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Numero do processo: 10865.903786/2009-49
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/09/2003 a 30/09/2003
COMPENSAÇÃO. REQUISITOS.
É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza.
ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/09/2003 a 30/09/2003
ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL
SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO.
Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado.
Recurso Voluntário Negado
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3803-003.173
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto vencedor que integram o presente julgado. Vencido o Relator, que votou pela conversão do julgamento em diligência. Designado para a redação do voto vencedor o Conselheiro Alexandre Kern.
Nome do relator: JULIANO EDUARDO LIRANI
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BENEFICIAMENTO DE MATERIAIS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/09/2003 a 30/09/2003 COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/09/2003 a 30/09/2003 ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto vencedor que integram o presente julgado. Vencido o Relator, que votou pela conversão do julgamento em diligência. Designado para a redação do voto vencedor o Conselheiro Alexandre Kern. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Redator designado [assinado digitalmente] Juliano Eduardo Lirani Relator Fl. 105DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por JULIANO EDUARDO LIRANI 2 Participaram ainda do presente julgamento os conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira e Jorge Victor Rodrigues. Relatório O contribuinte supra descrito apresenta Recurso Voluntário contra decisão denegatória de PER/DCOMP eletrônico referente ao recolhimento a maior de COFINS referente ao PA de 30.09.2003. O despacho eletrônico anexo fls. 06 indeferiu o pedido de homologação da compensação com fundamento no fato de que o “suposto” pagamento a maior não foi comprovado pelo contribuinte. Na manifestação de inconformidade anexa fls. 11/14 o contribuinte sustentou que a partir de 1º de novembro de 2002 a Lei n.º 10.485/2002 reduziu para zero a alíquota da COFINS incidente sobre as receitas auferidas com a venda e industrialização por encomenda de autopeças. Afirmou ainda que com a edição da Lei n.º 10.865/2004 foi afastado o regime monofásico do setor automotivo, retornando a incidência do PIS e da Cofíns a todos os componentes da cadeia, a partir de 1º de agosto de 2004. Alegou ainda ter recolhido indevidamente PIS e COFINS durante o período de dezembro de 2002 ao final de julho de 2004, incidente sobre suas receitas de venda e industrialização sob encomenda de autopeças relacionadas nos anexos I e II da Lei n 10.485/2002 e por essa razão tem direito a homologação da compensação desses créditos, embora não tenha retificado a DCTF para informar a alteração do valor correto devido. Por fim, o contribuinte alegou na Manifestação de Inconformidade que não informou o número do recibo da DCOMP na correspondente DCTF, sendo que, por outro equívoco, pagou o tributo informado nesta DCOMP por meio de DARF, ocasionando um pagamento em duplicidade (Darf e Dcomp). As fls. 26/28 sobreveio a Decisão n.º 1428.838 4 º Turma da DRJ/POR, cuja ementa foi lavrada com o seguinte teor: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA o FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 30/09/2003 D I R E I T O C R E D I T Ó R I O . ÔNUS DA PROVA. O direito creditório só é passível de ser reconhecido se lastreado em documentação fiscal e contábil, demonstrada nos autos pelo contribuinte. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Extraise da decisão atacada que os julgadores de primeiro grau têm ciência de que a alíquota do PIS e COFINS foi reduzida a zero relativamente à receita bruta de venda de produtos relacionados nos Anexos I e II da Lei n.º 10.485/2002 dos produtos classificados nos códigos da TIPI mencionados no art. 1º desta Lei. Entretanto, a decisão recorrida concluiu que o direito creditório pleiteado não restou comprovado por meio de documentação idônea, uma vez que o contribuinte não demonstrou que toda ou parte das receitas auferidas foram Fl. 106DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por JULIANO EDUARDO LIRANI Processo nº 10865.903786/200949 Acórdão n.º 3803003.173 S3TE03 Fl. 106 3 provenientes de venda de produtos classificados nos códigos da TIPI, conforme definido no art. 1º da Lei n.º 10.485/2002, logo o motivo do indeferimento decorreu da ausência de provas, segundo a decisão recorrida. Em Recurso Voluntário, anexo fls. 30/40 o contribuinte alega nulidade da decisão de primeiro grau, com fundamento no art. 59, II do Decreto n.º 70.235/72 tendo em vista que a mesma desconsiderou o direito a ampla defesa e contraditório, pois o Fisco não o intimou a apresentar documentos e deixou de reconhecer o direito creditório sob o argumento de que não foram apresentada prova contábil que fizesse lastro com o direito pretendido, quando na realidade é obrigação da Fazenda Nacional realizar diligência e buscar informações no sentido de apurar a existência do crédito. Afirmou que o cerne da questão neste processo se refere a discussão da alíquota zero da contribuição incidente sobre as receitas auferidas com a venda e com a industrialização por encomenda relacionadas nos anexos I e II da Lei nº 10.845/02, durante o período compreendido entre dezembro de 2002 a julho de 2004. Argumenta ter acontecido equívoco da não retificação da DCTF informando sobre a alteração do valor efetivamente devido de PIS e COFINS, isto é, deveria ter informado na DCTF que sobre estas contribuições incidia alíquota zero, razão pela qual houve o pagamento a maior do tributo no período de apuração em tela. Neste sentido, ressalta o contribuinte que por não ter acontecido a retificação da DCTF, o despacho decisório concluiu pela inexistência de crédito para fazer frente aos débitos apontados no PER/DCOMP. Assim, com fulcro no princípio da verdade material o contribuinte solicita que seja homologada a Dcomp apresentada e que seja cancelado o saldo devedor constante no despacho decisório, principalmente porque agora trás em seu recurso voluntário planilha contendo relação de notas fiscais objeto de recolhimento indevido de PIS e COFINS e notas fiscais por amostragem, conforme se observa dos DOCUMENTOS 2 e 3, respectivamente. Por fim, requer que seja homologada a Dcomp e seja cancelado o saldo devedor apurado. Voto Vencido Conselheiro Juliano Eduardo Lirani, Relator O recurso é tempestivo e por isso merece ser analisado. Conforme relatado, tratase de decisão denegatória de pedido de compensação em razão de pagamento a maior de PIS/Pasep, sob o argumento de que o pagamento indevido não foi comprovado pelo contribuinte. Retirase da decisão recorrida, que os julgadores de primeiro grau concluíram não ter trazido o contribuinte “quaisquer” elementos de prova por meio das quais a Fazenda Nacional pudesse verificar quais receitas do período apontado se referem efetivamente a Fl. 107DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por JULIANO EDUARDO LIRANI 4 industrialização por encomenda, principalmente se os produtos estariam relacionados nos códigos da TIPI listados nos anexo I e II à Lei 10.845/2002. Já compulsando os autos, constatase que o despacho decisório foi emitido de forma eletrônica e se limitou a indeferir o pedido por falta de comprovação do crédito apontado para realizar a compensação pleiteada. Acontece que em sua Manifestação de Inconformidade, o contribuinte teceu comentários a respeito da incidência da alíquota zero da COFINS para as operações de industrialização por encomenda de autopeças relacionadas nos anexos I e II da Lei n 10.485/2002 e informou também ter recolhido indevidamente o tributo, pois indicou valores equivocados em DCTF. É verdade que em sua Manifestação de Inconformidade não trouxe elementos probatórios capazes de derruir a premissa fazendária de ausência de crédito e por conta disso a DRJ concluiu pelo indeferimento do pedido. Entretanto, agora em seu recurso voluntário o contribuinte trouxe importantes provas da existência do crédito, ou seja, planilha contendo relação de notas fiscais objeto de recolhimento indevido de PIS e COFINS e notas fiscais, ainda que por amostragem. Com efeito, “data vênia”, entendimento contrário, manifesto posicionamento de que os autos devem ser encaminhados à repartição de origem, com o propósito de que a fiscalização intime o contribuinte a apresentar todas as notas fiscais relacionadas na referida planilha, bem como lançamentos contábeis, relatório do seu processo produtivo e demais documentos que entenda necessários para a apuração do direito creditório. Alertase ainda para o fato de que em momento algum ocorreu a intimação, por parte da Fazenda Nacional, para que o contribuinte apresentasse qualquer documento fiscal. Assim, ainda que seja ônus do sujeito passivo colacionar aos autos provas constitutivas do seu direito, por outro lado também é verdade que uma vez trazidos pelo contribuinte elementos de provas do seu direito, ainda que posteriormente a decisão da DRJ, não deve ser criado óbice a apuração da verdade material. Ante o exposto, considerando o contido no art. 18, inciso I, do Anexo II do Regimento Interno do CARF – Portaria MF n 256/2008 – que prevê a realização de diligências para suprir deficiências do processo, bem como o princípio da verdade material, proponho que se converta o julgamento em diligência à repartição de origem para que se proceda à verificação se os produtos sob os quais ocorreu a industrialização por encomenda estão relacionados nos códigos da TIPI listados nos anexo I e II à Lei 10.845/2002, pois tal constatação é fundamental para a apuração do direito crédito. Sala das Sessões, em 17 de julho de 2012 Juliano Eduardo Lirani Voto Vencedor Conselheiro Alexandre Kern, Redator designado A compensação declarada não foi homologada porque o pagamento apontado como indevido estava integralmente utilizado para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. A decisão recorrida, por sua vez, não reconheceu o direito creditório reivindicado, no valor de R$ Fl. 108DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por JULIANO EDUARDO LIRANI Processo nº 10865.903786/200949 Acórdão n.º 3803003.173 S3TE03 Fl. 107 5 726,87, mantendo o Despacho Decisório atacado, porque o interessado não trouxe quaisquer elementos de prova que permitisse a verificação de se toda ou parte das receitas daquele período referemse à industrialização por encomenda especificamente daqueles produtos classificados nos códigos da TIPI listados nos anexo I e II à Lei nº 10.485, de 3 de julho de 2002. Fazendo tabola rasa das regras processuais de preclusão e apoiandose em noção arrevesada do princípio da verdade material, o redator, equivocadamente, propôs a conversão do julgamento em diligência, para que a autoridade fiscal de jurisdição sobre o contribuinte produzisse a prova que toca ao interessado produzir, nos momentos processuais adequados. Evidentemente, a 3ª Turma Especial, à exceção do Conselheiro Juliano Eduardo Lirani, jamais respaldaria tal proposição. A natureza extintiva –ainda que condicionada a ulterior homologação – da Declaração de Compensação, impõe que o interessado assegurese que crédito oposto no encontro de contas seja líquido e certo, já no momento da transmissão da Dcomp, sob pena de não têlo homologado. Mesmo na fase contenciosa do procedimento administrativo fiscal, que ora se desenrola, quando já não mais teria espontaneidade para retificar a DCTF1,o requerente, enquanto manifestante, poderia produzir a prova necessária para a demonstração de seu direito, em face da aplicação analógica do § 4º do art. 16 do PAF, autorizada pelo § 4º do art. 66 da Instrução Normativa RFB no 900, de 30 de dezembro de 2008, apresentando, não apenas as alegações que fez, vazias, pois desacompanhadas de qualquer embasamento documental, mas de documentação contábilfiscal idônea e hábil para demonstrar o erro cometido e afastar o atributo de irretratabilidade da confissão feita na DCTF. O que o recorrente – e o relator também não pode esperar é que a autoridade fiscal suplemente a sua vontade e o intime a tanto. Matéria de extremada importância em sede processual é a referente à repartição do ônus da prova nas questões litigiosas. Com efeito, da delimitação do onus probandi depende a definição de grande parte das responsabilidades processuais. Assim é nas relações de direito privado e, igualmente, nas relações de direito público, dentre as quais as relacionadas à imposição tributária. Neste campo, a legislação processual administrativotributária inclui disposições que, em regra, reproduzem aquele que é, por assim dizer, o principio fundamental do direito probatório, qual seja o de que quem acusa e/ou alega deve provar. Assim é que, nos casos de lançamentos de oficio, não basta a afirmação, por parte da autoridade fiscal, de que ocorreu o ilícito tributário; pelo contrário, é fundamental que a infração seja devidamente comprovada, como se depreende da parte final do caput do artigo 9° do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, que determina que os autos de infração e notificações de lançamento "deverão estar instruídos com todos os termos, depoimentos, laudos e demais elementos de prova indispensáveis à comprovação do ilícito". De outro lado, ao contribuinte a legislação 1 Súmula CARF No. 33 A declaração entregue após o início do procedimento fiscal não produz quaisquer efeitos sobre o lançamento de ofício. Fl. 109DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por JULIANO EDUARDO LIRANI 6 impõe o ônus de provar o que alega em face das provas carreadas pela autoridade fiscal, como expresso no inciso III do artigo 16 do mesmo Decreto nº 70.235, de 1972, que determina que a impugnação conterá "os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir". Esse, portanto, o quadro nos lançamentos de oficio: à autoridade fiscal incumbe provar, pelos meios de prova admitidos pelo direito, a ocorrência do ilícito; ao contribuinte, cabe o ônus de provar o teor das alegações que contrapõe às provas ensejadoras do lançamento. Já nos casos de repetição de indébito, como no presente processo, entretanto, o quadro resta um pouco modificado, como a seguir se verá. Quando a situação posta se refere à restituição, compensação ou ressarcimento de créditos tributários, é atribuição do contribuinte a demonstração da efetiva existência do indébito. Tanto é assim que a Instrução Normativa SRF nº 900, de 30 de dezembro de 2008, que rege atualmente os processos de restituição, compensação e ressarcimento de créditos tributários, assim expressa em vários de seus dispositivos: Art. 3° A restituição a que se refere o art. 2° poderá ser efetuada: I a requerimento do sujeito passivo ou da pessoa autorizada a requerer a quantia; ou II mediante processamento eletrônico da Declaração de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (DIRPF). § Iº A restituição de que trata o inciso I do caput será requerida pelo sujeito passivo mediante utilização do programa Pedido de Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e Declaração de Compensação (PER/DCOMP). § 2º Na impossibilidade de utilização do programa PER/DCOMP, o requerimento será formalizado por meio do formulário Pedido de Restituição, constante do Anexo I, ou mediante o formulário Pedido de Restituição de Valores Indevidos Relativos a Contribuição Previdenciária, constante cio Anexo II, conforme o caso, aos quais deverão ser anexados documentos comprobatórios do direito creditório. [..1 § 4° Tratandose de pedido de restituição formulado por representante do sujeito passivo mediante utilização do programa PER/DCOMP, os documentos a que se refere o § 3° serão apresentados à RFB após intimação da autoridade competente para decidir sobre o pedido. [..1 Art. 65. A autoridade da RFB competente para decidir sobre a restituição, o ressarcimento, o reembolso e a compensação poderá condicionar o reconhecimento do direito creditório à apresentação de documentos comprobatórios do referido direito. inclusive arquivos magnéticos, bem como determinar a realização de diligência fiscal nos estabelecimentos do sujeito passivo a fim de que seja verificada. mediante exame de sua escrituração contábil e fiscal, a exatidão das informações prestadas. Fl. 110DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por JULIANO EDUARDO LIRANI Processo nº 10865.903786/200949 Acórdão n.