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4627966 #
Numero do processo: 13804.004040/2001-14
Turma: Primeira Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Apr 16 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Wed Apr 16 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 101-02.656
Decisão: RESOLVEM os membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: CAIO MARCOS CANDIDO

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I , MINISTÉRIO DA FAZENDA '115 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES '`=-11fV:Ilr PRIMEIRA CÂMARA Processo n" 13804.004040/2001-14 Recurso n° 155.731 Assunto Solicitação de Diligência Resolução n° 101-02.656 Data 16 de abril de 2008 Recorrente RHODIA BRASIL LTDA. Recorrida 3° TURMA DE JULGAMENTO DA DRJ I EM SÃO PAULO - SP RESOLUÇÃO N.° 101-02.656 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso voluntário interposto por.RHODIA BRASIL LTDA. RESOLVEM os membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. TONIO PRAG PRESIDENTE la AIO MARCOS CANDIDO ELATOR FORM • OP.T EM: J UN 2008 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros JOSÉ RICARDO DA SILVA, ALOYSIO JOSÉ PERCINIO DA SILVA, SANDRA MARIA FARONI, VALMIR SANDRI, JOÃO CARLOS DE LIMA JÚNIOR e ALEXANDRE ANDRADE LIMA DA FONTE FILHO. 1 ,r Processo n.° 13804.004040/2001-14 CCOI/C01 Resoluçâo n.° 101-02.656 As. 2 Relatório RHODIA BRASIL LTDA., pessoa jurídica já qualificada nos autos, recorre a este Conselho em razão do acórdão de lavra da DRJ I em São Paulo - SP n° 6.969, de 27 de abril de 2005, que indeferiu a manifestação de inconformidade contra o Despacho Decisório que havia indeferido sua solicitação de restituição/compensação. Trata o presente processo de pedido de restituição de valores pagos a titulo de multa moratória relativamente a recolhimentos em atraso de diversos tributos e contribuições, nos anos-calendário de 1993, 1994, 1995, 1996, 1997, 1998, 1999, 2001 (fls. 01) cumulado com o pedido de compensação (fls. 02). Pretende a recorrente ver reconhecido o instituto da denúncia espontânea em relação a tais pagamentos, o que autorizaria a restituição dos valores correspondentes às multas moratórias. A autoridade fiscal indeferiu o pedido por meio do Despacho Decisório de fls. 76/79, sob a fundamentação de que teria ocorrido a perda do direito de pedir a restituição da maior parte dos valores pretendidos, pelo transcurso de mais de cinco anos da data do recolhimento, bem como, pela inaplicabilidade do instituto da denúncia espontânea em relação às multas moratórias, tendo em vista que tal só se aplicaria às multas punitivas. Tendo tomado ciência da decisão de deferimento parcial de sua solicitação em 15 de julho de 2004, a autuada insurgiu-se apresentando a manifestação de inconformidade (fls. 89/112) em 10 de agosto de 2004, apresentando as seguintes razões de defesa, em síntese elaborada pela autoridade julgadora de primeira instância: 5.1.A doutrina e a Jurisprudência (ft 91) têm respaldado uma -0 interpretação teleológica do artigo 138 do CTN, direcionada ao estimulo do saneamento das irregularidades no plano fiscal, por meio da atuação do próprio sujeito passivo, antecipando, deste modo, o -. recolhimento aos cofres públicos de valores que de outro modo poderiam levar longo tempo até que fossem cobrados pelas autoridades competentes. 5.2.É incabível a aplicação de multas e acréscimos financeiros quanto aos débitos pagos por força da denúncia espontánea, visto que o MV, nessas hipóteses, refere-se apenas ao pagamento do principal, que é inseparável da atualização monetária, além dos juros de mora, sem aludir a outras incidências. 5.3.A Fazenda Pública ainda sustenta diferenças de tratamento, sob a ótica desse dispositivo, entre a multa moratória e a multa punitiva, como se a multa moratória não correspondesse também a uma sanção 7- ..."pela violação do dever de pagar pontualmente o tributo. • 2 \ • r• Processo n.° 13804.004040/2001-14 CO31/C01 Resoluçâo n.• 101-02.656 Fls. 3 5.4.Não há como distinguir a multa moratória de outros tipos de multa para fins de sua exclusão do artigo 138 do CT1V, ou seja, o contribuinte responde pela infração de efetuar o pagamento fora do prazo imposto pela norma tributária, se não efetuar espontaneamente a sua denúncia com as providências previstas no referido art. 138 (cita doutrina e transcreve jurisprudência administrativa e judicial em apoio a sua tese às fls. 93 a 103). 5.5. Com relação à suposta decadência do direito da Requerente pleitear restituição de valores recolhidos antes de 20/12/1996, deve prevalecer o entendimento da jurisprudência e doutrina (transcritas às fls. 103 a 111) de que o termo inicial do prazo de cinco anos - art. 168 do CTN, para repetição de indébito, começa a contar a partir da homologação tácita ou expressa do pagamento realizado indevidamente pelo contribuinte. A autoridade julgadora de primeira instância decidiu a questão por meio do acórdão n° 6.969/2005 indeferindo a manifestação de inconformidade do sujeito passivo, tendo sido lavrada a seguinte ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 1992, 1993, 1994, 1995, 1996, 1997, 1998, 1999, 2001 Ementa: RESTITUIÇÃO. DECADÊNCIA. - O direito de o contribuinte pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente, ou em valor maior que o devido, extingue-se após o transcurso do prazo de 5 (cinco) anos, contado da data da extinção do crédito tributário. MULTA DE MORA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. — É devida a multa de mora no pagamento extemporáneo de tributo ou contribuição, sob o albergue do instituto da denúncia espontânea. Solicitação Indeferida. O referido acórdão concluiu com base nas seguintes razões de decidir: 1. No tocante ao prazo fatal para o pedido de restituição: a. que os tributos e contribuições objeto dos DARF de fls. 11 a 43 tratam-se, de fato, de exações sujeitas ao lançamento por homologação. b. que a tese da impugnante não merece prosperar, posto que o parágrafo 4° do artigo 150 do CTN refere-se ao prazo para a Fazenda Pública homologar o pagamento antecipado e não para estabelecer o momento em que o crédito se considera extinto, que foi definido no parágrafo 1°, do mesmo artigo. c. que o crédito tributário referente aos tributos lançados por homologação é extinto pelo pagamento antecipado, nos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, sendo que os efeitos da extinção do crédito tributário operam desde o pagamento antecipado pelo sujeito passivo, nos termos da legislação de regência do tributo. A extinção, no entanto, não é definitiva, pois depende da ulterior homologação da autoridade, que, caso considere a antecipação em 3 f 0 • Processo n.° 13804.004040/2001-14 CCOI/C01 Resoluçio n.° 101-02.656 Fls. 4 desacordo com a legislação, poderá não homologar o lançamento rompendo a relação jurídica anteriormente formada. 2. quanto à denúncia espontânea: a. que a manifestante sustenta que no recolhimento de tributo ou contribuição realizado sob a tutela do instituto da denúncia espontânea (art. 138 do CTN), não incide multa de mora, por se tratar de uma penalidade aplicável em decorrência da impontualidade do contribuinte ao quitar suas obrigações junto o Fisco, ou seja, tratar-se-ia também de uma infração à legislação tributária. b. No entanto, tal norma trata da exclusão da responsabilidade por infração tributária, diante da denúncia espontânea dessa infração, ou seja, exclui apenas a aplicação da multa de oficio correspondente à infração cometida. c. Que a multa de mora decorre do atraso no adimplemento da obrigação principal, quando cumprida espontaneamente, tendo caráter compensatório em razão da mora e não caráter punitivo. d. Que a multa de oficio, ao contrário, é punitiva e visa coibir a prática de ilicitude fiscal, sendo exigida quando levado a efeito um lançamento "ex officio". e. Que a aplicação da multa moratória decorre do simples atraso no recolhimento do tributo, mero inadimplemento, não estando vinculada ao cometimento de qualquer infração. Considerar que essa multa estaria excluída pelo disposto no artigo 138 do CTN, seria o mesmo que dizer que o citado diploma legal a teria proscrito, pois seria essa inexigível em qualquer situação, já que a exigível depois de instaurado o procedimento fiscal é a oriunda de lançamento de oficio. f. Desta forma, é de se concluir que o instituto da denúncia espontânea não exclui a multa de mora, cuja aplicação está prevista na Lei n°8.383/1991, artigo 59, na Lei n° 8.981/1995, artigo 84, e atualmente na Lei if 9.430/1996, artigo 61, dispositivos estes que continuam inseridos em nosso ordenamento jurídico, e seus ditames devem ser observados pela administração pública. Cientificado da decisão de primeira instância em 09 de agosto de 2006, irresignado pelo indeferimento de sua manifestação de inconformidade, o sujeito passivo apresentou em 06 de setembro de 2006 o recurso voluntário de fls. 233/287, em que re- apresenta as razões de defesa inicialmente apresentados. -g. g( É o relatório. Passo a seguir ao 4 Processo n, 13804.004040/2001-14 CCOI/C91 Resolução n.° 101-02.656 Fls. 5 Voto O recurso é tempestivo. Dele tomo conhecimento. A despeito de não ser necessário para a formação de minha convicção, a maioria dos membros que compõem esta E. Câmara entende, na esteira da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, ser necessário para a verificação da ocorrência ou não da denúncia espontânea, no caso concreto, da confirmação de que se os valores dos tributos recolhidos em atraso, sobre os quais o sujeito passivo fez incidir a multa de mora objeto do pedido de restituição, foram informados à Receita Federal do Brasil, por meio da entrega de DIRPJ, DIPJ ou DCTF, e a data em que a respectiva declaração foi entregue à RFB. Pelo exposto, voto no sentido de CONVERTER O JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA para que a autoridade tributária do domicilio fiscal do recorrente informe, em relação aos valores constantes da planilha de fls. 10,: 1. se constaram de declaração entregue à RFB (DIRPJ, DIPJ ou DCTF, conforme o caso). 2. a data da respectiva entrega das declarações em que constaram tais valores. 3. demonstrativo em que reste consignado se o recolhimento foi efetuado em data anterior ou posterior à apresentação da respectiva declaração em que se encontre informado à RFB. S • la das Sessões (DF), em 16 de abril de 2008 e 1 \ 'AIO MARCOS CANDIDO _ .1 4. 5 Page 1 _0025600.PDF Page 1 _0025700.PDF Page 1 _0025800.PDF Page 1 _0025900.PDF Page 1

