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Numero do processo: 10855.000592/99-94
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed May 22 00:00:00 UTC 2002
Data da publicação: Wed May 22 00:00:00 UTC 2002
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO EM PRIMEIRA INSTÂNCIA. NULIDADE. A competência para julgar, em primeira instância, processos administrativos fiscais relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal é privativa dos ocupantes do cargo de Delegado da Receita Federal de Julgamento. A decisão proferida por pessoa outra que não o titular da Delegacia da Receita Federal de Julgamento, ainda que por delegação de competência, padece de vício insanável e irradia a mácula para todos os atos dela decorrentes.
Processo que se anula a partir da decisão de primeira instância, inclusive.
Numero da decisão: 202-13.802
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, em anular o processo a partir da decisão de primeira instância, inclusive.
Nome do relator: HENRIQUE PINHEIRO TORRES
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LTDA. Recorrida : DRJ em Campinas - SP PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO EM PRIMEIRA INSTÂNCIA. NULIDADE. A competência para julgar, em primeira instância, processos administrativos fiscais relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal é privativa dos ocupantes do cargo de Delegado da Receita Federal de Julgamento. A decisão proferida por pessoa outra que não o titular da Delegacia da Receita Federal de Julgamento, ainda que por delegação de competência, padece de vicio insanável e irradia a mácula para todos os atos dela decorrentes. Processo que se anula a partir da decisão de primeira instância, inclusive. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: ALVES FOGAÇA & CIA. LTDA. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em anular o processo a partir da decisão de primeira instância, inclusive. Sala das Sessões, em 22 de maio de 2002 0 4 A r ACie 44.1,511-C(1,7.er Henrique Pinheiro forres Presidente e Relator Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Antônio Carlos Bueno Ribeiro, Eduardo da Rocha Schmidt, Valmar Fonseca de Menezes (Suplente), Gustavo Kelly Alencar, Raimar da Silva Aguiar, Ana Neyle Olímpio Holanda e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Adolfo Montelo. cl/cf/ovrs Og 2' CC-MF 7r Ministério da Fazenda Fl. 11.'it9Ot Segundo Conselho de Contribuintes Processo : 10855.000592/99-94 Recurso : 116.263 Acórdão : 202-13.802 Recorrente: ALVES FOGAÇA & CIA. LTDA. RELATÓRIO A empresa acima identificada, nos autos qualificada, apresentou à Delegacia da Receita Federal em Sorocaba/SP pedido de compensação, referente às parcelas da Contribuição para o Fundo de Investimento Social — FINSOCIAL, recolhidas a aliquotas superiores a 0,5%, no período de setembro de 1989 a outubro de 1991. Pelo Despacho Decisório n° 1312/1999, o Delegado da Receita Federal em Sorocaba - SP indeferiu a compensação pleiteada (fl. 47). A interessada apresentou, tempestivamente, Manifestação de Inconformidade (fls. 52/57) contra o indeferimento do pleito. A decisão de primeira instância — proferida, por delegação de competência, pela Auditora-Fiscal da Receita Federal MARIA INÊS DEARO BATISTA — manteve o indeferimento do pleito, nos termos da Ementa de fl. 66, a seguir transcrita: "Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuraçâo: 01/09/1989 a 31/10/1991 Ementa: RESTITUIÇÃO DE INDÉBITO. DECADÊNCIA. O direito de o contribuinte pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente ou em valor maior que o devido, inclusive na hipótese de o pagamento ter sido efetuado com base em lei posteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em ação declaratoria ou em recurso extraordinário, extingue-se após o transcurso do prazo de 5 (cinco) anos, contado da data da extinção do crédito tributário, SOLICITAÇÃO INDEFERIDA". Em tempo hábil, a interessada interpôs Recurso Voluntário a este Segundo Conselho de Contribuintes (fls. 72/85), alegando, em síntese, que: a) a contagem do prazo prescricional deve ter início na data do reconhecimento da inconstitucionalidade da lei (MP n° 1.175/95); b) à luz da correta exegese do artigo 168 do CTN, o STJ uniformizou jurisprudência estabelecendo que é de dez anos, contados da ocorrência do fato gerador, o prazo prescricional para o contribuinte pleitear /7/ 2 062 . ‘' r CC-MF - Ministério da Fazenda Fl Segundo Conselho de Contribuintes Processo : 10855.000592199-94 Recurso : 116.263 Acórdão : 202-13.802 restituição/compensação de tributo (sujeito a lançamento por homologação) pago indevidamente ou a maior; C) a extinção do crédito tributário somente ocorre com a homologação expressa ou tácita do pagamento antecipado, que dá início à contagem do prazo prescricional de 5 anos; d) no caso em questão, não houve homologação expressa, mas, sim, tácita, consoante o § 40 do artigo 150 do CTN. Desse modo, o prazo prescricional somente começou a contar após cinco anos do efetivo pagamento; e) dois princípios constitucionais, segurança jurídica e moralidade, não foram respeitados pela decisão ora recorrida; O tendo o STF declarado inconstitucionais as majorações de aliquotas da Contribuição ao FINSOCIAL (elevadas de 0,5 para 2%) e tendo a interessada comprovadamente efetuado o recolhimento do referido tributo (F1NSOCIAL), com todos os aumentos promovidos, pretende ver reconhecido seu direito líquido e certo de poder compensá-lo livremente com os tributos vencidos e os vincendos, administrados pela Secretaria da Receita Federal; e g) aduz também razões sobre a origem do indébito e sobre o seu direito à compensação. Requer, ainda, a suspensão da exigibilidade do crédito tributário conforme previsto no artigo 151, III, do CTN. É o relatório • 3 , _I o 22 CC-MF Ministério da Fazenda.,, :.:—N. 111. Fl. Yfrjit;Or Segundo Conselho de Contribuintes Processo : 10855.000592/99-94 Recurso : 116.263 Acórdão : 202-13.802 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR HENRIQUE PINHEIRO TORRES Do exame dos autos, vislumbra-se uma situação que merece ser examinada preliminarmente, qual seja: a competência da Auditora-Fiscal da Receita Federal, em exercício na Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campinas - SP, para prolatar a decisão que indeferiu a restituição/compensação pleiteada pela Contribuinte. Compulsando o processo, observa-se que a decisão singular foi emitida por pessoa outra, que não o Delegado da Receita Federal de Julgamento, por delegação de competência. Esse fato deve ser cotejado com a norma do Processo Administrativo Fiscal inserida no mundo jurídico pelo artigo 2° da Lei n° 8.748/93, regulamentada pelo artigo 2° da Portaria SRF n° 4.980, de 04/10/94, que assim dispõe: "Art. 2°. Às Delegacias da Receita Federal de Julgamento compete julgar processos administrativos nos quais tenha sido instaurado, tempestivamente, o contraditório, inclusive os referentes à manifestação de inconformismo do contribuinte quanto à decisão dos Delegados da Receita Federal relativo ao indeferimento de solicitação de retificação de declaração do imposto de renda, restituição, compensação, ressarcimento, imunidade, suspensão, isenção e I redução de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal." A manifestação de inconformidade apresentada pelo sujeito passivo instaura o contencioso fiscal e, por conseguinte, provoca o Estado a dirimir, por meio de suas instâncias administrativas de julgamentos, a controvérsia surgida com a impugnação. Nesse caso, é imprescindível que a decisão prolatada seja exarada com total observância dos preceitos legais e, sobretudo, emitida por servidor legalmente competente para proferi-la. Até a edição da Medida Provisória n° 2.158-35, de 24 de agosto de 2001, que reestruturou as Delegacias de Julgamento da Receita Federal, transformando-as em órgãos Colegiados, o julgamento, em primeira instância, de processos relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, era da competência dos Delegados da Receita Federal de Julgamento, conforme previa o art. 5° da Portaria MF n° 384/94, que regulamentou a Lei n° 8.748/93, verbis: "Art. 5°. São atribuições dos Delegados da Receita Federal de Julgamento: 1— julgar, em primeira instância, processos relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, e recorrer 'ex officio' aos Conselhos de Contribuintes, nos casos previstos em lei; II— baixar atos internos relacionados com a execução de serviços, observai/R as instruçõesunidades centrais e regionais sobre a matéria tratada." (grifamos) j/' I 4 29 CC-MF Ministério da Fazenda Fl. Segundo Conselho de Contribuintes Processo : 10855.000592/99-94 Recurso : 116.263 Acórdão : 202-13.802 O dispositivo legal acima transcrito demarcava a competência dos Delegados da Receita Federal de Julgamento, fixando-lhes as atribuições, sem, contudo, autorizar-lhes delegar competência de funções inerentes ao cargo. Nesse ponto, sirvo-me do voto da eminente Conselheira Ana Neyle Olímpio Holanda, proferido no acórdão n°202-13.617: "Renato Alessi, citado por Maria Sylvia Zanella Di Pietro l , afirma que a competência está submetida às seguintes regras: decorre sempre de lei, não podendo o próprio órgão estabelecer, por si, as suas atribuições; 2. é inderrogável, seja pela vontade da administração, seja por acordo com terceiros; isto porque a competência é conferida em beneficio do interesse público; 3.pode ser objeto de delegação ou crvocação, desde que não se trate de competência conferida a determinado órgão ou agente. com exclusividade. pela lei. '(gr(amos) Observe-se, ainda, que a espécie exige a observância da Lei n° 9.784 2, de 29/01/1999, cujo Capitulo VI— Da Competência, em seu artigo 13, determina: 'Art. 13. Não podem ser objeto de delegação: 1— a edição de atos de caráter normativo; II — a decisão de recursos administrativos; III — as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade." Nesse contexto, verifica-se que a delegação de competência conferida por Portaria de Delegado de Julgamento a outro agente público, que não o titular dessa repartição de julgamento, encontra-se em total confronto com as normas legais, vez que julgar, em primeira instância, processos relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal é atribuição exclusiva dos ocupantes do cargo de Delegado da Receita Federal de Julgamento. Por oportuno, registre-se que a decisão recorrida foi proferida já sob a égide da Lei n2 9.784/99. 1 Direito Administrativo, 3a ed., Editora Atlas, p.156. 2 No artigo 69 da Lei n° 9.784/99 inscreve-se a determinação de que os processos administrativos específicos continuarão a reger-se por lei própria, aplicando-se-lhes, apenas subsidiariamente, os preceitos daquela lei. A norma específica para reger o Processo Administrativo Fiscal é o Decreto n° 70.235/72. Entretanto, tal norma não trata, especificamente, das situações que impedem a delegação de competência. Nesse caso, aplica-se, subsidiariamente, a Lei n° 9.784/99. 5 eJ2. 2P CC-MF Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes Fl. Processo : 10855.000592/99-94 Recurso : 116.263 Acórdão : 202-13.802 Deste modo, exarada com inobservância dos ditames da legislação de regência, a decisão monocrática ressente-se de vicio insanável, incorrendo, pois, na nulidade prevista no artigo 59, inciso I, do Decreto n9 70.235/1972. É de se ressaltar que o vicio insanável de um ato contamina os demais dele decorrentes, impondo-se, por conseguinte, a anulação de todos eles. Outro não é o entendimento do Mestre Hely Lopes Meirelles 3, a seguir transcrito: "(...) é o que nasce afetado de vicio insanável por ausência ou defeito substancial em seus elementos constitutivos ou no procedimento formativo. A nulidade pode ser explícita ou virtual. É explicita quando a lei a comina, expressamente, indicando os vícios que lhe dão origem; é virtual quando a invalidade decorre da infringência de princípios específicos do Direito Público, reconhecidos por interpretação das normas concernentes ao ato. Em qualquer desses casos o ato é ilegítimo ou ilegal e não produz qualquer efeito válido entre as partes, pela evidente razão de que não se pode adquirir direitos contra a lei. A nulidade, todavia, deve ser reconhecida e proclamada pela Administração ou pelo Judiciário (..), mas essa declaração opera a tune, isto é, retroage às suas origens e alcança todos os seus efeitos passados, presentes e futuros em relaçao às partes, só se admitindo exceçao para com os terceiros de boa-fé, sujeitos às suas conseqüências reflexas." (destaques do original) Alfim, é oportuno reproduzir os ensinamentos de Antônio da Silva Cabral4, sobre os efeitos do recurso voluntário: "(...) o recurso voluntário remete à instância superior o conhecimento integral das questões suscitadas e discutidas no processo, como também a observância à forma dos atos processuais, que devem obedecer às normas que ditam como devem proceder os agentes públicos, de modo a obter-se uma melhor prestação jurisdicional ao sujeito passivo". Assim, o reexame da matéria por este órgão Colegiado, embora limitado ao recurso interposto, e feito sob o ditame da máxima: tont= devolutum, quantum appellatum, impondo-se a averiguação, de oficio, da validade dos atos até então praticados. Diante do exposto, voto no sentido de que a decisão de primeira instância seja anulada e que outra, em boa forma e dentro dos preceitos legais, seja proferida. Sala das Sessões, em 22 de maio de 2002 4EL P'.../telfla TilNRIQUE PINHEIRO TORRES 3 Direito Administrativo Brasileiro, 17a edição, Malheiros Editores: 1992, p. 156. 4 Processo Administrativo Fiscal, Editora Saraiva, p.413. 6
score : 1.0
Numero do processo: 12571.000108/2007-91
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 27 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1999 a 30/04/2005
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACOLHIMENTO.
Constatada a existência de obscuridade, omissão ou contradição no Acórdão exarado pelo Conselho, correto o acolhimento dos embargos de declaração visando sanar o vicio apontado.
COMPLEMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO.
Constatada a falta de clareza no julgado cabe complementá-lo,
re/ratificando o Acórdão.
Embargos Acolhidos.
Numero da decisão: 2803-000.888
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em acolher dos embargos para alterar o Acórdão nº 280300.537, 3ª Turma especial, sessão de 15/03/2011, tão somente quanto ao período decadente, excluindo do lançamento as contribuições apuradas
até a competência 12/2001, inclusive, em razão da regra decadencial disposta no art. 173, inciso I do CTN; e mantendo a retificação da multa de oficio em razão da apresentação de
GFIP com incorreções ou omissões, devendo-se aplicar o disposto no art. 32-A, inciso I, da Lei n. 8.212/1991, com a redação dada pela Lei n. 11.941/2009, desde que mais favorável ao contribuinte, nos termos do voto do(a) relator(a). Vencido(a) o(a) Conselheiro(a) Oseas Coimbra Junior quanto a decadência da competência 12/2001.
