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Numero do processo: 15504.017429/2008-06
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Fri Jan 20 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/11/2005 a 31/12/2006
Ementa:
PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO.
Conforme determinação do Código Tributário Nacional (CTN) a lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.
COMISSÕES. CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS
Comissões pagas a não empregados por serviços prestados à empresa são tributados como remuneração a contribuintes individuais.
Numero da decisão: 2403-000.996
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para que se recalcule o valor da multa, se mais benéfico ao contribuinte, de acordo com o disciplinado no art. 32A da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009. Votaram pelas conclusões na questão dos representações comerciais os Conselheiros Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro, Jhonatas Ribeiro Da Silva e Ivacir Júlio de Souza.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/11/2005 a 31/12/2006 Ementa: PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO. Conforme determinação do Código Tributário Nacional (CTN) a lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. COMISSÕES. CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS Comissões pagas a não empregados por serviços prestados à empresa são tributados como remuneração a contribuintes individuais.
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Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Recorrente BELFAR LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/11/2005 a 31/12/2006 Ementa: PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO. Conforme determinação do Código Tributário Nacional (CTN) a lei aplicase a ato ou fato pretérito, tratandose de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. COMISSÕES. CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS Comissões pagas a não empregados por serviços prestados à empresa são tributados como remuneração a contribuintes individuais. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para que se recalcule o valor da multa, se mais benéfico ao contribuinte, de acordo com o disciplinado no art. 32A da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009. Votaram pelas conclusões na questão dos representações comerciais os Conselheiros Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro, Jhonatas Ribeiro Da Silva e Ivacir Júlio de Souza. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente/Relator Fl. 96DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Participaram do presente julgamento, os conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (presidente), Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio De Souza, Jhonatas Ribeiro Da Silva, Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 97DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15504.017429/200806 Acórdão n.º 2403000.996 S2C4T3 Fl. 96 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo Horizonte, acórdão 0225.045 6ª Turma, que julgou improcedente a impugnação. O lançamento referese a infração ao disposto no artigo 32, inciso IV, parágrafo 5° da Lei n.° 8.212, de 24 de julho de 1991, na redação da Lei n.° 9.528/97, combinado com o artigo 225, inciso IV e parágrafo 4° do Regulamento da Previdência Social — RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048/99, por ter a empresa apresentado Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informação à Previdência Social — GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de contribuições previdenciárias, referentes às ocorrências abaixo relatadas, que implicaram em cálculo a menor das referidas contribuições, no período 11/2005 a 12/2006, conforme consta às fls.01 e no Relatório Fiscal da Infração, de fls.06/07: • não inclusão de valores relativos à parte de pagamentos efetuados a segurados empregados demitidos referentes às rescisões de contrato de trabalho; • não inclusão de valores pagos a título de assistência médico odontológica — plano de saúde/UNIMEDBH em beneficio de determinados segurados empregados; • não inclusão de valores referentes às remunerações ou retribuições pagas ou creditadas aos segurados contribuintes individuais (serviços prestados por terceiros — pessoas físicas). Consoante o Relatório Fiscal de Aplicação da Multa e Anexos, fls.08 a 21, foi aplicada a multa prevista no artigo 32, inciso IV, parágrafo 5° da Lei 8.212/91 e nos artigos 284, inciso II e 373 do Regulamento da Previdência Social RPS (Decreto n.° 3.048/99), equivalente a cem por cento do valor devido relativo à contribuição previdenciária não declarada, no total de RS 90.187,02. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, onde alega, em síntese, que: • Tratase autuação sofrida em decorrência de infração ao artigo 32, inciso IV, parágrafo 5° da Lei n. 8212/91. • o representante comercial não é empregado; • o artigo 1° da Lei n° 4.886/65 conceitua o representante comercial como pessoa que exerce exclusivamente a mediação para realização de negócios mercantis; Fl. 98DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 • os representantes são autônomos, sem qualquer subordinação com a recorrente. É o Relatório. Fl. 99DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15504.017429/200806 Acórdão n.º 2403000.996 S2C4T3 Fl. 97 5 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator O recurso é tempestivo e por não haver óbice ao seu conhecimento, passo à análise das questões pertinentes. CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS COMISSÕES A recorrente contesta o levantamento que incidiu sobre as remunerações a segurados contribuintes individuais, referentes a comissões sobre vendas, argumentando que o representante comercial não é empregado e que os representantes são autônomos, sem qualquer subordinação com a recorrente. Veremos que não cabe razão à recorrente em suas alegações e que o lançamento está correto. Conforme descrito no Relatório Fiscal, os valores das remunerações, referentes a comissões sobre vendas, foram apurados através das notas fiscais de serviços prestados por pessoas físicas, confirmados na escrituração contábil da empresa, cujos lançamentos foram efetuados na conta Despesas Operacionais (4.2.01.00.00.00)e subcontas Despesas de Comercialização (4.2.01.01.00.00) / Comissão sobre Vendas (4.2.01.01.07.00). Segundo a Lei 8.212/91, é contribuinte individual e segurado obrigatório a pessoa física que presta serviço à empresa sem relação de emprego. Portanto, verificase que o lançamento referente aos contribuintes individuais (não empregados) está correto. MULTA No que tange à multa, é necessário tecer algumas considerações, face à edição da recente Medida Provisória nº 449/2008, convertida na Lei 11.941/2009. A citada Lei 11.941/2009 alterou a sistemática de cálculo de multa por infrações relacionadas à GFIP. Para tanto, a Lei 11.941/2009, inseriu o art. 32A, o qual dispõe o seguinte: “Art.32A.O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do art. 32 no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a Fl. 100DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitarseá às seguintes multas: I de dois por cento ao mêscalendário ou fração, incidente sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a vinte por cento, observado o disposto no §3o; e II de R$ 20,00 (vinte reais)para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas §1º Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso I do caput, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento §2o Observado o disposto no § 3o, as multas serão reduzidas: I à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou II a setenta e cinco por cento, se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação §3o A multa mínima a ser aplicada será de: I R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; II R$ 500,00 ( quinhentos reais), nos demais casos”. Considerando o princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106. inciso II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional, há que se verificar a situação mais favorável ao sujeito passivo, face às alterações trazidas. Art.106 A lei aplicase a ato ou fato pretérito: (...) II tratandose de ato não definitivamente julgado: (...) c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. No caso da presente autuação, a multa aplicada ocorreu nos termos do art. 32, inciso IV, Lei nº 8.212/1991 e do art. 32, § 5º, da Lei nº 8.212/1991, o qual previa que pena administrativa correspondente à multa de cem por cento do valor devido relativo à contribuição não declarada, limitada aos valores previstos no art. 32, § 4º, da Lei nº 8.212/1991. Para efeitos da apuração da situação mais favorável, há que se observar qual das seguintes situações resulta mais favorável ao contribuinte, conforme o art. 106, II, c, CTN: (a) a norma anterior, com a multa prevista no art. 32, inciso IV, Lei nº 8.212/1991 c/c o art. 32, Fl. 101DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15504.017429/200806 Acórdão n.º 2403000.996 S2C4T3 Fl. 98 7 § 5º, Lei nº 8.212/1991 ou (b) a norma atual, nos termos do art. 32, inciso IV, Lei nº 8.212/1991 c/c o art. 32A, Lei nº 8.212/1991, na redação dada pela Lei 11.941/2009. Nesse sentido, entendo que na execução do julgado, a autoridade fiscal deverá verificar, com base nas alterações trazidas, a situação mais benéfica ao contribuinte. CONCLUSÃO Voto por DAR PROVIMENTO PARCIAL AO RECURSO, para que se recalcule o valor da multa, se mais benéfico ao contribuinte, de acordo com o disciplinado no art. 32A da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 102DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 16045.000173/2010-21
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Dec 02 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri Dec 02 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2005
IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA. NÃO CONHECIMENTO PELA PRIMEIRA INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE DO CARF MANIFESTAR-SE ACERCA DO MÉRITO.
Sendo a impugnação apresentada fora do prazo legal previsto, não há como a 1 instância conhecer da defesa ofertada, o que impossibilita o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, em sede de 2 instância, apreciar o meritum causae, tendo em vista que este nem sequer foi analisado pela turma julgadora a quo.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-000.931
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso.
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2005 IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA. NÃO CONHECIMENTO PELA PRIMEIRA INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE DO CARF MANIFESTAR-SE ACERCA DO MÉRITO. Sendo a impugnação apresentada fora do prazo legal previsto, não há como a 1 instância conhecer da defesa ofertada, o que impossibilita o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, em sede de 2 instância, apreciar o meritum causae, tendo em vista que este nem sequer foi analisado pela turma julgadora a quo. Recurso Voluntário Negado.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1741; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 242 1 241 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16045.000173/201021 Recurso nº 000.000 Voluntário Acórdão nº 2403000.931 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 02 de dezembro de 2011 Matéria CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA Recorrente DUBUIT PAINT TINTAS E VERNIZES LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2005 IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA. NÃO CONHECIMENTO PELA PRIMEIRA INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE DO CARF MANIFESTAR SE ACERCA DO MÉRITO. Sendo a impugnação apresentada fora do prazo legal previsto, não há como a 1 instância conhecer da defesa ofertada, o que impossibilita o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, em sede de 2 instância, apreciar o meritum causae, tendo em vista que este nem sequer foi analisado pela turma julgadora a quo. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari – Presidente. Cid Marconi Gurgel de Souza – Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Cid Marconi Gurgel de Souza e Marcelo Fl. 322DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Magalhães Peixoto. Ausente o conselheiro Marthius Sávio Cavalcante Lobato (substituído pelo conselheiro Igor Araujo Souza). Fl. 323DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 16045.000173/201021 Acórdão n.º 2403000.931 S2C4T3 Fl. 243 3 Relatório Tratase de recurso voluntário contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Campinas/SP que julgou PROCEDENTE o lançamento constante no Auto de Infração n° 37.280.4608, no valor originário de R$ 4.300,34 (quatro mil e trezentos reais e trinta e quatro centavos). Conforme relatório fiscal às fls.75 a 87, a cobrança referese às contribuições destinadas à Seguridade Social relativas à parte patronal e à contribuição do SAT que não foram recolhidas em época própria. Ainda segundo a fiscalização, foi identificado como fato gerador as remunerações pagas ao segurado Sergio Antonio Pela, durante o período 01/2005 a 12/2005, pelos serviços prestados como gerente/supervisor financeiro da empresa, considerado como contribuinte individual, e enquadrado pela fiscalização como empregado em razão das provas presentes na documentação analisada. Desta autuação, a recorrente foi notificada em 10/05/10 e apresentou impugnação alegando em síntese que não há vínculo empregatício entre Sérgio Antônio e a empresa Dubuit, motivo pelo qual os valores pagos a este segurado não poderão compor a base de cálculo das contribuições previdenciárias, uma vez que o tributo incidirá sobre remunerações pagas a segurados empregados. Por fim, requereu a nulidade do auto de infração ou, se entendido como insubsistente, que a exigência do tributo exigido fosse tornada sem efeito. Postulou ainda a realização de diligências, inclusive a de perícias, depoimento pessoal de todos os funcionários e prestadores de serviços, dentre outros meios de prova. Instada a manifestarse acerca da impugnação, a 7ª Turma da DRJ de Campinas/SP proferiu acórdão (n° 0532.803) nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2005 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS SOBRE REMUNERAÇÃO DE EMPREGADO. REVELIA ARGUIÇÃO DE TEMPESTIVIDADE Em observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, a assertiva peremptória do cumprimento do prazo legal para apresentação de Impugnação foi recebida como argüição de sua tempestividade, mas se encontra desacompanhada das razões de fato e direito. Considerando o desencadeamento cronológico dos fatos e aplicandose as regras de contagem do Fl. 324DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 prazo do Decreto 70.235/1972, o prazo para apresentação da Impugnação foi excedido. Ocorrência da revelia. Impugnação Não Conhecida Crédito Tributário Mantido Irresignada com a decisão supra, a recorrente interpôs recurso voluntário, ratificando todos os argumentos expendidos na impugnação e acrescentou que tanto os autônomos como as pessoas jurídicas prestadoras de serviço possuem o seu regime próprio de contribuição para a previdência social, inexistindo esse tratamento pela fiscalização. Colacionou também decisões acerca do vínculo empregatício e seus requisitos. Por fim, requereu o conhecimento e provimento do recurso voluntário para reformar a decisão de 1 instância, julgando improcedente o lançamento realizado pela fiscalização, bem como a necessidade de ser realizada diligência administrativa para serem verificados outros documentos não analisados inicialmente sob pena de cerceamento de defesa. Requereu ainda a sua intimação para sustentar seus argumentos oralmente quando do julgamento do presente recurso. É o relatório. Fl. 325DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 16045.000173/201021 Acórdão n.º 2403000.931 S2C4T3 Fl. 244 5 Voto Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator. I – DA IMPOSSIBILIDADE DO MÉRITO SER ANALISADO PELO CARF: Segundo os autos, a recorrente foi notificada da autuação em 10/05/2010 (segundafeira) mediante Aviso de Recebimento, ficando estipulado o prazo para entrega da defesa em 09/06/2010 (quartafeira). Entretanto, a impugnação foi apresentada em 10/06/2010 (quintafeira), o que impossibilitou seu conhecimento em 1 instância pela DRJ de Campinas/SP. Por tal motivo, foi apresentado o presente recurso voluntário, que não suscitou, em sede de preliminar, a tempestividade da peça recursal. Sendo assim, considerando que uma das competências do CARF é apreciar recurso voluntário contra decisão de 1 instância e, considerando que o decisum a quo foi no sentido de não conhecer da impugnação intempestiva do contribuinte, entendo que a este Conselho cabe tão somente manter ou reformar essa decisão, exclusivamente, na parte relativa à perempção da defesa apresentada. Desse modo, analisando cronologicamente os atos processuais, verificase que a defesa foi apresentada fora do prazo, não instaurando, segundo previsão legal do Decreto n 7.574/2011, a fase litigiosa do procedimento fiscal, in verbis: Art.56 – (...) (...) §2oEventual petição, apresentada fora do prazo, não caracteriza impugnação, não instaura a fase litigiosa do procedimento, não suspende a exigibilidade do crédito tributário nem comporta julgamento de primeira instância, salvo se caracterizada ou suscitada a tempestividade, como preliminar. Além disso, por mais que a defesa fosse considerada apta a formar o litígio tributário, ainda assim não seria possível ser feita em 2 instância a apreciação e o julgamento do meritum causae, haja vista que o mérito não foi sequer analisado pela turma julgadora de 1 instância que rejeitou o conhecimento da impugnação pela intempestividade. Assim, entendo que o recurso possua os pressupostos processuais (interesse de recorrer, legitimidade da parte e tempestividade) para ser analisado pelo CARF, mas seu provimento ou não fica vinculado à decisão de 1 instância, que, por sua vez, não adentrou ao mérito e impossibilitou essa análise pelo colegiado de 2 instância. Fl. 326DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso voluntário para NEGARLHE PROVIMENTO, mantendo a decisão proferida em 1 instância. É como voto. Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 327DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10865.003527/2010-50
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Data do Fato Gerador: 09/11/2010
Ementa:
MULTA. VALOR FIXO.
