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Numero do processo: 14094.000155/2007-33
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 19 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Mon Oct 18 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/03/1997 a 31/01/1999
PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO ANTECIPADO SOBRE AS RUBRICAS LANÇADAS. ART. 173, INCISO I, DO CTN.
0 Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n° 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei nº 8.212 de 1991. Não tendo havido pagamento antecipado sobre as rubricas lançadas pela fiscalização, há que se observar o disposto no art. 173, inciso I do CTN.
Encontram-se atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2803-000.357
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a).
Nome do relator: OSEAS COIMBRA JUNIOR
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/03/1997 a 31/01/1999 PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO ANTECIPADO SOBRE AS RUBRICAS LANÇADAS. ART. 173, INCISO I, DO CTN. 0 Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n° 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei nº 8.212 de 1991. Não tendo havido pagamento antecipado sobre as rubricas lançadas pela fiscalização, há que se observar o disposto no art. 173, inciso I do CTN. Encontram-se atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização. Recurso Voluntário Provido.
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HELT S2-TE03 FL I MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 14094.000155/2007-33 Recurso n° 254.537 Voluntário Acórdão n° 2803-00.357 — 3' Turma Especial Sessão de 19 de outubro de 2010 Matéria RESPONSABILIDADE SOLIDARIA: EMPRESAS EM GERAL Recorrente SUPERMERCADO MODELO LTDA. E OUTROS Recorrida SRP-SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIARIA ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/03/1997 a 31/01/1999 PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO ANTECIPADO SOBRE AS RUBRICAS LANÇADAS. ART. 173, INCISO I, DO CTN. 0 Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n ° 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n O 8.212 de 1991. Não tendo havido pagamento antecipado sobre as rubricas lançadas pela fiscalização, há que se observar o disposto no art. 173, inciso I do CTN. Encontram-se atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização. Recurso Voluntário Provido Credito Tributário Exonerado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3' Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a). OSEAS COIMBRA J IOR - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Amilcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato e Helton Carlos Praia de Lima (presidente). Relatório Trata-se de recurso voluntário interposto contra decisão da Secretaria da Receita Previdencidria que manteve a notificação fiscal lavrada, referente a contribuições devidas em em razão de prestação de serviços pela empresa CONSTRUTORA CM0 LTDA. Trata-se de NFLD lavrada em substituição A. NFLD 35.786.463-8, esta lavrada em 30 de julho de 2005 e anulada por vicio formal em 15.12.2005. 0 contribuinte foi intimado do débito via A/R em 21.03.2006. 0 período lavrado abrange 03/1997 a 01/1999. É o relatório. Voto Conselheiro OSEAS COIMBRA JUNIOR, Relator DAS QUESTÕES PRELIMINARES DA DECADÊNCIA A súmula vinculante do STF, n° 08 traz: "Sao inconstitucionais os parágrafo único do artigo 50 do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário". Com a decisão do Pretório Excelso, a questão passa a ser decidida com base nos artigos art. 150, § 41' e 173, ambos do Código Tributário Nacional — CTN. Trasncrevemos o artigo 173: Art. 173. 0 direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados: I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vicio formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. 0 direito a que se refere este artigo extingue-se definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificagdo, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. N 2 Processo n° F4094.000155/2007-33 S2-TE03 Acórdão n.° 2803-00.357 Fl. 2 A jurisprudência pátria já assentou que a aplicabilidade deste artigo seria na hipóteses de inexistência de pagamento antecipado ou na ocorrência de fraude ou dolo, conforme transcrevemos. "Ementa: Somente quando não lui pagamento antecipado, ou há prova defraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. ...." (STJ. REsp 395059/RS. Rel.: Min. Eliana Calmon. 2" Turma. Decisão: 19/09/02. DJ de 21/10/02, p. 347.) "Ementa: .... Em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, a fixação do termo a quo do prazo decadencial para a constituição do crédito deve considerar, em conjunto, os arts. 150, § 40, e 173, I, do Código Tributário Nacional. Na hipótese ern exame, que cuida de lançamento por homologação (contribuição previdenciária) com pagamento antecipado, o prazo decadencial sera de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador. .... .... Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova defraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. ...." (STJ. EREsp 278727/DF. Rel.: Min. Franciulli Netto. 1" Seção. Decisão: 27/08/03. DJ de 28/10/03, p. 184.) A presente notificação, veio a substituir a NFLD 35.786.463-8, lavrada em 30 de julho de 2005. Aplicando-se as regras dos arts. 150, § zr ou 173,1 do CTN, temos que a NFLD substituida trazia apenas débitos já alcançados pela decadência, pois se referia a 03/1997 a 01/1999, competências da presente NFLD. Dessa feita, não há como se aplicar a rega do art. 173, II do CTN uma vez que a primeira NFLD já fora lavrada com competências já decadentes. Ante o exposto, acato a preliminar de decadência, nos termos do voto proferido. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, dou-lhe provimento. Sala das Sessões, em 19 de outubro de 2010 OSEAS CO3RLNIOR 3
score : 1.0
Numero do processo: 13951.000271/2003-19
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Aug 16 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu Aug 16 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 303-01.354
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ZENALDO LOIBMAN
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Numero do processo: 19647.011527/2007-77
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 26 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Tue Oct 13 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)
Ano-calendário: 2004
RETIFICAÇÃO DA DECLARAÇÃO APÓS O INÍCIO DO PROCEDIMENTO. EFEITOS.
Retificação da declaração após o início do procedimento não produz efeitos sobre o lançamento tributário (Súmula CARF nº 33).
DEDUÇÃO DE DEPENDENTE. RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS.
A dedução de dependentes na declaração de ajuste anual do IRPF atrai, por força da legislação, os rendimentos auferidos pelos dependentes declarados.
Numero da decisão: 2001-003.643
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Honório Albuquerque de Brito - Presidente
(documento assinado digitalmente)
André Luis Ulrich Pinto - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: André Luís Ulrich Pinto, Honório Albuquerque de Brito e Marcelo Rocha Paura.
Nome do relator: ANDRE LUIS ULRICH PINTO
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ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano-calendário: 2004 RETIFICAÇÃO DA DECLARAÇÃO APÓS O INÍCIO DO PROCEDIMENTO. EFEITOS. Retificação da declaração após o início do procedimento não produz efeitos sobre o lançamento tributário (Súmula CARF nº 33). DEDUÇÃO DE DEPENDENTE. RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. A dedução de dependentes na declaração de ajuste anual do IRPF atrai, por força da legislação, os rendimentos auferidos pelos dependentes declarados.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Honório Albuquerque de Brito - Presidente (documento assinado digitalmente) André Luis Ulrich Pinto - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: André Luís Ulrich Pinto, Honório Albuquerque de Brito e Marcelo Rocha Paura.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2020-10-03T19:12:25Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2020-10-03T19:12:25Z; Last-Modified: 2020-10-03T19:12:25Z; dcterms:modified: 2020-10-03T19:12:25Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2020-10-03T19:12:25Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2020-10-03T19:12:25Z; meta:save-date: 2020-10-03T19:12:25Z; pdf:encrypted: true; modified: 2020-10-03T19:12:25Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2020-10-03T19:12:25Z; created: 2020-10-03T19:12:25Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2020-10-03T19:12:25Z; pdf:charsPerPage: 1882; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2020-10-03T19:12:25Z | Conteúdo => S2-TE01 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 19647.011527/2007-77 Recurso Voluntário Acórdão nº 2001-003.643 – 2ª Seção de Julgamento / 1ª Turma Extraordinária Sessão de 26 de agosto de 2020 Recorrente PAULO FERNANDO DA SILVA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano-calendário: 2004 RETIFICAÇÃO DA DECLARAÇÃO APÓS O INÍCIO DO PROCEDIMENTO. EFEITOS. Retificação da declaração após o início do procedimento não produz efeitos sobre o lançamento tributário (Súmula CARF nº 33). DEDUÇÃO DE DEPENDENTE. RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. A dedução de dependentes na declaração de ajuste anual do IRPF atrai, por força da legislação, os rendimentos auferidos pelos dependentes declarados. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Honório Albuquerque de Brito - Presidente (documento assinado digitalmente) André Luis Ulrich Pinto - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: André Luís Ulrich Pinto, Honório Albuquerque de Brito e Marcelo Rocha Paura. Relatório Trata-se de notificação de lançamento lavrada em 16 de abril de 2007, ano- calendário 2004, exercício 2005, da qual exige-se do Recorrente o valor de R$ 3.986,73, além de multa de ofício e demais consectários legais, a título de IRPF, diante de omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica no montante de R$ 23.854,39. Devidamente notificado, o ora Recorrente apresentou impugnação alegando, em síntese: “Venho por meio desta, solicitar a V. Sª. a impugnação da minha dívida junto a Receita Federal, haja vista que essa dívida se deu por conta desse AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 64 7. 01 15 27 /2 00 7- 77 Fl. 34DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 2001-003.643 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 19647.011527/2007-77 declarante, ter colocado erroneamente a esposa como dependente na declaração do ano de 2005. Outrossim, sempre fiz minhas declarações e nunca deixei de pagar meus impostos. Assumo que errei, porém não acho justo pagar por uma quantia que não soneguei. Por isso peço a compreensão de V. Sª. e acredito que o bom sendo há de prevalecer.” Foi apresentado pela Recorrente Solicitação de Retificação de Lançamento – SRL, sendo o indeferido o pedido (fls. 04). O Recorrente instruiu a sua impugnação com os seguintes documentos: (i) documentos de identificação (fls. 03) e (ii) declaração de ajuste anual (fls. 09 a 10). Na ocasião do julgamento da Impugnação apresentada pela ora Recorrente, a 1ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Recife, proferiu o acórdão nº 11-27.408 – 1ª Turma da DRJ/REC, julgando improcedente a impugnação por entender, em síntese, que ao inserir a esposa como dependente, o interessado manifestou intenção de tributar os rendimentos do casal em conjunto. Dessa forma, como os valores percebidos pela esposa não foram incluídos na declaração do exercício em causa, está caracterizada a omissão de rendimentos. Irresignado com o v. acórdão a quo, o Recorrente interpôs recurso voluntário a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais alegando, em síntese, que a relatora informa no acórdão a quo que por falta de informação da DIRF apresentada pela fonte pagadora não foi possível fazer a dedução da contribuição à previdência oficial. Pelo fato da empresa onde a esposa do Recorrente trabalhou estar sediada em São Paulo, não conseguiu o comprovante em tempo hábil. É o relatório. Voto Conselheiro André Luis Ulrich Pinto , Relator. O recurso é tempestivo considerando o AR datado de 26/11/2009, às fls. 29 e o protocolo da peça recursal em 23/12/2009, às fls. 30. Vez que o Recorrente optou por incluir sua esposa como dependente na declaração de ajuste anual impõe-se a tributação dos rendimentos omitidos recebidos pela dependente nos termos da IN SRF Nº 15, de 06 de fevereiro de 2001, in verbis: Art. 38. Podem ser considerados dependentes: I - o cônjuge; II - o companheiro ou a companheira, desde que haja vida em comum por mais de cinco anos, ou por período menor se da união resultou filho; III - a filha, o filho, a enteada ou o enteado, até 21 anos, ou de qualquer idade quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho; IV - o menor pobre, até 21 anos, que o contribuinte crie e eduque e do qual detenha a guarda judicial; Fl. 35DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 2001-003.643 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 19647.011527/2007-77 V - o irmão, o neto ou o bisneto, sem arrimo dos pais, até 21 anos, desde que o contribuinte detenha a guarda judicial, ou de qualquer idade quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho; VI - os pais, os avós ou os bisavós, desde que não aufiram rendimentos, tributáveis ou não, superiores ao limite de isenção mensal de R$ 900,00 (novecentos reais); VII - o absolutamente incapaz, do qual o contribuinte seja tutor ou curador. ... § 8o Os rendimentos tributáveis recebidos pelos dependentes devem ser somados aos rendimentos do contribuinte para efeito de tributação na declaração. Observe-se que nos termos da súmula 33 do CARF a retificação efetuada após a autuação não produz quaisquer efeitos quanto ao lançamento de ofício. Veja-se: Súmula CARF nº 33 A declaração entregue após o início do procedimento fiscal não produz quaisquer efeitos sobre o lançamento de ofício. (Vinculante, conforme Portaria MF nº 277, de 07/06/2018, DOU de 08/06/2018). Deste modo, não é possível promover a retificação das informações declaradas para fazer constar a dedução da contribuição à previdência não declarada pelo Recorrente, devendo ser mantido o lançamento tributário em sua íntegra. Conclusão Diante do exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, negar-lhe provimento. (documento assinado digitalmente) André Luis Ulrich Pinto Fl. 36DF CARF MF Documento nato-digital http://idg.carf.fazenda.gov.br/acesso-a-informacao/boletim-de-servicos-carf/portarias-do-mf-de-interesse-do-carf-2018/portarias-mf-277-sumulas-efeito-vinculantes.pdf
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Numero do processo: 13767.000267/99-81
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 17 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed Jun 17 00:00:00 UTC 2009
Ementa: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES
Período de apuração: 01/09/1990 a 30/04/1991
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PEREMPÇÃO.
