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Numero do processo: 11618.004958/2007-12
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 29 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri Sep 30 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/05/2000 a 30/05/2000
PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA.
Ocorre a decadência com a extinção do direito pela inércia de seu titular, quando sua eficácia foi, de origem, subordinada à condição de seu exercício dentro de um prazo prefixado, e este se esgotou sem que esse exercício tivesse se verificado. As edições da Súmula Vinculante n° 8 exarada pelo Supremo Tribunal Federal STF e da Lei Complementar n° 128 de dezembro de 2008, artigo 13, I , “a ” determinaram que são inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da
Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário.
Recurso voluntário Provido.
Numero da decisão: 2403-000.755
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso para reconhecer a decadência total dos crédito lançados, com base em qualquer dos critérios estabelecidos no Código Tributário Nacional – CTN, quer seja pelo estabelecido no Art.150, § 4º, bem como no preceituado no artigo 173, I.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: IVANCIR JÚLIO DE SOUZA
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/05/2000 a 30/05/2000 PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA. Ocorre a decadência com a extinção do direito pela inércia de seu titular, quando sua eficácia foi, de origem, subordinada à condição de seu exercício dentro de um prazo prefixado, e este se esgotou sem que esse exercício tivesse se verificado. As edições da Súmula Vinculante n° 8 exarada pelo Supremo Tribunal Federal STF e da Lei Complementar n° 128 de dezembro de 2008, artigo 13, I , “a ” determinaram que são inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Recurso voluntário Provido.
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DECADÊNCIA. Ocorre a decadência com a extinção do direito pela inércia de seu titular, quando sua eficácia foi, de origem, subordinada à condição de seu exercício dentro de um prazo prefixado, e este se esgotou sem que esse exercício tivesse se verificado. As edições da Súmula Vinculante n° 8 exarada pelo Supremo Tribunal Federal STF e da Lei Complementar n° 128 de dezembro de 2008, artigo 13, I , “a ” determinaram que são inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Recurso voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso para reconhecer a decadência total dos crédito lançados, com base em qualquer dos critérios estabelecidos no Código Tributário Nacional – CTN, quer seja pelo estabelecido no Art.150, § 4º, bem como no preceituado no artigo 173, I. Carlos Alberto Mees StriongariPresidente Ivacir Júlio de Souza Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 93DF CARF MF Emitido em 30/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/11/201 1 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 29/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Relatório Li, compulsei com os autos e corroboro o Relatório de primeira instância abaixo transcrito : “Consoante relatório fiscal, a fls. 18/21, temse em pauta lançamento de contribuições sociais, incidentes sobre remuneração de mãodeobra relativa à construção civil de unidade residencial, com área de 237,40 metros quadrados, localizada na Rua Manoel César Alencar, quadra 09, lote 16, no Alto da Boa Vista, em Bayeux / PB, com matrícula no Cadastro Especifico do INSS — CEI n.° 13.019.02948/68, de responsabilidade de pessoa física, para a qual não houve comprovação de recolhimentos à Seguridade Social. O fiscal notificante salienta que o contribuinte, em maio/2000, ingressou com Pedido de Certidão Negativa de Débito PCND, apresentando Declaração de Regularização de Obra DRO e Guia da Previdência Social — GPS relativa à obra em questão, havendo sido expedida a correspondente CND n.° 0002486/2000, em 22/05/2000. No entanto, verificouse, posteriormente, a ausência de registro da citada guia nos sistemas informatizados da Previdência Social, com a intimação do contribuinte para prestar esclarecimentos. Referida medida resultou sem êxito, dado que não houve a comprovação do recolhimento em tela, ensejando, em conseqüência, o lançamento do crédito tributário respectivo, por aferição indireta da mãodeobra empregada, com base na área construída, padrão da obra e número de pavimentos, consoante Aviso de Regularização de Obra ARO (fls. 15), utilizandose o Custo Unitário Básico CUB, divulgado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil — SINDUSCON / PB, na competência 05/2000, correspondente ao mês de apresentação da DRO e emissão do citado ARO. Sobre o valor assim obtido, a fiscalização fez incidir as alíquotas especificadas no discriminativo analítico do débito DAD, a fls. 04 dos autos, lançando as respectivas contribuições sociais relativas às parcelas de empregados e patronais, constituindo a NFLD 37.1033363, totalizando o valor de R$ 7.542,26 (sete mil, quinhentos e quarenta e dois reais e vinte e seis centavos), na ocasião de sua consolidação. O citado lançamento recebeu novo número no sistema de protocolo no Ministério da Fazenda, a saber: 11618.004958/200712. Intimado, pessoalmente, em 19/09/2007, do lançamento em tela, o interessado, por meio de representante legal, consoante procuração a fls. 31, manejou impugnação, em 19/08/2007, Fl. 94DF CARF MF Emitido em 30/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/11/201 1 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 29/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 11618.004958/200712 Acórdão n.º 2403000.755 S2C4T3 Fl. 94 3 ocasião em que requereu a improcedência do feito, argüindo, em síntese: I — ilegitimidade passiva e falta de interesse processual, dado que não é mais proprietário do imóvel e quitou, à época, os valores devidos antes da realização de sua transferência. II — que o filho do atual proprietário compareceu ao INSS e foi vítima de máfé de funcionário do órgão, a quem pagou a quantia exigida para a regularização, tendo obtido Certidão Negativa de Débito, que possibilitou, inclusive, a transferência de propriedade do referido imóvel. III — que a GPS em questão foi apresentada pelo próprio INSS, ocasião em que tomou conhecimento de sua falsidade. Fez juntar à sua defesa, em cópias sem autenticação, os seguintes documentos: Declaração para Regularização de obra DRO (fl. 33); alvará municipal de licença para construção (f1s34); Aviso de Regularização de Obra ARO (fl. 35); GPS (fls. 36); extratos sobre a inexistência da guia nos sistemas informatizados da Previdência (fls. 37/38 e 43); Relatório de restrições para CND (fls. 39); intimação para regularização de obra (fl. 42 e 47), extrato de consulta ao pedido de CND (fl. 45); cadastro (fl. 46; 53); avisos de recebimento AR (fl. 40/41 e 48); declaração assinado pelo Sr. Isaelson Ramos de Oliveira (fl. 49/51), segundo a defesa, filho do atual proprietário do imóvel em tela; edital (tl. 52); despacho do chefe da Arrecadação (fl. 54) e do Serviço da Receita Previdenciária (fl. 55).” DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Após analisar aos argumentos da impugnante, a 7ª Turma Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil de Recife(PE) DRJ/REC, em 14 de fevereiro de emitiu o Acórdão n ° 1121.591, mantendo procedente o lançamento. DO RECURSO Irresignada, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário de fls.75, onde reiterou as alegações que fizera em instancia “ad quod ”. É o Relatório. Fl. 95DF CARF MF Emitido em 30/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/11/201 1 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 29/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Voto Conselheiro Ivacir Júlio de Souza, Relator DA PRELIMINAR DE DECADÊNCIA Tomandose como certo o entendimento de que ocorre a decadência com a extinção do direito pela inércia de seu titular, quando sua eficácia foi, de origem, subordinada à condição de seu exercício dentro de um prazo prefixado, e este se esgotou sem que esse exercício tivesse se verificado, em preliminar, passo a observar hipótese decadencial face a edição da Súmula Vinculante n° 8 exarada pelo Supremo Tribunal Federal – STF e da Lei Complementar n° 128 de dezembro de 2008, artigo 13, I , “a ”: SÚMULA VINCULANTE DO STF N° 8 “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. A súmula n° 8 passou a produzir efeitos a partir de 20 de junho de 2008, conforme ata da vigésima segunda sessão plenária do STF, do dia 12.06.2008, cuja íntegra do debate foi publicado no Diário de Justiça do dia 11.09.2008. O material está no site do tribunal. Consolidando o sumulado, se observa a Lei complementar n° 128, de 19 de dezembro de 2008, artigo 13, I, “a ” : “ Lei Complementar n°128, de 19 de dezembro de 2008 (...) Art. 13. Ficam revogados: I – a partir da data de publicação desta Lei Complementar: a) os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24 de julho de 1991” DECADÊNCIA POR QUALQUER CRITÉRIO Considerando que conforme Relatório Fiscal de fls.18 o período da ocorrência da infração foi definido para a competência única, 05/2000 , e ainda que a empresa fora notificada em 19/09/2007, fl 01, por qualquer dos critérios, quer seja na forma do artigo 150, §4° do CTN ou do preceituado no artigo 173, I do mesmo diploma legal, o crédito lançado pela fiscalização através da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito n° 37.103.9363 contra o contribuinte em tela, encontrase totalmente fulminado pelo instituto da decadência. DA ECONOMIA PROCESSUAL Fl. 96DF CARF MF Emitido em 30/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/11/201 1 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 29/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 11618.004958/200712 Acórdão n.º 2403000.755 S2C4T3 Fl. 95 5 Em razão da decadência total do crédito lançado, por economia processual, deixo de enfrentar demais alegações. CONCLUSÃO Desse modo, por tudo que foi exposto, em PRELIMINAR, determino que se reconheça a DECADÊNCIA do crédito lançado para a competência única do lançamento em apreço, 05/2000, com base em qualquer dos critérios estabelecidos no Código Tributário Nacional – CTN, quer seja pelo estabelecido no Art.150, § 4º, bem como no preceituado no artigo 173, I . É como voto. Ivacir Júlio de Souza Fl. 97DF CARF MF Emitido em 30/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/11/201 1 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 29/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 14367.000226/2008-21
Data da sessão: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004
AUTO DE INFRAÇÃO.DESCUMPRIMENTO.OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. GFIP’S. INFORMAÇÕES DE DADOS NÃO RELACIONADOS AOS FATOS GERADORES. Caso a empresa apresente informações que contenham dados não relacionados a fatos geradores, será lavrado Auto de Infração por esse descumprimento de obrigação acessória de informar corretamente ao fisco os fatos geradores passíveis de tributação.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2403-000.676
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, procedendo ao recálculo da multa na forma do art.32-A da Lei n 8.212/91 com a redação dada pela Lei n 11.941/2009, prevalecendo a mais benéfica ao contribuinte, de acordo com o art.106, II, “c” do Código Tributário Nacional.
