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Numero do processo: 11128.002195/2002-82
Data da sessão: Fri Sep 18 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Fri Sep 18 00:00:00 UTC 2009
Ementa: REGIMES ADUANEIROS
Data do fato gerador: 10/04/2002
TRÂNSITO ADUANEIRO. EXTRAVIO DA CARGA POR ROUBO.
Uma vez não comprovado cabalmente o fato que daria azo ao caso fortuito ou força maior, excludente de sua responsabilidade no regime aduaneiro especial ora em foco, é de se manter a imputação pelo extravio ao transportador.
IPI NO TRÂNSITO ADUANEIRO ANTES DE 2003.
Deve ser exonerado o IPI vinculado à importação, uma vez que o fato gerador do tributo à época da ocorrência dos fatos (10/04/2002) - o desembaraço aduaneiro - efetivamente não se concretizou. Somente em 2003, com o art. 80 da Lei n° 10.833, é que houve ampliação do fato gerador do imposto em tela.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 3101-000.232
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em dar
provimento parcial ao recurso, para excluir a tributação do IPI. Vencidos os Conselheiros Tarásio Campelo Borges, Valdete Aparecida Marinheiro e Vanessa Albuquerque Valente. O Conselheiro Tarásio Campelo Borges apresentou declaração de voto.
Nome do relator: CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
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Recorrida DRJ-SÃO PAULO II/SP ASSUNTO: REGIMES ADUANEIROS Data do fato gerador: 10/04/2002 TRÂNSITO ADUANEIRO. EXTRAVIO DA CARGA POR ROUBO. Uma vez não comprovado cabalmente o fato que daria azo ao caso fortuito ou força maior, excludente de sua responsabilidade no regime aduaneiro especial ora em foco, é de se manter a imputação pelo extravio ao transportador. IPI NO TRÂNSITO ADUANEIRO ANTES DE 2003. Deve ser exonerado o IPI vinculado à importação, uma vez que o fato gerador do tributo à época da ocorrência dos fatos (10/04/2002) - o desembaraço aduaneiro - efetivamente não se concretizou. Somente em 2003, com o art. 80 da Lei n° 10.833, é que houve ampliação do fato gerador do imposto em tela. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em dar provimento parcial ao recurso, para excluir a tributação do IPI. Vencidos os Conselheiros Tarásio Campelo Borges, Valdete Aparecida Marinheiro e Vanessa Albuquerque Valente. O Conselheiro Tarásio Campelo Borges apresentou declaração de voto. "'"‘..,:—.. .....,,A....... /9---/,1)(ei '-,2,/ ENRIQUE PINI-IIRO ' i ORRES - Presidente I /1( 1 Ii i l ' :: V , ij ti CORINTHO OLIVEIRA MACHADO - Relator EDITADO EM: 30 de setembro de 2009 ( 1 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Tarásio Campelo Borges, Corintho Oliveira Machado, Luiz Roberto Domingo, Vanessa Albuquerque Valente, Valdete Aparecida Marinheiro e Henrique Pinheiro Torres. Relatório Adoto o relato do órgão julgador de primeiro grau até aquela fase, com as devidas adições: Trata o presente processo dos Autos de Infrações, do imposto de importação (fls. 03 a 06) e do imposto sobre produtos industrializados (lis. 08 a 10), multas de oficio sobre os citados impostos, previstas respectivamente no artigo 44, inciso I da Lei no. 9.430/96 e artigo 80, inciso I da Lei no. 4.502/64, com a redação dada pelo artigo 45 da Lei no. 9.430/96, por meio do qual é formalizada a exigência do crédito tributário do processo no valor de R$ 273.547,71 (tl. 01), em razão da constatação de que: - em 10/04/2002, o importador JAJ S/A, com sede em Ciudade Del Este — Paraguai, solidariamente com o transportador — TRANSORPE TRANSPORTE RODOVIÁRIOS LTDA. requereram regime aduaneiro especial de Trânsito Aduaneiro através da DTA no. 3174 (fls. 20/22); - a mercadoria foi devidamente desembaraçada para início de trânsito aduaneiro de passagem no dia 12/04/2002, às 14:00 horas. (fls. 20 e 28) - o transportador informou à ALF Porto de Santos (11 12) que a mercadoria foi roubada durante o citado trânsito, juntando cópia do Boletim de Ocorrência No. 777/002, emitido pela Delegacia de Polícia — sede em Cubatão — SP (lis. 13/19); Cientificada da autuação, via Correios em 21/05/2002 U7.31 - verso), a interessada apresentou ImpuRnação, em 20/06/2002, aonde aduz, em síntese, que: -foi autorizado o Trânsito Aduaneiro de passagem internacional (DTA no. 3179, registrada em 10/04/2002) para transporte de mercadorias do Porto de Santos com destino ao Paraguai, sendo que durante o percurso houve o roubo do veículo transportador (placa JYE 5698) e sua respectiva carreta reboque (placa ACF 2822) que transportava o contêiner contendo as mercadorias, conforme Boletim de Ocorrência no. 777/02 lavrado pela D.P. de Guarujá; - a Impugnante informou a ALF Santos do ocorrido em 15/04/2002; - o veículo transportador e reboque foram encontrados pela polícia, sendo que as mercadorias não foram localizadas; - que não há previsão legal quando à incidência do Imposto de Importação ou qualquer outro no Decreto 50.259-A, que, internalizou o . Acordo Internacional firmado entre . o Brasil e 2 Processo n° 11128.002195/2002-82 S3-C1T1 Acórdão n.° 3101-00.232 Fl. 128 Paraguai, prevendo a instalação no Pais do Depósito Franco (em Santos e Paranaguá); - que não é fato gerador qualquer entrada de mercadorias estrangeira no País, mas somente mercadoria que se destine a uso e consumo internos e efetivada regularmente por importador nacional. Assim, o simples trânsito de bens destinados a outro pais não pressupõe fato gerador da obrigação tributária, posto que o produto destina-se a outro pais, apenas atravessando o território nacional; - quanto ao IPI aplica-se o mesmo conceito, pois a mercadoria adentra no território nacional com o único escopo de trânsito, não havendo a incidência do mesmo; - entende que "Termo de Responsabilidade" referido pelo artigo 18 do Decreto 50.259-A não é o mesmo objeto da DTA em questão, pois o primeiro diz respeito ao comprometimento de fazer retornar a segunda via da relação (para qual existe um modelo). Assim, alega que foi utilizado formulário errado (o DTA interno) não previsto em lei, não autorizando o citado lançamento de imposto, tampouco a execução do Termo de Responsabilidade; - alega, ainda, que o disposto no 478 do Regulamento Aduaneiro prevê diversas hipóteses que responsabilizam o transportador pelos tributos apurados, e que nenhuma delas refere-se ao caso em tela (roubo de cargas); - conclui, requerendo que sejam anulados os Autos de Infração. A DRJ em SÃO PAULO II/SP julgou procedente o lançamento, alicerçando seu entendimento de acordo com a ementa: Assunto: Regimes Aduaneiros Data do fato gerador: 10/04/2002 TRÂNSITO ADUANEIRO. EXTRA P70 DA CARGA POR ROUBO. Não comprovada a conclusão da operação de Trânsito Aduaneiro, em decorrência do extravio das mercadorias por alegado roubo, é correta a cobrança do Imposto de Importação e do Imposto sobre Produtos Industrializados, obrigações fiscais suspensas e assumidas em Termo de Responsabilidade, conforme artigos 86, parágrafo único, 275, 280 e 281 do Regulamento Aduaneiro aprovado pelo Decreto n°91.030/85. Multas de oficio - São devidas as multas de oficio, pela simples falta de pagamento do II e I_PI vinculado, capituladas no inciso I do art. 44, inciso Ida Lei n°9.430/96 e inciso Ido art. 80 da Lei n° 4.502/64, com a redação dada pelo art. 45 da Lei n°9.430/96, respectivamente, vez que eram devidos e não foram recolhidos. Lançamento Procedente. 3 Discordando da decisão de primeira instância, a interessada apresentou recurso voluntário, fls. 104 e seguintes onde reproduz os argumentos alinhavados em primeiro grau e invoca o voto vencido na Delegacia da Receita Federal de Julgamento, para mostrar a improcedência da imputação relativa ao IPI; ao final, requer a insubsistência da ação fiscal. A Repartição de origem, considerando a presença do recurso voluntário, encaminhou os presentes autos para apreciação do Conselho, fl. 125. É o Relatório. Voto Conselheiro CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Relator O recurso voluntário é tempestivo, e considerando o preenchimento dos requisitos de Sua admissibilidade, merece ser apreciado. Em virtude de não haver preliminares, suscitadas ou a suscitar, passa-se de imediato ao mérito da lide. Cumpre apontar que a tese de exclusão da responsabilidade da recorrente, por caso fortuito ou força maior, foi refutada em primeiro grau porque as provas carreadas aos autos, boletins de ocorrência policial, não comprovavam a ocorrência do roubo da mercadoria transportada, e sim que houvera comunicação à autoridade policial do evento narrado como roubo de veiculo cumulado com roubo da mercadoria transportada. Oi. relator da Delegacia da Receita Federal de Julgamento assim se expressa no que tange ao assunto: Cabe esclarecer que Boletim de Ocorrência nada mais é do que a formalização de uma noticia criminis, ou seja, a redução a termo da comunicação de um crime. O boletim em si prova apenas a comunicação de um crime e não a sua ocorrência. Tanto isso é verdade que a comunicação de um crime pode provocar (nem sempre isso ocorre) a instauração de um inquérito policial, precisamente com o objetivo de apurar se houve crime e quais foram os seus autores. Como todo registro de uma declaração, o boletim de ocorrência é assinado pelo declarante e feito sob sua responsabilidade administrativa, civil e criminal em relação à veracidade do seu conteúdo. Existe até mesmo uma figura penal específica para incriminar a conduta de quem comunica falsamente a ocorrência de um crime (art. 340 do Código Penal), demonstrando claramente a possibilidade de um boletim de ocorrência não representar a verdade. O fato da autoridade policial ter lavrado o boletim não representa de maneira nenhuma que ela aceitou como verdadeira a comunicação da ocorrência do crime, que ainda deve ser apurada. Além disso, é dever da autoridade policial registrar toda e qualquer comunicação de crime que lhe for feita. Ocorre que não há nos autos notícia de instauração de inquérito policial, ou de confirmação por qualquer meio da ocorrência do crime, nem a apuração de sua autoria ou sequer o levantamento\ de suspeitos, muito menos .o encerramento do inquérito e envio. . . 4 Processo n° 11128.002195/2002-82 S3-C1T1 Acórdão n.° 3101-00.232 Fl. 129 ao Ministério Público para oferecimento de denúncia para início de ação penal. Se o inquérito não foi iniciado, cabia à vítima, se tinha real interesse na apuração do crime contra ela cometido, na recuperação da carga ou na possibilidade de ser ressarcido do prejuízo que teria requerer a sua abertura ao chefe de polícia, ao Poder Judiciário ou ao Ministério Público (art. 5° do Decreto-lei 3.689, de 03/10/1941 — Código de Processo Penal). Nada disso foi feito ou, pelo menos, nada consta dos autos. Esclareça-se, ainda, que para efeito de responsabilização tributária interessa a culpa não pelo dano patrimonial do dono da carga e o direito de indenização que ele poderá reivindicar contra o transportador, mas apenas a culpa pelo descumprimento do regime de Trânsito Aduaneiro e o crédito tributário dele decorrente, em razão do fim da suspensão a que ele estava submetido. Vale dizer que é irrelevante saber quem deverá arcar com a responsabilidade sobre o desaparecimento da mercadoria, mas apenas quem deverá responder pelo crédito tributário dele resultante. Os riscos envolvidos na operação são ônus do importador e do transportador, que deverão assegurar- se deles da forma que entenderem conveniente, levando em conta a situação do transporte rodoviário no trecho a ser percorrido e também o custo representado pelo crédito tributário suspenso que pode passar a ser devido se a carga não completar o percurso. Em sede recursal, nada foi trazido aos autos para contradizer a conclusão do órgão julgador a quo, de que o fato roubo não estava comprovado, foram apenas expendidas argumentações de que não cabia à recorrente, como particular, praticar investigações que competem ao Estado. Ora, não se tratava, por óbvio, de imputar à recorrente o ônus de trazer ao presente contencioso as conclusões das investigações policiais ou do Ministério Público, mas pelo menos trazer um mínimo número de indícios de que realmente aconteceu o fato narrado e que o Poder Público estaria investigando o crime e sua autoria, que como é cediço, trata-se de caso de ação penal de ordem pública incondicionada. Dessarte, ao meu sentir, após a decisão de primeira instância, que tocou justamente no ponto mais fraco da defesa da impugnante, esta devia ter aprofundado seus esforços no sentido de rebater o julgado e robustecer a sua tese; ao revés, perdeu a recorrente excelente oportunidade de comprovar o fato que daria azo ao caso fortuito ou força maior, excludente de sua responsabilidade no regime aduaneiro especial ora em foco. Por outro giro, penso que assiste razão à recorrente no que tange ao seu pleito de exoneração da exigência do IPI vinculado à importação, uma vez que o fato gerador do tributo - o desembaraço aduaneiro - efetivamente não se concretizou. Nesse sentido, busco arrimo nas sábias palavras do i. julgador que teve seu voto vencido no particular, fls 99 e seguintes: (..) à época da ocorrência dos fatos (10/04/2002), conforme disposição do inc. Ido art. 29 do RIPI/82, o fato gerador deste imposto, na importação era o desembaraço aduaneiro de produto de procedência estrangeira, entendido este como desembaraço para consumo, diferentemente como pretendido pela fiscalização, que quer referir-se a desembaraço para trânsito (..) 5 Ainda reforçam o pensamento do i. julgador o ADN CST n° 1/78 - não incide o imposto sobre produtos industrializados, pela não configuração do fato gerador, na hipótese de extravio de mercadorias importadas ocorrido antes do respectivo desembaraço aduaneiro, e o art. 80 da Lei n° 10.833/2003, que ampliou o fato gerador do imposto em tela: Art. 80. O art. 2° da Lei n° 4.502, de 30 de novembro de 1964, passa a vigorar acrescido do § .3, com a seguinte redação: "Art. 2" § 3' Para efeito do disposto no inciso 1, considerar-se-á ocorrido o respectivo desembaraço aduaneiro da mercadoria que constar como tendo sido importada e cujo extravio ou avaria venham a ser apurados pela autoridade fiscal, inclusive na hipótese de mercadoria sob regime suspensivo de tributação." (NR) Ante o exposto, voto por PROVER PARCIALMENTE o recurso, para exonerar tão-somente as parcelas rel ivas à exigência do IPI vinculado à importação e seus consectários. A 1/.1 . fill i / 1 r I í 11 / I 1i t ' ICORINTHO OLUTVf IRÁ MACHADO ! I I i i 1 I i 1 Declaração de Voto I Conselheiro TARÁSIO CAMPELO BORGES Versa a lide, conforme relatado, acerca da responsabilidade de empresa transportadora por carga extraviada quando transportada em regime de trânsito aduaneiro. Neste caso, discordo das conclusões do eminente relator que manteve a exigência do imposto de importação e ofereço esta declaração de voto. i É certo que o Regulamento Aduaneiro aprovado pelo Decreto 91.030, de 5 de março de 1985, principalmente nos artigos 81 e 276, atribui ao transportador a responsabilidade fiscal pelo trânsito não concluído. Entretanto essa responsabilidade é subjetiva, senão vejamos: a) no caput do artigo 478 é imputada a quem lhe deu causa a responsabilidade pelo extravio de mercadorias; e b) no caput do artigo 480 é concedida ao indicado como responsável a possibilidade de fazer prova de caso fortuito ou força maior para a exclusão de sua responsabilidade. In casu, alega a recorrente que o extravio se deu por roubo das mercadorias que transportava e oferece como prova: de sua alegação o registro da ocorrência no órgão competente da Secretaria de Estado de Segurança Pública. _ 6 \ 0 ''. Processo n°11128.002195/2002-82 S3-C1T1 Acórdão n°3101-00.232 Fl. 130 Na suficiência do registro da ocorrência para fazer prova do alegado roubo reside o primeiro conflito. Creio relevante, buscar subsídios nos conceitos do Direito Penal. Roubo, tipificado no artigo 157 do Código Penal, é crime com ação penal pública incondicionada, consoante inteligência do artigo 100 da norma citada. É, portanto, do Ministério Público a titularidade da ação e obrigatória a sua proposição desde que atendidos os seus pressupostos, porquanto não peunitida a transação, aplicável somente às infrações penais de menor potencial ofensivo. Assim, diante do fato incontroverso do registro da ocorrência promovido pela empresa transportadora no órgão estatal competente para a instauração do inquérito policial e da vinculação do tipo penal com a ação penal pública, na qual o exercício do direito subjetivo de buscar o pronunciamento jurisdicional é do próprio estado, entendo contrária à razoabilidade a sumária desqualificação do registro da ocorrência policial como prova do alegado roubo. Ademais, a comunicação falsa de crime é fato típico contido no artigo 340 do Código Penal é não se tem notícia nos autos do presente processo administrativo de qualquer iniciativa tendente a apurar conduta criminosa do denunciante do alegado roubo. Por conseguinte, concluo ser bastante para comprovar o roubo o registro da ocorrência policial não refutada por denúncia de comunicação falsa de crime nem desqualificada por culpa da vítima. A segunda controvérsia é o enquadramento de roubo dentre as hipóteses de caso fortuito ou força maior. De Plácido e Silva' trata com simplicidade ambos os conceitos, a saber: Caso fortuito: É expressão especialmente usada, na linguagem jurídica, para indicar todo caso que acontece imprevisivelmente, atuado por uma força que não se pode evitar. São, assim, todos os acidentes que ocorrem, sem que a vontade do homem os possa impedir ou sem que tenha ele participado, de qualquer maneira, para a sua efetivação. Todos os casos, que se revelam por força maior, dizem-se casos fortuitos, porque fortuito, do latim fortuitus, de fors, quer dizer casual, acidental, ao azar. No entanto, embora todos os casos de força maior, na técnica jurídica, mostrem semelhança com os casos fortuitos, a verdade é que certa diferença se anota entre eles, como razoavelmente pondera CUNHA GONÇALVES. SILVA, De Flácido e. Vocabulário jurídico. Atual. per Nagib Slaibi Filho; Gláucia Carvalho. 