Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,282)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,886)
- Primeira Turma Ordinária (16,420)
- Primeira Turma Ordinária (16,227)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,219)
- Primeira Turma Ordinária (16,172)
- Segunda Turma Ordinária d (15,909)
- Segunda Turma Ordinária d (14,490)
- Primeira Turma Ordinária (13,087)
- Primeira Turma Ordinária (12,514)
- Segunda Turma Ordinária d (12,438)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,492)
- Quarta Câmara (85,208)
- Terceira Câmara (67,880)
- Segunda Câmara (56,645)
- Primeira Câmara (20,759)
- 3ª SEÇÃO (16,219)
- 2ª SEÇÃO (11,306)
- 1ª SEÇÃO (6,854)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (126,732)
- Segunda Seção de Julgamen (115,217)
- Primeira Seção de Julgame (77,090)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,968)
- Câmara Superior de Recurs (37,975)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,488)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,508)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,270)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,906)
- HELCIO LAFETA REIS (3,868)
- ROSALDO TREVISAN (3,234)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,931)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,803)
- WILDERSON BOTTO (2,650)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,589)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,842)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,628)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (16,711)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10880.027746/89-51
Data da sessão: Tue Nov 07 00:00:00 UTC 1995
Numero da decisão: 108-00.079
Decisão: RESOLVEM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, Converter o julgamento em diligência , nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Renata Gonçalves Pantoja
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 199511
numero_processo_s : 10880.027746/89-51
conteudo_id_s : 5752037
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Aug 04 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 108-00.079
nome_arquivo_s : Decisao_108800277468951.pdf
nome_relator_s : Renata Gonçalves Pantoja
nome_arquivo_pdf_s : 108800277468951_5752037.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, Converter o julgamento em diligência , nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Tue Nov 07 00:00:00 UTC 1995
id : 6877804
ano_sessao_s : 1995
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:14:45 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076783356149760
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 10800079_108800277468951_199511; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2017-06-30T17:15:57Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 10800079_108800277468951_199511; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 10800079_108800277468951_199511; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2017-06-30T17:15:57Z; created: 2017-06-30T17:15:57Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2017-06-30T17:15:57Z; pdf:charsPerPage: 659; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2017-06-30T17:15:57Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA •• PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. SESSÃO DE RECURSO N°. MATÉRIA RECORRENTE RECORRIDA : 10880-027-746/89-51 : 07 de novembro de 1995. : 108.381 : IRPJ - EX. DE 1986 : CLOTHES MODEL INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ROUPAS LTDA. : DRF EM - SÃO PAULO - SP R E S O L U ç Ã O N°. 108-0.079 • • Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por CLOTHES MODEL INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ROUPAS LTDA . RESOLVEM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, Converter o julgamento em diligência , nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Sala das Sessões - DF, em 07 de novembro de 1995. ~tL MANOEL ANTÔNIO GADELHA DIAS PRESIDENTE ~ G,9auJo' RENATA GONÇALVES PANTOJA Q RELATORA MINISTÉRIO DA FAZENDA • PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. : 10880-027-746/89-51 RESOLUÇÃO N°. : 108-0.079 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: SANDRA MARIA DIAS NUNES, RICARDO JANCOSK1, RENATA GONÇALVES PANTOJA, MÁRIO JUNQUEIRA FRANCO JúNIOR e LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros PAULO IRVIN DE CARVALHO VIANNA e JOSÉ ANTÔNIO MINATEL. (Portaria ~r;/95)r) • • • • 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES .', , PROCESSO N°. RESOLUÇÃO N°. RECURSO N°. RECORRENTE : 10880-027-746/89-51 : 108-0.079 : 108.381 : CLOTHES MODEL INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ROUPAS LTDA. RELA TÓRIO • • • • A empresa acima indicada foi em ação fiscal direta, autuada e notificada a recolher as importâncias constantes do Auto de Infração de fls. 13, em razão de apresentar: 1-) Passivo não comprovado no valor de Cr$ 156.379.911,00; 2-) Ingresso de numerário no caixa (suprimento de caixa) no montante de Cr$ 20.000.000,00 sem comprovação da sua origem. Enquadramento legal: artigo 180 do Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto 80.450/80 . Inconformada apresenta tempestivamente impugnação (fls. 18/21), onde alega: - a interessada foi obrigada a socorrer-se de um amigo, pedindo empréstimo para cobrir o seu "rombo", justificando-se portanto o ingresso da importância de Cr$ 20.000.00,00. Esclareceu que chega até mesmo a firmar Nota Promissória do valor mencionado, que após o pagamento, foi devolvida e que não acha em seu poder, pois deve tê-la inutilizado; frisou também que o pagamento do débito se deu com mercadorias; - quanto à omissão apontada no valor de Cr$ 156.379.911,00, a mesma não ocorreu, pois a empresa possui em seu poder a prova de pagamento dos valores apontados no mês ~ de 1985, frisando-se que por se tratar de empresa de pequeno porte, sem pessoa~ 3 • MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. : 10880-027-746/89-51 RESOLUÇÃO N°. : 108-0.079 especializada para a guarda de documentos , não localizou todos os títulos pagos por ocasião da fiscalização, no entanto esclareceu que já se encontravam à disposição do Fisco; - a empresa, quando da entrega da Declaração já havia feito os ajustes para correção das diferenças de caixa, tendo pago tempestivamente Imposto de Renda devido, e com o Auto de Infração lavrado, estaria pagando IR em duplicidade. A fls. 24 a autoridade fiscal autuante na forma do artigo 19 do Decreto 70.235/72 manifestou-se pela manutenção do feito, uma vez que a interessada em sua impugnação não comprova nem o ingresso de numerário nem o passivo descoberto. A fls. 25/27 a Divisão de Tributação da Delegacia da Receita Federal em São Paulo em decisão de 18/11/93 manifesta-se pela continuidade da cobrança do crédito tributário assim decidindo: - "Detectada a existência de suprimento de caixa não comprovados, passivo fictício e saldo credor de caixa, o montante tributável, como omissão de receita, será a soma das parcelas encontradas em cada uma dessas rubricas" (Acórdão CSRF/01.0292/83). - A jurisprudência bem como o enquadramento legal do auto em questão tomam improficuas as alegações da interessada no sentido de eximir-se da infração decorrente de suprimentos feitos ao caixa, cuja documentação comprobatória não se encontra em seu poder, discorrendo sua defesa em meras justificativas. - Quanto ao pasSIVO não comprovado, alegou a interessada que durante a fiscalização não foi capaz de localizar todos os documentos, mas que eles já se encontram à disposição do órgão. No entanto o mesmo estranhou que até 'aquela data nenhum documento havia sido anexado aos autos com o intuito de elidir a interessada da infração constatada, uma vez que cabe ao contribuinte o ônus da prova da inexistência de omissão de receita.W~r G4 4 • • • :. • MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. : 10880-027-746/89-51 RESOLUÇÃO N°. : 108-0.079 _ Por fim, quanto à argumentação de que o crédito tributário firmado pelo auto' incorreria em duplicidade de recolhimento de imposto de renda, colocou-se contra, uma vez que a exigência fiscal firmada pelo auto de infração decorre de rendimentos que não foram oferecidos ao crivo do imposto . Tempestivamente a fls. 29/105 a interessada CLOHES MODEL INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ROUPAS LTDA., através de seu advogado apresenta recurso a este Conselho de Contribuintes para ver reformada integralmente a decisão ora imposta, pois: a-) não cometeu as irregularidades que lhe são imputadas, visto que, no tocante à importância de Cr$ 20.000.000,00 encontrada lançada no livro caixa da empresa, conforme já frisado, foi efetivamente um empréstimo que a empresa foi obrigada a se socorrer para poder cobrir o rombo que possuía causado pela inadimplência de vários clientes, e, para tal comprovação, junta os cheques devolvidos sem compensação (does. fls. 36/40); b-) tendo em vista tal inadimplência, foi obrigada a se socorrer do referido empréstimo de Cr$ 20.000.000,00; c-) quanto à omissão apontada pelo Fiscal de Cr$ 156.379.911,00, a mesma não ocorreu, pois conforme já havia sido frisado na defesa, a empresa possuía as provas dos pagamentos efetuados, não os tendo localizado na época por problemas internos, anexando, no entanto, à presente, todas as cópias de títulos e pagamentos efetuados, que somados atingem a importância total de Cr$ 214.204.510,00, importância tal que é praticamente idêntica à conta de fornecedores constante do passivo, no balanço patrimonial encerrado em 31 de dezembro de 1985; . d-) que inexiste a diferença de Cr$ 156.379.911,00 apontada pela fiscalização; ~ GJ 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA • PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. : 10880-027-746/89-51 RESOLUÇÃO N°. : 108-0.079 e-) que a empresa, quando da entrega da Declaração de IRPJ, já fez os ajustes para correção das diferenças de caixa, tendo pago tempestivamente o Imposto de Renda devido . • • • • 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA • PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. : 10880-027-746/89-51 RESOLUÇÃO N°. : 108-0.079 VOTO CONSE~HEIRA RENAT~ GONÇALVES PANTOJA - RELATORA'. . . O recurso é tempestivo e possui os requisitos de admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento. Por todo o exposto e por tudo que do processo consta voto no sentido de se converter o julgamento do presente em diligência a fim de que os autos sejam encaminhados à DRF de origem para que a Divisão de Fiscalização se pronuncie acerca dos documentos anexados ao recurso da contribuinte (quais sejam: cópias e títulos e pagamentos efetuados), emitindo parecer conclusivo. É o meu voto. • • • , i.~ . " f Sala das Sessões - DF, em 07 de novembro de 1995. ~~In- G.9~;c RENATA GONÇALVES PANTOJA V RELATORA ~ 7 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007
score : 1.0
Numero do processo: 10480.015605/2002-73
Data da sessão: Tue May 18 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Súmula CARF nº 2: "O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucional idade de lei tributária".
Súmula CARF nº 4: "A partir de 1" de abril de 1995, os juros moratórias incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais".
Numero da decisão: 1103-000.192
Decisão: Acordam os membros do colegiada, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: IRPJ - AF - lucro arbitrado
Nome do relator: Eric Moraes de Castro e Silva
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPJ - AF - lucro arbitrado
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201005
ementa_s : Súmula CARF nº 2: "O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucional idade de lei tributária". Súmula CARF nº 4: "A partir de 1" de abril de 1995, os juros moratórias incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais".
numero_processo_s : 10480.015605/2002-73
conteudo_id_s : 5949324
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jan 16 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 1103-000.192
nome_arquivo_s : Decisao_10480015605200273.pdf
nome_relator_s : Eric Moraes de Castro e Silva
nome_arquivo_pdf_s : 10480015605200273_5949324.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiada, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Tue May 18 00:00:00 UTC 2010
id : 7573045
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:15:44 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076783364538368
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-09-01T23:03:29Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-09-01T23:03:29Z; Last-Modified: 2010-09-01T23:03:29Z; dcterms:modified: 2010-09-01T23:03:29Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:a6ea0972-bc2a-4cb9-8f7e-e4d74c6a3c6b; Last-Save-Date: 2010-09-01T23:03:29Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-09-01T23:03:29Z; meta:save-date: 2010-09-01T23:03:29Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-09-01T23:03:29Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-09-01T23:03:29Z; created: 2010-09-01T23:03:29Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2010-09-01T23:03:29Z; pdf:charsPerPage: 1362; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-09-01T23:03:29Z | Conteúdo => SI -C I 13 F 1 I MINISTÉRIO DA FAZENDA ,555M.AtWi CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 10480.015605/2002-73 Recurso n" 164.999 Voluntário Acórdão n" 1103410.192 — I" Câmara / .3" Turma Ordinária Sessão de 18 de maio de 2010 Matéria IRPJ Recorrente DISTRIBUIDORA DE. COSMÉTICOS SANTO AMARO LTDA Recorrida .3" TURMA DE JULGAMENTO DA DRJ RECIF/PE Súmula CARF n" 2: "O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucional idade de lei tributária". Súmula CARF n" 4: "A partir de 1" de abril de 1995, os juros moratórias incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais". Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiada, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos terrn , ,Uti. .clatório e voto que integram o presente julgado , , i._ , ALOYSIO J AE'RC N * D ' SILVA - Presidente é/Q/1( 41 _ ERIC MORAES DE CASTRO E SILVA - Relatar EDITADO EM: 0 5 AGO 2010 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Aloysio José Percínio da Silva (Presidente), Mário Sérgio Fernandes Barroso, conselheiro Hugo Correia Sotero Gervásio Nicolau Recketenvald, Marcos Shigueo Takata e Eric Moraes de Castro e Silva. P., Relatório Trata-se de Recurso Voluntário contra o acórdão que julgou procedente o auto de infração lavrado para a exigência do IRPJ e da CSLL dos exercícios de 1999 a 2002, realizado com base no lucro arbitrado pelo fato do contribuinte, estando autorizado a optar pela tributação com base no lucro presumido, ter deixado de cumprir as obrigações acessórias relativas a determinação dos fatos geradores decorrentes da revenda de mercadorias. Assim como fez na Manifestação de Inconformidade, o presente Recurso Voluntário alega apenas preliminar de nulidade de cerceamento ao seu direito de defesa, vez que na sua ótica foi "indicado um amontoado de dispositivos legais, mais (SIC) que não fbi especificada precisamente quais foram às (SIC) infrações e o fundamento da inflação e penalidade para cada infração alegada" (fls. 295). No mérito também há a repetição dos argumentos da Manifestação de Inconformidade, quais sejam, que a multa teria efeito confiscatório e que os débitos não poderiam ser atualizados pela TAXA SELIC. Com tais considerações, formula o seguinte pedido: "Diante do exposto, pelos fimdamentos e provas apresentados, a recorrente ratifica em todos os seus terino.s a defesa apresentada, pedindo que anule o Auto de Infração ou julgue improcedente a Medida Fiscal, assegurando o direito da 1?ecorrente de não pagar uma multa confisca/ária e os . juros de mora acima do permitido pela nossa Carta Magna, com base na SELIC, o que já fi vedado pelo STJ para atualização de débitos tributários, conforme comprovado, sendo assegurado ao Contribuinte o direito a ampla defesa, e ao âmbito administrativo o direito de julgar de uma lbrina .justa e perfeita, evitando a necessidade de ter que recorrei- ao judiciário (art. 5, L,V, da CF)" Uls. 303), É o relatório.. 2 Kocesso n" 10480.015605/2002-7.3 S I-CIT3 Acõi dão n° 1103-00,192 Fl. 'J Voto Conselheiro ERIC CASTRO E SILVA, Relator O recurso satisfaz os seus requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele conheço Tendo em vista que o presente Recurso se insurge apenas contra a constitucionalidade da multa de oficio e a aplicação da SELIC como fator de correção dos débitos tributários, questões que já se encontram sumuladas no CARF, pede este Relator vênia para apenas transcrever os respectivos enunciados como fundamentação do seu voto, verbis: Súmula CARF n" "O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária". Súmula CART n" 4: "A partir de 1" de abril de 1995, os juros moratórias incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SEL1C para títulos fiderai,s". Pelo exposto, voto pelo não provimento do recurso, com a manutenção integral da decisão recorrida. É como voto, ERI C STRO E S ILVA 3
score : 1.0
Numero do processo: 10680.015247/2004-12
Data da sessão: Thu Oct 06 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Mon May 07 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 1999
NULIDADE. AUSÊNCIA DE INSTAURAÇÃO DE MPF CONTRA OS COOBRIGADOS. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DOS COOBRIGADOS PARA ACOMPANHAMENTO DA FISCALIZAÇÃO.
O Decreto n° 70.235/72 não traz qualquer previsão acerca da obrigatoriedade de que os coobrigados sejam envolvidos no processo de fiscalização do contribuinte, nem tampouco existe na legislação a obrigatoriedade de instauração de Mandado de Procedimento Fiscal contra os coobrigados.
RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. AUSÊNCIA DE EXTINÇÃO DA PESSOA JURÍDICA. APLICAÇÃO DO ART. 132 DO CTN. IMPOSSIBILIDADE.
O art. 132 e seu parágrafo único trazem como pressuposto para responsabilização, a extinção da pessoa jurídica incorporada ou fusionada. Na ausência de extinção da pessoa jurídica não é possível a aplicação de tal dispositivo do CTN.
SÓCIOS DA PESSOA JURÍDICA AUTUADA. APLICAÇÃO DO DO ART. 135, INCISO III DO CTN.
Inexistindo qualquer alegação dos coobrigados no sentido de negar que eram sócios da empresa autuada na época dos fatos resta possível a aplicação do disposto no art. 135, inciso III do CTN para fins de responsabilização dos sócios.
Numero da decisão: 1201-001.533
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar DAR PROVIMENTO aos recursos apresentados por WRV EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA., VM PARTICIPAÇÕES LTDA, ARANTES EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA e LM EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA para afastar sua responsabilidade solidária e NEGAR PROVIMENTO aos recursos de Walter Santana Arantes, Ronosalto Pereira Neves e Vicente Bretz da Silva, mantendo-os no polo passivo da obrigação tributária.
(assinado digitalmente)
ROBERTO CAPARROZ DE ALMEIDA - Presidente.
(assinado digitalmente)
LUIS FABIANO ALVES PENTEADO - Relator.
(assinado digitalmente)
EVA MARIA LOS - Redatora designada
.
EDITADO EM: 10/02/2017
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Roberto Caparroz de Almeida (Presidente), Eva Maria Los, Luis Fabiano Alves Penteado, José Carlos de Assis Guimarães, José Roberto Adelino da Silva (suplente convocado) e Paulo Cezar Fernandes de Aguiar.
Nome do relator: LUIS FABIANO ALVES PENTEADO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201610
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 1999 NULIDADE. AUSÊNCIA DE INSTAURAÇÃO DE MPF CONTRA OS COOBRIGADOS. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DOS COOBRIGADOS PARA ACOMPANHAMENTO DA FISCALIZAÇÃO. O Decreto n° 70.235/72 não traz qualquer previsão acerca da obrigatoriedade de que os coobrigados sejam envolvidos no processo de fiscalização do contribuinte, nem tampouco existe na legislação a obrigatoriedade de instauração de Mandado de Procedimento Fiscal contra os coobrigados. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. AUSÊNCIA DE EXTINÇÃO DA PESSOA JURÍDICA. APLICAÇÃO DO ART. 132 DO CTN. IMPOSSIBILIDADE. O art. 132 e seu parágrafo único trazem como pressuposto para responsabilização, a extinção da pessoa jurídica incorporada ou fusionada. Na ausência de extinção da pessoa jurídica não é possível a aplicação de tal dispositivo do CTN. SÓCIOS DA PESSOA JURÍDICA AUTUADA. APLICAÇÃO DO DO ART. 135, INCISO III DO CTN. Inexistindo qualquer alegação dos coobrigados no sentido de negar que eram sócios da empresa autuada na época dos fatos resta possível a aplicação do disposto no art. 135, inciso III do CTN para fins de responsabilização dos sócios.
dt_publicacao_tdt : Mon May 07 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 10680.015247/2004-12
anomes_publicacao_s : 201805
conteudo_id_s : 5860172
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue May 08 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1201-001.533
nome_arquivo_s : Decisao_10680015247200412.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : LUIS FABIANO ALVES PENTEADO
nome_arquivo_pdf_s : 10680015247200412_5860172.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar DAR PROVIMENTO aos recursos apresentados por WRV EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA., VM PARTICIPAÇÕES LTDA, ARANTES EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA e LM EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA para afastar sua responsabilidade solidária e NEGAR PROVIMENTO aos recursos de Walter Santana Arantes, Ronosalto Pereira Neves e Vicente Bretz da Silva, mantendo-os no polo passivo da obrigação tributária. (assinado digitalmente) ROBERTO CAPARROZ DE ALMEIDA - Presidente. (assinado digitalmente) LUIS FABIANO ALVES PENTEADO - Relator. (assinado digitalmente) EVA MARIA LOS - Redatora designada . EDITADO EM: 10/02/2017 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Roberto Caparroz de Almeida (Presidente), Eva Maria Los, Luis Fabiano Alves Penteado, José Carlos de Assis Guimarães, José Roberto Adelino da Silva (suplente convocado) e Paulo Cezar Fernandes de Aguiar.
