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Numero do processo: 37307.001365/2007-00
Data da sessão: Mon Apr 26 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Mon Apr 26 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/03/2003 a 31/03/2003
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO, EXCLUSÃO DO SIMPLES. DÉBITOS APURADOS NO PERÍODO. INDEFERIMENTO.
As empresas optante pelo Simples até 27 de julho de 2001 serão excluídas a partir de 1º de janeiro de 2002 quando a situação excludente tiver ocorrido até 31 de dezembro de 2001 e a exclusão for efetuada a partir de 2002, Apurados débitos nas competências objeto do pedido de restituição, correto o indeferimento.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2803-000.039
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Nome do relator: OSÉAS COIMBRA JÚNIOR
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/03/2003 a 31/03/2003 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO, EXCLUSÃO DO SIMPLES. DÉBITOS APURADOS NO PERÍODO. INDEFERIMENTO. As empresas optante pelo Simples até 27 de julho de 2001 serão excluídas a partir de 1º de janeiro de 2002 quando a situação excludente tiver ocorrido até 31 de dezembro de 2001 e a exclusão for efetuada a partir de 2002, Apurados débitos nas competências objeto do pedido de restituição, correto o indeferimento. Recurso Voluntário Negado.
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DÉBITOS APURADOS NO PERÍODO. INDEFERIMENTO. As empresas optante pelo Simples até 27 de . julho de 2001 serão excluídas a partir de 1" de janeiro de 2002 quando a situação excludente tiver ocorrido até 31 de dezembro de 2001 e a exclusão for efetuada a partir de 2002, ,Apurados débitos nas competências objeto do pedido de restituição, correto o indeferimento. Recurso Voluntário Negado Direito Creclitório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da •3" Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). HEL e 1 _D.E—L14A—Presidente N OSEAS COIMBRA JUNIOR - Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Vera Kempers de Moraes Abreu (suplente), Gustavo Vettorato e Helton Carlos Praia de Lima (presidente). Relatório Trata-se de recurso voluntário apresentado contra decisão da Unidade de Atendimento da Receita Previdenciária em Santo André, fl. 067, que indeferiu pedido de restituição, efetuado por Requerimento de Restituição de Contribuição (RRC), fl, 001, protocolizado originalmente sob o n" 37307,001405/2003-81. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, segundo despacho de fls 69, onde alega que o ato declaratório de exclusão do SIMPLES, de 31 de março de 2004, não poderia retroagir os efeitos da exclusão a 01 de janeiro de 2002, devido à irretroatividade da lei tributária, o que está sendo inclusive objeto de Mandado de Segurança. É o relatório. Voto Conselheiro OSÉAS COIMBRA JUNIOR, Relatar.. A empresa, então participante do SIMPLES desde 01/01/1997, requer a restituição de valores retidos em nota fiscal referente à competência 03 de 2003. Às fis 53/58 temos o encaminhamento de representação administrativa à Receita Federal, unia vez que a autoridade tributária entendeu configurada hipótese de exclusão da empresa do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (SIMPLES), Em 31 de maio de 2004 é exarado o ato declaratório executivo ri' 27/2004 excluindo a empresa do SIMPLES com efeitos a partir de 01 de janeiro de 2002.. A decisão fundamentou-se no artigo 9°, inciso V, da Lei n° 9317 e no inciso II, do parágrafo único do artigo 24, da IN SRF 355, de 29/08/2003 que transcrevemos: Parágrafo 111iC.0 Para as pessoas jurídicas enquadradas nas hipóte.se.s dos incisos 111 a XVII do art. 20, que tenham optado pelo Simples até 27 de julho de 2001, o efeito da exclusão dar- se-á a partir: do mês seguinte àquele em que se procedei ... a exclusão, •• ••• :••••• 'quando efetuada em 2001; - de I" de janeiro de 2002, quando a situação excludente tiver ocorrido até .31 de dezembro de 2001 e a exclusão for efetuada a partir de 2002 A exclusão retroativa a janeiro de 2002 obedeceu ao que determina a norma reguladora e não merece reparo. A empresa foi então objeto de ação fiscal abrangendo o período objeto do pedido de restituição, onde foram constatados débitos e lavrada a Notificação Fiscal n° 37.016.942-5, o que fUndamentou o indeferimento do pedido — fis 66. (1) 2 PIDCCSSO n' .37307 001365/2007-00 S2-T [203 Acórdão n ' 2803-00,039 H 296 Urna vez que a fiscalização apurou débitos nas competências objeto do pedido, o que inclusive não foi objeto de irresignação por parte do contribuinte, não há que se falar em restituição, sendo correta a decisão de indeferimento do pedido. CONCLUSÃO Em razão do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 9 6 de abril de 2010. J4( .OSÉAS COIM RA UN1OR - Relator .. 3
score : 1.0
Numero do processo: 13807.727309/2017-63
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Oct 16 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Tue Nov 17 00:00:00 UTC 2020
Numero da decisão: 1302-000.879
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator, vencida a conselheira Andréia Lúcia Machado Mourão, que negava provimento ao recurso.
(documento assinado digitalmente)
Luiz Tadeu Matosinho Machado - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Cleucio Santos Nunes - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Henrique Silva Figueiredo, Gustavo Guimarães da Fonseca, Flávio Machado Vilhena Dias, Andréia Lúcia Machado Mourão, Cleucio Santos Nunes, Fabiana Okchstein Kelbert e Luiz Tadeu Matosinho Machado (Presidente). Ausente, momentaneamente, o conselheiro Ricardo Marozzi Gregório.
Nome do relator: CLEUCIO SANTOS NUNES
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Resolvem os membros do colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator, vencida a conselheira Andréia Lúcia Machado Mourão, que negava provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado - Presidente (documento assinado digitalmente) Cleucio Santos Nunes - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Henrique Silva Figueiredo, Gustavo Guimarães da Fonseca, Flávio Machado Vilhena Dias, Andréia Lúcia Machado Mourão, Cleucio Santos Nunes, Fabiana Okchstein Kelbert e Luiz Tadeu Matosinho Machado (Presidente). Ausente, momentaneamente, o conselheiro Ricardo Marozzi Gregório. Relatório Trata-se de recurso voluntário interposto contra a decisão da 3ª Turma da DRJ/RJO (fls. 42/44), que julgou improcedente manifestação de inconformidade oferecida pela contribuinte. O caso versa sobre indeferimento de opção pelo Simples Nacional motivada por débito tributário sem exigibilidade suspensa perante a Fazenda Pública, nos termos do art. 17, V, da LC nº 123, de 2006, conforme Ato Declaratório Executivo (ADE) de 1º/09/2017, de fls. 29. Em sua manifestação de inconformidade de fls. 2 e documentos de fls. 13/27, a recorrente alega que o débito perante a Seguridade Social foi quitado conforme DARF que anexa aos autos e os débitos perante a RFB também foram quitados em processo de execução fiscal. Dessa forma, requereu o cancelamento do termo de exclusão. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 38 07 .7 27 30 9/ 20 17 -6 3 Fl. 93DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 da Resolução n.º 1302-000.879 - 1ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13807.727309/2017-63 Ao apreciar a manifestação de inconformidade, a DRJ manteve o ADE sob a fundamentação de que em consulta aos sistemas da fazenda três dos quatro débitos que a contribuinte alegava ter quitado encontravam-se não quitados (fls. 59/66). A empresa interpôs recurso voluntário de fls. 75/80, explicando que tentou diversas vezes parcelar administrativamente os débitos tributários que possuía e que não teria conseguido. Diante de sua exclusão do Simples pediu o pagamento da dívida nos processos de execução fiscal que tramitavam judicialmente. Explica que a própria PGFN teria reconhecido um “exagero” nas cobranças fiscais e orientou a contribuinte a parcelar o saldo devedor. Assim, em 06/06/2018, a dívida foi quitada integralmente. Pede o provimento do recurso e para comprovar o alegado junta os documentos de fls. 81/88. O processo foi distribuído para minha relatoria e este é o relatório. Voto 1. DA ADMISSIBILIDADE DO RECURSO O recurso é tempestivo. Conforme se observa, a recorrente foi intimada da decisão da DRJ em 28/06/2019, conforme cópia do AR anexo às fls. 70. Em que pese a anotação manuscrita indique a data de “28/7/2019”, tudo indica se tratar de um erro na grafia do mês, pois o carimbo dos Correios demonstra que a entrega ocorreu em 28/06/2019. O recurso voluntário foi protocolizado em 17/07/2019, reforçando a conclusão de que se tratou de um erro material o manuscrito ter grafado mês 07 no lugar de mês 06. Assim, entendo que o recurso voluntário foi protocolizado dentro do prazo de 30 dias, conforme previsto pelo art. 33, do Decreto nº 70.235, de 1972. Sobre a regularidade da representação processual, desde a manifestação de inconformidade a recorrente é representada por sócio-gerente. No mais, a matéria que constitui objeto do Recurso está contida na competência da 1ª Seção de Julgamento do CARF, conforme Arts. 2º, inciso I, e 7º, caput e §1º, do Anexo II do Regimento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Assim, o recurso é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade, razão pela qual deve ser conhecido. 