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Numero do processo: 10630.720125/2007-71
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2004, 2005
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. PENSÃO ALIMENTÍCIA PAGA AOS FILHOS NÃO DEPENDENTES. EXCLUSÃO.
Cancela-se parcela da omissão autuada quando se constata que parte da pensão alimentícia recebida pela contribuinte destinavase a seus filhos que não foram relacionados como dependentes em sua declaração de ajuste anual.
DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. OPÇÃO PELO DESCONTO SIMPLIFICADO. ALTERAÇÃO DOS RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. AJUSTE DO DESCONTO SIMPLIFICADO.
Tendo o interessado apresentado declaração de ajuste anual com a opção pelo desconto simplificado, deve ser reajustado o desconto simplificado em face da alteração dos rendimentos tributáveis.
MULTA ISOLADA E DE OFÍCIO. CONCOMITÂNCIA. BASE DE CÁLCULO IDÊNTICA.
Em se tratando de lançamento de oficio, somente deve ser aplicada a multa de oficio vinculada ao imposto devido, descabendo o lançamento cumulativo da multa isolada pela falta de recolhimento do IRPF devido a título de carnê-leão, pois as bases de cálculo das penalidades são as mesmas.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2801-002.335
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo do lançamento as parcelas de R$ 18.000,00 em relação a cada um dos anos-calendários de 2003 e 2004 relativas à omissão de rendimentos de pensão alimentícia, bem como para ajustar o valor do desconto simplificado ao valor dos rendimentos tributáveis remanescente, e excluir a exigência da multa isolada. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004, 2005 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. PENSÃO ALIMENTÍCIA PAGA AOS FILHOS NÃO DEPENDENTES. EXCLUSÃO. Cancela-se parcela da omissão autuada quando se constata que parte da pensão alimentícia recebida pela contribuinte destinavase a seus filhos que não foram relacionados como dependentes em sua declaração de ajuste anual. DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. OPÇÃO PELO DESCONTO SIMPLIFICADO. ALTERAÇÃO DOS RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. AJUSTE DO DESCONTO SIMPLIFICADO. Tendo o interessado apresentado declaração de ajuste anual com a opção pelo desconto simplificado, deve ser reajustado o desconto simplificado em face da alteração dos rendimentos tributáveis. MULTA ISOLADA E DE OFÍCIO. CONCOMITÂNCIA. BASE DE CÁLCULO IDÊNTICA. Em se tratando de lançamento de oficio, somente deve ser aplicada a multa de oficio vinculada ao imposto devido, descabendo o lançamento cumulativo da multa isolada pela falta de recolhimento do IRPF devido a título de carnê-leão, pois as bases de cálculo das penalidades são as mesmas. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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PENSÃO ALIMENTÍCIA PAGA AOS FILHOS NÃO DEPENDENTES. EXCLUSÃO. Cancelase parcela da omissão autuada quando se constata que parte da pensão alimentícia recebida pela contribuinte destinavase a seus filhos que não foram relacionados como dependentes em sua declaração de ajuste anual. DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. OPÇÃO PELO DESCONTO SIMPLIFICADO. ALTERAÇÃO DOS RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. AJUSTE DO DESCONTO SIMPLIFICADO. Tendo o interessado apresentado declaração de ajuste anual com a opção pelo desconto simplificado, deve ser reajustado o desconto simplificado em face da alteração dos rendimentos tributáveis. MULTA ISOLADA E DE OFÍCIO. CONCOMITÂNCIA. BASE DE CÁLCULO IDÊNTICA. Em se tratando de lançamento de oficio, somente deve ser aplicada a multa de oficio vinculada ao imposto devido, descabendo o lançamento cumulativo da multa isolada pela falta de recolhimento do IRPF devido a título de carnê leão, pois as bases de cálculo das penalidades são as mesmas. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo do lançamento as parcelas de R$ 18.000,00 em relação a cada um dos anoscalendários de 2003 e 2004 relativas à omissão de rendimentos de pensão alimentícia, bem como para ajustar o valor do desconto simplificado ao Fl. 113DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10630.720125/200771 Acórdão n.º 280102.335 S2TE01 Fl. 108 2 valor dos rendimentos tributáveis remanescente, e excluir a exigência da multa isolada. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 6ª Turma da DRJ/JFA/MG. Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: “A contribuinte acima identificada insurgiuse contra o lançamento do IRPF/2004 e 2005 (anoscalendário 2003 e 2004) consubstanciado no Auto de Infração de fls. 03 a 17, que lhe exige um crédito tributário no total de R$ 16.514,56 conforme demonstrativo consolidado de fls. 02. Conforme a descrição dos fatos e enquadramento legal, de fls. 12 a 15, motivou o lançamento de oficio a constatação das seguintes infrações fiscais nos anoscalendário de 2003 e 2004: 001— Omissão de Rendimentos de Pensão Alimentícia Judicial, conforme recibo assinado pela contribuinte em favor do Sr. Marcos Antônio Dantas Franco em 31/12/2004, documentos apresentados pela contribuinte em 05/04/2007 em resposta ao Termo de Inicio de Ação Fiscal de 06/03/2007 e Relatório de Auditoria Fiscal (fls. 1/4). 002 — Multas Isoladas Falta de recolhimento do Imposto de Renda da Pessoa Física devido a titulo de carnêleão, apurada conforme recibo assinado pela contribuinte em favor do Sr. Marcos Antônio Dantas Franco em 31/12/2004, documentos apresentados pela contribuinte em 05/04/2007 em resposta ao Termo de Inicio de Ação Fiscal de 06/03/2007 e Relatório de Auditoria Fiscal (fls. 1/4). Cientificada do lançamento em 01/06/2007 (fls. 73), a interessada apresentou impugnação, no dia 28 do mesmo mês (fls. 74 a 76), solicitando o cancelamento do feito. Sua defesa, em síntese, passa pelos seguintes pontos: Fl. 114DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10630.720125/200771 Acórdão n.º 280102.335 S2TE01 Fl. 109 3 1) que foi casada com Marcos Antônio Dantas Franco, com o qual teve filhos; 2) com a separação do casal, os filhos, e somente os filhos, ficaram recebendo pensão alimentícia do pai, no valor de R$ 2.000,00, havendo, pois, erro na eleição do sujeito passivo da obrigação tributária; 3) tal valor de pensão era insuficiente para custear as despesas dos filhos, sendo complementada pela impugnante, com parcos recursos advindos do salário de professora pública estadual; 4) a autoridade fiscal não levou em conta as despesas feitas pela impugnante em prol de seus filhos, verdadeiros beneficiários da pensão alimentícia. Por fim, reitera a improcedência do auto de infração lavrado, inclusive das multas exigidas, pelo fato de não ter recebido os valores considerados omitidos na ação fiscal. Para embasar o pleito, anexou documentos de fls. 77 a 87.” A impugnação foi julgada improcedente, conforme Acórdão de fls. 89/93, que restou assim ementado: OMISSÃO DE RENDIMENTOS RECEBIDOS DE PESSOAS FÍSICAS. PENSÃO JUDICIAL. Correto o procedimento da fiscalização de majorar os rendimentos tributáveis da contribuinte com base na documentação trazida aos autos, se não for carreado pela defesa documento judicial atestando que os reais beneficiários da pensão alimentícia, considerada omitida pela autoridade revisora, foram os filhos da autuada. RESPONSABILIDADE DO CONTRIBUINTE. A responsabilidade por infrações independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato. DECLARAÇÃO SIMPLIFICADA. OPÇÃO DO CONTRIBUINTE. Efetivada a opção do contribuinte pela entrega da declaração simplificada, utilizase o desconto de vinte por cento dos rendimentos tributáveis, o qual substitui todas as deduções legais da declaração completa, sem a necessidade de comprovação. Regularmente cientificada daquele Acórdão em 15/10/2009 (fl. 98), a interessada interpôs o recurso de fls. 99/101, em 16/11/2009. Em sua defesa, alega, em síntese, que, quando da separação do marido, foi fixada pensão alimentícia no valor de R$ 2.000,00 para ela e mais três filhos, portanto a pensão dividida por quatro dá a importância de R$ 500,00 para cada um, conforme cópia que ora apresenta do Termo de Acordo homologado pelo Juiz. Fl. 115DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10630.720125/200771 Acórdão n.º 280102.335 S2TE01 Fl. 110 4 É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Cuida o presente lançamento de omissão de rendimentos recebidos a titulo de pensão alimentícia, nos anoscalendários de 2003 e 2004, correspondente ao valor de R$ 24.000,00 em cada ano. Na impugnação, a contribuinte alegou que os reais beneficiários da pensão alimentícia em questão são seus filhos. A decisão recorrida manteve a omissão de rendimentos, uma vez que a interessada não carreou aos autos prova de que os seus filhos foram os reais beneficiários da pensão alimentícia recebida, ressaltando, inclusive, que bastava para tanto a apresentação da decisão judicial ou acordo homologado judicialmente. Destacou, ainda, que os filhos não foram relacionados como dependentes nas declarações da interessada dos exercícios de 2004 e 2005, bem como que a opção feita pelo desconto simplificado substitui as deduções legais da declaração completa. Em sede de recurso, a contribuinte aduz que ela e os seus três filhos são beneficiários da pensão alimentícia fixada em R$ 2.000,00, cabendo a cada um a importância de R$ 500,00. Examinando o “TERMO DE ACORDO RETIFICANDO DIVISÃO DE BENS E RATIFICANDO GUARDA DE FILHOS E PENSÃO ALIMENTÍCIA DE FILHOS E CÔNJUGE VAROA”, às fls. 102/103, e o “TERMO DE AUDIÊNCIA”, à fl. 104, concluo que de fato foi determinado que o Sr. Marcos Antônio Dantas Franco efetuasse o pagamento de R$ 2.000,00 a título de pensão alimentícia à Sra. Aruza Maria Vicente Colares e filhos. Conforme comprovantes de despesas juntados às fls. 79/86, verifico que são três os filhos (Jhade Colares Franco, Johann MarcosColares Franco e Rhaíza Colares Franco), consoante, portando, indicado pela recorrente. Considerando que a contribuinte não pleiteou os filhos como dependentes em suas declarações (fls. 66/71), entendo que a parcela correspondente à pensão alimentícia pertencente aos três filhos não pode ser atribuída à contribuinte. Portanto, devem ser excluídas da base de cálculo as parcelas de R$ 18.000,00, em relação a cada um dos anoscalendários de 2003 e 2004, relativas à omissão de rendimentos de pensão alimentícia. O desconto simplificado, por conseguinte, deve ser ajustado ao valor dos rendimentos tributáveis remanescente, seguindo o mesmo critério adotado pela autoridade fiscal quando elevou a base de cálculo. Também, verificase que a multa exigida isoladamente tem como base de cálculo imposto devido correspondente aos rendimentos tidos como omitido recebidos de Fl. 116DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10630.720125/200771 Acórdão n.º 280102.335 S2TE01 Fl. 111 5 pessoas físicas, ou seja, sobre essa base de cálculo incidiu a multa isolada decorrente da falta de recolhimento do Imposto Sobre a Renda de Pessoa Física IRPF devido a título de carnê leão e a multa vinculada de 75%. A impossibilidade da aplicação de duas multas sobre a mesma base de cálculo é matéria pacífica na Câmara Superior de Recursos Fiscais, conforme se depreende da ementa a seguir transcrita: “IRPF. MULTA ISOLADA E DE OFÍCIO. CONCOMITÂNCIA. MESMA BASE DE CÁLCULO. INAPLICABILIDADE. Improcedente a exigência de multa isolada com base na falta de recolhimento do Imposto Sobre a Renda de Pessoa Física IRPF devido a título de carnêleão, quando cumulada com a multa de ofício decorrente da apuração de omissão de rendimentos recebidos de pessoas físicas, uma vez possuírem bases de cálculo idênticas.” (Câmara Superior de Recursos Fiscais, Segunda Turma, Processo 19647.003479/200310, Acórdão n° 9202 00.883, sessão de 11/05/2010). Portanto, deve ser cancelada a multa exigida isoladamente. Diante do exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso, para: excluir da base de cálculo do lançamento as parcelas de R$ 18.000,00, em relação a cada um dos anos calendários de 2003 e 2004, relativas à omissão de rendimentos de pensão alimentícia; ajustar o valor do desconto simplificado ao valor dos rendimentos tributáveis remanescente; e excluir a exigência da multa isolada. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 117DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A
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Numero do processo: 10930.001792/2008-58
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005
DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO.
