Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,087)
- Segunda Turma Ordinária d (18,050)
- Primeira Turma Ordinária (16,516)
- Primeira Turma Ordinária (16,445)
- Primeira Turma Ordinária (16,325)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,296)
- Segunda Turma Ordinária d (16,024)
- Segunda Turma Ordinária d (14,547)
- Primeira Turma Ordinária (13,115)
- Primeira Turma Ordinária (12,572)
- Segunda Turma Ordinária d (12,545)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,851)
- Terceira Câmara (68,403)
- Segunda Câmara (57,284)
- Primeira Câmara (21,503)
- 3ª SEÇÃO (16,296)
- 2ª SEÇÃO (11,359)
- 1ª SEÇÃO (6,891)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (128,425)
- Segunda Seção de Julgamen (115,920)
- Primeira Seção de Julgame (77,827)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,142)
- Terceiro Conselho de Cont (25,980)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,440)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,597)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,147)
- HELCIO LAFETA REIS (3,911)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,856)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,753)
- WILDERSON BOTTO (2,679)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,474)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,671)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2026 (20,021)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10630.001964/2010-92
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2007 a 30/12/2009
LAUDO TÉCNICO. ATUALIZAÇÃO. EXIGIBILIDADE. CUSTEIO.
AUTO DE INFRAÇÃO. ARTIGO 58, § 3.º DA LEI N.º 8.213/91 C/C
ARTIGO 68, §4º DO RPS.
A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto de infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS na administração previdenciária. Deixar de manter laudo técnico atualizado com relação aos agentes nocivos no ambiente de trabalho.
Atualização do LTCAT, em conformidade com as formalidades legais pelo menos uma vez ao ano ou sempre que ocorrer a modificação dos riscos ambientais de trabalho.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-001.382
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat May 07 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201206
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2007 a 30/12/2009 LAUDO TÉCNICO. ATUALIZAÇÃO. EXIGIBILIDADE. CUSTEIO. AUTO DE INFRAÇÃO. ARTIGO 58, § 3.º DA LEI N.º 8.213/91 C/C ARTIGO 68, §4º DO RPS. A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto de infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS na administração previdenciária. Deixar de manter laudo técnico atualizado com relação aos agentes nocivos no ambiente de trabalho. Atualização do LTCAT, em conformidade com as formalidades legais pelo menos uma vez ao ano ou sempre que ocorrer a modificação dos riscos ambientais de trabalho. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
numero_processo_s : 10630.001964/2010-92
conteudo_id_s : 5218838
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed May 04 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-001.382
nome_arquivo_s : Decisao_10630001964201092.pdf
nome_relator_s : CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
nome_arquivo_pdf_s : 10630001964201092_5218838.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Tue Jun 19 00:00:00 UTC 2012
id : 4573409
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat May 07 10:52:44 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1732164497107320832
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1743; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 57 1 56 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10630.001964/201092 Recurso nº 000.000 Voluntário Acórdão nº 2403001.382 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 19 de junho de 2012 Matéria CONTRIBUIÇÃO SOCIALPREVIDENCIÁRIA Recorrente FELIPE RAPHAEL PASCOAL Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2007 a 30/12/2009 LAUDO TÉCNICO. ATUALIZAÇÃO. EXIGIBILIDADE. CUSTEIO. AUTO DE INFRAÇÃO. ARTIGO 58, § 3.º DA LEI N.º 8.213/91 C/C ARTIGO 68, §4º DO RPS. A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto de infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS na administração previdenciária. Deixar de manter laudo técnico atualizado com relação aos agentes nocivos no ambiente de trabalho. Atualização do LTCAT, em conformidade com as formalidades legais pelo menos uma vez ao ano ou sempre que ocorrer a modificação dos riscos ambientais de trabalho. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari – Presidente Cid Marconi Gurgel de Souza – Relator Fl. 65DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 30/07/2 012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 Participaram do presente julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Marcelo Magalhães Peixoto. Fl. 66DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 30/07/2 012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 10630.001964/201092 Acórdão n.º 2403001.382 S2C4T3 Fl. 58 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado às fls.51 a 53 contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Belo Horizonte/MG (fls. 44 a 48) que julgou PROCEDENTE o lançamento constante do Auto de Infração nº 37.294.6844 no valor de R$ 14.317,78 (quatorze mil, trezentos e dezessete reais e setenta e oito centavos). Segundo o relatório fiscal de fls.06, a cobrança referese a descumprimento de obrigação acessória, tendo sido a conduta do recorrente tipificada no Código de Fundamentação Legal 66. Atesta o relatório fiscal que a empresa deixou de manter atualizado o laudo técnico das condições do ambiente do Trabalho (LTCAT), com referência aos agentes nocivos no ambiente de trabalho, no período de 2007 a 2009, o que constitui infração do RPS. Em razão dessa conduta, foi aplicada a multa prevista no art. 133 e art. 134, da Lei n°8.213/91, combinado com o art. 283, inciso II, alínea “n” e art. 373 do Regulamento da Previdência Social (RPS), aprovado pelo Decreto n° 3.048/99. Desta autuação, o recorrente foi notificado em 25/08/2010 e apresentou impugnação às fls. 40 a 42, alegando: Que diferentemente do PPRA, o LTCAT quando bem elaborado pode permanecer o mesmo enquanto não houver alterações nas instalações, nos meios de produção, nos insumos ou na estrutura organizacional; Que Ainda, a Instrução Normativa 90, de 2003, prorrogou o prazo para exigência do Perfil Profissiográfico Previdenciário. A partir de 01/10/2004, a apresentação do LTCAT foi dispensada, devendo, no entanto, permanecer disponível na empresa e ficar à disposição da Previdência Social. A simples atualização de tal documento não pode resultar na aplicação de multa ao contribuinte, ainda mais, quando se tratar de pequena empresa optante pelo SIMPLES, como acontece no caso presente; Por fim, requereu a improcedência da autuação e a consequente anulação. Instada a manifestarse acerca da matéria, a 7° turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Belo Horizonte/MG proferiu o acórdão n° 0231.364 nos seguintes termos: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2007 a 30/12/2009 LAUDO TÉCNICO. ATUALIZAÇÃO. EXIGIBILIDADE. Constitui infração a legislação previdenciária deixar de manter laudo técnico atualizado com relação aos agentes nocivos no ambiente de trabalho. Fl. 67DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 30/07/2 012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 Considerase atualizado o LTCAT elaborado, em conformidade com as formalidades legais, pelo menos uma vez ao ano ou sempre que ocorrer a modificação dos riscos ambientais de trabalho. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Irresignado com a decisão supra, a recorrente interpôs recurso voluntário às fls. 51 a 53, alegando os mesmo argumentos apresentados na impugnação. É o relatório. Fl. 68DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 30/07/2 012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 10630.001964/201092 Acórdão n.º 2403001.382 S2C4T3 Fl. 59 5 Voto Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator DO MÉRITO: I – OBRIGATORIEDADE DE MANTER LAUDO TÉCNICO ATUALIZADO: Conforme prevê os termos do artigo 58, parágrafo 3º, da Lei n° 8.213/91 na redação dada pela Lei n° 9.528/97, c/c o artigo 68, §4º, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto 3.048, de 1999, a empresa será autuada se não mantiver laudo técnico atualizado com referência aos agentes nocivos existentes no ambiente de trabalho de seus trabalhadores. A empresa não cumpriu esta determinação legal, conforme já discriminado no Relatório às fls. 06. Diz a Norma in verbis: LEI N°8.213. DE 24 DE JULHO DE 1991. Art. 58. A relação dos agentes nocivos químicos, físicos e biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou à integridade física considerados para fins de concessão da aposentadoria especial de que trata o artigo anterior será definida pelo Poder Executivo. (Redação dada pela Lei n°9.528. de 10.12.97) § 3°A empresa que não mantiver laudo técnico atualizado com referência aos agentes nocivos existentes no ambiente de trabalho de seus trabalhadores ou que emitir documento de comprovação de efetiva exposição em desacordo com o respectivo laudo estará sujeita à penalidade prevista no art. 133 desta Lei. (Parágrafo incluído pela Lei n° 9.528, de 10.12.97). Art. 68.... § 4° A empresa que não mantiver laudo técnico atualizado com referencia aos agentes nocivos existentes no ambiente de trabalho de seus trabalhadores ou que emitir documento de comprovação de efetiva exposição em desacordo com o respectivo laudo estará sujeita à multa prevista no art. 283. O recorrente argumenta em sua defesa que não é necessária a atualização do laudo técnico quando este for bem elaborado, além de estar dispensada de tal obrigação por ser optante pelo Simples Nacional. Acontece que, a atualização do LTCAT está prevista na Instrução Normativa IN INSS/PRES n° 11, de 20/09/2006 (DOU de 21/09/2006), vigente no período de 09/2006 a 10/2007: Fl. 69DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 30/07/2 012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 6 Art. 186. A partir da publicação da Instrução Normativa INSS/DC n° 99, de 5 de setembro de 2003, para as empresas obrigadas ao cumprimento das Normas Regulamentadoras do MTE, nos termos do item 1.1 da NR01 do MTE, o LTCAT será substituído pelos programas de prevenção PPRA, PGR e PCMAT. (...) § 2° Os documentos referidos no caput deverão ser atualizados pelo menos uma vez ao ano, quando da avaliação global, ou sempre que ocorrer qualquer alteração no ambiente de trabalho ou em sua organização, por força dos itens 9.2.1.1 da NR09, 18.3.1.1 da NR18 e alínea "g" do item 22.3.7.1 e do item 22.3.7.1.3 da NR 22, todas do MTE. Podemos observar pela letra da Instrução Normativa INSS/PRES n° 20, de 11/10/2007 (DOU de 10/10/2007) que revogou a IN INSS/PRES n° 11/2006 que: Art. 186. A partir da publicação da Instrução Normativa INSS/DC n° 99, de 5 de setembro de 2003, para as empresas obrigadas ao cumprimento das Normas Regulamentadoras do MTE, nos termos do item 1.1 da NR01 do MTE, o LTCAT sera substituído pelos programas de prevenção PPRA, PGR e PCMAT. (...) § 2° Os documentos referidos no caput deverão ser atualizados pelo menos uma vez ao ano, quando da avaliação global, ou sempre que ocorrer qualquer alteração no ambiente de trabalho ou em sua organização, por força dos itens 9.2.1.1 da NR09, 18.3.1.1 da NR18 e da alínea "g" do item 22.3.7.1 e do item 22.3.7.1.3, todas do MTE. Art. 187. As empresas desobrigadas ao cumprimento das NR do MTE, nos termos do item 1.1 da NR01 do MTE, que não fizeram opção pelo disposto no § 1º do artigo anterior, deverão elaborar LTCAT, respeitada a seguinte estrutura: VII avaliação global do seu desenvolvimento, pelo menos uma vez ao ano ou sempre que ocorrer qualquer alteração no ambiente de trabalho ou em sua organização, contemplando a realização dos ajustes necessários e estabelecimento de novas metas e prioridades. Art. 188. Considerase o LTCAT atualizado aquele que corresponda às condições ambientais do período a que se refere, observado o disposto no § 2º do artigo 186 e inciso VII do artigo 187 desta IN. Portanto, o PPRA ou o LTCAT devem ser sim atualizados pelo menos uma vez a cada ano, ou sempre que ocorrer alterações no ambiente de trabalho, caindo assim por terra o argumento citado pelo recorrente. Quanto ao fato de estar inscrito no Simples Nacional ser dispensado da elaboração do LTCAT, não elide o lançamento, já que inexiste previsão legal que dispense as microempresa e empresas de pequeno porte da elaboração deste. Fl. 70DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 30/07/2 012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 10630.001964/201092 Acórdão n.º 2403001.382 S2C4T3 Fl. 60 7 Dessa maneira, não tem porque o presente auto de infração ser anulado em virtude da ausência de vício formal na elaboração. Foi identificada a infração, havendo subsunção desta ao dispositivo legal infringido, não tendo o recorrente demonstrado o cumprimento da exigência ou mesmo que se encontrava dispensado da mesma. Os fundamentos legais da multa aplicada foram discriminados e aplicados de maneira adequada. Destacase que as obrigações acessórias são impostas aos sujeitos passivos como forma de auxiliar e facilitar a ação fiscal. Por meio das obrigações acessórias a fiscalização conseguirá verificar se a obrigação principal foi cumprida. Como é sabido, a obrigação acessória é decorrente da legislação tributária e não apenas da lei em sentido estrito, conforme dispõe o art. 113, § 2º do CTN, nestas palavras: Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. § 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extinguese juntamente com o crédito dela decorrente. § 2º A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. § 3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, convertese em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária. Assim, foi correta a aplicação do auto de infração ao presente caso pelo órgão previdenciário. Desse modo, a autuação deve persistir. CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso voluntário para NEGARLHE PROVIMENTO. É como voto. Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 71DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 30/07/2 012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10880.723861/2013-88
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Mar 17 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Wed May 04 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS)
Período de apuração: 01/01/2009 a 30/06/2009
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. OCORRÊNCIA. ACOLHIMENTO COM EFEITOS INFRINGENTES.
Havendo contradição na decisão embargada, deve ser dado provimento aos Embargos de declaração com vistas a sanar o vício apontado.
Hipótese em que os embargos de declaração devem ser acolhidos e providos com efeitos infringentes.
Numero da decisão: 9303-012.987
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer e acolher os Embargos de Declaração, com efeitos infringentes, para sanar o vício de contradição constante da decisão, alterando o dispositivo do Acórdão nº 9303-011.735, de 17/08/2021, para: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e no mérito, por unanimidade de votos, com relação aos gastos com embalagens, em dar-lhe provimento parcial, para restabelecer a glosa sobre os big-bags. Acordam, ainda, por voto de qualidade, com relação aos gastos com fretes, em dar-lhe provimento, para restabelecer a glosa dos fretes entre estabelecimentos de produtos acabados, vencidos os conselheiros Tatiana Midori Migiyama, Valcir Gassen, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello, que negaram provimento.
(documento assinado digitalmente)
Adriana Gomes Rego - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Luiz Eduardo de Oliveira Santos - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Tatiana Midori Migiyama, Rodrigo da Costa Possas, Valcir Gassen, Jorge Olmiro Lock Freire, Erika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Adriana Gomes Rego (Presidente). Ausente o conselheiro Rodrigo Mineiro Fernandes.