O prazo para apresentação de recurso voluntário ao Conselho de
Contribuintes é de trinta dias, a contar da ciência da decisão de primeira instância, de acordo com o no art. 33 do Decreto n° 70.235/72. Recurso apresentado após o prazo estabelecido, dele não se toma conhecimento, visto que a decisão já se tomou definitiva no âmbito administrativo.
RECURSO NÃO CONHECIDO.
Numero da decisão: 3201-000.190
Decisão: ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira
Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, não conhecer o recurso voluntário, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: CELSO LOPES PEREIRA NETO
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ementa_s : OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Período de apuração: 01/09/1990 a 30/04/1991 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PEREMPÇÃO. O prazo para apresentação de recurso voluntário ao Conselho de Contribuintes é de trinta dias, a contar da ciência da decisão de primeira instância, de acordo com o no art. 33 do Decreto n° 70.235/72. Recurso apresentado após o prazo estabelecido, dele não se toma conhecimento, visto que a decisão já se tomou definitiva no âmbito administrativo. RECURSO NÃO CONHECIDO.
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'IV.* MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO 1„,, Processo n” 13767.000267/99-81 Recurso n" 128.785 Voluntário Acórdão n o 3201-00.190 — 2" Câmara / E Turma Ordinária Sessão de 17 de junho de 2006 Matéria EINSOCIA L - RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO Recorrente MOTO SCARTON LTDA. Recorrida DRJ-RIO DE JANEII20/RJ ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Período de apuração: 01/09/1990 a 30/04/1991 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PEREMPÇÃO. O prazo para apresentação de recurso voluntário ao Conselho de Contribuintes é de trinta dias, a contar da ciência da decisão de primeira instância, de acordo com o no art. 33 do Decreto n° 70.235/72. Recurso apresentado após o prazo estabelecido, dele não se toma conhecimento, visto que a decisão já se tomou definitiva no âmbito administrativo. RECURSO NÃO CONHECIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2" Câmara / 1" Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, não conhecer o recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. alla-- -MAR ELO GUERRA DE CASTRO - Presidente CELSO LOPES PEREIRA NETO - Relator , Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Anelise Daudt Prieto, Irene Souza da Trindade Torres, Nilton Luiz Bartoli, Nanci Gama, Vunessa Albuquerque Valente e Heroldes Balir Neto. 1 1 Processo n° 13767.000267/99-SI S3-C2T1 Acórdão n." 3201-00.190 Fl. 68 Relatório Trata-se de retomo de diligência determinada pela Resolução n°303-01.036, de 19 de maio de 2005 (fis. 84/88). O contribuinte acima identificado recorre a este Conselho, de decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento no Rio de Janeiro — DRERJ011, através do Acórdão n" 1563. de 06 de dezembro de 2002. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório componente da decisão recorrida, de fls. 47, que transcrevo, a seguir: "A empresa acima identificada, apresentou manifestação de inconformidade (fls. 29/42) contra o despacho decisório da DRF/VITORITA/ES (fls. 23/25), que indeferiu seu pedido de restituição das parcelas da contribuição para o Fundo de Investimento Social — FINSOCIAL, recolhidas a (digitams superiores a 0,5% (meio por cento), dos períodos de setembro/1990 a abril/1991 (fls. 13/20). O despacho decisório da DRE/VITÓRIA/E5 indeferiu a solicitação da contribuinte, em síntese, com base no decurso do prazo decadencial previsto no artigo 168 do Código Tributário Nacional (Lei n" 5.172, de 25/10/1966) e no Ato Declaratório SRF n" 96, de 26/11/1999. O interessado contesta o despacho decisório que indeferiu seu pleito argumentando, em síntese, que: I) O que a suplicante pleiteia é apenas o cumprimento literal da decisão judicial que Melai favorável; 2) O presente pedido de restituição .fai protocolado em 01/08/2001 e o trânsito em julgado da decisão judicial ocorreu em 02/05/97, ou seja dentro do prazo de 5 anos contados da data em que se tornou definitiva a decisão judicial que validou a restituição; 3) Transcreve, ainda, julgados da esfera adminstrativa para corroborar seu entendimento. 4) Por fim. pleiteia a revogação da decisão ora guerreada e espera deferimento do direito de crédito e restituição." A DRJ/Rio de Janeiro/RJ indeferiu a solicitação do contribuinte, através do referido Acórdão, cuja ementa transcrevemos, verbis: "Assunto: Outros Tributos ou Contribuições Período de apuração: 01/09/1990 a 30/04/1991 Processo n° 13767.000267/99-81 S3-C2TI Acárd6o n." 3201-00.190 Fl. 69 Ementa: INDÉBITO FISCAL. RESTITUIÇÃO/ COMPENSAÇÃO. DECADÊNCIA. A decadência do direito de pleitear restituição e/ou compensação de indébito , fiscal ocorre em cinco anos, contados da data de extinção do crédito tributário pelo pagamento, inclusive, na hipótese de ter sido efetuado COM base em lei posteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal. Solicitação Indeferida" Irresignado com a decisão de primeira instância, o recorrente interpôs Recurso Voluntário no qual reitera os argumentos apresentados em sua manifestação de inconformidade e reforça o seu entendimento de que inocorreu a decadência do direito de pleitear a restituição do tributo indevidamente pago juntando, inclusive, transcrições de decisões judiciais e do Conselho de Contribuintes que admitem o prazo de 10 (dez) anos para que o contribuinte pleiteie a restituição do que foi indevidamente recolhido. Pede, finalmente, que seja reformulada a decisão a quo, no sentido de conceder à recorrente o direito de compensar o Finsocial recolhido a maior com as parcelas vincendas da Cofins, até terminar seu crédito. Subindo os autos ao Terceiro Conselho de Contribuintes, resolveram os membros da Terceira Câmara, daquele Conselho, converter o julgamento em diligência para que fossem adotadas as seguintes providências pela DRF de origem: - que fosse acostada ao processo a cópia oficial da correspondência/intimação que teria sido encaminhada à recorrente, objeto do AR de tls. 52; - que fosse esclarecido qual o endereço oficial da recorrente que constava, à época da intimação (janeiro/2003). nos sistemas da SRF e por qual razão o endereço aposto no AR de fls. 52 é o da Av. Ângelo Giuberti, 453 (Esplanada) CEP 29702-060 em Colatina — ES e não o da Praça Municipal, 352 (Centro) CEP 29700-220 em Colatina — ES; - que fosse expedido oficio à recorrente para que esta encaminhasse comprovação de que a ciência do Acórdão 1.563 da DRJ do Rio de Janeiro — RJ deu-se em 05/02/2003. Em atendimento à diligência, a Unidade de Origem: 1- deu ciência ao contribuinte da Resolução 303-01.036, em 10/03/2006, e intimou-o a comprovar a sua afirmação de que havia sido cientificado do Acórdão da DRJ em 05/02/2003 (Intimação - fls. 91 e AR— fls. 92); 2- informou, ainda, em 05/08/2008, que (fls. 102): a) a correspondência encaminhada ao contribuinte ; objeto do AR de fls. 52, "possuiu como conteúdo o Acórdão/DRI n" 1563/02, conforme se observa na 4" linha (DECLARA ÇÃO DE CONTEÚDO) do AR..." b)"o endereço oficial do contribuinte epigrafado à época do envio da referida intimação era Av. Ângelo Giuberti, 453, Esplanada,Colatina, CEP: 29702-060, tendo em \ y 3 Processo n" 13767.000267/99-81 S3-C2T1 Acórdão '1.0320100190 Fl. 70 vista que a Filial (30.736.946/0002-62) consta em nossos registros C01170 BAIXADA desde 08/1999. Os documentos delis. 93 a 101 comprovam o relatado..." 3- informou também que, até a data de 05/08/2008, o interessado não havia atendido à intimação de fls. 91. Retornando da diligência, o processo foi redistribuído ao atual relator pelo fato de ter o relator original, Conselheiro Sílvio Marcos Barcelos Fiúza, encerrado o seu mandato. É o Relatório. N 162ei Processo o" 13767.000267/99-81 53-C2T1 Acórdão o.' 3201-00.190 Fl, 71 Voto Conselheiro CELSO LOPES PER EMA NETO, Relator Pelas razões a seguir, levanto a preliminar de perempção do Recurso Voluntário. A correspondência enviada para intimar o contribuinte da decisão da DRJ foi expedida em 13/01/2003 (verso do AR de fls. 52). A ciência do Acórdão recorrido deu-se, conforme conteúdo do campo "Data de Recebimento" deste AR de fls. 52, em 15/01/2003. O campo "Carimbo de Entrega Unidade de Destino" dos Correios respalda esta informação. Portanto, o Recurso apresentado em 28/02/2003 ((Is. 58) seria intempestivo. No entanto, uma vez que a recorrente havia afirmado em seu Recurso Voluntário que a data de ciência havia ocorrido em 05/02/2003 ((Is. 58 e 60), o julgamento foi convertido em diligência (Resolução 303-0(036 — lis. 84/88) para que fosse expedido oficio à recorrente para que esta encaminhasse comprovação de que a ciência do Acórdão 1.563 da DRJ do Rio de Janeiro — RJ deu-se em 05/02/2003, corno havia alegado. Tendo tomado ciência da Resolução em 10/03/2006 (AR de (Is. 92) c intimado a comprovar sua alegação, até a data de 05/08/2008, a empresa não havia se manifestado. Outras duas providências solicitadas pela diligência foram o esclarecimento do conteúdo da correspondência objeto do AR de lis. 52 e explicação sobre o envio para endereço diverso daquele que a empresa havia colocado em sua petição inicial. A informação fiscal de lis. 102 esclareceu que a correspondência, objeto do AR de fls. 52 continha "o Acórdão/DR.