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Numero do processo: 10768.100573/2007-07
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 2004
INFRAÇÃO. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. PROCEDIMENTO DE OFÍCIO. INTENÇÃO DO AGENTE.
Caracteriza-se como infração a omissão de rendimentos constatada em procedimento de ofício, cabendo a exigência do imposto e encargos legais, uma vez que a responsabilidade por infrações à legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável.
RETIFICAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS APÓS O INÍCIO DA AÇÃO FISCAL. IMPOSSIBILIDADE.
A retificação da declaração de rendimentos só é possível mediante a comprovação do erro em que se funde e antes do início da ação fiscal.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.303
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: ANTONIO DE PÁDUA ATHAYDE MAGALHÃES
1.0 = *:*
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Ano-calendário: 2004 INFRAÇÃO. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. PROCEDIMENTO DE OFÍCIO. INTENÇÃO DO AGENTE. Caracteriza-se como infração a omissão de rendimentos constatada em procedimento de ofício, cabendo a exigência do imposto e encargos legais, uma vez que a responsabilidade por infrações à legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável. RETIFICAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS APÓS O INÍCIO DA AÇÃO FISCAL. IMPOSSIBILIDADE. A retificação da declaração de rendimentos só é possível mediante a comprovação do erro em que se funde e antes do início da ação fiscal. Recurso Voluntário Negado.
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OMISSÃO DE RENDIMENTOS. PROCEDIMENTO DE OFÍCIO. INTENÇÃO DO AGENTE. Caracterizase como infração a omissão de rendimentos constatada em procedimento de ofício, cabendo a exigência do imposto e encargos legais, uma vez que a responsabilidade por infrações à legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável. RETIFICAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS APÓS O INÍCIO DA AÇÃO FISCAL. IMPOSSIBILIDADE. A retificação da declaração de rendimentos só é possível mediante a comprovação do erro em que se funde e antes do início da ação fiscal. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Walter Reinaldo Falcão Lima, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Luiz Cláudio Farina Ventrilho e Carlos César Quadros Pierre. Fl. 60DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 27/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10768.100573/200707 Acórdão n.º 2801002.303 S2TE01 Fl. 57 2 Relatório Tratase de Notificação de Lançamento, às fls. 03/06, onde está o fisco a exigir do recorrente o recolhimento do crédito tributário no valor total de R$ 4.695,58, relativo a Imposto sobre a Renda de Pessoa Física (Suplementar), incluídos a multa de oficio e juros de mora. A autuação decorreu da revisão efetuada na declaração de ajuste anual referente ao exercício 2005, anocalendário 2004, por meio da qual a autoridade lançadora apurou a omissão de rendimentos recebidos, pelo contribuinte, da pessoa jurídica “Secretaria de Estado da Defesa Civil do Rio de Janeiro – CNPJ nº 28.176.998/000441”, no valor de R$ 92.955,15. Na apuração do imposto devido foi considerado o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), no valor de R$ 17.755,77, relacionado aos rendimentos omitidos. Inconformado com a exigência, o interessado apresentou impugnação (doc. à fl. 01) argumentando que, de fato, ocorreu a omissão, embora sem qualquer tipo de aleivosia, mas também incorreu em equívoco, conforme comprovante anexo, posto que informou como rendimento tributável o valor recebido a título de indenização da Sociedade Universitária Gama Filho, que é isento. Assim, apelou para que fosse considerada subsistente a declaração de rendimentos retificadora apresentada juntamente com sua defesa, produzindo os devidos efeitos, cancelandose, por consequência, o lançamento formalizado nos autos. Após apreciar a lide, a 7a Turma de Julgamento da DRJ/Rio de Janeiro II/RJ decidiu pela procedência do lançamento, nos termos do Acórdão DRJ/RJOII nº 1323.528, de 16/02/2009, às fls. 36/38, em que consta a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA – IRPF Anocalendário: 2004 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. O lançamento é efetuado de ofício quando o contribuinte deixa de informar rendimentos em sua Declaração de Ajuste Anual, implicando redução do imposto a pagar ou devido. (art. 841 do Regulamento do Imposto de Renda aprovado pelo Decreto 3.000 de 26/03/1999 RIR/1999 e art. 149, inc. II e IV, do CTN) RENDIMENTOS NÃO INCLUÍDOS NA NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO. Não se conhece do pedido do contribuinte para exclusão de rendimentos informados em sua Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física DIRPF, quando a autoridade julgadora não detém a competência para apreciar a matéria. Lançamento Procedente Devidamente intimado da decisão a quo em 25/03/2009 (AR à fl. 39/v.), o contribuinte interpôs, em 17/04/2009, o Recurso Voluntário às fls. 41/42, instruído com a documentação às fls. 43/53, onde alega que: Fl. 61DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 27/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10768.100573/200707 Acórdão n.º 2801002.303 S2TE01 Fl. 58 3 “(...) não incluiu os rendimentos que originaram a Notificação de Lançamento n° 2005/607430241252087 ou por motivo de omissão do contador que elaborou sua declaração de ajuste anual do impostos de renda referente ao exercício de 2005, ou mesmo não lhe ter sido repassado pelo próprio requerente o comprovante de rendimentos pertinentes, e como prova de boa fé vale citar que houve um equivoco, porque foi informado na supra referida declaração como rendimento tributável a indenização trabalhista recebida da Sociedade Universitária Gama Filho e não fosse a emissão da Notificação de Lançamento acima referida, o requerente continuaria ignorando a irregularidade, principalmente num momento em que uma 'moléstia grave o havia atingido, conforme laudo pericial anexo, o que parece fácil de suportarse, e que espera não venha a ser interpretado como uma simples desculpa. (...) sem alegar injustiça, o suplicante entende que não infringiu os incisos II e IV do CTN da Lei n° 5172. (...) Que, por ser portador de Neoplasia Maligna, desde janeiro de 2003, pelo menos, conforme consta do laudo pericial já citado, emitido em 21 de dezembro de 2007, o requerente, apresentou declarações retificadoras dos exercícios de 2004/2003, 2006/2005 e 2007/2006, tendo recebido restituição correspondente a cada um deles, o mesmo não acontecendo com relação à declaração do exercício de 2005/2004, porque, de acordo com o respeitável entendimento da sétima Turma de Julgamento, a retificação da declaração deveria ser apresentada antes da Notificação de Lançamento, mas no entendimento do requerente não poderia se estender no caso de restituição conforme já aludiu e tratarse de um fato novo bem diferente já que, a Notificação de Lançamento foi lavrada em 01 de outubro de 2007 e o Laudo Pericial em 31 de dezembro de 2007, e para ser mais preciso 81 (oitenta e um) dias após o Lançamento (...)” Ao final de sua peça recursal pleiteia o contribuinte que seja aceita a declaração retificadora do exercício 2005 da qual constava o valor que deixou de informar como rendimento tributável constante da notificação de lançamento, e como rendimento não tributável a indenização trabalhista recebida da Sociedade Universitária Gama Filho, bem como os rendimentos provenientes de aposentadoria, a fim de que possa receber restituição. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator. O recurso em julgamento preenche os requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. O lançamento decorreu da apuração de omissão de rendimentos recebidos pelo recorrente da fonte pagadora Secretaria de Estado da Defesa Civil do Rio de Janeiro – CNPJ nº 28.176.998/000441, no valor de R$ 92.955,15. Fl. 62DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 27/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10768.100573/200707 Acórdão n.º 2801002.303 S2TE01 Fl. 59 4 Em sua defesa o contribuinte sustenta que foram cometidos equívocos quando do preenchimento de sua DIRPF/2005, pois além da omissão verificada pela autoridade lançadora, teria sido informado indevidamente como rendimento tributável o valor recebido da Sociedade Universitária Gama Filho, vez que, por se tratar de uma indenização, tal rendimento seria isento do IR. Ocorre que, esta importância que o contribuinte pretende seja excluída do total dos rendimentos tributáveis informados em sua declaração de rendimentos não foi objeto da motivação do lançamento. Não se estabeleceu, deste modo, sobre este ponto, o contraditório. Caracterizase, no entanto, tal demanda do recorrente, um pedido de retificação da declaração. Sobre isto, por certo, como destacado na decisão vergastada, antes de iniciado pela fiscalização o procedimento para lançamento de ofício do imposto devido, poderia o recorrente ter efetuado a retificação de sua declaração, amparandose no instituto da denúncia espontânea (art. 138 do Código Tributário Nacional CTN). Todavia, tal medida não adotou, conforme se observa dos autos. Noutra parte, quanto à solicitação do defendente para reconhecimento de isenção relacionada a proventos de aposentadoria ou reforma percebidos por portadores de moléstia grave, diante do que preceitua a legislação isentiva, cumpre salientar que o documento anexado pelo recorrente à fl. 45 Carta n° 11/GRARJ/GRHSINPE I não se revela hábil a substituir o laudo médico oficial, visto ser este o documento necessário à análise de pleito formulado com fundamento no art. 6º da Lei nº 7.713, de 1988, e alterações seguintes. A respeito, verificase que nenhum laudo médico oficial foi colacionado ao processo pelo interessado. Destarte, temse que a decisão recorrida não merece reparos, devendo ser confirmados seus judiciosos fundamentos. Diante do exposto, VOTO por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Fl. 63DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 27/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA
score : 1.0
Numero do processo: 10725.002352/2008-43
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005
MATÉRIA NÃO CONTESTADA. OMISSÃO DE RENDIMENTOS.
Considera-se não contestada a matéria com a qual o contribuinte concorda ou que não tenha sido expressamente contestada.
DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS.
Devem ser mantidas as glosas das despesas médicas para as quais o
contribuinte não apresenta documentos que supram as falhas apontadas pela fiscalização.
PROVAS. MOMENTO DA APRESENTAÇÃO.
A prova documental deve ser apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazê-lo em outro momento processual, a menos que fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior, refira-se a fato ou a direito superveniente ou destine-se a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas os autos.
Preliminar Rejeitada.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-001.712
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO
1.0 = *:*
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 MATÉRIA NÃO CONTESTADA. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Considera-se não contestada a matéria com a qual o contribuinte concorda ou que não tenha sido expressamente contestada. DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. Devem ser mantidas as glosas das despesas médicas para as quais o contribuinte não apresenta documentos que supram as falhas apontadas pela fiscalização. PROVAS. MOMENTO DA APRESENTAÇÃO. A prova documental deve ser apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazê-lo em outro momento processual, a menos que fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior, refira-se a fato ou a direito superveniente ou destine-se a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas os autos. Preliminar Rejeitada. Recurso Voluntário Negado.