Nome do relator: Luiz Eduardo de Oliveira Santos
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat May 07 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 202203
camara_s : 3ª SEÇÃO
ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) Período de apuração: 01/01/2009 a 30/06/2009 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. OCORRÊNCIA. ACOLHIMENTO COM EFEITOS INFRINGENTES. Havendo contradição na decisão embargada, deve ser dado provimento aos Embargos de declaração com vistas a sanar o vício apontado. Hipótese em que os embargos de declaração devem ser acolhidos e providos com efeitos infringentes.
turma_s : 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Wed May 04 00:00:00 UTC 2022
numero_processo_s : 10880.723861/2013-88
anomes_publicacao_s : 202205
conteudo_id_s : 6598760
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed May 04 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 9303-012.987
nome_arquivo_s : Decisao_10880723861201388.PDF
ano_publicacao_s : 2022
nome_relator_s : Luiz Eduardo de Oliveira Santos
nome_arquivo_pdf_s : 10880723861201388_6598760.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer e acolher os Embargos de Declaração, com efeitos infringentes, para sanar o vício de contradição constante da decisão, alterando o dispositivo do Acórdão nº 9303-011.735, de 17/08/2021, para: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e no mérito, por unanimidade de votos, com relação aos gastos com embalagens, em dar-lhe provimento parcial, para restabelecer a glosa sobre os big-bags. Acordam, ainda, por voto de qualidade, com relação aos gastos com fretes, em dar-lhe provimento, para restabelecer a glosa dos fretes entre estabelecimentos de produtos acabados, vencidos os conselheiros Tatiana Midori Migiyama, Valcir Gassen, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello, que negaram provimento. (documento assinado digitalmente) Adriana Gomes Rego - Presidente (documento assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Tatiana Midori Migiyama, Rodrigo da Costa Possas, Valcir Gassen, Jorge Olmiro Lock Freire, Erika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Adriana Gomes Rego (Presidente). Ausente o conselheiro Rodrigo Mineiro Fernandes.
dt_sessao_tdt : Thu Mar 17 00:00:00 UTC 2022
id : 9309821
ano_sessao_s : 2022
atualizado_anexos_dt : Sat May 07 10:53:06 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1732164497111515136
conteudo_txt : Metadados => date: 2022-05-02T17:48:46Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2022-05-02T17:48:46Z; Last-Modified: 2022-05-02T17:48:46Z; dcterms:modified: 2022-05-02T17:48:46Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2022-05-02T17:48:46Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2022-05-02T17:48:46Z; meta:save-date: 2022-05-02T17:48:46Z; pdf:encrypted: true; modified: 2022-05-02T17:48:46Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2022-05-02T17:48:46Z; created: 2022-05-02T17:48:46Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2022-05-02T17:48:46Z; pdf:charsPerPage: 2290; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2022-05-02T17:48:46Z | Conteúdo => CCSSRRFF--TT33 MMIINNIISSTTÉÉRRIIOO DDAA EECCOONNOOMMIIAA CCoonnsseellhhoo AAddmmiinniissttrraattiivvoo ddee RReeccuurrssooss FFiissccaaiiss PPrroocceessssoo nnºº 10880.723861/2013-88 RReeccuurrssoo Embargos AAccóórrddããoo nº 9303-012.987 – CSRF / 3ª Turma SSeessssããoo ddee 17 de março de 2022 EEmmbbaarrggaannttee CONSELHEIRO IInntteerreessssaaddoo COSAN S.A. E FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) Período de apuração: 01/01/2009 a 30/06/2009 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. OCORRÊNCIA. ACOLHIMENTO COM EFEITOS INFRINGENTES. Havendo contradição na decisão embargada, deve ser dado provimento aos Embargos de declaração com vistas a sanar o vício apontado. Hipótese em que os embargos de declaração devem ser acolhidos e providos com efeitos infringentes. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer e acolher os Embargos de Declaração, com efeitos infringentes, para sanar o vício de contradição constante da decisão, alterando o dispositivo do Acórdão nº 9303-011.735, de 17/08/2021, para: “Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e no mérito, por unanimidade de votos, com relação aos gastos com embalagens, em dar-lhe provimento parcial, para restabelecer a glosa sobre os big-bags. Acordam, ainda, por voto de qualidade, com relação aos gastos com fretes, em dar-lhe provimento, para restabelecer a glosa dos fretes entre estabelecimentos de produtos acabados, vencidos os conselheiros Tatiana Midori Migiyama, Valcir Gassen, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello, que negaram provimento”. (documento assinado digitalmente) Adriana Gomes Rego - Presidente (documento assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Tatiana Midori Migiyama, Rodrigo da Costa Possas, Valcir Gassen, Jorge Olmiro Lock Freire, Erika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Adriana Gomes Rego (Presidente). Ausente o conselheiro Rodrigo Mineiro Fernandes. AC ÓR Dà O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 72 38 61 /2 01 3- 88 Fl. 16777DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 9303-012.987 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10880.723861/2013-88 Relatório Tratam-se de Embargos de declaração opostos, tempestivamente, por Conselheiro do Colegiado desta CSRF/3ª Turma (fls. 16.774/16.775), em face do Acórdão nº 9303-011.735, proferido pela 3ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais – CSRF, na reunião de agosto de 2021 (fls. 16.761/16.773), ao amparo do art. 65, §1º, inciso I - Anexo II, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – RICARF, aprovado pela Portaria MF nº 343, de 2015 e alterações posteriores, buscando sanar vício de contradição existente na decisão embargada. O Acórdão embargado trata de Autos de Infração (fls. 2/29), para exigência de PIS e da COFINS, acrescidos da multa de ofício (75%) e juros SELIC. O lançamento decorreu de procedimento fiscal para verificação de Compensações e pedido de Ressarcimentos dos créditos de PIS e COFINS, regime não-cumulativo, ano de 2009. Aqui a discussão travada é exclusivamente em relação ao conceito de insumos, referente ao Regime da não-cumulativo sobre a tomada de créditos de (i) gastos com a aquisição de embalagens para transporte e, (ii) Tomada de créditos sobre os fretes pagos para transporte de produtos acabados entre estabelecimentos da mesma empresa. O Acórdão embargado possui a seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) Período de apuração: 01/01/2009 a 30/06/2009 COFINS. INSUMOS. CONCEITOS PARA FINS DE CRÉDITOS. ESSENCIALIDADE E RELEVÂNCIA. Em razão da ampliação do conceito de insumos, para fins de reconhecimento de créditos do PIS/Pasep e da COFINS, decorrente do julgado no REsp STJ nº 1.221.170/PR, na sistemática de recursos repetitivos, adotam-¬se as conclusões do Parecer Cosit nº 05, de 2018. CUSTOS/DESPESAS. AQUISIÇÃO DE EMBALAGENS PARA TRANSPORTE DE PRODUTOS PROCESSADO-INDUSTRIALIZADOS. CRÉDITOS. POSSIBILIDADE. Os custos/despesas incorridos com embalagens para transporte dos produtos processado-industrializados pelo contribuinte, quando necessários à manutenção da integridade e natureza desses produtos, enquadram-se na definição de insumos dada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), no julgamento do REsp nº 1.221.170/PR, em sede de recurso repetitivo; assim, por força do disposto no § 2º do art. 62, do Anexo II, do RICARF, adota-se essa decisão para reconhecer o direito de o contribuinte aproveitar créditos sobre tais custos/despesas. CRÉDITO FRETE. PRODUTO ACABADO. DESLOCAMENTO ENTRE UNIDADES DO CONTRIBUINTE. LOTES. ARMAZENAGEM O frete de produtos acabados entre estabelecimentos para formação de lotes ou armazenagem objetivando a comercialização, não caracteriza insumo e, portanto, a glosa do crédito referente a esse gasto deve ser mantida. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2009 a 30/06/2009 LEGISLAÇÃO CORRELATA. APLICAÇÃO. Fl. 16778DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 9303-012.987 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10880.723861/2013-88 Dada a correlação entre as normas que regem as contribuições, aplicam-se, na íntegra, a mesma ementa e conclusões da COFINS ao PIS. Com efeito, no seu dispositivo restou assentado o que segue: “Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e no mérito, por unanimidade de votos, em dar provimento, para restabelecer a glosa sobre os big-bags. Acordam, ainda, por voto de qualidade, em dar provimento , para restabelecer a glosa dos fretes entre estabelecimentos de produtos acabados, vencidos os conselheiros Tatiana Midori Migiyama, Valcir Gassen, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello, que negaram provimento”. (Grifei) Alega o Embargante que na conclusão do voto do Relator, consta o provimento parcial ao Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional. Confira-se o trecho (fl. 16.773): “Posto isto, voto no sentido de conhecer do Recurso Especial de divergência interposto pela Fazenda Nacional, para no mérito, dar-lhe parcial provimento, para restabelecer a glosa imposta pela fiscalização sobre os gastos com: a) a aquisição dos container big-bags utilizados como material de embalagem para transporte; e b) fretes pagos para transporte de produtos acabados entre estabelecimentos da mesma empresa”. Repara-se que, enquanto, no dispositivo do Acórdão, é dado provimento ao recurso, no voto condutor, é dado provimento parcial ao recurso. Restando, portanto, evidente a contradição entre o dispositivo do Acórdão e o voto do relator. Isso posto, requer que sejam admitidos os referidos Embargos para saneamento da alegada contradição, propondo a alteração do dispositivo da decisão. Após analise, os Embargos opostos foram admitidos pelo Presidente em Exercício da 3ª Turma da CSRF, conforme Despacho de 22/09/2021 (fl. 16.775) e, determinado o retorno dos autos a este Conselheiro, para relatoria dos presentes Embargos. É o relatório. Voto Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Relator. Os Embargos de declaração opostos pelo Conselheiro, são tempestivos, restando analisar o atendimento aos demais termos do art. 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - RICARF, aprovado pela Portaria MF nº 343, de 2015. O Exame de Admissibilidade de fls. 16.775, acolheu os Embargos e constatou a contradição na decisão embargada. Conforme dispõe o art. 65 do RICARF, aprovado pela Portaria MF nº 343/2015, admite-se a interposição dos Embargos de declaração "quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual deveria pronunciar-se a Turma". Fl. 16779DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 9303-012.987 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10880.723861/2013-88 No caso dos autos, depreende-se estar claramente caracterizada a hipótese de contradição, sendo imperioso o saneamento do julgado, uma vez que, enquanto, no dispositivo, é dado provimento ao Recurso Especial, no voto condutor, é dado provimento parcial. Importa esclarecer que havia duas matérias em litígio, conforme delimitado no início do voto do Relator: (i) crédito sobre gastos com embalagens e (ii) crédito sobre gastos com fretes. Especificamente quanto à matéria (i) crédito sobre gastos com embalagens, estavam incluídos dois itens: (a) container big-bags e (b) lacres, sacos polipropileno, fitas adesivas, fio de costura, lacres. Repara-se que, em relação à matéria (i), relativa a gastos com embalagens, o crédito foi mantido para o item (b), referente a lacres, sacos polipropileno, fitas adesivas, fio de costura, lacres, e a glosa foi restabelecida apenas para o item (a), que diz respeito tão somente aos container big-bags. Portanto, de fato o provimento para a matéria (i) foi apenas parcial e dessa forma, resta evidente a contradição entre o dispositivo do Acórdão embargado e o voto do Relator. Conforme acima exposto, resta evidenciado que carece de saneamento tal contradição. E, assim sendo, acolho os Embargos a fim de sanar a contradição existente, para que o dispositivo analítico passe a constar nos seguintes termos: “Parte dispositiva: De: “Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e no mérito, por unanimidade de votos, em dar provimento, para restabelecer a glosa sobre os big-bags. Acordam, ainda, por voto de qualidade, em dar provimento , para restabelecer a glosa dos fretes entre estabelecimentos de produtos acabados, vencidos os conselheiros Tatiana Midori Migiyama, Valcir Gassen, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello, que negaram provimento”. Para: “Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e no mérito, por unanimidade de votos, com relação aos gastos com embalagens, em dar-lhe provimento parcial, para restabelecer a glosa sobre os big- bags. Acordam, ainda, por voto de qualidade, com relação aos gastos com fretes, em dar-lhe provimento, para restabelecer a glosa dos fretes entre estabelecimentos de produtos acabados, vencidos os conselheiros Tatiana Midori Migiyama, Valcir Gassen, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello, que negaram provimento”. Por fim, destaque-se, por oportuno, que a ementa do referido Acórdão nº 9303- 011.735, de 17/08/2021, deve restar mantida em seus respectivos termos. Conclusão Diante do exposto, voto por acolher e prover os Embargos de declaração opostos pelo Conselheiro da Turma, com efeitos infringentes, para sanar o vício de contradição constante da decisão, alterando o dispositivo do Acórdão nº 9303-011.735, de 17/08/2021, para: “Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e no mérito, por unanimidade de votos, com relação aos gastos com embalagens, em dar-lhe provimento parcial, para restabelecer a glosa sobre os big- bags. Acordam, ainda, por voto de qualidade, com relação aos gastos com fretes, em dar-lhe provimento, para restabelecer a glosa dos fretes entre estabelecimentos de produtos acabados, vencidos os conselheiros Tatiana Midori Migiyama, Valcir Gassen, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello, que negaram provimento”. É como voto. Fl. 16780DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 9303-012.987 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10880.723861/2013-88 (documento assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos Fl. 16781DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 10480.009563/88-59
Data da sessão: Tue Sep 19 00:00:00 UTC 1989
Ementa: ISENÇÃO. Importação realizada pela Companhia Energética de Pernambuco amparada pelo DL 1938/82, revogado pelo DL 2433/88. Considera-se direito adquirido em face ao art. 178 do CTN.
Recurso provido.
Numero da decisão: 301-26.026
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, pelo voto de qualidade, em dar provimento ao recurso, vencidos os Conselheiros Wlademir Clovis Moreira, José Maria de Melo, Maria Lucia Silva Castelo Branco e João Holanda Costa, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ROSA MARTA MAGALHAES DE OLIVEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 30 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 198909
ementa_s : ISENÇÃO. Importação realizada pela Companhia Energética de Pernambuco amparada pelo DL 1938/82, revogado pelo DL 2433/88. Considera-se direito adquirido em face ao art. 178 do CTN. Recurso provido.