2. MÉRITO A controvérsia se resume à existência de débito tributário sem exigibilidade suspensa, o que, nos termos do art. 17, V da LC nº 123, de 2006, impede o deferimento de empresa ao regime do Simples Nacional. Veja-se: Art. 17. Não poderão recolher os impostos e contribuições na forma do Simples Nacional a microempresa ou empresa de pequeno porte: (Redação dada pela Lei Complementar nº 167, de 2019) V - que possua débito com o Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, ou com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa; Fl. 94DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 da Resolução n.º 1302-000.879 - 1ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13807.727309/2017-63 Nota-se que o legislador concedeu às pequenas empresas um sistema favorecido de recolhimento de tributos federais, estaduais e nacionais, em que a carga tributária é mais baixa quando comparada com as empresas do regime comum. O motivo desse programa especial foi exatamente permitir com que as empresas se mantenham sempre regulares perante a Fazenda. Daí porque, a regra disciplina que as empresas que estiverem em débito com a Fazenda não poderão recolher os tributos (impostos e contribuições) na forma do Simples, exceto se os débitos estiverem com a exigibilidade suspensa. As hipóteses de suspensão da exigibilidade do crédito tributário (que é o débito do contribuinte), estão expressas no art. 151 do CTN, constituindo o parcelamento uma dessas hipóteses. Confira-se: Art. 151. Suspendem a exigibilidade do crédito tributário: VI – o parcelamento. (Incluído pela Lcp nº 104, de 2001) A recorrente em sua defesa afirma que antes do ADE pagou o débito de R$ 2.930,17 em 06/06/2017, referente ao código da receita 4737, o que, realmente, comprova com a DARF recolhida (fls. 81). Os débitos que deram causa ao ato de exclusão são os constantes do documento de fls. 46, com as seguintes indicações e valores: INSCRIÇÕES VALOR CONSOLIDADO (R$) 00000080614036077 16.931,26 00000080214018954 34.785,19 00000080614036078 10.736,92 Total 62.453,37 Conforme se verifica, o valor recolhido pela recorrente em 06/06/2017 não tem relação com os débitos que motivaram a exclusão. Especificamente sobre os débitos constante da tabela, as informações da recorrente são confusas, o que dificulta o entendimento do caso. No recurso voluntário afirma que em 05/06/2017 – portanto antes do ADE – consultou o sistema da PGFN e nele constava a informação de que tais débitos teriam sido totalmente recolhidos por meio de parcelamento. Transpõe para o corpo do texto do recurso imagem fotografada de computador com o mencionado documento. Embora não esteja muito legível, da imagem consta a logomarca da Receita Federal e não da PGFN. O documento possui uma coluna com a inscrição “data de arrecadação” seguida de outras informações e uma coluna com a indicação “valor total” com diversos valores em sequência todos ilegíveis. Afirma que a soma de tais valores corresponde a R$ 62.453,37, exatamente a soma dos débitos que motivaram a sua exclusão. No entanto, em suas razões recursais, a empresa alega que havia saldo devedor de 24% de dívidas fiscais, deixando entrever que os pagamentos em questão representariam 76% dessa dívida fiscal. Tentou parcelar e esse saldo três vezes e não obteve sucesso. Fl. 95DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 da Resolução n.º 1302-000.879 - 1ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13807.727309/2017-63 Alega que diante das dificuldades em parcelar o saldo devedor, pediu o pagamento da dívida no processo de execução, informando que a PGFN a orientou a parcelar outra vez a dívida e requerer a restituição dos valores que já haviam sido pagos. Com essa orientação, explica que pagou o valor integral de todas as pendências, “mesmo já tendo recolhido 76% do débito”. Aduz ainda que a PGFN teria deferido “parcialmente o seu requerimento”, reconhecendo “que o ajuizamento da inscrições foi indevido” e que os “pagamentos dirigidos aos parcelamento da Lei n. 12.996 constituem hoje crédito da contribuinte”. Transcreve excertos da manifestação da PGFN com o seguinte teor: Fl. 96DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 da Resolução n.º 1302-000.879 - 1ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13807.727309/2017-63 Observa-se que as inscrições na DAU indicadas no documento foram ajuizadas porque a recorrente não conseguiu consolida-las em um parcelamento regido pela Lei nº 12.996, de 2014. No entanto, ao que parece, tais valores foram pagos, mas não foram aproveitados no parcelamento requerido pela empresa, porque esta não cumpriu um dos requisitos para sua validação. As inscrições na DAU referidas pela PGFN são exatamente as que motivaram a exclusão da recorrente do regime do Simples, como se pode depreender do quadro acima. Registre-se que não há uma prova robusta do pagamento, como, por exemplo, a juntada de todas as DARFs que somadas chegam ao valor do débito consolidado, motivador da exclusão. O que se tem é a reprodução pouco legível de documento da RFB que atesta ter havido recolhimentos de diversos valores. Nem mesmo o parecer da PGFN é juntado em sua integralidade, mas tão somente são transpostos para o voluntário excertos de tal manifestação. Assim, trata-se de um processo com um teor probatório insuficiente para se chegar a conclusões certas. A despeito disso, a solução encontrada pela PGFN fornece indícios de que a versão da contribuinte possui verossimilhança. Isso porque, ao que tudo indica, a recorrente teria pago os valores referentes às inscrições que geraram o ADE, porém, a forma como se deu esse suposto pagamento não permitiu a regularidade fiscal da contribuinte. Tanto assim que a PGFN recomendou a postulação da restituição de tais valores. A exigência constante do art. 17, V da LC nº 123, de 2006 é que a empresa optante não poderá recolher os tributos na forma do Simples Nacional se possuir “débito com o Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, ou com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa”. Na data da expedição do ADE, pelo que se depreende da profusão de informações, a empresa constava como devedora, pois o seu parcelamento não teria sido deferido, embora tivesse pago tal dívida com a indicação de código da receita (4737), que não pode ser aproveitado para o parcelamento que havia solicitado. Fl. 97DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 da Resolução n.º 1302-000.879 - 1ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13807.727309/2017-63 Assim, se por um lado as provas dos autos indicam que os supostos débitos não estavam com a sua exigibilidade suspensa, por outro lado, há fortes indícios de que tais débitos nem existiam, tanto que foram cancelados pela PGFN. O problema deste processo é a sua precária instrução. Este conselheiro não tem como votar pelo provimento ou desprovimento do recurso, sem ter certeza de que antes da emissão do ADE as dívidas representadas pelas inscrições constantes do quadro acima e referidas pela PGFN estavam ou não quitadas. Em que pese a falha instrucional do processo pudesse levar ao não provimento do recurso, considerando os princípios da legalidade, verdade material e da ampla defesa, que orientam o processo administrativo tributário, somados ao fato de se tratar de contribuinte optante do Simples, e que se defende sem advogado, penso ser prudente converter-se o julgamento em diligência para se sanar a dúvida se a dívida estava ou não paga antes da expedição do ADE. Diante do exposto, voto por converter o julgamento em diligência para que a DRF competente adote as medidas necessárias a esclarecer o seguinte: se o parcelamento regido pela Lei nº 12.966, mencionado pelo contribuinte, estava em vigor na data da emissão do ADE ou dentro do prazo legal de regularização. Caso tenha sido cancelado/rejeitado informe a data dessa ocorrência. Concluída a diligência deverá ser dada vista à contribuinte para manifestação. Em seguida retornar a este colegiado para a continuação do julgamento. (documento assinado digitalmente) Cleucio Santos Nunes Fl. 98DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 10120.007451/2007-40
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2006
Ementa:
IRPF. ISENÇÃO EM RAZÃO DE MOLÉSTIA GRAVE.
