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Numero do processo: 15002.000017/2009-61
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 22 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Jun 21 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/04/2003 a 30/06/2003
RECURSO VOLUNTÁRIO. INTEMPESTIVIDADE. NÃO CONHECIMENTO.
O recurso tem prazo inadiável de 30 dias para ser protocolizado, o desrespeito a este prazo gera intempestividade, e por conseqüência o não conhecimento deste.
Numero da decisão: 3401-002.259
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, não conhecer o recurso voluntário por intempestividade.
JULIO CESAR ALVES RAMOS - Presidente.
FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Julio Cesar Alves Ramos, Jean Cleuter Simões Mendonça, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Robson José Bayer, Angela Sartori e Fernando Marques Cleto Duarte.
Nome do relator: FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/04/2003 a 30/06/2003 RECURSO VOLUNTÁRIO. INTEMPESTIVIDADE. NÃO CONHECIMENTO. O recurso tem prazo inadiável de 30 dias para ser protocolizado, o desrespeito a este prazo gera intempestividade, e por conseqüência o não conhecimento deste.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/04/2003 a 30/06/2003 RECURSO VOLUNTÁRIO. INTEMPESTIVIDADE. NÃO CONHECIMENTO. O recurso tem prazo inadiável de 30 dias para ser protocolizado, o desrespeito a este prazo gera intempestividade, e por conseqüência o não conhecimento deste. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, não conhecer o recurso voluntário por intempestividade. JULIO CESAR ALVES RAMOS Presidente. FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Julio Cesar Alves Ramos, Jean Cleuter Simões Mendonça, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Robson José Bayer, Angela Sartori e Fernando Marques Cleto Duarte. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 00 2. 00 00 17 /2 00 9- 61 Fl. 70DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2013 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 1 4/06/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 13/06/2013 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto pela Recorrente contra decisão prolatada pela DRJ – Salvador – BA , que manteve a homologação parcial da compensação concernente ao IPI declarada na DCOMP nº 40725.49037.250906.1.3.015405, por considerar que foi utilizado integralmente o valor solicitado. O “decisum” da DRJ ficou assim ementado : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS – IPI Período de apuração: 01/04/2002 a 30/06/2003 COMPENSAÇÃO Não cabe reparo a despacho decisório que reconheceu integralmente o crédito solicitado e homologou parcialmente a compensação declarada pela contribuinte por insuficiência do crédito reconhecido para a compensar integralmente o débito informado na Declaração de Compensação. COMPENSAÇÃO. VALORAÇÃO. ACRÉSCIMOS LEGAIS Na compensação efetuada pelo sujeito passivo, os débitos sofrerão a incidência de acréscimos legais, na forma da legislação de regência, até a data de entrega da Declaração de Compensação. Manifestação de Inconformidade Improcedente. Direito Creditório Não Conhecido. Intimada em 11.10.2011, conforme conta do carimbo de retorno do AR à Agência Postal dos Correios, a Recorrente aparelhou Recurso Voluntário em 16.11.2011, no qual alega: a) ser clara a ausência de fundamentação legal que regula os acréscimos legais; b) as referidas compensações foram realizadas de acordo com as normas vigentes à época dos fatos, ou seja, as glosas de crédito atenderam aos procedimentos administrativos; c) reforça que ainda está sob análise do mesmo agente tributário, que indeferiu em parte a referida compensação, o pedido de ressarcimento apresentado no ano de 2003 de nº 09820.94381.111105.1.3.015950, no valor de R$ 1.390.000,00, que anula qualquer exigência destes autos. Por derradeiro, pede pela reforma total da decisão que indeferiu o pedido, no sentido de deferir a compensação dos créditos de IPI com os índices de acréscimos legais. Fl. 71DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2013 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 1 4/06/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 13/06/2013 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE Processo nº 15002.000017/200961 Acórdão n.º 3501002.259 S3C5T1 Fl. 70 3 Alternativamente, requer o sobrestamento do presente processo até a análise do pedido de ressarcimento de nº 09820.94381.111105.1.3.015950. É o Relatório. Voto Fernando Marques Cleto Duarte Relator Preliminarmente, é dever do julgador apreciar os requisitos de admissibilidade do Recurso Voluntário. O artigo 56 da Lei nº 9.784/99 confirma o direito constitucional de o contribuinte interpor recurso contra as decisões administrativas, determinando que “cabe recurso, em face de razões de legalidade e de mérito”. Vislumbrase que tal fato busca, na verdade, o reexame da decisão por outra autoridade, a fim de obterse um aprimoramento dos julgados na fundamentação de suas decisões, propiciando, desta forma, maior segurança ao sistema. Pois bem, vencido em primeira instância, o contribuinte não está obrigado a recorrer, mas, se assim proceder, estará sujeito ao prazo de 30 dias, sob pena de preclusão, para apresentar Recurso Voluntário, conforme preceitua o caput do art. 33, do Decreto nº 70.235/72 c.c. art. 68 do Decreto nº 7.574/2011. Verificase, que se ultrapassado esse período, qual seja, 30 (trinta) dias contados a partir da ciência da decisão, sem a apresentação pelo contribuinte do Recurso Voluntário, estará ele impedido de apresentar referido recurso em outro momento. No caso em tela, a Recorrente foi intimada de modo regular em 11/10/2011 (terçafeira), conforme Aviso de Recebimento – AR (fls. 53), e só protocolizou seu Recurso Voluntário na data de 16/11/2011 (quartafeira), ou seja, 5 (cinco) dias após o transcurso do prazo recursal, já que o prazo encerrouse no dia 11/11/2011 (sextafeira). Diante do exposto, não conheço do presente Recurso Voluntário, por ser intempestivo. Fernando Marques Cleto Duarte Relator Fl. 72DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2013 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 1 4/06/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 13/06/2013 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE 4 Fl. 73DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2013 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 1 4/06/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 13/06/2013 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE
score : 1.0
Numero do processo: 11080.727044/2011-15
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 19 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Aug 06 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2008
PENSÃO ALIMENTÍCIA. DEDUTIBILIDADE.
A dedutibilidade das despesas é condicionada à comprovação de que a pensão alimentícia decorre de acordo homologado judicialmente ou sentença judicial, bem como da apresentação da prova do efetivo pagamento.
JUNTADA DE NOVOS DOCUMENTOS NA FASE RECURSAL. POSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL.
Devem ser apreciados os documentos juntados aos autos depois da impugnação e antes da decisão de 2ª instância. No processo administrativo predomina o princípio da verdade material, no sentido de buscar e descobrir se realmente ocorreu ou não o fato gerador em sua real expressão econômica.
Recurso provido em parte
Numero da decisão: 2802-002.402
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário para reconhecer a dedutibilidade da quantia de R$ 3.527,50 (três mil, quinhentos e vinte e sete reais e cinquenta centavos), paga a título de pensão alimentícia devida à neta Luana Haselein Lacerda, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Jorge Cláudio Duarte Cardoso - Presidente.
(assinado digitalmente)
German Alejandro San Martín Fernández - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martín Fernández, Jaci de Assis Junior, Carlos André Ribas de Mello e Dayse Fernandes Leite.
Nome do relator: GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2008 PENSÃO ALIMENTÍCIA. DEDUTIBILIDADE. A dedutibilidade das despesas é condicionada à comprovação de que a pensão alimentícia decorre de acordo homologado judicialmente ou sentença judicial, bem como da apresentação da prova do efetivo pagamento. JUNTADA DE NOVOS DOCUMENTOS NA FASE RECURSAL. POSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. Devem ser apreciados os documentos juntados aos autos depois da impugnação e antes da decisão de 2ª instância. No processo administrativo predomina o princípio da verdade material, no sentido de buscar e descobrir se realmente ocorreu ou não o fato gerador em sua real expressão econômica. Recurso provido em parte
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DEDUTIBILIDADE. A dedutibilidade das despesas é condicionada à comprovação de que a pensão alimentícia decorre de acordo homologado judicialmente ou sentença judicial, bem como da apresentação da prova do efetivo pagamento. JUNTADA DE NOVOS DOCUMENTOS NA FASE RECURSAL. POSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. Devem ser apreciados os documentos juntados aos autos depois da impugnação e antes da decisão de 2ª instância. No processo administrativo predomina o princípio da verdade material, no sentido de buscar e descobrir se realmente ocorreu ou não o fato gerador em sua real expressão econômica. Recurso provido em parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário para reconhecer a dedutibilidade da quantia de R$ 3.527,50 (três mil, quinhentos e vinte e sete reais e cinquenta centavos), paga a título de pensão alimentícia devida à neta Luana Haselein Lacerda, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 08 0. 72 70 44 /2 01 1- 15 Fl. 152DF CARF MF Impresso em 06/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 23/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martín Fernández, Jaci de Assis Junior, Carlos André Ribas de Mello e Dayse Fernandes Leite. Relatório Trata o presente processo de Notificação de Lançamento, referente à imposto suplementar no valor de R$ 27.818,68 e imposto a pagar de 108,36 relativos ao exercício de 2009 em decorrência da omissão de rendimentos informados em DIRF, dedução indevida de imposto retido na fonte e dedução indevida de dependentes, pensão judicial, despesas com instrução e despesas médicas por falta de comprovação. Apresentada Impugnação, o lançamento foi julgado procedente em parte para manter o imposto a pagar no valor de R$ 108,36 e alterado o imposto suplementar para R$25.385,28 sujeitos aos acréscimos legais lançados, sob fundamento de que: No que diz respeito à omissão de rendimentos no valor de R$ 85.575,33 informados em DIRF pela empresa De Antony Participações Ltda – CNPJ nº 02.277.441/0001 60, o contribuinte limitase a alegar que a responsabilidade pela retenção do imposto é da própria fonte pagadora, conforme Parecer Normativo nº 1, de 24 de setembro de 2002. Cabe ressaltar que o fato de não ter havido retenção do imposto na fonte sobre tais rendimentos, não exime o contribuinte de oferecêlos à tributação na declaração de ajuste anual correspondente ao anocalendário do recebimento, entendimento ratificado no referido Parecer. Portanto, estando comprovado nos autos que o contribuinte omitiu rendimentos comprovadamente por ele recebidos, correto está o lançamento efetuado pela fiscalização. [...] Registrese que inexiste previsão legal para deduzir como pensão alimentícia judicial valores que teriam sido pagos mediante “Acordo verbal”. Portanto, deve ser mantida glosa da dedução indevida de pensão alimentícia judicial no valor lançado. A declaração prestada pelo Centro Universitário Ritter do Reis (fl. 14) comprova as despesas com instrução do contribuinte no anocalendário de 2008, devendo ser restabelecido o valor de R$ 2.592,29, nos termos do art. 81 do RIR/1999. No tocante as despesas médicas os documentos (fls. 6/8) comprovam os gastos de: 1) R$ 1.000,00 a Oscar Muller por tratamento dentário (fl.6); 2) R$ 2.000,00 – Maria Mercedes Araújo – serviços odontológicos; 3) R$ 13.000,00 Clínica Portobelo – de Cirurgia Plástica, Psicologia e Especialidades Médicas e Psicológicas Ltda. – CNPJ 02.092.289/000141, totalizando R$ 16.000,00, o qual deverá ser restabelecido como dedução, nos termos do art. 80 do RIR/1999. Fl. 153DF CARF MF Impresso em 06/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 23/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 11080.727044/201115 Acórdão n.º 2802002.402 S2TE02 Fl. 153 3 Nas razões de Voluntário (fls. 91/98), apresenta cópias da inicial da ação de alimentos (fl. 101/106), certidão de nascimento de Luana H. Lacerda (fl. 107) termo de audiência de conciliação e demais cópias do processo (fl. 108/125). Era o der essencial a ser relatado. Passo a decidir. Voto Conselheiro German Alejandro San Martín Fernández, Relator. Por tempestivo e pela presença dos pressupostos recursais exigidos pela legislação, conheço do recurso. O recurso se cinge apenas à omissão de rendimentos recebidos da pessoa jurídica De Antony Participações e sobre a indedutibilidade de despesas com pensão alimentícia, desprovida da comprovação do acordo ou sentença judicial homologatória. Quanto à omissão de rendimentos, por não comprovado tratarse de recebimento de valores líquidos, correto o lançamento na pessoa física, nos termos da Súmula CARF n. 12, a seguir: Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legítima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção. Portanto, é de se manter a glosa. Quanto à mantença da glosa de pensão alimentícia, por ausência de prova do acordo ou da sentença, junta aos autos, o Recorrente, já em sede recursal, cópia dos acordos judiciais. Nestes, constam os seguintes valores: a) à neta Luana Haselein Lacerda – o equivalente a 1,7 salários mínimos, a partir de agosto de 2008 (fl. 109), e; b) à excônjuge, para o período autuado (anocalendário 2008) Adriana Cássia Louzada Jardim – R$ 1.700,00 (fl. 120). Em conjunto com a declaração de recebimento de valores da mãe da alimentanda, de fl. 15, admito a dedutibilidade da quantia de R$ 5.925,00, referente ao pagamento comprovado de valores devidos por determinação judicial (pensão da menor Luana Haselein Lacerda, apenas a partir de agosto de 2008 (R$ 1.185,00 x 5). Em prol da verdade material, o fato da prova não ter sido feita em momento oportuno, não impede que este órgão julgador a aprecie e lhe reconheça a validade. Este E. Conselho já decidiu: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL – PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL NULIDADE Fl. 154DF CARF MF Impresso em 06/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 23/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 A não apreciação de documentos juntados aos autos depois da impugnação tempestiva e antes da decisão fere o princípio da verdade material, com ofensa ao princípio constitucional da ampla defesa. No processo administrativo predomina o princípio da verdade material, no sentido de que aí se busca descobrir se realmente ocorreu ou não o fato gerador, pois o que está em jogo é a legitimidade da tributação. O importante é saber se o fato gerador ocorreu e se a obrigação teve seu nascimento. Preliminar acolhida. Recurso provido Acórdão nº 10319.789, 3ª Câmara do 1º Conselho de Contribuintes, prolatado em 08 de dezembro de 1998, relatora Conselheira Sandra Maria Dias Nunes. No mesmo sentido, Alberto Xavier : “afronta ao princípio da ampla defesa e da verdade material qualquer restrição ao exercício do direito à prova em função da fase do processo, desde que anterior à decisão final tomada na segunda instância”.(Princípios do Processo Administrativo e Judicial Tributário, 1ª ed. Rio de Janeiro: Forense, 2005, p.160). Quanto aos valores devidos à excônjuge Adriana Cássia Louzada Jardim, não há nos autos, comprovação do efetivo pagamento, conforme exigência feita por ocasião da lavratura, à fl. 27, razão pela qual, é de manter a glosa. Pelo exposto, conheço e dou provimento parcial ao recurso voluntário, apenas para reconhecer a dedutibilidade da quantia de R$ 5.925,00, paga a título de pensão alimentícia devida à neta Luana Haselein Lacerda. É o meu voto. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández Fl. 155DF CARF MF Impresso em 06/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 23/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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Numero do processo: 35950.001051/2007-89
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu May 10 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/1998
TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRAZO DECADENCIAL DE CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO.
