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4604644 #
Numero do processo: 10283.003414/91-26
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Apr 14 00:00:00 UTC 1993
Data da publicação: Wed Apr 14 00:00:00 UTC 1993
Ementa: AVARIA de mercadoria - papel jornal offset com linhas d'água. No cálculo da exigência tributária, deve:" ser adotada a alíquota negociada na AIADI.
Numero da decisão: 302-30.673
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: SAVIO MEDEIROSCOSTA

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score : 1.0
4616624 #
Numero do processo: 10314.004400/99-17
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Oct 16 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Tue Oct 16 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Regimes Aduaneiros Data do fato gerador: 20/11/1998 EMENTA DRAWBACK-SUSPENSÃO. DILIGÊNCIA. COMPROVAÇÃO COMPROMISSO DE EXPORTAÇÃO. Constatada a comprovação do adimplemento do compromisso de exportação, estabelecido nos Atos Concessórios, após realização de diligência, não há que ser mantida a exigência relativa ao Imposto de Importação e acréscimos legais. Recurso de Ofício Negado
Numero da decisão: 303-34.763
Decisão: ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA do TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES,Por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de ofício,nos termos do voto do relator.
Nome do relator: MARCIEL EDER COSTA

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score : 1.0
4607934 #
Numero do processo: 10909.002428/00-54
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Nov 07 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Tue Nov 07 00:00:00 UTC 2006
Ementa: IPI. RESSARCIMENTO. ENERGIA ELÉTRICA. O entendimento consolidado desta Câmara converge para o sentido de que a energia elétrica consumida no processo produtivo não se caracteriza como produto intermediário e como tal, seu consumo não poder ser incluído no cálculo do crédito presumido. AQUISIÇÕES DE INSUMOS DE PESSOAS FÍSICAS E DE PESSOAS JURÍDICAS NÃO CONTRIBUINTES DO PIS E DA COFINS. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÃO. O valor da matéria-prima, do produto intermediário e do material de embalagem adquiridos de pessoas físicas ou de pessoas jurídicas não contribuintes do PIS e da Cofins não integra a base de cálculo do crédito presumido do IPI. CRÉDITO PRESUMIDO. EXPORTAÇÃO DE INSUMO IN NATURA. Para cálculo do crédito presumido do IPI, o valor total das aquisições de matéria-prima, produto intermediário e material de embalagem não compreende as aquisições de insumos remetidos para o exterior sem sofrer industrialização pela empresa exportadora. AQUISIÇÃO DE RAÇÃO E DE INSUMO PARA PRODUÇÃO DE RAÇÃO. No cômputo do valor total das aquisições para apuração da base de cálculo do crédito presumido do IPI, excluem-se as aquisições de ração e de insumo para produção de ração. ALTERAÇÃO DO PERCENTUAL. A alteração do percentual de cálculo do crédito presumido, de 5,37% para 7,43%, não pode ser acatada por falta de previsão legal que a autorize. Recurso que se nega provimento. TAXA SELIC. Em se tratando o ressarcimento uma espécie do gênero restituição, a atualização dos créditos está devidamente reconhecida pelas normas legais e administrativas que regem a matéria. Recurso negado.
Numero da decisão: 203-11.493
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, em dar provimento parcial ao recurso, nos seguintes termos: I) por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, quanto ao cômputo, no valor das aquisições de valores relativos a energia elétrica; II) por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, quanto às aquisições de pessoas físicas e cooperativas. Vencidos os Conselheiros Valdemar Ludvig (Relator) e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda; III) por unanimidade de votos, em negar provimento quanto à alteração do percentual previsto em lei para o cálculo do crédito presumido (5,37% para 7,43%); IV) por maioria de votos, em negar provimento quanto à inclusão na base de cálculo do Crédito Presumido das aquisições de produtos in natura (IN) para a simples revenda no exterior. Vencidos os Conselheiros Valdemar Ludvig (Relator) e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda; V) por maioria de votos, em negar provimento quanto aos demais insumos pleiteados. Vencidos os Conselheiros Valdemar Ludvig (Relator) e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda em relação rações utilizadas na recria de animais e os insumos utilizados na fabricação de rações; e VI) por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, quanto à atualização monetária (Selic), admitindo-a a partir da data de protocolização do respectivo pedido de ressarcimento. Vencidos os Conselheiros Odassi Guerzoni Filho, Emanuel Carlos Dantas de Assis e Antonio Bezerra Neto. Designada a Conselheira Sílvia de Brito Oliveira para redigir o voto vencedor quanto aos itens II, IV e V.
Nome do relator: Valdemar Ludvig

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turma_s : Terceira Câmara

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decisao_txt : ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, em dar provimento parcial ao recurso, nos seguintes termos: I) por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, quanto ao cômputo, no valor das aquisições de valores relativos a energia elétrica; II) por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, quanto às aquisições de pessoas físicas e cooperativas. Vencidos os Conselheiros Valdemar Ludvig (Relator) e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda; III) por unanimidade de votos, em negar provimento quanto à alteração do percentual previsto em lei para o cálculo do crédito presumido (5,37% para 7,43%); IV) por maioria de votos, em negar provimento quanto à inclusão na base de cálculo do Crédito Presumido das aquisições de produtos in natura (IN) para a simples revenda no exterior. Vencidos os Conselheiros Valdemar Ludvig (Relator) e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda; V) por maioria de votos, em negar provimento quanto aos demais insumos pleiteados. Vencidos os Conselheiros Valdemar Ludvig (Relator) e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda em relação rações utilizadas na recria de animais e os insumos utilizados na fabricação de rações; e VI) por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, quanto à atualização monetária (Selic), admitindo-a a partir da data de protocolização do respectivo pedido de ressarcimento. Vencidos os Conselheiros Odassi Guerzoni Filho, Emanuel Carlos Dantas de Assis e Antonio Bezerra Neto. Designada a Conselheira Sílvia de Brito Oliveira para redigir o voto vencedor quanto aos itens II, IV e V.

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Numero do processo: 10209.000349/2004-09
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 25 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed Mar 25 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO - II Data do fato gerador: 04/06/1999 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Os embargos têm como finalidade a correção de falhas existentes nos acórdãos, quando for demonstrada contradição entre argumentos e conclusão ou entre as partes dispositivas e as decisões ou ementas, ou ainda obscuridade nas conclusões do acórdão. Os eventuais erros de interpretação dos fatos ou de aplicação da legislação correspondente (erro de direito), bem como a existência de decisões contrárias à constante do acórdão, não se incluem como matéria a ser albergada por embargos de declaração. Embargos Rejeitados.
Numero da decisão: 3101-000.001
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em conhecer e rejeitar os Embargos de Declaração, vencidos os Conselheiros Luiz Roberto Domingo e Valdete Aparecida Marinheiro, que acolhiam integralmente os Embargos de Declaração. O Conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda declarou-se impedido.
Nome do relator: José Luiz Novo Rossari

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turma_s : Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção

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Numero do processo: 36202.002463/2007-61
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Sat Feb 22 00:00:00 UTC 10
Data da publicação: Mon Feb 22 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/05/1997 a 30/09/2001 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. DECADÊNCIA. PRAZO QUINQUENAL. O prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 05 (cinco) anos, nos termos dos dispositivos legais constantes do Código Tributário Nacional, tendo em vista a declaração da inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei n° 8.212/91, pelo Supremo Tribunal Federal, nos autos dos RE's nºs 556664, 559882 e 560626, oportunidade em que fora aprovada Súmula Vinculante n° 08, disciplinando a matéria. In casu, constatou-se a decadência sob qualquer fundamento legal que se pretenda aplicar (artigo 150, § 4° ou 173, do CTN). PROCESSUAL. RECURSO REPETITIVO. Decidido o Recurso-Padrão, aos demais recursos repetitivos que tratam da mesma matéria devem ser aplicados o mesmo resultado do Recurso-Padrão, conforme disciplina o artigo 47 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
Numero da decisão: 2402-000.610
Decisão: ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, para acatar a preliminar de decadência, nos termos do voto do relator.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: LOURENÇO FERREIRA DO PRADO

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CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 36202.00246312007-61 Recurso n° 165.752 Voluntário Acórdão n° 2402-00.610 — C Câmara / r Turma Ordinária Sessão de 22 de fevereiro de 2010 Matéria CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Recorrente FLEXIBRAS TUBOS FLEXÍVEIS LTDA E OUTROS -Recorrida DRJ-RIO DE JANEIRO II/RJ ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/05/1997 a 30/09/2001 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. DECADÊNCIA. PRAZO QUINQUENAL. O prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciérios é de 05 (cinco) anos, nos termos dos dispositivos legais constantes do Código Tributário Nacional, tendo em vista a declaração da inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei n° 8.212/91, pelo Supremo Tribunal Federal, nos autos dos RE's nos 556664, 559882 e 560626, oportunidade em que fora aprovada Súmula Vinculante n° 08, disciplinando a matéria. In casu, constatou-se a decadência sob qualquer fundamento legal que se pretenda aplicar (artigo 150, § 4° ou 173, do CTN). PROCESSUAL. RECURSO REPETITIVO. Decidido o Recurso-Padrão, aos demais recursos repetitivos que tratam da mesma matéria devem ser aplicados o mesmo resultado do Recurso-Padrão, conforme disciplina o artigo 47 do Regimento Interno do Conselh Administrativo de Recursos Fiscais. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da C Câmara / 2. Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, para acatar a preliminar de decadência, nos termos do voto do relat r. - • C 111 OLIVEIRA - Presidente LOURENÇO FERREIRA DO PRADO — Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros: Marcelo Oliveira, Ana Maria Bandeira, Rogério de Lellis Pinto, Lourenço Ferreira do Prado, R 'que Magalhães de Oliveira (Convocado) e Núbia Moreira Barros Mana (Suplen -Ir 2 Processo n°36202.002463/2007-61 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00.610 E. 413 Relatório Trata-se de recurso repetitivo a ser julgado com a adoção do procedimento previsto no artigo 47 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, nos moldes em que disciplina a Portaria CARF n° 83, de 24109/2009. No julgamento do Recurso-Padrão, o Recurso: n° 260894 (160894), Processo: n° 13831.000501/2007-30, Recorrente: B&L ASSESSORIA E COMÉRCIO EM INFORMÁTICA LTDA, a Turma decidiu, por unanimidade de votos, reconhecer a decadência da totalidade das contribuições apuradas, através do Acórdão n°2402-00.589, assim ementado: Ementa:CONTRIBUIÇÕES PRET11DENCIÁRL4S.-- DECADÊNCIA. PRAZO QUINQUENAL. O prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 05 (cinco) anos, nos termos dos dispositivos legais constantes do Código Tributário Nacional, tendo em vista a declaração da inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei n° 8.212/91, pelo Supremo Tribunal Federal, nos autos dos RE 's es 556664, 559882 e 560626, oportunidade em que fora aprovada Súmula Vinculante n° 08, disciplinando a matéria. In casu, constatou-se a decadência sob qualquer fundamento legal que se pretenda aplicar (artigo 150, § 4° ou , o MJ). 1'1 É o relatório. 3 Voto Conselheiro Lourenço Ferreira do Prado, Relator Inicialmente há de se esclarecer que o presente acórdão supre o despacho previsto no art. 2°, § 2° Portaria CARF n°83, de 24/09/2009. No Recurso-Padrão, o Recurso: n° 260894 (160894), Processo: n° 13831.000501/2007-30, Recorrente: B&L ASSESSORIA E COMÉRCIO EM INFORMÁTICA LTDA, a Turma decidiu, por unanimidade de votos, reconhecer a decadência da totalidade das contribuições apuradas, através do Acórdão n°2402-00.589. Portanto, decidido o Recurso-Padrão, aos demais recursos repetitivos que tratam da mesma matéria devem ser aplicados o mesmo resultado do Recurso-Padrão. Pelo exposto, voto por reconhecer a decadência da totalidade das contribuições apuradas. Sala das Sessões, em 22 de fevereiro de 2010 LOURENÇO FERREIRA DO PRADO - Relator 4 ar MINISTÉRIO DA FAZENDACONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAISQUARTA CÂMARA - SEGUNDA SEÇÃO Processo n°: 36202.002463/2007-61 Recurso n°: 165.752 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no parágrafo 3° do artigo 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria - Ministerial n° 256, de 22 de junho de 2009, intime-se o(a) Senhor(a) Procurador(a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto a Quarta Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão n° 2402-00.610 Brasí • ., 1 . e abril de 2010 , ELIAS S ‘ n• O F • IRE Presidente da Quarta Câmara Ciente, com a observação abaixo: [ ] Apenas com Ciência [ ] Com Recurso Especial [ ] Com Embargos de Declaração Data da ciência: / / Procurador (a) da Fazenda Nacional

