Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,087)
- Segunda Turma Ordinária d (18,050)
- Primeira Turma Ordinária (16,516)
- Primeira Turma Ordinária (16,445)
- Primeira Turma Ordinária (16,325)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,296)
- Segunda Turma Ordinária d (16,024)
- Segunda Turma Ordinária d (14,547)
- Primeira Turma Ordinária (13,115)
- Primeira Turma Ordinária (12,572)
- Segunda Turma Ordinária d (12,545)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,851)
- Terceira Câmara (68,403)
- Segunda Câmara (57,284)
- Primeira Câmara (21,503)
- 3ª SEÇÃO (16,296)
- 2ª SEÇÃO (11,359)
- 1ª SEÇÃO (6,891)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (128,425)
- Segunda Seção de Julgamen (115,920)
- Primeira Seção de Julgame (77,827)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,142)
- Terceiro Conselho de Cont (25,980)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,440)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,597)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,147)
- HELCIO LAFETA REIS (3,911)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,856)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,753)
- WILDERSON BOTTO (2,679)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,474)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,671)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2026 (20,021)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 13710.002260/2001-44
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jun 21 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Wed Jun 21 00:00:00 UTC 2006
Ementa: SIMPLES. EXCLUSÃO. Comprovada a existência de débito junto à
PGFN ou ao INSS cuja exigibilidade não estava suspensa, deve ser
mantida a exclusão do Sistema. O ato declaratório de exclusão
surtirá efeito a partir do primeiro dia do exercício seguinte ao da sua edição até o último dia do exercício em que a pendência for
regularizada.
Recurso voluntário parcialmente provido.
Numero da decisão: 303-33.303
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: ANELISE DAUDT PRIETO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Sat Jan 21 09:00:02 UTC 2023
anomes_sessao_s : 200606
ementa_s : SIMPLES. EXCLUSÃO. Comprovada a existência de débito junto à PGFN ou ao INSS cuja exigibilidade não estava suspensa, deve ser mantida a exclusão do Sistema. O ato declaratório de exclusão surtirá efeito a partir do primeiro dia do exercício seguinte ao da sua edição até o último dia do exercício em que a pendência for regularizada. Recurso voluntário parcialmente provido.
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Jun 21 00:00:00 UTC 2006
numero_processo_s : 13710.002260/2001-44
anomes_publicacao_s : 200606
conteudo_id_s : 4401429
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jan 16 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 303-33.303
nome_arquivo_s : 30333303_132890_13710002260200144_006.PDF
ano_publicacao_s : 2006
nome_relator_s : ANELISE DAUDT PRIETO
nome_arquivo_pdf_s : 13710002260200144_4401429.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Wed Jun 21 00:00:00 UTC 2006
id : 4712131
ano_sessao_s : 2006
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:37 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290043900559360
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-07T15:37:55Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-07T15:37:55Z; Last-Modified: 2009-08-07T15:37:55Z; dcterms:modified: 2009-08-07T15:37:55Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-07T15:37:55Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-07T15:37:55Z; meta:save-date: 2009-08-07T15:37:55Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-07T15:37:55Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-07T15:37:55Z; created: 2009-08-07T15:37:55Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2009-08-07T15:37:55Z; pdf:charsPerPage: 1338; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-07T15:37:55Z | Conteúdo => • etzt,C MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CM1)(i TERCEIRA CÂMARA Processo n° : 13710.002260/2001-44 Recurso n° : 132.890 Acórdão n° : 303-33.303 Sessão de : 21 de junho de 2006 Recorrente : PAPELARIA E BAZAR 375 LTDA. - ME Recorrida : DRJ/RIO DE JANEIRO/RJ SIMPLES. EXCLUSÃO. Comprovada a existência de débito junto à PGFN ou ao INSS cuja exigibilidade não estava suspensa, deve ser mantida a exclusão do Sistema. O ato declaratório de exclusão surtirá efeito a partir do primeiro dia do exercício seguinte ao da sua edição até o último dia do exercício em que a pendência for • regularizada. Recurso voluntário parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. 14 44 .1 ANELISE DAUDT PR ETO Presidente e Relatora Formalizado em: 26 JUN 2006 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Zenaldo Loibman, Nanci Gama, Silvio Marcos Barcelos Fiuza, Marciel Eder Costa, Nilton Luiz Bartoli, Tarásio Campeio Borges e Maria Regina Godinho de Carvalho (Suplente). Ausente o Conselheiro Sérgio de Castro Neves. Esteve presente o Procurador da Fazenda Nacional Leandro Felipe Bueno Tierno. =MI Processo n° : 13710.002260/2001-44 Acórdão n° : 303-33.303 RELATÓRIO Trata-se de retorno de diligência determinada pela Resolução n° 303-01.140, de 23/03/2006, para que a repartição de origem informasse se o débito quitado pelo DARF de fl. 28 é o que deu origem ao ato declaratório de exclusão do Simples. Transcrevo o relatório e o voto que proferi na referida resolução. "Adoto o relatório da decisão recin-ida, que passo a transcrever: "O presente processo versa sobre exclusão de oficio do SIMPLES. Apesar de não constar, nos autos, o Ato • Declaratório que formalizou a exclusão, é possível constatar, por meio do Comunicado, à fl. 10, que o ato Declaratório n° 296012, em 02/12/2000, excluiu o interessado do simples, tendo como motivo "débito pendente junto á PGFN". O débito pendente inscrito em dívida ativa consta do demonstrativo de débitos inscritos em dívida ativa da PFN, juntado à fl. 11. O interessado, por meio do Comunicado supracitado, emitido em 03/11/2000, foi informado que ficou prorrogado até 31/01/2001 o prazo para apresentação da SRS. O interessado protocolizou Solicitação de Revisão da Exclusão à Opção pelo Simples (SRS), em 24/01/2001, à fl. 05, a qual foi indeferida, em 24/07/2001, com a justificativa de que não • teria sido apresentada a certidão negativa da PGFN. O interessado foi cientificado do resultado da SRS em 13/08/20001 (fl. 05-verso) e protocolizou a peça impugnatória em 04/09/2001, à fl. 01, tendo em vista a apresentação da certidão negativa da PFGN. É o relatório." A Delegacia de Julgamento indeferiu a solicitação da contribuinte em decisão assim ementada: "SIMPLES. EXCLUSÃO. PENDÊNCIAS DA EMPRESA JUNTO À PGFN. Há que ser considerada procedente a exclusão de oficio do 2 Ale? . . Processo n° : 13710.002260/2001-44 Acórdão n° : 303-33.303 Simples, formalizada por meio de ato declaratório, tendo em vista que, à época, restou comprovada a existência de débito da empresa inscrito na Divida Ativa da União." Inconformada, a contribuinte apresenta recurso a este Colegiado alegando as seguintes razões: - que nos anos de 1997 a 1999, talvez por falha no sistema, a Receita Federal intimou várias empresas para que comprovassem o pagamento de alguns tributos, dentre elas a recorrente; - que embora tivesse recolhido, não conseguiu, à época, localizar um DARF relativo ao pagamento da Contribuição Social referente ao mês de agosto/96, no valor de R$ 55,69; • - que por não ter comprovado o recolhimento foi inscrita em divida ativa, o que acarretou a sua exclusão do simples; - que mesmo tendo certeza de haver efetuado o pagamento, optou por novo pagamento e formalizou um pedido de revisão da exclusão, que foi indeferido. - que depois de algum tempo, localizou o referido DARF, que anexa à fi. 28 dos autos. Requer, ao final, o provimento do recurso. É o relatório. VOTO • Conheço do recurso, que é tempestivo e trata de matéria de competência deste Colegiado. A empresa anexa ao recurso voluntário o DARF de fl. 28, aduzindo que já havia pago o débito em 30/09/1996. Entendo ser necessário que os autos sejam baixados em diligência para que a repartição de origem confirme se o débito quitado pelo DARF supra citado é o que deu origem ao ato declaratório de exclusão prÉ como voto." 3 . • Processo n° : 13710.002260/2001-44 Acórdão n° : 303-33.303 Retornando os autos à origem, esta anexou documento de fl. 48 com 1 a seguinte informação: "Em resposta a Resolução n° 303-01.140, em fls. 37 a 40, informamos que o débito quitado pelo DARF de fl. 28 não é o débito que deu origem ao ato declaratório de exclusão. O débito quitado pelo referido DARF é do período de apuração de agosto de 1996, conforme fls. 43 a 45. Esta informação consta também no DARF anexado. Já o débito que deu origem à exclusão é referente ao período de apuração de 1992, fls. 46". Cumprida a diligência, retornou o processo a este Conselho para julgamento. "VriaÉ o relatório. • Ci 4 Processo n° : 13710.002260/2001-44 Acórdão n° : 303-33.303 VOTO Conselheira Anelise Daudt Prieto, relatora Trata-se de exclusão da interessada do Simples, tendo em vista a existência de "pendências da empresa e/ou sócios na PGFN". Os incisos XV e XVI do artigo 9° da Lei n° 9.317/1996 estabelecem que: "Art. 90 Não poderá optar pelo Simples, a pessoa jurídica: • .5ç XV— que tenha débito inscrito em Dívida Ativa da União ou do Instituto Nacional do Seguro Social — INSS, cuja exigibilidade não esteja suspensa; XVI — cujo titular, ou sócio que participe de seu capital com mais de 10% (dez por cento), esteja inscrito em Divida Ativa da União ou do Instituto Nacional do Seguro Social — INSS, cuja exigibilidade não esteja suspensa;" Da leitura dos artigos 13, inciso II, alínea a combinado com o artigo 14, inciso I da mesma norma legal deduz-se que, quando a empresa incorrer na hipótese transcrita acima, deverá ser excluída do Sistema, de oficio. No caso em tela, verifica-se que a empresa, à data da exclusão do Simples, possuía débitos cuja exigibilidade não estava suspensa. Portanto, como a empresa se enquadrava na sihição excludente do artigo 9°, inciso XV, da Lei n° 9.317/1996, é procedente a sua exclusão do Simples. Por outro lado, deve ser considerado que a Lei n° 11.196/2005 acrescentou ao artigo 15 o inciso VI, estabelecendo que a exclusão do Simples, em caso de pendências junto à PGFN ou ao INSS cuja exigibilidade não esteja suspensa, surtirá efeito a partir do ano-calendário subseqüente ao da ciência do ato declaratório de exclusão. Essa norma se aplica aos atos não definitivamente julgados, em face do disposto no Código Tributário Nacional, artigo 106, inciso II, alínea "c". /44-7725 . . Processo n° : 13710.002260/2001-44 Acórdão n° : 303-33.303 Portanto, os efeitos do ato declaratório de exclusão, emitido em 2000, se darão a partir de janeiro de 2001. Regularizada a pendência em 29/08/2001, toma-se possível a reinclusão da empresa no Simples a partir de janeiro do exercício seguinte. À vista do exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso voluntário para excluir a empresa do Simples no período de 01/01/2001 até 31/12/2001. Sala das Sessões, em 21 de junho de 2006 • 10Q—ji—LC ANELISE DAUDT PRIETO TRelatora • 6 Page 1 _0013100.PDF Page 1 _0013200.PDF Page 1 _0013300.PDF Page 1 _0013400.PDF Page 1 _0013500.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10925.000476/2009-19
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/03/2005
PRINCÍPIOS DA VERDADE MATERIAL, DO INFORMALISMO
MODERADO E DA AMPLA DEFESA. OFENSA. INOCORRÊNCIA.
Inocorre ofensa aos princípios da verdade material, do informalismo moderado e da ampla defesa quando a Administração tributária atua em conformidade com a legislação tributária, material e processual, bem como com as informações e os elementos probatórios presentes nos autos.
ÔNUS DA PROVA.
O ônus da prova recai sobre a pessoa que alega o fato modificativo, extintivo ou impeditivo do direito.
ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
SOCIAL - COFINS
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/03/2005
NÃO CUMULATIVIDADE. CREDITAMENTO. INSUMOS.
Na não cumulatividade das contribuições sociais, o elemento de valoração é o total das receitas auferidas, o que engloba todo o resultado das atividades que constituem o objeto social da pessoa jurídica, e o direito ao creditamento alcança todos os bens e serviços, úteis ou necessários, utilizados como insumos diretamente na produção, e desde que efetivamente absorvidos no
processo produtivo que constitui o objeto da sociedade empresária.
MATERIAL DE EMBALAGEM. DIREITO AO CRÉDITO.
No regime da não cumulatividade da contribuição para o PIS e da Cofins, há direito à apuração de créditos sobre as aquisições de bens utilizados na embalagem para transporte, cujo objetivo é a preservação das características do produto vendido.
MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NA PRODUÇÃO.
SERVIÇOS DE MANUTENÇÃO. DIREITO A CRÉDITO.
Os valores referentes a serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, para manutenção das máquinas e equipamentos empregados na produção de bens destinados à venda, abarcando as pequenas peças de reposição, podem compor a base de cálculo dos créditos a serem descontados da contribuição não cumulativa, desde que respeitados todos os demais requisitos legais atinentes à espécie.
BENS DO ATIVO IMOBILIZADO. MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
UTILIZADOS NA PRODUÇÃO. DEPRECIAÇÃO. DIREITO A
CRÉDITO.
Em relação aos bens do ativo imobilizado, com expectativa de utilização no processo produtivo por mais de um ano, os créditos serão calculados com base no valor do encargo de depreciação incorrido no período, observados os demais requisitos exigidos pela lei.
CREDITAMENTO. BENS CONSUMIDOS DURANTE O PROCESSO
PRODUTIVO. INSUMOS.
Dão direito a crédito as aquisições de insumos consumidos durante o processo produtivo na marcação das matérias-primas e dos produtos finais fabricados, bem como na proteção das máquinas utilizadas no setor produtivo.
FRETES. TRANSPORTE DE INSUMOS. TRANSFERÊNCIA ENTRE
ESTABELECIMENTOS DA MESMA PESSOA JURÍDICA.
CREDITAMENTO
Dá direito a crédito o valor dispendido a título de frete prestado por pessoa jurídica domiciliada no País, tributado pela contribuição, mas não adicionado ao valor de aquisição dos bens utilizados como insumos, ainda que se refiram à transferência de mercadorias entre estabelecimentos do mesmo contribuinte.
Numero da decisão: 3803-003.220
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade arguida e, no mérito, em dar parcial provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: HELCIO LAFETA REIS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 04 09:00:01 UTC 2023
anomes_sessao_s : 201207
ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2005 a 31/03/2005 PRINCÍPIOS DA VERDADE MATERIAL, DO INFORMALISMO MODERADO E DA AMPLA DEFESA. OFENSA. INOCORRÊNCIA. Inocorre ofensa aos princípios da verdade material, do informalismo moderado e da ampla defesa quando a Administração tributária atua em conformidade com a legislação tributária, material e processual, bem como com as informações e os elementos probatórios presentes nos autos. ÔNUS DA PROVA. O ônus da prova recai sobre a pessoa que alega o fato modificativo, extintivo ou impeditivo do direito. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/03/2005 NÃO CUMULATIVIDADE. CREDITAMENTO. INSUMOS. Na não cumulatividade das contribuições sociais, o elemento de valoração é o total das receitas auferidas, o que engloba todo o resultado das atividades que constituem o objeto social da pessoa jurídica, e o direito ao creditamento alcança todos os bens e serviços, úteis ou necessários, utilizados como insumos diretamente na produção, e desde que efetivamente absorvidos no processo produtivo que constitui o objeto da sociedade empresária. MATERIAL DE EMBALAGEM. DIREITO AO CRÉDITO. No regime da não cumulatividade da contribuição para o PIS e da Cofins, há direito à apuração de créditos sobre as aquisições de bens utilizados na embalagem para transporte, cujo objetivo é a preservação das características do produto vendido. MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NA PRODUÇÃO. SERVIÇOS DE MANUTENÇÃO. DIREITO A CRÉDITO. Os valores referentes a serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, para manutenção das máquinas e equipamentos empregados na produção de bens destinados à venda, abarcando as pequenas peças de reposição, podem compor a base de cálculo dos créditos a serem descontados da contribuição não cumulativa, desde que respeitados todos os demais requisitos legais atinentes à espécie. BENS DO ATIVO IMOBILIZADO. MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NA PRODUÇÃO. DEPRECIAÇÃO. DIREITO A CRÉDITO. Em relação aos bens do ativo imobilizado, com expectativa de utilização no processo produtivo por mais de um ano, os créditos serão calculados com base no valor do encargo de depreciação incorrido no período, observados os demais requisitos exigidos pela lei. CREDITAMENTO. BENS CONSUMIDOS DURANTE O PROCESSO PRODUTIVO. INSUMOS. Dão direito a crédito as aquisições de insumos consumidos durante o processo produtivo na marcação das matérias-primas e dos produtos finais fabricados, bem como na proteção das máquinas utilizadas no setor produtivo. FRETES. TRANSPORTE DE INSUMOS. TRANSFERÊNCIA ENTRE ESTABELECIMENTOS DA MESMA PESSOA JURÍDICA. CREDITAMENTO Dá direito a crédito o valor dispendido a título de frete prestado por pessoa jurídica domiciliada no País, tributado pela contribuição, mas não adicionado ao valor de aquisição dos bens utilizados como insumos, ainda que se refiram à transferência de mercadorias entre estabelecimentos do mesmo contribuinte.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
numero_processo_s : 10925.000476/2009-19
conteudo_id_s : 6785348
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Mar 03 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 3803-003.220
nome_arquivo_s : 380303220_10925000476200919_201207.pdf
nome_relator_s : HELCIO LAFETA REIS
nome_arquivo_pdf_s : 10925000476200919_6785348.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade arguida e, no mérito, em dar parcial provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Tue Jul 17 00:00:00 UTC 2012
id : 4576173
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:09 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290043902656512
conteudo_txt : Metadados => date: 2014-07-18T14:57:12Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2014-07-18T14:57:12Z; Last-Modified: 2014-07-18T14:57:12Z; dcterms:modified: 2014-07-18T14:57:12Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:6d5cb43c-34fe-435e-9f4e-c27270fd325d; Last-Save-Date: 2014-07-18T14:57:12Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2014-07-18T14:57:12Z; meta:save-date: 2014-07-18T14:57:12Z; pdf:encrypted: true; modified: 2014-07-18T14:57:12Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2014-07-18T14:57:12Z; created: 2014-07-18T14:57:12Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 27; Creation-Date: 2014-07-18T14:57:12Z; pdf:charsPerPage: 2203; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:created: 2014-07-18T14:57:12Z | Conteúdo => S3TE03 Fl. 1 1 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10925.000476/200919 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 380303.220 – 3ª Turma Especial Sessão de 17 de julho de 2012 Matéria COFINS NÃO CUMULATIVA RESSARCIMENTO/COMPENSAÇÃO Recorrente SINCOL S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2005 a 31/03/2005 PRINCÍPIOS DA VERDADE MATERIAL, DO INFORMALISMO MODERADO E DA AMPLA DEFESA. OFENSA. INOCORRÊNCIA. Inocorre ofensa aos princípios da verdade material, do informalismo moderado e da ampla defesa quando a Administração tributária atua em conformidade com a legislação tributária, material e processual, bem como com as informações e os elementos probatórios presentes nos autos. ÔNUS DA PROVA. O ônus da prova recai sobre a pessoa que alega o fato modificativo, extintivo ou impeditivo do direito. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/03/2005 NÃO CUMULATIVIDADE. CREDITAMENTO. INSUMOS. Na não cumulatividade das contribuições sociais, o elemento de valoração é o total das receitas auferidas, o que engloba todo o resultado das atividades que constituem o objeto social da pessoa jurídica, e o direito ao creditamento alcança todos os bens e serviços, úteis ou necessários, utilizados como insumos diretamente na produção, e desde que efetivamente absorvidos no processo produtivo que constitui o objeto da sociedade empresária. MATERIAL DE EMBALAGEM. DIREITO AO CRÉDITO. No regime da não cumulatividade da contribuição para o PIS e da Cofins, há direito à apuração de créditos sobre as aquisições de bens utilizados na embalagem para transporte, cujo objetivo é a preservação das características do produto vendido. Fl. 644DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS 2 MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NA PRODUÇÃO. SERVIÇOS DE MANUTENÇÃO. DIREITO A CRÉDITO. Os valores referentes a serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, para manutenção das máquinas e equipamentos empregados na produção de bens destinados à venda, abarcando as pequenas peças de reposição, podem compor a base de cálculo dos créditos a serem descontados da contribuição não cumulativa, desde que respeitados todos os demais requisitos legais atinentes à espécie. BENS DO ATIVO IMOBILIZADO. MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NA PRODUÇÃO. DEPRECIAÇÃO. DIREITO A CRÉDITO. Em relação aos bens do ativo imobilizado, com expectativa de utilização no processo produtivo por mais de um ano, os créditos serão calculados com base no valor do encargo de depreciação incorrido no período, observados os demais requisitos exigidos pela lei. CREDITAMENTO. BENS CONSUMIDOS DURANTE O PROCESSO PRODUTIVO. INSUMOS. Dão direito a crédito as aquisições de insumos consumidos durante o processo produtivo na marcação das matériasprimas e dos produtos finais fabricados, bem como na proteção das máquinas utilizadas no setor produtivo. FRETES. TRANSPORTE DE INSUMOS. TRANSFERÊNCIA ENTRE ESTABELECIMENTOS DA MESMA PESSOA JURÍDICA. CREDITAMENTO. Dá direito a crédito o valor dispendido a título de frete prestado por pessoa jurídica domiciliada no País, tributado pela contribuição, mas não adicionado ao valor de aquisição dos bens utilizados como insumos, ainda que se refiram à transferência de mercadorias entre estabelecimentos do mesmo contribuinte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade arguida e, no mérito, em dar parcial provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, Jorge Victor Rodrigues, Juliano Eduardo Lirani e João Alfredo Eduão Ferreira. Fl. 645DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10925.000476/200919 Acórdão n.