dt_sessao_tdt : Thu Oct 06 00:00:00 UTC 2016
id : 7269141
ano_sessao_s : 2016
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:15:21 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076783385509888
conteudo_txt : Metadados => date: 2017-02-11T00:36:52Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2017-02-11T00:36:52Z; Last-Modified: 2017-02-11T00:36:52Z; dcterms:modified: 2017-02-11T00:36:52Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:8f8eb401-857b-4691-bbc0-3e23c110fd14; Last-Save-Date: 2017-02-11T00:36:52Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2017-02-11T00:36:52Z; meta:save-date: 2017-02-11T00:36:52Z; pdf:encrypted: true; modified: 2017-02-11T00:36:52Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2017-02-11T00:36:52Z; created: 2017-02-11T00:36:52Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 29; Creation-Date: 2017-02-11T00:36:52Z; pdf:charsPerPage: 1854; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2017-02-11T00:36:52Z | Conteúdo => S1C2T1 Fl. 2 1 1 S1C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10680.015247/200412 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1201001.533 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 06 de outubro de 2016 Matéria IRPJ Recorrente NOVA EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 1999 NULIDADE. AUSÊNCIA DE INSTAURAÇÃO DE MPF CONTRA OS COOBRIGADOS. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DOS COOBRIGADOS PARA ACOMPANHAMENTO DA FISCALIZAÇÃO. O Decreto n° 70.235/72 não traz qualquer previsão acerca da obrigatoriedade de que os coobrigados sejam envolvidos no processo de fiscalização do contribuinte, nem tampouco existe na legislação a obrigatoriedade de instauração de Mandado de Procedimento Fiscal contra os coobrigados. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. AUSÊNCIA DE EXTINÇÃO DA PESSOA JURÍDICA. APLICAÇÃO DO ART. 132 DO CTN. IMPOSSIBILIDADE. O art. 132 e seu parágrafo único trazem como pressuposto para responsabilização, a extinção da pessoa jurídica incorporada ou fusionada. Na ausência de extinção da pessoa jurídica não é possível a aplicação de tal dispositivo do CTN. SÓCIOS DA PESSOA JURÍDICA AUTUADA. APLICAÇÃO DO DO ART. 135, INCISO III DO CTN. Inexistindo qualquer alegação dos coobrigados no sentido de negar que eram sócios da empresa autuada na época dos fatos resta possível a aplicação do disposto no art. 135, inciso III do CTN para fins de responsabilização dos sócios. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar DAR PROVIMENTO aos recursos apresentados por WRV EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA., VM PARTICIPAÇÕES LTDA, ARANTES AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 01 52 47 /2 00 4- 12 Fl. 5318DF CARF MF Processo nº 10680.015247/200412 Acórdão n.º 1201001.533 S1C2T1 Fl. 3 2 EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA e LM EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA para afastar sua responsabilidade solidária e NEGAR PROVIMENTO aos recursos de Walter Santana Arantes, Ronosalto Pereira Neves e Vicente Bretz da Silva, mantendoos no polo passivo da obrigação tributária. (assinado digitalmente) ROBERTO CAPARROZ DE ALMEIDA Presidente. (assinado digitalmente) LUIS FABIANO ALVES PENTEADO Relator. (assinado digitalmente) EVA MARIA LOS Redatora designada . EDITADO EM: 10/02/2017 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Roberto Caparroz de Almeida (Presidente), Eva Maria Los, Luis Fabiano Alves Penteado, José Carlos de Assis Guimarães, José Roberto Adelino da Silva (suplente convocado) e Paulo Cezar Fernandes de Aguiar. Relatório Contra a empresa Nova Empreendimentos Participações Ltda., foram lavrados autos de infração do IRPJ, fls. 04/10, CSL, fls. 11/15 e Multa Isolada da CSL, fls. 16/18, por ter a fiscalização constatado as irregularidades no anocalendário de 1.999, descritas as fls. 06/07. Inconformada com a exigência, a ora Recorrente apresentou impugnação protocolada em 11/01/05, em cujo arrazoado de fls. 313/394 contesta integralmente a exigência fiscal e a imputação da responsabilidade solidária. Da decisão de 1°instância Em 15 de abril de 2005 foi prolatado o Acórdão n° 08.270, da 2ª Turma de Julgamento da DRJ em Belo Horizonte, fls. 709/816, que considerou procedente o lançamento, expressando seu entendimento por meio da seguinte ementa: "Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Anocalendário: 1999 Fl. 5319DF CARF MF Processo nº 10680.015247/200412 Acórdão n.º 1201001.533 S1C2T1 Fl. 4 3 Ementa: PRELIMINAR DE NULIDADE. Rejeitase a preliminar de nulidade quando o lançamento restou formalizado com todos os requisitos legais inerentes a tal atividade. ILEGITIMIDADE PASSIVA. Rejeitase a preliminar de nulidade, por ilegitimidade passiva, porque o Fisco identificou corretamente o sujeito da obrigação tributária lançada. RESPONSABILIDADE PELO CRÉDITO TRIBUTÁRIO As pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador são solidariamente responsáveis pelo crédito tributário apurado. São pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes a obrigações tributárias resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei os mandatários, prepostos e empregados e os diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado. DECADÊNCIA — TERMO INICIAL IRPJ Na hipótese de ocorrência de dolo, fraude ou simulação ou na falta de qualquer pagamento do tributo, iniciase a contagem do prazo de decadência do direito de a Fazenda Nacional formalizar a exigência tributária no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. DECADÊNCIA — CSLL O prazo decadencial, no que se refere à Contribuição Social, é de dez anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído. GANHO DE CAPITAL. Restando comprovada nos autos a simulação fraudulenta, realizada no intuito de dissimular a operação efetivamente ocorrida, que foi a venda de ativo operacional líquido, deve ser mantido o lançamento cuja fundamentação reside no ganho de capital apurado nessa alienação. MULTA DE OFICIO QUALIFICADA E AGRAVADA. A multa de oficio qualificada e agravada, no percentual total de 225 % será aplicada sempre que houver, concomitantemente, o intuito de fraude, caracterizado em procedimento fiscal, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis; e ainda tenha o autuado deixado de atender a intimações expedidas pela autoridade fiscal MULTAS EXIGIDAS, CONCOMITANTEMENTE, NO LANÇAMENTO. Fl. 5320DF CARF MF Processo nº 10680.015247/200412 Acórdão n.º 1201001.533 S1C2T1 Fl. 5 4 Por se tratar de hipóteses legais distintas, são cabíveis, no lançamento de oficio, a aplicação de multa exigida isoladamente, por falta de recolhimento dos valores devidos por estimativa, bem como as que se exigem juntamente com o imposto ou contribuição que forem apurados no procedimento fiscal. TRIBUTAÇÃO REFLEXA — CSLL. O lançamento reflexo deve observar o mesmo procedimento adotado no principal, em virtude da relação de causa e efeito que os vincula. Lançamento Procedente" Do Recurso Voluntário Cientificada em 26 de abril de 2005, AR de fls. 820, e novamente irresignada com o acórdão de primeira instância, a Recorrente apresentou seu recurso voluntário por meio do qual alega o seguinte: Em Preliminar: a) A nulidade da autuação em relação aos coobrigados. 1 a nulidade da autuação em relação aos coobrigados, em virtude de os Termos de Intimação estarem desacompanhados de qualquer documentação que pudesse indicar a que se referiam, trazendo apenas uma genérica remissão quanto aos fundamentos legais da responsabilidade imputada e o detalhamento em números do crédito tributário; 2 não houve a instauração de qualquer Mandado de Procedimento Fiscal em desfavor dos supostos coresponsáveis; 3 não foram intimados a acompanhar a fiscalização que se exercia sobre a empresa "Nova", nem a apresentar esclarecimentos e/ou documentos; 4 a despeito de estarem por todo o tempo às margens do procedimento de fiscalização, foram ao final intimados a pagar um crédito tributário que desconheciam; 5 tal conduta revela de maneira incontestável o cerceamento do direito de defesa dos Recorrentes, que subitamente são incluídos como "coresponsáveis" de uma autuação fiscal da qual sequer foram regularmente intimados a acompanhar; 6 a disponibilização dos documentos que instruem o processo administrativo a terceiras pessoas, alheia à lide, representa manifesta quebra de sigilo dos dados fiscais da empresa autuada; 7 é imprescindível a cientificação do contribuinte acerca do Mandado de Procedimento Fiscal, justamente para que este tome conhecimento das verificações que se pretendem fazer; Fl. 5321DF CARF MF Processo nº 10680.015247/200412 Acórdão n.º 1201001.533 S1C2T1 Fl. 6 5 8 a autoridade fiscal não cuidou de observar as prescrições legais atinentes à espécie, já que os ora Recorrentes não foram notificados de coisa alguma, tomando ciência da ação fiscal, para a sua surpresa, somente após já efetuado o lançamento tributário; 9 todo o procedimento de fiscalização ocorreu à revelia dos Recorrentes, que estiveram impedidos de acompanhálo, mesmo porque dele não tinham maiores conhecimentos; 10 ao que tudo indica, na dúvida sobre quem deveria assumir a pretensa carga tributária, os ilustres Auditores chamaram para o processo tantas pessoas quanto quiseram, sejam físicas ou jurídicas, que em nada se confundem com a empresa autuada. Tudo isso em manifesta transgressão aos princípios basilares que devem nortear a atividade administrativa, especialmente a legalidade e a moralidade (art.37, caput, Constituição Federal). b) A ilegitimidade passiva dos coobrigados — Inexistência de responsabilidade. 1 a fiscalização criou um princípio bem peculiar neste trabalho fiscal, na dúvida de quem deveria assumir a pretensa carga tributária, chama todos para responder, sejam pessoas jurídicas como responsáveis solidários, sejam pessoas físicas como devedores substitutos; 2 tal conduta não pode prosperar, porquanto não condiz com os princípios da estrita legalidade e da tipicidade cerrada, consagrados pelo sistema jurídico nacional; 3 restaram confirmados como responsáveis pelo crédito tributário, com base nos arts.124, I, e 135, II, do CTN, os Srs. Walter Santana Arames, Ronosalto Pereira Neves, Vicente Bretz da Silva, WRV EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA., VM PARTICIPAÇÕES LTDA., ARANTES EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA. e LM EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA; 4 por determinação legal especifica, resta patente que a regra é a da não responsabilidade pessoal dos sóciosgerentes pelas dívidas societárias, diretriz que somente pode ser rompida validamente se derivada de um complexo de situações orientadas pelo princípio da culpa subjetiva (violação de lei, violação de estatuto ou contrato social ou excesso de mandato); 5 o critério para atribuição de responsabilidade em grau de substituição, não é meramente o fato do sócio gerir a sociedade. É preciso que o débito tributário em questão resulte de ato praticado com excesso de poderes ou infração de lei, contrato ou estatuto (art. 135 do CTN); 6 questão a ser submetida é de se saber se o não pagamento de tributos acarreta infração à lei para os fins colimados do art. 135 do CTN, como afirma o acórdão recorrido; 7 a razão irreprimível contida nesta assertiva dáse em virtude de que a obrigação de pagar o tributo ou de recolher aos cofres públicos, uma determinada quantia, é da sociedade (quem efetivamente praticou o fato hipoteticamente descrito na norma de incidência) e não do sóciogerente (administrador); Fl. 5322DF CARF MF Processo nº 10680.015247/200412 Acórdão n.º 1201001.533 S1C2T1 Fl. 7 6 8 o conteúdo normativo estampado no art. 135 do CTN é de índole eminentemente excepcional, e deve ser analisado de forma restritiva, de modo a não comportar interpretação extensiva ou integração analógica (tratase de regra universal de hermenêutica, onde as exceções devem ser interpretadas restritivamente); 9 afigurase concluir que o simples inadimplemento da obrigação tributária (quando identificada) não deve merecer a amplitude hostilizada, no âmago de se amoldar à realidade descrita no art. 135 do CTN ; 10 devese enfatizar a distinção entre o que é infração à lei praticada pela empresa e infração à lei praticada pelo sóciogerente. Quer dizer, não basta, para tipificar a responsabilidade do sóciogerente, o inadimplemento da sociedade, eis que isto pode ser uma decorrência do risco natural de todo negócio, risco, aliás, pressuposto da própria natureza societária; 11 não podemos olvidar que a expressão "infração à lei" contida no art. 135 do CTN, não se refere à infração de lei fiscal, mas à infração de lei de natureza comercial. Tanto isto é verdade que a expressão está exposta ao lado das expressões "excesso de poderes" e "infração de contrato social ou estatutos", todas próprias das sociedades comerciais. Ademais, é sabido que os administradores de sociedades, além dos deveres previstos no contrato social ou nos estatutos, têm também deveres legais expressos e implícitos, previsto na legislação que rege os diversos tipos de sociedades (Código Comercial, Lei das Sociedades Anônimas, Lei das Sociedades Limitadas); 12 de todo o exposto, podese depreender que aplicase ao caso a teoria da des personificação da pessoa jurídica, amplamente agasalhada pelo direito, admitindo que a empresa, longe de ser um ente fictício, goza autonomamente de vida jurídica, podendo ser sujeito de direitos, de forma a acumular patrimônio próprio; c) A decadência do direito de efetuar o lançamento. 1 a decadência do direito do Fisco efetuar o lançamento em relação a fato gerador ocorrido em 19/07/1999, haja vista ser o IRPJ tributo constituído mediante lançamento por homologação, e, como tal, sujeito ao prazo qüinqüenal de decadência, previsto no §4°, do art. 150, do Código Tributário Nacional; 2 merece ser fulminado pelo fenômeno da decadência o lançamento combatido, seja em relação ao IRPJ, seja em relação à contribuição reflexa. E isto independerá da regra decadencial a ser adotada, seja a do art. 150, §4°, seja a do art.173, inciso I, do mesmo Código; 3 o IRPJ (a partir de 01/01/92, por força do art. 38, da Lei n° 8.383/91) e a CSL são tributos que se constituem através da homologação da autoridade administrativa competente, enquadrandose na classificação dos chamados tributos por homologação; 4 sendo tributos sujeitos ao lançamento por homologação, no qual o contribuinte tem o dever de levantar os fatos realizados, quantificar o tributo devido e recolhê lo aos cofres públicos, sob a condição resolutória da ulterior homologação, aplicase a estes a regra contida no § 4°, do referido art. 150, para fins de contagem do prazo decadencial; Fl. 5323DF CARF MF Processo nº 10680.015247/200412 Acórdão n.º 1201001.533 S1C2T1 Fl. 8 7 5 o acórdão recorrido deslocou a regra qüinqüenal de decadência prevista no § 4°, do art. 150, do CTN, para a regra do inciso I, do art. 173, do CTN, alegando I) que não houve qualquer recolhimento a título de IRPJ e CSL em relação ao período lançado, 2) e que estão presentes no lançamento os pressupostos que configuram o intuito de fraude ou simulação; 6 quanto à primeira alegação, a de que não houve qualquer recolhimento a título de IRPJ e CSLL em relação ao período lançado, nada mais óbvio, posto que não poderia a Autuada recolher tributo em relação a operação que não enseja o nascedouro da obrigação tributária, visto inexistir fato gerador do IRPJ e da CSLL; 7 o objeto da homologação não é o pagamento, mas sim a apuração do valor respectivo; 8 no que tange ao segundo pretexto utilizado pela Douta DRJ/BH para deslocar a regra de decadência para o art. 173, I, do CTN, qual seja, a alegação de que estão presentes no lançamento os pressupostos que configuram o intuito de fraude ou simulação, não houve a prática de fraude pela empresa "Nova", e tampouco pelos "coobrigados"; 9 mesmo que prevaleça o entendimento adotado pela Douta DRJ, no sentido de fazer valer a regra do art. 173, inciso I, do CTN, ainda assim estaria decaído o direito da Fiscalização de efetuar o lançamento em virtude da cisão referente ao período de 01/01/99 a 27/09/99; 10 não sobejam dúvidas de que também à CSL aplicase a regra do art. 150, § 4° do CTN, especialmente por tratarse de lançamento decorrente do lançamento do IRPJ. d) Enquadramento equivocado do sujeito passivo "NOVA". 1 admitindo se, pela argumentação, a procedência da tese de que os procedimentos da empresa OMS tiveram o intuito de omitir ganho de capital para a NOVA e seus sócios, sendo lhes vedada a utilização do método da equivalência patrimonial, não caberia à NOVA a mais valia relativa ao ganho de capital oriundo da perspectiva de rentabilidade futura, Goodwill; 2 disto é resultante a compreensão exata de que, em sendo admitida a tese da autoridade fazendária, outro erro seria identificado no libelo fiscal, qual seja, ilegitimidade passiva da empresa "NOVA", eis que a mesma não deve figurar no pólo passivo desta ação; 3 o raciocínio é tão simplista quanto a atribuição de alienação ou venda de empresa. Em havendo Goodwill, este só se materializará com a efetiva venda ou alienação de empresa (adquirido), caberia os haveres deste Goodwill àquela que goza da perspectiva de rentabilidade futura a OMS que deveria ser o sujeito passivo deste processo, caso existisse tributo a recolher; No Mérito a) Bases equivocadas do lançamento. Fl. 5324DF CARF MF Processo nº 10680.015247/200412 Acórdão n.º 1201001.533 S1C2T1 Fl. 9 8 1 a questão de fundo do lançamento fiscal reside na alegação de simulação fraudulenta tendo como objetivo dissimular "suposto" ganho de capital na "venda" da rede de supermercados "Mineirão" ao Grupo Carrefour; 2 a fiscalização entende que o ganho de capital auferido pela NOVA teria sido fruto da venda de Goodwill subjetivo que, incorporado ao valor de mercado da empresa revelaria a existência de um plus passível de tributação; 3 há permissibilidade jurídica para se certificar e não meramente presumir ganho de capital numa operação de subscrição de ações de forma a se identificar existência de GOODWILL? Poderia a fiscalização imputar carga tributária ao contribuinte nos casos em que ela mesma entende que é impossível a definição do instituto? Quais os meios de provas apresentados pela fiscalização para se atestar que o aumento do valor do patrimônio líquido da investida não possui relação necessária com o valor de venda da empresa no mercado? Como é que contribuinte conseguiria comprovar com documentação hábil e idônea a não contabilização de um suposto ganho intangível? 4 nos casos de simulação ou fraude, cuja conduta do agente se pressupõe dolosa, não é admitido o uso de presunção. Por se tratar de conduta subjetiva que compõe o tipo legal, as meras presunções, quando não documentalmente comprovadas, podem ensejar tributações infundadas; 5 meras presunções não constituem meio de prova adequado para a imputação de crimes contra a ordem tributária, tampouco para demonstração da existência de fraudes ou simulações; b) Detalhes operacionais. 1 a fiscalização acresceu à alegação de ganho de capital, fruto da suposta venda da rede de supermercados Mineirão a figura do Goodwill adquirido, ou seja, inferiu a idéia de que no valor pago nesta suposta venda teria sido pago o Goodwill adquirido, representado pela diferença entre o valor de mercado das ações e a expectativa de lucros ou benefícios futuros; 2 afastou a fiscalização a idéia de que a empresa NOVA ao receber de volta seu investimento da empresa OMS, não estaria apurando lucro de equivalência patrimonial (isento de tributação). Estaria, por esta sorte, gerando ganho de capital pelo Goodwill que se materializara na venda ou alienação da empresa OMS; 3 incorre a Fiscalização em diversos erros de natureza técnica e de certa forma em contradições imperdoáveis: 1) a uma, por ter considerado venda ou alienação, subscrição de ações; 2) a duas, por ter desconsiderado o lucro da equivalência patrimonial e admitido a existência de Goodwill adquirido somente identificado nos casos de venda ou alienação; 3) a três, por não ter considerado sequer a título de raciocínio que, em havendo venda ou alienação tal qual afirmado, a quem destinaria a mais valia pelo suposto Goodwill adquirido; Fl. 5325DF CARF MF Processo nº 10680.015247/200412 Acórdão n.º 1201001.533 S1C2T1 Fl. 10 9 c) Subscrição de ações não caracterização de venda ou alienação. 1 pretendeu a fiscalização caracterizar a existência de venda ou alienação da rede de supermercados Mineirão, para que houvesse a caracterização de ganho de capital e a conseqüente incidência de imposto de renda; 2 para isto, agregou supostos indícios da existência desta possível alienação. Mais que justificado é a insistente classificação da fiscalização, posto que, nos termos do que vimos acima, a descaracterização da alienação acarretaria conseqüências frustrantes ao labor desenvolvido pela entidade tributante, a começar pela descaracterização do Goodwill adquirido supostamente existente; 3 documento que comprovaria a suposta alienação desejada seria o Contrato de Compromisso de Venda e Compra de Ações e Outras Avenças. Referido compromisso, de natureza eminentemente privada, reflete apenas a existência de um negócio jurídico de natureza comercial. Não tem valor fiscal e não tem como atestar a ocorrência de planejamento tributário realizado nos moldes da legislação tributária. Ademais, referido documento não se refere à venda de empresa e sim subscrição de ações; 4 a expressão "ALIENAÇÃO" utilizada no contrato, quer se referir à subscrição de ações e não a venda ou alienação de empresa. E mais, viuse, constantemente, a intenção da fiscalização em se utilizar desta expressão dandolhe sentido diverso do pretendido no contrato. Tanto isto é verdade que, todo momento, a expressão foi negritada, atribuindolhe o sentido de compra de empresa. Tratase de mais uma presunção levantada pela fiscalização que deve ser encaminhada ao limbo da inutilidade; 5 outro fato que descaracteriza a venda ou alienação é a alteração do tipo societário da empresa, deixando de ser LTDA, passando a ser uma S.A. Desta transformação, ficou estabelecido que a NOVA dispunha de 363.000, cuja representatividade correspondia a 100% das ações da OMS; 6 sem base o argumento de alienação ou venda da empresa OMS. Tanto isto é verdade que a investidora BELOPAR, após a aquisição de novas ações, passou a dispor de 25,0002 %, o que corresponderia a "um quarto" do total das ações enquanto que a empresa NOVA continuaria com 74,9998 % de ações ou "três quartos". Curioso é o fato da própria fiscalização às fls. 87 reconhecer isto. Como então falar em alienação e não em subscrição? d) Equivalência Patrimonial Goodwill adquirido e Goodwill subjetivo. 1 houve uma reorganização societária da empresa OMS com a alteração do seu tipo societário, quer seja, de Limitada para S.A. Este procedimento, autorizado pela doutrina pátria, foi pautado no escólio do art. 442 do RIR/99; 2 a exegese propugnada pelo artigo revela e autoriza outra etapa, a transformação do valor nominal das ações para que a empresa pudesse se amoldar ao disposto no inciso I do artigo; Fl. 5326DF CARF MF Processo nº 10680.015247/200412 Acórdão n.º 1201001.533 S1C2T1 Fl. 11 10 3 assim, a empresa OMS, que operava com prejuízo acumulado de R$ 40.527.822,49 e possuía Patrimônio Líquido de R$ 19.822.994,54, promoveu a emissão de novas ações sem valor nominal; 4 por esta subscrição de ações a empresa BELOPAR investiu a importância de R$ 263.823.498,70, positivando o patrimônio líquido da empresa OMS para R$ 244.000.504,15, resultado do valor subscrito pela BELOPAR, subtraído do valor do patrimônio líquido negativo da OMS; 5 com base na nova situação patrimonial, destina o ágio apurado para a conta de reserva de capital, evitando assim, a incidência de carga tributária, tal qual dispõe a letra da lei; 6 daí, a empresa NOVA, em estrita obediência ao disposto no art. 427 do RIR/99, faz aplicação do método da equivalência patrimonial. O art. 21 do Decretolei 1.598/77 declara que em cada balanço o contribuinte deverá avaliar o investimento pelo valor do patrimônio líquido da coligada ou controlada, de acordo com o art. 248 da Lei n° 6.404/76 apurando o lucro pela equivalência patrimonial de R$ 182.637.000,00; 7 após, a empresa NOVA declina do interesse do seu investimento na OMS e através de uma cisão parcial de redução de capital, retirase do quadro acionista. Sob este aspecto, a OMS sofre uma redução do seu capital social pelo cancelamento proporcional da quantidade de ações ordinárias e preferenciais representativas; 8 o Fisco considerou que esse aumento do valor do patrimônio líquido da investida, não possuiria relação necessária com o valor de venda da empresa no mercado, pois este corresponderia a um preço livremente pactuado e pago por ocasião de uma "alienação", que por vezes remunera o que contabilmente é conhecido por ativo intangível, mas especificamente o Goodwill Subjetivo, que não é passível de contabilização; 9 a existência desses elementos são sentidos, mas só podem ser gerenciados, de forma bastante subjetiva, pela contabilidade gerencial para fins internos, sem poder ser explicitados pela contabilidade financeira por meio de suas demonstrações contábeis; 10 admite a fiscalização que só poderia constituir reserva de ágio na empresa investida se, este ágio a ela pertencesse. Como conseqüência, o foco principal da discussão deslocase ao que seria ágio na emissão de ações e ágio na aquisição de investimentos; 11 o ágio na emissão pressupõe a aquisição de ações novas, geralmente fruto de subscrição de ações com ágio, elevando o total de ações de uma empresa, enquanto que ágio na aquisição pressupõe aquisição de ações já existentes, com conseqüente redução de ações da alienanteacionária sem que haja interferência na totalidade de ações existentes; 12 no primeiro caso, a alienante poderia apurar o valor de seu investimento pelo patrimônio líquido, hipótese em que constituiria reserva de lucro considerada isenta de tributação. No segundo caso, haveria um resultado de alienação ou venda de empresa, afastando a possibilidade de equivalência patrimonial de maneira a ser privilegiada a existência de possíveis ganhos intangíveis, sujeitos ao tributo incidente sobre o ganho de capital; Fl. 5327DF CARF MF Processo nº 10680.015247/200412 Acórdão n.º 1201001.533 S1C2T1 Fl. 12 11 13 No caso especifico destes autos a empresa NOVA está sendo tributada pela possível venda ou alienação da empresa OMS, como se ágio na aquisição de ações houvesse; 14 com a subscrição de novas ações a quantidade disponibilizada de Ações da empresa investida OMS subiu de 363.000 ações para 484.001. Como supor a existência de ágio na alienação de ações, se com o aumento da disponibilidade de ações por parte da OMS, a empresa nova permaneceu com as mesmas 363.000 ações que antecederam a subscrição pela BELOPAR? 15 não houve ágio na alienação e sim ágio na emissão de ações. Desta análise obtemperase: Porque a imputação de ágio na alienação de ações? Certamente para descaracterizar a exigência de avaliação pelo método da equivalência patrimonial. E porque descaracterizar o método da equivalência patrimonial? Para que possa ser atribuído ganho de capital pela existência de Goodwill na alienação; e) Inexistência de fraude, dolo ou simulação, ou qualquer outra conduta ilícita nos fatos envolvidos. 