O Regimento Interno deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - CARF, através de alteração promovida pela Portaria do Ministro da Fazenda n.º 586, de 21.12.2010 (Publicada no em 22.12.2010), passou a fazer expressa previsão no sentido de que “As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543-B e 543-C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF” (Art. 62-A do anexo II).
O STJ, em acórdão submetido ao regime do artigo 543-C, do CPC definiu que “o dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial rege-se pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação” (Recurso Especial nº 973.733).
O termo inicial será: (a) Primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, se não houve antecipação do pagamento (CTN, ART. 173, I); (b) Fato Gerador, caso tenha ocorrido recolhimento, ainda que parcial (CTN, ART. 150, § 4º).
Recurso especial negado.
Numero da decisão: 9202-002.156
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: GUSTAVO LIAN HADDAD
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PRAZO DECADENCIAL DE CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO. O Regimento Interno deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, através de alteração promovida pela Portaria do Ministro da Fazenda n.º 586, de 21.12.2010 (Publicada no em 22.12.2010), passou a fazer expressa previsão no sentido de que “As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF” (Art. 62A do anexo II). O STJ, em acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC definiu que “o dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação” (Recurso Especial nº 973.733). O termo inicial será: (a) Primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, se não houve antecipação do pagamento (CTN, ART. 173, I); (b) Fato Gerador, caso tenha ocorrido recolhimento, ainda que parcial (CTN, ART. 150, § 4º). Recurso especial negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 0DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/06/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 27/06/2012 por GUSTAVO LIAN HADDAD 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo Presidente (Assinado digitalmente) Gustavo Lian Haddad – Relator FORMALIZADO EM: 18/05/2012 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Susy Gomes Hoffmann (VicePresidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gonçalo Bonet Allage, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Pedro Paulo Pereira Barbosa (suplente convocado), Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Relatório Em face de Delara Brasil Ltda foi lavrada a Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD de fls. 01/83 objetivando a cobrança de contribuições sociais previdenciárias incidentes sobre o pagamento de fretes a pessoas físicas no período de 01/1998 a 12/1998. A Quinta Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, ao apreciar o recurso voluntário apresentado pela contribuinte, exarou o acórdão n° 20500.800, que se encontra às fls. 2.224/2.240 e cuja ementa é a seguinte: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/1998 Ementa: DECADÊNCIA O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras do Código Tributário Nacional Recurso Voluntário Provido.” A anotação do resultado do julgamento indica que a Câmara, por maioria de votos, acatou a preliminar de decadência para dar provimento ao recurso. Intimada pessoalmente do acórdão em 01/12/2008 (fls. 2.241) a Procuradoria da Fazenda Nacional interpôs recurso especial às fls. 2.244/2266, em que sustenta, em apertada síntese, que a decadência dos tributos em questão, ainda que observando ao disposto no artigo 173, inciso I do CTN, deve ser contada a partir do ato preparatório parta a efetivação do lançamento. Fl. 1DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/06/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 27/06/2012 por GUSTAVO LIAN HADDAD Processo nº 35950.001051/200789 Acórdão n.º 920202.156 CSRFT2 Fl. 2 3 Ao Recurso Especial foi dado seguimento, conforme Despacho nº 205068, de 28 de janeiro de 2009 (fls. 2.269/2.270). Intimado sobre a admissão do recurso especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional o contribuinte apresentou suas contrarazões de fls. 2.274/2.286. É o Relatório. Fl. 2DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/06/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 27/06/2012 por GUSTAVO LIAN HADDAD 4 Voto Conselheiro Gustavo Lian Haddad, Relator O Recurso Especial da Fazenda Nacional cumpre os pressupostos de admissibilidade e deve ser conhecido. A questão a ser enfrentada é o marco inicial para a contagem do prazo de decadência, sendo que a Procuradoria da Fazenda Nacional sustenta em seu recurso especial que, no presente caso, em decorrência da ausência de antecipação de pagamento, devese (i) aplicar a regra constante do artigo 173, inciso I do CTN, e (ii) o marco inicial para a contagem do prazo de 5 (cinco) anos é a intimação efetuada ao contribuinte do MPF de fls. 84. Destaco, inicialmente, que o Regimento Interno deste E. Conselho, conforme alteração promovida pela Portaria MF n.º 586/2010 no artigo 62A do anexo II, introduziu dispositivo que determina, in verbis, que: “As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF” E o Superior Tribunal de Justiça, ao julgar o RESP nº 973.733 na sistemática de recursos repetitivos, nos termos do artigo 543C do CPC, consolidou entendimento diverso no que diz respeito à decadência dos tributos lançados por homologação, considerando relevante a existência de antecipação do pagamento para a aplicação do art. 150, parágrafo 4º do CTN. O acórdão em questão encontrase assim ementado: “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL .ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, Fl. 3DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/06/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 27/06/2012 por GUSTAVO LIAN HADDAD Processo nº 35950.001051/200789 Acórdão n.º 920202.156 CSRFT2 Fl. 3 5 julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). 5. In casu, consoante assente na origem: (i) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias não restou adimplida pelo contribuinte, no que concerne aos fatos imponíveis ocorridos no período de janeiro de 1991 a dezembro de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos deuse em 26.03.2001. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. Dessa forma, com o advento da decisão acima referida, temse que nos casos em que não houve antecipação de pagamento deve este Colegiado aplicar a regra do art. 173, I, do CTN, ou seja, contarse o prazo decadencial a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, sendo este entendido, segundo a ementa acima, como o primeiro dia seguinte à ocorrência do fato imponível. Nos casos em que há recolhimento, ainda que parcial, aplicase a regra do art. 150, § 4º do CTN, ou seja, o prazo iniciase na data do fato gerador. Fl. 4DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/06/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 27/06/2012 por GUSTAVO LIAN HADDAD 6 No presente caso, embora tenha constado no v. acórdão recorrido que não houve a antecipação do tributo, razão pela qual deveria ser aplicada a regra decadencial do artigo 173, inciso I do CTN, examinando os autos verifico pelos documentos de fls. 11/26 que houve sim antecipação do recolhimento de contribuições previdenciárias relativas às competências em questão. De fato, diversamente do quanto sustentado pela Procuradoria da Fazenda Nacional, tenho me manifestado no sentido de que o deslocamento da regra de contagem do prazo decadência do artigo 150, §4º, para o artigo 173, ambos do CTN, requer a ausência total de recolhimento de contribuições previdenciárias pelo contribuinte relativamente aos fatos geradores questionados, devidamente comprovada nos autos pela fiscalização, o que não ocorreu. Assim, aplicase ao presente caso o disposto no artigo 150, §4º, do CTN, sendo que o início da contagem do prazo de decadência dáse com a ocorrência do fato gerador. A partir desta premissa, verificase que na data da ciência da NFLD (17/05/2005 – fls. 01) o crédito tributário já estava decaído. Por outro lado, ainda que se entenda que deve ser aplicado ao presente caso o artigo 173, inciso I do CTN, entendo que não assiste razão à Procuradoria da Fazenda Nacional quando requer que o termo inicial para contagem da decadência decorra da intimação ao contribuinte do MPF. De fato, não há como atribuir efeito interruptivo à notificação efetuada ao contribuinte após o início do transcurso do prazo de decadência. Esse não é, a meu ver, o alcance do parágrafo único do artigo 173, cujo efeito é antecipar o início do prazo de decadência, não reiniciálo, como ensina o Professor Luciano Amaro (in Direito Tributário Brasileiro, Saraiva, 15ª Ed. Pg. 408), in verbis: “O problema está na hipótese em que tal notificação tenha sido feita após já ter tido início o prazo de decadência (contado de acordo com a regra do item I do caput do dispositivo). Nessa hipótese, o prazo decadencial já terá tido início, e o prazo a que se refere o citado item é um prazo para ‘constituir o crédito’ e não para ‘começar a constituir o crédito’. Em suma, parecenos que o parágrafo só opera para antecipar o início do prazo decadencial, não para interrompêlo, caso ele já tenha tido início de acordo com o item I do caput do dispositivo.” Destarte, conheço do recurso especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional para, no mérito, NEGAR LHE PROVIMENTO. (Assinado digitalmente) Gustavo Lian Haddad Fl. 5DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/06/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 27/06/2012 por GUSTAVO LIAN HADDAD Processo nº 35950.001051/200789 Acórdão n.º 920202.156 CSRFT2 Fl. 4 7 Fl. 6DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/06/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 27/06/2012 por GUSTAVO LIAN HADDAD
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Numero do processo: 10640.904145/2009-46
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 10 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Jun 19 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL
Ano-calendário: 2003
PRELIMINAR. NULIDADE DA DECISÃO. FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO LEGAL.
Em apreço ao princípio da celeridade e visionando não haver resultado prático na declaração de nulidade da decisão recorrida, é de se afastar a preliminar suscitada.
COMPENSAÇÃO. SALDO NEGATIVO. PARCELAMENTO DE ESTIMATIVAS MENSAIS.