numero_processo_s : 10480.009563/88-59
conteudo_id_s : 6593688
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Apr 25 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 301-26.026
nome_arquivo_s : 30126026_104800095638859_198909.pdf
nome_relator_s : ROSA MARTA MAGALHAES DE OLIVEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 104800095638859_6593688.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, pelo voto de qualidade, em dar provimento ao recurso, vencidos os Conselheiros Wlademir Clovis Moreira, José Maria de Melo, Maria Lucia Silva Castelo Branco e João Holanda Costa, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Tue Sep 19 00:00:00 UTC 1989
id : 9289997
ano_sessao_s : 1989
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 30 09:37:47 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1731525578684628992
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 30126021_104800095638859; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2022-04-25T15:01:40Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 30126021_104800095638859; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 30126021_104800095638859; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2022-04-25T15:01:40Z; created: 2022-04-25T15:01:40Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; Creation-Date: 2022-04-25T15:01:40Z; pdf:charsPerPage: 986; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2022-04-25T15:01:40Z | Conteúdo => , MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA. R.f..f..~..• Sessão de ..l~ú,.e.tembxo de 19 89.. Recurso n.O 110..712 ACORDÃO N.o.....3O'~~.26.•.026 Processo nO 10.480.-0.0.9563/88-59. Recorrente Recorrid a CIA. ENERGÉTICA DE PERNAMBUCO. IRF - PORTO DO RECIFE - PE. ISENÇÃO. Importação realizada pela Companhia Energética de Pernambucoam parada pelo DL 1938/82, revogado p~ lo DL 2433/88. Considera-se direito adquirido em face ao art. 178 do CTN. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro COQ selho de Contribuintes, pelo voto de qualidade, em dar provimento ao'r~ curso, vencidos os Conselheiros Wlademir Clovis Moreira, José Maria de Melo, Maria Lucia Silva Castelo Branco e João Holanda Costa, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. 19 e setembro de 1989. Presidente. DE OLIVEIRA - Relatora. ~J- LUIZ ALFREDO RIBEIRO DA SILVA PAULIN - Proc. da Fazen- da Nacional. VISTO EM SESSÃO DE: Conselheiros: 26 JAN í990 Participaram, ainda do presente julgamento os seguintes FAUSTO FREITAS DE CASTRO NETO e HAMILTON DE SÁ DANTAS. - 2 - SERViÇO PÚBLICO FEDERAL MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES RECURSO N~ 110.712 ACÓRDÃO N~ 301-26.026. RECORRENTE: COMP~NHI~ ENERGÉTIC~ DE PERN~MBUCO. RECORRID~ IRF/PORTO DE RECIFE-PE. REL~TOR ROS~ MART~ M~G~LH~ES DE OLIVEIR~. R E L ~ T Ó R I O Companhia Energética de Pernambuco na guarda do prQ zo regulamentar, recorre a este Conselho do ato do titular da IRF/Porto de Recife-Pernambuco, que indeferindo sua impugnação manteve, o crédito tributário consubstanciado no lançamento de fls. 01, do seguinte teor: "Tendo em vista o indeferimento do pleito de isen- çao, exarado no campo 21 de DI n~ 2041/88, cópias xerográficas anexas, proponho seja a empresa acima qualificada intimada a r~ colher a importância de Cz$ 1.189.161,16 (três milhões, quatro- centos e oitenta e nove mil, cento e sessenta e um cruzados e trinta e seis centavos), sendo Cz$ 2.618.861,51 (dois milhões, seiscentos e trinta e oito mil, oitocentos e sessenta cruzados e cincoenta e quatro centavos) de imposto de Importação e Cz$ 850.299,82 (oitocentos e cinquenta mil, duzentos e noventa e no- ve cruzados e oitenta e dois centavos) de Imposto sobre Produtos Industrializados, ou apresentar no prazo de 30 (trinta) dias im impugnação na forma regulamentar"", Notificada do lançamento, a empresa apresentou im- pugnação tempestiva às fls. fazendo em síntese as seguintes con- siderações: 1 - ~ autuada é sub-mutuária no Empréstimo numero 2118-BR, concedido pelo Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento-BIRD, a Centrais Elétricas Brasileiras SA - ELETROBRÁS, conforme Certificado de Registro 121/0114 (fI. 17) ex- pedido pelo Banco Central do Brasil. Parte do valor foi repassado à CELPE em 09/09/1982, para que ela aplicasse na execução de projeto de tran.ê. missão e distribuição de energia elétrica, no interesse do Estado de Pernambuco, valendo-se de concorrências internacionais para selecionar 3 - Rec. 110.712 Ac. 301-26.026 SERVIÇO PÚBLICO fEOERAL seus fornecedores; 2 - a importação foi realizada com base do Decreto- lei nQ 1938/82. 3 - o Decreto lei nQ 2434/88, garantiu a isenção. a despeito, de o Decreto lei nQ 1938/82 ser re- vogado pelo de nQ 2433/88, porquanto a documen- tação de financiamento e da concorrência inter- nacional antecede o Decreto lei 2434/88. Solicita a manutenção da isenção. A decisão da autoridade julgadora de primeiro foi proferida com base nos esclarecimentos de que: grau a - quando ocorreu a importação o DL 1938/82 já ha- Vla sido revogado pelo de nQ 2433/88; b - a guia de Importação foi emitida em apos publicação do Decreto lei nQ 2434/88 e, 02/06/88, c - a existência do funcionamento e concorrência in- ternacional não significa concessão de isenção", e nos conside- randa" de fls. 47 e 48 sendo assim ementada: inprocedente, em parte para exigir diferença do imposto".teressado a "Isenção Tributária. l\parelhos e peças sobressalen- tes importadas com respaldo no Decreto lei numero 1938/82 revogada pelo art. 32 do Decreto lei 2433 de 20 de maio de 1988, e sob o amparo do inciso 11 do art. 10, do Decreto lei nQ 2434, de 20 de maio de 1988. Capitulação fiscal errônea do lmpor- tador. Ação fiscal Inconformada, a empresa autuada interpôs recurso voluntário a este Colegiado às fls. 57/60, alegando em síntese: a - o edital e lei interna na licitação, e como tal vincula a seus termos tanto os licitantes quanto a l\dminis- tração que o expediu (Hely Lopes Meirelles in "Licitação e Con- trato l\dministrativo". b - a IRF no Porto de Recife acolheu, em parte, a - 4 - R eco 110.712 Ac. 301-26.026 SERViÇO PÚBLICO FEDERAl. impugnação mantendo o cancelamento da isenção do Imposto de Im- portação,'e que a mesma está fundamentada no art. 10, incisos I e II do DL. 2414 de 19/05/88. c - a sua situação jurídica já se achava definida, e o benefício comprovadamente concedido, nos termos da legisla- çao anterior; d - as relações jurídicas já se achavam definiti- vamente constituidas sendo que, o Edital de concorrência de 08/07/85, sob a égide do DL 1938/82; estabeleceu regras que nao poderiam ser modificadas pelo DL 2414/88 vigente a partir de 20/05/88; e - a liberação da GI com data de 02/06/88 é produto da burocracia e a documentação necessária teve entrada com muita antecedência; f - nao se pode confundir direito que possa ser exercido, com direito "já exercido, como no caso presente em que a isenção já era considerada fato consumado; g - o cancelamento da isenção não tem apoio no positivo legal que serviu de suporte à decisão a quo; f - solicita seja reformada a decisão que lou a Isenção. É O RELATÓRIO.~~ dis- cance- SERViÇO PÚBLICO FEDERAL v O T O -5- Rec.llO.712 Ac.301-26.026 Trata o presente processo de isenção de imposto (11 e IPI) decorrente de contrato de financiamento celebrado entre a ELI TROBRÁS e Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) destinados à execução do Projeto de Distribuição e Transmi~ são de Energia Elétrica. Os recursos destinados à execução do PrQ jeto de Distribuição e Transmissão de Energia Elétrica foram repa~ sados, pela ELETROBRÁS à CELPE (Sociedade Estatal pernambucana de energia elétrica), nas mesmas condições do contrato original. O referido contrato foi celebrado na vigência do Decr~ to-lei 1938/82, que assim estatui em seu artigo 1Q: " art. 1Q - Ficam isentos do Imposto sobre a ImportA çao as máquinas, equipamentos, aparelhos, bem como suas partes, peças, componentes e acessórios, importados por empresas com projetos industriais ou na área de servi ços básicos, adquiridos com recursos oriun dos de financiamentos concedidos a longo prazo por instituições financeiras interna cionais, ou entidades governamentais e~ trangeiras, mediante concorrência internA cional em que seja assegurada a particiPA ção da indústria nacional de bens de caPl ta I. Parágrafo único - O disposto neste artigo estende-se às matérias primas, partes, peças e compQ nentes, sem simi lar nacional, importados por empresas nacional vencedora de concorrência internacional para fabricação de máquinas, equipamentos e aparelhos a serem fornecidos às empresas com projetos industriais ou na área de serviços básicos, desde que sati~ feitas as condições previstas neste artigo.~ Ocorre, que, em 20 de maio de 1988 foi publicado o d~ creto-Iei nQ 24.3'<3, que revoga expressamente, no seu artigo 32, o Decreto-lei nQ 1938/82, ao estabelecer: SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Rec .110.712 Ac.301-26.026 -6- "Revogam-se as disposiç6es em contr~rio e eK pressamente. " (omissis) ........ (omissis) Decreto-lei n2 1.983, de la de maio de 1982. Todavia, na mesma data é editado o Decreto-lei 2.434 explicitando em seu artigo la as condiç6es dessa revogação: "Art. la - Ressalvado o disposto neste decreto- lei, ficam revogadas as isenç6es e reduç6es,de caráter geral ou especial, do Imposto de Impo£ tação e do Imposto sobre Produtos Industriali- zados incidentes sobre bens de procedência e~ trangeira, exceto: I - as comprovadamente concedidas, nos termos da legislação respectiva, até a data da publi cação deste decreto-lei; e 11 - as importaç6es beneficiadas com isenção ou redução, na forma da legislação anterior, CQ jas Guias de Importação tenham sido emitidas até a data da publicação deste Decreto-lei. Parágrafo único: O disposto neste artigo in clui as importaç6es efetuadas por entidade da administração pública indireta, federal, est£ dual ou municipal." Como se depreende dos autos o contrato supramencionado ocorreu na vigência do Decreto-lei 1938/82; assim como os atos deco£ rentes do mesmo ou sejam a Licitação Internacional, o contrato com o licitante vencedor e a importação de uma parcela do material que está sendo produzido pela Empresa contratada. Nesse passo, assiste razão a recorrente quando afirma: "Não tem sentido, por isso, depois de feita a licitação, depois de firmado o contrato e iniciada sua execução, exigiu o imposto de im portação, principalmente quando se tem presente que a função desse tributo não é produzir arrecadação, mas oferecer condiç6es vantajQ sas ao produto nacional para a realização da venda." A concessão da isenção tributária é feita pelo poderexg cutivo, mas sempre com observância da lei. Quando prevista em contr£ to, a isenção tributária "e sempre decorrente de lei que especifi que as condiç6es e requisitos exigidos para a sua concessao, os tri " SERViÇO PÚBLICO fEDERAL -7- Rec .110.712 AC.301-26.026 butos a que se aplica e, sendo o caso, o prazo de sua duração." A lei tributária pode revogar a qualquer tempo, a isen çao dada por ato de simples liberalidade. Esse é o princípio geral. Todavia, como a norma de isenção tributária deve respeitar o direito adquirido, evidentemente torna-se vedado ao poder público revogar isenção tributária condicionada, ou onerosa, isto e, isenção conc~ dida por prazo certo e em função de determinadas condições ( isenção onerosas). A isenção tributária onerosa tem caráter contratual (a norma legal de isenção condicionada está a encargo do sujeito passi vo tributário e lhe oferece um prazo mínimo de vantagem), sendo ce£ to que sua revogação atenta contra o direito adquirido. É evidente que a isenção condicionada, concedida a prazo certo e em função de determinadas condições torna-se isenção concedida com troca de uma prestação por parte do sujeito passivo. Sua revogação viola a garan tia constitucional do direito adquirido, não admitida pelo CTN, art. 178 : "A isenção, salvo se concedida por prazo e em função de determinadas condições, ser revogada ou modificadã por lei, a quer tempo, observado o disposto no 111 do art. 104." certo pode qua.l inciso A isenção é concedida por lei tendo em vista nao o in teresse individual, mas o interesse público. Assim, a isenção outo£ gada às pessoas como aos bens é concedida em função da situação em que essas pessoas ou esses bens se encontram em relação ao interesse público, exigindo ou justificando um tratamento isencional. A prQ pria lei descreve objetivamente essas situações e considera que e~ sas pessoas ou bens enquadrados dentro delas estão numa situação di ferente das demais, e, por isso devem ter um tratamento diferente,em atenção mesmo ao princípio de isonomia ou igualdade. Quando a isenção é concedida por prazo certo e em fun çao de determinadas condições, considera-se que o próprio legislador está predeterminando o tempo e a forma de relação de interesse públi co no caso concreto. Quando a lei fixa prazo e condições, o legislador reconhecendo que enquanto o contribuinte cumprir a condição e o zo não se esgote, coexistem os fundamentos de interesse público justificaram a isenção concedida ao titular. está pr-ª que SERVIço PÚBlICO FEDERAL -8- Rec .110.712 Ac.301-26.026 Considerando, portanto que a isenção concedida em fUQ ção de determinadas condições, como no caso em tela, resguardam o direito adquirido do sujeito passivo, voto no sentido de dar provi- mento ao recurso. Sala das Sessões, em 19 de setembro de 1989. ROSA MARTA M~EIRA - Relatora. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL D E C L A R A ç Ã O D E v O T O -9- Rec.llO.712 Ac.301-26.026 A questão central trazida à apreciação deste Colegia- do, no julgamento deste recurso diz respeito, em última análise, à possibilidade ou não do emprego de interpretação extensiva ou analógica de lei concessiva de isenção. Há situações de direito e situações de fato muito cl£ ramente delineadas e definidas, que facilitam a elucidação da con trovérsia. É certo que em tese a recorrente preenchia os requisi tos para se beneficiar da isenção do imposto de importação de que trata o artigo 12 do DL n2 1938/82. É certo, também, que, durante a vigência desse diplo- ma legal, a recorrente adotou as medidas preliminares necessárias a satisfação das condições exigidas para o gozo do benefício fi£ cal. É igualmente certo que a referida lei isencional foi revogada antes que a recorrente tivesse alcançado qualquer das duas situações previstas no artigo 10 do DL n2 2434/88, que res- tringem o alcance da Lei revogatória. Assim, o atendimento do pleito da recorrente so pod£ ria se dar através da construção analógica. Não se pode negar que a lógica e o bom senso recomen- dam uma apreciação favorável ao caso. Trata-se de pretensão ju£ tíssima, formulada por empresa estatal que explora serviço básico de energia elétrica. Pelo que consta dos autos, verifica-se que a importação foi feita por conta de recursos oriundos de financia- mento concedido pelo BIRD, no âmbito de projeto de distribuição e transmissão de energia elétrica no estado de Pernambuco. É de se considerar, ainda, o fato de já estar conclui da toda a fase licitatória, inclusive com a emissão de ordem de compra dos equipamentos a serem importados, anteriormente ao ad- vento da Lei revogadora. Analisando sob o aspecto econômico, mormente levando em conta a situação conjuntural da economia brasileira, em que há dramática carência de recursos externos, chega a ser impensável SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL -10- Rec.llO.7l2 Ac.30l-26.026 que o projeto da CELPE seja inviabilizado pela superveniência da lei que extinguiu a isenção. Do ponto de vista jurídico, entretanto, há unanimida- de na doutrina e na jurisprudência de que na aplicação da lei con cessiva de isenção, deve serobservado o princípio da absoluta "li teralidade" (CTN, art, 111), vedada interpretação extensiva, ana- lógica ou de qualquer forma ampliativa do texto da lei isencional. A esse propósito, vale citar o ensinamento de Rui Ba£ bosa Nogueira (in Direito Tributário, pág. 458): "Não só a inter- pretação analógica nao se aplica para a delimitação do alcance da isenção mas também a interpretação extensiva, onde ao contrário da analogia, a situação de fato é clara mas a de direito é obscu- ra e o intérprete procura fazer com que a norma atinja tambémaqu~ la situação de fato." Dadas as circunstâncias do caso em exame, numa primei ra análise, poder-se-ia concluir que, sendo condicionada, a isen- çao do DL 1938/82 estaria a salvo da revogação. Ocorre que o art. 178 do CTN que prevê essa hipótese, com a redação da lei comple- mentar nO 24, de 07.01.75, só ressalva da revogaçao, a isenção condicionada que tenha prazo certo, o que não é o caso do citado Dec. Lei 1938/82. Na sua versão original, esse condicionamento nao constava do texto do referido art. 178. Sendo a isenção modalidade de exclusão do crédito tri butário, está o interprete ou o aplicador da lei isencional limi- tano pelo princípioda estrita légalidadesendo-lhevedado o emprego da ana- logia ou qualquer outra forma de interpretação extensiva. Decidir em sentido contrário seria decidir "contra legem". Por essas razões, nego provimento ao recurso. iPlktOvt( WL~~~~CLOVI~ MOREIRA - Conselheiro. 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007 00000008 00000009 00000010
score : 1.0
Numero do processo: 18186.721142/2020-09
Turma: Terceira Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 05 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Wed Apr 27 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE (SIMPLES)
Ano-calendário: 2020
OPÇÃO. TERMO DE INDEFERIMENTO. DÉBITO.
Não poderá recolher os impostos e contribuições na forma do Simples Nacional a microempresa ou empresa de pequeno porte que, à época da opção, possuía débito com a Fazenda Pública Federal, com exigibilidade não suspensa, não regularizado no prazo legal.
Numero da decisão: 1003-002.893
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário
(documento assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Márcio Avito Ribeiro Faria - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Márcio Avito Ribeiro Faria, Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça e Carmen Ferreira Saraiva (Presidente).