1 as operações e os procedimentos empreendidos foram legais; 2 atendendo aos requisitos da Lei n° 6.404/76, inclusive quanto à obrigatoriedade de avaliar o investimento pelo método de equivalência patrimonial, foi feito o balanço para apuração do patrimônio líquido da investida, acompanhado do laudo de avaliação exigido, tudo na estrita concordância com a legislação pertinente; 3 em 19/07/1999 a Organização Mineira de Supermercados S.A. procedeu ao levantamento de um balanço patrimonial especial, obrigatório, atendendo ao disposto no art. 21, da Lei n° 9.249, de 1995 e o art. 1° § I° da Lei n° 9.430 de 1996, em conseqüência do processo de cisão a que foi submetida, fato que foi dado conhecimento às autoridades fiscais, através da apresentação da Declaração de Débitos e Créditos Tributários DCTF, instituída pela IN SRF 126/98 e da Declaração Integrada de Informações Econômico Fiscais da Pessoa JurídicaDIPJ, instituída pela IN SRF 127/98; 4 a cisão obedeceu, rigorosamente, todos os ditames da legislação pertinente, especialmente os artigos 8° e 229, da Lei n° 6.404, de 15.12.1976, com as alterações da Lei n° 9.457, de 1997 e arts. 428 e 442 do RIR; 5 a "NOVA" detinha um investimento relevante, tal como definido no parágrafo único do artigo 247, da Lei n° 6.404/1976, na empresa Organização Mineira de Supermercados S.A., constituída de conformidade com a Lei das Sociedades por Ações e, na condição de controladora, estava obrigada a avaliar o seu investimento na forma do artigo 248, da citada Lei, por imposição do DecretoLei n° 1.648, de 1978 e IN 107/78, item 4. 6nessa condição, ao se retirar da referida Organização Mineira de Supermercados S.A., procedeu à apuração do resultado de seu investimento, nos moldes do referido artigo, com base em um balanço levantado na mesma data do evento, como dispõe o inciso I, do referido artigo 248; Fl. 5328DF CARF MF Processo nº 10680.015247/200412 Acórdão n.º 1201001.533 S1C2T1 Fl. 13 12 7 os procedimentos adotados pela "NOVA" são legítimos e praticados de conformidade com o previsto na Lei das Sociedades por Ações (Lei n° 6.404/1976), visando objetivos lícitos; 8 de modo absolutamente válido e lícito e, por que não dizer, corriqueiro, o preço de emissão das novas ações foi superior ao valor patrimonial contábil correspondente aos 25,002% de participação final da nova sócia (BELOPAR) no capital social da OMS; 9isto proporciona, também de modo válido e licito para a contribuinte NOVA, um resultado positivo na equivalência patrimonial decorrente de redução na percentagem de participação do contribuinte no capital social da OMS, plenamente amparada pelo art. 428 do RIR 99, anteriormente transcrito; 10tendo ocorrido o aumento de capital por subscrição, com alteração (redução) da porcentagem de participação da NOVA (de 100% para 74,998%) no capital social da OMS, o valor da equivalência patrimonial em uma determinada database deveria (e, de fato e corretamente, foi) computado pela porcentagem de sua nova participação (74,998%) aplicada sobre o novo patrimônio liquido (após a subscrição); 11 foi a diminuição da porcentagem de participação que gerou o aumento do investimento da NOVA na OMS pela equivalência patrimonial Essa diferença existente deve representar um acréscimo na conta de investimentos que, nesses casos, registrará como receita não operacional, nos exatos termos do art. 428 do RIR 99, que determina que tal valor não é tributável se ganho, nem dedutível, se perda; 12 existem limites intransponíveis à desclassificação de formas jurídicas lícitas eventualmente adotadas, mesmo que a conseqüência seja uma redução da carga tributária, que no caso foi um efeito e não causa. 13 a operação foi realizada como formalizada, atendendo as disposições legais e a natureza do contrato, e não como pretendem as autoridades fiscais, de ter ocorrido desvirtuamento da essência contratual, pois nesse caso, o Erário seria beneficiado; 14 é importante estabelecer um divisor de águas entre a economia licita, a chamada "elisão fiscal", da sonegação fiscal ou "evasão", esta normalmente obtida pela prática delituosa obtida pela prática das condutas arroladas nos arts. 1°, inciso V e 2°, Incisos, II a V, ambos da Lei n°8.137/90; 15 todas as operações tidas por "simuladas" pela D. Fiscalização encontram se devidamente comprovadas, registradas e contabilizadas, conforme depreendese até mesmo das cópias dos cheques emitidos por ocasião dos eventos societários ocorridos, 16 a evasão ou sonegação fiscal, é resultado da ação ilícita punível com pena restritiva de liberdade e multa. A expressão "sonegação fiscal" surgiu com a Lei n° 4.502/64 e foi posteriormente utilizada pela já revogada Lei n° 4.729/65, substituída pela Lei n° 8.137/91. A definição legal de sonegação fiscal dada pela Lei 4.502/64 ainda está em vigor segundo o texto do art. 453 do atual Regulamento do IPI. De acordo com o preceito citado, sonegação fiscal é o resultado de ação dolosa tendente a impedir ou retardar, total ou parcialmente, o conhecimento por parte da autoridade fazendária: a) da ocorrência do fato gerador da obrigação principal, sua natureza ou circunstâncias materiais e b) das condições pessoais do contribuinte, susceptíveis de afetar a obrigação tributária principal ou o crédito tributário correspondente; Fl. 5329DF CARF MF Processo nº 10680.015247/200412 Acórdão n.º 1201001.533 S1C2T1 Fl. 14 13 17 dos procedimentos acima, não são necessárias maiores digressões filosóficas para detectarmos caso típico de economia fiscal e não de evasão fiscal. Aliás esse é entendimento do Emérito professor Ricardo Mariz de Oliveira; 18 é necessária uma importante conclusão: o contribuinte tem o direito de adotar condutas que tornem menos onerosos, do ponto de vista fiscal, os negócios jurídicos que realiza. Esse direito subjetivo tem um limite que é o ordenamento jurídico e não a mera vontade dos agentes fiscais. Assim, não havendo comportamento ilícito, o procedimento não pode ser censurado; 19 Na seara criminal, estarão todas as operações que se valem de qualquer tipo de fraude, como a simulação, a falsificação de livros, documentos e etc., enquanto a infração à legislação tributária ocorrerá por erro em sua interpretação. Na elisão, a forma é importante, mas, de maior importância será a justificativa do caminho escolhido pelo contribuinte para que o conduzisse ao alívio da carga tributária; 20 o que a lei penal tem em mira são as operações fingidas, que mascaram a realidade com o intuito de lograr a evasão fiscal e que no campo do direito privado são eivados de vícios da simulação a que alude o Código Civil Brasileiro. Por esta razão a lei penal tributária deve ser aplicada com extrema cautela, retirando de seu foco aquelas condutas que se baseiam na obscuridade ou lacuna da lei. Para tanto, há de se perquirir sobre a ocorrência e a intensidade o dolo, não podendo ser olvidada, ainda, à ocorrência das hipóteses de exclusão de ilicitude referidas no Código Penal; 21 não passou desapercebido que os Auditores Fiscais buscaram amparar suas cincadas conclusões na "norma geral antielisão" trazida ao direito pátrio pela Lei Complementar n° 104/2001. Digase, tal norma carece de implementação de eficácia plena, denotando sua inaplicabilidade no ordenamento em vigor, e mesmo ao conjunto de normas vigentes à época dos fatos em tela, quando a alteração do CTN nem mesmo existia; 22 ocorre que a exigência do Fisco Federal, na forma em que realizada, afigurase ilegal e inconstitucional, eis que afronta o principio constitucional da irretroatividade da lei, previsto no inciso XXXVI, do art. 5°, da CF/88, por pretender aplicar a suposto fato gerador ocorrido em 19/07/99, ou 27/09/99, conforme consignado pela própria fiscalização, a Lei Complementar n° 104, de 10 de janeiro de 2001; f) Não cabimento da multa qualificada. 1 o enquadramento legal apontado sugeriu a aplicação do disposto no inciso 11, pela qual a multa aplicada seria de "cento e cinqüenta por cento, nos casos de EVIDENTE FRAUDE, definido nos termos dos arts. 71, 72 e 73 da Lei 4.502, de 30 de novembro de 1964, independente de outras penalidades administrativas ou crimes"; 2a lei se refere a evidente fraude como causa motivadora do tipo legal. Implica dizer que a evidência sugerida pela lei exige comprovações irrefutáveis pautadas em documentação idônea, afastando presunções, ficções ou qualquer outro meio de prova indireta; 3 não deve prosperar com foro de juridicidade as alegações inferidas, especialmente quando em momento algum houve dissimulação de transação; Fl. 5330DF CARF MF Processo nº 10680.015247/200412 Acórdão n.º 1201001.533 S1C2T1 Fl. 15 14 4 nos tópicos anteriores restou comprovado, à saciedade, a inexistência de dolo, fraude ou simulação nas operações realizadas, sendo desnecessário repetir, aqui, tais considerações, já suficientes a afastar a aplicação qualificada das multas impingidas; g) Não cabimento da multa agravada. 1 ainda que se admitisse a existência de fraude tal qual o apurado, seria ilegítimo impor ao contribuinte a batuta punitiva do parágrafo 2°, do art. 44, da Lei n° 9.430/96; 2 a própria fiscalização reconheceu que a prestação de informações do contribuinte acerca das "sucessivas" intimações não foi satisfatória. Ora o fato de um pedido de esclarecimentos não ser satisfatório não induz ausência de informações. São contraditórios os dizeres da fiscalização, especialmente porque em momento algum a empresa se escusou de apresentar seus livros fiscais ou contábeis ou quaisquer outros documentos solicitados; 3 a ausência de satisfatoriedade reclamada pela fiscalização, além de se amoldar a critérios subjetivos não se afina aos contornos legais vaticinados pela lei em testilha, menos ainda se tomarmos a letra fria da lei como paradigma inopinável ao efetivo cotejo da falta de esclarecimentos acerca de quais livros ou documentos deixaram de ser apresentados pela empresa. A lei se refere à ausência na prestação de informações e não ausência de prestação satisfatória; h) Cumulação indevida de penalidades (multa de oficio & multa isolada). 1 além de aplicar a multa de oficio pela não tributação dos valores em foco, o auto de infração traz outra multa (isolada), como se fosse outro o fato dito ilícito merecedor de sanção; 2 é incorreto o proceder fiscal, já que o ilícito imputado (que não existe) teria sido um só, qual seja, a não tributação dos ganhos (Goodwill), sendo o não recolhimento dos valores na forma do cálculo por estimativa, a mera expressão formal da mesma conduta. A sanção aplicável à obrigação acessória (forma de recolhimento), é suplantada pela imposição da sanção pelo vislumbrado descumprimento da obrigação tributária principal; 3 essa dupla sanção não é admissivel perante os comandos constantes do ordenamento, e tem sido largamente refutada pelos tribunais administrativos; 4a par dos defeitos insanáveis já apontados ao longo do presente recurso, resta evidente neste ponto que a imputação fiscal em debate não deve subsistir, também em função da aplicação concomitante de sanções sobre o mesmo fato dito ilícito. i) Erro na aplicação da multa isolada. Fl. 5331DF CARF MF Processo nº 10680.015247/200412 Acórdão n.º 1201001.533 S1C2T1 Fl. 16 15 1 os Auditores Fiscais impuseram ao contribuinte multa isolada no percentual de 225%, além do percentual de 225 % de multa agravada incidentes sobre o valor da exigência principal; 2 invocou o disposto no art. 957 do RIR, cujo conteúdo normativo com redação dada pela Lei n° 9.430/96, art. 44. Dois são os incisos que estabelecem os percentuais de multa isolada a ser imposta aos contribuintes de maneira genérica; 3 a primeira de 75% nos caso de falta de pagamento ou recolhimento, pagamento ou recolhimento após o prazo, sem o acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de declaração inexata, excetuando hipótese da letra b (inciso I, da Lei); 4 a segunda de 150% nos caso de evidente intuito de fraude definido nos termos dos artigos 71, 72, 73 da Lei 4.502 de 1964, independente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis. (inciso II da Lei); 5 o dispositivo é autoexplicável, ou seja, só há para o caso específico a imposição de dois tipos de percentuais, 75% para os casos previstos no inciso I, ou 150% para os casos previstos no inciso II; 6 a fiscalização não poderia ter imputado a multa isolada no percentual de 225%, por falta de respaldo legal; Da decisão do Conselho de Contribuintes A Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes julgou o Recurso Voluntário n°146.254 e decidiu dar provimento parcial, por unanimidade de votos, para reduzir a multa de ofício, acolhendo, assim a decadência do IRPJ e da multa isolada do IRPJ e, por maioria de votos, para acolher a decadência da CSLL com fato geradores em 31/07/1999 e 27/09/1999, como abaixo ementado: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Data do fato gerador: 27/09/1999, 31/07/1999. Ementa: PRELIMINAR DE NULIDADE DO LANÇAMENTO — ERRO NA IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO PASSIVO Correto o lançamento, não existindo erro na identificação do sujeito passivo, quando o Fisco lavra o auto de infração na empresa onde foram efetuados os aportes financeiros e dirigido o ganho econômico, quando ela permanece ativa após os fatos considerados como simulados e controlada pelas pessoas físicas beneficiadas pela não tributação do ganho de capital na alienação de participação societária, onde foi constatada a irregularidade detectada pela fiscalização. IRPJ — DECADÊNCIA Fl. 5332DF CARF MF Processo nº 10680.015247/200412 Acórdão n.º 1201001.533 S1C2T1 Fl. 17 16 O Imposto de Renda Pessoa Jurídica, tributo cuja legislação prevê a antecipação de pagamento sem prévio exame pelo Fisco, está adstrito à sistemática de lançamento dita por homologação, na qual a contagem da decadência do prazo para sua exigência tem como termo inicial a data da ocorrência do fato gerador (art. 150 parágrafo 4° do CTN). Ocorrendo a ciência do auto de infração pela contribuinte em 13/12/04, cabível a preliminar de decadência suscitada para o IRPJ e a multa isolada do IRPJ lançada nos meses de julho e setembro do anocalendário de 1999. IRPJ O atendimento a todas as solicitações do Fisco e observância da legislação societária, com a divulgação e registro nos órgãos públicos competentes, inclusive com o cumprimento das formalidades devidas junto à Receita Federal, ensejam a intenção de obter economia de impostos, por meios supostamente elisivos, mas não evidenciam máfé, inerente à prática de atos fraudulentos. IRPJ — MULTA QUALIFICADA EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE — INOCORRÊNCIA — SIMULAÇÃO RELATIVA A evidência da intenção dolosa, exigida na lei para a qualificação da penalidade aplicada, há que aflorar na instrução processual, devendo ser inconteste e demonstrada de forma cabal. Do Recurso Especial da PGFN Inconformada com a decisão que reconheceu a decadência da CSLL e do IRPJ e desqualificou a multa de ofício, a Fazenda Nacional apresentou recurso especial (fls. 989/1.004), o qual foi admitido (fls. 1.031/1.033) pela presidente da 2ª Câmara da 1ª SEJUL. A insurgência contra o reconhecimento da decadência da CSLL foi fundada no art. 7º, I, do Regimento Interno da Câmara Superior de Recurso Fiscais RICSRF, uma vez que não houve unanimidade de votos a acatar a decisão. No que se refere à desqualificação da multa de ofício e ao acolhimento da decadência do IRPJ, decidida à unanimidade de votos, o pedido se baseou no art. 7º, II, do RICSRF. A Procuradoria fulcrou seus argumentos divergentes ao comparar o julgado recorrido com o paradigma: Ocorre que, enquanto a lª Turma da lª Câmara da lª Seção do CARF (antiga lª Câmara do lº CC), tratando do mesmo caso, entendeu por manter a multa qualificada diante da presença da simulação, a Câmara a quo decidiu pela desqualificação da multa, utilizando como fundamento a pacificação da jurisprudência na 2ª Turma da 2ª Câmara da lª Seção do CARF (antiga 8ª Câmara do 1° CC), dando, portando, interpretação Fl. 5333DF CARF MF Processo nº 10680.015247/200412 Acórdão n.º 1201001.533 S1C2T1 Fl. 18 17 divergente ao § 4ª , art. 150 CTN, daquela que foi dada pela decisão do acórdão paradigma e maioria dos julgados deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Entende que a multa qualificada incide no caso de evidente intuito de fraude, definido nos artigos 71 a 73 da Lei nº 4.502/64, e prossegue afirmando: Portanto, restou provado nos autos, de forma inequívoca, a intenção do contribuinte em omitir o ganho de capital auferido na venda da rede de supermercados Mineirão, simulado pela admissão de novo sócio (comprador, empresa do Grupo Carrefour) mediante subscrição de capital na empresa que estava sendo vendida (OMS), seguida de cisão societária e posterior incorporação do acervo liquido pelo antigo sócio, que apurou o resultado como sendo oriundo de equivalência patrimonial, portanto isento, com o único propósito de impedir, de forma consciente, o conhecimento, por parte da autoridade tributária, da ocorrência do fato gerador (ganho de capital) do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Liquido, para deixar de recolher os mencionados tributos, o que sem dúvida caracteriza evidente intuito de fraude. (...) Portanto, provado, nos autos, a intenção do Recorrido em omitir o ganho de capital através da dissimulação da operação (venda da rede de supermercados Mineirão), e demonstrado que se trata de ação dolosa, ou seja, que essa omissão não decorreu de lapso ou de erro, mas de ação consciente, inclusive com ajuste doloso entre os envolvidos na simulada operação de reorganização societária montada para dissimular a efetiva transação ocorrida, há evidente intuito de fraude,. merecendo ser mantida a multa qualificada. Por tudo isso, não há se afastar a qualificação da multa de oficio lançada, e como conseqüência direta, não há como ser reconhecida a decadência relativamente a qualquer tributo lançado, vez que a conduta dolosa do Contribuinte Recorrido, transfere a contagem do prazo decadencial do Art. 150, §4º do CTN para o Art. 173, I do CTN. Ademais, quanto à decadência do IRPJ e multa isolada do IRPJ, reconhecida a simulação relativa até mesmo pela Câmara a quo, a contagem do prazo decadencial deve se dar nos termos do art. 173, I, CTN, de acordo com o comando do § 4º , art. 150, CTN, assim não procedendo, a ilustre Câmara a quo afronta a jurisprudência deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscal, é o que se depreende do acórdão paradigma 10196.087 (cópia em anexo), da Primeira Turma da Primeira Câmara da Primeira Seção do CARF (antiga lª Câmara do 1º CC), (...) (...) Nesse sentido, diante da simulação incontestável, é mister a aplicação do art. 173, I, CTN para contagem do prazo decadencial, tendo em vista a clareza da norma (§ 4º, art. 150 Fl. 5334DF CARF MF Processo nº 10680.015247/200412 Acórdão n.º 1201001.533 S1C2T1 Fl. 19 18 CTN) que ordena, no caso dos autos, que a contagem do prazo decadencial se faça nos termos do art. 173, I, do CTN. Quanto à decadência da CSLL, invoca violação ao arts. 173, I, 150, § 4º e 149, V, do CTN. Ao final, pede: 1. seja mantida a multa de oficio, em sua modalidade qualificada, tendo em vista o evidente intuito de fraude na conduta simulada do Contribuinte comprovado nos autos; 2. em conseqüência, sejam mantidos os lançamentos relativos ao IRPJ, CSLL e multa isolada do IRPJ, uma vez que não estão decaídos, nos termos do art. 173, I do CTN. Devidamente cientificado da decisão, o sujeito passivo apresentou contrarrazões às fls. 1.038/1.058. Em novembro de 2010, por proposta do relator e com a anuência do presidente da CSRF, o processo foi retirado de pauta para saneamento da admissibilidade do recurso especial da Fazenda Nacional, uma vez que o contribuinte alegou em suas contrarrazões que não havia nos autos documento comprobatório da data do protocolo do recurso da Procuradoria. A decisão visou, ainda, a análise de admissibilidade quanto a divergência entre os Acórdãos nºs. CSRF/0201.308 e 10614715, que decidiram quanto à decadência nas hipóteses em que não há antecipação do recolhimento do tributo pelo contribuinte. Tendo o recurso sido novamente examinado em janeiro de 2011 (fls. 1.073/1.079), o presidente da 2ª Câmara da 1ª SEJUL, deulhe seguimento. Mais uma vez cientificada, a contribuinte aditou as contrarrazões anteriores (fls. 1.088/1.103). Do Acórdão em Recurso Especial Através do acórdão n° 9101001.942, a 1° Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por voto de qualidade, deu provimento ao Recurso Especial da PGFN nos seguintes termos: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 1999 INTIMAÇÃO. PROCURADORIA DA FAZENDA NACIONAL O prazo para a interposição de recursos pela Procuradoria da Fazenda Nacional, quando não intimada pessoalmente, contase Fl. 5335DF CARF MF Processo nº 10680.015247/200412 Acórdão n.º 1201001.533 S1C2T1 Fl. 20 19 nos termos dos §§ 8o e 9o do Decreto n. 70.235/1972 (alt. pela Lei nº 11.457, de 2007). MULTA QUALIFICADA Constatada a prática de simulação, perpetrada mediante a articulação de operações com o intuito de evitar a ocorrência do fato gerador do Imposto de Renda, é cabível a exigência do tributo, acrescido de multa qualificada. DECADÊNCIA Constatada a prática de simulação, no caso de tributos lançados por homologação não incide o prazo do § 4° do art. 150, aplicandose o prazo previsto no art. 173, I, do CTN. Recurso Especial do Procurador provido. Dos Primeiros Embargos de Declaração Cientificada do acórdão que deu provimento ao Recurso Especial da PGFN, a Recorrente opôs Embargos de Declaração, com base nos seguintes argumentos: Omissões levantadas nas contrarrazões e seu aditamento i) Omissão quanto à tese da ausência de identidade fática entre o acórdão recorrido e os acórdãos apontados pela PGFN como paradigmas; ii) Omissão quanto à impossibilidade de rediscussão de matéria fático probatória em sede de recurso especial; iii) Omissão quanto à decadência tributária mesmo com a aplicação do art. 173, I, do CTN. Conceito jurídico de exercício seguinte aplicado ao caso concreto; iv) Omissão das matérias arguidas pela autuada e pelos supostos coobrigados que não foram analisadas seja no Acórdão 10809.241 da 8ª Câmara do 1º Conselho de Contribuintes ou mesmo no Acórdão nº 9101001.942 da e. Câmara Superior de Recursos Fiscais: v) Omissão em relação à nulidade da intimação dos supostos coobrigados; vi) Omissão em relação à ausência de responsabilidade tributária dos supostos coobrigados; vii) Omissão em relação ao mérito propriamente dito da autuação fiscal; viii) Omissão em relação ao agravamento da penalidade; ix) Omissão em relação à cumulação indevida da multa de ofício com a multa isolada; Fl. 5336DF CARF MF Processo nº 10680.015247/200412 Acórdão n.º 1201001.533 S1C2T1 Fl. 21 20 x) Omissão em relação à indevida aplicação da qualificação e do agravamento para a multa isolada. Ao final requer a Embargante : Diante de todo o exposto, requerem os Embargantes que o presente Recurso seja conhecido e provido a fim de que a Egrégia 1° Turma da Colenda Câmara Superior de Recursos Fiscais possa aperfeiçoar o julgado, sanando, data venia, as omissões apontadas no v. acórdão n° 9101001.942. Requerem, ainda, os Embargantes, que os presentes autos sejam remetidos à Câmara competente do CARF para analisar as matérias que deixaram de ser apreciadas na instância administrativa a quo em decorrência da constatação da decadência tributária, que foi afastada justamente pelo v. acórdão embargado, nos termos demonstrados na presente peça, sob pena de flagrante violação ao direito à ampla defesa da Autuada e dos supostos Coobrigados. Da decisão dos Primeiros Embargos de Declaração Através do acórdão n° 9101002.107 de 24/02/2014, a 1° Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, conheceu em parte do Embargos e na parte conhecida deu provimento aos Embargos, conforme ementa abaixo: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 1996 EMBARGOS. RECURSO ESPECIAL. MATÉRIA NÃO APRECIADA NA INSTÂNCIA A QUO. Constatado que matéria não apreciada na instância a quo deixou de ser verificada pela Turma da CSRF que julgou o recurso especial modificando a decisão recorrida de forma que implica a necessidade de análise da matéria não apreciada, o processo deve retornar à turma ordinária que julgou o recurso voluntário, ´para que a matéria seja julgada, sob pena de supressão de instância. Embargos conhecidos e acolhidos em parte. Para melhor definição dos efeitos deste acórdão, vale transcrever a conclusão do voto vencedor do acórdão: Em conclusão: Conheço nos embargos e os acolho parcialmente, nos termos da sua admissão, para complementar a decisão embargada nos seguintes termos: Fl. 5337DF CARF MF Processo nº 10680.015247/200412 Acórdão n.º 1201001.533 S1C2T1 Fl. 22 21 Retornemse os autos à Turma de origem para que se manifeste sobre os seguintes matérias, relativamente aos seguintes coobrigados: a) WRV Empreendimentos e Participações Ltda; b) Ronosalto Pereira Neves; c) LM Empreendimentos e Participações Ltda; d) Vicente Bretz da Silva; e) Walter Santana Arantes. f) VM Participações Ltda; e g) Arantes Empreendimentos e Participações Ltda. Matérias: 1) Nulidade da intimação dos coobrigados; 2) Ausência de responsabilidade tributária dos coobrigados apontados na acusação fiscal. Dos Segundos Embargos Foram apresentados novos Embargos pelas pelas Recorrentes em momentos diferentes, o primeiro por parte dos coobrigados: Vicente Bretz da Silva, Walter Santana Arantes, Ronosalto Pereira Neves, WRV Empreendimentos e Participações Ltda, Arantes Empreendimentos e Participações Ltda e LM Empreendimentos e Participações Ltda (fls. 5.2405.250, com data de protocolo de 25 de junho de 2015), e o segundo, por via do contribuinte Nova Empreendimento e Participações LTDA (fls. 5.2575.268, com data do protocolo de 03 de julho de 2015). Contudo, os conteúdos de ambos os embargos são idênticos (como é de fato, reconhecido textualmente no 2º embargo, às fls. 5.260), pelo que são respondidos também em conjunto por via deste despacho único. Nos embargos foi alegada omissão sobre ponto sobre o qual devia pronunciarse a Turma e contradição entre a decisão e os seus fundamentos, relativamente ao Acórdão nº 9101002.107, de 24 de fevereiro de 2015, proferido por esta Primeira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais (CSRF) (efls. 5.218 a 5.223), o qual por sua vez, decidiu sobre os embargos opostos pelo contribuinte ao Acórdão da CSRF nº 9101.001.942, de 16 de junho de 2014, como segue: Ora conforme restará inequivocamente demonstrado, três foram as matérias que, apesar de constar no v. acórdão recorrido como devidamente enfrentadas pelo r. acórdão que julgou o Recurso Especial Fazendário ou que estariam preclusas, na verdade foram devidamente préquestionadas nos autos, mas NÃO foram analisadas pela c. CSRF. Essas matérias são: a) Impossibilidade jurídica de Agravamento da Penalidade ( neste caso há, inclusive, contradição, além da omissão); Fl. 5338DF CARF MF Processo nº 10680.015247/200412 Acórdão n.º 1201001.533 S1C2T1 Fl. 23 22 b) Impossibilidade jurídica de aplicação do Agravamento para multa isolada; e c) Impossibilidade jurídica de cumulação da multa isolada com a multa de ofício em casos como o presente. Do Despacho de Admissibilidade dos Segundos Embargos Em despacho de 27/07/15, o Conselheiro Marcos Aurélio Pereira Valadão, entendeu ausente a omissão alegada pela Embargante, bem como, inexistente a contradição e, por conseqüência, negou a admissibilidade dos embargos. É o Relatório. Voto Conselheiro Luis Fabiano Alves Penteado Relator Em obediência ao acórdão emanado pela CSRF, deve esta Turma julgar as seguintes questões: i) Nulidade da intimação dos coobrigados e ii) ausência de responsabilidade tributária dos coobrigados apontados na acusação fiscal em relação ao coobrigados abaixo identificados: a) WRV Empreendimentos e Participações Ltda; b) Ronosalto Pereira Neves; c) LM Empreendimentos e Participações Ltda; d) Vicente Bretz da Silva; e) Walter Santana Arantes. f) VM Participações Ltda; e g) Arantes Empreendimentos e Participações Ltda. Da Nulidade da intimação dos coobrigados Quanto à nulidade da intimação dos coobrigados, foram trazidas as seguintes alegações: Fl. 5339DF CARF MF Processo nº 10680.015247/200412 Acórdão n.