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Numero do processo: 10283.006497/2004-36
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Feb 08 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Feb 08 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF.
Exercício: 1999.
DECADÊNCIA. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. APLICAÇÃO, AO RESPECTIVO PRAZO DECADENCIAL, DO ARTIGO 173, I, DO CTN. OBSERVÂNCIA DA DECISÃO DO STJ PROFERIDA EM JULGAMENTO DE RECURSO REPETITIVO NO SENTIDO DE QUE O TRIBUTO TERIA DE SER LANÇADO NO EXERCÍCIO SEGUINTE AO DO FATO GERADOR. FATO GERADOR OCORRIDO EM 1998.
PRAZO DECADENCIAL QUE SE INICIA EM 1º. DE JANEIRO DE 1999
E FINDA EM 31.12.2003.
Nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação, se não houve pagamento antecipado, o respectivo prazo decadencial é regido pelo artigo 173, inciso I, do CTN, nos termos do entendimento pacificado pelo STJ, em julgamento de recurso especial, sob o rito de recurso repetitivo. Em referido
julgamento restou entendido que o prazo decadencial se inicia no exercício financeiro seguinte ao da ocorrência do fato gerador. Necessária observância dessa decisão, tendo em vista o previsto no artigo 62A do Regimento Interno do CARF.
Numero da decisão: 9202-001.318
Decisão: ACORDAM os membros da 2ª Turma da Câmara Superior de Recursos
FISCAIS, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Matéria: IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
Nome do relator: Susy Gomes Hoffmann
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Matéria IRPF Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado MARIA MAÍZA FERREIRA MARCHIORI ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF. Exercício: 1999. DECADÊNCIA. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. APLICAÇÃO, AO RESPECTIVO PRAZO DECADENCIAL, DO ARTIGO 173, I, DO CTN. OBSERVÂNCIA DA DECISÃO DO STJ PROFERIDA EM JULGAMENTO DE RECURSO REPETITIVO NO SENTIDO DE QUE O TRIBUTO TERIA DE SER LANÇADO NO EXERCÍCIO SEGUINTE AO DO FATO GERADOR. FATO GERADOR OCORRIDO EM 1998. PRAZO DECADENCIAL QUE SE INICIA EM 1O. DE JANEIRO DE 1999 E FINDA EM 31.12.2003. Nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação, se não houve pagamento antecipado, o respectivo prazo decadencial é regido pelo artigo 173, inciso I, do CTN, nos termos do entendimento pacificado pelo STJ, em julgamento de recurso especial, sob o rito de recurso repetitivo. Em referido julgamento restou entendido que o prazo decadencial se inicia no exercício financeiro seguinte ao da ocorrência do fato gerador. Necessária observância dessa decisão, tendo em vista o previsto no artigo 62A do Regimento Interno do CARF. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Turma da Câmara Superior de Recursos FFIISSCCAAIISS, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). (assinado digitalmente) Fl. 1DF CARF MF Emitido em 14/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/03/2011 por SUSY GOMES HOFFMANN Assinado digitalmente em 09/03/2011 por SUSY GOMES HOFFMANN, 11/03/2011 por CAIO MARCOS CANDIDO Processo nº 10283.006497/200436 Acórdão n.º 9202001.318 CSRFT2 Fl. 2 2 Caio Marcos Candido Presidente (assinado digitalmente) Susy Gomes Hoffmann Relatora Participaram do julgamento os Conselheiros Caio Marcos Candido, Giovanni Christian Nunes Campos, Gonçalo Bonet Allage, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Francisco Assis de Oliveira Junior, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Elias Sampaio Freire e Susy Gomes Hoffmann. Relatório Tratase de recurso especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional. Lavrouse o auto de infração contra o contribuinte, para a cobrança de crédito tributário relativo ao IRPF, anocalendário de 1998, no valor de 490.776,80, com acréscimo de multa de ofício de juros de mora. A autuação decorreu da constatação de omissão de rendimentos caracterizados por depósitos bancários com origem não comprovada. A contribuinte tomou ciência do lançamento em 29/11/2004 e apresentou impugnação às fls. 125/130 dos autos. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento, às fls. 171/179 dos autos, julgou procedente o lançamento, nos termos da seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF. Exercício: 1999. DECADÊNCIA. Não há que se falar em decadência do crédito tributário, quando este foi constituído no prazo qüinqüenal do art. 173, I do CTN. OMISSÃO DE RENDIMENTOS POR DEPÓSITOS BANCÁRIOS NÃO COMPROVADOS. É perfeitamente cabível a tributação com base na presunção definida em lei. Os depósitos bancários cujas origens não foram devidamente comprovadas não podem ficar à margem da tributação. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 14/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/03/2011 por SUSY GOMES HOFFMANN Assinado digitalmente em 09/03/2011 por SUSY GOMES HOFFMANN, 11/03/2011 por CAIO MARCOS CANDIDO Processo nº 10283.006497/200436 Acórdão n.º 9202001.318 CSRFT2 Fl. 3 3 Lançamento Procedente. A contribuinte interpôs recurso voluntário (fls. 182/203). A antiga Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuinte deu provimento ao recurso voluntário (fls. 212/221), reconhecendo a decadência do direito do Fisco de constituir o crédito tributário, nos termos da seguinte ementa: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF. Exercício: 1999. DECADÊNCIA. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. AUSÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. Nos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, aplicase o prazo de 05 (cinco) anos previsto no artigo 150, §4°, do CTN, ainda que não tenha havido pagamento antecipado. Homologase no caso a atividade, o procedimento realizado pelo sujeito passivo, consistente em ‘verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo’, inclusive quando tenha havido omissão no exercício daquela atividade. A hipótese de que trata o art. 149, V, do Código, é exceção à regra geral do artigo 173, I. A interpretação do caput do artigo 150 deve ser feita em conjunto com os artigos 142, caput e parágrafo único, 149, V e VII, 150, §§ 1° e 4°., 156, V e VII, e 173, I, todos do CTN. Preliminar acolhida. Recurso Provido”. A Procuradoria da Fazenda Nacional, então, interpôs o presente recurso especial (fls. 225/238), com base em violação ao artigo 173, inciso I, do CTN. Defendeu a tese de que, não ausência de pagamento antecipado, o prazo decadencial é regido pelo artigo 173, inciso I, do CTN, tendo em vista que, ao contrário do que se entendeu no acórdão recorrido, o que se homologa é o pagamento e não a atividade contribuinte. Diante disso, concluiu: “Desta forma, analisando os autos, verificase que, na data da notificação do Auto de Infração, 29 de novembro de 2004, não estava extinto o direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário relativo ao anocalendário de 1998, anoexercício de 1999, cujo termo inicial de contagem do prazo decadencial é, no presente caso, 1° de janeiro de 2000, a teor do que dispõe o art. 173, inciso I, do CTN. Portanto, teria o Fisco até 1° de janeiro de 2005 para efetuar o lançamento referente ao fato gerador do imposto de renda pessoa física ocorrido em 1998”. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 14/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/03/2011 por SUSY GOMES HOFFMANN Assinado digitalmente em 09/03/2011 por SUSY GOMES HOFFMANN, 11/03/2011 por CAIO MARCOS CANDIDO Processo nº 10283.006497/200436 Acórdão n.º 9202001.318 CSRFT2 Fl. 4 4 O contribuinte apresentou suas contrarazões às fls. 245/261 dos autos. Voto Conselheira Susy Gomes Hoffmann, Relatora O presente recurso especial é tempestivo, e preenche os demais requisitos de admissibilidade, tendo em vista que a recorrente especificou o dispositivo que reputa violado, qual seja, o artigo 173, inciso I, do CTN. A discussão referese ao artigo de regência do prazo decadencial nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação, quando não se verificou o pagamento antecipado por conta do contribuinte. O entendimento desta relatora sempre foi no sentido de que, nos termos do artigo 150, parágrafo 4o., do CTN o que se homologa é a atividade do contribuinte e não o pagamento, de tal forma que, para o julgamento, não interessava a ocorrência ou não do pagamento. Conforme recente alteração do Regimento Interno do CARF, impõese a este tribunal administrativo a reprodução dos julgados definitivos proferidos pelo STF e pelo STJ, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C do Código de Processo Civil. Diante disso, temse que o STJ já enfrentou o tema objeto do presente recurso especial, julgandoo sob o rito dos recursos repetitivos, no seguinte sentido: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento Fl. 4DF CARF MF Emitido em 14/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/03/2011 por SUSY GOMES HOFFMANN Assinado digitalmente em 09/03/2011 por SUSY GOMES HOFFMANN, 11/03/2011 por CAIO MARCOS CANDIDO Processo nº 10283.006497/200436 Acórdão n.º 9202001.318 CSRFT2 Fl. 5 5 antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). 5. In casu, consoante assente na origem: (i) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias não restou adimplida pelo contribuinte, no que concerne aos fatos imponíveis ocorridos no período de janeiro de 1991 a dezembro de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos deuse em 26.03.2001. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados tendo em vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 14/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/03/2011 por SUSY GOMES HOFFMANN Assinado digitalmente em 09/03/2011 por SUSY GOMES HOFFMANN, 11/03/2011 por CAIO MARCOS CANDIDO Processo nº 10283.006497/200436 Acórdão n.º 9202001.318 CSRFT2 Fl. 6 6 Neste sentido, é de se ter que, em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, o prazo decadencial será regido pelo artigo 173, inciso I, do Código Tributário Nacional, no caso de não ter havido o pagamento antecipado do tributo por parte do contribuinte. Ocorre que há de ser observado que no julgamento citado do Egrégio Superior Tribunal de Justiça restou expresso que o prazo decadencial passa a ser computado a partir do primeiro dia do exercício financeiro seguinte ao do fato imponível. Observese que o artigo 173,I dispõe que o prazo deve ser computado a partir do primeiro dia do financeiro seguinte ao que o lançamento poderia ser efetuado. Como efeito prático da adoção do julgamento do STJ em recurso repetitivo, está que para os casos de Imposto sobre a Renda, o entendimento é que o prazo decadencial, começou a fluir já em 1o. de janeiro de 1999, uma vez que o fato gerador do IRPF ocorreu dia 31.12.1998. Desta feita o prazo decadencial começou a correr em 1/1/1999 e terminou em 21/12/2003. A intimação pessoal ocorreu em novembro de 2004, de tal maneira, que sob a égide deste entendimento, ocorreu a decadência. Diante do exposto, adotando o entendimento do Egrégio Superior Tribunal de Justiça, por força do disposto no artigo 62A do regimento interno, nego provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional. (assinado digitalmente) Susy Gomes Hoffmann Fl. 6DF CARF MF Emitido em 14/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/03/2011 por SUSY GOMES HOFFMANN Assinado digitalmente em 09/03/2011 por SUSY GOMES HOFFMANN, 11/03/2011 por CAIO MARCOS CANDIDO
score : 1.0
Numero do processo: 11610.003996/2001-32
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 18 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Jan 18 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 1997
IRPF. DEDUÇÃO DE IRRF. EFETIVA RETENÇÃO, MAS AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO. RESPONSABILIDADE EXCLUSIVA DA FONTE PAGADORA.
Nos casos de incidência de imposto de renda na fonte, havendo comprovação, nos autos, da retenção efetuada, cabe à fonte pagadora demonstrar o respectivo recolhimento, sob pena de afigurar-se responsável pelo tributo devido, bem como pelas penalidades legais. Inteligência do Parecer Normativo COSIT n.º 01/2002.
Recurso provido.
Numero da decisão: 2101-001.404
Decisão: ACORDAM os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 1997 IRPF. DEDUÇÃO DE IRRF. EFETIVA RETENÇÃO, MAS AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO. RESPONSABILIDADE EXCLUSIVA DA FONTE PAGADORA. Nos casos de incidência de imposto de renda na fonte, havendo comprovação, nos autos, da retenção efetuada, cabe à fonte pagadora demonstrar o respectivo recolhimento, sob pena de afigurar-se responsável pelo tributo devido, bem como pelas penalidades legais. Inteligência do Parecer Normativo COSIT n.º 01/2002. Recurso provido.