A multa por a empresa deixar de arrecadar, mediante desconto das
remunerações, as contribuições relativas aos segurados contribuintes individuais tem valor fixo independentemente do número de competências nas quais os descontos não foram efetuados.
DISCRIMINAÇÃO DOS FATOS GERADORES. INSUFICIÊNCIA.
NULIDADE DO LANÇAMENTO.
O lançamento deve discriminar os fatos geradores das contribuições previdenciárias de forma clara e precisa, bem como o período a que se referem, sob pena de cerceamento de defesa e conseqüente nulidade.
Numero da decisão: 2403-000.980
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Data do Fato Gerador: 09/11/2010 Ementa: MULTA. VALOR FIXO. A multa por a empresa deixar de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições relativas aos segurados contribuintes individuais tem valor fixo independentemente do número de competências nas quais os descontos não foram efetuados. DISCRIMINAÇÃO DOS FATOS GERADORES. INSUFICIÊNCIA. NULIDADE DO LANÇAMENTO. O lançamento deve discriminar os fatos geradores das contribuições previdenciárias de forma clara e precisa, bem como o período a que se referem, sob pena de cerceamento de defesa e conseqüente nulidade.
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Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Recorrente GAINO DISTRIBUIÇÃO E LOGÍSTICA LTDA EPP Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Data do Fato Gerador: 09/11/2010 Ementa: MULTA. VALOR FIXO. A multa por a empresa deixar de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições relativas aos segurados contribuintes individuais tem valor fixo independentemente do número de competências nas quais os descontos não foram efetuados. DISCRIMINAÇÃO DOS FATOS GERADORES. INSUFICIÊNCIA. NULIDADE DO LANÇAMENTO. O lançamento deve discriminar os fatos geradores das contribuições previdenciárias de forma clara e precisa, bem como o período a que se referem, sob pena de cerceamento de defesa e conseqüente nulidade. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente/Relator Fl. 102DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Participaram do presente julgamento, os conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (presidente), Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio De Souza, Jhonatas Ribeiro Da Silva, Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 103DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10865.003527/201050 Acórdão n.º 2403000.980 S2C4T3 Fl. 2 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Ribeirão Preto, acórdão 1433.509 que julgou a impugnação improcedente. O lançamento foi assim descrito no relatório da decisão recorrida: Trata o presente Auto de Infração de Obrigações Acessória AIOA Debcad n.° 37.283.7301, de 09/11/2010, com ciência ao contribuinte em 10/11/2010, lavrado por ter a autuada deixado de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições relativas aos segurados contribuintes individuais a seu serviço no período de 01/2005 a 03/2007, o que constitui infração ao disposto no art. 4.°, caput, da Lei 10.666/03 e art. 216, I, "a" do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto 3.048/99. Informa o Relatório Fiscal da Infração (RFI) (fls. 05/08) que, na análise da escrituração contábil e dos documentos que fundamentaram os lançamentos nela efetuados, constatouse pagamento de remuneração a contribuinte individual (assistência contábil) sem ter sido descontada a contribuição dos segurados, conforme Anexo 01 de fls. 10. O RFI também atesta a inexistência de autos de infração lavrados contra o sujeito passivo em ações fiscais anteriores, bem como a inocorrência de circunstância agravante. Foi aplicada multa no montante de R$ 1.431,79 (um mil, quatrocentos e trinta e um reais e setenta e nove centavos), fundamentada nos art. 92 e 102 da Lei 8.212/91, combinados com os art. 283, I, "g" e 373 do RPS, conforme o "Relatório da Multa Aplicada" (fls. 09). Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, onde alega, em síntese, que: • Não foi apreciada a questão da decadência por entender a primeira instância que ainda restaria infração em período não decadente e a autuação tem multa fixa independentemente do número de competências. • Requer que seja analisado o período decadencial. Fl. 104DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 • Nulidade por cerceamento de defesa visto que não foram apontadas de formas precisa quais descontos não foram efetuados nem há indicação do fato gerador ou base de cálculo. É o Relatório. Fl. 105DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10865.003527/201050 Acórdão n.º 2403000.980 S2C4T3 Fl. 3 5 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator O recurso é tempestivo e por não haver óbice ao seu conhecimento, passo à análise das questões pertinentes. DECADÊNCIA Alega a recorrente que não foi apreciada a questão da decadência por entender a primeira instância que ainda restaria infração em período não decadente e como a autuação tem multa fixa independentemente do número de competências, não se produziria efeito prático nenhum. Não nos debruçaremos sobre a questão da decadência porque, mesmo que a empresa tivesse razão e fosse reconhecida a decadência para todo o período alegado (01/2005 a 11/2005), ainda restaria não abrangidas pelo instituto da decadência as demais competências constantes no anexo 01, ou seja. de 12/2005 até 03/2007. o que não produziria eleito prático em termos de alteração do valor da multa aplicada, visto que. nos termos da fundamentação legal da autuação, a multa tem valor fixo independentemente do número de competências nas quais os descontos não foram efetuados. Aplicando as regras previstas no CTN, seja a do artigo 150 ou a do 173, constatase que efetivamente reta período não decadente. A ciência do lançamento ocorreu em 10/11/2010. A autuação referese a infrações cometidas no período contínuo de 01/2005 a 03/2007. Pela aplicação da regra do artigo 150 do CTN, a decadência ocorreria para as competências até 10/2005. Pela aplicação da regra do artigo 173 do CTN, nenhuma competência estaria atingida pela decadência. Resumindo, por qualquer critério, as infrações cometidas no período de 11/2005 a 03/2007, são suficientes para justificar a autuação. Fl. 106DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 NULIDADE Alega a recorrente que houve cerceamento de defesa visto que não foram apontadas de formas precisa quais descontos não foram efetuados nem há indicação do fato gerador ou base de cálculo. Entendo a alegação desprovida de razão. Inicialmente, a folha 1 do lançamento apresenta descrição sumária da infração. DESCRIÇÃO SUMÁRIA DA INFRAÇÃO E DISPOSITIVO LEGAL INFRINGIDO Deixar a empresa de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço, conforme previsto na Lei 8,212, de 24.07.1991, art. 30, inciso I, alínea “a” e/ou dos segurados contribuintes individuais conforme disposto na |Lei 10.666, de 08.05.03, art. 4, caput e no Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto 3.048, de 06.05.99, art. 216, inciso I, alínea “a”. Posteriormente, no Relatório Fiscal da Infração, folha 6, está registrado que “deixou de arrecadar mediante desconto das remunerações, as contribuições dos segurados contribuintes individuais a seu serviço” e que “Na análise da escrituração contábil e documentos que fundamentaram os lançamentos nela realizados, foi constatada a existência de pagamentos de remunerações pelo trabalho a segurados contribuintes individuais, sem que tenha sido descontado as contribuições dos segurados, cujos valores estão discriminados detalhadamente no ANEXO 1 deste relatório.” 7. Em procedimento fiscal na empresa verificouse que a mesma deixou de arrecadar mediante desconto das remunerações, as contribuições dos segurados contribuintes individuais a seu serviço, infringindo o disposto no artigo 4Q , "caput" da Lei nQ 10.666, de 08/05/2003 e no Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto nQ 3.048, artigo 216, inciso I, alínea "a". 8. Na análise da escrituração contábil e documentos que fundamentaram os lançamentos nela realizados, foi constatada a existência de pagamentos de remunerações pelo trabalho a segurados contribuintes individuais, sem que tenha sido descontado as contribuições dos segurados, cujos valores estão discriminados detalhadamente no ANEXO 1 deste relatório. Fl. 107DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10865.003527/201050 Acórdão n.º 2403000.980 S2C4T3 Fl. 4 7 No Anexo 1, folha 10, está discriminado, por competência, a data do lançamento contábil, o código da conta, o valor, informação que se fere a assistência contábil paga a Maria Beatriz de Pauli Ferraiolo. bem como outras informações. Entendo que está claro que a autuação referese a obrigação acessória não cumprida e que todos os elementos necessários à compreensão da autuação foram apresentados. Por fim, registro que também o valor da multa está bem esplicado no Relatório Fiscal da Aplicação da Multa. 1. Aplico a multa prevista nos Artigos 92 e 102, da Lei n9 8.212 de 24/07/1991 e no Artigo 283, Inciso I, Alínea "g" e Artigo 373, do Regulamento da Previdência Social "RPS", aprovado pelo Decreto ns 3.048 de 06/05/1999, no valor de R$ 1.431,79 (um mil, quatrocentos e trinta e um reais e setenta e nove centavos), cujo valor foi fixado pela Portaria Interministerial MPS/MF n2 333, de 29 de junho de 2010, alterada pela Portaria Interministerial MPS/MF nQ 408, de 17 de agosto de 2010. CONCLUSÃO À vista do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 108DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 35954.002153/2006-09
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Dec 02 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri Dec 02 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2002 a 30/06/2005
AGROINDÚSTRIA. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. SUBSTITUIÇÃO. DEFINIÇÃO LEGAL. PRODUÇÃO RURAL DESTINADA A EXPORTAÇÃO VENDIDO NO COMÉRCIO INTERNO. EXCLUSÃO DA IMUNIDADE.
Nos casos em que a atividade da empresa seja a produção rural, o que foi verificado no caso em tela, a contribuição devida por essa agroindústria estará definida pelo art.22-A da Lei n 8.212/91, a qual substituirá a contribuição prevista nos incisos I e II do art.22 da mesma legislação (rubricas: patronal, SAT e terceiros).
Tratando-se de produção rural comercializada no mercado interno e não destinada à exportação direta com o exportador, o direito à imunidade, previsto no art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal, fica prejudicado, devendo portanto a contribuição social incidir nos moldes do art.22-A da Lei 8.212/91.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2403-000.920
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para determinar o recalculo do valor da multa de mora, de acordo com o disciplinado no art. 35 da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009, com prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício na questão da multa de mora.
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
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CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. SUBSTITUIÇÃO. DEFINIÇÃO LEGAL. PRODUÇÃO RURAL DESTINADA A EXPORTAÇÃO VENDIDO NO COMÉRCIO INTERNO. EXCLUSÃO DA IMUNIDADE. Nos casos em que a atividade da empresa seja a produção rural, o que foi verificado no caso em tela, a contribuição devida por essa agroindústria estará definida pelo art.22A da Lei n 8.212/91, a qual substituirá a contribuição prevista nos incisos I e II do art.22 da mesma legislação (rubricas: patronal, SAT e terceiros). Tratandose de produção rural comercializada no mercado interno e não destinada à exportação direta com o exportador, o direito à imunidade, previsto no art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal, fica prejudicado, devendo portanto a contribuição social incidir nos moldes do art.22A da Lei 8.212/91. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para determinar o recalculo do valor da multa de mora, de acordo com o disciplinado no art. 35 da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009, com prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício na questão da multa de mora. Carlos Alberto Mees Stringari – Presidente. Fl. 1438DF CARF MF Impresso em 10/02/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Cid Marconi Gurgel de Souza – Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Cid Marconi Gurgel de Souza e Marcelo Magalhães Peixoto. Ausente o conselheiro Marthius Sávio Cavalcante Lobato (substituído pelo conselheiro Igor Araujo Souza). Fl. 1439DF CARF MF Impresso em 10/02/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 35954.002153/200609 Acórdão n.º 2403000.920 S2C4T3 Fl. 1.350 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Curitiba/PR que julgou PARCIALMENTE PROCEDENTE o lançamento constante na NFLD n° 35.761.5204 no valor originário de R$ 2.966.321,05 (dois milhões, novecentos e sessenta e seis mil, trezentos e vinte e um reais e cinco centavos) que, após decisão de 1 instância, foi reduzido para 2.895.749,83 (dois milhões, oitocentos e noventa e cinco mil, setecentos e quarenta e nove reais e oitenta e três centavos). Segundo o relatório fiscal, a cobrança referese às contribuições devidas pela agroindústria incidentes sobre a receita bruta proveniente da comercialização da sua produção rural, substitutivas das contribuições incidentes sobre a folha de pagamento, com a alíquota de 2,5% (dois e meio por cento) correspondente à parte patronal e com a alíquota de 0,1 (zero vírgula hum por cento) relativa à contribuição para o financiamento de aposentadoria especial e daqueles benefícios concedidos em razão do grau de incidência de capacidade laborativa para o trabalho decorrente dos riscos ambientais da atividade, conforme art. 22A, incisos I e II da Lei n. 8.212/91. Integram também esse lançamento as contribuições destinadas ao SENAR (terceiros). Consigna ainda a NFLD que o crédito tributário em referência teria sido apurado em relação às receitas decorrentes da exportação de produtos industrializados realizada pela Requerente por intermédio de empresas "tradings", especial e exclusivamente contratadas para tal fim. Desta autuação, a recorrente foi notificada em 10/01/2006 e apresentou impugnação às fls. 897/908, alegando em síntese: A irregularidade das compensações não consideradas no auto de infração no montante de R$ 5.276,19 e R$ 4.641,18 que foram regularmente autorizadas pela própria autarquia previdenciária; A não incidência de contribuição social sobre a exportação realizada via trading;; Excesso nos valores cobrados; Incorreção nas bases de cálculo; Ilegalidade da aplicação da taxa SELIC para cálculos de juros moratórios. Por fim, requereu que fosse declarada a insubsistência da NFLD n° 35.761.5204, porque desconsiderados valores já pagos pela empresa Notificada e porque indevida a exigência de contribuição social sobre exportações realizadas via trading. Às fls. 968/973 a contribuinte veio aos autos requerer a compensação dos valores pagos indevidamente a titulo de contribuição ao INSS nos meses de janeiro a junho de 2002 devidamente atualizados, utilizandose como base os valores das contribuições devidas e Fl. 1440DF CARF MF Impresso em 10/02/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 a serem pagas pelas filiais da Requerente, nos parâmetros acima fixados, limitandose a 30% (trinta por cento) valor devido em cada mês. Às fls.981, houve circular conjunta do INSS autorizando a compensação das contribuições previdenciárias retidas pela empresa, independentemente do estabelecimento em que o direito ao crédito passível de compensação tenha sido gerado. Às fls.1060, há despacho da Seção do Contencioso de Londrina/PR determinando o encaminhamento dos autos ao setor de fiscalização para que se fossem analisadas as alegações do contribuinte, referentes a eventuais compensações não consideradas bem como às supostas mercadorias devolvidas. Instada a manifestarse acerca da impugnação e do despacho emitido pelo Contencioso de Londrina, a Delegacia da Receita Previdenciária de Londrina proferiu decisão (DecisãoNotificação 14.422.4/0209/2006) nos seguintes termos: NOTIFICAÇÃO. AGROINDÚSTRIA. IMUNIDADE. RECEITAS DECORRENTES DE EXPORTAÇÃO. TAXA DE JUROS SELIC. IMPOSSIBILIDADE DE DECLARAÇÃO DE LEGALIDADE E INCONSTITUCIONALIDADE NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. 1) A imunidade constitucional sobre receitas decorrentes de exportação alcança somente as operações diretas com o mercado externo, nos termos do art. 149, § 2°, inciso I, da Constituição Federal, com a redação dada pela Emenda Constitucional n.° 33/2001, pois a receita decorrente de venda por meio de empresa comercial exportadora é receita proveniente de comércio interno. 