Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,282)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,886)
- Primeira Turma Ordinária (16,420)
- Primeira Turma Ordinária (16,227)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,219)
- Primeira Turma Ordinária (16,172)
- Segunda Turma Ordinária d (15,909)
- Segunda Turma Ordinária d (14,490)
- Primeira Turma Ordinária (13,087)
- Primeira Turma Ordinária (12,514)
- Segunda Turma Ordinária d (12,438)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,492)
- Quarta Câmara (85,208)
- Terceira Câmara (67,880)
- Segunda Câmara (56,645)
- Primeira Câmara (20,759)
- 3ª SEÇÃO (16,219)
- 2ª SEÇÃO (11,306)
- 1ª SEÇÃO (6,854)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (126,732)
- Segunda Seção de Julgamen (115,217)
- Primeira Seção de Julgame (77,090)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,968)
- Câmara Superior de Recurs (37,975)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,488)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,508)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,270)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,906)
- HELCIO LAFETA REIS (3,868)
- ROSALDO TREVISAN (3,234)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,931)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,803)
- WILDERSON BOTTO (2,650)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,589)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,842)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,628)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (16,711)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 13828.000137/2006-86
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 21 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Thu Nov 18 00:00:00 UTC 2021
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS)
Período de apuração: 28/02/1999 a 31/10/2000
NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. DECADÊNCIA.
Somente ao pedido de restituição pleiteado administrativamente antes de 9 de junho de 2005, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, aplica-se o prazo prescricional de dez anos, contado do fato gerador.
Numero da decisão: 3301-011.104
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário por ocorrência de prescrição.
(assinado digitalmente)
Liziane Angelotti Meira Relatora e Presidente
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Antonio Marinho Nunes, Semiramis de Oliveira Duro, Jose Adao Vitorino de Morais, Sabrina Coutinho Barbosa (suplente convocada), Jucileia de Souza Lima, Liziane Angelotti Meira (Presidente). Ausente o Conselheiro Ari Vendramini.
Nome do relator: Liziane Angelotti Meira
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Nov 20 09:00:03 UTC 2021
anomes_sessao_s : 202109
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) Período de apuração: 28/02/1999 a 31/10/2000 NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. DECADÊNCIA. Somente ao pedido de restituição pleiteado administrativamente antes de 9 de junho de 2005, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, aplica-se o prazo prescricional de dez anos, contado do fato gerador.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Nov 18 00:00:00 UTC 2021
numero_processo_s : 13828.000137/2006-86
anomes_publicacao_s : 202111
conteudo_id_s : 6522584
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Nov 18 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 3301-011.104
nome_arquivo_s : Decisao_13828000137200686.PDF
ano_publicacao_s : 2021
nome_relator_s : Liziane Angelotti Meira
nome_arquivo_pdf_s : 13828000137200686_6522584.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário por ocorrência de prescrição. (assinado digitalmente) Liziane Angelotti Meira Relatora e Presidente Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Antonio Marinho Nunes, Semiramis de Oliveira Duro, Jose Adao Vitorino de Morais, Sabrina Coutinho Barbosa (suplente convocada), Jucileia de Souza Lima, Liziane Angelotti Meira (Presidente). Ausente o Conselheiro Ari Vendramini.