Todas as deduções declaradas estão sujeitas à comprovação ou justificação, mormente quando há dúvidas quanto à prestação dos serviços. Em tais situações, a apresentação tão-somente de recibos e/ou declarações de lavra dos profissionais é insuficiente para comprovar a efetividade dos serviços e dos correspondentes pagamentos.
Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 2801-001.733
Decisão: Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Vencidos os Conselheiros Sandro Machado dos Reis, Eivanice Canário da Silva e Luiz Cláudio Farina Ventrilho, que davam provimento ao recurso.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. Todas as deduções declaradas estão sujeitas à comprovação ou justificação, mormente quando há dúvidas quanto à prestação dos serviços. Em tais situações, a apresentação tão-somente de recibos e/ou declarações de lavra dos profissionais é insuficiente para comprovar a efetividade dos serviços e dos correspondentes pagamentos. Recurso voluntário negado.
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COMPROVAÇÃO. Todas as deduções declaradas estão sujeitas à comprovação ou justificação, mormente quando há dúvidas quanto à prestação dos serviços. Em tais situações, a apresentação tãosomente de recibos e/ou declarações de lavra dos profissionais é insuficiente para comprovar a efetividade dos serviços e dos correspondentes pagamentos. Recurso voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Vencidos os Conselheiros Sandro Machado dos Reis, Eivanice Canário da Silva e Luiz Cláudio Farina Ventrilho, que davam provimento ao recurso. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Eivanice Canário da Silva, Tânia Mara Paschoalin e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Fl. 60DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 05/08/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 03/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10930.001792/200858 Acórdão n.º 280101.733 S2TE01 Fl. 52 2 Trata o presente processo de Notificação de Lançamento que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), por meio do qual se exige do sujeito passivo acima identificado o montante de R$ 9.888,72, referente ao exercício de 2005, a título de imposto (R$ 4.578,75), acrescido da multa de ofício equivalente a 75% do valor do tributo apurado (R$ 3.434,06), além dos juros de mora (R$ 1.875,91). O lançamento é decorrente da apuração de dedução indevida a título de despesas médicas e despesas com instrução. Em sua impugnação, a contribuinte contestou a glosa do pagamento referente ao tratamento de psicoterapia, no valor de R$ 14.400,00, uma vez que tais valores podem ser descontados, conforme previsão legal, pois se trata de seu tratamento de saúde. Disse que não foi responsável pelo ocorrido, pois apresentou os recibos originais e xérox no prazo estipulado, mas a glosa ocorreu porque o Dr. Antonio Carlos Morita havia mudado de endereço e houve extravio de correspondência referente à sua intimação, conforme esclarecido pelos documentos anexos, fls. 11/17, sendo que o profissional tomou conhecimento em 25/03/2008 e respondeu no dia 28/03/2008. A 6ª Turma da DRJ/CTA/PR, conforme Acórdão de fls. 41/47, julgou improcedente a impugnação. Regularmente cientificada daquele Acórdão em 22/06/2010 (fl. 47), a interessada interpôs recurso voluntário de fls. 48/49, em 19/07/2010, no qual sustenta ter o direito à dedução de despesas médicas referentes aos pagamentos efetuado ao profissional Antonio Carlos Morita, conforme recibos e declarações por ele emitidos. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. O recorrente limitase a questionar a glosa da dedução de despesas relacionadas em sua DIRPF/2005, com o profissional Antonio Carlos Morita, no valor de R$ 14.400,00. Relativamente a essa questão, importa observar que a fiscalização efetuou a glosa das referidas despesas pela falta de comprovação do efetivo pagamento, seja com cópia de cheques compensados, seja com a demonstração de saques em conta bancária em datas e valores compatíveis. A decisão recorrida concluiu pela procedência das referidas glosas, entendendo que agiu corretamente o auditor em glosar os recibos pela falta de comprovação do efetivo pagamento, dado que reza o art. 73 do RIR que todas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação. Neste sentido, também não considerou como comprovante hábil a declaração do mencionado profissional juntada às fls. 13/14. Fl. 61DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 05/08/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 03/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10930.001792/200858 Acórdão n.º 280101.733 S2TE01 Fl. 53 3 Em sede de recurso, a interessada requer o reconhecimento da comprovação das despesas médicas em discussão sem, contudo, aditar os elementos de provas julgados necessários pela fiscalização e decisão recorrida a comprovar a efetividade dos pagamentos das despesas médicas reclamadas. Ocorre que tão importante quanto o preenchimento dos requisitos formais do documento comprobatório da despesa, é a constatação da efetividade do pagamento direcionado ao fim indicado. Isto quer dizer que os documentos relacionados às despesas permitidas como dedução da base de cálculo do imposto sobre a renda não representam uma presunção absoluta e inquestionável, pois, sempre que necessário, a autoridade tributária poderá exigir do sujeito passivo a comprovação da sua efetividade/pagamento. O que não cabe aqui é admitirse a dedução de despesas médicas em valor significativo, conforme no presente caso, que representam aproximadamente 25% dos rendimentos da autuada, sem tais comprovações. A falta de comprovação dos pagamentos denota que o procedimento fiscal foi acertado, porquanto indique a inexistência das despesas, ressalvada a comprovação contrária, que o interessado não logrou produzir, salientandose que, na análise de prova, à instância julgadora é assegurada a liberdade de convicção, a teor do art. 29 do Decreto nº 70.235, de 1972: Art. 29. Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias. Portanto, a exigência de comprovação do efetivo pagamento encontrase amparada na legislação e nos elementos fáticos existentes, razão pela qual deve ser mantida a glosa correspondente. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 62DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 05/08/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 03/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN
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Numero do processo: 16707.001749/2004-99
Data da sessão: Thu Jun 25 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Jun 25 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2001
ÔNUS DA PROVA - CONTRIBUINTE - Tendo a fiscalização apresentado
provas do cometimento da infração, a apresentação de contra-prova, objetivando desacreditar o suporte probatório juntado aos autos, é do contribuinte.
MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. OMISSÃO DE RENDIMENTOS.
Consolida-se administrativamente o crédito tributário relativo à matéria não impugnada (Decreto n.° 70.235, de 1972, art. 17).
MULTA DE OFÍCIO.
A exigência da multa "ex offício", no percentual de 75%, obedece tão somente aos preceitos insculpidos na legislação tributária em vigor, não cabendo à autoridade administrativa decidir sobre dispensa do seu pagamento.
JUROS DE MORA - TAXA SELIC - CABIMENTO - Na espécie, aplica-se
a Súmula 1° CC n° 4: "A partir de 1° de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais".
Recurso negado.
