Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,087)
- Segunda Turma Ordinária d (18,060)
- Primeira Turma Ordinária (16,521)
- Primeira Turma Ordinária (16,450)
- Primeira Turma Ordinária (16,356)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,296)
- Segunda Turma Ordinária d (16,086)
- Segunda Turma Ordinária d (14,557)
- Primeira Turma Ordinária (13,115)
- Primeira Turma Ordinária (12,614)
- Segunda Turma Ordinária d (12,545)
- Primeira Turma Ordinária (11,521)
- Quarta Câmara (11,514)
- Quarta Câmara (85,954)
- Terceira Câmara (68,506)
- Segunda Câmara (57,351)
- Primeira Câmara (21,646)
- 3ª SEÇÃO (16,296)
- 2ª SEÇÃO (11,359)
- 1ª SEÇÃO (6,892)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (128,647)
- Segunda Seção de Julgamen (116,088)
- Primeira Seção de Julgame (77,944)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,143)
- Terceiro Conselho de Cont (25,980)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,432)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,612)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,273)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,201)
- HELCIO LAFETA REIS (3,911)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,937)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,875)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,769)
- WILDERSON BOTTO (2,683)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,961)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,477)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,673)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2026 (16,302)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2026 (20,526)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10711.000024/87-49
Data da sessão: Fri Sep 29 00:00:00 UTC 1989
Data da publicação: Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
Ementa: FALTA DE MARCADORIA IMPORTADA, apurada em conferência final de manifesto, quando o transporte se deu sob a cláusula "house
to house ou house to pier", descaracterizado esta a responsabilidade do transportador.
Recurso negado.
Numero da decisão: CSRF/03-01.627
Decisão: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado, vencido
o Cons. Itamar Vieira da Costa.
Nome do relator: PAULO CESAR DE AVILA E SILVA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 23 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 198909
ementa_s : FALTA DE MARCADORIA IMPORTADA, apurada em conferência final de manifesto, quando o transporte se deu sob a cláusula "house to house ou house to pier", descaracterizado esta a responsabilidade do transportador. Recurso negado.
dt_publicacao_tdt : Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 10711.000024/87-49
anomes_publicacao_s : 200912
conteudo_id_s : 4417775
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Apr 22 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : CSRF/03-01.627
nome_arquivo_s : 40301627_000115_107110000248749_005.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : PAULO CESAR DE AVILA E SILVA
nome_arquivo_pdf_s : 107110000248749_4417775.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado, vencido o Cons. Itamar Vieira da Costa.
dt_sessao_tdt : Fri Sep 29 00:00:00 UTC 1989
id : 4813955
ano_sessao_s : 1989
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 23 09:37:37 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1730891387650441216
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-08T11:49:51Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-08T11:49:51Z; Last-Modified: 2009-07-08T11:49:51Z; dcterms:modified: 2009-07-08T11:49:51Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-08T11:49:51Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-08T11:49:51Z; meta:save-date: 2009-07-08T11:49:51Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-08T11:49:51Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-08T11:49:51Z; created: 2009-07-08T11:49:51Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2009-07-08T11:49:51Z; pdf:charsPerPage: 1066; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-08T11:49:51Z | Conteúdo => PROCESSO N9 10711/000.024/87-49 iW, n•ik: MINISTÉRIO DA FAZENDA CMVG Sessao de 29d setembro de 1989 ACORDÃO No-CSRF/03-01.627 Recurso n.. RP/301-G. 115 Recorrente FAZENDA NACIONAL Recorrida PRIMEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: AGÊNCIA MARÍTIMA LAURITS LACHMANN S/A. FALTA DE MARCADORIA IMPORTADA, apurada em conferência final de manifesto, quando o transporte se deu sob a cláusula "house to house ou house to pier", descaracteri- zado esta a responsabilidade do transpor tador. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fis cais, por maioria de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatOrio e voto que passam a integrar o presente julgado, venci- do o Cons. Itamar Vieira da Costa. Sala das SessOe.(DFI, em 29 de setembro de 1989. 7 / / URGE D .'. '^ LOP . - PRESIDENTE 1111~,1 ~..1.n i o,nii.10,.. PAULO - SAR *E 4rILA E SILVA - RELATOR ' 0 (Q.*:dcxx, 4, Cr-. JO 0 CÉSAR GON VES CORREA - PROCURADOR DA FAZENDA 'ês.- NACIONAL - v.v Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros: HAMILTON DE SÃ DANTAS, EDWALDO REIS DA SILVA e SEBASTIÃO RODRIGUES CA- BRAL. Ausentes justificadamente os Cons. PAULO AFFONSECA DE BARROS FA- RIA JUNIOR e HÉLIO LOYOLLA DE ALENCASTRO. Ctioi''''''I-, 1- SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10711/000.024/87-49 RECURSOW RP/301-0.115 ACÓRDÃO N9 CSRF/03-01.627 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIDA: PRIMEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: AGÊNCIA MARÍTIMA LAURITS LACHMANN S/A. RELATÓRIO Recorre a Fazenda Nacional, por seu Procurador jun- to ã la. Cámara do Terceiro Conselho de Contribuintes, objetivando a reforma do Acórdão n9 301-25.805, de 26.07.88 da mesma Cámara,de fls. 70/73, lido na integra e assim ementado: "FALTA DE MERCADORIA estrangeira acondicionada em cofre de carga descarregado intacto, sem ressalva em Termo de Avaria e sob a cláusula "house to hou- se" e "house to píer". Caso em que não ficou carac terizada a responsabilidade do transportador pelo extravio da mercadoria nele contida. Recurso Provi do." Em seu arrazoado de fls. 75/77, que também leio em sessão, arrima-se a douta recorrente, em resumo, nos argumentos de que não se pode exonerar de responsabilidade fiscal, o transporta- dor, expedidor, ou destinatário, que alegam em seu proveito sua pró pria desídia, já que o Decreto n9 80.145/77 em seu artigo 34, Capí lo "Da Responsabilidade Legal", determina claramente que "As nor- mas deste capitulo não se aplicam ãs determinacaes de responsabili / / __ SERVIÇO MUCO FEDEM PROCESSO N9 10711/000.024/87-49 3. Acórdão n9-CSRF/03-01.627 dade fiscal, que se regem pela legislação tributaria." Estas,por sua vez, estabelecem que "as convençOes particulares, relativasã responsabilidade pelo pagamento do imposto, não podem ser opos- tas ã Fazenda Pública, para modificar a definição de sujeito pas sivo das obrigações concorrentes. (L. 5.172/66 - art. 123). Conclui, pedindo a reforma do Acórdão recorrido, para que seja restabelecida a decisão de primeira instancia. Contra-razões de fls. 84/88, que igualmente leio. É o relatórie — r") SERVIÇOPÚBLWOHNUL PROCESSO N9 10711/000.024/87-49 4. Acórdão n9-CSRF/03-0.1.627 VOTO Conselheiro PAULO CÉSAR DE AVILA E SILVA, Relator Entendo correto a decisão consubstânciada no Acór _ dão recorrido, pois como restou provado nos autos, a mercadoria foi transportada com a cláusula "house to house" e "housetopier", tendo chegado intacta ao porto de destino, tanto assim que a de- positária não fez qualquer ressalva ou lavrou o competente Termo de Avaria. A jurisprudência interativa desta CSRF, tem afir- mado que o transporte efetuado em condiçOes que o transportador recebe o cofre de carga a bordo, já estufado e devidamente lacra _ do pelo embarcador, descaracteriza a responsabilidade do mesmo. (transporte feito sob a cláusula "house to house" ou "house to pier"). Isto posto, nego provimento ao recurso. ,/2 , BrasIlia-DF, em 29 de setembro de 1989. ---- iii-o.----,40, ----..-.• ...N W- 4 PAULO CES Á R DE , V - E SILVA - RELATOR , Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 13656.000186/2005-57
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 03 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/10/2002 a 30/09/2003
DIF-PAPEL IMUNE. ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO.
PENALIDADE.
A não-apresentação, ou a apresentação da Declaração Especial de
Informações Relativas ao Controle do Papel Imune após o prazo estabelecido para a entrega dessa declaração, sujeita o contribuinte à aplicação da multa instituída na legislação para o descumprimento dessa obrigação acessória.
NORMA PENAL MAIS BENIGNA. RETROAÇÃO.
Reduz-se a penalidade aplicada em face da edição posterior de norma penal mais benigna.
ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Ano-calendário: 2002, 2003
ARGUIÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. JULGAMENTO
ADMINISTRATIVO. COMPETÊNCIA.
O processo administrativo fiscal não é foro hábil para a apreciação de arguições de inconstitucionalidade, por se tratar de matéria de competência exclusiva do Poder Judiciário.
O Segundo Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade da legislação tributária. (Súmula nº 2 do Segundo Conselho de Contribuintes)
Numero da decisão: 3803-001.229
Decisão: Acordam os membros do colegiado, dar provimento parcial ao recurso, por unanimidade de votos, nos termos do relator.
Matéria: IPI- ação fiscal - penalidades (multas isoladas)
Nome do relator: DANIEL MAURÍCIO FEDATO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IPI- ação fiscal - penalidades (multas isoladas)
dt_index_tdt : Sat Oct 29 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201102
ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/10/2002 a 30/09/2003 DIF-PAPEL IMUNE. ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO. PENALIDADE. A não-apresentação, ou a apresentação da Declaração Especial de Informações Relativas ao Controle do Papel Imune após o prazo estabelecido para a entrega dessa declaração, sujeita o contribuinte à aplicação da multa instituída na legislação para o descumprimento dessa obrigação acessória. NORMA PENAL MAIS BENIGNA. RETROAÇÃO. Reduz-se a penalidade aplicada em face da edição posterior de norma penal mais benigna. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 2002, 2003 ARGUIÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. JULGAMENTO ADMINISTRATIVO. COMPETÊNCIA. O processo administrativo fiscal não é foro hábil para a apreciação de arguições de inconstitucionalidade, por se tratar de matéria de competência exclusiva do Poder Judiciário. O Segundo Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade da legislação tributária. (Súmula nº 2 do Segundo Conselho de Contribuintes)
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
numero_processo_s : 13656.000186/2005-57
conteudo_id_s : 6689536
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 25 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-001.229
nome_arquivo_s : Decisao_13656000186200557.pdf
nome_relator_s : DANIEL MAURÍCIO FEDATO
nome_arquivo_pdf_s : 13656000186200557_6689536.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, dar provimento parcial ao recurso, por unanimidade de votos, nos termos do relator.
dt_sessao_tdt : Thu Feb 03 00:00:00 UTC 2011
id : 9553998
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:44:05 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => date: 2020-04-06T18:55:18Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: C:\Users\CARF\Desktop\3803.xps; xmp:CreatorTool: PDFCreator Version 1.4.2; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CARF; dcterms:created: 2020-04-06T18:54:24Z; Last-Modified: 2020-04-06T18:55:18Z; dcterms:modified: 2020-04-06T18:55:18Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: C:\Users\CARF\Desktop\3803.xps; xmpMM:DocumentID: uuid:896e4068-7a93-11ea-0000-a5efb1e8d605; Last-Save-Date: 2020-04-06T18:55:18Z; pdf:docinfo:creator_tool: PDFCreator Version 1.4.2; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2020-04-06T18:55:18Z; meta:save-date: 2020-04-06T18:55:18Z; pdf:encrypted: false; dc:title: C:\Users\CARF\Desktop\3803.xps; modified: 2020-04-06T18:55:18Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CARF; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CARF; meta:author: CARF; dc:subject: ; meta:creation-date: 2020-04-06T18:54:24Z; created: 2020-04-06T18:54:24Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2020-04-06T18:54:24Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CARF; producer: GPL Ghostscript 9.05; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: GPL Ghostscript 9.05; pdf:docinfo:created: 2020-04-06T18:54:24Z | Conteúdo =>
_version_ : 1748648810596270080
score : 1.0
Numero do processo: 11065.909795/2009-21
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 02 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Feb 02 00:00:00 UTC 2011
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/07/2004 a 31/07/2004
INTIMAÇÃO ENDEREÇADA AO ADVOGADO.
Dada a existência de determinação legal expressa em sentido contrário, indefere-se o pedido de endereçamento das intimações ao escritório do procurador.
ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL
SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO.
Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado.
ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/07/2004 a 31/07/2004
Ementa: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INDÉBITOS. DÉBITOS
CONFESSADOS. ERRO. COMPROVAÇÃO.
O deferimento de pedido de restituição de pagamento indevido de débito declarado em DCTF depende da prova do erro na confissão, passível de ser produzida, mesmo no curso do contencioso administrativo fiscal, até o momento processual da reclamação.
COMPENSAÇÃO. REQUISITOS.
É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza.
