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Numero do processo: 13738.000385/2008-06
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 15 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2004
MOLÉSTIA GRAVE. PROVENTOS DE APOSENTADORIA. ISENÇÃO.
São isentos do imposto de renda os proventos de aposentadoria percebidos pelos portadores das moléstias enumeradas no inciso XIV do artigo 6° da Lei n°7.713, de 22 de dezembro de 1988 e alterações.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2801-002.626
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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PROVENTOS DE APOSENTADORIA. ISENÇÃO. São isentos do imposto de renda os proventos de aposentadoria percebidos pelos portadores das moléstias enumeradas no inciso XIV do artigo 6° da Lei n°7.713, de 22 de dezembro de 1988 e alterações. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre e Marcelo Vasconcelos de Almeida. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Fl. 50DF CARF MF Impresso em 22/11/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/08/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH AES Processo nº 13738.000385/200806 Acórdão n.º 2801002.626 S2TE01 Fl. 51 2 Trata o presente processo de notificação de lançamento que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), por meio da qual se exige do sujeito passivo acima identificado o montante de R$ 4.070,33, referente ao exercício de 2004. A autuação decorreu da apuração de omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica e de dedução indevida a título de despesas médicas. Em sua impugnação, o contribuinte alegou que os rendimentos tidos como omitidos foram declarados como não tributáveis por ser ele aposentado portador de cardiopatia grave. Afirmou, ainda, que o demonstrativo emitido pela Golden Cross – Assistência Internacional de Saúde comprova o valor da despesa médica glosada. A 2ª Turma da DRJ/RJ2/RJ considerou procedente em parte a impugnação, conforme Acórdão de fls. 35/39, para cancelar a glosa da dedução de despesas médicas. Regularmente cientificado daquele acórdão em 14/06/2011 (fl. 43), o interessado interpôs recurso voluntário de fls. 44/45, em 08/07/2011. Em sua defesa, sustenta ser portador de moléstia grave, conforme comprovam as certidões que ora apresenta, emitidas pelo Centro de Perícias Médicas da Marinha do Brasil. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. No caso, o recorrente argumenta que não pode prosperar a exigência formalizada na Notificação de Lançamento em apreço, eis que faz jus à isenção prevista no inciso XIV, do art. 6º, da Lei nº 7.713, de 1988 e alterações. Sobre a matéria, assim dispõe o inciso XIV da Lei nº 7.713, de 1988: “Art. 6º Ficam isentos do imposto de renda os seguintes rendimentos percebidos por pessoas físicas: (...) XIV – os proventos de aposentadoria ou reforma motivada por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome da imunodeficiência adquirida, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois Fl. 51DF CARF MF Impresso em 22/11/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/08/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH AES Processo nº 13738.000385/200806 Acórdão n.º 2801002.626 S2TE01 Fl. 52 3 da aposentadoria ou reforma; (Redação dada pela Lei nº 11.052, de 2004)” Por sua vez, o art. 30 da Lei nº 9.250, de 1995 determina: “Art. 30. A partir de 1º de janeiro de 1996, para efeito do reconhecimento de novas isenções de que tratam os incisos XIV e XXI do art. 6º da Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, com a redação dada pelo art. 47 da Lei nº 8.541, de 23 de dezembro de 1992, a moléstia deverá ser comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. § 1º O serviço médico oficial fixará o prazo de validade do laudo pericial, no caso de moléstias passíveis de controle. § 2º Na relação das moléstias a que se refere o inciso XIV do art. 6º da Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, com a redação dada pelo art. 47 da Lei nº 8.541, de 23 de dezembro de 1992, fica incluída a fibrose cística (mucoviscidose).” Cumpre destacar que a partir de 1º de janeiro de 1996, para a concessão da isenção pleiteada, a moléstia enumerada no art. 6º, inc. XIV da Lei nº 7.713, de 1988 e alterações deve ser comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Quanto a essa matéria, a decisão recorrida concluiu que os valores questionados referemse a rendimentos de pensão, conforme comprovante de fl. 12, porém, que o impugnante não trouxe aos autos laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios que comprovasse que ele seria portador de moléstia grave no anocalendário de 2003. Ressaltou, ainda, que os documentos de fls. 09 e 28 não demonstram que o contribuinte teria alguma moléstia grave no anocalendário em questão. Em sede de recurso o contribuinte apresenta, às fls. 46/47, certidões emitidas pelo Centro de Perícias Médicas da Marinha, em 2009, cujos termos atestam que o Sr. Francisco Ricardo Burlein é portador de cardiopatia grave desde 28/03/1980. Com efeito, é de se reconhecer como isentos os rendimentos de pensão oriundos da Imprensa Nacional, CNPJ 04.196.645/000283. Diante do exposto, voto por dar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 52DF CARF MF Impresso em 22/11/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/08/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH AES Processo nº 13738.000385/200806 Acórdão n.º 2801002.626 S2TE01 Fl. 53 4 Fl. 53DF CARF MF Impresso em 22/11/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/08/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH AES
score : 1.0
Numero do processo: 10660.004832/2002-55
Data da sessão: Tue Jul 27 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Período de apuração: 01/01/1999 a 31/03/1999
CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI. EXPORTAÇÃO DE PRODUTO NÃO
TRIBUTADO
O direito ao crédito presumindo do IPI instituído pela Lei n° 9.363/96 condiciona-se a que os produtos estejam dentro do campo de incidência do imposto, não estando, por conseguinte, alcançados pelo beneficio os produtos não-tributados (NT).
LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA, LEGALIDADE.
As normas e determinações previstas na legislação tributária presumem-se revestidas do caráter de legalidade, contando com validade e eficácia, não cabendo à esfera administrativa questioná-las ou negar-lhes aplicação.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.520
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Carlos Henrique Martins de Lima, Hélcio Lafetá Reis, Rangel Perrucci Fiorin e Alexandre Kern invocaram a Súmula CARF n° 20 para votar pelas conclusões do Relator.
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: DANIEL MAURÍCIO FEDATO
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/01/1999 a 31/03/1999 CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI. EXPORTAÇÃO DE PRODUTO NÃO TRIBUTADO O direito ao crédito presumindo do IPI instituído pela Lei n° 9.363/96 condiciona-se a que os produtos estejam dentro do campo de incidência do imposto, não estando, por conseguinte, alcançados pelo beneficio os produtos não-tributados (NT). LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA, LEGALIDADE. As normas e determinações previstas na legislação tributária presumem-se revestidas do caráter de legalidade, contando com validade e eficácia, não cabendo à esfera administrativa questioná-las ou negar-lhes aplicação. Recurso Voluntário Negado.
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EXPORTAÇÃO DE PRODUTO NÃO TRIBUTADO O direito ao crédito presumindo do IPI instituído pela Lei n° 9,363/96 condiciona-se a que os produtos estejam dentro do campo de incidência do imposto, não estando, por conseguinte, alcançados pelo beneficio os produtos não-tributados (NT), LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA, LEGALIDADE, As normas e determinações previstas na legislação tributária presumem-se revestidas do caráter de legalidade, contando com validade e eficácia, não cabendo à esfera administrativa questioná-las ou negar-lhes aplicação. Recurso Voluntário Negado, Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiada por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, Os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Carlos Henrique Martins de Lima, Hélcio Lafetá Reis, Rangel Perrucci Fiorin e Alexandre Kern invocaram a Súmula CARF n" 20 para votar pelas conclusões do Relator, Daniel MatilUiTFUEE7-1r- Relator r Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Daniel Maurício Fedato (Relator), Hélcio Lafetá Reis, Carlos Henrique Martins de Lima e Rangel Perrucci Relatório Trata o presente Recurso Voluntário, de solicitação de Ressarcimento de Crédito de IPI do período do 1° trimestre de 1999, no montante de R$ 639,462,40. A cronologia dos fatos demonstra que em 20.03,2007, conforme constatado nas fls 26/27, a SAORT da Delegacia da Receita Federal de Varginha/MG, através de um Despacho Decisório, entendeu que a Interessada não faz jus ao Crédito Presumido de IPI, indeferindo o pleito almejado. Ementa da Decisão: "RESSARCIMENTO DE IPI — I" TRIMESTRE/99. Constatado que o interessado não faz jus ao crédito presumido de 1PI, deve-se indeferir o pedido." Sua fundamentação foi animada nos art. 16 a 20 da IN SRF n" 600 de 28,121005, que assim dispõem em seu artigo 16, § 2 0, in verbis: "Art. .16 Os créditos do IPI, escriturados na , fbrma da legislação especifica, serão utilizados pelo estabelecimento que os escriturou na dedução, em sua escrita . fiscal, dos débitos de IPI decorrentes das saídas de produtos tributados.. § 22 Remanescendo, ao .final de cada trimestre-calendário, créditos do IPI passíveis de ressarcimento após efetuadas as deduções de que tratam o caput e o ,sç 12, o estabelecimento matriz da pessoa jurídica poderá requerer à SRF o ressarcimento de referidos créditos em nome do estabelecimento que os apurou, bem como utilizá-los na compensação de débitos próprios relativos aos tributos e contribuições administrados pela SRF1'' Assim concluiu que, "esta, dava saída a apenas a produto não tributado, ou seja, café em grão não torrado. Tal posicionamento teve por sustentáculo o trabalho fiscal relatado ãfl. 24, no qual o auditor fiscal encarregado da verificação da legitimidade do pleito, opinou pela sua denegação rendo em vista as disposições do art.. I" da Lei n" 9.363, de 13/12/1996, bem como que determinam as Instruções Normativas SRF n" 313, art. 17, 1 0, e 419, ar!, 17, § 1" A Interessada, inconformada com essa decisão e aguardando reforma do Despacho Decisório, apresentou suas considerações (tis, 33/41), que em suma são: 2 Processo n" 10660.004832/2002-55 S3-TE03 Acórdão n " 3803-00320 Fl. 118 "a) A NULIDADE DO DESPACHO DECISÓRIO, POR OFENSA AO PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE DAS LEIS, uma vez que as Instruções Normativos como razão para o indeferimento, quais sejam as IN SRF n° 313, de 2003; 419, de 2004, e 600 de 2005, .foram editadas em períodos posteriores ao que se referia o seu pleito, atentando assim contra princípios constitucionalmente asseguradas, especialmente a Segurança Jurídica, a Irretroatividade, a Legalidade e a Capacidade Contributiva; b) A IMPOSSIBILIDADE DE INSTRUÇÃO NORMATIVA RESTRINGIR DIREITO GARANTIDO EM LEI, pois quando a Lei n° 9,363, de 1996, instituiu o beneficio ..fiscal do ressarcimento de crédito como ressarcimento do PIS e da Cotins não exigiu, expressa ou implicitamente, como condição no enquadramento dos beneficiários, que a pessoa jurídica .fosse contribuinte do IPI, assim como não impôs como requisito que o produto exporta tributado pelo mesmo imposto; c) A POSSIBILIDADE DA MANIFESTANTE — COOPERATIVA AGROPECUÁRIA DE PRODUTOS RURAIS — SER BENEFICIADA PELO CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI EM RESSARCIMENTO AO PIS E À COFINS, porque para ter direito ao beneficio a Lei n° 9.363, de 1996, requer apenas que a pessoa jurídica preencha os seguintes requisitos: - seja produtora; - seja exportadora de mercadorias nacionais; - adquira no mercado interno matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem para a produção e exportação das mercadorias elaboradas com esses inSifillos; - seja contribuinte do PIS e da Cotins." Com essa linha de raciocínio, espera enquadrar-se corno produtora, já que recebe dos seus cooperados os grãos de café cru, sofrendo o processo produtivo até chegar ao ponto de ser exportado,. Evoca também, o conceito de produto intermediário utilizado por ela, para inserir custos dos mesmos é o definido no art 164, inciso I, do Regulamento do Imposto sobre produtos Industrializados. Ocorre que a DRI de Juiz de Fora/MG, não acatou essa linha de entendimento, indeferindo o pleito, Ementa da Decisão: "CRÉDITO PRESUMIDO DO IN, EXPORTAÇÃO DE PRODUTO NÃO TRIBUTADO.. O direito ao crédito presumindo do 'PI instituído pela Lei n° 9,363/96 condiciona-se a que os produtos estejam dentro do campo de incidência do imposto, não estando, por conseguinte, alcançados pelo beneficio os produtos não- tributados (NT). Período de apuração: 01/01/1999 a 31/03/1999 3 LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA. LEGALIDADE. As normas e determinações previstas na legislação tributária presumem-se revestidas do caráter de legalidade, contando com validade e eficácia, não cabendo à esf era administrativa questioná-las ou negar-lhes aplicação.. Solicitação Indeferida" Pois considerou ser improcedente o pedido de Ressarcimento, por conta da absoluta falta de amparo legal para a existência de crédito presumido do IPI para produtos classificados como, "NT" não tributáveis. E ainda, entendeu que "em face da legislação sobre o creditamento de IPI, bem como sobre a concessão de incentivos . fiscais não .fbram procedidas as verificações a respeito do quantum solicitado à J1. 01". Não satisfeita, apresenta Recurso Voluntário a este Conselho (fls. 98/113), repisando sua linha de entendimento já explanada, agora com jurisprudência colacionada. Com sua defesa, aguarda que seja reconhecido o Crédito Presumido de IPI, conforme aponta para o disposto no art. 1' da Lei ri' 9,363/97, como forma de Ressarcimento do PIS e da Cofins. Em síntese, é o relatório. Voto Conselheiro Daniel Maurício Fedato, Relator O Recurso Voluntário é tempestivo e atende às demais exigências legais, razão pela qual dele conheço. A discórdia em questão, cinge-se basicamente no não reconhecimento do crédito, conforme originou-se no Termo de Verificação Fiscal (fl. 24 e seguintes), pois entendeu-se que não há respaldo na legislação para o aproveitamento do crédito, incluindo-se o presumido., A Contribuinte, conforme se constata em sua defesa (tis. 98/113), se posiciona no entendimento de que, enquadra-se no beneficio da Lei 9.363 de 1996, pois demonstra preencher os seguintes requisitos, conforme cita em sua peça e descrito no Relatório. Entendo que o valor do crédito presumido apurado consoante os cálculos previstos no art. 2'da Lei n° 9,363, de 13/12/1996, a partir de seu reconhecimento, conforma-se em crédito (escriturai) do IPI, devendo sujeitar-se às normas que dispõem sobre este tributo. Nesse contexto, coloca-se a questão: não é possível fazer nascer um crédito de IPI e, por conseguinte, efetivar o seu aproveitamento escriturai, para o estabelecimento cujos produtos fabricados sejam "NT", isto é, para estabelecimento não-industrial, logo, não-contribuinte do 'PI., Relevante repisar as considerações da DRJ, que afirmou: G-Á> 4 Processo n" 10660.004832/2002-55 S3-1- E03 Acórdão n " 3803-00.520 El . 119 "É cediço que os produtos classificados na TIPI como "NT" não estão incluídos no campo de incidência do IN Logo, quem fabrica tais produtos, mesmo sob uma das operações de industrialização previstas no Regulamento do IPI (no caso, as operações dispostas no art. 4°, caput e incisos, do Regulamento aprovado pelo Decreto n° 2637, de .25/06/1998 RIPI/1998), não é considerado, à luz da legislação de regência desse imposto, como estabelecimento industrial.. Isso porque, de acordo como o art.. 8° do RIPI/1998 (abaixo transcrito), estabelecimento industrial é o que industrializa produtos sujeitos à incidência do ou seja, é aquele estabelecimento que executa qualquer das operações definidas na legislação do imposto como "de industrialização", da qual, cumulativamente, resulte um produto "tributado", ainda que de alíquota zero ou isento.. Ao contrário, não é estabelecimento industrial para fins de IPI aquele que elabora produtos classificados na TIPI como não tributado (NT), bem como quem realiza operação excluída do conceito de industrialização dado pelo RIPI." "Art. 8" Estabelecimento industrial é o que executa qualquer das operações referidas no artigo 4' de que resulte produto tributado, ainda que de alíquota zero ou isento, (Lei n°4.502, de 1964, art. 3°)" Também me posiciono nas conclusões do Jurista Raimundo Clóvis do Valle Cabral em seu estudo, Tudo Sobre o IPI", 4" Edição, SP, Ed. Aduaneiras. Ocorre que qual seja o estabelecimento, que dá saída a produtos não- tributados, como faz a interessada, não se classifica, nessas operações, para fins de incidência do imposto, como estabelecimento industrial, ou seja, como contribuinte do IPI, E o aproveitamento de créditos do IPI está intimamente ligado ao conceito do que seja estabelecimento industrial_para a legislação desse imposto, no sentido de que não ser um estabelecimento de tal espécie implica o não-reconhecimento da existência de créditos ou débitos de IPI. impossibilitando o aproveitamento dos primeiros (dos créditos) ou o surgimento da obrigação tributária principal decorrente dos segundos (dos débitos). Com apoio no art. 1° combinado com o parágrafo único de art. 3', ambos da Lei 9..36.3, de 1996 e nos termos da Portaria n° 129, de 05 de abril de 1995, considero improcedente o pedido, por falta de amparo legal para a existência do Crédito Presumido do IPI, para produtos classificados como não tributáveis. Diante do exposto nego provimento ao Recurso Voluntário, — Daniel Mauricio Fedato 5
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Numero do processo: 19515.001439/2002-58
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 15 00:00:00 UTC 2013
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 1999
IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA.