º 3803003.173 S3TE03 Fl. 108 7 Como se percebe, em qualquer dos tipos de repetição é exigida a apresentação dos documentos comprobatórios da existência do direito creditório como prerrequisito ao conhecimento do pleito. E o que se deve ter por documentos comprobatórios do crédito? Por óbvio que os documentos que atestem, de forma inequívoca, a origem e a natureza do crédito; sem tal evidenciação, o pedido repetitório fica inarredavelmente prejudicado. É certo que as normas acima transcritas prevêem a realização de diligências, por parte da autoridade fiscal, destinadas à verificação da exatidão das informações trazidas pelos contribuintes, mas é preciso ter em conta que tal previsão não existe com o fim de suprir o ônus da prova colocado às partes, mas sim de elucidar questões pontuais mantidas controversas mesmo em face dos documentos trazidos pelo contribuinte/pleiteante; em outras palavras, as diligências servem para esclarecer pontos duvidosos específicos, e não para que a autoridade fiscal, diante da falta de comprovação da existência do crédito, supra tal omissão do contribuinte. No caso específico dos pedidos de restituição, compensação ou ressarcimento de créditos tributários, o contribuinte cumpre o ônus que a legislação lhe atribui, quando traz os elementos de prova que demonstrem a existência do crédito. E tal demonstração, no caso das pessoas jurídicas, está, por vezes, associada a uma conciliação entre registros contábeis e documentos que respaldem tais registros. Assim, para comprovar a existência de um crédito vinculado a um registro contábil, não basta apresentar o registro, mas também indicar, de forma específica, que documentos estão associados a que registros; ainda, é importante, quando a natureza da operação escriturada/documentada for importante para a caracterização ou não do direito creditório, que a descrição da operação constante dos registros e documentos seja clara, sem abreviaturas ou códigos que dificultem ou impossibilitem a perfeita caracterização do negócio. Em regra, portanto, cumpre ao contribuinte vincular registros contábeis a documentos fiscais, estabelecendo com clareza a natureza das operações por eles instrumentadas, não lhe sendo lícito simplesmente juntar uma massa de documentos ao processo, sem indicação individualizada de a quais registros se referem. A atividade de "provar" não se limita, no mais das vezes, a simplesmente juntar documentos aos autos; nos casos em que se tem inúmeros registros associados a inúmeros documentos, provar significa associar registros e documentos de forma individualizada, do mesmo modo que, no caso das provas indiciárias, exigese a contextualização dos fatos por via do cruzamento dos indícios. Não é tarefa do julgador contextualizar os elementos de prova trazidos pelo contribuinte no caso de um pedido de restituição, compensação ou ressarcimento, tanto quanto não é contextualizar os elementos de prova trazidos pela autoridade fiscal no âmbito de um lançamento de oficio. Quem acusa deve provar, contextualizando os elementos de prova que evidenciam a infração; da mesma forma, quem pleiteia repetição deve provar a existência do direito creditório, contextualizando os elementos de prova que evidenciam o indébito. Não é lícito ao julgador, tanto em sede de apreciação de lançamento de oficio, quanto em sede de pleito repetitório, dispensar a autoridade lançadora ou o pleiteante, conforme o caso, do ônus que a lei impõe a cada um deles; tanto quanto não lhe é lícito valer se das diligências e perícias para, por vias indiretas, suprir o ônus probatório que cabia a cada parte. Diligências existem para resolver dúvidas acerca de questão controversa originada da confrontação de elementos de prova trazidos pelas partes, mas não para permitir que seja feito aquilo que a lei já impunha como obrigação, desde a instauração do litígio, às partes componentes da relação jurídica. Já as perícias existem para fins de que sejam dirimidas Fl. 111DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por JULIANO EDUARDO LIRANI 8 questões para as quais exigese conhecimento técnico especializado, ou seja, matéria impassível de ser resolvida a partir do conhecimento das partes e do julgador. Dentro deste quadro, percebese que quando a Instrução Normativa SRF nº 900, de 2008, acima parcialmente transcrita, prevê a "realização de diligência fiscal nos estabelecimentos do sujeito passivo a fim de que seja verificada, mediante exame de sua escrituração contábil e fiscal, a exatidão das informações prestadas", não está querendo dizer que, diante de qualquer pleito repetitório apresentado, deve a autoridade fiscal diligenciar para fins de verificar, de oficio, a existência do crédito pleiteado. O que o ato legal quer dizer, e isto sim, é que, apresentado o pedido e constatado que o contribuinte demonstrou, por documentos e registros contábeis individualmente associados, a origem dos créditos pleiteados, pode a autoridade fiscal, se dúvidas remanescerem em relação a questões pontuais (natureza da operação em um ou outro registro, falta de clareza de algum documento ou registro etc.), demandar por diligências para dirimir tais dúvidas. Por certo que o ato legal não quer, com a previsão da realização das diligências, transferir para a autoridade fiscal ou para o julgador administrativo a responsabilidade pela produção probatória atribuída originariamente ao contribuinte no caso dos pedidos de repetição de indébito. E é isso que ocorreria, por exemplo, se fossem promovidas diligências no caso, por exemplo, em que o contribuinte, junto com seu pleito, nada aporta aos autos além de suas alegações, ou traz apenas uma listagem genérica de créditos e uma massa de documentos fiscais sem vinculação recíproca; neste caso, a promoção das diligências estaria suprindo, irregularmente, a omissão do contribuinte, o que não é processualmente admissível. De se ressaltar, igualmente, que o fato de o processo administrativo ser informado pelo principio da verdade material, em nada macula tudo o que foi até aqui dito. É que o referido princípio destinase a busca da verdade que está para além dos fatos alegados pelas partes, mas isto num cenário dentro do qual as partes trabalharam proativamente no sentido do cumprimento do seu ônus probandi. Em outras palavras, o principio da verdade material autoriza o julgador a ir além dos elementos de prova trazidos pelas partes, quando tais elementos de prova induzem à suspeita de que os fatos ocorreram não da forma como esta ou aquela parte afirma, mas de uma outra forma qualquer (o julgador não está vinculado às versões das partes). Mas isto, à evidência, nada tem a ver com propiciar à parte que tem o ônus de provar o que alega/pleiteia, a oportunidade de, por via de diligências, produzir algo que, do ponto de vista estritamente legal, já deveria compor, como requisito de admissibilidade, o pleito desde sua formalização inicial. Dito de outro modo: da mesma forma que não é aceitável que um lançamento seja efetuado sem provas e que se permita posteriormente, em sede de julgamento e por meio de diligências, tal instrução probatória, também não é aceitável que um pleito repetitório seja proposto sem a minudente demonstração e comprovação da existência do indébito e que posteriormente, também em sede de julgamento e por via de diligências, se oportunize tais demonstração e comprovação. Se, de um lado é certo que o DARF informado no PER/Dcomp comprova um recolhimento, de outro, inexiste nos autos qualquer prova de que o pagamento seja indevido. Há tãosomente a alegação do requerente, ora recorrente. Nada mais. E, em sede de prova, nada alegar e alegar, mas não provar o alegado se equivalem (allegare nihil et allegatum non probare paria sunt). A esse propósito, reportome à Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999. De acordo com o seu art. 36, que regulamenta o sistema de distribuição da carga probatória no Processo Administrativo Federal: o ônus de provar a veracidade do que afirma é do requerente: Art. 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no artigo 37 desta Lei. Fl. 112DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por JULIANO EDUARDO LIRANI Processo nº 10865.903786/200949 Acórdão n.º 3803003.173 S3TE03 Fl. 109 9 No mesmo sentido o art. 330 da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 (CPC). A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça também corrobora esse entendimento: Allegare nihil et allegatum non probare paria sunt — nada alegar e não provar o alegado, são coisas iguais.(HABEAS CORPUS Nº 1.1710 — RJ, R. Sup. Trib. Just., Brasília, a. 4, (39): 211276, novembro 1992, p. 217) Alegar e não provar significa, juridicamente, não dizer nada.(INTERVENÇÃO FEDERAL Nº 83 — PR, R. Sup. Trib. Just., Brasília, a. 7, (66): 93116, fevereiro 1995. 99) RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA – APOSENTADORIA – NEGATIVA DE REGISTRO – TRIBUNAL DE CONTAS – ATOS ADMINISTRATIVOS NÃO COMPROVADOS – ART. 333, INCISO II, DO CPC – PAGAMENTO DOS PROVENTOS DE NOVEMBRO/96 E DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO DAQUELE MESMO ANO – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULAS 269 E 271 DA SUPREMA CORTE – 1. O ônus da prova incumbe ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor (art. 333, II, do Código de Processo Civil). Incumbe às Secretarias de Educação e da Fazenda a demonstração de que a professora havia sido notificada da suspensão de sua aposentadoria. 2. Não cabe em mandado de segurança para cobrança de proventos não recebidos, a teor das súmulas 269 e 271 da Suprema Corte. 3. Recurso parcialmente provido. (STJ – ROMS 9685 – RS – 6ª T. – Rel. Min. Fernando Gonçalves – DJU 20.08.2001 – p. 00538)JCPC.333 JCPC.333.II TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL – IMPOSTO DE RENDA – VERBAS INDENIZATÓRIAS – FÉRIAS E LICENÇAPRÊMIO – NÃO INCIDÊNCIA – COMPENSAÇÃO – AJUSTE ANUAL – ÔNUS DA PROVA – O ônus da prova incumbe ao autor quanto ao fato constitutivo de seu direito e ao réu quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Cabe ao contribuinte comprovar a ocorrência de retenção na fonte do imposto de renda incidente sobre verbas indenizatórias e à Fazenda Nacional incumbe a prova de eventual compensação do imposto de renda retido na fonte no ajuste anual da declaração de rendimentos. Recurso provido. (STJ – REsp 229118 – DF – 1ª T. – Rel. Min. Garcia Vieira – DJU 07.02.2000 – p. 132) PROCESSO CIVIL E TRIBUTÁRIO – EXECUÇÃO FISCAL – EMBARGOS DO DEVEDOR – NOTIFICAÇÃO DO LANÇAMENTO – IMPRESCINDIBILIDADE – ÔNUS DA PROVA – 1. Imprescindível a notificação regular ao contribuinte do imposto devido. 2. Incumbe ao embargado, réu no processo incidente de embargos à execução, a prova do fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor (CPC, art. 333, II). 3. Recurso especial conhecido e provido. (STJ – REsp 237.009 – (1999/00996607) – SP – 2ª T. – Rel. Min. Francisco Peçanha Martins – DJU 27.05.2002 – p. 147) Fl. 113DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por JULIANO EDUARDO LIRANI 10 TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL – IRPF – REPETIÇÃO DE INDÉBITO – VERBAS INDENIZATÓRIAS – RETENÇÃO NA FONTE – ÔNUS DA PROVA – VIOLAÇÃO DE LEI FEDERAL CONFIGURADA – DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL NÃO COMPROVADA – SÚMULA 13/STJ PRECEDENTES – Cabe ao autor provar que houve a retenção do imposto de renda na fonte, por isso que é fato constitutivo do seu direito; ao réu competia a prova de eventual compensação na declaração anual de rendimentos dos recorrentes, do imposto de renda retido na fonte, fato extintivo, impeditivo ou modificativo do direito do autor – Incidência da Súmula 13 STJ – Recurso especial conhecido pela letra a e provido. (STJ – RESP 232729 – DF – 2ª T. – Rel. Min. Francisco Peçanha Martins – DJU 18.02.2002 – p. 00294) À falta da prova do erro, capaz de afastar o atributo de irretratabilidade da confissão de dívida, milita contra a alegação do requerente a presunção de que o pagamento não lhe confere qualquer direito creditório porque foi alocado a débito espontaneamente confessado em DCTF. O recorrente poderia objetar que, dada sistemática declaratória atual do procedimento de compensação, não lhe foi oportunizada a comprovação do crédito, originado do pagamento indevido. Objeção improcedente. Bastaria que o contribuinte, prévia e espontaneamente, retificasse a DCTF respectiva, conforme lhe autorizava o art. 10 da Instrução Normativa SRF no 482, de 21 de dezembro de 2004, então vigente, e o próprio processamento eletrônico do PER/Dcomp lhe deferiria o crédito pleiteado, transferindo para o Fisco o ônus da posterior verificação do seu procedimento. Mesmo na fase contenciosa do procedimento administrativo fiscal, que ora se desenrola, quando já não mais teria espontaneidade para retificar a DCTF,o requerente, enquanto manifestante, poderia produzir a prova necessária para a demonstração de seu direito, em face da aplicação analógica do § 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235, de 1972, autorizada pelo § 4º do art. 66 da Instrução Normativa RFB no 900, de 2008. O recorrente, contudo, limitouse a apresentar planilha de bases de cálculo, sem o necessário lastro na sua escrita contábil e em documentação idônea e hábil para atestar a liquidez e a certeza do crédito oposta na compensação declarada. Nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 17 de julho de 2012 Alexandre Kern Fl. 114DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por JULIANO EDUARDO LIRANI
score : 1.0
Numero do processo: 10768.004200/2001-11
Turma: Segunda Turma Especial
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Nov 18 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Thu Oct 23 00:00:00 UTC 2008
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR
Exercício: 1995
PROCESSUAL TRIBUTÁRIO. LANÇAMENTO. NULIDADE.
É nula, por vício formal, a Notificação de Lançamento expedida por meio eletrônico sem a indicação do cargo ou função e do número da respectiva matrícula do chefe do órgão expedidor ou de outro servidor autorizado a expedi-la.
ITR 1995. DECADÊNCIA. LANÇAMENTO POR DECLARAÇÃO
O prazo para o Fisco exercer o dever-poder de constituir o crédito tributário de ITR, cuja modalidade de lançamento é por declaração, está regulado pela regra geral de decadência prevista no art. 173, inciso I, do CTN.
Recurso voluntário provido, para acolher a preliminar de decadência.
Numero da decisão: 392-00.062
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso voluntário, para acolher a preliminar de decadência argüida pelo interessado, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: JOSE LUIZ FEISTAUER DE OLIVEIRA-Relator ad hoc
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AAccóórr ddããoo nnºº 392-00.062 SSeessssããoo ddee 18 de novembro de 2008 RReeccoorr rr eennttee José Maria Rollas - Espólio RReeccoorr rr iiddaa DRJ - Recife - PE ASSUNTO: I MPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR Exercício: 1995 PROCESSUAL TRIBUTÁRIO. LANÇAMENTO. NULIDADE. É nula, por vício formal, a Notificação de Lançamento expedida por meio eletrônico sem a indicação do cargo ou função e do número da respectiva matrícula do chefe do órgão expedidor ou de outro servidor autorizado a expedi-la. ITR 1995. DECADÊNCIA. LANÇAMENTO POR DECLARAÇÃO O prazo para o Fisco exercer o dever-poder de constituir o crédito tributário de ITR, cuja modalidade de lançamento é por declaração, está regulado pela regra geral de decadência prevista no art. 173, inciso I, do CTN. Recurso voluntário provido, para acolher a preliminar de decadência. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, para acolher a preliminar de decadência argüida pelo interessado, nos termos do voto do relator. Joel Miyazaki – Presidente atual José Luiz Feistauer de Oliveira – Redator ad hoc Participaram do julgamento, os Conselheiros Maria de Fátima Oliveira Silva, Francisco Eduardo Orcioli Pires e Albuquerque Pizzolante, Luis Alberto Pinheiro Gomes e Alcoforado e Judith do Amaral Marcondes Armando (Presidente à época do julgamento). Fl. 46DF CARF MF Impresso em 27/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/08/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA, Assinado digital mente em 25/08/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 24/08/2015 por JOSE LUIZ FEISTAUER D E OLIVEIRA Processo nº 10768.004200/2001-1 Acórdão n.º 392-00.062 CC03/T92 Fls. 47 _________ 2 Relatório Trata-se de lide acerca do lançamento de Imposto Territorial Rural- ITR e de contribuições sindicais relativo ao exercício de 1995, cujo crédito tributário teria sido constituído por meio de Notificação de Lançamento expedida em 19/07/1996, com data de vencimento em 30/09/1996. Antes da data do vencimento da predita Notificação, mediante Solicitação de Retificação de Lançamento – SRL, a inventariante requereu fosse incluído o número do CPF do contribuinte e retificado o seu nome, bem como insurgiu-se quanto à desconformidade entre o VTN declarado e o tributado. Em 28/12/2000, a DRF-Rio de Janeiro/RJ deferiu a solicitação quanto aos dados cadastrais e indeferiu o pedido quanto ao VTN, explicitando que os valores constantes da Notificação de Lançamento expedida em 19/07/1996 estavam em conformidade com a IN SRF n o 42/96, com base no § 2 o do art. 3 o da Lei n o 8.847/94. Em decorrência das alterações cadastrais, foi emitida nova Notificação de Lançamento, em 04/04/2001. Em 05/10/2001, o contribuinte apresentou impugnação tempestiva, por meio da qual reclamou a prescrição/decadência do crédito fiscal e alegou que o espólio não estava na condição de empregador, não lhe podendo ser imputada qualquer tributação nesse sentido. Alegou, ainda, que o imóvel se achava ocupado por posseiros, pelo que deveriam estes ser chamados ao processo como corresponsáveis pelo eventual débito. Ao final, requereu o arquivamento da Notificação, por falta de amparo legal. A DRJ-Recife/PE julgou procedente o lançamento, nos termos da ementa adiante transcrita: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural – ITR Exercício: 1995 Ementa: DECADÊNCIA O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário só se extingue após 5 (cinco) anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. PRESCRIÇÃO As reclamações e recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário administrativo suspendem a exigibilidade do crédito tributário, de acordo com o inciso III, art. 151, da Lei n o 5.172/1966 (CTN). PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PROVAS. As provas devem ser apresentadas na forma e no tempo previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal. Fl. 47DF CARF MF Impresso em 27/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/08/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA, Assinado digital mente em 25/08/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 24/08/2015 por JOSE LUIZ FEISTAUER D E OLIVEIRA Processo nº 10768.004200/2001-1 Acórdão n.