Nome do relator: HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1999 a 30/04/2005 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACOLHIMENTO. Constatada a existência de obscuridade, omissão ou contradição no Acórdão exarado pelo Conselho, correto o acolhimento dos embargos de declaração visando sanar o vicio apontado. COMPLEMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO. Constatada a falta de clareza no julgado cabe complementá-lo, re/ratificando o Acórdão. Embargos Acolhidos.
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decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em acolher dos embargos para alterar o Acórdão nº 280300.537, 3ª Turma especial, sessão de 15/03/2011, tão somente quanto ao período decadente, excluindo do lançamento as contribuições apuradas até a competência 12/2001, inclusive, em razão da regra decadencial disposta no art. 173, inciso I do CTN; e mantendo a retificação da multa de oficio em razão da apresentação de GFIP com incorreções ou omissões, devendo-se aplicar o disposto no art. 32-A, inciso I, da Lei n. 8.212/1991, com a redação dada pela Lei n. 11.941/2009, desde que mais favorável ao contribuinte, nos termos do voto do(a) relator(a). Vencido(a) o(a) Conselheiro(a) Oseas Coimbra Junior quanto a decadência da competência 12/2001.
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Embargante UNIÃO (PROCURADORIA DA FAZENDA NACIONAL) Interessado INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PARAFUSOS E CONEXÕES LTDA ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1999 a 30/04/2005 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACOLHIMENTO. Constatada a existência de obscuridade, omissão ou contradição no Acórdão exarado pelo Conselho, correto o acolhimento dos embargos de declaração visando sanar o vicio apontado. COMPLEMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO. Constatada a falta de clareza no julgado cabe complementálo, re/ratificando o Acórdão. Embargos Acolhidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em acolher dos embargos para alterar o Acórdão nº 280300.537, 3a. Turma especial, sessão de 15/03/2011, tão somente quanto ao período decadente, excluindo do lançamento as contribuições apuradas até a competência 12/2001, inclusive, em razão da regra decadencial disposta no art. 173, inciso I do CTN; e mantendo a retificação da multa de oficio em razão da apresentação de GFIP com incorreções ou omissões, devendose aplicar o disposto no art. 32A, inciso I, da Lei n. 8.212/1991, com a redação dada pela Lei n. 11.941/2009, desde que mais favorável ao contribuinte, nos termos do voto do(a) relator(a). Vencido(a) o(a) Conselheiro(a) Oseas Coimbra Junior quanto a decadência da competência 12/2001. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima – Presidente e Relator Fl. 81DF CARF MF Emitido em 24/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 12571.000108/200791 Acórdão n.º 280300.888 S2TE03 Fl. 82 2 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Amilcar Barca Teixeira Junior, Eduardo Augusto Marcondes de Freitas. Relatório Tratase de embargos de declaração interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional contra Acórdão exarado pela 3a. Turma Especial, Segunda Seção de Julgamento, do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, sob a alegação de haver contradição e omissão na contagem do prazo decadencial da decisão. Aduz a embargante que não ocorreu a decadência no que se refere às competências apuradas entre 12/2001 e 11/2002. As competências a partir de 12/2001 não teriam sido alcançadas pela decadência, pois o credito somente poderia ser constituído em janeiro de 2002. Assim, o prazo de decadência, possui, como termo de inicio, a teor do art. 173, inciso I, do CTN, o primeiro dia do exercício seguinte, ou seja, o dia 1o. de janeiro de 2003, o qual findaria somente em 19 de janeiro de 2008. Como visto, o lançamento foi cientificado ao contribuinte em 31/08/2007, dentro, portanto, do prazo decadencial de cinco anos. Face ao exposto, requer que sejam conhecidos e providos os embargos de declaração para sanar a contradição e omissão ora apontadas. É o Relatório. Voto Conselheiro Helton Carlos Praia de Lima, Relator Tratase de embargos de declaração contra acórdão, amparado na existência de suposta contradição e omissão na contagem do prazo decadencial da decisão, interposto tempestivamente. O Regimento Interno deste Órgão Colegiado prevê, em seu art. 65 e seguintes, embargos declaratórios contra seus julgados que restarem omissos, obscuros ou contraditórios em algum de seus termos. Analisando as alegações da embargante e contrastandoa com o Acórdão guerreado concluímos que há razão na peça recursal, pois pairam dúvidas na metodologia utilizada na contagem da regra decadencial aplicada. Destarte, é necessária nova análise no sentido de esclarecer todas as dúvidas quanto ao questionamento dos embargos. O Lançamento se refere a Auto de Infração AI (CFL:68) lavrado contra a empresa Indústria e Comércio de Parafusos e Conexões Ltda, em razão da omissão de fatos geradores de contribuições previdenciárias não informados em Guias de Recolhimento do Fl. 82DF CARF MF Emitido em 24/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 12571.000108/200791 Acórdão n.º 280300.888 S2TE03 Fl. 83 3 FGTS e Informações à Previdência Social — GFIPs, período 01/1999 a 04/2005. O contribuinte foi cientificado da autuação em 31/08/2007 (fl. 01). A decisão deu provimento parcial ao recurso, excluindo do lançamento as contribuições apuradas até a competência 11/2002, inclusive, em razão da regra decadencial disposta no art. 173, inciso I do CTN, por se tratar de lançamento de ofício. Quanto à questão relativa à fluência do prazo decadencial, a mesma deve ser analisada. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n º 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212 de 1991, nestas palavras: Súmula Vinculante nº 8 “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Conforme previsto no art. 103A da Constituição Federal a Súmula de n º 8 vincula toda a Administração Pública, devendo este Colegiado aplicála. Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n º 8.212/1991, há que serem observadas as regras previstas no Código Tributário Nacional CTN. As contribuições previdenciárias são tributos lançados por homologação, assim devem, em regra, observar o disposto no art. 150, parágrafo 4o do CTN. Havendo, então o pagamento antecipado, observarseá a regra de extinção prevista no art. 156, inciso VII do CTN. Se não houver pagamento antecipado sobre a rubrica há que ser observado o disposto no art. 173, inciso I do CTN. Nessa hipótese, o crédito tributário será extinto em função do previsto no art. 156, inciso V do CTN. Caso tenha ocorrido dolo, fraude ou simulação não será observado o disposto no art. 150, parágrafo 4o do CTN, sendo aplicado necessariamente o disposto no art. 173, inciso I, independentemente de ter havido o pagamento antecipado. Tratase de Auto de Infração, portanto, de lançamento de ofício por descumprimento de obrigação acessória. Assim deve ser aplicada a regra do art. 173, inciso I do CTN. O Superior Tribunal de Justiça STJ, em acórdão exarado em Recurso Especial REsp 761908 / SC, 2005/01010128, T1 PRIMEIRA TURMA, relator Ministro LUIZ FUX (1122), publicação DJ 18/12/2006 p. 322, prevê a aplicação de regras distintas de contagem da decadência em um mesmo lançamento de contribuições previdenciárias, podendo ser aplicado as regras do art. 150, § 4º, e art. 173, I, do CTN. São os transcritos da decisão: Fl. 83DF CARF MF Emitido em 24/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 12571.000108/200791 Acórdão n.º 280300.888 S2TE03 Fl. 84 4 Processo RESP 200501010128RESP RECURSO ESPECIAL 761908 Relator(a) LUIZ FUX Sigla do órgão STJ Órgão julgador PRIMEIRA TURMA Fonte DJ DATA:18/12/2006 PG:00322 RET VOL.:00054 PG:00055. Ementa TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. SEGURIDADE SOCIAL. PRAZO PARA CONSTITUIÇÃO DE SEUS CRÉDITOS.DECADÊNCIA.LEI 8.212/91 (ARTIGO 45). ARTIGOS 150, § 4º, E 173, I, DA CF/88. ACÓRDÃO ASSENTADO EM FUNDAMENTO CONSTITUCIONAL. 1. (...). 11. In casu, a notificação de lançamento, lavrada em 31.10.2001 e com ciente em 05.11.2001, abrange duas situações: (1) diferenças decorrentes de créditos previdenciários recolhidos a menor (abril e novembro/1991, março a julho/1992; novembro e dezembro/1992; setembro a novembro/1993, janeiro/1994, março/1994 a janeiro/1998; e março e junho/1998); e (2) débitos decorrentes de integral inadimplemento de contribuições previdenciárias incidentes sobre pagamentos efetuados a autônomos (maio a novembro/1996; janeiro a julho/1997; setembro e dezembro/1997; e janeiro, março e dezembro/1998) e das contribuições destinadas ao SAT incidente sobre pagamentos de reclamações trabalhistas (maio/1993; abril/1994; e setembro a novembro/1995). 12. No primeiro caso, considerandose a fluência do prazo decadencial a partir da ocorrência do fato gerador, encontramse fulminados pela decadência os créditos anteriores a novembro/1996. 13. No que pertine à segunda situação elencada, em que não houve entrega de GFIP (Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social), nem confissão ou qualquer pagamento parcial, incide a regra do artigo 173, I, do CTN, contandose o prazo decadencial qüinqüenal do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Desta sorte, encontram se hígidos os créditos decorrentes de contribuições previdenciárias incidentes sobre pagamentos efetuados a autônomos e caducos os decorrentes das contribuições para o SAT. (nosso grifo) Da análise da decisão citada depreendese que no pagamento parcial por parte do contribuinte o prazo decadencial para o lançamento pelo Fisco de eventuais diferenças de tributos sujeitos ao lançamento por homologação é de cinco anos a contar do fato gerador (§ 4º do art. 150 do CTN). Se não houver pagamento antecipado, ou pagamento parcial, aplicase o art. 173, I, do CTN, cujo prazo decadencial para a constituição do crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, sendo certo que corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, consoante julgamento do REsp 973.733/SC pelo STJ, sujeito ao regime dos recursos repetitivos (art. 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil), cujas decisões deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF(art. 62A – RICARF). São os textos dos julgados do STJ e TRF5: Processo AGRESP 201001395597AGRESP AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL 1203986 Relator(a) Fl. 84DF CARF MF Emitido em 24/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 12571.000108/200791 Acórdão n.º 280300.888 S2TE03 Fl. 85 5 LUIZ FUX Sigla do órgão STJ Órgão julgador PRIMEIRA TURMA Fonte DJE DATA:24/11/2010 Ementa PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. MATÉRIA DECIDIDA NO RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA N° 973.733/SC. ARTIGO 543C, DO CPC. PRESCRIÇÃO DO DIREITO DE COBRANÇA JUDICIAL PELO FISCO. PRAZO QÜINQÜENAL. TRIBUTO SUJEITO À LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. OCORRÊNCIA. 1. O Código Tributário Nacional, ao dispor sobre a decadência, causa extintiva do crédito tributário, assim estabelece em seu artigo173: "Art.173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento.". 2. (...). 3. A Primeira Seção, quando do julgamento do REsp 973.733/SC, sujeito ao regime dos recursos repetitivos, reafirmou o entendimento de que " o dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (...). 4. À luz da novel metodologia legal, publicado o acórdão do julgamento do recurso especial, submetido ao regime previsto no artigo 534C, do CPC, os demais recursos já distribuídos, fundados em idêntica controvérsia, deverão ser julgados pelo relator, nos termos do artigo 557, CPC (artigo 5º,I,da Res. STJ 8/2008). 5. In casu: (a) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (b) a obrigação ex lege de pagamento antecipado de contribuição social foi omitida pelo contribuinte concernente ao fato gerador compreendido a partir de 1995, consoante consignado pelo Tribunal a quo; (c) o prazo do fisco para lançar iniciou a partir de 01.01.1996 com término em 01.01.2001; (d) a constituição do crédito tributário pertinente ocorreu em 15.07.2004, data da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito que formalizou os créditos tributários em questão, sendo a execução ajuizada tão somente em 21.03.2005. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em Fl. 85DF CARF MF Emitido em 24/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 12571.000108/200791 Acórdão n.º 280300.888 S2TE03 Fl. 86 6 vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Agravo regimental desprovido. Data da Decisão 09/11/2010 Data da Publicação 24/11/2010 Processo RESP 201001432647RESP RECURSO ESPECIAL 1207053 Relator(a) CASTRO MEIRA Sigla do órgão STJ Órgão julgador SEGUNDA TURMA Fonte DJE DATA:23/11/2010 Ementa TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. AUSÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA. VERBA HONORÁRIA. ART. 20, § 4º, DO CPC. 1. Nos créditos tributários relativos a tributo sujeito a lançamento por homologação, cujo pagamento não foi antecipado pelo contribuinte – caso em que se aplica o art.173, I, do CTN –, deve o prazo decadencial de cinco anos para a sua constituição ser contado a partir do primeiro dia do exercício financeiro seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. 2. Na hipótese dos autos, deve ser reconhecida a decadência do direito à constituição do crédito tributário referente ao anobase de 1989, tendo em vista que o prazo para a notificação do contribuinte do auto de infração era de 1º de janeiro de 1990 a 31 de dezembro de 1994, enquanto a dívida foi inscrita somente em 30 de setembro de 1999. 