º 380303.220 S3TE03 Fl. 2 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto para se contrapor à decisão da DRJ Florianópolis/SC, que julgou apenas parcialmente procedente a Manifestação de Inconformidade do contribuinte, esta apresentada em oposição ao despacho decisório da repartição de origem que homologara em parte a compensação pleiteada por meio de PER/DCOMPs, cujo direito creditório reclamado monta o valor de R$ 148.457,34. Submetidos os pedidos à apreciação da repartição de origem, esta, amparada em esclarecimentos prestados pela pessoa jurídica e em documentos fiscais apresentados, homologou parcialmente a compensação pleiteada, tendo sido constatados pela Fiscalização os seguintes fatos: a) a atividade da sociedade empresária é a produção de portas de madeira; b) somente foram considerados insumos para fins de creditamento as matériasprimas, os produtos intermediários, o material de embalagem – este somente em relação às embalagens de apresentação – e os serviços e outros bens que, efetivamente aplicados ou consumidos na produção, tenham sofrido alterações durante o processo produtivo e tenham sido adquiridos de pessoa jurídica domiciliada no País; c) as glosas efetuadas referiramse a insumos que não se agregaram aos produtos produzidos ou aos serviços prestados, não se configurando como aplicados ou consumidos diretamente na produção; d) os insumos identificados como mesa de entrada, coleiro, conjunto seguimento de esteira, régua padrão, mancal, sensores, etc. foram considerados como “imobilizáveis”, passíveis de depreciação, tendo em vista que contribuem para mais de um exercício; e) as embalagens utilizadas exclusivamente para o transporte de mercadorias não compõem o processo de industrialização, em razão do que não foram acolhidos os créditos decorrentes das aquisições de embalagem de papelão, fita adesiva, filme película, película de polietileno, fita Uniflec, papel, chapa de papelão ondulada, tiras de papelão, folha plástica, embalagem para parquet, sacos plásticos, fita gomada perfurada, embalagem plástica, embalagem de papelão etc.; f) glosaramse, também, os créditos relativos às aquisições de outros materiais que não se agregaram aos produtos finais, a saber: lápis estaca, solução de limpeza acetona, chapéus de palha, giz escolar, tapete plástico, etiquetas, selo personalizado etc.; g) os fretes decorrentes da transferência de mercadorias entre estabelecimentos da mesma empresa foram glosados por não se constituírem em matérias primas ou insumos destinados ao processo produtivo; h) desconsideraramse, ainda, bens declarados erroneamente como insumos importados, os insumos não sujeitos à incidência das contribuições e as aquisições submetidas ao drawback ou referentes a serviços internacionais de courier; Fl. 646DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS 4 i) foram glosados os encargos de depreciação decorrentes de bens não utilizados na produção: carro hidráulico, central de controle e peças para máquinas, motor para empilhadeiras, rotor e vassoura mecânica. A autoridade administrativa de origem acolheu as constatações da Fiscalização, tendo, por meio de despacho decisório, homologado parcialmente as compensações pleiteadas. Cientificado, o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade e requereu o reconhecimento total dos créditos pleiteados, alegando, aqui apresentado de forma sucinta, o seguinte: 1) ofensa ao princípio da não cumulatividade, tendo em vista que a lei ordinária não poderia dispor sobre a não cumulatividade das contribuições em razão do status constitucional impingido pela Emenda Constitucional nº 42/2003, inexistindo no texto constitucional qualquer limite a sua operacionalização; 2) considerando que as contribuições incidem sobre a totalidade das receitas, os créditos decorrentes também devem ser calculados sobre os custos e despesas gerais e necessários à obtenção da receita; 3) de acordo com a legislação, os créditos são calculados sobre os bens e serviços utilizados na linha de produção, necessários à obtenção dos produtos finais; 4) nas regras aplicáveis à Cofins e ao PIS não cumulativos, inexiste distinção entre “embalagens de apresentação” e “embalagens de transporte”; 5) diferentemente do alegado pela Fiscalização, houve, sim, glosas em relação a embalagens de apresentação; 6) as embalagens para transporte, em face da impossibilidade de sua reutilização, são insumos consumidos na fase final da industrialização (acondicionamento), inexistindo restrição legal à apuração de créditos em suas aquisições; 7) acatase a glosa de máquinas e equipamentos (tranformador e empilhadeira), mas se contrapõe à glosa de outros itens diversos destinados à manutenção de máquinas e equipamentos utilizados na fabricação de portas, itens esses que sofrem grande desgaste no processo de industrialização, necessitando de reposições regulares, assim como ocorre em relação aos serviços de manutenção, casos em que não ocorre aumento da vida útil dos equipamentos empregados na produção; 8) os outros insumos – lápis estaca, marcador esferográfico, tinta para carimbo, solução de limpeza acetona, giz escolar, tapete plástico, etiquetas – são próprios da indústria madereira, sendo utilizados na fabricação de portas; 9) os serviços utilizados como insumos são necessários ao processo produtivo. São eles: selo personalizado, etiquetas e etiquetas adesivas; 10) os fretes pagos na aquisição de insumos encontramse intrinsicamente ligados ao processo produtivo; 11) erro na quantificação do valor glosado a título de matéria prima no mês de janeiro de 2005, com a inclusão indevida de uma nota fiscal do mês de dezembro de 2005; Fl. 647DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10925.000476/200919 Acórdão n.º 380303.220 S3TE03 Fl. 3 5 12) todas as máquinas e equipamentos, bens do ativo imobilizado, são utilizados na produção. A DRJ Florianópolis/SC julgou parcialmente procedente a manifestação de inconformidade, tendo sido o acórdão ementado nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Anocalendário: 2005 REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. INSUMOS. Para efeito da nãocumulatividade das contribuições, há de se entender o conceito de insumo não de forma genérica, atrelando o à necessidade na fabricação do produto e na consecução de sua atividadefim (conceito econômico), mas adstrito ao que determina a legislação tributária (conceito jurídico), vinculando a caracterização do insumo à sua aplicação direta ao produto em fabricação. REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. EMBALAGENS. CONDIÇÕES DE CREDITAMENTO. As embalagens de apresentação geram direito aos créditos relativos as suas aquisições, sendo consideradas como tais aquelas que se integram ao produto durante o processo de industrialização e tenham como finalidade a apresentação do produto ao consumidor final, contendo rótulos destinados ao propósito de promover ou valorizar o produto. REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. PARTES E PEÇAS DE REPOSIÇÃO. CONDIÇÕES DE CREDITAMENTO. As despesas efetuadas com a aquisição de partes e peças de reposição que sofram desgaste ou dano ou a perda de propriedades fisicas ou químicas, utilizadas em máquinas e equipamentos que efetivamente respondam diretamente por todo o processo de fabricação dos bens ou produtos destinados à venda, pagas à pessoa jurídica domiciliada no Pais, geram direito à apuração de créditos a serem descontados do PIS/Pasep, desde que não estejam obrigadas a serem incluidas no ativo imobilizado, nos termos da legislação vigente. REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. ATIVO IMOBILIZADO. DEPRECIAÇÃO. CONDIÇÕES DE CREDITAMENTO. Apenas os bens do ativo permanente que estejam diretamente associados ao processo produtivo é que geram direito a crédito, a título de depreciação, no âmbito do regime da não cumulatividade. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2005 Fl. 648DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS 6 PEDIDOS DE RESTITUIÇÃO, COMPENSAÇÃO OU RESSARCIMENTO. COMPROVAÇÃO DA EXISTÊNCIA DO DIREITO CREDITORIO. ONUS DA PROVA A CARGO DO CONTRIBUINTE No âmbito especifico dos pedidos de restituição, compensação ou ressarcimento, é ônus do contribuinte/pleiteante a comprovação minudente da existência do direito creditório. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2005 ILEGALIDADE. INCONSTITUCIONALIDADE. INCOMPETÊNCIA DAS INSTANCIAS ADMINISTRATIVAS PARA APRECIAÇÃO. As autoridades administrativas estão obrigadas à observância da legislação tributária vigente no Pais, sendo incompetentes para a apreciação de arguições de inconstitucionalidade e ilegalidade de atos legais regularmente editados. Manifestação de Inconformidade Procedente em Parte Direito Creditório Reconhecido em Parte O relator a quo, após discorrer sobre o ônus da prova e o conceito de insumos, conclui quanto à manifestação de inconformidade da seguinte forma: a) em razão do caráter vinculado da atuação da Administração Pública, esta não pode se esquivar de cumprir as leis e os atos normativos sob o argumento de inconstitucionalidade ou de ilegalidade; b) existe respaldo legal para a distinção entre “embalagens de apresentação” e “embalagens para transporte”, havendo o direito de creditamento somente em relação ao material de embalagem que se integra ao produto final durante o processo de industrialização (embalagens de apresentação), o que exclui aquelas incorporadas somente após a conclusão do processo produtivo, como ocorre com as embalagens para trasnporte; c) em relação às embalagens consideradas pela Fiscalização como sendo para transporte, constatou o relator que parte delas se refere a embalagens finais de portas e de alguns artefatos de madeira, contendo indicações promocionais com o objetivo de realçar os produtos, o que confirmaria a assertiva do contribuinte de que os referidos materiais de embalagens não só acondicionam os produtos, como também garantem o seu fim promocional, em razão do que as caixas de papelão utilizadas para embalar individualmente cada porta e as etiquetas (rótulos) fixadas nas portas demonstrariam as características do produto, integrando se ao produto para apresentação ao consumidor final, gerando, por conseguinte, direito ao cálculo dos créditos respectivos; d) “no âmbito das contribuições para o PIS/Pasep/Cofins nãocumulativo, as despesas efetuadas com a aquisição de partes e peças de reposição e com serviços de manutenção em veículos, máquinas e equipamentos empregados diretamente na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, pagas à pessoa jurídica domiciliada no pais, geram direito a créditos a serem descontados das contribuições; porém, desde que estas partes e peças de reposição não estejam incluídas no ativo imobilizado. Se estiverem no ativo imobilizado, essas partes e peças deixarão de ser consideradas insumos e Fl. 649DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10925.000476/200919 Acórdão n.º 380303.220 S3TE03 Fl. 4 7 poderão gerar créditos decorrentes de depreciação futura, conforme previsto na Lei n° 10.637/2002, art. 3°, inciso VI”. Segundo o relator, o contribuinte não demonstrou a relação existente entre as peças de reposição (régua padrão, mancal, sensores e serviços de conserto de mesa de entrada) e as máquinas utilizadas no processo produtivo, o que, por falta de provas, impediria a sua aceitação como itens geradores de crédito; e) constatou o relator que a solução limpeza acetona (diluente misturado na tinta), o tapete plástico Monguzzi (utilizado na máquina para que a lâmina da faca não encoste no metal), o marcador esferográfico (utilizado para fazer destaque nas etiquetas do produto), a tinta para carimbo (para marcar nas bordas do produto com as especificações), o giz escolar (para marcar e classificar o material riscando diretamente no produto) e os lápis estaca preto e vermelho (para marcação direta nos produtos), em princípio, poderiam ser considerados como insumos para fins de créditos no regime da não cumulatividade, visto serem bens que sofrem alterações em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação. Contudo, não acatou o giz escolar e a tinta para carimbo, pelo fato de poderem ser também utilizados em atividades não diretamente relacionadas ao processo produtivo. Por outro lado, acataramse os "lápis estaca preto" ou "lápis estaca vermelho" e a "solução limpeza acetona", estes considerados como consumidos no processo produtivo, inexistindo pronúncia quanto ao tapete plástico; f) em relação aos demais bens e serviços (confecção de etiquetas, selos e labels informativos, de identificação e/ou certificação para uso nas embalagens de apresentação, e os serviços de manutenção de máquinas), constatou o relator que, no contexto do processo produtivo, eles foram adquiridos de pessoas jurídicas, encontrandose nos autos todas as notas fiscais apontadas pelo contribuinte, em razão do que foram acatados para fins de geração de créditos; g) quanto ao frete na aquisição de insumos, destacou o relator que o interessado não trouxe aos autos os conhecimentos de transporte ou outros documentos que pudessem comprovar se tratar de fretes efetuados na compra do produto, despesa esta que poderia se agregar ao custo do produto adquirido, desde que arcado pelo comprador, em razão do que mantiveramse as glosas, visto que inexistiria previsão legal para o deslocamento de insumos entre estabelecimentos da mesma empresa; h) relativamente aos valores glosados a maior em janeiro de 2005, destacou o relator de piso que o trabalho fiscal foi realizado com base nas memórias de cálculo apresentadas pelo contribuinte, planilhas estas formadoras da base de cálculo dos créditos, em razão do que os insumos que constam dessas listagens, a principio, seriam relativos àqueles valores que o próprio contribuinte, não o fisco, considerou como base de cálculo dos créditos, nada havendo a sanear; i) no que tange aos encargos de depreciação de bens do ativo imobilizado, concluiu o julgador de primeira instância que, pela descrição apresentada pelo contribuinte, os bens (motor p/empilhadeira 174, utilizado para o transporte de madeira em diversos setores para o processo de fabricação (sem foto); rotor para Vec 575, utilizado no sitema de sucção de pó e resíduos de madeira (serragem) para armazenamento nos silos; carro hidráulico 2000 kg paletrans, utilizado na expedição, como aparelho auxiliar para carga e descarga dos produtos acabados; vassoura mecânica Lion, utilizada na limpeza da fábrica.), em regra, não se caracterizariam como máquinas ou equipamentos utilizados na produção de mercadorias destinadas à venda, no contexto do processo produtivo da empresa, não gerando, por Fl. 650DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS 8 conseguinte, direito ao creditamento, com exceção do bem descrito como "central de controle e peças para máquinas", utilizado para o lixamento de portas, o qual, caso houvesse nos autos a prova de sua aquisição, poderia ser acatado como bem utilizado na produção. Irresignado, o contribuinte recorre a este Conselho, repisa os argumentos de defesa e requer o total acolhimento do seu pleito, arguindo, em preliminar, ofensa aos princípios da verdade real e da ampla defesa, pelo fato de que a autoridade julgadora de piso procedera à tarifação das provas, exigindo comprovações desnecessárias ou impossíveis de serem cumpridas, contrariando o princípio do informalismo mitigado que vigora do processo administrativo. Alternativamente, requer o Recorrente que se realize diligência junto à repartição de origem, em razão do fato de que os documentos presentes nos autos foram desconsiderados pela autoridade julgadora. Para se contrapor à decisão de piso, na parte relativa às glosas mantidas, o Recorrente traz aos autos cópias das notas fiscais de aquisição de peças de reposição e de serviços de manutenção, de bens do ativo imobilizado e dos conhecimentos de transporte, bem como de fotografias que os identificam. Por fim, requer que as intimações sejam enviadas ao endereço do seu mandatário. É o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis O recurso é tempestivo, atende as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Conforme acima relatado, tratase de pedido de ressarcimento cumulado com declarações de compensação, em que o interessado pretende se valer de créditos apurados na sistemática da não cumulatividade da contribuição para quitar débitos de sua titularidade. A autoridade julgadora de primeira instância manteve em parte a decisão da repartição de origem, restando controvertidos neste grau de recurso os créditos glosados pela Fiscalização relativos a: a) produtos utilizados em embalagens para transporte (fita adesiva, filme película, película de polietileno, fita Uniflec, papel, chapa de papelão ondulada, tiras de papelão, folha plástica, embalagem para parquet, sacos plásticos, fita gomada perfurada, embalagem plástica etc.); b) peças de reposição (régua padrão, mancal, sensores e serviços de conserto de mesa de entrada) e manutenção de máquinas utilizadas no processo produtivo; c) marcador esferográfico, tinta para carimbo, giz escolar, tapete plástico, etiquetas; d) frete na aquisição de insumos e no transporte de produtos entre filiais; Fl. 651DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10925.000476/200919 Acórdão n.º 380303.220 S3TE03 Fl. 5 9 e) valor indevidamente glosado: nota fiscal nº 0023216, de 29/12/2005, no valor de R$ 652,31; f) encargos de depreciação de bens do ativo imobilizado (motor p/empilhadeira 174, rotor para Vec 575, carro hidráulico 2000 kg paletrans, vassoura mecânica Lion, central de controle e peças). De início, devese registrar que a presente análise, no que tange aos elementos fáticos controvertidos, terá como base as planilhas elaboradas pelo agente fiscal no Termo de Verificação e Encerramento da Análise Fiscal, contendo todos os dados das notas fiscais de aquisição de produtos e serviços apresentadas pelo contribuinte na repartição de origem (nº do documento, data da operação, valor de aquisição, emissor, identificação do bem/serviço etc.), independentemente dos documentos trazidos posteriormente aos autos, por amostragem, para subsidiar os argumentos de defesa do ora Recorrente. No que tange ao pedido do Recorrente no sentido de se enviarem as intimações ao endereço do seu mandatário, há que se registrar que o Decreto nº 70.235/1972, em seu art. 23, inciso II, estipula que a intimação por via postal deve ser enviada ao domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo, que corresponde àquele presente no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), cuja atualização compete ao contribuinte. Quanto ao pedido alternativo de realização de diligência, temse por desnecessária a sua efetivação, uma vez que, conforme se verá ao longo do presente voto, todas as informações e os documentos presentes nos autos são suficientes para o convencimento deste julgador. I. Preliminar. Ofensa aos princípios da verdade real, do informalismo mitigado e da ampla defesa. De início, destaquese que não se vislumbra nos autos que a autoridade administrativa tenha afrontado quaisquer dos princípios apontados pelo Recorrente. Toda a análise efetuada pelo relator a quo se baseou nos documentos e nas informações presentes nos autos, não tendo havido qualquer cerceamento ao direito de defesa do contribuinte. O alegado princípio do informalismo mitigado se refere à possibilidade de a Administração Pública e os administrados atuarem no processo administrativo sem os rigores formais do processo judicial, adotandose formas simples, suficientes para garantir o adequado grau de certeza e segurança, respeitadas as formalidades essenciais à garantia dos direitos dos administrados (art. 2º, incisos VIII e IX, da Lei nº 9.784/1999), o que não significa que seja dispensada a comprovação dos fatos alegados pela parte interessada. Para que se aplique o princípio da verdade material, ou verdade real, conforme aponta o Recorrente, para além da possibilidade de a Administração tributária agir de ofício na elucidação dos fatos, há a necessidade de se ter presente nos autos o conjunto probatório que ateste os fatos alegados pelo interessado, sob pena de se conceber tal princípio como um direito genérico de contraposição às constatações da Administração tributária, mesmo quando estas se realizam com base nos fatos efetivamente apurados. Fl. 652DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS 10 Como a verdade material se funda no princípio da legalidade, para a ela se chegar, devese partir tanto dos fatos apurados de ofício pela Administração tributária, quanto pelas provas produzidas pela parte, no que tange aos direitos por ela invocados, de forma a se garantir a aplicação da lei nos exatos termos de sua normatividade. Tanto a repartição de origem quanto a delegacia de julgamento externaramse com base nos documentos e informações presentes nos autos, reportandose às normas da legislação aplicável. Não se vislumbra, portanto, qualquer ofensa aos princípios apontados, inclusive o da ampla defesa, pois, em nenhum momento deste processo, foi obstaculizado o direito do Recorrente de se pronunciar e de produzir as provas dos fatos por ele alegados, tendo sido observadas todas as normas regidas pelo Decreto nº 70.235/1972, que regula o processo administrativo fiscal. Nesse sentido, afastase a preliminar de afronta aos princípios da verdade material, do informalismo moderado e da ampla defesa. II. Creditamento. Insumos. Bens e serviços. Conforme acima relatado, a Fiscalização glosou créditos calculados sobre determinados bens e serviços não abrangidos pelo conceito de insumos estabelecido pela IN SRF n° 404/2004, ou seja, aqueles não consumidos ou aplicados diretamente na fabricação dos bens e produtos destinados à venda. De início, devese registrar que a não cumulatividade aplicada às contribuições sociais para o PIS e Cofins não se confunde com a não cumulatividade dos impostos IPI e ICMS. Nesta, além da origem constitucional, diferentemente da não cumulatividade das contribuições de origem legal, a sistemática do encontro de contas entre débitos e créditos referese ao ciclo de produção ou de comercialização de um produto ou mercadoria. Na não cumulatividade do IPI, por exemplo, o direito ao creditamento refere se às aquisições de insumos que serão aplicados nos produtos industrializados que serão comercializados pelo contribuinteindustrial, encontrandose circunscrita a não cumulatividade à produção do bem. O imposto pago na aquisição de insumos encontrase destacado na nota fiscal e será ele, e tão somente ele, que dará direito ao creditamento. No processo produtivo de um bem, há eventos de natureza física; enquanto que no auferimento de receitas, temse um complexo de atividades envolvidas que extrapola os elementos físicos para alcançar, também, os elementos funcionais relevantes. Na não cumulatividade das contribuições, o elemento de valoração não é mais o produto ou mercadoria em si considerado, mas o total das receitas auferidas pelos contribuintes, o que engloba todo o resultado da atividade operacional da pessoa jurídica. O fato gerador sob interesse não é apenas a saída ou entrada de uma mercadoria ou produto – o que pode se constituir em parte ínfima da atividade global do sujeito passivo –, mas todo o resultado comercial e financeiro da principal e, muitas vezes, exclusiva, atividade do contribuinte. O regime não cumulativo das contribuições sociais não se refere à recuperação, stricto sensu, dos tributos pagos na etapa anterior da cadeia de produção, mas a Fl. 653DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10925.000476/200919 Acórdão n.