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Numero do processo: 10314.000536/99-59
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jul 06 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Wed Jul 06 00:00:00 UTC 2005
Numero da decisão: 301-01.419
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o conselheiro José Luiz Novo Rossari.
Nome do relator: LUIZ ROBERTO DOMINGO
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Numero do processo: 10283.008127/2002-71
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Dec 09 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Tue Dec 09 00:00:00 UTC 2008
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 31/12/1997
IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. ZFM. CONTAGEM DO PRAZO DE DECADÊNCIA NAS HIPÓTESES DE INTERNAÇÃO E DE DESVIO DE MERCADORIAS INTRODUZIDAS NA ZFM.
O prazo de cinco anos para a constituição do crédito tributário referente à diferença de Imposto de Importação correspondente à saída de produtos da ZFM, fabricados com emprego de insumos de procedência estrangeira com os benefícios do Decreto-lei nº 288/67, diz respeito a lançamento considerado por homologação e deve ser contado a partir da ocorrência do fato gerador (art. 150, § 4º, do CTN e parágrafo único do art. 138 do Decreto-lei nº 37/66), que, no caso, é a data do registro da Declaração de Internação com redução de alíquota do imposto.
Nas hipóteses de desvio de mercadorias introduzidas na ZFM, vale dizer, cuja utilização não foi objeto de apresentação de Declaração de Internação nem de outra forma de comprovação de sua destinação, o prazo para a formalização da exigência dos gravames devidos é o previsto no art. 173 do CTN, de cinco anos a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que for dado início à ação fiscal.
IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO E IPI VINCULADO. ZFM. DESVIO.
Apurada em ação fiscal a não existência em estoque ou comprovação da destinação de mercadorias introduzidas na ZFM, é devida a exigência dos tributos incidentes na importação. Verifica a existência de estoques positivos e negativos em relação a produtos de mesma natureza e preço unitário idênticos, divergindo apenas em seu número de referência há que se fazer a devida compensação para efeitos de exigência de tributos.
DECLARAÇÃO DE INTERNAÇÃO. COMPROVAÇÃO DE INCLUSÃO DE MERCADORIA E DO PAGAMENTO DO IMPOSTO.
Comprovada por diligência, a partir da juntada da DI integral, a inclusão de mercadorias objeto de autuação por falta dessa inclusão, há que se considerar satisfeita a obrigação tributária.
JUROS DE MORA. TAXA SELIC.
A partir de 1º de abril de 1995 é legítima a aplicação/utilização da taxa Selic no cálculo dos juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal (Súmula nº 4 do 3º CC).
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE
Numero da decisão: 301-34.884
Decisão: ACORDAM os membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de decadência. O Conselheiro Luiz Roberto Domingo votou pelas conclusões. No mérito, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso, para efetuar exclusões do lançamento, nos termos do voto do relator.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - insufiência apuração/recolhimento
Nome do relator: JOSE LUIZ NOVO ROSSARI
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 31/12/1997 IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. ZFM. CONTAGEM DO PRAZO DE DECADÊNCIA NAS HIPÓTESES DE INTERNAÇÃO E DE DESVIO DE MERCADORIAS INTRODUZIDAS NA ZFM. O prazo de cinco anos para a constituição do crédito tributário referente à diferença de Imposto de Importação correspondente à saída de produtos da ZFM, fabricados com emprego de insumos de procedência estrangeira com os benefícios do Decreto-lei nº 288/67, diz respeito a lançamento considerado por homologação e deve ser contado a partir da ocorrência do fato gerador (art. 150, § 4º, do CTN e parágrafo único do art. 138 do Decreto-lei nº 37/66), que, no caso, é a data do registro da Declaração de Internação com redução de alíquota do imposto. Nas hipóteses de desvio de mercadorias introduzidas na ZFM, vale dizer, cuja utilização não foi objeto de apresentação de Declaração de Internação nem de outra forma de comprovação de sua destinação, o prazo para a formalização da exigência dos gravames devidos é o previsto no art. 173 do CTN, de cinco anos a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que for dado início à ação fiscal. IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO E IPI VINCULADO. ZFM. DESVIO. Apurada em ação fiscal a não existência em estoque ou comprovação da destinação de mercadorias introduzidas na ZFM, é devida a exigência dos tributos incidentes na importação. Verifica a existência de estoques positivos e negativos em relação a produtos de mesma natureza e preço unitário idênticos, divergindo apenas em seu número de referência há que se fazer a devida compensação para efeitos de exigência de tributos. DECLARAÇÃO DE INTERNAÇÃO. COMPROVAÇÃO DE INCLUSÃO DE MERCADORIA E DO PAGAMENTO DO IMPOSTO. Comprovada por diligência, a partir da juntada da DI integral, a inclusão de mercadorias objeto de autuação por falta dessa inclusão, há que se considerar satisfeita a obrigação tributária. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. A partir de 1º de abril de 1995 é legítima a aplicação/utilização da taxa Selic no cálculo dos juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal (Súmula nº 4 do 3º CC). RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE
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decisao_txt : ACORDAM os membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de decadência. O Conselheiro Luiz Roberto Domingo votou pelas conclusões. No mérito, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso, para efetuar exclusões do lançamento, nos termos do voto do relator.
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Recorrida DRJ/FORTALEZA/CE • ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 31/12/1997 IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. ZFM. CONTAGEM DO PRAZO DE DECADÊNCIA NAS HIPÓTESES DE INTERNAÇÃO E DE DESVIO DE MERCADORIAS INTRODUZIDAS NA ZFM. O prazo de cinco anos para a constituição do crédito tributário referente à diferença de Imposto de Importação correspondente à saída de produtos da ZFM, fabricados com emprego de insumos de procedência estrangeira com os beneficios do Decreto-lei n2 288/67, diz respeito a lançamento considerado por homologação e deve ser contado a partir da ocorrência do fato gerador (art. 150, § 4P, do CTN e parágrafo único do art. 138 do Decreto-lei n' 37/66), que, no caso, é a data do registro da Declaração de Internação com redução de alíquota do imposto. • Nas hipóteses de desvio de mercadorias introduzidas na ZFM, vale dizer, cuja utilização não foi objeto de apresentação de Declaração de Internação nem de outra forma de comprovação de sua destinação, o prazo para a formalização da exigência dos gravames devidos é o previsto no art. 173 do CTN, de cinco anos a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que for dado início à ação fiscal. IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO E IPI VINCULADO. ZFM. DESVIO. Apurada em ação fiscal a não existência em estoque ou comprovação da destinação de mercadorias introduzidas na ZFM, é devida a exigência dos tributos incidentes na importação. Verifica a existência de estoques positivos e negativos em relação a produtos de mesma natureza e preço unitário idênticos, divergindo apenas em seu número de referência há que se fazer a devida compensação para efeitos de exigência de tributos. CA/ iq Processo n° 1 0283.008 I 27/2002-7 1 CCO3/C0 I Acórdão n.° 30 1-34.884 Fls. 1.095 DECLARAÇÃO DE INTERNAÇÃO. COMPROVAÇÃO DE INCLUSÃO DE MERCADORIA E DO PAGAMENTO DO IMPOSTO. Comprovada por diligência, a partir da juntada da DI integral, a inclusão de mercadorias objeto de autuação por falta dessa inclusão, há que se considerar satisfeita a obrigação tributária. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. A partir de 1 de abril de 1995 é legitima a aplicação/utilização da taxa Selic no cálculo dos juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal (Súmula n' 4 do 3 2 CC). RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE 111 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. .ACORDAN/I os membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de decadência. O Conselheiro Luiz Roberto Domingo votou pelas conclusões. No mérito, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso, para efetuar exclusões do lançamento, nos termos do voto do relator. /1(2ait 41-2-2,4-c-e- 6- / ritARIA CRISTINA ROstiA DA COSTA - Presidente OVO ROSSARI - Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres, Valdete Aparecida Marinheiro, João Luiz Fregonazzi e Alex Oliveira Rodrigues de Lima (Suplente). Ausentes os Conselheiros Susy Gomes Hoffmann e Rodrigo Cardozo Miranda. 2 Processo n° 1 0283.008 1 27/2002-71 CCO3 COI Acórdão n.° 301-34.884 Fls. 1.096 Relatório Trata-se de lide decorrente de lavratura de Autos de Infração de exigência de Imposto de Importação e de IPI, em vista da constatação de irregularidades nas internações no restante do território nacional de mercadorias ingressadas na Zona Franca de Manaus com os benefícios do Decreto-lei n2288/67. Para historiar os fatos transcrevo o relatório constante do Acórdão proferido pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Fortaleza/CE, verbis: "Foram lavrados os Autos de Infração, fls. 11121, para cobrança do Imposto de Importação. Imposto sobre Produtos Industrializados, 11. acrescido de juros de mora e multa de oficio perfazendo um créditotributário no valor total de R$ 172.251,70 em face das infrações detectadas, conforme descrição dos fatos de fls.12/14: NÃO EMPREGO DOS BENS NOS FINS OU ATIVIDADES PARA QUE FORAM IMPORTADOS 2. Relata a fiscalização que após as justificativas apresentadas pelo contribuinte resta a situação explicitada através dos demonstrativos de .fls. 29/30 e 185 nos quais se evidencia diferença positiva de estoque (estoque apurado maior que o constante do inventário). Ressalta ainda que "Para os produtos que a empresa não apresentou justificativas e/ou documentos contestando os dados levantados durante a fiscalização, foram considerados como válidas as informações coletadas...". 3. Quanto ao índice de quebra informado pela empresa não concorda a fiscalização "pois não foi oferecido nenhum documento ou laudo neste sentido, bem como não encontramos nenhum registro da destinação de tais quebras, se existentes 4. Ao final conclui a fiscalização: "Diante do acima exposto e com base no Demonstrativo de base de Cálculo do Imposto (11s.185), bem assim, considerando que a empresa utiliza os benefícios fiscais do Decreto-lei 288/67 e suas alterações posteriores, lavramos o presente Auto de Infração para cobrar o Imposto de importação, Imposto sobre Produtos Industrializados vinculado à importação suspensos, multa regulamentar aplicável e os acréscimos legais devidos".(sic). F'ALTA DE RECOLIIIMEIVTO DO IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO 5. Destaca a fiscalização que a empresa deu saída da Zona Franca de Manaus a 266 (duzentos e sessenta e seis) unidades de telescópio modelo 1TF', DCR 005902 de 10712/1996 (Jls.186 e 187), através da Nota Fiscal 1358 de 27/11/1997 (lis. 188). que embora discriminada no campo "Informações Complementares" da Declaração de Internação n" 1153459-2 de 09/12/1997 (fls.189 a 215), não foi incluída nas adições desta DL portanto não tendo sido pago o tributo devido, conforme informação própria do contribuinte no demonstrativo 3 Processo n° 10283.008127/2002-71 CCO3/C01 Acórdão n.° 301-34.884 Fls. 1.097 apresentado em resposta à Intimação 02/2002 de 22/05/2002, 0.28 a 30), cobra-se o Imposto de Importação reduzido, a multa aplicável pela falta de recolhimento e os acréscimos legais devidos. 6. Cientificado do lançamento em 12/09/02, conforme fls. 10, o contribuinte insurgiu-se contra a exigência, apresentando em 07/10/02 a impugnação parcial defls. 