2) É lícita a utilização da Taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia— SELIC, para o cálculo dos juros incidentes sobre as contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS, nos temos do art. 13 da Lei n° 9.065/95 que alterou o art. 34 da Lei n°8.212/91. 3) A análise de constitucionalidade e/ou ilegalidade de norma jurídica foge à competência do contencioso administrativo eis que reservada ao Poder Judiciário. 4) Havendo créditos a favor da empresa a serem considerados, devese proceder à retificação dos valores devidos. LANÇAMENTO PROCEDENTE EM PARTE Irresignada ainda com a decisão supra, a requerente interpôs recurso voluntário às fls.1.132 a 1.141, sustentando que os fundamentos utilizados pela autoridade julgadora de primeira instância para manter o débito subsistente são vagos, abstratos e inconsistentes. Nesse particular, demonstrou a requerente que a decisão de primeira instância deixou de abordar o tema relativo aos recolhimentos realizados pela requerente no curso do prazo de apresentação de defesa administrativa, os quais foram devidamente informados no ato de apresentação da defesa de primeira instância. Às fls. 1146/1147 foi negado o seguimento ao recurso acostado às fls. 1132/1142 sob o argumento de que o mesmo estava deserto, por não ter vindo acompanhado do Fl. 1441DF CARF MF Impresso em 10/02/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 35954.002153/200609 Acórdão n.º 2403000.920 S2C4T3 Fl. 1.351 5 deposito recursal de 30% (trinta por cento) da exigência fiscal, tendo sido expedido às fls.1.149 o termo de trânsito em julgado. Às fls. 1178/1179 foi acostado aos autos a sentença do mandado de segurança interposto pela contribuinte, que concede a segurança para ordenar a autoridade coatora que admita e processe o recurso administrativo interposto pela impetrante em face da Decisão Notificação independentemente da realização por ela de depósito prévio no valor correspondente a 30% do débito discutido no processo administrativo. Apreciando o recurso interposto pela Requerente, decidiu a E. l a Turma Ordinária da 4° Câmara da 2° Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais por anular o julgamento de primeira instância, nos termos do acórdão assim ementado, verbis: "PREVIDENCIÁRIO — CUSTEIO — INOBSERVÂNCIA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. Deve ser dada ciência, ao contribuinte, de manifestações proferidas pelo agente notificante após a impugnação e antes da decisão em primeira instância administrativa, em respeito aos princípios A viabilidade do saneamento enseja a anulação da Decisão Notificação para a correta formalização do lançamento. DECISÃO RECORRIDA ANULADA" Em face do referido acórdão, a requerente foi intimada a se manifestar acerca das retificações procedidas na NFLD originária antes da decisão administrativa de primeira instância, as quais ainda não abrangem os pagamentos realizados pela requerente antes do fim do prazo para apresentação da defesa de primeira instância. A contribuinte foi cientificada do Acórdão n°240100.157, da 4° Câmara / 1° Turma do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais MF DF e IF – Informação Fiscal da Seção de Fiscalização da DRF/LONDRINA/PR, conforme "AR" de fIs. 1195. Houve manifestação complementar por parte do contribuinte, conforme fls. 1198/1226. Após essa manifestação, houve retorno dos autos à Delegacia da Receita Federal do Brasil de Curitiba, a qual, através da 5° Turma de Julgamento da DRJ, proferiu decisão (acórdão 0626.530) nos seguintes termos: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2002 a 30/11/2002, 01/02/2003 a 31/03/2003, 01/06/2003 a 30/06/2003, 01/08/2003 a 31/03/2005, 01/05/2005 a 30/06/2005 AIOP 35.761.5204 Ementa: CRÉDITO TRIBUTÁRIO OBJETO DE LANÇAMENTO FISCAL. COMPETÊNCIA PARA EXAMINAR A REGULARIDADE DO PAGAMENTO A competência para examinar a regularidade do pagamento do crédito tributário objeto de lançamento fiscal e não impugnado, Fl. 1442DF CARF MF Impresso em 10/02/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 bem como para proceder a sua exclusão dos sistemas de controle de débitos, pertence ao Orgão Preparador da Receita Federal do Brasil. AGROINDUSTRIA. PRODUTO DESTINADO A EXPORTAÇÃO VENDIDO NO COMÉRCIO INTERNO. EXCLUSÃO DA IMUNIDADE Por se tratar de operação de mercado interno e não negócio realizado diretamente com o importador, excluise da imunidade tributária prevista no art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal, a produção rural da agroindústria quando vendida para empresa comercial exportadora, ainda que com o fim específico de exportação, devendo incidir sobre o valor da respectiva receita bruta a contribuição previdenciária de que trata o art. 22 A da Lei 8.212, de 1991. SELIC Para fatos geradores ocorridos partir de janeiro de 1995, é lícita a incidência dos juros com base na taxa SELIC, nos termos da Lei 9.065/95. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE É vedado aos órgãos administrativos de julgamento afastar a aplicação de, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. LANÇAMENTO. RETIFICAÇÃO Retificase o lançamento quando, por documentação regular, restar comprovadas a existência de crédito em favor do sujeito passivo passível de compensação ou a inocorrência do fato gerador do tributo. MULTA MENOS SEVERA. A Medida Provisória 449, de 2008, convertida na Lei 11.941, de 2009, alterou o cálculo da multa incidente sobre o crédito tributário previdenciário objeto de auto de infração ou notificação de lançamento, situação em que para os fatos geradores ocorridos a partir de dezembro/2009 aplicase o art. 44, da Lei 9.430, de 1996. Tal alteração atrai para o caso a aplicação do art. 106, II, "c" do CTN, devendo, em relação aos fatos geradores ocorridos anteriormente, subsistir a penalidade pecuniária que for menos severa para o sujeito passivo. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Irresignada com a decisão supra, a recorrente apresentou recurso voluntário às fls.1.298 a 1.306, ratificando todos os argumentos anteriormente expendidos na impugnação. É o relatório. Fl. 1443DF CARF MF Impresso em 10/02/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 35954.002153/200609 Acórdão n.º 2403000.920 S2C4T3 Fl. 1.352 7 Voto Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator. DO MÉRITO: I – DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DA AGROINDÚSTRIA: Segundo as informações trazidas aos autos, a empresa, ora recorrente, é considerada agroindústria. Nesses casos, a legislação procurou, pautada no princípio da isonomia tributária (tratar os iguais que estejam na mesma situação com igualdade e os desiguais com desigualdade), substituir a tributação com relação à contribuição social previdenciária. Assim, a exação devida à agroindústria estará definida no art.22A da Lei n 8.212/91, a qual substituirá a contribuição prevista nos incisos I e II do art.22 da mesma legislação (rubricas: patronal, SAT e terceiros), in verbis: Art. 22A. A contribuição devida pela agroindústria, definida, para os efeitos desta Lei, como sendo o produtor rural pessoa jurídica cuja atividade econômica seja a industrialização de produção própria ou de produção própria e adquirida de terceiros, incidente sobre o valor da receita bruta proveniente da comercialização da produção, em substituição às previstas nos incisos I e II do art. 22 desta Lei, é de: (Incluído pela Lei nº 10.256, de 2001). I dois vírgula cinco por cento destinados à Seguridade Social; (Incluído pela Lei nº 10.256, de 2001). II zero vírgula um por cento para o financiamento do benefício previsto nos arts. 57 e 58 da Lei no 8.213, de 24 de julho de 1991, e daqueles concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade para o trabalho decorrente dos riscos ambientais da atividade. (Incluído pela Lei nº 10.256, de 2001). (...) § 4o O disposto neste artigo não se aplica às sociedades cooperativas e às agroindústrias de piscicultura, carcinicultura, suinocultura e avicultura. (Incluído pela Lei nº 10.256, de 2001). § 5o O disposto no inciso I do art. 3o da Lei no 8.315, de 23 de dezembro de 1991, não se aplica ao empregador de que trata este artigo, que contribuirá com o adicional de zero vírgula vinte e cinco por cento da receita bruta proveniente da comercialização da produção, destinado ao Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR). (Incluído pela Lei nº 10.256, de 2001). Fl. 1444DF CARF MF Impresso em 10/02/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 Todavia, as contribuições não perdem seu destino e continuam servindo para o financiamento da Seguridade Social. Assim, devem também respeitar os limites constitucionais ao poder de tributar relativos à essa espécie tributária. Preleciona a Constituição Federal que a empresa que realizar exportação será imune ao pagamento das contribuições sociais e das contribuições de intervenção no domínio econômico, vejamos: Art. 149. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, observado o disposto nos arts. 146, III, e 150, I e III, e sem prejuízo do previsto no art. 195, § 6º, relativamente às contribuições a que alude o dispositivo (...) § 2º As contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico de que trata o caput deste artigo: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001) I não incidirão sobre as receitas decorrentes de exportação; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001) No caso em tela, a recorrente afirma ser agroindústria que exporta toda a sua produção rural, motivo pelo qual teria direito à imunidade constitucional relativa ao pagamento das contribuições destinadas à Seguridade Social, considerando que a IN 03/2005 não pode estabelecer restrições entre exportação direta e indireta, tendo extrapolado sua competência regulamentadora ao prescrever que a imunidade apenas ocorre quando a produção é comercializada diretamente com adquirente domiciliado no exterior, excluindo, sendo excluídas as operações realizadas por intermédio de tradings. Percebese que toda a celeuma meritória girará em torno do fato de ser ou não a receita bruta de agroindústria, destinada à exportação via trading, sujeita à tributação. Sobre a exportação ser realizada por uma trading, afirma a recorrente que a operação realizada com esse tipo de empresa equiparase à exportação direta e, por conseguinte, não haveria como se negar a ela os benefícios da imunidade constitucional. Todavia, verifico que a operação de exportação realizada pela recorrente através de uma trading deve ser analisada mais atentamente em respeito aos ditames legais. Determina o texto constitucional, conforme foi colacionado em linhas acima, que as contribuições sociais não incidirão sobre a receita bruta de agroindústria que destine sua produção ao mercado externo. Entendo que o dispositivo quis determinar que a negociação deve ser operacionalizada imediatamente entre o produtor rural e o adquirente da mercadoria no exterior sem a interveniência de terceiros, que exercem a atividade de exportação, não tendo a IN 03/2005 extrapolado seu poder regulamentador, tendo em vista que só fez melhorar a interpretação do dispositivo constitucional, não dandolhe nova interpretação. Vale destacar que, de acordo com a dinâmica comercial do presente caso, quem tem direito à imunidade tributária de contribuições sociais na forma do art.149,§2, I, da Constituição Federal, é a empresa (trading) que realiza a exportação, não podendo, portanto, a recorrente, que comercializa sua produção no mercado interno, usufruir de tal benefício. Fl. 1445DF CARF MF Impresso em 10/02/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 35954.002153/200609 Acórdão n.º 2403000.920 S2C4T3 Fl. 1.353 9 Desse modo, como a empresa recorrente não aufere receita através da venda de sua produção ao mercado externo, a imunidade ficará afastada. II – DA MULTA MORATÓRIA E DOS JUROS COM BASE NA TAXA SELIC: Considerando a apreciação de todos os pontos trazidos à baila e verificada a manutenção da cobrança nos moldes da decisão de 1 instância, que excluiu parcela considerável do crédito lançado, há que se destacar que esse saldo devedor será acrescido de multa moratória e de juros na forma do art.35, caput, da Lei nº 8.212/91, não havendo fundamento a alegação da recorrente em afirmar ser a taxa SELIC ilegal. Vejamos, in verbis: Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996.(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). Sobre a aplicação deste dispositivo, o qual prevê multa de 0,33% ao dia e limitada a 20%, vale destacar que a redação acima foi dada por Lei diversa daquela vigente à época do fato gerador, motivo pelo qual será aplicada em conformidade com o art.106, II, do Código Tributário Nacional. Ademais, com relação à incidência da taxa SELIC sobre os débitos federais, inclusive contribuições sociais, registrese que a legislação de regência à época do fato gerador, a Lei nº 8.212/91, afastava literalmente os argumentos erguidos pela recorrente, in verbis:: Art. 34. As contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas aos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia SELIC, a que se refere o art. 13 da Lei nº 9.065, de 20 de junho de 1995, incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, todos de caráter irrelevável. (Restabelecido com redação alterada pela MP nº 1.571/97, reeditada até a conversão na Lei nº 9.528/97. A atualização monetária foi extinta, para os fatos geradores ocorridos a partir de 01/95, conforme a Lei nº 8.981/95. A multa de mora esta disciplinada no art. 35 desta Lei) Entretanto, a Lei n 11.941/2009 revogou o dispositivo acima e deu nova redação ao art.35 da Lei n 8.212/91, determinando que os débitos tributários a nível federal, teriam suas cobranças acrescidas de multa e juros na forma do art.61 da Lei n 9.430/96. Então vejamos: Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em Fl. 1446DF CARF MF Impresso em 10/02/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 10 legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). LEI N 9.430/96 Art.61.Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. §1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. §2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. §3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. (Vide Lei nº 9.716, de 1998) Art. 5º(...) (...) § 3º As quotas do imposto serão acrescidas de juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC, para títulos federais, acumulada mensalmente, calculados a partir do primeiro dia do segundo mês subseqüente ao do encerramento do período de apuração até o último dia do mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês do pagamento. A propósito, convém ainda mencionar que esse Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, aprovou a Súmula nº 04, nos seguintes termos: SÚMULA Nº 4 – CARF: A partir de 1º de abril de 1995,os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia – Selic para títulos federais. Portanto, a aplicação da taxa SELIC sobre os débitos tributários federais é correta com fulcro no artigo 35, caput, da Lei nº 8.212/91. III – DA APLICAÇÃO DA LEI MAIS BENÉFICA AO ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO: Fl. 1447DF CARF MF Impresso em 10/02/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 35954.002153/200609 Acórdão n.º 2403000.920 S2C4T3 Fl. 1.354 11 Tratandose de ato pendente de julgamento, há que se observarem alguns preceitos legais do Código Tributário Nacional no que se refere à possibilidade de uma lei retroagir e alcançar fatos pretéritos, os quais ocorreram sob a égide de outra legislação. No caso em tela, verificase que tanto a aplicação de multa como a incidência de taxa SELIC sobre os débitos tributários federais encontra amparo atualmente no art.35, caput, da Lei nº 8.212/91, dispositivo este alterado pela Lei nº 11.941/2009. Desse modo, caso seja mais benéfico ao sujeito passivo, a Lei nº 11.941/2009 deverá retroagir em respeito ao art.106 do Código Tributário Nacional, in verbis: Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: (...) II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso voluntário para DARLHE PARCIAL PROVIMENTO, mantendo a decisão de 1 instância, com o recálculo da multa de mora previsto no artigo 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009, prevalecendo o mais benéfico ao contribuinte. É como voto. Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 1448DF CARF MF Impresso em 10/02/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 12 Fl. 1449DF CARF MF Impresso em 10/02/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 10980.009800/2003-12
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Feb 21 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Tue Feb 21 00:00:00 UTC 2006
Ementa: COFINS. COMPENSAÇÃO. REQUISITOS.
