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Numero do processo: 19311.000195/2009-59
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 12/05/2009
DEIXAR A EMPRESA DE PRESTAR AO INSS TODAS AS INFORMAÇÕES CADASTRAIS, FINANCEIRAS E CONTÁBEIS DO INTERESSE DO MESMO.
A empresa é obrigada a prestar ao INSS todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse do mesmo, na forma por ele estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização. O não atendimento à regular intimação fiscal configura infração à legislação previdenciária.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2803-000.926
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Nome do relator: OSEAS COIMBRA JUNIOR
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ementa_s : Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 12/05/2009 DEIXAR A EMPRESA DE PRESTAR AO INSS TODAS AS INFORMAÇÕES CADASTRAIS, FINANCEIRAS E CONTÁBEIS DO INTERESSE DO MESMO. A empresa é obrigada a prestar ao INSS todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse do mesmo, na forma por ele estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização. O não atendimento à regular intimação fiscal configura infração à legislação previdenciária. Recurso Voluntário Negado
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Obrigação Acessória Recorrente CLUBE JUNDIAIENSE Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 12/05/2009 DEIXAR A EMPRESA DE PRESTAR AO INSS TODAS AS INFORMAÇÕES CADASTRAIS, FINANCEIRAS E CONTÁBEIS DO INTERESSE DO MESMO. A empresa é obrigada a prestar ao INSS todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse do mesmo, na forma por ele estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização. O não atendimento à regular intimação fiscal configura infração à legislação previdenciária. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). assinado digitalmente Helton Carlos Praia de Lima Presidente. Fl. 95DF CARF MF Impresso em 27/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 19311.000195/200959 Acórdão n.º 280300.926 S2TE03 Fl. 89 2 assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Oséas Coimbra Júnior, Eduardo Augusto Marcondes de Freitas, Amílcar Barca Teixeira Júnior.. Fl. 96DF CARF MF Impresso em 27/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 19311.000195/200959 Acórdão n.º 280300.926 S2TE03 Fl. 90 3 Relatório A empresa foi autuada por descumprimento da legislação previdenciária por não ter apresentado informações em meio digital com leiaute previsto no Manual Normativo de Arquivos Digitais. A DecisãoNotificação – fls 73 ss, conclui pela improcedência da impugnação apresentada, mantendo o Auto lavrado. Inconformada com a decisão, apresenta recurso voluntário tempestivo, alegando, na parte que interessa, o seguinte: • Há divisão sim dos funcionários que laboram na matriz da recorrente, bem como de sua filial, tanto que houve por bem juntar as duas folhas de pagamento, bem como os cartões de CNPJ. • Com a juntada das folhas de pagamento, comprovase também o desconto das cestas básicas, o qual também foi motivo de autuação da multa. • A Recorrente se inscreveu no PAT — Programa do Ministério do Trabalho, no ano seguinte ao período ora fiscalizado, ou seja, no ano de 2005. • A multa caráter tem caráter confiscatório e expropriatório, infringindo, assim o artigo 150,III da Constituição Federal. • O AuditorFiscal pode propor, mas não impor multa, vez que o auto de infração é meramente declaratório e não ato constitutivo • Requer a recorrente seja acolhido o presente Recurso para o fim de cancelar a multa arbitrada. É o relatório. Fl. 97DF CARF MF Impresso em 27/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 19311.000195/200959 Acórdão n.º 280300.926 S2TE03 Fl. 91 4 Voto Conselheiro Oséas Coimbra DA LAVRATURA – COMPETÊNCIA LEGAL Sobre a competência do Auditor Fiscal para a lavratura de Autos de Infração, a lei 10.593/02 esclarece a matéria: Art. 6º São atribuições dos ocupantes do cargo de Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil: (Redação dada pela Lei nº 11.457, de 2007) I no exercício da competência da Secretaria da Receita Federal do Brasil e em caráter privativo: (Redação dada pela Lei nº 11.457, de 2007) a) constituir, mediante lançamento, o crédito tributário e de contribuições; (Redação dada pela Lei nº 11.457, de 2007) ... c) executar procedimentos de fiscalização, praticando os atos definidos na legislação específica, inclusive os relacionados com o controle aduaneiro, apreensão de mercadorias, livros, documentos, materiais, equipamentos e assemelhados; (Redação dada pela Lei nº 11.457, de 2007) d) examinar a contabilidade de sociedades empresariais, empresários, órgãos, entidades, fundos e demais contribuintes, não se lhes aplicando as restrições previstas nos arts. 1.190 a 1.192 do Código Civil e observado o disposto no art. 1.193 do mesmo diploma legal; (Redação dada pela Lei nº 11.457, de 2007) Dessa feita, fica demonstrado que o AFRFB autuante tinha o necessário respaldo legal à lavratura do presente auto. DO MÉRITO A legislação previdenciária, em especial a lei 8212/91 art. 32, III e parágrafo 11 c/c art. 225, III do decreto 3048/99, determina a obrigatoriedade de apresentação todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis, na forma estabelecida pelo INSS, uma vez não apresentadas as informações na forma prevista na legislação previdenciária, cabe a lavratura do respectivo auto de infração. Fl. 98DF CARF MF Impresso em 27/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 19311.000195/200959 Acórdão n.º 280300.926 S2TE03 Fl. 92 5 Transcrevemos o art 32,III da lei 8212/91 na redação vigente à época. Art. 32. A empresa é também obrigada a: (...) III prestar ao Instituto Nacional do Seguro SocialINSS e ao Departamento da Receita FederalDRF todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse dos mesmos, na forma por eles estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização. Está caracterizada a regular intimação através de TIAD acostado às fls 12/13, para apresentação das informações em meio digital com leiaute previsto no Manual Normativo de Arquivos Digitais da Secretaria da Receita Previdenciária. A infração se caracteriza pela não entrega de quaisquer das informações requeridas, basta um documento não entregue, ou entregue fora dos padrões exigidos, para que se justifique a autuação. Em seu arrazoado, a recorrente não se desvencilha da necessidade de apresentação dos documentos retro, além de não trazer nenhuma prova capaz de afastar os fundamentos da autuação. Uma vez que a empresa não apresentou as informações na forma requerida pela fiscalização – em meio digital, temos a procedência da autuação. O valor da multa foi corretamente aplicado, no valor fixo de 13.291,66 (treze mil e duzentos e noventa e um reais e sessenta e seis centavos), encontrandose livre de vícios. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, negolhe provimento. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Fl. 99DF CARF MF Impresso em 27/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 19311.000195/200959 Acórdão n.º 280300.926 S2TE03 Fl. 93 6 Fl. 100DF CARF MF Impresso em 27/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 10073.001576/2005-15
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 22 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Mar 22 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/07/2002 a 31/12/2003
LIMITE DE ALÇADA. VALOR ACIMA. COMPETÊNCIA. TURMAS
ORDINÁRIAS.
No julgamento dos recursos no âmbito do CARF deve ser obedecido o limite de alçada estipulado para julgamento dos recursos voluntários, pelas Turmas Especiais, referenciado pelo valor fixado para o recurso de ofício a ser interposto pelas Delegacias da Receita Federal do Brasil de Julgamento.
Processos com valor fora desse limite devem ser julgados pelas Turmas Ordinárias.
Numero da decisão: 3803-002.690
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUZA
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ementa_s : Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/07/2002 a 31/12/2003 LIMITE DE ALÇADA. VALOR ACIMA. COMPETÊNCIA. TURMAS ORDINÁRIAS. No julgamento dos recursos no âmbito do CARF deve ser obedecido o limite de alçada estipulado para julgamento dos recursos voluntários, pelas Turmas Especiais, referenciado pelo valor fixado para o recurso de ofício a ser interposto pelas Delegacias da Receita Federal do Brasil de Julgamento. Processos com valor fora desse limite devem ser julgados pelas Turmas Ordinárias.
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SIDERÚRGICA NACIONAL Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/07/2002 a 31/12/2003 LIMITE DE ALÇADA. VALOR ACIMA. COMPETÊNCIA. TURMAS ORDINÁRIAS. No julgamento dos recursos no âmbito do CARF deve ser obedecido o limite de alçada estipulado para julgamento dos recursos voluntários, pelas Turmas Especiais, referenciado pelo valor fixado para o recurso de ofício a ser interposto pelas Delegacias da Receita Federal do Brasil de Julgamento. Processos com valor fora desse limite devem ser julgados pelas Turmas Ordinárias. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente. (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator. Participaram, ainda, da sessão de julgamento os conselheiros Hélio Lafetá reis, João Alfredo Eduão Ferreira , Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório Fl. 1529DF CARF MF Excluído - Documento nato-digital Documento de 2 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.0320.13378.KM1Y. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 2 Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de nº 0928.775, de 26 de março de 2010, da 3ª Turma da DRJ/Juiz de Fora, fls. 101 a 105, que decidiu por não reconhecer o direito creditório relativo ao pedido de ressarcimento de IPI de fl. 01. O valor pedido monta a R$ 40.973.023,39, foi formulado com base na Lei n° 8.402/92, art. 1°, inciso III, no Decreto n° 541/92 e no art. 1º, § 2° e arts. 176 e 177 do Regulamento do IPI. A DRF/Volta Redonda deixou de analisar o mérito do pedido por considerar confusa a fundamentação, porquanto referese a três incentivos fiscais distintos, sobre os quais discorre para explicitar a contraditoriedade do pedido, que foi indeferido por meio do Despacho Decisório às fls. 49/51. É o relatório sucinto, suficiente para direcionar a decisão a ser proferida. Voto Conselheiro Relator Belchior Melo de Sousa O recurso não atende o requisito para sua admissibilidade relativo ao valor de alçada que limita a competência para julgamento desta Turma Especial. Tal competência relativo a processo administrativo de ressarcimento é definida pelo crédito alegado/solicitado, nos termos do art. 7º, § 1º, da Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, RICARF. Conforme relatado, o crédito no presente processo é de R$ 40.973.023,39. A competência das Turmas Especiais é restrita ao julgamento de recursos em processos que envolvam valores reduzidos, limite este de alçada referenciado pelo valor da exoneração procedida por Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, ora fixado nos termos do art. 1º da Portaria MF nº 3, de 3 de janeiro de 2008, verbis: Art. 1º O Presidente de Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) recorrerá de ofício sempre que a decisão exonerar o sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de multa, em valor total superior a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais). Por este fato, voto por não conhecer do recurso. Sala das sessões, 22 de março de 2012 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Fl. 1530DF CARF MF Excluído - Documento nato-digital Documento de 2 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.0320.13378.KM1Y. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10073.001576/200515 Acórdão n.º 3803002.690 S3TE03 Fl. 202 3 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 10073.001576/200515 Interessada: CSN CIA. SIDERÚRGICA NACIONAL À 3ª SEJUL, para formação de lote de sorteio para as turmas ordinárias, haja vista que o valor do processo supera a alçada desta TE, estabelecida no § 2º do art. 2º do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 – RI/CARF. Brasília DF, em 22 de março de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção – Presidente Fl. 1531DF CARF MF Excluído - Documento nato-digital Documento de 2 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.0320.13378.KM1Y. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por BELCHIOR MELO DE SOUSA em 27/03/2012 12:22:35. Documento autenticado digitalmente por BELCHIOR MELO DE SOUSA em 27/03/2012. Documento assinado digitalmente por: ALEXANDRE KERN em 27/03/2012 e BELCHIOR MELO DE SOUSA em 27/03/2012. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 10/03/2020. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP10.0320.13378.KM1Y Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: E101F707DC921878863A9847CC0B99CEA9F4B53F Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10073.001576/2005-15. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
score : 1.0
Numero do processo: 10907.000607/00-86
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue May 13 00:00:00 UTC 2003
Data da publicação: Tue May 13 00:00:00 UTC 2003
Numero da decisão: 303-00.875
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do
recurso em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: PAULO DE ASSIS
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score : 1.0
Numero do processo: 10925.722389/2013-01
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 01 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Wed Oct 14 00:00:00 UTC 2020
Numero da decisão: 2202-000.932
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência para que a unidade de origem informe se a aptidão agrícola do imóvel foi considerada para efeito do arbitramento do VTN, bem como para que junte aos autos a tela de consulta ao SIPT que respaldou o mencionado arbitramento. Na sequência, deverá ser conferida oportunidade ao contribuinte para que se manifeste acerca do resultado da diligência.
(documento assinado digitalmente)
Ronnie Soares Anderson - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Mário Hermes Soares Campos - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mário Hermes Soares Campos (relator), Martin da Silva Gesto, Ricardo Chiavegatto de Lima, Ludmila Mara Monteiro de Oliveira, Caio Eduardo Zerbeto Rocha, Leonam Rocha de Medeiros, Juliano Fernandes Ayres e Ronnie Soares Anderson (Presidente).