3. Vencida a Fazenda Pública, mediante apreciação equitativa, pode o juiz arbitrar os honorários advocatícios em percentual que esteja dentro dos limites legais previstos no artigo 20, § 3º, do CPC. 4. Recurso especial não provido. Data da Decisão 09/11/2010 Data da Publicação 23/11/2010 Processo RESP 200702134298RESP RECURSO ESPECIAL 985301 Relator(a) ELIANA CALMON Sigla do órgão STJ Órgão julgador SEGUNDA TURMA Fonte DJE DATA:01/09/2010 Ementa PROCESSUAL CIVIL RECURSO ESPECIAL TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO TERMO INICIAL – ARTIGO 173, I, DO CTN APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN IMPOSSIBILIDADE REEXAME DE PROVAS: SÚMULA 7/STJ. PRECEDENTE: REsp 973.733/SC. 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito. 2. É inadmissível o recurso especial se a análise da pretensão da recorrente demanda o reexame de provas. 3. Fl. 86DF CARF MF Emitido em 24/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 12571.000108/200791 Acórdão n.º 280300.888 S2TE03 Fl. 87 7 Recursos especiais conhecidos e não providos. Data da Decisão 19/08/2010 Data da Publicação 01/09/2010 Processo APELREEX 200780000026293APELREEX Apelação / Reexame Necessário 5108 Relator(a) Desembargador Federal Francisco Barros Dias Sigla do órgão TRF5 Órgão julgador Segunda Turma Fonte DJE Data::25/11/2010 Página::394. Decisão UNÂNIME Ementa PROCESSO CIVIL. TRIBUTÁRIO. PEDIDO DE DESISTÊNCIA PARA FINS DE PARCELAMENTO INDEFERIDO. AUSÊNCIA DE PROCURAÇÃO COM PEDERES PARA TAL FIM. PEDIDO DE DISPENSA DO PAGAMENTO DAS CUSTAS PROCESSUAIS E HONORÁRIOS ADVOCATICIOS AFASTADO.. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DECADÊNCIA. PRAZO DE CINCO ANOS SÚMULA VINCULANTE Nº 8. DECADÊNCIA PARCIAL DO CRÉDITO. 1. Discutese se a divida fiscal constante na LDC 370043278 no valor de R$ 6.130.727,51 estaria atingida pela decadência 2. (...) 3. (...) 4. O prazo decadencial para a Fazenda Pública constituir o crédito tributário decorrente contribuições sociais, é de cinco anos, de acordo com o art. 174 do Código Tributário Nacional, pois o Supremo Tribunal Federal, em entendimento cristalizado na Súmula Vinculante nº 08, estabeleceu que os artigos 45 e 46 da Lei nº. 8.212/91 são inconstitucionais. 5. Nos termos do art. 173, I do CTN, o direito para a Fazenda Pública constituir o crédito tributário, extingue se em cinco anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. 6. É de se destacar que não foi apresentada GFIP em relação aos debitos das competências relativas ao ano 2000, fato que tornaria constituido o credito tributário, afastando qualquer discussão acerca da decadência 7. No caso em tela, se observa que a confissão da dívida somente ocorreu em 31/072006. Como o fato gerador mais antigo do débito constante na LDC 37.004.3278 ocorreu no ano de 2000, a contagem do prazo decadencial teve inicio no primeiro dia útil do exercicio financeiro seguinte, no caso 1º de janeiro de 2001 e término em 31 de dezembro de 2005. 8. Neste caso, há de se reconhecer a decadência do débito constante na referida LDC, apenas, relativo as competências compreendidas no ano de 2000. 9. Quanto ao débitos relativos a competência de janeiro de 2001 a junho de 2006, constante na LDC, se entende que não ocorreu a decadência. 10. (...) 11. (...) 12. (...). Apelação e remessa oficial parcialmente providas. Data da Decisão 09/11/2010 Data da Publicação 25/11/2010 (nosso grifo) Quanto ao descumprimento da obrigação acessória, o STJ e Tribunal Federal (TRF2), em decisão por unanimidade, vêm entendendo que deve ser aplicado o art. 173, I, do CTN, no caso de sanção pecuniária (autuação) por descumprimento de obrigação acessória, inclusive na falta ou entrega deficiente de dados informados na GFIP. Na hipótese, o prazo decadencial para a constituição do crédito tributário é regido pelo art.173, I, do CTN, tendo em vista tratarse de lançamento de ofício, consoante a previsão do art. 149, incisos II, IV e VI; ou Fl. 87DF CARF MF Emitido em 24/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 12571.000108/200791 Acórdão n.º 280300.888 S2TE03 Fl. 88 8 seja, nos casos de descumprimento de obrigação acessória, decai em cinco anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, o direito da administração tributária constituir seus créditos. São os textos das decisões: Processo RESP 200800984908RESP RECURSO ESPECIAL 1055540 Relator(a) ELIANA CALMON Sigla do órgão STJ Órgão julgador SEGUNDA TURMA Fonte DJE DATA:27/03/2009. Ementa TRIBUTÁRIO EXECUÇÃO FISCAL CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA APRESENTAÇÃO DA GFIP OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA DESCUMPRIMENTO DECADÊNCIA REGRA APLICÁVEL: ART.173, I, DO CTN. 1. A falta de apresentação da Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP), assim como o fornecimento de dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias devidas configura descumprimento de obrigação tributária acessória, passível de sanção pecuniária, na forma da legislação de regência. 2. Na hipótese, o prazo decadencial para a constituição do crédito tributário é regido pelo art.173, I, do CTN, tendo em vista tratar se de lançamento de ofício, consoante a previsão do art. 149, incisos II, IV e VI. 3. Ausente a figura do lançamento por homologação, não há que se falar em incidência da regra do art. 150, § 4º, do CTN. 4. Recurso especial não provido. Data da Decisão 19/02/2009 Data da Publicação 27/03/2009 Processo AG 201002010085209AG AGRAVO DE INSTRUMENTO 189664 Relator(a) Desembargadora Federal MARIA ALICE PAIM LYARD Sigla do órgão TRF2 Órgão julgador OITAVA TURMA ESPECIALIZADA Fonte EDJF2R Data::07/02/2011 Página::137 Decisão A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do(a) Relator(a). Ementa AGRAVO INTERNO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. PRESTAÇÃO DE INFORMAÇÕES. SISCOMEX. DESCUMPRIMENTO. DECADÊNCIA. ART.173 DO CTN. 1 “A obrigação acessória, pelo simples descumprimento, convertese em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária (art. 113, § 3º, do CTN), estando o Fisco autorizado a inscrevêla em dívida ativa e cobrála por meio de execução fiscal. (TRF1ª Região, Apelação Cível 1997.38.01.0055010, Oitava Turma, Rel. Des. Federal Maria do Carmo Cardoso, DJF 21/11/2008). 2 A aplicação de penalidade por não cumprimento da obrigação acessória deve obedecer à regra prevista no artigo173 do Código Tributário Nacional, ou seja, nos casos de descumprimento de obrigação acessória, decai em cinco anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, o direito da administração tributária constituir seus créditos. 3 Agravo Interno desprovido. Data da Decisão 01/02/2011 Data da Publicação 07/02/2011 (nosso grifo) Fl. 88DF CARF MF Emitido em 24/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 12571.000108/200791 Acórdão n.º 280300.888 S2TE03 Fl. 89 9 REGRA DO ART. 173, I DO CTN. Consoante julgamento do REsp 973.733/SC pelo STJ, sujeito ao regime dos recursos repetitivos (art. 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil), cujas decisões deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF(art. 62A – RICARF), o prazo decadencial para a constituição do crédito tributário (lançamento de ofício), a teor do art. 173, inciso I do CTN, contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, sendo certo que corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível. Como mencionado anteriormente, tratase de Auto de Infração, portanto, de lançamento de ofício por descumprimento de obrigação acessória, período de 01/1999 a 04/2005. O contribuinte foi cientificado da autuação em 31/08/2007. Assim deve ser aplicada a regra do art. 173, inciso I do CTN. Destarte, estão decadentes as competências anteriores a 12/2001, inclusive. Para a competência 12/2001, a contar de 01/01/2002 fluiria o prazo decadencial em 01/01/2007. As demais competências: 01/2002 a 04/2005 estão válidas para a autuação fiscal. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto em conhecer dos embargos para alterar o Acórdão nº 280300.537 – 3a. Turma especial, sessão de 15/03/2011, tão somente quanto ao período decadente, excluindo do lançamento as contribuições apuradas até a competência 12/2001, inclusive, em razão da regra decadencial disposta no art. 173, inciso I do CTN; e mantendo a retificação da multa de oficio em razão da apresentação de GFIP com incorreções ou omissões, devendose aplicar o disposto no art. 32A, inciso I, da Lei n. 8.212/1991, com a redação dada pela Lei n. 11.941/2009, desde que mais favorável ao contribuinte. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Fl. 89DF CARF MF Emitido em 24/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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Numero do processo: 11128.000681/00-04
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon May 12 00:00:00 UTC 2003
Data da publicação: Mon May 12 00:00:00 UTC 2003
Ementa: REDUÇÃO. ALADI.
Mercadoria que transitou e foi faturada por operador de país não participante. Comprovado o atendimento aos requisitos do art 4º alínea "b" da Resoluções ALADI 78 (Decreto 98.874/90) e do artigo 2º da Resolução ALADI 232 (Decreto 2.874/90)
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
Numero da decisão: 303-30.695
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ANELISE DAUDT PRIETO
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RECORRIDA : DRJ/SÃO PAULO/SP REDUÇÃO. ALADI. Mercadoria que transitou e foi faturada por operador de pais não participante. Comprovado o atendimento aos requisitos do artigo 4°, alínea "b" da Resoluções ALADI 78 (Decreto 98.874/90) e do artigo 2° da Resolução ALADI 232 (Decreto 2.865/98). • RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 12 de maio de 2003 JOÃ ÃIL NDA COSTA Pres*, ente o fis,a_443ÉL_4 ANELISE DAUDT PRIETO Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: PAULO DE ASSIS, ZENALDO LOIBMAN, IRINEU BIANCHI, CARLOS FERNANDO FIGUEIREDO BARROS, NILTON LUIZ BARTOLI e NANCI GAMA (Suplente). tflic MINISTÉRIO DA FAZENDA . TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 123.504 ACÓRDÃO N° : 303-30.695 RECORRENTE : PANASONIC DO BRASIL LTDA. RECORRIDA : DRJ/SÃO PAULO/SP RELATORA : ANELISE DAUDT PRIETO RELATÓRIO E VOTO Com a Resolução 303-00.825, de 09/07/2002, esta Câmara decidiu converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, conforme relatório e voto que transcrevo a seguir: • "A empresa acima qualificada recorre a este Conselho de decisão que indeferiu solicitação de restituição do imposto de importação, inicialmente formalizada junto à Alfândega de Santos, num montante de R$ 21.341,77, relativa à importação realizada por meio da DI n.° 99/0083868-8, registrada em 29/01/99. Conforme esclareceu em sua petição inicial, importou mercadorias originárias do México, mas exportadas dos EUA, país não signatário da ALADI, tratando-se de operação de triangulação comercial extremamente utilizada no mercantilismo moderno. Faria jus à redução tarifária pelo fato de ter importado mercadoria ao amparo de acordo da ALADI. Entretanto, registrou a D.I. com recolhimento integral dos tributos porque o SISCOMEX não aceitou a redução do II, já que o país exportador não fazia parte da ALADI. O faturamento por um terceiro país seria irrelevante no que c,onceme à origem. Já houve, com a Resolução n.° 232 da ALADI, a • regulamentação internacional da matéria, e, por meio do Decreto n.° 2.865, DOU de 08/12/98, a regulamentação nacional, tomando possível o reconhecimento da prática intercambial. A COANA também já teria se pronunciado de maneira favorável a tal prática. À fl. 15 constata-se declaração emitida pelo Gerente de Contabilidade da matriz da empresa, no sentido de que o imposto pago a maior foi estornado dos custos das mercadorias vendidas, conforme lançamentos contábeis de valor dos débitos a ela anexados. À fl. 24 o mesmo Gerente declara, sob as penas da lei, não haver utilizado o crédito, "objeto do presente pedido para a compensação com outros débitos, conforme preceitua o artigo 66 da Lei 8.383/91." Consta, à fl. 52, o indeferimento do pedido de retificação da DI, tendo em vista que as mercadorias não mais se encontravam disponíveis no recinto alfandegado, impossibilitando, pois, a At' 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 123.504 ACÓRDÃO N° : 303-30.695 verificação e comprovação da origem das mesmas. Às fls. 54/55 o pedido de reconhecimento de crédito é indeferido, haja vista não ter sido procedida a retificação requerida e, portanto, não ter sido caracterizada a hipótese de imposto pago a maior. Inconformada, a contribuinte impugnou nos termos das fls. 56/64, acrescentando aos argumentos já trazidos, em suma: a-) o SISCOMEX desconsidera, para atribuir a aliquota do II, as informações constantes do campo "Fabricante/Produtor: Nome/Pais", levando em conta somente o campo "Exportador: Nome/Pais"; • b-) tal problema acarreta automaticamente o recolhimento a maior do II, não restando outra alternativa senão pagar o tributo (débito automático em conta corrente) e posteriormente efetuar o pedido de restituição; c-) conforme estabelece o Decreto 2.865/98, é admitido que mercadoria produzida em um determinado pais da ALADI faça jus ao incentivo firmado no âmbito da associação se comercializada por um terceiro pais que não seja membro, devendo o Certificado de Origem indicar no campo observações que a mercadoria será faturada de um terceiro pais, identificando o nome, denominação ou razão social e domicilio do exportador; d-) o pedido de retificação da declaração foi negado com desconsideração de toda a documentação apresentada, sendo que a legislação estabelece que a origem da mercadoria não decorre de • exame fisico e sim de uma série de documentos que atestam o local de sua fabricação; e-) a mercadoria não se encontrava em recinto alfandegado porque fora selecionada para o canal verde mas, conforme dispõe a IN 69/96, pode haver retificação da declaração após o desembaraço aduaneiro da mesma forma que pode haver revisão aduaneira, esta última até mesmo com prioridade de realização; f-) o despacho que indeferiu o pedido de reconhecimento de crédito também não pode prevalecer, já que cabalmente comprovada a origem da mercadoria mediante apresentação do Certificado de Origem da ALADI atestando que a mercadoria foi produzida no México e o recolhimento a maior do tributo; g-) em situação idêntica a esta, em que a contribuinte também era interessada, a ALF de Santos proferiu a retificação da Dliter 3 . , MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES•. TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 123.504 ACÓRDÃO N° : 303-30.695 A decisão monocrática está assim ementada: "RESTITUIÇÃO. ACORDO ALADL REDUÇÃO TARIFÁRIA. TRL4NGULAÇÃO. O beneficio da redução tarifária, no âmbito da ALADI, só é admitido para produtos originários dos países membros e exportados diretamente para outro país associado, não se admitindo que os produtos importados sejam exportados por terceiro país não signatário." A autoridade julgadora fundamentou com base na Decisão n.