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Numero do processo: 18471.002349/2004-37
Data da sessão: Tue Jul 06 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO - CSLL
Data do fato gerador: 31/12/2001, 31/0.3/2002, 30/06/2002, 30/09/2002, .31/12/2002
PROCESSOS DE COMPENSAÇÃO E DE EXIGÊNCIA DE DÉBITOS TRIBUTÁRIOS. VINCULAÇÃO. SOBRESTAMENTO. Antes da vigência
da norma tributária que atribui às Dcomp - declarações de compensação - o condão de confissão de débitos tributários, é cabível a constituição destes débitos por lançamento de oficio, com a cominação da multa de oficio regular, desde que os débitos não foram previamente confessados ao fisco pela empresa.
NULIDADE. CONSTITUIÇÃO E SUSPENSÃO DO CRÉDITO
TRIBUTÁRIO. DISTINÇÃO. O Auto de Infração ou a Notificação de
Lançamento são instrumentos que constituem o crédito tributário e a sua lavratura resguarda a Fazenda Nacional da perda do direito de constituí-lo, independentemente de estarem suspensos por uma das causas descritas no artigo 151 do Código Tributário Nacional. Constituição e suspensão do crédito são duas figuras jurídicas distintas, que não se confundem não podendo as causas de suspensão impedirem a regular constituição do crédito tributário.
NORMAS PROCESSUAIS. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA.
PRECLUSÃO, Preelui na fase reeursal a fundamentação não apresentada na fase impugnatória.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 1801-000.283
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, afastar as nulidades suscitadas para, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado
Matéria: CSL - ação fiscal (exceto glosa compens. bases negativas)
Nome do relator: Ana de Barros Fernandes
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO - CSLL Data do fato gerador: 31/12/2001, 31/0.3/2002, 30/06/2002, 30/09/2002, .31/12/2002 PROCESSOS DE COMPENSAÇÃO E DE EXIGÊNCIA DE DÉBITOS TRIBUTÁRIOS. VINCULAÇÃO. SOBRESTAMENTO. Antes da vigência da norma tributária que atribui às Dcomp - declarações de compensação - o condão de confissão de débitos tributários, é cabível a constituição destes débitos por lançamento de oficio, com a cominação da multa de oficio regular, desde que os débitos não foram previamente confessados ao fisco pela empresa. NULIDADE. CONSTITUIÇÃO E SUSPENSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. DISTINÇÃO. O Auto de Infração ou a Notificação de Lançamento são instrumentos que constituem o crédito tributário e a sua lavratura resguarda a Fazenda Nacional da perda do direito de constituí-lo, independentemente de estarem suspensos por uma das causas descritas no artigo 151 do Código Tributário Nacional. Constituição e suspensão do crédito são duas figuras jurídicas distintas, que não se confundem não podendo as causas de suspensão impedirem a regular constituição do crédito tributário. NORMAS PROCESSUAIS. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. PRECLUSÃO, Preelui na fase reeursal a fundamentação não apresentada na fase impugnatória. Recurso Voluntário Negado.
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Recorrida ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO - CSLL Data do fato gerador: 31/12/2001, 31/0.3/2002, 30/06/2002, 30/09/2002, .31/12/2002 PROCESSOS DE COMPENSAÇÃO E DE EXIGÊNCIA DE DÉBITOS TRIBUTÁRIOS. VINCULAÇÃO. SOBRESTAMENTO. Antes da vigência da norma tributária que atribui às Dcomp - declarações de compensação - o condão de confissão de débitos tributários, é cabível a constituição destes débitos por lançamento de oficio, com a cominação da multa de oficio regular, desde que os débitos não foram previamente confessados ao fisco pela empresa. NULIDADE. CONSTITUIÇÃO E SUSPENSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. DISTINÇÃO. O Auto de Infração ou a Notificação de Lançamento são instrumentos que constituem o crédito tributário e a sua lavratura resguarda a Fazenda Nacional da perda do direito de constituí-lo, independentemente de estarem suspensos por uma das causas descritas no artigo 151 do Código Tributário Nacional. Constituição e suspensão do crédito são duas figuras jurídicas distintas, que não se confundem não podendo as causas de suspensão impedirem a regular constituição do crédito tributário. NORMAS PROCESSUAIS. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. PRECLUSÃO, Preelui na fase reeursal a fundamentação não apresentada na fase impugnatória. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, afastar as nulidades suscitadas para, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. FAZENDA NACIONAL ANA DE BARROS FERNANDES - Presidente e Relatora EDITADO EM 12 NOV 2010 Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Guilherme Pallastri Gomes da Silva, Maria de Lourdes Ramirez, André Almeida Blanco, Rogério Garcia Peres e Ana de Barros Fernandes, Relatório A empresa sofreu autuações para a exigência de IRPJ, CSLL, PIS e Cofins cujos valores e períodos foram informados em declaração de compensação não homologada, tendo sido representada à fiscalização, por ocasião do despacho denegatório que declarou a prescrição do direito da contribuinte do indébito tributário. O objeto deste processo é a exigência relativa a CSLL, relativas ao 40 trimestre de 2001 e aos quatro trimestres de 2002, no valor de R$ 3.158,81, mais multa regular de oficio e juros moratórios — Auto de Infração e Termo de Constatação de Irregularidades às fis. fis. 112 a 119. A fiscalização a partir dos valores informados no referido pedido de compensação, conferiu os valores escriturados e informados em D1PJ entregues pela contribuinte. Do cotejo dos valores, verificado os não recolhimentos dos tributos, foi realizado o lançamento de oficio dos valores ora informados em DIPJ (e confirmados na escrituração da contribuinte), ora informados no pedido de compensação. No presente lançamento, os valores considerados para o quarto trimestre de 2001 e primeiro trimestre de 2002 foram aqueles informados pela contribuinte em DIPI, enquanto em relação aos demais trimestres foram aqueles objeto do pedido de compensação. O pedido de compensação foi protocolizado em 03/02/2002 e pretendia a compensação dos débitos com créditos decorrentes de Finsocial — processo n° 10070,000126/00-14 — fls. 140e 141. Inconformada com as autuações, a empresa impugnou o lançamento alegando, em apertada síntese, que não poderia ter sido autuada uma vez que o processo relativo à compensação ainda está sob litígio, estando sob a guarida do artigo 151, III, do Código Tributário Nacional — CTN. Argúi ainda a matéria ventilada naquele processo no que respeita ao prazo decendial para solicitar a referida restituição dos indébitos tributários, consoante entendimento firmado pelo Superior Tribunal de Justiça — STJ — fis. 127 a 131. Às fis. 159 a 165 a Quinta Turma de Julgamento da DRJ no Rio de Janeiro/RJ-1 exarou o Acórdão n° 12-14.407/07, que restou assim ementado: 2 Processo n° 18471.002349/2004-37 Acórdão n.° 1801-00,283 S1-TE01 Fl 2 PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. LANÇAMENTO DE OFICIO. FALTA DE RECOLHIMENTO. A existência de pedido de compensação, em outro processo, pendente de decisão definitiva na esfera administrativa, não impede o lançamento de oficio, quanto &falta de recolhimento de tributo devido, zuna vez inexistir, dentre as hipóteses de suspensão da exigibilidade do crédito tributário, a interposição de recurso quanto ao indeferimento de tal pedido. Pinço do julgado a seguinte fundamentação, por oportuno: O Auto de Infração deveria, como o foi, ser lavrado, porque a constituição do crédito tributário depende do lançamento e compete privativamente à autoridade administrativa a constituição do crédito tributário, nos termos do Art. 142 da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966 - Código Tributário Nacional (CTN), ou seja, o crédito não existe sem o lançamento, 28. Antes do lançamento o que existe é a obrigação tributária, pois ela só depende da ocorrência do fato gerador-, O crédito tributário, para passar a existir-, precisa de um procedimento administrativo de formalização, que é o lançamento. Se o lançamento não for .feito, ultrapassado o prazo de decadência previsto no Código Tributário Nacional, a Administração Tributária perderia o direito de formalizar o crédito tributário e não poderia alegar que não fez em virtude, por exemplo, da existência de discussão pedido compensação de tributos em outros processos, pois o prazo de decadência não fica suspenso nem é interrompido. 29. Assim disciplina a Instrução Normativa/SRF n ° 210, de 2002: Art 23, Verificada a compensação indevida de tributo ou contribuição não lançado de oficio nem confessado deverá ser promovido o lançamento de oficio do crédito tributário. Parágrafo único, O sujeito passivo será comunicado da não homologação da compensação cientfficado do lançamento de oficio e intimado a efetuar o pagamento do débito ou a impugnar o lançamento no prazo de trinta dias contado de sua ciência. 30. Portanto, cabe a exigência do crédito tributário por via do lançamento pela autoridade . fiscal, pelo que deve ser mantida a exação, 31. Ademais, a possível existência de créditos a favor da interessada não obsta o procedimento de oficio, conforme já abordado no presente Voto. A exigência fiscal formalizada resulta da obrigação tributária nascida com o fato gerador e procura reparar dfalta de pagamento de IRPJ, sendo indiferente quais os recursos o sujeito passivo utilizará para quitá-la. 32. No caso em concreto, a autuada não ofereceu à tributação os valores constantes no lançamento, sujeitando-se à multa e aos juros cabíveis. Tal irregularidade não é influenciada, ou 3 refutada, pelo suposto direito de compensação, motivo pelo qual é procedente o Auto de Inflação elaborado pela fiscalização. A empresa li-resignada com a decisão proferida interpôs, tempestivamente, o Recurso Voluntário de fls. 168 a 176, instruído por acórdão proferido pelo Terceiro Conselho de Contribuintes no processo de compensação n° 10070.000126/00-14, homologando a compensação pleiteada fis, 178 a 188. Argumenta, em síntese: 1) que os débitos exigidos foram objeto de DCTF; 2) sendo assim, incabível a autuação, pois o artigo 90 da Medida Provisória MP n° 2.158/01 que determinava o lançamento de oficio para as diferenças apuradas em declaração prestada pelo sujeito passivo, decorrentes de pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, indevidos ou não comprovados, foi revogado pela MP n° 135/03, posteriormente transformada na Lei n° 10.833/03; 3) para os processos em trâmite, a COSIT em Solução de Consulta Interna n° 03, de 08 de janeiro de 2004, assim se manifestou: "Quanto à segunda parte da primeira questão apresentada pela Corai - aplicação do rito processual mencionado no ,§ 11 do art, 74 da Lei n.,° 9430, de 1996, às Dcomp apresentadas antes da edição da MP n,° 135, de 2003, e aos pedidos de compensação pendentes de apreciação considerados declaração de compensação, ou seja, se as manifestações de inconformidade e os recursos já apresentados têm o condão de suspender a exigibilidade do crédito tributário -, há que se considerar duas situações a) verificado que se trata de compensação indevida de tributo ou contribuição não lançado de oficio nem confessado, deve-se promover o lançamento de oficio do crédito tributário, sendo que eventuais impugnações e recursos suspendem sua exigibilidade,' b) constatado que se trata de compensação indevida de tributo ou contribuição já confessado ou lançado de oficio, as manifestações de inconformidade e os recursos apresentados enquadram-se no disposto § 11 retromencionado, suspendendo a exigibilidade do crédito tributário, uma vez que se trata de direito processual cuja aplicabilidade é imediata.. 4) a presente autuação não versa sobre exigência de multa isolada, nem poderia, conforme preceitua o artigo 18 da Lei n° 10.833/03, com redação dada pela Lei ri° 11.051/04 (já em vigência à época da autuação), pois o indeferimento do pedido de compensação não teve como fulcro as hipóteses ali tratadas: vedação legal para a compensação, créditos com natureza não tributária ou prática de infrações descritas nos artigos 71, 72 e/ou 73 da Lei n° 4_502/64; 5) portanto, não cabe o lançamento tributário ex officio de valores já devidamente confessados em DCTF, sobretudo com a cominação de multa de oficio, ainda que os pedidos de compensação entregues em época em que não constituíam confissões de dívidas; Processo n° 18471,002349/2004-37 SI-TE01 Acórdão n 1801-00.283 Fl. .3 6) enquanto sob julgamento o processo de compensação, não poderia haver a exigência do crédito tributário, por flagrante ofensa ao artigo 151, III, do CTN, ao princípio da legalidade e foi contrária ao efeito suspensivo dos recursos interpostos pela recorrente; 7) o Terceiro Conselho de Contribuintes homologou as compensações reconhecendo o direito da recorrente aos créditos de Finsocial, conforme pleiteados. Protesta, ao final pela insubsistência da autuação objeto deste litígio administrativo, É o relatório, Passo a analisar as razões recursais, 5 Voto Conselheira ANA DE BARROS FERNANDES Conheço do recurso voluntário interposto, por tempestivo. Inicio o presente voto pelas matérias que entendo preliminares — itens 1 e II a seguir — às questões de mérito. I) Da vinculação do presente processo à sorte do processo n° 10070.000126/00-14 Primeiramente, cumpre esclarecer que o precitado processo encontra-se ainda sub judice aguardando apreciação pela Câmara Superior de Recursos Fiscais neste Caril Todavia, concordo com a linha expositiva do acórdão ora vergastado, no sentido da independência dos dois processos. Como a própria recorrente reconhece, as informações de débitos inseridas nos pedidos de declaração, posteriormente reconhecidos como Dcomp — Declaração de Compensação, protocolizados em 2000, não possuem o condão de serem instrumentos de confissão de dívida. Destarte, torna-se imprescindível, preliminarmente, que os débitos tributários sejam devidamente constituídos, enquanto o fato de a contribuinte ter ou não direito