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Numero do processo: 10283.003414/91-26
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Apr 14 00:00:00 UTC 1993
Data da publicação: Wed Apr 14 00:00:00 UTC 1993
Ementa: AVARIA de mercadoria - papel jornal offset com linhas d'água. No cálculo da exigência tributária, deve:" ser adotada a alíquota negociada na AIADI.
Numero da decisão: 302-30.673
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: SAVIO MEDEIROSCOSTA
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score : 1.0
Numero do processo: 10314.004400/99-17
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Oct 16 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Tue Oct 16 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Regimes Aduaneiros
Data do fato gerador: 20/11/1998
EMENTA DRAWBACK-SUSPENSÃO. DILIGÊNCIA. COMPROVAÇÃO COMPROMISSO DE EXPORTAÇÃO. Constatada a comprovação do adimplemento do compromisso de exportação, estabelecido nos Atos Concessórios, após realização de diligência, não há que ser mantida a exigência relativa ao Imposto de Importação e acréscimos legais.
Recurso de Ofício Negado
Numero da decisão: 303-34.763
Decisão: ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA do TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES,Por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de ofício,nos termos do voto do relator.
Nome do relator: MARCIEL EDER COSTA
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Numero do processo: 10909.002428/00-54
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Nov 07 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Tue Nov 07 00:00:00 UTC 2006
Ementa: IPI. RESSARCIMENTO. ENERGIA ELÉTRICA. O entendimento consolidado desta Câmara converge para o sentido de que a energia elétrica consumida no processo produtivo não se caracteriza como produto intermediário e como tal, seu consumo não poder ser incluído no cálculo do crédito presumido.
AQUISIÇÕES DE INSUMOS DE PESSOAS FÍSICAS E DE PESSOAS JURÍDICAS NÃO CONTRIBUINTES DO PIS E DA COFINS. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÃO.
O valor da matéria-prima, do produto intermediário e do material de embalagem adquiridos de pessoas físicas ou de pessoas jurídicas não contribuintes do PIS e da Cofins não integra a base de cálculo do crédito presumido do IPI.
CRÉDITO PRESUMIDO. EXPORTAÇÃO DE INSUMO IN NATURA.
Para cálculo do crédito presumido do IPI, o valor total das aquisições de matéria-prima, produto intermediário e material de embalagem não compreende as aquisições de insumos remetidos para o exterior sem sofrer industrialização pela empresa exportadora.
AQUISIÇÃO DE RAÇÃO E DE INSUMO PARA PRODUÇÃO DE RAÇÃO.
No cômputo do valor total das aquisições para apuração da base de cálculo do crédito presumido do IPI, excluem-se as aquisições de ração e de insumo para produção de ração.
ALTERAÇÃO DO PERCENTUAL. A alteração do percentual de cálculo do crédito presumido, de 5,37% para 7,43%, não pode ser acatada por falta de previsão legal que a autorize.
Recurso que se nega provimento.
TAXA SELIC. Em se tratando o ressarcimento uma espécie do gênero restituição, a atualização dos créditos está devidamente reconhecida pelas normas legais e administrativas que regem a matéria.
Recurso negado.
Numero da decisão: 203-11.493
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de
Contribuintes, em dar provimento parcial ao recurso, nos seguintes termos: I) por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, quanto ao cômputo, no valor das
aquisições de valores relativos a energia elétrica; II) por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, quanto às aquisições de pessoas físicas e cooperativas. Vencidos os
Conselheiros Valdemar Ludvig (Relator) e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda; III) por unanimidade de votos, em negar provimento quanto à alteração do percentual previsto em lei para o cálculo do crédito presumido (5,37% para 7,43%); IV) por maioria de votos, em negar provimento quanto à inclusão na base de cálculo do Crédito Presumido das aquisições de produtos in natura (IN) para a simples revenda no exterior. Vencidos os Conselheiros Valdemar Ludvig (Relator) e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda; V) por maioria de votos, em negar provimento quanto aos demais insumos pleiteados. Vencidos os Conselheiros Valdemar Ludvig (Relator) e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda em relação rações
utilizadas na recria de animais e os insumos utilizados na fabricação de rações; e VI) por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, quanto à atualização monetária (Selic),
admitindo-a a partir da data de protocolização do respectivo pedido de ressarcimento. Vencidos os Conselheiros Odassi Guerzoni Filho, Emanuel Carlos Dantas de Assis e Antonio Bezerra Neto. Designada a Conselheira Sílvia de Brito Oliveira para redigir o voto vencedor quanto aos itens II, IV e V.
Nome do relator: Valdemar Ludvig
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ementa_s : IPI. RESSARCIMENTO. ENERGIA ELÉTRICA. O entendimento consolidado desta Câmara converge para o sentido de que a energia elétrica consumida no processo produtivo não se caracteriza como produto intermediário e como tal, seu consumo não poder ser incluído no cálculo do crédito presumido. AQUISIÇÕES DE INSUMOS DE PESSOAS FÍSICAS E DE PESSOAS JURÍDICAS NÃO CONTRIBUINTES DO PIS E DA COFINS. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÃO. O valor da matéria-prima, do produto intermediário e do material de embalagem adquiridos de pessoas físicas ou de pessoas jurídicas não contribuintes do PIS e da Cofins não integra a base de cálculo do crédito presumido do IPI. CRÉDITO PRESUMIDO. EXPORTAÇÃO DE INSUMO IN NATURA. Para cálculo do crédito presumido do IPI, o valor total das aquisições de matéria-prima, produto intermediário e material de embalagem não compreende as aquisições de insumos remetidos para o exterior sem sofrer industrialização pela empresa exportadora. AQUISIÇÃO DE RAÇÃO E DE INSUMO PARA PRODUÇÃO DE RAÇÃO. No cômputo do valor total das aquisições para apuração da base de cálculo do crédito presumido do IPI, excluem-se as aquisições de ração e de insumo para produção de ração. ALTERAÇÃO DO PERCENTUAL. A alteração do percentual de cálculo do crédito presumido, de 5,37% para 7,43%, não pode ser acatada por falta de previsão legal que a autorize. Recurso que se nega provimento. TAXA SELIC. Em se tratando o ressarcimento uma espécie do gênero restituição, a atualização dos créditos está devidamente reconhecida pelas normas legais e administrativas que regem a matéria. Recurso negado.
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decisao_txt : ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, em dar provimento parcial ao recurso, nos seguintes termos: I) por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, quanto ao cômputo, no valor das aquisições de valores relativos a energia elétrica; II) por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, quanto às aquisições de pessoas físicas e cooperativas. Vencidos os Conselheiros Valdemar Ludvig (Relator) e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda; III) por unanimidade de votos, em negar provimento quanto à alteração do percentual previsto em lei para o cálculo do crédito presumido (5,37% para 7,43%); IV) por maioria de votos, em negar provimento quanto à inclusão na base de cálculo do Crédito Presumido das aquisições de produtos in natura (IN) para a simples revenda no exterior. Vencidos os Conselheiros Valdemar Ludvig (Relator) e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda; V) por maioria de votos, em negar provimento quanto aos demais insumos pleiteados. Vencidos os Conselheiros Valdemar Ludvig (Relator) e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda em relação rações utilizadas na recria de animais e os insumos utilizados na fabricação de rações; e VI) por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, quanto à atualização monetária (Selic), admitindo-a a partir da data de protocolização do respectivo pedido de ressarcimento. Vencidos os Conselheiros Odassi Guerzoni Filho, Emanuel Carlos Dantas de Assis e Antonio Bezerra Neto. Designada a Conselheira Sílvia de Brito Oliveira para redigir o voto vencedor quanto aos itens II, IV e V.
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Numero do processo: 10209.000349/2004-09
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 25 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed Mar 25 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO - II
Data do fato gerador: 04/06/1999
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Os embargos têm como finalidade a correção de falhas existentes nos acórdãos, quando for demonstrada contradição entre argumentos e conclusão ou entre as partes dispositivas e as decisões ou ementas, ou ainda obscuridade nas conclusões do acórdão. Os eventuais erros de interpretação dos fatos ou de aplicação da legislação correspondente (erro de direito), bem como a existência de decisões contrárias à constante do acórdão, não se incluem como matéria a ser albergada por embargos de declaração.
Embargos Rejeitados.
Numero da decisão: 3101-000.001
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em conhecer e rejeitar os Embargos de Declaração, vencidos os Conselheiros Luiz Roberto Domingo e Valdete Aparecida Marinheiro, que acolhiam integralmente os Embargos de Declaração. O Conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda declarou-se impedido.
Nome do relator: José Luiz Novo Rossari
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO - II Data do fato gerador: 04/06/1999 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Os embargos têm como finalidade a correção de falhas existentes nos acórdãos, quando for demonstrada contradição entre argumentos e conclusão ou entre as partes dispositivas e as decisões ou ementas, ou ainda obscuridade nas conclusões do acórdão. Os eventuais erros de interpretação dos fatos ou de aplicação da legislação correspondente (erro de direito), bem como a existência de decisões contrárias à constante do acórdão, não se incluem como matéria a ser albergada por embargos de declaração. Embargos Rejeitados.
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Numero do processo: 36202.002463/2007-61
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Sat Feb 22 00:00:00 UTC 10
Data da publicação: Mon Feb 22 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/05/1997 a 30/09/2001
CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. DECADÊNCIA. PRAZO QUINQUENAL.
O prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 05 (cinco) anos, nos termos dos dispositivos legais constantes do Código Tributário Nacional, tendo em vista a declaração da inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei n° 8.212/91, pelo Supremo Tribunal Federal, nos autos dos RE's nºs 556664, 559882 e 560626, oportunidade em que fora aprovada
Súmula Vinculante n° 08, disciplinando a matéria. In casu, constatou-se a decadência sob qualquer fundamento legal que se pretenda aplicar (artigo 150, § 4° ou 173, do CTN).
PROCESSUAL. RECURSO REPETITIVO.