Nome do relator: Márcio Avito Ribeiro Faria
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 30 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 202204
ementa_s : ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE (SIMPLES) Ano-calendário: 2020 OPÇÃO. TERMO DE INDEFERIMENTO. DÉBITO. Não poderá recolher os impostos e contribuições na forma do Simples Nacional a microempresa ou empresa de pequeno porte que, à época da opção, possuía débito com a Fazenda Pública Federal, com exigibilidade não suspensa, não regularizado no prazo legal.
turma_s : Terceira Turma Extraordinária da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Apr 27 00:00:00 UTC 2022
numero_processo_s : 18186.721142/2020-09
anomes_publicacao_s : 202204
conteudo_id_s : 6595613
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Apr 27 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 1003-002.893
nome_arquivo_s : Decisao_18186721142202009.PDF
ano_publicacao_s : 2022
nome_relator_s : Márcio Avito Ribeiro Faria
nome_arquivo_pdf_s : 18186721142202009_6595613.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva - Presidente (documento assinado digitalmente) Márcio Avito Ribeiro Faria - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Márcio Avito Ribeiro Faria, Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça e Carmen Ferreira Saraiva (Presidente).
dt_sessao_tdt : Tue Apr 05 00:00:00 UTC 2022
id : 9294218
ano_sessao_s : 2022
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 30 09:37:51 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1731525578734960640
conteudo_txt : Metadados => date: 2022-04-18T12:58:09Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2022-04-18T12:58:09Z; Last-Modified: 2022-04-18T12:58:09Z; dcterms:modified: 2022-04-18T12:58:09Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2022-04-18T12:58:09Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2022-04-18T12:58:09Z; meta:save-date: 2022-04-18T12:58:09Z; pdf:encrypted: true; modified: 2022-04-18T12:58:09Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2022-04-18T12:58:09Z; created: 2022-04-18T12:58:09Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2022-04-18T12:58:09Z; pdf:charsPerPage: 1546; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2022-04-18T12:58:09Z | Conteúdo => S1-TE03 MINISTÉRIO DA ECONOMIA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 18186.721142/2020-09 Recurso Voluntário Acórdão nº 1003-002.893 – 1ª Seção de Julgamento / 3ª Turma Extraordinária Sessão de 5 de abril de 2022 Recorrente CPSEG - CONSULTORIA, COMÉRCIO E PROJETOS INTEGRADOS DE SEGURANÇA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE (SIMPLES) Ano-calendário: 2020 OPÇÃO. TERMO DE INDEFERIMENTO. DÉBITO. Não poderá recolher os impostos e contribuições na forma do Simples Nacional a microempresa ou empresa de pequeno porte que, à época da opção, possuía débito com a Fazenda Pública Federal, com exigibilidade não suspensa, não regularizado no prazo legal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva - Presidente (documento assinado digitalmente) Márcio Avito Ribeiro Faria - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Márcio Avito Ribeiro Faria, Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça e Carmen Ferreira Saraiva (Presidente). Relatório Tratam-se os autos de indeferimento de opção pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte – Simples Nacional. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 18 6. 72 11 42 /2 02 0- 09 Fl. 73DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 1003-002.893 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 18186.721142/2020-09 A contribuinte realizou sua opção em 28.1.2020, contudo, em razão da existência de débitos com a Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil - RFB, cuja exigibilidade não estava suspensa, seu pedido foi indeferido (comunicado em 11.2.2020), no caso, havia um débito relativo a Multa por Atraso na Entrega da DIRF, código de receita 2170, do período de apuração 01/03/2017, conforme Termo de Opção do Simples Nacional de fl. 4. O indeferimento da opção encontra-se fundamentado no artigo 17, inciso V, da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006. DA MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE O contribuinte teve ciência do Termo de Indeferimento da Opção pelo Simples Nacional em 13/02/2020, e apresentou tempestivamente sua manifestação em 06/03/2020. Afirma que foram pagos todos os débitos dentro do prazo estipulado (31/01/2020), bem assim parcelados aqueles que dessa maneira poderiam ser regularizados. Restou, porém, um “residual de débito” referente a obrigação acessória, que também foi pago, “não sendo motivo para o indeferimento” da opção. A Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil – 10, julgou, por unanimidade de votos, improcedente a manifestação de inconformidade, nos termos do Acórdão nº 110-001.107, proferido pela 6ª Turma, em sessão de 29 de setembro de 2020, haja vista que “os débitos que motivaram o Termo de Indeferimento da Opção pelo Simples Nacional não foram integralmente regularizados em tempo hábil, conclui-se pela existência de motivo impeditivo ao deferimento da solicitação de opção pelo Simples Nacional”. DO RECURSO A primeira tentativa de ciência do Acórdão de Manifestação de Inconformidade se deu em 23.2.2021, ocasião em que a correspondência foi devolvida pelos correios (Cópia de AR à fl. 62) tendo em vista ser desconhecido o destinatário. A segunda tentativa de ciência do Acórdão de Manifestação de Inconformidade se deu em 06.9.2021, por meio Termo de Ciência pela Publicação de Edital Eletrônico (fl. 70) emitido em 7.9.2021. Entre a primeira e a segunda tentativa de ciência do Acórdão de Manifestação de Inconformidade, a contribuinte veio aos autos, mais precisamente em 16.4.2021, ocasião na qual apresentou uma pequena explicação do ocorrido (fl. 61), acompanhada de extratos e comprovantes de pagamento: Recebi uma notificação de exclusão de Simples Nacional, por falta de pagamento da multa de entrega DCTF, porem em 2020, já fiz o envio dos comprovantes, envio agora novamente, foi pago em 2 darfs e mais a multa, por ser sido pago errado , mas foi pago ainda em 2019, conforme orientação da Receita Federal. Porem, ainda não obtive resposta da receita desde 2020. É o relatório. Voto Fl. 74DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 1003-002.893 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 18186.721142/2020-09 Conselheiro Márcio Avito Ribeiro Faria, Relator. Cumpre consignar que, embora não tenha nominado como Recurso Voluntário a explicação trazida aos autos (fl. 61), pela ora Recorrente, será tratada como tal. Assim, temos que a mesma deve ser tempestiva, eis que promovida entre a primeira e a segunda tentativa de ciência do Acórdão de Manifestação de Inconformidade. Pois bem. Como relatado o débito impeditivo da opção pelo Simples Nacional, ano- calendário 2020, era tão somente uma Multa por Atraso na Entrega da DIRF, código de receita 2170, do período de apuração 01/03/2017, conforme Termo de Opção do Simples Nacional de fl. 4. As explicações promovidas pela Recorrente, no presente Recurso, já foram objeto de análise pela Primeira Instância, assim relatado: Examinados os autos, constata-se o débito apontado no termo de indeferimento foi pago dentro do prazo estabelecido em lei, porém sem os respectivos acréscimos legais – os quais somente foram quitados em 06/02/2020, posteriormente, portanto, ao prazo estabelecido em lei para a sua regularização. O contribuinte dispunha de prazo até 31/01/2020 (último dia útil do mês) para regularizar eventuais pendências impeditivas ao ingresso no Simples Nacional, nos termos do parágrafo 2º, inciso I, do artigo 6º da Resolução CGSN nº 140, de 22 de maio de 2018... Não se desconhece, assim, que houve uma tentativa de regularização do débito, vejamos que consta no Termo de Indeferimento da opção o saldo devedor de R$200,00, este saldo, conforme amplamente debatido, foi comprovadamente quitado, contudo, conforme a Recorrente reconhece, por equivoco, não consignou os respectivos acréscimos legais, tendo, ato continuo, providenciado a sua quitação em 06/02/2020. Todavia, legitimamente criado o tributo e ocorrido o fato gerador, surge o dever de recolher aos cofres públicos a quantia a ele relativa; se o fazem com atraso evidente que deve sujeitar-se aos acréscimos moratórios e às demais penalidades legalmente estabelecidas. A respeito dos acréscimos moratórios, assim dispõe o art. 161, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, denominada Código Tributário Nacional – CTN: Art. 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. § 1º Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de um por cento ao mês. [...] Fl. 75DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 1003-002.893 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 18186.721142/2020-09 Dessa forma, sobre os débitos indicados no Termo de Indeferimento da Opção que, na data da comunicação, já se encontravam vencidos, deveriam incidir a multa e os juros de mora, estes calculados com base na taxa Selic. A incidência desses encargos moratórios sobre débitos vencidos independe de previsão em ato normativo, por decorrerem de previsão legal, inserida no art. 61 da Lei n° 9.430, de 1996, que estabelece: Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. (Vide Decreto nº 7.212, de 2010) § 1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. § 2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. § 3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. Não há exceção a essa regra, em assim sendo, como os débitos que motivaram o Termo de Indeferimento da Opção pelo Simples Nacional não foram integralmente regularizados em tempo hábil, conclui-se pela existência de motivo impeditivo ao deferimento da solicitação de opção pelo Simples Nacional. Nega-se provimento ao recurso voluntário. É como voto. (documento assinado digitalmente) Márcio Avito Ribeiro Faria Fl. 76DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 10845.005076/88-31
Data da sessão: Mon Oct 23 00:00:00 UTC 1995
Data da publicação: Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONFERÊNCIA FINAL DE MANIFESTO. Falta de mercadoria manifestada, transportada a granel.
Tolerância de quebra limitada aos níveis previstos na IN SRF nº 95/84.
Recurso de Divergência desprovido.
Numero da decisão: CSRF/03-02.318
Decisão: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Cons. Fausto de Freitas e Castro Neto,que deu provimento.
Nome do relator: ROMEU BUENO DE CAMARGO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 30 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 199510
ementa_s : CONFERÊNCIA FINAL DE MANIFESTO. Falta de mercadoria manifestada, transportada a granel. Tolerância de quebra limitada aos níveis previstos na IN SRF nº 95/84. Recurso de Divergência desprovido.
dt_publicacao_tdt : Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 10845.005076/88-31
anomes_publicacao_s : 200912
conteudo_id_s : 4417738
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Apr 27 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : CSRF/03-02.318
nome_arquivo_s : 40302318_000155_108450050768831_005.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : ROMEU BUENO DE CAMARGO
nome_arquivo_pdf_s : 108450050768831_4417738.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Cons. Fausto de Freitas e Castro Neto,que deu provimento.
dt_sessao_tdt : Mon Oct 23 00:00:00 UTC 1995
id : 4813943
ano_sessao_s : 1995
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 30 09:37:44 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1731525578738106368
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-08T07:21:34Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-08T07:21:34Z; Last-Modified: 2009-07-08T07:21:34Z; dcterms:modified: 2009-07-08T07:21:34Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-08T07:21:34Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-08T07:21:34Z; meta:save-date: 2009-07-08T07:21:34Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-08T07:21:34Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-08T07:21:34Z; created: 2009-07-08T07:21:34Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2009-07-08T07:21:34Z; pdf:charsPerPage: 1345; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-08T07:21:34Z | Conteúdo => it- ..•„,\\ n Kg,,„ , --.• ...* ir-,-kps i MILL-ili310 Dt''' ."7:0-)130r1,". 9 F -2" -"- .- -, PLANEJAMENTO PROCESSO N9 10845.005.076/88-31 Sessão de_ 23 de outubro d ACORDÃO N 9e 19 95 .CSRF/03-2.318 Recurso n ç': RD/301-0.155 Recorrente FLUMAR TRANSPORTES FLUVIAIS E MARÍTIMOS REP. POR TRANCHEM AGÊNCIA MARÍTIMA LTDA. Recorrida : PRIMEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES INTERESSADA: FAZENDA NACIONAL CONFERÊNCIA FINAL DE MANIFESTO. Falta de mercadoria manifestada, transporta- da a granel. Tolerância de quebra limitada aos ni- veis previstos na IN SRF n9 95/84. Recurso de Divergência desprovido. Vistos, relatados e dicutidos os presentes autos de recurso interposto pela FLumAR TRANSPORTES FLUVIAIS E MARÍTI- MOS REP. TRANCHEM AGÊNCIA MARÍTIMA LTDA. ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recur- sos Fiscais, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente' julgado. Vencido o Cons. Fausto de Freitas e Çastro Neto,que deu provimento. -. Sala das Sessões-e ,/- >.,' em 23 de outubro de 1995 • ,-;•;`;',...i". -/' SON PER:w -A • 013' GUES - PRESIDENTE7 IP • " ROMEU BUENO D "IARGO 411111 - RELATOR Participaram, ainda, do pre 'e julgamento os seguintes Conse- lheiros: CARLOS ALBERTO GO • VES NUNES, MOACYR ELOY DE MEDEIROS, ELIZABETH EMÍLIO MORAES CHIEREGATTO, UBALDO CAMPELO NETO E JOÃO - HOLANDA COSTA. _ . SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N°10845/005.076/88-31 RECURSO tr. RD73°1-0.155 Aé(512.DÃO'N2: CSRF/03-2.318 RECORRENTE . FLUMAR TRANSPORTES FLUVIAIS E MARÍTIMOS REP. POR TRAN CHEM AGÊNCIA MARÍTIMA LTDA. RECORRIDA : PRIMEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES INTERESSADA: FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO irresignada com a decisão contida no Acórdão n9 301-2.344/90, apresentou FLUMAR TRANSPORTES FLUVIAIS E MARÍTIMOS; representada por AGÊNCIA MARÍTIMA LTDA, recurso de divergência com relação a Acórdãos da douta 2a. Câmara, no que diz respeito ao percentual de quebra admissivel por lei na descarga de granéis. Trata-se de ação-:_fiscaLiniciada em conferência fi nal de iaanifesto para exigir do transportador o imposto de importa ção em razão da falta de 22.537 Kg de ácido ortofosfOrico, a gra- nel, havida na descarga do navio. A Câmara, nesta questão considerou que para evitar maiores problemas relativos ã importação de mercadorias a granel,' a Receita Federal estipulou percentuais de quebra conforme a IN SRF n9 95/84. No caso, granel liquido, a redução é de 0,5% ( meio por cento) do total hianifestado. Quanto ao laudo do INT que admi- te um percentual de até 5% (cinco por cento), sobre ser generico ' isto é, não especifico para o prodlito em causa, foi elaborado há varios anos. No seu apelo, a interessada procura demonstrar adi vergência e apela para laudos/pareceres do INT. A\J SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO n9 10845/005.076/88-31 Acórdão n9 CSRF/03-2.318 Nas contra razões, o douto Procurador da Fazen- da Nacional diz reportar-se ao Acórdão n9 302-31.386, da douta segunda Câmara, da lavra do ilustre Conselheiro Salvio Medeiros Costa. Pede o desprovimento do Recurso de Divergência. É o relatório. SERVIÇO PUBLICO PROCESSO n9 10845/005.076/88-31 ACóRDA0 n9 CSRF/03-2.318 VOTO Conselheiro ROMEU BUENO DE CAMARGO - Relator Em questão, o percentual de tolerência a ser ob servado na apuração de faltas de mercadoria ;transportada a gra- nel, feita a apuração em conferência final de manifesto. No caso, está demonstrado nos autos que houve uma diferença a menor de 22.537 Kg de ácido ortofosfd-rico ja descontada a tolerância admitida com a IN SRF n9 95/84. O si(ftli ficado desta tolerância é reconhecer que pequenas variações po- dem ocorrer na quantificação das descargas, tendo-se firmado a regra de abater da exigência fiscal o correspondente a tais di- ferenças.,Defeso ir mais longe como bem entendeu a Câmara, con- tra a qual se volta agora a empresa interessada. O pronunciamento do INT a que se refere a recor rente, sobre ser generico foi elaborado há muitos anos em data anterior ã Instrução Normativa 119 95/84. O nível de tolerância previsto nesta IN é maté- ria a ser levada em conta de matéria pacificada nesta Câmara Su perior de Recursos Fiscais, não havendo por que insistir em al- tera-la na 'área administrativa. Seja de mencionar que o transportador conhece muito bem a mercadoria que transporta, suas caracteristicas sico químicas e por isso cabe-lhe adotar as medidas de cautela' a fim de que o transporte e descarga se faça integralmente e se jam resguardadas suas responsabilidades perante as autoridades fiscais do país. Pelo exposto, voto para negar provimento ao Re- curso de Divergência. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10845/005.076/88-31 Acórdão n9 CSRF/03-2.318 Sala das Sessões-DF, em 23 de outubro de 1995 - 7 ''."(2 RWEU BUENO DE 7 RGO - RELATOR - _ Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 36202.004146/2006-07
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1999 a 30/06/2006
Ementa:
DECADÊNCIA.
O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicada a regra qüinqüenal da decadência do Código Tributário Nacional.
PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO.
Conforme determinação do Código Tributário Nacional (CTN) a lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.
INCONSTITUCIONALIDADE. AFASTAMENTO DE NORMAS LEGAIS.
VEDAÇÃO.
O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) não é competente para afastar a aplicação de normas legais e regulamentares sob fundamento de inconstitucionalidade.
REPRESENTAÇÃO FISCAL PARA FINS PENAIS
O CARF não é competente para se pronunciar sobre controvérsias referentes a Processo Administrativo de Representação Fiscal para Fins Penais.
ASSISTÊNCIA MÉDICA.
