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Numero do processo: 10855.000492/97-88
Data da sessão: Mon Aug 10 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Mon Aug 10 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
SOCIAL- COFINS
Período de apuração: 01/06/1993 a 31/07/1993, 01/06/1994 a 31/07/1994
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. DECISÃO DE PRIMEIRA
INSTÂNCIA
A competência para majorar exigência constituída por meio de auto de infração, pertence à autoridade lançadora, por meio de lançamento complementar, impedido o órgão julgador de fazê-lo. Apresentado o recurso voluntário não tem o órgão colegiado de primeira instância poder para reformar a decisão recorrida. Vicio de nulidade da decisão reformadora de primeira instância.
Numero da decisão: 3803-000.031
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da TERCEIRA SEÇÃO de
JULGAMENTO, por unanimidade, anular o processo a partir da decisão da DRJ, para que a autoridade tributária com jurisdição sobre o recorrente dê à matéria: a) afeta ao Poder Judiciário o tratamento determinado pela tutela que transitar em julgado no processo judicial respectivo, e; b) discutida nesta esfera administrativa o tratamento que ficou decidido pela Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes no Acórdão n° 201-76.797, de
27/02/2003.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUZA
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CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10855.000492/97-88 Recurso n° 139.055 Voluntário Acórdão n° 3803-00.031 — 3' Turma Especial Sessão de 10 de agosto de 2009 Matéria COFINS Recorrente FÁBRICA DE ARTEFATOS DE LÁTEX SÃO ROQUE S/A Recorrida DRJ-RIBEIRÃO PRETO/SP ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL- COEINS Período de apuração: 01/06/1993 a 31/07/1993, 01/06/1994 a 31/07/1994 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A competência para majorar exigência constituída por meio de auto de infração, pertence à autoridade lançadora, por meio de lançamento complementar, impedido o órgão julgador de fazê-lo. Apresentado o recurso voluntário não tem o órgão colegiado de primeira instância poder para reformar a decisão recorrida. Vicio de nulidade da decisão reformadora de primeira instância. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3' Turma Especial da TERCEIRA SEÇÃO de JULGAMENTO, por unanimidade, anular o processo a partir da decisão da DRJ, para que a autoridade tributária com jurisdição sobre o recorrente dê à matéria: a) afeta ao Poder Judiciário o tratamento determinado pela tutela que transitar em julgado no processo judicial respectivo, e; b) discutida nesta esfera administrativa o tratamento que ficou decidido pela Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes no Acórdão n° 201-76.797, de 27/02/2003. e 4 „1„...: ALE NDRE KERN - Presidente /IN BELCHIOR MELO DE SOUSA - Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Daniel Mauricio Fedato, Hélcio Lafetá Reis, Carlos Henrique Martins de Lima e Ivan Allegretti. Relatório Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de n° 14-14.003, de 27 de outubro 2006, da DRJ/Ribeirão Preto/SP [DRJ/RP0], fls. 204 a 208, cujo objetivo foi reformar o Acórdão N° 322, de 22 de novembro de 2001, proferido pela mesma DRJ, atendendo sugestão constante do DESPACHO/SOR/SACAT N°019/2006 de fls. 188 a 193. O acórdão da DRJ/RPO neste processo, em primeiro julgamento como acima indicado, julgou parcialmente procedente o lançamento, discordando da correção monetária aplicada sobre os créditos de CSLL em discussão na via judicial, e cuja compensação estava sendo determinada por medida liminar. Aplicando a Norma de Execução Conjunta SRF/COSIT/COSAR n° 08, de 27 de junho de 1997, o julgador efetuou novo encontro de contas, listando a integralidade dos créditos e dos débitos, e cancelou o crédito tributário lançado referente ao mês de junho de 1994, e manteve a exigência relativa ao mês de julho de 1994, todavia majorando-o de 15.032,52 UFIRs para 18.522,87 UFIRs. Em grau de recurso, a Primeira Câmara do Segundo Conselho não conheceu do mérito, na matéria concomitante com a via judicial, e excluiu a multa de oficio, entendendo ser incabível este consectário quando há medida liminar viabilizada por ação cautelar manejada pela recorrente, fls. 101 a 111. A DRF/Sorocaba reinterpreta o efeito das ações judiciais interpostas, alterando todos os entendimentos assentados, e adota providência não determinada nas decisões abaixo relatada, como segue: a) Medida Cautelar n° 94.000585-7, que recebeu o n° 96.03.045899-6. Teve apelação recebida no efeito devolutivo. Sua decisão transitou em julgado e não obteve êxito quanto ao direito de compensar, sendo-lhe reconhecido o direito à restituição dos valores pagos com base na Lei n° 7.689/88. Encontra-se apensada ao processo principal n°96.03.045900-3. b) Medida Cautelar n° 95.03.062771-9, cujo objeto foi requerer efeito suspensivo à apelação na Medida Cautelar n° 94.000585-7. Obtido temporariamente "até o julgamento desta", [94.000585-7]. O julgamento desta foi considerado prejudicado e encontra- se arquivada. Com esse andamento, deixou de haver liminar assecuratória da suspensão da exigibilidade dos débitos lançados. Após as decisões de ambas as instâncias, a DRF/Sorocaba abriu um PROCESSO DE REPRESENTAÇÃO, que recebeu n° 13877.000025/2006-40, para o qual os débitos nos exatos valores lançados foram transferidos, restando no presente processo a diferença de 3.490,35 UFIRs referente à MAJORAÇÃO do ele. .. G •o ! eriodo de apuração Cà\V"' •Gc 2 Processo tf 10855.000492/97-88 S3-1E03 Acórdão n.° 3803-00.031 Fl. 2 JULHO/1994, decorrente do Acórdão n° 322, da DRJ (o primeiro), para que se sujeitasse à impugnação. Sem que esse primeiro acórdão houvesse sido anulado pela Primeira Câmara do Segundo Conselho, a DRJ proferiu novo acórdão, o de n° 14-14.003, de 27 de outubro de 2006, fls. 204 a 208, por solicitação da DRF/SOR, que passou a ser o objeto do recurso ora em julgamento. Tal acórdão REFORMOU o conteúdo da decisão no Acórdão n° 322 — mesmo sem mencionar esse ato — REFORMA - explicitamente, para: a) manter os débitos da forma como originalmente lançados, meses de junho e julho, de 1994; b) decidir o que estava decidido pelo Acórdão n° 201-76.797, de 29 de janeiro de 2003, da Primeira Câmara do Segundo Conselho, excluindo a multa de oficio, por ser lançamento para prevenção de decadência, e, em virtude de ausência de medida liminar em vigor, cancelou a suspensão da exigibilidade concedida no seu Acórdão de n° 322, já referido. Cientificada da decisão em 30 de novembro de 2006, a interessada apresenta recurso voluntário, fls. 216 a 228, em 29 de dezembro de 2006. e argumenta que sua ação principal 96.03.045900-3 teve decisão do TRF-3 dando provimento parcial à apelação, aguardando apenas a publicação do acórdão deduzindo a recorrente que é imperativa a suspensão deste processo administrativo até que haja a publicação do acórdão transitado em julgado. É o relatório. Voto Conselheiro BELCHIOR MELO DE SOUSA, Relator Como se pode ver um grande imbróglio formou-se no andamento deste processo. Basicamente dois erros cometeu o Acórdão n° 322, de 22 de novembro de 2001, da DRJ(Ribeirão Preto: a) entra no mérito da correção monetária aplicada ao crédito da impetrante, cuja compensação fora determinada mediante liminar em medida cautelar, de moto próprio, sem indicar que estava obedecendo a critério determinado na liminar, o que seria improvável. Como conseetário do principal, a correção monetária, por certo, é matéria em discussão na ação declaratária, a principal; b) reconstitui o crédito da impugnante e efetua encontro de contas elencando débitos que já haviam sido extintos em um terceiro processo administrativo, de n° 10855.000493/97-41. Ambos os erros não foram captados pelo nobre relator da Primeira Câmara do Segundo Conselho, que, observados, ensejaria já ali a anulação daquela decisão de primeira instância. Assim, decide a Primeira Câmara do Segundo Conselho o excluir a multa de oficio sobre os valores lançados, como relatado. ek‘ 3 Agora, tem-se uma peça original iniciando e constituindo este processo, um auto de infração, sem o seu quantum debeatur., em conseqüência da constituição do processo de representação para recepcionar os débitos originados neste. E erigiu-se neste processo um débito no valor de 3.490,35 UFIRs que não foi lançado, não foi confessado, nem foi alvo de declaração de compensação que tenha sido não homologada de modo que possa ser objeto legitimo de impugnação, conforme intimação feita ao contribuinte, mas débito decorrente da majoração efetuada pela DRJ/RP O. Uma vez transferidos os débitos lançados para o processo n° 13877.000.025/2006-40, obviamente com cópia do inteiro teor do auto de infração, e, quiçá, das demais peças deste processo, o valor acima, 3.490 UF1Rs e o quantum que se constituiu em objeto de novas controvérsia e cobrança, ora aqui em andamento, sem que seja aviso de cobrança com fulcro em confissão de dívida ou lançamento, não