( II" 1563/02, conforme se observa na 4" linha (DECLARAÇÃO DE CONTEÚDO) do AR..." e que o endereço para o qual a correspondência foi enviada era o endereço "oficial" do contribuinte (matriz), ou seja, Av. Angelo Giuberti, 453, Esplanada, Colatina, CEP: 29702-060 (tela de fls. 93), tendo em vista que a Filial (30.736.946/0002-62), cujo endereço era Praça Municipal, 352, Centro, Colatina, constava nos sistemas da Receita como BAIXADA desde 08/1999. Os documentos de fls. 93 a 101 comprovariam o relatado. Observe-se ainda que, apesar de a Unidade de Origem não ter anexado cópia da intimação expedida juntamente com Decisão de primeira instância, entendo que o contribuinte foi devidamente cientificado, pois o texto do Acórdão já informava o direito de interpor recurso voluntário no prazo de trinta dias contados de sua ciência e a própria recorrente demonstra, em dois pontos de seu recurso (fls. 59 e 60), conhecer a lei e seus prazos. Do exposto, julgo haver comprovação suficiente de que a recorrente foi devidamente intimada da decisão de primeira instância, em 15/01/2003. O Decreto ri 70.235/1972 — PAF dispõe em seu art. 33 que o recurso voluntário deverá ser apresentado no prazo de 30 dias da ciência da decisão de primeira instância, verbis: \\*J65.) à 5 Processo n"1 3767.000267/99-S1 S3-C2T1 Acórdão n." 3201-00.190 F I. 72 "Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial. com eleito suspensivo, dentro dos 30 (trinta) dias seguintes ciência da decisão". Por sua vez, o art. 35, também do PAF, determina que o recurso, mesmo perempto, será encaminhado ao Conselho de Contribuintes, que julgará a perempção, verbis: "Art. 35. O recurso, mesmo perempto, será encaminhado ao órgão de segunda instância, que julgará a perempção". Tendo a ciência da decisão de primeira instância ocorrido em 15/01/2003 (AR de fls. 52), uma quarta-feira, a contagem do prazo, de acordo com o art. 210 do CTN, teve inicio em 16/01/2003 e venceu 30 dias após, em 14/02/2003, uma sexta-feira. A recorrente apresentou seu recurso em 28/02/2003 (fls. 58), portanto, após o vencimento do prazo legal. Os elementos constantes dos autos demonstram, de forma inequívoca, que a interessada não cumpriu o prazo previsto na legislação processual administrativa para interposição do recurso, ocasionando a perempção, de tal forma que a decisão de primeira instância tomou-se definitiva no âmbito administrativo. Diante do exposto, c tendo em vista os prazos processuais são fatais, não comportando qualquer dilação por falta de previsão legal, voto por que não se tome conhecimento do recurso, por perempto. Sala das Sessões, em 17 de junho de 2009. ÁAI( CELSO LOPES PEREIRA NETO - Relator Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1
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Numero do processo: 10675.001145/2005-61
Turma: Terceira Turma Especial
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon May 04 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Mon May 04 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARÁ O PIS/PASEP
Período de apuração: 15/04/1992 a 15/09/1995 PRESCRIÇÃO. ART. 165, I E 168, I, AMBOS DO CTN.
O pleito de restituição/compensação de valores recolhidos a maior ou indevidamente extingue-se em cinco anos, contados a partir do pagamento do tributo, conforme previsão dos arts. 165, 1 e 168, I, ambos do CTN.
CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE.
O Segundo Conselho de Contribuintes pacificou o entendimento de que as instâncias administrativas não possuem competência para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei (Súmula n°. 2/2007).
Recurso improvido.
Numero da decisão: 2803-000.084
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da SEGUNDA SEÇÃO DO
CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: ANDRÉIA DANTAS LACERDA MONETA
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I • 41.7:;"%4' # MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10675.001145/2005-61 Recurso n° 154.111 Voluntário Acórdão n° 2803-00.084 — 3° Turma Especial Sessão de 04 de maio de 2009 Matéria RESTITUIÇÃO / COMPENSAÇÃO PIS Recorrente POSTO ARAGUAIA 11 LTDA. Recorrida DRJ-JUIZ DE FORA/MG ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARÁ O PIS/PASEP Período de apuração: 15/04/1992 a 15/09/1995 PRESCRIÇÃO. ART. 165, I E 168, I, AMBOS DO CTN. O pleito de restituição/compensação de valores recolhidos a maior ou indevidamente extingue-se em cinco anos, contados a partir do pagamento do tributo, conforme previsão dos arts. 165, 1 e 168, I, ambos do CTN. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE. O Segundo Conselho de Contribuintes pacificou o entendimento de que as instâncias administrativas não possuem competência para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei (Súmula n°. 2/2007). Recurso improvido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3' Turma Especial da SEGUNDA SEÇÃO DO CONSELHO ADMINIST • TIVO DE RECURSOS FISCAIS, por unanimidade de votos, em negar provimento ao rec 2 '•41'Y ' ILSON MAC r 110 ROSENBURG FILHO Presidente n ANDREIA DANTAS LACERDA MON TA ft Relatora Processo n° 10675.001 I 45/2005-6 I S2-TE03 Acórdão n.° 2803-00.084 Fl. 2 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Alexandre Kern e Luis Guilherme Queiroz Vivacqua. Relatório Cuida-se de recurso voluntário (fls. 276/290) interposto pelo contribuinte acima identificado, em 11/03/2009, contra o acórdão n° 09-18406, da lavra da 2" Turma da DRJ em Juiz de Fora/MG, datado de 21 de janeiro de 2008, que não reconheceu o direito creditório afirmado e afastou a homologação das compensações perseguida, nos moldes da ementa do acórdão (fl. 267), abaixo transcrita: Assunto: Contribuição para o P1S/Pasep Exercício: 2002, 2003 COMPENSAÇÃO Crédito discutido judicialmente so pode ser objeto de compensação após o tránsito em julgado da decisão Mictai. DECADÊNCIA: O direito de pleitear restituição extingue-se em 05 anos conforme artigo 168— CTN. Compensação não homologada. Conforme historiam os autos, o recorrente apresentou no dia 28.12.04, via intemet, a Declaração de Compensação DCOMP n°. 03479.83308.281204.1.3.04-8336 (tis. 01- 04), declarando a compensação de débitos alusivos ao PIS, COFINS, IRPJ e CSLL, referentes aos PA'S especificados, perfazendo a soma total de R$ 29.410,47 (vinte e nove mil, quatrocentos e dez reais e quarenta e sete centavos), com crédito de pagamento indevido ou a maior de PIS. Ato continuo, mormente em razão de solicitação de esclarecimento formalizada pela autoridade fazendária, a recorrente, em 04.01.2006, retificou a citada Declaração de Compensação através da DCOMP n°. 21973.01305.040106.1.7.04-1928 (fls. 51 a 64), cujos débitos compensados somam R$ 28.928,80 (vinte e oito mil novecentos e vinte e oito reais e oitenta centavos). Seguindo a marcha procedimental, a autoridade local (tis. 67/70), em 25.01.2006, entendeu por bem "não homologar" a compensação dos débitos objeto da DECOMP retificadora de n°. 21973.01305.040106.1.7.04-1928, firme nos fundamentos de ausência de comprovação do direito ao crédito e consumação do respectivo prazo "decadencial". Inconformada, a recorrente aviou em 22.03.2006 Manifestação de Inconformidade, pugnando pela procedência da missiva para fins de "prosseguimento da análise de compensação, com ulterior homologação, [...]", pois, segundo argumentos articulados: 1) O Superior Tribunal de Justiça teria firmado orientação no sentido de que "a extinção do direito de pleitear a restituição de tributo sujeito a lançamento por homol 'ação, em não havendo homologação expressa, só ocorrerá após o transcurso do prazo de cm n anos contados da data em que se deu a homologação tácita"; 2) A Lei Complementar 118/ não 2 Processo n° 10675.001145/2005-61 S2-TE03 Acórdão n.° 2803-00.084 Fl. 3 seria subsumivel à espécie, diante da orientação da Corte Superior no sentido da sua aplicabilidade nas ações ajuizadas após 09.06.2005. À sobredita Manifestação, pela voz da 2' Turma de Julgamento DRJ/ Juiz de Fora/MG, conferiu-se a sorte não acolhimento, com o conseqüente "não conhecimento do direito creditório e pela não homologação das compensações pleiteadas", nos moldes da Ementa já transcrita. Indignada, a recorrente interpôs recurso voluntário perante o 2° Conselho de Contribuintes, aduzindo, em suma: a) que a impetração do Mandado de Segurança não seria óbice à análise da compensação, pois, "desde que, no processo judicial, o tributo a ser compensado, não seja objeto de compensação judicial, uma vez que se deve observar os efeitos erga urines das decisões do STF e resoluções do Senado Federal, o contribuinte pode e deve valer-se das decisões que lhes são favoráveis, independentemente do trânsito em julgado do processo, por não se tratar de hipótese de aplicação da vedação prevista no art. 170-A, do CTN; b) que o prazo para pleitear a restituição de pagamento indevido ou a maior finda-se transcrito o lapso de 10 (dez) anos a partir do pagamento indevido (tese dos cinco mais cinco), sendo inaplicável o disposto no art. 3° da LC 118/05. É o relatório. Voto Conselheira ANDREIA DANTAS LACERDA MONETA, Relatora O recurso é tempestivo e satisfaz os demais requisitos de admissibilidade, devendo ser conhecido. No mérito, porém, resta-lhe a sorte do desprovimento. De plano, tenho que a prerrogativa para declaração de inconstitucionalidade de leis é exclusiva do Poder Judiciário, cabendo à autoridade administrativa aplica-1a ao caso, devendo essa vinculação do agente administrativo prevalecer até que a norma em discussão já tenha sido declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal. Verifique-se, ainda, o art. 49, do Regimento Interno do Conselho de Contribuintes, vedando o afastamento da aplicação de tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade, que não tenha sido anteriormente reconhecida, na forma e pelas autoridades dispostas em seu parágrafo único. No âmbito do Segundo Conselho, outro não é o entendimento, inclusive sendo objeto da súmula ir. 2/2007 que dispõe não ser este competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de legislação tributária. A jurisprudência do Segundo Conselho de Contribuintes tem enfrentado o tema de modo tranqüilo e nada vacilante, conforme se extrai, a titulo exemplificativo, do acórdão n°. 203-12.704, de 13/02/2008: ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE, MATÉRIA DE COMPETÊNCIA EXCLUSIVA DO JUDICIÁRIO. 3 Processo o' 10675.001145/2005-61 S2-TE03 Acórdão n.° 2803-00.084 Fl. 4 O Segundo Conselho não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de legislação tributária (Súmula n" 2/2007) No que se refere à prescrição, o direito e prazo para pleitear restituição de indébito estão disciplinados nos arts. 165 e 168 do CTN, que assim dispõem: 'Art. 165 O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4" do artigo 162, nos seguintes casos: 1 — cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; Art. 168 O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados: 1 — nas hipóteses dos incisos I e II do art.165, da data da extinção do crédito tributário; Aplica-se, portanto, o prazo de 5 (cinco) anos, nos termos do capta do art. 168 do Código Tributário Nacional, bem como o art. 3° da Lei Complementar n°. 