado. Nessa hipótese, bastaria que o texto legal fizesse referência às despesas de frete nas operações de venda suportadas pelo vendedor, sem qualquer remissão, o que resultaria na hipotética redação: “armazenagem de mercadoria e frete na operação de venda, quando o ônus for suportado pelo vendedor”. Até porque em qualquer dos casos dos incisos I e II o propósito econômico é o sempre o mesmo – vender, mercadorias ou serviços. Esse entendimento não é pacífico na Câmara Superior deste Conselho, mas recentemente vem prevalecendo, conforme externado nas seguintes oportunidades, ambas por voto de qualidade: Fl. 7291DF CARF MF Original Fl. 11 do Acórdão n.º 3401-009.990 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10469.905319/2009-26 Acórdão nº 9303-007.767, de 11/12/2018, Rel. Rodrigo da Costa Possas Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/01/2010 a 31/12/2011 REVENDA DE PRODUTO SUBMETIDO AO REGIME DE TRIBUTAÇÃO CONCENTRADA (MONOFÁSICA). DIREITO AO CRÉDITO SOBRE FRETE NA OPERAÇÃO DE VENDA. INEXISTÊNCIA. Na apuração da contribuição não cumulativa não existe a possibilidade de desconto de créditos calculados sobre as despesas com frete na operação de venda de produtos farmacêuticos, de perfumaria, de toucador ou de higiene pessoal, sujeitos à tributação concentrada (monofásica), pois o inciso IX (que daria este direito) do art. 3º da Lei nº 10.833/2003 remete ao inciso I, que os excepciona, ao, por sua vez, remeter ao § 1º do art. 2º (Inteligência da Solução de Consulta Cosit nº 99.079/2017). Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/01/2010 a 31/12/2011 REVENDA DE PRODUTO SUBMETIDO AO REGIME DE TRIBUTAÇÃO CONCENTRADA (MONOFÁSICA). DIREITO AO CRÉDITO SOBRE FRETE NA OPERAÇÃO DE VENDA. INEXISTÊNCIA. Na apuração da contribuição não cumulativa não existe a possibilidade de desconto de créditos calculados sobre as despesas com frete na operação de venda de produtos farmacêuticos, de perfumaria, de toucador ou de higiene pessoal, sujeitos à tributação concentrada (monofásica), pois o inciso IX (que daria este direito) do art. 3º da Lei nº 10.833/2003 (dispositivo válido também para a contribuição para o PIS/Pasep, conforme art. 15, II, da mesma lei) remete ao inciso I (no caso, do art. 3º da Lei nº 10.637/2002), que os excepciona, ao, por sua vez, remeter ao § 1º do art. 2º (Inteligência da Solução de Consulta Cosit nº 99.079/2017). Acórdão nº 9303-009.444, de 18/09/2019, Rel. Vanessa Marini Cecconello Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/07/2006 a 30/09/2006 PIS. INCIDÊNCIA NÃO CUMULATIVA. REVENDA DE PRODUTOS COM INCIDÊNCIA MONOFÁSICA. DESCONTO DE CRÉDITOS SOBRE DESPESAS COM FRETES NA OPERAÇÃO DE VENDA. IMPOSSIBILIDADE. Não há previsão legal para apurar créditos relativos às despesas com frete e armazenagem na operação de venda, nas revendas de mercadorias sujeitas ao regime monofásico de incidência das contribuições ao PIS/Pasep e à COFINS (derivados do petróleo) sujeitas ao regime não cumulativo de apuração das citadas contribuições. Por todo o acima exposto, nego provimento ao recurso no que se refere aos créditos apurados sobre os fretes nas operações de venda de gasolina e óleo diesel. É o voto. (documento assinado digitalmente) Gustavo Garcia Dias dos Santos Fl. 7292DF CARF MF Original
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Numero do processo: 10120.007308/2003-24
Data da sessão: Tue Jul 28 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Jul 28 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2000
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - RECURSO INTEMPESTIVO - Não se
conhece de recurso voluntário apresentado após o prazo estabelecido na legislação de regência.
Recurso não conhecido.
Numero da decisão: 2801-000.172
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Turma Especial da Segunda Seção de
Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso, por intempestivo, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
Nome do relator: AMARYLLES RELNALDI E HENRIQUES RESENDE
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Recurso não conhecido. • ACORDAM os Membros da Primeira Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso, por intempestivo, nos termos do voto da Relatora. AMARYLLES REI Alr7"--Dri—FIENRIQUES RESENDE Presidente e Relatora FORMALIZADO EM: 21 AGO 2009 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros José Raimundo Tosta Santos (suplente convocado), Marcelo Magalhães Peixoto, Margareth Valentini (suplente convocada), Sandro Machado dos Reis e Júlio Cezar da Fonseca Furtado. Processo n° 10120.007308/2003-24 S2-TE01 Acórdão n.° 2801-00.172 Fl. 559 • Relatório AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração de fls. 445 a 450, referente a Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2000, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de R$ 996,00, acrescido de multa de oficio e juros de mora. A autuação foi assim resumida no relatório do acórdão de primeira instância (fls. 498): "O lançamento, consubstanciado em Auto de Infração, originou- • se na constatação de omissão de rendimentos derivados de atividades ou transações ilícitas ou percebidos com infração à lei, apurada através de processo administrativo disciplinar da Fundação Nacional do Indio, do qual resultou demissão do contribuinte." IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o contribuinte, representado por defensor público, apresentou a impugnação (fls. 456 a 458), acatada como tempestiva. Alegou, consoante relatório do acórdão de primeira instância (fls. 498): "(..) nega que o contribuinte tenha auferido os rendimentos tributados e que sua culpa ainda não foi confirmada em sentença judicial transitada em julgado, não havendo certeza quanto à ocorrência do fato gerador, não sendo possível a cobrança de imposto em situações incertas, sem que haja coisa julgada confirmado a ocorrência do fato gerador." ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A 3a Turma da DRJ-Brasília/DF, conforme acórdão de fls. 497 a 500, após a solicitação de diligência para que a defesa demonstrasse que havia processo judicial questionando que o contribuinte tivesse auferido os rendimentos considerados como omitidos, julgou procedente o lançamento. Os fundamentos da decisão de primeira instância estão consubstanciados na seguinte ementa: "ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2000 ATIVIDADE ILÍCITA. São tributáveis os rendimentos derivados de atividades ou transações ilícitas ou percebidos com infração à lei, independentemente das sanções que couberem. 2 Processo n° 10120.007308/2003-24 S2-TE01 Acórdão n.° 2801-00.172 A. 560 Lançamento Procedente" RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado da decisão de primeira instância em 20/06/2007 (fls. 506), o contribuinte, por intermédio de representante (procuração às fls. 554), apresentou, em 1°/10/2007, o Recurso de fls. 519 e 520, argumentando, em síntese, que o fato gerador do imposto de renda não restou comprovado. Pondera que o interessado foi absolvido no processo criminal n°2000.35.0.019242-7, sob o argumento de que: " Assim sendo, e analisando o contexto probatório, não há, efetivamente como concluir que o Apelante desviou a verba empenhada para o plantio e colheita de coco de babaçu na Reserva Indígena. O que existe, com amparo nos depoimentos prestados, é que, de fato, repita-se, todo o serviço contratado foi feito e devidamente remunerado.' (extraído da decisão fls. 22 e fls. 338 dos autos de apelação criminal n" 2000.35.00.019242- 7/GO — GRIFO NOSSO)" Assevera que este foi entendimento mantido em 2' instância, o qual gera efeitos na esfera cível. Instruindo o recurso foram juntadas cópias de documentos referentes à apelação criminal (fls. 522 a 551). O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até as fls. 557, que também trata do envio dos autos ao então Primeiro Conselho de Contribuintes. É o Relatório. Voto Conselheira AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE, Relatora Inicialmente, cabe examinar a tempestividade do recurso interposto. O Decreto n°70.235, de 6 de março de 1972, assim estabelece: "Art. 5" Os prazos serão contínuos, excluindo-se na sua contagem o dia do início e incluindo-se o do vencimento. Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato. (.) Art. 23. Far-se-á a intimação: 3 Processo n° 10120.007308/2003-24 S2-TE01 Acórdão n.° 2801-00.172 Fl. 561 I - pessoal, pelo autor do procedimento ou por agente do órgão preparador, na repartição ou fora dela, provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou preposio, ou, no caso de recusa, com declaração escrita de quem o intimar; (Redação dada pela Lei n°9.532, de 1997) II - por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicilio tributário eleito pelo sujeito passivo; (Redação dada pela Lei n°9.532, de 1997) §2° Considera-se feita a intimação: I - na data da ciência do intimado ou da declaração de quem fizer a intimação, se pessoal; II - no caso do inciso II do caput deste artigo, na data do recebimento ou, se omitida, quinze dias após a data da expedição da intimação; (Redação dada pela Lei n° 9.532, de 1997) (.) Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão." No caso, a ciência da decisão de primeira instância, consoante AR de fls. 506, se deu em 20/06/2007, quarta-feira. Assim, o contribuinte poderia apresentar o recurso até 20/07/2007, sexta-feira, entretanto só o fez em 1°/10/2007, consoante carimbo aposto pela repartição de recepção do documento de fls. 519 e 520. Registre-se que, inclusive a repartição preparadora, às fls. 557, já noticiava a intempestividade do recurso de fls. 519 e 520. Diante do exposto, voto por NÃO CONHECER do recurso, por intempestivo. Sala das Sessões, em 28 de julho de 2009 /3---- AMARYLLES REINALD1 E FIENRIQUES RESENDE 4 Page 1 _0043200.PDF Page 1 _0043300.PDF Page 1 _0043400.PDF Page 1
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Numero do processo: 13706.000822/90-70
Turma: Oitava Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon Oct 18 00:00:00 UTC 1993
Data da publicação: Mon Oct 18 00:00:00 UTC 1993
Ementa: OMISSÃO DE RECEITA - A falta de mercadorias no estoque indica vendas sem emissão de nota fiscal, se a empresa não comprovar destino diverso, sem repercussão no resultado do exercício.
MULTA DE LANÇAMENTO DE OFICIO. A multa de lançamento de oficio não tem lugar na espécie porque a responsabilidade da incorporadora, nos precisos termos do artigo 131 do CTN, cinge-se apenas ao tributo, não de podendo dar interpretação ao dispositivo para alcançar penalidade, face ao disposto no artigo 121, parágrafo único, do mesmo código.
Numero da decisão: 108-00.528
Decisão: ACORDAM os Membros da Oitava Câmara do primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, Dar provimento parcial ao recurso, para excluir da exigência da multa de oficio em relação ao período anterior à incorporação, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Adelmo Martins Silva e Paulo Irvin de Carvalho Vianna, que davam provimento integral ao recurso.
Nome do relator: RENATA GONÇALVES PANTOJA
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(~l 'f{":'(l t.,":\ clf::'~ mC::!I"e(':'tclc)I":i.{':'t~:j. no (~.~~:~toqU(':'~:i.nd:i.c::i.a v(.:.)nda.~:j ~:;(,:.)mE'I~i:i.s~:>~:toelE' n(]t{.:"{ 'f:i.sc.{:',l:, ~:;(.:~ {':'J. f::.~mpl,.(.:..~:;{:tn~~~ocompr."ova,r.'" " d(.::.~;t.:i.nD d:i,V(':')I"'~:>C):, S(':'HI"l I"(':~P('~I'"CU i:j.S~~y'C)no 1"f;')SU]. t{"{lc!O d (:) (.:.)X E'I" e::1. c: :i. (] .• I~ULTA DE LAI'IÇAt'IEHTO DE OFICIO" p, muI ta d,,, 1{;\fi '!j:{:'(fIIf)n to ele: o'1::f. c:i.C) n~~{o tf..)m l1.1q.{:"ll" nc:\ f:)$p6c:i.f::~' p()r'(~lle a respc)n1iaIJj,l:i.dade da irl(:C)rporadc)ra, fl01; pl"'ec:isos telrnl01! clc) ar't:igc) 131 elo Cl'N, c:irlge--se .i:'!.p(,:~'nas <:'~O tl":i,bu'l:.Oll n~~~c) ~:;(,;,~ podf..~ndo d<';'lt', inter'preta;âo ac) d:i1:iposi'tivc) para all:an~:ar' pr.,:,~n<:.•.l:i,d<':,d(,~-;.!. 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FRClCUI';:i',j)OI'I DA FA ZI,J,Il)A l'Ic',C I O~IAI... , P<:\1" t :i. c :i. pa r'am:, i:\ :i.n(:I<:\!1 d D PV'f:.l~:;(.:.,nt(.~ .:i u 19<':"ttn(.:.~ntD II O'E; ~5(':~\9l.t:i. n t(.~s CDn Si-(.:.~].h(~~:i..... ,n)<;;:: ;:(OBI':: Ci',I'II...DB Pi',SBUEI...I...D" l'I'''Fl:W ,JUI'IClUEJ I:IA FI:IAI'ICD ,JUHJOI:I" BAI',IDI:IA I'IAI"::I:A DI,"B I'IUI'II:::B (.:., I...UIZ AI...BERTO Ci',Vi', 1~i',CEJFIA" í2?~ f"1:;:I~IEIFm COI-IEEL.HO DE CCll-rn~IBUII-ITEB F'rccesso nr~ :l3706/00()~E~22/90'.70 ACIJI:ml'fO I-I.. 1OB....OO .. ~'.;~:~B Recurso nr..101..310 R E L.A T O R I O 27,,840"214/0001 ..~2, na gualr(ja de) IJraZO reglAlafilsntar, y"eCOFre a 91ste Cc)ns;elho (jC) ato do titular da DRI~ cio Rio de Jarleiro, qlA8 marl.teve parcialmente o lan~amen.t(:)de CJficj,Oh O Auto de Infra~.odatada d. OB..05..90 ref.re-s. ao j,mpostc) de rSllda pems(Ja juridic:a~ rlC)S exerc::ic:iosde 1986, 1987, 19E~8 e di;':! c ,:\I" a c t (.:.,! I" :i. :r.a d (:t E"I:;P(,:,:'c:i.'f:i.ca~i:iUo (.:,! c:ompl"c)v(';'t~:J:rD com doc:umc':-ntot;; h(f\bf::,i~!; <:1,':\ ol":i.(~t(':':'m do eo\prés~ti(no., flefO tampouc(;), ele) dep(~1iito barlcário no arlo-.base ele :L985, no montante d. Cr$ 30..000,000, 4 ti B:I.;:~.•~:;IO()~I00 !: (:ompr()va(:lamente clemorlst~aclc)s, serlclo, rl()arlc)-'ba~~ede 1985 a pav(:ela de (:Ir~;21h495n821, e rlC) ano.-.lla!Se de 1986 de (:z$ ].n419"826,00; I" (.:.;0 c:(.:.~:i.t .i:' , c:a)" l':"!. t: t(.:.~1" :i. Z .i:"!. d.iit niXo PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo nr ..j.37()6/00()"E~22/90"-70 ACOmmO ~I" :I.OB....O()" ~',;.:~B pI'":i.nc::i.pal s:i.do (]~5 m(.:~~:;mC)$(.:.~~:j.<::I":i.tuv'~':'~dC)~:;.•.• ,,) n.f:'lo tr:'tn ~:;:i.9n:i.'f:i.caclD, j/:\ tou d(.:~cl<':\I"(':\~i:"7:(Od(.:.~I""(::.:'n<:l:i.m(.:.~ntc)~:; pal"~':\ C)~i:. f::'X(':-:OI"C:t.C:i.Df:; de.;.;' :l.9BB e :l.9B9, com base no luc~o p~esumido e. nessa ci~- C:c')n tc':r., .... con h(~.~c:i..... COl1téudo ela CC)rlta bancária nF" 500.-0E~9656 e al'}()1s-!:)a1Se de 19~35e 1987, re1:;pec::tivaOlente, e, nCl de.. mC)n1:;tl,.(":"tt:i.vo de.?! (:'~pul"(:\~::rC) de:\ ba1::.E' tr':i.buté(VH~l (-f11:;" :J.O) por'te-?! 01:; d(':'~PÓE:i.t01:; bancár':i.o1::. f:~'ff!..tU(':\dof:"> pE.~li:t Ct":i.~:;t({(llo (ql'"t(~.~ (.:~mCr':i.1:;t,c':l.1 I...td.::\ .. ~. (.:\té ~:~'7..0:':) ..B'7, d(':lt(.:\ d(.:~ ~::.U.::'l in C(:) 1""" tl"(.:.:-m" . Do mél":i. to t!J~ PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES P1~'DC(':'~~:>i:>c)n I".. :I.:":)'706/0()()" B~':~2/90"")'0 ACOI:ml'fO ~I. :I.OB ....OO" ~'.;:~f.l <:) ('!'ITIpv'é~::. t:i. m(;) bEln cl\ I'":i. o ~l n C) v(;"ll DI" d (.:.:-Cl"~; :':')()" O()O!I OO!t c1(~.:. i:t(.:~t(':'~inbl"Od(.:.