º 1201001.533 S1C2T1 Fl. 24 23 i) os Termos de Intimação estavam desacompanhados de qualquer documentação que pudesse indicar a que se referiam, trazendo apenas uma genérica remissão quanto aos fundamentos legais da responsabilidade imputada e o detalhamento em números do crédito tributário; ii) não houve a instauração de qualquer Mandado de Procedimento Fiscal em desfavor dos supostos coresponsáveis; iii) não foram intimados a acompanhar a fiscalização que se exercia sobre a empresa "Nova", nem a apresentar esclarecimentos e/ou documentos; iv) a despeito de estarem por todo o tempo às margens do procedimento de fiscalização, foram ao final intimados a pagar um crédito tributário que desconheciam; v) cerceamento do direito de defesa dos coobrigados, que subitamente são incluídos como "coresponsáveis" de uma autuação fiscal da qual sequer foram regularmente intimados a acompanhar; vi) a disponibilização dos documentos que instruem o processo administrativo a terceiras pessoas, alheia à lide, representa manifesta quebra de sigilo dos dados fiscais da empresa autuada; vii) é imprescindível a cientificação do contribuinte acerca do Mandado de Procedimento Fiscal, justamente para que este tome conhecimento das verificações que se pretendem fazer; viii) a autoridade fiscal não cuidou de observar as prescrições legais atinentes à espécie, já que os ora Recorrentes não foram notificados de coisa alguma, tomando ciência da ação fiscal, para a sua surpresa, somente após já efetuado o lançamento tributário; ix) todo o procedimento de fiscalização ocorreu à revelia dos coobrigados que estiveram impedidos de acompanhálo, mesmo porque dele não tinham maiores conhecimentos; Não assiste razão aos Recorrentes (coobrigados). Isso porque, o Decreto n° 70.235/72 não traz qualquer previsão acerca da obrigatoriedade de que os coobrigados sejam envolvidos no processo de fiscalização do contribuinte. Durante o processo fiscalizatório, deve o agente fiscal garantir que o contribuinte seja intimado de todo os atos, até mesmo para que o fiscalizado possa atender integral e satisfatoriamente todas as solicitações do fisco. Ao fim do processo fiscalizatório, caso identificada qualquer infração à legislação tributária, deve ser lavrado o competente Auto de Infração e, neste momento, caso identificada a ocorrência de qualquer das hipóteses previstas no CTN referentes à responsabilidade solidária, deve a autoridade fiscal lavrar os Termos de Sujeição Passiva Solidária e intimar cada um dos coobrigados, dandolhe ciência do auto de infração e concedendolhe prazo para Impugnação ou pagamento. Foi exatamente isso o que aconteceu, conforme Termos de Intimação juntados às fls. 283 e seguintes dos autos. Fl. 5340DF CARF MF Processo nº 10680.015247/200412 Acórdão n.º 1201001.533 S1C2T1 Fl. 25 24 Assim, entendo também como insubsistentes as alegações sobre eventual ausência de intimação dos coobrigados acerca de ausência de cientificação dos coobrigados acerca da abertura de MPF ou, ainda, ausência de abertura de MPF contra os coobrigados, Isso porque, a obrigação tributária solidária surge a partir de fatos e atos relacionados ao contribuinte, sujeito passivo dito "principal", sendo suficientes para a atribuição da sujeição passiva solidária, as informações obtidas durante a fiscalização do contribuinte. Nem tampouco, há que se falar em cerceamento do direito de defesa, pois, o exercício do direito de defesa passa a ser exercido após a lavratura do auto de infração e não durante o processo fiscalizatório, assim, uma vez que todos os coobrigados foram devidamente intimados para que, se quisessem, apresentassem impugnação no prazo de 30 dias (o que foi feito), temos que o direito à ampla defesa não foi prejudicado. Desta sorte, não devem ser acolhidos os argumentos quanto à nulidade da intimação dos coobrigados. Da ausência de responsabilidade tributária dos coobrigados O Termo de Verificação Fiscal traz os seguintes argumentos para justificar a responsabilidade dos coobrigados: Por participar dos resultados financeiros da transação em nome da empresa NOVA, mediante recebimento de recursos via cisão parcial da NOVA com incorporação do acervo liquido vertido, logo em seguida à transação de venda, são, por sucessão empresarial, solidariamente obrigadas as empresas VM PARTICIPAÇÕES LTDA, ARANTES EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA e LM EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA, conforme art. 132 do CTN, verbis: "Art 132 — A pessoa jurídica de direito privado que resultar de fusão, transformação ou incorporação de outra ou em outra é responsável pelos tributos devidos até a data do ato pelas pessoas jurídicas de direito privado fusionadas, transformadas ou incorporadas". Por derradeiro, restando comprovada a simulação fraudulenta com vistas à omissão do ganho de capital, bem como a transferência da empresa NOVA para o nome de terceiros, mantendose, de forma ardilosa, a empresa NOVA ainda com alguma atividade, apenas para tentar evitar a responsabilização dos reais beneficiários da transação, ou seja, verificada também a prática de fraude consubstanciada na interposição fictícia de pessoas na figura do sócio da pessoa jurídica, mediante contratos sociais e alterações inverídicas, objetivando impedir a satisfação do crédito tributário, os efetivos titulares do negócio, os senhores Walter Santana Arantes, Ronosalto Pereira Neves e Vicente Bretz da Silva, frisese, respondem pelos créditos constituídos, conforme mandamento contido no artigo 135, inciso Ill do CTN, in verbis: Fl. 5341DF CARF MF Processo nº 10680.015247/200412 Acórdão n.º 1201001.533 S1C2T1 Fl. 26 25 "Art 135 — São pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes a obrigações tributárias resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatuto: I — ..... II —..... III — os diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado." Em decorrência de todo o exposto, os Srs. Walter, Ronosalto e Vicente, sócios da empresa NOVA à época da transação de venda e reais beneficiários do negócio, com poderes de administração, de acordo com os fatos apurados, são também pessoalmente responsáveis pelos créditos tributários resultantes dos atos praticados com excesso de poderes e infração à lei, por agirem como gerentes e representantes da empresa, demonstrando interesse comum no negócio e tendo concorrido para a prática das infrações apontadas, conforme amplamente revelado. Em suas defesas, os coobrigados alegam em síntese: i) a regra é a da não responsabilidade pessoal dos sóciosgerentes pelas dívidas societárias, diretriz que somente pode ser rompida validamente se derivada de um complexo de situações orientadas pelo princípio da culpa subjetiva (violação de lei, violação de estatuto ou contrato social ou excesso de mandato); ii) a atribuição de responsabilidade em grau de substituição não é o fato do sócio gerir a sociedade, sendo preciso o débito tributário resulte de ato praticado com excesso de poderes ou infração de lei, contrato ou estatuto segundo o art. 135 do CTN; iii) resta saber se o não pagamento de tributos acarreta infração à lei para os fins colimados do art. 135 do CTN, como afirma o acórdão recorrido; iv) conteúdo normativo estampado no art. 135 do CTN é de índole eminentemente excepcional, e deve ser analisado de forma restritiva, de modo a não comportar interpretação extensiva ou integração analógica; v) o simples inadimplemento da obrigação tributária não configura a hipótese descrita no art. 135 do CTN, eis que isto pode ser uma decorrência do risco natural de todo negócio, risco, aliás, pressuposto da própria natureza societária; vi) a expressão "infração à lei" contida no art. 135 do CTN, não se refere à infração de lei fiscal, mas à infração de lei de natureza comercial e Quanto à atribuição de responsabilidade solidárias às empresas VM PARTICIPAÇÕES LTDA, ARANTES EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA e LM EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA, em decorrência da aplicação do 132 do CTN, entendo que o agente fiscal cometeu um equívoco. Fl. 5342DF CARF MF Processo nº 10680.015247/200412 Acórdão n.º 1201001.533 S1C2T1 Fl. 27 26 Isso porque, o art. 132 do CTN dispõe sobre a responsabilidade da pessoa jurídica que resultar de fusão, transformação ou incorporação de outra ou em outra. No caso em tela, os coobrigados receberam recursos da contribuinte via Cisão Parcial, hipótese esta não prevista no art. 132 do CTN. Ora, a simples leitura do art. 132 do CTN aliada à análise dos fatos concretos do presente caso me levam à conclusão de que o posicionamento do fiscal é, de fato, equivocado. Isso porque, primeiramente, não ocorreu o encerramento das atividades da empresa NOVA, o que torna inaplicável a regra do art. 132 do CTN. O art. 132 e seu parágrafo único trazem como pressuposto para responsabilização, a extinção da pessoa jurídica incorporada ou fusionada. Assim, totalmente incoerente e, me parece, ilegal, a aplicação do disposto no art. 132 do CTN na hipótese de cisão parcial, em que a pessoa jurídica permanece existente, como é o caso em questão. Aliás, vou além. Ainda que a empresa cindida, no caso, a NOVA, houvesse sido extinta, ainda assim, não seria aplicável o disposto no art. 132, pois, podemos perceber, tal dispositivo não trata da hipótese de cisão, mas, apenas, das hipóteses de transformação, incorporação e fusão. Tratase aqui de simples aplicação do Princípio da Legalidade. Não há como atribuir responsabilidade tributária à uma determinada pessoa, física ou jurídica, baseada em hipóteses inexistente na legislação tributária. Assim, seja pela total ausência de previsão legal de responsabilização baseado no art. 132 do CTN para os casos de cisão, ou pela não extinção da pessoa jurídica cindida (NOVA) não há que se falar em responsabilização das empresas VM PARTICIPAÇÕES LTDA, ARANTES EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA e LM EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA. Quanto à responsabilização das pessoas físicas Walter Santana Arantes, Ronosalto Pereira Neves e Vicente Bretz da Silva, baseada no disposto no art. 135, inciso III do CTN, entendo que deve este Conselheiro estruturar seu julgamento dentro do limites e baseado no que já fora decidido no presente processo. Digo isso, pois, tendo em vista que toda a matéria já restou decidida pela CSRF, não cabe aqui fazer novo julgamento acerca da existência de atos fraudulentos ou simulados pela contribuinte. A CSRF já decidiu que isso ocorreu, o que, inclusive, justifica a manutenção da multa de 150%. Dito isso, uma vez que não há qualquer alegação dos coobrigados (Walter Santana Arantes, Ronosalto Pereira Neves e Vicente Bretz da Silva) no sentido de negar que eram sócios da empresa NOVA na época dos fatos e, considerando que não cabe mais discussões acerca da existência de atos com fins fraudulentos ou simulatórios, entendo ser aplicável a responsabilização dos sócios com base no disposto no art. 135, inciso III do CTN. Fl. 5343DF CARF MF Processo nº 10680.015247/200412 Acórdão n.º 1201001.533 S1C2T1 Fl. 28 27 Conclusão Diante do exposto, CONHEÇO dos Recursos Voluntários apresentados pelos coobrigados nos limites determinados pelo acórdão n° 9101002.107 de 24/02/2014, a 1° Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, para DAR PROVIMENTO aos recursos apresentados por WRV EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA., VM PARTICIPAÇÕES LTDA, ARANTES EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA e LM EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA devendolhes ser afastada a responsabilidade solidária e NEGAR PROVIMENTO aos recursos de Walter Santana Arantes, Ronosalto Pereira Neves e Vicente Bretz da Silva, devendo ser mantida a responsabilidade solidária deste últimos. É como voto! (assinado digitalmente) Luis Fabiano Alves Penteado Relator Declaração de Voto. Redatora designada: Conselheira Eva Maria Los O Autuante responsabilizou solidariamente as empresas que receberam parcelas do patrimônio da Autuada, na operação de cisão parcial desta, e esclareceu: Por participar dos resultados financeiros da transação em nome da empresa NOVA, mediante recebimento de recursos via cisão parcial da NOVA com incorporação do acervo liquido vertido, logo em seguida à transação de venda, são, por sucessão empresarial, solidariamente obrigadas as empresas VM PARTICIPAÇÕES LTDA, ARANTES EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA e LM EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA, conforme art. 132 do CTN, verbis: Os membros da Turma por unanimidade, acompanharam o voto do Relator, pelas conclusões, nesta matéria, no voto que deu provimento aos recursos apresentados por WRV Empreendimentos e Participações Ltda., VM Participações Ltda, Arantes Empreendimentos e Participações Ltda e LM Empreendimentos e Participações Ltda. Trata esta Declaração de Voto, da interpretação do art. 132 do Código Tributário Nacional CTN, Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966. O ilustre Relator concluiu que: O art. 132 e seu parágrafo único trazem como pressuposto para responsabilização, a extinção da pessoa jurídica incorporada ou fusionada. Fl. 5344DF CARF MF Processo nº 10680.015247/200412 Acórdão n.º 1201001.533 S1C2T1 Fl. 29 28 Assim, totalmente incoerente e, me parece, ilegal, a aplicação do disposto no art. 132 do CTN na hipótese de cisão parcial, em que a pessoa jurídica permanece existente, como é o caso em questão. Aliás, vou além. Ainda que a empresa cindida, no caso, a NOVA, houvesse sido extinta, ainda assim, não seria aplicável o disposto no art. 132, pois, podemos perceber, tal dispositivo não trata da hipótese de cisão, mas, apenas, das hipóteses de transformação, incorporação e fusão. Tratase aqui de simples aplicação do Princípio da Legalidade. Não há como atribuir responsabilidade tributária à uma determinada pessoa, física ou jurídica, baseada em hipóteses inexistente na legislação tributária. Assim, seja pela total ausência de previsão legal de responsabilização baseado no art. 132 do CTN para os casos de cisão, ou pela não extinção da pessoa jurídica cindida (NOVA) não há que se falar em responsabilização das empresas VM PARTICIPAÇÕES LTDA, ARANTES EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA e LM EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA. (Grifouse.) O entendimento da Turma é que o referido artigo também é aplicável no caso de cisão, embora esta operação societária não conste textualmente, do dispositivo. E nem poderia, dado que o CTN é de 1966 e o instituto da cisão somente surgiu no ordenamento jurídico do País, com a edição da Lei das Sociedades Anônimas Lei das S A’s, Lei nº 6.404 , de 15 de dezembro de 1976, que definiu no art. 229 que a "cisão é a operação pela qual uma sociedade transfere parcelas do seu patrimônio para uma ou mais sociedades, constituídas para esse fim ou já existentes, extinguindose a cindida, se houver versão de todo o seu patrimônio (cisão total), ou dividindose o seu capital (cisão parcial)." Embora, no presente caso, não se aplique a responsabilização solidária às empresas VM PARTICIPAÇÕES LTDA, ARANTES EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA e LM EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA, que receberam recursos da contribuinte autuada, via Cisão Parcial, conforme esclarecido no Termo de Verificação Fiscal transcrito. Conclusão. O entendimento da Turma que se explicita desta Declaração de Voto é que a o art. 132 do CTN, também engloba as operações societárias de cisão parcial e total, embora não seja aplicável no presente caso. (documento assinado digitalmente) Redatora designada Eva Maria Los Fl. 5345DF CARF MF Processo nº 10680.015247/200412 Acórdão n.º 1201001.533 S1C2T1 Fl. 30 29 Fl. 5346DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 14485.000377/2007-52
Data da sessão: Wed Feb 24 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/02/1998 a 31/01/1999
NÃO CUMPRIMENTO DAS DETERMINAÇÕES COMANDADAS PELO ÓRGÃO JULGADOR. DECISÃO NULA POR PRETERIÇÃO DO DIREITO DE DEFESA.
0 órgão fiscalizador não pode se escusar de atender as determinações do órgão julgador. Uma vez que a decisão de primeira instância foi proferida sem cumprir o acórdão, merece ser anulada por violação ao art. 59, inciso II do Decreto n ° 70.235 de 1972, em função de preterir o direito de defesa do
autuado.
Decisão Recorrida Nula.
Aguardando Nova Decisão.
Numero da decisão: 2302-000.422
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª câmara / 2ª turma ordinária da Segunda
Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em anular a decisão de primeira instância, nos termos do voto do relator. Ausente o Conselheiro Manoel Coelho Arruda Júnior.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: Marco Andre Ramos Vieira
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201002
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/1998 a 31/01/1999 NÃO CUMPRIMENTO DAS DETERMINAÇÕES COMANDADAS PELO ÓRGÃO JULGADOR. DECISÃO NULA POR PRETERIÇÃO DO DIREITO DE DEFESA. 0 órgão fiscalizador não pode se escusar de atender as determinações do órgão julgador. Uma vez que a decisão de primeira instância foi proferida sem cumprir o acórdão, merece ser anulada por violação ao art. 59, inciso II do Decreto n ° 70.235 de 1972, em função de preterir o direito de defesa do autuado. Decisão Recorrida Nula. Aguardando Nova Decisão.
numero_processo_s : 14485.000377/2007-52
conteudo_id_s : 5841944
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Nov 17 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 2302-000.422
nome_arquivo_s : Decisao_14485000377200752.pdf
nome_relator_s : Marco Andre Ramos Vieira
nome_arquivo_pdf_s : 14485000377200752_5841944.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 3ª câmara / 2ª turma ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em anular a decisão de primeira instância, nos termos do voto do relator. Ausente o Conselheiro Manoel Coelho Arruda Júnior.
dt_sessao_tdt : Wed Feb 24 00:00:00 UTC 2010
id : 7173356
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:15:16 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076783394947072
conteudo_txt : Metadados => date: 2011-10-04T11:16:38Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 7; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-10-04T11:16:38Z; Last-Modified: 2011-10-04T11:16:38Z; dcterms:modified: 2011-10-04T11:16:38Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:e99f248c-6f4b-47ac-94f5-94e077ffadee; Last-Save-Date: 2011-10-04T11:16:38Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-10-04T11:16:38Z; meta:save-date: 2011-10-04T11:16:38Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-10-04T11:16:38Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-10-04T11:16:38Z; created: 2011-10-04T11:16:38Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2011-10-04T11:16:38Z; pdf:charsPerPage: 1261; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-10-04T11:16:38Z | Conteúdo => S2-C3T2 Fl. I MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 14485.000377/2007-52 Recurso n° 153.000 Voluntário Acórdão n° 2302-00.422 — 3' Câmara / 2 Turma Ordinária Sessão de 24 de fevereiro de 2010 Matéria RESPONSABILIDADE SOLIDARIA Recorrente SECOVI SIND. EMP. COMPRA VENDA LOCA ADM IMO Recorrida DRP - SAO PAULO / SP ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/1998 a 31/01/1999 NÃO CUMPRIMENTO DAS DETERMINAOES COMANDADAS PELO ÓRGÃO JULGADOR. DECISÃO NULA POR PRETERIÇÃO DO DIREITO DE DEFESA. 0 órgão fiscalizador não pode se escusar de atender as determinações do órgão julgador. Uma vez que a decisão de primeira instancia foi proferida sem cumprir o acórdão, merece ser anulada por violação ao art. 59, inciso II do Decreto n ° 70.235 de 1972, em função de preterir o direito de defesa do autuado. Decisão Recorrida Nula. Aguardando Nova Decisão. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3' câmara / 2' turma ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em anular a decisão de primeira instancia, nos termos do voto do relator. Ausente o Conselheiro Manoel Coelho Arruda Júnior. 1 IRA — Presidente e Relator i Participaram do presente julgamento os Conselheiros Adriana Sato, Arlindo da Costa e Silva, Fábio Soares de Melo, Eduardo de Oliveira (suplente), Marco André Ramos Vieira (presidente). Fez sustentação oral o advogado da recorrente Dr. Luiz Carlos de Andrade Junior, OAB/SP 258521. Relatório A presente NFLD, lavrada em 30/09/2002, tem por objeto as contribuições sociais destinadas ao custeio da Seguridade Social em virtude do instituto da responsabilidade solidária, previsto no art. 30, VI da Lei n ° 8.212/1991. 0 período compreende as competências fevereiro de 1998 a janeiro de 1999. A base de cálculo dos segurados utilizados na prestação de serviços pela IRH Mão-de-obra Temporária Ltda foram obtidas em função da não apresentação de documentos, após solicitação pela Auditoria Fiscal. Não conformada com a notificação, foi apresentada defesa pela SECO VI, fls. 43 a 49. Anexada cópia de documentação As fls. 51 a 123. Foi comandada diligência fiscal, fls. 127 a 132. Tendo o Auditor notificante prestado informações As fls. 136 a 140. Houve alteração da lista de co-responsáveis, conforme fls. 143 a 147. A Decisão-Notificação confirmou a procedência, em sua totalidade, do lançamento, fls. 151 a 175. Não concordando com a decisão da autarquia previdencidria, foi interposto recurso, conforme fls. 194 a 202. Em síntese, a recorrente em seu recurso alega o seguinte: a) Preliminarmente sustenta que houve elisão da responsabilidade solidária; b) Que a fiscalização deveria ter verificado o inadimplemento do contribuinte de direito, para se evitar o bis in idem; c) Deveria ter o julgador buscado a verdade material; d) Requerendo a conversão do julgamento em diligência para se apurar os registros contábeis dos responsáveis tributários; e) t ilegal a cobrança da taxa Selic para cálculo dos juros de mora; f) Por fim solicita que seja cancelada a presente Notificação ou subsidiariamente a conversão do julgamento em diligência. 2 • A Processo n° 14485.000377/2007-52 S2-C3T2 AcórdAo n.° 2302-00.422 Fl. 2 0 INSS apresenta suas contra-razões às fls. 205 a 214. A autarquia previdencidria alega, em síntese: a) As razões trazidas pela recorrente não têm o poder de alterar a Decisão-Notificação; b) A empresa não comprovou a elisão da responsabilidade solidária; c) A solidariedade não comporta beneficio de ordem; d) Que a legitimidade do ato administrativo traz insita a inversão do ônus probatório; e) Não há que ser exigido do INSS a prévia fiscalização da responsável pois haveria beneficio de ordem; f) O lançamento seguiu o procedimento previsto; A cobrança de juros Selic está prevista no art. 34 da Lei n o 8.212/1991; h) Requerendo, por fim, que seja negado provimento ao recurso do contribuinte. Decisão proferida pela 2 Camara de Julgamento do CRPS, fls. 214 a 223, por maioria, resolveu anular a decisão de primeira instância para que fossem adotadas cautelas mínimas para evitar duplicidade de exação. Inconformada com a decisão proferida pelo CRPS, a unidade da Receita Previdencidria interpôs pedido de revisão na forma das fls. 225 a 248. Cientificado do pleito revisional, o autuado apresentou contra-razões conforme fls. 256 a 268. A 2' Câmara do CRPS, fls. 276 a 280, por maioria não conheceu do pedido de revisão. Em função da publicação do Enunciado n ° 30 do CRPS, a unidade da Receita Previdencidria interpôs pedido de revisão, fls. 289 a 291. 0 autuado apresenta contra-razões as fls. 301 a 315. Por meio do despacho de fls. 319 a 321, o Presidente da 5' Camara do 2° Conselho de Contribuintes negou seguimento ao pleito revisional. Reaberto prazo para impugnação, a sociedade empresária apresentou impugnação conforme fls. 341 a 357. Decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Sao Paulo, fls. 370 a 387, manteve o lançamento do crédito tributário. 3 Não concordando com a decisão do órgão a quo, o autuado interpôs recurso voluntário, fls. 394 a 414. Em síntese alega o seguinte: 1. A DRJ deixou de realizar o mínimo necessário para conferir certeza ao lançamento tributário; 2. deveria ser anulada a própria NFLD; 3. o crédito é improcedente pois está fundado em presunção simples; 4. a responsabilidade foi elidida pelos pagamentos realizados; 5. deveria ser realizada a diligência; 6. devem ser considerados os elementos de prova trazidos pela autuada na fase recursal; 7. não é possível a cobrança de juros de mora sobre a multa de oficio; 8. requerendo provimento ao recurso interposto. Foram juntadas cópias as fls. 416 a 482. É o Relatório. Voto Conselheiro MARCO ANDRÉ RAMOS VIEIRA, Relator 0 recurso foi interposto tempestivamente, conforme fls. 484. Pressuposto superado, passo ao exame das questões preliminares ao mérito. DAS QUESTÕES PRELIMINARES AO MÉRITO: 0 recorrente afirma que a DRJ deixou de atender A decisão da 2a Camara do CRPS. Nesse ponto lhe assiste razão. Apesar de não concordar com o entendimento proferido pela 2a Camara do CRPS de fls. 214 a 223, tendo inclusive sido voto vencido; sou obrigado a render-me à decisão colegiada. E uma vez que os pedidos de revisão não foram reconhecidos, a decisão de fls. 214 a 223 é a que deve ser observada pelo órgão da Receita Federal do Brasil. Na decisão ficou expressamente assentado que a decisão de primeira instância deveria ser anulada para que fossem adotadas as cautelas mínimas em face do prestador de serviços para evitar a duplicidade de exação (fl. 223). E se a decisão foi nesse sentido, é porque o colegiado entendeu que não constavam nos autos tais providências. E bem verdade que o órgão fiscalizador comandou diligência, contudo a mesma não foi realizada na forma solicitada pelo acórdão do CRPS. A informação fiscal A fl. 287 foi no sentido de devolução dos autos para aplicação do Enunciado n ° 30. Fato que gerou 4 Processo n° 14485.000377/2007-52 S2-C3T2 Acórdão n.° 2302-00.422 Fl. 3 novo pedido revisional, cujo seguimento foi negado por decisão monocrática do Presidente da 5 a Camara do 2 ° Conselho de Contribuintes, fls. 319 a 321. Desse modo, deveria antes de ser reaberto o prazo para impugnação, a realização de diligência para cumprimento da determinação de fls. 214 a 223. In casu, a Receita Federal reabriu prazo para impugnação, fl. 330; recebeu a peça contestatória de fls. 341 a 357, e proferiu a decisão de fls. 370 a 387, mas não cumpriu a diligência. 0 órgão fiscalizador não pode se escusar de atender as determinações do órgão julgador. Uma vez que a decisão de primeira instancia foi proferida sem cumprir o acórdão do CRPS, merece ser anulada por violação ao art. 59, inciso II do Decreto n " 70.235 de 1972, em função de preterir o direito de defesa do autuado. CONCLUSÃO: Voto por ANULAR a decisão de primeira instancia. E como voto. Sala das Sessões, ern 24 de fevereiro de 2010 ,ir0"7-f • ,y EIRA, Relator
score : 1.0
Numero do processo: 00180.002263/82-20
Data da sessão: Mon Apr 09 00:00:00 UTC 1984
Ementa: CÉDULA "H" -RENDIMENTOS -DISTRIBUIÇÃO DISFARÇADA DE LUCROS Presume-se distribuição disfarçada de lucros o negócio pelo qual a pessoa jurídica empresta dinheiro a pessoa ligada se, na data do empréstimo, possui lucros acumulados ou reserva de lucros.