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4627595 #
Numero do processo: 13629.000821/00-93
Turma: Segunda Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Feb 28 00:00:00 UTC 2003
Data da publicação: Fri Feb 28 00:00:00 UTC 2003
Numero da decisão: 102-02.130
Decisão: RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: Geraldo Mascarenhas Lopes Cançado Diniz

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' LOPES CAN'ÇADO DINIZ R E S O L U çÃO N°.102-02.130 : 132.326 : IRPF - EX: 1999 : ADILSON MAGALHÃES :1a TURMA/DRJ - JUIZ DE FORA/MG : 28 de fevereiro de 2003 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 'SEGUNDA CÂMARA . . /J(lJ~~ ANTONIO D/FREITAS DUTRA PRESIDENTE Vistos; relatados re discutidos os presentes autos de recurso interposto por ADILSON MAGALHÃES. FORMALIZADO EM: 1 5 JUN' 2005 RESOLVEM os Membro_s da Segunda Câmara do. Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Reiator. Processo n° : 13629.000821/00-93 Recurso. nO .Matéria . Recorrente Recorrida. . Sessão de • Participaram, ainda, do presente julgamento, os ;conselheiros NAl)RY FRAGOSO TANAKA, LEONARDO HENRIQUE MA.GALHÃES DE OLIVEIRA, MARIA BEATRIZ.... / . . ANDRADE DE CÀRVALHO, CÉSAR BENEDITO SANTA RITA PITANGA, .JOSÉ OLESIXOVICZ e MARIA GORETTI DE BULHÕES CARVALHO . RELATÓRIO Recurso nO : 132.326 Recorrente : ADILSON MAGALHÃES 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA .' O Auto de Infração tem por origem omissão de rendimentos recebidos pelo Recorrente,. decorrentes de previdência privada da Caixa dos Empregados da Usiminqs. O Recorrente lançou os valores cOma "Rendimento Sujeito à Tributação Exclusiva", ao posso que a fiscalização entende que deveria .' con,starem "Rendimentos Tributáveis' Recebidos de Pessoas Jurídicas .... Processo nO. : 13629.000821/00-93 Resolução nO. : 102-02.130 Em Impugnação (fls. 01 à 06), a Recorrente. aduziu que ....~a entidade pagadpra (previdência privada) aoefet!Jar o pagamento ao Contribuinte tributava-o na fonte.' Essa tributação fora' lançada indevidamente posto que trata-se de resgate decon.tribuições que foram efetuàdas sob a vigência da Lei (10 7.713, de. ,22/12/88." e que "~ssa retenção enseja duplatfibutação de imposto de renda na fonte sobre parcelas de mesma natureza jurídica, pois houve retenção do Imposto' . deRenda quando da formação do fundo previdenCiário e aconteceu nova tributaç~ó agora,no seu resgate." (fI. 02) .. ADILSON MAGALHÃES, inscrito no CPF sob o nO012.972.526-91, teve em seu desfavor lavrado, na data de 06 de outubro de 2000, o Auto de Infração de fI. e, através do qual lhe é exigido o pagamento do imp,?sto de renda pessoa 'física - IRPF referente ao exercício de 1999 - ano-base 1998 - no valor de R$ I 2.896,46 (dois mil, oitocentos e noventa e seis reais e quarenta e Seis centavos), send.o R$ 1.439,17 (ummil,.quatrocentos e trinta e nove reais e dezessete . centavos) a título de imposto, R$ 1.079,37 (um mil, setenta e nove reais e trinta e sete/centavos) de multa de ofício, R$ 377,92 (trezentos. e setenta e sete reais' e " ~ noventa e dois centavos), de juros de mora, até outubro/2000. MINISTÉRIO DA FAZENDA. PR~MEIROéONSELHODE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA Processo nO. : 13629.000821/00-93 Resolução nO. : 102-02.130 Lembra a evolução da sistemática' de tributação' dos benefício~ I . .,.. . recebidos de entidades de previdência privada, aduzindo que, na vigêr:lcia do artigo 6°, VII, "b'" da Lei, nO 7.713/88, não incidia '0 imppsto quando do resgate ou do , . recebimento do benefício (se já recoJhido na fonte), e com a revogação deste permissivo pela Lei nO.9.250/95 (a~s. 4°, VII, e 33), o resgate passou a ser tributado, já q,ue não mais Inátributação na.fonte por ocasião da formação dofundo. -Invoca a regra do artigo 39, XXXVIII, do Decreto nO3.000/99, cita e decisão deste Primeiro Conselho de Contribuintes e do Tribunal Regional Federal da Primeira Região, aduzindo que "...esse recolhimento de imposto sobre a renda na .fonte .'0/ _indevi~o e o' lançamento do. Contribuínte, na verdade deveria ter _sido efetuado em RENDIMENTOS ISENTOS E NÃO TRIBUTÁVEIS, o que lhe .ensejaria . .,. ~ ..' a restituiçao do valor indflvidamente retido na fonte, conforme se vê da retificação- . da declaração anexada ..." (f1.05 - grifos originais). I. Junta Declaração de Ajuste Anual - ex. 1999 (fls. _15 a 18), em que os rendimentos de previdência privada foram lançados em "rendimentos sujeitos à- tributação ~a ~onte",eoutra (fls. 20 à 23): ~m que lançados Gomo. "rendimentos isentos e não-tributados". 3 ,,. " , ' MINISTÉRIO DA FAZENDA . PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES' SEGUNDA CÂMARA' Processo nO. :13629;000821/00-93 Resolução nO. : 102-02.130 Por unanimidade de, votos, acorda a 1a Turma de Julgamento, então, pela procedência do lançamento, mantendo íntegro o A'uto de Infração. Notificado em. 29 de junho (AR, fI.. 40, verso), a Recorrente protocoliza tempestivamente o Reêurso Voluntário em 10 de julho (fls. 41 à 50),. •• j , " . ,apresentando garanti~ exigida pelo ~ 3° do artigo 33 do Decreto n° 70.235/72 (docs. de fls. 51 e 55). ' , ' Acosta, também, Comprovante de Rendimentos Pagos e de . . I Rete'nção de Imposto' de Renda na Fonte - ano base 1998 emitido pela "Caixa dos Empregados da UStMINAS" (fI. ,13). o Recorrente ratifiCa os fundamentos contidos em sua impugnáção; insistindo nas teses de que "a nova regra só se -aplica aO' contribuinte que passar à compor a seu funda de pensão a partir da vigência,da indigitada Lei. AO'apasentada que safreu retençãO' do imposto de renda na fonte, em razão de norma revagada 4 , I, .Apreciando a peça de Impugnação e os ?ocumentos juntados,' a Delegacia da Receha Federal de JulgamentO de Juiz de Fora' invoca o artigo 39,. . . . . XXXVIII do Decreto nO' 3000/99,'~ aduz (fls. 34 à 38)' que '''as dacumentas apresentadas pela imp.ugnante, cansistentes na rescisãO' de cantrató de trabalh.o '(fi. 25), cam a seu desligamentO' da UsiiTIinas em 30/01/1991: e cópia' da falha " , , correspondente de sua CTPS (fI. 19) nãO' sãO'hábeis, par cento, para demanstrar a ''ocorrência dãs hipóteses legais retro citadas." (fI. 37). ~onclui que "Não ficau, partanta, estabelecida nas autas a"candiçãa prevista na alínea "b"da incisa VI(do art. 6° da Lei 7.713/88, ressaltanda-se que, aO' contrária, provada ficau serem tributáveis os rendimentos rece.bidas da Caixa das " Empregados da Usimínas, que de' tal farma as 'irifÇJrmau na Camprovante de'.. . RendimentO' de fi. 14, uma vez que os rendimentos faram recebidas .sob a égide da. , Lei 9.250/95, ..." (fi". 