~:I.'-?B!:\!, 'fo:i. p(';\q~":I.:l.,,B6!, ~;\trúvém. <:/(.;.:. nOVDii; (~-:ompl"é~::.t :i.mc)s \':'~ii~C::I.(:"ll"<-::'C(.:.~u qU(.:'~ 11 (':';'(1)bOI"(":l n (':\ é poc:a dü 'f :i. sc<:\:I.:i.Z (':'l~:t:rD n~'~lo 8!i'tivessem em SSl.l poder O~; ex'tratc)s ban(:árieos~ os me!s-- -- (~llanto a() val.or (:!e Cz$ 4"E~j.2,,50(),OO (J ffi8snlO fica c(Jm.... py'ovad(:) através ele em~)ré!;.timc)s; e1:etLladoji e c)v"a com~)r'o- v (:\c1os ;: Ol'":i,undo!:> dc':'!.!:; v(.;-:-nd.::\!::.com C(':\I .•..t;.i{() df:.:' cl'.éd :i. tc)~:;;; ::; ..." . P 1"'<:)C(':'~~::.m(:) n 1"'•• ACOmmO ~I.. O~_ •. DE CONTRIBUINTES 13706/000 ..822/90-70 1on ....oo ..~',;:~8 m(;)fltan.te (je Cz~; Iin~p(Jlrt~f}c:iado.tee:ta ... •,' (:) (n(:)fltaI1.te ele Cz1~ ln951.,7~~~2~9E~,apl.tra(j(:) ~)ela f:ls~c:ali-- I 'f (.:.~:i. t ~.:'tS J_..cle~~.ta(:ap ainda~ C) e,~~clare(:ielc) l'la ~)I"'el;lmirlar, C)U seJa, IqU(':' optou p(.:~lD trC:;.~q:í.mE'd(.:.~ tl":i.but",:'t~;:~:;'í.opf:~lc) l.ucr'o PI'.E.sum:i . (....,.. ,..(.),.. 'l'," '.'V ..~..J,, ,do~! (.:.:.que)! ~ylmp~.:.tl'.ad~.:"~p~.:.~lo(.:',l,.t" ~:)91.~do 1:<II:~~!.: I ... I . ~., (;< ••}' ••~' ..., ~':\ t:£ tul0 d<-:.;.E.~:i.cl~.:.tl'.(.:.:,c:i.m(.:::nt()!!.r:\n(.:.~xaX[~I"OX di:\ 'f:~U';"i~d(.:.:.c1 El'.' ~aiâo de rendimentos, na qual é comprovada a ~enda ~e (:2$ 4,,49~3 ..685),()O, c(lllrind() sc)bremarleira a imp(lr.t~l'lc::la d(.:.~t(.?!ctad<':'t .. c1(~::t(.:~ctc)l.l~':\.f:i.sc:aliz~.:\~~.;'lC)d(.:.~pds:i.tc)s; (':'~C:1"éd:i.tO~i; no mon.... . Itarlte (je Cz1; :L72"717 ..738q5(). OC()lrre C/t.te C) nlontante 01e-" t.. . ..,. t .. ... ....1. '1" ., ,.".. ,...". '1" C. 'I" '16". l:j"'.'.' .I....','! 67 1. 1 •.... .1.Vd"" ".U "'I.".'" "". (.) (.,..:vc , .I.<\ ."'.".' c. ' ..: "',., ....•. ,,, . ,." ,.,. "., I'" . depósitos, e C,$ 4,,193..n82,80 de créditos, que tot.~i- "',\,,,,,.,o montantf" df" Cd; :1.6f'l•.O;.:~Ó>..O:l.7"f.I/'" f.""t<,\ndo:i.nCIl.l/":' d D~:; D~:~v<':\:I. o I"(.:~~:~p II"Ov(.:.~n:i. (.,;:.ntc.:.s d (.:~} 1"(0 P(.:~t:i. I,:~~(;)~,:Ia (':\P J. :i. CEt ~:(:y(,:::s 'f:iflanc:eiras (je C:tlv.te) praz(:~, qtA8 S~C) le0acla!s a (::rédit!J~; I(.:.;.~':\déb:i.tos d.r:'t :i. mpl.tqn(':'~nt(.:,~~.qU(~~~\." ~:t(;) ~:;(':':'I"(o'::'m compu t.ados pE..... I10 'f;:i.~:~call:'~UtUl:\n t(~'~!l :i.n(i\dv(~.~1"'.t:i.dam(.:.~nte.:::~1 consid(':\'I"(]U como F:';i.n~':'!.l;i.zl:'l ~ij.ol:i.c::i.t~:\ndD.a "';mpu9n<':'t~i:~~{D e(~t.livc)(-:os àpC)f)taclo~; f)as ~)rel:lfn:i.f)al"'e1i do ?,uto d(.:.:. :J:n'f:t"(':\(;:(~rD C~ "'~'~c'I,~~~x,)(')c.~~,~.I,..~.. 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E'l'i'l p 1"'('~:'1:i.t :i, mD!i~ F::' n E'fI'! .;';'( F\:(,:,,: CD l"j"{,:-:.n tc-:,) .;':\p r'E'':!:~,':'!I"r t,OU. ~I CI'~I"::O])U!" DE DUTF:,O,," DF:'EI:;:I',ÇUI',:!:O" fo/~ I 1\,I.l-II;;.,/.,."..! t,l.r'd:: ....., ..J ,)1::: C(JI\ITi:~JF:U:r!'-iTEB F:'I"oc:es!!~c) r~l". 137()6/00().,822/9()-"70 (~'IC(:)F;~Dí:~(]1\1" 1on ....oo" ~;.:,2B no l:::rn qu(.:.:' ~!~(.:.:. 1"(.:.:,'f(O:':'I"'(.:.:, .:'\ inDV :i. fn(.:."!l"'Jt~.:.\i;:~;:rO cf (.:"l c:on ta b~':.lnc:~1r.v.i a n 1"'." ~:.:IB()"089é ~:.:lf.:, cio B.i:'\', co I'.L-,\c:i.onal 3/(,,, h,". <:10:-:,.rElto" qUI':':' "".:.:' o:'xclu:i.l" d", tV':i.i:>ut"q;:Xo C) rnont",nto I de, C 1.': ~l; :.:1" ~:5qO".q1:1. !' ~::'~~::r!l po I"C]Ul:ln to t I""~':'tt,;"lm ....s(.:.:.!, (.:.!f(.:.:. t:i. v.::"l(n(.)n t.(~.:'!, d (."::. !"::~'mpl".~.~\!!;.t:i. 'IOS b~':\nc:lll"" :i.D~:~!\ c: V'f::'c/ ;i. t~':'r.dos n Et c::i. t~':'tcl<'01 CDn t<.:.\ r::-:' q uc-:'~, PC)1"t,':.tl"l tO:r n ~YD I'.(~.:'p I"'f:'~:;t:::'n '.Et .... !:;(.:.:' I'" r.'...::.(11 a18ga~ôe!!; (:Ie C!ll8 (:)S;~VAl(:)I'.8~1(jel:)C)~~i.tado!5re.fel'.e(ll ....~;e a ver~e:I0!!;e:C)fnC:~I"_. tffe~; de e:l~é(:I:i.tc) e Qt.t8 a f"ee::e:i.ta brl,tta (:le(:J.al""aclaSlt~)ej~a O!5 mC)"l'tal'l.le~!~ d (.:,PO!:>:i. t~':\d(j~!;!I C:~':\ l'.(.:~'ce.:.:'Cl'J d (.:.! 'fun d .::"t:TI1"::,\ n t.::'r. r;;:~~'í.o:, PC)1 S C) con t i~:i, bC\ :i. n t(.:.:, 1""1~.~(O t 111' {.:.t:.i: ~':'tO~:~ ,';'tU t.C)~:; qU,.:~ :I,q t.~I:':.:-I'" I"::':'], (';.:'fne':':'1""1to Ci:'t P.:.:.I.? d (~.~P j'"O\.J.:;'t I" qUc:"! O~;; cI c':.:.pó !!:. :i. tD~:; (.:.:-'fc.:.:' t.Ul:\C Cr !:~ se 1'8'fel"iA(I~ a (:l"'éciitos fl(:ll" vel'lCIA!:; a.tl~avés; ele car.tôes <1e (::Y.é(:/it(:)!!le IJ1e- .. Sl.l:Ltavarf~ (:Ie Vel'l(ja~s l"ea:l.j.zada!s ~ a{f~IJal~ada!s 1)(:)1""'dC)(:l.lnlell't(:)/'lát)il" A~:~~;:.(ll~ d,",' eL"I; DUl:\nto {':"tD ,':i.no ....b'-:.t !!:.c:' cl (.:,:, :I. !,;;'na!1 (.:,x (.:':'1" c:r. c: :i, D 1 O:?B(? ~\ P 1'"'(""1C'(::,çf (0"••• \ t ' ..J~::(::, ••• , .• ' .• \ ••.•..•• ':" ,. .1.. •• ,." ~'"'' ••.. '1' .. '", " •... -1-.. .:{ .... : .. ':1 ~.•••".. ::. , ...• '~' ••::'''""v.!.,,'' ....I! [,"'1,.<",-, Ü,I 1." i.<...: <...1... "d,,,. C""'r .. ,,'. \. <OI1.r<"<.1 .1."" "I'" C)~:; c f'.' é. c! :1.tD~:; Ol'.:i. un d O~:~ d c.:.:- ~.:.{ p.'I. :i. C:l:'~f;:Ô'c:'!;;. "1:1.n (':'tnc (0;.:, :1.I" ,:'{~: (.:_ ten1r)es'tivanlerl.te, atl'Avé!; (1(:)f"eC:l~I~~~C)(:10fl~l. 484 a 493, l')() clLla:L l~ei.t~I"a ,':'t ~!; p 1"'(;,:,]' :1.m:i.n EI. V'(':~'~!ld (.:, CC':':'I" C(."::'.:':'I.mc:1""i to d D cI :i. 1"".(,: :i. to d c: cI i,:,:,'f:(.:,!!:;<':'~ ~I d c' (.:.:,1'"'1"0rn.:":t t(.:.:, f"':i. ;':'t1 fi?~ F'RIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES F'I~C)(:e~;sonr. 137()6/000,,822/90' ..7() (.~'ICnF;~DtH)l',i" :I. OB....OO" ~;.:,~':.~B d(.:.:,E'X cJu:1.clo .tarnt)éfn~ !'"el')(:)Va0!~; l/'.a-. /..:l:Yc:'~::. dI':':' d ~:.:,'f[.:.~;;..;';'~(.:.:'xPO!::.t,";\ s rOl~';\ :i. fnpUI,:,ti"I i:\ ~;:;.:to:, .:":I.l"<;.!ume.:.:.n t,":"tnd o:' ad:i. c :1.Ctn {';\:I. fnr.:'f'l' ~.(.:.:,'I ar)(:)....ba~~e de :l.9E~E~:,(:jl.l8~~()l~Ve l,lOl81'"rO {!la'te{náti (::0!! l~ma Je~ I. ('.1 ,.•....' fll.'.'.".1',c E' I.i (.:.:,r :1. ,':'1, !::' (.:, 1'- (.:.~ cl (.:.:,nu],:i. cf ~:'r.de:' " F'lrc)(:es;so flF" 13706/0()()"E~22/9()""70 tIC(JF~DPín 1"1" :I. Of:s....()ü" ~;:J~.:.:~;~ 'J o T o ~n)J:)ôe ....~ie apreciar' I:)r'evj.arnel.)'te Cll~a!~; ç)l"elifn:irlar'e~; SiLlSi::L" tac:!asi I:lela Re(::()v'rel'lte Il() !~ielj l~e(:l.lv'SO (:!e 'f:l~sn4~~~4a 493:, a ~~;atle!": b(':':'l,.t~.;.•. df': qUE' .:':''.'f:i.~;;c:,';\l:i.z~':\I;;:~'~\D,:i~pDntCltl no :i.tE'm ~':').... ci(o"::'p{)~:i:i.tCl~~; flk\nt:i.do'::; ,\'J. fi't,:'l,l"q(.:.:'rn d,';'~ (.:.:'~~;c:r':i.tUJ"a~;:~;;t"D.. F~~':'t:':;~'£~Dn2:\'D I h (.:,:,El,!~:.!:;i~:;t(.:." 'fl!:;" f (~/'I? 'i II I..i ln'\'l~'i''I d<.";'I.'l'.<:'t.dEr. de.,: :I.;"::"O~':~..90:f jJ,':\I",':'l qUf::' D CC)l"'.tl":i.l:lu:i.nt(.:.:, CDmpl""C)\.",':\!!l~;;(.' l!~ I'll,:~~.r.m('l]rr)<; .. (.:.:,'r(.:.:,tu.,;~dO~:i n~':\ con.I..:.:\ ....COt'.t'.(.:.:'nt(.:.:' nl"" O~:.~DO"Or::~9,S~.:,:,édo r~lll'.f) 1"'1,'\(.l.C1l'í,";"I,J (C 1".1." ~!es!sa il"l.tj.ina~:~O:12 fisicaliza~:~o (:f:i.sc:l':i.{n:i,r~ade.taltlAc:!a depósitos efetuados m0s a més, inclusive no pe.lodo que alti- (Ja (:clllta 1:)21'1(:álria ~iá havia !~iclo :il')(::C)lrp(:)racia à F~e(::orlrer)te (~'I F~(.:.:'co I'"I'" (,:.:,l'l te ~;;.O1 :i. c: :i. t~.:\ f:' ob t(':'~Vf': c:ó p:i. ~';\~:; fI X (':':'I"D >:: lf d c.:':' 11t(:ildn~~; (:)~~ dc)(::unlel'ltC)S; c~lle cc){np5em o ç)l"esel.)te ~)I"(JCe~!;sc)tl ('fls;au 3:1.) e (:ll:)tevJ (:lc) B~';'~nc:o H<':\c:Lot"l,':\l cóp:j.~':\ de:' todOi~;, O~:~(':':'X'l:.vatD~~; b.:;'lnc:ál"' iD!:; d __:\ c:ont,.;\ ....CDI"J'.Jntf::' (.:'t'n qU,(,:~.st1!I:C':, ~'::lr'l(.:.:,>:: ~':\dO!:~ ~';\DS (';'tu tD!~~. CDI"J"í'D l'''rn(~.,: ~:~(.,::' \/C'':: I":i.'f :i. C:,':\ n ~':"l !~:.O], :i. c::i. tJ. f;:,;::ro PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES P ".oco,,';,,;<:) n ".. :J. ::r706/000 ..D;.:~;U9()"."70 ACOm>r.íO 1'1.. 1013...()O .. ~.;;:~n E m :I.t+ .. OB " 9 J. -~ cI c";"1.tc':\ cI i:\ P 1"0 te:) <::<:):1.:i. Z (:\~;:{(:r(] r.I () S(.:.~U l"(.:.~cu 1'"1:;(: (':~ ~:;:::::. i m:::: ';.;':9 :W. C~'~ ,,;f:,] IH",..... , i,\:1 ':";1<''''.,. c,;, I' CO,:":,:,,n~lC''.,cle" C"'1'o.;";<;,,P" :'." i' id ti., ,. d~"L~'.. do l.',.ClI do." hX l., ",t.c,." 1."'\I1C,'-' .1.0." ,., ,. dc.\l..,\ vt.,.I1.1." ,. "'b."O.l.l.,l.d ... m(.:.~nte d('2r:;propom:i. t,(':l.do!, ou, (';'t:i,nc! c;\ , (';\ [.~v:i.d6~nC:i.i:1. df..~ql.lf:-:-m n~~{C) r:;(.;~tC-HI1 ct)fIl0 dc.~'f:(0ndf;~t'... (.~s p (~.~c :i. (.:.~" Sustenta a Rec:(Jrrente, ainda c:omo preliminal" de e oro (0<";\ tC'~I":i.al, qlH~'~(J vi:\lol" apul"{';'t<:!C) .t=cJi d(~.~1\ICz~l; ::'):1.~:~0' éO no (-:;o x(')I"Ci cio dE' :I.9dé .• '.0 niXo,. c:omo c:<:>n<:;ti.\d<:> ck,m<:>nstrid.:i.v<:> de ",pl.lI'.i'\~';,\:o ,J.;, b,,\so.., do., CÚIC:Ul<:>,.I,..,,:, qu",1 • diferen;", tributúvel apurada m<:>nta a NCz$ 24 ..326,15, aduzird<:> 81/'lda; qllS fórnlllla de cá:lcLll() pc)de lev81P ~ICz$ 315,60 para 24n326!,15? "n" qLl8 fo~ma CllSgoll ao alJ13ulrdo de a(:~escey 7.700% a Llffi lo!"? liA 't=Ólrmulc;\ r:~x:i.~:;1:.[.~m!lC::~ St::. chc:(me":"!, in't=lc:'t,:ál:on OV',",,!. o v,":i.lolr a.pul",:l.do d(-'!!CI"~; :3:J.~jn60B"t.jl:l.é)rI9:1. (pc':'lci,.-tKD nC)~- netári<:> à ép<:>ci.\) f<:>i c<:>nvertid<:> em OTN, 1"&1<:>seu valor em janeir<:> Ide 1986 - C''''$80,,047!.66, o q'AS to.talizaria o valol'" tlrj,lllAtá\/el c:c)rrespbn- dente a 3,,942,65 OTNs, os qlAaj.s convertidos par"a cruzados novo!; na ba- -ta ela ex.tirl~~O dn OT~I, pele) valor desta quando da SlAd extirl~~O Nl;z$ 6,17, plrefacia o valor (je 1\ICz$ 24 ..362,15. () (,:~'nqu(':\dl"'am(.:.~nl:.olraÇJal conEi.:<:lnt(.:.~ d,:( P(,:,:'~;:abA£;:i.c:a traz ".0'''' dos ()~:> (j:i.~;po~:;i.'i:.;i.v(]s lc.?ga:i.s qU(-:-~ C:!Z\(]sustpnt,,:\ç.:â"o t:\O PI"oc(,:~d:i.m(-';~ntc) (':\C .m<,:,~ OlCll(:i,ona<:!o,evidell(:ian<:!o a sua IJerfeita correçâo, assiim c:omo a inoc~r.- I"~r)ciamais llma vez de c:erceamento de clefe~~>ana es~)écie~ I No mérito, a Recol"rente se limita. a tran,screver S>l as Gh.l,:",nt.C) i:HJ l:\~:iPC':H::to c:k:\ que PC)f'" S(':~I" tl"':i. bu t<':H:I,:\ com ba,~}(? no luc,"o p,rc-?sumic:!o n~~o f.-~$t,':\I"i<,;\ obli':i.g,':\cia a tE-I" E'sc::r'itut",':'t~:~~:D c::c)ntltb:i,l:\ ,.....(-'!:_ •• l(.~v,:\ no t.,,:\ I" qUf.:: ~':\ s:i.mpl i. 'fi ca~;:~'?{oqU(':'~ a lc.:.~:i. PI"OPr.)(.:~ ,~ €'~~:;C:I":i.tUI"'':\~;:â'o CDn .lá.... bil das emj:)I"esas tributadas peJ.D luc:l"o pl"e1sLlmidcJ, 11~C) cOll.templa ~ fll-cp;~r F'F~Il"ii[ IF;~U CDI' ..I~:;I:I...HD DE CD1".ITF~IFjl...1I!".!TEE F 1"0 c:c:.~::.~:~o1""1 v'" :1.:':';)'OÓ/C'O<>" f:~~;':'~:';';':,./90.. '70 con tl":i. bu. in te.:.:" to t.:;'ll de (.::"'E:. c I":i. tu i'" .;':'\ r;;::XCj~, Pl.~t."' '::\ c.:.:'E :i.I'l'J p:l. E'~;me.:.:'nt.e.:.:';\ d .;':I.~:; 1"~:.:'Cf.::':' :i. t,';\ ~:;. .;':\t.l, 'f(.:.:, r 'i ri '1l"' como pr'(.:.~t.F.'l"l d c.:' ,':'{ F~f;~CDV'l."'(.:.:.nt(:;" (1 tr.,:.:' po l"q ttE':1 Ef.:' i;"t. ~:' ~:~I:';:: n ~~?'.'D ..t:();::.~:;c.:'~\ () ':Dn tI" :i. bu :i.n t(.:.:, P01" CDn Er:'(1u :i. n '!:.(.;, D Pl"Ó pl"':i. D F:i. ~;;co .... niito t .~~.... 1"j.2 e::(){ne) 21:)uv'al" (:) filC)I'l.tarlte (j(J s;ell r)a9a(nel.)tr.:), ell as;~;j.(rl:! ver':i'fie::av' o 1~Lu (.:'nqu.:':"r.dl....;:\tnc:.n to 1"10:1. im:i. tc-:. Pl"(.:,:'v:i.S to Pi:'ll"~':\ ~':\ tl":i. bu t{;l~:~A'o com basf.-:' no lUt:~"o ~~ C:C:)I'l~:;.t~t~~:goele rec:urso~; em (n(Jntante s;Llperiolr ao su:)_. m(.:.~t.:i.dDb. tl"ibl\1:"(;'Tn "lllinl"'iz" (') 'l"n(;"'tnf:"'r.tc P'fptll'\cin ,')('\'1(" 'f'jc"'("(" (" .. bel........ . c:l .. ~: ';' c: •..... ~:l ... c;l •. <:t ;.'I .. J '.~ '.~ •• ~: •••• ,'•••• J "':~".'!I ..c;t":.'II" (j() a~) C:()lltlribuj.llteo OrlUS ela prova elo corltv'áric), prova efuta nâo prc)elu.... zida na l'liIJ(5tes;eem exa(ne" F :i.nalmen tF:~~, deve ser exc:lu1da ela exigência, a cnb V'l:\n 't:~:\ (.:.~m 1'.E,lt\ .... ("'("/'\ ("'I"'~"I '1'(', .,., ,.,.,. 'l',~,,',1",,'1' J """'1 ('I""'~ "".J.I,.,. I'"",. "(')("" (""(.'('~("("(" .....(..(..•• . •,. •••• •••' •••• ;1 c:, .. 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(.:1 P(.:.~H;'1:;.()a.:iUlr:f.d:i.Clrt ele.:.:' d:i.I"(.:.:-i to pl":i.v(';'lcio qU( ~ l"f~~:;U].t.:':'tl" d (.:.:-'fu~:;.;,r.o!, t Irc':\n~:; 'fOI"U'li;\ ~i:~:\Dou :i. n C(;)I"POI" c':\~:~:r(;)d(.:.~ e~u. .trc) ou em outl"a é Iresponsável pelc)s tribLtte)S devj.dos até a da.ta cle)ato pelas ç)ess(Jas~jl~ricl:icas de (:Iire~to p~ivado fusionados, t~an.fo~mados ou. inco~po~ado."" I . Como SH;':' v(~ l' o I"(.:.~'f(:":-I":i.do d:i. s; P01:;':i. t :i,vo J. (.:.~e,:.la 1 ~:;(;)(IH.:.~n 'l'.i::'~ p Irt::'~vt~ a ~esponsabilidade da sucesso~a pelo pagamento.do t~ibuto. no caso I :i.m~)os~to1solJr'e a rorlda. 1stC) pCJrqLle, rl()cilre:L.to Irlt)Lltálrl.O~ à se(neJ.han- fl~ POI"te':\n t.e) ~I 1"'1':::1:1'11:'::1:1:::0ClJl'IBI:':I...HO DI:': COI,rn,:l:BU:I:"'TI:':B Processo nv". 13706/000.f322/90-.70 ACmm1'fO 1'1.. :J.()B....()() .. ~',~:~8 111 dD C-f1'i .. lJenalidades, entre eJ.as a (nlllta. '1(:c:)mpreell(:le"-se qll8 () trilJutc) y'epreS;8'lta dil'"eito ir~trall-- ~:~:i.9(.:-:.ntc.;.:. do E~:~ta cIo, mf.,:'l'"c:t.~~dE' ~:;.U(;\Si c.::::I. (.;.:-v(":'td :f. ~::.~:~:i.m(':\ ~:~ 'fun Ç:{:rf!.•~:i (.:.) cu ~:;to 1i;.(:\1i;. (':'~t :i. v :i.d(":'r.c!(':':-S~I m.::\1i;. p(~.:-nc':\:I. :i.dc':,d 0~ é 11:.ab :i. do (':t 'f (t~:I.tC) .... ~5(JS" Tov'11a'-1seV"81SPOflsável pela C)miS~5âo alhe:ia ante 09; 15()CrOssantCJS dj,reitos dc) Es;tado (jo havia(nel'ltC) do im~)015-- -te,. E: ai flâc) ass:iste àqLlsle alegar clua flâc) sabia da C)m:i15S~)" Mas setn cc~n1:es1sar."se, sem exprelisial"-'se clara-' m(.:.~nt(';'~!1 f(':'llt01:;O!1 (':\ PI"E'V;i.~:;i:lo 'f:i.~:iCc':\l n~UD contém 1!~f:~qUfo:~I" II .:i UI" :i. ~:f t~':\ntum" P(':l t"(~'~C(':'~:1 (.:?(/) concl :i. ~t~(':':'1:icI(.:.;, I" E\Z (:)c':'lb :i.l :i. d~':ld(~,~ qu<,:\nto d(.;.~ p(-:.~rh':\1;i.d(:-\d(':~1:) 11 (~JC)(':\qu:i.m Ll.l:i.z (:j(.:~ C<:-'l1:;tl'"O!1 :i.n Ci:).•.. d (':':'1"1"'1os d(.:.~p(.:.~squ :i,1!;aS T I" i bu t(lll" :i. c':\ ~:; n I".. I.~~1'1.. 8(':ll"'l ~:Ô'E'~:; TI" :i. bu .... tárias, Ecl" Resentla "ribLltár:i.a, Sâo F'aulc), 1979, pág .. 6:1.6») .. 11 A jLlr':i1sprl.lcl@rlcia cios nossc)s tr'ibl.tnais é também flO sen-. t :i.d D d(,:.~i:\ t I":i. bu :i.l'" i:\ 1"(.»1:;pon 1!)(':\bi:l. :i.d(:\d(.:,~ dos 1!;UC:(.:.~1;1:;OI"(':'~I;t:'~D 1:;omt!:~nt(.:~ tl":i. bu tC)S d(.:.~v:i.dDS p(0lo'!:; 1;;uc(.:.~d:i.do~!;:: IIIVIUI...Tt-, F I BCAL PF~I IVII T I Vf.',,, I I" rf.'i'1i;pC)n 11;c':lb:i.l :i,d (':ldf:'~ sol:l d (~I'":i. a (j(J suc:eSS(JI'"., Art" 133 cio C'fN.. ]... (:)ar.tigc) 133 d(J C:l'N re1spc)ng~abil:iza s;olidariafneflte o SUCC-:-:-11;1!;OI"P~':\'!:;1!;ivC) p(':'Jlos t1":i.buto!!; que: f::::ii;tE-:~ ni:'\C) Pl:\qOU, ma1!; n~.!to l:\utC)I'":i.za a (-::'x:i.qt~.