118, de 09 de fevereiro de 2005. No lançamento por homologação a extinção do crédito tributário ocorre com o pagamento do tributo e se confirma com a homologação ocorrida cinco anos depois, o que é ratificado pelo art. 3° da Lei Complementar n°. 118/2005. A posição adotada pelo ST,I, tese dos 5 + 5, além de não se alinhar ao conceito de actio nata e aos princípios que regem a prescrição, teve sua aplicação prejudicada em face das disposições dos art. 30 e 4° da Lei Complementar n°. 118/05, que assim dispõe: "Art. 3" Para efeitos de interpretação do inciso I do art. 168 da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966 — Código Tributário Nacional, a extinção do crédito tributário ocorre, no caso de, tributo sujeito a lançamento por homologação, no momento do pagamento antecipado de que trata o §1' do art. 150 da referida Lei." "Art. 4' Esta lei entra em vigor 120 (cento e vinte) dias após a sua publicação, observado, quanto ao ai?. 3", o disposto no art. 106, inciso I, da Lei 5.172, de 25 de outubro de 1966 — Código Tributário Nacional." O art. 3' da LC 118/05 encerra disposição expressamente interpret tiva. Para evitar qualquer dúvida existente, a LC 118/05, em seu art. 4°, textualmente a rma que, quanto à regra do art. 3°, deve ser observado o art. 106, I, do CTN, que determina ju amente a aplicação retroativa das leis expressamente interpretativas. 4 Processo n° 10675.001145/2005-61 52-TE03 Acórdão n.° 2803-00.084 Fl. 5 No tocante à sua aplicação, o Superior Tribunal de Justiça adotou, com as vênias de estilo, o equivocado entendimento de que a disposição somente teria aplicação em relação aos pedidos de restituição apresentados após sua publicação, como ocorreu no Recurso Especial n°. 791.370-MT, de 24 de outubro de 2008. Ressalte-se que o STJ não é órgão competente para exercer o controle abstrato de constitucionalidade No tocante à Lei Complementar n'. 118, de 2005, é importante esclarecer que o STF, em tese, poderá eventualmente declarar a sua constitucionalidade. É que se o STF considerar que a interpretação do STJ contraria o CTN (tese dos 5 + 5), as disposições consideradas inconstitucionais pelo STJ seriam meramente interpretativas. Assim sendo, enquanto não houver apreciação da matéria pelo plenário do STF, o art. 4' da LC 118/05, não terá sido retirado do mundo jurídico, não tendo como ser afastado do julgamento administrativo em questão, em obséquio do art. 49 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes. Além disso, o artigo 3° da Lei Complementar n°. 118/05 apenas confirma um entendimento já consolidado na Administração Tributária, como se depreende do item I do Ato Declaratório SRF n°. 96, de 26/11/1999, publicado no Diário Oficial da União de 30/11/1999, que assim dispõe: — o prazo para que o contribuinte possa pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente ou em valor maior que o devido, inclusive na hipótese de o pagamento ter sido efetuado com base em lei posteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em ação declaratória ou em recurso extraordinário, extingue-se após o transcurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados da data da extinção do crédito tributário — arts. 165, 1 e 168, da Lei n" 5.172, de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional)." No presente caso, e consoante apontamento lançado no bojo do Despacho Decisório de fls. 67, observado "as Declarações de Compensação — DCOMP, original e retificadora, apresentadas pelo contribuinte, em relação ao crédito, verifica-se que o mesmo informou tratar-se de pagamento indevido ou a maior de PIS cujo DARF apresenta as características abaixo: Período de Apuração: 31/08/1995 CNPJ: 16.955.254/0001-01 Código de Receita: 3885 Data de Vencimento: 15/09/1995 Valor principal: 29.453,22 Valor da Multa: 0,00 Valor dos Juros: 0,00 Valor Total do DARF: 29.453,22 5 Processo n° 10675.001145/2005-61 82-TE03 Acórdão n.° 2803-00.084 Fl. 6 Data da Arrecadação: 28/12/2004 Pois, bem, conforme documentação de fls. 20 a 40, cuida-se de compensação de crédito de PIS (competências: março de 1992 a agosto de 1995), de sorte que, relativamente a pagamentos hipoteticamente realizados no período de abril de 1992 a setembro de 1995, está, desenganadamente, consumado o quinquênio prescricional, especialmente quando sucedida a apresentação da competente Declaração de Compensação originária - sem embargo à apresentação posterior de Declaração de Compensação retificadora - apenas no dia 28.12.04. Portanto, fácil é ver que a tônica, conforme argumentos alhures enfocados, reside justamente na consumação da prescrição do direito à restituição dos pagamentos efetuados a título de PIS/Pasep, não merecendo reparos, destarte, a decisão recorrida. Inviabilizado resta, consequentemente, o enfrentamento das demais razões recursais. Diante do exposto, voto no sentido de negar provimento ao presente recurso. Sala das Sessões, em 04 de maio de 2009. 12,1,2A:v ANDREIA DANTAS LACERDA MONtrj— 6 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1
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Numero do processo: 11128.004410/96-52
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Dec 06 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Wed Dec 06 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 303-01.247
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: ZENALDO LOIBMAN
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Numero do processo: 13770.000274/2003-81
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Sep 11 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Thu Sep 11 00:00:00 UTC 2008
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES
ANO-CALENDÁRIO: 2003
SIMPLES - EXCLUSÃO - LC 123, de 14/12/06 - "ENSINO MÉDIO".
Nos termos da Lei Complementar n° 123, de 14 de dezembro de 2006,
artigo 17, §1°, inciso I, as atividades empresariais de "creche, pré-escola e estabelecimento de ensino fundamental", bem como, o
dispositivo do §2º, "poderão optar pelo Simples Nacional sociedades que se dediquem exclusivamente à prestação de outros serviços que não tenham sido objeto de vedação expressa no caput deste artigo".
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO
Numero da decisão: 303-35.630
Decisão: ACORDAM os membros da terceira câmara do terceiro conselho de
contribuintes, por maioria de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. Vencidos os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, Celso Lopes Pereira Neto e Anelise Daudt Prieto, que negaram provimento.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: NILTON LUIZ BARTOLI
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Recorrida DRJ-RIO DE JANEIRO/RJ ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES ANO-CALENDÁRIO: 2003 SIMPLES - EXCLUSÃO - LC 123, de 14/12/06 - "ENSINO MÉDIO". Nos termos da Lei Complementar n° 123, de 14 de dezembro de 2006, artigo 17, §1°, inciso I, as atividades empresariais de "creche, pré- escola e estabelecimento de ensino fundamental", bem como, o dispositivo do §20, "poderão optar pelo Simples Nacional sociedades que se dediquem exclusivamente à prestação de outros serviços que não tenham sido objeto de vedação expressa no caput deste artigo". RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. • ACORDAM os membros da terceira câmara do terceiro conselho de contribuintes, por maioria de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. Vencidos os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, Celso Lopes Pereira Neto e Anelise Daudt Prieto, que negaram provimento. .• ANELISE D • • RIE - Presidente Np2 -- ON LUI - ator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Nanci Gama, Heroldes Bahr Neto, Vanessa Albuquerque Valente e Tarásio Campeio Borges. Processo n° 13770.000274/2003-81 CCO3/CO3 Acórdão n.° 303-35.630 Fls. 139 Relatório Tornam os autos a julgamento por esta Eg. Câmara, tendo em vista cumprimento da diligência formulada na Resolução n° 303-01.324, constante às fls. 72/77. Com o intuito de ilustrar o presente e recordar aos pares a matéria, adoto o relatório de fls. 73/75, o qual passo a ler em sessão. Comprova o cumprimento da referida diligência os documentos juntados às fls. 84/137. É o relatório. , Processo n° 13770.000274/2003-81 CCO3/CO3 Acórdão n.° 303-35.630 Fls. 140 Voto Conselheiro NILTON LUIZ BARTOLI, Relator Tendo em vista o retomo da diligência solicitada em 14 de junho de 2007, retomam os autos a esse relator para julgamento. Cinge-se a questão em pedido de inclusão no Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — SIMPLES, com data retroativa a 01/01/2002. O pedido de inclusão do recorrente foi indeferido em razão do exercício da 0110 atividade econômica do Recorrente, que explora as atividades de pré-escola, ensino fundamental e ensino médio, conforme o disposto em seu contrato social. Considerou a decisão ora recorrida, que a atividade de ensino médio, constante no Contrato Social da empresa, não é abarcada pelas modificações no art. 9°, inciso XIII, introduzidas pela Lei 10.034/2003, possibilitando às creches, pré-escolas e instituições de Ensino Fundamental a opção pelo Simples. No caso em pauta, o presente processo foi convertido em diligência, visto que o conjunto probatório trazido nos autos foram considerados insuficientes para constatar quais são as atividades de fato, exercidas pelo Recorrente. Assim, o julgamento foi convertido em diligência à repartição de origem para que fosse realizada a verificação "in loco", a fim de: 1. verificar e relacionar quais as atividades desenvolvidas pelo Recorrente; 2. verificar se há professores, identificando-os se sócios ou contratados; 3. juntar cópias dos funcionários contratados, desde a opção efetivada através do DBE de fls. 08. Em atendimento a diligência, a autoridade fiscal intimou o Recorrente (fls. 87/85) para que este apresentasse a cópia de RAIS dos funcionários contratados, desde a opção efetivada através do DBE, ou seja, 04/01/2002, sendo este atendido, conforme informação constante às fls. 87. O r. Auditor-Fiscal também reteve as Relações Anuais de Informações Sociais — RAIS, ano-base 2002, 2003 e 2004. Por conseguinte, foi encaminhado o oficio n° 298/2007/DRF/ES — SEFIS a Superintendência Regional de Educação do município de Colatina/ES (fls. 127), para que as seguintes informações fossem concedidas: •. Processo n° 13770.000274/2003-81 CCO3/CO3 Acórdão n.