obstante se tenha impresso o DARF correspondente. Sem ater-se à realidade acima descrita do único objeto que remanesceu neste processo, a exigência sem lastro do valor de 3.490,35 UFIRs, a DRJ não se limita a ele e profere nova decisão reencetando as circunstâncias do seu julgamento anterior e modificando o teor do seu julgado, conforme o relato retro. É pacífico que, a partir do momento em que é dada a ciência de sua decisão a DRJ não mais tem o poder de atuar sobre ela, no sentido de reformá-la. Ainda mais uma vez julgado o processo em segunda instância. Ainda que tenha proferido urna decisão errada, é uma decisão válida e convalidada pela decisão do então Segundo Conselho de Contribuintes, que, provocado, haveria de rever sua própria decisão e anulá-la, para, proferindo outra, anular a da DRJ/Ribeirão Preto, amparado no que preceitua o art. 53 da Lei n° 9.784/99, que regula o Processo Administrativo no âmbito da Administração Pública. Em decorrência, é incompetente a DRERibeirão Preto para proferir o Acórdão n° 14-14.003, de fls. 204 a 208, sendo ato administrativo nulo de pleno direito, nos termos do art. 59, II, do Decreto n° 70.235/1972, que rege o Processo Administrativo Fiscal. Sendo esta sua natureza jurídica, nulos, portanto inexistentes e prejudicados, no processo, os atos a ele posterior e dele consequente, a peça sub judiee a que se denominou de "recurso voluntário". Pelo exposto, voto: a) para anular o Acórdão n° 322, de 22 de novembro de 2001, da DRJ/Ribeirão Preto; b) para anular o Acórdão n°201-76.797, de 29 de janeiro de 2003, da Primeira Câmara do Segundo Conselho; c) para declarar a nulidade do Acórdão n° 14-14003, de 27 de outubro de 2006, da DRJ/Ribeirão Preto; d) por não conhecer do recurso voluntário; e) para determinar a juntada, por anexação, do processo de representação n° 13877.000.025/2006-40 a este processo, com a conseqüente transferência dos débitos nele, cadastrados no PROFISC, para este processo, conforme o registro da tela de fl. 60. 4• Processo n°10855.000492197-88 S3-TE03 Acórdão o.° 3803-00.031 Fl. 3 d) para que se remetam estes autos, após os procedimentos acima, para a DIU/Ribeirão Preto para proferir nova decisão, dando-se com esse ato nova seqüênci a este processo, uma vez restabelecido o status quo ante. CONSELH IRO - OR MELO DE SOUSA C‘C • 5
score : 1.0
Numero do processo: 11516.002268/2004-24
Data da sessão: Mon Mar 16 00:00:00 UTC 2009
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E
CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO
PORTE - SIMPLES
Ano-calendário: 2002
SIMPLES. NÃO EXCLUSÃO. SERVIÇOS SIMPLES DE MANUTENÇÃO EM
MÁQUINAS AGRÍCOLAS.
A prestação de serviços de manutenção, de pouca complexidade, em máquinas agrícolas não se assemelha à atividade de engenheiro, portanto, não se enquadra na condição impeditiva prevista no art. 90, inciso XIII da Lei n°. 9.317/96.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 3803-000.033
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Terceira Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: REGIS XAVIER HOLANDA
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ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Ano-calendário: 2002 SIMPLES. NÃO EXCLUSÃO. SERVIÇOS SIMPLES DE MANUTENÇÃO EM MÁQUINAS AGRÍCOLAS. A prestação de serviços de manutenção, de pouca complexidade, em máquinas agrícolas não se assemelha à atividade de engenheiro, portanto, não se enquadra na condição impeditiva prevista no art. 90, inciso XIII da Lei n°. 9.317/96. Recurso Voluntário Provido
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NÃO EXCLUSÃO. SERVIÇOS SIMPLES DE MANUTENÇÃO EM MÁQUINAS AGRÍCOLAS. A prestação de serviços de manutenção, de pouca complexidade, em máquinas agrícolas não se assemelha à atividade de engenheiro, portanto, não se enquadra na condição impeditiva prevista no art. 90, inciso XIII da Lei n°. 9.317/96. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3' Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. 00 f LUIS MA CE i LO d • DE CASTRO - Presidente / , RÉGIS ,. 1 A - Relator • Particip. . , inda, do presente julgamento os Conselheiros André Luiz Bonat Cordeiro e Jorge Higash no. 1 Processo n° I I 5 I 6.002268/2004-24 53-TE03 Acórdão n°3803-00.033 Fl. 109 Relatório Trata-se de recurso voluntário interposto por MG Manutenção de Máquinas Agrícolas Ltda. contra Acórdão n° 03-23.010, de 31 de outubro de 2007 (fls. 87 e 88), proferido pela 45 Turma da DRJ/Brasília-DF, que indeferiu solicitação da empresa que impugnava sua exclusão do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — SIMPLES. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório integrante da decisão recorrida que transcrevo a seguir: "A exclusão da interessada da sistemática de pagamento dos tributos e contribuições de que trata o art. 3' da Lei 9.317/96, denominada Simples, foi efetuada por se enquadrar na condição impeditiva prevista no inciso XIII do art. 9° da referida lei. A manifestante contesta, em síntese, sua exclusão do Simples sob o argumento de que não exerce qualquer atividade impeditiva. Assim, requer que seja reconsiderada a decisão que determinou sua exclusão e que se determine sua permanência no Simples." A DRJ não acolheu as alegações do contribuinte e manteve a sua exclusão do Simples em acórdão com a seguinte ementa: Opção pelo Simples - Condição Vedada - Impossibilidade. Não pode optar pelo Simples a pessoa jurídica que incorre em uma ou mais das vedações à opção estabelecidas em lei. Cientificada do referido acórdão em 26 de dezembro de 2007 (fl. 90), o interessado apresentou em 24 de janeiro de 2008, recurso voluntário (fls. 91 a 93) pleiteando a reforma do decisum e reafirmando seus argumentos apresentados à DRJ. á)......,,,,,É o relatório. 2 / Processo n°11516.002268/2004-24 S3-TE03 Acórdão n.°3803-00.033 Fl. 110- Voto Conselheiro RÉGIS XAVIER HOLANDA, Relator Por conter matéria desta E. Turma da 3' Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais e presentes os requisitos de admissibilidade, conheço do Recurso Voluntário tempestivamente interposto pelo contribuinte. A exclusão da recorrente do Simples ocorreu devido ao exercício de atividade de reparação e manutenção de tratores agrícolas (CNAE 2932-7/02) por ser própria ou assemelhada aos serviços profissionais prestados por engenheiro nos termos do art. 9 0, XIII da Lei n°9.317/96: "Art. 90 Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica: XIII - que preste serviços profissionais de corretor, representante comercial, despachante, ator, empresário, diretor ou produtor de espetáculos, cantor, músico, dançarino, médico, dentista, enfermeiro, veterinário, engenheiro, arquiteto, físico, químico, economista, contador, auditor, consultor, estatístico, administrador, programador, analista de sistema, advogado, psicólogo, professor, jornalista, publicitário, fisicultor, ou assemelhados, e de qualquer outra profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida; "(Negrito) Ressalte-se que é a real atividade exercida pela Recorrente que lhe impinge os efeitos dela decorrentes, seja para inclusão no sistema, seja para sua vedação. Note-se que a prestação de serviços de atividade profissional de engenharia é a atividade intelectual que se obtém pelo trato dos conhecimentos científicos de engenharia e não a atividade de indústria que envolve atividade de transformação. No caso presente, consta como objeto social do Contribuinte, no contrato social de junho/1999 (fls. 29 a 32), "a prestação de serviços mecânicos de máquinas agrícolas, serviços de tomo, lavação e jateamento, manutenção, reparação e comércio de peças e implementos agrícolas, bem como a fabricação de acessórios agrícolas" que estampam as atividades exercidas pela recorrente. Na alteração contratual n° 1, de dezembro/2004 (fls. 95 a 99) mantém-se a referida descrição do objeto social a ser perseguido pela empresa ora recorrente. 3 Processo n° 11516.002268/2004-24 83-TE03 Acórdão n." 3803-00.033 Fl. 111 Da mesma forma, nas notas fiscais trazidas aos autos relativas ao período de fevereiro de 2002 a julho de 2004 (fls. 33 a 83) está consignado, no campo destinado à descrição do serviço, a realização de atividades simples como serviços de pintura, solda e conserto de máquinas agrícolas que prescindem da formação em engenharia, podendo ser realizados por práticos nesta seara — conhecedores de regras da experiência comum -. Ante o exposto, voto por DAR PROVIMENTO ao presente recurso voluntário. Sala das Sessões - 1 de março de 2009 I RÉGIS • • HO AN' • - Relator 4 Page 1 _0017400.PDF Page 1 _0017500.PDF Page 1 _0017600.PDF Page 1
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Numero do processo: 10510.000274/99-51
Data da sessão: Fri Jun 26 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Jun 25 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Ano-calendário: 1993
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - RECURSO INTEMPESTIVO - Não se
conhece de recurso voluntário apresentado após o prazo estabelecido na legislação de regência.