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DEDUÇÃO DE IRRF. EFETIVA RETENÇÃO, MAS AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO. RESPONSABILIDADE EXCLUSIVA DA FONTE PAGADORA. Nos casos de incidência de imposto de renda na fonte, havendo comprovação, nos autos, da retenção efetuada, cabe à fonte pagadora demonstrar o respectivo recolhimento, sob pena de afigurarse responsável pelo tributo devido, bem como pelas penalidades legais. Inteligência do Parecer Normativo COSIT n.º 01/2002. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Presidente (assinado digitalmente) ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA Relator Fl. 175DF CARF MF Impresso em 04/04/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/02/2012 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 06/02/ 2012 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 13/02/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 11610.003996/200132 Acórdão n.º 2101001.404 S2C1T1 Fl. 167 2 Participaram do julgamento os Conselheiros Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), Alexandre Naoki Nishioka (Relator), José Evande Carvalho Araujo, Celia Maria de Souza Murphy, Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa e Gonçalo Bonet Allage. Relatório Tratase de recurso voluntário (fls. 66/91) interposto em 14 de julho de 2008 contra acórdão proferido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Santa Maria (RS) (fls. 56/58), do qual o Recorrente teve ciência em 13 de junho de 2008, sextafeira (fl. 60, verso), que, por unanimidade de votos, julgou procedente em parte o auto de infração de fls. 10/12, lavrado em 25 de junho de 2001, em decorrência de dedução indevida de imposto de renda retido na fonte e de dedução indevida a título de carnêleão, verificadas no ano calendário de 1996. O acórdão teve a seguinte ementa: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA – IRPF Anocalendário: 1996 Ementa: DEDUÇÃO DO IRRF. DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. O imposto retido na fonte somente poderá ser deduzido na declaração de rendimentos se o contribuinte possuir comprovante de retenção emitido em seu nome pela fonte pagadora dos rendimentos. Lançamento procedente em parte” (fl. 56). Não se conformando, o Recorrente interpôs o recurso voluntário de fls. 66/91, por meio do qual traz os seguintes argumentos, em apertada síntese: (i) preliminarmente, erro na identificação do sujeito passivo; (ii) no mérito, a efetiva retenção do imposto de renda retido na fonte, bem como a responsabilidade da fonte pagadora pelo inadimplemento e a boa fé demonstrada pelo Recorrente, trazendo diversos julgados do Primeiro Conselho de Contribuintes e do STJ; (iii) subsidiariamente, a falta de fiscalização do responsável tributário, equívoco quanto à base de cálculo adotada, inaplicabilidade da multa de ofício e impossibilidade de configuração da mora. É o relatório. Voto Conselheiro Alexandre Naoki Nishioka, Relator O recurso preenche os requisitos de admissibilidade, motivo pelo qual dele conheço. Inicialmente, cumpre esclarecer que a glosa subsistente, considerando a decisão recorrida que houve por bem restabelecer a dedução dos valores recolhidos a título de carnêleão diz respeito unicamente à dedução indevida de imposto de renda retido na fonte, Fl. 176DF CARF MF Impresso em 04/04/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/02/2012 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 06/02/ 2012 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 13/02/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 11610.003996/200132 Acórdão n.º 2101001.404 S2C1T1 Fl. 168 3 pelo Recorrente, tendo em vista a inexistência de comprovação dos valores relativos à empresa “Best Check Comércio de Alimentos Ltda.” Quanto ao mérito da autuação, razão assiste ao Recorrente. Isso porque houve, de fato, comprovação de retenção do imposto de renda devido no que tange às verbas pagas pela sobredita empresa “Best Check Comércio de Alimentos Ltda.” à administradora do imóvel situado à Rua Tabapuã, 1263, Itaim Bibi, São Paulo/SP, conforme atesta o contrato de locação reproduzido às fls. 19/24 dos autos. Os comprovantes de retenção, fornecidos pela administradora Umuarama Imóveis Ltda., foram acostados às fls. 25/36 e reiterados no recurso voluntário, acompanhando o às fls. 93/104. Ora, conforme autoriza a legislação de regência, mais precisamente o art. 12, V, da Lei n.º 9.250/95, são dedutíveis da base de cálculo de apuração do imposto de renda devido “o imposto retido na fonte ou o pago, inclusive a título de recolhimento complementar, correspondente aos rendimentos incluídos na base de cálculo”. As hipóteses de responsabilidade tributária vêm previstas nos arts. 128 e seguintes do CTN, e conforme bem assevera o referido art. 128, “a lei pode atribuir de modo expresso a responsabilidade pelo crédito tributário a terceira pessoa, vinculada ao fato gerador da respectiva obrigação, excluindo a responsabilidade do contribuinte ou atribuindoa a este em caráter supletivo do cumprimento total ou parcial da referida obrigação”, o que se amolda à hipótese vertente, porquanto a responsabilidade pela retenção e recolhimento do imposto de renda na fonte é da fonte pagadora, consoante o Parecer Normativo n.º 01, de 2002, da Receita Federal do Brasil. A esse respeito, cumpre esclarecer que o referido Parecer Normativo estipula que, para as situações em que há retenção do IRRF, mas não recolhimento, a responsabilidade pelo imposto e pelas penalidades é da fonte pagadora, e não do contribuinte: “IRRF RETIDO E NÃO RECOLHIDO. RESPONSABILIDADE E PENALIDADE. Ocorrendo a retenção e o não recolhimento do imposto, serão exigidos da fonte pagadora o imposto, a multa de ofício e os juros de mora, devendo o contribuinte oferecer o rendimento à tributação e compensar o imposto retido.” Sendo efetivamente comprovada a retenção dos valores pela administradora do imóvel, bem como considerando que eles constaram da declaração do contribuinte, a responsabilidade é exclusiva da fonte, não podendo a fiscalização simplesmente desconsiderá la por não ter sido encontrada e estar com a situação cadastral inapta junto à Receita Federal do Brasil. Eis os motivos pelos quais voto no sentido de DAR provimento ao recurso. (assinado digitalmente) ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA Relator Fl. 177DF CARF MF Impresso em 04/04/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/02/2012 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 06/02/ 2012 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 13/02/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 11610.003996/200132 Acórdão n.º 2101001.404 S2C1T1 Fl. 169 4 Fl. 178DF CARF MF Impresso em 04/04/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/02/2012 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 06/02/ 2012 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 13/02/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
score : 1.0
Numero do processo: 15374.001269/2001-21
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Aug 02 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Aug 02 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Contribuição Social sobre o Lucro Liquido - CSLL
Exercício: 1997
Ementa: RECURSO ESPECIAL. DECADÊNCIA. ARTIGO 45 DA LEI N°.
8.212/91.
Em vista da edição da Súmula Vinculante n. 08 pelo C. Supremo Tribunal Federal, não merece ser conhecido recurso especial interposto pela Fazenda Nacional que suscita exclusivamente violação do acórdão recorrido ao disposto no art. 45 da Lei n. 8.212/91.
Recurso Especial do Procurador não conhecido.
Numero da decisão: 9101-001.148
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos não conhecer do recurso.
Matéria: CSL- auto eletrônico (exceto glosa compens. bases negativas)
Nome do relator: Antonio Carlos Guidoni Filho
1.0 = *:*
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ementa_s : Contribuição Social sobre o Lucro Liquido - CSLL Exercício: 1997 Ementa: RECURSO ESPECIAL. DECADÊNCIA. ARTIGO 45 DA LEI N°. 8.212/91. Em vista da edição da Súmula Vinculante n. 08 pelo C. Supremo Tribunal Federal, não merece ser conhecido recurso especial interposto pela Fazenda Nacional que suscita exclusivamente violação do acórdão recorrido ao disposto no art. 45 da Lei n. 8.212/91. Recurso Especial do Procurador não conhecido.
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Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Liquido - CSLL Exercício: 1997 Ementa: RECURSO ESPECIAL. DECADÊNCIA. ARTIGO 45 DA LEI N°. 8.212/91. Em vista da edição da Súmula Vinculante n. 08 pelo C. Supremo Tribunal Federal, não merece ser conhecido recurso especial interposto pela Fazenda Nacional que suscita exclusivamente violação do acórdão recorrido ao disposto no art. 45 da Lei n. 8.212/91. Recurso Especial do Procurador não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos não conhecer do recurso. 4tti Otacilio Dant,k k • IL Antonio C ' d11 niFilho - Relator. Presidente. Editado em: 12 SET 2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacilio Dantas Cartaxo (Presidente), Claudemir Rodrigues Malaquias, Valmir Sandri, Viviane Vidal Wagner, Karem Jureidini Dias, Alberto Pinto Souza Junior, João Carlos de Lima Junior, Antonio Carlos Guidoni Filho, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz e Susy Gomes Hoffmann. Relatório Com base no permissivo do art. 5°, I do Regimento Interno da Camara Superior de Recursos Fiscais, a Fazenda Nacional interpõe recurso especial em face de acórdão proferido pela extinta 8a Camara do Primeiro Conselho de Contribuintes assim ementado: "DECADÊNCIA. NORMA DE ORDEM PÚBLICA. ACOLHIMENTO DE PRELIMINAR. 0 julgador administrativo está sob a égide da Lei, havendo de reconhecer, portanto, de oficio, norma de ordem pública que prevê a decadência em 05(cinco) anos por homologação tácita, conforme artigo 150 ,sç 4° do CM, quanto aos tributos sujeitos à homologação, que é o caso dos autos (CSLL). Possibilidade enquadrada na situação dos autos quanto aos fatos geradores anteriores aos 5 (cinco) anos da ciência ao Auto de Infração pela contribuinte. Preliminar Acolhida." No que interessa a esta instancia recursal, o acórdão mencionado reconheceu a decadência do direito do Fisco de constituir créditos de CSLL relativos a fatos geradores ocorridos entre janeiro a maio de 1996, em vista do fato de a ciência do lançamento pela Recorrida ter se dado em 22.08.2001. Sustenta a Fazenda Nacional, em síntese: (i) que não caberia ao Conselho de Contribuintes negar vigência ao art. 45 da Lei n. 8.212, de 1991, ante os limites de competência deste órgão administrativo para conhecer de questões de índole constitucional; e (ii) que o citado dispositivo seria constitucional e legal, conforme doutrina e precedentes jurisprudenciais que colaciona; (iii) a divergência entre o acórdão recorrido e arestos proferidos pelos Conselhos de Contribuintes, os quais assentam o entendimento de que o art. 45 da Lei n. 8.212, de 1991, seria também aplicável para delimitar o prazo decadencial para constituição de créditos relativos à CSLL. Pede, ao final, a reforma do acórdão recorrido para que seja afastada a decadência reconhecida nos autos. 0 recurso especial foi admitido pelo Sr. Presidente do Colegiado a quo (Despacho Pres n. 108-243/2008 (fls. 211)), ante a suposta contrariedade do acórdão recorrido ao disposto no art. 45 da Lei n. 8.212, de 1991 e a caracterização do alegado dissenso jurisprudencial. A Recorrida apresentou contra-razões. o relatório. 2 Processo n° 15374.001269/2001-21 CSRF-T1 Acórdão n.° 9101-001.148 Fl. 2 Voto Conselheiro Antonio Carlos Guidoni Filho, Relator Peço vênia para não conhecer do recurso especial interposto pela Fazenda Nacional. Cinge-se a controvérsia ao acolhimento pelo acórdão recolhido da preliminar de decadência para a constituição de créditos de contribuições previdencidrias, cujos fatos geradores ocorreram em data posterior ao decurso do prazo de 5 (cinco) anos contados da ciência do lançamento pelo contribuinte, em observância ao disposto no art. 45 da Lei n. 8.212/91. Ocorre que o citado dispositivo foi suprimido do ordenamento jurídico por conta da edição da Súmula Vinculante de n. 08, pelo C. Supremo Tribunal Federal, que estabelece, com efeitos erga omnes, a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46 da Lei n. 8.212/91. Tal fato esvazia por completo o objeto da insurgência da Fazenda Nacional, em vista da absoluta impossibilidade jurídica de se examinar a violação do acórdão recorrido h. lei federal alegada pela Recorrente. Por tais fundamentos, e considerando-se: (i) as datas dos fatos geradores das exigências lançadas e de ciência pelo contribuinte do auto de infração (citadas no relatório); e (ii) a ausência de qualquer menção no recurso a eventual aplicação do art. 173, I do CTN ao caso, voto no sentido de não co e rso especial da Fazenda Nacional. Antom e Cri r Guid e i Filho - Relator 3
score : 1.0
Numero do processo: 10880.012498/99-80
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Feb 22 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Feb 22 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das
Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte Simples
Anocalendário: 2000
SIMPLES. ESTABELECIMENTO DE ENSINO. OPÇÃO.
Até o advento da Lei nº 10.034/00, as pessoas jurídicas que se dediquem à atividade de creche, ensino infantil e ensino fundamental , por assemelhar-se à de professor, estavam impedidas de optar pelo SIMPLES.
Numero da decisão: 9101-000.843
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: LEONARDO DE ANDRADE COUTO
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ementa_s : Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte Simples Anocalendário: 2000 SIMPLES. ESTABELECIMENTO DE ENSINO. OPÇÃO. Até o advento da Lei nº 10.034/00, as pessoas jurídicas que se dediquem à atividade de creche, ensino infantil e ensino fundamental , por assemelhar-se à de professor, estavam impedidas de optar pelo SIMPLES.