Numero da decisão: 3804-000.096
Decisão: ACORDAM os Membros da Quarta Turma Especial da Quarta Câmara da
Terceira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO
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MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Consolida-se administrativamente o crédito tributário relativo à matéria não impugnada (Decreto n.° 70.235, de 1972, art. 17). MULTA DE OFÍCIO. A exigência da multa "ex officio", no percentual de 75%, obedece tão- somente aos preceitos insculpidos na legislação tributária em vigor, não cabendo à autoridade administrativa decidir sobre dispensa do seu pagamento. JUROS DE MORA - TAXA SELIC - CABIMENTO - Na espécie, aplica-se a Súmula 1° CC n° 4: "A partir de 1° de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais". Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Quarta Turma Especial da Quarta Câmara da Terceira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por _ unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. --) i ne i mvo . Processo n° 16707.001749/2004-99 S3-TE04 Acórdão n.° 3804-00.096 FI, 2 N '-ÇO .Át.' ' ' z. - Piresi(ente 11 MARCELO LH 1 4 S L " OTO - RelatorM# FORMALIZADO EM: 78 SEI 2009 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Marcelo Magalhães Peixoto, Júlio Cezar da Fonseca Furtado e Nelson Mallmann (Presidente). 2 II() ( 97)- Processo n° 16707.001749/2004-99 S3-TE04 Acórdão n.° 3804-00.096 Fl. 3 Relatório Adoto o relatório da DRJ, por bem descrever os fatos e fundamentos : "Contra o contribuinte acima identificado, foi emitido o Auto de Infração, atinente ao exercício de 2001, ano-calendário 2000, referente à omissão de rendimentos tributáveis, apurado com base nas informações prestadas pelas fontes pagadoras, através das DIRF, sendo apurado rendimentos tributáveis de R$ 115.861,90, como imposto de renda retido na fonte, de 17.015,70, conforme consta dos demonstrativos das infrações às fls. 11 a 13, após a compensação do imposto de renda retido na fonte apurado, foi apurado imposto de renda suplementar de R$ 8.326,32, acrescido de multa de oficio e juros e mora e multa por atraso na entrega da DIRPF, atualizados até 05/2004, no total de R$ 20.760,14, conforme consta do auto de infração e demais demonstrativos, às fls. 10 a 18. O contribuinte acima identificado apresentou impugnação, tempestivamente, nos seguintes termos: que a matéria objeto do auto de infração foi integralmente satisfeita a titulo de IRPF, pois antecipadamente já ficou Retido na Fonte o IRPF, através de rendimentos recebidos das seguintes empresas Caixa Econômica Federal, Golden Cross, ASL Assistência e Previdência da FSESP, Unimed Caicó, Hapvida, Bradesco Saúde S/A e Petrobras, no valor de R$ 115.861,90, é por tudo isso, que discorda do Lançamento Suplementar, porque não foram consideradas essas Retenções da Fonte- IRPF resultou em imposto de renda suplementar e acréscimo. Preliminarmente, o contribuinte alega que o auto de infração encontra-se eivado de vicio de Nulidade, citando o Artigo 16 do Decreto 70.235/72. O contribuinte faz citação as interpretações do Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda, consubstanciados no Acórdãos 104-17.358 e 203-06.296, fazendo citação sobre as deduções de despesas médicas, assim como todas as demais deduções, dizem respeito à base de cálculo do imposto que, à luz, do disposto no artigo 97, inciso IV do CTN, e duplicidade de lançamento. Diante das citações acima, espera tratamento similar referente ao Auto de Infração, em obediência à Isonomia Tributária, com base no Inciso II, Artigo 150, a Seção relativa às Limitações do Poder de Tributar. Alega ainda que sendo o Lançamento Suplementar consubstanciado pelo Auto de Infração ora impugnado totalmente NULO, pois se constitui materialmente em duplicidade de lançamento tributário, é inevitável pedir pelo seu cancelamento. Conclui pela insubsistência e improcedência da Ação Fiscal, espera e requer pela Nulidade Total do Auto de Infração. A DRJ , por unanimidade de votos, julgou PROCEDENTE o lançamento. 3 \ III , p Processo n° 16707.001749/2004-99 83-TE04 Acórdão n.° 3804-00.096 Fl. 4 Inconformado, o contribuinte recorre a este Conselho, pugnando pela nulidade do lançamento. É o relatório. iLp5)) 4 Processo n° 16707.001749/2004-99 S3-TE04 Acórdão n.° 3804-00.096 Fl. 5 Voto Conselheiro MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. O Recurso gira em torno da alegação tanto em preliminar, como no mérito da ocorrência de "bis in idem" tributário, requerendo a aplicação do artigo 37 da Lei 9784/99. Segundo o Recorrente, não foram consideradas pelo Fisco as retenções efetuadas pelas fontes pagadoras, o que segundo o seu entendimento estaria comprovado a bi- tributação. Não assiste razão ao Recorrente. Vejamos: Verificam-se às folhas 14 e 20, que o valor de rendimentos tributáveis declinado, sofre a dedução do desconto simplificado, com base na declaração de ajuste anual simplificada, apresentada pelo próprio Recorrente em 18 de outubro de 2001, extraindo-se a base de cálculo, já a menor, considerado justamente as deduções de imposto retido na fonte, Mesmo assim, houve a apuração de imposto suplementar a pagar, acrescido de multa de oficio e juros de mora de acordo com a legislação aplicável vigente. O imposto suplementar foi obtido em decorrência do imposto retido na fonte, ter sido inferior ao valor do imposto devido, o que resultou em saldo de imposto a pagar, acrescido de multa de oficio e juros de mora. Desta forma, não há neste caso a ocorrência da bi-tributação. As retenções na fonte foram devidamente deduzidas. Portanto, o lançamento é procedente. Ademais, o lançamento efetuado de oficio, nos termos da Lei 9.430/96, artigo 44, inciso I, está sujeito a multa de oficio, de 75 %, bem como aos juros de mora. Por todo o exposto, NEGO provimento ao recurso, mantendo-se a decisão da DRJ. Sala de Sessões —DF, e • . de j Los _s e 2009 MARCELO MA ÀL. Ir 'OTO - Relator 5
score : 1.0
Numero do processo: 00875.052090/83-08
Data da sessão: Tue Aug 21 00:00:00 UTC 1984
Ementa: Infração administrativa ao controle das importações. Caracterizado o superfaturamento em face dos documentos constantes do processo. Recurso negado.
Numero da decisão: 303-23.887
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, em negar provimento ao recurso, pelo voto de qualidade, vencidos os Conselheiros, Sidney de Campos Pessoa, relator, Paulo Sergio Vieira Lima, Enila Leite Freitas Chagas e Luiz Carlos Nogueira, na forma do relatório e votos que passam a integrar o presente julgado. Designado relator o Conselheiro João Evangelista Carneiro da Cunha Neto.
Nome do relator: SIDNEY DE CAMPOS PESSOA
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TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CAMARA . . , . , sessao de 21 de agosto de 198 4 ACORDÃO N.0303-23,887 , Recurso n.. -105.964 - Proc. n g 1051/000072/83-33 Recorrente SOCIEDADE IMPORTADORA E EXPORTADORA ARIELA LTDA :-Zocorrici DRF - RIO GRANDE-RS . . . , . . , , I ,.. t -- Infraçao administrativa ao controle das importaçoes. Ca- . -- • racterizado o superfaturamento em face dos documentos . constantes do processo. Recurso negado. • , Visto, relatado e discutido o presente processo, . ACORDAM os Membros da Terceira Ca' mara do Terceiro Conse- lho de Contribuintes, em negar provimento ao recurso, pelo voty de qualidade, vencidos os Conselheiros, Sidney de Campos Pessoa, rela- tor, Paulo Sergio Vieira Lima, Enila Leite Freitas Chagas e Luiz Carlos Nogueira, na forma do relatOrio e votos que passam a integrar o presente julgado. Designado relator o Conselheiro Joao Evangelista Carneiro da Cunha Neto. ., Sala das Sess ges, em 21 de agosto de 1984. HINDEM ,0 RGO DOBAL T,E1-- hIRA - Presidente .-- , • . t, • ----e.--9% 411 Ja§ . AMGE I. A CA" EIRO 1 CUNHA NETO - Relator Designado 3 1 AGO1H4 OLEL RIO SIbUE-I'RA y R'IANI ‘OS ANJOS - Procurador da Fazen- da- Nacional • . Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes. . -Conselheiros: ._..- ENILA LEITE FREITAS CHAGAS • . JUDITE DE CARVALHO GUERRA - LUIZ CARLOS NOGUEIRA . PAULO MORENO DE ALMEIDA. PAULO SÉRGIO VIEIRA LIMA • - . SIDNEY DE CAMPOS PESSOA , . . • • . . - . . • . -. . , . . . -, -. • - , Recurso: Accirdão: 303-23.887 . SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL - ME 3(2 CONSELHO DE CONTRIBUINTES . 