518/529, alegando preliminarmente: - a decadência do crédito tributário bem como a nulidade do lançamento em face do cerceamento de defesa motivado segundo seu entendimento pela amostragem da verificação, pela imprecisão dos elementos que de fato embasaram o feito fiscal e ainda pelo desconhecimento do Laudo Técnico citado às fls. 124; - o procedimento de auditoria em estoques com base em elementos subsidiários, ressaltando que subsidiário não é principal, implicando como conseqüência que tal método só poderia ser usado em caso de 1110 embaraço à fiscalização; - embora afirme a fiscalização que 'foram detectadas diferenças positivas", o demonstrativo de fls.29/30, aponta supostas diferenças ora positivas ora negativas, sendo tortuoso identificar com clareza os elementos que dão suporte a autuação; - que o demonstrativo trazido àsfls. 185, pouco auxilia a impugnem& a exercitar seu direito de defesa já que se limita a transcrever uma série de bens constantes em estoque bem como os insumos utilizados para sua fabricação, lançando outrossim supostas diferenças, sem entretanto apontar os critérios utilizados e a maneira como quantificou cada tona destas "diferenças"; - persistindo os lançamentos restará violado o principio constitucional da ampla defesa, nos termos do art. 5", LV da Constituição Federal; - não se alegue que o direito de defesa da impugnante não foi cerceado pelo simples fato de que está se defendendo. A impugnante no capitulo 110 seguinte, procurará dentro das parcas possibilidades que lhe fornecem as autuações, . - esclarecer alguns pontos que podem ter influenciado o autuante; - que há mais nulidades, tornando imprestáveis os lançamentos ora espancados, ressaltando quanto a esse aspecto o Termo de Intimação n" 03/2002, através do qual o agente fiscalizador fez menção a uni suposto "Laudo Técnico Pericial emitido pelo engenheiro certificante Israel Geraldi CREA 112.359", laudo esse que jamais teve acesso, tanto que informou em resposta ao referido termo a impossibilidade de prestar quaisquer esclarecimentos baseados no mesmo; - alega ainda que não é possível fazer uma vincula ção dos valores constantes no "DEMONSTRATIVO DE BASE DE CÁLCULO", fis. 185 com os "DEMONSTRATIVOS DE APURAÇÃO" de fls. 16, referente ao Imposto de Importação e fls.20 referente ao IN No mérito destaca: ciikv 4 • Processo n°10283.00812712002-71 CCO3/C01 Acórdão n.° 301-34.884 Fls. 1.098 a) com relação às Câmeras MV828 e 122 e 122K anexa as declarações de importação que respaldariam o estoque dos insumos, ils.788/823. b) quanto às Cámeras EZMOTOR DB anexa os seguintes documentos (Nota Fiscal de Saída, cópia do Livro de Saídas, cópia do Livro de Entradas do estabelecimento em São Paulo); c) quanto às quebras de estoque ratifica o percentual informado alegando a fragilidade das máquinas cujo simples erro no manuseio acarreta a unprestabilidade de todo o aparelho. - protesta pelo descabimento de multas de qualquer natureza, seja pela manifesta nulidade da autuação, seja por sua improcedência material; - cita respeitável doutrina e jurisprudência, bem como enfatiza os dispositivos legais e constitucionais que regem a espécie, notadamente o art. 161 do CTN, art. 13 da Lei n" 9.065/95 e o art. 192, § 3" da CF/88, tecendo inúmeras considerações quanto à natureza moratória 110 dos juros e a impossibilidade de se utilizar a taxa SEL1C como taxa de juros moratários, visto que a CF/88 limita a taxa de juros no patamar de 12 0% sob pena do cometimento de crime de usura, caso ultrapassado tal limite." Realizado o julgamento, concluiu-se, por unanimidade de votos, em rejeitar as preliminares de nulidade e de decadência e, no mérito, julgar procedente o lançamento nos termos do Acórdão DRJ/FOR n° 3.370, de 28/8/2003, da r Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Fortaleza/CE (fls. 843/857), cuja ementa dispõe: "Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 31/12/1997 Ementa: DECADÊNCIA. IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO ZONA FRANCA DE MANAUS. Sendo a isenção condicionada à causa suspensiva, inicia-se a 411 contagem do prazo decadencial no primeiro dia do exercício seguinte ao do inadimplemento da condição. Formalizado o lançamento antes do decurso de cinco anos contados do primeiro dia do exercício seguinte ao do inadimplemento da condição suspensiva, não cabe a argüição de decadência do crédito tributário. NULIDADE DO LANÇAMENTO. Improcede a argüição de nulidade do lançamento apontada pela defesa, tendo em vista que a exigência foi formalizada com observância das normas processuais e materiais aplicáveis ao fato em exame. Assunto: Imposto sobre a Importação -II Data do fato gerador: 31/12/1997 Ementa: ZONA FRANCA DE MANAUS. DIFERENÇA DE ESTOQUE DE COMPONENTES IMPORTADOS. • Processo n°10283008127/2002-71 CCO3/C01 Acórdão n *301-34.884 Fls. 1.099 Apurando-se o estoque de componentes importados em quantidade superior à informada no registro de inventário, a diferença, quando não justificada, presume-se utilizada em atividade não acobertada pelo Processo Produtivo Básico, sendo exigíveis os tributos suspensos quando da importação. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 31/12/1997 Ementa: JUROS DE MORA. TAXA SEL1C. ARGÜIÇÃO DE CONSTITUCIONALIDADE. Falece competência à autoridade administrativa para apreciar argüição de inconstitucionalidade de normas legais. Lançamento Procedente" 1110 O órgão julgador de primeira instância manifestou-se quanto à preliminar de decadência entendendo que o lançamento por homologação só ocorre se houver pagamento, o que não ocorreu na situação examinada, porque os insumos ingressaram no País beneficiados pelo regime suspensivo pertinente à Zona Franca de Manaus, sendo que em virtude dessa condição suspensiva ficou impedida a Fazenda Pública de efetuar o lançamento do tributo suspenso, razão pela qual não se iniciou o prazo decadencial. Assinalou que em tendo havido o descumprimento da condição suspensiva ficou permitido à Fazenda Pública efetuar o lançamento, visto que antes havia um impedimento de ordem legal, e que, por isso, o prazo decadencial começa a fluir no primeiro dia do exercício seguinte ao inadimplemento da condição suspensiva, como previsto no art. 173, I, do CTN, combinado com o art. 138, parágrafo único, do Decreto-lei n' 37/66, com a redação dada pelo art. 4 2 do Decreto-lei 2.472/88. Por essa razão, e por se ter verificado que o inadimplemento da condição suspensiva efetivou-se na apuração do inventário de 31/12/97, considerou-se que o prazo decadencial teve seu inicio em 1 2/1/98 e não ocorreu a decadência do direito de se efetuar o lançamento, visto que a interessada teve ciência da exigência fiscal em 12/9/2002. • Também foi rejeitada a preliminar de nulidade do lançamento por cerceamento do direito de defesa, porque o órgão julgador considerou que as infrações foram apuradas com base nas informações e nos documentos fiscais apresentados pelo contribuinte e que este foi intimado de todos os demonstrativos de apuração de estoque, tendo inclusive apresentado as devidas correções; e que a amostragem utilizada pela fiscalização visou delimitar a ação fiscal no ano de 1997, mas a apuração das diferenças quanto às mercadorias delimitadas não foi feita por amostragem. No mérito, decidiu-se que o não emprego dos bens nos fins ou atividades para que foram importados ficou caracterizado pela constatação de existência de diferença positiva de estoque, consistente em estoque apurado através da produção superior ao constante do inventário; quanto à infração consistente na falta de recolhimento do Imposto de Importação na saída da ZFM de 266 unidades de telescópio, considerou-se a matéria como não impugnada, por não ter sido contestada expressamente. Foram mantidas as exigências das multas de oficio e dos juros de mora de acordo com a taxa Selic, por estar previsto na legislação vigente, tendo sido declarado o descabimento do posicionamento administrativo sobre a alegação de inconstitucionalidade dessa cobrança, por falta de competência para o exame da matéria. # 6 • Processo n°10283.008127/2002-71 CCO3:C01 Acórdão n.° 301-34.884 Fls. 1.100 A autuada recorre tempestivamente às fls. 863/886, ratificando as alegações apresentadas em sua impugnação e acrescentando que: • No caso, trata-se de autuações por discrepância entre a quantidade de insumos importados, registrados em seu livro de inventário, e a quantidade projetada pelo fisco como sendo a de máquinas fotográficas que deveriam ser registradas no estoque do ano de 1997; apresenta prova (DARFs) de recolhimentos efetuados em 1997 visando contrapor as razões de decidir trazidas pela decisão recorrida, que não reconhece a aplicação à espécie do art. 150, § 42, do CTN. • Contestou todas as autuações, e mesmo no pedido final da impugnação também é requerida a nulidade das autuações referentes aos totais dos impostos exigidos, entretanto a decisão recorrida entendeu, equivocadamente, que a recorrente não impugnou a cobrança do Imposto de Importação. • As câmeras 122 e 122K são produtos idênticos, fabricados a partir dos 110 mesmos insumos, no entanto o fiscal chegou à conclusão que o saldo da câmera 122 seria negativo e o da câmera 122K seria positivo. Entende que deve ser abatido do saldo positivo o negativo e que a própria decisão recorrida, mesmo que implicitamente, reconhece que o autuante não levou em consideração que os insumos importados para a fabricação dos referidos produtos são os mesmos. • A decisão recorrida não observou o disposto no art. 344 do RIPI/82, reproduzido no art. 449 do RIPI/2002, e desconsiderou o índice informado pela recorrente, de 4,5% de quebra no processo produtivo. Pelo exposto, espera seja recebido, processado e julgado o recurso. Em preliminar, requer seja declarada a nulidade da decisão recorrida; em prejudicial de mérito, seja declarada a decadência do direito do fisco exigir o Imposto de Importação e o IPI sobre operações anteriores a 11/9/97; sem prejuízo das preliminares anteriores, requer a aplicação do disposto no art. 59, § 32, do Decreto n2 70.235/72; no mérito, requer seja a decisão recorrida reformada, com a desconstituição da autuação originária, bem como, caso assim não se • entenda, sejam excluídos os juros de mora calculados com base na Selic. O julgamento foi convertido em diligência pela Resolução n 0 301-1.776, de 24/1/2007 (fls. 906/912), cuja solicitação foi feita nos seguintes termos, verbis: "a) seja anexado o laudo técnico pericial emitido pelo engenheiro certilicante e informado pelos autuantes, de forma conclusiva, se a forma de montagem das PCIs (matéria contida no laudo e transcrita no TI n2 3/2002 —fl. 124) foi elemento essencial e de que forma serviu para a formalização da exigência fiscal: b) seja juntada a te Dl r? 1153459-2 com todas as suas adições e, na hipótese de que na referida Dl tenham constado os 266 telescópios Tasco 1TP, solicita-se a manifestação fiscal a respeito do fato, bem como da regularidade de eventual imposto de importação pago referente à saída dessa mercadoria; e c) seja informado se os DARFs juntados aos autos pela recorrente têm alguma relação com a exigência formalizada no auto de infração; em 7 Processo n°10283.008127/2002-71 CCO3,C01• Acórdão n.° 301-34.884 Fls. 1.101• caso positivo, fazer a devida relação com os tributos que estariam pagos e que foram objeto de lançamento." O processo retomou a este Colegiado com a juntada da Informação Fiscal rt2 044/2007, de 29/5/2007, da Alfândega da Receita Federal do Brasil no Porto de Manaus (fls. 923/925) e dos documentos solicitados na diligência. v É o relatório. • 8 • Processo n°10283.008127/2002-71 CCO3•C01 Acórdão n.