à compensação destes débitos com suposto crédito, sob litígio, é momento posterior a ser avaliado. O objeto do presente processo é a constituição, se necessária ou não, ex officio, com cominação de multa regular, e não a forma que tais débitos serão solvidos. Ressalto que os dois processos só teriam alguma vinculação se as Dcomp em apreço já constituíssem confissão de dívidas junto à Fazenda Nacional, o que não é o caso. Assim, em princípio, a constituição do crédito tributário foi realizada nos estritos moldes legais, pela atividade privativa da autoridade administrativa do lançamento tributário, no estrito cumprimento do artigo 142 do Código Tributário Nacional, haja vista que estes não se encontravam: (a) nem pagos (auto lançamento); (b) nem declarados em instrumentos hábeis a servirem de confissão de dívidas junto ao fisco. Adiante abordaremos, no mérito, a questão suscitada sobre as DCTF. II) Da constituição do crédito tributário pelo lançamento de oficio versus da suspensão da exigibilidade do referido crédito As reclamações, impugnações ou recursos interpostos, na realidade, geram situações de suspensão da exigibilidade do crédito tributário, mas suspensão de exigibilidade, novamente, não se confunde com a constituição do crédito tributário que se dá por duas formas, tributariamente se tratando, consoante acima já abordado. Processo n° 18471.002349/2004-37 SI-TE01 Acórdão n ° 1801-00283 Fl, 4 Repito: a constituição do crédito tributário ocorre ou pelo recolhimento espontâneo dos contribuintes (nos tributos cujo lançamento se dá por homologação — art. 150 CTN), ou pela confissão dos débitos ao fisco, ou de oficio, pela lav-rat-ura de Notificação ou Auto de Infração (nos casos das penalidades ou de tributos que não comportem a modalidade descrita no artigo 150 do C'TN, pelo pagamento antecipado). O que a recorrente requer, na verdade, e diz com suas próprias palavras é a suspensão da exigibilidade do crédito tributário, prevista no artigo 151, III, do CTN e aí confunde a constituição do crédito com a suspensão de sua exigibilidade. E suspensão de exigibilidade é procedimento a ser observado pela unidade de jurisdição da contribuinte (no serviço de controle do crédito tributário), após o julgamento da procedência ou não do lançamento tributário e antes da cobrança do referido crédito. Tanto é assim que a recorrente não está sendo cobrada do lançamento tributário ora discutido. A sua exigibilidade está suspensa em virtude do recurso interposto e ora apreciado. E, no caso da recorrente obter sucesso no pedido de restituição/compensação veiculado no processo n° 10070,000124/00-14, o IRPJ, objeto do presente lançamento, será solvido com este recurso financeiro. Destarte, a constituição do crédito e a suspensão da exigibilidade deste são dois momentos distintos, pelo que as disposições do artigo 151 e as hipóteses ali descritas não impedem a lavratura de notificação de lançamento ou auto de infração que cuidam de constituir os referidos créditos, III) DCTF constituição de créditos tributários A recorrente carece de documentação comprobatória que corrobore as suas alegações de que todos os débitos inseridos no pedido de compensação estão informados em DCTF. E não é o que se subsume do processo em questão. Tanto a autoridade lançadora, como a turma a quo de julgamento, são claras ao expor que os débitos objetos dos pedidos de compensação devem ser objeto de lançamento tributário realizado de oficio para a sua constituição formal, nos termos da legislação tributária vigente. Ademais, essa matéria não foi trazida na impugnação interposta pela contribuinte, sendo insuscetível de ser apreciada por este órgão colegiado de segunda instância, consoante dispõe o artigo 17 do Decreto n° 70.235/72 — PAF. Enriqueço esse voto com a ementa do Acórdão n° CSRF / 01-01351/01, prolatado pela Câmara Superior de Recursos Fiscais: MATÉRIA PRECL USA — O julgamento administrativo inicia-se com o exame do lançamento sobre o qual pode falar o julgador independentemente de argumentação por parte do sujeito passivo. Admitida a legalidade do ato, questões não provocadas a debate em primeira instância, quando se instaura a fase 7 litigiosa do procedimento administrativo, com a apresentação da petição impugnativa inicial, constituem matérias prechtsas das quais não pode o Conselho tomar conhecimento, por afrontar o princípio do duplo grau de jurisdição a que está submetido o Processo Administrativo Fiscal. O não enfrentamento da matéria na inicial implica em concordância tácita do contribuinte com a tributação do valor omitido, sendo "extra petita" a decisão que afasta a exigência. Recurso de ofício provido. (grifos não pertencem ao original) Até esclareço que entendo o assunto preclusão de matéria de fauna temperada, mas para que pudesse aplicar essa condescendência em relevar este princípio do processo administrativo fiscal mister seria a prova a ser apresentada pela recorrente, cujo ônus é de quem alega. Considero, portanto, que os débitos inseridos nos pedidos de compensação não foram confessados pela recorrente em DCTF, ou, ainda, por mera hipótese, se o foram este ato foi realizado em data na qual as declarações em DCTF não constituíam confissão de dívida, por força de determinação legal, IV) Da legalidade da autuação e da aplicação da multa de oficio A evolução da legislação tributária trazida pela recorrente não lhe favorece. Primeiramente porque é matéria, novamente, preclusa. E, ainda, que se considere matéria de ordem pública, o que dos autos consta é que a recorrente não confessou os débitos objetos do pedido de compensação ao fisco e, por esta razão, foram constituídos de oficio, inclusive com a cominação da multa respectiva. Observo e ressalto que a multa aqui tratada não é a exigida de forma isolada, mas é aquela cominada para a exigência realizada de oficio pela autoridade fiscal em virtude de serem valores que estavam além do conhecimento do fisco, conhecidos pela entrega do pedido de compensação objeto do processo n° 10070.000126/00-14, o qual originou uma representação fiscal justamente para serem lançados de oficio. Destarte, o princípio da legalidade estrita insculpido no parágrafo único do artigo 142 do CTN foi observado pela autoridade fiscal tanto no que respeita à constituição dos créditos tributários em questão, tanto quanto à cominação dos acréscimos legais devidos. Por derradeiro, ressalvo no presente julgado que eventual cobrança em duplicidade da CSLL em pauta é questão a ser dirimida junto ao setor que controla os créditos tributários da unidade de jurisdição da recorrente, Processo n° 18471.002349/2004-37 Acórdão n.° 1801-00.283 S1-TEOF Fl 5 CONCLUSÃO Voto em afastar as alegações de nulidades suscitadas pela recorrente, para, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário. ANA DE BARROS FERNANDES Relatora 9
score : 1.0
Numero do processo: 16327.003560/2003-24
Data da sessão: Thu Aug 05 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ
Ano-calendário: 2001
DESPESA DE JUROS SOBRE 0 CAPITAL PRÓPRIO. APLICAÇÃO DA TAXA DE JUROS DE LONGO PRAZO TJLP. A Lei n° 9.249/95 definiu a TJLP como uma taxa limitadora para o cálculo da despesa dedutivel de juros sobre o capital próprio, e não para a correção das contas do patrimônio liquido,
DESPESA DE JUROS SOBRE O CAPITAL PRÓPRIO, APURAÇÃO DA BASE DE CALCULO, REGIME DE COMPETÊNCIA, A fim de respeitar o regime de competência, a despesa de juros sobre o capital próprio deve ser escriturada tomando por base de cálculo o patrimônio liquido do respectivo ano-calendário.
INTIMAÇÃO AO ADVOGADO, PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. Na fase do contencioso administrativo, as intimações são feitas no domicilio tributário eleito pelo sujeito passivo.
Lançamento Procedente,
Numero da decisão: 1301-000.371
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª câmara /1ª turma ordinária da primeira
SEÇÃO DE JULGAMENTO, negar provimento ao recurso voluntário, por votação unânime.
Matéria: IRPJ - AF (ação fiscal) - Instituição Financeiras (Todas)
Nome do relator: Ricardo Luiz Leal de Melo
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Recorrida 10a Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo/SP ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Ano-calendário: 2001 DESPESA DE JUROS SOBRE 0 CAPITAL PRÓPRIO. APLICAÇÃO DA TAXA DE JUROS DE LONGO PRAZO TJLP. A Lei n° 9.249/95 definiu a TJLP como uma taxa limitadora para o cálculo da despesa dedutivel de juros sobre o capital próprio, e não para a correção das contas do patrimônio liquido, DESPESA DE JUROS SOBRE O CAPITAL PRÓPRIO, APURAÇÃO DA BASE DE CALCULO, REGIME DE COMPETÊNCIA, A fim de respeitar o regime de competência, a despesa de juros sobre o capital próprio deve ser escriturada tomando por base de cálculo o patrimônio liquido do respectivo ano-calendário. INTIMAÇÃO AO ADVOGADO, PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. Na fase do contencioso administrativo, as intimações são feitas no domicilio tributário eleito pelo sujeito passivo, Lançamento Procedente, Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3' câmara / r turma ordinária da primeira SEÇÃO DE JULGAMENTO, negar provimento ao recurso voluntário, por votação unânime. P sidente 1\1/4 )/(? RICARDO Relator üLk etyi LEONARDO DE ANDRADE COUTO EDITADO EM: 7B JAN 20 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Leonardo de Andrade Couto, Valmir Sandri, Waldir Veiga Rocha, Ricardo Luiz Leal de Melo, Paulo Jackson da Silva Lucas e Fabio Soares de Melo Relatório GUEDES DE ALCÂNTARA FACTORING FOMENTO COMERCIAL LTDA,, já qualificada nestes autos, inconformada com o Acórdão n° 16-16.673, de 10/03/2008, da 10 Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo/SP, recorre voluntariamente a este Colegiado, objetivando a reforma do referido julgado . Conforme o Termo de Verificação de fls.44/45, em fiscalização empreendida junto h. empresa acima identificada, o autuante verificou em síntese que: 1. A contribuinte apresentou despesas referentes a juros sobre o capital próprio no valor de R$ 81458,38 na DIPJ/2002, ano-calendário de 2001 2. Intimada a esclarecer o cálculo da referida despesa, a contribuinte apresentou o demonstrativo de fls.42, em que se verificou o uso de base incorreta, ou seja, a empresa efetuou a correção dos valores do património líquido (capital e lucros acumulados de exercícios anteriores) pela TILP até 31/12/2000, além de incluir os lucros de janeiro a maio do próprio exercício (2001), o que não está previsto no art,9°, da Lei n° 9,249/95, que instituiu a dedução desta despesa. 1 0 demonstrativo de fls.43 aponta o valor de R$19.051,48, contabilizado a maior pela contribuinte, caracterizando excesso de dedução do valor dos juros pagos ou creditados a titulo de remuneração do capital próprio, no ano-calendário de 2001. 4. Em virtude de ter havido prejuízo fiscal no ano-calendário de 2001, a presente ação fiscal resultou em retificação do saldo de prejuízo fiscal e do saldo de base negativa da CSLE 2 Processo re 16327003560/2003-24 S1-C3T1 Acórdilo n,° 1301-00.371 Ft 2 Em decorrência das constatações feitas pela fiscalização, em 16/10/2003 foram lavrados Autos de Infração de ajuste das bases de cálculo do IRPJ (fls.46/47) e da CSLL (fls. 48/51), O interessado apresentou, ern 17/11/2003, a impugnação de fls. 56/62. Em sua defesa, alega, em síntese, que: 1. A contribuinte pleiteia receber intimações e notificações referentes aos presentes autos administrativos no endereço do escritório de seu advogado, 2, 0 cálculo dos juros para remuneração do capital próprio, utilizando o indexador TJLP, foi efetuado em conformidade com a regra estabelecida pela nova redação do art, 90 , da Lei n° 9.249/95 (Lei n° 9.430/96), 3. No que se refere aos lucros atribuídos aos meses de janeiro a maio de 2001, também inexiste incorreção, pois a regra prevista no referido art, 9 0 é a remuneração "pro rata dia", logo não há que se falar em limites temporais ou periodos de remuneração, já que a norma autoriza tal procedimento de forma diária. 4. Ao analisar o demonstrativo de fls.42, elaborado pela contribuinte, a Fiscalização não poderia aplicar normas jurídicas ultrapassadas ou já revogadas, corno é o caso do RIR194, e demais normas invocadas pela autuação como base legal, incluindo-se nesse contexto, ainda, o fato de que a Lei n° 9.249 não se aplica ao ano-calendário em questão. A 10' Turma da DRJ ern são Paulo/SP analisou a impugnação apresentada pela contribuinte e, por via do Acórdão n° 16-16.673, de 10/03/2008, considerou procedente o lançamento com a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Ano-calendário: 2001 DESPESA DE JUROS SOBRE 0 CAPITAL PRÓPRIO. APLICAÇÃO DA TAXA DE JUROS DE LONGO PRAZO TJLP, A Lei n° 9.249/95 definiu a DLP como uma taxa limitadora para o cálculo da despesa dedutivel de juros sobre o capital próprio, e não para a correção das contas do patrimônio liquido, DESPESA DE JUROS SOBRE 0 CAPITAL PRÓPRIO. APURAÇÃO DA BASE DE CALCULO. REGIME DE COMPETÊNCIA. A fim de respeitar o regime de competência, a despesa de juros sobre o capital próprio deve ser escriturada tomando por base de cálculo o patrimônio liquido do respectivo ano-calendário. INTIMAÇÃO AO ADVOGADO, PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. Na fase do contencioso administrativo, as intimações são feitas no domicilio tributário eleito pelo sujeito passivo, Lançamento Procedente Ciente da decisão de primeira instância em 05/05/08, a contribuinte apresentou recurso voluntário em 04/06/2008 conforme carimbo de recepção A folha 102. No recurso interposto (fls. 102/108) a recorrente repete os argumentos trazidos na fase impugnatória. E o Relatório, Voto Conselheiro RICARDO LUIZ LEAL DE MELO, Relator O recurso é tempestivo e dele conheço. A Recorrente afirma que utilizou corretamente a 'ULF para efetuar a correção relativa aos valores do patrimônio liquido que serviram de base de cálculo das despesas de juros sobre o capital próprio, conforme demonstrado pela contribuinte na coluna "Saldo corrigido pela TILP até 31/12/00" de fls.42. Para o deslinde da questão faz-se necessário verificar o fundamento legal que a contribuinte buscou embasar tal procedimento, qual seja, o caput do art 9°, da Lei n° 9.249/95, in verbis: Art. 9° A pessoa jurídica poderá deduzir, para efeitos da apuração do lucro real, os juros pagos ou creditados individualizadamente a titular, sócios ou acionistas, a título de remuneração do capital próprio, calculados sobre as contas do patrimônio liquido e limitados a variação, pro rata dia, da Taxa de Juros de Longo Prazo TJLP, Pela simples leitura do dispositivo acima transcrito resta claro que a lei não autoriza a correção das contas do patrimônio líquido pela TJIP. Na verdade, a Lei ri° 9.249/95 definiu a TJLP como uma taxa limitadora para o cálculo da despesa dedutível de juros sobre o capital próprio e não para a correção das contas do pat rimônio liquido, como equivocadamente interpretou a Recorrente na tabela de fls.42. Quanto à inclusão dos lucros atribuídos aos meses de janeiro a maio de 2001 na base de cálculo utilizada para a apuração da despesa de juros sobre o capital próprio, cumpre observar que a contribuinte não respeitou o regime de competência. O Conselho Federal de Contabilidade, por meio do art.9°, da Resolução n° 750, de 29/12/93, assim define Período de Competência: "as receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do resultado do período em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento". Por sua vez, o art. 177, da Lei n°6.404/76, estipula que: Art. 177. A escrituração da companhia será mantida em registros permanentes, com obediência aos preceitos da legislação comercial e desta Lei e aos princípios de contabilidade geralmente aceitos, devendo observar métodos ou critérios contábeis uniformes no tempo e registrar as mutações patrimoniais segundo o regime de competência. 