º 380303.220 S3TE03 Fl. 6 11 um conjunto de bens e serviços definido pelo legislador, “tratandose, em realidade, mais como um crédito presumido do que de uma não cumulatividade” 1. Como nos ensina Marco Aurélio Greco2, ao analisar a previsão legal da não cumulatividade das contribuições, a apuração dos créditos de PIS e Cofins envolve um conjunto de dispêndios “ligados a bens e serviços que se apresentem como necessários para o funcionamento do fator de produção, cuja aquisição ou consumo configura conditio sine qua non da própria existência e/ou funcionamento” da pessoa jurídica. Greco considera, ainda, que o termo “insumo” utilizado pelas Leis nº 10.637/2002 e 10.833/2003 abrange “os bens e serviços ligados à ideia de continuidade ou manutenção do fator de produção, bem como os ligados à sua melhoria. Ficam de fora da previsão legal os dispêndios que se apresentem num grau de inerência que configure mera conveniência da pessoa jurídica contribuinte (sem alcançar perante o fator de produção o nível de uma utilidade ou necessidade) ou, ainda, que ligados a um fator de produção, não interfiram com o seu funcionamento, continuidade, manutenção e melhoria”. Somente os bens e serviços utilizados de forma direta na produção da pessoa jurídica dão direito ao crédito das contribuições, devendo ser, efetivamente, absorvidos no processo produtivo que constitui o objeto da sociedade empresária. Para a análise da questão posta, necessário se torna reproduzir os dispositivos legais que cuidam da matéria. A Lei nº 10.637/2002, aplicável à contribuição para o PIS na sistemática não cumulativa, assim dispõe: Art. 3o Do valor apurado na forma do art. 2o a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: I bens adquiridos para revenda, exceto em relação às mercadorias e aos produtos referidos: (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) a) nos incisos III e IV do § 3o do art. 1o desta Lei; e (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) a) no inciso III do § 3o do art. 1o; e (Redação dada pela Medida Provisória nº 413, de 2008) Produção de efeitos a) no inciso III do § 3o do art. 1o desta Lei; e (Redação dada pela Lei nº 11.727, de 2008). b) no § 1o do art. 2o desta Lei; (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) b) nos §§ 1o e 1oA do art. 2o desta Lei; (Redação dada pela Lei nº 11.787, de 2008) II bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos 1 ANAN JR., Pedro. A questão do crédito de PIS e Cofins no regime da não cumulatividade. Revista de Estudos Tributário. Porto Alegre: v. 13, n. 76, nov/dez 2010, p. 38. 2 GRECO, Marco Aurélio. Nãocumulatividade no PIS e na COFINS. In: PAULSEN, Leandro (coord.). Não cumulatividade das contribuições PIS/PASEP e COFINS. IET e IOB/THOMSON, 2004. Fl. 654DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS 12 destinados à venda, inclusive combustíveis e lubrificantes, exceto em relação ao pagamento de que trata o art. 2o da Lei no 10.485, de 3 de julho de 2002, devido pelo fabricante ou importador, ao concessionário, pela intermediação ou entrega dos veículos classificados nas posições 87.03 e 87.04 da TIPI; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) III (VETADO) IV – aluguéis de prédios, máquinas e equipamentos, pagos a pessoa jurídica, utilizados nas atividades da empresa; V valor das contraprestações de operações de arrendamento mercantil de pessoa jurídica, exceto de optante pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte SIMPLES; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) VI máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado, adquiridos ou fabricados para locação a terceiros ou para utilização na produção de bens destinados à venda ou na prestação de serviços. (Redação dada pela Lei nº 11.196, de 2005) VII edificações e benfeitorias em imóveis de terceiros, quando o custo, inclusive de mãodeobra, tenha sido suportado pela locatária; VIII bens recebidos em devolução, cuja receita de venda tenha integrado faturamento do mês ou de mês anterior, e tributada conforme o disposto nesta Lei. IX energia elétrica consumida nos estabelecimentos da pessoa jurídica. (Incluído pela Lei nº 10.684, de 30.5.2003) IX energia elétrica e energia térmica, inclusive sob a forma de vapor, consumidas nos estabelecimentos da pessoa jurídica. (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) X valetransporte, valerefeição ou valealimentação, fardamento ou uniforme fornecidos aos empregados por pessoa jurídica que explore as atividades de prestação de serviços de limpeza, conservação e manutenção. (Incluído pela Lei nº 11.898, de 2009) § 1o O crédito será determinado mediante a aplicação da alíquota prevista no caput do art. 2o desta Lei sobre o valor: (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) (Vide Lei nº 11.727, de 2008) (Vigência) I dos itens mencionados nos incisos I e II do caput, adquiridos no mês; II dos itens mencionados nos incisos IV, V e IX do caput, incorridos no mês; (Redação dada pela Lei nº 10.684, de 30.5.2003) III dos encargos de depreciação e amortização dos bens mencionados nos incisos VI e VII do caput, incorridos no mês; Fl. 655DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10925.000476/200919 Acórdão n.º 380303.220 S3TE03 Fl. 7 13 IV dos bens mencionados no inciso VIII do caput, devolvidos no mês. § 2o Não dará direito a crédito o valor: (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) I de mãodeobra paga a pessoa física; e (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) II da aquisição de bens ou serviços não sujeitos ao pagamento da contribuição, inclusive no caso de isenção, esse último quando revendidos ou utilizados como insumo em produtos ou serviços sujeitos à alíquota 0 (zero), isentos ou não alcançados pela contribuição. (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) § 3o O direito ao crédito aplicase, exclusivamente, em relação: I aos bens e serviços adquiridos de pessoa jurídica domiciliada no País; II aos custos e despesas incorridos, pagos ou creditados a pessoa jurídica domiciliada no País; III aos bens e serviços adquiridos e aos custos e despesas incorridos a partir do mês em que se iniciar a aplicação do disposto nesta Lei. § 4o O crédito não aproveitado em determinado mês poderá sêlo nos meses subseqüentes. § 5o (VETADO) § 6o (VETADO) § 7o Na hipótese de a pessoa jurídica sujeitarse à incidência nãocumulativa da contribuição para o PIS/Pasep, em relação apenas a parte de suas receitas, o crédito será apurado, exclusivamente, em relação aos custos, despesas e encargos vinculados a essas receitas. (Vide Lei nº 10.865, de 2004) § 8o Observadas as normas a serem editadas pela Secretaria da Receita Federal, no caso de custos, despesas e encargos vinculados às receitas referidas no § 7o e àquelas submetidas ao regime de incidência cumulativa dessa contribuição, o crédito será determinado, a critério da pessoa jurídica, pelo método de: I – apropriação direta, inclusive em relação aos custos, por meio de sistema de contabilidade de custos integrada e coordenada com a escrituração; ou II – rateio proporcional, aplicandose aos custos, despesas e encargos comuns a relação percentual existente entre a receita bruta sujeita à incidência nãocumulativa e a receita bruta total, auferidas em cada mês. Fl. 656DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS 14 § 9o O método eleito pela pessoa jurídica será aplicado consistentemente por todo o anocalendário, observadas as normas a serem editadas pela Secretaria da Receita Federal. (...) § 13. Não integram o valor das máquinas, equipamentos e outros bens fabricados para incorporação ao ativo imobilizado na forma do inciso VI do caput deste artigo os custos de que tratam os incisos do § 2o deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) A Lei nº 10.833/2003, aplicável à Cofins e à contribuição para o PIS na sistemática não cumulativa, disciplina a matéria nos seguintes termos: Art. 3o Do valor apurado na forma do art. 2o a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: (Vide Medida Provisória nº 497, de 2010) I bens adquiridos para revenda, exceto em relação às mercadorias e aos produtos referidos: (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) a) nos incisos III e IV do § 3o do art. 1o desta Lei; e (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004)(Vide Medida Provisória nº 413, de 2008) (Vide Lei nº 11.727, de 2008). b) no § 1o do art. 2o desta Lei; (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) b) nos §§ 1o e 1oA do art. 2o desta Lei; (Redação dada pela lei nº 11.787, de 2008) II bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustíveis e lubrificantes, exceto em relação ao pagamento de que trata o art. 2o da Lei no 10.485, de 3 de julho de 2002, devido pelo fabricante ou importador, ao concessionário, pela intermediação ou entrega dos veículos classificados nas posições 87.03 e 87.04 da Tipi; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) III energia elétrica e energia térmica, inclusive sob a forma de vapor, consumidas nos estabelecimentos da pessoa jurídica; (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) IV aluguéis de prédios, máquinas e equipamentos, pagos a pessoa jurídica, utilizados nas atividades da empresa; V valor das contraprestações de operações de arrendamento mercantil de pessoa jurídica, exceto de optante pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte SIMPLES; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) VI máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado, adquiridos ou fabricados para locação a terceiros, ou para utilização na produção de bens destinados à Fl. 657DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10925.000476/200919 Acórdão n.º 380303.220 S3TE03 Fl. 8 15 venda ou na prestação de serviços; (Redação dada pela Lei nº 11.196, de 2005) VII edificações e benfeitorias em imóveis próprios ou de terceiros, utilizados nas atividades da empresa; VIII bens recebidos em devolução cuja receita de venda tenha integrado faturamento do mês ou de mês anterior, e tributada conforme o disposto nesta Lei; IX armazenagem de mercadoria e frete na operação de venda, nos casos dos incisos I e II, quando o ônus for suportado pelo vendedor. X valetransporte, valerefeição ou valealimentação, fardamento ou uniforme fornecidos aos empregados por pessoa jurídica que explore as atividades de prestação de serviços de limpeza, conservação e manutenção. (Incluído pela Lei nº 11.898, de 2009) § 1o Observado o disposto no § 15 deste artigo e no § 1o do art. 52 desta Lei, o crédito será determinado mediante a aplicação da alíquota prevista no caput do art. 2o desta Lei sobre o valor: (Redação dada pela Lei nº 10.925, de 2004) (Vide Lei nº 10.925, de 2004) § 1o Observado o disposto no § 15 deste artigo, o crédito será determinado mediante a aplicação da alíquota prevista no caput do art. 2o desta Lei sobre o valor: (Redação dada pela Lei nº 11.727, de 2008) (Produção de efeito) I dos itens mencionados nos incisos I e II do caput, adquiridos no mês; II dos itens mencionados nos incisos III a V e IX do caput, incorridos no mês; III dos encargos de depreciação e amortização dos bens mencionados nos incisos VI e VII do caput, incorridos no mês; IV dos bens mencionados no inciso VIII do caput, devolvidos no mês. § 2o Não dará direito a crédito o valor: (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) I de mãodeobra paga a pessoa física; e (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) II da aquisição de bens ou serviços não sujeitos ao pagamento da contribuição, inclusive no caso de isenção, esse último quando revendidos ou utilizados como insumo em produtos ou serviços sujeitos à alíquota 0 (zero), isentos ou não alcançados pela contribuição. (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) § 3o O direito ao crédito aplicase, exclusivamente, em relação: Fl. 658DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS 16 I aos bens e serviços adquiridos de pessoa jurídica domiciliada no País; II aos custos e despesas incorridos, pagos ou creditados a pessoa jurídica domiciliada no País; III aos bens e serviços adquiridos e aos custos e despesas incorridos a partir do mês em que se iniciar a aplicação do disposto nesta Lei. § 4o O crédito não aproveitado em determinado mês poderá sêlo nos meses subseqüentes. (...) § 7o Na hipótese de a pessoa jurídica sujeitarse à incidência nãocumulativa da COFINS, em relação apenas à parte de suas receitas, o crédito será apurado, exclusivamente, em relação aos custos, despesas e encargos vinculados a essas receitas. § 8o Observadas as normas a serem editadas pela Secretaria da Receita Federal, no caso de custos, despesas e encargos vinculados às receitas referidas no § 7o e àquelas submetidas ao regime de incidência cumulativa dessa contribuição, o crédito será determinado, a critério da pessoa jurídica, pelo método de: I apropriação direta, inclusive em relação aos custos, por meio de sistema de contabilidade de custos integrada e coordenada com a escrituração; ou II rateio proporcional, aplicandose aos custos, despesas e encargos comuns a relação percentual existente entre a receita bruta sujeita à incidência nãocumulativa e a receita bruta total, auferidas em cada mês. § 9o O método eleito pela pessoa jurídica para determinação do crédito, na forma do § 8o, será aplicado consistentemente por todo o anocalendário e, igualmente, adotado na apuração do crédito relativo à contribuição para o PIS/PASEP não cumulativa, observadas as normas a serem editadas pela Secretaria da Receita Federal. § 10. O valor dos créditos apurados de acordo com este artigo não constitui receita bruta da pessoa jurídica, servindo somente para dedução do valor devido da contribuição. (...) § 13. Deverá ser estornado o crédito da COFINS relativo a bens adquiridos para revenda ou utilizados como insumos na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, que tenham sido furtados ou roubados, inutilizados ou deteriorados, destruídos em sinistro ou, ainda, empregados em outros produtos que tenham tido a mesma destinação. (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) § 14. Opcionalmente, o contribuinte poderá calcular o crédito de que trata o inciso III do § 1o deste artigo, relativo à aquisição de máquinas e equipamentos destinados ao ativo imobilizado, no prazo de 4 (quatro) anos, mediante a aplicação, a cada mês, das Fl. 659DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10925.000476/200919 Acórdão n.º 380303.220 S3TE03 Fl. 9 17 alíquotas referidas no caput do art. 2o desta Lei sobre o valor correspondente a 1/48 (um quarenta e oito avos) do valor de aquisição do bem, de acordo com regulamentação da Secretaria da Receita Federal. (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) § 15. O crédito, na hipótese de aquisição, para revenda, de papel imune a impostos de que trata o art. 150, inciso VI, alínea d da Constituição Federal, quando destinado à impressão de periódicos, será determinado mediante a aplicação da alíquota prevista no § 2o do art. 2o desta Lei (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) § 16. Opcionalmente, o contribuinte poderá calcular o crédito de que trata o inciso III do § 1o deste artigo, relativo à aquisição de vasilhames referidos no inciso IV do art. 51 desta Lei, destinados ao ativo imobilizado, no prazo de 12 meses, à razão de 1/12 (um doze avos), ou, na hipótese de opção pelo regime de tributação previsto no art. 52 desta Lei, poderá creditarse de 1/12 (um doze avos) do valor da contribuição incidente, mediante alíquota específica, na aquisição dos vasilhames, de acordo com regulamentação da Secretaria da Receita Federal. (Incluído pela Lei nº 10.925, de 2004) § 16. Opcionalmente, o contribuinte poderá calcular o crédito de que trata o inciso III do § 1o deste artigo, relativo à aquisição de embalagens de vidro retornáveis, classificadas no código 7010.90.21 da Tipi, destinadas ao ativo imobilizado, de acordo com regulamentação da Secretaria da Receita Federal do Brasil: (Redação dada pela Lei nº 11.727, de 2008) (Produção de efeito) I – no prazo de 12 (doze) meses, à razão de 1/12 (um doze avos); ou (Incluído pela Lei nº 11.727, de 2008) (Produção de efeito) II – na hipótese de opção pelo regime especial instituído pelo art. 58J desta Lei, no prazo de 6 (seis) meses, à razão de 1/6 (um sexto) do valor da contribuição incidente, mediante alíquota específica, na aquisição dos vasilhames, ficando o Poder Executivo autorizado a alterar o prazo e a razão estabelecidos para o cálculo dos referidos créditos. (Incluído pela Lei nº 11.727, de 2008) (Produção de efeito) (...) § 18. O crédito, na hipótese de devolução dos produtos de que tratam os §§ 1o e 2o do art. 2o desta Lei, será determinado mediante a aplicação das alíquotas incidentes na venda sobre o valor ou unidade de medida, conforme o caso, dos produtos recebidos em devolução no mês. (Incluído pela Lei nº 11.051, de 2004) (Vigência) (Vide Medida Provisória nº 413, de 2008) (Vide Lei nº 11.727, de 2008). 19. A empresa de serviço de transporte rodoviário de carga que subcontratar serviço de transporte de carga prestado por: (Incluído pela Lei nº 11.051, de 2004) Fl. 660DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS 18 I – pessoa física, transportador autônomo, poderá descontar, da Cofins devida em cada período de apuração, crédito presumido calculado sobre o valor dos pagamentos efetuados por esses serviços; (Incluído pela Lei nº 11.051, de 2004) II pessoa jurídica transportadora, optante pelo SIMPLES, poderá descontar, da Cofins devida em cada período de apuração, crédito calculado sobre o valor dos pagamentos efetuados por esses serviços. (Incluído pela Lei nº 11.051, de 2004) (Vigência) § 20. Relativamente aos créditos referidos no § 19 deste artigo, seu montante será determinado mediante aplicação, sobre o valor dos mencionados pagamentos, de alíquota correspondente a 75% (setenta e cinco por cento) daquela constante do art. 2o desta Lei. (Incluído pela Lei nº 11.051, de 2004) (Vigência) § 21. Não integram o valor das máquinas, equipamentos e outros bens fabricados para incorporação ao ativo imobilizado na forma do inciso VI do caput deste artigo os custos de que tratam os incisos do § 2o deste artigo. (Incluído dada pela Lei nº 11.196, de 2005) (...) Art. 15. Aplicase à contribuição para o PIS/PASEP não cumulativa de que trata a Lei no 10.637, de 30 de dezembro de 2002, o disposto: (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) I nos incisos I e II do § 3o do art. 1o desta Lei; (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) II nos incisos VI, VII e IX do caput e nos §§ 1o e 10 a 20 do art. 3o desta Lei; (Redação dada pela Lei nº 11.051, de 2004) Na sequência, passase à análise das glosas e alterações efetuadas pela Fiscalização e mantidas pela Delegacia de Julgamento. II.a – Produtos utilizados em embalagens para transporte. A Delegacia de Julgamento manteve as glosas de créditos efetuadas pela Fiscalização relativamente às embalagens para transporte, englobando os seguintes produtos: fita adesiva, filme película, película de polietileno, fita Uniflec, papel, chapa de papelão ondulada, tiras de papelão, folha plástica, embalagem para parquet, sacos plásticos, fita gomada perfurada, embalagem plástica etc. A DRJ baseouse na legislação do IPI que faz a distinção entre “embalagens de apresentação” e “embalagens de transporte”, considerando que somente as primeiras, por serem consumidas durante o processo produtivo, dão direito ao creditamento. Não comungo desse entendimento Tendo por fundamentos os dispositivos legais que regem a matéria, precipuamente o inciso IX do art. 3º da Lei nº 10.833/2003, bem como o requisito de utilidade ou necessidade para a produção, concluise, diferentemente da repartição de origem e da delegacia de julgamento, que dão direito ao creditamento, desde que adquiridos de pessoas jurídicas domiciliadas no País, que tenham sido tributados pela contribuição na aquisição e que Fl. 661DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10925.000476/200919 Acórdão n.º 380303.220 S3TE03 Fl. 10 19 estejam comprovados com documentação hábil e idônea, os produtos identificados no parágrafo anterior, utilizados na embalagem e no transporte dos bens produzidos pela pessoa jurídica, configurandose itens necessários à distribuição e à comercialização da produção. Além disso, justificase a apuração de créditos nas aquisições de material de embalagem para transporte pelo fato de que tais bens destinamse à preservação das características dos produtos durante o transporte até os pontos de venda. Por se tratar de portas de madeira, a realização do seu transporte sem o cuidado devido pode comprometer a integridade dos produtos finais, já vendidos, o que torna o material de embalagem elemento imprescindível à efetivação do negócio nas condições pactuadas. A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) já decidiu nesse sentido, quando do julgamento do Agravo Regimental no Recurso Especial nº 1.125.253, ocorrido em 15 de abril de 2010, cujo acórdão restou ementado da seguinte forma: “PROCESSUAL CIVIL TRIBUTÁRIO PIS/ COFINS NÃO CUMULATIVIDADE – INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA – POSSIBILIDADE – EMBALAGENS DE ACONDICIONAMENTO DESTINADAS A PRESERVAR AS CARACTERÍSTICAS DOS BENS DURANTE O TRANSPORTE, QUANDO O VENDEDOR ARCAR COM ESTE CUSTO – É INSUMO NOS TERMOS DO ART. 3º, II, DAS LEIS N. 10.637/2002 E 10.833/2003. 1. Hipótese de aplicação de interpretação extensiva de que resulta a simples inclusão de situação fática em hipótese legalmente prevista, que não ofende a legalidade estrita. Precedentes. 2. As embalagens de acondicionamento, utilizadas para a preservação das características dos bens durante o transporte, deverão ser consideradas como insumos nos termos definidos no art. 3º, II, das Leis n. 10.637/2002 e 10.833/2003 sempre que a operação de venda incluir o transporte das mercadorias e o vendedor arque com estes custos. Também o CARF já decidiu nesse sentido, conforme se depreende da ementa a seguir reproduzida: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/10/2005 a 31/12/2005 (...) Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Período de apuração: 01/10/2005 a 31/12/2005 NÃO CUMULATIVIDADE. MATERIAIS DE EMBALAGEM. DIREITO AO CRÉDITO. No regime da nãocumulatividade do PIS e Cofins as indústrias de móveis têm direito a créditos sobre aquisições de materiais de Fl. 662DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS 20 embalagem, como etiquetas adesivas, chapas de papelão ondulado, cantoneiras, filme stretch e fita de aço, por constituírem insumos vinculados aos produtos fabricados. (...) (Acórdão nº 3401001.585 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária, sessão de 1º de setembro de 2011). Portanto, uma vez comprovado que os produtos identificados como fita adesiva, filme película, película de polietileno, fita Uniflec, papel, chapa de papelão ondulada, tiras de papelão, folha plástica, embalagem para parquet, sacos plásticos, fita gomada perfurada, embalagem plástica etc. tenham sido adquiridos de pessoas jurídicas domiciliadas no País, tributados pela contribuição e utilizados na embalagem para transporte dos bens produzidos pelo Recorrente, sua aquisição deve ser considerada na apuração dos créditos devidos. II.b Peças de reposição e serviços de manutenção em máquinas utilizadas no processo produtivo. Foram glosados pela Fiscalização os créditos decorrentes da aquisição de peças de reposição, identificadas como régua padrão, mancal, sensores e serviços de conserto de mesa de entrada, por terem sido considerados como bens “imobilizáveis”, passíveis de depreciação, tendo em vista que contribuem para mais de um exercício. A Delegacia de Julgamento manteve a glosa, sob o fundamento de que o contribuinte não comprovara a relação existente entre as peças de reposição e as máquinas utilizadas no processo produtivo, o que, por falta de provas, impediria a sua aceitação como itens geradores de crédito. Segundo o Recorrente, os bens dispendidos e os serviços com reformas, reparos ou retíficas destinamse à manutenção de máquinas e equipamentos utilizados no processo produtivo, não sendo passíveis de imobilização, por sofrerem grande desgaste na fabricação de portas, batentes e guarnições, necessitando de reposições regulares, de forma a manter as máquinas em condições normais de funcionamento. O Recorrente reproduz algumas soluções de consulta da Receita Federal, em que se consigna que “[as] ferramentas adquiridas para utilização em máquinas da linha de produção, a contratação de mãodeobra de pessoas juridicas para operação e manutenção de equipamentos da linha de produção (...) são considerados insumos, para fins de creditamento da Cofins” (Solução de Consulta Disit08 nº 30/2010). Tal entendimento consta de algumas outras soluções de consulta, como a de nº 420, de 5 de dezembro de 2010, publicada na Seção 1 do Diário Oficial da União de 2 de fevereiro de 2011, em que se registrou que “[os] valores referentes a serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, para manutenção das máquinas e equipamentos empregados na produção de bens destinados à venda, podem compor a bse de cálculo dos créditos a serem descontados da Cofins nãocumulativa, desde que respeitados todos os demais requisitos normativos e legais atinentes à espécie”. Constatase, portanto, que a própria Administração tributária concebe que as ferramentas e os serviços de manutenção de máquinas utilizadas no processo produtivo dão direito à apuração de créditos das contribuições na sistemática da não cumulatividade. Junto ao recurso, o contribuinte traz aos autos (doc. 3) cópia de nota fiscal de aquisição de mancal, para se juntar às demais trazidas na Manifestação de Inconformidade Fl. 663DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10925.000476/200919 Acórdão n.