37). .. . I " - " . \ ' ,-lI . ,. '\. ". ! ) I' .. " \ . f ;/ .. \' - , É O :Relatório. '/ ' - . MINiStÉRIO DAFAZEND'A '''. . " 'PRiMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUiNTES. 'SEGUNDACÂMARA - - '. - 1- I' I " ,. . " '_ (Lei no 7. 713/88) não pode ser atingido pelo novo ordenamento, sob 'penà de e,$tar . . . .' - "/ - - .' . pagahdo\ o imposto de renda dua~Nez~s sobrfJ ame'sma yerba previdencía~ia." (fe . • • ',.... • - "r - .! ' A9).' - Prqcesso n~. : 13629 ..000821/00-93 I . - Resolução,n~, : 102'::02.,130 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA ' Proc.esso n°. : 13629.000821/00-93 Resolução nO. : 102-02.130 VOTO Conselheiro GERALDO MASCARENHAS LOPESCANÇADO DINIZ, Relator - I " • O recurso' preenche as formalidades legais, razão porque dele conheço. .Não há preliminar . . Conforme' já exposto, a tribut.ação de r,endimentos ,decorrentes de previdências privadas era regulamentada pela Lei nO7.713/88, qu.e determinava, no\ inciso VII do artigo -6°, a. isenção dos' benefíCios recebidos de entidades de previdência privada relativamente às contribuições cujo ônus tenha' sido do I - .'. ' participante, d.esde que os rendimentos e ganhos de capital produzido's pelo. patrimônio da entidade tenham sido tributados na fonte. Lembre-se recentes decisões do Supremo Tribunal Federal em que. . restou decidida a não imunidade das entidades de previdência privada (RE 326.655/RJ, HeI. Min. Moreira Alves, DJ 17/05/2002, e RE 202.700/DF, ReI. Min. Maurício Corrêa, DJ 01/03/02). O artigo 31 desta norma estabelecia, por' sua vez, que as importâncias pagas a pessoas físicas, sob a forma de resgate ou renda periódica,. , peÍas entidades <iJeprevidência privada seria~ Ú'ib'utadas exclusivamente na fonte relativamente à parcela correspondente às contribuições cujo ônus não tenha sidodo' beneficiário. Com a entrada em vigor da Lei nO 9.250/95, foi' alterada a. sistemáticá, passando a haver a incidência' do imposto na fonte e na declaração de 6 \ MiNISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDÁ CÂMARA Processo nO. : 13629.000821/00-93 , " Resolução nO.: 102-02.130/ ajuste anu'al sobre os benefícios recebidos de entidade de ,previdência pri~ada, bem como as importâncias correspondentes ao resgate de contribuiç'ões (art. 33). o cerne da questao está, pois, em se saber qual será 'a tributação incidel")te'sobre contribuições feitas à previc~ência privada ,durante a vigência da Lei nO7.713/88, mas resgatadas quando já em vigor a Lei nO9.250/95.. ' Considerando-se que, sob a -égide da Lei n° 7.71~/88 os valores recolhidos para a previdência -privada eram tributados na fonte, não há como haver, nova tributação quando do resgate destes valores, mesmo se realizados, sob a sistemática introduzida pêla Lei n° 9.250/95, que, não tem aplicação retroativa. ,'Se quando do resgate da previdência privada forem os. respectivos' . ..... .. ....., . . valores taxados, haverá, por certo, bitributação, haja vista que as contribuiçõ,es que proveram o fundo foram tributadas na origem. Neste exato sentido consta o inciso XXXVIII do artigo 39 do DeCreto , nO3.000/00, expresso ao afirmar que "o valor. de resgate de contribuições de previdência privada, cujo ônus tenha sido da pessoa física, recebido por ocasião de seu dé.sligamento do plano de beneficio da enticfade, que corresponder "às parcelas qe contribuições efe(uadas no período de 1Q de janeiro de '1989 a 31'de dezembro de 1995 (Medida Provisória nQ 1.749-37, de 11 de março de 1999, art. (5Q);" Tendo o imposto incidido na fonte, quando do recebimento dos ~ . salários, não há razão para. tributar o resgate. das contribuições, que são simples parcelas dos salários, deduzidas após o recolhimento do tributo. o que há que se saber no presente caso é se efetivamente houve - ou não - a retenção, do imposto na fonteqLÍando da realização pelo Recorrente das , • • J • ~ contribuições para à previdência privada. 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA , Processo nO. ,:'13629.000821/00-93 Resolução n°. ,: 102-02,130 I , Compulsando-se, os autos, verifica-se que não' há .prova de que os , valores recolhidos para a previdência privada 'quando, vigente a Lei nO 7;713/88~ ' foram tributados . .Por certo, o Comprovante de Rendimentos Pagos e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte (ano base 1998) emitidó pela "Caixa dos Empregados, ~ i. . • da ,USIMINA,S" (fI. 14), qu~ aponta para retenção na fonte de R$ 1.431,8'4 (hum mil, quatrocentos e trinta e um reais e oitenta e quatro centavos) referente', a' aquele exercícib;não comprova que quando da formação da previdência privada foram os valores retidos. ' No mesmo sentido, a Rescisãode Contrat,o de Trabalho (fi. ,29) e: a cópia da "Carteira de Trabalho" (24), db Reco~rente n~o provam ter. havidà a retenção, condição para que não,se dê, ,agora, a .tributação prevista pera Lei n° 9.250/95. Decido por ~aixar os autos em diligência, nos termos do artigo 2~ do ' Decreto n° 70.235/72, para que na unidade' de origem sejam determinadas providênçias no sentido de obtenção de esclarecimentos junto, à Caixa de. , Empregados da Usiminas Ou à própria Usimlnas : a) Informar se o' valor pago ao beneficiário corresponde a resgate de contribuições po~ ele efetuadas, ou a resga,te de percentual que lhe pertencia no momento da aposentadoria, independente , '. da origem das contribuições, ou, ainda, se constitui in~entivo p'ara o funcionário que aposentou, sem vínculo a qualquer contribuição (podendo envolvér outros valores não decorrentes.. . . " . , de contribuiçõés). b) Em se tratando de' resgate, de contribuições,inf,?rmar qual a .• , participação da~ contribuições efetivadas pelo be~efi,ciár;--J os 8, 1/1/' I ' . \ . , " .. / " .,1 '. ':--- , . ' I. , .. , , . '. , , ' r • .\ ,; , " L , -' , \ . ~ I . , , I .I ' Saladas Sessões -DF. em 28de fevereiro de2D03r '.j I,' " ,GERALDO MA . ,-' ,outros. . " I ~ , critérios utilizados para sua' obtenção:calculos, }ndices, e.ntre .~ '. \ ....••• ',c) Fornecer cópia autenticada do estatuto ou do coritrat~. firmado ,," , " .I ' ',' "com()beneficiário emqueconste e~sacohdição.' : '/ . , '- , ' , o'" MINISTÉRIO DA ,FAZENDA .' " PRIMEIRO CONSELHO DE. CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA [.: "i '. \ Processono~,: 13629.000821/00:'93 Resolução nO. : 102-02.130 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007 00000008 00000009