Decidido o Recurso-Padrão, aos demais recursos repetitivos que tratam da mesma matéria devem ser aplicados o mesmo resultado do Recurso-Padrão, conforme disciplina o artigo 47 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
Numero da decisão: 2402-000.610
Decisão: ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Segunda
Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, para acatar a preliminar de decadência, nos termos do voto do relator.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: LOURENÇO FERREIRA DO PRADO
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/05/1997 a 30/09/2001 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. DECADÊNCIA. PRAZO QUINQUENAL. O prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 05 (cinco) anos, nos termos dos dispositivos legais constantes do Código Tributário Nacional, tendo em vista a declaração da inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei n° 8.212/91, pelo Supremo Tribunal Federal, nos autos dos RE's nºs 556664, 559882 e 560626, oportunidade em que fora aprovada Súmula Vinculante n° 08, disciplinando a matéria. In casu, constatou-se a decadência sob qualquer fundamento legal que se pretenda aplicar (artigo 150, § 4° ou 173, do CTN). PROCESSUAL. RECURSO REPETITIVO. Decidido o Recurso-Padrão, aos demais recursos repetitivos que tratam da mesma matéria devem ser aplicados o mesmo resultado do Recurso-Padrão, conforme disciplina o artigo 47 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
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CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 36202.00246312007-61 Recurso n° 165.752 Voluntário Acórdão n° 2402-00.610 — C Câmara / r Turma Ordinária Sessão de 22 de fevereiro de 2010 Matéria CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Recorrente FLEXIBRAS TUBOS FLEXÍVEIS LTDA E OUTROS -Recorrida DRJ-RIO DE JANEIRO II/RJ ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/05/1997 a 30/09/2001 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. DECADÊNCIA. PRAZO QUINQUENAL. O prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciérios é de 05 (cinco) anos, nos termos dos dispositivos legais constantes do Código Tributário Nacional, tendo em vista a declaração da inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei n° 8.212/91, pelo Supremo Tribunal Federal, nos autos dos RE's nos 556664, 559882 e 560626, oportunidade em que fora aprovada Súmula Vinculante n° 08, disciplinando a matéria. In casu, constatou-se a decadência sob qualquer fundamento legal que se pretenda aplicar (artigo 150, § 4° ou 173, do CTN). PROCESSUAL. RECURSO REPETITIVO. Decidido o Recurso-Padrão, aos demais recursos repetitivos que tratam da mesma matéria devem ser aplicados o mesmo resultado do Recurso-Padrão, conforme disciplina o artigo 47 do Regimento Interno do Conselh Administrativo de Recursos Fiscais. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da C Câmara / 2. Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, para acatar a preliminar de decadência, nos termos do voto do relat r. - • C 111 OLIVEIRA - Presidente LOURENÇO FERREIRA DO PRADO — Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros: Marcelo Oliveira, Ana Maria Bandeira, Rogério de Lellis Pinto, Lourenço Ferreira do Prado, R 'que Magalhães de Oliveira (Convocado) e Núbia Moreira Barros Mana (Suplen -Ir 2 Processo n°36202.002463/2007-61 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00.610 E. 413 Relatório Trata-se de recurso repetitivo a ser julgado com a adoção do procedimento previsto no artigo 47 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, nos moldes em que disciplina a Portaria CARF n° 83, de 24109/2009. No julgamento do Recurso-Padrão, o Recurso: n° 260894 (160894), Processo: n° 13831.000501/2007-30, Recorrente: B&L ASSESSORIA E COMÉRCIO EM INFORMÁTICA LTDA, a Turma decidiu, por unanimidade de votos, reconhecer a decadência da totalidade das contribuições apuradas, através do Acórdão n°2402-00.589, assim ementado: Ementa:CONTRIBUIÇÕES PRET11DENCIÁRL4S.-- DECADÊNCIA. PRAZO QUINQUENAL. O prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 05 (cinco) anos, nos termos dos dispositivos legais constantes do Código Tributário Nacional, tendo em vista a declaração da inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei n° 8.212/91, pelo Supremo Tribunal Federal, nos autos dos RE 's es 556664, 559882 e 560626, oportunidade em que fora aprovada Súmula Vinculante n° 08, disciplinando a matéria. In casu, constatou-se a decadência sob qualquer fundamento legal que se pretenda aplicar (artigo 150, § 4° ou , o MJ). 1'1 É o relatório. 3 Voto Conselheiro Lourenço Ferreira do Prado, Relator Inicialmente há de se esclarecer que o presente acórdão supre o despacho previsto no art. 2°, § 2° Portaria CARF n°83, de 24/09/2009. No Recurso-Padrão, o Recurso: n° 260894 (160894), Processo: n° 13831.000501/2007-30, Recorrente: B&L ASSESSORIA E COMÉRCIO EM INFORMÁTICA LTDA, a Turma decidiu, por unanimidade de votos, reconhecer a decadência da totalidade das contribuições apuradas, através do Acórdão n°2402-00.589. Portanto, decidido o Recurso-Padrão, aos demais recursos repetitivos que tratam da mesma matéria devem ser aplicados o mesmo resultado do Recurso-Padrão. Pelo exposto, voto por reconhecer a decadência da totalidade das contribuições apuradas. Sala das Sessões, em 22 de fevereiro de 2010 LOURENÇO FERREIRA DO PRADO - Relator 4 ar MINISTÉRIO DA FAZENDACONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAISQUARTA CÂMARA - SEGUNDA SEÇÃO Processo n°: 36202.002463/2007-61 Recurso n°: 165.752 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no parágrafo 3° do artigo 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria - Ministerial n° 256, de 22 de junho de 2009, intime-se o(a) Senhor(a) Procurador(a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto a Quarta Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão n° 2402-00.610 Brasí • ., 1 . e abril de 2010 , ELIAS S ‘ n• O F • IRE Presidente da Quarta Câmara Ciente, com a observação abaixo: [ ] Apenas com Ciência [ ] Com Recurso Especial [ ] Com Embargos de Declaração Data da ciência: / / Procurador (a) da Fazenda Nacional
score : 1.0
Numero do processo: 10850.000972/2004-89
Turma: Sétima Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Sep 17 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Wed Sep 17 00:00:00 UTC 2008
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA – IRPJ. EXERCÍCIO: 2000. EMENTA: IRPJ LUCRO INFLACIONÁRIO REALIZADO. OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA DA TRIBUTAÇÃO BENEFICIADA PELA LEI N° 8.541/92.TENDO A PESSOA JURÍDICA OPTADO PELA TRIBUTAÇÃO BENEFICIADA PREVISTA NA LEI Nº 5.541/92 À ALIQUOTA DE 20%, IMPERIOSA A OBSERVÂNCIA DA OPÇÃO PELA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA. AO CONSELHO DE CONTRIBUINTES É VEDADO O REFAZIMENTO DO LANÇAMENTO, HAJA VISTA TER COMPETÊNCIA ADSTRITA PARA JULGAMENTO. DECADÊNCIA. SÚMULA 1° CC N. ° 10. O PRAZO DECADENCIAL PARA CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO RELATIVO AO LUCRO INFLACIONÁRIO DIFERIDO É CONTADO DO.PERÍODO DE APURAÇÃO DE SUA EFETIVA REALIZAÇÃO OU DO PERÍODO EM QUE, EM FACE DA LEGISLAÇÃO, DEVERIA TER SIDO REALIZADO, AINDA QUE EM PERCENTUAIS MÍNIMOS IRPJ APURAÇÃO TRIMESTRAL DECADÊNCIA ART. 150, § 4º, DO CTN. REITERADOS PRECEDENTES. A CONTAGEM DO PRAZO DECADENCIAI EM SE TRATANDO DE CONTRIBUINTE QUE APURA O IRPJI PELO LUCRO REAL TRIMESTRAL INICIA-SE NO ÚLTIMO DIA DO TRIMESTRE DE CORRESPONDÊNCIA, SALVO EM CASO DE DOLO, FRAUDE OU SIMULAÇÃO, POR FORÇA DO COMANDO DO ART. 150, § 4º DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. VISTOS, RELATADOS E DISCUTIDOS OS PRESENTES AUTOS.
Numero da decisão: 107-09.500
Decisão: Acordam os membros da Sétima Câmara do primeiro conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPJ - tributação de lucro inflacionário diferido(LI)
Nome do relator: Silvana Rescigno Guerra Barreto
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA – IRPJ. EXERCÍCIO: 2000. EMENTA: IRPJ LUCRO INFLACIONÁRIO REALIZADO. OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA DA TRIBUTAÇÃO BENEFICIADA PELA LEI N° 8.541/92.TENDO A PESSOA JURÍDICA OPTADO PELA TRIBUTAÇÃO BENEFICIADA PREVISTA NA LEI Nº 5.541/92 À ALIQUOTA DE 20%, IMPERIOSA A OBSERVÂNCIA DA OPÇÃO PELA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA. AO CONSELHO DE CONTRIBUINTES É VEDADO O REFAZIMENTO DO LANÇAMENTO, HAJA VISTA TER COMPETÊNCIA ADSTRITA PARA JULGAMENTO. DECADÊNCIA. SÚMULA 1° CC N. ° 10. O PRAZO DECADENCIAL PARA CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO RELATIVO AO LUCRO INFLACIONÁRIO DIFERIDO É CONTADO DO.PERÍODO DE APURAÇÃO DE SUA EFETIVA REALIZAÇÃO OU DO PERÍODO EM QUE, EM FACE DA LEGISLAÇÃO, DEVERIA TER SIDO REALIZADO, AINDA QUE EM PERCENTUAIS MÍNIMOS IRPJ APURAÇÃO TRIMESTRAL DECADÊNCIA ART. 150, § 4º, DO CTN. REITERADOS PRECEDENTES. A CONTAGEM DO PRAZO DECADENCIAI EM SE TRATANDO DE CONTRIBUINTE QUE APURA O IRPJI PELO LUCRO REAL TRIMESTRAL INICIA-SE NO ÚLTIMO DIA DO TRIMESTRE DE CORRESPONDÊNCIA, SALVO EM CASO DE DOLO, FRAUDE OU SIMULAÇÃO, POR FORÇA DO COMANDO DO ART. 150, § 4º DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. VISTOS, RELATADOS E DISCUTIDOS OS PRESENTES AUTOS.