Para que um contribuinte postule restituição ou compensação de tributo, é necessário que seu direito seja líquido e certo, ou seja, que decorra de pagamento comprovadamente realizado em montante indevido ou a maior que o devido. Procedimento de parcelamento de débitos não configura pagamento realizado, e nem mesmo constitui modalidade de extinção de crédito tributário, mas sim de suspensão. É admissível a compensação de saldo negativo formado a partir de estimativas parceladas, mas o seu valor fica limitado às estimativas pagas até a data de envio do PER/DCOMP.
Numero da decisão: 1802-001.619
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria, em dar provimento parcial ao recurso, no sentido de admitir o crédito a título de saldo negativo no limite das estimativas parceladas e pagas até a data da entrega do PER/DCOMP, nos termos do voto vencedor. Vencido o conselheiro Marciel Eder Costa (relator), que sobrestava o julgamento do processo até a quitação total das estimativas parceladas. Designado o conselheiro José de Oliveira Ferraz Corrêa para redigir o voto vencedor.
(assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente.
(assinado digitalmente)
Marciel Eder Costa - Relator.
(assinado digitalmente)
José de Oliveira Ferraz Corrêa - Redator designado.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho.
Nome do relator: MARCIEL EDER COSTA
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ementa_s : Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL Ano-calendário: 2003 PRELIMINAR. NULIDADE DA DECISÃO. FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO LEGAL. Em apreço ao princípio da celeridade e visionando não haver resultado prático na declaração de nulidade da decisão recorrida, é de se afastar a preliminar suscitada. COMPENSAÇÃO. SALDO NEGATIVO. PARCELAMENTO DE ESTIMATIVAS MENSAIS. Para que um contribuinte postule restituição ou compensação de tributo, é necessário que seu direito seja líquido e certo, ou seja, que decorra de pagamento comprovadamente realizado em montante indevido ou a maior que o devido. Procedimento de parcelamento de débitos não configura pagamento realizado, e nem mesmo constitui modalidade de extinção de crédito tributário, mas sim de suspensão. É admissível a compensação de saldo negativo formado a partir de estimativas parceladas, mas o seu valor fica limitado às estimativas pagas até a data de envio do PER/DCOMP.
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NULIDADE DA DECISÃO. FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO LEGAL. Em apreço ao princípio da celeridade e visionando não haver resultado prático na declaração de nulidade da decisão recorrida, é de se afastar a preliminar suscitada. COMPENSAÇÃO. SALDO NEGATIVO. PARCELAMENTO DE ESTIMATIVAS MENSAIS. Para que um contribuinte postule restituição ou compensação de tributo, é necessário que seu direito seja líquido e certo, ou seja, que decorra de pagamento comprovadamente realizado em montante indevido ou a maior que o devido. Procedimento de parcelamento de débitos não configura pagamento realizado, e nem mesmo constitui modalidade de extinção de crédito tributário, mas sim de suspensão. É admissível a compensação de saldo negativo formado a partir de estimativas parceladas, mas o seu valor fica limitado às estimativas pagas até a data de envio do PER/DCOMP. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria, em dar provimento parcial ao recurso, no sentido de admitir o crédito a título de saldo negativo no limite das estimativas parceladas e pagas até a data da entrega do PER/DCOMP, nos termos do voto vencedor. Vencido o conselheiro Marciel Eder Costa (relator), que sobrestava o julgamento do processo até a quitação total das estimativas parceladas. Designado o conselheiro José de Oliveira Ferraz Corrêa para redigir o voto vencedor. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 64 0. 90 41 45 /2 00 9- 46 Fl. 173DF CARF MF Impresso em 19/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 19/06/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/06/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10640.904145/200946 Acórdão n.º 1802001.619 S1TE02 Fl. 3 2 (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (assinado digitalmente) Marciel Eder Costa Relator. (assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Corrêa Redator designado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho. Fl. 174DF CARF MF Impresso em 19/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 19/06/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/06/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10640.904145/200946 Acórdão n.º 1802001.619 S1TE02 Fl. 4 3 Relatório Tratam os presentes autos de não homologação de compensação, onde o crédito são as estimativas de CSLL do anocalendário de 2003, valores que foram incluídos no Parcelamento Especial (PAES). Por complementar bem os fatos, colaciono a seguir o relatório proferido pela 2a Turma da DRJ/JFA, através do Acórdão 0937179, às efls 147: O interessado transmitiu as Dcomps n° 22731.06213.170205.1.7.030854, 35882.32791.280507.1.7.03 7050 e 18964.60797.280507.1.7.038004 visando compensar os débitos nelas declarados com crédito oriundo de saldo negativo de CSLL do anocalendário 2003; A DRFJuiz de Fora/MG emitiu Despacho Decisório eletrônico, no qual não homologa a compensação pleiteada; A empresa apresenta manifestação de inconformidade (fl. 01), na qual alega, em síntese, que os valores das estimativas apuradas foram incluídos no PAES e a empresa se encontra em dia com as suas prestações; É o breve relatório. Naquela oportunidade, a nobre turma julgadora entendeu pela improcedência da manifestação de inconformidade do contribuinte, conforme a seguinte Ementa: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Anocalendário: 2003 COMPENSAÇÃO Valores declarados e incluídos no PAES não podem ser considerados como efetivamente pagos no exercício. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Irresignada com a manutenção da exigência, da qual foi intimada em 16/01/2012, apresentou Recurso Voluntário em 15/02/2012, onde pede preliminarmente pela nulidade da decisão, alegando ter ocorrido com ausência de fundamentação indo de encontro assim ao art. 31 do Decreto n° 70.235/72 e no mérito, alegando que os débitos incluídos no PAES estão sendo pagos em dia, e que no final do anocalendário de 2003, compõe o saldo Fl. 175DF CARF MF Impresso em 19/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 19/06/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/06/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10640.904145/200946 Acórdão n.º 1802001.619 S1TE02 Fl. 5 4 negativo do período, motivo pelo qual deve tornar válido seu pedido de compensação, nos termos das Leis n° 8.383/91 (art. 66), n° 9.250/95 (art. 39 §4°) e n° 9.430/96 (art. 74). É o relato do essencial. Fl. 176DF CARF MF Impresso em 19/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 19/06/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/06/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10640.904145/200946 Acórdão n.º 1802001.619 S1TE02 Fl. 6 5 Voto Vencido Conselheiro Marciel Eder Costa, Relator O Recurso Voluntário interposto é tempestivo e preenche aos requisitos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. PRELIMINAR. NULIDADE DA DECISÃO. FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO LEGAL Preliminarmente a recorrente pede pela nulidade da decisão que manteve a não homologação das compensações, por considerar inexistência de fundamentação legal. Pede, diante desse fato, pela aplicação do art. 59 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, alegando ter sido preterido seu direito de defesa: Art. 59. São nulos: I os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. § 1º A nulidade de qualquer ato só prejudica os posteriores que dele diretamente dependam ou sejam consequência. § 2º Na declaração de nulidade, a autoridade dirá os atos alcançados, e determinará as providências necessárias ao prosseguimento ou solução do processo. § 3º Quando puder decidir do mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprir lhe a falta. Identificase claramente que a autoridade julgadora embora não tenha inserido no voto um dispositivo legal, fundamentou juridicamente sua decisão em raciocínio lógico, senão vejamos: Quanto a esses valores tem razão a autoridade administrativa, pois eles não podem ser considerados como efetivamente pagos. Se assim fosse, teríamos a empresa sendo indiretamente financiada pelo Estado, já que declara um valor, o inclui em parcelamento e depois o deduz como tendo sido pago a vista. Ressaltese que o Manual de Preenchimento da DIPJ traz a listagem exaustiva do Fl. 177DF CARF MF Impresso em 19/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 19/06/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/06/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10640.904145/200946 Acórdão n.º 1802001.619 S1TE02 Fl. 7 6 que se considera valor efetivamente pago e nela não consta aqueles declarados e incluídos no PAES. Em que pese ser questionável esse ponto de vista, julgo que tanto o contribuinte como a Fazenda Nacional, partes nesse processo, prezam pela celeridade dos atos e pela completa aplicação da Justiça. Neste ponto, declarar nula a decisão só embargaria e prolongaria mais o processo administrativo fiscal, causando mais custos às partes e gerando com alta probabilidade um mesmo resultado prático. Isto posto, voto no sentido de afastar a preliminar de nulidade suscitada, prezando pela continuidade dos atos processuais em avocação ao princípio celeridade. SALDO NEGATIVO. ESTIMATIVAS NÃO PAGAS INCLUÍDAS EM PARCELAMENTO ESPECIAL. SUSPENSÃO. CRÉDITO LÍQUIDO E CERTO. COMPENSAÇÃO. Extraise do relatório que a recorrente não efetuou o pagamento de estimativas de CSLL durante o anocalendário de 2003. Tais parcelas que constaram em aberto foram incluídas no Parcelamento Especial (PAES), instituída pela Lei nº 10.684, de 30 de maio de 2003. A recorrente alega que está em dia com as parcelas e que o cômputo de tais valores no referido anocalendário resulta em saldo negativo para aquele anocalendário, passível de compensação / restituição. Desta forma, pede para que sejam homologadas as compensações cujo crédito é o suposto saldo negativo de CSLL do anocalendário de 2003 e cujos débitos são de IRPJ e CSLL de anoscalendários seguintes. Ora, o parcelamento, ainda que com seus pagamentos em dia, não extingue a exigência do credito tributário, apenas suspende, nos termos do art. 151, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional (CTN): Art. 151. Suspendem a exigibilidade do crédito tributário: I moratória; II o depósito do seu montante integral; III as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário administrativo; IV a concessão de medida liminar em mandado de segurança. V – a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies de ação judicial; VI – o parcelamento. Fl. 178DF CARF MF Impresso em 19/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 19/06/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/06/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10640.904145/200946 Acórdão n.º 1802001.619 S1TE02 Fl. 8 7 Parágrafo único. O disposto neste artigo não dispensa o cumprimento das obrigações assessórios dependentes da obrigação principal cujo crédito seja suspenso, ou dela conseqüentes. (Grifouse) Neste sentido, o próprio Código Tributário Nacional (CTN) torna imprescindíveis para compensação a liquidez e certeza do crédito passível de restituição ou compensação: Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública. [...] (Grifouse) Assim, o instituto da suspensão não reflete a liquidez e a certeza exigidos para que se proceda a uma compensação ou restituição; ao contrário, certeza e liquidez do crédito tributário guarda direta relação com a extinção do crédito tributário, consoante lista do art. 156 do CTN. In casu, como já citado, houve tão somente a suspensão do crédito tributário, não podendo se atestar a liquidez e certeza do crédito, eis que não é certo que o montante devido pelas estimativas de forma a compor o saldo negativo noticiado, está totalmente pago. Isto porque, a compensação homologada, extingue o crédito tributário, o que equivale a um pagamento. Assim, não se pode através de um crédito suspenso se deferir a um débito a extinção. Poderia se interpelar impropriamente ainda como indeferimento da compensação intentada, o trazido pelo art. 74 da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que assim dispõe: Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. § 1o A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados. Fl. 179DF CARF MF Impresso em 19/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 19/06/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/06/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10640.904145/200946 Acórdão n.