score : 1.0
8026611 #
Numero do processo: 12466.001855/2006-63
Data da sessão: Tue Mar 01 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2005 NORMAS PROCESSUAIS — CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA — ATO MERAMENTE IRREGULAR – Se o ato alcançou os fins postos pelo sistema, sem que se verifique prejuízo as partes e ao sistema de modo que o tome inaceitável, ele deve permanecer válido. O cerceamento do direito de defesa deve se verificar concretamente, e não apenas em tese. O exame da impugnação evidencia a correta percepção do conteúdo e da motivação do lançamento. Não se deve confundir o motivo do ato administrativo com a "motivação" feita pela autoridade administrativa que integra a "formalização" do ato. Os atos com vício de motivo não podem ser convalidados, uma vez que tais vícios subsistiriam no novo ato. Já os vícios de formalização podem ser convalidados, sanando a ilegalidade desde que não se cause cerceamento do direito de defesa ao administrado. AUSÊNCIA DE ELEMENTOS DE PROVA PRODUZIDOS EM PROCESSO AUTÔNOMO – SANEAMENTO DE IRREGULARIDADE E REABERTURA DO PRAZO PARA IMPUGNAÇÃO – Se o ato meramente irregular praticado no processo em que foi aplicada a pena de perdimento consiste na ausência de elementos de prova produzidos em processo diverso – de inaptidão da importadora –, a decisão da instância a quo deve ser anulada para que o órgão fiscalizador instrua o processo de modo a garantir à responsável solidária da importadora o direito ao contraditório e à ampla defesa. Tal direito se garante mediante o saneamento da irregularidade e a reabertura do prazo para impugnação.
Numero da decisão: 3201-000.643
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em anular a decisão de primeira instância, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Vencido o Conselheiro Luciano Lopes de Almeida Moraes.
Nome do relator: Daniel Mariz Gudiño

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dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021

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ementa_s : Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2005 NORMAS PROCESSUAIS — CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA — ATO MERAMENTE IRREGULAR – Se o ato alcançou os fins postos pelo sistema, sem que se verifique prejuízo as partes e ao sistema de modo que o tome inaceitável, ele deve permanecer válido. O cerceamento do direito de defesa deve se verificar concretamente, e não apenas em tese. O exame da impugnação evidencia a correta percepção do conteúdo e da motivação do lançamento. Não se deve confundir o motivo do ato administrativo com a "motivação" feita pela autoridade administrativa que integra a "formalização" do ato. Os atos com vício de motivo não podem ser convalidados, uma vez que tais vícios subsistiriam no novo ato. Já os vícios de formalização podem ser convalidados, sanando a ilegalidade desde que não se cause cerceamento do direito de defesa ao administrado. AUSÊNCIA DE ELEMENTOS DE PROVA PRODUZIDOS EM PROCESSO AUTÔNOMO – SANEAMENTO DE IRREGULARIDADE E REABERTURA DO PRAZO PARA IMPUGNAÇÃO – Se o ato meramente irregular praticado no processo em que foi aplicada a pena de perdimento consiste na ausência de elementos de prova produzidos em processo diverso – de inaptidão da importadora –, a decisão da instância a quo deve ser anulada para que o órgão fiscalizador instrua o processo de modo a garantir à responsável solidária da importadora o direito ao contraditório e à ampla defesa. Tal direito se garante mediante o saneamento da irregularidade e a reabertura do prazo para impugnação.

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decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em anular a decisão de primeira instância, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Vencido o Conselheiro Luciano Lopes de Almeida Moraes.

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ano_sessao_s : 2011

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score : 1.0
8073626 #
Numero do processo: 10830.002359/2002-72
Data da sessão: Thu May 13 00:00:00 UTC 2010
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 1998 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. EXTRATOS BANCÁRIOS. NORMA DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, APLICAÇÃO RETROATIVA. A Lei nº 10,174, de 2001, que alterou o art. 11, parágrafo .3º da Lei nº 9311, de 1996, permitindo o uso das informações referentes à CPMF para instaurar procedimento administrativo relativo a outros tributos, por representar apenas instrumento legal para agilização e aperfeiçoamento dos procedimentos fiscais, por força do que dispõe o art. 144, § 1, do Código Tributário Nacional, aplica-se retroativamente a fatos geradores anteriores a sua vigência. Matéria pacificada por meio da Súmula CARF n g 35, em vigor desde 22/12/2009. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Ano-calendário: 1998 DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Caracterizam omissão de rendimentos os valores creditados em conta de depósito mantida junto à instituição financeira, quando o contribuinte, regularmente intimado, não comprova, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. DEPÓSITOS BANCÁRIO, SUJEIÇÃO PASSIVA. ÔNUS DA PROVA, Quanto os valores creditados na conta bancária pertencerem a terceiro, evidenciando interposição de pessoa, cabe ao fisco provar que este é o efetivo titular para dele exigir a comprovação da origem dos depósitos e, se for o caso, o tributo devido. De outro lado, existindo conta em nome do contribuinte cabe a ele (contribuinte) o ônus da prova da origem dos recursos nela ingressados, ou de que esses não lhe pertencem, para poder ilidir a tributação imposta. Preliminares rejeitadas.
Numero da decisão: 2202-000.551
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares suscitadas pelo Recorrente e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
Nome do relator: Maria Lúcia Motiz de Aragão Calomino Astorga

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materia_s : IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada

dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021

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ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 1998 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. EXTRATOS BANCÁRIOS. NORMA DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, APLICAÇÃO RETROATIVA. A Lei nº 10,174, de 2001, que alterou o art. 11, parágrafo .3º da Lei nº 9311, de 1996, permitindo o uso das informações referentes à CPMF para instaurar procedimento administrativo relativo a outros tributos, por representar apenas instrumento legal para agilização e aperfeiçoamento dos procedimentos fiscais, por força do que dispõe o art. 144, § 1, do Código Tributário Nacional, aplica-se retroativamente a fatos geradores anteriores a sua vigência. Matéria pacificada por meio da Súmula CARF n g 35, em vigor desde 22/12/2009. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Ano-calendário: 1998 DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Caracterizam omissão de rendimentos os valores creditados em conta de depósito mantida junto à instituição financeira, quando o contribuinte, regularmente intimado, não comprova, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. DEPÓSITOS BANCÁRIO, SUJEIÇÃO PASSIVA. ÔNUS DA PROVA, Quanto os valores creditados na conta bancária pertencerem a terceiro, evidenciando interposição de pessoa, cabe ao fisco provar que este é o efetivo titular para dele exigir a comprovação da origem dos depósitos e, se for o caso, o tributo devido. De outro lado, existindo conta em nome do contribuinte cabe a ele (contribuinte) o ônus da prova da origem dos recursos nela ingressados, ou de que esses não lhe pertencem, para poder ilidir a tributação imposta. Preliminares rejeitadas.