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OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Considerase não contestada a matéria com a qual o contribuinte concorda ou que não tenha sido expressamente contestada. DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. Devem ser mantidas as glosas das despesas médicas para as quais o contribuinte não apresenta documentos que supram as falhas apontadas pela fiscalização. PROVAS. MOMENTO DA APRESENTAÇÃO. A prova documental deve ser apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior, refirase a fato ou a direito superveniente ou destine se a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas os autos. Preliminar Rejeitada. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente Fl. 57DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/01/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 2 0/01/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 27/01/2012 por ANTONIO DE PADU A ATHAYDE MAGALHAES Processo nº 10725.002352/200843 Acórdão n.º 280101.712 S2TE01 Fl. 52 2 Assinado digitalmente Luiz Cláudio Farina Ventrilho – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Luiz Cláudio Farina Ventrilho e Eivanice Canário da Silva. Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: “Em nome do contribuinte acima identificado foi emitida Notificação de Lançamento relativa ao anocalendário 2004, que apurou crédito tributário total de R$ 18.538,90— IRPF de 8.513,85, com ciência do sujeito passivo em 15/07/2008. Motivou o lançamento de oficio a constatação de dedução indevida a titulo de despesas médicas no valor de R$ 9.000,00, tendo em vista irregularidades nos recibos apresentados — ausência de identificação de endereço do emitente e de beneficiário dos serviços prestados, conforme discriminado na Descrição dos Fatos que acompanha a notificação. Também motivou o lançamento a constatação de omissão de rendimentos recebidos das fontes pagadoras Fundo Municipal de Saúde (R$ 14.352,12) e Instituto Nacional do Seguro Social INSS (R$ 13.865,27 com IRRF de R$ 1.720,93). Inconformado, o interessado apresentou impugnação em 14/08/2008, alegando que nos recibos apresentados consta o CPF do emitente, o que seria suficiente para que a RFB obtivesse o endereço do profissional. Argumenta que também não procede a glosa por ausência do nome do paciente que foi submetido ao tratamento, que foi ele próprio, razão pela qual os recibos foram emitidos em seu nome. Concorda com a apuração relativa as omissões de rendimentos, reconhecendo o débito, do qual devem ser abatidos os valores retidos na fonte na ocasião de seu recebimento. Requer, por fim, a produção de todos os meios de provas, inclusive a juntada de documentos. É o relatório.” Passo adiante, em 23 de setembro de 2010, através do Acórdão 0931.449 a 6a Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Juiz de Fora (MG) entendeu por bem julgar improcedente a impugnação, mantendo o crédito tributário, em decisão que restou assim ementada: Fl. 58DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/01/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 2 0/01/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 27/01/2012 por ANTONIO DE PADU A ATHAYDE MAGALHAES Processo nº 10725.002352/200843 Acórdão n.º 280101.712 S2TE01 Fl. 53 3 ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA – IRPF Exercício: 2005 MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Considerase não impugnada a matéria com a qual o contribuinte concorda ou que não tenha sido expressamente contestada. DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. Devem ser mantidas as glosas das despesas médicas para as quais o contribuinte não apresenta documentos que supram as falhas apontadas pela fiscalização. PROVAS. MOMENTO DA APRESENTAÇÃO. A prova documental deve ser apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior, refirase a fato ou a direito superveniente ou destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas os autos. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Cientificado em 26/10/2010 (fls. 37), o Recorrente através de seu espólio, interpôs Recurso Voluntário em 25/11/2010 (fls. 42 a 46), reiterando os argumentos expostos quando da apresentação da impugnação. Há informação nos autos de falecimento do contribuinte (fls. 39) , bem como solicitação de cópias do processo por sua filha e inventariante, Renata Ferreira da Silva Mello (fls. 38 e 40). É o relatório. Voto Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Relator. Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. De se destacar a preliminar argüida, no sentido de que o julgado seria nulo haja vista não haver sido respeitado “os basilares princípios constitucionais, quais sejam, o contraditório e ampla defesa no que se refere ao processo administrativo, uma vez que não Fl. 59DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/01/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 2 0/01/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 27/01/2012 por ANTONIO DE PADU A ATHAYDE MAGALHAES Processo nº 10725.002352/200843 Acórdão n.º 280101.712 S2TE01 Fl. 54 4 houve oportunidade para que o espólio produzisse suas provas e sua defesa ao processo administrativo”, requerendo ao fim a “nulidade de todos os atos administrativos a partir da decisão da impugnação, e conseqüentemente a devolução do prazo”, passamos, de forma sintética, a tecer as seguintes considerações. A impugnação foi apresentada em 14/08/2008 conforme se denota da capa do processo, havendo sido subscrita pelo contribuinte Cláudio Mello Neto às fls. 1 a 9 do mesmo. Após a apresentação da impugnação pelo contribuinte, foilhe enviada “NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO, Imposto de Renda Pessoa Física N° 2005/607451051764127 (folhas 09 a 12 dos autos)”. Do documento de folhas 10 dos autos se denota o seguinte: “ DESCRIÇÃO DOS FATOS E ENQUADRAMENTO LEGAL Dedução Indevida de Despesas Médicas. Glosa do valor de R$ 9.000,00, indevidamente deduzido a titulo de Despesas Médicas, por falta de comprovação, ou por falta de previsão legal para sua dedução. Enquadramento Legal: Art.8. inciso II, alínea 'a', e §§ 2. * e 3 • 6 ,, da Lei n. * 9.250/95; arts. 43 a 48 da Instrução Normativa SRF n. * 15/2001, arts. 73, 80 e 83, inciso II do Decreto n. 3.000/99 RIR/99. COMPLEMENTAÇA0 DA DESCRIÇÃO DOS FATOS Foi desconsiderado o valor informado a titulo de Despesas Médicas na Declaração de Ajuste Anual do IRPF/2005, com relação A seguinte profissional abaixo relacionada: Jennifer Barros dos Santos, CPF: 092.354.24771. Valor informado na declaração pelo contribuinte: R$ 9.000,00. Motivo: Ausência de identificação nos recibos apresentados do endereço completo do emitente (profissional), bem como da informação do(s) respectivo(s) beneficiário(s) dos serviços prestados, ou de quem foi a pessoa (paciente) submetida ao tratamento fisioterapêutico.´ Posteriormente, em 22/05/2010, o contribuinte veio a óbito, conforme atesta sua certidão de óbito as folhas 39. Em 26/10/2010, ou seja, mais de 05 (cinco) meses posteriores ao falecimento do contribuinte, as folhas 37, existe comprovante de recebimento da comunicação (intimação 231/2010) da Receita Federal do BrasilRFB, assinado como recebedora a pessoa de “Michele F. da Costa”. A comunicação do óbito do contribuinte, contudo, somente veio a ser materializada de forma oficial junto a Receita Federal do BrasilRFB, através do documento (Termo de Inventariante, fls. 31) juntado pela inventariante e filha do de cujus (Renata Ferreira da Silva Mello, CPF/MF 07431592760), em 19/11/2010, quando da solicitação de cópias integrais do presente processo, conforme requerimento as fls. 38. Fl. 60DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/01/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 2 0/01/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 27/01/2012 por ANTONIO DE PADU A ATHAYDE MAGALHAES Processo nº 10725.002352/200843 Acórdão n.º 280101.712 S2TE01 Fl. 55 5 Em data de 25/11/2010, foi apresentado pelo espólio do contribuinte, recurso administrativo, que ora se processa em julgamento, no qual, a exemplo do ocorrido quando da impugnação apresentada, existe amplitude de defesa com fixação dos pontos controversos pelo contribuinte. A alegação de que houve cerceamento do direito de defesa, na medida em que não foi dispensada a oportunidade do contribuinte ou mesmo seu espólio se manifestar, quanto a quais divergências nos recibos haveriam sido constatadas, não merece ser acolhida, uma vez que, desde o momento posterior a impugnação, quando do lançamento pela autoridade fiscal dos valores referentes a glosa das deduções médicas indevidas, bem como do enquadramento legal da situação analisada, restou de forma inequivocamente hialina, as razões da glosa, quais sejam: “ COMPLEMENTAÇÃO DA DESCRIÇÃO DOS FATOS Foi desconsiderado o valor informado a titulo de Despesas Médicas na Declaração de Ajuste Anual do IRPF/2005, com relação A seguinte profissional abaixo relacionada: Jennifer Barros dos Santos, CPF: 092.354.24771. Valor informado na declaração pelo contribuinte: R$ 9.000,00. Motivo: Ausência de identificação nos recibos apresentados do endereço completo do emitente (profissional), bem como da informação do(s) respectivo(s) beneficiário(s) dos serviços prestados, ou de quem foi a pessoa (paciente)submetida ao tratamento fisioterapêutico.” Quanto ao mérito, de se destacar que o litígio objeto do presente recurso administrativo ora analisado, cingese a dedução indevida de despesas médicas cujo valor do IRPF apurado é de R$ 2.475,00 e encargos, uma vez que quanto as parcelas referentes a omissão de receitas não declaradas houve reconhecimento por parte do contribuinte quanto ao recebimento dos referidos valores, sendo reconhecido como devido o valor de R$ 6.038,85 do IRPF e respectivos acréscimos de multa de oficio. Nesta seara de análise, com relação a despesa de R$ 9.000,00, o contribuinte argumenta que informou o CPF da profissional Jennifer Barros dos Santos, o que em seu sentir seria suficiente para que a Autoridade Fiscal localizasse o endereço da referida profissional. Quanto às demais divergências, o contribuinte apesar de devidamente notificado desde o início do presente procedimento fiscal, acerca de quais e em que medida se desenhavam as irregularidades apontadas, não trouxe a baila qualquer documento apto a sanar as divergências apontadas pela Autoridade Fiscal, nos recibos apresentados emitidos pelos referidos profissionais, se limitando a informar que os endereços e dados poderiam ser obtidos pela própria RFB. Ora, no processo administrativo fiscal, em especial quanto a comprovações de deduções de despesas médicas é o contribuinte quem deve comprovar perante a Autoridade Fiscal, por documentação idônea e inequívoca, a realização de tais despesas. Não o fazendo, perde a oportunidade e prerrogativa de fazêlo, sendo justificada a glosa fiscal neste tocante, mormente o fato de pretender atribuir a Autoridade Fl. 61DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/01/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 2 0/01/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 27/01/2012 por ANTONIO DE PADU A ATHAYDE MAGALHAES Processo nº 10725.002352/200843 Acórdão n.º 280101.712 S2TE01 Fl. 56 6 Fiscal a faculdade de fazêlo em seu nome (do contribuinte), o que de plano, mostrase de uma total irrazoabilidade, haja vista caber ao contribuinte a comprovação do direito que pretende fruir. (deduções de despesas médicas). Ademais as exigências fiscais têm em todos os casos embasamento legal constante do art. 8° da Lei n 2 9.250, de 26 de dezembro de 1995, que assim determina, in verbis: “Art. 8° A base de cálculo do imposto devido no anocalendário será a diferença entre as somas: I de todos os rendimentos percebidos durante o anocalendário, exceto os isentos, os nãotributáveis, os tributáveis exclusivamenté na fonte e os sujeitos el tributação definitiva; II das deduções relativas: a) aos pagamentos efetuados, no anocalendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias; (...) § 2° O disposto na alínea a do inciso II: I aplicase, também, aos pagamentos efetuados a empresas domiciliadas no Pais, destinados a cobertura de despesas com hospitalização, médicas e odontológicas, bem Como a entidades que assegurem direito de atendimento ou ressarcimento de despesas da mesma natureza; II restringese aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes; III limitase a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas – CPF ou no Cadastro Geral de Contribuintes CGC de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento; IV omissis; V omissis” Ora, o normativo legal acima é por demais claro e aplicável a todos os contribuintes, devendo ser seguido in litteris por todos aqueles que, a exemplo do recorrente, pretenderem efetuar deduções de despesas médicas da base de cálculo do imposto de renda a ser recolhido a Receita Federal do Brasil, prevendo inclusive o inciso III, de forma alternativa a ausência da documentação exigida, ser apresentada indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento. Fl. 62DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/01/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 2 0/01/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 27/01/2012 por ANTONIO DE PADU A ATHAYDE MAGALHAES Processo nº 10725.002352/200843 Acórdão n.º 280101.712 S2TE01 Fl. 57 7 Este procedimento não foi observado pelo contribuinte, que se limitou a informar de forma retórica que a Autoridade Fiscal poderia buscar referidos dados pelo CPF dos beneficiários, quando na realidade esta incumbência caberia ao contribuinte. Não preencher os requisitos, automaticamente autoriza a glosa fiscal legalmente embasada como no presente caso, sendo completamente inútil ao contribuinte empreender esforços no sentido contrário, uma vez que não se desincumbiu da comprovação dos requisitos legalmente exigidos em nossa legislação tributária. Com relação a omissão de rendimento recebidos pelo contribuinte do INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL e do FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE, o contribuinte reconhece referida omissão, sendo despiciendas maiores considerações ore este tocante, vez que se trata de matéria reconhecida pelo próprio contribuinte, após diligência fiscal, sendo portanto incontroversa e devido nesta toada o crédito tributário apontado, que deve ser mantido, abatido contudo dos valores retidos na fonte por ocasião do pagamento. Por todo o exposto, voto por REJEITAR A PRELIMINAR SUSCITADA E, NO MÉRITO, por NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO. Assinado digitalmente Luiz Cláudio Farina Ventrilho – Relator Fl. 63DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/01/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 2 0/01/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 27/01/2012 por ANTONIO DE PADU A ATHAYDE MAGALHAES
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Numero do processo: 13771.002941/2008-64
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 30 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Nov 30 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2007
RECURSO VOLUNTÁRIO. FALTA DE PRÉ-QUESTIONAMENTO. MATÉRIA PRECLUSA.