º 392-00.062 CC03/T92 Fls. 48 _________ 3 CONTRIBUINTE DO ITR. O Contribuinte do imposto é o proprietário do imóvel, o titular de seu domínio útil ou o seu possuidor a qualquer título, de acordo com o art. 31, da Lei n o 5.172/1966 (CTN). CONTRIBUIÇÃO SIND. EMPREGADOR É empregador rural, quem, proprietário ou não e mesmo sem empregado, em regime de economia familiar, explore imóvel rural que lhe absorva toda a força de trabalho e lhe garanta a subsistência social e econômico em área igual ou superior à dimensão do módulo rural da respectiva região. Sendo esta lançada e cobrada dos empregadores rurais sobre o valor adotado para o lançamento do imposto territorial rural, quando o empregador não é organizado em empresa ou firma, de acordo com o Decreto-lei n o 1.166/1971. Lançamento Procedente O órgão julgador concluiu que a Notificação de Lançamento referente ao ITR do exercício de 1995 foi emitida em 19/7/96, e, portanto, que o lançamento foi efetuado dentro do prazo legal de constituição do crédito tributário previsto na legislação. Também não foram acolhidas as alegações de que o espólio não é empregador rural, em vista do que estabelece o art. 1 o , II, “b”, do Decreto-lei n o 1.161/1971, e por não ter sido feita prova no processo de que o imóvel se encontra ocupado por posseiros e que estes deveriam ser chamados ao processo administrativo como corresponsáveis. O contribuinte apresentou recurso voluntário, suscitando nulidade da decisão recorrida, por esta não ter atendido aos preceitos do contraditório e da ampla defesa, tendo em vista que o voto condutor do acórdão recorrido explicitou não prosperar a alegação do contribuinte, de que o imóvel se encontraria ocupado por posseiros, em razão de tal alegação na ter sido provada. Alega que as provas não foram apresentadas porque não lhe foi aberta a oportunidade de assim o fazer e que, a contrario sensu, se tivesse ficado provada sua alegação, o recorrente teria razão. Entende que, nestas condições, deveria ter sido aberta a instrução do processo para que pudesse provar o alegado. Ao final, reiterou as razões de defesa apresentadas na impugnação e requereu a nulidade da decisão administrativa de primeira instância. É o Relatório. Fl. 48DF CARF MF Impresso em 27/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/08/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA, Assinado digital mente em 25/08/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 24/08/2015 por JOSE LUIZ FEISTAUER D E OLIVEIRA Processo nº 10768.004200/2001-1 Acórdão n.º 392-00.062 CC03/T92 Fls. 49 _________ 4 Voto Conselheiro José Luiz Feistauer de Oliveira, Redator ad hoc Por intermédio de despacho do Presidente da 2ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento deste CARF, nos termos da disposição dos art. 17, III e 18, XVII, do RICARF, e do art. 1º, I, da Portaria CARF nº 24, de 25 de maio de 2015, incumbiu-me o Senhor Presidente de formalizar o Acórdão nº. 392-00.062, em razão de a relatora originária deste processo, a ex- conselheira Maria de Fátima Oliveira Silva, não mais integrar nenhum dos Colegiados deste Conselho. Desta forma, cabe ressaltar que a elaboração deste voto procura refletir a posição adotada pelo relator original, a qual foi acompanhada, por unanimidade, pelos demais integrantes do Colegiado. O recurso voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos para sua admissibilidade, razões pelas quais dele tomou-se conhecimento. Ao teor do relatado, versam os autos sobre Notificação de Lançamento expedida contra o contribuinte acima identificado, relativa ao ITR/1995. A Notificação de Lançamento originária foi expedida em 19/07/1996, com vencimento em 30/09/1996. Em 26/09/1996, foi apresentada SRL – Solicitação de Retificação do Lançamento, por meio do qual a inventariante, Sra. Vera Maria José Rollas, requereu a retificação do número do CPF do contribuinte e do nome do sujeito passivo. As alterações cadastrais solicitadas foram deferidas pela DRF-Rio de Janeiro/RJ e, em 04/04/2001, foi expedida nova Notificação de Lançamento. A decisão recorrida afirma que o crédito tributário foi constituído por meio da primeira Notificação de Lançamento, em 19/07/1996, razão pela qual não haveria que se falar em decadência. Afirma, ainda, que a SRL suspenderia a exigência do crédito tributário já constituído, nos termos do inciso II do art. 151 do CTN, não havendo que se falar em prescrição intercorrente. Acontece, entretanto, que descabe razão àquela autoridade julgadora, vez que a primeira Notificação de Lançamento é nula. Vejamos. O CTN, em seu art. 142, preconiza que a constituição do crédito tributário, pelo lançamento, compete privativamente à autoridade administrativa. O parágrafo único deste mesmo artigo assevera, ainda, que o lançamento é atividade administrativa vinculada e obrigatória. É nesse sentido que o Decreto nº. 70.235/72, em seu art. 11, impõe a identificação da autoridade administrativa como requisito essencial da notificação de lançamento: Art. 11. A notificação de lançamento será expedida pelo órgão que administra o tributo e conterá, obrigatoriamente: Fl. 49DF CARF MF Impresso em 27/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/08/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA, Assinado digital mente em 25/08/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 24/08/2015 por JOSE LUIZ FEISTAUER D E OLIVEIRA Processo nº 10768.004200/2001-1 Acórdão n.º 392-00.062 CC03/T92 Fls. 50 _________ 5 I – a qualificação do notificado; II – o valor do crédito tributário e o prazo para recolhimento ou impugnação; III – a disposição legal infringida, se for o caso; IV – a assinatura do chefe do órgão expedidor ou de outro servidor autorizado e a indicação de seu cargo ou função e o número da matrícula Parágrafo único. Prescinde de assinatura a notificação de lançamento emitida por processo eletrônico.” (grifos não constantes do original) Pela leitura da primeira Notificação de Lançamento, verifica-se nesta a ausência de formalidade essencial de que se deve revestir o ato administrativo de constituição do crédito tributário, que é a identificação da autoridade administrativa que efetuou o lançamento. Mesmo tendo sido emitida por meio eletrônico, a referida Notificação de Lançamento carece de elementos que identifiquem o cargo/função ou número de matrícula do chefe do órgão expedidor ou de qualquer outro servidor autorizado a expedi-la, deixando de atender, portanto, ao comando da lei. In casu, o ato administrativo não é perfeito, pois não se reveste de todos os elementos necessários à sua validação, não tendo sido expedido em conformidade com as exigências estabelecidas pelo ordenamento jurídico. Não se encontrando o ato adequado às exigências normativas, a ele não se pode conferir validade, tratando-se de ato nulo, por vício formal. Nesse sentido, a Súmula nº 01 deste Terceiro Conselho de Contribuintes: Súmula 3º CC n° 1 — É nula, por vicio formal, a notificação de lançamento que não contenha a identificação da autoridade que expediu. Verificada, pois, a existência de nulidade do lançamento originário, por vício formal, há que analisar a existência ou não de decadência quando, de fato, constitui-se o crédito tributário, por meio da segunda Notificação de Lançamento, em 04/04/2001. A modalidade de lançamento do ITR, no exercício de 1995, era por declaração, ou seja, o contribuinte apresentava a Declaração de ITR para só depois o Fisco realizar o lançamento e dele notificar o contribuinte. Nessa modalidade de lançamento, a contagem do prazo decadencial é de cinco anos, tendo por termo inicial o “primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado” (art. 173, I, do CTN), neste caso 01/01/1996. Aplicando a legislação ao caso em pauta, o ITR teve “como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de imóvel por natureza, em 1º de janeiro de cada exercício, localizado fora da zona urbana do município”, podendo ser lançado o ITR, de acordo com a regra contida no art. 173, I, do Código Tributário Nacional, a partir de 01/01/1996. Fl. 50DF CARF MF Impresso em 27/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/08/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA, Assinado digital mente em 25/08/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 24/08/2015 por JOSE LUIZ FEISTAUER D E OLIVEIRA Processo nº 10768.004200/2001-1 Acórdão n.º 392-00.062 CC03/T92 Fls. 51 _________ 6 Assim, o Fisco dispunha de cinco anos, a partir de 01/01/1996, para constituir o crédito tributário e poderia notificar o contribuinte do lançamento até 31/12/2000; no entanto, a notificação de lançamento foi emitida somente em 04/04/2001, ou seja, após transcorrido o prazo qüinqüenal limite estabelecido na lei, razão pela qual há de se reconhecer a decadência do direito de a Fazenda constituir o crédito tributário em questão. Nestes termos, portanto, o Colegiado deu provimento ao recurso voluntário, para acolher a preliminar de decadência suscitada pelo contribuinte. Estas são as considerações possíveis para suprir a inexistência do voto. José Luiz Feistauer de Oliveira Fl. 51DF CARF MF Impresso em 27/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/08/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA, Assinado digital mente em 25/08/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 24/08/2015 por JOSE LUIZ FEISTAUER D E OLIVEIRA
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Numero do processo: 10880.963705/2009-71
Turma: Terceira Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 08 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Thu Oct 22 00:00:00 UTC 2020
Numero da decisão: 1003-000.232
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à Unidade de Origem para que esta informe se o crédito reconhecido no processo n° 10880.962178/2009-88 é suficiente para compensar os débitos declarados no PER/DCOMP n°04738.21393.080605.1.3.04-4374, analisado no presente processo.
(documento assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Wilson Kazumi Nakayama - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Bárbara Santos Guedes, Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça, Wilson Kazumi Nakayama e Carmen Ferreira Saraiva( Presidente)
Nome do relator: WILSON KAZUMI NAKAYAMA
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à Unidade de Origem para que esta informe se o crédito reconhecido no processo n° 10880.962178/2009-88 é suficiente para compensar os débitos declarados no PER/DCOMP n°04738.21393.080605.1.3.04-4374, analisado no presente processo. (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva - Presidente (documento assinado digitalmente) Wilson Kazumi Nakayama - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Bárbara Santos Guedes, Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça, Wilson Kazumi Nakayama e Carmen Ferreira Saraiva( Presidente) Relatório Trata-se de recurso voluntário contra o acórdão 06-059.224, de 29 de maio de 2017, da 2ª Turma da DRJ/CTA, que considerou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pela contribuinte. A contribuinte formalizou o PER/DCOMP nº 04738.21393.080605.1.3.04-4374 (e-fls. 2-5), utilizando-se de crédito relativo a pagamento indevido ou a maior informado no PER/DCOMP inicial nº .14370.41610.240505.1.3.04-1920 para compensação de débito de IRRF da 1ª semana de junho de 2005 no valor de R$ 145,40 e IOF de maio de 2005 no valor de R$ 15,16. A compensação não foi homologada, conforme consta no Despacho Decisório eletrônico n° de rastreamento 843173190, juntado à e-fl. 6, porque no cruzamento eletrônico o FISCO constatou que a partir das características do DARF informado no PER/DCOMP foram RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 80 .9 63 70 5/ 20 09 -7 1 Fl. 342DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 da Resolução n.º 1003-000.232 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10880.963705/2009-71 localizados pagamentos mas alocados integralmente para quitação de débitos da contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos. Contra o Despacho Decisório a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade onde alegou que por equívoco preencheu e recolheu um DARF no valor de R$ 69.113,89, no montante de R$ 10.000,00 a maior do que o efetivamente devido, segundo a mesma. Aduz, ainda, que em consequência do erro de preenchimento da DCTF também preencheu com erro o PER/DCOMP com a mesma informação que o DARF recolhido. Tal erro teria sido retificado antes da emissão do Despacho Decisório, segundo a contribuinte. A manifestação de inconformidade foi julgada improcedente pela 2ª Turma da DRJ/CTA, pois segundo aquela turma julgadora, embora a contribuinte tenha transmitido a DCTF retificadora antes da emissão do Despacho Decisório analisado no presente processo (23/07/2009), na data da sua transmissão a contribuinte já teria tomado ciência do Despacho Decisório que não homologou a compensação declarada no PER/DCOMP nº 18536.22727.150605.1.3.04-6487 (processo nº 10880.925589/2009-92) onde se discutiu o crédito utilizado no presente processo. Considerou portanto que a DCTF fora retificada a destempo. A contribuinte tomou ciência do acórdão por meio de DTE em 19/10/2017 (e-fl. 261). Irresignada com o r. acórdão a contribuinte., ora Recorrente, apresentou recurso voluntário em 20/11/2017 (e-fls. 264-339) onde, em síntese apertada, reitera que ocorreu um erro de preenchimento da DCTF, que foi retificada antes do Despacho Decisório analisado no presente processo. Quanto ao motivo alegado na decisão recorrida para julgar improcedente a manifestação de inconformidade, ou seja, que a DCTF retificadora teria sido encaminhada depois do Despacho Decisório que analisou o crédito no PER/DCOMP nº 18536.22727.150605.1.3.04-6487 (processo nº 10880.925589/2009-92), a Recorrente alega que mera questão formal relativa à data de retificação da DCTF não poderia se sobrepor à verdade material dos fatos. Cita inclusive que o FISCO já reconheceu a possibilidade de retificação da DCTF depois do Despacho Decisório por meio do Parecer Normativo COSIT n° 2, de 28 de agosto de 2015. Requer ao final o provimento do recurso com a homologação da compensação declarada no PER/DCOMP nº 04738.21393.080605.1.3.04-4374. É o Relatório. VOTO O recurso voluntário atende aos requisitos formais de admissibilidade, assim dele tomo conhecimento. Deveras, assiste razão á Recorrente quanto a possibilidade de retificação da DCTF depois da emissão do Despacho Decisório quando se tratar de erro de fato. Esta situação foi Fl. 343DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 da Resolução n.º 1003-000.232 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10880.963705/2009-71 reconhecida pelo próprio FISCO no Parecer Normativo COSIT n° 2, de 28 de agosto de 2015, cuja excerto de interesse da ementa reproduzo abaixo: PARECER NORMATIVO COSIT Nº 2, DE 28 DE AGOSTO DE 2015 (Publicado(a) no DOU de 01/09/2015, seção 1, página 12) Assunto. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. RETIFICAÇÃO DA DCTF DEPOIS DA TRANSMISSÃO DO PER/DCOMP E CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. POSSIBILIDADE. IMPRESCINDIBILIDADE DA RETIFICAÇÃO DA DCTF PARA COMPROVAÇÃO DO PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. As informações declarada s em DCTF – original ou retificadora – que confirmam disponibilidade de direito creditório utilizado em PER/DCOMP, podem tornar o crédito apto a ser objeto de PER/DCOMP desde que não sejam diferentes das informações prestadas à RFB em outras declarações, tais como DIPJ e Dacon, por força do disposto no§ 6º do art. 9º da IN RFB nº 1.110, de 2010, sem prejuízo, no caso concreto, da competência da autoridade fiscal para analisar outras questões ou documentos com o fim de decidir sobre o indébito tributário. Não há impedimento para que a DCTF seja retificada depois de apresentado o PER/DCOMP que utiliza como crédito pagamento inteiramente alocado na DCTF original, ainda que a retificação se dê depois do indeferimento do pedido ou da não homologação da compensação, respeitadas as restrições impostas pela IN RFB nº 1.110, de 2010. (g.n) Retificada a DCTF depois do despacho decisório, e apresentada manifestação de inconformidade tempestiva contra o indeferimento do PER ou contra a não homologação da DCOMP, a DRJ poderá baixar em diligência à DRF. Caso se refira apenas a erro de fato, e a revisão do despacho decisório implique o deferimento integral daquele crédito (ou homologação integral da DCOMP), cabe à DRF assim proceder. Caso haja questão de direito a ser decidida ou a revisão seja parcial, compete ao órgão julgador administrativo decidir a lide, sem prejuízo de renúncia à instância administrativa por parte do sujeito passivo. O procedimento de retificação de DCTF suspenso para análise por parte da RFB, conforme art. 9º-A da IN RFB nº 1.110, de 2010, e que tenha sido objeto de PER/DCOMP, deve ser considerado no julgamento referente ao indeferimento/não homologação do PER/DCOMP. Caso o procedimento de retificação de DCTF se encerre com a sua homologação, o julgamento referente ao direito creditório cuja lide tenha o mesmo objeto fica prejudicado, devendo o processo ser baixado para a revisão do despacho decisório. Caso o procedimento de retificação de DCTF se encerre com a não homologação de sua retificação, o processo do recurso contra tal ato administrativo deve, por continência, ser apensado ao processo administrativo fiscal referente ao direito creditório, cabendo à DRJ analisar toda a lide. Compulsando os autos verifico que o crédito pleiteado no PER/DCOMP nº 04738.21393.080605.1.3.04-4374 (analisado no presente processo) foi informado no PER/DCOMP incial nº 14370.41610.240505.1.3.04-1920. Confira-se: Fl. 344DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 da Resolução n.º 1003-000.232 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10880.963705/2009-71 Pesquisando acórdãos no sítio do CARF constatei que o PER/DCOMP nº 14370.41610.240505.1.3.04-1920 foi analisado no processo n° 10880.962178/2009-88, cujo recurso voluntário apresentado pela Recorrente nos autos daquele processo foi julgado pela 1ª Turma Extraordinária em sessão do dia 08 de outubro de 2019, tendo sido prolatado o acórdão 1001-001.448 que deu provimento parcial ao recurso voluntário determinando o retorno dos autos à Unidade de Origem para o exame do mérito em sua íntegra. Abaixo colaciono a ementa do acórdão: Fl. 345DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 da Resolução n.º 1003-000.232 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10880.963705/2009-71 O presente processo depende da análise do mérito do processo n°10880.962178/2009-88 pela Unidade de Origem. Entendo, portanto, que o julgamento deve ser convertido em diligência à Unidade de Origem para que esta informe se o crédito reconhecido no processo n° 10880.962178/2009-88 é suficiente para compensar os débitos declarados no PER/DCOMP n°04738.21393.080605.1.3.04-4374, analisado no presente processo. Deve ser dado ciência da informação fiscal à Recorrente, abrindo-lhe prazo de 30 dias para manifestar-se, se assim o desejar. É como voto. (documento assinado digitalmente) Wilson Kazumi Nakayama Fl. 346DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 10166.010257/2008-04
Data da sessão: Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Exercício: 2007
Ementa:
LANÇAMENTO DE OFÍCIO. APLICAÇÃO DA MULTA. VALIDADE.