4 RICARDO Z LEAL DE MELO - Relator Processo n° 1632T003560/2003-24 S1-C3T1 Acórdão n. 1301-00.371 Fl 3 No caso em tela, o art, 29 da Instrução Normativa SRF no 11/96 é explicito acerca da necessária observância do regime de competência no pagamento ou creditamento dos juros sobre o capital próprio, para fins de garantia de sua dedutibilidade: Art. 29 - Para efeito de apuração do lucro real, observado o regime de competência, poderão ser deduzidos os juros pagos ou creditados individualizadamente a titular, sócios ou acionistas, a titulo de remuneração do capital próprio, calculados sobre as contas do patrimônio liquido e limitados à variação Ora, resta evidente que sem qualquer fundamento normativo é o procedimento da Recorrente de — para a elaboração dos cálculos da despesa de juros sobre o capital próprio utilizar valores referentes a dois períodos de competência distintos (anos- calenddrio de 2000 e 2001) . Em conclusão, por todo o exposto, nego provimento ao recurso voluntário, mantendo a retificação dos saldos de prejuízo fiscal e de base negativa da contribuição social sobre o lucro. Sala das Sessões, em 05 de agosto de 2010,05 de agosto de 2010 5
score : 1.0
Numero do processo: 13804.006550/2002-07
Data da sessão: Wed Sep 30 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Exercício: 2000
Ementa: FASE PRÉ-OPERACIONAL - RECONHECIMENTO DE RECEITAS FINANCEIRAS - Não há previsão legal, seja de natureza tributária seja de cunho comercial, para diferimento de receitas financeiras. São os recursos aplicados "em despesas que contribuirão para a formação do resultado de mais de um exercício social", nos termos da redação original do inciso V, art. 179, da Lei 6.404/76 (atualmente modificado pela Lei 11.638/2007), que devem ser diferidos. Isso decorre do princípio da competência, o qual se desmembra em dois princípios concretizadores : (i) o da realização da receita e (ii) o do confronto das despesas. As despesas só são reconhecidas quando confrontadas às respectivas receitas e não o contrário. Dessarte, os dispêndios que vejam a contribuir para receitas futuras só poderão ser reconhecidos nos períodos de obtenção destas receitas. E em razão deste primado que há a previsão do diferimento de despesas na fase pré-operacional. O mesmo não pode ser dito quanto a receitas. Estas devem ser reconhecidas no período de sua realização. Desse modo, mesmo na fase pré-operacional, na qual a entidade ainda não obteve receitas decorrentes de seu objeto social, as receitas de outras origens, ou seja, as financeiras e as não-operacionais, devem ser reconhecidas quando realizadas, vale dizer, no período no qual a entidade adquiriu o direito ao seu recebimento. Assim, não cabe devolução do saldo negativo de IRPJ decorrente do imposto de renda retido na fonte na fase pré-operacional, se as respectivas receitas não foram declaradas.
Numero da decisão: 1201-000.180
Decisão: Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso voluntário , nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Vencidos os conselheiros Cheryl Berno, Alexandre Barbosa Jaguaribe e Antônio Carlos Guidoni Filho.
Matéria: IRF- que ñ versem s/ exigência de cred. trib. (ex.:restit.)
Nome do relator: Guilherme Adolfo dos Santos Mendes
1.0 = *:*
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materia_s : IRF- que ñ versem s/ exigência de cred. trib. (ex.:restit.)
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ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Exercício: 2000 Ementa: FASE PRÉ-OPERACIONAL - RECONHECIMENTO DE RECEITAS FINANCEIRAS - Não há previsão legal, seja de natureza tributária seja de cunho comercial, para diferimento de receitas financeiras. São os recursos aplicados "em despesas que contribuirão para a formação do resultado de mais de um exercício social", nos termos da redação original do inciso V, art. 179, da Lei 6.404/76 (atualmente modificado pela Lei 11.638/2007), que devem ser diferidos. Isso decorre do princípio da competência, o qual se desmembra em dois princípios concretizadores : (i) o da realização da receita e (ii) o do confronto das despesas. As despesas só são reconhecidas quando confrontadas às respectivas receitas e não o contrário. Dessarte, os dispêndios que vejam a contribuir para receitas futuras só poderão ser reconhecidos nos períodos de obtenção destas receitas. E em razão deste primado que há a previsão do diferimento de despesas na fase pré-operacional. O mesmo não pode ser dito quanto a receitas. Estas devem ser reconhecidas no período de sua realização. Desse modo, mesmo na fase pré-operacional, na qual a entidade ainda não obteve receitas decorrentes de seu objeto social, as receitas de outras origens, ou seja, as financeiras e as não-operacionais, devem ser reconhecidas quando realizadas, vale dizer, no período no qual a entidade adquiriu o direito ao seu recebimento. Assim, não cabe devolução do saldo negativo de IRPJ decorrente do imposto de renda retido na fonte na fase pré-operacional, se as respectivas receitas não foram declaradas.
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Numero do processo: 10980.009425/2003-01
Data da sessão: Tue Mar 29 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL
Anocalendário: 1999
EEXECUÇÃO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL POR EMPREITADA GLOBAL. FORNECIMENTO DE MATERIAL E MÃO DE OBRA. TRANSFERÊNCIA DE MATERIAL PARA O CANTEIRO DE OBRAS.
A operação de execução de serviços contratados por empreitada global (fornecimento de material e mão de obra) é equiparada a venda de mercadorias, aplicando-se o coeficiente de presunção do lucro de 8% (comércio), para efeito do IRPJ. As mercadorias, ainda que adquiridas de terceiros em nome da empreiteira, transferidas para o conteiro das obras, já fazem parte do valor global da execução dos serviços contratados por empreitada. Por conseguinte, não há que se falar em adicionar as transferências de material para o local das obras na base de cálculo da CSLL,
pois já integram o preço total da obra (execução de serviços com
fornecimento de material).
Numero da decisão: 1802-000.841
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso.
Nome do relator: Nelso Kichel
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1721; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 1 1 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10980.009425/200301 Recurso nº 000.000 Voluntário Acórdão nº 180200.841 – 2ª Turma Especial Sessão de 29 de março de 2011 Matéria CSLL Recorrente ENGEVIDROS ENGENHARIA E COMÉRCIO DE VIDROS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 1999 EEXECUÇÃO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL POR EMPREITADA GLOBAL. FORNECIMENTO DE MATERIAL E MÃO DEOBRA. TRANSFERÊNCIA DE MATERIAL PARA O CANTEIRO DE OBRAS. A operação de execução de serviços contratados por empreitada global (fornecimento de material e mãodeobra) é equiparada a venda de mercadorias, aplicandose o coeficiente de presunção do lucro de 8% (comércio), para efeito do IRPJ. As mercadorias, ainda que adquiridas de terceiros em nome da empreiteira, transferidas para o conteiro das obras, já fazem parte do valor global da execução dos serviços contratados por empreitada. Por conseguinte, não há que se falar em adicionar as transferências de material para o local das obras na base de cálculo da CSLL, pois já integram o preço total da obra (execução de serviços com fornecimento de material). Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. Fl. 264DF CARF MF Emitido em 08/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/07/2011 por NELSO KICHEL Assinado digitalmente em 07/07/2011 por NELSO KICHEL, 07/07/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 2 (documento assinado digitalmente) Nelso Kichel Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, Andre Almeida Blanco, Gilberto Baptista, Nelso Kichel, Jose de Oliveira Ferraz Correa e Edwal Casoni de paula Fernandes. Relatório Tratase de Recurso Voluntário de fls. 203/223 contra decisão da 1ª Turma da DRJ/Curitiba (fls. 252/257) que julgou improcedente a impugnação, mantendo a exigência da CSLL do anocalendário 1999. A decisão recorrida foi assim ementada (fl. 252): (...) ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LIQUIDO – CSLL Anocalendário: 1999 PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. VENDA DE MATERIAIS UTILIZADOS. EXCLUSÃO DE RECEITAS. 1NCABIMENTO. A receita auferida com a venda de mercadorias utilizadas na prestação de serviços compõe a base de cálculo da CSLL. RESTITUIÇÃO DE INDÉBITO. EXTINÇÃO DO DIREITO. O direito de o contribuinte pleitear a restituição/compensação de tributo ou contribuição pago indevidamente ou em valor maior que o devido, extinguese após o transcurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados da data da extinção do crédito tributário. Lançamento Precedente (...) O auto de infração da CSLL trata de crédito tributário do anocalendário 1999, no montante de R$ 191.288,25, estando inclusos multa de ofício de 75% e juros de mora calculados até 29/08/2003 (fls.220/222). Quanto aos fatos, consta do auto de infração a imputação das seguintes infrações (fl. 221), in verbis: (...) 001 FALTA DE RECOLHIMENTO DA CSLL Falta de recolhimento da Contribuição Social sobre o Lucro Liquido CSLL em virtude de compensações indevidas, no primeiro a quarto trimestres de 1999, conforme DCTFs de fls.84/85, tudo melhor detalhado em Termo de Verificação Fiscal Fl. 265DF CARF MF Emitido em 08/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/07/2011 por NELSO KICHEL Assinado digitalmente em 07/07/2011 por NELSO KICHEL, 07/07/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10980.009425/200301 Acórdão n.º 180200.841 S1TE02 Fl. 2 3 de fls. 223/225 parte integrante e indestacável deste Auto de Infração. (...) 002 CSLL DIFERENÇA APURADA ENTRE O VALOR ESCRITURADO E O DECLARADO/PAGO CSLL RECEITAS NÃO DECLARADAS (VERIFICAÇÕES OBRIGATÓRIAS) Durante o procedimento de verificações obrigatórias foram constatadas divergências entre os valores declarados e os valores escriturados, no primeiro a quarto trimestres de 1999, conforme planilhas de fls. 62, tudo melhor explicitado em Termo de Verificação Fiscal de fo1has 223/225, parte integrante e indestacável deste Auto de Infração. (...) Complementando a descrição dos fatos, consta do Termo de Verificação Fiscal, parte integrante do lançamento fiscal (fls. 223/224), in verbis: (...) RECEITA OPERACIONAL ESCRITURADA E NÃO DECLARADA No ano calendário de 1999 a empresa apresentou a declaração do Imposto de Renda Pessoa Jurídica pelo Lucro Presumido, conforme cópia às fls.8 a 27. Confrontando os valores informados na declaração com a escrituração contábil e fiscal da empresa, constatamos que o contribuinte deixou de incluir na base de calculo da Contribuição Social sobre o Lucro, as receitas de vendas de materiais utilizados nas obras conta 30101011 (3334) Material para Obras constante do Livro Razão (cópia às fls. 86/117), tendo sido classificado no Livro de Apuração do ICMS com os códigos 524 e 624. Considerando que a atividade da empresa é a execução de obras de construção civil e que nos contratos de empreitada firmados (doc. de fls.122 a 193), a execução de serviços sob sua responsabilidade, inclui além da mão de obra o fornecimento de materiais e acessórios; considerando que na aquisição desses materiais as notas fiscais foram emitidas em seu próprio nome, conforme cópias de algumas Notas Fiscais às fls. 194 a 217 e considerando ainda, que a empresa dá garantia de 05 (cinco) anos para quebra de vidros proveniente de defeitos da matéria prima, stress térmico ou defeito de colocação, as receitas auferidas pelos materiais (CFOP 524 e 624) integram a base de cálculo da CSLL. (...) COMPENSAÇÃO INDEVIDA Fl. 266DF CARF MF Emitido em 08/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/07/2011 por NELSO KICHEL Assinado digitalmente em 07/07/2011 por NELSO KICHEL, 07/07/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 4 Com relação aos valores da contribuição social que a empresa alega terem sido recolhidos a maior em exercícios anteriores (doc. de fls. 63/81), não foram aceitas as compensações por esta fiscalização, devido os valores pleiteados serem oriundos da exclusão das