~nc:i.(:ld(~~muI t(':\1:>punit:i.v(':'l~l>, qU(~:' ~::.iXD de respoll~sabilj.dade pessoal do ante(:essor" (CT~I, art .. 137, Sú(nula 192)" 2.. E:s1se arti.go j.33 fl~O co(n~)c)s~ta:irlterpFe.ta~~o exteng;i-' va, qtl8 os artigos 1.06, 1j.2, 134 e 137 cio C'Y'N interpre .... t~':~d(:)m E :i. ~:; tl(:~mat :i. v(';\m(.:.~n t(.:,:, COl"ldc-:,:'nl:\m II (Vc-y:n C-:'~I" c':\ V(.~:I. Acól"di:\~() jJreferido I')(JRE 111".. 76,,153'-SP, Sell(jo relatolr o Scl\lclo!5C) PI:i.ni1stro A:l.iomar' Ba:l.eeir'o - RTJ 69/21:L) .. I')(JS Reos~ 11r •• 63 ..268".SF' (R'fJ 74/378)~ A(3~ I~G..64n622-SP ( 1:(1":.1 RI:':nr. B3 ..5:J.4-BI'" (RTJ 82/544) .. mailto:jLlr':i1sprl.lcl@rlcia r-----,.-..R.,J...1'1F::::J.. :t..Ç(, ]1[;.,0. Fl''S,,,:F:::.I..J.J.1(IC)1151)I[:::ccT:oij;~iln'F.Ff<:l[j:lf:{i.:Hi.J.JIIN~ITTi:;E:;:S;----------------:-~j ~C~ Prccess() nFn 13706/000.822/90."70 ACOI,l>l'lOI~.. :I.O{;l....OO .. :".~:~a E~:;~M:\~E(,:.II"éq:i.c) Ct)n!lH:.~l1"10c1f:~'C()n tl'":i. buin t(~.)!!; tt:~m t•.:Hnbém C:C)/IlC) a JllFispv"udér)cia ~ r'es~)e:i.tc) da matéria~ pc)dendc--s~eci'tar o Ve- .. "Dl v IISSr.:iD DE 1:~ECEITl:-' .... f.) '1:(;ll ta dE' m(':';'I"r.:(iH:lor:i.(':'(~:; no (.:.:.r:;tóqUf:-:' :i.ndic:i.(":-" v(~~nd<':'ts~:;(~'~fIl f!!mi~:;sâC) cJf~ noti:\ 'f:i.~:;c(i'll!, ~;(.,::.<1\ (.:.:'mpl"(.:.~s(':\ n~r() cnmpl"(:)VEtl" di!.~~m.t:i.nod:i.v(.:.~r'~:;,o~,m.(.:.~m1"f~'pE'r'C:U!:;$~i't.ono 1'.(.:.:•....St,lltado d() exercic::io" i'lUI...TA DE 1...(.>,W;;r"oI'IEI'rrODE OFICID ....r', muI t.," tle, lan ~:all)(.;;nt.o d(.:~~o'f:l.e:i.D n'iXo t(.:.~m1u(:J<:tv. na (':'~~:~péc;:i.(.:.~pOI"qU(':':' (':\ Y'c.:.:'!;;pong(':ibl."" J.j,dade da illCeJrporadora, 110m preciseiS telPmos clcJ av"tige) :I.~:)~;~do CTI'I~ c:i.n(.:.I(':'~''''S(';'~ ('rtpc':':ofli:l.f:; dc) tl":i.but.ori n~~{o~:;(.:.;.podE'ndo d <:'t I" :i. n t(.:.~l"prc.:.;.t('£t~:~'!{() (.:.;-x t[.~nm:i. V(':\ (:'tO d :i. s;pos :i. t :i. vo p(':'lr (':'l <:\1C(':"ln ...• ~:ar ~)enal:idade 'fac:eac) climposto no artigo 121~ paIPá-- gl"a'fdo ün:i.co!1 do mE'~!;mO c:ód:i.(.:.IO (c1(.:.~~:;t(':'lquf:~:i.).• eX(:lLlsivamente no clue (jiz r.es~)eitc I A v:ista de) expO!S'tC)!1 e por tudo CjLle de) ~)I"oCe!iSC) const~, , (:\C) pC':::I" :r. c)(:lo (;'tl'"l t(.:.~r:i. OI" (~\ in COI" PC) Ir (':\~:(~\'O, (':\0 :i. tC.:.Hn ~:) do l;\U to dc.:~ :i.lyflr<.:.(~:~.;\o" E:: o Oj(.:.:.uvoto •. B~a.ilia (DF), :l.atle cut.ub~a de :1.993 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007 00000008 00000009 00000010 00000011 00000012 00000013 00000014 00000015 00000016
score : 1.0
Numero do processo: 10680.007609/2007-36
Data da sessão: Wed Oct 28 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed Oct 28 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA- IRPF
Ano-calendário: 2003
DESPESAS MÉDICAS - Somente são dedutíveis quando comprovada a
efetiva prestação dos serviços médicos e a vinculação do pagamento ao serviço prestado.
MULTA QUALIFICADA - A multa qualificada deve ser aplicada sempre que presentes os elementos que caracterizam o evidente intuito de fraude.
Recurso negado
Numero da decisão: 2801-000.303
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos d at o e votos que integram o presente julgado. Declarou-se impedida a conselheira Amarylles Reinaldi e Henriques Resende.
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: SANDRO MACHADO DOS REIS
1.0 = *:*
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA- IRPF Ano-calendário: 2003 DESPESAS MÉDICAS - Somente são dedutíveis quando comprovada a efetiva prestação dos serviços médicos e a vinculação do pagamento ao serviço prestado. MULTA QUALIFICADA - A multa qualificada deve ser aplicada sempre que presentes os elementos que caracterizam o evidente intuito de fraude. Recurso negado
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Numero do processo: 10660.002653/2005-26
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 27 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 3403-000.381
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o o julgamento em diligência.
Nome do relator: ROSALDO TREVISAN
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1845; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T3 Fl. 299 1 298 S3C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10660.002653/200526 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3403000.381 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Data 27 de setembro de 2012 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente UNIMED LAVRAS COOPERATIVA DE TRABALHO Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o o julgamento em diligência. Antonio Carlos Atulim Presidente. Rosaldo Trevisan Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim (presidente da turma), Rosaldo Trevisan (relator), Robson José Bayerl, Marcos Tranchesi Ortiz, Ivan Allegretti e Domingos de Sá Filho. Relatório Versa o presente processo sobre Auto de Infração para exigência da Contribuição para o PIS/PASEP, em virtude de falta de recolhimento, no período de 31/01/2001 a 31/12/2003. (a) foram constatadas divergências entre os valores declarados e os valores escriturados, conforme Termo de Verificação Fiscal de fls. 8 a 10; (b) a empresa impetrou Mandado de Segurança, insurgindose contra a Medida Provisória no 1.85810/1999, que instituiu, a partir de novembro de 1999, a Contribuição para o PIS/PASEP sobre todas as receitas auferidas pelas sociedades cooperativas, visto que até então a incidência se dava somente sobre as receitas auferidas com terceiros não cooperados; RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 06 60 .0 02 65 3/ 20 05 -2 6 Fl. 299DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP20.0121.21380.US8I. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10660.002653/200526 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 3403000.381 S3C4T3 Fl. 300 2 (c) a liminar foi indeferida (fls. 139 a 141), e a sentença denegada em primeira instância (fls. 142 a 148), rejeitandose a apelação (fls. 159 a 167) e os embargos de declaração interpostos (fls. 168 a 170); (d) em consulta ao processo judicial efetuada em 27/10/2005 (fls. 171 a 176), a autoridade fiscal autuante verificou existirem um recurso especial (no 1384968) e um recurso extraordinário (no 1384969), estando ambos para conclusão ao vicepresidente desde 11/06/2004; e (e) assim, com base em procedimento fiscal iniciado em 2005, e após análise da escrita fiscal da recorrente, lavrouse autuação, exigindose as diferenças apuradas, em respeito aos ditames da Medida Provisória no 1.85810/1999, e suas reedições. Cientificada da autuação em 08/11/2005 (fls. 4), a recorrente apresenta impugnação em 07/12/2005 (fls. 180 a 199), argumentando que: (a) a empresa é uma sociedade cooperativa e não possui finalidade lucrativa, tendo como maior objetivo a prestação de serviços às suas cooperativas singulares associadas, nos termos do art. 4o da Lei no 5.764/1971; (b) o tratamento previsto na Lei Complementar no 7/1970, regulamentada pela Lei no 9.715/1998 (contribuição para o PIS sobre a folha de pagamento mensal e contribuição para o PIS/PASEP sobre receitas decorrentes de operações praticadas com não associados) atendia aos pressupostos constitucionais referentes às cooperativas; (c) contudo, a alteração efetuada pela Medida Provisória no 1.85810/1999, e suas reedições (atualmente Medida Provisória no 2.15835/2001), estabeleceu aos atos cooperativos tratamento mais oneroso do que aos não cooperativos; (d) nas cooperativas, como não ocorre a hipótese de incidência (faturamento/receita), não há que se falar em obrigação da empresa em recolher o PIS; (e) o entendimento jurisprudencial aponta para a impossibilidade de cobrança da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS sobre atos cooperativos; (f) a autoridade fiscal presumivelmente (solicitandose diligência para apurar se isso efetivamente ocorreu) deixou de aplicar o art. 3o, § 9o da Lei no 9.718/1998, com a redação dada pela Medida Provisória no 2.15835/2001, a partir da vigência estabelecida em seu art. 92 (fatos geradores a partir de 01/12/2001), e a Lei no 10.676/2003 (que também retroage para alcançar os fatos geradores a partir da vigência da Medida Provisória no 1.85810/1999); e (g) a Taxa SELIC não é fator idôneo para cálculo de juros de mora devidos por atraso no recolhimento de tributos. Fl. 300DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP20.0121.21380.US8I. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10660.002653/200526 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 3403000.381 S3C4T3 Fl. 301 3 A solicitação de diligência é atendida em 06/03/2008 (fls. 209), determinando o julgador a quo que a autoridade fiscal verifique se foram aplicadas as exclusões legais referidas na impugnação, oferecendose a oportunidade de contrarrazões à impugnante. Como resultado, obtémse a planilha de fls. 215, efetuada a partir da própria contabilidade da empresa, constatandose que houve depósito judicial dos valores referentes a períodos a partir de dezembro de 2001. A decisão de primeira instância (deferimento parcial das pretensões da autuada) é proferida em 03/03/2010 (fls. 218 a 221), no sentido de que: (a) na apuração da base de cálculo da contribuição, devem ser consideradas todas as deduções previstas na legislação relativa às operadoras de plano de saúde; (b) a autuação deve ser parcialmente mantida, com as adaptações efetuadas em quadro (fls. 220 e 221) anexo à decisão, ressaltando que para os períodos para os quais existem depósitos judiciais confirmados no montante integral do débito mantido, não se aplica a multa de oficio e a exigibilidade do crédito lançado deve ser suspensa até a decisão final no processo judicial no 2001.38.00.0109910/MG; (c) às DRJ é vedada a apreciação de constitucionalidade de disposição normativa; e (d) a Taxa SELIC é expressamente estabelecida em lei, não podendo ser afastada em sede de impugnação. Cientificada da decisão em 19/03/2010 (CR às fls. 225), a recorrente apresenta em 20/04/2010 (fls. 226 a 243) Recurso Voluntário, no qual reitera as argumentações anteriormente externadas, acrescendo as seguintes: (a) a decisão do julgador a quo corrigiu distorção proporcionada pela inadequação da base de cálculo utilizada na autuação, reconhecendo ainda o depósito integral dos montantes devidos no período de dezembro de 2001 a dezembro de 2003; (b) contudo, em momento algum foi possibilitado à recorrente apresentar os comprovantes de depósito judicial referentes ao período de janeiro a novembro de 2001 (que certamente foram efetuados); (c) a autuação não indicou o caminho percorrido para se chegar aos valores devidos (não detalhando a origem da diferença entre a base de cálculo apurada e declarada em DCTF), e a recorrente não consegue identificar qual escrituração contábil foi considerada para se chegar aos valores de janeiro a novembro de 2001 (bem discrepantes dos demais), o que impede sua defesa; e (d) a recorrente declarou em DCTF os valores referentes à contribuição para o PIS e efetuou o depósito integral de tais valores, inclusive no período de janeiro a novembro de 2001, buscando suspender a exigibilidade das Fl. 301DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP20.0121.21380.US8I. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10660.002653/200526 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 3403000.381 S3C4T3 Fl. 302 4 contribuições (DARF e guias de depósito anexos ao Recurso Voluntário fls. 276 a 281). É o relatório. Voto Conselheiro Rosaldo Trevisan, relator O recurso preenche os requisitos formais de admissibilidade e, portanto, dele se toma conhecimento. Cabe preliminarmente destacar que a impetração do Mandado de Segurança, pela recorrente, com idêntico objeto a tópico discutido neste processo (incidência da tributação sobre as cooperativas e alterações normativas promovidas pela Medida Provisória no 1.858 10/1999, e suas reedições), afasta a apreciação administrativa da matéria, como consagra a Súmula no 1 deste CARF: “Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial.” Em relação à incidência de juros de mora mediante a aplicação da Taxa SELIC, é de se informar que também tal tema já se encontra pacificado no âmbito deste CARF, na Súmula no 4: “A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais.” Resta assim um último tema controverso, surgido apenas por ocasião do recurso voluntário, e que será aqui analisado em homenagem ao princípio da verdade material. Tendo a decisão de primeira instância, a partir do resultado de diligência efetuada pela unidade local, atestado que os créditos discutidos neste processo, referentes ao período de dezembro de 2001 a dezembro de 2003, estão integralmente depositados, é incabível a aplicação de multas de ofício sobre tais valores, que permanecem com exigibilidade suspensa até a decisão final no processo judicial correpondente (no 2001.38.00.0109910/MG). Em relação aos créditos referentes ao período de janeiro a novembro de 2001, mantidos pelo julgador a quo, a recorrente entende estar sendo cerceada sua defesa, por não ter a autoridade autuante indicado o caminho percorrido para se chegar aos valores devidos, e qual a escrituração contábil considerada para se chegar a tais valores. Entendese não prosperar tal argumentação, visto que indicados expressamente os documentos utilizados para a autuação, sendo o cálculo efetuado diretamente com os dados Fl. 302DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP20.0121.21380.US8I. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10660.002653/200526 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 3403000.381 S3C4T3 Fl. 303 5 de tais documentos. A simples observação das fls. 21, 26, e 48 a 59 deste processo é suficiente para que se verifique mês a mês a origem dos valores lançados pela autoridade fiscal. Às fls. 21 há uma planilha de apuração da contribuição confeccionada pelo fisco, referente ao ano de 2001, indicando as receitas de prestação de serviços, outras receitas auferidas, e o total da receita bruta (base de cálculo da contribuição). Cotejandose tal planilha com a de fls. 26, e com os documentos fiscais entregues pela própria empresa (fls. 48 a 59), percebese a presença de todos os dados necessários à identificação da origem dos valores lançados. Vejase, por exemplo, o documento referente ao mês de janeiro de 2001 (demonstração de resultadofls. 