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4607457 #
Numero do processo: 10850.000972/2004-89
Turma: Sétima Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Sep 17 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Wed Sep 17 00:00:00 UTC 2008
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA – IRPJ. EXERCÍCIO: 2000. EMENTA: IRPJ LUCRO INFLACIONÁRIO REALIZADO. OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA DA TRIBUTAÇÃO BENEFICIADA PELA LEI N° 8.541/92.TENDO A PESSOA JURÍDICA OPTADO PELA TRIBUTAÇÃO BENEFICIADA PREVISTA NA LEI Nº 5.541/92 À ALIQUOTA DE 20%, IMPERIOSA A OBSERVÂNCIA DA OPÇÃO PELA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA. AO CONSELHO DE CONTRIBUINTES É VEDADO O REFAZIMENTO DO LANÇAMENTO, HAJA VISTA TER COMPETÊNCIA ADSTRITA PARA JULGAMENTO. DECADÊNCIA. SÚMULA 1° CC N. ° 10. O PRAZO DECADENCIAL PARA CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO RELATIVO AO LUCRO INFLACIONÁRIO DIFERIDO É CONTADO DO.PERÍODO DE APURAÇÃO DE SUA EFETIVA REALIZAÇÃO OU DO PERÍODO EM QUE, EM FACE DA LEGISLAÇÃO, DEVERIA TER SIDO REALIZADO, AINDA QUE EM PERCENTUAIS MÍNIMOS IRPJ APURAÇÃO TRIMESTRAL DECADÊNCIA ART. 150, § 4º, DO CTN. REITERADOS PRECEDENTES. A CONTAGEM DO PRAZO DECADENCIAI EM SE TRATANDO DE CONTRIBUINTE QUE APURA O IRPJI PELO LUCRO REAL TRIMESTRAL INICIA-SE NO ÚLTIMO DIA DO TRIMESTRE DE CORRESPONDÊNCIA, SALVO EM CASO DE DOLO, FRAUDE OU SIMULAÇÃO, POR FORÇA DO COMANDO DO ART. 150, § 4º DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. VISTOS, RELATADOS E DISCUTIDOS OS PRESENTES AUTOS.
Numero da decisão: 107-09.500
Decisão: Acordam os membros da Sétima Câmara do primeiro conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPJ - tributação de lucro inflacionário diferido(LI)
Nome do relator: Silvana Rescigno Guerra Barreto

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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA – IRPJ. EXERCÍCIO: 2000. EMENTA: IRPJ LUCRO INFLACIONÁRIO REALIZADO. OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA DA TRIBUTAÇÃO BENEFICIADA PELA LEI N° 8.541/92.TENDO A PESSOA JURÍDICA OPTADO PELA TRIBUTAÇÃO BENEFICIADA PREVISTA NA LEI Nº 5.541/92 À ALIQUOTA DE 20%, IMPERIOSA A OBSERVÂNCIA DA OPÇÃO PELA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA. AO CONSELHO DE CONTRIBUINTES É VEDADO O REFAZIMENTO DO LANÇAMENTO, HAJA VISTA TER COMPETÊNCIA ADSTRITA PARA JULGAMENTO. DECADÊNCIA. SÚMULA 1° CC N. ° 10. O PRAZO DECADENCIAL PARA CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO RELATIVO AO LUCRO INFLACIONÁRIO DIFERIDO É CONTADO DO.PERÍODO DE APURAÇÃO DE SUA EFETIVA REALIZAÇÃO OU DO PERÍODO EM QUE, EM FACE DA LEGISLAÇÃO, DEVERIA TER SIDO REALIZADO, AINDA QUE EM PERCENTUAIS MÍNIMOS IRPJ APURAÇÃO TRIMESTRAL DECADÊNCIA ART. 150, § 4º, DO CTN. REITERADOS PRECEDENTES. A CONTAGEM DO PRAZO DECADENCIAI EM SE TRATANDO DE CONTRIBUINTE QUE APURA O IRPJI PELO LUCRO REAL TRIMESTRAL INICIA-SE NO ÚLTIMO DIA DO TRIMESTRE DE CORRESPONDÊNCIA, SALVO EM CASO DE DOLO, FRAUDE OU SIMULAÇÃO, POR FORÇA DO COMANDO DO ART. 150, § 4º DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. VISTOS, RELATADOS E DISCUTIDOS OS PRESENTES AUTOS.