Nome do relator: MARIO HERMES SOARES CAMPOS
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência para que a unidade de origem informe se a aptidão agrícola do imóvel foi considerada para efeito do arbitramento do VTN, bem como para que junte aos autos a tela de consulta ao SIPT que respaldou o mencionado arbitramento. Na sequência, deverá ser conferida oportunidade ao contribuinte para que se manifeste acerca do resultado da diligência. (documento assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson - Presidente (documento assinado digitalmente) Mário Hermes Soares Campos - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mário Hermes Soares Campos (relator), Martin da Silva Gesto, Ricardo Chiavegatto de Lima, Ludmila Mara Monteiro de Oliveira, Caio Eduardo Zerbeto Rocha, Leonam Rocha de Medeiros, Juliano Fernandes Ayres e Ronnie Soares Anderson (Presidente).
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência para que a unidade de origem informe se a aptidão agrícola do imóvel foi considerada para efeito do arbitramento do VTN, bem como para que junte aos autos a tela de consulta ao SIPT que respaldou o mencionado arbitramento. Na sequência, deverá ser conferida oportunidade ao contribuinte para que se manifeste acerca do resultado da diligência. (documento assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson - Presidente (documento assinado digitalmente) Mário Hermes Soares Campos - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mário Hermes Soares Campos (relator), Martin da Silva Gesto, Ricardo Chiavegatto de Lima, Ludmila Mara Monteiro de Oliveira, Caio Eduardo Zerbeto Rocha, Leonam Rocha de Medeiros, Juliano Fernandes Ayres e Ronnie Soares Anderson (Presidente). Relatório Trata-se de recurso voluntário interposto contra decisão prolatada pela autoridade julgadora de primeira instância que julgou improcedente a impugnação de Notificação de Lançamento relativa ao Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR). A exigência decorre da não comprovação, pelo autuado, após devidamente intimado, das áreas declaradas como utilizadas para plantação com produtos vegetais e para pastagem e de área declarada como em descanso. Também não foi comprovado, por meio de Laudo de Avaliação do imóvel, conforme estabelecido na Norma Brasileira - NBR 14.653-3 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), o valor da terra nua declarado. Dessa forma foi procedido ao recálculo do valor do ITR, desconsiderando tais áreas para efeito de exclusão da base de cálculo e mediante arbitramento do VTN por hectare. O VTN/ha foi arbitrado considerando o valor obtido no Sistema de Preços de Terra (SIPT) e o valor total da terra nua foi calculado multiplicando-se esse VTN/ha arbitrado, do município de localização do imóvel, pela área total do imóvel. As circunstâncias da autuação e os argumentos de Impugnação estão resumidos no relatório do acórdão recorrido e na sua ementa estão sumariados os fundamentos da decisão. RE SO LU Çà O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 25 .7 22 38 9/ 20 13 -0 1 Fl. 208DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 da Resolução n.º 2202-000.932 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10925.722389/2013-01 Cientificado do acórdão recorrido, o sujeito passivo interpôs Recurso Voluntário, onde novamente contesta o Valor da Terra Nua arbitrado pelos mesmos fundamentos articulados na impugnação e anexa justificativa elaborada pelo engenheiro. Cita jurisprudência e requer que seja acatado o VTN apurado pelo laudo apresentado juntamente com a impugnação, em homenagem aos princípios do contraditório, da ampla defesa, da verdade material e da verdade formal. Ao final, pugna pelo provimento do recurso. É o relatório. Voto Conselheiro Mário Hermes Soares Campos, Relator. O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, devendo assim ser conhecido. Previamente à apreciação do presente recurso, há que se registrar que foi procedido ao arbitramento do VTN com base nos valores constantes do Sistema de Preços de Terra (SIPT). Verifica-se que, no Termo de Intimação lavrado pela fiscalização há expressa advertência de que a falta de comprovação do VTN declarado ensejará o arbitramento do valor da terra nua, nos termos do artigo 14 da Lei nº 9.393, de 19 de dezembro de 1996, pelo VTN/ha do município de localização do imóvel para 1º de janeiro do exercício objeto do lançamento. Entretanto, não se encontra demonstrado na Notificação de Lançamento e documentação subsequente o critério de apuração do VTN utilizado e se foi, ou não, considerado o grau de aptidão agrícola do imóvel, bem como verifico que inexiste nos autos a tela de consulta ao SIPT. Um dos pontos de discordância do presente lançamento é justamente o VTN utilizado para o efeito de arbitramento e cálculo do imposto. Nos termos da legislação de vigência, para ser utilizado o SIPT como parâmetro para o arbitramento deve se levar em conta a aptidão agrícola, de forma que, para análise de mérito faz-se necessário perquirir se foi observado, ou não, o grau de aptidão agrícola quando do lançamento. Nesse sentido temos os comandos do art. 14 da Lei nº 9.393, de 1996, c/c art. 12 da Lei nº 8.629, de 25 de fevereiro de 1993, com a redação dada pela Medida Provisória nº 2.183-56, de 24 de agosto de 2001. Ante o exposto, voto por converter o presente julgamento em diligência, para que a unidade de origem informe se a aptidão agrícola do imóvel foi considerada para efeito do arbitramento do VTN, bem como para que junte aos autos a tela de consulta ao SIPT que respaldou o mencionado arbitramento. Na sequência, deverá ser conferida oportunidade ao contribuinte para que se manifeste acerca do resultado da diligência. (documento assinado digitalmente) Mário Hermes Soares Campos Fl. 209DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 12466.003723/00-91
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Jan 23 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Tue Jan 23 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 303-01.265
Decisão: RESOLVEM os membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - insufiência apuração/recolhimento
Nome do relator: TARASIO CAMPELO BORGES
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conteudo_txt : Metadados => date: 2013-08-19T16:07:36Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 4; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2013-08-19T16:07:36Z; Last-Modified: 2013-08-19T16:07:36Z; dcterms:modified: 2013-08-19T16:07:36Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:b29743d4-bd16-406e-b228-82faf6a59a7b; Last-Save-Date: 2013-08-19T16:07:36Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2013-08-19T16:07:36Z; meta:save-date: 2013-08-19T16:07:36Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-08-19T16:07:36Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2013-08-19T16:07:36Z; created: 2013-08-19T16:07:36Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2013-08-19T16:07:36Z; pdf:charsPerPage: 867; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2013-08-19T16:07:36Z | Conteúdo => CC3-C3 Folha 203 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CAMARA Processo n" 12466.003723/00-91 Recurso n° 131.280 Matéria Classificação de mercadoria (ex tarifário) Sessão de 23 de janeiro de 2007 Recorrente EXIMBIZ COMÉRCIO INTERNACIONAL S.A. Recorrida DRJ Florianópolis (SC) RESOLUÇÃO n°303-01.265 RESOLVEM os membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diliOncia, nos termos do voto do relator. /IA-0p Anelis Dauclt Prieto Presidente Thí'áso Canst3orges Relator Formalizado em: 09 "AP 2no7 Participaram ainda do presente julgamento os conselheiros: Luis Carlos Maia Cerqueira (suplente), Marciel Eder Costa, Nanci Gama, Nilton Luiz Bartoli, Silvio Marcos Barcelos Fiúza e Zenaldo Loibman. Ausente o Conselheiro Sergio de Castro Neves. Processo n° 12466.003723/00-91 Resolução n°303-01.265 CC3-C3 Folha 204 Relatório Cuida-se de recurso voluntário contra acórdão unânime da Segunda Turma da DRJ Florianópolis (SC) que julgou procedentes os lançamentos do Imposto de Importação' e do Imposto sobre Produtos Industrializados vinculado à importação 2, apenas o primeiro acrescido de multa proporcional (75%, passível de redução). Segundo a denúncia fiscal, EXIMBIZ COMÉRCIO INTERNACIONAL S.A. recolheu a menor os dois tributos na importação levada a efeito por intermédio da Declaração de Importação (DI) 972916-4, registrada no dia 11 de outubro de 2000, em face de descabido enquadramento de mercadoria importada no ex tarifário 01 do código NCM/TEC 8543.89.99 3 , especifico para "aparelho de codificação e decodificação (CODEC) sinais de televisão interface analógico/digital para telecomunicações" 4 . Mercadoria genericamente descrita na primeira adição da declaração de importação 5 : outras máquinas e aparelhos elétricos corn função própria. A propósito da identificação das mercadorias importadas, aduz o Instituto de Tecnologia da Universidade Federal do Espirito Santo, no relatório de folhas 22 a 32, expedido no dia 8 de novembro de 2000 e duas vezes retificado 6 : Os equipamentos importados descritos na DI formam no seu conjunto uma plataforma que concentra uma variedade de fontes de video e dados em um sistema de Transporte Digital para ser transportado e distribuído. A plataforma realiza Processamento Digital de Video MPEG-2, incluindo codi ficação, multiplexação, encriptação, filtragem de programas, /sic] e acesso condicional. 7 [grifos do original] Antes disso, os técnicos do Instituto de Tecnologia já haviam detalhado as funções dos equipamentos analisados, verbis: Portanto [...], concluímos que o equipamento TRANscend na configuração importada embora exerça funções de codificação de sinais de video corn interfaces analógica e digital para telecomunicações, ele não executa funções de decodificação de sinais de video, e por esta razão não podemos atestar que o aparelho importado é de "Codificação Auto de infração acostado As folhas 2 a 5, com ciência de preposto da autuada no dia 30 de novembo de 2000. 2 Auto de infração acostado As folhas 6 a 9, com ciência de preposto da autuada no dia 30 de novembo de 2000. 3 [85.43] MAQUINAS E APARELHOS ELÉTRICOS COM FUNÇÃO PRÓPRIA, NÃO ESPECIFICADOS NEM COMPREENDIDOS EM OUTRAS POSIÇÕES DO PRESENTE CAPÍTULO. [8543.8] - Outras máquinas e aparelhos. [8543.89] Outros. [8543.89.9] Outros. [8543.89.99] Outros. 4 Portaria MF 339, de 18 de dezembro de 1997, anexo B. 5 Extrato da Declaração de Importação (DI) acostado As folhas 13 a 16. 6 Retificações As folhas 33 a 35 e 39, no dia 13, e As folhas 36 a 38, no dia 17 de novembro de 2000. 7 Relatório de identificação de equipamentos eletrônicos, folha 32, retificação de folha 35. Processo n° 12466.003723/00-91 Resolução n°303-01.265 CC3-C3 Folha 205 e Decodificação de Sinais de Televisão com Interface Analógica e Digital para Telecomunicações". 8 [grifos do relator do recurso voluntário] Intimada regularmente do lançamento, a interessada instaurou o contraditório corn as razões de folhas 66 a 78, assim sintetizadas no relatório do acórdão recorrido: I) não há que se falar em não enquadramento da mercadoria importada na Exceção tarifária n0 001, pois se trata de um aparelho de codificação e clecodificação (CODEC) de sinais de televisão interface analógico/digital para telecomunicações; 2) o Instituto de Tecnologia da Universidade Federal do Espirito Santo, após correções e adendos ao RI 190/00, embasador da ação fiscal, conclui que embora não faça parte do equipamento importado, "o módulo decodificador MPGE-2 [vie] modelo 11/1PD [sic] 8000 pode ser integrado a plataforma TRANçcend VTP 8000 importada, tornando-a capaz de executor funções de codificação e decodificação"; 3) da análise do Relatório de Identi fi cação de Equipamentos Eletrônicos -RI 190/00- do ITUFES, após a apresentação dos mencionados adendos, tem-se, em verdade, que o equipamento foi importado faltando o modulo decodificador MPGE-2, modelo MPD 8000, o qual executa funções de dccodificador, o que o tornaria apto a executar funções de codificação e decodificação; 4) pela simples falta de um modulo decodificador as autoridades fiscais descaracterizaram o equipamento do "ex" tarifário 001 da NCM 8543.89.99, lavrando os respectivos Autos de Infração; 5) o modulo faltante encontra-se já em processo de importação e com isto completará a plataforma importada tornando-a apta a executar funções de codificação e decodificação, caracterizando a mercadoria como "Ex" 001; 6) a imposição de multa no percentual de 75% do valor do imposto de importação se revela confiscatória, sanção esta que sequer possui respaldo legal. [grifos do relator do acórdão recorrido] Os fundamentos do voto condutor do acórdão recorrido estão consubstanciados • na ementa que transcrevo: Assunto: Imposto sobre a Importação - II Data do fato gerador: 11/10/2000 Ementa: Exceção Tarifária A "Ex" que concede redução de aliquota deve ser interpretada literalmente. A Portaria MF n0339/97 reduziu a aliquota do II paraaparelho de codificação e decodificação (CODEC) sinais de televisão interface analógico/digital para telecomunicações, não 8 Relatório de identificação de equipamentos eletrônicos, folha 31, retificação de folha 34. s() Processo n° 12466.003723/00-91 Resolução n°303-01.265 CC3-C3 Folha 206 podendo beneficiar outro maquindrio que não tenha capacidade desempenhar as funções de codificação e decodificação quando de sua efetiva importação. Lançamento Procedente Ciente do inteiro teor do acórdão originário da DRJ Florianópolis (SC), recurso voluntário foi interposto as folhas 137 a 149. Nessa petição, preliminarmente, aponta nulidade no auto de infração por rejeitar o enquadramento em ex tarifario sem indicar a correta e necessária classificação das mercadorias então importadas em código distinto daquele "atrelado" 9 ao ex tarifário rejeitado: NCM/TEC 8543.89.99 10 . No mérito, reitera suas razões iniciais, noutras palavras, para defender a classificação das mercadorias no código NCM/TEC 8543.89.99 bem como o enquadramento no ex tarifario 01. Instruem o recurso voluntário, dentre outros documentos: (1) instrumento particular de procuração com outorga de poderes de representação especí fi cos "para atuar no Processo Administrativo no 12466001522 [sic] h1; (2) arrolamento de direito creditório perante o Estado do Espirito Santo agraciado nos autos de precatório do Tribunal de Justiça do Estado 12 . A autoridade competente deu por encerrado o preparo do processo e encaminhou para a segunda instância administrativa 13 os autos posteriormente distribuídos a este conselheiro e submetidos a julgamento em único volume, processado, naquela ocasião, com 179 folhas, as quais foi adicionado aditamento as razões recursais protocolizado na secretaria deste Conselho de Contribuintes perfazendo 202 folhas. Na última delas consta o registro da distribuição mediante sorteio. o relatório. Recurso voluntário, folha 141, dois últimos parágrafos. io [85.43] MÁQUINAS E APARELHOS ELÉTRICOS COM FUNÇÃO PRÓPRIA, NÃO ESPECIFICADOS NEM COMPREENDIDOS EM OUTRAS POSIÇÕES DO PRESENTE CAPITULO. [8543.8] - Outras máquinas e aparelhos. [8543.89] -- Outros. [8543.89.9] Outros. [8543.89.99] Outros. 