'RECORRENTE: SOCIEDADE. IMPORTADORA E EXPORTADORA ARIELA LTDA • RECORRIDA : DRF - RIO GRANDE - .RS RELATOR : JURO EVANGELISTA CARNEIRO DA CUNHA NETO RELATÓRIO • O presente recurso teve julgamento preliminar nes te Colegiado conforme o Acordão n g 23.593 de 20 de março do corrente cujo teer leio em sessão e adoto como relatOrio. Retorna o processo nesta ocasião com a inforMaçãO de fls. e segs. que aqui reproduzo, em cumprimento a di ii gencia acordada neste Conselho. Retorna o presente processo • a'esta repartiçao,on de teve origem, em razão da decisão do Egrégio Terceito Conse lho de Contribuintes através de. sua Terceira C2Mnra para o - cumprimento da. Diligencia determinada às Fls. _Antes', por:çm,necessb'xIo se faz o registro, ainda. que'em termos.resumidosi do problema énfrentado..por esta Inspe tona da Receita Federal, referentemente ao estranho movimen- to de Importação de Livros do Uruguai, por diferentes importa dores brasileiros, no período de janeiro a maio de 1983. O volume dessas importaç'Oes, guerreia quantidade quer pelo valor,somado a . qunlidade das obras( de inexpressivo conteúdo técnico; e muitu -menos didático),começou a despertar desconfiança da fiscalização desta repartição. O problema foi evoll_iindo•ao ponto de apresentar' tdpicos alarmantes; quando importadOes com atividades ec.one- mieas totalmente estranhas ao ramo delivreiros s passaram a engrossar as-fileiras dos ilustres distribuidores de cultura- importada. .4 A não exigencia da Guia de -Importação, como con- 'dição Prévia para a importação de livros; possibilitou que pessoas jurídicas, não cadastradas na Cacex como importadores,' efetuassem,livremente, indiscriminadas importaçUes desse -fene, ro. - Também, a falta desse documentode Controle (GI), dificultou ou impossibilitou à fiscnlização aduaneira desta 1. Inspetoria, qualquer referôncia, por mínima que fosselà ração desses livros. Essas disparidadessporém, que_icausavam . impacto ' no exame domental do despacho, flcavam acravadas no exame físico das . mcadorias, quando o , iseal de Tributos Federais • • • Recurso: 105.964 • 'Acordao: _505-2_5.887 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL se defrontava com livros, folhetos ate' ; que colidiam, de ma- neira assustadora/ com a valoração uresentada. Havia, então , a necessidade de ur providencia-' mento, porlparte da Administração desta Ins petoria, para res.- ¡Uardar os.interesses da Fazenda Nacional, e também, a pr6.-7 'pria responsabilidade do Fiscal de Tributos Federais designa-' do para o exame do proc=0. Começaram os Primeiros contatos com a representa- ção consular brasileira, no Uruguai, através do Consulado no Chuys mas com a participação . direta e ativa dó nosso Consula. do-Geral em Montevidéu. Esses contatos, porém, eram em Cará- ter informal, dado a impossibilidade da troca de informaçães • ofiCiais diretas.Entretanto, conseguimos sensibilizar nossas . autoridades consulares a gravidade dos fatos, e delas começamos a receber as informaçães que já nos permitiam -t) - • nicio de um procedimento fiscal. A partir de 25O4,83 s' esta repartjção, passou a alertar as autoridadessuperiores da Secretaria da Receita.' "Federal e delas solicitar providencias; inclusive a de que'' fosse o Consulado-Geral do_ Brasil er- Montevidéu aatorizado . pelo Ministério• das Relaçães Exteriores a fornecer em cará-' ter oficial as informaçães que já vinha fornecendo informal- mente à IRF-Chui (anexo de Fls. à ). • - Assim, o alerta que . se fazia sobre superfaturamen . " to das importaçães de livros, teve acolhimento por parte do' drgão Central da Secretaria da Receita Federal que, como me- dida de urgencia, determinou a suspensão do desembaraço' de livros importados, em todo territOrio nacional, até que medi das futuras regulassem em definitivo .a matéria (B.C.n2051/8 •• anexd). • A preocupar,s 4-6ta_isd'artição em fundamentar o • procedimento fiscal com baSe -áem:Uementos de valoraçao rece- bidos oficiplmentes . obrigouesperà.prolongadas confor- , ffl me se verifica das cOpias dos dOcuMeAtos-anexos (Fls. 'a ). O • , • Entretanto, apesar do não recebimentoesSes elementos em 1 caráter oficial, mas ciente de . nao:è"star ebmetendo abuso ou injustiça na ação fisca), pelas inforMaçãeà :que já possuia 1 • resolveu s Para salvaguardar os altos . intereàáes da Fazenda Nacional,-oficializar seu posicionamento airav6s de lavratn- ra de processos fiscais por.superfaturamento, determinando; 1: • inclusive, a revisão comi_gual obsjetivoi-Ide todas asdeclara 0es de importação do genero. Lastimavelmente, aexidé'ncia determinada pela ' • Egrégia Terceira . Chsmara do Terceiro Conselho de Contribuiu-' • tes, para cumprimento por parte desta Inspetoria, registra-' das às Fls. y fica prejudicada pelo impedimento legal no re 'acionamento direto entre esta Inspetoria e a representação' consular brasileira no Uruguai. Is o l -entretantoSnão.invali-, - da'o relacionamento informal que Aetivainenterbcorreu e com' muito proveito. • Recurso: 105.94 • Acordao: 303-23.887 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL AliEftS, co nosso conhecimento que o Consulado-Geral em Montevid ju teria cientificado o Minist jrio das Relaç . c5es Ex tenores de todas essas irregularidades e-dos contatos que .es tava mantendo com esta repartiçao. Poderia, portanto, essa . 7 Ilustre Câmara, com perdg,o pela sugestão, e se entender conve niente, solicitar ao Itamaraty a comprovaçao destas informa-' çUes. Fina]mente, registramos, como de fundamental impor-1 tância o fato de :lua essa Egré5ia Gamara l • entrando no mjri- to da mat jria, decidiu negar . provimento aos recursos,atravé:s. dos AcOrdãos 303-23.712 e 303-23,716, ambos . de 22 de maio do' corrente ano; em dois dos nossoS 42 (quarenta , e dois)procés-' sos, todos id'enticos, como estei reconhecendo portanto, a to-' • •tal.procedncia da açâ'c fisca fl • É O REL A T - 6 R•I O. • ,1 . . • • • • • • • • • • . . • - r Recurso: 105.964 • Accirdão: 303-23.087 scRyiço PÚBLICO FEDERAL • VOTOO , A meteria de merito do presente recurso ja foi examina. - da nesta Cãmara, quando foram decididos processos da recorrente e outros congeneres, nesta mesma assentada, e em todos pela negativa do apelo. Em assim sendo, reporto-me e subscrevo por inteiro, o vo to do ilustre Conselheiro Presidente Hindemburoo Dobai Teixeira proferido no Recurso n 0 105.977 e que recebeu o Acordao 303.23.085. 11 0 Quadro da Valoração, apresentado pela Fiscalização, mostra a diferença de preços indicados pela Recorrente e os apura- 1111n. dos pelo cOnsul bras - ileiro no Chui. , No e necessario uma'competencia especial para , apurar• 'os preços, o que pode ser feito com uma simples visita as -livra-. rias. A . alegação'da Recorrente de que essa apuração se refere'a vros encalhados contraria as suas proprias razoes, uma vez que com prova o diminuto valer da mercadoria. • O exame dos livros, anexados ao processo, revela que os preços atribuidos pelo importador sao exageradamente altos. Em face do exposto e com base, nos elementos constantes processo, considero caracterizado o superfaturamento, negando, em consequencia, provimento ao recurso." 1111, • Pelo exposto, nego provimento. • • Sala, das S ee diDes em 24 de agosto de' 1984. . 'Èra„ " sJOAO EVA 5! CARNEIRO 5A CUNHA NETO - Relátor • • 1 • • • • • •
score : 1.0
Numero do processo: 13603.900664/2006-27
Data da sessão: Tue Oct 20 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Oct 20 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Período de apuração: 01/01/2001 a 31/03/2001
PEDIDO DE RESSARCIMENTO. SALDO CREDOR ACUMULADO TRIMESTRALMENTE.
A aquisição de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem tributados à alíquota zero não gera crédito de IPI. (Súmula 2º CC nº 10)
Não há direito aos créditos de IPI em relação ás aquisições de insumos aplicados na fabricação de produtos classificados na TIPI como NT. (Súmula 2º CC nº 12).
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.186
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IPI- processos NT- créd.presumido ressarc PIS e COFINS
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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Numero do processo: 13551.000037/2005-66
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 01 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 2002
RETIFICAÇÃO DA DECLARAÇÃO. FISCALIZAÇÃO INICIADA.
Não se admite a retificação dos dados declarados após o início da
fiscalização, a menos que se trate de erro material.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.129
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. O Conselheiro Carlos César Quadros Pierre votou pelas conclusões.
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: SANDRO MACHADO DOS REIS
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Ano-calendário: 2002 RETIFICAÇÃO DA DECLARAÇÃO. FISCALIZAÇÃO INICIADA. Não se admite a retificação dos dados declarados após o início da fiscalização, a menos que se trate de erro material. Recurso Voluntário Negado.
