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Numero do processo: 13603.001960/2004-81
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 25 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Fri Jul 10 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/01/2000 a 01/01/2001
IPI. RESSARCIMENTO DE SALDO CREDOR. INEXISTÊNCA.
Constatadas infrações à legislação do IPI que implicam a inexistência do saldo credor postulado em ressarcimento, infrações que foram objeto de autuação de cuja defesa a empresa desistiu, é de ser negado o ressarcimento postulado.
Numero da decisão: 3401-002.911
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado.
JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS - Presidente e Relator.
EDITADO EM: 09/07/2015
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos, Robson José Bayerl, Jean Cleuter Simões Mendonça, Eloy Eros da Silva Nogueira, Angela Sartori e Bernardo Leite de Queiroz Lima.
Nome do relator: JULIO CESAR ALVES RAMOS
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/01/2000 a 01/01/2001 IPI. RESSARCIMENTO DE SALDO CREDOR. INEXISTÊNCA. Constatadas infrações à legislação do IPI que implicam a inexistência do saldo credor postulado em ressarcimento, infrações que foram objeto de autuação de cuja defesa a empresa desistiu, é de ser negado o ressarcimento postulado.
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RESSARCIMENTO DE SALDO CREDOR. INEXISTÊNCA. Constatadas infrações à legislação do IPI que implicam a inexistência do saldo credor postulado em ressarcimento, infrações que foram objeto de autuação de cuja defesa a empresa desistiu, é de ser negado o ressarcimento postulado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Presidente e Relator. EDITADO EM: 09/07/2015 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos, Robson José Bayerl, Jean Cleuter Simões Mendonça, Eloy Eros da Silva Nogueira, Angela Sartori e Bernardo Leite de Queiroz Lima. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 60 3. 00 19 60 /2 00 4- 81 Fl. 217DF CARF MF Impresso em 10/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 09/07/2 015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS 2 Tratase de pedido de ressarcimento de saldo credor de IPI inicialmente examinado pela Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes em sessão de abril de 2007. Naquela ocasião, o Colegiado deliberou converter o julgamento do recurso em diligência para que, entre outras coisas, se juntasse a decisão definitiva que se viesse a produzir no processo de nº 13603.001973/200451. Isso porque, neste último se efetuara lançamento de ofício em virtude de erro de classificação fiscal e aproveitamento de crédito indevido que fazia com que o direito creditório postulado neste processo deixasse de existir. A resolução deliberada também buscava apurar eventual dependência deste com respeito a um terceiro processo (13603.000631/200171) bem como esclarecer os motivos da glosa do crédito aqui postulado. Retornam os autos com informação fiscal (fls. 197/204), que: a) confirma a integral dependência deste com respeito ao processo 13603.001973/200451 b) junta cópias de termos lavrados naquele processo; c) informa não haver qualquer dependência deste com respeito ao terceiro processo. Posteriormente, despacho (fls. 310) encaminha este processo à unidade de origem para providências decorrentes de desistência do recurso voluntário no processo de que este depende (13603.001973/200451). O despacho é da Secretaria da Quarta Câmara do CARF e não há anexa a ele qualquer peça de desistência. É o sucinto relatório. Voto Conselheiro Júlio César Alves Ramos Como indicado no relatório, neste processo se discutem pedidos de ressarcimento de IPI utilizados para compensar débitos do mesmo sujeito passivo. Ao analisar o direito creditório, a autoridade fiscal não só o indeferiu como apurou saldos devedores do imposto que exigiu mediante lançamento de ofício, que consubstanciou o processo indicado no relatório. Destarte, o colegiado corretamente concluiu pela dependência deste processo com respeito àquele, já que neste último é que o contribuinte se defenderia das glosas promovidas pelo fisco, como de fato o fez por meio do competente recurso voluntário. Ocorre que há notícia nestes autos (fls. 310 ) de que o sujeito passivo desistiu do recurso apresentado para usufruir do parcelamento instituído pela Lei 11.941. Embora nestes autos a desistência não esteja juntada, ela o está em outros processos do mesmo contribuinte colocados em pauta pelo Conselheiro Eloy e de que tive vista. Em conseqüência, confirmado que o contribuinte desistiu da defesa com respeito às duas matérias objeto do lançamento de ofício que impactam o ressarcimento aqui Fl. 218DF CARF MF Impresso em 10/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 09/07/2 015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 13603.001960/200481 Acórdão n.º 3401002.911 S3C4T1 Fl. 232 3 postulado, é de ser mantida a decisão de primeira instância neste processo, a qual negara provimento à impugnação aqui ofertada. Com essas considerações, voto por negar provimento ao recurso voluntário. Conselheiro Júlio César Alves Ramos Fl. 219DF CARF MF Impresso em 10/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 09/07/2 015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS
score : 1.0
Numero do processo: 13609.001489/2010-10
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 23 00:00:00 UTC 2014
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2006 a 30/07/2009
NORMAS PROCESSUAIS. INTEMPESTIVIDADE.
Por intempestivo, não se conhece do recurso voluntário com postagem após o prazo dos trinta dias seguintes à ciência da decisão de primeira instância, nos termos do Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias artigo 33 do Decreto nº 70.235/72.
Numero da decisão: 2301-003.891
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2006 a 30/07/2009 NORMAS PROCESSUAIS. INTEMPESTIVIDADE. Por intempestivo, não se conhece do recurso voluntário com postagem após o prazo dos trinta dias seguintes à ciência da decisão de primeira instância, nos termos do Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias artigo 33 do Decreto nº 70.235/72.
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INTEMPESTIVIDADE. Por intempestivo, não se conhece do recurso voluntário com postagem após o prazo dos trinta dias seguintes à ciência da decisão de primeira instância, nos termos do Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias artigo 33 do Decreto nº 70.235/72. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. MARCELO OLIVEIRA - Presidente. MANOEL COELHO ARRUDA JÚNIOR - Relator. EDITADO EM: 13/04/2015 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Wilson Antônio de Souza Correa, Bernadete de Oliveira Barros, Fábio Pallaretti Calcini, Luciana de Souza Espindola Reis, Manoel Coelho Arruda Júnior. Fl. 109DF CARF MF Impresso em 14/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/ 04/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR 2 Relatório Trata-se de auto de infração DEBCAD nº 37.267.099-7, no montante de R$ 16.495,17 (dezesseis mil quatrocentos e noventa e cinco reais e dezessete centavos), consolidado em 20/10/2010, tendo com sujeito passivo o Município de Felixlândia – Prefeitura Municipal. Conforme relatório fiscal do auto de infração [fls. 41 à 44] o sujeito passivo instituiu o Regime Próprio de Previdência Social – RPPS, por intermédio da Lei Municipal nº 1.525 de 08/05/2002 e alterações posteriores, criando o Instituto de Previdência Municipal de Felixlândia – IPREMFEL, e de conformidade com o estatuído nos artigos 16 e 24, incisos I e II, da referida lei municipal, concedeu as servidores titulares de cargos efetivos, os benefícios da aposentadoria e pensão por morte, excluindo-se os demais servidores, nos termos do parágrafo único, do artigo 16 da Lei Municipal anteriormente citada. Contudo, anuiu o Sr. Auditor Fiscal em seu relatório que de acordo com o disposto, no art. 12, inciso I, alínea "a", inciso V, art. 13, art. 15, inciso I, da Lei Federal n°. 8.212 de 24 de julho de 1991, DOU de 25/07/1991, com redação dada pela Lei n°. 9.876/99, e alterações posteriores, todos os demais servidores do Município de Felixlândia, ou seja, servidores contratados, servidores comissionados sem vinculo efetivo com o Município e os contribuintes individuais, são filiados obrigatórios do Regime Geral de Previdência Social — RGPS. Destarte, no decorrer da ação fiscal, ficou constatado que o sujeito passivo enviou GFIP´s – Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social, informando apenas os segurados obrigatórios, no período de 01/2006 à 01/2010, deixando de informar os prestadores de serviços, estes relacionados no anexo I daquele relatório [fls. 45 à 48]. Deste modo, o fato gerador das contribuições lançadas no Auto de Infração, referem-se aos serviços remunerados prestados ao Município de Felixlândia – Prefeitura Municipal, por pessoas físicas prestadores de serviços (contribuintes individuais), sem vínculo com o Município, porém, que foram considerados pelo Sr. Auditor como segurados obrigatórios da Previdência Social nos termos da Lei nº 8.212/91. As contribuições previdenciárias que são tratadas no presente caso, embora, no entendimento do Sr. Auditor Fiscal, sejam descontadas no importe de 11% (onze por cento) sobre o valor da remuneração dos prestadores de serviços autônomos (contribuintes individuais), o Município tornou-se responsável pelo seu recolhimento, em razão do disposto no artigo 33 da Lei nº 8.212/91, nas competências 01/2006 à 05/2006; 07/2006 à 07/2007; 09/2007 à 02/2008; 04/2008 à 06/2008; 08/2008; 09/2008/ 11/2008; 12/2008 e 07/2009. Fl. 110DF CARF MF Impresso em 14/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/ 04/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR Processo nº 13609.001489/2010-10 Acórdão n.º 2301-003.891 S2-C3T1 Fl. 113 3 O Município de Felixlândia – Prefeitura Municipal, apresentou sua impugnação [fls. 52 à 54] requerendo o cancelamento do Auto de Infração, aduzindo para tanto que cumpriu com sua obrigação legal, visto que em relação ao prestador de serviços Sr. Eurico Rubens Brandão Bittencourt, o Município se absteve-se de realizar o desconto previdenciário devido o próprio contribuinte (prestador de serviços) ter apresentado declaração [fl. 55] de que contribuía em teto máximo para o INSS, no período de 2005 à 2008, com descontos efetuados em seus honorários na Câmara Municipal de Paraopeba/MG e Prefeitura Municipal de Inimutaba/MG. Outrossim, alega ainda que, em relação ao prestador de serviços Sr. Denisley Aguiar Rezende, a declaração GFIP foi passada à Receita Federal, conforme relação de prestadores de serviços – período de 01/01/2009 à 31/01/2009 [fl. 58], e, por um equívoco foi informado o valor da nota diverso, contudo, afirma que recolheu o valor de R$ 334,28 (trezentos e trinta e quatro reais e vinte o oito centavos) e entende não ter causado prejuízo ao INSS, pois efetuou o recolhimento no limite legal em relação à nota de empenho nº 200800003653. Destarte, aduz também quanto ao prestador de serviços Sr. Ademir Barbosa com relação à nota de empenho nº 200900002219, o recolhimento foi devidamente efetuado na competência 09/2009, conforme relação de prestadores de serviço [fl.61]. No entanto, deixou de se manifesta quanto ao prestador de serviços Alexandre Ribeiro da Silva. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo Horizonte (MG), ao proferir o acórdão nº 02-33.310 – 6ª Turma da DRJ/BHE entendeu por manter o lançamento e julgar improcedente a impugnação ofertada pelo Município de Felixlândia, conforme ementa a seguir transcrita: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2006 a 30/07/2009 ÓRGÃO PÚBLICO. Os órgãos da administração pública direta são considerados empresa, nos termos da legislação previdenciária. CONTRIBUIÇÃO A CARGO DA EMPRESA. CONTRIBUINTE INDIVIDUAL. • A empresa é legalmente obrigada a recolher as contribuições a seu cargo incidentes sobre as remunerações pagas aos segurados contribuintes individuais que lhe prestaram serviço. Impugnação Improcedente Fl. 111DF CARF MF Impresso em 14/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/ 04/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR 4 Crédito Tributário Mantido Para tanto, considerou aquela DRJ/BHE que, nos termos do da alínea “b”, do artigo 30, da Lei 8.212/91, na redação da Lei 9.876/99, é obrigação da empresa recolher a contribuição a seu cargo incidente sobre as remunerações pagas, devidas ou creditadas aos contribuintes individuais (autônomos) que lhe prestarem serviços. Em seguida, analisou e decidiu sobre cada um dos autônomos citados em sede de impugnação, entendendo que com base na Instrução Normativa MPS/SRP nº 3, de 14 de julho de 2005, vigente à época dos fatos geradores, a declaração [fl. 55] apresentada pelo impugnante não foi suficiente para comprovar o seu argumento de que o segurado já havia contribuído sobre o teto máximo, além disso, aquela DRJ avaliou como extemporânea a aludida declaração. Também com relação aos outros dois autônomos citados pelo sujeito passivo, Sr. Denisley e Sr. Ademir, restou mantido os lançamentos. O primeiro, em razão de entender a DRJ que o impugnante não comprovou a existência de incorreções no lançamento efetuado, e o segundo, devido ao fato de que a cópia da GFIP juntada aos autos era da competência de 09/2009, no entanto, o valor lançado no auto de infração refere-se à competência 07/2009, relativa a despesa líquida em 17/07/2009. O Município foi devidamente intimado do acórdão supra que manteve o crédito na data de 29/11/2011, porém, conforme “Histórico do Objeto” – RQ613646148BR (correios), o recorrente postou seu recurso voluntário ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF apenas na data de 03/01/2012, portanto, intempestivo. Voto Conselheiro MANOEL COELHO ARRUDA JÚNIOR - Relator Conforme relatado acima, a pessoa jurídica foi cientificada da decisão proferida mediante o Acórdão nº 02-33.310 – 6ª Turma da DRJ/BHE, de 7 de julho de 2011 [fls.76/81], em 29/11/2011, conforme o Aviso de Recebimento (AR), e, o recurso voluntário entregue na Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo Horizonte foi postado em 03/01/2012 (objeto RA015362301BR), conforme despacho expedido pela DRJ/BHE, constante do relatório acima. É certo que, o prazo de trinta dias é contado de acordo com o critério previsto no artigo 210 do CTN e 66 da Lei nº 9.784/99, excluindo-se o dia do recebimento da intimação e incluindo-se o último. Fl. 112DF CARF MF Impresso em 14/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/ 04/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR Processo nº 13609.001489/2010-10 Acórdão n.º 2301-003.891 S2-C3T1 Fl. 114 5 Com efeito, o início da contagem do prazo recursal ocorreu em 30/11/2011 (quarta-feira), porém, o recurso ao Conselho de Administrativo de Recursos Fiscais CARF, fora postado somente em 03/01/2012, portanto, após o prazo dos trinta dias seguintes à ciência da decisão de primeira instância, nos termos do artigo 33 do Decreto nº 70.235/72, que teve como prazo final o dia 29/12/2011 (quinta-feira) para a apresentação do mencionado recurso. Diante do exposto, concluo que o presente recurso, é intempestivo, não preenche as condições de admissibilidade, nos termos do art.33 do Decreto nº 70.235/72, razão pela qual voto para não conhecê-lo. É como voto. MANOEL COELHO ARRUDA JÚNIOR - Relator Fl. 113DF CARF MF Impresso em 14/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/ 04/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR Relatório Voto
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Numero do processo: 10882.004485/2008-41
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 07 00:00:00 UTC 2011
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/10/2003 a 30/06/2008
Decadência. Súmula Vinculante nº 8 Nos termos da Súmula Vinculante 8 do Supremo Tribunal Federal, de 20/06/2008, o artigo 45 da Lei n° 8.212, de 1991 é inconstitucional. Assim, a definição do termo inicial de contagem do prazo decadencial para a constituição de tributos e contribuições sujeitos ao lançamento por homologação segue o § 4º do artigo 150 ou o art. 173, I do Código Tributário, conforme o caso.
CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/10/2003 a 30/06/2008
A arrecadação de pedágio cobrado de usuários e integralmente repassados às concessionárias não representa uma receita do agente arrecadador e, como tal, não deve ser alvo de incidência do PIS.
Recurso de Ofício Negado.