2. ed. eletr. [Rio de Janeiro]: Forense, [entre 2000 e 2002]. I CD-ROM. Verbetes: caso fortuito, força maior. rf. 7 O caso fortuito é, no sentido exato de sua derivação (acaso, imprevisão, acidente), o caso que não se poderia prever e se mostra superior às forças ou vontade do homem, quando vem, para que seja evitado. O caso de força maior é o fato que se prevê ou é previsível, mas que não se pode, igualmente, evitar, visto que é mais forte que a vontade ou ação do homem. Assim, ambos se caracterizam pela irresistibilidade. E se distinguem pela previsibilidade ou imprevisibilidade. Legalmente são, entre nós, empregados como equivalentes. E a lei civil os define como o evento do fato necessário, cujos efeitos não era possível evitar ou impedir, assemelhando-os em virtude da invencibilidade, inevitabilidade ou irresistibilidade que os caracteriza. Desse modo, caso fortuito ou de força maior, análogos pelos efeitos jurídicos e assemelhados pela impossibilidade de serem evitados, previstos ou não previstos, possuem sua característica na inevitabiliclade, porque possíveis de se prever ou de não se prever, eles vieram, desde que nenhuma força os poderia impedir. E daí, com justa razão, não se poder confundir o caso fortuito ou de força maior, com os casos impensados, os casos de imprevidência, os casos de negligência, os casos de imprudência ou de imperícia. Estes vieram pelas circunstâncias que os determinaram. Eram casos evitáveis pela ação ou pela vontade do homem. Os casos fortuitos e de força maior são superiores às forças do homem e à sua vontade, ao passo que os casos de outras espécies se mostram ação de quem os praticou ou se convertem em efeito, em função das causas: negligência, imprudência, imperícia, etc. Por princípio, ninguém responde pelos casos fortuitos e de força maior, pois que, inevitáveis por natureza e essência, aconteceram porque tinham que acontecer. Entre muitos, se consideram casos fortuitos e de força maior: as tempestades, as borrascas, as enchentes, os terremotos, as guerras, as revoluções, os naufrágios, ou quaisquer outros acontecimentos, assim, imprevisíveis ou previsíveis, mas inevitáveis. Força maior: Assim se diz em relação ao poder ou à razão mais forte, decorrente da irresistibilidade do fato, que, por sua influência, veio impedir a realização de outro, ou modificar o cumprimento de obrigação, a que se estava sujeito. • - • -Na técnica jurídica, força maior ë caso fortitito . pës'siiëiii . èféitás" . - análogos. 8 çN- Processo n°11128.002195/2002-82 S3-C1T1 Acórdão n.° 3101-00.232 Fl. 131 Qualquer distinção havida entre eles, conseqüente da violência do fato ou da casualidade dele, não importa na técnica do Direito. Somente importa que, um ou outro, justificadamente, tenham tornado impossível, pelo fato estranho à vontade da pessoa, o cumprimento da obrigação contratual. Ou, por eles, não se tenha possibilitado ou evitado a prática de certo ato, de que se procura fazer gerar uma obrigação. Força maior, pois, é a razão de ordem superior, justificativa do inadimplemento da obrigação ou da responsabilidade, que se quer atribuir a outrem, por ato imperioso que veio sem ser por ele querido. [Grifos do relator] Para confrontar os conceitos de De Plácido e Silva com o roubo praticado nas principais metrópoles brasileiras, duas características desse delito são relevantes: a previsibilidade, em função da freqüência 2 ; e a irresistibilidade, pela própria definição do tipo pena1 3 . Dada a previsibilidade, fica afastada a hipótese de caso fortuito, mas a irresistibilidade o vincula à outra excludente de responsabilidade: força maior. Nada obstante a forma didática com que os conceitos são expostos por De Plácido e Silva, o enquadramento de roubo dentre as hipóteses de força maior é tema por demais polêmico. Para pacificar o entendimento no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, a • Segunda Seção daquela Corte enfrentou a matéria no dia 9 de outubro de 2002, no julgamento do Recurso Especial 435.865-RJ. A despeito de tratar da responsabilidade civil de empresa do ramo de transporte coletivo de passageiros em decorrência de assalto à mão armada ocorrido no interior de veículo de sua frota urbana, o julgado da Segunda Seção do STJ uniformizou a jurisprudência4 das Tuunas Terceira e Quarta quanto à aceitação do roubo como motivo de força maior para isentar de responsabilidade a empresa transportadora. Filio-me, portanto, à corrente doutrinária de De Plácido e Silva alinhada com a jurisprudência uniforme do STJ para considerar motivo de força maior, excludente da responsabilidade da empresa transportadora, o roubo de carga sob sua guarda. Faz-se mister deixar aqui consignado que sobre esse tema modifiquei, em julgados supervenientes, meu entendimento exposto na Terceira Câmara do outrora denominado Terceiro Conselho de Contribuintes no mês de agosto de 2005, no julgamento de recurso voluntário relatado pelo então conselheiro Marciel Eder Costa. Com essas considerações, dou provimento ao recurso voluntário. TARÁSIO CAMP Lo BORGES 2 Freqüência: fato notório amplamente divulgado pelos grandes veículos de comunicação. 3 Código Penal, [Roubo] artigo 157, capta: "Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência". 4 Ver Recurso Especial 433.738-SP, de 12 de novembro de 2002. 9
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Numero do processo: 17883.000278/2008-57
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/02/2003 a 31/10/2005
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO FOLHA DE PAGAMENTO OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA INOBSERVÂNCIA DE PADRÕES E NORMAS ESTABELECIDOS PELA RECEITA FEDERAL DO BRASIL INCIDÊNCIA
A autuação ocorre por deixar a empresa de preparar folha(s) de pagamento das remunerações pagas ou devidas aos segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pela RFB.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO INOBSERVÂNCIA DE PRECEITO FUNDAMENTAL À VALIDADE DO LANÇAMENTO INOCORRÊNCIA.
Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2403-000.511
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade votos, em negar provimento ao recurso.
Matéria: CPSS - Contribuições para a Previdencia e Seguridade Social
Nome do relator: PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO
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PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO INOBSERVÂNCIA DE PRECEITO FUNDAMENTAL À VALIDADE DO LANÇAMENTO INOCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade votos, em negar provimento ao recurso. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 04/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI Assinado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 03/05/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI 2 Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Renato Coelho Borelli (suplente). Ausentes o Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza e o Conselheiro Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 04/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI Assinado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 03/05/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI Processo nº 17883.000278/200857 Acórdão n.º 2403000.511 S2C4T3 Fl. 197 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário, fls. 164 a 167, com Anexos às fls. 168 a 192, interposto pela Recorrente – BMB Mode Center Indústria Comércio e serviços Ltda. contra Acórdão nº 1223.925 – 12ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento Rio de Janeiro I RJ, fls. 152 a 157, que julgou procedente a autuação por descumprimento de obrigação acessória, Auto de Infração nº. 37.167.4115, às fls. 01, com valor consolidado de R$ 1.254,89 (um mil, duzentos e cinqüenta e quatro reais e oitenta e nove centavos). Conforme o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 15, o Auto de Infração nº. 37.167.4115, Código de Fundamentação Legal – CFL 30, foi lavrado pela Fiscalização contra a Recorrente por ela ter deixado de preparar folha(s) de pagamento das remunerações pagas ou creditadas a segurados Contribuintes Individuais (referentes aos PróLabores pagos aos sócios, bem como aos prestadores de serviços). nas competências 01/2004 a 12/2004. O Relatório Fiscal da Infração, às fls. 15, informa também que: No anexo I encontramse todos os segurados Contribuintes Individuais que foram localizados na contabilidade, através dos Livros Diário e Razão, com os respectivos valores pagos. Foram anexadas também as folhas de pagamento e respectivos resumos, das competências 01, 04 e 12/2004. Nos resumos das folhas de pagamento, no campo "Dados GPS", consta valores referentes a autônomos, mas estes não se encontram discriminados nas respectivas folhas de pagamento, de forma analítica. Além disso, os valores inseridos nesse campo são inferiores aos encontrados pela fiscalização, conforme demonstrado no "Anexo I" deste Auto de Infração. Houve portanto o descumprimento da obrigação legal acessória, conforme previsto na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, art. 32, I, combinado com art. 225, I e § 9º, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999. A multa a ser aplicada tem enquadramento legal na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, art. 92 e 102 e Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999, art. 283, inc. I, alínea "a" e art. 373. A Portaria Interministerial MPS/MF nº 77, de 11.03.2008, conforme previsto no artigo 373 do citado RPS., estabeleceu o valor referido no Art. 283, II do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048/1999, em R$ 1.254,89 (um mil, duzentos e cinqüenta e quatro reais e oitenta e nove centavos). Fl. 3DF CARF MF Emitido em 04/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI Assinado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 03/05/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI 4 Segundo o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 15, não ficou caracterizada nem circunstância agravante e nem circunstâncias atenuantes. A Recorrente teve ciência do TIAF – Termo de Início da Ação Fiscal, às fls. 06 e 07, em 24.06.2008, na qual consta o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF nº 0710500.2008.00286. O período objeto do auto de infração, conforme o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 15, é de 01/2004 a 12/2004. A Recorrente teve ciência do auto de infração no dia 02.09.2008, às fls. 01. A Recorrente apresentou impugnação, às fls. 77 a 85, com Anexos às fls. 86 a 145. A Recorrida analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação, nos termos do Acórdão nº 1223.925 – 12ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento Rio de Janeiro I RJ, fls. 82 a 88, conforme Ementa a seguir: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do Fato Gerador: 28/08/2008 OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. PREPARAR FOLHAS DE PAGAMENTOS DE ACORDO COM OS PADRÕES E NORMAS. ÔNUS DA PROVA Constitui infração preparar as folhas de pagamentos em desconformidade com os padrões e normas estabelecidos. Comprovada nos autos a efetiva ocorrência do fato gerador da obrigação tributária, caberá ao sujeito passivo notificado o ônus da contraprova, ou prova em contrário, relativa à inexistência da relação jurídica tributária. Lançamento Procedente Inconformada com a decisão de 1ª instância, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário, fls. 164 a 167, com Anexos às fls. 168 a 192, onde alega em apertada síntese que: (i) o D. Julgador da peça impugnativa não enfrentou as questões de direito aduzidas em defesa da recorrente, adstringindose tão somente à uma parte das questões de fato, deixando inclusive de expressar qualquer entendimento acerca do "bis in iden" alegado na peça impugnativa. Asseverou o D. Julgador que diversos argumentos constantes da peça de impugnação, no seu entendimento, não estão relacionados com o mérito do presente processo. Entretanto, não disse que argumentos seriam estes e, desta forma deixou de considerar em sua decisão os argumentos que de fato descaracterizam o AI. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 04/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI Assinado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 03/05/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI Processo nº 17883.000278/200857 Acórdão n.º 2403000.511 S2C4T3 Fl. 198 5 (ii) Agente Fiscalizador quando lavrou o AI considerou contribuinte individual pessoas em situações diversas daquelas estipuladas na Lei. O D. Julgador que proferiu a decisão ora recorrida, não obstante ter afirmado que se adstringiu aos fatos, deixou de observar o fato consubstanciado no enquadramento, como se contribuintes individuais fossem, de pessoas em situações diversas daquelas definidas em Lei. (iii) Da multa. O Agente Fiscal, ao aplicar a multa não observou a previsão legal do art. 44 da Lei 9430/96 bem como o D. Julgador que proferiu a decisão ora recorrida também deixou de observar a referida norma legal. O lançamento tributário pautouse pela ocorrência de fatos geradores ocorridos no ano de 2004. Entretanto, na ocasião do lançamento, o fiscal baseouse na aplicação da multa como se o fato gerador tivesse ocorrido no ano de 2008, tendo adotado como referência o valor mínimo de R$ 1.254,89 (mil duzentos e cinqüenta e quatro reais e oitenta e nove centavos), segundo a Portaria Interministerial MF n°. 77/2008, quando, deveria adotar os valores previstos nas Portarias MPS n° 727 de 30/05/03 e Portaria OS 479 de 07/05/2004. Esclareçase, portanto que até 06 de maio de 2004, vigorava a Portaria MPS nº 727 de 30052003, que trazia o valor de referência da multa de R$ 991,03 (novecentos e noventa e um reais e três centavos), que deve, portanto, ser observado pelos agentes fiscais quando se tratar de fatos geradores ocorridos no período compreendido entre 31/05/03 a 05/05/4. Posteriormente, veio a lume a Portaria MPS 479 de 07 de maio de 2004 aumentando o valor de referência da multa para R$ 1.035,92 (mil e trinta e cinco reais e noventa e dois centavos), que deverá ser observado pelos agentes fiscais quando se tratar de fatos geradores ocorridos a partir de 08/05/04, privilegiando assim ao princípio da retroatividade da multa mais benéfica para a Recorrente. Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão, fls. 195. É o Relatório. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 04/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI Assinado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 03/05/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI 6 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 195. Anotase ainda que o Supremo Tribunal Federal – STF ao editar a Súmula Vinculante nº. 21 afastou a exigência de depósito para a admissibilidade de recurso na esfera administrativa. Súmula Vinculante 21 É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. Fonte de Publicação: DJe nº. 210, p. 1, em 10/11/2009. DOU de 10/11/2009, p. 1. Avaliados os pressupostos, passo para o Mérito. Fl. 6DF CARF MF Emitido em 04/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI Assinado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 03/05/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI Processo nº 17883.000278/200857 Acórdão n.