°301-34.834 Fls. 1.102• Voto Conselheiro José Luiz Novo Rossari, Relator O presente recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, razão por que dele tomo conhecimento. Preliminar de decadência A recorrente apresenta preliminar de decadência alegando que o Fisco impôs exigências em 11/9/2002 referentes a operações anteriores a 11/9/1997. • Cumpre ressaltar que o procedimento fiscal teve como propósito apurar os impostos incidentes sobre as mercadorias introduzidas na ZFM e cuja destinação posterior não foi comprovada. Em relação a tais mercadorias, cuja utilização não foi explicada pela recorrente, não foi apresentada Declaração de Internação e não foram pagos quaisquer tributos, decorrendo, dai, que o prazo para a formalização da exigência dos gravames devidos é o previsto no art. 173 do CTN, segundo o qual o direito para constituir o crédito tributário extingue-se após cinco anos a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. O prazo de cinco anos previsto no art. 150, §, 4, do CTN (parágrafo único do art. 138 do Decreto-lei n 37/66) é reservado à hipótese de exigência de diferença de tributos, o que não ocorreu na situação em exame, porque não houve despacho aduaneiro promovido por Declaração de Internação com redução do Imposto de Importação. Trata-se de hipótese em que foi apurado o desvio de mercadoria introduzida na ZFM, em relação ao qual o prazo para constituir o crédito tributário começa a contar a partir do primeiro dia do exercício seguinte ao do inicio da ação fiscal, nos termos do art. 173 do CTN. 411 Isso porque, em se tratando de zona de livre comércio, as mercadorias são introduzidas na ZFM para consumo ou industrialização, sem prazo fixado em lei para tais destinações, não podendo ser contado, assim, prazo de decadência, salvo se iniciada eventual ação fiscal. No caso, considerando que a ação fiscal teve início em 1997, conforme MPFs anexos, o prazo para a formalização do crédito tributário começou a contar em 1 Q/1/1998 e venceria em 31/12/2002. Destarte, não se operou a alegada decadência, visto que o Auto de Infração foi perfectibilizado com a ciência da contribuinte em 11/9/2002, dentro do prazo permitido à Fazenda Nacional para efetuar o lançamento correspondente. Considerações decorrentes da diligência Verifica-se que em resposta à diligência solicitada por esta Câmara, de juntada do laudo técnico pericial objeto do Termo de Intimação no 03/2002 (fls. 124/125), a Alfândega da RFB no Porto de Manaus afirmou que a forma de montagem das PCIs "não foi elemento essencial para esta autuação", tendo em vista que a fiscalização estava voltada para a análise de estoque como também para o processo produtivo básico, sendo que as questões pertinentes ao PPB foram objeto de autuação em outro Auto. Acrescentou também, que "As informações CA-- •-• Processo n°10283008127/2002-71 CCO3/C01 Acórdão n.°301-34.884 Fls. 1.103 solicitadas quanto à matéria tratada no Laudo, não se constituíram em suporte para as infrações objeto deste lançamento". A informação prestada pela diligenciante guarda plena compatibilidade com a descrição dos fatos constante do Auto de Infração. Cumpre ressaltar que a diligência solicitada por esta Câmara só se justificou pela existência do retrocitado Termo de Intimação e apenas para assegurar a convicção na decisão da lide. Pelo exposto, e ainda pelo conteúdo do referido laudo, resta inequívoco que o mesmo não guarda qualquer vínculo com as razões contidas na peça básica, razão por que concluo dever ser tal documento desconsiderado para os efeitos da lide. Da mesma forma, o resultado da diligência concluiu que os DARFs cujas cópias se encontram às fls. 892 até o primeiro de fl. 895 não tem relação com a exigência formalizada no Auto de Infração e que os demais DARFs de fls. 895/896, em que houve intimação à recorrente para informar a respeito, diante da informação prestada, não existe comprovação • documental de que os DARFs tenham relação com a exigência de que trata o Auto de Infração. Trata-se, assim, de documentos que também não devem ser considerados na lide. Autuação por desvio das mercadorias introduzidas na ZFM A apuração de desvio das mercadorias introduzidas na ZFM foi resumida no quadro de Demonstrativo de Base de Cálculo de fl. 185, que indica as diferenças positivas de unidades de produtos cuja destinação e existência no estoque final não foi comprovada. Assim, não são apropriadas, por falta de objeto, as alegações da recorrente no tocante a exigência fiscal relativa a mercadorias cuja diferença se apurou ser negativa, visto que, em relação a essas, não foi feita qualquer exigência fiscal. Os autuantes consignaram no Auto de Infração que com relação às câmeras fotográficas ZENIT e TR100S foram acolhidos os argumentos da contribuinte: a primeira, em razão da discriminação das exportações efetuadas; e a segunda, porque os modelos TR100 e TR100S são os mesmos produtos, com estrutura e custos iguais. Destarte, as quantidades • remanescentes apuradas no quadro de fl. 185, de 3 e de 2 unidades, respectivamente, entendidas corretamente pelo Fisco como sujeitas à tributação, dizem respeito apenas às diferenças de estoque encontradas pelo Fisco, tendo sido compensadas, em relação às câmeras TRI 00 e TR1 00S, as diferenças de 6.131 unidades a menor e 6.129 a maior apuradas no Demonstrativo de Movimentação de Estoques de 1997 de fls. 126/127. Quanto às câmeras 122K o Fisco apontou a diferença positiva de 4.000 unidades, sujeita à tributação, no Demonstrativo de Base de Cálculo de fl. 185. No entanto, como se pode verificar desse Demonstrativo, o preço unitário desse produto é idêntico ao das câmeras 122, em que foi apurada uma diferença negativa de 3.996 unidades. Entendo que o princípio a ser adotado para a solução da lide deve ser o mesmo que norteou a compensação admitida pelos autuantes em relação às câmeras TR100 e TR100S objeto de exame acima. Por isso que concluo pela compensação entre tais modelos, de forma que reste a exigência fiscal tão-somente em relação a 4 unidades. No que respeita às câmeras fotográficas modelos EZ MOTOR e EZ MOTOR DB, o Auto de Infração relatou que não foi aceito o alegado erro na emissão da Nota Fiscal n' 001336 porque desprovido de documentos comprobatórios, além do que o preço unitário da io • Processo n° 1 0283.0081 27/2002-7 1 CCO3/C0 1 Acórdão n.° 301-34.884 Fls. 1.104 primeira câmera é inferior ao da segunda, e ainda, porque naquela ocasião a empresa já não dispunha de estoque suficiente do modelo EZ MOTOR para efetuar a referida venda. A recorrente alega que à época da emissão da referida Nota Fiscal foi cometido um erro formal de preenchimento que foi prontamente acusado e regularizado conforme comunicação enviada pela sua filial à sede (fl. 835). Aduz que o referido erro consistiu na descrição na Nota Fiscal da saída de 840 unidades da câmera EZ MOTOR, quando o correto seria EZ MOTOR DB. Na descrição dos fatos o Fisco alega que a recorrente não tinha, à época, estoque suficiente do modelo EZ MOTOR para efetuar a venda. No entanto, a recorrente alega que a venda não foi de EZ MOTOR, e sim, de EZ MOTOR 1DB, conforme documento que junta para atestar a regularização. Entendo que houve evidente engano na autuação, visto que se não havia estoque para a saída de câmeras de modelo EZ MOTOR como alegado pelos autuantes, então há que se entender que a saída referiu-se, efetivamente, aos modelos EZ MOTOR DB. Entendo que a não aceitação pelo Fisco da retificação da Nota Fiscal efetuada pela contribuinte não teve a devida explicação por parte dos autuantes. A legislação da espécie determina que, diante da verificação de qualquer irregularidade, os interessados deverão comunicar por escrito o fato ao remetente da mercadoria, dentro de oito dias do seu recebimento, como determina o art. 62, § 1 2, da Lei rf 4.502/66 (art. 248, § l,do RIPU1998). E consta nos autos o documento próprio apresentado pela recorrente, que foi objetado pelo Fisco sem que esse explicitasse as razões da recusa. Para que essa recusa pudesse ser implementada deveriam os autuantes apresentar as devidas razões, o que não foi feito. Demais, verifica-se que diante da presunção de veracidade do referido documento retificativo, tal fato tem como consequências a redução da diferença positiva da quantidade de 841 unidades de câmera EZ MOTOR 1DB para 1 unidade, com a decorrente correção da quantidade negativa de 840 unidades da câmera EZ MOTOR para zero, o que se toma lógico e mais plausível diante do fato em exame. Quanto aos demais produtos não trouxe a recorrente quaisquer outros elementos 411 que pudessem ajudar em sua defesa, devendo ser mantidas as exigências fiscais correspondentes. E ressaltar, ademais, quanto à alegação de existência de quebras no processo produtivo, que a ação fiscal se referiu à acusação de desvio de produtos importados com os beneficios do Decreto-lei da 288/67, matéria que não comporta alegação de quebras, cabível tão somente quando se tratar da devida comprovação da existência de processo produtivo. Autuação por falta de pagamento do imposto Preliminarmente é de se ressaltar que a decadência arguida pela recorrente não ocorreu no caso presente, visto que no caso de mercadorias sujeitas ao regime de que trata o Decreto-lei if 288/67, em se tratando de lançamento por homologação, como é o caso dos impostos incidentes na importação, o prazo começa a contar do registro da Declaração de Internação feita na ZFIVI quando houver pagamento do imposto (art. 150, § 4Q, do CTN). E no caso em exame, referente ao item 002 do Auto de Infração, o fato gerador apontado ocorreu em 10/12/97, como se explica adiante, estando, portanto, dentro do prazo de 5 anos anterior a 12/9/2002, data da ciência da peça básica. I I Processo ns 10283.008127/2002-71 CCO3, CO1 • Acórdão n.° 301-34.884 Els 1. 105 No mérito, o Auto de Infração trouxe a acusação de que a recorrente promoveu a saída de 266 unidades de telescópio modelo 1 TP da ZFM, por meio da Nota Fiscal n 9 1358, de 27/11/97 (fl. 188 — 4' item), sem inclusão na Declaração de Internação n' 1153459-2, de 9/12/97, embora tal NF tivesse sido informada nos Dados Complementares dessa DI (fl. 192) e fizesse parte da Relação de Notas Fiscais para Internação com DCR (ff 214). Com o objetivo de se ter plena convicção sobre os fatos, o processo foi baixado em diligência a fim de que fosse juntada a retrocitada DI integral, com todas as suas 37 adições, visto que a cópia existente no processo não estava completa, faltando algumas adições. Em decorrência da diligência foi juntada a referida DI em sua integralidade (fls. 1058/1074), verificando-se que na Adição 016 (fl. 1066) consta a correta e devida inclusão dos 266 telescópios modelo 1TP que os autuantes alegaram não terem sido declarados. A juntada dessa prova extingue a lide, podendo-se presumir que a ação fiscal tomou como base de autuação cópia da Dl que estava incompleta, onde a referida adição não se encontrava por falha na reprodução do documento (fl. 199). Destarte, há que se concluir pela improcedência da autuação por falta de recolhimento do Imposto de Importação apontada no item 002 do Auto de Infração, visto que o imposto de R$ 17,55 citado no Auto de Infração foi ali devidamente apurado e pago. Juros de mora com base na taxa Selic Finalmente, quanto à alegação da recorrente de que é ilegal a cobrança dos juros de mora com base na taxa Selic, verifica-se que se trata de matéria cujo entendimento é pacífico no âmbito deste Colegiado no sentido da legitimidade da Fazenda Nacional fazer tal imposição, tendo sido, inclusive, transformada na Súmula n' 4 (DOUs de 11, 12 e 13/12/2006), verbis: "A partir de Ide abril de 1995 é legítima a aplicação/utilização da taxa Selic no cálculo dos juros moratórios incidentes sobre débitos tributários- administrados pela Secretaria da Receita Federal." 111, Conclusão Diante do exposto, voto por que seja rejeitada a preliminar de decadência em relação às mercadorias cuja destinação não foi comprovada (itens 001 dos Autos de Infração) e, no mérito, por que seja dado provimento parcial ao recurso voluntário para que sejam excluídos de tributação: 1) nos itens 001 dos Autos de Infração: a) 3.996 unidades da câmera 122K; e b) 840 unidades da câmera EZ MOTOR DB; e 2) no item 002 do Auto de Infração relativo ao Imposto de Importação: 266 unidades de telescópio 1TP. Sala das Sessões, em 09 de dezembro de 2008 4.,••• • SE LUIZ NOVO ROSSARI - Relator 12
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Numero do processo: 13063.000123/2007-32
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005
ILEGITIMIDADE PASSIVA. SÚMULA CARF Nº 12
Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legítima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção.