receitas dos materiais aplicados nas obra (CFOP 524 e 624), conforme já mencionado no parágrafo anterior, ocasionando assim um crédito inexistente. Tendo em vista que o contribuinte apresentou DCTFs retificadoras em 09/07/2003 (fls. 82 a 85) compensando a Contribuição Social com pretensos créditos e que pelas razões mencionadas acima, não há créditos a serem compensados, os valores abaixo demonstrados, foram levados à tributação. (...) Na peça impugnatória apresentada na instância a quo, a contribuinte aduziu, em síntese, as seguintes razões (fls. 228/230): que foi autuada por deixar de incluir na base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido as receitas de vendas de materiais utilizados nas obras (transferências de materias para as obras contratadas execução de serviços com fornecimento de material – contrato de empreitada por preço global); que se trata de transferência de materiais para as obras com os códigos especificos de CFOP; 524 para dentro do Estado e 624 para obras fora do Estado, classificando assim nesses códigos o registro de saídas de mercadorias; que para determinação da base de cálculo para a Contribuição do PIS, a empresa com base na legislação vigente exclui os valores registrados nestes códigos; que tais procedimentos foram amparados pela Instrução Normativa n° 126/88, Lei 9.718/98 e Lei 8.383191; que a transferência de material para posterior utilização na obra, nos serviços de colocação de vidros e estruturas de alumínio, enquadrase na lista de serviços anexa ao Decretolei 406/68. Ou seja: o fornecimento de materiais esta fora do campo de incidência do ICMS, ressalvada a mercadoria que tenha sido produzida pelo prestador de serviço fora do local da obra, que não é o caso em tela, visto que a empresa aplica material e mão de obra diretamente nas obras contratadas; Lei nº 9.718/98: que a empresa não tem a possibilidade de produzir vidros e esquadrias de alumínio; que, portanto, precisa adquirilos de terceiros, o que faz aumentar a sua receita bruta, apesar dessa aquisição ser apenas o meio para a empresa atingir o faturamento, o que ocorre com a prestação de serviços de colocação na própria obra; que segundo a Lei n° 9.718/98, que passou a disciplinar as contribuições sociais (PIS e Cofins), ampliando a base de cálculo, deixou de ser o faturamento puro e simples para alcançar a receita bruta, assim considerando a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica; que, não obstante, na determinação da base de cálculo dessas contribuições, a Lei 9.718/98 conferiu aos contribuintes o direito de exclusão da receita bruta, as vendas Fl. 267DF CARF MF Emitido em 08/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/07/2011 por NELSO KICHEL Assinado digitalmente em 07/07/2011 por NELSO KICHEL, 07/07/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10980.009425/200301 Acórdão n.º 180200.841 S1TE02 Fl. 3 5 canceladas, reversão de provisões operacionais, recuperação de créditos baixados como perda, receita decorrente de venda de bens do ativo permanente, bem como os valores, que computados como receita, tenham sido transferidos a outras pessoas juridicas, visando a não cumulatividade, motivo pelo qual a recorrente deduziu os valores transferidos a outras pessoas jurídicas; que a Medida Provisória n° 199118/2000, em seu artigo 47, inciso IV, derrogou a possibilidade de serem efetuadas as exclusões da base da cálculo do PIS e da COFINS. que, entretanto, no período de 01 de fevereiro de 1999 a 07 de setembro de 2000, período de vigência do art. 3°, § 2°, inciso III, da Lei n° 9.718/98, a requerente efetuou a exclusão da base de cálculo do PIS e da COFINS dos valores que, computados como receita, foram transferidos a outra pessoa jurídica. que, em relação à CSLL, aplicou o mesmo procedimento do item anterior, quanto ao período citado. que requer seja reconhecido o direito de compensar os valores recolhidos indevidamente. Irresignada com com decisão a quo, da qual tomou ciência em 30/01/2007 (fl. 261), a recorrente apresentou Recurso Voluntário em 01/03/2007 (fls. 264/270), juntando ainda os documentos de fls. 271/396, cujas razões, em resumo, são as seguintes: que a recorrente não vende vidros e acessórios para seus clientes, mas sim vende um projeto, estando incluso: projeto arquitetônico, matérias para serem aplicados na obra e mão de obra especializada; que pelo projeto a recorrente elabora um contrato com preço fechado; que se forem consideradas todas as transferências de mercadorias para a obra, integrante com projeto contratado, a recorrente estaria pagando os impostos em duplicidade, o que causaria um enriquecimento ilícito por parte do fisco; que em relação as compensações informadas nas DCTF retificadoras de 09/07/2003, informando aproveitamento de créditos da CSLL dos anoscalendário 1994 a 2002, até o momento não teve resposta, fato que estaria ferindo o direito da ampla defesa e do contraditório. que, por outro lado, o Termo de Verificação Fiscal, parte integrante do auto de infração da CSLL, considerou indevida a compensação, sem maiores explicações. que os créditos deveriam ser analisados pelo fisco, bem como dado explicações; que não procede, simplesmente, a alegação do fisco que tais créditos estariam decaídos, pois seria pacífica a aplicação da “tese do 5+5” do STJ, para efeito de repetição do indébito. É o relátorio. Fl. 268DF CARF MF Emitido em 08/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/07/2011 por NELSO KICHEL Assinado digitalmente em 07/07/2011 por NELSO KICHEL, 07/07/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 6 Voto Conselheiro Nelso Kichel, Relator O recurso é tempestivo e atende aos pressupostos para sua admissibilidade. Portanto, dele conheço. Conforme relatado, a lide versa acerca do lançamento da CSLL do ano calendário 1999, em face das seguintes infrações imputadas via auto de infração: a) CSLL – diferença apurada: não inclusão na base de cálculo da CSLL de receitas de vendas de materiais empregadados na obra; b) Falta de recolhimento de CSLL – Compensações indevidas. Quanto à primeira infração, a recorrente alegou, em resumo, que executa obras de construção civil por empreitada para seus clientes, fornecendo serviço e material; que a contratação da obra – execução de serviço e fornecimento de material é por preço global; que as transferências de material para o local das obras, adquiridos de terceiros em seu próprio nome, integram o preço total da obra (execução de serviços com fornecimento de material); que, por isso, os valores dos materiais empregados nas obras não foram computados na base de cálculo da CSLL, para evitar duplicidade de cômputo e de tributação; que, nesse sentido, invocou a seguinte legislação: IN SRF n.° 126/1988, Lei 8.383/1991, Lei 9.718/1998 e Decreto nº 406/68 e suas atualizações (Lista de serviços tributados pelo ISS). No que concerne à segunda infração, a recorrente alegou que, em períodos de apuração anteriores a 1999 adicionou os valores das transferências de materiais para as obras contratadas por empreitada global na base de cálculo da CSLL; que, entretanto, revendo tal situação, não incluiu no anocalendário 1999; que, por conseguinte, recolheu CSLL a maior nos períodos anteriores; que, sendo assim, passou a compensar os créditos desses períodos com a CSLL do anocalendário 1999. Nesse sentido, a contribuinte prestou informações detalhadas à fiscalização (fls. 63/91): (...) 2 Em segundo lugar, a empresa atua no ramo de Comércio, Engenharia e projetos e colocação de vidros, Fachadas de ACM, caracterizando corno obras da construção Civil. Diante desta atividade, a empresa transfere os materiais para as obras, com os códigos especificos de CFOP, 524 para dentro do estado e 624 para obras fora do estado.Classificando assim neste código os registro de saidas de mercadorias. Sendo que para determinação da base de cálculo das contribuições: para o PIS, a COFINS, CSLL, e Imposto de Renda sobre o Lucro (Lucro Presumido), a empresa com base na legislação vigente, excluiu os valores registrados neste códigos. Fl. 269DF CARF MF Emitido em 08/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/07/2011 por NELSO KICHEL Assinado digitalmente em 07/07/2011 por NELSO KICHEL, 07/07/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10980.009425/200301 Acórdão n.º 180200.841 S1TE02 Fl. 4 7 Tratase de material adquirido de terceiros, transferido para obra, sendo que o mesmo também não foi efetuado o crédito do ICMS. Tais procedimentos estão amparados na Instrução normativa 126/88, Lei nº 9.718/98 e Lei nº 8.383/91. Assim, em exercícios anteriores onde os valores dos impostos foram recolhidos a maior, a empresa levantou em planilhas da seguinte forma: 1) As planilhas denominadas anexo I, foram demonstrados os meses onde a empresa fez o recolhimento dos impostos a maior. 2) — As planilhas denominadas anexo II, foram demonstradas as atualizações dos valores, e os meses onde foram efetuadas compensações dos impostos. 3) — As planilhas denominadas de anexo III são as onde foi demonstrado as vendas efetivas da empresa. 4) — Ainda, existem dois processo contra o pagamento a maior do PIS/COFINS (...). A propósito, quanto o ramo de atividade da empresa recorrente, o Termo de Verificação Fiscal expressamente confirma ser mesmo o ramo de construção civil (fl.223), in verbis: (...) EXERCÍCIO DE 2000 ANO CALENDÁRIO DE 1999 A atividade da empresa é engenharia de projetos e de execução de obras no ramo de estruturas e esquadrias de alumínio e aço, envidraçamentos, revestimentos de fachadas, comércio, importação e exportação de vidros e acessórios, conforme cópia do Contrato Social e da última Alteração contratual de fls. 118 a 121. (...) Quanto ao anocalendário 1999, na época estava em vigor a 8ª Alteração Contratual, de 24 de setembro de 1997 (fls.235/236), cuja Cláusula Quarta dispõe o seguinte: (...) CLÁUSULA QUARTA: Alteramse as atividades econômica para ENGENHARIA DE PROJETOS E DE EXECUÇÃO DE OBRAS NO RAMO DE ESTRUTURAS E ESQUADRIAS DE ALUMÍNIO E AÇO, ENVIDRAÇAMENTOS, REVESTIMENTOS DE FACHADAS E DE SISTEMAS DE AUTOMATIZAÇÃO DE PORTAS; COMÉRCIO DE VIDROS E ACESSÓRIOS; IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO. (...) Fl. 270DF CARF MF Emitido em 08/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/07/2011 por NELSO KICHEL Assinado digitalmente em 07/07/2011 por NELSO KICHEL, 07/07/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 8 Nesse anocalendário 1999, a empresa celebrou contratos particulares de empreitada com seus clientes para execução de serviços de engenharia com forncecimento de material, por preço global (discriminando, de forma detalhada, a quantidade de material a ser fornecido/empregado nas obras contratadas), conforme cópias de instrumentos contratuais (fls 122/192). Em regra, as cláusulas primeira e segunda dos instrumentos de contrato particular de empreitada, por preço global, tem a seguinte redação: “CLAUSULA PRIMEIRA: QUANTIDADES E PREÇOS O fornecimento de materiais e mão de obra previstos neste contrato, compreendem a execução de serviços e fornecimento de esquadrias de aluminio e vidros e acessórios para sua montagem, na obra do Contratante.” CLÁUSULA SEGUNDA. Preço(material + mão de obra) R$....” Em face do exposto, tem razão a recorrente em sua irresignação. A recorrente no anocalendário 1999 submeteuse à apuração do IRPJ pelo Lucro Presumido, conforme cópia da DIPJ 2000 (fls. 08/27). Nos anos anteriores, e posteriores, a recorrente, também, teria optado ou adotado o regime de apuração dos resultados pelo Lucro Presumido, conforme explicações dadas à fiscalização (fls. 63/76). Como é óbvio, a receita bruta é o valor da operação contratada por empreitada, ou seja, o preço global (mão de obra + material). A propósito, o Ato Declaratório Normativo – ADN COSIT nº 06/97 esclarece que quando há execução de serviços contratados (fornecimento de material e mãodeobra), a operação é equiparada a venda de mercadorias, aplicandose o coeficiente de presunção do lucro de 8% (comércio), para efeito do IRPJ. Logo, as mercadorias, ainda que adquiridas de terceiros em nome da empreiteira, transferidas para o conteiro das obras, já fazem parte do valor global da execução dos serviços contratados por empreitada. A fiscalização, no Termo de Verificação Fiscal de fls.237/239, não descreveu e nem comprovou nos autos, que os preços globais das operações de empreitadas contratadas pudessem estar subfaturados, não comportando os valores das mercadorias fornecidas, transferidas para os canteiros das obras. De modo que não há que se falar em adicionar os valores das mercadorias transferidas para as obras na base de cálculo dos tributos federais, mormente na base de cálculo da CSLL, pois já estão inclusos no preço global da execução do serviços (mãodeobra + serviços). Por conseguinte, afasto a infração CSLL – diferença apurada: não inclusão na base de cálculo da CSLL de receitas de vendas de materiais empregadados na obra. Fl. 271DF CARF MF Emitido em 08/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/07/2011 por NELSO KICHEL Assinado digitalmente em 07/07/2011 por NELSO KICHEL, 07/07/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10980.009425/200301 Acórdão n.º 180200.841 S1TE02 Fl. 5 9 Em relação à infração Falta de recolhimento de CSLL – Compensações indevidas, está prejudicada, em face da inexistência da infração anterior (infrações conexas). Por tudo que foi exposto, voto das DAR provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) Nelso Kichel Fl. 272DF CARF MF Emitido em 08/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/07/2011 por NELSO KICHEL Assinado digitalmente em 07/07/2011 por NELSO KICHEL, 07/07/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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Numero do processo: 18365.721195/2011-12
Data da sessão: Tue May 14 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Wed May 29 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Exercício: 2007
MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. AUSÊNCIA DE LITÍGIO. DEFINITIVIDADE.