º 2403000.511 S2C4T3 Fl. 199 7 DO MÉRITO Do Preceito fundamental à lavratura do Auto de Infração De plano, notase que o procedimento fiscal atendeu a todas as determinações legais, não havendo, pois, nulidade por vício insanável e tampouco cerceamento de defesa. Podese elencar as etapas necessárias à realização do procedimento: • A autorização por meio da emissão do Termo de Início da Ação Fiscal TIAF, com a competente designação do AuditorFiscal responsável pelo cumprimento do procedimento; • A intimação para a apresentação dos documentos conforme Termo de Intimação para Apresentação de Documentos – TIAD, intimando o contribuinte para que apresentasse todos os documentos capazes de comprovar o cumprimento da legislação previdenciária; • A autuação dentro do prazo autorizado pelo referido mandado, com a apresentação ao contribuinte dos fatos geradores e fundamentação legal que constituíram a lavratura do auto de infração ora contestado, com as informações necessárias para que o autuado pudesse efetuar as impugnações que considerasse pertinentes: a. Folha de Rosto do Auto de Infração; b. IPC Instruções para o Contribuinte c. REPLEG Relatório de Representantes Legais d. VINCU LOS Relatório de Vínculos e. TIAF Termo de Início da Ação Fiscal f. TIAD Termo de Intimação para Apresentação de Documentos g. TEAF Termo de Encerramento da Ação Fiscal h. REFISC Relatório Fiscal da Infração e da Aplicação da Multa Fl. 7DF CARF MF Emitido em 04/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI Assinado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 03/05/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI 8 Cumprenos esclarecer ainda, que a autuação fiscal foi elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999, especialmente com a discriminação clara e precisa da infração e das circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, dia e hora de sua lavratura. Art.293.Constatada a ocorrência de infração a dispositivo deste Regulamento, será lavrado autodeinfração com discriminação clara e precisa da infração e das circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, dia e hora de sua lavratura, observadas as normas fixadas pelos órgãos competentes. (Redação dada pelo Decreto nº 6.103, de 2007) §1oRecebido o autodeinfração, o autuado terá o prazo de trinta dias, a contar da ciência, para efetuar o pagamento da multa de ofício com redução de cinqüenta por cento ou impugnar a autuação. (Redação dada pelo Decreto nº 6.103, de 2007) §2oImpugnada a autuação, o autuado, após a ciência da decisão de primeira instância, poderá efetuar o pagamento da multa de ofício com redução de vinte e cinco por cento, até a data limite para interposição de recurso. (Redação dada pelo Decreto nº 6.103, de 2007) §3ºO recolhimento do valor da multa, com redução, implica renúncia ao direito de impugnar ou de recorrer.(Redação dada pelo Decreto nº 4.032, de 2001) §4oApresentada impugnação, o processo será submetido à autoridade competente, que decidirá sobre a autuação, cabendo recurso na forma da Subseção II da Seção II do Capítulo Único do Título I do Livro V deste Regulamento. (Redação dada pelo Decreto nº 6.032, de 2007) Analisandose o auto de infração e seus anexos, temse que foi cumprido integralmente os limites legais dispostos no art. artigo 293, Decreto 3.048/1999. Da invalidade do Auto de Infração A Recorrente argumenta: (i) o D. Julgador da peça impugnativa não enfrentou as questões de direito aduzidas em defesa da recorrente, adstringindose tão somente à uma parte das questões de fato, deixando inclusive de expressar qualquer entendimento acerca do "bis in iden" alegado na peça impugnativa. Fl. 8DF CARF MF Emitido em 04/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI Assinado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 03/05/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI Processo nº 17883.000278/200857 Acórdão n.º 2403000.511 S2C4T3 Fl. 200 9 Asseverou o D. Julgador que diversos argumentos constantes da peça de impugnação, no seu entendimento, não estão relacionados com o mérito do presente processo. Entretanto, não disse que argumentos seriam estes e, desta forma deixou de considerar em sua decisão os argumentos que de fato descaracterizam o AI. (ii) Agente Fiscalizador quando lavrou o AI considerou contribuinte individual pessoas em situações diversas daquelas estipuladas na Lei. O D. Julgador que proferiu a decisão ora recorrida, não obstante ter afirmado que se adstringiu aos fatos, deixou de observar o fato consubstanciado no enquadramento, como se contribuintes individuais fossem, de pessoas em situações diversas daquelas definidas em Lei. Analisemos. A Recorrente aduz que a decisão de 1ª instância não apreciou todos os argumentos aludidos em sede de Impugnação, às fls. 77 a 85, com Anexos às fls. 86 a 145. Não obstante a argumentação da Recorrente, devese observar que o presente Auto de Infração nº. 37.167.4115, Código de Fundamentação Legal – CFL 30, foi lavrado pela Fiscalização contra a Recorrente por ela ter deixado de preparar folha(s) de pagamento das remunerações pagas ou creditadas a segurados Contribuintes Individuais (referentes aos PróLabores pagos aos sócios, bem como aos prestadores de serviços). nas competências 01/2004 a 12/2004. Desta forma, para a autuação fiscal relativa a esse Código de Fundamentação Legal – CFL 30 ocorrer, basta a ocorrência de apenas uma das hipóteses previstas no dispositivo legal infringido, qual seja, Lei n° 8.212, de 24/07/1991, art. 32, I, combinado com art. 225, I e § 9º, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999. Lei n° 8.212/1991 Art. 32. A empresa é também obrigada a: I preparar folhasdepagamento das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social; Decreto n° 3.048/1999. Art.225. A empresa é também obrigada a: I preparar folha de pagamento da remuneração paga, devida ou creditada a todos os segurados a seu serviço, devendo manter, em cada estabelecimento, uma via da respectiva folha e recibos de pagamentos; Fl. 9DF CARF MF Emitido em 04/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI Assinado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 03/05/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI 10 (...) §9º A folha de pagamento de que trata o inciso I do caput, elaborada mensalmente, de forma coletiva por estabelecimento da empresa, por obra de construção civil e por tomador de serviços, com a correspondente totalização, deverá: I discriminar o nome dos segurados, indicando cargo, função ou serviço prestado; II agrupar os segurados por categoria, assim entendido: segurado empregado, trabalhador avulso, contribuinte individual; (Redação dada pelo Decreto nº 3.265, de 1999) III destacar o nome das seguradas em gozo de salário maternidade; IV destacar as parcelas integrantes e não integrantes da remuneração e os descontos legais; e V indicar o número de quotas de saláriofamília atribuídas a cada segurado empregado ou trabalhador avulso. Desta forma, observandose os Anexos do Relatório Fiscal da Infração, às fls. 16 a 20 (Anexo I); e fls. 22 a 73, tomese como exemplo a competência 01/2004, das fls. 16 e das fls. 22 a 37, contendo o Resumo e a Folha de Pagamentos da Recorrente: às fls. 16, Anexo I do presente Auto de Infração, há a relação dos pagamentos realizados a segurados contribuintes individuais (prólabore de sócios e prestadores de serviço), que foram localizados na contabilidade, através dos Livros Diário e Razão, com os respectivos valores pagos: Compet. Nome do Beneficiário Valor Pago 01/2004 MARCOS ANTONIO BALBINOT 5.000,00 01/2004 AGENOR LUIZ BOFF 240,00 01/2004 CRYSTIAN GUIMARAES VIANA 450,00 01/2004 JOSIEL ROQUE DA LUZ 210,00 01/2004 JUVENAL MIZUKANI 2.088,00 01/2004 NOBUO MURAKOSHI 1.480,00 01/2004 NOBUO MURAKOSHI 270,00 01/2004 NOBUO MURAKOSHI 41,57 01/2004 NOBUO MURAKOSHI 500,00 01/2004 NOBUO MURAKOSHI 177,42 01/2004 NOBUO MURAKOSHI 550,00 '01/2004 NOBUO MURAKOSHI 171,98 01/2004 JUVENAL MIZUKANI 442,50 Fl. 10DF CARF MF Emitido em 04/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI Assinado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 03/05/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI Processo nº 17883.000278/200857 Acórdão n.º 2403000.511 S2C4T3 Fl. 201 11 01/2004 NOBUO MURAKOSHI 250,00 01/2004 ANDRE DA SILVA PARENTE 720,00 01/2004 NOBUO MURAKOSHI 800,00 01/2004 JUVENAL MIZUKANI 896,00 01/2004 NOBUO MURAKOSHI 930,24 01/2004 JOSIEL ROQUE DA LUZ 450,00 01/2004 RAFAEL HENRIQUE DOS SANTOS 40,00 01/2004 NOBUO MURAKOSHI 1.000,00 01/2004 NOBUO MURAKOSHI 566,01 01/2004 NOBUO MURAKOSHI 81,57 01/2004 NOBUO MURAKOSHI 550,00 01/2004 NOBUO MURAKOSHI 540,00 01/2004 ORCY EMIDIO DO VALLE 75,00 01/2004 NOBUO MURAKOSHI 1.000,00 01/2004 NOBUO MURAKOSHI 100,00 01/2004 Total 19.620,20 às fls. 23 a 37, referente à Folha de Pagamento da competência 01/2004: em relação aos prestadores de serviço: CRYSTIAN GUIMARAES VIANA; JOSIEL ROQUE DA LUZ; JUVENAL MIZUKANI; ANDRE DA SILVA PARENTE; RAFAEL HENRIQUE DOS SANTOS; ORCY EMIDIO DO VALLE; não há a discriminação dos nomes dos segurados contribuintes individuais que prestaram serviço no período, com a indicação do cargo, função ou serviço prestado; às fls. 22, as remunerações dos contribuintes individuais foram informadas pelo seu valor total, vide Empregadores/Autônomos no montante de R$ 5.690,00. houve a infringência ao disposto no art. 32, I, Lei n° 8.212/1991 combinado com art. 225, I, Decreto n° 3.048/1999 e art. 225, § 9º, I, Decreto n° 3.048/1999; Ou seja, apenas com a verificação da competência 01/2004 dos elementos informados no Relatório Fiscal da Infração, em relação à elaboração da Folha de Pagamentos Fl. 11DF CARF MF Emitido em 04/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI Assinado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 03/05/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI 12 das remunerações dos contribuintes individuais prestadores de serviços, restou comprovado que a Recorrente infringiu o disposto no art. 32, I, Lei n° 8.212/1991 combinado com art. 225, I, Decreto n° 3.048/1999 e art. 225, § 9º, I, Decreto n° 3.048/1999. Por outro lado, as argumentações da Recorrente acerca da decisão de 1ª instância são no sentido de que esta não enfrentou todas as questões de direito aduzidas em sede de Impugnação, adstringindose tão somente à uma parte das questões de fato. Não obstante as argumentações da Recorrente, diante do exposto acima para a competência 01/2004 em que já restou materializada a infração em que se fundamentou o presente Auto de Infração, não iremos debater todos os aspectos levantados em sede de Impugnação acerca da ocorrência da Infração em razão de economia processual e de celeridade em sede do processo administrativo fiscal previdenciário. Se assim não fosse, debateríamos, por exemplo, a incidência ou não da contribuição social previdenciária nos valores recebidos pelo Sr. Nobuo Murakoshi, o que de forma alguma iria alterar a materialização da infração posto que já caracterizada em relação aos prestadores de serviço, conforme já analisado acima: CRYSTIAN GUIMARAES VIANA; JOSIEL ROQUE DA LUZ; JUVENAL MIZUKANI; ANDRE DA SILVA PARENTE; RAFAEL HENRIQUE DOS SANTOS; ORCY EMIDIO DO VALLE. Exemplificandose trecho da Impugnação da Recorrente às fls. 83: “(...) Tomando por base o razão contábil, o Sr. Fiscal registrou nos seus Autos de Infração, valores médios mensais da ordem de R$ 8.700,00 (oito mil e setecentos reais) por mês como se fosse salário indireto atribuído somente a um empregado Sr. Nobuo Murakoshi. Dentre os diversos lançamentos encontramse, por exemplo: despesas com treinamento, curso de idiomas que a empresa mandou ministrar ao seu empregado a fim preparálo para atender as suas necessidades no mercado, despesas de viagem. Fato é que não se encontra presente os requisitos básicos para caracterização do salário indireto, quais sejam, a habitualidade e a gratuidade. A inexistência da habitualidade se verifica pela inconstância dos gastos. A inexistência da gratuidade se verifica pela análise da folha de pagamento, na qual está inserido a Sr. Nobuo com seu único salário recebido no período e da qual consta os valores dele descontados a titulo de alimentação, assistência médica e adiantamentos de salários. Portanto, não há como sustentar a tese de pagamento de salário a contribuinte individual para os valores elencados no Anexo I em relação a esse empregado, mormente por ser empregado da contribuinte. Na forma do § 2 0 . do art. 458, CLT, é possível distinguir entre a prestação fornecida pela ou para a prestação do serviço. Diante do exposto acima,, não prosperam as alegações da Recorrente. Fl. 12DF CARF MF Emitido em 04/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI Assinado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 03/05/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI Processo nº 17883.000278/200857 Acórdão n.º 2403000.511 S2C4T3 Fl. 202 13 Questão da Multa aplicada. A Recorrente alega: (iii) Da multa. O Agente Fiscal, ao aplicar a multa não observou a previsão legal do art. 44 da Lei 9430/96 bem como o D. Julgador que proferiu a decisão ora recorrida também deixou de observar a referida norma legal. O lançamento tributário pautouse pela ocorrência de fatos geradores ocorridos no ano de 2004. Entretanto, na ocasião do lançamento, o fiscal baseouse na aplicação da multa como se o fato gerador tivesse ocorrido no ano de 2008, tendo adotado como referência o valor mínimo de R$ 1.254,89 (mil duzentos e cinqüenta e quatro reais e oitenta e nove centavos), segundo a Portaria Interministerial MF n°. 77/2008, quando, deveria adotar os valores previstos nas Portarias MPS n° 727 de 30/05/03 e Portaria OS 479 de 07/05/2004. Esclareçase, portanto que até 06 de maio de 2004, vigorava a Portaria MPS nº 727 de 30052003, que trazia o valor de referência da multa de R$ 991,03 (novecentos e noventa e um reais e três centavos), que deve, portanto, ser observado pelos agentes fiscais quando se tratar de fatos geradores ocorridos no período compreendido entre 31/05/03 a 05/05/4. Posteriormente, veio a lume a Portaria MPS 479 de 07 de maio de 2004 aumentando o valor de referência da multa para R$ 1.035,92 (mil e trinta e cinco reais e noventa e dois centavos), que deverá ser observado pelos agentes fiscais quando se tratar de fatos geradores ocorridos a partir de 08/05/04, privilegiando assim ao princípio da retroatividade da multa mais benéfica para a Recorrente. Analisemos. De plano, observase o art. 283, I, a, Decreto 3048/1999 e o art. 373, Decreto 3048/1999: Art.283.Por infração a qualquer dispositivo das Leis nos 8.212 e 8.213, ambas de 1991, e 10.666, de 8 de maio de 2003, para a qual não haja penalidade expressamente cominada neste Regulamento, fica o responsável sujeito a multa variável de R$ 636,17 (seiscentos e trinta e seis reais e dezessete centavos) a R$ 63.617,35 (sessenta e três mil, seiscentos e dezessete reais e trinta e cinco centavos), conforme a gravidade da infração, Fl. 13DF CARF MF Emitido em 04/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI Assinado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 03/05/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI 14 aplicandoselhe o disposto nos arts. 290 a 292, e de acordo com os seguintes valores: (Redação dada pelo Decreto nº 4.862, de 2003) I a partir de R$ 636,17 (seiscentos e trinta e seis reais e dezessete centavos)nas seguintes infrações: a) deixar a empresa de preparar folha de pagamento das remunerações pagas, devidas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com este Regulamento e com os demais padrões e normas estabelecidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social; Art.373. Os valores expressos em moeda corrente referidos neste Regulamento, exceto aqueles referidos no art. 288, são reajustados nas mesmas épocas e com os mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da previdência social. Observase que, à época da lavratura do Auto de Infração (em 28.08.2008), a Portaria em vigor era a Portaria Interministerial MPS/MF nº 77, de 11.03.2008, conforme previsto no artigo 373 do citado RPS., a qual estabeleceu o valor referido no Art. 283, II do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048/1999, em R$ 1.254,89 (um mil, duzentos e cinqüenta e quatro reais e oitenta e nove centavos). Nesse mesmo sentido, não vislumbro a possibilidade de se prosperar a construção da Recorrente em se utilizar o art. 44 da Lei 9430/96 combinado com o art. 106, II, c, CTN para que se utiliza na aplicação da multa as Portaria já revogadas á época da lavratura do Auto de Infração. Observese ainda que a Lei 11.941/2009 não alterou a capitulação da multa aplicada para o presente Auto de Infração,m qual seja, a Lei n° 8.212, de 24/07/1991, art. 92 e 102. Diante do exposto, não prosperam as alegação da Recorrente. Fl. 14DF CARF MF Emitido em 04/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI Assinado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 03/05/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI Processo nº 17883.000278/200857 Acórdão n.º 2403000.511 S2C4T3 Fl. 203 15 CONCLUSÃO Voto pelo CONHECIMENTO do recurso para, NO MÉRITO, negar provimento ao recurso. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 15DF CARF MF Emitido em 04/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI Assinado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 03/05/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI
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Numero do processo: 18471.002080/2007-31
Data da sessão: Tue Oct 08 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1402-000.219
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: LEONARDO DE ANDRADE COUTO