Numero da decisão: 3803-001.113
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Oct 22 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201102
ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/07/2004 a 31/07/2004 INTIMAÇÃO ENDEREÇADA AO ADVOGADO. Dada a existência de determinação legal expressa em sentido contrário, indefere-se o pedido de endereçamento das intimações ao escritório do procurador. ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/07/2004 a 31/07/2004 Ementa: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INDÉBITOS. DÉBITOS CONFESSADOS. ERRO. COMPROVAÇÃO. O deferimento de pedido de restituição de pagamento indevido de débito declarado em DCTF depende da prova do erro na confissão, passível de ser produzida, mesmo no curso do contencioso administrativo fiscal, até o momento processual da reclamação. COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Feb 02 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 11065.909795/2009-21
anomes_publicacao_s : 201102
conteudo_id_s : 4673472
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Oct 19 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-001.113
nome_arquivo_s : 380301113_11065909795200921_201102.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : ALEXANDRE KERN
nome_arquivo_pdf_s : 11065909795200921_4673472.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado
dt_sessao_tdt : Wed Feb 02 00:00:00 UTC 2011
id : 4738213
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:43:38 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1748648810603610112
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1759; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 62 1 61 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11065.909795/200921 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 380301.113 – 3ª Turma Especial Sessão de 2 de fevereiro de 2011 Matéria PEDIDO DE RESTITUIÇÃO ELETRÔNICO DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO Recorrente CENTRO CLÍNICO CANOAS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/07/2004 a 31/07/2004 INTIMAÇÃO ENDEREÇADA AO ADVOGADO. Dada a existência de determinação legal expressa em sentido contrário, indeferese o pedido de endereçamento das intimações ao escritório do procurador. ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/07/2004 a 31/07/2004 Ementa: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INDÉBITOS. DÉBITOS CONFESSADOS. ERRO. COMPROVAÇÃO. O deferimento de pedido de restituição de pagamento indevido de débito declarado em DCTF depende da prova do erro na confissão, passível de ser produzida, mesmo no curso do contencioso administrativo fiscal, até o momento processual da reclamação. COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado Fl. 68DF CARF MF Emitido em 23/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN 2 Alexandre Kern – Presidente e relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Rangel Perrucci Fiorin, Hélcio Lafetá Reis, Carlos Henrique Martins de Lima e Daniel Maurício Fedato. O Dr. Camilo de Oliveira Leipnitz – OAB/RS no 58.392 – fez sustentação oral. Relatório Centro Clínico Canoas Ltda. transmitiu, em 12/09/2005, o Pedido de Ressarcimento ou Restituição / Declaração de Compensação PER/DCOMP no 27907.67964.120905.1.3.042259, visando a restituirse de indébito ocasionado pelo pagamento de no 1662253531 e a declarar a compensação do direito creditório daí emergente com débitos de PISdo período de apuração de jul/2004. O Despacho Decisório no 843147915, fl. 1, não homologou a compensação porque o referido pagamento foi integralmente utilizado para a quitação de débitos do contribuinte, não resultando crédito disponível para a compensação dos débitos informados no PER/Dcomp para a compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Sobreveio Manifestação de Inconformidade, fls. 2 a 6, por meio da qual o requerente alega que: a) o direito creditório está relacionado com o efetivo pagamento do tributo. Pagamento este comprovado a partir da guia DARF devidamente autenticada pela instituição que recebeu o pagamento; b) o documento legitimador do crédito é a respectiva DARF e não a DCTF e/ou DIPJ; c) o pagamento indevido decorreu de equívoco constatado na apuração do valor devido a título de PIS, período de apuração: jul/2004, que não corresponde ao valor constante da DARF de pagamento. Logo, apenas a instituição fazendária é capaz de autorizar o contribuinte a retificar a DCTF, com isso, restará explícito o direito creditório que a empresa possui. A DRJ/POA2ª Turma julgou a reclamação improcedente e não reconheceu o direito creditório pleiteado. O Acórdão no 1023.441, de 16 de dezembro de 2009, fls. 29 e 30, teve emente vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/07/2004 a 31/07/2004 RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO FALTA DE LIQUIDEZ E CERTEZA INDEFERIMENTO. Nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional, essencial à comprovação da liquidez e certeza dos créditos para a efetivação do encontro de contas, sendo obrigação do contribuinte comprovar suas alegações, nos termos do art.333, inciso II do Código de Processo Civil. Fl. 69DF CARF MF Emitido em 23/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11065.909795/200921 Acórdão n.º 380301.113 S3TE03 Fl. 63 3 Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da DRJ/POA2a Turma. O arrazoado de fls. 34 a 51, em sede de preliminar, argui a nulidade da decisão recorrida, que teria alterado a fundamentação do indeferimento de seu pleito, em violação aos arts. 2° e 50 da Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999. No mérito, sinteticamente, pede reforma, alegando que: a) a instituição fazendária tem o dever de intimar a recorrente para apresentar os documentos contábeis e fiscais para comprovar o erro ocasionado no preenchimento da DCTF, sob pena de incorrer em manifesta ilegalidade; b) conforme entendimento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais e jurisprudência pacificada no Superior Tribunal de Justiça, a cópia autenticada do DARF é suficiente para comprovação do recolhimento indevido de tributo; c) o pagamento indevido decorreu do equívoco decorrente da apuração do valor devido a título de PIS, na competência de jul/2004; d) apenas a fiscalização tem o poder de autorizar que a empresa retifique a DCTF, motivo pelo qual a recorrente reitera seus argumentos para que seja possível sanar o erro cometido. Conclui, pedindo anulação do acórdão ora recorrido e, alternativa e sucessivamente, sua reforma para homologar o pedido de compensação formulado, haja vista a existência do DARF legitimador do direito creditório. Requer, por derradeiro, sejam, todas as intimações e comunicações do presente procedimento administrativo, inclusive para fins de sustentação oral, realizadas sempre em nome dos procuradores signatários. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 29 e 30 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJPOA2ª Turma nº 1023.441, de 16 de dezembro de 2009. Pedido de direcionamento das intimações para o endereço dos procuradores Com relação ao requerimento para que as notificações e intimações relativas ao presente processo sejam enviadas ao endereço do patrono da causa, indefirase. Na atual fase do procedimento, todos os atos administrativos são, via de regra, feitos por meio postal e o Fl. 70DF CARF MF Emitido em 23/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN 4 Decreto nº 70.235, de 6 de março 1972 PAF, art. 23, II, com a redação que lhe foi dada pela Lei nº 9.532, de 10 de dezembro de 1997, art. 67, determina que, nesta modalidade, sejam endereçados ao domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo. Não há portanto como deferir a solicitação para que as intimações sejam encaminhadas ao domicílio dos procuradores da sociedade. Preliminar de nulidade da decisão recorrida O recorrente infirma a decisão de piso sob o argumento de que apresentou novo fundamento para o indeferimento do pleito, em infração ao art. 50 da Lei nº 9.784, de 1999. O argumento recursal é o de que, enquanto o Despacho Decisório no 843147915 considerou que não haveria direito creditório para realizar a compensação, porque o valor do DARF teria sido utilizado para quitar débito do contribuinte, a decisão recorrida julgou improcedente a manifestação de inconformidade sob o fundamento de que a ora recorrente deveria comprovar, por meio de documentos contábeis e fiscais que houve erro no preenchimento da DCTF. A argüição de nulidade não prosperará simplesmente porque inexistiu a alegada inovação. Com efeito, o fundamento fático para o indeferimento do pleito de restituição e para a nãohomologação da compensação declarada foi a integral utilização do pagamento no 1662253531 na extinção de débitos do próprio contribuinte. Tratandose de julgamento de reclamação formulada pelo requerente, fundada na alegação de erro no preenchimento da Declaração de Contribuições e Tributos Federais – DCTF, instituída pela Instrução Normativa SRF nº 129, de 19 de novembro de 1986, a decisão recorrida julgoua improcedente porquanto inexistia, nos autos, qualquer prova do erro alegado. Não se trata pois de novo fundamento para o indeferimento do pleito, visàvis o motivo original, mas, tãosomente, de refutação expressa de argumento brandido na reclamação. Rejeito a preliminar. Mérito – A comprovação do indébito O recorrente está prenhe de razão: constatando que houve equívoco na apuração da base de cálculo de um tributo ou contribuição, o sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo no caso de cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido. É o que assegura o inc. I do art. 165 do CTN, transcrito em rodapé pelo recorrente, mas merecedor de maior destaque por caudalosa jurisprudência judicial, e.g.: “Ementa: .... I. Demonstrado o pagamento indevido de tributo, em razão de erro– depósito judicial feito por equívoco, mas convertido em renda da União – impõese a restituição (art. 165, II, do CTN). ....” (TRF1ª Região. AC 2000.01.00.0958800/MA. Rel.: Des. Federal Olindo Menezes. 3ª Turma. Decisão: 29/10/02. DJ de 13/12/02, p. 47.) “Ementa: .... É clara a autorização normativa à restituição de tributo recolhido indevidamente (art. 165, I, CTN). ....” (TRF2ª Região. AC 1999.02.01.0351647/RJ. Rel.: Des. Federal Ricardo Regueira. 1ª Turma. Decisão: 06/11/00. DJ de 07/12/00.) Fl. 71DF CARF MF Emitido em 23/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11065.909795/200921 Acórdão n.º 380301.113 S3TE03 Fl. 64 5 “Ementa: .... III. A restituição do tributo recolhido indevidamente encontra arrimo no art. 165, I, do CTN. ....” (TRF5ª Região. AC 2002.05.00.0177105/PE. Rel.: Des. Federal Luiz Alberto Gurgel de Faria. Decisão: 17/12/02. DJ de 16/04/03, p. 407.) Tenho certeza, o relator da decisão recorrida jamais pretendeu oporse a esse direito. O recorrente, no entanto, articula argumento falacioso, ao pugnar por seu direito à restituição, bradando que o mesmo “.., consoante dispõe o art. 165, inc. I do CTN decorre da ‘cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ...", e não dos valores declarados pelo contribuinte em DIPJ, DCTF...”. Se, de um lado é certo que o DARF informado no PER/Dcomp nº 27907.67964.120905.1.3.042259 comprova um recolhimento, de outro, como bem destacou a decisão recorrida, inexiste nos autos qualquer prova de que o pagamento nº 1662253531 seja indevido. Há tãosomente a alegação do requerente, ora recorrente. Nada mais. E, em sede de prova, nada alegar e alegar, mas não provar o alegado se equivalem (allegare nihil et allegatum non probare paria sunt). A esse propósito, reportome à Lei nº 9.784, de 1999, que o recorrente demonstrou bem conhecer. De acordo com o seu art. 36, que regulamenta o sistema de distribuição da carga probatória no Processo Administrativo Federal: o ônus de provar a veracidade do que afirma é do requerente: Art. 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no artigo 37 desta Lei. No mesmo sentido o art. 330 da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 (CPC), já referido pela decisão recorrida. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça também corrobora esse entendimento: Allegare nihil et allegatum non probare paria sunt — nada alegar e não provar o alegado, são coisas iguais.(HABEAS CORPUS Nº 1.1710 — RJ, R. Sup. Trib. Just., Brasília, a. 4, (39): 211276, novembro 1992, p. 217) Alegar e não provar significa, juridicamente, não dizer nada.(INTERVENÇÃO FEDERAL Nº 83 — PR, R. Sup. Trib. Just., Brasília, a. 7, (66): 93116, fevereiro 1995. 99) RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA – APOSENTADORIA – NEGATIVA DE REGISTRO – TRIBUNAL DE CONTAS – ATOS ADMINISTRATIVOS NÃO COMPROVADOS – ART. 333, INCISO II, DO CPC – PAGAMENTO DOS PROVENTOS DE NOVEMBRO/96 E DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO DAQUELE MESMO ANO – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULAS 269 E 271 DA SUPREMA CORTE – 1. O ônus da prova incumbe ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor (art. 333, II, do Código de Processo Civil). Incumbe às Secretarias de Educação e da Fazenda a demonstração de que a professora havia sido notificada da suspensão de sua aposentadoria. 2. Não cabe em mandado de segurança para cobrança de proventos não recebidos, a teor das súmulas 269 e Fl. 72DF CARF MF Emitido em 23/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN 6 271 da Suprema Corte. 3. Recurso parcialmente provido. (STJ – ROMS 9685 – RS – 6ª T. – Rel. Min. Fernando Gonçalves – DJU 20.08.2001 – p. 00538)JCPC.333 JCPC.333.II TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL – IMPOSTO DE RENDA – VERBAS INDENIZATÓRIAS – FÉRIAS E LICENÇAPRÊMIO – NÃO INCIDÊNCIA – COMPENSAÇÃO – AJUSTE ANUAL – ÔNUS DA PROVA – O ônus da prova incumbe ao autor quanto ao fato constitutivo de seu direito e ao réu quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Cabe ao contribuinte comprovar a ocorrência de retenção na fonte do imposto de renda incidente sobre verbas indenizatórias e à Fazenda Nacional incumbe a prova de eventual compensação do imposto de renda retido na fonte no ajuste anual da declaração de rendimentos. Recurso provido. (STJ – REsp 229118 – DF – 1ª T. – Rel. Min. Garcia Vieira – DJU 07.02.2000 – p. 132) PROCESSO CIVIL E TRIBUTÁRIO – EXECUÇÃO FISCAL – EMBARGOS DO DEVEDOR – NOTIFICAÇÃO DO LANÇAMENTO – IMPRESCINDIBILIDADE – ÔNUS DA PROVA – 1. Imprescindível a notificação regular ao contribuinte do imposto devido. 2. Incumbe ao embargado, réu no processo incidente de embargos à execução, a prova do fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor (CPC, art. 333, II). 3. Recurso especial conhecido e provido. (STJ – REsp 237.009 – (1999/00996607) – SP – 2ª T. – Rel. Min. Francisco Peçanha Martins – DJU 27.05.2002 – p. 147) TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL – IRPF – REPETIÇÃO DE INDÉBITO – VERBAS INDENIZATÓRIAS – RETENÇÃO NA FONTE – ÔNUS DA PROVA – VIOLAÇÃO DE LEI FEDERAL CONFIGURADA – DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL NÃO COMPROVADA – SÚMULA 13/STJ PRECEDENTES – Cabe ao autor provar que houve a retenção do imposto de renda na fonte, por isso que é fato constitutivo do seu direito; ao réu competia a prova de eventual compensação na declaração anual de rendimentos dos recorrentes, do imposto de renda retido na fonte, fato extintivo, impeditivo ou modificativo do direito do autor – Incidência da Súmula 13 STJ – Recurso especial conhecido pela letra a e provido. (STJ – RESP 232729 – DF – 2ª T. – Rel. Min. Francisco Peçanha Martins – DJU 18.02.2002 – p. 00294) Ao contrário, em face da legislação tributária aplicável, milita contra a alegação do requerente a presunção de que o pagamento nº 1662253531 não lhe confere qualquer direito creditório porque foi alocado a débito espontaneamente confessado em DCTF. O recorrente poderia objetar que, dada sistemática declaratória atual do procedimento de compensação, não lhe foi oportunizada a comprovação do crédito, originado do pagamento indevido. Objeção improcedente. Bastaria que o contribuinte, espontaneamente, retificasse a DCTF respectiva, conforme lhe autorizava o art. 10 da Instrução Normativa SRF no 482, de 21 de dezembro de 2004, então vigente, e o próprio processamento eletrônico do PER/Dcomp nº 27907.67964.120905.1.3.042259 lhe deferiria o crédito pleiteado, transferindo para o Fisco o ônus da posterior verificação do seu procedimento. Mesmo na fase contenciosa do procedimento administrativo fiscal, que ora se desenrola, quando já não mais teria Fl. 73DF CARF MF Emitido em 23/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11065.909795/200921 Acórdão n.º 380301.113 S3TE03 Fl. 65 7 espontaneidade para retificar a DCTF1,o requerente, enquanto manifestante, poderia produzir a prova necessária para a demonstração de seu direito, em face da aplicação analógica do § 4º do art. 16 do PAF, autorizada pelo § 4º do art. 66 da Instrução Normativa RFB no 900, de 30 de dezembro de 2008. O recorrente, contudo, não se dignou a fazêlo, talvez esperando que a autoridade fiscal suplementasse a sua vontade e o intimasse a tanto. Ou, quem sabe, contasse o requerente justamente com a usual dilação temporal do processo administrativo com o propósito de fazer adiar ao máximo o cumprimento da obrigação tributária confessada, como permite supor a sua insistência nos requerimentos de suspensão da exigibilidade do débito oposto na compensação do hipotético direito creditório, aventura jurídica corriqueira depois da edição da Medida Provisória no 66, de 2002. Seja como for, tranqüilizese o contribuinte. Caso realmente disponha do direito creditório alegado, nos termos do art. 1º do Decreto nº 20.910, de 6 de janeiro de 1932, tem cinco anos, contados da data do pagamento indevido – desde que devidamente comprovada essa circunstância – para buscar seu direito. Nada a reparar na decisão recorrida, cujos fundamentos, forte no § 1º do art. 50 da Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, passam a fazer parte integrante desse voto. Conclusão Com essas considerações, voto por negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 2 de fevereiro de 2011 Alexandre Kern 1 Súmula CARF No. 33 A declaração entregue após o início do procedimento fiscal não produz quaisquer efeitos sobre o lançamento de ofício. Fl. 74DF CARF MF Emitido em 23/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN 8 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 11065909795200921 Interessada: CENTRO CLÍNICO CANOAS LTDA. Encaminhemse, de ordem, os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 380301.113, de 2 de fevereiro de 2011, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 2 de fevereiro de 2011. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 75DF CARF MF Emitido em 23/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 13678.000228/2003-30
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 03 00:00:00 UTC 2011
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 30/09/1998
PRELIMINAR DE NULIDADE. LAVRATURA DO AUTO DE
INFRAÇÃO. SERVIDOR COMPETENTE.
O Delegado da Receita Federal do Brasil, além de se incumbir da função de autoridade administrativa, é detentor do cargo de Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil (AFRFB) e, portanto, competente para a lavratura de auto de infração.
PRELIMINAR DE NULIDADE. LAVRATURA DO AUTO DE
INFRAÇÃO. RITO DA FISCALIZAÇÃO.
A Instrução Normativa SRF nº 94/1997, que versa sobre os trabalhos de revisão de declaração, dispensa, no parágrafo único, alínea “a”, do art. 3º, a intimação prévia do contribuinte quando a infração estiver claramente demonstrada.
ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Data do fato gerador: 30/09/1998
PRELIMINAR DE NULIDADE. DÉBITO DECLARADO EM DCTF.
LANÇAMENTO DE OFÍCIO. EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO
NÃO COMPROVADA.
Nos termos da legislação tributária vigente à época da lavratura do auto de infração, que vigorou até 30 de dezembro de 2003, as diferenças apuradas em declaração prestada pelo sujeito passivo decorrentes de compensação não comprovada sujeitam-se a lançamento de ofício.
ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
SOCIAL - COFINS
Data do fato gerador: 30/09/1998
LANÇAMENTO DE OFÍCIO. FALTA DE RECOLHIMENTO.
COMPENSAÇÃO NÃO EFETIVADA.
A falta ou insuficiência de pagamento da Cofins apurada em procedimento fiscal de auditoria interna de DCTF enseja o lançamento de ofício com os devidos acréscimos legais, inclusive se decorrente de compensação declarada mas não efetivada.
Numero da decisão: 3803-001.207
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar as preliminares arguidas e, no mérito, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Ausência mometânea do Presidente. Sessão conduzida por seu substituto eventual, Conselheiro Belchior Melo de Sousa.
Matéria: DCTF_COFINS - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (COFINS)
Nome do relator: HÉLCIO LAFETÁ REIS
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : DCTF_COFINS - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (COFINS)
dt_index_tdt : Sat Oct 29 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201102
ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 30/09/1998 PRELIMINAR DE NULIDADE. LAVRATURA DO AUTO DE INFRAÇÃO. SERVIDOR COMPETENTE. O Delegado da Receita Federal do Brasil, além de se incumbir da função de autoridade administrativa, é detentor do cargo de Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil (AFRFB) e, portanto, competente para a lavratura de auto de infração. PRELIMINAR DE NULIDADE. LAVRATURA DO AUTO DE INFRAÇÃO. RITO DA FISCALIZAÇÃO. A Instrução Normativa SRF nº 94/1997, que versa sobre os trabalhos de revisão de declaração, dispensa, no parágrafo único, alínea “a”, do art. 3º, a intimação prévia do contribuinte quando a infração estiver claramente demonstrada. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 30/09/1998 PRELIMINAR DE NULIDADE. DÉBITO DECLARADO EM DCTF. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO NÃO COMPROVADA. Nos termos da legislação tributária vigente à época da lavratura do auto de infração, que vigorou até 30 de dezembro de 2003, as diferenças apuradas em declaração prestada pelo sujeito passivo decorrentes de compensação não comprovada sujeitam-se a lançamento de ofício. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Data do fato gerador: 30/09/1998 LANÇAMENTO DE OFÍCIO. FALTA DE RECOLHIMENTO. COMPENSAÇÃO NÃO EFETIVADA. A falta ou insuficiência de pagamento da Cofins apurada em procedimento fiscal de auditoria interna de DCTF enseja o lançamento de ofício com os devidos acréscimos legais, inclusive se decorrente de compensação declarada mas não efetivada.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
numero_processo_s : 13678.000228/2003-30
conteudo_id_s : 6688919
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Oct 24 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-001.207
nome_arquivo_s : Decisao_13678000228200330.pdf
nome_relator_s : HÉLCIO LAFETÁ REIS
nome_arquivo_pdf_s : 13678000228200330_6688919.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar as preliminares arguidas e, no mérito, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Ausência mometânea do Presidente. Sessão conduzida por seu substituto eventual, Conselheiro Belchior Melo de Sousa.
dt_sessao_tdt : Thu Feb 03 00:00:00 UTC 2011
id : 9552826
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:44:03 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1748648810614095872
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1903; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 155 1 154 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13678.000228/200330 Recurso nº 139.933 Voluntário Acórdão nº 380301.207 – 3ª Turma Especial Sessão de 3 de fevereiro de 2011 Matéria COFINS AUTO DE INFRAÇÃO Recorrente CIA. AGRO PASTORIL DO RIO GRANDE Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 30/09/1998 PRELIMINAR DE NULIDADE. LAVRATURA DO AUTO DE INFRAÇÃO. SERVIDOR COMPETENTE. O Delegado da Receita Federal do Brasil, além de se incumbir da função de autoridade administrativa, é detentor do cargo de AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil (AFRFB) e, portanto, competente para a lavratura de auto de infração. PRELIMINAR DE NULIDADE. LAVRATURA DO AUTO DE INFRAÇÃO. RITO DA FISCALIZAÇÃO. A Instrução Normativa SRF nº 94/1997, que versa sobre os trabalhos de revisão de declaração, dispensa, no parágrafo único, alínea “a”, do art. 3º, a intimação prévia do contribuinte quando a infração estiver claramente demonstrada. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 30/09/1998 PRELIMINAR DE NULIDADE. DÉBITO DECLARADO EM DCTF. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO NÃO COMPROVADA. Nos termos da legislação tributária vigente à época da lavratura do auto de infração, que vigorou até 30 de dezembro de 2003, as diferenças apuradas em declaração prestada pelo sujeito passivo decorrentes de compensação não comprovada sujeitamse a lançamento de ofício. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 30/09/1998 Fl. 162DF CARF MF Emitido em 08/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/02/2011 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 13/03/2011 p or BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 28/02/2011 por HELCIO LAFETA REIS 2 LANÇAMENTO DE OFÍCIO. FALTA DE RECOLHIMENTO. COMPENSAÇÃO NÃO EFETIVADA. A falta ou insuficiência de pagamento da Cofins apurada em procedimento fiscal de auditoria interna de DCTF enseja o lançamento de ofício com os devidos acréscimos legais, inclusive se decorrente de compensação declarada mas não efetivada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar as preliminares arguidas e, no mérito, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Ausência mometânea do Presidente. Sessão conduzida por seu substituto eventual, Conselheiro Belchior Melo de Sousa. Assinado digitalmente BELCHIOR MELO DE SOUSA – Presidente Substituto. Assinado digitalmente HÉLCIO LAFETÁ REIS Relator. EDITADO EM: 28/02/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa (Presidente Substituto), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Carlos Henrique Martins de Lima, Rangel Perrucci Fiorin e Daniel Maurício Fedato. Relatório Tratase de recurso voluntário contra decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Belo Horizonte/MG, que julgou parcialmente procedente o lançamento de ofício relativo à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) do terceiro trimestre de 1998, reduzindose do total do crédito tributário a parcela relativa ao período de apuração correspondente ao mês de julho de 1998, por ter havido comprovação do pagamento correspondente. O auto de infração (fls. 10 a 18) fora lavrado em decorrência da apuração de insuficiência nos recolhimentos da Cofins, tendo sido constatado que os processos administrativos referentes à compensação informados em DCTF não se confirmaram após confronto com os sistemas da Receita Federal. O contribuinte, não se conformando com a autuação, apresentou Impugnação (fls. 1 a 27) e requereu o cancelamento do auto de infração, alegando, em síntese, o seguinte: a) tratarseia de mais um lançamento eletrônico dissimulado com roupagem de um efetivo auto de infração; Fl. 163DF CARF MF Emitido em 08/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/02/2011 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 13/03/2011 p or BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 28/02/2011 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 13678.000228/200330 Acórdão n.º 380301.207 S3TE03 Fl. 156 3 b) nulidade do auto de infração por ter sido subscrito por autoridade administrativa – Delegado da Receita Federal – que seria incompetente para tal, tendo havido, com base no art. 11, IV, do Decreto nº 70.235/1972, simulação de uma notificação de lançamento; c) nulidade do auto de infração por inobservância do rito previsto no art. 3º da Instrução Normativa SRF nº 94/1997, em que se prevê que “o AFTN responsável pela revisão da declaração deverá intimar o contribuinte a prestar esclarecimentos”; d) os valores reclamados foram regularmente liquidados por compensação, sendo descabido o lançamento de ofício sobre valores denunciados na DCTF; e) a parcela do auto de infração relativa à contribuição devida em julho de 1998 fora quitada por DARF, tendo havido equívoco de sua parte ao preencher a declaração; f) a Cofins do mês de setembro de 1998 fora compensada com créditos decorrentes de dois processos administrativos. A DRF Divinópolis/MG, conforme Informação Fiscal presente às fls. 30 a 38, confirmou o pagamento da parcela relativa ao mês de julho de 1998 e informou que o valor da contribuição devida em setembro do mesmo ano fora retirado pelo próprio contribuinte da relação dos débitos a compensar no processo administrativo em que se analisava a compensação pleiteada. A DRJ Belo Horizonte/MG julgou o lançamento procedente em parte (fls. 39 a 44), afastou as alegações de nulidade do auto de infração, por ter sido lavrado por servidor competente e observado os pressupostos legais para sua lavratura, e cancelou a parcela do lançamento relativa ao mês de julho de 1998 por ter havido comprovação do pagamento. Quanto à parcela do auto de infração mantida, ressaltou o relator a quo que o débito apurado com vinculação a crédito não confirmado se sujeitaria ao lançamento de ofício nos termos do art. 44 da Lei nº 9.430/1996. Irresignado, o contribuinte recorre a este Conselho (fls. 48 a 54), requer a declaração de insubsistência do auto de infração, repisando os mesmos argumentos relativamente à parcela remanescente do auto de infração, e junta aos autos cópia do processo administrativo nº 13678.000036/9803 que, segundo ele, comprovaria a liquidação por compensação do débito exigido. É o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis O recurso é tempestivo, atende as demais condições de admissbilidade e dele tomo conhecimento. Fl. 164DF CARF MF Emitido em 08/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/02/2011 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 13/03/2011 p or BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 28/02/2011 por HELCIO LAFETA REIS 4 Conforme acima relatado, a DRJ Belo Horizonte/MG expurgou do auto de infração a parecla devida no mês de julho de 1998, permanecendo controverso o débito relativo ao mês de setembro do mesmo ano. I. Preliminares. Nulidade do auto de infração. Não podem prosperar as alegações de nulidade do auto de infração apresentadas pelo Recorrente, conforme demonstrado a seguir. Nos termos do art. 142 do Código Tributário Nacional (CTN), a constituição do crédito tributário pelo lançamento compete à autoridade administrativa, cuja atividade é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. O Decreto nº 70.235/1972 que disciplina o Processo Administrativo Fiscal (PAF) prevê em seu art. 10, caput, e inciso VI, que o auto de infração será lavrado por servidor competente, que o assinará, indicandose seu cargo ou sua função, bem como seu número de matrícula. Constatase dos dispositivos supra que o servidor competente para a lavratura do auto de infração é a autoridade administrativa genericamente considerada, não havendo discriminação quanto ao cargo por ele exercido ou às funções que desempenhe. A função de Delegado da Receita Federal do Brasil recai sobre ocupantes do cargo de AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil, em razão do que aquele incumbido da gerência acumula as funções próprias do cargo para o qual prestou concurso público e a administração da repartição pública que chefia. Inexiste incompatibilidade entre as referidas funções, não havendo vedação expressa à sua acumulação pelo AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil, que, nos termos dos artigos 10 e 11 do PAF, pode tanto lavrar autos de infração quanto notificações de lançamento, neste último caso, quando investido na função de chefe do órgão expedidor ou por ele autorizado. Quanto à alegação de nulidade do lançamento por inobservância do rito previsto na Instrução Normativa SRF nº 94/1997, devese ressaltar, de imediato, que tal norma complementar, no parágrafo único, alínea “a”, do art. 3º, prevê a dispensa de intimação do contribuinte previamente à lavratura do auto de infração quando a infração estiver claramente demonstrada e apurada. No presente caso, conforme informações presentes nos autos, detectouse que o processo administrativo informado em DCTF pelo contribuinte não seria apto a justificar a compensação pleiteada, uma vez que, a partir de informações internas da Receita Federal, haveria incompatibilidade entre o seu efetivo teor e aquele a ele atribuído pelo declarante. Não se pode perder de vista que, nos termos do art. 14 do PAF, a fase litigiosa – em que a observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa se impõe – somente se inicia após a impugnação da exigência pelo interessado. Até então, têmse apenas procedimentos fiscais de verificação do cumprimento pelos sujeitos passivos das obrigações tributárias estabelecidas na legislação. Encontrandose plenamente tipificada a infração, não se justifica, em nome do princípio constitucional da eficiência que orienta a atividade da Administração Pública, a procrastinação da lavratura do auto de infração. Fl. 165DF CARF MF Emitido em 08/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/02/2011 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 13/03/2011 p or BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 28/02/2011 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 13678.000228/200330 Acórdão n.º 380301.207 S3TE03 Fl. 157 5 Por fim, quanto à alegação de nulidade do auto de infração por se basear em débito devidamente declarado em DCTF e, portanto, confessado pelo contribuinte, há que se registrar que a Medida Provisória nº 2.158352001, vigente à época do lançamento, em seu art. 90, determinava a realização de lançamento de ofício das diferenças apuradas em declaração prestada pelo sujeito passivo decorrentes – dentre outras formas de extinção e suspensão da exigibilidade do crédito tributário – de compensação não comprovada pelo sujeito passivo. Essa determinação vigorou até o advento da Lei nº 10.833, publicada no Diário Oficial da União em 30 de dezembro de 2003, que, em seu art. 18, restringiu a amplitude do lançamento de ofício previsto no art. 90 da referida medida provisória à imposição de multa isolada e, em seu art. 17, §§ 5º a 8º, dotou a declaração de compensação do caráter de confissão de dívida, passível de inscrição em dívida ativa independentemente de prévio lançamento do respectivo crédito tributário. Dessa forma, nos termos acima consignados, afastamse todas as preliminares de nulidade arguidas pelo Recorrente, em razão do que, passase à análise do mérito. II. Mérito. Compensação não homologada. De início, registrese que o auto de infração sob análise decorreu da apuração de insuficiência nos recolhimentos da Cofins, tendo sido constatado que a extinção por compensação dos débitos declarados em DCTF não se confirmara após confronto com os sistemas da Receita Federal. Conforme registrou a autoridade administrativa da repartição de origem (fls. 30 a 32), bem como a autoridade julgadora de primeira instância (fl. 44), o débito da Cofins declarado referente ao fato gerador ocorrido em setembro de 1998 havia sido, a pedido do próprio contribuinte, retirado da relação da compensação pleiteada. Para se defender, o Recorrente trouxe aos autos cópia do processo administrativo nº 13678.000036/9803 (fls. 65 a 153), em que, segundo ele, se comprovaria a homologação da compensação relativa ao débito sob análise neste processo. Contudo, tal providência não favoreceu o Recorrente, conforme a seguir demonstrado. Em 20 de março de 2002, o contribuinte encaminhou à Receita Federal requerimento solicitando a substituição dos Pedidos de Compensação anteriormente apresentados por novos em que o presente débito foi excluído (fls. 30 a 34), informação essa que consta de forma expressa no despacho de fl. 35. A alteração dos Pedidos de Compensação, nos termos expressamente utilizados no requerimento do contribuinte (fl. 31), se deveu à necessidade de geração de crédito para fazer frente a débitos inscritos em dívida ativa da União. Todos esses dados constam do processo administrativo juntado por cópia a este pelo Recorrente, inclusive o pedido de substituição dos Pedidos de Compensação anteriormente apresentados, com exceção do Pedido de Compensação em que o débito de interesse havia sido excluído. Fl. 166DF CARF MF Emitido em 08/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/02/2011 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 13/03/2011 p or BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 28/02/2011 por HELCIO LAFETA REIS 6 Em 17 de março de 2004, posterior, portanto, à lavratura do auto de infração, a repartição de origem exarou um termo (fl. 153), endereçado ao contribuinte, com o seguinte teor: PROCESSO N°: 13678.000036/9803 CONTRIBUINTE: Cia AgroPastoril do Rio Grande. CNPJ: 23.278.914/000114 Sr. Contribuinte, Tendo em vista que os débitos arrolados para compensação, oriundos do processo de parcelamento n° 13678.000115/9799 encontramse inscritos na Dívida Ativa da União — DAU, cuja baixa para compensação neste processo não é admitida pela Procuradoria da Fazenda Nacional — PFN, mesmo com o argumento de que a inscrição foi posterior ao pedido, solicitamos sua informação sobre o destino a ser dado ao crédito, uma vez que a compensação anteriormente solicitada tornouse ineficaz. Outrossim, esclarecemos que, de acordo com a legislação em vigor, a utilização desse crédito deverá ser efetuada, conforme o caso, via programa "PERDCOMP" disponível no sítio da Receita na intemet. Conforme se depreende do excerto supra, em face da não autorização pela PFN da baixa dos débitos inscritos em dívida ativa, a compensação autorizada restou ineficaz relativamente aos débitos informados pelo contribuinte nos novos Pedidos de Compensação, tendo sido requisitadas ao interessado informações relativas à destinação do crédito compensável e informado a providência necessária à sua utilização, não constando dos autos que tal medida tenha sido tomada pelo ora Recorrente. Por conseguinte, nada impede que o crédito disponível venha a ser utilizado no momento da cobrança para extinção do presente crédito tributário, na forma exigida pela legislação tributária, a critério da autoridade administrativa competente. Portanto, com base nos dados constantes dos autos, não há o que reformar na decisão administrativa de primeira instância, uma vez comprovada a não extinção, por compensação, do crédito tributário ora sob análise. III. Conclusão Diante do exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário, afastandose as preliminares de nulidade arguidas e mantendose a parcela remanescente do auto de infração por ter sido lavrado em conformidade com a legislação de regência, uma vez que a compensação que extinguiria o débito declarado não se efetivou, conforme acima demonstrado. É como voto. Fl. 167DF CARF MF Emitido em 08/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/02/2011 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 13/03/2011 p or BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 28/02/2011 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 13678.000228/200330 Acórdão n.º 380301.207 S3TE03 Fl. 158 7 Assinado digitalmente Hélcio Lafetá Reis Relator Fl. 168DF CARF MF Emitido em 08/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/02/2011 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 13/03/2011 p or BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 28/02/2011 por HELCIO LAFETA REIS
score : 1.0
Numero do processo: 13558.000870/2003-85
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 19 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 1999, 2000, 2001, 2002
MULTA DE OFÍCIO E JUROS DE MORA, TAXA SELIC.