É cabível, por disposição literal de lei, a incidência de multa de ofício, no percentual de 75%, sobre o valor do imposto apurado em procedimento de ofício, a teor do art. 44, I, da Lei nº 9.430/96.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2802-001.332
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR
PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
Nome do relator: SIDNEY FERRO BARROS
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ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2007 Ementa: LANÇAMENTO DE OFÍCIO. APLICAÇÃO DA MULTA. VALIDADE. É cabível, por disposição literal de lei, a incidência de multa de ofício, no percentual de 75%, sobre o valor do imposto apurado em procedimento de ofício, a teor do art. 44, I, da Lei nº 9.430/96. Recurso Voluntário Negado.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1594; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE02 Fl. 1 1 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10166.010257/200804 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2802001.332 – 2ª Turma Especial Sessão de 07 de fevereiro 2012 Matéria IRPF Recorrente HELIO IRINEU DA CUNHA Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2007 Ementa: LANÇAMENTO DE OFÍCIO. APLICAÇÃO DA MULTA. VALIDADE. É cabível, por disposição literal de lei, a incidência de multa de ofício, no percentual de 75%, sobre o valor do imposto apurado em procedimento de ofício, a teor do art. 44, I, da Lei nº 9.430/96. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Ferro Barros Relator. EDITADO EM: 25/03/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martin Fernandez, Lucia Reiko Sakae, Carlos Andre Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite e Sidney Ferro Barros Fl. 53DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Relatório Peço vênia para iniciar o presente com a transcrição do quanto relatado no acórdão de primeira instância, in verbis: “Contra o contribuinte em epígrafe foi emitida a Notificação de Lançamento do IRPF 2007 por Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil da DRF/ Brasília. O crédito tributário apurado pela autoridade fiscal está assim constituído, em Reais: Imposto de Renda Pessoa Física Suplementar.............. 5.083,95 Multa de ofício (75%)................................................... 3.812,96 Juros de Mora (calculados até 29/02/2008).................. 469,75 Valor do Crédito Tributário apurado............................. 9.366,66 O referido lançamento teve origem na constatação da(s) seguinte(s) infração(s): Dedução indevida de dependente– valor: R$ 1.516,32. Dependente Sueli Alves Dantas apresentou declaração de ajuste em separado. Omissão de rendimentos do trabalho. – valor: R$ 40.184,15. Fonte(s) Pagadora(s): Vem Manutenção e Engenharia S.A. Da análise das informações e documentos apresentados pelo contribuinte e das informações constantes dos sistemas RFB, constatouse a infração acima descrita. Na apuração do imposto devido foi compensado o IRRF sobre os rendimentos omitidos da(s) fonte(s) pagadora(s) Vem Manutenção e Engenharia S.A, no valor total de R$ 3.716,56. Após tentativa improfícua via postal (fls. 23), a ciência do lançamento foi providenciada por edital (fls. 25/26) afixado de 25/08/2008 a 09/09/2008, sendo que o contribuinte apresentou sua impugnação antes disso, em 25/07/2008 (fls. 01/05), acompanhada da documentação de fls. 06/12, alegando, em síntese, que as infrações apontadas no lançamento não decorreram de dolo ou fraude, razão pela qual contesta a multa de ofício aplicada. Tece comparações entre o Direito Tributário e o Direito Penal e colaciona ementas do antigo Conselho de Contribuintes.” A decisão de primeira instância, porém, considerando não impugnados os lançamentos quanto à matéria posta, declarou improcedente a impugnação, por concluir ser a multa de ofício cabível por disposição legal. Às fls. 40 se vê o recurso voluntário, por meio do qual o interessado reprisa as razões da impugnação, requerendo revisão dos cálculos e impugnando [sic] a multa de ofício. É o relatório. Fl. 54DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10166.010257/200804 Acórdão n.º 2802001.332 S2TE02 Fl. 2 3 Voto Conselheiro Sidney Ferro Barros, Relator. O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. O Recorrente pede “revisão de cálculos” sem se manifestar claramente sobre o que pretende seja revisado, nem tampouco apresentar razões que justifiquem o que requer. A esta instância, por óbvio, não é incumbida a tarefa de revisar o trabalho fiscal, salvo se diante de razões de recurso fundamentadas, o que não é o caso. Quanto à multa de ofício, o interessado cita a Súmula CARF nº 14, segundo a qual “a simples apuração de omissão de receita ou de rendimentos, por si só, não autoriza a qualificação da multa de ofício, sendo necessária a comprovação do evidente intuito de fraude do sujeito passivo”, aparentemente por não ter se apercebido de que, no seu caso, não foi aplicada a qualificação da multa e sim a multa de ofício de 75%, o que torna inaplicável a jurisprudência sumulada desta Corte. Efetivamente, correta se apresenta a decisão de primeira instância, quando concluiu ser cabível, por disposição literal de lei, a incidência de multa de ofício, no percentual de 75%, a teor do art. 44, I, da Lei nº 9.430/96. Assim, nego provimento ao recurso. É o meu voto. Brasília/DF, Sala das Sessões, em 07 de fevereiro de 2012. (assinado digitalmente) Sidney Ferro Barros Fl. 55DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 10680.008774/2007-13
Data da sessão: Mon Apr 26 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Mon Apr 26 00:00:00 UTC 2010
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Data do fato gerador: 22/12/2006
PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. PENALIDADE ISOLADA, DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. LANÇAMENTO DE OFÍCIO ART. 17.3, INCISO I, DO CIN.
O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de nº 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei nº 8.212 de 1991.
No caso de aplicação de multa isolada por descumprimento de obrigação acessória há que se observar o prazo para se efetuar o lançamento de oficio previsto no art. 17.3, inciso Ido CTN..
Encontram-se atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2803-000.044
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, em conhecer e dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado,
Matéria: Outros proc. que não versem s/ exigências cred. tributario
Nome do relator: HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 22/12/2006 PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. PENALIDADE ISOLADA, DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. LANÇAMENTO DE OFÍCIO ART. 17.3, INCISO I, DO CIN. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de nº 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei nº 8.212 de 1991. No caso de aplicação de multa isolada por descumprimento de obrigação acessória há que se observar o prazo para se efetuar o lançamento de oficio previsto no art. 17.3, inciso Ido CTN.. Encontram-se atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização. Recurso Voluntário Provido.
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Recorrida DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DE JULGAMENTO DE BELO HORIZONTE/MG ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 22/12/2006 PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. PENALIDADE ISOLADA, DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. LANÇAMENTO DE OFÍCIO ART. 17.3, INCISO I, DO CIN. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vineulante de ri " 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n " 8.212 de 1991. No caso de aplicação de multa isolada por descumprimento de obrigação acessória há que se observar o prazo para se efetuar o lançamento de oficio previsto no art. 17.3, inciso Ido CTN.. Encontram-se atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os âtos geradores apurados pela fiscalização. Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3" Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em conhecer e dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado, HELTON C - S MA DE LIMA - Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra ,Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Vera Kempers de Moraes Abreu (Suplente), Gustavo Vettorato, Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Esteve presente ao julgamento o advogado da recorrente Dr, Tiago Conde Teixeira, OAB/DF 24259, Relatório O lançamento refere-se a Auto de Infração, lavrado em desfavor do recorrente, originado em virtude do descumprimento do art. 33, §§2° e 3°., da Lei ri 8.212/1991, com a multa punitiva aplicada conforme dispõem os artigos 92 e 102 da Lei n 8..212/1991, e arts, 283, inciso II, alinea "j" e 373, do RPS — Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n 3,048/1999, bem como, Portaria MPS/GM n 342/2006. Segundo a fiscalização previdenciária, o recorrente deixou de apresentar os recibos dos honorários e recibos de parcelas pagas aos conselheiros a titulo de participação nos lucros ou resultados, no período de 01/1996 a 03/2000, nem justificou o ato, conforme relatório fiscal (fls. 21/23), A cientificação da autuação se deu em 28/12/2006 (fl. 38). Não conformado o recorrente apresentou impugnação, fls, 42 a 52, acompanhada de anexos. A DRI- BELO HORIZONTE/MG emitiu Decisão-Notificação (DN) , fls. 85/89, confirmando a procedência do lançamento. O recorrente discordando da decisão da DRI/MG interpôs recurso, fls. 96/106, acompanhado de anexos. Em síntese alega: - renova seu pedido de conexão destes autos com os autos de infração 37..022.250-4 e 37.022.252-0 e NFLD 37.022..253-9, pois, embora a fiscalização tenha sustentado de modo diverso, as suposições fiscais estão intrinsecamente ligadas em tais feitos; - preliminarmente, a necessidade expressa de exclusão dos co-responsáveis (diretores delicados no AI), sob pena de nulidade a autuação. Conforme pacificado pelo STI, os diretores somente respondem, por substituição, pelos créditos resultante de prática de ato ou fato eivado de excesso de poder ou infração a lei (art. 135, III do CTN), não se caracterizando corno tal o simples inadimplemento (1 a , Secão, Eresp w 260I07/RS, D,J 19/04/2004); - no mérito, a decadência de 5 (cinco) anos nos termos do art.. 150, § 4°. do CTN; - a ilegalidade da multa aplicada em face da lavratura de MD simultânea a outro auto de inflação, resultando bi.s in idem, pois a empresa sofreu autuação por não ter elaborado as folhas de pagamentos dos conselheiros. O contribuinte não tem os documentos solicitados; - Por fim, requer a nulidade da autuação. Foi anexado aos autos despacho da Justiça Federal/MG, concedendo liminar' em Mandado de Segurança n" 2007.38..12,002518-9, fls. 118/120, afastando a obrigação do depósito recursal de 30% (trinta por cento) pelo recorrente,. Os autos foram encaminhados ao 2°. Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda - DF para julgamento (fls. 125/126). 2 Processo n° 10680.008774/2007-13 Acórdão n.° 2803-00,044 s2-TE03 Fl 2 É. o relatório. Voto Conselheiro HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Relator O recurso é tempestivo, conforme (lis. 125/126); pressuposto de admissibilidade superado, passo para o exame das questões preliminares ao mérito. DAS QUESTÕES PRELIMINARES AO MÉRITO: Com relação a decisão liminar em Mandado de Segurança sob n". 2007.38,12,002518-9, da Justiça Federal/MG, que defere o afastamento da obrigação do depósito recursal de 30% (trinta por cento) pelo recorrente, foi acatada em razão da determinação judicial e da declaração de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal - STF por intermédio da Súmula Vinculante do STF a " 21, DOU de 10/11/2009. A autuação ocorreu em razão do recorrente ter deixado de apresentar os recibos dos honorários e recibos de parcelas pagas aos conselheiros a título de participação nos lucros ou resultados no período de 01/1996 a 03/2000. Quanto à fluência do prazo decadencial para a infração em comento, período de 01/1996 a 0.3/2000, a mesma deve ser reconhecida. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n " 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art.. 45 da Lei n° 8..212 de 1991, nestas palavras: Súmula Vinculante n" 8"São inconstitucionais os parágrafb único do artigo .5" do Decreto-lei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário". Conforme previsto no art.. 10.3-A da Constituição Federal a Súmula de n " 8 vincula toda a Administração Pública, devendo este Colegiado aplicá-la. Art. I03-A O Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá effito vinca/ante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecido em lei Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei a " 8.212, há que serem observadas as regras previstas no CTN. A decadência está arrolada como forma de extinção do crédito tributário no inciso V do art. 156 do CTN, 3 As contribuições previdenciárias são tributos lançados por homologação, assim devem, em regra, observar o disposto no art. 150, § 4 0 , do CTK Contudo, na hipótese de não haver recolhimento de tributo sujeito a lançamento por homologação, cabe ao fisco proceder ao lançamento de oficio (art.. 149, inciso VI do CTN) no prazo &cadenciai de 5 (cinco) anos, na forma estabelecida no art 173, inciso 1, do Código Tributário Nacional - CIN. No presente caso, a cientificação da autuação se deu em 28/12/2006 (fl. 38), A obrigação não restou adimplida, no que concerne aos fatos geradores ocorridos no período de 01/1996 a 03/2000. Deste modo, a regra decadencial aplicável ao caso em concreto é a prevista no artigo 173, inciso 1, do CTN, A competência mais recente (março de 2000) decaiu em dezembro de 2005, pois o vencimento da obrigação da mesma sendo em abril de 2000, a contar . de 1 0 de janeiro de 2001 fluiria o prazo de cinco anos.. A eientificação da autuação se deu em 28/12/2606. Destarte, encontram-se atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização. CONCLUSÃO: Pelo exposto, voto por CONCEDER PROVIMENTO ao recurso interposto. É como voto.. Sala das Sessões, em 26 de abril de 2010.. H E LION.-CARLOS PRALÁXLE-LIMA---Relator 4 Processo n' 10680.008774/2007-13 S2-1E03 ~uno n " 2803-00.044 Fl 3 ffig,âà, MINISTÉRIO DA FAZENDA WS CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS afg,. SEGUNDA SEÇÃO TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no parágrafo 3 0 do artigo 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial n" 256, de 22 de junho de 2009, intime-se o(a) Senhor(a) Procurador(a) Representante da Fazenda Nacional, a tomar ciência do Acórdão n," 2803-00044, Brasília 15 de agosto de 2010 Patricia de Almeida Proença e Silva Chefe da Secretaria da Terceira Câmara Ciente, com a observação abaixo: [ ] Sem Recurso [ ] Com Recurso Especial [ ] Com Embargos de Declaração Data da ciência: / / Procurador (a) da Fazenda Nacional 5
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Numero do processo: 10247.000136/2005-01
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 04 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Jul 04 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 303-01.336
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator. Os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro e Anelise Daudt Prieto votaram pela conclusão.
Matéria: ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)
Nome do relator: ZENALDO LOIBMAN
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Numero do processo: 11128.000663/00-14
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jan 26 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Wed Jan 26 00:00:00 UTC 2005
Numero da decisão: 303-01.004
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do
recurso em diligência, nos termos do voto relator.
Nome do relator: SILVIO MARCOS BARCELOS FIUZA
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' Brasília-DF, em 26 de janeiro de 2005 /' I • \ , 11128.000663/00-14 26 de janeiro de 2005 128.613 COSTA CRUZEIROS AGÊNCIA' MARÍTIMA. E TURISMO LTDA. '. DRJ/SÃO PAULO/SP -l ResoluçãoN° 303-01.004'; Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. MINISTÉRIO DA FAZENDA . TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA - ! .. ~UDTPRlETO . .. preSidente j . . ',., )~\' -~' ------- .----. '* ,. ---->; -~- SILVIO'M~S M(CELOS FÍÚZA/" Relator '.---------- -I RECORRIDA PROCESSO N° SESSÃO DE RECURSO N° RECORRENTE RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho. de Contribuintes, por ,unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência lios termos do voto relator. Participaram, .ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ZENALDO . LOIBMÁN, SÉRGIO DE CASTRO NEVES, NILTON LUIZ BARTOLI,NANCI GAMA,' CARLQS FERNANDO FIGUÉIREDO BARROS (Suplente) e, MARCIEL' EDER COSTA. Esteve presente a Procuradora-da Fazenda Nacional MARIA CECILIA BARBOSA. I MA/3 '. MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TE:RCEIRA: CÂMARA / RECURSO N° , RESOLUÇÃO N° RECORRENTE RECORRIDA RELATOR(A) 128.613 303-01.004 COSTA CRUZEIROS AGÊNCIA MARÍTIMA E TURISMO LTDA. DRJ/SÃO PAULO/SP SILVIO MARCOS BARCELOSFIÚZA ,RELATÓRIO 1 ' A .empresa recorrente submeteu a despacho, aduaneiro as mercadorias, constantes na Declaração Simplificada de Importação - DSI - n° 1i128.0155/1999, registrada em 05104/99, cópia de fls. Í6 a 39, recolhendo o Imposto de Importação e o IPI vinculado. A partir de então, adot(;l.mos em parte, o relatório da DRF de Julgamento em São Paulo/SP, por expressar a verdade dos fatos: "Entretanto, em ato de revisão aduaneira, a autoljdade fiscal constatoú a falta de recolhimento do Imposto, sobre a Impo,rtação - II - e do Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI - em decorrência da aplicação d~ alíquotas 'incorretas às mercadoriasdeclâradàs, conforme planilha anexas que instruem e fazem, p-arte do presente processo, bem como a constatação de falta de recolhimento do II, e do IPI sobre as merca'dorias declaradas como "no revenue". , Em consequencia foi lavrado auto de infração, fls. 01 a 15, formali~ando a eXlgencia do recolhimento do II e do IPI em decorrência das irregularidades apuradas. I Devidamente cientificada, a int.eressada apresentou, impugnação tempestivamente às fls. 25 a 38, alegando em síntese o que se segue; L' É pessoa jurídica' que te~ co~o atividade principal a realização de cruzeiros marítimos nacionais (navegação de cabotagem), com fins turísticos, em navios próprios ou arrendados, bem como a explQração 40 ramo de agência de viagens e turismo; , ! í ( I I 2: 3. é subsidiária da' empresa. italiana Costa Crociere, sendo responsável pela operação dos' navios do grupo que vêm à ,costa brasileira para realizar cruzeiros marítimos; \ " I . Durante o percurso do navio são colocados à disposição dos pass'ageiros' a bordo produto~ que são c.omerc'ializados em loja de conveni~Cia, :J]CS' restauran!es e instalações I ------ --_.~ 9. Por' haver consulta ainda pendente de apreciação, a impugnante não poderia ser autuada. (Grifamos). ' 8. Por si ~ócàrece de fundamento o auto d~ infração, uma vez que se mostra sem fundamento 'algum, principalmente porque não considerou ,que a recorrente já pagou os impostos; 7. No entanto, a re~orrente apresentou consulta sobre a aplicação da Instrução Normativa n.o 137/98, utilizado como embasamento legal da autuação, e que ainda'não foi apreciado, o que obstaria a lavratura do presente auto de infração; ( Grifamos). .. , '128.613 303-01.004 ...• 6.' As mercadorias acobertadas pela referida DSI incluíam bebidas, cuja tributação do IPI é por unidade, sendo que a impugnante aplicou alíquotas sobre o valor FOB, o que acabou gerando recolhimentomaiordo que o devido, fato não. considerado no auto de infração; semelhantes. Além ..desses citados, outras mercadorias. são utilizadas. no âmbito. da prestação de serviços sem quaisquer 'ônus, para recepções e cocktails aos passageiros, utilização em noites festivas, tratamentos vips. nas pontes de comando, utilização pelos oficiais e outras cortesias aos passageiros e visitantes; (Grifamos). 10. Que a Consulta apresentada pela recorrente foi em data de2~/12/98, junto à Delegacia da Receita Federal em Santos, consulta ~obre a interpretação e aplicação da referida ,norma; (Grifam~S)'f 3 ,J \, 4.' De acordo com a legislação vigente, deverão ser calculados e pagos os impostos e .contribuições 'federaIs devidos, decorrentes das vendas desenvolvidas a bordo do navio ou a ele relacionados, no período em que pennanecer em operação de cabotagem em .águas brasileiras; '( 5. A recorrenté procedeu ao recolhimento das seguintes importâncias: R$ 25.290,52 (vinte e cinco mil, duzentos e noventa reais e cinqüeIlta e dois centavos) de Imposto. sobre Produtos Industrializados e R$ 12.125,74 a título de Imposto de Importação; I RECURSO N° RESOLUÇÃO N° MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA \ . "-' MINISTÉRlO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRlBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 12.' 