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Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Leonardo de Andrade Couto – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Frederico Augusto Gomes de Alencar, Carlos Pelá, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Paulo Roberto Cortez e Leonardo de Andrade Couto. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 84 71 .0 02 08 0/ 20 07 -3 1 Fl. 2630DF CARF MF Impresso em 07/11/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 28/10 /2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 18471.002080/200731 Resolução nº 1402000.219 S1C4T2 Fl. 3 2 Relatório Por bem resumir a controvérsia adoto o relatório da decisão recorrida que abaixo transcrevo: Trata este processo de auto de infração (folhas 1.092 a 1.113 — Vol. VI) emitido pela Delegacia de Fiscalização do Rio de Janeiro, em função de omissão de receita financeira em operações de SWAP liquidadas durante os anos calendário 2002 e 2003, que totalizaram R$ 10.735.197,66, distribuídos conforme tabela a seguir, acompanhados de multa de oficio de 75% e de juros moratórios a serem calculados até a data do efetivo pagamento. (......) O recebimento do auto de infração, acompanhado do Termo de Verificação e Constatação Fiscal (fls. 1.088 a 1.091), ocorreu em 27/12/2007 (fls. 1.112 e 1.115). 3 Do supracitado termo constam as seguintes informações. 4 A fiscalização foi iniciada em função do acompanhamento de Mandados de Segurança em que o interessado pretendia eximirse do recolhimento do IRRF sobre os ganhos nas operações de SWAP. 5 Como os pedidos de liminares foram denegados (fls. 179 a 473 — Vols. I e III), o interessado foi intimado a apresentar a documentação contábil e fiscal que comprovasse o oferecimento à tributação do resultado positivo nas seguintes operações de SWAP: (.....) 6 O interessado apresentou as seguintes respostas: (.....) Tendo em vista que o interessado apresentou Planilhas de Controle de Operações de SWAP fora da contabilidade, e que na escrituração apresentada constavam valores globalizados, sem identificação das operações em questão, foi solicitada uma fiscalização especifica para estas operações. 8 Após análise da documentação apresentada, foi constatado que o interessado não conseguiu comprovar que havia oferecido A. tributação os resultados positivos auferidos, na apuração do Lucro Real Anual (opção do interessado), a despeito das decisões judiciais desfavoráveis. 9 Com a opção pelo lucro real anual, foi lavrado auto de infração com base na "omissão de receitas financeiras", caracterizada pela falta de contabilização das mesmas, que gerou, em conseqüência, redução indevida do faturamento e do lucro sujeito à tributação. 10 As bases de cálculo para as omissões de receitas estão determinadas à folha 1.091 (Vol. VI). 11 As omissões de receitas geraram reflexos no IRPJ, PIS, CSLL e COFINS Fl. 2631DF CARF MF Impresso em 07/11/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 28/10 /2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 18471.002080/200731 Resolução nº 1402000.219 S1C4T2 Fl. 4 3 Em 25/01/2008, o interessado apresentou impugnação constante das folhas 1.115 a 1.138 (Vol. VI) e juntou vários documentos e planilhas. Os pontos principais da impugnação estão resumidos a seguir. 13 O interessado firmou com instituições financeiras diversos contratos de SWAP, liquidados ao longo dos anos de 2002, 2003 e 2004. 14 Em tais liquidações, havendo saldo positivo em favor de uma das partes, a legislação determina a incidência do Imposto de Renda Retido na Fonte, determinando à fonte pagadora a retenção e o recolhimento do IRRF. 15 O interessado impetrou Mandados de Segurança com vistas a afastar a obrigatoriedade de retenção na fonte das variações positivas no momento da liquidação dos contratos. 16 Em outras palavras, o que se pretendeu com os mandados de segurança, nos quais foram deferidas medidas liminares, era afastar a tributação imediata via retenção na fonte das receitas oriundas dos contratos de Swap. Entretanto, isto não significou que tais receitas não seriam tributadas. Elas foram devidamente registradas na escrita fiscal da empresa (Livro Razão), compondo globalmente a base de cálculo de todos os tributos sobre elas incidentes (IRPJ, CSLL, PIS e COFINS). 17 Como afirmado pela própria Auditora Fiscal, as seguranças foram, ao final, denegadas. Entretanto, com o encerramento do exercício fiscal, houve verdadeira perda de objeto das impetrações, com a obrigatoriedade de que a totalidade das receitas tivesse sido considerada para elaboração do ajuste anual. 18 Liquidados os contratos, independentemente de qualquer ordem judicial, as receitas financeiras obtidas deveriam, e foram, efetivamente oferecidas A tributação. Da ausência de motivação do ato administrativo. Nulidade. 19 Em cumprimento às intimações, o interessado apresentou uma série de documentos, entre planilhas e memórias de cálculo. O fato de os documentos apresentados serem controles extracontábeis, em nada prejudicam a idoneidade das informações, até mesmo porque o controle da variação cambial é essencialmente realizado em controles apartados, fora da contabilidade. 20 E assim se faz porque, em primeiro lugar, a complexidade da apuração de tais receitas não permite seu acompanhamento dentro da contabilidade e, em segundo lugar, porque inexiste declaração fiscal (tais como DACON, DIPJ ou DCTF) onde conste espaço próprio para o controle da variação cambial. 21 Desse modo, não existe outra opção ao interessado sendo lançar os resultados da conta diretamente no resultado, de forma global, mantendose documentação hábil a comprovar de onde foram extraídos os valores. Foi exatamente esta a conduta do interessado. 22 Ao lavrar o auto de infração, cabe à Fiscalização comprovar a existência do débito, de forma clara e precisa, e não o inverso. 23 Existindo dúvida, caberia à autoridade fiscal, com base na documentação apresentada e refazendo a apuração, apontar a inexistência de tributação de algumas das receitas. Fl. 2632DF CARF MF Impresso em 07/11/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 28/10 /2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 18471.002080/200731 Resolução nº 1402000.219 S1C4T2 Fl. 5 4 Da decadência em relação aos débitos de PIS e COFINS referente aos contratos liquidados em 18/03/2002 e 29/11/2002. 24 Tratandose de tributos sujeitos ao lançamento por homologação, o prazo decadencial é de cinco anos a contar do fato gerador, nos termos do art. 150, § 4° do CTN. 25 E, como no caso do PIS e da COFINS, o fato gerador é mensal, temse que, na data da lavratura do auto de infração (27/12/2007) já estavam decaídos os fatos geradores anteriores a novembro de 2002 (inclusive). 26 Apresenta o resultado da sessão do dia 15/08/2007 da Corte Especial do STJ (fl. 2.098) que declarou, por unanimidade, a inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei no 8.212/91. Da tributação das receitas com variação cambial. 27 Existem dois critérios para reconhecimento da receita financeira e oferecimento tributação, que pode darse por: caixa (efetivo recebimento ou liquidação do contrato) ou competência (a cada mês ou trimestre de apuração). 28 O artigo 30 da MP 2.15835/2001 alterou o regime, estabelecendo como regra o regime de caixa e como opção para o contribuinte, o reconhecimento via regime de competência. 29 O resultado da conta de variação cambial (variação ativa ou passiva) sera considerado receita ou despesa financeira, lançada diretamente contra a conta de resultado, nos termos da Lei n°9.718/98. Do correto oferecimento à tributação, das receitas com variação cambial. Operação n° 01/2000 — liquidada em 18/03/2002. 30 A diferença entre a parcela ativa e a passiva é de R$ 1.039.065,25 (9.942.571,31— 8.903.506,06) e não de R$ 1.269.826,19, como considerado pela Auditora Fiscal, já que a liquidação aconteceu em 18/03/2002. 31 0 valor de R$ 1.039.065,25 foi lançado à conta Bancos. 32 A contabilização foi efetuada da seguinte forma: Regime de competência em 28/02/2002 R$ 1.269.826,19 Regime de Caixa (Liquidação) R$ 1.039.065,25 Diferença estornada em 18/03/2002 (R$ 230.760,94) 33 Para o presente contrato, do valor total de R$ 1.039.065,25, parte (R$ 1.006.541,76) já havia sido tributada pelo regime de competência. Portanto, somente a diferença de R$ 32.523,49 foi acrescida à base. 34 O interessado adota o regime de tributação do IRPJ e da CSLL com base no lucro real anual, com estimativas mensais calculadas através de balancetes de suspensão. Fl. 2633DF CARF MF Impresso em 07/11/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 28/10 /2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 18471.002080/200731 Resolução nº 1402000.219 S1C4T2 Fl. 6 5 35 No presente caso, o valor adicionado à apuração no mês de março não representa o resultado de um único contrato, mas sim o valor global de todas as variações ativas e passivas do período. 36 O valor adicionado para fins de apuração do IRPJ e da CSLL no LALUR foi R$ 66.919.110,62, em março/2002. Este valor foi transportado para a página 11 do LALUR. 37 O resultado positivo levado à tributação do Pis e da Cofins foi de R$ 65.976.735,61, em março/2002. Operação n°2019386 — liquidada em 29/11/2002. 38 0 resultado positivo da operação foi R$ 3.109.563,79, lançado à conta Bancos. 39 A despeito do resultado da liquidação ter sido R$ 3.109.563,79, o valor levado tributação foi de R$ 3.864.779,23. 40 0 valor adicionado no mês de novembro não representa o resultado de um único contrato, mas sim o valor global de todas as variações cambiais (ativas e passivas) do período, ou seja, R$ 1.018.893.719,32, transportado para a página 43 do LALUR. 41 O resultado positivo levado à tributação do Pis e da Cofins foi de R$ 81.146.758,20, em novembro/2002. Operação n° 168.299 — liquidada em 29/11/2002. 42 A diferença entre a parcela ativa e a passiva é de R$ 9.459.686,33 (35.210.143,05 — 25.750.456,72) e não de R$ 10.040.995,43, como considerado pela Auditora Fiscal, já que a liquidação aconteceu em 18/03/2002. 43 0 valor de R$ 9.459.686,33 foi lançado à conta Bancos. 44 A contabilização foi efetuada da seguinte forma: Regime de competência em 31/10/2002 R$ 10.040.995,43 Regime de Caixa (Liquidação) R$ 9.459.686,33 Diferença estornada em 29/11/2002 (R$ 581.309,10) 45 O valor adicionado à apuração no mês de novembro não representa o resultado de um único contrato, mas sim o valor global de todas as variações ativas e passivas do período. 46 0 valor adicionado para fins de apuração do IRPJ e da CSLL no LALUR foi R$ 1.019.893.719,32, em novembro/2002. Este valor foi transportado para a página 43 do LALUR. Operação n° 02D09390 — liquidada em 28/02/2003. 47 Ao contrário do sustentado pela Autoridade Fiscal, o ganho apurado foi de R$ 5.199.997,94 e não R$ 3.743.803,84, maior, portanto, do que o considerado na autuação. Resultado liquido da opção 4.451.237,15 Fl. 2634DF CARF MF Impresso em 07/11/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 28/10 /2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 18471.002080/200731 Resolução nº 1402000.219 S1C4T2 Fl. 7 6 IRRF 748.760,79 Resultado bruto da opção 5.199.997,94 48 O pagamento foi feito pela instituição financeira em duas etapas: Na data da liquidação, 03/02/2003, R$ 4.451.237,15; 2°. Após obtenção da medida liminar, 03/02/2003, o IRRF que havia sido retido, R$ 748.760,79. 49 0 valor de R$ 5.199.997,94 foi debitado à conta Bancos e creditado à conta Receita de Contrato de Opção CP. Portanto, fez parte da apuração do lucro liquido e da apuração da estimativa de fevereiro de 2003. 50 No caso do PIS e da COFINS, o resultado do contrato está contido nas receitas financeiras do período. Operação n° 02H12841 — liquidada em 17/02/2003. 51 0 resultado positivo da operação foi R$ 6.646.660,68, lançado à conta Bancos. 52 0 valor adicionado no mês de fevereiro de 2003 não representa o resultado de um único contrato, mas sim o valor global de todas as variações cambiais (ativas e passivas) do período, ou seja, R$ 90.100.034,33, transportado para a página 06 do LALUR. 53 0 resultado positivo levado à tributação do Pis e da Cofins foi de R$ 6.646.660,68, em fevereiro/2003. Operação n° FD2.98/04 — liquidada em 23/06/2003. 54 0 resultado positivo da operação foi R$ 636.416,94, lançado a conta Bancos. 55 0 valor adicionado no mês de junho de 2003 não representa o resultado de um único contrato, mas sim o valor global de todas as variações cambiais (ativas e passivas) do período, ou seja, R$ 1.117.288.190,56, transportado para a página 18 do LALUR. 56 0 resultado positivo levado A. tributação do Pis e da Cofins foi de R$ 636.416,94, em junho/2003. Operação n°2019387 — liquidada em 30/05/2003. 57 Ao contrário do sustentado pela Auditora fiscal, o ganho apurado nesta operação foi de R$ 70.888,94 (10.213.086,80 — 10.142.197,86) e não R$ 764.598,68. 58 0 resultado positivo da operação foi lançado a conta Bancos. 59 0 valor adicionado no mês de maio de 2003 não representa o resultado de um único contrato, mas sim o valor global de todas as variações cambiais (ativas e passivas) do período, ou seja, R$ 973.043.624,00, transportado para a página 15 do LALUR. 60 0 resultado positivo levado à tributação do Pis e da Cofins foi de R$ 70.888,94, em maio/2003. Operação n°2019330 — liquidada em 22/04/2003. Fl. 2635DF CARF MF Impresso em 07/11/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 28/10 /2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 18471.002080/200731 Resolução nº 1402000.219 S1C4T2 Fl. 8 7 61 0 resultado positivo da operação foi R$ 1.563.548,95, lançado à conta Bancos. 62 0 valor adicionado no mês de abril de 2003 não representa o resultado de um único contrato, mas sim o valor global de todas as variações cambiais (ativas e passivas) do período, ou seja, R$ 1.014.954.647,10, transportado para a página 12 do LALUR. 63 O resultado positivo levado à tributação do Pis e da Cofins foi de R$ 1.563.548,95, em abril/2003. Da necessidade de se baixar o processo em diligência. 64 Haja vista a complexidade da documentação apresentada, que envolve registros contábeis e extracontábeis, requer que os autos sejam baixados em diligencia. Do pedido de perícia contábil. 65 Embora os documentos que instruem a impugnação já sejam suficientes para demonstrar que a receita da operação de Swap foi devidamente considerada na declaração anual, a prova pericial contábil desde já é requerida. Pedido. 1 0. Seja acatada a preliminar de nulidade por ausência de motivação ou, 2°. Seja julgado improcedente o lançamento ou, 3°. Seja pronunciada a decadência dos créditos lançados de PIS e de COFINS relativos a março e novembro de 2002. 66 0 interessado foi intimado por esta relatora a apresentar parte de livros contábeis, que confirmasse suas alegações efetuadas na impugnação, através da Intimação DRJ/RJ 1 n° 004/2008 (fls. 2.096 e 2.097), com os seguintes pedidos. Balancetes de suspensão dos meses de fevereiro, março e novembro de 2002, fevereiro, abril, maio e junho de 2003, utilizados como base para os cálculos do IRPJ e da CSLL informados nas DIPJ 2003 e 2004. Folhas do Razão dos meses de fevereiro, março e novembro de 2002, fevereiro, abril, maio e junho de 2003, onde apareça a conta Receita Financeira obtida com operações de SWAP. Estas operações deverão estar discriminadas por contrato. Folhas do Razão dos meses de fevereiro, março e novembro de 2002, fevereiro, abril, maio e junho de 2003, onde apareça a conta Receita Financeira obtida pelo interessado englobando todos os tipos de contrato. Folhas do Razão com as contas Caixa e Bancos (integrais) dos mesmos meses: fevereiro, março e novembro de 2002, fevereiro, abril, maio e junho de 2003. 67 A intimação foi recebida em 25/02/2008 (AR de folha 2.101) e atendida em 07/03/88. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro prolatou o Acórdão 1219.446 pelo qual rejeitou as preliminares suscitadas e, no mérito, cancelou as exigências do PIS e da Cofins na integralidade. Em relação ao IRPJ e CSLL, acolheu parcialmente as razões de defesa nos seguintes termos: Operação Valor autuado Valor cancelado Valor mantido Fl. 2636DF CARF MF Impresso em 07/11/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 28/10 /2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 18471.002080/200731 Resolução nº 1402000.219 S1C4T2 Fl. 9 8 01/2000 (2002) R$ 1.269.826,19 R$ 230.760,94 R$ 1.039.065,25 2019386 (2002) R$ 3.109.563,80 R$ 3.109.563,80 168229 (2002) R$ 10.040.995,43 R$ 581.309,10 R$ 9.459.686,33 Total em 2002 R$ 14.420.385,42 R$ 812.070,04 R$ 13.608.315,38 02D09390 (2003) R$ 3.743.803,84 R$ 3.743.803,84 02H12841(2003) R$ 6.646.660,68 R$ 6.646.660,68 FD2.98/04 (2003) R$ 636.416,94 R$ 636.416,94 2019387 (2003) R$ 764.598,68 R$ 764.598,68 2019330 (2003) R$ 1.563.548,95 R$ 1.563.548,95 Total em 2003 R$ 13.355.029,09 R$ 11.791.480,14 R$ 1.563.548,95 Em relação ao montante exonerado, o Órgão julgador de primeira instância recorreu de ofício a este Colegiado. Devidamente cientificado da decisão, o sujeito passivo apresentou recurso voluntário onde transcreve literalmente a impugnação apresentada. É o Relatório. Fl. 2637DF CARF MF Impresso em 07/11/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 28/10 /2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 18471.002080/200731 Resolução nº 1402000.219 S1C4T2 Fl. 10 9 Voto Trata o presente de recurso de ofício e recurso voluntário. Ainda que o procedimento fiscal tenha se iniciado a partir do exame de diversas ações judiciais impetradas pela interessada, nas quais se pleiteava a inexigibilidade de retenção na fonte sobre os ganhos decorrentes de operações financeiras na modalidade swap, a autuação voltouse para o que seria o não oferecimento à tributação desses ganhos na apuração do resultado da pessoa jurídica. A análise envolveu primordialmente um exame documental daí porque a atividade da Fiscalização e do Órgão julgador de primeira instância consistiu num juízo de valoração probante. Não há tese jurídica sob discussão. Nas razões de defesa, a reclamante esclareceu que até o anocalendário de 2001 tributava as variações cambiais pelo regime de competência. A partir do anocalendário de 2002 exerceu a opção conferida pela legislação e passou a tributálas pelo regime de caixa. Com isso, em relação aos contratos de swap formalizados antes de 2002, parte das receitas teriam sido tributadas pelo regime de competência e parte pelo regime de caixa. Para esses casos, sustentou que ofereceu a tributação do ganho obtido deduzindo as receitas anteriormente tributadas ou acrescendo as perdas anteriormente deduzidas. Além disso, esclareceu que adota o regime de apuração anual do resultado com apuração de estimativas mensais implicando em que as apurações (levadas ao LALUR) consideram o resultado acumulado. As mudanças na sistemática de contabilização dificultam a visualização do momento em que os ganhos são oferecidos à tributação. Pelo exame do LALUR, por exemplo, consegui identificar algumas alegações do sujeito passivo no que se refere à tributação dos rendimentos auferidos pelo regime de competência. Por outro lado, no que se refere ao oferecimento à tributação dos ganhos contabilizados pelo regime de caixa não consegui vislumbrar com precisão o momento em que foram oferecidos à tributação. Nesse ponto, pareceme razoável a solicitação do sujeito passivo no sentido de que sejam obtidas informações consistentes a partir da elaboração de planilhas e relatórios mais elaborados. Do exposto, voto por converter o julgamento em diligência para que a fiscalização intime o sujeito passivo a prestar as seguintes informações: 1) Indicar os contratos de swap cambial que são objeto de autuação, informando a data de celebração, a data de liquidação e o ganho auferido; 2) Informar os controles financeiros utilizados pelo sujeito passivo para aferir as variações cambiais dos contratos; Fl. 2638DF CARF MF Impresso em 07/11/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 28/10 /2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 18471.002080/200731 Resolução nº 1402000.219 S1C4T2 Fl. 11 10 3) Demonstrar o oferecimento à tributação das receitas de variação cambial pelo regime de competência nos anoscalendário de 2000 e 2001, identificando os contratos que tiveram ganhos tributados nesse regime; e: 4) Em relação às receitas contabilizadas pelo regime de caixa, identificar com precisão o oferecimento à tributação e os ajustes entre a contabilidade e o LALUR. A Fiscalização pode solicitar à interessada qualquer informação que entender relevante e deve apresentar relatório com análise da consistência dos dados apresentados. Leonardo de Andrade Couto Relator Fl. 2639DF CARF MF Impresso em 07/11/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 28/10 /2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO
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Numero do processo: 10830.007424/2003-37
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Aug 30 00:00:00 UTC 2010
Numero da decisão: 1801-000.038
Decisão: RESOLVEM, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: MARIA DE LOURDES RAMIREZ
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RESOLVEM, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) ______________________________________ Carmen Ferreira Saraiva – Presidente Substituta (assinado digitalmente) ______________________________________ Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Editado em 30/08/2010. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Guilherme Pollastri Gomes, José Sergio Gomes, André Almeida Blanco, Marcos Vinicius Barros Ottoni e Carmem Ferreira Saraiva. Justificada a ausência dos Conselheiros Ana de Barros Fernandes e Rogério Garcia Peres. Fl. 1DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 3 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP04.0520.19443.9QTJ. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10830.007424/2003-37 Despacho n.º 1801-00.038 S1-TE01 Fl. 43 2 Relatório Trata-se de Recurso Voluntário interposto contra a decisão da 1ª Turma da Delegacia de Julgamento em Campinas/SP que, por unanimidade de votos, indeferiu a manifestação de inconformidade apresentada pela interessada contra a improcedência proferida na Solicitação de Revisão de Exclusão do Simples – SRS (fls. 01 a 03), decorrente do Ato Declaratório de Exclusão do Simples nº 488.808, de 7 de agosto de 2003 (fl. 10) do Delegado da DRF em Campinas/SP. O Acórdão encontra-se assim ementado: ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E EMPRESAS DE PEQUENO PORTE – SIMPLES Exercício: 2002 EXCLUSÃO. RETROATIVIDADE. A exclusão do Simples Federal pode operar efeitos retroativos à data da situação impeditiva. CIRCUNSTÂNCIAS IMPEDITIVAS DE INGRESSO E/OU PERMANÊNCIA NO SIMPLES FEDERAL. O exercício de atividade representação comercial é circunstância que impede o ingresso ou a permanência no Simples Federal. Solicitação Indeferida A DRF em Campinas/SP indeferiu a Solicitação de Revisão de Exclusão do Simples (SRS) apresentada alegando que as argüições da solicitante tratariam de matéria de direito e deveriam ser apreciadas pela autoridade julgadora de 1 a . Instancia. Recebida na condição de manifestação de inconformidade as argüições da solicitante foram encaminhadas à DRJ em Campinas/SP. Na decisão proferida a 1ª Turma de julgamento observou que a exclusão teria efeitos retroativos permitidos pela legislação e reafirmou que as atividades descritas no contrato social da recorrente seriam impeditivas à opção pela sistemática simplificada por exigirem profissionais com conhecimentos técnicos especializados de representantes comerciais, indeferindo a solicitação e mantendo a empresa excluída da sistemática. Pela Comunicação Seort no. 481/2008 de fl. 25 a interessada foi cientificada, em 16/04/2008 – conforme AR à fl. 26, do indeferimento da solicitação. Contra o Acórdão da DRJ em Campinas/SP a contribuinte apresenta Recurso Voluntário junto a este Colegiado, protocolizado em 13/05/2008 (fls. 27 a 31), discorrendo sobre o direito de petição assegurado pela Constituição Federal do Brasil e sobre o devido processo legal. Alega tratar-se de pequeno trabalhador que por força de sua atividade teve de constituir empresa que nunca causou prejuízo ao erário e que teria sido baixada na JUCESP e no CNPJ com todos os tributos devidos recolhidos. Por essa razão requer que os efeitos da exclusão se dêem a partir de 01/01/2004. Fl. 2DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 3 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP04.0520.19443.9QTJ. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10830.007424/2003-37 Despacho n.º 1801-00.038 S1-TE01 Fl. 44 3 É o relatório. Voto Conselheira Maria de Lourdes Ramirez, Relatora O Recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos para sua admissibilidade, pelo que dele tomo conhecimento. Compulsando os autos verifico que o processo não se encontra em condições de ser julgado, pelas razões que passo a expor. Não é possível verificar qual a real atividade praticada pela recorrente apenas pelas vagas e amplas descrições contidas no CNAE-Fiscal, referentes à “Representantes Comerciais e Agentes do Comércio de Móveis e Artigos do Uso Doméstico”. Sequer consta dos autos cópia do contrato social da empresa. Ora, se por um lado a atividade de representante comercial é vedada para ingresso e permanência de uma empresa no sistema simplificado – Simples, de outro a atividade puramente comercial é permitida. Não consta dos autos nenhuma outra informação a respeito da real atividade praticada pela pessoa jurídica no período sob apreciação o que prejudica a análise do cumprimento das condições impostas pela legislação para exclusão da empresa do Simples. Em face das incertezas expostas voto por remeter os autos à unidade de origem para que sejam trazidos aos autos cópias do contrato social e alterações, das notas fiscais emitidas pela empresa no período, contratos celebrados com possíveis clientes, registros e anotações de empregados, dentre outros necessários a comprovar qual a real atividade praticada pela interessada. Ao final dos trabalhos deverá ser elaborado relatório circunstanciado e conclusivo das verificações efetuadas, do qual deverá ser cientificado a interessada, com prova de seu recebimento nos autos para, no prazo de trinta dias, a contar da ciência, manifestar-se sobre as conclusões da diligência, se assim o desejar, retornando-se, posteriormente, os presentes autos a este Colegiado para prosseguimento. Sala de Sessões, em 30 de agosto de 2010. (assinado digitalmente) ________________________ Maria de Lourdes Ramirez Relatora Fl. 3DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 3 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP04.0520.19443.9QTJ. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por MARIA DE LOURDES RAMIREZ em 10/11/2010 12:07:57. Documento autenticado digitalmente por MARIA DE LOURDES RAMIREZ em 10/11/2010. Documento assinado digitalmente por: CARMEN FERREIRA SARAIVA em 13/11/2010 e MARIA DE LOURDES RAMIREZ em 10/11/2010. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 04/05/2020. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP04.0520.19443.9QTJ Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 424DFBF803D8790F6D2775A62750333D5FC435D6 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10830.007424/2003-37. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 10746.000474/2007-76
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 27 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Jul 27 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/03/1996 a 30/06/1998
CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DECADÊNCIA QÜINQÜENAL SÚMULA
VINCULANTE STF Nº. 8.
O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a
inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante n º 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2403-000.637
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos em reconhecer a decadência das competências até 03/2002, inclusive, com base no art. 150 § 4º do CTN. No mérito, em negar provimento ao recurso.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO
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Recorrida DRJBRASILIA/DF ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/03/1996 a 30/06/1998 CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DECADÊNCIA QÜINQÜENAL SÚMULA VINCULANTE STF Nº. 8. O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante n º 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos:“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos em reconhecer a decadência das competências até 03/2002, inclusive, com base no art. 150 § 4º do CTN. No mérito, em negar provimento ao recurso. Ivacir Julio de Souza – Presidente Substituto Marthius Sávio Cavalcante Lobato Relator Fl. 431DF CARF MF Impresso em 31/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 10/01/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBA, Assinado digitalmente em 12/01/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Cid MArconi Gurgel de Souza. Ausente o Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari. . Fl. 432DF CARF MF Impresso em 31/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 10/01/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBA, Assinado digitalmente em 12/01/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA Processo nº 10746.000474/200776 Acórdão n.º 240300.637 S2C4T3 Fl. 308 3 Relatório Adoto integralmente o relatório de fls. 407/410, in verbis: Tratase de crédito tributário constituído contra BLOCO ENGENHARIA E COMERCIO LTDA, por intermédio da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito — NFLD DEBCAD n°370844513, no período fiscalizado que compreende os meses de janeiro/1997 a dezembro/2006. De acordo com o Relatório Fiscal, às fls. 54/57, a presente notificação abrange as competências entre março/1998 a dezembro/2006, sendo objeto do lançamento as contribuições previdenciarias de contribuintes individuais, não retidas pela empresa, e diferenças de acréscimos legais sobre recolhimentos em atraso; calculando o montante do tributo devido em RS 4.037,71 (quatro mil, trinta e sete reais e setenta e um centavos), consolidado em 18/04/2007. Informa a Fiscalização que os fatos geradores foram verificados por meio de folhas de pagamento de pessoal, folhas de pagamento de prólabore e GF1P's, entregues pelo sujeito passivo. O valor discriminado do débito corresponde ao montante das contribuições devidas pelo empregador, abatido deste montante os valores recolhidos em GPS. O contribuinte foi cientificado da notificação em 20/04/2007. DA IMPUGNAÇÃO Inconformada, a notificada contestou o lançamento, tempestivamente, em 04/05/2007, sendo a seguinte razão de defesa suscitada contra a NFLD em epígrafe: Alega que a empresa sempre utilizou os percentuais previstos em lei juntamente com os indices da tabela SELIC para atualização das contribuições recolhidas em atraso. Por fim, anexa diversas cópias de todos os recolhimentos do INSS, correspondente ao período fiscalizado”. A instância “a quo” analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação de fls. 407/410, assim ementado: Fl. 433DF CARF MF Impresso em 31/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 10/01/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBA, Assinado digitalmente em 12/01/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA 4 ASSUNTO:CONRIBUIÇÒES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS. Período de apuração: 01/03/1998 a 31/12/2006 CRÉDITO PREVIDENCIÁRIO. MULTA. LAXA DE JUROS SELIC. As contribuições sociais pagas em atraso estão sujeitas a juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia SELIC, como também à multa.Os percentuais são determinados pelos arts. 34 e 35 da Lei 8212/91. Lançamento Procedente A Recorrente apresentou Recurso Voluntário tempestivo, às fls. 420/427, onde alega, em preliminar a Decadência e no mérito a inexistência de prova do recolhimento a menor, o excesso de execução pela aplicação da taxa Selic. Posteriormente, a Delegacia da Receita Federal informou que a Recorrente apresentou Recurso Voluntário tempestivo e encaminhou ao Conselho os autos para análise e decisão. Encaminhado o recurso a instancia “ad quem”. É o Relatório. Fl. 434DF CARF MF Impresso em 31/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 10/01/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBA, Assinado digitalmente em 12/01/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA Processo nº 10746.000474/200776 Acórdão n.º 240300.637 S2C4T3 Fl. 309 5 Voto Conselheiro Marthius Sávio Cavalcante Lobato , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação de fl. Conheço do recurso. DA DECADÊNCIA O Supremo Tribunal Federal – STF editou a Súmula Vinculante nº 8 em 20.06.2008, nos seguintes termos: Súmula Vinculante nº 8 São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Publicada no DOU de 20/6/2008, Seção 1, p.1. Os créditos tributários correspondem aos anos de 1998 a 2006, sendo que a homologação de tais obrigações tributárias operouse na data de 20/04/2007. Desta feita, com fulcro no artigo 64B da Lei 9.784/99, com a redação dada pela Lei 11.417/06 c/c art. 62, § único, I do Regimento Interno do CARF, aplicoa integralmente. Portanto, em razão da declaração de inconstitucionalidade dos arts 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 pelo STF, há que serem observadas as regras previstas no Código Tributário Nacional CTN. Dessa forma, constatase que já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados, nos termos dos artigos 150, § 4o, e 173 do Código Tributário Nacional. CONCLUSÃO Conheço do Recurso Voluntário e a ele DOU PROVIMENTO para declarar a decadência qüinqüenal, por quaisquer dos critérios adotados no CTN (art. 150, § 4º c/c art. 173, I). É como voto. Marthius Sávio Cavalcante Lobato Fl. 435DF CARF MF Impresso em 31/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 10/01/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBA, Assinado digitalmente em 12/01/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA 6 Fl. 436DF CARF MF Impresso em 31/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 10/01/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBA, Assinado digitalmente em 12/01/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA
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Numero do processo: 10215.000338/2004-31
Data da sessão: Thu May 07 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu May 07 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 1801-000.006
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por, unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligencia, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: MARCOS VINICIUS BARROS OTTONI