Numero da decisão: 3102-01.080
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício, nos termos do voto do Relator. Fez sustentação oral o advogado Luiz Paulo Romano, OAB/DF nº 14.303.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: Luis Marcelo Guerra de Castro
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Súmula Vinculante nº 8 Nos termos da Súmula Vinculante 8 do Supremo Tribunal Federal, de 20/06/2008, o artigo 45 da Lei n° 8.212, de 1991 é inconstitucional. Assim, a definição do termo inicial de contagem do prazo decadencial para a constituição de tributos e contribuições sujeitos ao lançamento por homologação segue o § 4º do artigo 150 ou o art. 173, I do Código Tributário, conforme o caso. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/10/2003 a 30/06/2008 A arrecadação de pedágio cobrado de usuários e integralmente repassados às concessionárias não representa uma receita do agente arrecadador e, como tal, não deve ser alvo de incidência do PIS. Recurso de Ofício Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício, nos termos do voto do Relator. Fez sustentação oral o advogado Luiz Paulo Romano, OAB/DF nº 14.303. (assinado digitalmente) Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Ricardo Rosa, Álvaro Almeida Filho, Paulo Sergio Celani, Luciano Pontes de Maya Gomes, Nanci Gama e Luis Marcelo Guerra de Castro. Fl. 758DF CARF MF Emitido em 31/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 3/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 10882.004485/200841 Acórdão n.º 310201.080 S3C1T2 Fl. 729 2 Relatório Por bem descrever a matéria litigiosa, adoto relatório que embasou o acórdão recorrido, que passo a transcrever: Tratase de Auto de Infração da Contribuição para o Programa de Integração Social – PIS, fls. 62/81, que constituiu o crédito tributário total de R$ 33.861.735,24, somados o principal, multa de ofício e juros de mora calculados até 31/10/2008. No termo de Verificação Fiscal de fls. 57/61 a autoridade fiscal relata a constatação de insuficiência de declaração e de recolhimento da contribuição. Tendo historiado as intimações encaminhadas à contribuinte, prossegue a fiscalização: Junto com essa resposta, o contribuinte encaminhou cópia do Processo nº 10882.002405/200490, relativo à consulta sobre a aplicação da norma contida nos artigos 10, inciso XI, letra ‘b’, e 15, inciso V, da Lei 10.833/03. De acordo com essa norma as receitas decorrentes do cumprimento dos contratos de adesão firmados com os usuários do sistema ‘Sem Parar’, firmados anteriormente a 31 de outubro de 2003, permanecem sujeitas à tributação pelas contribuições do PIS/COFINS, conforme as normas vigentes anteriormente à edição das Leis nº 10.637/02 e 10.833/03, ou seja, pelo regime cumulativo de tributação. Entretanto, no entendimento do contribuinte as tarifas de pedágio, que seriam posteriormente repassadas às concessionárias, não integrariam as bases de cálculo de sua contribuição para o Pis e de Cofins. Em resposta à consulta formulada pelo contribuinte (Processo nº 10882.002405/200490), a SRRF/8ª RF/Disit, em 11/07/2007, através da Solução de Consulta nº 342, informou ao citado que as receitas relativas a contratos firmados anteriormente a 31/10/2003, com prazo superior a 1 (um) ano, de fornecimento, a preço determinado, de bens ou serviços permanecem sujeitas à incidência cumulativa da contribuição do Pis e da Cofins. Através do Termo de Intimação e de Reintimação, datados de 23/09/2008 e 17/10/2008, respectivamente, o contribuinte foi intimado a comprovar o recolhimento do Pis/Cofins, sobre o valor das faturas de passagens emitidas em cada mês, a partir de Nov/2002 a Jul/2008, e relativo a contratos firmados anteriormente a 31/10/2003 e ainda vigentes. Em resposta datada de 03/10/2008 e 27/10/2008, o contribuinte não comprovou o recolhimento do Pis/Cofins sobre o valor das faturas de passagens emitidas em cada mês, a partir de Nov/2002 a Jul/2008, e relativo a contratos firmados anteriormente a 31/10/2003, e esclareceu que os valores mencionados nesses termos não correspondem às receitas Fl. 759DF CARF MF Emitido em 31/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 3/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 10882.004485/200841 Acórdão n.º 310201.080 S3C1T2 Fl. 730 3 auferidas pela notificada: são valores que incluem em sua maioria tarifas de pedágio cobradas pelas concessionárias Exploradoras de Rodovias dos usuários dos serviços da Notificada. Ao final solicitou prorrogação de prazo (...) para confirmar se os valores mencionados nos Termos de Intimação e Reintimação (...), correspondem com exatidão ao montante correspondente às passagens em praças de pedágio constantes das faturas emitidas em cada mês relativas aos contratos firmados com usuários antes de 31/10/2003. Em 07/11/2008, a CGMP apresentou o detalhamento do valor das passagens de clientes ainda vigentes, com adesão até 31/10/2003, o qual está reproduzido no início deste termo. Cientificado do lançamento em 01/12/2008, o sujeito passivo apresentou impugnação em 29/12/2008, fls. 105/128, na qual levanta questão preliminar de decadência das parcelas exigidas nos períodos de outubro e novembro de 2003, nos termos do art. 150, § 4º, do Código Tributário Nacional. No mérito, alega a defesa, em sua própria síntese: i) a Requerente é empresa privada que, por meio de sistemas eletrônicos de cobrança, presta serviços de arrecadação automatizada de pedágios em favor de diversas empresas concessionárias, popularmente conhecidos como ‘Sem Parar’ ou ‘Via Fácil’; ii) não obstante, a D. Fiscalização Federal considerou os valores arrecadados em favor de terceiros por meio do sistema ‘Sem Parar/Via Fácil’ como receitas próprias da Requerente, para exigir o recolhimento do PIS sobre os mesmos à alíquota de 0,65%, nos termos da Resposta à Consulta nº 342/07, acrescidos de juros e multa punitiva de 75% (fls. 69/74); iii) entretanto verificase que a Requerente é investida em poderes de mandatária pelos seus clientes, com o exclusivo fim de cobrar, receber e dar quitação aos usuários do sistema de cobrança automática de pedágios, por meio de sistema eletrônico interoperacional; iv) logo, tais montantes evidentemente não constituem receita própria da Requerente – até porque a mesma não é titular de qualquer concessão rodoviária e, portanto, não está autorizada a receber pagamentos por esses serviços em benefício próprio – mas sim de seus clientes, para quem os pagamentos são imediata e integralmente repassados após o pagamento pelos usuários do sistema ‘Sem Parar/Via Fácil’; v) isso posto, não pode o fisco federal desconsiderar toda a documentação celebrada com as empresas contratantes, especialmente naquilo que se refere aos contratos celebrados com as concessionárias para operacionalizar a arrecadação eletrônica de pedágios imposta pelo Poder Público em diversos editais e contratos de concessão, para tentar caracterizar os valores recebidos em favor de terceiros como receitas próprias Fl. 760DF CARF MF Emitido em 31/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 3/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 10882.004485/200841 Acórdão n.º 310201.080 S3C1T2 Fl. 731 4 da Requerente (intermediária/mandatária), que nem mesmo é titular de concessão pública, sob pena de ofensa manifesta ao artigo 110 do CTN; vi) especificamente, quanto a incidência do PIS sobre os valores arrecadados em favor de terceiros (segundo o regime cumulativo, nos termos da Resposta à Consulta nº 342/07), o § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98 prevê que as contribuições sociais incidem sobre o faturamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica. Em outras palavras, a pessoa jurídica é contribuinte do PIS sempre que auferir receita; vii) ou seja, somente aqueles valores recebidos de forma definitiva, que impliquem ingresso positivo, estariam dentro do campo de incidência dessas contribuições, o que não ocorre com os pedágios arrecadados, na medida em que seu ingresso já vem necessariamente acompanhado de uma obrigação de repasse em igual valor; e viii) isso posto, temse como plenamente demonstrado que os valores recebidos pela Requerente por meio sistema ‘Sem Parar/Via Fácil’, e prontamente repassados às empresas concessionárias, não se configuram receitas próprias da Requerente e, portanto, não constituem base de cálculo para fins da incidência do PIS. Isso considerado, a Requerente requer seja acolhida e provida a presente Impugnação, para o fim de reconhecer a improcedência do lançamento fiscal e determinar o seu conseqüente cancelamento, ou, caso assim não se entenda, o que se admite apenas para argumentar, seja determinada a exclusão dos valores relativos à multa de ofício imposta e aos juros SELIC imputados ao principal. Ponderando as razões aduzidas pela autuada, juntamente com o consignado no voto condutor, decidiu o órgão de piso pelo afastamento integral da exigência, conforme se observa na ementa abaixo transcrita: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/10/2003 a 30/06/2008 CRÉDITO TRIBUTÁRIO. PRAZO DECADENCIAL. Afastado, por inconstitucional, o prazo de dez anos para o lançamento das contribuições destinadas à Seguridade Social, a contagem do prazo decadencial regese pelo disposto no Código Tributário Nacional. Na hipótese em que há recolhimento parcial, o prazo decadencial de cinco anos tem início na data de ocorrência do fato gerador. BASE DE CÁLCULO. FATURAMENTO. RECEITAS AUFERIDAS. CONCEITO. Fl. 761DF CARF MF Emitido em 31/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 3/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 10882.004485/200841 Acórdão n.º 310201.080 S3C1T2 Fl. 732 5 O critério material da hipótese de incidência das contribuições sobre o faturamento é o auferimento de receita, fenômeno diretamente relacionado à remuneração percebida pela entidade por seus serviços, bens e direitos colocados à disposição de terceiros. Os valores cobrados a título de pedágio por empresa administradora de sistema automático de arrecadação não se destinam a remunerar suas próprias atividades, pelo que não se constituem em receita, mas em simples ingresso não tributável. Nesse caso, são receitas tributáveis apenas aquelas recebidas para remunerar os serviços de inclusão e manutenção de usuários do sistema. Lançamento Improcedente. Dado que o montante exonerado é superior ao limite fixado na Portaria MF nº 03, de 03 de janeiro de 2008, foi apresentado recurso de ofício. É o Relatório. Voto Conselheiro Luis Marcelo Guerra de Castro, Relator Tomo conhecimento do presente recurso, que trata de matéria afeta à competência desta Terceira Seção. O primeiro fundamento suscitado pelo acórdão recorrido é a decadência da fração do lançamento escorada na diferença entre o montante recolhido e o que seria devido nos meses de 10/2003 e 11/2003. Correta, nesse aspecto a decisão recorrida, pois, de fato, o art. 45 da Lei nº 8.212, de 1991, foi suprimido do Ordenamento Jurídico. Nessa ordem de consideração, a decadência do lançamento da Contribuição para o PIS/Pasep (PIS/Pasep) passou a ser disciplinada pelo arcabouço normativo que rege os demais tributos: os artigos 150, § 4º e 173, I do Código Tributário Nacional. No caso dos autos, onde foram realizadas antecipações de pagamento no montante que o sujeito passivo considerava devido, a regra a ser considerada é a do § 4º do art. 150 do CTN. Dessa forma, considerando que a ciência do lançamento ocorreu em 01/12/2008, efetivamente se operou a decadência relativamente às competências 10 e 11/2003. Caberia então enfrentar o fundamento que orientou a decisão de primeira instância a afastar a exigência atrelada às competências 12/2003 a 06/2008. Em síntese apertada, concluiu o órgão de piso que a arrecadação decorrente da cobrança informatizada de pedágio por meio do sistema denominado “Sem Parar” não constituiriam receita ou faturamento da interessada, mas das concessionárias que explorariam as rodovias. Fl. 762DF CARF MF Emitido em 31/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 3/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 10882.004485/200841 Acórdão n.º 310201.080 S3C1T2 Fl. 733 6 Ou seja, as receitas auferidas pela Contribuinte se limitariam à remuneração pelos serviços que presta, a ser paga pelos usuários de rodovias que contratam a utilização do sistema de arrecadação automática. A solução do litígio, portanto, passa pela avaliação da subsunção ou não de tais ingressos ao conceito de receita e, consequentemente, a incidência da Contribuição para o PIS/Pasep. Para o exercício desse mister, tomo emprestadas as considerações do Geraldo Ataliba1, em trabalho publicado sobre o ISS, diferenciou receitas de meros ingressos nos seguintes termos: “O conceito de receita referese a uma espécie de entrada. Entrada é todo dinheiro que ingressa nos cofres de determinada entidade. Nem toda entrada é receita. Receita é entrada que passa a pertencer à entidade.Assim, só se considera receita o ingresso de dinheiro que venha integrar o patrimônio da entidade que a recebe. As receitas devem ser escrituradas separadamente das meras entradas. É que estas não pertencem à entidade que as recebe. Têm caráter eminentemente transitório.Ingressam a título provisório, para saírem, com destinação certa, em breve lapso de tempo.” Tomando tais parâmetros como referência, forçoso é reconhecer a higidez do julgado recorrido. Com efeito, a análise dos elementos carreados ao processo, em especial da cópia de contrato acostada às fls. 278 e seguintes, permite compreender a natureza dos valores arrecadados pela Contribuinte e repassados às pessoas jurídicas detentoras de concessão para exploração de sistema rodoviário, mediante cobrança de pedágio. Confirase : CLAUSULA SEGUNDA DO OBJETO 2.1 Constitui objeto deste .instrumento a..efetiva realização pela CONTRATADA, dos serviços relacionados nos subitens 2.1.1 a 2.1.8 desta cláusula, viabilizando o pagamento automático. pedágio nas rodovias objeto de cada unia das CONCESSÕES, assegurando para tinto, a integração financeira e administrativa entre as CONCESSIONÁRIAS, necessária à INTEROPERABILIDADE DO SISTEMA.. Para fiel cumprimento de suas obrigações de entrega de valores as CONCESSIONÁRIAS, as mesmas outorgam amplos poderes à CONTRATADA, execução do .presente instrumento, para atuar como mandatária, com o exclusivo fim de cobrar, receber e dar quitação aos USUÁRIOS quanto aos valores decorrentes das TRANSAÇÕES. 1 ATALIBA, Geraldo. ISS – Base Imponível. Estudos e pareceres de Direito Tributário, v. 1. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1978, p. 88. Fl. 763DF CARF MF Emitido em 31/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 3/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 10882.004485/200841 Acórdão n.º 310201.080 S3C1T2 Fl. 734 7 (...) 2.1.6. 0 processamento e a cobrança de todas as TRANSAÇÕES; ocorridas nas praças de pedágio vinculadas ao SEM PARAR; 2.1.7. Entrega CONCESSIONÁRIAS do valor decorrente de todas as TRANSAÇÕES ocorridas nas praças de pedágio vinculadas ao SEM PARAR.. (...) CLAUSULA QUARTA DO FUNCIONAMENTO BÁSICO E DA OPERAÇÃO DO CGMP (...) 4.5.3. A.CONTRATADA declara de forma irretratável e irrevogável assumir perante as CONCESSIONÁRIAS, a responsabilidade pela entrega dos valores correspondentes às tarifas de pedágio, decorrentes das TRANSAÇÕES nas PISTAS AUTOMÁTICAS. vinculadas ao .SEM PARAR. Á CONTRATADA declara ser fiadora, devedora solidária e principal pagadora das tarifas de pedágio decorrentes das TRANSAÇÕES em favor das CONCESSIONÁRIAS nos termos dos artigos 818 e seguintes . do Código Civil Brasileiro, renunciando desde logo ao beneficio de ordem do artigo 827 do mesmo.dispositivo legal. Podese perceber, portanto, que as importâncias pagas a título de pedágio, de fato,amoldamse ao conceito de ingressos, mas jamais ao de receita. Ante a tais considerações, nego provimento ao recurso de ofício. Sala das Sessões, em 7 de julho de 2011 Luis Marcelo Guerra de Castro Fl. 764DF CARF MF Emitido em 31/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 3/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO
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Numero do processo: 10715.006581/2009-37
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 18 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Wed May 27 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do fato gerador: 05/04/2005, 10/04/2005, 12/04/2005, 14/04/2005
28/04/2005, 03/05/2005
DENÚNCIA ESPONTÂNEA. APLICAÇÃO ÀS PENALIDADES DE NATUREZA ADMINISTRATIVA. INTEMPESTIVIDADE NO CUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. RETROATIVIDADE BENIGNA.
Aplica-se o instituto da denúncia espontânea às obrigações acessórias de caráter administrativo cumpridas intempestivamente, mas antes do início de qualquer atividade fiscalizatória, relativamente ao dever de informar, no Siscomex, os dados referentes ao embarque de mercadoria destinada à exportação.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3801-005.265
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, reconhecendo-se o instituto da denúncia espontânea. Vencidos os Conselheiros Flávio de Castro Pontes e Marcos Antônio Borges que negavam provimento ao recuso voluntário.
(assinatura digital)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinatura digital)
Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira Redator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira, Cássio Shappo e Flavio de Castro Pontes
Nome do relator: PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA
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AVIANCA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 05/04/2005, 10/04/2005, 12/04/2005, 14/04/2005 28/04/2005, 03/05/2005 DENÚNCIA ESPONTÂNEA. APLICAÇÃO ÀS PENALIDADES DE NATUREZA ADMINISTRATIVA. INTEMPESTIVIDADE NO CUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. RETROATIVIDADE BENIGNA. Aplicase o instituto da denúncia espontânea às obrigações acessórias de caráter administrativo cumpridas intempestivamente, mas antes do início de qualquer atividade fiscalizatória, relativamente ao dever de informar, no Siscomex, os dados referentes ao embarque de mercadoria destinada à exportação. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, reconhecendose o instituto da denúncia espontânea. Vencidos os Conselheiros Flávio de Castro Pontes e Marcos Antônio Borges que negavam provimento ao recuso voluntário. (assinatura digital) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinatura digital) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 71 5. 00 65 81 /2 00 9- 37 Fl. 224DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 25/05/2 015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELL OSO DA SILVEIRA Processo nº 10715.006581/200937 Acórdão n.º 3801005.265 S3TE01 Fl. 14 2 Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira – Redator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira, Cássio Shappo e Flavio de Castro Pontes Fl. 225DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 25/05/2 015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELL OSO DA SILVEIRA Processo nº 10715.006581/200937 Acórdão n.º 3801005.265 S3TE01 Fl. 15 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto nos autos do processo, contra o acórdão julgado pela 2ª. Turma da Delegacia Regional de Julgamento de Florianópolis (DRJ/FNS), em sessão julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pela contribuinte. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da Delegacia Regional de Julgamento de origem, que assim relatou: O presente processo trata da exigência do valor consubstanciada no auto de infração referente à multa regulamentar pela não prestação de informação sobre veículo ou carga transportada, ou sobre operações que executar, prevista no artigo 107, inciso IV, alínea “e”, do Decretolei 37/66, com a redação dada pelo artigo 77 da Lei 10.833/03 e nas Instruções Normativas 28 e 510, expedidas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil em I994 e 2005, respectivamente. De acordo com a descrição dos fatos e enquadramento legal, a autuada não registrou no prazo os dados de embarque referentes aos transportes internacionais realizados no Aeroporto Intemacional do Rio de Janeiro ALF/GIG, concementes às cargas amparadas nas declarações de exportação DDE's listadas no demonstrativo “AUTO DE INFRAÇÃO , descumprindo, portanto, a obrigação acessória de que trata o artigo 37 da IN/SRF 28/94, alterado pelo artigo 1° da IN/SRF 510/05, uma vez que de acordo com o inciso II do artigo 39 da mencionada IN/SRF 28/94, considerase intempestivo o registro dos dados de embarque nos despachos de exportação efetuados pelo transportador em prazo superior a dois dias. Não se conformando com a exigência à qual foi intimada, a autuada apresentou impugnação acompanhada dos documentos para alegar, em síntese, que: a autoridade lançadora utilizou norma posterior à ocorrência dos fatos geradores para aplicar a multa ora impugnada; a manutenção da cobrança da multa vai de encontro aos princípios da razoabilidade, da proporcionalidade e da isonomia, que devem ser observados pela Administração Pública, uma vez que a própria impugnante prestou todas as informações devidas e de forma espontânea; os voos foram devidamente informado no sistema Mantra antes da efetiva chegada da aeronave, logo as respectivas cargas e desconsolidações foram registradas dentro do prazo estabelecido na legislação de regência, mediante a confecção do Termo de Entrada; não obstante tenha efetuado tempestivamente todos os respectivos registros, sua averbação ocorreu efetivamente depois Fl. 226DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 25/05/2 015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELL OSO DA SILVEIRA Processo nº 10715.006581/200937 Acórdão n.