As matérias não contestadas por ocasião da impugnação tornam-se definitivas, vez que sobre elas não se instaurou litígio, nos termos dos arts. 14 a 17 do Decreto Lei nº 70.235/1972.
Numero da decisão: 3001-000.787
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário do contribuinte.
(assinado digitalmente)
Marcos Roberto da Silva - Presidente.
(assinado digitalmente)
Francisco Martins Leite Cavalcante - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Roberto da Sikva, Francisco Martins Leite Cavalcante e Luis Felipe Barros Reche.
Nome do relator: FRANCISCO MARTINS LEITE CAVALCANTE
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AUSÊNCIA DE LITÍGIO. DEFINITIVIDADE. As matérias não contestadas por ocasião da impugnação tornamse definitivas, vez que sobre elas não se instaurou litígio, nos termos dos arts. 14 a 17 do Decreto Lei nº 70.235/1972. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário do contribuinte. (assinado digitalmente) Marcos Roberto da Silva Presidente. (assinado digitalmente) Francisco Martins Leite Cavalcante Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Roberto da Sikva, Francisco Martins Leite Cavalcante e Luis Felipe Barros Reche. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 36 5. 72 11 95 /2 01 1- 12 Fl. 93DF CARF MF 2 Adoto o relatório da decisão recorrida que bem historia os fatos objeto do presente processo (fls. 90/95), verbis. Em decorrência de atraso verificado na entrega do Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais – DACON referente ao mês de janeiro de 2007, foi lavrado contra a Interessada o Auto de Infração de fl. 39 — data de vencimento 26/08/2011 — com vistas à cobrança de uma multa no valor de R$ 5.772,04. A multa em questão foi calculada pelo percentual de 2% por mês de atraso, ou fração, incidente sobre o montante da COFINS informado no DACON — respeitados o percentual máximo de 20% e o valor mínimo de R$ 500,00 —, aplicandose, no caso concreto, redução de 50% no valor da penalidade, por se tratar de entrega espontânea do demonstrativo (art. 7º, inciso III e §§, da Lei nº 10.426, de 2002, com redação dada pelo art. 19 da Lei nº 11.051, de 2004). Inconformada com a exigência, a Interessada apresentou, em 15/08/2011, a impugnação de fls. 02/34, alegando, em síntese: • Erro na apuração do PIS/COFINS – Inconstitucionalidade do art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718, de 1998, que alargou indevidamente a base de cálculo das referidas contribuições, ao determinar sua incidência sobre a totalidade das receitas auferidas; • Erro na apuração da COFINS – Ilegalidade e inconstucionalidade do art. 8º da Lei nº 9.718, de 1998, que majorou a alíquota da contribuição para 3%; • Erro na apuração do PIS/COFINS – Ilegalidade da inclusão da taxa de administração de cartões de débito e crédito nas bases de cálculo das referidas contribuições; • Erro na apuração do PIS/COFINS – Inconstitucionalidade da inclusão do ISS na base de cálculo das referidas contribuições; • Erro na apuração do PIS/COFINS – Ilegalidade da incidência das referidas contribuições sobre receitas decorrentes de serviços prestados a pessoa física ou jurídica domiciliada no exterior; • Efeito confiscatório da multa – Violação dos princípios constitucionais da razoabilidade e da proporcionalidade – Ofensa à garantia do direito de propriedade; • Inconstitucionalidade e ilegalidade da taxa Selic. Fl. 94DF CARF MF Processo nº 18365.721195/201112 Acórdão n.º 3001000.787 S3C0T1 Fl. 3 3 Subsidiariamente, a Interessada pleiteia “a realização de diligência, para que seja efetuada nova apuração dos valores lançados no auto de infração em questão, considerando, para tanto, as deduções concernentes às despesas com a prestação dos serviços realizados, bem como a constituição de novos cálculos, excluindose da base do PIS e a majoração da alíquota do COFINS, a Receita Bruta esculpida pelo artigo 3º da Lei 9.718/98, declarado inconstitucional pelo STF, da não incidência do PIS/COFINS sobre a Taxa de Administração de Cartão de Crédito e Débito, bem como a não incidência do pagamento do PIS e COFINS sobre os serviços prestados à pessoa física ou jurídica domiciliada no exterior”. Por fim, na eventualidade de se aplicar alguma multa, a Interessada postula, ao menos, “seja excluída a Taxa Selic, aplicandose os juros de mora de 1%, nos termos do parágrafo 1º, do artigo 161 do CTN, bem como sejam reduzidas as multas aplicadas em patamar condizente com a condição econômica da impugnante”. A decisão recorrida negou guarida à pretensão deduzida pelo contribuinte em sua impugnação (fls. 93/95), pelos argumentos sintetizados na seguinte ementa (fls. 90), verbis. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Exercício: 2007 ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. No âmbito do processo administrativo fiscal, é vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação de lei sob fundamento de inconstitucionalidade. ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Anocalendário: 2007 MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DO DACON. QUESTIONAMENTOS ACERCA DA BASE DE CÁLCULO DA COFINS. A apresentação do DACON fora do prazo fixado na legislação tributária enseja a aplicação de multa, calculada com base nos valores da COFINS, ou do PIS, informados pelo sujeito passivo. Alegações de equívocos na base de cálculo de tais contribuições só podem ser acatadas mediante prova inconteste do erro, fato que não se verifica no caso concreto, uma vez que os valores de COFINS a pagar informados no DACON coincidem com os débitos confessados em DCTF. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2007 JUROS DE MORA. TAXA SELIC. Fl. 95DF CARF MF 4 Os débitos fiscais recolhidos em atraso estão sujeitos à incidência de juros de mora calculados com base na taxa Selic. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Regularmente cientificada da decisão guerreada (fls. 98), em 29 de maio de 2017 (fls. 103), ingressou a contribuinte com Recurso Voluntário em 12 de junho de 2017, vazado em singelas 6 linhas. É o relatório. Voto Conselheiro Francisco Martins Leite Cavalcante Relator O recurso é tempestivo, posto que o contribuinte teve ciência da decisão recorrida em 29 de maio de 2017 e ingressou com Recurso em 12 de maio de 2017. Presentes os demais pressupostos processuais, dele tomo conhecimento. Em decorrência de atraso verificado na entrega do Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais – DACON referente ao mês de janeiro de 2007, foi lavrado contra a Interessada o Auto de Infração de fl. 39 — data de vencimento 26/08/2011 — com vistas à cobrança de uma multa no valor de R$ 5.772,04. A longa impugnação da empresa (fls. 3/35), foi devida e adequadamente rebatida pelo v. acórdão recorrido (fls. 90/96), em consonância com a jurisprudência predominante neste Conselho. Em seu singelo Recurso, a Companhia Tropical de Hoteis da Amazônia limitouse a reportarse ao que chamou de inicial e requerer o cancelamento do débito fiscal reclamado, em peça de apenas 6 linhas (fls. 108), verbis. I – Os Fatos/ Preliminar /Mérito Conforme já exposto na inicial sobre a improcedência dos débitos exigidos vêmse manifestar a este Conselho. II – Do pedido e Conclusão À vista de todo o exposto nas iniciais já apresentadas nos recursos, as estâncias anteriores e demonstrada a insubsistência e improcedência da ação fiscal, espera e requer a recorrente seja acolhido o presente recurso para o fim de assim ser decidido, cancelandose o débito fiscal reclamado. Termos em que, Pede deferimento Verificase, pois que, de fato, a empresa não se insurgiu sobre nenhum dos pontos abordados pelo v. Acórdão recorrido. Em outras palavras, não existe Recurso Voluntário a ser apreciado, uma vez que não foram rebatidos, mesmo que indiretamente, os fundamentos jurídicos formalizados através da decisão guerreada. Fl. 96DF CARF MF Processo nº 18365.721195/201112 Acórdão n.º 3001000.787 S3C0T1 Fl. 4 5 A matéria é conhecida deste Colegiado, sendo considerado como inexistente o Recurso Voluntário que não conteste motivadamente a decisão recorrida, haja vista que o apelo deve preencher todos os pressupostos processuais para ser conhecido. Quando não os preenche, não será conhecido, em obediência ao sistema recursal do processo à comando dos arts. 14 a 16 do Decreto nº 70.235/1972, regramento importante no exercício do direito na lide. Sob este aspecto, peço venia ao Conselheiro João Alfredo Duarte Filho para transcrever parte do seu voto que resultou no Acórdão nº 2001000.301 Turma Extraordinária 1ª Turma, proferido em 27 de fevereiro de 2018, verbis. Reformar decisão para afastar possível engano no julgamento que reflita injustiça corresponde a uma ação muito delicada e, especialmente por isso, o trâmite processual deve ser devidamente observado. A motivação é pressuposto fundamental para a admissão do recurso. A parte que recorre deve sempre motivar, ou seja, dar suas razões para interpor o recurso, seja pelo seu inconformismo, seja por discordar de algum ponto técnico na decisão. Nesse sentido não basta o Recorrente anexar provas sem dizer do contraditório ao que foi decidido no julgamento anterior. Relevante transcrever, também, a ementa constante do Acórdão nº 3302 006.108 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária, poferido em 25 de outubro de 2018, tendo como Relator o ilustre Conselheiro Paulo Guilherme Déroulède, verbis ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2007 MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. AUSÊNCIA DE LITÍGIO. DEFINITIVIDADE. As matérias não contestadas por ocasião da impugnação tornamse definitivas, vez que sobre elas não se instaurou litígio, nos termos dos arts. 14 a 17 do Decreto Lei nº 70.235/1972. IMPUGNAÇÃO. DELIMITAÇÃO DA LIDE. INOVAÇÃO DE ARGUMENTOS EM FASE RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. O conhecimento e apreciação das alegações recursais e provas deve ser conduzido sob as normas que regem o Processo Administrativo Fiscal, nos termos do disposto nos arts. 14 a 17 do Decreto nº 70.235/1972, segundo os quais as matérias que delimitam o contencioso devem ser aduzidas por ocasião da impugnação, não se podendo conhecer de novas alegações produzidas apenas em sede de recursal. Diante do exposto, e tendo em vista que, de fato, inexiste Recurso atacando o teor da decisão recorrida, voto POR NÃO CONHECER do apelo por falta de cumprimento de pressupostos básicos de admissibilidade, como recomendado nos arts. 14 a 16 do Processo Administrativo Fiscal (Decreto 70.235/1972). Fl. 97DF CARF MF 6 (assinado digitalmente) Francisco Martins Leite Cavalcante Relator Fl. 98DF CARF MF
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Numero do processo: 00880.039837/82-64
Data da sessão: Mon Feb 20 00:00:00 UTC 1984
Ementa: REDUÇÃO DO IMPOSTO -INVESTIMENTO INCENTIVADO -
A aplicação dos incentivos fiscais, antes da vigência do Decreto-lei nº 1.841/80, não estava condicionada à subscrição de ações decorrentes de emissão pública, registrada na CVM, podendo
ser feita igualmente em empresa agropecuária de capital fechado, cujas atividades visam ao desenvolvimento econômico da Amazônia.
Numero da decisão: 104-04.285
Decisão: ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, pelo exercício do voto de qualidade, em DAR provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Mário Rodrigues Teixeira, Tereso de Jesus Torres, Carlos Walberto Chaves Rosas e Helena Cristina Lana de Paula que votaram por negar provimento.