PROCEDÊNCIA.
Os contestatários legais têm respaldo em normas regularmente editadas, eficazes e vigentes e são aplicáveis nos casos de lançamento de oficia Não há prática de anatocismo na aplicação dos juros, eis que estes, com base na taxa SELIC, são acumulados (ou seja, somados) me2sa1mente e não capitalizados.
Preliminar rejeitada,
Recurso negado.
Numero da decisão: 2802-000.452
Decisão: Acordam os membros do colegiada por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de cerceamento de direito de defesa suscitada pelo recorrente e, no mérito, negar provimento ao recurso interposto, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: SIDNEY FERRO BARROS
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
dt_index_tdt : Sat Oct 29 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201008
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 1999, 2000, 2001, 2002 MULTA DE OFÍCIO E JUROS DE MORA, TAXA SELIC. PROCEDÊNCIA. Os contestatários legais têm respaldo em normas regularmente editadas, eficazes e vigentes e são aplicáveis nos casos de lançamento de oficia Não há prática de anatocismo na aplicação dos juros, eis que estes, com base na taxa SELIC, são acumulados (ou seja, somados) me2sa1mente e não capitalizados. Preliminar rejeitada, Recurso negado.
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
numero_processo_s : 13558.000870/2003-85
conteudo_id_s : 6689197
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Oct 24 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2802-000.452
nome_arquivo_s : Decisao_13558000870200385.pdf
nome_relator_s : SIDNEY FERRO BARROS
nome_arquivo_pdf_s : 13558000870200385_6689197.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiada por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de cerceamento de direito de defesa suscitada pelo recorrente e, no mérito, negar provimento ao recurso interposto, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Thu Aug 19 00:00:00 UTC 2010
id : 9552832
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:44:03 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1748648810642407424
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-12-14T17:25:12Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-12-14T17:25:12Z; Last-Modified: 2010-12-14T17:25:12Z; dcterms:modified: 2010-12-14T17:25:12Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:4b463bc6-7678-47ca-9cff-e33a031e1029; Last-Save-Date: 2010-12-14T17:25:12Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-12-14T17:25:12Z; meta:save-date: 2010-12-14T17:25:12Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-12-14T17:25:12Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-12-14T17:25:12Z; created: 2010-12-14T17:25:12Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2010-12-14T17:25:12Z; pdf:charsPerPage: 1148; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-12-14T17:25:12Z | Conteúdo => ÇL VALÉRIA PES SIDNEY FERR ARQUES - Presidente Relator EDITADO EM: 2 2 OUT 201 S2-T E02 Fi 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 13558,000870/200.3-85 Recurso n" 157.138 Voluntário Acórdão n" 2802-00A52 — 2" Turma Especial Sessão de 19 de agosto de 2010 Matéria IRPF- Ex(s).: 1999 a 2002 Recorrente BENEDITO ALVES COELHO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 1999, 2000, 2001, 2002 MULTA DE OFÍCIO E JUROS DE MORA, TAXA SELIC. PROCEDÊNCIA, Os consectários legais têm respaldo em normas regularmente editadas, eficazes e vigentes e são aplicáveis nos casos de lançamento de oficia Não há prática de anatocismo na aplicação dos juros, eis que estes, com base na taxa SELIC, são acumulados (ou seja, somados) me2sa1mente e não capitalizados. Preliminar rejeitada, Recurso negado,. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Acordam os membros do colegiada por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de cerceamento de direito de defesa suscitada pelo recorrente e, no mérito, negar provimento ao recurso interposto, nos termos do voto do Relator. Participaram cio presente julgamento, os Conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso, Guilherme Barranco de Souza (Suplente convocado), Lúcia Reiko Sakae, Sidney Feno Barros„ Carlos Nogueira Nicácio e Valéria Pestana Marques (Presidente).. Ausente, .justificadamente„ a Conselheira Ana Paula Locoselli Erichsen.Y 2 Nocesso n 13558 000870/2003-85 52-TE02 Acótd5o o" 2802-00452 Fl 2 Relatório Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração de fis. 03/10 por meio do qual dele se exige a importância de R$ 42.874,02 a titulo de IRPF, mais consectários legais, em face da glosa de despesas médicas e despesas de instrução. Impugnação às fis. 68/70, a qual, julgada pela Turma de primeira instância, restou parcialmente provida, tendo sido considerada comprovada a despesa de instrução do ano-calendário de 1998, no montante de R$ 3..400,00 (11, 79). Em recurso voluntário de fis. 95/98, o interessado traz as seguintes razões: que houve cerceamento de defesa, pois esteve mais de uma vez na DRF itabuna, mas lhe foi negada vista dos autos, sem maiores explicações; b) que a autoridade de primeira instância equivocou-se ao concluir que não poderia apreciar matéria constitucional (cobrança de juros capitalizados - anatocismo); c) que é vedada a capitalização de juros, ainda que expressamente convencionada; d) que "urge" o imediato afastamento dos juros capitalizados e da multa escorchante. É o relatório. a) 3 Voto Conselheiro SIDNEY FERRO BARROS, Relatou O recurso é tempestivo e reúne os demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. Quanto à preliminar de cerceamento do direito de defesa, deixo de acatá-la especialmente porque, com a devida vênia e máximo respeito, não vejo urna única comprovação de que a negativa de vistas dos autos haja ocorrido. Ademais, diante do detalhamento que se lê no Relatório de Fiscalização de fl. 11, não me parece razoável dizer que o contribuinte não teve como se defendeu das acusações sobre ele lançadas, Tanto é assim que aquilo que opôs e comprovou (a dedução da despesa com instrução) foi acatado pela decisão recorrida. Quanto ao mérito: o interessado não traz nenhuma razão que busque restabelecer as deduções glosadas. Apenas se rebela contra os juros de mora (principalmente) e a multa de oficio. Os consectários legais têm respaldo em normas regularmente editadas e, por isso mesmo, eficazes e em plena vigência. Especificamente no que concerne aos juros de mora, estes são calculados com base na taxa SELIC e são acumulados (ou seja, somados) mensalmente, a teor do art. 13 da Lei IV 9.065/1995, e não capitalizados, Assim, não há que se falar em anatocismo, Por isso, nego provimento ao recurso. É o meu oto, SIDNEY Fr RO R R O S"
score : 1.0
Numero do processo: 19515.000012/2002-32
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 22 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Wed Sep 22 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 1995
LANÇAMENTO NULO POR VÍCIO FORMAL.
O prazo que se abre em face do disposto no inciso II do art. 173 do CTN, destina-se a viabilizar a cobrança de tributo efetivamente devido e que não seria arrecadado em razão da nulidade por defeito simplesmente formal no lançamento anterior. A Fazenda Pública, não pode, no prazo de 5 anos iniciado na data da decisão que anulou por vício formal o lançamento,
fiscalizar o sujeito passivo na busca de fundamentos para exigência diversa daquela formulada no lançamento nulo.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2802-000.483
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso interposto pelo reconhecimento ex-officio
da decadência do direito de lançar em face da inovação com relação ao que constou da notificação de lançamento originalmente anulada por vício formal, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
dt_index_tdt : Sat Oct 29 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201009
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 1995 LANÇAMENTO NULO POR VÍCIO FORMAL. O prazo que se abre em face do disposto no inciso II do art. 173 do CTN, destina-se a viabilizar a cobrança de tributo efetivamente devido e que não seria arrecadado em razão da nulidade por defeito simplesmente formal no lançamento anterior. A Fazenda Pública, não pode, no prazo de 5 anos iniciado na data da decisão que anulou por vício formal o lançamento, fiscalizar o sujeito passivo na busca de fundamentos para exigência diversa daquela formulada no lançamento nulo. Recurso Voluntário Provido.
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Sep 22 00:00:00 UTC 2010
numero_processo_s : 19515.000012/2002-32
anomes_publicacao_s : 201009
conteudo_id_s : 4914500
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 25 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2802-000.483
nome_arquivo_s : 280200483_160307_19515000012200232_005.pdf
ano_publicacao_s : 2010
nome_relator_s : ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN
nome_arquivo_pdf_s : 19515000012200232_4914500.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso interposto pelo reconhecimento ex-officio da decadência do direito de lançar em face da inovação com relação ao que constou da notificação de lançamento originalmente anulada por vício formal, nos termos do voto da Relatora.
dt_sessao_tdt : Wed Sep 22 00:00:00 UTC 2010
id : 4736085
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:43:36 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1748648810702176256
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1687; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE02 Fl. 1 1 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19515.000012/200232 Recurso nº 160.307 Voluntário Acórdão nº 280200.483 – 2ª Turma Especial Sessão de 22 de setembro de 2010 Matéria IRPF Recorrente RENATO MEZAN Recorrida 3ª TURMA / DRJBRASÍLIA/DF ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 1995 LANÇAMENTO NULO POR VÍCIO FORMAL. O prazo que se abre em face do disposto no inciso II do art. 173 do CTN, destinase a viabilizar a cobrança de tributo efetivamente devido e que não seria arrecadado em razão da nulidade por defeito simplesmente formal no lançamento anterior. A Fazenda Pública, não pode, no prazo de 5 anos iniciado na data da decisão que anulou por vício formal o lançamento, fiscalizar o sujeito passivo na busca de fundamentos para exigência diversa daquela formulada no lançamento nulo. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso interposto pelo reconhecimento exofficio da decadência do direito de lançar em face da inovação com relação ao que constou da notificação de lançamento originalmente anulada por vício formal, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) VALERIA PESTANA MARQUES Presidente (assinado digitalmente) ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN Relator Fl. 1DF CARF MF Emitido em 04/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/02/2011 por ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 07/02/2011 por ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN 2 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Nogueira Nicácio, Jorge Cláudio Duarte Cardoso, Lúcia Reiko Sakae e Valéria Pestana Marques (Presidente). Ausente justificadamente o Conselheiro Sidney Ferro Barros. (assinado digitalmente) VALERIA PESTANA MARQUES Presidente (assinado digitalmente) ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Nogueira Nicácio, Jorge Cláudio Duarte Cardoso, Lúcia Reiko Sakae e Valéria Pestana Marques (Presidente). Ausente justificadamente o Conselheiro Sidney Ferro Barros. Relatório Contra o contribuinte foi lavrado auto de infração, referente ao ano calendário 1994, tendo em vista que foram apuradas as seguintes infrações: Dedução indevida de livro caixa e compensação indevida de carnêleão. Inicialmente, há que se destacar que o contribuinte havia sido notificado por meio de lançamento eletrônico (fls. 03), notificação esta que alterou os valores referentes a deduções de livro caixa e carnêleão, que foi anulada por vício formal, conforme decisão prolatada no processo nº 10880.039091/9530, em 29/07/97 (fls. 31/32). A DRJ de Brasília julgou o lançamento procedente em parte rejeitando as preliminares de decadência e cerceamento de defesa e restabelecendo parte das despesas com livro caixa que foram escrituradas e devidamente comprovadas. Com relação à decadência, a DRJ fundamenta que o contribuinte foi notificado anteriormente em 1995 (fls. 3), porém o auto de infração foi anulado por vício formal, conforme decisão prolatada no processo nº 10880.039091/95/30, em 29/07/97 (fls. 31/32). Estando, portanto a nova autuação, realizada em 11/06/02, com ciência em 19/06/02, dentro do prazo decadencial. No tocante às despesas de livro caixa, afirma que apesar de haver descartado os comprovantes das despesas escrituradas no livro caixa, apresentou outros considerados hábeis e idôneos, com exceção do documento de fls. 148, tendo em vista que a despesa ali descrita, não se enquadra dentre aquelas passíveis de dedução, e portanto não há que se falar em cerceamento de defesa. O contribuinte tomou ciência da decisão a quo em 01/02/2007 (fls. 202), através de seu procurador e interpôs recurso voluntário em 01/03/2007. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 04/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/02/2011 por ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 07/02/2011 por ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN Processo nº 19515.000012/200232 Acórdão n.