A isenção disposta na Lei Federal 7.713/88, explicitada no art. 39, XXXIII do Decreto 3.000/99 (RIR) somente pode incidir sobre os proventos de aposentadoria ou reforma, não podendo ser argüida em face de rendimentos de natureza diversa.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2802-001.035
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2006 Ementa: IRPF. ISENÇÃO EM RAZÃO DE MOLÉSTIA GRAVE. A isenção disposta na Lei Federal 7.713/88, explicitada no art. 39, XXXIII do Decreto 3.000/99 (RIR) somente pode incidir sobre os proventos de aposentadoria ou reforma, não podendo ser argüida em face de rendimentos de natureza diversa. Recurso negado.
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ISENÇÃO EM RAZÃO DE MOLÉSTIA GRAVE. A isenção disposta na Lei Federal 7.713/88, explicitada no art. 39, XXXIII do Decreto 3.000/99 (RIR) somente pode incidir sobre os proventos de aposentadoria ou reforma, não podendo ser argüida em face de rendimentos de natureza diversa. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello Relator. EDITADO EM: 09/02/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos André Ribas de Mello (relator), Lúcia Reiko Sakae, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, German Alejandro San Martin Fernandez e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (presidente). Fl. 59DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/02/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 09/ 02/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO 2 Relatório Tratase de Notificação de Lançamento originada do processamento de Declaração Anual Retificadora entregue pelo Contribuinte, consubstanciada na fl. 03 dos autos, em razão de apuração de restituição indevida efetuada pelo ora Recorrente, em montante equivalente a R$6.068,20, atinente ao IRPF do exercício de 2006, ano calendário 2005. Devidamente cientificado do lançamento (fl. 19), o Recorrente protocolizou, tempestivamente, impugnação de fls. 01/02, acompanhado dos documentos de fls. 04/09, aduzindo, em síntese, ser indevido o lançamento pelo fato ser portador de doença grave desde 2003, fato que lhe autorizaria a restituição do imposto em comento. Ato contínuo, os autos foram remetidos para julgamento a 3ª Turma da DRJ/BSA, em sessão realizada no dia 28/02/2008, resultando no Acórdão n.º 0323.334, que, por unanimidade, julgou procedente o lançamento, por considerar que não houve a comprovação de que os rendimentos de aposentadoria ocorreram no ano calendário da Notificação, qual seja, 2005, e, consequentemente, em razão do não preenchimento dos requisitos cumulativos previstos no inciso XXXIII e § 4º, ambos do Artigo 39, do Decreto 3.000/1999. Intimado da supramencionada decisão, conforme fl. 036, o Recorrente, tempestivamente, interpôs recurso voluntário às fls. 037/038, acompanhado dos documentos de fls. 39/53, mantendo os mesmos argumentos apresentados na impugnação de fls. 01/02, requerendo o cancelamento do respectivo débito fiscal. É o relatório. Voto Conselheiro Carlos André Ribas de Mello – Relator. O recurso é tempestivo, e dele tomo conhecimento. A controvérsia se dá em função de a autoridade lançadora considerar indevida a restituição correspondente a rendimentos percebidos pelo contribuinte no exercício de 2004 que o mesmo alega serem isentos, em face do que dispõe o XXXIII e do § 4º, ambos do Artigo 39, do Decreto 3.000/1999. Todavia, em que pese o laudo técnico de fls. 04 afirmar que o início da patologia ensejadora da isenção ter tido início em 13 de março de 2003, o documento de fls. 07 aduz expressamente que o Recorrente só fora aposentado através da Portaria 397, de 27 de abril de 2006, a qual foi publicada no DOU de 2 de maio de 2006. Assim, como a Lei expressamente afirma que somente os proventos de aposentadoria ou reforma estão isentos, não há nos autos nenhum elemento que sustente a alegada isenção no exercício objeto do presente processo. Pelo exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso. Fl. 60DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/02/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 09/ 02/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO Processo nº 10120.007451/200740 Acórdão n.º 280201.033 S2TE02 Fl. 60 3 (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello Fl. 61DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/02/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 09/ 02/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 13925.000247/2001-35
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Dec 02 00:00:00 UTC 2003
Data da publicação: Tue Dec 02 00:00:00 UTC 2003
Numero da decisão: 303-00.930
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceiro Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos,converter o julgamento do recurso em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: Simples - ação fiscal - insuf. na apuração e recolhimento
Nome do relator: ANELISE DAUDT PRIETO
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Numero do processo: 13836.000356/2007-47
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 20 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Exercício: 2003
Ementa:
IRPF. DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO.
Se o contribuinte deixa de trazer aos autos comprovação bastante para dar validade à dedução glosada, resta desprovida de certeza a despesa e, conseqüentemente, a manutenção da glosa se impõe.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2802-001.678
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR
PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
Nome do relator: SIDNEY FERRO BARROS
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DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. Se o contribuinte deixa de trazer aos autos comprovação bastante para dar validade à dedução glosada, resta desprovida de certeza a despesa e, conseqüentemente, a manutenção da glosa se impõe. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Ferro Barros Relator. EDITADO EM: 19/09/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martin Fernandez, Jaci de Assis Junior, Carlos Andre Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite e Sidney Ferro Barros. Fl. 67DF CARF MF Impresso em 25/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 03/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Relatório Peço vênia para iniciar o presente com a transcrição do quanto relatado no acórdão recorrido, in verbis: “O processo referese ao Auto de Infração de fls. 38, cientificado em 09/05/2007 (fls. 08), relativo ao anocalendário de 2002, exercício 2003, por meio do qual foi exigido crédito tributário no valor de R$ 20.676,45 sendo R$ 8.741,21 a titulo de imposto, R$ 5.379,34 como juros de mora e R$ 6.555,90 por multa proporcional , por conta de deduções da base de cálculo do IR a titulo de despesas médicas, fundamentado na legislação vigente e RIR/99. O Contribuinte apresentou a impugnação de fls. 01/05, em 06/06/2007, acostada de documentação (fls. 06/07). Alega, em breve síntese, equivocada a glosa de despesa com piano de saúde, sendo certo de que os planos são de sua titularidade e não beneficiam terceiros. Pede o cancelamento do lançamento.” A decisão recorrida, contudo, declarou procedente o lançamento, por concluir que “o Impugnante não declarou em conjunto com sua esposa, e não apresentou dependentes na DIRPF/2003. Não obstante, não há como inferir, com as provas carreadas nos autos, de forma estreme, que sua esposa ou terceiro fosse, à época, beneficiária dos planos de saúde de titularidade do Impugnante”, motivo da glosa no valor de R$ 31.786,22. À fl. 57 se vê o recurso voluntário, por meio do qual o interessado, primeiramente, alega que a restrição à dedução de gastos com nãodependentes consta tãosó do RIR/99; não consta da matriz legal (Lei 9.250/95, art. 8º). Em seguida, além de afirmar que pagou pela despesa e, por isso, deve ter a dedução admitida, levanta questão relativa ao fato de que todo o gasto foi glosado e a decisão manteve a glosa sob o argumento de que seja possível que haja outros beneficiários dos planos. Por isso, acosta os cartões dos planos para provar que é, sim, beneficiário de ambos, o que, por si só, desautoriza a glosa total como foi feita. É o relatório. Voto Conselheiro Sidney Ferro Barros, Relator. O recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade. Dele conheço. Não procede o argumento de que a restrição à dedução de despesas médicas com nãodependentes haja sido trazida pelo RIR/99, o qual teria extrapolado do conteúdo da Lei nº 9.250/95. Vejase o que diz o art. 8º dessa Lei: “Art. 8º A base de cálculo do imposto devido no anocalendário será a diferença entre as somas: Fl. 68DF CARF MF Impresso em 25/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 03/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 13836.000356/200747 Acórdão n.º 2802001.678 S2TE02 Fl. 2 3 I de todos os rendimentos percebidos durante o ano calendário, exceto os isentos, os nãotributáveis, os tributáveis exclusivamente na fonte e os sujeitos à tributação definitiva; II das deduções relativas: a) aos pagamentos efetuados, no anocalendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias; (...) § 2º O disposto na alínea a do inciso II: (...) II restringese aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes; (...)” [grifei] Quanto ao mais: a razão de glosar as despesas com os dois planos de assistência médica foi o fato de ser possível que haja outros beneficiários, além do contribuinte. De fato, os dois cartões de atendimento acostados por cópia pelo Recorrente (fl. 61) mostram, no mínimo, que ele é, sim, beneficiário (ou um deles...) de ambos os planos cuja dedução se glosou. Mas, não deixo de considerar que o contribuinte poderia – a rigor, deveria – ter produzido a prova que lhe asseguraria a dedução integral – ou, ao menos, a mensurar a dedução parcial a que teria direito, caso haja, mesmo, outros beneficiários nos planos. Penso que bastaria a ele ter solicitado às beneficiárias declaração que descrevesse o nome dos beneficiários dos convênios médicos. A insistência do contribuinte em não trazer a prova que lhe foi requerida – vale lembrar uma vez mais que a razão de glosar está claramente descrita no Auto de Infração, fl. 39 – levame a conduzir meu voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. É o meu voto. Brasília/DF, Sala das Sessões, em 20 de junho de 2012. (assinado digitalmente) Sidney Ferro Barros Fl. 69DF CARF MF Impresso em 25/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 03/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 Fl. 70DF CARF MF Impresso em 25/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 03/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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Numero do processo: 13005.000537/2009-18
Data da sessão: Wed Aug 22 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/07/2004 a 30/09/2004
RESSARCIMENTO. PER POSTERIOR À DECISÃO ADMINISTRATIVA.