Nome do relator: Eugênio Botinellly Soares
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ACORDÃO N° .J.OA:':".4.~).?5 Recurso nO Recorrente Recorrido 41.348 - IRPF - EX: 1981 RICARDO PASCHOAL GODOY DELEGADO DA RECEITA FEDERAL EM SÃO PAULO - SP REDUÇÃO DO IMPOSTO -INVESTIMENTO INCENTIVADO - A aplicação dos incentivos fiscais, antes da vig~ncia do Decreto-lei nQ 1.841/80, não estava condicionada à subscrição de ações -decor~entes de emissão pública, registrada na CVM, :podendo ser feita igualmente em empresa '~agrQpe6uãria de capital fechádo, cujas atividades visam ao desenvolvimento econõmico da Amazõnia. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por RICARDO PASCHOAL GODOY, ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Con- selho de Contribuintes, pelo exercício do voto de qualidade, em DAR provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Mário Rodrigues Tei- xeira, Tereso de Jesus Torres, Carlos Walberto Chaves Rosas e Helena Cristina Lana~de Paula que votaram'por negar provimento. VISTO EM SESSÃO DE: RECURSO DA Sala das Sessões, em 20.de fevereiro de 1984 PRESIDENTE RELATOR PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL Participaram, ainda, do presentejulgam~nto, os seguintes Conselhei. ros: Olavo, João Galvão e Luiz Miranda. \.0 ~ <Ãe-Oh.d~, fJi ,~fon~rA(do ~ OlVÓM-ol~ C 6 Rf/OJ - o. tJ3~ ote.. .23- 05"- gfJ, ~ ket'$~ oIL ~~ }eo/1,,; fOM- 'VV\.~t-l.lO'- ofe. vo+05; ~ ofev-t.. y:u-o evVl~ o'vO~' CMJ1YD; ~ l-e.J1~ oto n.e(e>tJó.J-úo e uo./.-o ~ f-C\.~ovvvv o. .Àv.)e'jrtCÃ-1- O ~ ~{fjOtcAo. oJ.(W\.ci~ fr1 e~~{l-,,~ittOS b~ M. i ttOvvt.d..o.. e... jltl:Nvt.oi"i-c.o fJNv'I evt.o...-e .;UOvvt- 'ã--O. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES (4,' CAMA"lA) ~'~":::~~..!..:~:.: ..:..<...~~.~~...' MARIA ,i03E ROCHA LOPES Ch~.fe d" Secrntarja SERViÇO PÚBLICO F.EDERAL PROCESSON<? 0880/039.837/82-64 RECURSO N9: 41.348' ACÓRDÃO N9: 104-4.285 RECORRENTE: RICARDO PASCHOAL GODOY R E L A T 6 R I O Contra oepigrafado advogado, foi feito lançamento de oficio pela DRF/ são Paulo-SP, referente à glosa da redução do imposbo por investimento incentivado, na declaração de ~.'rend'imeÍl- tos do exercicio de 1981, ano-base 1980. O Recorrente subscreveu 66.667 açoes da AGROPEMA - Agro-Pecuária Médio Araguaia S.A., beneficiando-se com a redução de Cr$ 90.000,00 de imposto de renda, recusada pela '::fiscálização por tratar-se de empresa em situação irregular perante a ,Comissão de Valores Mobiliários - CVM. O contribuinte impugnou o lançamento à fls. 22/35, fazendo a exe~ese do Decreto-lei n9 1338/74, art. 92 do RIR/80 e do PN-CST n9 22, de 09/06/80, alegando, em sintese, que a empre- sa provou ao interessado sua sitl1lação regular perante a SUDAM, O!! de o empreendimento foi reconhecido como de interesse para o dese!! volvimento da Amazônia, conforme Resblução n9 369, e que ainda lhe ficou provado que o aumento do c~pital gerador das açôes que se pretendia subscrever estava regularmente aprovãdopor '.',:AsSéinóléia Geral Extraordinária realizada em 11 de dezembro de 1980, "ficando claramente atendidos os artigos 166 e 170, 9 59 "in fine" da Lei n9 6.404, de 15/12/76" (sic). À fls. 38 consta uma declaração do Diretor~Presi- dente da empresa, João Carlos de Ba~ros Mateus, certificando, ~p~ DMF • DF /1 Q c-c - Secgraf - 1600/75 SERViÇO PÚBLICO FEDERAL Acórdão n9 104- Processo n9 0880/039.837/82-64 2. na efeito de comprovaçao junto~a Imposto de R~nda", que a posição do Recorrente, no ano-base de 1980 era a seguinte: - 50 ações ordinárias nom~nativas, adquiridas con- forme termo de trans£erência em 29/@1/80. - 66.667 ações subscritas no a\lffientodeícapital, por exercIcio do direito de preferência em 30/l2/80.~ A autoridade "a quo" não aceitando as razoes apre- sentadas, indeferiu a impugnação, fundamentandofadecisão em que a legislação de regência estabelece~que ~ admitida como investimento incentivado a subscrição de ações, desde que efetuado previamente o registro na Comissão de Valores Mobil~ários, segundo o art. :92, inciso IV do RIR/80, combinado com o art. 19 da Lei n9 6.385/76.,.'" Inconformado com a decisão, recorre em tempo há- bil a este Conselho, segundo a notificação de fls. 43, atrav~s da peça recursal de fls. 44/61. É o relatório. V O T O Çonselheiro Eugênio Botinelly Soares - Relator Trata-se de glosa da redução do imposto por inves- timento incentivado, no exercIcio de 1981, conforme exposto no re- latório. O Recorrente adquiriu SO açoes ordinárias nominati vas, conforme termo de transferência de 29/1/80, de que nos dá notIcia o documento de fls. 38 e 66, em 30/12/80 subscreveu 66:.667 ações no aumento de capitâl da empresa, por exercIcio do direito de preferência, ao preço de Cr$ 3,00 cada uma, tendo reduzido do imposto de renda a importância de Cr$ 90.000,00. Glosada a redução do imposto 'pela fiscalização da DRF em são Paulo, sob a alegação de que só ~ admitida, como inves- timento incentivado, e subscrição de ações apósprªvio registro na CVM, a digna-autoridade "a quol! manteve'a glosa, sob esse funda mento. lJ~ 'lO, SERViÇO PÚBLICO FEDERAL Ac6rdão n9 104-4.285 Processo n9 0880/039.837/82-64 3. No recurso o contribuinte afirma-se no já alegado na impugnação, pouco aduzindo além do que já havia falado,J.é,in- terpretando a anterior legislação de regência, defendendo a lega- lidade da aquisição das aç6es por ~ireito de preferência, em se tratando de empresa de capital fechado. "Data venia" da posição do ilustrado julgador de primeiro grau, somente a partir da entrada em vigor do Decreto-lei n9 1841/80 é que ficou condicionada ao registro na CVM a subscri- çao de açoes decorrentes de emissão pública>.para fruição da r:edução". A glosa decorre juntamente do pressuposto de que as aç6es foram adquiridas mediante subscrição pública, o quê nao está provado nos autos, além do que, a PortariatCVM n9 58/82 nao poderia ser invocada para aplicar seus efeitos a situaç6es ocorr! das em 1980, tanto mais que não consta afirmado no processo ~ _ua subscrição de~aç6es através de emissão pública. A pr6pria CVM afirma tratar-se de empresa de capi- tal fechado, como, aliás, está demonstrado nos autos e desenvolvi. do no recurso, infirmando, assim, as irregularidades apontada ~pelo fisco. Face ao exposto, tomo conhecimento do ~~~recurso, por tempestivo, e voto no sentido de que lhe seja dado provimento. Brasília-DF., ,}()~O~defevereiro de 1984 EUG~NIO BOTINE~ - RELATOR 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005
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Numero do processo: 13964.000284/2004-20
Data da sessão: Mon Mar 16 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Nov 30 00:00:00 UTC 2017
Numero da decisão: 3802-000.002
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente em exercício e Redator ad hoc
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria de Fátima Oliveira Silva (Relatora), Luiz Alberto Pinheiro Gomes e Alcoforado e Mércia Helena Trajano dAmorim (Presidente).
Nome do relator: Não se aplica
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ME Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente em exercício e Redator ad hoc Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria de Fátima Oliveira Silva (Relatora), Luiz Alberto Pinheiro Gomes e Alcoforado e Mércia Helena Trajano d’Amorim (Presidente). Relatório Na condição de Presidente em exercício da Segunda Câmara da Terceira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) e no uso das atribuições conferidas pelo art. 17, inciso III1, do Anexo II do Regimento Interno do CARF (RICARF), designome Redator ad hoc para formalizar a presente resolução, tendo em vista que a Relatora originária não mais integra nenhum dos Colegiados deste Conselho. Por bem explicitar os fatos ocorridos até o momento da decisão recorrida, adota se o relatório da autoridade julgadora de primeira instância: 1 Art. 17. Aos presidentes de turmas julgadoras do CARF incumbe dirigir, supervisionar, coordenar e orientar as atividades do respectivo órgão e ainda: (...) III designar redator ad hoc para formalizar decisões já proferidas, nas hipóteses em que o relator original esteja impossibilitado de fazêlo ou ñão mais componha o colegiado; RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 39 64 .0 00 28 4/ 20 04 -2 0 Fl. 60DF CARF MF Processo nº 13964.000284/200420 Resolução nº 3802000.002 S3TE02 Fl. 61 2 A optante pelo Sistema Integrado de Pagamentos de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte – SIMPLES foi excluída de oficio pelo Ato Declaratório Executivo DRF/FNS n° 533.640, de 02 de agosto de 2004, fl. 13, com efeitos a partir de 01/08/2003, com base nos fundamentos de fato e de direito indicados: Data da opção pelo Simples: 01/01/2003 Situação excludente: (evento 306): Descrição: atividade econômica vedada: 29947/00 Manutenção e reparação de máquinasferramenta Data da ocorrência: 24/07/2003 Fundamentação legal: Lei n° 9.317, de 05/12/1996: art. 9', XIII; art. 12; art. 14, I; art. 15, II. Medida Provisória n° 2.15834, de 27/07/2001: art. 73. Instrução Normativa SRF n° 355, de 29/08/2003: art. 20, XII; art. 21; art. 23, I; art. 24, II, c/c parágrafo único. Cientificada em 26/08/2004, fl. 12, a optante em 21/09/2004 apresentou manifestação de inconformidade, fls. 01/02, com as alegações abaixo sintetizadas. Discorre sobre a exclusão efetuada de ofício contra a qual se insurge ao argumento de que não houve qualquer restrição de ofício à sua opção. Tece esclarecimentos aos eventuais prejuízos decorrentes do procedimento. Com o objetivo de sustentar o instrumento jurídico de que quer se socorrer, interpreta a legislação de regência. Menciona que o entendimento da administração lhe é favorável, uma vez que o exercício de sua atividade econômica prescinde de habilitação profissional legalmente exigida. Em face do exposto requer o cancelamento do ato de exclusão. Tendo em vista o Despacho DRJ/BHE n° 19, de 26 de julho de 2007, fls. 14/15, a diligência foi realizada com observância do disposto no art. 10, § 8° do art. 15 e § 2° do art. 22 da Portaria MF n° 58, de 17 de março de 2006, para identificar a atividade efetivamente exercida pela interessada perante a qual as receitas são auferidas a partir de 01/08/2003. Novamente cientificada em 23/10/2007, fl. 32, a requerente apresentou novas razões de defesa, fl. 34. Nessa oportunidade ela afirma que não presta serviço profissional de engenheiro e que optou pelo Simples Nacional. Em face do exposto, reitera sua solicitação de cancelamento da exclusão. Houve alteração da competência para o julgamento em primeira instância do presente processo pela Portaria SRF n° 10.621, de 6 de julho de 2007. Fl. 61DF CARF MF Processo nº 13964.000284/200420 Resolução nº 3802000.002 S3TE02 Fl. 62 3 Em 17 de dezembro de 2007, por meio do acórdão nº 0216.621, a DRJ Belo Horizonte/MG julgou improcedente a manifestação de inconformidade, cuja ementa assim dispôs: ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Exercício: 2004 OPÇÃO Vedada a opção pelo Simples pela pessoa jurídica que presta serviço de manutenção de equipamento industrial, por caracterizar prestação de serviço profissional de engenheiro. Solicitação Indeferida Inconformado com a decisão da DRJ Belo Horizonte/MG, o contribuinte apresentou, tempestivamente, Recurso Voluntário e requereu a realização de perícia para se comprovarem os fatos controvertidos nos autos, considerandose que não houvera prestação de nenhum dos serviços elencados no processo, aduzindo ainda o seguinte: a) as alegações que justificam a sua exclusão do Simples jamais foram provadas, sendo o ônus da prova da pessoa que alega; b) as provas de que a empresa não se utiliza dos serviços de engenharia são as próprias notas fiscais apresentadas, onde constam apenas três tipos de serviços: prestação de serviços de monitoramento (predominante), serviços de torno, plaina e solda e instalação de sistemas de alarmes. Junto ao Recurso Voluntário, o contribuinte traz aos autos cópia da quinta alteração e consolidação do contrato social, datada de 25 de fevereiro de 2008, em que passou a constar como seu objeto social o "monitoramento de sistema de segurança e serviços de usinagem". É o relatório. Voto Conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas, Redator ad hoc A elaboração deste voto, para o qual designeime para formalizálo, nos termos do art. 17, III, do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015, deve refletir a posição adotada pela unanimidade do Colegiado, tendose em conta o resultado constante da ata de julgamento. Preenchidos os pressupostos de admissibilidade e tempestivamente interposto, nos termos do Decreto nº 70.235/72, conheço do recurso, passando à análise das razões nele expostas. Fl. 62DF CARF MF Processo nº 13964.000284/200420 Resolução nº 3802000.002 S3TE02 Fl. 63 4 Conforme se verifica da Informação Fiscal, presente às fls. 35 a 36, na realização da diligência requerida pela Delegacia de Julgamento, a repartição de origem se restringiu a descrever o contrato social e as notas fiscais apresentadas pelo contribuinte, não cotejando tais elementos com a norma de regência sob comento, o que veio a ser feito somente no julgamento de primeira instância. Conforme consta da referida Informação Fiscal, de acordo com as notas fiscais emitidas pelo contribuinte no período de abril de 2002 a agosto de 2007, houve a prestação dos seguintes serviços: (i) serviço de monitoramento (predominante), (ii) serviço de torno, plaina e soldas e (iii) instalação de sistemas de alarme (fl. 36). Na oportunidade, o contribuinte apresentou uma declaração (fl. 34) em que afirmou que "a atividade de INSTALAÇÃO, REPARAÇÃO, MANUTENÇÃO DE MÁQUINAS E FERRAMENTAS CNAE 29947/00, constante no contrato social, nunca foi exercida virtude a empresa não ter em seu quadro de pessoal um engenheiro mecânico responsável pela responsabilidade técnica". Informou, ainda, que a sua "receita sempre originouse sob CNAE com direito opção pelo SIMPLES FEDERAL e atualmente ao SIMPLES NACIONAL". Na decisão de primeira instância, o julgador administrativo consignou que a "hipótese de indeferimento da opção da requerente pelo Simples com efeito desde 01/08/2003, fundamentada na prestação de serviço de manutenção e reparação de máquinasferramenta, pressupõe a obtenção de receita proveniente da atividade vedada, qualquer que seja a sua proporção em relação à totalidade auferida pela pessoa jurídica" (fl. 40). Registrouse, também, que, de acordo com a 4ª Alteração Contratual, "a requerente tem como objeto a prestação de serviços de instalação, reparação e manutenção de máquinasferramenta" (fl. 40) e que, de acordo com as notas fiscais analisadas, foram prestados, no período sob análise, "serviços de tornos, plainas e soldas, em especial para a sociedade industrial Fertisanta Fertilizantes Santa Catarina Ltda, CNPJ 85.319.317/000148, que fabrica adubos e fertilizantes" (fls. 40 e 41), serviços esses que, segundo o julgador, se subsumem na qualidade de serviços de engenharia (montagem e manutenção de equipamento industrial), de acordo com o Ato Declaratório Normativo (ADN) n° 04, de 22 de fevereiro de 2000, do CoordenadorGeral do Sistema de Tributação (Cosit)2. Em seu Recurso Voluntário, o contribuinte reafirma a não prestação de serviços de engenharia e traz aos autos cópia de alteração contratual, datada de 25 de fevereiro de 2008, em que seu objeto social passou a ser descrito como "monitoramento de sistema de segurança e serviços de usinagem" (fls. 48 e 50). Conforme se verifica do voto condutor do acórdão recorrido (fls. 40 e 41), o julgador de primeira instância fundamentou sua decisão no ADN Cosit nº 4/2000, que define que a prestação de serviços de montagem e manutenção de equipamentos industriais caracterizase como serviço de engenharia, e, a partir da análise das notas fiscais dos serviços prestados, concluiu que os serviços de tornos, plainas e soldas são da responsabilidade de profissionais da engenharia, sendo, por conseguinte, impeditivos à opção pelo Simples. 