Numero da decisão: 104-04.416
Decisão: ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em DAR provimento parcial ao recurso, para excluir da tributação nos exercícios de 1980 e 1981, respectivamente, as quantias de Cr$ 234.976,00 e Cr$ 527.994,00.
Nome do relator: Eugênio Botinellly Soares
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 198404
ementa_s : CÉDULA "H" -RENDIMENTOS -DISTRIBUIÇÃO DISFARÇADA DE LUCROS Presume-se distribuição disfarçada de lucros o negócio pelo qual a pessoa jurídica empresta dinheiro a pessoa ligada se, na data do empréstimo, possui lucros acumulados ou reserva de lucros.
numero_processo_s : 00180.002263/82-20
conteudo_id_s : 5866864
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jun 06 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 104-04.416
nome_arquivo_s : Decisao_001800022638220.pdf
nome_relator_s : Eugênio Botinellly Soares
nome_arquivo_pdf_s : 001800022638220_5866864.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em DAR provimento parcial ao recurso, para excluir da tributação nos exercícios de 1980 e 1981, respectivamente, as quantias de Cr$ 234.976,00 e Cr$ 527.994,00.
dt_sessao_tdt : Mon Apr 09 00:00:00 UTC 1984
id : 7308785
ano_sessao_s : 1984
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:15:24 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076783397044224
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 10404416_01800022638220_198404; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2018-04-02T15:00:00Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 10404416_01800022638220_198404; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 10404416_01800022638220_198404; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2018-04-02T15:00:00Z; created: 2018-04-02T15:00:00Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2018-04-02T15:00:00Z; pdf:charsPerPage: 1026; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2018-04-02T15:00:00Z | Conteúdo => ~,~ -..... - PROCESSO N9 0180/002.263/82-20 MINISTÉRIO DA FAZENDA SMS Sessão de ..Q.~....q~...91).+..i.JJ de 19 ..84,.. AéoRDÃO N° ,.1.Q.4.~.4.•.416 '"' _." ,,"" ~ Recurso nO: 40.799 - IRPF - EXS. 1980 e 1981 Recorrente: ANTÔNIO MARQUES DE JESUS Recorrido : DELEGADO DA RECEITA FEDERAL EM GOIÂNIA - GO Ct:DULA "H" -RENDIMENTOS -DISTRIBUIÇÃO DIS- FARÇADA DE~LUCROS - Presume-se distribuiçao disfarçada de lucros o negócio pelo qual a pessoa jur!dica empresta dinheiro a ! pessoa lig_ada se, na data do empréstimo, possui lu- cros acumulados ou reserva de lucros. Vistos, relatados e discutidos os presentes au- tos de recurso interposto por ANTÔNIO MARQUES DE JESUS, ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em DAR provime~ to parcial ao recurso, para excluir da tiibutação nos exerc!cios de 1980 e 1981, respectivamente, as quantias de Cr$ 234.976,00 e Cr$ 527.994,00. Sala em 09 de abril de 1984 PRESIDENTE SOARES RELATOR VISTO EM PROCURADOR DASESSÃO DE: FAZENDA NACIO- NAL RECURSO DA FAZENDA NACIONAL NÃO HOUVE Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros: Mário Rodrigues Teixeira, Olavo João Galvão, Teresa de Jesus V.V. vo+-oe~c..l'C7L, ~ ~+-e-'J J't ov\.. o Torres, Carlos Walberto Chaves Rosas, Helena Cristina Lana de Paula e Luiz Miranda., d~ ,f} ~ C<.co'M.olõVo .fi> ( ~OI.'Vt+I-J.O ",elo Otcóxdc.;:o e'5le FjoJ- o,S-6(l ol.e. .eO- 09 -lf.f, ~ eis;;" eÍe ~ ./eCJ1'£: fOK~OwIÀ~tOl.~ .cJe ,'U-{)~, ""1/1-0\.-'(> ~~ cL<J J-te- c.MX s-o PRIMEIRO (ONSElHO DE (ONTRIBULNTES (4," CAMARA)~~:~:::~~;5/it~s~2.£ Chltfe da Sllcretarla J'., .• , \ I" ~ J!, t SERViÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0180/002.263/82-20 RECURSO N9: 40.799 ACÓRDÃO N9: 104- 4.416 RECORRENTE: ANTÔNIO MARQUES DE JESUS R E L A TÓ R I O Retornam os presentes autos da repartição de ori- gem, DRF em GOiânia-GO, em diligência solicitada por esta Câmara, através da Resolução n9 104-734, para que fossem elaborados novos demonstrativos dos exercí.cios .de 1980 e 198i, nos moldes do qua- dro de fls. 36, eis que fora considerada como empréstimo a qua,g tia remanescente, ao..final do ano-base, na conta-corrente do bene fici~rio, sem que fosse lévada~em conta a data do empréstimo de cada parcela, e sem relacionara empréstimo com a existência de lucros acumulados ou reservas de lucros (não com lucros ou reser vasa constituir), considerações essasimprescindlveis para que haja subsunção do fato concreto ãhip5tese de incidência ou norma '.' legal. Caberia, assim, verificar a existência de lucros \ ou reservas ap5s cada saque representado nos empréstimos,computa,g do-se dia a di~)os empréstimos ef~tuados, na forma do quadro aci- ma referido. Cumprida a diligência, e elaborado b quadro demons- trativo de fls. 40, est~ o processo em condições de ser julgado. f: o relat5rio. ~ DMF - DF/1<?C-C -Secgraf -1600/75 • SERViÇO PÚBLICO FEDERAL Ac6rd~on9 104-4.416 Processon9 0180/002.263/82-20 v O T O 2. Conselheiro EUG~NIO BOTINELLY SOARES Relator Questiona-se nos autos a distribuiç~o disfarçada de lucros constatada atrav~s da fiscalizaçio realizada na empr~ saPRODAL-Produtos Alimentícios S/A, da qual o Recorrente ~ s6- cio. A decis~o do processo matriz, estã resumida na ementa, assim expressa: nlRPJ - Exercício 1.980 e L 981, perío- dos-base de 1.979 e 1.980. 2.36.05.00- DISTRIBUIÇÃO DISFARÇADA DE LUCROS - Ca- racterizam a hip6tese legal os empr~sti- mos, efetuados a s6cio da pessoa jurídi~ ca, que n~o se revestirem das condições legais, devendo ser eKcluídos dos lucros acumulados ou reservas livres, para efei to de correçio monetãria do patrimôniõ líquido da empresa. A _,responsabilidade tributãria recai sobre o s6cio que se benefieiou com o empr~stimo, que respon de pelo imposto e multa devidos pela pe:ê: soa jurídica. Açio fiscal procedente." Sobre os empr~stimos feitos ao Recorrente, e que culminaram com a lavratura do auto de infraçio de fls. 04, apu- rou a fiscal~zaçio o~ montantes de Cr$ 475.237,00, no exercício de 1980 e Cr$ 2.056.054,00, referente ao exercício de 1981,man- tidos pela autoridade "a quo", conforme se observa da decisio à fls. 18/20. No recurso. (fls.• 24/29), o contribuinte se esten de em considerações seguinte: doutr~nãrias, para, em seguida, alegar o "Noutro ponto, a decisio n9 213/82,obje- to deste recurso, às fls. 18 a 19, quando se re- fere ao exercício de 1980 a 1981, deixou de con- siderar a defesa do recorrente estampada em sua impugnaçio às-fls. 07 e 09, quando afirma que por ocasiio da apuraçio do resultado de 1980,exeE cicio/81, o recorrente jã havia liquidado o seu d~bito para com a empresa de Cr$ 1.897.833,64 e que em 31.12.80, quem devia à PRODAL era a empre sa TUTTI-Empreendimentos e Participações Ltda-;- que assumiu a dívida do recorrente. Tanto ~ que SERViÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0180/002.263/82-20 Acórdão n9 104-4.416 3. o próprio julg.ador em sua Decisão de n9 199/82,do processo principal (pessoa juridica) ,reconhece ao referir ao lançamento contábil de fls. 29 a. 32. Não vê. pois o recorrente como. o. :..responsabilizá,..lo juridicamente por uma obrigaç.ão que deixou de existir nos termos da lei. Sabedor que é que em- préstimo de pessoa juridica a outra pessoa juridi ca, mesmo em havendo lucros ou reservas de lucros não tipifica "distribuição disfarçada de lu- cros", jogou _ toda a responsabilidade na pessoa fisicado recorrente; isto porque seria o finico jeito de condená-lo." Não prosperam, "permissa venia", as afirmações do Recorrente. Com efeito, estando a matéria prevista no art. 367, inciso V, do RIR/80, e configurados os empréstimos feitos pela firma ao recorrente, conforme se verifica dos autos, nao se pode considerar como não tributados tais empréstimos. Entretanto, a fiscalização partiu do pressuposto de que os empréstimos considerados distribuição disfarçada de lucros estavam sujeitos a um limite, que era o da participação do sócio, aplicando-se o percentual sobre as reservas considera- das distribuidas. Tal premissa nao pode, "data venia"~ ser aceita, ~aja vista que, primeiro, a lei não estabelece esse limite per- centual~e, segundo o sócio com participação infima jamais seria autuado por infração ao artigo 367, inciso V do RIR. A partir das determinações legais, elaborou-se ~ dros em que são computados os empréstimos, nas datas em que ocoE rerp'msimultaneamente pelos três sócios, até que se verificasse a extinção de toda a reserva, somente se considerando emprésti- mos os saques, quando o beneficiário não dispunha de .r.ecursos próprios (pro-labore e outros créditos). Assim, no exercicio de 1980, o montante correspo~ dente ao empréstimo é o do quadro de fls. 36, sendo a movimen- tação das quantias emprestadas, no exercicio de 1981, a discrimi nada no quadro demonstrativo abaixo: ~\ • DATA RESERVJl.S S ! L V r o A. N 'i' o N I o J U S ~- 4.203.509,73 IA'Ç~MENrO SAIOO DlPRtsTrl'O Il'N;1\MENI9 SALDO DU'Rt:sI'Il'O IJ>.N:;:A.'lE."\'rO S!~"O l;.lPli£SITIJ 1/01 4.203.509,73 - - - - - - - - -7/01 4.200.812,73 - - ..;. - - - - 2.697,00 - 2.697,0011/01 4.176.833,73 - 18.000,00 - 18.000,00 - - - - 5.924,00 - 5.924,0022/01 4.151.838,73 - 25.000,0;) - 25.000,00 - - - - - -31/01 4.151.888,73 + 30.000,00 30.000,00 - + 30.000,00 . 30.000,00 - - - -31/01 3.517.265,50 - 15.733,31 14.266,69 - - 664.623,23. - 634.623,23 - - - 05/02 3.513.396,50 - - - - 3.869,00 - 3.869,00 - - -05/02 3.507.590,41 - - - - - - - 5.806,09 - 5.506,6915/02 3.505.939,96 - - - - 1.650,45. - , 1.650,45 - - -20/02 3.498.406,93 - - - - 1.609,03 - 1.609,03 - 5.924,00 - 5.924,0023/02 3.498.406,93 + 30.000,00 30.000,00 - + 30.000,00. 30.000,00 . - - - -23/02 3.498.406,93 - 3.240,50 26.759,50 - - 4.558,50 25.441,50 - - - -29/02 3.050.917,07 - 56.000,00 - 29.240,50 - 443.690,86. - 418.249,36 - - -07/03 3.049.021,07 - - - - 1.896 ,00 - 1.896,00 - - -11/03 3.047.214,27 - - - - 1.806,80 - 1.806,80 - - -15/03 3.047.214,27 - - - + 394.524,86' 394.524,86 . - - - -20/03 3.041.290,27 - - - - 4.086,89 390.437,97 - - 5.924,00 - 5.~24,OO21/03 3.041.290,27 - - - - 1.760,10 388.677,87 - - - -31/03 3.041.290,27 + 30.000,oa 30.000,00 - + 30.000,00 418.677,87 - - - -31/03 3.006.049,77 - 65.240,50 - 35;240,50 - 4.558,50 414.119,37 - - - - 01/04 3.001.292,37 - ;.. - - - - '- 4.757,40 - 4.,757,4007/04 3.001.292,37 - . - - - 1.056,00 413.063,37 - - - -10/04 3.001.292,37 - - - - 3.598,21 409.465,16 - - - -11/0,; 3.001.292,37 - - - - 11.253,90 398.211,26 - - - -1-1/04 2.966.292,37 - 35.000,00 - 35.000,00 - 1.472,55 396.738,71 - - - -23/0'; 2.956.292,37 - - - - 1.727,81 395.010,90 - - - -24/04 2.946.292,37 - 20.000,00 - 20.000,00 - - - - - -30/04 2.946.292,37 + 50.000,00 50.000,00 - + 120.000,00 515.010,90 - - - -30/04 2.617.410,20 - 43.467,09 6.532,91 - - 405.684,87 109.326,03 - -328.882,17 - 328.882,17 02/05 2.617.410,20 - - - - 4.757,36 104.568,67 - - - -05/05 2.617.410,20 - - - - 900,00 103.668,67 - - - -09/05 2.617 .410,20 - - - - 1.700,00 101.968,67 - - - -12/05 2.617.410,20 - - - - 999,03 100.969,64 - - - -14/05 2.600.920,20 - - - - 100.969,64 - - 16.490,00 - 16.490,0019/05 2.582.453,11 - 25.000,00 18.467,09 -- .. -- - - -20/05 2.570.605,11 - - - - 1.765,97 99.203,67 . - - 11.848,00 - 11.848,0021/05 2.570.605,11 - - - - 2.000,00 97.203,67 - - - -23/05 2.569.657,11 - - - - - - - 948,00 - 948,0030/05 2.293.533.88 - 18.586,09 - 18.586,09 - 190.923,09 - 93.719,99 -163.817,15 - 163.617,1531/05 2.293.533,88 + 110.000,00 ,110.000,00 - + 390.000,00 390.000,00 - - - -31/05 2.293.533,88 - 20.629,50 + 89.370,50 - - 116.846,50 .273.153,50 - - - - 02/06 2.233.776,52 - " - I- 140.000,00 133.153,50 - - 4.757,36 - 4.757,3606/06 2.288.776,52 - " - - 900,00 132.853,50 - - - -07/06 2.288.776,52 - " - - 40.000,00 92.253,50 - - - -10/06 2.288.776,52 - " - - 1.028,41 91.225,09 i - - - -13/06 2.288.776,52 - " - + 2.000,00 93.225,09 - - - -13/05 2.121.209,15 - - - - 260.792,46 - 167.567,37 - - -18/06 2.119.384,46 - " - - 1.824,69 - 1.824,69 - - -20/06 2.113.460,46 - 18.128,50 71.242,00 - - - - - 5.924,00 - 5.92';,0027/06 1.731.810,50 - 17.428,11 53.813,89 - - 178.038,77 - 178.038,77 -153.611,19 - 153.611,1930/C6 1.777 .053,14 + 50.000,00 103.813,89 - + 120.000,00 120.000,00 - - 4.757,36 - 4.757,363,J/CS 1.777 .063 14 - 6.871,50 96.942,39 - - 25.522,50 94.477,50 - - - --- ~(/I () ~ 0\< li <ip..O PJI" O á3' r :::l n '0 O 'TI I-'gJem tI::-~ Ir ti::- ~ I-' O') '"O li O () CO Ul Ul O :::l o() e I-' ex> e......•. e o IV IV 0'\ W......•. ex> IV I IV e ._._-- .._~------_._- ----- -------_ .. .-.-_ ... -- _._- -_._---_ . ._--- ._---- .._-- . _. ~-.-- .• -" .- .01/07 1.777.063,14 + 57.074,02 164.016,41 - +Ul84.406,36 .178.883,82 - - - -07/07 1.777 .063,14 " - - - 40.000,00 .138.883,82 - - - -08/07 1.777 .063,14 - 43.129,50 110.886,91 - - .138.883,82 - - - -15/07 1.777 .063,14 - - - - 990,00 .137.893,82 - - - -30/07 1.767.855,14 - 30.000,00 80.886,91 - - 19.221,00 .118.672,82 - - 9.198,00 - 9.198,0031/07 1.767.855,14 + 50.000,00 130.886,91 - + 120.000,00 .238.672,82 - - - -31/07 1.767.655,14- 6.871,50 124.015,41 - - 24.467,00 .214.205,82 - - I --03í~3 ! 1.767.855,14 - 13.129,50 110.885,91 - - .214.205,82 - - - -l2/08 1.767.855,14 - 30.000,00 80.885,91 - - .214.205,82 - - - -15/08 1.767.855,14 - 80.885,91 - - 970.229,93 243.975,89 - - o- -25/08 1.759.926,14 - 80.885,91 -- - 16.570,00 227.405,89 - - 7.929,00 - 7.929,0030/08 1.759.926,14 + 50.000,00 130.885,91 - + 120.000,00 347.405,89 - - - -30/08 1.759.926,14 - 6.870,50 124.015,41 - - 24.366,50 323.039,39 - - - - 01/09 1.759.926,14 - 124.015,41 - - 11.572,12 311.467,27 - - - -05/09 1.759.926,14 - 124.015,41 - - 1.531,00 309.936,27 - - - -C8/')9 1.759.925,14 - 13.129,50 110.885,91 - - 309.936,27 - - - -11/09 1.642.870,90 - 13.280,61 97.605,30 - - 135.669,56 174.266,71 - -117.055,24 - 117.055,2415/09 1.642.870,90 - 97.605,30 - - 1.901,69 172.365,02 ~ - - - -19/09 1.642 .870,90 - 97.605,30 - - 20.000,00 152.365,02 - - - -22/09 1.642.870,90 - 97.605,30 - - 4.553,05 .147.811,97 - - - -23/03 1.642.870,90 - 97.605,30 - - 30.000,00 117.811,97 - - - -25/0"J 1.634 .941,90 - 97.605,30 - - 16.570,00 101.241,97 - - 7.929,00 - 7.925,003';/09 1.634.9H.90 + 50.000,00 147.605,30 - + 120.000,00 221.241,97 - - - I -3')/09 1.634.941,90 - 6.870,50 140.734,80 - - 157.877,36 63.364,?1 - - - - 06/10 1.634.941,90 - 140.734,80 - - 3.826,00 59.538,61 - - - -08/10 1.634.941,90 - 43.129,50 97.605,30 - - 59.538,61 - - - -13/10 1.634.941,90 - 97.605,30 - - 16.262,61 43.276,00 - - - -16/10 1.634.941,90 - 32.000,00 65.605,30 - - 43.276,00 - - - -17/10 1.6.34.941,90 - 65.605,30 - - 16.000,00 27.276,00 - - - -2lhO 1.634.941,90 - 65.605,30 - - 2.855,60 24.420,40 - - - -23/10 1.634.941,90 - 65.605,30 - - 15.000,00 9.420,40 - - - -LI/lO 1.604.863,30 - 65.605,30 ,- - 31.S70,00 - 22.149,60 - 7,:29'00 ! - 7.929,0030/10 1.603.807,30 - 65.605,30 .- - 1.056,00 - 1.056,00 - -31/10 1.603.807,30 + 50.000,00 '. 115.605.30 - .•. l'O.OOO,Nl .. 120,0'10,00 - - - -31/10 1.603.807,30 - 6.870,50 108.734,80 - - 31.565,70 I 88.434,30' ... ,... .. . - - - 03/11 1.603.807,30 - 108.734,80 - - 9.160,39 79.273,91 - - - -04/11 1.603.807,30 - 108.734,80 - + 20.000,00 99.273,91 - - - -05/H 1.6:.J3.807,30 - 108.734,80 - - 1.531,00 97.742,91 . - - - -08/11 1.603.807,30 - 13.129,50 95.605,30 - - 97.742,91 - - - -ll/11 1.603.807,30 - 43.129,50 52.475,80 - - 97.742,91 - - - -13/11 1.603.807,30 - 52.475,80 - - 1.683,00 96.059,91 - - - -19/11 1.603.807,30 - 52.475,80 - - 3.522,00 92.537,91 ! - - - -25/11 1.595.878,30 - 52.475,80 - - 16.570,00 75.967,91 - - 7.929,00 - 7.929,0030/11 1.595.878,30 + 50.000,00 102.475,80 - + 120.000,00 195.967,91 - - - -30/11 1.595.878,30 - 7.822,00 94.653,80 - - 26.297,50 169.670,41 - - - - 01/12 1.595.878,30 - 94.653,80 - - 1.056,00 168.614,41 - - - -0:'/12 1.59.5.878,30 - 94.653,80 - - 1.531,00 167.083,41 - - - -0;)/12 1.395.378,30 - 35.000,00 59.653,80 - - 167.083,41 - - - -12/12 1.595.878,30 + 951,50 60.605,30 - - 167.083,41 - - - -16/12 1.595.878,30 - 5.000,.00 55.605,30 - - 167.083,41 - - - -22/12 1.595.878,30 - 55.605,30 - - 4.705,13 162.378,28 - - - -26/12 1.595.878,30 - 55.605,30 - - 16.570,00 145.808,28 - - - -30/12 1.476.075,40 - 13.591,34 42.013,96 - - 138.853,50 6.954,78 - -119.802,90 - 19.302,9031/12 1.476.075,40 + 85.000,00 127.013,96 - + 124.757,36 131.712,14 - - - -31/12 1.471.318 ,04 - 14.803,00 112.210,96 - - 26.297,50 105.414;64 - 4.757,36 - 4.757,36 I 199.534,18 1.528.060,29 .004.597,22 :J::I (J) () ~ 0':=li o(") 0.0PJI" O ~. r ::s n -O O 'T1 I-'aem .;>.~ I r .;>. .;>. I-' 0'\ r-o li O () (1) Ul rn O ::s -O o I-' Q) O'-.. O O N N 0'\ W'-.. Q) N I N O • SERViÇO PÚBLICO FEDERAL Processon9 0180/002.263/82-20 6. Acórdão n9 104-4.416 À vista destes dados, comparados com os do auto de infração de fls. 04, observa-se que devem ser excluldas as quan- tias que excederem os resultados acima. Nestas condições, voto no sentido de que se dê pr~ vimento parcial ao recurso, para que sejam excluldas da tributa- ção as quantias de Cr$ 234.976,00, no exerclcio de 1980, e Cr$ 527.994,00, no exerclcio de 1981, que excedem, no auto de infra- çao, as constantes dos quadros de fls. 36 e o acima citado. abril de 1984 SOARES. RELATOR 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007 00000008
score : 1.0
Numero do processo: 13857.000332/00-48
Data da sessão: Mon Sep 27 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Período de apuração: 01/04/2000 a 30/06/2000
CRÉDITO PRESUMIDO DO IPL
BASE DE CÁLCULO INDUSTRIALIZAÇÃO POR ENCOMENDA.