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Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte Simples Anocalendário: 2000 Ementa: SIMPLES. ESTABELECIMENTO DE ENSINO. OPÇÃO. Até o advento da Lei nº 10.034/00, as pessoas jurídicas que se dediquem à atividade de creche, ensino infantil e ensino fundamental , por assemelharse à de professor, estavam impedidas de optar pelo SIMPLES. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional, nos termos do voto do Relator. CAIO MARCOS CÂNDIDO Presidente. LEONARDO DE ANDRADE COUTO Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Caio Marcos Cândido, Francisco Sales Ribeiro de Queiroz, Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho, Leonardo de Andrade Couto, Karen Jureidini Dias, Claudemir Rodrigues Malaquias, Antonio Carlos Guidoni Filho,Viviane Vidal Wagner, Valmir Sandri e Suzy Gomes Hoffman. Relatório Fl. 1DF CARF MF Emitido em 28/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/03/2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Assinado digitalmente em 22/03/2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, 25/03/2011 por CAIO MARCOS CANDID O 2 Trata o presente de recurso especial (fls. 56/71) interposto pela Fazenda Nacional contra o Acórdão 30334.511 (fls. 44/50) que, por unanimidade de votos, deu provimento ao recurso voluntário anteriormente apresentado pelo sujeito passivo e reconheceu o direito da pessoa jurídica à opção pelo SIMPLES. No entendimento da decisão recorrida, a atividade exercida pela interessada (estabelecimento de ensino) estaria de fato incluída nas vedações à opção estabelecidas no inciso XIII, do art. 9º, da Lei nº 9.317/96. Segundo o acórdão questionado, essa restrição foi excluída pela Lei nº 10.034/2000, o que permitiria à pessoa jurídica manterse na sistemática. Além disso, o STJ estaria se pronunciando nessa mesma linha. A Fazenda Nacional sustenta que a decisão sob exame estaria em desacordo com outros julgados deste Colegiado para os quais a Lei nº 10.034/2000, não teria aplicação retroativa. De acordo com a recorrente; não se trata o presente caso de quaisquer das hipóteses de retroatividade da lei tributária mais benéfica, previstas no art. 106 do CTN. Isso porque a citada Lei não deixou de definir como infração ato assim definido na legislação anterior (inc. II, a); tampouco cominou a determinado ato pena menos severa do que aquela prevista na lei vigente ao tempo da sua prática (inc. II, c). Por fim, ainda que se considere que a Lei 10.034/00 deixou de tratar a adesão da contribuinte ao SIMPLES como ato contrário a qualquer exigência de ação ou omissão prevista na legislação tributária, o que, a principio, ensejaria o seu enquadramento na hipótese prevista no inc. II, b do art. 106 do CTN, é de se destacar que desse ato (opção pelo SIMPLES) resultou (ou teria resultado) a falta de pagamento de tributos por parte da contribuinte, o que, por si só, afasta a possibilidade de aplicação retroativa da Lei 10.034/00. Conclui a Fazenda Nacional que a aplicação retroativa das leis que criaram exceções às restrições previstas na Lei 9.317/96, de que é exemplo a Lei 10.034/2000, significa, em verdade, conceder anistia aos créditos tributários devidos pelos contribuintes naquele período anterior à nova disciplina legal, o que, à evidência, não pode ser admitido. Em contrarrazões (fls. 82/91), a interessada pleiteia a submissão do caso às regras do art. 106, do CTN com vistas à aplicação do que seria a retroativa benigna estabelecida pela Lei nº 10.034/2000. É o Relatório. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 28/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/03/2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Assinado digitalmente em 22/03/2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, 25/03/2011 por CAIO MARCOS CANDID O Processo nº 10880.012498/9980 Acórdão n.º 9101 000.843 CSRFT1 Fl. 2 3 Voto Conselheiro LEONARDO DE ANDRADE COUTO Na análise da presente questão é fato incontroverso que a interessa exerce atividade incluída pela Lei nº 9.317/96 no rol das vedações à opção pelo SIMPLES. O que está em discussão é o alcance da Lei nº 10.034/2000 que excluiu a atividade da pessoa jurídica da vedação supra mencionada. No entendimento da recorrente a situação sob exame não pode ser enquadrada em nenhuma das hipóteses previstas no art. 106, do CTN, de forma a justificar a retroatividade da exclusão perpetrada pela norma em comento. Já a interessada argumenta em sentido diverso, pleiteando o enquadramento no dispositivo do CTN, com vistas à ampliação do alcance da Lei nº 10.034/2000. Penso que assiste razão à recorrente. Não consigo vislumbrar a natureza interpretativa da Lei º 10.034/2000 nos moldes suscitados pela interessada, de modo a enquadrála no inciso I, do art. 106, do CTN. Também não entendo as limitações à opção pelo SIMPLES definidas no inciso XIII, do art. 9º, da Lei nº 9.317/96 como definição de infração ou estabelecimento de penalidade, a justificar a subsunção às alíneas “a” ou “c” desse dispositivo. Quanto à alínea “b”, concordo com a recorrente quando afirma que opção pelo SIMPLES) resultou (ou teria resultado) na falta de pagamento de tributos por parte da contribuinte, o que, por si só, afasta a possibilidade de aplicação retroativa da Lei 10.034/00, em função do exposto na parte final do inc. II, b do art. 106 do CTN. Assim, não há justificativa para que a Lei nº 10.034/00 tenha seus efeitos retroagidos. A decisão recorrida mencionou o posicionamento do STJ quanto ao tema. Nesse ponto, convém salientar que o Tribunal consolidou entendimento pela não retroatividade da norma em discussão (REsp 1021263 / SP Ministro LUIZ FUX , S1 PRIMEIRA SEÇÃO, julgamento em 25/11/2009, DJe 18/12/2009) – destaques acrescidos: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DA CONTROVÉRSIA. ART. 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. OPÇÃO PELO SIMPLES. INSTITUIÇÕES DE ENSINO MÉDIO QUE SE DEDIQUEM EXCLUSIVAMENTE ÀS ATIVIDADES DE CRECHE, PRÉ ESCOLAS E ENSINO FUNDAMENTAL. ARTIGO 9º, XIII, DA LEI 9.317/96. ARTIGO 1º, DA LEI 10.034/2000. LEI 10.684/2003. 1. A Lei 9.317, de 5 de dezembro de 1996 (revogada pela Lei Complementar 123, de 14 de dezembro de 2006), dispunha sobre o regime tributário das microempresas e das empresas de pequeno porte, instituindo o Sistema Integrado de Fl. 3DF CARF MF Emitido em 28/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/03/2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Assinado digitalmente em 22/03/2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, 25/03/2011 por CAIO MARCOS CANDID O 4 Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte – SIMPLES 2. O inciso XIII, do artigo 9º, do aludido diploma legal, ostentava o seguinte teor: "Art. 9° Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica: (...) XIII que preste serviços profissionais de corretor,representante comercial, despachante, ator, empresário, diretor ou produtor de espetáculos, cantor, músico, dançarino, médico, dentista, enfermeiro, veterinário, engenheiro, arquiteto, físico, químico, economista, contador, auditor, consultor, estatístico, administrador, programador, analista de sistema, advogado, psicólogo, professor, jornalista, publicitário, fisicultor, ou assemelhados, e de qualquer outra profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida; (...)" 3. A constitucionalidade do inciso XIII, do artigo 9º, da Lei 9.317/96, uma vez não vislumbrada ofensa ao princípio da isonomia tributária, restou assentada pelo Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, quando do julgamento da Medida Cautelar em Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 1.643DF, oportunidade em que asseverou: "... a lei tributária esse é o caráter da Lei nº 9.317/96 – pode discriminar por motivo extrafiscal entre ramos de atividade econômica, desde que a distinção seja razoável, como na hipótese vertente, derivada de uma finalidade objetiva e se aplique a todas as pessoas da mesma classe ou categoria. A razoabilidade da Lei nº 9.317/96 consiste em beneficiar as pessoas que não possuem habilitação profissional exigida por lei, seguramente as de menor capacidade contributiva e sem estrutura bastante para atender a complexidade burocrática comum aos empresários de maior porte e os profissionais liberais. Essa desigualdade factual justifica tratamento desigual no âmbito tributário, em favor do mais fraco, de modo a atender também à norma contida no § 1º, do art. 145, da Constituição Federal, tendose em vista que esse favor fiscal decorre do implemento da política fiscal e econômica, visando o interesse social. Portanto, é ato discricionário que foge ao controle do Poder Judiciário, envolvendo juízo de mera conveniência e oportunidade do Poder Executivo." (ADIMC 1643/UF, Rel. Ministro Maurício Corrêa, Tribunal Pleno, julgado em 30.10.1997, DJ 19.12.1997) 4. A Lei 10.034, de 24 de outubro de 2000, alterou a norma inserta na Lei 9.317/96, determinando que: "Art. 1o Ficam excetuadas da restrição de que trata o inciso XIII do art. 9o da Lei no 9.317, de 5 de dezembro de 1996, as pessoas Fl. 4DF CARF MF Emitido em 28/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/03/2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Assinado digitalmente em 22/03/2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, 25/03/2011 por CAIO MARCOS CANDID O Processo nº 10880.012498/9980 Acórdão n.º 9101 000.843 CSRFT1 Fl. 3 5 jurídicas que se dediquem às seguintes atividades: creches, pré escolas e estabelecimentos de ensino fundamental." 5. A Lei 10.684, de 30 de maio de 2003, em seu artigo 24, assim dispôs: "Art. 24. Os arts. 1o e 2o da Lei no 10.034, de 24 de outubro de 2000, passam a vigorar com a seguinte redação: 'Art. 1o Ficam excetuadas da restrição de que trata o inciso XIII do art. 9o da Lei no 9.317, de 5 de dezembro de 1996, as pessoas jurídicas que se dediquem exclusivamente às seguintes atividades: I – creches e préescolas; II – estabelecimentos de ensino fundamental; III – centros de formação de condutores de veículos automotores de transporte terrestre de passageiros e de carga; IV – agências lotéricas; V – agências terceirizadas de correios; VI – (VETADO) VII – (VETADO)' (NR) (...)" 6. A irretroatividade da Lei 10.034/2000, que excluiu as pessoas jurídicas dedicadas às atividades de creche, préescola e ensino fundamental das restrições à opção pelo SIMPLES, impostas pelo artigo 9º, da Lei n.º 9.317/96, restou sedimentada pelas Turmas de Direito Público desta Corte consolidaram o entendimento da irretroatividade da Lei uma vez inexistente a subsunção a quaisquer das hipóteses previstas no artigo 106, do CTN, verbis: "Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática." Fl. 5DF CARF MF Emitido em 28/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/03/2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Assinado digitalmente em 22/03/2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, 25/03/2011 por CAIO MARCOS CANDID O 6 7. Precedentes das Turmas de Direito Público: REsp 1056956/MG, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, julgado em 26/05/2009, Dje 01/07/2009; Agg no REsp 1043154/SP, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 18/12/2008, DJe 16/02/2009; AgRg no REsp 611.294/B, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 26/08/208, DJe 19/12/2008; REsp 1.042.793/RJ, Rel Ministro José Delgado, Primeira Turma, julgado em 22.04.2008, Dje 21.05.2008; REsp 829.059/RJ, Rel. Ministra Denise Arruda, Primeira Turma, julgado em 18.12.2007, DJ 07.02.2008; e REsp 721.675/ES, Rel. Ministro Castro Meira, Segunda Turma, julgado em 23.08.2005, DJ 19.09.2005). 8. In casu, à data da impetração do mandado de segurança (07/07/1999), bem assim da prolatação da sentença (11/10/1999), não estava em vigor a Lei 10.034/2000, cuja irretroatividade reveste de legalidade o procedimento administrativo que inadmitiu a opção do SIMPLES pela escola recorrida 9. Recurso Especial provido. Acórdão submetido ao regime do art.543C do CPC e da Resolução STJ 08/2008. Considerando a submissão da decisão ao regime do art. 543C, do CPC, veja se o previsto no Regimento Interno do CARF (destaques adicionados): Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF.. Do exposto, meu voto é no sentido de dar provimento parcial ao recurso da Fazenda Nacional para manter os efeitos do Ato Declaratório, pelo qual a interessada foi excluída do SIMPLES, até a entrada em vigor da Lei nº 10.034/2000. LEONARDO DE ANDRADE COUTO Relator Fl. 6DF CARF MF Emitido em 28/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/03/2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Assinado digitalmente em 22/03/2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, 25/03/2011 por CAIO MARCOS CANDID O Processo nº 10880.012498/9980 Acórdão n.º 9101 000.843 CSRFT1 Fl. 4 7 Fl. 7DF CARF MF Emitido em 28/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/03/2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Assinado digitalmente em 22/03/2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, 25/03/2011 por CAIO MARCOS CANDID O
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Numero do processo: 11962.000242/2007-26
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 01 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Sep 01 00:00:00 UTC 2011
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
SOCIAL COFINS
Período de apuração: 01/01/2002 a 31/12/2002
DENUNCIA ESPONTÂNEA. ART. 138 do CTN. SUMULA 360 DO STJ.
A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração,
acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de
mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa,
quando o montante do tributo dependa de apuração, desde que os débitos não
tenham sido declarados a Receita Federal. Precedente do STJ julgado no rito
do 543 C do CPC.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3302-001.215
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: ALEXANDRE GOMES
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ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/2002 a 31/12/2002 DENUNCIA ESPONTÂNEA. ART. 138 do CTN. SUMULA 360 DO STJ. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração, desde que os débitos não tenham sido declarados a Receita Federal. Precedente do STJ julgado no rito do 543 C do CPC. Recurso Voluntário Provido.