° 303-35.630 Fls. 141 Quantos alunos concluíram o ensino médio nos anos letivos de 2002, 2003 e 2004 no estabelecimento do recorrente; Cópia dos documentos oficiais da Superintendência que registram e comprovam a informação supramencionada. O referido oficio foi atendido às fls. 128, no qual constam que o quantitativo de alunos que concluíram o Ensino Médio foi de 09, 08 e 05 alunos, nos anos de 2002, 2003 e 2004, respectivamente, e, em anexo, ainda, foram colacionadas as cópias das Atas de Resultados Finais das 3 a séries do Ensino Médio. Diante do exposto, a autoridade lavrou o Termo de Constatação e Encerramento de Diligência Fiscal n° 342/2007, no qual em síntese afirma que, da análise da resposta do citado oficio, resta comprovado que o recorrente manteve atividades de Ensino Médio nos anos letivos de 2002, 2003 e 2004. •O recorrente, embora cientificado da referida diligência em 31/03/2008 (AR — fls. 135), não apresentou manifestação acerca do apurado pela fiscalização. Assim, após este breve relatório, analiso o mérito com base nos documentos anexados nos autos pela autoridade fiscal, em respeito ao princípio da verdade material. Como exposto acima, a controvérsia travada nos autos, refere-se à atividade exercida pelo recorrente: se esta é uma atividade que incorre em vedação à opção Simples. Cumpre-nos, portanto, analisar o objeto social da Recorrente, à época dos fatos, às fls. 04: "CLÁUSULA SEGUNDA: A sociedade terá por objeto social: Atividades educacionais, oferecer educação infantil, ensino fundamental e médio. "(g.n) Posteriormente, foram realizadas alterações contratuais, cujo objeto consiste às fls. 116: Art° 3°) — A sociedade terá por objetivo social, Atividades Educacionais, Educação Infantil e Médio. (Cód. SRF 8015-2/00).(g.n) Consigne-se que Alteração Contratual constante às fls. 121/125, em nada versa sobre a alteração do objeto social da empresa. Primeiramente, observo que de fato o inciso XIII do artigo 9° da Lei n°. 9.317, de 05/12/1996, vedava opção à pessoa jurídica que: "Art. 9° Não poderá optar pelo Simples, a pessoa jurídica: (.) XIII - que preste serviços profissionais de corretor, representante comercial, despachante, ator, empresário, diretor ou produtor de espetáculos, cantor, músico, dançarino, médico, dentista, enfermeiro, veterinário, engenheiro, arquiteto, fisico, químico, economista, contador, auditor, consultor, estatístico, administrador, programador, 4 Processo n° 13770.000274/2003-81 CCO3/CO3 Acórdão n.° 303-35.630 Fls. 142 analista de sistema, advogado, psicólogo, professor, jornalista, publicitário, fisicultor, ou assemelhados, e de qualquer outra profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida; " (g.n) E posteriormente, o art. 9 0, da referida Lei foi alterado com o advento Lei n° 10.034, publicada em 25/10/2000, como se observa pelo artigo 1°, transcrito abaixo: "Art. 1° Ficam excetuadas da restrição de que trata o inciso XIII do art. 90 da Lei 9.317, de 5 de dezembro de 1996, as pessoas jurídicas que se dediquem às seguintes atividades: creches, pré-escolas e estabelecimentos de ensino fundamental. "(g. n) Isto posto, importa agora analisarmos se as atividades exercidas pelo recorrente, descritas acima, encontram-se realmente prescritas dentre às vedadas à opção. Assim, para o caso em questão, cumpre notar o que dispõe o §2°, do artigo 17, da Lei Complementar n°. 123, de 14 de dezembro de 2006, que a partir de 1° de julho de 2007, revogou' a Lei do Simples (Lei n°. 9.317, de 5 de dezembro de 1996): "Art. 17. Não poderão recolher os impostos e contribuições na forma do Simples Nacional a microempresa ou a empresa de pequeno porte: (.) §1 0 As vedações relativas a exercício de atividades previstas no caput deste artigo não se aplicam às pessoas jurídicas que se dediquem exclusivamente às atividades seguintes ou as exercem em conjunto com outras atividades que não tenham sido objeto de vedação no caput deste artigo: (.) 1— creche, pré-escola e estabelecimento de ensino fundamental; • (.) XVI — escolas livres, de línguas estrangeiras, artes, cursos técnicos e gerenciais; (.) "§2° Poderão optar pelo Simples Nacional sociedades que se dediquem exclusivamente à prestação de outros serviços que não tenham sido objeto de vedação expressa no caput deste artigo." (g. n) Analisando as atividades exercidas pela Recorrente em contraposição às vedações dispostas na Lei Complementar n°. 123, de 14 de dezembro de 2006, verifica-se que 1 Lei Complementar n°. 123, de 14 de dezembro de 2006 Art. 89— Ficam revogadas, a partir de 1° de julho de 2007, a Lei tf. 9.317, de 5 de dezembro de 1996, e a Lei n°. 9.841, de 5 de outubro de 1999. 5 Processo n° 13770.000274/2003-81 CCO3/CO3 Acórdão n.° 303-35.630 Fls. 143 aquelas não se encontram dentre as impeditivas à opção pelo Simples, não sendo cabível sua exclusão do Simples, em razão dos motivos aduzidos no ADE. Depreende-se da análise da legislação acima transcrita, que é permitido a opção ao Simples quando o recorrente exercer atividades que explorem a educação, expressamente, creche, pré-escola e estabelecimento de ensino fundamental; E, conforme interpretação do §2°, do art. 17 da LCP n° 123/206, como a atividade de ensino médio não é objeto de vedação expressa, logo, tal atividade pode se beneficiar do sistema simplificado. Concluo, portanto, que apesar da diligência fiscal ter constado que a Recorrente exerceu a atividade de ensino Médio nos anos de 2002, 2003 e 2004, conforme os documentos acostados às fls. 128/131, entendo que esta não é objeto de vedação ao Simples, sob a ótica da legislação vigente. • No tocante à aplicação da Lei Complementar n° 123, de 14/12/2006, ao presente, importa destacar, o que ela dispõe, em seu artigo 16, §4°: "sr 4° Serão consideradas inscritas no Simples Nacional as microempresas e empresas de pequeno porte regularmente optantes pelo regime tributário de que trata a Lei n°9.317, de 5 de dezembro de 1996, salvo as que estiverem impedidas de optar por alguma vedação imposta por esta Lei Complementar" Note-se que a Lei Complementar n° 123, de 14/12/2006, dispôs que a opção pelo 'Simples Nacional' das ME (microempresas) e EPP (empresas de pequeno porte) será na forma estabelecida pelo Comitê Gestor, órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, para tratar dos aspectos tributários da Lei Geral do Simples. Com efeito, através da Resolução CGSN n° 04, de 30/05/07, o mencionado Comitê Gestor, ao regulamentar a opção ao 'Simples Nacional', resolveu em seu artigo 18 que: 110 "Art. 18. Serão consideradas inscritas no Simples Nacional as ME e EPP regularmente optantes pelo regime tributário de que trata a Lei n° 9.317, de 5 de dezembro de 1996, salvo as que estiverem impedidas de optar por alguma das vedações previstas nesta Resolução." Pondero, neste ponto, que tal artigo, primeiramente, convalida a migração automática para o 'Simples Nacional', não havendo necessidade, neste sentido, de formalização expressa para a opção. Noutro aspecto, o dispositivo (in fine) ressalvou que só há migração automática caso não haja impedimento para tanto, mas advindos da nova lei. Entretanto, cumpre ainda notar o que dispõe o §1° da citada Resolução CGSN n° 04, de 30/05/07, que diz respeito aos casos ainda não definitivamente julgados: "Art. 18. (.) 6 Processo n° 13770.000274/2003-81 CCO3/CO3 Acórdão n.° 303-35.630 F1s. 144 §1 0 Para fins de opção tácita de que trata o caput, consideram-se regularmente optantes as ME e as EPP, inscritas no CNPJ como optantes pelo regime tributário de que trata a Lei n°9.317/96, que até 30 de junho de 2007 não tenham sido excluídas dessa sistemática de tributação ou, se excluídas, que até essa data não tenham obtido decisão definitiva da esfera administrativa ou judicial com relação a recurso interposto." Desta forma, o dispositivo em questão esclarece que também se consideram regularmente optantes aquelas empresas que se excluídas até 30/06/07, não tenham obtido decisão definitiva na esfera administrativa ou judicial, com relação ao recurso interposto. Por tudo isto, se conclui que a retroatividade está prevista na própria sistemática da Lei Complementar n° 123, de 14/12/2006, e mesmo que não assim não o fosse, o artigo 106, do Código Tributário Nacional (Lei n° 5.172, de 25/10/1966) estipula que: 110 "Art. 106. A lei aplica-se a ato ou fato pretérito: II – tratando-se de ato não definitivamente julgado: quando deixe de defini-lo como infração; " E não se diga que não seria o caso da lei nova deixar de definir como 'infração', pois se a Lei n° 9.317/96 discriminava atividades que vedavam a opção ao Simples, caso estas fossem exercidas por recorrente optante, haveria, nesta hipótese, clara infração ao regime da Lei n°9.317/96. Portanto, se a lei nova não pune mais certo ato, que deixou de ser considerado como infração, também pelo artigo 106 do Código Tributário Nacional, ela retroage em beneficio do recorrente, como no presente. No mais, não se pode deixar de considerar o estabelecido na Lei de Introdução ao Código Civil vigente (Lei n° 4.657, de 04/09/1942), que dispõe em seu artigo 6° que: "Art. 60 A lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada." Logo, tal qual prescreve a LICC, chamada de 'lei de introdução às leis', uma vez que dita princípios gerais sobre as normas de direito público e de direito privado (arts. 7° a 19), as normas têm efeito imediato e geral. Diante desses argumentos, DOU PROVIMENTO ao Recurso Voluntário. Sala das Sessões, em 11 setembro de 2008 NIp'g .,— N LUIZ ARTOLI - elator 7
score : 1.0
Numero do processo: 10240.001376/97-22
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Sep 20 00:00:00 UTC 2002
Data da publicação: Fri Sep 20 00:00:00 UTC 2002
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL — ITR — EXERCÍCIOS DE 1994, 1995 E 1996
NULIDADE - Não acarretam nulidade os vícios sanáveis, e que não
influem na solução do litígio. Por outro lado, são nulas as decisões proferidas com preterição do direito de defesa (arts. 59 e 60, do Decreto n° 70.235/72).
ANULADO O PROCESSO, A PARTIR DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA, INCLUSIVE.