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conteudo_txt : Metadados => date: 2011-08-31T14:10:56Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 9; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-08-31T14:10:56Z; Last-Modified: 2011-08-31T14:10:56Z; dcterms:modified: 2011-08-31T14:10:56Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:24cc86f1-fc4c-445a-9295-187aa7af22c9; Last-Save-Date: 2011-08-31T14:10:56Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-08-31T14:10:56Z; meta:save-date: 2011-08-31T14:10:56Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-08-31T14:10:56Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-08-31T14:10:56Z; created: 2011-08-31T14:10:56Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2011-08-31T14:10:56Z; pdf:charsPerPage: 832; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-08-31T14:10:56Z | Conteúdo => SI-Cl TI El I MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo u" 10215.000.338/2004-31 Recurso n" 159.318 Resolução n" 1801-00.006 — I" Câmara / Turma Ordinária Data 07 de maio de 2009 Assunto Solicitação de Diligência 'Recorrente CAIBA INDÚSTRIA E COMÉRCIO S.A. Recorrida 1" TURMA/DRI-BELÉM/PA Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por, unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligencia, nos termos do voto do Relator. ANTO PRA resiIente MA- COS VINiCIUS DE BARROS OTTONI - Relator EDITADO EM: 20 1 1 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Praga (Presidente), Ana de Barros Fernandes e Marcos Vinicius de Barros Ottoni (Relator), Rogério Garcia Peres e Ana de Barros Fernandes. SI-CI T I Fl 2 Processo n" 10215.000338/2004-31 Resoluciio n." 1801-00.006 Relatório e Voto Conselheiro MARCOS VINICIUS BARROS OTTON1, Cuidam os autos de Recurso Voluntário interposto por Caiba Indústria e Comércio S/A, em face do acórdão n° 01-7.891, proferido pela I" Turma da DRJ em Belém/PA, o qual considerou procedente o lançamento em parte. Em 17/09/2004, o contribuinte foi cientificado da lavratura dos Autos de Infração atinentes ao 'RN e à CSLL, referente a fatos geradores ocorridos em 2000, 2001, /002 e 2003, no valor consolidado de R$ 208.702,8L 0 motivo determinante do lançamento foi o aproveitamento indevido de um beneficio fiscal de isenção que teria sido concedido pela SUDAM, consistente na liberação do valor de CR$3.232.901,00, a ser utilizado segundo o art". 5", da Lei IV 8,167/91. No que tange A CSLL, o lançamento decorreu da diferença apurada entre os valores escriturados no Lalur e os declarados en-r DCTF, conforme relatório de fisdalização de . 459. Irresignada, a contribuinte apresentou suas impugnações, asseverando, o que a empresa é obrigada a apurar o lucro da exploração por ter projeto aprovado pela SUDAM; - que sobre o lucro da exploração, tem isenção de 100% do valor do IRPJ purado; - que da parcela tributável, caberia a fiscalização ter considerado a compensação de 30% do lucro liquido, o que não foi feito e, por conseguinte, -foi ferido o principio material o lançamento; - que a prova de seu direito à isenção é a Resolução 7,678, de 15/12/1992, expedida pela Sudam, juntada a fls. 372 doi autos. - quanto à CSLL, a empresa sustenta que a fiscalização não esclareceu como chegou a base de cálculo utilizada e que não procedeu à compensação corn a base de calculo negativa, razões pelas quais o lançamento deve ser julgado improcedente, Ao apreciar as razões apresentadas, houve por bem a DRJ julgar parcialmente procedente o lançamento, através de acórdão assim ementado: "Assunto Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calencicit io: 2000, 2001, 2002, 2003 DIREITO À ISENÇÃO NÃO COMPROVADO TRIBUTAÇA .0 DO LUCRO REAL APURADO. PROCEDÉNCIA Comprovado nos autos que a empresa usttfittia irregularmente do be/redo fiscal de isencao, correto o procedimento cl a fiscalizaccio com vista a tributar o lucro real apurado pelo sujeito passim COMPENSAÇÃO DO PREJUÍZO DENTRO DO LIMITE LEGAL DIREITO DO SUJEITO PASSIVO. 11 eguinte: 2 3 Processo n" 10215 000335/2004-31 Reso n' I801-00.006 SI-Cl TI 113 O sujeito passim tent direito a compensar seu saldo de prejuizo fiscal em 30% do lucro liquido ajustdado do penado Assunto Contribuição Social sobre o Lucro Liquido CSLL Ano-calendário. 2002 REQUISITOS DO LANÇAMENTO TRIBUTA.10. CRITÉRIO QUANTITATIVO INADMISSIBILIDADE DA EXIGÊNCIA FISCAL O lançamento tributário deve determinar corn clareza a base de cálculo utilizada paio a apura cão dos débitos, en: razão do critério quantitativo que deve iybrmar o referido ato administrativo. 0 seu descumprimento acarreta a improcedência do lançamento." inconformada, a contribuinte interpõe o presente Recurso Voluntário ratificando todas as razões arguidas em sua impugnação, bem corno asseverando que, apesar de ieconhecer o direito à compensação de prejuízos havidos anteriormente, a DRJ não reconheceu o direito isenção concedida pela SUDAM, hoje denominada ADA. Para tanto, a contribuinte apresenta copia do Ato Declaratório IV 006/2006, oriundo da Agência de Desenvolvimento da Amazônia, por meio do qual "habilita a referida empresa... ao gozo da Isenção do Imposto de Renda, incidente sobre o lucro da exploração resultante de sua atividade na Amazônia Legal, voltada para o programa de produção anual de até: 2.625 Toneladas de Castanha "Dry" e 450 Toneladas de Castanha descascada." Cinge-se a controvérsia em identificar qual seria o beneficio concedido ao contribuinte em razão da edição da Resolução 7.678, de 15 de dezembro de 1992, da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia — SUDAM. Segundo a autoridade fiscal, o contribuinte receberia como incentivo h implantação de seu empreendimento o valor de CR$ 3.232.901.287,00, a ser disciplinado conforme dispõe o artigo 50, da Lei n° 8.167/91. Conforme se verifica do artigo 5 0, da indigitada Lei, há a definição de como os Fundos de Investimentos aplicarão os seus recursos, a partir do orçamento de 1991, sob a forma de subscrição de debêntures, conversíveis ou não em ações, de emissão das empresas beneficiárias.. Por outro lado, o contribuinte assevera que, sobre o LUCID da Exploração, possui isenção de 100% do Imposto de Renda devido, corn base na Lei de Incentivos Fiscais (Decreto- Lei n" 756/69. Para corroborar seu entendimento, apresenta o Parecer DAP/DAI n" 207/92, o qual ensejou a expedição da Resolução 7.678, da SUDAM, e que aprova o enquadramento da empresa na sistemática dos incentivos fiscais instituída pela Lei n" 8.167/91, bem como informa que "mantido o reconhecimento ao direito do beneficio da isenção do Imposto de Renda na forma da legislação em vigor". Dai porque o contribuinte, ao verificar no indigitado parecer a informação de manutenção do beneficio A isenção do Imposto de Renda, assevera que o lançamento é improcedente. Finalmente, apresenta copia do Ato Declaratorio IV 006/2006, oriundo da • Agencia de Desenvolvimento da Amazônia, por meio do qual "habilita a rekrida empresa.., ao gozo do Isenção do Imposto de Renda, incidente sobre o lucro da exploração resultante de sua I Processo rin 10215.000338/2004-31 Resoruçiio it n 1801-00.006 Fr. 4 atividade na Amazônia Legal, voltada para o programa de producdo anual de aié: 2.625 Toneladas de Castanha "Dry" e 450 Toneladas de Castanha descascada." Isto porque, primeiramente, a Resolução n" 7.678/92 é explicita quanto definição de qual foi o novo beneficio concedido ao contribuinte: recebimento de recursos de incentivos fiscais da ordem de CR$ 3.232.901.287,00, na forma prevista no artigo 5 0, da Lei 8.167/91. Diz-se que o contribuinte foi agi aciado com novo beneficio porquanto se verifica, A ft. 373, que a empresa submeteu "A apreciação da SUDAM, a Reformulação de seu Projeto, anteriormente reconhecido corno de interesse para o desenvolvimento da Região Amazônica, objetivando continuar a usufruir dos seguintes benefícios administrados por esta Superintendencia: a) colaboração financeira, oriunda dos recursos do Fundo de Investimentos da Amazônia — FINAM vinculados ao Art. 5 0, da Lei if 8.167/91, b) isenção do Imposto de Renda e Adicionais Não Restituíveis, na forma stabelecida no Artigo 23 do Decreto-lei if 756/69 e alterações posteriores atendido o disposto no Decreto if 94.075/87" Ocorre que, ern analise preambular, veri fica-se que a decisão da SUDAM concedeu apenas o beneficio da colaboração financeira, apesar do parecer mencionar, ao onceder este novo incentivo, que ficariam mantidas eventuais isenções de Imposto de Renda _la concedidas. Registre-se que o contribuinte em momento algum demonStrou ter sido I agraciado anteriormente com o beneficio da isenção do Imposto de Renda. Contudo, o artigo 23, do mencionado Decreto-Lei, ao disciplinar a isenção cio mposto de renda, restringiu sua aplicação aos empreendimentos industriais ou agrícolas que l) tivessem se instalado nas áreas de atuação da SUDAM e da SUDENE até o exercício de 1982, elo prazo de 10 anos, Destarte, diante das controvérsias ora identificadas ern razão dos documentos apresentados, deve a contribuinte comprovar cabalmente ter havido alguma poster gação do incentivo ou mesmo concessão de novo após o ano de 1992, ate os exercícios objeto do Presente lançamento., O documento apresentado A fl 510 não é suficiente para demonstrar que a empresa possua o mencionado beneficio fiscal, Assim, converto o feito em diligencia, para que i , a DRF" de origem, em diligencia junto A empresa, verifique a regularidade e as condições da , emissão do mencionado Ato Declaratário, inclusive junto a própria ADA. Da diligencia deverá ser emitido relatório consubstanciado e do mesmo deverá ser facultada vista ao contribuinte para que, querendo, se manifeste. COS VINiCIUS BARROS OTTONI 4
score : 1.0
Numero do processo: 14474.000146/2007-78
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 27 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/03/2004 a 31/10/2006
PREVIDENCIÁRIO. NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. NÃO
OCORRÊNCIA. DESCUMPRIMENTO DA OBRIGAÇÃO DO ART 30, I,
“A” DA LEI N. 8.212/91 E ART. 4o, DA LEI N. 10.666/03. INCIDÊNCIA
DE MULTA DO DECRETO N. 3.048/99, COM BASE NOS ARTS. 92 E
102 DA LEI N. 8.212/91.
O Auto de Infração deve ser analisado como um todo, não é motivo para nulidade a análise isolada pelo contribuinte.
Enseja a aplicação da multa prevista no art. 283, I, “g” do Decreto n. 3.048/99 a não arrecadação das contribuições referentes aos valores de prólabore pagos a sócio (contribuinte individual), obrigação contida no art. 30, I, “a” da Lei n. 8.212/91 c/c art. 4o da Lei n. 10.666/03.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2403-000.632
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos em negar
provimento ao recurso.
Matéria: Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)
Nome do relator: MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO
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NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. NÃO OCORRÊNCIA. DESCUMPRIMENTO DA OBRIGAÇÃO DO ART 30, I, “A” DA LEI N. 8.212/91 E ART. 4o, DA LEI N. 10.666/03. INCIDÊNCIA DE MULTA DO DECRETO N. 3.048/99, COM BASE NOS ARTS. 92 E 102 DA LEI N. 8.212/91. O Auto de Infração deve ser analisado como um todo, não é motivo para nulidade a análise isolada pelo contribuinte. Enseja a aplicação da multa prevista no art. 283, I, “g” do Decreto n. 3.048/99 a não arrecadação das contribuições referentes aos valores de pró labore pagos a sócio (contribuinte individual), obrigação contida no art. 30, I, “a” da Lei n. 8.212/91 c/c art. 4o da Lei n. 10.666/03. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos em negar provimento ao recurso. Ivacir Julio de Souza – Presidente Substituto Marcelo Magalhães Peixoto Relator Fl. 1DF CARF MF Emitido em 01/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 11/08 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Marcelo Magalhães Peixoto, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza e Marthius Savio Cavalcante Lobato. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 01/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 11/08 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Processo nº 14474.000146/200778 Acórdão n.º 240300.632 S2C4T3 Fl. 563 3 Relatório FERREIRA DE SOUZA ADVOGADOS ASSOCIADOS S/C foi autuada por haver deixado de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições dos segurados empregados, trabalhadores avulsos e contribuintes individuais a seu serviço. O Relatório Fiscal da Infração (fl. 12), que compõe o presente Autode Infração AI, esclarece que a empresa, no período de março de 2004 a outubro de 2006, deixou de arrecadar, mediante desconto das respectivas remunerações (prólabore), as contribuições do segurado (contribuinte individual). O Relatório Fiscal da Multa Aplicada (fl. 13) consigna a aplicação da multa de R$ 1.195,13 (um mil, cento e noventa e cinco reais e treze centavos), prevista nos artigos 92 e 102 da Lei n.° 8.212, de 24 de julho de 1991, e no artigo 283, inciso I, alínea "g", do Regulamento da Previdência Social RPS aprovado pelo Decreto n.° 3.048, de 06 de maio de 1999. Informa, ainda, que não restaram configuradas as circunstâncias agravantes previstas no artigo 290 do RPS, nem a atenuante prevista no artigo 291 do mesmo Regulamento. DA IMPUGNAÇÃO A empresa impugnou tempestivamente a exigência, através do arrazoado de fls. 19/23. A ciência do AI ocorreu em 20 de agosto de 2007, e a protocolização da impugnação, em 19 de setembro de 2007. Afirma, inicialmente, que arrecadou e procedeu corretamente o recolhimento das contribuições devidas à Previdência Social, inexistindo o fato gerador que deu causa ao entendimento de omissões de contribuições previdenciárias por pagamentos efetuados a sócio. Não é devida, portanto, a multa imposta, sendo nulo o lançamento impugnado. Em seqüência, aponta a nulidade do AI, sob os fundamentos, a um, de que o artigo 30, inciso I, alínea "a", da Lei n.° 8.212/91, não se lhe aplica, uma vez que não tem a seu serviço segurados empregados e trabalhadores avulsos; e, a dois, de que a exigência principal, imposta pela Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD n.° DEBCAD 37.104.5886, é objeto de impugnação, uma vez que não haveria respeitado a forma legal necessária para justificar a sua lavratura. Mais especificamente, no tocante à fundamentação legal, a Fiscalização não teria indicado de forma clara e precisa os artigos de lei, decreto, etc., nos quais enquadrou a empresa, apresentando um rol genérico que caracterizaria, no mínimo, cerceamento do seu direito de defesa. Em relação ao crédito exigido, afirma que não ocorreram os pagamentos efetuados a título de prólabore, referidos pela Fiscalização, mas, sim, a disponibilização, a seu sócio, de um cartão com limite de utilização mensal a título de provimento de caixa, para gastos com viagens, hospedagem, transporte, custas processuais, etc., para futura prestação de contas. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 01/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 11/08 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA 4 Refere, ainda, que, conforme a própria Fiscalização explicita em seu relatório, teriam. sido examinadas apenas notas fiscais de uma empresa fornecedora, livros Diário e Razão e contrato social. Não foram solicitadas nem, portanto, examinadas as folhas de pagamento, GFIP e SEFIP, as quais comprovam que a empresa atendeu regularmente as determinações legais. Conclui que a multa acessória imposta em decorrência da NFLD não é devida, pois, não sendo legítima a imposição do débito principal, sucumbe também o acessório. Ao final, a empresa requer seja julgado nulo de pleno direito o AI em apreço, liberandoa dos encargos, exigências e penas que sobrecarregaram dito lançamento. Protesta pela Juntada de documentos, e requer que a decisão, motivada e fundamentada, seja comunicada à sua procuradora legal. Posteriormente, através da petição de fl. 24, apresentada em 21 de setembro de 2007, foi feita a juntada, às fls. 25/30, de documento comprobatório da assinatura da procuradora da empresa. Anexa os documentos de fls. 33/531. DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da impugnante, a 7a Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Porto Alegre – RS DRJ/POA, emitiu o Acórdão n° 1016.516, mantendo procedente o lançamento. DO RECURSO Inconformada, a empresa interpôs Recurso Voluntário (fls. 545/551), com os mesmos argumentos de sua defesa, além da alegação de cerceamento de defesa, pelo fato do fiscal ter utilizado uma planilha elaborada por ele. É o relatório. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 01/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 11/08 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Processo nº 14474.000146/200778 Acórdão n.