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ART. 138 do CTN. SUMULA 360 DO STJ. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração, desde que os débitos não tenham sido declarados a Receita Federal. Precedente do STJ julgado no rito do 543 C do CPC. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. Walber José da Silva Presidente. Alexandre Gomes Relator EDITADO EM: 03/11/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva (Presidente), José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Alan Fialho Gandra, Alexandre Gomes (Relator). Ausente momentaneamente o Conselheiro Gileno Gurjão Barreto (Relator). Fl. 98DF CARF MF Emitido em 17/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/11/2011 por LEVI ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 09/11/201 1 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 14/11/2011 por WALBER JOSE DA SILVA 2 Relatório O relatório produzido pela DRJ do Rio de Janeiro II assim resumiu a matéria tratada no presente processo: Contra a empresa qualificada em epígrafe foi lavrado auto de infração, fls. 10/30, em virtude de recolhimento da Cofins em atraso, no período de 01/01/2002 a 31/12/2002, desacompanhado da multa de mora, sendo esta exigida no montante de R$32.185,93. O enquadramento legal encontrase às fls. 13. Cientificada em 04/04/2007, a interessada apresentou em 03/05/2007 a impugnação de fls. 01/09, na qual alegou: 1. ter ocorrido a decadência do direito de lançar, em razão da homologação tácita dos recolhimentos relativos aos fatos geradores ocorridos antes de abril de 2002; 2. os recolhimentos efetuados pela impugnante encontram guarida no instituto da denúncia espontânea. Requer a insubsistência do lançamento e nulidade dos débitos constituídos, pede diligência fiscal ou perícia contábil. A par de tudo o que constava do processo, a DRJ entendeu por bem manter o lançamento em decisão que assim ficou ementada: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/2002 a 31/12/2002 Multa de Mora. Denúncia Espontânea. Cabível multa de mora sobre valores pagos em atraso, visto que a denúncia espontânea, previsto no art. 138 do CTN, aplicase apenas às multas de lançamento de oficio, de caráter punitivo, não afetando aquelas derivadas do adimplemento da obrigação tributária fora do prazo legal. Decadência. Prazo. 5anos. O direito de a Fazenda constituir crédito tributário correspondente a multa de mora isolada, no caso de tributo pago em atraso, extinguese após o transcurso do prazo de 5 (cinco) anos, contado do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Diligência/Perícia Indeferese o pedido de Diligência/Perícia quando a sua realização revelese prescindível ou desnecessária para a formação da convicção da autoridade julgadora. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Fl. 99DF CARF MF Emitido em 17/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/11/2011 por LEVI ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 09/11/201 1 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 14/11/2011 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 11962.000242/200726 Acórdão n.º 330201.215 S3C3T2 Fl. 2 3 Contra esta decisão foi apresentado Recurso Voluntário onde se alega que ocorreu a denuncia espontânea dos débitos e a ocorrência da decadência em relação a parte dos lançamentos. Voto Conselheiro Alexandre Gomes, Relator O presente Recurso Voluntário é tempestivo, preenche os demais requisitos e dele tomo conhecimento. O Auto de Infração compreende as competências de 01/2002 a 12/2002 e lavrado em 09/03/2007, tendo ocorrida a ciência em 04/04/2007. A questão de mérito tratada no presente processo se resume a saber se o procedimento adotado pela Recorrente encontra abrigo no que prescreve o art. 138 do CTN e qual o alcance do determinado no referido dispositivo. Para melhor compreensão transcrevo o dispositivo citado: Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração. Após inúmeras reviravoltas o Superior Tribunal de Justiça pacificou seu entendimento, tendo sido editada a seguinte sumula: "Súmula 360/STJ O benefício da denúncia espontânea não se aplica aos tributos sujeitos a lançamento por homologação regularmente declarados, mas pagos a destempo" Mais recentemente a matéria foi submetida ao rito do art. 543 C do Código de Processo Civil, como se vislumbra da ementa extraída do Recurso Especial nº 962.379 RS (2007/01428689) e a seguir transcrita: TRIBUTÁRIO. TRIBUTO DECLARADO PELO CONTRIBUINTE E PAGO COM ATRASO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. NÃO CARACTERIZAÇÃO. SÚMULA 360/STJ. 1. Nos termos da Súmula 360/STJ, "O benefício da denúncia espontânea não se aplica aos tributos sujeitos a lançamento por homologação regularmente declarados, mas pagos a destempo" . É que a apresentação de Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais – DCTF, de Guia de Informação e Fl. 100DF CARF MF Emitido em 17/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/11/2011 por LEVI ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 09/11/201 1 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 14/11/2011 por WALBER JOSE DA SILVA 4 Apuração do ICMS –GIA, ou de outra declaração dessa natureza, prevista em lei, é modo de constituição do crédito tributário, dispensando, para isso, qualquer outra providência por parte do Fisco. Se o crédito foi assim previamente declarado e constituído pelo contribuinte, não se configura denúncia espontânea (art. 138 do CTN) o seu posterior recolhimento fora do prazo estabelecido. 2. Recurso especial desprovido. Recurso sujeito ao regime do art. 543C do CPC e da Resolução STJ 08/08. Na pratica, entendeu o STJ que para fazer jus a denuncia espontânea e, por conseqüência, afastar a incidência da multa de mora nos pagamentos efetuados a destempo, o contribuinte deve efetuar o pagamento antes de o débito ser declarado à Receita Federal. No presente caso, da análise do auto de infração lavrado, é possível verificar que os pagamentos ocorreram antes da entrega das declarações retificadoras da DCTFs apresentadas, e antes da lavratura do auto de infração que ocorreu em 09/03/2007. Abaixo transcrevo tabela com as datas necessária ao deslinde da questão: Competência Vencimento Pagamento Diferenças DCTF Retificadora Data Auto de Infração jan/02 15/2/2002 27/2/2003 27/6/2006 9/3/2007 fev/02 14/2/2002 27/2/2003 27/6/2006 9/3/2007 mar/02 14/4/2002 11/3/2003 27/6/2006 9/3/2007 abr/02 15/5/2002 27/2/2003 27/6/2006 9/3/2007 mai/02 15/6/2002 11/3/2003 27/6/2006 9/3/2007 jun/02 15/7/2002 11/3/2003 27/6/2006 9/3/2007 jul/02 15/8/2002 27/2/2003 3/10/2006 9/3/2007 ago/02 15/9/2002 27/2/2003 3/10/2006 9/3/2007 set/02 15/10/2002 11/3/2003 3/10/2006 9/3/2007 out/02 15/11/2002 27/2/2003 27/6/2006 9/3/2007 nov/02 15/12/2002 27/2/2003 27/6/2006 9/3/2007 dez/02 15/1/2003 27/2/2003 27/6/2006 9/3/2007 Neste contexto com razão o Recorrente. De fato os pagamentos efetuados são abrangidos pela denúncia espontânea. É de se destacar que com o advento da inclusão do art. 62A no Regimento Interno do CARF, as decisões proferidas pelo STJ no rito do art. 543 C do CPC são de aplicação compulsória. Tendo em vista que da analise do mérito do auto de infração sobreveio o entendimento pelo seu cancelamento deixo de analisar as questões relativas a decadência do direito de lançar as multas cobradas. Por todo o exposto, voto por DAR PROVIMENTO ao recurso para cancelar o auto de infração ante a ocorrência da denuncia espontânea. Alexandre Gomes Fl. 101DF CARF MF Emitido em 17/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/11/2011 por LEVI ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 09/11/201 1 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 14/11/2011 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 11962.000242/200726 Acórdão n.º 330201.215 S3C3T2 Fl. 3 5 Fl. 102DF CARF MF Emitido em 17/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/11/2011 por LEVI ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 09/11/201 1 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 14/11/2011 por WALBER JOSE DA SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 17460.000293/2007-95
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/12/2001 a 31/12/2001, 01/11/2003 a 30/11/2003, 01/01/2004 a 31/10/2004
Ementa:
RECURSO INTEMPESTIVO
Recurso voluntário não conhecido por falta de requisitos de admissibilidade, já que interposto intempestivamente.Art. 126, da Lei n°8.213/91, combinado com artigo 305, parágrafo 1° do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.°3048/99.
Recurso Voluntário Não Conhecido
Numero da decisão: 2302-001.304
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso voluntário pela intempestividade.
Matéria: CPSS - Contribuições para a Previdencia e Seguridade Social
Nome do relator: Liege Lacroix Thomasi
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/12/2001 a 31/12/2001, 01/11/2003 a 30/11/2003, 01/01/2004 a 31/10/2004 Ementa: RECURSO INTEMPESTIVO Recurso voluntário não conhecido por falta de requisitos de admissibilidade, já que interposto intempestivamente.Art. 126, da Lei n°8.213/91, combinado com artigo 305, parágrafo 1° do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.°3048/99. Recurso Voluntário Não Conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário pela intempestividade. Marco Andre Ramos Vieira Presidente. Liege Lacroix Thomasi Relatora. EDITADO EM: 15/09/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Andre Ramos Vieira (Presidente), Manoel Coelho Arruda Júnior, Arlindo da Costa e Silva, Liege Lacroix Thomasi, Adriana Sato, Vera Kempers de Moraes Abreu, Wilson Antonio de Souza Correa. Fl. 269DF CARF MF Emitido em 19/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/09/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 15/09/201 1 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 21/09/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA 2 Ausência Momentânea: Manoel Coelho Arruda Júnior Vera Kempers de Moraes Abreu Fl. 270DF CARF MF Emitido em 19/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/09/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 15/09/201 1 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 21/09/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA Processo nº 17460.000293/200795 Acórdão n.º 230201.304 S2C3T2 Fl. 2 3 Relatório Trata a presente notificação lavrada em 20/12/2006, com ciência pelo sujeito passivo em 03/01/2007, de contribuições previdenciárias patronais incidentes sobre a remuneração paga aos segurados empregados, nas competências de 12/2001, 11/2003 e 01/2004 a 10/2004. O relatório fiscal de fls. 80/81, diz que o lançamento advém de divergências apuradas no confronto do valores informados pelo contribuinte em GFIP e os provenientes do contacorrente da empresa, registrados no Sistema Informatizado da Previdência Social. Após apresentação de defesa, os autos baixaram em diligência para a juntada dos Mandado de Procedimento Fiscal – MPF e Termo de Intimação para a Apresentação de Documentos – TIAD, sendo reaberto prazo para manifestação do contribuinte, após o que, Acórdão de fls. 124/138, julgou o lançamento procedente em parte para excluir a competência 12/2001, frente à decadência. A ciência do Acórdão foi efetuada através de edital, fl.142, já que consta dos autos que o aviso de recebimento, fl. 141, foi recusado pelo contribuinte. A notificada apresentou recurso, alegando em síntese: a) que o processo deve ser anulado porque NFLD’s complementares à presente foram anuladas; b) que deve ser considerada a nulidade sugerida pela fiscalização; c) que existem várias reclamatórias trabalhistas tramitando na justiça do trabalho e devem, portanto ser excluídas as contribuições desta notificação; d) que se insurge contra o indeferimento da juntada de provas e documentos; e) que corrigiu sua escrita contábil e promoveu a revisão de algumas GFIP’s, sendo necessário um novo levantamento fiscal. Requer o recebimento do recurso, a reforma da decisão para declarar nulo ou insubsistente o lançamento, ou que seja reduzido o débito com a exclusão das bases de cálculo das reclamatórias trabalhistas. É o relatório. Fl. 271DF CARF MF Emitido em 19/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/09/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 15/09/201 1 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 21/09/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA 4 Voto Conselheira Liege Lacroix Thomasi Da Admissibilidade O recurso é INTEMPESTIVO, razão pela qual dele não se deve tomar conhecimento. Cientificado o sujeito passivo do Acórdão de fls.124/138, através de Edital de fl.142, em 09/12/2008, o prazo para interposição de recurso, que é de 30 (trinta) dias, conforme o art. 126, caput, da Lei n.º 8.213/91, combinado com o art. 305, § 1º, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.º 3.048/99, iniciou em 24/12/2008, 16º dia da afixação do edital, conforme artigo 23, §1º, II, e §2º, II, do Decreto n.º 70.235/72, fruindo até 23/01/2009. Entretanto, o recurso foi interposto apenas em 27/02/2009, conforme documento de fl. 145, configurandose, portanto, sua intempestividade. Lei n° 8213/91 Art. 126. Das decisões do Instituto Nacional do Seguro SocialINSS nos processos de interesse dos beneficiários e dos contribuintes da Seguridade Social caberá recurso para o Conselho de Recursos da Previdência Social, conforme dispuser o Regulamento. (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 1997) Regulamento da Previdência Social/ Decreto n° 3.048/99 Art.305. Das decisões do Instituto Nacional do Seguro Social e da Secretaria da Receita Previdenciária nos processos de interesse dos beneficiários e dos contribuintes da seguridade social, respectivamente, caberá recurso para o Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS), conforme o disposto neste Regulamento e no Regimento do CRPS. (Alterado pelo Decreto nº 6.032 de 1º/2/2007 DOU DE 2/2/2007) § 1º É de trinta dias o prazo para interposição de recursos e para o oferecimento de contrarazões, contados da ciência da decisão e da interposição do recurso, respectivamente. (Redação dada pelo Decreto nº 4.729, de 9/06/2003) Pelo exposto, considerando que a recorrente não argúi a tempestividade, na peça recursal e considerando o artigo 35, do Decreto n°70.235/72, que dispõe: “Art. 35. O recurso , mesmo perempto, será encaminhado ao órgão de segunda instância, que julgará a perempção.” Voto por não conhecer o recurso, por falta de requisito para sua admissibilidade, mantendo a decisão de primeira instância proferida. Fl. 272DF CARF MF Emitido em 19/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/09/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 15/09/201 1 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 21/09/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA Processo nº 17460.000293/200795 Acórdão n.º 230201.304 S2C3T2 Fl. 3 5 Liege Lacroix Thomasi Relatora Fl. 273DF CARF MF Emitido em 19/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/09/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 15/09/201 1 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 21/09/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 10530.000720/2005-53
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 24 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Nov 24 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ
Ano-calendário: 2000, 2001, 2002, 2003, 2004
Ementa:
LUCRO ARBITRADO. INSUBSISTÊNCIA DE ATO DECLARATÓRIO DE EXCLUSÃO DO SIMPLES.
Não se sustenta o lançamento do IRPJ efetuado por meio do arbitramento de lucro, se o Ato Declaratório Executivo que declarou a pessoa jurídica excluída do Simples, restou anulado por decisão definitiva na esfera administrativa.
LANÇAMENTO DECORRENTE. PIS. CSLL. COFINS.
Por se constituírem infrações decorrentes e vinculadas, aplicase
ao lançamento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL,
do PIS e da Cofins, integralmente, as conclusões atinentes ao IRPJ.
Numero da decisão: 1302-000.797
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso de ofício.
Matéria: IRPJ - AF - lucro arbitrado
Nome do relator: Luiz Tadeu Matosinho Machado
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ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Ano-calendário: 2000, 2001, 2002, 2003, 2004 Ementa: LUCRO ARBITRADO. INSUBSISTÊNCIA DE ATO DECLARATÓRIO DE EXCLUSÃO DO SIMPLES. Não se sustenta o lançamento do IRPJ efetuado por meio do arbitramento de lucro, se o Ato Declaratório Executivo que declarou a pessoa jurídica excluída do Simples, restou anulado por decisão definitiva na esfera administrativa. LANÇAMENTO DECORRENTE. PIS. CSLL. COFINS. Por se constituírem infrações decorrentes e vinculadas, aplicase ao lançamento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL, do PIS e da Cofins, integralmente, as conclusões atinentes ao IRPJ.