MULTA DE OFÍCIO. ERRO ESCUSÁVEL.
Não comporta multa de oficio o lançamento constituído com base em valores espontaneamente declarados pelo contribuinte que, induzido pelas informações prestadas pela fonte pagadora, incorreu em erro escusável no preenchimento da declaração de rendimentos.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2801-002.235
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir da exigência tributária a multa de ofício de 75%, nos termos do voto da Relatora. Vencidos os Conselheiros Walter Reinaldo Falcão Lima e Sandro Machado
dos Reis, que negavam provimento ao recurso.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir da exigência tributária a multa de ofício de 75%, nos termos do voto da Relatora. Vencidos os Conselheiros Walter Reinaldo Falcão Lima e Sandro Machado dos Reis, que negavam provimento ao recurso.
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SÚMULA CARF Nº 12 Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legítima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção. MULTA DE OFÍCIO. ERRO ESCUSÁVEL. Não comporta multa de oficio o lançamento constituído com base em valores espontaneamente declarados pelo contribuinte que, induzido pelas informações prestadas pela fonte pagadora, incorreu em erro escusável no preenchimento da declaração de rendimentos. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir da exigência tributária a multa de ofício de 75%, nos termos do voto da Relatora. Vencidos os Conselheiros Walter Reinaldo Falcão Lima e Sandro Machado dos Reis, que negavam provimento ao recurso. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Fl. 80DF CARF MF Impresso em 03/04/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 15/02/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 13/02/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 13063.000123/200732 Acórdão n.º 280102.235 S2TE01 Fl. 70 2 Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Walter Reinaldo Falcão Lima, Ewan Teles Aguiar, Tânia Mara Paschoalin e Eivanice Canário da Silva. Relatório Trata o presente processo de notificação de lançamento que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), por meio da qual se exige do sujeito passivo acima identificado o montante de R$ 10.056,83, referente ao exercício de 2005, a título de imposto (R$ 4.927,41), acrescido da multa de ofício equivalente a 75% do valor do tributo apurado (R$ 3.695,55), além dos juros de mora (R$ 1.433,87). O lançamento é decorrente da apuração de omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica. Em sua impugnação, a contribuinte alegou, em síntese, que a fonte pagadora CEEE lançou o valor de R$ 25.200,04 como rendimentos isentos e não tributáveis. A 2ª Turma da DRJ/STM/RS julgou procedente o lançamento, conforme Acórdão de fls. 52/56, que restou assim ementado: NULIDADE. Somente ensejam a nulidade os atos e termos lavrados por pessoa incompetente e os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. PESSOA JURÍDICA. Os rendimentos de pensão oriunda por morte de acidente de trabalho sujeitamse à incidência do imposto de renda. IRRF. ANTECIPAÇÃO DO IMPOSTO APURADO PELO CONTRIBUINTE. NÃO RETENÇÃO PELA FONTE PAGADORA. Verificada a falta de retenção após a data fixada para a entrega da declaração de ajuste anual serão exigidos do contribuinte o imposto, a multa de ofício e os juros de mora, caso este não tenha submetido os rendimentos à tributação. Regularmente cientificada daquele Acórdão em 07/01/2009 (fl. 57), a interessada, representada por seu advogado (fl. 61), interpôs recurso voluntário de fls. 58/60, em 05/02/2009. Em sua defesa, requer, em preliminar, a suspensão e a anulação da presente Notificação, até que o mérito do presente Recurso seja apreciado, tendo em vista que o erro ocorreu em função de informação dada pela fonte pagadora. No mérito, sustenta que se trata de erro material, haja vista que a Companhia Estadual de Energia Elétrica — CEEE lançou os valores em Rendimentos Isentos no anocalendário 2004. Defende, ainda, que não pode ser onerada por tal erro, uma vez que compete à fonte pagadora a retenção do IRRF. É o relatório. Voto Fl. 81DF CARF MF Impresso em 03/04/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 15/02/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 13/02/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 13063.000123/200732 Acórdão n.º 280102.235 S2TE01 Fl. 71 3 Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Preliminarmente, quanto à suscitada nulidade da notificação de lançamento, essa não merece acolhida, eis que não restou especificada nenhuma hipótese que propicie a nulidade do lançamento, quais sejam, os atos e os termos lavrados por pessoa incompetente, como também os despachos e as decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa (art. 59 do Decreto nº 70.235, de 1972, e alterações posteriores). Ainda, é de se esclarecer que o crédito tributário em litígio estará com a exigibilidade suspensa até o julgamento final deste processo, nos termos do art. 151, inciso III, do CTN. No mérito, temse que o presente lançamento cuida de omissão de rendimentos recebidos pela contribuinte da Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica, CNPJ 92.715.812/000131, no valor de R$ 25.200,04. Em procedimento de diligência, a referida fonte pagadora informou que os rendimentos pagos a Sra. Cecília Maria de Oliveira, nos anos calendários 2003, 2004, 2005 e 2006, são de natureza isenta/não tributável, por se tratar de pensão por morte, em acidente de trabalho, conforme Acordo de Trabalho entre CEEE e SENERGISUL, não havendo, portanto, a incidência do IRRF. A decisão recorrida bem observou que inexiste previsão legal para que os valores recebidos em decorrência de pensão por falecimento em acidente de trabalho sejam considerados isentos. A recorrente defende que não pode ser responsabilizada pelo erro cometido pela fonte pagadora que relacionou os rendimentos em questão como rendimentos isentos e não tributáveis no comprovante de rendimentos lhe fornecido. Neste caso, entretanto, cabe à contribuinte, como titular da disponibilidade econômica desses rendimentos, a responsabilidade pela correspondente tributação. Esse entendimento já é posição sumulada neste Conselho: Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legítima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção.( Súmula CARF nº 12) Por outro lado, há que se afastár a multa de ofício, em observância ao entendimento deste Colegiado (confirase o julgado 2801001.966 de 25/10/2011) em situações como esta aqui tratada, em que a contribuinte demonstra ter sido induzida pelas informações prestadas pela fonte pagadora quanto à não tributação dos rendimentos recebidos, incorrendo, deste modo, em erro escusável. Fl. 82DF CARF MF Impresso em 03/04/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 15/02/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 13/02/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 13063.000123/200732 Acórdão n.º 280102.235 S2TE01 Fl. 72 4 Diante do exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso para excluir da exigência tributária a multa de ofício de 75%. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 83DF CARF MF Impresso em 03/04/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 15/02/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 13/02/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N
score : 1.0
Numero do processo: 10410.004321/2008-71
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 26 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Oct 26 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005
IRRF. GLOSA. FALTA DE COMPROVAÇÃO DA EFETIVA RETENÇÃO.
Mantém-se a glosa do IRRF declarado quando o contribuinte não logra apresentar documentos hábeis e idôneos aptos a confirmarem a informação inserida no ajuste anual.
RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. ERRO NA DECLARAÇÃO APRESENTADA. PROVA.
A alegação de erro de fato somente pode ser objeto de retificação de oficio da declaração de ajuste anual apresentada se o erro restar cabalmente demonstrado pelo sujeito passivo.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-001.999
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 IRRF. GLOSA. FALTA DE COMPROVAÇÃO DA EFETIVA RETENÇÃO. Mantém-se a glosa do IRRF declarado quando o contribuinte não logra apresentar documentos hábeis e idôneos aptos a confirmarem a informação inserida no ajuste anual. RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. ERRO NA DECLARAÇÃO APRESENTADA. PROVA. A alegação de erro de fato somente pode ser objeto de retificação de oficio da declaração de ajuste anual apresentada se o erro restar cabalmente demonstrado pelo sujeito passivo. Recurso Voluntário Negado.