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PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SÉTIMA CÂMARA Processo o." 10850.000972/2004-89 Recurso n'' 155.648 Voluntário Matéria IR RI Fx..: 2000 Acórdão id 107-09.500 Sessão de 17 de setembro de 2008 Recorrente PFVEHTUR TRANSPORTES E TtJ.R ISM° LIDA Recorrida 3a TURM A/DRJ-R113E1 R AO PRETO/SP Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPI 1.xe1eicio: 2000 Ementa: FRPSI LUCRO INFLACIONÁRIO REALIZADO, OBSERVÂNCIA OBRIGA'PORIA DA r VRIBUI.AÇÂO BENEFICIADA PELA LEI N.° 8.541/92 - Tendo a pessoa iurídica optado pela tributação beneficiada prevista na Lei n." 5.541/92 à aliquota de 20%, imperiosa a observância da opção pela autoridade administrativa. - Ao Conselho de Contribuintes é vedado o refazimento do lançamento, haja vista ter competência adstrita para julgamento. DECADÊNCIA. Súmula 1° CC n..° 10. - O prazo decadencial para constituição do crédito tributário relativo ao lucro inflacionário diferido é contado do período de apuração de sua efetiva realização ou do período em que, em face da legislação, deveria ter sido realizado, ainda que em percentuais 'uh-limos IRPT APURAÇÃO TRIMESTRAL DECADÊNCIA ART. 150, § 4", do CIN. RELVER.ADOS PRECEDENTES. A contagem do prazo &cadenciai em se tratando de contribuinte que apura o IRP.I peloluero real trimestral inicia-se no último dia do trimestre de correspondência, salvo em caso de dolo fraude ou simulação, por força do comando do att. 150, § 4' do Código Tributário Nacional. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros da Sétima Câmara do primeiro conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. , 1<, i Processo n" 10850 00097212004-89 CCOUL'07 .Acórcklo ni 107-09500 1,1s 99 IPLA MARCOS VI '9 CUS "N KR. DE LIMA - Presidente d.\,e SILVANA RESCIG".. \-0 GUERRA BARRE LIO - Relator 1 DITADO EM:tj 9 20 tk) Participaram, ainda, da presente sessão de julgamento os Conselheiros: Marcos Vinicius Neder de Lima, Silvana Rescigno Guerra. Barretto, Luiz Martins Valem, Hugo Correia Sotero, Albertina Silva Santos de Lima, .layme (irotto e Lavinia Moraes de Almeida Nogueira .Junqueira Relatório Trata-se de lançamento relativo ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica relativo ao ano-calendário de 1999, decorrente de adições não computadas na apuração do lucro real apurado, pol força da ausência de realização mínima obrigatória do Lucro killacionário realizado Cientificada do lançamento, a Recorrente requereu, preliminarmente, a suspensão do auto de infração, argumentando que seria decorrente de saldo de lucro inflacionário constante em demonstrativo de auto de infração lavrado em maio de 2003 que foi Objeto de recurso e aguarda .julgamento e, ao final, pugnou pelo cancelamento do auto, destacando que teria decaído o direito de a Fazenda exigir o crédito exigido A Delegacia da Receita Federal de Jul gamento em Ribeirão Preto-SP julgou o lançamento procedente, sob os seguintes argumentos: i) incabível o pedido de suspensão do lançamento em razão do processo n.' 10850..001114/2003-71, haja vista que referente à ausência de realização do lucro inflacionário no ano de 1997, além de já ter sido validado por aquela Delegacia o saldo do lucro inflacionário a realizar existente em 31 de dezembro de 1995., h.) a legislação vigente exigiria a realização mínima. de 2,5% do saldo do lucro inflacionário acumulado em 31 de dezembro de 1995 corrigido monetariamente até esta data, o que não teria sido obedecido pela Recorrente; iii) não teria oconido nos autos hipótese de nulidade, tal como previsto no art. 59, do PAF. Intimada da decisão da DRJ, a Recorrente interpôs o Recurso Voluntário ora em análise, aduzindo, em síntese, que: i) estaria caracterizada a decadência uma vez que a exigência estaria pautada em lançamento efetuado pela Recorrente na DTP.; de 1994; 2 Processo n' 10850 000972/2004-89 CC0 MY/ Acórdão il.' 147 -09500 1 ; Is 1(10 11) o saldo de lucro inflacionário existente em seus registros teria sido realizado, com base no art, 31, da 1 ,ei n.." 8.541/92, com a opção pelo parcelamento em 120 meses e o transcurso do prazo de 5 (cinco) anos teria validado os valores ali apresentados; iii) ainda que tivesse cometido equívoco ao corrigir o saldo acumulado, O direito de exigir o imposto decorrente teria terminado em 1999, uma vez que não constatada fraude, dolo 011 má-fé; iv) a decisão prolatada no processo tr." 10850.002907/2003-15 seria. contraditória, uma vez que afirma que o fato gerador apenas ocorreria na data em que a pessoa _jurídica estaria obrigada a realizá-lo, exatamente como teria feito a Recorrente ao realizar o total do lucro inflacionário corno declarado na DIPJ de 1994, na forma do art. 31, da Lei n." 8,54 l /92; v) transcorrido cinco anos da entrega da DIPJ de 1994 que comprovaria a opção pela realização todal do saldo existente em .31 de dezembro de 1992 do lucro inflacionário acumulado, acrescido do saldo da conta da diferença de correção do IPC/BTNE não mais poderia o .fisco exigir diferenças, por força da decadência; É O relatório. Voto Conselheira - SILVANA RESC.IGNO GUERRA .BARRETO, Relator Cuida-se de Auto de Infração lavrado com. o fito de exigir Imposto de Renda Pessoa Jurídica relativo ao exercício de 1999, cuja ciência do contribuinte ocorreu em 19 de maio de 2004. De início, constato que a autoridade lançadora não respeitou a opção realizada pelo contribuinte quanto à realização do lucro inflacionário incentivada, consoante autorizado pela. Lei n,' 8_541/82, veï bis: "Art 3.1 À opcão da pessoa jurídica, o lucro inflacionário acumulado e o saldo credor da diferença de correção 111011 etária complementar IPC/B7WF (Lei n.° 8.200, de 28 de junho de .1.991, art. 3°) existente em 31 de dezembro de .1992, corrigidos monetariamente, poderão ser considerados realizados, mensalmente, e tributados da seguinte fornia: 1 -1/120 à alíquota de 20% (vinte por cento); ou; II - 1/60 à alíquota de 18% (dezoito por cento,), ou 111- 1/36 à aliquota de .15% ('quinze por cento) IV-- 1/12 à &IT.!~ de 10% (dez por cento); ou V --- em cota única à aliquota de 5% (cinco por cento). 3 processo n 10850 000972/2001 -$9 CCO I/C07 Acórd50 " 107-09.500 11:,; 101 1° O lucro inflacionário acumulado realLado fi» MC1 de.ste artigo .setó couvei tido em quantidade de Ufir diária pelo tuloi' desta no último dia do puí iodo-ha.se. 2° O impoWo calculado 1705 lermos deste artigo será pago até o último dia útil do mes subwq iienle ao da reconvertido pata c; aceiro, com base na expres_são monetatia da Ufif (Urja viente no dia antetior ao do pagamento .3' O imposto de que trata esie artigo será considerado como de tributação exclusiva 4"A opção de que trata o caput deste artigo, que deverá Net' frita até o dia 31 de dezembro de 1994, será irretratável e manifestada através do pagamento do imposto sobre o lucro inflacionário acumulado, cumpridas as instruções baixadas pela Secretaria da Receita Federal. "(grifos acrescidos) Dellui-se do texto acima que o contribuinte poderia optar de forma irretratável por 5 formas de tributação e, tendo a Recorrente comprovado a opção pela tributação beneficiada à aliquota de 20%, a autoridade administrativa teria, necessariamente, que Observa- la... Quando realizada a opção, a Recorrente declarou eiur eam.po próprio de formulário a alternativa de antecipação adotada e o imposto pago, de sorte que o Pisco teve ciência de todos os valores utilizados puni a quitação da obrigação tributária pelo contribuinte, e deveria confrontar a base de realização com os seus registros anteriores, notadamente SAP LI, o que não foi feito. A não observância da opção maculou o lançamento, que não pode ser refeito por este Colendo Conselho de Contribuintes, por ser competente tão-somente para julgar recursos e não para lançar tributos e penalidades. Por outro lado e, apesar de vislumbrar a ocorrência de decadência com espeque no art. 150, § 4 0, do GIN no que tange ao fato gerador supostamente ocorrido ern 31 de março de 1999, deixo de aplieá-ia, por força das razões meritórias acima expostas. Isto porquanto, em se tratando de contribuinte que declara o imposto de renda pelo lucro real trimestral (art, 2°, da Lei. n.." 9,430/96), o fato gerador do tributo ocorre no último dia do trimestre de correspondência, data que passa a ser o termo inicial para a contagem. do prazo decadencial estipulado na norma acima transcrita, salvo quando ocorrer dolo, fraude ou. simulação, 'hipótese que remete a contagem do prazo encartada ao artigo 173, do Codex. Neste passo, o tributo relativo ao primciro trimestre do ano de 1999, poderia ter sido objeto de lançamento até 31 de março de 2004, conforme reiterados precedentes desta Colenda (.-lainara evidenciado na ementa a seguir transcrita, verbis: "DECADÉNCIA O lato gerador do imposto de renda e das contribuiçães -das empresas que deelatam o tributo pelo lucro real trimestral ('ali. 2' da Lei a"9.430/90 ocorre ao último dia do trimestre de correspondência. contando-se daí o prazo decadencial pata o fiyco exercer o direito de constituit O crjWito tributário, .yalvo quando ocorrei .. dolo, fraude ou simulação (art. 1.50, 4" do Código Tributário :Nacional), em que a contagem se faz a partir do primeiro dia do 4 Processo n" 10850 000972/2001-89 CO)1/C07 Acórdão n " 107 -09..500 102 vc aício seguinte àquele em que o lançamento poderia lei sido efetuado NULIDADE DO AUTO "D"».; INFRAÇÃO — Erro de digitação na indicação do ano do Regulamento do Imposto de Renda não justifica a anulação da peça básica, revestida que foi das demais formalidades legais NULIDADE DA DECTSÃO DE PRAIEIRA INSTANCIA --- Não houve no julgado omissão sobre pedido de perícia, se a mesma sequer foi solicitada na deksa e com as formalidades do inciso IV, do uri 16 do Decreto 17" 7/) 23.5/72 LANÇAMEN10 EFE'IVADO COM FUNDA MEWTO NA LEI COAIPLEMENTAR N" 105/2001- Lei 9311/96, art. 1/, 3", NOVA REDAÇÃO DADA PELO ART I' DA LEI 10174, de 09 01 .2001, E DECRETO .N" 3 724, DE 10 01.2001 -- Em se tratando de normas férmais ou procedimentais que ampliam o poder de fis. cd/ização a sua aplicação é imediata, alçando fatos pretéritos, consoante o disposto no artigo 141, ,§ I'', do Código l'ributário Nacional OMISSÃO DE .RECEITA,S INDICIADA POR DEPáS1TOS BANCÁRIOS — A partir de 1 /0I/97, por força do disposto nos artigos. 42 e 87, da Lei a" 9 430/96, a falta de escrituração de depósitos' bancários configuram caso de °míssil° de reeeitas, se o titular da conta-corrente, devidamente intimado, não comprovar a origem dos recursos utilizados nessas operações, com documentos hábeis e idóneos Por se tratar de regra que inverte o ónus da prova, cabe ao contribuinte infirmar a presunção MULTA AGRAVADA —Caracterizada na espécie a ocorrjneia de fraude que autoriza o lançamento de multa agravada, como previsto no inciso II, do artigo 44 da Lei n" 9.430/96, impõe-se a mantença penalidade, como preceitua o citado dispositivo Recurso provido em parte '' (Recurso 148378, Rel, Cailos Alberto Gonçalves Nunes, Acórdão 107-09263) Em face do exposto, dou provimento ao Recluso Voluntário. É como voto Sala das Sessões - DF, em 17 de setembro de 2008 SII,VANA RESCICN GUERRA BARRETTO MIN IsTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS °LIARA .A CÂMARA - PRIMEIRA S.1-2,(,-)kO Processo n" : 10850,000972/2004-89 Acórdão n" : 107-09.500 TERMO DE INTIMAÇÃO Intime-se um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, da decisão consubstanciada no acól dão supra, nos termos do art. 81, § 3 0, do anexo II, do Regimento Interno do CARI', aprovado pela Portaria Ministerial n" 256, de 22 de . junho de 2009 Brasília, 09 de julho de 2010 •, ariseã-Acc.''fíVs'n:bitri()) neta-1'S eci (ll ia da Câ mai a Ciência Data: Nom c: Pi oc,-un adot (a) da Fazenda Nacional Encaminhamento da PFN: ] apenas corri ciência; 1 • com Recai S;() I_ _1 com Embargos de :Declaração.

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4605934 #
Numero do processo: 10665.000435/2003-45
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Jul 04 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Fri Jul 04 00:00:00 UTC 2008
Ementa: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 28/02/1999 a 31/12/2002 AUTO DE INFRAÇÃO. BASE DE CÁLCULO. BONIFICAÇÕES. O § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718, de 1998 considera que todas as receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente do tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada, integram a base de cálculo da Cofins, nela se inserindo, portanto, as receitas com bonificações recebidas de fornecedores. TAXA SELIC. SÚMULA Nº 3. É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - Selic para títulos federais. Recurso negado.
Numero da decisão: 203-13.097
Decisão: ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES: I) pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso, no sentido de que toda a receita auferida pelo contribuinte constitui a receita da sociedade, fazendo parte da base de cálculo da exação. Vencidos os Conselheiros Eric Moraes de Castro e Silva, Jean Cleuter Simões Mendonça, Fernando Marques Cleto Duarte e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda; e II) quanto a Selic, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: Odassi Guerzoni Filho