Recurso não conhecido.
Numero da decisão: 3804-000.125
Decisão: ACORDAM os Membros da Quarta Turma Especial da Quarta Câmara da
Terceira Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso, por intempestivo, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
Nome do relator: AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE
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Recurso não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Quarta Turma Especial da Quarta Câmara da Terceira Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso, por intempestivo, nos termos do voto da Relatora. - -~ -----------------TTIEUON. 4 . ?t —PresidentePresidente7/— , AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE — Relatora FORMALIZADO EM: 28 SET 2009 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Marcelo Magalhães Peixoto, Júlio Cezar da Fonseca Furtado e Nelson Mallmann (Presidente). 1 Processo n° 10510.000274/99-51 S3-TE04 Acórdão n.° 3804-00125 Fl. 2 Relatório SOLICITAÇÃO Inicialmente, o contribuinte acima identificado, em 1`)/02/1999, formalizou pedido de restituição de imposto de renda incidente sobre verbas que teria recebido em decorrência de adesão a Programa de Demissão Voluntária (PDV), instituído pela empresa Petrobrás, no ano-calendário 1993. Tendo sido considerado procedente seu pleito, após decisão da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes (Acórdão 104-17.652, fls. 51 a 59), mantida em recurso especial apreciado pela Câmara Superior de Recursos Fiscais (Acórdão CSRF/01- 03.540, fls. 78 a 86), foram promovidos os cálculos e execução (fls. 93 a 117). Cientificado, em 05/08/2002 (fls. 120), do Despacho Saort/DRF-Aracaju/SE (fls. 93), o interessado volta a comparecer aos autos, em 13/08/2002, solicitando a revisão dos cálculos efetuados. Pondera que o marco inicial da correção que se aplica ao seu caso deveria ser a data da retenção indevida. Prossegue atualizando a diferença de correção que acredita fazer jus, desde a retenção até a data em que protocolizou esse pedido. Tal pedido foi indeferido pelo Delegado da Receita Federal em Aracaju/SE, consoante Despacho Decisório de fls. 131 a 136, sob o argumento, em apertada síntese, de que a retenção sofrida pelo contribuinte, em Ufir, foi devidamente convertida para Reais, pela Ufir de janeiro de 1996 e atualizado pela Selic a partir dai. MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE Cientificado da decisão em 17/11/2004, o contribuinte, em 06/12/2004, apresentou manifestação de inconformidade (fls. 139 a 141). Alegou, consoante relatório do acórdão de primeira instância, fazer jus ao acréscimo da taxa Selic a partir da data da retenção na fonte, ou seja, 1993. ACÓRDÃO DA DELEGACIA DE JULGAMENTO A DRJ-Salvador/BA indeferiu a solicitação, eis que (fls. 146): "Como o fato gerador objeto deste processo ocorreu em momento anterior a janeiro de 1996, tendo sido os valores em UFIR corretamente convertidos para reais e os juros equivalentes à taxa referencial SELIC acumulados mensalmente respeitando-se como termo inicial de incidência o mês de janeiro de 1996, voto pelo indeferimento da solicitação de restituição." RECURSO AO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Cientificado da decisão da DRJ-Salvador/BA em 10/02/2005 (fls. 150), o contribuinte apresentou, em 03/11/2005, o Recurso de fls. 153, solicitando que os autos fossem enviados ao Primeiro Conselho de Contribuintes para apreciação, pois tomara ciência do acórdão recorrido sob a vigência da MP n° 232, de 30 de dezembro de 2004, que "não foi votada na integra". -7-- 2 Processo n° 10510.000274/99-51 S3-TE04 Acórdão n.° 3804-00125 Fl. 3 A DRF/Aracaju/SE, por intermédio do Despacho Saort n° 329/2005, fls. 155 a 157, posicionou-se pela definitividade do Acórdão DRJ/Salvador/BA n° 06.244, de 05 de janeiro de 2005. Ponderou que os contribuintes que tiveram ciência de decisões das Delegacias da Receita Federal de Julgamento em processos administrativos fiscais no período compreendido entre 10 de janeiro de 2005 e a data da publicação da Lei n° 11.119, de 25 de maio de 2005 (27/05/2005), tinham prazo até 28/06/2005 para apresentarem recurso ao Conselho de Contribuintes, o qual não foi observado pelo interessado. Cientificado em 24/12/2005, fls. 159, o contribuinte, em 12/01/2006, apresenta a petição de fls. 161 a 164, solicitando a revisão dos cálculos, pois entende que recebeu valor corrigido incorretamente. O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até as fls. 168, que também trata do envio dos autos ao Primeiro Conselho de Contribuintes. 3 Processo n° 10510.000274/99-51 S3-TE04 Acórdão n.° 3804-00125 Fl. 4 Voto Conselheira AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE, Relatora Inicialmente, cabe examinar a tempestividade do recurso interposto. No caso, o interessado foi cientificado da decisão DRJ/Salvador/BA, fls. 144 a 146, em 10/02/2005. Naquela ocasião, por força da vigência do art. 10, da MP n° 232, de 2004, que alterou a redação do art. 25, inciso I, alínea "a", do Decreto n° 70.235, de 6 de março de 1972, os processos de restituição eram julgados nas DRJs, não cabendo recurso ao Conselho de Contribuintes. Entretanto, o referido art. 10, da MP n° 232, de 2004, veio a ser revogado pela MP n°243, de 31 de março de 2005, que assim dispôs: "Art.12 Os sujeitos passivos que tenham sido cientificados de decisão proferida pelas Delegacias da Receita Federal de Julgamento em processos administrativos fiscais no período compreendido entre 12 de janeiro de 2005 e a data de publicação desta Medida Provisória e que, por força da alteração introduzida no art.25, inciso I, alínea "a", do Decreto n2 70.235, de 6 de março de 1972, pelo art.10 da Medida Provisória n2 232, de 30 de dezembro de 2004, não tenham interposto recurso voluntário, poderão apresentá-lo no prazo de trinta dias, contado da data de publicação desta Medida Provisória." (grifos acrescidos) Em 16/06/2005, o Presidente da Câmara dos Deputados declarou prejudicada a MP n° 243, de 2005, em virtude da conversão da MP n° 232, de 2004, na Lei n° 11.119, de 25 de maio de 2005, publicada no DOU de 27 de maio de 2005. A Lei n° 11.119, de 2005, estabeleceu em seu art. 4°: "Art. 4' Os sujeitos passivos que tenham sido cientificados de decisão proferida pelas Delegacias da Receita Federal de Julgamento em processos administrativos fiscais no período compreendido entre .112 de janeiro de 2005 e a data de publicação desta Lei e que, por força da alteração introduzida no art. 25, inciso 1, alínea a, do Decreto n° 70.235, de 6 de março de 1972, pelo art. 10 da Medida Provisória n° 232, de 30 de dezembro de 2004, não tenham interposto recurso voluntário poderão apresentá-lo no prazo de 30 (trinta) dias, contado da data de publicação desta Lei. Parágrafo único. Ficam convalidados os recursos apresentados no período de que trata o caput deste artigo." (grifos acrescidos) Vê-se, portanto, que o interessado tinha até 28/06/2005 para apresentar recurso discordando da decisão da DRJ/Salvador/BA. Porém as manifestações de fls. 153 e 161 4 Processo n° 10510.000274/99-51 S3-TE04 Acórdão n.° 3804-00125 Fl. 5 a 164 só foram apresentadas em 03/11/2005 e 12/01/2006, respectivamente, sendo extemporâneas, por força da legislação acima transcrita. Diante do exposto, voto por NÃO CONHECER do recurso, por intempestivo. Sala das Sessões, em 26 de junho de 2009 *--------.. AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE 5
score : 1.0
Numero do processo: 10805.001946/2004-13
Data da sessão: Mon Sep 14 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Mon Sep 14 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PROVISÓRIA SOBRE MOVIMENTAÇÃO OU TRANSMISSÃO DE VALORES E DE CRÉDITOS E DIREITOS DE NATUREZA FINANCEIRA-CPMF
Data do fato gerador: 14/03/2003
NORMAS PROCESSUAIS. DISCUSSÃO JUDICIAL E PROCESSO ADMINISTRATIVO. CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. RENÚNCIA À DISCUSSÃO PELA VIA ADMINISTRATIVA.