º 280200.483 S2TE02 Fl. 2 3 O recorrente, em seu apelo recursal, repisa os argumentos alegados na impugnação, a seguir destacados: que o auto de infração exige tributo fulminado pela decadência do direito de lançar, posto que foi lavrado em 20/06/2002, não poderia alcançar diferença de imposto relativa ao ano calendário 1994 (exercício 1995); que o auto de infração deixou de observar a garantia constitucional do direito de defesa por exigir, a apresentação de comprovantes de despesas escrituradas em seu Livro Caixa, após o prazo determinado na legislação; não deve incidir juros moratórios enquanto pendente de apreciação a defesa administrativa; não deve incidir a cobrança de juros equivalentes à SELIC; é inaplicável os índices de atualização dos tributos a fatos geradores consumados antes da vigência da norma que os instituiu. Decadência: o novo lançamento não poderia ser feito com base em novas investigações e cálculos como acorreu no presente caso. Em 2002 o fisco intimou o contribuinte para apresentar todos os comprovantes das despesas escrituradas no livro caixa do anocalendário de 1994. Assim, se os dados obtidos no primeiro lançamento, anulado foi vício formal, não eram suficientes para novo lançamento, não poderiam estes novos elementos serem exigidos foram do prazo decadencial; Despesa de fls. 148: esclarece que o pagamento efetuado decorre do conserto do telhado e jardinagem realizado no imóvel onde o serviço profissional era prestado e, portanto, dedutível no livro caixa. É o relatório. Voto Conselheiro ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN, Relator O recurso é tempestivo e atende aos pressupostos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento e passo a analisálo. Primeiramente, há que se analisar a questão relativa à decadência tendo em vista a anulação do primeiro auto de infração, por vício formal e a nova autuação. Para melhor compreensão dos fatos, destaco alguns pontos do Termo de Verificação Fiscal (fls. 71/72): O auditor fiscal, em trabalho de revisão do lançamento declarado nulo, pela DRJ de São Paulo verificou: através do processo 10880.039091/9530, o contribuinte interpôs impugnação à notificação de lançamento referente à DIRF/95; Fl. 3DF CARF MF Emitido em 04/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/02/2011 por ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 07/02/2011 por ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN 4 o processo foi encaminhado à DRJ de São Paulo, que através da DECISÃO nº 11846/9712.6812, de 29/07/97, declarou o lançamento nulo, uma vez que a notificação de lançamento não observou os requisitos estabelecidos no art. 11 do Decreto 70.235/72 e no art. 142 do CTN; na notificação de Lançamento (anulada por vício formal), houve glosa total da dedução relativa ao LivroCaixa e alteração do valor referente ao CarnêLeão, de 5.515,17 UFIR para 5.204,98 UFIR; (fls. 3); o saldo de imposto a pagar, em UFIR foi de 8.681,36 Novo lançamento: tendo em vista que o contribuinte havia juntado cópia de folhas do livrocaixa, no processo anterior, o mesmo foi intimado, a apresentar todos os documentos que comprovassem as despesas escrituradas: o contribuinte, apresentou declarações de funcionárias e faxineira e cópia de pagamento do ISS e IPTU (fls. 7/13); Após análise da documentação apresentada pelo contribuinte, o auditor desconsiderou algumas despesas e ao final, considerou o valor de 5.039,82 UFIR para dedução a título de livrocaixa, glosando o valor de 18.207,53 do total informado pelo contribuinte em sua DIRF /95; Após os ajustes e compensações devidos, resultou imposto a pagar no valor de 5.066,08 UFIR, tendo sido efetuado o novo lançamento, através da lavratura do competente Auto de Infração. Da análise dos fatos acima descritos, verificase que o lançamento original continha falha na descrição dos fatos, falta de descrição da infração e do dispositivo legal aplicado ao caso (sem fundamentação). Portanto, não eram exclusivamente formais os vícios apontados (falta de assinatura), mas também vícios materiais,. Há o vício material, quando se tem o erro quanto ao objeto do lançamento. O vício material corresponde, no processo civil, à ausência de pressuposto objetivo. O objeto do lançamento corresponde ao apontamento preciso do fato que faz gerar a exigência tributária, o que não ocorreu no presente processo. Além do mais, o fato gerador de tributo está vinculado a um preceito legal, que também deve estar citado com precisão, o que também não ocorreu no presente caso. Desta forma, não estando citado com precisão o preceito legal a que está vinculada a acusação fiscal contida no lançamento, deuse o vício material, que gerou o cerceamento do direito e defesa do contribuinte. Verificase que a declaração de nulidade remeteu a vício formal, mas não foi só isso que ocorreu no presente lançamento, sendo certo que através da lavratura do novo auto de infração foi corrigido tanto o vício formal, quanto o vício material de descrever a infração e o dispositivo legal infringido. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 04/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/02/2011 por ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 07/02/2011 por ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN Processo nº 19515.000012/200232 Acórdão n.º 280200.483 S2TE02 Fl. 3 5 Portanto, tendo em vista que o contribuinte tomou ciência do novo auto de infração em 19/06/2002, referente ao anocalendário de 1994, o lançamento restou fulminado pela decadência, nos termos do art. 150, § 4º do CTN. Diante do acima exposto, voto no sentido de acolher a preliminar de decadência e julgar procedente o Recurso Voluntário interposto. DF/BRASÍLIA, Sala das Sessões, em 22 de setembro de 2010 (assinado digitalmente) ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN Fl. 5DF CARF MF Emitido em 04/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/02/2011 por ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 07/02/2011 por ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN
score : 1.0
Numero do processo: 10283.001492/93-21
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Jul 02 00:00:00 UTC 1996
Numero da decisão: 303-00.642
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência retornando a Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: NILTON LUIZ BARTOLI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Oct 22 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 199607
turma_s : Terceira Câmara
numero_processo_s : 10283.001492/93-21
conteudo_id_s : 6687544
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Oct 21 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 303-00.642
nome_arquivo_s : Decisao_102830014929321.pdf
nome_relator_s : NILTON LUIZ BARTOLI
nome_arquivo_pdf_s : 102830014929321_6687544.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência retornando a Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Tue Jul 02 00:00:00 UTC 1996
id : 9550723
ano_sessao_s : 1996
atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:44:00 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1748648810709516288
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 30300642_102830014929321_199607; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2017-06-27T19:55:08Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 30300642_102830014929321_199607; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 30300642_102830014929321_199607; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2017-06-27T19:55:08Z; created: 2017-06-27T19:55:08Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2017-06-27T19:55:08Z; pdf:charsPerPage: 832; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2017-06-27T19:55:08Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA • PROCESSO N° SESSÃO DE RESOLUÇÃO N° RECURSO N° RECORRENTE RECORRIDA 10283-001492/93.21 02 de julho de 1996 303-642 116.952 SHOWA DO BRASIL LTDA DRF-MANAUS/ AM RESOLUÇÃO - 303-642 • • •• Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência retornando a Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 02 de julho de 1996 2 2 A ~ocurador da Fazenda . aI tJt{('f~~ UU I 1996 J.•• ouoett" J~a' VISTA EM ..1 O(fffD~ f'tlt.{ll\oa \'Ia #•••' r3~Dr <la:J.- f' roCU Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ANELISE DAUDT PRIETO, LEVI DAVET ALVES, GUINÊS ALVAREZ FERNANDES, MANOEL D' ASSUNÇÃO FERREIRA GOMES, e FRANCISCO RlTTA BERNARDINO. Ausente o Conselheiro: SÉRGIO SILVEIRA MELO . tme MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA • RECURSO N° RESOLUÇÃO N° RECORRENTE RECORRIDA RELATOR(A) 116.952 303-642 SHOWA DO BRASIL LTDA DRF-MANAUS/AM NILTON LUIZ BARTOLI RELATÓRIO Em ato de fiscalização na empresa, sita em Manaus, a fiscalização apurou que durante o ano de 1989 foram importados "conjuntos de amortecedores dianteiros, direito e esquerdo, especiais para motocicleta modelo Y1l2-XT 600" (fls. 15-v) com os beneficies do DL 288/67. Porém, da análise do projeto industrial aprovado pela Resolução 107/87 constatou-se que " aludido componente não foi contemplado no rol daqueles autorizados sua fabricação", exigindo-se, assim, o pagamento integral do imposto de importação, mais a penalidade de 50% do valor desse imposto, prevista no "caput" do art. 524 do RA. * A impugnação Em sua defesa a impugnante alegou, em resumo, que foi autorizada, pela Suframa, a utilizar esse modelo de amortecedor, atendendo à necessidade de evolução tecnológica, conforme carta nO 0924/89-SAO/DEAP/DIAF, firmada pelo Diretor do Departamento de Acompanhamento de Projetos (fls. 28/29). Assim, tratando-se de ato administrativo cuja autoria e autoridade não podem ser contestadas, presume-se legítimo e válido, segundo lições de Hely Lopes Meirelles, que cita. * A decisão "a quo" .• A decisão recorrida mantém a autuação sob o argumento de que, ainda que a carta mencionada tenha validade para incluir o modelo, ela própria diz que, para o modelo Y112-XT600 o prazo de validade será 31/07/89, ao passo que as notas fiscais (fls. 4/9) têm data posterior a 31/7/89. Como a legislação da SUFRAMA diz que somente seu Conselho Técnico pode alterar projetos e como do processo não • consta que esse Conselho tenha aprovado a relação de peças constantes da carta citada, entende que ela não tem validade. o Recurso Em recurso tempestivo a Recorrente alega: • a) há evidente erro material da decisão ao transcrever trecho da carta da SUFRAMA, uma vez que esta finaliza nos seguintes termos: "Outrossim, informamos que a lista de insumos do produto amortecedor especial para motocicleta, tipo traseiro, modelo 750, foi aprovado até 31/07/89, quando a empresa deverá 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 116.952 303-642 • • • • apresentar nova lista de insumos com índice praticado, compatível com o 3° ano de produção." Porém, a decisão a quo como a restrição de prazo abrange somente o modelo 750, que não foi objeto de autuação, não há como pretender-se aplicar essa restrição aos demais modelos de amortecedores; b) que o auto de infração diz respeito exclusivamente ao amortecedor dianteiro modelo Y112-XT600 e que este consta da autorização da carta da SUFRAMA, citado no último item e não tem limitação de prazo; c) reitera a afirmativa da impugnação de que os atos administrativos gozam de presunção de legitimidade. Sendo a carta autorizatória da importação do modelo questionado da lavra de um Diretor da Suframa é um documento público. Cita Plácido e Silva a respeito. Entende que se a decisão recorrida não contestou a legitimidade da carta autorizatória deve ser julgada válida, em condições de surtir efeitos legais. É o relatório. 3 '. MINISTÉRlO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 116.952 303-642 VOTO • • • • Tendo em vista dúvidas que persistem em relação a este processo e para melhor instruí-lo, voto no sentido de converter o julgamento em diligência a SUPERINTENDÊNCIA DA ZONA FRANCA DE MANAUS - SUFRAMA para que nos informe sobre as seguintes indagações: 1 - Foi o subscritor da carta nO 0924/89/-SAO/DEAP/DIAF DE 22 de março de 1989 (fls 28) do processo, regularmente eleito (ou indicado) para o cargo de Diretor do Departamento de Acompanhamento de Projetos ? 2 - Detinha o mesmo poderes de representação administrativa do órgão perante terceiros - contribuintes, autores de projetos, etc. - em especial para firmar a matéria objeto da carta citada no quesito anterior? 3 - Juntar resolução/dispensa ou outro documento que julgar necessário. 4 - Após, encaminhar o processo a esta Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes. Sala das Sessões, em 02 de julho de 1996 NILTa:Lu~ylRelator 4 00000001 00000002 00000003 00000004
score : 1.0
Numero do processo: 10880.005575/91-51
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jan 27 00:00:00 UTC 1993
Numero da decisão: 303-00.541
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOÃO HOLANDA COSTA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Oct 15 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 199301
turma_s : Terceira Câmara
numero_processo_s : 10880.005575/91-51
conteudo_id_s : 6681412
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 11 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 303-00.541
nome_arquivo_s : Decisao_108800055759151.pdf
nome_relator_s : JOÃO HOLANDA COSTA
nome_arquivo_pdf_s : 108800055759151_6681412.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Wed Jan 27 00:00:00 UTC 1993
id : 9538136
ano_sessao_s : 1993
atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:43:50 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1748648810731536384