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004 AUTO DE INFRAÇÃO.DESCUMPRIMENTO.OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. GFIP’S. INFORMAÇÕES DE DADOS NÃO RELACIONADOS AOS FATOS GERADORES. Caso a empresa apresente informações que contenham dados não relacionados a fatos geradores, será lavrado Auto de Infração por esse descumprimento de obrigação acessória de informar corretamente ao fisco os fatos geradores passíveis de tributação. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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GFIP’S. INFORMAÇÕES DE DADOS NÃO RELACIONADOS AOS FATOS GERADORES. Caso a empresa apresente informações que contenham dados não relacionados a fatos geradores, será lavrado Auto de Infração por esse descumprimento de obrigação acessória de informar corretamente ao fisco os fatos geradores passíveis de tributação. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, procedendo ao recálculo da multa na forma do art.32A da Lei n 8.212/91 com a redação dada pela Lei n 11.941/2009, prevalecendo a mais benéfica ao contribuinte, de acordo com o art.106, II, “c” do Código Tributário Nacional. Ivacir Júlio de Souza – Presidente Substituto. Cid Marconi Gurgel de Souza – Relator. Fl. 142DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/ 09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOU ZA 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ivacir Júlio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto e Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Ausente o conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari. Fl. 143DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/ 09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOU ZA Processo nº 14367.000226/200821 Acórdão n.º 2403000.676 S2C4T3 Fl. 143 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado às fls.37 a 46 contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Belém/PA (fls.23 a 32) que julgou PROCEDENTE o lançamento constante no Auto de Infração nº 37.146.0484, no valor originário de R$ 10.038,96 (dez mil e trinta e oito reais e noventa e seis centavos). A autuação, segundo o relatório fiscal às fls.02 e 03, corresponde ao descumprimento por parte da empresa da obrigação acessória prevista no art. 32, IV, parágrafo 3º e 5º, da Lei 8.212/91 combinado com o art. 225, IV e § 4º, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/99. O período objeto da fiscalização compreendeu as competências de 01/2004 à 12/2004. Ainda segundo o relatório fiscal, a empresa, durante 01/2004 a 12/2004, não informou em GFIP’s todos os fatos geradores de contribuições sociais previdenciárias: apresentou a Guia de Recolhimento do FGTS e informações a previdência – GFIP, com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. Desta autuação, a recorrente foi notificada em 09/09/2008 e apresentou impugnação às fls. 16 a 20 alegando em síntese: A necessidade de serem reunidos os autos de infração nº 37.146.0468 e nº 37.146.0450 para serem julgados conjuntamente em face do princípio da economia processual, para que a requerente não tenha que repetir por quatro vezes a juntada dos mesmos documentos e nas mesmas quantidades mencionadas, posto que os documentos juntados em um servirão para todos os outros; Que desde suas origens, o grupo da rede Amazônica vinha lutando para obter mais espaço na grade de programação da Rede Globo para ser utilizado em documentários e discussão de temas regionais de interesse da Amazônia, com o objetivo de demonstrar a importância de sua preservação, tornar conhecido seu potencial turístico e promover o desenvolvimento regional sustentável; Que em 1993, por meio da portaria nº 1.278 obteve a permissão para retransmissão na cidade de Manaus, através do canal 44, sendo mantido como símbolo da luta pelo desenvolvimento regional, recebendo a denominação de Amazon Sat; Que para obter um canal satélite em seu próprio nome, ganhou a concorrência pública adquirindo o canal 22 para a cidade de Porto Velho; Fl. 144DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/ 09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOU ZA 4 Que com o referido canal 22, obtido pela requerente, o canal 44 tem o mesmo objetivo concedido para a cidade de Manaus, ambos denominados Amazon Sat; Que nos primeiros anos após a obtenção da concessão de 2002, que foi quando a Amazônia Cabo Ltda. passou a existir de fato, a requerente não dispunha de mãodeobra própria e que todo o trabalho de administração era feito pelo pessoal da rádio TV Amazonas, cujos salários e encargos sociais e previdenciários continuaram a ser recolhidos na folha de pagamento da Rádio TV Amazonas; Que por tudo que foi demonstrado, verificase que nenhum valor decorrente de despesas na DIPJ, como salários e ordenados, deixou de ser recolhido à previdência social, pois a parte dos empregados contratados diretamente pela recorrente foi recolhida na folha da Amazon Cabo Ltda., conforme guias recolhimento anexo, e a parte dos empregados cedidos que pertencem à Rádio TV Amazonas, foram recolhidos em sua respectiva folha; Que inexiste débito por parte da Amazônia Ltda; Que os valores que constam no auto de infração foram lançados na contabilidade apenas para efeito de espelho interno para avaliação do desempenho econômico da Amazônia Cabo Ltda., cujas despesas são recorrentes da mãodeobra cedida pela Rádio TV do Amazonas; Que a multa aplicada no auto de infração não procede; Instada a manifestarse acerca da impugnação, a 4° Turma da DRJ/Belém PA proferiu acórdão (n°0115.356) nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/04/2004 a 31/12/2004 AUTO DE INFRAÇÃO N° 37.146.0484. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. APRESENTAR GFIP COM DADOS NÃO CORRESPONDENTES AOS FATOS GERADORES DE TODAS AS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. Constitui infração, apresentar GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de contribuição previdenciária e outras informações do interesse da Previdência Social na forma estabelecida no Art. 32, IV, § 5, da Lei n° 8.212/91 e alterações posteriores. REGISTRO CONTÁBIL DE ATOS E FATOS OCORRIDOS EM OUTRA EMPRESA. IMPOSSIBILIDADE. OFENSA AO PRINCÍPIO DA ENTIDADE. O princípio contábil da entidade reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial da pessoa jurídica em relação aos demais patrimônios. Fl. 145DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/ 09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOU ZA Processo nº 14367.000226/200821 Acórdão n.º 2403000.676 S2C4T3 Fl. 144 5 A contabilidade da empresa deve registrar somente os atos e os fatos ocorridos que se refiram ao seu patrimônio e não os relacionados com o patrimônio de outra empresa. ÔNUS DA PROVA. O crédito previdenciário lavrado em conformidade com o art. 37 da Lei n° 8.212/91 e alterações c/c art. 142 do C.T.N, somente será elidido mediante a apresentação de provas, pelo contribuinte, que comprove a não ocorrência desses fatos. RETROATIVIDADE BENIGNA EM MATÉRIA DE INFRAÇÃO. Aplicase a lei nova ao ato ou fato pretérito ainda pendente de julgamento, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo de sua prática. Inteligência do art. 106, II, c do CTN. Para efeito de aferição da norma mais benéfica, a multa prevista no revogado art. 32, § 5°, que se refere à apresentação de declaração inexata,deverá ser comparada com o novo art. 32A, inciso II, da Lei 8.212/1991, quando aplicada isoladamente (sem a existência de outra penalidade pecuniária pelo descumprimento da obrigação de pagar o tributo). Impugnação Improcedente. Crédito Tributário Mantido. Irresignada com a decisão supra, a recorrente interpôs recurso voluntário às fls.37 a 46, alegando em síntese: Que os “fatos geradores” não foram realizados pela recorrente, tendo sido atribuídos equivocadamente; Que deixou de juntar a cópia dos livros contábeis (Diário e Razão), bem como a DIPJ da empresa Rádio TV Amazonas por se tratar de empresas com administrações distintas cuja recorrente não goza de acesso irrestrito; Ser necessário o reconhecimento da preliminar de nulidade por ilegitimidade passiva, posto que o agente fiscal ignorou a apuração dos elementos caracterizadores da ocorrência do “fato gerador”, bastando uma análise aos documentos acima colacionados, pertencentes à Rádio TV Amazonas, para deixar patente o erro na eleição do sujeito passivo; A necessidade de ser aplicado corretamente o princípio da Primazia da realidade, ressaltando que não há ao longo do auto de infração análises condicionantes de vínculo de empregatício; Que foi incorreta a interpretação do art. 123 do CTN, visto que a cessão de mãodeobra não extingue o vínculo de emprego dos segurados para a empresa cedente, o que se encaixa perfeito na definição celetista; Fl. 146DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/ 09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOU ZA 6 Que não houve prejuízo ao fisco posto que nada teria a recorrente a declarar nas GFIPs, até porque as obrigações sobre tais declarações recaem sobre outro sujeito, cujo é obrigado a honrar o quantum da obrigação principal. Por fim, requereu que fossem apreciadas as razões recursais para, no mérito, julgar totalmente improcedente a multa posta por não apresentar GFIP com os dados correspondentes a fatos geradores. É o relatório. Fl. 147DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/ 09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOU ZA Processo nº 14367.000226/200821 Acórdão n.º 2403000.676 S2C4T3 Fl. 145 7 Voto Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator. DO MÉRITO I – DA INFRAÇÃO COMETIDA A empresa autuada foi submetida à fiscalização federal desde 23/06/2008 com a ciência do contribuinte pela entrega do Termo de Início de Ação Fiscal (fls.08 a 11). Durante a ação fiscal, foram verificados diversos documentos, tais como as rescisões de contratos de trabalho, os livros razão e diário, os arquivos digitais da DIPJ, informações em meio digital, dentre outras documentações. Assim, diante dessa análise documental, verificouse que a empresa recorrente apresentou GFIP’s das competências 01/2004 a 12/2004 com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. No caso em tela, o fisco procedeu à lavratura do auto de infração ao verificar que a empresa registrou em sua contabilidade (livro razão e livro diário) e declarou na Declaração do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica despesas de salários sem a correspondente inserção dos valores e beneficiários em GFIP, ou seja, não declarou as remunerações e demais despesas com empregados, violando supostamente previsão do.32, IV, parágrafos 3º e 5º, da Lei 8.212/91 combinado com o art. 225, IV e § 4º, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/99. Art. 32. A empresa é também obrigada a: (...) IV – declarar à Secretaria da Receita Federal do Brasil e ao Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS, na forma, prazo e condições estabelecidos por esses órgãos, dados relacionados a fatos geradores, base de cálculo e valores devidos da contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS ou do Conselho Curador do FGTS; (Destacouse) Art. 225. A empresa é também obrigada a: (...) IVinformar mensalmente ao Instituto Nacional do Seguro Social, por intermédio da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social, na forma por ele estabelecida, dados cadastrais, todos os fatos geradores de contribuição previdenciária e outras informações de interesse daquele Instituto; Fl. 148DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/ 09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOU ZA 8 (...) § 4º O preenchimento, as informações prestadas e a entrega da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social são de inteira responsabilidade da empresa. Ressaltese que os parágrafos 3 e 5 do art.32 da Lei n 8.212/91 foram revogados pela Lei n 11.941/2009, mas esses dispositivos não alteraram a obrigação tributária da empresa de declarar/informar à Secretaria da Receita Federal dados cadastrais e elementos relativos aos fatos geradores de contribuição previdenciária. A recorrente apresentou a GFIP com omissão de dados (não informou valores recebidos nem os beneficiários dessas quantias em GFIP), o que caracteriza a entrega desse documento com dados não correspondentes aos fatos geradores. Vale destacar ainda que a recorrente deixa claro que os valores encontrados pela fiscalização referemse às remunerações lançadas na contabilidade, que foram pagas aos funcionários da Rádio TV do Amazonas, os quais foram cedidos para prestarem serviços na empresa ora autuada, tendo ainda a contribuição previdenciária já incidido e havido o recolhimento com relação a esses valores. Todavia, destaco a falta de prudência da recorrente de ter realizado recebido essa prestação de serviços cedida pela Rádio TV Amazonas, tendo em vista que não há como uma pessoa jurídica exercer suas atividades sem a formação de um quadro de empregados, o mínimo que seja, os quais, ao trabalharem, estarão realizando o fato gerador das contribuições sociais previdenciárias. Tal fato, entretanto, não foi informado pela recorrente, que teve pessoas laborando em seu favor e não declarou as despesas com salários nas GFIPs dos meses relativos ao exercício de 2004, tendo realizado uma confusão no que diz respeito às contas das pessoas jurídicas do mesmo “grupo”, indo de encontro ao Princípio Contábil da Entidade, o qual determina que cada estabelecimento/empresa tem seu patrimônio próprio, devendo a contabilidade registrar somente atos e fatos que se refiram ao patrimônio desta sem relacionar com os fatos relativos às outras empresas ou de seus sócios. Desse modo, entendo que a infração ocorreu, motivo pelo qual a recorrente estará sujeita ao pagamento da multa prevista na legislação competente, qual seja o Regulamento da Previdência Social (aprovado pelo Decreto n 3.048/99) e a Lei n 8.212/91, in verbis: Art.284. A infração ao disposto no inciso IV do caput do art. 225 sujeitará o responsável às seguintes penalidades administrativas: (...) II cem por cento do valor devido relativo à contribuição não declarada, limitada aos valores previstos no inciso I, pela apresentação da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social com dados não correspondentes aos fatos geradores, seja em relação às bases de cálculo, seja em relação às informações que alterem o valor das contribuições, ou do valor que seria devido se não houvesse isenção ou substituição, quando se tratar de infração cometida por pessoa jurídica de direito privado beneficente de Fl. 149DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/ 09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOU ZA Processo nº 14367.000226/200821 Acórdão n.º 2403000.676 S2C4T3 Fl. 146 9 assistência social em gozo de isenção das contribuições previdenciárias ou por empresa cujas contribuições incidentes sobre os respectivos fatos geradores tenham sido substituídas por outras; e (Redação dada pelo Decreto nº 4.729, de 9/06/2003) O Regulamento (Decreto n 3.048/99) cuidou ainda de tratar da atualização do valor cobrado, nos termos do art.373, in verbis: Art.373. Os valores expressos em moeda corrente referidos neste Regulamento, exceto aqueles referidos no art. 288, são reajustados nas mesmas épocas e com os mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da previdência social.. No mesmo sentido, a Lei nº 8.212/91 preleciona ainda em seu art. 32, § 5º que a empresa que apresentar os documentos do art.32, IV, com dados que não correspondam aos fatos geradores das contribuições previdenciárias, pagará multa correspondente a 100% (cem por cento) do valor devido relativo à contribuição não declarada. Então vejamos: Art.32 – (...) (...) § 5º A apresentação do documento com dados não correspondentes aos fatos geradores sujeitará o infrator à pena administrativa correspondente à multa de cem por cento do valor devido relativo à contribuição não declarada, limitada aos valores previstos no parágrafo anterior. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). (Revogado pela Medida Provisória nº 449, de 2008) (Revogado pela Lei nº 11.941, de 2009. Na presente autuação, a fiscalização aplicou, ao fundamentar a aplicação da multa no §5º do art.32 da Lei n 8.212/91, um valor máximo de multa com base na quantidade de segurados da empresa. Todavia, ambos os dispositivos (§4º e §5º) foram revogados pela Lei n 11.941/2009. Referida lei, ao revogar os dispositivos acima citados, incluiu novo dispositivo na Lei n 8.212/91, o qual estabeleceu que a empresa que deixasse de apresentar o documento do inciso IV do art.32 ou apresentasseo com incorreções/omissões seria intimada a prestar esclarecimentos e pagar multa de acordo com a conduta praticada. Então vejamos: Art. 32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitar seá às seguintes multas:(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). Fl. 150DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/ 09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOU ZA 10 II – de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3o deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 1o Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso II do caput deste artigo, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento.(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 2o Observado o disposto no § 3o deste artigo, as multas serão reduzidas:(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – a 75% (setenta e cinco por cento), se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação.(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 3o A multa mínima a ser aplicada será de:(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; e(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). Pelo exposto, percebese que o critério adotado para aplicação de multa por descumprimento de obrigação acessória foi alterado, podendo assim o valor inicial da multa ser reduzido pela aplicação da nova lei que retroagirá para beneficiar o contribuinte, nos moldes do art.106, II, “c”do Código Tributário Nacional, in verbis: Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: (...) II tratandose de ato não definitivamente julgado: (...) c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática Desse modo, entendo que a infração cometida pela recorrente em apresentar as GFIP’s com dados não relacionados aos fatos geradores das contribuições previdenciárias, incorre no descumprimento previsto no art.32A, caput, da Lei n 8.212/91 com redação dada pela Lei n 11.941/2009, devendo, portanto, tal norma retroagir, se for mais benéfica ao contribuinte, para ser aplicada ao caso em tela, conforme o art.106, II, “c”, do Código Tributário Nacional. Fl. 151DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/ 09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOU ZA Processo nº 14367.000226/200821 Acórdão n.º 2403000.676 S2C4T3 Fl. 147 11 CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso voluntário para DARLHE PARCIAL PROVIMENTO, de modo que seja mantida a cobrança do Auto de Infração nº 37.146.0484, na forma do art.32A da Lei n 8.212/91 com a redação dada pela Lei n 11.941/2009, prevalecendo a mais benéfica ao contribuinte, de acordo com o art.106, II, “c” do Código Tributário Nacional. É como voto. Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 152DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/ 09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOU ZA
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Numero do processo: 13963.000454/2007-29
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/03/2005 a 31/05/2007
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.CONTRADIÇÃO. ACOLHIMENTO DO RECURSO.
Sendo constatada uma das hipóteses (contradição, omissão, obscuridade) para o acolhimento dos embargos de declaração, esses serão acolhidos para sanar o vício anteriormente apontado.
Embargos Acolhidos.