Questões não levadas a debate em primeira instância constituem matérias preclusas das quais não se toma conhecimento.
IRPF. ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS.
A Lei n°. 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (Súmula CARF nº 68).
Recurso Voluntário negado.
Numero da decisão: 2801-002.077
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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FALTA DE PRÉQUESTIONAMENTO. MATÉRIA PRECLUSA. Questões não levadas a debate em primeira instância constituem matérias preclusas das quais não se toma conhecimento. IRPF. ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. A Lei n°. 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (Súmula CARF nº 68). Recurso Voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Mara Paschoalin e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Fl. 81DF CARF MF Impresso em 21/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/12/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 09/12/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 08/12/2011 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 13771.002941/200864 Acórdão n.º 280102.077 S2TE01 Fl. 75 2 Relatório Trata o presente processo de notificação de lançamento que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), por meio do qual se exige do sujeito passivo acima identificado o montante de R$ 3.586,60, referente ao exercício de 2007, a título de imposto (R$ 1.858,44), acrescido da multa de ofício equivalente a 75% do valor do tributo apurado (R$ 1.393,83), além dos juros de mora (R$ 334,33). O lançamento é decorrente da apuração de omissão de rendimentos tributáveis recebidos de pessoas jurídicas (Companhia Vale do Rio Doce e Comando da Marinha). Em sua impugnação, o contribuinte alegou, em síntese, que a Lei n°. 8.852/94 excluiu o valor referente ao “adicional por tempo de serviço“ do campo de incidência do imposto de renda sobre a pessoa física, razão pela qual considerou o correspondente rendimento como rendimento não tributável. A 1ª Turma da DRJ/RJ2/RJ, conforme Acórdão de fls. 56/58, considerou não impugnada a matéria concernente à omissão de rendimentos recebidos da fonte pagadora Companhia Vale do Rio Doce, por não ter sido expressamente contestada, e julgou improcedente a impugnação no que tange à omissão de rendimentos recebidos da fonte pagadora Comando da Marinha. Regularmente cientificado daquele Acórdão em 04/12/2009 (fl. 63), o interessado interpôs recurso voluntário de fls. 64/65, em 16/12/2009. Em sua defesa, renova os argumentos expendidos na impugnação, sustentando que so valores recebidos a título de adicional por tempo de serviço são não tributáveis. Além disso, diz que, por deconhecimento, entendeu que não deveria lançar os rendimentos tidos como omitidos da Companhia Vale do Rio Doce, no valor de R$ 6.757,99, que foram percebidos por sua dependente, Thais Ferreira de Souza, CPF 108.044.60795, no exercício de 2007, uma vez que ela era isenta e tais rendimentos eram provenientes de estágio remunerado. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. De plano, relativamente à omissão de rendimentos Companhia Vale do Rio Doce, no valor de R$ 6.757,99, importa esclarecer que se trata de matéria preclusa da qual não se toma conhecimento, por não ter sido levada a debate em primeira instância. A controvérsia, portanto, cingese à tributação dos rendimentos auferidos pelo contribuinte a título de adicional por tempo de serviço, pagos pelo Comando da Marinha, Fl. 82DF CARF MF Impresso em 21/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/12/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 09/12/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 08/12/2011 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 13771.002941/200864 Acórdão n.º 280102.077 S2TE01 Fl. 76 3 sobre os quais, defende, o recorrente, não deve incidir o imposto sobre a renda de pessoa física (IRPF). Entretanto, tais rendimentos não se encontram abrangidos pela norma que regulamenta as isenções sobre os rendimentos percebidos por pessoas físicas, qual seja, o art. 6º da Lei n° 7.713, de 22/12/1988, e, conforme determina o artigo 176 do Código Tributário Nacional, a isenção é sempre decorrente de lei que especifique as condições e requisitos exigidos para a sua concessão, os tributos a que se aplica e, sendo caso, o prazo de sua duração. Com efeito, o adicional por tempo de serviço deve ser incluído no rol dos rendimentos tributáveis, entre aqueles elencados no artigo 3º, § 1°, da mesma Lei n° 7.713, de 1988. Nesse sentido, foi editada a Súmula CARF no 68, de aplicação obrigatória no âmbito do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais: A Lei n°. 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Logo, é de se considerar acertado o presente lançamento . Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 83DF CARF MF Impresso em 21/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/12/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 09/12/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 08/12/2011 por TANIA MARA PASCHOALI N
score : 1.0
Numero do processo: 13007.000110/2009-08
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 01 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Dec 01 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2006
RENDIMENTOS RECEBIDOS DE ORGANISMOS INTERNACIONAIS.
TRIBUTAÇÃO. SÚMULA CARF N° 39.
Os valores recebidos pelos técnicos residentes no Brasil a serviço da ONU e suas Agências Especializadas, com vínculo contratual, não são isentos do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.140
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ANTONIO DE PÁDUA ATHAYDE MAGALHÃES
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TRIBUTAÇÃO. SÚMULA CARF N° 39. Os valores recebidos pelos técnicos residentes no Brasil a serviço da ONU e suas Agências Especializadas, com vínculo contratual, não são isentos do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin e Carlos César Quadros Pierre. Fl. 76DF CARF MF Impresso em 21/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 09/12/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 13007.000110/200908 Acórdão n.º 280102.140 S2TE01 Fl. 72 2 Relatório Trata o presente processo de Notificação de Lançamento às fls. 18/20, onde está o fisco a exigir do recorrente o recolhimento do crédito tributário no valor total de R$ 9.026,07, sendo R$ 4.260,80 a título de Imposto de Renda Pessoa Física, R$ 3.195,60 relativo à multa proporcional, e R$ 1.569,67 referente a juros de mora, estes calculados até 29 de maio de 2009. A exigência fiscal decorreu da revisão efetuada na declaração de ajuste anual apresentada pelo contribuinte referente ao exercício de 2006, anocalendário 2005, por meio da qual foi apurada a omissão de rendimentos recebidos do exterior (Organismo Internacional Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento PNUD), no valor total de R$ 35.800,00. O contribuinte apresentou impugnação tempestiva, às fls. 01/17, assinada por procurador regularmente constituído, argumentando, em síntese, que: foi contratado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) com a finalidade de trabalhar com horário préestabelecido, sob subordinação hierárquica, em trabalho não eventual e mediante recebimento de salários fixos mensais; os contratos de serviços firmados pelo impugnante e PNUD, os quais, não obstante denotarem, por patente conveniência do PNUD, contratação “avulsa”, sem o mínimo comprometimento com vínculo laboral, não pode servir de estéril argumento a fim de distorcer a realidade fática de um verdadeiro contrato de trabalho; o enquadramento legal proposto pelo auditor fiscal se postou às margens das peculiaridades do caso vertente, acomodandose em insuficiente legislação fiscal (Regulamento do Imposto de Renda), quando a matéria exige uma abordagem mais ampla e integrativa do direito em pleito, pelo que se apresenta a análise do Decreto n° 27.784/50 (arts. 2° e 5°), bem como do Decreto Executivo n° 59.308/66, e Lei n° 5.172/66 (CTN arts. 98, 110, e 111); estão citados em sua defesa diversos julgados dos colegiados administrativos e do Judiciário, além de diversas doutrinas acerca da matéria em questão; apresentou sua declaração de imposto de renda fazendo constar sua condição de não tributável, ante o fato de trabalhar para Organismo Internacional; os rendimentos auferidos foram declarados como isentos e não tributáveis, e que em nenhum momento omitiu suas rendas, mas tão somente as interpretou como fora do alcance da tributação do imposto de renda, em consonância com iterativa jurisprudência administrativa. Na sequência, diante da análise dos autos, a 8a Turma de Julgamento da DRJ/Porto Alegre/RS decidiu, por unanimidade de votos, pela improcedência da impugnação, mantendo, deste modo, a exigência fiscal, nos termos do Acórdão DRJ/POA nº 1029.249, de 20/12/2010, às fls. 47/52, cuja ementa encontrase a seguir transcrita: Fl. 77DF CARF MF Impresso em 21/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 09/12/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 13007.000110/200908 Acórdão n.º 280102.140 S2TE01 Fl. 73 3 ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2006 RENDIMENTO TRIBUTÁVEL. São tributáveis os rendimentos decorrentes de prestação de serviço junto ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento PNUD, percebidos por pessoa física nacional, residente e contratada no Pais, que não detenha a condição de funcionário de organismo internacional. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Com a ciência da decisão de primeira instância ocorrendo em 24/02/2011, conforme documento à fl. 56, o contribuinte, interpôs, em 23/03/2011, o Recurso Voluntário às fls. 57/69, onde reforça a argumentação posta por ocasião da impugnação ao lançamento, questionando, ainda, a exigência da multa e dos juros de mora. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator. O recurso em julgamento foi tempestivamente apresentado, preenchendo, ainda, os demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Trata o presente processo de lançamento do Imposto de Renda sobre rendimentos recebidos pelo contribuinte de fonte situada no exterior (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento PNUD), sendo exigidos ainda multa proporcional e juros de mora. Em sua defesa, sustenta o contribuinte que os rendimentos em comento não estão sujeitos à incidência do Imposto sobre a Renda de Pessoa Física. Segundo a atual jurisprudência deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), a remuneração advinda de contratos firmados por nacionais junto a organismos internacionais não está abrangida pelo instituto da isenção fiscal, sendo, portanto, exatamente esta a situação revelada no presente processo. Registrese, inclusive, que esta matéria foi objeto da Súmula CARF n° 39, aprovada pela 2a Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais – CSRF, em sessão realizada em 08/12/2009, conforme consta do Anexo I da Portaria nº 106, de 21/12/2009, publicada no D.O.U. de 22/12/2009, cujo enunciado a seguir se transcreve: Súmula CARF N° 39 Os valores recebidos pelos técnicos residentes no Brasil a serviço da ONU e suas Agências Especializadas, com vínculo contratual, não são isentos do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Fl. 78DF CARF MF Impresso em 21/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 09/12/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 13007.000110/200908 Acórdão n.º 280102.140 S2TE01 Fl. 74 4 Por força do que dispõe o artigo 72, § 4°, c/c o artigo 45, inciso VI, ambos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, tal enunciado é de adoção obrigatória por este julgador. Quanto à multa de ofício e aos juros de mora lançados, estes são devidos face à legislação tributária que autoriza sejam feitas tais exigências quando constatada a falta de recolhimento de imposto, como no presente caso. Isto posto, VOTO em NEGAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Fl. 79DF CARF MF Impresso em 21/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 09/12/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA
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Numero do processo: 10209.000667/00-94
Data da sessão: Mon May 19 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Mon May 19 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 301-01.957
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto do relator. 0 Conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda, declarou-se impedido.