Numero da decisão: 302-35.302
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, rejeitar a preliminar de nulidade da Notificação de Lançamento, argüida pelo Conselheiro Paulo Roberto Cuco Antunes, vencido, também, o Conselheiro Sidney Ferreira Batalha. No mérito, por unanimidade de votos, anular o processo a partir da decisão de Primeira Instância, inclusive, na
forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: ITR - notific./auto de infração eletrônico - outros assuntos
Nome do relator: MARIA HELENA COTTA CARDOZO
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Por outro lado, são nulas as decisões proferidas com preterição do direito de defesa (arts. 59 e 60, do • Decreto n° 70.235/72). ANULADO O PROCESSO, A PARTIR DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA, INCLUSIVE. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, rejeitar a preliminar de nulidade da Notificação de Lançamento, argüida pelo Conselheiro Paulo Roberto Cuco Antunes, vencido, também, o Conselheiro Sidney Ferreira Batalha. No mérito, por unanimidade de votos, anular o processo a partir da decisão de Primeira Instância, inclusive, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 20 de setembro de 2002 • HENRIQ PRADO MEGDA Presidente eeo ,ILL‘RIAH I-1921-Zi)OTTOZO Relatora 2 0 E Z 2002 rarticiparam, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ELIZABETH EMÍLIO DE MORAES CHIEREGATTO, PAULO AFFONSECA DE BARROS FARIA JÚNIOR e WALBER JOSÉ DA SILVA. Ausente o Conselheiro LUIS ANTONIO FLORA. hric MINISTÉRIO DA FAZENDA • • TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA RECURSO N° : 124.406 ACÓRDÃO N° : 302-35.302 RECORRENTE : GILMAR JAIR CREMONESE RECORRIDA : DRJ/MANAUS/AM RELATOR(A) : MARIA HELENA COTTA CARDOZO RELATOR DESIG. : PAULO ROBERTO CUCO ANTUNES RELATÓRIO O interessado acima identificado foi notificado a recolher o ITR e contribuições acessórias dos exercícios de 1994, 1995 e 1996 (fls. 02 a 04), incidentes sobre a propriedade do imóvel rural denominado "FAZENDA ASA BRANCA", localizado no município de Pimenta Bueno - RO, com área de 368,0 hectares, cadastrado na SRF sob o n° 4252567.5. 0 recorrente alega a ocorrência de erros no preenchimento da DITR, solicitando a retificação dos dados declarados, conforme Laudos Técnicos de fls. 05 a 13. Tais laudos visam alterar o VTN, bem como incluir as áreas de reserva legal e preservação permanente, nos totais de 184,0 hectares e 20,0 hectares, respectivamente. A autoridade julgadora de primeira instância considerou procedente em parte o lançamento, em decisão assim ementada (fls. 23 a 27): "VALOR DA TERRA NUA mínimo. Laudo Técnico de Avaliação elaborado em desacordo com as Normas da ABNT, é elemento de prova insuficiente para a revisão do VTN tributado. VALOR DA TERRA NUA declarado. Havendo evidência de erro do valor declarado, deve ser retificada a DITR/1994 e o lançamento que dela se originou. • LANÇAMENTO PROCEDENTE EM PARTE" Inconformado com a decisão singular, o interessado interpôs, tempestivamente, recurso voluntário (fls. 28/29), acompanhado dos documentos de fls. 67 a 76, esta última tratando da garantia recursal (arrolamento de bens). Às fls. 87 a 93, encontra-se a confirmação da prestação de garantia recursal. O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até as fls. 94 (última), que trata do trâmite dos autos no âmbito deste Conselho de Contribuintes. É o relatóriols.k 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA . . TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA RECURSO N° : 124.406 ACÓRDÃO N° : 302-35.302 VOTO Cumpridas as formalidades legais e constatada a tempestividade do recurso, este merece ser conhecido. Tratam os autos, de pedido de retificação de lançamento do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR dos exercícios de 1994, 1995 e 1996. Preliminarmente, foi arguida a nulidade do feito, tendo em vista a • ausência, nas respectivas Notificações de Lançamento, da identificação da autoridade responsável pela sua emissão. O art. 11, do Decreto n° 70.235/72, determina, verbis: "Art. 11. A notificação de lançamento será expedida pelo órgão que administra o tributo e conterá obrigatoriamente: I - a qualificação do notificado; II - o valor do crédito tributário e o prazo para recolhimento ou impugnação; III - a disposição legal infringida, se for o caso; IV - a assinatura do chefe do órgão expedidor ou de outro servidor 011 autorizado e a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula. Parágrafo único. Prescinde de assinatura a notificação de lançamento emitida por processamento eletrônico." A exigência contida no inciso I, acima, não pode ser afastada, sob pena de estabelecer-se dúvida sobre o pólo passivo da relação tributária, dada a multiplicidade de contribuintes do ITR. A ausência da informação prescrita no inciso II, por sua vez, impediria o próprio recolhimento do tributo, já que a sistemática de lançamento da Lei n° 8.847/94 prevê a apuração do montante pela própria autoridade administrativa, sem a intervenção do contribuinte, a não ser pelo fornecimento dos dados cadastrais. ,” 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA RECURSO N° : 124.406 ACÓRDÃO N° : 302-35.302 No que tange ao requisito do inciso III, este possibilita o estabelecimento do contraditório e a ampla defesa, razão pela qual não pode ser olvidado. Quanto às informações exigidas no inciso IV, elas são imprescindíveis naqueles lançamentos individualizados, efetuados pessoalmente pelo chefe da repartição ou por outro servidor por ele autorizado. O cumprimento deste requisito, por certo, evita que o lançamento seja efetuado por pessoa incompetente. Já o lançamento do ITR é massificado, processado eletronicamente, tendo em vista o grande universo de contribuintes. Assim, toma-se difícil a personalização do procedimento, a ponto de individualizar-se o pólo ativo da relação 010 tributária. Dir-se-ia que a Notificação de Lançamento do ITR é um documento institucional, cujas características - o tipo de papel e de impressão, o símbolo das Armas Nacionais e a expressão "Ministério da Fazenda - Secretaria da Receita Federal" - não deixam dúvidas sobre a autoria do lançamento. Aliás, muitas vezes estas características identificam com mais eficiência a repartição lançadora, perante o contribuinte, que o nome do administrador local, seu cargo ou matrícula. O que se quer mostrar é que, embora tais informações estejam legalmente previstas, a sua ausência não chega a abalar a credibilidade ou autenticidade do documento, em face de seu destinatário. Conclui-se, portanto, que em termos práticos, em nada prejudica o contribuinte, o fato de não constar da Notificação de Lançamento do ITR a personalização da autoridade expedidora. Vejamos, agora, as demais implicações, à luz do Decreto n° 70.235/72, com as alterações da Lei n° 8.748/93.• O art. 59 do citado diploma legal estabelece, verbis: "Art. 59. São nulos: I - os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II - os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. Art. 60. As irregularidades, incorreções e omissões diferentes das referidas no artigo anterior não importam em nulidade e serão sanadas quando resultarem em prejuízo para o sujeito passivo, salvo se este lhes houver dado causa, ou quando não influírem na solução do litígio." pg._ 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA • . TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA RECURSO N° : 124.406 ACÓRDÃO N° : 302-35.302 Por tudo o que foi exposto, conclui-se que o vício formal que aqui se analisa não caracterizou ato lavrado por pessoa incompetente, nem tampouco ocasionou o cerceamento do direito de defesa do contribuinte. A maior prova disso consiste nas milhares de impugnações de ITR, apresentadas aos órgãos preparadores. Tanto assim que os respectivos processos chegaram a este Conselho, em grau de recurso. Assim, o vício em questão não importa em nulidade, e poderia ter sido sanado, caso houvesse resultado em prejuízo para o sujeito passivo. Destarte, ESTA PRELIMINAR DEVE SER REJEITADA. Tratam os autos, de solicitação de revisão de lançamento do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR, englobando a alteração do VTN tributado, bem como a inclusão de áreas de reserva legal e de preservação permanente, relativamente aos exercícios de 1994, 1995 e 1996, conforme laudos de fls. 05 a 13. Não obstante, a decisão singular só apreciou o pleito relativo ao VTN tributado, silenciando sobre as áreas de reserva legal e de preservação permanente, o que contraria o art. 31 do Decreto n° 70.235/72. Assim, silenciando sobre matéria suscitada na impugnação, a autoridade julgadora singular promoveu o cerceamento do direito de defesa do contribuinte, suprimindo-lhe uma instância, o que enseja a nulidade do ato, conforme o art. 59, inciso II, do Decreto acima citado. Destarte, VOTO PELA DECLARAÇÃO DE NULIDADE DO PROCESSO, A PARTIR DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA, INCLUSIVE, lembrando que, no caso do ITR, o contribuinte deve ser previamente • orientado sobre a documentação de prova a ser apresentada, conforme determina o item 68 da Norma de Execução SRF/COSAR/COSIT n° 01/95. Sala das Sessões, em 20 de setembro de 2002 Á ILL A: H LENA COTT. ACj2)Z-0 - Relatora .0 MINISTÉRIO DA FAZENDA • " TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA RECURSO N° : 124.406 ACÓRDÃO N° : 302-35.302 PRELIMINAR DE NULIDADE DA NOTIFICAÇÃO DO LANÇAMENTO Antes de qualquer outra análise, reporto-me ao lançamento do crédito tributário que aqui se discute, constituído pela Notificação de Lançamento de fls., a qual foi emitida por processo eletrônico, não contendo a indicação do cargo ou função, nome ou número de matrícula do chefe do órgão expedidor, tampouco de outro servidor autorizado a emitir tal documento. O Decreto n° 70.235/72, em seu art. 11, determina: 110 "Art. 11. A notificaç ão de lançamento será expedida pelo órgão que administra o tributo e conterá obrigatoriamente: IV— a assinatura do chefe do órgão expedidor ou de outro servidor autorizado e a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula Parágrafo único — Prescinde de assinatura a notificação de lançamento emitida por processo eletrônico." Percebe-se, portanto, que embora o parágrafo único do mencionado dispositivo legal dispense a assinatura da notificação de lançamento, quando emitida por processo eletrônico, é certo que não dispensa, contudo, a identificação do chefe do órgão ou do servidor autorizado, nem a indicação de seu cargo ou função e o número da respectiva matrícula. 110 Acompanho entendimento do nobre colega, Conselheiro Irineu Bianchi, da D. Terceira Câmara deste Conselho, assentado em vários julgados da mesma natureza, que assim se manifesta: "A ausência de tal requisito essencial, vulnera o ato, primeiro, 1 porque esbarra nas prescrições contidas no art. 142 e seu parágrafo, do Código Tributário Nacional, e segundo, porque revela a existência de vício formal, motivos estes que autorizam a decretação de nulidade da notificação em exame. Com efeito, segundo o art. 142, parágrafo único, do CTN, 'a atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória...', entendendo-se que esta vinculaç'ão refere-se não apenas aos fatos e seu enquadramento legal, mas também às normas procedimentais. 6 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA • • TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA RECURSO N° : 124.406 ACÓRDÃO N° : 302-35.302 Assim, o `ato deverá ser presidido pelo princípio da legalidade e ser praticado nos termos, forma, conteúdo e critérios determinados pela lei...' (MAIA, Mary Elbe Gomes Queiroz. Do lançamento tributário: Execução e controle. Seio Paulo: Dialética, 1999, p. 20). Para Paulo de Barros Carvalho, `a vinculaç'ão do ato administrativo, que, no fundo, é a vincula ção do procedimento aos termos estritos da lei, assume as proporções de um limite objetivo a que deverá estar atrelado o agente da administração, mas que realiza, imediatamente, o valor da segurança jurídica' (CARVALHO, Paulo de Barros, Curso de Direito Tributário. São Paulo: Saraiva, 2000, p. 372). 