Numero da decisão: 2403-000.675
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer dos Embargos de Declaração para dar-lhe provimento a fim de sanar as contradições apontadas.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1615; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 163 1 162 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13963.000454/200729 Recurso nº 154.658 Embargos Acórdão nº 2403000.675 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 28 de julho de 2011 Matéria CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA Embargante DELEGADO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL EM FLORIANÓPOLIS/SC Interessado ROBERGE AUTOMOTIVA LTDA ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/03/2005 a 31/05/2007 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.CONTRADIÇÃO.ACOLHIMENTO DO RECURSO. Sendo constatada uma das hipóteses (contradição, omissão, obscuridade) para o acolhimento dos embargos de declaração, esses serão acolhidos para sanar o vício anteriormente apontado. Embargos Acolhidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer dos Embargos de Declaração para darlhe provimento a fim de sanar as contradições apontadas. Ivacir Júlio de Souza – Presidente Substituto. Cid Marconi Gurgel de Souza – Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ivacir Júlio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto e Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Ausente o conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari. Fl. 163DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/ 09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOU ZA 2 Relatório Tratase de embargos de declaração (fls. 159 a 160) opostos pelo Delegado da Receita Federal do Brasil em Florianópolis, com esteio nos artigos 64, inciso I, e 65, parágrafo 1, V, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), aprovado pela Portaria MF no 256/2009, contra o Acórdão nº 240300.178 que conheceu do recurso voluntário apresentado no processo em epígrafe e deulhe provimento parcial no sentido de manter parte da cobrança constante na NFLD n° 37.058.0192, tendo em vista o não acolhimento da alegação do contribuinte de ter sido cobrado em excesso pelos motivos já apresentados no julgamento do acórdão. A parte embargante, na qualidade de autoridade encarregada pela execução do acórdão n 240300.178, proferido em 22 de setembro de 2010, sustenta que houve contradição entre o decisum e o disposto no art.106, II, “c” do Código Tributário Nacional no que diz respeito à exoneração do valor de R$ 2.078,44 (dois mil e setenta e oito reais e quarenta e quatro centavos), quantia relativa à competência 05/2007, e à aplicação da multa mais benéfica ao contribuinte. A contradição, conforme apresenta o embargante, fazse presente em dois momentos. A primeira ocorreu quando o acórdão nº 240300.178 decidiu pela exoneração da quantia de R$ 2.078,44 (dois mil e setenta e oito reais e quarenta e quatro centavos) relativa à competência 05/2007, o que já havia sido decidido em 1 instância pela 5 Turma da DRJ/Florianópolis através do acórdão n 0711.438, motivo pelo qual não havia que se falar em nova retificação/exclusão de valores. Ato contínuo, alegouse ainda que a segunda contradição ocorreu quando o v.acórdão aplicou o disposto no art.106, II, “c” do CTN à multa moratória e aos juros, ou seja, decidiu pela retroatividade da norma prevista no art.35 da Lei n 8.212/91 com redação dada pela Lei n 11.941/2009 ao caso. Por derradeiro, requereu que o acórdão n 240300.178 fosse reformado e que as contradições fossem sanadas. É o relatório. Fl. 164DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/ 09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOU ZA Processo nº 13963.000454/200729 Acórdão n.º 2403000.675 S2C4T3 Fl. 164 3 Voto Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator. Compulsando os autos, verifico que a decisão deste Conselho, prolatada nos termos do Acórdão nº 240300.178, incorreu em contradição, capaz de ensejar o acolhimento da medida integrativa por meio de embargos de declaração, pelas razões fáticojurídicas que a seguir passo a expor: Quanto aos requisitos de admissibilidade dos embargos de declaração opostos, entendo que foram preenchidos os itens de tempestividade; da regularidade de representação (embargos opostos por titular da unidade da DRJ responsável pela execução de acórdãos do CARF); dos requisitos de cabimento (contradição). Passandose à análise do requisito de cabimento, entendo que houve contradição no voto de minha relatoria nos dois momentos alegados pela empresa contribuinte. Primeiro, em meu próprio voto, há a informação de que o valor de R$ 2.078,44 (dois mil e setenta e oito reais e quarenta e quatro centavos) já havia sido exonerado em 1 instância, o que impediria nova manifestação nesse sentido. Vejamos trecho do meu voto: A recorrente alega que houve excesso de cobrança na NFLD n 37.058.0192, tendo em vista que realizou pagamentos através de GPS’s, totalizando a quantia total de R$ 27.235,62 (vinte e sete mil, duzentos e trinta e cinco reais e sessenta e dois centavos). Aduziu que o julgamento de 1 instância só excluiu o valor de R$ 2.078,44 (dois mil e setenta e oito reais e quarenta e quatro centavos), referente à competência 05/2007, quando na verdade deveria ter excluído um valor maior. Pelo exposto, percebese que o voto já havia mencionado essa exclusão, tendo realmente ocorrido um erro quando da conclusão do voto, em que afirmei ser necessária a exclusão da quantia de R$ 2.078,44 (dois mil e setenta e oito reais e quarenta e quatro centavos). Ademais, com relação à aplicação do disposto no art.106, II, “c” do Código Tributário Nacional, o qual trata da retroatividade de normas que tratem de penalidade ao caso concreto, entendo que também houve contradição do meu voto com a disposição expressa do CTN, haja vista que a regra do diploma legal só é aplicável às penalidades e não aos juros, que são parcelas agregadas ao valor principal e visam a atualizar o crédito tributário que não foi recolhido na época devida. Assim, entendo que o acórdão embargado, da forma como tratou a matéria, foi contraditório, e, como consequência, o seu julgamento deve ser reformado. Diante do exposto e de tudo o mais que dos autos consta, voto pelo conhecimento dos EMBARGOS DE DECLARAÇÃO para darlhe provimento, acolhendoos, Fl. 165DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/ 09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOU ZA 4 para que sejam sanadas as contradições apontadas, devendo a nova decisão do acórdão 2403.00.178 ficar redigida da seguinte forma: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso voluntário para DARLHE PARCIAL PROVIMENTO, mantendo a cobrança do crédito nos termos da decisão de 1 instância com o recálculo da multa moratória nos termos do art.35, caput, da Lei nº 8.212/91, com a redação dada pela Lei n 11.941/2009, prevalecendo a mais benéfica ao contribuinte. É como voto. Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 166DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/ 09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOU ZA
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Numero do processo: 10920.002032/2006-15
Data da sessão: Wed Feb 23 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 1802-000.026
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em Diligência, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: NELSO KICHEL
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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em Diligência, nos termos do voto do Relator. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (documento assinado digitalmente) Nelso Kichel Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior, Nelso Kichel, Gilberto Baptista e Nereida de Miranda Finamore Horta em substituição ao Conselheiro Alfredo Henrique Rebello Brandão. Fl. 186DF CARF MF Emitido em 05/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/09/2011 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 02/10/2011 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/09/2011 por NELSO KICHEL Processo nº 10920.002032/200615 Resolução n.º 1802000.026 S1C1T1 Fl. 2 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário de fls. 151/170 interposto pela contribuinte em face da decisão proferida pela 1ª Turma da DRJ/Curitiba (fls. 145/146) que indeferiu a solicitação de revisão do despacho descisório que não homologara a compensação por inexistência do crédito utilizado/pleiteado. Por bem resumir a lide, reproduzo o relatório e os fundamentos do despacho decisório da unidade de origem da RFB, de 04/09/2006 (fl.110), in verbis: (...) Versa o presente processo sobre a Declaração de Compensação de fls. 01/03, PER/DCOMP n° 40258.70099.311003.1.3.022340, por meio da qual o contribuinte acima identificado informou a parcial utilização de crédito originado de saldo negativo de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica — IRPJ, apurado no anocalendário de 2002, exercício 2003, no montante originário de R$ 43.459,86 (quarenta e três mil, quatrocentos e cinqüenta e nove reais e oitenta e seis centavos), na compensação de débito de CSLL (código 2484), período de apuração 09/2003, no valor originário de R$ 11.727,93. (...) Pela análise dos documentos acostados ao processo, verificase que, no anocalendário de 2002, o interessado optou pela apuração anual do lucro real (fl. 18), determinando mensalmente a base de cálculo do imposto de renda com base em balanços ou balancetes de redução ou suspensão, de acordo com as informações constantes da Ficha 11 da DIPJ/2003 (fls. 21/24). As estimativas a pagar assim apuradas, referentes aos meses de janeiro e junho a novembro, foram informadas como adimplidas por meio de pagamentos e compensações com a utilização de créditos provenientes de saldo negativo de IRPJ apurado em período anterior e de ação judicial relativa ao PIS, de acordo com informações extraídas das DCTF do período (fls. 28/34), os quais perfazem a importância de R$ 503.421,08, bem como de retenções na fonte no valor total de R$ 203.504,05. Dessa forma, ao invés da dedução de R$ 563.895,75, declarada nas linhas 13 e 16 da Ficha 12A da DIPJ/2003 (fl. 25), passaremos à análise das deduções no montante 706.925,63 que corresponde ao total declarado pelo interessado na DIPJ e em DCTF. Os pagamentos efetuados pelo contribuinte mediante DARF totalizam o montante originário de R$ 93.088,57, estando confirmados à tela do sistema SINAL09 de fl.35. Os montantes de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de aplicações financeiras, utilizados como dedução do Fl. 187DF CARF MF Emitido em 05/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/09/2011 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 02/10/2011 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/09/2011 por NELSO KICHEL Processo nº 10920.002032/200615 Resolução n.º 1802000.026 S1C1T1 Fl. 3 3 IRPJ a pagar e discriminados na Ficha 43 da DIPJ/2003 (fls. 26/27), encontramse estampados às telas do sistema SIEF — Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF) do beneficiário (fls. 38/45), totalizando as retenções o valor de R$ 203.504,05. O crédito proveniente de compensações realizadas com a utilização de saldo negativo de IRPJ apurado no anocalendário de 2001, no valor de 179.333,01 pode aqui ser considerado — apesar de a Ficha 12A da DIPJ/2002 estampar saldo negativo de R$ 199.631,17 (fl. 56), valor esse insuficiente para a compensação de todos os débitos do próprio IRPJ (períodos de apuração 01/2002 e 06/2002 a 09/2002) e mais os débitos de IRRF (fls.73/108) compensados com o mesmo crédito —, posto que o Imposto de Renda Retido na Fonte declarado na Ficha 43 da declaração (fls. 57/58) e confirmado às telas do sistema SIEFDIRF (fls. 63/72) é superior a esse montante, bem como pelo fato de o interessado possuir créditos de IRPJ de períodos anteriores, conforme declarações dos anoscalendário 1998 a 2000 (fls. 46/51), avalizando, assim, as informações prestadas relativamente à origem do crédito nas DCTF referentes ao anocalendário de 2001 (fls. 59/62), embora em valores diversos dos indicados na respectiva Ficha 11 da DIPJ/2002 (fls. 52/55). No entanto, em relação à compensação indicada no âmbito do processo n° 13976.001104/200226, vinculado ao de n° 13976.000467/200325, relativo à compensação administrativa de título judicial concernente ao PIS, obtido nos autos do processo n° 96.01032444, no valor de R$ 231.000,00, cumpre esclarecer ter sido ela não homologada, estando, no momento, em fase de impugnação (aguardando julgamento) perante a DRJ/Florianópolis, de acordo com telas de fls. 36/37. Neste ponto, cumpre registrar que da acima mencionada compensação de R$ 231.000,00 declarada em DCTF do IRPJ do período de apuração 11/2002 (fl. 34) e cadastrada no sistema PROF1SC (fls. 36/37), o interessado declarou no PER/DCOMP n° 40258.70099.311003.1.3.022430 (fls. 01/03) o valor de apenas R$ 8.437,05. Portanto, essa compensação encontrase pendente de decisão administrativa, donde se conclui que o direito creditório a ela vinculado não se reveste, ao menos por ora, das condições de liquidez e certeza essenciais ao seu reconhecimento. Ou seja, somente a extinção do crédito tributário, sob a forma de efetivo pagamento ou efetiva compensação, configura a hipótese textualmente referida na redação do artigo 6°, § 1°, II, da Lei n° 9.430/1996, para fins de reconhecimento de indébito tributário decorrente do confronto entre a soma das estimativas mensais e o valor do imposto apurado na declaração de ajuste anual. Por conseguinte, das deduções informadas de R$ 706.925,63, é cabível o reconhecimento de R$ 475.925,63 e, em conseqüência, a Ficha 12A (Cálculo do Imposto de Renda sobre o Lucro Real) da DIPJ/2003 (fl. 25) passa a estampar os seguintes valores, com a alteração do saldo negativo de R$ 43.459,86 para IRPJ a pagar no montante de R$ 44.510,26: Fl. 188DF CARF MF Emitido em 05/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/09/2011 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 02/10/2011 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/09/2011 por NELSO KICHEL Processo nº 10920.002032/200615 Resolução n.