Para a não tributação dos valores relativos ao benefício da assistência médica, odontológica e afins, é necessário que a cobertura oferecida abranja a totalidade dos empregados e dirigentes da empresa.
COOPERATIVAS DE TRABALHO. CONTRATANTE. CONTRIBUINTE.
Incidem contribuições previdenciárias na prestação de serviços por intermédio de cooperativas de trabalho.
CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS.
Incidem contribuições previdenciárias sobre a remuneração e demais rendimentos do trabalho recebidos pelas pessoas físicas não empregadas.
CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. ABONO DESTINADO A RETRIBUIR O TRABALHO.
Integra o salário-de-contribuição previdenciário o abono pago por
liberalidade do empregador, mesmo que previsto em acordo ou convenção coletiva de trabalho.
AUTO-DE-INFRAÇÃO. GFIP. OMISSÃO DE FATOS GERADORES.
Apresentar a empresa GFIP com dados não correspondentes aos fatos
geradores de todas as contribuições previdenciárias constitui infração ao artigo 32, inciso IV, parágrafo 5° da Lei n° 8212/91.
Numero da decisão: 2403-001.257
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, Nas Preliminares por unanimidade
de voto, em dar provimento parcial ao recurso reconhecendo a decadência das competências
até a 08/2001, com base no art. 150, § 4º do CTN. No mérito, por unanimidade de voto, em dar
provimento parcial ao recurso para que se recalcule o valor da multa, se mais benéfico ao
contribuinte, de acordo com o disciplinado no art. 32A
da Lei 8.212/91, na redação dada pela
Lei 11.941/2009.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 30 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201204
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1999 a 30/06/2006 Ementa: DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicada a regra qüinqüenal da decadência do Código Tributário Nacional. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO. Conforme determinação do Código Tributário Nacional (CTN) a lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. INCONSTITUCIONALIDADE. AFASTAMENTO DE NORMAS LEGAIS. VEDAÇÃO. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) não é competente para afastar a aplicação de normas legais e regulamentares sob fundamento de inconstitucionalidade. REPRESENTAÇÃO FISCAL PARA FINS PENAIS O CARF não é competente para se pronunciar sobre controvérsias referentes a Processo Administrativo de Representação Fiscal para Fins Penais. ASSISTÊNCIA MÉDICA. Para a não tributação dos valores relativos ao benefício da assistência médica, odontológica e afins, é necessário que a cobertura oferecida abranja a totalidade dos empregados e dirigentes da empresa. COOPERATIVAS DE TRABALHO. CONTRATANTE. CONTRIBUINTE. Incidem contribuições previdenciárias na prestação de serviços por intermédio de cooperativas de trabalho. CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS. Incidem contribuições previdenciárias sobre a remuneração e demais rendimentos do trabalho recebidos pelas pessoas físicas não empregadas. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. ABONO DESTINADO A RETRIBUIR O TRABALHO. Integra o salário-de-contribuição previdenciário o abono pago por liberalidade do empregador, mesmo que previsto em acordo ou convenção coletiva de trabalho. AUTO-DE-INFRAÇÃO. GFIP. OMISSÃO DE FATOS GERADORES. Apresentar a empresa GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias constitui infração ao artigo 32, inciso IV, parágrafo 5° da Lei n° 8212/91.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
numero_processo_s : 36202.004146/2006-07
conteudo_id_s : 5221943
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Apr 29 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-001.257
nome_arquivo_s : Decisao_36202004146200607.pdf
nome_relator_s : CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
nome_arquivo_pdf_s : 36202004146200607_5221943.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, Nas Preliminares por unanimidade de voto, em dar provimento parcial ao recurso reconhecendo a decadência das competências até a 08/2001, com base no art. 150, § 4º do CTN. No mérito, por unanimidade de voto, em dar provimento parcial ao recurso para que se recalcule o valor da multa, se mais benéfico ao contribuinte, de acordo com o disciplinado no art. 32A da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009.
dt_sessao_tdt : Thu Apr 19 00:00:00 UTC 2012
id : 4576216
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 30 09:37:40 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1731525578741252096
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 18; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1997; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 845 1 844 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 36202.004146/200607 Recurso nº 000.000 Voluntário Acórdão nº 2403001.257 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 19 de abril de 2012. Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDNCIÁRIAS Recorrente ASSOCIAÇÃO DE ASSISTÊNCIA AO ENSINO Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1999 a 30/06/2006 Ementa: DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicada a regra qüinqüenal da decadência do Código Tributário Nacional. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO. Conforme determinação do Código Tributário Nacional (CTN) a lei aplicase a ato ou fato pretérito, tratandose de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. INCONSTITUCIONALIDADE. AFASTAMENTO DE NORMAS LEGAIS. VEDAÇÃO. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) não é competente para afastar a aplicação de normas legais e regulamentares sob fundamento de inconstitucionalidade. REPRESENTAÇÃO FISCAL PARA FINS PENAIS O CARF não é competente para se pronunciar sobre controvérsias referentes a Processo Administrativo de Representação Fiscal para Fins Penais. ASSISTÊNCIA MÉDICA. Para a não tributação dos valores relativos ao benefício da assistência médica, odontológica e afins, é necessário que a cobertura oferecida abranja a totalidade dos empregados e dirigentes da empresa. Fl. 871DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 COOPERATIVAS DE TRABALHO. CONTRATANTE. CONTRIBUINTE. Incidem contribuições previdenciárias na prestação de serviços por intermédio de cooperativas de trabalho. CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS. Incidem contribuições previdenciárias sobre a remuneração e demais rendimentos do trabalho recebidos pelas pessoas físicas não empregadas. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. ABONO DESTINADO A RETRIBUIR O TRABALHO. Integra o saláriodecontribuição previdenciário o abono pago por liberalidade do empregador, mesmo que previsto em acordo ou convenção coletiva de trabalho. AUTODEINFRAÇÃO. GFIP. OMISSÃO DE FATOS GERADORES. Apresentar a empresa GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias constitui infração ao artigo 32, inciso IV, parágrafo 5° da Lei n° 8212/91. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, Nas Preliminares por unanimidade de voto, em dar provimento parcial ao recurso reconhecendo a decadência das competências até a 08/2001, com base no art. 150, § 4º do CTN. No mérito, por unanimidade de voto, em dar provimento parcial ao recurso para que se recalcule o valor da multa, se mais benéfico ao contribuinte, de acordo com o disciplinado no art. 32A da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009. Carlos Alberto Mees Stringari Relator/Presidente Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Cid Marconi Gurgel de Souza, Ivacir Julio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Marcelo Magalhães Peixoto. Fl. 872DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 36202.004146/200607 Acórdão n.º 2403001.257 S2C4T3 Fl. 846 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento Rio de janeiro II, Acórdão 1322.099 da 6ª Turma, que julgou procedente em parte o lançamento. A autuação foi assim apresentada no relatório do acórdão recorrido: DA AUTUAÇÃO 2. Tratase de infração ao artigo 32, inciso IV, parágrafo 5°, da Lei n° 8.212/91, na redação dada pela Lei n° 9.528/97, em razão de a empresa acima identificada ter apresentado Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações a. Previdência Social GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, no período de 01/1999 a 06/2006. 0 valor da multa aplicada totalizou R$ 225.812,34 (duzentos e vinte e cinco mil, oitocentos e doze reais e trinta e quatro centavos) em 25/09/2006, data de sua consolidação. 3. Os anexos do Relatório Fiscal da Infração e do Relatório da Aplicação da Multa as fls. 22/35, assim como as planilhas de fls. 36/141 demonstram de forma minuciosa e detalhada os fatos geradores que deixaram de ser declarados nas GFIP da autuada no período fiscalizado (01/99 a 06/06), indicando a que rubrica e competência se referem os mesmos, tendo sido permitido ao sujeito passivo verificar com clareza todas as bases de cálculo, as. aliquotas apuradas e o valor da penalidade que lhe foi imposto em cada competência objeto da autuação. 4. 0 cálculo da penalidade aplicada encontrase discriminado de forma pormenorizada no anexo XVI, As fls. 138/141. 5. Não foi verificada a existência das circunstâncias agravantes nem das circunstancias atenuantes de que tratam, respectivamente, os artigos 290 e 291 do Decreto n° 3.048/91, que aprovou o RPS. O Relatório Fiscal detalha as rubricas não informadas na GFIP. Fl. 873DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 8. Das GFIP apresentadas, verificouse que a empresa não declarou à Previdência Social os dados relativos às seguintes contribuições: a) as incidentes sobre valores pagos, devidos ou creditados a segurados empregados, relativas a abonos integrantes da remuneração nos termos do art. 28, I, da Lei n° 8.212, de 1991; a plano educacional pago em desacordo com o art. 28, §9°, "t", da Lei n° 8.212, de 1991; a plano de assistência médica pago em desacordo com o art. 28, §9°, "q", da Lei n° 8.212, de 1991; a plano de previdência privada complementar pago em desacordo com o art. 28, §9°, "p", da Lei n° 8.212, de 1991; e a seguro de vida em grupo, pagos antes da edição do Decreto n° 3.265, publicado em 30/11/1999, bem como em desacordo com inciso XXV do §9 0 , do art. 214, do Decreto n° 3.048, de 1999. b) as incidentes sobre valores pagos, devidos ou creditados a segurados contribuintes individuais, relativas à prestação de serviços sem vinculo empregaticio, de que trata o art. 1°, I, da Lei Complementar n° 84, de 1996, o art. 22, III, da Lei n° 8.212, de 1991, o art. 4° da Medida Provisória n° 83, de 2002, convertida na Lei n° 10.666, de 2003, e o art. 216, § 26, do Decreto n° 3.048, de 1999, na redação dada pelo Decreto n° 4.729, de 2003; c) a incidente sobre serviços prestados por cooperados por intermédio de cooperativas de trabalho, de que trata o art. 22, IV, da Lei n° 8.212, na redação dada pela Lei n° 9.876, de 1999. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, onde alega, em síntese, que: • inexistência de grupo econômico não solidariedade; • multa.; • não incidência de contribuição previdenciária sobre abono; • não incidência de contribuição previdenciária sobre valores relativos a plano de educação – dependentes; • não incidência de contribuição previdenciária sobre valores relativos a plano de previdência privada complementar e plano de saúde/assistência médica; • seguro de vida em grupo nãoincidência da contribuição previdenciária; • não incidência de contribuição previdenciária sobre valores relativos a bolsa de estudos – mestrado; • bolsa de estudos não inciência da contribuição previdenciária; Fl. 874DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 36202.004146/200607 Acórdão n.º 2403001.257 S2C4T3 Fl. 847 5 • impossibilidade de exigência da contribuição dos 15% sobre serviços prestados por cooperados através de cooperativas de trabalho; • inconstitucionalidades; • representação fiscal para fins penais. É o relatório. Fl. 875DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator O recurso é tempestivo e por não haver óbice ao seu conhecimento, passo à análise das questões pertinentes. INCONSTITUCIONALIDADE – COMPETÊNCIA A contribuinte alega ilegalidades e/ou inconstitucionalidades nas normas que fundamentaram o lançamento e competência deste colegiado para decidir sobre a questão. Inicialmente devese registrar que tanto o lançamento como os acréscimos têm respaldo nas leis. Cumpre esclarecer que não compete aos órgãos julgadores da Administração Pública exercer o controle de constitucionalidade de normas legais. O Decreto nº 6.764, de 10 de fevereiro de 2009, que aprovou a Estrutura Regimental do Ministério da Fazenda apresenta as atribuições do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, no artigo 32. Art. 32. Ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, órgão colegiado judicante, paritário, compete julgar recursos de ofício e voluntários de decisão de primeira instância, bem como recursos especiais, sobre a aplicação da legislação referente a tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, conforme estabelecido nos arts. 25, inciso II, e 37, § 2o, do Decreto no 70.235, 6 de março de 1972, alterado pela Medida Provisória no 449, de 3 de dezembro de 2008. Parágrafo único. Metade dos conselheiros integrantes do CARF será constituída de representantes da Fazenda Nacional, e a outra metade, de representantes dos contribuintes, indicados pelas confederações representativas de categorias econômicas de nível nacional e pelas centrais sindicais Notese, que o escopo do processo administrativo fiscal é verificar a regularidade/legalidade do lançamento à vista da legislação de regência, e não das normas vigentes frente à Constituição Federal. Essa tarefa é de competência privativa do Poder Judiciário. A Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, que aprovou o Regimento Interno do CARF, em seu artigo 62 expressamente veda aos julgadores do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Fl. 876DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 36202.004146/200607 Acórdão n.º 2403001.257 S2C4T3 Fl. 848 7 Observese, que somente nas hipóteses contempladas no parágrafo único e incisos do dispositivo legal encimado poderá ser afastada a aplicação da legislação de regência, o que não se vislumbra no presente caso. Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n° 73, de 1993; ou c) parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993. Para haver harmonia nos julgamentos, conforme artigo 72 do Regimento Interno, o CARF emitirá súmulas para decisões reiteradas e uniformes, de observância obrigatória pelos membros do CARF. Art. 72. As decisões reiteradas e uniformes do CARF serão consubstanciadas em súmula de observância obrigatória pelos membros do CARF. Nesse sentido, quando da Consolidação das Súmulas dos Conselhos de Contribuintes, foi editada a Súmula CARFnº 2: Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Dessa forma, não há como se acolher a pretensão da contribuinte, em relação a ilegalidade e inconstitucionalidade de normas ou atos normativos que fundamentaram o presente lançamento. DECADÊNCIA O lançamento fundamentouse no artigo 45 da Lei 8.212/91. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n º 8, no Fl. 877DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade desse artigo, nestas palavras: Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Conforme previsto no art. 103A da Constituição Federal, a Súmula de n º 8 vincula toda a Administração Pública, devendo este Colegiado aplicála. Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n º 8.212, há que serem observadas as regras previstas no Código Tributário Nacional (CTN), o art. 173 ou o art. 150 (este último diz respeito ao lançamento por homologação). Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. Art.150 O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento. § 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito. § 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação. Fl. 878DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 36202.004146/200607 Acórdão n.º 2403001.257 S2C4T3 Fl. 849 9 § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (grifo nosso) Em primeira instância, para fins de decadência, seguiuse o estabelecido no artigo 173, excluindo as competências até 11/2000. Entendo de forma diferente. Trata o lançamento de não cumprimento de obrigação acessória constituidora de crédito tributário. Por essa característica e pelo fato de a fiscalização apontar que não foram informados parte dos fatos geradores, entendo que devese aplicar o disposto no § 4º, do artigo 150, do CTN. O período do lançamento é de 01/99 a 30/06/2006. A ciência do lançamento ocorreu em 27/09/2006. Entendo decadentes as competências até 08/2001, inclusive. REPRESENTAÇÃO FISCAL PARA FINS PENAIS Quanto à Representação Fiscal Para Fins Penais, verificase que essa é uma questão sobre a qual o CARF possui decisões reiteradas e, por essa razão foi editada Súmula, cuja observância é obrigatória para estes conselheiros. Abaixo apresento a Súmula número 28. Súmula CARF nº 28: O CARF não é competente para se pronunciar sobre controvérsias referentes a Processo Administrativo de Representação Fiscal para Fins Penais. GRUPO ECONÔMICO Consta do Relatório Fiscal que: 5.1 Portanto, as empresas integrantes do grupo econômico com a Associação de Assistência ao Ensino respondem solidariamente pelos créditos previdenciários ora constituídos. Desta forma, visando garantir amplo direito de defesa, estamos cientificando deste fato, cada uma das empresas solidárias. Fl. 879DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 10 Entendo essa uma questão já resolvida em primeira instância. Consta do acórdão recorrido que “a presente autuação foi lavrada tão somente em seu nome, sem que as demais empresas integrantes do grupo econômico fossem chamadas a integrar o pólo passivo da relação jurídicotributária.” Da caracterização do grupo econômico de fato 24. Entendo como prejudicadas as alegações da empresa no que concerne a caracterização do grupo econômico de fato, uma vez que, conforme já exposto, a presente autuação foi lavrada tão somente em seu nome, sem que as demais empresas integrantes do grupo econômico fossem chamadas a integrar o pólo passivo da relação jurídicotributária. Portanto, deixo de apreciálas, especificamente no presente processo, pelas razões acima expostas. A notificação das demais integrantes do grupo econômico não ocorreu. Por esse motivo, tomo a mesma postura da DRJ e deixo de apreciar esse ponto. ABONO A recorrente entende que o abono pago não deve ser tributado, tanto por não haver incidência, quanto por ser decorrente de acordo coletivo. Ficará demonstrado que não cabe razão à recorrente. Inicialmente quem define a incidência ou não do tributo é a lei. Os Acordos e Convenções Coletivas de Trabalho, ainda que expressamente desvinculem abonos concedidos do salário, não têm força de lei para impor a não incidência de tributos. A Convenção Coletiva tem força de lei vinculando as partes. Conforme o CTN, entretanto, não vincula a Administração Tributária quando estabelece que salvo disposições de lei em contrário, as convenções particulares, relativas à responsabilidade pelo pagamento de tributos, não podem ser opostas à Fazenda Pública, para modificar a definição legal do sujeito passivo das obrigações tributárias correspondentes. Art. 123. Salvo disposições de lei em contrário, as convenções particulares, relativas à responsabilidade pelo pagamento de tributos, não podem ser opostas à Fazenda Pública, para modificar a definição legal do sujeito passivo das obrigações tributárias correspondentes. Fl. 880DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 36202.004146/200607 Acórdão n.