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dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Jan 31 00:00:00 UTC 2020

numero_decisao_s : 2202-000.551

nome_arquivo_s : Decisao_10830002359200272.pdf

nome_relator_s : Maria Lúcia Motiz de Aragão Calomino Astorga

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decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares suscitadas pelo Recorrente e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.

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score : 1.0
7853334 #
Numero do processo: 10930.004039/2005-71
Data da sessão: Fri Aug 20 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR Exercício: 2001, 2002, 2003 PEDIDO DE DILIGÊNCIA. Presentes nos autos todos os elementos de convicção necessários à adequada solução da lide, indefere-se, por prescindível, o pedido de realização de diligência. APRESENTAÇÃO POSTERIOR DE PROVAS, PRAZO. CONDIÇÕES, A apresentação de prova documental deve ser feita durante a fase de impugnação. Precluso o direito de o contribuinte fazê-lo em outro momento processual, salvo se comprovadas as exceções previstas na lei. ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE E DE RESERVA LEGAL. OBRIGATORIEDADE DE APRESENTAÇÃO DO ADA, A partir do exercício de 2001 é indispensável a apresentação do Ato Declaratório Ambiental como condição para o gozo da redução do ITR em se tratando de áreas de preservação permanente e de reserva legal, tendo em vista a existência de lei estabelecendo expressamente tal obrigação. VALOR DA TERRA NUA (VTN). ARBITRAMENTO. Confirma-se o arbitramento efetivado pela autoridade fiscal quando o contribuinte traz aos autos laudo de avaliação que indica VTN superior àquele adotado no lançamento. Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2102-000-821
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, INDEFERIR os pedidos de diligência e prazo para apresentação de provas e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto da relator.
Matéria: ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)
Nome do relator: GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS

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materia_s : ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)

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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR Exercício: 2001, 2002, 2003 PEDIDO DE DILIGÊNCIA. Presentes nos autos todos os elementos de convicção necessários à adequada solução da lide, indefere-se, por prescindível, o pedido de realização de diligência. APRESENTAÇÃO POSTERIOR DE PROVAS, PRAZO. CONDIÇÕES, A apresentação de prova documental deve ser feita durante a fase de impugnação. Precluso o direito de o contribuinte fazê-lo em outro momento processual, salvo se comprovadas as exceções previstas na lei. ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE E DE RESERVA LEGAL. OBRIGATORIEDADE DE APRESENTAÇÃO DO ADA, A partir do exercício de 2001 é indispensável a apresentação do Ato Declaratório Ambiental como condição para o gozo da redução do ITR em se tratando de áreas de preservação permanente e de reserva legal, tendo em vista a existência de lei estabelecendo expressamente tal obrigação. VALOR DA TERRA NUA (VTN). ARBITRAMENTO. Confirma-se o arbitramento efetivado pela autoridade fiscal quando o contribuinte traz aos autos laudo de avaliação que indica VTN superior àquele adotado no lançamento. Recurso Voluntário Negado.

numero_processo_s : 10930.004039/2005-71

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dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Aug 08 00:00:00 UTC 2019

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nome_relator_s : GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS

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decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, INDEFERIR os pedidos de diligência e prazo para apresentação de provas e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto da relator.

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ano_sessao_s : 2010

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score : 1.0
7429633 #
Numero do processo: 11845.000231/2007-82
Data da sessão: Tue Jul 03 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Exercício: 2005 PASSIVO NÃO COMPROVADO. SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. FALTA DE PROVA. Se a contribuinte não consegue comprovar a existência e exigibilidade de obrigações registradas em seu passivo, na data do balanço, deve prevalecer a presunção legal de omissão de receitas. Se, além disso, o contribuinte não prova que as receitas omitidas decorreram da venda de produtos regularmente adquiridos no regime de substituição tributária de PIS e COFINS, os lançamentos dessas contribuições (reflexos) devem ser mantidos.
Numero da decisão: 1302-000.928
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
Nome do relator: Waldir Viega Rocha

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anomes_sessao_s : 201207

ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Exercício: 2005 PASSIVO NÃO COMPROVADO. SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. FALTA DE PROVA. Se a contribuinte não consegue comprovar a existência e exigibilidade de obrigações registradas em seu passivo, na data do balanço, deve prevalecer a presunção legal de omissão de receitas. Se, além disso, o contribuinte não prova que as receitas omitidas decorreram da venda de produtos regularmente adquiridos no regime de substituição tributária de PIS e COFINS, os lançamentos dessas contribuições (reflexos) devem ser mantidos.

numero_processo_s : 11845.000231/2007-82

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nome_relator_s : Waldir Viega Rocha

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arquivo_indexado_s : N

decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.