º 3801005.265 S3TE01 Fl. 16 4 do prazo legal de dois dias, tendo em vista a ocorrência de problemas práticos quando da inserção dos dados no Siscomex, seja porque não obteve acesso imediato ao referido sistema, por se encontrar “fora do ar” no momento da inserção dos referidos dados, obrigandoa a diversas tentativas; ou porque houve a necessidade de respectivos dados serem retificados, ocasionando 0 atraso nas suas respectivas averbações; em diversos embarques de mercadorias, as informações (dados) foram inseridas tempestivamente no Siscomex no primeiro ou segundo dia útil subsequente ao fim de semana, conforme referidos embarques tenham sido efetuados na quintafeira, sextafeira, sábado ou domingo da semana imediatamente anterior ou em curso; conforme acima verificado, o sistema constantemente apresenta irregularidades, razão pela qual se toma imperioso o cancelamento dos lançamentos constantes do Auto de Infração, porquanto, a impugnante não pode se responsabilizar por problemas e/ou falhas alheias a sua vontade, ainda mais que procedeu com todos os registros referentes aos embarques, dentro do prazo legal, sob pena de violar o ordenamento jurídico, notadamente, o princípio da razoabilidade, bem assim, aos demais princípios que norteiam os atos administrativos em geral, dandolhes legitimidade e validade; a manutenção dos presentes lançamentos também importará na violação ao princípio da isonomia, uma vez que estará a impugnante em situação de desvantagem em relação a demais empresas que efetuaram os registros e não enfrentaram os mesmos problemas existentes no sistema de registro de informações (Siscomex); pelo fato de nunca ter deixado de cumprir com suas obrigações principais e acessórias, notadamente as relacionadas à obrigatoriedade da realização dos referidos registros, a manutenção da penalidade, igualmente, viola o princípio da boa fé; ainda que os registros dos embarques constem no sistema com data posterior ao prazo de dois dias do embarque, tal circunstância não invalida o fato de que a impugnante efetivamente os efetuou, razão pela qual não há falar em infrações cometidas, e tampouco, aplicar a multa do artigo 107, inciso IV, alínea “e”, do Decretolei 37/66. Por todo exposto, requer seja acolhida a presente defesa e, por conseguinte, seja reconhecida a insubsistência das infrações lavradas, declarandose o cancelamento do Auto de Infração e, por conseguinte, desconstituído o crédito tributário apurado. A DRJ de Florianópolis (DRJ/FNS) decidiu pela improcedência da impugnação, mantendo o crédito. Colaciono a ementa abaixo transcrita: Fl. 227DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 25/05/2 015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELL OSO DA SILVEIRA Processo nº 10715.006581/200937 Acórdão n.º 3801005.265 S3TE01 Fl. 17 5 ASSUNTO: NORMAS GERAIS DI: DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 05/04/2005, 10/04/2005, 12/04/2005, 14/04/2005, 28/04/2005, 03/05/2005 . INFRAÇÕES DE NATUREZA TRIBUTÁRIA. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. A responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente. PROVA. ÔNUS. Alegação prestada pelo autuado, na fase impugnatória, constitui simples enunciação de fato dependente de prova, feita por meio regular, cujo ônus em produzila compete ao interessado. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 05/04/2005, 10/04/2005, 12/04/2005, 14/04/2005, 28/04/2005, 03/05/2005 ARGU1ÇÓES DE ILEGALIDADE E INCONSTITUCIONALIDADE. INCO1VRI>ETENCIA DAS 1NSTANCIAS ADMINISTRATIVAS PARA APRECIAÇAO. Não compete às autoridades administrativas proceder à análise da constitucionalidade ou legalidade das normas tributárias que regem a matéria sob apreço, posto que essa atividade é de competência exclusiva do Poder Judiciário; logo resta incabível afastar sua aplicação, sob pena de responsabilidade funcional. ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 05/04/2005, 10/04/2005, 12/04/2005, 14/04/2005, 28/04/2005, 03/05/2005 PRESTAÇÃO DE INFORMAÇÃO. INTEMPESTIVIDADE. DENUNCIA ESPONTANEA. OERIGAÇÃO ACESSORIA AUTONOMA. NATUREZA OBJETIVA DA INFRAÇÃO. O instituto da denúncia espontânea, não alcança as penalidades aplicadas em razão do descumprimento de obrigações acessórias autônomas, como é o caso da informação dos dados de embarque de mercadoria destinada à exportação, prestada fora do prazo estabelecido normativamente pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, infração essa que tem natureza objetiva e cuja sanção colima disciplinar o cumprimento tempestivo da obrigação acessória por parte dos transportadores e seus representantes. DADOS DE EMBARQUE. INFORMAÇÃO INTEMPESTIVA. PENALIDADE APLICADA POR VIAGEM EM VEICULO TRANSPORTADOR. Fl. 228DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 25/05/2 015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELL OSO DA SILVEIRA Processo nº 10715.006581/200937 Acórdão n.º 3801005.265 S3TE01 Fl. 18 6 A penalidade que comina a prestação intempestiva de informação referente aos dados de embarque de mercadorias destinadas à exportação é aplicada por viagem do veículo transportador. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Inconformada com improcedência de sua manifestação de inconformidade, a contribuinte interpôs Recurso Voluntário, expondo que: 1 O ordenamento jurídico veda ao Poder Público o poder de tributar patrimônio, de modo a impossibilitar a sua manutenção pelo particular ao inviabilizar o uso econômico a que se destine, ressalvadas as exceções previstas constitucionalmente; 2 Se os lançamentos efetuados, pela Recorrida, forem considerados válido, ocorrerá também a violação ao princípio da isonomia; 3 Ocorrerá a violação do princípio da boa fé que deve sempre ser preservado, ainda mais considerando que a recorrente, nunca deixou de cumprir com as suas obrigações principais e acessórias; 4 Mesmo que os registros referentes as informações dos embarques pareçam no Sistema, com data posterior ao prazo de dois dias da realização daqueles, isso não invalida o fato de que a Recorrente realmente realizou todos os registros ; 5 Não há que se falar em infrações cometidas e tampouco na aplicação de multa, imposta pela recorrida, conforme disposto no art. 107, inciso IV, alínea “e” do Decreto –Lei nº 37/66 ; 6 A lei aplicável deve sempre ter sido publicada anteriormente a ocorrência do Fato Gerador para que possa surtir efeitos no ordenamento jurídico, razão pela qual não poderá ser aplicada a IN/SRF nº 510/2005; 7 A Receita Federal se manifestou no sentido de que “a alteração dos dados de registro de embarque no Siscomex não constitui hipótese de aplicação de multa por embaraço à atividade de fiscalização aduaneira”. É o sucinto relatório. Fl. 229DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 25/05/2 015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELL OSO DA SILVEIRA Processo nº 10715.006581/200937 Acórdão n.º 3801005.265 S3TE01 Fl. 19 7 Voto Conselheiro Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira Relator. O recurso voluntário foi apresentado dentro do prazo legal, reunindo os demais requisitos de admissibilidade, dele conheço, portanto. Denúncia Espontânea A questão em debate cingese à incidência da multa prevista pelo art. 107, IV, alínea “e” do DecretoLei nº 37/66. Muito embora compartilhe do entendimento que as agências de carga não possam ser sujeitas da multa prevista pelo art. 107, IV, alínea “e” do DecretoLei nº 37/66, devendo ser estas serem impostas somente ao transportador, tenho que deve ser adotado o entendimento deste egrégio Conselho, já exposto em diversos acórdãos, como, v.g., o de nº 3401002.443, julgado na sessão de 26 de novembro de 2013. Ocorre que diversos são os julgados deste Conselho onde foi compreendido que a obrigação do transportador, de prestar as informações à RFB, encontrase estabelecida no art. 37 do DecretoLei nº 37/66, com a redação dada pelo art. 77 da Lei nº 10.833, de 2003, in verbis: Art. 37. O transportador deve prestar à Secretaria da Receita Federal, na forma e no prazo por ela estabelecidos, as informações sobre as cargas transportadas, bem como sobre a chegada de veículo procedente do exterior ou a ele destinado. § 1º O agente de carga, assim considerada qualquer pessoa que, em nome do importador ou do exportador, contrate o transporte de mercadoria, consolide ou desconsolide cargas e preste serviços conexos, e o operador portuário, também devem prestar as informações sobre as operações que executem e respectivas cargas. Todavia, entendo que a penalidade não deve ser aplicada no presente caso. Ocorre que embora não tenha sido objeto de defesa no presente recurso voluntário, entendo que por ter a Recorrente apresentado as declarações, mesmo que fora do prazo, passou a existir o instituto da denúncia espontânea, matéria de ordem pública que deve ser ponderada. Assim, muito embora típica e perfeitamente subsumido o fato à norma, no caso em tela se está diante de uma excludente da punibilidade, haja vista a Recorrente estar amparada pela hipótese legal da chamada denúncia espontânea. Consultados os autos, nas planilhas apresentadas pela fiscalização é possível verificar que as declarações foram entregues, todavia em atraso de no máximo 03 (três) dias, não configurando dano algum ao Erário. Portanto, nos termos do art. 138, caput, do Código Tributário Nacional (CTN), a multa deveria ter sido excluída em razão da caracterização da denúncia espontânea: Fl. 230DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 25/05/2 015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELL OSO DA SILVEIRA Processo nº 10715.006581/200937 Acórdão n.º 3801005.265 S3TE01 Fl. 20 8 “Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentado após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração.” Esse instituto jurídico tem lugar quando o contribuinte informa à administração as infrações por ele praticadas, antes de iniciado qualquer procedimento fiscalizatório. A vantagem dessa confissão prévia e espontânea para o contribuinte está na consequência legal que o instituto lhe garante. No presente caso temse que o pedido de retificação prestado pela recorrente foi anterior lavratura do Auto de Infração, bem como de qualquer outra intimação da RFB. Deste modo, aplicase ao presente caso o instituto da denúncia espontânea. O Código Tributário Nacional disciplina no art. 138 a exclusão da responsabilidade quando a denúncia espontânea for acompanhada do pagamento do tributo e dos juros de mora, restringindo tal hipótese quando caracterizado o início do procedimento administrativo ou qualquer medida de fiscalização, nos termos do parágrafo único. Destacase também que até a edição da Medida Provisória nº 497, de 27 de julho de 2010, convertida na Lei nº 12.350, de 20 de dezembro de 2010, a caracterização da denúncia espontânea não contemplava as obrigações acessórias autônomas, sem qualquer vínculo direto com o fato gerador do tributo. Porém, com a vigência da norma acima, foi modificado o § 2º, do art. 102 do DecretoLei nº 37/66, incluindo as penalidades administrativas dentre aquelas possíveis de aplicação da denúncia espontânea, in verbis: Art. 102. A denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do imposto e dos acréscimos, excluirá a imposição da correspondente penalidade. § 1º Não se considera espontânea a denúncia apresentada: a) no curso do despacho aduaneiro, até o desembaraço da mercadoria; b) após o início de qualquer outro procedimento fiscal, mediante ato de ofício, escrito, praticado por servidor competente, tendente a apurar a infração. § 2º A denúncia espontânea exclui a aplicação de penalidades de natureza tributária ou administrativa, com exceção das penalidades aplicáveis na hipótese de mercadoria sujeita a pena de perdimento. (grifouse) No presente caso, temos, portanto que a retificação foi apresentada antes de qualquer procedimento de fiscalização, caracterizando a denúncia espontânea, devendo ser Fl. 231DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 25/05/2 015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELL OSO DA SILVEIRA Processo nº 10715.006581/200937 Acórdão n.º 3801005.265 S3TE01 Fl. 21 9 excluída a penalidade ora discutida, de natureza administrativa, conforme previsão do § 2º do artigo 102 do DecretoLei nº 37/66. Ainda, cabe observar que, sendo o fato gerador anterior a Medida Provisória nº 497, de 27 de julho de 2010, necessário aplicar in casu a retroatividade benigna da alteração legislativa processada pela referida Medida Provisória, conforme determina o artigo 106 do CTN. Logo, aplicável à referida legislação ao presente caso. Acrescentase ainda que este Egrégio Conselho tem compartilhado deste entendimento, consoante se verifica pelos arestos abaixo: DENÚNCIA ESPONTÂNEA CONFIGURAÇÃO A retificação de informação prestada em registro de conhecimento de carga antes de qualquer procedimento da fiscalização aduaneira, está amparada pela denúncia espontânea prevista no art. 102, do mesmo diploma legal (Acórdão 3101001.138, 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária, sessão de 22/05/2012, Relator Conselheiro Luiz Roberto Domingo) DENÚNCIA ESPONTÂNEA. APLICAÇÃO AS PENALIDADES DE NATUREZA ADMINISTRATIVA. RETROATIVIDADE BENIGNA. A alteração do art. 102 do DecretoLei nº 37/66 promovida pela Medida Provisória nº 497/2010, posteriormente convertida na Lei nº 12.350/2010, que incluiu as penalidades de natureza administrativa, dentre aquelas alcançadas pela denúncia espontânea é aplicada aos casos ainda pendentes de julgamento, em razão da retroatividade benigna, nos termos do art. 106, inciso II, alínea “c” do CTN. (Acórdão 3102001.663, 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária, sessão de 25/10/2012, Relator Conselheiro Álvaro Arthur L. de Almeida Filho) DENÚNCIA ESPONTÂNEA. MULTA ADMINISTRATIVA ADUANEIRA ISOLADA. DENUNCIA ESPONTÂNEA. Por força de dispositivo legal, a denúncia espontânea passou a beneficiar a multa administrativa aduaneira aplicada isoladamente por descumprimento de obrigação acessória denunciada antes de quaisquer procedimentos de fiscalização. (Acórdão 3301001.691, 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária, sessão de 30/01/2013, Relator Conselheiro Jose Adão Vitorino de Morais) Diante da aplicação do instituto da denúncia espontânea, entendo pelo provimento do recurso e passo a analisar as demais matérias, não obstante prejudicadas, para fins de privilégio do devido processo legal. Fl. 232DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 25/05/2 015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELL OSO DA SILVEIRA Processo nº 10715.006581/200937 Acórdão n.º 3801005.265 S3TE01 Fl. 22 10 Nulidade do auto de infração Entendo que não assiste razão o recorrente na sua insurgência sobre a nulidade do auto de infração por não bem comprovar a conduta da recorrente. A fiscalização apresentou a planilha contendo o número das declarações, a data do embarque a data em que foi enviada a declaração e a que voo pretendia, não se olvidando que estas informações são feitas de forma eletrônica e pelo próprio recorrente. Nestes termos, não havendo o recorrente comprovado que de fato as datas de envio não seriam aquelas que apontados pelo fisco, não logrou êxito em desincumbirse do ônus de comprovar a tempestividade das emissões, por força do art. 333, II, do CPC. Ausência de Dano ao Erário Em que pese não tenha ocorrido dano pecuniário do ente público, o entendimento no caso é por embaraçar a fiscalização do fisco. As declarações a que as empresas de transporte são obrigadas a apresentar são obrigações acessórias com finalidade exclusiva de auxiliar a fiscalização das importações e exportações, possibilitando a ciência do que cada empresa que utiliza a transportadora tem transportado, para onde vai e se foi recolhido o tributo a que esta operação está sujeita. Nestes termos, entendo que há o embaraço da fiscalização, quando as transportadoras não cumprem o prazo de emissão da declaração, não obstante entenda que não deve incidir a multa regulamentar neste caso, apenas nos casos de omissão. Multa Singular e o Princípio da Proporcionalidade e Razoabilidade A recorrente se insurge contra a aplicação da multa regulamentar contra as declarações expedidas as destempo em cada uma das viagens de voo declarações de forma extemporânea, evocando o princípio da razoabilidade de proporcionalidade. Neste ponto, entendo que não há maculas o julgado da DRJ, posto que determinou que em cada voo cujas declarações tenham sido expedidas com atraso deveria ser aplicada multa apenas na proporção de viagens, respeitando a proporcionalidade e razoabilidade ao contrario do que afirma o recorrente. Neste sentido, entendo por interpretar a norma de forma mais favorável sem infringir a legalidade ao contribuinte quando esta determina penalidade ao tipo de conduta, conforme resta estabelecido no art. 112, do Código Tributário Nacional – CTN, segundo o qual “a lei tributária que define infrações, ou lhe comina penalidades, interpretase da maneira mais favorável ao acusado, em caso de dúvida quanto”: à capitulação legal do fato; à natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou natureza ou extensão de seus efeitos; à autoria, imputabilidade, ou punibilidade; e à natureza d penalidade, aplicação, ou à sua gradação. Sobre o tema em comendo, temse decidido nas sessões deste Conselho a interpretação da norma em favor do infrator. Vejamos: Fl. 233DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 25/05/2 015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELL OSO DA SILVEIRA Processo nº 10715.006581/200937 Acórdão n.º 3801005.265 S3TE01 Fl. 23 11 Assunto: Obrigações Acessórias Anocalendário: 2006 ILEGIMITIDADE PASSIVA. MULTA. REGISTRO DE DADOS DE EMBARQUE MARÍTIMO EM ATRASO. EXPORTAÇÃO. RESPONSABILIDADE DO TRANSPORTADOR. É legitimo para figurar no polo passivo da autuação, o transportador que registou os dados de embarque fora do prazo estabelecido no art. 37, §2º, da Instrução Normativa SRF nº 28/94. Inteligência dos arts. 107, inciso IV, alínea “e” e 37 do DecretoLei nº 37/66 c/c arts. 37, §2º, 44 e 46 da Instrução Normativa SRF nº 28/94. REGISTRO DE DADOS DE EMBARQUE MARÍTIMO EM ATRASO. PENALIDADE APLICADA POR VIAGEM EM VEÍCULO TRANSPORTADOR. Ocorrendo dúvida quanto à natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou à natureza ou extensão de seus efeitos; à autoria, imputabilidade, ou punibilidade; e à natureza da penalidade aplicação, ou à sua gradação, deve ser aplicada a interpretação mais favorável ao acusado (art. 112, CTN). A multa prescrita no art. 107, inciso IV, alínea “e”, do DecretoLei nº 37/66 referente ao atraso no registro dados de embarque de mercadorias destinadas à exportação no Siscomex é aplicada por viagem do veículo transportador e não por carga (Declaração para Despacho de Exportação). DUPLICIDADE DA COBRANÇA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. Não comprovada documentalmente o alegado bis in idem, improcedente a alegação de duplicidade da cobrança e a consequente identidade de objetos entre dois processos administrativos fiscais. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. ART. 138, CTN. MULTA. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. INAPLICABILIDADE. Não alegado em momento oportuno, o argumento está precluso, pelo que não merece ser conhecido, ex vi dos arts. 16, inciso III e 17, do Decreto nº 70.235/72. (Recurso Voluntário nº 11968.001039/200717, Relator Bruno Mauricio Macedo Curi, da 2ª Câmara da 3ª Sessão de Julgamento do Carf, Publicada em 11/09/2013) Nestes termos, entendo que a penalidade do art. 107, IV, alínea “e” do Decreto Lei nº 37/66, deve ser aplicada por viagem e não por declaração de carga, conforme julgou a primeira instância. Ressalto que este seria o entendimento caso não estivesse prejudicada a análise. Em face do exposto, encaminho o voto para dar provimento ao recurso voluntário, no sentido de reconhecer que uma vez apresentada a declaração está explicita a denúncia espontânea, motivadora da exclusão da multa regulamentar. (assinatura digital) Fl. 234DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 25/05/2 015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELL OSO DA SILVEIRA Processo nº 10715.006581/200937 Acórdão n.º 3801005.265 S3TE01 Fl. 24 12 Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira – Relator Fl. 235DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 25/05/2 015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELL OSO DA SILVEIRA
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Numero do processo: 19615.000158/2008-45
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 29 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Tue Jun 02 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Exercício: 2008
INEXISTÊNCIA DE DISCUSSÃO DAS RAZÕES DE AUTUAÇÃO - PRECLUSÃO.
As regras do PAF -Processo Administrativo Fiscal - prevêem a necessidade de o contribuinte trazer a matéria que pretende discutir, referente ao auto de infração, no momento da apresentação do recurso, sob pena de preclusão. É o citado artigo 17 do Decreto 70.235/76, a saber: Art. 17. Considera-se não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante." A inexistência de discussão acerca da razão da autuação implica na preclusão das alegações de defesa.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3302-002.840
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Vencido o conselheiro Antonio Mário de Abreu Pinto que dava provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
WALBER JOSÉ DA SILVA - Presidente.
(assinado digitalmente)
FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS - Relatora.
EDITADO EM: 31/05/2015
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: WALBER JOSÉ DA SILVA (Presidente), MARIA DA CONCEIÇÃO ARNALDO JACÓ, FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, PAULO GUILHERME DEROULEDE, GILENO GURJÃO BARRETO, ANTONIO MARIO DE ABREU PINTO.