º 2403001.257 S2C4T3 Fl. 850 11 Outro ponto é que a Lei 8.212/91 estabeleceu como regra que a tributação dos salários, incide sobre a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer titulo, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma. Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: I para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; Também a CLT é clara ao estabelecer que, salvo disposição expressa em contrário, os abonos integram o salário. Art. 457 Compreendemse na remuneração do empregado, para todos os efeitos legais, além do salário devido e pago diretamente pelo empregador, como contraprestação do serviço, as gorjetas que receber.(Redação dada pela Lei nº 1.999, de 1.10.1953) § 1º Integram o salário não só a importância fixa estipulada, como também as comissões, percentagens, gratificações ajustadas, diárias para viagens e abonos pagos pelo empregador.(Redação dada pela Lei nº 1.999, de 1.10.1953) Voltando à Lei 8.212/91, exclusivamente abonos expressamente desvinculados do salário não são tributados. Obviamente entendese por expressamente desvinculados aqueles que a lei desvinculou, o que não é o caso do abono aqui discutido. § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente e) as importâncias 7.recebidas a título de ganhos eventuais e os abonos expressamente desvinculados do salário; Fl. 881DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 12 Concluise que correta a tributação do abono. PLANO EDUCACIONAL Conforme Relatório Fiscal, essa rubrica referese a desconto na mensalidade dos filhos dos empregados que estudam na própria escola. 9.2.1 Em razão de cláusulas constantes nas Convenções Coletivas de Trabalho, do SINPRO/ES e SAAE/ES, a Associação que dedicase à educação básica: educação infantil, ensino fundamental e médio concedeu aos segurados empregados, beneficio denominado de "mensalidade escolar", dirigido aos filhos e dependentes destes, com as seguintes características: os filhos de empregados da Associação, matriculados nas suas turmas de educação básica, tiveram o valor da mensalidade escolar, normalmente cobrada pelo estabelecimento de ensino, reduzida em 99% (noventa e nove por cento), pagando o empregado o restante, o valor de 1% (um por cento), descontado em folha de pagamento. A Associação procedeu aos descontos mensais através da rubrica 617 Mensalidade Escolar e 618 Mens. Escolar 02/03/2001. Em anexo, cópias das partes das Convenções Coletivas que tratam da matéria. 9.2.2 Convém esclarecer que, a principio, o plano educacional ou auxilio educação, mediante o qual o empregador subsidia a educação do empregado, inserese entre as parcelas não integrantes do saláriodecontribuição para fins previdenciários, nos termos do art. 28, § 9 0, "t", da Lei n° 8.212, de 1991: "não integram o saláriodecontribuição (...) o valor relativo a plano educacional que vise à educação básica, nos termos do artigo 21 da Lei no 9.394, de 1996, e a cursos de capacitação e qualificação profissionais vinculados às atividades desenvolvidas pela empresa, desde que não sejam utilizados em substituição à parcela salarial e que todos os empregados e dirigentes tenham acesso ao mesmo". Entretanto, como se depreende da leitura, o dispositivo não alcança a educação dos filhos ou dependentes dos empregados. A questão do Acordo Coletivo já foi discutida acima. Conforme artigo28, § 9º, t, não integra o salário de contribuição o plano educacional que vise a educação básica quando todos empregados e dirigentes tenham acesso. § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente t)o valor relativo a plano educacional que vise à educação básica, nos termos doart. 21 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro Fl. 882DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 36202.004146/200607 Acórdão n.º 2403001.257 S2C4T3 Fl. 851 13 de 1996, e a cursos de capacitação e qualificação profissionais vinculados às atividades desenvolvidas pela empresa, desde que não seja utilizado em substituição de parcela salarial e que todos os empregados e dirigentes tenham acesso ao mesmo; No presente caso o pano educacional só atinge quem tem dependente estudando numa determinada escola, não atingindo aqueles que têm seus dependentes estudando em escola diferente. Isso contraria a previsão da não incidência. Entendo correto o lançamento. SEGURO DE VIDA Este lançamento referese ao período 01/99 a 02/2000, portanto, totalmente atingido pela decadência. Considero a questão já resolvida e não aprofundo a discussão. ASSISTÊNCIA MÉDICA E PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR Registra o Acórdão recorrido que a tributação foi motivada pelo fato de os benefícios não se estenderem à totalidade dos empregados e dirigentes. 50. No que tange a incidência de contribuições sobre tais parcelas, e a conseqüente necessidade de declarar os fatos geradores em GFIP, cabe observar que a fiscalização constatou que o plano de previdência privada não foi disponibilizado a todos os segurados da empresa (empregados e dirigentes), assim como que o plano de assistência médica celebrado com a Unimed Vitória não foi disponibilizado à totalidade dos segurados da empresa (empregados e dirigentes), conforme cabalmente demonstrado no Anexo ao Relatório Fiscal da Infração As fls. 29/31, de forma que ao restringir o alcance do beneficio apenas aos ocupantes de alguns cargos, tais parcelas passaram a integrar o saláriodecontribuição, de acordo com o disposto no art. 28, § 9°, alíneas "p" e "q" da Lei 8.212/91. Tais parcelas somente não integram o saláriodecontribuição se a todos os empregados e dirigentes da empresa, o que de fato não ocorreu. Fl. 883DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 14 Novamente, no artigo 28 da lei 8.212/91, temos a regra da não incidência quando o benefício se estende à totalidade dos empregados e dirigentes. § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: p) o valor das contribuições efetivamente pago pela pessoa jurídica relativo a programa de previdência complementar, aberto ou fechado, desde que disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes, observados, no que couber, os arts. 9º e 468 da CLT; q) o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, próprio da empresa ou por ela conveniado, inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, despesas médicohospitalares e outras similares, desde que a cobertura abranja a totalidade dos empregados e dirigentes da empresa; Para os benefícios aqui tratados, a recorrente afirma no recurso que foram ofertados a todos, porém não trouxe prova, quantidade de pessoas com opção.etc. A lei é clara e, em relação à previdência privada, afirma que o beneficio deve estar a disposição de todos, ou seja, acessível a todos. E isso ocorreu! Todos os empregados poderiam ter o plano de previdência privada desde que optassem por ele. Em relação ao plano de saúde/assistência médica, a lei fala em abrangência. Ou seja, a cobertura deve abranger a totalidade da empresa. Toda a instituição estava abrangida pelo plano de saúde. 0 plano de saúde também abrangia todos os funcionários, repitase, desde que optassem por ele Entendo que para o convencimento, elementos de provas deveriam ter sido anexadas ao processo. Outro ponto é que esses benefícios não se estendiam aos dirigentes, conforme reconhecido pela recorrente no recurso. Alega ainda a fiscal autuante quanto a este ponto que os dirigentes não possuem plano de saúde ou previdência privada. Ocorre que, a Recorrente é entidade sem fins lucrativos que, por cumprir os requisitos do art. 14 do Código tributário Nacional, é imune nos termos do art. 150, inciso VI, alínea "c" da Constituição Federal. Fl. 884DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 36202.004146/200607 Acórdão n.º 2403001.257 S2C4T3 Fl. 852 15 Um dos requisitos previstos na legislação é não remunerar, por qualquer forma, seus dirigentes. Assim, os dirigentes não podem gozar de nenhum beneficio em razão do cargo que ocupam. Conceder aos dirigentes, em razão do cargo que ocupam, o beneficio de plano de saúde ou previdência privada seria descumprir o art. 14 do Código Tributário Nacional, que tem status de Lei Complementar. O que se tem de concreto é que os benefícios não abrangiam todos, o que confere legalidade alo lançamento. BOLSA DE ESTUDO – MESTRADO A recorrente questiona a tributação dos pagamentos relativos à bolsa de estudo (mensalidade de mestrado) ao contador da Recorrente, Sr. Rogimário Menezes de Oliveira. 59. Relativamente ao pagamento de Bolsa Mensalidade ao contador Rogimário Menezes de Oliveira tais valores integram o salário decontribuição. Não prospera a alegação da empresa de que tal situação se enquadraria no disposto no art. 28, §9°, alínea "t", uma vez que o valor relativo a cursos de ,capacitação e qualificação profissionais vinculados as atividades desenvolvidas pela emp.resa somente não integrarão o salário decontribuição desde que não seja utilizado em substituição de parcela salarial e que todos os empregados e dirigentes tenham acesso ao mesmo. Não cabe razão à recorrente pelo simples fato, descrito no Relatório Fiscal e não contestado, que o sr. Rogimário não era empregado da empresa. Concordo com a conclusão dos auditores autuantes: “Assim, por estar remunerando o Sr. Rogimário, pessoa física, contador, de forma indireta, através de Bolsa de Estudos, os valores contabilizados como tal, foram considerados como remuneração para os efeitos de incidência das contribuições previdenciárias”. 10.2 Esclarecemos ainda que, no período de 05/01/1998 a 30/12/1999 a empresa teve no seu quadro de empregados o Sr. Rogimário Menezes de Oliveira, na função de contador. A partir de 02/2000 e até 12/09/2002 o mesmo prestou serviços como Fl. 885DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 16 contador autônomo, quando em 13/09/2002 tornouse pessoa jurídica, obtendo o CNPJMF 05.281.614/000102. Desde então, o mesmo continua a prestar serviços à empresa, responsabilizandose pela contabilidade da mesma, recebendo pelos serviços prestados como pessoa jurídica através da emissão de notas fiscais. Solicitado o contrato de prestação de serviços o Sr. Rogimário afirmou que o mesmo foi pactuado de forma verbal. 10.3 Entretanto, foram identificados na contabilidade pagamentos feitos À Fundação Instituto Capixaba de Pesquisas em Contabilidade, Economia e Finanças FUCAPE, em razão de notas fiscais emitidas contra a Associação de Assistência e Ensino, cuja discriminação de serviços referese a pagamento de parcelas do mestrado profissional em Ciências Contábeis na área de pesquisa de Administração Estratégica para o aluno Rogimário Menezes de Oliveira. Assim, por estar remunerando o Sr. Rogimário, pessoa física, contador, de forma indireta, através de Bolsa de Estudos, os valores contabilizados como tal, foram considerados como remuneração para os efeitos de incidência das contribuições previdenciárias. Entendo correto o lançamento. TRIBUTAÇÃO INCIDENTE SOBRE OS SERVIÇOS PRESTADOS POR COOPERADOS POR INTERMÉDIO DE COOPERATIVAS DE TRABALHO A recorrente questiona a tributação incidente sobre a remuneração dos serviço de cooperados através da Unimed Vitória aos seus funcionários. Considerando a incompetência do CARF para analisar inconstitucionalidades e o fato de que tal obrigação está prevista na Lei 8.212/91, considero correta a tributação. Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto no art. 23, é de: IV quinze por cento sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, relativamente a serviços que lhe são prestados por cooperados por intermédio de cooperativas de trabalho.(Incluído pela Lei nº 9.876, de 1999). CÁLCULO DA MULTA Fl. 886DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 36202.004146/200607 Acórdão n.º 2403001.257 S2C4T3 Fl. 853 17 A multa aplicada referese ao descumprimento de obrigação acessória e não deve ser misturada com multa por descumprimento de obrigação principal. Por esse motivo entendo que não houve dupla penalidade. No que tange ao cálculo da multa, é necessário tecer algumas considerações, face à edição da recente Medida Provisória nº 449/2008, convertida na Lei 11.941/2009. A citada Lei 11.941/2009 alterou a sistemática de cálculo de multa por infrações relacionadas à GFIP. Para tanto, a Lei 11.941/2009, inseriu o art. 32A, o qual dispõe o seguinte: “Art.32A.O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do art. 32 no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitarseá às seguintes multas: I de dois por cento ao mêscalendário ou fração, incidente sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a vinte por cento, observado o disposto no §3o; e II de R$ 20,00 (vinte reais)para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas §1º Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso I do caput, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento §2o Observado o disposto no § 3o, as multas serão reduzidas: I à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou II a setenta e cinco por cento, se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação §3o A multa mínima a ser aplicada será de: I R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; II R$ 500,00 ( quinhentos reais), nos demais casos”. Considerando o princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106. inciso II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional, há que se verificar a situação mais favorável ao sujeito passivo, face às alterações trazidas. Art.106 A lei aplicase a ato ou fato pretérito: (...) Fl. 887DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 18 II tratandose de ato não definitivamente julgado: (...) c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. No caso da presente autuação, a multa aplicada ocorreu nos termos do art. 32, inciso IV, Lei nº 8.212/1991 e do art. 32, § 5º, da Lei nº 8.212/1991, o qual previa que pena administrativa correspondente à multa de cem por cento do valor devido relativo à contribuição não declarada, limitada aos valores previstos no art. 32, § 4º, da Lei nº 8.212/1991. Para efeitos da apuração da situação mais favorável, há que se observar qual das seguintes situações resulta mais favorável ao contribuinte, conforme o art. 106, II, c, CTN: (a) a norma anterior, com a multa prevista no art. 32, inciso IV, Lei nº 8.212/1991 c/c o art. 32, § 5º, Lei nº 8.212/1991 ou (b) a norma atual, nos termos do art. 32, inciso IV, Lei nº 8.212/1991 c/c o art. 32A, Lei nº 8.212/1991, na redação dada pela Lei 11.941/2009. Nesse sentido, entendo que na execução do julgado, a autoridade fiscal deverá verificar, com base nas alterações trazidas, a situação mais benéfica ao contribuinte. CONCLUSÃO Voto por, nas preliminares, reconhecer a decadência até a competência 08/2001, com base na regra do artigo 150, § 4° do CTN. No mérito, voto pelo provimento parcial para que se recalcule o valor da multa, se mais benéfico ao contribuinte, de acordo com o disciplinado no art. 32A da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 888DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 17460.000596/2007-16
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 18 00:00:00 UTC 2012
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/01/1999 a 30/11/2002
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO IRREGULARIDADE DA AUTUAÇÃO INOCORRÊNCIA.
Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa a infração e as circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, data de sua
lavratura, não há que se falar em nulidade da autuação fiscal posto ter sido elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO.
A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário.
Neste sentido, o art. 26-A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO ARTIGO 32, §§ 2º 3º, LEI Nº 8.212/91 C/C ART. 283, J, DECRETO Nº 3.048/99 APRESENTAR
DOCUMENTO OU LIVRO QUE NÃO ATENDA ÀS FORMALIDADES LEGAIS EXIGIDAS, QUE CONTENHA INFORMAÇÃO DIVERSA DA REALIDADE OU QUE OMITA A INFORMAÇÃO VERDADEIRA Constitui infração, punível na forma da Lei, a empresa apresentar documento ou livro que não atenda às formalidades legais exigidas, que contenha informação diversa da realidade ou que omita a informação verdadeira.