º 1802000.026 S1C1T1 Fl. 4 4 (...) DECISÃO No uso da competência definida pelo artigo 250, XXI, do Regimento Interno da SRF, aprovado pela Portaria MF n° 30/2005, e delegada pela Portaria DRF/Joinville n° 08/2006, indefiro o pedido de restituição referente a saldo negativo de IRPJ apurado em 31/12/2002, bem como não homologo a compensação efetuada pelo contribuinte MÓVEIS RUDNICK S/A., CNPJ n° 86.046.612/000130, informada no PER/DCOMP n° 40258.70099.311003.1.3.022340 (fls. 01/03). (...) (Grifos meus) Irresignada com essa decisão, a interessada apresentou manifestação de inconformidade junto à DRJ/Curitiba, alegando que o saldo negativo do IRPJ informado na DIPJ 2003, anocalendário 2002, estaria correto, juntando aos autos inclusive – demonstrativo de cálculo (fls.115/117). Porém, a DRJ/Curitiba, apreciando a lide, indeferiu a solicitação de revisão, mantendo a decisão anterior. A decisão recorrida tem a seguinte ementa (fl.145): (...) ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Anocalendário: 2002 COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO INSUBSISTENTE. IMPOSSIBILIDADE. Comprovado nos autos que o interessado não dispõe de saldo de direito creditório suficiente para a compensação pleiteada, impõese o indeferimento do pedido. Compensação não Homologada. (...) Quanto aos processos conexos citados anteriormente, consta do relatório – parte integrante do Acórdão ora recorrido – que a lide do processo nº 13976.001104/200226, que trata de compensação do débito do IRPJ estimativa de novembro/2002 no valor de R$ 231.000,00 com crédito do PIS de origem judicial, foi julgada pela citada Delegacia de Julgamento, conjuntamente, com a lide objeto dos autos do processo nº 13976.000467/2003 25 que trata, especificamente, do pedido de restituição do crédito do PIS decisão judicial, e o resultado do julgamento conjunto – nesse processos conexos foi pela ratificação, ou seja, pela confirmação da inexistência do crédito pleiteado do PIS; que a lide, a contenda, objeto desses processos foi submetida à apreciação do CARF, mediante apresentação de Recurso Voluntário pela contribuinte (que tais processos tramitam no CARF). Fl. 189DF CARF MF Emitido em 05/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/09/2011 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 02/10/2011 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/09/2011 por NELSO KICHEL Processo nº 10920.002032/200615 Resolução n.º 1802000.026 S1C1T1 Fl. 5 5 A propósito, transcrevo – nessa parte o relatório parte integrante da decisão recorrida (fl. 145verso), in verbis: (...) Tratase de manifestação de inconformidade quanto ao Despacho Decisório de fls. 110 a 114, proferido pelo chefe do Seort da Delegacia da Receita Federal do Brasil em Joinville, pelo qual foi indeferido o pedido de restituição referente ao saldo negativo de IRPJ apurado em 31.12.2002, e considerada não homologada a compensação informada pelo PER/Dcomp de fls. 1 a 3. A razão do indeferimento foi a glosa da compensação de parte do débito de estimativa de novembro, no valor de R$ 231.000,00 (fl. 34), por inexistência de direito creditório (fls. 36 e 37). Essa compensação foi analisada no bojo do processo n° 13976.000467/200325, sendo que a decisão da unidade de origem foi ratificada por esta DRJ e o recurso voluntário contra esse indeferimento encontrase pendente de apreciação. A unidade de origem excluiu o valor das compensações não homologadas na apuração do imposto apurado em 2002, que se reverteu de um saldo negativo de R$ 43.459,86 para imposto a pagar R$ 44.510,26. (...) Inconformada com o Acórdão da DRJ/Curitiba (fls. 145/146), do qual tomou ciência em 30/04/2009, a interessada apresentou Recurso Voluntário em 29/05/2009 de fls. 151/171, juntando ainda o documento de fl. 172, cujas razões, em síntese, são as seguintes: 1 Quanto aos fatos: a recorrente faz longo arrazoado quanto à origem do crédito da Contribuição para o PIS decorrente dos DecretosLei nºs 2.445/88 e 2.449/88, os quis foram declarados inconstitucionais pelo STF em sede de Recurso Extraordinário, com efeito inter partes; porém, por força de Resolução do Senado Federal, o efeito foi estendido erga omes; que, nos autos da Ação Ordinária nº. 96.01032444 que moveu, foi assegurado pela autoridade judicial o direito ao crédito, oriundo de recolhimentos a maior dessa exação fiscal no período, contra a Fazenda Nacional; que calculou o seu crédito com base na LC nº 07/70 (art. 6º); que a Receita Federal, entendendo de forma diversa, não reconheceu o seu crédito no montante estimado, glosando todos os períodos quitados pelo encontro de contas (compensações realizadas); que, segundo o fisco, para o cálculo do crédito é inaplicável a base de cálculo do sexto mês anterior ao do fato gerador, e sim a base de cálculo da legislação posterior; 2 Preliminarmente, a interessada pediu a reunião, por conexão, dos processos administrativos que tratam, respectivamente, do pedido de restituição do PIS decisão judicial (PAF nº 13976.000467/200325), e de compensação do IRPJ estimativa de novembro/2002 com PIS decisão judicial (PAF nº 13976.001104/200226), cujo IRPJ estimativa – antecipação foi deduzido – como crédito na apuração do IRPJ apurado, Fl. 190DF CARF MF Emitido em 05/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/09/2011 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 02/10/2011 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/09/2011 por NELSO KICHEL Processo nº 10920.002032/200615 Resolução n.º 1802000.026 S1C1T1 Fl. 6 6 implicando saldo negativo de imposto a pagar na declaração de ajuste, o qual foi utilizado na compensação do débito da CSLL do PA setembro/2003, objeto dos presentes autos. O pedido de reunião, ainda, arrola mais 17 (dezessse) processos conexos, conforme relação constante de fl. 169; que tal solução se impõe para evitar julgamentos contraditórios ou díspares, e também por ser medida de economia processual; 3 No mérito, a recorrente trata da origem do crédito do PIS; da base de cálculo a ser aplicada no cálculo do crédito – semestralidade (art. 6º da LC 07/70); correção monetária da base de cálculo (falta de previsão legal); e direito à compensação; 4 Que seja reconhecido o seu direito de crédito; 5 Que seja homologada a compensação objeto dos autos. É o relatório. Fl. 191DF CARF MF Emitido em 05/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/09/2011 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 02/10/2011 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/09/2011 por NELSO KICHEL Processo nº 10920.002032/200615 Resolução n.º 1802000.026 S1C1T1 Fl. 7 7 Voto Conselheiro Nelso Kichel, Relator O Recurso Voluntário foi apresentado tempestivamente e preenche as demais condicões de admissibilidade. Por conseguinte, dele conheço. Conforme relatado, tratam os autos de Declaração de Compensação DCOMP, transmitida eletronicamente em 31/10/2003, por meio da qual a recorrente compensou débito da CSLL (código 2484), período de apuração 09/2003, no valor originário de R$ 11.727,93, utilizando crédito, em valor correspondente, de saldo negativo de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica — IRPJ, apurado no anocalendário de 2002, exercício 2003, no valor original de R$ 43.459,86 (quarenta e três mil, quatrocentos e cinqüenta e nove reais e oitenta e seis centavos). As instâncias anteriores de julgamento deixaram de homologar a compensação, ante a inexistência do crédito pleiteado/utilizado. Por outro lado, a recorrente, irresignada, defende a existência do direito creditório utilizado na compensação (saldo negativo do IRPJ do anocalendário 2002), e clama pela homologação da compensação efetuada. A recorrente frisou, ainda, que – para reconhecimento do saldo negativo do IRPJ do anocalendário 2002 – é necessário acolher antes de tudo – a compensação do IRPJ estimativa de novembro/2002 com PIS (judicial): compensação objeto do PAF nº 13976.001104/200226; que faz jus ao crédito da Contribuição para o PIS com base na LC nº 07/70 (art. 6º) semestralidade, em consonância com provimento jurisdicional transitado em julgado; que a Receita Federal, entendendo de forma diversa, não reconheceu o seu crédito do PIS, glosando todos os períodos quitados pelo encontro de contas (compensações realizadas com crédito do PIS judicial); que, segundo o fisco, para o cálculo do crédito do PIS é inaplicável a base de cálculo do sexto mês anterior ao do fato gerador (semestralidade), e sim a base de cálculo da legislação posterior. Compulsando os autos, verificase que, no anocalendário de 2002, a interessada optou pela apuração anual do Lucro Real (fl. 18), determinando mensalmente a base de cálculo do Imposto de Renda com base em balanços ou balancetes de redução ou suspensão, de acordo com as informações constantes das Fichas 11 da DIPJ/2003 (fls. 21/24). Da Ficha 12A da DIPJ/2003 (fl.25) – Cálculo do Imposto de Renda sobre o Lucro Real, consta como Imposto a pagar o saldo negativo de R$ 43.459,86, cujo resultado foi obtido assim: Imposto Apurado (R$) 547.537,72 Deduções: () Incentivos Fiscais 27.101,83 Fl. 192DF CARF MF Emitido em 05/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/09/2011 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 02/10/2011 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/09/2011 por NELSO KICHEL Processo nº 10920.002032/200615 Resolução n.º 1802000.026 S1C1T1 Fl. 8 8 () Imposto pago por estimativa 528.612,94 () IRRF 35.282,81 Imposto de Renda a Pagar (saldo negativo) (43.459,86) Com relação a esse saldo negativo do IRPJ do anocalendário 2002, a autoridade fiscal da DRF/Joinvillle, depois de análise minuciosa, concluiu – no despacho decisório – pela inexistência desse saldo negativo do imposto (houve reversão para saldo a pagar), pois glosara o crédito do IRPJ estimativa de novembro/2002 no valor de R$ 231.000,00 (antecipação de imposto não paga), pois esse valor havia sido compensado com crédito inexistente do PIS judicial. Por conseguinte, restou apurado pelo fisco saldo de imposto a pagar no montante de R$ 44.510,26 na revisão da declaração de ajuste (fl. 110). A propósito, nessa parte consta dos autos que: o débito de estimativa do IRPJ de novembro/2002 no valor de R$ 231.000,00 foi compensado pela recorrente com crédito de PIS (título judicial) por DCOMP processo n° 13976.001104/200226; que os autos desse processo foram reunidos, por anexação, aos autos do processo n° 13976.000467/200325 que trata do pedido de restituição do crédito do PIS (título judicial), para análise conjunta; que, no julgamento conjunto desses processos pela DRJ/Curitiba, restou decidido que o crédito de PIS (título judicial) é inexistente (não houve reconhecimento da semestralidade do PIS). A propósito, transcrevo, nessa parte, o relatório constante do despacho decisório da DRF/Joinville que não reconheceu o saldo negativo do IRPJ do anocalendário 2002 (fl.119): (...) No entanto, em relação à compensação indicada no âmbito do processo n° 13976.001104/200226, vinculado ao de n° 13976.000467/200325, relativo à compensação administrativa de título judicial concernente ao PIS, obtido nos autos do processo n° 96.01032444, no valor de R$ 231.000,00, cumpre esclarecer ter sido ela não homologada, estando, no momento, em fase de impugnação (aguardando julgamento) perante a DRJ/Florianópolis, de acordo com telas de fls. 36/37. (...) Portanto, essa compensação encontrase pendente de decisão administrativa, donde se conclui que o direito creditório a ela vinculado não se reveste, ao menos por ora, das condições de liquidez e certeza essenciais ao seu reconhecimento. Ou seja, somente a extinção do crédito tributário, sob a forma de efetivo pagamento ou efetiva compensação, configura a hipótese textualmente referida na Fl. 193DF CARF MF Emitido em 05/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/09/2011 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 02/10/2011 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/09/2011 por NELSO KICHEL Processo nº 10920.002032/200615 Resolução n.º 1802000.026 S1C1T1 Fl. 9 9 redação do artigo 6°, § 1°, II, da Lei n° 9.430/1996, para fins de reconhecimento de indébito tributário decorrente do confronto entre a soma das estimativas mensais e o valor do imposto apurado na declaração de ajuste anual. Por conseguinte, das deduções informadas de R$ 706.925,63, é cabível o reconhecimento de R$ 475.925,63 e, em conseqüência, a Ficha 12A (Cálculo do Imposto de Renda sobre o Lucro Real) da DIPJ/2003 (fl. 25) passa a estampar os seguintes valores, com a alteração do saldo negativo de R$ 43.459,86 para IRPJ a pagar no montante de R$ 44.510,26: (...) O voto condutor do Acordão da DRJ/Curitiba (decisão ora guerreada), que manteve a decisão da unidade de origem da RFB, também reitera a inexistência do saldo negativo do IRPJ do anocalendário 2002 (fls. 145v e 146): (...) Embora o interessado afirme não compreender o motivo pelo qual foi indeferida a sua compensação, resta claro no despacho decisório que o óbice à pretensão da empresa reside na inexistência de direito creditório apurado no processo n° 13976.000467/200325. Esse processo foi formalizado para verificar a existência de indébito de PIS, questionado junto à Justiça Federal (ação n° 96.01032444, 1ª Vara de Joinville). No bojo daquele processo administrativo, a unidade de origem apurou, em conformidade com o decidido pela Justiça, que inexiste direito creditório disponível para compensação. Esse processo encontrase em grau de recurso ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Assim, a compensação de parte da estimativa de IRPJ de novembro/2002, no valor de R$ 231.000,00, foi glosada quando da verificação do saldo de imposto do ano de 2002. A unidade de origem, embora tenha glosado tal compensação, considerou o valor de IRRF de R$ 203.504,05 como disponível para o interessado (...). Daí o demonstrativo de fl. 113, que reverteu o saldo de IRPJ de (R$43.459,86) para R$ 44.510,26,(...) O demonstrativo preparado pelo interessado (fl. 116) continua a considerar, indevidamente, a antecipação de novembro/2002 no valor de R$ 231.000,00, referente à compensação com direito creditório inexistente, e não deve prevalecer. Observo ainda que, embora o valor da estimativa de IRPJ de novembro/2002 tenha sido objeto de compensação via Dcomp, à época em que esta foi protocolizada (27.12.2002), não tinha o caráter de confissão de dívida. Tal status só lhe foi conferido com a edição da MP n° 135, publicada em 31.10.2003, cujo art. 17, ao adicionar novo § 6º ao art. 74 da Lei nº 9.430/96, atribuiu à declaração de compensação natureza de confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados. Fl. 194DF CARF MF Emitido em 05/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/09/2011 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 02/10/2011 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/09/2011 por NELSO KICHEL Processo nº 10920.002032/200615 Resolução n.