Nome do relator: FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS
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As regras do PAF Processo Administrativo Fiscal prevêem a necessidade de o contribuinte trazer a matéria que pretende discutir, referente ao auto de infração, no momento da apresentação do recurso, sob pena de preclusão. É o citado artigo 17 do Decreto 70.235/76, a saber: “Art. 17. Considerase não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante." A inexistência de discussão acerca da razão da autuação implica na preclusão das alegações de defesa. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Vencido o conselheiro Antonio Mário de Abreu Pinto que dava provimento ao recurso. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente. (assinado digitalmente) FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Relatora. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 61 5. 00 01 58 /2 00 8- 45 Fl. 60DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/05/2015 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 01/0 6/2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 31/05/2015 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS 2 EDITADO EM: 31/05/2015 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: WALBER JOSÉ DA SILVA (Presidente), MARIA DA CONCEIÇÃO ARNALDO JACÓ, FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, PAULO GUILHERME DEROULEDE, GILENO GURJÃO BARRETO, ANTONIO MARIO DE ABREU PINTO. Relatório Tratase de auto de infração lavrado para fim de exigir multa por embaraço à fiscalização. Nestes termos e, por retratar a realidade dos fatos, adoto o relatório de primeira instância administrativa: “1. Em desfavor do contribuinte acima identificado, foi lavrado Auto de Infração, de fls. 1 a 6, no qual foi constatado embaraço ou impedimento à ação da fiscalização, inclusive não atendimento à intimação. 2. Com base no Enquadramento Legal (fl. 3), restou apurado um crédito tributário de R$ 5.000,00, exclusivamente decorrente de multa regulamentar. Da Autuação 3. De acordo com o Termo de Verificação Fiscal (fls. 7 e 8), parte integrante do Auto de Infração, em 26 de janeiro de 2007, a Divisão de Repressão ao Contrabando e Descaminho da 4a Região Fiscal (DIREP04) realizou a Operação Internauta IV nas dependências da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, com o objetivo de verificar encomendas de terceiros de origem estrangeira com indícios de irregularidades e ou desacompanhada de nota fiscal. 4. Nesta mesma data, foi lavrado Termo de Abertura/Retenção no 002, retendo mercadoria descrita como "01 (UMA) PLACA MA E, MARCA ASUS, MODELO P5NSLI, MADE IN CHINA, S/N 6AM0AIH11334", acompanhada da nota fiscal no 1356, de 25 de janeiro de 2007, de emissão da Hardstore Comércio, Importação e Exportação de Equipamentos de Informática LTDA., para verificação de sua regularidade fiscal. 5. A encomenda tinha como destinatário o Senhor Dobertino Jorge de Lima, que, por intermédio do Termo de Intimação no 002, foi intimado em 9 de fevereiro de 2007 a prestar esclarecimentos sobre a aquisição da mercadoria descrita. No entanto, não houve resposta. 6. Face ao exposto, com base no art. 107, inciso IV, alínea "c", do DecretoLei no 37, de 18 de novembro de 1966, foi formalizada a multa de R$ 5.000,00 prevista no citado dispositivo. Fl. 61DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/05/2015 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 01/0 6/2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 31/05/2015 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 19615.000158/200845 Acórdão n.º 3302002.840 S3C3T2 Fl. 11 3 Da Impugnação 7. Inconformado com a exigência, o contribuinte apresenta impugnação (fl. 33) em 15 de abril de 2008, com base sinteticamente nos seguintes fundamentos: a) conforme intimação de no 60/2008, está apresentando informações sobre a compra de uma placa mãe Asus PNSLI; b) a aquisição foi efetuada via internet em 22 de janeiro de 2007 através do pedido no 21466, conforme cópia em anexo; c) a loja vendedora foi a Hardstore — Equipamentos de Informática, que fica localizada na Avenida Goethe, 38, Lojas 07 e 08, Porto AlegreRS, vide cópia da página da internet em anexo, na qual consta CNPJ e telefones; d) a compra foi feita através de cartão de crédito e dividida em seis parcelas de R$ 84,77, conforme cópias dos extratos do outro de crédito; e) solicita desta conceituada Secretaria considerar satisfatórias as explicações e espera que a empresa vendedora apresente os documentos que comprovem os pagamentos dos impostos indispensáveis para a entrada de produtos importados no pais;” Após analisar as razões da impugnação apresentada, a 5a Turma da DRJ/REC – Delegacia de Julgamento de Recife – proferiu o acórdão no 1134.834, o qual restou da seguinte forma ementado, verbis: “ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 28/02/2008 MULTA POR EMBARAÇO À FISCALIZAÇÃO ADUANEIRA. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considerase não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. Consequentemente, tornase definitiva no âmbito do Processo Administrativo Fiscal. ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 28/02/2008 MULTA POR EMBARAÇO À FISCALIZAÇÃO ADUANEIRA. INCIDÊNCIA. Aplicase multa no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) a quem, por qualquer meio ou forma, omissiva ou comissiva, embaraçar, dificultar ou impedir ação de fiscalização aduaneira, inclusive no caso de não apresentação de resposta, no prazo estipulado, à intimação em procedimento fiscal. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido.” Mais especificamente, disse o v. acórdão: Fl. 62DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/05/2015 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 01/0 6/2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 31/05/2015 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS 4 “10. Compulsando os autos, constatase que o interessado foi intimado a prestar esclarecimentos no prazo de dez dias por meio do Termo de Intimação — Destinatário — TAR no G02 (fls. 12 e 13), cuja ciência se deu em 9 de fevereiro de 2007 (fl. 14). Contudo, não consta resposta à referida intimação. 11. Em 15 de abril de 2008, o contribuinte apresenta impugnação, por ele denominada de "Requerimento de Esclarecimentos", na qual em momento algum tece comentários a respeito da exigência formalizada no Auto de Infração, não contestando nenhum aspecto do lançamento da comentada multa. Limitase a trazer determinadas informações relativas à aquisição realizada, embora faça referência expressa ao Termo de Intimação rf2 60/2008 (fl. 29), através do qual tomou ciência do referido Auto de Infração, na seguinte passagem de sua peça impugnatória: "... vem através deste, (sic) apresentar informações sobre a compra e/ou aquisição de uma Placa mãe ASUS P5NSLI para micro computador (sic) conforme intimação de nr 60/2008... " (grifos não do original) 11. Assim, somente por ocasião da impugnação o interessado se manifestou acerca de informações anteriormente solicitadas por meio de intimação. Porém, após ciência do Auto de Infração, tal atitude não elimina a ilicitude do fato, que já fora irreversivelmente consumado com o decurso do prazo estipulado na intimação, momento em que se configurou o embaraço ação de fiscalização aduaneira, a teor do art. 107, inciso IV, alínea "c", do DecretoLei no 37, de 1996, com a redação dada pela Lei n2 10.833, de 2003. 12. Registrese que, no próprio Termo de Intimação — Destinatário — TAR G02 (fls. 12 e 13), o contribuinte foi alertado sobre a aplicação da multa em tela caso não apresentasse resposta à intimação, inclusive sendo informada a base legal para essa penalidade. 13. De se atentar que, conforme faturas do cartão de crédito anexadas (fls. 36 e 37) e como o autor mesmo afirma, a compra foi realizada em seis parcelas de R$ 84,77, totalizando R$ 508,62, valor este discrepante do contido na nota fiscal (fl. 11) que acompanha a mercadoria, qual seja, R$ 427,63. 14. Em vista da ausência de contestação expressa ao lançamento da multa em destaque, temse por não impugnada a infração cometida, em obediência ao art. 17 do Decreto no 70.235, de 1972, in verbis: ‘Art. 17. Considerarseà não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. (Redação dada pela Lei no 9.532, de 1997)’" destacamos De fato, o autuado apresentou petição de um folha denominada "Requerimento de Esclarecimentos" onde atendeu – com atraso – a Intimação previamente recebida. Esta manifestação do contribuinte foi considerada como “Impugnação” e como não houve qualquer manifestação acerca da multa que lhe foi imputada, considerouse que não houve discussão acerca do mérito em debate. Fl. 63DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/05/2015 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 01/0 6/2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 31/05/2015 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 19615.000158/200845 Acórdão n.º 3302002.840 S3C3T2 Fl. 12 5 Neste aspecto, a 5a Turma da DRJ/REC proferiu o acórdão no 11.34834, por meio do qual manteve o auto de infração da forma como lavrado, a saber: “ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 28/02/2008 MULTA POR EMBARAÇO À FISCALIZAÇÃO ADUANEIRA. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considerase não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. Consequentemente, tornase definitiva no âmbito do Processo Administrativo Fiscal. ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 28/02/2008 MULTA POR EMBARAÇO À FISCALIZAÇÃO ADUANEIRA. INCIDÊNCIA. Aplicase multa no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) a quem, por qualquer meio ou forma, omissiva ou comissiva, embaraçar, dificultar ou impedir ação de fiscalização aduaneira, inclusive no caso de não apresentação de resposta, no prazo estipulado, à intimação em procedimento fiscal. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido.” Consta nos autos que a decisão foi encaminhada via Aviso de Recebimento para o contribuinte, recebida em 13/10/2011. Ainda, consta nos autos “Termo” de exclusão de documentos, verbis: “Documento(s) Excluído(s): Termo Outros Intervalo de páginas excluído: 53 a 53 Justificativa: O contribuinte entrou com impugnação após emissão do Termo de perempção. Data da Exclusão: 23/11/2011” Na seqüência, consta “Termo” de apensação: “Nessa data, foi juntado por apensação a este processo, o processo nº 13408.720063/201114.” E o seguinte “Despacho de Encaminhamento”: “Considerando que o lançamento formalizado no auto de infração de fls. 02/08 foi julgado procedente, nos termos do Acórdão DRJ/REC nº 1134.834, de 31/08/2011, e que o interessado apresentou o recurso voluntário no processo de nº Fl. 64DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/05/2015 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 01/0 6/2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 31/05/2015 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS 6 13.408.720063/201114 (apensado ao processo em epígrafe), de fls. 02/16, encaminhamos, em observância à Portaria MF nº 256/2009, os presentes autos à Terceira Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF para apreciação e julgamento.” Os autos do processo administrativo nº 13.408.720063/201114 está apenso aos presentes autos, sendo que o Recurso Voluntário encontrase às fls. 02/16, nele o Recorrente requer (i) a nulidade do auto de infração em razão de o crédito tributário ter sido autuado sem embasamento legal; (ii) a ilegitimidade passiva do Recorrente prestar esclarecimentos acerca dos recolhimentos dos tributos incidentes na operação por sua qualidade de consumidor final; (iii) o reconhecimento de a multa ser confiscatória e a utilização indevida da taxa SELIC. É o relatório. Voto Conselheira FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS O recurso atende aos pressupostos de admissibilidade, razão pela qual dele conheço. Conforme relatado, tratase de auto de infração lavrado em razão do fato de o Recorrente não ter prestado informações acerca de produto por ele importado, verbis: TERMO DE VERIFICAÇÃO FISCAL 1 CONSIDERAÇÕES GERAIS Em 26/01/2007, em cumprimento ao Mandado de Procedimento Fiscal (MPF) no 04.1.51.002007000025, a DIREPO4 (Divisão de Repressão ao Contrabando e Descaminho da 4a Região Fiscal) realizou a Operação Internauta XIV nas dependências da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, mais especificamente no setor .de;Remessas Postais Nacionais, na cidade do Recife, com o objetivo de verificar encomenda de terceiros de .origem estrangeira com indícios de irregularidades ou desacompanhadas de Nota Fiscal. Nesta mesma data foi lavrado TERMO DE ABERTURA/RETENÇÃO NQ G02 retendo a mercadoria descrita como 01(UMA) PLACA MÃE, MARCA ASUS, MODELO P5NSLI, MADE IN CHINA, S/N 6AM0AIH11334, acompanhada da Nota Fiscal 1356, de 25/01/07, de emissão da HARDSTORE COMERCIO, IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE INFORMATICA LTDA, para verificação de sua regularidade fiscal. 2 DO DESTINATÁRIO A encomenda retida através do TAR NQ G02 tinha como destinatário o Sr. DOBERTINO JORGE DE LIMA, residente à Rua DINATO RODRIGUES DE ALENCAR, 326, SÃO MIGUEL, ARCOVERDE/PE, CEP 55509 360, sendo seu endereço atual Fl. 65DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/05/2015 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 01/0 6/2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 31/05/2015 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 19615.000158/200845 Acórdão n.º 3302002.840 S3C3T2 Fl. 13 7 sito a Rua Antonio Soares Tota, 97, Centro, Arcoverde/PE , CEP 56500 000. No dia 09/02/2007 o destinatário foi intimado, através do Termo de Intimação nQ G02, conforme AR em anexo, a prestar esclarecimentos sobre a aquisição das mercadorias acima descritas. Até a presente data não foi atendida a intimação e será lavrado Auto de Infração Multa com base no artigo 107, inciso IV, alínea "c' do DecretoLei n2 37/66, com a nova redação dada pelo artigo 77 da Lei no 10.833/2003.” Da análise dos autos verifico que o Recorrente não interpôs Impugnação, apresentou as informações que havia sido intimado a prestar após o recebimento do auto de infração. Exatamente por esta razão, não discutiu acerca do mérito da autuação em sua “defesa” o que ocasionou o entendimento apresentado na decisão recorrida de “matéria não impugnada” e manutenção do auto da forma como lavrado. Com razão o v. acórdão. De fato as regras do PAF –Processo Administrativo Fiscal – prevêem a necessidade de o contribuinte trazer a matéria que pretende discutir, referente ao auto de infração, no momento da apresentação do recurso, sob pena de preclusão. É o citado artigo 17 do Decreto 70.235/76, a saber: “Art. 17. Considerase não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante." A apresentação de Recurso Voluntário não tem o condão de sanar a ausência de discussão da matéria em primeira instância administrativa. Todavia, ainda que assim não fosse, em seu recurso voluntário o Recorrente traz como argumento principal o fato de que não pode ser compelida a responder pelos tributos que deviam ter sido retidos pela empresa estrangeira, sendo que não foi este o questionamento que o Recorrente deixou de responder. Vejamos o teor das questões que lhe foram encaminhadas: “Esclarecer maiores detalhes sobre a aquisição da(s) mercadoria(s) estrangeira(s) discriminada(s) como 1 PLACA MÃE ASUS P5NSLI MADE IN CHINA S/N 6AM0A1H11334; ACOMPANHADA DA NOTA.FISCAL MOD. 1, N° 1356 , constantes do Termo de Abertura e Retenção n° TAR 602, que foi(ram) despachada(s) como encomenda. (s). pelos.Correios pelo Identificador de Objeto n° SE199483627BR, em que Vossa Senhoria encontrase identificado como destinatário da(s) referida(s) mercadoria(s); • Informar como foi efetuada a compra da(s) mercadoria(s). Caso tenha sido via .intemet informar o endereço do fi. • • vendedor, informar também o pseudonimo utilizado pelo vendedor, dados de localização da(s) mercadoria(s), preço • que a(s) mercadoria(s) era(m) oferecida(s) e o prego em que o negócio foi fechado, acompanhado de documentação hábil e .idônea que comprove a informação prestada; . • Informar como foi feito o pedido da(s) mercadoria(s) adquirida(s), bem assim todo s . os detalhes do procedimento Fl. 66DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/05/2015 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 01/0 6/2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 31/05/2015 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS 8 adotado para se concretizar a compra da(s) mercadoria(s), acompanhada: de documentação hábil é idônea que comprove .a informação prestada; • Relacionar a(s)mercadoria(s) adquirida(s), por qualidade (marca, modelo), a quantidade e os valores pagos ou a pagar discriminando valores de transporte e da(s) mercadoria(s); • Encaminhar original ou 6ópia autenticada. do comprovante do pagamento da(s) mercadoria(s) os dados de identificação de quem recebeu o pagamento ou fornecer os detalhes de como seria feito o pagamento e os dados de identificação da pessoa que .receberia o pagamento. No caso de deposito bancário informar os dados do banco, agência, numero da conta e beneficiário do deposito, acompanhada "de documentação habil e idônea que comprove a informação prestada; • Informar os dados do fornecedor, nome da Pessoa Jurídica ou da Pessoa Física, CNPJ. ou CPF, dados de endereço, telefone/fax de contato, email, acompanhada de documentação hábil e idônea que comprove a informação prestada.” Melhor sorte não assiste aos demais argumentos de inconstitucionalidade das exigências, haja vista a impossibilidade deste Tribunal Administrativo de analisar questões constitucionais. Desta forma, por uma razão ou outra, não assiste direito ao Recorrente. Ante o exposto, recebo o presente recurso para o fim de NEGARLHE PROVIMENTO, mantendo incólume a decisão recorrida. É como voto. (assinado digitalmente) FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Relatora Fl. 67DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/05/2015 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 01/0 6/2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 31/05/2015 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS
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Numero do processo: 10882.900887/2008-79
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 24 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Fri May 22 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/10/2001 a 31/10/2001
ZONA FRANCA DE MANAUS. ISENÇÃO.
A partir da edição da Medida Provisória nº 1.858-6, de 29 de Junho de 1999, não são isentas das contribuições PIS e Cofins as receitas decorrentes de vendas de mercadorias às empresas situadas na Zona Franca de Manaus.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3801-004.965
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade por negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel (Relatora), Cassio Schappo e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira que convertiam o processo em diligência para a apuração de direito creditório. Designado para elaborar o voto vencedor o Conselheiro Marcos Antônio Borges.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel - Relator.
(assinado digitalmente)
Marcos Antonio Borges - Redator designado.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Cassio Schappo, Marcos Antônio Borges, Maria Inês Pereira da Silva Murgel, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira e Flávio de Castro Pontes.