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GLOSA. FALTA DE COMPROVAÇÃO DA EFETIVA RETENÇÃO. Mantémse a glosa do IRRF declarado quando o contribuinte não logra apresentar documentos hábeis e idôneos aptos a confirmarem a informação inserida no ajuste anual. RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. ERRO NA DECLARAÇÃO APRESENTADA. PROVA. A alegação de erro de fato somente pode ser objeto de retificação de oficio da declaração de ajuste anual apresentada se o erro restar cabalmente demonstrado pelo sujeito passivo. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Fl. 169DF CARF MF Emitido em 09/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10410.004321/200871 Acórdão n.º 2801001.999 S2TE01 Fl. 159 2 Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Luiz Cláudio Farina Ventrilho e Carlos César Quadros Pierre. Relatório AUTUAÇÃO Contra a contribuinte acima identificada foi expedida Notificação de Lançamento de fls. 29 a 31, referente a Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2005, formalizando a exigência de Saldo de Imposto a Pagar no valor de R$159.225,00, acrescido de multa e juros de mora. A autuação decorreu de glosa de IRRF declarado (R$159.225,00). IMPUGNAÇÃO Cientificada do lançamento, a contribuinte apresentou a impugnação (fls. 01 a 08), acatada como tempestiva. Alegou, em apertada síntese, que teria sofrido a retenção na fonte em decorrência de prestação de serviços de advocacia a Fergom Projetos e Construções Ltda., CNPJ 08.414.922/000157, conforme contrato firmado. Assevera que teria recebido valores líquidos, livres do desconto de Imposto de Renda e de INSS. Assim, se há algo a ser cobrado, a responsabilidade é da mencionada fonte pagadora. ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A 1ª Turma da DRJ Recife/PE, após solicitar diligência para juntada de documentos (fls. 51 a 53), conforme Acórdão de fls. 125 a 133, julgou a impugnação improcedente, mantendo o lançamento. Ponderou que nenhum documento apresentado pela contribuinte comprova a efetividade da retenção alegada. Destacou que entendeu que a interessada estaria alegando haver incorrido em erro de fato no preenchimento da declaração de ajuste, quanto aos rendimentos tributáveis, porém não aceitou a retificação pretendida porque os meios de prova apresentados não eram suficientes e hábeis à comprovação do erro. RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificada da decisão de primeira instância em 28/09/2010 (fls. 137), a contribuinte apresentou, em 27/10/2010, o Recurso de fls. 141 a 151. Recapitula os fatos, concluindo que deveria ter declarado rendimentos tributáveis de R$600.000,00, mas se equivocara ao deduzir o INSS retido e as custas judiciais. De qualquer forma, o certo é que a fonte pagadora Fergom Projetos e Construções Ltda. deduziu o IRRF declarado, só depositando o líquido. Ocorre que a fonte pagadora não recolheu o IRRF, devendo ser responsabilizada por tal ato. Assevera que por várias vezes instou a fonte pagadora a lhe fornecer o comprovante de rendimentos, mas sempre obteve resposta furtiva. Entende que a Receita pode diligenciar para obter a prova da retenção alegada e repisa a necessidade de Fl. 170DF CARF MF Emitido em 09/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10410.004321/200871 Acórdão n.º 2801001.999 S2TE01 Fl. 160 3 responsabilizar tãosomente a fonte pagadora pelo tributo devido. Entende que caso não se acate o seu direito à compensação do IRRF, deve ser aceita a alteração dos rendimentos tributáveis para R$420.000,00, pois esse foi o valor líquido recebido. Ademais, ainda que o acórdão recorrido não fosse modificado, entende que é descabida a exigência de multa e juros sobre o imposto retido. O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até as fls. 155, que também trata do envio dos autos a este Conselho, contendo ainda duas folhas sem numeração, as quais trazem informações acerca da ciência da Notificação de Lançamento. É o Relatório. Voto Conselheira Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. No caso, a interessada declarou retenção de imposto de renda na fonte mas não possui documento hábil a comprovar que teria sofrido o ônus da retenção pleiteada. Ora, a compensação de IRRF na declaração de ajuste anual está condicionada a comprovação da retenção pleiteada, mediante apresentação de documento hábil e idôneo, mormente o Comprovante de Rendimentos Pagos e Retenção de Imposto de Renda , emitido pela fonte pagadora para o anocalendário específico. Insta frisar que, na hipótese de a fonte pagadora efetuar retenção e não fornecer o documento em questão ao beneficiário dos rendimentos, a este compete a obrigação de, oportunamente, comunicar o fato à unidade local da Receita Federal de sua jurisdição, para as medidas legais cabíveis. Além de não ter sido apresentado o documento apto a amparar a pretensão da contribuinte, nada há nos autos que demonstre que as providências acima mencionadas foram tomadas pela interessada. Portanto, por falta de comprovação hábil da retenção alegada, deve ser mantida a glosa. Quanto ao pedido que se acate que o valor recebido teria sido menor do que o declarado, com muito acerto, as autoridades julgadoras de primeira instância já haviam destacado no acórdão recorrido (fls. 132): a alegação de erro de fato somente pode ser objeto de retificação de oficio se o erro restar cabalmente demonstrado pelo contribuinte, o que não se verifica nos autos e já foi devidamente demonstrado no acórdão recorrido, a saber (fls. 132 e 133): 28 Ocorre que a impugnante não juntou aos autos os extratos bancários relativos a todos os meses do anocalendário de 2004 que permitissem a comprovação de que, de fato, os valores percebidos somente totalizaram R$ 420.000,00. Fl. 171DF CARF MF Emitido em 09/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10410.004321/200871 Acórdão n.º 2801001.999 S2TE01 Fl. 161 4 28.1 Devese ressaltar que os valores pagos pelas outras duas fontes pagadoras informadas na declaração de ajuste anual de fls. 37 — Mendo Sampaio S/A e Indústria de Laticínios Palmeira dos Índios — e relacionados às fls. 48 e 50, também não constam entre os depósitos nos extratos do Banco Rural de fls. 23 e 24. 29.É certo, ademais que, enquanto a contribuinte afirma somente ter recebido a quantia de R$ 420.000,00 da Fergom, os dados registrados em seus extratos dos meses de fevereiro, março e abril de 2004 (fls. 23 e 24) registram depósitos no montante de R$ 426.000,00. (...) 31. No presente caso, a contribuinte alega que ao preencher a DIRPF/2005, declarou um rendimento recebido da Fergom superior ao efetivamente recebido (R$ 579.000,00 e não R$420.000,00), apresentando unicamente como meio de prova os extratos de três meses do ano, que: (i) contêm depósitos em valor superior, isto é, R$ 426.000,00; (ii) referemse a apenas parte do anocalendário; (iii) divergem das informações contidas no 2º contrato de prestação de serviços que prevê pagamentos ao longo de todo o anocalendário. Insta frisar que, em sede de recurso voluntário, nenhum novo elemento de prova do erro alegado foi apresentado. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Fl. 172DF CARF MF Emitido em 09/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL
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Numero do processo: 17734.721641/2018-57
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 11 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Mon Sep 05 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL
Ano-calendário: 2019
SIMPLES. EXCLUSÃO. DÉBITO COM EXIGIBILIDADE NÃO SUSPENSA. PAGAMENTO TEMPESTIVO DO DÉBITO. INVALIDADE.
Improcede a exclusão do Simples ancorada na existência de débito com exigibilidade não suspensa quando comprovado que este foi objeto de pagamento regular e tempestivo.
Numero da decisão: 1002-002.339
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Aílton Neves da Silva - Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Aílton Neves da Silva (Presidente), Rafael Zedral e Fellipe Honório Rodrigues da Costa.
Nome do relator: Ailton Neves da Silva
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ementa_s : ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Ano-calendário: 2019 SIMPLES. EXCLUSÃO. DÉBITO COM EXIGIBILIDADE NÃO SUSPENSA. PAGAMENTO TEMPESTIVO DO DÉBITO. INVALIDADE. Improcede a exclusão do Simples ancorada na existência de débito com exigibilidade não suspensa quando comprovado que este foi objeto de pagamento regular e tempestivo.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2022-08-25T14:01:39Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2022-08-25T14:01:39Z; Last-Modified: 2022-08-25T14:01:39Z; dcterms:modified: 2022-08-25T14:01:39Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2022-08-25T14:01:39Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2022-08-25T14:01:39Z; meta:save-date: 2022-08-25T14:01:39Z; pdf:encrypted: true; modified: 2022-08-25T14:01:39Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2022-08-25T14:01:39Z; created: 2022-08-25T14:01:39Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2022-08-25T14:01:39Z; pdf:charsPerPage: 1426; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2022-08-25T14:01:39Z | Conteúdo => S1-TE02 MINISTÉRIO DA ECONOMIA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 17734.721641/2018-57 Recurso Voluntário Acórdão nº 1002-002.339 – 1ª Seção de Julgamento / 2ª Turma Extraordinária Sessão de 11 de agosto de 2022 Recorrente E YONEKURA JUNIOR LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Ano-calendário: 2019 SIMPLES. EXCLUSÃO. DÉBITO COM EXIGIBILIDADE NÃO SUSPENSA. PAGAMENTO TEMPESTIVO DO DÉBITO. INVALIDADE. Improcede a exclusão do Simples ancorada na existência de débito com exigibilidade não suspensa quando comprovado que este foi objeto de pagamento regular e tempestivo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Aílton Neves da Silva - Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Aílton Neves da Silva (Presidente), Rafael Zedral e Fellipe Honório Rodrigues da Costa. Relatório O interessado apresentou Manifestação de Inconformidade contra sua exclusão do Simples Nacional perpetrada pelo Ato Declaratório Executivo-ADE nº 3290294, de 31.08.2018 (e-fls. 77), em razão da existência de débitos com exigibilidade não suspensa. O débito motivador da exclusão remanescente consta do documento de e-fls. 33: AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 17 73 4. 72 16 41 /2 01 8- 57 Fl. 142DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 1002-002.339 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 17734.721641/2018-57 Como comprovação do pagamento do débito em questão, o interessado junta Guia de recolhimento da Previdência Social de e-fls. 9/10 (GPS), arguindo, na petição protocolada em 18.10.2018 (e-fls.2), que o débito pendente foi objeto de parcelamento e pago em 30.11.2017, "porém com erro no identificador": Para efeito de comprovação do pagamento e das alegações do interessado, a DRJ/RJO efetuou Diligência junto à PGFN (e-fls.52/56), a qual emitiu a seguinte resposta (e-fls. 64): A manifestação de inconformidade foi julgada improcedente pela DRJ/RJO, conforme acórdão n. 12-110.319, de 12 de setembro de 2019 (e-fl. 67), que recebeu a seguinte ementa: ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Ano-calendário: 2019 ATO DECLARATÓRIO DE EXCLUSÃO. DÉBITO PREVIDENCIÁRIO INSCRITO. DEBCAD. PRAZO LEGAL PARA REGULARIZAÇÃO. INOBSERVÂNCIA. Não conterá ementa o acórdão resultante de julgamento de processo administrativo fiscal decorrente de despacho decisório emitido por processamento eletrônico (Portaria RFB nº 2.724, de 27 de setembro de 2017, art.2º, inciso II). Irresignado, o Recorrente apresenta Recurso Voluntário (e-fls. 83), no qual, alega essencialmente que o débito que motivou o indeferimento da opção pelo Simples Nacional foi regularmente pago. É o relatório do necessário. Fl. 143DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 1002-002.339 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 17734.721641/2018-57 Voto Conselheiro Aílton Neves da Silva, Relator. Admissibilidade Inicialmente, reconheço a plena competência deste Colegiado para apreciação do Recurso Voluntário, na forma do art. 23-B da Portaria MF nº 343/2015 (Regimento Interno do CARF), com redação dada pela Portaria MF n.