A busca da tutela jurisdicional do Poder Judiciário, não obstrui a constituição do crédito tributário pela autoridade tributária e acarreta a renúncia à discussão administrativa sobre a mesma matéria, impedindo a apreciação das razões de mérito por parte da autoridade a quem caberia o julgamento.
CRÉDITO TRIBUTÁRIO. DISCUSSÃO JUDICIAL. PREVENÇÃO DE DECADÊNCIA. LANÇAMENTO DE OFÍCIO.
O lançamento de oficio com o objetivo específico de prevenir a decadência de crédito tributário com exigibilidade suspensa por medida judicial deve se restringir ao montante discutido naquela esfera.
Numero da decisão: 3803-000.126
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso voluntário, em face de concomitância com processo judicial de mesmo objeto.
Matéria: CPMF - ação fiscal- (insuf. na puração e recolhimento)
Nome do relator: CARLOS HENRIQUE MARTINS DE LIMA
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PROVISÓRIA SOBRE MOVIMENTAÇÃO OU TRANSMISSÃO DE VALORES E DE CRÉDITOS E DIREITOS DE NATUREZA FINANCEIRA-CPMF Data do fato gerador: 14/03/2003 NORMAS PROCESSUAIS. DISCUSSÃO JUDICIAL E PROCESSO ADMINISTRATIVO. CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. RENÚNCIA À DISCUSSÃO PELA VIA ADMINISTRATIVA. A busca da tutela jurisdicional do Poder Judiciário, não obstrui a constituição do crédito tributário pela autoridade tributária e acarreta a renúncia à discussão administrativa sobre a mesma matéria, impedindo a apreciação das razões de mérito por parte da autoridade a quem caberia o julgamento. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. DISCUSSÃO JUDICIAL. PREVENÇÃO DE DECADÊNCIA. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. O lançamento de oficio com o objetivo específico de prevenir a decadência de crédito tributário com exigibilidade suspensa por medida judicial deve se restringir ao montante discutido naquela esfera.
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Numero do processo: 10825.000987/2009-69
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 14 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IRPF Imposto
de Renda Pessoa Física
Exercício:2007
PRELIMINAR DE TEMPESTIVIDADE.
A impugnação apresentada fora do prazo hábil previsto na legislação pertinente não instaura a fase litigiosa do procedimento, não suspende a exigibilidade do crédito tributário, nem comporta julgamento de primeira instância, salvo quando caracterizada ou suscitada a preliminar de tempestividade.
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO
Deve ser ratificada decisão recorrida que não conheceu da impugnação por intempestividade, quando apresentada fora do trintídio legal.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.329
Decisão: Acordam os membros do Colegiado por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: LUIZ CLÁUDIO FARINA VENTRILHO
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ementa_s : IRPF Imposto de Renda Pessoa Física Exercício:2007 PRELIMINAR DE TEMPESTIVIDADE. A impugnação apresentada fora do prazo hábil previsto na legislação pertinente não instaura a fase litigiosa do procedimento, não suspende a exigibilidade do crédito tributário, nem comporta julgamento de primeira instância, salvo quando caracterizada ou suscitada a preliminar de tempestividade. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO Deve ser ratificada decisão recorrida que não conheceu da impugnação por intempestividade, quando apresentada fora do trintídio legal. Recurso Voluntário Negado.
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A impugnação apresentada fora do prazo hábil previsto na legislação pertinente não instaura a fase litigiosa do procedimento, não suspende a exigibilidade do crédito tributário, nem comporta julgamento de primeira instância, salvo quando caracterizada ou suscitada a preliminar de tempestividade. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO Deve ser ratificada decisão recorrida que não conheceu da impugnação por intempestividade, quando apresentada fora do trintídio legal. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente Assinado digitalmente Luiz Cláudio Farina Ventrilho – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Wálter Reinaldo Falcão Lima, Tânia Mara Paschoalin, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Carlos César Quadros Pierre e Sandro Machado dos Reis. Relatório Fl. 108DF CARF MF Impresso em 21/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/04/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 1 9/04/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por ANTONIO DE PADU A ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10825.000987/200969 Acórdão n.º 280102.329 S2TE01 Fl. 99 2 Como relatório, o presente processo trata de recurso interposto contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em São Paulo II (SP), pela 8ª Turma através do Acórdão 1743.925, que não conheceu da impugnação apresentada por intempestividade. Cientificado conforme AR juntado à fls. 93, em 20/09/2010, o Recorrente, interpôs Recurso Voluntário datado de 08/10/2010 (fls. 93 à 95 e docs.), reiterando os argumentos expostos quando da apresentação da impugnação. Voto Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Relator: A ciência do lançamento pelo contribuinte se deu em 05/05/2009 conforme AR juntado à fl. 34, sendo irrelevante a argumentação do contribuinte de que teria ocorrido em seu entender fora do horário de expediente. No presente caso, apenas para reiterar a negativa quanto à pretensão do recorrente quanto à preliminar suscitada, de se esclarecer que não existe nos autos qualquer elemento que comprove as alegações do recorrente, na medida o documento de fl. 34 não menciona o horário do recebimento, e mesmo que mencionasse, não alteraria a negativa da preliminar pelo motivo retro exposto. Desta forma, havendo sido protocolada fora do trintídio legal (em 05/06/2009), é de se reconhecer a intempestividade da impugnação apresentada pelo recorrente, estando correto o entendimento reiterado no Despacho Decisório SAORT 1858/2009 de fl. 73/74, de lavra de Delegacia da Receita Federal em Bauru/SP. Não havendo sido instaurada a fase litigiosa do processo, vez que a decisão recorrida não conheceu da impugnação, deve ser negado o presente recurso voluntário. Conclusão Por todo o exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO. Assinado digitalmente Luiz Cláudio Farina Ventrilho Fl. 109DF CARF MF Impresso em 21/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/04/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 1 9/04/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por ANTONIO DE PADU A ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10825.000987/200969 Acórdão n.º 280102.329 S2TE01 Fl. 100 3 Fl. 110DF CARF MF Impresso em 21/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/04/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 1 9/04/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por ANTONIO DE PADU A ATHAYDE MAGALHA
score : 1.0
Numero do processo: 37169.006444/2006-40
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon Oct 08 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Mon Oct 08 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/02/2004 a 28/02/2004
Ementa: PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO – AUTO DE INFRAÇÃO – NULIDADE – DEPEDÊNCIA COM NFLD CONEXA.
A decisão da procedência ou não do auto-de-infração está ligado à sorte das Notificações Fiscais lavradas sob fatos geradores de mesmo fundamento.
Sendo declarada a nulidade da NFLD 35.246.624-3, que identifica os fatos geradores que consubstanciaram o presente auto de infração prejudicado está o objeto deste auto.
Processo Anulado.
Numero da decisão: 206-00.010
Decisão: ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em anular o Auto de Infração. Fez sustentação o advogado da recorrente, Dr. Clayton Rafael Batista, OAB/SC 14.922.