dt_sessao_tdt : Tue Sep 21 00:00:00 UTC 2021
id : 9065076
ano_sessao_s : 2021
atualizado_anexos_dt : Sat Nov 20 13:07:50 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1716952695633346560
conteudo_txt : Metadados => date: 2021-11-09T21:03:15Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: en-US; dcterms:created: 2021-11-09T21:03:15Z; Last-Modified: 2021-11-09T21:03:15Z; dcterms:modified: 2021-11-09T21:03:15Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2021-11-09T21:03:15Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2021-11-09T21:03:15Z; meta:save-date: 2021-11-09T21:03:15Z; pdf:encrypted: true; modified: 2021-11-09T21:03:15Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: en-US; meta:creation-date: 2021-11-09T21:03:15Z; created: 2021-11-09T21:03:15Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2021-11-09T21:03:15Z; pdf:charsPerPage: 2090; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2021-11-09T21:03:15Z | Conteúdo => SS33--CC 33TT11 MMIINNIISSTTÉÉRRIIOO DDAA EECCOONNOOMMIIAA CCOONNSSEELLHHOO AADDMMIINNIISSTTRRAATTIIVVOO DDEE RREECCUURRSSOOSS FFIISSCCAAIISS PPrroocceessssoo nnºº 13828.000137/2006-86 RReeccuurrssoo nnºº Voluntário AAccóórrddããoo nnºº 3301-011.104 – 3ª Seção de Julgamento / 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária SSeessssããoo ddee 21 de setembro de 2021 RReeccoorrrreennttee ACUCAREIRA ZILLO LORENZETTI S/A IInntteerreessssaaddoo FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) Período de apuração: 28/02/1999 a 31/10/2000 NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. DECADÊNCIA. Somente ao pedido de restituição pleiteado administrativamente antes de 9 de junho de 2005, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, aplica-se o prazo prescricional de dez anos, contado do fato gerador. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário por ocorrência de prescrição. (assinado digitalmente) Liziane Angelotti Meira – Relatora e Presidente Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Antonio Marinho Nunes, Semiramis de Oliveira Duro, Jose Adao Vitorino de Morais, Sabrina Coutinho Barbosa (suplente convocada), Jucileia de Souza Lima, Liziane Angelotti Meira (Presidente). Ausente o Conselheiro Ari Vendramini. Relatório Visando à elucidação do caso, adoto e cito o relatório do constante da decisão recorrida, Acórdão no. 14-21.367 – 1ª Turma da DRJ/RPO (fls 285/291 e seguintes): Trata o presente de pedido de restituição de pagamento indevido efetuado a titulo de Contribuição para a Seguridade Social (COFINS), referente aos períodos de apuração fey/1999 a out/2000, no valor requerido de R$ 2.944.830,13. Alega o interessado que efetuou o recolhimento utilizando a base de cálculo prevista no art. 3°, § 1° da Lei no 9.718, de 1998 — totalidade das receitas auferidas — e como tal AC ÓR Dà O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 82 8. 00 01 37 /2 00 6- 86 Fl. 325DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 3301-011.104 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13828.000137/2006-86 dispositivo foi declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em sede de recurso extraordinário, o ajustamento da base de cálculo revelou o indébito pleiteado. Alega, também, que o marco inicial da decadência, no caso de tributos sujeitos a lançamento por homologação não tem inicio com o pagamento antecipado, mas sim com a respectiva homologação expressa e, decorrido esse período o contribuinte teria mais 5 anos para pleitear a restituição, conforme entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A Delegacia da Receita Federal do Brasil (DRF) em Bauru, através do Despacho Decisório de fls. 124/131, indeferiu a restituição e não homologou as compensações, fundamentando sua decisão, preliminarmente, na ocorrência da decadência do direito de pedir, uma vez decorrido o prazo de cinco anos entre os pagamentos e o protocolo do pedido e, no mérito, na inexistência do direito creditório do interessado. Cientificado em 29/09/2006, fl. 132, o interessado apresentou manifestação de inconformidade em 25/10/2006, fls. 133/139, onde alega, em breve síntese, que se firmou o entendimento nos Tribunais que, nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação, a extinção do crédito tributário ocorre somente cinco anos após a ocorrência do fato gerador, iniciando-se, então, o prazo qüinqüenal previsto no art. 168, I, do Código Tributário Nacional (CTN). Alega, também, não ser aplicável ao caso em exame a orientação instituída pela Lei Complementar (LC) n° 118, que por dar nova interpretação acerca de dispositivo legal, somente tem incidência a fatos/atos futuros, não se aplicando aos pagamentos ocorridos anteriormente à sua vigência. Portanto, conclui, não ocorreu o prazo decadencial entre a data do primeiro pagamento indevido e o pedido de restituição. Complementa que, em