º 1802000.026 S1C1T1 Fl. 10 10 Caso fosse válida a confissão de dívida via referida Dcomp, teria sido o caso de cobrar a estimativa devida confessada e deixar de efetuar a glosa desse valor na apuração do saldo negativo de 2002. Porém, pelos motivos expostos, correto o procedimento da unidade de origem. (...) Entretanto, os autos do processo conexo nº 13976.000467/200325 – que reune por anexação o processo nº 13976.001104/200226) , que trata do PIS (título judicial) e da compensação do crédito do PIS (título judicial) com débito do IRPJ estimativa de novembro/2002, retornaram para a DRJ/Curitiba, pois a 4ª Câmara/1ª Turma Ordinária, do antigo 3º Conselho de Contribuintes (atual CARF), na Sessão de 19/10/2009, não apreciou o mérito do Recurso Voluntário naqueles autos, porém, de ofício, reconheceu preliminar, anulando parcialmente a decisão a quo, retornando os autos desse processo para nova decisão, cuja ementa do Acordão é a seguinte, in verbis: (...) Processo n° 13976.000467/200325 Recurso n° 254.135 Voluntário Acórdão n° 340100.321 — 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 19 de outubro de 2009 Matéria COMPENSAÇÃO. INDEFERIMENTO. MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. Recorrente MOVEIS RUDNICK S/A Recorrida DRJCURITIBAPR ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/1990 a 30/09/1995 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. DÉBITO NÃO CONFESSADO. MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. CABIMENTO. A manifestação de inconformidade interposta contra despacho decisório que não homologou declaração de compensação apresentada antes da MP n° 135, de 2003, convalidada pela Lei n.° 10.833, de 2003, deve ser conhecida e julgada independentemente de os débitos cuja compensação foi requerida estarem confessados. Recurso provido em parte, para anular a decisão de 1ª instância. (...) Do voto condutor desse Acórdão do Egrégio Conselho, extraise que a decisão a quo, erroneamente, não conheceu das manifestações de inconformidade dos processos reunidos por anexação, inclusive quanto ao processo nº 13976.001104/200226 que trata da compensação do débito de IRPJ estimativa de novembro/2002 com crédito de PIS (título judicial), cujas DCOMP foram transmitidas antes da vigência da Medida proviória nº 135/03; Fl. 195DF CARF MF Emitido em 05/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/09/2011 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 02/10/2011 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/09/2011 por NELSO KICHEL Processo nº 10920.002032/200615 Resolução n.º 1802000.026 S1C1T1 Fl. 11 11 por isso, nessa parte, anulou o decisum recorrido naqueles autos, para que nova decisão fosse proferida pela primeira instância. Como demonstrado, a recorrente efetuou – via DCOMP objeto dos presentes autos compensação de débito da CSLL (código 2484), período de apuração 09/2003, no valor originário de R$ 11.727,93, utilizando saldo negativo do IRPJ do anocalendário 2002, o qual foi gerado a partir do IRPJ estimativa de novembro/2002 objeto de compensação com crédito do PIS (judicial) nos autos do processo 13976.001104/200226, reunido por anexação aos autos do processo nº 13976.000467/200325, cuja decisão a quo foi anulada, parcialmente, pelo Egrégio Conselho, por não ter enfrentado, no mérito, as compensações dos processos reunidos por anexação. De modo que o crédito pleiteado nestes autos depende da sorte daquele processo (processo nº 13976.000467/200325). Aqui, a recorrente, no mérito, pretende discutir questões atinentes ao PIS (título judicial), pugnando pelo reconhecimento da semestralidade e pela não aplicação de correção monetária etc, para efeito de apuração do quantum do seu crédito do PIS em consância com o provimento jurisdicional que detém, e em sintonia com a súmula do CARF, in verbis: Súmula CARF nº 15: A base de cálculo do PIS, prevista no artigo 6º da Lei Complementar nº 7, de 1970, é o faturamento do sexto mês anterior, sem correção monetária. Ora, essas questões do PIS não são objeto dos presentes autos, mas sim do processo nº 13976.000467/200325. Como demonstrado, a resolução da lide, no caso, depende da sorte do que for decidido nos autos do processo nº 13976.000467/200325. Está caracterizada, por conseguinte, a relação de prejudicialidade. De modo que, enquanto não houver decisão definitiva na esfera administrativa nos autos do processo nº 13976.000467/200325 (e dos processos reunidos por anexação, mormente o processo nº 13976.001104/200226), quanto ao crédito do PIS (título judicial), fica prejudicada a análise da presente lide. Os autos daquele processo, em face da decretação de nulidade parcial da decisão a quo pelo então 3º Conselho de Contribuintes (atual CARF), retornaram para a DRJ/Curitiba para nova decisão. Por conseguinte, voto no sentido de CONVERTER o julgamento em diligência para que retornem os presentes autos do processo à DRJ/Curitiba, determinandose que essa unidade da RFB faça o apensamento dos autos deste processo aos autos do processo nº 13976.000467/200325, para julgamento conjunto doravante, pois a lide desse processo é prejudicial deste; que os processos tramitem juntos por questão de celeridade, economia processual e para evitar decisões contraditórias (processos conexos). (documento assinado digitalmente) Nelso Kichel Fl. 196DF CARF MF Emitido em 05/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/09/2011 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 02/10/2011 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/09/2011 por NELSO KICHEL Processo nº 10920.002032/200615 Resolução n.º 1802000.026 S1C1T1 Fl. 12 12 Fl. 197DF CARF MF Emitido em 05/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/09/2011 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 02/10/2011 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/09/2011 por NELSO KICHEL
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Numero do processo: 15374.922807/2008-90
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 05 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1802-000.086
Decisão: resolvem os membros do colegiado por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO
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(documento assinado digitalmente) Marco Antonio Nunes Castilho Conselheiro Relator da 2ª Turma Especial da 1a Seção (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente da 2ª Turma Especial da 1a Seção Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Maciel Eder, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho. Fl. 327DF CARF MF Impresso em 08/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/08/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 07 /08/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 07/08/2012 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 15374.922807/0890 Resolução n.º 1802.000.086 S1TE02 Fl. 328 2 Relatório. Tratase de recurso interposto contra o Acórdão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento do Rio de Janeiro – RJ (DRJRJ), que decidiu, por voto de qualidade, julgar improcedente a manifestação de inconformidade, mantendo o Despacho Decisório nº. 796759165, negando a compensação efetuada nas PER/DCOMPs n°. 14710.8.9931.140104.1.3.020922 e 00301.87979.060504.1.3.028103, posteriormente retificada pela PER/DCOMP no. 32992.83078.070504.1.7.028907. Para descrever os fatos, e também por economia processual, transcrevo o relatório constante do Acórdão citado, verbis: “Versa o presente processo sobre PER/DCOMP a DERAT/RJO, através do Despacho Decisório n°. 796759165 (fl. 34), não homologou a compensação declarada nos PER/DCOMP que relaciona. O interessado apresentou a manifestação de inconformidade de fls. 35/36. Nesta peça, alega, em síntese, que houve erro por ocasião do preenchimento da DIPJ (deixou de informar a totalidade das retenções de fonte), retificada em 13/11/2007. É o relatório.” A 1˚ Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento do Rio de Janeiro – RJ (DRJRJ01), indeferiu a solicitação do ora Recorrente através do Acórdão n° 12 31.342, de 17 de junho de 2010, conforme ementa transcrita abaixo: “ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Anocalendário: 2004 COMPENSAÇÃO. DIREITO DE CRÉDITÓRIO. COMPROVAÇÃO. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e da existência do crédito que alega possuir. Inconformado com a decisão, o Recorrente apresentou Recurso Voluntário no qual aduziu, em síntese; pelo conhecimento do Recurso Voluntario, com reconhecimento de sua tempestividade, além de no mérito, solicitar o reconhecimento da compensação. É o relatório, passo a decidir. Voto. Questionada a tempestividade do recurso, temse que a publicação da intimação por edital ocorreu no dia 29.07.2010 e, conforme preceitua o artigo 23, § 2°, inciso IV do Decreto n°. 70.235/72, o termo inicial do prazo para interposição do Recurso Voluntário inicia se 15 dias após a publicação do edital, neste caso em 13.08.2010. Fl. 328DF CARF MF Impresso em 08/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/08/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 07 /08/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 07/08/2012 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 15374.922807/0890 Resolução n.º 1802.000.086 S1TE02 Fl. 329 3 É sabido que o artigo 33 do Decreto nº. 70.235/72, consagra o prazo de 30 dias, após a intimação da decisão de primeira instância, para interposição do Recurso Voluntário, que no caso em tela seria o dia 14.09.2010. Oportunamente, constei que o Recorrente interpôs o Recurso Voluntário em 18.11.2010, ou seja, a princípio, intempestivo. Ocorre que, a Recorrente aduz, em sede de preliminar, a nulidade da intimação, por ter a mesma ocorrido por via postal em seu antigo endereço. Cumpre observar que juntamente com o Recurso Voluntário, este apresentou cópias da 11º Alteração Contratual de 30 de julho de 2009 (fls. 102 a 110), além do Comprovante de Inscrição e de Situação Cadastral, junto a Receita Federal do Brasil, de 03 de setembro de 2009 (fl. 111), de onde foi possível extrair que a alteração ocorreu em conformidade com o preceituado pela Instrução Normativa n°. 1.183 de 19 de agosto de 2011, conforme trecho abaixo transcrito: "Art. 22. A entidade está obrigada a atualizar no CNPJ qualquer alteração referente aos seus dados cadastrais até o último dia útil do mês subsequente ao de sua ocorrência”. Assim, conforme explicitado anteriormente, no dia 03 de setembro de 2009, já constava na página da Receita Federal do Brasil o processamento da alteração cadastral do endereço da Recorrente, ou seja, 10 (dez) meses antes da Intimação Fiscal de 07 de julho de 2010 (fl. 96). Neste ponto, é de suma importância verificar que segundo o disposto no artigo 23 do Decreto nº. 70.235/72, abaixo transcrito, o Recorrente deveria receber a Intimação Fiscal em seu novo domicílio fiscal: “Art. 23. Farseá a intimação: (...) II por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo”; Não obstante, o Recorrente foi intimado em seu endereço antigo. Consequentemente, a intimação foi infrutífera, retornando com a justificativa: “Mudouse”. Diante deste fato, a Receita Federal, sem verificar em seus cadastros o novo endereço do Recorrente, procedeu à intimação por edital, conforme preceituado no § 1º, do artigo 23 do Decreto nº. 70.235/72, abaixo transcrito: “Art. 23. Farseá a intimação: (...) Fl. 329DF CARF MF Impresso em 08/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/08/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 07 /08/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 07/08/2012 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 15374.922807/0890 Resolução n.º 1802.000.086 S1TE02 Fl. 330 4 § 1o Quando resultar improfícuo um dos meios previstos no caput deste artigo ou quando o sujeito passivo tiver sua inscrição declarada inapta perante o cadastro fiscal, a intimação poderá ser feita por edital publicado”: Considero que assiste razão ao Recorrente. A intimação efetuada em endereço diverso daquele por ele fornecido para fins cadastrais, não deve ser considerado válido. Sendo assim, a Receita Federal deveria proceder a intimação no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, como assim não procedeu, a intimação postal não é válida, consequentemente, a intimação por edital também não será válida. Conforme demonstrado pelo Recorrente, em seu Recurso Voluntário, este entendimento é compartilhado em outros julgados no âmbito das Delegacias Regionais de Julgamento da Receita Federal, conforme podemos extrair da Ementa do Acórdão, abaixo transcrito: EMENTA: PRELIMINAR DE NULIDADE. Não há que se cogitar sobre nulidade, se os autos de infração foram lavrados em consonância com os pressupostos legais. APRESENTAÇÃO DE PROVAS. DILIGÊNCIA. PERÍCIA. No processo administrativo fiscal, as provas devem ser apresentadas juntamente com a impugnação do lançamento, salvo nos casos previstos no § 4º do artigo 16 do Decreto 70.235/1972. Não é admitida a realização de diligências ou perícias quando se tratar de matéria de prova a ser feita mediante a juntada de documentação, cuja guarda e conservação compete à própria interessada. INTIMAÇÕES AO PROCURADOR. A legislação relativa ao processo administrativo fiscal preceitua que as intimações por via postal ou por qualquer outro meio devem ser feitas com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo. Destarte, não é possível a intimação em endereço diverso daquele por ele fornecido para fins cadastrais. (grifei). Por todo exposto, acolho a preliminar de nulidade da intimação via postal e, por consequência, afasto a intempestividade e conheço do Recurso Voluntário. Após o enfrentamento da preliminar arguida, passo adentrar na análise do mérito suscitada pelo Recorrente em sua defesa. O Recorrente pleitea créditos decorrentes de saldo negativo de IRPJ, relativo ao 3º trimestre de 2003, os quais compensou com débitos de PIS e COFINS, através das PER/DCOMPs n°. 14710.8.9931.140104.1.3.020922 e 00301.87979.060504.1.3.028103, posteriormente retificada pela PER/DCOMP no. 32992.83078.070504.1.7.028907. Para tanto, protesta pela homologação das citadas PER/DCOMPs, alegando que inexiste motivo para recusa da Autoridade Fiscal em processar a referida compensação. Segundo entendimento do Recorrente, a apresentação da DIPJ2004 retificada, que ocorrera antes da análise da referida declaração de compensação, era prova suficiente da existência de crédito tributário capaz de suportar a referida compensação. Fl. 330DF CARF MF Impresso em 08/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/08/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 07 /08/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 07/08/2012 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 15374.922807/0890 Resolução n.