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
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ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/02/2004 a 28/02/2004 Ementa: PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO – AUTO DE INFRAÇÃO – NULIDADE – DEPEDÊNCIA COM NFLD CONEXA. A decisão da procedência ou não do auto-de-infração está ligado à sorte das Notificações Fiscais lavradas sob fatos geradores de mesmo fundamento. Sendo declarada a nulidade da NFLD 35.246.624-3, que identifica os fatos geradores que consubstanciaram o presente auto de infração prejudicado está o objeto deste auto. Processo Anulado.
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C' "TER:. • • Brosia, CCODC06 - 294 Maria dergeSg4aiho MINISTÉRIO EA FALENA 8;219°731683 scfP,'.e 2:4 SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEXTA CÂMARA Processo n° 37169.006444/2006-40 Recurso n° 141.843 Voluntário , contoo,"" Matéria AUTO DE INFRAÇÃO „do coroa" „oiços°ottig_i _oa—s - Acórdão n° 206-00.010 pu:rg„ de Ruo" Sessão de 08 de outubro de 2007 Recorrente 'CARSTEN S/A Recorrida SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA - BLUMENAU Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/02/2004 a 28/02/2004 Ementa: PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO – AUTO DE INFRAÇÃO – NULIDADE – DEPEDÊNCIA COM NFLD CONEXA. A decisão da procedência ou não do auto-de-infração está ligado à sorte das Notificações Fiscais lavradas sob fatos geradores de mesmo fundamento. Sendo declarada a nulidade da NFLD 35.246.624-3, que identifica os fatos geradores que consubstanciaram o presente auto de infração prejudicado está o objeto deste auto. Processo Anulado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. À)/ Alá - Sht •LINLX) 1 , z .. "'In‘au; ', IIC0^41, 1 C't . >1 Processo n.° 37169.006444/2006-40 , 0./ n g Uo't CCOVC06 Acórdão n.° 206-00.010 CSISsa =s. Maria de I. :meai de Carvalho Mat. Siape 751683 ACORDAM os Membros ' a • • ly • 1 so I" US CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em anular o Auto de Infração. Fez sustentação o advogado da recorrente, Dr. Clayton Rafael Batista, OAB/SC 14.922. ELIAS SAM A10 FREIRE Presidente • A VIEIRA Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Ana Maria Bandeira, Rogério de Lellis Pinto, Bemadete de Oliveira Barros, Daniel Ayres Kalume Reis, Cleusa Vieira de Souza e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. MF - stetrN LA "IPSEI.1-10 DE CONTRIB..Processo n.° 37169.006444/2006-40 . CCO2/C06CONFEL: O CoRIGINALAcórdão n.° 206-00.010 F 296 Rrasilia, ao / ()"" / 2-/N-/ .Ão0 Maria de Fát eira de Carvalho Relatório Mat. Stape 751683 Trata o presente auto de infração, lavrado em desfavor da recorrente, originado em virtude do descumprimento do art. 32, IV, § 5° da Lei n° 8.212/1991, com a multa punitiva aplicada conforme dispõe o art. 284, II do RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048/1999. Segundo a fiscalização previdenciária, o autuado não informou à previdência social por meio da GFIP todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias nas competências 04/1999 a 08/2003, conforme fls. 06 a 12. Não conformada com a autuação a recorrente apresentou impugnação, fls. 25 a 79. Após apreciação da defesa, a Seção de Análise e Defesa de Recursos em Blumenau, baixou o processo em diligência para que a fiscalização se manifestasse acerca da improcedência do crédito apurado ou mesmo sua retificação, diante das provas e argumentos apresentadas em sede de defesa, principalmente no que concerne aos segurados expostos a riscos, fls. 86 e 87. Foi realizada diligência, bem como emitida informação fiscal com o objetivo de prestar as informações solicitadas, tendo o auditor esclarecido que os fatos suscitados pelo contribuinte não possuem o condão de invalidar a multa aplicada, por estalem estritamente de acordo com os fatos geradores comprovados e exaustivamente demonstrados na NFLD n° 35.246.624-3. No entanto, retifica a multa aplicada, quanto ao item: funcionários expostos a ruídos inferiores ao limite, procedendo a exclusão de cargos incluídos de forma indevida., fls. 89 a 122. A unidade descentralizada da SRP emitiu a Decisão-Notificação (DN), fls. 124 a 140, mantendo a autuação, porém retificando a multa aplicada, de acordo com informação da própria fiscalização previdenciária., que excluiu da NFLD os fatos geradores sobre os cargos e setores por apresentarem exposição a ruídos abaixo de 90 dB(A). A recorrente não concordando com a DN emitida pelo órgão previdenciário interpôs recurso, fls. 144 a 177. Em síntese a recorrente alega o seguinte: • Que a DN foi proferida em desacordo com as provas constantes dos autos, razão porque deve ser declarada nula, já que importou no cerceamento de defesa da notificada. • Não foi apreciada pela 10 instância administrativa, a inconstitucionalidade argumentada pelo contribuinte • Foi indeferido o pedido de reunião do presente auto de infração com a NFLD que lhe deu embasamento. • Não foram comprovados os fatos geradores que ensejaram a notificação de n° 35.246.624-3, razão porque incabível o arbitramento, sendo dessa forma, indevida a aplicação do presente auto de infração. • O descumprimento da obrigação acessória relativa ao PPP, CAT, PPRA etc, não permitem a exigência de tributo. Processo n.°37169.006444/2006-40 • B:acilaa, Cd, \, O / 9..QOt CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.010 W7a).0 Maria de . atreita e Carvdm Siape 751683 • A preocupação da recorrente com a saúde de seus empregados, toma inequívoca sua intenção em melhorar o bem estar de seus trabalhadores, sendo descabida a presente autuação por não se encontrarem esses empregados submetidos a exposição a agentes nocivos. Tal fato, pode ser atestado pelas auditorias independentes e perícias no Ministério do Trabalho realizadas anteriormente. Ademais, a utilização pelos empregados de Equipamentos de proteção individual — EPI também deve ser considerada para afastar a submissão a insalubridade, já que neutraliza os ruídos capazes de prejudicar a audição dos empregados. • A autoridade administrativa também se recusou a apreciar a procedência do lançamento, diante do argumento do indeferimento da aposentadoria especial solicitada por alguns empregados que trabalhavam na empresa.. Destaca-se que a própria CF/88 não permite a exigência de contribuição adicional para financiar a aposentadoria especial. • A empresa demonstra a regularidade das GFIPs, posto que não existem os aludidos fato geradores. • A multa é inaplicável, para não dizer insconstitucional. • Requer a reforma da decisão que julgou procedente a autuação. A recorrente apresenta decisão judicial permitindo apresentar o arrolamento de bens no montante equivalente ao depósito de 30% (trinta por cento) exigido para apreciação de seu recurso. A SRP apresentou suas contra-razões a fl. 193, alegando que não tendo sido apresentada nova motivação capaz de modificar a decisão recorrida, requer seja mantida a autuação nos termos da decisão notificação. O processo em questão foi submetido à apreciação da 2' Câmara de Julgamento, fls. 197 a 199, tendo sido emitido acórdão no sentido de anular a DN pela falta de ciência ao contribuinte da diligência realizada, por força do art. 28 da Lei n" 9.784/99. Pelo demonstrado pelo conselheiro relator, Dr. Antônio Correa Junior, foi o processo baixado em diligência para que o serviço de fiscalização avaliasse as alegações do contribuinte, quanto a estarem todos os empregados submetidos a riscos ambientais do trabalho. Foi emitida informação fiscal que resultou na diminuição da multa aplicada, porém considerou o débito procedente. Dessa decisão não foi o contribuinte intimado a manifestar-se. Com base na decisão da 2' Caj, a SRP determinou a cientificação do contribuinte, encaminhando-lhe cópias do pedido de diligência, da informação fiscal e do acórdão proferido pela 2' Caj, fl. 200 e 201. A empresa manifestou, no sentido de serem acatados os argumentos apresentados anteriormente, no entanto, destaca que a NFLD que ensejou a lavratura do presente AI já foi julgada pela r Caj de forma a atender os argumentos da recorrente, fls. 203 e 204. Foi emitida nova DN, fls. 207 a 224, declarando procedente em parte a autuação, porém com a adoção dos mesmos argumentos da anterior. Não houve manifestação acerca da nulidade da NFLD que resultou na lavratura do presente auto de infração. mF - gbitiNb0 Cfn9.!