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Numero do processo: 11516.006442/2008-31
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Jan 17 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1803-000.049
Decisão: Por unanimidade de votos, declinaram da competência em face do limite de alçada.
Nome do relator: SEGIO LUIZ BEZERRA PRESTA
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Numero do processo: 11050.000439/2005-86
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 27 00:00:00 UTC 2012
Ementa: ROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL.
Data do fato gerador: 16/07/2004.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – OMISSÃO – INEXISTÊNCIA
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS.
Numero da decisão: 3101-001.155
Decisão: ACORDAM os membros da 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira
Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento aos embargos declaratórios.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - insufiência apuração/recolhimento
Nome do relator: VALDETE APARECIDA MARINHEIRO
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ementa_s : ROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. Data do fato gerador: 16/07/2004. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – OMISSÃO – INEXISTÊNCIA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS.
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Data do fato gerador: 16/07/2004. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – OMISSÃO – INEXISTÊNCIA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento aos embargos declaratórios. HENRIQUE PINHEIRO TORRES Presidente VALDETE APARECIDA MARINHEIRO Relatora Participaram ainda do presente julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado, Elias Fernando Eufrásio,Tarásio Campelo Borges e Vanessa Albuquerque Valente. Fl. 217DF CARF MF Impresso em 17/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/08/2012 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 08 /08/2012 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 04/09/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11050.000439/200586 Acórdão n.º 310101.155 S3C1T1 Fl. 2 2 Relatório Tratase de Embargos Declaratórios, interposto pelo Contribuinte, em face de omissão que ele diz ter verificado no v.acórdão nº 310100251 de 19/10/2009 da lavra desta relatora, cujo voto aqui reproduzo: “O Recurso Voluntário é tempestivo e dele tomo conhecimento, por conter todos os requisitos de admissibilidade. O presente litígio esta sendo discutido na Justiça através do Mandado de Segurança nº 2004.71.01.0022180, da 1º Vara Federal de Rio Grande quanto a compensação dos tributos devidos na importação com o crédito presumido do IPI. A importação realizada deuse por meio da Declaração de Importação (DI) nº 04/06935364, registrada em 16/07/2004. Assim, reconheço, também, a concomitância da questão na esfera judicial e administrativa, no caso, adotando as razões da decisão recorrida, através do voto do relator de fls., que deixo de repetir aqui, mas será lido em sessão se necessário. Diante de todo o exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO VOLUNTÁRIO para manter a decisão recorrida.” Nos presentes embargos declaratórios a embargante alega: “Esquivase o acórdão embargado de enfrentar a matéria de fundo, qual seja, a irresignação da Recorrente quanto ao desmembramento da autuação NULA, face a inclusão de multa e juros de mora indevidos. Cingese o acórdão embargado a manter a decisão recorrida, sob o fundamento de que a matéria está sendo discutida na via judicial.” Finalmente, afirma que a omissão quanto ao objeto da lide em si perdura desde o acórdão da DRJ de origem, o que traduz a necessidade de esclarecimento por esta egrégia Corte, motivo pelo qual requer sejam recebidos os presentes embargos de declaração, para que sobre os pontos omitidos – que delimitam a presente lide – seja proferida a decisão correlata, fundamentadamente, eis que a matéria que se encontra sub judice versa sobre a compensação de tributos, enquanto que a presente lide versa sobre a NULIDADE da autuação e a INAPLICABILIDADE da multa e juros de mora, não submetida ao crivo do Judiciário e que, como já referido pressupõe qualquer outro exame que se faça. É o relatório. Voto Conselheira Relatora Valdete Aparecida Marinheiro, Fl. 218DF CARF MF Impresso em 17/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/08/2012 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 08 /08/2012 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 04/09/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11050.000439/200586 Acórdão n.º 310101.155 S3C1T1 Fl. 3 3 Os Embargos Declaratórios apresentados pelo Contribuinte são tempestivos e dele tomo conhecimento, por conter todos os requisitos de admissibilidade. Consta nos autos desse processo que por meio dos Autos de Infração de fls. 02 a 10, exigese da contribuinte acima qualificada, a quantia de R$ 14.681,23, a título de Imposto de Importação, a quantia de R$ 5.977,36, a título de Imposto sobre Produtos Industrializados, a quantia de R$ 2.440,49, a título de PIS e R$ 11.241,09, a título de COFINS, ambos, impostos e contribuições, acrescidos de juros de mora calculados até 10/09/2004. A autuação teve como origem a importação realizada por meio da Declaração de Importação (DI) nº. 04/06935364, registrada em 16/07/2004. A razão do desmembramento se deveu ao fato da matéria discutida na impugnação (compensação do crédito presumido do IPI com os tributos devidos na importação) ser a mesma do Mandado de Segurança nº. 2004.71.01.0022180, com exceção da parte que trata da cobrança dos juros de mora, matéria que será objeto de apreciação no julgamento do processo nº. 11050.002208/200426, por esta Unidade Julgadora. Portanto, a matéria de fundo a que a embargante se refere e que entendeu ter sido omitido o seu enfrentamento está no Processo 11050.002208/200426, logo, outro processo em que a embargante deve ter tido toda a aportunidade de contestar. Também, de acordo com o relatório da Autuante, o contribuinte ajuizou o Mandado de Segurança nº. 2004.71.01.0022180, instrumentalizado com pedido de liminar, visando obter provimento jurisdicional que autorizasse a suspensão da exigibilidade dos créditos tributários exigidos na importação. O pedido de liminar restou indeferido, sendo que a decisão foi reformada em sede de agravo de instrumento, tendo sido deferida a liminar na forma postulada, conquanto prestada caução real. O presente processo é exatamente a matéria discutida no Mandado de Segurança nº 2004.71.01.0022180, portanto, aplicase a concomitância, ou seja, a renuncia da discussão na esfera administrativa. Assim, o acordo embargado deve ser mantido. Contudo, acato e nego provimento aos presentes Embargos Declaratórios. É como voto. Relatora Valdete Aparecida Marinheiro Fl. 219DF CARF MF Impresso em 17/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/08/2012 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 08 /08/2012 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 04/09/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11050.000439/200586 Acórdão n.º 310101.155 S3C1T1 Fl. 4 4 Fl. 220DF CARF MF Impresso em 17/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/08/2012 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 08 /08/2012 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 04/09/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
score : 1.0
Numero do processo: 13433.001230/2007-22
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 24 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 1802-000.033
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
Matéria: Simples - ação fiscal - insuf. na apuração e recolhimento
Nome do relator: JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1132; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 2.91 1 11..9911 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13433.001230/200722 Recurso nº 507.572 Resolução nº 1802000.033 – 2ª Turma Especial Data 24 de maio de 2011 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente MOSSORÓ ODONTÓLOGICA LTDA EPP Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Corrêa Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, André Almeida Blanco, Nelso Kichel, Marcelo Assis Guerra e Marco Antônio Castilho. Fl. 204DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/06/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA Assinado digitalmente em 10/06/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, 14/06/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 13433.001230/200722 Resolução n.º 1802000.033 S1TE02 Fl. 3.91 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário contra decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Recife/PE, que considerou procedente o lançamento realizado para a constituição de crédito tributário relativo ao Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica – IRPJ, à Contribuição para o Programa de Integração Social PIS, à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL, à Contribuição para Financiamento da Seguridade Social – COFINS e à Contribuição para Seguridade Social INSS, conforme os autos de infração de fls. 84 a 121, lavrados de acordo com o regime de tributação simplificada – SIMPLES, nos valores de R$ 5.175,58, R$ 5.175,58, R$ 12.713,57, R$ 27.054,68 e R$ 33.386,97, respectivamente, incluindose nestes montantes os juros moratórios e a multa de 75%. Por muito bem descrever os fatos, reproduzo o relatório constante da decisão de primeira instância, Acórdão nº 1127.003, às fls. 149 a 154: Na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal dos respectivos autos de infração, e no Relatório Fiscal (fls. 78/83) consta que a contribuinte informou na Declaração Anual Simplificada do ano calendário de 2002, valores de receita bruta inferiores aos constantes em sua escrita fiscal, consolidados no demonstrativo de fls. 80. Assim, a fiscalização procedeu à autuação apontando a seguinte irregularidade: 1) DIFERENÇA APURADA ENTRE O VALOR ESCRITURADO E O DECLARADO/PAGO, dos meses de janeiro a dezembro de 2002, dos impostos e contribuições do SIMPLES (IRPJ, CSLL, PIS, COFINS E INSS), decorrente da diferença entre as bases de cálculo informadas na PJSI/2003 e as bases de cálculo apuradas através do Livros Fiscais, aplicandose a alíquota apropriada a cada período de apuração. Devidamente notificada, e não se conformando com o procedimento fiscal, a contribuinte apresentou, tempestivamente, a sua peça impugnatória, às fls. 126/141 na qual questiona integralmente os autos de infração, apresentando seus argumentos de defesa, abaixo descritos sucintamente. Que a fiscalização ao apurar a base tributável considerou indevidamente os valores relativos a remessas de produtos para depósito em armazém geral (CFOP 5.99). Assevera a impugnante que a fiscalização se enganou ao afirmar que as vendas contidas no código 5.99 se referiam a operações isentas do ICMS. Para fundamentar sua alegação transcreve às fls. 127/131 o Livro Registro de relativo ao mês de janeiro de 2002, afirmando que as vendas de mercadorias (CFOP 5.12) totalizou como valor contábil R$ 39.343,19 correspondente a soma da base de cálculo do ICMS (R$ 38.427,19) com as operações isentas de ICMS (R$ 919,00), sendo que o valor de R$30.889,18 se refere a mercadorias enviadas para depósito as quais não constituem fato gerador da obrigação tributária. A impugnante transcreve em sua petição entendimentos doutrinários e ementas de decisão administrativa acerca da definição de fato gerador e utilização de prova emprestada, afirmando que a fiscalização equivocadamente se fundamentou nos Livros de Apuração do ICMS não percebendo a necessidade de carrear outros elementos que Fl. 205DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/06/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA Assinado digitalmente em 10/06/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, 14/06/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 13433.001230/200722 Resolução n.