º 1802001.619 S1TE02 Fl. 9 8 § 2o A compensação declarada à Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação. § 3o Além das hipóteses previstas nas leis específicas de cada tributo ou contribuição, não poderão ser objeto de compensação mediante entrega, pelo sujeito passivo, da declaração referida no § 1o: I o saldo a restituir apurado na Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda da Pessoa Física; II os débitos relativos a tributos e contribuições devidos no registro da Declaração de Importação. III os débitos relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal que já tenham sido encaminhados à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional para inscrição em Dívida Ativa da União; IV o débito consolidado em qualquer modalidade de parcelamento concedido pela Secretaria da Receita Federal SRF; V o débito que já tenha sido objeto de compensação não homologada, ainda que a compensação se encontre pendente de decisão definitiva na esfera administrativa; e VI o valor objeto de pedido de restituição ou de ressarcimento já indeferido pela autoridade competente da Secretaria da Receita Federal SRF, ainda que o pedido se encontre pendente de decisão definitiva na esfera administrativa. § 4o Os pedidos de compensação pendentes de apreciação pela autoridade administrativa serão considerados declaração de compensação, desde o seu protocolo, para os efeitos previstos neste artigo. § 5o O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. § 6o A declaração de compensação constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados. § 7o Não homologada a compensação, a autoridade administrativa deverá cientificar o sujeito passivo e intimálo a efetuar, no prazo de 30 (trinta) dias, contado da ciência do ato que não a homologou, o pagamento dos débitos indevidamente compensados. § 8o Não efetuado o pagamento no prazo previsto no § 7o, o débito será encaminhado à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional para inscrição em Dívida Ativa da União, ressalvado o disposto no § 9o. Fl. 180DF CARF MF Impresso em 19/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 19/06/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/06/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10640.904145/200946 Acórdão n.º 1802001.619 S1TE02 Fl. 10 9 § 9o É facultado ao sujeito passivo, no prazo referido no § 7o, apresentar manifestação de inconformidade contra a não homologação da compensação. § 10. Da decisão que julgar improcedente a manifestação de inconformidade caberá recurso ao Conselho de Contribuintes. § 11. A manifestação de inconformidade e o recurso de que tratam os §§ 9o e 10 obedecerão ao rito processual do Decreto no 70.235, de 6 de março de 1972, e enquadramse no disposto no inciso III do art. 151 da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional, relativamente ao débito objeto da compensação. § 12. Será considerada não declarada a compensação nas hipóteses: I previstas no § 3o deste artigo; II em que o crédito: a) seja de terceiros; b) refirase a "créditoprêmio" instituído pelo art. 1o do Decreto Lei no 491, de 5 de março de 1969; c) refirase a título público; d) seja decorrente de decisão judicial não transitada em julgado; ou e) não se refira a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal SRF. f) tiver como fundamento a alegação de inconstitucionalidade de lei, exceto nos casos em que a lei: 1 – tenha sido declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em ação direta de inconstitucionalidade ou em ação declaratória de constitucionalidade; 2 – tenha tido sua execução suspensa pelo Senado Federal; 3 – tenha sido julgada inconstitucional em sentença judicial transitada em julgado a favor do contribuinte; ou 4 – seja objeto de súmula vinculante aprovada pelo Supremo Tribunal Federal nos termos do art. 103A da Constituição Federal. § 13. O disposto nos §§ 2o e 5o a 11 deste artigo não se aplica às hipóteses previstas no § 12 deste artigo. § 14. A Secretaria da Receita Federal SRF disciplinará o disposto neste artigo, inclusive quanto à fixação de critérios de prioridade para apreciação de processos de restituição, de ressarcimento e de compensação. Fl. 181DF CARF MF Impresso em 19/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 19/06/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/06/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10640.904145/200946 Acórdão n.º 1802001.619 S1TE02 Fl. 11 10 § 15. Será aplicada multa isolada de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor do crédito objeto de pedido de ressarcimento indeferido ou indevido. § 16. O percentual da multa de que trata o § 15 será de 100% (cem por cento) na hipótese de ressarcimento obtido com falsidade no pedido apresentado pelo sujeito passivo. § 17. Aplicase a multa prevista no § 15, também, sobre o valor do crédito objeto de declaração de compensação não homologada, salvo no caso de falsidade da declaração apresentada pelo sujeito passivo. (Grifouse) Como grifado, o dispositivo legal impede que seja constado como “débito” na declaração de compensação valores que estão parcelados. Ocorre que o caso retrata possível “crédito”, e que não se refere a pagamento indevido ou a maior de tributo, mas o resultado de saldo negativo no anocalendário. Desta forma, não cabe aplicação da normativa em epígrafe. Não se pode olvidar, contudo, que o saldo negativo resultante de pagamentos de estimativas excedentes no anocalendário permite ao contribuinte, a posterior compensação, conforme trazido pela Instrução Normativa nº 600, de 28 de dezembro de 2005 em seu art. 5º. O que ocorre, porém, é que o pagamento não está consolidado, pois foi parcelado. Assim sendo, o principal requisito autorizador da compensação não está presente: o crédito pleiteado não está na condição de liquidez e certeza. Porém, não se pode deixar de considerar que as estimativas que entraram no parcelamento, após devidamente pagas, consolidarão o saldo negativo noticiado, declarado em DIPJ e não contestado no prazo decadencial pela autoridade administrativa. Nesta esteira, a não homologação da compensação facilmente seria impedida impropriamente à recorrente, tendo em vista o transcurso do prazo prescricional para aproveitamento do crédito que lhe é favorável. Dada a situação, o processo em tela merece ser sobrestado, eis que: I) não é possível a homologação da compensação, pois o crédito pleiteado está na hipótese de suspensão, (art. 151, CTN), não podendo ser considerado líquido e certo; II) a manutenção da decisão de não homologar a compensação prejudicaria ao contribuinte impropriamente, pois caso o pagamento do parcelamento seja feito regularmente até o seu final, o resultado seria a extinção do crédito tributário de cunho antecipatório (estimativas), com o resultado noticiado de saldo negativo, garantindo o direito à compensação. Fl. 182DF CARF MF Impresso em 19/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 19/06/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/06/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10640.904145/200946 Acórdão n.º 1802001.619 S1TE02 Fl. 12 11 Ante o exposto, julgo que os presentes autos devem ser sobrestados, até o término do prazo definido para quitação de todos os débitos declarados pelo Parcelamento Especial da recorrente. Após decorrido o prazo e juntadas as comprovações de quitação do parcelamento pela autoridade fiscal, retornemse os autos. (assinado digitalmente) Marciel Eder Costa Fl. 183DF CARF MF Impresso em 19/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 19/06/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/06/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10640.904145/200946 Acórdão n.º 1802001.619 S1TE02 Fl. 13 12 Voto Vencedor Conselheiro José de Oliveira Ferraz Corrêa, Redator designado. Em que pesem as razões de decidir do eminente relator, peço vênia para dele divergir quanto à decisão de sobrestamento do processo, porque a legislação que trata do Processo Administrativo Fiscal – PAF não prevê tal medida para a hipótese dos autos. A restituição ou compensação de saldo negativo de IRPJ ou CSLL formado por estimativas que foram incluídas em processo de parcelamento é matéria que suscita controvérsias. Para que um contribuinte postule restituição ou compensação de tributo, é necessário, de acordo com o Código Tributário Nacional CTN, que seu direito seja líquido e certo, ou seja, que decorra de pagamento comprovadamente realizado em montante indevido ou a maior que o devido. Mas o procedimento de parcelamento de débitos não configura pagamento realizado. Ele nem mesmo constitui modalidade de extinção de crédito tributário, e sim de suspensão, nos termos dos arts. 151 e 156 do CTN. Este já é um primeiro problema para o pleito da Recorrente. Além disso, a compensação, na forma em que é realizada atualmente, implica em um aproveitamento imediato do reivindicado indébito, sob condição resolutória. Sendo assim, o acolhimento do pleito da Recorrente implicaria em admitir a possibilidade de restituição/compensação de algo que ainda nem mesmo foi pago, o que afronta o sistema jurídico, porque só se restitui (devolve) o que foi anteriormente dado (pago). O relator do processo reconhece esse problema no seu voto, e em razão disso decidiu pelo sobrestamento dos autos, até a conclusão do parcelamento das estimativas. Ocorre que, como já mencionado, a legislação que trata do PAF não prevê tal medida para a hipótese dos autos. Além disso, mesmo aguardando a conclusão do parcelamento, o momento para o encontro de contas continuaria sendo a data de envio do PER/DCOMP, o que reforça os problemas acima apontados, porque estaríamos autorizando a restituição/compensação de créditos inexistentes até então. É preciso deixar claro que as estimativas parceladas são normalmente deduzidas para fins da apuração do tributo a pagar no ajuste, já que o pedido de parcelamento importa em confissão de dívida. Seria contraditório exigir da Contribuinte a quitação das estimativas (via processo de parcelamento) e também exigir o tributo no ajuste em razão da ausência destas mesmas estimativas. Fl. 184DF CARF MF Impresso em 19/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 19/06/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/06/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10640.904145/200946 Acórdão n.º 1802001.619 S1TE02 Fl. 14 13 O fato é que a exigência e pagamento das estimativas (via parcelamento) supre o imposto no ajuste, ao mesmo tempo em que afasta o fundamento para a sua cobrança. Mas a restituição/compensação destas estimativas na forma de saldo negativo implica em questões adicionais, porque elas somente se tornam aptas à restituição ou à compensação à medida que forem pagas, e também à medida que o montante pago supere o valor do tributo devido, quando passam a convalidar o saldo negativo a ser restituído/ compensado. Por isso, o procedimento correto é que a Contribuinte apresente PER/DCOMP à medida que o saldo negativo vai se formando pelo pagamento das estimativas parceladas. Neste processo, só se pode admitir a compensação do saldo negativo existente até a data do envio de cada um dos PER/DCOMP destes autos, ou seja do saldo negativo formado pelas estimativas pagas até estas datas. Diante do exposto, dou provimento parcial ao recurso, para admitir a compensação de saldo negativo formado a partir de estimativas parceladas, limitandoo, contudo, ao valor das estimativas pagas até a data do envio de cada PER/DCOMP. (assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Corrêa Fl. 185DF CARF MF Impresso em 19/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 19/06/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/06/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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Numero do processo: 10510.004188/2009-13
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 18 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Apr 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2007
Ementa:
ISENÇÃO.
É indevido o lançamento de contribuições previdenciárias parte patronal,
efetuado em desfavor de entidade beneficente de assistência social em regular
gozo de isenção das contribuições para a Seguridade Social.
Numero da decisão: 2403-001.192
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso.