º 1802.000.086 S1TE02 Fl. 331 5 Corroborando suas alegações, uma vez que estas não foram aceitas no âmbito da Delegacia Regional de Julgamento do Rio de Janeiro, o Recorrente acostou ao processo administrativo fiscal, documentos contábeis que embasassem seu pleito: balanço patrimonial referente ao 3º trimestre de 2003, livro razão do 4º trimestre de 2003 e DCTF, além da DIPJ retificadora de 2004, que já constava dos autos. O fato das referidas provas terem sido apresentadas pelo Recorrente apenas no âmbito do recurso voluntario não impossibilita a apreciação das mesmas por este Conselho. Conforme leciona o Professor Sergio André Rocha, a busca pela Verdade Material, corolário do processo administrativo fiscal, evidencia a necessidade de se averiguar as provas existentes para se concluir, com a máxima clareza, pela liquidez do credito tributário constituído. “Dessa forma, o princípio da verdade material, corolário da própria imposição da legalidade dos atos administrativos, determina uma tripla exigência; a) que se demonstre, com maior grau de verossimilhança possível, a veracidade dos fatos alegados no âmbito do processo; b) limitandose as situações em que se presume a ocorrência dos fatos relevantes; c) sendo deferido às partes o direito de produzir as provas necessárias para bem demonstrar a procedência de suas alegações.” (Rocha, Sergio André, 1977 – Processo administrativo fiscal: controle administrativo do lançamento tributário, pag. 174 – 175, 4˚. Ed. – Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010). Sendo certo que este entendimento, além de acolhido pela doutrina, é consagrado nos julgados proferidos no âmbito deste Conselho, conforme explicitado no trecho abaixo transcrito: “ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano calendário: 2003 VERDADE MATERIAL COMPROVAÇÃO DO CRÉDITO Ainda que não sejam provadas nos autos as hipóteses previstas no § 4º do art. 16 do Decreto 70.235/72 que justificariam a juntada tardia de documentos, é possível admitir referida juntada tardia em vista da necessidade de busca da verdade material. Por outro lado, é crucial que seja demonstrada e comprovada a certeza e liquidez do crédito pleiteado para que o mesmo seja reconhecido pela autoridade julgadora.”(Acórdão n˚. 180300.765 DOU. 26.01.2011, Turma Especial, Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF). Fl. 331DF CARF MF Impresso em 08/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/08/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 07 /08/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 07/08/2012 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 15374.922807/0890 Resolução n.º 1802.000.086 S1TE02 Fl. 332 6 Entretanto, com base na prova documental apresentada pelo Recorrente no transcurso deste processo administrativo fiscal, não restou claro que a época da Autuação Fiscal este fazia jus aos créditos fiscais objeto de compensação, eis que através desses documentos acostados não foi possível compor os créditos tributários declarados no pedido de compensação. Sem o crédito reconhecido e apurado pelo Fisco nos moldes do art.170 do CTN, não há que se falar em compensação, tendo em vista a falta de reciprocidade de obrigações. Caso não haja a correspondência entre créditos e débitos, a parte controversa (não comprovada a sua liquidez e certeza) não poderá ser objeto de qualquer espécie de homologação tendo em vista a inexistência de crédito para a compensação. Assim, os documentos acostados aos autos na fase recursal, indicam a possibilidade de existência do crédito, mas, de per si, não cumprem a tarefa de demonstrar cabalmente a origem e o montante do crédito vindicado. Ademais, tais documentos não foram analisados pelo erário público. Desta forma, encaminho meu voto no sentido de converter o julgamento em diligência, para que a Delegacia da Receita Federal elabore um relatório circunstanciado e verifique, à luz dos documentos juntados no presente processo administrativo (Balanço Patrimonial, DCTF, Livro Razão e DIRPJRetificadora) a consonância dos mesmos com a escrituração contábil da Recorrente, bem como, haja constatação no sentido de aferir se o saldo negativo pleiteado de IRPJ de 2003, já não fora utilizado pela Recorrente, de forma a evidenciar o crédito tributário pleiteado nas PER/DCOMPs n°. 14710.8.9931.140104.1.3.02 0922 e 00301.87979.060504.1.3.028103, posteriormente retificada pela PER/DCOMP no. 32992.83078.070504.1.7.028907. Além disso, constatar também se o crédito pleiteado na PER/DCOMP no. 32992.83078.070504.1.7.028907, não fora usado em duplicidade, vez que é retificadora da no. 00301.87979.060504.1.3.028103. Após dê ciência ao Recorrente sobre o resultado da diligência para, desejando, manifestarse, retornandose o processo a esse Conselheiro para decisão. (documento assinado digitalmente) Marco Antonio Nunes Castilho Fl. 332DF CARF MF Impresso em 08/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/08/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 07 /08/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 07/08/2012 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO
score : 1.0
Numero do processo: 13808.002633/2001-06
Data da sessão: Thu Nov 05 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Nov 05 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 1803-000.026
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência para apartar os processos, e, posterioremente remeter o processo relativo ao IRRF à 2a Seção do CARF, nos temios do voto do relator Ausente justificada e
momentaneamente a Conselheira Lavinia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira.
Matéria: IRPJ - AF- lucro presumido(exceto omis.receitas pres.legal)
Nome do relator: LUCIANO INÔCENCIO DOS SANTOS
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Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência para apartar os processos, e, posterioremente remeter o processo relativo ao IRRF à 2a Seção do CARF, nos temios do voto do relator Ausente justificada e momentaneamente a Conselheira Lavinia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira. — — SELENE FERREIR • PE MORAES - PR 'D NTE 1W r --_— LUGIANCFINOCÊ CIO DOS SANTOS - REL OR c---EDIT-ADO EM: r._ Participaram,da presente sessão de julgamento, os Conselheiros: Selene Ferreira de Moraes (Presidente), Walter Adolfo Maresch, Benedicto Celso Betumo Júnior, Luciano Inocêncio dos Santos, Marcos Antonio Pires (Suplente Convocado) e Lavinia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira (Vice-Presidente). Processo o° 13808.002633/2001-06 S1-TE03 Resolução n•° 1803-00.026 a 2 RELATÓRIO Trata-se de Recurso Voluntário contra acórdão proferido pela T Turma da DRJ São Paulo PSP, a qual julgou procedente o lançamento consignado no Auto de Infração, cujo relato apontado no voto daquela decisão passo a adotar, até aquela fase processual, como segue: 'CAPITAL EXPRESS MERCANTIL LTDA., empresa acima identificada, foi submetida a procedimento fiscal. Durante a realização dos trabalhos de auditoria fiscal, a fiscalização observou a ocorrência das seguintes irregularidades, relativas ao ano- calendário de 1997, descritas no Termo de Verificação e Constatação Fiscal de .fis. 49/51: 2.1 falta de recolhimento do IRFON sobre pagamento a beneficiário não identificado, no valor de R$ 102.886,12; 2.2.omissão de receitas, pagamentos efetuados com recursos estranhos à escrituração, no montante de R$ 818.403,50; 2.3.receitas financeiras não contabilizadas, no montante de R$ 9.406,46. Em decorrência das faltas apuradas foram lavrados, em 05/06/01, os seguintes autos de infração: 3.2. Contribuição para o Programa de Integração Social - PIS- «is. 60/61): Total do crédito tributário, R$ 12.937,31, incluídos o tributo, multa e os juros de mora. Fundamento legal: artigo 30, aliena "1)", da Lei Complementar n.° 07/70; artigo I" , parágrafo único, da Lei Complementar n.° 17/73; titulo 5, capitulo 1, seção 1, alínea "b", itens I e II, do Regulamento do PIS/PASEP, aprovado pela Portaria- MF n` 142/82; artigos 20 , 1, 3°, 8°, I e 9°, da MP n° 1.212/95, c/c Lei n° 9.715/98 e artigo 24, § 2° da Lei n°9.249/95. 3.3. Contribuição para Financiamento da Seguridade SociaICOFINS (fls. 64/65): Total do crédito tributário, R$ 39.807,14, incluídos o tributo, multa e os juros de mora. Fundamento legal: artigos 1° e 2° da Lei Complementar n°70/91 e artigo 24, § 2' da Lei n°9,249/95. O contribuinte apresentou defesa de fis. 77/99, em 05/07/01, alegando em síntese: 4.1.mantinha os registros contábeis em ordem e sempre procurou regularizar as eventuais pendências de ordem escriturai, o que afasta a existência de dolo; 4.2.a caracterização do ilícito depende de uma ação dolosa dos dirigentes. O registro contábil indica a intenção de não se apropriar dos valores lançados; 4.3.o ressarcimento decorrente das receitas omitidas não pode ter natureza de indenização; 4.4.a receita omitida apurada decorreu de erro na escrituração; 4.5.a distribuição de lucros no valor de R$ 818.403,50 foi corretamente escriturada no Livro Caixa e na D1RPJ; 4.6.cabivel a aplicação do disposto no inciso lido artigo 112 do CTN; 4.7.tem plena incidência o disposto no artigo 10 da Lei n°9.249/95; Processo n" 1380 g .002633/2001-06 S1-TE03 Resoluçáo n." 1803-00.026 Fl. 3 4.8.nos termos do artigo 45 da Lei n` 8.981/95, optou pela contabilização da distribuição de lucros aos sócios, segundo o regime de caixa, no ano de 1998; 4.9.inocorreu a omissão de receitas financeiras, já que houve mera falha na escrituração. O contribuinte deixou de abater o IRFON sobre aplicações financeiras; 4.10.requer o cancelamento do crédito tributário" Ao apreciar a impugnação, a DRJ não acolheu as alegações da recorrente, mantendo o lançamento, cuja ementa do acórdão (fls. 160/171), assim dispõe: "Ementa: OMISSÃO DE RECEITAS. PAGAMENTOS COM RECURSOS MANTIDOS À MARGEM DA ESCRITURAÇÃO. Os pagamentos efetuados a sócios sem a devida escrituração cria a presunção de que o desembolso decorreu de numerário mantido à margem da escrita contábil. OMISSÃO DE RECEITAS FINANCEIRAS. Os rendimentos decorrentes de aplicações financeiras devem ser oferecidos à tributação. IRFON. PAGAMENTO A BENEFICIÁRIO NÃO IDENTIFICADO. O saldo da conta caixa declarado em valor menor do que o apurado pela fiscalização indica pagamento não identificado. PIS, CSLL e COHNS- O decidido quanto ao lançamento do IRPJ deve nortear a decisão dos lançamentos decorrentes devido a relação que os vincula. Lançamento Procedente." Inconformada com a decisão, da qual teve ciência em 30/11/2007 (fl. 174, verso), a recorrente, apresentou Recurso Voluntário (fls. 182/197), protocolado em 03/01/2008, onde alega, em apertada síntese, que o lançamento tributário é de competência privativa da Administração Pública, mas que esta vêem atribuindo ao contribuinte esse ônus, tornando a "atividade lançadora" do fisco apenas uma verificação na apuração dos tributos, que é procedida de fato pelo próprio contribuinte. Prossegue sua argumentação, asseverando que o fisco ao transferir o ônus ao contribuinte de proceder a apuração, não pode este penalizá-lo em caso de erro, sobretudo, por que não houve culpa, nem dolo por parte do recorrente. Alega ainda, que a distribuição de lucros feita em favor dos sócios Paulo Koyama e Vilson Leite da Silva, no ano-calendário de 1997, não foram registrados no Livro Caixa apenas por atraso, o respectivo lançamento se deu no ano-calendário de 1998, no Livro Caixa 06 à folha 3. Ainda, nesse sentido, a recorrente demonstra em declaração de Imposto de Renda do ano-calendário de 1997 os respectivos pagamentos efetuados aos sócios. Por fim, requer o acolhimento do Recurso Voluntário para reformar a decisão proferida pela DRJ — São Paulo I/SP, a fim de ser decretada a improcedência dos autos de infração lavrados e determinado o arquivamento definitivo do mesmo. É o relatório. 3 Processo n° 13808.00263312001-06 S1-TE03 Resolução a.' 1803-00.026 Fl. 4 VOTO Conselheiro LUCIANO INOCÊNCIO DOS SANTOS - Relator O recurso é tempestivo e preenche os requisitos essenciais à sua admissibilidade, razão pela qual, dele tomo conhecimento. Vê-se, de plano, que as matérias tratadas na decisão recorrida apontam para um concurso de competência, entre a l a e a 2' sessões do CARF. Isto porque, a apreciação de litígios acerca do IRRF sobre pagamentos sem a identificação da causa c/ou a beneficiário não identificado, é de competência das Câmaras da ? sessão do CARF, tal como dispõe o art. 3°, II do anexo II do Regimento interno aprovado pela Portaria n°256 de 22/06/2009, publicado no DOU de 23/06/2009, o qual assim versa: "Art. 3° À Segunda Seção cabe processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância que versem sobre aplicação da legislação de: 1— (...) Omissis Il Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF); (..)" «Vossos Grifos) Vê-se, portanto, que, pelo menos, parte da matéria sob exame, trata da exigência de tributo cuja competência de apreciação foi outorgada exclusivamente às Turmas das Câmaras da 2 ' Sessão do CARF, tal como versa o aduzido dispositivo. Por outro lado, a apreciação de matérias concernentes ao IRPJ e os lançamentos reflexos relativos a CSLL, PIS e COFINS, cujas origens fáticas não guardam qualquer relação com o lançamento do IRRF, como na situação relativa a omissão de receita de que cuida o caso vertente, é de competência privativa das Turmas das Câmaras da 1' Sessão do CARF, tal como versa o art. 2°, incisos I, II e IV do anexo II do Regimento interno aprovado pela Portaria n° 256 de 22/06/2009, publicado no DOU de 23/06/2009, o qual assim versa: "Art. 2° À Primeira Seção cabe processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância que versem sobre aplicação da legislação de: 1- Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ); II - Contribuição Social sobre o Lucro Liquido (CSLL); III -- Omissis; IV - demais tributos, quando procedimentos conexos., decorrentes ou reflexos, assim compreendidos os referentes às exigências que estejam lastreadas em fatos cuja apuração serviu para configurar a prática de infração à legislação pertinente à tributação do IRPJ; (...)" (Nossos Grifos) Ora, não resta dúvida da ocorrência, "in casu", do concurso, a meu ver, indissociável de competência entre a l a e ? sessões do CARF, cujo deslinde unificado, qual seja, em unia única decisão, não me parece possível sem afrontar regimentalmente o trâmite processual do presente recurso nesta casa. Processo n" 13808.002633/2001-06 SI-TE03 Resolução n.° 1803-90.026 Fl. 5 Assim, o prestígio ao regimento interno do CARE, aponta a necessidade de enfrentamento do litígio em decisões distintas na e r sessões do CARF. Diante do exposto, determino a conversão do feito em diligência para: 1. Desmembrar os autos do Processo Administrativo Fiscal (PAF) n" 13808.002633/2001-06 em 2 (dois) processos, tratando um deles da exigência relativa ao IRRF e o outro relativo as exigências do IRPJ e CSLL, PIS e COFINS que lhe são reflexos; 2. Cientificar a interessada acerca do feito; e 3. Encaminhar os autos do PAF relativo a exigência do IRRF à r Sessão do CARF para que possa tramitar o recurso em uma das turmas de suas Câmaras. É como voto. a as Sessões, o r' 05 de n emhr(200,9_,_ _ 'Ngtir „uci INOC NCIO OS SANTOS 5