48), no qual a empresa informa serem as receitas de contraprestações efetivas R$ 1.006.795, 81, valor que adicionado às receitas financeiras (R$ 16.320,38) resulta em R$ 1.023.116,19 (que é exatamente a base de cálculo indicada para o mês de janeiro de 2001 na planilha de fls. 21). Contudo, há que se empreender também análise da afirmação da recorrente no sentido de que em momento algum foi a ela possibilitado apresentar os comprovantes de depósito referentes ao período de janeiro a novembro de 2001 (que ela alega ter efetuado, anexando supostos comprovantes às fls. 276 a 281). Em que pese ser tal afirmação de conteúdo questionável, posto que não se vê no presente processo nenhum óbice para que a empresa tivesse apresentado tal documento durante o procedimento fiscalizatório, ou mesmo durante a impugnação, temos como inquestionável que se efetivamente houve depósito dos montantes em discussão, incumbese, em nome da verdade material, sua análise, com o correspondente tratamento. Ao iniciar tal análise, entretanto, surgem algumas dificuldades. Citemse, por exemplo, os comprovantes de depósito de fls. 280 e 281 (R$ 5.931,49, referentes ao mês de outubro de 2001, e R$ 6.107,02, referentes ao mês de novembro de 2001). Pela autuação, são exigidas apenas diferenças em relação aos meses de outubro (R$ 779,25 = R$ 6.710,74 R$ 5.931,49) e novembro (R$ 386,16 = R$ 6.493,18 R$ 6.107,02) de 2001, conforme fls. 5 e 26. Assim, aparentemente são tomados como pagos os valores que agora se indica estarem tão somente depositados. Ademais, pelos valores dos DARF apresentados, resta inconclusivo se foram ou não tomados em consideração na autuação. Dessarte, voto no sentido de converter o presente processo em diligência, para que a autoridade local, a partir (a) do quadro de fls. 220 e 221, (b) dos documentos cujas cópias encontramse às fls. 276 a 281, e (c) de outros documentos julgados necessários, informe se os créditos exigidos em relação ao período de janeiro a novembro de 2001 foram objeto de depósito (ou mesmo de pagamento não tomado em conta na autuação, visto que há DARF entre os documentos apresentados no recurso voluntário) por parte da recorrente, quantificando por mês eventuais depósitos e/ou pagamentos comprovados. Após a emissão do relatório de diligência, dêse ciência à recorrente, observandose os ditames do parágrafo único do art. 35 do Decreto no 7.574/2011, para que se manifeste em trinta dias, devolvendose os autos a este colegiado. Rosaldo Trevisan Fl. 303DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP20.0121.21380.US8I. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10660.002653/200526 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 3403000.381 S3C4T3 Fl. 304 6 Fl. 304DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP20.0121.21380.US8I. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por ROSALDO TREVISAN em 14/10/2012 00:30:38. Documento autenticado digitalmente por ROSALDO TREVISAN em 14/10/2012. Documento assinado digitalmente por: ANTONIO CARLOS ATULIM em 16/10/2012 e ROSALDO TREVISAN em 14/10/2012. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 20/01/2021. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP20.0121.21380.US8I Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 64192CB65B5483A7E58F3A2DF37A492A0D0DEA81 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10660.002653/2005-26. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 10980.007784/2009-19
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 27 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 3403-000.407
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: MARCOS TRANCHESI ORTIZ
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Antonio Carlos Atulim – Presidente (assinado digitalmente) Marcos Tranchesi Ortiz – Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Robson José Bayerl, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Ivan Allegretti, Marcos Tranchesi Ortiz e Antonio Carlos Atulim. Relatório Tratase de auto de infração para constituição de crédito tributário relativo à COFINS correspondente ao mês de dezembro de 2006, apurada pelo regime cumulativo, e ao mês de agosto de 2004, sob o regime nãocumulativo, em face da insuficiência de recolhimento Fl. 140DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ, Assinado digitalmente em 08/12/20 12 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ Processo nº 10980.007784/200919 Resolução nº 3403000.407 S3C4T3 Fl. 5 2 verificada em procedimento de revisão interna de obrigações acessórias (diferenças entre valores informados em DACON e DIPJ, de um lado, e em DCTF, de outro) (fls. 35/43). Cientificada da lavratura, a recorrente impugnou o auto de infração, reconhecendo como devida a contribuição relativa a agosto de 2004 e, no mais, alegando que (fls. 46/53): (a) é improcedente a exigência do tributo com relação à competência de dezembro de 2006; (b) no período de apuração em questão, preencheu equivocadamente a respectiva DACON, noticiando que a COFINS devida totalizaria R$ 234.156,11 (fls. 24); (c) a exação efetivamente devida, segundo narra, corresponderia a R$ 93.052,15, conforme, aliás, corretamente confessada na DCTF pertinente ao trimestre, obrigação esta que teria sido extinta por inteiro através de compensação declarada na DCOMP nº 09870.66246.150107.1.3.010059; (d) a diferença entre os valores informados em DACON e os confessados em DCTF – diferença esta exigida por meio do auto de infração impugnado – equivaleria à COFINS também devida, porém extinta sob a forma de retenção na fonte procedida por órgãos da administração pública federal sobre o valor de faturas que lhes expediu a impugnante (fls. 89); (e) por equívoco seu, os valores retidos na fonte por ocasião do pagamento das faturas pelas entidades públicas devedoras deixaram de ser informados na DACON originalmente entregue, o que somente foi corrigido em declaração retificadora (fls. 94); e (f) é incabível o lançamento de multa de ofício no auto de infração, uma vez que sobre o valor do principal exigido já incidiria penalidade moratória de vinte por cento; além disso, os débitos tributários declarados pelo sujeito passivo e não liquidados no prazo devido são passíveis de inscrição direta em dívida ativa e execução fiscal, independentemente de prévio lançamento, a teor das INs SRF nºs 16/00 (art. 1º), 94/97 (art. 4º) e 77/98 (art. 1º). O v. acórdão da DRJ recorrida desproveu integralmente a impugnação, salientando que (fls. 100/104): (i) é defeso ao contribuinte retificar declaração após ter sido intimado do início de procedimento fiscal (art. 11, §2º, III, da IN/SRF nº 590/05); (ii) o trecho do Livro Razão trazido aos autos com a impugnação – apenas a página final da escrituração da conta contábil em que lançadas as supostas retenções na fonte de COFINS – seria insuficiente à prova da prévia extinção do crédito tributário lançado; e (iii) o tributo objeto do auto de infração não chegou a ser confessado pela impugnante por meio de obrigação acessória à qual a legislação atribuísse este efeito, vez que corresponde exatamente àquilo que o sujeito passivo consignou como devido em DACON, embora não houvesse constituído por meio de DCTF. Em seu voluntário de fls. 109/122, além de repisar os argumentos outrora apresentados, a recorrente ataca a incidência de juros de mora sobre o valor da multa de ofício, Fl. 141DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ, Assinado digitalmente em 08/12/20 12 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ Processo nº 10980.007784/200919 Resolução nº 3403000.407 S3C4T3 Fl. 6 3 alegando inexistência de fundamento legal que o respalde, e complementa o conjunto probatório produzido com a impugnação, trazendo aos autos a íntegra do Livro Razão, nas páginas pertinentes à conta em que efetuados os lançamentos da retenção da exação na fonte (fls. 123/135). É o relatório. Voto Conselheiro Marcos Tranchesi Ortiz, Relator. A controvérsia devolvida ao conhecimento deste Colegiado pelo recurso voluntário restringese aos créditos de COFINS constituídos para a competência de dezembro de 2006, visto que a exigência relativa ao fato gerador praticado em agosto de 2004 não chegou a ser impugnada pela autuada. Pois bem. Para sustentar a insubsistência do lançamento a recorrente afirma que preenchera a DACON equivocadamente, deixando de consignar no documento parcela da obrigação supostamente satisfeita através de retenções na fonte praticadas por entidades públicas federais suas clientes, no exato montante objeto da autuação, ou seja, de R$ 141.103,96. Com a complementação trazida por ocasião do recurso voluntário, os autos agora contêm a íntegra do Livro Razão do período, na parte em que efetuada a escrituração das sobreditas retenções na fonte. E de fato, a julgar pelo que dali se infere, o montante total da COFINS retida com relação ao faturamento de dezembro de 2006 equivale ao valor do principal lançado por meio do auto de infração aqui recorrido, conduzindo, a princípio, ao provimento do recurso. Como se sabe, o Livro Razão é um instrumento auxiliar da escrituração comercial, no qual se reproduzem os lançamentos efetuados no Diário, porém organizados nas respectivas contas contábeis do plano seguido pela pessoa jurídica. Justamente porque é auxiliar, o Razão não se submete a determinadas exigências formais aplicáveis à escrituração do Livro Diário, a mais importante das quais a autenticação dos respectivos termos de abertura e de encerramento no Registro do Comércio. Como o cumprimento das formalidades que a lei impõe está diretamente associado à força probatória da escrituração comercial a favor da pessoa jurídica – CPC, artigo 379 e Decretolei nº 1.598/77, artigo 9º, §1º inclinome pela conversão do julgamento do recurso em diligência, a fim de que, objetivando aferir a observância a tais preceitos, o órgão preparador adote as seguintes providências: (a) informe se a recorrente escriturou o Livro Diário (física ou eletronicamente) no anocalendário de 2006; (b) verifique se o preenchimento do Livro Diário obedeceu às formalidades intrínsecas e extrínsecas exigíveis, inclusive a autenticação dos respectivos termos de abertura e de encerramento no Registro do Comércio competente, trazendo aos autos cópia de ambos; Fl. 142DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ, Assinado digitalmente em 08/12/20 12 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ Processo nº 10980.007784/200919 Resolução nº 3403000.407 S3C4T3 Fl. 7 4 (c) identifique, no Livro Diário, cada um dos lançamentos efetuadas pela recorrente na conta contábil nº 121005 do Livro Razão, intitulada “COFINS RETIDO S/ FAT ÓRGÃOS PÚBLICOS”, no mês de dezembro de 2006; (d) identifique, a partir do exame dos Livros Diário e Razão da recorrente, o valor da base de cálculo e o valor da COFINS devida pela recorrente, sob o regime cumulativo de apuração, no período de dezembro de 2006; e, por fim, (e) esclareça pontos adicionais que considerar necessários para o julgamento do feito. Finda a diligência, o órgão preparador deverá elaborar relatório circunstanciado objetivando suas conclusões. Deste relatório, dará ciência à recorrente para que sobre ele se pronuncie, querendo, no prazo de até 15 (quinze) dias, findos os quais os autos deverão ser restituídos a este Colegiado para conclusão do julgamento. É como voto. (assinado digitalmente) Marcos Tranchesi Ortiz Fl. 143DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ, Assinado digitalmente em 08/12/20 12 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ
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Numero do processo: 13617.000269/2007-74
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 26 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Oct 26 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/01/1999 a 31/12/2006
OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA – DESCUMPRIMENTO – INFRAÇÃO
Consiste em descumprimento de obrigação acessória a empresa apresentar a GFIP – Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias.
DECADÊNCIA – ARTS 45 E 46 LEI Nº 8.212/1991 –
INCONSTITUCIONALIDADE – STF – SÚMULA VINCULANTE –
OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS – ART 173, I, CTN
De acordo com a Súmula Vinculante nº 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência e prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional.
O prazo de decadência para constituir as obrigações tributárias acessórias relativas às contribuições previdenciárias é de cindo anos e deve ser contado nos termos do art. 173, I, do CTN.
DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA – ENFRENTAMENTO DE ALEGAÇÕES – CERCEAMENTO DE DEFESA – INEXISTÊNCIA
A autoridade julgadora não está obrigada a decidir de acordo com o pleiteado pelas partes, mas sim com o seu livre convencimento. Não se verifica cerceamento de defesa na decisão em que a autoridade administrativa julgou a questão demonstrando as razões de sua convicção.
PERÍCIA – NECESSIDADE – COMPROVAÇÃO – REQUISITOS – CERCEAMENTO DE DEFESA – NÃO OCORRÊNCIA
Deverá restar demonstrada nos autos, a necessidade de perícia para o deslinde da questão, nos moldes estabelecidos pela legislação de regência. Não se verifica cerceamento de defesa pelo indeferimento de perícia, cuja necessidade não se comprova
CERCEAMENTO DE DEFESA – NULIDADE – INOCORRÊNCIA
Não há que se falar em nulidade por cerceamento de defesa se o Relatório Fiscal e as demais peças dos autos demonstram de forma clara e precisa a origem do lançamento e a fundamentação legal que o ampara
DECLARAÇÃO EM GFIP – DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO – A empresa
tem a obrigação de declarar em GFIP todos os fatos geradores de
contribuição previdenciária, inclusive os valores relativos ao décimo terceiro salário. Na ausência de elaboração de GFIP correspondente à competência 13, as empresas estavam obrigadas a informar os valores do décimo terceiro salário na GFIP da competência 12 ou na correspondente à competência de
desligamento do empregado em caso de rescisão contratual
INFRAÇÃO CONTINUADA – ÂMBITO PREVIDENCIÁRIO – INEXISTÊNCIA
Não há que se reconhecer a aplicação do instituto da infração continuada no âmbito das contribuições previdenciárias uma vez que a legislação específica não trata da matéria
LEGISLAÇÃO POSTERIOR MULTA MAIS FAVORÁVEL – APLICAÇÃO
A lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2402-002.186
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial para adequação da multa ao artigo 32A da Lei n° 8.212/91, caso mais benéfica.