A compensação requer a existência de crédito líquido e certo do contribuinte contra a Fazenda Nacional. Se não há tal crédito, não há como operar a compensação.
CRÉDITO TRIBUTÁRIO. EXIGIBILIDADE. MULTA DE OFÍCIO.
Presentes os pressupostos legais, especialmente a ocorrência de declaração inexata, aplica-se a multa de ofício no percentual legalmente definido.
Recurso negado.
Numero da decisão: 201-79.141
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Esteve presente ao julgamento a advogada da recorrente, Dra. Denise da Silveira Peres de Aquino Cota.
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: WALBER JOSE DA SILVA
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O. U. . 1 De .4 /_ Oa) / e-01G-i Rubrica 22 CC-MF Fl. IRMÃOS ABAGE & CIA. LTDA. : DRJ em Curitiba - PR COFINS. COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. A compensação requer a existência de crédito liquido e certo do contribuinte contra a Fazenda Nacional. Se não há tal crédito, não há como operar a compensação. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. EXIGIBILIDADE. MULTA DE OFÍCIO. Presentes os pressupostos legais, especialmente a ocorrência de declaração inexata, aplica-se a multa de oficio no percentual legalmente definido. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por IRMÃOS ABAGE & CIA. LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Camara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Esteve presente ao julgamento a advogada da recorrente, Dra. Denise da Silveira Peres de Aquino Costa. Sala das Sessões, em 21 de fevereiro de 2006. Matall11111FIVIIIVANeetrt.77,.11.7..... MIN. DA FAMA - 2° CC CONF ,;E Eri 0%' l0202L ; V1& TO 4 menumeammennumernraisMatICW:Inawrxt=rmsnwilaanarR=.1 Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Antonio Mario de Abreu Pinto, Mauricio Taveira e Silva, Raquel Motta Brandão Minatel (Suplente), José Antonio Francisco, Gustavo Vieira de Melo Monteiro e Rogério Gustavo Dreyer. 1 Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes Processo : 10980.009800/2003-12 Recurso n2 128.944 Acórdão n° : 201-79.141 22 CC-NIF Fl. Recorrentes : IRMÃOS ABAGE & CIA. LTDA. RELATÓRIO Trata o presente de auto de infração lavrado contra a empresa IRMÃOS ABAGE & CIA. LTDA., já qualificada nos autos, em face do indeferimento de pedido de compensação de Cofins com títulos da divida pública, definitivamente julgado a nível administrativo, e com IRPJ, pendente de decisão judicial definitiva, no valor total de R$ 1.529.295,08 (um milhão, quinhentos e vinte e nove mil, duzentos e noventa e cinco reais e oito centavos), e relativo ao período de outubro de 1999 a maio de 2001. A recorrente é autora da Ação Ordinária n2 97.0011926-2, distribuída à52 Vara da Justiça Federal em Curitiba - PR, na qual informa discutir o Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica - IRPJ. Com base na ação judicial acima, ingressou com um segundo pedido de restituição, protocolado sob o n2 10980.018133/99-11. Inconformada com a autuação, a empresa interessada ingressou com a impugnação de fls. 98/112, onde alega, em apertada síntese, que: 1 - há nulidade do auto de infração por ausência de fundamentação legal; 2 - a compensação foi efetuada com base em sentença judicial; 3 - independe de prévia autorização por parte da autoridade administrativa a compensação pleiteada (titulo da divida pública e IRPJ); 4 - a Lei Complementar n 2 104/2001 não retroage, portanto, não se aplica ao caso • sob exame; 5 - é ilegal e inconstitucional o artigo 170-A do CTN; 6 - a legislação permite o pagamento da divida tributária por meio de um titulo público, independente se for por compensação ou não; e 7 - é indevida a aplicação da multa de oficio porque os débitos foram declarados em DCTF. A 32 Turma de Julgamento da DRJ em Curitiba - PR julgou procedente o lançamento, nos termos do Acórdão DRJ/CTA n 2 7.172, de 13/10/2004, cuja ementa abaixo transcrevo: "Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/10/1999 a 31/05/2001 Ementa: NULIDADE. PRESSUPOSTOS. Ensejam a nulidade apenas os atos e termos lavrados por pessoa incompetente e os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. Ok, Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes Processo n-Q : 10980.009800/2003-12 Recurso n9- : 128.944 Acórdão : 201-79.141 %F. ....SG 1. MIN. DA F, - 2° CC CONFERE CNi; ! 04 t c,2OO6 VI S . 11..13,...11.01MINLININSINA 12.0111110 CC-MF Fl. PEDIDOS DE RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO. RAZÕES DE INDEFERIMENTO. PROCESSOS PRÓPRIOS. 0 processo administrativo de lançamento de oficio de Cofins comporta o litígio em relação à oponibilidade de eventual direito de compensação à cabrança do crédito da Fazenda Pública, não servindo, por outro lado, para a contestação de decisões proferidas em processos administrativos próprios, de pedido de restituição/compensação, mormente quando esses versem sobre matéria estranha à contribuição exigida. COMPENSAÇÃO. SENTENÇA JUDICIAL DE PRIMEIRO GRAU EFICÁCIA CONDICIONADA. A sentença judicial de primeiro grau proferida contra a União não produz efeitos sendo depois de confirmada pelo tribunal. COMPENSAÇÃO. COFINS E IRPJ. DIFERENTES ESPÉCIES. AUTORIZAÇÃ 0 PELA SRF. A compensação de IRPJ com a Cofins devida necessitava, à época dos fatos, de prévia autorização pela Secretaria da Receita Federal, máxime quando o direito é alegado em face de pedido administrativo que, tratando da matéria, foi indeferido. MULTA DE OFÍCIO. PREVISÃO LEGAL. Presentes os seus pressupostos, aplica-se a multa de oficio no percentual legalmente definido. Lançamento Procedente". A recorrente tomou ciência da decisão de primeira instância no dia 12/11/2004, conforme AR de fl. 149. Discordando da referida decisão de primeira instância, a interessada impetrou, no dia 13/12/2004, o recurso voluntário de fls. 150/163, onde reprisa os argumentos da impugnação. 0 recurso voluntário está acompanhado da competente Relação de Bens e Direitos para Arrolamento - fls. 164/165. Na forma regimental, o processo foi a mim distribuído no dia 06/12/2005, conforme despacho exarado na última folha dos autos - fl. 171. o relatório. (wo. 3 Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes Processo n9- : 10980.009800/2003-12 Recurso 0 : 128.944 Acórdão n° : 201-79.141 MIN. DA ̀7.:° CC CONFER.:. C.; Srs7sTa, 15 0 If 0204o 22 CC-MF Fl. VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR WALBER JOSÉ DA SILVA 0 recurso voluntário é tempestivo, está instruido com a garantia de instancia e atende as demais exigências legais, razão pela qual dele conheço. A preliminar de nulidade do lançamento não merece ser acolhida porque a recorrente não logrou provar que o auto de infração foi lavrado por pessoa incompetente ou com cerceamento do direito de defesa. Além do mais, todos os requisitos legais para a lavratura do auto de infração foram observados pela autoridade lançadora, especialmente quanto à descrição dos fatos e ao enquadramento legal da autuação, conforme s faz prova os quadros do auto de infração reservados para tal fun e constantes das fls. 91, 93 e 94. Não ocorram as hipóteses previstas no artigo 59 do Decreto n 2 70.235/72. Ratifico, desta forma, os fundamento da decisão recorrida sobre a legalidade da lavratura do auto de infração recorrido e a improcedência dos argumentos da recorrente. Quanto ao mérito, outra sorte não pode ter a recorrente, pelas razões aduzidas na decisão recorrida, que acolho como se aqui estivessem escritas. Devo acrescentar ao que foi dito pela decisão recorrida, quanto à aplicação da Lei Complementar n2 104/2001, especialmente o artigo 170-A do CTN, por ela introduzido, que tais dispositivos legais não serviram de fundamento legal, nem para o indeferimento do pedido de compensação e nem para a autuação. É condição sine qua non para se efetuar a compensação de débitos tributários a existência de crédito liquido e certo do sujeito passivo, decorrente de pagamento indevido de tributos ou de incentivos fiscais, conforme determina o artigo 170 do CT'. Como bem andou a decisão recorrida, antes do transito em julgado da decisão judicial favorável à recorrente, não produz efeito, ou seja, não pode ser executada ou exigido o seu integral cumprimento. Não é lei entre as partes. A Instrução Normativa SRF n2 21/97, alterada pela Instrução Normativa SRF n2 73/97, não reformou e nem inovou dispositivo de lei, especialmente das Leis n 2s 8.383/91 e 9.430/96, sendo infundada a pretensão da recorrente de afastar a aplicação desta norma. Ela não prevê a compensação de débitos com créditos da divida pública e autoriza a compensação de débitos com crédito decorrente de sentença judicial, desde que transitada em julgado 2 . "Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública." (negritei) 2 "Art. 17. Para efeito de restituição, ressarcimento ou compensação de crédito decorrente de sentença judicial transitada em julgado, o contribuinte deverá anexar ao pedido de restituição ou de ressarcimento uma cópia do inteiro teor do processo judicial a que se referir o crédito e da respectiva sentença, determinando a restituição, o ressarcimento ou a compensação." (negritei) 4 I VAN. DI-).'i F::EN.Vz.:, - 2 4.4 CC CONFERE CC,..?..; 0 ....);:': ■ :.:;:`,NAL Br411a, I • of 1.200,6 VISTO CC-MF Fl. Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes Processo n2 : 10980.009800/2003-12 Recurso : 128.944 Acórdão no : 201-79.141 A recorrente acatou parcialmente a decisão recorrida, posto que não contestou, neste recurso voluntário, a parte do lançamento decorrente da compensação efetuada indevidamente com base em títulos públicos. Quanto á. multa de oficio, a decisão recorrida fundamenta muito bem a sua manutenção, que ratifico, acrescentando que a DCTF apresentada não tinha saldo a pagar porque a recorrente declarou, indevidamente, compensação sem Darf cujos créditos não eram líquidos e certo, portanto, não existiam, caracterizando declaração inexata, passível de multa de oficio, nos termos do inciso I do artigo 44 da Lei n2 9.430/96 3 . Em face do exposto, e por tudo o mais que do processo consta, meu voto é para negar provimento ao recurso voluntário. Sala das Sessões, em 21 de fevereiro de 2006. WALBER OSt DA ILVA 3 "Art. 44. Nos casos de lançamento de oficio, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: I - de setenta e cinco por cento, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do inciso seguinte; ". (negritei) 5
score : 1.0
Numero do processo: 16045.000178/2010-54
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Dec 02 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri Dec 02 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2006
IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA. NÃO CONHECIMENTO PELA PRIMEIRA INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE DO CARF MANIFESTAR-SE ACERCA DO MÉRITO.
Sendo a impugnação apresentada fora do prazo legal previsto, não há como a 1 instância conhecer da defesa ofertada, o que impossibilita o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, em sede de 2 instância, apreciar o meritum causae, tendo em vista que este nem sequer foi analisado pela turma julgadora a quo.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-000.935
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso.
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2006 IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA. NÃO CONHECIMENTO PELA PRIMEIRA INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE DO CARF MANIFESTAR-SE ACERCA DO MÉRITO. Sendo a impugnação apresentada fora do prazo legal previsto, não há como a 1 instância conhecer da defesa ofertada, o que impossibilita o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, em sede de 2 instância, apreciar o meritum causae, tendo em vista que este nem sequer foi analisado pela turma julgadora a quo. Recurso Voluntário Negado.