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PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SÉTIMA CÂMARA Processo o." 10850.000972/2004-89 Recurso n'' 155.648 Voluntário Matéria IR RI Fx..: 2000 Acórdão id 107-09.500 Sessão de 17 de setembro de 2008 Recorrente PFVEHTUR TRANSPORTES E TtJ.R ISM° LIDA Recorrida 3a TURM A/DRJ-R113E1 R AO PRETO/SP Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPI 1.xe1eicio: 2000 Ementa: FRPSI LUCRO INFLACIONÁRIO REALIZADO, OBSERVÂNCIA OBRIGA'PORIA DA r VRIBUI.AÇÂO BENEFICIADA PELA LEI N.° 8.541/92 - Tendo a pessoa iurídica optado pela tributação beneficiada prevista na Lei n." 5.541/92 à aliquota de 20%, imperiosa a observância da opção pela autoridade administrativa. - Ao Conselho de Contribuintes é vedado o refazimento do lançamento, haja vista ter competência adstrita para julgamento. DECADÊNCIA. Súmula 1° CC n..° 10. - O prazo decadencial para constituição do crédito tributário relativo ao lucro inflacionário diferido é contado do período de apuração de sua efetiva realização ou do período em que, em face da legislação, deveria ter sido realizado, ainda que em percentuais 'uh-limos IRPT APURAÇÃO TRIMESTRAL DECADÊNCIA ART. 150, § 4", do CIN. RELVER.ADOS PRECEDENTES. A contagem do prazo &cadenciai em se tratando de contribuinte que apura o IRP.I peloluero real trimestral inicia-se no último dia do trimestre de correspondência, salvo em caso de dolo fraude ou simulação, por força do comando do att. 150, § 4' do Código Tributário Nacional. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros da Sétima Câmara do primeiro conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. , 1<, i Processo n" 10850 00097212004-89 CCOUL'07 .Acórcklo ni 107-09500 1,1s 99 IPLA MARCOS VI '9 CUS "N KR. DE LIMA - Presidente d.\,e SILVANA RESCIG".. \-0 GUERRA BARRE LIO - Relator 1 DITADO EM:tj 9 20 tk) Participaram, ainda, da presente sessão de julgamento os Conselheiros: Marcos Vinicius Neder de Lima, Silvana Rescigno Guerra. Barretto, Luiz Martins Valem, Hugo Correia Sotero, Albertina Silva Santos de Lima, .layme (irotto e Lavinia Moraes de Almeida Nogueira .Junqueira Relatório Trata-se de lançamento relativo ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica relativo ao ano-calendário de 1999, decorrente de adições não computadas na apuração do lucro real apurado, pol força da ausência de realização mínima obrigatória do Lucro killacionário realizado Cientificada do lançamento, a Recorrente requereu, preliminarmente, a suspensão do auto de infração, argumentando que seria decorrente de saldo de lucro inflacionário constante em demonstrativo de auto de infração lavrado em maio de 2003 que foi Objeto de recurso e aguarda .julgamento e, ao final, pugnou pelo cancelamento do auto, destacando que teria decaído o direito de a Fazenda exigir o crédito exigido A Delegacia da Receita Federal de Jul gamento em Ribeirão Preto-SP julgou o lançamento procedente, sob os seguintes argumentos: i) incabível o pedido de suspensão do lançamento em razão do processo n.' 10850..001114/2003-71, haja vista que referente à ausência de realização do lucro inflacionário no ano de 1997, além de já ter sido validado por aquela Delegacia o saldo do lucro inflacionário a realizar existente em 31 de dezembro de 1995., h.) a legislação vigente exigiria a realização mínima. de 2,5% do saldo do lucro inflacionário acumulado em 31 de dezembro de 1995 corrigido monetariamente até esta data, o que não teria sido obedecido pela Recorrente; iii) não teria oconido nos autos hipótese de nulidade, tal como previsto no art. 59, do PAF. Intimada da decisão da DRJ, a Recorrente interpôs o Recurso Voluntário ora em análise, aduzindo, em síntese, que: i) estaria caracterizada a decadência uma vez que a exigência estaria pautada em lançamento efetuado pela Recorrente na DTP.; de 1994; 2 Processo n' 10850 000972/2004-89 CC0 MY/ Acórdão il.' 147 -09500 1 ; Is 1(10 11) o saldo de lucro inflacionário existente em seus registros teria sido realizado, com base no art, 31, da 1 ,ei n.." 8.541/92, com a opção pelo parcelamento em 120 meses e o transcurso do prazo de 5 (cinco) anos teria validado os valores ali apresentados; iii) ainda que tivesse cometido equívoco ao corrigir o saldo acumulado, O direito de exigir o imposto decorrente teria terminado em 1999, uma vez que não constatada fraude, dolo 011 má-fé; iv) a decisão prolatada no processo tr." 10850.002907/2003-15 seria. contraditória, uma vez que afirma que o fato gerador apenas ocorreria na data em que a pessoa _jurídica estaria obrigada a realizá-lo, exatamente como teria feito a Recorrente ao realizar o total do lucro inflacionário corno declarado na DIPJ de 1994, na forma do art. 31, da Lei n." 8,54 l /92; v) transcorrido cinco anos da entrega da DIPJ de 1994 que comprovaria a opção pela realização todal do saldo existente em .31 de dezembro de 1992 do lucro inflacionário acumulado, acrescido do saldo da conta da diferença de correção do IPC/BTNE não mais poderia o .fisco exigir diferenças, por força da decadência; É O relatório. Voto Conselheira - SILVANA RESC.IGNO GUERRA .BARRETO, Relator Cuida-se de Auto de Infração lavrado com. o fito de exigir Imposto de Renda Pessoa Jurídica relativo ao exercício de 1999, cuja ciência do contribuinte ocorreu em 19 de maio de 2004. De início, constato que a autoridade lançadora não respeitou a opção realizada pelo contribuinte quanto à realização do lucro inflacionário incentivada, consoante autorizado pela. Lei n,' 8_541/82, veï bis: "Art 3.1 À opcão da pessoa jurídica, o lucro inflacionário acumulado e o saldo credor da diferença de correção 111011 etária complementar IPC/B7WF (Lei n.° 8.200, de 28 de junho de .1.991, art. 3°) existente em 31 de dezembro de .1992, corrigidos monetariamente, poderão ser considerados realizados, mensalmente, e tributados da seguinte fornia: 1 -1/120 à alíquota de 20% (vinte por cento); ou; II - 1/60 à alíquota de 18% (dezoito por cento,), ou 111- 1/36 à aliquota de .15% ('quinze por cento) IV-- 1/12 à &IT.!~ de 10% (dez por cento); ou V --- em cota única à aliquota de 5% (cinco por cento). 3 processo n 10850 000972/2001 -$9 CCO I/C07 Acórd50 " 107-09.500 11:,; 101 1° O lucro inflacionário acumulado realLado fi» MC1 de.ste artigo .setó couvei tido em quantidade de Ufir diária pelo tuloi' desta no último dia do puí iodo-ha.se. 2° O impoWo calculado 1705 lermos deste artigo será pago até o último dia útil do mes subwq iienle ao da reconvertido pata c; aceiro, com base na expres_são monetatia da Ufif (Urja viente no dia antetior ao do pagamento .3' O imposto de que trata esie artigo será considerado como de tributação exclusiva 4"A opção de que trata o caput deste artigo, que deverá Net' frita até o dia 31 de dezembro de 1994, será irretratável e manifestada através do pagamento do imposto sobre o lucro inflacionário acumulado, cumpridas as instruções baixadas pela Secretaria da Receita Federal. "(grifos acrescidos) Dellui-se do texto acima que o contribuinte poderia optar de forma irretratável por 5 formas de tributação e, tendo a Recorrente comprovado a opção pela tributação beneficiada à aliquota de 20%, a autoridade administrativa teria, necessariamente, que Observa- la... Quando realizada a opção, a Recorrente declarou eiur eam.po próprio de formulário a alternativa de antecipação adotada e o imposto pago, de sorte que o Pisco teve ciência de todos os valores utilizados puni a quitação da obrigação tributária pelo contribuinte, e deveria confrontar a base de realização com os seus registros anteriores, notadamente SAP LI, o que não foi feito. A não observância da opção maculou o lançamento, que não pode ser refeito por este Colendo Conselho de Contribuintes, por ser competente tão-somente para julgar recursos e não para lançar tributos e penalidades. Por outro lado e, apesar de vislumbrar a ocorrência de decadência com espeque no art. 150, § 4 0, do GIN no que tange ao fato gerador supostamente ocorrido ern 31 de março de 1999, deixo de aplieá-ia, por força das razões meritórias acima expostas. Isto porquanto, em se tratando de contribuinte que declara o imposto de renda pelo lucro real trimestral (art, 2°, da Lei. n.." 9,430/96), o fato gerador do tributo ocorre no último dia do trimestre de correspondência, data que passa a ser o termo inicial para a contagem. do prazo decadencial estipulado na norma acima transcrita, salvo quando ocorrer dolo, fraude ou. simulação, 'hipótese que remete a contagem do prazo encartada ao artigo 173, do Codex. Neste passo, o tributo relativo ao primciro trimestre do ano de 1999, poderia ter sido objeto de lançamento até 31 de março de 2004, conforme reiterados precedentes desta Colenda (.-lainara evidenciado na ementa a seguir transcrita, verbis: "DECADÉNCIA O lato gerador do imposto de renda e das contribuiçães -das empresas que deelatam o tributo pelo lucro real trimestral ('ali. 2' da Lei a"9.430/90 ocorre ao último dia do trimestre de correspondência. contando-se daí o prazo decadencial pata o fiyco exercer o direito de constituit O crjWito tributário, .yalvo quando ocorrei .. dolo, fraude ou simulação (art. 1.50, 4" do Código Tributário :Nacional), em que a contagem se faz a partir do primeiro dia do 4 Processo n" 10850 000972/2001-89 CO)1/C07 Acórdão n " 107 -09..500 102 vc aício seguinte àquele em que o lançamento poderia lei sido efetuado NULIDADE DO AUTO "D"».; INFRAÇÃO — Erro de digitação na indicação do ano do Regulamento do Imposto de Renda não justifica a anulação da peça básica, revestida que foi das demais formalidades legais NULIDADE DA DECTSÃO DE PRAIEIRA INSTANCIA --- Não houve no julgado omissão sobre pedido de perícia, se a mesma sequer foi solicitada na deksa e com as formalidades do inciso IV, do uri 16 do Decreto 17" 7/) 23.5/72 LANÇAMEN10 EFE'IVADO COM FUNDA MEWTO NA LEI COAIPLEMENTAR N" 105/2001- Lei 9311/96, art. 1/, 3", NOVA REDAÇÃO DADA PELO ART I' DA LEI 10174, de 09 01 .2001, E DECRETO .N" 3 724, DE 10 01.2001 -- Em se tratando de normas férmais ou procedimentais que ampliam o poder de fis. cd/ização a sua aplicação é imediata, alçando fatos pretéritos, consoante o disposto no artigo 141, ,§ I'', do Código l'ributário Nacional OMISSÃO DE .RECEITA,S INDICIADA POR DEPáS1TOS BANCÁRIOS — A partir de 1 /0I/97, por força do disposto nos artigos. 42 e 87, da Lei a" 9 430/96, a falta de escrituração de depósitos' bancários configuram caso de °míssil° de reeeitas, se o titular da conta-corrente, devidamente intimado, não comprovar a origem dos recursos utilizados nessas operações, com documentos hábeis e idóneos Por se tratar de regra que inverte o ónus da prova, cabe ao contribuinte infirmar a presunção MULTA AGRAVADA —Caracterizada na espécie a ocorrjneia de fraude que autoriza o lançamento de multa agravada, como previsto no inciso II, do artigo 44 da Lei n" 9.430/96, impõe-se a mantença penalidade, como preceitua o citado dispositivo Recurso provido em parte '' (Recurso 148378, Rel, Cailos Alberto Gonçalves Nunes, Acórdão 107-09263) Em face do exposto, dou provimento ao Recluso Voluntário. É como voto Sala das Sessões - DF, em 17 de setembro de 2008 SII,VANA RESCICN GUERRA BARRETTO MIN IsTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS °LIARA .A CÂMARA - PRIMEIRA S.1-2,(,-)kO Processo n" : 10850,000972/2004-89 Acórdão n" : 107-09.500 TERMO DE INTIMAÇÃO Intime-se um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, da decisão consubstanciada no acól dão supra, nos termos do art. 81, § 3 0, do anexo II, do Regimento Interno do CARI', aprovado pela Portaria Ministerial n" 256, de 22 de . junho de 2009 Brasília, 09 de julho de 2010 •, ariseã-Acc.''fíVs'n:bitri()) neta-1'S eci (ll ia da Câ mai a Ciência Data: Nom c: Pi oc,-un adot (a) da Fazenda Nacional Encaminhamento da PFN: ] apenas corri ciência; 1 • com Recai S;() I_ _1 com Embargos de :Declaração.