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score : 1.0
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Numero do processo: 11030.000140/2011-16
Data da sessão: Thu Jul 05 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Ano-calendário: 2006, 2007, 2008 Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. AUSÊNCIA DE DESCRIÇÃO DOS FATOS NO CORPO DO AUTO DE INFRAÇÃO. TERMO DE VERIFICAÇÃO FISCAL. NULIDADE. INEXISTÊNCIA A falta de descrição dos fatos no corpo do auto de infração só é causa de nulidade do auto de infração se não for dada ciência ao sujeito passivo do Termo de Verificação Fiscal, no qual foram descritas as apurações e infrações, de modo que resulte em prejuízo à defesa. CSLL, PIS E COFINS. TRIBUTOS NÃO PREVISTOS NO MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL ORIGINAL. NULIDADE DO LANÇAMENTO. INOCORRÊNCIA. O Mandado de Procedimento Fiscal (MPF) é mero instrumento de controle administrativo da fiscalização e não tem o condão de outorgar e menos ainda de suprimir a competência legal do Auditor Fiscal da Receita Federal para fiscalizar os tributos federais e realizar o lançamento quando devido. Assim, se o procedimento fiscal foi regularmente instaurado e os lançamentos foram realizados pela autoridade administrativa competente, nos termos do art. 142 do CTN, e, ainda, a recorrente pôde exercitar com plenitude o seu direito de defesa, afasta-se quaisquer alegação de nulidade relacionada à emissão ou alteração do MPF. IRPJ. OMISSÃO DE RECEITAS. Caracteriza omissão de receitas o crédito feito por fornecedores a título de reembolso de descontos promocionais concedidos sobre as vendas brutas do sujeito passivo, em nome daqueles, e que não foram reconhecidos nos resultados apurados. OMISSÃO DE RECEITAS. PASSIVO INEXISTENTE. PRESUNÇÃO NÃO CONFIGURADA. As falhas na escrituração da recorrente não autorizam, por si só, a conclusão de que ocorreu omissão de receitas baseada na existência de passivo não comprovado ou inexistente. Comprovado que os valores creditados no passivo se referem ao recebimento de vendas regulares caberia à autoridade fiscal aprofundar a investigação para verificar o registro dessas vendas na contabilidade e seu oferecimento à tributação e, em caso de omissão, efetuar o lançamento das diferenças omitidas. CSLL.TRIBUTAÇÃO REFLEXA. Por se constituírem infrações decorrentes e vinculadas, nos termos do § 2º do art. 24 da Lei 9.249/1995, aplica-se integralmente ao lançamento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido as conclusões relativas ao IRPJ. PIS/COFINS. REGIME NÃO CUMULATIVO.TRIBUTAÇÃO REFLEXA. As contribuições para o Pis/Pasep e Cofins, com incidência não cumulativa. Incidem sobre o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação. Por se constituírem infrações decorrentes e vinculadas, nos termos do § 2º do art. 24 da Lei 9.249/1995, aplica-se integralmente ao lançamento dessas contribuições as conclusões relativas ao IRPJ. IRRF. PAGAMENTOS A BENEFICIÁRIOS NÃO IDENTIFICADOS. NÃO CARACTERIZAÇÃO. Comprovado que os valores registrados como pagamentos bancários na contabilidade na verdade se referem a transferências entre contas do mesmo titular não se caracteriza a hipótese de pagamento a beneficiário não identificado para fins de incidência do IRRF. IRRF. PAGAMENTOS A BENEFICIÁRIOS NÃO IDENTIFICADOS. FALTA DE COMPROVAÇÃO DOS PAGAMENTOS. A baixa genérica de valores da conta caixa em contrapartida da conta passiva, sem que a autoridade fiscal tenha conseguido identificar e comprovar a existência de pagamentos efetivamente realizados nas datas contabilizadas não é suficiente para caracterizar o fato gerador. A incidência IRRF se dá somente nos casos de pagamentos comprovadamente realizados, quando não identificado o beneficiário ou sua causa, caso em que a lei transfere o ônus do imposto à fonte pagadora, cabendo à fiscalização comprovar a existência do pagamento. JUROS DE MORA. INCIDÊNCIA SOBRE A MULTA DE OFÍCIO. A obrigação tributária principal compreende tributo e multa de oficio proporcional. O crédito tributário constituído inclui a multa de oficio, e sobre ele todo incidem os juros de mora, devidos à taxa Selic.
Numero da decisão: 1302-000.944
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª câmara / 2ª turma ordinária da primeira SEÇÃO DE JULGAMENTO, por voto de qualidade, rejeitar as preliminares de nulidade suscitadas e em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator, vencidos os conselheiros Paulo Roberto Cortez, Cristiane Silva Costa e Marcio Rodrigo Frizzo que davam provimento em maior extensão para acolher a nulidade do lançamento da CSLL por inexistência de Mandado de Procedimento Fiscal específico e afastar os juros de mora incidentes sobre a multa de ofício.
Nome do relator: Luiz Tadeu Matosinho Machado

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anomes_sessao_s : 201207

ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Ano-calendário: 2006, 2007, 2008 Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. AUSÊNCIA DE DESCRIÇÃO DOS FATOS NO CORPO DO AUTO DE INFRAÇÃO. TERMO DE VERIFICAÇÃO FISCAL. NULIDADE. INEXISTÊNCIA A falta de descrição dos fatos no corpo do auto de infração só é causa de nulidade do auto de infração se não for dada ciência ao sujeito passivo do Termo de Verificação Fiscal, no qual foram descritas as apurações e infrações, de modo que resulte em prejuízo à defesa. CSLL, PIS E COFINS. TRIBUTOS NÃO PREVISTOS NO MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL ORIGINAL. NULIDADE DO LANÇAMENTO. INOCORRÊNCIA. O Mandado de Procedimento Fiscal (MPF) é mero instrumento de controle administrativo da fiscalização e não tem o condão de outorgar e menos ainda de suprimir a competência legal do Auditor Fiscal da Receita Federal para fiscalizar os tributos federais e realizar o lançamento quando devido. Assim, se o procedimento fiscal foi regularmente instaurado e os lançamentos foram realizados pela autoridade administrativa competente, nos termos do art. 142 do CTN, e, ainda, a recorrente pôde exercitar com plenitude o seu direito de defesa, afasta-se quaisquer alegação de nulidade relacionada à emissão ou alteração do MPF. IRPJ. OMISSÃO DE RECEITAS. Caracteriza omissão de receitas o crédito feito por fornecedores a título de reembolso de descontos promocionais concedidos sobre as vendas brutas do sujeito passivo, em nome daqueles, e que não foram reconhecidos nos resultados apurados. OMISSÃO DE RECEITAS. PASSIVO INEXISTENTE. PRESUNÇÃO NÃO CONFIGURADA. As falhas na escrituração da recorrente não autorizam, por si só, a conclusão de que ocorreu omissão de receitas baseada na existência de passivo não comprovado ou inexistente. Comprovado que os valores creditados no passivo se referem ao recebimento de vendas regulares caberia à autoridade fiscal aprofundar a investigação para verificar o registro dessas vendas na contabilidade e seu oferecimento à tributação e, em caso de omissão, efetuar o lançamento das diferenças omitidas. CSLL.TRIBUTAÇÃO REFLEXA. Por se constituírem infrações decorrentes e vinculadas, nos termos do § 2º do art. 24 da Lei 9.249/1995, aplica-se integralmente ao lançamento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido as conclusões relativas ao IRPJ. PIS/COFINS. REGIME NÃO CUMULATIVO.TRIBUTAÇÃO REFLEXA. As contribuições para o Pis/Pasep e Cofins, com incidência não cumulativa. Incidem sobre o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação. Por se constituírem infrações decorrentes e vinculadas, nos termos do § 2º do art. 24 da Lei 9.249/1995, aplica-se integralmente ao lançamento dessas contribuições as conclusões relativas ao IRPJ. IRRF. PAGAMENTOS A BENEFICIÁRIOS NÃO IDENTIFICADOS. NÃO CARACTERIZAÇÃO. Comprovado que os valores registrados como pagamentos bancários na contabilidade na verdade se referem a transferências entre contas do mesmo titular não se caracteriza a hipótese de pagamento a beneficiário não identificado para fins de incidência do IRRF. IRRF. PAGAMENTOS A BENEFICIÁRIOS NÃO IDENTIFICADOS. FALTA DE COMPROVAÇÃO DOS PAGAMENTOS. A baixa genérica de valores da conta caixa em contrapartida da conta passiva, sem que a autoridade fiscal tenha conseguido identificar e comprovar a existência de pagamentos efetivamente realizados nas datas contabilizadas não é suficiente para caracterizar o fato gerador. A incidência IRRF se dá somente nos casos de pagamentos comprovadamente realizados, quando não identificado o beneficiário ou sua causa, caso em que a lei transfere o ônus do imposto à fonte pagadora, cabendo à fiscalização comprovar a existência do pagamento. JUROS DE MORA. INCIDÊNCIA SOBRE A MULTA DE OFÍCIO. A obrigação tributária principal compreende tributo e multa de oficio proporcional. O crédito tributário constituído inclui a multa de oficio, e sobre ele todo incidem os juros de mora, devidos à taxa Selic.

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decisao_txt : ACORDAM os membros da 3ª câmara / 2ª turma ordinária da primeira SEÇÃO DE JULGAMENTO, por voto de qualidade, rejeitar as preliminares de nulidade suscitadas e em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator, vencidos os conselheiros Paulo Roberto Cortez, Cristiane Silva Costa e Marcio Rodrigo Frizzo que davam provimento em maior extensão para acolher a nulidade do lançamento da CSLL por inexistência de Mandado de Procedimento Fiscal específico e afastar os juros de mora incidentes sobre a multa de ofício.