Nome do relator: ANA MARIA BANDEIRA
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ementa_s : Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/01/1999 a 31/12/2006 OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA – DESCUMPRIMENTO – INFRAÇÃO Consiste em descumprimento de obrigação acessória a empresa apresentar a GFIP – Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. DECADÊNCIA – ARTS 45 E 46 LEI Nº 8.212/1991 – INCONSTITUCIONALIDADE – STF – SÚMULA VINCULANTE – OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS – ART 173, I, CTN De acordo com a Súmula Vinculante nº 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência e prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional. O prazo de decadência para constituir as obrigações tributárias acessórias relativas às contribuições previdenciárias é de cindo anos e deve ser contado nos termos do art. 173, I, do CTN. DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA – ENFRENTAMENTO DE ALEGAÇÕES – CERCEAMENTO DE DEFESA – INEXISTÊNCIA A autoridade julgadora não está obrigada a decidir de acordo com o pleiteado pelas partes, mas sim com o seu livre convencimento. Não se verifica cerceamento de defesa na decisão em que a autoridade administrativa julgou a questão demonstrando as razões de sua convicção. PERÍCIA – NECESSIDADE – COMPROVAÇÃO – REQUISITOS – CERCEAMENTO DE DEFESA – NÃO OCORRÊNCIA Deverá restar demonstrada nos autos, a necessidade de perícia para o deslinde da questão, nos moldes estabelecidos pela legislação de regência. Não se verifica cerceamento de defesa pelo indeferimento de perícia, cuja necessidade não se comprova CERCEAMENTO DE DEFESA – NULIDADE – INOCORRÊNCIA Não há que se falar em nulidade por cerceamento de defesa se o Relatório Fiscal e as demais peças dos autos demonstram de forma clara e precisa a origem do lançamento e a fundamentação legal que o ampara DECLARAÇÃO EM GFIP – DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO – A empresa tem a obrigação de declarar em GFIP todos os fatos geradores de contribuição previdenciária, inclusive os valores relativos ao décimo terceiro salário. Na ausência de elaboração de GFIP correspondente à competência 13, as empresas estavam obrigadas a informar os valores do décimo terceiro salário na GFIP da competência 12 ou na correspondente à competência de desligamento do empregado em caso de rescisão contratual INFRAÇÃO CONTINUADA – ÂMBITO PREVIDENCIÁRIO – INEXISTÊNCIA Não há que se reconhecer a aplicação do instituto da infração continuada no âmbito das contribuições previdenciárias uma vez que a legislação específica não trata da matéria LEGISLAÇÃO POSTERIOR MULTA MAIS FAVORÁVEL – APLICAÇÃO A lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Recurso Voluntário Provido em Parte
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DECADÊNCIA – ARTS 45 E 46 LEI Nº 8.212/1991 – INCONSTITUCIONALIDADE – STF – SÚMULA VINCULANTE – OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS – ART 173, I, CTN De acordo com a Súmula Vinculante nº 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência e prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional. O prazo de decadência para constituir as obrigações tributárias acessórias relativas às contribuições previdenciárias é de cindo anos e deve ser contado nos termos do art. 173, I, do CTN. DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA – ENFRENTAMENTO DE ALEGAÇÕES – CERCEAMENTO DE DEFESA – INEXISTÊNCIA A autoridade julgadora não está obrigada a decidir de acordo com o pleiteado pelas partes, mas sim com o seu livre convencimento. Não se verifica cerceamento de defesa na decisão em que a autoridade administrativa julgou a questão demonstrando as razões de sua convicção. PERÍCIA – NECESSIDADE – COMPROVAÇÃO – REQUISITOS – CERCEAMENTO DE DEFESA – NÃO OCORRÊNCIA Deverá restar demonstrada nos autos, a necessidade de perícia para o deslinde da questão, nos moldes estabelecidos pela legislação de regência. Não se verifica cerceamento de defesa pelo indeferimento de perícia, cuja necessidade não se comprova Fl. 292DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 04/11/2011 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 24/11/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 CERCEAMENTO DE DEFESA – NULIDADE – INOCORRÊNCIA Não há que se falar em nulidade por cerceamento de defesa se o Relatório Fiscal e as demais peças dos autos demonstram de forma clara e precisa a origem do lançamento e a fundamentação legal que o ampara DECLARAÇÃO EM GFIP – DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO – A empresa tem a obrigação de declarar em GFIP todos os fatos geradores de contribuição previdenciária, inclusive os valores relativos ao décimo terceiro salário. Na ausência de elaboração de GFIP correspondente à competência 13, as empresas estavam obrigadas a informar os valores do décimoterceiro salário na GFIP da competência 12 ou na correspondente à competência de desligamento do empregado em caso de rescisão contratual INFRAÇÃO CONTINUADA – ÂMBITO PREVIDENCIÁRIO – INEXISTÊNCIA Não há que se reconhecer a aplicação do instituto da infração continuada no âmbito das contribuições previdenciárias uma vez que a legislação específica não trata da matéria LEGISLAÇÃO POSTERIOR MULTA MAIS FAVORÁVEL – APLICAÇÃO A lei aplicase a ato ou fato pretérito, tratandose de ato não definitivamente julgado quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial para adequação da multa ao artigo 32A da Lei n° 8.212/91, caso mais benéfica Júlio César Vieira Gomes – Presidente Ana Maria Bandeira Relatora. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio César Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Walter Murilo Melo Andrade e Nereu Miguel Ribeiro Domingues. Fl. 293DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 04/11/2011 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 24/11/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 13617.000269/200774 Acórdão n.º 2402002.186 S2C4T2 Fl. 286 3 Relatório Tratase de Auto de Infração lavrado com fundamento na inobservância da obrigação tributária acessória prevista na Lei nº 8.212/1991, no art. 32, inciso IV e § 5º, acrescentados pela Lei nº 9.528/1997 c/c o art. 225, inciso IV e § 4º do Decreto nº 3.048/1999, que consiste em a empresa apresentar a GFIP – Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. Segundo o Relatório Fiscal da Infração (fls. 25), a empresa informou de forma inexata (a menor) ou omissa (não informou), nos campos "Remuneração (sem parcela do 13° salário)" e/ou "Remuneração 13° salário (somente parcela do 13° salário)" da GFIP (ou, em sendo o caso, GRFP), no período de 01/1999 a 13/2006, valores pagos a segurados empregados e segurados contribuintes individuais (pessoa física sem vinculo empregatício), extraídos das folhas de pagamento apresentadas à fiscalização, resultando em apuração a menor do valor devido correspondente às Contribuições Previdenciárias, conforme demonstrado nos "ANEXOS III — Segurados empregados e IV — Contribuintes Individuais", que integram os autos. A autuada foi intimada em 10/05/2007 e apresentou defesa (fls. 147/183) onde alega que as multas e as contribuições previdenciárias, foram apuradas para os mesmos negócios jurídicos o que configuraria enriquecimento ilícito do INSS. Informa que a empresa Comercial Paizão Ltda, possuía dois estabelecimentos (matriz e filial com endereços na Av. Dom Pedro II, 436 e Praça Mauá, 200) todos na cidade de Curvelo/MG. Em 25/09/2000 o Sr. Antônio Heleodoro dos Santos Júnior fez um adiantamento para futuro aumento de . capital social. O novo sócio seria admitido na empresa proprietária das quotas da notificada de nome Palhares Participações e Empreendimentos Ltda, assumindo, de imediato, a direção e administração do estabelecimento localizado na Av. Dom Pedro II, 436 Centro Curvelo/MG. O Sr. Antônio Heleodoro dos Santos Júnior, constituiu, em 31/10/2000 a empresa Comercial Santos e Mourão Ltda CNPJ/MF n. 04.173.740/000180. Com a cisão da Comercial Paizão Ltda, a empresa Comercial Santos e Mourão Ltda assumiu o estabelecimento localizado na Av. Dom Pedro II, 436 Centro Curvelo/MG, continuando a exploração do comércio varejista de supermercado; Posteriormente (05/09/2002 e 17/10/2002) – a empresa Comercial Santos e Mourão Ltda foi transferida para o Sr. José Abílio Prates e para a empresa Paiva Simões e Prates Ltda. Em 14/10/2005 foi decretada a falência da Comercial Santos e Mourão Ltda e em 22/05/2006 decretouse, também, a falência da empresa Paiva Simões e Prates Ltda Após a cisão, a notificada (Comercial Paizão Ltda), ficou com o estabelecimento localizado na Praga Mauá, 200 Centro Curvelo/MG. Fl. 294DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 04/11/2011 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 24/11/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 Argumenta que a empresa que resultar de fusão, transformação, incorporação ou cisão é responsável pelo pagamento das contribuições sociais previdenciárias e das contribuições destinadas as outras entidades ou fundos, devidas pelas empresas fusionadas, transformadas, incorporadas ou cindidas, ate a data do ato da fusão, da transformação, da incorporação ou da cisão. Apresenta preliminar de decadência. Alega que houve cerceamento de defesa pelo fato de o levantamento fiscal ter sido efetuado em conjunto, englobando a antiga filial e a matriz. Isso impossibilitou a notificada de impugnar quaisquer valores uma vez que possui somente os documentos com endereço da Praça Mauá, 200 Curvelo/MG. Considera que os relatórios fiscais não explicitaram suficientemente os fatos, dificultando a defesa. Aduz que a fiscalização fez apreensão de diversos documentos, que embasaram as autuações e notificações fiscais. Entretanto, lembra que a notificada não tem nenhuma ligação com os documentos apreendidos, uma vez que conforme consta no próprio Termo de Apreensão, foram apreendidos com o Sr. "José Abílio Prates Adquirente de filial dessa empresa no endereço: "Praça Targino de Figueiredo, 759, Timbira Curvelo/MG. Esclarece que desde setembro/2000, a notificada não tem acesso ou controle das atividades desenvolvidas pela empresa Comercial Santos e Mourão Ltda. Alega que os documentos apreendidos foram elaborados única e exclusivamente pelas pessoas que detinham sua posse e que em tais documentos não constam assinaturas, nem a grafia dos administradores da notificada. Assim, seriam documentos gerados unilateralmente pelos detentores de sua posse, não merecendo fé. Além disso, documentos sem assinaturas nada comprovariam, pois poderiam ser simplesmente rascunhos das folhas de pagamentos, não servindo como provas. Considera que se alguém é responsável pelas ilegalidades citadas no trabalho fiscal, certamente não é a notificada e que se a empresa Comercial Santos e Mourão Ltda e/ou seus diretores utilizaram o nome da Comercial Paizão Ltda, foi por sua conta e sem a autorização da notificada, assumindo o risco de suas atitudes. Tece considerações a respeito de outras autuações efetuadas na mesma ação fiscal e conclui que as pegas fiscais foram lavradas com base em ficções e presunções, o que não é permitido por lei. Alega que a multa aplicada seria confiscatória e que no auto de infração, foram aplicadas diversas multas, da mesma origem e natureza, praticadas nas mesmas condições, apuradas em uma única apuração fiscal. Entretanto, deveria ser aplicar uma única sanção, por se tratar de infração de natureza continuada. Argumenta que o INSS está exigindo cumprimento de obrigação impossível, uma vez que é sabido que no próprio sistema computadorizado versão 7.0 de 21/10/2004, fornecido pelo INSS/Caixa Econômica Federal, no campo "AJUDA DO SEFIP Fl" consta a informação de que o campo Base de Cálculo 13° Salário Previdência Social Referente à Competência do Movimento também pode ser preenchido na competência 13, com o valor integral da remuneração do 13° salário (todas as parcelas), a fim de gerarse a GPS desta competência. Esta opção visa apenas a geração de GPS da competência 13, caso a empresa Fl. 295DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 04/11/2011 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 24/11/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 13617.000269/200774 Acórdão n.º 2402002.186 S2C4T2 Fl. 287 5 queira utilizarse dessa facilidade do SEFIP. Não existe GFIP de competência 13. Ao efetuar se um movimento com a competência 13, o SEFIP gera apenas a GPS. Solicita a realização de perícia. Pelo acórdão nº 0219.103 (fls. 231/238) a 6ª Turma da DRJ/Belo Horizonte (MG) considerou o lançamento procedente em parte ao reconhecer a decadência do direito de aplicação de parte da multa com fundamento no art. 173, Inciso I, do Código Tributário Nacional haja vista a edição da súmula vinculante nº 08 do Supremo Tribunal Federal. Contra tal decisão, a autuada apresentou recurso tempestivo (fls. 252/276) onde mantém o argumento de que até 31/12/2004, não existia SEFIP para 13° salário, conforme consta nas próprias orientações do INSS. Menciona o Informativo n. 005, de 22/07/2005 denominado "Novo Modelo da Gfip" o que informa que a partir do ano de 2005, tornase obrigatória a entrega de GFIP para a competência 13, a fim de informar o 13° salário anual pago aos trabalhadores (1° e 2° parcelas somadas). Além disso, o mesmo informativo afirma que será facultativa a entrega da GFIP da competência 13 para os anos de 1999 a 2004. Quanto à decadência, alega que deve ser observado o disposto no § 4° do art. 150 do CTN. Considera que houve cerceamento de defesa, uma vez que o julgador de primeira instância não analisou a totalidade dos argumentos apresentados, como também indeferiu o pedido de perícia sob o argumento de que esta seria desnecessária o que não se verifica. No mais efetua a repetição das alegações de defesa. Os autos foram encaminhados a este Conselho para apreciação do recurso. É o relatório. Fl. 296DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 04/11/2011 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 24/11/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 6 Voto Conselheira Ana Maria Bandeira, Relatora O recurso é tempestivo e não há óbice ao seu conhecimento. Embora a decisão de primeira instância já tenha reconhecido a decadência até a competência 11/2001, a recorrente mantém seu inconformismo por entender que o dispositivo aplicável para o cômputo da decadência seria o § 4º do art. 150 do CTN. De fato, a decadência deve ser e foi verificada considerandose a Súmula Vinculante nº 8, editada pelo Supremo Tribunal Federal, que dispôs o seguinte: Súmula Vinculante 8 “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário” Da análise do caso concreto, verificase que embora se trate de aplicação de multa pelo descumprimento de obrigação acessória, há que se verificar a ocorrência de eventual decadência à luz das disposições do Código Tributário Nacional que disciplinam a questão ante a manifestação do STF quanto à inconstitucionalidade do art 45 da Lei nº 8.212/1991. O Código Tributário Nacional trata da decadência no artigo 173, abaixo transcrito: “Art.173 O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva à decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo Único O direito a que se refere este artigo extingue se definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento.” Quanto ao lançamento por homologação, o Códex Tributário definiu no art. 150, § 4º o seguinte: “Art.150 O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. ..................................... Fl. 297DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 04/11/2011 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 24/11/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 13617.000269/200774 Acórdão n.º 2402002.186 S2C4T2 Fl. 288 7 § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação.” Tem sido entendimento constante em julgados do Superior Tribunal de Justiça, que nos casos de lançamento em que o sujeito passivo antecipa parte do pagamento da contribuição, aplicase o prazo previsto no § 4º do art. 150 do CTN, ou seja, o prazo de cinco anos passa a contar da ocorrência do fato gerador, uma vez que resta caracterizado o lançamento por homologação. No caso, como se trata de aplicação de multa pelo descumprimento de obrigação acessória não há que se falar em antecipação de pagamento por parte do sujeito passivo, assim, para a apuração de decadência, aplicase a regra geral contida no art. 173, inciso I do CTN. Asseverese que a questão foi objeto de manifestação por parte da Procuradoria da Fazenda Nacional por meio da Nota PGFN/CAT No 856/ 2008 aprovada pelo ProcuradorGeral da Fazenda Nacional em 01/09/2008, nos seguintes termos: “Aprovo. Frisese a conclusão da presente Nota de que o prazo de decadência para constituir as obrigações tributárias acessórias relativas às contribuições previdenciárias é de cindo anos e deve ser contado nos termos do art. 173, I, do CTN.” Nesse sentido, concordo com o julgador de primeira instância de que o direito de aplicação da multa pelo descumprimento da obrigação acessória encontrase decaído até a competência 11/2001, inclusive, uma vez que a ciência do sujeito passivo ocorreu em 10/05/2007. Assim, a multa aplicada até a competência citada deverá ser excluída da presente autuação. A recorrente também alega que houve cerceamento de defesa pelo fato de o julgador de primeira instância não haver apreciado todas as questões trazidas. Cumpre informar que a recorrente efetuou uma única peça de defesa para todas as autuações que sofreu, onde trata de assuntos relacionados a todas as autuações. O julgador de primeira instância, com base nas informações fornecidas pela auditoria fiscal e razões de defesa apresentadas pela recorrente decidiu pela procedência parcial do lançamento pelos motivos que elenca, excluindo apenas a multa correspondente ao período abrangido pela decadência. Cumpre ressaltar que o órgão julgador não se obriga a apreciar toda e qualquer alegação apresentada pela recorrente, mas tão somente aquelas que possuem o condão de formar ou alterar sua convicção. Fl. 298DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 04/11/2011 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 24/11/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 8 Tal entendimento encontra respaldo em jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça aplicada subsidiariamente conforme se depreende do Recurso Especial, cuja ementa transcrevo abaixo: “RESP 208302 / CE ; RECURSO ESPECIAL1999/00235967 – Relator: Ministro Edson Vidigal – Quinta Turma – Julgamento em 01/06/1999 – Publicação em 28/06/1999 – DJ pág 150 PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PARA FINS DE PREQUESTIONAMENTO. ADMISSIBILIDADE. REFERÊNCIA A CADA DISPOSITIVO LEGAL INVOCADO. DESNECESSIDADE. 1. Legal a oposição de Embargos Declaratórios para pré questionar matéria em relação a qual o Acórdão embargado omitiuse, embora sobre ela devesse se pronunciar; o juiz não está obrigado, entretanto, a responder todas as alegações das partes, quando já tenha encontrado motivo suficiente para fundar a decisão. 2. Recurso não conhecido.” “REsp 767021 / RJ ; RECURSO ESPECIAL 2005/01171187 – Relator: Ministro JOSÉ DELGADO PRIMEIRA TURMA – Julgamento em 16/08/2005 DJ 12.09.2005 p. 258 PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU FALTA DE MOTIVAÇÃO NO ACÓRDÃO A QUO. EXECUÇÃO FISCAL. ALIENAÇÃO DE IMÓVEL. DESCONSIDERAÇÃO DA PESSOA JURÍDICA. GRUPO DE SOCIEDADES COM ESTRUTURA MERAMENTE FORMAL. PRECEDENTE. 1. Recurso especial contra acórdão que manteve decisão que, desconsiderando a personalidade jurídica da recorrente, deferiu o aresto do valor obtido com a alienação de imóvel. 2. Argumentos da decisão a quo que são claros e nítidos, sem haver omissões, obscuridades, contradições ou ausência de fundamentação. O nãoacatamento das teses contidas no recurso não implica cerceamento de defesa. Ao julgador cabe apreciar a questão de acordo com o que entender atinente à lide. Não está obrigado a julgar a questão conforme o pleiteado pelas partes, mas sim com o seu livre convencimento (art. 131 do CPC), utilizandose dos fatos, provas, jurisprudência, aspectos pertinentes ao tema e da legislação que entender aplicável ao caso. Não obstante a oposição de embargos declaratórios, não são eles mero expediente para forçar o ingresso na instância especial, se não há omissão a ser suprida. Inexiste ofensa ao art. 535 do CPC quando a matéria enfocada é devidamente abordada no aresto a quo. (g.n.)” De igual forma, a recorrente alega cerceamento de defesa pelo indeferimento da perícia solicitada. A necessidade de perícia para o deslinde da questão tem que restar demonstrada nos autos. Fl. 299DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 04/11/2011 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 24/11/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 13617.000269/200774 Acórdão n.