º 240300.632 S2C4T3 Fl. 564 5 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fls. 543 e 545, o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DA NULIDADE DA NFLD Alega a recorrente que o fiscal autuante se utilizou de fundamentação genérica nos Fundamentos Legais do Débito – FLD, bem como, no Relatório Fiscal, incluiu, equivocadamente, a recorrente nos termos do art. 30, I, “a” da Lei n. 8.212/91, razão pela qual o AI objeto da lide deveria ser considerado nulo. Ocorre que o Auto de Infração não pode ser analisado de forma isolada, mas como um todo. Por esse motivo, a citação de uma legislação equivocada não enseja a anulação de todo o Auto de Infração, até porque, como bem frisou o acórdão da DRJ, a descrição dos fatos está perfeitamente elencada no Relatório Fiscal de fls. 12/13, assim como a fundamentação está legal descrita da “Descrição Sumária da Infração e Dispositivo Legal Infrigido”, na fl. 1 dos autos. Portanto, não há que se falar nulidade do Auto de Infração, vez que da análise de toda a fundamentação legal e dos fatos constantes no AI fl. 01 e do Relatório Fiscal de fls. 12/13, é suficiente para se compreender as razões da autuação, tanto que devidamente impugnada. DO MÉRITO O auto de infração lançado contra a recorrente teve por base o fato de a empresa ter deixado de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições de segurado (contribuinte individual), que recebeu prólabore no período 03/2004 à 10/2006, infringindo assim, o disposto no art. 30, I, “a” da Lei n. 8.212/91 c/c o caput do artigo 4o, da Lei n. 10.666/03 (redação da época) e o art. 216, I, “a” do RPS, previsto no Decreto n. 3.048/99, verbis: Lei n. 8.212/91: Art. 30. A arrecadação e o recolhimento das contribuições ou de outras importâncias devidas à Seguridade Social obedecem às seguintes normas: I a empresa é obrigada a: a) arrecadar as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço, descontandoas da respectiva remuneração; Fl. 5DF CARF MF Emitido em 01/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 11/08 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA 6 Lei n. 10.666/03: Art. 4o Fica a empresa obrigada a arrecadar a contribuição do segurado contribuinte individual a seu serviço, descontandoa da respectiva remuneração, e a recolher o valor arrecadado juntamente com a contribuição a seu cargo até o dia 10 (dez) do mês seguinte ao da competência. Decreto n. 3.048/99 Art. 216. A arrecadação e o recolhimento das contribuições e de outras importâncias devidas à seguridade social, observado o que a respeito dispuserem o Instituto Nacional do Seguro Social e a Secretaria da Receita Federal, obedecem às seguintes normas gerais: I a empresa é obrigada a: a) arrecadar a contribuição do segurado empregado, do trabalhador avulso e do contribuinte individual a seu serviço, descontandoa da respectiva remuneração; Pelo cometimento da supracitada infração, com base nos arts. 92 e 102 da Lei n. 8.212/91, foi aplicada a multa prevista no artigo 283, inciso I, “g” do RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048/99, atualizada pela Portaria MPS/GM n. 142 de 11/04/2007, no valor R$ 1.195,13, verbis: Lei n. 8.212/91: Art. 92. A infração de qualquer dispositivo desta Lei para a qual não haja penalidade expressamente cominada sujeita o responsável, conforme a gravidade da infração, a multa variável de Cr$ 100.000,00 (cem mil cruzeiros) a Cr$ 10.000.000,00 (dez milhões de cruzeiros), conforme dispuser o regulamento. Art. 102. Os valores expressos em moeda corrente nesta Lei serão reajustados nas mesmas épocas e com os mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da Previdência Social. Decreto n. 3.048/99: Art.283.Por infração a qualquer dispositivo das Leis nos 8.212 e 8.213, ambas de 1991, e 10.666, de 8 de maio de 2003, para a qual não haja penalidade expressamente cominada neste Regulamento, fica o responsável sujeito a multa variável de R$ 636,17 (seiscentos e trinta e seis reais e dezessete centavos) a R$ 63.617,35 (sessenta e três mil, seiscentos e dezessete reais e trinta e cinco centavos), conforme a gravidade da infração, aplicandoselhe o disposto nos arts. 290 a 292, e de acordo com os seguintes valores: I a partir de R$ 636,17 (seiscentos e trinta e seis reais e dezessete centavos) nas seguintes infrações: g) deixar a empresa de efetuar os descontos das contribuições devidas pelos segurados a seu serviço; Fl. 6DF CARF MF Emitido em 01/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 11/08 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Processo nº 14474.000146/200778 Acórdão n.º 240300.632 S2C4T3 Fl. 565 7 Portaria MPS/GM n. 142 de 11/04/2007: Art. 9º A partir de 1º de abril de 2007: (...) V o valor da multa pela infração a qualquer dispositivo do Regulamento da Previdência Social RPS, para a qual não haja penalidade expressamente cominada (art. 283), varia, conforme a gravidade da infração, de R$ 1.195,13 (um mil cento e noventa e cinco reais e treze centavos) a R$ 119.512,33 (cento e dezenove mil quinhentos e doze reais e trinta e três centavos); Fica evidenciado que a empresa cometeu uma falha ao não arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições de segurado (contribuinte individual) que recebeu prólabore no período 03/2004 à 10/2006. DO SALÁRIODECONTRIBUIÇÃO No que tange ao saláriodecontribuição, é fato incontroverso que o sócio recebia esse valor, tanto que a recorrente assim justificou: “O cartão corporativo que a Recorrente cedia ao sócio da empresa com limite de utilização mensal para provimento de caixa, e para gastos com viagens, hospedagem, transportes, custas processuais, e outros, obrigava o sócio a futura prestação de contas, conforme constam nos lançamentos contábeis.” Ocorre que, com o objetivo de comprovar o alegado, a recorrente juntou os recibos de fls. 440/531 dos autos, sem, contudo, demonstrar que todas as despesas foram realizadas pelo sócio que recebeu o cartão corporativo. Porém, mesmo considerando que todos os recibos se refiram ao sócio detentor do cartão corporativo, da análise da documentação, constatase, claramente, que os valores devidamente comprovados estão bem abaixo dos valores fixos creditados a título de despesas. Diante disso, fica evidente que não se tratava de cartão para ressarcimento de despesas e sim de complementação ao prólabore demonstrado nas planilhas de pagamentos juntados nas fls. 223/369 dos autos. DA OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA ACOMPANHAR A PRINCIPAL Não obstante serem duas multas distintas, não há que se falar em desconstituição da obrigação principal discutida na NFLD 37.104.5886, até porque, até o momento, a multa referente a citada NFLD está mantida. CONCLUSÃO Ante o exposto, nego provimento ao recurso. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 7DF CARF MF Emitido em 01/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 11/08 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA 8 Fl. 8DF CARF MF Emitido em 01/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 11/08 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA
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Numero do processo: 16048.000060/2010-04
Data da sessão: Fri Mar 16 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1402-000.106
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Albertina Silva Santos de Lima Presidente. (assinado digitalmente) Frederico Augusto Gomes de Alencar Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antônio José Praga de Souza, Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Albertina Silva Santos de Lima. Fl. 56DF CARF MF Impresso em 07/06/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/06/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, Assinado digitalmente e m 06/06/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, Assinado digitalmente em 07/06/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 16048.000060/201004 Resolução n.º 140200.106 S1C4T2 Fl. 45 2 Sotecplast Ltda EPP recorre a este Conselho contra decisão de primeira instância proferida pela 9ª Turma da DRJ Campinas/SP, pleiteando sua reforma, com fulcro no artigo 33 do Decreto nº 70.235 de 1972 (PAF). Por pertinente, transcrevo o relatório da decisão recorrida (verbis): “Tratase de insurgência contra Ato Declaratório Executivo DRF/TAU nº 450371, de 01/09/2010, que excluiu o Contribuinte do Simples Nacional (Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006) à conta da existência dos débitos relacionados, com exigibilidade não suspensa. O manifestante alega que não forma analisados dois pedidos de restituição protocolados sob nº 37321.000433/200565 e 37321.001341/200764 e que todas as exigências solicitadas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil – SRFB foram atendidas.” A decisão de primeira instância, representada no Acórdão da DRJ nº 0532.425 (fls. 2526v) de 04/02/2011, por unanimidade de votos, indeferiu o pedido de permanência da interessada na sistemática do Simples Nacional. A decisão foi assim ementada. “SIMPLES NACIONAL. PERMANÊNCIA. DÍVIDA. VEDAÇÃO. A existência de débito com o Instituto Nacional do Seguro Social INSS, ou com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa, é circunstância impeditiva para o ingresso ou a permanência no Simples Nacional.” Contra a aludida decisão, da qual foi cientificada em 23/02/2011 (A.R. de fl. 29v), a interessada interpôs recurso voluntário em 16/03/2011 (fls. 3034) onde repisa os argumentos trazidos em sede de impugnação. É o relatório. Fl. 57DF CARF MF Impresso em 07/06/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/06/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, Assinado digitalmente e m 06/06/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, Assinado digitalmente em 07/06/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 16048.000060/201004 Resolução n.º 140200.106 S1C4T2 Fl. 46 3 Conselheiro Frederico Augusto Gomes de Alencar. Observo, de início, que o Recurso apresentado foi assinado com base em procuração, instrumento às fl. 38/39, da recorrente (outorgante) para Zélia Maria Ribeiro (outorgada), qualificada naquela peça. Entretanto, não há nos autos qualquer documento de identificação da Sra. Zélia, o que impossibilita saber se o signatário do recurso é, de fato, a procuradora da Recorrente. Nesses termos, o próprio Recurso apresentado foi ressalvado, quando da sua recepção pela DRF/Taubaté, nos seguintes termos (fl. 30): “Por insistência. Não apresentou documento da procuradora e não reconheceu a firma da mesma.” Diante do exposto, Voto por converter o julgamento em diligência para que se junte aos autos documento de identificação da signatária do Recurso de fls. 3034, devendo os autos, após a diligência, retornar para julgamento. Sala das Sessões, em 16 de março de 2012. (assinado digitalmente) Frederico Augusto Gomes de Alencar Relator. Fl. 58DF CARF MF Impresso em 07/06/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/06/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, Assinado digitalmente e m 06/06/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, Assinado digitalmente em 07/06/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA
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Numero do processo: 15868.000341/2009-07
Data da sessão: Wed Mar 06 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1402-000.174
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. (assinado digitalmente) Leonardo de Andrade Couto Presidente (assinado digitalmente) Antônio José Praga de Souza – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antônio José Praga de Souza, Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Leonardo de Andrade Couto. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 58 68 .0 00 34 1/ 20 09 -0 7 Fl. 647DF CARF MF Impresso em 15/04/2013 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/03/2013 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 15/ 04/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 25/03/2013 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Processo nº 15868.000341/200907 Resolução nº 1402000.174 S1C4T2 Fl. 648 2 RELATÓRIO FUGA COUROS JALES LTDA. recorreu a este Conselho contra a decisão de primeira instância administrativa, que julgou procedente a exigência, pleiteando sua reforma, com fulcro no artigo 33 do Decreto nº 70.235 de 1972 (PAF). Transcrevo e adoto o relatório da decisão recorrida: Em ação fiscal procedida na empresa supra, segundo consta da descrição dos fatos, foi constatado falta de lançamento do imposto sobre produtos industrializados (IPI), caracterizada pela saída do estabelecimento de produto sem emissão de nota fiscal. Essas constatações decorreram de apuração de omissão de receitas, no lançamento do imposto sobre a renda de pessoa jurídica (IRPJ) e reflexos, objeto do processo nº 15868.000111/200930. Conseqüentemente, foi lavrado o auto de infração de fls.80/89, para exigir o crédito tributário do IPI decorrente das receitas omitidas, legalmente consideradas como vendas sem emissão de notas fiscais, nos seguintes termos: Imposto:R$ 1.336.827,66 Juros de mora:R$ 502.034,81 Multa proporcional:R$ 2.005.241,43 Total do crédito tributário:R$ 3.844.103,90 Regulamento do IPI, aprovado pelo Decreto nº 4.544, de 26 de dezembro de 2002 (RIPI/2002) – , arts. 24, II e III, 34, II, 122, 123, I, “b”, e II, “c”, 127, 130, 131, II, 199 e parágrafo único, 200, IV, 202, III, 448 e §§ 1o e 2o. O termo de verificação de infração fiscal (TVF) de fls. 76/79 descreve a ação fiscal, informando que foram extraídas cópias do TVF, do termo de sujeição passiva solidária e dos quatro autos de infração que integraram o processo principal, constituindo com ela o Anexo I do presente processo. O sujeito passivo foi intimado a apresentar o Livro de Registro de Apuração do IPI de maio de 2004 a dezembro de 2006, relação de todos os produtos fabricados pela empresa no referido período, com a respectiva classificação fiscal e alíquota de IPI, e cópia de pelo menos duas notas fiscais de saída com destaque de IPI, por cada mês abrangido pela fiscalização. Da análise da resposta da intimada, constatouse que naquele período ela industrializou produtos sujeitos a alíquotas e preços diversos, sendo que os de maior alíquota são os seguintes: a) ossos de couros bovinos em geral, código NCM 42050000, alíquota de 10%; e b) couros bovinos wetblue (tapetes), código NCM 43021990, alíquota de 10%. Para formalização do lançamento de IPI, tomaramse por base os mesmos valores correspondentes aos créditos e depósitos bancários não contabilizados e de origem não comprovada, utilizados como base de cálculo para o lançamento do IRPJ, aplicandoselhes a alíquota de 10% correspondente ao produto de alíquota mais elevada. No lançamento, foi infligida a multa qualificada de 150%, em razão das circunstâncias descritas no TVF de 13/02/2009, cuja cópia integra o Anexo I. Foi elaborado termo de sujeição passiva solidária. Fl. 648DF CARF MF Impresso em 15/04/2013 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/03/2013 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 15/ 04/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 25/03/2013 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Processo nº 15868.000341/200907 Resolução nº 1402000.174 S1C4T2 Fl. 649 3 Notificada do lançamento em 23/04/2009, conforme aviso de recebimento de fl. 92, a interessada, por seu representante legal, ingressou, em 20/05/2009, com a impugnação de fls. 102/137, alegando, em suma: Emerge fácil dos autos que o reclamado neste processo está intimamente ligado, por uma relação de causa e efeito ao que consta do processo de principal, cabendo, como instrumento de defesa fazer integrar o presente enfrentamento o que ficou consignado na ocasião pela impugnante; Em sendo possível tributar por omissão de receita por presunção, resta evidente que qualquer valor considerado para a cobrança de IPI de uma empresa que produza e comercialize produtos tributados, não tributados ou isentos, deverá observar a mesma proporcionalidade, sob pena de estar tributando por presunção envolvendo outra presunção; Primeira presunção – depósito bancário não justificado é igual a omissão de receitas; segunda presunção – não obstante as receitas da empresa decorram de operações sujeitas e não sujeitas ao IPI, os depósitos bancários decorreram, sempre, em cem por cento, das vendas de produtos tributados pelo IPI; Considerando que tão só, das vendas realizadas pela impugnante, do faturamento não mais de 5% envolveram produtos tributados pelo IPI, resta evidente que dos depósitos bancários tão só igual percentual poderia ser considerado, mesmo que válida fosse a acusação; Tomada a situação, algumas conseqüências desde logo se impõem: as receitas obtidas por empresa com operações de vendas sujeitas e não sujeitas ao IPI, devem ser consideradas separadas para os efeitos de tributação; toda receita obtida com produto sujeito ao IPI deve ser tributada por este; no caso de tributação com base em omissão de receitas por presunção, por empresa com operações sujeitas e não sujeitas ao IPI, deve haver proporcionalidade, sob pena de se transformar uma presunção juris tantum em ficção; O conceito de proporcionalidade não é estranho no campo da tributação, conforme julgado; Para os casos de IPI, a cobrança como pretendida não poderia prescindir de levantamento fiscal, como já decidido; No sentido de que depósitos bancários, por si só, com relação ao IPI, se apresentam insuficientes para sustentar a acusação como posta, conforme julgado; Quanto à multa de 150%, resta repetir o que já foi exposto em sede de impugnação do processo principal. Requereu a nulidade do lançamento. A empresa FUGA COUROS S.A., a quem foi atribuída responsabilidade solidária pelos créditos tributários lançados, reproduziu as alegações da contribuinte em seu recurso. Especificamente quanto à responsabilidade solidária, afirma que a autoridade autuante não a fundamentou em qualquer norma da legislação ordinária, limitandose a invocar o art.124 do Código Tributário Nacional (CTN). Afirmou que esta norma, por ter hierarquia de lei complementar, não pode criar direitos, obrigações e responsabilidades no campo fiscal, exceto Fl. 649DF CARF MF Impresso em 15/04/2013 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/03/2013 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 15/ 04/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 25/03/2013 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Processo nº 15868.000341/200907 Resolução nº 1402000.174 S1C4T2 Fl. 650 4 nos casos excepcionais previstos na Constituição Federal (CF), e que o art. 