110 Ou seja, o ato de lançamento deve ser executado nas hipóteses previstas em lei, por agente cuja competência foi nela estabelecida, em cumprimento às prescrições legais sobre a forma e o modo de como deverá revestir-se a exteriorização do ato, para a exigência de obrigação tributária expressa na lei. Assim sendo, a notificação de lançamento em análise, por não conter um dos requisitos essenciais, passa à margem do princípio da estrita legalidade e escapa dos rígidos limites da atividade vinculada, ficando ela passível de anulação. Outrossim, como ato administrativo que é, o lançamento deve apresentar-se revestido de todos os requisitos exigidos para os atos jurídicos em geral, quais sejam, ser praticado por agente capaz, referir-se a objeto lícito e ser praticado consoante forma prescrita ou não defesa em lei (art. 82, Código Civil), enquanto que o art. 110 145, II, do mesmo diploma legal diz que é nulo o ato jurídico quando não revestir a forma prescrita em lei. Para os casos de lançamento realizado por Auto de Infração, a SRF, através da Instrução Normativa n° 94, de 24/12/97, determinou no art. 5 `', inciso VI, que "em conformidade com o disposto no art. 142 da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional — CTN) o auto de infração lavrado de acordo com o artigo anterior conterá, obrigatoriamente o nome, o cargo, o número de matrícula e a assinatura do AF7'N autuante'. Na seqüência, o art. 60 da mesma IN prescreve que 'sem prejuízo do disposto no art. 173, inciso II, da Lei n° 5.172/66, será declarada a nulidade do lançamento que houver sido constituído em desacordo com o disposto no art. 5 7 41 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA RECURSO N° : 124.406 ACÓRDÃO N° : 302-35.302 Posteriormente e em sintonia com os dispositivos legais apontados, o Coordenador-Geral do Sistema de Tributação, em 3 de fevereiro de 1999, expediu o ADN COSIT n°2, que 'dispõe sobre a nulidade de lançamentos que contiverem vício formal e sobre o prazo decadencial para a Fazenda Nacional constituir o crédito tributário objeto de lançamento declarado nulo por essa razão', assim dispondo em sua letra "a": Os lançamentos que contiverem vício de forma — incluídos aqueles constituídos em desacordo com o disposto no art. 5° da IN SRF n° 94, de 1997 — devem ser declarados nulos, de oficio, pela autoridade competente: • Infere-se dos termos dos diplomas retro citados, mas principalmente do ADN COSIT n° 2, que trata do lançamento, englobando o Auto de Infração e a Notificação, que é imperativa a declaração de nulidade do lançamento que contiver vício formal." Acrescento, outrossim, que tal entendimento encontra-se ratificado pela instância máxima de julgamento administrativo tributário, qual seja, a E. Câmara Superior de Recursos Fiscais, que em recentes Sessões, de 07/08 de maio do corrente ano, proferiu diversas decisões de igual sentido, como se pode constatar pela leitura dos Acórdãos n's. CSRF/03.150, 03.151, 03.153, 03.154, 03.156, 03.158, 03.172, 03.176, 03.182, dentre muitos outros. Por tais razões e considerando que a Notificação de Lançamento do ITR apresentada nestes autos não preenche os requisitos legais, especificamente aqueles estabelecidos no art. 11, do Decreto n° 70.235/72, voto no sentido de declarar, • de oficio, a nulidade do referido lançamento e, conseqüentemente, todos os atos que foram a seguir praticados. Sala das Sessões, em 20 de setembro de 2002 /19~ PAULO ROBER C - O ANTUNES - Conselheiro 8 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA Processo n°: 10240.001376/97-22 Recurso n.°: 124.406 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no parágrafo 2° do artigo 44 do Regimento • Interno dos Conselhos de Contribuintes, fica o Sr. Procurador Representante da Fazenda Nacional junto à r Câmara, intimado a tomar ciência do Acórdão n.° 302-35.302. Brasília- DF, a MF — V— Consellio de Cóltribulntes • • lê/ 14 ris i /.• I (Ido _Meg da Pros.acaZe ei Câmara • 1,Ciente em: r ' (u aná elipe Q3 fi ' Page 1 _0022600.PDF Page 1 _0022700.PDF Page 1 _0022800.PDF Page 1 _0022900.PDF Page 1 _0023000.PDF Page 1 _0023100.PDF Page 1 _0023200.PDF Page 1 _0023300.PDF Page 1
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Numero do processo: 11330.000288/2007-81
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 27 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Data do fato gerador: 21/12/2005
PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. AUTO DE INFRAÇÃO. RETROATIVIDADE BENIGNA. GFIP. MEDIDA PROVISÓRIA Nº 449. REDUÇÃO DA MULTA.
1. As multas em GFIP foram alteradas pela Medida Provisória nº 449 de 2008, convertida na Lei nº 11.941/2009, situação que tornou mais benéfica, determinadas infrações relativamente às obrigações acessórias. A novel legislação acrescentou o art. 32-A
a Lei nº 8.212.
2. Em virtude das mudanças legislativas e de acordo com a previsão contida no art. 106, inciso II do CTN, a lei aplica-se
a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de defini-lo como infração; b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.
3. In casu, portanto, deverá ser observado o instituto da retroatividade benigna, com a consequente redução da multa aplicada ao contribuinte.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2803-000.861
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a).
Nome do relator: AMÍLCAR BARCA TEIXEIRA JÚNIOR
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OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS EM GERAL Recorrente CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL PREVI Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 21/12/2005 PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. AUTO DE INFRAÇÃO. RETROATIVIDADE BENIGNA. GFIP. MEDIDA PROVISÓRIA N º 449. REDUÇÃO DA MULTA. 1. As multas em GFIP foram alteradas pela Medida Provisória n º 449 de 2008, convertida na Lei nº 11.941/2009, situação que tornou mais benéfica, determinadas infrações relativamente às obrigações acessórias. A novel legislação acrescentou o art. 32A a Lei n º 8.212. 2. Em virtude das mudanças legislativas e de acordo com a previsão contida no art. 106, inciso II do CTN, a lei aplicase a ato ou fato pretérito, tratando se de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. 3. In casu, portanto, deverá ser observado o instituto da retroatividade benigna, com a consequente redução da multa aplicada ao contribuinte. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 1251DF CARF MF Impresso em 13/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 22/08/2011 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 5/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 11330.000288/200781 Acórdão n.º 280300.861 S2TE03 Fl. 1.207 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a). (assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Presidente. (assinado digitalmente) Amílcar Barca Teixeira Júnior Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Eduardo Augusto Marcondes de Freitas e Carolina Siqueira Monteiro de Andrade. Fl. 1252DF CARF MF Impresso em 13/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 22/08/2011 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 5/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 11330.000288/200781 Acórdão n.º 280300.861 S2TE03 Fl. 1.208 3 Relatório Tratase de auto de infração (CFL 68) lavrado por infringência aos artigos art. 32, IV, § § 5° da Lei n° 8.212, de 24 de julho de 1991 c/c art.284, II, do Regulamento da Previdência Social — RPS aprovado pelo Decreto 3.048, de 06 de maio de 1999. De acordo com o Relatório Fiscal da Infração (fls. 20 e seguintes), a autuação ocorreu em virtude de a empresa não ter incluído em GFIP, as remunerações pagas aos seus segurados e que integram o saláriodecontribuição. O Contribuinte, devidamente notificado e, 22/12/2005 apresentou defesa tempestiva em 06 de janeiro de 2006. A impugnação foi julgada em 14 de novembro de 2007 (fls. 1176 e seguintes), ementada nos seguintes termos: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/1999 a 30/06/2005 LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA – INFRAÇÃO. GFIP. DADOS NÃO CORRESPONDENTES AOS FATOS GERADORES DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. Apresentar a empresa a GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias constitui infração à legislação previdenciária. Com multa parcialmente relevada Lançamento Procedente Inconformado com resultado do julgamento da primeira instância administrativa, o Contribuinte apresentou recurso tempestivo, onde alega, em síntese, o seguinte: Tendo em vista que o prazo para interposição de recurso voluntário é de 30 (trinta) dias, tendo sido o ora Recorrente intimado da decisão recorrida em 12.8.2008, seu prazo para interposição do presente Recurso termina em 11.9.2008. Portanto, é manifestamente tempestivo o Recurso apresentado na presente data. Cabe esclarecer que a obrigatoriedade do depósito recursal de 30% para que os recursos administrativos de responsabilidade da Secretaria da Receita Previdenciária sejam recebidos e devidamente processados, não se faz mais necessário. Fl. 1253DF CARF MF Impresso em 13/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 22/08/2011 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 5/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 11330.000288/200781 Acórdão n.º 280300.861 S2TE03 Fl. 1.209 4 Em sede preliminar, cabe destacar a função do procedimento administrativo, enquanto revisor do ato administrativo. Os órgãos administrativos julgadores têm por função rever os atos administrativos realizados pelo seu corpo fiscalizatório, buscando sanar qualquer vício que possa macular tal ato, tendo caráter de autocontrole, evitando ilegalidades, para proteger tanto o Estado quanto o contribuinte. Na hipótese sub examine, conforme alhures descrito, pretendese impor Recorrente penalidade pelo descumprimento de obrigação acessória, qual seja, a falta de informação na GFIP de pagamentos efetuados a contribuintes individuais/administradores/autônomos e a empregados (valores não informados em sua totalidade) e pagamentos efetuados a cooperativas de trabalho. A imputação de penalidade com fulcro em regra contida em mero decreto viola o princípio da legalidade, previsto no art. 5º, inciso II e XXXIX, e art. 37, caput, ambos da CF e art. 97, inciso V, do CTN. Ao final, o contribuinte requer a declaração da improcedência do lançamento e, por conseguinte, o arquivamento do AI nº 35.866.1269, visto que não houve descumprimento de obrigação acessória, uma vez que os fatos respectivos não são fatos geradores de contribuição social e, logo, não devem constar na GFIP, bem como que não há lei prevendo a penalidade imposta, estando contida apenas em mero decreto do Poder Executivo – decreto nº 3.048/99. Alternativamente, requer seja dado provimento ao recurso para afastamento da multa, já que não prevista em lei, como preceitua o art. 5º, inciso II, XXXIX, da Carta magna e o art. 97, inciso V, do Código Tributário Nacional. Não apresentadas as contrarrazões. É o relatório. Fl. 1254DF CARF MF Impresso em 13/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 22/08/2011 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 5/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 11330.000288/200781 Acórdão n.