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Interessado FAZENDA NACIONAL Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Anocalendário: 2000, 2001, 2002, 2003, 2004 Ementa: LUCRO ARBITRADO. INSUBSISTÊNCIA DE ATO DECLARATÓRIO DE EXCLUSÃO DO SIMPLES. Não se sustenta o lançamento do IRPJ efetuado por meio do arbitramento de lucro, se o Ato Declaratório Executivo que declarou a pessoa jurídica excluída do Simples, restou anulado por decisão definitiva na esfera administrativa. LANÇAMENTO DECORRENTE. PIS. CSLL. COFINS. Por se constituírem infrações decorrentes e vinculadas, aplicase ao lançamento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL, do PIS e da Cofins, integralmente, as conclusões atinentes ao IRPJ. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de ofício. (documento assinado digitalmente) MARCOS RODRIGUES DE MELLO Presidente. (documento assinado digitalmente) LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Relator. EDITADO EM: 21/12/2011 Fl. 1767DF CARF MF Impresso em 17/01/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2011 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 21 /12/2011 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 17/01/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Rodrigues de Mello (Presidente), Daniel Salgueiro da Silva, Lavinia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira, Wilson Fernandes Guimarães, Luiz Tadeu Matosinho Machado e Guilherme Pollastri Gomes da Silva. Fl. 1768DF CARF MF Impresso em 17/01/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2011 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 21 /12/2011 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 17/01/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 10530.000720/200553 Acórdão n.º 1302000.797 S1C3T2 Fl. 1.747 3 Relatório Tratase de lançamentos de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica IRPJ, Programa de Integração Social PIS, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL, do anocalendário 1998, no valor total de R$ 1.539.758,07, incluindo o principal, multa de ofício e juros de mora atualizados até 28/02/2005, efetuados por meio dos Autos de Infração lavrados em 30/03/2005 (fls. 665 a 730). O lançamento do IRPJ foi efetuado mediante arbitramento do lucro, nos termos do art.530, inc. II do Decreto nº 3000/1999, determinado com base na receita bruta conhecida apurada em face de depósitos bancários de origem não comprovada, assim resumidos na decisão de primeira instância: “No Termo de Constatação Fiscal, de fls. 660 e 661, a autoridade fiscal relata que: • a interessada foi selecionada para fiscalização na operação Movimentação Financeira Incompatível, ano calendário de 1999. Como resultado foi lavrado o Auto de Infração referente ao processo nº 10530.000196/200430; • a interessada foi excluída do Simples, conforme Ato Declaratório 003, de 10 de fevereiro de 2004, sendo que tal exclusão foi mantida pela DRJSalvador; • a contribuinte tomou ciência do Termo de Início de Fiscalização em 03/03/2004, para apresentar DCTF e os livros fiscais Diário e Razão e Lalur do período de janeiro/2000 a fevereiro/2004. Reintimada, em 18/03/2004, informou que continuava no Simples, pois havia recorrido da exclusão; • impetrou Mandado de Segurança para garantir a permanência nesta sistemática. O juiz considerou prejudicado o pedido de liminar, pois a exclusão se encontrava sob efeito suspensivo até decisão administrativa definitiva; • durante o procedimento obrigatório referente ao período de jan/2000 a dez/2004, a contribuinte apresentou o Livro Caixa sem escrituração da movimentação bancária; • o Livro de Apuração do ICMS apresentado não indicava movimentação para o período; • o Livro Registro de Inventário informava a não existência de estoque no período; Fl. 1769DF CARF MF Impresso em 17/01/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2011 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 21 /12/2011 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 17/01/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO 4 • a contribuinte foi intimada, em 20/10/2004, a apresentar as notas fiscais de prestação de serviços, notas de saída e respectivas notas de entrada dos veículos comercializados no período. Solicitou prorrogação do prazo tendo sido atendido. Apresentou somente parte das notas fiscais solicitadas; • foi reintimado, em 05/11/2004, a apresentar as demais notas fiscais. Novamente atendeu parcialmente a intimação; • a interessada foi intimada, em 14/12/2004, a apresentar os extratos de contas bancárias, de poupança e aplicações financeiras da empresa acompanhados da documentação comprobatória das movimentações realizadas; • como a interessada não atendeu a intimação, as informações foram solicitadas diretamente às instituições financeiras, conforme Decreto nº 3.724, de 10 de janeiro de 2001; • com base nos extratos bancários, foi elaborado um demonstrativo dos créditos em contacorrente. Não foram considerados os créditos referentes às transferências entre contas do mesmo titular e os de valor inferior a R$500, 00. A contribuinte foi intimada, em 09/03/2005, a comprovar a origem dos créditos; • apresentou um demonstrativo associando algumas das notas fiscais de saída a parte dos créditos, porém sem coincidência de datas e valores. Foram considerados como comprovados os créditos de R$69. 000,00, de 06/05/2004 e o de R$72.500,00, de 16/06/2004, ambos do HSBC; • foi elaborado um Demonstrativo de Lançamento em que foram abatidos os valores dos cheques depositados mas devolvidos, com base no qual foi efetuado o arbitramento do lucro”. A interessada tomou ciência dos lançamentos em 31/03/2005, tendo apresentado impugnação tempestiva em 28/04/2005, tendo seus argumento assim resumidos no acórdão de primeiro grau: • continua incluída no Simples e, como tal, gozando dos benefícios daí decorrentes; • pelo Ato Declaratório Executivo de nº 3, do Delegado da Receita Federal em Feira de Santana, a impugnante foi excluída do Simples. Em contrapartida, foi oposta tempestiva impugnação. Como, entretanto, a autoridade administrativa não atendeu às razões ali colocadas, a impugnante impetrou Mandado de Segurança, tombado sob nº 2004.33.00.0054283, distribuído à 1ª Vara da Justiça Federal – Seção Judiciária da Bahia; Fl. 1770DF CARF MF Impresso em 17/01/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2011 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 21 /12/2011 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 17/01/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 10530.000720/200553 Acórdão n.º 1302000.797 S1C3T2 Fl. 1.748 5 • ao prestar informações, a autoridade coatora (Delegado da Receita Federal em Feira de Santana), admitindo a inadequação do procedimento adotado, comunicou ao juízo a reinclusão do contribuinte impetrante ao Simples. De lá até esta data nenhuma outra providência, tendente à exclusão da impugnante do Simples veio a ser implementada; • não é correta a assertiva do Auditor autuante sobre o Mandado de Segurança, de que a liminar não foi considerada “prejudicada” (sic); • sustenta que a quebra de sigilo bancário só pode ser feita mediante prévia e justificada autorização judicial, nos termos do art. 5º da Constituição Federal de 1988 – CF/1988, mesmo após a Lei Complementar nº 105, de 10 de janeiro de 2001, ressaltando que, neste sentido, tem havido manifestação do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça, conforme jurisprudência citada; • em sendo inviolável o sigilo de dados sob a guarda de instituições financeiras, não é lícita a sua utilização na investigação fiscal. Assim, a exigência de apresentação de extratos bancários é inconstitucional e ilegal; • o art. 1º da Lei nº 10.174, de 9 de janeiro de 2001, que deu nova redação ao art. 11 da Lei 9.311, de 1996, não pode retroagir para alcançar fatos anteriores à sua vigência, no que tange ao imposto de renda e demais tributos lançados por período certo. Tal dispositivo só teria efeito a partir de 10/01/2001, devido aos princípios da irretroatividade e anterioridade da norma tributária; • ainda, e também por este outro motivo, deve ser reconhecido e proclamada a invalidade do Auto de Infração, pois ele alcança desde o mês de janeiro de 2000. É o que requer; • a desclassificação da escrita é critério último e drástico, só permitido e factível em hipóteses extremas. Ainda quando os livros não estejam regularmente escriturados, descabe a tributação pela via do arbitramento, se possível, tendo em conta os documentos e demais elementos fornecidos pelo contribuinte ou levantados pelo fisco, a apuração do resultado real (ou presumido, se for o caso). Em princípio e à exaustão, devese procurar apurar o lucro de forma direta (cita jurisprudência do extinto TRF); • no caso, foram entregues à fiscalização 197 (cento e noventa e sete) notas fiscais e mais 05 demonstrativos, nos quais são especificadas as operações correspondentes. Confrontandose estas notas fiscais com as operações bancárias levantadas (ainda que de Fl. 1771DF CARF MF Impresso em 17/01/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2011 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 21 /12/2011 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 17/01/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO 6 forma ilícita) pelo fisco, se encontrará, acima de qualquer dúvida, a regular origem e cabal justificação para todo o movimento bancário da aqui impugnante; • ao invés disso, de forma injustificada, e sem levantar suspeita alguma específica em relação a estes documentos, que vão anexados à presente defesa, preferiuse o arbitramento, cujo descabimento aqui se pede seja reconhecido; • não houve omissão de receita. Explica que a impugnante tem, dentre outros, como seu ramo de atividade, a compra e venda de veículos, bem como a intermediação (corretagem) em operação de alienação e aquisição dos veículos, de modo que, quando aceita tomar um carro para intermediar sua venda, emite uma nota fiscal de entrada, por um valor estimado, para atender exigência do fisco estadual, que de outra forma não aceita a presença do bem em seu pátio de exposição. No momento da venda, emite uma nota fiscal de saída, pelo valor correspondente ao preço de venda e recebe o cheque, que é emitido em seu favor e vai para sua conta bancária. Entretanto, este valor, posteriormente, é entregue à pessoa do vendedor e proprietário do veículo, ficando com a impugnante apenas o ganho referente à comissão pela intermediação de venda. Por isso, considera um absurdo o Fisco querer travestir em receita o ingresso na conta bancária da empresa do valor da venda do carro, como se faz na autuação; • frisa que muitos clientes confiam encomendas de determinado veículo ora inexistente em seu estoque, fazendo pagamentos adiantados no todo ou em parte do bem, para superar as dificuldades de caixa da empresa, e assim viabilizar a sua aquisição. Daí a multiplicidade de lançamentos na conta bancária sob os títulos de: depósito on line; doc; crédito automático; autodepósito em c/c, etc. Por certo, a receita da impugnante nestas operações é apenas a diferença entre o que o cliente pagou e o preço de aquisição do bem junto a terceiro, por parte da empresa; • não raras vezes, o cliente paga o veículo com cheque de sua emissão (às vezes prédatado) e de terceiros. Neste cenário, de um lado há a emissão de uma nota fiscal consignando todo o preço da alienação. No outro, existe mais de um lançamento em contacorrente, em datas distintas (quando há cheque prédatado) e oriundos de mais de uma pessoa. Logo, é impossível haver a correspondência entre a movimentação bancária e a emissão de notas. • diante do exposto, pede e espera a declaração de invalidade do Auto de Infração, ou ao menos a sua improcedência; • fica requerida a produção de todas as provas permitidas, especialmente a designação de um outro Fl. 1772DF CARF MF Impresso em 17/01/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2011 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 21 /12/2011 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 17/01/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 10530.000720/200553 Acórdão n.º 1302000.797 S1C3T2 Fl. 1.749 7 auditor para conferir a exatidão das alegações expendidas nesta defesa, fazendo o cotejo entre as notas fiscais emitidas e o movimento bancário, tendo em consideração, também, o preço de compra, de venda de cada veículo e a comissão cobrada pela ora impugnante, pois, deste modo, se chegará, verdadeiramente, à receita auferida pela empresa. Formula os quesitos. A Segunda Turma de Julgamento da DRJSalvador decidiu pela improcedência do lançamento, proferindo o Acórdão nº 1516.998, de 18/09/2008 (fls. 1730/1734), com a seguinte ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Anocalendário: 2000, 2001, 2002, 2003, 2004 NULIDADE. Afastase a tese de nulidade do lançamento quando lavrado por servidor competente e em obediência aos princípios legais que o regem. INCONSTITUCIONALIDADE OU ILEGALIDADE. LEI OU ATO NORMATIVO. ARGUIÇÃO. APRECIAÇÃO. COMPETÊNCIA. Incabível a argüição de inconstitucionalidade na esfera administrativa visando a afastar obrigação tributária regularmente constituída, por transbordar os limites de competência desta esfera, o exame da matéria do ponto de vista constitucional. IRRETROATIVIDADE DE LEI. O dispositivo legal citado pela Impugnante, que permite o cruzamento de informações relativas à Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira CPMF para a constituição de crédito tributário pertinente a outros tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, é norma procedimental e por essa razão não se submete ao princípio da irretroatividade das leis. Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Anocalendário: 2000, 2001, 2002, 2003, 2004 ARBITRAMENTO DO LUCRO. ANULAÇÃO DO ATO DE EXCLUSÃO DO SIMPLES. O lançamento do IRPJ efetuado com base no Lucro Arbitrado não pode prosperar em virtude da anulação, pelo Terceiro Conselho de Contribuintes, do Ato Declaratório Executivo que declarou a pessoa jurídica excluída do Simples. LANÇAMENTOS DECORRENTES. Fl. 1773DF CARF MF Impresso em 17/01/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2011 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 21 /12/2011 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 17/01/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO 8 Contribuição para o PIS/Pasep Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido CSLL Os lançamentos reflexos devem observar o mesmo entendimento adotado no principal, em virtude da relação de causa e efeito que os vincula. Lançamento Improcedente. O relator do acórdão afastou as preliminares suscitadas quanto à nulidade por vícios formais e pela aplicação retroativa da lei e no mérito da autuação assim pronunciou seu voto: “No mérito, tratase de tributação do IRPJ efetuada com base no arbitramento do lucro da pessoa jurídica, e reflexos nas contribuições sociais (CSLL, PIS e Cofins), tendo em vista que a pessoa jurídica, excluída do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (SIMPLES), por meio do Ato Declaratório Executivo DRF/Feira de Santana nº 03, datado de 10 de fevereiro de 2004, com efeitos a partir de janeiro de 2000, não mantinha escrituração que permitisse a determinação do Lucro Real, em virtude dos erros e falhas nela existentes, tudo em consonância com a legislação fiscal de regência, em especial o art. 16, da Lei nº 9.317, de 5 de dezembro de 1996, que assim preconiza: Art. 16. a pessoa jurídica excluída do SIMPLES sujeitar seá, a partir do período em que se processarem os efeitos da exclusão, às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas. De acordo com os elementos insertos nos autos, a contribuinte foi excluída do Simples em virtude de ter auferido, no decorrer do anocalendário de 1999, receita bruta excedente ao limite estabelecido no inciso II, do art. 9º, da Lei nº 9.317, de 1996. A autuação relativa à omissão de receita verificada no ano calendário de 1999 foi formalizada no processo nº 10.530.000.196/200430, e já foi objeto de julgamento pela Quinta Turma do Primeiro Conselho de Contribuintes, cujo Acórdão nº 10516.726, sessão de 18 de outubro de 2007, manteve, parcialmente, a omissão de receita apontada no Auto de Infração, restando confirmado como total da receita bruta auferida no anocalendário de 1999, o montante de R$2. 164.080,37, portanto, superior ao limite de R$1.200.000,00, estabelecido no art. 9º, inciso II, da Lei nº 9.317, de 1996, para a permanência da pessoa jurídica no Simples. Entretanto, o Ato Declaratório Executivo DRF/Feira de Santana nº 03, foi anulado pelo Acórdão da Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes nº 30238.220, sessão de 9 de novembro de 2006 (cópia anexa), proferido no processo nº 10530.000214/200483, razão pela qual, entendo que os lançamentos formalizados no presente processo, por terem sido Fl. 1774DF CARF MF Impresso em 17/01/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2011 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 21 /12/2011 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 17/01/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 10530.000720/200553 Acórdão n.º 1302000.797 S1C3T2 Fl. 1.750 9 efetuados com base nas regras normais de tributação, não podem prosperar. Ante o exposto, VOTO por rejeitar as preliminares de nulidade e, no mérito, por julgar IMPROCEDENTES os lançamentos relativos ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica, no valor de R$167.984,91 (cento e sessenta e sete mil novecentos e oitenta e quatro reais e noventa e um centavos), à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, no valor de R$113.335,75 (cento e treze mil trezentos e trinta e cinco reais e setenta e cinco centavos), à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social, no valor de R$317.363,86 (trezentos e dezessete mil trezentos e sessenta e três reais e oitenta e seis centavos), e à Contribuição para o Programa de Integração Social, no valor de R$68.761,89 (sessenta e oito mil setecentos e sessenta e um reais e oitenta e nove centavos), acompanhados da multa de ofício e dos juros de mora.” A interessada foi cientificada da decisão de primeira instância em 08/10/2008 (fls. 1743). O presidente da Segunda Turma da DRJSalvador, também relatora do acórdão, recorreu de ofício ao extinto Primeiro Conselho de Contribuintes, na mesma data da decisão É o relatório. Voto Conselheiro Luiz Tadeu Matosinho Machado Passo a apreciar o recurso de ofício, nos termos do inc. I do art. 34 do Decreto nº 70.235/1972. Entendo que a decisão de primeira instância merece ser mantida, neste caso. Senão vejamos. 1. Da Insubsistência da Exclusão do Simples Consta às fls. 1726/1729 dos autos o Acórdão nº 30238.220, proferido em 09/12/2006 pela Segunda Câmara do Terceiro de Contribuintes que determinou a anulação do Ato Declaratório Executivo DRF/Feira de Santana nº 03, que havia determinado a exclusão da interessada do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (SIMPLES), conforme ementa abaixo transcrita: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte – Simples Fl. 1775DF CARF MF Impresso em 17/01/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2011 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 21 /12/2011 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 17/01/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO 10 Anocalendário: 1999 Ementa: SIMPLES. ATO DECLARATÓRIO. MOTIVAÇÃO. NULIDADE. O ato administrativo que determina a exclusão da opção pelo SIMPLES, por se tratar de um ato vinculado, está sujeito a observância estrita do critério da legalidade, impondo o estabelecimento de nexo entre o motivo do ato e a norma jurídica, sob pena de sua nulidade. PROCESSO ANULADO A presente autuação foi lastreada em arbitramento do lucro da interessada, tendo como pressuposto a sua exclusão do Simples, em face do disposto no art. 16 da Lei nº 9.317/1996, in verbis: Art. 16. A pessoa jurídica excluída do SIMPLES sujeitarseá, a partir do período em que se processarem os efeitos da exclusão, às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas. Assim, não tendo subsistido a exclusão da interessada do SIMPLES, eventuais omissões de receitas apuradas com base em depósitos bancários de origem não comprovada somente poderiam ser apuradas e tributadas na sistemática do Sistema SIMPLES, prevista no art. 5º da Lei nº 9.317/1996. Destarte, não se sustenta o lançamento efetuado por meio do arbitramento de lucro da interessada nos anoscalendário 2000 a 2004, conforme os autos de infração de fls. 665/730, vez que inaplicável às empresas optantes pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (SIMPLES), regulado pela Lei nº 9.317/1996. Ante ao exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso de ofício em relação ao IRPJ. 2. Lançamentos Reflexos Por se constituírem infrações decorrentes e vinculadas, aplicase ao lançamento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL, do PIS e da Cofins, integralmente, as conclusões atinentes ao IRPJ. Assim, nego também provimento ao recurso de ofício quanto ao cancelamento dos lançamentos da CSLL, PIS e Cofins, nos termos examinados em relação ao lançamento do IRPJ. Luiz Tadeu Matosinho Machado Relator Fl. 1776DF CARF MF Impresso em 17/01/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2011 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 21 /12/2011 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 17/01/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO
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Numero do processo: 15196.000004/2007-08
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/02/2002 a 28/02/2007
DECADÊNCIA PARCIAL. AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. AUTO LAVRADO FORA DO ESTABELECIMENTO DO CONTRIBUINTE. INEXIGIBILIDADE DE HABILITAÇÃO PROFISSIONAL DE CONTADOR. INEXISTÊNCIA DE NULIDADE.