º 329/2017. Demais disso, observo que o recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, portanto, dele conheço. Mérito Como dito, a controvérsia instalada diz respeito ao inadimplemento de débito no valor de R$ 514,25, DEBCAD nº 412605961, o qual o Recorrente alega referir-se à segunda parcela de parcelamento junto à PGFN paga tempestivamente, porém, recolhida com erro no código identificador da GPS. A instância a quo julgou improcedente o pleito do então manifestante mediante os seguintes argumentos: 21 Após o pagamento da 1a e da 3a parcelas – efetuados, respectivamente, em 20.10.2017 e em 15.01.2018 -, o parcelamento foi rescindido em 16.01.2018 (e- fls.48): (...) 22 O sobredito parcelamento – n° 621713252 -, consolidado e deferido em 20.10.2017, consta rescindido em 16.01.2018 (e-fls.50), pelo seguinte motivo: “Parcelas em Atraso” (e-fls.50), que, como acima se vê, foi a segunda parcela, vencida em 30.11.2017, R$ 549,03 (principal): (...) 23 O citado Debcad figura com saldo devedor de R$ 568,77, valores atualizados até 05.01.2019: (...) 24 Em resposta à Diligência (nosso item 7), a PGFN, após juntar as consultas às efls. 58/63, informa, em despacho de 03.07.2019 (e-fls.64), que o alegado pagamento (e-fls.9/10) não foi localizado, e, que, assim, não há como afirmar que o Debcad em tela teria sido extinto. 25 De fato, conforme Relatório Complementar de Situação Fiscal, emitido em 11.09.2019, o Debcad nº 41260596-1, inscrito em Dívida Ativa, permanece pendente de regularização (e-fls.66). Fl. 144DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 1002-002.339 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 17734.721641/2018-57 26 Tem-se, assim, que o débito que deu causa ao ADE não foi, dentro do prazo legal (nosso item 13), regularizado, e permanece pendente, motivo por que a exclusão deve ser mantida. Vê-se que o acórdão recorrido entendeu que a segunda parcela do parcelamento no valor de R$ R$ 549,03, vencida em 30.11.2017, não havia sido adimplida até o final do prazo estabelecido pelo ADE de exclusão do Simples. Observa-se, também, que a decisão a quo fiou-se exclusivamente na informação obtida junto a PGFN para indeferir o pleito do interessado, não fazendo qualquer comentário ou juízo de valor a respeito do comprovante de pagamento e do documento de arrecadação (GPS) juntados aos autos, os quais, registre-se, possuem características idênticas às do débito motivador da exclusão (e-fls. 10). Entretanto, a meu sentir, a leitura do despacho supra da PGFN não permite concluir de forma categórica que o pagamento em questão efetivamente não existiu, eis que o órgão apenas limitou-se a informar a falta de registro no sistema previdenciário de pagamento (SIEFWEB) com as características do documento de arrecadação apresentado pelo interessado. A experiência prática mostra que não é incomum a falta de localização de pagamentos nos sistemas de controle de arrecadação da RFB motivada por uma multiplicidade de fatores, mormente, falha humana do agente público ou erro de preenchimento de documentos de arrecadação. Dada a existência de documento comprobatório do pagamento nos autos, a falta de registro deste no sistema previdenciário não constituiria, por si só, motivo determinante para exclusão sumária do contribuinte do Simples Nacional, a menos que fosse provada a imprestabilidade daquele documento ou questionada sua autenticidade. Neste caso, caberia aos órgãos arrecadador e julgador de Primeira Instância aprofundar as investigações na busca da verdade dos fatos, a fim de certificar-se, por outros meios de prova, da existência ou não do pagamento, de modo a conferir certeza jurídica ao procedimento de exclusão. A este respeito, é oportuno trazer a baila a GPS mencionada: Fl. 145DF CARF MF Original Fl. 5 do Acórdão n.º 1002-002.339 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 17734.721641/2018-57 A comparação dos dados do recolhimento supra com os do extrato bancário de e- fls. 125 mostra a existência de pagamento eletrônico de tributo com datas e valores coincidentes, que corresponde exatamente à segunda parcela da dívida vencida em 30/11/2017 indicada como impaga nos sistemas de controle do parcelamento previdenciário. Confira-se: Assim, os elementos dos autos mostram que o débito que motivou o indeferimento da opção pelo Simples foi objeto de pagamento em 30/11/2017, dentro do prazo estabelecido pela legislação tributária para seu adimplemento (30 dias da ciência do ADE). Tal como afirmou o Recorrente, é provável que a alocação do pagamento em questão nos sistemas de controle da RFB não tenha sido efetuada em razão do erro de preenchimento do código identificador na GPS, a qual, diga-se de passagem, deveria ter sido objeto de pedido de retificação junto ao órgão arrecadador, providência presumidamente não tomada pelo interessado. Entretanto, isto não invalida a prova de que o débito foi pago tempestivamente, por meio de documentos de arrecadação cuja autenticidade, em princípio, não parece questionável, mormente por ausência de quaisquer indícios de adulteração ou falsidade. Nesse quadro, o provimento do recurso é medida que se impõe ao colegiado. Dispositivo Diante do exposto, voto no sentido de dar provimento ao Recurso Voluntário. É como voto. (documento assinado digitalmente) Aílton Neves da Silva Fl. 146DF CARF MF Original Fl. 6 do Acórdão n.º 1002-002.339 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 17734.721641/2018-57 Fl. 147DF CARF MF Original
score : 1.0
Numero do processo: 13771.000382/2007-77
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 27 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Jul 27 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2003
DESPESA COM INSTRUÇÃO EM NOME DO DEPENDENTE. COMPROVAÇÃO DO DISPÊNDIO POR PARTE DO GENITOR DECLARANTE.
Os pagamentos efetuados a estabelecimentos de ensino relativamente à educação pré-escolar, de 1º, 2º e 3º graus, cursos de especialização ou profissionalizantes do contribuinte e de seus dependentes são dedutíveis da base de cálculo do imposto de renda da pessoa física.
MATÉRIA NÃO CONTESTADA. DESPESAS COM INSTRUÇÃO.
Tem-se como definitivamente constituído na esfera administrativa, o crédito tributário decorrente de matéria não contestada em sede recursal.
Recurso voluntário provido.
Numero da decisão: 2801-001.688
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
1.0 = *:*
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COMPROVAÇÃO DO DISPÊNDIO POR PARTE DO GENITOR DECLARANTE. Os pagamentos efetuados a estabelecimentos de ensino relativamente à educação préescolar, de 1º, 2º e 3º graus, cursos de especialização ou profissionalizantes do contribuinte e de seus dependentes são dedutíveis da base de cálculo do imposto de renda da pessoa física. MATÉRIA NÃO CONTESTADA. DESPESAS COM INSTRUÇÃO. Temse como definitivamente constituído na esfera administrativa, o crédito tributário decorrente de matéria não contestada em sede recursal. Recurso voluntário provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Eivanice Canário da Silva, Tânia Mara Paschoalin e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Fl. 78DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 04/08/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 03/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 13771.000382/200777 Acórdão n.º 280101.688 S2TE01 Fl. 59 2 Relatório Trata o presente processo de auto de infração que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), por meio do qual se exige do sujeito passivo acima identificado o montante de R$ 4.985,79, referente ao exercício de 2003, a título de imposto (R$ 2.107,80), acrescido da multa de ofício equivalente a 75% do valor do tributo apurado (R$ 1.580,85), além dos juros de mora (R$ 1.297,14). O lançamento é decorrente da apuração de omissão de rendimentos e dedução indevida a título de despesas com instrução. Em sua impugnação, o contribuinte apenas requereu o restabelecimento da dedução a título de despesas com instrução, conforme comprovantes carreados aos autos, às fls. 10/22. A 6ª Turma da DRJ/RJ2/RJ, conforme Acórdão de fls. 34/35, julgou improcedente a impugnação, cujo litígio restringiuse a discussão da dedução pleiteada a título de despesas com instrução. Regularmente cientificado daquele Acórdão em 07/10/2009 (fl. 40), o interessado interpôs recurso voluntário de fl. 41, em 23/10/2009, no qual diz estar encaminhando os comprovantes de pagamento com instrução, contestado pela decisão recorrida, conforme comprovantes emitidos pelo Banco do Brasil em anexo. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Registrese, de plano, que a infração relativa à omissão de rendimentos não foi impugnada. Nesse sentido, devese observar o disposto no parágrafo único do art. 42 do Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972 e, assim, considerar definitiva a decisão de primeira instância, relativamente ao crédito tributário não contestado. O litígio, portanto, limitase à glosa da dedução de despesas com instrução no montante de R$ 3.996,00. O contribuinte, quando da impugnação, apresentou os boletos bancários emitidos pelo IES NELSON ABEL DE ALMEIDA e INSTIT. EDUCACIONAL DO ESP. SANTO – UNIVILA, relativos aos dependentes Carlan Baptista Calazans e Alan Baptista Calazans, acompanhados dos comprovantes emitidos em caixas eletrônicos de auto atendimento (fls. 11/22). Fl. 79DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 04/08/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 03/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 13771.000382/200777 Acórdão n.º 280101.688 S2TE01 Fl. 60 3 A decisão recorrida entendeu que tais documentos não são hábeis a atestar o efetivo pagamento daquelas despesas, já que são comprovantes de agendamento de pagamento de títulos, nos quais consta a ressalva de que a liquidação pode não ser efetuada, no caso de saldo insuficiente da conta corrente. Em sede de recurso, o contribuinte juntou, às fls. 43/53, os seus extratos do Banco do Brasil relativos ao período de fevereiro a dezembro de 2002, que provam o efetivo pagamento das despesas com instrução dos dependentes do contribuinte Carlan Baptista Calazans e Alan Baptista Calazans no período sob exame. Assim, resta considerar indevida a glosa procedida pela autoridade fiscal referente à dedução de despesas com instrução. Diante do exposto, voto dar provimento ao recurso para restabelecer a dedução a título de despesas com instrução, no montante de R$ 3.996,00. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 80DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 04/08/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 03/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN
score : 1.0
Numero do processo: 10166.722431/2009-38
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2009
DEDUÇÕES NÃO COMPROVADAS. MAJORAÇÃO ARTIFICIAL DE RESTITUIÇÃO.
A apuração pelo Fisco de deduções indevidas de despesas, pleiteadas em declarações de rendimentos, de forma reiterada em vários exercícios, com o objetivo de receber restituições indevidas, caracteriza o ilícito tributário e justifica o lançamento de oficio sobre os valores subtraídos da base de cálculo do imposto.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.293
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
1.0 = *:*
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2009 DEDUÇÕES NÃO COMPROVADAS. MAJORAÇÃO ARTIFICIAL DE RESTITUIÇÃO. A apuração pelo Fisco de deduções indevidas de despesas, pleiteadas em declarações de rendimentos, de forma reiterada em vários exercícios, com o objetivo de receber restituições indevidas, caracteriza o ilícito tributário e justifica o lançamento de oficio sobre os valores subtraídos da base de cálculo do imposto. Recurso Voluntário Negado.