-I0 DE CONTRIBI. 7 Sce•wr. . • MINAL • Processo o.° 37169.006444/2006-40 5:asshrk___9)1/4_ 01' CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.010 Maria F è t. S• G 751. ; A recorrente interpôs nov. - . ^1". 4.1" • • • - • • - • enta as mesmas alegações anteriores, contudo, destaca a nulidade da NFLD n° 35.246.624-3, anexando cópia do acórdão da hla CaJ que julgou nula a NFLD POR VÍCIO FORMAL, por falta de menção no relatório de fundamentos legais, do art. 33, § 3° da Lei n°8.212/91, que autoriza o arbitramento para levantamento de fatos geradores de contribuições previdenciárias, fls. 241 a 248. O recorrente foi cientificado dos termos do acórdão em relação a NFLD 35.246.624-3 pela unidade decentralizada da SRP, sendo também comunicado que, por não concordar com a nulidade da referida NFLD, a SRP estava remetendo o processo a 4 a CaJ para apreciação de pedido de revisão do acórdão emitido, fl. 249. Foi concedido prazo ao contribuinte para manifestação acerca do pedido de revisão. O pedido de revisão não foi conhecido por considerar, o relator Dr. Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira rediscussão de matéria, tendo sido mantida a nulidade da NFLD 35.246.624-3, fls. 250 a 258. A fl. 273 a SRP esclarece que o recurso foi apresentado tempestivamente,porém sem o correspondente depósito dos 30% (trinta por cento), e em função disso, o recuso foi considerado deserto. Esclarece, ainda, que a medida liminar que permitiu o arrolamento de bens quando do primeiro julgamento, foi revogada em sentença superveniente, tendo a sentença denegatória sido mantida em sede de apelação, fl. 273. Foi apresentado o termo de trânsito em julgado, fl. 277, porém em recurso extraordinário o recorrente obteve ganho de causa para ter o seu recurso apreciado sem a exigibilidade dos 30% (trinta por cento) de depósito, fl. 290. A SRP manifesta-se em suas contra-razões requerendo a manutenção integral da autuação, por entender que não foram apresentados, em sede de recursos, novos argumentos capazes de modificar os termos da DN, fl. 292. É o Relatório. Processo n.° 37169.006444/2006-40 • CCODC06• ME. SEGUNDO CONTSr.L1-30 DE CONTR1BL g Acórdão n.° 206-00.010 COnFET-' 299 13:-.Nsaia. n og)-- ek1/4„30% Voto N1aria de eira de Carvalho Mat. iape 751683 Conselheira ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Relatora PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 273. Apesar de inicialmente ter sido considerado deserto, o contribuinte obteve decisão judicial favorável com vistas a inexigibilidade do depósito recursal, razão porque requereu o encaminhamento do presente recurso a esta Câmara de Julgamento. Superados os pressupostos, passo para o exame das questões de mérito. DAS QUESTÕES PRELIMINARES: Preliminarmente, apesar de o recurso ter sido conduzido tentando demonstrar, em um primeiro momento, o cerceamento de defesa, por ter a autoridade de primeira instância, se abstido de refutar todos os argumentos e pedidos apresentados em sede de defesa, entendo ser o cerne da questão a anulação da NFLD n° 35.246.624-3. O auditor fiscal responsável pela lavratura deste auto de infração, destaca em seu relatório fiscal à fl. 07: "Este auto de infração decorre da constatação de que a empresa, no período de 04/1999 a 08/2003, para o estabelecimento matriz, deixou de cumprir a legislação previdenciária ao não informar a exposição de trabalhadores aos agentes nocivos ruído, na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações à Previdência Social — GFIP. (..) Estes fatos estão exaustivamente demonstrados no relatório fiscal da NFLD 35.246.624-3, lavrada na mesma ação fiscal, em que é feita uma análise minuciosa de toda a documentação ambiental da empresa, onde foi procedido o lançamento fiscal da contribuição adicional para a aposentadoria especial dos trabalhadores expostos ao agente nocivo ruído." Dessa forma, entendo que a decisão da procedência ou não do presente auto-de- infração está ligado à sorte das Notificações Fiscais lavradas sob fatos geradores de mesmo fundamento. Nesse sentido, tendo sido declarada a nulidade da NFLD 35.246.624-3, que identifica os fatos geradores que consubstanciaram o presente auto de infração, prejudicado está o objeto deste auto. Merece destaque o fato de a NFLD ter sido anulada por vício formal, ou seja, não foi apreciado o mérito para determinar se devida ou não contribuição adicional sobre trabalhadores expostos agentes nocivos ruído. Assim, não se está determinando que o objeto deste auto está correto ou não, até porque os elementos capazes de avaliar o mérito encontram- se na NFLD. 409 MF - SLUUNDO Cer::V71: r ? F*, CONT8113.. -S$Processo n.° 37169.006444/2006-40 • CCO2/C06 CONFr:'••"*: .1.:•LALAcórdão n.° 206-00.010 itooS' 1 F 30(isâtOgitc í.e% EP CONCLUSÃO: Maria de Fat ' rreira de Carvalho Mat. Siape 751683 Pelo exposto, voto por ANULAR o presente auto de infração, por considerar que os fatos geradores que ensejaram a sua lavratura perderam o objeto ao ser declarada a nulidade da NFLD n°35.246-624-3. É como voto. Sala das Sessões, em 08 de outubro de 2007. ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA Page 1 _0006200.PDF Page 1 _0006300.PDF Page 1 _0006400.PDF Page 1 _0006500.PDF Page 1 _0006600.PDF Page 1 _0006700.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10830.004175/2008-32
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 23 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Aug 23 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Exercício: 2005
OMISSÃO DE RENDIMENTOS RECEBIDOS POR DEPENDENTE.
DESCABIMENTO. VEDAÇÃO LEGAL DE DEDUÇÃO COMO DEPENDENTE.
O contribuinte somente pode declarar seu pai como dependente na declaração de ajuste anual se este não tiver auferido rendimentos, tributáveis ou não, superiores ao somatório dos limites de isenção mensais. Neste caso, se a pessoa não podia figurar como dependente, por expressa disposição legal,
incabível o lançamento por omissão de rendimentos recebidos por esse “dependente”, tendo o contribuinte como sujeito passivo.
Recurso provido.
Numero da decisão: 2801-001.779
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: WALTER REINALDO FALCÃO LIMA
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ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2005 OMISSÃO DE RENDIMENTOS RECEBIDOS POR DEPENDENTE. DESCABIMENTO. VEDAÇÃO LEGAL DE DEDUÇÃO COMO DEPENDENTE. O contribuinte somente pode declarar seu pai como dependente na declaração de ajuste anual se este não tiver auferido rendimentos, tributáveis ou não, superiores ao somatório dos limites de isenção mensais. Neste caso, se a pessoa não podia figurar como dependente, por expressa disposição legal, incabível o lançamento por omissão de rendimentos recebidos por esse “dependente”, tendo o contribuinte como sujeito passivo. Recurso provido.