° 203, de 01/07/99, da Divisão de Tributação da SRRF/8", concluindo que "ficou pacificado que não houve quaisquer modificações quanto à Resolução n.° 78 da ALADI. A mencionada Resolução 232 alterou • apenas o Acordo 91, que cuida da certificação de origem, com a introdução possível de um operador de um terceiro país não membro da Associação. Isto não significou, portanto, a possibilidade de a mercadoria produzida num pais membro ser remetida para um terceiro pais (não membro), para posteriormente ser exportada ao Brasil." Tempestivamente, a empresa apresentou recurso voluntário a este Conselho, em que repetiu as razões já trazidas e acrescentou que: a-) na fundamentação da decisão a autoridade transcreve o art. 4•0, alínea a, da Resolução do Comitê de Representantes n.° 78/87 (aprovado pelo Decreto n.° 98.874/90), porém omite a alínea b da mesma norma, que prevê a possibilidade das mercadorias transitarem pelo território de um terceiro país não membro da ALADI para fins e efeitos dos tratamentos tarifários preferenciais; 41è b-) nesse sentido manifestou-se o Acórdão n.° 303-28905; c-)o artigo 4.° da Resolução ALADI n.° 78/87, vigente à época dos fatos, não sofreu alteração em sua redação, estando atualmente vigente e consolidado na Resolução do Comitê de Representantes da ALADI n.° 252 (regulamentada no Brasil pelo Decreto n.° 3.325/99); d-)na operação de que ora se trata, os produtos foram produzidos no México, enviados ao Estados Unidos onde permaneceram sob vigilância e controle das autoridades aduaneiras daquele país para, posteriormente, serem exportados ao Brasil, tendo sido, dessa forma, atendidos todos os requisitos do art. 4.°, alínea b, da Resolução ALADI n.° 78187:24,0? 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES• . TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 123.504 ACÓRDÃO N° : 303-30.695 d-) o trânsito das mercadorias em apreço nos EUA se deu por motivos atinentes a requerimentos de transporte e as mesmas não se destinaram a nenhuma operação senão a carga e descarga em território aduaneiro aquele país. Finaliza solicitando a reforma do despacho proferido e reconhecida a existência do crédito tributário passível de restituição. É o relatório. VOTO Conheço o recurso, que trata de matéria de competência deste • Colegiado, é tempestivo e está acompanhado da comprovação da realização do depósito recursal. O artigo quarto da Resolução ALADI n.° 78 dispõe, verbis: "QUARTO. Para que as mercadorias originárias se beneficiem dos tratamentos preferenciais, as mesmas devem ter sido expedidas diretamente do país exportador para o pais importador. Para esses efeitos, considera-se como expedição direta: a-) As mercadorias transportadas sem passar pelo território de algum país não participante do acordo; b-) As mercadorias transportadas em trânsito por mais países não participantes, com ou sem transbordo ou armazenamento temporário, sob a vigilância da autoridade aduaneira competente 4111 nesses países, desde que: i-) o trânsito esteja justificado por motivos geográficos ou por considerações referentes a requerimentos do transporte; ii-) não estejam destinadas ao comércio, uso ou emprego no pais de trânsito; e iii-) não sofram durante seu transporte e depósito, qualquer operação diferente da carga e descarga ou manuseio para mantê-la em boas condições ou assegurar sua conservação." Necessário se faz, portanto, a comprovação do atendimento do prescrito nos incisos i-), ii-) e iii-) da alínea b desse artigo, o que a contribuinte não realizou/e& MINISTÉRIO DA FAZENDA • . TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 123.504 ACÓRDÃO N° : 303-30.695 Por outro lado, deve ser também atendido ao que propugna a Resolução n.° 232, em seu artigo 2.°, que incorporou ao Acordo 91 do Comitê de Representantes, como artigo 2.°, o seguinte: "Quando a mercadoria objeto de intercâmbio, for faturada por um operador de um terceiro pais, membro ou não membro da Associação, o produtor ou exportador do pais de origem deverá indicar no formulário respectivo, na área relativa a "observações", que a mercadoria objeto de sua Declaração será faturada de um terceiro pais, identificando o nome, denominação ou razão social e domicilio do operador que em definitivo será o que fature a operação a destino. • Na situação a que se refere o parágrafo anterior e, excepcionalmente, se no momento de expedir o certificado de origem não se conhecer o número da fatura comercial emitida por um operador de um pais, a área correspondente do certificado não deverá ser preenchida. Nesse caso, o importador apresentará à administração aduaneira correspondente uma declaração juramentada que justifique o fato, onde deverá indicar, pelo menos, os números e datas da fatura comercial e do certificado de origem que amparam a operação de importação." Ressalto que, embora tanto na impugnação quanto no recurso voluntário a contribuinte tenha afirmado que anexou documento emitido pelo serviço de alfa'ndega dos Estados Unidos atestando a origem do produto e esclarecendo quanto ao trânsito nos USA, e declaração do exportador localizado nos Estados Unidos onde constaria inclusive a justificativa para o trânsito da mercadoria pelos • Estados Unidos e o cumprimento do disposto na Resolução 232 da ALADI, tais documentos não constam do processo. Entretanto, em observação ao princípio da verdade material, entendo que deva o presente processo ser baixado em diligência para que seja comprovado o atendimento do disposto na alínea b do artigo 4.° da Resolução n.° 78 e no artigo 2.° da Resolução n.° 232." Em resposta, a contribuinte anexou os documentos de fls. 147/157, acompanhados da petição de fls. 143/146, onde afirma estar totalmente comprovado o atendimento das exigências contidas na alínea b, artigo 4°, da Resolução n° 78 e no art. 2° da Resolução n° 232 e pede o reconhecimento do crédito tributário, passível de redução. Visando a comprovar o atendimento das exigências contidas nos incisos da alínea "b" do artigo 4° da Resolução ALADI n° 78/87, anexou documentos que assim descreveu:e 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 123.504 ACÓRDÃO N° : 303-30.695 "i) cópia do documento denominado "TRANSPORTATION ENTRY AND MANIFEST OF GOODS SUBJECT TO CUSTOMS INSPECTION AND PERMIT" n° 459645314 (permissão da alfândega dos Estados Unidos da América para o trânsito aduaneiro de produtos não destinados a comércio no referido Pais), emitida pelo "United States Customs Service", atestando: booking n° 000429390; export references n° SAN/400142 e customs seal n° 627277, bem como que os produtos (6.000 peças, armazenadas em 26 pallets) foram exportados do México e destinados ao Brasil, com mero trânsito pelo Estados Unidos da América (note-se: existe inclusive indicação da Requerente); ii) Bill of Lading n° SANH 10401: fazendo referência a export • references n° SAN/400142; booking n° 000429390; Container n° MAEU7401384, bem como que os produtos (6.000 peças, armazenadas em 26 palieis) foram exportados do México e destinados ao Brasil, com mero trânsito pelo Estados Unidos da América (note-se: existe inclusive indicação da Requerente); iii) Declaração do exportador localizado nos Estados Unidos ("AMAC"), atestando que os produtos (6.000 peças, armazenadas em 26 palieis) foram fabricados em Tijuana B.C. (México), bem como apenas transitaram pelos Estados Unidos da América, cumprindo todos os requisitos da Alfândega desse Pais, sendo destinado ao Brasil, com expressa menção ao Bill of Lading n° SANH 10401 e ao "TRANSPORTATION ENTRY AND MANIFEST OF GOODS SUBJECT TO CUSTOMS INSPECTION AND PERMIT" n° 59645314, bem como ao disposto na alínea "b", do artigo 4°, da Resolução n° 78; iv) Declaração de Importação n° 99/0083868-8: com indicação do • Bill of Lading n° SANH 10401, Container n° MAEU7401384 e dos produtos importados (total de 6.000 peças)." Para comprovar o atendimento das exigências contidas na Resolução ALADI 232, artigo 2°, anexou, in verbis: "i) Certificado de Origem da ALADI, onde consta; (a) a declaração de que os produtos foram produzidos no México, segundo normas de origem estabelecidas no âmbito da ALADI; (b) a indicação no campo "observações" do número da fatura (invoice PC n° 00991) emitida pela empresa localizada nos Estados Unidos à Requerente; (c) a indicação da fatura comercial do México para Os Estados Unidos (TA 2624), que consta também do "TRANSPORTATION ENTRY AND MANIFEST OF GOODS SUBJECT TO CUSTOMS INSPECTION AND PERMIT" n°459645314 (.."? ) 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 123.504 ACÓRDÃO N° : 303-30.695 ii) Fatura Comercial do Exportador (Estados Unidos)/ Invoice n° PC n° 00991, onde consta expressamente a indicação de que a mercadoria foi produzida no México ("Made in Mexico") segundo as regras contidas na Resolução n° 78, do Bill of Lading n° SAN!-! 10401; quantidade de produtos (6.000 peças, armazenadas em 26 pallets)." Do exame dos documentos anexados constata-se, em suma, que as mercadorias têm sua origem em Tijuana, Baja Califórnia, México, são transportadas, em navio, até Long Beach, Califórnia, USA, de onde seguem, por via terrestre e sob vigilância da autoridade aduaneira americana, em contêiner lacrado, até Houston, no Texas, USA. Lá são embarcadas, fazendo um transbordo em Freeport, Texas, de onde seguem para Santos, Brasil. Segundo a exportadora, com tal estratégia ganha em rapidez e em maior eficiência no custo da entrega no Brasil. Além disso, o número da fatura emitida pela empresa exportadora, nos Estados Unidos, consta do campo "observações" do certificado de origem. Fica demonstrado, então, o atendimento dos requisitos supracitados, das Resoluções ALADI 78 e 232. Destaque-se que jurisprudência desta Câmara vem sendo no sentido de que é permitida a triangulação comercial, nos moldes da Resolução 232. Antes mesmo da introdução de tal resolução em nosso ordenamento jurídico, da NOTA COANA/COLAD/DITEG N° 60/97, de 19 de agosto de 1997, era possível extrair o seguinte: "Na triangulação comercial que reiteramos, é prática freqüente no comércio moderno, essa acredita ção não corre riscos, pois se trata de uma operação na qual o vendedor declara o cumprimento do• requisito de origem correspondente ao Acordo em que foi negociado o produto, habilitando o comprador, ou seja, o importador a beneficiar-se do tratamento preferencial no país de destino da mercadoria. O fato de que um terceiro país fature essa mercadoria é irrelevante no que concerne à origem. O número da fatura comercial aposto na Declaração de Origem é uma condição coadjuvante com essa finalidade. Importante notar ainda que, em ambos os casos (ALADI e MERCOSUL), não há exigência expressa de apresentação de duas faturas comerciais. No caso MERCOSUL, se obriga apenas que na falta da fatura emitida pelo interveniente, se indique, na fatura apresentada para despacho (aquela emitida pelo exportador e/ou fabricante), a modo de declaração jurada, que "esta se corresponde com o certificado, com o número correlativo e a data de emissão, e devidamente firmado pelo operador". Pelo exposto, entendo que a mercadoria faz jus à redução ALADI. 8 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 123.504 ACÓRDÃO N° : 303-30.695 Considerando também que o imposto pago a maior foi estornado do custo das mercadorias vendidas, voto por reconhecer o direito creditário em pauta, dando provimento ao recurso voluntário. Sala das Sessões, em 12 de maio de 2003 ANELISE DAUDT PRIETO - Relatora • • 9 . . MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES .41 skr„; TERCEIRA CÂMARA Processo n°: 11128.000681/00-04 Recurso n.°:.123.504 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no parágrafo 2° do artigo 44 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, fica o Sr. Procurador Representante da Fazenda Nacional junto à Terceira Câmara, intimado a tomar ciência do Acórdão n° 303.30.695 Brasília- 10 de junho de 2003 Joã an a Costa Presida te da Terceira Câmara 0 Ciente em: Page 1 _0017700.PDF Page 1 _0017800.PDF Page 1 _0017900.PDF Page 1 _0018000.PDF Page 1 _0018100.PDF Page 1 _0018200.PDF Page 1 _0018300.PDF Page 1 _0018400.PDF Page 1 _0018500.PDF Page 1
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Numero do processo: 10283.003742/2007-04
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2004
DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. EXIGÊNCIA DE PROVA DO DESEMBOLSO OU DO EFETIVO PAGAMENTO SEM APONTAMENTO PELA DRJ DE VÍCIOS NOS COMPROVANTES APRESENTADOS PELO CONTRIBUINTE APÓS A AUTUAÇÃO. INCABÍVEL.
Não tendo a DRJ apontado quaisquer vícios nos comprovantes apresentados pelo Contribuinte após a autuação, limitando-se
a exigir, concomitantemente à exigência de apresentação dos recibos, prova do pagamento das despesas, deve se manter o valor deduzido, pois deve a autoridade fiscal justificar a exigência da prova do efetivo desembolso. Recurso a que se dá provimento.
Numero da decisão: 2802-001.436
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR
PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para restabelecer dedução de despesas médicas no valor de R$40.300,00 (quarenta mil e trezentos reais) nos termos do voto do relator.