O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras do Código Tributário Nacional.
No presente caso, aplica-se a regra do artigo 150, §4º, do CTN, haja vista a existência de pagamento parcial do tributo, considerada a totalidade da folha de salários da empresa recorrente.
É legitima a lavratura de auto de infração no local em que foi constatada a infração, ainda que fora do estabelecimento do contribuinte.
Não se exige a habilitação profissional de contador para que o auditor fiscal possa verificar a escrita fiscal da pessoa jurídica e proceder ao lançamento de eventuais créditos tributários.
A empresa deve proceder ao recolhimento das contribuições previdenciárias quando da ocorrência do fato gerador, nos termos da legislação tributária.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Crédito Tributário Mantido em Parte.
Numero da decisão: 2301-002.285
Decisão: Acordam os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao recurso, nas preliminares, para excluir do lançamento, devido à regra decadencial expressa no § 4º, Art. 150 do CTN, as contribuições apuradas até a competência
05/2002, anteriores a 06/2002, nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencidos os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira, que votaram em dar provimento parcial ao
Recurso, pela aplicação da regra expressa no I, Art. 173 do CTN; II) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao Recurso nas demais alegações da Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: DAMIAO CORDEIRO DE MORAES
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ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/02/2002 a 28/02/2007 DECADÊNCIA PARCIAL. AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. AUTO LAVRADO FORA DO ESTABELECIMENTO DO CONTRIBUINTE. INEXIGIBILIDADE DE HABILITAÇÃO PROFISSIONAL DE CONTADOR. INEXISTÊNCIA DE NULIDADE. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras do Código Tributário Nacional. No presente caso, aplica-se a regra do artigo 150, §4º, do CTN, haja vista a existência de pagamento parcial do tributo, considerada a totalidade da folha de salários da empresa recorrente. É legitima a lavratura de auto de infração no local em que foi constatada a infração, ainda que fora do estabelecimento do contribuinte. Não se exige a habilitação profissional de contador para que o auditor fiscal possa verificar a escrita fiscal da pessoa jurídica e proceder ao lançamento de eventuais créditos tributários. A empresa deve proceder ao recolhimento das contribuições previdenciárias quando da ocorrência do fato gerador, nos termos da legislação tributária. Recurso Voluntário Provido em Parte. Crédito Tributário Mantido em Parte.
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AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. AUTO LAVRADO FORA DO ESTABELECIMENTO DO CONTRIBUINTE. INEXIGIBILIDADE DE HABILITAÇÃO PROFISSIONAL DE CONTADOR. INEXISTÊNCIA DE NULIDADE. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras do Código Tributário Nacional. No presente caso, aplicase a regra do artigo 150, §4º, do CTN, haja vista a existência de pagamento parcial do tributo, considerada a totalidade da folha de salários da empresa recorrente. É legitima a lavratura de auto de infração no local em que foi constatada a infração, ainda que fora do estabelecimento do contribuinte. Não se exige a habilitação profissional de contador para que o auditor fiscal possa verificar a escrita fiscal da pessoa jurídica e proceder ao lançamento de eventuais créditos tributários. A empresa deve proceder ao recolhimento das contribuições previdenciárias quando da ocorrência do fato gerador, nos termos da legislação tributária. Recurso Voluntário Provido em Parte. Crédito Tributário Mantido em Parte. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/09/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 20/09 /2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao recurso, nas preliminares, para excluir do lançamento, devido à regra decadencial expressa no § 4º, Art. 150 do CTN, as contribuições apuradas até a competência 05/2002, anteriores a 06/2002, nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencidos os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira, que votaram em dar provimento parcial ao Recurso, pela aplicação da regra expressa no I, Art. 173 do CTN; II) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao Recurso nas demais alegações da Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a). (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Presidente. (assinado digitalmente) Damião Cordeiro de Moraes Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Adriano Gonzáles Silvério, Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Mauro Jose Silva (ausente), Leonardo Henrique Pires Lopes. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/09/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 20/09 /2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 15196.000004/200708 Acórdão n.º 2301002.285 S2C3T1 Fl. 2 3 Relatório 1. Tratase de recurso voluntário interposto pelo COLÉGIO ANGLO AMERICANO LTDA contra decisão de primeira instância que julgou procedente o lançamento referente às contribuições devidas à Seguridade Social em decorrência da não comprovação do desconto sobre a folha dos empregados no período 02/2002 a 02/2007. 2. A ementa do julgamento a quo restou vazada nos termos que ora passo a expor, conforme transcrição: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/2002 a 28/02/2007 NFLD DECAB Nº 37.073.1760, de 28/02/2007. INCONSTITUCIONALIDADE. A declaração de inconstitucionalidade de atos normativos é prerrogativa outorgada pela Constituição Federal ao Poder Judiciário. Art. 97 e 102, I “a”, da CF. JUROS. TAXA SELIC. MULTA. Sobre as contribuições sociais em atraso incidem juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia – SELIC, e multa de mora, que não pode ser relevados (art. 34 e 35, da Lei 8.212/91). Lançamento Procedente.” (f. 179). 4. O contribuinte, por sua vez, em sede recursal, insurgese contra os seguintes pontos da decisão recorrida: a) preliminarmente, aduz a não exigibilidade do depósito recursal com condição de procedibilidade do recurso voluntário, tendo como escopo a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF); b) alega que a notificação foi lavrada fora do local apropriado e assim esta seria nula de pleno direito; c) assegura que o agente fiscal que lavrou o auto não é contador e assim não tem poderes para elaborar a notificação; d) ressalta a inexistência nos autos do processo administrativo do Termo de Início de Fiscalização e assim requer a anulação da notificação; e) que não foram feitas intimações para que o contribuinte prestasse esclarecimentos, antes que fosse gerada a notificação fiscal, ferindo o princípio do contraditório; f) no mérito, reitera o pagamento da grande maioria das parcelas cobradas, aduzindo que bastava o agente fiscal intimar o contribuinte, antes da autuação que os referidos pagamentos seriam apresentados. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/09/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 20/09 /2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 4 5. Sem contrarrazões, os autos foram encaminhados a esta Câmara para apreciação do recurso voluntário. É o relatório. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/09/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 20/09 /2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 15196.000004/200708 Acórdão n.º 2301002.285 S2C3T1 Fl. 3 5 Voto Conselheiro Damião Cordeiro de Moraes ADMISSIBILIDADE DO RECURSO 1. No que se refere à exigibilidade do depósito recursal, cumpre ressaltar que a garantia de instância para admissibilidade de recurso administrativo foi declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº. 1976, resultando na edição da súmula vinculante nº 21. 2. Consta da redação da súmula que “É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévio de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo.”. Dessa forma, não sendo mais exigível o depósito recursal, conheço do recurso voluntário, uma vez que atende aos pressupostos de admissibilidade. DAS PRELIMINARES DA DECADÊNCIA 2. Preliminarmente, é importante que seja feita a análise da decadência, de ofício, tendo em vista que parte do crédito tributário constituído já se encontra decaída, segundo o prazo quinquenal previsto no Código Tributário Nacional. 3. Sobre essa questão, cumpre dizer que, nas sessões plenárias dos dias 11 e 12/06/2008, respectivamente, o Supremo Tribunal Federal STF, por unanimidade, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91 e editou a Súmula Vinculante n° 08. Seguem transcrições: “Parte final do voto proferido pelo Exmo Senhor Ministro Gilmar Mendes, Relator: Resultam inconstitucionais, portanto, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91 e o parágrafo único do art.5º do Decretolei n° 1.569/77, que versando sobre normas gerais de Direito Tributário, invadiram conteúdo material sob a reserva constitucional de lei complementar. Sendo inconstitucionais os dispositivos, mantém se hígida a legislação anterior, com seus prazos quinquenais de prescrição e decadência e regras de fluência, que não acolhem a hipótese de suspensão da prescrição durante o arquivamento administrativo das execuções de pequeno valor, o que equivale a assentar que, como os demais tributos, as contribuições de Seguridade Social sujeitamse, entre outros, aos artigos 150, § 4º, 173 e 174 do CTN. Diante do exposto, conheço dos Recursos Extraordinários e lhes nego provimento, para confirmar a proclamada inconstitucionalidade dos arts. 45 e 46 da Lei 8.212/91, por violação do art. 146, III, b, da Constituição, e do parágrafo único do art. 5º do Fl. 5DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/09/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 20/09 /2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 6 Decretolei n° 1.569/77, frente ao § 1º do art. 18 da Constituição de 1967, com a redação dada pela Emenda Constitucional 01/69. É como voto. Súmula Vinculante n° 08: São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. 4. Os efeitos da Súmula Vinculante são previstos no artigo 103A da Constituição Federal, regulamentados pela Lei n° 11.417, de 19/12/2006, in verbis: “Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei.” 5. Ainda sobre o assunto, a Lei n° 11.417, de 19 de dezembro de 2006, dispõe o que segue: “Regulamenta o art. 103A da Constituição Federal e altera a Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, disciplinando a edição, a revisão e o cancelamento de enunciado de súmula vinculante pelo Supremo Tribunal Federal, e dá outras providências. ... Art. 2º O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, editar enunciado de súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma prevista nesta Lei. § 1º O enunciado da súmula terá por objeto a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja, entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública, controvérsia atual que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre idêntica questão.” 6. Assim, como demonstrado, a partir da publicação na imprensa oficial, todos os órgãos judiciais e administrativos ficam obrigados a acatarem a Súmula Vinculante. 7. Dessa forma, afastado por inconstitucionalidade o artigo 45 da Lei n° 8.212/91, resta verificar qual regra de decadência prevista no Código Tributário Nacional CTN se aplicar ao caso concreto. 8. Compulsando os autos, depreendese do Relatório Fiscal, que o lançamento “abriga contribuições patronais sobre remunerações presentes em folha de pagamento, porém não declaradas ou apenas parcialmente declaradas em Guia de Fl. 6DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/09/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 20/09 /2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 15196.000004/200708 Acórdão n.º 2301002.285 S2C3T1 Fl. 4 7 Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informação à Previdência Social (GFIP)”, f. 45, além disso, consta do Termo de Encerramento da Ação Fiscal – TEAF, juntado às ff. 40/41, foram analisadas as folhas de pagamento e os comprovantes de recolhimento, assim resta comprovado que houve o recolhimento parcial. Dessa forma, por tratarse de matéria de ordem pública, tenho como certo que deva ser aplicada a regra do artigo 150, §4º, do CTN. 9. Assim, tendo em vista que a recorrente foi cientificada do lançamento fiscal em 29/06/2007, referente às contribuições do período de 01/02/2002 a 28/02/2007, ficam alcançadas pela decadência quinquenal as competências 02/2002 a 05/2002, restando mantidas as competências 06/2002 a 02/2007. 