score : 1.0
Numero do processo: 10920.002034/2006-12
Data da sessão: Wed Feb 23 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 1802-000.021
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (assinado digitalmente) Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, Gilberto Baptista, André Almeida Blanco, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel e Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 24/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/10/2011 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDE, Assinado digitalmente em 20/10/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/10/2011 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDE Processo nº 10920.002034/200612 Resolução n.º 1802000.021 S1TE02 Fl. 219 2 Relatório Cuidase de Recurso Voluntário interposto pela contribuinte acima identificada, contra decisão proferida pela 1ª Turma da DRJ de Curitiba/PR. Trata o presente processo sobre Declarações de Compensação por meio das quais a recorrente informou a existência de crédito originado de saldo negativo de CSLL, apurado no ano calendário 2002. Em análise do feito, a Delegacia da Receita Federal em Joinville/SC proferiu o Despacho Decisório de folhas 26 a 30 reconhecendo parcialmente o direito creditório e homologando as compensações declaradas até o limite do crédito reconhecido. A parcela não reconhecida pela autoridade administrativa se relaciona a glosa de compensações utilizadas pela recorrente na composição do prejuízo fiscal do ano calendário 2002 (outubro parcial e novembro), cuja pertinência se discutia em processo administrativo pendente de julgamento. Além desses valores de estimativa acima referidos, a unidade de origem glosou também a parcela do débito de estimativa de CSLL de novembro/2002, no valor de R$20.000,00 (fl. 17), que foi informada em DCTF como compensada com crédito reconhecido judicialmente, salientando que esse direito creditório referese a uma ação judicial em que o interessado pleiteou a compensação de valores de PIS pagos a maior (ação n° 96.01032444, ia Vara de Joinville), por meio do processo n° 13976.000467/200325, a unidade de origem apurou, em conformidade com o decidido pela Justiça, que inexistiria direito creditório disponível para compensação e que tal processo encontrase em grau de recurso ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Devidamente cientificado (fl. 30) o recorrente apresentou Manifestação de Inconformidade (fls. 31 a 33), argumentando que faria jus ao direito creditório correspondente à compensação da estimativa de novembro/2002 no valor de R$20.000,00, em virtude do decidido na ação n° 96.010.32444 e que o valor do saldo negativo de CSLL apurado em 31.12.2001, utilizado para compensar os débitos de estimativa de CSLL de 2002, deve ser de R$90.337,89, ao invés de apenas R$22.113,48 reconhecidos pela RFB no processo n° 10920.002033/200660. A 1ª Turma da DRJ de Curitiba/PR, nos termos do acórdão e voto de folhas 61 a 66, indeferiu a solicitação afastando os argumentos da recorrente. Cientificada (fl. 138), a contribuinte interpôs Recurso Voluntário (fls. 73 92), reafirmando que obteve na Justiça o reconhecimento de crédito decorrente do pagamento tido a maior para a contribuição ao PIS, sob a égide dos famigerados DecretosLei 2.445 e 2.449/88, declarados pelo Senado Federal como inconstitucionais e que discutido nos autos da Ação Ordinária n°. 96.01032444, o crédito oriundo de tais recolhimentos restou pela autoridade judicial reconhecido, sendo concedido à autora do feito (ora Recorrente) o direito de ver restituído os respectivos valores ou compensálos com débitos próprios devidos à Fazenda Nacional. Passou a argumentar diante disso, ser absurda a decisão que não lhe confere o direito ao crédito, tratandose de afronta à segurança jurídica e autoridade da coisa julgada. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 24/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/10/2011 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDE, Assinado digitalmente em 20/10/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/10/2011 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDE Processo nº 10920.002034/200612 Resolução n.º 1802000.021 S1TE02 Fl. 220 3 Na sequência, passou a discorrer sobre a imperiosidade de julgar o presente processo em conjunto com outros por ela citados, inclusive aqueles em que se apura o crédito de cujas compensações foram glosadas para efeito de composição do prejuízo fiscal do ano calendário 2002. Teceu substanciosas considerações acerca do seu direito creditório decorrente do pagamento tido a maior para a contribuição ao PIS, sob a égide dos famigerados Decretos Lei 2.445 e 2.449/88, declarados pelo Senado Federal como inconstitucionais e que discutido nos autos da Ação Ordinária n°. 96.01032444, bem como outros tantos argumentos, citou precedentes que entendeu aplicáveis à espécie e pugnou por provimento do seu recurso. É o relatório. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 24/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/10/2011 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDE, Assinado digitalmente em 20/10/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/10/2011 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDE Processo nº 10920.002034/200612 Resolução n.º 1802000.021 S1TE02 Fl. 221 4 Voto Conselheiro Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior, Relator. O recurso é tempestivo e reúne os demais requisitos de admissibilidade, dele tomo conhecimento. Como observado no relatório, cuidase aqui de Declarações de Compensação por meio das quais a recorrente informou a existência de crédito originado de saldo negativo de CSLL, apurado no ano calendário 2002, e cuja pertinência foi reconhecida parcialmente pelo Despacho Decisório da DRF de Joinville/SC. Relembrese que a parcela do crédito que não foi reconhecida deveuse à glosa de compensações realizadas sem que houvesse definitividade na esfera administrativa da existência ou não crédito. Com efeito, as compensações glosadas da composição do prejuízo fiscal só o foram porquanto declaradas em processos administrativos distintos, referindose ao reconhecimento administrativo de título judicial concernente ao PIS, obtido nos autos do processo judicial n° 96.01032444 e não haviam sido homologadas, e segundo informa a recorrente o processo de número prestouse a inclusão de todos os créditos que se encontravam nos processos exigidos. Por essa razão, a solução que se impõe passa pelo inafastável atrelamento do presente processo ao de nº 13976.000369/200801, sendo certo que caso se homologue aquela compensação, o valor aqui discutido passará a contar com os requisitos de certeza e liquidez, mas se por outro lado não se homologar aquele feito subsistirá o que decidiuse no presente processo até aqui. Com essas considerações, encaminho meu voto no sentido de converter o julgamento em diligência, para que o processo seja juntado ao Processo nº 13976.000369/200801. Sala das Sessões, em 23 de fevereiro de 2011 (assinado digitalmente) Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 24/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/10/2011 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDE, Assinado digitalmente em 20/10/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/10/2011 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDE
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Numero do processo: 12466.000524/94-39
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Aug 29 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Fri Aug 29 00:00:00 UTC 1997
Ementa: CLASSIFICAÇÃO - RECURSO DE OFICIO.
Confirmado que o veiculo em tela atende às especificações do Ato
Declaratório COSIT/ADN n° 32/93, negado provimento ao recurso.
Numero da decisão: 301-28.522
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de Oficio, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MOACYR ELOY DE MEDEIROS
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Numero do processo: 11020.002959/2004-08
Data da sessão: Wed May 09 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1803-000.061
Decisão: Acordam os membros da 3ª Turma Especial da 4ª Câmara da 1ª Seção do
CARF, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: SERGIO LUIZ BEZERRA PRESTA
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Acordam os membros da 3ª Turma Especial da 4ª Câmara da 1ª Seção do CARF, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. Selene Ferreira de Moraes Presidente (Assinado Digitalmente) Sérgio Luiz Bezerra Presta Relator (Assinado Digitalmente) Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walter Adolfo Maresch, Sérgio Luiz Bezerra Presta, Sérgio Rodrigues Mendes, Meigan Sack Rodrigues, Selene Ferreira de Moraes. Relatório Por bem descrever os fatos relativos ao presente contencioso administrativo, adoto parte do relato do contido no Acórdão nº 1014.265 proferido pela 1ª Turma de Julgamento da DRJ em Porto Alegre RS, constante das fls. 1.158 e seguintes dos autos, a seguir transcrito: “Tratase de lançamento de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e de multa aplicada isoladamente nos termos do art. 44, §1°, inciso IV, da Lei n° 9.430, de 27/12/96, no valor total de R$597.970,63. Fl. 3697DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2012 por SERGIO LUIZ BEZERRA PRESTA, Assinado digitalmente em 29/0 6/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 12/06/2012 por SERGIO LUIZ BEZERRA PR ESTA Processo nº 11020.002959/200408 Acórdão n.º 1803000.061 S1TE03 Fl. 3.698 2 O lançamento decorreu de a autoridade administrativa ter identificado, ao recompor as bases de cálculo e a apuração do imposto devido mensalmente por estimativa, recolhimento a menor do imposto devido mensalmente, conforme demonstrativos de fls. 07 a 51. Disto resultou a lavratura dos autos de infração do IRPJ e encargos, relativamente aos meses de janeiro a março de 2004, e da multa e juros exigidos isoladamente sobre as parcelas da estimativa não recolhidas nos anos de 1999 a 2003 (fl. 10 a 14). Os autos de infração foram cientificados ao contribuinte em 26/11/2004 que, em 22/12/2004, apresentou impugnação ao lançamento na qual, em apertada síntese, declina os seguintes argumentos que julga suficientes para o cancelamento da exigência (fls. 1088 a 1121): Do percentual da estimativa aplicável a) destaca ser empresa com atividade de produção de sucos e concentrados, também elaborando, em parcela ínfima, sucos e concentrados por encomenda. Que as receitas oriundas da industrialização por encomenda devem ser submetidas ao coeficiente de 8% para apuração da base de cálculo do imposto, e não 32% como efetuado pelos agentes fiscais. Que isto está definido no "Perguntas e Respostas" publicado pela Receita Federal em seu sitio na internet, de modo que teria agido com estrita observância das orientações emanadas pela própria SRF, que se constituem normas complementares à legislação tributária, consoante o art. 100 do Código Tributário Nacional (CTN); b) que não foi apontado em momento algum o dispositivo legal infringido pelo contribuinte, afrontando o disposto no art. 97, inciso IV, do CTN, lembrando, ainda, que a teor do art. 112 do CTN a interpretação deve ser a mais favorável ao acusado quando houver dúvidas quanto à capitulação legal ou à natureza e circunstâncias materiais do fato, ou à natureza e extensão dos seus efeitos; Dedução do Programa de Alimentação do Trabalhador c) que ao apurar o imposto devido, os agentes fiscais não consideraram os valores deduzidos à título do Programa de Alimentação ao Trabalhador — PAT; Do crédito presumido do IPI d) que não cabe a incluir, na base de cálculo do imposto, o chamado "crédito presumido do IPI", tendo em vista tratarse de mero ressarcimento do PIS e Cofins incidentes sobre as compras de matériaprima, produtos intermediários e material de embalagem, devendo ser considerado como redutor de custos e não como receita. Cita em seu socorro decisão da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes; e) reforça seu entendimento a partir do disposto na Medida Provisória n° 135, de 2003, que ao instituir a cobrança não cumulativa da Cofins explicitou que os créditos apurados para apuração da contribuição não se constituem receita bruta; que na hipótese de não serem aceitas suas razões, os créditos somente deveriam ser computados como receitas nas datas em que foram utilizados para compensação com débitos tributários, e não na data do seu reconhecimento no livro de apuração do IPI; Recuperações de Custos e indenizações de seguro Fl. 3698DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2012 por SERGIO LUIZ BEZERRA PRESTA, Assinado digitalmente em 29/0 6/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 12/06/2012 por SERGIO LUIZ BEZERRA PR ESTA Processo nº 11020.002959/200408 Acórdão n.º 1803000.061 S1TE03 Fl. 3.699 3 g) ataca a inclusão, na base de cálculo, dos valores oriundos de recuperação de despesas, que adviriam de compensações feitas com pagamentos a maior de INSS, não representando ingressos de novas receitas. Além disso, nos meses em que as despesas foram pagas não houve redução da base de cálculo estimada, não se justificando, assim, sua inclusão na base de cálculo por estimativa; h) igual sorte consigna às indenizações de seguro, que corresponderiam a recuperação de prejuízos com perdas de mercadorias cujo ônus não transitou em conta de resultado, e por isto também não se trata tratar de receita a ser considerada na determinação da base de cálculo da estimativa mensal; Improcedência da Multa Isolada i) que não cabe a multa isolada aplicada com base nos disposto no art. 44, § 1°, inciso IV da Lei n° 9.430/96 pois, ainda que houvesse alguma diferença a recolher na modalidade "estimativa", o acerto de contas já foi efetuada com a entrega da DIPJ e o recolhimento das eventuais importâncias devidas, pois em todos os meses analisados pelo Fisco os recolhimentos foram superiores aos devidos no encerramento do exercício. Reforça seus argumentos com julgados administrativos do Conselho de Contribuintes, fazendo, ainda, considerações acerca dos princípios do não confisco e da razoabilidade. Considera que a multa aplicada viola a Constituição Federal, por possuir natureza confiscatória, invocando a observância do art. 112 do CTN para restabelecer a razoabilidade de exação; Taxa Selic j) por último, conclui ser indevida a cobrança dos juros moratórios com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) por afrontar o limite previsto no §1° do art. 161, do CTN, e ao art. 150, I, da Constituição Federal. Traz, nesse sentido, jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, peticionando a redução dos juros moratórios, caso seja mantida a exigência, para o percentual de 1%. Requer, em conclusão, o cancelamento dos valores lançados, ou se mantida, ainda que parcialmente, seja excluída a aplicação da taxa Selic.”