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Numero do processo: 10665.000435/2003-45
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Jul 04 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Fri Jul 04 00:00:00 UTC 2008
Ementa: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 28/02/1999 a 31/12/2002
AUTO DE INFRAÇÃO. BASE DE CÁLCULO. BONIFICAÇÕES.
O § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718, de 1998 considera que todas as receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente do tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada, integram a base de cálculo da Cofins, nela se inserindo, portanto, as receitas com bonificações recebidas de fornecedores.
TAXA SELIC. SÚMULA Nº 3.
É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - Selic para títulos federais.
Recurso negado.
Numero da decisão: 203-13.097
Decisão: ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA do SEGUNDO
CONSELHO DE CONTRIBUINTES: I) pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso, no sentido de que toda a receita auferida pelo contribuinte constitui a receita da sociedade, fazendo parte da base de cálculo da exação. Vencidos os Conselheiros Eric Moraes
de Castro e Silva, Jean Cleuter Simões Mendonça, Fernando Marques Cleto Duarte e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda; e II) quanto a Selic, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso.
Nome do relator: Odassi Guerzoni Filho
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ementa_s : Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 28/02/1999 a 31/12/2002 AUTO DE INFRAÇÃO. BASE DE CÁLCULO. BONIFICAÇÕES. O § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718, de 1998 considera que todas as receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente do tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada, integram a base de cálculo da Cofins, nela se inserindo, portanto, as receitas com bonificações recebidas de fornecedores. TAXA SELIC. SÚMULA Nº 3. É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - Selic para títulos federais. Recurso negado.
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Recorrida DRJ EM BELO HORIZONTE/MG ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 28/02/1999 a 31/12/2002 AUTO DE INFRAÇÃO. BASE DE CÁLCULO. BONIFICAÇÕES. O § 1° do artigo 3° da Lei n° 9.718, de 1998 considera que todas as receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente do tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada, integram a base de calculo da Cofins, nela se inserindo, portanto, as receitas com boni ficações recebidas de fornecedores. TAXA SELIC. SÚMULA N° 3. cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - Selic para títulos federais. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES: I) pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso, no sentido de que toda a receita auferida pelo contribuinte constitui a receita da sociedade, fazendo parte da base de cálculo da exação. Vencidos os Conselheiros Eric Moraes de Castro e Silva, Jean Cleuter Simões Mendonça, Fernando Marques Cleto Duarte e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda; e II) quanto a Selic, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. 0 ROSEN Processo n0 10665.000435/2003-45 Acórdão n.° 203-13.097 0 Presidente RG FILHO 1 DASSI GUERZONI Fl C3\503 Fls irl Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis e José Ado Vitorino de Morais. 2 Processo no 10665.000435/200345 Acórdão n.° 203-13.097 CCO2/CO3 1412 4d 'Relatório Trata-se de Auto de Infração cientificado pessoalmente ao sujeito passivo em 24/03/2003, relacionando-se à exigência de diferenças da Cofins apuradas pelo fisco nos Períodos de apuração de fevereiro de 1999 a dezembro de 2002, e cujo crédito tributário montou a R$ 11.213,01, nele incluídos juros de mora e multa de oficio de 75%. Na impugnação a autuada se insurgiu contra o lançamento clamando pela exclusão da base de cálculo eleita pelo fisco de valores constantes da rubrica "Receitas Diversas", vez que as mesmas se referem a bonificações recebidas de seus fornecedores na forma de mercadorias. Explicou que essas bonificações são dadas pelos seus fornecedores como forma de provocar a baixa nos pregos de venda, ou para repor gastos de comercialização, Ou mesmo para compensar a reposição de mercadorias que tem o seu prazo de validade vencido ou que se danificam nas prateleiras. Entendeu a impugnante que, a prevalecer o entendimento do fisco, os valores das ditas bonificações seriam tributadas duas vezes: a primeira quando da entrada, e, a segunda, quando de sua efetiva saída. Assim, considerou que tais valores recebidos são receitas não operacionais e, como tais, não integram a base de Calculo da Cofins. Insurgiu-se ainda a impugnante contra a incidência da Taxa Selic no valor da autuação. A DRJ considerou inteiramente procedente o lançamento e manteve a autuação, sob o argumento de que a Lei n° 9.718, de 1998, passou a englobar a totalidade das receitas auferidas pelas empresas para fins de determinação da base de cálculo da Cotins, e de que a incidência da Selic obedece a regras legalmente instituidas em nosso ordenamento jurídico. Com alguma ou outra ênfase, a autuada repete os mesmos argumentos da peça impugnatória em seu recurso voluntário, insistindo na tese de que bonificações não podem ser consideradas como faturamento e/ou receitas, transcrevendo decisões do Primeiro Conselho que estariam, a seu ver, a referendar o seu entendimento. Arrolamento de bens à fl. 1.460. o relatório. 3 Processo n° 10665.000435/2003-45 Acórdão n.° 203-13.097 CCO2/C 3 Fls. Voto Conselheiro ODASSI GUERZONI FILHO, Relator A tempestividade se faz presente pois, cientificada da decisão da DRJ em 04/09/2004, a interessada apresentou o Recurso Voluntário em 30/09/2004. Preenchendo os demais requisitos de admissibilidade, deve ser conhecido. Não obstante o motivo da autuação tenha se dado por conta da não inclusão na base de calculo de valores constantes das rubricas Receitas Financeiras, Receitas Diversas, RecuperaOes Diversas e Receitas Naa Tributciveis, a autuada somente se insurgiu contra uma delas, qual seja a Receitas Diversas, vez que, segundo ela, nela estão compreendidos valores relacionados a Bonificações recebidas de fornecedores, os quais, pela sua natureza, entende, não devem ser alcançados pela incidência da Cofins. Ainda assim, toda a argumentação da Recorrente para afastar a sujeição das tais Bonificações à incidência da Cofins se deu de uma forma genérica, qual seja, pelo fato de Considerar a Recorrente que aqueles valores não podem ser considerados faturamento e/ou receita bruta. Não suscitou, portanto, a Recorrente, aquele argumento que mais está em voga atualmente, qual seja, de que ha uma decisão do STF considerando inconstitucional o alargamento da base de cálculo instituído pelo § 1° do artigo 3° da Lei n°9.718/98. Portanto, o único tema trazido à baila pela Recorrente a este julgamento, exceção, claro à Taxa Selic, que sell tratada mais adiante em tema especifico, é o de que não pode haver a incidência da Cofins sobre os valores recebidos a titulo de Bonificações, pelo fato de entender que isso não se configura como uma receita ou faturamento. A meu ver, não merece reparo a decisão recorrida já que aplicou para o caso a regra do § 1" do artigo 3° da Lei n°9.718, de 1998, que, para fins de determinação da base de cálculo da Cofins, considera como receita bruta a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo irrelevantes o tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada para as receitas. No caso, tratam-se de valores recebidos pela autuada de seus fornecedores relativos a mercadorias, que, de uma forma ou de outra, serão novamente colocadas à venda gerando novas receitas, sem que isso, contudo, configure uma tributação em dobro, vez que as operações são distintas uma da outra; numa, representada pela, digamos, doação em espécie recebida, e a outra, pela sua venda propriamente dita. Assim, nenhum valor há de ser excluído da base de cálculo da contribuição. A incidência da taxa Selic sobre o valor da exigência matéria que restou pacificada neste Segundo Conselho, com a edição da Súmula n° 3, que dispõe: "É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para cora a Unido decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e custódia — Selic para títulos federais". 4 DASSI GUERZONI Fl Processo n° 10665.000435/2003-45 Acórdão n.° 203-13.097 De se manter, também, a exigência da Cotins devidamente acrescida dos juros moratórios calculados com base na Taxa Se lic. Pelo exposto, nego provimento ao Recurso. Sala das Sessões, em 0 de julho de 2008 5
score : 1.0
Numero do processo: 10730.004308/2004-75
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon May 19 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Mon May 19 00:00:00 UTC 2008
Ementa: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples
Ano-calendário: 2003
Legislação Superveniente. Inclusão Retroativa. Impossibilidade.
A alteração da legislação disciplinadora do regime de impedimentos à opção pelo Simples não autoriza a aplicação da retroatividade benigna prevista no art. 106 do Código Tributário Nacional, para efeito de re-incluir contribuinte regularmente excluído com base na legislação vigente à época do ato. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça.