2 [...] declara, em caráter normativo, às Superintendências Regionais da Receita Federal, às Delegacias da Receita Federal de Julgamento e aos demais interessados que não podem optar pelo SIMPLES as pessoas jurídicas que prestem serviços de montagem e manutenção de equipamentos industriais, por caracterizar prestações de serviço profissional de engenharia. Fl. 63DF CARF MF Processo nº 13964.000284/200420 Resolução nº 3802000.002 S3TE02 Fl. 64 5 Eis a afirmativa do julgador a quo: "Ela não pode optar pelo Simples porque presta serviço de montagem e manutenção de equipamento industrial caracterizado prestação de serviço profissional de engenharia. Logo, não cabe razão à requerente." (fl. 41) Destaquese que a afirmativa supra não corresponde exatamente ao que se apurou nas notas fiscais, pois nestas, conforme discrimina o próprio julgador administrativo, não consta de forma clara e evidente que o contribuinte tivesse prestado serviço de "montagem" de equipamento industrial, nem de sua "manutenção", pois, conforme se constatou da análise das referidas notas fiscais, o contribuinte, na condição de contratado, prestou, ele mesmo, serviços de torno, plaina e soldas e não de instalação e manutenção de máquinas industriais. Essa constatação, a princípio, inviabiliza a aplicação peremptória do ADN Cosit nº 4/2000, pois este pressupõe, para os fins a que se destina, a prestação tanto de serviços de instalação quanto de manutenção de equipamentos industriais, o que não se confunde com a prestação de serviços específicos diretamente pelo contratado. Nesse sentido, com vistas a dirimir dúvidas quanto à natureza da efetiva atividade do Recorrente, bem como quanto à sua possível caracterização como serviço profissional de engenharia, voto por converter o julgamento em diligência à repartição de origem, para que sejam empreendidas as análises necessárias ao esclarecimento dos fatos controvertidos nos autos, inclusive, caso se mostre necessário, com a realização de diligência junto ao estabelecimento do Recorrente. Os resultados da diligência deverão ser registrados em relatório circunstanciado e cientificados ao contribuinte, oportunizandolhe o prazo de 30 dias para se manifestar, após o quê os presentes autos deverão retornar a este Colegiado para prosseguimento. É o voto. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Fl. 64DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 11128.003962/98-13
Data da sessão: Tue Jun 20 00:00:00 UTC 2000
Numero da decisão: 302-00.960
Decisão: RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, rejeitar a preliminar de ilegitimidade de parte passiva arguida pela recorrente, vencido o Conselheiro Hélio Fernando Rodrigues Silva, relator, e acolher a preliminar de conversão do julgamento em diligência à Repartição de Origem, arguida pelo Conselheiro Paulo Roberto Cuco Antunes, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Conselheiro Hélio Fernando Rodrigues Silva, relator.
Nome do relator: Helio Fernando Rodrigues Silva
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Numero do processo: 13984.001031/2004-35
Data da sessão: Tue Dec 08 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ
Ano-calendário: 2000, 2001.
AUSÊNCIA DE MPF - NULIDADE.
Não existe qualquer objeção que sejam expedidas intimações com amparo nas próprias declarações prestadas pelo contribuinte e a ausência do MPF que não implica em prejuízo para recorrente não enseja a nulidade do lançamento.
NORMAS PROCESSUAIS - ÔNUS DA PROVA - ALEGAÇÕES NÃO COMPROVADAS NÃO ENSEJAM O CANCELAMENTO DO LANÇAMENTO.
Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, assim, não tendo sido produzidas provas de fatos impeditivos, modificativos ou extintivos do direito fazendário, há que ser mantido o lançamento.
APLICAÇÃO DA TAXA SELIC - POSSIBILIDADE
A partir de 1° de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela RFB são devidos, no período de inadimplência, com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais, cuja aplicação não pode ser afastada pelo órgão de julgamento administrativo por força das Súmulas n°2 e 4 do CARF.
CSLL — LANÇAMENTO DECORRENTE.
Decorrendo a exigência da CSLL, da mesma imputação que fundamentou o lançamento do IRPJ, deve ser adotado, no mérito, o mesmo tratamento da decisão proferida para ambos os tributos, em função da sua conexão.
Numero da decisão: 1803-000.230
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negara provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado
Matéria: IRPJ - glosa de compensação de prejuízos fiscais
Nome do relator: Luciano Inocêncio do Santos
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AUSÊNCIA DE MPF - NULIDADE. Não existe qualquer objeção que sejam expedidas intimações com amparo nas próprias declarações prestadas pelo contribuinte e a ausência do MPF que não implica em prejuízo para recorrente não enseja a nulidade do lançamento. NORMAS PROCESSUAIS - ÔNUS DA PROVA - ALEGAÇÕES NÃO COMPROVADAS NÃO ENSEJAM O CANCELAMENTO DO LANÇAMENTO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, assim, não tendo sido produzidas provas de fatos impeditivos, modificativos ou extintivos do direito fazendário, há que ser mantido o lançamento. APLICAÇÃO DA TAXA SELIC - POSSIBILIDADE A partir de 1° de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela RFB são devidos, no período de inadimplência, com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais, cuja aplicação não pode ser afastada pelo órgão de julgamento administrativo por força das Súmulas n°2 e 4 do CARF. CSLL — LANÇAMENTO DECORRENTE. Decorrendo a exigência da CSLL, da mesma imputação que fundamentou o lançamento do IRPJ, deve ser adotado, no mérito, o mesmo tratamento da decisão proferida para ambos os tributos, em função da sua conexão. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negara provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. _ Selene-Fer—reíra de oraes Presidente-- -- I ,ç----, 111 i -'e---6u-5 . ..._ Luciano Inocên . dos S ntos - Relator _ .EDITADO EM: 05/11/2010 _--- ' ------- ------- _.......__------------------ Participaram da presente sessão de julgamento, os Conselheiros: Selene Ferreira de Moraes (Presidente), Walter Adolfo Maresch, Benedicto Celso Benício Júnior, Luciano Inocêncio dos Santos, Marcos Antonio Pires Relatório Trata-se de Recurso Voluntário interposto contra acórdão proferido pela 4a Turma da DRJ/Belo Horizonte/MG, a qual julgou procedente o lançamento, consignado no Auto de Infração, cujo relato daquela decisão, até aquela fase processual, passo a adotar, como segue: "O auto de infração lavrado contra a empresa acima citada identificada (fls. 65/71) formaliza a exigencia do Imposto sobre a Renda de Pessoa Juridica — IRPJ relativo aos exercicios de 2001 e 2002, anos-calendario 2000 e 2001, no valor de R$ 120.579,89 (cento e vinte mil, quinhentos e setenta e nove reais e oitenta e nove centavos), já acrescidos de juros de mora e multa proporcional. A autuação decorre das constatações discriminadas na folha de continuação do AUTO DE INFRACAO — DESCRICAO DOS FATOS E ENQUADRAMENTO(S) LEGAL (IS) Imposto de Renda Pessoa Jurídica (FLS. 66/67) nos anos calendário de 2000 e 2001: 001 — OMISSÃO DE RECEITA RECEITAS NÃO CONTABILIZADAS Omissão de receitas caracterizada pela falta ou insuficiência de contabilização, apurada conforme informações contidas na DIPJ 2001 e 2002, e as informações de DIRF de instituições financeiras. Fundamento legal: artigo 24 da Lei n°9.249, de 1995; artigos 249, inciso II, 251 e parágrafo único, 278, 279, 280, 283, 288, do RIR/99 002 — CUSTOS DE PREJUIZOS COMPENSADOS INDEVIDAMENTE INOBSERVÂNCIA DO LIMITE DE 30% - GLOSAS DE PREJUIZOS COMPENSADOS INDEVIDAMENTE. Procésso n° 13984001031/2004-35 81-TE03 Acórdão n.° 1803-00.230 Fl, 2 Compensação indevida de prejuízos fiscais apurados, tendo em vista a inobservância do limite de compensação de 30% do lucro liquido, ajustado pelas adições e exclusões previstas e autorizadas pela legislação do imposto de renda. Fundamento Legal: arts. 247, 250, inciso III, 251, e parágrafo único, e 510, do RIR199. A empresa foi cientificada em 15/12/2004, conforme declaração de ciência e recebimento 01. 72) e apresentou impugnação em 13/01/2005 (fls. 74/85), alegando que a atuação do agente fiscal se deu a revelia da legislação pertinente, merecendo o autuacao se anulada. A seguir, em resumo as alegações da impugnante: 1 — Falta de mandado de procedimento fiscal. Com fundamento no artigo 196 do CTN, c/c Portaria SRF n° 3007, de 26 de novembro de 2001 argumenta que a ausência do termo Mandado de Procedimento Fiscal (MPF) enseja a nulidade do lançamento: (.) o MPF (..) é obrigatório, vinculando a atividade do agente fiscal, excluindo deste qualquer discricionariedade cerca da utilização ou não do procedimento. Se o procedimento é obrigatório, os requisitos de validade também o são,tornado-se nulo o procedimento fiscal que não cumprir com as normas administrativas aplicáveis. Argumenta que a intimação promovida pela autoridade administrativa em 13/09/2004 não supre a falta de MPF, pois este documento é essencial para o processo de fiscalização. 2 - Retificadoras- Espontaneidade. Argumenta que o agente fiscal ignorou as retificadoras de DCTF e DIPJ apresentados, lavrando o auto de infração com base nas declarações anteriores, ilegalmente, eis que "até que haja o lançamento ex officio pode a parte apresentar retificadoras para corrigir equívocos", com fundamento no artigo 147 do CTN e artigo 47 da Lei n° 9.430, de 1996, além de jurisprudência administrativa. 3 - Compensação com imposto de renda retido na fonte. Argumentando que o contribuinte tem o direito de compensar o que lhe foi retido na fonte antecipadamente, alega que o agente fiscal ignorou as compensações efetuadas nas declarações retificadoras, apresentadas espontaneamente. Invoca a aplicação subsidiária do art.273 do RIR que trata da do lançamento do imposto ou diferença de imposto, quando constatada a inexatidão do período de apuração da escrituração de receita, rendimento, e outros. "Inobstante o dispositivo não trata especificamente do caso dos autos, cabe salientar que orienta o contribuinte ou a autoridade fiscal a considerar na apuração do crédito tributário o montante não apropriado em períodos anteriores, devendo-se aplicar tal entendimento em relação as compensações feitas pela impugnante." (1) 4 - Taxa Selic- Discorda da pretensão em se exigir juros de mora- juros equivalentes á taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia- SELIC - para títulos federais, acumulada mensalmente, argumentado ser a mesma instrumento de política econômica, eis que embute sempre outros custos que não a remuneração do capital. Argumenta que a exigência de juros superiores a 12% (doze por cento) ao ano é proibida pelo Decreto n°22.626, de 1993 e rechaçada pela jurisprudência; que a Constituição Federal impõe limites aos abusos da fixação de juros no sistema financeiro nacional (art. 192, sÇ 1°, da CF/88), ratifica a validade de leis que enunciam limitação ao desmando do poderio econômico (Código civil, Decreto n° 22.626/33 e Lei n°8.071/90). Salienta que o artigo 161, 5Ç 1°, do CIN, define em 1% (um por cento) a taxa de juros a ser aplicada nos casos em que o sujeito passivo da obrigação tributária constitui-se em mora e que a argumentação de que o 1°, do artigo 161 dá margem a utilização de qualquer outra taxa de juros moratórios, mesmo que superior ao limite de 1%, não pode prevalecer eis que os abusos cometidos na aplicação dos juros morató rios estão indicados no Código Civil, Decreto n° 22.626/33, Lei n° 8.078/90, CTN, artigo 161, 55' 1°, e Constituição Federal, artigo 192, ssÇ 3°. E, ainda se superada todas as argumentações, invoca a aplicação do artigo 112 do CTN, que dispõe que a lei tributária que define infrações ou lhe comina penalidade, interpreta-se da maneira mais favorável ao acusado, no caso de dúvidas quanto à natureza da penalidade aplicável, ou à sua graduação. Cita jurisprudência e doutrina. 