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7437847 #
Numero do processo: 19515.004206/2007-11
Data da sessão: Tue Aug 07 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Ano-calendário: 2002 Ementa: DECADÊNCIA. INOCORRÊNCIA. LUCRO REAL ANUAL A ausência de pagamento antecipado, a falta de lançamento do crédito tributário (declaração ou confissão de dívida), ou ainda, a ausência de prova da não ocorrência do fato gerador, nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação, transfere a contagem do prazo decadencial (150, §4º) para a regra prevista no art. 173, I do CTN. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INEXISTÊNCIA DE NULIDADE Não existe nulidade do processo por cerceamento ao direito de defesa quando oportunizado ao recorrente todas as defesas admitidas em lei. DESNECESSIDADE DE PERÍCIA O procedimento pericial é necessário apenas na análise de elementos específicos e de difícil apuração, o que não se coaduna com a presente situação, a qual requer apenas a apresentação dos documentos requeridos e não fornecidos. Necessidade de apresentação dos quesitos e das informações para identificação do perito, sob pena de ser considerado como não formulado, conforme disposto no artigo 16, IV do Decreto 70.235/72. OMISSÃO DE RECEITAS NÃO OPERACIONAIS O contrato de mútuo apresentado, por si só, não comprova a operação financeira que deu origem ao crédito apresentado. Há necessidade de apresentação de documentos que comprovem: a) materialidade da transferência (transação bancária ou efetiva); ou b) A disponibilidade do recurso em numerários que foram transferidos (contabilização e origem).
Numero da decisão: 1302-000.957
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário.
Nome do relator: Waldir Viega Rocha

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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Ano-calendário: 2002 Ementa: DECADÊNCIA. INOCORRÊNCIA. LUCRO REAL ANUAL A ausência de pagamento antecipado, a falta de lançamento do crédito tributário (declaração ou confissão de dívida), ou ainda, a ausência de prova da não ocorrência do fato gerador, nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação, transfere a contagem do prazo decadencial (150, §4º) para a regra prevista no art. 173, I do CTN. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INEXISTÊNCIA DE NULIDADE Não existe nulidade do processo por cerceamento ao direito de defesa quando oportunizado ao recorrente todas as defesas admitidas em lei. DESNECESSIDADE DE PERÍCIA O procedimento pericial é necessário apenas na análise de elementos específicos e de difícil apuração, o que não se coaduna com a presente situação, a qual requer apenas a apresentação dos documentos requeridos e não fornecidos. Necessidade de apresentação dos quesitos e das informações para identificação do perito, sob pena de ser considerado como não formulado, conforme disposto no artigo 16, IV do Decreto 70.235/72. OMISSÃO DE RECEITAS NÃO OPERACIONAIS O contrato de mútuo apresentado, por si só, não comprova a operação financeira que deu origem ao crédito apresentado. Há necessidade de apresentação de documentos que comprovem: a) materialidade da transferência (transação bancária ou efetiva); ou b) A disponibilidade do recurso em numerários que foram transferidos (contabilização e origem).

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score : 1.0
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Numero do processo: 10183.003755/2006-12
Data da sessão: Tue Mar 09 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRI l'OR: RURAL - Exercício: 2002 ITR. ÁREA DE RESERVA LEGAL. COMPROVAÇÃO. Demonstrada a existência de área de reserva legal, antes do fato gerador, correta a retirada dela da base de calculo do imposto. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECLARAÇÃO DO CONTRIBUINTE. COMPETÊNCIA DA FISCALIZAÇÃO. Compete à autoridade fiscal rever o lançamento realizado pelo contribuinte, revogando de oficio a isento quando constate a falta preenchimento dos requisitos pura a concessão do favor. NULIDADE. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. Nao pode ser acolhida a argiliciio de nulidade por cerceamento do direito de defesa se foi adotado, pelo Fisco, critérios legal e normativo adequados no czilculo do tributo os quais foram descritos na autuação permitindo ao autuado compreender as acusações que lhe foram formuladas no auto de infração, de modo a desenvolver plenamente suas peças impugnatória e recursal. ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE E DE RESERVA LEGAL. OBRIGATORIEDADE DE APRESENTAÇÃO DO ADA. A partir do exercício de 2001 C! indispensável a apresentação do Ato Declaratório Ambiental como condição para o gozo da redução do 1TR em se tratando de áreas de preservação permanece e de reserva legal , tendo em vista a existência de lei estabelecendo expressamente tal obrigação. JURISPRUDÊNCIA ARGUIDA Não sendo parte nos litígios objetos da jurisprudência trazida aos autos, ao pode o sujeito passivo beneficiar-se dos efeitos das sentenças ali prolatadas, uma vez clue tais efeitos suo info - par/es e alio ergo OM/WS. Recurso Voluntario e de Oficio Negados.
Numero da decisão: 2102-000.478
Decisão: ACORDAM os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos. em NEGAR provimento ao recurso de oficio. Por maioria de votos, em NEGAR provimento no recurso voluntário nos termos do voto do Relator, Vencida a Conselheira Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti que dava provimento.
Nome do relator: RUBENS MAURÍCIO CARVALHO

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dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021

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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRI l'OR: RURAL - Exercício: 2002 ITR. ÁREA DE RESERVA LEGAL. COMPROVAÇÃO. Demonstrada a existência de área de reserva legal, antes do fato gerador, correta a retirada dela da base de calculo do imposto. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECLARAÇÃO DO CONTRIBUINTE. COMPETÊNCIA DA FISCALIZAÇÃO. Compete à autoridade fiscal rever o lançamento realizado pelo contribuinte, revogando de oficio a isento quando constate a falta preenchimento dos requisitos pura a concessão do favor. NULIDADE. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. Nao pode ser acolhida a argiliciio de nulidade por cerceamento do direito de defesa se foi adotado, pelo Fisco, critérios legal e normativo adequados no czilculo do tributo os quais foram descritos na autuação permitindo ao autuado compreender as acusações que lhe foram formuladas no auto de infração, de modo a desenvolver plenamente suas peças impugnatória e recursal. ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE E DE RESERVA LEGAL. OBRIGATORIEDADE DE APRESENTAÇÃO DO ADA. A partir do exercício de 2001 C! indispensável a apresentação do Ato Declaratório Ambiental como condição para o gozo da redução do 1TR em se tratando de áreas de preservação permanece e de reserva legal , tendo em vista a existência de lei estabelecendo expressamente tal obrigação. JURISPRUDÊNCIA ARGUIDA Não sendo parte nos litígios objetos da jurisprudência trazida aos autos, ao pode o sujeito passivo beneficiar-se dos efeitos das sentenças ali prolatadas, uma vez clue tais efeitos suo info - par/es e alio ergo OM/WS. Recurso Voluntario e de Oficio Negados.

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decisao_txt : ACORDAM os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos. em NEGAR provimento ao recurso de oficio. Por maioria de votos, em NEGAR provimento no recurso voluntário nos termos do voto do Relator, Vencida a Conselheira Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti que dava provimento.

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score : 1.0
4748746 #
Numero do processo: 13827.003233/2008-58
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2006 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO INTEMPESTIVO. É intempestivo o Recurso Voluntário interposto após o transcurso do prazo legal de 30 (trinta) dias contados da data da ciência da decisão recorrida, excluindo-se o dia do início (data da ciência) e incluindo-se o do vencimento do prazo. Não interposto Recurso Voluntário no prazo legal, torna-se definitiva a decisão de primeira instância.
Numero da decisão: 2101-001.418
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por intempestividade.
Nome do relator: CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY

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dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

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camara_s : Primeira Câmara

ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2006 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO INTEMPESTIVO. É intempestivo o Recurso Voluntário interposto após o transcurso do prazo legal de 30 (trinta) dias contados da data da ciência da decisão recorrida, excluindo-se o dia do início (data da ciência) e incluindo-se o do vencimento do prazo. Não interposto Recurso Voluntário no prazo legal, torna-se definitiva a decisão de primeira instância.

turma_s : Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção

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nome_relator_s : CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY

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secao_s : Segunda Seção de Julgamento

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decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por intempestividade.