º 380303.220 S3TE03 Fl. 11 21 (régua padrão, mesa de entrada, sensores), bem como de fotos contendo detalhes de sua utilização na indústria (doc. 4). Com base apenas nas fotos reproduzidas no anexo, não é possível afirmar, peremptoriamente, conforme assegura o Recorrente, que tais bens têm vida útil inferir a um ano – condição para a sua não imobilização –, pois quase todos eles se mostram como bens duráveis, passíveis de utilização por mais de doze meses, cujos valores de aquisição são significativos, denotando tratarse de bens que não se consomem no processo produtivo em período inferior a um ano. Por exemplo, as fotos da régua padrão e do mancal indicam que tais bens têm um porte considerável, assemelhandose mais a máquinas e equipamentos do ativo imobilizado do que a bens consumidos durante o processo de industrialização. Dessa forma, mostrase mais consentâneo com a realidade dos autos a “imobilização” de tais bens (régua padrão e mancal), cujo creditamento se dará a partir de sua depreciação, nos termos fixados na lei, exceto em relação aos sensores, cujos valores de aquisição deverão servir de base para o creditamento, uma vez tratarse de mera peça de reposição, que não acrescenta valor significativo à máquina e/ou ao equipamento em que instalados, não lhes aumentando a vida útil. Quanto aos serviços de manutenção da mesa de entrada, eles devem ser considerados como insumos para fins de apuração de créditos da contribuição não cumulativa, conforme já vem decidindo a Receita Federal por meio de soluções de consulta, respeitados os demais requisitos legais. II.c – Outros bens: giz escolar, tinta para carimbo, etiquetas, marcador esferográfico e tapete plástico. A Fiscalização glosou os créditos relativos às aquisições de outros materiais que, segundo ela, não se agregam aos produtos finais. Alguns desses créditos foram acatados pela Delegacia de Julgamento, tendo sido mantida a glosa relativa ao marcador esferográfico, tinta para carimbo, giz escolar, tapete plástico e etiquetas. Segundo o Recorrente, tais bens são insumos utilizados na fabricação de portas, eis que se agregam ao produto final, inexistindo razão para as glosas efetuadas. Para o relator a quo, o giz e a tinta para carimbo podem ser também utilizados em atividades não diretamente relacionadas ao processo produtivo, em decorrência do que eles não podem ser considerados como consumidos no processo produtivo. Inexiste pronúncia da DRJ quanto ao tapete plástico, cujo crédito foi glosado pela Fiscalização. Segundo o Recorrente, tratase produto utilizado em máquina para que a lâmina da faca não encoste no metal. No anexo identificado como doc. 5, o Recorrente reproduz fotos relativas a esses produtos. Em relação à tinta para carimbo, é possível constatar nas imagens (recipiente de 1.000 ml e registros na madeira) que ela é utilizada em carimbos destinados a marcar os Fl. 664DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS 22 produtos fabricados com informações relativas ao país de fabricação (Made in Brazil) e à identificação do produto. Quanto ao tapete plástico, da marca italiana Monguzzi, as fotos não estão muito nítidas, mas, considerando a informação do Recorrente de que se trata de produto destinado a proteger as máquinas da lâmina da faca, assim como a constatação da Fiscalização de que se refere a gasto normal e necessário à atividade empresarial, é possível concebêla como um bem utilizado como insumo no processo produtivo, sujeito a desgaste pelo uso constante junto a elementos cortantes. Em razão do material perecível de que é feito (plástico) e do seu baixo custo (ver Termo de Verificação e Encerramento da Ação Fiscal), é possível concluir que o tapete plástico não é um bem “imobilizável”, mas um bem consumido durante o processo produtivo. No que tange ao giz, que segundo o Recorrente destinase a marcar e classificar os produtos, não comungo do mesmo entendimento do relator a quo de que ele pode ser utilizado indistintamente em outros setores da pessoa jurídica, em razão do que não daria direito a crédito da contribuição, pois, por se tratar o Recorrente de uma fábrica de portas de madeira, não se vislumbra outro uso para tal bem que não a marcação da madeira e dos produtos fabricados, prática essa muito comum em indústrias que têm a amdeira como insumo principal. Quanto aos demais produtos (etiquetas e marcador esferográfico), eles se mostram consentâneos com o objeto social do Recorrente (fabricação de portas), pois que utilizados na identificação dos produtos finais destinados à venda e à marcação dos pacotes de lâminas, conforme se verifica nas fotos reproduzidas no anexo denomindado doc. 5. Diante dessas constatações, acolhese o creditamento relativamente à tinta para carimbo, ao tapete plástico, ao marcador esferográfico, às etiquetas e ao giz, observados os requisitos impostos pela lei. II.d Frete na aquisição de insumos e no transporte de produtos entre filiais. A Fiscalização glosou os créditos decorrentes de fretes pagos na transferência de mercadorias entre estabelecimentos da mesma empresa, por não se constituírem em matériasprimas ou insumos destinados ao processo produtivo. O Recorrente, na Manifestação de Inconformidade, argumentou que se tratava, em verdade, de fretes pagos na aquisição de insumos intrinsecamente ligados ao processo produtivo A Delegacia de Julgamento, por seu turno, constatou que o interessado não trouxera aos autos os conhecimentos de transporte ou outros documentos que pudessem comprovar se tratar de fretes pagos na aquisição de insumos, despesa esta que poderia se agregar ao custo do produto adquirido, mas desde que arcado pelo comprador, em razão do que mantiveramse as glosas, visto que inexistiria previsão legal para o deslocamento de insumos entre estabelecimentos da mesma empresa. Junto ao recurso, o contribuinte traz aos autos cópias dos conhecimentos de transportes (doc. 07), dois deles ilegíveis mas com o número do documento nítido, em que se verifica que se trata de aquisições de caixas de papelão, ferragens, plásticos, colas etc., transportados por diferentes empresas, tendo como remetentes as empresas Primo Tedesco Fl. 665DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10925.000476/200919 Acórdão n.º 380303.220 S3TE03 Fl. 12 23 S/A, Ferramentas Gerais, mbalagens News, THR e HST e, em seis casos, o estabelecimento do Recorrente domiciliado em São Paulo/SP. Tais documentos coincidem com aqueles identificados no Termo de Verificação e de Encerramento da Análise Fiscal, todos eles relativos ao transporte de bens utilizados como insumos no processo produtivo do Recorrente, sendo que a maioria tem como remetente pessoa jurídica distinta e como destinatário a Sincol, constatação essa que difere da afirmativa do agente fiscal de que todos os fretes se referem à transferência de mercadorias entre establecimentos da mesma empresa. O serviço de transporte de matériasprimas, produtos intermediários e de material de embalagem se subsume na previsão normativa do art. 3º, inciso II, das Leis nº 10.637/2002 e 10.833/2003, tratandose de serviço utilizado como insumo na produção de bens destinados à venda, mesmo no caso de transferência de bens entre estabelecimentos da mesma pessoa jurídica, pois, nessa hipótese, temse um serviço de transporte que destina a outra unidade produtora da mesma empresa bens utilizados como insumos na produção, configurandose uma extensão do transporte do insumo originariamente adquirido de terceiros. Temse, no caso, um conjunto de dispêndios necessários ao funcionamento do fator de produção, uma vez que o transporte do insumo, de sua origem ao destinatário produtor, é um elemento imprescindível à industrialização, sem o qual esta não se efetivará. Além disso, a prestação dos serviços de fretes é condição sine qua non do funcionamento da empresa, sem os quais, terseá a descontinuidade de sua produção. A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no julgamento do REsp nº 1.147.902, ocorrido em 18 de março de 2010, decidiu que “[as] despesas de frete somente geram crédito quando relacionadas à operação de venda e, ainda assim, desde que sejam suportados pelo contribuinte vendedor”, o que exclui a transferência de mercadorias entre estabelecimentos da mesma empresa, assim como os gastos com transporte na aquisição de insumos. Contudo, não comungo do mesmo entendimento da Segunda Turma do STJ. A Turma do STJ restringe sua análise ao teor do inciso IX do art. 3º da Lei nº 10.833/2003, que prevê a possibilidade de creditamento somente em relação ao frete na operação de venda, ignorando por completo o teor do inciso II do mesmo artigo, em que se assegura o direito de se descontar crédito decorrente da aquisição de mercadorias e serviços utilizados como insumos na produção dos bens destinados à venda. Conforme já apontado, o transporte dos bens utilizados como insumos é imprescindível ao funcionamento do fator de produção, pois sem esse serviço não se terá a entrada dos insumos no complexo industrial, situação em que se terá por frustrada a produção. No referido inciso II do art. 3º da Lei nº 10.833/2003, há a previsão de creditamento nas aquisições de combustíveis e lubrificantes, denotando que a lei abrange os gastos do contribuinte no transporte de bens utilizados como insumos e dos produtos finais em veículos próprios, não se vislumbrando razão para se excluírem os fretes pagos a empresas transportadoras, considerando que a exegese que se extrai do mesmo dispositivo abrange o conjunto de bens e serviços utilizados como insumos. A aquisição de insumos ocorre em etapa anterior ao processo produtivo e não na operação de venda, devendose ressaltar que a previsão Fl. 666DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS 24 do citado inciso IX (frete na operação de venda) não exclui a regra contida no inciso II da mesma lei. Nos casos em que o frete é exigido juntamente com o valor da mercadoria adquirida, na mesma nota fiscal, a lei não exige que seu valor seja excluído para fins de cálculo do crédito devido, não se vislumbrando razão à exclusão dos fretes prestados por transportadoras. Frete e valor da mercadoria são dispêndios do produtor, frisese mais uma vez, imprescindíveis à produção. Neste ponto, há algumas questões que devem ser salientadas, a saber: 1ª) logicamente, nos casos em que o crédito já tiver sido apurado com base no valor total de aquisição de mercadorias para revenda e de insumos, incluída aí a parcela relativa ao custo do frete, inexistirá a possibilidade de creditamento em duplicidade, devendo o crédito se restringir à primeira apuração; 2ª) se, contudo, o frete tiver sido pago separadamente em relação aos bens comercializados, seja por ter se realizado em momento distinto, seja por ter sido prestado por uma terceira pessoa jurídica, estarseá diante de um serviço utilizado como insumo, subsumindose, desde que tributado e prestado por pessoa jurídica domiciliada no País, à previsão do inciso II do art. 3º das Leis nº 10.637/2002 e 10.833/2003; 3ª) se se tratar de frete cobrado nas vendas de mercadorias destinadas à revenda e de insumos não tributados, haverá direito ao creditamento se e somente se tiver havido a incidência da contribuição na prestação desse serviço, isoladamente considerado. Diante do exposto, concedese o direito ao creditamento em relação aos valores de fretes tributados pela contribuição, cobrados separadamente dos insumos adquiridos, mesmo na hipótese de transferência entre estabelecimentos da mesma pessoa jurídica. IIe – Glosa indevida. Alega o Recorrente a ocorrência de uma glosa indevida referente a produto (fita adesiva) adquirido em dezembro de 2005, período esse não alcançado por este processo (nota fiscal nº 0023216, de 29/12/2005, no valor de R$ 652,31). A autoridade julgadora a quo considerou que, uma vez que o trabalho fiscal foi realizado com base nas memórias de cálculo apresentadas pelo contribuinte, planilhas estas formadoras da base de cálculo dos créditos, os insumos que constam dessas listagens, a principio, seriam relativos àqueles valores que o próprio contribuinte, não o fisco, considerou como base de cálculo dos créditos, nada havendo a sanear. O Recorrente alega a glosa indevida baseandose tão somente na data digitada pelo agente fiscal na planilha presente no Termo de Verificação e Encerramento da Ação Fiscal, sem trazer aos autos a cópia da nota fiscal respectiva para comprovar a efetividade do erro alegado. O agente fiscal pode muito bem ter se equivocado no momento de preencher a planilha e digitado a informação relativa ao mês de forma errônea, dúvida essa que somente seria afastada caso o interessado tivesse trazido o documento para esclarecer, peremptoriamente, o erro ocorrido. Fl. 667DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10925.000476/200919 Acórdão n.º 380303.220 S3TE03 Fl. 13 25 Isso ele não fez, nem na primeira instância, nem neste momento processual, ignorando, por completo, a determinação do art. 16, § 4º, do PAF, que determina que a prova, em regra, deverá ser apresentada na impugnação, sob pena de preclusão. Ora, a pessoa que alega ser detentora de um direito tem o dever de comprovar suas alegações, sem o que o Direito não pode lhe socorrer, precipuamente se se considerar que se trata de documento de sua propriedade, que cabe somente a ele dele dispor na comprovação de suas alegações. Nesse sentido, por falta da prova, não se acata a alegação de ocorrência de glosa indevida. IIf Encargos de depreciação de bens do ativo imobilizado. A Fiscalização glosou os encargos de depreciação decorrentes de bens considerados não utilizados na produção, a saber: motor p/empilhadeira 174, rotor para Vec 575, carro hidráulico 2000 kg paletrans, vassoura mecânica Lion, central de controle e peças. O Recorrente afirmou, em sua manifestação de inconformidade, que todas as máquinas e equipamentos de sua propriedade, bens do ativo imobilizado, são utilizados na produção. Naquele momento, o contribuinte trouxe aos autos a descrição dos referidos bens, que segundo ele, destinamse ao transporte de madeira entre os setores da empresa, à sucção de pó e resíduos, à limpeza da fábrica, ao lixamento da madeira, à carga e descarga de mercadorias etc. (doc. 12). Juntaramse, também, aos autos, cópias de fotos dos referidos equipamentos (doc. 13), em que se constata tratarse de máquinas e equipamentos, duráveis e de porte considerável, utilizados no processo produtivo da pessoa jurídica. A Delegacia de Julgamento argumentou que, pela descrição apresentada pelo contribuinte, os bens (motor p/empilhadeira 174, rotor para Vec 575, carro hidráulico 2000 kg paletrans, vassoura mecânica Lion, central de controle e peças), em regra, não se caracterizam como máquinas ou equipamentos utilizados na produção de mercadorias destinadas à venda, no contexto do processo produtivo da empresa, não gerando, por conseguinte, direito ao creditamento, com exceção do bem descrito como "central de controle e peças para máquinas", utilizado para o lixamento de portas, o qual, caso houvesse nos autos a prova de sua aquisição, poderia ser acatado como bem utilizado na produção. Não se pode perder de vista que, pelo teor do termo de encerramento da verificação fiscal elaborado na repartição de origem, o agente fiscal teve acesso a todas as notas fiscais requeridas da pessoa jurídica, tendoas relacionado de forma individualizada em planilhas discriminadas por tipo de insumo e por período de aquisição. O Recorrente, em sua defesa, reproduz o Parecer Normativo da Coordenação Geral de Tributação da Receita Federal nº 7/1992, em que se consigna que “como industriais devem ser entendidos (...) as máquinas, aparelhos e equipamentos empregados na produção industrial, em contraposição aos de utilização comercial ou de uso doméstico”. É possível constatar que os equipamentos sob comento destinamse ao transporte de madeira em diversos setores do parque fabril, à utilização no sistema de sucção de pó e resíduos de madeira (serragem), à expedição como aparelho auxiliar para carga e Fl. 668DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS 26 descarga dos produtos acabados e à limpeza da fábrica etc., sem o que, terseá por prejudicados o andamento e a finalização do processo produtivo. Pelas informações constantes dos autos (termo de verificação fiscal, descrição dos equipamentos, fotografias etc.), concluo que se trata de equipamentos do ativo imobilizado da pessoa jurídica, utilizados no parque fabril, que, observados os requisitos legais, encontramse aptos a gerar crédito da contribuição não cumulativa determinado sobre o valor dos encargos de depreciação, nos termos previstos no art. 3º, inciso VI, e § 1º, inciso III, das Leis nº 10.637/2002 e 10.833/2003. III. Conclusão Diante do exposto, voto por PROVER PARCIALMENTE o recurso, para RECONHECER o direito do contribuinte de se creditar, observados os elementos probatórios constantes dos autos, precipuamente aqueles averiguados e atestados pela repartição de origem, identificados no Termo de Verificação e Encerramento da Análise Fiscal, quanto a: (i) produtos identificados como fita adesiva, filme película, película de polietileno, fita Uniflec, papel, chapa de papelão ondulada, tiras de papelão, folha plástica, embalagem para parquet, sacos plásticos, fita gomada perfurada, embalagem plástica etc.; (ii) encargos de depreciação calculados sobre máquinas e equipamentos (régua padrão e mancal, assim como motor p/empilhadeira 174, rotor para Vec 575, carro hidráulico 2000 kg paletrans, vassoura mecânica Lion, central de controle e peças) utilizados no processo fabril da pessoa jurídica; (iii) aquisição de sensores e de serviços de manutenção da mesa de entrada; (iv) tinta para carimbo, tapete plástico, marcador esferográfico, etiquetas e giz; e (v) fretes tributados pela contribuição, cobrados separadamente dos insumos adquiridos, mesmo na hipótese de transferência entre estabelecimentos da mesma pessoa jurídica. Esclareçase que o provimento parcial se deve ao creditamento com base nos encargos de depreciação de parte das máquinas e dos equipamentos, em relação a qual o Recorrente pretendia se creditar a título de insumos (partes e peças de reposição) com base nos valores de aquisição. É como voto. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis – Relator. Fl. 669DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10925.000476/200919 Acórdão n.º 380303.220 S3TE03 Fl. 14 27 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara Processo nº: 10925.000476/200919 Interessada: SINCOL S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 4º do art. 63 e no § 3º do art. 81 do Anexo II, c/c inciso VII do art. 11 do Anexo I, todos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, fica um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, intimado a tomar ciência do Acórdão no 380303.220, de 17 de julho de 2012, da 3a Turma Especial da 3a Seção. Brasília DF, em 17 de julho de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Ciente, com a observação abaixo: ( ) Apenas com ciência ( ) Com embargos de declaração ( ) Com recurso especial Em ____/____/______ Fl. 670DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/07/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 20/07/2012 por HELCIO LAFETA REIS
score : 1.0
Numero do processo: 13896.909044/2009-58
Data da sessão: Thu Aug 23 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 15/10/2003
PRELIMINAR DE NULIDADE. DECISÃO RECORRIDA.
INOCORRÊNCIA.
Inexiste nulidade na decisão de primeira instância proferida em total conformidade com as normas do Processo Administrativo Fiscal (PAF) e os elementos fáticos presentes nos autos.
RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. INDÉBITO. ÔNUS DA PROVA.
O ônus da prova recai sobre a pessoa que alega o direito ou o fato que o modifica, extingue ou que lhe serve de impedimento, devendo prevalecer a decisão administrativa que não reconheceu o direito creditório e não homologou a compensação, amparada em informações prestadas pelo sujeito passivo e presentes nos sistemas internos da Receita Federal.
Numero da decisão: 3803-003.471
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade arguida e, no mérito, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Vencido o conselheiro Juliano Eduardo Lirani, que,
abstendo-se de votar o mérito, votou por converter o julgamento em diligência. Fez sustentação oral: Dr. Rogério Pires da Silva, OAB/SP nº 111.399.
Nome do relator: HELCIO LAFETA REIS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 11 09:00:10 UTC 2023
anomes_sessao_s : 201208
ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 15/10/2003 PRELIMINAR DE NULIDADE. DECISÃO RECORRIDA. INOCORRÊNCIA. Inexiste nulidade na decisão de primeira instância proferida em total conformidade com as normas do Processo Administrativo Fiscal (PAF) e os elementos fáticos presentes nos autos. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. INDÉBITO. ÔNUS DA PROVA. O ônus da prova recai sobre a pessoa que alega o direito ou o fato que o modifica, extingue ou que lhe serve de impedimento, devendo prevalecer a decisão administrativa que não reconheceu o direito creditório e não homologou a compensação, amparada em informações prestadas pelo sujeito passivo e presentes nos sistemas internos da Receita Federal.
numero_processo_s : 13896.909044/2009-58
conteudo_id_s : 6793608
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Mar 09 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 3803-003.471
nome_arquivo_s : 380303471_13896909044200958_201208.pdf
nome_relator_s : HELCIO LAFETA REIS
nome_arquivo_pdf_s : 13896909044200958_6793608.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade arguida e, no mérito, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Vencido o conselheiro Juliano Eduardo Lirani, que, abstendo-se de votar o mérito, votou por converter o julgamento em diligência. Fez sustentação oral: Dr. Rogério Pires da Silva, OAB/SP nº 111.399.