A instauração do litígio administrativo sob o amparo do Decreto 70.235 de 1972 é condicionada à impugnação tempestiva do lançamento.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-003.238
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Votou pelas conclusões o Conselheiro Marcelo Vasconcelos de Almeida, que fará declaração de voto.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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A instauração do litígio administrativo sob o amparo do Decreto 70.235 de 1972 é condicionada à impugnação tempestiva do lançamento. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Votou pelas conclusões o Conselheiro Marcelo Vasconcelos de Almeida, que fará declaração de voto. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Presidente em exercício e Relatora. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, José Valdemir da Silva e Marcio Henrique Sales Parada. Ausentes os Conselheiros Carlos César Quadros Pierre e Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 7ª Turma de Julgamento da DRJ/SPOII/SP. Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 14 39 /2 00 2- 58 Fl. 252DF CARF MF Impresso em 30/01/2014 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/10/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/10/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 25/10/2013 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 19515.001439/200258 Acórdão n.º 2801003.238 S2TE01 Fl. 253 2 “Em ação levada a efeito na contribuinte acima qualificada, apurouse o crédito tributário na importância correspondente a R$ 381.830,12 (trezentos e oitenta e um mil, oitocentos e trinta reais e doze centavos) relativo ao Imposto de Renda Pessoa Física OMISSÃO DE RENDIMENTOS CARACTERIZADA POR DEPÓSITOS BANCÁRIOS COM ORIGEM NÃO COMPROVADA, anocalendário 1998, sendo R$ 164.030,47 referentes ao imposto, R$ 123.022,85 referentes à multa proporcional e R$ 94.776,80 referentes aos juros, consubstanciado no Auto de Infração de fls. 108 a 110. 2. A infração apurada, que resultou na constituição do crédito tributário referido, encontrase relatada no Termo de Verificação Fiscal (fls. 103 a 105) e nos dá conta, segundo relato, de omissão de rendimentos caracterizada por valores creditados em contas de depósito ou de investimentos, mantidas em Instituições Financeiras, em relação aos quais o contribuinte, regularmente intimado, não comprovou mediante documentação hábil e idônea a origem dos recursos utilizados nessas operações, conforme segue: 2.1. que o procedimento foi instaurado tendo por base as informações relativas à movimentação financeira do contribuinte, sujeita à incidência da CPMF, prestadas à Secretaria da Receita Federal, pelas Instituições Financeiras; 2.2. que o contribuinte apresentou Declaração IRPF como isento para o referido anocalendário, porém a instituição financeira Banco Citibank S/A informou para este ano valor de movimentação bancária de R$ 149.836,87 e o Banco Itaú S/A informou o valor de R$ 2.985.266,59, sendo este último valor posteriormente retificado pelo banco Itaú S/A par R$ 966.878,40; 2.3. em 29/03/2001 foi lavrado Temo de Início de Fiscalização intimando o contribuinte a apresentar os extratos bancários relativos às contas bancárias que deram origem àquela movimentação financeira e comprovar através de documentação hábil a origem dos recursos depositados nas respectivas contas; 2.4. como o contribuinte não atendeu à intimação, procedeu a fiscalização diligência no endereço, sem, contudo, encontrar o contribuinte, pois o imóvel estava vazio e em reformas, e a informação dada pelo mestre de obras do novo proprietário foi a de que o contribuinte havia se mudado para Campinas, mas não conhecia o novo endereço; 2.5. em 21/06/2001 a fiscalização contatou o contribuinte por um telefone indicado e foi solicitado a ele seu novo domicílio fiscal, porém, este se negou a fornecer o novo endereço, alegando não possuir endereço fixo. Disse que até poderia receber alguma correspondência naquele endereço, apesar de não residir lá, mas recusouse a mandar fax ou declaração por via postal indicando o novo endereço sob a alegação de não possuir residência fixa; Fl. 253DF CARF MF Impresso em 30/01/2014 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/10/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/10/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 25/10/2013 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 19515.001439/200258 Acórdão n.º 2801003.238 S2TE01 Fl. 254 3 2.6. diante de tais fatos, todos os Termos Fiscais endereçados ao contribuinte passaram a ser cientificados através da afixação de Editais; 2.7. de posse dos extratos bancários solicitados via RMF , a fiscalização efetuou a conciliação nos dados, excluindo as informações que não fossem os depósitos; e procedeuse à intimação ao contribuinte por Edital, para que este comprovasse na forma da lei as fontes de recursos que deram origem aos depósitos ou créditos depositados em seu nome, no total de R$ 612.183,55 (não houve cheques devolvidos), conforme planilha de créditos anexada à intimação; 2.8. como o contribuinte não apresentou a documentação comprobatória da origem dos créditos bancários depositados, ficou caracterizada a omissão de rendimentos, sujeitandose o contribuinte à lavratura do auto de infração para a cobrança do Imposto de Renda correspondente, nos termos do art. 42 da Lei 9,430/1996, com os acréscimos legais cabíveis; 3. O Auto de Infração foi lavrado em 08/10/2002, tomando o autuado ciência através do EDITAL n° 461/2002 (fl. 112), não tendo ingressado com impugnação tempestivamente, foi lavrado o TERMO DE REVELIA de fl. 114, datado de 26/11/2002. 4. Em dezembro de 2003 foi encaminhado, à esta DRJ/SPOII, o presente processo para julgamento da preliminar de tempestividade levantada em manifestação do contribuinte em epígrafe, anexada como fls. 125 a 145, com documentos de 146 a 170. 5. Da análise da manifestação de fls. 125 a 145, verificase tratar de impugnação ao lançamento de fls. 108 a 110, datado de 08/10/2002, cuja ciência se deu por Edital n° 461/2002, em 25/10/2002 (fl. 112). Da impugnação, destacamse os seguintes aspectos: 5.1. PRELIMINARMENTE. "... tendo em conta que somente quando recebeu o Aviso de Cobrança emitido por essa Procuradoria tomou conhecimento da existência do referido processo e somente quando recebeu a sua cópia teve notícia de que o Fisco havia lavrado Auto de Infração para exigir diferença de Imposto de Renda Pessoa Física do anocalendário de 1998."; "Assim, é nulo de pleno direito o lançamento de ofício por vícios insanáveis da sua notificação." 5.2. o impugnante refuta a assertiva lançada pela fiscalização sobre a recusa na indicação do domicílio fiscal. Diz que não houve tal recusa; a informação prestada foi de que o intimado, naquele momento, não tinha residência fixa, mas que podia receber as intimações no endereço da empresa (AR COMISSÁRIA E TRANSPORTES LTDA) em que era e continua sendo sócio quotista. O contato foi feito pelo telefone da empresa indicado pelo contribuinte intimado; Fl. 254DF CARF MF Impresso em 30/01/2014 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/10/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/10/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 25/10/2013 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 19515.001439/200258 Acórdão n.º 2801003.238 S2TE01 Fl. 255 4 5.3. argumenta que, a residência nem sempre coincide com o domicílio fiscal. Quando a residência não é fixa, o domicílio fiscal da pessoa física será o "centro habitual de sua atividade", ou seja, o lugar em que normalmente o contribuinte desempenha as suas funções, conforme estatui o artigo 127, inciso I do Código Tributário Nacional CTN. Portanto, prossegue, o esclarecimento prestado pelo contribuinte aa respeito da indefinição sobre o local da sua residência, mas suprida pela indicação do endereço da empresa em que possuía e possui participação societária para recebimento das intimações, não pode ser recebida como recusa na indicação do seu domicílio fiscal; 5.4. diz que, a fiscalização, antes mesmo do contato telefônico, já possuía elementos documentais suficientes para ultimar a notificação do lançamento pelas vias normais, pois tinha conhecimento do nome e do CNPJ da pessoa jurídica na qual o contribuinte intimado era sócio; 5.5. conclui, a via extrema da notificação por Edital, portanto, só podia ser utilizada se frustradas as tentativas da ciência pelas vias normais; 5.6. a impugnação segue apresentando outras razões de contestação ao Auto de Infração.” A impugnação não foi conhecida, conforme Acórdão de fls. 219/227, que restou assim ementado: PRELIMINAR DE TEMPESTIVIDADE. Comprovada a regularidade da ciência por Edital, não se acolhe a preliminar de tempestividade da impugnação, apresentada a destempo, contra o lançamento de IRPF. IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA. EFEITOS. Expirado o prazo para impugnação da exigência, deve ser declarada a revelia e iniciada a cobrança amigável, sendo que eventual petição, apresentada fora do prazo, não caracteriza impugnação, não instaura a fase litigiosa do procedimento, não suspende a exigibilidade do crédito tributário nem comporta julgamento de primeira instância, salvo se caracterizada ou suscitada a tempestividade, como preliminar. Regularmente cientificado daquele acórdão em 29/09/2008 (AR, fl. 239), o interessado interpôs recurso voluntário de fls. 240/249, em 28/10/2008. Em sua defesa, requer seja o presente recurso recebido e provido, a fim de reformar a decisão de primeira instância, reconhecendo como tempestiva a impugnação apresentada, que deverá ser apreciada pelo órgão julgador de primeiro grau, como entende a boa jurisprudência, para afastar o risco de supressão de instância. A numeração de folhas citada nesta decisão referese à serie de números do arquivo PDF. Fl. 255DF CARF MF Impresso em 30/01/2014 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/10/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/10/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 25/10/2013 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 19515.001439/200258 Acórdão n.º 2801003.238 S2TE01 Fl. 256 5 É o Relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso preenche seus requisitos de admissibilidade, motivo pelo qual dele conheço. A decisão recorrida não conheceu da impugnação apresentada pelo Recorrente em virtude de sua intempestividade, considerando válida a intimação do auto de infração por meio do EDITAL N° 461/2002 (fl. 118), nos termos do artigo 23 do Decreto 70.235/72. Como registrou a relatora do acórdão recorrido, as correspondências que continham as Intimações Fiscais retornaram com a informação de que o destinatário havia se mudado, razão pela qual a fiscalização procedeu diligência no respectivo endereço a fim de tentar uma intimação pessoal, contudo, constatou que o imóvel estava vazio e em reformas, e a informação dada pelo mestre de obras do novo proprietário foi a de que o contribuinte havia se mudado para Campinas, mas, não conhecia o seu novo endereço. Tal fato obrigou a fiscalização a utilizar a via do EDITAL, prevista no art.23 acima transcrito, como forma de cientificar o contribuinte dos atos administrativos pertinentes ao procedimento fiscal em curso. Consta registrado, ainda, que, em 21/06/2001 a fiscalização contatou o contribuinte por um telefone indicado e foi solicitado a ele seu novo domicílio fiscal, porém, este se negou a fornecer o novo endereço, alegando não possuir endereço fixo. Disse que até poderia receber alguma correspondência no endereço de sua empresa, apesar de não residir lá, mas recusouse a mandar fax ou declaração por via postal indicando o novo endereço sob a alegação de não possuir residência fixa De fato, a comunicação de mudança do endereço somente ocorreu a destempo com a entrega da sua declaração de rendimentos, em 30/03/2003 (fl. 218), considerando que desde março de 2001 já havia um procedimento fiscal regularmente instaurado contra o contribuinte e do qual ele tinha pleno conhecimento. Comose vê, resultaram improfícuas as tentativas de intimação postal e pessoal, motivo pelo qual foi publicado o edital, mediante afixação nas dependências da Agência da Receita Federal. Assim, tendo sido respeitado o disposto no artigo 23 do Decreto 70.235/72, nada há que invalide a intimação, motivo pelo qual, no caso, a impugnação deveria ter sido apresentada até 26 de novembro de 2002 (30 dias após a intimação, considerada realizada 15 dias após a publicação do edital), o que não foi feito. Intempestiva, portanto, a impugnação protocolizada no dia 21 de julho de 2003, mormente levandose em conta que as formas de intimações admitidas para ciência de auto de infração são as previstas no Decreto 70.235/72 e alterações posteriores, não comportando intimações por telefone. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Fl. 256DF CARF MF Impresso em 30/01/2014 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/10/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/10/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 25/10/2013 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 19515.001439/200258 Acórdão n.º 2801003.238 S2TE01 Fl. 257 6 Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 257DF CARF MF Impresso em 30/01/2014 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/10/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/10/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 25/10/2013 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 19515.001439/200258 Acórdão n.º 2801003.238 S2TE01 Fl. 258 7 Declaração de Voto Conselheiro Marcelo Vasconcelos de Almeida Acompanho a conclusão do voto da Ilustre Relatora, Conselheira Tânia Mara Paschoalin, mas divirjo em relação à fundamentação, pelos motivos que passo a expor. À época em efetuadas as tentativas de intimação a redação do art. 23 do Decreto 70.235/1972 era a seguinte, verbis: Art. 23. Farseá a intimação: I pessoal, pelo autor do procedimento ou por agente do órgão preparador, na repartição ou fora dela, provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou preposto, ou, no caso de recusa, com declaração escrita de quem o intimar; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito) II por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito) III por edital, quando resultarem improfícuos os meios referidos nos incisos I e II.. A leitura do treco em destaque revela que a intimação por edital somente era cabível quando resultassem improfícuas as tentativas de intimação pessoal e por via postal, cumulativamente (incisos I E II). Somente em 2005 a redação do dispositivo foi alterada, passando a prever a intimação por edital quando resultasse frustrada a intimação pessoal OU a intimação por via postal. No caso concreto, a cópia do AR de fl. 21 evidencia que a primeira tentativa de intimação, via postal, não se concretizou, porquanto o “Recibo” do referido documento está em branco (campos local e data, assinatura do destinatário e assinatura do empregado). Logo, não poderia as demais intimações serem feitas por edital, haja vista que a norma exigia, à época dos fatos, que resultassem improfícuas as intimações pessoal e postal, cumulativamente. Nesse contexto, entendo que o contribuinte foi cientificado do lançamento somente quando retirou cópia do processo na Procuradoria Seccional da Fazenda Nacional em Campinas, em 17/06/2003 (terçafeira), conforme atesta o documento de fl. 127 deste processo digital. Assim, o prazo final para apresentação da impugnação ocorreu em 17/07/2003 (quinta feira). A impugnação foi apresentada em 21/07/2003 (fl. 131), revelandose, pois, intempestiva. Face ao exposto, conheço do recurso apenas em relação à alegação de tempestividade da impugnação, e voto por negarlhe provimento. Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida Fl. 258DF CARF MF Impresso em 30/01/2014 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/10/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/10/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 25/10/2013 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 19515.001439/200258 Acórdão n.º 2801003.238 S2TE01 Fl. 259 8 Fl. 259DF CARF MF Impresso em 30/01/2014 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/10/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/10/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 25/10/2013 por TANIA MARA PA SCHOALIN
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Numero do processo: 10830.720387/2007-80
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 18 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR
Exercício: 2005
VALOR DA TERRA NUA (VTN). SUBAVALIAÇÃO. LAUDO TÉCNICO DE AVALIAÇÃO. ÔNUS DA PROVA.