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NÃO CONHECIMENTO PELA PRIMEIRA INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE DO CARF MANIFESTAR SE ACERCA DO MÉRITO. Sendo a impugnação apresentada fora do prazo legal previsto, não há como a 1 instância conhecer da defesa ofertada, o que impossibilita o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, em sede de 2 instância, apreciar o meritum causae, tendo em vista que este nem sequer foi analisado pela turma julgadora a quo. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari – Presidente. Cid Marconi Gurgel de Souza – Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Cid Marconi Gurgel de Souza e Marcelo Magalhães Peixoto. Ausente o conselheiro Marthius Sávio Cavalcante Lobato (substituído pelo conselheiro Igor Araujo Souza). Fl. 36DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Relatório Tratase de recurso voluntário contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Campinas/SP que julgou PROCEDENTE o lançamento constante no Auto de Infração n° 37.260.4579, no valor original de R$ 8.821,61 (oito mil e oitocentos e vinte e um reais e sessenta e um centavos). Conforme relatório fiscal às fls. 20 a 28, a cobrança referese às contribuições destinadas à Seguridade Social relativa à contribuição dos segurados contribuintes individuais não recolhidas em época própria. Ainda segundo a fiscalização, foram identificados vários fatos geradores abaixo discriminados relativos ao período compreendido entre 01/2005 a 12/2006: Remunerações pagas aos segurados empregados (Alain Fabrice Bulfon) a titulo de Plano de Saúde; Remuneração pagas ao segurado Éder Júnior Pereira, durante os meses de 01/05 a 03/05, a titulo de estágio; Remuneração paga aos segurados contribuintes individuais/autônomos, descritos no referido relatório fiscal conforme lançamentos verificados junto aos livros contábeis da empresa; Remuneração paga aos segurados transportadores autônomos, conforme lançamentos verificados junto aos livros contábeis; Desta autuação, a recorrente foi notificada em 29/04/10 e apresentou impugnação intempestiva às fls. alegando: Que os valores pagos a título de plano de saúde não integram o salário remuneração, uma vez que o art. 28, § 9°, “q” da Lei n° 8.212/91, foi tacitamente revogado pela Lei n° 10.243/2001, que acrescentou o § 2o , ao art. 458 da CLT que excluiu do conceito de salário os valores pagos a título de plano de saúde; Que não existe na legislação qualquer exigência no sentido de que o plano seja oferecido a todos os funcionários para que tal pagamento seja excluído da base de incidência da remuneração, valendo a ressalva que tal assistência pode ser prestada diretamente ou mediante seguro saúde.. Que na descrição dos fatos geradores observase que o Sr. Auditor muito embora tenha incluído o pagamento de "despesas aos sócios" tais valores não foram objeto de fundamentação específica para a sua inserção no auto de infração, uma vez que o auto de infração deve ter alguns requisitos de suma importância, entre eles a fiel descrição do fato infringente o que não fez o auditor; Fl. 37DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 16045.000178/201054 Acórdão n.º 2403000.935 S2C4T3 Fl. 34 3 Que estava claro e evidente a regularidade do contrato de estágio contendo todos os requisitos formais e materiais que impediam o reconhecimento do vínculo empregatício Como visto não foi prorrogado o contrato, contudo o estagiário manteve as suas funções ainda voltadas a aprendizagem posto que o Sr. Auditor após detida análise da documentação entregue não encontrou elementos capazes de infirmar a realidade do trabalho desenvolvido que visava o desenvolvimento profissional e educativo do Sr. Éder; Que os serviços prestados não poderão ser tributados por cessão de mão deobra , pois foram executados por profissionais autônomos com regulamentação própria. Por fim, requereu a nulidade do auto de infração ou, se entendido como insubsistente, que a exigência do tributo exigido fosse tornada sem efeito. Postulou ainda a realização de diligências, inclusive a de perícias, depoimento pessoal de todos os funcionários e prestadores de serviços, dentre outros meios de prova. Instada a manifestarse acerca da impugnação, a 7ª Turma da DRJ de Campinas/SP proferiu acórdão (n° 0532. 815) nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2006 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS DE SEGURADOS EMPREGADOS E CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS, CUJA RESPONSABILIDADE PELA ARRECADAÇÃO CABE RESPECTIVAMENTE AO EMPREGADOR E CONTRATANTE DE SERVIÇOS. REVELIA. ARGÜIÇÃO DE TEMPESTIVIDADE Em observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, a assertiva peremptória do cumprimento do prazo legal para apresentação de Impugnação foi recebida como arguição de sua tempestividade, mas se encontra desacompanhada das razões de fato e direito. Considerando o desencadeamento cronológico dos fatos e aplicandose as regras de contagem do prazo do Decreto 70.235/1972, o prazo para apresentação da Impugnação foi excedido. Ocorrência da revelia. Impugnação Não Conhecida Crédito Tributário Mantido Irresignada com a decisão supra, a recorrente interpôs recurso voluntário, ratificando todos os argumentos expendidos na impugnação e acrescentou que tanto os autônomos como as pessoas jurídicas prestadoras de serviço possuem o seu regime próprio de contribuição para a previdência social, inexistindo esse tratamento pela fiscalização. Colacionou também decisões acerca do vínculo empregatício e seus requisitos. Por fim, requereu o conhecimento e provimento do recurso voluntário para reformar a decisão de 1 instância, julgando improcedente o lançamento realizado pela Fl. 38DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 fiscalização, bem como a necessidade de ser realizada diligência administrativa para serem verificados outros documentos não analisados inicialmente sob pena de cerceamento de defesa. Requereu ainda a sua intimação para sustentar seus argumentos oralmente quando do julgamento do presente recurso. É o relatório. Fl. 39DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 16045.000178/201054 Acórdão n.º 2403000.935 S2C4T3 Fl. 35 5 Voto Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator. I – DA IMPOSSIBILIDADE DO MÉRITO SER ANALISADO PELO CARF: Segundo os autos, a recorrente foi notificada da autuação em 10/05/2010 (segundafeira) mediante Aviso de Recebimento, ficando estipulado o prazo para entrega da defesa em 09/06/2010 (quartafeira). Entretanto, a impugnação foi apresentada em 10/06/2010 (quintafeira), o que impossibilitou seu conhecimento em 1 instância pela DRJ de Campinas/SP. Por tal motivo, foi apresentado o presente recurso voluntário, que não suscitou, em sede de preliminar, a tempestividade da peça recursal. Sendo assim, considerando que uma das competências do CARF é apreciar recurso voluntário contra decisão de 1 instância e, considerando que o decisum a quo foi no sentido de não conhecer da impugnação intempestiva do contribuinte, entendo que a este Conselho cabe tão somente manter ou reformar essa decisão, exclusivamente, na parte relativa à perempção da defesa apresentada. Desse modo, analisando cronologicamente os atos processuais, verificase que a defesa foi apresentada fora do prazo, não instaurando, segundo previsão legal do Decreto n 7.574/2011, a fase litigiosa do procedimento fiscal, in verbis: Art.56 – (...) (...) §2oEventual petição, apresentada fora do prazo, não caracteriza impugnação, não instaura a fase litigiosa do procedimento, não suspende a exigibilidade do crédito tributário nem comporta julgamento de primeira instância, salvo se caracterizada ou suscitada a tempestividade, como preliminar. Além disso, por mais que a defesa fosse considerada apta a formar o litígio tributário, ainda assim não seria possível ser feita em 2 instância a apreciação e o julgamento do meritum causae, haja vista que o mérito não foi sequer analisado pela turma julgadora de 1 instância que rejeitou o conhecimento da impugnação pela intempestividade. Assim, entendo que o recurso possua os pressupostos processuais (interesse de recorrer, legitimidade da parte e tempestividade) para ser analisado pelo CARF, mas seu provimento ou não fica vinculado à decisão de 1 instância, que, por sua vez, não adentrou ao mérito e impossibilitou essa análise pelo colegiado de 2 instância. Fl. 40DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso voluntário para NEGARLHE PROVIMENTO, mantendo a decisão proferida em 1 instância. É como voto. Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 41DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 10183.003151/2008-38
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1999 a 30/04/2001
PREVIDENCIÁRIO. NULIDADE DA NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO NFLD. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. APLICAÇÃO DA TAXA SELIC. LEGALIDADE. MULTA DE MORA.
A Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD, contém toda a fundamentação legal acerca da aplicação dos juros e demais encargos.
A declaração da Contribuição Previdenciária na GFIP desacompanhada do pagamento não caracteriza a Denúncia Espontânea prevista no art. 138 do CTN.
Legalidade da Taxa SELIC nos termos do art. 62-A do Regimento Interno do CARF e da Súmula n. 3 do CARF.
Recálculo da multa de mora para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2403-001.026
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora.
Nome do relator: MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO
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NULIDADE DA NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO NFLD. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. APLICAÇÃO DA TAXA SELIC. LEGALIDADE. MULTA DE MORA. A Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD, contém toda a fundamentação legal acerca da aplicação dos juros e demais encargos. A declaração da Contribuição Previdenciária na GFIP desacompanhada do pagamento não caracteriza a Denúncia Espontânea prevista no art. 138 do CTN. Legalidade da Taxa SELIC nos termos do art. 62A do Regimento Interno do CARF e da Súmula n. 3 do CARF. Recálculo da multa de mora para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Fl. 604DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Magalhães Peixoto, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Júlio de Souza e Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 605DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 10183.003151/200838 Acórdão n.º 2403001.026 S2C4T3 Fl. 2 3 Relatório Tratase de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD (DEBCAD n. 35.166.6320), consolidada em 16/07/2001, cuja notificação ocorreu em 07/08/2001 (fl. 421/A), lavrada em face da OLVEPAR S/A – INDÚSTRIA E COMÉRCIO, no valor de R$ 446.294,23 (quatrocentos e quarenta e seis mil, duzentos e noventa e quatro reais e vinte e três centavos), referente às contribuições sociais devidas e não recolhidas, nos prazos previstos, à seguridade social, correspondentes à parte dos empregados descontada pela empresa e não recolhidas à Previdência Social, apesar de declaradas na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIP. O período de apuração corresponde às competências: 01/1999 a 04/2001. Segundo o Relatório Fiscal de fls. 267/274, a Recorrente, em 10/07/2000, entrou em CONCORDATA PREVENTIVA pelo prazo de 12 meses, fundado no art. 156 e seguintes do Decreto Lei n. 7.661/45, o qual fora deferido pela 21a Vara Cível da Comarca de CuiabáMT, no Proc. n. 69/00. Os fatos geradores das contribuições apuradas e lançadas são as remunerações pagas, devidas ou creditadas aos segurados obrigatórios do Regime Geral de Previdência Social – RGPS. Da Fiscalização, originaram os seguintes lançamentos, verbis: “4.1 levantamento ‘GCB’, referese a matriz CuiabáMT, CNPJ 01.981.349/000114, para o período de: 01/00 a 02/01; 04/01. Os valores encontramse discriminados mensalmente no Relatório de Fatos Geradores e Discriminativo Analítico de Débito — DAD, anexos; 4.2 levantamento ‘GFI’, referese a matriz CuiabáMT, CNPJ 01.981.349/000114, para o período de: 10/99; 12/99 e 13/99. Os valores encontramse discriminados mensalmente no Relatório de Fatos Geradores e Discriminativo Analítico de Débito — DAD, anexos; 4.3 levantamento ‘GSO’, referese a filial SorrisoMT, CNPJ 01.981.349/000203, para o período de: 02/00 a 10/00. Os valores encontramse discriminados mensalmente no Relatório de Fatos Geradores e Discriminativo Analítico de Débito — DAD, anexos; 4.4 levantamento ‘GF3’, referese a filial PrimaveraMT, CNPJ 01.981.349/000386, para o período de: 12/99; 13/99.. Os valores encontramse discriminados mensalmente no Relatório de Fatos Geradores e Discriminativo Analítico de Débito — DAD, anexos; 4.5 levantamento ‘GPR’, referese a filial PrimaveraMT, CNPJ 01.981.349/000386, para o período de: 01/00 a 11/00.. Os valores encontramse discriminados mensalmente no Relatório de Fatos Geradores e Discriminativo Analítico de Débito — DAD, anexos; Fl. 606DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 4.6 levantamento ‘GDI’, referese a filial DiamantinoMT, CNPJ 01.981.349/000548, para o período de: 02/00 a 11/00.. Os valores encontramse discriminados mensalmente no Relatório de Fatos Geradores e Discriminativo Analítico de Debito — DAD, anexos; 4.7 levantamento ‘GF6’, referese a filial CaravágioMT, CNPJ 01.981.349/000629, para o mês de 02/99. Os valores encontramse discriminados mensalmente no Relatório de Fatos Geradores e Discriminativo Analítico de Débito — DAD, anexos; 4.7 levantamento ‘G70’, referese a filial SorrisoMT, CNPJ 01.981.349/000700, para o período de: 02/00 a 10/00. Os valores encontramse discriminados mensalmente no Relatório de Fatos Geradores e Discriminativo Analítico de Débito — DAD, anexos; 4.8 levantamento ‘GMU’, referese a filial Nova MutumMT, CNPJ 01.981.349/000890, para o período de: 02/00 a 11/00. Os valores encontramse discriminados mensalmente no Relatório de Fatos Geradores e Discriminativo Analítico de Debito — DAD, anexos; 4.9 levantamento ‘GSJ’, referese a filial São José do Rio Claro MT, CNPJ 01.981.349/000971, para o período de: 02/00 a 11/00. Os valores encontramse discriminados mensalmente no Relatório de Fatos Geradores e Discriminativo Analítico de Debito — DAD, anexos; 4.10 levantamento ‘GDE’, referese a filial DeciolândiaMT, CNPJ 01.981.349/001005, para o período de: 02/00 a 11/00. Os valores encontramse discriminados mensalmente no Relatório de Fatos Geradores e Discriminativo Analítico de Débito — DAD, anexos; 4.11 levantamento ‘G11’, referese a filial Lucas do Rio Verde MT, CNPJ 01.981.349/001196, para o período de:05/99 e 13/99. Os valores encontramse discriminados mensalmente no Relatório de Fatos Geradores e Discriminativo Analítico de Débito — DAD, anexos; 4.12 levantamento ‘GLU’, referese a filial Lucas do Rio Verde MT, CNPJ 01.981.349/001196, para o período de: 02/00 a 11/00. Os valores encontramse discriminados mensalmente no Relatório de Fatos Geradores e Discriminativo Analítico de Débito — DAD, anexos; 4.13 levantamento ‘GPA’, referese a filial PacovalMT, CNPJ 01.981.349/001196, para o período de: 02/00 a 11/00. Os valores encontramse discriminados mensalmente no Relatório de Fatos Geradores e Discriminativo Analítico de Débito — DAD, anexos; 4.14 levantamento ‘GTA’, referese a filial PacovalMT, CNPJ 01.981.349/001609, para o período de: 02/00 a 11/00. Os valores Fl. 607DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 10183.003151/200838 Acórdão n.