IMPOSSIBILIDADE.
O pedido de ressarcimento somente poderá ser retificado pelo sujeito passivo caso se encontre pendente de decisão administrativa à data de envio do documento retificador.
Numero da decisão: 3803-003.447
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do relator, vencidos os Conselheiros Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUSA
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ementa_s : Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/07/2004 a 30/09/2004 RESSARCIMENTO. PER POSTERIOR À DECISÃO ADMINISTRATIVA. IMPOSSIBILIDADE. O pedido de ressarcimento somente poderá ser retificado pelo sujeito passivo caso se encontre pendente de decisão administrativa à data de envio do documento retificador.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Período de apuração: 01/07/2004 a 30/09/2004 RESSARCIMENTO. PER POSTERIOR À DECISÃO ADMINISTRATIVA. IMPOSSIBILIDADE. O pedido de ressarcimento somente poderá ser retificado pelo sujeito passivo caso se encontre pendente de decisão administrativa à data de envio do documento retificador. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator, vencidos os Conselheiros Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator Participaram, ainda, da sessão de julgamento os conselheiros Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de nº 1526.594, da DRJ/SalvadorBA, de 23 de março de 2011, fls. 312/313, que considerou improcedente a manifestação de inconformidade. Fl. 473DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 30/08/2012 por ALEXANDRE KERN 2 A Contribuinte transmitiu Pedido de Ressarcimento eletrônico pleiteando créditos de PIS, relativa ao terceiro trimestre de 2004, oriundos do regime não cumulativo mercado interno. A Delegacia da Receita Federal em Santa Cruz do Sul indeferiu a solicitação em razão de esta ter sido objeto de processo administrativo anterior, 13005.002157/200837. Irresignada contra o despacho decisório, fls. 08/10, a Interessada apresentou manifestação de inconformidade, em que argumenta que: a) inexiste coisa julgada administrativa; e que essa decisão não obsta o direito de requerer créditos, enquanto não esgotado o prazo prescricional; b) não é possível à Administração Tributária cobrar tributos acima do previsto na legislação, negando o direito a créditos; c) no processo administrativo anterior pleiteou créditos de PIS não cumulativa relativa ao terceiro trimestre de 2004, referente à PIS do mercado externo; d) neste processo pleiteia créditos da mesma contribuição e período referente ao mercado interno, sendo nesse sentido um pedido original; e) no levantamento que efetuou fez inclusão de valores decorrentes do fornecimento de produtos para os associados, valores repassados a estes e revenda de produtos tributados à alíquota zero. Em julgamento da lide, a DRJ/Salvador, invocando as regras estabelecidas na IN 900/2008, considerou improcedente a manifestação de inconformidade. Cientificada a Contribuinte da decisão em 24 de maio de 2011, irresignada, apresentou em 22 de junho de 2011 o recurso voluntário de fls. 317 a 330, em que reitera todos os termos da manifestação de inconformidade. É o relatório. Voto Conselheiro Belchior Melo de Sousa – Relator O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço. O PIS não cumulativo foi instituída pela Medida Provisória nº 66, de 29 de agosto de 2002, convertida na Lei nº 10.637/2002. Em seu art. 61, o legislador atribui à Secretaria da Receita Federal a edição das normas necessárias à aplicação no disposto nessa lei1. Em cumprimento dessa atribuição, em 18 de outubro de 2004, a RFB editou a IN nº 460, e por meio do seu art. 56 consignou o critério para a apresentação de retificação de 1 Art. 61. A Secretaria da Receita Federal e a ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional editarão, no âmbito de suas respectivas competências, as normas necessárias à aplicação do disposto nesta Medida Provisória. Fl. 474DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 30/08/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 13005.000537/200918 Acórdão n.º 3803003.447 S3TE03 Fl. 2 3 pedido de ressarcimento e restituição, fixando essa possibilidade apenas caso se encontrem pendentes de decisão administrativa à data do envio do documento retificador2. Essa disposição permanece reproduzida na IN RFB nº 900, de 30 de dezembro de 2008, em seu art. 773. O pedido de ressarcimento possui formatação única, de sorte a compreender a apuração de créditos que decorram de quaisquer situações que digam respeito à não cumulatividade da contribuições para o PIS e da COFINS reguladas pela legislação. Não há formulação para pedido cujos créditos decorram de operações com o mercado externo separadamente das que resultem de operações com o mercado interno (alíquota zero nas saídas dos produtos, e exclusões das bases de cálculo relativas à incidência tributária das vendas a cooperados e de valores repassados a cooperados). Mais, o pedido de ressarcimento é materializado pelo saldo credor do trimestre. Disso, dessumese que o pedido de ressarcimento é ligado ao trimestre calendário de apuração e ao saldo credor nele apurado, subentendendose que engloba toda a apuração pertinente. Diferentemente da declaração de compensação, a norma regulamentar acima citada permite a retificação de pedidos de ressarcimento e de restituição além das inexatidões materiais, alcançando, assim, os erros na apuração do saldo credor. Ante esses contornos que emolduram o caráter dos pedidos de ressarcimento e de restituição, a pretensão de obter valor adicional de crédito no trimestre passa, inelutavelmente, por nova apuração de todo o período, repercutindo em novo saldo credor. Por isso, não se pode dizer que pedido adicional é novo pedido, que não guarda correlação com o anteriormente feito, mas, a contrario sensu, representa alteração do valor do saldo credor originalmente apurado. Com essa feição, não é outro o conteúdo de um PeR de ressarcimento que veicule tal pretensão senão de retificar o PeR anterior. No caso presente o pedido esbarra na vedação regulamentar do art. 77 da IN RFB nº 900/2008, já capitulada pela decisão recorrida. Tendo em vista que a apreciação do recurso voluntário pelo Colegiado de segunda instância efetiva o controle da legalidade dos atos administrativos, não se pode inquinar de ilegal a decisão do Colegiado a quo, de maneira a pender sobre ela a nódoa de nulidade ou de anulabilidade. 2 Art. 56. O Pedido de Restituição, o Pedido de Ressarcimento e a Declaração de Compensação somente poderão ser retificados pelo sujeito passivo caso se encontrem pendentes de decisão administrativa à data do envio do documento retificador e, no que se refere à Declaração de Compensação, que seja observado o disposto nos arts. 57 e 58. 3 Art. 77. O pedido de restituição, ressarcimento ou reembolso e a Declaração de Compensação somente poderão ser retificados pelo sujeito passivo caso se encontrem pendentes de decisão administrativa à data do envio do documento retificador e, observado o disposto nos arts. 78 e 79 no que se refere à Declaração de Compensação. Art. 78. A retificação da Declaração de Compensação gerada a partir do programa PER/DCOMP ou elaborada mediante utilização de formulário em meio papel somente será admitida na hipótese de inexatidões materiais verificadas no preenchimento do referido documento e, ainda, da inocorrência da hipótese prevista no art. 79. Art. 79. A retificação da Declaração de Compensação gerada a partir do programa PER/DCOMP ou elaborada mediante utilização de formulário em meio papel não será admitida quando tiver por objeto a inclusão de novo débito ou o aumento do valor do débito compensado mediante a apresentação da Declaração de Compensação à RFB. Fl. 475DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 30/08/2012 por ALEXANDRE KERN 4 Proferiua o Colegiado, amparado por norma regulamentar que fora editada no cumprimento de cometimento legal, estabelecendo os lindes e o funcionamento da mecânica de efetivação da técnica da não cumulatividade, sem exorbitância da norma legal, na matéria, sendo legítimo o limite fixado para introdução do pedido de ressarcimento retificador, tendo em mira, segundo minha leitura, os princípios da economia processual, que “preconiza o máxímo resultado na atuação do direito com o mínimo emprego possível de atividades processuais”4, e, sobretudo, o da segurança jurídica das relações processuais, visando à preservação do ato jurídico perfeito e a estabilidade das relações jurídicas, via de consequências as sociais. Impossível, pois, o presente pedido ter o caráter de autônomo do PeR anterior, para se valer a Solicitante da prerrogativa de invocar a ausência de prescrição/decadência do direito de pleitear. Não bastasse esse impedimento normativo, a Pleiteante não traz aos autos nenhuma comprovação documental que sustentasse a não incidência da contribuição no período, de sorte a demonstrar a certeza e liquidez do seu direito e, com isso, poder almejar o deferimento de diligência para cotejo dos valores assim trazidos aos autos. Não bastasse esse impedimento normativo, a Pleiteante não traz aos autos nenhuma comprovação documental que sustentasse a não incidência da contribuição no período, de sorte a demonstrar a certeza e liquidez do seu direito e, com isso, poder almejar o deferimento de diligência para cotejo dos valores assim trazidos aos autos. Desse modo, nada há a reparar na decisão recorrida, que a mantenho por seus próprios fundamentos. Pelo exposto, voto por negar provimento ao recurso. Sala das sessões, 22 de agosto de 2012 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa 4 Cintra, Antonio Carlos de Araújo. Pellegrini, Ada. Dinamarco, Cândido Rangel. Teoria Geral do Processo, 28ª Ed. Saraiva, São Paulo: 2010, p. 79. Fl. 476DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 30/08/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 13005.000537/200918 Acórdão n.º 3803003.447 S3TE03 Fl. 3 5 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 13005.000537/200918 Interessada: COOPERATIVA DE SUINOCULTORES DE ENCANTADO LTDA. Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 3803003.447, de 22 de agosto de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 22 de agosto de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 477DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 30/08/2012 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 10865.003396/2010-19
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 24 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 31/05/2001
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. REDISCUSSÃO DA
MATÉRIA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE.