dt_sessao_tdt : Thu Aug 23 00:00:00 UTC 2012
id : 4576068
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:08 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290043915239424
conteudo_txt : Metadados => date: 2014-07-21T19:35:30Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2014-07-21T19:35:30Z; Last-Modified: 2014-07-21T19:35:30Z; dcterms:modified: 2014-07-21T19:35:30Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:9e80f2ec-14bd-4451-a81a-0f0301374820; Last-Save-Date: 2014-07-21T19:35:30Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2014-07-21T19:35:30Z; meta:save-date: 2014-07-21T19:35:30Z; pdf:encrypted: true; modified: 2014-07-21T19:35:30Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2014-07-21T19:35:30Z; created: 2014-07-21T19:35:30Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2014-07-21T19:35:30Z; pdf:charsPerPage: 2018; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:created: 2014-07-21T19:35:30Z | Conteúdo => S3TE03 Fl. 281 1 280 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13896.909044/200958 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 380303.471 – 3ª Turma Especial Sessão de 23 de agosto de 2012 Matéria RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO PAGAMENTO A MAIOR Recorrente SND DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS DE INFORMÁTICA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 15/10/2003 PRELIMINAR DE NULIDADE. DECISÃO RECORRIDA. INOCORRÊNCIA. Inexiste nulidade na decisão de primeira instância proferida em total conformidade com as normas do Processo Administrativo Fiscal (PAF) e os elementos fáticos presentes nos autos. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. INDÉBITO. ÔNUS DA PROVA. O ônus da prova recai sobre a pessoa que alega o direito ou o fato que o modifica, extingue ou que lhe serve de impedimento, devendo prevalecer a decisão administrativa que não reconheceu o direito creditório e não homologou a compensação, amparada em informações prestadas pelo sujeito passivo e presentes nos sistemas internos da Receita Federal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade arguida e, no mérito, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Vencido o conselheiro Juliano Eduardo Lirani, que, abstendose de votar o mérito, votou por converter o julgamento em diligência. Fez sustentação oral: Dr. Rogério Pires da Silva, OAB/SP nº 111.399. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator. Fl. 281DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 23/08/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por HELCIO LAFETA REIS 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, Jorge Victor Rodrigues, Juliano Eduardo Lirani e João Alfredo Eduão Ferreira. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto em face da decisão da DRJ Campinas/SP que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada pelo contribuinte para se contrapor à não homologação da compensação pleiteada, nos termos do despacho decisório eletrônico exarado pela repartição de origem. O contribuinte havia transmitido à Receita Federal, em 28 de setembro de 2006, Pedido de Restituição e Declaração de Compensação (PER/DCOMP), relativos a pretenso pagamento da Cofins efetuado a maior, no montante de R$ 3.043,12, cujo direito creditório reclamado neste processo totaliza o valor atualizado de R$ 4.454,52. Por meio de despacho decisório eletrônico, a repartição de origem decidiu por não homologar a compensação, sob o fundamento de que o pagamento informado já havia sido integralmente utilizado para quitação de débito da titularidade do contribuinte. Cientificado da decisão, o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade e alegou que pretendia comprovar a efetividade da compensação, mas que, até aquele momento, não havia localizado os elementos comprobatórios, por se tratar de documentos antigos, em razão do que requereu o deferimento de prazo adicional para a apresentação dos documentos necessários ao exame dos fatos. Informou o então Manifestante que a apresentação do DARF estaria sendo providenciada e que teria havido recolhimento a maior da contribuição, do que decorreria a existência do crédito, cuja compensação pretendiase efetivar. Acrescentou o Manifestante que, no caso de indeferimento da dilação do prazo para apresentação dos documentos, se determinasse a realização de perícia contábil, nos termos do artigo 16 do Decreto n° 70.235/1972, para que o perito informasse, com base no exame da escrituração contábil e fiscal, o valor correto da base de cálculo da contribuição para o PIS no período sob análise, bem como o valor correto da contribuição devida e o montante do indébito decorrente do pagamento a maior, este devidamente atualizado até a data da compensação, detalhandose as explicações referentes a eventuais divergências apuradas entre os valores escriturados e os declarados em DCTF e/ou DIPJ. Indicou o Manifestante como seu assistente técnico o Sr. Waldir Luiz Bulgarelli e requereu a suspensão da exigibilidade de todo e qualquer débito discutido nos autos. A DRJ Campinas/SP julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade, tendo sido o acórdão ementado nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL C0F1NS Período de apuração: 01/09/2003 a 30/09/2003 Fl. 282DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 23/08/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 13896.909044/200958 Acórdão n.º 380303.471 S3TE03 Fl. 282 3 COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA Não havendo provas da existência do crédito utilizado, devese negar homologação à compensação declarada. PEDIDO DE DILAÇÃO DE PRAZO PARA APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS. INDEFERIMENTO. A prova documental deve ser apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual. 0 pedido de juntada de documentos após a impugnação deve ser indeferido quando não demonstrada a ocorrência de força maior, fato novo ou superveniente. PERÍCIA. PEDIDO INDEFERIDO. Indeferese o pedido de perícia quando as informações necessárias encontramse nos autos e não é demonstrada sua real necessidade para a solução do litígio. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformado, o contribuinte recorre a este Conselho e requer o deferimento da juntada, em até 30 dias contados da data da protocolização da peça recursal, de laudo contábil comprobatório do direito reclamado, assim como o provimento do Recurso Voluntário para a reforma integral da decisão atacada, com o reconhecimento do crédito e a homologação da compensação em sua totalidade, alegando, aqui apresentado de forma sucinta, o seguinte: a) o julgamento da Manifestação de Inconformidade foi realizado de forma açodada, com indeferimento da pericia postulada que garantiria um mínimo de instrução ao feito; b) nulidade da decisão recorrida por cerceamento do direito de defesa; c) direito à compensação da contribuição recolhida a maior, relativamente a receitas financeiras, na vigência da Lei nº 9.718/1998, à luz da jurisprudência deste Egrégio Conselho e da inconstitucionalidade já declarada pelo Supremo Tribunal Federal (STF); d) a Lei nº 11.941/2009 agasalhou o entendimento do STF sobre a matéria, retirando do ordenamento jurídico o art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/1998, fazendo cessar, desde então, a eficácia do preceito, precipuamente para as pessoas jurídicas que permaneceram no regime cumulativo de apuração das contribuições, mesmo após as edições das Leis nº 10.637/2002 e 10.833/2003; e) o art. 53 da Lei nº 11.941/2009 introduziu no ordenamento tributário o dever fazendário de reconhecer de ofício a prescrição, reiterando a preocupação do legislador em prover maior eficiência à Administração tributária, evitandose desnecessárias inscrições de débitos já extintos, bem como os prejuízos decorrentes do ônus da sucumbência; f) os valores recolhidos foram apurados com base na totalidade das receitas, abarcando as operacionais e as não operacionais, estas últimas submetidas à tributação somente Fl. 283DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 23/08/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por HELCIO LAFETA REIS 4 a partir da vigência das Medidas Provisórias nº 65/2002 e 135/2003, convertidas, respectivamente, nas Leis nº 10.637/2002 e 10.833/2003; g) “a preclusão do direito à dilação probatória não pode prevalecer sobre a finalidade do lançamento, que é constituir o crédito tributário efetivamente devido, e nem pode ser oposto ao contribuinte porque, a rigor, o laudo técnico a ser apresentado a esta Eg. Corte substitui a perícia negligenciada pela d. Delegacia de Julgamento”; h) “é dever da Administração Pública privilegiar a adoção de formas simples, suficientes para propiciar o grau de certeza e segurança que o lançamento exige”, sendo “os obstáculos temporais à dilação probatória em circunstâncias como estas (...) inoponíveis; i) “na remota hipótese de restarem dúvidas quanto à acurácia dos trabalhos periciais ou quanto à imparcialidade do “expert”, ainda assim restará a esta Egrégia Corte a opção de conversão do julgamento em diligência (...) de modo a permitir que auditoria fazendária analise a escrita fiscal da empresa e confirme, a um só tempo, a natureza das operações descritas no laudo técnico e a precisão dos números informados pelo perito assistente da empresa”. Ao final, o Recorrente requer o sobrestamento do presente processo até o julgamento final do RE 609.096, em que o STF discute a constitucionalidade da incidência da Cofins e da contribuição para o PIS sobre receitas financeiras de instituições financeiras, por se tratar de um “leading case”, que passará a ser obrigatoriamente reproduzido pelos Conselheiros, por força do contido no art. 62A do Regimento Interno do CARF. Junto ao Recurso Voluntário, o Recorrente traz aos autos cópias do documento de identificação do causídico, dos acórdãos do RE 346.084 e 390.840 (inconstitucionalidade do alargamento da base de cálculo), do E.M. Ministerial nº 161/2008 – MF/MP/MAPA/AGU, de 3 de outubro de 2008, do estatuto social, de alteração contratual, dentre outras. Posteriormente, o Recorrente traz aos autos laudo contábil, elaborado, segundo ele, por uma auditoria independente, que, ainda segundo ele, conteria a apuração do crédito pleiteado com base na escrita contábil da empresa, cujo conhecimento seria “imprescindível para a adequada mensuração da exigência”, assim como cópias de comprovantes de arrecadação obtidos no sítio da Receita Federal na internet. Afirma, ainda, que, segundo entendimento recente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o PIS e a Cofins não incidem sobre juros sobre o capital próprio recebidos durante a vigência da Lei nº 9.718/1998 (REsp 1.104.184). É o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis O recurso é tempestivo, atende as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Conforme acima relatado, controvertese nos autos sobre Pedido de Restituição cumulado com Declaração de Compensação (PER/DCOMP), não acatados pela Fl. 284DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 23/08/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 13896.909044/200958 Acórdão n.º 380303.471 S3TE03 Fl. 283 5 Receita Federal por se referir a pagamento integralmente utilizado na quitação de outro débito do sujeito passivo. Quanto à preliminar de nulidade da decisão a quo arguida pelo Recorrente, por cerceamento do direito de defesa, esclareçase, de pronto, que referida decisão se deu em conformidade com as regras previstas no Decreto nº 70.235/1972, que disciplina o Processo Administrativo Fiscal (PAF), tendo sido justificada com base nos elementos fáticos presentes nos autos, assim como fundamentada na legislação tributária de regência, com observância do amplo direito de defesa e do contraditório. O pedido de perícia, nos termos do art. 18 do PAF, subordinase a avaliação da autoridade julgadora de primeira instância, que pode indeferilo quando considerálo prescindível ou impraticável, tendo o julgador de piso fundamentado a sua decisão denegatória no fato de se tratar de provas que o próprio sujeito passivo enfrentava dificuldades em sua obtenção, conforme ele mesmo arguira, encontrandose o pedido de perícia formulado de forma genérica, em dissonância com o teor do despacho decisório, este baseado no DARF e na DCTF apresentada pelo sujeito passivo. Afastase, portanto, a preliminar de nulidade arguida. No mérito, registrese que o contribuinte, em sua Manifestação de Inconformidade – que corresponde à fase de Impugnação prevista no PAF, por força do disposto no art. 74, § 11, da Lei nº 9.430/1996 –, restringiu o seu pedido ao deferimento de prazo adicional para a apresentação dos documentos necessários ao exame dos fatos relativos ao pagamento indevido, nada dizendo sobre a natureza desses documentos ou mesmo do pagamento efetuado, se referente, por exemplo, à receita bruta decorrente da prestação de serviços ou a outras receitas, não havendo qualquer informação quanto à razão desencadeadora da ocorrência do respectivo indébito, mas apenas a informação de que houvera um recolhimento de tributo a maior, assim como o requerimento de prazo para a apresentação de documentos antigos que, segundo ele, até então não haviam sido localizados, ou, alternativamente, a realização de perícia, sem, contudo, pronunciarse sobre as razões de fato ou de direito ensejadoras do recolhimento indevido. Nesse sentido, temse que, desde a primeira instância, por força do contido no § 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235/1972 (Processo Administrativo Fiscal – PAF), tornouse definitiva na esfera administrativa a discussão acerca dos motivos fáticos e de direito que deram origem ao indébito que se pretende compensar, em razão do que eles não serão apreciados neste Conselho, tendo permanecido controvertida nos autos apenas a possibilidade de apresentação de documentos comprobatórios após a manifestação de inconformidade e a existência ou não de um pagamento a maior. Esclareçase que matéria não suscitada em sede de defesa no Processo Administrativo Fiscal (Impugnação ou Manifestação de Inconformidade) submetese à preclusão processual, não devendo ser conhecidas as razões e as alegações somente trazidas aos autos em sede de Recurso Voluntário, ou seja, questão não levada a debate no primeiro momento de pronúncia da parte após a instauração da fase litigiosa no Processo Administrativo Fiscal (PAF), somente demandada em sede de recurso, “constitui matéria preclusa da qual não se toma conhecimento” 1. 1 Conforme já decidiu o então Segundo Conselho de Contribuintes, quando do proferimento do acórdão nº 203.09143, em 9 de setembro de 2003. Fl. 285DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 23/08/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por HELCIO LAFETA REIS 6 Nem mesmo o DARF correspondente ao alegado pagamento indevido foi trazido aos autos na fase de impugnação, tendo havido tão somente a afirmativa de que os elementos probatórios seriam documentos antigos de difícil localização, decorrendo daí o pedido de prorrogação do prazo para a sua apresentação. O Recorrente, somente após a interposição do Recurso Voluntário, trouxe aos autos um “laudo técnico” que, segundo ele, comprovaria o indébito, sem, contudo, lastreálo com os documentos hábeis e idôneos comprobatórios das informações nele contidas. Dessa forma, a questão relativa à possibilidade de apreciação de provas trazidas a destempo não merece acolhida nesta instância, pois, além da ocorrência de preclusão temporal, as provas que devem ser apresentadas pelo interessado são aquelas previstas na legislação tributária, como por exemplo, a escrituração contábilfiscal e as notas fiscais de venda de mercadorias ou serviços. Documentos particulares, como o referido “laudo técnico”, ainda que elaborados por profissionais competentes, não têm o condão de substituir as provas próprias do processo administrativo fiscal, ainda mais quando desacompanhadas dos documentos a que fazem referência. O ônus da prova recai sobre a pessoa que alega o direito ou o fato que o modifica, extingue ou que lhe serve de impedimento, devendo prevalecer a decisão administrativa que não reconheceu o direito creditório e não homologou a compensação, amparada em informações prestadas pelo sujeito passivo e presentes nos sistemas internos da Receita Federal, inexistindo, nos casos da espécie, autorização legal para a inversão do ônus da prova, como pretende o Recorrente ao sugerir que esta Turma converta o julgamento em diligência para que a Fiscalização analise a escrita fiscal da empresa e confirme a natureza das operações descritas no laudo técnico e a precisão dos números informados pelo perito assistente da empresa. No que se refere ao pedido de sobrestamento do presente processo até o julgamento final do RE 609.096, em que o STF discute a constitucionalidade da incidência da Cofins e da contribuição para o PIS sobre receitas financeiras de instituições financeiras, tem se que a matéria discutida no referido RE não coincide com a matéria controvertida nestes autos, não se subsumindo, portanto, à previsão do art. 62A do Regimento Interno do CARF. Além disso, conforme anteriormente afirmado, as razões de direito do alegado indébito não serão objeto de apreciação neste Conselho em decorrência da preclusão, dado que não foram objeto de análise na primeira instância administrativa em face da ausência de postulação no momento processual devido. Nos termos do art. 16 do Decreto n° 70.235/1972, que regula o Processo Administrativo Fiscal (PAF), aplicável na discussão de processos envolvendo compensação tributária, cabe ao impugnante o ônus da prova de suas alegações contrapostas à decisão de não homologação da declaração apresentada, esta baseada na DCTF e na base de dados de arrecadação. O referido art. 16 do PAF assim dispõe: Art. 16. A impugnação mencionará: I a autoridade julgadora a quem é dirigida; II a qualificação do impugnante; III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) – Grifei Fl. 286DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 23/08/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 13896.909044/200958 Acórdão n.º 380303.471 S3TE03 Fl. 284 7 (...) § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) b) refirase a fato ou a direito superveniente;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos.(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) No presente caso, nem na fase de Manifestação de Inconformidade, nem no Recurso Voluntário, o interessado se predispôs a demonstrar de forma inequívoca o direito pleiteado. Ele poderia ter apresentado, desde o primeiro momento de sua manifestação, os documentos necessários à demonstração do direito creditório, mas assim não procedeu, não havendo, conforme já afirmado, previsão legal para a inversão do ônus da prova. As exceções previstas no § 4º do art. 16 do PAF, supra reproduzidos, não se aplicam ao presente processo, pois não se trata de (i) impossibilidade de apresentação de provas por motivo de força maior, (ii) de fato ou direito superveniente ou (iii) de prova destinada a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. Nesse contexto, mostrase oportuno e esclarecedor o seguinte excerto extraído da obra “Processo administrativo federal” de autoria de Rodrigo Francisco de Paula, editora Dey Rey, Belo Horizonte, 2006, páginas 153 a 154: Dessa feita, em muitas situações, a mera alegação não se apresenta suficiente. É necessário conferirlhe grau substancial de veracidade, com elementos que revelem liame entre o alegado e o ocorrido. Assim, o impugnante deve se desimcumbir de sua tarefa de comprovar o que alega, para que suas alegações se revistam de um tônus diverso do meramente protelatório, já que a impugnação administrativa suspende a exigibilidade do crédito tributário. A defesa genérica desprovida de elementos probatórios e manifestamente orientada à inversão do ônus da prova não é apta a favorecer a defesa do ora Recorrente. Nesse contexto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso. É como voto. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis – Relator Fl. 287DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 23/08/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por HELCIO LAFETA REIS 8 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 13896.909044/200958 Interessada: SND DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS DE INFORMÁTICA LTDA. Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 380303.471, de 23 de agosto de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 23 de agosto de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 288DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 23/08/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por HELCIO LAFETA REIS
score : 1.0
Numero do processo: 11080.000008/2004-81
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon Nov 07 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Contribuição para o PIS/PASEP
Período de apuração: 01/01/2003 a 30/06/2003.
BENEFÍCIOS FISCAIS. PERMUTA DE IMÓVEIS.
A receita bruta pessoa jurídica, optante pelo regime de tributação do Imposto de Renda com base no lucro presumido, que tenha adotado o regime de caixa corresponde ao valor efetivamente recebido pela venda da unidade.
Imobiliária.
Numero da decisão: 3803-002.182
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUZA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : PIS - ação fiscal (todas)
dt_index_tdt : Sat Dec 24 09:00:01 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201111
ementa_s : Contribuição para o PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2003 a 30/06/2003. BENEFÍCIOS FISCAIS. PERMUTA DE IMÓVEIS. A receita bruta pessoa jurídica, optante pelo regime de tributação do Imposto de Renda com base no lucro presumido, que tenha adotado o regime de caixa corresponde ao valor efetivamente recebido pela venda da unidade. Imobiliária.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
numero_processo_s : 11080.000008/2004-81
conteudo_id_s : 5554328
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Dec 19 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-002.182
nome_arquivo_s : Decisao_11080000008200481.pdf
nome_relator_s : BELCHIOR MELO DE SOUZA
nome_arquivo_pdf_s : 11080000008200481_5554328.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Mon Nov 07 00:00:00 UTC 2011
id : 6233955
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:31:06 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290043918385152
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1648; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 592 1 591 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11080.000008/200481 Recurso nº 171.343 Voluntário Acórdão nº 3803002.182 – 3ª Turma Especial Sessão de 07 de novembro de 2011 Matéria PIS AUTO DE INFRAÇÃO Recorrente MARINA PARK EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Contribuição para o PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2003 a 30/06/2003. BENEFÍCIOS FISCAIS. PERMUTA DE IMÓVEIS. A receita bruta pessoa jurídica, optante pelo regime de tributação do Imposto de Renda com base no lucro presumido, que tenha adotado o regime de caixa corresponde ao valor efetivamente recebido pela venda da unidade. Imobiliária. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente. (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator. Participaram ainda da sessão de julgamento os conselheiros Alexandre Kern, Hélcio Lafetá Reis, Juliano Eduardo Lirani, João Alfredo Eduão Ferreira e Jorge Victor Rodrigues. Relatório Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de nº 1017.211, da DRJ/Porto Alegre, de 25 de setembro de 2008, fls. 528 a 531, que decidiu pelo procedência do lançamento. Fl. 639DF CARF MF Emitido em 17/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/11/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/11/20 11 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/11/2011 por ALEXANDRE KERN 2 O processo é constituído pelo auto de infração em que é exigida a Contribuição para o PIS, fls. 4/16, recolhido a menor sobre receitas contabilizadas, fls. 17/21, nos anoscalendário 2001/2002, e no primeiro semestre de 2003, por ter a contribuinte deixado de recolher ou declarar PIS sobre receitas de vendas de imóveis e financeiras, fls. 24/76 e 78. A contribuinte optou pela tributação com base no lucro presumido, nos períodos correspondentes à autuação. No curso da ação fiscal a contribuinte apresentou declaração ao Parcelamento Especial (Paes), contemplando valores devidos em 2001 e 2002, fls. 444/455 Em sua impugnação, fls. 429/442, a interessada argumentou: fatos geradores ocorridos em 2001/2002: a) serem indevidos os juros Selic após a adesão e confissão dos valores no Paes, em 29/7/03, fl. 527; fatos geradores ocorridos em 2003: a) a apuração do lucro pelo regime de caixa — faculdade que a impugnante teria por haver optado pelo lucro presumido e por ser empresa que explora atividades imobiliárias não foi considerada pela fiscalização; b) não poderiam ser exigidos impostos sobre quaisquer números que não correspondessem a recebimentos de valores definidos pela ciência contábil e pela legislação fiscal conforme escriturados no livro caixa; c) os imóveis recebidos em permuta não podem ser incluídos na base tributária, pois não seriam passíveis de contabilização no livro caixa. Muitos deles estariam ainda contabilizados nos estoques (a classificação contábil de imóveis para revenda é na conta de estoque, jamais se cogitando de se escriturar na conta caixa); d) os enquadramentos legais utilizados pelo Fisco para sustentar a autuação não têm conexão com a pretendida exigência ou com o critério por ele adotado. e) pede o cancelamento parcial do auto de infração. Apresenta diversos casos em que a fiscalização arbitrou valores de imóveis recebidos em permuta como valores efetivamente recebidos e elabora planilhas de fls. 494/495 com o propósito de evidenciar impropriedades na autuação. Em julgamento da lide a DRJ/Porto Alegre considerou o argumento quanto a SELIC, que não mais deve incidir aos a formalização do parcelamento PAES. Quanto aos fatos geradores ocorridos em 2003, primeiramente, considerou válidos os dispositivos elencados no auto de infração, informando que no relatório de ação fiscal são citados outros dispositivos, relativos à tributação de empresas vinculadas à construção civil. Quanto à opção pelo lucro presumido e pelo regime de caixa, considerou que a contribuinte tem uma concepção incorreta sobre o conceito de regime de caixa, ao afirmar que somente o que estiver sensibilizado no Livro Caixa é que seria alvo da consideração como receita. Fl. 640DF CARF MF Emitido em 17/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/11/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/11/20 11 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/11/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11080.000008/200481 Acórdão n.º 3803002.182 S3TE03 Fl. 593 3 Consignou que “sob a perspectiva do esforço operacional da construtora e do resultado final da renda auferida, poderseia entender ocorrer uma incidência múltipla na determinação do lucro da contribuinte.”. Porém, assentou que “do ponto de vista de cada operação jurídica (compra e venda), essa multiplicidade não existe.” Discorreu sobre o regime de caixa afirmando que o montante e a ocasião do auferimento das receitas são importantes para a determinação da receita bruta base de cálculo da contribuição para o PIS. O recebimento das receitas não ocorre apenas quando há a entrega de valores em espécie (dinheiro) pelo adquirente de mercadorias ou serviços, sensibilizando as contas caixa e bancos ou gerando Movimentação no livro caixa. O recebimento ocorre quando o adquirente cumpre sua obrigação de pagar, extinguindoa por qualquer das formas admitidas em direito (pagamento, Compensação, dação em pagamento etc.), mediante valores em espécie ou não. Considerou inaplicável ao caso a IN SRF nº 107/88, afirmando ser direcionada apenas para o IRPJ e CSLL, e para a hipótese de permuta e que esta preencha os requisitos previstos na legislação civil, porém hipótese não configurada no presente. Cientificada de decisão em 21 de outubro de 2008, irresignada, apresentou a interessada o recurso voluntário de fls. 537 a 566, em 14 de novembro de 2008, em que reitera os mesmos argumentos da impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro Relator Belchior Melo de Sousa O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço. As Entidades Imobiliárias – nomenclatura conferida pelas Normas Brasileiras de Contabilidade, conferida às empresas que têm como objeto uma ou mais das seguintes atividades, exercidas em parceria ou não: a) compra e venda de direitos reais sobre imóveis; b) incorporação em terreno próprio ou em terreno de terceiros; c) loteamento de terrenos em áreas próprias ou em áreas de terceiros; d) intermediação na compra ou venda de direitos reais sobre imóveis; e) administração de imóveis; e f) locação de imóveis – têm matriz legal de sua tributação em caráter específico na norma do art. 30 da Lei nº 8.981/95, em que reza: Art. 30. As pessoas jurídicas que explorem atividades imobiliárias relativas a loteamento: de terrenos, incorporação imobiliária, construção de prédios destinados, à venda, bem como a venda de imóveis construídos ou adquiridos para revenda, deverão considerar como receita bruta o montante efetivamente recebido, relativo às unidades imobiliárias vendidas. (grifo aqui) Posteriormente a essa disposição legal, a Medida Provisória nº 2.15835, de 2001, em seu art. 20, estipulando acerca do regime de reconhecimento das receitas, abriu a possibilidade para adoção do regime de caixa para fins de incidência do PIS/PASEP e da Fl. 641DF CARF MF Emitido em 17/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/11/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/11/20 11 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/11/2011 por ALEXANDRE KERN 4 COFINS para os optantes pelo regime de tributação do imposto de renda com base no lucro presumido. Este artigo da medida provisória foi reproduzido pelo art. 14 do Decreto nº 4.524, de 2002, que regulamentou as ditas contribuições1. O mesmo decreto regulamentador, em seu art. 16, fez a fusão de ambas as normas legais, com a nuança de reforçar o vínculo do regime de reconhecimento das receitas ao adotado para o Imposto de Renda, verbis: Art. 16. Na hipótese de atividade imobiliária relativa a loteamento de terrenos, incorporação imobiliária, construção de prédios destinados à venda, bem assim a venda de imóveis construídos ou adquiridos para revenda, a receita bruta corresponde ao valor efetivamente recebido pela venda da unidade imobiliária, de acordo com o regime de reconhecimento de receitas previsto, para o caso, pela legislação do Imposto de Renda (Medida Provisória nº 2.221, de 4 de setembro de 2001, art. 2º, e Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995, art. 30). Mesmo em vista das disposições acima, a Fiscalização fez incidir o PIS sobre os valores dos imóveis recebidos como parcelas de pagamentos nos meses dos recebimentos dos imóveis pela alienante por atribuir a este fato jurídico a configuração de receita – e nova incidência sobre estes imóveis quando da sua alienação posterior. Vejo que esta linha de ação conduzida pela Auditoria Fiscal subverte com nitidez o conceito de regime de caixa, fere os expressos dispositivos legais supra transcritos e que regulam a matéria, e imprime sobre a contribuinte um excesso de exação decerto, por vezes, não suportável para a capacidade contributiva gerada por este particular meandro – que é próprio e pertinente – das transações imobiliárias. Destaco que foram consignados no auto de infração a Lei Complementar 7/702, arts. 1° e 3°; Decreto 4.524/023, arts. 2°, II e parágrafo único, 3°, 10, 22 e 51. No Relatório de Ação Fiscal citados os arts. 412 e 413 e genericamente a IN 84/79, 23/83 e 67/88. 