Para que o VTN apurado pela autoridade fiscal com base no SIPT seja revisto, faz-se necessária a apresentação de laudo técnico, revestido de rigor científico suficiente a firmar a convicção da autoridade, comprovando que o imóvel analisado difere, quanto às suas características e valor de mercado, dos demais imóveis do município, devendo conter os requisitos mínimos exigidos pela norma NBR 146533 da Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.664
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: WALTER REINALDO FALCÃO LIMA
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SUBAVALIAÇÃO. LAUDO TÉCNICO DE AVALIAÇÃO. ÔNUS DA PROVA. Para que o VTN apurado pela autoridade fiscal com base no SIPT seja revisto, fazse necessária a apresentação de laudo técnico, revestido de rigor científico suficiente a firmar a convicção da autoridade, comprovando que o imóvel analisado difere, quanto às suas características e valor de mercado, dos demais imóveis do município, devendo conter os requisitos mínimos exigidos pela norma NBR 146533 da Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Carlos César Quadros Pierre, Ewan Teles Aguiar, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Tânia Mara Paschoalin e Walter Reinaldo Falcão Lima. Fl. 91DF CARF MF Impresso em 21/10/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 28/ 09/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHAES Processo nº 10830.720387/200780 Acórdão n.º 2801002.664 S2TE01 Fl. 2 2 Relatório AUTUAÇÃO Contra a contribuinte acima identificada foi expedida a Notificação de Lançamento de fls. 01/04, relativa ao Imposto Territorial Rural – ITR do exercício 2005, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de R$ 2.086,12, acrescido de multa de ofício e juros de mora, referente ao imóvel denominado “Fazenda São José”, localizado no município de PaulíniaSP, NIRF – Número do Imóvel na Receita Federal – 0.265.5063. O lançamento foi decorrente da seguinte infração, conforme descrição dos fatos de fls. 02: “Valor da Terra Nua declarado não comprovado Descrição dos Fatos: Após regularmente intimado, o contribuinte não comprovou por meio de laudo de avaliação do imóvel, conforme estabelecido na NBR 14.653 da ABNT, o valor da terra nua declarado. No Documento de Informação e Apuração do ITR (DIAT), o valor da terra nua foi arbitrado, tendo como base as informações do Sistema de Preços de Terra – SIPT da RFB. Os valores do DIAT encontramse no Demonstrativo de Apuração do Imposto Devido, em folha anexa. Enquadramento Legal ART 10 PAR 1 E INC I E ART 14 L 9393/96 Complemento da Descrição dos Fatos: LANÇAMENTO EFETUADO TENDO EM VISTA QUE 0 TERMO DE INTIMAÇÃO FISCAL No 08104/00019/2007, DATADO DE 13/08/2007, NÃO FOI ATENDIDO NO PRAZO LEGAL.”. IMPUGNAÇÃO Cientificada do lançamento 27/12/2007 por meio do EDITAL/DRF/CPS/SEFIS/N° 08104/252/2007, de 10/12/2007 (fl. 13), a interessada apresentou a impugnação de fls. 15/20, juntamente com os documentos de fls. 21/37, alegando, em síntese, conforme relatório do acórdão de primeira instância (fls. 43), que: “com advento da Lei n° 9.393/96, o contribuinte passou a auto avaliar o valor do imóvel, corrigindo, pelo índice de inflação, o valor declarado em 1996. Argumenta que a terra nua não tem valor de mercado, haja vista que, para sua obtenção, é excluído o valor das benfeitorias. Defende que, se existe um valor mínimo de imposto, uma vez recolhido este valor, não há o que ser questionado pela fiscalização do tributo. Afirma que o Sistema de Preços de Terras, implementado pela Portaria 447/2002, não Fl. 92DF CARF MF Impresso em 21/10/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 28/ 09/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHAES Processo nº 10830.720387/200780 Acórdão n.º 2801002.664 S2TE01 Fl. 3 3 pode ter aplicabilidade, haja vista que conflita com o que dispõe a Lei n° 9.393/96.” ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A DRJ/Campo GrandeMS julgou o lançamento procedente (fls. 42/44), nos termos do voto do relator do respectivo aresto, reproduzido a seguir: “A impugnação apresentada atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto n° 70.235/72, razão pela qual dela tomo conhecimento. O lançamento foi legalmente efetuado, utilizandose os dados informados na DITR do respectivo Exercício. Com a entrada em vigor da Lei n° 9.393, de 1996, o ITR passou a ser tributo lançado por homologação, no qual cabe ao sujeito passivo apurar o imposto e proceder ao seu pagamento, sem prévio exame da autoridade administrativa, conforme disposto no artigo 150 da Lei n.° 5.172, de 25 de outubro 1966, o Código Tributário Nacional CTN. O lançamento de oficio no caso de informações inexatas encontra amparo no art. 14, da Lei n° 9.393/1.996, abaixo transcrito, o qual também prevê a exigência da multa cabível no procedimento de oficio: "Art. 14. No caso de falta de entrega do DIAC ou do DIAT, bem como de subavaliação ou prestação de informações inexatas, incorretas ou fraudulentas, a Secretaria da Receita Federal procederá à determinação e ao lançamento de oficio do imposto, considerando informações sobre preços de terras, constantes de sistema a ser por ela instituído, e os dados de área total, área tributável e grau de utilização do imóvel, apurados em procedimentos de fiscalização. § 1° As informações sobre preços de terra observarão os critérios estabelecidos no art. 12, § I°, inciso II da Lei n° 8.629, de 25 de fevereiro de 1993, e considerarão levantamentos realizados pelas Secretarias de Agricultura das Unidades Federadas ou dos Municípios. § 2° As multas cobradas em virtude do disposto neste artigo serão aquelas aplicáveis aos demais tributos federais." A multa aplicável, no caso, é a de 75%, conforme art. 44, I, da Lei n° 9.430/96, e os juros de mora em percentual equivalentes A taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC, para títulos federais, acumulada mensalmente, de acordo com o art. 61, § 3o, da Lei n° 9.430/96. Há de ser frisado, ainda, que a utilização da tabela SIPT, para verificação do valor de imóveis rurais, encontra amparo no dispositivo supracitado (Lei n° 9.393/96, art. 14). Além disso, o dispositivo impõe a formalização da exigência do imposto suplementar, mediante lançamento, do qual será intimado o contribuinte para apresentação de suas razões de defesa. Fl. 93DF CARF MF Impresso em 21/10/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 28/ 09/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHAES Processo nº 10830.720387/200780 Acórdão n.º 2801002.664 S2TE01 Fl. 4 4 Percebese, portanto, que o procedimento fiscal pautouse pela legalidade. O valor do SIPT só é utilizado quando, após intimado, o contribuinte não apresenta elementos suficientes para comprovar o valor por ele declarado, da mesma forma que tal valor apurado fica sujeito à. revisão quando o contribuinte logra comprovar que seu imóvel possui características que o distingam dos demais imóveis do mesmo município. É ilógico afirmar que a terra nua não possui valor comercial. É certo que o valor apurado pela fiscalização pode ser questionado, mediante Laudo Técnico de Avaliação, revestido de rigor cientifico suficiente a firmar a convicção da autoridade, devendo estar presentes os requisitos mínimos exigidos pela norma NBR 146533 da Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT. Há de ser respeitado o disposto no item 9.2.3.5, alínea "b", que dispõe que, para enquadramento nos graus de fundamentação II e III, é obrigatório que o Laudo contenha, "no mínimo, cinco dados de mercado efetivamente utilizados". Os dados de mercado coletados (no mínimo cinco) devem, ainda, se referir a imóveis localizados no município do imóvel avaliando, na data do fato gerador do ITR (1° de janeiro de 2005). Nestes Autos, não foi apresentado Laudo Técnico de Avaliação que atendesse as condições elencadas pela norma da ABNT, não havendo o que ser revisto no valor atribuído ao imóvel no lançamento. Assim, concluise que o lançamento, com os devidos acréscimos, está correto e encontrase devidamente amparado pela legislação que rege a matéria. Em face de todo o exposto, VOTO pela PROCEDÊNCIA DO LANÇAMENTO.” RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificada do acórdão de primeira instância em 28/09/09 (fls. 47), a interessada apresentou, em 15/10/09, o Recurso de fls. 48/52, em que em que requer, preliminarmente, a dispensa da exigência de depósito prévio para interposição do recurso e, no mérito, apresenta as mesmas alegações expostas na impugnação, pugnado pela reforma do acórdão recorrido. Por intermédio da Resolução n° 2801000.093 (fls. 66/69), de 12/03/12, o julgamento foi convertido em diligência para que fossem documentos relativos ao Sistema de Preços de Terra – SIPT que comprovassem o VTN arbitrado pela fiscalização. Como resposta foram juntados extrato do SIPT para o município de Paulínia (fls. 72), tabela do VTN médio por aptidão agrícola para o município de PaulíniaSP, fornecido pelo Instituto de Economia Agrícola Coordenadoria de Assistência Técnica Integral IEA/CATI – SAAESP (fls. 73), e tabela contendo Distribuição dos Municípios por Escritório de Desenvolvimento Rural (EDR), Região Administrativa (RA), Pólo Regional e Bacia Hidrográfica, Estado de São Paulo (fls. 76/87). Consta no despacho de fls. 87/88 que, embora não tenha sido possível obter o VTN Fl. 94DF CARF MF Impresso em 21/10/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 28/ 09/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHAES Processo nº 10830.720387/200780 Acórdão n.º 2801002.664 S2TE01 Fl. 5 5 através de consulta ao SIPT, a confirmação do valor utilizado no lançamento tributário acima referido pode ser obtida pela tabela de valores de VTN da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo que, nos termos do § 1º do art. 14 da Lei 9.393/1996, constitui fonte idônea de tais informações. É o Relatório. Voto Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima O recurso é tempestivo e atende as demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Registrese, inicialmente, que a exigência de depósito prévio para interposição de recurso voluntário não mais existe, razão pela qual não há que se falar em dispensa daquela exigência. Em que pese o inconformismo da recorrente, o acórdão recorrido não merece qualquer reparo, como será demonstrado a seguir. Por intermédio do Termo de Intimação Fiscal de fls. 11, foi solicitada à declarante a apresentação de Laudo de avaliação do imóvel, conforme estabelecido na NBA 14.653 da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, com fundamentação e grau de precisão II, com anotação de responsabilidade técnica ART registrada no CREA, contendo todos os elementos de pesquisa identificados, tendo sido ressaltado que a não apresentação do documento solicitado ensejaria o arbitramento do Valor da Terra Nua – VTN, com base nas informações do Sistema de Preços de Terra SIPT da RFB. A contribuinte não atendeu à intimação, o que acarretou o arbitramento do VTN por intermédio da notificação de lançamento em questão, cabendo destacar que, tanto na impugnação quanto no recurso voluntário a recorrente não juntou o Laudo solicitado. Cumpre esclarecer, inicialmente, que a subavaliação do VTN declarado pela declarante restou caracterizada em virtude de aquele valor ser inferior ao constante no SIPT relativo ao município em que se situa o imóvel fiscalizado. Por conseguinte, o valor apurado pela fiscalização somente poderia ser revisto mediante a apresentação de Laudo Técnico de Avaliação, revestido de rigor científico suficiente a firmar a convicção da autoridade, comprovando que o imóvel analisado difere, quanto às suas características e valor de mercado, dos demais imóveis do município devendo conter os requisitos mínimos exigidos pela norma NBR 146533 da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. É importante destacar que o art. 14, da Lei n° 9.393/1.996, prevê a hipótese do arbitramento do VTN, tal qual ocorreu no caso em apreço, como pode ser observado pela leitura do citado dispositivo legal, in verbis: Lei n° 9.393/1.996 Art. 14. No caso de falta de entrega do DIAC ou do DIAT, bem como de subavaliação ou prestação de informações inexatas, Fl. 95DF CARF MF Impresso em 21/10/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 28/ 09/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHAES Processo nº 10830.720387/200780 Acórdão n.