Os Embargos de Declaração são modalidade recursal de integração e
objetivam, tão-somente, sanar obscuridade, contradição ou omissão, de maneira a permitir o exato conhecimento do teor do julgado.
ALEGAÇÕES E PROVAS APRESENTADAS SOMENTE NO
RECURSO. PRECLUSÃO.
Consideram-se precluídos, não se tomando conhecimento, os argumentos e provas não submetidos ao julgamento de primeira instância, apresentados somente na fase recursal.
Embargos Acolhidos
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3803-002.714
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em
acolher os embargos de declaração do contribuinte, rerratificando o Acórdão nº 3803-002.094, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
1.0 = *:*
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 31/05/2001 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE. Os Embargos de Declaração são modalidade recursal de integração e objetivam, tão-somente, sanar obscuridade, contradição ou omissão, de maneira a permitir o exato conhecimento do teor do julgado. ALEGAÇÕES E PROVAS APRESENTADAS SOMENTE NO RECURSO. PRECLUSÃO. Consideram-se precluídos, não se tomando conhecimento, os argumentos e provas não submetidos ao julgamento de primeira instância, apresentados somente na fase recursal. Embargos Acolhidos Direito Creditório Não Reconhecido
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Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 31/05/2001 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE. Os Embargos de Declaração são modalidade recursal de integração e objetivam, tãosomente, sanar obscuridade, contradição ou omissão, de maneira a permitir o exato conhecimento do teor do julgado. ALEGAÇÕES E PROVAS APRESENTADAS SOMENTE NO RECURSO. PRECLUSÃO. Consideramse precluídos, não se tomando conhecimento, os argumentos e provas não submetidos ao julgamento de primeira instância, apresentados somente na fase recursal. Embargos Acolhidos Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração do contribuinte, rerratificando o Acórdão nº 3803002.094, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira , Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Fl. 233DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN 2 Relatório ITAIQUARA ALIMENTOS S.A. formulou, em 23 de janeiro de 2012, os Embargos de Declaração de fls. s/nº, contra o Acórdão nº 3803002.094, de 7 de novembro de 2011, fls. 57 a 59, assim ementado: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 31/05/2001 Ementa: COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza. Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 31/05/2001 ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Invocando o art. 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 – RICARF, a embargante acusa a decisão embargada de omitirse de analisar a prova contábil aportada aos autos na fase recursal. Requer sejam acolhidos os presentes Embargos de Declaração, para que essa Turma enfrente as questões suscitadas, analisandoas sob todos os aspectos possíveis, inclusive para eventual retificação ou anulação do Acórdão embargado. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. s/nº merece ser conhecida como Embargos de Declaração contra o Acórdão nº 3803002.094, de 7 de novembro de 2011. Nos termos do art. 65 do RICARF, cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual deveria pronunciarse a Turma. Compulsando o voto condutor da decisão embargada, há que se dar razão à Embargante, já que, aparentemente, o relator limitouse a refutar o poder probante das provas Fl. 234DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10865.003396/201019 Acórdão n.º 380302.714 S3TE03 Fl. 3 3 acostadas aos autos até o momento processual da Manifestação de Inconformidade, sem nada acrescentar quanto aos documentos trazidos aos autos no recurso voluntário, no sentido de evidenciar o erro cometido nas informações prestadas em DCTF. Nesse sentido, portanto, entendo que a omissão deve ser sanada pela via dos presentes declaratórios. Talvez tal omissão expliquese pela preclusão temporal que se operou. É que, de acordo com as normas processuais, é na manifestação de inconformidade que a lide é demarcada e o processo administrativo propriamente dito tem início, com a instauração do litígio, não se permitindo, a partir daí, a abertura de novas teses de defesa ou a apresentação de novas provas, a não ser nas situações legalmente excepcionadas. A este respeito, Marcos Vinícius Neder de Lima e Maria Tereza Martínez López1 asseveram que “a inicial e a impugnação fixam os limites da controvérsia, integrando o objeto da defesa as afirmações contidas na petição inicial e na documentação que a acompanha”. As alegações de defesa são faculdades do demandado, mas constituemse em verdadeiro ônus processual, porquanto, embora o ato seja instituído em seu favor, não sendo praticado no tempo certo, surgem para a parte conseqüências gravosas, dentre elas a perda do direito de fazêlo posteriormente, pois operase, nesta hipótese, o fenômeno da preclusão, isto porque o processo é um caminhar para a frente, não se admitindo, em regra, ressuscitar questões já ultrapassadas em fases anteriores. De acordo com o § 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, só é lícito produzir novas provas quando: 1) relativas a direito superveniente; 2) competir ao julgador delas conhecer de ofício, a exemplo da decadência; ou 3) por expressa autorização legal. Este colegiado já teve oportunidade de manifestarse nesse sentido, por meio do Acórdão nº 380302.042, de 6 de outubro de 2011: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Anocalendário: 2003, 2004 ALEGAÇÕES E PROVAS APRESENTADAS SOMENTE NO RECURSO. PRECLUSÃO. Consideramse precluídos, não se tomando conhecimento, os argumentos e provas não submetidos ao julgamento de primeira instância, apresentados somente na fase recursal. Ainda que, por liberalidade injustificada, se conhecesse dos documentos aportados aos autos intempestivamente, o recorrente não se preocupou em identificar, inequivocamente, a ocorrência do fato gerador, a base de cálculo sujeita à tributação e o correspondente tributo devido, limitandose a apresentar planilha de demonstração do valor recolhido a maior de cálculo e demonstrativos outros, sem resguardo de qualquer formalidade2 1Processo Administrativo Fiscal Federal Comentado. São Paulo: Dialética, 2002, p. 67. 2 Notese, por exemplo, que o documento que o recorrente diz tratarse de uma ficha do Livro Razão Analítico nem está assinado por contabilista responsável, formalidade indispensável segundo a RESOLUÇÃO CFC nº 1.330, de 2011. Fl. 235DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN 4 e, principalmente, sem o necessário lastro na sua escrita contábil e em documentação idônea e hábil para atestar a liquidez e a certeza do crédito oposto na compensação declarada. Este tem sido o entendimento deste Colegiado por reiteradas vezes, estampado, por exemplo no recente Acórdão nº 380302.634, de 21 de março de 2012, da lavra do Conselheiro Belchior Melo de Sousa: Assunto : Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/01/2004 a 31/01/2004 MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. APRESENTAÇÃO DE PROVAS. Aplicamse as regras processuais previstas no Decreto nº 70.235, de 1972, à manifestação de inconformidade, a qual deve mencionar os motivos de fato c de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as provas que possuir. Assunto : Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/01/2004 a 31/01/2004 DCTF. ALTERAÇÃO NAS INFORMAÇÕES. REQUISITOS. ÔNUS DA PROVA As alterações nos dados informados em DCTF são formalizados por meio de DCTF retificadora, que tem a mesma natureza da declaração originariamente apresentada, substituindoa integralmente. Não provida antes de despacho decisório de não homologação de compensação vinculada, cabe à Defendente o ônus de comprovar os erros em que se fundou a informação, por meio da escrituração contábil e/ou fiscal Conclusão Com essas considerações, voto pelo acolhimento dos declaratórios do contribuinte, rerratificandose a decisão embargada, sem alterar o resultado do julgamento. Sala das Sessões, em Alexandre Kern Fl. 236DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10865.003396/201019 Acórdão n.º 380302.714 S3TE03 Fl. 4 5 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: Interessada: Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no , de , da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em . [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 237DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 10855.005944/2002-46
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR
Exercício: 1998
Ementa:
ASSUNTO IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR
Exercício: 1998.