º 2403001.026 S2C4T3 Fl. 3 5 encontramse discriminados mensalmente no Relatório de Fatos Geradores e Discriminativo Analítico de Débito — DAD, anexos; 4.15 levantamento ‘G18’, referese a filial SinopMT, CNPJ 01.981.349/001862, para o mês de 13/99. Os valores encontramse discriminados mensalmente no Relatório de Fatos Geradores e Discriminativo Analítico de Débito — DAD, anexos; 4.16 levantamento ‘GSI’, referese a filial SinopMT, CNPJ 01.981.349/001862, para o período de 02/00 a 11/00. Os valores encontramse discriminados mensalmente no Relatório de Fatos Geradores e Discriminativo Analítico de Débito — DAD, anexos; 4.17 levantamento ‘G19’, referese a filial ItiquiraMT, CNPJ 01.981.349/001943, para o mês de 13/99. Os valores encontramse discriminados mensalmente no Relatório de Fatos Geradores e Discriminativo Analítico de Débito — DAD, anexos; 4.18 levantamento ‘GIT’, referese a filial ItiquiraMT, CNPJ 01.981.349/001943, para o período de : 02/00 a 11/00. Os valores encontramse discriminados mensalmente no Relatório de Fatos Geradores e Discriminativo Analítico de Debito — DAD, anexos; 4.19 levantamento ‘G20’, referese a filial Sio LuizMT, CNPJ 01.981.349/002087, para o mês 11/99. . Os valores encontramse discriminados mensalmente no Relatório de Fatos Geradores e Discriminativo Analítico de Débito — DAD, anexos; 4.20 levantamento ‘GSL’, referese a filial São LuizMT, CNPJ 01.981.349/002087, para o período de 02/00 a 11/00. Os valores encontramse discriminados mensalmente no Relatório de Fatos Geradores e Discriminativo Analítico de Débito — DAD, anexos; 4.21 levantamento ‘G21’, referese a filial CuritibaPR, CNPJ 01.981.349/002168, para o período de: 06/99 a 09/99; 01/00 a 09/00. Os valores encontramse discriminados mensalmente no Relatório de Fatos Geradores e Discriminativo Analítico de Débito — DAD, anexos; 4.22 levantamento ‘GCC’, referese a filial CuritibaPR, CNPJ 01.981.349/002168, para o período de: 12/99 e 13/99. Os valores encontramse discriminados mensalmente no Relatório de Fatos Geradores e Discriminativo Analítico de Débito — DAD, anexos; 4.23 levantamento ‘GCU’, referese a filial Curitiba — PR, CNPJ 01.981.349/002168, para o período de:10/99 e 11/99. Os valores encontramse discriminados mensalmente no Relatório de Fatos Geradores e Discriminativo Analítico de Débito — DAD, anexos; Fl. 608DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 6 4.24 levantamento ‘G22’, referese à PONTA GROSSA/PR, CNPJ 01.981.349/002249, para o período de 02/00 a 02/01. Os valores encontramse discriminados mensalmente no Relatório de Fatos Geradores e Discriminativo Analítico de Débito — DAD, anexos; 4.25 levantamento ‘G24’, referese à filial em CASCAVEL I/PR, CNPJ .../002400, para o período de: 02/00 a 11/00. Os valores encontramse discriminados mensalmente no Relatório de Fatos Geradores e Discriminativo Analítico de Débito — DAD, anexos; 4.26 levantamento ‘G25’, referese à filial em Clevelândia/PR, CNPJ .../002591, para o período de: 06/99; 02/00 a 02/01. Os valores encontramse discriminados mensalmente no Relatório de Fatos Geradores e Discriminativo Analítico de Débito — DAD, anexos; 4.27 levantamento ‘G26’, referese à filial Posto, CNPJ .../0026 72, para o período de: 02/00 a 03/01. Os valores encontramse discriminados mensalmente no Relatório de Fatos Geradores e Discriminativo Analítico de Débito — DAD, anexos; 4.28 levantamento ‘028’, referese à filial em Renascença/PR, CNPJ .../002834, para o período de: 02/00 a 02/01. Os valores encontramse discriminados mensalmente no Relatório de Fatos Geradores e Discriminativo Analítico de Debito — DAD, anexos; 4.29 levantamento ‘G29’, referese à filial em Realeza/PR, CNPJ .3002915, para o período de: 02/00 a 02/01. Os valores encontramse discriminados mensalmente no Relatório de Fatos Geradores e Discriminativo Analítico de Débito — DAD, anexos; 4.30 levantamento ‘G30’, referese à filial em Ipuaçu/SC, CNPJ .../003059, para o período de 02/00 a 11/00. Os valores encontram se discriminadas mensalmente no Relatório de Fatos Geradores e Discriminativo Analítico de Débito — DAD, anexos; 4.31 levantamento ‘031’, referese à filial em Abelardo Luz I/SC, CNPJ .../003130, para o período de 02/00 a 01/01. Os valores encontramse discriminados mensalmente no Relatório de Fatos Geradores e Discriminativo Analítico de Débito — DAD, anexos; 4.32 levantamento ‘G33’, referese à filial em Ouro Verde/SC, CNPJ .../003300, para o período de: 02/00 a 11/00. Os valores encontramse discriminados mensalmente no Relatório de Fatos Geradores e Discriminativo Analítico de Débito — DAD, anexos; 4.33 levantamento ‘034’, referese à filial em Palotina/PR, CNPJ .../003482, para o período de 02/00 a 09/00. Os valores encontramse discriminados mensalmente no Relatório de Fatos Geradores e Discriminativo Analítico de Débito — DAD, anexos; 4.35 levantamento ‘G35’, referese à filial em Palma Sola/PR, CNPJ .../003563, para o período de 02/00 a 09/00. Os valores Fl. 609DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 10183.003151/200838 Acórdão n.º 2403001.026 S2C4T3 Fl. 4 7 encontramse discriminados mensalmente no Relatório de Fatos Geradores e Discriminativo Analítico de Débito — DAD, anexos; 4.36 levantamento ‘G36’, referese à filial em Tupãssi/PR, CNPJ .../003644, para o período de 02/00 a 11/00. Os valores encontramse discriminados mensalmente no Relatório de Fatos Geradores e Discriminativo Analítico de Debito — DAD, anexos; 4.37 levantamento ‘037’, referese à filial em Assis Chateaubriand/PR, CNPJ ... /003725, para o período de 02/00 a 08/00. Os valores encontramse discriminados mensalmente no Relatório de Fatos Geradores e Discriminativo Analítico de Débito — DAD, anexos.” A Fiscalização se baseou nos Livros Diário, Livro Razão, Folhas de Pagamento, Rescisões Contratuais de Trabalho, Guias de Recolhimento GRPS/GPS, além de outros elementos subsidiários. DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com o lançamento que se consolidou em 07/08/2001, a Recorrente apresentou, tempestivamente, Impugnação de fls. 423/452. DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da Recorrente, a Gerência Executiva de Mato Grosso, emitiu a DecisãoNotificação n° 10.401./0246/2001, de fls. 466/470, mantendo procedente o lançamento, conforme ementa que abaixo se transcreve, verbis: “CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. DISCUSSÃO DA INCONSTIT. Inconstitucionalidade de matérias não é discutível na esfera Administrativa. Parecer da CJ do MPAS no 771/97 LANÇAMENTO PROCEDENTE” DO RECURSO Inconformada, a Recorrente interpôs, tempestivamente, Recurso Voluntário de fls. 474/501, com os seguintes argumentos: Preliminarmente A NFLD não contém a forma de calcular os juros de mora e demais encargos previstos na lei, bem como a forma de aplicação da correção monetária, juros e demais índices de atualização do crédito tributário (art. 202, II do CTN e art. 2o, § 5o, da lei no 6.830/80). O art. 202 do CTN enumera as obrigações que devem estar contidas no termo de inscrição de dívida. Além do mais, a NFLD em tela não traz a forma de calcular os juros de mora e demais encargos previstos em lei, assim como a forma de aplicação da correção monetária, juros e demais índices de atualização de crédito tributário. Fl. 610DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 8 A NFLD foi lavrada sem a devida motivação, vez que trouxe infrigência de vários dispositivos legais, sem demonstrar de forma clara e precisa a falta cometida pela Recorrente. Essa falta afronta o princípio da legalidade previsto no art. 5o, II da CF. Cita algumas doutrinas e jurisprudência acerca da motivação. O fato da impugnante ter declarado as contribuições em GFIP, implica em denúncia espontânea, portanto, improcedente a incidência de multa A declaração das contribuições devidas ao INSS foram declaradas em GFIP, razão pela qual, fez denúncia espontânea do débito, nos termos do art. 138 do CTN. Para tanto, traz doutrina e jurisprudência, a fim de embasar sua tese. Do Direito Improcedência da fiscalização decorrente de rescisões contratuais e reclamações trabalhistas – verbas não tributárias A Recorrente sustenta que a NFLD em tela teve como base as verbas decorrentes de reclamações trabalhistas e rescisões contratuais, que exigem o pagamento de contribuições incidentes sobre férias e aviso prévio. Ocorre que se tratam de verbas cujas naturezas são indenizatórias, razão pela qual, são verbas não tributáveis. Traz jurisprudência nesse sentido. Da atualização pela SELIC A Recorrente salienta que a taxa SELIC não se presta à utilização como equivalente aos juros moratórios incidentes sobre os débitos de natureza fiscal, para tanto, traz um histórico da legislação tributária para fundamentar sua tese acerca da ilegalidade e inconstitucionalidade. Da multa em concordata A fiscalização embutiu um percentual elevado a título de multa, aplicou uma multa pecuniária com o fim punitivo. A multa aplicada contraria o art. 134, V, parágrafo único do CTN, vez que a empresa está em processo de concordata preventiva. traz jurisprudências para fundamentar o alegado. Do efeito confiscatório da multa aplicada A multa aplicada ofende o princípio constitucional do nãoconfisco implicitamente consagrado no art. 5o, XXII da CF. Traz doutrinas para fundamentar o alegado. Do pedido Ao final requer seja o recurso julgado totalmente procedente. DO DEPÓSITO DE 30% Superada a controvérsia em relação à obrigatoriedade do depósito de 30% do valor da autuação como condição para interposição do recurso, os autos vieram para julgamento no CARF. É o relatório. Fl. 611DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 10183.003151/200838 Acórdão n.º 2403001.026 S2C4T3 Fl. 5 9 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fl. 503, o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. PRELIMINARMENTE DA NULIDADE DA NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO Alega a Recorrente que a NFLD não contém a forma de calcular os juros de mora e demais encargos previstos na lei, bem como a forma de aplicação da correção monetária, juros e demais índices de atualização do crédito tributário (art. 202, II do CTN e art. 2o, § 5o, da lei no 6.830/80); assim como foi lavrada sem a devida motivação, vez que trouxe infrigência de vários dispositivos legais, sem demonstrar de forma clara e precisa a falta cometida pela Recorrente. Essa falta afronta o princípio da legalidade previsto no art. 5o, II da CF. Mister destacar que não se aplica o art. 202 do CTN, uma vez que ele trata acerca da “inscrição em dívida ativa”, nesse diapasão, a lide versa acerca de uma Notificação Fiscal de Dívida Ativa – NFLD, ou seja, um fato anterior à inscrição em dívida ativa. Não há que se falar nulidade da NFLD, vez que, é possível a perfeita compreensão da autuação, através da análise de toda a Notificação Fiscal de Lançamento de Débito, formada pelas: Instrução para o Contribuinte – IPC; Discriminativo Analítico de Débito – DAD; Discriminativo Sintético do Débito – DSD; Discriminativo Sintético por Estabelecimento – DSE; Relatório Fatos Geradores e Fundamentos Legais do Débito FLD. DA DENÚNCIA ESPONTÂNEA A Recorrentes entende que para haver a denúncia espontânea, prevista no art. 138 do CTN, basta a declaração da tributação devida em GFIP. Ocorre que a jurisprudência é pacífica no sentido de que para haver a denúncia espontânea, mister se faz que ela seja acompanhada do pagamento tempestivo, verbis: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AÇÃO RESCISÓRIA. QUESTÃO CONTROVERTIDA NOS TRIBUNAIS. ACÓRDÃO QUE ADOTOU JURISPRUDÊNCIA MAJORITÁRIA. SÚMULA 343. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. TRIBUTO DECLARADO E PAGO A DESTEMPO. ERRO DE FATO. OCORRÊNCIA. 1. Buscase na presente ação rescisória, fundada nos incisos V e IX do art. 485 do Código de Processo Civil, desconstituir acórdão da Primeira Turma desta Corte, proferido nos autos do Recurso Especial n. 462.584/RS, em sede de ação de repetição Fl. 612DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 10 de indébito tributário na qual se postulou a devolução dos valores pagos a título de multa moratória, referente a tributos de competência de dezembro de 1990 a junho de 2000, em razão do pagamento espontâneo de que trata o artigo 138 do CTN. 2. A questão referente à ocorrência de denúncia espontânea já foi matéria controversa no âmbito desta Corte, prevalecendo o entendimento, inclusive em sede de recursos repetitivos, na forma do art. 543C, do CPC (REsp's n. 1.149.022, 962.379 e 886.462), no sentido de que "a denúncia espontânea não resta caracterizada, com a conseqüente exclusão da multa moratória, nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação declarados pelo contribuinte e recolhidos fora do prazo de vencimento, à vista ou parceladamente, ainda que anteriormente a qualquer procedimento do Fisco". Sobre o tema, esta Corte editou, inclusive, a Súmula n. 360, a qual dispõe que: "o benefício da denúncia espontânea não se aplica aos tributos sujeitos a lançamento por homologação regularmente declarados, mas pagos a destempo". 3. A decisão rescindenda, ao decidir que a denúncia espontânea não favorece pagamento de dívida tributária reconhecida pelo contribuinte, mas paga após o vencimento, privilegiou o entendimento majoritário e que continua sendo a interpretação atual sobre a norma que o autor entende violada (art. 138 do CTN), o que afasta o cabimento da ação rescisória pela inciso V do art. 485. (...) (AR 3.746/RS, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 23/11/2011, DJe 02/12/2011) Nesse diapasão, no caso em tela houve apenas a declaração na GFIP, sem o correspondente pagamento, razão pela qual, não há como prosperar o pleito da Recorrente para que considere a ocorrência da denúncia espontânea. DO MÉRITO Tratase de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD, lavrada em face da Recorrente, referente às contribuições sociais devidas e não recolhidas, nos prazos previstos, à seguridade social, correspondentes à parte dos empregados descontada pela empresa e não recolhidas à Previdência Social, apesar de declaradas na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantis por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social. Em suas defesas, a Recorrente sustenta que a NFLD teve como base as verbas decorrentes de reclamações trabalhistas/rescisões contratuais, as quais exigem o pagamento de contribuições incidentes sobre férias e aviso prévio, não devendo, portanto, integrar a base de cálculo da Contribuição Previdenciária, tendo em vista se tratarem de verbas cujas naturezas são indenizatórias. Ocorre que, conforme se extrai das palavras da Fiscalização no item “1.1.” da fl. 268 do Relatório Fiscal, a mesma teve como base as próprias GFIPS apresentadas pela Recorrente, verbis: Fl. 613DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 10183.003151/200838 Acórdão n.º 2403001.026 S2C4T3 Fl. 6 11 “1.1. Ressaltamos que as Contribuições Sociais apuradas na presente NFLD no 35.166.6320 foram declaradas na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIP.” Nesse diapasão, a Recorrente não comprovou a inclusão das supracitadas verbas na base de cálculo da Contribuição Previdenciária. Não comprovou, outrossim, o adimplemento do referido tributo, razão pela qual, deve o lançamento ser mantido. DA APLICAÇÃO DA TAXA SELIC A Recorrentes entende como ilegal a incidência de algum índice de atualização monetária superior a 12% ao ano. Ocorre que, nos termos do art. 62A do Regimento Interno do Conselho de Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, os julgamentos dos conselheiros estão vinculados aos acórdãos do STF e STJ, quando prolatados nos termos dos arts. 543B e 543C do CPC, verbis: Art. 62A do Regimento Interno do CARF: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Nesse diapasão, o Colendo STJ já se manifestou acerca da possibilidade de atualização monetária pela Taxa SELIC, nos termos do art. 543C do CPC, verbis: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL SUBMETIDO À SISTEMÁTICA PREVISTA NO ART. 543C DO CPC. VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC. NÃO OCORRÊNCIA. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. JUROS DE MORA PELA TAXA SELIC. ART. 39, § 4º, DA LEI 9.250/95. PRECEDENTES DESTA CORTE. 1. Não viola o art. 535 do CPC, tampouco nega a prestação jurisdicional, o acórdão que adota fundamentação suficiente para decidir de modo integral a controvérsia. 2. Aplicase a taxa SELIC, a partir de 1º.1.1996, na atualização monetária do indébito tributário, não podendo ser cumulada, porém, com qualquer outro índice, seja de juros ou atualização monetária. 3. Se os pagamentos foram efetuados após 1º.1.1996, o termo inicial para a incidência do acréscimo será o do pagamento indevido; no entanto, havendo pagamentos indevidos anteriores à data de vigência da Lei 9.250/95, a incidência da taxa SELIC terá como termo a quo a data de vigência do diploma legal em tela, ou seja, janeiro de 1996. Esse entendimento prevaleceu na Primeira Seção desta Corte por ocasião do julgamento dos EREsps 291.257/SC, 399.497/SC e 425.709/SC. Fl. 614DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 12 4. Recurso especial parcialmente provido. Acórdão sujeito à sistemática prevista no art. 543C do CPC, c/c a Resolução 8/2008 Presidência/STJ. (REsp 1111175/SP, Rel. Ministra DENISE ARRUDA, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 10/06/2009, DJe 01/07/2009) (grifo nosso) Ademais, além do referendo Judicial em sede de Recurso Repetitivo, essa matéria consta na Súmula n. 3 do CARF, verbis: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Portanto, não há que se falar em ilegalidade na aplicação da Taxa SELIC em matéria tributária. MULTA DE MORA A multa de mora aplicada teve por base o artigo 35 da Lei 8.212/91, que determinava aplicação de multa que progredia conforme a fase e o decorrer do tempo e que poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que esse artigo foi alterado pela Lei 11.941/2009, que estabelece que os débitos referentes a contribuições não recolhidas no prazo previsto em lei, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61, da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Tendo em vista que o artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, cominelhe penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 em comparativo com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo), para determinação e prevalência da multa mais benéfica, no momento do pagamento. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. CONCLUSÃO Fl. 615DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 10183.003151/200838 Acórdão n.º 2403001.026 S2C4T3 Fl. 7 13 Do exposto, julgo procedente em parte o recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 616DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
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Numero do processo: 10768.004877/2008-17
Data da sessão: Thu Apr 12 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Apr 12 00:00:00 UTC 2012
Ementa: SIMPLES NACIONAL
Ano-calendário: 2007
PEDIDO DE INCLUSÃO. MEIO INADEQUADO.