º 2801002.664 S2TE01 Fl. 6 6 incorretas ou fraudulentas, a Secretaria da Receita Federal procederá à determinação e ao lançamento de oficio do imposto, considerando informações sobre preços de terras, constantes de sistema a ser por ela instituído, e os dados de área total, área tributável e grau de utilização do imóvel, apurados em procedimentos de fiscalização. § 1° As informações sobre preços de terra observarão os critérios estabelecidos no art. 12, § I°, inciso II da Lei n° 8.629, de 25 de fevereiro de 1993, e considerarão levantamentos realizados pelas Secretarias de Agricultura das Unidades Federadas ou dos Municípios. § 2° As multas cobradas em virtude do disposto neste artigo serão aquelas aplicáveis aos demais tributos federais. Vêse, portanto, que, ante à ausência de Laudo que comprove ser correto o VTN declarado pela contribuinte, há respaldo legal para o arbitramento em questão, tendo sido considerado, neste caso, o VTN médio por aptidão agrícola apurado pelo Instituto de Economia Coordenadoria de Assistência Técnica Integral IEA/CATI – SAAESP (fls. 73), para a região abrangida pelo Escritório de Desenvolvimento Rural – EDR/Campinas, nos termos art. 14 da Lei n° 9.393/1996, da qual o município de PaulíniaSP faz parte, conforme tabela de fls. 74/85. O VTN em questão referese a aptidão agrícola “Campo” (menor VTN médio/hectare entre as aptidões agrícolas constantes naquela tabela), e corresponde a R$ 5.234,16 por hectare (fls. 73), resultando em um VTN correspondente a R$ 3.905.206,78. Cumpre assinalar que o entendimento acima exposto está de acordo com a jurisprudência deste Conselho, como pode ser constatado pelas ementas abaixo transcritas: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2001 REVISÃO DO VALOR DA TERRA NUA VTN 0 valor da terra nua pode ser revisto pela autoridade fiscal, quando restar comprovado, mediante laudo técnico, elaborado em atendimento a todas as exigências da Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT., que o imóvel analisado difere, quanto às suas características e valor de mercado, dos demais imóveis do município. Como não comprovado, mantémse o valor arbitrado pela autoridade. Recurso Voluntário Negado (Acórdão n° 30239.72, de 13/08/08)” “Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural – ITR Exercício: 2001 VALOR DA TERRA NUA. ARBITRAMENTO. PROVA MEDIANTE LAUDO TÉCNICO DE AVALIAÇÃO. REQUISITOS. Fl. 96DF CARF MF Impresso em 21/10/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 28/ 09/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHAES Processo nº 10830.720387/200780 Acórdão n.º 2801002.664 S2TE01 Fl. 7 7 Para fazer prova do valor da terra nua o laudo de avaliação deve ser expedido por profissional qualificado e deve atender aos padrões técnicos recomendados pela ABNT. Sem esses requisitos, o laudo não tem força probante para infirmar o valor apurado pelo Fisco com base no SIPT. Recurso negado. (Acórdão n° 30239.72, de 21/10/10)” “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL – ITR Exercício: 2002 VALOR DA TERRA NUA (VTN). SUBAVALIAÇÃO. ÔNUS DA PROVA. Quando o VTN declarado está subavaliado, se faz necessário que o interessado apresente elemento hábil de prova, mormente, laudo técnico de avaliação emitido por profissional habilitado, que faça expressa referência ao preço de mercado em 1º de janeiro do ano de ocorrência do fato gerador, o qual corrobore sua declaração. Não sendo hábeis os documentos apresentados, cabível a autuação que considerou o VTN, constante do SIPT, considerandose o município de localização do imóvel, a aptidão de uso do solo e as extensões de áreas declaradas pelo contribuinte. Recurso Voluntário Negado (Acórdão n° 2801000.741, de 27/07/10)” Diante do exposto acima voto por NEGAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima – Relator Fl. 97DF CARF MF Impresso em 21/10/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 28/ 09/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHAES
score : 1.0
Numero do processo: 10215.000245/2004-15
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 19 00:00:00 UTC 2013
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR
Exercício: 2000
ÁREA UTILIZADA. EXPLORAÇÃO EXTRATIVA.
Somente pode ser considerada área de exploração extrativa, sem a aplicação de índices de rendimento por produto, a área do imóvel rural explorada com produtos vegetais extrativos, mediante plano de manejo sustentado aprovado pelo IBAMA, e cujo cronograma esteja sendo cumprido pelo contribuinte.
VALOR DA TERRA NUA (VTN). REVISÃO.
Para fins de revisão do VTN arbitrado pela fiscalização, com base nos VTN/ha apontados no SIPT, exige-se Laudo Técnico de Avaliação, emitido por profissional habilitado, que atenda aos requisitos essenciais das Normas da ABNT, demonstrando, de forma inequívoca, o valor fundiário do imóvel, a preços da época do fato gerador do imposto, bem como a existência de características particulares desfavoráveis que justificassem tal revisão.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.911
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ANTONIO DE PÁDUA ATHAYDE MAGALHÃES
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2000 ÁREA UTILIZADA. EXPLORAÇÃO EXTRATIVA. Somente pode ser considerada área de exploração extrativa, sem a aplicação de índices de rendimento por produto, a área do imóvel rural explorada com produtos vegetais extrativos, mediante plano de manejo sustentado aprovado pelo IBAMA, e cujo cronograma esteja sendo cumprido pelo contribuinte. VALOR DA TERRA NUA (VTN). REVISÃO. Para fins de revisão do VTN arbitrado pela fiscalização, com base nos VTN/ha apontados no SIPT, exigese Laudo Técnico de Avaliação, emitido por profissional habilitado, que atenda aos requisitos essenciais das Normas da ABNT, demonstrando, de forma inequívoca, o valor fundiário do imóvel, a preços da época do fato gerador do imposto, bem como a existência de características particulares desfavoráveis que justificassem tal revisão. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Tânia AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 21 5. 00 02 45 /2 00 4- 15 Fl. 303DF CARF MF Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.10297.IY6B. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10215.000245/200415 Acórdão n.º 2801002.911 S2TE01 Fl. 140 2 Mara Paschoalin e Ewan Teles Aguiar. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Ausente, ainda, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Relatório Tratase de Auto de Infração às fls. 14/24, referente a Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR), exercício 2000, que formaliza a exigência de crédito tributário (imposto, multa proporcional e juros de mora) no valor total de R$ 4.877,99, relativo ao imóvel denominado “Pedreira” (NIRF 4.555.3360), localizado no município de Prainha/PA. Segundo a descrição dos fatos constante da peça de autuação: a) foi efetuada a glosa parcial da área originalmente informada como de exploração extrativa (área declarada: 1.100,0 ha, área apurada pela fiscalização: 280,0 ha), objeto de plano de manejo, por não haver sido comprovada a execução do cronograma; b) foi determinado de oficio o VTN, pelo fato de o valor declarado encontrar se subavaliado em relação ao Sistema de Preços de Terra — SIPT, sem prova de que este imóvel teria valor de mercado diferenciado em relação aos demais imóveis circunvizinhos (VTN declarado: R$ 20.800,00; VTN apurado pela fiscalização: R$ 24.384,00). Cientificada, a empresa apresentou sua impugnação, onde alegou a existência da área do Plano de Manejo Florestal Sustentável de 1.100,0 hectares, PMFS n° 3495/96, no imóvel em questão, tendo o citado projeto sido autorizado pelo IBAMA em diversas etapas, e finalizado no ano de 1999 com 1.100,0 ha. Informou ainda que, neste caso, há que se considerar toda a área envolvida no PMFS e não apenas a área na qual, em dado momento, estivesse havendo corte de espécimes florestais, haja vista que é um todo integrado. Quanto ao VTN – Valor da Terra Nua, sustentou que deve corresponder ao valor de mercado da época, ou seja, para efeito de lançamento do ITR em causa, deve ser considerado o VTN em 01.01.1999 (sic), uma vez que no ano em referência as terras rurais na região tinham pouco valor comercial, em especial aquelas que não possuíam titulo definitivo de propriedade, como no caso presente. O órgão julgador de primeira instância não acolheu as alegações da autuada e julgou procedente o lançamento, nos termos do Acórdão DRJ/REC n° 1120.008, de 24/08/2007, às fls. 85/91. As ementas constantes da referida decisão encontramse transcritas a seguir: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2000 ÁREA UTILIZADA. EXPLORAÇÃO EXTRATIVA. Somente pode ser considerada área de exploração extrativa, sem a aplicação de índices de rendimento por produto, a área do imóvel rural explorada com produtos vegetais extrativos, mediante plano de manejo sustentado aprovado pelo Ibama até o Fl. 304DF CARF MF Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.10297.IY6B. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10215.000245/200415 Acórdão n.º 2801002.911 S2TE01 Fl. 141 3 dia 31 de dezembro do ano anterior ao de ocorrência do fato gerador do ITR, e cujo cronograma esteja sendo cumprido pelo contribuinte. ÁREA DE EXPLORAÇÃO EXTRATIVA. GLOSA. Mantémse a glosa da área declarada como de exploração extrativa e nãocomprovada pelo contribuinte, recalculandose, conseqüentemente, o ITR, devendo a diferença apurada ser acrescida das cominações legais, por meio de lançamento de oficio suplementar. VALOR DA TERRA NUA ACEITO PARA O CÁLCULO DO TER. O Valor da Terra Nua VTN para o exercício de 2000 refletirá o preço de mercado de terras, apurado em 1° de janeiro de 2000. DECISÕES JUDICIAIS. EFEITOS. A extensão dos efeitos das decisões judiciais, no âmbito da Secretaria da Receita Federal, possui como pressuposto a existência de decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal acerca da inconstitucionalidade da lei que esteja em litígio e, ainda assim, desde que seja editado ato específico do Sr. Secretário da Receita Federal nesse sentido. Não estando enquadradas nesta hipótese, as sentenças judiciais só produzem efeitos para as partes entre as quais são dadas, não beneficiando nem prejudicando terceiros. INSTRUÇÃO DA PEÇA IMPUGNATÓRIA. A impugnação deve ser instruída com os documentos em que se fundamentar e que comprovem as alegações de defesa, precluindo o direito de o contribuinte fazêlo em outro momento processual. Lançamento Procedente. Irresignada, a recorrente apresentou o Recurso Voluntário às fls. 95/101, em que reitera os argumentos apresentados em sua impugnação, aduzindo, ainda, que: o Plano de Manejo Florestal Sustentável PMFS, no todo, é uma área de utilização limitada, portanto, tem que ser reconhecida como área de reserva legal, quando averbada à margem da escritura do imóvel, no Registro de Imóveis competente ou outorgada por órgão de reconhecida capacitação técnica e mantido pelo poder público, no caso o IBAMA, devendo ser excluída da base de cálculo do 1TR; a compreensão dos julgadores de primeira instância de que a recorrente não justificou o VTN não merece subsistir, uma vez que os documentos que instruíram sua defesa são suficientemente elucidativos para comprovar as razões expostas pela empresa e que não foram devidamente analisadas. Submetido à apreciação da 1a. Turma Ordinária da 2a. Câmara da 3a. SJ, resolveu aquele Colegiado, por decisão unânime, em converter o julgamento em diligência, nos Fl. 305DF CARF MF Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.10297.IY6B. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10215.000245/200415 Acórdão n.º 2801002.911 S2TE01 Fl. 142 4 termos da Resolução n° 320100.008, de 25/03/2009, às fls. 115/120, ou seja, para que a contribuinte fosse intimada a apresentar Certidão completa com todo o histórico de matrícula do imóvel objeto do lançamento. Quanto ao resultado da providência solicitada, consta a seguinte informação do Núcleo de Arrecadação e Cobrança da Delegacia da Receita Federal do Brasil em Santarém/PA (despacho à fl. 130): “(...) para atendimento da providência relacionada às fls. 120, enviamos intimação ao endereço constante em nossos sistemas, para que a contribuinte apresentasse Certidão completa com todo o histórico de matrícula do imóvel. No entanto, a correspondência retornou sem recebimento. Afixamos o Edital n. o 009/2009 que foi retirado em 10/11/2009”. Devolvido para julgamento, o presente processo foi distribuído a este Conselheiro, nos termos do art. 50, § 3°, do Regimento Interno do CARF (Portaria MF nº 256, de 22/06/2009, DOU de 26/06/2009). No entanto, verificouse que, ao dar cumprimento à diligência solicitada por este Egrégio Conselho, decidiu a unidade de origem intimar a contribuinte Margarete Correa Rodrigues (contribuinte que consta no Cadastro de Imóveis Rurais – CAFIR do respectivo imóvel em 10/09/2009 data da pesquisa à fl. 123), por se apresentar naquela data, como responsável pelo imóvel em questão. Ocorre que, após análise dos autos, entendeu esta 1a. Turma Especial da 2a. Seção do CARF que a intimação solicitada na diligência deveria ter sido dirigida à contribuinte indicada no auto de infração em litígio (lavrado em 21/06/2004), ou seja, à empresa MADESA – MADEIREIRA SANTARÉM LTDA. CNPJ n° 15.279.755/000144. Deste modo resolveu esta Turma Julgadora converter o julgamento em nova diligência à unidade de origem no sentido de que fosse intimada a empresa MADESA – MADEIREIRA SANTARÉM LTDA. CNPJ n° 15.279.755/000144, ou ainda, em caso de insucesso em localizála, o seu representante legal, conforme constante nos cadastros da RFB, para: a) apresentar certidão completa do Cartório de Registro de Imóveis competente (original ou cópia autenticada), contendo todo o histórico da matrícula do imóvel objeto do presente litígio; b) em seguida, deverá a unidade preparadora trazer à colação todos os extratos/documentos/informações resultantes da providência requerida no item “a” acima. Em atenção ao solicitado na diligência, a recorrente se manifestou por meio do documento à fl. 137. É o relatório. Voto Fl. 306DF CARF MF Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.10297.IY6B. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10215.000245/200415 Acórdão n.º 2801002.911 S2TE01 Fl. 143 5 Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Primeiramente, no que diz respeito à glosa de área de exploração extrativa efetuada no lançamento, cabe salientar que é necessário a existência de plano de manejo aprovado pelo órgão competente e da prova do cumprimento de seu cronograma, para fins de reconhecimento da área de exploração extrativa. Tal determinação, com efeitos na apuração do ITR, está prevista no art. 10, § 1º, inciso V, “c”, e §§ 3º e 5°, da Lei nº 9.393/96, in verbis: “Art. 10 (...) § 1º Para os efeitos de apuração do ITR, considerarseá: (...) V – área efetivamente utilizada, a porção do imóvel que no ano anterior tenha: (...) c) sido objeto de exploração extrativa, observados os índices de rendimento por produto e a legislação ambiental. (...) § 5º. Na hipótese de que trata a alínea c do inciso V do § 1º, será considerada a área total objeto de plano de manejo sustentado, desde que aprovado pelo órgão competente, e cujo cronograma esteja sendo cumprido pelo contribuinte.” (grifo nosso) Como já destacado pela autoridade lançadora e pelo órgão julgador de primeira instância, a legislação acima mencionada é clara ao disciplinar que somente podem ser aceitas as áreas exploradas com produtos vegetais extrativos, mediante plano de manejo sustentado, cujo cronograma esteja sendo cumprido pelo contribuinte. Não há, nos autos, Laudo técnico sobre a execução do plano autorizado nem relatórios detalhados de atividades desenvolvidas, que possam comprovar o cumprimento do cronograma. Em sede de Recurso Voluntário a recorrente apresentou Certidão, à fl. 109, emitida pelo cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Monte Alegre em que consta a informação da averbação, em 14/10/1996, de Termo de Compromisso de Plano de Manejo Florestal Sustentável TCAPMFS de 50% de um imóvel, sem denominação, de 1.200 ha., destinandose a área averbada à “utilização restrita à exploração Florestal sob a forma de Manejo Florestal Sustentável de acordo com as leis n°s 7.803, de Outubro de 1989, e 4.771, de 15 de Setembro de 1965”, e alegou que a área abrangida pelo Plano de Manejo Florestal Sustentado da recorrente é uma área de utilização limitada (Reserva Legal), averbada à margem da escritura do imóvel, no Registro de Imóveis competente, devendo, portanto, ser excluída da base de calculo do ITR. Fl. 307DF CARF MF Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.10297.IY6B. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10215.000245/200415 Acórdão n.º 2801002.911 S2TE01 Fl. 144 6 A respeito desta última alegação, verificouse que a referida Certidão à fl. 109 não trazia a matrícula, tampouco a denominação do imóvel, nem qualquer outra informação que pudesse relacionála ao imóvel objeto do auto de infração (Imóvel Fazenda Pedreira, município de Prainha PA, à margem esquerda do Rio Curuatinga). Por meio de diligência empreendida por este Conselho foi solicitado à recorrente que apresentasse Certidão completa do Cartório de Registro de Imóveis competente (original ou cópia autenticada), contendo todo o histórico da matricula do imóvel de NIRF 4.555.3360, objeto do presente litígio. Em resposta a empresa, assim esclareceu: (...) detém dentro de suas atividades econômicas a exploração florestal, com isso, ela necessita abastecer a sua indústria com matéria prima (madeira em tora) oriundas de Projetos de Manejo Florestal Sustentado, que são confeccionados em áreas de floresta localizados na zona rural, e para isso ela precisava de grande extensão de terras rural para suprir as suas necessidades, dai criouse a intenção de posse em áreas devolutas pertencentes a União sem qualquer tipo de cadastro junto ao órgão fundiário, onde se denominou Possuidor a qualquer titulo, de maneira que a empresa para obter os Planos de Manejo era essencial que as áreas rural fossem cadastradas no NIRF na Receita Federal, após realizado esse cadastro a empresa passaria a ser autora das D1TR como também obrigar se a efetuar os pagamentos do Imposto Territorial Rural — ITR, executando esse dever até o ano de 2001 ininterruptamente. Em 17/setembro/2002, a empresa protocolou junto a Receita Federal, um pedido de cancelamento do N1RF, em decurso das novas legislações fundiárias, da criação do Assentamento Corta Corda na Gleba Pacoval convertido pelo INCRA e da invasão pelos novos posseiros que entraram como por direito próprio nessa extensão de terra, fato esse que impediu a regularização fundiária da mesma, de modo que a empresa não possuía mais o domínio sobre ela, ficando apenas na intenção de possuidores a qualquer titulo. Diante desse fato, não poderemos fornecer a Certidão do Cartório de Registro de Imóveis, contendo todo histórico da matricula do imóvel do NIRF 4555.3360, por não existir.” Portanto, permanece o contribuinte sem apresentar provas de que a área de exploração extrativa glosada no lançamento teria sido objeto de plano de manejo sustentado autorizado pelo IBAMA, e cujo cronograma de execução tenha sido cumprido. Correta, portanto, a glosa fiscal. Quanto ao segundo ponto em discussão, relacionado ao Valor da Terra Nua (VTN) apurado pela autoridade fiscal, também não há reparos a ser feito nem no lançamento e nem no acórdão recorrido. A defendente não anexou aos autos laudo de avaliação para contestar o VTN apontado no auto de infração. Fl. 308DF CARF MF Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.10297.IY6B. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10215.000245/200415 Acórdão n.º 2801002.911 S2TE01 Fl. 145 7 A empresa autuada não justificou o VTN de R$ 20.800,00 informado na DITR para o imóvel em questão, com área total de 1.200,00 ha., ou seja, a valor de R$ 17,33 por hectare. Com base no Sistema de Preços de Terras SIPT, o valor do hectare, neste município, é de R$ 23,65. Observase ainda que não foi apresentada qualquer documentação que ratificasse a alegação da defesa no sentido de que a localização deste imóvel, dentro do município, estivesse em situação tão diferenciada dos demais imóveis rurais que justificasse um valor da terra nua menor. Portanto, o lançamento foi efetuado de acordo com a Lei n° 9.393, de 19/12/1996, art. 14 e Portaria SRF n°447, de 28/03/2002, pelo que se mantém o VTN lançado pelo fisco. Diante do acima exposto, VOTO por negar provimento ao recurso interposto nos autos. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Fl. 309DF CARF MF Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.10297.IY6B. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES em 25/02/2013 10:03:20. Documento autenticado digitalmente por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES em 25/02/2013. Documento assinado digitalmente por: ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES em 25/02/2013. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 08/10/2019. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP08.1019.10297.IY6B Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 9F47E399EDD29F403CB1EDF914F88C5641CAB0E4 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10215.000245/2004-15. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 10865.902105/2008-44
Data da sessão: Tue Aug 24 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Período de apuração: 01/01/2000 a 31/03/2000
CREDITAMENTO. FORNECEDOR OPTANTE PELO SIMPLES.
Existe vedação legal à transferência de créditos ao IPI relativamente aos valores recolhidos pelas empresas fornecedoras optantes pela sistemática simplificada de pagamentos de tributos - Simples.
ACRÉSCIMOS LEGAIS. JUROS DE MORA.
Há determinação legislativa para a exigência de juros de mora em relação a tributo não pago no prazo legal.
ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/01/2000 a 31/03/2000
APRECIAÇÃO DE ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE NA
ESFERA ADMINISTRATIVA,
Não cabe na esfera administrativa a discussão sobre a constitucionalidade ou inconstitucionalidade de lei. Não configurada nenhuma das exceções previstas na legislação.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.622
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: HÉLCIO LAFETÁ REIS
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FORNECEDOR OPTANTE PELO SIMPLES. Existe vedação legal à transferência de créditos ao IPI relativamente aos valores recolhidos pelas empresas fornecedoras optantes pela sistemática simplificada de pagamentos de tributos - Simples. ACRÉSCIMOS LEGAIS. JUROS DE MORA. Há determinação legislativa para a exigência de juros de mora em relação a tributo não pago no prazo legal. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2000 a 31/03/2000 APRECIAÇÃO DE ALEGAÇÕES DE INCONST1TUCIONALIDADE NA ESFERA ADMINISTRATIVA, Não cabe na esfera administrativa a discussão sobre a constitucionalidade ou inconstitucionalidade de lei, Não configurada nenhuma das exceções previstas na legislação. Recurso Voluntário Negado, Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente .julgado. Alexa ?Ír.,"/\r_dlp, nt, re Kern - Presidente, a Lafetá Reis Relator, EDITADO EM: 28/10/2010 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente), Héleio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, Carlos Henrique Martins de Lima, Daniel Maurício Fedato e Rangel Perneei Florin Relatório Em 15 de dezembro de 2003, o contribuinte transmitiu à Receita Federal Pedido de Ressarcimento ou Restituição e Declaração de Compensação relativo a créditos decorrentes de Ressarcimento de IPI (11s, 1 a 93), que foi parcialmente homologado, tendo havido glosa de créditos relativos a aquisições de insumos de pessoa jurídica optante pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte Simples (fls.. 94 a 102). Não concordando com o teor do despacho decisório, o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade (fls.. 103 a 126) e requereu o reconhecimento da validade do crédito glosado e a procedência da homologação da totalidade da compensação, alegando, em síntese, o seguinte: a) o pedido de ressarcimento e de compensação se referiria a crédito acumulado de IPI; b) o entendimento esposado no despacho decisório feriria a Constituição Federal, tendo em vista que a matéria relativa a creditamento somente poderia ser veiculada por meio de lei complementar; c) a Constituição Federal não criou nenhuma restrição à não-cumulatividade do IPI, de forma que sua aplicação deveria se dar de forma ampla e irrestrita; d) indevida aplicação da taxa Selic sobre o débito remanescente, A DRI Ribeirão Preto/SP indeferiu a solicitação (fls. 128 a 130), considerando que inexistiria autorização legal para o creditamento de IP] em relação às aquisições de empresas comerciais varejistas não equiparadas a industrial e estabelecimentos optantes pelo Simples, bem como pela impossibilidade de a autoridade administrativa se manifestar acerca de inconstitucionalidade de lei, inclusive em relação à aplicação da taxa Selic.. Irresignado, o contribuinte recorre a este Conselho (fls., 143 a 161) e reitera seu pedido, repisando os mesmos argumentos e solictando que se reconhecesse ao menos o crédito correspondente a 0,5% sobre as aquisições glosadas, crédito esse que corresponderia à parcela do IPI inclusa nos valores efetivamente pagos pelo fornecedor a título de recolhimento pelo Simples. E o relatório, \)\ 2 Processo n" 10865. 