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO
Numero da decisão: 303-35.325
Decisão: ACORDAM os membros da terceira câmara do terceiro conselho de contribuintes, por maioria de votos, negar provimento ao recurso voluntário, vencidos os Conselheiros Nilton Luiz Bartoli, Relator, Tarásio Campelo Borges e Nanci Gama, que deram provimento. Designado para redigir o voto o Conselheiro Luis Marcelo Guerra de Castro.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: Nilton Luiz Bartoli
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Numero do processo: 13502.720032/2006-10
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 26 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Mar 26 00:00:00 UTC 2009
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/01/2002 a 31/03/2002
PROCESSO JUDICIAL E ADMINISTRATIVO. MATÉRIA IDÊNTICA. RENÚNCIA À ESFERA ADMINISTRATIVA.
A existência de ação judicial, com o mesmo objeto do processo
administrativo fiscal, implica na renúncia à instância administrativa.
Numero da decisão: 3201-000.042
Decisão: Por maioria de votos, negou-se provimento ao recurso voluntário, afastando a preliminar de nulidade do acórdão recorrido, vencidos os Conselheiros Heroldes Bahr Neto, Relator, Nilton Luiz Bartoli, Vanessa Albuquerque Valente, que deram provimento. Designada para redigir o voto a Conselheira Anelise Daudt Prieto.
A Conselheira Nanci Gama declarou-se impedida.
Nome do relator: Heroldes Bahr Neto
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 14; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1942; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T1 Fl. 341 1 340 S3C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13502.720032/200610 Recurso nº 140.065 Voluntário Acórdão nº 3201000.042 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 26 de março de 2009 Matéria Processo Administrativo Fiscal Recorrente BRASKEM S/A Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2002 a 31/03/2002 PROCESSO JUDICIAL E ADMINISTRATIVO. MATÉRIA IDÊNTICA. RENÚNCIA À ESFERA ADMINISTRATIVA. A existência de ação judicial, com o mesmo objeto do processo administrativo fiscal, implica na renúncia à instância administrativa. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Heroldes Bahr Neto, Nilton Luiz Bartoli e Vanessa Albuquerque Valente LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Presidente HEROLDES BAHR NETO – Relator ANELISE DAUDT PRIETO – Redatora designada CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO – Redator designado para formalizar o acórdão dado que a redatora designada, Conselheira Anelise Daudt Prieto, não pertence mais ao Colegiado. (Despacho nº 32000026– 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da 3ª Seção do CARF) Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luis Marcelo Guerra de Castro, Presidente, Anelise Daudt Prieto, Nilton Luiz Bartoli, Heroldes Bahr Neto, Celso Lopes Pereira Neto e Vanessa Albuquerque Valente. A Conselheira Nanci Gama declarouse impedida. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 50 2. 72 00 32 /2 00 6- 10 Fl. 340DF CARF MF Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP23.1019.14586.I4K2. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13502.720032/200610 Acórdão n.º 3201000.042 S3C2T1 Fl. 342 2 Relatório Por bem descrever a matéria de que trata este processo, adoto e transcrevo abaixo o relatório que compõe a Decisão Recorrida. Trata o processo de cobrança dos créditos tributários de Cofins dos períodosdeapuração de janeiro, fevereiro e março de 2002, que se encontram confessados em DCTF e que estavam na situação de suspenso pela ação judicial nº 92.00.001254. Posteriormente, tendo a Seção de Controle e Acompanhamento Tributário — SACAT da DRF/Camaçari verificado que inexistia a prerrogativa de suspensão da exigibilidade prevista no artigo 151 do Código Tributário Nacional e tampouco crédito liquido e certo transitado em julgado para utilização da compensação administrativa com créditos do Finsocial, encaminhou os débitos para cobrança amigável, a qual vem o interessado contestar amparado por ação judicial. A empresa ajuizou a ação n°92.00.001254 com o intuito de contestar a majoração das alíquotas do Finsocial que excedeu a 0,5%, tendo a Apelação Cível 93.01.177862 (fls.04/08), transitado em julgado pelo TRF da 1" Região, reconhecendo seu pleito (f1s.09 e 10/19) em 15/08/1994. Posteriormente requereu o aproveitamento do crédito mediante compensação, que foi negado pela Justiça Federal e também pelo TRF (fls.20/21 e 22/26), cuja decisão foi reformada pelo Acórdão STF no Recurso Especial n° 200577/BA (fls.27 e 28/36), que transitou em julgado em 01/09/1999 (fl.37). Diante da certeza de reaver o direito creditório, ingressou a empresa com ação de execução propondo intimação à União no valor do crédito de R$32.482.827,76, cujos cálculos e forma de liquidação foram contestados por esta que apresentou Embargos a Execução (Parecer de fls. 56/60), que se encontra na fase de liquidação, sem trânsito em julgado (fls. 38/62). Os débitos confessados na DCTF foram vinculados a créditos das ações nº 92.1254 e a de nº 99.27849, esta, analisada no processo 13502.000166/9949 (Informação SACAT n° 014/2006), cujos valores foram extintos, remanescendo a cobrança da parcela dos débitos vinculados a ação 92.1254 fls. 63/65), cujos débitos foram transferidos para o presente processo, ora em análise. Tendo sido cientificada da Carta de Cobrança (11.68) em 24/11/2006 (AR de fl. 80), a interessada ingressou na Justiça com o Agravo de Instrumento no 2006.01.00.0475255 (fls.85/104), e Mandado de Segurança 2006.33.00.0192437 (17.81). Fl. 341DF CARF MF Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP23.1019.14586.I4K2. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13502.720032/200610 Acórdão n.º 3201000.042 S3C2T1 Fl. 343 3 Na Decisão do Agravo de Instrumento 475255 (fls105/106), em 15/12/2006, o TRF da 1ª Região concedeu a antecipação da pretensão recursal para determinar a expedição da certidão positiva com efeito de negativa, considerando que apesar de o Fisco demonstrar ter conhecimento da compensa cão realizada pelo contribuinte, ainda que não lhe tivesse recusado formalmente homologação, o crédito constituído da empresa é da ordem de R$21.806.831,40, enquanto o crédito da agravante passível de compensação é da ordem de R$32.482.827,78, e que o §2° do art. 74 da Lei n°9.430, de 1996, na redação da Lei n" 10.637, de 2002, prevê que se recusada a compensação, cabe recurso a este ato, com efeito suspensivo, conforme dispõe o §11 do citado art. 74. Posteriormente, em 24/01/2007 (fl.111), o mesmo Juiz relator, atendendo a pedido de reconsideração interposto pela União Federal, denegou antecipação da pretensão recursal concedida, haja vista reconhecimento de que partiu de uma premissa equivocada, de que a agravante foi impedida de apresentar manifestação de inconformidade prevista no §9º do art. 74 da Lei n° 9.430/96, quando a alegação do agravo foi a de ocorrência de cerceamento de defesa por não conter na notificação para pagamento em 30 dias, o exercício do direito de defesa dentro do referido prazo. Quanto ao Mandado de Segurança nº 192437 verificase que o MM Juiz Wilson Alves de Souza prolatou a sentença em 19/03/2007 (fls.127/129), após considerar que a impetrante buscou o amparo em sede de liminar para suspender a exigibilidade dos créditos tributários referidos no presente processo, 13502.720032/200610; provimento judicial que lhe assegurasse o direito liquido e certo ao prévio processo administrativo destinado a analisar a lisura da compensação com abertura de prazo para apresentação de manifestação de inconformidade e seus ulteriores desdobramentos até decisão final na esfera administrativa e nesse interregno, expedição da CND positiva com efeito de negativa, quanto aos créditos tributários ora exigidos. Acrescentou ainda, que a empresa declarou que efetuou a compensação de créditos do Finsocial com os débitos da Cofins relativos aos períodos de 01/2002 a 03/2002, a qual não foi aceita pela SRF, tendo o Delegado da Receita Federal em Camaçari pugnado pela denegação da segurança alegando que a impugnante não atendeu as determinações contidas no artigo 14 da Instrução Normativa n°21/97, deixando inclusive de pleitear administrativamente a compensação. Por fim, aceita a exclusão do Procurador Chefe da PGFN pólo passivo, para acatar o pedido da empresa nos seguintes termos: CONCEDO a segurança para garantir a Impetrante o direito a ampla defesa e ao devido e ao prévio processo administrativo, garantindo o direito à obtenção de certidão positiva com efeito de negativa no que se refere ao débito em discussão até decisão final Fl. 342DF CARF MF Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP23.1019.14586.I4K2. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13502.720032/200610 Acórdão n.º 3201000.042 S3C2T1 Fl. 344 4 no aludido procedimento administrativo (autos n° 13502.720032/200610). Ciência ao Impetrado para cumprir imediatamente a presente sentença, uma vez que a sentença de mérito torna sem objeto o que esta decidido pelo TRF1Tegicio, porque tal objeto se refere a agravo contra decisão liminar. Diante do Oficio nº155/2007 expedido ao Delegado da Receita Federal em Camaçari e Procurador Chefe da PGFN (fl. 131), para cumprimento da sentença proferida no Mandado de Segurança (fls.230/232), a SACAT suscitou dúvida a respeito de qual tratamento deveria ser dado a petição da contribuinte de fls.139/157, haja vista que se por um lado constara na exordial o pleito para apresentação de Manifestação de Inconformidade, de outro, atos de cobrança em face de Representação por crédito lançado em DCTF não se encontram abarcados pela norma especifica, art. 74 da Lei n° 9.430, de 1996 e Decreto n° 70.235, de 1972, instâncias decisórias com efeitos e trâmites processuais distintos. O Procurador no MEMO n° 469, de 10/04/2007, informa que interpôs recurso de Embargos Declaração para aclarar a sentença proferida pelo Juizo da 7" Vara Federal (f1.132 e 241/243). Contudo, em 17/04/2007, foi proferida decisão pela Juiza Substituta da 7ª Vara da Justiça Federal ( fl.244) afirmando não haver nenhuma omissão no julgado, posto que o objeto da demanda não debatia o regime jurídico ao qual a autoridade administrativa deve obediência, e assim proferiu a decisão: "Do exposto, conheço dos embargos declaratórios, contra sentença de fls.280/282, para rejeitálos." Deste modo, tendo a SACAT entendido que a empresa tinha auferido tutela jurisdicional que lhe garantira a segurança para apresentação de manifestação de inconformidade (fls.139/157), propôs aceitação da tempestividade da manifestação, apesar de a ciência da Carta Cobrança de f1.80 ter se dado em 24/11/2006 e encaminhou os autos a esta DRJ para apreciação nos termos do art. 74 da Lei n° 9.430, de 1996, combinado com o Decreto n° 70.235, de 1972. A interessada fundamenta sua manifestação nos artigos 74 da Lei n° 9.430, de 1996 e art.48 da Instrução Normativa n°600, de 2005, contra despacho proferido em 17/11/2006, que indeferiu a compensação, para requerer a reconsideração da decisão proferida, em conformidade com o disposto no art.56 §1° da Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999; e, caso mantida a decisão, a remessa dos autos a DRJ competente, alegando que: • Obteve reconhecimento judicial de direito liquido e certo transitado em julgado para restituir o Finsocial, recolhido na alíquota superior a 0,5%, nos autos da ação ordinária n°92.00.001254 (docs.04 a 06) e de efetuar compensação destes créditos com quaisquer tributos administrados pela SRF, após acórdão do STJ que lhe foi também favorável, com trânsito em julgado, conforme doc.07, razão pela qual procedeu a Fl. 343DF CARF MF Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP23.1019.14586.I4K2. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13502.720032/200610 Acórdão n.º 3201000.042 S3C2T1 Fl. 345 5 compensação amparada por decisão judicial transitada em julgado, estando atualmente o montante do crédito da recorrente em fase de Embargos de Execução; • A SRF discorda da compensação, e por isso, antes da instauração do devido procedimento administrativo, intimou a empresa ao pagamento dos valores que deixaram de ser recolhidos em virtude da compensação, sob pena de envio a PGFN e posterior cobrança judicial (doc.08); • A empresa impetrou o Mandado de Segurança n° 2006.33.00.019243 7 visando ver reconhecido o direito liquido e certo ao prévio processo administrativo destinado a analisar a lisura da compensação dos créditos apurados no processo 13502.720032/200610, abertura do prazo para apresentação de manifestação de inconformidade e seus ulteriores desdobramentos até decisão final administrativa, garantia de obtenção de certidão positiva de débito com efeito de negativa (doc.09); • O MM Juiz proferiu sentença concedendo a segurança (doc.10) publicada em 28/03/2007 (doc.11), pelo que torna a presente manifestação de inconformidade apresentada tempestiva, assim garantindo o direito de defesa que lhe permite demonstrar a legalidade da compensação efetuada, que esta devidamente registrada nos seus lançamentos contábeis (doc.I2); • Ao invés de informar na DCTF do 1 º trimestre/2002 que os débitos de Cofins tinham sido compensados com créditos do Finsocial reconhecidos na ação judicial 92.0001254, informou por mero equivoco, que estes estavam suspensos pela mesma ação, tendo retificado a DCTF (doc.13); • A compensação efetivada pela contribuinte, Finsocial com Cofins, independia de prévio pedido a ser submetido ao crivo da SRF conforme se deflui do disposto no art. 14 da Instrução normativa n" 21/97, e jurisprudência administrativa, que transcreve, e conforme IN n° 32/97, sequer seria necessário recorrer a esfera administrativa ou judicial para obter o reconhecimento do seu crédito, bastava independente do pedido, efetuar a compensação, conforme convalidação permitida pelo art. 2°; • A PGFN também se manifestou acerca da validade das compensações efetuada pelo contribuinte, no âmbito do lançamento por homologação, Finsocial com Cofins, através do Ato Declaratório n° 01/2002, que transcreve, ou seja, o contribuinte poderia compensar Finsocial com Cofins, independente de prévio pedido administrativo e judicial, ficando a análise dos valores pendente de homologação expressa ou tácita da SRF, como ocorre nos tributos sujeitos ao lançamento por homologação; • Cumpriria a SRF analisar a compensação e discordando do seu valor de crédito proceder ao competente lançamento de oficio e não desconsiderar a compensação legalmente realizada; Fl. 344DF CARF MF Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP23.1019.14586.I4K2. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13502.720032/200610 Acórdão n.º 3201000.042 S3C2T1 Fl. 346 6 • O direito à compensação de Finsocial com Cofins independe de prévio pedido administrativo ou judicial, bastando registro contábil para atendimento da legislação e garantia do direito, mas fez mais, ajuizou ação ordinária nº 92.00.001254 que lhe garantiu o direito de restituição com transito em julgado e posteriormente através do RESP 200.577/BA o direito de compensação dos seus créditos, na forma que transcreve; • Apesar de a SRF entender que não pode o titulo executivo ser aproveitado para fins de compensação porquanto não tem pressupostos de validade completos: liquidez, certeza e exigibilidade, o Ministro do STJ relator do voto no RESP 200.577/BA ressalta que aquela corte tem firmado entendimento no sentido de que a compensação efetuada pelo contribuinte não necessita de certeza e liquidez do crédito por ser efetuada no âmbito do lançamento por homologação, visto que o controle da liquidez do crédito a favor do sujeito passivo se dará a posteriori, conforme trecho da sentença dos autos do MS 2006.33.00.0192437, • Ou seja, exigir do impetrante o requerimento da compensação é ignorar por completo as decisões judiciais cumprindo a SRF apurar o montante dos créditos da recorrente e a compensação efetuada para homologála, mas jamais analisar o direito desta ã compensa cão, que já foi objeto de decisão judicial, em relação a qual não cabe nenhum recurso e que deve ser cumprida; • Requer a reforma da decisão de primeira instância para fim de ser analisada e homologada a compensação efetuada. Consta as fls.245/246 o encaminhamento dos autos a DRJ para análise da petição da interessada com manifestação de inconformidade." Por meio do Acórdão nº 1513.151, de 17 de julho de 2007, os Membros da 4ª Turma de Julgamento da DRJ em Salvador/BA, por unanimidade de votos, votaram por não conhecer da manifestação de inconformidade, tendo em vista que a matéria está sendo discutida na via judicial. A ementa dessa decisão possui a seguinte redação: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Período de apuração: 01/01/2002 a 31/03/2002 ADMINISTRATIVO. CONCOMITÂNCIA. COMPENSAÇÃO DE FINSOCIAL COM A COFINS A busca da tutela jurisdicional do Poder Judiciário acarreta a renúncia ao litígio administrativo e impede a apreciação das razões de mérito por parte da autoridade administrativa a quem caberia o julgamento, em respeito ao principio da unicidade de jurisdição contemplado na Carta Política. DCTF. COBRANÇA DE DÉBITOS. MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. POSSIBILIDADE. MANDADO DE SEGURANÇA Fl. 345DF CARF MF Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP23.1019.14586.I4K2. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13502.720032/200610 Acórdão n.º 3201000.042 S3C2T1 Fl. 347 7 Considerase manifestação de inconformidade a petição apresentada pela empresa, em face de tutela jurisdicional que lhe garante o direito ao prévio processo administrativo e determina a suspensão dos débitos confessados em DCTF que foram enviados para cobrança amigável. Impugnação não conhecida A interessada, inconformada com a decisão prolatada pela DRJ, apresenta recurso, no qual, em apertada síntese, se insurge: (i) contra a inaplicabilidade do Ato Declaratório Normativo nº 03/1996 (renúncia administrativa); (ii) da inexistência de identidade entre os processos judicial e o administrativo; (iii) da ofensa ao art. 5º, LV, da Constituição . Federal de 1988. Pede ao final a anulação do acórdão recorrido, de forma a que sejam apreciadas as questões de mérito, homologandose assim a compensação realizada. Em seguida, o presente processo foi distribuído ao 2º Conselho de Contribuintes, que por sua vez, declinou competência ao 3º Conselho, com base no art.22, XVI, c/c art.23, §1º do Regimento Interno dos Conselho de Contribuintes. Passo seguinte, em 14/10/2008 foi o processo distribuído a este Conselheiro, para análise e parecer. É o relatório. Voto Vencido Conselheiro HEROLDES BAHR NETO, Relator Satisfeitos estão os requisitos viabilizadores de admissibilidade deste recurso, razão pela qual deve ser ele conhecido por tempestivo. Trata o processo de cobrança dos débitos tributários de Cofins dos períodos de apuração de janeiro, fevereiro e março de 2002, que se encontram confessados em DCTF e que estavam na situação de “suspensos pela ação judicial nº 92.00.001254”. Cumpre destacar que a questão diz respeito à compensação procedida pela Recorrente entre os tributos Finsocial e Cofins (relativa 1° trimestre de 2002), autorizada por decisão judicial transitada em julgado. No entanto, a Contribuinte, por equívoco, ao invés de informar na DCTF do 1º trimestre/2002 que os débitos de Cofins tinham sido compensados com créditos do Finsocial reconhecidos na ação judicial n° 92.00.001254, informou que eles estavam suspensos pela mesma, vindo a retificar a informação tão logo obteve ciência do fato, conforme fls.235/240, fazendo constar, portanto, que o débito da Cofins havia sido compensado com créditos de Finsocial reconhecidos na ação ordinária n° 92.0001254. Assim, em síntese, amparada por decisão judicial transitada em julgado, a Recorrente operou a compensação do seu crédito de Finsocial com débitos da Cofins referentes aos períodos de janeiro a março de 2002, no entanto, se equivocou quanto às informações prestadas na DCTF respectiva, fato este que originou a representação exarada pela DRF/Camaçari (BA), em 17/11/2006, que, por sua vez, alegou haver irregularidades nas Fl. 346DF CARF MF Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP23.1019.14586.I4K2. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13502.720032/200610 Acórdão n.º 3201000.042 S3C2T1 Fl. 348 8 informações prestadas em DCTF referente aos créditos de Cofins referidos acima (fls.01 a 03), procedendo à cobrança (fls.67/70), cientificando a Contribuinte em 24/11/2006 (fl.80), do pagamento do valor de R$ 43.778.004,30 com vencimento em 30/11/2006 (fls.70). Dessa forma, alega a Recorrente que, uma vez que não concordou com a compensação, a DRFCamaçari deveria ter instaurado o processo administrativo para discussão da matéria, e não têla intimado a efetuar o pagamento dos valores que deixaram de ser recolhidos a título de Cofins, tendo em vista que não se tratam de débitos confessados e não pagos, mas sim de créditos tributários extintos através de compensação nãohomologada. Para tanto, impetrou Mandado de Segurança (fls.209/229), onde lhe foi concedida ordem para apresentação de manifestação de inconformidade e ulteriores defesas até o final do processo administrativo (fls.230/232). Passo seguinte, a DRJSalvador (BA) não conheceu da manifestação de inconformidade apresentada pela Recorrente alegando que, tendo em vista que a matéria está sendo discutida na via judicial, houve renúncia à instância administrativa (fls.247/255). No entanto, impende assinalar que no caso em tela não há concomitância entre a discussão da matéria na via judicial e na via administrativa, tampouco importando em renúncia às instâncias administrativas, ou desistência de eventual recurso interposto, conforme entendimento reiteradamente firmado neste Conselho de Contribuintes, conforme será demonstrado abaixo. Primeiramente, em relação à época dos fatos, vale ressaltar que já há o reconhecimento judicial do direito aos créditos de Finsocial, bem como, à sua restituição através de compensação (fls.12/19 e 28/37) desde 15/08/1994 e 01/09/1999, respectivamente. Já a compensação na via administrativa, por outro lado, se deu através da DCTF relativa ao 1º trimestre de 2002 (fls.234/240). Portanto, no tocante à concomitância referente ao tempo dos fatos, definitivamente restou comprovado que a mesma não existe, pois como discorrido acima, o pedido da Recorrente na esfera judicial foi reconhecido tempos antes de seu ingresso na esfera administrativa. Nesse sentido, enuncia a ementa da Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes: FINSOCIAL. CONCOMITÂNCIA. AÇÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO E ADMINISTRATIVA. A existência de ação judicial transitada em julgado reconhecendo a inconstitucionalidade da majoração da alíquota de 0,5% do FINSOCIAL, bem como a condenação para a União Federal devolver o excedente recolhido a maior dessa alíquota, anteriormente ao pedido de compensação formulado perante a SRF, não caracteriza concomitância de ações nas esferas judicial e administrativa com o mesmo objeto, demandadas pelo mesmo postulante. PRELIMINAR ACOLHIDA. (Recurso nº 129435, Segunda Câmara – Terceiro Conselho de Contribuintes).(grifo nosso) Fl. 347DF CARF MF Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP23.1019.14586.I4K2. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13502.720032/200610 Acórdão n.