13. 14. 15. 16. 17. 128.613 303-01.004 E que, até a presente data,' a impugnante não obteve respost~ a consulta' formulad"a, fato este que, em consonância com o artigo 48 do Decretq n.o 70.235/72 e com jurisprudência predominante, impede qúe seja lavrado o Auto de Infração; (Grifamos). E que é nulo o lan.çamento com base em argumento sobre matéria que está sob consulta; (Grifamos); \ A impugnante encontra-se resguardada no seu direito' de não se autuada, .uma vez 'que ~á consJlta formula~a pendeIl;te de apreciação por Autoridade Fiscal; (Grifamos). Oprocedimehto da autoridade fiscal de lavrar o auto de infração foi equivocado, pois não faz qualquer menção aos tributos anteriorm~nte exigidos e' pagos .. - diferenças de aplicação de alíquotas e taxa de conversão distinta das aceitas .pelo Fisco; Em 23 de junho de 1999, foi postada correspondência em envelope do Serviço Público Federal contendo intimação para o contribuinte regularizar diferenças relativas às Declarações Simplificadas, de Importàção nos '11128.0153/1999 a 11128.0156/1999; Em relação à DSI em questão, foram recolhidàs as seguintes importâncias: R$ 11.481,10 (om~emil, quatrocentos e oitenta e um reais e gez centavos) de Imposto sobre Produto~ Industrializados - IPI e R$ 443,72 (quatrocentos é quarenta e;. três reais e setenta e dois centavos) a título de Imposto de Importação - lI, apurados em atendimento a intimação supra referente aO ajuste na alíquota do. II aplicada sobre licores, champanha, vinhos espumantes e cervejas e cigarros, bem como a diferença de IPI sobre os cigarros; , Pagou aquilo que julgou devido em ~e1ação aos termos da Intimação - inc1usive)PI indevido.-, portatlto demonstra sua total incredulidade quanto ao auto de infração lavrado em relação a mesma DSI pois, julgava já ter passado pela Revisão Aduaneira, .exigind9 impostos como se de~aparecesse do 4m~n~os fatos a Intimação ri." 009 / MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA \ J 8. 'No tocante às diferenças de alíquota e taxa de conversão a fiscalização, ao invés de recalcular toda a DSI, selecionou os itens que poderiam gerar alguma diferença; " 128.613 ,303-01.004 . O presente auto é nulo porque indevidas as exigências relativas às diferenças de alíquotas' e taxa de conversão. Igualmente é nulo porque indevidas as exigências relativas às mercadorias "para uso ou free" e para utilização "no revenue"; 22. Parte da autuação teve como objeto as mercadorias destinadas . à venda, aparentemente a fiscalização pretendeu tributar também as demais mercadorias destinadas às provisões de bordo, muito embora não tenha justificado o porque.'~ 19. No presente caso, caberia éI; fiscalização proceder aos ajustes devidos tomando como base toda a DSI, e partindo do resultado encontrado, lavrar o auto de infração, se cabível; I .20. ',A fiscalização identificou como base legal para a éxigência dos impostos sobre as mercadorias para utilização "no revenue" os artigos .83, 84, 85 e 86 do Regulamento Aduaneiro, que dada a sua' generalidade hão~ permitem identificar a real motivação da autoridade para a exigência do imposto; . 21. Dentre as mercadorias relacionadas como uitlizadas a t'al título encontram-se Cigarros e bebidas, que não tendo destinação comercial, foram distribuídos entre tripulação e passageiros, nos diversos eventos sociais que caracterizam a prestação de serviços de cruzeiros marítimos; I Outrossim, caso entendesse insuficiente o argumento acima, requeria que s~ja cancelada a exigência fiscal lançada no Auto de Infração em virtude dos créditos serem indevidos, porque pagos em intimação anterior, bem como em o~servância ao disposto no inciso IV do artigo 1~0 Decreto n. 70.235/72, por falta 5 '~ I • 'I . Diante \. do exposto,' requereu fosse julgado procedente a impugnação, com declaração de nulidade do Auto de Infração, tendo em vista o fato da impugnante encontrar-~e em processo de consulta, motivo pelo qual não poderia ter sido lavrada a presente autuação. (Grifamos). RECURSO N° - RESOLUÇÃO N° . ' MIN1STÉR10 DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° , 128,613 303-01.004 , '" . " ,{ 1. ! I ! l de embasamento legal da parte que exige os impostos sobre as mercadorias destinadas às provisões de bordo.' . . "Tendo em vista o disposto na Portaria MF n.o 416/00, o presente processo foi encaminhado à DRJ/Florianópolis. Face as alegações da interessada, aquela Delegacia converteu o processo em diligência, fls. 92/93, para que a Alfândega de Santos adotasse providências visando prestar as seguintes informações: / a). O contribuinte efetivamente formulou consulta relativa à aplicação da IN SRF n.O 137/9S, conforme alegado em sua impugnaçã9; . b) A matéria objeto da consulta é coincidente com aquela de que trata o pres~nte processo; c) Em caso afirmativo, informar se existe solução definitiva para a referida consulta, anexando cópia da mesma ao processo e infonnando a data da ciência do contribuinte. .' J A Alfândega do Porto de Santos, às fls. 10S, com o intuito de evitar , excessiva demora no atendimento da solicitação formulada pela DRJ,encaminhou o processo para à 'Equipe de Orientação e Consulta"": SRRF/- sa RF, local em que se encontrava referido processo; para que respondess'e às questões suscitadas. A Divisão de Tributação da Superintendência da Receita Federal- sa RF, às fls. 117/121, assim 'se pronunciou: . "É ineficaz a consulta, não produzindo éfeitos quando formulada em desacordo' com os artigos 2 a 5 da IN SRF n. ~2, de 1997. A finalidade única do instituto da consulta é dirimir' dúvidas quanto à interpretação de dispositivo da' ' legjslação tributária federal aplicáveis aos fatos concretos descrÚos pelo interessado, , não sendo, assim, via adequada para solucionar questões do sujeito passivo' quanto a procedimentos de escrituração contábil e correlatos que deve adotar na prá'tica, Excetuada ~ hipótes.e de matérias conexas, urna mesma petição 'de consulta não pode ~ referir-se a móis de um tributo ou contribuição. JJ " , MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO.N° RESOLUÇÃO N° 128.613 . 303-01.004 "Tempestividade Cabe ressaltar, que embora haja, às fls. 42, observação efetuada pela .Alfândega do Porto' de Santos, quanto ao prazo e demais informações indicadas na intimação apresentada no corpo do Auto de Infração, não foi possívet constatar a intempestividade da impugnação. ." r . 'Às fls. 42v., enco~tra-se O Aviso de Recebimento - AR, emitido pelos Correios, em que e possível identificar a data da postagem da éópia do Auto de Infração do processo que se trata, bem como a do recebimento da correspondência em questãQ, qual seja,' 18/02/00. Desta forma, tem-se como a data do recebimento da' intimação o' dia 18 4e fevereiro de 2000 (sexta~feira). De acordo com.o disposto no Decreto n.o/70.235/72, que regula ,o processo administrativo no âmbito da administração pública federal, têm-se que: "os prazos serãO contínuos" excluindo~se na sua contagem o dia do início e incluindo-se o dia o do vencimento e tendo como termo inicial a 'data em que' for feita a intimação" . , "só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato." Sehdo as~im, 6 termo inicial para a contagem do prazo se deu no primeiro dia útil à ciência, qual seja, em 21 de fevereiro de 2000 (segunda-feira).. . Posto isto, considero á impugnação tempestiva e apresentada por parte legíti~a, deve, pois, ser conheCida. Ptocesso de Consultai . Não procede a alegação da interessada quanto a nulidade do auto de infração por. caracterizar procedImento abusivo, repres er1tando verdadeira desobedi~ncia ao disposto no artigo 48do Decreto n.o70.235/72 .. . . Senão vejamos: . \ Prescreve o art. 48 do Decreto n.O 70.235/72, in verbis: "Art. 48. .Salvo disposição do. artigo seguinte, nenhum pro.cedimento. fiscal será instaurado co.ntra a sujeito passiva relativamente à espécie consultada, a partir da apreséntação da consulta até o trigésim~'dia subseqüente à data da ciência que a soluciona. " (grifo me~)~J\~ 7 I r " , . MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA" RECURSO N°, RESOLUÇÃO N° 128.613 303-01.004 ) I ! A requerente não se encontra abrigada pelo dispositivo acima citado; haja vista o teor do despacho Decis'ório SRRF08/Disit, anexo às fls. 117/121, que assim dispõe: " ... declaro a ineficácia da consulta ora formulada, com base no art. 11, inciso L da IN SRF n. o 2, de 1997, dado estar em desacordo com o disposto nos arts. 20 e 5~ do mesmo diploma, uma vez que não apresenta questões relativas à, ,I ' 'interpretação de dispositivos da legislação aplicáveis às circunstâncias descritas e,. não obstante, visa a atingir todos os tributos e contribuições'a que se encontra sujeita a interessada por força da IN SRF n. o 137, de 1998. " ' Portanto, ~omprometidi1 está a eficácia do ato pratiçado. , Nesse sentido, conclui-se da interpretação do artigo 48 acima citado' que o impedimento do fisco limita-se apenas à consulta considerada eficaz, o que não ocorre no presente caso. Enquadramento' Legal "Igualmente improcedentes são as alegações relativas às divergências apontadas entre a matériá fática e o enquadramento legal. O enquadramento legal utilizado naáutuação, cujos artigos são os do Regulamento Aduaneiro; demonstram que 'as formulações legais' e normativas que, estabelecem os procedimentos e requisitos para a introdução no país ae uma mercadoria estrangeira não foram respeitadas. ,Note-se que' a base legal para a tributação de mercàdorias estrangeiras ingressada no país é o Decreto n.o 37/66; com suas respectiyas alterações posteriores. A edição da Instrução Nomiativa' SRF n.o. 137/98 visa especificamente disciplinar o tratamento tributário e o controle aduaneiro aplicável à operação de navio estrangeiro em viagem de cruzeiro pela costa brasileira. ' Desta forma não há iIl}propriedade nos dispositivos legais citados; os qu.ais respaldam o auto de infração, pois constituem o suporte legal para a tributação da matéria de fato., A legisláção aplicada pela fiscalização para fundamentar o crédito exigido se encontra amparada no Regulamento Aduaneiro, ';lprovadopelo Decreto n.o 91.030/85. Sabidamente, a exigência de tributo depende da ocorrência de um fato gerador, mercadorias ingressaram em territÓrivaCiOnal e que foram objeto de . - . I . 8 I.~ , \ . 1 \ .Pelo que se depreende dos autos, o navio veio a co.sta brasileira para realizar cruzeiros marítimos. Pelos fundamentos expostos rejeitam-se as preliminares suscitadás. MÉRITO I I" I 128.613 303-01.004 , Os valores. referentes ao recolhimento do Imposto sobre 'Produtos Industrializados e ao Imposto de' Importação relativos às"mercadorias consumidas a bordo do navio Costa" Allegra e despachadas pela DSI n.o 11128.0155/1999, encontram-se anexados, respectivamente, às fls. 26 e 27. " Entretanto," em ato de revisão aduaneira, que permite a autoridade" fiscal, após o desembaraço da mercadoria; reexaminar o despacho aduaneiro, com a finalidade de verificar a regularidade da importação, realizado na DSI n.o 11128.0155/99, constatou-se falta de recolhimento do II e'do IPI em decorrência da aplic~ção de aliquotas :ncorretas, bem :'fl:0 acréscimo de mercadorias 'e a 9~/ As 'dispàsições contidas na norma legal citada são claras e inequívocas no sentido de que toda eIV-barcação que adentre o território nacional fica sujeita ao controle aduaneiro, que deve ser exercido durante sua permanência no Pajs. Tal controle estende-se às mercadorias, bens e bagagens existentes a bordo, bem como às atividade de lojas, bares e semelhantes que nelas funcionem. ,. Os controles e registros legalmente requeridos relàtivamente às operações realizadas a bordo são de sua responsabilidade. Durante o percurso do navio pelo litoral brasileiro realizou serviços de hospedagem, transporte e venda de mercadorias estrangeiras à bordo, conforme consta dos autos. A Instrução Normativa n. 137/98 foi criada para disciplinar o tratamento tributário e controle aduaneiro aplicáveis à operação de navio ~strangeiro' em viagem de cruzeiro marítlmo pela costa brasileira: consumo. Sendo assim os tributos devidos'sãoo II e o IPI, bem como ~eus acr~scimos legais. Gabe ressaltar que a r<tquerente apresenta em sua impugnação farto conhecimento sobre a matéria fática da autuação. ) 'r ' . / " .. \ Cabe ao responsável tributário, de acordo com o inciso V "do arti'go ~2° da' 'IN citada, calcular é pagar os' impostos e contribuições federais devidos decorrentes de atividades desenvolvidas a bordo do navio ou a de relacionadas, nO p~ríodo que permanecerem operação de cabotagem em águas brasileiras. MINISTÉRIO DA FAZENDA , TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA ' RECURSO N° "RESOLUÇÃO N° "--MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA I- RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 128.613 303-01.004 ' " conseqüente falta de recolhimento dos referidos Impostos sobre aquelas declaradas pelo contribuintecomo "no revenue". Conseqüentemente foi lavra,do o auto de infração. No entanto, declara a únpugnante que procedeu ao ;recolhimento dos referidos impostos no valor de R$ 25.290,52 (vinte e cincO mil, duzentos e noventa reais e cinqüenta e dois centavos) e R$ 12.125,74 (doze mil cento e vtnte e cinco reais e setenta e quatro centavos), referentes ao IPI e ao 11, conforme DARF ' anexos às fls. 65e 66 respectivamente, atendendO à Intimação n. 0009/99, fls. 67 e, posteriormente, foi surpreendida com a lavra.turado presente auto de infração, no qual foram lançados valores correspondentes ao IPI e ao IL perfazendo o crédito tributário no valor de R$ 122.870,06 (cento e vinte e dois mil, oitocentos e setenta reais e seis centavos). Por isso, julgou já ter ocorrido a revisão aduaneira e na seqüência pago o que era devido nos termos da Intimação referenciada: , " Levando-se em conta tal argumentação, importante se faz esclarecer que a Intimação den.o 009/99, fls. 67, foi 'emitida, em um primeiro momento, visando tão somente comunicar ao contribuinte a ocorrência de determinadas irregularidades, preliminarrilente, apuradas. Entretanto, enquanto não decair õ direito de a Fazenda Nacional constituir o crédito tributário, à revisão aduaneira poderá ser realizada. - I Diante disso, se deve ressaltar que a Intimação citada não se confunde com a revisão aduaneira realizada posteriormente. No entanto, se entender o' contribuinte que efetuou p<;lgamento espontâneo a maior, poderá reaver o montante ind'evidamente pago, 'confonne os dispositivos expressamente indicados na norma de regência, Ins'trução Normativa SRF n.o 210, de 30/09/2002, que disciplina a restituição e a compensação de' quantias - recolhidas ao Tesouro Nacional a título de tributo ou contribuição administrado pela Secretaria 'da Receita Federal. Posto isto, para a promoção dos ajustes alegados p~la interessada, necessano se faz, primeiramente, comprovar o recolhimento a' maior e, após, formalizar os procedimentos previstos na IN supracit~da. Não é cabível nesse voto a análise de pedido de restituição ou compensação no recolhimento de impostos futuros. Quanto às mercadorias incluídas na categoria de provisão de bordo, estas deverão corresponder, em quantidade e 'quali11' às necess,idades do serviço de , 10 (/ r " MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 128.613 303-01.004 uso ou consumo de sua tripulação e passageiros, conforme disposição legal expressa no art. 48 do Regulamento Aduaneiro. ' A requerente, em nenhum momen~o, justificou tal correspondência, apesar da alegação de falta de justificativa da fiscalização em considerar ditas mercadorias passíveis de tributação. Alega a impugnante que utilizou cigarros e bebidas como mercadorias "no revenue". Tai~ mercadorias utilizadas a tal título' se revestem de características que as enquadram como mercadorias estrangeiras existentes a bordo e destinadas a consumo. I . Merece destaque o fato da legislação pertinente à matéria prever a incidênci<l; do Imposto de Importaçãà sobre mercadorias estrangeiras e não sobre a sua destinação. Sendo assim, a fiscalização constltulU o crédito tributário devido pela lavratura do àuto de infração. Outra não poderia ser a atitude da autoridade administrativa frente a verificação de descumprimento das obrigações tributárias pelo contribuinte. Caso contrário, prejudicado estaria todo o tratámento tributário e o controle aduaneiro estabelecido na IN 137/98. ' Diante das no~as indicadas, julga-se que a operação realizada, consumo e 'venda de mercadorias estrangeira a bordo de cruzeiros marítimo em águas brasileiras; submete-se ao tratamento disposto na IN SRF n. 137/98. Pelo exposto, voto pela procedência do lançaménto objeto do presente ,litígio, para considerar devido (, crédito tributário' apurad9 no Auto de Infn~ção em tela. DEMONSTRATIVO-DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO VALORESEM REAIS Natureza . Lancado Exonerado Mantido Imposto de importação 13.135,70 13.1'35,70 Juros de mora. 1.810,07 1.810,07 Multa Proporcional - . 9.851.78 9.851,78 Imposto sobre Produtos 51.950,69 51.950,69 Industrializados Juros de Mora 7.158.80 7.158,80 Multa Proporcional 38.963,02 38.963,02 Total do Crédito Tributario , 122.870,06 122.870,06 Nota: Os valores da tabela acima são os vigentes na data da Lavratura do Aúto;de Infração .. Il.f / , I . f . ! ./ !, ) : .' .\" '\ ..•• " I " " f , .' [, \ , .••. ! "\ '", . ',' , ' .. \ " , ,/ , . " 12. ',) , .' . ',"'- \' , .,;", " " 128.613 ~'03-01...004 ~ . \ . , . .' . I , i .. c , \ ',\ \ É o' relatórIo .. j' , \ . \, " . " MINISTÉRIO DA FAZENDA . tERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES" ,TERCEIRÁ CÂMARA r ';" " "'- . ' O . processo . deve .~et'encaminhad(Y à repartição de origem, .ALF/PÓi}:~de Saritos, pará efetuar ~ intimação do contribuinte ,para o recolhimento 'do. /valor màntido, nO praio de até trinta' dias' contados da ciência desta,decisão,' facultando-lhe, no íné~mo periodo;interpQsição 'de Reçur~oVoluntátio ao E. Ter~eiro . " Conselho de Contribuirite.'~ . " Irresignada, a r~correht~ inte~t~ Rec'urso Voluntárioa,esse Egrégio ..'Conselho de Contribuintes~ 1empestivameI1;te,pols .intimada vi~:AR e~ 12/06/2003, fls. 135; apresentou os motiyosde seu recurso em 141Ç)7I2Q03" tendO em vista ser o. dia 12/07/2003 um sábado, reiterando !odos os argu~entos apresenüldos em primeira in.stância, rebatendo ainda, topos 'os argUln~ntos útilizados pela DRFd~ Julgamento , emSã(YPau!o"quem~nteve o lançàin:ento'como'p~ocedente., ' . , /: . .." ' - , , ~, RECURSO-N° . RESOLUÇÃO N°", J / MINISTÉRlODA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRlBUINTES TERCEIRA CÂMARA \ ., RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 128~613 303-01.004 VOTO \, t. ; I, " 'Presentes todos 'os reqUIsItos para 'a admissibilidade do presente recurso, bem co~o, tratando-se de m'atériada competência deste Colegiado, copheço; , portanto, deste Recurso Volunt~rio. \ " Tendo em vista não se encontrar apenso ao Processo, qualquer documento e/ou informação que comprove ter sido o recorrente intimado a se \ientificar da Decisão, SRRF' 08/Disit exarada' apenas ,em 10/1212001 anexada pela SRF às fls. '117 a 121, que diz ser ineficaz a consulta fonnulada oficialmente pelo recorrente em data de 29/12/1998, doc. às fls. 61 a 64 com anexos às fls. 65 a ~1 e re- anexada às fls. 109 a 113 (pe1aprópria SRRF ga/AFS/DICAT), pelo simples fato de , " julgar' que tratava referida consulta "de 'mais de um tributo ou contribuição" (Ipse Litters)" mesmo sendo 'pertinente, e como a recorrente alega ainda acobertada pela legislação vigente por se encontrar sob consulta, de assunto rigorosamente idêntico ao consultado (fato este comprovado), não tendo ela 'tomado 'conheGimento até aquela data do resultado e, como p,ara qll~ a Decisão possa surtir os efeitos legais é imperioso que a recorrente tenha tomado ciênCia dessa' Decisão exarada, e somente então terá efic~cia; portanto, 'voto no sentido de trànsformar o julgamento em DILIGÊNCIA, , para que o pres,ente processolretome à Delegacia da Receita. Federal de origem onde deverão ser adot8:das as seguintes providências: " ' 1. Que seja acostado ào presente Processo, cópia da Intimação, acompanhada do iespectivodocumento qt!:ecomprove ter o recorrente sido intimado a tomár ciência da Decisão SRRF 08/Disit exarada em 10/1212001; 2. Após o que, retome o Processo para apreciação e julgamento por esse Conselho. ----------...v OSFIÚZA -'Relator 13 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007 00000008 00000009 00000010 00000011 00000012 00000013
score : 1.0
Numero do processo: 10680.009059/2007-90
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 23 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Data do fato gerador: 26/03/2007
AUTO DE INFRAÇÃO. DESCUMPRIMENTO DE DEVERES INSTRUMENTAIS.