11 Instrumento particular de procuração acostado A folha 150, por fotocópia com autenticidade aferida por tabelião de notas. Substabelecimento, com reserva de iguais poderes, acostado A folha 201. 12 Arrolamento de direitos acostado As folhas 154 e 155 e escritura pública de cessão de direitos creditórios acostada as folhas 156 e 157. 13 Despacho acostado A folha 179 determina o encaminhamento dos autos para este Terceiro Conselho de Contribuintes. Processo n° 12466.003723/00-91 Resolução no 303-01.265 CC3-C3 Folha 207 Voto Conselheiro Tardsio Campelo Borges (relator) Conforme relatado, o sujeito passivo da obrigação tributária principal objeto desta lide é patrocinado no recurso voluntário por advogado e por estagiária de direito que receberam poderes exclusivamente "para atuar no Processo Administrativo n° 12466001522 [sic] 14 . Lanço mão da analogia, procedimento autorizado no inciso I do artigo 108 do Código Tributário Nacional, para tentar eliminar o defeito constatado mediante aplicação do disposto no caput do artigo 13 do Código de Processo Civil'. Assim, voto no sentido de converter o julgamento do recurso em diligência repartição de origem, a fim de que a ora recorrente seja intimada a sanar o vicio de representação, no prazo de cinco dias, dilatado até o dobro mediante comprovada justificação I6, por meio da juntada do regular instrumento de outorga de poderes da cláusula extra judicia possíveis de serem exercidos nos autos do presente processo administrativo. Sala das Sessões, em 23 de janeiro de 2007. Tardst a Velo'Borges Relator 14 Instrumento particular de procuração acostado à folha 150, por fotocópia corn autenticidade aferida por tabelião de notas. Substabelecimento, com reserva de iguais poderes, acostado a folha 201. 15 CPC, artigo 13: Verificando a incapacidade processual ou a irregularidade da representação das partes, o juiz, suspendendo o processo, marcará prazo razoável para ser sanado o defeito. Não sendo cumprido o despacho dentro do prazo, se a providência couber: (I) ao autor, o juiz decretará a nulidade do processo; (II) ao réu, reputar-se-á revel; (III) ao terceiro, sera excluído do processo. 16 Lei 9.784, de 29 de janeiro de 1999, artigo 24 e parágrafo único.
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Numero do processo: 35400.001067/2003-94
Data da sessão: Wed Jun 09 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Tue Jun 08 00:00:00 UTC 2010
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/01/1997 a 30/11/2001
DECADÊNCIA. MULTA POR DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO
ACESSÓRIA, A multa por descumprimento de obrigação acessória compõe o crédito tributário, estando, portanto, sujeita à decadência.. Em razão de ser lançada de oficio, incide na hipótese a previsão contida no art. 173, I, CTN.
RESPONSABILIDADE PESSOAL, DO SÓC10. ART. 135, I, DO CÓDIGO
TRIBUTÁRIO NACIONAL. Nos termos da disposição contida no artigo
135, I do Código Tributário Nacional, a atribuição de responsabilidade ao sócio apenas é possível se demonstrada a prática de atos com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2803-000.114
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a).
Nome do relator: CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE ANDRADE
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MULTA POR DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA, A multa por descurnprimento de obrigação acessória compõe o crédito tributário, estando, portanto, sujeita à decadência.. Em razão de ser lançada de oficio, incide na hipótese a previsão contida no art. 173, I, CTN. RESPONSABILIDADE PESSOAL, DO SÓC10. ART. 135, I, DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. Nos termos da disposição contida no artigo 135, I do Código Tributário Nacional, a atribuição de responsabilidade ao sócio apenas é possível se demonstrada a prática de atos com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos. Recurso Voluntário Provido em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos_ ACORDAM os membros da 3" Turma Especial da Segunda Seção de .Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a). aVtkit/i/lAtaddllic4A,614./(.., CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE ANDRADE - Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Eduardo de Oliveira, '1 I Os s l Coimbra Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Vera Kempen de Moraes Abreu (suplente), Gustavo Vettorato e Helton Carlos Praia de Lima (presidente). 1 tl irio Trata-se de Auto de Infração lavrado contra C1NASA —Imobiliária e Construções Pré-Fabricadas Ltda por não ter a sociedade empresária apresentado laudo técnico at tralizado,' lque indicasse os agentes nocivos no ambiente de trabalho, consoante disposto no art' § da Lei n". 8.213/91 . Nestes termos, aplicou-se multa no valor de R$ 8178,58 (oito mil i duzentos e setenta e oito reais e cinqüenta e oito centavos), que foi arbitrada nos termos , do art 283,1 II, n do Regulamento da Previdência Social . H Por ter sido apurada a existência de grupo econômico de fato, o Auto de Intiação foi lavrado contra a CINASA —imobiliária e Construções Pré-Fabricadas Ltda, como devedor principal, e contra a Cin-Premo S/A, como responsável solidária. Em razão desta úlina empresa estar corn suas atividades paralisadas, foram também notificados os co- responsáveis (sócios gerentes), quais sejam: Paulo Sampaio Gobs Júnior (CH . n°: 002.299.518- 80,1oão Sampaio Goes Neto (CPF n": 012.031..468-17), José Inácio Coelho Mendes (CH n°: 038 794 408-53), Maria Cristina Mendes Sampaio Goes (CPF n".: 072.979.248-27), Maria Madalena Sampaio Goes (CPF n".: 099.101,558-42), Maria Madalena Mendes Sampaio Goes (CTIF n' ' ' 099 101 568-14 ), Fernando Fairbanks Coelho Mendes (CPF n°: 671.758.728-87), EIIJ • Theophilo Isidoro de Almeida Neto (CPF if: 716.969.038-15). Apresentada Impugnação as fls. 29, alegou a CINASA, em síntese: (a) cerceamento do direito à ampla defesa, pelo fato de a imposição de multas progressivas limitar o acesso à Segunda Instância Administrativa; deverdo responder de forma solidaria; 1 1: (b) inexistência de intimação das demais empresas do grupo, que também 1, I (c) inaplicabilidade da Taxa Selic para a apuração do crédito tributário, uma li vez que trata-se de juros remuneratórios não podendo admitir a sua aplicação para apuração dds, juros de mora, onerando, ainda, o credito tributário em montante superior ao patamar de 100 1 e , I 11. (d) que cumpre com a exigência de todas as obrigações acessórias ' dé Tininadas 1 na legislação infra-constitucional, não incorrendo em irregularidades que exponham seus funcionários aos agentes nocivos, tornando-se ainda prescindível a elaboração 4 dOcumento requerido pela Fiscalização, conforme a segunda parte do § 3 0 do art. 58 da Lei n" 1 '213/91 Ao final, juntou aos autos laudo técnico exigido pela Fiscalização. 0 Sr. Joao Sampaio Goes Neto, sócio gerente da Cin-Premo S/A, apresentou 142 Impugnação alegando: (a) a sua ilegitimidade passiva, em razão de o Auto de Infração ser dire c onado à sociedade, que tem personalidade jurídica própria; (b) o simples fato da empresa estar inadimplente não seria causa suficiente ransferir este encargo aos sócios e diretores; e 1 às 1 a S2-TE03 Fl 2 Processo a° 35400,001067/2003-94 Acárdalo n " 2803-00,114 (c) a única possibilidade de desconsiderar a personaliclade da pessoa jurídica é a manipulação fraudulenta ou abusiva da autonomia patrimonial, o que não restou comprovado nos autos. Após a juntada das defesas, foi requerida informação complementar Fiscalização, para que definisse se a penalidade cometida pelos Recorrentes seria corn base no art. 33, § 2° da lei n°. 8.212/91 , ou se estaria relacionada corn a falta de atualização consoante disposto no art. 58, § 3° da Lei n" 8.213/91. Neste último caso, foi determinado que a Fiscalização informasse o período em que o laudo técnico permaneceu desatualizado, ante a l'apresentação pela primeira Recorrente de laudo emitido em dezembro de 1999, Em resposta, a Fiscalização afirmou que a falta cometida foi a ausência de Laudo Técnico de Condições Ambientais (LTCAT) atualizado durante o período 'Compreendido 01/1997 a 11/2001, ou seja, infração ao disposto no alt. 58, § 3" da Lei n" 8.213/91. Não estando apto o LTCAT, emitido em 08.12.1999, a corrigir a falta que motivou a lavratura do auto de infração. Ademais, informou que a primeira Recorrente foi intimada por Meio do Termo de Intimação para apresentar laudo técnico em 05 de março de 2001. Diante da não apresentação, foi notificada no dia 28 de fevereiro de 2003 da lavratura do auto de infração, considerando o período de fiscalização compreendido entre 01/1997 a 11/2002. Mesmo tendo sido recorrentemente intimada nos dias 15/01/2007, 19/01/2007 e 07/02/2007 para apresentar a documentação exigida pela legislação ordinária, a empresa permaneceu inerte, não apresentando Laudo Técnico de Condições Ambientais (LTCAT) nem tampouco o Programa de Prevenção de Acidentes (PPRA), razão pela qual levou a Fiscalização considerar que apenas foi apresentado o laudo técnico atualizado do ano de 1999. Segundo o entendimento da Fiscalização, considerando que a atualização do laudo técnico deve ser anual, a Recorrente deixou de apresentar laudos atualizados concernentes aos anos de 1997, 1998, 2000 e 2001. Reaberto o prazo de defesa, a Recorrente CINASA se limitou a reafirmar as alegações já trazidas em sua primeira Impugnação. Na decisão de primeira instância, a autoridade julgadora manteve a autuação fiscal, considerando que, diante do LTCAT apresentado nos autos estar desatualizado, emitido 08/12/1999, seria devida a aplicação da multa arbitrada em estrita observância ao art. 283, if, do Regulamento da Previdência Social. Ademais, corn relação à pretensão de afastamento da Taxa Selic, esclareceu que o referencial de atualização é diverso, permanecendo a multa aplicada no mesmo valor dos dias atuais, ou seja, R$ 8.278,58 (oito mil e duzentos e setenta e Oft° reais e cinqüenta e oito centavos). Por fim, no que diz respeito à responsabilização dos sócios, afirmou que todos foram regularmente cientificados, não havendo vício a ser sanado, e, ainda, que em nenhum momento os bens particulares dos sócios foram constritos, sendo o relatório de co- responsabilidade mero indicativo para a Procuradoria executar eventual débito, caso persista a conduta após o término do procedimento na esfera administrativa. Contra essa decisão, a Cinasa — Imobiliária e Construções Pré-Fabricadas Ltda interpôs Recurso Voluntário, as fls. 198/233, reafirmando as razões já expostas em sua Peça impugnatória. 3kati r O sócio gerente, Sr. João Sampaio Goes Neto, interpôs Recurso Voluntário As fls'l 2341244, ratificando as argumentaçiies de que a autuada possui personalidade jurídica o que deve set suficiente para o reconhecimento da sua ilegitimidade passiva. Aderrrai, afirmou que o art. 20 do Código Civil de 1916 consagra o principio da separação pat lmonial entre sociedade e sócio, estabelecendo ainda o Decreto no 1708/19 (Lei das S lOrecladei Limitadas), precisamente nos artigos 2° e 9°, que a responsabilidade dos sócios é lipiadraO' Capital social subscrito e não integralizado. Assim, apenas poder-se-ia admitir a apliCação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica, quando necessariamente OMProvaio que o sócio, de forma contrária aos objetivos da sociedade, utilizou-a de forma lesando terceiro e com o objetivo de burlar a lei. I , 0 Os Recorrentes impetraram o Mandado de Segurança n° 2007.61.10.014495- 7 ,cOm o objetivo de serem processados os recursos administrativos interpostos nestes autos, s in a exigência do deposito de 30% do montante devido, e obtiveram decisão favordVel. I 1 o relatório. [ VOto i Conselheira CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE ANDRADE, e or4 d I ! Os Recursos Voluntários são tempestivos e preenchem todos os requisitos de admissibilidade, razão pela qual passo a analisá-lo. Apenas a titulo de esclarecimento, a cl ie4aração! 