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MAJORAÇÃO ARTIFICIAL DE RESTITUIÇÃO. A apuração pelo Fisco de deduções indevidas de despesas, pleiteadas em declarações de rendimentos, de forma reiterada em vários exercícios, com o objetivo de receber restituições indevidas, caracteriza o ilícito tributário e justifica o lançamento de oficio sobre os valores subtraídos da base de cálculo do imposto. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Fl. 366DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/03/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10166.722431/200938 Acórdão n.º 280102.293 S2TE01 Fl. 367 2 Trata o presente processo de auto de infração que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), referente ao exercício de 2009, por meio do qual se reduziu o imposto a restituir apurado na declaração de ajuste anual de R$ 10.837,81 para R$ 341,21 O lançamento é decorrente de dedução indevida a título de dependentes, despesas médicas, pensão judicial, despesas com instrução e previdência privada/FAPI. Em sua impugnação, a contribuinte apresentou as razões de defesa abaixo, extraídas do Acórdão recorrido: “Preliminar de nulidade Inicialmente faz referência aos termos do Auto de Infração, acrescentando que o procedimento deve ser anulado por existir vício de ilegalidade insanável. Anota que restou prejudicada a análise das deduções glosadas no Auto de Infração. Suscita preliminar de cerceamento do direito de defesa, pelo fato de não restar comprovada a participação da contribuinte nas irregularidades praticadas por Luis Joubert dos Santos Lima – Dr. Santos –, com a intenção de se beneficiar de restituições indevidas. Menciona que é pessoa de boa fé, não foi conivente com as atitudes relatadas no Termo de Verificação Fiscal, não podendo a fiscalização entender que a contribuinte participava de esquema de fraude. Afirma que a razoabilidade exige coerência e lógica, devendo a fiscalização assim agir, levando em consideração o conhecimento do “homem médio”. Cita o art. 136 do CTN, transcreve trechos dos doutrinadores Hely Lopes Meirelles e Luciano Amaro para afirmar que, apesar de a responsabilidade tributária não depender da intenção do agente, é necessário constatar ao menos um grau mínimo de culpa stricto sensu, devendo ser aplicada a equidade, não para dispensar tributo, mas afastar uma penalidade. Deduções Do conteúdo da peça contestatória e pelos documentos a ela anexados, fls. 143/329, extraise que a contribuinte pugna pelo direito ao restabelecimento das deduções anotadas no quadro a seguir: Exercício Dependentes Desp. Médicas Instrução 2009 3.311,76 6.085,03 2.592,29 Princípio do não confisco Recorre ao Princípio da Legalidade para asseverar que é indispensável que a pena prevista na lei atenda a uma finalidade específica e obedeça aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, sendo necessário que a conduta descrita como infração represente uma ofensa a um bem juridicamente tutelado. Diz que a Constituição Federal de 1988, inciso IV do art. 150, estabelece que, para aplicação válida de qualquer penalidade, é indispensável prévio processo legal, que assegure o contraditório e ampla defesa. Fl. 367DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/03/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10166.722431/200938 Acórdão n.º 280102.293 S2TE01 Fl. 368 3 Ressalta que o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça tem aplicado o princípio da proporcionalidade da lei que comina sanções tributárias desproporcionais à infração, sendo o art. 136 do CTN interpretado conforme a Constituição Federal de 1988. Discorre sobre o percentual das multas previstas no art. 44 da Lei nº 9.430/1996, quando firma entendimento que a penalidade, no campo tributário, deve guardar uma proporção ao dano e nunca ser algo maior que ele, tendo em visa que o dano principal será reparado com o pagamento dos tributos devidos e não pagos. Faz referência a ADI 5511 RJ e à ementa de julgamento da Apelação Cível nº 292.454 (TRF/5ª Região). Menciona o Princípio da Igualdade ou Isonomia Tributária, nos ditames do inciso II do art. 150 da Lei Maior. Conclui que a Receita Federal do Brasil deve rever os seus atos eivados pelo vício da ilegalidade, sob pena de afrontar a Lei Maior. Dos pedidos Requer a impugnante que: 1. O Auto de Infração seja extinto, anulando seus efeitos, ou julgado improcedente; 2. Seja afastada a multa de ofício para o mínimo determinado por lei, caso não considerada a improcedência total do lançamento.” A impugnação foi julgada procedente em parte, conforme Acórdão de fls. 331/344, para restabelecer as deduções de Despesas Médicas, Dependente e Instrução, nos valores de R$ 1.317,02, R$ 1.655,88 e R$ 2.592,29, respectivamente. Os fundamentos da referida decisão estão consubstanciados nas seguintes ementas: PRELIMINAR DE NULIDADE. VÍCIOS NA ORIGEM DO PROCEDIMENTO FISCAL E CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. Tendo sido a ação fiscal regularmente instaurada mediante a emissão do Mandado de Procedimento Fiscal, acompanhado da lavratura do Termo de Início de Fiscalização, dos quais o contribuinte teve regular ciência, descabe a argüição de vício na origem do procedimento fiscal. Não há cerceamento do direito de defesa quando o auto de infração preenche os requisitos legais. MATÉRIAS NÃO IMPUGNADAS. DEDUÇÕES INDEVIDAS DESPESAS MÉDICAS (PARCIAL), PENSÃO JUDICIAL, INSTRUÇÃO (PARCIAL) E PREVIDÊNCIA PRIVADA/FAPI. Consideramse não impugnadas as matérias que não tenham sido expressamente contestadas pelo sujeito passivo. DEDUÇÕES INDEVIDAS DE DEPENDENTES, DESPESAS MÉDICAS E INSTRUÇÃO. Fl. 368DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/03/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10166.722431/200938 Acórdão n.º 280102.293 S2TE01 Fl. 369 4 Para fins de dedução na Declaração de Ajuste Anual, todas as despesas estão sujeitas à comprovação mediante documentação hábil e idônea. São restabelecidas as despesas comprovadas com documentação hábil e idônea. CONTROLE DA CONSTITUCIONALIDADE. Ao órgão colegiado de julgamento administrativo de primeira instância não é dada a competência para pronunciarse sobre inconstitucionalidade de norma legal que instituiu a aplicação de multas e cobrança de juros de mora. Os mecanismos de controle da constitucionalidade passam, necessariamente, pelo Poder Judiciário. DECISÕES JUDICIAIS. Somente produzem efeitos no âmbito da Secretaria da Receita Federal, as decisões judiciais definitivas do Supremo Tribunal Federal acerca de inconstitucionalidade da lei em litígio, e desde que emitido ato específico do Secretário da Receita Federal do Brasil. Regularmente cientificada daquele Acórdão em 19/07/2011 (fls. 350/351), a interessada, representado por seu procurador (fl. 363), interpôs recurso voluntário de fls. 352/362, em 17/08/2011. Em sua defesa, repete os argumentos da impugnação. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. A presente ação fiscal teve início em decorrência de investigação realizada pelo Escritório de Pesquisa e Investigação da 1ª Região Fiscal (ESPEI/1ª RF), quando foram identificadas, mediante diversos cruzamentos de informações nos sistemas da RFB, várias pessoas que se beneficiaram de restituições indevidas, cujas declarações foram transmitidas utilizandose de determinados Protocolos de Internet – IP. Pelo que consta dos autos, a contribuinte apresentou apenas parte dos comprovantes solicitados, o que confirmou os indícios de fraude identificados pela investigação da Receita Federal, caracterizada pela inserção de despesas fictícias nas declarações. Assim, do confronto entre as informações constantes da DIRPF sob exame e dos documentos apresentados pelo sujeito passivo, foram apuradas as seguintes infrações: dedução indevida a título de dependentes, despesas médicas, pensão judicial, despesas com instrução e previdência privada/FAPI. Acertadamente, a decisão recorrida: Fl. 369DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/03/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10166.722431/200938 Acórdão n.º 280102.293 S2TE01 Fl. 370 5 • Rejeitou a preliminar de nulidade suscitada; • Considerou irrefutável a responsabilidade do sujeito passivo autuado, eis que ficou caracterizada a sua intenção de obter restituições indevidas com a inclusão de deduções inexistentes; • Registrou que não foram contestadas a totalidade das deduções de Pensão Judicial e Previdência Privada/FAPI e parte das deduções de Despesas Médicas e Instrução; • Restabeleceu as deduções de Despesas Médicas, Dependente e Instrução, nos valores de R$ 1.317,02, R$ 1.655,88 e R$ 2.592,29; • Esclareceu que, no presente lançamento, não houve aplicação de multa de ofício, tendo em vista que as infrações apuradas ensejaram redução do valor do imposto a restituir calculado por meio da Declaração de Ajuste Anual. Em sede de recurso, a interessado renova os argumentos expendidos na impugnação sem, contudo, refutar as conclusões da decisão de 1ª instância e/ou carrear aos autos elementos de provas hábeis a comprovar suas alegações e/ou elidir o feito. Assim, no que se refere às referidas infrações, entendo que o acórdão recorrido não merece reparos. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 370DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/03/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A
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Numero do processo: 10183.004052/2005-21
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 13 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Thu Nov 13 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 301-02.075
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto do relator.
Matéria: ITR - ação fiscal (AF) - valoração da terra nua
Nome do relator: LUIZ ROBERTO DOMINGO
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Numero do processo: 10425.001622/2005-31
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 25 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Oct 25 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2003
LIVRO CAIXA.
Pagamentos efetuados a terceiros, sem vínculo empregatício, poderão ser deduzidos da receita decorrente do exercício da respectiva atividade se demonstrado que se trata de despesa de custeio necessária à percepção da receita e à manutenção da fonte produtora.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2801-001.981
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1576; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 96 1 95 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10425.001622/200531 Recurso nº 416.565 Voluntário Acórdão nº 2801001.981 – 1ª Turma Especial Sessão de 25 de outubro de 2011 Matéria IRPF DEDUÇÕES INDEVIDAS Recorrente JOSE ARNOBIO DE ARAUJO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 LIVRO CAIXA. Pagamentos efetuados a terceiros, sem vínculo empregatício, poderão ser deduzidos da receita decorrente do exercício da respectiva atividade se demonstrado que se trata de despesa de custeio necessária à percepção da receita e à manutenção da fonte produtora. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Luiz Cláudio Farina Ventrilho e Carlos César Quadros Pierre. Fl. 105DF CARF MF Emitido em 09/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10425.001622/200531 Acórdão n.º 2801001.981 S2TE01 Fl. 97 2 Relatório AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração de fls. 09 e 10, referente a Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2003, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de R$8.756,92, acrescido de multa de ofício e juros de mora. A autuação decorreu de tributação de rendimentos recebidos de pessoas jurídicas e que teriam sido considerados em duplicidade pelo contribuinte como parcela isenta de proventos de aposentadoria auferidos por maiores de 65 anos (R$10.580,00), e glosa de deduções pleiteadas a título de dependentes (R$2.544,00, por falta de comprovação da relação de dependência), despesas com instrução (R$2.988,00, por ter sido efetuada com não dependente), despesas médicas (R$12.470,96, em virtude de os dumentos apresentsdos estarem em desacordo com a legislação de regência) e Livro Caixa (R$3.000,00, por estarem em desacordo com a legislação de regência). IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou a impugnação (fls. 01 a 07), acatada como tempestiva, discordando do lançamento, à exceção da glosa de dependentes, pois não possui os termos de guarda. ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A 2ª Turma da DRJ Recife/PE, conforme Acórdão de fls. 51 a 62, julgou parcialmente procedente o lançamento, eis que excluiu da tributação os rendimentos lançados (R$10.580,00) e acatou a dedução de despesas médicas (R$12.470,96). RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado da decisão de primeira instância em 06/08/2009 (fls. 88), o contribuinte apresentou, em 01/09/2009, o Recurso de fls. 89 a 94, argumentando, em síntese, que, em atendimento à intimação, apresentou à autoridade fiscalizadora o Livro Caixa com todos os registros das receitas decorrentes do trabalho de médico autônomo, fazendo jus à dedução de despesas tidas com contadora (R$3.000,00). O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até as fls. 95, que também trata do envio dos autos a este Conselho. É o Relatório. Voto Conselheira Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Relatora. Fl. 106DF CARF MF Emitido em 09/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10425.001622/200531 Acórdão n.º 2801001.981 S2TE01 Fl. 98 3 O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. No caso, encontrase em litígio glosa referente a Livro Caixa (R$3000,00). A propósito das deduções a título de Livro Caixa, confirase a legislação que rege a matéria, a saber, o art. 6º da Lei nº 8.134, de 27 de dezembro de 1990, com a redação dada pelo art. 34 da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995: “Art. 6º O contribuinte que perceber rendimentos do trabalho não assalariado, inclusive os titulares dos serviços notariais e de registro, a que se refere o art. 236 da Constituição, e os leiloeiros, poderão deduzir, da receita decorrente do exercício da respectiva atividade: I a remuneração paga a terceiros, desde que com vínculo empregatício, e os encargos trabalhistas e previdenciários; II os emolumentos pagos a terceiros; III as despesas de custeio pagas, necessárias à percepção da receita e à manutenção da fonte produtora. § 1º O disposto neste artigo não se aplica: a) a quotas de depreciação de instalações, máquinas e equipamentos, bem como a despesas de arrendamento; b) a despesas de locomoção e transporte, salvo no caso de representante comercial autônomo. § 2º O contribuinte deverá comprovar a veracidade das receitas e das despesas, mediante documentação idônea, escrituradas em livrocaixa, que serão mantidas em seu poder, à disposição da fiscalização, enquanto não ocorrer a prescrição ou decadência.” Da leitura do referido texto legal devese ter presente, preliminarmente, os três requisitos cumulativos para a dedutibilidade das despesas: a) devem ser necessárias à percepção da receita e à manutenção da fonte produtora; b) as despesas devem estar escrituradas em Livro Caixa; c) devem ser comprovadas mediante documentação idônea. Ante a legislação acima transcrita, deve ser aceita a despesa pleiteada pelo contribuinte, referente a honorários contábeis (recibos às fls. 28 a 39), pois, não obstante as longas considerações tecidas pelas autoridades julgadoras de primeira instância, o certo é que se pode inferir que o contribuinte, como argumentado, apresentou Livro Caixa à autoridade lançadora (eis que foram aceitas deduções a este título no montante de R$19.575,21), não tendo sido essa a motivação da autuação, confirase (fls. 10verso): Não pode ser considerado o valor de R$ 3.000,00, referente a pagamentos feito a terceiros (Maria Eunice Araújo). Pois só é admitido a dedução em livro caixa se houver vínculo empregatício, ou que caracterizem despesas de custeio Fl. 107DF CARF MF Emitido em 09/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10425.001622/200531 Acórdão n.º 2801001.981 S2TE01 Fl. 99 4 necessária para a percepção da receita e manutenção da fonte produtora. Ora, Maria Eunice Araújo prestou serviços de assessoria contábil ao contribuinte (recibos de fls. 28 a 39), sendo, nestas circunstâncias, prescindível o vínculo empregatício. Cumpre observar, ainda, que não há dispositivo legal estabelecendo condições quanto ao porte da clínica médica para se considerar a assessoria contábil como despesa de custeio necessária à percepção da receita e à manutenção da fonte produtora. Diante do exposto, voto por dar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Fl. 108DF CARF MF Emitido em 09/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL
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Numero do processo: 10215.000337/2004-97
Data da sessão: Mon Jul 06 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Mon Jul 06 00:00:00 UTC 2009
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/09/2001 a 30/09/2001
Ementa:PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PROVAS
APRESENTADAS SOMENTE NO RECURSO. PRECLUSÃO.