LANÇAMENTO VICIADO. AUSÊNCIA DE CLAREZA E PRECISÃO. VIOLAÇÃO À AMPLA DEFESA. CONTRADITÓRIO. DEVIDO PROCESSO LEGAL. VÍCIO DE LEGALIDADE. NULIDADE MATERIAL DA AUTUAÇÃO. RECONHECIDA DE OFÍCIO.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2803-000.939
Decisão: ACORDAM os membros da Colegiado, por maioria de votos, em dar
provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a). Vencido(a) o(a) Conselheiro(a) Helton Carlos Praia de Lima e Oséas Coimbra Junior que entendem que os autos deveriam ser convertidos em diligência.
Matéria: Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)
Nome do relator: EDUARDO DE OLIVEIRA
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ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 26/03/2007 AUTO DE INFRAÇÃO. DESCUMPRIMENTO DE DEVERES INSTRUMENTAIS. LANÇAMENTO VICIADO. AUSÊNCIA DE CLAREZA E PRECISÃO. VIOLAÇÃO À AMPLA DEFESA. CONTRADITÓRIO. DEVIDO PROCESSO LEGAL. VÍCIO DE LEGALIDADE. NULIDADE MATERIAL DA AUTUAÇÃO. RECONHECIDA DE OFÍCIO. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a). Vencido(a) o(a) Conselheiro(a) Helton Carlos Praia de Lima e Oséas Coimbra Junior que entendem que os autos deveriam ser convertidos em diligência. (Assinado digitalmente). Helton Carlos Praia de Lima Presidente. (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Oséas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 14/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/09/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10680.009059/200790 Acórdão n.º 280300.939 S2TE03 Fl. 538 2 Relatório Tratase no presente processo de Auto de Infração – AI CFL.38 DEBCAD 37.086.8218, decorrente de deixar a empresa de exibir quaisquer documentos ou livros relacionados com as contribuições sociais previdenciárias. O período de apuração do crédito é janeiro/2001 a fevereiro/2007, conforme Mandado de Procedimento Fiscal – MPF, de fls. 07. O crédito fiscal foi constituído, em 03/04/2007, data em que o contribuinte tomou conhecimento do lançamento, conforme consta no AR,de fls. 12. O Relatório Fiscal da Infração – REFISC, de fls. 10, informa que as faltas fundamentadoras do lançamento do Auto de Infração e da aplicação da multa são o que abaixo transcrevo. A empresa deixou de apresentar à fiscalização os Laudos Tecnicos de Condições Ambientais de Trabalho (LTCAT), o Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional (PCMSO) e o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) solicitados através do Termo de Intimação para Apresentação de Documentos (TIAD), datado de 27/02/07, relativo aos exercícios de 2001 a 2006,... O contribuinte apresentou a impugnação, em 13/04/2007, espelho do sistema SIPPS, fls. 18 e 19, acostada, as fls. 20 a 22, acompanhada dos documentos, de fls. 23 a 29 e 31 a 299 e 302 a 509. A defesa foi considerada tempestiva, fls. 510 e 511. A DRJ/BHE por sua 6ª Turma baixou os autos em diligência. A autoridade fiscal lançadora instada a cumprir a diligência emitiu a Informação Fiscal, de fls. 517 e 518, sem contudo cumprir a diligência ante desculpa injustificada. O órgão julgador a quo prolatou o Acórdão 0216.045 6ª Turma da DRJ/BHE, em 18/10/2007, fls. 520 a 525, no qual considerou procedente a autuação. A impugnante foi cientificada desta decisão, em 09/01/2008, AR, de fls. 529. A empresa apresentou petição de interposição de Recurso Voluntário, em 08/02/2008, fls. 531 a 535. As razões recursais não foram resumidas, o que se explicará no voto. O recurso foi remetido para o 2° Conselho de Contribuintes. Entretanto, por conta da edição da MP 449/2008 convertida na Lei 11.941/2009 a competência de julgamento é exercida, hoje, pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda – CARF/MF. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 14/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/09/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10680.009059/200790 Acórdão n.º 280300.939 S2TE03 Fl. 539 3 É o relatório. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 14/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/09/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10680.009059/200790 Acórdão n.º 280300.939 S2TE03 Fl. 540 4 Voto Conselheiro Eduardo de Oliveira O recurso foi interposto tempestivamente, haja vista que o contribuinte foi comunicado da decisão de primeiro grau, em 09/01/2008, AR, de fls. 529, tendo sido apresentado o Recurso Voluntário, em 08/02/2008, conforme carimbo de recepção protocolo, fls. 531. O depósito recursal foi extinto pelo MP 413/2008 convertida na Lei 11.727/2008. Presentes os pressupostos de admissibilidade passo ao recurso. Embora a DRJ/BHE tenha chegada a julgar o crédito ante a recusa infundada do agente autuante em promover o atendimento a diligência, em violação ao artigo 18, do Decreto 70.235/72, que diz, o que abaixo se transcreve. Art. 18. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de ofício ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis, observando o disposto no art. 28, in fine. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) § 1º Deferido o pedido de perícia, ou determinada de ofício, sua realização, a autoridade designará servidor para, como perito da União, a ela proceder e intimará o perito do sujeito passivo a realizar o exame requerido, cabendo a ambos apresentar os respectivos laudos em prazo que será fixado segundo o grau de complexidade dos trabalhos a serem executados.(Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) Art. 20. No âmbito da Secretaria da Receita Federal, a designação de servidor para proceder aos exames relativos a diligências ou perícias recairá sobre AuditorFiscal do Tesouro Nacional. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) (grifos meus). Pois em agindo desta forma deixou de dar ao crédito e a seu levantamento a devida clareza e precisão como exigido no artigo 293, do Regulamento da Previdência Social – RPS, apenso ao Decreto 3.048/99 e de instruílo com todos os termos, laudos e demais elementos de prova indispensáveis á comprovação do ilícito, conforme artigo 9º, do Decreto 70.235/72. Tal situação mostrouse tão alabastrinamente evidente que a D. Relatora de primeiro grau disse em seu o pedido de diligência. Nos autos não há elementos que possibilitem verificar a efetiva correção da falta. Assim, sugerimos a remessa dos mesmos à Auditora Fiscal autuante para manifestação quanto eliminação Fl. 4DF CARF MF Emitido em 14/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/09/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10680.009059/200790 Acórdão n.º 280300.939 S2TE03 Fl. 541 5 da deficiência apontada, face a documentação apresentada na impugnação. (grifo meu). O Relatório Fiscal da Infração, de fls.10, assim descreve a conduta: A empresa deixou de apresentar à fiscalização os Laudos Tecnicos de Condições Ambientais de Trabalho (LTCAT), o Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional (PCMSO) e o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) solicitados através do Termo de Intimação para Apresentação de Documentos (TIAD), datado de 27/02/07, relativo aos exercícios de 2001 a 2006,... A empresa fiscalizada é um construtora e atuando na indústria da construção civil deve dispor como, de regra, ocorre, de várias obras simultâneas e desta forma deve ter que elaborar, possuir em apresentar PPRA; PCMSO e LTCAT em relação a quais deles. Aliás, o Termo de Intimação para Apresentação de Documentos – TIAD, de fls. 08, comprova o que falamos acima, pois exige os elementos a seguir DOCUMENTAÇÕES RELATIVAS AS OBRAS CONSTRUÇÃO CIVIL: CEI 5001297877/74, 5001872027/70; 5001299736/79; 5001231117/70; 5001254348/71; 5002137045/72; 5000854163/72, 3325000720/74; 50000978976/79; 5002265196/71; 5001460918/73; 3325000794/70 5000854168/74; 5001880546/78; 5001552861/71; 3325000557/74, porém não faz tal exigência em relação as demonstrações ambientais, isto é, PPRA; PCMSO; LTCAT e PCMAT (que não fez parte da autuação). Desta forma, para qual das obras deveriam ser apresentadas tais demonstrações ambientais para todas em analogia o item acima citado e descrito no TIAD, apenas para algumas, neste caso quais? Só para uma já que solicitado. Eis aí a obscuridade e imprecisão da autuação. O artigo 291, do Regulamento da Previdência Social – RPS, apenso ao Decreto 3.048/99 admitia até 11/01/2009 a relevação da multa atendidos certos requisitos, quais sejam, os que a seguir descrevi. Art.291 Constitui circunstância atenuante da penalidade aplicada ter o infrator corrigido a falta até o termo final do prazo para impugnação §1 A multa será relevada se o infrator formular pedido e corrigir a falta, dentro do prazo de impugnação, ainda que não contestada a infração, desde que seja o infrator primário e não tenha ocorrido nenhuma circunstância agravante. (grifo meu). A correção da falta é condição essencial a relevação e a atenuação da multa, assim sendo como seria possível ao infrator corrigir a falta, se este nem sabia ao certo qual era a falta, ou seja, qual documento deixou de apresentar e em relação a qual obra. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 14/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/09/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10680.009059/200790 Acórdão n.º 280300.939 S2TE03 Fl. 542 6 As demonstrações ambientais não apresentadas se referem a qual estabelecimento ou obra, todos? Alguns? Um? Quem sabe! Talvez o autuante em sua mente, mas isto é insuficiente na seara tributária. A ausência de clareza e precisão do levantamento, da autuação e da multa, resultam em nulidade da autuação, por cerceamento do direito a ampla defesa, do contraditório, o que acaba por macular o due process of law, isto é o devido processo legal. A nulidade ora suscitada é reconhecida, nos termos do artigo 59, II, do Decreto 70.235/72 c/c o artigo 37, caput, da CF/88 e a reconheço como de cunho material, pois se refere intrinsecamente com a descrição da infração propriamente dita. CONCLUSÃO: Destarte, com esses argumentos expostos, acima, voto por CONHECER DO RECURSO para no mérito DARLHE PROVIMENTO, para reconhecer de ofício a ausência de clareza e precisão do levantamento, da autuação e da multa, que resultam em nulidade da infração, por cerceamento do direito a ampla defesa, do contraditório, que acabam por macular o devido processo legal. (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. Fl. 6DF CARF MF Emitido em 14/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/09/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/09/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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Numero do processo: 10980.007829/2004-32
Turma: Primeira Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Feb 22 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Wed Feb 22 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 303-01.099
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dec1ina,r competência do
julgamento do recurso ao Egrégio Primeiro Conselho de Contribuintes, em razão da matéria, nos termos do voto da relatora.