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 30300541_108800055759151_199301; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2017-06-01T12:06:39Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 30300541_108800055759151_199301; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 30300541_108800055759151_199301; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2017-06-01T12:06:39Z; created: 2017-06-01T12:06:39Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2017-06-01T12:06:39Z; pdf:charsPerPage: 851; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2017-06-01T12:06:39Z | Conteúdo => Sessão de 27 janeiro de 1.991- 19l . . MINISTERIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA PROCESSO N 9 1088 O .005 57 5/9 1- 5 1 -ACORDA0 N! _ • . Recurso n2. : Re corrente: Recor-rid 115.081 ADUANA PROJETOS, DESPACHOS E TRANSPORTES LTDA. DRF ~ SÃO PAULO - SP R E S O L U ç Ã O Nº 303-541 Presidente e Relator VISTOS, relatados e discutidos os presentes autos, RESOLVEM oS:.Membros da Terceira Câmara do Terceiro Con- selho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o jul- gamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do ,-relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 27 de janeiro de 1993. JOÃO~- ./ 7\MIlBERT ~~~~~OE~E: 2.3 ~~R '1993 • • Participaram, ainda, do. presente julgamento os seguintes Conselheiros: MALVINA CORUJO DE AZEVEDO LOPES, ROSA MARTA MAGALHÃES DE OLIVEIRA,SAN ORA MARIA FARONI, MILTON DE-SOUZA COELHO, LEOPOLDO CtSAR FONTENELLE , HUMBERTO ESMERALDO BARRETO FILHO e DIONE MARIA ANDRADE DA FONSECA. MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - TERCEIRA CáMARA r;:EC::l..lF;~SO1".1..:1.:1.~:.i.• OB:I. F:I:::~:HJI...Uç;r'iCl1'..1.. :":~;O:':)-.<.:,{.U RECClRRENTE= ADUANA PROJETOS, DESPACHOS E TRANSPORTES LTDA .. RECORRIDA DRF - S~O PAULO - SP F:El...iYfOF: .. ..JOtíO 1..IDl...,~~il'..lD('1 CO~:nI, R E L A T ó R I O • '. • UU.<':".nclo d ,':\ c h(.:.:,(,:,I,':"eI,,'( b. Dr;:F (,:,:'mS~'~í.o1::'.:':\1..1.10do \/(.:.:,:1.cu I C) ( C ,':".1'1'1:1.1"1h;'Yc) Placas ns .. WJ 2B58 e CE 210B) em opera~âo de trànsito aduaneiro CF DTA 473, de :1.0 .• 0:1. •. 91, iniciado em Santos, foi \/erificado(no container), o p (.:.:.'::;0 d (.:.:.:I.n ..:?BO k(,:,Ili ,':\b ,':":i.x o d o (.:.:.~::.P(.:.:,,r ,':"do l' O q U(.:.)1(.:.)01..1.,':\ ~;;us P(.:.):i. t <':\ d (.:.:,'1"":".1t..:':'" de mercadoria.. Notou-se também que os lacres estavam intactos (1"1.. ~:~:I.:":")l) é. ::::.!i d (.:"::C) f'" :i. (.:J (.:.:1(li (.:.! (~:. "? <.;.:= (? f::~() ~l cf <':\ r) I:;~F:" (.:.:.!TI ~:)-::\n t.C) "::}) (.:.:, i f"i d :f. c: :i. C) ~:; d (.:.:1 IVI :i. C) ], ':':"'.l~;:~.rC) i; o cofre de carga estava \/azio .. Procedeu-se à vistoria aduaneira, conforme Termo de fls .. 08/09, que concluiu pela responsabiliza~âo do transportador rodoviá- ria, Aduana Projetos, Despacho e Transporte I...tda .. , pelo extravio da carga constante de 11 ..760 peças de abrigos para esporte (camiseta e cal~a)= 35~ de a1godâo e 65~ de po1iester, ao pre~o unitário de US$ 4 ..50 e total de US$ 52,920 ..00..Ficou a transportadora obrigada ao pa-. 9 ,':".inc.)1"1to d o :i.mpo '::;.to d (.:.:.i 1'1'1Po I" t .:':i.~i:;Xo (.:.) d ,':i. inUI t ,':\ d (.:.)~:.:,O~",:p I"c.)'v':i. ~:;.t. ,':" 1"1o ,':".I'"t... ;.:.:,~':~111 :1.n c:i. ~::.o I I 1(.:.:.t.l'"<':"." d Ii do R.;.:.)(,:,I1..1.1,:',inE.nt.() ('Id 1..1.<':"'1"1(.:.:.i 1'''0 •• I n c o n '1'() I'"m,':'"d "".:, C) ~:; u.j (.:.:,i to P,':"~::.~::.:i.v o ,':\p I'"(.:.:.~;;(.:.:.1"1to 1..1.:i.mpu q 1"1.:,:"~;:~':'(CI'~".(.,:'>:: :i..... gência para dizer o seguinte= a) o container foi recebido para trans- porte com o lacre de origem e o da Receita Federal os quais estavam intactos no término do trànsito; b) a .facilidade surpreendeu o próprio 1'1'10t o Ir :i.';:;.t ,':i. d O C,':",TI:i. n h;';'(o 'f ,':'1 to q U(.,) () I (.:.)'v'(.:.)O U ,':i: p (.:.:.d:i. 1" ,':" P(.:.)~;;.:,".q E.m d O c on t. ,':\:1.n (.,:'1" n,':i. (,.)nt.I",':".d,':\ elo (,:,:'nt.,r(.:.:.po~~;.t.o CI".IGi:'l;i c) n.:':'1eI(.,:'~::.C,':l.lr,:.:J,':\ n ;.;'(c, h <,','v'i,':" .::;.:1.1"1.:':i.:i.~;; d ',:.:.,.:"..v.,.:". "':i.,':". n(':':'ITIt,':\1 '1'o:i. ,':i.no"!:.,':\do P(.:.:.1oCCJDE~:;F'd(.,:. inudo ql..l'(':'):1(':,:'nt.;'Xu:1 n?í.o houv(.:.:' P(.:.:'. '::;,':'1(I E'1'1'1P(.:.:,1C) '1',':".t.O cI(.", n ~}O (.:.:.:>:: :1.~::.t. :1.I"(.:.:,m ~::.u ~::.p (.,:.:1.t ,':".~:; cI(.:.:,'v':1.O 1,':".~;:;,';'0 ciO ~;; c O n t.,':'1:i.1"1I':':'1"'::;.;, d) cita Acórelâos proferidos pelo Egrégio Terceiro Conselho de Contri- bu :i. n t. (.:.)~;; q u (.:.:, c o 1"1'1':i. 1"in,':'1in ,':'" d (.:.~:;.C .:':\ ,." .:':\ C t (.:.)I'" :1.;;':.:':'"~;:~\Ci d <':'1 I'"E' ~;;.po n ~::.,':".1::0:i. 1 :1.d ,':'1d (.:.) d Ct t.,",':.•.n';;;p(jl" t,':i.dc'!,,' (')iTI" con t.,':".:i.n(.:.)10"1' ~;;.ol::oo {'''(':':'(.:,1:1.iIl(':':'d(.:.) '1"""(.:~t.(':') 'I hol..l.~;;.(':':'./hol..i.'::;(':~11 d (.,:'~;;"" c ,':"I" ,."E'(! E,do'::;. (':':'1'1'1'v'(.:.'';:;.t. :1.0:;.1:i. o d (.:.:.'v':1.o 1,':\~;:;':'i'o (.;) c o in 1 <':'1C I" (.:, C) I"~:i.(I :i.n ,':\1 :1.n t ,':"c '1:.o .. (:'1 ,:"U t. coI" :1.d ,':".d (.:.)d (.:.:.p ,.":i. m(.:.:.:i.I'",':". :i.n ~;;t ;.!t n c :i. <,', .:i u I (I ou P1"o c (.:.:.d (.:.:.n tE' .:':\ ,':"~;:;Xo 'f: .',.:::...':, '1 ~':'I",j":1 ''',' , .....::: j:.' '" ("I ;: " .. ,. l' ....•p ..,... F;' ~:. •.. ", ,." 'i' ".l'n I'i .: ,." ':i (:11'" ':,'''('', ., (" •..1•." r'...... c.~.... 11 f I ,...) .. c. .... ....0.0 I I.. ..1. 1,.. 11 t / ..1- 1•.1t..) • 'I. 11 I I 11 ••• <C.. •• fi •••••• ~!I •• ..;.1. ';":. oC•• I.. ....1 fi •• ••.1 •• .1 I ••• 37/66, inciso IV) .. NO Reeul"so, diz a interessada, em resumo, que= a) a trans- po I'"'1:..;,i.d cn",':". ,."(.:.:.C(.".I:H':')U(.:.)in b ,':'Int o';::. ti. in 11 Con t. ,':,d. 1"1(.:.:.I" 11 COin d o :i.'::; 1 "H:: '" (.:.:,'::;.:, •...:.:.n '1:.1"(,:,:,,:.:.1"Hi .... d o ....c' com o';::. 1,:".C ,."(,:,:":::. :i. ri t..:':',c t.O~::. .i:" 'f':1. ':::.c,':". 1 :i. z ,':"';;:;':'(0 d <':\ r;:(.:.:.c•...:.):i. t.,':', F (.:.:.d (.:.:.i" ":".ll' (.,:'in ~:;;'i((:) F'....:".UIO;i (.:.)nt.,r';':':'O:;Jou(.;:':>; .:':'" '1:. ,,'o. in(.:.)1"1t(.:.:, o qu.(.") h,':i.'v':i.,::"i'''(,:,:'c(.,:.b:i.do(.,:' 1"1;';'(0pod(.:" ,':',(,:,10"',':',~::,(':')I'" responsabilizada pelo crédito tributário cobl"ado; 1::0) ao ver:i.fical" que o " c Co n t.,':".:1.n (.:.:,1'" " (.:.:. ~::. '1:.,':i.'v' ,':". 'v',':'0. :i': :i.o!' ,':".'1':1.~;;.c ,:,\1 :i.z ,':".~;:;\o d (.:.)v (.:.:.I'":1.<':".t (.:.:.I" <':',d C)t ':':".d c' PI'"o :i . d(~n c :i.<':.•..;;:. PEI.I",':',(.:.:.11..1.c :i. d ,':"'1"o "m :i. ~;;t.{:'I":i.o":' (.:.)n~'~í.Cip 1'''0 cu.,'',':''.,'''um<':'1~:;':':".:f. d<,i. mú:i.E- cO . moda ele atribuir a responsabilidade à empresa trransportadora; c) a mercadoria, vinda da Coréia do Sul, pode nem mesmo ter sido colocada no 'I con t.,':'1:1.1"1(.:.:.,.""ou. c' " con t.,':".:i.n ":':"0"'1 pod(.:.) t.(':':"':'~::.:i.do 'v'iol,: .•.do (.,) t.(':')"" ~::.:i.do PI"":".t:i. . C,':'1. d o C) "j:: U1"t C) d o ~;;. 1::0(.:.)n ~;;.,':'1n t.(.:.:.';::. d (.:.:.c o n '::;.u ,TIú '" ,':\ 'f ,':\~;;(.:.:.'1':i.n <,:"1 l' i ~::.t.o (':':, ,':'" t ,.",':"n ,,; . '1'(':':'I"(!nc:1.,':'" d,':". CClDE~:;P p':"'.I''',':', ,':". t""":".n~;;.pnl'.t,.:.•.dC)I"":"'!í d) .:,".h:1.pó t(.:.).::;.(.:.) do :i.n ci ':::.0 I •...i do,:". I'"t." l.} '/ n d c' h~..(', .. n iX n ~:;(,.) ,':i.d (.:.:,Cf u ,':'1<\ ~;;:i.t.u ,':"~i:;Xo '1'.::\t.:i.c ,,'\ Po :i.~:; ,"'. 1"(.:.:,c c' ".(.:.:.n t (.:.! c.:'n t. ".(.:.)(,:,Iou n CI d (.:.:.~::.t. i n o o "c o n t.<,:":i. n (.:.:.I" " t. <,:"1 c o ,TIC) h,':",'v':i.<':".,."•...:.)c.;.:.:.1::0:i.d C) (.:.' ';::. u ,':i. (.'.:.){t (.,:'n .... ~:;;';'\O 'j"(.:.) 1'''(.:.:. ,':'1",,(.:.:.(.:.11"<':'1do <,:",."t" :!.ó:':~; do CTH~, POI'" '1":".1t.,':". dE' ti p:i. c:i.d ,':"d(.:.)1(':"0:;.1":".1li (.:.)) • 3 Rec. 115.081 Res. 3 O 1 - 5 4 1 ...., é ineficaz a parte final do inciso IV do art. 478 parágrafo 10. do F: • (:1 • (" ou ,':'":i.nd ":\!' ,,::.(.::.'"/'Oi" o C,':1.':,:.0 l' ,':1.C).::,.d o CI..I.ITIE.nt.o .::; q 1..1.(.:.:, in':::.t. 1"'1..1. :f. ,." ,':'"m C) d(.:.:.'::,.p.::1..... ch() P'::'.I'",':1.t. I'";';'i:n .::;i t.C)") po :i..::,. C) ,':'.I'"t.. ::::;(? !' P,':'.r'/'.gv',':'"'"/'o 1o • (.:.!,q.l :i.t.(.:.:.n .::; I (.:.:. I I I do D(.:.:. CI'"("!to ....l (.:.:,in. :':;;)'./é,(:. n;;Yo ,':'.ut.C)I'"i :.:-:,':\mo v'(,:,:,'"/'(':'!I":i.do,':,. c I'''';':':''::''c :i.ITIOpo r' 'i: ,':1.1t..::1. d(.,:, PI"(':':"v':i.'::,.;Xol,;.:.!g":'.l. ::;)(:),:.•. I...,;.:.!:i.pod(.:.:.d.;.:.!'"/,in:i.I'",':'" 1•••(.:.:.~::.pon~::.,.:\b:i.l:i.d,.:1.dE'do p,.:.•.v.t.:i..... cular perante o Fisco. Ora, é exatamente esta parte final do inciso IV que levou a fiscaliza~ào e a decisào r'ecorrida a concluir ser a empre- sa transportadora responsável pelo crédito tributário; f) discute o tema da responsabilidade tributária pois quando o CTN ~- art. 128 ,':1."f :i. I"m,:'\ clti. (.:.!,':1.1(.:.:,:i. pod(.:.',':'"t. I":i.bu :i. r' d (.:.:,(nC)do (.:.!x p r'(.:.:,.::,.~:;C) ":'. I'"(.:.:.~,;pon ',:,.E'. b :i.1i d ":'.d(.:.:,pf::' .•.. lo crédito tributário a terceiro vinculado ao fato ger'ador da respec- tiva obriga~ào, excluindo a responsabilidade do contribuinte ou atri- buindo-a a este em caráter supletivo do cumprimento total ou parcial d ,':1.I...(.::."f(.,!r'id ,':'. () bl":i.(J ,::l.~j:;Xo!,.;:'.con c 1u'::;~~(C)(.:.:.qU(,'! pE\r'.::",h,':\'v'(.:.!I'" um I"'(.:.:,~,;pon ~::./',.\)(.:.!1 :i.ITI.... pôe-se paralelamente a existência de um contribuinte; g) no caso, a I"'';':':'~::,pon '::.,':'.b :i.l :i.d ,':\eI(.:.:,cI(.:.!vo;:.!r':i.,':1.'::,.E'I'" '::\t r' :i. buJ.eI"". ,':\0 :i.mpo I'"t ..::"'cIc,r' po i ~::.'-('0:1. qU(':':'ITI,:\eI.... qui riu a mercadoria no exterior, promoveu a trazida ao paJ.s em um " cc)n t,':",:i. n.;.:.:'r'" CC)ITI 1E\CI"'~:.:,d (.:.:,C)I'"i (.:.I',:'!ITI(.:.!I'"(.:.'q 1..1.(.,:' r'E'U c' t.I";}n ~,;:i. to ,':\du,':I.n(':;.:i.r'o n .::.•. cond:i.~ào ele contribuinte; h) evoca a jurisprudência deste Colegiado ~:: :i. t.,':.•.ndC) ,':l.lS)l..I.n',:,.(I có r'cI;.?( o.::; • C:i.t,':,.!' 01..1. t 1"'0 .::;~,;:i.Ir!:' d (.:.:,c :i. ~,;t;.(.::'~::. cI () TFP • ~~ E:: G 1"'(.:.,1 ,':\ t.Ó I'" :i.o . \. • • • '. 'v' D T C:r Trata-se da responsabiliza~âo cio transportador terrestre por "f,:\1 t.,:'.c!(.:.:,ITI(':':"'"c,:\do 1'" i ,:"~, d c.:'t(.:.)c t.:,:"di:"~. q u,:\nd Cl d ,:\Cc)n c 11..1.~:;;:Yodo t ,,"::)n~:;:i.to ad u,:"..... neio no local de destino. A mercadClria fora embarcada primitivamente na Coréia, posta em cofre de carga que veiCl a ser descarregado em Santos. A recorrente ""(.:.:,c (.:.:,b(,.:'I..I.(':':'1"1 t.~'~(Oco co'f ,,"(.::,d ~:.:.c,':\1"'(,:,1 ,:'. p,:\.v',:\o tI'" ,:\1"1 ~::. po I"~t.(':'),:\t~~.:,SAo F',:',I..I.lCo ~, ~::.C)b o regime aduaneiro especial de tr~nsito aduaneiro, con"forme DTA emitido pE'l.::'\DF,:F (.:.:,(1'1 8,:".1"1 to~::...Do :i. ~::. ( :-:::) (.:,'',",:'U'l'1c'~:;1<:'. c ,,"(.:.":::.,:"po~::.t.o~::.no "con t.,:\:i. 1"1 (.:,' ',"":: UI'l'I lacre identificado como sendo de origem e outro da Receita Federal .. D :i. :<': .::\. ,." ~:.) c o I"~1'" (.:.) 1"1 t.(.:.:.q 1..1. c.:'o ~::.~:)u 1'1'1C)t.C)I," :i.~::.t ,:\(.:.:,~::.t I"~,:H'Ih o u a '1',:\C i 1 i d ,:H:I~:.:' d o t.1'" i:"~.n ':::..... porte, que concluiu em menor tempo que o usual, fato que o induziu a solicitar a pesagem à chegada à CNGA. Viu-se que nâo havia sinais de avaria e que os lacers estavam inviolados; admite ainda que a mercado . 'o" :i.<:" pc)d(.:.:'1"1(':':'(1'1 ~::.(.:.:'qU(.:.:'v't(.:.:,v' .::;:i. do po~::.ti:"~.no "con t.,:,,:i.nel''''!no p,:,,:l.'::;d(.:.)pl".oct:.:.d(.)n. cia (Coréia) ou mesmo ter sido subtra:l.da antes do inicio do transporte terrestre já que os lacres se apresentavam intactos. As opera~ôes de tr~nsito aduaneiro de mercadori~s estrangei- "" .:":£. ~::. (.:.:. '::~ t.~.y(:) ~::.l.tj (.:.:1 :i. t. -:':'1. ~::. .:~"t.~:; n C) I'" fTI -::"1. ~::. c:C) n t i cf <.:"t o:::. n C) F~~11 (:~iI: ( ':':". t 11 :~':'~ ~:.:l~':~/'" ~':~r~(?) .;':\:1. (.~::Iin d ..;':'1. ':::. 1'" E'I'I'!:i.~::.':::.Cí(,.)~:;'1'(.:.:,i t ,:"':::."'.ou t.',"o ':::.cI:i.~:;pc"::;:i.t :i.....-'Co ~::. d C) 1'1'1(.::,~::.I'I'Io F~~:.)quI", m (.:.:,1"1 to .. C,:\d,oI. o P":':',.",:\.""\;:;\0 (.~:,'::;Ub(I'I(':')t i d ,':\,:\0 pl"oC(.:.:,d:i.m(.:.:'nt.o do d (.:.:,~:;P"" chc) p"'.,....,:". trânsito conforme art. 261/271, que várias providéncias determinam co- (no ,:1.con ..r(,::'v'(!nc :i.<:" p,:\',",:\t ,''',)n~:;:i. t.o (,:,,1'" t.. ::?(,7)~,,',•.cIO~i::'rO d (.:.)c",u tE,l <:" '::; '{:i. ':::.c",:i.~::. o desembara~o para tr~ns:i.to, procedimentos especiais e bem assim, a definiçâo de garantia e Responsabilidade (art .. 268/270 cio R ..A ..) .. A recorrente queixa-se de que a reparti~âo "fiscal autuante 1"1 ~'?(o p,'''oc(.:.)d(.:.:,u,\~:;:i.n'v'(.:.:"::;t.:i.(,1 ,','.~i:f'{(,.:,':::, d(.:."v'(.:.:.i d ""~::'!'1"'(.:.:, 1,':\t :i.v.",~::.,~',~:;ou t.v',:\':::.po':::,'::;:i.b :i.l:i..... d ,:\d (.:.:.~::. d (.:,'(.:,'::< p 1 i c."'.\;:;'?( o d ,:',~::...r"".1t ,:1.'::;d (.:.:.m (.:.:.,."c.,"d c',."i ,:1.!,(fi "'. ~:; o p to u p (.:.)1 C) c,,'.m i 1"1 h o mais curto e mais cOmodo de responsabilizar o transportador .. (~ m(.:.:.1,,1.'v'(,,:,',"~, ,:\',"(.:.)co 'o" ""(':':'1"1 t.c' pod (.:)(':':":::.t,':"1'" CO(I'I,:\',",':\,'::.;'[c,1"1 (':':":::. t.:". ~:;I..I.,:\ q 1..1. c.)i:>;,':i. ~, PC):i.'::;':::.;'ii'o p 1",u~:;:f.'v'(.:.)i ~::.o~::. ':::.O:::;'U~:;,':\""qUI'l'lE'nto~:;~, t:,:'m~:;(.:.)t.V','"t,:\nc!o d (.:.:.co .... .{ ',",,:.:. d (.:.) c," ',"0:.:.1,:\ !' 1'" (.:.:. c (.:.:.b :i. d o p,:\,."'" t. I'" ,.;t 1"1 ~:; i t.o (.:.:,(.:.:,1"1 t. I" ~:.:.qu(.:.)1"1 o '1':i. 1"1 ,':\ 1 cI ,:1. o p(.:.),.""t \;: ::'\0 ':::.c.:.1'1'1i 1"1 d :r. c :i.o d (.:.).,"'v'D. '," :i. ,'" (.:.:, c ()mo.:::. cIo :i.~::.1'"c 1'" (.:.:, ':::. :i.1"1 'v':i.()1,:\do':::...D (.:.)~::.t.(.:.)mo do!, 1"1 ;;'[ C) p"'.,."(.:.)cE' '::;(':':'.:i ,',t ~:; 1,,1. '1':i. c :i. (.:.)1"1 t. (.:.:.~, p ,','.,.".:':\ '1'u 1"1 d ,'"(1'1 (.:.:, 1"1 t ,:...,.",:".d (.:.:.c :i..:::.;Xo d <:'t ,'" U t.o 1'" :i.d ,"'.d (.:.) "j" :i. ':::..... cal, a aplica~âo simplesmente da parte "final do inciso IV do art .. 478 do R.A., sendo por isso necessário aprofundar a matéria e carrear para (:) 1:)I"(:)(::e~~;~~;(:)(I)a:i.~~; 1:)I"(:)va~~;., Assim, voto para converter o julgamento do recurso em dili- (,:,I(,1"1 c i ,',l ,\ F;:(.:.:.p "'.I'" t :i.,;;:Ao d (.:.)D 1'" :i.0:.:.1(.:.) m~, p ,"'.,.""I q U (.:~o b t.(.:.:,1"1 h",!, d i,'. DI:;:F (':':'1'1'1~::),:'"1"1 t.o ~::. (.:.) junte ao processo, a documentaçâo relativa à descarga deste "contai- 1"1(,:)1"";: :i.n'fDv'jJj,.:.•.\;:t:;(,:)~:; qU"'.nto ,:\0 PE"::;O elc' CC)'1'I"(':')d(.:.)C",I,"q,'".no mC)jJj(.:.)nt.Dd",. d(,.).:::..... carga e na entrega para o tr~nsito aduaneiro~ se foram cumpridos os paráqrafos 10. e 20. do art. 267 do Regulamento Aduaneiro e, se veri- 'f' :i. c,':'\d ,':1. "" h:i. p(, t. (.:.:,~::.(.:.)d o p,:.•.I'" .:,\ (11'" "l 'f (;) :::.;:o"!' q 1,,1. '" :i. ~:; ,:\ ~:; c: ,"l U t. E' I i,'. ~:; E,d o t Etd .,:'"~::... ~:)(.:.:.I".;x c' bem vindas quaisquer outras in"formaçôes que venham a elucidar a ques- ~ tAo, inclusive quanto à hipótese levantada pela recorrente da possibi-< 1:i.d,':\d(.:.:.d E' ~:;I"I.b t ,.",:\\;);'\0 do c:on t.(':'l:'l.dodo "cc,n t.", :i. 1"1 E"'"'' (':':'1'1'1'f",~::.(.:.),':\1"1 t.(':'),,'.:i.C)i'" <,".()A inicio do tr~nsito aduaneiro. Dever-se-á dar ciéncia ao sujeito passi- J,:l.n(.:.):i.I'''O • ..'.'fCJ7~fn Il/J4."",J,6~~ (":f)c"r'/>.......... ,.:, .... P.:.,'I ... 1,L .. <:\ •.••01... 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005
score : 1.0
Numero do processo: 10580.009539/2004-36
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 27 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2003
IRPF. FÉRIAS INDENIZADAS, NÃO-INCIDÊNCIA.