902105/200344 Acórdão n " 3803-00.622 S3-T E03 F 1 2 Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis, Relatar O recurso é tempestivo, atende as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. De inicio, registre-se que não cabe na esfera administrativa a discussão sobre a constitucionalidade ou inconstitucionalidade de lei, nos termos contidos no art. 26-A e parágrafo único do Decreto n° 70,235/1972 (PAF), com redação dada pela Lei n° 11,941/2009, bem corno no art, 62 e parágrafo único do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. O presente caso não se subsume em nenhuma das exceções que autorizam o afastamento da aplicação de lei, tratado internacional ou decreto por parte dos julgadores administrativos, exceções essas previstas nos atos normativos identificados no parágrafo anterior e assim definidas: I — norma que já tenha sido declarada inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal; II — norma que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do Procurador-Geral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei IV 10,522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da Advocacia-Geral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n'73, de 10 de fevereiro de 199.3; ou c) pareceres do Advogado-Geral da União aprovados pelo Presidente da República, na forma do art 40 da Lei Complementar IV 73, de 10 de fevereiro de 199.3, I. IPI. Não-cumulatividade Creditamente. Optantes pelo Simples. Como bem destacou o relator a alta, a sistemática da não-cumulatividade do IPI, prevista pela Constituição Federal, tem seu disciplinamento na legislação tributária, inclusive no Código Tributário Nacional (CTN), no sentido de autorizar aos contribuintes o creditarnento do imposto pago nas etapas anteriores do processo produtivo, abarcando alguns casos relativos a incentivos fiscais, dentre os quais não se inclui a possibilidade de aproveitamento de créditos em relação a aquisições de fornecedores optantes pelo Simples, A Lei ri° 9.317/1996, art. 5', § 5°, veda, expressamente, a transferência de créditos ao IPI relativa aos valores pagos pelas empresas optantes pela sistemática simplificada de pagamentos de tributos. A pessoa jurídica optante pelo Simples desfruta de tratamento especial, inexistindo a incidência do IPI em sua real conformação quando da saída de produtos do estabelecimento, Logo, inexistindo o imposto na aquisição de produtos de empresas optantes —oz —R) 3 4 o que se torna ainda mais evidente por não haver destaque do imposto na nota fiscal —, não há que se falar em creditamento na sistemática da não-cumulatividade.. O Tribunal Regional Federal da 1" Região já decidiu nesse sentido, conforme se depreende da ementa a seguir transcrita: AR 0008576-75. 2004.4.01 .0000/tVIG; AÇÃO RESCISORIA 02/08/2010 e-DJF1 p11 - 21/07/2010 PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO, AÇÃO RESCISÓRIA. PRELIMINARES AFASTADAS, IPI, CREDITA MENTO PRINCIPIO DA NÃO CUMULA TIVIDADE MATÉRIA-PRIMA E INSUMO ISENTOS OU SUJEITOS À ALiQUOTA ZERO PRODUTO FINAL ONERÁVEL OPERAÇÕES REALIZADAS COM EMPRESAS OPTANTES PELO SIMPLES IMPOSSIBILIDADE. PEDIDO RESCISÓRIO IMPROCEDENTE, (,-) 3. Inviável a pretensão da autora de crédito do IPI sobre operações realizadas com empresas optantes pelo Simples, em razão do impedimento previsto no ali, 5", § 5 0, da Lei )7 9.317/96 e art. 149 do Decreto 2.637/98, Mais ainda, a adesão ao referido benefício . fiscal obriga a empresa optante a recolher o imposto mensalmente em conjunto com demais impostos e contribuições, Precedentes do STI e deste Tribunal Quanto ao pedido do Recorrente de se acatar, pelo menos, o crédito correspondente ao percentual de 0,5% incluso na parcela paga pelo fornecedor optante, esclareça-se que inexiste autorização legislativa nesse sentido que excepcione a regra acima refererenciada. Por fim, saliente-se que a restrição prevista no art. 146, III, "b", da Constituição Federal, quanto à delimitação das matérias sujeitas ao disciplinamento por lei complementarar, que o termo "crédito" ali versado se refere ao "crédito tributário", muito bem trabalhado no Título III do Código Tributário Nacional (CTN), não guardando similitude com o ereditamento do montante pago nas operações anteriores na apuração do saldo a recolher no regime da não-cumulatividade. Dessa forma, por falta de autorização legal, não se acata o pedido do Recorrente de reforma da decisão a quo denegativa de seu pleito, II. Acréscimos legais. Juros de mora. Quanto aos juros de mora a serem exigidos juntamente com os tributos não pagos no vencimento, o CTN assim dispõe: Art, 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual jOr o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária § 1"Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de um por cento ao mês. Processo n" I 0865 902105/2008-44 S3-1E03 Acórdão n " 3803 -00.622 Fl 3 Constata-se que a fixação dos juros em 1% ao mês nos termos acima transcritos somente se aplica se a lei não dispuser de modo diverso, A Lei n° 9.065/1995 fixa os juros a serem aplicados no caso de pagamento extemporâneo de qualquer tributo da competência da União nos seguintes termos: Art. 13, A partir de 1° de abril de 199.5, os juros de que tratam a alínea c do parágrafo único do art. 14 da Lei n" 8.847, de 28 de janeiro de 1994, com a redação dada pelo art. 6" da Lei n" 8,850, de 28 de janeiro de 1994, e pelo art. 90 da Lei n" de 1995, o art. 84, inciso L e o art. 91, parágrafo único, alínea a.2, da Lei n" 8.981, de 1995, serão equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - SELIC para títulos federais, acumulada mensalmente. (grifei) O art, 84, inciso 1, da Lei n° 8.981/1995, acima referenciado, trata dos juros a serem acrescidos aos tributos e contribuições sociais arrecadados pela Secretaria da Receita Federal não pagos nos prazos previstos na legislação tributária, cujos fatos geradores ocorreram a partir de 1 0 de janeiro de 1995, Também a Lei n° 9,430/1996 prevê a exigência de juros de mora da seguinte forma: Art. 61, Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos .latos geradores ocorrerem a partir de 1" de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. ) áç. 3" Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à tara a que se aftre o 3" do ai 5", a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. (Vide Lei n" 9.716, de 1998) Referida matéria, inclusive, já se encontra sumulada neste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, in verbis: Súmula CARF 4 A partir de 1" de abril de 199.5, os juros moratórias incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais Portanto, constata-se inexistir autorização legislativa para a dispensa dos juros de mora em relação aos tributos não pagos no prazo legal. 5 É como voto, 014i Hélcio Lafetí Reis III. Conclusão. Diante do exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO, por haver proibição legal ao creditamento, no âmbito do regime da não-cumulatividade, relativo a produtos e insumos adquiridos de fornecedores optantes pelo Simples, bem como inexistir autorização legislativa que dispense a exigência de juros de mora nos pagamentos fora do prazo. 6
score : 1.0
Numero do processo: 10882.000710/2003-66
Data da sessão: Mon Aug 23 00:00:00 UTC 2010
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
PERÍODO DE APURAÇÃO: 01/04/2001 a 30/06/2001
CERCEAMENTO DA AMPLA DEFESA
Deve ser anulado o processo quando decisão que se encaminhe para não reconhecer direito de contribuinte não !he permite o exercício de sua defesa de forma ampla, mesmo tendo a Administração servido-se de regra legal para amparar o ato.
Numero da decisão: 3803-000.578
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em anular o processo desde a decisão de primeira instância, inclusive, para que uma nova decisão seja proferida, conhecendo da documentação que instrui a Manifestação de Inconformidade.
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUZA
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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, ern anular o processo desde a decisão de primeira instância, inclusive, para que uma nova decisão seja proferida, conhecendo da documentação que instrui a Manifestação de Inconformidade. Alex4ndre Kern — Presidente Belchir Me o e Sousa - Relator Partici.ram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente da Turma), elchior Melo de Sousa (Relator), Daniel Maurício Fedato, Carlos Henrique Martins de Lima, Hélcio Lafeta Reis e Rangel Petrucci Florin, Relatório Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de n° 14-20,563, de 24 de setembro de 2008, da DRJ-Ribeirão Preto/SP, fls. 146 a 149, que indeferiu a solicitação de ressarcimento de crédito de IPI apurado no 2' trimestre de 2001, fis. 02, no montante de R$ 12.96.3,52 O indeferimento do seu direito creditório, que seria utilizado na compensação dos débitos declarados, deve-se ao fato de não ter atendido A intimação para apresentar os respectivos documentos comprobatórios do crédito alegado. Em sua manifestação de inconformidade alegou, preliminarmente, que desconhecia a intimação, em razão de extravio, aduzindo que tal fato não tem o condão de subtrair o seu legitimo direito ao crédito, que, para comprová-lo atesta ter estornado o valor correspondente ao solicitado, no somatório com outros pedidos, e declara estar anexando toda a documentação solicitada. A DRJ-Ribeirão Preto contesta o desconhecimento da intimação pela impugnante, demonstrando ter sido esta enviada e recebida no mesmo endereço do despacho decisório denegatório do pedido Visto assim, considera intempestiva a entrega da documentação que pretende justificar o crédito, evoca sua incompetência para apreciá-la, sob pena de suprimir a instancia administrativa e, dessa maneira, estar avocando a competência para conceder direitos creditórios e homologar as compensações declaradas . Desse modo, inclina-se para apreciar apenas a legalidade ou nulidade do despacho denegatório, bem como se houve cerceamento de direitos do contribuinte, E indefere a solicitação. o relatório. Voto Conselheiro Belchior Melo de Sousa, Relator O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço. Pode-se conceder razão à Delegacia de Julgamento ao entender, em suma, que não há ilegalidade no ato da Delegacia da Receita Federal em Ponta Grossa, substanciado no despacho decisório que não reconheceu o direito creditório, face ao não-atendimento da intimação para apresentação dos documentos comprobatórios da existência do crédito,. Também, propriamente, não se pode eivar com esta mesma mancha (de ilegalidade) a decisão recorrida, eis que fundou-se em regramentos especificos bem definidos. Todavia, o caso concreto reclama a ponderação de valores sopesando-se o ato do não-atendimento de uma única intimação e sua resultante: o não-reconhecimento de um direito creditório passível de ser legitimo. Com efeito, não há nas disposições legais que regem o Processo Administrativo determinação para que a Administração Tributária promova a intimação do contribuinte mais de uma vez, para atendimento de providências que, ao final, atendem o seu interesse. Contudo, de igual maneira, não há óbice para que a Administração o faça, como sói acontecer quando o interesse é da Administração Fazenddria, tendo em vista a coleta de dados para a apuração de crédito tributário. 2 Processo rt° 10882.000710 1200.3-66 S3-•T•E03 Acórdrio ii ° 3803-00,578 H. 2 Sem prejuízo nem menoscabo das regras que deram supedâneo ao despacho decisório e, de resto, no que ora importa, h decisão reconida, a leitura da norma que lhe subjaz, vista, como deve ser, sob o olhar panorâmico do ordenamento juridic°, não prescinde dos princípios, que, irradiando-se sobre o texto que lhe compõe, dão-lhe o verdadeiro conteúdo, bem como a dosagem de sua graduação. Malgrado a Delegacia em Ponta Glossa ter aplicado a regra do artigo 40 da Lei IV 9,784/98, segundo a qual "quando dodos, atuações ou documentos solicitados ao interessado forem necessários à apreciagão de pedido formulado, o não atendimento no prazo fixado pela Administração pata a respectiva apresentação implicará arquivamento do processo.", dada a possibilidade de intercorrências, bem assim de variações no curso esperado dos acontecimentos, entre a ordem (intimação) e o seu cumprimento, é meu vet que foi impedido ao contribuinte o exercício, não da sua defesa, porque não foi, mas, da sua ampla defesa que é o seu estrito direito - ao não ser intimado ao menos urna segunda vez para que viesse a sustentar o seu direito, conforme peticionado, apresentando documentos para o cotejo da fiscalização. Não é a solução mais razoável para o problema jurídico concreto, na circunstancia que envolve a questão, vale dizer, a Administração não submeter-se ao custo ínfimo de reintimar o contribuinte quando o valor em jogo é a subtração de um direito reivindicado. E, registre-se que, se curvar a esse ato de cautela, embora procedimento não obrigatório, não implica em se afastar dos parâmetros legais. Avaliando-se por este prisma, a negação do direito pretendido, por decorrência, fere o princípio da razoabilidade. Ambos, a informarem o processo administrativo e aquele a consistir em garantia constitucional. O arrazoado acima ancora-se, sobretudo, no fato do o conjunto da documentação, anexado desde a impugnação e continente de copias do livro fiscal e as respostas do contribuinte, darem a forte aparência de estarem consentâneas com o solicitado na intimação, atendendo o requisito do art. 16, § 4°4o Decreto n° 70235/72. Pelo exposto, voto por anular o processo desde a decisão de primeira instância, inclusive, para que uma nova decisão seja proferida, conhecendo da documentação que instrui a Manifestação d inconformidade. Belcl br Meio de Sousa 3
score : 1.0
Numero do processo: 10768.012752/2001-94
Data da sessão: Mon Jul 26 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/06/1994 a 30/06/1994, 01/08/1994 a 31/08/1994, 01/11/1994 a 30/11/1994, 01/12/1994 a 31/12/1994, 01/03/1995 a 31/03/1995, 01/06/1995 a 30/06/1995, 01/12/1995 a 31/12/1995, 01/04/1996 a 30/04/1996, 01/09/1996 a 30/09/1996
PIS. DECADÊNCIA.
O prazo para constituição de crédito referente à Contribuição para o PIS é de cinco anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado.
Recurso Voluntário Provido Parcialmente.