PRESERVAÇÃO PERMANENTE/ ÁREA DE RESERVA LEGAL. ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL.
No exercício de 1998, a exclusão das áreas declaradas como preservação permanente e de utilização limitada da área tributável do imóvel rural, para efeito de apuração do ITR, não estavam condicionadas ao reconhecimento delas_pelo IBAMA ou por órgão estadual competente, mediante Ato Declaratório Ambiental (ADA), e/ ou comprovação de protocolo de requerimento desse ato àqueles órgãos, no prazo de seis meses, contado da data da entrega da declaração, por falta de previsão legal.
ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA RESERVA LEGAL.
AVERBAÇÃO À MARGEM DA MATRICULA. A área de reserva legal,
para fins de exclusão do ITR deve estar averbada à margem da inscrição da matrícula do imóvel no cartório de registro de imóveis competente, à época do respectivo fato gerador, nos termos da legislação de regência.
Numero da decisão: 2202-001.334
Decisão: Acordam os membros do colegiado, Por unanimidade de votos, acolher os Embargos apresentados para, rerratificando o Acórdão n.º 303-35.856, de 10/12/2008, sanando as irregularidades apontadas, manter a decisão original proferida.
Nome do relator: PEDRO ANAN JUNIOR
1.0 = *:*
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ementa_s : Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR Exercício: 1998 Ementa: ASSUNTO IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 1998. PRESERVAÇÃO PERMANENTE/ ÁREA DE RESERVA LEGAL. ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL. No exercício de 1998, a exclusão das áreas declaradas como preservação permanente e de utilização limitada da área tributável do imóvel rural, para efeito de apuração do ITR, não estavam condicionadas ao reconhecimento delas_pelo IBAMA ou por órgão estadual competente, mediante Ato Declaratório Ambiental (ADA), e/ ou comprovação de protocolo de requerimento desse ato àqueles órgãos, no prazo de seis meses, contado da data da entrega da declaração, por falta de previsão legal. ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA RESERVA LEGAL. AVERBAÇÃO À MARGEM DA MATRICULA. A área de reserva legal, para fins de exclusão do ITR deve estar averbada à margem da inscrição da matrícula do imóvel no cartório de registro de imóveis competente, à época do respectivo fato gerador, nos termos da legislação de regência.
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Recorrida 2 Seção do CARF Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR Exercício: 1998 Ementa: ASSUNTO IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR • Exercicio: 1998 • PRESERVAÇÃO PERMANENTE/ ÁREA DE RESERVA LEGAL. ATO DECLARATORIO AMBIENTAL. No exercício de 1998, a exclusão das áreas declaradas como preservação permanente e de utilização limitada da área tributável do imóvel rural, para efeito de apuração do ITR, não estavam condicionadas ao reconhecimento delas_pelo IBAMA ou por órgão estadual competente, mediante Ato Declaratório Ambiental (ADA), e/ ou comprovação de protocolo de requerimento desse ato àqueles órgãos, no prazo de seis meses, contado da data da entrega da declaração, por falta de previsão legal. ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA RESERVA LEGAL. AVERBAÇÃO À MARGEM DA MATRICULA. A área de reserva legal, para fins de exclusão do ITR deve estar averbada à margem da inscrição da matrícula do imóvel no cartório de registro de imóveis competente, à época do respectivo fato gerador, nos termos da legislação de regência. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 407DF CARF MF Emitido em 28/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/08/2011 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/09/2011 po r NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por PEDRO ANAN JUNIOR 2 Acordam os membros do colegiado, Por unanimidade de votos, acolher os Embargos apresentados para, rerratificando o Acórdão n.º 30335.856, de 10/12/2008, sanando as irregularidades apontadas, manter a decisão original proferida. (Assinado Digitalmente) NELSON MALLMANN Presidente (Assinado Digitalmente) Pedro Anan Junior Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Guilherme Barranco de Souza, Antonio Lopo Martinez, Odmir Fernandes, Pedro Anan Júnior e Nelson Mallmann (Presidente). Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Helenilson Cunha Pontes e Rafael Pandolfo. Fl. 408DF CARF MF Emitido em 28/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/08/2011 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/09/2011 po r NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por PEDRO ANAN JUNIOR Processo nº 10855.005944/200246 Acórdão n.º 220201.334 S2C2T2 Fl. 2 3 Relatório Tratase o presente processo de auto de infração mediante o qual se exige o pagamento de R$ 1.190.607,01 a titulo de ITR do Exercício 1998, referente ao imóvel "Terras de São José", uma vez que houve a glosa das áreas informadas de utilização limitada e preservação permanente. Lavrado o auto e cientificado o Contribuinte, este apresentou impugnação tempestivamente. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento (DRJ) de Campo Grande julgou ser o lançamento procedente. Não se conformando o contribuinte recorre tempestivamente da decisão proferida. Em julgamento ocorrido na sessão de 10 de dezembro de 2008, a antiga terceira câmara do, terceiro conselho de contribuintes, dá provimento parcial ao recurso do contribuinte, consubstanciado no acórdão 30335.856, baixo transcrito: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR Exercício: 1998 Ementa: ASSUNTO IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR • Exercicio: 1998 • PRESERVAÇÃO PERMANENTE/ ÁREA DE RESERVA LEGAL. ATO DECLARATORIO AMBIENTAL. No exercício de 1998, a exclusão das áreas declaradas como preservação permanente e de utilização limitada da área tributável do imóvel rural, para efeito de apuração do ITR, não estavam condicionadas ao reconhecimento delas_pelo IBAMA ou por órgão estadual competente, mediante Ato Declaratório Ambiental (ADA), e/ ou comprovação de protocolo de requerimento desse ato àqueles órgãos, no prazo de seis meses, contado da data da entrega da declaração, por falta de previsão legal. Fl. 409DF CARF MF Emitido em 28/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/08/2011 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/09/2011 po r NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por PEDRO ANAN JUNIOR 4 ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA RESERVA LEGAL. AVERBAÇÃO À MARGEM DA MATRICULA. A área de reserva legal, para fins de exclusão do ITR deve estar averbada à margem da inscrição da matrícula do imóvel no cartório de registro de imóveis competente, à época do respectivo fato gerador, nos temos da legislação de regência. A contribuinte Monsa Agropecuária e Urbanização Ltda., apresenta Embargos de Declaração protocolado 20 de agosto de 2009, às fls. 344/348. A Embargante se opõe contra ao erro material constante no acórdão em relação a área total do imóvel declarada na DITR, na omissão do voto ao não indicar expressamente a base que sustentou o entendimento de que a área de preservação permanente a ser excluída era de 3.749,9 hs, e contradição apresentada ao utillizar supostamente do laudo técnico para fundamentar a área excluída de APP a área de 3.749,9 há e não levar em consideração a área de 5.084,6 que tal laudo teria apontado . Fui designado para analisar os embargos interpostos e verifiquei que assiste parcial razão ao Embargante, uma vez que houve erro na área do imóvel que constou no voto condutor. Os demais pontos embargados pelo contribuinte foram rejeitados por não assistir razão ao mesmo. Por força dessa omissão, o presente processo retorna para julgamento É o relatório Fl. 410DF CARF MF Emitido em 28/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/08/2011 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/09/2011 po r NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por PEDRO ANAN JUNIOR Processo nº 10855.005944/200246 Acórdão n.º 220201.334 S2C2T2 Fl. 3 5 Voto Conselheiro Pedro Anan Junior Relator O embargos de declaração apresentados pelo Contribuinte, foram parcialmente aceitos. Pela análise que fiz dos acórdão embargado, assiste razão a Embargante no que diz respeito a área de distribuição do imóvel, constou no voto condutor a área de 5.084,0 ha sendo que correto é a área de 5.294,6 ha, conforme as provas e documentos constantes nos autos. Desta forma, acolho parcialmente os embargos apresentados pelo Embargante, para sanear o erro da área de distribuição do imóvel para 5.294,6 ha. rerratificando o Acórdão n.º 30335.856, de 10/12/2008, sanando as irregularidades apontadas, manter a decisão original proferida. (Assinado Digitalmente) Pedro Anan Junior Relator Fl. 411DF CARF MF Emitido em 28/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/08/2011 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/09/2011 po r NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por PEDRO ANAN JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 10166.007484/2007-63
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Exercício: 2004
Ementa:
IRPF. PROVENTOS DE APOSENTADORIA, REFORMA OU PENSÃO.