Não há incidência do Imposto de Renda sobre férias indenizadas ç abono pecuniário de férias pagos por ocasião da rescisão do contrato de trabalho, da aposentadoria, ou da exoneração.
IRPF. INDENIZAÇÕES TRABALHISTAS.
O art. 39, XX, do RIR/99 isenta do imposto a indenização e o aviso prévio pagos por despedida ou rescisão de contrato de trabalho até o limite garantido pela lei trabalhista ou por dissídio coletivo e convenções trabalhistas homologadas pela Justiça do Trabalho, bem como os valores correspondentes
ao FGTS.
Recurso parcialmente provido.
Numero da decisão: 2802-000.394
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso interposto, para que seja reclassificado como "rendimento isento" o valor de RS 10.442,93 recebido a título de férias indenizadas, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: SIDNEY FERRO BARROS
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
dt_index_tdt : Sat Oct 22 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201007
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 IRPF. FÉRIAS INDENIZADAS, NÃO-INCIDÊNCIA. Não há incidência do Imposto de Renda sobre férias indenizadas ç abono pecuniário de férias pagos por ocasião da rescisão do contrato de trabalho, da aposentadoria, ou da exoneração. IRPF. INDENIZAÇÕES TRABALHISTAS. O art. 39, XX, do RIR/99 isenta do imposto a indenização e o aviso prévio pagos por despedida ou rescisão de contrato de trabalho até o limite garantido pela lei trabalhista ou por dissídio coletivo e convenções trabalhistas homologadas pela Justiça do Trabalho, bem como os valores correspondentes ao FGTS. Recurso parcialmente provido.
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
numero_processo_s : 10580.009539/2004-36
conteudo_id_s : 6686928
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Oct 20 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2802-000.394
nome_arquivo_s : Decisao_10580009539200436.pdf
nome_relator_s : SIDNEY FERRO BARROS
nome_arquivo_pdf_s : 10580009539200436_6686928.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso interposto, para que seja reclassificado como "rendimento isento" o valor de RS 10.442,93 recebido a título de férias indenizadas, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Tue Jul 27 00:00:00 UTC 2010
id : 9548266
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:43:57 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1748648810732584960
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-12-14T17:25:10Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-12-14T17:25:10Z; Last-Modified: 2010-12-14T17:25:10Z; dcterms:modified: 2010-12-14T17:25:10Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:44436e21-3d7c-4f92-9bfc-2c94f6304105; Last-Save-Date: 2010-12-14T17:25:10Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-12-14T17:25:10Z; meta:save-date: 2010-12-14T17:25:10Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-12-14T17:25:10Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-12-14T17:25:10Z; created: 2010-12-14T17:25:10Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2010-12-14T17:25:10Z; pdf:charsPerPage: 1318; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-12-14T17:25:10Z | Conteúdo => arques - Presidente Sidney FetAo 'BaricN Relator S2-TE92 Fi 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 10580..009539/2004-36 Recurso n" 157,120 Voluntário Acórdão n" 2802-00.394 — 2" Turma Especial Sessão de 27 de julho de 2010 Matéria IRPF- Ex(s).: 2003 Recorrente MANOEL ADOLFO PICÃO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 IRPF. FÉRIAS INDENIZADAS, NÃO-INCIDÊNCIA. Não há incidência do Imposto de Renda sobre férias indenizadas ç abono pecuniário de férias pagos por ocasião da rescisão do contrato de trabalho, da aposentadoria, ou da exoneração,. IRPF. INDENIZAÇÕES TRABALHISTAS. O art. 39, XX, do RIR/99 isenta do imposto a indenização e o aviso prévio pagos por despedida ou rescisão de contrato de trabalho até o limite garantido pela lei trabalhista ou por dissídio coletivo e convenções trabalhistas homologadas pela Justiça do Trabalho, bem como os valores correspondentes ao FGTS. Recurso parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso interposto, para que seja reelassificado como "rendimento isento" o valor de RS 10.442,93 recebido a título de férias indenizadas, nos termos do voto do Relator. EDITADO EM: 2 2 UI 2010 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Dayse Fernandes Leite (Suplente convocada), Guilherme Barranco de Souza (Suplente convocado), José Evande Carvalho Araújo (Suplente convocado), Sidney Ferro Barros, Carlos Nogueira Nicácio e Valéria Pestana Marques (Presidente) Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Jorge Cláudio Duarte Cardoso, Ana Paula Locoselli Erichsen e Lúcia Reiko Sakae\R 2 a) b) e) Processo n" I 0580.009539/2004-36 S2-1E02 Acói dão n " 2802-00.394 Fl. 2 Relatório Contra o contribuinte acima identificado foi emitido o Auto de Infração de fls.. 05/09, relativamente ao ano-calendário de 2002, por meio do qual reduziu-se a restituição de R$ 17,836,90 para R$ 1,644,33. A redução, segundo Descrição dos Fatos, decorreu da constatação de omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica, com vínculo empregaticio, tendo o declarante considerados como isentos valores de R$ 48.439,12 recebidos a título de prêmio especial e de R$ 10.442,93 a título de férias indenizadas, lrresignado, o contribuinte apresentou a impugnação de fls. 01/03, alegando, em linhas gerais, que ambas as importâncias representaram indenização em rescisão de contrato de trabalho, tendo a fonte pagadora, por erro, retido indevidamente o IRRF, A decisão de primeira instância (fls. 36/38), contudo, manteve o lançamento intacto. Às fls, 40/50 se vê o recurso voluntário, por meio do qual o contribuinte traz as seguintes alegações, em síntese: que, quanto às férias indenizadas, a Súmula 125 do ST,' encampou a tese de não incidência, o que foi reconhecido formalmente pelo Ato Declaratório n" 1/2005, do Procurador-Geral da Fazenda Nacional; no pertinente ao abono pecuniário de férias, é o Ato Declaratório n° 6/2006 que admite a não incidência do tributo; quanto à indenização, o STJ já decidiu pela não incidência do imposto sobre verbas percebidas na rescisão de contrato de trabalho sem justa causa, conforme cita. E que, in casu, não se verificou mera liberalidade da empresa, mas, sim o comprimento de obrigação imposta justamente para compensar o Recorrente pela demissão após 23 anos de trabalho; que, desse modo, são indevidas as retenções de imposto sobre as verbas que relaciona em quadro à ft. 49, ou seja: Férias (R$ 7.832,20); Férias Ad. 1/3 (R$ 2.610,73); e Indenização (R$ 48.439,12). É o relatório, 3 Voto Conselheiro Sidney Feno Barros, Relator O recurso é tempestivo e reúne os demais requisitos de admissibilidade, Dele conheço, Assiste razão ao Recorrente no tocante às verbas recebidas na rubrica férias (totalizando R$ 10A42,93). A não-incidência do imposto in casu já foi reconhecida pela própria Receita Federal, por meio da Solução de Divergência n" 1/2009, conforme se lê: "SOLUÇÃO DE DIVERGÊNCIA N" 1, DE 2 DE JANEIRO DE 2009 ASSUNTO: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte -IRRF EMENTA: FÉRIAS NÃO-GOZADAS CONVERTIDAS EM PECÚNIA - Rescisão do contrato de trabalho, aposentadoria ou exoneração As verbas referentes a férias - integrais, proporcionais ou em dobro, ao adicional de um terço constitucional, e à conversão de férias em abono pecuniário compõem a base de cálculo do Imposto de Renda. Por força do § 40 do art.. 19 da Lei n" 10.522, de 19 de ,julho de 2002, a Secretaria da Receita Federal do Brasil não constituirá os créditos tributários relativos aos pagamentos efetuados por ocasião da rescisão do contrato de trabalho, aposentadoria, ou exoneração, sob as rubricas de férias não-gozadas - integrais, proporcionais ou em dobro - convertidas em pecúnia, de abono pecuniário, e de adicional de um terço constitucional quando agregado a pagamento de férias, observados os termos dos atos declaratórios editados pelo Procurador-Geral da Fazenda Nacional em relação a essas matérias. A edição de ato declaratório pelo Procurador-Geral da Fazenda Nacional, nos termos do inciso II do art. 19 da Lei n" 10,522, de 19 de julho de 2002, desobriga a fonte pagadora de reter o tributo devido pelo contribuinte relativamente às matérias tratadas nesse ato declaratório." Considera-se, assim, pacificado o entendimento de que não há incidência do Imposto de Renda, desde que os pagamentos sejam efetuados por ocasião da rescisão do contrato de trabalho, aposentadoria, ou exoneração, sobre os seguintes rendimentos: a) férias não-gozadas - integrais (mais um terço constitucional); b) férias não-gozadas - proporcionais (mais um terço constitucional); c) férias não-gozadas - em dobro (mais um terço constitucional); d) abono pecuniário (mais um terço constitucional), No pertinente ao "prêmio especial" (R$ 48,439,12), contudo, não há como atender ao pedido do Recorrente. O art, 39, XX, do RIR199 isenta do imposto a indenização e o aviso prévio pagos por despedida ou rescisão de contrato de trabalho até o limite garantido pela lei trabalhista ou por dissídio coletivo e convenções trabalhistas homologadas pela Justiça do Trabalho, bem como o FGTS. \„ 4 Processo n" I 0580 000539/2004-36 Acórdão n " 2802-00394 S2-TE02 Fl 3 Nada há que comprove que o tal "prêmio especial" seja verba indenizatória, efetivamente. A declaração prestada pela empresa pagadora (fl. 12) representa, quando muito, convenção particular, não oponível à Fazenda Pública (CTN, art. 12.3). Do mesmo modo, a correspondência de ti. 13, em que o interessado menciona a existência de um programa de demissão voluntária (PDV), fica sem efeito diante da inexistência de comprovação de que tal programa existia de fato de que o interessado a ele aderiu. Assim, dou provimento parcial ao recurso, para que seja reclassificado como "rendimento isento" o valor de R$ 10..442,93 recebido a título de férias indenizadas.
score : 1.0
Numero do processo: 10280.003275/2004-91
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 06 00:00:00 UTC 2011
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/10/2000 a 31/12/2000
CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. CONTRADITÓRIO.
NULIDADE.
Não há falar em violação de princípios do devido processo legal na fase inquisitorial do procedimento, em que a relação jurídica processual ainda não se estabeleceu.
ALEGAÇÕES E PROVAS APRESENTADAS SOMENTE NO
RECURSO. PRECLUSÃO.
Consideram-se precluídos, não se tomando conhecimento, os argumentos e provas não submetidos ao julgamento de primeira instância, apresentados somente na fase recursal.
FALTA DE APRESENTAÇÃO DE PROVA DOCUMENTAL.
PRINCÍPIO PROCESSUAL DA VERDADE MATERIAL.
A busca da verdade real não se presta a suprir a inércia do contribuinte que, regularmente intimado, tenha deixado de apresentar as provas solicitadas, visando à comprovação dos créditos alegados.