º 1802000.033 S1TE02 Fl. 4.91 3 comprovassem efetivamente, se ocorreu a pretendida omissão de receita. A autuada requer o cancelamento do lançamento em lide afirmando não ter restado devidamente demonstrada a presença de omissão de receita. A impugnante se insurge contra a multa lançada afirmando ter caráter confiscatório transcrevendo entendimentos doutrinários e jurisprudência do STF. Também se insurge contra a utilização da taxa SELIC na cobrança dos juros moratórios alegando ilegalidade e inconstitucionalidade. Como mencionado, a DRJ Recife/PE considerou procedente o lançamento, expressando suas conclusões com a seguinte ementa: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte Simples Anocalendário: 2002 DIFERENÇA DE BASE DE CÁLCULO. Não poderão ser excluídos da base de cálculo do SIMPLES os valores escriturados como demais saídas (código 5.99) quando não restarem comprovadas, através de documentação hábil e idônea, a sua efetiva natureza. JUROS DE MORA (TAXA SELIC) MULTA CONFISCATÓRIA. INCONSTITUCIONALIDADE. A cobrança em auto de infração da multa de ofício e dos juros de mora (calculados pela TAXA SELIC) decorre da aplicação de dispositivos legais vigentes e eficazes na época de sua lavratura, que, em decorrência dos princípios da legalidade e da indisponibilidade, são de aplicação compulsória pelos agentes públicos, até a sua retirada do mundo jurídico, mediante revogação ou resolução do Senado Federal, que declare sua inconstitucionalidade. Não está compreendida no espectro de competência das Autoridades Administrativas de Julgamento a apreciação de alegação de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal. Lançamento Procedente Inconformada com essa decisão, da qual tomou ciência em 03/08/2009, a Contribuinte apresentou em 31/08/2009 o recurso voluntário de fls. 163 a 181, onde reitera os mesmos argumentos de sua impugnação, conforme descrito nos parágrafos anteriores. Este é o Relatório. Fl. 206DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/06/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA Assinado digitalmente em 10/06/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, 14/06/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 13433.001230/200722 Resolução n.º 1802000.033 S1TE02 Fl. 5.91 4 Voto Conselheiro José de Oliveira Ferraz Corrêa, Relator. O recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos para a sua admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. Conforme relatado, a matéria em litígio diz respeito a lançamento para a exigência de tributos abrangidos pelo regime de tributação simplificada – Simples, no período de janeiro a dezembro de 2002. A ciência do lançamento ocorreu em 12/12/2007 (AR à fl. 124). Segunda a Fiscalização, há diferenças entre a receita bruta declarada pela Contribuinte durante o ano calendário 2002, e a que realmente deveria ter sido oferecida à tributação. Tais diferenças foram apuradas a partir do livro Registro de Saída de Mercadorias, onde foram registradas vendas (código CFOP 5.12) e também operações isentas para o ICMS (código CFOP 5.99), cujos montantes superaram as receitas declaradas. O Relatório Fiscal de fls. 78 a 82 traz ainda as seguintes informações: Cabe aqui lembrar que o código CFOP de três dígitos foi substituído, desde 1° de janeiro de 2003, pelo de quatro dígitos. O código CFOP 5.99 (genericamente descrito como "operações sem Débito do imposto, isentas, não tributadas ou outras") desdobrouse em diversos códigos CFOP de quatro dígitos (para a relação completa vide documento 11). Como demonstra tal lista, nem todas as operações relacionadas podem ser excluídas da apuração da receita bruta (como o 5.922, "lançamento efetuado a título de simples faturamento decorrente de venda para entrega futura", por exemplo). A fiscalização insistiu perante o contribuinte na apresentação das notas e cupons fiscais de saída categorizadas sob tal código, de modo a discernir com exatidão se alguma dessas saídas poderia ser excluída da base de cálculo da receita bruta. Entretanto, como indicado pelo contribuinte em sua resposta (documento 07), tal documentação não está disponível, não sendo assim possível aferir se há de fato entre tais saídas alguma que se enquadre em situação que permita sua exclusão da receita bruta. Em sua defesa, a Contribuinte, dentre outros argumentos, alega que as saídas registradas com o CFOP 5.99 correspondem a transferências de mercadorias para o seu depósito, que é inscrito no CNPJ sob o n° 08.130.288/000201. Portanto, seriam operações que não configuram fato gerador de obrigação tributária, nem para o ICMS, nem para os tributos federais. A Delegacia de Julgamento, por sua vez, entendeu que a Fiscalização procedeu corretamente ao considerar os valores escriturados no código 5.99 como saídas tributáveis, uma vez que a Contribuinte não comprovou que estes registros correspondiam a transferências ou saídas não tributáveis. Fl. 207DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/06/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA Assinado digitalmente em 10/06/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, 14/06/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 13433.001230/200722 Resolução n.º 1802000.033 S1TE02 Fl. 6.91 5 Antes de apreciar o mérito das exigências, cabe observar que o lançamento ocorreu em 12/12/2007, abrangendo fatos geradores ocorridos ao longo do anocalendário de 2002, com apuração mensal, já que se trata de tributação no regime simplificado SIMPLES. Embora a decadência não tenha sido alegada, considero que devo averiguar a possibilidade de sua ocorrência, por se tratar de matéria de ordem pública, a ser conhecida de ofício. Quanto a esse assunto, não mais remanescem dúvidas de que o recolhimento do tributo, ainda que parcial, excluindose os casos de dolo, fraude ou simulação, enseja a aplicação da regra contida no art. 150, § 4º, do Código Tributário Nacional CTN. Este, inclusive, é o entendimento consignado no Parecer PGFN/CAT Nº 1617/2008, aprovado pelo Ministro da Fazenda em 18/08/2008, e que estabelece orientações a serem observadas pela Secretaria da Receita Federal e pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional quanto a essa matéria, em face da edição pelo Supremo Tribunal Federal da Súmula Vinculante nº 8. Oportuno destacar o item 40 do referido Parecer: “P A R E C E R PGFN/CAT Nº 1617/2008. Supremo Tribunal Federal. Súmula Vinculante nº 8. Alcance. Contribuições Previdenciárias. Forma de contagem de prazos. Fixação do termo a quo de prazos de decadência e de prescrição. Art. 150, § 4º, do CTN. Art. 173, I, do CTN. Inconstitucionalidade dos arts. 45 e 46 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991 e do parágrafo único do art. 5º do DecretoLei n° 1.569, de 8 de agosto de 1977. ........... 40.Do que, então, emerge mais uma conclusão: o pagamento antecipado da contribuição (ainda que parcial) suscita a aplicação da regra especial, isto é, do § 4º do art. 150 do CTN,; a inexistência de pagamento justifica a utilização da regra do art. 173 do CTN, para efeitos de fixação do dies a quo dos prazos de caducidade, projetados nas contribuições previdenciárias. Isto é, no que se refere à contagem dos prazos de decadência. Tal concepção, em princípio, pode ser aplicada para todos os tributos federais, e não somente, para as contribuições previdenciárias.” (grifos acrescidos) No caso, não foi imputada à Contribuinte a prática de dolo, fraude ou simulação. Além disso, a Declaração Simplificada apresentada para o período em questão (fls. 4 a 7) não indica “saldo a pagar” para nenhum dos meses de 2002, registrando que houve quitação, mediante compensação, dos tributos incidentes sobre a receita declarada. Nesse sentido, também vale observar que o lançamento sob exame não abrangeu a receita declarada, nem mesmo para a caracterização de insuficiência no valor recolhido, infração que normalmente surge após a adição de receitas omitidas, com a conseqüente Fl. 208DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/06/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA Assinado digitalmente em 10/06/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, 14/06/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 13433.001230/200722 Resolução n.º 1802000.033 S1TE02 Fl. 7.91 6 mudança nas faixas dos percentuais do Simples, em razão dos novos valores de receita bruta acumulada no ano. Contudo, os elementos colacionados não permitem uma conclusão definitiva sobre a existência de pagamento, embora haja forte evidência disso. Assim, antes de adentrar no mérito da exigência, considero que o processo deve ser encaminhado à Delegacia de origem, para que nos seja informado se houve ou não recolhimentos do Simples para os períodos objeto da autuação, ainda que tenham sido realizados mediante compensação. Diante do exposto, voto no sentido de converter o julgamento em diligência, para que a DRF Mossoró/RN atenda a solicitação acima. (assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Corrêa Fl. 209DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/06/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA Assinado digitalmente em 10/06/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, 14/06/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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Numero do processo: 11060.002247/2005-95
Data da sessão: Wed May 27 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed May 27 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 1804-000.003
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência nos termos do voto do relator.
Matéria: IRPJ - outros assuntos (ex.: suspenção de isenção/imunidade)
Nome do relator: LAVINIA MORAES DE ALMEIDA NOGUEIRA JUNQUEIRA
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Resolvem os membros do -. - gia.do, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligênci.„›. . ermos do voto do relator. / O MA' O f ICIUS NEDER DE LIMA - Presidente K i' • MORAES DE ALMEIDA NOGUEIRA JUNQUEIRA — Relatora ADO EM: d 9 MA pç' 20 10 Participaram, da presente sessão de julgamento, os Conselheiros: Marcos Vinicius Neder de Lima (Presidente), Selene Ferreira de Moraes Leonardo Lobo de Almeida e Lavinia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira (Vice-Presidente). 1 Processo n° 11060.002247/2005-95 81-C4T2 Resolução n.° 1804-00.003 Fl. 2 Relatório Trata-se de recurso interposto pela empresa Móveis Gaudêncio LTDA contra decisão da ia Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Santa Maria — RS. A recorrente protocolizou pedidos de restituição de seu saldo negativo de CSLL e IRPJ, relativos aos anos-calendário 2001 a 2004, no montante de R$ 241.438,39 (duzentos e quarenta e um mil, quatrocentos e trinta e oito reais e trinta e nove centavos). Contudo, em relatório de verificações fiscais de fls. 178/189 — aprovado pelo Despacho Decisório da Delegacia da Receita Federal de 18 de novembro de 2005, constante à fl. 190 — os créditos tributários da recorrente foram reconhecidos parcialmente. Especificamente, houve deferimento de R$ 52.415,69 (cinqüenta e dois mil, quatrocentos e quinze reais e sessenta e nove centavos) e indeferimento de R$ 189.022,70 (cento e oitenta e nove mil, vinte e dois reais e setenta centavos). A autoridade fiscal efetuou ampla análise dos documentos contábeis e declarações fiscais da contribuinte, da qual depreendeu que de fato a contribuinte teve contra si retido e contabilizou, em sua escrita, a retenção de imposto de renda sobre operação de mútuo concedido - IRRF, nos anos de 2003 e de 2004. Quando entregou a declaração, a empresa continuou com o crédito de imposto de renda a compensar. Quando foi entregue a declaração de restituição e posteriorrmente houve a compensação, o crédito foi baixado da contabilidade na proporção compensada. Por outro lado, a contribuinte não declarou essas retenções ao fisco na DIPJ dos referidos anos-calendários. A contribuinte apresentou prejuízo fiscal nos referidos anos, porém, saldo de imposto pago a maior ficou equivalente a zero, pois ela não fez constar o IRRF (fls. 147 a 152 e 154 a 159) na ficha correta da DIPJ. Assim, a autoridade entendeu que não poderia deferir a restituição ou compensação desses valores, pois eles precisariam constar do saldo de imposto de renda pago a maior do que o devido conforme declarado pela contribuinte. Face à. não homologação da compensação e ao deferimento parcial de direito creditório tributário, a recorrente apresentou manifestação de inconformidade — fls. 407/414 — em que alegou, basicamente, que se equivocou no preenchimento da sua DIPJ (2003 e 2004), deixando de informar o IRRF. Em razão disso, o sistema da Receita não gerou o saldo negativo objeto dos seus pedidos de restituição indeferidos. Porém, argumentou a recorrente, tal equívoco é passível de retificação de oficio pela autoridade fiscal (junta jurisprudência) e, com base no Regulamento do Imposto de Renda e na Instrução Normativa da Secretaria da Receita Federal n°. 