Nome do relator: CARLOS ANDRÉ RIBAS DE MELLO
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EXIGÊNCIA DE PROVA DO DESEMBOLSO OU DO EFETIVO PAGAMENTO SEM APONTAMENTO PELA DRJ DE VÍCIOS NOS COMPROVANTES APRESENTADOS PELO CONTRIBUINTE APÓS A AUTUAÇÃO. INCABÍVEL. Não tendo a DRJ apontado quaisquer vícios nos comprovantes apresentados pelo Contribuinte após a autuação, limitandose a exigir, concomitantemente à exigência de apresentação dos recibos, prova do pagamento das despesas, deve se manter o valor deduzido, pois deve a autoridade fiscal justificar a exigência da prova do efetivo desembolso. Recurso a que se dá provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para restabelecer dedução de despesas médicas no valor de R$40.300,00 (quarenta mil e trezentos reais) nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello Relator. EDITADO EM: 20/09/2012 Fl. 82DF CARF MF Impresso em 26/11/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 20/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos André Ribas de Mello (relator), Jorge Claudio Duarte Cardoso (presidente), Lucia Reiko Sakae, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, German Alejandro San Martín Fernández. Relatório Tratase de Auto de Infração lavrado contra o contribuinte (fl. 06), o qual apurou supostas irregularidades (fls. 0708v) em virtude da revisão da declaração de rendimentos – DIRPF, do exercício 2004, anocalendário 2003, em virtude de dedução indevida com dependentes, de despesas de instrução e de despesas médicas, além de omissão de rendimentos do trabalho. Resta consignado no auto de infração, a título de fundamentação, em relação à dedução indevida com dependentes, a falta de comprovação; e em relação à dedução indevida de despesas médicas, a falta de comprovação ou de previsão legal, conforme cada caso discriminado no auto, e em relação à dedução indevida de despesas de instrução, tratase de glosa em função da glosa dos dependentes vinculados a estas deduções . O Contribuinte foi cientificado (fl.28). Inconformado, apresentou tempestivamente a impugnação de fl. 01, juntando documentos e alegando que (i) deve ser feito o cruzamento dos recibos apresentados e as DIRPFs dos profissionais para atestar a validade dos comprovantes de despesas médicas; (ii) em relação a Jayme Roberto Cabral Indio Maues Neto, vem afirmar que o mesmo desde tenra idade residia com o contribuinte, que arcava com suas despesas de alimentação e instrução, sendo assim seu dependente, em virtude da separação dos pais e da insuficiência financeira dos mesmos; (iii) em relação a Rodrigo Soares Maues, a dependência é comprovada por Termo de Guarda e Responsabilidade, junto por cópia, e que no anocalendário 2003 ainda era o mesmo estudante universitário e não tinha completado 24 anos de idade, sendo nascido em 1981; (iv) em relação a Daniella Guedes da Silva, junta aos autos demonstrativos de pagamento de mensalidades escolares, considerando que, comprovado que o contribuinte pagava tais mensalidades, configurada está a relação de dependência; (v) reconhece a omissão de rendimentos do trabalho, atribuindoa a equívoco do contador que elaborou a DIRPF. Em julgamento, a 3ª Turma da DRJ/BEL, em sessão realizada no dia 16/06/2009, decidiu à unanimidade, por meio do acórdão 0114.339 manter o lançamento aos seguintes fundamentos: (i) são consideradas matéria não impugnada a omissão de rendimentos do trabalho e deduções médicas no valor de R$ 7.360,00, uma vez que do valor total das glosas a este título, R$ 47.660,00, o contribuinte apenas apresentou recibos referentes a R$ 40.300,00; (ii) não há comprovação da guarda judicial de Daniella Guedes da Silva, Jayme Roberto Cabral Indio Maues Neto e Bruno Pessoa e, em relação a Rodrigo Soares Maues, indevidamente referido na decisão da DRJ como Rodrigues Soares Maues, considera comprovada a guarda judicial pelo documento de fls.24, porém considera que o mesmo não pode figurar como dependente por ser, à época maior, de 21 anos; (iii) as glosas de despesas com instrução são mantidas em razão das glosas dos dependentes, com referido no item ii supra; (iv) quanto às despesas médicas, há a necessidade de comprovação do efetivo desembolso, não sendo suficiente a apresentação de simples recibos, sendo o ônus de comproválas do contribuinte, nos termos do RIR/1999. Fl. 83DF CARF MF Impresso em 26/11/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 20/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO Processo nº 10283.003742/200704 Acórdão n.º 280201.436 S2TE02 Fl. 83 3 Intimado da supramencionada decisão, conforme fl. 48, interpôs tempestivamente o recurso de fls.49, alegando que o contribuinte não agiu de forma dolosa, que ao receber comprovantes de pagamentos que faz não tem a obrigação de saber quais os comprovantes que não se prestam para comprovação de pagamento aos olhos do fisco, que os pagamentos ocorreram efetivamente e que, portanto, não há prejuízo para o fisco. É o relatório. Voto Conselheiro Carlos André Ribas de Mello, Relator. Em sede preliminar, o recurso deve ser conhecido, no particular em que impugna a exigência concernente, exclusivamente, à glosa da dedução de despesas médicas, eis que este é o objeto da irresignação do Contribuinte/Recorrente, que se limita a insurgirse contra a não admissão dos comprovantes que apresentou. Com a devida vênia ao Órgão prolator da decisão recorrida, cuja decisão deve ser enaltecida em sua tese, o caso concreto é de, s.m.j., resolução simples, na medida em que o lançamento de ofício não pode prevalecer diante dos recibos apresentados pelo contribuinte aos quais a autoridade autuante ou douta DRJ não atribuem vício algum, exceto a necessidade de comprovação de efetivo desembolso. Portanto, os pagamentos Manuel Domingos Sávio da S.Mouca (R$ 40.300,00) foram comprovados por meio dos documentos carreados aos autos pelo contribuinte. Se considera a fiscalização que a documentação é inidônea para comprovar as despesas informadas, deveria se haver desincumbido de apontar as razões para tanto. Por esta razões, não se pode aqui adentrar a analisar se os comprovantes trazidos pelo recorrente atendem ou não às exigências do RIR/99 para servirem de comprovação de suas deduções, já que não fundouse o auto de infração na indicação ou a decisão da DRJ de qualquer deficiência dos mesmos. Caberia, pois, à autoridade autuante dizer exatamente o porquê de sua recusa aos comprovantes apresentados pelo ora Recorrente para justificar a dedução das despesas médicas objeto de glosa, assim como igual atribuição caberia à DRJ, quando tratase de documentos apresentados após a autuação. O artigo 73 do RIR/99 estabelece em seu caput que “todas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora”. Ora, se o contribuinte não apresentasse qualquer comprovação ou justificativa para as deduções questionadas, dúvida não haveria em manterse o lançamento, mas, tendo apresentado comprovantes, como já dito, deveria a fiscalização apontar as razões pelas quais não os acolhe, já que não contém o RIR/99 ou outro diploma legal qualquer permissivo genérico para a exigência dos comprovantes de efetivo desembolso, independentemente de fundamentação. Fl. 84DF CARF MF Impresso em 26/11/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 20/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO 4 Desta forma, voto por dar provimento ao recurso, no sentido de restabelecer a dedução das despesas médicas glosadas pelo auto de infração de fls.06 e ss., relativas ao profissional Manuel Domingos Sávio da S.Mouca, no montante de R$ 40.300,00, nos termos dos comprovantes de fls.1021 mantendose quanto ao mais o lançamento, por não terem sido os demais aspectos que contempla objeto do presente recurso. É como voto. (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello. Fl. 85DF CARF MF Impresso em 26/11/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 20/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO Processo nº 10283.003742/200704 Acórdão n.º 280201.436 S2TE02 Fl. 84 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão referente ao processo em epígrafe. Brasília/DF, 20 de setembro de 2012. (assinado digitalmente) JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Presidente Segunda Turma Especial da Segunda Câmara/Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 86DF CARF MF Impresso em 26/11/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 20/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO 6 Fl. 87DF CARF MF Impresso em 26/11/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 20/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO
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Numero do processo: 13863.000073/97-81
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Oct 15 00:00:00 UTC 2003
Data da publicação: Wed Oct 15 00:00:00 UTC 2003
Numero da decisão: 303-00.921
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPJ - tributação de lucro inflacionário diferido(LI)
Nome do relator: CARLOS FERNANDO FIGUEIREDO BARROS
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Numero do processo: 13830.000542/2005-74
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 25 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Data do fato gerador: 30/09/2002, 31/12/2002, 31/03/2003, 30/06/2003, 30/09/2003, 31/12/2003, 31/03/2004
DIF - PAPEL IMUNE. FALTA OU ATRASO NA ENTREGA DA
DECLARAÇÃO. MULTA ADMINISTRATIVA. INCIDÊNCIA.
A não-apresentação, ou a apresentação da DIF - Papel Imune após os prazos estabelecidos para a entrega dessa declaração, sujeita o contribuinte à imposição da multa administrativa cumulativa mensalmente outrora prevista pelo art. 57, parágrafo único da MP nº 2.158/2001.
RETROATIVIDADE BENIGNA. PENALIDADE MENOS SEVERA.
Por aplicação da retroatividade benigna, nos termos do art. 106, II, ”c”, deve ser aplicada penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, consubstanciada na multa estabelecida pelo artigo 1º, § 4º, I e II, da Lei nº 11.941/2009, em substituição à prevista no art. 57, parágrafo único, da MP nº 2.158/2001.
Numero da decisão: 3803-002.842
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do relator.
Matéria: IPI- ação fiscal - penalidades (multas isoladas)
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUSA
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FALTA OU ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO. MULTA ADMINISTRATIVA. INCIDÊNCIA. A nãoapresentação, ou a apresentação da DIF Papel Imune após os prazos estabelecidos para a entrega dessa declaração, sujeita o contribuinte à imposição da multa administrativa cumulativa mensalmente outrora prevista pelo art. 57, parágrafo único da MP nº 2.158/2001. RETROATIVIDADE BENIGNA. PENALIDADE MENOS SEVERA. Por aplicação da retroatividade benigna, nos termos do art. 106, II, ”c”, deve ser aplicada penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, consubstanciada na multa estabelecida pelo artigo 1º, § 4º, I e II, da Lei nº 11.941/2009, em substituição à prevista no art. 57, parágrafo único, da MP nº 2.158/2001. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente. (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator. Fl. 339DF CARF MF Impresso em 02/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/04/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/04/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/04/2012 por ALEXANDRE KERN 2 Participaram, ainda, da sessão de julgamento os conselheiros Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório Trata o presente de recurso voluntário contra o acórdão nº 1415.318, da 2 ª Turma da DRJ/Ribeirão Preto, de 28 de março de 2007, fls. 261/265, que considerou o lançamento procedente. O auto de infração foi lavrado para constituir a exig6encia da multa regulamentar, em decorrência da constatação de atraso na entrega da Declaração Especial de Informações Relativas ao Controle do Papel Imune (DIFPapel Imune). O lançamento foi amparado nos dispositivos legais relacionados na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal do Auto de Infração, merecendo destaque o artigo 57 da MP 2.15835/2001, a IN SRF 71/2001 e a IN SRF 159/2002. Em sua impugnação, a interessada argumentou, em síntese, que a penalidade é ilegal e fere princípios constitucionais. Em julgamento da lide a DRJ/RibeirãoPreto defendeu a legitimidade da regulamentação da entrega da DIFpapel imune e da exigência da multa regulamentar pela IN SRF 71/2001, com arrimo no art. 16 da Lei nº 9.779/99, que atribuiu à Secretaria da Receita Federal a prerrogativa de dispor sobre obrigações acessórias, e art. 57 da MP nº 2.158/2001, que veicula a norma instituidora da multa. Cientificada da decisão em 28 de maio de 2007, irresignada, apresentou o recurso voluntário de fls. 54 a 61, em 27 de junho de 2007, em que de novo argui o teor confiscatório da multa aplicada, teceu o mesmo argumento trazido na impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro Relator Belchior Melo de Sousa O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço. Acerca da instituição do dever instrumental tributário de prestar Informações Relativas ao Controle do Papel Imune (DIFPapel Imune) pela Instrução Normativa SRF nº 71/2001 não há qualquer sombra de ilegalidade, posto estar a Secretaria da Receita Federal expressamente autorizada pela Lei nº 9.779/99, em seu artigo 16. Art. 16. Compete à Secretaria da Receita Federal dispor sobre as obrigações acessórias relativas aos impostos e contribuições por ela administrados, estabelecendo, inclusive, forma, prazo e condições para o seu cumprimento e o respectivo responsável. A Instrução normativa nº 71/2001 foi instituída sob o pálio do citado dispositivo legal, revelandoo logo em sua ementa este fundamento de validade. Fl. 340DF CARF MF Impresso em 02/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/04/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/04/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/04/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 13830.000542/200574 Acórdão n.