Nome do relator: MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/10/2001 a 31/10/2001 ZONA FRANCA DE MANAUS. ISENÇÃO. A partir da edição da Medida Provisória nº 1.8586, de 29 de Junho de 1999, não são isentas das contribuições PIS e Cofins as receitas decorrentes de vendas de mercadorias às empresas situadas na Zona Franca de Manaus. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade por negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel (Relatora), Cassio Schappo e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira que convertiam o processo em diligência para a apuração de direito creditório. Designado para elaborar o voto vencedor o Conselheiro Marcos Antônio Borges. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel Relator. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Redator designado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 2. 90 08 87 /2 00 8- 79 Fl. 80DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.900887/200879 Acórdão n.º 3801004.965 S3TE01 Fl. 3 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Cassio Schappo, Marcos Antônio Borges, Maria Inês Pereira da Silva Murgel, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira e Flávio de Castro Pontes. Fl. 81DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.900887/200879 Acórdão n.º 3801004.965 S3TE01 Fl. 4 3 Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da douta Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Campinas (SP): Tratase de Declaração de Compensação (DCOMP) mediante a qual a contribuinte pretendeu extinguir débito com pretenso crédito com origem em pagamento indevido de contribuição social. A Delegacia da Receita Federal de origem emitiu Despacho Decisório Eletrônico de não homologação da compensação, assim motivado: [...]A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizadas para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. (...) Diante da inexistência do crédito, NÃO HOMOLOGO a compensação declarada. Cientificada do despacho, a contribuinte manifestou sua irresignação argüindo em síntese que o crédito utilizado na compensação teria origem em pagamento da contribuição na parcela calculada sobre vendas realizadas à Zona Franca de Manaus. Argumenta que as vendas à Zona Franca de Manaus (ZFM) no período em tela estavam imunes à incidência do PIS e da Cofins e, portanto, o pagamento teria sido feito a maior. Iniciando essa linha de argumentação, assevera que o art. 4° do DecretoLei (DL) n° 288, de 1967, equiparou, para todos os efeitos fiscais, as vendas realizadas à Zona Franca de Manaus a uma operação de exportação. Tal disposição, a seu ver, possui envergadura de norma de caráter complementar, e nesse nível de hierarquia teria sido incorporado ao ordenamento jurídico pela recepção que lhe deu a Constituição Federal de 1988, pelo artigo 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT). Defende que o mesmo tratamento dado às exportações, aplicável às venda realizadas à Zona Franca de Manaus, seria também extensível às vendas efetuadas para destinatários sediados nos municípios integrantes das Areas de Livre Comércio. O Supremo Tribunal Federal (STF), na ADIn no. 2.3489, suspendeu a eficácia da expressão "na Zona Franca de Manaus”, contida no inciso I, § 2° do art. 14 da Medida Provisória (MP) n° 2.03724, de 2000, que discriminava as exclusões das isenções da Cofins e da contribuição ao PIS. Desta forma, nas reedições da MP no. 2.037, de 2000, foi excluída Fl. 82DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.900887/200879 Acórdão n.º 3801004.965 S3TE01 Fl. 5 4 a expressão "na Zona Franca de Manaus” do texto legal, de modo o tratamento das vendas à Zona Franca de Manaus acompanhou o entendimento do Supremo Tribunal Federal. Ao fim, requer o recebimento da presente manifestação de inconformidade com o seu regular efeito suspensivo da exigibilidade do crédito. Pleiteia ainda o reconhecimento do direito creditório referente aos recolhimentos' indevidos ou a maior a título de PIS e Cofins incidentes sobre as receitas de vendas de mercadorias à Zona Franca de Manaus e a consequente a homologação da compensação. Em análise à manifestação de inconformidade apresentada pelo Recorrente, aquela douta Delegacia de Julgamento entendeu por bem julgar como improcedentes os argumentos apresentados e manter a não homologação da compensação: Ementa: INCONSTITUCIONALIDADE. INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS. COMPETÊNCIA. As autoridades administrativas estão obrigadas à observância da legislação tributária vigente no País, sendo incompetentes para a apreciação de argüições de inconstitucionalidade e ilegalidade, restringindose a instância administrativa ao exame da validade jurídica dos atos praticados pelos agentes do Fisco. RECEITAS DE VENDAS A ZONA FRANCA DE MANAUS. TRIBUTAÇÃO. A isenção do PIS e da Cofins prevista no art. 14 da Medida Provisória n° 2.03725, de 2000, atual Medida Provisória no. 2.15835, de 2001, quando se tratar de vendas realizadas para empresas estabelecidas na Zona Franca de Manaus, aplicase às receitas de vendas enquadradas nas hipóteses previstas nos incisos IV, VI, VIII e IX, do referido artigo. Referida isenção, contudo, não alcança os fatos geradores ocorridos entre 1° de fevereiro de 1999 e 21 de dezembro de 2000, período em que produziu efeitos a vedação contida no inciso I do § 2º. do art. 14 da Medida Provisória no. 1.8586, de 1999, e reedições (atual Medida Provisória nº 2.15835, de 2001). Não existindo norma de desoneração, não se reconhece direito de crédito nela baseado e não se homologa a compensação que dele se aproveita. Repisando os argumentos apresentados em sua Manifestação de Inconformidade, o Recorrente apresenta o ora analisado Recurso Voluntário, acrescentando que não foi intimado pela fiscalização, em nenhum momento, a apresentar comprovantes da origem dos seus créditos e que, no despacho eletrônico proferido, também não foi apresentado nenhum argumento para que os créditos pleiteados fossem indeferidos. Argumenta ainda que trouxe aos autos planilha comprovando que os créditos indicados no pedido de compensação são originados de pagamento indevido ao a maior, uma vez que efetuou vendas destinadas à Zona Franca de Manaus. É o relatório Fl. 83DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.900887/200879 Acórdão n.º 3801004.965 S3TE01 Fl. 6 5 Voto Vencido Conselheira Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel recurso voluntário foi apresentado dentro do prazo legal, reunindo, ainda, os demais requisitos de admissibilidade. Portanto, dele conheço. Conforme mencionado alhures, a manifestação de inconformidade do Recorrente não foi provida pela Delegacia da Receita Federal de Campinas, sob dois principais argumentos: (i) de que a Recorrente não faria jus à imunidade e/ou isenção nas remessas de produtos destinados à Zona Franca de Manaus; e (ii) que não foi demonstrado pelo Recorrente a origem de seus créditos. O primeiro ponto que deve ser abordado nesta decisão é se as receitas oriundas das vendas destinadas à Zona Franca de Manaus estão sujeitas à incidência da contribuição ao PIS e da COFINS. De pronto, é importante destacar que, desde o advento do DecretoLei 288/67, as remessas destinadas à Zona Franca de Manaus são equiparadas às exportações para todos os efeitos fiscais. Confirase a redação do artigo 4º do mencionado decreto: Art 4º A exportação de mercadorias de origem nacional para consumo ou industrialização na Zona Franca de Manaus, ou reexportação para o estrangeiro, será para todos os efeitos fiscais, constantes da legislação em vigor, equivalente a uma exportação brasileira para o estrangeiro. Ratificando o benefício concedido para desenvolver a região Norte do país, o artigo 40 das ADCT’s – Ato das Disposições Constitucionais Transitórias teve a seguinte redação: Art. 40. É mantida a Zona Franca de Manaus, com suas características de área livre de comércio, de exportação e importação, e de incentivos fiscais, pelo prazo de vinte e cinco anos, a partir da promulgação da Constituição. Como se percebe, o constituinte de 1988 prorrogou (garantiu) o benefício concedido pelo legislador de 1967 até o ano de 2013. Pois bem. Partindo da premissa de que todas as remessas destinadas à Zona Franca de Manaus são equiparadas, para fins fiscais, à exportação, desde a edição do Decreto Lei 288/67, cumpre analisar se, à época dos fatos geradores dos créditos indicados pelo contribuinte como pagos indevidamente, existia isenção da COFINS nas receitas decorrentes de exportação. Tal ilação não é difícil. O artigo 7º da Lei Complementar 70/91, vigente à época da ocorrência dos fatos geradores, determinava expressamente que as receitas decorrentes de exportação seriam isentas da COFINS. Confirase: Fl. 84DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.900887/200879 Acórdão n.º 3801004.965 S3TE01 Fl. 7 6 Art. 7º São também isentas da contribuição as receitas decorrentes: I de vendas de mercadorias ou serviços para o exterior, realizadas diretamente pelo exportador; II de exportações realizadas por intermédio de cooperativas, consórcios ou entidades semelhantes; III de vendas realizadas pelo produtorvendedor às empresas comerciais exportadoras, nos termos do Decretolei nº 1.248, de 29 de novembro de 1972, e alterações posteriores, desde que destinadas ao fim específico de exportação para o exterior; IV de vendas, com fim específico de exportação para o exterior, a empresas exportadoras registradas na Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo; V de fornecimentos de mercadorias ou serviços para uso ou consumo de bordo em embarcações ou aeronaves em tráfego internacional, quando o pagamento for efetuado em moeda conversível; VI das demais vendas de mercadorias ou serviços para o exterior, nas condições estabelecidas pelo Poder Executivo. Como se não bastasse, no julgamento da ADIN 23489, o Supremo Tribunal Federal suspendeu a expressão "na Zona Franca de Manaus" do inciso I do § 2° do art. 14 da Medida Provisória nº 2.03724 (atual Medida Provisória n.° 2.15835, de 2001). Tal julgamento ratificou o entendimento de que as vendas realizadas para Zona Franca de Manaus são equiparadas, para fins fiscais, às exportações: ZONA FRANCA DE MANAUS PRESERVAÇÃO CONSTITUCIONAL. Configuramse a relevância e o risco de manterse com plena eficácia o diploma atacado se este, por via direta ou indireta, implica a mitigação da norma inserta no artigo 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Carta de 1988: Art. 40. É mantida a Zona Franca de Manaus, com suas características de área livre de comércio, de exportação e importação, e de incentivos fiscais, pelo prazo de vinte e cinco anos, a partir da promulgação da Constituição. Parágrafo único. Somente por lei federal podem ser modificados os critérios que disciplinaram ou venham a disciplinar a aprovação dos projetos na Zona Franca de Manaus. Suspensão de dispositivos da Medida Provisória nº 2.03724, de novembro de 2000. (ADI 2348 MC, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Tribunal Pleno, julgado em 07/12/2000, DJ 07112003 PP00081 EMENT VOL0213102 PP 00266) O que não se pode admitir, data venia, é a interpretação dada pela douta Delegacia de Julgamento de Campinas, no sentido de que a “isenção do PIS e da Cofins prevista no art. 14 da Medida Provisória n° 2.03725, de 2000, atual Medida Provisória no. 2.15835, de 2001, quando se tratar de vendas realizadas para empresas estabelecidas na Zona Franca de Manaus, aplicase às receitas de vendas enquadradas nas hipóteses previstas nos incisos IV, VI, VIII e IX, do referido artigo. Referida isenção, contudo, não alcança os fatos geradores ocorridos entre 1° de fevereiro de 1999 e 21 de dezembro de 2000, período em que produziu efeitos a vedação contida no inciso I do § 2º. do art. 14 da Medida Provisória no. 1.8586, de 1999, e reedições (atual Medida Provisória nº 2.15835, de 2001)”. Fl. 85DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.900887/200879 Acórdão n.º 3801004.965 S3TE01 Fl. 8 7 Ora, como demonstrado, desde o DecretoLei 288/67, as remessas para Zona Franca de Manaus são consideradas como sendo exportações, o que foi ratificado pela Constituição Federal de 1988. Por outro lado, a Lei Complementar 70/91 isentou as receitas de exportação da COFINS. A Medida Provisória nº 2.03724 (atual Medida Provisória n.° 2.15835, de 2001) tentou afastar tal isenção, o que não foi recepcionado pelo ordenamento jurídico pátrio, nos termos da decisão exarada pelo Supremo Tribunal Federal. Portanto, não há que se falar em isenção somente para as hipóteses descritas por aquela douta Delegacia. O Superior Tribunal de Justiça, em reiteradas decisões, já se manifestou no sentido de que são isentas do pagamento da COFINS e do PIS as receitas decorrentes de exportação. A título de exemplo, segue transcrito julgado neste sentido: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. ISENÇÃO. PIS E COFINS. PRODUTOS DESTINADOS À ZONA FRANCA DE MANAUS. PRESCRIÇÃO. TERMO INICIAL. FATO GERADOR. PAGAMENTO INDEVIDO. ARTIGO 4º, DA LC 118/2005. DETERMINAÇÃO DE APLICAÇÃO RETROATIVA. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONTROLE DIFUSO. CORTE ESPECIAL. RESERVA DE PLENÁRIO. MATÉRIA DECIDIDA PELA 1ª SEÇÃO, NO RESP 1002932/SP, JULGADO EM 25/11/2009 SOB O REGIME DO ART. 543C DO CPC. VIOLAÇÃO AO ART. 535, CPC. INOCORRÊNCIA. 1. O art. 4º do DL 288/67 e o art. 40 do ADCT "preserva a Zona Franca de Manaus como área de livre comércio, estendendo às exportações destinadas a estabelecimentos situados naquela região os benefícios fiscais presentes nas exportações ao estrangeiro". Consectariamente, para efeitos fiscais, a exportação de mercadorias destinadas à Zona Franca de Manaus equivale a uma exportação de produto brasileiro para o estrangeiro. Sob esse enfoque, é assente nas Turmas de Direito Público que: "O conteúdo do art. 4º do Dec.lei 288/67, foi o de atribuir às operações da Zona Franca de Manaus, quanto a todos os tributos que direta ou indiretamente atingem exportações de mercadorias nacionais para essa região, regime igual ao que se aplica nos casos de exportações brasileiras para o exterior." 2. O art. 5º da Lei 7.714/88, com a redação dada pela Lei 9.004/95, bem como o art. 7º da Lei Complementar 70/91 autorizam a exclusão, da base de cálculo do PIS e da COFINS respectivamente, dos valores referentes às receitas oriundas de exportação de produtos nacionais para o estrangeiro. 3. Havendo equiparação dos produtos destinados à Zona Franca de Manaus com aqueles exportados para o exterior, inferese que a isenção relativa à COFINS e ao PIS é extensiva à mercadoria destinada à Zona Franca. Precedentes: REsp 681.395/SC, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 19/08/2010, DJe 03/09/2010; REsp 802.474/RS, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 05/11/2009, DJe 13/11/2009; RESP 223.405MT, DJ de 01.09.2003, Relator Min. Fl. 86DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.900887/200879 Acórdão n.º 3801004.965 S3TE01 Fl. 9 8 Humberto Gomes de Barros; RESP 144.785PR, DJ de 16.12,2002, Relator Min. Paulo Medina). 4. O Supremo Tribunal Federal, em sede de medida cautelar na ADI nº 23489, suspendeu a eficácia da expressão "na Zona Franca de Manaus", contida no inciso I do § 2º do art. 14 da MP nº 2.03724, de 23.11.2000, que revogou a isenção relativa à COFINS e ao PIS sobre receitas de vendas efetuadas na Zona Franca de Manaus. 5. Assim, considerando o caráter vinculante da decisão liminar proferida pelo E. STF, restam afastados, no caso concreto, os dispositivos da MP 2.03724 que tiveram sua eficácia normativa suspensa. (...) 11. Agravo regimental desprovido. (AgRg no Ag 1292410/AM, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, julgado em 15/02/2011, DJe 07/04/2011) E, ainda, com a promulgação da Emenda Constitucional nº 42, de 19 de dezembro de 2003, foi concedida imunidade às receitas decorrentes de exportação, o que fez dissipar qualquer dúvida porventura remanescente quanto à incidência da contribuição ao PIS e da COFINS sobre as receitas de vendas destinadas à ZFM, posto que, se a isenção deve ser interpretada literalmente, a imunidade, por ser norma constitucional, exige eficácia máxima. Dessa forma, concluise pela isenção e, agora, imunidade, das receitas decorrentes de vendas efetuadas para empresas estabelecidas na Zona Franca de Manaus, em relação à contribuição ao PIS e à COFINS, devendo ser reformada a decisão recorrida neste ponto. Ocorre, contudo, que, pelos elementos trazidos aos autos, não pode, este egrégio Conselho Administrativo de Recursos Fiscais aferir se os créditos indicados no pedido de compensação (i) são, de fato, decorrentes das vendas destinadas à Zona Franca de Manaus e (ii) se são suficientes para liquidar os débitos. Devese, ressaltar, que, ao contrário do que foi alegado no acórdão recorrido, a Delegacia de Julgamento de Campinas (SP) poderia, de ofício, independentemente de requerimento expresso, ter realizado diligências para aferir autenticidade dos créditos declarados pelo Recorrente. Esta é a orientação do artigo 18 do Decreto 70.235/72. Confirase: Art. 18. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de ofício ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis, observando o disposto no art. 28, in fine. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) A ilação do citado dispositivo do Decreto que rege o processo administrativo é de que deve a Administração Pública se valer de todos os elementos possíveis para aferir a autenticidade das declarações dos contribuintes, o que, data venia, não foi feito no presente caso. Devese ressaltar, sobre o processo administrativo fiscal, que ele é delineado por diversos princípios, dentre os quais se destaca o da Verdade Material, cujo fundamento Fl. 87DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.900887/200879 Acórdão n.º 3801004.965 S3TE01 Fl. 10 9 constitucional reside nos artigos 2º e 37 da Constituição Federal, no qual o julgador deve pautar suas decisões. Ou seja, o julgador deve perseguir a realidade dos fatos, para que não incorra em decisões injustas ou sem fundamento. Nesse sentido, são os ensinamentos do ilustre Professor James Marins: A exigência da verdade material corresponde à busca pela aproximação entre a realidade factual e sua representação formal; aproximação entre os eventos ocorridos na dinâmica econômica e o registro formal de sua existência; entre a materialidade do evento econômico (fato imponível) e sua formalidade através do lançamento tributário. A busca pela verdade material é princípio de observância indeclinável da Administração tributária no âmbito de suas atividades procedimentais e processuais. (grifouse). (MARINS, James. Direito Tributário brasileiro: (administrativo e judicial). 4. ed. São Paulo: Dialética, 2005. pág. 178 e 179.) Sobre o princípio da verdade material, também ensinam os ilustres professores Celso Antônio Bandeira de Mello e José dos Santos Carvalho Filho, respectivamente: Princípio da verdade material. Consiste em que a Administração, ao invés de ficar restrita ao que as partes demonstrem no procedimento, deve buscar aquilo que é realmente a verdade, com prescindência do que os interessados hajam alegado e provado (...). (...) O princípio da verdade material estribase na própria natureza da atividade administrativa. Assim, seu fundamento constitucional implícito radicase na própria qualificação dos Poderes tripartidos, consagrada formalmente no art. 2º da Constituição, com suas inerências. Deveras, se a Administração tem por finalidade alcançar verdadeiramente o interesse público fixado na lei, é óbvio que só poderá fazêlo buscando a verdade material, ao invés de satisfazerse com a verdade formal, já que esta, por definição, prescinde do ajuste substancial com aquilo que efetivamente é, razão porque seria insuficiente para proporcionar o encontro com o interesse público substantivo. Demais disto, a previsão do art. 37, caput, que submete a Administração ao princípio da legalidade, também concorre para a fundamentação do princípio da verdade material no procedimento (...). (BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. Curso de direito administrativo. 24. ed. rev. atual. São Paulo: Malheiros Editores, 2007. p. 489, 493 e 494) ................................................................................................................... É o princípio da verdade material que autoriza o administrador a perseguir a verdade real, ou seja, aquela que resulta efetivamente dos fatos que a constituíram. (...) Pelo princípio da verdade material, o próprio administrador pode buscar as provas para chegar à sua conclusão e para que o processo Fl. 88DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.900887/200879 Acórdão n.º 3801004.965 S3TE01 Fl. 11 10 administrativo sirva realmente para alcançar a verdade incontestável, e não apenas a que ressai de um procedimento meramente formal. Devemos lembrarnos de que nos processos administrativos, diversamente do que ocorre nos processos judiciais, não há propriamente partes, mas sim interessados, e entre estes se coloca a própria Administração. Por conseguinte, o interesse da Administração em alcançar o objeto do processo e, assim, satisfazer o interesse público pela conclusão calcada na verdade real, tem prevalência sobre o interesse do particular. (CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de direito administrativo. 21. ed. rev. ampl. atual. Rio de Janeiro: Editora Lúmen Juris, 2009. p. 933 e 934) No processo administrativo tributário, o julgador deve sempre buscar a verdade e, portanto, não pode basear sua decisão em apenas uma prova carreada nos autos. É permitido ao julgador administrativo, inclusive, ao contrário do que ocorre nos processos judiciais, não ficar restrito ao que foi alegado, trazido e provado pelas partes, devendo sempre buscar todos os elementos capazes de influir em seu convencimento. Isto porque, no processo administrativo não há a formação de uma lide propriamente dita, não há, em tese, um conflito de interesses. O objetivo é esclarecer a ocorrência dos fatos geradores de obrigação tributária, de modo a legitimar os atos da autoridade administrativa. Este Conselho, em reiteradas decisões, há muito se posiciona no sentido de que o processo administrativo, em especial o julgador, deve ter como norte a verdade material para solução da lide. Confirase: IPI. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. Nos termos do § 4º do artigo 16 do Decreto 70.235/72, é facultado ao sujeito passivo a apresentação de elementos probatórios na fase impugnatória. A não apreciação de documentos juntados aos autos ainda na fase de impugnação, antes, portanto, da decisão, fere o princípio da verdade material com ofensa ao princípio constitucional da ampla defesa. No processo administrativo predomina o princípio da verdade material, no sentido de que aí se busca descobrir se realmente ocorreu ou não o fato gerador, pois o que está em jogo é a legalidade da tributação. Deve ser anulada decisão de primeira instância que deixa de reconhecer tal preceito. Processo anulado. (13896.000730/0099, Recurso Voluntário n°. 132.865, ACÓRDÃO 20312338, Relator Dalton Cesar Cordeiro de Miranda) PROCESSO ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO PROVA MATERIAL APRESENTADA EM SEGUNDA INSTÂNCIA DE JULGAMENTO PRINCÍPIO DA INSTRUMENTALIDADE PROCESSUAL E A BUSCA DA VERDADE MATERIAL A não apreciação de provas trazidas aos autos depois da impugnação e já na fase recursal, antes da decisão final administrativa, fere o princípio da instrumentalidade processual prevista no CPC e a busca da verdade material, que norteia o contencioso administrativo tributário. "No processo administrativo predomina o princípio da verdade material no sentido de que aí se busca descobrir se realmente ocorreu ou não o fato gerador, pois o que está em jogo é a legalidade da tributação. O Fl. 89DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.900887/200879 Acórdão n.º 3801004.965 S3TE01 Fl. 12 11 importante é saber se o fato gerador ocorreu e se a obrigação teve seu nascimento". (Ac. 10318789 3ª. Câmara 1º. C.C.). Precedente: Acórdão CSRF/0304.371 RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. (10950.002540/200565, Recurso Voluntário n°. 136.880, Acórdão 30239947, Relatora Judith do Amaral Marcondes) IRPJ PREJUÍZO FISCAL IRRF RESTITUIÇÃO DE SALDO NEGATIVO ERRO DE FATO NO PREENCHIMENTO DA DIPJ PREVALÊNCIA DA VERDADE MATERIAL Não procede o não reconhecimento de direito creditório relativo a IRRF que compõe saldo negativo de IRPJ, quando comprovado que a receita correspondente foi oferecida à tributação, ainda que em campo inadequado da declaração. Recurso provido. (Número do Recurso: 150652 Câmara: Quinta Câmara Número do Processo: 13877.000442/200269 – Recurso Voluntário: 28/02/2007) COMPENSAÇAO ERRO NO PREENCHIMENTO DA DECLARAÇÃO E/OU PEDIDO – Uma vez demonstrado o erro no preenchimento da declaração e/ou pedido, deve a verdade material prevalecer sobre a formal. Recurso Voluntário Provido. (Número do Recurso: 157222 Primeira Câmara Número do Processo:10768.100409/200368 – Recurso Voluntário: 27/06/2008 Acórdão 10196829). Assim, in casu, a fiscalização, considerando a isenção/imunidade da contribuição ao PIS e da COFINS nas vendas destinadas à Zona Franca de Manaus, como demonstrado acima, deverá comprovar a autenticidade dos créditos indicados pelo Recorrente e se estes créditos são suficientes para liquidar os débitos consignados no pedido de compensação. Tendo em vista o acima exposto, e o fato de que não constar nos autos documentação contábil ou fiscal capaz de comprovar os exatos valores dos créditos tributários do Recorrente, voto por converter o julgamento em diligência à DRF/OsascoSP para: (i) Apurar se os créditos indicados nos pedidos de compensação como sendo de pagamento indevido são oriundos das vendas realizadas para a Zona Franca de Manaus; (ii) Juntar aos autos cópia da documentação que demonstre a origem dos créditos declarados; (iii) Apurar se os créditos são suficientes para liquidar os débitos consignados no pedido de compensação; (iv) Intimar a empresa a se manifestar acerca da diligência realizada, se assim desejar, no prazo de trinta dias de sua ciência; (v) Retornar os presentes autos ao CARF para julgamento. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel (Relatora) Fl. 90DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.900887/200879 Acórdão n.º 3801004.965 S3TE01 Fl. 13 12 Voto Vencedor Conselheiro Marcos Antônio Borges, Em que pese o entendimento da I. relatora, ouso dela discordar. O direito creditório pleiteado teria como fundamento a isenção das contribuições PIS e Cofins incidentes sobre as receitas de vendas as empresas estabelecidas na Zona Franca de Manaus. A interessada sustenta que a isenção das contribuições teria como fundamento legal o art. 4º do DecretoLei nº 288, de 28 de fevereiro de 1967, abaixo transcrito: “Art. 4° A exportação de mercadorias de origem nacional para consumo ou industrialização na Zona Franca de Manaus, ou reexportação para o estrangeiro, será para todos os efeitos fiscais, constantes da legislação em vigor, equivalente a uma exportação brasileira para o estrangeiro.” (Grifouse) Conforme entendimento de parte dessa Turma julgadora, esta tese não pode prevalecer, visto que o próprio dispositivo legal estabeleceu um limite temporal, qual seja, nos termos da legislação em vigor, isto é, a legislação tributária vigente em 1967. Assim sendo, este diploma legal e o DecretoLei nº 356/1968, que estendeu às áreas pioneiras, zonas de fronteira e outras localidades da Amazônia Ocidental os favores fiscais concedidos pelo DecretoLei nº 288/67, não têm o condão de produzir efeitos em relação à legislação superveniente. É certo que se interpreta literalmente a lei que dispõe sobre outorga de isenção, segundo dispõe o Código Tributário Nacional no art. 111, inciso II. Deste modo, em relação ao período de apuração objeto do presente processo, o art. 14 da Medida Provisória nº 1.8586, de 29 de Junho de 1999 que passou a disciplinar os casos de isenção da contribuição cumulativa, in verbis: Art. 14. Em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1º de fevereiro de 1999, são isentas da COFINS as receitas: I dos recursos recebidos a título de repasse, oriundos do Orçamento Geral da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, pelas empresas públicas de sociedades de economia mista; II da exportação de mercadorias para o exterior; III dos serviços prestados a pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no exterior, cujo pagamento represente ingresso de divisas; IV do fornecimento de mercadorias ou serviços para uso ou consumo de bordo em embarcações e aeronave em tráfego internacional, quando o pagamento for efetuado em moeda conversível; Fl. 91DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.900887/200879 Acórdão n.º 3801004.965 S3TE01 Fl. 14 13 V do transporte internacional de cargas ou passageiros; VI auferidas pelos estaleiros navais brasileiros nas atividades de construção, conservação, modernização, conversão e reparo de embarcações préregistradas ou registradas no Registro Especial Brasileiro REB, instituído pela Lei nº 9.432, de 8 de janeiro de 1997; VII de frete de mercadorias transportadas entre o País e o exterior pelas embarcações registradas no REB, de que trata o art. 11 da Lei nº 9.432, de 1997; VIII de vendas realizadas pelo produtorvendedor às empresas comerciais exportadoras nos termos do DecretoLei nº 1.248, de 29 de novembro de 1972, e alterações posteriores, desde que destinadas ao fim específico de exportação para o exterior; IX de vendas, com fim específico de exportação para o exterior, a empresas exportadoras registradas na Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio; X relativas às atividades próprias das entidades a que se refere o art. 13. § 1º São isentas da contribuição para o PIS/PASEP as receitas referidas nos incisos I a IX do caput. § 2º As isenções previstas no caput e no parágrafo anterior não alcançam as receitas e vendas efetuadas: I a empresa estabelecida na Zona Franca de Manaus, na Amazônia Ocidental ou em área de livre comércio; II a empresa estabelecida em zona de processamento de exportação; III a estabelecimento industrial, para industrialização de produtos destinados a exportação, ao amparo do art. 3º da Lei nº 8.402, de 8 de janeiro de 1992. (grifouse) Este diploma legal foi ajustado na Medida Provisória nº 2.03725, de 21 de dezembro de 2000, em razão de medida cautelar deferida pelo Excelso Supremo Tribunal Federal STF, na ADI n° 2.3489, impetrada pelo Governador do Estado do Amazonas, quanto ao disposto no inciso I do § 2º do artigo 14 da Medida Provisória n° 2.03724, de 2000, suspendendo ex nunc a eficácia da expressão “na Zona Franca de Manaus”. Não se pode perder de vista que o Supremo tribunal federal em 02 de fevereiro de 2005 declarou a perda de objeto da referida ADI, decisão transitada em julgado. Destarte, da inteligência do artigo citado, concluise que até a edição da Medida Provisória nº 2.03725, de 21 de dezembro de 2000, em relação às vendas para empresas situadas na Zona Franca de Manaus, não havia isenção da contribuição e posteriormente a esta data a isenção alcança somente as receitas de vendas enquadradas nos incisos IV, VI, VIII e IX do citado diploma legal. Fl. 92DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.900887/200879 Acórdão n.º 3801004.965 S3TE01 Fl. 15 14 Além do mais, em face de entendimentos divergentes, a então Secretaria da Receita Federal por meio da Solução de Divergência Cosit nº 22, de 19 de agosto de 2002, DOU de 22/08/2002, pacificou no âmbito da administração a tese de que não há isenção específica para as vendas realizadas para empresas estabelecidas na Zona Franca de Manaus. SOLUÇÕES DE DIVERGÊNCIA DE 19 DE AGOSTO DE 2002 Nº 22 ASSUNTO: Contribuição para o PIS/Pasep EMENTA: A isenção do PIS/Pasep prevista no art. 14 da Medida Provisória nº2.03725, de 2000, atual Medida Provisória nº2.15835, de 2001, quando se tratar de vendas realizadas para empresas estabelecidas na Zona Franca de Manaus, aplicase somente para os fatos geradores ocorridos a partir do dia 18 de dezembro de 2000, e, exclusivamente, sobre às receitas de vendas enquadradas nas hipóteses previstas nos incisos IV, VI, VIII e IX, do referido artigo. DISPOSITIVOS LEGAIS: Lei nº7.714, de 1988; Lei nº9.004, de 1995; Medida Provisória nº1.212, de 1995, e reedições, atual Lei nº9.715, de 1995; Art. 14 da Medida Provisória nº1.8586, de 1999, e reedições, e da Medida Provisória nº2.03725, de 2000, atual Medida Provisória nº2.15835, de 2001; Medida liminar deferida pelo STF, na ADI nº2.3489; e Parecer/PGFN/CAT/Nº1.769, de 2002. ASSUNTO: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins EMENTA: A isenção da Cofins prevista no art. 14 da Medida Provisória nº2.03725, de 2000, atual Medida Provisória nº2.15835, de 2001, quando se tratar de vendas realizadas para empresas estabelecidas na Zona Franca de Manaus, aplicase, exclusivamente, às receitas de vendas enquadradas nas hipóteses previstas nos incisos IV, VI, VIII e IX, do referido artigo. A isenção da Cofins não alcança os fatos geradores ocorridos entre 1o de fevereiro de 1999 e 17 de dezembro de 2000, período em que produziu efeitos a vedação contida no inciso I do § 2º do art. 14 da Medida Provisória nº1.8586, de 1999, e reedições, (atual Medida Provisória nº2.15835, de 2001). DISPOSITIVOS LEGAIS: Lei Complementar nº70, de 1991; Lei Complementar nº85, de 1996; Art. 14 da Medida Provisória nº 1.8586, de 1999, e reedições, e da Medida Provisória nº 2.037 25, de 2000, atual Medida Provisória nº2.15835, de 2001; Medida liminar deferida pelo STF, na ADI nº 2.3489; e Parecer/PGFN/CAT/n º1.769, de 2002. Registrese, por oportuno que as jurisprudências administrativas e judiciais colacionadas no recurso voluntário não se constituem em normas gerais de direito tributário, e produzem efeitos apenas em relação às partes que integram os processos e com estrita observância do conteúdo dos julgados. Fl. 93DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.900887/200879 Acórdão n.º 3801004.965 S3TE01 Fl. 16 15 Vale lembrar, que esse status somente foi modificado pela Lei 10.996/2004, com vigência em 16/12/2004, que estabeleceu a alíquota zero da Cofins incidentes sobre as receitas de vendas de mercadorias destinadas à Zona Franca de Manaus: “Art. 2o Ficam reduzidas a 0 (zero) as alíquotas da Contribuição para o PIS/PASEP e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS incidentes sobre as receitas de vendas de mercadorias destinadas ao consumo ou à industrialização na Zona Franca de Manaus ZFM, por pessoa jurídica estabelecida fora da ZFM. § 1o Para os efeitos deste artigo, entendemse como vendas de mercadorias de consumo na Zona Franca de Manaus ZFM as que tenham como destinatárias pessoas jurídicas que as venham utilizar diretamente ou para comercialização por atacado ou a varejo. § 2o Aplicamse às operações de que trata o caput deste artigo as disposições do inciso II do § 2o do art. 3o da Lei no 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e do inciso II do § 2o do art. 3o da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003.” Como visto, o legislador de forma acertada reconheceu que não havia isenção das contribuições para o PIS e da Cofins sobre a receita de vendas de mercadorias destinadas à Zona Franca de Manaus, pois não tinha lógica reduzir a alíquota zero uma receita que, em tese, estava isenta, como defendeu a interessada. Em suma, a receita de vendas de mercadorias destinadas à Zona Franca de Manaus no período de apuração em discussão não era isenta ou imune da mencionada nos termos da legislação de regência. Por fim, resta evidente que as alegações sobre o direto creditório ficaram prejudicadas. Em face do exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Fl. 94DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
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Numero do processo: 10835.900027/2008-09
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Sun Jan 16 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Normas de Administração Tributária
Ano-calendário: 2005
Ementa: PER/DCOMP. DIPJ. ANÁLISE. ALTERAÇÃO DO PEDIDO. POSSIBILIDADE. DEMONSTRAÇÃO.
Intimado o sujeito passivo quanto à inconsistência nas informações do PER/Dcomp ou da DIPJ transmitidos, é permitida a retificação do documento antes de proferido o despacho decisório, permanecendo o dever de demonstrar os valores indicativos do crédito informado na declaração retificada.
Numero da decisão: 1102-000.638
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Ausente o Conselheiro Gleydson Kleber Lopes de Oliveira.
Nome do relator: Leonardo de Andrade Couto
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Normas de Administração Tributária Anocalendário: 2005 Ementa: PER/DCOMP. DIPJ. ANÁLISE. ALTERAÇÃO DO PEDIDO. POSSIBILIDADE. DEMONSTRAÇÃO. Intimado o sujeito passivo quanto à inconsistência nas informações do PER/Dcomp ou da DIPJ transmitidos, é permitida a retificação do documento antes de proferido o despacho decisório, permanecendo o dever de demonstrar os valores indicativos do crédito informado na declaração retificada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Ausente o Conselheiro Gleydson Kleber Lopes de Oliveira. IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO Presidente. LEONARDO DE ANDRADE COUTO Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ivete Malaquias Pessoa Monteiro, Leonardo de Andrade Couto, Gilberto Baptista, Maria Elisa Bruzzi Boechat, Gleydson Kleber Lopes de Oliveira e Antonio Carlos Guidoni Filho. Fl. 150DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por LUIZ TREZZI NETO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/02/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 01/02 /2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO 2 Relatório Por bem resumir a controvérsia, adoto o relatório da decisão recorrida, que abaixo transcrevo: Tratase de Manifestação de Inconformidade interposta em face do Despacho Decisório em que foi apreciada a Declaração de Compensação (PER/DCOMP), por intermédio da qual a contribuinte pretende compensar débitos de sua responsabilidade com crédito decorrente de Saldo Negativo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, relativo ao 2° trimestre de 2005. Por despacho decisório, não foi reconhecido direito creditório a favor da contribuinte e, por conseguinte, nãohomologada a compensação declarada no presente processo, ao fundamento de que não foi apurado saldo negativo, uma vez que, na Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ), correspondente ao período de apuração do crédito informado no PER/Dcomp, consta valor do saldo negativo (crédito) igual a zero. Cientificada, interpôs a contribuinte manifestação de inconformidade, na qual alega, em síntese, que os créditos utilizados em PER/DCOMP decorreriam de retenções do IRPJ na fonte em Notas Fiscais de Serviços, que teriam sido lançados na contabilidade da empresa na conta IRRF a recuperar para futura compensação com débitos da COFINS, consideradas as correções pela taxa Selic. Assim, requer revisão do despacho decisório recorrido, considerandose a seguinte documentação juntada aos autos: cópia do despacho decisório e de termos de intimação, cópias de algumas Notas Fiscais de Serviço (para exemplo), cópia da folha do razão/contabilidade, onde constaria o saldo acumulado do IRRF a recuperar e as compensações efetuadas. Ao final, requer seja acolhida a impugnação, por supostamente demonstrada a insubsistência e improcedência (total ou parcial) do despacho decisório. A 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Ribeirão Preto prolatou o Acórdão 1428.632 em 26/04/2010, negando provimento à impugnação tendo em vista não ter sido demonstrada a existência do direito creditório. A decisão foi consubstanciada na seguinte ementa: As s u n t o : I m p o s t o s o b r e a Renda d e Pessoa J u r í d i ca IRPJ Anocalendário: 2004 Ementa: DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. Apenas os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação tributária, conforme artigo 170 do Código Tributário Nacional. IRPJ. SALDO NEGATIVO. PROVA DO INDÉBITO. Fl. 151DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por LUIZ TREZZI NETO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/02/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 01/02 /2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO Processo nº 10835.900027/200809 Acórdão n.º 1102 00638 S1C1T2 Fl. 2 3 O reconhecimento de direito creditório a título de saldo negativo de IRPJ reclama efetividade no pagamento ou compensação das antecipações calculadas por estimativa ou das retenções na fonte pagadora, a oferta à tributação das receitas que ensejaram as retenções e a comprovação contábil e fiscal do valor do tributo apurado no trimestrecalendário. Devidamente cientificado da decisão, a interessada recorre a este Colegiado ratificando as razões expedidas na peça impugnatória. Traz aos autos alguns documentos da escrituração e cópia do que seria a DIPJ retificadora concernente ao anocalendário de 2005. É o Relatório. Fl. 152DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por LUIZ TREZZI NETO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/02/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 01/02 /2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO 4 Voto Conselheiro LEONARDO DE ANDRADE COUTO No PER/Dcomp de que trata o presente, formalizada em 14/06/2006, a interessada requer o reconhecimento do direito creditório correspondente ao saldo negativo do IRPJ apurado no 2° trimestre de 2005. Em primeira apreciação, a autoridade tributária não localizou o crédito pleiteado na DIPJ constante dos arquivos da Receita Federal do Brasil e expediu intimação, com ciência em 07/05/2007, a fim de que retificasse essa DIPJ ou apresentasse PER/Dcomp retificador com as informações corretas. O sujeito passivo quedouse inerte motivo pelo qual, decorrido um ano, foi prolatado despacho decisório não homologando o pleito. Na impugnação, a interessada sustenta que o crédito teria origem no IRRF incidente receita de prestação de serviços devidamente lançados na contabilidade da empresa. Após a decisão recorrida registrar que o IRRF quando devidamente comprovado, entra na composição do saldo negativo do IRPJ, mas não necessariamente corresponde a esse saldo, a interessada traz na peça recursal alguns documentos da escrituração que demonstrariam o IRRF, e a cópia do que seria a DIPJ retificadora do período em questão com indicação do saldo negativo pleiteado. De imediato, não se pode olvidar que a análise do PER/DCOMP deve se ater às informações nele contidas, pois é no bojo desse documento que constam, ou deveriam constar, as intenções do declarante. Daí porque, sem a retificação pertinente, o despacho decisório não poderia manifestarse de outra forma. Apesar de a decisão recorrida ter deixado clara a necessidade de que fosse demonstrada a retenção na fonte e a contabilização da receita correspondente, além da composição do saldo negativo do IRPJ, o sujeito passivo não apresentou a documentação pertinente. O IRRF de que trata a lide está identificado na página 3 do PER/Dcomp (fl.03). Caberia, em relação aos valores ali informados, a apresentação das notas fiscais de prestação de serviços e, principalmente, dos comprovantes emitidos pelas fontes pagadoras com indicação da retenção. As duas únicas notas fiscais trazidas aos autos (fls. 25/26) indicam como fonte pagadora um CNPJ que não coincide com nenhum daqueles indicados no PER/Dcomp. Os documentos apresentados na peça recursal consistem em cópias de balancetes, livro Diário e Razão, sem identificação específica que permita fazer alguma associação com os valores pleiteados, a fim de que fosse atestada a contabilização da receita concernente ao IRRF. No que se refere à DIPJ retificadora, foi apresentada após o despacho decisório e não há maiores informações quanto ao seu processamento. Além disso, a entrega da Fl. 153DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por LUIZ TREZZI NETO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/02/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 01/02 /2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO Processo nº 10835.900027/200809 Acórdão n.º 1102 00638 S1C1T2 Fl. 3 5 retificadora por si só não supre a necessidade de comprovação dos saldos negativos do IRPJ nela informados o que, como já exposto, não ocorreu. Do exposto, voto por negar provimento ao recurso. LEONARDO DE ANDRADE COUTO Relator Fl. 154DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por LUIZ TREZZI NETO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/02/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 01/02 /2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO
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Numero do processo: 10845.003414/2005-25
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 25 00:00:00 UTC 2010
Numero da decisão: 3302-000.064
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator. Fez sustentação oral pela recorrente o Dr. Rogério do Amaral S. Miranda de Carvalho. OAB/SP nº 120.627.