1 Art. 14. As pessoas jurídicas optantes pelo regime de tributação do Imposto de Renda com base no lucro presumido poderão adotar o regime de caixa para fins da incidência do PIS/Pasep e da Cofins (Medida Provisória nº 2.15835, de 2001, art. 20). 2 Art. 1.º É instituído, na forma prevista nesta Lei, o Programa de Integração Social, destinado a promover a integração do empregado na vida e no desenvolvimento das empresas. § 1º Para os fins desta Lei, entendese por empresa a pessoa jurídica, nos termos da legislação do Imposto de Renda, e por empregado todo aquele assim definido pela Legislação Trabalhista. § 2º A participação dos trabalhadores avulsos, assim definidos os que prestam serviços a diversas empresas, sem relação empregatícia, no Programa de Integração Social, farseá nos termos do Regulamento a ser baixado, de acordo com o art. 11 desta Lei. [...] Art. 3º O Fundo de Participação será constituído por duas parcelas: a) a primeira, mediante dedução do Imposto de Renda devido, na forma estabelecida no § 1º deste artigo, processandose o seu recolhimento ao Fundo juntamente com o pagamento do Imposto de Renda; b) a segunda, com recursos próprios da empresa, calculados com base no faturamento, como segue: (Vide Lei Complementar nº 17, de 1973) 1) no exercício de 1971, 0,15%; 2) no exercício de 1972, 0,25%; 3) no exercício de 1973, 0,40%; 4) no exercício de 1974 e subseqüentes, 0,50%. 3 Art. 2º As contribuições de que trata este Decreto têm como fatos geradores (Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998, art. 2º, e Medida Provisória nº 2.15835, de 24 de agosto de 2001, art. 13): I na hipótese do PIS/Pasep: a) o auferimento de receita pela pessoa jurídica de direito privado; e Fl. 642DF CARF MF Emitido em 17/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/11/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/11/20 11 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/11/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11080.000008/200481 Acórdão n.º 3803002.182 S3TE03 Fl. 594 5 Nenhum dos dispositivos elencados pela Auditoria definem ou conceituam a forma de extinção obrigacional consubstanciada na entrega do imóvel substituindo parcela do pagamento como receita, ou fixam o momento da assinatura do Contrato como sendo o ato que consuma o fato gerador da contribuição, de sorte a que a combinação das disposições legais substanciassem a norma de incidência capaz de capturar o fato jurídico ora controvertido. . Querme parecer que é dispensável registrar que no Regime de Caixa, as receitas são reconhecidas e registradas na data da entrada de recursos, vale dizer, recebimento de numerários. No caso, nas transações operadas com inserção da dação em pagamento, a entrada dos recursos correspondentes fizeramse uma a uma posteriormente, quando então, e somente, sofreria a incidência e não dupla ou multiplamente: uma incidência por ocasião da entrada do imóvel, uma segunda incidência quando de sua venda, se em espécie, e uma terceira, ainda, se, acaso, este último recebesse outro imóvel de menor valor como parte do pagamento. Carece de amparo legal a consideração da Fiscalização, corroborada pela decisão recorrida, de que a permuta transmutese em duas operações de compra e venda. Bem assim, de que a dação em pagamento seja uma das formas da expressão “valores recebidos a b) a folha de salários das entidades relacionadas no art. 9º; e II na hipótese da Cofins, o auferimento de receita pela pessoa jurídica de direito privado. Parágrafo único. Para efeito do disposto na alínea "a" do inciso I e no inciso II, compreendese como receita a totalidade das receitas auferidas, independentemente da atividade exercida pela pessoa jurídica e da classificação contábil adotada para sua escrituração. Art. 3º São contribuintes do PIS/Pasep e da Cofins incidentes sobre o faturamento as pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela legislação do Imposto de Renda, observado o disposto no art. 9º (Lei Complementar nº 70, de 1991, art. 1º, Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, art. 60, Lei nº 9.701, de 17 de novembro de 1998, art. 1º, Lei nº 9.715, de 25 de novembro de 1998, art. 2º, Lei nº 9.718, de 1998, art. 2º, e Lei nº 10.431, de 24 de abril de 2002, art. 6º, inciso II). Art. 10. As pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela legislação do Imposto de Renda, observado o disposto no art. 9º, têm como base de cálculo do PIS/Pasep e da Cofins o valor do faturamento, que corresponde à receita bruta, assim entendida a totalidade das receitas auferidas, independentemente da atividade por elas exercidas e da classificação contábil adotada para a escrituração das receitas (Lei Complementar nº 70, de 1991, art. 1º, Lei nº 9.701, de 1998, art. 1º, Lei nº 9.715, de 1998, art. 2º, Lei nº 9.716, de 26 de novembro de 1998, art. 5º, e Lei nº 9.718, de 1998, arts. 2º e 3º). Art. 22. Para efeito de apuração da base de cálculo de que trata este capítulo, observado o disposto no art. 23, podem ser excluídos ou deduzidos da receita bruta, quando a tenham integrado, os valores (Lei nº 9.718, de 1998, art. 3º): I das vendas canceladas; II dos descontos incondicionais concedidos; III do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI); IV do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), quando destacado em nota fiscal e cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário; V das reversões de provisões; VI das recuperações de créditos baixados como perdas, limitados aos valores efetivamente baixados, que não representem ingresso de novas receitas; VII dos resultados positivos da avaliação de investimentos pelo valor do patrimônio líquido e dos lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de aquisição, que tenham sido computados como receita, inclusive os derivados de empreendimento objeto de Sociedade em Conta de Participação (SCP); e VIII das receitas decorrentes das vendas de bens do ativo permanente. Art. 51. As alíquotas do PIS/Pasep e da Cofins aplicáveis sobre o faturamento são de 0,65% (sessenta e cinco centésimos por cento) e de 3% (três por cento), respectivamente, e as diferenciadas previstas nos arts. 52 a 59 (Lei nº 9.715, de 1998, art. 8º, Medida Provisória nº 2.15835, de 2001, art. 1º, e Lei nº 9.718, de 1998, art. 8º). Fl. 643DF CARF MF Emitido em 17/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/11/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/11/20 11 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/11/2011 por ALEXANDRE KERN 6 qualquer título”, constante do art. 85, § 3º da IN SRF nº 247/20024, como aduziu a decisão recorrida, para que configure receita tributável pelo regime de caixa no momento da tradição do bem. Cabe registrar, ainda, que o Ato Declaratório SRF nº 18, de 28 de dezembro de 2005, é entendimento que deveria aplicarse ao lançamento ocorrido em 2004, dado a retroatividade pertinente ao seu caráter interpretativo, verbis: Artigo único. A pessoa jurídica que comprar. imóvel para venda ou promover empreendimento de desmembramento ou loteamento de terrenos, incorporação imobiliária ou construção de prédio destinado à venda, deverá observar o disposto nos arts. 27 a 29 do DecretoLei n° 1.598, de 26 de dezembro de 1977, e no art. 30 da Lei n° 8.981, de 30 de janeiro de 1995, não se aplicando, para fins tributários, as disposições contidas na NBC T 10.5 Entidades Imobiliárias, aprovadas pela Resolução n° 936, de 16 de maio de 2003, do Conselho Federal de Contabilidade" A NBC T 10.55 preconiza o reconhecimento mensal das receitas, custos e despesas, respeitando os Princípios da Oportunidade e da Competência, bem como o reconhecimento das receitas no momento da assinatura do título translativo, em se ratando de direitos reais sobre imóveis. Qualquer mudança de entendimento, só pode de ter efeito prospectivo, a teor do art. 146 do CTN6. Desse modo a Delegacia de origem deve excluir do lançamento os valores dupla ou multiplamente lançados em decorrência de ter considerado o momento da tradição dos imóveis recebidos como parte dos pagamentos na aquisição de imóvel à Recorrente, como receita tributável pelo regime de caixa. Pelo exposto, sendo este o ponto controverso, voto por dar provimento ao recurso. Sala das sessões, 07 de novembro de 2011 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa 4 § 3° Na hipótese deste artigo, os valores recebidos, a qualquer título, do adquirente do bem ou direito ou do contratante dos serviços serão considerados como recebimento do preço ou de parte deste, até o seu limite. (grifei) 5 [...] 10.5.2.1. As receitas, custos e despesas devem ser reconhecidos mensalmente, respeitando, em especial, os Princípios da Oportunidade e da Competência. 10.5.2.2. Nas atividades de compra e venda de direitos reais sobre imóveis, a receita deve ser reconhecida no momento da assinatura do título translativo (instrumento público ou particular de compra e venda), independentemente do recebimento do valor contratado. 10.5.2.2.1. Aplicase o mesmo critério de reconhecimento de receita para as atividades b e c do item 10.5.1.2, desde que a venda seja efetuada após a conclusão das obras. 10.5.2.3. Na ocorrência de cláusula suspensiva do título translativo que condicione a sua efetivação a algum fator externo relevante, a receita só deve ser reconhecida quando da eliminação daquele fator condicionante. 10.5.2.4. Os recebimentos ocorridos antes do momento determinado por esta norma para o reconhecimento da receita devem ser registrados como adiantamentos de clientes, no passivo circulante ou exigível a longo prazo. [...] 6 Art. 146. A modificação introduzida, de ofício ou em conseqüência de decisão administrativa ou judicial, nos critérios jurídicos adotados pela autoridade administrativa no exercício do lançamento somente pode ser efetivada, em relação a um mesmo sujeito passivo, quanto a fato gerador ocorrido posteriormente à sua introdução. Fl. 644DF CARF MF Emitido em 17/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/11/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/11/20 11 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/11/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11080.000008/200481 Acórdão n.º 3803002.182 S3TE03 Fl. 595 7 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara Processo nº: 11080.000008/200481 Interessada: MARINA PARK EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA. TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 4º do art. 63 e no § 3º do art. 81 do Anexo II, c/c inciso VII do art. 11 do Anexo I, todos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, fica um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, intimado a tomar ciência do Acórdão no 3803002.182, de 07 de novembro de 2011, da 3a Turma Especial da 3a Seção. Brasília DF, em 07 de novembro de 2011. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Ciente, com a observação abaixo: ( ) Apenas com ciência ( ) Com embargos de declaração ( ) Com recurso especial Em ____/____/______ Fl. 645DF CARF MF Emitido em 17/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/11/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/11/20 11 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/11/2011 por ALEXANDRE KERN 8 Fl. 646DF CARF MF Emitido em 17/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/11/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/11/20 11 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/11/2011 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 13688.000134/96-51
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue May 20 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Tue May 20 00:00:00 UTC 2008
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL — ITR
Exercício: 1995
Processo administrativo. Embargos de declaração.
São pressupostos de admissibilidade dos embargos de declaração a existência de obscuridade, omissão ou contradição entre a parte
dispositiva e os fundamentos do acórdão ou omissão do colegiado
quanto ao enfrentamento de tema a ele submetido.
EMBARGOS REJEITADOS
Numero da decisão: 303-35.335
Decisão: ACORDAM os membros da terceira câmara do terceiro conselho de
contribuintes, por unanimidade de votos, não tomar conhecimento dos embargos declaratórios aos embargos declaratórios no Acórdão 303-30.902, de 06/07/2005.
Nome do relator: TARASIO CAMPELO BORGES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Dec 10 09:00:01 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200805
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL — ITR Exercício: 1995 Processo administrativo. Embargos de declaração. São pressupostos de admissibilidade dos embargos de declaração a existência de obscuridade, omissão ou contradição entre a parte dispositiva e os fundamentos do acórdão ou omissão do colegiado quanto ao enfrentamento de tema a ele submetido. EMBARGOS REJEITADOS
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Tue May 20 00:00:00 UTC 2008
numero_processo_s : 13688.000134/96-51
anomes_publicacao_s : 200805
conteudo_id_s : 4683588
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Dec 08 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 303-35.335
nome_arquivo_s : 30335335_122753_136880001349651_004.PDF
ano_publicacao_s : 2008
nome_relator_s : TARASIO CAMPELO BORGES
nome_arquivo_pdf_s : 136880001349651_4683588.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da terceira câmara do terceiro conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, não tomar conhecimento dos embargos declaratórios aos embargos declaratórios no Acórdão 303-30.902, de 06/07/2005.
dt_sessao_tdt : Tue May 20 00:00:00 UTC 2008
id : 4710087
ano_sessao_s : 2008
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:37 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290043920482304
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-11-11T15:54:07Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-11-11T15:54:07Z; Last-Modified: 2009-11-11T15:54:07Z; dcterms:modified: 2009-11-11T15:54:07Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-11-11T15:54:07Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-11-11T15:54:07Z; meta:save-date: 2009-11-11T15:54:07Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-11-11T15:54:07Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-11-11T15:54:07Z; created: 2009-11-11T15:54:07Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-11-11T15:54:07Z; pdf:charsPerPage: 1288; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-11-11T15:54:07Z | Conteúdo => e CCO3/CO3 . Fls. 127 • . =:, • , f., MINISTÉRIO DA FAZENDA z=‘1,,, i . N ': TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo n° 13688.000134/96-51 Recurso n° 122.753 Embargos Matéria IMPOSTO TERRITORIAL RURAL Acórdão e 303-35.335 Sessão de 20 de maio de 2008 Embargante ILDA SOARES DE CAMARGOS Interessado UNIÃO - FAZENDA NACIONAL II ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL — ITR Exercício: 1995 Processo administrativo. Embargos de declaração. São pressupostos de admissibilidade dos embargos de declaração 1 a existência de obscuridade, omissão ou contradição entre a parte dispositiva e os fundamentos do acórdão ou omissão do colegiado quanto ao enfrentamento de tema a ele submetido. 1 EMBARGOS REJEITADOS Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da terceira câmara do terceiro conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, não tomar conhecimento dos embargos declaratórios • aos embargos declaratórios no Acórdão 303-30.902, de 06/07/2005. nn i ANELISE .NAUDT PRIETO - Presidente À TA SIO CAMPELO BORGES - Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Nanci Gama, Luis Marcelo Guerra de Castro, Vanessa Albuquerque Valente, Heroldes Bahr Neto e Celso Lopes Pereira Neto. Ausente justificadamente o Conselheiro Nilton Luiz Bartoli. 1 , Processo n° 13688.000134/96-51 CCO3/CO3 Acórdão n.° 303-35.335 Fls. 128 Relatório Tratam os autos de embargos de declaração' manejados pelo sujeito passivo da obrigação tributária em face dos Embargos de Declaração no Acórdão 303-30.902, de 6 de julho de 2005 [2], da lavra da conselheira e presidente Anelise Daudt Prieto. No arrazoado de quatro laudas, a embargante denuncia omissão do acórdão acerca da discutida redução do valor da terra nua mínimo (VTNm). Em maio de 2006, no despacho de folha 125, a presidente desta câmara designou este conselheiro para analisar os embargos e propor solução. Na folha imediatamente subseqüente, termo de juntada de documentos encerra o único volume dos autos ora submetidos a julgamento. É o relatório. • 1 Embargos de declaração às folhas 107 a 110. 2 Inteiro teor do acórdão embargado acostado às folhas 93 a 100. 2 Processo n° 13688.000134/96-51 CCO3/CO3 Acórdão n.° 303-35.335 Fls. 129 Voto Conselheiro TARÁSIO CAMPELO BORGES, Relator A despeito da tempestividade, não conheço dos embargos de declaração porque carentes de seus pressupostos de admissibilidade. Denuncia a embargante, conforme relatado, omissão do acórdão acerca da discutida redução do valor da terra nua mínimo (VTNm). A despeito da alegada omissão, entendo inexistir tal vício no acórdão embargado. Com efeito, nos dois primeiros parágrafos do voto condutor dos Embargos de Declaração no Acórdão 303-30.902, de 6 de julho de 2005, a relatora teve o cuidado de destacar, oportunamente, verbis: Importante deixar claro que a matéria de que se cuida a partir dos embargos interpostos é tão somente a relativa à área total do imóvel. As questões relativas à nulidade do lançamento e ao VTN adotado já foram deliberadas nesta instância [3] e não podem mais ser apreciadas. [...] Ausentes, por conseguinte, os pressupostos de admissibilidade dessa espécie de recurso, a saber: "obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos"4, ou omissão de pronunciamento do c ,..)legiado sobre aspecto específico do litígio. 3 Acórdão 303-30.902, de 10 de setembro de 2003, acostado às folhas 48 a 55, embargado pela relatora ad hoc que denunciou omissão do colegiado quanto ao enfrentamento da discutida área total do imóvel (embargos à folha 56). 4 Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, artigo 57, caput. 3 • Processo n° 13688.000134/96-51 CCO3/CO3 Acórdão n.° 30345.335 Fls. 130 Com essas considerações, não conheço dos embargos de declaração ao Acórdão Embargos de Declaração no Acórdão 303-30.902, de 6 de julho de 2005. Sala das Sessões, em 20 de maio de 2008 ,- T /OC\6(5..-; • SIO CAMPELO BORGES - Relator 410 4
score : 1.0
Numero do processo: 11128.004412/96-88
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Mar 15 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Tue Mar 15 00:00:00 UTC 2005
Numero da decisão: 303-01.019
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do
recurso em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: SILVIO MARCOS BARCELOS FIUZA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Dec 17 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200503
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Tue Mar 15 00:00:00 UTC 2005
numero_processo_s : 11128.004412/96-88
anomes_publicacao_s : 200503
conteudo_id_s : 6724144
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Dec 13 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 303-01.019
nome_arquivo_s : 30301019_111280044129688_200503.pdf
ano_publicacao_s : 2005
nome_relator_s : SILVIO MARCOS BARCELOS FIUZA
nome_arquivo_pdf_s : 111280044129688_6724144.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Tue Mar 15 00:00:00 UTC 2005
id : 4626864
ano_sessao_s : 2005
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:26 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290043921530880
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: Resolução nº 303-01.019; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2016-12-26T11:47:30Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: Resolução nº 303-01.019; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: Resolução nº 303-01.019; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2016-12-26T11:47:30Z; created: 2016-12-26T11:47:30Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2016-12-26T11:47:30Z; pdf:charsPerPage: 745; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2016-12-26T11:47:30Z | Conteúdo => \ " \ I _____J 11128.004412/96-88 15 de março de 2005 128.443 COLOR.THENÊ INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA DRJ/SÃO PAULO/SP I- MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA I Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLUÇÃO Nº-303-01.019 Participaram, ainda, do presente julgamt:;nto, os seguintes Conselheiros: NANCI GAMA, SÉRGIO DE CASTRO NEVES, MARCIEL EDER COSTA,' LUIS CARLOS MAIA CERQUEIRA, NILTON LUIZ BARTOLI e TARÁSIO CAMPELO BOR9ES~ Ausente o Conselheiro ZENALDO LOIBMAN. Esteve presente a Procuradora da Fazenda Nacional MARIA CECILIA BARBOSA. MA/3c Brasília-DF, em 15 de março de 2005 . RESOLVEM os Mémbros da' Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator. , , PROCESSO N° SESSÃO DE RECURSO N° RECQRRENTE RECORRIDA r . A empresa autuada foi intimada para manifestar-se sobre a mencionada Informação Tecnica, não o tendo féito. RELATÓRIO 128.443 303-:01.019 COLORTHENE INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA DRJ/SÃO'P AULO/SP SILVIO MARCOS BARCELOS FIÚZA Diante de tal decisão, irresignada" interpôs a recorrente, tempestivamente, pois Intimada via AR, foi cientificada em 15/05/2003, apres,entando Recurso Voluntário .constante às fls . .127/229, em data de 16/06/2003 (segunda feira), alegando, em resumo, que: Discordando da exigência fiscal, a autuada impugnou (fls. 21/25) o' . Auto' de Infração, tendo a Ex-Delegacia de Julgamento de Sã~ Paulo proposto diligência para que o LABANA. se pronunciasse sobre os quesitos formulados. (fls.67/68), tendo sido este elaborado aInformação Técnica nO88/2000 (fls. 72/74) . RECURSO N° ACÓRDÃO N° RECORRENTE RECORRIDA. RELATOR(A) , Assim, lavrpu-se o Auto de Infração de fl. O~',pelo qual a recÇlrrente foi intimada a recolher ou impugnar o crédito tributário de 10.894,03 UFIR, relativo a diferença de IPI que deixou çle ser paga, juros de mora e multa dó art. ,364, inciso 11 do RIPI, aprovado pelo 'Decreto 87.981/82. Às fls. 83/91, .foi proferida a decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paplo/SP, a qual julgo~ procedente em parte o Auto de' Infração constante à fl.Ol, mantendo .a classific<l:çãot~.rifária do produto ultimada pela fiscalização para, no entanto, reduzir a multa de 100% para 75%, indicada no arL.-45 da Lei n° 9.430/96, pela aplicação do p/incipio ,da .retroatividade benigna, e os juros regulamentares. -. A empresa recorrente submeteu a despacho, através da Dec~aração de Importação 61864/001 (fls. 06/09), produto que classificou sob o 'código 2924.10.9900, com alíquoJa de 20,0% para o 11e 0,0% para o IPI. MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA Retirada amostra do produto para efeito de análise, o laudo técnico do LABANA, concluiu tratar-se de uma "Mistura d~ An1idas Graxas, com predominância de Eucamida, um produto de constituição química nã; definida, com características de cera" e,' portanto, classificava-se no código NBM-SH , 3404.90.0200, com alíquotas de 10% para o 11e 15% para o IPI. \ 3 MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA ' 128.443 303-01.019 RECURSO N° ACÓRDÃO N° É o relatório.f . - a .decisão vergastada baseou-se, na Informação' Técnica n° 08812000, do LABANA, que evidencia a adequação da classificação tarifária adotada pela recorrente, embora tenha a DRJ-SP entendido de forma diversa; - que a recorrente sequer poderia im.portar o material em questão com as especificações sugeridas pelo LABANA, pois o seu produto final estaria fora das especificações técnicas e a mesma estaria impossibilitada .de atender à sua garantia de ,qualidade; A recorrente foi intimada à fi. 230 para apresentar comprovação contábil de que não possui bens imóveis passíveis de arrolamento, tendo apresentado à fi. ?32 o comprovante de depósito correspondente a ~O% do valor perseguido. - que o. critério adotado pela recorrente para' um perfeito enquadramento do produto consideróu tratap-se' de um composto orgânico de concentração definida, pois 'possui um elemento de teor elevado - Oleamida - que, segundo as "Regras Gerais para Interpretação do Sistema Harmonizado", a posição mais específica do produto prevalece sobre' a mais genérica e, finalmente', que as "Notas Explicativas da Nomenclatura de Bruxelas" afirma que só serão consideradas como ceras artificiais aquelas que não tenham constituição química definida, não sendo o caso do produto em questão. -: que o LABANA não informa"em seu Laudo a composição dos 13,2% restantes da amostra, o que impossibilita a comprovação de ser esta uma mistura de amidas graxas, uma vez que podem tratar-se de subprodutos da Eucamida, frutos da suá desnaturação em função do tempo e das condições de armazeI).amento do , produto; - a presença de Erucamida na casa de 86,8%, ao invés de 90,0%, se 'deve ao fato do produto em escopo sofrer natural desnaturaçãb quando submetido a temperaturas superiores a 25°C, situação facilmente vislumbrável quando o destino , 'desta mercadoria é o Brasil; MINISJ:ÉRlO DA FAZENDA .... TERCEIRO CONSELHO DE CONTRlBUINTES TERCEIRA CÂMARA ,Presentes todos os requisitos para admissibilidade, bem como, trata- se de matéria da competência deste Colegiado, portanto, cQnheço do Recurso Voluntário. Ocorre que o indigitado Laudo especifica apenas o percentua,l de Erucamida (86,8%), um pouco abaixo do permitido (90,0%) deixando de especificar quais ,as demais substâncias que' integrariam a .supostª "Mistura de Alflidas Graxas". VOTO 128.443 303-01.019 o controvérsia aqui, apresentada reside em auferir-se a adequada classificação do produto importado pela recorrente, ou seja, a perquiriçãod? natureza química da "Ducosenoamida C22H4 3NO". , Logo,' impossível a verificação da veracidade ou não das alegativas esboçadas pela recorrente, que afirma ter importado produto com concentração mínima de 98,0% de Erucamida, sendq que esta substância sof~e natural desnaturação quando submetida a temperaturas superiores a f5°C, situação esta facilmente vislumbráveL quando o destino desta mercadoria é.o Brasil. o Laudo Técnico do LABANA concluiu tratar-se este composto de uma "Mistura de AmidasGraxas, com predominância de Eucamida, um produto de constituição química não definida, com características de cera" e, portanto, classificando-se no. código NBM-SH ~404.90.0200, tendo o Fisco ~aseado-se nesta' análise para ultimar a autuação da ora recorrente. Sendo assim, e tendo em vista que o Laudo do LABANA não informa a composição' dos 13,2% restantes da amostra, o que impossibilita a .comprovação de ser esta uma mistura de amidas graxas, uma vez que podem tratar-se de subprodutos da Erucamida, frutos da sua desnaturação em função do tempo e das yondições de armazenamento do produto, faz-se 'necessária a r~alização de uma nova análise onde restem esclarecidas tais questões. RECURSO N° 'ACÓRDÃO N° . . , ' LOGO, PARAQUE SEJAPROCEDIDOUM JULGAMENTOMAIS JUSTO'POR PARTE, DESSE CONSELHO DE CONTRIBUINTES, SE FAZ MISTER CONVERTER O . JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA, A FIM DE QUE, SEJA REALIZADO UM NOVO LAUDO TÉCNICO' PELO LABANA," NO MATERIAL ARMAZE1;J'ADOPARA EVENTUAL CONTRA- PROVA,EMQUERESTEMESCLARECIDASAS SEGUINTESQUESTÕES:. ~- . MINISTÉRlO DA FA£ENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRlBUINTES TERCEIRA CÂMARA _ Assim sendo, .Votp no sentido de transfonnar, o julgamento em DILIGÊNCIA, para que o presente processo seja encaminhado ao órgão competente a 'fim de promover nova análise da substância em escopo, dirimindo as questões acima suscitadas, retomando em seguida, para apreciação e julgamento por esse Conselho. . ' 5 Il. _ SILVIO É como voto. 4) Dê-se ciêI?-cia a recorrente do inteiro teor do 'Laudo Técnico resultante, após o. que retome o processo para apreciação e . - julgamento por parte deste Conselho. \ " 128.443 303-0L019 2) Podem as substâncias integrantes des,tes 13,2%, restantes serem parte de subprodutos e/ou derivados da "Erucamida" fruto da sua desnaturação em função da temperatura, da forma de armazenagem ou mesmó da forma em que se deu seu acondiÓionamento e transporte? 3.8-é mau condutor de calor e de eletricidade? 3) Informar se o produto objeto do processo apresenta quais das seguintes características físicas: 3.1- ponto de gota superior a 40°C, e 3.2 -viscosidade; ~ediaa no viscosímero rotativo, igualou inferior a lO Pa.s (ou 10.000 cP) a uma temperatura de 10°C acima do seu. ponto de gota. 3.3-toma-se brilhante quando friccionados com ligeira pressão? 3.4-sua consistência e sua solubilidade dependem grandemente da, temperatura? ' 3.5-a 20° i)é mole e mode1ável (mas não viscoso' nem líquiçlo) (ceras moles), -ou ainda quebradiço? ii)não é transparente, mas pode ser translúcido? 3.6-acima de 40°C, funde sem se decompor? 3.7 -um pouco acima do seu ponto de fusão, não forma facilmente fios?' 1) Qual a composição do percentual de 13,2% restante da-análise do . produto que não seja a Erucamida?, ' RECURSO N'o ACÓRDÃQN° 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005
score : 1.0
Numero do processo: 16095.000704/2007-95
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Oct 18 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Mon Oct 18 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de de apuração 01/01/1996 a 31/07/2006
AUSÊNCIA DE JULGAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. RECURSO VOLUNTÁRIO. IMPOSSÍVEL MALFERIMENTO DO RICARF. BAIXA DOS AUTOS FM DILIGÊNCIA.