Nome do relator: Carlos Alberto Mees Stringari
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Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado ASSOCIAÇÃO ARACAJUANA DE BENEFICÊNCIA Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2007 Ementa: ISENÇÃO. É indevido o lançamento de contribuições previdenciárias parte patronal, efetuado em desfavor de entidade beneficente de assistência social em regular gozo de isenção das contribuições para a Seguridade Social. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Relator/Presidente Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Cid Marconi Gurgel de Souza, Ivacir Julio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Marcelo Magalhães Peixoto. Fl. 175DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Fl. 176DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10510.004188/200913 Acórdão n.º 2403001.192 S2C4T3 Fl. 2 3 Relatório Tratase de recurso de ofício apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Salvador, Acórdão 1526.037 da 7ª Turma, que julgou procedente a impugnação. Nos termos do art. Io , da Portaria MF n° 03, de 03 de janeiro de 2008, DOU de 07/01/2008, recorro de ofício da presente decisão, por se tratar de exoneração de tributo e encargos de multa em valor total superior a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais). Esclareço que esta decisão somente produzirá efeitos após o julgamento em segunda instância. Apresento abaixo a ementa do acórdão recorrido: ENTIDADE BENEFICENTE. REQUISITOS. ISENÇÃO DA COTA PATRONAL. A pessoa jurídica de direito privado beneficente que atende aos requisitos previstos no artigo 55 da Lei n° 8.212, de 1991 (vigente na data dos fatos geradores), terá isenção das contribuições previdenciárias patronais. É indevido o lançamento de contribuições previdenciárias parte patronal, efetuado em desfavor de entidade beneficente de assistência social em regular gozo de isenção das contribuições para a Seguridade Social. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2007 ÔNUS DA PROVA. À autoridade lançadora incumbe o ônus da prova da ocorrência do fato jurídico tributário ou da infração que deseja imputar ao contribuinte. Ausente a prova do fato jurídico imputado, o lançamento não prospera. A autuação foi assim apresentada no relatório do acórdão recorrido: Fl. 177DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Tratase de lançamento de crédito previdenciário, consolidado em 20/11/2009, no montante de R$ 6.423.212,32 (seis milhões quatrocentos e vinte e três mil duzentos e doze reais e trinta e dois centavos), referente a contribuições devidas à Seguridade Social correspondente à parte da empresa e a destinada ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho (SAT/RAT) no período de 01/2006 a 13/2007, incidentes sobre remunerações pagas a segurados empregados e a contribuintes individuais. De acordo com o Relatório Fiscal de fls. 2324, os fatos geradores foram apurados tendo como base as informações prestadas pelo contribuinte nas Guias de Recolhimento do FGTS e Informações a Previdência Social (GFIP) e Guias da Previdência Social (GPS). Consta do relato da Fiscalização que a empresa não recolhia a parte patronal e erroneamente classificavase como entidade filantrópica com isenção (FPAS 639), já que existe decisão judicial anexa sem pedido de isenção (fl. 27). A Autuada foi cientificada do lançamento, por via postal, em 30 de novembro de 2009 (comprovante à fl. 26). Apresentou impugnação em 11 de dezembro de 2009 (fls. 3050), aduzindo, em síntese, o que se relata a seguir. A decisão de primeira instância foi por unanimidade, nos termos do voto apresentado pela relatora do processo, decidindo pela improcedência do lançamento. Vistos, relatados e discutidos os autos do processo 10510.004188/200913, do Auto de Infração (AI), cadastrado sob número 37.233.5330, acordam os membros da 7ª Turma de Julgamento, por unanimidade de votos, considerar IMPROCEDENTE o lançamento, cancelando o crédito tributário exigido, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Pelo fato de a decisão unânime seguir o voto da relatora, dele extraí pontos que entendo centrais para a análise do recurso: • Sobre o regime tributáriofíscal das entidades beneficentes de assistência social é mister explicar que para acontecer a dispensa da contribuição social a Constituição Federal impôs o atendimento de exigências estabelecidas em lei, pois o § 7o do artigo 195 da CF, estabelece vedação à tributação destas entidades, para o custeio da seguridade social, mas é claro ao afirmar que "são isentas as entidades beneficentes de assistência social que atendam as exigências estabelecidas em lei". Fl. 178DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10510.004188/200913 Acórdão n.º 2403001.192 S2C4T3 Fl. 3 5 • Tratase, portanto, de uma isenção condicionada, pois depende de integração normativa para a fixação dos pressupostos a serem observados para o exercício do direito, que no caso, à época, estavam previstos no art. 55 e §§ da Lei n°. 8.212/1991, in verbis... • No caso em comento, o Relatório Fiscal não menciona, em nenhum momento, qual ou quais os requisitos legais para a manutenção da isenção descumpridos pela Entidade. Unicamente menciona que a empresa não recolhia a parte patronal e erroneamente classificavase como entidade filantrópica com isenção (FPAS 639). • Insta registrar ainda que não há menção nos autos da existência de ato declaratório de cancelamento de isenção, pois no período em que houve a lavratura do lançamento havia necessidade de tal formalização. • Assim, verifico que não há nos autos prova de que a Entidade desatendeu aos requisitos previstos nos incisos I a V e §§ do artigo 55 da Lei n° 8.212/1991 e incisos I a VII e §§ do artigo 206, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n° 3.048/1999, para fazer jus à isenção da contribuição previdenciária. • A motivação do lançamento reporta a liminar prolatada na Ação Civil Pública, Processo n° 2008.34.00.038314 4, com trâmite junto à 13a Vara da Justiça Federal em Brasília. Ocorre que a decisão liminar foi cancelada pela instância superior. Ademais, conforme extrato (fls. 107/108), insta registrar que a ação civil pública ainda não teve proferida sentença em primeiro grau. • Conclusão. o Neste diapasão, não há como prosperar este Auto de Infração. Voto por julgar o lançamento IMPROCEDENTE, cancelandose o crédito tributário constituído É o relatório Fl. 179DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator O recurso é tempestivo e por não haver óbice ao seu conhecimento, passo à análise das questões pertinentes. Inicialmente registro concordância com a tese apresentada de que a imunidade estabelecida no artigo 195, § 7º da Constituição Federal é condicionada aos requisitos estabelecidos em lei e que essa Lei é a 8.212/91. Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: § 7º São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência social que atendam às exigências estabelecidas em lei.(grifei) Registra o Relatório Fiscal que a recorrente não tinha direito à isenção. No desenvolvimento da ação fiscal, foi verificado, como já foi evidenciado anteriormente, que a empresa, no período de débito, não recolhia as contribuições referentes à Parte Patronal, tomandose como base os valores de base de cálculo considerados pela empresa e erroneamente classificados como FPAS 639 entidades filantrópicas com isenção em GFIP, já que existe decisão judicial 70/2009 (anexa) sem pedido de isenção. (grifei) A recorrente trouxe aos processo Declaração, folha 103, onde o INSS declara que a recorrente gozava da isenção. D E C L A R A Ç Ã O Declaramos, para os devidos fins, que a entidade ASSOCIAÇÃO ARACAJUANA DE BENEFICÊNCIA HOSPITAL SANTA ISABEL, CNPJ n° 13.025.507/000141, sediada na Av. Simeão Sobral, S/N Santo Antônio, AracajuSE, goza da isenção das cotas patronais devidas ao INSS, na forma do artigo 206 do Decreto 3.048/99. Fl. 180DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10510.004188/200913 Acórdão n.º 2403001.192 S2C4T3 Fl. 4 7 Declaramos ainda que o pedido de isenção foi analisado e deferido conforme a legislação vigente à época, a qual não exigia a expedição do Ato Declaratório de que trata o § 2o do artigo 208 do decreto acima citado atualmente em vigor. Portanto, a entidade não possui o referido documento, razão peia qual emitimos a presente declaração que deve ser considerada como documento hábil e comprobatório do direito ,à isenção de contribuições sociais. Aracaju(Se), 27 de fevereiro de 2003. A decisão da DRJ foi no sentido de considerar improcedente o lançamento por falta de menção de Ato Declaratório de Cancelamento de Isenção e prova de que a entidade desatendeu os requisitos do artigo 55 da Lei 8.212/91. Insta registrar ainda que não há menção nos autos da existência de ato declaratório de cancelamento de isenção, pois no período em que houve a lavratura do lançamento havia necessidade de tal formalização. Assim, verifico que não há nos autos prova de que a Entidade desatendeu aos requisitos previstos nos incisos I a V e §§ do artigo 55 da Lei n° 8.212/1991 e incisos I a VII e §§ do artigo 206, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n° 3.048/1999, para fazer jus à isenção da contribuição previdenciária. Entendo correta a fundamentação e decisão da DRJ. CONCLUSÃO À vista do exposto voto por negar provimento ao recurso de oficio. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 181DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 Fl. 182DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 10950.003180/2006-08
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 27 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Jul 01 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004
RESSARCIMENTO. CORREÇÃO MONETÁRIA. JUROS.
Por falta de previsão legal, é incabível a incidência de correção monetária ou de juros compensatórios sobre valores recebidos pela Recorrente a título de ressarcimento de créditos de IPI, na forma prevista na legislação.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3302-002.194
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
WALBER JOSÉ DA SILVA - Presidente.
EDITADO EM: 30/06/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva (Presidente), José Antonio Francisco, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Fabiola Cassiano Keramidas, Jonathan Barros Vita e Gileno Gurjão Barreto.
Nome do relator: WALBER JOSE DA SILVA
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004 RESSARCIMENTO. CORREÇÃO MONETÁRIA. JUROS. Por falta de previsão legal, é incabível a incidência de correção monetária ou de juros compensatórios sobre valores recebidos pela Recorrente a título de ressarcimento de créditos de IPI, na forma prevista na legislação. Recurso Voluntário Negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA - Presidente. EDITADO EM: 30/06/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva (Presidente), José Antonio Francisco, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Fabiola Cassiano Keramidas, Jonathan Barros Vita e Gileno Gurjão Barreto.
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CORREÇÃO MONETÁRIA. JUROS. Por falta de previsão legal, é incabível a incidência de correção monetária ou de juros compensatórios sobre valores recebidos pela Recorrente a título de ressarcimento de créditos de IPI, na forma prevista na legislação. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente. EDITADO EM: 30/06/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva (Presidente), José Antonio Francisco, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Fabiola Cassiano Keramidas, Jonathan Barros Vita e Gileno Gurjão Barreto. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 95 0. 00 31 80 /2 00 6- 08 Fl. 190DF CARF MF Impresso em 01/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/06/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 30/06/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10950.003180/200608 Acórdão n.º 3302002.194 S3C3T2 Fl. 3 2 Trata o presente processo de pedido de ressarcimento de créditos do IPI, relativo ao 1º trimestre de 2004. A DRF em Maringá PR deferiu o pedido de ressarcimento da interessada no exato valor pleiteado e efetuou o seu ressarcimento em espécie. Ciente da decisão acima, a empresa interessada ingressou com manifestação de inconformidade, alegando, em síntese, que tem direito ao acréscimo de juros compensatórios de 1% e à correção monetária pela SELIC, com base na sua interpretação da legislação, princípios constitucionais e acórdãos emanados do Conselho de Contribuintes. A 2a Turma de Julgamento da DRJ em Ribeirão Preto SP indeferiu a solicitação da recorrente, nos termos do Acórdão no 1435.535, de 19/10/2011, cuja ementa abaixo se transcreve: RESSARCIMENTO DE IPI. INCIDÊNCIA DA TAXA SELIC. Inexiste previsão legal para abonar atualização monetária ou acréscimo de juros equivalentes à taxa SELIC a valores objeto de ressarcimento de crédito de IPI. A recorrente tomou ciência da decisão de primeira instância no dia 14/02/2012, conforme AR de fl. 175, e, discordando da mesma, impetrou, no dia 01/03/2012, Recurso Voluntário no qual reprisa os argumentos da manifestação de inconformidade, acrescentando citações de jurisprudência do CARF sobre a matéria. Na forma regimental, o processo foi sorteado para relatar. É o Relatório do essencial. Voto Conselheiro WALBER JOSÉ DA SILVA, Relator. O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais preceitos legais. Dele se conhece. Como relatado, a empresa interessada está pleiteado o reconhecimento do direito à juros compensatórios de 1% e correção monetária, por meio da Selic, sobre os créditos de IPI a ela ressarcidos, na forma da legislação de regência. O mérito da lide versa sobre os juros compensatórios e a correção monetária de créditos de IPI objeto de pedido de ressarcimento. Sobre este tema, o STJ decidiu nos dois RESPs abaixo citados (ambos os julgamentos submetidos ao regime do art. 543C do CPC e da Resolução STJ 08/2008), cujos resultados são de adoção obrigatório por este Colegiado (Art. 62A do RICARF), que não incide correção monetária nos créditos do IPI aproveitados na forma prevista na legislação do imposto e somente quando há ato ilegítimo do Fisco se opondo ao aproveitamento do crédito é que incide a correção monetária. O primeiro caso é o RESP 1035847, cujo relator foi Min. Luiz Fux. Fl. 191DF CARF MF Impresso em 01/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/06/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 30/06/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10950.003180/200608 Acórdão n.º 3302002.194 S3C3T2 Fl. 4 3 A correção monetária não incide sobre os créditos de IPI decorrentes do princípio constitucional da nãocumulatividade (créditos escriturais), por ausência de previsão legal. No segundo caso, falo do RESP 993164, cujo relator foi o Min. Luiz Fux, que resultou na Súmula 411, cujo julgado concluiu que: A oposição constante de ato estatal, administrativo ou normativo, impedindo a utilização do direito de crédito de IPI (decorrente da aplicação do princípio constitucional da não cumulatividade), descaracteriza referido crédito como escritural (assim considerado aquele oportunamente lançado pelo contribuinte em sua escrita contábil) exsurgindo legítima a incidência de correção monetária, sob pena de enriquecimento sem causa do Fisco. A Tabela Única aprovada pela Primeira Seção (que agrega o Manual de Cálculos da Justiça Federal e a jurisprudência do STJ) autoriza a aplicação da Taxa SELIC (a partir de janeiro de 1996) na correção monetária dos créditos extemporâneos aproveitados por óbice do Fisco. No presente caso, não há e nem nunca houve resistência do Fisco para que a recorrente aproveitasse seu crédito, a partir da data da apresentação do pedido de ressarcimento, em compensação com débitos seus de tributos e contribuições administrados pela RFB. Foi da recorrente a decisão de esperar pela decisão da RFB para receber, em espécie, o crédito requerido. Nos termos da decisão proferida no RESP nº 1035847, não há previsão legal para correção monetária, e muito menos juros compensatórios, dos créditos de IPI ressarcidos em espécie ou utilizados na forma prevista na legislação do imposto. Quanto à jurisprudência deste CARF, citada pela Recorrente, a matéria era deveras controvertida e foi pacificada pelas decisões do STJ, acima citadas, que obrigou o CARF a reconhecer a incidência de juros Selic exclusivamente quando ocorre oposição do Fisco à utilização de crédito legítimo do contribuinte, o que não é o caso dos autos. Por fim, ratifico e, supletivamente, adoto os fundamentos da decisão recorrida, que tenho por boa e conforme a lei (art. 50, § 1o, da Lei no 9.784/19991). Por tais razões, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA – Relator. 1 Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando: [. . .] § 1o A motivação deve ser explícita, clara e congruente, podendo consistir em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres, informações, decisões ou propostas, que, neste caso, serão parte integrante do ato. Fl. 192DF CARF MF Impresso em 01/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/06/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 30/06/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10950.003180/200608 Acórdão n.º 3302002.194 S3C3T2 Fl. 5 4 Fl. 193DF CARF MF Impresso em 01/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/06/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 30/06/2013 por WALBER JOSE DA SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 10920.000997/2004-10
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 10 00:00:00 UTC 2012
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Ano-calendário: 2002 SIMPLES.EXCLUSÃO. REPARAÇÃO DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS. SÚMULA CARF N° 57. A prestação de serviços de manutenção, assistência técnica, instalação ou reparos em máquinas e equipamentos, bem como os serviços de usinagem, solda, tratamento e revestimento de metais, não se equiparam a serviços profissionais prestados por engenheiros e não impedem o ingresso ou a permanência da pessoa jurídica no SIMPLES Federal.