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Recorrida DRJ EM BELO HORIZONTE/MG ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 28/02/1999 a 31/12/2002 AUTO DE INFRAÇÃO. BASE DE CÁLCULO. BONIFICAÇÕES. O § 1° do artigo 3° da Lei n° 9.718, de 1998 considera que todas as receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente do tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada, integram a base de calculo da Cofins, nela se inserindo, portanto, as receitas com boni ficações recebidas de fornecedores. TAXA SELIC. SÚMULA N° 3. cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - Selic para títulos federais. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES: I) pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso, no sentido de que toda a receita auferida pelo contribuinte constitui a receita da sociedade, fazendo parte da base de cálculo da exação. Vencidos os Conselheiros Eric Moraes de Castro e Silva, Jean Cleuter Simões Mendonça, Fernando Marques Cleto Duarte e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda; e II) quanto a Selic, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. 0 ROSEN Processo n0 10665.000435/2003-45 Acórdão n.° 203-13.097 0 Presidente RG FILHO 1 DASSI GUERZONI Fl C3\503 Fls irl Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis e José Ado Vitorino de Morais. 2 Processo no 10665.000435/200345 Acórdão n.° 203-13.097 CCO2/CO3 1412 4d 'Relatório Trata-se de Auto de Infração cientificado pessoalmente ao sujeito passivo em 24/03/2003, relacionando-se à exigência de diferenças da Cofins apuradas pelo fisco nos Períodos de apuração de fevereiro de 1999 a dezembro de 2002, e cujo crédito tributário montou a R$ 11.213,01, nele incluídos juros de mora e multa de oficio de 75%. Na impugnação a autuada se insurgiu contra o lançamento clamando pela exclusão da base de cálculo eleita pelo fisco de valores constantes da rubrica "Receitas Diversas", vez que as mesmas se referem a bonificações recebidas de seus fornecedores na forma de mercadorias. Explicou que essas bonificações são dadas pelos seus fornecedores como forma de provocar a baixa nos pregos de venda, ou para repor gastos de comercialização, Ou mesmo para compensar a reposição de mercadorias que tem o seu prazo de validade vencido ou que se danificam nas prateleiras. Entendeu a impugnante que, a prevalecer o entendimento do fisco, os valores das ditas bonificações seriam tributadas duas vezes: a primeira quando da entrada, e, a segunda, quando de sua efetiva saída. Assim, considerou que tais valores recebidos são receitas não operacionais e, como tais, não integram a base de Calculo da Cofins. Insurgiu-se ainda a impugnante contra a incidência da Taxa Selic no valor da autuação. A DRJ considerou inteiramente procedente o lançamento e manteve a autuação, sob o argumento de que a Lei n° 9.718, de 1998, passou a englobar a totalidade das receitas auferidas pelas empresas para fins de determinação da base de cálculo da Cotins, e de que a incidência da Selic obedece a regras legalmente instituidas em nosso ordenamento jurídico. Com alguma ou outra ênfase, a autuada repete os mesmos argumentos da peça impugnatória em seu recurso voluntário, insistindo na tese de que bonificações não podem ser consideradas como faturamento e/ou receitas, transcrevendo decisões do Primeiro Conselho que estariam, a seu ver, a referendar o seu entendimento. Arrolamento de bens à fl. 1.460. o relatório. 3 Processo n° 10665.000435/2003-45 Acórdão n.° 203-13.097 CCO2/C 3 Fls. Voto Conselheiro ODASSI GUERZONI FILHO, Relator A tempestividade se faz presente pois, cientificada da decisão da DRJ em 04/09/2004, a interessada apresentou o Recurso Voluntário em 30/09/2004. Preenchendo os demais requisitos de admissibilidade, deve ser conhecido. Não obstante o motivo da autuação tenha se dado por conta da não inclusão na base de calculo de valores constantes das rubricas Receitas Financeiras, Receitas Diversas, RecuperaOes Diversas e Receitas Naa Tributciveis, a autuada somente se insurgiu contra uma delas, qual seja a Receitas Diversas, vez que, segundo ela, nela estão compreendidos valores relacionados a Bonificações recebidas de fornecedores, os quais, pela sua natureza, entende, não devem ser alcançados pela incidência da Cofins. Ainda assim, toda a argumentação da Recorrente para afastar a sujeição das tais Bonificações à incidência da Cofins se deu de uma forma genérica, qual seja, pelo fato de Considerar a Recorrente que aqueles valores não podem ser considerados faturamento e/ou receita bruta. Não suscitou, portanto, a Recorrente, aquele argumento que mais está em voga atualmente, qual seja, de que ha uma decisão do STF considerando inconstitucional o alargamento da base de cálculo instituído pelo § 1° do artigo 3° da Lei n°9.718/98. Portanto, o único tema trazido à baila pela Recorrente a este julgamento, exceção, claro à Taxa Selic, que sell tratada mais adiante em tema especifico, é o de que não pode haver a incidência da Cofins sobre os valores recebidos a titulo de Bonificações, pelo fato de entender que isso não se configura como uma receita ou faturamento. A meu ver, não merece reparo a decisão recorrida já que aplicou para o caso a regra do § 1" do artigo 3° da Lei n°9.718, de 1998, que, para fins de determinação da base de cálculo da Cofins, considera como receita bruta a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo irrelevantes o tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada para as receitas. No caso, tratam-se de valores recebidos pela autuada de seus fornecedores relativos a mercadorias, que, de uma forma ou de outra, serão novamente colocadas à venda gerando novas receitas, sem que isso, contudo, configure uma tributação em dobro, vez que as operações são distintas uma da outra; numa, representada pela, digamos, doação em espécie recebida, e a outra, pela sua venda propriamente dita. Assim, nenhum valor há de ser excluído da base de cálculo da contribuição. A incidência da taxa Selic sobre o valor da exigência matéria que restou pacificada neste Segundo Conselho, com a edição da Súmula n° 3, que dispõe: "É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para cora a Unido decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e custódia — Selic para títulos federais". 4 DASSI GUERZONI Fl Processo n° 10665.000435/2003-45 Acórdão n.° 203-13.097 De se manter, também, a exigência da Cotins devidamente acrescida dos juros moratórios calculados com base na Taxa Se lic. Pelo exposto, nego provimento ao Recurso. Sala das Sessões, em 0 de julho de 2008 5

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4617443 #
Numero do processo: 10730.004308/2004-75
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon May 19 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Mon May 19 00:00:00 UTC 2008
Ementa: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 2003 Legislação Superveniente. Inclusão Retroativa. Impossibilidade. A alteração da legislação disciplinadora do regime de impedimentos à opção pelo Simples não autoriza a aplicação da retroatividade benigna prevista no art. 106 do Código Tributário Nacional, para efeito de re-incluir contribuinte regularmente excluído com base na legislação vigente à época do ato. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO
Numero da decisão: 303-35.325
Decisão: ACORDAM os membros da terceira câmara do terceiro conselho de contribuintes, por maioria de votos, negar provimento ao recurso voluntário, vencidos os Conselheiros Nilton Luiz Bartoli, Relator, Tarásio Campelo Borges e Nanci Gama, que deram provimento. Designado para redigir o voto o Conselheiro Luis Marcelo Guerra de Castro.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: Nilton Luiz Bartoli

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decisao_txt : ACORDAM os membros da terceira câmara do terceiro conselho de contribuintes, por maioria de votos, negar provimento ao recurso voluntário, vencidos os Conselheiros Nilton Luiz Bartoli, Relator, Tarásio Campelo Borges e Nanci Gama, que deram provimento. Designado para redigir o voto o Conselheiro Luis Marcelo Guerra de Castro.

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Numero do processo: 13502.720032/2006-10
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 26 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Mar 26 00:00:00 UTC 2009
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2002 a 31/03/2002 PROCESSO JUDICIAL E ADMINISTRATIVO. MATÉRIA IDÊNTICA. RENÚNCIA À ESFERA ADMINISTRATIVA. A existência de ação judicial, com o mesmo objeto do processo administrativo fiscal, implica na renúncia à instância administrativa.
Numero da decisão: 3201-000.042
Decisão: Por maioria de votos, negou-se provimento ao recurso voluntário, afastando a preliminar de nulidade do acórdão recorrido, vencidos os Conselheiros Heroldes Bahr Neto, Relator, Nilton Luiz Bartoli, Vanessa Albuquerque Valente, que deram provimento. Designada para redigir o voto a Conselheira Anelise Daudt Prieto. A Conselheira Nanci Gama declarou-se impedida.
Nome do relator: Heroldes Bahr Neto