º 280300.861 S2TE03 Fl. 1.210 5 Voto Conselheiro Amílcar Barca Teixeira Júnior, Relator. Sendo tempestivo, conheço do recurso e passo ao seu exame. Segundo consta nos autos, durante a ação fiscal realizada, o contribuinte apresentou GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, relacionadas às informações que alteraram o valor das contribuições. É sabido, pois, que desde janeiro de 1999 tornouse obrigatória a declaração, por intermédio do documento denominado GFIP Guia de Pagamento do FGTS e Informações à Previdência Social, de todas as bases de cálculo de contribuições previdenciárias. A não apresentação, no prazo estabelecido pela legislação que rege a matéria, bem como a declaração de valores inferiores aos corretos, implica, necessariamente, na autuação da empresa por parte da fiscalização. De acordo com a descrição contida no Relatório Fiscal da Infração (fls. 20 e seguintes), a empresa não incluiu nas Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informação a Previdência Social GFIP remunerações pagas aos seus segurados e que integram o saláriodecontribuição, infringindo, dessa forma, o art. 32, IV, § 5º da Lei 8.212/91 c/c o art. 284, I e II do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99. Pelo descumprimento da obrigação referida, a multa aplicada para esta infração equivale a 100% do valor devido relativo às contribuições compensadas indevidamente nas GFIPs da época, respeitados o limite por competência e ao número de segurados, conforme art. 284, II do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto 3.048/99 e art. 32, IV, paragrafo 5º da Lei 8.212/91. Segundo consta na conclusão do Relatório Fiscal da Infração, o contribuinte corrigiu parcialmente a falta, entregando, após o início do procedimento fiscal, GFIPs com parte dos fatos geradores omitidos inicialmente. Não havendo circunstância atenuante, a multa foi aplicada com a redução de 50% nos fatos geradores declarados, de acordo com o disposto nos arts. 656 e 657 da IN 003. Destarte, o descumprimento da obrigação tributária com a apresentação de GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, configurouse a infração aos dispositivos legais acima descritos. Nada obstante à discussão sobre a inexistência de dispositivo legal que ampare o lançamento, há que se considerar, in casu, que a multa imposta ao contribuinte, baseada no art. 32 da Lei nº 8.212/91, sofreu alterações em razão dos comandos emanados da Medida Provisória nº 449, de 03/12/2008, convertida na Lei nº 11.941, de 2009. Assim sendo, em relação às multas de que tratava o antigo art. 32 da Lei de Custeio, o legislador, ao acrescentar o art. 32A ao referido diploma legal, estabeleceu que: Fl. 1255DF CARF MF Impresso em 13/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 22/08/2011 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 5/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 11330.000288/200781 Acórdão n.º 280300.861 S2TE03 Fl. 1.211 6 Art. 32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitarseá às seguintes multas: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3o deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 1o Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso II do caput deste artigo, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de nãoapresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 2o Observado o disposto no § 3o deste artigo, as multas serão reduzidas: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – a 75% (setenta e cinco por cento), se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 3o A multa mínima a ser aplicada será de: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; e (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). Fl. 1256DF CARF MF Impresso em 13/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 22/08/2011 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 5/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 11330.000288/200781 Acórdão n.º 280300.861 S2TE03 Fl. 1.212 7 II – R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). As multas em GFIP, portanto, foram alteradas pela Medida Provisória n º 449 de 2008, sendo mais benéficas para o infrator, conforme se pode observar da redação do art. 32A da Lei n º 8.212/91. Todavia, com o advento da Medida Provisória n º 449 de 2009, convertida na Lei n º 11.941/09, a tipificação passou a ser apresentar a GFIP com incorreções ou omissões, com multa de R$20,00 (vinte reais) para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas. A nova redação não faz distinção se os valores foram declarados a maior ou a menor. Conforme previsto no art. 106, inciso II do CTN, a lei aplicase a ato ou fato pretérito, tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Entendo, pois, que este caso se enquadra perfeitamente na regra prevista no art. 106, inciso II, alínea “c”, do CTN. Pelo exposto, CONHEÇO do recurso voluntário, para no mérito DARLHE PARCIAL PROVIMENTO. A multa deve ser calculada considerando as disposições do inciso I do art. 32A da Lei nº 8.212/91 (na redação dada pela Lei nº 11.941/09), tendo em vista tratar se de situação mais benéfica para o contribuinte, conforme se pode inferir da alínea “a” do inciso II do art. 106 do Código Tributário Nacional CTN. É como voto. (assinado digitalmente) Amílcar Barca Teixeira Júnior – Relator. Fl. 1257DF CARF MF Impresso em 13/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 22/08/2011 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 5/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR
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Numero do processo: 10845.003152/2007-61
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2004
Ementa:
IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. TENDO A DRJ RECONHECIDO IDONEIDADE DO COMPROVANTE DE DESPESAS. MOTIVAÇÃO DO ATO DE LANÇAMENTO
Tendo a DRJ admitido a idoneidade de documento comprobatório de
despesas médicas, não lhe é dado considerar apenas parte das despesas comprovadas por meio do respectivo documento sem fundamentação.
Recurso a que se dá provimento.
Numero da decisão: 2802-001.457
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR
PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO
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DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. TENDO A DRJ RECONHECIDO IDONEIDADE DO COMPROVANTE DE DESPESAS. MOTIVAÇÃO DO ATO DE LANÇAMENTO Tendo a DRJ admitido a idoneidade de documento comprobatório de despesas médicas, não lhe é dado considerar apenas parte das despesas comprovadas por meio do respectivo documento sem fundamentação. Recurso a que se dá provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello Relator. EDITADO EM: 20/09/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos André Ribas de Mello (relator), Jorge Claudio Duarte Cardoso (presidente), Lucia Reiko Sakae, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, German Alejandro San Martín Fernández. Fl. 36DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 20/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 03/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO 2 Relatório Tratase de Auto de Infração lavrado contra o contribuinte (fl. 04), o qual apurou supostas irregularidades (fl. 05) em virtude da revisão da declaração de rendimentos – DIRPF, do exercício 2005, anocalendário 2004, em virtude de deduções indevidas de despesas médicas no montante de R$ 27.000,00 Resta consignado no auto de infração, a título de fundamentação que não houve comprovação da efetividade do serviço prestado e do desembolso do correspondente numerário, ainda que o contribuinte tenha sido intimado a fazêlo. Afirma ainda que a declaração emitida pela profissional Marion Martins L Monteiro não supre a omissão acima referida e que a referida profissional, de acordo com os registros da RFB reside em São Paulo. O Contribuinte foi cientificado (fl.12). Inconformado, apresentou tempestivamente a impugnação de fl. 01, juntando cópia de recibos dentre outros documentos, alegando, em breve síntese, que encaminhou a tempo e hora a documentação solicitada à RFB; que já não possuía, passados em torno de 3 anos, outros elementos de prova dos pagamentos efetuados além dos já apresentados e que os pagamentos foram feitos em dinheiro; que não compreende por que os recibos apresentados não constituem prova legítima das despesas e por que não lhe foi dito, quando da resposta à intimação, que eram insuficientes; que não há razão ou fundamento legal para a negativa por parte da RFB de atribuir fé aos recibos apresentados; que não poderia a Receita Federal autuar o contribuinte por falta de comprovação ou falta de previsão legal para a dedução, mas deveria autuar o contribuinte com base em fundamento claro e livre de dúvidas; que se a Receita não reconhece a idoneidade dos documentos, tem o ônus de provar a sua falsidade; que é irrelevante o local de domicílio da profissional Marion Martins L Monteiro, em nada afetando o caso presente; que não seria razoável trazer aos autos as fichas com anotações de suas sessões de atendimento médico, pois dizem respeito à intimidade dos contribuintes, assegurada pela lei brasileira. Em julgamento, a 11ª Turma da DRJ/SP2, em sessão realizada no dia 09/06/2009, por unanimidade, julgou procedente em parte o lançamento, por meio do Acórdão n.º 1732.443, restabelecendo as deduções a título de despesas médicas referentes ao tratamento com a profissional Marion Martins da Lima Monteiro, no valor de R$ 7.200,00, nos termos do documento de fls.0809, e referentes ao pagamento de R$ 15.000,00 ao odontólogo Claudio Sergio Mucci, nos termos dos documentos de fl.1011 mantendose, quanto ao mais o lançamento, uma vez que (i) a documentação trazida aos autos pelo contribuinte referente à psicóloga Marion Martins da Lima Monteiro somente permite comprovar o valor acima, antes glosado e agora restabelecido; (ii) mantida, portanto, a glosa em relação aos pagamentos efetuados a esta profissional no valor de R$ 4.800,00; (iii) foi feita a conferência das DIRPFs dos profissionais em questão para verificação dos pagamentos deduzidos pela contribuinte. Intimado da supramencionada decisão, conforme fl. 20, o Recorrente, tempestivamente, interpôs Recurso Voluntário a fl. 22, atacando a decisão exarada pela DRJ, naquilo em que sucumbiu, reiterando o pedido de retificação da glosa de despesas médicas, ao fundamento de que (i) há erro material na decisão recorrida, de vez que o documento de fls.08 09, que novamente se traz aos autos atesta a ocorrência de 100 sessões com a psicóloga nele referida, que ao preço de R$ 120,00 cada, totalizam os R$ 12.000,00 e não apenas o montante de R$ 7.200,00 restabelecido pela decisão da DRJ quanto aos pagamentos feitos a essa profissional; (ii) que, ao que tudo indica, foi levada em consideração apenas a primeira página do documento junto, desprezandose a segunda. Fl. 37DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 20/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 03/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO Processo nº 10845.003152/200761 Acórdão n.º 280201.457 S2TE02 Fl. 31 3 É o relatório. Voto Conselheiro Carlos André Ribas de Mello, Relator. Em sede preliminar, o recurso deve ser conhecido, no particular em que impugna a exigência concernente, exclusivamente, à glosa da dedução de despesas médicas no valor de R$ 4.800,00, eis que este é o objeto da irresignação do Contribuinte/Recorrente. Integral razão assiste ao contribuinte, de vez que, se a DRJ reputou como idôneo o documento de fls.89 para comprovação do pagamento a profissional Marion Martins da Lima Monteiro, em conjunto com o documento de fls.07, não lhe seria dado ignorar que o documento de fls.0809 de fato registra 100 sessões de psicoterapia no ano de 2004, ao preço de R$ 120,00 cada uma, constando “pg” ao lado de cada registro. De fato, só se pode imputar o equívoco contido na decisão da DRJ a erro material. Isto posto, voto por dar integral provimento ao recurso, para restabelecer dedução de despesas médicas no valor de R$ 4.800,00, nos termos dos documentos acima referidos, que, somandose ao valores já restabelecidos pela decisão da DRJ totalizam deduções médicas no valor de R$ 27.000,00, estando assim totalmente desconstituído o lançamento de fls.04 e ss. É como voto. (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello. Fl. 38DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 20/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 03/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO 4 Fl. 39DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 20/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 03/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO Processo nº 10845.003152/200761 Acórdão n.º 280201.457 S2TE02 Fl. 32 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão referente ao processo em epígrafe. Brasília/DF, 20 de setembro de 2012. (assinado digitalmente) JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Presidente Segunda Turma Especial da Segunda Câmara/Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 40DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 20/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 03/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO
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