EXCLUSÃO. O incentivo denominado "crédito presumido de IPI" somente
pode ser calculado sobre as aquisições, no mercado interno, de matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagem, sendo indevida a inclusão, na sua apuração, de custos de serviços de industrialização por encomenda.
Numero da decisão: 9303-001.128
Decisão: ACORDAM os Membros da 3ª TURMA DA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS, Pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Nanci Gama, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Leonardo Siade Manzan, Maria Teresa Martinez López e Susy Gomes Hoffmann, que davam provimento Fez sustentação oral o Dr. Daniel dos Santos Porto, OAB/SP n" 234.239, advogado do sujeito
passivo.
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: Gilson Macedo Rosenburg
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201009
ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/04/2000 a 30/06/2000 CRÉDITO PRESUMIDO DO IPL BASE DE CÁLCULO INDUSTRIALIZAÇÃO POR ENCOMENDA. EXCLUSÃO. O incentivo denominado "crédito presumido de IPI" somente pode ser calculado sobre as aquisições, no mercado interno, de matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagem, sendo indevida a inclusão, na sua apuração, de custos de serviços de industrialização por encomenda.
numero_processo_s : 13857.000332/00-48
conteudo_id_s : 6007032
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu May 16 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 9303-001.128
nome_arquivo_s : Decisao_138570003320048.pdf
nome_relator_s : Gilson Macedo Rosenburg
nome_arquivo_pdf_s : 138570003320048_6007032.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da 3ª TURMA DA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS, Pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Nanci Gama, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Leonardo Siade Manzan, Maria Teresa Martinez López e Susy Gomes Hoffmann, que davam provimento Fez sustentação oral o Dr. Daniel dos Santos Porto, OAB/SP n" 234.239, advogado do sujeito passivo.
dt_sessao_tdt : Mon Sep 27 00:00:00 UTC 2010
id : 7738372
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:16:10 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076783400189952
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-12-21T11:28:22Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-12-21T11:28:21Z; Last-Modified: 2010-12-21T11:28:22Z; dcterms:modified: 2010-12-21T11:28:22Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:01e53d9d-c63a-4ddd-9cdf-d31ecc5dd58a; Last-Save-Date: 2010-12-21T11:28:22Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-12-21T11:28:22Z; meta:save-date: 2010-12-21T11:28:22Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-12-21T11:28:22Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-12-21T11:28:21Z; created: 2010-12-21T11:28:21Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2010-12-21T11:28:21Z; pdf:charsPerPage: 1569; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-12-21T11:28:21Z | Conteúdo => CSRF-T3 Fl 356 1.1". MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo n" 13857000332/00-98 Recurso n° 158091 Especial do Contribuinte Acórdão n" 9303-001128 — 3" Turma Sessão de 27 de setembro de 2010 Matéria Ressarcimento de 1PI Recorrente Tecumseh do Brasil Ltda Interessado Fazenda Nacional ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/04/2000 a 30/06/2000 CRÉDITO PRESUMIDO DO IPL BASE DE CÁLCULO INDUSTRIALIZAÇÃO POR ENCOMENDA. EXCLUSÃO. O incentivo denominado "crédito presumido de IPI" somente pode ser calculado sobre as aquisições, no mercado interno, de matérias- primas, produtos intermediários e materiais de embalagem, sendo indevida a inclusão, na sua apuração, de custos de serviços de industrialização por encomenda. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da 3" TURMA DA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS, Pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Nanci Gama, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Leonardo Siade Manzan, Maria Teresa Martinez López e Susy Gomes Hoffmann, que davam provimento Fez sustentação oral o Dr. Daniel dos Santos Porto, OAB/SP n" 234.239, advogado do sujeito passivo Henrique Pinheiro Torres — Presidente Substituto Gilson Macedo Rosenburg Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro (Substituto convocado), Nanci Gama, Judith do Amaral Marcondes Arriiandá;''' LtiCiárib H tdpe de' :Aláreida i Mbise's' '(Stibstitüto'Heddadó), Leonardo Siade I H 2 Manzan, José Adão Vitorino de Morais (Substituto convocado), Maria Teresa Martinez López, Susy Gomes Hoffmann Relatório Trata-se de recurso do Sujeito Passivo, fls. 227/257, contra o Acórdão n" 2201-00108 da Segunda Câmara da Seção do CA.RF, cuja ementa foi assim vazada: ASSUNTO IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS — IPI Pet iodo de apuração 01/04/2000 a 30/06/2000 CREDITO PRESUMIDO DE IPI GLOSA. DECADÉNCIA Não ocorrência em virtude da Súmula n° 7 do antigo 2° Conselho de Contribuintes CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI INDUSTRIALIZAÇÃO POR ENCOMENDA A industi ialização efetuada pot terceiros realizada na matéria-prima. produto intetmediát io ou material de embalagem utilizados nos produtos exportados pelo encomendante agi ega-se ao seu custo de aquisição para eleito de gozo e fruição do crédito presumido do IPI relativo ao PIS e a COFINS previsto na Lei n°9 363/96 Recurso negado O recorrente pleiteia pela prescrição intercorrente, bem como pela inclusão na base de cálculo do crédito presumido do IN dos serviços de beneficiamento prestados por terceiros. O recurso foi admitido parcialmente, subindo a este Colegiado apenas a matéria referente aos serviços de beneficiamento prestados por terceiros, nos termos do despacho n" 3400-779, fls, 317/318.. A Fazenda Pública apresentou contrarrazôes às fls. 321/344. É o Relatório, Voto Conselheiro GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Relatar O recurso foi apresentado com observância do prazo previsto, bem como dos demais requisitos de admissibilidade. Sendo assim, dele tomo conhecimento e passo a apreciar. A questão a ser decidida por esse Colegiada diz respeito a possibilidade de inclusão do valor dos serviços prestados correspondentes à industrialização por encomenda na base de cálculo do crédito presumido do IPI Sobre esse tema, percuciente é a lição do conselheiro Antonio Bezerra Neto, que peço vênia para transcrever e utilizar como fundamento de meu voto: A Lei n." 9.363, de 1996, que introduziu o beneficio em tela, previu, em seu mi. 1", que o crédito presumido de IPL como ressarcimento das contribuições para o PIS e para a COFINS .sejam incidentes,-sobreF.as:ivspectivas-aquisiçõesno..mercado,L-FF....: 2 D Processo o' 13857000332/00-98 CSRF-T3 Acórdão n " 9303-N1128 Fl. 357 Inferno, de 7w:férias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, para utilização no processo produtivo" (g.n.). Em razão das termos em que vazada a aludida norma, qualquer interpretação que se lhe empreste não deve afastar-se das seguintes premissas por primeiro, que os (munias utilizadas no cômputo do beneficio devam ser adquiridos, ou seja, comprados de outro estabelecimento, resultando de uma operação comercial de compra e venda mercantil, não de .sel viços, como é o caso em comento, segundo, que sejam efetivamente utilizados na pioditção de produtos exportados, no estabelecimento adquirente; terceiro, como se trata de direito excepto, não comporta inteipretação ampliativa, pois as beneficias tributários devem ser interpretadas restritivaniente, já que envolvem renúncia de receitas públicas Em relação à primeira das premissas, na operação realizada pela contribuinte não há qualquer aquisição de matéria-prima, vez que já pertencia ao estabelecimento encomendante no momento do envio para industrialização por encomenda. A aquisição da matéria-prima se deu, portanto, em momento anterior à remessa para industrialização. O custo do beneficiamento realizado por terceiro deve ser contabilizado como "Gastos Gerais de Fabricação", não como incremento do valor da matéria-prima, não podendo ser incluído no cálculo do crédito presumido. O montante despendido por tal pagamento não deve entrar no cômputo do beneficio, mesmo porque a operação de envio e retorno se dá com suspensão do 1131, confirme sublinhado na Nota 11,1F/SRF/COSIT/COTIP/DIPEK n."312, de 3 de agosto de 1998 Aliás, não há razão para que os custos dos insinuas que não se enquadiam no conceito de ?nafé, ia-prima, proditto intelinediái ia e matei 101 de embalagem não sejam agregadas quando utilizados pelo encomendante, quando a operação de industrialização se dá em seu próprio estabelecimento, mas, ao contrário, sejam agregadas quando a industrialização se dê por encomenda. Ora, "Onde há a mesma razão, há de se aplicar o mesmo direito", diz o brocardo romano. Com efeito, tratar-se-ia de situação no mínimo incongruente, para não dizer injusta, retirando a racionalidade das disposições legais que compõem o arcabouço normativo do 1131 No tocante à última das premissas inicialmente delineadas, pois que, quanto à segunda, não há dissenso, impoi ta destacar que há uma certa tendência à construção de exegeses que resultam, as mais das vezes, de considerações outras que não a propriamente jurídica, tal como as de natureza meramente econômica, tão costumeiramente encontráveis no dia-a-dia do julgador Em que pese o brilhantismo COMO tais teses são construídas, é preciso evidenciar que não cabe ao intérprete a tarefa de legisla;, de modo que o sentido da norma não se pode afastar Forte nos brilhantes argumentos do Conselheiro Antônio Bezerra, nego provimento ao recurso especial 4 dos termos em que positivaria, pena de, invadindo seara alheia, fitgii de sua competência Aliás, ainda com relação à terceira premissa, costuma ser encontradiço nos textos que discorrem sobre Hermenêutica Jurídica a afirmação de que "a lei não contém palavras inúteis", a qual, segundo se diz, vem a se, pinciPio basila, da disciplina É dizer, as palavras devem ser compreendidas como tendo, ao menos, alguma gficácia. Não se presumem, na lei, palavras inúteis (Carlos Alaximiliano, Hermenêutica e aplicação do direito, 8a. ed., Freitas Bastos, 1965, p. 262). Ouer-se evidenciar com isso que, caso se concebesse o contrário, não havei ia razão para que o legislador expressamente previsse o cômputo do valor relativo à prestação de serviços na hipótese de industrialização por encomenda. Veja como dispôs ao estruturar o art. 1" da Lei rz," 10.276, de 2001, ia verbis -Art 1" Alternativamente ao disposto na Lei n" 9363, de 13 de dezembro de 1996, a pessoa juddica produtora e exportadora de inercadolias nacionais para o exterior poderá determinai o valo, do crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industtiali:;ados (1P1), como ressarcimento relativo às contribuições para Os Programas de Integração Social e de Formação do Patrindmi0 do Servidor Público (PISIPASEP) e para a Seguridade Social (COFIINS), de conformidade com o disposto em regulamento I" A base de cálculo do crédito presumido será o somatório dos seguintes custos, sobre os quais incidiram as contribuições ríferidas no capta• 1 - de aquisição de insinuas, correspondentes a inatélia8-ptimas, a produtos intermediários e a materiais de embalagem, bem assim de enelgia elétiica e combustíveis, adquiridos no mercado interno e utilizados no processo produtivo; 1.1 - correspondentes ao valor da prestação de serviços decoirente de industrialização pai encomenda, na hipótese em que o encomendante seja o contübuinte do IP!, na forma da legislação deste imposto" (g PI ). Ora, in casa, fosse verdadeira a afirmação de que os valore correspondentes ao serviço de beneficiamento, na industrialização por encomenda, deveriam ser incluídos no cômputo do crédito presumido de que trata a Lei n." 9.363, de 1996, não haveria razão para que o legislador inequivocamente inserisse tal hipótese na Lei n." 10.267, de 2001, pai MitindO o seu acréscimo juntamente com o custo de outros insumos (eneigia elétrica e combustiveis). Note-se, poi importante, que a aplicação do novel regramento, confbrme disciplinado na Lei n." 10.267, de 2001, se dá alternativamente ao estabelecido na Lei n." 9.363, de 1996, quando cia determinação do crédito presumido Assim sendo, é de se conclui, que a hipótese introduzida no inciso II naquele diploma legal não se encontrava incluída neste último. 1'1 r Processo n" 13857000332100-98 Acórdilo n." 9303-N1128 CSRF-T3 PI 358 É como voto. Sala das Sessões, em 27 de setembro de 2010 GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO 5
score : 1.0
Numero do processo: 13807.001416/2003-62
Data da sessão: Wed Feb 01 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO - CSLL Ano-calendário: 1997 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO DO ACÓRDÃO. INOCORRÊNCIA. Na data em que foi proferido o acordão embargado era inaplicável o art. 62-A do RICARF às decisões administrativas, quanto aos julgados do Superior Tribunal de Justiça que reconheciam, no âmbito dos recursos repetitivos, o prazo prescricional de 10 anos para repetição do indébito tributário com base na “Tese 5+5” (afastamento da incidência da Lei Complementar nº 118/2005), pois tais decisões, por envolverem matéria constitucional – discussão de prazo prescricional em matéria tributária - não tinham caráter definitivo, uma vez que a constitucionalidade da citada Lei Complementar, na época, estava submetida e dependia de julgamento definitivo, de mérito, pelo Pleno do Supremo Tribunal Federal, em sede de Recurso Extraordinário.
Numero da decisão: 1802-001.124
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, REJEITAR os embargos, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: Nelso Kichel
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201202
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO - CSLL Ano-calendário: 1997 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO DO ACÓRDÃO. INOCORRÊNCIA. Na data em que foi proferido o acordão embargado era inaplicável o art. 62-A do RICARF às decisões administrativas, quanto aos julgados do Superior Tribunal de Justiça que reconheciam, no âmbito dos recursos repetitivos, o prazo prescricional de 10 anos para repetição do indébito tributário com base na “Tese 5+5” (afastamento da incidência da Lei Complementar nº 118/2005), pois tais decisões, por envolverem matéria constitucional – discussão de prazo prescricional em matéria tributária - não tinham caráter definitivo, uma vez que a constitucionalidade da citada Lei Complementar, na época, estava submetida e dependia de julgamento definitivo, de mérito, pelo Pleno do Supremo Tribunal Federal, em sede de Recurso Extraordinário.
numero_processo_s : 13807.001416/2003-62
conteudo_id_s : 5759904
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Aug 18 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1802-001.124
nome_arquivo_s : Decisao_13807001416200362.pdf
nome_relator_s : Nelso Kichel
nome_arquivo_pdf_s : 13807001416200362_5759904.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, REJEITAR os embargos, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Wed Feb 01 00:00:00 UTC 2012
id : 6901040
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:14:48 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076783402287104
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1839; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 1 1 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13807.001416/200362 Recurso nº 000.000 Embargos Acórdão nº 1802001.124 – 2ª Turma Especial Sessão de 01 de fevereiro de 2012 Matéria EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante ITAUTEC INF. S/A GRUPO ITAUTEC PHILCO Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 1997 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO DO ACÓRDÃO. INOCORRÊNCIA. Na data em que foi proferido o acordão embargado era inaplicável o art. 62A do RICARF às decisões administrativas, quanto aos julgados do Superior Tribunal de Justiça que reconheciam, no âmbito dos recursos repetitivos, o prazo prescricional de 10 anos para repetição do indébito tributário com base na “Tese 5+5” (afastamento da incidência da Lei Complementar nº 118/2005), pois tais decisões, por envolverem matéria constitucional – discussão de prazo prescricional em matéria tributária não tinham caráter definitivo, uma vez que a constitucionalidade da citada Lei Complementar, na época, estava submetida e dependia de julgamento definitivo, de mérito, pelo Pleno do Supremo Tribunal Federal, em sede de Recurso Extraordinário. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, REJEITAR os embargos, nos termos do voto do Relator. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. Fl. 0DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2012 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 18/05/2012 por NEL SO KICHEL, Assinado digitalmente em 24/06/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 2 (documento assinado digitalmente) Nelso Kichel Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz, Nelso Kichel, Marciel Eder Costa, Marco Antônio Nunes Catilho e Gustavo Junqueira Carneiro Leão. Relatório A contribuinte, inconformada com o decidido no Acórdão nº. 180200.802, de 22/02/2011, opôs os Embargos de Declaração em 15/07/2011 de fls. 397/407 com fundamento no artigo 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº. 256/2009, alegando a existência de omissão na decisão embargada. O acórdão embargado tem a seguinte ementa: (...) ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Exercício: 1997 COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. TRIBUTOS DE MESMA ESPÉCIE. DCOMP. A partir de 01/01/2002, por força do art. 49 da Medida Provisória n° 66/02, todas as compensações tributárias, inclusive para débitos e créditos de mesma espécie, estão sujeitas a declaração de compensação. A IN SRF nº 323/03, que acrescentou o § 6º ao art. 21 da IN SRF nº 210/02, não instituiu novo procedimento, nem deu nova interpretação administrativa, apenas declarou a necessidade de formalização de declaração de compensação, inclusive para débitos e créditos de mesma espécie, em consonância com legislação de regência vigente desde 01/10/2002. DCOMP. APROVEITAMENTO DE DIREITO CREDITÓRIO. DECADÊNCIA. O artigo 3º da Lei Complementar n° 118/05, em caráter interpretativo do disposto no inciso I do artigo 168 do Código Tributário Nacional, determina que a extinção do crédito tributário ocorre no momento do pagamento antecipado, prescindindo da homologação dos procedimentos efetuados pelo administrado. É no momento do pagamento que se inicia a contagem do prazo de cinco anos para que o contribuinte possa pleitear a restituição. PROTESTO GENÉRICO PELA PRODUÇÃO DE PROVA. É inadmissível o pleito genérico para produção posterior de provas ou perícias. Fl. 1DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2012 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 18/05/2012 por NEL SO KICHEL, Assinado digitalmente em 24/06/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 13807.001416/200362 Acórdão n.º 1802001.124 S1TE02 Fl. 2 3 Recurso Voluntário Negado (...) A embargante tomou ciência do acórdão embargado em 13/11/2011 (fl. 394 verso). Os embargos foram protocolizados em 15/07/2011 (fls. 397/407), portanto, dentro do prazo de 05 (cinco) dias fixado no § 1º do artigo 65 do RICARF. A embargante alega que o acórdão guerreado conteria omissão. A propósito, transcrevo as razões do recurso da contribuinte (fls.397/407, in verbis: (...) 2.2. DA OMISSÃO INCORRIDA No v. acórdão embargado restou consignado que a tese dos "cinco mais cinco" pacificada pelo E. Superior Tribunal de Justiça, inclusive em sede de recurso repetitivo, não se aplicaria à presente situação, pois teria efeitos somente inter partes e não erga omnes, sendo que para a Embargante se beneficiar da tese do prazo prescricional decenal deveria socorrerse de ação judicial com base na referida construção jurisprudencial,(...) Asseverouse, ainda, que a Lei Complementar n° 118/2005 fixou "interpretação autêntica" aos artigos 165 e 168 do Código Tributário Nacional implicando em "derrogação" da interpretação jurisprudencial do Superior Tribunal de Justiça. No tocante à retroatividade imposta pelo artigo 4° da Lei Complementar n° 118/2005, a qual foi afastada pelo STJ, (...), o acórdão guerreado defendeu que os efeitos desse precedente somente abarcariam as demandas ajuizadas antes do inicio de vigência da Lei Complementar n° 118/2005, (...) Em suma, constase que o v. acórdão ora embargado entendeu que a Recorrente necessitaria ter ajuizado ação judicial para o reconhecimento da tese acima. Nada obstante, em que pese o entendimento esposado no acordão, verificase que houve omissão quanto a aplicação do artiqo 62A do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, que dispõe que a Corte Administrativa deve reproduzir as decisões proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça pela sistemática dos recursos repetitivos, conforme se verifica da transcrição a seguir: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei n° 5.869, de 11 de janeiro de, 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos Fl. 2DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2012 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 18/05/2012 por NEL SO KICHEL, Assinado digitalmente em 24/06/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 4 conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. (grifamos) (Incluído pela Portaria MF n° 586, de 21 de dezembro de 2010) Ora, se a matéria aqui tratada já foi julgada pelo E. Superior Tribunal de Justiça pela sistemática do artigo 543C do Código de Processo Civil, forçoso concluir que o entendimento adotado por esse E. Conselho deve, obrigatóriamente, estar em conformidade com aquele adotado pelo Superior Tribunal de Justiça, sob pena de omissão e até mesmo de descumprimento de disposição regimental, como ocorreu inquestionavelmente in casu. (...) Assim, diante da previsão do artigo 62A dessa Corte Administrativa, é imperioso o saneamento da omissão constante da decisão ora embargada de modo que o entendimento adotado por essa E. Turma esteja em conformidade com aquele adotado pelo Superior Tribunal de Justiça, de modo, inclusive, a fazer cumprir o seu próprio Regimento. DO PEDIDO Diante do exposto, requer a Embargante o acolhimento dos presentes Embargos, ainda que com efeitos infringentes, para que seja sanada a omissão apontada, reconhecendose o direito creditório da Embargante e, por conseguinte, homologandose as compensações efetuadas. É o relatório. Fl. 3DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2012 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 18/05/2012 por NEL SO KICHEL, Assinado digitalmente em 24/06/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 13807.001416/200362 Acórdão n.º 1802001.124 S1TE02 Fl. 3 5 Voto Os Embargos de Declaração foram protocolizados tempestivamente e preenchem as demais condições de admissibilidade. Portanto, deles conheço. A embargante alegou que a decisão embargada deixou de aplicar o art 62A do RICARF, ou seja, de reproduzir decisão definitiva de mérito do Superior Tribunal de Justica STJ, em matéria infraconstitucional, nos recursos repetitivos, quanto ao prazo prescrional de dez anos para repetição do indébito tributário (“Tese 5+5” do STJ). Diversamente do alegado pela embargante, não há a alegada omissão no acórdão embargado. Antes da vigência da Lei Complementar nº 118/2005, a jurisprudência dominante do Superior Tribunal de Justiça era no sentido de que o pedido de repetição do indébito, no caso de tributos sujeitos a lançamento por homologação, sujeitavase a prazo prescricional de dez anos a partir do pagamento a maior ou indevido, por força de uma interpretação conjunta dos artigos 150, § 4º, 156, VII e 168, I, do Código Tributário Nacional (Tese 5+5 do STJ). Para afastar esse entendimento jurisprudencial, foi publicada a Lei Complementar nº 118/2005, ao determinar, em seus arts. 3º e 4º, in verbis: Art. 3o Para efeito de interpretação do inciso I do art. 168 da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional, a extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, no momento do pagamento antecipado de que trata o § 1o do art. 150 da referida Lei. Art. 4o Esta Lei entra em vigor 120 (cento e vinte) dias após sua publicação, observado, quanto ao art. 3o, o disposto no art. 106, inciso I, da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional. O artigo 4º da Lei Complementar nº 118/2005, conforme transcrição acima, determinou a aplicação retroativa do art. 3º, por ter natureza de norma interpretativa, conforme art. 106, I, do CTN. Num primeiro momento, o Superior Tribunal de Justiça, mesmo sem declarar de forma direta a inconstitucionalidade da norma, construiu a tese, aplicada de forma pontual em cada julgamento, de que a aplicação da norma a fatos anteriores a vigência da Lei Complementar ofendia o princípio constitucional da autonomia e independência dos poderes (Constituição Federal, art. 2º) e o da garantia do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada (CF, art. 5º, XXXVI). Instado a se pronunciar sobre essas decisões do STJ, o Supremo Tribunal Federal entendeu que, ao afastar a incidência da norma pertinente à lide para decidila sob critérios diversos extraídos da Constituição, o STJ, na verdade, declarou a Fl. 4DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2012 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 18/05/2012 por NEL SO KICHEL, Assinado digitalmente em 24/06/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 6 inconstitucionalidade da norma, embora sem o explicitar. Em conseqüência, a Corte Suprema impôs ao STJ a obediência à norma do artigo 97 da Constituição Federal, determinando que fosse cumprida a "cláusula de reserva de plenário". Obedecendo a decisão do STF, o Superior Tribunal de Justiça suscitou e acolheu incidente de inconstitucionalidade, consolidando o entendimento de que a norma interpretativa da Lei Complementar nº 118/2005 só seria aplicada aos pagamentos indevidos ocorridos após a vigência da lei. Posteriormente, o Supremo Tribunal Federal, pelo Pleno, em sede de Recurso Extraordinário, iniciou a análise do mérito da questão constitucional. Neste ponto, convém reiterar que a Constituição Federal confere ao Supremo Tribunal Federal a guarda da Constituição, cabendolhe, além da competência exclusiva para declarar a inconstitucionalidade no controle concentrado, a competência de órgão máximo revisor das decisões de todos os demais órgãos judicantes que praticam o controle de constitucionalidade difuso. Assim, não há decisão definitiva, quando a questão é constitucional, antes do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal. Na data em que foi proferido o acórdão embargado, dia 22/02/2011, ainda não havia decisão defintiva do STF, em relação à constitucionalidade do art. 4º da LC nº 118/2005. Portanto, a “Tese 5+5” do STJ, por ser uma construção meramente jurisprudencial, sua aplicação ficou restrita às demandas deduzidas em juízo, ou seja, com efeito apenas inter partes; sem força para aplicação às demandas nos processos administrativos. Por conseguinte, a invocação do artigo 62A do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, que dispõe que a Corte Administrativa deve reproduzir as decisões definitivas de mérito, em matéria infraconstitucional, proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça pela sistemática dos recursos repetitivos, é inaplicável no caso, mormente na data em que foi proferido o acórdão embargado. Ou seja, na data em que foi proferido o acordão embargado era inaplicável o art. 62A do RICARF às decisões administrativas, quanto aos julgados do Superior Tribunal de Justiça que reconheciam, no âmbito dos recursos repetitivos, o prazo prescricional de 10 anos para repetição do indébito tributário com base na “Tese 5+5” (afastamento da incidência da Lei Complementar nº 118/2005), pois tais decisões, por envolverem matéria constitucional – discussão de prazo prescricional em matéria tributária não tinham caráter definitivo, uma vez que a constitucionalidade da citada Lei Complementar, na época, estava submetida e dependia de julgamento definitivo, de mérito, pelo Pleno do Supremo Tribunal Federal, em sede de Recurso Extraordinário. Como demonstado não há a alegada omissão de aplicação do Regimento Interno do CARF, quanto ao acórdão embargado. Não obstante, a irresignação da recorrente deve ser apresentada em grau Recurso Especial, pois a questão do prazo para repetição do indébito tributário Lei Complementar nº 118/2005 (art.4º) já foi enfrentada, no mérito, pelo Pleno do STF, Corte Suprema guardiã da Constituição da República Federativa do Brasil, no RE nº 566.621/RS. Fl. 5DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2012 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 18/05/2012 por NEL SO KICHEL, Assinado digitalmente em 24/06/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 13807.001416/200362 Acórdão n.º 1802001.124 S1TE02 Fl. 4 7 Vale dizer, na sessão plenária de 04/08/2011, no RE nº 566.621/RS, Relatora Min. Ellen Gracie, sob regime de repercussão geral, o STF – por maioria de votos declarou a inconstitucionalidade da segunda parte do art. 4º da Lei Complementar nº 118/2005, decisão publicada em 11/10/2011, cuja ementa desse decisum, transcrevo a seguir: “DIREITO TRIBUTÁRIO – LEI INTERPRETATIVA – APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118/2005 – DESCABIMENTO VIOLAÇÃO À SEGURANÇA JURÍDICA – NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DA VACACIO LEGIS – APLICAÇÃO DO PRAZO REDUZIDO PARA A REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005. Quando do advento da LC 118/2005, estava consolidada a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados de seu fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada dos arts.150, § 4º, 156, VII, e 168, I, do CTN. A LC 118/05, embora tenha se autoproclamado interpretativa, implicou inovação normativa, tendo reduzido o prazo de 10 anos contados do fato gerador para 5 anos contados do pagamento indevido. Lei supostamente interpretativa que, em verdade, inova no mundo jurídico deve ser considerada como lei nova. (...) A aplicação retroativa de novo e reduzido prazo para a repetição ou compensação de indébito tributário estipulado por lei nova, fulminando, de imediato, pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo então aplicável, bem como a aplicação imediata às pretensões pendentes de ajuizamento quando da publicação da lei, sem resguardo de nenhuma regra de transição, implicam ofensa ao princípio da segurança jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e de garantia do acesso à Justiça. Afastandose as aplicações inconstitucionais e resguardandose, no mais, a eficácia da norma, permitese a aplicação do prazo reduzido relativamente às ações ajuizadas após a vacatio legis, conforme entendimento consolidado por esta Corte no enunciado 445 da Súmula do Tribunal. O prazo de vacatio legis de 120 dias permitiu aos contribuintes não apenas que tomassem ciência do novo prazo, mas também que ajuizassem as ações necessárias à tutela dos seus direitos (...). Reconhecida a inconstitucionalidade art. 4º, segunda parte, da LC 118/05, considerandose válida a aplicação do novo prazo de Fl. 6DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2012 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 18/05/2012 por NEL SO KICHEL, Assinado digitalmente em 24/06/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 8 5 anos tãosomente às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Aplicação do art. 543B, § 39, do CPC aos recursos sobrestados. Recurso extraordinário desprovido. (...) Essa decisão do STF, que afastou a aplicação retroativa do art. 3º da LC nº 118/2005, garantiu a aplicação do prazo prescricional de dez anos a partir do pagamento indevido ou a maior para repetição do indébito tributário, desde que as demandas tenham sido ajuízadas ou protocolizadas administrativamente até a data de 09/06/2005. A repetição do indébito tributário ajuízada ou protocolizada administrativamente após 09/06/2005 sujeitase a prazo prescricional de cinco anos a partir do pagamento, independentemente se o pagamento indevido ou a maior ocorreu antes ou depois dessa data. Portanto, diversamente do alegado, não há omissão no acórdão embargado. Por tudo que foi exposto, voto no sentido de rejeitar os embargos de declaração. (documento assinado digitalmente) Nelso Kichel Fl. 7DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2012 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 18/05/2012 por NEL SO KICHEL, Assinado digitalmente em 24/06/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 10665.001325/2003-09
Data da sessão: Wed Aug 25 00:00:00 UTC 2010
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
PERÍODO DE APURAÇÃO: 01/12/1989 a 16/02/1992
Ementa.