11i de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal da exigência de depósito noValor mínimo de 30% da exigência fiscal, como condição para seguimento do remise voluntário, deu ensejo edição da Súmula Vinculante n " 21, DOU de 10/11/2009, 11,01 IA , tornando prejudicada a verificação da manutenção da decisão judicial proferida em favor do Recurso Voluntário interposto pela CINASA — Imobiliária e Construções Pré-Fabricadas Ltda. lnicialmente, antes de se adentrar à análise dos argumentos trazidos pelo autuado, faz-se necessário avaliar a ocorrência da decadência do direito do Fisco de constituir o , crédito tributário em comento. A questão relativa ao prazo decadencial para a constituição de créditos previdenciarios fbi pacificada pelo Supremo 'Tribunal Federal, por meio da Súmula Vinculante di n 8, nos seguintes termos: "Siimula Vinculante n" 8: &To inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5" do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8 212/91, que trot= de prescrição e decadência de crédito tributário". Conforme previsto no art. 103-A da Constituição Federal de 1988, o entendimento sumulado pelo Supremo Tribunal Federal terá efeito vinculante para todos os eirgaOs da Administração Pública, inclusive para este Conselho: "Arts 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de 4 J sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e a administração pública direta e indileta, nas esfei•as federal, estadual e inunicipal, bem C01710 proceder c't sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei." Nestes termos, por não ser possível aplicar ao caso concreto a hipótese prevista no art. 45 da Lei n° 8.212/1991, em razão do entendimento contido na Súmula Vinculante IV 8, hi que se analisar a questão à luz das regras previstas no Código Tributário Nacional. 11 A autuação levada à cabo pela Fiscalização diz respeito ao descumprimento de obrigação acessória, qual seja, a apresentação à Fiscalizaçao de laudos técnicos desatualizados nos anos de 1997, 1998, 2000 e 2001. Tern-se, portanto, lançamento de oficio, nos moldes do art. 149, do Código Tributário Nacional, que assim preleciona: "Art. 149. 0 lançamento é *mad() e revisto de oficio pela autoridade administrativa nos seguintes caws: 1- quando a lei assim o determine; II - quando a declaração não seja prestada, por quem de direito, no prazo e na forma da legisla cão tribultiria; III - quando a pessoa legalmente obrigada, embora tenha prestado declaração nos termos do inciso anterior, deixe de atendei; no prazo e na )(brim da legislação t, ibutiiria, a pedido de esclarecimento formulado pela autoridade administrativa, recuse-se a prestá-lo ou não o preste satisfatoriamente, a juizo daquela autoridade; IV - quando se comprove falsidade, erro ou omissão quanta a qualquer elemento definido na legislação tributária como sendo de declaração obrigatória, V - quando se comprove omissão ou inexatidão, por parle da pessoa legalmente obrigada, no exercício da atividade a que 8e refere o artigo seguinte; VI - quando se comprove ação ou omissão elo sujeito passivo, ou de terceiro legalmente obrigado, que dek lugar à aplicação de penalidade pecuniária; VII - quando se comprove que o sujeito passivo, ou terceiro eni beneficio daquele, agiu com dolo, fraude ou simulação; VIII - quando deva ser apreciado fato não conhecido ou não provado por ocasião do lançamento anterior; IX - quando se comprove que, no lançamento anterior; ()Correll fraude ou falta funcional da autoridade que o eletuou, ou omissão, pela mesma autoridade, de ato ou fbrinalidade especial " 0 prazo decadencial aplicável será, portanto, aquele previsto no art. 173, I, no havendo que se falar em incidência do preceito contido no art. 150, § 4, ambos do Código S2-TE03 Fl 3 Processo n 35400 001067/2003-94 Ora° n.° 2803-00,114 I butário Nacional, Esse 6, inclusive, o posicionamento adotado pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça acerca do tema: "TRIBUTÁRIO - EXECUÇÃO FISCAL - CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA - APRESENTAÇÃO DA GFIP - OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA - DESCUMPRIMENTO DECADÊNCIA - REGRA APLICÁVEL. ART. 173, I, DO CTN. I A falta de apresentação da Guia de Recolhimento do FGTS e Informações h Previdência Social (GFIP), assim como o fornecimento de dados lido correspondentes aos .fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias devidas configura (lescumprimento de obrigação tributária acessória, passível de sanção pecuniciria, na forma da legislação de regência. 2 Na hipótese, o prazo decadencial par a a constituição do crédito tributário é regido pelo art 173, I, do CTN, tendo em vista tratar-se de lançamento de oficio, consoante a previsão do art. 149, incisos II, If e 3. Ausente a figura do lançamento por homologação, não há que se Mar em incidência da regra do art, 150, § 4", do ON 4. Recurso especial não provido." (REsp 1055540/SC, Relator ... Ministro ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, DJ 27/03/2009) Pois bem, no presente caso, o Auto de Infração foi lavrado em 24/03/2003. Ccnliderando que as infragbes apuradas foram praticadas nos anos de 1997, 1998, 2000 e 2g01 , não há ' dúvidas de que a multa decorrente da ausência de apresentação de laudo técnico atualizado no 'ano de 1997 não poderia ser exigida do contribuinte, por já ter se verificado a deCadência dó direito do Fisco de constituir o crédito tributário relativo a esse período. Já no que diz respeito As demais competências, o prazo de cinco anos para a cobrança das multas decorrentes das infraçbes praticadas tem inicio no primeiro dia útil do ano seguinte Aquele em que a obrigação poderia ser exigida. Legitimas, portanto, as referidas exigencias.1 '1 Pois bem, uma vez reconhecida a possibilidade de manutenção de parte da cobrança promovida nos presentes autos, em razão da inexistência de decadência de todos os periodos autuados, passo agora a análise dos fundamentos trazidos pela empresa autuada. Em sede de preliminar, alega a Recorrente a existência de vícios formais que impAlcariarn no cerceamento do seu direito de defesa. Data maxima yenta, entendo que não lhe assiste razão.' Constam do Auto de Infração todos os elementos necessários à identificação da intrEição praticada pelo contribuinte, seu correto fundamento legal, bem como o detalhamento dos ■talorelapurados pela Fiscalização. Ademais, não restou demonstrado pela Recorrente a existência de qualquer 1 1 irregularidade que lhe teria trazido efetivo prejuízo. Tanto em sua impugnação, quanto em seu ReCurso Voluntário, a parte não logrou demonstrar a insuficiência de dados capaz de inviabilizar a sua defesa. Esse, inclusive, o entendimento que vem sendo reiteradamente adotado pela Carnal a Superior de Recursos Fiscais: "CERCEAMENTO DE DEFESA PRELIMINAR DE NULIDADE DESCABIMENTO A exposição das razões de fato 6 ' 1: Processo n°35400,001067/2003-94 S2-TE03 Acórdão n ° 2803-00.114 Fl 4 e de direito utilizadas pela requerente em sua plenitude, por todos os meios Malvinas, comprova a inexistencia do preluizo alegado, descaracteriza o cerceamento ao direito de deftsa" (CSRF/03-04,323, Terceira Câmara, Relators Otácilio Dantaç Cartaxo, DOE» 08/08/2007) Já no que diz respeito à aplicação da progressividade das multas, vê-se que, no caso em questão, o Auto de Infração não contem esta previsão, sendo certo que a Fiscalização não agregou outro montante senão o valor concernente ao cometimento da infração de não manutenção de laudo teenier) atualizado. Ademais, também não restam dúvidas 'de que a Fiscalização também não acrescentou ao quantum arbitrado juros de mora, não merecendo reforma a decisão de primeira instância. " Acerca do questionamento de que nem todas as empresas integrantes do ,grupo econômico foram notificadas para que pudessem ser responsabilizadas solidariamente, 'deve-se salientar que todos aqueles que constam corno sócios no contrato social bem como a última alteração que vigia à época da lavratura do Auto de Infração foram devidamente citados. corno bem observado pelo i. Auditor Fiscal em primeira instância, esse fato já foi superado na fase de saneamento. Corn relação ao mérito do recurso, não prospera a alegação de que o Auto de Infração contem vícios formais, que ocasionariam a sua anulação, tendo ern vista que a Fiscalização foi contundente ern especificar a infração cometida da ora Recorrente, qual seja, a Inão manutenção de laudos técnicos atualizados durante os anos de 1997, 1998, 2000 e 2001, 'clue indicasse os agentes nocivos existentes no ambiente de trabalho, consoante disposto no art. 58, § da Lei n°. 8.213/91, que assim dispõe: "Art. .58.. A relação dos agentes nocivos quimicos, físicos e biológicos ou associação de agentes prejudiciais ci saúde ou it integridade .fisicct considerados para fins de concessão da aposentadoria especial de que trata o artigo anterior set-6 definida pelo Poder Executivo. § 3" A empresa que não mantiver laudo Menico atualizado com referência aos agentes nocivos existentes no ambiente de trabalho de 'seus trabalhadores ou que emitir documento de comprovação de efetiva exposição em desacordo com o respectivo laudo estará sujeita it penalidade prevista no art. 133 desta Lei. " Ora, a Recorrente deve estrita observância h legislação previdenc.idria, que é clara ao determinar o cumprimento desta espécie de obrigação acessória, Assim, 6 imprescindível que, para a concessão de aposentaria especial, seja elaborado, anualmente, Laudo Técnico discriminando os agentes nocivos, sejam estes químicos, .fisicos ou biológicos. Não ha dúvidas, pois, de que o fato de a Recorrente não ter prestado as informações a que era obrigada é fato suficiente para que seja mantida a multa imposta pela Fiscalização . Tal corno asseverado pela decisão.de primeira instância, a Recorrente apresentou o LTCAT desatualizado, o que 6, nos termos da Lei n8.212/91, infração à legislação previdenciaria. Quanto à possibilidade de relevação da multa, também não assiste razão Recorrente . Ainda que a autoridade fiscal tenha constatado a inexistência de circusntância agravante, o que em tese possibilitaria a relevação mencionada, a lei exige o cumprimento de outros requisitos que não foram observados pela CINASA. 11 te O Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n°3.048/99, ao tratar das hipóteses de relevação da multa, estabelece, em seu art. 291, que o inflator deverá corrigir a falta apontada pela autoridade fiscal dentro do prazo de impugnação: 'Art. 291. Constitui ciicunsicincia atenuante da penalidade aplicada ter o iilliator corrigido a falta até o termo final do prazo para impugnação. §' I° A nuilta serci relevada se o infrator formular pedido e corrigir a litho, dentro do prazo de impugnação, ainda que não contestada a infra cão, desde que seja o infrator primário e não tenha ocorrido nenhuma circunstáncia agravante " Não há, nos autos, qualquer elemento que demonstre que o infrator tenha apre entado os laudos atualizados no prazo estipulado pelo Regulamento da Previdência Sochi. Logo, não se pode admitir a relevação da multa, tal como pleiteado pelo contribuinte. Diante do exposto, conclui-se que a decisão de primeira instância, proferida pela Delegacia da Receita Previdenciária em Sorocaba/SP, está em perfeita hannonia corn a legislação vigente à época. Recurso Voluntário interposto pelo Sr. João Sampaio Goes Neto: A alegação de impossibilidade de inclusão de sócio no polo passido do auto infração, I pelo descumpuimento de obrigações tributárias pela pessoa jurídica, é terna que causado grandes discussões na seara do Direito Tributário., Dispõe o artigo 135, I do CcKligo Tributário Nacional que a atribuição de responsabilidade apenas é possível se demonstrada a prática de atos corn excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou es at tos. ' Logo, considerando que a Fiscalização não comprovou de plano o excesso de poderes ou qualquer infração de lei, contrato social ou estatuto, deve ser afastar qualquer 11,1 responsabilidade dos sócios gerentes, tendo em vista que o simples inadimplemento não é causa suficiente para atribuir responsabilidade solidária. Este é o entendimento, inclusive do Colendo Superior Tribunal de Justiça. Confira: 'Súmula 430: 0 inadimplemento da obrigação tributária pela sociedade não gera, por si só, a responsabilidade solidária do sócio-go ente " I A propósito, vale também colacionar alguns precedentes do Tribunal Superior, que são enfáticos ao afirmarem que a responsabilização pessoal dos sócios é somente pos9vel, qUando a Fiscalização comprovar por meio da juntada de provas inidõneas o excesso de poderes ou infração à lei, ao contrato social ou ao estatuto da empresa. Veja-se: "PROCESSUAL CIVIL AGRAVO REGIMENTAL TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA , EXECUÇÃO FISCAL REDIRECIONAlvIENTO PARA 0 SÓCIO-GERENTE IMPOSSIBILIDADE , INCIDÊNCIA DO VERBETE DA SÚMULA 168/571. DISSENSO ENTRE ACÓRDÃO O NÃO CONHECEU DO APELO, ANTE O ÓBICE DAS SÚMULAS 282 e 356 do STF E OUTRO QUE APRECIOU 0 MÉRITO DO RECURSO ESPECIAL DIVERGÊNCIA WO CONFIGURADA I. 0 tedirecionamento da execução fiscal, e seus consectários para o sócio-gerente da empresa, somente é cabível I ' 1 quando reste demonstrado que este agiu coin excesso de poderes, infração à lei ou contra o estatuto, ou na hipótese de dissolução irregular da empresa Precedentes jurisprudenciais desta Corte 2. "Não cabem enibargos de divergência, quando a jurisprudência do Tribunal se firmou no meSI110 sentido do acórdão embargado." Súmula 168/STJ 3. São inadmissíveis os Embargos de Divergência quando o acórdão embargado não conhece do rectuso sob o fandamento de ausência de prequestionamento e os decisórios paradigmas conheceram do recurso e adentraram na matéria de mérito Precedentes do STJ: ERESP 497.511/SP; ERESP 89,57.5/SP,. EREsp. 