MOLÉSTIA GRAVE.
São isentos do imposto de renda os proventos de aposentadoria, reforma ou pensão percebidos pelos portadores das moléstias enumeradas no inciso XIV do artigo 6° da Lei 7.713/1988 e alterações. Conquanto tal isenção esteja condicionada à comprovação da doença mediante laudo pericial emitido de
modo conclusivo por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, se a este laudo, desprovido do termo inicial para a fruição da isenção, se juntam outros documentos que, tomados em conjunto, formam a convicção necessária sobre os fatos, é mister reconhecer o direito ao benefício isentivo, em homenagem ao princípio da verdade material.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2802-001.300
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, DAR
PROVIMENTO ao recurso, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: SIDNEY FERRO BARROS
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ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2004 Ementa: IRPF. PROVENTOS DE APOSENTADORIA, REFORMA OU PENSÃO. MOLÉSTIA GRAVE. São isentos do imposto de renda os proventos de aposentadoria, reforma ou pensão percebidos pelos portadores das moléstias enumeradas no inciso XIV do artigo 6° da Lei 7.713/1988 e alterações. Conquanto tal isenção esteja condicionada à comprovação da doença mediante laudo pericial emitido de modo conclusivo por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, se a este laudo, desprovido do termo inicial para a fruição da isenção, se juntam outros documentos que, tomados em conjunto, formam a convicção necessária sobre os fatos, é mister reconhecer o direito ao benefício isentivo, em homenagem ao princípio da verdade material. Recurso Voluntário Provido.
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PROVENTOS DE APOSENTADORIA, REFORMA OU PENSÃO. MOLÉSTIA GRAVE. São isentos do imposto de renda os proventos de aposentadoria, reforma ou pensão percebidos pelos portadores das moléstias enumeradas no inciso XIV do artigo 6° da Lei 7.713/1988 e alterações. Conquanto tal isenção esteja condicionada à comprovação da doença mediante laudo pericial emitido de modo conclusivo por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, se a este laudo, desprovido do termo inicial para a fruição da isenção, se juntam outros documentos que, tomados em conjunto, formam a convicção necessária sobre os fatos, é mister reconhecer o direito ao benefício isentivo, em homenagem ao princípio da verdade material. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, DAR PROVIMENTO ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Ferro Barros Relator. Fl. 76DF CARF MF Impresso em 15/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 EDITADO EM: 25/03/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martin Fernandez, Lucia Reiko Sakae, Carlos Andre Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite e Sidney Ferro Barros. Relatório Peço vênia para iniciar o presente com a transcrição do quanto relatado pelo acórdão recorrido, verbis: “Contra a contribuinte qualificada nos autos foi emitida por auditor da Delegacia da Receita Federal em Brasília/DF a notificação de lançamento de fls.35/38, referente ao imposto de renda de pessoa física, exercício 2004, ano calendário 2003. O crédito tributário apurado está assim constituído: Imposto Suplementar: 1.464,41 Juros de Mora (Calculado até 30/09/2006): 701,30 Multa Proporcional (Passível de Redução): 1.098,30 Total do Crédito Tributário: 3.264,01 O presente auto de infração, originouse da constatação da seguinte infração, conforme demonstrativos de descrição dos fatos e enquadramento legal, fl.05/06. 001 — Omissão de rendimentos recebidos de pessoas jurídicas decorrentes de trabalho com vínculo empregatício, sujeitos à tabela progressiva, no valor de R$ 29.525,27, Com base em informações constantes em DIRF e fornecidas pela contribuinte. Enquadramento legal: arts. 1° a 3° e 8° da Lei n° 7.713/88, arts. 1° a 4° da Lei n° 8.134/90; art. 1° e 15 da Lei 10.451/2002; arts. 43 e 45 do Decreto n° 3.000/99 RIR11999. Na impugnação apresentada a contribuinte, faz em síntese as seguintes alegações: Nulidade. Argumenta que são assegurados aos litigantes o contraditório e a ampla defesa, e que a ação fiscal punitiva imprescinde da intimação do contribuinte para prestar esclarecimentos, conforme inciso II, do artigo 841, do RIR199. No caso presente, mais necessários se faziam os esclarecimentos, pois o órgão fiscal dispunha da informação dos proventos de aposentadoria por invalidez permanente, decorrente de moléstia grave, declarados no campo pertinente do formulário oficial. Mérito. Discorre sobre o fato de que não teria omitido os rendimentos, mas estes estariam corretamente informados como não tributáveis uma vez que auferiu proventos de aposentadoria por invalidez, decorrente de doença (moléstia grave) incapacitante, das duas fontes pagadoras identificadas no Auto de Infração. Fl. 77DF CARF MF Impresso em 15/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10166.007484/200763 Acórdão n.º 2802001.300 S2TE02 Fl. 2 3 Tal fato estaria demonstrado por diagnóstico e perícia oficial do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), nos termos da legislação aplicável (Lei n° 8.213/91, art. 42 e Lei n° 8.112/90, artigo 186, §1º). Entende que o equivoco fundamental do Auto de Infração reside no fato de que os rendimentos não decorreriam do trabalho e não teriam sido omitidos como consta da autuação. Afirma sofrer de esclerose múltipla, e que estaria previsto em lei o beneficio da isenção do imposto de renda sobre os proventos de aposentadoria, fazendo jus ao beneficio desde 21/01/2003.” A decisão recorrida, contudo, indeferiu a impugnação, considerando procedente o lançamento. Assim fez afastando a preliminar de nulidade e, quanto ao mérito, por concluir que a carta de concessão/Memória de Cálculo (fl.14) juntada atesta ser a contribuinte aposentada por invalidez a partir de 21/01/2003, sem esclarecer qual doença ou motivo causou esta invalidez. Aduz que o documento correto para comprovar o direito à isenção do imposto de renda é o laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, que não foi trazido aos autos. No recurso voluntário, a interessada torna a levantar preliminar de nulidade por cerceamento do direito de defesa. Quanto ao mérito, aduziu: “Preambularmente, fazendo uso da prerrogativa que lhe confere o art. 16, § 4°, alíneas "a", "h" e "c", do Decreto n° 70.235/72, e do princípio da boafé a que se referem os arts. 2°, IV, e 4°, II, da Lei n° 9.784/99 (processo administrativo) como meio complementar de prova dos autos da enfermidade em lei prevista, requer a juntada do incluso relatório médico, expedido por médica especialista em neurologia e do laudo da perícia médica a que foi Submetida a Recorrente pela Junta Médica da fonte pagadora de seus proventos de aposentadoria por invalidez. Para os fins do § 50 do art. 16 do mencionado diploma legal, tratamse de documentos novos, atrelados a fatos supervenientes, reportandose o detalhado "Relatório" à existência retroativa da enfermidade, bem como para contrapor a fundamentos da r. decisão. A r. decisão recorrida houve por bem "...JULGAR procedente em parte o lançamento...", mantendo a multa de 75% sobre o imposto suplementar. Em conclusão desconexa, afirma a r. decisão objurgada – no pressuposto de que laborou a Recorrente em equívoco – que "Tal equívoco, (...) enseja a aplicação da multa de oficio de 75%, de acordo com o inciso I, do artigo 44, da Lei n° 9.430/96, aplicável nos casos em que o imposto de renda deixou de ser recolhido nos valores devidos, seja por simples esquecimento, seja por omissão da informação sobre os rendimentos tributáveis, independentemente da vontade do contribuinte.". (fls. 46). Fl. 78DF CARF MF Impresso em 15/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 Se as premissas não são verdadeiras, como no caso vertente, já que não houve esquecimento e tampouco omissão de rendimentos, seguese que a conclusão é falsa e não se presta a