Matéria: Cofins- proc. que não versem s/exigências de cred.tributario
Nome do relator: JOSE ANTONIO FRANCISCO
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator. Fez sustentação oral pela recorrente o Dr. Rogério do Amaral Sr Miranda de Carvalho. OAB/SP n' 120.627., (Assinado digitalmente.) Walber José da Silva - Presidente (Assinado digitalmente.) José Antonio Francisco - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Alan Fialho Gandra, Andréa Medrado Darze, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Processo n" 10845,003414/2005-25 S3-C312 Resolução n " 3302-00.064 I 490 RELATÓRIO Trata-se de recurso voluntário (tis, 344 a 357) apresentado em 12 de maio de 2009 contra o Acórdão n' 16-20,976, de 2 de abril de 2009, da 9' Turma de Julgamento da DM São Paulo 1 / SP (fls. 319 a 341), que, relativamente a declaração de compensação apresentada pela Interessada em 27 de fevereiro de 2005 de Cotins não cumulativa dos períodos de junho de 2005, indeferiu sua solicitação, nos termos da ementa a seguir reproduzida: ASSUNTO . NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁ RIA Exercício 2005 PETIÇÃO À ADMINISTRAÇÃO PUBLICA AÇÃO JUDICIAL CONCOMITANCIA INOCORRÊNCIA Cabe apreciai o pleito do contribuinte no que toca à matéria não submetida à apreciação da Justiça Ocorre que, tratando-se de matéria submetida à apreciação do Poder .Judiciário, apenas não se conhece da manifestação de inconformidade, quanto ao mérito, quando se tenha o mesmo objeto da ação judicial, em respeito ao principio da Unicidade de jurisdição contemplado na Constituição Federal de 1988 PRESUNÇÃO DE VERACIDADE DOS ATOS ADMINISTRATIVOS. INOCORRÊNCIA DE NULIDADE. À Administração Pública, para assegurar-lhe a autoridade necessária à consecução de seus fins, são-lhe outorgados prerrogativas e privilégios que permita assegurar a supremacia do interesse público sobre o particular Entre estes privilégios tem-se a presunção da veracidade dos seus atos PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL PERÍCIA CON.TABIL DILIGÊNCIAS PRESCIND1BILIDADE A diligência ou perícia contábil objetiva subsidiar a convicção do julgador e não inverter o ônus da prova já definido na legislação. A perícia se reserva à elucidação de pontos duvidosos que requerem conhecimentos especializados para o deslinde do litígio, não se justificando, quando o falo puder ser demonstrado pela juntada de documentos É prescindível a pericia quando pi esentes, nos autos, os elementos necessários e suficientes a &Inação da convicção do julgador para proferir sua decisão MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE ALEGAÇÃO SEM PRO VAS Cabe ao contribuinte no momento cici impugnação trazer ao julgado todos os dados e documentos que entende comprovadores dos fatos que alega Solicitação indeferida O pedido foi inicialmente indeferido pelo despacho decisório de tis, 24 a 38 em 14 de março de 2008, com base na informação fiscal de fl. 17, cujo teor foi o seguinte: 2 r...? oor 1 3 ...I Processo n" 10845.00341412005-25 S3-C312 Reso1uçào o " 3302-00.064 1'1 491 Encerrada a ação fiscal no contribuinte supracitado e identificado, em cumprimento ao MPF2007-00341-8, temos a relatar o quanto segue. 1. O processo em tela refere-se a Declaração de Compensação elaborada pelo contribuinte, que pretende utilizar-se de crédito no montante de R$ 184 413,03 para compensação com o débito de igual valor, apurado em 200.5. 2 "I ação fiscal teve inicio em 1,5/10/2007, conforme termo lavrado do qual o contribuinte tomou ciência em 17/10/2008: posteriormente, fbi ele reintimado conforme termo de 1 7/12/2007, com ciência na mesma data; finalmente, em 20/12/2007, requereu a prorrogação de prazo para atender plenamente o Fisco, o que não ocorreu. (cópias de termos e requerimento em anexo) 3. De fato Embora o contribuinte encontre-se com os livras comerciais e fiscais escriturados, não identificou ( nem o demonstrou) os valores componentes do cálculo por ele efetuado e que resultou no crédito pleiteado, bem como não identificou quais os valores do período mencionado, e os de seus respectivos saldos inicial e . final Em síntese, 'tão apresentou demonstrativo analítico dos valores que resultaram no total indicado como crédito; no mesmo sentido quanto ao débito objeto de compensação 4 Exerce o contribuinte o seu pretenso direito à compensação de seu suposto crédito, mas, "conditio sine qua non", não o demonstra, inviabilizo, assim, qualquer verificação dos valores componentes de tal crédito com os lançamentos contábeis e respectivos documentos /iscais nos quais se fundamenta. Isto posto, não tendo como atestar a liquidez e certeza do valores objeto do presente processo, propomos o seu retorno ao setor de origem para as providências na esfera de sua competência Era o que tínhamos a informar De acordo com o despacho decisório: Os créditos da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - COF1NS, no regime da não cumtdatividade, apurados com base em autorização legal, devem ser escriturados e controlados contabilmente, confOrme determinam os ,5çSç , 9' e 10 do Artigo 30 da Lei 17" 10.6.37/2002. Na hipótese de a pessoa jurídica sujeitar-se à incidência não-cumulativa do P1S/PASEP, em relação apenas a parte de suas receitas, o crédito será apurado, exclusivamente, em relação aos custos, despesas e encargos vinculados a essas receitas Portanto, devem ser comprovados os custos, despesas e encargos que geraram os créditos A falta de comprovação dos créditos alegados não permite a homologação da compensação. Na manifestação de inconformidade apresentada em 21 de maio de 2008 (fls. 43 e segs.), a Interessada requereu inicialmente a análise conjunta dos processos administrativos n' "10845, 000186/ 2006- 12, 10845, 000184/ 2006- 23, 10845. 000398/ 2006- 08, 10845, 000399/ 2006- 44, 10845, 000524/ 2005- 35, 10845, 001219/ 200561, 10845, 001220/ 2005- I Processo n" 10845.003414/2005-25 S3-C3.12 Resoltuáio n " 3302-00.064 1'1 492 95, 10845. 003161/ 2005- 90, 10845, 003162/ 2005- 34, 10845, 003414/ 2005- 35, 10845. 003415/ 2005- 70, 10845. 003528/ 2004- 94, objetos da mesma diligência fiscal." A seguir, fez um "histórico da lide", mencionando as intimações efetuadas pela Fiscalização e as respostas apresentadas. Afirmou que, "Inexplicavelmente, em 07102/2008, data próxima à prorrogação acima narrada, a Impugnante recebeu do Sr. Fiscal um 'Termo de Encerramento de Ação Fiscal', tomando por encerrado todos os procedimentos fiscais existentes, tendo em vista que foram encaminhados os documentos solicitados e a planilha com os valores apurados/compensados haviam sido enviadas para o Sr. Fiscal responsável pela auditoria. (Doc.. N 5-B anexo)." Acrescentou que, "Embora a Impugnante já houvesse dado por encerrada a auditoria fiscal, uma vez que desde dezembro não ocorrera mais qualquer comunicação ou visita do Sr., Fiscal, para evitar dúvidas, a Impugnante apresentou junto à Delegacia da Receita Federal no dia 13/03/2008 correspondência informando sobre os fatos ocorridos e sobre a apresentação dos documentos solicitados, reafirmando que todos os documentos estavam à disposição da fiscalização para análise, nos moldes do anteriormente pactuado com o Sr. Fiscal (Doc.. N° 6-13 anexo)." Passou a defender o direito de credito, com base na legislação vigente. Requereu, também, um pedido de perícia, indicando perito e os seguintes quesitos: 1 Possui a Impugnante seus livros revestidos das formalidades legais e estão eles i egulannente escriturados, sem rasuras, emendas ou vicias que os possam invalidar? 2. As comi), as de cafés para exportação estão escrituradas corretamente ? 3 Não é verdade que as vendas para o exterior são i1111117eS de PIS/COFINS, gerando crédito tributário ? 4 A legislação federal autoriza a compensação dos créditos excedentes na quitação dos débitos dos demais tributos correntes da pessoa jurídica Isso fbi feito pela Impugnante. ? 5 As obrigações acessórias cio perlado fen am apresentadas ? 6. Os créditos aproveitados acorrerem confim inc as permissivas legais 7 Preste o Sr. Perito as necessárias informações que achar pertinentes, no sentido da possibilidade da apuração do resultado da birpugnante através da documentação cuja apresentação está ser ido aqui requerida Dentre os documentos apresentados pela Interessada, constaram cópias de impugnação apresentada contra um auto de infração (fls. 125 e segs.) lavrado no processo n' 15983.00010312005-76 (fls. 105 e segs.), de processo judicial relacionado àquele processo (fls. 173 e segs.). 4 Processo n" 10845 003414/2005-25 Resolução n " .3302-00.064 S3-C312 Fl. 493 5 Nas fls. 245 a 258, requereu correção do pedido de compensação anteriormente apresentado, relativamente à indicação da origem do crédito. A DRJ, no entanto, indeferiu a solicitação, conforme ementa anteriormente reproduzida. No recurso, que foi acompanhado dos documentos de lis. 358 a 441, após fazer novo histórico do processo, a Interessada alegou e requereu o seguinte: 48. Alega a decisão recorrida que não é possível se atendei ao pedido de prova em virtude de negativa geral do contribuinte, além de não haver no procedimento administrativo novas provas relativas ao direito de crédito. 49 Pois hem, a . função do procedimento fiscal administrativo é se evitar que se mandem ao judiciário processos que poderiam ter se findado pela análise da administração. 50. Há nos autos vestígio de prova que não pode ser desprezado, sob pena de tornar a fbrma superior ao mérito Agora a Recorrida junta nova prova que demonstra a má prática da Fiscalização, que reafirma o seu direito de provar que tinha crédito suficiente e apenas o Sr Fiscal não buscou analisar os documentos que lhe foram facultados .51. Da mesma forma, fincada no Art. 38 da Lei n 9.784/99, a Recorrente pediu a juntada de novos elementos para a instrução processual, que só esteio sendo conseguidos agora Verifique-se que o Sr Fiscal esteve por mais de 2 anos em auditoria e não conseguiu efetuar seu trabalho 52. Ainda, em breve a Recorrente juntará aos autos prova de Auditoria Externa Independente, já elaborada pela KPMG, mas ainda pendente de lavratura do termo final, que apurou a existência de crédito suficiente para a quitação dos tributos lançados pela Recorrente nas Per/DComp 53 Assim, para que não se mantenha lançamento fiscal sem base contábil, reitera o pedido de perícia ou diligência, inicialmente formulado. .54 Em face do exposto, pede e espera a Recorrente seja totalmente acolhido o presente recurso paia o fim de ser reconhecido o direito total ao crédito tributário constante do processo administrativo. .55 Pede ainda, seja o julgamento convertido em diligência, em face da farta prova que há nos autos, que demonstra o erro na fiscalização, e que demonstrará a existência de créditos [...] Apresentou, nas fls. 383 a .390, "laudo pericial contábil", relativo a ação judicial cautelar apresentada pela Interessada (processo 2008,61,04,007658-1), com o objetivo de verificar o especificado no termo de diligência de fls..391 e :392. Apresentou, também, cópia de proposta de prestação serviços profissionais firmada com empresa de auditoria, "para a revisão dos Pedidos Eletrônicos de Processo n" 10845.003414/2005-25 S3-C312 Resolução o " 3302-00.064 Fi 494 Restituição/Compensação - PER/DCOMP apresentados pela Volcafé à Receita Federal do Brasil - RFB, referentes ao período de Dezembro de 2002 a Dezembro de 2007." Em 30 de junho de 2009, a Interessada apresentou o requerimento de fls. 443 e segs,, apresentando o resultado da referida auditoria em dois anexos, relativamente à regulação dos pedidos e aos demonstrativos de cálculos. Quanto à regularização (fls. 459 e segs), .foram apresentadas considerações sobre a adoção de conta contábil única para registro dos créditos de PIS e Corms e a consequência de haver ocasionado compensações indevidas de PIS; sobre a compensação de débitos da Cofins utilizando créditos de PIS sem a elaboração de PER/DCOMP; sobre as compensações indevidas de PIS; sobre a falta de acréscimo de .juros e multa de mora e a sua regularização; sobre a necessidade de retificação das declarações; sobre a apresentação de PER/DCOMP em formulário papel para os períodos de janeiro e fevereiro de 2006, em desacordo com a IN SRF ri° 598, de 2005; sobre a elaboração de "pedidos de ressarcimento infirmando os créditos relativos a um único mês e com valor correspondente ao debito compensado"; sobre compensação não identificadas no livre Razão; sobre a apropriação indevida de despesas diversas para os períodos de dezembro de 2002 a janeiro de 2007 (PIS) e fevereiro de 2004 a janeiro de 2007 (Cofins); sobre a apropriação indevida de despesas de esturagens, transporte nas docas, taxa de entrada e saída com descarga de caminhões, seguros, telefone, taxa de manutenção de PABX.. Quanto aos cálculos, a auditoria apresentou demonstrativos resumidos de fls. 476 e segs. É o relatório. 6 ••n! Processo n" 10845 003414/2005-25 S3-C312 Resoluçao n " 3302-00M64 Fl 495 VOTO Conselheiro José Antonio Francisco, Relator O recurso é tempestivo e satisfaz os demais requisitos de admissibilidade, dele devendo-se tomar conhecimento. O indeferimento inicial do pedido ocorreu à vista de uma consideração da Fiscalização, resumida na afirmação de que a Interessada não teria demonstrado o direito. Tal afirmação não foi acompanhada de instrução de maiores informações ou documentos, ao menos por amostragem, das razões específicas da falta de prova. Por outro lado, a Interessada esforçou-se ao máximo para demonstrar que, antes da finalização da ação fiscal, teria tentado apresentar a documentação. Para isso, apresentou até ação judicial, no âmbito da qual requereu diligência para provar suas alegações,. Além disso, na fase recursal, apresentou nova documentação e parecer de auditoria fiscal, com base no que requereu o provimento do recurso, à vista de haver tido demonstrado ter saldo suficiente para as compensações. A auditoria fiscal, por sua vez, revelou haver problemas formais e materiais com as declarações de compensação e com a apuração dos créditos. Diante desse contexto, é preciso converter O , julgamento do recurso em diligência, com a finalidade de esclarecer o seguinte: I) Especificamente, quais as razões do indeferimento inicial (se falta de apresentação de documentos ou se os livros não permitiam a apuração e, nesse ultimo caso, se há alguma incompatibilidade em relação ao apurado na auditoria apresentada pela interessada). 2) Verificar se os seguintes problemas formais com as declarações de compensação eram sanáveis e se foram resolvidos: a) a adoção de conta contábil única para registro dos créditos de PIS e Cofias e a consequência de haver ocasionado compensações indevidas de PIS; b) compensação de débitos da Cofias utilizando créditos de PIS sem a elaboração de PER/DCOMP; c) compensações indevidas de PIS; sobre a falta de acréscimo de ,juros e multa de mora e a sua regularização; d) necessidade de retificação das declarações; sobre a apresentação de PER/DCOMP em formulário papel para os períodos de , janeiro e fevereiro de 2006, em desacordo com a IN SRF n 2 598, de 2005; e) elaboração de "pedidos de ressarcimento informando os créditos relativos a um único mês e com valor correspondente ao debito compensado"; f) compensações não identificadas no livro Razão; g) apropriação indevida de despesas diversas para os períodos de dezembro de 2002 a janeiro de 2007 (PIS) e fevereiro de 2004 a janeiro de 2007 (Cofins); h) apropriação indevida de despesas de estufagens, transporte nas docas, taxa de entrada e saída com descarga de caminhões, seguros, telefone, taxa de manutenção de PABX, 3) Esclarecer se a apuração dos créditos foi, de fato, demonstrada após a auditoria, e se se, por amostragem, a critério da Fiscalização, os cálculos estão corretos e são suficientes para a compensação, abrangendo, eventualmente, juros e multa de mora. 7 Processo n" 10845.003414/2005-25 S3-C312 Resolução n o 330240.064 Fl 196 Ademais, a Interessada deverá ser intimada a apresentar certidão de objeto-e-pé da ação judicial cautelar apresentada e cópias de eventuais nela decisões proferidas. As questões de apresentação de documentação e provas devem ser analisadas e relatadas pela Fiscalização em termo circunstanciado, Posteriormente, os aspectos formais e materiais das declarações de compensação devem ser analisados peia seção competente da Sacat ou seção equivalente, que também deverá lavrar relatório conclusivo, dando ciência de ambos os relatórios à recorrente, que poderá apresentar resposta no prazo de trinta dias. Sala das Sessões, em 23 de agosto de 2010 (Assinado digitalmente.) José Antonio Francisco
score : 1.0
Numero do processo: 10980.011333/2006-25
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 25 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Fri Aug 21 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2002
RECEITA PROVENIENTE DE VENDA DE ESPAÇO PUBLICITÁRIO EM REVISTA. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. COEFICIENTE DE 32%.
Se comprovado que a receita do contribuinte decorre da venda de espaço publicitário, através de revistas de sua edição, com emissão de notas fiscais de serviço, fica caracterizada a prestação de serviços, sendo correta a aplicação do coeficiente de 32%, para fins de apuração da base de cálculo do lucro presumido.
Numero da decisão: 1802-002.561
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
José de Oliveira Ferraz Corrêa - Presidente.
(assinado digitalmente)
Luis Roberto Bueloni Santos Ferreira- Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José de Oliveira Ferraz Corrêa, Ester Marques Lins de Sousa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Henrique Heiji Erbano (suplente convocado) e Luis Roberto Bueloni Santos Ferreira.