O direito de pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente ou em valor maior que o devido, inclusive na hipótese de o pagamento ter sido efetuado com base em lei posteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em ação declaratória ou em recurso extraordinário, extingue-se após o transcurso do prazo de cinco anos contados da data da extinção do crédito tributário.
Numero da decisão: 9303-001.071
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª turma da Câmara Superior de Recursos
Fiscais, pelo voto de qualidade, em dar provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Nanci Gama, Rodrigo Cardozo Miranda, Leonardo Siade Manzan, Maria Teresa Martínez López e Susy Gomes Hoffmann, que negavam provimento.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: Gilson Macedo Rosenburg Filho
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : PIS - ação fiscal (todas)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201008
ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO PERÍODO DE APURAÇÃO: 01/12/1989 a 16/02/1992 Ementa. O direito de pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente ou em valor maior que o devido, inclusive na hipótese de o pagamento ter sido efetuado com base em lei posteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em ação declaratória ou em recurso extraordinário, extingue-se após o transcurso do prazo de cinco anos contados da data da extinção do crédito tributário.
numero_processo_s : 10665.001325/2003-09
conteudo_id_s : 6005100
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon May 13 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 9303-001.071
nome_arquivo_s : Decisao_10665001325200309.pdf
nome_relator_s : Gilson Macedo Rosenburg Filho
nome_arquivo_pdf_s : 10665001325200309_6005100.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 3ª turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, pelo voto de qualidade, em dar provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Nanci Gama, Rodrigo Cardozo Miranda, Leonardo Siade Manzan, Maria Teresa Martínez López e Susy Gomes Hoffmann, que negavam provimento.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 25 00:00:00 UTC 2010
id : 7736341
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:16:09 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076783408578560
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-11-17T18:09:51Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: Microsoft Word - 2018506_0.doc; xmp:CreatorTool: PScript5.dll Version 5.2; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dc:creator: e_processo; dcterms:created: 2010-11-17T18:09:51Z; Last-Modified: 2010-11-17T18:09:51Z; dcterms:modified: 2010-11-17T18:09:51Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: Microsoft Word - 2018506_0.doc; xmpMM:DocumentID: uuid:35122e33-4a10-4705-afd2-79eb5d81d4bc; Last-Save-Date: 2010-11-17T18:09:51Z; pdf:docinfo:creator_tool: PScript5.dll Version 5.2; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2010-11-17T18:09:51Z; meta:save-date: 2010-11-17T18:09:51Z; pdf:encrypted: true; dc:title: Microsoft Word - 2018506_0.doc; modified: 2010-11-17T18:09:51Z; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: e_processo; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: e_processo; meta:author: e_processo; meta:creation-date: 2010-11-17T18:09:51Z; created: 2010-11-17T18:09:51Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2010-11-17T18:09:51Z; pdf:charsPerPage: 1713; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; Author: e_processo; producer: Acrobat Distiller 6.0.1 (Windows); access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Acrobat Distiller 6.0.1 (Windows); pdf:docinfo:created: 2010-11-17T18:09:51Z | Conteúdo => CSRF-T3 Fl. 163 1 162 CSRF-T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10665.001325/2003-09 Recurso nº 20.213.0499 Especial do Procurador Acórdão nº 9303-01.071 – 3ª Turma Sessão de 25 de agosto de 2010 Matéria PIS Recorrente MINAS CLÁUDIO MÓVEIS LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO PERÍODO DE APURAÇÃO: 01/12/1989 a 16/02/1992 Ementa. O direito de pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente ou em valor maior que o devido, inclusive na hipótese de o pagamento ter sido efetuado com base em lei posteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em ação declaratória ou em recurso extraordinário, extingue-se após o transcurso do prazo de cinco anos contados da data da extinção do crédito tributário. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, pelo voto de qualidade, em dar provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Nanci Gama, Rodrigo Cardozo Miranda, Leonardo Siade Manzan, Maria Teresa Martínez López e Susy Gomes Hoffmann, que negavam provimento. Carlos Alberto Freitas Barreto - Presidente Gilson Macedo Rosenburg Filho - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, José Luiz Novo Rossari (Substituto convocado), Gilson Macedo Fl. 1DF CARF MF Emitido em 29/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/11/2010 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Assinado digitalmente em 17/11/2010 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, 11/12/2010 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10665.001325/2003-09 Acórdão n.º 9303-01.071 CSRF-T3 Fl. 164 2 Rosenburg Filho, Leonardo Siade Manzan, Rodrigo da Costa Pôssas, Rodrigo Cardozo Miranda, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann. Relatório Trata-se de recurso especial interposto pela Fazenda Nacional, fls. 143/152, contra decisão do Acórdão nº 202-18795 da Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuinte, que deu provimento parcial ao recurso, para reconhecer o direito à apuração do indébito de PIS nos meses de dezembro de 1989 a fevereiro de 1992, aplicando-se a semestralidade da base cálculo sem correção monetária, e o direito à utilização do mesmo na compensação de tributo da mesma espécie. Em sua petição recursal, a Fazenda Nacional defende que o prazo para o sujeito passivo pleitear restituição de valores pagos indevidamente ou maior que o devido extingue-se com o decurso do prazo de cinco anos, contados da data da extinção do crédito tributário, nos termos dos artigos 165 e 168, ambos do CTN. De acordo com seu arrazoado, a legislação tributária especificou o pagamento como modalidade de extinção do crédito tributário. Rechaça a utilização da data da publicação da Resolução do Senado nº 49/95 como termo inicial da contagem do prazo para pleitear a restituição do PIS. Por intermédio do despacho nº 202-603 de fls. 155/156, o recurso foi admitido. O contribuinte não apresentou contra-razões. É o Relatório. Voto Conselheiro Gilson Macedo Rosenburg Filho, Relator O recurso foi apresentado com observância do prazo previsto, bem como dos demais requisitos de admissibilidade. Sendo assim, dele tomo conhecimento e passo a apreciar. A controvérsia se instaurou por entendimentos divergentes quanto ao prazo decadencial para apresentar pedido de restituição de indébito referente à contribuição para o PIS. O Fazenda Pública repele a contagem da decadência tendo como ponto de partida a publicação da Resolução do Senado nº 49/95. Pleiteia que o termo inicial se dê nas datas dos efetivos de recolhimentos da exação. Delimitada lide, passo a análise. Cabe observar que dentro do sistema jurídico tributário, como definido no Código Tributário Nacional, inexiste base legal para que se estabeleça um novo prazo para os pedidos Fl. 2DF CARF MF Emitido em 29/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/11/2010 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Assinado digitalmente em 17/11/2010 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, 11/12/2010 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10665.001325/2003-09 Acórdão n.º 9303-01.071 CSRF-T3 Fl. 165 3 de restituição, mesmo que o pagamento tenha sido considerado indevido por interpretação superveniente. A arrecadação que por cinco anos não foi objeto de demanda restituitória não mais pode ser restituída. É o que determina o art. 168, I, do CTN sem que haja qualquer exceção a essa regra. O art. 165 do CTN reconhece o direito à repetição do indébito, todavia este direito deve ser exercido no prazo assinalado pelo art. 168 do mesmo diploma legal. Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4º do artigo 162, nos seguintes casos: I - cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; II - erro na edificação do sujeito passivo, na determinação da alíquota aplicável, no cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento relativo ao pagamento; III - reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória. Art. 168 - O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados: I - nas hipóteses dos incisos I e II do artigo 165, da data da extinção do crédito tributário; II - na hipótese do inciso III do artigo 165, da data em que se tornar definitiva a decisão administrativa ou passar em julgado a decisão judicial que tenha reformado, anulado, revogado ou rescindido a decisão condenatória. Em relação à decadência, devemos notar que as normas processuais, ao fixarem os prazos que limitam o direito de ação, são essenciais à segurança jurídica, pois delimitam o período em que se pode validamente questionar um direito. Pelo conteúdo ser puramente formal, essas normas exigem, para a sua aplicação, a mera constatação da ocorrência, no mundo real, do transcurso ou não deste prazo. Como delimitam o campo em que se admite o direito de ação, constatando-se o transcurso do prazo em que se extingue este direito, não se pode admitir em juízo argumentos casuísticos que venham a questionar se este prazo é justo ou não. Do contrário, estar-se-ia ameaçando o direito investido no outro pólo da relação jurídica, que se encontra garantido exatamente pelo transcurso deste prazo. Esgotando-se o prazo legal, extingue-se o direito de pleitear a restituição, ainda que o pagamento tenha sido materialmente indevido. Assim, o contribuinte não mais o poderá reaver, se não pleitear a sua restituição dentro do prazo, sem que isto represente um enriquecimento ilícito do Erário. A lei não distingue entre as possíveis formas de pagamento indevido para estabelecer prazos distintos para o pedido de restituição; conseqüentemente, não cabe fazer esta distinção com base em argumentações estranhas à norma. Portanto, existindo norma legal conferindo ao contribuinte o direito de pleitear a restituição de que trata o presente processo, e extinguindo-se esse direito no prazo de cinco anos, como previsto na legislação retrocitada, não cabe considerá-lo de outra forma, até mesmo em face das restrições impostas à autoridade administrativa para aplicação de seu poder discricionário em matéria explicitamente legislada. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 29/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/11/2010 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Assinado digitalmente em 17/11/2010 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, 11/12/2010 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10665.001325/2003-09 Acórdão n.º 9303-01.071 CSRF-T3 Fl. 166 4 Considerando que o prazo para o pedido de restituição está definido no art.168, I, do Código Tributário Nacional – CTN, como exposto, para um melhor enfoque do assunto é interessante ser notado, nesta altura, que a exação em exame é contribuição sujeita a lançamento por homologação, pois cabe ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa. Desse modo, cumpre esclarecer em que data deve-se considerar extinto o crédito tributário no caso do lançamento por homologação. A solução está contida de forma clara no § 1º do artigo 150 do CTN: Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação ao lançamento. Para melhor compreender o significado desse dispositivo, cito a lúcida lição de ALBERTO XAVIER: ... a condição resolutiva permite a eficácia imediata do ato jurídico, ao contrário da condição suspensiva, que opera o diferimento dessa eficácia. Dispõe o artigo 119 do Código Civil que "se for resolutiva a condição, enquanto esta se não realizar, vigorará o ato jurídico, podendo exercer-se desde o momento deste o direito por ele estabelecido; mas, manifestada a condição, para todos os efeitos, se extingue o direito a que ela se opõe”. Ora, sendo a eficácia do pagamento efetuado pelo contribuinte imediata, imediato é o seu efeito liberatório, imediato é o efeito extintivo, imediata é a extinção definitiva do crédito. O que na figura da condição resolutiva sucede é que a eficácia entretanto produzida pode ser destruída com efeitos retroativos se a condição se implementar.” (Do Lançamento, Teoria Geral do Ato e do Processo Tributário", Editora Forense, 1998, pags. 98/99). O pagamento antecipado, portanto, extingue o crédito tributário e é a partir da sua data que se conta o prazo de cinco anos; o crédito é extinto quando ocorre a antecipação do seu pagamento, sob condição resolutória, consoante art.150, § 1º, do Código Tributário Nacional – CTN. Registra o mestre ALIOMAR BALEEIRO (Direito Tributário Brasileiro, 10a ed., Forense, Rio, 1.993, p. 570) que o prazo de que cuida o art. 168 do CTN é de decadência; essa realidade criada pelo direito – a decadência – que dá ao tempo o condão de aperfeiçoar as relações, garantindo que, com o decurso de prazo, as situações tornem-se definitivas. Nessa linha, a Lei Complementar no 118, de 09 de fevereiro de 2005, estabelece: Art. 3º Para efeito de interpretação do inciso I do art. 168 da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional, a extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, no momento do pagamento antecipado de que trata o § 1o do art. 150 da referida Lei. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 29/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/11/2010 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Assinado digitalmente em 17/11/2010 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, 11/12/2010 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10665.001325/2003-09 Acórdão n.º 9303-01.071 CSRF-T3 Fl. 167 5 Repare-se que o art. 106, I, do CTN, mencionado no art. 4º da LC nº 118/05, dispõe que a lei se aplica a ato ou fato pretérito quando seja expressamente interpretativa. Art. 4º Esta Lei entra em vigor 120 (cento e vinte) dias após sua publicação, observado, quanto ao art. 3o, o disposto no art. 106, inciso I, da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional. Por ser de caráter interpretativo, o dispositivo acima se aplica a fato pretérito, como se depreende da leitura do art. 106 do CTN: Art. 106 - A lei aplica-se a ato ou fato pretérito: I – em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; Voltando ao caso em análise, o recorrente pretendeu compensar débitos tributários referentes ao períodos de apuração de outubro de 1998 a dezembro de 1998, com créditos de supostos recolhimentos indevidos de períodos de apuração compreendidos entre dezembro de 1989 e fevereiro de 1992. Diante deste fato, o fisco efetuou o lançamento tributário em decorrência de haver se passado mais de cinco anos entre os supostos recolhimentos indevidos e os períodos compensados via DCTF. Ressalto que o recorrente não apresentou pedido de restituição, o que nos leva a utilizar os procedimentos de compensação da sistemática da Lei nº 8383/91 como instrumento capaz de marcar a data do pedido de restituição. Apenas para elucidar, a compensação contemplada nos termos da Lei nº 8383/91 deve seguir a seguinte sistemática: O contribuinte apura o indébito e faz a compensação em sua contabilidade. O ciclo se completa com a informação em DCTF da compensação efetuada. Neste caso, não é preciso formular um pedido de restituição/compensação, bastando observar os procedimentos acima citado. É sobremodo importante assinalar que o período de apuração mais próximo que o contribuinte pretendeu compensar foi o de outubro de 1998, cuja entrega estava programada para o 15º dia do mês de janeiro de 1999. Ora, se o débito que se pretendeu compensar é de outubro de 1998, não é preciso empreender qualquer esforço matemático para concluir que, quando foi entregue a DCTF que completou o ciclo da compensação acima descrita, já se tinha transcorrido mais de cinco anos do recolhimento dos valores referentes aos períodos de apuração compreendidos entre dezembro de 1989 e fevereiro de 1992. Portanto, o direito de utilizar os referidos recolhimentos já havia sido extinto, pois foi alcançado pela decadência, que se operou com o decurso do prazo de cinco anos, contados da data da extinção do crédito tributário, pelo pagamento. Nos casos de pagamento indevido ou a maior, fatos que justificam uma eventual repetição do indébito, a idéia de restituir é para que ocorra um reequilíbrio patrimonial. O direito de repetir o que foi pago emerge do fato de não existir débito correspondente ao pagamento. Portanto, a restituição é a devolução de um bem que foi transladado de um sujeito a outro equivocadamente. Deve ficar entre dois parâmetros, não podendo ultrapassar o enriquecimento efetivo recebido pelo agente em detrimento do devedor, tampouco ultrapassar o empobrecimento do outro agente, isto é, o montante em que o patrimônio sofreu diminuição. O ordenamento jurídico estabelece a obrigação de restituir a “todo aquele que recebeu o que Fl. 5DF CARF MF Emitido em 29/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/11/2010 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Assinado digitalmente em 17/11/2010 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, 11/12/2010 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10665.001325/2003-09 Acórdão n.º 9303-01.071 CSRF-T3 Fl. 168 6 lhe não era devido”, e essa obrigação se extingue com a restituição do indevido ou com a decadência do direito. Forte nestes argumentos, dou provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional. É como voto. Sala das Sessões, em 25 de agosto de 2010 Gilson Macedo Rosenburg Filho Fl. 6DF CARF MF Emitido em 29/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/11/2010 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Assinado digitalmente em 17/11/2010 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, 11/12/2010 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO
score : 1.0
Numero do processo: 10980.007581/2003-29
Data da sessão: Thu Jul 08 00:00:00 UTC 2010
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Ano-calendário: 1998
RECURSO VOLUNTÁRIO - PEREMPÇÃO.
Não se conhece das razões de recurso voluntário que tenha sido apresentado após o decurso do prazo determinado no art. 33 do Decreto n° 70.235/72.