0 pedido de opção pelo Simples Nacional, para o ano de 2007, devia ser realizado por meio da interne no período de 01/07/2007 a 20/08/2007. Incabível a discussão administrativa das pendências eventualmente existências se a contribuinte não formaliza sua opção na forma prevista nalegislação.
Numero da decisão: 1101-000.722
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR
PROVIMENTO ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: EDELI PEREIRA BESSA
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MEIO INADEQUADO. 0 pedido de opção pelo Simples Nacional, para o ano de 2007, devia ser realizado por meio da interne no período de 01/07/2007 a 20/08/2007. Incabível a discussão administrativa das pendências eventualmente existências se a contribuinte não formaliza sua opção na forma prevista na legislação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR PROVIMENTO ao recurso : nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. i VALM)V. 'ONS ,/6,i E MENEZES - Presidente. --LW ELI PEREIRA BE SSA - Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Valmar Fonseca de Menezes (presidente da turma), José Ricardo da Silva (vice-presidente), Edeli Pereira Bessa, Benedicto Celso Benicio Júnior, Carlos Eduardo de Almeida Guerreiro e Nara Cristina Takeda Taga. 1 Processo n° 10768.004877/2008-17 S1 -C I TI Acórdão n.° 1101-00.722 Fl. 36 Relatório BAZAR PARAGUASSU LTDA, já qualificada nos autos, recorre de decisão proferida pela 4a Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento do Rio de Janeiro-I que, por unanimidade de votos, julgou IMPROCEDENTE a manifestação de inconformidade interposta contra despacho decisório que indeferiu sua solicitação de inclusão no SIMPLES NACIONAL. Consta da decisão recorrida o seguinte relato: Trata-se de pedido de inclusão de oficio no Simples Nacional - Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) -, de que trata o artigo 12 da Lei Complementar n° 123/2006. Em 11/08/2008 a contribuinte apresentou requerimento, por escrito (doc. de fls. 1), de inclusão no regime especial, pelo fato de a migração automática não ter sido efetivada, e de a empresa não ter impedimentos para que tal migração ocorresse, de acordo com o art. 17 da Lei Complementar n° 123/06. 0 pleito em questão, foi indeferido pela DICAT/DERAT/RJO «is. 12), que entendeu não ter havido qualquer erro de processamento, já que não existia qualquer solicitação de opção formulada pela interessada, alertando, ainda, que a solicitação não fora encaminhada dentro do prazo legal disposto na Resolução CGSN n° 04/2007. Devidamente cientificada (lis. 13 v.) em 30/10/2009, a interessada, em 18/11/2009 (fls. 14) apresentou manifestação de inconformidade alegando, em síntese, que: a) A empresa agendou a opção pelo Simples Nacional em 30/07/2007, com efeitos a partir de 01/01/2007; b) Como parte dessa missão, recolheu, na condição de ME/EPP os DARF gerados pelo sistema de pagamentos de tributos (PGDAS), a partir da competência julho de 2007; mas a empresa não migrou automaticamente para 2008, por motivo de ter pendência impeditiva, ou seja, parcelamento em andamento, sendo regularizada posteriormente; c) Requer, portanto, o acolhimento do presente feito. É o relatório. A Turma julgadora rejeitou estes argumentos aduzindo que: • A opção pelo SIMPLES Nacional em 2007 podia ocorrer pela opção voluntária ou automática/tácita. Esta última ocorria se a pessoa jurídica não tivesse sido excluída do Simples, por decisão definitiva, até 30/06/2007, e não houvesse impedimento A opção pelo SIMPLES Nacional. • Inexiste indicio nos autos de que a contribuinte tenha formalizado sua opção em 30/07/2007, após parcelamento em andamento ter impedido sua migração automática. 0 único documento apresentado foi uma consulta de optantes, com a orientação de como proceder, tendo em vista a sua não migração automática. Não há atos posteriores ou tentativas da empre de 2 Processo n° 10768.004877/2008-17 SI-CI TI Acórdão n.° 1101-00.722 Fl. 37 ingressar no Simples Nacional conforme o preceituado pela legislação norteadora da matéria. • Observa que a contribuinte deveria ter promovido a opção voluntária até 20/08/2007 exclusivamente pela Internet (art. 17 da Resolução CGSN n° 4/2007, alterada pela Resolução CGSN n° 19/2007), para que fosse feito um controle criterioso e sistematizado em relação a cada contribuinte, quanto aos requisitos exigidos pela legislação de cada um dos entes federativos envolvidos no deferimento da opção. Se assim procedesse, a contribuinte obteria todas as informações sobre eventuais pendências impeditivas existentes, de modo a poder solucioná-las, a fim de ter confirmada sua opção pelo regime especial para o ano-calendário de 2007. • Reporta-se a consulta ao Portal do Simples Nacional na internet - telas de "Consulta Histórico da Empresa no Simples Nacional" (fls. 11), a qual revela que, para o ano-calendário de 2007, não houve solicitação de opção pelo regime simplificado. • Esclareceu que os pagamentos efetuados por meio de DAS-Simples, não implica ter havido, por parte dos elites federativos envolvidos, deferimento quanto à opção pelo Simples, e que tampouco existe na legislação de regência dispositivo que autorize a inclusão de oficio no regime especial por esse motivo. Cientificada da decisão de primeira instância em 09/02/2010 (fl. 26), a contribuinte interpôs recurso voluntário, tempestivamente, em 04/03/2010 (fls. 27), no qual aduz: II - 0 Direito 11.1— PRELIMINAR A empresa notificada optou pelo Simples Nacional em 30/07/2007, - produzindo efeitos a partir de 01/07/2007, muito embora não é demais observar que era optante do Simples Federal; 112— MÉRITO Observa-se que, as DASN's relativas aos anos-calendários foram transmitidas dentro do prazo e impostos recolhidos respectivamente em suas datas. Razão não há para que a peticionante seja desenquadrada do Simples Nacional. - Termo de opção do Simples Nacional; - Termo de opção do Simples Federal. A documentação acima discriminada e acostada juntamente com a presente defesa, tem por escopo comprovar que a empresa notificada optou pelo regime Simples Nacional desde o inicio data do primeiro agendamento e opção pelo regime Simples Federal. HI - A CONCLUSA - 0 Frise-se ainda que para ganhar tempo na regularização das pendências para o enquadramento no SIMPLES NACIONAL 07/2007 a empresa no período da "Solicitação de Opção" cumpriu as exigências, preenchendo no formulário padronizado da Receita Federal "INCLUSÃO NO SIMPLES NACIONAL", por não está disponível outros tipos de formulários como por exemplo: "REVISAO NO SIMPLES NACIONAL" OU "REINCLUSA -0 NO SIMPLES NACIONAL", d -se 3 Processo n° 10768.004877/2008-17 St -C IT! Acórdão n.° 1101-00.722 Fl. 38 entender que o contribuinte fez o primeiro pedido no período de 10/2008 quando na realidade a empresa agendou a solicitação no ano anterior para que pudesse ser enquadrada no Simples Nacional. É o relatório. 4 Processo n° 10768.004877/2008-17 SI-CIT1 AcórclAo n.° 1101-00.722 Fl. 39 Voto Conselheira EDELI PEREIRA BESSA A Resolução CGSN n° 4, de 30/05/2007, posteriormente alterada pela Resolução CGSN n° 19, de 13/08/2007, assim dispôs: Art. 7° A opção pelo Simples Nacional dar-se-á por meio da internei, sendo irretratável para todo o ano-calendário. sç 1° A opção de que trata o caput deverá ser realizada no mês de janeiro, até seu último dia útil, produzindo efeitos a partir do primeiro dia do ano-calendário da op cão, ressalvado o disposto no sS' 3° deste artigo e observado o disposto no sç 3" do art. 21. [...] Art. 17. Excepcionalmente, para o ano-calendário de 2007, a opção a que se refere o art. 7° poderá ser realizada do primeiro dia útil de julho de 2007 até 20 de agosto de 2007, produzindo efeitos a partir de 1" de julho de 2007. Alega a recorrente que, antes de apresentar, em 11/08/2008, o Pedido de Inclusão no SIMPLES Nacional que inicia estes autos, havia agendado a solicitação no ano anterior para que pudesse ser enquadrada no Simples Nacional. Nos autos, consta apenas uma impressão de Solicitação de Opção pelo Simples Nacional em 15/07/2008 (fl. 02) — informando a inexistência de solicitação de opção — e cópia do recibo de entrega da Declaração Anual do Simples Nacional (DASN) apontando os recolhimentos efetuados de julho a dezembro de 2007 (fl. 09). Por ocasião da manifestação de inconformidade, a contribuinte também juntou impressão de Termo de Opção pelo Simples Nacional vinculado a seu CNPJ, indicando que a solicitação foi efetuada, sem qualquer referência de data (fl. 15), mas antes disso a autoridade administrativa já havia demonstrado, em consulta ao histórico da empresa no SIMPLES Nacional, que houve uma solicitação apresentada em 26/01/2009, indeferida por pendências não resolvidas (fl. 11). Em seu recurso voluntário, a interessada apenas juntou seu termo de opção ao SIMPLES Federal em 1997, e extrato dos recolhimentos efetuados no âmbito do SIMPLES Nacional em 2007 (fls. 31/33). Inexistindo prova de opção anterior, resta apenas o pedido de inclusão retroativa de 11/08/2008 a ser apreciado. Se a contribuinte tivesse observado o que determinou a norma, seria possível, aqui, discutir as pendências que lá se apresentaram, inviabilizando sua adesão ao SIMPLES Nacional. Mas, da forma como procedeu, não há acusação a ser aqui debatida. Inútil cogitar das exigências, no âmbito da Receita Federal, que impediram sua migração automática pois não se sabe se outras pendências no âmbito estadual, municipal, ou mesmo previdenciário, subsistiriam a inviabilizar sua admissão no SIMPLES Nacional. 5 Processo n° 10768.004877/2008-17 S 1 -Cl Ti Acórdão n.° 1101-00.722 Fl. 40 A exigência legal de que a opção se desse pela Internet objetivava, justamente, a verificação informatizada dos requisitos previstos na legislação de cada um dos entes federativos envolvidos no deferimento da opção. Ao proceder como previsto, dentro do prazo legal, a contribuinte teria conhecimento das eventuais pendências impeditivas existentes, de modo a poder solucioná-las, a fim de ter confirmada sua opção pelo regime especial para o ano-calendário de 2007, ou questioná-las administrativamente. Aqui, porém, a contribuinte não observou a norma, e apresentou petição apenas A. Receita Federal para que lhe fosse permitido o ingresso no SIMPLES Nacional, assim procedendo depois de expirado o prazo previsto para tanto. Correta, portanto, a decisão que indeferiu tal pedido por inadequação do meio utilizado. Diante do exposto, o presente voto é no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. tatc,C2 DELI PEREIRA BESS — Relatora 6
score : 1.0
Numero do processo: 10820.003500/2007-88
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 18 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/11/1999 a 31/03/2007
Ementa:
INTEMPESTIVIDADE. NÃO CONHECIMENTO
Da decisão de primeira instância cabe recurso dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. Recurso protocolizado em prazo superior não será conhecido.
Numero da decisão: 2403-000.949
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso por intempestivo.
Matéria: CPSS - Contribuições para a Previdencia e Seguridade Social
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/11/1999 a 31/03/2007 Ementa: INTEMPESTIVIDADE. NÃO CONHECIMENTO Da decisão de primeira instância cabe recurso dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. Recurso protocolizado em prazo superior não será conhecido.
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NÃO CONHECIMENTO Da decisão de primeira instância cabe recurso dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. Recurso protocolizado em prazo superior não será conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso por intempestivo. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente/Relator Participaram do presente julgamento, os conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (presidente), Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio De Souza, Jhonatas Ribeiro Da Silva, Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 77DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Ribeirão Preto, Acórdão 1425.735, que julgou procedente em parte a impugnação. A autuação foi assim resumida no acórdão: Tratase do Auto de Infração DEBCAD n° 37.137.9857, no valor de R$ 22.971,62 (vinte e dois mil, novecentos e setenta e um reais e sessenta e dois centavos), que foi lavrado porque o contribuinte apresentou as GFIP Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações à Previdência Social das competências 11/1999 a 04/2006 (período descontinuo) com omissão de fatos geradores de contribuições previdenciárias, infringindo o disposto no art. 32, inciso IV, § 5°, da Lei n° 8.212/91, combinado com o artigo 225, IV e §4° do Regulamento da Previdência Social — RPS, aprovado pelo Decreto n ° 3.048/99. A autuação ocorreu em 27/11/2007. O Relatório Fiscal Consigna que deixaram de ser informadas remunerações de segurados empregados nas competências acima, conforme Anexos B1 e C1 do Relatório Fiscal, às fis.21, 22, 25 e 26. A multa para referida infração foi calculada (fls.17 e 18) na forma prevista nos artigos 32, § 5° da Lei n° 8.212/1991 e artigos 284, inciso II e 373 do Regulamento da Previdência Social RPS, com atualização dada pela Portaria MPS n° 142, de 11 de abril de 2007. 0 auditor informa que o contribuinte não é reincidente e que não há outras agravantes. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, onde alega, em síntese, que a competência 12/2001 também foi atingida pela decadência. A Seção de Controle e Acompanhamento Tributário da DRF Araçatuba registra que o recurso foi apresentado fora do prazo regulamentar. É o Relatório. Fl. 78DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10820.003500/200788 Acórdão n.º 2403000.949 S2C4T3 Fl. 72 3 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator O recurso foi interposto intempestivamente, o que impede a sua admissibilidade. O contribuinte tomou ciência do Acórdão recorrido em 18 de setembro de 2009 (sextafeira), conforme documento de folha 65 e o prazo para interposição de recurso é de 30 (trinta) dias. Considerandose que na contagem é excluído o dia do início, o prazo venceria no dia 20 de outubro de 2009 (terçafeira). O notificado interpôs o recurso no dia 23 de outubro de 2009, conforme folha 67, portanto fora do prazo normativo, previsto no artigo 33 do Decreto nº 70.235, de 06 de maio de 1972. CONCLUSÃO Voto pelo NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO, em decorrência da sua intempestividade. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 79DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 13888.002356/2007-76
Data da sessão: Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Data do fato gerador: 26/07/2007
DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. NÃO ENTREGA DE GFIP. AUTUAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE RELEVAÇÃO DA MULTA. NÃO CORREÇÃO DENTRO DO PRAZO LEGAL.
Incorre em infração, por descumprimento de obrigação acessória, deixar a empresa de informar ao INSS, por intermédio da GFIP, os dados cadastrais, todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias e outras informações de interesse do mesmo, ficando impossibilitada a relevação da multa para os casos em que o contribuinte não conserta a falha no prazo legal.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2403-001.016
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para que se recalcule o valor da multa, se mais benéfico ao contribuinte, de acordo com o disciplinado no art. 32-A da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009.