Numero da decisão: 1803-001.328
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: SELENE FERREIRA DE MORAES
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ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Ano-calendário: 2002 SIMPLES.EXCLUSÃO. REPARAÇÃO DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS. SÚMULA CARF N° 57. A prestação de serviços de manutenção, assistência técnica, instalação ou reparos em máquinas e equipamentos, bem como os serviços de usinagem, solda, tratamento e revestimento de metais, não se equiparam a serviços profissionais prestados por engenheiros e não impedem o ingresso ou a permanência da pessoa jurídica no SIMPLES Federal.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Anocalendário: 2002 SIMPLES.EXCLUSÃO. REPARAÇÃO DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS. SÚMULA CARF N° 57. A prestação de serviços de manutenção, assistência técnica, instalação ou reparos em máquinas e equipamentos, bem como os serviços de usinagem, solda, tratamento e revestimento de metais, não se equiparam a serviços profissionais prestados por engenheiros e não impedem o ingresso ou a permanência da pessoa jurídica no SIMPLES Federal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Selene Ferreira de Moraes – Presidente e Relatora. Fl. 81DF CARF MF Impresso em 28/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 28/06 /2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walter Adolfo Maresch, Sérgio Luiz Bezerra Presta, Sérgio Rodrigues Mendes, Meigan Sack Rodrigues, Selene Ferreira de Moraes. Relatório Por bem descrever os fatos relativos ao contencioso, adoto o relato do órgão julgador de primeira instância até aquela fase: “Inicialmente houve Representação Administrativa do Instituto Nacional do Seguro Social — INSS, pela constatação de que a empresa "realiza operações de locação de mãodeobra, prevista no item XII, letra "f', do artigo 9° da Lei no 9.317, de 05/12/96" (fls.01/28). Em conseqüência, a empresa foi excluída do Sistema Integrado de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — SIMPLES conforme Ato Declaratório Executivo DRF/JOI no 036, de 28/05/2007, com efeitos da exclusão a partir de 1° de janeiro de 2002, por exercer atividade econômica vedada: locação de mãodeobra conforme previsto na alínea "f" do inciso XII e inciso XIII, ambos do artigo 9° da Lei n° 9.317/96 (fl.15). A interessada tomou ciência da exclusão, em 01/06/2008, conforme cópia e/ou original do Aviso de Recebimento — AR à folha 51. Apresentou o recurso correspondente em 29/06/2007 (fl.52153), argumentando, em síntese, que se comporta como empresa optante pela sistemática; que lhe está sendo imputado o exercício de manutenção industrial em função do CNAE que escolheu, porém, este corresponde à usinagem, solda, tratamento e revestimento de metais; que não faz locação de mãodeobra mas, realizando, apenas, serviços de usinagem e reparos em partes e peças de equipamentos industriais em seu estabelecimento; que seus funcionários vão até os estabelecimentos dos clientes para a retirada das peças a serem reparadas; que não efetua nenhum projeto, limitandose a executar o projeto técnico apresentado pelo cliente; que alterou sua razão social bem como a atividade em 10/08/2004 para adequarse ao CNAE 25390/00; que sua atividade não encontra óbice para aderir ao Simples, razão pela qual solicita o cancelamento de sua exclusão. Nos termos da Portaria MF n° 179, de 13 de fevereiro de 2007, o processo foi transferido A essa DRJ em CuritibaPR, para julgamento” A Delegacia de Julgamento julgou improcedente a manifestação, em decisão assim ementada (fls. 61/65): Fl. 82DF CARF MF Impresso em 28/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 28/06 /2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 10920.000997/200410 Acórdão n.º 180301.328 S1TE03 Fl. 2 3 “SIMPLES EXCLUSÃO As empresas que desenvolvem atividades de mecânica em equipamentos industriais, prestam serviços de usinagem e assistência técnica no seguimento, estão impedidas de optar pelo Simples.” Contra a decisão, interpôs a contribuinte o presente Recurso Voluntário, em que reitera as alegações contidas na impugnação. É o relatório. Voto Conselheira Selene Ferreira de Moraes A contribuinte foi cientificada por via postal, tendo recebido a intimação em 15/04/2008 (AR de fls. 66). O recurso foi protocolado em 07/05/2008, logo, é tempestivo e deve ser conhecido. A recorrente foi excluída do Simples a partir de 1° de janeiro de 2002, por exercer atividade econômica vedada, nos termos da alínea “f”, do inciso XII, e inciso XIII, do art. 9°, da Lei n° 9.317/1996. Tais dispositivos assim dispõem: “Art. 9o Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica: XII que realize operações relativas a: f) prestação de serviço vigilância, limpeza, conservação e locação de mãodeobra; XIII que preste serviços profissionais de corretor, representante comercial, despachante, ator, empresário, diretor ou produtor de espetáculos, cantor, músico, dançarino, médico, dentista, enfermeiro, veterinário, engenheiro, arquiteto, físico, químico, economista, contador, auditor, consultor, estatístico, administrador, programador, analista de sistema, advogado, psicólogo, professor, jornalista, publicitário, fisicultor, ou assemelhados, e de qualquer outra profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida;” O objeto social da empresa está assim descrito no contrato social datado de 13/05/2004 (fls. 5): “CLÁUSULA SEGUNDA: A sociedade terá por objeto social o ramo de atividade de comércio de equipamentos mecânicos e hidropeneumáticos, elétricos e eletrônicos de máquinas industriais. Prestação de serviços de manutenção de máquinas industriais. Fl. 83DF CARF MF Impresso em 28/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 28/06 /2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES 4 A descrição da atividade permaneceu a mesma na primeira e segunda alteração contratual (fls. 9 e 13): Na terceira alteração contratual (fls. 51/52), o objeto da sociedade passou a ser o seguinte: “A sociedade tem por objeto: • Prestação de Serviços de Usinagem.” A matéria já encontrase sumulada neste Conselho, devendo ser aplicada ao caso a Súmula CARF n° 57, que assim dispõe: “A prestação de serviços de manutenção, assistência técnica, instalação ou reparos em máquinas e equipamentos, bem como os serviços de usinagem, solda, tratamento e revestimento de metais, não se equiparam a serviços profissionais prestados por engenheiros e não impedem o ingresso ou a permanência da pessoa jurídica no Simples Federal”. Notese que a súmula não diferencia a natureza das máquinas e equipamentos, se industriais, comerciais ou residenciais, aplicandose indistintamente a todos os tipos. No presente caso, deve ser levada em conta a atividade descrita no contrato social da empresa, uma vez que a Fazenda Nacional não trouxe aos autos elementos de prova suficientes para demonstrar que a atividade real era outra que não aquela constante do contrato. De acordo com a súmula, a atividade de prestação de serviços de manutenção, instalação e reparação de máquinas e equipamentos não impede a opção pelo Simples Federal. Ante todo o exposto, dou provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Selene Ferreira de Moraes Fl. 84DF CARF MF Impresso em 28/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 28/06 /2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES
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Numero do processo: 10540.900085/2008-30
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 28 00:00:00 UTC 2013
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Data do Fato Gerador: 30/11/2003
COMPENSAÇÃO DE PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. EXIGÊNCIA DE CRÉDITO LIQUÍDO E CERTO. NECESSIDADE DE APRECIAÇÃO DA PROVA DOCUMENTAL INDEPENDENTE DA RETIFICAÇÃO DA DCTF. O crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior somente pode ser objeto de indébito tributário, quando comprovado a sua certeza e liquidez. Caso exista a apresentação de documentos que possam comprovar o direito creditório, estes deverão ser analisados pelas instâncias julgadoras, independente da existência de retificação da DCTF.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 3102-001.790
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário para determinar a devolução do processo à instância recorrida para análise das questões de mérito.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: WINDERLEY MORAIS PEREIRA
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do Fato Gerador: 30/11/2003 COMPENSAÇÃO DE PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. EXIGÊNCIA DE CRÉDITO LIQUÍDO E CERTO. NECESSIDADE DE APRECIAÇÃO DA PROVA DOCUMENTAL INDEPENDENTE DA RETIFICAÇÃO DA DCTF. O crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior somente pode ser objeto de indébito tributário, quando comprovado a sua certeza e liquidez. Caso exista a apresentação de documentos que possam comprovar o direito creditório, estes deverão ser analisados pelas instâncias julgadoras, independente da existência de retificação da DCTF. Recurso Voluntário Provido em Parte
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1678; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C1T2 Fl. 80 1 79 S3C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10540.900085/200830 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3102001.790 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 28 de fevereiro de 2013 Matéria PIS Recorrente DOCELAR SUPERMERCADOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do Fato Gerador: 30/11/2003 COMPENSAÇÃO DE PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. EXIGÊNCIA DE CRÉDITO LIQUÍDO E CERTO. NECESSIDADE DE APRECIAÇÃO DA PROVA DOCUMENTAL INDEPENDENTE DA RETIFICAÇÃO DA DCTF. O crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior somente pode ser objeto de indébito tributário, quando comprovado a sua certeza e liquidez. Caso exista a apresentação de documentos que possam comprovar o direito creditório, estes deverão ser analisados pelas instâncias julgadoras, independente da existência de retificação da DCTF. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário para determinar a devolução do processo à instância recorrida para análise das questões de mérito. Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente. Winderley Morais Pereira Relator. Fl. 80DF CARF MF Impresso em 24/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2013 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 22/06/ 2013 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA 2 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Luis Marcelo Guerra de Castro, Ricardo Paulo Rosa, Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho, Winderley Morais Pereira, Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo e Nanci Gama. Relatório Por bem descrever os fatos, adoto com as devidas adições o relatório da primeira instância, que passo a transcrever. "O estabelecimento acima identificado formalizou PERDCOMP eletrônica, fls. 08 a 12, visando compensar os débitos nele declarados com o crédito oriundo de pagamento indevido ou a maior, do tributo de código 6912 — PIS (Programa de Integração Social), referente ao PA de 30/11/2003. A DRF/Vitória da Conquista emitiu Despacho Decisório eletrônico, nº' de rastreamento 757696830, de 24/04/2008, fl. 03, não homologando a compensação pleiteada, em face de que o pagamento foi integralmente utilizado na quitação de débitos da contribuinte, "restando saldo disponível inferior ao crédito pretendido, insuficiente para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP". Cientificada do despacho decisório em 05/05/2008, conforme informação à fl. 22, a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, fls. 01 a 02, alegando que: => efetuou pagamento a maior de valores devidos a título de PIS/Cofins, em face da não aplicação da Lei n° 10.637, de 2002; => considerando as movimentações da empresa e com espeque na Lei n° 10.637, de 2002, art. 3º, o valor apurado do referido tributo fica limitado R$ 1.066,50. Assim, no período de apuração mencionado foi pago a maior o valor de R$ 6.160,17, que foi objeto de compensação, conforme PERDCOMP às fls. 08 a 12; => requer, com base nos fatos relatados, o deferimento do processo de compensação." A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento manteve o despacho decisório, indeferido o pedido de compensação da Recorrente. A decisão da DRJ foi assim ementada: "ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 30/11/2003 Fl. 81DF CARF MF Impresso em 24/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2013 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 22/06/ 2013 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA Processo nº 10540.900085/200830 Acórdão n.