Numero da decisão: 1101-000.322
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NÃO
CONHECER do recurso voluntário, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
Matéria: DCTF_CSL - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (CSL)
Nome do relator: EDELI PEREIRA BESSA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : DCTF_CSL - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (CSL)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201007
ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 1998 RECURSO VOLUNTÁRIO - PEREMPÇÃO. Não se conhece das razões de recurso voluntário que tenha sido apresentado após o decurso do prazo determinado no art. 33 do Decreto n° 70.235/72.
numero_processo_s : 10980.007581/2003-29
conteudo_id_s : 5972201
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Mar 18 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 1101-000.322
nome_arquivo_s : Decisao_10980007581200329.pdf
nome_relator_s : EDELI PEREIRA BESSA
nome_arquivo_pdf_s : 10980007581200329_5972201.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NÃO CONHECER do recurso voluntário, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Jul 08 00:00:00 UTC 2010
id : 7654870
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:15:52 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076783415918592
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-09-02T00:53:17Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-09-02T00:53:17Z; Last-Modified: 2010-09-02T00:53:17Z; dcterms:modified: 2010-09-02T00:53:17Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:4418f8f1-f427-4727-941e-c2562b40f6d9; Last-Save-Date: 2010-09-02T00:53:17Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-09-02T00:53:17Z; meta:save-date: 2010-09-02T00:53:17Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-09-02T00:53:17Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-09-02T00:53:17Z; created: 2010-09-02T00:53:17Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2010-09-02T00:53:17Z; pdf:charsPerPage: 1195; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-09-02T00:53:17Z | Conteúdo => si-C1Ti Fi 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE .JULGAMENTO Processo n" 10980.007581/200.3-29 Recurso n" 168.019 Voluntário Acórdão n" 1101-00.322 — 1" Câmara / 1" Turma Ordinária Sessão de 08 de julho de 2010 Matéria Auto de Infração DCTF CSLL Recorrente HSBC CORRETORA DE SEGUROS BRASIL S A Recorrida la Tunna cia DR.I/Curitiba/PR ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 1998 RECURSO VOLUNTÁRIO - PEREMPÇÃO. Não se conhece das razões de recurso voluntário que tenha sido apresentado após o decurso do prazo determinado no art. 33 do Decreto n° 70.235/72. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NÃO CONHECER do recurso voluntário, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. FRAN 'I CO DE iALES RIBEIRO DE QUEIROZ - Presidente. / DELI PEREIRA BESSA Relatora EDITADO EM: 04/08/2010 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz (presidente da turma), Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho (vice- presidente), Carlos Eduardo de Almeida Guerreiro, Edeli Pereira Bessa, José Ricardo da Silva e Shelley Henrique Dalcamim, Relatório FISBC CORRETORA DE SEGUROS BRASIL SA,.já qualificada nos autos, recorre de decisão proferida pela 1" Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Curitiba/PR, que por unanimidade de votos, julgou PROCEDENTE o lançamento formalizado em 19/07/2003, exigindo crédito tributário no valor total de R$ 1.041073,38. Consta da decisão recorrida o seguinte relato: Em nome da interessada e tendo em vista procedimentos de Malha Fazenda, com base nas DCTF e recolhimentos, lavrou-se, fls. 15/23, auto de inflação que exige o recolhimento de R$ 392.508,56 de CSLL código 2484 dos períodos de apuração 0/- 01/1998 a 01-03/1998 e 01-07/1998 a 01-12/1998, vinculadas a processo judicial como com exigibilidade suspensa, em fbce de não havei- sido localizado o processo judicial informado na DCTF, além da multa de oficio do art 44, 1 da Lei n°9.430, de 1996 e dos encargos legais. Cientificada por correspondência postada 2111 19/07/2003 (fl 73), a inicies soda apresentou em 18/08/200.3 a tempestiva impugnação de 113. .01104, instruída com os documentos de fls 05/71, alegando a existência de depósitos judiciais, comprovados às fls. 25/32 e comprovando a existência da ação judicial Finaliza solicitando seja cancelado o lançamento A Turma Julgadora declarou definitiva a exigência sub .judice de R$ 392.508,56 de CSLL, observada a decisão judicial, argumentando que tendo em vista estar o crédito tributário em discussão na esfera judicial há que se observar o disposto no Ato Declaratório Normativo COSTT a' 03, de 1996, e considerar administrativamente definitiva a exigência correspondente, observado o que /br decidido na ação judicial e a existência dos depósitos que, na conversão em renda, nos termos da Norma de Execução CSAr/CST/CSF 002, de 14 de .janeiro de 1992, consideram-se como pagamento à vista na data em que efetuados, excluindo-se, em conseqüência, a multa de oficio e juras de mora sobre eles incidentes, por haverem sido realizados dentro do prazo de recolhimento (fls. 06/08 e Na seqüência, a autoridade preparadora analisou os elementos pertinentes à ação judicial alegada, relatando seu andamento e consignando, às fis, 136, o que segue: - Da Verificação Fiscal Nas DCIF apresentadas (fls 127/135), referente ao período de apuração de julho a dezembro de 1998 fbram informados valores depositados, entretanto, pelos levantamentos realizados verificou-se que não existem os referidos depósitos Também, rei ificou-se que não existem pagamentos de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL referentes aos períodos de apuração de janeiro a março e de julho a dezembro de 1998. - Conclusão A empresa efetuou indevidamente as compensações, pois a mesma as .fez utilizando- se de depósitos que estão à ordem e disposição do juizo. Estes depósitos relerem-se aos periOdos de apuração do exercício anterior àquele constante do Auto de Infração. E, não tendo o contribuinte efetuado quaisquer pagamentos ou depósitos relativos aos periodos- de apuração constante do Auto de Inflação de que trata o presente 612) Plocesso n'' 10980.00758 U2003-29 SI-CITI Acói dão n " 1101-00322 Fl. 2 processo e a inexistência dos efeitos da decisão judicial que suspenda a exigibilidade do crédito tributário, conclui-se pela manutenção do lançamento efetuado. Isto posto, e tendo em vista a informação à folha 10.5, propõe-se o encaminhamento do presente processo à Eqcof7Secat/DRF-Curitiba para prosseguimento. Cientificada da decisão de primeira instância em 25/03/2008 (ff 142), a contribuinte interpôs recurso voluntário em 25/04/2008 (fls. 148/174), afirmando que a referida ciência ocorrera em 26/03/2008, e argüindo a nulidade do lançamento, ante a superficialidade das verificações fiscais, bem como a improcedência da exigência, ante a comprovação do processo judicial indicado na DCTF. Aponta, ainda, a incompetência da SECAT para modificar o acórdão proferido pela DRJ, a inadequação do Auto de Infração para constituir crédito tributário declarado em DCTF, e a impossibilidade da exigência de estimativas mensais após o término do ano-calendário Subsidiariamente, admite o lançamento apenas para manter o crédito tributário com exigibilidade suspensa. (6p rif É o relatório • 3 Voto Conselheira EDELI PEREIRA BESSA A recorrente afirma ter sido cientificada da decisão recorrida em 26/03/2008, contudo há prova documental nos autos de que tal ocorreu em 25/03/2008. O Decreto n" 70,235/72 determina que, feita a intimação por via postal, considera-se cientificado o contribuinte mediante prova de recebimento no domicilio tributário eleito pelo sujeito passivo, entendendo-se como tal o do endereço postal, eletrônico ou de fax, por ele fornecido, para fins cadastrais, à Secretaria da Receita Federal — SRE (artigo 23, inciso II, e § 4", com redação dada pela Lei n°9532, de 10 de dezembro de 1997). Fixa, ainda, que o prazo para recurso voluntário é de 30 dias, contados da ciência da decisão de 1" instância (art. 33), devendo-se ter em conta que, a teor do seu art. 5 0, parágrafo único, os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgéio em que corra o processo ou deva sei praticado o ato Por sua vez, o Aviso de Recebimento — AR de fi, 142 — cujo conteúdo declarado é a intimação de fls.. 141 —, foi encaminhado ao endereço Tr. Oliveira Belfo, 34, 20 andar — Centro em Curitiba/PR, constante do cadastro da pessoa jurídica perante o CNP' (fl, 139), além de ser o mesmo indicado nas procurações de fls. 145 e 175. Assim, evidenciada a ciência em 25/03/2008 (terça-feira), o prazo para recurso voluntário tem sua contagem iniciada em 26/03/2008 (quarta-feira) e finda em 24/04/2008 (quarta-feira). Contudo, como visto, a peça de defesa foi elaborada e apresentada em 25/04/2008 (11. 148/174). Dispõe o art. 35 do Decreto IV 70..235/72 que o recurso, mesmo perempto, será encaminhado ao órgão de segunda instância, que julgará a perempção.. Todavia, ausente prova da alegada ciência em 26/03/2008, prevalece o que evidenciado no Aviso de Recebimento — AR de fi. 142. E, na falta de tal requisito de admissibilidade, o litígio não se instaura, o que torna o órgão julgador incompetente para apreciar o mérito das alegações veiculadas na petição. Tais razões devem ser dirigidas à autoridade preparadora que tem competência para avaliar o cabimento de revisão de oficio da exigência, . Por tais motivos, o presente voto é o sentido de NÃO CONHECER do recurso voluntário de fls. 148/174. i / 1# E. d. • -0 4 L . EIRA BESSA — Relatora
score : 1.0
Numero do processo: 18471.001180/2008-21
Data da sessão: Tue May 07 00:00:00 UTC 2013
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ
Ano-calendário: 2004, 2005
Ementa:
NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. PRETERIÇÃO DO DIREITO DE DEFESA. NÃO OCORRÊNCIA.
Não verificado que houve preterição do direito de defesa, descabe falar em nulidade do auto de infração. Não enseja nulidade do lançamento quando presentes os elementos do art. 10 do Decreto nº 70.235, de 1972 e alterações, e do art. 142 do CTN.
OMISSÃO DE RECEITAS DA ATIVIDADE DA EMPRESA. DEPÓSITOS BANCÁRIOS SEM COMPROVAÇÃO DE ORIGEM.
Por expressa disposição legal, consideram-se receitas omitidas os valores creditados em conta mantida junto a instituição financeira, cuja origem não seja comprovada, mediante documentação hábil e idônea, após regular intimação.
PRESUNÇÃO DA OMISSÃO DE RECEITAS. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA.
A presunção da omissão de receitas é aquela prevista em lei, cuja atribuição do fisco é fazer a prova do fato indiciário para alcançar o fato presumido, que cabe ao contribuinte desfazer. A presunção legal tem o condão de inverter o ônus da prova, transferindo-o para o contribuinte, que pode refutá-la mediante oferta de provas hábeis e idôneas.
LANÇAMENTOS DECORRENTES. CSLL, PIS e COFINS
Subsistindo o lançamento principal, devem ser mantidos os lançamentos que lhe sejam decorrentes, na medida que os fatos que os ensejaram são os mesmos.
Numero da decisão: 1202-000.973
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade dos lançamentos fiscais e, no mérito, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: IRPJ - AF- omissão receitas - demais presunções legais
Nome do relator: CARLOS ALBERTO DONASSOLO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPJ - AF- omissão receitas - demais presunções legais
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201305
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Ano-calendário: 2004, 2005 Ementa: NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. PRETERIÇÃO DO DIREITO DE DEFESA. NÃO OCORRÊNCIA. Não verificado que houve preterição do direito de defesa, descabe falar em nulidade do auto de infração. Não enseja nulidade do lançamento quando presentes os elementos do art. 10 do Decreto nº 70.235, de 1972 e alterações, e do art. 142 do CTN. OMISSÃO DE RECEITAS DA ATIVIDADE DA EMPRESA. DEPÓSITOS BANCÁRIOS SEM COMPROVAÇÃO DE ORIGEM. Por expressa disposição legal, consideram-se receitas omitidas os valores creditados em conta mantida junto a instituição financeira, cuja origem não seja comprovada, mediante documentação hábil e idônea, após regular intimação. PRESUNÇÃO DA OMISSÃO DE RECEITAS. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. A presunção da omissão de receitas é aquela prevista em lei, cuja atribuição do fisco é fazer a prova do fato indiciário para alcançar o fato presumido, que cabe ao contribuinte desfazer. A presunção legal tem o condão de inverter o ônus da prova, transferindo-o para o contribuinte, que pode refutá-la mediante oferta de provas hábeis e idôneas. LANÇAMENTOS DECORRENTES. CSLL, PIS e COFINS Subsistindo o lançamento principal, devem ser mantidos os lançamentos que lhe sejam decorrentes, na medida que os fatos que os ensejaram são os mesmos.
numero_processo_s : 18471.001180/2008-21
conteudo_id_s : 5945489
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jan 09 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 1202-000.973
nome_arquivo_s : Decisao_18471001180200821.pdf
nome_relator_s : CARLOS ALBERTO DONASSOLO
nome_arquivo_pdf_s : 18471001180200821_5945489.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade dos lançamentos fiscais e, no mérito, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Tue May 07 00:00:00 UTC 2013
id : 7561805
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:15:44 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076783421161472
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2078; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C2T2 Fl. 289 1 288 S1C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 18471.001180/200821 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1202000.973 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 7 de maio de 2013 Matéria AUTO DE INFRAÇÃO Recorrente PARTY TOUR 1 CÂMBIO E TURISMO LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2004, 2005 Ementa: NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. PRETERIÇÃO DO DIREITO DE DEFESA. NÃO OCORRÊNCIA. Não verificado que houve preterição do direito de defesa, descabe falar em nulidade do auto de infração. Não enseja nulidade do lançamento quando presentes os elementos do art. 10 do Decreto nº 70.235, de 1972 e alterações, e do art. 142 do CTN. OMISSÃO DE RECEITAS DA ATIVIDADE DA EMPRESA. DEPÓSITOS BANCÁRIOS SEM COMPROVAÇÃO DE ORIGEM. Por expressa disposição legal, consideramse receitas omitidas os valores creditados em conta mantida junto a instituição financeira, cuja origem não seja comprovada, mediante documentação hábil e idônea, após regular intimação. PRESUNÇÃO DA OMISSÃO DE RECEITAS. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. A presunção da omissão de receitas é aquela prevista em lei, cuja atribuição do fisco é fazer a prova do fato indiciário para alcançar o fato presumido, que cabe ao contribuinte desfazer. A presunção legal tem o condão de inverter o ônus da prova, transferindoo para o contribuinte, que pode refutála mediante oferta de provas hábeis e idôneas. LANÇAMENTOS DECORRENTES. CSLL, PIS e COFINS Subsistindo o lançamento principal, devem ser mantidos os lançamentos que lhe sejam decorrentes, na medida que os fatos que os ensejaram são os mesmos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 47 1. 00 11 80 /2 00 8- 21 Fl. 289DF CARF MF Impresso em 23/05/2013 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 22/05/ 2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 18471.001180/200821 Acórdão n.º 1202000.973 S1C2T2 Fl. 290 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade dos lançamentos fiscais e, no mérito, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Carlos Alberto Donassolo – Presidente Substituto e Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Donassolo, Viviane Vidal Wagner, Nereida de Miranda Finamore Horta, Geraldo Valentim Neto e Marcos Antonio Pires. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Orlando José Gonçalves Bueno. Relatório Trata o processo de lançamentos fiscais formalizados em Autos de Infração do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica IRPJ e reflexos na CSLL, no PIS e na Cofins, relativamente aos anoscalendário de 2004 e 2005, em razão da ocorrência de depósitos na contacorrente da autuada no Banco Bradesco, de nº 49.9706, fls. 74 a 78, sem comprovação da origem, conforme descrito no Termo de Verificação FiscalTVF, de fls. 64. Aos tributos exigidos, foi aplicada multa de ofício, no percentual de 75%, e os juros de mora, com base na taxa Selic. Segundo o TVF, o sigilo bancário do contribuinte foi afastado mediante autorização concedida pela Justiça Federal, fls. 64. De posse dos extratos bancários, a fiscalização intimou o contribuinte a “Comprovar a origem de todos os valores creditados/ depositados( TEDs, DOCs, Cheques, valores em espécie ) em sua Conta n° 49.9706, Agência 472 3 do Bradesco, no período de 01/01/2004 a 31/07/2005, justificando a natureza dos mesmos”. Na mesma ocasião, foram entregues ao contribuinte cópias dos extratos da referida conta, fls. 60. Regularmente intimada, a interessada deixou de comprovar, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos depositados, o que caracterizaria a presunção da omissão de receita, nos termos do art. 42 da Lei nº 9.430, de 1996. A empresa autuada apurou o seu lucro, nos anoscalendário de 2004 e 2005, com base na sistemática do lucro presumido, de modo que a fiscalização adotou a mesma sistemática para efetuar os lançamentos fiscais. O contribuinte impugnou as exigências apresentando as alegações que foram assim resumidas no relatório do Acórdão nº 1224.228 da DRJ/Rio de Janeiro I, de fls. 202 a 210, o qual adoto e passo a transcrever: Fl. 290DF CARF MF Impresso em 23/05/2013 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 22/05/ 2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 18471.001180/200821 Acórdão n.º 1202000.973 S1C2T2 Fl. 291 3 “• Os depósitos efetuados em conta corrente da interessada não constituem receita operacional própria, mas recursos de clientes; • A receita da interessada resumese a percentual reduzido, calculado sobre os montantes de compra e venda de moeda estrangeira; • Todas as operações de compra e venda de moeda estrangeira foram registradas no Sisbacen; • Ao longo da ação fiscal a interessada apresentou as fichas /contratos legalmente exigidos pelo Banco Central e que comprovariam de forma individualizada suas operações; • O arbitramento foi indevidamente realizado já que a base tributável da interessada era conhecida. Instruem a peça impugnatória os documentos de fls 129 a 198.” Na seqüência, foi emitido o Acórdão nº 1224.228 da DRJ/Rio de Janeiro I, de fls. 202 a 210, julgando procedentes os lançamentos fiscais, com o seguinte ementário: OMISSÃO DE RECEITAS. ART. 42 DA LEI 9.430/96. Hábil a desconstituir a presunção de omissão de receitas de que trata o art. 42 da Lei 9.430/1996 é não apenas a prova da origem dos depósitos auditados, mas também a prova de que tenham sido tributados, se assim o exigir sua natureza jurídica. Lançamento Procedente Irresignado com a decisão proferida pela DRJ, o contribuinte apresentou, tempestivamente, recurso voluntário, mediante arrazoado, de fls.214 a 221, repisando praticamente os mesmos argumentos trazidos na peça impugnatória. Adicionalmente, alega em preliminar, a ocorrência do cerceamento do direito de defesa, porquanto o agente fiscal não teria individualizado, nem especificado, quais os valores de depósitos efetuados na conta n° 49.9706 que deveriam ter a sua origem comprovada, tendo o contribuinte tomado conhecimento desta informação somente quando da lavratura dos autos de infração. É o Relatório. Voto Conselheiro Carlos Alberto Donassolo, Relator O recurso voluntário atende os pressupostos de admissibilidade, portanto, dele tomo conhecimento. A lavratura dos Autos de Infração se deu pela ocorrência da presunção de “omissão de receitas”, prevista no art. 42 da Lei nº 9.430, de 1996, ao ser verificado, que a Fl. 291DF CARF MF Impresso em 23/05/2013 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 22/05/ 2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 18471.001180/200821 Acórdão n.º 1202000.973 S1C2T2 Fl. 292 4 empresa autuada recebeu depósitos bancários na conta n° 49.9706 do Banco Bradesco, sem comprovação de origem. A fiscalização regularmente intimou a autuada a comprovar, mediante documentação hábil e idônea, a origem desses depósitos, não recebendo qualquer informação/documentação a respeito. Os principais pontos questionados pelo recorrente, dizem respeito, em preliminar, à nulidade da autuação, por cerceamento do direito de defesa e, no mérito, que a exigência não deveria se manter uma vez que os depósitos objeto de tributação não constituem receita operacional própria, mas recursos de clientes. Afirma, ainda, que sua receita se resume a percentual calculado sobre os montantes de compra e venda de moeda estrangeira. Para fins de ilidir a exigência formalizada, juntou com a impugnação cópias de contratos de câmbio em que figura como interveniente, fl.s 129 a 198. Nulidades – Cerceamento do direito de defesa Inicialmente, cumpre registrar que inexiste nos autos qualquer evidência de que tenha havido, mesmo no curso da fiscalização, eventual ato praticado com abuso de poder ou qualquer procedimento adotado que fosse ilegal ou que pudesse causar eventual constrangimento à interessada ou a terceiro. Verificase que o agente fiscal agiu nos estritos limites impostos pela legislação, tendo feito várias intimações à interessada durante a fiscalização, oferecendolhe, assim, oportunidades diversas para apresentar esclarecimentos e os documentos requisitados. A preliminar de cerceamento do direito de defesa, pela falta de individualização dos depósitos efetuados na conta corrente n° 49.9706, com pretensa violação ao disposto no § 3º, art. 42 da Lei 9.430, de 1996 e do Manual de Procedimento de Fiscalização, não merece prosperar. O Termo de Intimação Fiscal foi bastante claro ao solicitar que a comprovação da origem se referiam a todos os depósitos efetuados. Vejase a sua transcrição, fls. 60: “1 ) Comprovar a origem de todos os valores creditados/ depositados( TEDs, DOCs, Cheques, valores em espécie ) em sua Conta n° 49.9706, Agência 4723 do Bradesco, no período de 01/01/2004 a 31/07/2005, justificando a natureza dos mesmos. 2 ) Os esclarecimentos deverão ser feitos por escrito e comprovados, mediante documentação hábil e idônea, devidamente assinada, relacionada e entregue na Divisão de Fiscalização II desta Delegacia de Fiscalização da Receita Federal do Brasil, no edifício do Ministério da Fazenda, sito à Av. Presidente Antonio Carlos 375 sala 238 Equipe fiscal 13 Centro Rio de Janeiro. A documentação original deverá, também, ser acompanhada de cópia. Telefone para contato e marcar horário de atendimento : 38052291. 3 ) Com a finalidade de agilizar a entrega dos elementos solicitados, recebe o contribuinte, neste ato, cópia do extrato bancário do Bradesco, relativo ao período de 01/01/2004 a 31/07/2005, citado no item 1) acima (19 folhas).” (destaques meus) Fl. 292DF CARF MF Impresso em 23/05/2013 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 22/05/ 2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 18471.001180/200821 Acórdão n.º 1202000.973 S1C2T2 Fl. 293 5 Ora, se a fiscalização intimou a prestar esclarecimento sobre todos os depósitos bancários, descabe a recorrente alegar cerceamento do direito de defesa por não entender sobre quais depósitos a autuada deveria se manifestar. A individualização dos depósitos reclamadas pela defesa não tem razão de ser e não se constituem em cerceamento da sua defesa. Se são todos os depósitos que devem ser comprovados não haveria porque individualizálos. Ademais, verificase que os extratos (fls. 74 a 78) foram entregues à autuada juntamente com o Termo de Intimação Fiscal (item 3) o que propiciou o fácil entendimento de que todos os depósitos contidos nos extratos bancários que acompanhavam o referido Termo deveriam ter a comprovação efetuada pelo contribuinte. Já a alegada violação do contido no § 3º, art. 42 da Lei 9.430, de 1996, não tem como se sustentar. Vejase a transcrição do dispositivo legal: Art. 42. Caracterizamse também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. (...) § 3º Para efeito de determinação da receita omitida, os créditos serão analisados individualizadamente, observado que não serão considerados: I os decorrentes de transferências de outras contas da própria pessoa física ou jurídica; II no caso de pessoa física, sem prejuízo do disposto no inciso anterior, os de valor individual igual ou inferior a R$ 1.000,00 (mil reais), desde que o seu somatório, dentro do ano calendário, não ultrapasse o valor de R$ 12.000,00 (doze mil reais). (Vide Lei nº 9.481, de 1997) Da leitura do referido § 3º do art. 42 depreendese que, por ocasião da determinação da receita omitida, os depósitos deverão ser analisados individualizadamente. Por óbvio, a comprovação da origem também deve ser feita individualizadamente, como de fato ocorreu no presente caso quando a fiscalização intimou o contribuinte a se manifestar sobre todos os depósitos efetuados em sua contacorrente. Além disso, a empresa autuada teve a oportunidade de se defender do lançamento fiscal, ao apresentar as suas razões de defesa na impugnação e no recurso ora examinado, demonstrando estar plenamente ciente dos motivos da autuação. Verifico, também, que o auto de infração contém todos os elementos previstos no art. 142 do Código Tributário Nacional e no art. 10 do Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972 e alterações, este último erigido ao status de lei com a promulgação da Constituição Federal de 1988 e que foi editado com o objetivo de regular o processo administrativo fiscal federal. Fl. 293DF CARF MF Impresso em 23/05/2013 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 22/05/ 2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 18471.001180/200821 Acórdão n.º 1202000.973 S1C2T2 Fl. 294 6 Esclareçase à defesa que as nulidades dos atos administrativos somente ocorrem se lavrados por pessoa incompetente ou com preterição do direito de defesa, nos termos do art. 59 do Decreto n° 70.235, de 1972, fatos que definitivamente não ocorreram no presente caso: "Art. 59. São nulos: I os atos e termos lavrados por pessoa incompetente: II os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa.” Dessa forma, inexistem motivos que possam levar à nulidade das autuações, por cerceamento do direito de defesa, razão pela qual deve ser rejeitada a preliminar levantada. Omissão de receita – presunção legal Quanto à forma de apuração da receita omitida, cabe dizer que a presunção desse tipo de receita, originada da integralidade dos créditos efetuados em conta de depósito bancário, decorre de expressa previsão legal, contida no art. 42 da Lei n° 9.430, de 1996, como expressamente consignado na autuação. Art. 42. Caracterizamse também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. Tal dispositivo estabeleceu uma presunção legal de omissão de receita que autoriza o lançamento do tributo correspondente sempre que o titular da conta bancária, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos creditados em sua conta de depósito ou de investimento. A presunção em favor do fisco não se configura como mera suposição e transfere ao contribuinte o ônus de elidir a imputação, mediante a comprovação da origem dos recursos. No caso em tela, a fiscalização, de posse dos extratos bancários em nome da empresa autuada, a intimou a apresentar a documentação hábil e idônea, coincidente em datas e valores, que justificasse a origem dos depósitos efetuados, o que não foi atendido pelo contribuinte, quer no curso da ação fiscal, quer na fase impugnatória, não logrando esta comprovar a origem dos depósitos efetuados junto às instituições bancárias. Cabe também dizer à recorrente que o fato imponível do lançamento não necessita da comprovação do nexo causal existente entre o depósito bancário e o fato que represente omissão de rendimentos. Pelo contrário, a lei não prevê que seja feita essa comprovação pelo fisco, estabelecendo que o fato gerador é a aquisição de disponibilidade de renda representada pelos recursos que ingressam no seu patrimônio por meio dos depósitos bancários que não foram devidamente esclarecidos, conforme expressamente determina a regra do art. 42 da Lei nº 9.430, de 1996. As cópias dos contratos de câmbio trazidos pela autuada juntamente com a impugnação, não tem o condão, por si só, de comprovar a origem dos recursos depositados. Fl. 294DF CARF MF Impresso em 23/05/2013 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 22/05/ 2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 18471.001180/200821 Acórdão n.º 1202000.973 S1C2T2 Fl. 295 7 Não há o devido esclarecimento da conexão entre esses contratos, dos depósitos bancários efetuados e da contabilização das receitas auferidas e tributadas, cujos registros contábeis/fiscais sequer foram trazidos aos autos pela defesa. Salientese que a demonstração da origem dos depósitos bancários é obrigação da recorrente. A par disso, assim dispõe o Código de Processo Civil, art. 333: Art. 333. O ônus da prova incumbe: I ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor”. Assim, uma vez que o contribuinte, regularmente intimado, não conseguiu comprovar a origem dos depósitos bancários efetuados, mediante documentação hábil e idônea, a lei atribuiu que todos os valores creditados em conta de depósito sejam considerados omissão de receita, devendo sofrer as incidências dos tributos e contribuições devidos, exatamente como fez a fiscalização e como bem entendeu o acórdão recorrido. Quanto ao lançamento da CSLL, do PIS e da Cofins, devese dizer que uma vez subsistindo o lançamento principal, devem ser mantidos os lançamentos que lhe sejam decorrentes, na medida que os fatos que ensejaram os lançamentos são os mesmos Em face do exposto, voto no sentido de que seja rejeitada a preliminar de nulidade dos lançamentos fiscais, por cerceamento do direito de defesa e, no mérito, que seja negado provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Carlos Alberto Donassolo Fl. 295DF CARF MF Impresso em 23/05/2013 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 22/05/ 2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO
score : 1.0