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Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP23.1019.14586.I4K2. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13502.720032/2006­10  Acórdão n.º 3201­000.042  S3­C2T1  Fl. 342          2   Relatório  Por  bem descrever  a matéria  de que  trata  este  processo,  adoto  e  transcrevo  abaixo o relatório que compõe a Decisão Recorrida.   Trata o processo de cobrança dos créditos tributários de Cofins  dos períodos­de­apuração de janeiro, fevereiro e março de 2002,  que  se  encontram  confessados  em  DCTF  e  que  estavam  na  situação de suspenso pela ação judicial nº 92.00.00125­4.  Posteriormente,  tendo a Seção de Controle e Acompanhamento  Tributário — SACAT da DRF/Camaçari verificado que inexistia  a prerrogativa de suspensão da exigibilidade prevista no artigo  151 do Código Tributário Nacional e tampouco crédito liquido e  certo  transitado  em  julgado  para  utilização  da  compensação  administrativa com créditos do Finsocial, encaminhou os débitos  para  cobrança  amigável,  a  qual  vem  o  interessado  contestar  amparado por ação judicial.  A  empresa  ajuizou  a  ação  n°92.00.00125­4  com  o  intuito  de  contestar a majoração das alíquotas do Finsocial que excedeu a  0,5%,  tendo  a  Apelação  Cível  93.01.17786­2  (fls.04/08),  transitado em julgado pelo TRF da 1" Região, reconhecendo seu  pleito (f1s.09 e 10/19) em 15/08/1994.  Posteriormente  requereu o aproveitamento do crédito mediante  compensação,  que  foi  negado  pela  Justiça  Federal  e  também  pelo  TRF  (fls.20/21  e  22/26),  cuja  decisão  foi  reformada  pelo  Acórdão  STF  no  Recurso  Especial  n°  200577/BA  (fls.27  e  28/36), que transitou em julgado em 01/09/1999 (fl.37).  Diante  da  certeza  de  reaver  o  direito  creditório,  ingressou  a  empresa com ação de execução propondo intimação à União no  valor do crédito de R$32.482.827,76, cujos cálculos e  forma de  liquidação foram contestados por esta que apresentou Embargos  a Execução  (Parecer de fls. 56/60), que se encontra na  fase de  liquidação, sem trânsito em julgado (fls. 38/62).  Os  débitos  confessados  na  DCTF  foram  vinculados  a  créditos  das  ações  nº  92.125­4  e  a  de  nº  99.278­49,  esta,  analisada  no  processo  13502.000166/99­49  (Informação  SACAT  n°  014/2006),  cujos  valores  foram  extintos,  remanescendo  a  cobrança da parcela dos débitos vinculados a ação 92.125­4 fls.  63/65),  cujos  débitos  foram  transferidos  para  o  presente  processo, ora em análise.  Tendo  sido  cientificada  da  Carta  de  Cobrança  (11.68)  em  24/11/2006  (AR  de  fl.  80),  a  interessada  ingressou  na  Justiça  com  o  Agravo  de  Instrumento  no  2006.01.00.047525­5  (fls.85/104),  e  Mandado  de  Segurança  2006.33.00.019243­7  (17.81).  Fl. 341DF CARF MF Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP23.1019.14586.I4K2. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13502.720032/2006­10  Acórdão n.º 3201­000.042  S3­C2T1  Fl. 343          3 Na Decisão do Agravo de Instrumento 47525­5 (fls105/106), em  15/12/2006,  o  TRF  da  1ª  Região  concedeu  a  antecipação  da  pretensão  recursal  para  determinar  a  expedição  da  certidão  positiva  com  efeito  de  negativa,  considerando  que  apesar  de  o  Fisco demonstrar  ter  conhecimento da  compensa cão  realizada  pelo  contribuinte,  ainda  que  não  lhe  tivesse  recusado  formalmente  homologação,  o  crédito  constituído  da  empresa  é  da ordem de R$21.806.831,40, enquanto o crédito da agravante  passível de compensação é da ordem de R$32.482.827,78, e que  o §2° do art. 74 da Lei n°9.430, de 1996, na redação da Lei n"  10.637,  de  2002,  prevê  que  se  recusada  a  compensação,  cabe  recurso a este ato, com efeito suspensivo, conforme dispõe o §11  do citado art. 74.  Posteriormente,  em  24/01/2007  (fl.111),  o  mesmo  Juiz  relator,  atendendo  a  pedido  de  reconsideração  interposto  pela  União  Federal, denegou antecipação da pretensão recursal concedida,  haja  vista  reconhecimento  de  que  partiu  de  uma  premissa  equivocada,  de  que  a  agravante  foi  impedida  de  apresentar  manifestação  de  inconformidade  prevista  no  §9º  do  art.  74  da  Lei  n°  9.430/96,  quando  a  alegação  do  agravo  foi  a  de  ocorrência  de  cerceamento  de  defesa  por  não  conter  na  notificação para pagamento em 30 dias, o exercício do direito de  defesa dentro do referido prazo.  Quanto ao Mandado de Segurança nº 19243­7 verifica­se que o  MM  Juiz  Wilson  Alves  de  Souza  prolatou  a  sentença  em  19/03/2007  (fls.127/129),  após  considerar  que  a  impetrante  buscou  o  amparo  em  sede  de  liminar  para  suspender  a  exigibilidade  dos  créditos  tributários  referidos  no  presente  processo,  13502.720032/2006­10;  provimento  judicial  que  lhe  assegurasse  o  direito  liquido  e  certo  ao  prévio  processo  administrativo  destinado  a  analisar  a  lisura  da  compensação  com  abertura  de  prazo  para  apresentação  de  manifestação  de  inconformidade  e  seus  ulteriores  desdobramentos  até  decisão  final  na  esfera  administrativa  e  nesse  interregno,  expedição  da  CND  positiva  com  efeito  de  negativa,  quanto  aos  créditos  tributários ora exigidos.  Acrescentou  ainda,  que  a  empresa  declarou  que  efetuou  a  compensação de créditos do Finsocial com os débitos da Cofins  relativos  aos  períodos  de  01/2002  a  03/2002,  a  qual  não  foi  aceita  pela  SRF,  tendo  o  Delegado  da  Receita  Federal  em  Camaçari pugnado pela denegação da segurança alegando que  a  impugnante não atendeu as determinações contidas no artigo  14  da  Instrução  Normativa  n°21/97,  deixando  inclusive  de  pleitear administrativamente a compensação.  Por fim, aceita a exclusão do Procurador Chefe da PGFN pólo  passivo, para acatar o pedido da empresa nos seguintes termos:  CONCEDO  a  segurança  para  garantir  a  Impetrante  o  direito  a  ampla  defesa  e  ao  devido  e  ao  prévio  processo  administrativo,  garantindo o direito à obtenção de certidão positiva com efeito de  negativa no que se refere ao débito em discussão até decisão final  Fl. 342DF CARF MF Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP23.1019.14586.I4K2. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13502.720032/2006­10  Acórdão n.º 3201­000.042  S3­C2T1  Fl. 344          4 no  aludido  procedimento  administrativo  (autos  n°  13502.720032/2006­10).  Ciência  ao  Impetrado  para  cumprir  imediatamente  a  presente  sentença, uma vez que a  sentença de mérito  torna sem objeto o  que esta decidido pelo TRF­1Tegicio, porque tal objeto se refere  a agravo contra decisão liminar.  Diante do Oficio nº155/2007 expedido ao Delegado da Receita  Federal  em Camaçari  e  Procurador Chefe  da  PGFN  (fl.  131),  para  cumprimento  da  sentença  proferida  no  Mandado  de  Segurança (fls.230/232), a SACAT suscitou dúvida a respeito de  qual  tratamento  deveria  ser  dado  a  petição  da  contribuinte  de  fls.139/157, haja vista que se por um lado constara na exordial o  pleito para apresentação de Manifestação de Inconformidade, de  outro,  atos  de  cobrança  em  face  de Representação por  crédito  lançado  em  DCTF  não  se  encontram  abarcados  pela  norma  especifica, art. 74 da Lei n° 9.430, de 1996 e Decreto n° 70.235,  de 1972, instâncias decisórias com efeitos e trâmites processuais  distintos.  O  Procurador  no MEMO  n°  469,  de  10/04/2007,  informa  que  interpôs  recurso  de  Embargos  Declaração  para  aclarar  a  sentença  proferida  pelo  Juizo  da  7"  Vara  Federal  (f1.132  e  241/243).  Contudo,  em  17/04/2007,  foi  proferida  decisão  pela  Juiza  Substituta  da  7ª  Vara  da  Justiça  Federal  (  fl.244)  afirmando não haver nenhuma omissão no julgado, posto que o  objeto  da  demanda  não  debatia  o  regime  jurídico  ao  qual  a  autoridade  administrativa  deve  obediência,  e  assim  proferiu  a  decisão:  "Do  exposto,  conheço  dos  embargos  declaratórios,  contra sentença de fls.280/282, para rejeitá­los."  Deste  modo,  tendo  a  SACAT  entendido  que  a  empresa  tinha  auferido tutela jurisdicional que lhe garantira a segurança para  apresentação  de manifestação  de  inconformidade  (fls.139/157),  propôs aceitação da tempestividade da manifestação, apesar de  a ciência da Carta Cobrança de f1.80 ter se dado em 24/11/2006  e encaminhou os autos a esta DRJ para apreciação nos  termos  do art. 74 da Lei n° 9.430, de 1996, combinado com o Decreto n°  70.235, de 1972.  A  interessada  fundamenta  sua  manifestação  nos  artigos  74  da  Lei n° 9.430, de 1996 e art.48 da Instrução Normativa n°600, de  2005, contra despacho proferido em 17/11/2006, que indeferiu a  compensação,  para  requerer  a  reconsideração  da  decisão  proferida, em conformidade com o disposto no art.56 §1° da Lei  nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999; e, caso mantida a decisão, a  remessa dos autos a DRJ competente, alegando que:  •  Obteve  reconhecimento  judicial  de  direito  liquido  e  certo  transitado  em  julgado  para  restituir  o  Finsocial,  recolhido  na  alíquota  superior  a  0,5%,  nos  autos  da  ação  ordinária  n°92.00.00125­4 (docs.04 a 06) e de efetuar compensação destes  créditos  com  quaisquer  tributos  administrados  pela  SRF,  após  acórdão do STJ que  lhe  foi  também favorável,  com  trânsito em  julgado,  conforme  doc.07,  razão  pela  qual  procedeu  a  Fl. 343DF CARF MF Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP23.1019.14586.I4K2. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13502.720032/2006­10  Acórdão n.º 3201­000.042  S3­C2T1  Fl. 345          5 compensação  amparada  por  decisão  judicial  transitada  em  julgado, estando atualmente o montante do crédito da recorrente  em fase de Embargos de Execução;  •  A  SRF  discorda  da  compensação,  e  por  isso,  antes  da  instauração  do  devido  procedimento  administrativo,  intimou  a  empresa  ao  pagamento  dos  valores  que  deixaram  de  ser  recolhidos  em  virtude  da  compensação,  sob  pena  de  envio  a  PGFN e posterior cobrança judicial (doc.08);  •  A  empresa  impetrou  o  Mandado  de  Segurança  n°  2006.33.00.019243­ 7 visando ver reconhecido o direito liquido  e certo ao prévio processo administrativo destinado a analisar a  lisura  da  compensação  dos  créditos  apurados  no  processo  13502.720032/2006­10, abertura do prazo para apresentação de  manifestação  de  inconformidade  e  seus  ulteriores  desdobramentos  até  decisão  final  administrativa,  garantia  de  obtenção de  certidão  positiva  de  débito  com efeito  de  negativa  (doc.09);  • O MM Juiz proferiu sentença concedendo a segurança (doc.10)  publicada  em  28/03/2007  (doc.11),  pelo  que  torna  a  presente  manifestação  de  inconformidade  apresentada  tempestiva,  assim  garantindo  o  direito  de  defesa  que  lhe  permite  demonstrar  a  legalidade  da  compensação  efetuada,  que  esta  devidamente  registrada nos seus lançamentos contábeis (doc.I2);  •  Ao  invés  de  informar  na DCTF  do  1  º  trimestre/2002  que  os  débitos  de  Cofins  tinham  sido  compensados  com  créditos  do  Finsocial  reconhecidos na ação  judicial 92.000125­4,  informou  por  mero  equivoco,  que  estes  estavam  suspensos  pela  mesma  ação, tendo retificado a DCTF (doc.13);  •  A  compensação  efetivada  pela  contribuinte,  Finsocial  com  Cofins, independia de prévio pedido a ser submetido ao crivo da  SRF  conforme  se  deflui  do  disposto  no  art.  14  da  Instrução  normativa  n"  21/97,  e  jurisprudência  administrativa,  que  transcreve,  e  conforme  IN  n°  32/97,  sequer  seria  necessário  recorrer  a  esfera  administrativa  ou  judicial  para  obter  o  reconhecimento do seu crédito, bastava independente do pedido,  efetuar  a  compensação,  conforme  convalidação  permitida  pelo  art. 2°;  •  A  PGFN  também  se  manifestou  acerca  da  validade  das  compensações  efetuada  pelo  contribuinte,  no  âmbito  do  lançamento por homologação, Finsocial com Cofins, através do  Ato  Declaratório  n°  01/2002,  que  transcreve,  ou  seja,  o  contribuinte  poderia  compensar  Finsocial  com  Cofins,  independente de prévio pedido administrativo e judicial, ficando  a  análise  dos  valores  pendente  de  homologação  expressa  ou  tácita da SRF, como ocorre nos tributos sujeitos ao lançamento  por homologação;  •  Cumpriria  a  SRF  analisar  a  compensação  e  discordando  do  seu  valor  de  crédito  proceder  ao  competente  lançamento  de  oficio e não desconsiderar a compensação legalmente realizada;  Fl. 344DF CARF MF Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. 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Processo nº 13502.720032/2006­10  Acórdão n.º 3201­000.042  S3­C2T1  Fl. 346          6 • O direito à compensação de Finsocial com Cofins independe de  prévio  pedido  administrativo  ou  judicial,  bastando  registro  contábil  para  atendimento  da  legislação  e  garantia  do  direito,  mas  fez mais,  ajuizou  ação ordinária nº  92.00.00125­4  que  lhe  garantiu  o  direito  de  restituição  com  transito  em  julgado  e  posteriormente  através  do  RESP  200.577/BA  o  direito  de  compensação dos seus créditos, na forma que transcreve;  • Apesar de a SRF entender que não pode o titulo executivo ser  aproveitado  para  fins  de  compensação  porquanto  não  tem  pressupostos  de  validade  completos:  liquidez,  certeza  e  exigibilidade,  o  Ministro  do  STJ  relator  do  voto  no  RESP  200.577/BA ressalta que aquela corte tem firmado entendimento  no sentido de que a compensação efetuada pelo contribuinte não  necessita  de  certeza  e  liquidez  do  crédito  por  ser  efetuada  no  âmbito do lançamento por homologação, visto que o controle da  liquidez  do  crédito  a  favor  do  sujeito  passivo  se  dará  a  posteriori,  conforme  trecho  da  sentença  dos  autos  do  MS  2006.33.00.019243­7,  • Ou seja, exigir do impetrante o requerimento da compensação  é  ignorar  por  completo  as  decisões  judiciais  cumprindo a  SRF  apurar o montante dos créditos da recorrente e a compensação  efetuada para homologá­la, mas jamais analisar o direito desta  ã compensa cão, que já foi objeto de decisão judicial, em relação  a qual não cabe nenhum recurso e que deve ser cumprida;  • Requer a reforma da decisão de primeira instância para fim de  ser analisada e homologada a compensação efetuada.  Consta as fls.245/246 o encaminhamento dos autos a DRJ para  análise  da  petição  da  interessada  com  manifestação  de  inconformidade."  Por meio do Acórdão nº 15­13.151, de 17 de julho de 2007, os Membros da  4ª Turma de Julgamento da DRJ em Salvador/BA, por unanimidade de votos, votaram por não  conhecer  da  manifestação  de  inconformidade,  tendo  em  vista  que  a  matéria  está  sendo  discutida na via judicial. A ementa dessa decisão possui a seguinte redação:  Assunto:  Contribuição  para  o  Financiamento  da  Seguridade  Social ­ Cofins  Período de apuração: 01/01/2002 a 31/03/2002   ADMINISTRATIVO. CONCOMITÂNCIA. COMPENSAÇÃO DE  FINSOCIAL COM A COFINS  A busca  da  tutela  jurisdicional  do Poder  Judiciário acarreta  a  renúncia  ao  litígio  administrativo  e  impede  a  apreciação  das  razões de mérito por parte da autoridade administrativa a quem  caberia o julgamento, em respeito ao principio da unicidade de  jurisdição contemplado na Carta Política.  DCTF.  COBRANÇA  DE  DÉBITOS.  MANIFESTAÇÃO  DE  INCONFORMIDADE.  POSSIBILIDADE.  MANDADO  DE  SEGURANÇA  Fl. 345DF CARF MF Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. 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Processo nº 13502.720032/2006­10  Acórdão n.º 3201­000.042  S3­C2T1  Fl. 347          7 Considera­se  manifestação  de  inconformidade  a  petição  apresentada  pela  empresa,  em  face  de  tutela  jurisdicional  que  lhe  garante  o  direito  ao  prévio  processo  administrativo  e  determina  a  suspensão  dos  débitos  confessados  em DCTF  que  foram enviados para cobrança amigável.  Impugnação não conhecida  A  interessada,  inconformada  com  a  decisão  prolatada  pela  DRJ,  apresenta  recurso,  no  qual,  em  apertada  síntese,  se  insurge:  (i)  contra  a  inaplicabilidade  do  Ato  Declaratório Normativo nº 03/1996 (renúncia administrativa); (ii) da inexistência de identidade  entre os processos judicial e o administrativo; (iii) da ofensa ao art. 5º, LV, da Constituição .  Federal  de  1988.  Pede  ao  final  a  anulação  do  acórdão  recorrido,  de  forma  a  que  sejam  apreciadas as questões de mérito, homologando­se assim a compensação realizada.  Em  seguida,  o  presente  processo  foi  distribuído  ao  2º  Conselho  de  Contribuintes,  que  por  sua  vez,  declinou  competência  ao  3º  Conselho,  com  base  no  art.22,  XVI, c/c art.23, §1º do Regimento Interno dos Conselho de Contribuintes.   Passo seguinte, em 14/10/2008 foi o processo distribuído a este Conselheiro,  para análise e parecer.  É o relatório.    Voto Vencido  Conselheiro HEROLDES BAHR NETO, Relator  Satisfeitos estão os requisitos viabilizadores de admissibilidade deste recurso,  razão pela qual deve ser ele conhecido por tempestivo.  