º 3102001.790 S3C1T2 Fl. 81 3 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. A apresentação de DCTF retificadora, após o despacho decisório que denegou a restituição, em razão da coincidência entre os débitos declarados e os valores recolhidos, deve vir acompanhada dos documentos que indiquem prováveis erros cometidos, no cálculo dos tributos devidos, resultando em recolhimentos a maior. Não apresentada a escrituração contábil/fiscal, nem outra documentação hábil e suficiente, que justifique a alteração dos valores registrados em DCTF, mantémse a decisão proferida., Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido” Cientificada da decisão, a empresa interpôs recurso voluntário, repisando as alegações apresentadas na impugnação, reafirmando que não utilizou o seu direito de crédito quando da apuração do PIS, estando correto os valores informados na declaração de compensação, anexando ao recurso, cópias do livro Razão, Livro Diário e planilha de cálculo. É o Relatório. Voto Conselheiro Winderley Morais Pereira, Relator. A teor do relatado, tratase de pedido de compensação não homologado em auditoria eletrônica de PERDCOMP. Em sua defesa, a autuada alega erro no preenchimento da DCTF, pois existiu o recolhimento indevido da contribuição para o PIS. A discussão sobre a não apresentação de provas, objeto da decisão de primeira instância é o ponto principal a ser analisado. A Recorrente, conforme consta do processo, não foi intimada em nenhum momento a apresentar esclarecimentos sobre as conclusões da auditoria eletrônica que motivaram o indeferimento parcial do pedido de compensação. Estamos diante de um procedimento, adotado pela Receita Federal, de auditoria interna, que consiste na revisão de declarações de forma eletrônica. Entendo não existir nenhum obste legal ou equivoco neste procedimento. Entretanto, quando a pessoa fiscalizada é cientificada de decisão que lhe é desfavorável tem o direito ao contraditório e que sejam analisadas as suas alegações. Caso a autoridade, responsável pela apreciação destes argumentos, entenda que as provas apresentadas não são suficientes para a convicção no Fl. 82DF CARF MF Impresso em 24/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2013 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 22/06/ 2013 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA 4 julgamento, poderá determinar a busca de informação complementares, por meio direto, se lhe for possível ou por determinação de diligência nos termos previstos no Processo Administrativo Fiscal – PAF. Ressalto que a apresentação genérica de argumentos, alegando simplesmente ilegalidade no procedimento fiscal, sem apontar fatos concretos ou quaisquer provas que indiquem erro na decisão prolatada pelo Fisco, não pode prosperar, visto que, a produção de provas é obrigação de quem contesta e não da autoridade julgadora. O fato que estamos discutindo na presente lide é se foram apresentadas provas e se estas são suficientes para a comprovação das alegações constantes do Recurso. Quanto a discussão sobre a necessidade da retificação da DCTF, entendo que a comprovação do crédito independe da retificação da DCTF, pois, tendo em vista a perda da espontaneidade do contribuinte, tal retificação não possui o condão de garantir o direito creditório. Assim, o caminho a ser seguido é a apreciação do mérito do direito creditório a partir das alegações e provas documentais apresentadas pelo contribuinte na sua manifestação de inconformidade e no Recurso Voluntário. Diante do exposto, entendo que o mérito do direito creditório deva ser analisado e tendo em vista que a autoridade de piso não se manifestou sobre esta matéria, voto no sentido de determinar o retorno dos autos a autoridade a quo para que seja realizado novo julgamento apreciando o mérito do direito creditório pleiteado pela Recorrente a luz dos documentos apresentados. Winderley Morais Pereira Fl. 83DF CARF MF Impresso em 24/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2013 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 22/06/ 2013 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA
score : 1.0
Numero do processo: 10680.011829/2007-64
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 13 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Jul 04 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/09/1992 a 31/12/1993, 01/01/1998 a 31/05/1998
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. VÍCIO FORMAL. DECADÊNCIA.
Constitui vício material o equívoco cometido pela autoridade tributária ao mencionar incorretamente os dispositivos violados e, em consequência disso, realizar erroneamente a apuração das contribuições exigidas.
Embargos Rejeitados.
Numero da decisão: 2402-003.466
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos opostos, mantendo o entendimento quanto a existência do vício material.
Julio Cesar Vieira Gomes - Presidente
Nereu Miguel Ribeiro Domingues - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Thiago Taborda Simões, Ana Maria Bandeira, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ronaldo de Lima Macedo, Lourenço Ferreira do Prado.
Nome do relator: NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES
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VÍCIO FORMAL. DECADÊNCIA. Constitui vício material o equívoco cometido pela autoridade tributária ao mencionar incorretamente os dispositivos violados e, em consequência disso, realizar erroneamente a apuração das contribuições exigidas. Embargos Rejeitados. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos opostos, mantendo o entendimento quanto a existência do vício material. Julio Cesar Vieira Gomes Presidente Nereu Miguel Ribeiro Domingues Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Thiago Taborda Simões, Ana Maria Bandeira, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ronaldo de Lima Macedo, Lourenço Ferreira do Prado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 01 18 29 /2 00 7- 64 Fl. 150DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 03/07/2013 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES 2 Relatório Tratase de NFLD lavrada para exigir o valor de R$ 222.620,54, em virtude da falta de recolhimento da contribuição para o financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de capacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho (SAT) no período de 09/1992 a 13/1993, e de contribuições devidas pela empresa no período de 01/1998 a 05/1998. Este Conselho Administrativo, ao analisar o processo, deu total provimento ao recurso voluntário, reconhecendo a decadência integral de todo o período lançado. A Embargante opôs embargos de declaração alegando que o v. acórdão embargado se baseou em uma premissa equivocada, pois o vício que maculou a NFLD no PAF nº 15504.001490/200742 é formal, e não material, não havendo prejuízo à aplicação do art. 173, inciso II, do CTN. É o relatório. Fl. 151DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 03/07/2013 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES Processo nº 10680.011829/200764 Acórdão n.º 2402003.466 S2C4T2 Fl. 151 3 Voto Conselheiro Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Relator Primeiramente, cabe mencionar que os presentes embargos são tempestivos e preenchem a todos os requisitos de admissibilidade. Portanto, deles tomo conhecimento. A Embargante sustenta que esta C. Turma partiu de uma premissa equivocada ao entender que o lançamento anterior teria sido anulado por vício material e, consequentemente, que as contribuições ora exigidas foram atingidas pela decadência. Diante disso, cumpre destacar que o motivo que levou à anulação do lançamento anterior foi o fato de que a autoridade fiscal não efetuou corretamente o enquadramento legal das contribuições da empresa, exigidas em decorrência da glosa de compensações indevidas. Conforme se verifica às fls. 07/08 do processo apenso, as contribuições exigidas em virtude da glosa se referem às competências de 01/1998 a 05/1998, e tinham sido lançadas sob a rubrica “19 Glo”. Como mencionado à fl. 185 do processo apenso, em relação às referidas competências, o fiscal tinha fundamentado seu lançamento apenas no art. 89 da Lei n 8.212/91, sem respeitar a legislação específica que trata sobre a contribuição da empresa, em flagrante “vício insanável”. A autoridade administrativa, ao promover o presente lançamento, buscou apenas mencionar no relatório fiscal a legislação aplicável à espécie, qual seja, o art. 22, inc. I, da Lei nº 8.212/91, Lei nº 9.784/99 e Decreto nº 70.235/72. Vejase trecho do item 3 do Relatório Fiscal (fl. 31): “3 – A fundamentação Legal encontrase no Relatório de Fundamentação Legal – RLF em anexo. (Anexo I do ROCSS aprovado pelo Decreto 2.173/97 e Anexo V do RPS aprovado pelo Decreto 3.048/99; Artigo 89 da Lei 8.212/91 e ainda o inciso I do Artigo 22 da Lei no. 8212/1991 e a Lei n . 9.784/1999 e no Decreto n . 70.235/1972, referente ao período de 01 a 05/1998, não incluso no RFL pois o sistema só observou a legislação da glosa).” – destaques no original No entanto, em se tratando de exigência decorrente de glosa de compensação indevida, é necessário que a autoridade administrativa especifique quais os montantes exigidos de cada uma das contribuições (cota patronal, SAT, etc.) que ainda se encontram em aberto em virtude do crédito utilizado ser indevido ou insuficiente, em respeito à legislação atinente a estas contribuições. Como se verifica no presente processo, a autoridade administrativa não buscou segregar quais seriam as contribuições devidas pela empresa, limitandose a repetir o mesmo procedimento adotado no lançamento anterior, qual seja, de alocar todos os saldos Fl. 152DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 03/07/2013 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES 4 devidos sob a rubrica “19 Glosa compensação”. De acordo com o item 5 do Relatório (fl. 31), poderseia entender que as glosas relativas ao período de 01/1998 a 05/1998 seriam referentes à cota patronal e SAT. Ora, percebese nesse processo que o equívoco cometido pela autoridade fiscal não era (apenas) a simples ausência de menção formal dos dispositivos legais, mas sim o efeito que decorre disso, qual seja, a correta apuração de cada uma das contribuições exigidas. Nesse sentido, destacase trecho elucidativo do voto que anulou o lançamento anterior (fl. 184 do processo apenso): “Cumpre ressaltar que a glosa de compensações deve ser levada a efeito quanto esta não foi promovida nos moldes e limites inscritos na legislação de regência e/ou decisões judiciais. Dessa forma, a glosa indevida corresponde contribuição não recolhida em época própria ou a menor, hipótese que se amolda ao presente caso. Nestes casos, cabe à fiscalização lançar referidas contribuições, especificando clara a precisamente as correspondentes rubricas, e bem assim os fundamentos legais que as fundamentam.” Percebese, assim, que num primeiro momento, a autoridade administrativa deveria especificar claramente as rubricas exigidas e mencionar os fundamentos legais que as fundamentam. Contudo, após a lavratura do presente processo, a autoridade administrativa não sanou o vício relativo à ausência de especificação clara das rubricas exigidas, o que tornou a exigência (“glosa”) dissociada dos fundamentos legais do débito (item 3 do relatório fiscal). Em situação análoga, onde os fundamentos legais do lançamento estavam dissociados do “Discriminativo Analítico de Débito DAD”, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo assim já se manifestou: “GLOSA DE COMPENSAÇÃO. DIVERGÊNCIA DE INFORMAÇÕES. ERRO NO ENQUADRAMENTO LEGAL DAS CONTRIBUIÇÕES LANÇADAS. CERCEAMENTO DE DEFESA. NULIDADE. A divergência de informações contidas no Relatório Fiscal, no anexo de Fundamentos Legais do Débito (FLD), e no Discriminativo Analítico de Débito (DAD), cerceia o direito de defesa do Contribuinte. A Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos. É nulo, por vicio insanável, o lançamento fiscal realizado com erro na indicação do enquadramento legal das contribuições devidas.(...) Ocorre, que no anexo Fundamentos Legais do Débito (FLD), de fls. 07/08, por sua vez, consta a fundamentação legal referente à ‘Compensação Indevida do Salário Família, do Salário Maternidade, e do Auxilio Natalidade’. E, de acordo com o anexo Discriminativo Analítico de Débito (DAD), de fl. 04, temse que o Fiscal Notificante, ao efetuar o Fl. 153DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 03/07/2013 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES Processo nº 10680.011829/200764 Acórdão n.º 2402003.466 S2C4T2 Fl. 152 5 presente lançamento no sistema informatizado, lançou as diferenças apuradas na rubrica ‘10 — Glosa dedução’, que corresponde à compensação indevida de salário família, salário maternidade, e auxilio natalidade. Constatase, assim, que há divergência entre as informações contidas no Relatório Fiscal e nos anexos FLD e DAD da presente NFLD, que cerceiam o direito de defesa do Contribuinte e não são passíveis de correção.” (DRJ/SP, Processo nº 19515.001071/200902, Acórdãonº 1623.876, Sessão de 17/12/2009) – destacouse Em vista disso, constatase que, ao contrário do que defende a Embargante, não é possível extrair do voto que anulou o lançamento anterior, que o vício seria necessariamente formal. Cabe destacar também que eventual discordância em relação à expressão utilizada no dispositivo do voto deveria ser questionada naquela oportunidade. Por fim, a título de argumentação, ainda que fosse possível entender que o vício contido no lançamento anterior é formal, temse que a autoridade administrativa não buscou sanálo devidamente, constituindo, essencialmente, o mesmo lançamento com o mesmo vício, situação que também não autoriza a aplicação do art. 173, inc. II, do CTN. Diante do exposto, voto pelo CONHECIMENTO dos embargos de declaração para, no mérito, REJEITÁLOS. É o voto. Nereu Miguel Ribeiro Domingues Fl. 154DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 03/07/2013 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES
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Numero do processo: 15374.002826/2001-21
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 27 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Jul 30 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/01/1996 a 29/02/1996, 01/10/1996 a 31/10/1996, 01/02/1997 a 28/02/1997, 01/05/1997 a 31/05/1997, 01/07/1997 a 31/10/1997, 01/06/1998 a 30/09/1998, 01/11/1998 a 30/11/1998
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - OMISSÃO, ERRO E CONTRADIÇÃO - OCORRÊNCIA -
Constatada a ocorrência de contradição, erro e omissão na decisão embargada, deve ser dado provimento aos embargos de declaração com vistas a sanear tais incorreções.