º 2402002.186 S2C4T2 Fl. 289 9 No que tange à perícia, o Decreto nº 70.235/1972 estabelece o seguinte: Art.16 A impugnação mencionará: .................................. IV as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação de quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional de seu perito; § 1º Considerarseá não formulado o pedido de diligência ou perícia que deixar de atender aos requisitos previstos no inciso IV do art. 16. (...) Art.18 A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de ofício ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis, observado o disposto no art. 28, in fine. Da leitura do dispositivo, verificase que além de ser obrigada a cumprir requisitos para ter o pedido de perícia deferido, tal deferimento só ocorrerá diante do entendimento da autoridade administrativa no que concerne à necessidade da mesma. Nesse sentido, não basta que o sujeito passivo deseje a realização da perícia, esta tem que se considerada essencial para o deslinde da questão pela autoridade administrativa, nos termos da legislação aplicável. Não tendo sido demonstrada pela recorrente a necessidade da realização de perícia, não se pode acolher a alegação de cerceamento de defesa pelo seu indeferimento. Portanto, rejeito a preliminar apresentada De igual sorte, a recorrente insiste na existência de cerceamento de defesa, desta vez sob o argumento de que o levantamento fiscal teria sido efetuado em conjunto, englobando a antiga filial e a matriz, o que impossibilitaria à notificada de impugnar quaisquer valores uma vez que possui somente os documentos com endereço da Praça Mauá, 200 Curvelo/MG. Além disso, afirma que por causa da cisão, os documentos do estabelecimento com endereço na Av. Dom Pedro II, 436 Centro Curvelo/MG ficaram com a empresa Comercial Santos e Mourão Ltda. Não há razão no argumento. Se a recorrente observar atentamente os documentos que compõem os autos, poderá verificar que a auditoria fiscal elaborou planilha denominada Anexo III (fls. 36/127) onde informa por estabelecimento e competência, os segurados e os valores recebidos por cada um deles declarados e não declarados em GFIP. Do referido anexo podese constatar que a auditoria fiscal somente incluiu segurados que laboravam na filial até a competência 03/2001. Ou seja, o lançamento Fl. 300DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 04/11/2011 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 24/11/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 10 remanescente que é objeto do recurso interposto não se reporta a qualquer valor relativo à filial, a qual passou à administração de terceiros em razão da cisão ocorrida conforme informado pela própria recorrente. Como se trata de valores apurados junto à matriz, não há que se falar que a empresa teve seu direito de defesa cerceado em razão da auditoria fiscal ter efetuado o lançamento englobado e esta não ter tido acesso aos documentos da filial. Aliás, o que se observa é que a auditoria fiscal não efetuou lançamentos contra a recorrente relativamente a fatos geradores ocorridos na filial após a alegada cisão. A recorrente ainda questiona os relatórios fiscais que fiscais não teriam explicitado suficientemente os fatos, dificultando a defesa. Os elementos que compõem os autos são suficientes para a perfeita compreensão do lançamento, qual seja, multa por descumprimento de obrigação acessória pela omissão de fatos geradores em GFIP, apurados da comparação entre os valores constantes das folhas de pagamento e aqueles declarados em GFIP pela recorrente. Tais valores foram pormenorizadamente informados pela auditoria fiscal nos anexos que compõem a presente autuação, bem como toda a fundamentação legal que amparou o lançamento foi disponibilizada ao contribuinte conforme se verifica na folha de rosto do Auto de Infração em tela. Assim, não há que se falar em cerceamento de defesa e nulidade da notificação. Cumpre também afastar a alegação de que as multas e as contribuições previdenciárias, foram apuradas para os mesmos negócios jurídicos, o que configuraria enriquecimento ilícito do órgão. De fato, a recorrente sofreu outras autuações mas todas com fundamento diverso da presente autuação. A recorrente alega que foi autuada pelo não cumprimento de obrigação impossível, pois somente a partir de 2005 as empresas passaram a ser obrigada a apresentar GFIP para a competência 13, contendo o 13º salário pago aos empregados, sendo que até 2004, a entrega de GFIP para esta competência era uma faculdade. Asseverese que a recorrente não foi autuada pela não entrega de GFIP relativa à competência 13, mas pelo fato de não ter informado nas GFIPs entregues o valor do 13º salário pago aos segurados empregados. De fato, somente a partir de 2005, as empresas passaram a ser obrigadas a elaborar e entregar GFIP distinta correspondente à competência 13 o que ao significa que estas não estivessem obrigadas a informar os valores dos 13º salários pagos, uma vez que a a legislação é clara ao dispor a respeito de tal obrigação acessória, conforme se verifica no art. 32, IV e parágrafo 5º da Lei nº 8.212/1991, na redação vigente à época dos fatos geradores. Art. 32. A empresa é também obrigada a: (...) IV – informar mensalmente ao Instituto Nacional do Seguro Social– INSS , por intermédio de documento a ser definido em regulamento, dados relacionados aos fatos geradores de Fl. 301DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 04/11/2011 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 24/11/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 13617.000269/200774 Acórdão n.º 2402002.186 S2C4T2 Fl. 290 11 contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS. (...) § 5º A apresentação do documento com dados não correspondentes aos fatos geradores sujeitará o infrator à pena administrativa correspondente à multa de cem por cento do valor devido relativo à contribuição não declarada, limitada aos valores previstos no parágrafo anterior. De acordo com o dispositivo legal todos os fatos geradores de contribuição previdenciária devem ser declarados em GFIP e em razão de o 13º salário sofrer a incidência de contribuição previdenciária deve ser informado em GFIP. Assim, ainda que não houvesse a obrigação de elaborar uma GFIP específica para a competência 13, os valores correspondentes ao 13º salário deveriam ser declarados na GFIP correspondente à competência 12 juntamente com os fatos geradores correspondentes á citada competência (ver itens 2.11 e 2.12 do Capitulo III do Manual da GFIP SEFIP 7). Sendo que no caso de rescisão tal informação deveria constar na GFIP da competência de desligamento do empregado. 2.11 DECLARAÇÃO PARA O INSS COMPETÊNCIA 13 Contribuição descontada dos segurados Informar, na GFIP da competência 12, o valor da contribuição descontada dos segurados incidente sobre a remuneração do 13° salário competência 13. O valor informado neste campo é somado ao descontado dos segurados na competência 12, sendo que este novo total será o constante da GFIP. NOTA: O empregador/contribuinte deve descontar a contribuição da segurada empregada sobre o 13° salário, ainda que pago diretamente pelo INSS, correspondente ao período de licençamaternidade, e deve efetuar o recolhimento no documento de arrecadação da Previdência GPS da competência 13, ou na competência em que houver rescisão de contrato de trabalho ou outro afastamento definitivo. 2.12 DECLARAÇÃO PARA O INSS COMPETÊNCIA 13 Valor devido à Previdência Social Informar, na GFIP da competência 12, o valor devido à Previdência Social incidente sobre a remuneração do 13° salário competência 13. O valor informado neste campo é somado ao devido à Previdência Social na competência 12, sendo que este total será o constante da GFIP. NOTAS: 1. As contribuições incidentes sobre o 13° salário, exceto no caso de rescisão, devem ser recolhidas até o dia 20 de dezembro, informandose no documento de arrecadação da Previdência GPS a competência 13 e o ano correspondente, ainda que a última parcela seja paga ao trabalhador antes do mês de dezembro. 2. O valor a ser informado neste campo é o total das contribuições devidas à Previdência Social, incidentes sobre o Fl. 302DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 04/11/2011 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 24/11/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 12 13° salário, assim considerado o somatório da contribuição descontada dos segurados, da contribuição da empresa, inclusive a destinada ao financiamento dos benefícios decorrentes dos riscos ambientais do trabalho RAT, e das destinadas a outra entidades e fundos (terceiros), deduzidos os valores de 13° salário correspondentes ao período da licença maternidade pagos pelo empregador/contribuinte e eventuais compensações. A recorrente argumenta que deveria ter sido aplicada uma única sanção em razão de tratarse de infração continuada e menciona o Regulamento do IPI que trata a questão para demonstrar que a própria Fazenda reconhece a possibilidade de reconhecer a ocorrência da infração continuada. Cumpre dizer que tal instituto é originário do Código Penal, no entanto, entendo que a menos que a legislação específica que trata das contribuições previdenciárias trate de forma expressa sobre a consideração da existência de infração continuada, o entendimento não pode ser aplicado. E como é sabido tanto a Lei nº 8.212/1991 como o seu Regulamento nada trazem a respeito do tema. Portanto, afastase a alegação. Quanto à alegação de que a multa seria confiscatória, vale lembrar que esta foi aplicada de acordo com a legislação vigente à época do lançamento. No que tange à multa aplicada, vale ressaltar que a Lei nº 11.941/2009 alterou a sistemática de cálculo de multa por infrações relacionadas à GFIP. Para tanto, inseriu o art. 32A, o qual dispõe o seguinte: “Art.32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do art. 32 no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitarseá às seguintes multas: I de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e II de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3o deste artigo. §1º Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso II do caput, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento §2o Observado o disposto no § 3o, as multas serão reduzidas: Fl. 303DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 04/11/2011 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 24/11/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 13617.000269/200774 Acórdão n.º 2402002.186 S2C4T2 Fl. 291 13 I à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou II a setenta e cinco por cento, se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação §3o A multa mínima a ser aplicada será de: I R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; II R$ 500,00 ( quinhentos reais), nos demais casos”. Diante da alteração trazida pela Lei nº 11.941/2009, há que se verificar a aplicabilidade do princípio da retroatividade benigna da lei previsto no art. 106 do CTN, in verbis: Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.” No caso em tela, tratase de infração que agora se enquadra no art. 32A, inciso I. Considerando o princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106. inciso II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional, há que se verificar a situação mais favorável ao sujeito passivo, face às alterações trazidas. Nesse sentido, entendo que na execução do julgado, a autoridade fiscal deverá verificar qual a situação mais benéfica ao contribuinte. Diante do exposto e de tudo o mais que dos autos consta. Voto no sentido de CONHECER do recurso e DARLHE PROVIMENTO PARCIAL, para que seja efetuado o cálculo da multa de acordo com o art. 32A da Lei nº 8.212/1991 e comparado ao cálculo anterior, para que seja aplicado o cálculo mais benéfico ao sujeito passivo. É como voto. Ana Maria Bandeira Fl. 304DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 04/11/2011 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 24/11/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 14 Fl. 305DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 04/11/2011 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 24/11/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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Numero do processo: 14474.000140/2007-09
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Sep 30 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri Sep 30 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/08/2004 a 31/12/2004
AUTO DE INFRAÇÃO. RETENÇÃO DE 11%. DESTAQUE EM NOTAS
FISCAIS. AUSÊNCIA. MULTA. A empresa prestadora tem o dever de
efetuar o destaque do valor correspondente a 11% das notas fiscais de prestação de serviços de construção civil.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2402-002.132
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso voluntário.
Matéria: Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)
Nome do relator: IGOR ARAUJO SOARES
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1457; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T2 Fl. 96 1 95 S2C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 14474.000140/200709 Recurso nº 000.000 Voluntário Acórdão nº 2402002.132 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 30 de setembro de 2011 Matéria AUTO DE INFRAÇÃO: CESSÃO DE MÃO DE OBRA. DESTAQUE NA NOTA FISCAL DE SERVIÇO. Recorrente RENOIR CONSTRUÇÕES CIVIS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/08/2004 a 31/12/2004 AUTO DE INFRAÇÃO. RETENÇÃO DE 11%. DESTAQUE EM NOTAS FISCAIS. AUSÊNCIA. MULTA. A empresa prestadora tem o dever de efetuar o destaque do valor correspondente a 11% das notas fiscais de prestação de serviços de construção civil. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Júlio César Vieira Gomes Presidente. Igor Araújo Soares Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Igor Araújo Soares, Ronaldo de Lima Macedo, Tiago Gomes de Carvalho Pinto e Nereu Miguel Ribeiro Domingues. Fl. 101DF CARF MF Emitido em 25/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/10/2011 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 21/10/2011 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Relatório Tratase de recurso de voluntário interposto por RENOIR CONSTRUÇÕES CIVIS LTDA, em face do v. acórdão de fls. 81/84, que manteve a integralidade do Auto de Infração 37.088.4404, por meio do qual foi lançada multa por ter a recorrente deixado de destacar 11% do valor bruto de notas fiscais de prestação serviços mediante a cessão de mão deobra. Consta do relatório fiscal que embora na discriminação dos serviços apostos nas notas fiscais/faturas emitidas para as empresas GRACIOSA COUNTRY CLUB e FUNDEPAR, conste tratarse de assessoria técnica, todos os serviços prestados referemse à execução. de serviços de construção civil, conforme planilha de medição de obras anexadas às notas fiscais n° 40, 45, 46, 48, 49 e 50. O lançamento compreende somente a competências de 12/2004, com a ciência do contribuinte acerca do lançamento efetivada em 25/08/2007 (fls. 52). Em seu recurso sustenta a recorrente que não prestou os serviços descritos nas notas fiscais mediante uso de seu pessoal contratado, mas gerenciando funcionários das empresas contratadas. Defende, ainda que quanto a obra do Colégio Estadual que não houve Contrato assinado entre as partes, por se tratar de perícia técnica para a avaliação de problemas existentes no prédio, tais como infiltrações e instalações elétricas, motivo pelo qual também não houve medições, visto que a mão de obra utilizada para os consertos foram do Colégio Estadual Paula Gomes, cabendo à recorrente somente o laudo para definir a lista de serviços que deveriam ser executados dentro do que estava estimado pela planilha do Decom que era apenas indicativa e sem uma avaliação técnica com as devidas atividades que seriam necessárias para cada serviço. Por conseguinte, afirma que não houve omissão de lançamentos contábeis visto que conforme Termo Aditivo de Contrato celebrado entre a Renoir Construções Civis Ltda e Graciosa Country Club, que esclarece amplamente que a contratada apenas gerenciaria e fiscalizaria obras dentro de sua propriedade com a inclusão de remuneração que seria igual a valores levantados de serviços executados pelo seu próprio quadro de pessoal da manutenção ( Graciosa ), por esse motivo que existem medições de mão de obra, as quais serviam de referencia para o pagamento da contratada, denunciamos ainda que o mesmo Termo foi apresentado para o Senhor Auditor que não considerou por questões não definidas por ele mesmo e que não possuía, sequer, um funcionário registrado na época dos serviços, é porque não realizáva prestação de mão de obra e sim utilizávamos o próprio quadro funcional do Graciosa Country Club, apresentamos também Certidão Negativa do Ministério do Trabalho referentes a processos trabalhista que eventualmente ocorressem devido a falta de registro de pessoal, visto que pelo volume de serviços exigiria vários funcionários, acreditamos que se fossemos irregulares como consta na Notificação, pelo menos algum funcionário teria reclamado seus direitos, o que nunca ocorreu. Sem contrarrazões da Procuradoria da Fazenda Nacional, vieram os autos a este Eg. Conselho. É o relatório. Fl. 102DF CARF MF Emitido em 25/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/10/2011 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 21/10/2011 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 14474.000140/200709 Acórdão n.º 2402002.132 S2C4T2 Fl. 97 3 Voto Conselheiro Igor Araújo Soares, Relator CONHECIMENTO Tempestivo o recurso, merece conhecimento. Sem preliminares. MÉRITO Conforme já relatado, insurgese a recorrente contra a infração de ter deixado de destacar 11% das notas fiscais de serviço indicadas no relatório fiscal, as quais a fiscalização entendeu serem referentes a serviços de construção civil. Tais notas referemse aos serviços prestados às empresas GRACIOSA COUNTRY CLUB e FUNDEPAR. Quanto as notas emitidas para a SECOVIMED, o v. acórdão recorrido entendeu que as próprias alegações da recorrente, no sentido de que não pode apresentar as planilhas de medição dos serviços executados, uma vez que os valores dela constantes foram definidos em razão do montante de horas de permanência do funcionário na obra, reforçavam o entendimento da fiscalização de que havia mãodeobra ali empregada, não constando o seu registro na contabilidade. A justificativa da recorrente, a meu ver, improcede pelos mesmos motivos apontados em primeira instância, ou seja, ao invés de demonstrarem não ter havido qualquer mão de obra empregada, o que afastaria, portanto a tributação, a recorrente confirma que foram contratados funcionários para sua realização, sem que os pagamentos efetuados aos mesmos tenham sido espelhados em sua contabilidade. No que se refere aos serviços do colégio Estadual Paula Gomes, o v. acórdão fez alusão que a recorrente não logrou êxito em comprovar suas alegações de que apenas prestou assessoria técnica na obra realizada e que toda a mãodeobra utilizada foi própria do Colégio Paula Gomes. E assim concluiu em razão da recorrente não ter demonstrado a apuração no valor constantes das notas fiscais 28 e 43, juntadas aos autos. Sobre este tópico sequer a recorrente fez acompanhar a nota fiscal o contrato de assessoria técnica que demonstrou possuir com a empresa GRACIOSA COUNTRY CLUB, já que em se tratando de situação semelhante, certamente a contratação deveria seguir o mesmo padrão. Não obstante, a fiscalização ainda tentou obter os documentos relativos a obra junto ao Diretor do Colégio, o qual informou não conseguir obtêlos, pois estavam sobre o crivo da análise do Tribunal de Contas. Fl. 103DF CARF MF Emitido em 25/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/10/2011 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 21/10/2011 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 Verificase, portanto, que mesmo diante da não apresentação de qualquer documento referente à obra do Colégio, mesmo assim a fiscalização ainda tentou obter informações sobre as alegações do contribuinte, o que também não logrou êxito em fazêlo. Já no que se refere aos serviços constantes das notas fiscais da GRACIOSA COUNTRY CLUB, o relatório fiscal apontou que reconheceu que a recorrente, de fato possuía um contrato apenas de assessoria técnica com a empresa, tanto que deixou de efetivar o lançamento dos valores decorrentes de dita relação na NFLD, não os considerando como fatos geradores das contribuições lançadas. Todavia, verificou que além do contrato no valor mensal de R$ 3.500,00 (três mil e quinhentos reais), foram emitidas outras notas fiscais, de valores por vezes muito maiores do que o pactuado no instrumento, motivo que levou a conclusão, a meu ver bem acertada, de que se tratavam de valores referentes a outra prestação de serviços. Além de referidas outras notas, também restou demonstrado que esta tinham correlação com os valores de medições efetuadas na obra do BAR DO GOLF, medições estas que estavam foram assinadas pela recorrente e continham outros serviços, que não os de assessoria, tanto que além do pagamento incluir os gastos com a mãodeobra empregada, incluíam, ainda uma taxa de 17% sobre o valor total dos gastos, o que assemelhase a uma taxa de administração, não me parecendo ser condizente com o contrato apresentado pela recorrente o qual determina um valor fixo para a assessoria técnica. Ainda sobre os serviços prestados no GRACIOSA, fora juntada aos autos uma declaração, firmada pelo clube apontando que no último bimestre do ano de 2004, toda a mãodeobra utilizada fora própria. Sobre referida declaração há de se asseverar que também entendo que a mesma não deva ser considerada, uma vez que a própria fiscalização apontou em seu relatório que de fato havia um contrato de assessoria técnica entre as partes, bem como que sobre referido contrato foi verificada a existência de notas fiscais, entretanto, notas fiscais estas que não foram objeto do lançamento. Diante de tal assertiva e em razão da divergência dos valores das notas de prestação com o contrato de assessoria firmado (do qual não foi apresentado o dito termo aditivo), entendo que a simples apresentação da declaração, que nem mesmo indica pontualmente ter sido relativa a obra do BAR DO GOLF, mas sim a serviços de manutenção realizados no clube, de fato não pode ser considerada como apta a afastar as conclusão da fiscalização que se tratavam de outros serviços prestados simultaneamente. Assim, em se tratando de ônus da recorrente, uma vez que o lançamento fora efetuado por aferição indireta, verifico da análise da documentação juntada aos autos, que esta não possui o condão de abalar o lançamento efetuado. Ante todo o exposto, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso. É como voto. Igor Araújo Soares Fl. 104DF CARF MF Emitido em 25/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/10/2011 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 21/10/2011 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 14474.000140/200709 Acórdão n.º 2402002.132 S2C4T2 Fl. 98 5 Fl. 105DF CARF MF Emitido em 25/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/10/2011 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 21/10/2011 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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Numero do processo: 13820.001187/2002-27
Data da sessão: Tue May 21 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3403-000.445
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência.