Trata o processo de cobrança dos débitos tributários de Cofins dos períodos  de apuração de janeiro, fevereiro e março de 2002, que se encontram confessados em DCTF e  que estavam na situação de “suspensos pela ação judicial nº 92.00.00125­4”.   Cumpre  destacar  que  a  questão  diz  respeito  à  compensação  procedida  pela  Recorrente entre os tributos Finsocial e Cofins (relativa 1° trimestre de 2002), autorizada por  decisão  judicial  transitada em julgado. No entanto, a Contribuinte, por equívoco, ao  invés de  informar  na DCTF do  1º  trimestre/2002 que  os  débitos  de Cofins  tinham  sido  compensados  com créditos do Finsocial reconhecidos na ação judicial n° 92.00.00125­4, informou que eles  estavam suspensos pela mesma, vindo a retificar a informação tão logo obteve ciência do fato,  conforme  fls.235/240,  fazendo  constar,  portanto,  que  o  débito  da  Cofins  havia  sido  compensado com créditos de Finsocial reconhecidos na ação ordinária n° 92.000125­4.  Assim,  em  síntese,  amparada  por  decisão  judicial  transitada  em  julgado,  a  Recorrente operou a compensação do seu crédito de Finsocial com débitos da Cofins referentes  aos  períodos  de  janeiro  a março  de  2002,  no  entanto,  se  equivocou  quanto  às  informações  prestadas  na  DCTF  respectiva,  fato  este  que  originou  a  representação  exarada  pela  DRF/Camaçari  (BA),  em  17/11/2006,  que,  por  sua  vez,  alegou  haver  irregularidades  nas  Fl. 346DF CARF MF Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. 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Processo nº 13502.720032/2006­10  Acórdão n.º 3201­000.042  S3­C2T1  Fl. 348          8 informações prestadas em DCTF referente aos créditos de Cofins referidos acima (fls.01 a 03),  procedendo  à  cobrança  (fls.67/70),  cientificando  a  Contribuinte  em  24/11/2006  (fl.80),  do  pagamento do valor de R$ 43.778.004,30 com vencimento em 30/11/2006 (fls.70).  Dessa  forma,  alega  a  Recorrente  que,  uma  vez  que  não  concordou  com  a  compensação, a DRF­Camaçari deveria ter instaurado o processo administrativo para discussão  da  matéria,  e  não  tê­la  intimado  a  efetuar  o  pagamento  dos  valores  que  deixaram  de  ser  recolhidos a  título de Cofins,  tendo em vista que não se  tratam de débitos confessados e não  pagos, mas sim de créditos tributários extintos através de compensação não­homologada.  Para  tanto,  impetrou  Mandado  de  Segurança  (fls.209/229),  onde  lhe  foi  concedida ordem para apresentação de manifestação de inconformidade e ulteriores defesas até  o final do processo administrativo (fls.230/232).  Passo  seguinte,  a  DRJ­Salvador  (BA)  não  conheceu  da  manifestação  de  inconformidade apresentada pela Recorrente alegando que,  tendo em vista que a matéria está  sendo discutida na via judicial, houve renúncia à instância administrativa (fls.247/255).  No  entanto,  impende assinalar  que no  caso  em  tela não há  concomitância  entre a discussão da matéria na via judicial e na via administrativa, tampouco importando  em  renúncia  às  instâncias  administrativas,  ou  desistência  de  eventual  recurso  interposto,  conforme  entendimento  reiteradamente  firmado  neste  Conselho  de  Contribuintes,  conforme  será demonstrado abaixo.  Primeiramente,  em  relação  à  época  dos  fatos,  vale  ressaltar  que  já  há  o  reconhecimento  judicial  do  direito  aos  créditos  de  Finsocial,  bem  como,  à  sua  restituição  através de compensação (fls.12/19 e 28/37) desde 15/08/1994 e 01/09/1999,  respectivamente.  Já a compensação na via administrativa, por outro lado, se deu através da DCTF relativa ao 1º  trimestre de 2002 (fls.234/240).   Portanto,  no  tocante  à  concomitância  referente  ao  tempo  dos  fatos,  definitivamente  restou  comprovado  que  a mesma  não  existe,  pois  como  discorrido  acima,  o  pedido da Recorrente na esfera judicial foi reconhecido tempos antes de seu ingresso na esfera  administrativa.   Nesse  sentido, enuncia a ementa da Segunda Câmara do Terceiro Conselho  de Contribuintes:  FINSOCIAL.  CONCOMITÂNCIA.  AÇÃO  JUDICIAL  TRANSITADA  EM  JULGADO  E  ADMINISTRATIVA.  A existência de ação judicial transitada em julgado reconhecendo  a  inconstitucionalidade  da  majoração  da  alíquota  de  0,5%  do  FINSOCIAL,  bem  como  a  condenação  para  a  União  Federal  devolver  o  excedente  recolhido  a  maior  dessa  alíquota,  anteriormente  ao pedido de  compensação  formulado  perante  a  SRF,  não  caracteriza  concomitância  de  ações  nas  esferas  judicial  e  administrativa  com o mesmo  objeto,  demandadas  pelo  mesmo  postulante.   PRELIMINAR  ACOLHIDA.  (Recurso  nº  129435,  Segunda  Câmara – Terceiro Conselho de Contribuintes).(grifo nosso)  Fl. 347DF CARF MF Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. 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Processo nº 13502.720032/2006­10  Acórdão n.º 3201­000.042  S3­C2T1  Fl. 349          9 No mesmo sentido, a Primeira Câmara do Terceiro Conselho de  Contribuintes:  FINSOCIAL.  CONCOMITÂNCIA.  AÇÃO  JUDICIAL  TRANSITADA  EM  JULGADO  E  ADMINISTRATIVA.  A execução de sentença judicial transitada em julgado, em razão  de  ação  ordinária  de  restituição  de  indébito  que  declarou  a  inconstitucionalidade da majoração da alíquota de 0,5 % ( meio  por  cento)  do  FINSOCIAL,  e  ainda  sentença  em  Mandado  de  Segurança  que  assegurou  o  direito  de  compensação,  ajuizados  em  datas  anteriores  ao  pedido  de  compensação  formulado  perante  a  Secretaria  da  Receita  Federal,  não  caracteriza  concomitância de ações na esfera judicial e administrativa.  RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.  (Recurso nº 127698,  Primeira  Câmara  ­  Terceiro  Conselho  de  Contribuintes).  (grifo  nosso)  Portanto,  tendo  em  vista  as  datas  mencionadas  acima,  não  houve  concomitância entre as esferas no tocante ao aspecto temporal.  Ainda,  em  relação  à  questão  de  concomitância,  mas  agora  no  tocante  ao  objeto  das  demandas  judicial  e  administrativa,  impende  registrar  que  a  mesma  também  não  ocorreu, tendo em vista que o objeto de cada demanda é diverso, senão vejamos:  Em sede judicial :  ­  na  Ação  Ordinária  n°  92.00.00125­4  e  Resp  200.577/BA,  a  Recorrente  buscou  e  obteve  o  reconhecimento  do  direito  à  restituição  (mediante  compensação)  de  Finsocial recolhida com alíquota superior a 0,5% ;  ­ na Ação de Execução n° 92.125­4 e nos Embargos à Execução, o objeto é o  cumprimento  da  obrigação  imposta  pela  ação  ordinária,  dizendo  respeito  à  discussão  à  quantificação do crédito deferido judicialmente;  ­ e o Mandado de Segurança, cujo objeto limitou­se à questão do exercício do  direito  de  defesa  junto  à  esfera  administrativa  (garantia  da  abertura  de  prazo  para  a  manifestação de inconformidade e demais defesas da via administrativa).   Já na esfera administrativa: a questão é delimitada à verificação da lisura do  procedimento compensatório, afim de se efetuar ou não a homologação da compensação dos  débitos da Cofins com os créditos reconhecidos de Finsocial.  Nesse  sentido  entende  a  Primeira  Câmara  deste  Conselho :  NORMAS  PROCESSUAIS.  CONCOMITÂNCIA.  NÃO  CONFIGURAÇÃO.   Inexistindo identidade de objetos nos processos em trâmite na  esfera administrativa e perante o poder Judiciário, não há que se  falar  em  concomitância  de  ações,  para  efeito  de  declarar  a  renúncia  a  sua  discussão  na  esfera  administrativa..  RECURSO  VOLUNTÁRIO  PROVIDO.(Recurso  n°  130075,  Fl. 348DF CARF MF Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP23.1019.14586.I4K2. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13502.720032/2006­10  Acórdão n.º 3201­000.042  S3­C2T1  Fl. 350          10 Primeira  Câmara  –  Terceiro  Conselho  de  Contribuintes)  (grifo  nosso)  Tendo em vista a análise dos objetos de cada demanda judicial e da demanda  na via administrativa, bem como, considerando o entendimento firmado  reiteradamente neste  Conselho,  restou  demonstrado  que  a  matéria  não  configura  concomitância,  e  dessa  forma,  prejudicada está a tese de renúncia da via administrativa pela Contribuinte.  Em  inocorrendo  a  concomitância  das  esferas,  determina­se  o  retorno  dos  autos  para  que  sejam  julgadas  as  questões  suscitadas  pela  defesa,  conforme  o  entendimento  desta Câmara:  FINSOCIAL. AUSÊNCIA DE CONCOMITÂNCIA. Tendo em  vista  que  não  há  concomitância  entre  as  esferas  judicial  e  administrativa,  determino  o  retorno  dos  autos  à  Delegacia  de  origem, para que as demais questões de mérito  suscitadas pelo  contribuinte  possam  ser  apreciadas,  sob  pena  de  supressão  de  instância administrativa.(Recurso n° 128146, Terceira Câmara ­  Terceiro Conselho de Contribuintes)(grifo nosso)  Diante  de  todo  o  exposto,  DOU  PROVIMENTO  ao  recurso,  para  fins  de  acatar a preliminar de inexistência de concomitância, determinando a remessa dos autos à DRJ  para apreciação das demais questões suscitadas pela defesa.  Sala das Sessões, em 26 de março de 2009.  HEROLDES BAHR NETO ­ Relator  Voto Vencedor  Conselheiro Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto – redator designado ad  hoc  O recurso voluntário atende aos requisitos de admissibilidade, razão pela qual  dele tomo conhecimento.  A  decisão  recorrida  julgou  não  conhecida  a  peça  impugnatória  devido  a  concomitância com objeto ação de execução de sentença.  A  recorrente  sustenta  a  nulidade  desta  decisão,  entendendo  que  o  acórdão  deveria ter enfrentado as questões de mérito.  Necessário,  portanto,  definir  a  existência ou  não  de  concomitância  entre  os  processos  administrativo  e  judicial,  para  determinar  a  possibilidade  de  julgamento  administrativo das questões propostas pela recorrente.  A peça  impugnatória apresentada pela  recorrente  limita­se a sustentar o seu  direito  a  compensação  do  Finsocial  com  a  COFINS,  independente  de  prévio  pedido  administrativo ou judicial, mesmo que ainda ilíquido seu crédito.  Fl. 349DF CARF MF Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP23.1019.14586.I4K2. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13502.720032/2006­10  Acórdão n.º 3201­000.042  S3­C2T1  Fl. 351          11 Tais  questões  foram  submetidas  ao  Poder  Judiciário  por  meio  de  ação  declaratória cumulada com repetição de indébito (Processo nº 92.00.00125­4), já transitada em  julgado, bem como na Ação de Execução n° 92.125­4 e nos Embargos à Execução, ainda sem  decisão definitiva. Constata­se, desta forma, que as demandas administrativa e judicial mostram­ se idênticas.  Assim  sendo,  verificada  a  concomitância  entre  a  discussão  travada  nestes  autos  e  a  matéria  levada  ao  Poder  Judiciário,  a  situação  em  tela  enquadra­se  na  regra  estabelecida pelo parágrafo único do art. 38, da Lei nº 6.830/80:  Art. 38 A discussão judicial da Dívida Ativa da Fazenda Pública  só  é  admissível  em  execução,  na  forma  desta  Lei,  salvo  as  hipóteses  de  mandado  de  segurança,  ação  de  repetição  do  indébito  ou  ação  anulatória  do  ato  declarativo  da  dívida,  esta  precedida  do  depósito  preparatório  do  valor  do  débito,  monetariamente corrigido e acrescido dos juros e multa de mora  e demais encargos.  Parágrafo  Único  A  propositura,  pelo  contribuinte,  da  ação  prevista neste artigo importa em renúncia ao poder de recorrer  na  esfera  administrativa  e  desistência  do  recurso  acaso  interposto.(grifo nosso)  Observe­se  que  a  norma  acima  afirma  que  a  simples  propositura  de  ação  judicial  já  importa  em  renuncia  ao  direito  de  recorrer  na  esfera  administrativa,  independentemente da ação judicial ter se encerrado, inclusive com ou sem decisão de mérito.  Em  relação  ao  conteúdo  desse  dispositivo  legal,  Leandro  Paulsen,  René  Bergmann e Ingrid Schroder ainda esclarecem:  O  parágrafo  em  questão  tem  como  pressuposto  o  princípio  da  jurisdição  una,  ou  seja,  que  o  ato  administrativo  pode  ser  controlado pelo Judiciário e que apenas a decisão deste é que se  torna definitiva, com o trânsito em julgado, prevalecendo sobre  eventual  decisão  administrativa  que  tenha  sido  tomada  ou  pudesse vir a ser  tomada. Considerando que o contribuinte tem  direito a se defender na esfera administrativa mas que a esfera  judicial  prevalece  sobre  a  administrativa,  não  faz  sentido  a  sobreposição  dos  processos  administrativo  e  judicial.  A  opção  pela  discussão  judicial,  antes  do  exaurimento  da  esfera  administrativa,  demonstra  que  o  contribuinte  desta  abdicou,  levando  o  seu  caso  diretamente  ao  Poder  ao  qual  cabe  dar  a  última palavra quanto à interpretação e à aplicação do Direito,  o  Judiciário.  Entretanto,  tal  pressupõe  a  identidade  de  objeto  nas  discussões  administrativa  e  judicial".  (Leandro  Paulsen,  René  Bergmann  Ávila  e  Ingrid  Schroder  Sliwka.  Direito  Processual  Tributário:  processo  administrativo  fiscal  à  luz  da  doutrina  e  da  jurisprudência.  Porto  Alegre:  Livraria  do  Advogado, 2010, p. 447 e 448).  De fato, se o sujeito passivo alega que recorreu ao Poder Judiciário, por uma  questão de lógica, ele está desistindo tacitamente da esfera administrativa, visto que a decisão  do Poder Judiciário é soberana.  Fl. 350DF CARF MF Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP23.1019.14586.I4K2. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13502.720032/2006­10  Acórdão n.º 3201­000.042  S3­C2T1  Fl. 352          12 Eventuais decisões antagônicas, nas esferas administrativa e  judicial,  teriam  uma  única  solução,  qual  seja,  prevaleceria  a  da  esfera  judicial,  em  razão  do  princípio  constitucional da  jurisdição única,  art. 5º, XXXV, da Constituição Federal. Destarte, não  faz  sentido a continuação da discussão no âmbito administrativo, pois o mérito da questão  já  foi  decidido pelo Poder Judiciário com efeito de coisa julgada.  Corroborando  esta  teoria,  o  Superior  Tribunal  de  Justiça  (STJ),  no  julgamento do recurso especial nº 840.556, assim se pronunciou:  TRIBUTÁRIO.  PROCESSO  ADMINISTRATIVO  FISCAL.  MANDADO  DE  SEGURANÇA.AÇÃO  JUDICIAL.  RENÚNCIA  DE  RECORRER  NA  ESFERA  ADMINISTRATIVA.  IDENTIDADE  DO  OBJETO.  ART.  38,  PARÁGRAFO  ÚNICO  DA LEI Nº 6.830/80.  1.  Incide  o  parágrafo  único  do  art.  38,  da  Lei  nº  6.830/80,  quando  a  demanda  administrativa  versar  sobre  objeto  menor  ou  idêntico ao da ação judicial. 2.(...) 3.  In casu, os mandados  de  segurança  preventivos,  impetrados  com  a  finalidade  de  recolher  o  imposto  a  menor,  e  evitar  que  o  fisco  efetue  o  lançamento  a maior,  comporta  o  objeto  da  ação  anulatória  do  lançamento  na  via  administrativa,  guardando  relação  de  excludência.4.  Destarte,  há  nítido  reflexo  entre  o  objeto  do  mandamus  –  tutelar  o  direito  da  contribuinte  de  recolher  o  tributo a menor  (pedido  imediato) e  evitar que o  fisco  efetue o  lançamento sem o devido desconto (pedido mediato) com aquele  apresentado  na  esfera  administrativa,  qual  seja,  anular  o  lançamento  efetuado  a  maior(pedido  imediato)  e  reconhecer  o  direito  da  contribuinte  em  recolher  o  tributo  a  menor  (pedido  mediato).5.  Originárias  de  uma  mesma  relação  jurídica  de  direito  material,  despicienda  a  defesa  na  via  administrativa  quando seu objeto subjuga­se ao versado na via judicial, face a  preponderância  do  mérito  pronunciado  na  instância  jurisdicional. (...) (STJ, REsp 840556/AM, DJ 20/11/2006) (grifo  nosso)  Em  conclusão,  tendo  a  recorrente  optado  pela  discussão  na  via  judicial,  a  mesma renunciou ao direito de discutir a mesma matéria na via administrativa.  Correta,  portanto,  a  decisão  recorrida  ao  não  conhecer  da manifestação  de  inconformidade apresentada.  Por fim, esclarece­se que este órgão administrativo não tem competência para  se pronunciar sobre a constitucionalidade de diplomas legislativos.  Diante  do  exposto,  voto  por  negar  provimento  ao  recurso  voluntário,  mantendo a decisão recorrida.  Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto – Redator designado ad hoc    Fl. 351DF CARF MF Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP23.1019.14586.I4K2. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13502.720032/2006­10  Acórdão n.º 3201­000.042  S3­C2T1  Fl. 353          13                 Fl. 352DF CARF MF Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP23.1019.14586.I4K2. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO em 07/01/2014 09:34:00. Documento autenticado digitalmente por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO em 07/01/2014. Documento assinado digitalmente por: CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO em 07/01/2014. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 23/10/2019. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP23.1019.14586.I4K2 Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 5AA0ED5334DC519813210653B1EB861FF8D4B140 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 13502.720032/2006-10. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.