Numero da decisão: 3803-001.400
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
dt_index_tdt : Sat Nov 05 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201104
ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/10/2000 a 31/12/2000 CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. CONTRADITÓRIO. NULIDADE. Não há falar em violação de princípios do devido processo legal na fase inquisitorial do procedimento, em que a relação jurídica processual ainda não se estabeleceu. ALEGAÇÕES E PROVAS APRESENTADAS SOMENTE NO RECURSO. PRECLUSÃO. Consideram-se precluídos, não se tomando conhecimento, os argumentos e provas não submetidos ao julgamento de primeira instância, apresentados somente na fase recursal. FALTA DE APRESENTAÇÃO DE PROVA DOCUMENTAL. PRINCÍPIO PROCESSUAL DA VERDADE MATERIAL. A busca da verdade real não se presta a suprir a inércia do contribuinte que, regularmente intimado, tenha deixado de apresentar as provas solicitadas, visando à comprovação dos créditos alegados.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
numero_processo_s : 10280.003275/2004-91
conteudo_id_s : 6693455
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Nov 01 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-001.400
nome_arquivo_s : Decisao_10280003275200491.pdf
nome_relator_s : ALEXANDRE KERN
nome_arquivo_pdf_s : 10280003275200491_6693455.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Wed Apr 06 00:00:00 UTC 2011
id : 9564259
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:44:12 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1748648810734682112
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1729; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 159 1 158 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10280.003275/200491 Recurso nº 11 Voluntário Acórdão nº 380301.400 – 3ª Turma Especial Sessão de 6 de abril de 2011 Matéria RESSARCIMENTOIPI Recorrente INDÚSTRIA DE CONSERVAS PAMAR LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/10/2000 a 31/12/2000 CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. CONTRADITÓRIO. NULIDADE. Não há falar em violação de princípios do devido processo legal na fase inquisitorial do procedimento, em que a relação jurídica processual ainda não se estabeleceu. ALEGAÇÕES E PROVAS APRESENTADAS SOMENTE NO RECURSO. PRECLUSÃO. Consideramse precluídos, não se tomando conhecimento, os argumentos e provas não submetidos ao julgamento de primeira instância, apresentados somente na fase recursal. FALTA DE APRESENTAÇÃO DE PROVA DOCUMENTAL. PRINCÍPIO PROCESSUAL DA VERDADE MATERIAL. A busca da verdade real não se presta a suprir a inércia do contribuinte que, regularmente intimado, tenha deixado de apresentar as provas solicitadas, visando à comprovação dos créditos alegados. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis e Andréa Medrado Darzé. Fl. 167DF CARF MF Emitido em 27/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/04/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 10/04/2011 por ALEXANDRE KERN 2 Relatório O estabelecimentomatriz de Indústria de Conservas Pamar Ltda. requereu o ressarcimento do saldo credor do Imposto sobre Produtos Industrializados IPI acumulado no 4º do ano de 2000, no valor de R$4.358,26, autorizado pelo art. 11 da Lei nº 9.779, de 19 de janeiro de 1999, e regulamentado pela Instrução Normativa – SRF nº 33, de 4 de março de 1999. Cumulativamente, declarou a compensação objeto da DCOMP nº 00203.04389.030603.1.3.018589, fls. 9 a 14. O Chefe do SEORT da Delegacia da Receita Federal do Brasil em Belém indeferiu o pedido de ressarcimento e não homologou a compensação porque o interessado não entregou toda a documentação solicitada e julgada imprescindível para análise do crédito. Despacho Decisório na fl. 43. Sobreveio reclamação, julgada improcedente pela 3ª Turma da DRJ/Belém. O Acórdão nº 0112.365, de 30 de outubro de 2008, fls. 128a 135, teve ementa vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS – IPI Período de apuração: 01/10/2000 a 31/12/2000 CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. FASE FISCALIZATÓRIA. INEXISTÊNCIA. Incabível se falar em cerceamento do direito de defesa, antes de iniciado o prazo para a impugnação do Despacho Decisório que indeferiu o pedido, haja vista que, no decurso da ação fiscal, inexiste litígio ou contraditório, por força do artigo 14 do Decreto n° 70.235/1972. RESSARCIMENTO DE IPI. CRÉDITOS BÁSICOS. LIQUIDEZ E CERTEZA. O ressarcimento autorizado pelo art.11 da Lei n° 9.779, de 1999, vinculase ao preenchimento dos requisitos e condições determinados pela legislação tributária de regência. Não tendo juntado as provas, nos autos, que permitem concluir quanto à certeza e a liquidez do crédito pleiteado, impõese o indeferimento da pretensão. Solicitação Indeferida Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da 3ª Turma da DRJ/BEL. O arrazoado de fls. 137 a 145, retoma as alegações da Manifestação de Inconformidade e explica que não produzir toda a documentação solicitada pelo órgão de fiscalização porque sua sede se localiza num local de difícil acesso e porque houve paralisações de seu funcionamento decorrentes de feriado. Entende que não tem qualquer responsabilidade pela não entrega de todos os documentos solicitados, considerando que não lhe foi oportunizado um prazo razoável para apresentálos, o que certamente impediu o exercício do direito de ampla defesa e do contraditório. No mérito, inquina o procedimento administrativo de vícios insanáveis desde o seu início, considerando que o órgão fiscalizador não concedeu prazo suficiente para que a recorrente apresentasse integralmente a documentação necessária para a comprovação da Fl. 168DF CARF MF Emitido em 27/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/04/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 10/04/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10280.003275/200491 Acórdão n.º 380301.400 S3TE03 Fl. 160 3 compensação, o que cerceou o direito de ampla defesa e do contraditório da mesma. Disserta sobre os princípios regentes do processo administrativo. Cita e descreve doutrina de Cleide Previtalli Cais, que entende amparar a argüição de nulidade do procedimento. Quanto à compensação não homologada, invoca o art. 170 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional – CTN, o art. 11 da Lei nº 9.779, de 1999, e o art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, para insistir que tem o direito de realizar a compensação de recolhimentos indevidos de um tributo com o crédito tributário devido à Administração Pública, e que se o órgão fiscalizador tivesse disponibilizado à Recorrente prazo razoável certamente já teria homologado a compensação, pois esta cumpriu com todos os ditames legais, o que poderia ser facilmente comprovado por meio dos documentos que a Recorrente novamente junta, mormente os documentos que supostamente não foram juntados: cópia do Livro de Registro de Apuração do IPI (incluindo os termos de abertura e encerramento), cópia da Folha do Livro Registro de Apuração do IPI, que comprove o estorno do crédito a ser ressarcido por meio do processo. Invoca o princípio da verdade material para reclamar o conhecimento de tais documentos. Cita e transcreve jurisprudência do Conselho de Contribuintes. Conclui, requerendo processamento do recurso voluntário, a fim de sejam analisados os documentos juntados, os quais comprovariam a legalidade da compensação realizada, e conseqüentemente, que seja homologado tal procedimento, sob pena de se desrespeitar os princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa, bem como o do devido processo legal. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 137 a 145 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJBEL3ª Turma nº 0112.365, de 30 de outubro de 2008. Preliminar de nulidade do procedimento por cerceamento do direito de defesa e do contraditório Nunca é demais relembrar que os pedidos de ressarcimento da espécie são examinados, em cada caso, mediante requerimento em que o interessado deve fazer prova do preenchimento das condições e do cumprimento dos requisitos previstos na legislação de regência. Assim, neste e nos demais processos da espécie, toca ao interessado diligenciar a comprovação do seu direito. A Administração não pode, nem deve suplementar a vontade do interessado, consoante a inteligência do art. 179, caput, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 – CTN, motivo pelo qual não há porque repetir a cantilena de que “oprocesso administrativofiscaléinformadopeloprincípiodaverdadematerialblahblahblah”, como se os processos submetidos ao rito do Decreto nº 70.235, de 1972, fossem de uma única natureza ou como se não houvesse conseqüências para a diferenciação de natureza jurídica entre processos que tratam de determinação e exigência de crédito tributário, de pedidos de Fl. 169DF CARF MF Emitido em 27/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/04/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 10/04/2011 por ALEXANDRE KERN 4 restituição, de reconhecimento de direito a benefícios fiscais, de declarações de compensação etc.. Tampouco há falar em cerceamento do direito de defesa durante a fase inquisitorial do procedimento administrativo. O direito à plenitude de defesa e ao contraditório só está assegurado (e garantido por este julgamento) após a instauração do litígio, com a instauração da relação jurídica processual tributária. Com essas considerações rechaço a preliminar de nulidade. Nada obstante, o requerente foi intimado a apresentar a documentação comprobatória de seu direito no prazo de 5 (cinco) dias. Não tendo conseguido reunir a documentação de que já deveria dispor no momento da formulação do pedido, o interessado peticionou a dilação do prazo de entrega dos documentos por mais 15 (quinze) dias, no que foi atendido parcialmente, concedendoselhe mais 7 (sete) dias. Ainda assim, o requerente, desidiosamente, não logrou produzir toda a documentação solicitada, razão para o indeferimento do pleito. O interessado deixou de apresentar: 1. cópia dos termos de abertura e encerramento do livro Registro de Apuração do IPI; 2. cópia da folha do livro registro de apuração do IPI na qual o contribuinte efetua o estorno do crédito a ser ressarcido por meio deste processo, (incluído os termos de abertura e de encerramento). 3. cópias das Notas fiscais do trimestre de interesse, nas quais houve incidência e creditamento do IPI; 4. cópia do livro Registro de Entradas com a escrituração referente ao trimestre de interesse (incluindo os termos de abertura e encerramento). 5. cópia do livro Registro de Saídas com a escrituração referente ao trimestre de interesse (incluindo os termos de abertura e encerramento). Com a Manifestação de Inconformidade, 30 dias depois de notificado do indeferimento de seu pleito, a 60 dias do término da data aprazada pela fiscalização e a 90 dias da ciência da intimação original para a entrega dos documentos comprobatórios, o interessado aportou aos autos apenas cópia das Notas Fiscais de Entrada, nas quais houve o destaque do IPI; cópia dos livros Registro de Entradas e Saídas (incluindo os termos de abertura e encerramento). Deixou de apresentar cópia do livro Registro de Apuração do IPI (incluindo os termos de abertura e encerramento); cópia da folha do livro Registro de Apuração do IPI na qual o contribuinte efetua o estorno do crédito a ser ressarcido por meio deste processo (incluindo os termos de abertura e encerramento). Não há como atribuir ao procedimento fiscal a responsabilidade pela não apresentação os documentos. Sugiro ao interessado que, em casos vindouros, municiese previamente da documentação comprobatória de seu pleito. Provas apresentadas somente na fase recursal A propósito da possibilidade de exame destes novos documentos, acostados aos autos no momento processual da interposição do recurso voluntário, valhome das considerações do ilustre Conselheiro Antônio Zomer, exaradas por ocasião do votocondutor Fl. 170DF CARF MF Emitido em 27/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/04/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 10/04/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10280.003275/200491 Acórdão n.º 380301.400 S3TE03 Fl. 161 5 do Acórdão nº 20218.597, de 12 de dezembro de 2001, da Segunda Câmara deste Segundo Conselho de Contribuintes, que adoto plenamente como razão de decidir: “A possibilidade de exame destes novos documentos deve ser avaliada à luz dos princípios que regem o Processo Administrativo Fiscal. Dispõe o Decreto nº 70.235/72, verbis: ‘Art. 14. A impugnação da exigência instaura a fase litigiosa do procedimento. Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. [...] Art. 16. A impugnação mencionará: [...] III – os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) [...] § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997): (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) b) refirase a fato ou a direito superveniente;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997); c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos.(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) [...] Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997).’ De acordo com as normas processuais, é na impugnação que a lide é demarcada e o processo administrativo propriamente dito tem início, com a instauração do litígio, não se permitindo, a partir daí, a abertura de novas teses de defesa ou a apresentação de novas provas, a não ser nas situações legalmente excepcionadas. A este respeito, Marcos Vinícius Neder de Lima e Maria Tereza Martínez López1 asseveram que “a inicial e a 1 Processo Administrativo Fiscal Federal Comentado. São Paulo: Dialética, 2002, p. 67. Fl. 171DF CARF MF Emitido em 27/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/04/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 10/04/2011 por ALEXANDRE KERN 6 impugnação fixam os limites da controvérsia, integrando o objeto da defesa as afirmações contidas na petição inicial e na documentação que a acompanha”. Antônio da Silva Cabral, no seu livro “Processo Administrativo Fiscal” (Ed. Saraiva: São Paulo, 1993, p. 172), assim se manifestou sobre o assunto: ‘O termo latino é muito feliz para indicar que a preclusão significa impossibilidade de se realizar um direito, quer porque a porta do tempo está fechada, quer porque o recinto onde esse direito poderia exercerse também está fechado. O titular do direito achase impedido de exercer o seu direito, assim como alguém está impedido de entrar num recinto porque a porta está fechada.’ Na página seguinte, o mesmo autor, reportandose aos órgãos julgadores de segunda instância, completa: ‘Se o tribunal acolher tal espécie de recurso estará, na realidade, omitindo uma instância, já que o julgador singular não apreciou a parte que só é contestada na fase recursal.’ Cintra, Grinover e Dinamarco, no livro Teoria Geral do Processo, assim se posicionam sobre a preclusão: ‘o instituto da preclusão ligase ao princípio do impulso processual. Objetivamente entendida, a preclusão consiste em um fato impeditivo destinado a garantir o avanço progressivo da relação processual e a obstar o seu recuo para as fases anteriores do procedimento. Subjetivamente, a preclusão representa a perda de uma faculdade ou de um poder ou direito processual; as causas dessa perda correspondem às diversas espécies de preclusão[..]’ Ensinam, também, estes doutrinadores que: ‘A preclusão não é sanção. Não provém de ilícito, mas de incompatibilidade do poder, faculdade ou direito com o desenvolvimento do processo, ou da consumação de um interesse. Seus efeitos confinamse à relação processual e exauremse no processo.’ As alegações de defesa são faculdades do demandado, mas constituemse em verdadeiro ônus processual, porquanto, embora o ato seja instituído em seu favor, não sendo praticado no tempo certo, surgem para a parte conseqüências gravosas, dentre elas a perda do direito de fazêlo posteriormente, pois operase, nesta hipótese, o fenômeno da preclusão, isto porque o processo é um caminhar para a frente, não se admitindo, em regra, ressuscitar questões já ultrapassadas em fases anteriores. De acordo com o § 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235/72, supratranscrito, só é lícito deduzir novas alegações em supressão de instância quando: 1) relativas a direito superveniente; 2) competir ao julgador delas conhecer de ofício, a exemplo da decadência; ou 3) por expressa autorização legal. Fl. 172DF CARF MF Emitido em 27/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/04/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 10/04/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10280.003275/200491 Acórdão n.º 380301.400 S3TE03 Fl. 162 7 O § 5º do mesmo dispositivo legal exige que a juntada dos documentos deve ser requerida à autoridade julgadora, mediante petição em que se demonstre, com fundamentos, a ocorrência de uma das condições previstas nas alíneas do parágrafo anterior. No caso desses autos, o recorrente não se preocupou em produzir oportunamente os documentos que comprovariam suas alegações, ônus que lhe competia, segundo o sistema de distribuição da carga probatória adotado pelo Processo Administrativo Federal: o ônus de provar a veracidade do que afirma é do interessado, segundo o disposto na Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, art. 36: Art. 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no artigo 37 desta Lei. No mesmo sentido o art. 330 da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 (CPC): Art. 333. O ônus da prova incumbe: [...] II – ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. O recorrente tampouco comprovou a ocorrência de qualquer das hipóteses das alíneas “a” a “c” do § 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235, de 6 de março 1972 – PAF., que justificasse a apresentação tão tardia dos referidos documentos. Desta forma, deixo de considerálos no julgamento da presente lide. Conclusão Pelo exposto, rejeito a preliminar de nulidade do procedimento e, no mérito, nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 6 de abril de 2011 Alexandre Kern Fl. 173DF CARF MF Emitido em 27/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/04/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 10/04/2011 por ALEXANDRE KERN 8 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 10280.003275/200491 Interessada: 'INDÚSTRIA DE CONSERVAS PAMAR LTDA. Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 380301.400, de 6 de abril de 2011, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 6 de abril de 2011. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 174DF CARF MF Emitido em 27/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/04/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 10/04/2011 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