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
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NÃO ENTREGA DE GFIP. AUTUAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE RELEVAÇÃO DA MULTA. NÃO CORREÇÃO DENTRO DO PRAZO LEGAL. Incorre em infração, por descumprimento de obrigação acessória, deixar a empresa de informar ao INSS, por intermédio da GFIP, os dados cadastrais, todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias e outras informações de interesse do mesmo, ficando impossibilitada a relevação da multa para os casos em que o contribuinte não conserta a falha no prazo legal. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para que se recalcule o valor da multa, se mais benéfico ao contribuinte, de acordo com o disciplinado no art. 32A da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009. Carlos Alberto Mees Stringari – Presidente. Cid Marconi Gurgel de Souza – Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto e Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 342DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 20/03/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Fl. 343DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 20/03/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13888.002356/200776 Acórdão n.º 2403001.016 S2C4T3 Fl. 343 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado às fls.76 a 90 contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Ribeirão Preto/SP (fls. 62 a 70) que julgou PROCEDENTE o lançamento constante do Auto de Infração nº 37.071.0908 no valor originário de R$ 59.756,50 (cinquenta e nove mil, setecentos e cinquenta e seis reais e cinquenta centavos). Segundo o relatório fiscal às fls. 13 e 14, a empresa foi autuada por infringir o artigo 32, inciso IV e parágrafos 2 e 9, da Lei n 8.212191, acrescentados pela Lei no 9.528/97 ao deixar de informar à Previdência Social por intermédio das Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações à Previdência Social GFIP, nas competências 13/2005, 02/2006 e 13/2006, todos os fatos geradores de contribuição previdenciárias e outras informações de interesse do mesmo. A auditoria, no decorrer da ação fiscal, solicitou ao sujeito passivo que fossem apresentadas a GFIP, GRFP e GRFC, todas com comprovantes de entrega e eventuais retificações do período 01/1999 a 01/2007. Referida solicitação foi atendida com a entrega dos documentos requeridos relativos a todas as competências, exceto as GFIP's para as competências 13/2005, 02/2006 e 13/2006. Em razão dessa conduta (não entrega de GFIP), a fiscalização lavrou o Auto de Infração 37.071.0908 por ter entendido ter havido violação à Lei n°. 8.212/91 (art. 32, inciso IV e parágrafos 4° e 7°, acrescentados pela Lei n° 9.528/97 e art.102) e ao Regulamento da Previdência Social (art. 284, inciso I, e parágrafos 1° e 2° do “caput” e art. 373). Desta autuação, a recorrente apresentou impugnação às fls. 25 a 35, alegando em síntese que: Não se pode falar em edificação definitiva do crédito se a inobservância da lei ou da lógica tributada propiciar o seu cancelamento, retificação ou anulação da assiete originária. Tratandose de acertamento de oficio, deve ser precedido de esclarecimentos, pois na feitura do Auto de Infração, não poderá a autoridade fundarse em presunções, é preciso especificar com clareza o dispositivo infringido, não sendo este passivo de mera retificação capaz de dar validade a todo processo administrativo; Quanto ao "limite quantitativo", não podem as multas chegar ao confisco. Todavia, determinar o montante destas, em atenção a este postulado, é muito difícil. Afinal há que evitar o periculum in mora e dissuadir os infratores, pois esse é o objetivo das multas. Por fim, entendeu que ainda não havia expirado o prazo para apresentação de documentos, motivo pelo qual requereu a juntada posterior das GFIP’s retificadas com a impugnação aditiva em face dos volumosos lançamentos a serem efetuados. Fl. 344DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 20/03/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Instada a manifestarse acerca da matéria, a 7° turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Ribeirão Preto SP proferiu o acórdão n° 1421.226 nos seguintes termos: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 26/07/2007 AUTODEINFRAÇÃO. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DESCUMPRIMENTO Constitui infração à legislação previdenciária deixar a empresa de informar mensalmente, dentro do prazo, por intermédio de GFIP, os dados cadastrais, todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias e outras informações de interesse da Seguridade Social. LEGALIDADE E CONSTITUCIONALIDADE. É vedado à Administração Pública o exame da legalidade e constitucionalidade das Leis. MULTA APLICADA. LEGALIDADE. Multa fixada nos parâmetros da legislação vigente à época da exação tem respaldo legal. JUROS MORATÓRIOS. NÃO INCIDÊNCIA. As contribuições sociais, não recolhidas nas épocas próprias, aos juros equivalentes à taxa SELIC, ambos de caráter irrelevável, porém não incidem sobre a multa pecuniária, no caso de descumprimento de obrigação acessória, com a lavratura do correspondente AI. NÃO CORREÇÃO DA FALTA. IMPOSSIBILIDADE DE ATENUAÇÃO / RELEVAÇÃO DA MULTA. Para que possa ter a multa relevada, a empresa deve, entre outros requisitos exigidos, corrigir a falta dentro do prazo de impugnação, conforme caput do art. 291 do Decreto 3.048/99. ALEGAÇÕES DESPROVIDAS DE COMPROVAÇÃO. PRECLUSÃO. A impugnação deve ser instruída com os documentos em que se fundamentar, precluindo o direito de fazê lo em outro momento, salvo exceções previstas legalmente. Lançamento Procedente. Irresignada com a decisão supra, a recorrente interpôs recurso voluntário às fls. 76 a 90, utilizandose dos mesmos argumentos apresentados na impugnação. No pedido, requereu o acolhimento integral do recurso, rogando pela sua procedência e consequente reforma da decisão atacada, com o fim de ajustar a multa aplicada. É o relatório. Fl. 345DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 20/03/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13888.002356/200776 Acórdão n.º 2403001.016 S2C4T3 Fl. 344 5 Voto Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator. DO MÉRITO I – DA INFRAÇÃO COMETIDA A recorrente praticamente utilizase dos mesmos argumentos apresentados na impugnação. Assim, levanta pontos que já foram exaustivamente analisados pela 1 instância, os quais também entendo que não há maior relevância para o caso em tela. Todavia, enfrentarei as alegações da parte, vejamos: Sobre a alegação de que a auditoria deveria ter realizado o lançamento do crédito tributário à luz da lei tributária, entendo que essa observação foi atendida, ao passo que a lavratura do Auto de Infração foi motivada pela não entrega da GFIP, ou seja, por descumprimento de obrigação acessória. Nessa hipótese, o Código Tributário Nacional preleciona que uma multa será lançada em desfavor do sujeito passivo infrator, o que foi feito pela autoridade fiscal do presente caso. Além disso, alega ausência de requisitos essenciais para a lavratura do AI, reforçando a idéia de ter ocorrido a violação ao contraditório e à ampladefesa do contribuinte. Não há como prosperar esse fundamento, tendo em vista que todas as garantias constitucionais foram atendidas, inclusive a informação de que a parte autuada poderia apresentar defesa no prazo de 30 (trinta dias) a contar da ciência da autuação Assim, diante dessa análise documental, verificouse que a empresa recorrente deixou de informar em GFIP informações relevantes para a caracterização do fato gerador das contribuições previdenciárias (por exemplo: dados cadastrais) nas competências 13/2005, 02/2006 e 13/2006. Desse modo, havendo previsão legal que determine a prestação de informações pelo contribuinte por um documento específico (GFIP) ao órgão arrecadador, a fiscalização, em um trabalho de auditoria apurado, se verificar que tais informações não foram prestadas, deverá obrigatoriamente lavrar auto de infração com fundamento no descumprimento de obrigação acessória prevista em legislação. No caso em tela, o fisco procedeu à lavratura do auto de infração ao verificar que as GFIP’s não foram entregues em algumas competências com fundamento no art.32, IV, parágrafos 2 e 9 da Lei n 8.212/91 combinado com o art.225, IV, e parágrafos 2, 3 e 4 do Regulamento da Previdência Social Art. 32. A empresa é também obrigada a: (...) IV – declarar à Secretaria da Receita Federal do Brasil e ao Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – Fl. 346DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 20/03/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 FGTS, na forma, prazo e condições estabelecidos por esses órgãos, dados relacionados a fatos geradores, base de cálculo e valores devidos da contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS ou do Conselho Curador do FGTS; (Destacouse) (...) § 3º O regulamento disporá sobre local, data e forma de entrega do documento previsto no inciso IV. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). (Revogado pela Medida Provisória nº 449, de 2008) (Revogado pela Lei nº 11.941, de 2009) (...) § 9º A empresa deverá apresentar o documento a que se refere o inciso IV, mesmo quando não ocorrerem fatos geradores de contribuição previdenciária, sob pena da multa prevista no § 4º. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). Regulamento da Previdência Social Art. 225. A empresa é também obrigada a: (...) IVinformar mensalmente ao Instituto Nacional do Seguro Social, por intermédio da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social, na forma por ele estabelecida, dados cadastrais, todos os fatos geradores de contribuição previdenciária e outras informações de interesse daquele Instituto; (...) §2 ºA entrega da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social deverá ser efetuada na rede bancária, conforme estabelecido pelo Ministério da Previdência e Assistência Social, até o dia sete do mês seguinte àquele a que se referirem as informações. § 3º A Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social é exigida relativamente a fatos geradores ocorridos a partir de janeiro de 1999. § 4º O preenchimento, as informações prestadas e a entrega da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social são de inteira responsabilidade da empresa. Ressaltese que os parágrafos 1 a 8 do art.32, IV, da Lei n 8.212/91 foram revogados pela Lei n 11.941/2009, mas esses dispositivos não alteraram a obrigação tributária da empresa de declarar/informar à Secretaria da Receita Federal dados cadastrais e elementos relativos aos fatos geradores de contribuição previdenciária. Fl. 347DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 20/03/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13888.002356/200776 Acórdão n.º 2403001.016 S2C4T3 Fl. 345 7 Assim, à época da lavratura do Auto, a auditoria fundamentou a autuação (pagamento da penalidade) com base no art.32,IV, parágrafos 4 e 7, e art.102 da Lei n 8.212/91 combinado com o art.284, I, parágrafos 1 e 2, caput , e art.373 do Regulamento. Todavia, com a revogação dos parágrafos 4 e 7 do inciso IV do art.32 da Lei n 8.212/91, a penalidade pelo descumprimento da obrigação de prestar informações por GFIP, mesmo que não tivesse ocorrido fato gerador, passou a ser regulada pelo parágrafo 9 desse dispositivo, o qual determinou que o art.32A da mesma lei seria o dispositivo a ser aplicado em se tratando de infrações relacionadas às GFIP’s, então vejamos: § 9o A empresa deverá apresentar o documento a que se refere o inciso IV do caput deste artigo ainda que não ocorram fatos geradores de contribuição previdenciária, aplicandose, quando couber, a penalidade prevista no art. 32A desta Lei. O novo dispositivo, acrescido pela Lei n 11.941/2009, estabeleceu que a empresa que deixasse de apresentar o documento do inciso IV do art.32 ou apresentasseo com incorreções/omissões seria intimada a prestar esclarecimentos e para o pagamento de multa de acordo com a conduta praticada. Vejamos: Art. 32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitarseá às seguintes multas:(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3o deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 1o Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso II do caput deste artigo, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento.(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 2o Observado o disposto no § 3o deste artigo, as multas serão reduzidas:(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). Fl. 348DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 20/03/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 II – a 75% (setenta e cinco por cento), se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação.(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 3o A multa mínima a ser aplicada será de:(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; e(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). Pelo exposto, percebese que o critério adotado para aplicação de multa por descumprimento de obrigação acessória foi alterado, haja vista o critério anterior basearse no número de segurados por cada competência para aplicação da multa, diferentemente do que ocorre no atual critério. Desse modo, o valor de R$ 59.756,50 (cinquenta e nove mil, setecentos e cinquenta e seis reais e cinquenta centavos) poderá ser reduzido, considerando a possibilidade da nova regra para o cálculo de infração por não apresentação de GFIP ser mais benéfica ao contribuinte. Caso isso ocorra, o art.32A, acrescido pela Lei n 11.941/2009 retroagirá para beneficiar o contribuinte, nos moldes do art.106, II, “c”do Código Tributário Nacional, in verbis: Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: (...) II tratandose de ato não definitivamente julgado: (...) c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática Sendo assim, entendo que a atitude da recorrente em não apresentar GFIP nas competências 13/2005, 02/2006 e 13/2006 incorre no descumprimento previsto no art.32A, caput, da Lei n 8.212/91 com redação dada pela Lei n 11.941/2009, devendo, portanto, tal norma retroagir, se for mais benéfica ao contribuinte, para ser aplicada ao caso em tela, conforme o art.106, II, “c”, do Código Tributário Nacional. Além disso, ressalto aqui que a fiscalização utilizouse também do art.284,I, parágrafos 1 e 2 do RPS para fundamentar a aplicação da penalidade, ora exigida. Entretanto, não adentrarei na fundamentação exposta no Decreto n 3.048/99, tendo em vista que o Regulamento da Previdência Social tem o condão de reproduzir as orientações da Lei n 8.212/91, a qual já foi devidamente atualizada pela Lei n 11.941/2009 e servirá de fundamento para a manutenção da cobrança, conforme já exposto na íntegra do voto. Por fim, não entendo que seja possível a relevação da multa com base no art.291 do Regulamento da Previdência, dispositivo já revogado pelo Decreto n 6.727/2009, considerando que a recorrente não atendeu aos requisitos para receber tal benefício, qual seja, a correção da falta dentro do prazo da impugnação, haja vista ter expirado o prazo para Fl. 349DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 20/03/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13888.002356/200776 Acórdão n.º 2403001.016 S2C4T3 Fl. 346 9 impugnação em 28/08/2007, data em que as GFIP’s das competências 13/2005, 02/2006 e 13/2006 não haviam sido apresentadas. Destaco que, com relação à competência 02/2006, consta nos autos documentação relativa à essa competência, como que se houvesse prova de sua apresentação ao órgão fazendário arrecadador em 06/03/2006 (antes do prazo da impugnação e antes da própria ciência da autuação). Todavia, há informação fiscal (fls.58 e 59) que atesta a ausência de transmissão dessa GFIP de 02/2006 à Receita Federal, vejamos: 1. Em atendimento ao Despacho da DRJ/ Ribeirão Preto, de fls. 55 e 56, foi feita a revisão do cálculo da multa no Auto de Infração DEBCAD N° 37.071.0932 de 26/07/2007, excluindose a competência 02/2006 pelo fato de ter sido indevidamente considerada a GFIP apresentada pelo contribuinte sem que a mesma tenha sido transmitida para o Sistema da Receita Federal do Brasil. 2. Dessa forma, o presente Auto de Infração fica mantido, visto que não foi transmitida a GFIP da competência 02/2006. Sendo assim, entendo que a infração tenha ocorrido e que a aplicação da penalidade deve ser mantida. CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso voluntário para DARLHE PARCIAL PROVIMENTO, de modo que seja mantida a cobrança do Auto de Infração nº 37.071.0908, na forma do art.32A da Lei n 8.212/91 com a redação dada pela Lei n 11.941/2009, prevalecendo a mais benéfica ao contribuinte, de acordo com o art.106, II, “c” do Código Tributário Nacional. É como voto. Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 350DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 20/03/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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