º 3201000.042 S3C2T1 Fl. 349 9 No mesmo sentido, a Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes: FINSOCIAL. CONCOMITÂNCIA. AÇÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO E ADMINISTRATIVA. A execução de sentença judicial transitada em julgado, em razão de ação ordinária de restituição de indébito que declarou a inconstitucionalidade da majoração da alíquota de 0,5 % ( meio por cento) do FINSOCIAL, e ainda sentença em Mandado de Segurança que assegurou o direito de compensação, ajuizados em datas anteriores ao pedido de compensação formulado perante a Secretaria da Receita Federal, não caracteriza concomitância de ações na esfera judicial e administrativa. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. (Recurso nº 127698, Primeira Câmara Terceiro Conselho de Contribuintes). (grifo nosso) Portanto, tendo em vista as datas mencionadas acima, não houve concomitância entre as esferas no tocante ao aspecto temporal. Ainda, em relação à questão de concomitância, mas agora no tocante ao objeto das demandas judicial e administrativa, impende registrar que a mesma também não ocorreu, tendo em vista que o objeto de cada demanda é diverso, senão vejamos: Em sede judicial : na Ação Ordinária n° 92.00.001254 e Resp 200.577/BA, a Recorrente buscou e obteve o reconhecimento do direito à restituição (mediante compensação) de Finsocial recolhida com alíquota superior a 0,5% ; na Ação de Execução n° 92.1254 e nos Embargos à Execução, o objeto é o cumprimento da obrigação imposta pela ação ordinária, dizendo respeito à discussão à quantificação do crédito deferido judicialmente; e o Mandado de Segurança, cujo objeto limitouse à questão do exercício do direito de defesa junto à esfera administrativa (garantia da abertura de prazo para a manifestação de inconformidade e demais defesas da via administrativa). Já na esfera administrativa: a questão é delimitada à verificação da lisura do procedimento compensatório, afim de se efetuar ou não a homologação da compensação dos débitos da Cofins com os créditos reconhecidos de Finsocial. Nesse sentido entende a Primeira Câmara deste Conselho : NORMAS PROCESSUAIS. CONCOMITÂNCIA. NÃO CONFIGURAÇÃO. Inexistindo identidade de objetos nos processos em trâmite na esfera administrativa e perante o poder Judiciário, não há que se falar em concomitância de ações, para efeito de declarar a renúncia a sua discussão na esfera administrativa.. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.(Recurso n° 130075, Fl. 348DF CARF MF Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP23.1019.14586.I4K2. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13502.720032/200610 Acórdão n.º 3201000.042 S3C2T1 Fl. 350 10 Primeira Câmara – Terceiro Conselho de Contribuintes) (grifo nosso) Tendo em vista a análise dos objetos de cada demanda judicial e da demanda na via administrativa, bem como, considerando o entendimento firmado reiteradamente neste Conselho, restou demonstrado que a matéria não configura concomitância, e dessa forma, prejudicada está a tese de renúncia da via administrativa pela Contribuinte. Em inocorrendo a concomitância das esferas, determinase o retorno dos autos para que sejam julgadas as questões suscitadas pela defesa, conforme o entendimento desta Câmara: FINSOCIAL. AUSÊNCIA DE CONCOMITÂNCIA. Tendo em vista que não há concomitância entre as esferas judicial e administrativa, determino o retorno dos autos à Delegacia de origem, para que as demais questões de mérito suscitadas pelo contribuinte possam ser apreciadas, sob pena de supressão de instância administrativa.(Recurso n° 128146, Terceira Câmara Terceiro Conselho de Contribuintes)(grifo nosso) Diante de todo o exposto, DOU PROVIMENTO ao recurso, para fins de acatar a preliminar de inexistência de concomitância, determinando a remessa dos autos à DRJ para apreciação das demais questões suscitadas pela defesa. Sala das Sessões, em 26 de março de 2009. HEROLDES BAHR NETO Relator Voto Vencedor Conselheiro Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto – redator designado ad hoc O recurso voluntário atende aos requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. A decisão recorrida julgou não conhecida a peça impugnatória devido a concomitância com objeto ação de execução de sentença. A recorrente sustenta a nulidade desta decisão, entendendo que o acórdão deveria ter enfrentado as questões de mérito. Necessário, portanto, definir a existência ou não de concomitância entre os processos administrativo e judicial, para determinar a possibilidade de julgamento administrativo das questões propostas pela recorrente. A peça impugnatória apresentada pela recorrente limitase a sustentar o seu direito a compensação do Finsocial com a COFINS, independente de prévio pedido administrativo ou judicial, mesmo que ainda ilíquido seu crédito. Fl. 349DF CARF MF Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP23.1019.14586.I4K2. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13502.720032/200610 Acórdão n.º 3201000.042 S3C2T1 Fl. 351 11 Tais questões foram submetidas ao Poder Judiciário por meio de ação declaratória cumulada com repetição de indébito (Processo nº 92.00.001254), já transitada em julgado, bem como na Ação de Execução n° 92.1254 e nos Embargos à Execução, ainda sem decisão definitiva. Constatase, desta forma, que as demandas administrativa e judicial mostram se idênticas. Assim sendo, verificada a concomitância entre a discussão travada nestes autos e a matéria levada ao Poder Judiciário, a situação em tela enquadrase na regra estabelecida pelo parágrafo único do art. 38, da Lei nº 6.830/80: Art. 38 A discussão judicial da Dívida Ativa da Fazenda Pública só é admissível em execução, na forma desta Lei, salvo as hipóteses de mandado de segurança, ação de repetição do indébito ou ação anulatória do ato declarativo da dívida, esta precedida do depósito preparatório do valor do débito, monetariamente corrigido e acrescido dos juros e multa de mora e demais encargos. Parágrafo Único A propositura, pelo contribuinte, da ação prevista neste artigo importa em renúncia ao poder de recorrer na esfera administrativa e desistência do recurso acaso interposto.(grifo nosso) Observese que a norma acima afirma que a simples propositura de ação judicial já importa em renuncia ao direito de recorrer na esfera administrativa, independentemente da ação judicial ter se encerrado, inclusive com ou sem decisão de mérito. Em relação ao conteúdo desse dispositivo legal, Leandro Paulsen, René Bergmann e Ingrid Schroder ainda esclarecem: O parágrafo em questão tem como pressuposto o princípio da jurisdição una, ou seja, que o ato administrativo pode ser controlado pelo Judiciário e que apenas a decisão deste é que se torna definitiva, com o trânsito em julgado, prevalecendo sobre eventual decisão administrativa que tenha sido tomada ou pudesse vir a ser tomada. Considerando que o contribuinte tem direito a se defender na esfera administrativa mas que a esfera judicial prevalece sobre a administrativa, não faz sentido a sobreposição dos processos administrativo e judicial. A opção pela discussão judicial, antes do exaurimento da esfera administrativa, demonstra que o contribuinte desta abdicou, levando o seu caso diretamente ao Poder ao qual cabe dar a última palavra quanto à interpretação e à aplicação do Direito, o Judiciário. Entretanto, tal pressupõe a identidade de objeto nas discussões administrativa e judicial". (Leandro Paulsen, René Bergmann Ávila e Ingrid Schroder Sliwka. Direito Processual Tributário: processo administrativo fiscal à luz da doutrina e da jurisprudência. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2010, p. 447 e 448). De fato, se o sujeito passivo alega que recorreu ao Poder Judiciário, por uma questão de lógica, ele está desistindo tacitamente da esfera administrativa, visto que a decisão do Poder Judiciário é soberana. Fl. 350DF CARF MF Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP23.1019.14586.I4K2. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13502.720032/200610 Acórdão n.º 3201000.042 S3C2T1 Fl. 352 12 Eventuais decisões antagônicas, nas esferas administrativa e judicial, teriam uma única solução, qual seja, prevaleceria a da esfera judicial, em razão do princípio constitucional da jurisdição única, art. 5º, XXXV, da Constituição Federal. Destarte, não faz sentido a continuação da discussão no âmbito administrativo, pois o mérito da questão já foi decidido pelo Poder Judiciário com efeito de coisa julgada. Corroborando esta teoria, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), no julgamento do recurso especial nº 840.556, assim se pronunciou: TRIBUTÁRIO. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. MANDADO DE SEGURANÇA.AÇÃO JUDICIAL. RENÚNCIA DE RECORRER NA ESFERA ADMINISTRATIVA. IDENTIDADE DO OBJETO. ART. 38, PARÁGRAFO ÚNICO DA LEI Nº 6.830/80. 1. Incide o parágrafo único do art. 38, da Lei nº 6.830/80, quando a demanda administrativa versar sobre objeto menor ou idêntico ao da ação judicial. 2.(...) 3. In casu, os mandados de segurança preventivos, impetrados com a finalidade de recolher o imposto a menor, e evitar que o fisco efetue o lançamento a maior, comporta o objeto da ação anulatória do lançamento na via administrativa, guardando relação de excludência.4. Destarte, há nítido reflexo entre o objeto do mandamus – tutelar o direito da contribuinte de recolher o tributo a menor (pedido imediato) e evitar que o fisco efetue o lançamento sem o devido desconto (pedido mediato) com aquele apresentado na esfera administrativa, qual seja, anular o lançamento efetuado a maior(pedido imediato) e reconhecer o direito da contribuinte em recolher o tributo a menor (pedido mediato).5. Originárias de uma mesma relação jurídica de direito material, despicienda a defesa na via administrativa quando seu objeto subjugase ao versado na via judicial, face a preponderância do mérito pronunciado na instância jurisdicional. (...) (STJ, REsp 840556/AM, DJ 20/11/2006) (grifo nosso) Em conclusão, tendo a recorrente optado pela discussão na via judicial, a mesma renunciou ao direito de discutir a mesma matéria na via administrativa. Correta, portanto, a decisão recorrida ao não conhecer da manifestação de inconformidade apresentada. Por fim, esclarecese que este órgão administrativo não tem competência para se pronunciar sobre a constitucionalidade de diplomas legislativos. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário, mantendo a decisão recorrida. Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto – Redator designado ad hoc Fl. 351DF CARF MF Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP23.1019.14586.I4K2. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13502.720032/200610 Acórdão n.º 3201000.042 S3C2T1 Fl. 353 13 Fl. 352DF CARF MF Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP23.1019.14586.I4K2. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO em 07/01/2014 09:34:00. Documento autenticado digitalmente por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO em 07/01/2014. Documento assinado digitalmente por: CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO em 07/01/2014. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 23/10/2019. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP23.1019.14586.I4K2 Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 5AA0ED5334DC519813210653B1EB861FF8D4B140 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 13502.720032/2006-10. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 10845.003738/2003-00
Turma: Terceira Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Apr 25 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Apr 25 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 1997,1998,1999,2000,2001,2002
Ementa: NULIDADE. OFENSA A PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS.