166/99, a recorrente procedeu à retificação da sua DIPJ (2003 e 2004) (fls. 442 a 445), informando o correto valor de IRRF no período contestado. Ademais, aduziu a interessada que deve ser incluída no valor relativo à sua restituição a correção relativa à taxa Selic. Em seu pedido, requereu a interessada a reforma do despacho decisório para que seja reconhecido o seu direito integral à restituição do direito ereditório, sejam homologadas as suas compensações e que o seu crédito seja atualizado pela taxa Selic. Nas fls. 441/447 a recorrente apresentou as retificações às DIPJ's 2003 e 2004. A retificação data de 20/12/2005. A ia Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Santa Maria — fls. 461/470 —, por unanimidade, julgou improcedente a manifestação de inconformidade, na data de 24 de maio de 2007. O órgão julgador entendeu que não poderia considerar a DIPJ 2 Processo n° 11060.002247/2005-95 51-C4T2 Resolução m° 1804-00.003 Fl. 3 retificada em sua análise, pois essa informação era desconhecida pela repartição de origem, que primeiro decidiu o caso, sendo apenas essa repartição competente para apreciar o documento. Ratificou a autoridade os mesmos argumentos do despacho decisório, afirmando que, como o IRRF não foi inserido na declaração da contribuinte, tão se tomou saldo devedor de imposto de renda. Então, a interessada não pode, pleitear a restituição ou compensação desse IRRF. Em 08 de junho de 2007 a recorrente foi intimada da decisão — fl 485 Em 10 de julho de 2007, a recorrente apresentou recurso a este órgão julgador — fls. 487/505, em que alegou, primeiramente, que procedeu à retificação das DIPJs dos anos de 2004 e 2005, mas que a DRJ não lhes considerou válidas pois caberia a análise rt Delegacia da Receita Federal Face a isso, a recorrente argumentou que, em atendimento ao princípio da verdade material, do formalismo moderado e da celeridade, deve o processo ser baixado em diligência para que a Delegacia da Receita Federal competente proceda à análise das retificações apresentadas. Aduziu que ela, recorrente, realmente se equivocou no preenchimento de suas Dag, deixando de informar o Imposto de Renda Retido na Fonte e de deduzi-lo do IRPJ devido. Contudo, a alegação da DRJ de que a análise das retificadoras deveria ser realizada pela Delegacia da Receita Federal competente figura como incorreta, pelo fato de que, de acordo com julgados do próprio órgão fiscalizador, a retificação era passível de ser realizada pela autoridade fiscal, que tinha plena ciência do equívoco cometido pela recorrente. Ainda, argumentou que deve ser incluída no seu valor relativo à restituição a correção da taxa Selic, com fundamento no artigo 39, §4°, da Lei n°. 9.250/95. Em seu pedido, requer a baixa dos autos à Delegacia da Receita Federal de origem para que a verdade material dos fatos seja esclarecida e,após, requer o prosseguimento do feito. É o relatório. 3 Processo n° 11060.002247/2005-95 S1-C4T2 Resolução n.° 1804-00.003 Fl. 4 VOTO Conselheira LAVINIA MORAES DE ALMEIDA NOGUEIRA JUNQUEIRA, Relatora O recurso é tempestivo e reune os pressupostos de admissibilidade, sendo que dele tomo conhecimento. O presente processo trata do pedido de restituição de saldos negativos de IRPJ e saldos negativos de CSLL relativos aos anos-calendário de 2001 até 2004, conforme PERD/COMP de fls. 02/15 dos autos. Quanto ao saldo negativo de IRPJ dos anos-calendário de 2003 e 2004, a DRJ em sua decisão de primeira instância não homologou as _compensações pleiteadas. Segundo a Recorrente, o saldo negativo dos supra citados anos-calendários decorreu do IRRF incidente sobre rendimentos de mútuo e aplicações financeiras. No entanto, conforme reconhecido pela própria Recorrente, houve um equivoco no preenchimento das respectivas DIPJ. Por essa razão, não foram lançados os valores referentes ao IRRF, acarretando a insuficiência do saldo negativo passível de compensação, culminando na glosa dos valores consubstanciados nos PERD/COMP 's nos 01225.09536.120804.1.2.02-3803 e 2733246963.020305.1.2.02-5221. Ciente do equivoco, a Recorrente, às fls. 441 protocolou petição junto à Delegacia Tributária de sua jurisdição, juntando as retificações das DIPTs de 2003 e 2004. Fez constar os valores de IRRF nos montantes R$ 69.476,47 e R$ 111.330,16, valores estes que comporiam o saldo negativo de IRPJ. A DRJ, ao julgar a manifestação de inconformidade da Recorrente, entendeu não ser competente para analisar as DIPJ's retificadoras, pelo que manteve a glosa dos aludidos valores. Os fundamentos do indeferimento de plano não merecem prosperar. Primeiro porque de fato houve um erro de preenchimento da declaração por parte da contribuinte. Segundo porque a Lei determina que o imposto de renda retido na fonte consiste em uma antecipação do imposto de renda devido no final do ano (vide legislação compilada no artigo 773, I, do Decreto 3.000/99), devendo ser compensado com esse imposto devido, quer seja no fim do ano, quer seja durante o ano pelo balanço de suspensão ou redução (vide compilação de artigos 773, I e 231, III e 230 do Decreto 3.000/99). Caso não haja imposto devido, o saldo de imposto de renda na fonte transforma-se, por esses comandos legais e notadamente pelo quanto dispõem os artigos 37 da Lei 8.981/95, artigo 2 o., 6 o. e 7 o. da Lei 9.430/96, em imposto de renda pago a maior do que o devido, passível de compensação a partir do ano seguinte. Note-se que a Lei diz que o imposto de renda das aplicações financeiras deverá ser compensado com o imposto de renda devido pela pessoa jurídica. É um poder-dever legal. O imposto de fonte nada mais é do que uma antecipação do devido e é esse o próprio fundamento de sua retenção! Engana-se a autoridade ao entender que a transformação do IRRF em imposto de renda pago a maior decorre meramente da declaração da contribuinte. Decorre, antes disso, do comando legal supracitado. A declaração espontânea que não se uniformiza com a lei aplicável nada mais é do que uma declaração errada. Se os fatos declarados não condizem com o que aconteceu, prevalecem os fatos que aconteceram e não os declarados e disso autoridade nenhuma discorda. Então, o erro de 4 Processo n° 11060.002247/2005-95 SI-C4T2 Resolução n.° 1804-00.003 Fl. 5 declaração não elide o direito de compensar o saldo de imposto pago a maior por Lei reconhecido, tanto mais se o erro for comprovado e corrigido. O erro no preenchimento da declaração fica neste caso comprovado, porque (1) a contribuinte efetivamente registrou o crédito de IRRF em sua contabilidade nos anos de 2003 e 2004, evidenciando sua retenção, (2) apresentou prejuízo fiscal nos referidos anos, (3) por isso entendeu que tinha saldo negativo de imposto de renda a restituir nesses anos decorrente (4) primariamente da retenção do 1,11RF, que teria se transformado conforme lei aplicável em imposto de renda pago a maior no final do ano, (5) tanto que posteriormente pediu a restituição e compensação desse saldo negativo de imposto de renda. Foi com a instauração deste processo que a contribuinte percebeu o erro de declaração, por não ter feito o saldo de IRRF retido em 2003 e 2004 constar de sua DIN. Diante do erro, a interessada pediu expressamente (6) o reconhecimento de oficio do erro, tendo (7) retificado a sua DIPI para apreciação da autoridade. É certo que a jurisprudência, em respeito à verdade material e na esteira do artigo 147 do Código Tributário Nacional, bem como artigo 2°, caput, inciso VI da Lei Ordinária Federal n° 9784/99, tem reconhecido que cabe a revisão de oficio do erro comprovado de declaração. Ultrapassado o erro, cabe averiguar se cabe ou não o pagamento ou a compensação do tributo com base na Lei que o estabelece, já que apenas à Lei cabe esse poder. "IRPJ e OUTROS - Ex.: 1994 IRPJ - ERRO DE FATO NO PREENCHIMENTO DA DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS - Constatado erro no preenchimento da Declaração de Rendimentos, relativamente à conversão para UFIR do IREI, deve ser excluído da tributação os valores exigidos com base neste cálculo incorreto. I° Conselho de Contribuintes / 8a. Câmara / ACÓRDÃO 108-06.998 em 19.07.2002 "IRPJ - Ex(s): 1997 Assunto: Imposto de renda de Pessoa Jurídica Ano calendário: 1996. Ementa: LANÇAMENTO DE OFÍCIO- REVISÃO DE DECLAR4ÇÃO- COMPENSAÇÃO A MAIOR DE IMPOSTO DE RENDA MENSAL SOBRE A BASE ESTIMADA- Não comprovado o alegado erro no preenchimento da declaração, de maneira a elidir a acusação de compensação a maior, é de ser mantido o lançamento. I° Conselho de Contribuintes / I a. Câmara /ACÓRDÃO 101-96.996 em 17.10.2008 A contrário senso, se comprovado o erro de preenchimento da declaração, deve ser considerado o crédito de imposto de renda para fins de compensação. "ERRO DE FATO COMETIDO PELO CONTRIBUINTE. Provado que o contribuinte cometeu erro ,: de fato no preenchimento de sua (47riiirga em seu prejuízo, correta a autoridade julgadora em determinar a redução do imposto a niaiordo valor lançado de oficio." Processo n° 11060.002247/2005-95 31-C4T2 Resolução n.° 1804-00.003 Fl. 6 1° Conselho de Contribuintes / la. Câmara /ACÓRDÃO 101-92.180 em 15.06.1998. Em minha visão, este é o caso. A contribuinte, às folhas 122 a 124, 146, 153, 163 verso, 164 verso, 166, 168, alegou e apresentou evidências da retenção do IRRF nos anos- calendários de 2003 e 2004. O IRRF tem natureza legal de antecipação do imposto de renda devido no final do ano. Não havendo imposto devido no final do ano, como se constata na DLPJ da interessada, o IRRF no final do ano automaticamente se transforma em imposto pago a maior, por força de Lei. Isso deveria estar espelhado na DM da recorrente e, como não estava, ficou comprovado o erro de preenchimento. Esse erro já foi retificado. Por outro lado, o erro em si não é capaz de mudar a natureza do IRRF, qual seja, antecipação do IRPJ devido e, em sua ausência, IRPJ pago a maior. Esse IRPJ pago a maior, por força dos pedidos de restituição e compensação em discussão, foram no que coube baixados da contabilidade da contribuinte, dando registro contábil e notoriedade ao procedimento fiscal em questão. Tudo isso foi averiguado pelo auditor fiscal às folhas 171. Cabe agora, para definitivamente aferir a liquidez e certeza do crédito, baixar este processo em diligência para que a autoridade fiscal de origem possa proceder aos seguintes procedimentos. (1) Apurar o quanto consta do sistema da Secretaria da Receita Federal, que registra os saldos de imposto de renda retido na fonte conforme declarados pelas fontes pagadoras, relativos a imposto de renda retido na fonte da contribuinte, durante os anos-calendários de 2003 e 2004. Levantar o saldo do imposto de renda na fonte para todos os códigos de recolhimento cabíveis. (2) Confrontar esse valor apurado no sistema da Secretaria da Receita Federal com o quanto a contribuinte apontou na sua DII9J retificadora, às folhas 443 e 445. (3) Verificar se o crédito disponível no sistema da Receita é suficiente para cobrir o valor do crédito informado pela contribuinte na DLPJ retificadora, apontando, se houver, qualquer insuficiência. (4) Calcular, sobre o valor do crédito identificado no sistema da Receita, a atualização SELIC, conforme devida por Lei sobre o valor dos créditos de imposto de renda que restou retido a maior em 31/12/2003 e em 31/12/2004. (5) Verificar se o crédito, atualizado conforme o item 4, é suficiente para cobrir os valores cuja restituição e compensação foram pedidas e não homologadas neste processo. Apurar, se houver, qualquer insuficiência. (6) Formalizar a análise em relatório de diligência e intimar a contribuinte para posicionar-se formalmente sobre o relatório de diligência. (7) Acostar os documentos analisados, o relatório e a resposta ao processo, concluir a diligência e retomar o processo para novo julgamento desta Turma. 441 6 PTOMS0 e 11060.002247/2005-95 S1-C4T2 RAS011140 nf 1804-00.003 9. 7 Assim, determino a remessa do processo à repartição de origem para cumprimento das providências 1 a 7, acima elencadas. ,..•••••"" Arar r i MORAES DE ALMEIDA NOGUEIRA JUNQUEIRA 7
score : 1.0
Numero do processo: 13811.003744/2007-68
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Apr 11 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1802-000.064
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEÃO
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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Souza Presidente. (assinado digitalmente) Gustavo Junqueira Carneiro Leão Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Marco Antonio Nunes Castilho, Gilberto Baptista, José de Oliveira Ferraz Correa, Nelso Kichel. Relatório. Tratase de Recurso Voluntário contra decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo (SP) que considerou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pelo contribuinte e, consequentemente, manteve a multa por atraso na entrega da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais DCTF, referente ao mês de fevereiro do anocalendário de 2005 (fl. 16), no valor de R$ 17.994,48. Fl. 92DF CARF MF Impresso em 15/05/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/05/2012 por GUSTAVO JUNQUEI RA CARNEIRO LEAO Processo nº 13811.003744/200768 Resolução n.º 1802000.064 S1TE02 Fl. 2 2 Os dispositivos legais infringidos constam na descrição dos fatos e enquadramento legal do auto de infração em comento. Não se conformando com o lançamento acima descrito, a interessada apresentou a impugnação de fls. 01 a 03, subscrita por procurador devidamente habilitado, por meio da qual, em apertada síntese, alega o seguinte: a) não estava obrigada à apresentação mensal da DCTF, mas apenas à obrigação semestral; e b) que ao calcular sua receita bruta para fins de observância da obrigatoriedade de apresentação mensal ou semestral da DCTF, utilizouse da permissão prevista no artigo 30, parágrafo 1º da Medida Provisória n° 2.158/2001. Para melhor ilustração, segue dispositivo legal citado pela Recorrente: “Art. 30. A partir de 1º de janeiro de 2000, as variações monetárias dos direitos de crédito e das obrigações do contribuinte, em função da taxa de câmbio, serão consideradas, para efeito de determinação da base de cálculo do imposto de renda, da contribuição social sobre o lucro líquido, da contribuição para o PIS/PASEP e COFINS, bem assim da determinação do lucro da exploração, quando da liquidação da correspondente operação. § 1º À opção da pessoa jurídica, as variações monetárias poderão ser consideradas na determinação da base de cálculo de todos os tributos e contribuições referidos no caput deste artigo, segundo o regime de competência.” O dispositivo invocado pela Recorrente também encontrase reproduzido na IN 247/02, art. 13: “Art. 13. As variações monetárias ativas dos direitos de crédito e das obrigações do contribuinte, em função de taxa de câmbio ou de índices ou coeficientes aplicáveis por disposição legal ou contratual, são consideradas, para efeitos da incidência destas contribuições, como receitas financeiras. § 1º As variações monetárias em função da taxa de câmbio, a que se refere o caput, serão consideradas, para efeito de determinação da base de cálculo das contribuições, quando da liquidação da correspondente operação. § 2º À opção da pessoa jurídica, as variações monetárias de que trata o § 1º poderão ser consideradas, na determinação da base de cálculo das contribuições, segundo o regime de competência. A DRJ de São Paulo (SP) ao julgar a manifestação de inconformidade em 25.05.2010 manifestou seu entendimento através da seguinte ementa: “A S S U N T O : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Anocalendário: 2005 Fl. 93DF CARF MF Impresso em 15/05/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/05/2012 por GUSTAVO JUNQUEI RA CARNEIRO LEAO Processo nº 13811.003744/200768 Resolução n.º 1802000.064 S1TE02 Fl. 3 3 DCTF. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA. Restando caracterizada a entrega em atraso da DCTF, é devida a exigência de multa pelo descumprimento da obrigação acessória. DCTF MENSAL. RECEITA BRUTA. O regime de competência é o regime prevalente adotado tanto pelas leis comerciais como pela legislação fiscal para a contabilização das receitas, dos custos e das despesas, por ser o mais apropriado para refletir a realidade do patrimônio líquido e suas alterações. A legislação fiscal admite o regime de caixa apenas para reduzido número de situações, entre as quais não se inclui a determinação do limite da receita bruta que obriga a apresentação da DCTF mensal. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido” Inconformada com essa decisão, da qual tomou ciência em 30/09/2010, a Contribuinte apresentou recurso voluntário de fls. 84 a 88, em 25/10/010, onde reitera as mesmas razões de sua impugnação, conforme descrito nos parágrafos anteriores. É o relatório. Voto Conselheiro Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Relator. O recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos para a sua admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. Versam os autos sobre a aplicação de multa por atraso na entrega da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) no anocalendário de 2005. A DCTF foi instituída pela IN SRF nº 126, de 30/10/1998, tendo posteriormente alguns conceitos e definições alterados pela IN SRF nº 255, de 11/12/2002. Com periodicidade trimestral, foi utilizada para a prestação das informações relativas aos tributos e contribuições apurados pelas Pessoas Jurídicas no trimestre correspondente, além de outras informações relativas aos pagamentos, débitos, suspensão da exigibilidade do crédito tributário, parcelamentos e compensações. A partir do anocalendário de 2005, com a IN SRF nº 482, de 21/12/2004, posteriormente alterada pela IN SRF nº 532, de 30/03/2005, a DCTF passou a ter periodicidade mensal ou semestral. Estavam obrigadas a apresentação da declaração mensalmente: “Art. 2º A partir do anocalendário de 2005, deverão apresentar, mensalmente, a DCTF, de forma centralizada, pela matriz, as pessoas jurídicas em geral, inclusive as equiparadas, imunes e isentas: Fl. 94DF CARF MF Impresso em 15/05/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/05/2012 por GUSTAVO JUNQUEI RA CARNEIRO LEAO Processo nº 13811.003744/200768 Resolução n.º 1802000.064 S1TE02 Fl. 4 4 I cuja receita bruta auferida no segundo anocalendário anterior ao período correspondente à DCTF a ser apresentada tenha sido superior a 30 (trinta) milhões de reais; ou II cujo somatório dos débitos declarados nas DCTF relativas ao segundo anocalendário anterior ao período correspondente à DCTF a ser apresentada tenha sido superior a 3 (três) milhões de reais.” As demais pessoas jurídicas estariam sujeitas a apresentação semestral da declaração: “Art. 3º As demais pessoas jurídicas deverão apresentar, semestralmente, a DCTF, de forma centralizada, pela matriz.” A ponto nodal da discórdia entre a autoridade fiscal e a Recorrente diz respeito ao momento em que as variações monetárias devem ser consideradas como integrantes da receita bruta para fins de eleição do critério de apresentação da DCTF. De acordo com a autoridade fiscal devese respeitar o regime de competência, enquanto que na ótica da Recorrente, as pessoas jurídicas que se utilizaram da faculdade da apuração pelo regime de caixa previsto no artigo 30, parágrafo 1º da Medida Provisória n° 2.158/2001 devem seguir o regime de caixa. Pesquisando o site da Receita Federal do Brasil (http://www.receita.fazenda.gov.br/Pessoajuridica/dipj/1999/Inf_Gerais/Conceito_de_Receita_ Bruta.htm), extraímos a seguinte informação: “A receita bruta compreende o produto da venda de bens nas operações de conta própria, o preço dos serviços prestados e o resultado auferido na operações de conta alheia, excluídas as vendas canceladas, as devoluções de vendas, os descontos incondicionais concedidos e os impostos não cumulativos cobrados, destacadamente do comprador ou contratante, e dos quais o vendedor dos bens ou prestador dos serviços seja mero depositário. Atenção: A pessoa jurídica, optante pelo regime de tributação com base no lucro presumido, poderá adotar o critério de reconhecimento de suas receitas de venda de bens ou direitos ou de prestação de serviços pelo regime de caixa ou de competência, observandose o disposto na IN SRF n° 104, de 1998. O legislador ao permitir que o contribuinte optasse pelo regime de caixa ou competência para a apuração desses tributos criou um descasamento entre a escrituração contábil e fiscal, o que se estendeu, inclusive, para os contribuintes que se encontrassem na sistemática de apuração do lucro presumido. Para corroborar com esse entendimento, vejamos a citada IN SRF nº 104/98: Art. 1º A pessoa jurídica, optante pelo regime de tributação com base no lucro presumido, que adotar o critério de reconhecimento de suas receitas de venda de bens ou direitos ou de prestação de serviços com pagamento a prazo ou em parcelas na medida do recebimento e mantiver a escrituração do livro Caixa, deverá: Fl. 95DF CARF MF Impresso em 15/05/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/05/2012 por GUSTAVO JUNQUEI RA CARNEIRO LEAO Processo nº 13811.003744/200768 Resolução n.º 1802000.064 S1TE02 Fl. 5 5 I emitir a nota fiscal quando da entrega do bem ou direito ou da conclusão do serviço; II indicar, no livro Caixa, em registro individual, a nota fiscal a que corresponder cada recebimento. § 1° Na hipótese deste artigo, a pessoa jurídica que mantiver escrituração contábil, na forma da legislação comercial, deverá controlar os recebimentos de suas receitas em conta específica, na qual, em cada lançamento, será indicada a nota fiscal a que corresponder o recebimento. § 2° Os valores recebidos adiantadamente, por conta de venda de bens ou direitos ou da prestação de serviços, serão computados como receita do mês em que se der o faturamento, a entrega do bem ou do direito ou a conclusão dos serviços, o que primeiro ocorrer. § 3° Na hipótese deste artigo, os valores recebidos, a qualquer título, do adquirente do bem ou direito ou do contratante dos serviços serão considerados como recebimento do preço ou de parte deste, até o seu limite. § 4° O cômputo da receita em período de apuração posterior ao do recebimento sujeitará a pessoa jurídica ao pagamento do imposto e das contribuições com o acréscimo de juros de mora e de multa, de mora ou de ofício, conforme o caso, calculados na forma da legislação vigente. Art. 2º O disposto neste artigo aplicase, também, à determinação das bases de cálculo da contribuição PIS/PASEP, da contribuição para a seguridade social COFINS, da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e para os optantes pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte SIMPLES.” (Grifos meus). Em consulta a legislação vigente, inclusive interpretativa, não há em lugar algum esclarecimento quanto a esta matéria, o que pode gerar dupla interpretação por parte do contribuinte. Frisese mais uma vez que há clara separação entre as obrigações fiscais e acessórias, especialmente quando da emissão das notas fiscais que se dão em momento diferente daquele em que se registra a receita bruta contábil, por força da IN 104/98, art. 1º, § 1º, acima transcrito. Com efeito, nos casos em que o contribuinte elege o reconhecimento do regime de caixa, e não de competência, para a apuração da base de cálculo dos seus tributos, causando assim o descasamento com a legislação comercial, nada mais razoável que o efeito da receita bruta para fins de cumprimento das obrigações acessórias também seja considerado no momento do recebimento. Dadas as circunstâncias do presente caso, voto no sentido de converter o julgamento em diligência para: Fl. 96DF CARF MF Impresso em 15/05/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/05/2012 por GUSTAVO JUNQUEI RA CARNEIRO LEAO Processo nº 13811.003744/200768 Resolução n.º 1802000.064 S1TE02 Fl. 6 6 a) juntar cópia do LALUR do anocalendário de 2003; b) juntar cópia completa da DIPJ do exercício de 2004, anocalendário de 2003; c) elaborar um relatório circunstanciado, demonstrando o montante das receitas oferecidas a tributação no anocalendário de 2003. (assinado digitalmente) Gustavo Junqueira Carneiro Leão Fl. 97DF CARF MF Impresso em 15/05/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/05/2012 por GUSTAVO JUNQUEI RA CARNEIRO LEAO
score : 1.0
Numero do processo: 19515.003269/2008-31
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004
PREVIDENCIÁRIO. DIVERGÊNCIA ENTRE A CONTABILIDADE E A
FOLHA DE PAGAMENTO. APLICAÇÃO DA TAXA SELIC. LEGALIDADE. MULTA DE MORA
Havendo divergência entre a contabilidade e a folha de pagamento, em relação às verbas destinadas aos Terceiros conveniados, há contrariedade ao art. 32, I da Lei n. 8.212/91.