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Numero do processo: 10845.003738/2003-00
Turma: Terceira Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Apr 25 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Apr 25 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 1997,1998,1999,2000,2001,2002 Ementa: NULIDADE. OFENSA A PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS. Descabe a análise de suposta violação de princípios constitucionais que teria ocorrido em momento anterior ao procedimento fiscal, por ser matéria estranha ao feito e faltar competência a este Colegiado para apreciação do tema. NULIDADE. INOBSERVÂNCIA DA PORTARIA SRF N° 3.007/2002. DESCABIMENTO. Se a ação fiscal está devidamente acobertada pelo MPF que lhe deu origem, deve-se entender que o procedimento, inclusive a seleção do sujeito passivo, seguiu as normas que regulamentam a matéria. Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 1997,1998 Ementa: DECADÊNCIA. IRPJ E PIS. PRAZO. O prazo para a Fazenda Pública constituir o crédito tributário referente ao IRPJ, IRRF e PIS extingue-se em 5 (cinco) anos contados da ocorrência do fato gerador, conforme disposto no art. 150, § 4o, do CTN. DECADÊNCIA. CSLL E COFINS. PRAZO. Nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação, tais como a CSLL e a COFINS, o termo inicial para a contagem do prazo qüinqüenal de decadência para constituição do crédito tributário é a própria ocorrência do respectivo fato gerador, a teor do art. 150, § 4o, do CTN. DECADÊNCIA.TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CASO DE DOLO OU FRAUDE. Uma vez tipificada a conduta fraudulenta prevista no § 4º do art. 150 do CTN, aplica-se à regra do prazo decadencial e a forma de contagem fixada no art. 173, quando a contagem do prazo de cinco anos tem como termo inicial o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 1997, 1998, 1999, 2000, 2001, 2001,2002,2003 Ementa: OMISSÃO DE RECEITAS. VALORES RECEBIDOS NO EXTERIOR. Devem ser tributadas mediante lançamento de ofício as receitas de prestação de serviços que, auferidas no exterior, não integraram a escrituração do sujeito passivo. LUCRO PRESUMIDO. REGIME DE CAIXA. A legislação concede ao sujeito passivo que apura resultado pelo lucro presumido a opção de escriturar as receitas pelo regime de Caixa. No entanto, dentro do período de apuração o registro contábil dessas receitas não pode ocorrer de forma híbrida, ora no regime de caixa ora no de competência, sob pena de desqualificar a escrituração. LUCRO PRESUMIDO. PERCENTUAL DE APURAÇÃO. Se o sujeito passivo não demonstra que as receitas escrituradas de forma genérica referem-se a operações sujeitas ao percentual de 8%, cabível a imputação do percentual de 32% referente à prestação de serviços gerais. MULTA DE OFÍCIO. QUALIFICAÇÃO. Para efeito de qualificação da multa de ofício, cada infração deve ser analisada isoladamente, como resultado de conduta específica. Mantém-se a exasperadora quando a irregularidade for originada de conduta fraudulenta e, a contrario sensu, reduz-se a multa ao percentual convencional quando não comprovada aquela circunstância. MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA. A falta de declaração ou a prestação de declaração inexata, por si sós, não autorizam o agravamento da multa, que somente se justifica quando presente o evidente intuito de fraude, caracterizado pelo dolo específico, resultante da intenção criminosa e da vontade de obter o resultado da ação ou omissão delituosa, descrito na Lei n° 4.502/64 (Proc. 10240.000695/2004-92, Terceira Câmara, Rei.: Paulo Jacinto Nascimento, DOU 05.04.06).
Numero da decisão: 103-22.986
Decisão: ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA dcNpRJMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, REJEITAR a preliminar de nulidade suscitada; por maioria de votos, ACOLHER a preliminar de decadência do direito de constituir o crédito tributário referente aos fatos geradores ocorridos até 30/09/1998, vencidos os conselheiros Leonardo de Andrade Couto (relator) e Guilherme Adolfo dos Santos Mendes que não a admitiram a decadência em relacão à CSLL e COFINS e: no mérito, por maioria de votos, DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para reduzir a multa de lançamento ex-officio qualificada de 150% (cento e cinqüenta por cento) ao seu percentual normal de 75% (setenta e cinco por cento), vencidos os conselheiros Leonardo de Andrade Couto(relator) e Guilherme Adolfo dos Santos Mendes que não admitiram a desoneração da exasperadora em relação à verba autuada a título de "omissão de receita junto à empresa Tritón Container International" (itens 001 e 002 do auto de infração);((e) EXCLUIR da tributação a verba referente a "transferência bancária no Oakland Commerce Banks" no valor de R$ 240.240,00, no ano-calendário de 1998 (item 002 do auto de infração). Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Paulo Jacinto do Nascimento.
Nome do relator: Leonardo de Andrade Couto