Embargos acolhidos
Numero da decisão: 3801-001.946
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, [por unanimidade de votos, em conhecer dos embargos de declaração e dar-lhes provimento para retificar a parte dispositiva, o voto e a ementa da decisão original, nos termos deste voto.]
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Marcos Antonio Borges - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), Paulo Guilherme Déroulède, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: MARCOS ANTONIO BORGES
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, [por unanimidade de votos, em conhecer dos embargos de declaração e dar-lhes provimento para retificar a parte dispositiva, o voto e a ementa da decisão original, nos termos deste voto.] (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), Paulo Guilherme Déroulède, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
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Embargos acolhidos Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, [por unanimidade de votos, em conhecer dos embargos de declaração e darlhes provimento para retificar a parte dispositiva, o voto e a ementa da decisão original, nos termos deste voto.] (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), Paulo Guilherme Déroulède, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 37 4. 00 28 26 /2 00 1- 21 Fl. 196DF CARF MF Impresso em 01/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 29/07/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 11/07/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 15374.002826/200121 Acórdão n.º 3801001.946 S3TE01 Fl. 160 2 Relatório Trata o presente processo de auto de infração, lavrado contra o contribuinte acima identificado, para exigência do PIS relativo aos períodos de apuração especificados acima (fls. 30 a 36). Apresentada impugnação, a DRJRio de Janeiro/RJII analisou o litígio e considerou procedente em parte o lançamento (fls. 70 a 76), excluindo os valores de PIS relativos aos períodos 02/97, 07/98 a 09/98 e 11/98, conforme ementas abaixo transcritas: LANÇAMENTO. CONSTITUIÇÃO DEFINITIVA. Considerase definitivamente constituído na esfera administrativa o lançamento de ofício com que há concordância pelo contribuinte, na sua impugnação. ERRO. PREENCHIMENTO DE PLANILHA. COMPROVAÇÃO. Não deve prosperar o lançamento de ofício lastreado em planilhas de apuração de base de cálculo elaboradas pelo contribuinte quando este comprova posteriormente ter havido equívoco no seu preenchimento. ERRO. PREENCHIMENTO DE DARF. COMPROVAÇÃO. Não deve prosperar o lançamento de ofício motivado por falta ou insuficiência de recolhimento da contribuição para o PIS quando restar comprovado erro no preenchimento, no Darf, do código desta contribuição ou do CNPJ do contribuinte. RECOLHIMENTO COMPROVADO. Não deve prosperar o lançamento de ofício motivado por falta ou insuficiência de recolhimento da contribuição para o PIS quando restar comprovada a efetivação do pagamento. PIS. ANTERIORIDADE NONAGESIMAL. Em cumprimento ao Princípio da Anterioridade Nonagesimal previsto na C.F., art. 195, parágrafo 6º, as alterações introduzidas pela M.P. nº 1.212/1995 e suas reedições, somente terão eficácia a partir do período de apuração de março de 1996. Instrução Normativa nº 6, de 19 de janeiro de 2000, art. 3º. A DRJRio de Janeiro/RJII destaca, ainda, que o contribuinte havia manifestado expressamente sua concordância com o crédito relativo aos períodos de apuração 10/96, 05/97, 07/97 a 10/97 e 06/98, informando que havia efetuado o pagamento dos respectivos valores. No entanto, o órgão julgador observa que somente foram confirmados os pagamentos relativos aos períodos 10/96, 07/97, 09/97 e 06/98, concluindo que os valores apurados para os meses de 10/96, 05/97, 07/97 a 10/97 e 06/98 estavam definitivamente Fl. 197DF CARF MF Impresso em 01/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 29/07/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 11/07/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 15374.002826/200121 Acórdão n.º 3801001.946 S3TE01 Fl. 161 3 constituídos na esfera administrativa, sendo que aqueles relativos aos meses de 05/97, 08/97 e 10/97 deveriam ser objeto de cobrança. Às fls. 83 a 88 consta recurso voluntário apresentado tempestivamente, no qual a empresa traz as seguintes alegações: · Não há saldo de imposto a pagar, conforme documentos acostados aos autos; · A alíquota de 0,75% para os períodos 01/96 e 02/96 não deve ser mantida, pois o recolhimento do tributo não se deu sob a égide da Lei nº 9.715/98, mas da MP nº 1.212/95, que sempre estabeleceu a alíquota de 0,65% para o PIS, desde nov/1995; · A IN/SRF nº 6/2000 não tem o condão de se sobrepor à Medida Provisória, que tem força de lei. A antiga 3ª Turma Especial do Segundo Conselho de Contribuintes apreciou o recurso voluntário, dandolhe provimento por meio da seguinte ementa (fls. 140 a 144): Em relação ao lançamento referente ao período de apuração 01/96 e 02/96, decorreu a prescrição do credito tributário em face da súmula vinculante Nº 08 do STF. A Fazenda Nacional interpôs embargos de declaração (fls. 147 a 150), alegando a ocorrência de: · Erro material, em razão de constar na ementa a expressão “prescrição do crédito tributário”, quando se trata de decadência (prazo para a constituição do crédito), assunto de que trata a Súmula Vinculante nº 8, do STF; · Omissão, em razão de no primeiro parágrafo do voto não constar a informação de que os créditos referentes aos períodos 05/97, 08/97 e 10/97 devem ser objeto de cobrança, por não terem sido pagos; · Obscuridade, em razão de não restar claro, nos segundo, terceiro e quarto parágrafos a concordância, ou não, com a decisão de 1ª instância que eximiu de cobrança os créditos relativos a 02/97, 07/98 a 09/98 e 11/98; · Contradição entre a ementa e o corpo do texto, já que o recurso não foi integralmente provido, mas parcialmente É o relatório. Fl. 198DF CARF MF Impresso em 01/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 29/07/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 11/07/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 15374.002826/200121 Acórdão n.º 3801001.946 S3TE01 Fl. 162 4 Voto Conselheiro Marcos Antonio Borges Relator Os embargos de declaração foram interpostos no prazo legal, razão pela qual são admitidos. Em relação à alegação de erro material, efetivamente constatase a sua ocorrência, uma vez que na ementa do acórdão embargado consta “prescrição do crédito tributário”, enquanto que no texto da decisão consta “declarouse a decadência do direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário”. Em relação à alegação de omissão no primeiro parágrafo do voto, vêse que também procede, uma vez que nele não consta informação acerca da cobrança dos valores de PIS relativos aos períodos 05/97, 08/97 e 10/97, uma vez que não restaram comprovados os alegados recolhimentos do crédito correspondente. Quanto à alegação de obscuridade nos segundo, terceiro e quarto parágrafos do voto, tal questão tornouse irrelevante, na medida em que o crédito relativo aos períodos 02/97, 07/98 a 09/98 e 11/98 foi exonerado pela decisão de 1ª instância, pretendendo os parágrafos questionados apenas resumir o teor daquela decisão, uma vez que não se trata de hipótese de recurso de ofício. No entanto, considerando que no texto destes parágrafos verifica se efetivamente a ocorrência de incorreções, entendo que devem ser substituídos por novo texto. Por fim, quanto à alegação de contradição, constatase também a sua procedência, visto que o resultado do julgamento não foi o provimento integral do recurso, como consta na ementa, mas parcial, em razão da manutenção no lançamento dos valores relativos aos períodos 10/96, 05/97, 07/97 a 10/97 e 06/98, não contestados pelo contribuinte. Por todo o acima exposto, voto por dar provimento aos presentes embargos, para: 1. Substituir a ementa do acórdão original, passando aquela a ter a seguinte redação: “SÚMULA VINCULANTE EFEITOS SOBRE A ADMINISTRAÇÃO DIRETA A súmula vinculante editada pelo STF obriga a Administração Direta à adoção do entendimento nela fixado, a partir de sua publicação no órgão de imprensa oficial. PIS DECADÊNCIA Declarada a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei nº 8.212/91, com a edição de súmula vinculante, cabe a aplicação da regra de decadência prevista no CTN.” 2. Substituir o texto do acórdão nos seguintes termos: Fl. 199DF CARF MF Impresso em 01/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 29/07/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 11/07/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 15374.002826/200121 Acórdão n.º 3801001.946 S3TE01 Fl. 163 5 “ACORDAM os Membros da TERCEIRA TURMA ESPECIAL do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, para excluir do lançamento os valores de PIS relativos aos períodos de apuração 01/96 e 02/96, em razão da decadência do direito de lançar.” 3. Substituir o 1º parágrafo do voto, nos seguintes termos: “Relativamente ao crédito correspondente aos períodos de apuração 10/96, 05/97, 07/97, 08/97, 09/97, 10/97 e 06/98, cabe observar que os respectivos valores encontramse definitivamente constituídos na esfera administrativa, em razão da expressa concordância do contribuinte com a sua exigência, conforme já destacado pela decisão de 1ª instância. Observese, ainda, que ao valores relativos aos períodos 05/97, 08/97 e 10/97 devem ser objeto de cobrança, em razão de não terem sido confirmados os respectivos recolhimentos, conforme informado também pelo colegiado de 1ª instância.” 4. Substituir os segundo, terceiro e quarto parágrafos do voto pelo seguinte texto: “Quanto aos valores referentes aos períodos de apuração 02/97, 07/98, 08/98, 09/98 e 11/98, observese que os mesmos foram exonerados pela decisão de 1ª instância, tendo sido excluídos do lançamento.” (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Fl. 200DF CARF MF Impresso em 01/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 29/07/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 11/07/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES
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