Nome do relator: LUIZ ROBERTO DOMINGO
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RESOLVEM os Membros da Primeira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto do relator. 0 Conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda, declarou-se impedido. LUIZ ROBERTO DOMINGO Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros José Luiz Novo Rossari, Valdete Aparecida Marinheiro, Susy Gomes Hoffmann, José Fernandes do Nascimento (Suplente) e Maria Regina Godinho de Carvalho (Suplente). Ausentes os Conselheiros Joao Luiz Fregonazzi e Irene Souza da Trindade Torres. Processo n.° 10209.000667/00-94 Resolução n.° 301-1.957 CC03/COI Fls. III RELATÓRIO Trata-se de Embargos de Declaração que propugna pela apreciação de alegada contradição entre o conteúdo dos argumentos expostos no voto condutor do Acórdão Embargado e a decisão final da Camara, haja vista que a relatoria confirma que não há dúvida acerca da origem da mercadoria e ao mesmo tempo nega o regime de redução tarifária em razão da origem. Considerando a explicita proposta de efeitos infringentes no julgamento dos Embargos, a Embargante requer seja intimada a Procuradoria da Fazenda Nacional para que, querendo, se manifeste acerca dos embargos. o relatório. 2 Processo n.° 10209.000667/00-94 ResolucAo n.° 301-1.957 CC03/C01 Fls. 112 VOTO Conselheiro Luiz Roberto Domingo, Relator Como visto, o simples fato de a apreciação do pedido conformado nos embargos de declaração possibilitar o caráter infringente, justificaria a intimação da Fazenda Nacional para que se manifeste acerca das alegaçaes trazidas. Outrossim, é importante ressaltar que o presente feito tem estreita relação de causa e efeito com o Processo Administrativo Fiscal n°. 10209.000558/2002-82, sendo que neste processo (10209.000667/00-94) a Contribuinte, ora Embargante, requerera a restituição de Imposto de Importação em face de erro na apuração da base de calculo — já reconhecida pelo Fisco — e naquele o Fisco lançou a diferença entre o crédito objeto do pedido de restituição e o crédito tributário decorrente da desclassificação do regime de preferência tarifária. Deste modo, não há como analisar um processo sem que outro esteja nele juntado. Observando o andamento do Processo Administrativo Fiscal n°. 10209.000558/2002- 82, no sitio dos Conselhos de Contribuintes, verifico que esse se encontra à disposição da DD. Procuradoria da Fazenda Nacional para vistas do Acórdão n". 301-34086, de 17/10/2007, que proveu parcialmente o Recurso Voluntário para exclusão das penalidades lançadas. De outro lado, trago A baila a Portaria SRF n°. 6.129, vigente A época do julgamento: "Portaria SRF n°6.129, de 2 de dezembro de 2005 DOU de 6.12.2005 Dispõe sobre formalize -10o de processos relativos a tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal.Revogada pela Portaria RFB n" 666, de 24 de abril de 2008. O SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL, no uso das atribuições que lhe conferem os incisos III e IV do art. 230 do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal aprovado pela Portaria MF n" 30, de 25 de fevereiro de 2005, e tendo em vista o disposto no art. 9', ,§" I° do Decreto n" 70.235, de 6 de março de 1972, com a redação do art. 113 da Lei n" 11.196, de 21 de novembro de 2005, no art. 74 da Lei n" 9.430, de 27 de dezembro de 1996, e no art. 18 da Lei n" 10.833, de 30 de dezembro de 2003, resolve: Art. l° Serão objeto de um único processo administrativo: I - as exigências de crédito tributário do mesmo sujeito passivo, formalizadas com base nos mesmos elementos de prova, referentes: 3 Processo n.° 10209.000667/00-94 ResoluOlo n.° 301 - 1.957 a) ao Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e aos lançamentos dele decorrentes relativos a Contribuição Social sobre o Lucro Liquido (CSLL), ao Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), à Contribuição para o PIS/Pasep ou Contribuição para o Financiamento a Seguridade Social (Cofins); b) a Contribuição para o PIS/Pasep e Cofins, que não sejam decorrentes do IRPJ; c) ao IRPJ e à CSLL; ou d) ao Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (Simples); II - à exclusão do Simples, à suspensão de imunidade ou de isenção ou à não-homologação de compensação e o lançamento de oficio de crédito tributário delas decorrentes; III - aos Pedidos de Restituição ou de Ressarcimento e as Declarações de Compensação (Dcomp) que tenham por base o mesmo crédito, ainda que apresentados em datas distintas; IV - às multas isoladas aplicadas em decorrência de compensação considerada não declarada. I" 0 disposto no inciso I aplica-se inclusive na hipótese de inexistência de crédito tributário relativo a um ou mais tributos. ,s';' 2" Também deverão constar do processo administrativo a que se referem os incisos I e II as exigências relativas a aplicação de penalidade isolada em decorrência de mesma ação fiscal. ,5Ç 3" Sendo apresentadas pelo sujeito passivo manifestação de inconformidade e impugnação, as peças serão juntadas ao processo de que trata o inciso 6S` 4' As DComp baseadas em crédito constante de pedido de restituição ou ressarcimento indeferido ou em compensação não homologada pela autoridade competente da SRF, apresentadas após o indeferimento ou não-homologação, serão objeto de processos distintos daquele em que foi prolatada a decisão. Art. 2" Os processos em andamento, que não tenham sido fbrmalizados de acordo com o disposto no art. 1", serão juntados por anexação na unidade da SRF em que se encontrem. Art. 3' Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. JORGE ANTONIO DEHER RA CHID" CC03/C01 Fls. 113 4 Sala das Sessões, em 19 08 47, Processo n.° 10209.000667/00-94 Resoluçio n.° 301-1.957 CC03/C0 1 Fls. 114 Portanto, para apreciação dos Embargos de Declaração opostos, entendo ser imperativa a conversão do julgamento em diligencia para: (i) que seja juntado a estes autos o Processo Administrativo Fiscal n°. 10209.000558/2002-82, para que sejam apreciados conjuntamente, e, aproveitando o ensejo, (ii) seja intimada a Fazenda Nacional para manifestar-se acerca dos Embargos de Declaração no prazo de 05 (cinco) dias. LUIZ ROBERTO DOMINGO - Relator 5
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Numero do processo: 13639.000305/2008-22
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 30 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Nov 30 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2004
RENDIMENTOS ALUGUÉIS. IMÓVEL EM CONDOMÍNIO. ERRO NA DIRF.
Comprovado que os valores informados em DIRF para o CPF do sujeito passivo referem-se ao imóvel havido em condomínio, objeto da locação, sem considerar a participação de cada um dos condôminos, deve ser retificado o lançamento, respeitando-se a fração ideal que cabe ao interessado, para fins de cálculo dos rendimentos omitidos e correspondente retenção na fonte.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2801-002.071
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, rejeitar a
preliminar de realização de diligência suscitada pelo Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães que ficou vencido e, no mérito, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso.
Nome do relator: AMARYLLES RELNALDI E HENRIQUES RESENDE
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IMÓVEL EM CONDOMÍNIO. ERRO NA DIRF. Comprovado que os valores informados em DIRF para o CPF do sujeito passivo referemse ao imóvel havido em condomínio, objeto da locação, sem considerar a participação de cada um dos condôminos, deve ser retificado o lançamento, respeitandose a fração ideal que cabe ao interessado, para fins de cálculo dos rendimentos omitidos e correspondente retenção na fonte. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, rejeitar a preliminar de realização de diligência suscitada pelo Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães que ficou vencido e, no mérito, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Luiz Cláudio Farina Ventrilho e Carlos César Quadros Pierre. Fl. 67DF CARF MF Impresso em 08/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 14/12/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13639.000305/200822 Acórdão n.º 2801002.071 S2TE01 Fl. 55 2 Relatório AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi expedida a Notificação de Lançamento de fls. 08 a 10, referente a Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2004, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de R$9.680,46, acrescido de multa de ofício e juros de mora. A autuação decorreu de confronto entre as informações declaradas pelo contribuinte e as prestadas por suas fontes pagadoras mediante Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte DIRF, tendo sido verificada a omissão de rendimentos de aluguéis ou royalties no valor de RS59.236,95, recebido do Instituto Nacional do Seguro Social — INSS. Destacou a autoridade lançadora que foi compensado o IRRF correspondente (R$ 94,71). IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou a impugnação (fls. 01 a 04), acatada como tempestiva. Alegou, consoante relatório do acórdão de primeira instância (fls. 38verso): 1 Os rendimentos tidos como omitidos são provenientes da locação de imóvel, possuído em condomínio, ao INSS, do qual sua esposa. Rosane Villela Pedras Filgueiras, detinha 20%; 2 Apenas como procuradores dos locadores, assinaram o contrato de locação o impugnante e sua esposa. sendo que esta também é locadora; 3 O INSS, por facilidade, depositava na conta do impugnante o valor do aluguel e este redistribuía aos demais locadores, na proporção de seus quinhões; 4 A disponibilidade econômica auferida pelo contribuinte é de apenas 10% do valor do aluguel, já que entregou DIRPF/2004 em separado; 5 “Não se argumente que a fonte pagadora indicou apenas um CPF. O erro da fonte pagadora não tem o condão de criar a responsabilidade pelo tributo a um dos condôminos, mesmo que o valor seja depositado na conta de um dos locadores, para facilitar ao locatário. O fato gerador independe da vontade ou informação das partes”: 6 Ainda que se adicione o montante de R$5.923,69 à declaração do interessado, este continuará isento de tributação, consoante o Demonstrativo de Apuração do Imposto Devido constante da notificação. ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Fl. 68DF CARF MF Impresso em 08/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 14/12/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13639.000305/200822 Acórdão n.º 2801002.071 S2TE01 Fl. 56 3 A 4ª Turma DRJ/Juiz de Fora/MG, conforme Acórdão de fls. 38 e 39, julgou a impugnação improcedente, mantendo o lançamento. Ponderou que (...) nenhum dos documentos apresentados é capaz de invalidar as informações prestadas em DIRF pelo INSS, que apontam o contribuinte como beneficiário de rendimentos de aluguéis, na monta de R$ 59.236,95, com IRRF de R$ 94,71, para o ano calendário 2003 (f1. 36). RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado da decisão de primeira instância em 05/11/2010 (fls. 43), o contribuinte, por intermédio de representante (Procuração às fls. 50) apresentou, em 04/12/2010, o Recurso de fls. 44 a 48, reafirmando, em apertada síntese, que apenas 10% dos rendimentos percebidos em decorrência da locação do imóvel lhe pertenciam. Pondera que até a data do recurso em questão, a propriedade do imóvel que fora alugado ao INSS até 2004, continuava pertencendo a um condomínio, cabendo ao contribuinte e sua esposa o usufruto vitalício de 1/5 do imóvel, ou seja, de 20% do mesmo. O recurso voluntário encontrase instruído com os documentos de fls. 49 a 52, a saber, cópias de documento de identidade da procuradora, instrumento de procuração e de Certidão do Registro de Imóveis da Cidade de Além Paraíba, MG, datada de 11/11/2010, referente ao imóvel situado à rua Jose Mercadante, n° 366, Além Paraíba, MG. O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até as fls. 53, que também trata do envio dos autos a este Conselho. É o Relatório. Voto Conselheira Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. No caso, o contribuinte foi autuado por omissão de rendimentos recebidos da fonte pagadora INSS a título de aluguéis. Assim, desde a impugnação, alega que a referida fonte teria se equivocado ao declarar o CPF do contribuinte como sendo o beneficiário do montante dos aluguéis pagos em decorrência da locação de um imóvel situado à R. José Mercadante, n° 366, Bairro Porto Velho, Além ParaibaMG. Pondera que ele e sua esposa sempre eram proprietários de tãosomente 20% do imóvel. Isso posto, considerando que fizeram a opção por declaração em separado, em sua declaração de rendimentos só teriam sido omitidos R$5.923,69. De fato, o contrato de locação apresentado (fls. 11 a 15), não obstante firmado em 1996, consigna que a esposa do interessado é proprietária de apenas 20% do imóvel. Em igual sentido, a Certidão de Registro de Imóveis de fls. 51 e 52, emitida em 2010, demonstra que o interessado e sua esposa, em 17/12/2004, doaram sua fração do referido Fl. 69DF CARF MF Impresso em 08/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 14/12/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13639.000305/200822 Acórdão n.º 2801002.071 S2TE01 Fl. 57 4 imóvel (20%) a Patrícia Villela Pedras Penhalver e Carlos André Villela Filgueiras, com cláusula de ususfruto vitalício em favor dos doadores. Portanto, os documentos que constam dos autos militam a favor do argumento do contribuinte. Ademais, a retenção na fonte declarada pelo INSS (Dirf de fls. 36) seria totalmente incompatível com o montante dos rendimentos tributáveis ali informados, caso o contribuinte fosse o único beneficiário dos referidos rendimentos. Nessa hipótese, a retenção que deveria ocorrer seria muito superior àquela informada na DIRF. Por outro lado, se os rendimentos ali informados correspondem à totalidade dos aluguéis pagos pela locação do imóvel, por certo tais rendimentos foram divididos entre os diversos proprietários, respeitada a participação de cada um, de forma que os proprietários com participação igual ou inferior a 10% do imóvel não teriam sofrido retenção na fonte. Isso justificaria a retenção tão pequena informada (R$94,71) para o volume dos rendimentos tributáveis (R$59.236,95). Quer dizer, do exame dos documentos que foram trazidos aos autos, por ambas as partes, formase a convicção de que a Dirf apresentada pelo INSS referese aos aluguéis pagos pela locação do imóvel, sem ter discriminado por CPF os valores devidos a cada um dos locadores. Sendo assim, deve ser acatado o pleito do contribuinte de tributar em seu CPF tãosomente a quantia de R$5.923,69. Tal omissão, somada aos rendimentos tributáveis declarados (R$4.170,60), não atinge o mínimo tributável no ajuste anual para o anocalendário em exame (R$12.696,00). Diante do exposto, voto por dar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Fl. 70DF CARF MF Impresso em 08/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 14/12/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL
score : 1.0
Numero do processo: 10860.002256/2008-41
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 30 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Nov 30 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005
RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. DEPENDENTES. TRIBUTAÇÃO.