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FISCALIZAÇÃO INICIADA. Não se admite a retificação dos dados declarados após o início da fiscalização, a menos que se trate de erro material. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. O Conselheiro Carlos César Quadros Pierre votou pelas conclusões. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães (Presidente), Sandro Machado dos Reis, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Mara Paschoalin e Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Relatório Fl. 259DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 12/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 13551.000037/200566 Acórdão n.º 2801002.129 S2TE01 Fl. 260 2 Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: “A interessada impugna auto de infração do imposto de renda do exercício 2003, lavrado para alterar os rendimentos e o imposto na fonte declarados e para glosar despesas médicas e com instrução. A impugnante argumenta, em síntese, que havia apresentado em 16/03/2005, ainda durante a fiscalização, declaração retificadora (fls. 151) informando despesas registradas em livro caixa de R$ 20.162,76. Esta dedução foi desconsiderada, apesar de haver juntado documentação comprobatória (fls. 240). Contesta a glosa de despesas com instrução de dois dependentes, para as quais traz os comprovantes de fls. 30/31. Quanto aos rendimentos tributáveis, apresenta tabela para demonstrar os rendimentos pagos pela CECM (fls. 17). Com base nestes cálculos, os rendimentos e o imposto na fonte totais seriam R$ 67.067,31 e R$ 7.705,98, respectivamente, e não R$ 67.837,13 e R$ 7.026,81, como consta no auto de infração.” Doravante, a Primeira Instância de Julgamento rejeitou a Impugnação do contribuinte, em decisão que restou assim ementada: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2002 RETIFICAÇÃO DA DECLARAÇÃO. FISCALIZAÇÃO INICIADA. Não se admite a retificação dos dados declarados após o inicio da fiscalização, a menos que se trate de erro material. DEDUÇÃO COMPROVADA. Comprovada a dedução, cabe computála no lançamento. Lançamento Procedente em Parte”. Irresignado, o Recorrente interpôs Recurso Voluntário, reiterando os argumentos de sua impugnação. É o Relatório. Voto Conselheiro Sandro Machado dos Reis, Relator Fl. 260DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 12/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 13551.000037/200566 Acórdão n.º 2801002.129 S2TE01 Fl. 261 3 O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, razão pela qual conheço do mesmo. Tratase, na origem, de Auto de Infração lavrado com o objetivo de glosar despesas médicas e com instrução declaradas pela Recorrente. Em primeira instância administrativa, se restabeleceu parte das despesas declaradas pela Recorrente, em especial aquelas com instrução. Nada obstante, mantevese a autuação parcial, na medida em que as novas deduções pretendidas pela Recorrente só foram indicadas e comprovadas com o início dos procedimentos fiscais de fiscalização. O § 1º do art. 147 do Código Tributário Nacional, todavia, somente permite a retificação da declaração do contribuinte até o início dos procedimentos de fiscalização. Veja se: “Art. 147. O lançamento é efetuado com base na declaração do sujeito passivo ou de terceiro, quando um ou outro, na forma da legislação tributária, presta à autoridade administrativa informações sobre matéria de fato, indispensáveis à sua efetivação. § 1º A retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o lançamento.” Logo, como a Recorrente só pleiteou essas deduções após o início do procedimento de fiscalização, agiu com acerto a decisão recorrida. Diante do exposto, nego provimento ao recurso voluntário. Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis Fl. 261DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 12/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 13551.000037/200566 Acórdão n.º 2801002.129 S2TE01 Fl. 262 4 Fl. 262DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 12/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA
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Numero do processo: 11618.001009/2003-57
Data da sessão: Tue Sep 15 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Sep 15 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS
Período de apuração: 01/05/1998 a 31/12/1998, 01/03/1999 a 31/07/1999, 01/09/1999 a 31/12/2000, 01/03/2001 a 31/03/2001, 01/05/2001 a 31/05/2001, 01/07/2001 a 30/09/2001, 01/11/2001 a 28/02/2002, 01/04/2002 a 30/06/2002
DIREITO À COMPENSAÇÃO.
A compensação é opção do contribuinte. Créditos do contribuinte junto à Fazenda Nacional apurados em procedimento de ofício e não utilizados antes deste em compensação, não podem ser compensados de ofício na ação fiscal, nos termos da norma vigente.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.132
Decisão: ACORDAM os membros 3ª TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO do CONSELHO ADMINISTRATIVO de RECURSOS FISCAIS, pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Ivan Allegretti, Daniel Maurício Fedato e Carlos Henrique Martins de Lima, que votaram pelo provimento do recurso para reconhecer a possibilidade de aproveitamento do crédito do contribuinte para compensar o débito lançado.
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUZA
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Numero do processo: 10920.002148/2005-73
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 27 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Jul 27 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2000
PRELIMINAR. LANÇAMENTO. NULIDADE. IMPROCEDÊNCIA.
Não procedem as alegações de nulidade do lançamento quando esse se revestiu de todas as formalidade legais e o contribuinte teve o oportunidade de exercer o direito de defesa.
DESPESAS MÉDICAS. APRESENTAÇÃO DE RECIBOS. SOLICITAÇÃO DE OUTROS ELEMENTOS DE PROVA PELO FISCO. POSSIBILIDADE.
Todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, podendo a autoridade lançadora solicitar elementos de prova da efetividade dos serviços médicos prestados e dos correspondentes pagamentos, mormente quando pairam dúvidas acerca dos desembolsos. Nessa hipótese, a apresentação tão-somente
de recibos e declarações passíveis de serem confeccionadas a
qualquer tempo é insuficiente para comprovar o direito à dedução pleiteada.
Preliminar Rejeitada
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2801-001.684
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Vencidos os Conselheiros Sandro Machado dos Reis, Luiz Cláudio Farina Ventrilho e Eivanice Canário da Silva, que davam provimento parcial ao recurso para restabelecer dedução com despesas médicas no montante de R$ 15.000,00.
Nome do relator: AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2000 PRELIMINAR. LANÇAMENTO. NULIDADE. IMPROCEDÊNCIA. Não procedem as alegações de nulidade do lançamento quando esse se revestiu de todas as formalidade legais e o contribuinte teve o oportunidade de exercer o direito de defesa. DESPESAS MÉDICAS. APRESENTAÇÃO DE RECIBOS. SOLICITAÇÃO DE OUTROS ELEMENTOS DE PROVA PELO FISCO. POSSIBILIDADE. Todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, podendo a autoridade lançadora solicitar elementos de prova da efetividade dos serviços médicos prestados e dos correspondentes pagamentos, mormente quando pairam dúvidas acerca dos desembolsos. Nessa hipótese, a apresentação tão-somente de recibos e declarações passíveis de serem confeccionadas a qualquer tempo é insuficiente para comprovar o direito à dedução pleiteada. Preliminar Rejeitada Recurso Voluntário Negado
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LANÇAMENTO. NULIDADE. IMPROCEDÊNCIA. Não procedem as alegações de nulidade do lançamento quando esse se revestiu de todas as formalidade legais e o contribuinte teve o oportunidade de exercer o direito de defesa. DESPESAS MÉDICAS. APRESENTAÇÃO DE RECIBOS. SOLICITAÇÃO DE OUTROS ELEMENTOS DE PROVA PELO FISCO. POSSIBILIDADE. Todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, podendo a autoridade lançadora solicitar elementos de prova da efetividade dos serviços médicos prestados e dos correspondentes pagamentos, mormente quando pairam dúvidas acerca dos desembolsos. Nessa hipótese, a apresentação tão somente de recibos e declarações passíveis de serem confeccionadas a qualquer tempo é insuficiente para comprovar o direito à dedução pleiteada. Preliminar Rejeitada Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Vencidos os Conselheiros Sandro Machado dos Reis, Luiz Cláudio Farina Ventrilho e Eivanice Canário da Silva, que davam provimento parcial ao recurso para restabelecer dedução com despesas médicas no montante de R$ 15.000,00. Assinado digitalmente Fl. 141DF CARF MF Emitido em 09/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/08/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 05/08/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 08/08/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10920.002148/200573 Acórdão n.º 2801001.684 S2TE01 Fl. 0 2 Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Luiz Cláudio Farina Ventrilho e Eivanice Canário da Silva. Relatório AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração de fls. 21 a 24, referente a Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2000, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de R$6.153,97, acrescido de multa de ofício e juros de mora, bem como de Saldo de Imposto a Pagar (SIAP) no valor de R$8.602,18. A autuação decorreu de glosa de despesas médicas no valor de R$22.378,08, referentes aos profissionais German Marcelo Negrão Jimenez (R$ 10.000,00) e Rosemery N. R. da Silva (R$ 5.000,00) bem como despesas com a Casa de Saúde e Maternidade São Francisco (R$ 4.961,99) e Plano de Saúde UNIMED (R$ 2.416,09). IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou a impugnação (fls. 01 a 14), acatada como tempestiva. Alegou, em apertada síntese, que as despesas médicas glosadas, em sua maioria, eram referentes ao tratamento de sua mãe, Christina Lennert, sua dependente, pessoa idosa e que padecia de vários problemas de saúde, vindo a falecer em 2001. Assevera que seu genro German Marcelo Negrão Jimenez efetivamente prestou serviços profissionais à Christina Lennert e recebeu pelos serviços prestados, tendo, inclusive, declarado no ajuste anual os valores percebidos e pago o imposto de renda correspondente. Caso a glosa seja mantida, tais valores deverão ser ressarcidos. Afirma que igualmente a profissional Rosemery N. R. da Silva ofereceu tratamento fisioterápico à Christina Lennert, de janeiro a novembro de 1999, tendo fornecido os recibos correspondentes, os quais provam os pagamentos efetuados. Também não procede a glosa de despesas tidas com o estabelecimento Casa de Saúde e Maternidade São Francisco, pois os serviços foram prestados e os pagamentos efetuados. Em relação à Unimed, assevera que se refere a plano de saúde seu e de sua mãe. Por fim, em relação ao SIAP declarado (R$8.602,18), afirma que já foi quitado. ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A 5ª Turma DRJ/Florianópolis/SC, conforme Acórdão de fls. 113 a 117, destacou que o SIAP declarado não é objeto de litígio e julgou parcialmente procedente a impugnação, eis que aceitou despesas médicas tidas com UNIMED Cooperativa de Trabalho Médico de Jaraguá do Sul CNPJ 03.885.214/000138, no valor de R$2.211,46. Fl. 142DF CARF MF Emitido em 09/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/08/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 05/08/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 08/08/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10920.002148/200573 Acórdão n.º 2801001.684 S2TE01 Fl. 0 3 RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado da decisão de primeira instância em 09/07/2008 (fls. 119), o contribuinte, por intemédio de representante (Procuração às fls. 19) apresentou, em 07/08/2008, o Recurso de fls. 120 a 130, argumentando, em apertada síntese, que o lançamento é nulo em virtude de o procedimento fiscal iniciado em 2004 e só ter sido concluído em 2005. Assim, entende que houve desrespeito ao prazo determinado no Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, art. 7º, § 2º. Quanto ao mérito, aduz que as despesas médicas em litígio referemse a cuidados dispensados à Sra. Christina Lennert, mãe do recorrente, que esteve sob sua dependência econômica de 1998 a 2001, quando veio a falecer. Invoca os problemas médicos de que padecia a referida senhora para asseverar que todas as despesas pleiteadas encontram amparo na realidade. Pondera que German Marcelo Negrão Jimenez, embora casado com a neta da Sra. Christina, prestou serviços profissionais à referida paciente e foi remunerado por esses serviços, sendo irrelevante o grau de parentesco que os une. Defende que caberia ao Fisco provar a suposição de que parentes necessariamente não se remuneram quando prestam serviços entre si. Ademais, o profissional apresentou declaração de ajuste anual em modelo simplificado tendo oferecido à tributação R$24.135,42, sendo imperioso que se acate a declaração do profissional como prova de recebimento da quantia em litígio (R$10.000,00). . Relativamente à fisioterapeuta Rosemery N. R. da Silva, afirma que: O tratamento ocorreu entre janeiro e novembro de 1999, tendo sido pago o valor mensal de R$ 450,00 (quatrocentos e cinqüenta reais), que com o acréscimo de R$ 50,00 (cinqüenta reais) no mês de janeiro, contabilizou os R$ 5.000,00 em questão. Há documentos acostados ao processo, que comprovam o efetivo pagamento dessa quantia. Entende que está sendo punido injustamente, verificandose ofensa ao princípio da busca da verdade material, como exemplifica Hugo de Brito Machado no texto que transcreve, o que igualmente acarreta a nulidade do lançamento. No tocante às despesas junto à Casa de Saúde e Maternidade São Francisco, defende que o fato de ser sócio do estabelecimento não é motivo suficiente para a caracterização da infração tributária e que o pagamento restou provado inclusive pala apresentação da cópia da DIPJ 2000. Pede, por fim, que os pagamentos efetuados a título de Plano de Saúde próprio e de sua genitora, efetuados à UNIMED Jaraguá, conforme consta do documento 15, sejam aceitos. O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até as fls. 131, que também trata do envio dos autos a este Conselho, contendo ainda fls. 132, sem numeração, referente ao Despacho de Encaminhamento dos autos do SECOJ/CARF para a Primeira Câmara/Segunda Seção. Fl. 143DF CARF MF Emitido em 09/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/08/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 05/08/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 08/08/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10920.002148/200573 Acórdão n.º 2801001.684 S2TE01 Fl. 0 4 É o Relatório. Voto Conselheira Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Preliminarmente, no tocante à alegação de que o lançamento seria nulo em virtude de haver transcorrido mais de sessenta dias entre as datas de recebimento do Termo de Início de Fiscalização e do Auto de Infração, insta frisar que tal fato não gera nulidade do lançamento e só teria relevância para fins de reaquisição de espontaneidade e, consequentemente, incidência de multa de ofício. Ocorre que, no caso, o interessado não promoveu nenhuma retificação da declaração originariamente apresentada e nem recolheu parcela de tributo que aqui se discute. Portanto, desnecessário até mesmo verificar se houve ou não reaquisição de espontaneidade. Relativamente à alegação de que o princípio da verdade material teria sido desrespeitado, gerando nulidade do lançamento, registrese que o fato de as autoridades lançadora e julgadora de primeira instância terem considerados os elementos de prova apresentados pelo contribuinte insuficientes para demonstrar o direito à dedução pleiteada não é causa de nulidade de lançamento. Essa ocorreria se os requisitos formais previstos no Decreto nº 70.235, de 1972, art. 10, não tivessem sido observados ou se o direito de defesa tivesse sido cerceado. Entretanto, nas circunstâncias dos autos em apreço, nenhuma dessas hipóteses se verifica. Quanto a entendimentos doutrinários invocados, destaquese que tais posicionamentos não vinculam as decisões prolatadas por este Colegiado. Rejeito, portanto, a preliminar de nulidade suscitada. No mérito, o interessado protesta pelo direito de deduzir despesas médicas referentes a German Marcelo Negrão Jimenez, Rosemery N. R. da Silva, Casa de Saúde e Maternidade São Francisco e Plano de Saúde UNIMED. Nos termos do inciso II, alínea “a”, §§ 2º e 3º do art. 8º da Lei nº 9.250, de 1995, na declaração de ajuste anual, poderão ser deduzidos da base de cálculo do imposto de renda os pagamentos feitos, no anocalendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas provenientes de exames laboratoriais e serviços radiológicos, restringindose aos pagamentos efetuados pelo contribuinte relativos ao seu tratamento e ao de seus dependentes. De acordo com o § 2º, III do precitado dispositivo, a dedução fica condicionada ainda a que os pagamentos sejam especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e CPF ou CNPJ de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação de cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento. Conforme relatado, em relação aos profissionais German Marcelo Negrão Jimenez e Rosemery N. R. da Silva, embora tenham sido apresentados recibos (fls. 46 a 51 e Fl. 144DF CARF MF Emitido em 09/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/08/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 05/08/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 08/08/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10920.002148/200573 Acórdão n.º 2801001.684 S2TE01 Fl. 0 5 55 a 58) e declarações dos profissionais (fls. 36 e 53), o certo é que a autoridade fiscalizadora solicitou elementos de prova da efetividade dos desembolsos alegados. Nesse particular, o interessado nada conseguiu carrear aos autos até o presente momento. Ora, tal matéria não é nova neste Colegiado que a tem exaustivamente discutido e firmado o entendimento de que, por força, do disposto no art. 73 do Decreto nº 3.000, de 1999, Regulamento do Imposto de Renda, RIR/1999 (Todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora), o contribuinte, instado a comprovar as deduções pleiteadas está obrigado a carrear aos autos elementos hábeis e idôneos, suficientes a demonstrarem o direito alegado. Dessa forma, por falta de comprovação da efetividade dos correspondentes desembolsos, devem ser mantidas as glosas referentes aos profissionais German Marcelo Negrão Jimenez e Rosemery N. R. da Silva. Em relação às despesas tidas com Casa de Saúde e Maternidade São Francisco, embora o interessado tenha razão ao afirmar que o fato de ser sócio da pessoa jurídica não obsta a dedução das despesas incorridas, o certo é que não foram apresentadas notas fiscais de serviços, mas apenas notas nosocomiais (fls. 60 a 65) que sequer trazem carimbos de recebimento. Por fim, no tocante ao pagamento de plano de saúde à Unimed, o interessado invoca o documento juntado às fls. 107, emitido pela Cooperativa de Trabalho Médico de Jaraguá do Sul, CNPJ n° 03.855.214/000138. Neste documento, estão discriminadas as mensalidades pagas ao plano referentes ao interessado, à sua mãe e à sua esposa (vide certidão de casamento da filha do casal às fls. 38). Com acerto, no julgado de primeira instância, foram aceitas as parcelas referentes ao interessado e à sua genitora (e dependente), num total de R$2.211,46, não tendo sido aceitas as despesas do cônjuge, não incluído como dependente. Diante do exposto, voto por rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Fl. 145DF CARF MF Emitido em 09/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/08/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 05/08/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 08/08/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL
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Numero do processo: 13841.000270/2006-64
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 28 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Sep 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2003
DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS.
São admitidas as deduções pleiteadas com a observância da legislação tributária e que estejam devidamente comprovadas nos autos.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2801-001.854
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Ausente o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE
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materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. São admitidas as deduções pleiteadas com a observância da legislação tributária e que estejam devidamente comprovadas nos autos. Recurso Voluntário Provido.