247.250/SP e ERESP 302 341/MG 4. Embargos de divergência liminarmente indefiridos (art. 266, §3' do RISTJ). 5. Agravo Regimental improvido." (Superior Tribunal de Justiça, Ministro Relator Liar Fux, Primeira Seção, AgRg nos EREsp 471107, DJ 25/10/2004) "TRIBUTÁRIO EXECUÇÃO FISCAL. REDIRECIONAMENTO AUSÊNCIA DE REQUERIMENTO DE AUTOFALÊNCIA RESPONSABILIDADE DO SÓCIO-GERENTE. ART 13.5, 111, DO CTN. INVIABILIDADE. 1. A imputação da responsabilidade prevista no art 135, Ill, do CTN não está vinculada apenas ao inadimplemento da obrigação tributária, mas à configuração das denials condutas- nele descritas.. práticas de atos com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos. Juiispi udimcia consolidada na Primeira Seção do STI 2. A mera ausência de requerimento de autqfale.;ncia não suficiente para ensejar o redirecionamento da ex-cc:KO° fiscal ao sócio-gerente, 3. Recurso especial improvido," (Superior Tribunal de Justiça, REsp n". 573849, Ministro Relator João Otávio de Noronha, DJ 20/10/2006) Desta forma, como no caso presente, não restou comprovado de maneira cabal a hipótese do art. 135, I do C'TN, não há amparo legal paru a manutenção no pólo passivo dos sócios-gerentes neste procedimento administrativo, e tampouco a inclusão destes no titulo executivo extrajudicial. ' Nesse sentido, verifica-se que a alegação da autoridade julgadora de que a inclusão do sócio tem o condão tão somente de legitimar a sua participação na fase contenciosa administrativa, de forma a resguardar a possibilidade de inscrição do debito em divida ativa também em seu nome, é totalmente descabida e sem qualquer propósito. Se a legislação que trata da questão (art. 135, I, CTN) não permite a responsabilização do sócio quando não há Pratica de atos corn excesso de poder ou infração de lei, contrato social ou estatuto, muito Menos irá permitir a sua inclusão no polo passivo do processo executivo sem que se apurem tais situações. Fl 5 Processo n° 35400 001067/2003-94 S2-T[03 Acórdão n 2803-00.114 .1 .1 1 Esclareça-se, por fim, que a jurisprudência pátria tem admitido a resPonsabilização dos sócios ou administradores quando verificada a dissolução regular da sociedade. No presente caso, pelo que consta dos autos, as atividades da empresa estão pAiOisadas, I ndo havendo qualquer indicio de sua dissolução. Logo, também nesse caso, não se pOde tolerar a inclusão do sócio no pólo passivo da presente autuação. CONCL USÃO: 111 1' I Por todo o exposto, DOU PROVIMENTO ao Recurso Voluntário interposto pelo Sr. João Sampaio Goes Neto para reconhecer a sua ilegitimidade para figurar no pólo passivo da presente autuação, na sua condição de sócio gerente da empresa CIN-Premo, e DOU 1,PARCIAL pROVIMENTO ao Recurso Voluntário interposto por CINASA, reconhecendo, de oficio, a decadência do direito do Fisco de constituir o crédito tributário referente ao ano de 19'07 restando mantidos os demais lançamentos, pela sua regularidade. E como voto.. 7P4cttoZeA, CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE ANDRADE - Relatora 10
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Numero do processo: 10945.001251/2005-18
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 22 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Mar 20 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 19/11/2002 a 10/01/2003
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INEXATIDÃO MATERIAL – CABIMENTO.
Constatada inexatidão material, esta deve ser sanada, para que o resultado do julgamento surta todos os seus efeitos frente a todos os recorrentes.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONHECIDOS E ACOLHIDOS.
Numero da decisão: 3201-000.926
Decisão: ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira
Seção de Julgamento, por unanimidade, conhecer e acolher os embargos de declaração, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES
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Constatada inexatidão material, esta deve ser sanada, para que o resultado do julgamento surta todos os seus efeitos frente a todos os recorrentes. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONHECIDOS E ACOLHIDOS. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, conhecer e acolher os embargos de declaração, nos termos do voto do relator. MARCOS AURÉLIO PEREIRA VALADÃO Presidente LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES Relator. EDITADO EM: 15/04/2012 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Mércia Helena Trajano D’Amorim, Marcelo Ribeiro Nogueira, Judith do Amaral Marcondes Armando e Adriana Oliveira e Ribeiro. Fl. 88DF CARF MF Impresso em 20/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2012 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 18/04/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 15/04/2012 por LUCIANO LOPE S DE ALMEIDA MORAES 2 Relatório Por entender que bem espelha a realidade dos fatos ocorridos até aquele momento, utilizome do Relatório constante do Acórdão embargado: "Trata o presente processo do auto de infração defls. 198 a 211 por meio do qual são feitas as exigências de R$ 171.186,64 (cento e setenta e um mil cento e oitenta e seis reais e sessenta e quatro centavos) de Imposto de Importação (II), R$ 256.779,93 (duzentos e cinqüenta e seis mil setecentos e setenta e nove reais e noventa e três centavos) de multa de lançamento de oficio agravada do II, no percentual de 150% (cento e cinqüenta por cento), nos termos do art. 44, II da Lei n° 9.430 de 27/12/1996 DOU 30/12/1996; RS 348.957,52 (trezentos e quarenta e oito mil novecentos e cinqüenta e sete reais e cinqüenta e dois centavos) de multa por infração administrativa ao controle das importações importar mercadorias do exterior sem Guia de Importação ou documento equivalente, que não implique a falta de depósito ou a falta de pagamento de quaisquer ônus financeiros ou cambiais, no percentual de 30% (trinta por cento) do valor da mercadoria, nos termos do art. 169, I, "b", do Decretolei na 37 de 18/11/1966 DOU 21/11/1966 e juros de mora. O motivo das exigências, conforme consta na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal de fls. 199 a 206, deveuse ao fato de não haverem sido concluídas as operações de trânsito aduaneiro, relativamente as MIC/DTA arroladas à fl. 02, empreendidas pela empresa Transportadora Argentino Paraguayo S.R.L. Os trânsitos tiveram início no Ponto de Fronteira Alfandegado da PIA e deveriam ter sido concluídos na Estação Aduaneira de Interior de Foz do Iguaçu EADI/FI, ambos sob controle da DRF/Foz do Iguaçu. A concessão do trânsito aduaneiro obedeceu a disposição da Portaria DRF/Foz n° 445/01 de acordo com o permissivo constante no art. 273 do Regulamento Aduaneiro aprovado pelo Decreto n~ 91.030 de 05/03/1985 DOU 11/03/1985 (revogado pelo Decreto ri1 4.543, de 26/12/2002, que regulamenta a administração das atividades aduaneiras, e a fiscalização, o controle e a tributação das operações de comércio exterior). Atualmente o mesmo permissivo consta do art. 288 do Decreto na 4.543/2002. Sobre as referidas MIC/DTA arroladas à fl. 02 não há resistro no sistema CODAPAR, da chegada a EADI/FI dos veículos utilizados nas operações de trânsito e nem a presença de carga no sistema Siscomex/Mantra Importação, ou seja, os Conhecimentos Internacionais de Transporte Rodoviário (CRT's) consignados no campo 23 dos MIC/DTA's encontrados na PIA não foram informados no sistema (fls. 03 a 65). Não houve qualquer tipo de comunicação da transportadora informando quaisquer problemas documentais. A fiscalizaçãot para fins de esclarecimento da situação, intimou os representantes da transportadora, Karl Stoeckl CPF n~ 006.177.13928 e Paula Cristiane Stella CPF na 931.226.24915, conforme documento de fls 150/151 e 156, a apresentar documentos que comprovem a conclusão dos trânsitos aduaneiros em questão, indicando outras providências, caso não tivessem essa prova. A prova de conclusão dos trânsitos não foi apresentada o que levou a fiscalização à convicção de que as mercadorias foram desviadas. Fl. 89DF CARF MF Impresso em 20/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2012 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 18/04/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 15/04/2012 por LUCIANO LOPE S DE ALMEIDA MORAES Processo nº 10945.001251/200518 Acórdão n.º 3201000.926 S3C2T1 Fl. 2 3 Sendo a transportadora uma firma estrangeira foram demandados na exação tributária os seus representantes no Brasil, nos termos do Decreto n" 99.704 de 20/11/1990 DOU 21/11/1990 que dispõe sobre a execução no Brasil do Acordo sobre Transporte Internacional Terrestre, entre o Brasil, a. Argentina, a Bolívia, o Chile, o Paraguai, o Peru e o Uruguai Acordo sobre Transporte Internacional Terrestre, conforme consta nos documentos de fis. 160 a 195, que são: Antônio Takeshi Horiushi, CNPJ n° 72.492.739/000179: Ceila Nara da Luz, CPF n° 046.289.51900: Mário Alberto Chaise de Camareo. CPF n° 153.806.96015; João Carlos Chaise de Camarso. CPF n° 351.385.80000; Jorse Luiz de Brito. CPF n° 310.463.04020; José Elias Grechi, CPF n" 232.204.57053 e Ederson Cassei Czekalski, CPF n° 829.531.63972. As fis. 218 a 224 constam cópias de AR, comprobatórias das intimações do auto de infração em tela. Mario Alberto Chaise de Camargo, João Carlos Chaise de Camargo, José Elias Grechi e Jorge Liz de Brito, sócios gerentes da firma Exacta, ingressaram com a impugnação de fis. 232 a 240. Antônio Takechi Horiuchi ingressou com a impugnação de fis. 248 a 260. Ederson Cassei Czekalski ingressou com a impugnação de fis. 261 a 273. As impugnações de Antônio Takechi Horiuchi e Ederson Cassei Czekalski são semelhantes e serão relatadas conjuntamente. Resumese abaixo o teor das impugnações. fis. 232 a 240 — Impugnação dos sócios da firma Exacta — Mario Alberto Chaise de Camargo, João Carlos Chaise de Camargo, José Elias Grechi e Jorge Liz de Brito. os Termos de Responsabilidade referentes aos trânsitos aduaneiros foram firmados na condição de despachantes aduaneiros, obedecendo à determinação do art. 24 do Decreto n° 646/1992 (transcrevem à fl. 233). Assim os peticionários são mandatários da Transportadora Argentino Paraguayo isentos, portanto, de qualquer responsabilidade civil e tributária em seu nome pessoal; não há possibilidade de os autuados serem considerados solidários nos termos do art. 124 do CTN (transcrevem à fl. 233), nem nos do art. 24, l "b " do Decreto na 99.704/1990 (transcrevem às fis. 233/234); também a Notícia Siscomex n& 69 de 03/12/2002 (fl. 246), publicada em complementação à Notícia Siscomex r? 61, de 28/11/2002 (fl. 246), conforme art: 17 da IN/SRF na 248/2002, que trata da representação do transportador estrangeiro de trânsito internacional, dispõe das condições de representação (transcrevem à fl. 234). Não há como se. vê qualquer possibilidade de o despachante ser responsável solidariamente com a transportadora; ademais, o auto de infração tem seu foco na não conclusão dos trânsitos aduaneiros quando o que ocorreu foi um ato criminoso quanto ao aspecto operacional do sistema de controle do trânsito aduaneiro simplificado. Quando o AFRF Leonardo Tenório de Carvalho afirma terem sido deletados os dados do veículo no sistema exclui por completo qualquer responsabilidade do despachante aduaneiro que não tem acesso ao sistema, para praticar esse tipo de operação; de se frisar que a Portaria DRF/Foz n° 445, de 11/12/2001 em seus arts. 9a e 12 contraria os termos da IN/SRF na 248/2002 ao possibilitar a delegação de poderes a pessoas estranhas ao serviço público para operação do Sistema de Trânsito Aduaneiro Simplificado, Fl. 90DF CARF MF Impresso em 20/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2012 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 18/04/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 15/04/2012 por LUCIANO LOPE S DE ALMEIDA MORAES 4 especialmente no que se refere ao início e conclusão do regime, debilitando, assim todo o sistema (à fl. 236 transcrevem os arts. 19, 23 e 25 da Portaria DRF/Foz n° 445, de 11/12/2001); por outro lado, os requerentes em momento algum foram informados, intimados, notificados ou indagados sobre os fatos que geraram a exação em questão e muito menos tinham conhecimento de algum fato que desabonasse a transportadora beneficiária do Trânsito Aduaneiro simplificado. De