A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto-de-infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar a Receita Federal do Brasil RFB
na administração previdenciária.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-001.238
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
dt_index_tdt : Sat Apr 30 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201204
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/1999 a 30/11/2002 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO IRREGULARIDADE DA AUTUAÇÃO INOCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa a infração e as circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, data de sua lavratura, não há que se falar em nulidade da autuação fiscal posto ter sido elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26-A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO ARTIGO 32, §§ 2º 3º, LEI Nº 8.212/91 C/C ART. 283, J, DECRETO Nº 3.048/99 APRESENTAR DOCUMENTO OU LIVRO QUE NÃO ATENDA ÀS FORMALIDADES LEGAIS EXIGIDAS, QUE CONTENHA INFORMAÇÃO DIVERSA DA REALIDADE OU QUE OMITA A INFORMAÇÃO VERDADEIRA Constitui infração, punível na forma da Lei, a empresa apresentar documento ou livro que não atenda às formalidades legais exigidas, que contenha informação diversa da realidade ou que omita a informação verdadeira. A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto-de-infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar a Receita Federal do Brasil RFB na administração previdenciária. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
numero_processo_s : 17460.000596/2007-16
conteudo_id_s : 5221926
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Apr 29 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-001.238
nome_arquivo_s : Decisao_17460000596200716.pdf
nome_relator_s : PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO
nome_arquivo_pdf_s : 17460000596200716_5221926.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO.
dt_sessao_tdt : Wed Apr 18 00:00:00 UTC 2012
id : 4576275
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 30 09:37:41 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1731525578755932160
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2326; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 89 1 88 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 17460.000596/200716 Recurso nº 999.999 Voluntário Acórdão nº 240301.238 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 18 de abril de 2012 Matéria OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA Recorrente MEDINA CIA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/1999 a 30/11/2002 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO IRREGULARIDADE DA AUTUAÇÃO INOCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa a infração e as circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, data de sua lavratura, não há que se falar em nulidade da autuação fiscal posto ter sido elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO ARTIGO 32, §§ 2º 3º, LEI Nº 8.212/91 C/C ART. 283, J, DECRETO Nº 3.048/99 APRESENTAR DOCUMENTO OU LIVRO QUE NÃO ATENDA ÀS FORMALIDADES LEGAIS EXIGIDAS, QUE CONTENHA INFORMAÇÃO DIVERSA DA REALIDADE OU QUE OMITA A INFORMAÇÃO VERDADEIRA Constitui infração, punível na forma da Lei, a empresa apresentar documento ou livro que não atenda às formalidades legais exigidas, que contenha informação diversa da realidade ou que omita a informação verdadeira. Fl. 93DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 2 A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do autode infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar a Receita Federal do Brasil RFB na administração previdenciária. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 94DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 17460.000596/200716 Acórdão n.º 240301.238 S2C4T3 Fl. 90 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra Acórdão nº 0216.692 – 7ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo Horizonte MG que julgou procedente a autuação por descumprimento de obrigação acessória, Auto de Infração nº. 37.075.2279, às fls. 01, sendo o valor da multa aplicada originalmente R$ 11.569,50. O Auto de Infração, Código de Fundamentação Legal – CFL 38, foi lavrado pela Fiscalização contra o Recorrente em função de que a contribuinte em referência, não apresentou à fiscalização as folhas de pagamento dos segurados que prestarem serviços no período de 01/1999 a 12/1999 e os documentos relativos aos pagamentos prólabore, relativos as competências 01, 02, 09 e 11 de 2002, tendo, ainda, apresentado apenas algumas fichas de registro de empregados, conforme listadas no Relatório da Infração às fls. 02, deixando de apresentar as demais fichas. Houve portanto o descumprimento da obrigação legal acessória, conforme previsto na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, art. 33, §§ 2° e 3°, com redação da MP 449, de 03/12/2008, convertida na Lei nº 11.941, de 27/05/2009, combinado com os arts. 232 e 233, parágrafo único, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999. A multa a ser aplicada tem enquadramento legal na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, arts. 92 e 102 e Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999, art. 283, inc. II, alínea "j" e art. 373. Segundo se depreende do Relatório Fiscal de Aplicação da Multa, às fls. 03, não ficaram caracterizadas nem circunstância agravante e nem circunstância atenuante. Foi emitido o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF nº 09368517C01, às fls. 08. A ciência do Auto de Infração ocorreu em 15.03.2007, às fls. 01. O período objeto do auto de infração, conforme o Relatório Fiscal da Multa, às fls. 02, é de 01/1999 a 11/2002. A Recorrente apresentou impugnação, às fls. 18 a 29. A Unidade julgadora de primeira instância analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação, nos termos Acórdão nº 0216.692 – 7ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo Horizonte MG, fls. 47 a 52, conforme Ementa a seguir: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/1999 a 30/11/2002 Fl. 95DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 4 Ementa: MULTA POR INFRAÇÃO À LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DECADÊNCIA. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE . DE LEI NA ESFERA ADMINISTRATIVA. NÃO CABIMENTO. Constitui infração ao artigo 33, §§ 2.° e 3°, da Lei n.° 8.212/91, deixar a empresa e demais contribuintes de exibir à Fiscalização quaisquer documentos solicitados, necessários à verificação de sua situação perante o INSS, ou apresentálos de forma que não atendam as formalidades legais exigidas, que contenha informação diversa da realidade ou omita a informação verdadeira. A lei, cuja ou inconstitucionalidade não tenha sido declarada, surte os seus efeitos enquanto estiver vigente e deve, obrigatoriamente, ser cumprida pela autoridade administrativa, por força do ato administrativo vinculado, não sendo, o fórum administrativo o local apropriado para albergar discussões dessa ordem. O direito da seguridade apurar e constituir seus créditos é de dez anos. Lançamento Procedente Inconformada com a decisão de primeira instância, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário, fls. 67 a 75, onde alega em apertada síntese: (i) Decadência. Alega decadência com fulcro na Constituição Federal, face a necessidade de Lei Complementar para disciplinar a matéria. Fundamentadose, ainda, no Código Tributário Nacional — CTN que entende aplicável. Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão, fls. 88. É o Relatório. Fl. 96DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 17460.000596/200716 Acórdão n.º 240301.238 S2C4T3 Fl. 91 5 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 88. Avaliados os pressupostos, passo para as Questões Preliminares e ao Mérito. DAS QUESTÕES PRELIMINARES (a) violação a preceitos constitucionais. Analisemos. Não assiste razão à Recorrente pois o previsto no ordenamento legal não pode ser anulado na instância administrativa por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26A, caput do Decreto 70.235/1972, que dispõe sobre o processo administrativo fiscal, e dá outras providências: “Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 1o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) Fl. 97DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 6 § 2o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 3o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 4o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 5o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 6o O disposto no caput deste artigo não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) I – que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) II – que fundamente crédito tributário objeto de: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei no 10.522, de 19 de julho de 2002; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993; ou (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) c) pareceres do AdvogadoGeral da União aprovados pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)”(gn). Ademais, há a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. Súmula CARFnº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. (b) Do Preceito fundamental à lavratura do Auto de Infração De plano, notase que o procedimento fiscal atendeu a todas as determinações legais, não havendo, pois, nulidade por vício insanável e tampouco cerceamento de defesa. Podese elencar as etapas necessárias à realização do procedimento: • A autorização por meio da emissão do Mandado de Procedimento Fiscal – MPF F, com a competente designação do AuditorFiscal responsável pelo cumprimento do procedimento; Fl. 98DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 17460.000596/200716 Acórdão n.º 240301.238 S2C4T3 Fl. 92 7 • A intimação para a apresentação dos documentos conforme Termo de Intimação para Apresentação de Documentos – TIAD, intimando o contribuinte para que apresentasse todos os documentos capazes de comprovar o cumprimento da legislação previdenciária; • A autuação dentro do prazo autorizado pelo referido mandado, com a apresentação ao contribuinte dos fatos geradores e fundamentação legal que constituíram a lavratura do auto de infração ora contestado, com as informações necessárias para que o autuado pudesse efetuar as impugnações que considerasse pertinentes: a. Folha de Rosto do Auto de Infração; b. Instruções para o Contribuinte – IPC; c. REPLEG – Relatório de representantes Legais; d. VÍNCULOS – Relação de Vínculos; e. TIAF –Termo de Início da Ação Fiscal; f. Termo de Intimação para Apresentação de Documentos TIAD; g. TEAF –Termo de Encerramento da Ação Fiscal. h. Relatório Fiscal da Infração. Cumprenos esclarecer ainda, que a autuação fiscal foi elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999, especialmente com a discriminação clara e precisa da infração e das circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, dia e hora de sua lavratura. Art.293.Constatada a ocorrência de infração a dispositivo deste Regulamento, será lavrado autodeinfração com discriminação clara e precisa da infração e das circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, dia e hora de sua lavratura, observadas as normas fixadas pelos órgãos competentes. (Redação dada pelo Decreto nº 6.103, de 2007) §1oRecebido o autodeinfração, o autuado terá o prazo de trinta dias, a contar da ciência, para efetuar o pagamento da multa de ofício com redução de cinqüenta por cento ou impugnar a autuação. (Redação dada pelo Decreto nº 6.103, de 2007) §2oImpugnada a autuação, o autuado, após a ciência da decisão de primeira instância, poderá efetuar o pagamento da multa de ofício com redução de vinte e cinco por cento, até a data limite Fl. 99DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 8 para interposição de recurso. (Redação dada pelo Decreto nº 6.103, de 2007) §3ºO recolhimento do valor da multa, com redução, implica renúncia ao direito de impugnar ou de recorrer.(Redação dada pelo Decreto nº 4.032, de 2001) §4oApresentada impugnação, o processo será submetido à autoridade competente, que decidirá sobre a autuação, cabendo recurso na forma da Subseção II da Seção II do Capítulo Único do Título I do Livro V deste Regulamento. (Redação dada pelo Decreto nº 6.032, de 2007) Analisandose o auto de infração e seus anexos, temse que foi cumprido integralmente os limites legais dispostos no art. artigo 293, Decreto 3.048/1999. (c) Da decadência. Analisemos. Cumpre resgatar que o Recorrente foi cientificada do Auto de Infração no dia 15.03.2007, às fls. 01, e que o Auto de Infração se refere ao período de 01/1999 a 11/2002, conforme o Relatório Fiscal da Infração, fls. 02. Para este tipo de infração, Código de Fundamentação Legal – CFL nº. 38, o valor da multa é único, com base no art. 7º, inciso VI, da Portaria MPS N° 342, de 16 de agosto de 2006, aos valores da época, R$ 11.569,50, sendo que não há mitigação da multa por ocorrências. Ou seja, basta apenas uma única ocorrência da infração em uma competência para que seja efetivado o descumprimento da obrigação acessória, desde que aquela competência ainda não esteja decadente, nos termos da Súmula Vinculante nº 8, do Supremo Tribunal Federal, e do Código Tributário Nacional. Ora, se a recorrente foi cientificada do Auto de Infração no dia 15.03.2007, e o Auto de Infração se refere ao período de 01/1999 a 11/2002, desta forma restou evidente que em função de apenas uma única competência, por exemplo, 11/2002, não decadente por quaisquer dos critérios adotados no Código Tributário Nacional, ter sido efetivado o descumprimento da obrigação acessória. Desta forma, não prospera a possibilidade de decadência parcial da obrigação acessória em questão. Fl. 100DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 17460.000596/200716 Acórdão n.º 240301.238 S2C4T3 Fl. 93 9 CONCLUSÃO Voto no sentido de CONHECER do recurso, para, NAS PRELIMINARES, NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 101DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10711.003367/86-11
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Nov 25 00:00:00 UTC 1988
Numero da decisão: 301-00.349
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, pelo voto de qualidade, em converter o julgamento em diligência ao DIMED/RJ, através da Repartição de origem. Vencidos os Conselheiros Paulo César Bastos Chauvet, relator, João Holanda Costa e José Maria de Melo, conforme relatório e voto que passam a integrar o presente processo. Designada para redigir a Resolução a Conselheira Maria Lucia Silva Castelo Branco.
Nome do relator: PAULO CESAR BASTOS CHAUVET
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 30 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 198811
turma_s : Primeira Câmara
numero_processo_s : 10711.003367/86-11
conteudo_id_s : 6593408
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Apr 25 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 301-00.349
nome_arquivo_s : Decisao_107110033678611.pdf
nome_relator_s : PAULO CESAR BASTOS CHAUVET
nome_arquivo_pdf_s : 107110033678611_6593408.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, pelo voto de qualidade, em converter o julgamento em diligência ao DIMED/RJ, através da Repartição de origem. Vencidos os Conselheiros Paulo César Bastos Chauvet, relator, João Holanda Costa e José Maria de Melo, conforme relatório e voto que passam a integrar o presente processo. Designada para redigir a Resolução a Conselheira Maria Lucia Silva Castelo Branco.