Legalidade da Taxa SELIC nos termos da Súmula n. 3 do CARF.
Recálculo da multa para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2403-000.713
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar
provimento parcial ao recurso, determinando o recálculo da multa de mora de acordo com a redação do artigo 35 da Lei 8.212/91, dada pela Lei 11.941/2009, fazendo prevalecer a multa mais benéfica para o contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora.
Matéria: CPSS - Contribuições para a Previdencia e Seguridade Social
Nome do relator: MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO
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DIVERGÊNCIA ENTRE A CONTABILIDADE E A FOLHA DE PAGAMENTO. APLICAÇÃO DA TAXA SELIC. LEGALIDADE. MULTA DE MORA Havendo divergência entre a contabilidade e a folha de pagamento, em relação às verbas destinadas aos Terceiros conveniados, há contrariedade ao art. 32, I da Lei n. 8.212/91. Legalidade da Taxa SELIC nos termos da Súmula n. 3 do CARF. Recálculo da multa para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, determinando o recálculo da multa de mora de acordo com a redação do artigo 35 da Lei 8.212/91, dada pela Lei 11.941/2009, fazendo prevalecer a multa mais benéfica para o contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator Fl. 139DF CARF MF Emitido em 18/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/10/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Magalhães Peixoto, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza e Marthius Savio Cavalcante Lobato. Fl. 140DF CARF MF Emitido em 18/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/10/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 19515.003269/200831 Acórdão n.º 240300.713 S2C4T3 Fl. 140 3 Relatório 1. Tratase de crédito lançado pela Fiscalização contra a empresa acima identificada (DEBCAD n° 37.166.5116) que, de acordo com o Relatório Fiscal de fls. 37/45, referese às contribuições devidas a Outras Entidades ("Terceiros" conveniados, a saber, destinadas ao Salário Educação, INCRA, SEST/SENAT e SEBRAE), incidentes sobre a remuneração dos segurados empregados, período de 01/2004 a 12/2004, relativo aos estabelecimentos matriz e filiais (estas com CNPJ finais: 000272; 000353; 000415; 000515 e 000604), com valor consolidado de R$ 35.285,72 (trinta e cinco mil, duzentos e oitenta e cinco reais e setenta e dois centavos) em 22/07/2008. 1.1. Consta do referido relatório fiscal, fls. 37/45, que foram apurados débitos relativos as diferenças de valores que constituem salário de contribuição dos empregados constantes das folhas de pagamento com os valores contabilizados pela empresa, valores estes considerados como salário de contribuição e, portanto, base de cálculo das contribuições previdencidrias e a destinadas aos "terceiros", devidamente demonstrado na planilha de fls. 38; 46/53 e documentos acostados as fls. 54/69. 1.2. Também foi anotado que o Contribuinte foi intimado a prestar esclarecimentos sobre as divergências, mas não o fez durante a fiscalização, razão pela qual, inclusive, foi lavrado auto de infração (código de fundamentação legal 35). DA IMPUGNAÇÃO 2. O Contribuinte apresentou defesa tempestiva, razões as fls 73/80, acompanhada dos documentos de fls. 81/100, alegando, em síntese, os seguintes aspectos: 2.1. que, ao contrário do que afirma a fiscalização, apresentou todos os documentos solicitados durante a ação fiscal; 2.2. que inexistem débitos oriundos de ausência de informação em GFIP. Esclarece que, de fato, em algumas oportunidades, ao constatar incorreções declarou novamente uma GFIP da mesma competência em complementação à primeira que havia sido enviada, mas que jamais foi informado que a primeira era deletada, razão pela qual não pode sofrer penalidade, requerendo a desconstituição da autuação; 2.3. que os juros e a multa exigidos são abusivos; ressalta que a cobrança cumulativa destes ofende o § 3° do art. 192 da Constituição Federal; que tal bis in idem é inconstitucional; acrescenta jurisprudência sobre o tema e também argumenta que o percentual da multa, "na maioria das vezes, na aliquota de 30%", caracterizase como confiscatório; 2.4. ainda quanto aos juros, argumenta com fundamento no art. 192, § 3o da Constituição Federal que o percentual não pode ser superior a 1% e que a Taxa SELIC é inaplicável para fins tributários, discorrendo sobre sua natureza jurídica, origem, destinação (remuneratória de investimento de capitais), composição (taxa de juros reais e taxa de inflação no período considerado); acrescenta que em consonância com o art. 161, § 1° do CTN lei ordinária não pode fixar juros superiores a 1%, colaciona jurisprudência sobre o tema, concluindo que a taxa SELIC viola os princípios constitucionais que enumera. Fl. 141DF CARF MF Emitido em 18/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/10/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 3. Pelo exposto, a Impugnante requer seja recebida sua impugnação e o auto de infração seja desconstituido e julgado improcedente. DA DECISÃO DA DRJ Após analisar aos argumentos da impugnante, a 14ª Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil de São Paulo I – SP DRJ/SPOI, emitiu o Acórdão n° 1621.314, mantendo procedente o lançamento. DO RECURSO Inconformada, a recorrente apresentou Recurso Voluntário de fls. 113/122, com os mesmos fundamentos da defesa. DA PETIÇÃO No dia 14 de janeiro de 2010 a recorrente peticionou informando acerca da Súmula Vinculante n. 8 do STF, que declarou inconstitucionais os arts. 45 e 46 da Lei n. 8.212/91, os quais previam o prazo de 10 anos para a União cobrar as contribuições previdenciárias. Diante disso, requer o reconhecimento da prescrição/decadência em relação à cobrança superior a 5 anos, bem como a devolução dos valores pagos no parcelamento. É o relatório. Fl. 142DF CARF MF Emitido em 18/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/10/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 19515.003269/200831 Acórdão n.º 240300.713 S2C4T3 Fl. 141 5 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fls. 111 e 113, o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DA PRELIMINAR DE DECADÊNCIA/PRESCRIÇÃO/DEVOLUÇÃO A recorrente apresentou petição nas fls. 134/135, informando acerca da Súmula Vinculante n. 8, a qual declarou inconstitucionais os arts. 45 e 46 da Lei n. 8.212/91, que previam o prazo de 10 anos para a extinção dos créditos para a previdência social. Ao final requer: “o reconhecimento de prescrição e decadência no processo em tela, posto que a União cobra débitos superiores ao prazo de cinco anos, requerendo a extinção do débito tributário, com a extinção do presente processo, bem como a devolução dos valores pagos no parcelamento.” Não há como prosperar os pedidos da recorrente, pelas razões abaixo: (i) Da decadência A notificação da recorrente, que originou a autuação em tela, deuse no dia 29/07/2008 (fl. 01). A cobrança se referente ao período compreendido entre 01/2004 a 12/2004. Logo, não há que se falar em decadência, vez que a Fazenda Nacional teria até a competência de 01/2009 para fazer o lançamento referente ao período autuado; (ii) Da prescrição Como o crédito está sendo discutido administrativamente, ele ainda não foi definitivamente constituído, razão pela qual o prazo prescricional nem começou a ser contado; (iii) Da devolução dos valores pagos no parcelamento A recorrente não demonstrou ter aderido a nenhum parcelamento. DO MÉRITO O auto de infração lançado contra a empresa teve por base as divergências significativas entre os valores informados nas folhas de pagamento e os valores lançados na escrituração contábil nas contas vinculadas aos salários dos empregados (Salários, Férias, 13° Salário e Rescisões de Contrato de Trabalho). Fl. 143DF CARF MF Emitido em 18/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/10/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 6 Em consequência, a recorrente deixou de recolher as contribuições previdenciárias destinadas aos Terceiros conveniados, pertinentes ao Código FPAS 6120, destinadas ao Salário Educação, INCRA, SEST/SENAT e SEBRAE. Mesmo diante dessa divergência, o fiscal autuante, através do Termo de Intimação para Apresentação de Documentos – TIAD, de 24/04/2008, requereu explicação acerca da citada divergência. Tendo permanecido inerte, a recorrente não justificou essa divergência, infringindo, por conseguinte, o art. 32, I da Lei n. 8.212/91, verbis: Art. 32. A empresa é também obrigada a: I preparar folhasdepagamento das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social; No que tange ao mérito da lide (divergência entre a folha de pagamento e a contabilidade), a recorrente limitouse a impugnála, sem, contudo, comprovar o alegado. Por outro lado, não obstante a presunção de legitimidade que dispõe o servidor público, a fiscalização demonstrou todo a sua alegação. Logo, em relação à divergência apontada no Relatório Fiscal de fls. 37/45, deve o lançamento ser julgado procedente. MULTA DE MORA A multa de mora aplicada teve por base o artigo 35 da Lei 8.212/91, que determinava aplicação de multa que progredia conforme a fase e o decorrer do tempo e que poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que esse artigo foi alterado pela Lei 11.941/2009, que estabelece que os débitos referentes a contribuições não recolhidas no prazo previsto em lei, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61, da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Tendo em vista que o artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, cominelhe penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 em comparativo com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo), para determinação e prevalência da multa mais benéfica. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; Fl. 144DF CARF MF Emitido em 18/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/10/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 19515.003269/200831 Acórdão n.º 240300.713 S2C4T3 Fl. 142 7 b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. DOS JUROS DE MORA Os juros de mora estão perfeitamente detalhados na fl. 7 dos autos, verbis: 602 ACRESCIMOS LEGAIS JUROS 602.07 Competências : 01/2004 a 12/2004 Lei n. 8.212, de 24.07.91, art. 34 (restabelecido com a redacao dada pela MP n. 1.571, de 01.04.97, art. 1., e reedições posteriores ate a MP n. 1.5238, de 28.05.97, e reedicoes, republicada na MP n. 1.59614, de 10.11.97, convertidas na Lei n. 9.528, de 10.12.97); Regulamento da Organizacao do Custeio da Seguridade Social ROCSS, aprovado pelo Decreto n. 2.173, de 05.03.97, art. 58, I, “a”, “b”, “c”, paragrafos 1., 4. e 5. e art. 61, paragrafo unico; Regulamento da Previdencia Social, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.1999, art. 239, II, “a”, “b” e "c”, paragrafos 1., 4. e 7. e art. 242, paragrafo 2.; CALCULO DOS JUROS: JUROS CALCULADOS SOBRE O VALOR ORIGINARIO, MEDIANTE A APLICACAO DOS SEGUINTES PERCENTUAIS: A) 1% (UM POR CENTO) NO MES SUBSEQUENTE AO DA COMPETENCIA; B) TAXA MEDIA MENSAL DE CAPTACAO DO TESOURO NACIONAL RELATIVA A DIVIDA MOBILIARIA FEDERAL / TAXA REFERENCIAL DO SISTEMA ESPECIAL DE LIQUIDACAO E DE CUSTODIA SELIC, NOS RESPECTIVOS PERIODOS; C) 1% (UM POR CENTO) NO MES DO PAGAMENTO. Portanto, por expressa previsão legal, não há como prosperar a alegação da recorrente. DA APLICAÇÃO DA TAXA SELIC A recorrente entende como ilegal a incidência de algum índice de atualização monetária que não seja 1% ao mês. Ocorre que, essa matéria já se encontra prevista na Súmula n. 3 do CARF, assim como, nos termos do art. 62A do Regimento Interno do Conselho de Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, os julgamentos dos conselheiros estão vinculados aos acórdãos do STF e STJ, quando prolatados nos termos dos arts. 543B e 543C do CPC, verbis: Súmula n. 3 do CARF: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Fl. 145DF CARF MF Emitido em 18/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/10/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 8 Art. 62A do Regimento Interno do CARF: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Nos termos do art. 543C do CPC, já se manifestou o C. STJ, verbis: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL SUBMETIDO À SISTEMÁTICA PREVISTA NO ART. 543C DO CPC. VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC. NÃO OCORRÊNCIA. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. JUROS DE MORA PELA TAXA SELIC. ART. 39, § 4º, DA LEI 9.250/95. PRECEDENTES DESTA CORTE. 1. Não viola o art. 535 do CPC, tampouco nega a prestação jurisdicional, o acórdão que adota fundamentação suficiente para decidir de modo integral a controvérsia. 2. Aplicase a taxa SELIC, a partir de 1º.1.1996, na atualização monetária do indébito tributário, não podendo ser cumulada, porém, com qualquer outro índice, seja de juros ou atualização monetária. 3. Se os pagamentos foram efetuados após 1º.1.1996, o termo inicial para a incidência do acréscimo será o do pagamento indevido; no entanto, havendo pagamentos indevidos anteriores à data de vigência da Lei 9.250/95, a incidência da taxa SELIC terá como termo a quo a data de vigência do diploma legal em tela, ou seja, janeiro de 1996. Esse entendimento prevaleceu na Primeira Seção desta Corte por ocasião do julgamento dos EREsps 291.257/SC, 399.497/SC e 425.709/SC. 4. Recurso especial parcialmente provido. Acórdão sujeito à sistemática prevista no art. 543C do CPC, c/c a Resolução 8/2008 Presidência/STJ. (REsp 1111175/SP, Rel. Ministra DENISE ARRUDA, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 10/06/2009, DJe 01/07/2009) (grifo nosso) Não obstante, essa matéria consta na Súmula n. 3 do CARF, verbis: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Portanto, não há que se falar em ilegalidade na aplicação da Taxa SELIC em matéria tributária. CONCLUSÃO Fl. 146DF CARF MF Emitido em 18/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/10/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 19515.003269/200831 Acórdão n.º 240300.713 S2C4T3 Fl. 143 9 Diante do exposto, voto pelo provimento parcial ao recurso, para que se recalcule o valor da multa de mora, de acordo com o disciplinado no art. 35 da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009, com prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 147DF CARF MF Emitido em 18/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/10/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