Nome do relator: LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA
1.0 = *:*
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2002 RECEITA PROVENIENTE DE VENDA DE ESPAÇO PUBLICITÁRIO EM REVISTA. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. COEFICIENTE DE 32%. Se comprovado que a receita do contribuinte decorre da venda de espaço publicitário, através de revistas de sua edição, com emissão de notas fiscais de serviço, fica caracterizada a prestação de serviços, sendo correta a aplicação do coeficiente de 32%, para fins de apuração da base de cálculo do lucro presumido.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2002 RECEITA PROVENIENTE DE VENDA DE ESPAÇO PUBLICITÁRIO EM REVISTA. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. COEFICIENTE DE 32%. Se comprovado que a receita do contribuinte decorre da venda de espaço publicitário, através de revistas de sua edição, com emissão de notas fiscais de serviço, fica caracterizada a prestação de serviços, sendo correta a aplicação do coeficiente de 32%, para fins de apuração da base de cálculo do lucro presumido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Corrêa Presidente. (assinado digitalmente) Luis Roberto Bueloni Santos Ferreira Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José de Oliveira Ferraz Corrêa, Ester Marques Lins de Sousa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Henrique Heiji Erbano (suplente convocado) e Luis Roberto Bueloni Santos Ferreira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 01 13 33 /2 00 6- 25 Fl. 174DF CARF MF Impresso em 21/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/07/2015 por LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA, Assinado digitalmen te em 20/08/2015 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 14/07/2015 por LUIS RO BERTO BUELONI SANTOS FERREIRA Processo nº 10980.011333/200625 Acórdão n.º 1802002.561 S1TE02 Fl. 3 2 Relatório Tratase de auto de infração de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), no valor de R$ 388.084,72, acrescido de 75% (setenta e cinco por cento) de multa de oficio e de juros de mora – Taxa Selic, lavrado contra o interessado acima, pela DRF/RJ, referente ao ano calendário de 2002. A infração apontada decorreu de eleição indevida de coeficiente de apuração do lucro presumido. De acordo com o contribuinte, deve ser considerado o coeficiente de 8% na apuração da base de cálculo do lucro presumido, ao passo que a fiscalização entende dever ser aplicado o coeficiente de 32%, uma vez que as atividades da empresa resumiramse a comércio de espaço publicitário inserido nas revistas de sua edição, de distribuição gratuita, e que esta atividade teria a natureza de prestação de serviços. Inconformado, o contribuinte apresentou peça impugnatória requerendo o cancelamento da autuação e alegando, em síntese, que tem como único objetivo comercial a edição de livros jornais e periódicos, não existindo em sua documentação fiscal qualquer prova de que houve desvirtuamento do objeto da sociedade; juntou cópia do único tipo de nota fiscal emitida; disse que a empresa está totalmente adequada e enquadrada no alt. 150, inciso VI, alínea 'd`, da CF/1988. Ressalta com veemência o argumento de que, em fiscalização anterior, foi considerada adequada a alíquota de 8% e não de 32% para a sua atividade, decisão contra a qual não recorreu; Afirma que, se em primeira fiscalização foi considerado estar sujeito à alíquota de 8%, na hipótese de não ser essa a interpretação da nova fiscalização ( que entende que a alíquota deveria ser de 32%), a autuação deveria ser anulada, já que aplicou o índice de 8% reconhecido como correto pela primeira fiscalização; que cumpriu rigorosamente os parâmetros estabelecidos na primeira fiscalização; protestou pela produção de todos os meios de prova em Direito admitidos, em especial a juntada de novos documentos. A 1ª Turma de Julgamento decidiu, por unanimidade, julgar procedente o lançamento, conforme ementa abaixo reproduzida: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICAIRPJ Anocalendário: 2002 LUCRO PRESUMIDO. RECEITA DE VENDA DE ESPAÇO PUBLICITÁRIO EM REVISTA. NOTA FISCAL DE SERVIÇOS. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. COEFICIENTE DE 32%. Uma vez comprovado que a receita do interessado é decorrente da venda de espaço publicitário, inserido nas revistas de sua edição, com emissão de notas fiscais de serviço, caracterizada está a prestação de Fl. 175DF CARF MF Impresso em 21/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/07/2015 por LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA, Assinado digitalmen te em 20/08/2015 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 14/07/2015 por LUIS RO BERTO BUELONI SANTOS FERREIRA Processo nº 10980.011333/200625 Acórdão n.º 1802002.561 S1TE02 Fl. 4 3 serviços, devendo ser aplicado o coeficiente de 32%, para fins de apuração da base de cálculo do lucro presumido. _ Lançamento Procedente A Turma Julgadora fundamentou sua decisão nos seguintes aspectos: Inicialmente, certificou a DRJ a tempestividade da impugnação e a presença dos demais requisitos de admissibilidade, conhecendoa. Aduziu que, com relação ao pedido do interessado para produção e juntada de novos documentos devese esclarecer que o art. 15 c/c o art. 16, § 4°, do Decreto n° 70.235/ 1972 dispõe que a prova documental deverá ser apresentada na impugnação, precluindo o direito do interessado em fazêlo em outro momento processual, a menos que o interessado demonstre, com fundamentos, a ocorrência de uma das condições previstas nas alíneas do § 4° do art. 16. Informa que no presente caso não consta que o contribuinte tenha juntado qualquer documentação em momento posterior à apresentação da peça impugnatória. Nessa hipótese, se tivesse juntado, teria o ônus de comprovar a ocorrência de uma das condições nas alíneas a, b e c do § 4° do art. 16 do Decreto n° 70.235/1972, que poderiam justificar a apresentação de documentos a posteriori, conforme o disposto no art 16,§ 5° do referido diploma legal. Por conseguinte, informa a DRJ que o mérito da questão em debate consiste em verificar se a atividade desenvolvida pelo interessado está sujeita ao coeficiente de 8% ou ao coeficiente de 32%, para fins de apuração da base de cálculo do lucro presumido. Esclarece que não se trata de discussão sobre a imunidade prevista no art. 150, inciso VI, alínea 'd`, da CF/ 1988. Explica a DRJ que, em regra, deve ser aplicado o coeficiente de 8% na apuração da base de cálculo do lucro presumido, como por exemplo, para as atividades de comércio e indústria. Todavia, para a atividade de prestação de serviços em geral, exceto a de serviços hospitalares, o coeficiente é de 32%. Já nas hipóteses de atividades diversificadas, aplicase o percentual correspondente a cada atividade. Para melhor elucidação do caso em concreto, transcrevese a cláusula contratual que faz referência ao objeto social do interessado (fl. 07). “art 2" Constituemse em objeto da sociedade: a) editoração de revistas, jornais, livros, boletins e outros periódicos; b) editoração e artes gráficas em geral; c) propaganda e administração publicitária, e outros serviços ligados aos seus ramos de atividade. Conclui a DRJ que diferente do que alega o interessado na impugnação, a empresa não possui único objetivo social, uma vez que Além da edição de livros jornais e periódicos, o interessado faz veiculação de publicidade. Fl. 176DF CARF MF Impresso em 21/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/07/2015 por LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA, Assinado digitalmen te em 20/08/2015 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 14/07/2015 por LUIS RO BERTO BUELONI SANTOS FERREIRA Processo nº 10980.011333/200625 Acórdão n.º 1802002.561 S1TE02 Fl. 5 4 Portanto, em princípio, as atividades do interessado seriam diversificadas. O acórdão chama a atenção ainda para o fato de que a fiscalização, na descrição dos fatos (fls. 77), afirma que as revista têm “distribuição gratuita”, e que tal afirmação não foi contestada em sede de impugnação, presumindose verdadeira. Sendo assim, a receita do interessado seria integralmente proveniente de veiculação de publicidade nas revistas e nos jornais vendidos. Sendo prestação de serviços, o coeficiente correto seria o de 32%. Ressalta a DRJ que as notas fiscais juntadas aos autos, às fls. 15/40, fazem referência a contrato de publicidade para revista e, ainda, são notas fiscais de prestação de serviços série F. Ademais, a própria nota fiscal juntada pelo interessado (fl. 88) é nota fiscal série F1, o que denota que seja, também, de prestação de serviços. Portanto, uma vez que se trata de atividade de prestação de serviço em geral, deve ser aplicada a alíquota de 32% (art. 519, III, a, do RIR/1999). Com relação a afirmação de que em fiscalização anterior, teria sido considerada adequada a alíquota de 8% e não a de 32%; esclarece que, pela documentação juntada na peça impugnatória, a fiscalização anterior a que se refere o interessado se refere aos anoscalendário de 1997 e 1998 (fls. 99/ 110), ao passo que “nova fiscalização”, a que se refere o interessado, é a que consta do presente processo, e se refere ao anocalendário de 2002. Conclui então estar comprovado que a receita do interessado é decorrente da venda de espaço publicitário, inserido nas revistas de sua edição, com emissão de notas fiscais de serviço, o que caracteriza a prestação de serviços, devendo ser aplicado o coeficiente de 32%, para fins de apuração da base de cálculo do lucro presumido. RECURSO VOLUNTÁRIO Recorre a empresa em face da decisão que julgou procedente o lançamento do IRPJ no valor de R$ 388.084,72, acrescido de 75% de multa de oficio e de juros moratórios, taxa SELIC. Assevera que em fiscalização realizada em Setembro de 2006 a DRF/Curitiba autuou a recorrente sob a alegação de que o mesmo estaria aplicando indevidamente o coeficiente de 8% na determinação do lucro presumido, ao passo que o correto seria aplicar o coeficiente de 32%. Com base nos fatos, autuou o contribuinte em R$ 388.084,72, acrescido de 75% de multa de ofício e de juros moratórios, o que resultou numa atuação de R$ 1.001,798,84 (corrigido até novembro de 2008). Inconformado, o contribuinte impugnou a referida autuação, que resultou no acórdão guerreado. Afirma que o cerne da questão se concentra no fato da atividade desenvolvida pelo contribuinte estar sujeita ao coeficiente de 8% ou ao coeficiente de 32% para fins de apuração da base de cálculo do lucro presumido, sendo que o entendimento da DRJ é de que se deve aplicar o percentual de 32%. Aduz que o acórdão da DRJ sugestiona que o fato do contribuinte utilizarse da nota fiscal tipo “série F” “denota que seja, também, de prestação de serviço”, e que o simples fato da contribuinte utilizarse dessa nota fiscal não é pressuposto para que ela seja de Fl. 177DF CARF MF Impresso em 21/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/07/2015 por LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA, Assinado digitalmen te em 20/08/2015 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 14/07/2015 por LUIS RO BERTO BUELONI SANTOS FERREIRA Processo nº 10980.011333/200625 Acórdão n.º 1802002.561 S1TE02 Fl. 6 5 fato uma prestadora de seviços ou que se utilize da venda de espaços publicitários como forma de angariar receita. Com relação ao objeto social da empresa, afirma que o fato de constar “propaganda e administração publicitária, e outros serviços ligados aos seus ramos de atividade”, não assegura que obrigatoriamente a empresa realize tal serviço. Reitera as alegações da impugnação sobre o fato de ter sofrido fiscalização anterior que considerou a aplicação do coeficiente de 8% correto e não de 32%; que se, em primeira fiscalização, foi considerado que estaria sujeito à alíquota de 8%, na hipótese de não ser essa a interpretação da nova fiscalização, que entende que a alíquota deveria ser de 32%, a autuação deveria ser anulada, já que aplicou o índice de 8% reconhecido como correto pela primeira fiscalização; que cumpriu rigorosamente os parâmetros estabelecidos na primeira fiscalização. Entende que a aplicação da multa de 75% é abusiva e ilegal e que a tributação de natureza confiscatória é absolutamente proibida. Requer que este Conselho afaste a aplicação da multa de caráter confiscatória, bem como requer o cancelamento do débito fiscal objeto do lançamento. Esse o Relatório. Segue meu Voto. Voto Conselheiro Relator Luis Roberto Bueloni Santos Ferreira Da Tempestividade A Recorrente foi cientificada do Acórdão da DRJ/RJ em 03/11/2008 e apresentou seu Recurso em 02/12/2008. Por ser tempestivo e dotado dos demais requisitos de admissibilidade, dele tomo conhecimento. Do Mérito Tratase de Recurso Voluntário em face do Acórdão que julgou procedente o lançamento efetuado de IRPJ no valor de R$ 388.084,72, acrescido de 75% de multa de ofício e de juros moratórios, por considerar a Recorrente sujeita ao coeficiente de 32% a incidir sobre o lucro presumido. Estava a empresa praticando o coeficiente de 8%. Diz o Recurso que a eleição do coeficiente de 8% ocorreu após ter a Recorrente sofrido autuação da Receita Federal do Brasil em 2002. Há notícia de que a empresa não recorreu e passou a recolher o IRPJ e CSLL como empresa "que aufere receita de venda de revistas, bem como de venda ou cessão onerosa de espaço publicitário. Agora, segundo também diz o Recurso, entendeu a Fiscalização que a atividade econômica predominante da Recorrente é a de prestação de serviços, o que iria contra a real natureza dessa atividade (art. 519, III, RIR). Explicou a Recorrente que a empresa, denominada Alternativa Editorial, é responsável pela veiculação de uma revista, que é distribuída gratuitamente. Os espaços da revista, entretanto, são "vendidos" ou "cedidos onerosamente" a terceiros que desejam nesse Fl. 178DF CARF MF Impresso em 21/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/07/2015 por LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA, Assinado digitalmen te em 20/08/2015 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 14/07/2015 por LUIS RO BERTO BUELONI SANTOS FERREIRA Processo nº 10980.011333/200625 Acórdão n.º 1802002.561 S1TE02 Fl. 7 6 periódico anunciar. Esclarece a Recorrente que não tem nenhuma influência sobre o teor do anúncio, e já o recebe pronto de agências de publicidade contratadas pelos clientes. Compulsando os autos e, mesmo considerando as bem entabuladas razões de defesa, entretanto, permitome discordar, inicialmente, da alegação segundo a qual a Recorrente estaria beneficiada pela imunidade. A atividade sob exame não é a "editorial", que seria passível de gozar de imunidade, conforme previsto no art. 150, VI, d. Menciona a Recorrente, como já dito, que o periódico é distribuído gratuitamente e que o espaço, esse sim, é cedido e cobrado. A receita auferida e oferecida à tributação não advém, pois, da venda das revistas (essa, sim, atividade editorial que poderia, em tese, gozar da imunidade). Aqui se trata de receita decorrente da cessão do espaço para anunciantes terceiros, que utilizamse do mesmo para a veiculação de anúncios. Afasto, pois, a alegação de que a Recorrente seria imune e, dessa forma, passo a examinar a questão do coeficiente de apuração do lucro presumido. Com base nas notas fiscais, a Fiscalização entendeu que o correto seria o coeficiente de presunção de 32% para apuração do lucro, posto estar a Recorrente praticando prestação de serviços. As notas fiscais examinadas eram de serviço fls. 15/40 e 88. A Fiscalização foi acusada pela Recorrente de não analisar a materialidade da operação desempenhada e teria classificado erroneamente a atividade como de serviço A Recorrente faz extensa digressão sobre as diversas espécies de serviço que não poderiam encaixarse nas características do fato concreto, e foca a maioria da sua insurgência no serviço publicitário. Mas, apesar do alegado, entendo mesmo que a atividade é de serviço de locação de espaços e não de venda . Onerosa, a operação o é, pois a Recorrente reconhece, em todos os momentos, que cobra pelo que chama de "venda". Mas para que de venda se trate, falta a entrega da coisa para o terceiro, o que, no presente caso, não ocorre. Entendo que a situação mais se assemelha a de uma cessão onerosa de uso do espaço que não é vendido, mas, ao que parece, é alugado. E a locação tem o coeficiente definido no art. 519, parágrafo primeiro, do Decreto 3000/96, como sendo de 32% prestação de serviços em geral, exceto a de serviços hospitalares; intermediação de negócios e administração, locação ou cessão de bens, imóveis, móveis e direitos de qualquer natureza. A distinção entre essa venda, efetivamente praticada, e o serviço propriamente dito fica demonstrada nos autos, sobretudo quando se considera a prova produzida no sentido de que o conteúdo dos anúncios é feito por terceiros e apenas e tão somente o espaço é disponibilizado e comercializado. Continua a Recorrente sua defesa alegando que, caso seja mesmo definido o coeficiente de 32% a despeito de tudo o quanto alegou, propõe seja o mesmo aplicado a partir da decisão, sob pena de ferir a irretroatividade art. 146, CTN. Tal situação ocorreria, segundo a Recorrente, porque estaria sendo alterado pelo Fisco o Critério Jurídico imputado à empresa pela fiscalização anterior, de 2002, cuja decisão fora acatada na ocasião. E, relembrando, a decisão fora a de se adotar o coeficiente de 8%, imposto em auto de infração. Fl. 179DF CARF MF Impresso em 21/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/07/2015 por LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA, Assinado digitalmen te em 20/08/2015 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 14/07/2015 por LUIS RO BERTO BUELONI SANTOS FERREIRA Processo nº 10980.011333/200625 Acórdão n.º 1802002.561 S1TE02 Fl. 8 7 Mais uma vez sou obrigado a discordar desse posicionamento. Não entendo que o auto de infração gera à infratora uma norma concreta, como afirmado pela Recorrente, que, uma vez seguida, a tornaria isenta de qualquer penalidade até que "outra norma concreta" contra si fosse editada por outro auto de infração. As normas, ao contrário do afirmado, não são tangidas, nem modificadas, pelo auto de infração. Sâo as normas sempre as mesmas! O lançamento contido no auto de infração as leva em conta e faz produzir os efeitos delas decorrente mas não as modifica. Se auto de infração anterior houve em 2002, é fato que novo auto foi lavrado posteriormente. E, se conforme com as normas vigentes, deve ser provido, ou improvido, caso entenda a autoridade julgadora que existe vício em sua elaboração ou contrariedade à lei. Desse entendimento ora externado decorre também a não aceitação da alegação sobre impossibilidade de cobrança de juros e atualização monetária art. 100, CTN. O citado artigo afirma serem normas complementares: I os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas; II as decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa, a que a lei atribua eficácia normativa. Não há, no caso concreto, hipótese que se subsuma ao art. 100 citado, nem mesmo quanto a seus incisos. Em nenhum momento discutese ou é posta em dúvida a boafé da contribuinte. Mas, como dito, a decisão presente é calcada na norma vigente e válida, pelo que deve aplicar todos os consectários legais à Recorrente. Desta forma, mesmo levando em consideração todos os argumentos trazidos no Recurso, julgoo improcedente, para afastar o entendimento segundo o qual estaria a Recorrente a ser beneficiada pela imunidade e considero o coeficiente correta a ser aplicado ao lucro presumido como o de 32%. Esse o meu Voto. Luis Roberto Bueloni Santos Ferreira Fl. 180DF CARF MF Impresso em 21/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/07/2015 por LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA, Assinado digitalmen te em 20/08/2015 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 14/07/2015 por LUIS RO BERTO BUELONI SANTOS FERREIRA
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Numero do processo: 13936.000002/2002-60
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 29 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Jun 03 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/04/2001 a 30/06/2001
IPI. CRÉDITO PRESUMIDO. LEI Nº 9.363/96. AQUISIÇÃO A PESSOAS FÍSICAS E COOPERATIVAS.
O Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento, sob a sistemática do recurso repetitivo previsto no art. 543-C do CPC, de que o condicionamento do incentivo fiscal aos insumos adquiridos de fornecedores sujeitos à tributação pelo PIS e pela Cofins criado via instrução normativa exorbita os limites impostos pela lei ordinária.
Recurso voluntário provido.
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Numero da decisão: 3202-001.054
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário.
Irene Souza da Trindade Torres - Presidente.
Charles Mayer de Castro Souza - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres (presidente), Gilberto de Castro Moreira Junior, Charles Mayer de Castro Souza, Luis Eduardo Garrossino Barbieri e Thiago Moura de Albuquerque Alves.
Nome do relator: CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA
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RESSARCIMENTO Recorrente VALDIR LUIZ ROSSONI Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/04/2001 a 30/06/2001 IPI. CRÉDITO PRESUMIDO. LEI Nº 9.363/96. AQUISIÇÃO A PESSOAS FÍSICAS E COOPERATIVAS. O Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento, sob a sistemática do recurso repetitivo previsto no art. 543C do CPC, de que o condicionamento do incentivo fiscal aos insumos adquiridos de fornecedores sujeitos à tributação pelo PIS e pela Cofins criado via instrução normativa exorbita os limites impostos pela lei ordinária. Recurso voluntário provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. Irene Souza da Trindade Torres Presidente. Charles Mayer de Castro Souza Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres (presidente), Gilberto de Castro Moreira Junior, Charles Mayer de Castro Souza, Luis Eduardo Garrossino Barbieri e Thiago Moura de Albuquerque Alves. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 93 6. 00 00 02 /2 00 2- 60 Fl. 392DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2014 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 0 4/02/2014 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 05/02/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA 2 A interessada apresentou pedidos eletrônicos de ressarcimento, cumulado com pedido de compensação de débitos próprios, com fundamento na Portaria MF n.º 38, de 1997, no valor de R$ 63.554,69, referente ao 3º trimestre de 2001. Por meio da decisão de fl. 281, a unidade de origem deferiu parcialmente o pedido. Por bem retratar os fatos constatados nos autos, transcrevo o Relatório da decisão de primeira instância administrativa, in verbis: Trata a presente lide de manifestação de inconformidade apresentada contra Despacho Decisório que excluiu do calculo do crédito presumido pleiteado, a ser utilizado na compensação de débitos declarados pelo interessado, as parcelas referentes As aquisições de pessoas físicas. Tempestivamente, o contribuinte alegou, em síntese, que são ilegais as restrições feitas através de Instruções Normativas, relativas As aquisições de insumos de pessoas físicas conforme o entendimento dos tribunais que cita. Encerrou requerendo a concessão do que foi originalmente pedido. A 2ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Ribeirão Preto/SP julgou improcedente a manifestação de inconformidade, proferindo o Acórdão DRJ/FNS n.º 14.13476, de 25/08/2006 (fls. 359/361), assim ementado: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados IPI Período de apuração: 01/07/2001 a 30/09/2001 Ementa: CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. Os valores referentes às aquisições de insumos de pessoas físicas, nãocontribuintes do PIS/Pasep e da Cofins, não integram o cálculo do crédito presumido por falta de previsão legal. Solicitação Indeferida Irresignada, a interessada apresentou, no prazo legal, recurso voluntário de fls. 1531/1552, por meio do qual requer a reforma da decisão, com base nos seguintes arumentos: O crédito glosado referese à aquisição de matériaprima de Pessoas físicas e cooperativas. O pedido foi negado com base de que a Instrução Normativa – IN SRF n.º 23/97, enquanto que a apuração deve ser realizada de acordo com o que determina a LEI n.º 9.363/1996, que concede o beneficio às empresas produtoras e exportadoras de mercadorias nacionais. Na lei inexiste previsão que diga que o beneficio é concedido ao produto classificado numa ou noutra posição da TIPI, que o produto é tributado ou não tributado pelo IPI, que se trata ou não de contribuinte do IPI, que se trata de produto industrializado ou, ainda, de que as aquisições de insumos de pessoas físicas ou de cooperativas não ensejam direito ao crédito (reproduz ementas de decisões do CARF para fundamentar o seu entendimento). Fl. 393DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2014 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 0 4/02/2014 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 05/02/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 13936.000002/200260 Acórdão n.º 3202001.054 S3C2T2 Fl. 393 3 Em momento algum à norma legal vedou ao estabelecimento produtor e exportador de mercadorias cujos insumos são adquiridos de pessoa física ou de cooperativas, o direito ao benefício fiscal. Portanto, não poderia os nobres agentes da Receita Federal deferir parcialmente o pedido de ressarcimento do crédito presumido IPI com argumento de que as referidas aquisições não geram direito ao crédito. Por meio da Resolução n.º 280300.001, de 10/03/2009 (fls. 374/384), a 3ª Turma Especial da 2° Seção de Julgamento do CARF baixou os autos em diligência, a fim de que a instância administrativa de origem juntasse ao processo demonstrativo da base de cálculo das contribuições para o PIS e para a Cofins, informada(s) pela(s) Cooperativa(s) constante(s) nos presentes autos em sua(s) DIPJ2002, anocalendário 2001. O processo digitalizado foi distribuído a este Conselheiro Relator, na forma regimental. É o relatório Voto Conselheiro Charles Mayer de Castro Souza, Relator. O recurso atende a todos os requisitos de admissibilidade previstos em lei, razão pela qual dele se conhece. O caso não comporta maiores digressões. O valor glosado referese a aquisições de insumos adquiridos a pessoas físicas e cooperativas, matéria já pacificada no Poder Judiciário, conforme demonstra a seguinte ementa de acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça – STJ, em decisão submetida ao rito do recurso repetitivo, previsto no art. 543C do CPC: RECURSO ESPECIAL Nº 993.164 MG (2007/02311873) PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. IPI. CRÉDITO PRESUMIDO PARA RESSARCIMENTO DO VALOR DO PIS/PASEP E DA COFINS. EMPRESAS PRODUTORAS E EXPORTADORAS DE MERCADORIAS NACIONAIS. LEI 9.363/96. INSTRUÇÃO NORMATIVA SRF 23/97. Condicionamento do incentivo fiscal aos insumos adquiridos de fornecedores sujeitos à tributação pelo PIS e pela COFINS. Exorbitância dos limites impostos pela lei ordinária. Súmula Vinculante 10/STF. Observância. Instrução Normativa (ato normativo secundário). Correção monetária. Incidência. Exercício do direito de crédito postergado pelo fisco. Não caracterização de crédito escritural. Taxa SELIC. Aplicação. violação do artigo 535, do CPC inocorrência. Cabe ressaltar que as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Fl. 394DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2014 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 0 4/02/2014 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 05/02/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA 4 Código de Processo Civil, são de observância obrigatória no julgamento dos recursos administrativos pelo CARF. Ante o exposto, DOU PROVIMENTO ao recurso voluntário. É como voto. Charles Mayer de Castro Souza Fl. 395DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2014 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 0 4/02/2014 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 05/02/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA
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