forma.” É o relatório. Voto Conselheiro Sidney Ferro Barros, Relator. O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. Rechaço a preliminar levantada, eis que a caracterização da infração como “omissão de rendimentos” é mera terminologia utilizada para os casos em que, como o presente, o contribuinte indica em sua declaração de ajuste anual determinado rendimento como isento tendo este constado em DIRF da fonte pagadora como tributável. O contorno que tal denominação dá ao lançamento de ofício em nada altera a cominação de multa de ofício e, assim, não interfere no lançamento, razão pela qual não há que se perquirir sobre vício no lançamento sob guerra. Quanto ao mérito, verificase que a razão de negar provimento à impugnação apresentada pela interresada foi o fato de que, ao ver da Turma Julgadora de primeira instância, a carta de concessão/Memória de Cálculo (fl.14) juntada atesta ser a contribuinte aposentada por invalidez a partir de 21/01/2003, sem esclarecer qual doença ou motivo causou esta invalidez. E que o documento correto para comprovar o direito à isenção do imposto de renda é o laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, que não foi trazido aos autos. Típica matéria de prova, sem dúvida. De fato, está correto o acórdão recorrido quanto observa que “a carta de concessão/Memória de Cálculo (fl.14) juntada, atesta ser a contribuinte aposentada por invalidez a partir de 21/01/2003, sem esclarecer qual doença ou motivo causou esta invalidez. Contudo, penso que o atestado de fl. 52, emitido pelo Instituto de Neurologia e Neurofisiologia de Brasília em 24 de janeiro de 2008, vem contribuir decisivamente, em favor da interessada, para solucionar a questão. Diz tal atestado que: “A SRA. JURACI BARBOSA DE MORAIS, EM TRATAMENTO NESTE CONSULTÓRIO DESDE 28 DE MAIO DE 2001 (...) INICIOU TRATAMENTO PARA ESCLEROSE MÚLTIPLA (...)” Ora, ainda que se considere que a redação do atestado é confusa (e penso que é), a meu ver ele está relatando que a Recorrente apresenta quadro de esclerose múltipla desde 28/05/2001. Fl. 79DF CARF MF Impresso em 15/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10166.007484/200763 Acórdão n.º 2802001.300 S2TE02 Fl. 3 5 Laudo oficial de fl. 58 confirma o diagnóstico (embora sem precisar a data de início), mas, convençome de que a soma de ambos os documentos constitui conjunto probatório bastante para assegurar a isenção. Assim, considerado o conjunto de provas carreadas, dou provimento ao recurso. É o meu voto. Brasília/DF, Sala das Sessões, em 19 de janeiro de 2012. (assinado digitalmente) Sidney Ferro Barros Fl. 80DF CARF MF Impresso em 15/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 6 Fl. 81DF CARF MF Impresso em 15/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10166.007484/200763 Acórdão n.º 2802001.300 S2TE02 Fl. 4 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº: 10166.007484/200763 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão nº 2802001.300. Brasília/DF, 11 de julho de 2012 (assinado digitalmente) JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Presidente Segunda Turma Especial da Segunda Câmara/Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 82DF CARF MF Impresso em 15/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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Numero do processo: 10980.005165/2003-96
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Mar 27 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Tue Mar 27 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 303-01.286
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, declinar da competência ao Egrégio Segundo Conselho de Contribuintes em razão da matéria, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: ZENALDO LOIBMAN
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E COM. DE ADESIVOS LTDA. : DRJ/PORTO ALEGRE/RS RESOL 11ÇÃO 1V- 303-01.286 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, declinar da competência ao Egrégio Segundo Conselho de Contribuintes em razão da matéria, nos termos do voto do relator. ANELIE DAUDT PRIETO Presidente ZEN A DO LOIBMAN Relato Formalizado em: , Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Nanci Gama, Silvio Marcos Barcelos Fiúza, Mareiel Eder Costa, Nilton Luiz Bartoli, Tardsio Campelo Borges e Sergio de Castro Neves. DM Processo n° : 10980.005165/2003-96 Resolução n° : 303-01.286 RELATÓRIO E VOTO Conselheiro Zenaldo Loibman, relator. Do ora recorrente foi exigido o crédito tributário consignado no Auto de Infração, de fls.119/123, exigindo IPI e acréscimos legais, referente a fatos geradores ocorridos entre 31.5.1998 e 30.04.2001, no valor total de R$ 1.297.350,2. A base legal utilizada pelos auditores autuantes foi o Decreto 87.89182 (RIPI/82) para os fatos geradores ocorridos até 25.06. 1998, e o Decreto 2.63798 (RIPI/98), para os fatos geradores posteriores a 25.06.1998. Em resumo foram identificadas infrações fiscais na suposta fabricação do produto "cola", e também, houve glosa de créditos relativos a insumos de aliquota zero, escriturados nos livros fiscais. Com base na composição do produto "cola" e na análise dos documentos de aquisição de matérias-primas ficou constatado que não houve entrada dos dois principais insumos utilizados em sua fabricação. Por outro lado, verificou-se que os insumos adquiridos são destinados e necessários à industrialização de outros produtos corno papéis diversos, filmes, adesivos e fitas gomadas. A conclusão da fiscalização foi de que não houve saída de "cola", aliquota ZERO, e que a saída foi de outro produto tributado a urna aliquota positiva, ou seja, do produto "fitas adesivas", código 3919.10.00, tributado A aliquota de 15%. Por carência de fundamentação legal para o aproveitamento de créditos de IPI sobre a aquisição de insumos corn aliquota zero, a fiscalização glosou os créditos escriturados nos livros fiscais relativos As compras do insumo "eteno" adquirido da empresa COPESUL - Companhia Petroquímica do Sul, classificado na posição 2901.21.00 e tributado à aliquota zero. Houve tempestiva impugnação conforme consta As fls.125/148 e 201/220. Foi realizada diligência na empresa PAPÉIS CARTUM LTDA (ver fls.265/266), adquirente do produto, com o objetivo de confirmar se o produto saído do estabelecimento autuado não era efetivamente aquele indicado nos seus documentos fiscais. A empresa\adquirente era, A época, pertencente aos mesmos sócios da ADESI IND E COM DE ADESIVOS LTDA, autuada; seus representantes afirmaram ter efetivamente adquirido o produto "cola", conforme consignado nos documentos fiscais, entretanto não lograram apresentar documento de venda daquele produto para terceiros, nem comprovaram a existência de qualquer estoque daquele produto, apenas informaram que a "cola" fora toda consumida na preparação de embalagens. 2 • Processo n° : 10980.005165/2003-96 • Resolução n° : 303-01.286 Ainda no âmbito da diligência, o contribuinte mais urna vez se manifestou sobre a composição dos insumos utilizados na industrialização da "cola". Ao final, apresentou informações complementares à impugnação antes apresentada (fls.416/418), para pedir o cancelamento do auto de infração. A DRJ/Porto Alegre, por sua 3' Turma de Julgamento, por unanimidade, decidiu ser integralmente procedente a autuação, nos exatos termos postos às fls.424/428. Foi apresentado tempestivo recurso voluntário, em 12.11.2004, nos termos constantes às fls.435/456. Houve arrolamento de bens, em garantia recursal, controlado no processo 10980.009.951/2004-43, conforme despacho de fls.509 da DRF/Curitiba. Entretanto, a matéria em discussão foge à competência do Terceiro Conselho de Contribuintes e, s.m.j., nos termos do Regimento Interno do Conselho de Contribuintes, art.8°, I e parágrafo único, é da competência do Egrégio Segundo Conselho. Pelo exposto, proponho que seja declinada a competência em favor do Segundo Conselho de Contribuintes. Sala das Sessões, em 27 de março de 2007. ZENALD IO OIBMAN - Relator. •
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