dt_sessao_tdt : Fri Nov 25 00:00:00 UTC 1988
id : 9289989
ano_sessao_s : 1988
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 30 09:37:47 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1731525578758029312
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 301349_107110033678611_198811; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2018-03-06T14:50:14Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 301349_107110033678611_198811; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 301349_107110033678611_198811; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2018-03-06T14:50:14Z; created: 2018-03-06T14:50:14Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2018-03-06T14:50:14Z; pdf:charsPerPage: 1011; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2018-03-06T14:50:14Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA ACORDÃO N.'. • Recu~on~ 110.069 - Processo nQ 10711-003367/86-11 Recorrente PRODUTOS ROCHE QUíMICOS E FARMACÊUTICOS S/A Recorrid IRF/PORTO DO RIO DE JANEIRO-RJ R E S O L U "Ç I O 301-349 • Vistos. relatados e discutidos os presentes autos • RESOLVEM os Membros da Primeria câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, pelo voto de qualidade, em converter o julgamento em diligincia ao DIMED/RJ. atrav~s da Repartiçio de origem. Vencidos os Conselheiros Paulo C~sar Bastos Chauvet,relator. Joio Holanda Costa e Jos~ Maria de Melo, conforme relat6rio e voto que passam a integrar o' presente processo. Designada para redigir a.Resoluçio a Conselheira Mª- tia Lucia Silva Castelo Branco. Sala das S ssões em. 25 de novembro de 1988. residente. MARIA L~CIA (SILWA CASTE O BRANCO - Relatora designada. 4/~ M~1r~URDES MARTINS - Procurador da Fazenda Nacional. VISTO EM: SEsslo DE: 2 5 NOV 1988 Participaram, ainda. do presente julgamento os seguintes Conselheiros: ROSA MARTA MAGALHIES DE OLIVEIRA. HAMILTON DE SÁ DANTAS e ROBERTO VEL- LOSO. Suplente. Ausente, justificadamente. o Conselheiro FAUSTO .FREI- TAS DE CASTRO NETO. ,/ • SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MP - TERCEIROCONSELHODE CONTRIBUINTES Recorrente: PRODUTOS ROCHE QUíMICOS fls. 02 ResoluçaonQ 301.349 E ~RMACÊUTICOS S.A • • • Recorrida: I.R.F. Porto do Rio de Janeiro Relator PAULO CÉSAR BASTOS CHAUVET Relatora designada: MARIA LUCIA SILVA CASTELO BRANCO R E L A T Ó R I O Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A submeteu a de~ pachos de importação a mercadoria descrita nas D.I nQs 003221/85 é 008436/85 como "ERGOCALCIFEROL - matéria prima destinada à 'fabricação do produto final SUPRADYN, código NBM 30.03.35.00 - Vitamina D2 em pó, com 50.000 UI por grama, tipo 50 cws" e "ERGOCALCIFEROL - Vitamina D2 Ref: 18 - qualidade: farmacêutica-teor: 850.000 UI por grama - nome cQ mercial: vitamina D2", classificando-a no código TAB 29.38.09.03, com alíquota de 30% para o 11 e 0% para o IPI. Em ato de revisão, com base nos Laudos LABANA nQs PA-1820/85 (fls. 12) e PA - 4800/85 (fls. 28) e nas ~nformaç6es Técnicas nQs ...• 166/85 (fls. 15) e 164/85 (fls. 31), que concluíram tratar-se o produ- to em pauta de "Vitamina D2 (ergocalciferol) misturada com amido, gel~ tina e aç~cares não redutores", destinada a "uso terapêutico ou profi- l~tico", a fiscalização desI'ocouli classificação da mercadoria para o código TAB 30.03.35.00, com alíquotas de 70% para o 11 e 0% para o IPI. Foi lavrado auto de infração com exigência da diferença do 11 e aplic£ çao das multas previstas nos artigos 524 e 526, 11, do R.A aprovado pg lo Decreto nQ 91.030/85. Na impugnação, alega,em síntese a importadora: a) o ERGOCALCIFEROL - VITAMINA D2 e um insumo vitamínico e nao um produto misturado para uso terapêutico ou profilático, como os • 'considerados na NotaDO-I), letra "A", do CapítulO 30 da TAB: b) os diluentes são também protetores das vitaminas que,por sensíveis ao ar e à luz, ficam incluídos em uma matéria sólida que se isola dos agentes nocivos, sendo essa matéri,a escolhida também sob o critério de f~cil utilização~ c) sendo as formas do caso em discussão as mais est~veis ambas sao utilizadas como insumos farmacêuticos, não se destinando, PQ rém, exclusivamente a esse uso, empregando-se, igualmente, na fabrica- ção de produtos alimentícios e dietéticos~ .' • SERViÇO PÚBl!CO FEDERAL fls. 03 Resolução nQ 301.349 d) prevalentemente, é de se dizer que nao existe produto fa£ maciuticoconstituído e~clusivamente por insumo (ERGOCALCIFEROL "D2"), portanto, nao e em si mesmo um produto farmacêutico; e) não se tratando, assim, de insumo exclusivo da indústria farmacêutica, muito menos será medicamento, posto que não há cornocla-ª. sificá-lo corno medicamento do Capítulo ~ da TAB vigente, na clara dA terminação da NOTA (30-1); g) ao artigo 524, do RA, falece autoridade para imposição da multa de 50% por declaração indevida de mercadoria, pois ass~m nao entende o laudo técnico do L.N.A, que identifica o produto corno Vita- mina D2. • • f) conforme a Regra 3ª, "b" e a Regra 4ª da NBM, nao há, conseqüência, corno classificar o produto senao no Capítulo 29; em • ..1t • Por fim, a autuada solicita seja ouvida a DIMED para esclarA cer: "a) se o produto objeto dos laudos nQs 4880/85 e 1820/85 do L.N.A, já pode ser considerado um produto para uso tera- pêutico ou profilático; apesar de suas altas concentra- ções de 50.000 UI e 850.000 UI por grama, ou a mistura visou tão somente a conveniêNcia da proteção da integri- dade química do composto inicial e facilitar sua desti- nação no preparo do medicamento? b) se o produto importado e objeto dos mesmos laudos técni- cos pode ser considerado um medicamento? A decisão de lª instância (fls. 54/58), que leio em sessao , foi no sentido de julgar procedente, em parte, a ação fiscal, excluig do as multas impostas e declarando devida apenas a diferença do Impo-ª. to de Importação. Ainda inconformada, interpSs a empresa recurso ratificando o.. básico do contido na impugnação. É o RELATÓRIO. • SERViÇO PÚBLICO FEDERAL v O T O fls .. Oª Resoluçao n2 301.349 No presente processo discute-se a respeito do produto impox tado pela Recorrente, o qual Laudo do Labana define como uma mistura de vitamina D2, .aç~çares nio redutores, amido e gelatina, e nao como ERGOCALCIEEROL - V1TAMINA~ 02' como pretende a autuada. Considerando de fundamental importância ouvir-se o parecer de outro 6rgio t'cnico, a fim de serem evitadas futuras alegaç5es de cerceamento de defesa, e com o objetivo precípuo de formar um convenci mento que permita se chegue a uma decisio justa e indiscutível,voto no sentido de converter o julgamento em diligência a DIMED, através da R~ partiçio de origem para juntada de amostra. A DIMED, para melhor elucidaçio do assunto, deverá respon- der aos seguintes quesitos: • • • a) o produto importadoERGOCALCIFEROL D2 ou numa MISTURA RES, AMIDO E GELATINA? pelo contribuinte constitui-se no DE VITAMINA D2, AçúCARES NÃO REDUTQ b) , considerado como produto misturado, para uso farmacêu- tico e profilático (medicamento) o insumo vitamínico ERGOCALCIFERO -Vl TAMINA D2 nas potencialidades de UI 50.000 e UI 850.000, quando nio se destina exclusivamente para tais uso2 c) o produto importado, ainda que nao doseado, pode ser cOQ siderado um medicamento? • • Sala das Sess5es MARIA ovembro de 1988 ELO BRANCO - Cohselheira. 00000001 00000002 00000003 00000004
score : 1.0
Numero do processo: 10805.003021/86-18
Data da sessão: Wed May 17 00:00:00 UTC 1989
Numero da decisão: 301-00.377
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência ao LABANA-Santos, para complementar os quesitos formulados anteriormente, na forma do relatório e voto que passam a integrar presente julgado.
Nome do relator: JOSE MARIA DE MELO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 30 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 198905
numero_processo_s : 10805.003021/86-18
conteudo_id_s : 6593828
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Apr 25 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 301-00.377
nome_arquivo_s : Decisao_108050030218618.pdf
nome_relator_s : JOSE MARIA DE MELO
nome_arquivo_pdf_s : 108050030218618_6593828.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência ao LABANA-Santos, para complementar os quesitos formulados anteriormente, na forma do relatório e voto que passam a integrar presente julgado.
dt_sessao_tdt : Wed May 17 00:00:00 UTC 1989
id : 9290002
ano_sessao_s : 1989
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 30 09:37:47 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1731525578759077888
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 301377_108050030218618_198905; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2017-03-29T14:27:40Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 301377_108050030218618_198905; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 301377_108050030218618_198905; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2017-03-29T14:27:40Z; created: 2017-03-29T14:27:40Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 2; Creation-Date: 2017-03-29T14:27:40Z; pdf:charsPerPage: 882; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2017-03-29T14:27:40Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA AMT ACORDÃO N.o -=- . • Recurso n.O Recorrente Recorrid 109.664 Processo nº KODAK BRASILEIRA COMtRCIO DRF - SANTO ANDR( - SP. R E S O L U C Ã O 10.805-003.021/86-18., E INDÚSTRIA LTDA. 301-377 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, da Fazenda Nacional. Pres id,e,ll..t-e.-- de maio de 1989.Brasília- RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Con selho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência ao LABANA-Santos, para complementar os quesitos formulados anteriormente, na forma do relatório e' voto que passam a integrar pr sente julgado. ~~ .l-A-E-MÉ'L'~-- Re Iator. ~d££J~~..~-z-u~ '/?1ttERTO DEON CORREz/uR. - froc. V ISTO EM V,. . I . 89 'SESSÃO DE: 1 9 MA! 19 . Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguln tes Conselheiros: • JOÃO HOLANDA COSTA, HAMILTON-DE SÁ DANTAS, ROSA MARTA MAGALHÃES DE OLIVEIRA, MARIA LUCIA SILVA CASTELO BRANCO, FAUSTO FREITAS DE CAS- TRO NETO e WLADEMIR CLOVIS MOREIRA. L .' • .' -02- SERViÇO PÚBLICO FEDERAL MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES. RECURSO ~º 109.664 - RESOLUÇÃO ~º 301-377. RECORRENTE: KODAK BRASILEIRA COMtRCIO E INDÚSTRIA LTDA. RECORRIDA: DRF - SANTO ANDRt - SP. RELATOR : Jost MARIA DE MELO R E L A T Ó R I O E V O T O Retorna o presente processo de diligência levada a efeito, inicialmente, á R.O. e,n,uma segunda etapa, ao LABANA/"San- tos. A parte preliminar tratava de sanar irregularidade ve- rificada relativamente à representação no processo do sujeito pas- sivo. Tal aspecto resultou eficientemente solucionado, apresentan- do-se, ~gora" o feito, quanto a esta parte, emcondiç6es formal e materialmente, regulares. O mesmo não será dito, lamentávelmente, com relação a parte t~cnica que se pretendia ver esclarecida:. Antes de mais nada, cumpre, aqui, exaltar o esmero, o apuro e at~ o requinte com que o nosso LABANA realizou a análise do produto questionado. Todavia, em que pese toda a ' demonstrada proficiência, - acredito que, em parte, pela redação dada na R. O. ao segundo quesito -, resultaram, pelo menos para quem não "dispo- nha de/conhecimento t~cnico-científico, as conclus6es do laudo ln~ satisfatórias . Assim ~ que não há resposta, em linguagem ordinária, ao primeiro quesito: "trata-se o revestimento da peça de borracha endurecida ou não?""Igualmente, com relação ao segundo: "Qual a m-ª. t~ria constitutiva - aço ou borracha - Que confere à peca caráter de essencialidade?" Releva notar que tais respostas são imprescindíveis ao correto posicionamentm a ser adotado para a decisão do feito. Nestas condiç6es, proponho, nova diligência ao LABANA/ Santos, atrav~s da R.O., a fim de que nos sejam fornecidos os no- vos e essenciais elementos. Sala das Sess6es, 17 de maio de 1989. 00000001 00000002
score : 1.0
Numero do processo: 10805.003021/86-18
Data da sessão: Wed Apr 13 00:00:00 UTC 1988
Numero da decisão: 301-00.291
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos em converter o julgamento em diligência ao LABANA, por intermédio da R.O., na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOSE MARIA DE MELO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 30 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 198804
numero_processo_s : 10805.003021/86-18
conteudo_id_s : 6592540
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Apr 25 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 301-00.291
nome_arquivo_s : Decisao_108050030218618.pdf
nome_relator_s : JOSE MARIA DE MELO
nome_arquivo_pdf_s : 108050030218618_6592540.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos em converter o julgamento em diligência ao LABANA, por intermédio da R.O., na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Wed Apr 13 00:00:00 UTC 1988
id : 9289775
ano_sessao_s : 1988
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 30 09:37:46 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1731525578775855104
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 301291_108050030218618_198804; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2018-03-06T13:31:36Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 301291_108050030218618_198804; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 301291_108050030218618_198804; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2018-03-06T13:31:36Z; created: 2018-03-06T13:31:36Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2018-03-06T13:31:36Z; pdf:charsPerPage: 761; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2018-03-06T13:31:36Z | Conteúdo => • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTESPRIMEIRA CÂMARA AMT • Recurso n.ORecorrente Recorrid a ACORDÃO N.' _ 109.664 Processo n~ 10805-003021/86-18. KODAK BRASILEIRA COMtRCIO E INDÚSTRIA LTDA. DRF - SANTO ANDRt - SP. .' R E S O L U C Ã O 301-291 • • • • • Visto, relatado e discutido o presente processo, RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Con- selho de Contribuintes, por unanimidade de votos em converter o jul- gamento em diligincia ao LABANA, por intermjdio da R.O., na forma. do relatório e voto que passam a integrar ° presente julgado. 13 de abril de 1988 . e. \JOS E MELO - Relator MARI~~~ARTINS - P?oc.da Fazenda Nacional . 10 MAl 1988 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguin- tes Conselheiros: JOÃO HOLANDA COSTA, FAUSTO FREITAS DE CASTRO NETO, ABEILARD BARRETO, MAARIA LUCIA SILVA CASTELO BRANCO, ROSA MARTA MAGALHÃES DE OLIVEIRA, HAMILTON DE SÁ DANTAS . • • • •• • • • -2- SERVICO PÚBLICO FEDERAL MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES. RECURSO NQ 109.664 - RESOLUÇÃO NQ 301-291~ RECORRENTE: KODAK BRASILEIRA COMÉRCIO E INDÚSTRIA LTDA. RECORRIDA: DRF - SANTO ANDRÉ = SP. RELATOR : JOSÉ MARIA OE MELO. R E L A T Ó R I O Trata o presente processo de importação de mercadoria descrita na respectiva D.I. como "eixos para processadora de filme X-OMAT 20" e, na G.I., como "eixo emborrachado P/N 474621". Em ato de conferência, solicitou o fiscal pronunciamen to técnico no sentido de aferir qual dos dois materiais de que se constitui o produto - aço ou borracha - lhe confere caráter de essen cialidade. o laudo fornecido por técnico certi fi.cante, :.atteditado na repa rt i,ção reç orti dá.-(fls . ,-14);, á f inma ;te xt tia lménte,::ser. ,á 'b'ôrY',ª- ch a a pa rte oper ante cda 0peça:-.éxa tri im Çld é! ::ei"~;,portaritoi ,a,:que:'jlhé' , impt:i'-' me caráter;esseríciaL.. " ' Lavrou-se, então, contra a importadora Auto de Infr,ª- ção, onde lhe são exigidas diferenças de tributos e multas do IPI e moratória. A açao fiscal foi tempestivamente impugnada com farta argumentação, com. a qual se tenta provar que o deslocamento da clas- sificação, pretendido pelo Autuante, da Posição TAB 84.63 - onde fQ ra enquadrada a mercadoria nos documentos de importação - para a 40.14 não tem procedência, pois serIa aço e nao borracha a matéria essencial dos eixos importados. Trava-se, então, a discussão já que sustenta o Autuan te seus argumentos - sobre qual seria a mais correta aplicação ao c1 so de disposições tais como as Regras Gerais de Interpretaçao da Ta- rifa Aduaneira e os textos das posições e das notas aos capítulos e seções da TAB. Em tal discussão, sobreleva, porém, aspecto da maior im portância, que a instrução do processo deixou, lamentavelmente, à míngua de esclarecimento, mas se revela fundamental e imprescindível à decisão do litígio: a informação sobre se se trata o revestimento da peça de borracha endurecida ou não. Com efeito, tal definição po- derá, - dadas as notas legais sobre a matéria -, vir alterar, cert'ª- mente, o juízo a ser expendido por este Colegiado, sendo, portant~, • • • • • • ., -3-Rec. 109.664Res. 301-291 SERViÇO PUBLICO FEDERAL de toda a conveniência ser a dúvida aclarada. Cumpre, ainda, ser relatado o fato de que se inclinou a decisio de Primeira Instincia pela procedência integral da açio e que as oferecidas raz6es de recurso se cingem, estritamente, ~s afiL maç6es expressas por ocasiio da fase impugnatória. ,Aspecto outro que cumpre ser aqui levantado e o da re- presentaçio do sujeito passivo no processo, uma vez que, nem o signi t~rio da Impugnaçio, nem, tampouco, o do recurso faz anexar instru- mento de mandato ou, na sua falta, existe nos autos qualquer averba- çio por parte da repartiçio de origem, onde se afirme terem tais pe~ soas esses instrumentos ali arquivados. ~ O RELATÓRIO . v O T O Em face das circunstincias expostas no relatório acima, voto no sentido de que seja o julgamento convertido em diligência, primeiro ~ Repartiçio de Origem, após, ao LABANA de Santos, a fim de que se digne aquela informar sobre a regularidade da representaçao da recorrente, na fase impugnatória ou no recurso, promovendo, se for o caso, seja sanada a eventual irregularidade; com o encaminh~ mento ao LABANA, que se sirva este de esclarecer, ~ vista de amostra por certo arquivada na R.O., se se trata o revestimento da peça de BORRACHA ENDURECIDA OU NÃO, bem como qual a matéria constitutiva aço ou borracha - - que confere ~ peça car~ter de essencialidade. Sala das Sessões, 13 de abril de 1988 . • 00000001 00000002 00000003
score : 1.0