se ressaltar que antes do vencimento do instrumento de procuração para desempenhar os serviços previstos no Decreto n° 646/1992 os requerentes haviam manifestado ao outorgante a falta de interesse em continuar representandoo nos serviços aduaneiros (fl. 245); de se estranhar que a transportadora em questão vem operando normalmente, além do que certos motoristas e caminhões apresentados à fl. 238 fizeram 28 (vinte e oito) viagens irregulares, o que demonstra a fragilidade do sistema de controle do Trânsito Aduaneiro Simplificado estabelecido pela Portaria DRF/Foz ne 445, de 11/12/2001; há que se observar que nos documentos apresentados pela fiscalização não há assinatura nem a citação de qualquer um dos requerentes, o que fortalece sua tese de que não são responsáveis solidários da presente exação; Pede o arquivamento do presente processo. fls. 248 a 260 e 261 a 273 impugnações de Antônio Takechi Horiuchi e Ederson Cassei Czekalski o impugnante em tempo algum foi representante da empresa transportadora junto ao ANTT, pois a procuração que lhe foi outorgada concede poderes para atuar como despachante aduaneiro, não sendo responsável pelo pagamento e/ou recolhimento de impostos, portanto, o peticionário é parte ilegítima para responder pela presente exação (reforça seu argumento às fls. 258. a 260 com transcrição da Notícia Siscomex n& 0069); no que se refere ao motivo da autuação, a autoridade fiscal afirma que não encontrou documentos que comprovem o ingresso das mercadorias em trânsito na EADISUL. Emmomento algum a autoridade fiscal esclarece se ocorreu a retenção/apreensão das mercadorias, riem se houve comunicação à. Polícia Federal com o intuito de se efetuar a busca e apreensão dos veículos da transportadora, por descaminho ou contrabando; não houve, também, qualquer ação fiscal no sentido de constatar nas empresas mencionadas como importadoras a efetividade das operações o que contraria a necessária prova que deve existir quando se quer eliminar a presunção de legitimidade dos atos administrativos (defende sua tese às fls. 253 a 255 citando Hely Lopes Meirelles, Celso Antônio Bandeira de Mello, Lúcia do Valle Figueiredo e vários acórdãos). Adicionese a isso tudo a estranha afirmação de que houve deletação injustificada dos registros no sistema informatizado e concluise pela clara omissão do poder público que agora procura imputar a terceiros estranhos o prejuízo causado por sua incúria; pela exegese dos arts. 124, I e 134 do CTN para que exista solidariedade há necessidade de dolo, omissão ou locupletamento e no caso, nenhuma dessas hipóteses atinge o ora peticionário. Além do mais o lançamento viola os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade (defende sua tese às fls. 257/258). Fl. 91DF CARF MF Impresso em 20/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2012 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 18/04/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 15/04/2012 por LUCIANO LOPE S DE ALMEIDA MORAES Processo nº 10945.001251/200518 Acórdão n.º 3201000.926 S3C2T1 Fl. 3 5 Pede que o auto de infração em tela seja declarado insubsistente. " Apesar dos argumentos aduzidos pelas partes, a Delegacia da Receita Federal em Florianópolis manteve a exigência fiscal, conforme se evidencia pela simples leitura de sua ementa, abaixo transcrita: "SOLIDARIEDADE E responsável solidário pelo pagamento do crédito tributário devido pelo transportador estrangeiro seu representante no País. SISCOMEX DECLARA ÇÃO DE TRÂNSITO AD UANEIRO O beneficiário do regime é quem deve elaborar a declaração de trânsito no sistema, ocasião em que será gerado para ela um número seqüencial, anual e nacional. O depositário, por sua vez, informará no sistema o ingresso do veículo transportando mercadoria em trânsito aduaneiro, imediatamente após sua chegada no recinto alfandegado. TRÂNSITO ADUANEIRO NÃO CONCLUÍDO A não conclusão do trânsito aduaneiro, devido a não chegada da mercadoria ao ponto de destino pode ensejar quaisquer das soluções a seguir, conforme a possibilidade: apreensão da mercadoria para aplicação da pena de perdimento, substituição da pena de perdimento por multa, caso a mercadoria não seja encontrada, liquidação do termo de responsabilidade com seu encaminhamento à Procuradoria da Fazenda Nacional ou lançamento do crédito tributário. Lançamento procedente. Apresentado recurso voluntário pelos contribuintes Antônio Takeshi Horiushi, Mário Alberto Chaise de Camargo, João Carlos Chaise de Camargo, Jorge Luiz de Brito, José Elias Grechi e Ederson Cassei Czekalski., foi realizado o julgamento, sendo os recursos providos. Entretanto, a Delegacia da Receita Federal de Foz do Iguaçu, alegando existência de inexatidão material, interpõe embargos de declaração, motivo pelo qual retorna o processo para julgamento. Voto Conselheiro Luciano Lopes de Almeida Moraes, Relator O recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade. Tratase de embargos de declaração promovidos pela Delegacia da Receita Federal de Foz do Iguaçu, alegando existência de inexatidão material. Tal fato se deu porque, apesar do recurso voluntário concluir que todos os apresentantes de recurso voluntário devem ser excluídos do pólo passivo da demanda, não foi Fl. 92DF CARF MF Impresso em 20/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2012 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 18/04/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 15/04/2012 por LUCIANO LOPE S DE ALMEIDA MORAES 6 mencionado o nome do recorrente Antônio Takechi Horiuchi, no decorrer do voto proferido por esta Corte. Analisando os embargos e o acórdão recorrido, verificase efetivamente a ocorrência da referida situação. Assim, entendo que se faz necessário o acolhimento dos presentes embargos, até para evitar situações outras que demandariam maior tempo da RFB e desta própria Corte. Assim, deve ser afastada a inexatidão material ocorrida, devendo passar a constar no voto proferido que o Sr. Antonio Takechi Horiuchi apresentou recurso voluntário e, como tal, em face do julgamento realizado, também foi excluído da sujeição passiva a ele imputada neste processo. Ante o exposto, voto por conhecer e acolher os presentes embargos, nos termos da fundamentação supra. Sala das Sessões, em 20/03/2012 Luciano Lopes de Almeida Moraes Fl. 93DF CARF MF Impresso em 20/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2012 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 18/04/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 15/04/2012 por LUCIANO LOPE S DE ALMEIDA MORAES
score : 1.0
Numero do processo: 10865.909048/2009-13
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 24 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 31/05/2004
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO
DA MATÉRIA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE.
Os Embargos de Declaração são modalidade recursal de integração e
objetivam, tão-somente, sanar contradição entre sua fundamentação e a parte dispositiva, de maneira a permitir o exato conhecimento do teor do julgado.
Embargos Acolhidos
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3803-002.721
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em
acolher os embargos de declaração do contribuinte, rerratificando o Acórdão nº 3803-002.103, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 31/05/2004 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE. Os Embargos de Declaração são modalidade recursal de integração e objetivam, tãosomente, sanar contradição entre sua fundamentação e a parte dispositiva, de maneira a permitir o exato conhecimento do teor do julgado. Embargos Acolhidos Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração do contribuinte, rerratificando o Acórdão nº 3803002.103, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira , Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório Fl. 90DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN 2 ITAIQUARA ALIMENTOS S.A. formulou, em 23 de janeiro de 2012, os Embargos de Declaração de fls. s/nº, contra o Acórdão nº 3803002.103, de 7 de novembro de 2011, fls. 53 a 55, assim ementado: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 31/05/2004 Ementa: COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza. Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 31/05/2004 ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Invocando o art. 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 – RICARF, a embargante acusa a decisão embargada de incorrer em contradição ao tomar como base de decidir os fundamentos da decisão recorrida, que são distintos dos levantados na fundamentação da decisão embargada. Requer ainda reconsideração do indeferimento do pedido de sobrestamento do julgamento. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. s/nº merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão nº 3803002.103, de 7 de novembro de 2011. Nos termos do art. 65 do RICARF, cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual deveria pronunciarse a Turma. Contradição Compulsando o voto condutor da decisão embargada, constato que dele constou, sob o título “Conclusão”, o que segue: Conclusão Fl. 91DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10865.909048/200913 Acórdão n.º 380302.721 S3TE03 Fl. 3 3 Nada a reparar na decisão recorrida, cujos fundamentos, forte no § 1º do art. 50 da Lei nº 9.784, de 1999, passam a fazer parte integrante desse voto. Nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 7 de novembro de 2011 Alexandre Kern Há que se dar razão à Embargante. Com a locução recém transcrita, o Acórdão embargado findou por encampar os fundamentos levantados pela decisão de primeira instância, sem, contudo ter discorrido sobre eles em sua fundamentação, limitandose a analisar a questão sob a ótica probatória. Nesse sentido, portanto, entendo que a contradição deve ser sanada pela via dos presentes declaratórios. A contradição é meramente aparente. Na verdade, a fórmula empregada na conclusão do voto condutor da decisão embargada não deveria dele constar, tratandose de erro manifesto na formalização do acórdão. Assim, retifico a decisão embargada, cuja conclusão passa a ser, simplesmente, a que segue: Conclusão Em face dessas considerações, nego provimento ao recurso. Pedido de reconsideração do indeferimento do pedido de sobrestamento A propósito do pedido de reconsideração, recorro à doutrina Humberto Theodoro Junior1 (2004, p. 560), que leciona que os Embargos de Declaração têm como pressuposto de admissibilidade a existência de obscuridade, contradição ou omissão na sentença produzida. E que, em qualquer caso, a substância da sentença será mantida, uma vez que tais embargos não visam à reforma do acórdão ou da sentença. Admitese a hipótese de alguma alteração no conteúdo do julgado, sem, entretanto, ocasionar um novo julgamento da causa, haja vista não ser esta a função desse remédio recursal. A jurisprudência não destoa: A omissão e a contradição que autorizam a oposição de embargos de declaração têm conotação precisa: a primeira ocorre quando, devendo se pronunciar sobre determinado ponto, o julgado deixa de fazêlo, e a segunda, quando o acórdão manifesta incoerência interna, prejudicandolhe a racionalidade. Não constitui omissão o modo como, do ponto de vista da parte, o acórdão deveria ter decidido, nem contradição o que, no julgado, lhe contraria os interesses.” (Edcl em REsp 56.201BA, Rel. Min. Ari Pargendler, DJU de 09.09.96, p. 32346) 1 THEODORO JUNIOR. Humberto. Curso de Direito Processual Civil. 41ª ed. Rio de Janeiro: Ed.Forense. 2004. p. 560 e ss Fl. 92DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN 4 Salientada a natureza específica deste recurso, qual seja, a de propiciar a correção, integração e complementação da decisão, o pedido em tela não merece acolhida, posto que a via empregada não se presta para o simples reexame do litígio, obtendo nova análise da questão sob determinado ângulo, como meio de alterar o decidido Não conheço o pedido. Conclusão Com essas considerações, voto pelo acolhimento dos declaratórios do contribuinte, apenas para rerratificar a decisão embargada, sem alterarlhe o resultado do julgamento. Sala das Sessões, em Alexandre Kern Fl. 93DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10865.909048/200913 Acórdão n.º 380302.721 S3TE03 Fl. 4 5 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: Interessada: Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no , de , da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em . [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 94DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN
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Numero do processo: 10980.914104/2009-15
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 18 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/11/2004 a 30/11/2004
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITO. PROVA. ÔNUS DO
DECLARANTE.
É ônus do sujeito passivo comprovar as alegações contidas em sua defesa, sobretudo tratando-se de utilização, em declaração de compensação, de crédito de pagamento que considera indevido.
Assunto: Normas de Direito Tributário
Período de apuração: 01/11/2004 a 30/11/2004
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITO. FALTA DE
COMPROVAÇÃO DO CRÉDITO. NÃO HOMOLOGAÇÃO.