Os rendimentos tributáveis percebidos pelos dependentes devem ser somados aos rendimentos do contribuinte para efeito de tributação na Declaração de Ajuste Anual.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2801-002.106
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: AMARYLLES RELNALDI E HENRIQUES RESENDE
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. DEPENDENTES. TRIBUTAÇÃO. Os rendimentos tributáveis percebidos pelos dependentes devem ser somados aos rendimentos do contribuinte para efeito de tributação na Declaração de Ajuste Anual. Recurso Voluntário Negado
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DEPENDENTES. TRIBUTAÇÃO. Os rendimentos tributáveis percebidos pelos dependentes devem ser somados aos rendimentos do contribuinte para efeito de tributação na Declaração de Ajuste Anual. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Luiz Cláudio Farina Ventrilho e Carlos César Quadros Pierre. Relatório AUTUAÇÃO Fl. 54DF CARF MF Impresso em 08/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 14/12/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10860.002256/200841 Acórdão n.º 2801002.106 S2TE01 Fl. 50 2 Contra o contribuinte acima identificado foi expedida a Notificação de Lançamento de fls. 07 a 09, referente a Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2005, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de R$1.478,88, acrescido de multa de ofício e juros de mora. A autuação foi assim resumida no relatório do acórdão de primeira instância (fls. 31): De acordo com o contido na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, fl. 08, foi constatada pela autoridade fiscal a Omissão de Rendimentos Recebidos de Pessoas Jurídicas no valor de R$ 11.833,00, pago à dependente do notificado, Dinalva Dias da Costa da Silva, CPF 271.669.338 28, pela empresa Autoliv do Brasil Ltda, CNPJ 01.340.384/0001 54. IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou impugnação (fls. 01 a 05), acatada como tempestiva. Alegou, consoante relatório do acórdão de primeira instância (fls. 31): (...) por desconhecimento não incluiu o rendimento da esposa em sua declaração, pois a mesma apresentava declaração de isento. Aduz o Impugnante que ao informála como dependente buscou unicamente a sua inclusão em plano de saúde e que por impossibilidade financeira não tem como arcar com o injusto imposto que recaiu sobre a sua responsabilidade, por total despreparo, e mais, sem qualquer vantagem financeira tributária com a inclusão da companheira no rol de dependentes, conforme demonstra. Argumenta o 1mpugnante que todo esse procedimento poderia ter sido evitado com a existência de saúde pública digna. que é obrigação do Estado e previsto na Constituição Federal, mas, diante da ausência governamental que assegure um pronto e seguro atendimento nos hospitais e clinicas, empurram os contribuintes a utilizar pianos de saúde, e por exigências deles, fazer a inclusão indevida de dependentes. ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A 8ª Turma da DRJ São Paulo II/SP, conforme Acórdão de fls. 30 a 34, julgou improcedente a impugnação, mantendo o lançamento. RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado da decisão de primeira instância em 14/07/2010 (fls. 37verso), o contribuinte, por intermédio de representante (Procuração às fls. 44), apresentou, em 12/08/2010, o Recurso de fls. 38 a 43, argumentando, em síntese, que ratifica todos os argumentos da impugnação. Pondera que se excluída a dependente, ainda assim o interessado permanece na faixa de isenção tributária. De sorte que não houve vantagem financeira na Fl. 55DF CARF MF Impresso em 08/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 14/12/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10860.002256/200841 Acórdão n.º 2801002.106 S2TE01 Fl. 51 3 inclusão da esposa como dependente na declaração de ajuste anual do contribuinte. Assim, considerando ainda que o interessado não agiu de máfé, pede que a declaração seja retificada para excluir a dependente de sua declaração de ajuste anual. O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até as fls. 48, que também trata do envio dos autos a este Conselho. É o Relatório. Voto Conselheira Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Relatora. No caso, o interessado optou por incluir Dinalva Dias da Costa da Silva, CPF 271.669.33828, como dependente em sua Declaração de Ajuste Anual do exercício 2005. A autoridade lançadora, ao constatar e existência de DIRF para este CPF e que tais rendimentos não foram incluídos na declaração do interessado, promoveu o lançamento de ofício. Ao ser cientificado da autuação, o contribuinte protesta para que seja promovida de ofício a retificação da declaração apresentada, sob argumento de que não teria tido vantagem financeira com a inclusão da referida dependente, só o tendo feito porque a incluiu como dependente no Plano de Saúde e desconhecia a obrigatoriedade de declarar os rendimentos por ela percebidos. Ocorre que a legislação de regência faculta a inclusão do cônjuge como dependente. Confirase o disposto no art. 35 da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995 (com os grifos acrescidos): Art. 35. Para efeito do disposto nos arts. 4º, inciso III, e 8º, inciso II, alínea "c", poderão ser considerados como dependentes: I o cônjuge; II o companheiro ou a companheira, desde que haja vida em comum por mais de cinco anos, ou por período menor se da união resultou filho; Portanto, a opção pela inclusão do cônjuge como dependente pertencia ao contribuinte que, ao exercêla, ficou obrigado a oferecer à tributação os rendimentos percebidos pela dependente. Assim, verificase que o lançamento se fez em consonância com a declaração apresentada pelo contribuinte, não sendo caso de retificação de ofício da declaração para excluir o dependente espontaneamente declarado pelo interessado. Dessa forma, ratificase, integralmente, o julgado de primeira instância. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Fl. 56DF CARF MF Impresso em 08/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 14/12/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10860.002256/200841 Acórdão n.º 2801002.106 S2TE01 Fl. 52 4 Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Fl. 57DF CARF MF Impresso em 08/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 14/12/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL
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Numero do processo: 10725.000070/2007-21
Data da sessão: Thu Jun 25 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Jun 25 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2002
OMISSÃO DE RENDIMENTOS SUJEITOS AO AJUSTE ANUAL - AUSÊNCIA DE
RETENÇÃO - RESPONSABILIDADE DO BENEFICIÁRIO - Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legítima a constituição do credito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção (Súmula n° 12, do Primeiro Conselho de Contribuintes).
RESGATE DE CONTRIBUIÇÕES A ENTIDADES DE PREVIDÊNCIA PRIVADA - NÃO
TRIBUTAÇÃO - COMPROVAÇÃO - Somente se exclui da tributação o resgate de contribuições a entidades de previdência privada, recebido por ocasião do desligamento do plano de benefícios, comprovadamente correspondente às parcelas de contribuições efetuadas no período de 01/01/1989 a 31/12/1995, cujo ônus tenha sido do contribuinte.
Preliminar rejeitada.
Recurso negado.
Numero da decisão: 3804-000.109
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos,
REJEITAR a preliminar de ilegitimidade passiva argüida pelo Recorrente e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2002 OMISSÃO DE RENDIMENTOS SUJEITOS AO AJUSTE ANUAL - AUSÊNCIA DE RETENÇÃO - RESPONSABILIDADE DO BENEFICIÁRIO - Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legítima a constituição do credito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção (Súmula n° 12, do Primeiro Conselho de Contribuintes). RESGATE DE CONTRIBUIÇÕES A ENTIDADES DE PREVIDÊNCIA PRIVADA - NÃO TRIBUTAÇÃO - COMPROVAÇÃO - Somente se exclui da tributação o resgate de contribuições a entidades de previdência privada, recebido por ocasião do desligamento do plano de benefícios, comprovadamente correspondente às parcelas de contribuições efetuadas no período de 01/01/1989 a 31/12/1995, cujo ônus tenha sido do contribuinte. Preliminar rejeitada. Recurso negado.