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1785; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2­C1T1  Fl. 219          1 218  S2­C1T1  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  13827.003233/2008­58  Recurso nº               Voluntário  Acórdão nº  2101­001.418  –  1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária   Sessão de  19 de janeiro de 2012  Matéria  IRPF ­ Imposto sobre a Renda de Pessoa Física  Recorrente  Maria Eunice Beltrame  Recorrida  Fazenda Nacional    ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA ­ IRPF  Exercício: 2006  PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO INTEMPESTIVO.  É  intempestivo o Recurso Voluntário  interposto  após o  transcurso do prazo  legal  de  30  (trinta)  dias  contados  da  data  da  ciência  da  decisão  recorrida,  excluindo­se o dia do início (data da ciência) e incluindo­se o do vencimento  do  prazo.  Não  interposto  Recurso  Voluntário  no  prazo  legal,  torna­se  definitiva a decisão de primeira instância.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  em  não  conhecer do recurso, por intempestividade.      (assinado digitalmente)  _______________________________________________  LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS ­ Presidente.      (assinado digitalmente)  _________________________________________  CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY ­ Relatora.    Participaram  da  sessão  de  julgamento  os  conselheiros:  Luiz  Eduardo  de  Oliveira Santos (Presidente), Gonçalo Bonet Allage, Alexandre Naoki Nishioka, José Evande     Fl. 94DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 01/ 03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 05/03/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS     2 Carvalho  Araujo,  Gilvanci  Antonio  de  Oliveira  Sousa  e  Celia  Maria  de  Souza  Murphy  (Relatora).    Relatório  Em desfavor de MARIA EUNICE BELTRAME foi emitida a Notificação de  Lançamento  às  fls.  11,  na  qual  é  cobrado  o  imposto  sobre  a  renda  de  pessoa  física  (IRPF)  suplementar  no  valor  de R$  4.133,25  (quatro mil,  cento  e  trinta  e  três  reais  e  vinte  e  cinco  centavos), que, com juros de mora calculados até 28.11.2008 e multa proporcional perfaz um  valor total exigido de R$ 8.513,66 (oito mil quinhentos e treze reais e sessenta e seis centavos).  Na  Descrição  dos  Fatos  e  Enquadramento  Legal  (fls.  13)  a  Fiscalização  informa  ter  apurado  deduções,  a  título  de  despesas médicas,  no  valor  de R$  15.030,00,  que  entendeu não terem sido devidamente comprovadas. Como conseqüência, procedeu à glosa do  valor correspondente.  Inconformada,  a  contribuinte  apresentou,  às  fls.  1  a  4,  Impugnação,  com  alegações  e  requerimento  assim  sintetizados  pelo  órgão  julgador  de  primeira  instância  administrativa:  “> os pagamentos foram efetuados em espécie, não se podendo  exigir outro  tipo de  comprovante por absoluta  falta de amparo  legal;  >os documentos  hábeis  e necessários para a  comprovação dos  pagamentos  silo  os  recibos  firmados  pelas  prestadoras  de  serviços  >a  autoridade  lançadora  não  contestou  a  idoneidade  dos  recibos;  >  exigir  document°  inexistente  é  abuso  de  poder  e  uma  exigência ilegal e sem amparo;  > quem acusa deve provar, segundo a lei. O Fisco não provou  que não houve a efetiva prestação do serviço;  >  a  legislação  exige  que  somente  hó  necessidade  de  se  comprovar  com  outros  documentos  quando  restar  dúvidas  quanto a idoneidade do documento apresentado;  > os documentos apresentados preenchem todos os requisitos  formais;  >  requer  acolhimento  da  impugnação  e  cancelamento  da  exigência fiscal;”  A 8.ª  Turma  da Delegacia  da Receita  Federal  do Brasil  de  Julgamento  em  São Paulo 2, mediante o Acórdão n.º 17­40.461, de 3 de maio de 2010, julgou improcedente a  Impugnação, em decisão assim ementada:  ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA ­  IRPF  Fl. 95DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 01/ 03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 05/03/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS Processo nº 13827.003233/2008­58  Acórdão n.º 2101­001.418  S2­C1T1  Fl. 220          3 Exercício: 2006  GLOSA  DE  DEDUÇÕES  COM  DESPESAS  MÉDICAS.  COMPROVAÇÃO.  Mantidas as glosas de despesas médicas, visto que o direito As suas  deduções  condiciona­se  à  comprovação  dos  serviços  prestados  e  dos correspondentes pagamentos, a juízo da autoridade fiscal.  Inteligência do artigo 11, §3°, do Decreto­lei n.° 5.844/43 e artigo  73 do RIR/99.  Impugnação Improcedente  Crédito Tributário Mantido  Ciente da decisão em 12 de agosto de 2010, a contribuinte interpôs Recurso  Voluntário em 14 de setembro do mesmo ano.  Voto             Conselheira Celia Maria de Souza Murphy  O Recurso Voluntário é intempestivo e não pode ser conhecido.  A contribuinte tomou ciência do Acórdão da Delegacia da Receita Federal do  Brasil de Julgamento em São Paulo 2 em 12 de agosto de 2010, conforme comprova o carimbo  de entrega dos Correios no Aviso de Recebimento – AR às fls. 62.  Compulsando­se  os  autos,  verifica­se  que  a  contribuinte  protocolizou  Recurso  Voluntário  na  Delegacia  da  Receita  Federal  do  Brasil  em  Jaú  (SP)  no  dia  14  de  setembro de 2010, conforme atesta a funcionária da referida unidade (fls. 63).  O Recurso Voluntário pode ser interposto pelo contribuinte no prazo de trinta  dias contados da ciência da Decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento,  nos termos do artigo 33 do Decreto n.º 70.235, de 1972, a seguir transcrito:  Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial,  com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência  da decisão.  A contagem dos prazos no Processo Administrativo Fiscal está disciplinada  no artigo 5.º do mesmo diploma legal, que assim dispõe, ipsis litteris:  Art. 5° Os prazos serão contínuos, excluindo­se na sua contagem  o dia do início e incluindo­se o do vencimento.  Parágrafo único. Os prazos  só se iniciam ou vencem no dia de  expediente  normal  no  órgão  em que  corra  o  processo  ou  deva  ser praticado o ato.  No presente caso, iniciou­se a contagem do prazo em 13 de agosto de 2010,  sexta­feira, dia seguinte ao do recebimento da Decisão de primeira instância (12 de agosto de  Fl. 96DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 01/ 03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 05/03/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS     4 2010). Tendo em vista que não consta ter havido expediente anormal nas repartições federais  em  Jaú  na  data,  a  contagem  dos  trinta  dias  iniciou  no  próprio  dia  13  de  agosto  de  2010  e  encerrou­se em 11 de setembro de 2010, que, por ser um sábado, dia em que não há expediente  nas  repartições da Secretaria da Receita Federal, provocou uma prorrogação do prazo para o  dia útil seguinte, dia 13 de setembro, segunda­feira.  Vale salientar que os prazos recursais são peremptórios e preclusivos, razão  pela  qual,  decorrendo  o  lapso  temporal  previsto  em  lei  sem  que  ocorra  a  interposição  do  Recurso  Voluntário,  extingue­se,  tal  como  sucedeu  na  hipótese,  o  direito  do  interessado  de  deduzi­lo.  Impõe­se, portanto, a conclusão de que a decisão a quo tornou­se definitiva,  nos termos do artigo 42 do Decreto n.º 70.235, de 1972, verbis:  "Art. 42. São definitivas as decisões:  I  ­  de  primeira  instância  esgotado  o  prazo  para  recurso  voluntário sem que este tenha sido interposto;  [...].”   Constatada  a  sua  intempestividade,  o  Recurso  Voluntário  não  preenche  os  requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele não conheço, deixando, destarte, de analisar  o mérito.    (assinado digitalmente)  __________________________________  Celia Maria de Souza Murphy ­ Relatora                               Fl. 97DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 01/ 03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 05/03/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS

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