Inexistindo comprovação do direito creditório informado na Declaração de Compensação deve ser não homologada a compensação declarada.
Numero da decisão: 3803-003.240
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUSA
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/11/2004 a 30/11/2004 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITO. PROVA. ÔNUS DO DECLARANTE. É ônus do sujeito passivo comprovar as alegações contidas em sua defesa, sobretudo tratandose de utilização, em declaração de compensação, de crédito de pagamento que considera indevido. Assunto: Normas de Direito Tributário Período de apuração: 01/11/2004 a 30/11/2004 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITO. FALTA DE COMPROVAÇÃO DO CRÉDITO. NÃO HOMOLOGAÇÃO. Inexistindo comprovação do direito creditório informado na Declaração de Compensação deve ser não homologada a compensação declarada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator Participaram, ainda, da sessão de julgamento os conselheiros Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Fl. 97DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 05/08/2012 por ALEXANDRE KERN 2 Relatório Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de nº 0633.740, de 14 de setembro de 2011, da DRJCuritiba/PR, fls. s/nº, que considerou improcedente a manifestação de inconformidade. A Contribuinte transmitiu a Declaração de Compensação nº 22752.78358.020506.1.7.04-8726, fl. 05 a 10, em 02/06/2006, por meio da qual compensou débitos de PIS e COFINS de março de 2006. Na DComp foi utilizado o crédito de pagamento indevido no valor de R$ 5.895,45, relativo à Cofins do mês de novembro/2004, do total recolhido de R$ 30.597,66. A DRFCuritiba, não homologou a compensação, por meio do despacho decisório de 11/05/2009, fl. 01, fundada no fato de que o DARF discriminado na DComp fora integralmente utilizado para quitação do débito de Cofins do período de apuração de novembro de 2004, não restando saldo de crédito disponível para a compensação do débito indicado. A interessada apresentou manifestação de inconformidade, fls. 11 a 16, em que alegou que: a) dentre as atividades desenvolvidas, realiza a prestação de serviços para armadores estrangeiros e, até pouco tempo, desconhecia a lei que traz o benefício da não incidência da contribuição para o Pis/Pasep e da Cofins sobre receitas decorrentes das operações de prestação de serviços para pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no exterior, cujo pagamento represente ingresso de divisas; b) os armadores estrangeiros são representados no território nacional por empresas brasileiras. Os pagamentos efetuados a estes representantes são suportados pelo primeiro, conforme a legislação brasileira, que remete previamente ao país divisas suficientes para fazer frente às despesas assumidas com a passagem de seus navios por águas e portos nacionais; c) as Leis nº 10.637/2002 e nº 10.833/2003 exigem somente duas condições para a não incidência das contribuições: que o tomador, pessoa física ou jurídica, esteja domiciliado no exterior, e que o pagamento seja realizado em moeda conversível; d) os serviços prestados para armadores estrangeiros atendem a estas duas condições, embora o serviço seja executado totalmente em território brasileiro e aqui seja verificado o seu resultado, uma vez que o tomador está domiciliado no exterior e sua contraprestação acarreta a entrada de divisas; e) os representantes são meros repassadores de recursos do exterior, atuando em nome dos armadores, por imposição das leis brasileiras, e que esta intermediação não é suficiente para descaracterizar a não incidência das contribuições, uma vez que toda atividade exercida pela empresa é desenvolvida exclusivamente para uma empresa estrangeira; f) existe um nexo causal entre o pagamento que representa a entrada de divisas e a prestação de serviços à pessoa estrangeira, e que este nexo é evidenciado pela legislação do Bacen, a qual autoriza esse tipo de transação; Fl. 98DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 05/08/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10980.914104/200915 Acórdão n.º 3803003.240 S3TE03 Fl. 2 3 g) preenche todos os requisitos para fazer jus ao benefício e relatou que ingressara com o pedido de restituição e compensação dos valores não prescritos. Indicou o valor do faturamento com a prestação de serviços ao armador estrangeiro, o valor da contribuição que entende ter pago indevidamente e a correção do indébito até a data da apresentação da DComp. h) ressaltou que as notas fiscais de prestação de serviços permitem correlacionar a atividade que desenvolve à desenvolvida pelos armadores estrangeiros em águas nacionais e que as disponibilizará para conferência no momento em que forem requisitadas. Com esses argumentos a interessada requereu o acolhimento da manifestação de inconformidade, o cancelamento do procedimento administrativo adotado pela DRF/Curitiba e a homologação da compensação declarada. Em julgamento da lide, a DRJCuritiba destacou que a compensação tributária pressupõe que o sujeito passivo tenha um crédito líquido e certo contra a Fazenda Pública, conforme dispõe o art. 170 do Código Tributário Nacional (CTN). Sob essa premissa legal, sustentou que a Contribuinte não trouxe ao processo qualquer prova material ou documental para amparar sua principal alegação de direito ao crédito decorrente da não incidência da contribuição sobre as receitas de prestação de serviços a pessoa jurídica domiciliada no exterior, conforme exigida pelo art. 16, III, do Decreto n° 70.235/72 e do artigo 333, do Código de Processo Civil. Aduziu que a manifestante fez juntar ao processo um simples demonstrativo de apuração do crédito, o qual traz a indicação das notas fiscais relativas aos serviços prestados, tendose colocado à disposição para a sua apresentação posterior. Cientificada da decisão em 15 de dezembro de 2011, irresignada, a interessada apresentou recurso voluntário em 09 de janeiro de 2012, em que repisa os mesmos termos da manifestação de inconformidade e anexa cópias dos contratos anuais de prestação de serviço de agenciamento marítimo, firmados com o armador estrangeiro, P&O Nedlloyd. É o relatório. Voto Conselheiro Relator Belchior Melo de Sousa O recurso é tempestivo, e atende a todos os requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço. A suma dos argumentos da Recorrente é que o pagamento da COFINS utilizado como crédito na DComp sob análise foi calculado sobre receitas de prestação de serviços para pessoa jurídica localizada no exterior, representativa ingresso de divisas, não sujeitas à incidência das contribuições, a teor do do art. 6º, inciso II, da Lei nº 10.833/2003, verbis: Fl. 99DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 05/08/2012 por ALEXANDRE KERN 4 Art. 6º A COFINS não incidirá sobre as receitas decorrentes das operações de: [...] II prestação de serviços para pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no exterior, cujo pagamento represente ingresso de divisas; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) A razão de decidir da DRJ/Curitiba resumese na falta de comprovação do alegado pela manifestante. Com efeito, a Interessada não respaldou a defesa com documentação contábil e fiscal, únicos elementos autorizados legalmente para aferição de bases de cálculo, para identificação das receitas, de sorte a, no caso, viabilizar a verificação de não incidência da contribuição sobre a exclusiva receita de prestação de serviços ao armador estrangeiro que a Interessada representa no Brasil. A decisão recorrida observou: “a contribuinte [...] juntou ao processo, desacompanhado de documentação contábil e fiscal comprobatória, um simples demonstrativo de apuração do crédito”. No recurso voluntário, reitero, a declarante replica o mesmo argumento trazido na manifestação de inconformidade, e nele agrega o mesmo demonstrativo do crédito utilizado na DComp, em que apresenta a receita auferida do armador estrangeiro e o valor do pagamento indevido da contribuição. Informou a Defendente, em ambas as instâncias, que “dentre as atividades desenvolvidas realiza a prestação de serviços para armadores estrangeiros”. Suas atividades estão descritas no objeto social, constante da cláusula terceira do contrato social consolidado, fl. 24, anexo ao recurso voluntário, ipsis litteris: Agência Marítima, Entidade Estivadora, Operadora Portuária, Agenciamento de navios, Representações Comerciais, Comissária de Despachos Aduaneiros, Prestação de Serviços e Assessoria Técnica em cargas e encomendas e Participações Societárias em outras empresas. Como representante do armador, esta pessoa jurídica, além de angariar cargas para a sua Contratante, executa todos os procedimentos que têm pertinência com o movimento dessas cargas, inclusive quanto à contratação de transporte rodoviário e serviços de armazéns, segundo os termos do contrato de prestação de serviços firmado com a P&O Nedlloyd. Para fazer frente ao cumprimento do contrato, a Agência Marítima Transatlântica movimenta duas contas bancárias. A primeira, para controle do custeio da atividade da Contratante, P&O Nedlloyd, intermediada pela Contratada. A segunda, para as remessas de receitas da Contratante. Os registros contábeis, notadamente contas a pagar, contas a receber e caixa, são feitos separadamente dos da Contratada, de modo que a posição financeira líquida da Contratante possa ser estabelecida a qualquer tempo, consoante cláusula do contrato. Dos termos avençados no contrato deflui a preponderante característica da Agência Marítima Transatlântica como repassadora de recursos financeiros da P&O Nedlloyd para cobertura dos custos e despesas desta nas operações relativas aos fretamentos, serviços de intermediação pelos quais, podese ter como certo, aufere suas próprias receitas representantes de ingressos de divisas. Fl. 100DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 05/08/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10980.914104/200915 Acórdão n.º 3803003.240 S3TE03 Fl. 3 5 Contudo, não se perca de vista o leque de atividades previsto no objeto social da Agência Marítima Transatlântica Ltda., a indicar a possibilidade da existência de outras relações de negócios, além da que estabelece com a P&O Nedlloyd, sujeitas à incidência da contribuição, como o prova o débito que a Interessada reconhece como efetivo em cada período de apuração. Dessas observações acima registradas, ressalta a insuficiência do único elemento que a Defendente trouxe na manifestação de inconformidade, vale dizer, o demonstrativo espelhado acima, para demonstrar a propriedade e a medida das receitas de prestação de serviços desta Contratada exclusivamente decorrente do contrato em foco. Mesmo indicado na decisão recorrida que os elementos de prova consubstanciavamse na escrita ou documentação contábil e fiscal, a Recorrente não suprimiu esta lacuna no recurso voluntário, limitandose a anexar cópias dos contratos de prestação de serviços à P&O Nedlloyd, ineptos para aferição dos valores controversos e, portanto, para ateste da verossimilhança das alegações. Assim, nada a reparar na decisão recorrida, que a mantenho por seus próprios fundamentos, o art. 16 do Decreto nº 70.235/72 e a art. 333 do CPC1, segundo os quais é ônus da Defendente carrear aos autos a prova de sua alegação de ser detentora de crédito perante a RFB, não cabendo a este Órgão provêla em substituição àquela, mediante diligência, coligindo os elementos de sua escrita contábil e fiscal, que são de privativo conhecimento da Interessada e se encontram sob seu estrito controle. Em vista do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Sala das sessões, 18 de julho 2012 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa 1 Art. 16. A impugnação mencionará: (...) III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir. (...) Art. 333. O ônus da prova incumbe: I – ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II – ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Fl. 101DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 05/08/2012 por ALEXANDRE KERN 6 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 10980.914104/200915 Interessada: AGENCIA MARÍTIMA TRANSATLÂNTICA LTDA. Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 3803003.240, de 18 de julho de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 18 de julho de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 102DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 05/08/2012 por ALEXANDRE KERN
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Numero do processo: 16327.002929/2001-10
Turma: Primeira Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Aug 15 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Fri Aug 15 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 101-02.666
Decisão: RESOLVEM os membros da primeira câmara do primeiro conselho de
contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: VALMIR SANDRI