O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - CARF, órgão colegiado, paritário, integrante da estrutura do Ministério da Fazenda, tem por finalidade julgar recursos de oficio e voluntário de decisão de primeira instância, bem como os recursos de natureza especial, que versem sobre a aplicação da legislação referente a tributos administrados pela Secretaria da Receita
Federal do Brasil.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2803-000.303
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de
julgamento, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado, para que seja determinada a remessa dos autos à primeira instância e seu regular processamento.
Nome do relator: AMÍLCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Feb 04 09:00:02 UTC 2023
anomes_sessao_s : 201010
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de de apuração 01/01/1996 a 31/07/2006 AUSÊNCIA DE JULGAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. RECURSO VOLUNTÁRIO. IMPOSSÍVEL MALFERIMENTO DO RICARF. BAIXA DOS AUTOS FM DILIGÊNCIA. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - CARF, órgão colegiado, paritário, integrante da estrutura do Ministério da Fazenda, tem por finalidade julgar recursos de oficio e voluntário de decisão de primeira instância, bem como os recursos de natureza especial, que versem sobre a aplicação da legislação referente a tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. Recurso Voluntário Não Conhecido.
turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Oct 18 00:00:00 UTC 2010
numero_processo_s : 16095.000704/2007-95
anomes_publicacao_s : 201010
conteudo_id_s : 6754912
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Feb 03 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 2803-000.303
nome_arquivo_s : 280300303_255318_16095000704200795_201010.PDF
ano_publicacao_s : 2010
nome_relator_s : AMÍLCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR
nome_arquivo_pdf_s : 16095000704200795_6754912.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de julgamento, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado, para que seja determinada a remessa dos autos à primeira instância e seu regular processamento.
dt_sessao_tdt : Mon Oct 18 00:00:00 UTC 2010
id : 4737827
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:41 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290043923628032
conteudo_txt : Metadados => date: 2011-03-10T13:10:53Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 10; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-03-10T13:10:53Z; Last-Modified: 2011-03-10T13:10:53Z; dcterms:modified: 2011-03-10T13:10:53Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:ca29aecd-2293-49ca-98d5-41c14382a04c; Last-Save-Date: 2011-03-10T13:10:53Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-03-10T13:10:53Z; meta:save-date: 2011-03-10T13:10:53Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-03-10T13:10:53Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-03-10T13:10:53Z; created: 2011-03-10T13:10:53Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2011-03-10T13:10:53Z; pdf:charsPerPage: 1475; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-03-10T13:10:53Z | Conteúdo => MINISTÉRIO FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 16095.000704/2007-95 Recurso n" 7 55.318 VolunLkio Acórdão n" 2803-00.303 — 3" Turma Especial Sessão de 18 de outubro de 2010 Matéria RIIMUNLRM,1:.71.01NDIR12 PRÓ - LAB(I)K1 . Recorrente MAXMOL IA1 ORGrA 1 IDA Recorrida SRP - SECREI ARIA DA RECEITA PR EVIDENCIARIA ASSUN 10: CON 1 RI 13111COES SOCIALS PREVIDUNCIARIAS Period° de apui a(ao: 01/01/1996 a 31/07/2006 AUSENCIA DE fULGAMENTO DE PR1MEMA INS I ANCIA RE( URS° VOI_UNTARIO IMPOSSÍVEL. MAL l'ERIMLN DO IMAM BAIXA DOS AU r(s)s EM DIL1Gr'NCIA. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - CARE, 6igao eolegiado, paritair o, integrante da estrutura do Ministério da l'azenda, tem por finalidade julgar recursos de oficio e voluntario de deers10 de primeira instancia, hem como os recursos de natureza especial, que versem ll Sobre a aplicacao da legislaerio referente a tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. Recurso Voluntario Nao Conhecido Crédito Tiibutado Mantido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos ACORDAM os membros da 3" I urma Especial da Segunda Seca() de Julgamento, por unanimidade de votos, em nrio conhecei do recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado, para que seja determinada a remessa dos autos a primeira insttincia e seu regular processamento H Presidente ) AMILCAR B CA . 1 FIXEIR 11 NIOR - leltilor Participaram da sessdo de . julgamento os conselheiros: Eduardo de Oliveira, (I)seas Coimbra Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Amilcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Verforato e Flelion Carlos Praia de lima (presidente). Relatório ata-se de lançamento do Debit() Con fessado - [DC, referente a contribuições evidenciarias incidentes sobre fol ha de pagamentos de segurados empregados e conttibuições sobre retirada de Pro-Lahore dos s6cios, dos períodos: de 01/96, 04/96, 06/96 a 12/96, 1.3/96, 01/97, 06/97 a 08/97, 11/97, 12./97, 1.3/97, 01/98 a 12/95, 13/98, 01/99 a 12/99, 13/99, 01/00 a 07/00, 10/00 a 12/00, 13/00, 01/01, 04/01, 13/01, 05/02, 12/02, 13/02, 01/03, e diferença de confribuiçao das compeleneias 05/97, 11/01, 12/01, 03/02, 06/02 - devidas ao INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL. - INSS, as contribuições de Empresa, SAT/RAT e 1 erceitos, e ado recolhidas, consoante o disposto na Lei 8 212/91 e no Regulamento da Previdência Social , aprovado pelo Deer eto 3.045 de 06.0,5. 1999, 0 Contribuinte Coi cientificado do I.-DC em 24/08/2006. Apesar de nAo haver espaço para apresentaçâo de defesa administrativa quando Sc tratar de Lançamento de Debito Confessado, como é o prc.;sente caso, o contribuinte apresentou defesa piotocolizada cm 08/09/21)06 Ern virtu& da apresentaçao de defesa administrativa em 28 de setembro de 2006, a Seçtao de Contencioso Administrativo exarou o seguinte despacho (fls. 96 e seguintes): REF EMPRESA: .VIA.X.MOL IVIE - 1 AI LIRGICA LIDA CNN: 65 833 972/0001-02 PROCESSO: LDC DI BCAD tr' 37,014.823-I, de 24/08/2006 1. .11 ata o presente documento, de — I ,ançamento de Débito Con fessado, o qual destina-se i con.iissio , pelo Conn ibitinte, dc contribuições sociais devidas pelo mesmo ao INSS Instituto Nacional do Seguro Social c, instauraça° do processo administrativo fiscal; 2 Rufei ido doeUm onto, em sua Ionia de rosto, traz &Alai ações tais como: - "0 devodoi , i critmciandt,.) ex!), essamente a qualquet restaclio quanto ao valor e procedneia (Jest° d/v/da, assume integral I esponsabilidade polo evatidito do mon Mule (learn ado e conk.ssado ", ".4 col -11R srTio da divida constante clesre instrumento e seus (mews c"! et, a trivel, ()brigand() o Devedor saci quitação OU parcelamento, na ,forma da lei ( wifo nosso ); "i! sic i.n.sIiiiirieiilc serv1H -2 pat a a ii15C17O0 do débito Divida Miva, no rod() on em /mute, caso 17t-70 haja sua nitay-to otr _sett par celamento, no prazo de 30 dias, na I'm ma da lei, sendo a multa cob; ada ettl sett gran maximo", 3 O Lançamento de Debit() Confessado, por conseguinte, devidamente recebido pd.() -tepresentaute legal da ernpresa, co[116rme assinatut a aposta is Hs. 01 do processo confirma a concoldancia da empresa com as declarações acima, 2 Processo n" 16095 000704/2007-95 S2- I E03 Aekintio n 2803-00.303 inclusive corn a renúncia de contestação quanto ao valor e procedência da divida; 4. Ressalte-se ainda, que a Lei n" 8 212, de 24/07/91 que trata da legislação providenciaria cm sea paragrafis) nnico do art. 37, prevê a apresentação de defesa pelo Contribuinte apenas para o caso de Notificação Fiscal de Lançamento dc Debito NFLD, a qual lavrada pelo Auditoi Fiscal de Contribuições Prevideneiarias para notilicar 0 confribuinte de lançamento de débito relativo a contribuições previdonciarias e instaurar o process() fiscal de cobrança, portanto, do LDC que refere-se i confissão dc divida firmada pelo Contribuinte; 5. Conclui-se assim, que para o Lançamento de Débito Confessado — 1,DC, não cabe a apresentação de defesa, hem como a analise dos argumentos apresentados, vez que ao assinar referido documento o contribuinte devedor concorda inteiramente com o debito; 6. Face ao exposto, retornamos os autos a 21 025 01-04 Unidade de Atendimento da Secretaria da Receita Previdenciaria em (livaruthos, pant que cientifique empresa do presente despacho, bem como, in a comparecer dentro de 05 (cinco) dias contados do recebimento do presente, para regularizar o processo eni refeiéncia, set) pena de o mesmo ser enviado Procuradoria, para fins de inscrição cm divida ativa FM 05/10/2006 (fls.. 99), o contribuinte for oliciado a respeito da impossibilidade dc apresentayao de defesa quando se tratar de 1,DC, sendo intimado na relerida data a comparecer no prazo de 5 (cinco) dias contados do recebimento do oficio para regularizar o processo, sob pena de o mesmo ser enviado i Procuradoria para tins de inscrição em Divida Ativa. Em 23/10/2006, nova petição é apresentada pet() contribuinte, momento em que ele refuta a nao apreciação da sua plilTleifa defesa administrativa e invoca Cm seu beneficio, os princípios basilares consagrados na Carta Maim, ou seja, o devido processo legal e ampla defesa No despacho de lis, 116, a Delegacia da Receita Previdenciaria cm Griartilhos convicta do seu posicionamento, o mantérn E 1.1113/11/2006, o contribuinte apresenta nova petição requerendo o recebimento e o processamento de Recurso e, conseqüentemente o seu encaminhamento ao Fgregio Segundo Conselho dc Recursos da Previdência Social para regulai julgarnento. Em 15/12/2006 (11s.. 139), o contribuinte é in forrinkkr a respeito do não cabimento do recurso Inconformado corn o resultado na esteta administrativa, O contribuinte buscou amparo judicial para ver processado o seu recurso. Em razão da order)) judicial, a SRP (tis, 159), exarou o seguinte despacho: "(iMai id hos, em 14/12/2007 1- ii ata-se de I DC- Lançamento de Débito Confessado relativo a contribuie6es pi evideitci /11 ias, rolhas 01 a 72, corn ciância do interessado em 24/08/2006, Ibilia 01. 2 A empresa norificada impugnou a [DC, porem pm tratar-se de Lançamento de 1)1/h In C'orfossado, ndo cabe apt esontaciio de impugnacdo, con forme foi dado ciôncia empresa all ayes do despacho de lis 96 e 97 'NI) havendo impu.e:naeão e, pot cons(Tuinte, não havendo decisdo administrativa de 1" Instancia, também ndo caberia a apt escntacdo de reeurso . Us. 1 .19 a [29, conforme foi informado à empresa, através de despacho cio tido ern 07/12/2006, pela Sccdo do Contencioso Administrativo da Delegacia da Receita em (Ural cubos, as fls. 138. 3 1-01 - alll então os autos enviados Procuradoria, onde jã. se encontr avant em [ase dc execução fiscal (lis 155) 1 Nan obstante, a empresa ()New dceisão quo lhe foi favorável nos autos do Mandado de Segurança no 2006.61.10 008083-0, em 08/06/2007, para , ver processado o roams() uiicr post o , indepondentemente do depósito pi évio, fls. 147 a 1 53. 1)iante, do exposto e cia manifestação da Proem adoria às fls. 154 c 155, proponho o encaminhamento do process() ao 2o. Conselho de Contribuintes- 2 CC DF ( 0 I 12045 0) pat a apreciação do recurso" Não apresentadas as contrarrazões. elatdlio Voto Conselheiro A -M 11-CAR BARCA ILIXEIRA JÚNIOR, Relator .F.rn ratão de não ter havido julgamento de primeira instancia, não conheço do 1 ('CL11 SO De acordo corn o art. 1" do Anexo da Portaria n" 256, de 22 dc junho de 2009, que aprovou o Regimento Interno do (:.onselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), o rel'e0do ('ousei Ito dig:Jo cole,t:;iado, paitário, integrante da estrutura do M.inisterio da Fazenda, tern poi tinalidade julgar recursos dc oficio e voluntário de deeisdo de primeira instancia, bem como os recursos de natureza especial, que versem sobre a aplicação da legislação referente a tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. Corn efeito„ apesar do comando judicial para que se realizasse o julgamento do [DC, é de se notar quo a primeira instância administrativa não realizou seu mister, ou seja, ela não julgou o process() na forma determinada pela legislação tributaria/previdencidria e pela. justiça Federal. Dcsim to, ao observar os corriandos insertos no art 1" do Anexo I da Portaria u" 256, de 22 de junho dc 2009 (Rh ./\1Z1'), o interprete terá nítida certeza de que houve supressão de instância, porquanto o CARF não pode apreciar diretamente o inconformismo manifcstado pelo contribuinte 4 ProcesA) if 1609:5 000704/2007-5 Acórdi-K> n " 2803-00.393 S2-1103 rl As regras do Processo Administrativo Fiscal são cl aias Assim sendo, não havendo decisão administrativa de primeira instancia lalta-nos competericia para apreciar o processo ora guerreado Ademais, a hula de julgamento, nesse momento, não signilica descumprimento de ordem judicial. O que se observa, in ca.s.u, é um descompasso no processamento do feito, situação que será regularizada a partir do retorno dos autos a origem ( -I" instancia) pant o seu regular julgamento . Efetuado o julgamento pela primen a instancia, o contribuinte devera ser oficiado do resultado, momento em que lhe seta assegurado o direito ao exercício do coutraditário e ampla defesa, consoante dispõe o inciso LV do art 5' da Carta da RepUblica Pelo exposto, voto pelo NÃO CONHECIMENTO DO RtCURSO, devendo os autos baixar em diligencia para que oeona, primeiramente, o . julgamento C11 -1 pineira instancia Depois, retornem Os autos para o julgamento do Recurso Voluntário conto volo, Sala das Sessões. em 18 de outubro de 2010 AMILCAR B RCA IMF! lOR - Relator
score : 1.0
Numero do processo: 10980.724070/2009-61
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2008
Ementa:
DEDUÇÃO. DESPESA MÉDICA.
Na apuração da base de cálculo do imposto de renda da pessoa física são dedutíveis as despesas com médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, efetuadas pelo contribuinte, relativas ao próprio tratamento e ao de seus dependentes, quando comprovadas com documentação hábil e idônea. No caso dos autos,
notas fiscais que não especificam suficientemente os serviços prestados, de forma a permitir aferir se são dedutíveis, não são hábeis e idôneas para fins de dedução.
DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO.
Em princípio, os recibos que, emitidos por profissionais habilitados, atendem os requisitos legais são hábeis e idôneos para fins de comprovar a dedução de despesas médicas, são eles que comprovam o pagamento. Não obstante, em havendo indícios que desabonem a presunção de idoneidade desses documentos, a autoridade fiscal tem o poder dever de exigir outras formas de
comprovação a fim de comprovar por provas ou mesmo por conjunto de indícios veementes que afastem a regra geral de aptidão dos recibos para fins de dedução. Na falta dessas provas ou indícios veementes os recibos permanecem como documentos hábeis e idôneos. Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 2802-000.820
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR
PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para tão somente restabelecer a dedução de despesas médicas no valor de R$5.925,00 (cinco mil, novecentos e vinte e cinco reais).
Nome do relator: JORGE CLÁUDIO DUARTE CARDOSO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Nov 19 09:00:15 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201105
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2008 Ementa: DEDUÇÃO. DESPESA MÉDICA. Na apuração da base de cálculo do imposto de renda da pessoa física são dedutíveis as despesas com médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, efetuadas pelo contribuinte, relativas ao próprio tratamento e ao de seus dependentes, quando comprovadas com documentação hábil e idônea. No caso dos autos, notas fiscais que não especificam suficientemente os serviços prestados, de forma a permitir aferir se são dedutíveis, não são hábeis e idôneas para fins de dedução. DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. Em princípio, os recibos que, emitidos por profissionais habilitados, atendem os requisitos legais são hábeis e idôneos para fins de comprovar a dedução de despesas médicas, são eles que comprovam o pagamento. Não obstante, em havendo indícios que desabonem a presunção de idoneidade desses documentos, a autoridade fiscal tem o poder dever de exigir outras formas de comprovação a fim de comprovar por provas ou mesmo por conjunto de indícios veementes que afastem a regra geral de aptidão dos recibos para fins de dedução. Na falta dessas provas ou indícios veementes os recibos permanecem como documentos hábeis e idôneos. Recurso provido em parte.
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 10980.724070/2009-61
anomes_publicacao_s : 201105
conteudo_id_s : 4861105
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Nov 16 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2802-000.820
nome_arquivo_s : 280200820_10980724070200961_201105.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : JORGE CLÁUDIO DUARTE CARDOSO
nome_arquivo_pdf_s : 10980724070200961_4861105.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para tão somente restabelecer a dedução de despesas médicas no valor de R$5.925,00 (cinco mil, novecentos e vinte e cinco reais).