10. E considerando a existência de débito remanescente, passo a examinar as demais questões recursais. DO LOCAL DE LAVRATURA DO LANÇAMENTO 11. Aduz o contribuinte que “o auto de infração lavrado fora do estabelecimento comercial, sem que nenhuma razão relevante para tanto concorra, é absolutamente inválido, nulo de pleno direito”. (f. 195) 12. Ocorre que a determinação contida no Decreto n.º 70.235/72, de que o auto de infração será lavrado no local da verificação da falta, possui referência com a jurisdição e, consequentemente, com a competência da autoridade fiscalizadora. 13. Nesse sentido o CARF editou a Súmula n.º 6, na qual se encontra disposto que “é legitima a lavratura de auto de infração no local em que foi constatada a infração, ainda que fora do estabelecimento do contribuinte”. 14. Dessa forma, entendo que não há que se falar em nulidade do lançamento com base no local de lavratura do lançamento fiscal. COMPETÊNCIA DO AUDITOR FISCAL – DESNECESSIDADE DE HABILITAÇÃO PROFISSIONAL EM CONTABILIADE 15. Ainda em sede de preliminar, a empresa pugna pela anulação do lançamento “porque o Agente Fiscal não é contador habilitado regularmente no CRC/SP”. (f. 195) 16. Não obstante o bom arrazoado trazido pela recorrente, não há como lhe dar razão. O artigo 33, da Lei n.º 8.212/91 assevera que cabe à Receita Federal a arrecadação, fiscalização e lançamento das contribuições sociais previdenciárias. O §1º também registra que é prerrogativa do referido Órgão o exame da contabilidade da empresa ficando esta obrigada a prestar todos os esclarecimentos, informações, bem como exibir todos os documentos e livros relacionados com as contribuições. 17. Eis o teor dos dispositivos citados: “Art. 33. À Secretaria da Receita Federal do Brasil compete planejar, executar, acompanhar e avaliar as atividades relativas à tributação, à fiscalização, à arrecadação, à cobrança e ao recolhimento das contribuições sociais previstas no parágrafo Fl. 7DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/09/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 20/09 /2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 8 único do art. 11 desta Lei, das contribuições incidentes a título de substituição e das devidas a outras entidades e fundos. § 1º É prerrogativa da Secretaria da Receita Federal do Brasil, por intermédio dos AuditoresFiscais da Receita Federal do Brasil, o exame da contabilidade das empresas, ficando obrigados a prestar todos os esclarecimentos e informações solicitados o segurado e os terceiros responsáveis pelo recolhimento das contribuições previdenciárias e das contribuições devidas a outras entidades e fundos. (...)” 18. Por sua vez, o artigo 6º da Lei nº 10.593/2002 declara que são atribuições dos ocupantes do cargo de AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil a execução dos procedimentos de fiscalização e a constituição do crédito tributário, mediante lançamento. Pelo disposto na norma fica plasmado como uma das competências dos auditores o exame da contabilidade de sociedades empresariais, empresários, órgãos, entidades, fundos e demais contribuintes. Vejamos os dispositivos: “Art. 6º São atribuições dos ocupantes do cargo de AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil: I no exercício da competência da Secretaria da Receita Federal do Brasil e em caráter privativo: a) constituir, mediante lançamento, o crédito tributário e de contribuições; b) elaborar e proferir decisões ou delas participar em processo administrativo fiscal, bem como em processos de consulta, restituição ou compensação de tributos e contribuições e de reconhecimento de benefícios fiscais; c) executar procedimentos de fiscalização, praticando os atos definidos na legislação específica, inclusive os relacionados com o controle aduaneiro, apreensão de mercadorias, livros, documentos, materiais, equipamentos e assemelhados; d) examinar a contabilidade de sociedades empresariais, empresários, órgãos, entidades, fundos e demais contribuintes, não se lhes aplicando as restrições previstas nos arts. 1.190 a 1.192 do Código Civil e observado o disposto no art. 1.193 do mesmo diploma legal; e) proceder à orientação do sujeito passivo no tocante à interpretação da legislação tributária; f) supervisionar as demais atividades de orientação ao contribuinte; II em caráter geral, exercer as demais atividades inerentes à competência da Secretaria da Receita Federal do Brasil. § 1º O Poder Executivo poderá cometer o exercício de atividades abrangidas pelo inciso II do caput deste artigo em caráter privativo ao AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil. Fl. 8DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/09/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 20/09 /2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 15196.000004/200708 Acórdão n.º 2301002.285 S2C3T1 Fl. 5 9 § 2º Incumbe ao AnalistaTributário da Receita Federal do Brasil, resguardadas as atribuições privativas referidas no inciso I do caput e no § 1o deste artigo: I exercer atividades de natureza técnica, acessórias ou preparatórias ao exercício das atribuições privativas dos AuditoresFiscais da Receita Federal do Brasil; II atuar no exame de matérias e processos administrativos, ressalvado o disposto na alínea “b” do inciso I do caput deste artigo; III exercer, em caráter geral e concorrente, as demais atividades inerentes às competências da Secretaria da Receita Federal do Brasil. § 3º Observado o disposto neste artigo, o Poder Executivo regulamentará as atribuições dos cargos de AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil e AnalistaTributário da Receita Federal do Brasil.” 19. No mesmo sentido, o artigo 195 do Código Tributário Nacional – CTN aplicase perfeitamente ao caso quando assevera que “para os efeitos da legislação tributária, não têm aplicação quaisquer disposições legais excludentes ou limitativas do direito de examinar mercadorias, livros, arquivos, documentos, papéis e efeitos comerciais ou fiscais, dos comerciantes industriais ou produtores, ou da obrigação destes de exibilos”. 20. A propósito, já enfrentei a matéria no julgamento do Recurso n.º 141.678, de minha relatoria, ocasião em que firmei posição no sentido de que a norma tributária não exige a habilitação profissional em contabilidade para que o auditor fiscal possa verificar a escrita fiscal da pessoa jurídica: “EMENTA (...) COMPETÊNCIA DO AUDITOR FISCAL – DESNECESSIDADE DE HABILITAÇÃO PROFISSIONAL. Não se exige a habilitação profissional de contador para que o auditor fiscal possa verificar a escrita fiscal da pessoa jurídica. (...)” 21. Esta linha de raciocínio também está arraigada na Jurisprudência pacífica do Superior Tribunal de Justiça – STJ: “o cargo de auditor fiscal não é privativo de determinada profissão, bastando, para o ingresso na carreira, a diplomação em curso superior, de maneira que não pode ser exigida a inscrição no Conselho Regional de Contabilidade. Com efeito, não se tratando de cargo privativo de contador, não é necessário quer para o ingresso, quer para o desempenho das funções do cargo a inscrição no Conselho Regional de Contabilidade". (Resp n.º 946506/RS; Relatora: Ministra Denise Arruda; publicação/DJ de 10/06/2009) 22. Feitas essas considerações, rejeito, também, essa preliminar levantada pelo recorrente. DA INEXISTÊNCIA DE NULIDADE Fl. 9DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/09/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 20/09 /2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 10 23. Buscando a anulação do presente auto de infração, a recorrente reclama, também, sobre a “inexistência de termo de início de fiscalização” e a “inexistência de intimações para esclarecimentos”. 24. Ocorre que o lançamento encontrase devidamente fundamentado e motivado em consonância com o que requer a legislação que rege o processo administrativo fiscal, notadamente o art. 50, da Lei n.º 9.784/99. 25. Além disso, o procedimento fiscalizatório foi agasalhado pelos respectivos mandados e documentos exigidos para apresentação de informações fiscais, em todo o período de verificação do cumprimento das obrigações tributárias. 26. E o relatório fiscal demonstra claramente que os auditores se utilizaram do prazo disponibilizado de maneira contínua e com o único objetivo de analisar a documentação e as informações apresentadas pela empresa, buscando sempre investigar o correto recolhimento das contribuições sociais nos exatos termos da legislação pertinente. 27. Por fim, cumpre ressaltar que iniciada a fase litigiosa, o prazo legal para a impugnação da autuação foi devidamente assegurado ao contribuinte, que se fez valer de argumentos técnicos capazes de combater o auto de infração. É dizer: o direito ao contraditório e à ampla defesa foi devidamente respeitado em todo o processo administrativo. 28. Rejeito, portanto, a preliminar de nulidade da autuação. DO LANÇAMENTO 29. Conforme narrado na decisão de primeira instância “tratase de crédito previdenciário lançado pela fiscalização correspondente às contribuições devidas à Seguridade Social especificadas no artigo 20 e nos incisos I, II e III do artigo 22, todos da Lei n.º 8.212/91, bem como das contribuições destinadas a outras entidades e fundos denominados terceiros”. (f. 180) 30. Depreendese dos autos que as contribuições incidem sobre as “remunerações apuradas nas folhas de pagamento dos empregados nãoregistrados”, tendo em vista que “a empresa não realizou o desconto da contribuição previdenciária a cargo desses empregados”. (f. 45) 31. E buscando a reformar o lançamento lavrado em desfavor da empresa, em sede recursal, o contribuinte alega que fez “o pagamento da grande maioria das parcelas cobradas” e “bastava o Sr. Agente do Fisco intimar o contribuinte antes de autuar que os referidos pagamentos seriam apresentados”. (f. 198) 32. Ocorre que conforme disposto no inciso I e III, do artigo 22, da Lei 8.212/91, o recolhimento deve ocorrer durante o mês em que houve o pagamento das remunerações, in verbis: “ Art. 22. (...) I – vinte por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços, destinadas a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do Fl. 10DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/09/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 20/09 /2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 15196.000004/200708 Acórdão n.º 2301002.285 S2C3T1 Fl. 6 11 empregador ou tomador de serviços, nos temos da lei ou do contra ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. (...) III – vinte por cento sobre o total das remunerações pagas ou creditadas a qualquer título, no decorrer do mês aos segurados contribuintes individual que lhe prestem serviços.” 33. E como a empresa não juntou aos autos, em nenhum momento processual, qualquer documento capaz de comprovar que efetuou o recolhimento das contribuições devidas, entendo que o lançamento não merece ser reformado. CONCLUSÃO 34. Diante do exposto, CONHEÇO do recurso para, no mérito, DARLHE PROVIMENTO PARCIAL, nos temos acima, excluindose do lançamento o período de 02/2002 a 05/2002 com base no art. 150 § 4º do CTN. (assinado digitalmente) Damião Cordeiro de Moraes Relator Fl. 11DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/09/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 20/09 /2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES
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Numero do processo: 10320.900303/2006-69
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Sep 30 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Sep 29 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DAS PESSOAS JURÍDICAS – IRPJ.
Ano-calendário: 2000
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CONSTATAÇÃO DE UTILIZAÇÃO INTEGRAL DO CRÉDITO EM MOMENTO ANTERIOR. AUSÊNCIA DE CERTEZA E LIQUIDEZ.
Carece de certeza e liquidez o crédito tributário cuja utilização já tenha ocorrido em momento anterior.
Numero da decisão: 1301-000.682
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Primeira
Seção de Julgamento, por unanimidade, decidem negar provimento ao recurso voluntário.