Nome do relator: DOMINGOS DE SA FILHO
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Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Antonio Carlos Atulim Presidente. Domingos de Sá Filho Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antonio Carlos Atulim, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Ivan Allegretti e Raquel Motta Brandão Minatel. Relatório Tratase de recurso ordinário interposto em face de Acórdão prolatado pela DRJ em Ribeirão Preto/SP, que concluiu por indeferir parcialmente o pedido de ressarcimento pleiteando de crédito de Imposto Sobre Produtos Industrializado, referente ao período de 01/05/2002 a 30/09/2003. O pedido é com fundamento no Decretolei número 491/69 e na Lei número 8.402/92, art. 1o, inciso II, decorrente de insumos utilizados na fabricação de produtos exportados. O pedido de ressarcimento de créditos do IPI encontra à fl.01, protocolado em 07 de novembro de 2002, no valor de R$ 4.200.000,00 (quatro milhões e duzentos mil reais). RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 38 20 .0 01 18 7/ 20 02 -2 7 Fl. 546DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 3 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP27.0121.15073.E10C. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13820.001187/200227 Resolução nº 3403000.445 S3C4T3 Fl. 4 2 O indeferimento parcial do pleito deuse nos termos da ementa abaixo: “EMENTA: IPI COMPENSAÇÃO. PEDIDO DE RESSARCIMENTO. LANÇAMENTO DE OFÍCIO QUE ESGOTOU PARTE DO SALDO CREDOR DO IPI. Mantido em primeira instância o auto de Infração que esgotou parte do saldo credor do IPI, e de se manter o indeferimento do ressarcimento pleiteado e a parcial homologação das compensações declaradas, em razão da perda da certeza e liquidez do direito creditório alegado pelo interessado.”. Houve homologação parcial de compensação declarada no processo de número 13820.001164/200273 e deixouse de homologar aquela declarada no processo 13820.001357/200273. Do montante pleiteado a título de ressarcimento foi glosada a importância de R$ 1.037.223,28 (um milhão, trinta e sete mil, duzentos e vinte e três reais e vinte e oito centavos). Consta da decisão recorrida que teria sido reconhecido o direito creditório contra a Fazenda Pública no valor de R$ 2.162.776,72 (dois milhões, cento sessenta e dois mil, setecentos setenta seis reais e setenta e dois centavos), e o valor não reconhecido decorre da lavratura do Auto de Infração integrante do processo número 16045.000229/200581, referente à reconstituição da escrita fiscal. Da fundamentação contida no Acórdão 1417.560 da 2a Turma da DRJ/RPO, diz que o auto de infração se refere ao processo 16045.000109/200745. Inconformado com a decisão desfavorável houve interposição do Voluntário, sustentando, inicialmente, a necessidade de aguardar o julgamento do processo número 16045.000109/200745. Ressalta que o processo número16045. 000.109/200745 foi lavrado especificamente para fins de verificar a legitimidade do saldo credor defendido neste caderno administrativo, vez que continua aguardando julgamento definitivo. Por essa razão entende que há questão prejudicial ao julgamento do pedido de compensação. Em síntese, a controvérsia apresentada neste recurso resumese: alteração no saldo credor e devedor do IPI da empresa decorrente da ação fiscal, que resultou no processo administrativo 16045.000109/200745, em razão da discussão referente ao valor mínimo tributável, e sim o valor da operação. Sobrestado o julgamento no sentido de aguardar o desfecho nos autos de número 16045.000109/200745. É o relatório. Voto Conselheiro Domingos de Sá Filho, Relator. O recurso é tempestivo e satisfaz os demais requisitos de admissibilidade, impondo o seu conhecimento. Fl. 547DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 3 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP27.0121.15073.E10C. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13820.001187/200227 Resolução nº 3403000.445 S3C4T3 Fl. 5 3 O pleito formulado neste caderno passou a depender da decisão que fosse a ser prolatada nos autos de número 16045.000109/200745, em decorrência da natureza dos créditos e outros obstáculos motivadores do auto de infração que alterou substancialmente a escrita fiscal, reduzindo o saldo credor do IPI. A decisão contida no Acórdão nº 330299.610, 3ª Câmara/2ª Turma Ordinária, sessão de 30 de setembro de 2010, cópia juntada nestes autos restou desfavorável aos interesses da Recorrente, visto que, manteve o crédito tributário, excluindo tãosó a majoração da multa, da qual há recurso especial. Em sendo assim, não há transito em julgado em relação ao crédito que pretende. Diante do exposto, voto no sentido de transformar o julgamento em diligência no sentido de aguardar a decisão definitiva nos autos do processo nº 16045.000109/200745. É como voto. Domingos de Sá Filho Fl. 548DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 3 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP27.0121.15073.E10C. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por DOMINGOS DE SA FILHO em 25/07/2013 17:45:07. Documento autenticado digitalmente por DOMINGOS DE SA FILHO em 25/07/2013. Documento assinado digitalmente por: ANTONIO CARLOS ATULIM em 26/07/2013 e DOMINGOS DE SA FILHO em 25/07/2013. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 27/01/2021. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP27.0121.15073.E10C Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: F19279557351F81D87BF6E4EB765A56E9CCB3D49 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 13820.001187/2002-27. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 10665.001981/2008-16
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 25 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Oct 25 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/07/2003 a 31/12/2004
MEMBRO DE CONSELHO TUTELAR – VINCULAÇÃO AO RGPS —
CONTRIBUINTE INDIVIDUAL.
Vinculam-se ao RGPS, na condição de contribuinte individual, aquele presta serviço de natureza urbana ou rural, em caráter eventual, a uma ou mais empresas, sem relação de emprego, situação em que se enquadram perfeitamente os membros de conselhos tutelares.
INCONSTITUCIONALIDADE
É prerrogativa do Poder Judiciário, em regra, a argüição a respeito da
constitucionalidade ou ilegalidade e, em obediência ao Princípio da
Legalidade, não cabe ao julgador no âmbito do contencioso administrativo
afastar aplicação de dispositivos legais vigentes no ordenamento jurídico
pátrio sob o argumento de que seriam inconstitucionais
SALÁRIO INDIRETO – AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO DESACORDO
COM O PAT
Integram o salário de contribuição os valores pagos a título de ajuda
alimentação fornecidos por empresa que não tenha efetuado sua adesão ao
Programa de Alimentação do Trabalhador aprovado pelo Ministério do
Trabalho e Emprego
SEGURADOS ABRANGIDOS PELO REGIME GERAL DE
PREVIDÊNCIA SOCIAL – OBSERVÂNCIA DE LEGISLAÇÃO
FEDERAL
É a legislação federal, no caso, a Lei nº 8.212/1991, que deve ser observada
no tocante à exigibilidade de contribuição previdenciária sobre valores pagos
a segurados vinculados ao Regime Geral de Previdência Social
PAGAMENTOS EXTRAS – ABONOS – CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA
Apenas a lei pode afastar a natureza jurídica salarial das importâncias pagas
ao empregado, cujo caráter indenizatório não se evidencie no sentido de se
constituir em supressão de direito ou vantagem que configure perda
COMPENSAÇÃO – REQUISITOS LEGAIS
A compensação deve ser realizada de acordo com o que estabelece a
legislação e deve restar provada a existência do crédito compensável e o seu
valor por meio de registros contábeis
PERÍCIA – NECESSIDADE – COMPROVAÇÃO – REQUISITOS –
CERCEAMENTO DE DEFESA – NÃO OCORRÊNCIA
Deverá restar demonstrada nos autos, a necessidade de perícia para o deslinde
da questão, nos moldes estabelecidos pela legislação de regência. Não se
verifica cerceamento de defesa pelo indeferimento de perícia, cuja
necessidade não se comprova
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2402-002.143
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso.
Matéria: CPSS - Contribuições para a Previdencia e Seguridade Social
Nome do relator: ANA MARIA BANDEIRA
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ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/07/2003 a 31/12/2004 MEMBRO DE CONSELHO TUTELAR – VINCULAÇÃO AO RGPS — CONTRIBUINTE INDIVIDUAL. Vinculam-se ao RGPS, na condição de contribuinte individual, aquele presta serviço de natureza urbana ou rural, em caráter eventual, a uma ou mais empresas, sem relação de emprego, situação em que se enquadram perfeitamente os membros de conselhos tutelares. INCONSTITUCIONALIDADE É prerrogativa do Poder Judiciário, em regra, a argüição a respeito da constitucionalidade ou ilegalidade e, em obediência ao Princípio da Legalidade, não cabe ao julgador no âmbito do contencioso administrativo afastar aplicação de dispositivos legais vigentes no ordenamento jurídico pátrio sob o argumento de que seriam inconstitucionais SALÁRIO INDIRETO – AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO DESACORDO COM O PAT Integram o salário de contribuição os valores pagos a título de ajuda alimentação fornecidos por empresa que não tenha efetuado sua adesão ao Programa de Alimentação do Trabalhador aprovado pelo Ministério do Trabalho e Emprego SEGURADOS ABRANGIDOS PELO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL – OBSERVÂNCIA DE LEGISLAÇÃO FEDERAL É a legislação federal, no caso, a Lei nº 8.212/1991, que deve ser observada no tocante à exigibilidade de contribuição previdenciária sobre valores pagos a segurados vinculados ao Regime Geral de Previdência Social PAGAMENTOS EXTRAS – ABONOS – CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Apenas a lei pode afastar a natureza jurídica salarial das importâncias pagas ao empregado, cujo caráter indenizatório não se evidencie no sentido de se constituir em supressão de direito ou vantagem que configure perda COMPENSAÇÃO – REQUISITOS LEGAIS A compensação deve ser realizada de acordo com o que estabelece a legislação e deve restar provada a existência do crédito compensável e o seu valor por meio de registros contábeis PERÍCIA – NECESSIDADE – COMPROVAÇÃO – REQUISITOS – CERCEAMENTO DE DEFESA – NÃO OCORRÊNCIA Deverá restar demonstrada nos autos, a necessidade de perícia para o deslinde da questão, nos moldes estabelecidos pela legislação de regência. Não se verifica cerceamento de defesa pelo indeferimento de perícia, cuja necessidade não se comprova Recurso Voluntário Negado.
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Vinculamse ao RGPS, na condição de contribuinte individual, aquele presta serviço de natureza urbana ou rural, em caráter eventual, a uma ou mais empresas, sem relação de emprego, situação em que se enquadram perfeitamente os membros de conselhos tutelares. INCONSTITUCIONALIDADE É prerrogativa do Poder Judiciário, em regra, a argüição a respeito da constitucionalidade ou ilegalidade e, em obediência ao Princípio da Legalidade, não cabe ao julgador no âmbito do contencioso administrativo afastar aplicação de dispositivos legais vigentes no ordenamento jurídico pátrio sob o argumento de que seriam inconstitucionais SALÁRIO INDIRETO – AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO DESACORDO COM O PAT Integram o salário de contribuição os valores pagos a título de ajuda alimentação fornecidos por empresa que não tenha efetuado sua adesão ao Programa de Alimentação do Trabalhador aprovado pelo Ministério do Trabalho e Emprego SEGURADOS ABRANGIDOS PELO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL – OBSERVÂNCIA DE LEGISLAÇÃO FEDERAL É a legislação federal, no caso, a Lei nº 8.212/1991, que deve ser observada no tocante à exigibilidade de contribuição previdenciária sobre valores pagos a segurados vinculados ao Regime Geral de Previdência Social Fl. 159DF CARF MF Emitido em 25/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 04/11/2011 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 24/11/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 PAGAMENTOS EXTRAS – ABONOS – CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Apenas a lei pode afastar a natureza jurídica salarial das importâncias pagas ao empregado, cujo caráter indenizatório não se evidencie no sentido de se constituir em supressão de direito ou vantagem que configure perda COMPENSAÇÃO – REQUISITOS LEGAIS A compensação deve ser realizada de acordo com o que estabelece a legislação e deve restar provada a existência do crédito compensável e o seu valor por meio de registros contábeis PERÍCIA – NECESSIDADE – COMPROVAÇÃO – REQUISITOS – CERCEAMENTO DE DEFESA – NÃO OCORRÊNCIA Deverá restar demonstrada nos autos, a necessidade de perícia para o deslinde da questão, nos moldes estabelecidos pela legislação de regência. Não se verifica cerceamento de defesa pelo indeferimento de perícia, cuja necessidade não se comprova Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso Júlio César Vieira Gomes – Presidente Ana Maria Bandeira Relatora. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio César Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Igor Araújo Soares, Ronaldo de Lima Macedo, Walter Murilo Melo Andrade e Nereu Miguel Ribeiro Domingues Fl. 160DF CARF MF Emitido em 25/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 04/11/2011 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 24/11/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10665.001981/200816 Acórdão n.º 2402002.143 S2C4T2 Fl. 149 3 Relatório Tratase do lançamento de contribuições dos segurados, incidentes sobre os saláriosdecontribuição dos empregados, agentes políticos e contribuintes individuais. Segundo o Relatório Fiscal (fls. 39/42), constituem fatos geradores das contribuições lançadas: • As remunerações pagas ou creditadas a diversos segurados contribuintes individuais que prestaram serviços ao Município, no período de 01/2004 a 12/2004, não incluídos em GFIP, conforme Recibos de Pagamentos e Notas de Empenho. As bases de cálculo foram agrupadas no Levantamento CI Remuneração de Contribuintes Individuais. • As remunerações pagas ou creditadas aos segurados empregados do Município através de folhas de pagamento em rubricas não consideradas como base de cálculo para as contribuições previdenciárias e conseqüentemente não incluídas em GFIP, no período de 07/2003 a 12/2004. Tais rubricas foram: Auxilio Alimentação, Campanha de Vacinação e Incentivo Financeiro Adicional aos Agentes de Saúde agrupadas no Levantamento BNC — Bases Não Consideradas. • As remunerações pagas ou creditadas aos Prefeitos Municipais e VicePrefeitos, no período de 19/09/2004 a 31/12/2004, não declaradas em GFIP. Levantamento AP — Subsídios de Agentes Políticos. • As remunerações pagas ou creditadas a empregados através de Termos de Rescisões de Contrato de Trabalho, nas competências 11/2004 e 12/2004. Levantamento RCT — Rescisões de Contrato. • Pagamento ao empregado Edson Antônio Júlio a titulo de complemento salarial, na competência 06/2004. Levantamento CS — Complemento Salarial. Quanto ao levantamento BNC — Bases não Consideradas a auditoria fiscal informa o seguinte: • Auxílio Alimentação apesar do título da rubrica sugerir que se trata de "Cesta Básica", na verdade tratase de pagamento em espécie, através de folha de pagamento, e não houve comprovação de que a Municipalidade estaria inscrita no PAT — Programa de Alimentação do Trabalhador, instituído pela Lei 6.321 de 14/04/76. Fl. 161DF CARF MF Emitido em 25/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 04/11/2011 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 24/11/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 • Campanha de Vacinação: Corresponde a gratificação paga em folha de pagamento a empregados do setor de saúde que participaram de Campanhas de Vacinação nos meses de 07/2004 e 08/2004. • Incentivo Financeiro Adicional: Os valores foram pagos aos Agentes Comunitários de Saúde, através da Nota de Empenho n. 6291 atendendo a Portaria no. 1350 de 24/07/2002, no mês 12/2004. O Município foi intimado em 16/07/2008 e apresentou defesa (fls. 47/64) onde alega que os supostos contribuintes individuais considerados pela auditoria fiscal são Conselheiros Tutelares e não são vinculados ao RGPS – Regime Geral de Previdência Social. Argumenta que a Lei Municipal n° 1.373/98 que Dispõe sobre a política municipal de proteção aos direitos da criança e do adolescente e dá outras providências, em seu Capitulo V, tratou da criação do Conselho Tutelar e a Lei Municipal n° 1.367/99, fixou o valor da gratificação ao Conselheiro Tutelar. Informa que pelo art. 4º da Lei nº 1.367/99 não há vínculo empregatício entre o Conselheiro Tutelar e a Municipalidade e que aquele não seria servidor público e nem agente político. Alega que somente após a sanção da Lei Federal 10.887/2004 é que os agentes políticos titulares de mandatos eletivos foram considerados contribuintes do regime geral de previdência. Também considera que os Conselheiros Tutelares não podem ser considerados contribuintes individuais e menciona o art. 12, inciso V e alíneas da Lei nº 8.212/1991 para concluir que conselheiro tutelar não se encaixa em nenhuma das hipóteses previstas no citado dispositivo. Quanto aos demais contribuintes individuais a notificada entende que não podem ser assim considerados pois se enquadram no art. 148 da Instrução Normativa SRP nº 03/2005 que trata das hipóteses em que a empresa está dispensada de efetuar a retenção dos 11% sobre o valor da nota fiscal/fatura de serviços. Argumenta que de acordo com a lei municipal 1.533/2002, temse que o valor relativo ao Auxilio Alimentação não é considerado saláriodecontribuição, não se enquadrando no inciso I do art. 28 da Lei 8.212/91. Quanto aos valores pagos a título de Programa de Valorização do Servidor Público Municipal, a recorrente entende que tal pagamento se enquadra no art. 28, § 9º, alínea “e”, item 7, da Lei nº 8.212/1991 que dispõe que não integra o salário de contribuição as importâncias recebidas a titulo de ganhos eventuais e os abonos expressamente desvinculados do salário. De igual sorte, entende que os valores pagos a título de Campanha de Vacinação e Incentivo Financeiro Adicional aos Agentes de Saúde correspondem a abonos expressamente desvinculados do salário. Quanto aos valores pagos a agentes políticos, a notificada alega que a Lei Federal 9.506/97 considerou os agentes políticos contribuintes obrigatórios do RGPS, desde que não estivessem vinculados a outra previdência. Fl. 162DF CARF MF Emitido em 25/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 04/11/2011 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 24/11/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10665.001981/200816 Acórdão n.