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DESPESAS MÉDICAS. São admitidas as deduções pleiteadas com a observância da legislação tributária e que estejam devidamente comprovadas nos autos. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Ausente o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin e Carlos César Quadros Pierre. Relatório Fl. 116DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/10/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 07/10/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 07/10/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13841.000270/200664 Acórdão n.º 2801001.854 S2TE01 Fl. 114 2 AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração de fls. 01 a 06, referente a Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2003, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de R$8.783,50, acrescido de multa de ofício e juros de mora. A autuação decorreu de glosas de deduções pleiteadas a título de despesas médicas (R$31.940,00), em decorrência de não atendimento ao pedido de esclarecimentos. IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou a impugnação (fls. 07, instruída com os documentos de fls. 08 a 38,), acatada como tempestiva, requerendo a revisão do lançamento para restabelecimento de despesas médicas no total de R$26.940,00. ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A 7ª Turma DRJ Brasília/DF, conforme Acórdão de fls. 57 a 61, julgou parcialmente procedente o lançamento, eis que restabeleceu dedução referentes à Unimed Leste Paulista Coop. Trab. Médica, no valor de R$ 1.680,00. Em relação aos demais recibos, ponderou: Os recibos emitidos pela profissional Elide Aparecida dos Santos Mattos Gonçalves (fls. 10/21), no valor total de R$ 6.510,00, não atendem aos requisitos exigidos pela legislação, pois deixam de especificar o beneficiário das sessões de psicoterapia individual, indicando apenas o responsável pelo pagamento. Os recibos emitidos pelo profissional Marcelo Ferreira Nogueira (fls. 22/25), no valor de R$ 3.750,00, deixou de especificar o beneficiário dos serviços prestados e o endereço do prestador, não podendo ser aceita essa dedução, uma vez que os documentos anexados não atendem aos requisitos estabelecidos pela legislação. Os recibos emitidos pela profissional Marise da Silveira Terra (fls. 25/37), no valor total de R$ 15.000,00, também não identificam o endereço do profissional, o beneficiário dos serviços prestados, nem tampouco o tipo de serviços prestado, não podendo ser aceito por não atender aos ,requisitos estabelecidos pela legislação. Apesar de existirem alguns poucos recibos com identificação do beneficiário dos serviços, não constam nos mesmos a identificação dos demais requisitos. RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado da decisão de primeira instância em 11/09/2008 (fls. 72), o contribuinte apresentou, em 08/10/2008, o Recurso de fls. 73 e 74, argumentando, em síntese, que não teria sido intimado a prestar esclarecimentos, anteriormente ao lançamento. Pondera que os recibos trazidos aos autos não podem ser desconsiderados por mera presunção. De Fl. 117DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/10/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 07/10/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 07/10/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13841.000270/200664 Acórdão n.º 2801001.854 S2TE01 Fl. 115 3 qualquer forma, prossegue, apresenta novos documentos para retificar os anteriormente apresentados e ratificar o direito às deduções pleiteadas. Instruindo o recurso foram juntados os documentos de fls. 76 a 111, a saber declarações e recibos médicos. Consta ainda dos autos as informações de fls. 63 e 64 referentes a recolhimento de parcela não litigiosa (principal de R$1.375,00, conforme cópia de DARF de fls. 40), em 21/11/2006, devidamente alocada aos autos em apreço. O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até as fls. 112, que também trata do envio dos autos a este Conselho. É o Relatório. Voto Conselheira Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Registrese, inicialmente, que o litígio restringese a glosas de despesas médicas no montante de R$25.260,00, referentes aos profissionais Elide Aparecida dos Santos Mattos Gonçalves, Marcelo Ferreira Nogueira e Marise da Silveira Terra. Determinam o inc. II, alínea “a”, §§ 2º e 3º do art. 8º da Lei nº 9.250, de 1995, que na declaração de ajuste anual, poderão ser deduzidos da base de cálculo do imposto de renda os pagamentos feitos, no anocalendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas provenientes de exames laboratoriais e serviços radiológicos, restringindose aos pagamentos efetuados pelo contribuinte relativos ao seu tratamento e ao de seus dependentes. De acordo com o § 2º, III do precitado dispositivo, a dedução fica condicionada ainda a que os pagamentos sejam especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e CPF ou CNPJ de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação de cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento. No caso, embora a autuação esteja embasada na falta de atendimento a pedido de esclarecimentos, não cuidou a autoridade lançadora de especificar em que moldes os esclarecimentos teriam sido solicitados ao contribuinte e juntar as provas de que tais pedidos teriam sido recebidos pelo interessado e não atendidos. Assim, a análise por parte das autoridades julgadoras dos elementos de prova trazidos aos autos fica limitada ao preenchimento dos requisitos formais dos documentos apresentados. Efetivamente, por ocasião do julgamento de primeira instância, os recibos então carreados aos autos continham as falhas devidamente apontadas no acórdão recorrido, impossibilitando o restabelecimento dos valores pleiteados. Fl. 118DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/10/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 07/10/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 07/10/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13841.000270/200664 Acórdão n.º 2801001.854 S2TE01 Fl. 116 4 Ocorre que, em sede de recurso voluntário, o interessado cuidou de trazer aos autos as declarações firmadas pelos profissionais emitentes dos recibos anteriormente juntados (fls. 76, 90 e 97), bem como as retificações dos mesmos (fls. 77 a 89, 98, 100, 102, 104, 106, 108, 110), sanando as falhas de que padeciam. No contexto dos autos, entendo que não cabe a este Colegiado fazer indagações outras, por exemplo, acerca da efetividade dos desembolsos, cabendo aceitar os documentos apresentados como hábeis a comprovarem o direito alegado. Diante do exposto, voto por dar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Fl. 119DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/10/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 07/10/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 07/10/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL
score : 1.0
Numero do processo: 13770.000107/2005-00
Turma: Terceira Turma Especial
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon May 18 00:00:00 UTC 2009
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E
CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE -
SIMPLES
Ano-calendário: 2003, 2004, 2005
SIMPLES. INTENÇÃO MANIFESTA. INCLUSÃO RETROATIVA.
Comprovada a inexistência de atividade impeditiva do rol do art. 9° da Lei nº 9.317/96 e restando demonstrada nos autos a inequívoca intenção do agente em optar pelo Simples, diante da comprovação de pagamentos efetuados em DARF-Simples e da entrega de Declaração Anual Simplificada, há que se admitir a inclusão
retroativa naquele regime.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO
Numero da decisão: 3803-000.066
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Terceira Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: REGIS XAVIER HOLANDA
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ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Ano-calendário: 2003, 2004, 2005 SIMPLES. INTENÇÃO MANIFESTA. INCLUSÃO RETROATIVA. Comprovada a inexistência de atividade impeditiva do rol do art. 9° da Lei nº 9.317/96 e restando demonstrada nos autos a inequívoca intenção do agente em optar pelo Simples, diante da comprovação de pagamentos efetuados em DARF-Simples e da entrega de Declaração Anual Simplificada, há que se admitir a inclusão retroativa naquele regime. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO
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Recorrida DRJ-RIO DE JANEIRO/RJ ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEM PRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Ano-calendário: 2003, 2004, 2005 SIMPLES. INTENÇÃO MANIFESTA. INCLUSÃO RETROATIVA. Comprovada a inexistência de atividade impeditiva do rol do art. 9° da Lei n" 9.317/96 e restando demonstrada nos autos a inequívoca intenção do agente em optar pelo Simples, diante da comprovação de pagamentos efetuados em DARF- Simples e da entrega de Declaração Anual Simplificada, há que se admitir a inclusão retroativa naquele regime. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3" Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. R Le . RRA DE CASTRO - Presidente REGI XAV :R 4; el • NDA - Relator Parti m, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros André Luiz Bonat Cordeiro e Jorge Higashino Processo n" 13770.000107/2005-00 S3-TE03 Acórdão n.° 3803-00.066 Fl. 155 Relatório Trata-se de recurso voluntário interposto por Jean Cano Arsenio Rambo - ME contra Acórdão n° 12-15.911, de 12 de setembro de 2007 (fls. 44 a 54), proferido pela 7a Turma da DRJ-Rio de Janeiro I/RJ, que indeferiu solicitação da empresa de inclusão retroativa no Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — SIMPLES. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório integrante da decisão recorrida que transcrevo a seguir: "O presente processo tem origem no pedido de fl. 01, protocolizado em 15/022/2005, no qual a interessada requer a sua inclusão retroativa no SIMPLES, a partir de sua constituição, em 07/03/2003, A Delegacia da Federal em Vitória, em 13/06/2005, fl. 11/12, indeferiu o pleito da interessada em sob fundamento de que a empresa exerce a atividade vedada de "consultoria e ou assessoria em sistema de informática", com base no artigo 9", inciso XIII, da Lei 9.317/1996. Na mesma data foi emitido o Ato Declamtório 104/2005, excluindo a empresa do SIMPLES, a partir de 01/02/2005, tendo em vista o exercício de atividade vedada, apurada no curso do presente processo. Indeferido o seu pleito, a empresa apresentou, em 27/09/2005, a sua manifestação de inconformidade de/is. 17/18, instruída com os documentos de .fls, 19/25, onde alega resumidamente que: - ao inscrever a empresa para participar de uma licitação foi surpreendido ao saber que a empresa não era optante pelo SIMPLES; - não exerce nenhuma atividade de profissão que esteja enquadrada no artigo 9", inciso XIII, da Lei 9.317/1996; - não possui nenhum conhecimento de consultor e que a sua verdadeira atividade é de vendas de equipamentos de informática e de reparação de equipamentos em informática; - as notas fiscais anexas aos autos, fls. 20/21, demonstram a atividade que efetivamente exerce; - equivocou-se no preenchimento do "Requerimento de Empresário", fl. 02; - retificou o "Requerimento de Empresário", .f I. 19, indicando a 40atividade correta; 4 Aleir 2 Processo n° 13770.000107/2005-00 S3-TE03 Acórdão n.