dt_sessao_tdt : Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
id : 4740946
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:45 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290043940405248
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2136; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE02 Fl. 84 1 83 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10980.724070/200961 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 280200.820 – 2ª Turma Especial Sessão de 12 de maio de 2011 Matéria IRPF Recorrente NILZA THEREZINHA RICETTI Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2008 Ementa: DEDUÇÃO. DESPESA MÉDICA. Na apuração da base de cálculo do imposto de renda da pessoa física são dedutíveis as despesas com médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, efetuadas pelo contribuinte, relativas ao próprio tratamento e ao de seus dependentes, quando comprovadas com documentação hábil e idônea. No caso dos autos, notas fiscais que não especificam suficientemente os serviços prestados, de forma a permitir aferir se são dedutíveis, não são hábeis e idôneas para fins de dedução. DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. Em princípio, os recibos que, emitidos por profissionais habilitados, atendem os requisitos legais são hábeis e idôneos para fins de comprovar a dedução de despesas médicas, são eles que comprovam o pagamento. Não obstante, em havendo indícios que desabonem a presunção de idoneidade desses documentos, a autoridade fiscal tem o poderdever de exigir outras formas de comprovação a fim de comprovar por provas ou mesmo por conjunto de indícios veementes que afastem a regra geral de aptidão dos recibos para fins de dedução. Na falta dessas provas ou indícios veementes os recibos permanecem como documentos hábeis e idôneos. Recurso provido em parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para tão somente restabelecer a dedução de despesas médicas no valor de R$5.925,00 (cinco mil, novecentos e vinte e cinco reais). Fl. 84DF CARF MF Emitido em 06/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 16/05/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 16/05/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente e Relator. EDITADO EM: 16/05/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Sidney Ferro Barros, Lúcia Reiko Sakae, Carlos André Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite e German Alejandro San Martín Fernández. Relatório Trata o presente processo de Notificação de Lançamento de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física – IRPF (fls. 15/20), do exercício de 2008, anocalendário de 2007, para exigência de R$812,83 de imposto suplementar, multa de ofício de 75% mais acréscimos moratórios. O lançamento decorre de imputação de dedução indevida de despesas médicas no valor de R$ 17.622,50, por falta de comprovação do efetivo desembolso ou por falta de previsão legal, sendo: a) Isabel Cristina Gabardo R$ 5.925,00; b) Margarete Maria Lesincowski R$ 2.337,50; e c) Clinica Disciplinar Interativa Saúde R$ 9.360,00. Na primeira instância de julgamento a impugnação foi julgada improcedente, por meio de acórdão assim ementado. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2008 NULIDADE. LANÇAMENTO ELETRÔNICO. PRESCINDIBILIDADE DE ASSINATURA. Nos termos do parágrafo único do art. 11 do decreto 70.235, de 1972, a notificação de lançamento emitida por processamento eletrônico prescinde de assinatura, de forma que a falta desta não enseja a nulidade do lançamento. DESPESAS MÉDICAS. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO. A dedução de despesas médicas na declaração de ajuste anual está condicionada à comprovação hábil e idônea dos gastos efetuados, podendo ser exigida a demonstração do efetivo desembolso. DEDUÇÕES. COMPROVANTES. ÔNUS DA PROVA. DILIGÊNCIA. DESCABIMENTO. Compete ao contribuinte comprovar as deduções da base de cálculo do imposto de renda da pessoa física que pretendeu efetuar, descabendo à Administração Tributária efetuar Fl. 85DF CARF MF Emitido em 06/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 16/05/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 16/05/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10980.724070/200961 Acórdão n.º 280200.820 S2TE02 Fl. 85 3 diligências junto a terceiros com o fim de substituir a parte interessada no seu dever probante. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Ciente da decisão de primeira instância em 13042010, o recorrente apresentou recurso voluntário em 10052010, no qual apresenta os seguintes argumentos: 1. Preliminarmente, a nulidade da notificação de lançamento por faltar a assinatura ou a nulidade do acórdão recorrido por faltar a fundamentação para afastar a alegação de nulidade constante da impugnação; 2. a decisão de primeira instância contraria a jurisprudência desse Conselho (aponta acórdãos 10614797, 10612831 e 10610967) sobre a comprovação de despesas médicas e, no caso concreto, a recorrente provou tanto quanto possível o pagamento das despesas médicas declaradas, para comprovar o pagamento basta o recibo, bem como não é lícito que a glosa se sustente em uma presunção simples em oposição a uma presunção legal de validade e idoneidade dos recibos; 3. houve violação do devido processo legal ao se considerar os recibos inidôneos e inverterse o ônus da prova para o recorrente; 4. inexistindo quaisquer provas ou indícios de irregularidade na expedição dos recibos não cabe a fundamentação de que não houve comprovação do pagamento; 5. a recorrente é pessoa idosa com dificuldades de locomoção e parte dos recibos rejeitados foram emitidos pela instituição em que reside e onde se encontra hospedada; e 6. Por fim requer prioridade de tramitação e julgamento com base no Estatuto do Idoso. É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso, Relator Fl. 86DF CARF MF Emitido em 06/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 16/05/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 16/05/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele devese tomar conhecimento. Tratase de litígio sobre a glosa de deduções de despesas médicas. PRELIMINAR Alega o recorrente a nulidade da notificação do lançamento por falta de assinatura ou subsidiariamente a nulidade do acórdão de primeira instância por falta de fundamentação no que diz respeito a rejeitar essa preliminar. Verificase que a notificação de lançamento ora guerreada decorre de revisão da Declaração de Ajuste Anual e, como é praxe na Receita Federal, é emitida de forma eletrônica pelo Serviço de Processamento de Dados. Não obstante a assinatura seja um dos requisitos formais das notificações de lançamento, há previsão legal expressa que dispensa a assinatura nos casos de emissão eletrônica. A saber o parágrafo único do art. 11 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, in verbis: Parágrafo único. Prescinde de assinatura a notificação de lançamento emitida por processamento eletrônico. E regulamentando a matéria, a Receita Federal expediu a Instrução Normativa SRF n.° 579, de 08/13/2005, segundo a qual as intimações e notificações resultantes dos procedimentos de revisão das Declarações de Ajuste Anual do Imposto de Renda Pessoa Física (DIRPF) e das Declarações do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR), quando emitidas eletronicamente, prescindem da assinatura da autoridade competente. Outrossim, do voto condutor do acórdão extraise o seguinte excerto que demonstra que o acórdão recorrido contém fundamentação para a decisão adotada, ao rejeitar a preliminar de nulidade. “A litigante equivocase quanto à alegação de que haveria nulidade do lançamento por falta de assinatura do chefe do órgão expedidor ou de outro servidor autorizado na notificação, haja vista que ao contrário do alegado a Notificação de Lançamento foi efetivamente emitida por processamento eletrônico e, assim, prescinde de assinatura, conforme disposição do parágrafo único do art. 11 do Decreto 70.235, de 1972, in verbis: Parágrafo único. Prescinde de assinatura a notificação de lançamento emitida por processamento eletrônico. (Grifouse). Nesse contexto, descabe a preliminar de nulidade do lançamento.” Rejeito, portanto, as preliminares suscitadas pelo recorrente MÉRITO A notificação de lançamento tenha registrado como razão da autuação a falta de previsão legal ou de comprovação do pagamento e, na descrição dos fatos, a autoridade fiscal centrou a imputação na falta de comprovação do efetivo pagamento.das despesas declaradas, não admitindo para esse desiderato os recibos apresentados. Fl. 87DF CARF MF Emitido em 06/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 16/05/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 16/05/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10980.724070/200961 Acórdão n.º 280200.820 S2TE02 Fl. 86 5 Considero que, a princípio, os recibos emitidos por profissionais legalmente habilitados são hábeis a comprovar as deduções pleiteadas, mas, em havendo fortes indícios de que a documentação é inidônea, existe o direitodever de o fisco intimálo a comprovar o efetivo desembolso e prestação do serviço, na esteira do comando legal do §3º do art. 11 do DecretoLei nº 5.844, de 1943. Assim, a decisão sobre a dedutibilidade ou não da despesa médica merece análise caso a caso, consoante os elementos trazidos aos autos, tanto pelo fisco como pelo contribuinte, os quais serão decisivos para a formação da livre convicção do julgador. Tomo como ponto de partida a imputação feita no lançamento, sendo que nesses autos não há na notificação de lançamento qualquer apontamento sobre quais os indícios que desabonariam os recibos apresentados. Por outro lado, os indícios indicados na primeira instância de julgamento para não acatar os recibos de fls. 25/32 (valores significativos, falta de endereço na maioria deles, indicação de serviços genéricos e inespecíficos, emitidos em série, datados no final de determinados meses, aparentemente de forma aleatória, inclusive aos sábados e domingos e concomitância de tratamento fisioterápico) considero que, no caso dos autos, não formam um conjunto indiciário forte o suficiente para justificar a manutenção da glosa desses valores. Não cabe ao julgador ocupar o papel da autoridade lançadora no sentido de comprovar a inidoneidade dos recibos e, ainda que haja imperfeições na lei que permitam a deturpação do benefício fiscal – o que entendo que de fato há , não é lícito ao julgador, na tentativa de corrigir essas imperfeições, aumentar as exigências comprobatórias ao contribuinte sem base legal para tanto. Ainda que o julgador ache muita coisa suspeita, não havendo prova em desfavor dos recibos e das declarações dos profissionais e enquanto não houver disciplina legal mais adequada, atende ao verdadeiro interesse público privilegiar o devido processo legal e as demais garantias ínsitas ao Estado Democrático de Direito, cujo valor superam eventual perda arrecadatória. Por outro lado, cabe ao recorrente trazer aos autos os documentos hábeis e idôneos que comprovem a totalidade dos valores que pleiteia ver deduzidos da base de cálculo do imposto. Reputo correto que seja restabelecida a dedução até o limite comprovado por meio dos documentos acima analisados, qual seja R$5.925,00, sendo R$2.237,50 com Margarete Maria Lesincowski (integralmente o que constou na DIRPF) e R$3.587,50 com Isabel Cristina Gabardo (para essa profissional o valor declarado e totalmente glosado foi de R$5.925,00, que coincide com a soma dos valores constantes dos recibos emitidos pelas duas profissionais). De outro giro, a DRJ não admitiu restabelecer a dedução referente à Clinica Disciplinar Interativa Saúde no valor de R$ 9.360,00 e apontou que as notas fiscais continham as seguintes irregularidades: a) na nota fiscal nº 099 (fl. 38 do eprocesso, fls. 34 da anotação em papel) há rasura visivelmente constante na data do documento ( de 2008 para 2007); b) a Nota Fiscal nº 046 (fls.37 do eprocesso, fls. 33 em papel), teria sido emitida em 19/11/2007, enquanto a de nº 099, em 24/04/2007, ou seja, sequer foi observada a seqüência numérica, o que põe em dúvida a idoneidade dos documentos. Fl. 88DF CARF MF Emitido em 06/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 16/05/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 16/05/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 6 Nesse ponto, concordo com o julgador de primeira instância e essas notas fiscais não são hábeis a justificar a dedução. Ocorre que além dessa irregularidade, essas notas fiscais não contém a especificação de que serviço foi prestado para que se possa aferir se são serviços dedutíveis. Não há demonstração sobre qual a natureza da Clínica Disciplinar Interativa da Saúde Ltda, ficando prejudicada qualquer conclusão acerca da prestação de serviço previsto como dedutível no §2º e na alínea “a” do inciso II do art. 8º da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995 (médico, fisioterápico, fonoaudiológico, odontológico ou hospitalar), bem como a descrição das notas fiscais limitase a informar “atend. Referente mês ....” ou “honorários médicos à paciente Nilza Therezinha Ricetti , realizados pelo Dr. Edélsio, no lar Bestda em Choa” e ambas as notas trazem a anotação de que não valem como recibos. Ademais, a própria recorrente usa a expressão Casa de saúde onde encontra se “hospedada”. Não é lícito restabelecer um dedução sem que tenha sido comprovado que possui amparo legal. Diante do exposto, voto por DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para tão somente restabelecer a dedução de despesas médicas no valor de R$5.925,00 (cinco mil, novecentos e vinte e cinco reais). (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso i Fl. 89DF CARF MF Emitido em 06/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 16/05/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 16/05/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 10410.000448/2001-44
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Oct 16 00:00:00 UTC 2002
Data da publicação: Tue Oct 15 00:00:00 UTC 2002
Numero da decisão: 303-00.838
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em
diligência A. Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: IRINEU BIANCHI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Nov 19 09:00:15 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200210
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Tue Oct 15 00:00:00 UTC 2002
numero_processo_s : 10410.000448/2001-44
anomes_publicacao_s : 200210
conteudo_id_s : 6699251
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Nov 10 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 303-00.838
nome_arquivo_s : 30300838_10410000448200144_102002.PDF
ano_publicacao_s : 2002
nome_relator_s : IRINEU BIANCHI
nome_arquivo_pdf_s : 10410000448200144_6699251.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência A. Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Wed Oct 16 00:00:00 UTC 2002
id : 4623341
ano_sessao_s : 2002
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:21 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290043948793856
conteudo_txt : Metadados => date: 2013-08-15T17:48:41Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2013-08-15T17:48:41Z; Last-Modified: 2013-08-15T17:48:41Z; dcterms:modified: 2013-08-15T17:48:41Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:e80f818e-7ef5-4257-ad6e-b6c0025eecd2; Last-Save-Date: 2013-08-15T17:48:41Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2013-08-15T17:48:41Z; meta:save-date: 2013-08-15T17:48:41Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-08-15T17:48:41Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2013-08-15T17:48:41Z; created: 2013-08-15T17:48:41Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2013-08-15T17:48:41Z; pdf:charsPerPage: 892; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2013-08-15T17:48:41Z | Conteúdo => íz" MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA PROCESSO N° : SESSÃO DE : RECURSO N° : RECORRENTE : RECORRIDA : 10410.000448/2001-44 16 de outubro de 2002 123.902 JORGE BARBOSA LIMA DRJ/RECIFE/PE O RESOLUÇÃO n° 303 -00.838 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Terceira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência A. Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasilia-DF, em 16 de outubro de 2002 ii JOÃO OLA i DA COSTA Preside • illt_INEU BIANCHI / Relator 11 DEZ 2002 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ANELISE DAUDT PRIETO, ZENALDO LOIBMAN, PAULO DE ASSIS e CARLOS FERNANDO FIGUEIREDO BARROS. Ausentes os Conselheiros NILTON LUIZ BARTOLI e HÉLIO GIL GRACINDO. tmc3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 121902 RESOLUÇÃO N° : 303-00.838 RECORRENTE : JORGE BARBOSA LIMA RECORRIDA : DRJ/RECIFE/PE RELATOR : IRLNEU BIANCHI RELATÓRIO Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração de fls. 1/6, apurando o crédito tributário de R$ 6.318,94, relativo ao ITR/96, mais juros de mora e multa. Reporta-se a denúncia fiscal ao termo de encerramento de fls. 14, de onde se colhe que o contribuinte, por ocasião do preenchimento da Declaração do ITR (anexo fls. 012 a 13) relativa ao imóvel rural denominado "Fazenda Lagoa da Lage" por ele explorado, declarou que o referido imóvel estava situado em município para o qual havia sido decretado Estado de Calamidade Pública no ano de 1996. Refere aquela peça que para o gozo do beneficio estipulado no parágrafo 6°, do artigo 10, da Lei n° 9.393, o contribuinte deve provar que a autoridade pública decretou o estado de Calamidade Pública na área em que o imóvel está situado. Para tanto, o mesmo foi intimado (fls. 7/8) e em sua resposta (fls. 9), deixou de juntar as provas pertinentes. Como o imóvel está situado no município de Arapiraca (AL) e, de conformidade com os registros constantes na DRF, no Estado de Alagoas, no ano de 1996, somente o município de Teotônio Vilela teve o estado de Calamidade Pública decretado e reconhecido pelo Governo Federal, a fiscalização desconsiderou a condição declarada pelo contribuinte. Por fim, foi mantida a distribuição da área utilizada (item 09 da DIAT), de conformidade com a declaração de fls. 12/13, uma vez que o contribuinte informou inexistir animais no referido imóvel e, posteriormente, não comprovou a existência de animais de criação na Area utilizada com produtos vegetais, conforme a solicitação de fls. 7/8. 0 contribuinte, tendo tomado ciência do Auto de Infração, tempestivamente, apresentou a impugnação de fls. 19, alegando em síntese que: Quando do preenchimento daçdeclaração do ITR, erroneamente informou no quadro 7, item 1, do DIAT, tiue tinha sido decretado estado de Calamidade Pública no município sede do imóvel ,jio ano de 1996. 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 123.902 RESOLUÇÃO N° : 303-00.838 Que deixou de preencher o quadro 09, distribuição da área utilizada, ficando o imóvel com toda a sua área inutilizada. No entanto, no preenchimento do quadro 11, Cálculo do Valor da Terra Nua, informou no item 15, o valor referente as culturas e pastagens existentes no ano de 1996. Que, em carta resposta à ARF de Arapiraca, informou a distribuição da área do imóvel e o número de animais existentes em 1996, onde tais informações comprova, que o imóvel é produtivo, com grau de utilização de 100%. Juntou os documentos de fls. 20/24 e requereu o cancelamento do débito fiscal. • Remetidos os autos a DRJ/RECIFE/PE, seguiu-se a decisão de fls. 27/30, que julgou o lançamento procedente, estando assim ementada: 0 valor do imposto sobre a propriedade territorial rural é apurado aplicando-se sobre o valor da terra nua tributável — VTNt a aliquota correspondente, considerando-se a Area total do imóvel e o grau de utilização — GU, conforme o artigo 11, caput, e § 1°, da Lei n° 9.393, de 19 de dezembro de 1996. A apuração e pagamento do ITR serão efetuados pelo contribuinte, independentemente de prévio procedimento da administração tributária, que, no caso de informação incorreta, a Secretaria da Receita Federal procederá ao lançamento de oficio do imposto, apurados em procedimento de fiscalização, cujas multas serão aquelas aplicáveis aos demais tributos federais, conforme os preceitos contidos nos artigos 10 e 14, da Lei n° 9.393, de 19 de dezembro de 1996. Cientificado da decisão (fls. 33), o contribuinte interpôs o recurso voluntário de fls. 34/37, onde reitera os e— os da impugnação. ? Juntou os documentos e fls. 38/54, enquanto que às fls. 55, comprovou a efetivação do depósito recurs 1. É o relatório. • • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 123.902 RESOLUÇÃO N° : 303-00.838 VOTO Preliminarmente, entendo não ser possível aferir se o recurso é tempestivo. Ocorre que do AR de fls. 33 e nem mesmo de qualquer outro documento, se colhe a data em que a intimação da decisão recorrida foi postada, assim como não está lançada a data do recebimento da respectiva correspondência. 0 Decreto 70.235, ao tratar da intimação por via postal diz que a mesma se considera feita na data do recebimento desta ou, se omitida, 15 (quinze) dias após a data da expedição da intimação. Assim, voto no sentido de converter o julgamento em diligência para que a Repartiçãq de Origem informe a data da postagem da intimação. Sa a das Sessões, em 16 de outubro de 2002 i I IRINEU BIANCHI - Relator MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ;v0W TERCEIRA CÂMARA Processo n°: 10410.000448/2001-44 Recurso n.°: 123.902 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no parágrafo 20 do artigo 44 do • Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, fica o Sr. Procurador Representante da Fazenda Nacional junto à Terceira Camara, intimado a tomar ciência do Resolução n.° 303-00.838. Brasilia- DF, 02 de dezembro de 2002 Joã,á IIôhnda Costa Presideíite da Terceira Câmara •
score : 1.0
Numero do processo: 35485.000562/2007-17
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 21 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Tue Sep 21 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/02/2004 a 30/06/2006
ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. FALTA DE COMPETÊNCIA DO CARF.
0 Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é competente para se pronunciar acerca da inconstitucionalidade ou ilegalidade de atos normativos que disciplinam o recolhimento de contribuições previdenciárias.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2803-000.261
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Nome do relator: CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE ANDRADE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Feb 04 09:00:02 UTC 2023
anomes_sessao_s : 201009
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/2004 a 30/06/2006 ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. FALTA DE COMPETÊNCIA DO CARF. 0 Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é competente para se pronunciar acerca da inconstitucionalidade ou ilegalidade de atos normativos que disciplinam o recolhimento de contribuições previdenciárias. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Sep 21 00:00:00 UTC 2010
numero_processo_s : 35485.000562/2007-17
anomes_publicacao_s : 201009
conteudo_id_s : 6753176
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Feb 02 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 2803-000.261
nome_arquivo_s : 280300261_35485000562200717_201009.PDF
ano_publicacao_s : 2010
nome_relator_s : CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE ANDRADE
nome_arquivo_pdf_s : 35485000562200717_6753176.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
dt_sessao_tdt : Tue Sep 21 00:00:00 UTC 2010
id : 4737558
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:40 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290043960328192
conteudo_txt : Metadados => date: 2011-03-31T20:24:29Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 7; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-03-31T20:24:29Z; Last-Modified: 2011-03-31T20:24:29Z; dcterms:modified: 2011-03-31T20:24:29Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:a12c9e3d-b65a-45c8-9f68-cc412ce7acbf; Last-Save-Date: 2011-03-31T20:24:29Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-03-31T20:24:29Z; meta:save-date: 2011-03-31T20:24:29Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-03-31T20:24:29Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-03-31T20:24:29Z; created: 2011-03-31T20:24:29Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2011-03-31T20:24:29Z; pdf:charsPerPage: 1355; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-03-31T20:24:29Z | Conteúdo => S2-TE03 Fl. I MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 35485.000562/2007-17 Recurso n° 247.532 Voluntário Acórdão no 2803-00.261 - 3' Turma Especial Sessão de 21 de setembro de 2010 Matéria COMPENSAÇÃO Recorrente MTM MÉTODOS EM TECNOLOGIA DE MANUTENÇÃO LTDA. Recorrida DELEGACIA DA RECEITA PREVIDENCIARIA ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIARIAS Período de apuração: 01/02/2004 a 30/06/2006 ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. FALTA DE COMPETÊNCIA DO CARF. 0 Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é competente para se pronunciar acerca da inconstitucionalidade ou ilegalidade de atos normativos que disciplinam o recolhimento de contribuições previdenciárias. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3' Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). PR-AIA DE LIMA Presidente. l/Wei/WAN C7tAe CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE ANDRADE - Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Amilcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato e Helton Carlos Praia de Lima (presidente). Relatório Trata-se de Recurso Voluntário apresentado por MTM MÉTODOS EM TECNOLOGIA DE MANUTENÇÃO LTDA. contra a decisão proferida em resposta A consulta n° 35485.00531912006-12 realizada face ao indeferimento pela Auditoria Fiscal do pedido de declaração de inexigibilidade dos recolhimentos para o INCRA, Salário Educação, SEBRAE, SENAI e SESI, bem como contra a decisão que tratou da impossibilidade da "homologação" da compensação desses valores pela Administração em razão de não existir tal instituto no Ordenamento Tributário Previdenciário vigente. Como fundamento ao indeferimento do pedido, alegou o auditor fiscal que não cabe a administração "reconhecer ou declarar direito fundado sobre a inconstitucionalidade de leis, dispositivos legais e atos normativos que não tenham sido expressamente declarados pelos órgãos jurisdicionais". Em seu recurso, alega a empresa a legitimidade dos créditos a serem utilizados no procedimento de compensação pretendido, pelas seguintes razões: ' • Com relação à contribuição devida ao SEBRAE, relativa ao período compreendido entre junho de 2004 a fevereiro de 2006, alega a inconstitucionalidade da exigência, uma vez que (i) seria necessária a edição de lei complementar; (ii) acarretaria a tributação da mesma hipótese de incidência e base de cálculo por mais de um tributo, resultando no bis in idem, vedado pela Constituição; (iii) a contribuição ao SEBRAE surgiu com a edição da Lei n° 8.154/90, por meio da qual foi possível majorar as contribuições ao SESI/SENAI, podendo ser considerada a contribuição ao SEBRAE um verdadeiro adicional As aliquotas das contribuições já existentes; • Corn relação à contribuição ao salário educação, referente ao período de junho de 2004 a fevereiro de 2006, argüir que o Decreto Lei n° 1.422/75 estaria eivado de nulidades, e ainda, não teria sido recepcionado pela Constituição de 1988; • Com relação à contribuição ao SENAUSESI, que não se trataria de pessoa jurídica de caráter industrial, conforme exigência legal para a cobrança da referida exação. Em sua decisão (fls. 42/45), a autoridade julgadora indeferiu a pretensão do contribuinte, pelas seguintes razões: (a) de acordo com o art. 20 da Portaria MPS n° 520/2004, seria vedado ao INSS afastar a aplicação de lei, decreto ou ato normativo em vigor por inconstitucionalidade ou ilegalidade; (b) que a Recorrente encontrar-se-ia cadastrada nos Sistemas da Previdência Social corn o código FPAS 507, decorrendo dai sua sujeição passiva As contribuições previdenciárias referentes A terceiros: INCRA, SEBRAE, SESI, SENAI e para o salário educação; (c) que todas as contribuições previdencidrias estariam previstas na legislação tributária; (d) que de acordo com o art. 142 do CTN a atividade administrativa de lançamento seria vinculada; 2 Processo n° 35485.000562/2007-17 82-TE03 Acórdão n.° 2803-00.261 Fl. 2 (e) que o Recurso não deveria suspender a exigibilidade do crédito tributário, pois tratar-se-ia de uma consulta previdencidria, e não de uma reclamação administrativa, e conforme o art. 49 do Decreto 70.235/72, a consulta não suspenderia a exigibilidade do crédito tributário. o relatório. Voto Conselheira CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE ANDRADE, Relatora 0 direito creditório cujo reconhecimento se pleiteia nos presentes autos tem como fundamento alegações de inconstitucionalidade e/ou ilegalidade das contribuições ao INCRA, Salário Educação, SEBRAE, SENAI e SESI. Cumpre observar, contudo, que não se pode admitir a argüição da inconstitucionalidade de normas legais no âmbito administrativo, por não ter o CARF a competência para sua análise, estando reservada ao Poder Judiciário. E o que se infere da disposição contida no art. 62 do Regimento Interno: "Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARE afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. 0 disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I - que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II - que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do Procurador-Geral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da Advocacia-Geral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n° 73, de 1993; ou c) parecer do Advogado-Geral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993." Cumpre esclarecer, inclusive, que o referido entendimento é objeto de sumula do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, como se verifica abaixo: "Súmula 2: 0 CARE não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade da lei tribtaciria." Nesse sentido, lid que se ter em mente que os atos normativos devidamente elaborados e publicados pela autoridade competente gozam de presunção de legalidade e 3 constitucionalidade. Em assim sendo, enquanto não forem declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (com efeitos erga omnes) ou não tiverem a sua aplicação suspensa, permanecem dotados de plena eficácia, devendo ser observados pela Administração Pública. Nestes termos, resta prejudicada a análise dos demais argumentos apresentados pelo contribuinte. Apenas com relação à postulação de efeito suspensivo ao recurso, faz-se necessário esclarecer que não é qualquer recurso que enseja a aplicação da disposição contida no art. 151, III do Código Tributário Nacional, mas tão somente aqueles recursos expressamente previstos na legislação de regência. E como já reconhecido pela Seção de Orientação da Arrecadação Previdencidria, o recurso em questão foi interposto contra decisão proferida em solução de consulta, não sendo possível atribuir-lhe efeito suspensivo, por inexistência de autorização legal. CONCLUSÃO Por todo o exposto, NEGO PROVIMENTO ao Recurso interposto pelo contribuinte, indeferindo o direito b. compensação pleiteado nos autos. ' Sala das Sessões, em 21 de setembro de 2010 CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE ANDRADE - Relatora 4
score : 1.0