Numero da decisão: 3803-000.517
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso, para declarar a decadência do direito de constituição de crédito tributário, relativamente aos fatos geradores ocorridos nos períodos de apuração de junho/94, agosto/94, Novembro/94, dezembro/94, março/95 e junho/95. Vencido o Conselheiro Daniel Maurício Fedato (Relator), que deu provimento ao recurso. Designado o Conselheiro Rangel Perrucci Fiorin para a redação do voto vencedor.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: DANIEL MAURÍCIO FEDATO
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DECADÊNCIA. O prazo para constituição de crédito referente à Contribuição para o PIS é de cinco anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Recurso Voluntário Provido Parcialmente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso, para declarar a decadência do direito de constituição de crédito tributário, relativamente aos fatos geradores ocorridos nos períodos de apuração de junho/94, agosto/94, Novembro/94, dezembro/94, março/95 e junho/95. Vencido o Conselheiro Daniel Maurício Fedato (Relator), que deu provimento ao recurso. Designado o Conselheiro Rangel Permeei Fiorin para a redação do voto vencedor. Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Daniel Maurício Fedato (Relator), Hélcio Lafetá Reis, Carlos Henrique Martins de Lima e Rangel Permeei Fiorin, Relatório Inicia-se o referido Processo, com lavratura de Auto de Infração (fls. 36/41) em 16,10,2001 contra a Recorrente, motivado falta de recolhimento da Contribuição do PIS, referente aos fatos geradores de junho/94 a dezembro/07, no montante de R$ 92.293,52, Inconformada, apresentou impugnação de (fis, 47/53), alegando, em síntese, que: 14a) ocorreu a decadência do direito de lançar referente aos Mos geradores ocorridos nos meses 06/1994, 08/1994, 11/1994, 12/1994, 03/1995, 06/1995 e 12/1995, visto que, na data na qual foi efetuado o lançamento, já teria decorrido o prazo de 5 (cinco) anos previsto nos artigos 150, § 4" e 173, I, do CTN; b) o prazo decadencial de 10 (dez) anos previsto no art. 45 da Lei n" 8,212/1991 não deve prevalecer ao prazo qüinqüenal do art. 150, devido ao disposto no art. 146, inciso III, da CF. Para sustentar a sua tese transcreve ementa de acórdão do Conselho de Contribuintes; c) algumas das inibi-mações fornecidas pelo Contador do Banco Stelling nas planilhas defis. 14 a 17, foram prestadas de modo equivocado; d) o AFRF incorreu em idênticos erros, pois apurou o crédito tributário, com base em dados incorretos e não na documentação ,fbinial das operações contábeis pertinentes, procedendo à exigência fiscal que certamente não _faria se tivesse recebido as infOrmações corTetas. Além disso, o AFRF também deixou de considerar algumas informações firnecidas pela Contribuinte nas planilhas de fl.s. 14a 17;" Ocorre que dos erros acima mencionados, destacam-se as seguintes situações, conforme bem demonstrou o Relator da DM do Rio de Janeiro II/RJ: o As informações fornecidas pela Contribuinte referente ao mês 06/1994 estão equivocadas, por terem sido baseadas em Balancete Intermediário e não no Final. Deve prevalecer a informação constante da DIRPJ 1995/1994 (fis, 63/73), que indica valor negativo da base de cálculo, e, por conseguinte, inexistência de Contribuição a recolher. • Em relação aos meses 08/1994 e 12/1994, também devem prevalecer as informações constantes da DIRPJ 1995/1994 (fls. 63/73), que indicam serem os valores das bases de cálculo da Contribuição para o PIS correspondentes, respectivamente, a R$ 770,849,00 e R$ 283.733,00, No mês 11/1994, o valor das despesas de captação corresponde a R$ 27,388,00 e não a R$ 22,122,92, corno informado na planilha de li, 14, 2 Processo o" 10768 0 I 2752/200 I -94 S3-TE03 Acórdão " 3803-00.517 Ft 262 o No mês 12/1995, o valor negativo informado conta 8,1100.00 — Despesas de Captação, no montante de R$ 669,318,85 deveria ser deduzido do valor da Receita Operacional na apuração da base de cálculo da Contribuição, conforme comprovam os documentos de tis, 75 a 11.2. o No mês 04/1996, o valor da Despesa de Captação corresponde a R$ 40.520,33 e não a R$ 14,269,64, conforme informado pela Contribuinte na planilha de ti. 16. A diferença de R$ 26.250,69, corresponde a crédito efetuado na conta n° 8150,10 — Despesas de Contrato de Assunção de Operações, referente a ajuste proveniente de diferença de índices do BNDES/FINAME utilizada em meses anteriores na provisão de juros e ajustes monetários, conforme comprovam os documentos de fls. 114 a 144. Dessa forma, verifica-se valor negativo da base de cálculo, e, por conseguinte, inexistência de Contribuição a recolher. o No mês 12/1997, a apuração da base de cálculo da Contribuição para o PIS efetuada pelo Auditor está incorreta. O AFRF não excluiu o valor referente ao saldo da conta Reversão da Provisão para Devedores Duvidosos no valor de R$ 1,312,766,31, gerando um valor positivo de base de cálculo, quando, na verdade, este seria negativo, o que implicaria em inexistência de Contribuição a recolher. Conforme comprovam os documentos de fls. 174/184, no mês 12/1997, o Banco Sterling promoveu acordos judiciais, homologados nos autos dos processos das empresas Distribuidora Rezende S/A e Cooperativa Agrícola de Astorga Ltda. Quando essas duas empresas se tornaram inadimplentes, atendendo às regras do Banco Central do Brasil, inscreveram-se esses valores em Créditos em Liquidação. Com a formalização dos acordos, foi procedida a reversão das provisões.. Dessa forma, o valor da reversão, R$ 1.320,726,62 (R$ 997.5.32,04 referente à COCAFÉ e R$ 323.194,58 referente à Distribuidora Rezende S/A) foi lançado a crédito da conta 7.1.9,9930 — Operações de Crédito por Liquidação Duvidosa, e em contrapartida a débito da conta Provisão para Devedores Duvidosos, o que pode ser comprovado pela documentação de fls. 146/172. Computando-se tal exclusão, verifica-se valor negativo da base de cálculo, e, por conseguinte, inexistência de Contribuição a recolher. Munida destas constatações, a DRJ rejeitou a preliminar de decadência e julgou procedente em parte o lançamento para excluir do valor do crédito tributário lançado referente ao mês 08/1994, o montante correspondente a R$ 111,97, e cancelar integralmente o lançamento efetuado, referente ao mês 12/1997, no valor de R$ 7.842,53, bem como a multa de oficio e os juros de mora correspondentes aos créditos exonerados. Ementa da Decisão: "Período de apuração 01/06/1994 a 30/06/1994, 01/08/1994 a 31/08/1994, 01/11/1994 a 31/1.2/1994, 01/03/1995 a 31/03/1995, 01/06/1995 a 30/06/199,5, 01/12/199.5 a 31/1.2/1995, 01/04/1996 a 30/04/1996, 01/09/1996 a 31/10/1996, 01/1.2/1997 a 31/12/1997 FALTA DE RECOLHIMENTO, A . fálta ou insuficiência de recolhimento da Contribuição para o PIS, apurada em procedimento .fiscal, enseja o lançamento de ofício com os devidos acréscimos legais. C"‘ 3 PIS, DECADÊNCIA O prazo para constituição de crédito referente à Contribuição para o PIS é de dez anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído. BASE DE CÁLCULO PIS. EXCLUSÕES. CONSIDERAR, Na apuração da base de cálculo da Contribuição para o PIS devem ser consideradas todas as exclusões legalmente permitidas. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/06/1994 a 30/06/1994, 01/08/1994 a 31/08/1994, 01/11/1994 a 31/12/1994, 01/03/1995 a 31/03/1995, 01/06/1995 a 30/06/1995, 01/12/1995 a 31/12/1995, 01/04/1996 a 30/04/1996, 01/09/1996 a 31/10/1996, 01/12/1997 a 31/12/1997 INCONSTITUCIONALIDADE DE NORMA LEGAL As argüições de inconstitucionalidade não são oponíveis na esfera administrativa, incumbindo ao Poder Judiciário apreciá-las, BASE DE CÁLCULO. DEVER DE PROVAR AUTORIDADE ADMINISTRATIVA. No momento de se verificar os _fatos constitutivos de seu direito de exigir determinada exação Fiscal, a Fazenda Pública tem o dever de provar o que vier a constituir. ÔNUS DA PROVA. ALEGAÇÃO DESACOMPANHADA DE PROVA. Cabe ao impugnante trazer juntamente com suas alegaçõe.s impugnatórias todos os documentos que dêem a elas força .probante. Lançamento Procedente em Parte, Insatisfeita, apresenta Recurso Voluntário (fls. 217/223), aguardando deste Conselho o cancelamento das exigências tributárias com fatos geradores dos periodos de: junho/94, agosto/94, novembro/94, dezembro/94, março/95, junho/95, dezembro/95, abril/96, e setembro/96. Em síntese, é o Relatório. 4 Processo o" I 0768.f/12752/200]-94 S3-TE03 Acórdão o '3R03-O0517 FL 263 Voto Vencido Conselheiro Daniel Maurício Fedato, Relator O Recurso é tempestivo e atende as formalidades legais, razão que merece ser conhecido, Conforme relatório demonstra a Interessada aguarda cancelamento das exigências tributárias citadas, apoiada na Preliminar de Decadência do Direito de Constituir o Crédito Tributário, A esse respeito evoco a linha de entendimento de cálculo que reza o I, do art. 17.3 CTN, in verbis: "Ar! 173_ O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados: 1 - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado,'" Como se constata que a lavratura do Auto de Infração ocorreu em 16.101001, com ciência em 25.101001, e os fatos geradores são anteriores a setembro/96, evidencia-se que não há alcance suficiente para o lançamento. Diante do exposto, dou provimento ao Recurso Voluntário para declarar decaídos as exigências compreendidas nos períodos de junho/94, agosto/94, novembro/94, dezembro/94, março/95,.junho/95, dezembro/95, abril/96, e setembro/96. É como voto. e_dor Daniel Mauricio Fedato 5 Voto Vencedor Conselheiro Rangel Permeei Fiorin, Redator Designado Trata-se de Recurso Voluntária apresentado pelo Banco Stelling S/A. contra o v. Acórdão decorrente do Auto de Infração lavrado em 16.102001, diante a falta de recolhimento da Contribuição ao PIS, referente aos fatos geradores de junho/94 a dezembro/07, no montante de RS 92293,52 (Noventa e dois mil, duzentos e noventa e três reais e cinqüenta e dois centavos). A recorrente em seu Recurso sustentou que: a) ocorreu a decadência do direito de lançar referente aos fatos geradores ocorridos nos meses 06/1994, 08/1994, 11/1994, 12/1994, 03/1995, 06/1995 e 12/1995, visto que, na data na qual foi efetuado o lançamento, já teria decorrido o prazo de 5 (cinco) anos previsto nos artigos 150„,;" 4" e 173, I, do MV; b) o prazo decadencial de 10 (dez) anos previsto no art. 45 da Lei n" 8 212/1991 não deve prevalecer ao prazo qüinqüenal do art. 150, devido ao disposto no art. 146, inciso III, da CF. Para sustentar a sua tese transcreve ementa de acórdão do Conselho de Contribuintes; c) algumas das informações fornecidas pelo Contador do Banco Stelling nas planilhas de fls. 14 a 1 7, foram prestadas de modo equivocado,- d) o AFRF incorreu em idênticos erros, pois apurou o crédito tributário, COM base em dados incorretos e não na documentação lbrinal das operações contábeis pertinentes, procedendo à exigência fiscal que certamente não .faria se tivesse recebido as by`brInações corretas„ Além disso, o AFRF também deixou de considerar algumas ildbrinações .fornecidas pela Contribuinte nas planilhas delis, 14 a 17,- O Relatar, em análise as alegações e documentos anexados aos autos, entendeu, por bem, decaídos as exigências compreendidas nos períodos de junho/94, agosto/94, novembro/94, dezembro/94, março/95, junho/95, dezembro/95, abril/96, e setembro/96. No entanto, em que pese as razões de decidir do nobre conselheiro — relator, pensamos que o período decaído é de junho/94, agosto/94, novembro/94, dezembro/94, março/95 de dezembro/95, por utilizarmos, no caso sob julgamento, a regra do inciso I, artigo 173 do Código Tributário Nacional: "A ri, 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após .5 (cinco) anos, contados: 1 - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; 6 Processo o" 10768 012752/2001-94 S3-1E03 Acórdão o 3803-00317 Fl 264 Destarte, votamos no sentido de dar Provimento Parcial ao Recurso Voluntário, para declarar çaidp...apenas---N períodos de junho/94, agosto/94, novembro/94, dezembro/94, março"5-cré:dezérábro- -ir-, 7
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Numero do processo: 19740.000613/2003-62
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 24 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
SOCIAL - COFINS
Data do fato gerador: 28/02/1999, 31/03/1999, 30/04/1999, 31/05/1999, 30/06/1999, 31/07/1999, 31/08/1999, 30/09/1999, 31/10/1999, 31/03/2000, 31/03/2001
CONCOMITÂNCIA, ESFERA JUDICIAL E ESFERA
ADMINISTRATIVA.
Existindo concomitância entre as Esferas Administrativa e Judicial, do mérito não se conhece.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 3803-000.614
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não
conhecer do recurso voluntário. A Drª. Juliana Quinta de Mendonça, OAB/GO n° 22.614, fez sustentação oral.