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Numero do processo: 13811.003746/2007-57
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Apr 11 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1802-000.066
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEÃO
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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Souza Presidente. (assinado digitalmente) Gustavo Junqueira Carneiro Leão Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Marco Antonio Nunes Castilho, Gilberto Baptista, José de Oliveira Ferraz Correa, Nelso Kichel. Relatório. Tratase de Recurso Voluntário contra decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo (SP) que considerou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pelo contribuinte e, consequentemente, manteve a multa por atraso na entrega da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais DCTF, referente ao mês de janeiro do anocalendário de 2005 (fl. 16), no valor de R$ 2.402,00. Fl. 92DF CARF MF Impresso em 15/05/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 08/05/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 13811.003746/200757 Resolução n.º 1802000.066 S1TE02 Fl. 2 2 Os dispositivos legais infringidos constam na descrição dos fatos e enquadramento legal do auto de infração em comento. Não se conformando com o lançamento acima descrito, a interessada apresentou a impugnação de fls. 01 a 03, subscrita por procurador devidamente habilitado, por meio da qual, em apertada síntese, alega o seguinte: a) não estava obrigada à apresentação mensal da DCTF, mas apenas à obrigação semestral; e b) que ao calcular sua receita bruta para fins de observância da obrigatoriedade de apresentação mensal ou semestral da DCTF, utilizouse da permissão prevista no artigo 30, parágrafo 1º da Medida Provisória n° 2.158/2001. Para melhor ilustração, segue dispositivo legal citado pela Recorrente: “Art. 30. A partir de 1º de janeiro de 2000, as variações monetárias dos direitos de crédito e das obrigações do contribuinte, em função da taxa de câmbio, serão consideradas, para efeito de determinação da base de cálculo do imposto de renda, da contribuição social sobre o lucro líquido, da contribuição para o PIS/PASEP e COFINS, bem assim da determinação do lucro da exploração, quando da liquidação da correspondente operação. § 1º À opção da pessoa jurídica, as variações monetárias poderão ser consideradas na determinação da base de cálculo de todos os tributos e contribuições referidos no caput deste artigo, segundo o regime de competência.” O dispositivo invocado pela Recorrente também encontrase reproduzido na IN 247/02, art. 13: “Art. 13. As variações monetárias ativas dos direitos de crédito e das obrigações do contribuinte, em função de taxa de câmbio ou de índices ou coeficientes aplicáveis por disposição legal ou contratual, são consideradas, para efeitos da incidência destas contribuições, como receitas financeiras. § 1º As variações monetárias em função da taxa de câmbio, a que se refere o caput, serão consideradas, para efeito de determinação da base de cálculo das contribuições, quando da liquidação da correspondente operação. § 2º À opção da pessoa jurídica, as variações monetárias de que trata o § 1º poderão ser consideradas, na determinação da base de cálculo das contribuições, segundo o regime de competência. A DRJ de São Paulo (SP) ao julgar a manifestação de inconformidade em 25.05.2010 manifestou seu entendimento através da seguinte ementa: “A S S U N T O : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Anocalendário: 2005 Fl. 93DF CARF MF Impresso em 15/05/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 08/05/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 13811.003746/200757 Resolução n.º 1802000.066 S1TE02 Fl. 3 3 DCTF. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA. Restando caracterizada a entrega em atraso da DCTF, é devida a exigência de multa pelo descumprimento da obrigação acessória. DCTF MENSAL. RECEITA BRUTA. O regime de competência é o regime prevalente adotado tanto pelas leis comerciais como pela legislação fiscal para a contabilização das receitas, dos custos e das despesas, por ser o mais apropriado para refletir a realidade do patrimônio líquido e suas alterações. A legislação fiscal admite o regime de caixa apenas para reduzido número de situações, entre as quais não se inclui a determinação do limite da receita bruta que obriga a apresentação da DCTF mensal. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido” Inconformada com essa decisão, da qual tomou ciência em 30/09/2010, a Contribuinte apresentou recurso voluntário de fls. 84 a 88, em 25/10/010, onde reitera as mesmas razões de sua impugnação, conforme descrito nos parágrafos anteriores. É o relatório. Voto Conselheiro Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Relator. O recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos para a sua admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. Versam os autos sobre a aplicação de multa por atraso na entrega da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) no anocalendário de 2005. A DCTF foi instituída pela IN SRF nº 126, de 30/10/1998, tendo posteriormente alguns conceitos e definições alterados pela IN SRF nº 255, de 11/12/2002. Com periodicidade trimestral, foi utilizada para a prestação das informações relativas aos tributos e contribuições apurados pelas Pessoas Jurídicas no trimestre correspondente, além de outras informações relativas aos pagamentos, débitos, suspensão da exigibilidade do crédito tributário, parcelamentos e compensações. A partir do anocalendário de 2005, com a IN SRF nº 482, de 21/12/2004, posteriormente alterada pela IN SRF nº 532, de 30/03/2005, a DCTF passou a ter periodicidade mensal ou semestral. Estavam obrigadas a apresentação da declaração mensalmente: “Art. 2º A partir do anocalendário de 2005, deverão apresentar, mensalmente, a DCTF, de forma centralizada, pela matriz, as pessoas jurídicas em geral, inclusive as equiparadas, imunes e isentas: Fl. 94DF CARF MF Impresso em 15/05/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 08/05/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 13811.003746/200757 Resolução n.º 1802000.066 S1TE02 Fl. 4 4 I cuja receita bruta auferida no segundo anocalendário anterior ao período correspondente à DCTF a ser apresentada tenha sido superior a 30 (trinta) milhões de reais; ou II cujo somatório dos débitos declarados nas DCTF relativas ao segundo anocalendário anterior ao período correspondente à DCTF a ser apresentada tenha sido superior a 3 (três) milhões de reais.” As demais pessoas jurídicas estariam sujeitas a apresentação semestral da declaração: “Art. 3º As demais pessoas jurídicas deverão apresentar, semestralmente, a DCTF, de forma centralizada, pela matriz.” A ponto nodal da discórdia entre a autoridade fiscal e a Recorrente diz respeito ao momento em que as variações monetárias devem ser consideradas como integrantes da receita bruta para fins de eleição do critério de apresentação da DCTF. De acordo com a autoridade fiscal devese respeitar o regime de competência, enquanto que na ótica da Recorrente, as pessoas jurídicas que se utilizaram da faculdade da apuração pelo regime de caixa previsto no artigo 30, parágrafo 1º da Medida Provisória n° 2.158/2001 devem seguir o regime de caixa. Pesquisando o site da Receita Federal do Brasil (http://www.receita.fazenda.gov.br/Pessoajuridica/dipj/1999/Inf_Gerais/Conceito_de_Receita_ Bruta.htm), extraímos a seguinte informação: “A receita bruta compreende o produto da venda de bens nas operações de conta própria, o preço dos serviços prestados e o resultado auferido na operações de conta alheia, excluídas as vendas canceladas, as devoluções de vendas, os descontos incondicionais concedidos e os impostos não cumulativos cobrados, destacadamente do comprador ou contratante, e dos quais o vendedor dos bens ou prestador dos serviços seja mero depositário. Atenção: A pessoa jurídica, optante pelo regime de tributação com base no lucro presumido, poderá adotar o critério de reconhecimento de suas receitas de venda de bens ou direitos ou de prestação de serviços pelo regime de caixa ou de competência, observandose o disposto na IN SRF n° 104, de 1998. O legislador ao permitir que o contribuinte optasse pelo regime de caixa ou competência para a apuração desses tributos criou um descasamento entre a escrituração contábil e fiscal, o que se estendeu, inclusive, para os contribuintes que se encontrassem na sistemática de apuração do lucro presumido. Para corroborar com esse entendimento, vejamos a citada IN SRF nº 104/98: Art. 1º A pessoa jurídica, optante pelo regime de tributação com base no lucro presumido, que adotar o critério de reconhecimento de suas receitas de venda de bens ou direitos ou de prestação de serviços com pagamento a prazo ou em parcelas na medida do recebimento e mantiver a escrituração do livro Caixa, deverá: Fl. 95DF CARF MF Impresso em 15/05/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 08/05/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 13811.003746/200757 Resolução n.º 1802000.066 S1TE02 Fl. 5 5 I emitir a nota fiscal quando da entrega do bem ou direito ou da conclusão do serviço; II indicar, no livro Caixa, em registro individual, a nota fiscal a que corresponder cada recebimento. § 1° Na hipótese deste artigo, a pessoa jurídica que mantiver escrituração contábil, na forma da legislação comercial, deverá controlar os recebimentos de suas receitas em conta específica, na qual, em cada lançamento, será indicada a nota fiscal a que corresponder o recebimento. § 2° Os valores recebidos adiantadamente, por conta de venda de bens ou direitos ou da prestação de serviços, serão computados como receita do mês em que se der o faturamento, a entrega do bem ou do direito ou a conclusão dos serviços, o que primeiro ocorrer. § 3° Na hipótese deste artigo, os valores recebidos, a qualquer título, do adquirente do bem ou direito ou do contratante dos serviços serão considerados como recebimento do preço ou de parte deste, até o seu limite. § 4° O cômputo da receita em período de apuração posterior ao do recebimento sujeitará a pessoa jurídica ao pagamento do imposto e das contribuições com o acréscimo de juros de mora e de multa, de mora ou de ofício, conforme o caso, calculados na forma da legislação vigente. Art. 2º O disposto neste artigo aplicase, também, à determinação das bases de cálculo da contribuição PIS/PASEP, da contribuição para a seguridade social COFINS, da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e para os optantes pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte SIMPLES.” (Grifos meus). Em consulta a legislação vigente, inclusive interpretativa, não há em lugar algum esclarecimento quanto a esta matéria, o que pode gerar dupla interpretação por parte do contribuinte. Frisese mais uma vez que há clara separação entre as obrigações fiscais e acessórias, especialmente quando da emissão das notas fiscais que se dão em momento diferente daquele em que se registra a receita bruta contábil, por força da IN 104/98, art. 1º, § 1º, acima transcrito. Com efeito, nos casos em que o contribuinte elege o reconhecimento do regime de caixa, e não de competência, para a apuração da base de cálculo dos seus tributos, causando assim o descasamento com a legislação comercial, nada mais razoável que o efeito da receita bruta para fins de cumprimento das obrigações acessórias também seja considerado no momento do recebimento. Dadas as circunstâncias do presente caso, voto no sentido de converter o julgamento em diligência para: Fl. 96DF CARF MF Impresso em 15/05/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 08/05/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 13811.003746/200757 Resolução n.º 1802000.066 S1TE02 Fl. 6 6 a) juntar cópia do LALUR do anocalendário de 2003; b) juntar cópia completa da DIPJ do exercício de 2004, anocalendário de 2003; c) elaborar um relatório circunstanciado, demonstrando o montante das receitas oferecidas a tributação no anocalendário de 2003. (assinado digitalmente) Gustavo Junqueira Carneiro Leão Fl. 97DF CARF MF Impresso em 15/05/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 08/05/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA
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Numero do processo: 12466.000837/94-14
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Aug 29 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Fri Aug 29 00:00:00 UTC 1997
Ementa: CLASSIFICAÇÃO - RECURSO DE OFICIO.