Matéria: Simples - ação fiscal - insuf. na apuração e recolhimento
Nome do relator: ANELISE DAUDT PRIETO
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Processo n° . Recurso nO Sessão de Rec()rrente Recorrida \ .'. 10980.007829/2004-32 133.323 . 22 de feverejro de 2006 EDITORA GAZETA DO PARANÁ LTDA. DRJ/CURlTIBA/PR . 'RESOLUÇÃO N° 303-01.099 , Vistos, relatados e discutidos os present~s autos . , \ .~ I I .\ . RESOLVEM os Membros' da Terceira Câmara do Tetceiro Conselho de' Contribuintes, por unanimidade de votos, dec1ina,r competência do julgamento do recursO ao Egrégio Primeiro Conselho de Contribuintes, em razão da matéria, nos termos do voto da relatora. . . . . ~~#,'. Presidente e Relatora. .. . I ,I Formalizado em: r 7. MAR. 20nh Participaram, ainda,: do pre~ente julgament~, os .Conselheiros: Zenaldo Loibmf}n,.' Nanci Gama, Sérgio de Castro Neves, Silvio Marcos Barcelos Fiuza, Mareiel Eder Costa, Nilton Luiz Bartolie Tarã;io Campelo Borges. . ' mmm Prbces~o hO Resolução nO transcrever: \ 10980.007829/2004-32 - 303-01.099 RELATÓRIÓE VOTO,' ,Adoto o relatório e voto da 'decisão recorrida, que passo a 2 ). "Trata o processo de autos de infração de Imposto de Renda Pessoa Jurídica - IJU>J - Simples; Contribuição para o Programa de Integração Social - PIS - Simples; Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social :..- Cofins Simples; Contribuição Social sobre 6 Lucro Líquido -CSLL - Simples e' Contribuição para Seguridade Social - INSS - Simples. 2. O auto de infração de IRPJ - Simples(fls. 156/177) exige o recolhimento de R$ 40.214,70 de imposto e R$ 35.912,47 de multa de lançamento 'de oficio, além dos encargos legais. 3. O lançamento resultou de' procedimento de verificação do cumprimento das obrigações tributárias pela interessada, ein que foram apuradas as seguintes infrações: - ' . , a) omissão de receitas, caracterizada por qepósitos bancários cuja origem não foi comprovada, conforme descritO no Temio' de Verificação Fiscal, de fls. 152/1~4. Enquadramento legal no art. 24 da Lei n° 9.249, de 1995; arts. 2°, S 2°, 30, S 1°, "a", 5°, 7°, S 1°, e 18 da Lei n° 9.317, de 1996; art. 42 da Lei n° 9.430, de 1996; art. 3° da Lei n° 9.732, de 1998; arts. 186, 188 e 199.do RIR/1999; b) insuficiência de recolhimentos relativos ao Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte - Simples -, em face da omissão de receitas caracterizada por depósitos bancários~ que leva.à alteração dos percentuais aplicáveis sobre a receÍta bruta. Enquadramento legal no art. 5° da Lei n° 9.317, .de 1996, cumbinado como art. 3° da Lei.no 9.732, de 1998;arts)86 e 188 do RIR/1999. 4. O auto de inftação de PIS - Simples(fls. 178/187) exige o recolhimento de R$ 40.214,70 de contribuição e R$ 3'5.912,47 de multa de -lançamento de oficio, além dos encargos legais. ' 5., O 'lançamento, é decorrente das mesmas infrações apuradas em relação ao IRPJ. Enquadramepto legal, nos arts. 1° e 3°, "b", da Lei Complementar'no 07, de 1?70~ combinado com o art., 1° parágrafo único, da Lei Complementar nO17, de 1973, e arts. 2°, I, 3°, e 9° da Medida Provisória n° 1.249, de 1995,.e suas reedições~- arts. 2° S 2°, 3°, S 1°, "b", 5°, 7°, S'l°, e 18 da Lei n° 9.317, de, 1996; art. 3° da lei n° 9.732, de 1998; art. 24, S 2°, da Lei n° 9.24'9, de 1995; art. 42 da Lei nO9.430, de , - , . I , flt? Processo nO Resolução n° , 10980.00782Q/2Q04-32 303-01.099 ~ '. " \ 1996; art. 2°; I, 8°, I; ~ 9° da Lei nO9.715, de 1998; arts. 2° e 3° da ~ei n° 9.718, de 1998. , 6. I O auto de infração. de Cofins- SimpÍes'(fls. 198/207) exige o recolhimento de R$ 123.737,53 de contribuição e R$ 110.500,10, de multa de lahçamento'de oficio, além dos encargos l~gais. . , . 7. O lançamento é decorrente das mesmas infrações apuradas em relação ao IRPJ. Enquadramento legal no art. 1° e 2° da Lei Complementar nO70, de 1991; arts. 2°, ~ 2°,\30, ~ 1°, "d", 5°, 7°, ~ 1°, e 18 da Lei n°' 9.317, de 1996; art. 3° da Lei nO9.732, de 1998; art. 24, ~ 2°, da Lei nO9.249t de 1995; art. 42 da Lei n° 9.430, . de 1996. 8. O auto de infração de CSLkSimples(fls. 188/197). exigé o recolhimento de R$ '61.868,76 de' contribuição e R$ 55.25b,00 de multa de lançamento de oficio, além dos encargos iegai~. ' , , , 9., O lançamento é decorrente das mesmas ,infrações apuradas em relação ao IRPJ. Enquadramento legal nos arts. 1°, 2ei, sS,da Lei n° 7.689, de 1988'; arts. 2°, ~ 2°, 3°, S 1°, "c;', 5°, 7°, S 1°, e 18 da Lei n° 9.317, de 1996; art. 3° da Lei n° 9.732,. de 1998; arts. 19 e 24, ~ 2°, da Lei n° 9.249, de 1995;.arts. 28 e 42 da Lei n° 9.430, de 1996. 10. O auto de infração. de INSS - Simples(fls. 208/217) exige o recolhimento de R$ 266:035,60 de contribuição e R$ 237.575,19 de multa de lançamento- de oficio, além dos encargos legais. , , ' 11.' (l' lançamento é decorrente das mesmas infrações apuradas em relação ao IRPJ. Enquadramento legal nos arts. 2°, S 2°, 3°, SI 0, "f', 5°, 7°, S 1°, e 18 da Lei nO9.317, de 1996; art. 3°.da Lei nO9.732, de 1998; art. 24, S 2°, da Lei n° 9.249, de 1995; art 42 da Lei n° 9.430, de 1996. . . 12., Cientificada dos lançamentos em 22/1 0/2004, a interessada ingressou, tempestivamente, 'em 23/11/2004, com ,a impugnação de fls. 223/258, acompanhado dos docurrientos de fls~259 a 1021.. ' ' 13. Na p.eça de defesa, a impugnante se manifesta da seguinte fOMa, em síntese: a.' faz relatório acerca dos desdobramentos da Fiscalização, demónstrando ter estãdo sempre em contato com a autoridade fiscal, prestando todas as informaçõ'es necessárias, ,em especiãlacerca ,das' dificuldades que encontrou 'em, atender as 'solicitações de documentos, em face de acidente automobilístico, ocorrido em novembro de 2001, em que seperderarn documentos e l\vros da empresa, conforme boletim de ocorrência, e que foi surpree~dida com a intimaçãú para ',' " 3 ~ .. • / Processo n° Resolução n? 10980.007829/2004-32 303-01.099 I , I I ! •:, i I I i I l I . 1 r I I, •I I I r I I , I I I : I comprovai depósitos bancários, porquanto em"nenhuma ocasião sequer foi aventada qualquer urgência ou necessidade premente quanto aos 'extratos bancários, muito menos que se pretendesse solicitar áquebra do sigilo bancário da ernpr~sa; . . b. reclama de não ter obtido resposta de ,seu ofício em que requereu esclarecimentos quanto aos fundamentos que justificara!? a quebra do.sigilo bancário e o procedimento adotado, e solicitou prazo de até 120 dias para atendimento da intimação de comprovação dos depósitos, em número de 454; \ c. lembra que, nesse mesmo' oficio, noticiou a ocorrência de roubo nas dependências da 'empresa, quando foram subtraídos documentos que estavam embalados em caixa de papelão e que seriam' enviados a Cascavel par:a serem . lançados na contabilidade;. em preliminar, requer a declaração de nulidade do lanç~ento, .pela irregular quebra do sigilo bancário ..' Isso porque não foram , cumpridos os requisitos obrigatórios exigidos pela Lei Complementar n° 105, de 200i, pelo Decreto n° 3.724,de 2001, e pela portaria n° 180, de 2001, haja vista que 'jamais se negou a apresentar os extrato,s bancários solicitados e sempre manteve a autoridade fiscal informada, ainda que verbalmente, do andamento das providências . tomadas para b atendimento da intimação, além odeque não consta dos autos descrIção acerca dos fatos, com o mínip10 de clareza e precisão,' demonstrando a razoabilidade e necessidade da medida extrema; ' . e. requer a nulidade também por cerceamento do direito de defesa, sol:?a alegação de não ser razoável o prazo de 20, dias paraàpresentar extratos de çontas-correntes, ,poupança e fundos de investimentos; de nao. 'serlícito à administração fazendária estabelecer prazos que sabe serem inexeqüíveis, a fim de criar um mote falso para invadira privacidade do contribuinte; de ter a autoridade fiscal omitido e silenciado quanto às inúmeras vezes em que o contador da, empresa esteve pessoalmente informando que estava providenciando os extratos, e, que em todas estas vezes a autoridade aquiesceu e o tranqüilizou, omitindo de que' estaria prestes a invadir a esfera privada do. contribuinte, com' base e~ uma negati~a em apresentaros exfratos, que nunqá houve; de não ser razoável o prazo de 20 dias que lhe foi concedido para comproyar, com documentação hábil ~ 'idônea, a origem dos recursos de 454 lançamentos bancários, o que demandaria, no mínimo, 90 dias, em 'condições normais, qlfe não é o caso" em que se noticiou. e juntou-se.o boletim de ocorrência que descreve o roubo nas dependências da empresa, de onde foi subtraída uma caixa contendo. documentos contábeis e que seria enviada a Cascavel, para, , escrituração, além 'dó extravio dos documentos no acidente automobilístico; de que não deixou de comprovar a origem dos Tecursos, mas tão sçmlente requereu prazo para fa:z;era prova, esclarecendo os motivos que a impediam de fazê-Ia'naquele momento; (' f. Q.O mérito~ alega que a mera movimentação financeira não pode, de plano, ser considerapa como omissão de receita, sem qualquer investigação por parte da autoridade fiscalizadora, tanto que a lei, estabelece que o contribuinte tem o direito ao contraditório e à ampla defesa, c:m um minimo de razoabilidad~o é < " / , , Pro.cesso.nO Reso.lução. nO, 10980.007829/2004-32 303-:-01.099 ,.) que requereu prazo. para po.der co.mpro.var a o.rigem do.s recurso.s, expo.ndo.os mo.tivo.s:. falta da do.cumentação. devido. ao. ro.ubo.nas. dependências da empresa e do acidente auto.mo.bilístiCo.; "g. relata acerca da dificuldade em reco.nstituir a' co.ntabilidadeem razão. do. ro.ubo. nas dependências da empresa e dó' acidenteauto.mo.bilístico, para demo.nstrar que nunca ho.uve qualquer intuito. o.Uevidência de fraude o.UsOliegação; " h. em relação. ao. depósito. no. valo.r dê R$ 2.200.000,00, de. 7 de janeiro de 2000, no. banco. Banestado., diz que se refere ààção. de co.brança mo.vida pela empresa Edito.ra Arlequim Ltda. co.ntra o.Banestado., em que fo.i firmado. aCo.rdo. nesse valo.r. Esclarece que, no..referido aco.rdá, fo.i indicada, po.r engano., a sua co.nta bancária para depósito. do. valo.r aCo.rdado.. Por isso., 'pugna pelo. afastamento. çia presunção. de receita em relação. ao. referido. valo.r, po.sto.que pertence a o.l,ltrapessqa jurídica. Diz ainda, que o.Sdevido.s ajustes fo.ramefetuado.s na contabilidade das duas empresas, co.nfo.rrp.ecópia que anexa de fo.lhasdos livrós da empresa So.ciedade . Equato.rial de Co.municações Ltda, anteriormente denominada Edito.ra Arlequim Ltda; I i. requçr a realização. de diligência junto ao. Bariestado, para que . sejam examinado.s o.S seusregistrbs co.ntábeis referentes ao. pagamento. do. referido. aCo.rdo.,que po.derá co.mpro.var que se deu mediante o.depósito. de R$ 2.200.000,00, no. dia 07/01/2000;" , j. info.rma que a contabilização. fo.i efetuada po.r totais, po.rqueos livros da empresa tiveram que ser reco.nstituídos so.mente 'co.mbase no.s arquivo.s magnético.s de back-up, em vir,tude do. extravio do.s do.cumento.s co.ntábeis no. aCidente auto.mo.bilístico, sendo. que o.sarquivo.s o.nde estavamo.s lançamento.s detalhado.s um-a um estavam co.rro.mpido.s; , k. info.rma, também, que a não.-co.ntabilização. do.mo.vimentá da sua co.nta bancária no. Banço. Araucária se deveu, certamente, po.rque tàl mQvimento. estaria em um. do.s qisquetes co.rro.mpido.s, impo.ssibiFtan'p:o. a sua recuperação. e, mesmd, a,no.tícia de sua existência, po.r se tratar de mo.viment;lção. antiga, da qual não. resto.u ,qualquer registro, '.em razão. do.s evento.s fo.rtuito.s (ro.ubo.' e acidente auto.mo.bilístico), além de que a co.nta estava inativa e a instituição. "financeira em pro.cesso.d~ liquidação. desde março. de 2001'; . ' ;. / I' .1. argúi que 'Ímnéa ho.uve qualquer intuito o.Uevidência de fraude, / tanto. que, co.m a no.tícià da existência da co.nta e o.acesso. ao.s extrato.s bancario.s, já fo.i po.ssível identificar vário.s lançamento.s' contabilizado.s que se referem' ao.s créditos naquele banco., e que, co.m um po.uco.mais de dilÍgêncià e'meno.s vo.racidade na ânsia de triQutar a qualquer custo, o. prÓprio..audito.r po.deria ter identificado., pela simples cómparação. do.s valores lançado.s :Q.asdatas co.rrespo.ndentes, algumas impo.rtâncias, que relacio.na,lançadas na co.ntabilidade e que co.mpõem a planilha' do.s crédito.s a comprovar; s. ~ " . q. lembra que, à medida que seja: afastada a Omissão de recéitas, as ' alíquotas pertinentes ao Simples deverão retornw a"oseu patamar original; r. pede que seja deferida a possibilidade de comprovação da origem dos lançamentosem momento posterior, tendo em vista que solicitou aos bancos que seja apresentado o histórico de d~sconto de títulos e extraídas cÓpias dos avisos de créditos referentes às planilhas utilizadas pára constituição da exigência; \. 109~0.007829/2004';32 303-01.099 I 14. É o relatório." ~ . 6 .. I s. por fim, requer diligência para: à) que seja bficiado a recepção do prédio1la Receita Federal em Curitiba, a fim de que, sejam inf6rmadas as datas em que o Sr. Luiz Carlos Padilha, contador da empresa, esteve no' Setor de Fiscalização em contato com o Auditor ..Fiscal e .o supervisor responsável' pela Fiscalização;, b) que' sejam examinados os registros contábeis do Banco Banestado, referentes ao pagamento do acordo noticiado nos .autos de cobrança que contra este move a empresa Editora Arlequim Ltda. . . o. ~dizque a multa é penalidade que se aplica a um descumprimento' por parte do ~ujeito passivo de um direito subjetivo da administração fazendária, in'l.S que, no caso, não houve descumprimento algum, mas Somente a impossibilidade de identificação e contabilização dos. depósitos bancários, pela completa falta de documentação em virtude da violência sofrida, em que foi vítima do roubo em suas qependências;. Processo nO Resolução, nO p. quanto à multa agravada, alega que a caracterização dos tipos penais a que se refere o inciso II do art. 42 da 'Lei ° 9.430, de 1996, pressupõe, primeiramente, um fato típico, antijurídiCo e culpável, mas que, no presente caso, não há seq:uer fato certo; posto que a tributação pela omissão de receita só é possível por uma ficção legal. E não se pode, com base nessa ficção, presumir dolo ou fraude. Não há tipicidade a~guma, a começar pela ausência da ,concretudedo fatü em si. Ac"resce que não agiu em qualquer inomento com o intuito de fraudar a Fazenda, mas apenas a falta de docúinentação (motivada pelo acidente automobilístico e pelo roubo) tornou impossível a realização da prova pretendida pelo Fisco; , n. alega que não pode uma presunção - ,como é ocasó da presunção de omissão d~ receita por depósitos' bancários não comprovados -ser utilizada como 'embasamento para a presUnção de fraude e aplicação de penalidade, sob pena de, afronta à ordem constitucional vigente; \ m. qu~to aos deimüs valores, diz ter solicitado aos bancos que apresentem o histórioo de desconto de títulos e cópias dos-avisos de créditos referentes às parcelas objeto da autuação, para que possa comprovar a origem dos créditos; Por isso, pugná pela apresentação posterior dos, documentos probantes que , irão comprovar aorige~dos créditos e afastar a presunção de omissão de receita; " I 'I , ) t \ Processo n° Resolução !;lo / , ' 10980.007829/2004-32 303-01.099 A DRJ errientou assim a sua decisão: . , ~'Assunto: Processo Administrativo Fiscal , ' ~ Ano""calendário: 2000 Ementa: AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. Somente . ensejam nulidade os atos e termos lavrados por pessoa incompetente e os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preteriçã~ do direit~ de defesa. ' Assunto: Sistema Integrado de Pagament9 de Impostos e ,Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte --'Simples ' ' Ano-calendário: 2000 Ementa:' RÉQÚIS'IÇÃO DE INFORMAÇÕES DE INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS. ' É lícito às autoridades tributárias examinar documentos, livros e registros de instituiç'Ões financeiras, inclusive os referentes a contas ,de depósitos e aplicações financeiras, quando houver processo administrativo in,staurado ou procedimento fiscal~m curso e tais exames sejam considerados indispensáveis pela' 'autoridade, administra~iva competente. ' DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RECEITA. Evidencia omissão de receita ou rendimento a existência de valores -creditados em contade depósito ou de investimento mantida junto a 'instituição financeira, em reláção aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não' 'comprove, mediapte documentação hábil e idônea, a origem, dos' recursos utilizados ' nessas operações; a presunção legal tem o condãó de inverter o ônus da prova, transferindo-o para o contribuinte, que pode refutar a presunção mediante oferta de provas hábeis e idôneas. , . EXTRAVIO DE DOCUMENTOS FISCAIS. Sendo as empresas responsávei's pela manutenção, em boa guarda e ordem, de todos os livros e documentos da escrituração comercial e fiscal, não é lícito à interessada pretender eximir-se da comprovação da origem dos depósitos bancários, ante a alegada ocorrência: de , ! Processo n° Resolução n° , , 10980.007829/2004-32 . 303-01.099, , ' extravio de documentos/comerciais e fiscais de acidente de trânsito e roubo 'nas dependências da empresa, ,Assunto: Processo Administrativo Fiscal .' Ano-,calenclário: 2000 Ementa: PEDIDO DE DILIGÊNCIA. \ Indefere-se o pedido de diligência, por prescindível, se o seu objeto, ' , não é necessário para a solução da lide. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário' Ano-calendário: 20do Ementa: MULtA DE OFÍCIO. INFRAÇÃO QUALIFICADA. , . . Caracterizado o evidente intuito de fraude, impõe-se a multa d~ 150%~por infração qualificada. Lançàmento 'Procedente" A contribuinte apresentou,' tempestivamente, recurso voluntário; acompanhado da relação de bens e direitos para garantia de instância, que se encontra no processo 10935.001194/2005-96, conforme informação de fi. 1962, e que foi encaminhado a este' Conselho de Contribuintes. Ocorre que o latiçamento em pauta diz respeito a IRPJ - Simples, PIS - Simples, Cofins "'7 Simples, CSLL:- Simples, INSS - Simples, multa de oficio e encargoslegai~, mas decorrentes de infrações à legislação do IRPJ, cuja aplicação é ~ de competência do E. Primeiro Conselho de Contribuintes, conforme dispõe o Regimento Interno em seu artigo 7°. .Ex positis, voto por declinar competência para o julgamento da matéria àquele Conselho. . Sala das Sessões, em 22 d~efever~elrode 2006 ~ ' ,',,,<.".. ~~ .. "ANELISE DAUDT P~ETO : Relatora' 8 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007 00000008
score : 1.0
Numero do processo: 16707.001630/2006-88
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 20 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 2001
ALEGAÇÕES SOBRE VIOLAÇÃO À CAPACIDADE CONTRIBUTIVA E AO PRINCÍPIO DO NÃO-CONFISCO.
Aplicação da Súmula CARF n.º 2: “O CARF não é competente para se
pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.”
ERRO NA IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO PASSIVO. SÚMULA CARF n. 12.
“Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legitima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção.”
RENDIMENTOS RECEBIDOS. ACORDO EM AÇÃO TRABALHISTA. AUSÊNCIA DE RETENÇÃO DE IR PELA FONTE PAGADORA. TRIBUTAÇÃO NA DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL.
Não tendo a fonte pagadora efetuado a retenção do IRRF por ocasião do pagamento de verbas decorrentes de ação trabalhista, é dever do contribuinte oferecer tais rendimentos à tributação em sua declaração, segundo a legislação de regência,
MULTA DE OFÍCIO. ERRO ESCUSÁVEL.