Nome do relator: DANIEL MAURÍCIO FEDATO
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Existindo concomitância entre as Esferas Administrativa e Judicial, do mérito não se conhece. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso voluntário. A Dr', Juliana Quinta de Mendonça, OAB/GO n° 22.614, fez sustentação oral. Ale andre Kern — Presidente .""i" .°"1-n"." Daniel Mauricio Fedato Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente da Turma), Belchior Melo de Sousa, Daniel Mauricio Fedato (Relator), Carlos Henrique Martins de Lima, Hélcio Lafetá Reis e Rangel PetTUCCi Fiorin, Relatório Trata a matéria sobre Auto de Infração (fis, 152/ .163) que foi lavrado contra a Recorrente em 24.11.03, sob a fundamentação da falta de recolhimento da Cofins do período de fevereiro/99 a março/01. As considerações elencadas no Termo de Verificação (Es, 145/151), informam que a Interessada figura como litisconsorte nas ações judiciais tf 2000,51.01,016620-6, na qual contesta a tributação do PIS pela totalidade de suas receitas, e n" 2000.51,01,014134-9, na qual contesta a tributação da Cofins nos termos da lei n" 9.718/98 (fls. 52 a 82). OCOITC que em ambos os processos o pleito foi negado, embora autorizou o depósito do montante integral dos valores devidos para suspensão de sua exigibilidade até a solução das lides. Constata-se que as ações judiciais são acompanhadas pelos processos administrativos n° 10768,020391/00-34 e 10768.013072/2001-98, respectivamente, nos quais identificou-se a necessidade de constituição de créditos da Cofins, por meio de lançamento de oficio, o que motivou a instauração do procedimento fiscal sob exame. Verifica-se também, que não foram declarados em DCTF os débitos da Cofins relativos no período de fevereiro a novembro de 1999 e que, para o mesmo período, não foram efetuados os depósitos judiciais, à exceção do mês de novembro, Entretanto, o depósito relativo a este mês, efetuado após a data de vencimento da contribuição, não incluiu a multa de mora, Observa-se que foram lançadas a Cofins de fevereiro a outubro de 1999, a diferença da Cofins decorrente da dedução indevida das "sobras líquidas" nos meses de março de 2000 e março de 2001 e as multas isoladas no período de novembro de 1999 a março de 2001, em decorrência do não recolhimento das multas moratórias, conforme pode-se verificar' as Es, 160 e 161. Irresignada com o Auto, apresentou em suma as seguinte alegações: "a) Tratar-se de cooperativa de crédito, devidamente constituída, sujeitando-se aos ditames da Lei n" 5.764/71, na prática de verdadeiros atos cooperativos, tal qual previsto no art. 79 da citada legislação e segundo o que exige o BACEN, através da Resolução n" 2.771/2000; Por determinação legal, consubstanciada na Resolução n" 2 771/2000 do BACEN, as cooperativas de crédito estão adstritas à prática de atos cooperativos, vedada a possibilidade de realizarem operações com terceiros estranhos ao quadro social da entidade, atos não cooperativos,. O ato cooperativo é destituído de conteúdo econômico, não representa receita da cooperativa, como claramente postula a Lei n° 5J64/71, especialmente em seus arts. 78, 87 e 111, razão pela qual inviável a incidência de PIS e Cotins quando não se afere sua hipótese legal, qual seja, detenção de receita; cç 2 Processo n" 19740.000613/2003-62 S3-TE03 Aeórdiio o ° 3803-00..614 Fl. 402 Que não pode prosperar a exigência do tributo questionado, em relação aos meses de competência compreendidos entre .fevereiro/1999 e outubro/1999, uma vez que os efeitos da .114"P 1.858-7/99 somente vieram a tomar forma no ordenamento jurídico em novembro de 1999, após decorrido o prazo nonagesimal, nos termos do art. 195, ,sç 6" da Constituição Federal, e segundo preceitua o Ato Declarató rio SRF n" 88/99; Quanto à exclusão das "sobras líquidas", o féz com base no disposto no art. 1" da kW 101/02, convertida na Lei n" 10.676/03, Em relação aos pagamentos efetuados sem acréscimo da multa de mora, argumenta que ainda que efetivados após o vencimento da tributo, sua realização se deu antes de qualquer iniciativa fiscal, o que configura denuncia espontânea, nos termos do art. 138 do CTN; Não procede a cobrança da lnulta de ofício eis que (q) dada a denúncia espontânea, inexiste a multa de mora que, supostamente não teria sido recolhida, (b) ainda que fosse devida a suposta multa de mora, seu lançamento seria nos moldes do ar t. 43 da Lei n" 9.430/96; (c) ainda que fosse aplicável a at-t, 44 da Lei n" 9.430/96, a base de cálculo seria o total não recolhido, ou seja, a multa de mora, e não o tributo pago ou depositado; A multa aplicada, 75% calculadas sobre a totalidade das valores já depositados, tem caráter confiscatório em ofensa ao inciso IV do Art. 150 da Constituição Federal." Após análise da Impugnação, a 4" Turma da DRJ do Rio de Janeiro/RJ II, em 21.12.06 proferiu o Acórdão n° 1.3-14.687, julgando o lançamento procedente em parte, cancelando-se o lançamento da Cofins no período de fevereiro a outubro de 1999, por erro na invocação da norma jurídica infringida com conseqüência no critério jurídico do lançamento, sem prejuízo da possibilidade de se efetuar novo lançamento, invocando-se a fundamentação legal aplicável à matéria. Cancelou-se também, os lançamentos de multa isolada por depósito efetuado fora de prazo e sem a multa de mora, por não se confundir com o pagamento de que trata o art.. 44, § 1°, II da Lei if 9.430, de 1996. Ficando então, mantidos somente os valores lançados a titulo de Cofins, em relação aos períodos de apuração março/2000 e março/2001. Ementa da Decisão: "Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador .28/02/1999, 31/03/1999, 30/04/1999, 31/05/1999, 30/06/1999, 31/07/1999, .31/08/1999, .30/09/1999, 31/10/1999, 31/03/2000, 31/03/2001 COF1NS COOPERATIVAS DE CRÉDITO. Aplica-se à cooperativa de crédito a legislação da contribuição à CGF-MS relativa às instituições financeiras. Irrelevante, portanto, a distinção entre atos cooperativos e não cooperativos. (),N 3 NORMA INAPLICA VEL. IMPROCEDÊNCIA. É de 5e considerar improcedente o lançamento que indique narina cia incidência iiraplicável ao sujeito passivo. COOPERATIVAS DE CRÉDITO SOBRAS LIQUIDAS. sociedades cooperativas cia crédito não podem deduzir da base de cálculo do PIS e da Cotins as sobras líquidas apresentadas na Demonstração de Resultados do Exercício Assunto: Normas cia Achninistração Tributária Data do fato gerador: 30/11/1999, 31/12/1999, 31/01/2000, 29/02/2000, 31/03/2000, 30/04/2000, 31/05/2000, 30/06/2000, 31/07/2000, .31/08/2000, 30/09/2000, 31/10/2000, 30/11/2000, .31/12/2000, 31/01/2001, 28/02/2001, .31/03/2001 MULTA ISOLADA POR DEPÓSITO JUDICIAL SEM MULTA DE MORA A exigência de multa isolada no caso de falta de recolhimento de multa de mora aplica-se apenas à hipótese de pagamento, que constitui medida de extinção do crédito tributário, não se estendendo aos depósitos judiciais, que se enquadram dentre as medidas de suspensão do crédito tributário. Lançamento Procedente em Parte." A Intimada não satisfeita com a decisão proferida, ingressou Recurso Voluntário (fls. 327/348), aguardando deste Conselho a nulidade integral do Auto de Infração, arrimada na Lei n° 10.,676/2003 e na Instrução Normativa n" 635/06, que segundo a Recorrida, autoriza a dedução na base de cálculo da Cofins dos valores lançados a titulo de "sobras líquidas", bem como tendo em vista a natureza jurídica de sobras, que pertencendo aos cooperados, não se confundem com receita da cooperativa, sem que qualquer restrição fosse feita às sociedades cooperativas de crédito, tal como a ora Recorrente. Em síntese, é o Relatório. Voto Conselheiro Daniel Maurício Fedato, Relator O Recurso Voluntário é tempestivo e atende às demais exigências legais, razão pela qual dele conheço. Conforme relatório demonstra, a Interessada se insurge contra as decisões proferidas que não deram guarida ao seu pleito, assim aguarda reforma do Acórdão da DRJ do Rio de Janeiro/RJ, além do cancelamento do Auto de Infração. Já de início, evidencia-se que a Recorrida almejando fortalecer seu objetivo, buscou também a opção pela via judicial, ou seja, conforme se observa nos autos a matéria foi 4 ()\ Processo n" 19740 000613/2003-62 534E03 Acórdão n 3803-00614 Fl 403 submetida à apreciação judiciária e teve decisão transitada em julgado, favorecendo a Fazenda Nacional, como exposto no relatório: " o pleito fbi negado, embora autorizou o depósito do montante integral dos valores devidos para suspensão de sua exigibilidade até a solução das lides..," Explícita a concomitância, devo obediência a Súmula n° 01 do CARF (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), que reza: "Importa renúncia ás instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento achninistrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial." Neste sentido, assinalando existir concomitância entre as esferas administrativa e judicial, não conheço do mérito, Daniel Maurício Fedato 5
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Numero do processo: 13362.000591/2005-71
Data da sessão: Tue Jul 27 00:00:00 UTC 2010
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Data do fato gerador: 15/02/2005
INFRAÇÃO ÀS MEDIDAS DE CONTROLE FISCAL RELATIVAS A
FUMO, CIGARRO E CHARUTO DE PROCEDÊNCIA ESTRANGEIRA.
Constitui inflação às medidas de controle fiscal o transporte, bem como a posse de cigarros de procedência estrangeira sem documentação comprobatória de sua regular importação, sujeitando-se o infrator à multa especifica prevista na legislação aduaneira,
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.526
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - penalidades (isoladas)
Nome do relator: DANIEL MAURÍCIO FEDATO
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Constitui inflação às medidas de controle fiscal o transporte, bem como a posse de cigarros de procedência estrangeira sem documentação comprobatória de sua regular importação, sujeitando-se o infrator à multa especifica prevista na legislação aduaneira, Recurso Voluntário Negado, Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. lexandreKem PresYd&te \.,2) Daniel Mauricio Fedato Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Daniel Mauricio Fedato (Relator), Hélcio Lafetá Reis, Carlos Henrique Martins de Lima e Rangel Perrucci Fiorin. 1 Relatório Trata o presente Recurso Voluntário contra o Acórdão n" 08-12.586 de 21 de dezembro de 2007, proferido pela 2" Turma da DRI de Fortaleza/CE, que julgou procedente o lançamento, O fato inicia-se com a lavratura de um Auto de Infração de 23,11,2005, fruto da apreensão de 21.000 maços de cigarros, da marca Mild US, de origem estrangeira, desprovido de documentação comprobatória. Em suma, o próprio Interessado estava conduzindo um veículo carregado desta mercadoria, entre as cidades de Picos/PI a Oeiras/P1, onde informou que a mercadoria não era de sua posse, inclusive nem sabia da sua existência, apenas estava fazendo um transporte pelo valor de RS 100,00: Em síntese, as argumentações de defesa apresentadas a DRJ foram: "- transportou a mercadoria "sem saber da existência da carga"; - é "um humilde motorista", que, no caso, estava promovendo o transporte de carga originária do município de Picos/PI tendo como destino o município de Oeiras/PI desconhecendo o conteúdo da mercadoria por ele transportadas; - presta referido serviço de transporte de cargas a diversos comerciante" proprietários dos veículos, mas se restringe ao específico transporte. desconhecendo, assim, os procedimentos relacionados à "carga e descarga", assim como o conteúdo das mercadorias por ele transportadas; - o valor contratado para o transporte das mercadorias apreendidas importava em R$ 100,00, quantia a ser auferida após a concretização do serviço e posterior devolução do veículo transportador na cidade de origem; - não era proprietário da mercadoria apreendida, tampouco do veículo transportador, reputando, portanto, injusta a autuação sofrida; - não detém patrimônio, é pobre e aufere, em média, R$ 500,00 mensais, (Credita tais fatos como fatores invencíveis para suportar o valor do AI, o qual considera vultoso; - atesta não ter agido ilicitamente, pois desconhecia a existência dos cigarros e, portanto, a ilicitude do fato; - a penalidade dever ser redfrecionada ao proprietário dos cigarros. A DR.1, votou pela procedência do lançamento objeto do presente litígio, para considerar devida a multa constituída no Auto de Infração (fls. 01/07). Ementa da decisão: 4-Á 2 Processo n" I 2.362 000591/2005-71 S3 -1" E03 Acórdão o" 3803-00.526 Fl. 39 "INFRAÇÃO ÀS MEDIDAS DE CONTROLE FISCAL RELATIVAS A FUMO, CIGARRO E CHARUTO DE PROCEDÊNCIA ESTRANGEIRA. Constitui infração às medidas de controle fiscal o transporte, bem como a posse de cigarros de procedência estrangeira sem documentação comprobatária de sua regular importação, sujeitando-se o infrator à multa especifica prevista na legislação aduaneira.." Inconformado o Interessado, recorre a este Conselho, para solicitar o cancelamento do Auto de infração, repisando as argumentações apresentadas a DR.1 de Fortaleza/CE É o Relatório, Voto Conselheiro Daniel Maurício Fedato, Relato'. O Recurso voluntário é tempestivo e atende às demais exigências legais, razão pela qual dele conheço. As alegações de sua defesa (fls. 35/36), cinge-se em: desconhecer o conteúdo da carga, inclusive afirma que "...jamais imaginou que havia cigarros na carga. „."; e que não era proprietário do veículo,. Assim não é o responsável pelo crédito tributário, além de ser pessoa humilde. E conclui, que o Crédito Tributário deve ser direcionado para o proprietário do veículo. Considero essas argumentações precárias, nada que desestruture a legislação vigente, aqui explanada, - art.. .3°, da Lei de Introdução ao Código Civil Brasileiro (Decreto Lei n° 4.657, de 4 de setembro de 1942, com as alterações introduzi das pela Lei n° .3.238, de 1° de agosto de 1957), que estabelece que, "Ninguém se escusa de cumprir a lei. alegando que não a conhece". - art. 2', e parágrafo único, do art, 3', do Decreto-Lei n° 399, de 30/12/1968, com a nova redação implementada pela Lei 10,833, de 29/12/2003, regulamentados nos artigos 6.21 e 632, do Decreto n" 4,54312002, "An, 2" - O Ministro da Fazenda estabelecerá medidas especiais de controle fiscal para o desembaraço aduaneiro, a circulação, a posse e o COMSUMO de fumo, charuto, 3 cigarrilha e cigarro de procedência estrangeira, Art. 3° - Ficam incursos nas penas previstas no artigo 334 do código Penal os que, em infração às medidas a serem baixadas na forma do artigo anterior adquirirem, transportarem, venderem, expuserem à venda, tiverem em depósito, passuíren2 ou consumirem qualquer dos produtos nele mencionados § I" - Sem prejuízo da sanção penal referida neste artigo, será aplicada, além da pena de perda da respectiva mercadoria, a multa de 5% (cinco por cento) do maior salário mínimo vigente no País, por maço de cigarros ou por unidade dos demais produtos apreendidos "(grifei) Referida norma foi regulamentada nos artigos 621 e 632, do Regulamento Aduaneiro aprovado pelo Decreto 4.543/2002, nos termos a seguir reproduzidos: "Art. 621, A pena de perdimento da mercadoria será ainda aplicada aos que, em infração às medidas de controle fiscal estabelecidas pelo Ministro de Estado da Fazenda para o desembaraço aduaneiro, a circulação, a posse e o consumo de fumo, charuto, cigarrilha e cigarro de origem estrangeira, adquirirem, transportarem,. venderem, expuserem à venda, tiverem em depósito, possuírem ou consumirem tais produtos, por configurar crime de contrabando" "Art. 632, Aplica-se a multa de R$ 0,98 (noventa e oito centavos de real) por maço de cigarro.. por unidade de charuto ou de cigarrilha.. ou por lote de sessenta quilos líquidos dos demais produtos manufaturados apreendidos, na hipótese do art. 621, cumulativamente com o perdimento da respectiva mercadoria" (griféi) Convém, antes, consignar que o dispositivo do Decreto-Lei supramencionado, assim corno o valor da multa nele prevista, sofreu alteração em decorrência do advento do art, 78, da Lei n° 10,833 (conversão da Medida Provisória n° 135/2003), de 29/12/2003, passando a ser cominado o valor de R$ 2,00 (dois reais) por cada maço de cigarro ou unidade dos demais produtos apreendidos, conforme a seguir transcrito "Art. 78. O ar!. 3" do Decreto-Lei n" 399.. de 30 de dezembro de 1968. passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. 3 Parágrafo Único. Sem prejuízo da sanção penal referida neste artigo, será aplicada. alem da pena de perdimento da respectiva mercadoria, a multa de R$ 2,00 (dois reais) por maço de cigano ou por unidade dos demais produtos 4 Processo n" 13362 000591/2005-71 S3-1E03 Acórdào n " 3803-00.526 Fl. 40 apreendidos. Art. 603 - Respondem pela infração: I - conjunta ali isoladamente, quem quer que, de qualquer fbrma, concorra para sita prática ou dela se beneficie" Dispõe o Código Tributário Nacional, que a responsabilidade por infrações da legislação tributária é objetiva, Esta é a lição que emana do seu artigo 136, nos seguintes termos: "Art. 136 - Salvo disposição de lei em contrário, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato" E o Art, 334 do Código Penal Brasileiro: "Art. 334 Importar ou exportar mercadoria proibida ou iludir, no todo ou em parte, o pagamento de direito ou imposto devido pela entrada, pela saída ou pelo consumo de mercadoria Diante dos fatos e com estas considerações apresentadas, nego provimento ao Recurso Voluntário,. 1 Daniel Maurício Fedato
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