º 3803002.842 S3TE03 Fl. 315 3 SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL, no uso da atribuição que lhe confere o inciso III do art. 190 do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal, aprovado pela Portaria MF nº 227, de 3 de setembro de 1998, e tendo em vista o disposto no [...] art. 16 da Lei nº 9.779, de 19 de janeiro de 1999, resolve: O artigo 57 da Medida Provisória nº 2.158/2001 abarca, sob o manto de sua norma sancionadora do ilícito consubstanciado no descumprimento de obrigação acessória, todas as obrigações instituídas nos termos do art. 16 da Lei nº 9.779/99. Art. 57. O descumprimento das obrigações acessórias exigidas nos termos do art. 16 da Lei nº 9.779, de 1999, acarretará a aplicação das seguintes penalidades: Com estes vínculos expressos bem delineados, tanto na norma instituidora como na norma sancionadora, não se pode inquinar também de ilegalidade a remissão que faz a dita instrução normativa à penalidade estabelecida pelo art. 57 mencionado, posto que a previsão legal é prescrição aberta, seja quanto aos tipos de abrigações, seja quanto ao aspecto temporal de sua instituição, neste caso, podendo aplicarse para as já instituídas, como para as serem instituídas, não havendo na própria disposição normativa comando que o vede. No presente caso, foram adequadamente respeitados tanto o princípio da reserva de lei, tendo sido a multa instituída por medida provisória, que possui força de lei, como o princípio da legalidade, tendo a Receita Federal do Brasil promovido a administração da pena pelo descumprimento da obrigação acessória que cria no mesmo Ato ao ditame legal, vale dizer, a IN SRF nº 71/2001. O que se há de atacar nesta lide, com efeito, é a hipótese de confisco na valoração da penalidade instituída pela Medida Provisória 2.158/2001, no valor de R$ 5.000,00, reduzida em setenta por cento (70%) quando aplicável a empresas optantes do SIMPLES, acumulada mensalmente por mês de atraso nas informações que devem prestar os sujeitos passivos a ela submetidos, sob o ângulo do subprincípio da proporcionalidade. Neste ponto, discutirseia se há cobertura constitucional para afastarse aplicação de lei por ferimento ao princípio do nãoconfisco, no caso de multa, ou seja, se se pode conceber o alargamento, ou não, do termo “tributo” no comando constitucional do art. 150, IV, para nele incluirse também a multa, e até se este comando proibitivo está ou não adstrito ao legislador, ou se pode ser interpretado e aplicado pela Administração. Vejase o teor do princípio: Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: [...] IV utilizar tributo com efeito de confisco; Contudo, este não é o foro apropriado para que se adentre nesta dialética, porquanto refoge à competência deste Conselho a discussão de matéria constitucional e o conseqüente afastamento de lei com base neste fundamento, ressalvada apenas as hipóteses previstas no art. 62 do Regimento Interno, que não contemplam este questionamento. Fl. 341DF CARF MF Impresso em 02/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/04/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/04/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/04/2012 por ALEXANDRE KERN 4 Todo o argumento supra, é feito por apreço ao debate, eis que há norma específica mais recente, que, diretamente, poderia ser aplicável ao caso. Tratase da Lei nº 11.945, de 04 de junho de 2009, que, parecendo capturar dos contribuintes os anseios e as apreensões plasmados nos argumentos de suas defesas, como o estampado no presente recurso voluntário, ao tempo em que garantiu a competência da RFB para regular a obrigação acessória em apreço, conforme destaque do art. 1º, § 3º, I e II, reduziu substancialmente o que até então podia ser taxado de confisco, irrazoabilidade, segundo seu § 4º, I e II: § 3º Fica atribuída à Secretaria da Receita Federal do Brasil competência para: I expedir normas complementares relativas ao Registro Especial e ao cumprimento das exigências a que estão sujeitas as pessoas jurídicas para sua concessão; II estabelecer a periodicidade e a forma de comprovação da correta destinação do papel beneficiado com imunidade, inclusive mediante a instituição de obrigação acessória destinada ao controle da sua comercialização e importação. [...] § 4º O não cumprimento da obrigação prevista no inciso II do § 3o deste artigo sujeitará a pessoa jurídica às seguintes penalidades: I 5% (cinco por cento), não inferior a R$ 100,00 (cem reais) e não superior a R$ 5.000,00 (cinco mil reais), do valor das operações com papel imune omitidas ou apresentadas de forma inexata ou incompleta; e II de R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais) para micro e pequenas empresas e de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) para as demais, independentemente da sanção prevista no inciso I deste artigo, se as informações não forem apresentadas no prazo estabelecido. § 5º Apresentada a informação fora do prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício, a multa de que trata o inciso II do § 4º deste artigo será reduzida à metade. [negrito nosso] O art. 106, II “c” autoriza a aplicação de penalidade menos severa que a prevista ao tempo da autuação, em obséquio ao princípio da retroatividade benigna. No caso presente, a empresa é optante do SIMPLES, conforme registrado pela Fiscalização, na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal do auto de infração, fl. 04: Ante ao exposto efetuamos o lançamento de ofício da multa prevista no art. 57 da Medida Provisória 2.15835/01. E sendo a contribuinte optante pelo SIMPES, conforme consulta ao sistema SRF CNPJ (folhas 22 e 23) observamos a redução de 70% nos termos do parágrafo único do art. 57 da referida MP. A multa aplicável será o valor de R$ 2.500,00 por declaração entregue fora do prazo, estabelecido no inciso II, §, 4º, do art. 1º da Lei nº 11.945/2009, totalizando R$ 17.500,00, correspondente às sete declarações. Fl. 342DF CARF MF Impresso em 02/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/04/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/04/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/04/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 13830.000542/200574 Acórdão n.º 3803002.842 S3TE03 Fl. 316 5 Pelo exposto, voto por dar parcial provimento ao recurso Sala das sessões, 25 de abril de 2011 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Fl. 343DF CARF MF Impresso em 02/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/04/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/04/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/04/2012 por ALEXANDRE KERN 6 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 13830.000542/200574 Interessada: MARIA CANDIDA GUTIERES DOS SANTOS ME Intimese um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, do teor do Acórdão no 3803002.842, de 25 de abril de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção, nos termos do art. 81, § 3°, do anexo II, do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009. Brasília DF, em 25 de abril de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente TERMO DE INTIMAÇÃO Intimese um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, da decisão consubstanciada no acórdão supra, nos termos do art. 81, § 3°, do anexo II, do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009. Brasília,27/4/2012. [assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a. Turma Especial – 3a. Seção Presidente Ciência Data: ____/___________/________ Fl. 344DF CARF MF Impresso em 02/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/04/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/04/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/04/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 13830.000542/200574 Acórdão n.º 3803002.842 S3TE03 Fl. 317 7 _____________________________ Nome: Procurador(a) da Fazenda Nacional Encaminhamento da PFN: [ ] apenas com ciência; [ ] com Recurso Especial; [ ] com Embargos de Declaração. [ ] _________________________ Fl. 345DF CARF MF Impresso em 02/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/04/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/04/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/04/2012 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 10280.003607/2006-08
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 24 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/10/2005 a 31/12/2005
RECURSO VOLUNTÁRIO. JULGAMENTO. COMPETÊNCIA.
Cabe às Turmas Ordinárias processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância em processos que excedem o valor de alçada das turmas especiais.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3803-002.781
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/10/2005 a 31/12/2005 RECURSO VOLUNTÁRIO. JULGAMENTO. COMPETÊNCIA. Cabe às Turmas Ordinárias processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância em processos que excedem o valor de alçada das turmas especiais. Recurso Voluntário Não Conhecido Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório Pará Pigmentos SA transmitiu, em 08/08/2006, Pedido de Ressarcimento de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins, no valor de R$ 1.410.636,14, cumulado com Declaração de Compensação. A DRF/Belém deferiu parcialmente o ressarcimento em R$ 554.540,99 e homologou compensações até esse valor, tudo nos termos Fl. 330DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN 2 do Despacho Decisório de fls. 134. Sobreveio a Manifestação de Inconformidade de fls. 169 a 269, por meio da qual o requerente controverteu as seguintes questões: a) nulidade do Despacho Decisório por inexistência de descrição dos fatos e enquadramento legal; b) inclusão das receitas financeiras no cômputo da Receita Operacional Bruta – ROB; c) direito de crédito dos gastos com óleo combustível, lubrificante e com serviços de terraplanagem, sondagem, topográfico e bombeamento A 3ª Turma da DRJ/BEL julgou a Manifestação de Inconformidade parcialmente procedente, para autorizar o ressarcimento adicional de R$ 458.605,29, revertendo a glosa dos gastos com combustíveis e lubrificantes e autorizando a homologação de compensações até esse limite. O Acórdão nº 01023.066, de 28 de setembro de 2011, fls. 271 a 279, teve ementa vazada nos seguintes termos: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Período de apuração: 01/10/2005 a 31/12/2005 INCIDÊNCIA NÃOCUMULATIVA. CRÉDITO. Do montante apurado para a contribuição, a pessoa jurídica pode descontar créditos sobre os valores das aquisições efetuadas no mês de bens e serviços, inclusive combustíveis e lubrificantes, utilizados como insumos na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda. COMBUSTÍVEIS E LUBRIFICANTES. Os combustíveis e lubrificantes, assim como a energia elétrica, quando participantes do processo industrial, caracterizamse como insumos indiretos para os quais há determinação específica na legislação que permite o aproveitamento de créditos. Manifestação de Inconformidade Procedente em Parte Direito Creditório Reconhecido em Parte Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da 3ª Turma da DRJ/BEL. O arrazoado de fls. 283 a 328, após protesto de tempestividade e síntese da lide, devolve as seguintes questões: a) a argüição de nulidade, por cerceamento do direito de defesa, do Despacho Decisório, por inexistência de descrição dos fatos e enquadramento legal; b) o direito ao crédito de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins não cumulativa sobre os gastos com os insumos serviços de terraplanagem, sondagem, levantamento topográfico e bombeamento. Fl. 331DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10280.003607/200608 Acórdão n.º 380302.781 S3TE03 Fl. 331 3 Requer provimento para o fim de homologação da compensação declarada. É o Relatório. Voto Considerando (i) que a competência das turmas especiais fica restrita ao julgamento de recursos em processos de valor inferior ao limite fixado para interposição de recurso de oficio pela autoridade julgadora de primeira instância, nos termos do § 2º do art. 2º do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 – RI/CARF; (ii) que esse valor está fixado atualmente em R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), e (iii) que o valor original do ressarcimento da Contribuição Social nãocumulativa deste processo é de R$ 1.410.636,14 (um milhão, quatrocentos e dez mil, seiscentos e trinta e seis reais e quatorze centavos)), voto pelo não conhecimento do recurso de ofício, declinandose a competência para seu julgamento às turmas ordinárias da 3ª Câmara desta 3ª Seção. Sala das Sessões, em 24 de abril de 2012 Alexandre Kern Fl. 332DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN 4 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 10280.003607/200608 Interessada: PARÁ PIGMENTOS S A. À SEJUL da 3ª Seção, para formação de lote de sorteio para as turmas ordinárias, haja vista que o valor do processo supera a alçada desta TE, estabelecida no § 2º do art. 2º do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 – RI/CARF. Brasília DF, em 24 de abril de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 333DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 10983.907486/2009-92
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 22 00:00:00 UTC 2012
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Ano-calendário: 2003
Ementa: COMPENSAÇÃO. FORMALISMO MODERADO.
RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS DESPACHO DECISÓRIO. DIREITO À
REPETIÇÃO DO INDÉBITO.
A prévia retificação da DCTF não é condição sine qua non para a análise de declarações de compensação de indébitos tributários por pagamentos aplicados em débitos confessados, em face da alegação de erro na declaração.
Recurso Voluntário Provido.
Aguardando Nova Decisão.
Numero da decisão: 3803-002.681
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso, determinando o retorno dos autos à autoridade julgadora de primeira instância para que seja proferida nova decisão, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: JORGE VICTOR RODRIGUES
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ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 2003 Ementa: COMPENSAÇÃO. FORMALISMO MODERADO. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS DESPACHO DECISÓRIO. DIREITO À REPETIÇÃO DO INDÉBITO. A prévia retificação da DCTF não é condição sine qua non para a análise de declarações de compensação de indébitos tributários por pagamentos aplicados em débitos confessados, em face da alegação de erro na declaração. Recurso Voluntário Provido. Aguardando Nova Decisão.