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Recorrida 8° Turma da DRJ de São Paulo - SP - I RESOLUÇÃO N.° 101-02.666 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros da primeira câmara do primeiro conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. A /ONI PRAGA PRESIDENTE ANDRI RELATOR FORMALIZADO EM: 2 -4 SET 2008 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros SANDRA MARIA FARONI, CAIO MARCOS CÂNDIDO. MARCOS VINICIUS BARROS OTTONI e SIDNEY FERRO BARROS (Suplentes Convocado). Ausentes justificadamente os Conselheiros JOÃO CARLOS DE LIMA JÚNIOR, JOSÉ RICARDO DA SILVA, ALOYSIO JOSÉ PERCINIO DA SILVA e ALEXANDRE ANDRADE LIMA DA FONTE FILHO. • Processo n.° 16327.002929/2001-10 CCOI/C01 Resoluçâo n.° 101-02.666 Fls. 2 Relatório BANCO BMC S.A., já qualificado nos autos, recorre da decisão proferida pela r Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de São Paulo - SP, que, por unanimidade de votos indeferiu a solicitação feita pelo contribuinte. Trata-se o presente processo de Pedido de Restituição de IRPJ, protocolado pelo contribuinte em 27/12/2001, fls. 01, no valor de RS 2.577.887,84, por entender que recolheu a maior o Imposto de Renda Pessoa Jurídica no ano-calendário 2000, conforme consta na Ficha 12B — Linha 13 da sua declaração de rendimentos, fls. 30. Posteriormente, o contribuinte protocolou também Pedidos de Compensação (com débitos de IRRF, 10F, CPMF, PIS e COFINS), fls. 62/67, 72, 79/83 e 87/89, que foram convertidos em Declaração de Compensação, nos termos do art. 74, §5° da Lei n° 9.430/96, com redação dada pelo art. 49, da Lei n° 10.637/02 c/c arts. 1° e 2° da IN/SRF 233/2002. Após analisar a solicitação, a DRF exarou em 25.04.2003 o Despacho Decisório de fls. 153/158, indeferindo parcialmente a solicitação feita pelo Contribuinte, por entender que parte do crédito alegado não possui o atributo da certeza mencionado no art. 170 do CTN, uma vez que teve origem em compensação anterior não homologada pela autoridade administrativa, além de que se refere à parcela de recolhimento em DARF de aplicação de investimento incentivado FINOR, que não possui natureza de tributo, não sendo, portanto, compensável nos moldes da legislação pertinente. Destacaram, ainda, que outra parte do crédito teve origem em Processo Administrativo decorrente de decisão judicial ainda não transitada em julgado, ou seja, não ostenta o atributo da certeza previsto no art. 170 do CTN para fins de restituição ou compensação tributária. Sendo assim, homologaram apenas as compensações levadas a feito pelo contribuinte em relação aos débitos nomeados nas Declarações de Compensação às fls. 62, 65, 66, 67, 72, 79, 80, 81, 82 e 83, e dos dois primeiros débitos e parte do terceiro da Declaração de fls. 63, conforme tabela às fls. 137/138, para o que foi suficiente o crédito de R$ 1.267.435,14, correspondente à parcela do saldo negativo de IRPJ a pagar do ano-calendário 2000, originária de antecipações em DARF, de IRPJ - estimativa, código 2319, em decisão assim ementada: "A autoridade administrativa está impedida de homologar Declaração de Compensação se o crédito alegado pelo contribuinte contra a Fazenda Nacional, entre outras razões, não existir ou não possuir o atributo da certeza, consoante determina o artigo 170 do Código Tributário Nacional — CTN. In casu, parcela do pretenso crédito é originária de compensação anterior não homologada; parcela, de recolhimento em DARF de aplicação de investimento incentivado FINOR, que não possui natureza de tributo, não sendo, portanto, compensável nos moldes da legislação pertinente; e outra parcela, decorrente de compensação autorizada por medida judicial não transitada em julgado, portanto, carecendo da certeza requerida pelo mencionado artigo do CTN. 7 -V era.: 2 Processo n.° 16327.002929/2001-10 CCOI/C01 Resoluçio n.° 101-02.666 Fls. 3 COMPENSAÇÃO PARCIALMENTE HOMOLOGADA." Inconformado com a referida decisão, da qual tomou conhecimento em 17.06.2003, fls. 162, o Contribuinte apresentou, tempestivamente, manifestação de inconformidade em 16.07.2003, às fls. 163/166, alegando em síntese que: Inicialmente, destaca que em 31.12.2000 apurou saldo negativo de IRPJ no valor de R$ 2.228.271,97, que teve origem em antecipações mensais efetuadas pelo contribuinte através de recolhimento de DARF's no valor de R$ 1.426.834,91 e através de Pedidos de Restituição e Compensação (Processos ti% 16327.00011739/00-04 e 104140003203/0-35), no valor de R$ 801.437,06. Esclarece que o Processo Administrativo n° 16327.001739/00-04, refere-se ao Pedido de Restituição e Compensação de IRPJ relativo ao ano-calendário 1998, que não obstante tenha sido julgado improcedente pela DIORT, encontra-se com a sua exigibilidade em razão do recurso apresentado, nos termos do art. 151, II do CTN. Afirma, ainda, que o processo Administrativo n° 10410.003203/00-35, refere-se ao Pedido de Compensação de crédito com Débito de Terceiro, a título de crédito prêmio de IPI, nos termos do Decreto-Lei n° 491/69, tendo sido emitido em favor do contribuinte, na qualidade de titular dos débitos compensados o respectivo "Documento Comprobatório de Compensação — DCC", livre de qualquer ressalva, fl. 174. Sendo assim, requer a homologação do presente pedido de restituição, uma vez que os débitos tributários provenientes das compensações já efetuadas por ele, atinentes aos meses de março e maio de 2000, bem como as respectivas parcelas destinadas ao FINOR, respectivamente, encontram-se suspensos (competência março de 2000) ou extintos (competência maio de 2000). Requer, ainda, seja suspenso o presente feito até o julgamento definitivo do Pedido de Restituição n° 16327.001739/00-04, referente ao crédito tributário apurado no ano- calendário 1998. À vista da Manifestação de Inconformidade, a 8 a. Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Campinas - SP, por unanimidade de votos, indeferiu a solicitação feita pelo Contribuinte. Em suas razões de decidir, destacaram que não merece ser acolhido o pleito do contribuinte quanto ao sobrestamento do presente processo até julgamento definitivo do Processo Administrativo n° 16327.00011739/00-04, tendo em vista que o Decreto n° 70.235/1972, que regulamenta o processo administrativo fiscal não traz qualquer dispositivo nesse sentido, além do que a administração pública tem a obrigação de impulsionar o processo até a sua decisão final, não podendo a autoridade executiva sobrestar o julgamento na inexistência de impeditivo legal. Corroborando este entendimento transcreveram jurisprudência do Conselho de Contribuintes. Salientaram que está correto o entendimento exarado no Despacho Decisório quanto ao não aproveitamento dos valores dos meses de março e maio de 2000, uma vez que estes valores encontram-se pendente de apreciação na esfera administrativa, respectivamente nos processos n's 16327.011739/00-04 e 10410.003203/00-35 não possuindo, portanto, a certeza exigida no art. 170 do CTN. Processo n.° 16327.002929/2001-10 CCOI/C01 Resolucio n.• 101-02.666 Fls. 4 Pelo exposto, os julgadores de primeira instância indeferiram o sobrestamento do julgamento do presente processo, bem como indeferiram a solicitação feita pelo contribuinte, em decisão assim ementada: "Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2000 Ementa: Processo Administrativo Fiscal. Sobrestamento. Impossibilidade. O processo administrativo fiscal é regido por princípios, dentre os quais o da oficialidade, que obriga a administração a impulsionar o processo até sua decisão final." Solicitação Indeferida. Ciente da decisão de primeira instância às fls. 202, o Contribuinte apresentou recurso voluntário em 17.11.2005, tempestivamente às fls. 189/197, juntando, ainda, os documentos de fls. 198/207, alegando em síntese que: Inicialmente, faz um breve relato dos fatos e fundamentos que deram origem ao presente processo, reafirmando que em 31.12.2000 apurou saldo negativo de IRPJ no valor de R$ 2.228.271,97, valor este que teve origem em antecipações mensais efetuadas pelo contribuinte através de recolhimento de DARF's no valor de R$ 1.426.834,91 e através de Pedidos de Restituição e Compensação (Processos n's 16327.001739/00-04 e 10410.003203/00-35), no valor de R$ 801.437,06. Ressalta que a Delegacia da Receita federal de Julgamento, homologou apenas a importância de R$ 1.267.435,14, razão pela qual foi apresentado o presente recurso com efeito suspensivo. Nesse sentido, transcreve o art. 64 da IN/SRF n° 460/04, arts. 49 e 68 da Lei n° 10.637/02 e art. 17 da Lei n° 10.833/03. Afirma que em 01.10.2002 não havia sido exarada qualquer decisão por parte da autoridade administrativa, o que somente ocorreu em 17.06.03. Dessa forma, por força dos dispositivos legais mencionados, o Pedido de Restituição foi convertido em Declaração de Compensação já naquela data (01.10.2002), com efeitos retroativos desde o seu protocolo em 27.12.2001. Prossegue afirmando que do saldo remanescente (valores não homologados pela autoridade administrativa), no montante de R$ 801.437,06, recolhido através de compensações tributárias, nos termos e condições previstas na IN/SRF n°21/97 e suas alterações posteriores, o valor de R$ 244.593,42 não será objeto do presente recurso, posto que já tem destinação específica ao FINOR. Dessa forma, acredita o contribuinte que subtraído do montante principal o valor referente ao FINOR e aquele já homologado pela DRJ-SP, existe um saldo de R$ 716.243,41, passível de compensação, conforme exposto às fls. 195. Alega o contribuinte que teve parte de sua solicitação indeferida, pois a DRJ entendeu em síntese que esses valores não possuíam a certeza exigida no art. 170 do CTN, uma vez que se encontravam pendentes de homologação na esfera administrativa, Processos Ifs 16327.001739/00-04 e 10410.005279/99-62. - <:;51---d 4 . . Processo n.° 16327.002929/2001-10 CCOI/C01 Resolução n.° 101-02.666 Fls. 5 Esclarece que a antecipação referente ao mês de março de 2000, no valor de R$ 450.972,86, foi recolhida por compensação realizada nos autos do Processo Administrativo n° 16327.001739/00-04, relativo ao saldo negativo do IRPJ pago a maior ou indevidamente pelo contribuinte, atinente ao ano-calendário 1998. Afirma que não obstante tenha sido julgado improcedente a sua solicitação, em 24.02.2003, foi apresentada manifestação de inconformidade que se encontra pendente de julgamento, conforme documento acostado aos autos. Em relação à antecipação referente ao mês de maio do ano-calendário 2000, no valor de R$ 265.270,55, aduz que tal antecipação foi recolhida por compensação nos autos do Processo Administrativo n° 10410.005279/99-62, na modalidade de "Pedido de Compensação de Crédito com Débito de Terceiro", formulado pelo contribuinte Central Açucareira Santo Antonio S.A., inscrito no CNPJ n° 12.718011/0001-90. Dessa forma, tendo sido expedido pela unidade competente da Secretaria da Receita Federal de Maceió — AL, o competente "Documento Comprobatório de Compensação — DCC", afirma o contribuinte que resta extinto de pleno direito, nos termos do anexo V da IN/SRF n°21/97, o débito de IRPJ recolhido por compensação, a titulo de antecipação devida no mês de maio do ano-calendário 2000. Pelo exposto, requer seja homologada a parcela remanescente do saldo negativo de IRPJ, no valor de R$ 716.243,41, bem como seja reconhecida à extinção dos débitos tributários compensados. É o relatório. Voto Conselheiro VALMIR SANDRI, Relator. O recurso é tempestivo e preenche os requisitos para a sua admissibilidade. Dele, portanto, tomo conhecimento. Conforme se depreende do relatório, trata-se o presente processo de Pedido de Restituição, cumulado com Pedido de Compensação protocolado pelo contribuinte em 27/12/2001, fls. 01, no valor inicial de R$ 2.577.887,84, por entender que recolheu a maior o Imposto de Renda Pessoa Jurídica no ano-calendário de 2000. Deferida parcialmente a solicitação feita pelo contribuinte (R$ 1.267.435,14), e a parte destinada ao FINOR (R$ 244.593,42), do qual o contribuinte reconhece que não deve ser objeto do presente recurso, restou um saldo remanescente no valor de R$ 716.243,41, que deseja ser reconhecido no presente recurso. Sendo assim, a questão cinge-se ao montante de R$ 716.243,41, não homologado pela decisão recorrida, por considerar que o suposto débito da Fazenda Nacional carece de certeza nos termos do art. 170 do CTN, tendo em vista que ainda é objeto de Processos Administrativos pendentes de julgamento definitivo. 5 . . , • . • Processo n.° 16327.002929/2001-10 CCO I/C01 Resolução n.° 101-02.666 Fls. 6 No caso em tela, pretende o contribuinte compensar créditos que ainda encontram-se pendente de recurso na esfera administrativa, como ele mesmo reconhece em seu recurso ao afirmar que: "Foram aplicados nessa compensação créditos tributários pleiteados, em nome próprio ou por terceiro, no âmbito dos Pedidos de Restituição formulados, respectivamente, sob os es 16327.001739/00-04 e 10410.005279/99-62". Ou seja, tendo em vista que o Processo n°16327.001739/00-04, no qual foi efetuada a antecipação referente ao mês de março do ano-calendário 2000, no valor de R$ 450.972,86, encontra-se pendente de julgamento na Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, não há que se falar em crédito liquido e certo como pretende o contribuinte. Da mesma forma em relação ao Processo Administrativo n° 10410.005279/99- 62, eis que se encontra pendente de julgamento na esfera administrativa, pois não obstante tenha sido expedido o "Documento Comprobatório de Compensação — DCC", conforme juntado pelo próprio contribuinte às fls. 203, não há informações nos presentes autos de que o mesmo transitou em julgado. Pelo acima exposto, entendo que o presente processo deve retomar a DRF de origem até decisão definitiva proferida na esfera administrativa nos mencionados processos, para só então retomar a esta E. Câmara, acompanhado de cópias das decisões definitivas daqueles processos, para dar seguimento ao julgamento da presente lide. É como voto. Sala das Sessões - DF, em 15 de agosto de 2008 ., A RI (""L 6 Page 1 _0032900.PDF Page 1 _0033000.PDF Page 1 _0033100.PDF Page 1 _0033200.PDF Page 1 _0033300.PDF Page 1
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