5 — Multa. Inaplicabilidade de multa punitiva. Afirmando que estava acobertada pelo beneficio da espontaneidade, discorda da aplicação da multa punitiva de 75% (artigo 44 da Lei n° 9.430, de 1996) eis que a mesma somente se aplica nos caso em que haja falta de declaração ou de declaração inexata. No caso, tendo sido a retificadora entregue antes da notificação, o dispositivo não se aplica e de acordo com o § I° do mesmo artigo, a multa não poderia ter sido aplicada em sua integralidade em vista da compensação do imposto retido na fonte. Do pedido: Requer: a) o cancelamento dos créditos tributários indevidamente lançado ex officio nos anos base de 2000 e 2001 eis que configura a regularidade dos procedimentos contábeis e do beneficio da espontaneidade; b) o cancelamento da multa aplicada, pois a compensação é regular ou a redução para 20% e c) a exclusão da Selic como índice de atualização. O processo foi encaminhado a esta DRJ/BHE para julgamento, em observância à Port. SRF n°10.621, de 06/07/2007." Ao se manifestar sobre o pleito impugnatório da recorrente a DRJ manteve integralmente o lançamento, cuja ementa do acórdão, ora recorrido, assim dispôs: Processo n° 13984001031/2004-35 81-TE03 Acórdão n.° 1803-00.230 Fl. 3 "Assunto: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Exercício: 2001, 2002 Ementa: Nulidade: a ausência de Mandato de Procedimento Fiscal — MPF, instrumento gerencial da SRF, não é motivo de nulidade se o procedimento fiscal foi realizado por servidor competente e não caracterizado o cerceamento do direito de defesa. Espontaneidade. O inicio do procedimento fiscal, exclui a espontaneidade do sujeito passivo de apresentar declarações retificadoras. Juros Selic. Aplica-se a taxa Seli c como juros de mora por expressa disposição legal. A analise de matéria referente a constitucionalidade de lei extrapolaos limites do julgamento administrativo. Multa: nos casos de lançamento de oficio serão aplicadas as multas de 75% (setenta e cinco por cento) calculada sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição, nos casos de falta de pagamento/ recolhimento e nos de declaração inexata. Assunto: Imposto sobre Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Exercício: 2001, 2002 Omissão de Receitas. Mantem-se a omissão de receita, quando regularmente intimada na fase preliminar de investigações, a empresa não comprova com documentação hábil o oferecimento à tributação de receitas financeiras não contabilizadas, elementos que continuam sem a comprovação necessária mesmo após o contencioso. Compensação de Prejuízos. A partir do ano-calendario de 1995, a compensação de lucro liquido com prejuízo fiscal, depois dos ajustes por adições e exclusões previstas na legislação do imposto de renda, encontra-se limitada ao maximo de trinta por cento do referido lucro liquido ajustado. Lançamento Procedente." Inconformada com a decisão da DRJ, da qual teve ciência em 11/02/2008, a recorrente, apresentou Recurso Voluntário protocolado em 10/03/2008, alegando, em apertada síntese, que: • A falta de Mandado de Procedimento Fiscal (MPF) fulmina de nulidade a ação fiscal, demonstrando que todos os atos subseqüentes estão viciados, razão pela qual o Auto de Infração merece ser cancelado; • Tem direito a compensação a compensação do IRRF, não obstante a autoridade lançadora tenha desconsiderado suas declarações retificadoras que apontavam a compensação; • A autoridade lançadora deveria observar o efeito da postergação do pagamento do IRPJ e da CSLL, decorrente da compensação de prejuízos acima do limite, pois os tributos foram parcialmente recolhidos em períodos subseqüentes. Por esta irregularidade do lançamento tratar-se de erro material o auto de infração deve ser integralmente cancelado; Não se pode aplicar a taxa SELIC como índice de atualização para fins tributários, bem como não se pode aplicar multa punitiva pelo fato de ter retificado suas declarações antes da notificação; É o relatório. Voto Conselheiro Luciano Inocêncio dos Santos, Relator O presente recurso é tempestivo e contém os requisitos essenciais à sua admissibilidade, motivo pelo qual, dele tomo conhecimento, passando, pois, a analisá-lo. Cumpre enfrentar, de plano, a preliminar de nulidade suscitada em função da ausência do MPF. Nesse sentido, este Conselho, em reiteradas decisões, tem afastado as arguições preliminares de nulidade em função de vícios do MPF ou da sua própria ausência, algumas vezes pelo fato de que esta anomalia não traz qualquer prejuízo ao contribuinte, outras porque o MPF se trata de mero controle interno da administração tributária. No caso vertente, entendo que a ausência do MPF não implicou em qualquer prejuízo para recorrente que pudesse ensejar a nulidade do lançamento, não havendo nenhum óbice que sejam expedidas intimações com amparo nas próprias declarações prestadas pelo contribuinte, razão pela qual afasto essa preliminar. No que se refere às alegações do direito a compensação do IRRF e dos efeitos de postergação decorrentes da compensação de prejuízo acima do limite de 30%, tratam-se de questões, cujas meras arguições (isoladamente), quando desprovidas de suporte probatório, como "in casu", não são suficientes à sua acolhida. Isto porque, há alguns fatos acerca dessas alegações que devem, necessariamente, ser comprovados nos autos de modo a dar guarida às pretensões da recorrente, sob pena torná-las inócuas, vejamos. No caso das retenções na fonte, por exemplo, a recorrente deve comprovar que o tributo, de fato, lhe foi descontado pela fonte pagadora, e que a receita que lhe é correspondente foi tributada, podendo fazê-lo por meio do informe de rendimentos ou por outros documentos auxiliares de suas obrigações acessórias, os quais possam ser cotejados com a própria escrituração contábil, o que, no caso vertente não se verificou. De outra banda, no caso dos efeitos da postergação, em função da inobservância do limite de redução de 30% da base de cálculo do IRPJ e da CSLL, em função da compensação do prejuízo fiscal e da base de cálculo negativa, é necessário comprovar que, nos períodos-base subsequentes àquele consignado no auto de infração, limitado até a data da Processo n° 13984001031/2004-35 81-TE03 Acórdão n.° 1803-00.230 Fl. 4 sua lavratura, foram apurados IRPJ e CSLL devidos sem a utilização de prejuízo fiscal e base de cálculo negativa da CSLL, ou ainda, caso tenha ocorrido a sua utilização, que o percentual de redução da base de cálculo do IRPJ e da CSLL foi inferior ao aduzido limite de 30%, o que também não consta dos autos. Ora, note-se que a Recorrente, em momento algum, trouxe aos autos deste processo administrativo, documentos hábeis e idôneos que comprovassem a ocorrência das situações acima enumeradas, o que, aliás, não poderia ser suprido com meras retificações de declaração, tornando vazias suas alegações. Deve-se frisar, que não pode a Recorrente atribuir ao Fisco o dever de produzir a prova que lhe competia, pois no sistema de distribuição da carga probatória adotado pelo Processo Administrativo Federal (PAF), o ônus de provar a veracidade do que afirma é do interessado, segundo o disposto na Lei n° 9.784, de 29 de janeiro de 1999, art. 36, que assim dispõe (in verbis): "Art. 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no artigo 37 desta Lei." (Grifamos) Corrobora também essa assertiva, o disposto no art. 330, II da Lei n° 5.869, de 11 de janeiro de 1973 (Código de Processo Civil), o qual assevera que (in verbis): "Art. 333. O ônus da prova incumbe: 1— (..) Omissis II — ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, nzodificativo ou extintivo do direito do autor." (Grifamos) Ora as alegações de recurso devem ser acompanhadas das provas que as corroboram, sob pena processual de valer a máxima do "Allegatio et non probatio, quasi non allegatio", qual seja, quem alega e não prova, é tido como não tendo alegado. Com relação à suposta ilegalidade e inconstitucionalidade da adoção da taxa de juros Selic, defendida pela recorrente, incidem na espécie as Súmulas CARF nos 2 e 4, de seguinte teor: "Súmula CARF n° 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária." (Nossos Grifos) "Súmula CARF n° 4: A partir de 1° de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia — SELIC para títulos federais." (Nossos Grifos) Com efeito, tendo em vista que os membros desse conselho não podem afastar a aplicação das referidas Súmulas, adoto-as como fundamentos da minha decisão para 5 7 • (11voto não acolher a argüição da recorrente sobre a aplicação da SELIC como base dos juros apontados no lançamento. Por fim, acerca do lançamento da CSLL, dado a indissociável conexão de causa e efeito, acerca dos fatos e fundamentos discorridos até aqui para o IRPJ, aplica-se o mesmo tratamento da decisão proferida para ambos os tributos. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao recurso. ------„ ) Luciano Inocêncio d s Santos .,/
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Numero do processo: 10840.002997/2001-93
Data da sessão: Wed Mar 29 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 202-00.997
Decisão: RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator.
Matéria: Finsocial -proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: Antonio Zomer
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LTDA. DRJ em Ribeirão Preto - SP Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes Recorrente Recorrida Processo n.2 Recurso n.2 RESOLUÇÃO N.2 202-00.997 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por RIBEIRO ARAÚJO ARAÚJO & CIA. LTDA. RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do ~ Sal~~ Sessões, ~ 29 de março de 2006. ( \ • Participaram, ainda, da presente resolução os Conselheiros Maria Cristina Roza da Costa,Gustavo Kelly Alencar, Raimar da Silva Aguiar, Evandro Francisco Silva Araújo (Suplente), Marcelo Marcondes Meyer- Kozlowski e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda. ~bJ MINISTÉRIO DA FAZ~~DA Segundo Conselho de Contnbulntes ~r~~lra~D~~e~O~~~I~~ t!!Jrh~fUji Secretâna da Segunda Câmara10840.002997/2001-93 131.931 RIBEIRO ARAÚJO ARAÚJO & elA. LTDA. Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes Recorrente Processo n!! Recurso n!! RELATÓRIO Trata-se de pedido de restituição/compensação de valores da contribuição para o Programa de Integração Social - PIS, pagos com base nos Decretos-Leis n2s 2.445/88 e 2.449/.88, sob o argumento de que, com a declaração de inconstitucionalidade desses dispositivos legais, os recolhimentos resultaram a maior do que o devido com base na LC n2 7/70. O pleito foi formulado em 30 de outubro de 2001 e refere-se ao período de setembro de 1991 a outubro de 1995. A autoridade fiscal indeferiu o pleito, por entender que os pagamentos foram atingidos pela decadência, conforme Ato Declaratório n° 96/99 e porque o lapso temporal previsto na LC n2 07/70, art. 62, representa prazo de recolhimento, o qual foi regularmente alterado pela legislação superveniente, de forma que não haveria crédito a compensar. Irresignada, a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, alegando, em síntese, que o prazo para se pleitear restituição/compensação é de cinco anos, contados da homologação do pagamento e que, não havendo homologação expressa, este prazo é de dez anos. Além disso, após a. declaração de inconstitucionalidade dos Decretos-Leis n2s 2.445 e 2.449, de 1988, e com a vigência do parágrafo único do art. 62 da LC n2 7, de 1970, a base de cálculo do PIS é o faturamento do sexto mês anterior ao de ocorrência do fato gerador. A 4~Turma da DRJ em Ribeirão Preto - SP manteve o indeferimento, em Acórdão sintetizado na seguinte ementa: "Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/09/1991 a 31/10/1995 Ementa: COMPENSAÇÃO. PIS INDEFERIMENTO. DECADÊNCIA. O direito de pleitear a restituição/compensação extingue-se com o decurso do prazo de cinco anos contados da data de extinção do crédito tributário, assim entendido o pagamento antecipado, nos casos de lançamento por homologação. PIS PRAZO DE RECOLHIMENTO. ALTERAÇÕES Normas legais supervenientes alteraram o prazo de recolhimento da contribuição para o PIS, previsto originariamente em seis meses. INDÉBITO. COMPROVAÇÃO. A comprovação dos créditos pleiteados incumbe ao contribuinte, por meio de prova documental apresentada na impugnação. Solicitação Indeferida". • No recurso voluntário, a empresa reedita seus argumentos de defesa, requerendo a reforma da decisão recorrida e a homologação das compensações efetuadas. Éo relatório. '~'\ . ~ i..- \../t> 2 ___ J Processo n!! Recurso n!! Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes 10840.002997/2001-93 131.931 MINISTÉRIO DA FAZENDA Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE COM O ~RIGI~A~ Brasília-DF. em.2--I__ I_~_ ~jc). L f ' .. étlifza '1K1k~UJL Secretàna da Segunda Câmara ~Ld • VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR ANTONIO ZOMER O recurso é tempestivo e cumpre os requisitos legais para ser admitido, pelo que dele conheço. Em face do que restou estabelecido pelos Membros desta Câmara, voto no sentido de converter o presente julgamento em diligência à repartição de origem, para que, conclusivamente, pronuncie-se sobre a existência de recolhimento efetuado a maior, a título de PIS, exclusivamente em relação ao fato gerador ocorrido no mês de outubro de 1995, que esteve regido pela MP n!! 1.212/95, declarada inconstitucional pelo STF na Adin n!! 1.417-0, levando-se em consideração o que determina o art. 6!!,parágrafo único, da LC n!! 07/70 (faturamento do sexto mês anterior), informando o valor do alegado crédito a restituir/compensar. Em seguida, após oferecer à recorrente o direito de emitir pronunciamento acerca do resultado da diligência, providenciar o retorno dos autos a esta Câmara. em 29 de março de 2006. R 3 00000001 00000002 00000003
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