Confirmado que o veiculo em tela atende às especificações do Ato
Declaratório COSIT/ADN n° 32/93, negado provimento ao recurso.
Numero da decisão: 301-28.515
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de Oficio, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MOACYR ELOY DE MEDEIROS
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Numero do processo: 14041.001532/2007-77
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Data do fato gerador: 07/12/2007
AUTO DE INFRAÇÃO.DESCUMPRIMENTO.OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA.DEIXAR DE DESCONTAR REMUNERAÇÕES DOS SEGURADOS.
A empresa que deixe de arrecadar, mediante descontos, as contribuições dos segurados empregados e contribuintes individuais, sujeitar-se-á ao pagamento de multa por descumprimento de obrigação acessória.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-000.663
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 07/12/2007 AUTO DE INFRAÇÃO.DESCUMPRIMENTO.OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA.DEIXAR DE DESCONTAR REMUNERAÇÕES DOS SEGURADOS. A empresa que deixe de arrecadar, mediante descontos, as contribuições dos segurados empregados e contribuintes individuais, sujeitar-se-á ao pagamento de multa por descumprimento de obrigação acessória. Recurso Voluntário Negado.
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A empresa que deixe de arrecadar, mediante descontos, as contribuições dos segurados empregados e contribuintes individuais, sujeitarseá ao pagamento de multa por descumprimento de obrigação acessória. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Ivacir Júlio de Souza – Presidente Substituto. Cid Marconi Gurgel de Souza – Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ivacir Júlio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto e Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Ausente o conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/09/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA, Assinado digitalmente em 09/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA 2 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado às fls. 320/364 contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Brasília/DF (fls.305/317) que julgou PROCEDENTE o lançamento constante no auto de infração n° 37.078.8877, sendo aplicada a multa no valor R$ 1.195,13 (hum mil e cento e noventa e cinco reais e treze centavos). Conforme Relatório Fiscal apresentados às fls. 27/32, a autuação corresponde à atitude da empresa em deixar de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições dos segurados empregados e, a partir de abril de 2003, dos contribuintes individuais a seu serviço referente às remunerações pagas, devidas ou creditadas sob a forma de prêmios, bonificações e comissões, utilizandose de crédito em conta corrente, cartões de créditos ou débitos ou pontos de fidelização para posterior resgate. A fiscalização teve como objetivo analisar os valores pagos pela CEF à empresa SPIRIT INCENTIVO E FIDELIZAÇÃO LTDA, sob a forma de valores em espécie e pontos de fidelização, referentes a remuneração transferida a empregados da CEF por serviços prestados, a título de premiação, bonificação, fidelização e outros. Vale ressaltar, segundo o Relatório Fiscal, que os fatos geradores foram levantados através de técnicas de auditoria tais como testes de observância e substantivos, aplicadas aos documentos, arquivos, digitais, arquivos contábeis, folha de pagamento e outros, sendo realizada a circulação de informações junto a empregados da CEF, quais sejam, as empresas FENAE CORRETORA e GRUPO CAIXA. Insta salientar que foram analisados durante o procedimento de auditoria, os valores pagos internamente pela CEF aos seus empregados, bem como, os valores pagos aos funcionários da caixa pelas empresas supramencionadas. O dispositivo legal infringido foi o art.30, I, “a” da Lei 8.212/91 e Art. 216, I, “a”do RPS, estando sujeita à aplicação das penalidades previstas no art. 283, I, “a” e art.373 do RPS. Desta autuação, a recorrente foi notificada em 07/12/2007 e apresentou impugnação às fls. 243/280 alegando: A nulidade dos autos de infração por vício formal do procedimento fiscal, em virtude da inobservância aos procedimentos constantes da Instrução Normativa MPS/SRP nº.3, de 14 de julho de 2005, destacando : A nulidade do lançamento de débito prescindindose de individualização dos empregados e escorandose em dificuldades relativas à quantidade de registros e cerceamento de defesa; A titularidade dos pagamentos; A inexistência de relação entre a autuada e a empresa SPIRIT INCENTIVO E FIDELIZAÇÃO LTDA; A extinção do crédito tributário – Decadência nos termos do art. 146, III da CF/88; Fl. 2DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/09/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA, Assinado digitalmente em 09/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Processo nº 14041.001532/200777 Acórdão n.º 240300.663 S2C4T3 Fl. 171 3 Ademais, contestou sobre: As Campanhas de endo marketing (incentivo), fidelização, premiação e outros; destacando: Ausência de habitualidade, peridiocidade e certeza dos créditos. A premiação com pacotes de viagens e com pontuação no programa PAR de relacionamento; Mecânica de premiação A definição do fato gerador e das bases de cálculo das contribuições sociais, destacando: O enquadramento jurídico equivocado pelo auditor fiscal. O regulamento pessoal da CEF, no tocante a esclarecimentos quanto À vedação de receber benefícios de terceiros e de uso de materiais em atividades particulares. A atuação dos empregados da CEF; A necessária clareza quanto à natureza jurídica de parcelas concedidas por terceiros a empregados e a distinção entre remuneração, comissão, guelta e gorjeta. Esclarecimento necessário aos benefícios concedidos a pessoas físicas não empregadas para retribuir metas de produtividade. Do emprego da analogia no direito tributário brasileiro – impossibilidade de utilização no caso concreto; A correta natureza dos “prêmios” decorrentes das campanhas promovidas e seu tratamento tributário pelas disposições da Lei nº. 8.212/91; Por fim, requereu o reconhecimento da efetiva e completa INSUBSISTÊNCIA da autuação promovida ressaltando a descaracterização do fato gerador da obrigação, posto que não há não hipótese de incidência configurada, desta feita, alegando que a multa igualmente não poderá subsistir. Contudo, caso a douta autoridade fiscal não decida pela insubsistência do auto, solicitou a realização das diligências necessárias, consoante o art.18 do Dec. nº. 70.235/72. Instada a manifestarse acerca da impugnação, a 5ª Turma da DRJ/Brasília/DF proferiu acórdão (n° 03 24.421) nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Fl. 3DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/09/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA, Assinado digitalmente em 09/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA 4 Data do fato gerador: 07/12/2007 AUSÊNCIA DE DESCONTO DA CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS. Determina a lavratura de autodeinfração deixar a empresa de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições dos segurados a seu serviço, conforme previsto nas Leis no 8.212/91 e n° 10.666/93. PRÊMIO. PRODUTIVIDADE. O pagamento de prêmio/plano de incentivo a segurados empregados tem natureza salarial, integrando o salário de contribuição, por não estar contemplado nas exclusões arroladas no parágrafo 90 do artigo 28 da Lei n" 8.212/91 e alterações posteriores. PRÊMIOS. TERCEIROS. O pagamento de prêmio/plano de incentivo ao empregado por empresas que não se revistam da qualidade de empregador, mas com o consentimento deste, aproveitando a relação de emprego e as oportunidades daí advindas, integra o salário de contribuição. Lançamento Procedente. Irresignada com a decisão supra, a recorrente interpôs recurso voluntário às fls. 320 a 364, onde preliminarmente, alega a inexigibilidade de depósito prévio para a interposição do recurso administrativo tributário. Ademais, não traz nenhuma argumentação nova para o julgamento do pleito, mas tão somente ratifica todos os argumentos expendidos na impugnação. É o relatório. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/09/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA, Assinado digitalmente em 09/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Processo nº 14041.001532/200777 Acórdão n.º 240300.663 S2C4T3 Fl. 172 5 Voto Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator. DO MÉRITO: I – DA NÃO OCORRÊNCIA DA DECADÊNCIA: A recorrente requer em sede de mérito o reconhecimento da decadência quinquenal dos créditos relativos a fatos geradores ocorridos até 12/2002, trazendo vários julgados para fundamentar seu pleito. Primeiramente, cabe ressaltar que o pedido para o reconhecimento da decadência deve ser feito em sede de preliminar, mas o requerimento realizado no mérito não impede sua apreciação. Sobre a aplicação do instituto ao caso em tela, destaco que seja impossível se falar em decadência, tendo em vista que, não obstante o período fiscalizado ter abrangido as competências 01/1997 a 03/2007, o valor cobrado a título de multa por infração cometida ao art.30, I, “a” da Lei n° 8.212/91 combinado com o art.216, I, “a” do Regulamento da Previdência Social, é único, independentemente do período que esteja sendo fiscalizado. Por exemplo, a conduta em não descontar da remuneração do segurado valor relativo à contribuição previdenciária na competência 01/1997 e esta mesma conduta acontecer em 10/2007, considerando a notificação em 07/12/2007, não altera em nada o valor aplicado a título de multa, tendo em vista que o valor a ser cobrado da empresa será único, não havendo portanto aplicação da decadência ao caso em tela. II – DA INFRAÇÃO COMETIDA: A empresa autuada foi submetida à fiscalização federal desde 27/02/2007 com a entrega do Mandado de Procedimento Fiscal, o qual teve prorrogações (fls.37 a 41). Durante a ação fiscal, foram verificados diversos documentos, tais como a GFIP com comprovantes de entregas e eventuais retificações. Assim, diante dessa análise documental, verificouse que a empresa, no período de 01/1997 a 03/2007, deixou de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições dos segurados empregados e, especificamente, após a competência 04/2003, dos contribuintes individuais a seu serviço, referente às remunerações pagas, devidas ou creditadas sob a forma de prêmios, bonificações e comissões, utilizadas e pagas via conta corrente, cartões de créditos ou débitos e ainda em pontos de fidelização para posterior resgate, estando esses valores, que deveriam ser descontados, em anexo ao relatório fiscal. Vale destacar que os valores relativos à obrigação principal já estão sendo discutidos em processo próprio 14041.001538/200744. Em razão dessa conduta omissa, a empresa violou preceito legal (art.30, I, “a” da Lei 8.212/1991; art.4° da Lei n° 10.666/2003 e art.216, I, “a” do RPS), in verbis: Fl. 5DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/09/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA, Assinado digitalmente em 09/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA 6 LEI N 8.212/91 Art. 30. A arrecadação e o recolhimento das contribuições ou de outras importâncias devidas à Seguridade Social obedecem às seguintes normas: (Redação dada pela Lei n° 8.620, de 5.1.93) I a empresa é obrigada a: a) arrecadar as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço, descontandoas da respectiva remuneração; LEI N° 