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FORMALISMO MODERADO. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS DESPACHO DECISÓRIO. DIREITO À REPETIÇÃO DO INDÉBITO. A prévia retificação da DCTF não é condição sine qua non para a análise de declarações de compensação de indébitos tributários por pagamentos aplicados em débitos confessados, em face da alegação de erro na declaração. Recurso Voluntário Provido. Aguardando Nova Decisão. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, determinando o retorno dos autos à autoridade julgadora de primeira instância para que seja proferida nova decisão, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado. [assinado digitalmente] Alexandre Kern Presidente. [assinado digitalmente] Jorge Victor Rodrigues Relator. EDITADO EM: 01/05/2012 Fl. 47DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por ALEXANDRE KERN 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani. Relatório Tratase de declaração de compensação transmitida em 15/03/2006, onde busca a contribuinte compensar crédito de PIS/PASEP, do período de apuração de novembro de 2003, decorrente de pagamento a maior ou indevido, com débitos da mesma contribuição. A DRF em Florianópolis não homologou a compensação tendo em vista que o DARF discriminado no Per/Dcomp foi integralmente utilizado para quitar débitos da contribuinte não restando saldo credor para compensar a dívida declarada. Cientificada em 29/06/2009, apresentou manifestação de inconformidade em 23/07/2009, na qual alega que A empresa sendo tributada pelo lucro real, vinha pagando o PIS não cumulativo no período de janeiro/2003 à abril/2005 e a COFINS no período de janeiro/2004 à abril/2005 não cumulativos. Porém em maio de 2005 foi verificado que a atividade de vigilância se enquadrava nas atividades da Lei 7.102 de 20 de junho de 2003, que devem tributar o PIS e a COFINS pelo método cumulativo. Desta forma, foi refeito o cálculo do período acima referido, com base na tributação cumulativo conforme determina a lei e devidamente retificadas as declarações de IR, DCTF e DACON, sendo que o crédito referente ao pagamento a maior, foi compensado nos débitos posteriores conforme PERDCOMP (grifamos) A DRJ em Florianópolis manteve o despacho decisório por entender que a DCTF retificada após o início do procedimento fiscal não possui o condão de produzir efeitos retroativos, de modo que somente seria possível a homologação da compensação, independentemente de eventuais outras verificações, caso a contribuinte houvesse retificado a DCTF antes da transmissão da Dcomp. Eis a ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2003 COMPENSAÇÃO. INDÉBITO ASSOCIADO A ERRO EM VALOR DECLARADO EM DCTF. REQUISITO PARA HOMOLOGAÇÃO. Nos casos em que a existência do indébito incluído em declaração de compensação está associada à alegação de que o valor declarado em DCTF e recolhido é maior do que o devido, só se pode homologar tal compensação, independentemente de eventuais outras verificações, nos casos em que o contribuinte, previamente à apresentação da DCOMP, retifica regularmente a DCTF. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Fl. 48DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10983.907486/200992 Acórdão n.º 380302.681 S3TE03 Fl. 2 3 Inconformada, após ciência do acórdão retro (20/07/2011), apresentou recurso voluntário em 16/08/2011, na qual requer a homologação da compensação apresentada ou, subsidiariamente, que seja facultado outro pedido de compensação utilizando o crédito gerado pela retificação da DCTF. Voto Conselheiro Jorge Victor Rodrigues O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos para a sua admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento. Consoante o relato, tratam os autos de declaração de compensação na qual o contribuinte buscou compensar créditos com débitos próprios, porém não logrou êxito ante a constatação pela RFB de insuficiência de saldo credor. A defesa da PROLINCON VIGILANCIA LTDA fundamentase na ocorrência de erro de fato em relação ao regime tributário de arrecadação. Alega que recolhia o PIS/Pasep pelo regime não cumulativo mas que, em análise posterior, verificouse que deveria recolher pelo regime cumulativo pois a empresa de vigilância se enquadraria na Lei 7.102 de 20 de junho de 2003. Diante disso, apresentou a DCOMP em 15/03/2006, acreditando na existência de crédito tributário a seu favor em decorrência deste erro. No caso em tela, observase que o contribuinte somente retificou a DCTF em 09/07/2009, ou seja, após a ciência do despacho decisório (29/06/2009) –passados mais de três anos após a transmissão da Dcomp. Eis a controvérsia que ora se analisa. Salientamos que não existe norma na legislação de regência condicionando a apresentação do Per/Dcomp à prévia retificação da DCTF, apesar de este ser um procedimento lógico. O comando empregado pela decisão a quo para rejeitar o pedido consubstanciado na manifestação de inconformidade, qual seja, o inciso III do § 2º do art. 11 da IN RFB nº 786/2007, abaixo reproduzido, se refere ao início do procedimento fiscal strictu sensu, ou seja, aquele que visa constituir o crédito tributário, o que não é o caso, uma vez que o tributo já foi pago pelo contribuinte: Art . 11. A alteração das informações prestadas em DCTF será efetuada mediante apresentação de DCTF retificadora elaborada com observância das mesmas normas estabelecidas para a declaração retificada. §1º A DCTF retificadora terá a mesma natureza da declaração origináriamente apresentada, substituindoa integralmente, e servirá para declarar novos débitos, aumentar ou reduzir os valores de débitos já informados ou efetivar qualquer alteração nos créditos vinculados. §2º A retificação não produzirá efeitos quando tiver por objeto alterar débitos relativos a impostos e contribuições: Fl. 49DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por ALEXANDRE KERN 4 I cujos saldos a pagar já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU, nos casos em que importe alteração desses saldos; II cujos valores apurados em procedimentos de auditoria interna, relativos às informações indevidas ou não comprovadas prestadas na DCTF, sobre pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU; ou III em relação aos quais a pessoa jurídica tenha sido intimada sobre o início de procedimento fiscal. (grifei) Desta feita, não há impedimento legal algum para a retificação da DCTF em qualquer fase do pedido de compensação, porém, o mesmo somente será deferido após a retificação da DCTF de ofício ou por iniciativa do contribuinte. Este também é o entendimento partilhado pela 3ª SJ/3ª C/ 3ª TO deste Conselho.1 Através da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais – DCTF, o contribuinte presta as informações relativas a valores de débitos de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal bem como o respectivos valores dos créditos, tais como pagamentos, parcelamentos ou compensações. Já se encontra pacificado no âmbito administrativo e judicial que este instrumento constituise em confissão de dívida, sendo inclusive suficiente para a Fazenda Nacional exigir o respectivo crédito tributário mediante a inscrição em dívida ativa do débito declarado.2 Não há o que repreender no despacho que não homologou a compensação se quando do encontro de constas a autoridade fiscal constatou que o DARF indicado na declaração de compensação já havia sido integralmente utilizado para a quitação de débitos do contribuinte, não restando saldo credor para compensar. Isto porque a Receita Federal não tinha conhecimento do equívoco cometido pela Recorrente na apuração do PIS/Pasep objeto do pedido de compensação à época. O mesmo não se pode falar da DRJ que, ao tomar conhecimento do equívoco cometido pela Interessada, a qual transmitiu a DCTF retificadora, sob a justificativa de haver recolhido o PIS/Pasep sobre regime de apuração errôneo, tinha o dever de verificar o alegado, mormente ante o princípio da verdade material, mas não o fez sob o pretexto de que não se deve reconhecer a retificadora apresentada após o início do procedimento fiscal, premissa esta já devidamente superada. Como bem citou a PROLINCON, os atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão ser convalidados pela Administração, desde que não lesem o interesse público nem causem prejuízo a terceiros3. Em contradição ao princípio da verdade formal, aclamado e inerente ao processo judicial, temos que no processo administrativo fiscal deve o julgador se pautar pela verdade material, princípio segundo o qual a autoridade administrativa competente não limita 1 Acórdão nº 330200811 do Processo 10530901535200821; Acórdão nº 330200810 do Processo 10530901534200886; Acórdão nº 330200812 do Processo 10530901536200875; Acórdão nº 330200809 do Processo 10530901533200831. 2 art. 5º, §§ 1º e 2º do Decreto Lei nº 2.124, de 1984. 3 art. 55 da Lei nº 9.784/99. Fl. 50DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10983.907486/200992 Acórdão n.º 380302.681 S3TE03 Fl. 3 5 seu exame ao que foi alegado pelas partes, podendo e devendo buscar todos os elementos que possam influir no seu convencimento. Nos dizeres de Odete Medauar: 4 O princípio da verdade material ou real, vinculado ao princípio da oficialidade, exprime que a Administração deve tomar as decisões com base nos fatos tais como se apresentam na realidade, não se satisfazendo com a versão oferecida pelos sujeitos. Para tanto, tem o direito e o dever de carrear para o expediente todos os dados, informações, documentos a respeito da matéria tratada, sem estar jungida aos aspectos considerados pelos sujeitos. Assim, no tocante a provas, desde que obtidas por meios lícitos (como impõe o inciso LVI do art. 5º da CF), a Administração detém liberdade plena de produzilas. Aliado ao princípio retro mencionado, apontamos o formalismo moderado dos atos a serem praticados pelo administrado, princípio este cristalizado no final do artigo 2º, inciso IX, da Lei 9.784/99: “...adoção de formas simples, suficientes para propiciar adequado graus de certeza e respeito aos direitos dos administrados”. O quase informalismo evidenciado no PAF, tem o fito de facilitar o acesso do contribuinte ao processo sem, contudo, lançar mão dos ritos e formas inerentes a todos os procedimentos para garantir o mínimo de segurança jurídica às partes. O processo administrativo deve ser simples, despido de exigências formais excessivas, tanto mais que a defesa pode ficar a cargo do próprio contribuinte, nem sempre familiarizado com os meandros processuais. No tocante ao mérito da questão, extraímos do art. 8º da Lei nº 10.637/02 que as pessoas jurídicas de direito privado, e as que lhe são equiparadas pela legislação do imposto de renda, que apuram o IRPJ com base no lucro real estão sujeitas à incidência nãocumulativa, exceto: as instituições financeiras, as cooperativas de crédito, as pessoas jurídicas que tenham por objeto a securitização de créditos imobiliários e financeiros, as operadoras de planos de assistência à saúde, as empresas particulares que exploram serviços de vigilância e de transporte de valores de que trata a Lei nº 7.102, de 1983, e as sociedades cooperativas (exceto as sociedades cooperativas de produção agropecuária e as sociedades cooperativas de consumo). Sabendo que a alíquota do PIS/PASEP nãocumulativo, instituído pela Lei nº 10.637, de 2002, é de 1,65% e que a alíquota da contribuição pelo regime cumulativo é de 0,65% há que se presumir a existência de efetivo recolhimento a maior pela Interessada. Quanto ao montante do crédito a que tem direito a ora Recorrente, fica ressalvado o direito de a RFB determinar a base de cálculo do período de apuração de agosto de 2003, apurar o PIS/Pasep devido, e verificar se o valor pleiteado está correto. No presente caso, o contribuinte verificou existência de crédito ao constatar que a atividade de vigilância se enquadrava nas atividades da Lei nº 7.102/2003 e que estava apurando o tributo equivocadamente pelo regime não cumulativo, que apresenta alíquota majorada se comparada com o regime cumulativo, o correto. Por força dos princípios da verdade material e do formalismo moderado, princípios estes que regem o processo administrativo fiscal, entendo que a retificadora deve ser aceita, posto que o equívoco perpetrado pelo contribuinte foi de gravidade tal que inequivocamente geroulhe o direito ao 4 A Processualidade do Direito Administrativo, São Paulo, RT, 2ª edição, 2008, Pág. 131. Fl. 51DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por ALEXANDRE KERN 6 crédito. Não reconhecer tal fato ensejaria o recolhimento em duplicidade do tributo e conseqüentemente o enriquecimento ilícito da Fazenda Nacional. Apesar de ter se omitido na apresentação dos documentos e lançamentos contábeis que permitissem à autoridade competente identificar a ocorrência do fato gerador, a base de cálculo sujeita à tributação e o correspondente tributo devido, observamos que tal direito não lhe foi oportunizado haja vista que a discussão pairou somente na entrega da DCTF retificadora posteriormente ao despacho decisório. Superado o óbice, há que se determinar o retorno dos autos para que seja oportunizado ao mesmo a entrega da escrituração fiscal e contábil aptas a demonstrar o valor eventualmente recolhido a maior. Ante o exposto, voto por reformar o acórdão proferido pela DRJ em Florianópolis, que não adentrou o mérito, e determinar o retorno dos autos àquela Autoridade Julgadora, para proferição de nova decisão, arredandose o óbice erigido (a necessidade de prévia retificação da DCTF como condição para análise de declaração de compensação de indébitos), em face das alegações recursais de erro na declaração. É como voto. [assinado digitalmente] Jorge Victor Rodrigues Relator Fl. 52DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 13502.000311/2004-00
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 11 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/01/1999 a 30/11/2002
CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. DECADÊNCIA.
Extingue-se em cinco anos a contar do fato gerador o direito de a Fazenda constituir o crédito tributário, na hipótese de existência de pagamento antecipado.
INCONSTITUCIONALIDADE. LEI 9.718/98. INSTÂNCIAS
ADMINISTRATIVAS. COMPETÊNCIA.
As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal na sistemática prevista pelos artigos 543-B da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF.
Assunto: Contribuição para o PIS
Período de apuração: 01/01/1999 a 31/01/1999, 01/03/1999 a 30/04/1999, 01/07/1999 a 31/07/1999, 01/11/1999 a 31/12/1999, 01/02/2000 a 31/03/2000, 01/06/2000 a 31/07/2000, 01/09/2000 a 31/10/2000, 01/06/2001 a 30/06/2001, 01/09/2001 a 31/12/2001, 01/02/2002 a 28/02/2002, 01/04/2002 a 30/04/2002, 01/07/2002 a 30/11/2002
BASE DE CÁLCULO. RECEITAS AUFERIDAS. TOTALIDADE.
Em razão da declaração de inconstitucionalidade do art. 3°, § 1°, da Lei n° 9.718/1998, as receitas financeiras somente poderão ser exigidas após a alteração legislativa promovida pela Lei n° 10.637/1998.