Se o contribuinte, induzido pelas informações prestadas por sua fonte pagadora, que qualificara de forma equivocada os rendimentos por ele recebidos, incorreu em erro escusável quanto à tributação e classificação dos rendimentos recebidos, não deve ser penalizado pela aplicação da multa de ofício.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2802-001.685
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR
PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para excluir a multa de ofício, sem o restabelecimento da multa de mora, nos termos do voto do relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ
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Aplicação da Súmula CARF n.º 2: “O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.” ERRO NA IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO PASSIVO. SÚMULA CARF n. 12. “Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legitima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção.” RENDIMENTOS RECEBIDOS. ACORDO EM AÇÃO TRABALHISTA. AUSÊNCIA DE RETENÇÃO DE IR PELA FONTE PAGADORA. TRIBUTAÇÃO NA DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. Não tendo a fonte pagadora efetuado a retenção do IRRF por ocasião do pagamento de verbas decorrentes de ação trabalhista, é dever do contribuinte oferecer tais rendimentos à tributação em sua declaração, segundo a legislação de regência, MULTA DE OFÍCIO. ERRO ESCUSÁVEL. Se o contribuinte, induzido pelas informações prestadas por sua fonte pagadora, que qualificara de forma equivocada os rendimentos por ele recebidos, incorreu em erro escusável quanto à tributação e classificação dos rendimentos recebidos, não deve ser penalizado pela aplicação da multa de ofício. Recurso Voluntário Provido em Parte Fl. 152DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 25/06/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por JORGE CLA UDIO DUARTE CARDOSO 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para excluir a multa de ofício, sem o restabelecimento da multa de mora, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández Relator. EDITADO EM: 25/06/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martín Fernández, Jaci de Assis Junior, Carlos André Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite e Sidney Ferro Barros. Relatório Tratase de Auto de Infração de Imposto de Renda Pessoa Física, ano calendário 2001, decorrente de classificação indevida de rendimentos na DIRPF como isentos e não tributáveis, considerando o teor da decisão da Juíza da 1ª. Vara do Trabalho de Mossoró (fls. 14/19), nos termos do Provimento CG/TST 01/96 (fls. 24/25), pela não incidência do IRRF sobre o valor obtido em acordo trabalhista homologado por sentença. Perante o órgão colegiado a quo a ação fiscal foi julgada procedente, sob o fundamento de que as verbas recebidas estariam sujeitas à incidência do imposto de renda, por se revestirem de natureza salarial, além de não acolher o pleito subsidiário de exclusão da multa punitiva, por se tratar de aplicação de sanção na qual não haveria de se considerar a intenção do agente na prática infracional, tampouco a alegação da inconstitucionalidade da aplicação da taxa SELIC (89/103). Inconformada, a Recorrente interpôs Voluntário (fls. 106/146) com vistas a obter a reforma do julgado. Alega violação aos princípios constitucionais do não confisco, capacidade contributiva não aplicabilidade da Súmula CARF n. 12, bem como repetiu os argumentos trazidos por ocasião da Impugnação, no sentido de que ficou desobrigada do recolhimento do IRPF em cumprimento de decisão judicial que homologou acordo em ação trabalhista. Alegou, ainda, que os valores recebidos tinham efetivamente natureza indenizatória, conforme informado pela Caixa Econômica Federal – fonte pagadora, a qual assume o ônus pelo imposto e, por conseqüência é parte legítima para a exigência fiscal. Por fim, alega erro de cálculo do imposto (fls. 140). Era o de essencial a ser relatado. Passo a decidir. Fl. 153DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 25/06/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por JORGE CLA UDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 16707.001630/200688 Acórdão n.º 280201.685 S2TE02 Fl. 152 3 Voto Presentes os pressupostos legais, conheço do recurso. Passo, de início, à análise das questões prévias. Rejeito as alegações de violação aos princípios constitucionais do não confisco, devido processo legal e capacidade contributiva, com fulcro na Súmula CARF n.º 2, assim redigida: “O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.” De igual modo, afasto a alegação de erro na identificação do sujeito passivo, com fundamento da Súmula CARF n. 12: Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legitima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção. Rejeito a alegação de aplicação retroativa de atos normativos editados pela RFB e PGFN. A exigência do imposto decorre da lei e não de Parecer ou qualquer outro ato infralegal meramente interpretativo. A publicação deste, após o fato gerador, em nada altera a validade do lançamento. De igual modo, não reconheço suposto erro de cálculo no auto de infração Tratase de engano do Recorrente ao efetuar a apuração sem levar em conta os valores existentes na Declaração de Ajuste Anual. Passo à análise da matéria de fundo. A Recorrente ajuizou reclamação trabalhista em face da Caixa Econômica Federal (CEF), juntamente com mais 70 empregados, pleiteando o recebimento do índice de 26,05%, relativo a URP de fevereiro de 1989, e a integração destes valores às verbas salariais vencidas e vincendas e ao FGTS, férias, gratificação natalina e anuênios. Após dez anos de litígio, a CEF foi condenada. Sucumbente, propôs acordo, no qual pagaria os valores depositados em juízo, desde que os reclamantes renunciassem expressamente à integração desses valores inicialmente pleiteada. Acrescenta, o Recorrente, que na sentença homologatória do acordo restou consignado que não incide imposto de renda sobre a conciliação, nos termos do Provimento CG/TST 01/96; porém a DRF/Natal enviou relatório à PFN/RN, solicitando orientação sobre a possibilidade de efetuar o lançamento com ou sem multa de oficio, tendo em vista a incongruência no Provimento CG/TST 1/96, no qual o item 1 afirma a incompetência da Justiça do Trabalho para deliberar acerca de imposto de renda incidente em reclamações trabalhistas em virtude de sentenças condenatórias, enquanto o item 3 afirma não incidir imposto de renda sobre quantias pagas a título de acordo na Justiça do Trabalho. Fl. 154DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 25/06/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por JORGE CLA UDIO DUARTE CARDOSO 4 Alega ainda, que, em resposta, foi emitido o Parecer n° 1/2005, concluindo que apenas as verbas de natureza salarial podem sofrer incidência de IRPF, ficando a base de cálculo do imposto a depender da discriminação das verbas; porém, o Procurador não endossou a aplicação da multa de oficio, tendo em vista que a culpa da retenção do imposto não poderia ser atribuída aos reclamantes beneficiados pela decisão. Entretanto, é de se observar, que a própria Recorrente esclarece que não ocorreu a integração destes valores às verbas salariais vencidas e vincendas, gratificação natalina, anuênios, FGTS e férias, em virtude do acordo celebrado. Portanto, a orientação do Parecer PFN de que apenas as verbas de natureza salarial podem sofrer a incidência do IRPF e que a base de cálculo do imposto depende da discriminação das verbas, foi atendida, uma vez que as verbas recebidas decorrem apenas da diferença da URP de fevereiro de 1989 que, por ser público e notório, referese a atualização salarial, sem que tenha havido integração. Logo, os rendimentos recebidos referemse a verbas de natureza salarial, tributável, portanto, conforme a legislação de regência. Logo, ainda que o acordo judicial tenha determinado a não retenção do IRRF, a exclusão dos rendimentos recebidos da tributação pelo imposto de renda pessoa física, implica em ofensa à universalidade a que se refere o § 1º do artigo 43 do CTN e inciso I do § 2º do artigo 153 da CF/88 (“A incidência do imposto independe da denominação da receita ou do rendimento ...”). Pela tributação de rendimentos recebidos em virtude de acordo trabalhista em ausente a discriminação da natureza jurídica das verbas envolvidas, decisão da 1ª Turma do STJ, a seguir: PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. IMPOSTO SOBRE A RENDA IRPF . RECLAMAÇÃO TRABALHISTA . CONDENAÇÃO AO PAGAMENTO DE VERBAS DE RESCISÃO DE CONTRATO DE TRABALHO. AUSÊNCIA DE LIQUIDAÇÃO DOS VALORES. ACORDO FIRMADO ENTRE AS PARTES. IMPROCEDÊNCIA DA REPETIÇÃO DE INDÉBITO FISCAL. ISENÇÃO. INTERPRETAÇÃO RESTRITIVA. ACORDO DAS PARTES. IMPOSSIBILIDADE. 1. A isenção tributária, como espécie de exclusão do crédito tributário, deve ser interpretada literalmente e, a fortiori, restritivamente (CTN, art. 111, II), não comportando exegese extensiva. 2. O Imposto sobre a Renda incide sobre o produto da atividade que implique o auferimento de renda ou proventos de qualquer natureza, que constitua riqueza nova agregada ao patrimônio do contribuinte e deve se pautar pelos princípios da progressividade, generalidade, universalidade e capacidade contributiva, nos termos do arts. 153, III e § 2º, I e 145, § 1º da CF. 3. O conceito do art. 43 do CTN de renda e proventos, sob o viés da matriz constitucional, contém em si uma conotação de contraprestação pela atividade exercida pelo contribuinte, verbis: Art. 43. O imposto, de competência da União, sobre a renda e proventos de qualquer natureza tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica: I de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos; II de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais não compreendidos no inciso anterior. § 1o A incidência do imposto independe da denominação da receita ou Fl. 155DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 25/06/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por JORGE CLA UDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 16707.001630/200688 Acórdão n.º 280201.685 S2TE02 Fl. 153 5 do rendimento, da localização, condição jurídica ou nacionalidade da fonte, da origem e da forma de percepção. 4. A norma isentiva do Imposto de Renda, por sua vez, insculpida no art. 6º, inc. V, da Lei n.º 7.713/88, assim dispõe: Art. 6º Ficam isentos do imposto de renda os seguinte rendimentos percebidos por pessoas físicas: V a indenização e o aviso prévio pagos por despedida ou rescisão de contrato de trabalho, até o limite garantido por lei, bem como o montante recebido pelos empregados e diretores, ou respectivos beneficiários, referente aos depósitos, juros e correção monetária creditados em contas vinculadas, nos termos da legislação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço; 5. A regra, portanto, aponta no sentido de que advinda disponibilidade econômica ou jurídica, incide, sobre a renda ou provento, o tributo correspectivo, sendo certo que qualquer exceção deve decorrer de lei, que por seu turno reclama interpretação literal. 6. In casu, em reclamação trabalhista, houve condenação da exempregadora ao pagamento de verbas rescisórias de contrato de trabalho, em que parte das parcelas era passível de incidência do imposto de renda e outras não, porquanto abrangidas pela norma isentiva. Não obstante, supervenientemente, as partes homologaram acordo na Justiça do Trabalho, em um "montante global", que incorporou as diversas verbas devidas, houve recolhimento do imposto de renda, que o autor pretende restituir. 7. Na impossibilidade de separar os valores no tocante a cada verba, para aferir o caráter indenizatório ou não, impõe a incidência do Imposto de Renda sobre o todo, porquanto a isenção decorre da lei expressa, vedada a sua instituição por vontade das partes, através de negócio jurídico. 8. Inteligência, ademais, do art. 123, do Código Tributário Nacional, no sentido de que "salvo disposições de lei em contrário, as convenções particulares, relativas à responsabilidade pelo pagamento de tributos, não podem ser opostas à Fazenda Pública, para modificar a definição legal do sujeito passivo das obrigações tributárias correspondentes". 9. O requisito do prequestionamento, porquanto indispensável, torna inviável a apreciação, em sede de Recurso Especial, de matéria sobre a qual não se pronunciou o tribunal de origem é inviável. É que, como de sabença, "é inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada na decisão recorrida, a questão federal suscitada" (Súmula 282/STF). 10. "O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento." (Súmula 356/STJ) 11. Recurso especial parcialmente conhecido e, nesta parte, desprovido. Superior Tribunal de Justiça STJ T1 PRIMEIRA TURMA Decisão REsp 958736 / SP Relator Ministro LUIZ FUX (1122) Data da Publicação/Fonte DJe 19/05/2010. No mesmo sentido, decisão da 1a. Turma Especial da 2a. Seção deste E. Sodalício, a seguir: CARF/ 2a. Seção / 1a. Turma Especial / ACÓRDÃO 2801 01.544 em 11/05/2011 Fl. 156DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 25/06/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por JORGE CLA UDIO DUARTE CARDOSO 6 RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. ACORDO OU SENTENÇA EM AÇÃO TRABALHISTA. Salvo nos casos de isenções expressamente previstas em lei, são tributáveis os valores recebidos em decorrência de acordo ou sentença em ação trabalhista. RENDIMENTOS RECEBIDOS. AÇÃO TRABALHISTA. AUSÊNCIA DE RETENÇÃO DE IR PELA FONTE PAGADORA. TRIBUTAÇÃO NA DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. Não tendo a fonte pagadora efetuado a retenção do IRRF por ocasião do pagamento de verbas decorrentes de ação trabalhista, é dever do contribuinte oferecer tais rendimentos à tributação em sua declaração, segundo a legislação de regência, não sendo pertinente a compensação de IRRF, quando nenhum valor foi retido pela fonte pagadora. Entretanto, voto pela exclusão da multa de ofício, pelo fato de que o não recolhimento do IRPF se deu pela classificação dada aos rendimentos pela sentença homologatória de acordo trabalhista. Logo, a exegese da fonte pagadora ao considerar a verba não tributável foi decisiva para a conduta do Recorrente, que nada mais fez do que declarar o rendimento de acordo com a mesma natureza atribuída pela fonte pagadora. Nesse caso, cabível a exoneração, exclusivamente da multa de ofício em decorrência do erro escusável induzido pela interpretação errônea dada pela fonte pagadora (processo 17883.000287/2005 03, rel. Jorge Cláudio Duarte Cardoso). Conforme lição do saudoso Ruy Barbosa Nogueira: "... o que o art. 136, em combinação com o item III do art. 112, deixa claro, é que para a matéria da autoria, imputabilidade ou punibilidade, somente é exigida a intenção ou dolo para os casos das infrações fiscais mais graves e para as quais o texto da lei tenha exigido esse requisito. Para as demais, isto é, não dolosas, é necessário e suficiente um dos três graus de culpa. De tudo isso decorre o princípio fundamental e universal, segundo o qual se não houver dolo nem culpa, não existe infração da legislação tributária." (Ruy Barbosa Nogueira, Curso de Direito Tributário, 14' edição, Ed. Saraiva, 1995, p. 106/107. Destaques meus). No mesmo sentido os seguintes acórdãos: 10616801, 10616360 e 196 00065, a seguir reproduzidos. “(...) MULTA DE OFÍCIO EXCLUSÃO Deve ser excluída do lançamento a multa de ofício quando o contribuinte agiu de acordo com orientação emitida pela fonte pagadora, um ente estatal que qualificara de forma equivocada os rendimentos por ele recebidos. (...)” (acórdão 10616801, de 06/03/2008, da 6ª Câmara do 1º Conselho de Contribuintes,relator Conselheiro Luiz Antonio de Paula) “ (...) MULTA DE OFÍCIO CONTRIBUINTE INDUZIDO A ERRO PELA FONTE PAGADORA Não comporta multa de oficio o lançamento constituído com base em valores espontaneamente declarados pelo contribuinte que, induzido pelas informações prestadas pela fonte pagadora, incorreu em erro escusável no preenchimento da declaração de rendimentos. Fl. 157DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 25/06/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por JORGE CLA UDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 16707.001630/200688 Acórdão n.º 280201.685 S2TE02 Fl. 154 7 (...) (Acórdão n° 10616360, sessão de 23/01/2008, relator o Conselheiro Giovanni Christian Nunes Campos) “(...) MULTA DE OFÍCIO. ERRO ESCUSÁVEL. Se o contribuinte, induzido pelas informações prestadas por sua fonte pagadora, um ente estatal que qualificara de forma equivocada os rendimentos por ele recebidos, incorreu em erro escusável quanto à tributação e classificação dos rendimentos recebidos, não deve ser penalizado pela aplicação da multa de ofício.(...)” (acórdão nº 19600065, de 02/12/2008, da 6ª Turma Especial do 1º Conselho de Contribuintes, conselheiro(a) relator(a) Valéria Pestana Marques) O C. Superior Tribunal de Justiça, de igual modo, ao admitir a exigência do imposto do contribuinte, exclui a multa em casos semelhantes ao ora posto em julgamento: RECURSO ESPECIAL. TRIBUTÁRIO. IMPORTÂNCIAS PAGAS EM DECORRÊNCIA DE SENTENÇA TRABALHISTA. IMPOSTO DE RENDA. RESPONSABILIDADE PELA RETENÇÃO E RECOLHIMENTO DO IMPOSTO. AFASTAMENTO DA MULTA PREVISTA NO ART. 4º, INCISO I, DA LEI N. 8218/91. A falta de cumprimento do dever de recolher na fonte, ainda que importe em responsabilidade do retentor omisso, não exclui a obrigação do pagamento pelo contribuinte, que auferiu a renda, de oferecêla à tributação, por ocasião da declaração anual, como aliás, ocorreria se tivesse havido recolhimento na fonte. Em que pese o erro da fonte não constituir fato impeditivo de que se exija a exação daquele que efetivamente obteve acréscimo patrimonial, não se pode chegar ao extremo de, ao afastar a responsabilidade daquela, permitir também a cobrança de multa deste. Recurso especial provido em parte para afastar a multa aplicada. REsp 439142/SC. RECURSO ESPECIAL 2002/00666692, Min Fraciulli Netto, 2ª Turma, DJ 25/04/2005 p. 267.(destaques meus). Ante o exposto, conheço do recurso voluntário e no mérito lhe dou parcial provimento, apenas para excluir a multa de ofício, sem o restabelecimento da multa de mora. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández. Fl. 158DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 25/06/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por JORGE CLA UDIO DUARTE CARDOSO 8 Fl. 159DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 25/06/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por JORGE CLA UDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 16707.001630/200688 Acórdão n.º 280201.685 S2TE02 Fl. 155 9 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão em epígrafe. Brasília/DF, 25 de junho de 2012 (assinado digitalmente) JORGE CLÁUDIO DUARTE CARDOSO Presidente Segunda Turma Especial da Segunda Câmara/Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 160DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 25/06/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por JORGE CLA UDIO DUARTE CARDOSO 10 Fl. 161DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 25/06/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por JORGE CLA UDIO DUARTE CARDOSO
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