10.666/2003 Art. 4o Fica a empresa obrigada a arrecadar a contribuição do segurado contribuinte individual a seu serviço, descontandoa da respectiva remuneração, e a recolher o valor arrecadado juntamente com a contribuição a seu cargo até o dia 20 (vinte) do mês seguinte ao da competência, ou até o dia útil imediatamente anterior se não houver expediente bancário naquele dia REGULAMENTO DA PREVIDÊNCIA Art.216. A arrecadação e o recolhimento das contribuições e de outras importâncias devidas à seguridade social, observado o que a respeito dispuserem o Instituto Nacional do Seguro Social e a Secretaria da Receita Federal, obedecem às seguintes normas gerais: I a empresa é obrigada a: a) arrecadar a contribuição do segurado empregado, do trabalhador avulso e do contribuinte individual a seu serviço, descontandoa da respectiva remuneração; Desse modo, a consequência da infração do presente caso é o pagamento de multa prevista na legislação competente, qual seja o Regulamento da Previdência Social (aprovado pelo Decreto n 3.048/99) e a Lei n 8.212/91, in verbis Art. 283.Por infração a qualquer dispositivo das Leis nos 8.212 e 8.213, ambas de 1991, e 10.666, de 8 de maio de 2003, para a qual não haja penalidade expressamente cominada neste Regulamento, fica o responsável sujeito a multa variável de R$ 636,17 (seiscentos e trinta e seis reais e dezessete centavos) a R$ 63.617,35 (sessenta e três mil, seiscentos e dezessete reais e trinta e cinco centavos), conforme a gravidade da infração, aplicandoselhe o disposto nos arts. 290 a 292, e de acordo com os seguintes valores: (...) I a partir de R$ 636,17 (seiscentos e trinta e seis reais e dezessete centavos) nas seguintes infrações: (...) g)deixar a empresa de efetuar os descontos das contribuições devidas pelos segurados a seu serviço; Fl. 6DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/09/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA, Assinado digitalmente em 09/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Processo nº 14041.001532/200777 Acórdão n.º 240300.663 S2C4T3 Fl. 173 7 O Regulamento (Decreto n 3.048/99) cuidou ainda de tratar da atualização do valor cobrado, nos termos do art.373, in verbis: Art.373. Os valores expressos em moeda corrente referidos neste Regulamento, exceto aqueles referidos no art. 288, são reajustados nas mesmas épocas e com os mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da previdência social No mesmo sentido, a Lei nº 8.212/91 preleciona ainda em seu art. 92 que qualquer infração a dispositivo desta legislação, quando não esteja prevista expressamente, sujeitarseá a observância desse dispositivo. Então vejamos: Art. 92. A infração de qualquer dispositivo desta Lei para a qual não haja penalidade expressamente cominada sujeita o responsável, conforme a gravidade da infração, a multa variável de Cr$ 100.000,00 (cem mil cruzeiros) a Cr$ 10.000.000,00 (dez milhões de cruzeiros), conforme dispuser o regulamento. 24 Vale destacar que o artigo acima foi atualizado conforme indicativo nº 24, vejamos: 24 Valores atualizados pela Portaria MPAS nº 4.479, de 4.6.98, a partir de 1º de junho de 1998, para, respectivamente, R$ 636,17 (seiscentos e trinta e seis reais e dezessete centavos) e R$ 63.617,35 (sessenta e três mil, seiscentos e dezessete reais e trinta e cinco centavos) Além disso, previu o art.102 que os valores desta legislação seriam reajustados nos mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da Previdência Social. Art.102.Os valores expressos em moeda corrente nesta Lei serão reajustados nas mesmas épocas e com os mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da Previdência Social. Contudo, conforme já demonstrado, percebo que a infração foi cometida, motivo pelo qual deverá a cobrança ser mantida e atualizada na forma do dispositivo acima. Ademais, não constatei a ocorrência de circunstancias agravantes, de modo que a multa a ser aplicada deverá ser o valor mínimo com base no art.292, I, do Regulamento da Previdência Social. CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso voluntário para NEGARLHE PROVIMENTO. É como voto. Fl. 7DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/09/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA, Assinado digitalmente em 09/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA 8 Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 8DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/09/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA, Assinado digitalmente em 09/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA
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Numero do processo: 10980.007520/2003-61
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 19 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 2101-000.105
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência.
Matéria: DCTF_IRF - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (IRF)
Nome do relator: CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY
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Recorrida Fazenda Nacional Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. (assinado digitalmente) _____________________________________ Luiz Eduardo de Oliveira Santos – Presidente (assinado digitalmente) ___________________________________ Celia Maria de Souza Murphy – Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), José Raimundo Tosta Santos, Gonçalo Bonet Allage, Celia Maria de Souza Murphy (Relatora), Gilvanci Antonio de Oliveira Sousa e Alexandre Naoki Nishioka. Relatório O recurso voluntário em exame pretende a reforma do Acórdão n.º 0616.297, de 6 de dezembro de 2007, da 2.ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Curitiba (PR), o qual julgou o lançamento procedente. Fl. 118DF CARF MF Impresso em 08/03/2013 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/02/2013 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 22/ 02/2013 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 28/02/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS Processo nº 10980.007520/200361 Error! Reference source not found. n.º 2101000.105 S2C1T1 Fl. 115 2 As infrações indicadas pela Fiscalização consistem em falta de recolhimento ou pagamento do principal e DCTF – Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais inexata, conforme Anexo III, “Demonstrativo do Crédito Tributário a Pagar” (fls. 60 a 67). Na impugnação, a interessada pediu que fossem desconsideradas as informações contidas nas DCTF do anocalendário 1998, eis que os valores nelas informados estariam incorretos, e declarou que os valores reais do IRRF estariam lançados no seu Livro Diário n.º 26. Esclareceu que os referidos débitos foram devidamente pagos, bem como o valor de R$ 128,66 Código 561, retido em 31.12.1998. No Recurso Voluntário (fls. 94 e seguintes), alega em preliminar que, tendo em vista ter tomado ciência do auto de infração somente em 21.7.2003, estão decadentes os períodos de apuração anteriores a 21.7.1998. No mérito, esclarece que o litígio não está nos débitos lançados, mas nos pagamentos considerados, e sustenta que deve ser desconsiderada a parte da DCTF que informa os pagamentos, por conter erro material. Pede (i) a produção de novas provas, (ii) sejam intimadas as procuradoras para a sustentação oral e (iii) que as notificações e intimações sejam efetuadas na pessoa das procuradoras no endereço que fornece, inclusive a intimação da decisão do presente recurso, sob pena de nulidade. Os autos foram encaminhados à Primeira Seção de Julgamento deste Conselho, que declinou da apreciação do recurso em favor de uma das Turmas das Câmaras desta Segunda Seção, diante do que prescreve o artigo 2° do anexo II do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria n° 256 de 22.6.2009, publicada no DOU de 23.6.2009. Os autos foram então encaminhados para a Segunda Seção de Julgamento. É o Relatório. Voto O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos previstos no Decreto n° 70.235, de 1972. Dele conheço. Exigese, no presente processo, imposto sobre a renda na fonte correspondente ao anocalendário 1998, no valor de R$ 673,63, acompanhado de juros de mora e multa de ofício, em decorrência de irregularidades apuradas nos créditos vinculados informados na DCTF em procedimento de auditoria interna. O Auto de Infração lavrado contra a interessada contempla débitos de imposto sobre a renda na fonte cujos períodos de apuração ocorreram de maio a dezembro de 1998 (vide fls. 62 a 65). A ciência do Auto de Infração se deu em 21 de julho de 2003, conforme se comprova por meio do Aviso de Recebimento dos Correios às fls. 69. Apesar da manifesta concordância com os créditos lançados, a interessada suscita uma preliminar de decadência daqueles correspondentes aos períodos de apuração anteriores a 21.7.1998, por terem decorrido mais de cinco anos entre o fato jurídico tributário e a ciência do auto de infração. No mérito, diz que os débitos já estão pagos. Foram acostados aos autos os DARF às fls. 30 a 58. Todavia, não há, nos autos, manifestação da repartição competente sobre esses pagamentos. Fl. 119DF CARF MF Impresso em 08/03/2013 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/02/2013 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 22/ 02/2013 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 28/02/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS Processo nº 10980.007520/200361 Error! Reference source not found. n.º 2101000.105 S2C1T1 Fl. 116 3 Sendo assim, não é possível decidir o pleito, eis que os pagamentos que o sujeito passivo alega ter feito não foram analisados pelo órgão preparador do processo em confronto com os créditos lançados. Por essa razão, voto por converter o julgamento em diligência, a ser realizada pela repartição de origem, para que, em pesquisa aos arquivos da Secretaria da Receita Federal do Brasil, certifique, de forma inequívoca: a) se estão confirmados os recolhimentos correspondentes aos DARF anexados às fls. 30 a 58; b) sendo afirmativa a resposta ao item (a), se os pagamentos já se encontram alocados a outros débitos ou se estão disponíveis para alocação e qual o saldo disponível de cada um. Caso seja apurado saldo disponível nos pagamentos correspondentes aos DARF anexados às fls. 30 a 58, elaborar quadro demonstrativo indicando: c) os débitos relacionados no Anexo Ia – Relatório de Auditoria Interna de Pagamentos Informados na DCTF (fls. 62 a 65); d) os pagamentos passíveis de alocação (ou efetivamente alocados) àqueles débitos, nos termos do artigo 163 da Lei n.º 5.172, de 1966 (Código Tributário Nacional), correspondentes a cada um dos débitos do mencionado Anexo Ia; e) o valor amortizado de cada um dos débitos do Anexo Ia e os saldos remanescentes, igualmente individualizados. Na hipótese de não haver saldo disponível em algum ou alguns dos pagamentos analisados, ou havendo saldo parcial, informar o motivo, individualmente. Finda a diligência, o sujeito passivo deve ser intimado para tomar ciência e, querendo, manifestarse no prazo de trinta dias. Feito isso, os autos devem retornar para este Conselho para julgamento. (assinado digitalmente) _________________________________ Celia Maria de Souza Murphy Relatora Fl. 120DF CARF MF Impresso em 08/03/2013 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/02/2013 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 22/ 02/2013 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 28/02/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS
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