. A 1ª Turma de Julgamento da DRJ em Porto Alegre PR, na sessão de 31/10/2007, ao analisar a peça impugnatória apresentada, proferiu o Acórdão nº 1014.265 entendendo “por unanimidade de votos, considerar procedente em parte o lançamento, cancelando a exigência nos termos do voto do relator”, em decisão assim ementada: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004 IRPJ. ESTIMATIVA. CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI. As receitas decorrentes do crédito presumido do IPI são subvenções correntes e integram a base de cálculo do IRPJ devido mensalmente por estimativa. IRPJ. ESTIMATIVA. RECUPERAÇÕES DE DESPESAS E INDENIZAÇÕES DE SEGURO. As recuperações de custos ou despesas, bem assim as indenizações de seguros, constituem receitas que devem ser adicionadas à base de cálculo aferida por estimativa para apuração do imposto devido mensalmente. Fl. 3699DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2012 por SERGIO LUIZ BEZERRA PRESTA, Assinado digitalmente em 29/0 6/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 12/06/2012 por SERGIO LUIZ BEZERRA PR ESTA Processo nº 11020.002959/200408 Acórdão n.º 1803000.061 S1TE03 Fl. 3.700 4 IRPJ. ESTIMATIVA. INDUSTRIALIZAÇÃO POR ENCOMENDA. COEFICIENTE APLICÁVEL. Na apuração da base de cálculo do IRPJ devido por estimativa as receitas da atividade de industrialização por encomenda submetemse ao percentual de 8%. IRPJ. MULTA ISOLADA. Apurada falta de recolhimento de imposto devido com base em estimativa, correta a exigência da multa e juros cobrados isoladamente. Se lei superveniente reduziu o percentual da multa aplicável, esta tem aplicação retroativa, cabendo a redução da penalidade. TAXA SELIC. A partir de 1° de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Lançamento Procedente em Parte”. Cientificada da decisão de primeira instância em 04/06/2009, (AR constante das fls. 1.207) a TECNOVIN DO BRASIL LTDA, qualificada nos autos em epígrafe, inconformada com a decisão contida no Acórdão nº 1014.265, recorre em 01/07/2009 (fls 1.209 e segs.) a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais objetivando a reforma do julgado reiterando, basicamente, os argumentos da peça impugnativa. Em síntese, é o relatório. Voto Conselheiro Sergio Luiz Bezerra Presta Observando o que determina os arts. 5º e 33 ambos do artigo 33 do Decreto nº. 70.235/1972 conheço a tempestividade do recurso voluntário apresentado, preenchendo os demais requisitos legais para sua admissibilidade, dele, portanto tomo conhecimento. Conforme relatado, tratase procedimento fiscal que teve como origem a autoridade administrativa identificou através do auto de infração lavrado em 22/11/2004, que nos períodosbase de 1999 a 2004 sob o argumento de recolhimento a menor do IRPJ na modalidade de estimativa. A referida falta de recolhimento decorreu dos seguintes pontos: a) Crédito presumido do IPI; b) Dedução do Programa de Alimentação do Trabalhador; c) Recuperações de Custos e indenizações de seguro; d) Além de tratar da multa isolada e da incidência da Selic. Fl. 3700DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2012 por SERGIO LUIZ BEZERRA PRESTA, Assinado digitalmente em 29/0 6/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 12/06/2012 por SERGIO LUIZ BEZERRA PR ESTA Processo nº 11020.002959/200408 Acórdão n.º 1803000.061 S1TE03 Fl. 3.701 5 Porém, objetivando fazer valer o principio da verdade material inserto no PAF (Decreto n° 70.235/72) e fazendo minhas justas homenagens ao Conselheiro Walter Adolfo Maresch pelas suas intervenções, ressalto que a maior questão a ser resolvida nos autos é sobre a inclusão ou não do crédito presumido de IPI como ressarcimento das contribuições para o PIS da COFINS (Lei nº 9.363/96) para efeito de cálculo do recolhimento estimado de IRPJ devido na forma da Lei nº 8.981/95 (arts. 27 e segs). A Recorrente (às fls. 1210/1245) traz a colação diversas alegações sobre a apuração da base de cálculo da multa isolada sendo que destas destacamse duas sobre as quais não é possível a análise completa por ausência de elementos no processo. A primeira delas referese ao período de competência em que os créditos do lucro presumido de IPI (Lei nº 9.363/96) devem ser considerados (fls. 1220/1221). Afirma, ainda, a Recorrente que caso seu pedido principal não seja acatado (exclusão total dos créditos da base de cálculo da estimativa do IRPJ) os créditos devem ser incluídos a medida em que forem sendo utilizados (compensados) ou ressarcidos. Não há nos autos contudo, seja da parte da autoridade fiscal que realizou o procedimento fiscal ou da própria contribuinte, qualquer elemento de comprovação do momento e a forma de apropriação contábil dos créditos presumidos de IPI. Constam dos autos apenas a informação dada pela autoridade fiscal (fl. 12) de que os créditos foram incluídos na base de cálculo da estimativa não recolhida (sujeita a multa isolada) no mês em que os créditos foram escriturados, tendo sido juntados cópias do Livro de Apuração IPI (fls. 1009/1085). Com efeito, os razões contábeis juntados ao processo (fls. 402/982) comprovam apenas as receitas consideradas na apuração da base de cálculo conforme planilhas (fls. 25/51), exceto os ganhos de capital e os créditos presumidos de IPI que foram apurados com base em planilhas fornecidas pela contribuinte e Livro Apuração de IPI, respectivamente. A segunda alegação é de que os recolhimentos por estimativa foram superiores ao que foi apurado como devido no encerramento dos respectivos balanços (fl. 1.224/1.226). Considerando os expressivos valores a título de estimativas recolhidas/declaradas (quadro H) das planilhas de fls. 25/51, há grande plausibilidade nas alegações da recorrente e que podem ser objeto de discussão ante as teses jurídicas invocadas no recurso voluntário e atualmente em debate no CARF. Fl. 3701DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2012 por SERGIO LUIZ BEZERRA PRESTA, Assinado digitalmente em 29/0 6/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 12/06/2012 por SERGIO LUIZ BEZERRA PR ESTA Processo nº 11020.002959/200408 Acórdão n.º 1803000.061 S1TE03 Fl. 3.702 6 Para que as alegações da recorrente possam ser apreciadas e analisadas pela turma julgadora, impende converter o julgamento em diligência para que sejam juntados aos autos os seguintes elementos e informações: a) Razão Contábil e/ou Livro Diário contendo o registro contábil dos créditos presumidos lançados no Livro Registro Apuração de IPI (fls. 1009 a 1085) relativos aos período de janeiro/1999 a outubro/2003 (devem restar demonstrados a data, valor e as contas debitadas e creditadas para cada saldo credor lançado na escrituração fiscal – RAIPI); b) Cópia integral das Declarações de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica – DIPJ dos anos calendários 1999 a 2003; e, c) Quaisquer informações adicionais que a autoridade fiscal que realizar a diligência entender cabíveis. Após a conclusão da diligência deve ser dada ciência à recorrente para que no prazo de 30 (trinta) dias apresente suas razões adicionais caso queira. Sergio Luiz Bezerra Presta – Relator (Assinado digitalmente) Fl. 3702DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2012 por SERGIO LUIZ BEZERRA PRESTA, Assinado digitalmente em 29/0 6/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 12/06/2012 por SERGIO LUIZ BEZERRA PR ESTA Processo nº 11020.002959/200408 Acórdão n.º 1803000.061 S1TE03 Fl. 3.703 7 Fl. 3703DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2012 por SERGIO LUIZ BEZERRA PRESTA, Assinado digitalmente em 29/0 6/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 12/06/2012 por SERGIO LUIZ BEZERRA PR ESTA
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Numero do processo: 16542.000385/2002-98
Data da sessão: Thu Nov 05 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Nov 05 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 1803-000.023
Decisão: RESOLVEM os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em declinar a competência para a 2ª Seção do CARF, nos termos do voto do relator. Ausente justificada e momentaneamente a Conselheira Lavinia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira.
Matéria: IRPJ - restituição e compensação
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CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS 4.4.P; r.. \ r., .stAit'.'" 4,.• PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO -\a \\h, -9 Processo u° 16542000385/2002-98 Recurso n° 167.368 Resolução n° 1803-00.023 - 4' Câmara I 3' Turma Especial Sessão de 05 de novembro de 2009 Matéria ILL - ANOS-CALENDÁRIO:1992 e 1993 Recorrente SAMID COMÉRCIO DE AUTOPEÇAS E SERVIÇOS LTDA Recorrida 3a TURMA/DAI-FLORIANÓPOLIS/SC Vistos, relatado e discutidos os presente autos. RESOLVEM os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em declinar a competência para a 2' Seção do CARF, nos termos do voto do relator. Ausente justificada e momentaneamente a Conselheira Lavinia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira. — ,,,--rálaraiS k iiil DE riRTAES - Presidente .; wr „Lu: CL/L.9 - LUCIANO INOLINCIO OSS SANTOS - Relator (--- EDITADO EM: 11 OU 2009 --)-_ Participaram,da presente sessão de julgamento, os Conselheiros: Selene Ferreira de Moraes (Presidente), Walter Adolfo Maresch, Benedicto Celso Benicio Júnior, Luciano Inocêncio dos Santos, Marcos Antonio Pires (Suplente Convocado) e Lavinia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira (Vice-Presidente). 47' . , , , Processo n° 16542.000385/2002-98 S1-C4T2 Resolução n.° 1803-00.023 Fl. 2 • RELATÓRIO Trata-se de Recurso Voluntário contra decisão da 3' Turma da DRJ de Florianopolis/SC, a qual indeferiu o pedido de restituição da recorrente, cujo relatório constante do voto proferido naquele acórdão passo a adotar até aquela fase do pressente processo, como segue: "Trata o presente processo de manifestação de inconformidade quanto ao Despacho Decisório de jls. 49/50, por meio do qual foi indeferido o pedido de restituição o Imposto calculado sobre o Lucro Líquido — ILL, que estava previsto no 35 da Lei n° 7.713/1988, relativo aos valores recolhidos entre as datas de 30/04/1990 a 31/05/1993 (fls. 3 a 10), formalizado pela interessada acima identificada, em 25 de julho de 2002. A autoridade a quo indeferiu o pleito por força da decadência do direito de pedir restituição de tributos/contribuições pagos há mais de cinco anos da data da extinção do crédito tributário (data do pagamento), não tendo sido apreciado o mérito. Inconformada com o indeferimento se manifestou a interessada (fls. 53/62) contra a decadência, com os seguintes argumentos, resumidamente: • No caso dos tributos sujeitos às regras do lançamento por homologação, a contagem do prazo de decadência teria inicio apenas depois de transcorridos cinco anos do fato gerador, quando se opera a homologação tácita. Assim, o prazo de decadência seria de cinco anos mais cinco anos. Apoiada nessa linha de raciocínio pretende que sejam restituídos os valores recolhidos a partir de 25/07/2002, tendo relacionado os pagamentos ,feitos no período de 31/07/1992 a 31/05/1993, que somariam R$60.237,08, em valores atualizados segundo seus cálculos. • • Contestou a menção feita pela autoridade a quo do art. 3° da Lei Complementar n" 118/2005, que diz inconstitucional, por força dos princípios da irretroatividade das leis e da segurança jurídica. Apoiou seu entendimento em citação de decisão judicial." Ao apreciar a manifestação de inconformidade a DRJ não acolheu as alegações da recorrente, sob o fundamento de que o pleito já foi fulminado pela decadência, cuja ementa do acórdão assim dispõe: "PAGAMENTOS - RESTITUIÇÃO - COMPENSAÇÃO - DECADÊNCIA - PRAZO. O prazo para que o contribuinte possa pleitear a restituição de tributo• ou contribuição pago indevidamente ou em valor maior que o devido, extingue-se após o transcurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados da data da extinção do crédito tributário (pagamento). Processo nó 16542.000385/2002-98 S1-C4T2 Resolução n.° 1803-00.023 Fl. 3 Solicitação Indeferida." Inconformada com a decisão da DRJ, da qual teve ciência em 07/04/2007 (fl. 73), a recorrente, apresentou Recurso Voluntário, protocolado em 02/05/2007 (fls. 74/84), onde alega, em síntese, que o prazo para pleitear o indébito em comento se encerra em 5 (cinco) anos, contados da homologação tácita, que também é de 5 (cinco) anos, o que perfaz o total de 10 (dez anos) anos, qual seja, a tese dos 5 mais cinco. Prossegue em seu arrazoado trazendo a colação para fundamentar o seu pleito a jurisprudência do STJ acerca da matéria. É o relatório. VOTO Conselheiro LUCIANO INOCÊNCIO DOS SANTOS - Relator O recurso é tempestivo e preenche os requisitos indispensáveis à sua admissibilidade, contudo, por se tratar de matéria alheia à competência outorgada às Câmaras da 1" sessão do CARF, qual seja, o IRRF, não pode este colegiado apreciá-lo. Nesse sentido, vale trazer à colação o que dispõe o art. 2° do anexo II do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria n° 256 de 22/06/2009, publicado no DOU de 23/06/2009, o qual assim versa: "Art. 3 0 À Segunda Seção cabe processar e julgar recursos de oficio e voluntário de decisão de primeira instância que versem sobre aplicação da legislação de: 1— (JOmissis II - Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF); (..)" (Nossos Grifas) Vê-se, portanto, que se trata de matéria de competência outorgada exclusivamente às Câmaras da r Sessão do CARF, assim, proponho declinar da apreciação do presente recurso em favor de uma das Turmas das Câmaras daqueles aduzidos colegiados. É como voto. o LUCIANO OCEN IO DOS SANTOS)
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