Consideram-se precluídos, não se tomando conhecimento, os argumentos e provas não submetidos ao julgamento de primeira instância, apresentados somente na fase recursal.
Recurso negado.
Numero da decisão: 3803-000.023
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da TERCEIRA SEÇÃO
DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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PROVAS APRESENTADAS SOMENTE NO RECURSO. PRECLUSÃO. Consideram-se precluldos, não se tomando conhecimento, os argumentos e provas não submetidos ao julgamento de primeira instância, apresentados somente na fase recursal. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 38 Turma Especial da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. - ALE NDRE KERN Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Ivan Allegretti, Hélcio Lafetá Reis e Daniel Maurício Fedato. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Carlos Henrique Martins de Lima. o Processo n° 10215.000337/2004-97 S3-TE03 Acórdão n.° 3803-00.023 Fl. 162 Relatório Cuida-se de recurso (fls. 136) interposto pelo recorrente acima qualificado, contra o Acórdão n2 01-6.879, de 16 de outubro de 2006, da DRJ/BEL, fls. 125 a 128, cuja ementa foi vazada nos seguintes termos: "Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2001, 2003 A isenção da Contribuição para vendas ao exterior só pode ser concedida ao contribuinte se este consegue comprovar que realmente exportou a mercadoria." Versa o presente processo sobre auto de infração (fls. 56 a 59 e anexos) para formalizar a exigência de Contribuição para o Plano de Integração Social - PIS por fatos geradores ocorridos em 30/09/2001 e 30/04/2003, em face de divergências entre valores declarados e escriturados pelo contribuinte em epígrafe. A exação montou a R$ 1.078,17. Sobreveio a impugnação de fls. 77 e 78, por meio do qual o autuado alega que: a) a diferença apuarda no mês de setembro de 2001 decorreu de vendas efetuadas pela filial para o exterior no valor de R$ 18.750,00, conforme nota fiscal 112305; b) a diferença apuarda no mês de outubro de 2001 decorre de arredondamento (R$ 0,01); c) no mês de abril de 2003, por força da Lei ri 2 10.637, de 30 de dezembro de 2002, a sociedade apurou o PIS a recolher utilizando a sistemática da não cumulatividade e, desse modo, considerando as despesas descritas, somado à parcela de 1/12 sobre o valor do estoque, apurou crédito a descontar no valor de R$ 802,50, conforme cálculos à fl. 78; d) o agente fiscal não esclareceu como apurou o valor de R$ 407,82, lançado para o mês de abril de 2003. A DRJ-BEL/2a Turma julgou o lançamento procedente, em julgado que teve a ementa acima transcrita. Vem agora o autuado, em sede de recurso voluntário, combater parcialmente a exigência fiscal com a seguinte argumentação: a) Relativamente ao período de apuração 04/2003, concorda expressamente com a autuação; b) Quanto ao PA 09/2001, esclarece instruir seu recurso com a documentação que deixou de apresentar por ocasião do momento processual da impugnação. Pede deferimento. É o Relatório. 2 Processo n° 10215.000337/2004-97 83-T E03 Acórdão n.° 3803-00.023 Fl. 163 Voto Conselheiro ALEXANDRE KERN, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 136 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJ-BEL n2 6.879, de 16 de outubro de 2006, fls. 125 a 128. O recorrente expressamente anuiu com o lançamento referente ao PA 04/2003. Portanto, circunscreva-se o litígio à parcela da exigência fiscal relativa ao período de apuração de setembro de 2001, que o recorrente pretende combater, apresentando o documento que deixou de ser apresentado por ocasião da interposição da impugnação. A propósito da possibilidade de exame deste novo documento, acostado aos autos no momento processual da interposição do recurso voluntário, valho-me das considerações do ilustre Conselheiro Antônio Zomer, exaradas por ocasião do voto-condutor do Acórdão n9 202-18.597, de 12 de dezembro de 2001, da Segunda Câmara deste Segundo Conselho de Contribuintes, que adoto plenamente como razão de decidir: "A possibilidade de exame destes novos documentos deve ser avaliada à luz dos princípios que regem o Processo Administrativo Fiscal. Dispõe o Decreto n 2 70.235/72, verbis: 'Art. 14. A impugnação da exigência instaura a fase litigiosa do procedimento. Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. L.I Art. 16. A impugnação mencionará: III — os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei n2 8.748, de 1993) ás' 42 A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazê-lo em outro momento processual, a menos que: fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; (Incluído pela Lei n2 9.532, de 1997): (Incluído pela Lei n2 9.532, de 1997) refira-se a fato ou a direito superveniente; (Incluído pela Lei n2 9.532, de 1997); 3 Processo n° 10215.000337/2004-97 83-TE03 Acórdão n.° 3803-00.023 Fl. 164 destine-se a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. (Incluído pela Lei n 2 9.532, de 1997) Art. 17. Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. (Redação dada pela Lei n2 9.532, de 1997).' De acordo com as normas processuais, é na impugnação que a lide é demarcada e o processo administrativo propriamente dito tem início, com a instauração do litígio, não se permitindo, a partir daí, a abertura de novas teses de defesa ou a apresentação de novas provas, a não ser nas situações legalmente excepcionadas. A este respeito, Marcos Vinícius Neder de Lima e Maria Tereza Martínez López1 asseveram que "a inicial e a impugnação fixam os limites da controvérsia, integrando o objeto da defesa as afirmações contidas na petição inicial e na documentação que a acompanha". Antônio da Silva Cabral, no seu livro "Processo Administrativo Fiscal" (Ed. Saraiva: São Paulo, 1993, p. 172), assim se manifestou sobre o assunto: 'O termo latino é muito feliz para indicar que a preclusão significa impossibilidade de se realizar um direito, quer porque a porta do tempo está fechada, quer porque o recinto onde esse direito poderia exercer-se também está fechado. O titular do direito acha-se impedido de exercer o seu direito, assim como alguém está impedido de entrar num recinto porque a porta está fechada.' Na página seguinte, o mesmo autor, reportando-se aos órgãos julgadores de segunda instância, completa: 'Se o tribunal acolher tal espécie de recurso estará, na realidade, omitindo uma instância, já que o julgador singular não apreciou a parte que só é contestada na fase recursal.' Cintra, Grinover e Dinamarco, no livro Teoria Geral do Processo, assim se posicionam sobre a preclusão: 'o instituto da preclusão liga-se ao princípio do impulso processual. Objetivamente entendida, a preclusão consiste em um fato impeditivo destinado a garantir o avanço progressivo da relação processual e a obstar o seu recuo para as fases anteriores do procedimento. Subjetivamente, a preclusão representa a perda de uma faculdade ou de um poder ou direito processual; as causas dessa perda correspondem às diversas espécies de preclusã o[.] ' Ensinam, também, estes doutrinadores que: 'A preclusão não é sanção. Não provém de ilícito, mas de incompatibilidade do poder, faculdade ou direito com o 1 Processo Administrativo Fiscal Federal Comentado. São Paulo: Dialética, 2002, p. 67. ($k. 4 Processo n° 10215.000337/2004-97 83-TE03 Acórdão n.° 3803-00.023 Fl. 165 desenvolvimento do processo, ou da consumação de um interesse. Seus efeitos confinam-se à relação processual e exaurem-se no processo.' As alega çães de defesa são faculdades do demandado, mas constituem-se em verdadeiro ônus processual, porquanto, embora o ato seja instituído em seu favor, não sendo praticado no tempo certo, surgem para a parte conseqüências gravosas, dentre elas a perda do direito de fazê-lo posteriormente, pois opera-se, nesta hipótese, o fenômeno da preclusão, isto porque o processo é um caminhar para a frente, não se admitindo, em regra, ressuscitar questões já ultrapassadas em fases anteriores. De acordo com o § 42 do art. 16 do Decreto n2 70.235/72, supratranscrito, só é lícito deduzir novas alegações em supressão de instância quando: 1) relativas a direito superveniente; 2) competir ao julgador delas conhecer de oficio, a exemplo da decadência; ou 3) por expressa autorização legal. O § 52 do mesmo dispositivo legal exige que a juntada dos documentos deve ser requerida à autoridade julgadora, mediante petição em que se demonstre, com fundamentos, a ocorrência de uma das condições previstas nas alíneas do parágrafo anterior." No caso desses autos, o recorrente não se preocupou em produzir oportunamente o documento que coprovaria suas alegações, ônus que lhe competia, segundo o sistema de distribuição da carga probatória adotado pelo Processo Administrativo Federal: o ônus de provar a veracidade do que afirma é do interessado, segundo o disposto na Lei 9.784, de 29 de janeiro de 1999, art. 36: "Art. 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no artigo 37 desta Lei." No mesmo sentido o art. 330 da Lei ri 5.869, de 11 de janeiro de 1973 (CPC): "Art. 333. O ônus da prova incumbe: — ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor." O recorrente tampouco comprovou a ocorrência de qualquer das hipóteses das alíneas "a" a "c" do § 4° do art. 16 do Decreto n 2 70.235, de 6 de março 1972 — PAF., que justificasse a apresentação tão tardia do referido documento. Desta forma, deixo de considerá- lo no julgamento da presente lide, que, à míngua de qualquer outra alegação recursal, só poderá ter um único destino: o improvimento do recurso. Sala das Sessões, em 06 de julho de 2009 liV\e. • ALEXKNDRE KERN 5
score : 1.0