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RESGATE DE CONTRIBUIÇÕES A ENTIDADES DE PREVIDÊNCIA PRIVADA - NÃO TRIBUTAÇÃO - COMPROVAÇÃO - Somente se exclui da tributação o resgate de contribuições a entidades de previdência privada, recebido por ocasião do desligamento do plano de bone-Rios, comprovadamente correspondente às parcelas de contribuições efetuadas no período de 01/01/1989 a 31/12/1995, cujo ônus tenha sido do contribuinte. Preliminar rejeitada. Recurso negado. Vistes, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, REJEITAR a preliminar de ilegitimidade passiva argüida pelo Recorrente e, no mente. NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. M/17, 27 '7 e NE ONtiffIGNIANN - Presidente 1 AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE - Relatara EDITADO EM: 1 2 PIAR 2010 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Marcelo Magalhães Peixoto, Júlio Cezar da Fonseca Fintado e Nelson Mallmann (Presidente). •Relatório AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração de fls. 91 a 98, referente . a Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2002, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de R59.341,46, acrescido de multa de oficio e juros de mora. A autuação foi aSsim resumida no relatório do acórdão de primeira instância (fls. 109): "O crédito tributário e decorrente da revisão da declaração de ajuste anual do(a) interessado(a) relativa ao exercício de 2002, ano-calendário 2001, conforme se verifica às fis. 93 dos autos, de modo a caracterizar a infração 'Omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica, decorrentes de trabalho com vinculo empregaticio, no valor de £5 19.031,24. Os rendimentos recebidos_ em-decorrência-da-reclamação- trabalhista—Kr nl 492/89, da Primeira Vara de Trabalho de Campos dos Goitacazes, com a denominação "Indenização Brasileiros", declarados pelo contribuinte como isentos/não tributáveis, foram considerados de natureza tributável' e 'Dedução Indevida de imposto de renda retido na fonte (R57.878,63), correspondente à diferença entre o valor do imposto de renda efetivamente retido na fonte no processo n° 786/91 da 1° Vara de trabalho de Campos dos Goytacazes (R$28.422,94) e o valor declarado pelo contribuinte (12$36.301,06)'". IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou a impugnação (fls. 01 a 07), acatada como tempestiva. Alegou, consoante relatório do acórdão de primeira instância • (fls. 109 e 110): 2 Processo 91 I 0725.00007012007-2 I 53-TE04 Acórdão n.° 3804-00.109 Fl. 2 "3.1-tratando-se de imposto de renda retido na fonte, deveriam ter sido observadas as normas contidas no art. 842 do Decreto n°3000 de 26/03/1999, no art. 28 da Lei n°2.862 de 04/09/1956 e no art. 19 da Lei n° 3.470 de 28/11/1958, de modo que o(a) impugnante não foi notificado apenas para prestar esclarecimentos, mas sim cobrado por recolhimento de tributo acrescido de multa, fugindo, assim, do que determina a lei; 3.2-a verba declarada como "Indenização Brasileiros" refere-se tão somente ao resgate das contribuições pagas pelo impugnante ao seu empregador, na época, a CDU, que é a gestora da Fundação CFR' de Seguridade Social — Brasiletros, empresa de previdência privada responsável pela administração dos fundos a ela confiados pelo trabalhador da CERJ, hoje AMPLA, para uma futura complementação de aposentadoria; 3.3-por ocasião do acordo nos autos(da -reclamação trabalhista RT n o 492/89, a AMPLA foi a única responsável pelos cálculos efetuados no processo, os quais teriam sido homologados pelo Juiz Trabalhista, quando da homologação do cálculo e do acordo firmado entre as partes; 3.4-que até a presente data pensava que o imposto de renda retido na fonte tinha sido regularmente recolhido pela CERJ (AMPLA), com recolhimento comprovado nos autos do processo em referência, conforme determinação judicial, de modo que não tinha conhecimento de qualquer irregularidade; 3.5-que a responsabilidade pelo recolhimento na fonte é único e exclusivo da jbnte pagadora, no caso em tela a AMPLA (CERJ), ex-empregadora do(a) impugnante. Cita artigos do CTN e ato da COSIT para atribuir a responsabilidade pelo não recolhimento da antecipação e do imposto definitivo a fonte pagadora; 3.6-que a verba recebida a titulo de "Indenização Brasileiros" refere-se a resgate das contribuições pagas à Fundação CERJ de Seguridade Social — Brasiletros. Cita instrução normativa da SRE datada de 06102/2001, para justificar que a verba em rejérência está isenta de tributação; 3.7-que todas as demais verbas estão sujeitas ao desconto na 'brite e, sendo assim, deve ser feito, exclusivamente, pela fonte pagadora. Afirma que o imposto de renda cobrado no auto de infração trata de recolhimento diretamente na fonte e que, assim, não pode ser responsabilizado por uma conduta irregular da empresa reclamada. Cita o Decreto-lei n° 5.844/43 e a IN n°15 de 06/02/2001 para corroborar o seu entendimento; 3.8-que a ação fiscal deve ser julgada improcedente, uma vez que somente a AMPLA (CERJ) deverá ser responsabilizada e arcar com as penalidades previstas na lei por atos que porventura possam ser apurados como irregulares." ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA ir 3 _ • A DRJ-Rio de Janeiro/RI II julgou procedente o lançamento. Os fundamentos da decisão de primeira instância estão consubstanciados nas seguintes ementas: "ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2002 IR)?? e IR)'? NO AJUSTE ANUAL. RESPONSABILIDADE DA FONTE PAGADORA E DO CONTRIBUINTE. Quando a incidência na fonte tiver a natureza de antecipação do imposto a ser apurado pelo contribuinte, a responsabilidade da fonte pagadora pela retenção e recolhimento do imposto extingue-se, no das° de pessoa física, no prazo fixado para a entrega da declaração de ajuste anual. RESGATE DE PARCELAS PAGAS A ENTIDADE DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. COMPROVAÇÃO. Uma vez não comprovado pelo(a) interessado(a) que os rendimentos recebidos sob o titulo "Indenização Brasileiros" se tratam de resgate de parcelas de contribuições efetuadas pelo(a) beneficiário(a) a entidades de previdência privada no período de 01/01/89 a 31/12)95, os mesmos devem ser submetidos à tributação. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considera-se não-impugnada a parte do lançamento que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. Lançamento Procedente" RECURSO AO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Cientificado da decisão de primeira instância em 13/07/2007 (fls. 118), o contribuinte apresentou, em 26/07/2007, o Recurso de fls. 119 a 123, argumentando, em síntese, que: • • Não pode ser responsabilizado pelo imposto de renda retido na fonte, pois, ao celebrar acordo judicial nos autos do processo trabalhista movido_contran-CERJe hoje-AmplaTconfiou que os-descontoçprei7istos em lei seriam respeitados. Assim, não se preocupou em rever cálculos e preencheu sua declaração de ajuste anual com base nas informações prestadas por sua ex-empregadora. • A autoridade julgadora de primeira instância confundiu-se ao querer tecer limites para a celebração de acordos judiciais. • É totalmente legal e possível que o ex-empregador ofereça a devolução de contribuições efetuadas pelo empregado à previdência privada, exigindo, em contrapartida, o desligamento do programa. • Também é equivocado o argumento de que o contribuinte tem a responsabilidade de provar, nestes autos, que os valores recebidos (indenização Brasiletros) estariam isentos dos descontos fiscais. Se alguém deveria prestar tais esclarecimentos, deveria ser a ex- empregadora. 4 • Processo n 10725.000070/2007-21 53-1E04 Acórdão ri.° 3804-00.109 Fl. 3 • Jamais furtou-se a declarar seus rendimentos, entretanto, entende que as verbas recebidas a título de previdência privada são isentas. • No caso, a retenção do imposto na fonte não representa mera antecipação, eis que o juiz se incumbe de se certificar que o imposto seja efetivamente descontado da verba recebida pelo trabalhador. • Não pode ser acusado de sonegação, pois não é o responsável pelo recolhimento do tributo, não lhe competindo, e a nenhum contribuinte, atuar como fiscal da Receita Federal. O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até as fls. 125, que também trata do envio dos autos ao então Conselho de Contribuintes. É o Relatório. • • 5 Voto Conselheira AM_ARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE, Relatora Há uma questão preliminar a ser examinada, a saber, a ilegitimidade passiva. Alega o contribuinte, em síntese, que a fonte pagadora é a única que poderia ser responsabilizada, na hipótese de haver alguma incorreção no tocante ao imposto de renda retido na fonte. Sobre tal ponto, desnecessário tecer maiores comentários, eis que a matéria já havia sido sumulada pelo então Primeiro Conselho de Contribuintes. Confira-se: "Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legitima a constituição do . crédito tributário na pessoa fisica do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção" (Súmula M 12, do Primeiro Conselho de Contribuintes). Rejeito, portanto, a preliminar. No tocante ao mérito, a discussão centra-se na natureza da "indenização Brasilctros". Entende o contribuinte que seria rendimento isentos, eis que referente a devolução de contribuições efetuadas por ele, empregado, à entidade de previdência privada (Fundação CEAI de Seguridade Social — Brasiletros). Entretanto, como bem destacado no acórdão recorrido, "(...) através de análise ao Acordo firmado entre as partes üfls. «FLS_DO ACORDO»), as quais transacionaram com vistas ao encerramento do litígio, verifica-se, no item 8 (fls. oFIS ITEM8 ACORDO»), que os pagamentos efetuados correspondem a diferença de salárics de_ fevereiro/89 —a setemboo/897claia-base), a diferenças de FGTS e a indenização decorrente da transação onerosa e litigiosa, pela qual os substituídos, devidamente indenizados, renunciam e dão quitação a quaisquer efeitos de recalculo de complementação da aposentadoria ou pensão da Brasileiros, no tocante às difèrenças salariais relativas à URP de fevereiro de 1989 a que se refere o Acordo. 9 Assim, apesar de o(a) contribuinte afirmar que o valor recebido a titulo de "Indenização Brasileiros" refere-se a resgate de contribuições para a previdência privada, nada nos autos corrobora para tal assertiva, de modo que o valor correspondente não foi recebido da Fundação CERJ de Seguridade Social, mas sim da própria CERI como forma de desistência e renúncia a possíveis pleitos relativos a reeálcule aposentadorias ou pensões, no que concerne às diferenças 6 _ Processo n° 10725.00007072007-21 53-TE04 Ascárdáo n.° 3E04-00.109 Fl. 4 salariais relativas à URI° de fevereiro de 1989, tratada no Acordo. 10 Assim, o item 8 do Acordo é claro e permite esclarecer que as verbas recebidas sob o título 'Indenização Brasileiros" não se referem à resgate de contribuições para a previdência privada. Ressalte-se, ainda, que não foi juntado pelo(a) interessado(a) qualquer documento que viesse a corroborar a sua afirmação. Tampouco restou evidenciado que o(a) contribuinte, quando do Acordo firmado entre as partes, desligou-se da CERJ de forma a justificar qualquer devolução/resgate das parcelas pagas à Fundação CDU de Seguridade Social. 1lAssim sendo, caberia ao(a) Contribuinte a comprovação de que a parcela recebida em decorrência da reclamação trabalhista RT n° 492/89, com a denominação "Indenização Brasileiros", seria de natureza isenki e não tributável:conforme - — — - — lançado em sua declaração de rendimentos." Não se trata de colocar limites ao poder de transacionar do contribuinte e seu empregador, no entanto, esse poder não pode gerar benefícios tributários a quem não preencha rigorosamente as condições estabelecidas na legislação, como se observa no caso. Nos autos, não restou comprovado que a parcela que o contábuinte pretende excluir da tributação seja aquela referida no inciso XXXVIII, do art. 39, do Decreto 3.000, de 1999, a seguir transcrito: Art. 39- Não entrarão no cômputo do rendimento bruto: XXXVIII - o valor do resgate de contribuições de previdência privada, cujo ônus tenha sido da pessoa física, recebido por ocasião de seu desligamento do plano de benefícios da entidade, que corresponder às parcelas de contribuições efetuadas no período de I° de janeiro de 1989 a 31 de dezembro de 1995 (Medida Provisória n°1.749-31, de 14 de dezembro de 1998, art. 69; (grifos acrescidos). Sendo assim, há que se considerar que o art. 33, da Lei n° 9.250, de 1995, determina: Art. 33. Sujeitam-se à incidência do imposto de renda na fonte e na declaração de ajuste anual os benejkios recebidos de entidade de previdência privada, bem como as importâncias correspondentes ao resgate de contribuições. (grifo acrescido). Ante a legislação acima transcrita, na ausência de prova hábil em contrário trazida aos autos pelo contribuinte, os rendimentos recebidos são tributáveis e o acórdão recorrido não merece nenhum reparo. Diante do exposto, voto por NEGAR provimento ao recurso. AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE a
score : 1.0
Numero do processo: 13602.000132/2004-36
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Jan 20 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Jan 20 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2002
PRESCRIÇÃO. ARTIGO 174 DO CTN.