Descabe a análise de suposta violação de princípios constitucionais que teria ocorrido em momento anterior ao procedimento fiscal, por ser matéria estranha ao feito e faltar competência a este Colegiado para apreciação do tema.
NULIDADE. INOBSERVÂNCIA DA PORTARIA SRF N° 3.007/2002. DESCABIMENTO.
Se a ação fiscal está devidamente acobertada pelo MPF que lhe deu origem, deve-se entender que o procedimento, inclusive a seleção do sujeito passivo, seguiu as normas que regulamentam a matéria.
Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 1997,1998
Ementa: DECADÊNCIA. IRPJ E PIS. PRAZO.
O prazo para a Fazenda Pública constituir o crédito tributário referente ao IRPJ, IRRF e PIS extingue-se em 5 (cinco) anos contados da ocorrência do fato gerador, conforme disposto no art. 150, § 4o, do CTN.
DECADÊNCIA. CSLL E COFINS. PRAZO.
Nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação, tais como a CSLL e a COFINS, o termo inicial para a contagem do prazo qüinqüenal de decadência para constituição do crédito tributário é a própria ocorrência do respectivo fato gerador, a teor do art. 150, § 4o, do CTN.
DECADÊNCIA.TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CASO DE DOLO OU FRAUDE.
Uma vez tipificada a conduta fraudulenta prevista no § 4º do art. 150 do CTN, aplica-se à regra do prazo decadencial e a forma de contagem fixada no art. 173, quando a contagem do prazo de cinco anos tem como termo inicial o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 1997, 1998, 1999, 2000, 2001, 2001,2002,2003
Ementa: OMISSÃO DE RECEITAS. VALORES RECEBIDOS NO EXTERIOR.
Devem ser tributadas mediante lançamento de ofício as receitas de prestação de serviços que, auferidas no exterior, não integraram a escrituração do sujeito passivo.
LUCRO PRESUMIDO. REGIME DE CAIXA.
A legislação concede ao sujeito passivo que apura resultado pelo lucro presumido a opção de escriturar as receitas pelo regime de Caixa. No entanto, dentro do período de apuração o registro contábil dessas receitas não pode ocorrer de forma híbrida, ora no regime de caixa ora no de competência, sob pena de desqualificar a escrituração.
LUCRO PRESUMIDO. PERCENTUAL DE APURAÇÃO.
Se o sujeito passivo não demonstra que as receitas escrituradas de forma genérica referem-se a operações sujeitas ao percentual de 8%, cabível a imputação do percentual de 32% referente à prestação de serviços gerais.
MULTA DE OFÍCIO. QUALIFICAÇÃO.
Para efeito de qualificação da multa de ofício, cada infração deve ser analisada isoladamente, como resultado de conduta específica. Mantém-se a exasperadora quando a irregularidade for originada de conduta fraudulenta e, a contrario sensu, reduz-se a multa ao percentual convencional quando não comprovada aquela circunstância.
MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA. A falta de declaração ou a prestação de declaração inexata, por si sós, não autorizam o agravamento da multa, que somente se justifica quando presente o evidente intuito de fraude, caracterizado pelo dolo específico, resultante da intenção criminosa e da vontade de obter o resultado da ação ou omissão delituosa, descrito na Lei n° 4.502/64 (Proc. 10240.000695/2004-92, Terceira Câmara, Rei.: Paulo Jacinto Nascimento, DOU 05.04.06).
Numero da decisão: 103-22.986
Decisão: ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA dcNpRJMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, REJEITAR a preliminar de nulidade suscitada; por maioria de votos, ACOLHER a preliminar de decadência do direito de constituir o crédito tributário referente aos fatos geradores ocorridos até 30/09/1998, vencidos os conselheiros Leonardo de Andrade Couto (relator) e Guilherme Adolfo dos Santos Mendes que não a admitiram a decadência em relacão à CSLL e COFINS e: no mérito, por maioria de votos, DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para reduzir a multa de lançamento ex-officio qualificada de 150% (cento e cinqüenta por cento) ao seu percentual normal de 75% (setenta e cinco por cento), vencidos os conselheiros Leonardo de Andrade Couto(relator) e Guilherme Adolfo dos Santos Mendes que não admitiram a desoneração da exasperadora em relação à verba autuada a título de "omissão de receita junto à empresa Tritón Container International" (itens 001 e 002 do auto de infração);((e) EXCLUIR da tributação a verba referente a "transferência bancária no Oakland Commerce Banks" no valor de R$ 240.240,00, no ano-calendário de 1998 (item 002 do auto de infração). Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Paulo Jacinto do Nascimento.
Nome do relator: Leonardo de Andrade Couto
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ementa_s : Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 1997,1998,1999,2000,2001,2002 Ementa: NULIDADE. OFENSA A PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS. Descabe a análise de suposta violação de princípios constitucionais que teria ocorrido em momento anterior ao procedimento fiscal, por ser matéria estranha ao feito e faltar competência a este Colegiado para apreciação do tema. NULIDADE. INOBSERVÂNCIA DA PORTARIA SRF N° 3.007/2002. DESCABIMENTO. Se a ação fiscal está devidamente acobertada pelo MPF que lhe deu origem, deve-se entender que o procedimento, inclusive a seleção do sujeito passivo, seguiu as normas que regulamentam a matéria. Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 1997,1998 Ementa: DECADÊNCIA. IRPJ E PIS. PRAZO. O prazo para a Fazenda Pública constituir o crédito tributário referente ao IRPJ, IRRF e PIS extingue-se em 5 (cinco) anos contados da ocorrência do fato gerador, conforme disposto no art. 150, § 4o, do CTN. DECADÊNCIA. CSLL E COFINS. PRAZO. Nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação, tais como a CSLL e a COFINS, o termo inicial para a contagem do prazo qüinqüenal de decadência para constituição do crédito tributário é a própria ocorrência do respectivo fato gerador, a teor do art. 150, § 4o, do CTN. DECADÊNCIA.TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CASO DE DOLO OU FRAUDE. Uma vez tipificada a conduta fraudulenta prevista no § 4º do art. 150 do CTN, aplica-se à regra do prazo decadencial e a forma de contagem fixada no art. 173, quando a contagem do prazo de cinco anos tem como termo inicial o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 1997, 1998, 1999, 2000, 2001, 2001,2002,2003 Ementa: OMISSÃO DE RECEITAS. VALORES RECEBIDOS NO EXTERIOR. Devem ser tributadas mediante lançamento de ofício as receitas de prestação de serviços que, auferidas no exterior, não integraram a escrituração do sujeito passivo. LUCRO PRESUMIDO. REGIME DE CAIXA. A legislação concede ao sujeito passivo que apura resultado pelo lucro presumido a opção de escriturar as receitas pelo regime de Caixa. No entanto, dentro do período de apuração o registro contábil dessas receitas não pode ocorrer de forma híbrida, ora no regime de caixa ora no de competência, sob pena de desqualificar a escrituração. LUCRO PRESUMIDO. PERCENTUAL DE APURAÇÃO. Se o sujeito passivo não demonstra que as receitas escrituradas de forma genérica referem-se a operações sujeitas ao percentual de 8%, cabível a imputação do percentual de 32% referente à prestação de serviços gerais. MULTA DE OFÍCIO. QUALIFICAÇÃO. Para efeito de qualificação da multa de ofício, cada infração deve ser analisada isoladamente, como resultado de conduta específica. Mantém-se a exasperadora quando a irregularidade for originada de conduta fraudulenta e, a contrario sensu, reduz-se a multa ao percentual convencional quando não comprovada aquela circunstância. MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA. A falta de declaração ou a prestação de declaração inexata, por si sós, não autorizam o agravamento da multa, que somente se justifica quando presente o evidente intuito de fraude, caracterizado pelo dolo específico, resultante da intenção criminosa e da vontade de obter o resultado da ação ou omissão delituosa, descrito na Lei n° 4.502/64 (Proc. 10240.000695/2004-92, Terceira Câmara, Rei.: Paulo Jacinto Nascimento, DOU 05.04.06).
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