° 3803-00.066 Fl. 156 - não pode ser punido por um erro escusável, ao qual qualquer um está sujeito; - ao final requer o deferimento de seu pedido." A DRJ deferiu a solicitação da interessada para cancelar o Ato Declaratório de Exclusão, porém manteve o indeferimento de sua inclusão retroativa ao Simples em acórdão com a seguinte ementa: INCLUSÃO COM EFEITOS RETROATIVOS. NÃO VEDAÇÃO. COMPROVAÇA-0. No caso de pedido de inclusão retroativa na sistemática do SIMPLES, cumpre à empresa provar que não exercia atividades vedadas. SIMPLES. EXCLUSA-0. ATIVIDADE ECONÓMICA. MANUTENÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE INFORMÁTICA. A lei 10.964/04, alterada pela Lei 11.051/04, assegurou a permanência no Simples às pessoas jurídicas que se dediquem à manutenção de serviços de informática e de máquinas de escritório. Cientificado do referido acórdão em 05 de novembro de 2007 (fl. 55), o interessado apresentou recurso voluntário em 05 de dezembro de 2007 (fls. 57 a 58) pleiteando a reforma do decisum. Registra que os pagamentos mensais por meio de DARF's-Simples e as notas fiscais dando conta que não exercia atividade vedada são provas que não tinha conhecimento de que a empresa não estava cadastrada no sistema com a opção pelo Simples. Anota ainda que a entrega inicial de declaração pelo formulário de lucro presumido, e só depois como PJ simplificada — Simples, deu-se seguindo orientação de funcionário da Receita Federal. É o relatório. 4 3 Processo n° 13770.000107/2005-00 83-TE03 Acórdão n.° 3803-00.066 Fl. 157 Voto Conselheiro REGIS XAVIER HOLANDA, Relator Por conter matéria desta E. Turma da 3' Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais e presentes os requisitos de admissibilidade, conheço do Recurso Voluntário tempestivamente interposto pelo contribuinte. O indeferimento da inclusão da recorrente no Simples ocorreu devido ao exercício de atividade de consultoria e assessoria co, sistemas de informática nos termos do art. 9", XIII da Lei n°9.317/96: "A ri. 9° Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica; XIII - que preste serviços profissionais de corretor; representante comercial, despachante, ator, empresário, diretor ou produtor de espetáculos, cantor, músico, dançarino, médico, dentista, enfermeiro, veterinário, engenheiro, arquiteto, físico, químico, economista, contador, auditor, consultor, estatístico, administrador, programador, analista de sistema, advogado, psicólogo, professor, jornalista, publicitário, fisicultor, ou assemelhados, e de qualquer outra profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida; Ressalte-se que é a real atividade exercida pela Recorrente que lhe impinge os efeitos dela decorrentes, seja para inclusão no sistema, seja para sua vedação. As cópias de notas fiscais acostadas a fls. 61 a 151 indicam que a empresa tem por atividades — conforme anotado pela recorrente — a prestação de serviços de manutenção, reparação e instalação de máquina de escritório e de informática. Com efeito, as notas fiscais acima citadas indicam a prestação de serviços tais como: manutenção corretiva, manutenção preventiva, recarga de cartucho, reparo de HD, remoção de vírus, reparo de placa de fax modem. Dessa forma, não vislumbro no presente caso a prestação de serviços próprios ou assemelhados à consultoria e assessoria em sistemas de informática - atividades mais complexas que exigem maior conhecimento teórico em sua realização -. A alteração do objeto social da empresa recorrente, apesar de feita em 16/09/2005 (com registro na Junta Comercial em 20/09/2005) traz objeto social que guarda consonância com os serviços indicados nas citadas notas fiscais que não encontram vedação legal. Assim dispõe o artigo 4° da Lei n" 10.964/04, verbis: 4 4 Processo n° 13770.000107/2005-00 83-TE03 Acórdão n.° 3803-00.066 Fl. 158 "Art. 4' Ficam excetuadas da restrição de que trata o inciso XIII do art. 90 da Lei n° 9.317, de 5 de dezembro de 1996, as pessoas jurídicas que se dediquem às seguintes atividades: (Redação dada pela Lei n° 11.051, de 2004) I — serviços de manutenção e reparação de automóveis, caminhões, ônibus e outros veículos pesados; (Redação dada pela Lei n° 11.051, de 2004) II — serviços de instalação, manutenção e reparação de acessórios para veículos automotores;(Redação dada pela Lei n° 11.051, de 2004) III — serviços de manutenção e reparação de motocicletas, motonetas e bicicletas; (Redação dada pela Lei n° 11.051. de 2004) IV — serviços de instalação, manutenção e reparação de máquinas de escritório e de informática; (Redação dada pela Lei n° 11.051, de 2004) V — serviços de manutenção e reparação de aparelhos eletrodomésticos. (Redação dada pela Lei n° 11.051, de 2004) § 1" Fica assegurada a permanência no Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — SIMPLES, com efeitos retroativos à data de opção da empresa, das pessoas jurídicas de que trata o capta deste artigo que tenham feito a opção pelo sistema em data anterior à publicação desta Lei, desde que não se enquadrem nas demais hipóteses de vedação previstas na legislação. (Redação dada pela Lei n° 11.051, de 2004) § 2Q As pessoas jurídicas de que trata o caput deste artigo que tenham sido excluídas do SIMPLES exclusivamente em decorrência do disposto no inciso XIII do art. 9° da Lei n° 9.317, de 5 de dezembro de 1996, poderão solicitar o retorno ao sistema, com efeitos retroativos à data de opção (lesta, nos termos, prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal — SRF, desde que não se enquadrem nas demais hipóteses de vedação previstas na legislação. (Redação dada pela Lei n° 11.051, de 2004) áç 32 Na hipótese de a exclusão de que trata o § 2' deste artigo ter ocorrido durante o ano-calendário de 2004 e antes da publicação desta Lei, a Secretaria da Receita Federal — SRF promoverá a reinclusão de oficio dessas pessoas jurídicas retroativamente à data de opção da empresa. (Redação dada pela Lei n° 11.051, de 2004) àç 42 Aplica-se o disposto no art. 2° da Lei n° 10.034, de 24 de outubro de 2000, a partir de 1° de janeiro de 2004. (Incluído pela Lei n° 11.051, de 2004)" Negrito aposto. Noutro giro, os pagamentos mensais por intermédio do Documento de Arrecadação do Simples (Darf-Simples) desde o inicio de suas atividades (fls. 05 e 06) e a apresentação das declarações anuais simplificadas relativas aos anos-calendário 2003 e 2004 1/1 Processo n° 13770.000107/2005-00 83-T E03 Acórdão n°3803-00.066 Fl. 159 (fl. 10) — anote-se que a declaração pelo lucro presumido relativa a 2003 encontra-se cancelada - demonstram a intenção da empresa de aderir ao Simples. Dessa forma, cabível a aplicação do Ato Declaratório Interpretativo n" 16, de 02/10/02, que contemplou a retificação de dados relativos à opção pelo Simples, in verbis: "Artigo único. O Delegado ou o Inspetor da Receita Federal, comprovada a ocorrência de erro de fato, pode retificar de oficio tanto o Termo de Opção (TO) quanto a Ficha Cadastral da Pessoa Jurídica (FCPJ) para a inclusão no Simples de pessoas jurídicas inscritas no Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas (CNPJ), desde que seja possível identificar a intenção inequívoca de o contribuinte aderir ao Simples. Parágrafo único. São instrumentos hábeis para se comprovar a intenção de aderir ao Simples os pagamentos mensais por intermédio do Documento de Arrecadação do Simples (Darf- Simples) e a apresentação da Declaração Anual Simplificada. Nesse sentido é a jurisprudência do Conselho de Contribuintes: "SIMPLES — OPÇÃO RETROATIVA. - Nos casos de erro de fato, é possível a inclusão retroativa de empresa no SIMPLES, com fundamento no Ato Declaratório Intelpretativo n" 16, de 02 de outubro de 2002. - Admite-se a inclusão retroativa no Simples quando o contribuinte realiza os pagamentos mensais por intermédio de DARF-SIMPLES e apresenta Declaração Anual Simplificada. Recurso especial provido." (CSRF-3" Turma; Recurso n° 303-124481; Acórdão unânime n" 03-04.781, de 21 de fevereiro de 2006) "PRELIMINAR. INTENÇÃO MANIFESTA. ENQUADRAMENTO RETROATIVO NO SIMPLES. Comprovada a intenção de opção pelo SIMPLES desde o início das atividades. Os documentos apresentados, isto é, declarações de imposto de renda pessoa jurídica de 2000/ano-base 1999, 2001/ano-base 2000 e 2002/ano-base 2001, DARF's-SIMPLES e documentos referentes ao seu enquadramento como microempresa perante as repartições estaduais e municipais, atestam a inequívoca opção, e sendo a atividade declarada e efetivamente exercida não vedada ao SIMPLES, nem havendo outros impedimentos legais, o mero erro formal de digitação de código, ou coisa que o valha, não é capaz de impedir a opção de enquadramento, ou seja, a inclusão retroativa ao inicio das atividades da empresa optante, em maio/1999.DCTF/1999. DISPENSADA A APRESENTAÇÃO. A IN SRF 126/98 dispensou de apresentação da DCTF, as microempresas enquadradas no SIMPLES, com as ressalvas dispostas no parágrafo único do artigo 3", que não se aplicam ao caso.Recurso voluntário provido." (3° CC-3" Câmara; Recurso IV 135428; Acórdão unânime ri° 303-33920, de 07 de dezembro de 2006) "Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e dl)Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — Simples. Ano-calendário: 1998 Ementa: SIMPLES. 404°P -437.7/ 6 Processo o' 13770.000107/2005-00 S3-TE03 Acórdão n.° 3803-00.066 Fl. 160 INCLUSÃO RETROATIVA. Comprovada a inexistência de atividade impeditiva do rol do art. 9" da Lei n" 9.317/96, deve ser deferida a inclusão retroativa no SIMPLES — Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte. Restando demonstrada nos autos a inequívoca intenção do agente eni optar pelo Simples, diante da comprovação de pagamentos efetuados em DARF- Simples e da entrega de Declaração Anual Simplificada, há que se admitir a inclusão retroativa naquele regime. Recurso Voluntário Provido." (3° CC-3 a Câmara; Recurso n° 136488; Acórdão unânime n° 303-34824, de 18 de outubro de 2007) Ante o exposto, voto por DAR PROVIMENTO ao presente recurso voluntário, determinando a inclusão da recorrente na sistemática do simples a partir do inicio de suas atividades, desde que, por óbvio, não existam impedimentos diversos dos discutidos no presente processo. Sala das Sessões, e maio de 2009. REGIS X À44PDA - Relator 0;577v i ,, MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO_ . Processo n°: 13921.000182/2004-19 Recurso n.°: 141.874 TERMO DE INTIMAÇÃO I Em cumprimento ao disposto no § 3° do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial n°. 256, de 22 de junho de 2009, intime-se o(a) Senhor(a) Procurador(a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Terceira Turma Especial do CARF, a tomar ciência do Acórdão n.° 3803-00.069. Brasília, 15 de setembro s 1)09. A, lairrr LUIZ 1:41:4100" , FERNANDES Chefea 2a . a ara da erceira Seçãol/ Ciente, com a observação abaixo: [ ] Apenas com Ciência [ 1 Com Recurso Especial [ ] Com Embargos de Declaração Data da ciência: / / Procurador (a) da Fazenda Nacional
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