º 2402002.143 S2C4T2 Fl. 150 5 Entretanto, o texto original do art. 195 da CF/88, não permitia a instituição da contribuição em questão através de lei ordinária, portanto, foi argüida a inconstitucionalidade da Lei nº 9.506/97, a questão foi pacificada através da Resolução n° 26/2005, do Senado Federal, de 21 de junho de 2005, que, em seu art. 1°, suspendeu a eficácia da cobrança do INSS dos agentes políticos, efetuadas com base naquela lei tida como inconstitucional. Somente com a Lei 10.887/2004 (também de duvidosa constitucionalidade) é que os agentes políticos, ou seja, os exercentes de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, desde que não vinculado a regime próprio de previdência social, passaram a ser contribuintes obrigatórios do RGPS. Assim, no período de "19/09/2004 a 31/12/2004", conforme"Levantamento AP Subsídios de Agentes Políticos" era possível a compensação de valores pagos anteriormente e indevidamente. Quanto ao lançamento de contribuições sobre valores pagos em Termos de Rescisões de Contrato de Trabalho, nas competências 11/2004 e 12/2004, esclarece que conforme documentação juntada temse que nas rescisões relativas aos servidores ocupantes de cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração consta o valor descontado relativo ao INSS (Previdência). Portanto as apurações constantes do Levantamento: "RCTRescisões de Contrato" (fls. 67 do RL Relatório de Lançamentos) não espelham a realidade. Relativamente ao valor pago ao Edson Antônio Júlio a titulo de complemento salarial, na competência 06/2004, informa que não incide contribuição previdenciária por tratarse do pagamento de um abono conforme dispositivo já mencionado. Solicita a realização de diligências e perícias para as quais indica perito e apresenta quesitos a serem respondidos. Pelo Acórdão nº 0220.922 (fls. 106/112) a 6ª Turma da DRJ/Belo Horizonte (MG) considerou o lançamento procedente. Contra tal decisão, a recorrente apresentou recurso tempestivo (fls. 116/131) onde efetua a repetição das alegações de defesa e argumenta que o indeferimento de seu pedido de perícia representaria ofensa aos princípios do contraditório e ampla defesa. Os autos foram encaminhados a este Conselho para apreciação do recurso interposto. É o relatório. Fl. 163DF CARF MF Emitido em 25/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 04/11/2011 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 24/11/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 6 Voto Conselheira Ana Maria Bandeira, Relatora O recurso é tempestivo e não há óbice ao seu conhecimento. A recorrente alega não existir vínculo empregatício entre esta e os membros do Conselho Tutelar. Ocorre que a auditoria fiscal não considerou que os Conselheiros estariam vinculados ao Regime Geral da Previdência Social — RGPS na condição de segurados empregados, mas na condição de contribuintes individuais. De fato, o Decreto n° 3.048/1999 dispõe no inciso XV do § 15 do art. 9º, o seguinte: § 15. Enquadramse nas situações previstas nas alíneas “j" e "l" do inciso V do caput, entre outros: (Redação alterada pelo Decreto n° 3.265, de 29/11/99). (.). XV o membro de conselho tutelar de que trata o art. 132 da Lei n°8.069, de 13 de julho de 1990, quando remunerado; As alíneas "j" e 'l" do inciso V do caput, por sua vez, dispõe que: Art. 9° São segurados obrigatórios da previdência social as seguintes pessoas físicas: (...) V como contribuinte individual: (...) j) quem presta serviço de natureza urbana ou rural, em caráter eventual, a uma ou mais empresas, sem relação de emprego; l) a pessoa física que exerce, por conta própria, atividade econômica de natureza urbana, com fins lucrativos ou não; (Acrescentada pelo Decreto n°3.265. de 29/11/99. Ver 15). Da análise das disposições legais acima, verificase os membros de conselhos tutelares são expressamente mencionados no Decreto n° 3.048/1999, como segurados obrigatórios do RGPS, na condição de segurados contribuintes individuais. Ademais, o que dá amparo ao enquadramento feito pela auditoria fiscal é o contido na aliena "g" do inciso V do art 12 da Lei nº 8.212/1991, segundo a qual é considerado segurado contribuinte individual, quem presta serviço de natureza urbana ou rural, em caráter eventual, a uma ou mais empresas, sem relação de emprego, situação em que enquadram perfeitamente os membros de Conselho Tutelar. A recorrente questiona a constitucionalidade do inciso XV do § 15 do art. 9º do Decreto nº 3.048/1999, o qual, digase, encontrase vigente no ordenamento jurídico pátrio. Fl. 164DF CARF MF Emitido em 25/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 04/11/2011 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 24/11/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10665.001981/200816 Acórdão n.º 2402002.143 S2C4T2 Fl. 151 7 Ocorre que não cabe ao julgador no âmbito administrativo afastar a aplicação de dispositivo legal vigente sob o argumento de que seria inconstitucional. A impossibilidade acima decorre do fato ser o controle da constitucionalidade no Brasil do tipo jurisdicional, que recebe tal denominação por ser exercido por um órgão integrado ao Poder Judiciário. O controle jurisdicional da constitucionalidade das leis e atos normativos, também chamado controle repressivo típico, pode se dar pela via de defesa (também chamada controle difuso, aberto, incidental e via de exceção) e pela via de ação (também chamada de controle concentrado, abstrato, reservado, direto ou principal), e até que determinada lei seja julgada inconstitucional e então retirada do ordenamento jurídico nacional, não cabe à administração pública negarse a aplicála; Ainda excepcionalmente, admitese que, por ato administrativo expresso e formal, o chefe do Poder Executivo (mas não os seus subalternos) negue cumprimento a uma lei ou ato normativo que entenda flagrantemente inconstitucional até que a questão seja apreciada pelo Poder Judiciário, conforme já decidiu o STF (RTJ 151/331). No mesmo sentido decidiu o Tribunal de Justiça de São Paulo: “Mandado de segurança Ato administrativo Prefeito municipal Sustação de cumprimento de lei municipal Disposição sobre reenquadramento de servidores municipais em decorrência do exercício de cargo em comissão Admissibilidade Possibilidade da Administração negar aplicação a uma lei que repute inconstitucional Dever de velar pela Constituição que compete aos três poderes Desobrigatoriedade do Executivo em acatar normas legislativas contrárias à Constituição ou a leis hierarquicamente superiores Segurança denegada Recurso não provido. Nivelados no plano governamental, o Executivo e o Legislativo praticam atos de igual categoria, e com idêntica presunção de legitimidade. Se assim é, não se há de negar ao chefe do Executivo a faculdade de recusarse a cumprir ato legislativo inconstitucional, desde que por ato administrativo formal e expresso declare a sua recusa e aponte a inconstitucionalidade de que se reveste (Apelação Cível n. 220.1551 Campinas Relator: Gonzaga Franceschini Juis Saraiva 21). (g.n.)” A abstenção de manifestação a respeito de constitucionalidade de dispositivos legais vigentes é pacífico na instância administrativa de julgamento, conforme se verifica na decisão deste Conselho que decidiu por sumular a questão por meio da Súmula nº 02 publicada no DOU em 14/07/2010, por meio da Portaria MF nº 383, in verbis: Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Quanto aos demais contribuintes individuais a recorrente vem, de forma equivocada, afirmar que a situação se enquadraria no art. 148 da Instrução Normativa nº 03/2005, que dispõe as situações em que a contratante estaria dispensada de efetuar a retenção dos 11% sobre o valor da nota fiscal/fatura de serviços. Fl. 165DF CARF MF Emitido em 25/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 04/11/2011 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 24/11/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 8 O dispositivo acima não se aplicada ao caso em questão, cujo fato gerador é o pagamento efetuado a contribuintes individuais, uma vez que referese à dispensa da retenção prevista no art. 31 da Lei nº 8.212/1991, em sua redação atual, incidente sobre as notas fiscais/faturas de serviços emitidas por pessoas jurídicas. A recorrente alega que de acordo com a lei municipal 1.533/2002, temse que o valor relativo ao Auxilio Alimentação não é considerado salário de contribuição, não se enquadrando no inciso I do art. 28 da Lei 8.212/91. O inciso Ido art. 28 da Lei n°8.212/1991 dispõe o seguinte: "Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: 1 para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer titulo, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa (g.n.) Da análise do texto verificase que os ganhos sob a forma de utilidade integram o salário de contribuição, ou seja, é a regra geral. Entretanto, o legislador, de forma expressa, afasta a incidência de contribuição previdenciária de determinados valores fornecidos in natura. No que tange ao auxilio alimentação, o dispositivo que trata do assunto é a alíneas "c" do § 9° do art. 28 da Lei nº 8.212/1991, abaixo transcrito: § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) c) a parcela "in natura" recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei n°6.321, de 14 de abril de 1976 A Lei n° 6.321/1976 em seu artigo 3° dispõe que não se inclui como salário de contribuição a parcela paga in natura, pela empresa, nos programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho. Por sua vez o Decreto nº 05/1991 que regulamentou a Lei nº 6.321/1976, define com precisão como se dá a aprovação dos programas de alimentação pelo Ministério do Trabalho, conforme de verifica no § do art. 1°, in verbis: 4° Para os efeitos deste Decreto, entendese como prévia aprovação pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, a apresentação de documento hábil a ser definido em Portaria dos Ministros do Trabalho e Previdência Social; da Economia, Fazenda e Planejamento e da Saúde Fl. 166DF CARF MF Emitido em 25/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 04/11/2011 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 24/11/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10665.001981/200816 Acórdão n.º 2402002.143 S2C4T2 Fl. 152 9 Portanto, se a empresa não efetuar a apresentação do documento hábil, ao qual se refere o decreto encimado, não se pode dizer que seu programa de fornecimento de alimentação está aprovado pelo Ministério do Trabalho, para fins de não incidência da contribuição previdenciária. No que tange ao fato de o auxílio alimentação ter sido instituído por lei municipal a qual não previu a incidência de contribuição previdenciária sobre os valores pagos, vale lembrar que a legislação a ser observada na verificação da incidência ou não de contribuição previdenciária é a federal, especificamente, a Lei nº 8.212/1991, não havendo qualquer ilegalidade ou inconstitucionalidade no lançamento em questão. O art. 22., Inciso XXIII da Constituição Federal de 1998 estabelece que é competência da União legislar sobre Seguridade Social. Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: (...) XXIII seguridade social; No entanto, a Carta Magna ressalva a possibilidade de Estados e Municípios legislarem a respeito instituindo regimes próprios de previdência social abrangendo seus servidores. Assim, aqueles trabalhadores não amparados por regime próprio de previdência social são amparados pelo Regime Geral de Previdência Social RGPS, sobre o qual cabe à União legislar. Quantos valores pagos a título de Campanha de Vacinação e Incentivo Financeiro Adicional aos Agentes de Saúde e ao empregado Edson Antônio Júlio a título de complemento salarial, na competência 06/2004, a recorrente alega tratarse de abono desvinculado do salário, sem incidência de contribuição previdenciária, portanto. Não confiro razão à recorrente. Prevê o item 7, alínea “e”, do art. 28, § 9º da Lei nº 8.212/91 que não integram o salário de contribuição os valores recebidos a título de ganhos eventuais e os abonos expressamente desvinculados do salário. Entendo que a desvinculação do salário de que trata a lei se refere à necessidade de que o abono pago não se consubstancie em salário, ou melhor, não seja retribuição por serviço prestado. O Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto nº 3.048/1999, por sua vez, dispõe em seu art. 214, § 9º, alínea V, item “j”, que não integrarão o salário de contribuição os “ganhos eventuais e abonos expressamente desvinculados do salário por força de lei. A título de exemplo, o abono estabelecido no artigo 143 da CLT, para o qual a Lei nº 8.212/91 expressamente determina que não integra o salário de contribuição, demonstra a compensação por supressão de direito, pois referemse à conversão de 1/3 (um terço) do período de férias em pecúnia. Fl. 167DF CARF MF Emitido em 25/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 04/11/2011 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 24/11/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 10 O abono pago possui nítida natureza salarial, "status" reconhecido legalmente pelo teor do artigo 457, § 1º, da Consolidação das Leis do Trabalho ao definir a remuneração do empregado e determinar que integrem o salário do empregado, não só a importância fixa estipulada, como também as comissões, percentagens, gratificações ajustadas, diárias para viagens e abonos pagos pelo empregador. Como conclusão podese afirmar que o abono pago pela recorrente aos seus empregados possui natureza salarial e é devida a contribuição previdenciária correspondente, e nem se diga que a liberalidade e a inabitualidade são elementos que afastam a natureza salarial do abono, pois a definição legal não impõe tais condições. Para corroborar o entendimento acima, colaciono diversos julgados da Justiça Federal, cujas decisões foram no sentido de reconhecer o caráter salarial dos abonos pagos em situação semelhante à da recorrente: AMS1999.01.00.1097150/MG;APELAÇÃO EM MANDADO DE SEGURANÇA TRIBUTÁRIO. ABONO ÚNICO. CLÁUSULA DE CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO. NATUREZA SALARIAL. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INCIDÊNCIA. ART. 457 DA CLT. 1. Apenas a lei pode afastar a natureza jurídica salarial das importâncias pagas ao empregado, razão pela qual, sobre o abono pago pelo empregador aos empregados, mesmo em única parcela, incide contribuição previdenciária (art. 457, § 1º, da CLT). 2. Apelação não provida. AMS2002.38.00.0535717/MG;APELAÇÃO EM MANDADO DE SEGURANÇA TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. ABONO SALARIAL ÚNICO CONCEDIDO EM CONVENÇÃO COLETIVA. VERBAS SALARIAIS. IMPOSTO DE RENDA. INCIDÊNCIA.1. Abono pecuniário único, concedido em acordo coletivo de trabalho, sem supressão de direito ou vantagem que configure perda, não possui natureza indenizatória e, sim, salarial, devendo sobre ele incidir o imposto de renda. 2. Apelação e remessa oficial providas. AGRAVO DE INSTRUMENTO – 193063 Processo: 2003.03.00.0710725/SP PREVIDENCIÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. ABONO CONCEDIDO EM CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO. NATUREZA SALARIAL. INCIDÊNCIA DA EXAÇÃO DEVIDA. PAGAMENTO AOS QUE SE ENCONTREM EM GOZO DE AUXÍLIODOENÇA, LICENÇAMATERNIDADE E AUXÍLIOACIDENTE. NATUREZA DE PRESTAÇÃO PREVIDENCIÁRIA COMPLEMENTAR. DESCABIMENTO DA EXAÇÃO. AGRAVO PARCIALMENTE PROVIDO. ..................................................... Por outro lado, quanto ao abono que é devido aos "empregados ativos", é evidente a sua natureza remuneratória ou contraprestacional. De uma leitura atenta da cláusula 46ª com seu parágrafo primeiro, verificase que para os "empregados ativos", que não estejam afastados em gozo de auxílio doença, auxílio acidente e salário maternidade, farão jus ao referido abono. Quer dizer, a integralidade dos empregados Fl. 168DF CARF MF Emitido em 25/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 04/11/2011 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 24/11/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10665.001981/200816 Acórdão n.º 2402002.143 S2C4T2 Fl. 153 11 da agravada fará jus ao aludido benefício, sendo que para alguns tal parcela terá natureza salarial. Como é previsto legalmente, a contribuição previdenciária incide sobre o total das remunerações pagas ou creditadas, a qualquer título, aos segurados empregados, conforme prevê ao artigo 22, I, da Lei 8.212/91. Dessa forma, em regra, a totalidade dos valores recebidos pelo empregado constitui a base de cálculo da contribuição social, excetuandose aquelas previstas no artigo 28, § 9º, da Lei 8.212/91. No mesmo sentido, a Constituição Federal, em seu artigo 201, § 4º, da Constituição Federal, em sua redação original, assim disciplinava: "§ 4º Os ganhos habituais do empregado, a qualquer título, serão incorporados ao salário para efeito de contribuição previdenciária e conseqüente repercussão em benefícios, nos casos e na forma da lei. " Atualmente, com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 20/98, tal norma passou a ser o § 11º, vigorando com a seguinte redação: "§ 11º. Os ganhos habituais do empregado, a qualquer título, serão incorporados ao salário para efeito de contribuição previdenciária e conseqüente repercussão em benefícios, nos casos e na forma da lei." A Consolidação das Leis do Trabalho CLT, em seu artigo 458, dispõe que "Além do pagamento em dinheiro, compreende se no salário, para todos os efeitos legais, a alimentação, a habitação, vestuário ou outras prestações in natura que a empresa, por força do contrato ou do costume, fornecer habitualmente ao empregado". Deve ser ressaltado que o fato gerador das contribuições previdenciárias é a remuneração recebida pelo empregado e o salário de contribuição é sua base de cálculo, que está previsto no artigo 28, da Lei 8.212/91. É evidente que ao mencionar a expressão "empregados ativos", a convenção coletiva de trabalho estendeu a todos os funcionários da agravante a possibilidade de receber o abono, constituindose uma verdadeira forma de remuneração salarial aos empregados, com uma habitualidade patente. Portanto, esse abono pago com habitualidade, mesmo que sua periodicidade não seja anual, possui natureza evidentemente salarial, ainda mais que concedido em decorrência de contrato de trabalho ou convenção coletiva de trabalho. Nesse sentido é o enunciado da Súmula 241, do Supremo Tribunal Federal: "A CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA INCIDE SOBRE O ABONO INCORPORADO AO SALÁRIO" O referido abono pago "aos empregados ativos" é devido por força de relação de emprego. Assim, uma vez preenchidos os requisitos da cláusula 46ª da conenção coletiva de trabalho, o Fl. 169DF CARF MF Emitido em 25/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 04/11/2011 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 24/11/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 12 pagamento do abono será devido, existindo uma nítida retribuição pelos serviços prestados pelo empregado, não havendo como afastar sua natureza salarial. Seu caráter remuneratório é evidente, sendo que a remuneração é o núcleo do conceito de salário de contribuição. Portanto, não há como se afastar a natureza de verba remuneratória, do abono que é devido aos "empregados ativos" nos termos do referido Acordo Coletivo. Agravo de instrumento a que se dá parcial provimento, restando prejudicado o agravo regimental. AMS APELAÇÃO EM MANDADO DE SEGURANÇA 2003.71.00.0567522/RS MANDADO DE SEGURANÇA. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. VALORES PERCEBIDOS A TÍTULO DE ABONO. CONVENÇÃO COLETIVA. O "abono único" restou fixado em decorrência do vínculo trabalhista, porquanto percebido tanto pelo trabalhador em atividade como aquele afastado por motivo de doença, acidente de trabalho ou licençamaternidade. Logo, evidente a natureza salarial da questionada verba. A recorrente também alega que nos termos de rescisão relativos aos servidores ocupantes de cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração consta o valor descontado relativo ao INSS (Previdência). Tal alegação não favorece à recorrente, uma vez que mesmo que esta demonstre ter efetuado o desconto da contribuição dos segurados não demonstrou o efetivo recolhimento das contribuições. A recorrente alega que deixou de efetuar o recolhimento das contribuições incidentes sobre os valores pagos aos agentes políticos por ter direito à efetuar compensações haja vista a declaração de inconstitucionalidade da Lei Federal 9.506/97, que acrescentou a alínea “h” ao inciso I do art. 12 da Lei nº 8.212/1991. A compensação é possível, mas deve obedecer a alguns requisitos, os quais estão previstos no art 89 da Lei nº 8.212/1991, ou seja, não basta a empresa deixar de recolher contribuições sob o argumento de que estaria fazendo compensações. Além disso, deve haver documentação e registros contábeis que demonstrem de forma inequívoca que houve recolhimentos indevidos, cujos valores são passíveis de ser utilizados a título de compensação, como também, a empresa deve declarar em GFIP – Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social a compensação efetuada. A recorrente não demonstra que tomou as providências necessárias a fim de demonstrar que efetivamente fez uma compensação, o que leva a inferir que a declaração é desprovida de fundamento. Cumpre afastar a alegação de cerceamento de defesa pelo indeferimento da perícia solicitada. A necessidade de perícia para o deslinde da questão tem que restar demonstrada nos autos. No que tange à perícia, o Decreto nº 70.235/1972 estabelece o seguinte: Fl. 170DF CARF MF Emitido em 25/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 04/11/2011 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 24/11/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10665.001981/200816 Acórdão n.º 2402002.143 S2C4T2 Fl. 154 13 Art.16 A impugnação mencionará: .................................. IV as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação de quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional de seu perito; § 1º Considerarseá não formulado o pedido de diligência ou perícia que deixar de atender aos requisitos previstos no inciso IV do art. 16. (...) Art.18 A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de ofício ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis, observado o disposto no art. 28, in fine. Da leitura do dispositivo, verificase que além de ser obrigada a cumprir requisitos para ter o pedido de perícia deferido, tal deferimento só ocorrerá diante do entendimento da autoridade administrativa no que concerne à necessidade da mesma. Nesse sentido, não basta que o sujeito passivo deseje a realização da perícia, esta tem que se considerada essencial para o deslinde da questão pela autoridade administrativa, nos termos da legislação aplicável. Não tendo sido demonstrada pela recorrente a necessidade da realização de perícia, não se pode acolher a alegação de cerceamento de defesa pelo seu indeferimento. Diante do exposto e de tudo o mais que dos autos consta. Voto no sentido de CONHECER do recurso e NEGARLHE PROVIMENTO. É como voto. Ana Maria Bandeira Fl. 171DF CARF MF Emitido em 25/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 04/11/2011 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 24/11/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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