Nome do relator: EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1544; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T1 Fl. 1 1 S1C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10320.900303/200669 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1301000.682 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 29 de setembro de 2011 Matéria SIMPLES. Recorrente TERCAM TERRAPLENAGEM CONSTRUÇÕES E ASSISTÊNCIA MECÂNICA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DAS PESSOAS JURÍDICAS – IRPJ. Anocalendário: 2000 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CONSTATAÇÃO DE UTILIZAÇÃO INTEGRAL DO CRÉDITO EM MOMENTO ANTERIOR. AUSÊNCIA DE CERTEZA E LIQUIDEZ. Carece de certeza e liquidez o crédito tributário cuja utilização já tenha ocorrido em momento anterior. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Primeira Seção de Julgamento, por unanimidade, decidem negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Presidente (assinado digitalmente) Edwal Casoni de Paula Fernandes Jr. Relator Participaram do julgamento os Conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior, Waldir Veiga Rocha, Paulo Jakson da Silva Lucas, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Carlos Augusto de Andrade Jenier. Fl. 45DF CARF MF Emitido em 10/01/2012 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/10/2011 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDE, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 18/10/2011 por EDWAL CASONI DE P AULA FERNANDE 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto pela contribuinte acima identificada contra decisão proferida pela 3ª Turma da DRJ de Fortaleza/CE. Observase dos autos que orginalmente a recorrente apresentou Manifestação de Inconformidade (fl. 01) contra Despacho Decisório proferido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Fortaleza (fls. 13) que assentando a falta de disponibilidade de crédito, não homologou a compensação declarada na DCOMP n° 14656.00067.081003.1.3.042162 (fls. 19 23). Depreendese ainda, pela descrição dos fatos, que o crédito original informado pelo contribuinte teve como origem pagamento indevido de tributo (SIMPLES) mediante o DARF discriminado na referida DCOMP, consignando a autoridade administrativa, que o aludido DARF, apesar de localizado, não pôde ser aproveitado, tendo em vista que já havia sido integralmente restituído ao contribuinte, não restando crédito disponível para compensação do débito informado na DCOMP sob análise. Regularmente notificada do indeferimento, a recorrente apresentou Manifestação de Inconformidade alegando em síntese, que foram apresentadas duas DCOMP's para fins de se compensar o mesmo débito e em virtude da duplicidade de declarações, requereu que as DCOMP's fossem reanalisadas considerando um único débito, ou seja, desconsiderando uma das declarações em virtude do equívoco cometido no envio de duas DCOMP's com o mesmo débito. A 3ª Turma da DRJ de Fortaleza/CE, nos termos do acórdão e voto de folhas 25 a 27, indeferiu a solicitação, fundamentando para tanto, que de início deveria ser demarcado o objeto do litígio, uma vez que não houve contestação por parte da recorrente em relação a não homologação de crédito originado por pagamento a maior de SIMPLES, informado na DCOMP n° 14656.00067.081003.1.3.042162, conforme Manifestação de Inconformidade à folha 01 do presente processo. Diante disso, assentou a decisão recorrida que se deveria considerar como matérias nãolitigiosas, nos termos dos artigo 16 e 17 do Decreto n°70.235/72, as matérias que não foram versadas pelo contribuinte, destacando que na situação analisada a peça impugnatória não atende às normas disciplinadoras do Processo Administrativo Fiscal, pois a defesa alega unicamente o fato de ter enviado DCOMP's em duplicidade e em momento algum contesta o fato do crédito informado não ter sido homologado, tampouco rechaça a informação de inexistência de saldo do crédito pleiteado (ver tela de consulta ao sistema SINCOR,TRATAPAGTO,CONSPAGTO anexada à fl. 25). Sendo assim, considerando que o crédito que deu origem a tal demanda já fora restituído/utilizado integralmente, e não tendo sido objeto de inconformidade por parte do interessado, entendeu a decisão recorrida que descaberia qualquer reforma no Despacho Decisório prolatado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Fortaleza. Devidamente notificada (fl. 30), a contribuinte interpôs Recurso Voluntário (fl. 31), aduzindo ter pedido a reanálise dos referidos PER/DCOMPS, para que fosse considerado apenas um débito, em virtude de constar em duplicidade. Fl. 46DF CARF MF Emitido em 10/01/2012 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/10/2011 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDE, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 18/10/2011 por EDWAL CASONI DE P AULA FERNANDE Processo nº 10320.900303/200669 Acórdão n.º 1301000.682 S1C3T1 Fl. 2 3 Afirmou ainda, que analisando os despachos decisórios dos referidos PER/DCOMP, constatou a cobrança em duplicidade, por isso é pediu a reanálise, pretendendo fosse considerado apenas um débito. Mencionandose que o despacho decisório informa que foram localizados os créditos, mas usados integralmente para quitar os débitos, e diante disso, requereu fosse informado para qual mês foi alocado esse débito, bem como fosse feito um confronto com todos os arquivos que constam na Receita Federal do Brasil, para que seja comprovado a duplicidade desse débito. É o relatório. Fl. 47DF CARF MF Emitido em 10/01/2012 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/10/2011 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDE, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 18/10/2011 por EDWAL CASONI DE P AULA FERNANDE 4 Voto Conselheiro Edwal Casoni de Paula Fernandes Jr., Relator. O recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos genéricos de recorribilidade. Admitoo para julgamento. Como se observa no relatório acima minudenciado, a ora recorrente apresentou declaração de compensação cujo direito creditório, reputou a autoridade administrativa, fora consumido em sua integralidade em momento anterior. Manifestando seu inconformismo contra o primitivo Despacho Decisório, a recorrente limitouse a aduzir que apresentara as compensações em duplicidade requerendo que as DCOMPs fossem analisadas conjuntamente. A 3ª Turma da DRJ de Fortaleza/CE, por seu turno, considerou que a recorrente não refutou as constatações da autoridade administrativa, consagradora de que o crédito indicado já havia sido utilizado, indeferindo, portanto, a solicitação da contribuinte. Observase que em sede de Recurso Voluntário, apresentado pela contribuinte à folha 31, voltouse a afirmar unicamente que as compensações foram apresentadas em duplicidade. Cuidando de deslindar o caso concreto, é oportuno revisitar o Despacho Decisório emitido pela Delegacia da Receita Federal em Fortaleza/CE, bem como a DCOMP apresentada pela recorrente, conferindose assim, se acham presentes os requisitos de certeza e liquidez do crédito indicado para compensação. Nesse mister, ao analisar o Despacho Decisório de folha 14, colhese do item “3” a seguinte fundamentação: (...) Limite do crédito analisado, correspondente ao valor do crédito original na data de transmissão informado no PER/DCOMP: (...). A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. (...) (meus os destaques) Tem razão a decisão recorrida ao afirmar que a recorrente não refuta as constatações da autoridade administrativa. Com efeito, não reputouse que o crédito da recorrente não tenha existido em algum momento, contrário disso, verificouse que a integralidade do tributo recolhido a maior/indevidamente fora utilizado em sua integralidade. Diante dessas constatações e ausente qualquer demonstração por parte da recorrente que de que ainda dispõe de direito creditório, carece a declaração de compensação dos inafastáveis requisitos de certeza e liquidez para homologação da compensação. Fl. 48DF CARF MF Emitido em 10/01/2012 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/10/2011 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDE, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 18/10/2011 por EDWAL CASONI DE P AULA FERNANDE Processo nº 10320.900303/200669 Acórdão n.º 1301000.682 S1C3T1 Fl. 3 5 Diante desses fatos, encaminho meu voto no sentido de NEGAR provimento ao Recurso Voluntário. Sala das Sessões, em 29 de setembro de 2011 (assinado digitalmente) Edwal Casoni de Paula Fernandes Jr. Fl. 49DF CARF MF Emitido em 10/01/2012 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/10/2011 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDE, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 18/10/2011 por EDWAL CASONI DE P AULA FERNANDE
score : 1.0
Numero do processo: 10280.720315/2007-14
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 23 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Nov 22 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ
Ano-calendário: 2003
REGIME DE COMPETÊNCIA.
Devem ser excluídos da tributação as receitas auferidas em outro período de apuração.
ÔNUS DA PROVA. ERRO NO CÁLCULO.
O ônus da prova relativo a erro no cálculo incumbe à parte que o alega.
Numero da decisão: 1803-001.104
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo do IRPJ e da CSLL o valor de R$ 27.089,36, no mês de fevereiro de 2003.
Nome do relator: SELENE FERREIRA DE MORAES
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Devem ser excluídos da tributação as receitas auferidas em outro período de apuração. ÔNUS DA PROVA. ERRO NO CÁLCULO. O ônus da prova relativo a erro no cálculo incumbe à parte que o alega. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo do IRPJ e da CSLL o valor de R$ 27.089,36, no mês de fevereiro de 2003. (assinado digitalmente) Selene Ferreira de Moraes – Presidente e Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walter Adolfo Maresch, Victor Humberto da Silva Maizman, Sérgio Luiz Bezerra Presta, Sérgio Rodrigues Mendes, Meigan Sack Rodrigues, Selene Ferreira de Moraes. Fl. 646DF CARF MF Emitido em 21/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/12/2011 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 21/12 /2011 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 10280.720315/200714 Acórdão n.º 180301.104 S1TE03 Fl. 2 2 Relatório Por bem descrever os fatos relativos ao contencioso, adoto o relato do órgão julgador de primeira instância até aquela fase: “Fiscalização apurou diferença entre os valores apurados na contabilidade e os constantes em DIPJ relativamente ao Ano Calendário 2003, nos 1° e 2° trimestres, nos meses de janeiro, fevereiro, março e junho. Em anexo, à fl. 136, foi demonstrada, mês a mês a diferença a ser tributada. O lançamento abrange os tributos IRPJ, CSLL, notificado em 31/10/2007, No valor de R$ 66011,23 para o IRPJ, e 31.569,59 para a CSLL. A impugnante contrapôsse aos argumentos da fiscalização alegando que: a) foram consideradas notas fiscais emitidas, contabilizadas e tributadas no ano calendário de 2002, logo não deveriam compor base de cálculo do ano calendário de 2003; b) houve erro de somatório de notas fiscais que aponta; e c) ocorrência de lançamento em duplicidade. Ao final, requer a improcedência da ação fiscal e o cancelamento do auto de infração.” A Delegacia de Julgamento considerou o lançamento procedente em parte, com base nos seguintes fundamentos: a) Houve lançamento de tributos (relativos aos 1° e 2° trimestres de 2003), em cuja base de cálculo figuraram notas fiscais relativas ao ano calendário de 2002, o que afronta princípio da competência. b) R$ 29.095,24 constaram indevidamente como base de cálculo dos tributos. c) R$ 2.100,00 constaram como erro de cálculo, demonstrado, na impugnação e confirmado nas notas fiscais em anexo. Tudo isto para o mês de janeiro de 2003. d) No primeiro trimestre de 2003, devem ser retirados da base de cálculo dos tributos as quantias de R$ 30.994,59, em janeiro, e R$ 3.000,50 em março/2003. Fl. 647DF CARF MF Emitido em 21/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/12/2011 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 21/12 /2011 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 10280.720315/200714 Acórdão n.º 180301.104 S1TE03 Fl. 3 3 e) O primeiro erro de somatório alegado para o mês de junho não ocorreu, pois o somatório apontado pela fiscalização abrange também as notas fiscais 3777 e 3778, que não foram demonstradas pela impugnante. A somatória das notas faz a diferença questionada, sem fundamento pela impugnante. A base de cálculo está correta. Contra a decisão, interpôs a contribuinte o presente Recurso Voluntário, em que, além de reiterar as alegações contidas na impugnação, acrescenta as seguintes considerações: a) No mês de fevereiro de 2003 foi apurada omissão de receita de R$ 80.863,94 (Oitenta mil, oitocentos e sessenta e três reais, noventa e quatro centavos). b) Tal valor foi levantado porque foram incluídas notas fiscais, emitidas, contabilizadas e tributadas no anocalendário de 2002, valor sem correspondência das notas fiscais e somatório errado de notas fiscais emitidas no mês. c) A fiscalização apontou o valor de R$13.544,68(Treze mil, quinhentos e quarenta e quatro reais, sessenta e oito centavos), sem apontar a quais notas fiscais se refere. Como tal valor é o mesmo apontado no item 2.b, concluímos que o mesmo estar em duplicidade. É o relatório. Voto Conselheira Selene Ferreira de Moraes A contribuinte foi cientificada por via postal, tendo recebido a intimação em 14/03/2011 (AR de fls. 168). O recurso foi protocolado em 25/03/2011, logo, é tempestivo e deve ser conhecido. A recorrente não contestou nenhum dos fundamentos da decisão recorrida. Por sua vez, esta manteve a exigência relativa ao mês de fevereiro, que corresponde à diferença entre o somatório das notas fiscais emitidas, e os valores constantes declarados na DIPJ: Período Somatório das notas fiscais (fls.137/138) A DIPJ B Janeiro/2003 155.335,37 124.340, 78 Fevereiro/2003 204.080,46 123.216,52 Março/2003 112.136,15 109.135,65 Junho/2003 158.786,82 129.276,92 Valor tributável Período Auto de infração (AB) Decisão DRJ Fl. 648DF CARF MF Emitido em 21/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/12/2011 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 21/12 /2011 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 10280.720315/200714 Acórdão n.º 180301.104 S1TE03 Fl. 4 4 Janeiro/2003 30.993,59 0,00 Fevereiro/2003 80.863,94 80.863,94 Março/2003 3.000,50 0,00 Total do 1° trim. 114.858,03 80.863,94 Junho/2003 29.509,90 0,00 Total do 2° trim. 29.509,90 0,00 No demonstrativo elaborado pela fiscalização foram indicadas as seguintes notas fiscais: Data de emissão Nota fiscal Valor 30/08/02 34883528 13.544,68 10 a 23/12/02 13.544,68 03 3575 21.045,11 06 3576 a 3577 2.673,50 07 3578 4.441,91 11 3579 3.758,11 14 3580 157,53 17 3581 711,74 19 3582 3.313,85 20 3584 a 3586 72.614,79 21 3587 a 3589 4.272,31 24 3590 a 3592 23.821,16 25 3593 a 3599 23.123,64 26 3600 a 3605 7.191,72 27 3606 a 3608 576,00 28 3609 a 3611 9.289,73 Total 204.080,46 De fato, como salientado na decisão recorrida a fiscalização incluiu indevidamente na base de cálculo dos tributos receitas auferidas no ano calendário de 2002. Tal fato fica evidente no próprio demonstrativo de fls. 137/138, em que estão relacionadas notas fiscais emitidas em 2002. Tal como afirmado pela recorrente, a fiscalização não discriminou quais notas fiscais foram emitidas entre 10 e 23 dezembro. Pela documentação constante dos autos não é possível verificar se houve duplicidade no lançamento de R$ 13.544,68. Porém, como tais valores serão excluídos pelo fato de terem sido auferidos em outros períodos de apuração, tal questão tornase irrelevante. Logo, devem ser excluídos os valores relativos às notas fiscais emitidas em 30/08/2002 e 10 a 23/12/2002, no valor total de R$ 27.089,36. Aduz ainda a recorrente que houve erro no somatório, no montante de 53.774,59 (72.614,79 – 19.170,95), conforme tabela abaixo: Data de emissão Nota fiscal Valor Fl. 649DF CARF MF Emitido em 21/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/12/2011 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 21/12 /2011 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 10280.720315/200714 Acórdão n.º 180301.104 S1TE03 Fl. 5 5 20/02/2003 3584 4.679,73 20/02/2003 3585 13.801,16 20/02/2003 3586 690,06 Total 19.170,95 No Livro Razão consta o seguinte lançamento na conta 3.1.03.01 3003 Mercado Nacional (fls. 58): Data Ref. Histórico Crédito 28/02 25054 VR. REF. RECEITA 02/2003 CONF. FATURAMENTO . 124.340,78 A recorrente não anexou cópias das notas fiscais para demonstrar o equívoco da fiscalização. Apenas foram juntadas cópias das seguintes notas fiscais (fls. 184/198): 3390,3334, 3438, 3463, 3468, 3487, 3488, 3506, 3513, 3520, 3521, 3524, 3528, 3529, 3531, O Código de Processo Civil estabelece em seu art. 333, incisos I e II, a quem incumbe o ônus da prova: “Art. 333. O ônus da prova incumbe: I ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor.” Arruda Alvim, em sua obra “Manual de Direito Processual Civil”, assim se manifesta sobre as conseqüências do descumprimento do ônus da prova: “De um modo geral, podemos dizer que, recaindo sobre uma das partes o ônus da prova relativamente a tais e quais fatos, não cumprindo esse ônus e inexistindo nos autos quaisquer outros elementos, pressuporseá um estado de fato contrário a essa parte. Assim, quem devia provar e não o fez perderá a demanda.” (ALVIM, Arruda. Manual de direito processual civil, volume 2: processo de conhecimento, 11. ed.rev., ampl. e atual. – São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2007). No presente caso, a recorrente alegou a ocorrência de erro no cálculo, mas não anexou aos autos as notas fiscais hábeis a demonstrar sua afirmação. Por conseguinte, a diferença a ser tributada corresponde ao valor demonstrado na tabela abaixo: Período Somatório das notas fiscais DIPJ Valor tributável DRJ A Valor tributável neste voto B Diferença (AB) Fevereiro/2003 176.991,10* 123.216,52 80.863,94 53.774,58 27.089,36 * (204.080,46 – 13.544,68 – 13.544,68) Fl. 650DF CARF MF Emitido em 21/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/12/2011 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 21/12 /2011 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 10280.720315/200714 Acórdão n.º 180301.104 S1TE03 Fl. 6 6 Ante todo o exposto, dou provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo do IRPJ e da CSLL o valor de R$ 27.089,36, no mês de fevereiro de 2003. (assinado digitalmente) Selene Ferreira de Moraes Fl. 651DF CARF MF Emitido em 21/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/12/2011 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 21/12 /2011 por SELENE FERREIRA DE MORAES
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