124 do CTN apenas autoriza que a lei ordinária da entidade tributante possa atribuir responsabilidade solidária, conforme, aliás, prevê o art. 97 do CTN. Por fim, pede o contribuinte que seja reconhecida a nulidade dos lançamentos. A decisão recorrida está assim ementada: OMISSÃO DE RECEITAS. PRESUNÇÃO LEGAL. SAÍDA DE PRODUTOS SEM A EMISSÃO DE NOTAS FISCAIS. Apuradas receitas cuja origem não seja comprovada, estas serão consideradas provenientes de vendas não registradas. IPI. LANÇAMENTO DE OFÍCIO DECORRENTE. OMISSÃO DE RECEITAS. Comprovada a omissão de receitas em lançamento de ofício respeitante ao IRPJ, cobrase, por decorrência, em virtude da irrefutável relação de causa e efeito, o IPI correspondente, com os consectários legais. MULTA QUALIFICADA. FRAUDE. É cabível a aplicação de multa qualificada (150%) quando ficar provado que o contribuinte agiu com evidente intuito de fraude, principalmente pelo fato de que tentou ocultar seu faturamento por meio da utilização de contas bancárias abertas em nomes de terceiros. Lançamento Procedente Cientificada da aludida decisão, a contribuinte apresentou recurso voluntário, no qual contesta as conclusões do acórdão recorrido, repisa as alegações da peça impugnatória e, ao final, requer o provimento. Mediante despacho de 10/05/2012 o processo foi encaminhado à PFN para manifestação nos seguintes termos: “O litigo tratado no presente processo referese ao Imposto Sobre Produtos Industrializados IPI, períodos de apuração compreendidos entre 01/05/2005 a 31/12/2006, decorrente de lançamento do Imposto de Renda Pessoa Jurídica IRPJ (processo 15868.0001112009/30), no qual é atribuído à contribuinte a prática de omissão de receitas. A base lega da exigência encontrase no art. 448 do Regulamento do IPI/2002, que estabelece o tratamento de omissão de receitas. A DRJ Ribeiro Preto julgou procedente o aludido lançamento do IRPJ, conforme Acórdão nº 1424.566 (fls.270/280), considerando que a contribuinte não conseguiu ilidir a acusação de omissão de receitas, tendo também mantido exigência do IPI. Cientificado, o contribuinte apresentou recursos voluntários, sendo que o processo do IRPJ foi apreciado pela 1a. Turma da 2a. Camara, 1a. Seção deste Conselho, mediante acórdão 120100.475, de 1/4/2011, que também manteve aquela exigência. Por sua vez, este processo do IPI foi encaminhado `a 1a. Câmara da 3a. Terceira Seção do CARF, que mediante Despacho de 2/5/2011, declinou competência à 1a. Seção com fulcro no art. 2o., inciso IV, do Anexo II, do Regimento Interno do CARF. No dia 17/01/2012 recebi o presente processo (IPI) para relatar, por sorteio, consoante registrado no eProcesso, bem como em ata de sessão de julgamento. Fl. 650DF CARF MF Impresso em 15/04/2013 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/03/2013 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 15/ 04/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 25/03/2013 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Processo nº 15868.000341/200907 Resolução nº 1402000.174 S1C4T2 Fl. 651 5 Este processo foi incluído em pauta na reunião de abril/2012 e retirado para corrigir publicação na ata, bem como verificar a informação do patrono do recorrente de que havia solicitado a juntada de documentos probatórios que devem ser considerados no julgamento. Analisei tais documentos, que recebi por cópia, e formei convicção quanto aos mesmos. Todavia não foi providenciada a juntada aos autos. Além disso, encontrase em julgamento na Turma outro processo de interesse da empresa responsabilizada (FUGA COUROS S/A), de nº 11030.001711/200915, também relativo ao IRPJ, anoscalendário de 2003 e 2008, que entrou em pauta no mês de março de 2012 e foi retirado para apreciação de documentos, cuja pleito foi protocolado em janeiro/2012, mas deixouse de realizar a juntada até então. Foi deliberado também pelo encaminhado dos autos à PFN para manifestação. Ocorre que o processo 11030.001711/200915 retornou a pauta neste mês de maio e não houve tempo hábil para cumprimento do determinado na reunião de março/2012. Uma vez que os documentos são os mesmos para ambos os processos (relativos a empresa PANTANEIRA INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE CARNES E DERIVADOS LTDA.), o Colegiado deliberou pela retirada de pauta deste processo (15868.000341/200907), para que providenciar a juntada dos documentos bem como o encaminhamento à PFN, devendo o mesmo retornar a pauta apenas após a manifestação daquela Procuradoria. Pois bem, feito este breve relato, registro que digitalizei os documentos apresentados pelo contribuinte tanto os referentes a este processo quanto ao de nº 11030.001711/200915, os quais estou anexando a este despacho e diretamente no processo (via eProcesso). Atesto que são cópia fidedignas da via do contribuinte, nas quais contam protocolos junto Carf nos dias 13/01/2012 (relativos ao 11030.001711/200915) e 03/04/2012 (processo 15868.000341/200907). Uma vez que este despacho, bem como os documentos anexos, também se prestam para sanear o processo 11030.001711/200915 para julgamento, propugno a essa Presidência que faça a anexação do presente àquele processo para concomitante encaminhamento à PFN. É o relatório. Fl. 651DF CARF MF Impresso em 15/04/2013 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/03/2013 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 15/ 04/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 25/03/2013 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Processo nº 15868.000341/200907 Resolução nº 1402000.174 S1C4T2 Fl. 652 6 VOTO Conforme relatado, a exigência decorre de omissão de receitas apuradas em outro processo relativo ao IRPJ. Após o recurso voluntário deste processo, foi apresentada farta documentação, protocolada em 22/12/2011 junto ao CARF, no intuito de comprovar que a empresa PANTANEIRA INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE CARNES E DERIVADOS LTDA, não só tem vida própria, como também declarou o IRPJ e Contribuições devidas e que estaria Logo, as exigências em nome da FUGA seriam indevidas Consoante asseverado pela recorrente, a Pantaneira sempre esteve ativa junto Receita Federal, tendo inclusive apresentado declarações retificadoras em 2010, cujos débitos foram objeto de parcelamento. Ora, uma vez que no presente processo o que se exige são os tributos sobre as receitas da empresa Pantaneira, cumpre converter o julgamento em diligência para que a Fiscalização da Receita Federal analise a documentação juntada após a interposição do recurso voluntário, faça as verificações que entender pertinente para apurar a verdade dos fatos e, ao final, elabore relatório consubstanciado sobre os trabalhos realizados. A contribuinte deverá ser cientificada dos resultados da diligência para, se desejar, manifestarse nos autos no prazo de 30 (trinta) dias. É como voto. (assinado digitalmente) Antonio José Praga de Souza Relator Fl. 652DF CARF MF Impresso em 15/04/2013 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/03/2013 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 15/ 04/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 25/03/2013 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA
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Numero do processo: 37311.011285/2005-23
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/02/2003 a 31/10/2003
RECURSO VOLUNTÁRIO. INTEMPESTIVO. NÃO CONHECIMENTO.
O recurso voluntário foi apresentando fora do prazo legal de 30 dias da ciência do acórdão de 1 instância, motivo pelo qual não poderá ser conhecido.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2403-000.569
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso por intempestividade.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
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INTEMPESTIVO. NÃO CONHECIMENTO. O recurso voluntário foi apresentando fora do prazo legal de 30 dias da ciência do acórdão de 1 instancia, motivo pelo qual não poderá ser conhecido. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso por intempestividade. Carlos Alberto Mees Stringari – Presidente. Cid Marconi Gurgel de Souza – Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto e Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 31/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 31/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto intempestivamente, às fls. 500 a 512, contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Brasília às fls.489 a 495, que julgou PARCIALMENTE PROCEDENTE o lançamento oriundo do auto de infração – AI n° 35.835.3130, no valor de R$ 14.495,60 (quatorze mil, quatrocentos e noventa e cinco reais e sessenta centavos). Segundo o relatório fiscal às fls.05, tratase o presente AI de infração ao art. 32 inciso III da lei 8212/91, relativamente a “deixar a empresa de prestar ao Instituto Nacional do Seguro Social INSS todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse do mesmo, na forma por ele estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários a fiscalização.” Desta autuação, a recorrente foi notificada em 16/12/2005, de forma pessoal, e apresentou impugnação às fls.287 a 288, e aditamento às fls. 319 a 339 onde, em síntese: Alegou que a empresa colocou à disposição da fiscalização todos os documentos exigidos e no tempo hábil; isto posto, requereu a anulação do presente auto de infração, com a determinação ao setor competente diligencias no sentido de proceder novo levantamento fiscal, na forma e modo de revisão de débito. Ainda, em sede de aditamento de recurso, pugnou caracterização de grupo econômico realizada pelo autuante, afirmando que na responsabilidade solidária de que cuida o art. 124 do CTN, não basta o fato de as empresas pertencerem ao mesmo grupo econômico, o que por si só, não tem o condão de provocar a solidariedade no pagamento de tributo devido por uma das empresas. Para que isso ocorra é indispensável a configuração do interesse comum na situação constitutiva do fato gerador da obrigação principal. afirmou que o relatório elaborado pelo autuante em nenhum momento apresenta condições que pudessem evidenciar elementos para a caracterização da MV Empreendimentos & Participações Ltda como pertencente ao mesmo grupo econômico das demais empresas, apenas relatando de forma sucinta o histórico societário da empresa, indicando de um lado o sócio Miguel Bento Vieira e do outro, a sócia Estoril Sol S/A, hoje sucedida pela empresa Terras do Horizontes Participações Ltda., em razão da aquisição da sua quotaparte, no percentual de 50% da MV Empreendimentos & Participações Ltda. Discorreu sobre a constituição e surgimento da empresa, aduzindo possuir personalidade própria, objeto distinto, sócios diferentes, com o fito de corroborar a descaracterização de grupo econômico; pormenorizando o surgimento da sociedade entre o sócio gestor da autuada, Sr. Miguel BentoViei e Estoril Sol Empreendimentos & Fl. 2DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 31/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 31/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 37311.011285/200523 Acórdão n.º 2403000.569 S2C4T3 Fl. 19 3 Participações Ltda, na construção do prédio, consignou que o referido sócio sempre teve autonomia e independência em relação à sua sócia, seja a antiga Estoril Sol Empreendimentos e Participações Ltda, seja em relação a atual Terras do Horizonte Empreendimentos e Participações Ltda; ao final, instou o recebimento do aditamento à defesa, assim como o consequentemente deferimento do pedido de revisão do lançamento, para em seguida, considerando a primariedade da empresa, seja decretada a inexistência de infração e a nulidade do auto de infração; ademais, requereu a exclusão da empresa MV Empreendimentos e Participações Ltda. do grupo econômico mencionado pelo auditor fiscal. Instada a manifestarse acerca da matéria, a 7ª Turma da DRJ/BSA (Brasília) proferiu acórdão (n° 0323.407) nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 14/12/2005 MULTA POR INFRAÇÃO À LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA. NÀO APRESENTAÇÃO, PELA EMPRESA, DAS INFORMAÇÕES CADASTRAIS, FINANCEIRAS E CONTÁBEIS, BEM COMO DOS ESCLARECIMENTOS NECESSÁRIOS À FISCALIZAÇÃO. O Auto de Infração destinase a registrar a ocorrência de infração à legislação Previdenciária por descumprimento de obrigação acessória e a constituir o respectivo crédito da Previdência Social relativo à penalidade pecuniária aplicada. ADITAMENTO DA IMPUGNAÇÃO. PRECLUSÃO TEMPORAL. NÃO CONHECIMENTO Configura impugnação intempestiva o aditamento sem fatos que impliquem na revisão de oficio do lançamento. Não conhecimento para apreciação com manutenção do crédito lançado, na sua integralidade, pois a prova documental deve ser apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, salvo as exceções constantes na Portaria RFB n°10.875/07. GRUPO ECONÔMICO Caracterizase grupo econômico quando duas ou mais empresas estão sob a direção, o controle ou a administração de outra, compondo grupo industrial, comercial ou de qualquer outra atividade econômica, ainda que cada uma delas tenha personalidade jurídica própria. ÔNUS DA PROVA Ao contestar fatos geradores declarados em GFIP/GRFP, bem como aqueles apurados em folha de pagamento, cabe ao impugnante o ônus da prova de suas alegações Fl. 3DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 31/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 31/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 4 DECADÊNCIA A decadência tributária relativa às contribuições para a Seguridade Social é decenal, nos termos do art. 45 da Lei n.° 8.212/1991 e da interpretação combinada dos arts. 150, §4°, e 173, I, do CTN. Lançamento Procedente em Parte Irresignada com a decisão supra, a recorrente interpôs recurso voluntário às fls. 500 a 512, onde: inicialmente destacou que foi oferecida defesa administrativa, demonstrando o fornecimento de todas as informações exigidas no "Termo de Intimação para Apresentação de Documentos — TIAD", inclusive com a disposição permanente das documentações fiscais e contábeis pertinentes; bem como que a apresentação de cheques e extratos bancários não é contemplada na infração veiculada pelo artigo 283, inciso II, alínea "b", do Regulamento da Previdência Social; ademais, pugnou pontualmente sobre os seguintes quesitos: (I) a inevitável ocorrência de decadência da multa aplicada; (II) a impossibilidade de apresentação de "cheques" e "extratos Bancários" tendo em vista o abrigo da garantia constitucional do sigilo bancário; (III) o fornecimento de "cheques" e "extratos bancários" não estarem inseridos naquilo que seja obrigação acessória do contribuinte, perante o Fisco; (IV) falta de lei prevendo a cominação de multa; e (V) irretroatividade da legislação que aplicou o valor de R$ 11.017,50 a título de multa. por fim, requereu a anulação do presente auto de infração,pelas considerações apresentadas. É o relatório. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 31/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 31/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 37311.011285/200523 Acórdão n.º 2403000.569 S2C4T3 Fl. 20 5 Voto Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator. I – DA INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO VOLUNTÁRIO: Cabe destacar que os processos administrativos que tramitam neste Contencioso são regidos pelas regras do Decreto n° 70.235/72, espécie normativa que regula o processo administrativo fiscal em âmbito federal. Desse modo, as regras previstas neste Decreto deverão ser seguidas sob pena de sua violação constituir hipótese de não admissibilidade de impugnações e/ou recursos. No caso em tela, a empresa teve ciência do Acórdão n° 0323.407 na data de 03/03/2008 mediante Aviso de Recebimento (fls.498 e 499), sendo tal intimação admitida pelo Decreto, in verbis: Art. 23. Farseá a intimação: (...) II por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo. Assim, realizada a intimação, se o sujeito passivo pretender, poderá interpor recurso voluntário a contar da data da ciência do acórdão. Então vejamos a previsão do Decreto, in verbis: Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão A ciência da decisão ocorreu em 03/03/2008 através de Aviso de Recebimento (fls.498 e 499), e o recurso voluntário foi protocolado em 04/04/2008 (vide informação às fls.529). Entretanto, o prazo para apresentação de recurso expirouse em 02/04/2008 (30 dias a contar de 04/03/2008 1º dia útil após 03/03/2008), segundo o art.5° e parágrafo único do Decreto n° 70.235/72, razão pela qual o recurso não poderá ser conhecido. Desse modo, percebese que houve interposição do recurso voluntário fora do prazo legal, motivo pelo qual não poderá nem sequer ser conhecido para apreciação de mérito. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 31/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 31/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 6 CONCLUSÃO: Voto pelo NÃOCONHECIMENTO do recurso voluntário em razão de sua intempestividade. É como voto. Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 6DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 31/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 31/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI
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