Numero da decisão: 3803-001.879
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUSA
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ementa_s : Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/01/1999 a 30/11/2002 CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. DECADÊNCIA. Extingue-se em cinco anos a contar do fato gerador o direito de a Fazenda constituir o crédito tributário, na hipótese de existência de pagamento antecipado. INCONSTITUCIONALIDADE. LEI 9.718/98. INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS. COMPETÊNCIA. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal na sistemática prevista pelos artigos 543-B da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Assunto: Contribuição para o PIS Período de apuração: 01/01/1999 a 31/01/1999, 01/03/1999 a 30/04/1999, 01/07/1999 a 31/07/1999, 01/11/1999 a 31/12/1999, 01/02/2000 a 31/03/2000, 01/06/2000 a 31/07/2000, 01/09/2000 a 31/10/2000, 01/06/2001 a 30/06/2001, 01/09/2001 a 31/12/2001, 01/02/2002 a 28/02/2002, 01/04/2002 a 30/04/2002, 01/07/2002 a 30/11/2002 BASE DE CÁLCULO. RECEITAS AUFERIDAS. TOTALIDADE. Em razão da declaração de inconstitucionalidade do art. 3°, § 1°, da Lei n° 9.718/1998, as receitas financeiras somente poderão ser exigidas após a alteração legislativa promovida pela Lei n° 10.637/1998.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/01/1999 a 30/11/2002 CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. DECADÊNCIA. Extinguese em cinco anos a contar do fato gerador o direito de a Fazenda constituir o crédito tributário, na hipótese de existência de pagamento antecipado. INCONSTITUCIONALIDADE. LEI 9.718/98. INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS. COMPETÊNCIA. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal na sistemática prevista pelos artigos 543B da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Assunto: Contribuição para o PIS Período de apuração: 01/01/1999 a 31/01/1999, 01/03/1999 a 30/04/1999, 01/07/1999 a 31/07/1999, 01/11/1999 a 31/12/1999, 01/02/2000 a 31/03/2000, 01/06/2000 a 31/07/2000, 01/09/2000 a 31/10/2000, 01/06/2001 a 30/06/2001, 01/09/2001 a 31/12/2001, 01/02/2002 a 28/02/2002, 01/04/2002 a 30/04/2002, 01/07/2002 a 30/11/2002 BASE DE CÁLCULO. RECEITAS AUFERIDAS. TOTALIDADE. Em razão da declaração de inconstitucionalidade do art. 3°, § 1°, da Lei n° 9.718/1998, as receitas financeiras somente poderão ser exigidas após a alteração legislativa promovida pela Lei n° 10.637/1998. Fl. 290DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/08/20 11 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 27/08/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente. (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator. Participaram, ainda, da sessão de julgamento os conselheiros Hélcio Lafetá Reis, Andréa Medrado Darzé, Juliano Eduardo Lirani e João Alfredo Eduão Ferreira. Relatório Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de nº 1513.360 – 4ª Turma da DRJ/SalvadorBA, de 07 de agosto de 2007, fls. 224 a 235, que indeferiu a solicitação. O lançamento decorre do procedimento fiscal de verificação do cumprimento das obrigatórias tributárias e observando a Fiscalização as alterações introduzidas pela Lei 9.718, de 1998 foram apuradas divergências entre os valores devidos de PIS e os valores declarados/pagos pelo contribuinte. Informou a Fiscalização que a autuada adotou o Regime de Competência para o cálculo das variações monetárias em função da taxa de câmbio, por determinação legal, em 1999, e por opção, a partir de 2000. Em sua impugnação, fls. 162/213, a interessada reconheceu como não litigiosa a parcela do auto correspondente ao PIS incidente sobre as receitas com serviços e sobre receitas diversas. Relacionou essas receitas e informou a providencia de efetuar o pagamento da contribuição correspondente, no valor de R$ 3.179,15; No mais, alegou, em síntese, que: a) no momento do lançamento já estava extinto o direito de constituir o crédito tributário relativo aos meses de janeiro a maio de 1999, nos termos do art. 150, § 4º, do CTN; b) o auto de infração exige PIS sobre ganhos cambiais e financeiros, valores esses que não se enquadram no conceito de faturamento – que corresponde ao somatório das receitas decorrentes da venda de mercadorias ou de serviços em flagrante violação ao art. 195, I, da CF/88, na redação vigente quando da publicação da Lei n° 9.718/98, e ao art. 110 do CTN, conforme já decidido pelo STF e STJ; c) exige o PIS sobre ganhos cambiais e financeiros ainda não realizados, valores que não se inserem no âmbito de incidência dessas contribuições, tal como definido pela própria Lei n° 9.718/98, já que não correspondem a receitas definitivamente auferidas; d) exige o PIS sobre reversões de perdas cambiais e financeiras apropriadas pelo regime de competência, as quais, por configurarem mera recuperação de perda, e não o Fl. 291DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/08/20 11 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 27/08/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Processo nº 13502.000311/200400 Acórdão n.º 3803001.879 S3TE03 Fl. 285 3 ingresso de novas receitas, estão compreendidos na hipótese de exclusão da base de cálculo, prevista no § 2°, II, do art. 3° da Lei n° 9.718/98. Em julgamento da lide, a DRJ/Salvador assentou não estarem decaídos os períodos de apuração de janeiro a maio 1999, embora reconheça que a contribuição se insere, como a maioria dos tributos, no rol dos lançamentos por homologação, nos termos do art. 150 do CTN. Todavia, fundouse na ressalva constante do parágrafo quarto do dito artigo, para convalidar o lançamento feito sob o amparo do inciso I, do artigo 45, da Lei n° 8.212, de 1991, que estabelece o prazo de dez anos. Sobre a contestação da ampliação da base de cálculo do PIS, sob o argumento da inconstitucionalidade da Lei n° 9.718, de 1998, registrou que o controle jurisdicional da constitucionalidade das leis é matéria privativa do Poder Judiciário, por determinação da Constituição Federal. No mérito, quanto à utilização das receitas de aplicação financeira e de variação monetária na apuração da base de cálculo do PIS, admitiu o caráter amplo do art. 3º, § 1°, da Lei n° 9.718, de 1998, e, nos termos do § 2°, do mesmo artigo, as exclusões da base de cálculo de forma estreita, quase residual. Assentou que os ingressos de valores na empresa compõem a base de cálculo da Cofins, por expressa determinação legal, não se perquirindo sobre os aspectos do acréscimo patrimonial levantado pelo impugnante. Por sua vez, o disposto no art. 9°, ao tratar das variações monetárias ativas dos direitos de crédito e das obrigações do contribuinte, as coloca de forma expressa na conceituação de "receitas financeiras", incluindoas na base de cálculo do PIS e da Cofins. Em face da opção do contribuinte pelo regime de competência, para apropriação das variações monetária em função da taxa de câmbio, faculdade permitida após janeiro de 2000, pela Medida Provisória n° 1.85810, de 26 de outubro de 1999, com os acréscimos da Medida Provisória 1.99114, de 11 de fevereiro de 2000, dispôs que não cabe pretender ser autuado conforme o regime de caixa, embora seja a regra automática trazida pela alteração, com a apropriação quando da efetiva liquidação. Cientificada da decisão em 11 de setembro de 2007, irresignada, a interessada apresentou o recurso voluntário de fls. 248 a 280, em 08 de outubro de 2007, atestada pelo documentos de fls. 282/283, em que maneja os mesmos argumentos da impugnação. Voto Conselheiro Relator Belchior Melo de Sousa O recurso voluntário é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço. Preliminar de decadência Fl. 292DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/08/20 11 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 27/08/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA 4 O lançamento foi efetuado sobre diferenças verificadas entre o declarado/pago e o devido, calculado sobre valores de receitas de variações cambiais ativas, e teve ciência do contribuinte em 11 de junho de 2004, AR à fl. 159. Ante o fato de ter havido pagamento, o prazo decadencial obedece à contagem prevista no art. 150, § 4º, do Código Tributário Nacional, reformandose, neste ponto a decisão recorrida, para afastar o fundamento sobre que subsistiu o auto de infração, o art. 45, da Lei nº 8.212, de 1991, em face de sua inconstitucionalidade, declarada pelo Supremo Tribunal Federal, e conseqüente Súmula Vinculante nº 08. Desse modo, encontramse fulminados pela decadência os períodos de apuração anteriores a junho de 1999, subsistindo a esta regra os períodos de apuração janeiro, março e abril de 1999. Preliminar acolhida. Mérito A exigência em foco envolve receitas financeiras, na forma de variações cambiais ativas. Em face da declaração de inconstitucionalidade do art. 3°, § 1°, da Lei n° 9.718/98, por ter ampliado a base de cálculo das contribuições desprovida do fundamento de validade, dispositivo cuja eficácia não pode ser convalidada pela EC 20/98, não pode a contribuição para o PIS incidir sobre essas receitas antes da alteração legislativa promovida pela Lei n° 10.637/2002. Como se pode ver dos autos, os períodos de apuração ora exigidos são anteriores à vigência da Lei n° 10.637/2002. A inconstitucionalidade do art. 3°, § 1°, da Lei n° 9.718/98 é, hoje, matéria para a qual se curva este Conselho, porquanto foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal como de repercussão geral e em decisão plenária definitiva declarada por aquele C. Tribunal, na sistemática prevista no art. 543B do CPC. As decisões daquela Corte tomadas nessa circunstância devem ser reproduzida pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF, consoante o que reza o art. 62A do Regimento Interno do CARF, verbis: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Pelo exposto, voto por acolher a preliminar de decadência, declarando decaídos os períodos de apuração anteriores a junho de 1999, e, no mérito, por DAR PROVIMENTO ao recurso. Sala das sessões, 11 de agosto de 2011 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Fl. 293DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/08/20 11 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 27/08/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Processo nº 13502.000311/200400 Acórdão n.º 3803001.879 S3TE03 Fl. 286 5 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara Processo nº: 13502.000311/200400 Interessada: SOTEPSOCIEDADE TÉCNICA DE PERFURAÇÃO S.A. TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 4º do art. 63 e no § 3º do art. 81 do Anexo II, c/c inciso VII do art. 11 do Anexo I, todos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, fica um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, intimado a tomar ciência do Acórdão no 3803001.879, de 11 de agosto de 2011, da 3a Turma Especial da 3a Seção. Brasília DF, em 11 de agosto de 2011. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Ciente, com a observação abaixo: ( ) Apenas com ciência ( ) Com embargos de declaração ( ) Com recurso especial Em ____/____/______ Fl. 294DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/08/20 11 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 27/08/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA 6 Fl. 295DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/08/20 11 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 27/08/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA
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Numero do processo: 11065.100267/2007-42
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jul 02 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Wed Jul 02 00:00:00 UTC 2008
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA o PIS/PAsEP
Exercício: 2006
PIS NÃO CUMULATIVO. DIREITO A CRÉDITO. DESPESAS E CUSTOS DISSOCIADOS DO CONCEITO DE INSUMO. DESCABIMENTO.
Existe vedação legal para o creditamento de despesas que não
podem ser caracterizadas como insunios dentro da sistemática de
apuração de créditos pela não-cumulatividade de PIS e de Cofins.
Recurso negado.
Numero da decisão: 202-19.127
Decisão: ACORDAM os Membros da SEGUNDA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
recurso.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: GUSTAVO KELLY ALENCAR
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA o PIS/PAsEP Exercício: 2006 PIS NÃO CUMULATIVO. DIREITO A CRÉDITO. DESPESAS E CUSTOS DISSOCIADOS DO CONCEITO DE INSUMO. DESCABIMENTO. Existe vedação legal para o creditamento de despesas que não podem ser caracterizadas como insunios dentro da sistemática de apuração de créditos pela não-cumulatividade de PIS e de Cofins. Recurso negado.
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CCO2/CO2 • Má. 147- -""; ".• '''..: . MINISTÉRIO DA FAZENDA *unti„",-;0, SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA phnintel ----Processo e- 11065:100267/2007-42 of.seet ocattecbetiiii--pois:01_1o_, • . Recurso n• 149.576 Voluntário o Nows Matéria PIS Acórdão n• 202-19.127 ME - SEGUN:00 CONMR0 DE 17.0N1 kussiiiírES CONFERE COM O OFJOINAL Sessão de 02 de julho de 2008 Brasília. JS , 0 11 I Cd Recorrente H. KUNTZLER E CIA. LTDA. Nana Cláudia Silva Castro 44, Mat, Siape 92136 Recorrida DRJ em Porto Alegre - RS 4 AssuNTo: CONTRIBUIÇÃO PARA o PIS/PAsEP Exercício: 2006 PIS NÃO CUMULATIVO. DIREITO A CRÉDITO. DESPESAS E CUSTOS DISSOCIADOS DO CONCEITO DE INSUMO. DESCABIMENTO. Existe vedação legal para o creditamento de despesas que não podem ser caracterizadas como insunios dentro da sistemática de apuração de créditos pela não-cumulatividade de PIS e de Cofins. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORD mbros da SEGUNDA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CO1)PtRmUrNTESk por unanimidade de votos, em negar provimento ao reallSO. . i C61"444£{1ANT IO CARLOS TULIM Presidente \.....L G AVO ALENCARkfl, Rel tor Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Maria Cristina Roza da Costa, Nadja Rodrigues Romero, Antônio Lisboa Cardoso, Antonio Zomer, Domingos de Sá Filho e Maria Teresa Martinez López. 1 .. , • Processo n° 11065.100267/2007-42 CCO2/CO2 Acórdão n.• 202-19.127, -- Fls. 148 I" INF - SEGik113 (Assai.° GE •I`Uml nvatai:LS CONFEM COMO OFJGIN.AL Brasilia A p 06 po'___t_ lvana Cláudia Silva Castro',.' ; Relatório Mat. Slane 92136 __ — — - ---- -- - - - -- Trata-se- de pedido- de- feilliciii—ento de saldo credor de PIS não cumulativo_k relativo a julho a dezembro de 2006. A contribuinte adota a tributação com base no lucro real, realizando vendas diretas ao exterior e a comerciais exportadoras com o intuito de exportação. A contribuinte deixou de oferecer à tributação o ICMS transferido a terceiros, amparado por decisão judicial que assegura ao contribuinte o direito de excluir da base de cálculo do PIS e da Cofin.s o valor relativo aos créditos de ICMS transferidos a terceiros. • Prossegue a fiscalização informando que há despesas e/ou custos sem direito a crédito de PIS, conforme fls 79/80: auxilio creche, serviços de terceiros, manutenção e reparos, despesas com veículos, custos com importação (despachantes), assistência médica e odontológica, assistência farmacêutica, tratamento de resíduos industriais, transporte de pessoal, formação profissional, lanches e refeições, programa de alimentação ao trabalhador — PAT, comissões sobre vendas, serviços de despacho aduaneiro, propaganda e publicidade, assistência técnica e jurídica e outros. As irregularidades fiscais são consolidadas, há glosa parcial dos créditos e é apurado o direito creditório da contribuinte. , A contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, onde alega que as glosas foram indevidas e pleiteia a utilização da taxa Selic. A DRJ em Porto Alegre - RS manteve o lançamento, alegando que existe vedação legal para o creditamento de despesas e custos que não possam ser caracterizados como insumos. Recorre a contribuinte essencialmente repisando os argumentos de sua impugnação. É o Relatório. Voto Conselheiro GUSTAVO KELLY ALENCAR, Relator Preenchidos os requisitos de admissibilidade, do recurso conheço. A legislação regente do PIS não cumulativo prevê expressamente que dão direito a crédito os bens e serviços utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção e fabricação de bens e produtos destinados a venda. No caso, pela relação de fls. 79/80, absolutamente nenhuma ligação as mesmas têm com a produção, não se enquadrando, portanto no conceito de insumo, que advém do IPI: \ ) 2 % - • - .. _ ... . MF - SECIUN n30 COSSI.LhO GE. '.....1. .4'41a .... • .,, . Processo? 11065.100267/2007-42 CONFERE COMO (.11-S3ae-a. CCO2/CO2n Acórdão n.• 202-19.127 Brasília, .25, cij g 0Y Fb. 149. .1. lvana Cláudia Sitva Castro • e 4./ Mp t. Siape92l3S O Parecer Normativo CST n2 65/79, aclarando o alcance do Regulamento do IPI, aduziu que os produtos intermediários e as matérias-primas que não integrem o produto final mas que sofram, em função da ação exercida diretamente sobre o produto em fabricação, i alterações tais como o desgaste, o dano ou perda de propriedades físicas ou químicas também - t_ __--- --- darão margem ao-creditamentdipãra-efeitos de IPI, por enquadrarem-se no conceito de insumo. Assim, o que deve ser perquirido para sabermos quais produtos dão margem ao chamado creditamento básico é identificarmos se eles entram no processo produtivo, ou integrando o produto final, quando não cabe maiores digressões, ou quando exercem ação direta sobre o produto em fabricação, ficando demonstrado seu desgaste físico e/ou químico. Toda a controvérsia dos autos gira em tomo da segunda hipótese, ou seja, insumos que não integram diretamente o produto final. Assim, havendo ação direta no processo produtivo e sofrendo desgaste físico 1 e/ou químico, a mim fica aclarado que há direito ao creditamento de tais valores. No caso, as despesas nada têm a ver com o conceito de insumos, como se vê da relação já mencionada: auxílio creche, serviços de terceiros, manutenção e reparos, despesas com veículos, custos com importação (despachantes), assistência médica e odontológica, assistência farmacêutica, tratamento de resíduos industriais, transporte de pessoal, formação profissional, lanches e refeições, programa de alimentação ao trabalhador — PAT, comissões sobre vendas, serviços de despacho aduaneiro, propaganda e publicidade, assistência técnica e jurídica e outros. Logo, nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 02 de julho de 2008. GU VONII(kALENCAR \;;i 3 Page 1 _0018600.PDF Page 1 _0018700.PDF Page 1
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