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ementa_s : Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 1997,1998,1999,2000,2001,2002 Ementa: NULIDADE. OFENSA A PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS. Descabe a análise de suposta violação de princípios constitucionais que teria ocorrido em momento anterior ao procedimento fiscal, por ser matéria estranha ao feito e faltar competência a este Colegiado para apreciação do tema. NULIDADE. INOBSERVÂNCIA DA PORTARIA SRF N° 3.007/2002. DESCABIMENTO. Se a ação fiscal está devidamente acobertada pelo MPF que lhe deu origem, deve-se entender que o procedimento, inclusive a seleção do sujeito passivo, seguiu as normas que regulamentam a matéria. Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 1997,1998 Ementa: DECADÊNCIA. IRPJ E PIS. PRAZO. O prazo para a Fazenda Pública constituir o crédito tributário referente ao IRPJ, IRRF e PIS extingue-se em 5 (cinco) anos contados da ocorrência do fato gerador, conforme disposto no art. 150, § 4o, do CTN. DECADÊNCIA. CSLL E COFINS. PRAZO. Nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação, tais como a CSLL e a COFINS, o termo inicial para a contagem do prazo qüinqüenal de decadência para constituição do crédito tributário é a própria ocorrência do respectivo fato gerador, a teor do art. 150, § 4o, do CTN. DECADÊNCIA.TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CASO DE DOLO OU FRAUDE. Uma vez tipificada a conduta fraudulenta prevista no § 4º do art. 150 do CTN, aplica-se à regra do prazo decadencial e a forma de contagem fixada no art. 173, quando a contagem do prazo de cinco anos tem como termo inicial o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 1997, 1998, 1999, 2000, 2001, 2001,2002,2003 Ementa: OMISSÃO DE RECEITAS. VALORES RECEBIDOS NO EXTERIOR. Devem ser tributadas mediante lançamento de ofício as receitas de prestação de serviços que, auferidas no exterior, não integraram a escrituração do sujeito passivo. LUCRO PRESUMIDO. REGIME DE CAIXA. A legislação concede ao sujeito passivo que apura resultado pelo lucro presumido a opção de escriturar as receitas pelo regime de Caixa. No entanto, dentro do período de apuração o registro contábil dessas receitas não pode ocorrer de forma híbrida, ora no regime de caixa ora no de competência, sob pena de desqualificar a escrituração. LUCRO PRESUMIDO. PERCENTUAL DE APURAÇÃO. Se o sujeito passivo não demonstra que as receitas escrituradas de forma genérica referem-se a operações sujeitas ao percentual de 8%, cabível a imputação do percentual de 32% referente à prestação de serviços gerais. MULTA DE OFÍCIO. QUALIFICAÇÃO. Para efeito de qualificação da multa de ofício, cada infração deve ser analisada isoladamente, como resultado de conduta específica. Mantém-se a exasperadora quando a irregularidade for originada de conduta fraudulenta e, a contrario sensu, reduz-se a multa ao percentual convencional quando não comprovada aquela circunstância. MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA. A falta de declaração ou a prestação de declaração inexata, por si sós, não autorizam o agravamento da multa, que somente se justifica quando presente o evidente intuito de fraude, caracterizado pelo dolo específico, resultante da intenção criminosa e da vontade de obter o resultado da ação ou omissão delituosa, descrito na Lei n° 4.502/64 (Proc. 10240.000695/2004-92, Terceira Câmara, Rei.: Paulo Jacinto Nascimento, DOU 05.04.06).

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secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes

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decisao_txt : ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA dcNpRJMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, REJEITAR a preliminar de nulidade suscitada; por maioria de votos, ACOLHER a preliminar de decadência do direito de constituir o crédito tributário referente aos fatos geradores ocorridos até 30/09/1998, vencidos os conselheiros Leonardo de Andrade Couto (relator) e Guilherme Adolfo dos Santos Mendes que não a admitiram a decadência em relacão à CSLL e COFINS e: no mérito, por maioria de votos, DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para reduzir a multa de lançamento ex-officio qualificada de 150% (cento e cinqüenta por cento) ao seu percentual normal de 75% (setenta e cinco por cento), vencidos os conselheiros Leonardo de Andrade Couto(relator) e Guilherme Adolfo dos Santos Mendes que não admitiram a desoneração da exasperadora em relação à verba autuada a título de "omissão de receita junto à empresa Tritón Container International" (itens 001 e 002 do auto de infração);((e) EXCLUIR da tributação a verba referente a "transferência bancária no Oakland Commerce Banks" no valor de R$ 240.240,00, no ano-calendário de 1998 (item 002 do auto de infração). Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Paulo Jacinto do Nascimento.

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