Não se aplica o disposto no artigo 174 do Código Tributário Nacional no decorrer do processo administrativo fiscal de lançamento, posto não se tratar de ação judicial de cobrança, e não haver ainda a constituição definitiva do crédito tributário.
Súmula CARF n° 11: Não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.191
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: CARLOS CESAR QUADROS PIERRE
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ARTIGO 174 DO CTN. Não se aplica o disposto no artigo 174 do Código Tributário Nacional no decorrer do processo administrativo fiscal de lançamento, posto não se tratar de ação judicial de cobrança, e não haver ainda a constituição definitiva do crédito tributário. Súmula CARF n° 11: Não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antônio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Walter Reinaldo Falcão Lima, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Tânia Mara Paschoalin e Carlos César Quadros Pierre. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Fl. 60DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 27/ 01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 13602.000132/200436 Acórdão n.º 280102.191 S2TE01 Fl. 55 2 Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, 5ª Turma da DRJ/BHE (Fls. 43), na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: Contra Pedro Francisco Alves, CPF 581.637.78849, foi lavrado o Auto de infração de fls. 02 a 05, relativo ao Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2002, anocalendário 2001, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de R$6.827,13, acrescido de multa de oficio e juros de mora calculados até abril de 2004. Conforme consta do Auto de Infração, o lançamento reportase aos dados informados na declaração de ajuste anual do interessado, fls. 28 a 30, entre os quais foram alterados os seguintes valores: rendimentos tributáveis (RT) recebidos de pessoas jurídicas de R$ 20.261,92 para R$ 53.272,07 e imposto de renda retido na fonte (IRRF) de R$ 170,59 para R$ 670,37. As alterações foram procedidas em virtude da inclusão dos valores constantes das Declarações de Imposto de Renda Retido na Fonte (Dirf) apresentadas pelas fontes pagadoras Instituto Nacional do Seguro Social — INSS, CNPJ., 29.979.036/000140 (RT de R$ 12.156,90 e IRRF de R$ 203,46) e Departamento Municipal de Saúde e Assistência Social — Fundo Municipal de Saúde de Ouro Branco/MG, CNPJ 00.998.2011000120 (RT de R$ 20.853,25 e I IRRF de R$ 296,32), fls. 41 e 42. Cientificado em 04/05/2004 (Aviso de Recebimento, AR à fl. 34), em 02/06/2004, o contribuinte apresenta a impugnação de fl. 01, instruída com os documentos de fls. 06 a 26, argumentando, em síntese, que, por falta de conhecimento e orientação, não foi informado de acordo com a lei que regulamenta o IRPF. Informa que os rendimentos recebidos do Fundo Municipal de Saúde de Ouro Branco decorrem da prestação de serviços de transportes, consoante contrato que apresenta. Pondera que a assinatura do mencionado contrato lhe causou transtornos e endividamento. Por todo o exposto, solicita revisão do lançamento. Passo adiante, a 5ª Turma da DRJ/BHE entendeu por bem julgar o lançamento procedente, em decisão que restou assim ementada: RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. RETENÇÃO NA FONTE. COMPENSAÇÃO. Confirmado o efetivo rendimento tributável auferido , pelo contribuinte e seu respectivo imposto retido, ratificase o lançamento com base na documentação constante dos autos. Cientificado em 22/01/2008 (Fls. 48 verso), o Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 14/02/2008 (fls. 49), afirmando em síntese que: Fl. 61DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 27/ 01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 13602.000132/200436 Acórdão n.º 280102.191 S2TE01 Fl. 56 3 O lançamento feito ao recorrente através do auto de infração não pode prosperar, pois, encontrase prescrito, um uma vez que referese a rendimento do exercício de 2002, ou seja: O art. 174 do CTN diz que prescreve em cinco anos a dívida não executada a partir de sua inscrição, ou seja, já se passaram mais de cinco anos e a mesma não foi executada. É o Relatório. Voto Conselheiro Carlos César Quadros Pierre, Relator. Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. Segundo se verifica nos autos, em seu recurso o recorrente não contesta a omissão de rendimentos, limitandose a alegar que o auto não pode prosperar em razão da prescrição do crédito tributário, na forma do artigo 174 do Código Tributário Nacional, Deste modo, o recurso será analisado apenas sob o aspecto da existência, ou não da prescrição do crédito tributário. Em primeiro plano, cabe analisar o caput do mencionado artigo 174; in verbis: Art. 174. A ação para cobrança do crédito tributário prescreve em 05 (cinco) anos contados da data da sua constituição definitiva. Como se observa, desconsiderandose que este dispositivo trata de ação judicial de cobrança, que não é o caso presente, o prazo prescricional começa a ser contado da constituição definitiva do crédito tributário. Ora, a constituição definitiva do crédito tributário só se dará com encerramento do processo administrativo fiscal de lançamento. Realmente, como o lançamento de ofício do crédito tributário foi impugnado pelo contribuinte, deuse início a fase litigiosa do procedimento de lançamento, e não se operou a constituição definitiva do crédito tributário. Assim, no caso presente ainda não houve a constituição definitiva do crédito tributário; não havendo como se aplicar o disposto no artigo 174 do CTN. Ademais, a Súmula CARF n° 11, de aplicação obrigatória pelos Conselheiros, estipula que não há a aplicação de prescrição no decorrer do processo administrativo fiscal de lançamento; in verbis: Fl. 62DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 27/ 01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 13602.000132/200436 Acórdão n.º 280102.191 S2TE01 Fl. 57 4 Súmula CARF n° 11: Não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal. Verificado que não houve a prescrição alegada pelo recorrente, que este foi seu único argumento recursal, não sendo negado a omissão de rendimentos, e que os fundamentos do acórdão recorrido não foram combatidos, é dever manter o lançamento. Ante tudo acima exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Fl. 63DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 27/ 01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE
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Numero do processo: 10640.003860/2008-89
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Sep 30 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri Sep 30 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Exercício: 2004
DESPESAS MÉDICAS. INTERNAÇÃO HOSPITALAR NA RESIDÊNCIA DO BENEFICIÁRIO. DEDUÇÃO. COMPROVAÇÃO.
Não havendo provas de que as despesas médicas são relativas à internação hospitalar na residência do beneficiário, correta a glosa efetuada.
PROVA. APRECIAÇÃO PELO JULGADOR.
Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2801-001.926
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Ausente o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
Nome do relator: WALTER REINALDO FALCÃO LIMA
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INTERNAÇÃO HOSPITALAR NA RESIDÊNCIA DO BENEFICIÁRIO. DEDUÇÃO. COMPROVAÇÃO. Não havendo provas de que as despesas médicas são relativas à internação hospitalar na residência do beneficiário, correta a glosa efetuada. PROVA. APRECIAÇÃO PELO JULGADOR. Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Ausente o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Assinado digitalmente Antônio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antônio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima e Sandro Machado dos Reis. Fl. 146DF CARF MF Emitido em 24/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 06/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 06/10/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 10640.003860/200889 Acórdão n.º 2801001.926 S2TE01 Fl. 135 2 Relatório AUTUAÇÃO Para fins de verificação das deduções com dependentes, despesas médicas e instrução, , relativas à Declaração de Ajuste AnualDAA do Imposto de Renda Pessoa Física do exercício 2004, anocalendário 2003, foi expedido o Termo de Intimação Fiscal de fls. 50, solicitando ao interessado os respectivos comprovantes. Como resposta, o interessado apresentou os esclarecimentos de fls. 51 e os documentos de fls. 52/115. Após a apreciação da documentação apresentada, foi lavrada a Notificação de Lançamento de fls. 04/06, decorrente da glosa de despesas médicas e com instrução, conforme descrição dos fatos de fls. 05, reproduzida a seguir: “Dedução Indevida com Despesa de Instrução Glosa do valor de R$ *********2.846,00, indevidamente deduzido a titulo de Despesas com Instrução, por falta de comprovação, ou por falta de previsão legal para sua dedução. 1 Valor total declarado: R$ 4.844,00. 2 Valor comprovado: R$ 1.998,00 (valor máximo dedutível por dependente), relativo a pagamentos efetuados para Colégio Opção, relativo a instrução do dependente Pedro Henrique. 3 Diferença não comprovada: R$ 2.846,00. Não foram aceitos, por falta de previsão legal, pagamentos efetuados para Congressos Médicos. Dedução indevida de despesas médicas no valor de R$ 8.589,07, relativo aos seguintes pagamentos declarados: 1 UNIMED/JUIZ DE FORA: R$ 1.305,57, correspondente a diferença entre o valor declarado (R$ 2.367,12) e o valor comprovado (R$ 1.061,55). 2 UNIMED/SÃO JOÃO NEPOMUCENO: R$ 2.083,50, correspondente a diferença entre o valor declarado (R$ 5.097,52) e o valor comprovado (R$ 3.014,02). 3 SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE RIO NOVO: R$ 5.200,00. O recibo apresentado pelo contribuinte, referente a empréstimo de material hospitalar não foi aceito para comprovação da dedução pleiteada, tendo em vista que, conforme legislação vigente, as despesas hospitalares devem ser comprovadas através de Nota Fiscal. O uso de materiais hospitalares somente é dedutível se essa despesa integrar a fatura emitida pelo estabelecimento hospitalar.” Foi apurado um imposto suplementar de R$ 3.144,65, acrescido de multa de ofício e juros de mora. Fl. 147DF CARF MF Emitido em 24/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 06/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 06/10/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 10640.003860/200889 Acórdão n.º 2801001.926 S2TE01 Fl. 136 3 IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou a impugnação parcial de fls. 01/02, acatada como tempestiva, juntamente com os documentos de fls. 07/43, alegando, em síntese, conforme relatório do acórdão de primeira instância (fls. 36): “ em relação às despesas próprias com instrução, contesta parte da glosa havida, equivalente ao valor de R$ 560,00 (fl. 34), pago à SAMG, CNPJ 16.580.052/000114, sendo que reconhece, por devida a glosa alusiva à parcela restante de R$ 2.286,00, sendo efetuado o correspondente recolhimento do imposto (DARF, fl. 3); seu filho ficou gravemente ferido em acidente com TCE, vários traumatismos e lesões, havendo necessidade, entre outras despesas, da montagem de uma unidade hospitalar em casa, com diversos aparelhos da Santa Casa de Misericórdia de Rio Novo (fl. 7); em anexo (fl. 35), consta declaração da Provedoria da citada Santa Casa que, por ser filantrópica, está isenta de inscrição estadual, assim como de emitir nota fiscal; no tocante às despesas com as Unimed Juiz de Fora e Unimed e São João Nepomuceno, ocorreram erros provocados por seu contador, contudo o valor total declarado fora efetivamente pago, só que parte daquele declarado àquela Unimed correspondeu a valores destinados ao psicólogo Paulo Sabá Arbache (R$ 3.394,00), conforme documentos colacionados (fls. 8/33 e 36/43).” ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A DRJ/Brasília julgou o lançamento procedente (fls. 36/39), nos termos do voto da relatora, abaixo reproduzido: “A impugnação é tempestiva, de acordo com o informado à fl. 123, e preenche os demais requisitos de admissibilidade, portanto, dela se toma conhecimento. A defesa oferecida, nos termos propugnados pelo interessado e constante dos autos, deuse de forma parcial, sendo que o crédito tributário não contraditado, cujo IRPF correspondeu a R$ 628.65, foi afastado dos presentes autos, conforme extrato de fl. 121. No caso, não se estabeleceu litígio atinente à parte da glosa havida da dedução a título de despesas com educação. porquanto o interessado não discutiu o valor equivalente a R$ 2.286,00. Por outro lado, alega o impugnante que cabe o reconhecimento do valor de R$ 560,00 como dedutível, já que destinado à sua educação. Para a espécie, apresentou o recibo de fl. 34, emitido pela Sociedade de Anestesiologia de Minas Gerais, para, presumese, participação em congresso. Ocorre que tal despesa Fl. 148DF CARF MF Emitido em 24/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 06/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 06/10/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 10640.003860/200889 Acórdão n.