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DESCABIMENTO. VEDAÇÃO LEGAL DE DEDUÇÃO COMO DEPENDENTE. O contribuinte somente pode declarar seu pai como dependente na declaração de ajuste anual se este não tiver auferido rendimentos, tributáveis ou não, superiores ao somatório dos limites de isenção mensais. Neste caso, se a pessoa não podia figurar como dependente, por expressa disposição legal, incabível o lançamento por omissão de rendimentos recebidos por esse “dependente”, tendo o contribuinte como sujeito passivo. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antônio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antônio de Pádua Athayde Magalhães, Walter Reinaldo Falcão Lima, Eivanice Canário da Silva, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Carlos César Quadros Pierre. Fl. 54DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 26/ 08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 10830.004175/200832 Acórdão n.º 280101.779 S2TE01 Fl. 45 2 Relatório AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi lavrada a Notificação de Lançamento de fls. 04/06, relativa à declaração de ajuste anual do IRPF do exercício 2005, anocalendário 2004, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de R$ 1.897,57, acrescido de multa de ofício e juros de mora. O lançamento decorreu da inclusão dos rendimentos relativos ao Serviço Autônomo de Águas e Esgotos, no valor de R$ 14.341,13, auferidos pelo pai do requerente, José Carlos Lopes, CPF: 826.758.64820, por ele ter sido incluído como dependente do contribuinte na respectiva declaração. Foi compensado o valor de R$ 31,31, relativo ao IRRF dos citados rendimentos. IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o interessado apresentou a impugnação de fls. 01, alegando, em síntese, conforme relatório do acórdão de primeira instância, desconhecer que seu pai não era isento e não ter condições financeiras para arcar com o crédito tributário exigido. Solicita a exclusão de seu pai de sua declaração de ajuste anual. ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A DRJ/São PauloII julgou procedente o lançamento (fls. 21/24), por entender não ser possível retificação de declaração nesse caso, pelo fato de o contribuinte já estar sob procedimento fiscal e não ter sido comprovado erro na inclusão de seu pai como seu dependente na declaração de ajuste anual. Por conseguinte decidiu que os rendimentos em discussão devem ser incluídos no montante de rendimentos oferecidos à tributação, ressaltando que não há base legal para exonerar o crédito tributário, em que pese as alegações do impugnante relativas à sua condição financeira, e que a multa exigida está em consonância com a legislação que trata do assunto. RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado da decisão de primeira instância em 09/08/10, fls. 37, o contribuinte apresentou, em 17/08/10, o Recurso de fls. 27/28, apresentando as mesmas alegações expostas na impugnação, além de solicitar a redução da multa aplicada. É o Relatório. Voto Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima O recurso é tempestivo e atende as demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Fl. 55DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 26/ 08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 10830.004175/200832 Acórdão n.º 280101.779 S2TE01 Fl. 46 3 Nos termos do art. 35, VI, da Lei nº 9.250/95, os pais somente podem ser considerados como dependentes desde que não aufiram rendimentos, tributáveis ou não, superiores ao limite de isenção mensal. No caso de dedução na declaração de ajuste anual esse limite corresponde ao somatório dos limites mensais de janeiro a dezembro, sendo que, para o exercício 2005, anocalendário 2004, corresponde ao montante de R$ 12.696,00. No presente caso os rendimentos recebidos pelo pai do contribuinte em 2004 totalizam R$ 14.341,13, valor superior, portanto, ao limite acima especificado. Por conseguinte o Sr. José Carlos Lopes não poderia figurar como dependente na respectiva declaração de ajuste anual do recorrente, por expressa disposição legal, sendo incabível, assim, o lançamento por omissão de rendimentos de dependente realizado pela fiscalização. Diante do exposto acima voto por DAR provimento ao recurso Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima – Relator Fl. 56DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 26/ 08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL
score : 1.0
Numero do processo: 13893.000738/2003-62
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Sep 11 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Thu Sep 11 00:00:00 UTC 2008
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES
ANO-CALENDARIO: 2000
Ato Declaratório Genérico - Aplicação da Súmula do 3º CC n° 02 e ainda ficou provado que a Recorrente nada devia a Receita Federal, tanto que há nos autos Comunicado de n° 1999/04 onde a Delegacia da Receita Federal em Guarulhos comunica o cancelamento das inscrições feitas pela PGFN/Guarulhos.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO
Numero da decisão: 301-34.743
Decisão: ACORDAM os membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: VALDETE APARECIDA MARINHEIRO
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ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES ANO-CALENDARIO: 2000 Ato Declaratório Genérico - Aplicação da Súmula do 3º CC n° 02 e ainda ficou provado que a Recorrente nada devia a Receita Federal, tanto que há nos autos Comunicado de n° 1999/04 onde a Delegacia da Receita Federal em Guarulhos comunica o cancelamento das inscrições feitas pela PGFN/Guarulhos. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO
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Numero do processo: 10980.012349/2003-11
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Apr 25 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Fri Apr 25 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 301-01.949
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência a Repartição de Origem, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: OTACILIO DANTAS CARTAXO
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MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA 10980.012349/2003-11 135.504 Solicitação de Diligência 301-1.949 24 de abril de 2008 SLOMP INVESTIMENTOS IMOBILIÁRIOS SC LTDA. DRJ/CAMPO GRANDE/MS Processo n° Recurso n° Assunto Resolução n° Data Recorrente Recorrida RESOLUÇÃO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Primeira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência a Repartição de Origem, nos tennos do voto do relator. OTACiLIO DAN • Presidente e Relator S CARTAXO Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: José Luiz Novo Rossari, Luiz Roberto Domingo, Rodrigo Miranda Cardozo, Joao Luiz Fregonazzi, Valdete Aparecida Marinheiro, Susy Gomes Hoffmann e Maria Regina Godinho de Carvalho (Suplente). Ausente a Conselheira Irene Souza da Trindade Torres. 1 Processo n.° 10980.012349/2003-11 Resolução n.° 301-1.949 CC03/C01 Fls. 82 RELATÓRIO Contra a contribuinte em epígrafe foi lavrado auto de infração para exigência de crédito no valor de R$ 2.241,81, em 22/12/2003, por insuficiência de recolhimento do ITR/99 (fls 18/26), em face da inexistência áreas de preservação permanente e de utilização limitada (reserva legal), por falta de comprovação e por ter protocolizado o ADA extemporaneamente. As fls. 30/32 a contribuinte impugna o feito argüindo que juntou cópia da matricula imobiliária atualizada e croqui descritivo da área, com as suas reais características, bem assim do ADA protocolado em 18/12/03 (fl. 15), o qual atesta a existência das áreas de preservação permanente de 20,0 ha. e de reserva legal de 3,1 ha., respectivamente. O Acórdão DRJ/CGE n° 8.316/06 (fls. 52/62), julgou procedente o lançamento fiscal, de acordo com a ementa adiante transcrita: "ATO DECLARA TÓRIO AMBIENTAL , A' REA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA. A exclusão das áreas declaradas como de preservação permanente e de utilização limitada, da área tributável do imóvel rural, para efeito de apuração do ITR, está condicionada ã protocolização tempestiva do Ato Declaratório Ambiental — ADA, perante o IBAMA, ou órgão conveniado. É também necessária a apresentação de laudo técnico que identifique e caracterize as áreas de preservação permanente, existentes no imóvel, a averbação da área de reserva legal, a margem da matricula do imóvel, no Cartório de Registro competente, até a data de ocorrência do .fato gerador do imposto, e, conforme o caso, a comprovação do cumprimento de todos os requisitos pertinentes às áreas de reserva particular do patrimônio natural, ãs áreas imprestáveis para a atividade produtiva, se declaradas de interesse ecológico, mediante ato do órgão competente federal ou estadual, e ás áreas de servidei florestal, também até a data de ocorrência do fato gerador do imposto. Lançamento procedente." Argüiu a decisão de primeira instância que a data final para a protocolização do ADA seria 31/03/00, ou em data anterior, em face do disposto no art. 10 da IN/SRF n° 43/97, alterada pela IN n° 67/97, de acordo com a Lei n° 9.340/96, que atribuiu à Receita Federal a competência para estabelecer as condições e prazos relativos A. apuração e pagamento do ITR. Sobre o mesmo assunto dispôs o IBAMA através das Portarias n° 162/97 e 152-N/98. Segundo essa decisão não havendo apresentado o ADA no prazo fixado, e sem a averbação da área de reserva legal, à margem da matricula do imóvel, não há como excluir as áreas de preservação permanente e utilização limitada (de reserva legal) da incidência do imposto, inclusive dos acréscimos legais. R).-\ 2 Processo n.° 10980.012349/2003-11 Resolução n.