º 2801001.926 S2TE01 Fl. 137 4 não encontra abrigo nas hipóteses de dedução que estabelece o "caput" do art. 81 do RIR/1999: "Art. 81. Na declaração de rendimentos poderão ser deduzidos os pagamentos efetuados a estabelecimentos de ensino relativamente à educação préescolar, de 1°, 2° e 3° graus, cursos de especialização ou profissionalizantes do contribuinte e de seus dependentes, até o limite anual individual de um mil e setecentos reais (Lei n. 9.250, de 1995, art. 8', inciso II, alínea 'b)" A situação em análise, conforme 11.5 (verso), consistiu justamente na motivação que expôs a autoridade revisora para a glosa: "Não foram aceitos, por falta de previsão legal, pagamentos efetuados para Congressos Médicos”. Em assim sendo, há que se manter a respectiva exação para o item. Quanto à dedução de despesas médicas, vale reproduzir o artigo 80 do RIR/1999: "Art. 80. Na declaração de rendimentos poderão ser deduzidos os pagamentos efetuados, no anocalendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias (Lei n° 9.250, de 1995, art. 82, inciso II, alínea ‘a’). § 1°. O disposto neste artigo (Lei n° 9.250, de 1995, art. 82, § 2°): I aplicase, também, aos pagamentos efetuados a empresas domiciliadas no País, destinados à cobertura de despesas com hospitalização, médicas e odontológicas, bem como a entidades que assegurem direito de atendimento ou ressarcimento de despesas da mesma natureza; II restringese aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes; III limitase a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas CPF ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica CNPJ de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento; IV não se aplica às despesas ressarcidas por entidade de qualquer espécie ou cobertas por contrato de seguro; V no caso de despesas com aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias, exigese a comprovação com receituário médico e nota fiscal em nome do beneficiário. E, mais, segundo o art. 73, do RIR/1999, todas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora (DecretoLei n° 5.844, de 1943, art. 11, § 3°. Fl. 149DF CARF MF Emitido em 24/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 06/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 06/10/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 10640.003860/200889 Acórdão n.º 2801001.926 S2TE01 Fl. 138 5 À luz da legislação exposta, com destaque especial para o citado art. 73, temse que a autoridade administrativa, nos termos que lhe reserva e determina o art. 142 do CTN, age de forma vinculada, revestida da legalidade que norteia a sua atividade, o que é plenamente observável no caso em concreto. Revelou a autoridade revisora que não acolheu o recibo apresentado alusivo à Santa Casa de Misericórdia de Rio Novo (R$ 5.200,00), tendo em vista que as despesas hospitalares deveriam estar comprovadas através de nota fiscal; contudo, não fora somente essa a motivação para a respectiva glosa, uma vez que também reportou (11. 5): "O uso de materiais hospitalares somente é dedutível se essa despesa integrar a fatura emitida pelo estabelecimento hospitalar”. De fato o comprovante hábil para firmar a prestação de serviços desenvolvida por uma pessoa jurídica consiste na nota fiscal, sendo que o recibo atinente ao respectivo pagamento deve constar do corpo da nota ou mesmo por um recibo a parte que lhe faça referência. Há que se revelar, ainda, que em se tratando de prestadoras de serviços, o ente Municipal pode, de acordo com a legislação própria, dispensar a pessoa jurídica da emissão de tal documento fiscal. Em assim sendo, a declaração apresentada à fl. 35 de que a referida Santa Casa estaria isenta de inscrição estadual e, por isso, dispensada de emissão de nota fiscal, não aclara a questão da nota fiscal de prestação de serviços. De toda sorte, independentemente disso, há que se revelar que o aluguel de equipamentos e aparelhos hospitalares, para uso no domicílio do contribuinte, não encontra amparo na legislação para a dedução colimada. Tais gastos só seriam dedutíveis se vinculados ao tratamento durante internação hospitalar, o que não foi o caso, conforme expressou o próprio impugnante. Não se pode deixar de comentar, ainda, o teor vago contido no recibo de fl. 7 no valor de R$ 5.200,00, acerca do objeto da aludida despesa: "Recebemos de PAULO RIBEIRO DO VALLE o valor acima determinado referente ao empréstimo de material hospitalar no ano de 2003”, sem quaisquer discriminações nem a que se destinaria. Em assim sendo, tanto em termos formais quanto materiais, ratificase a glosa alusiva às despesas declaradas como efetuadas à mencionada entidade. Em continuidade, forçoso esclarecer ao interessado que não houve em sua DIRPF/2004 (fl. 46) qualquer registro de pagamento realizado a Paulo Saba Arbache (psicólogo). Dessa forma, pretender justificar que as diferenças apuradas pela Fiscalização, no tocante aos pagamentos declarados à Unimed Juiz de Fora e à Unimed São João Nepomuceno, correspondem ao valor pago àquele profissional constituise em exercício, além de inverossímil, que se afasta da legislação tributária. Há vedação expressa no art. 832 do RIR/1999, porquanto a retificação da declaração de Fl. 150DF CARF MF Emitido em 24/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 06/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 06/10/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 10640.003860/200889 Acórdão n.º 2801001.926 S2TE01 Fl. 139 6 rendimentos só se pode realizar até o início do procedimento fiscal. A alegação de equívoco cometido pelo contador, para a ocorrência dos erros reportados, não ilide o lançamento, uma vez que a relação cliente contador não afeta o Fisco. Voto, então, por considerar improcedente a impugnação”. RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado da decisão de primeira instância em 01/09/10, fls. 128, o interessado postou, em 28/09/10 (fls. 131), o Recurso de fls. 129/130, questionando somente a glosa da despesa médica relativa à Santa Casa de Misericórdia, no valor de R$ 5.200,00, tendo apresentado as seguintes alegações: “Que o contribuinte contestante efetuou diversos gastos com a saúde de seu filho, tendo juntado o devido comprovante de que pagou a entidade filantrópica Santa Casa de Misericórdia de Rio Novo. Que tal entidade não emite nota fiscal por conta de dispensa legal, devendo ser valorado o comprovante apresentado como suficiente para a comprovação do dispêndio com saúde, visto ser prova suficiente do efetivo gasto. Que não sendo considerado o referido comprovante como prova suficiente do pagamento e não sendo permitida a redução da base de calculo acarretará injusta cobrança de imposto sobre base calculo maior que a devida. Assim sendo, requer o impugnante o reconhecimento do gasto efetuado com saúde de dependente e seja tida como regular a dedução efetuada, sob pena de violação do direito do contribuinte de reduzir da base de calculo os gastos com saúde, e, respeitosamente, Pede Deferimento.” É o relatório. Voto Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima O recurso é tempestivo e atende as demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. As despesas médicas passíveis de dedução da base de cálculo do imposto devido são aquelas previstas no art. 80 do Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto nº 3.000/99, in verbis: Fl. 151DF CARF MF Emitido em 24/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 06/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 06/10/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 10640.003860/200889 Acórdão n.º 2801001.926 S2TE01 Fl. 140 7 “Art. 80. Na declaração de rendimentos poderão ser deduzidos os pagamentos efetuados, no anocalendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias (Lei nº 9.250, de 1995, art. 8º, inciso II, alínea "a"). § 1º O disposto neste artigo (Lei nº 9.250, de 1995, art. 8º, § 2º): I aplicase, também, aos pagamentos efetuados a empresas domiciliadas no País, destinados à cobertura de despesas com hospitalização, médicas e odontológicas, bem como a entidades que assegurem direito de atendimento ou ressarcimento de despesas da mesma natureza; II restringese aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes; III limitase a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas CPF ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica CNPJ de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento; IV não se aplica às despesas ressarcidas por entidade de qualquer espécie ou cobertas por contrato de seguro; V no caso de despesas com aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias, exigese a comprovação com receituário médico e nota fiscal em nome do beneficiário. § 2º Na hipótese de pagamentos realizados no exterior, a conversão em moeda nacional será feita mediante utilização do valor do dólar dos Estados Unidos da América, fixado para venda pelo Banco Central do Brasil para o último dia útil da primeira quinzena do mês anterior ao do pagamento. § 3º Consideramse despesas médicas os pagamentos relativos à instrução de deficiente físico ou mental, desde que a deficiência seja atestada em laudo médico e o pagamento efetuado a entidades destinadas a deficientes físicos ou mentais. § 4º As despesas de internação em estabelecimento para tratamento geriátrico só poderão ser deduzidas se o referido estabelecimento for qualificado como hospital, nos termos da legislação específica. § 5º As despesas médicas dos alimentandos, quando realizadas pelo alimentante em virtude de cumprimento de decisão judicial ou de acordo homologado judicialmente, poderão ser deduzidas pelo alimentante na determinação da base de cálculo da declaração de rendimentos (Lei nº 9.250, de 1995, art. 8º, § 3º).” Fl. 152DF CARF MF Emitido em 24/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 06/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 06/10/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 10640.003860/200889 Acórdão n.º 2801001.926 S2TE01 Fl. 141 8 De acordo com a legislação acima transcrita não há previsão legal para dedução como despesas médicas de valores pagos a título de empréstimo de material hospitalar, tal qual a despesa em discussão, descrita no recibo de fls. 07. Pagamentos relativos a materiais hospitalares podem ser deduzidos como despesas médicas, desde que integrem a conta emitida pelo respectivo estabelecimento hospitalar. A legislação em questão também não prevê a hipótese de dedução das despesas referentes à internação hospitalar efetuadas na própria residência do paciente, todavia a Receita Federal admite esta hipótese, desde que tais valores integrem a conta emitida pelo estabelecimento hospitalar, como pode ser observado consultando o “Perguntas e Respostas” daquele órgão, contido em seu sítio da internet. Poderseia alegar que as despesas glosadas estariam enquadradas como internação hospitalar na residência do recorrente, entretanto o documento apresentado não pode ser admitido como comprovante de tais gastos pelos seguintes motivos: a) não foram apresentados quaisquer documentos comprovando a enfermidade do filho do contribuinte, tais como exames e laudos, que motivou a suposta internação hospitalar na residência do interessado; b) não foi comprovada a montagem de uma unidade hospitalar na residência do recorrente, para fins de tratamento de seu filho, como informado na impugnação; c) no aludido documento não consta quem foi o beneficiário dos materiais hospitalares supostamente emprestados; d) não há provas de que os materiais obtidos por meio de empréstimo foram utilizados para montagem de unidade hospitalar na residência do recorrente, como alegado em sua impugnação; Diante do exposto acima e no exercício da faculdade concedida pelo art. 29 do Decreto nº 70.235/72, não considero o documento de fls. 07 como hábil e idôneo para comprovar as despesas médicas declaradas como pagas à Santa Casa no valor de R$ 5.200,00. Por tais razões voto por NEGAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima – Relator Fl. 153DF CARF MF Emitido em 24/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 06/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 06/10/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL
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