° 301 - 1.949 CC03/C01 Fls. 83 Ciente da decisão em 23/4/06, conforme recibo em AR (fl. 66), a contribuinte interpôs o seu recurso voluntário em 24/04/06, portanto tempestivamente (fls. 6773), para aduzir resumidamente: Jamais houve qualquer tipo de exploração nas áreas, situadas na Mata Atlântica, na Serra do Mar em território paranaense, com destinação eminentemente ecológica, de preservação permanente, corn exuberante fauna e flora assegurada e mantida em favor de todos, havendo excessivas limitações aos proprietários no tocante ao seu usar, fruir e dispor. As áreas de preservação permanente encontram amparo no art. 5 0 da Lei n° 5.868/72, que determina que são isentas do ITR, onde existem florestas formadas ou em formação, corno no caso sub examine. Situações que ensejam o cancelamento do auto de infração: a instrução normativa da SRF somente teve gênese em 11/12/02; a incompetência da SRF, que não tem atribuições legais sobre o ITR, deixando de notificar o contribuinte para que este pudesse, então, interpor o recurso cabível, neste sentido, havendo negligência do órgão administrativo; o contribuinte vem questionando nos diversos órgãos para a obtenção da isenção tributária em razão da natureza e especificidade da sua área rural de preservação permanente em toda a sua extensão. Ao requerer a isenção, ainda que em outro órgão, a contribuinte revela a sua boa-fé, exercendo um direito constitucional. A área de preservação permanente e legal estão devidamente averbadas na matricula imobiliária, mas, igualmente, toda a área está reservada, sem exploração de qualquer natureza, havendo a confecção de laudo por engenheiro florestal quando a sua realidade e, a inequívoca certeza que, além da interpretação legal ser sempre em favor do contribuinte quando dúvida reinar, deverá ser aplicado, aqui, o principio da lex mittior em favor do contribuinte. Junta jurisprudência judicial do STJ, Resp n° 587429/AL, T 1, Rel. Min. Luiz Fux, DJU de 02/08/04, além de outras, que atestam a desnecessidade de apresentação prévia do ADA, da isenção das áreas de preservação permanente em face do art. 5 0 da Lei 5.868/72. Requer o provimento do seu recurso e conseqüentemente seja cancelado o auto de infração, e o reconhecimento do direito de isenção do ITR sobre a totalidade da área rural, eis que integralmente de preservação permanente, sem qualquer exploração. o relatório. 3 Processo n.° 10980.012349/2003-11 Resolução n.° 301-1.949 CC03/C01 Fls. 84 VOTO Conselheiro Otacilio Dantas Cartaxo, Relator Versa a matéria trazida à apreciação sobre a falta de recolhimento do ITR/99 em face da não comprovação das Areas de preservação permanente e de utilização limitada, pela recorrente, seja mediante a averbação desta Area, ou pela protocolização do ADA extemporaneamente, junto ao IBAMA. A fl. 15 vê-se o ADA, protocolado junto ao IBAMA em 17/12/03, do qual constam os registros de 20,0 ha. de Area de preservação permanente e de 3,1 ha. de aérea de reserva legal, e As fls. 75 e 76 encontra-se o registro do imóvel efetuado pela Recorrente, entretanto sem a averbação à margem da matricula do imóvel da Area de utilização limitada. A decisão de primeira instância julgou o lançamento procedente em função da inexistência de averbação e da intempestividade da data de protocolo do ADA, emitida em data posterior ao que autoriza a IN/SRF N° 43/97, alterada pela IN n° 67/97. Irresignada com a decisão a quo, dela recorreu a contribuinte. Inicialmente, registrar-se que não há nos autos um laudo técnico elaborado por profissional habilitado que ateste a existência, as características peculiares das Areas objeto da lide, bem assim a sua localização, para fins de isenção do ITR. Nem mesmo há nos autos a declaração de outro órgão federal ou Estadual a respeito das restrições de uso do solo, ou mesmo da realização de manejo autorizado pelo IBAMA, ou órgão conveniado. Por entender que a Area pode ser comprovada, de forma circunstanciada, converto o julgamento em diligência a ser realizada junto ao IBAMA, para, mediante colação aos autos de parecer conclusivo, pronunciar-se acerca das infonnações contidas no Ato Declaratório Ambiental — ADA, de fls. 15. Do parecer elaborado pelo IBAMA deve ser dado conhecimento à recorrente, para que se pronuncie sobre o tema, se assim for de seu interesse. Posteriormente, devem os autos regressar a esta Corte para a apreciação do feito. Sala das Sessões, em 25 de abril de 2008 OTACiLIO DANTAS 'TAXO - Relator 4
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Numero do processo: 10730.000958/2008-75
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2005
DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS.
Acatam-se as deduções quando comprovadas por documentação hábil
apresentada pelo contribuinte.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2801-002.166
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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DESPESAS MÉDICAS. Acatamse as deduções quando comprovadas por documentação hábil apresentada pelo contribuinte. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Walter Reinaldo Falcão Lima, Luiz Claudio Farina Ventrilho, Tânia Mara Paschoalin e Carlos César Quadros Pierre. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Relatório Fl. 82DF CARF MF Impresso em 03/04/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/01/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/01/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 24/01/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 10730.000958/200875 Acórdão n.º 280102.166 S2TE01 Fl. 83 2 Trata o presente processo de notificação de lançamento que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), por meio da qual se exige do sujeito passivo acima identificado o montante de R$ 11.169,79, referente ao exercício de 2005. O lançamento é decorrente da apuração de dedução indevida a título de despesas médicas e compensação indevida de imposto de renda retido na fonte. Em sua impugnação, o contribuinte apresentou as razões de defesa abaixo, extraídas do Acórdão recorrido: a) Em primeiro lugar cometeu um erro material em relação às despesas médicas em nome de pessoas não declaradas como dependentes no valor de R$ 3.970,00 e compensação indevida de imposto de renda retido na fonte de R$ 226,21; b) O auto de infração é nulo em razão de ferir os princípios de ampla defesa e contraditório, pois, é imprescindível a exposição circunstanciada e detalhada pelo agente fiscal dos fatos e fundamentos que serviram de base para a lavratura do referido auto de infração e não apenas alegações de que recibos são insuficientes para serem considerados como dedução, bem como menção genérica de vários dispositivos legais inclusive de normas que não se aplicam ao caso impossibilitam e dificultam de forma considerável a defesa do contribuinte; c) Os recibos preenchem todos os requisitos previstos em lei e normas regulamentares, transcrevendo tais dispositivos, como o artigo 8o inciso II "a" e parágrafos 1° e 2o da lei 9.250/95, artigos 43 a 48 da Instrução Normativa SRF 15/2001 e artigos 73, 80 e 83 II do decreto 3000/99, afirmando que tem que se valer de adivinhações para poder entender qual enquadramento legal será aplicado. A 2ª Turma da DRJ/CGE/MS, conforme Acórdão de fls. 56/59, considerou não impugnada a glosa das despesas médicas declaradas com o cônjuge e a glosa do imposto de renda retido na fonte, bem como julgou procedente em parte a impugnação para restabelecer despesas médicas no montante de R$ 2.520,00. Regularmente cientificado daquele Acórdão em 20/12/2010 (fl. 66), o interessado interpôs recurso voluntário de fls. 67/80, em 12/01/2011. Em sua defesa, requer, em síntese, seja restablecida a dedução de despesas médicas relativas à profissional Graziela Bortone Cardoso Koplin, no valor de R$ 12.000,00, juntando aos autos uma declaração da própria Dra. Graziela, que, segundo ele, confirma a veracidade das informações, sanando qualquer tipo de entendimento que venha de encontro a lisura da prova já apresentada ao tempo da impugnação. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora Fl. 83DF CARF MF Impresso em 03/04/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/01/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/01/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 24/01/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 10730.000958/200875 Acórdão n.º 280102.166 S2TE01 Fl. 84 3 O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Cuida o presente litígio da inconformidade do recorrente em relação à glosa das despesas médicas declaradas referentes à profissional Graziela Bortone Cardoso Koplin, no valor de R$ 12.000,00. Observase que a referida glosa foi motivada pela apresentação de documentos que não preenchiam os requisitos formais previstos no art. 8º, § 1°, itens 1, 2 e 3 do RIR/99, pois os recibos exibiam dados insuficientes para serem considerados como dedução. A decisão recorrida rejeitou os recibos emitidos por Graziela Bortone Cardoso Koplin, no valor total de R$ 12.000,00, tendo em vista que o impugnante não trouxe qualquer informação adicional que comprovasse em quem foi feito o tratamento odontológico constante dos correspondentes recibos. À fl. 73, o recorrente junta uma declaração da referida profissional, afirmando que os recibos emitidos em nome do Dr. Amirton Corrêa de Sá, CPF n° 081.527.80715, nas datas de 25 de fevereiro, 18 de junho, 27 de setembro e 11 de novembro, todos do ano de 2004, nos valores de R$ 4.350,00, R$ 3.200,00, R$ 1.900,00 e R$ 2.550,00 respectivamente, são relativos a tratamento dentário efetuado em sua própria pessoa. Tal declaração, entendo, supre a falta apontada pela fiscalização e decisão recorrida, portanto, comprova as despesas médicas declaradas como pagas à Dra. Graziela Bortone Cardoso Koplin, no montante de R$ 12.000,00. Diante do exposto, voto por dar provimento ao recurso para restabelcer despesas médicas no montante de R$ 12.000,00. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 84DF CARF MF Impresso em 03/04/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/01/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/01/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 24/01/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N
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