se tratando de tributo recolhido com base em norma declarada inconstitucional, o prazo para restituição apenas tem inicio quando da publicação da Resolução do Senado que retirar do sistema as normas que fundamentaram a exigência, o que ainda não ocorreu. Quanto ao mérito, alega que o STF já decidiu pela inconstitucionalidade do art. 3°, I, da Lei n° 9.718, de 1998 e, tratando-se de entendimento pacificado, sua aplicação pela Administração é obrigatória, por força do disposto no art. 1°, caput do Decreto n° 2.346, de 1997, independente da publicação de Resolução pelo Senado Federal, mera formalidade. Solicita o provimento do recurso e o acolhimento do pedido de restituição. A Receita Federal do Brasil de Julgamento julgou a manifestação de inconformidade improcedente, com a seguinte ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 28/02/1999 a 31/10/2000 DECADÊNCIA. INTERPRETAÇÃO. O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso de prazo de cinco anos, contados da data da extinção do crédito tributário que, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, ocorre no momento do pagamento antecipado de que trata o § 1 0 do art. 150 do CTN. Solicitação Indeferida. Foi apresentado Recurso Voluntário, no qual a Recorrente repisa os argumentos expendidos na manifestação de inconformidade. É o relatório. Fl. 326DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 3301-011.104 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13828.000137/2006-86 Voto Conselheira Liziane Angelotti Meira O Recurso Voluntário é tempestivo e deve ser conhecido. Preliminarmente a Recorrente defende a inexistência de prescrição do seu direito de restituição dos valores recolhidos a maior. O entendimento da fiscalização e da decisão de piso vão no sentido que se aplica ao caso o prazo prescricional de cinco anos ao tributos sujeitos ao lançamento por homologação e que os artigos 3o e 4o da Lei Complementar no. 118/2005 seriam retroativos, por se tratar de lei interpretativa. Essa questão atualmente está consolidada na Súmula CARF nº 91, que vincula este CARF, vejamos as disposições da Súmula: Ao pedido de restituição pleiteado administrativamente antes de 9 de junho de 2005, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, aplica-se o prazo prescricional de 10 (dez) anos, contado do fato gerador. No caso em pauta, observa-se que o pedido foi pleiteado administrativamente em 05/09/2006, ou seja, não foi antes de 9 de junho de 2005, para que pudesse ser aplicado o prazo de dez anos. Portanto, não assiste razão à recorrente, encontrando-se prescrito seu direito de restituição. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário por ocorrência de prescrição. (assinado digitalmente) Liziane Angelotti Meira Fl. 327DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 13410.000084/2002-71
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Oct 19 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Thu Oct 19 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 301-01.738
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: CARLOS HENRIQUE KLASER FILHO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Aug 27 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200610
turma_s : Primeira Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Oct 19 00:00:00 UTC 2006
numero_processo_s : 13410.000084/2002-71
anomes_publicacao_s : 200610
conteudo_id_s : 6647700
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Aug 26 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 301-01.738
nome_arquivo_s : 30101738_13410000084200271_200610.PDF
ano_publicacao_s : 2006
nome_relator_s : CARLOS HENRIQUE KLASER FILHO
nome_arquivo_pdf_s : 13410000084200271_6647700.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Oct 19 00:00:00 UTC 2006
id : 4627369
ano_sessao_s : 2006
atualizado_anexos_dt : Sat Aug 27 09:26:03 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1742305886063296512
conteudo_txt : Metadados => date: 2013-09-10T17:42:21Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 6; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2013-09-10T17:42:21Z; Last-Modified: 2013-09-10T17:42:21Z; dcterms:modified: 2013-09-10T17:42:21Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:59b500ad-2291-4f49-91c3-13b8ab4dcbf6; Last-Save-Date: 2013-09-10T17:42:21Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2013-09-10T17:42:21Z; meta:save-date: 2013-09-10T17:42:21Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-09-10T17:42:21Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2013-09-10T17:42:21Z; created: 2013-09-10T17:42:21Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2013-09-10T17:42:21Z; pdf:charsPerPage: 899; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2013-09-10T17:42:21Z | Conteúdo => SER FILHO C Rei. or MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES LjY PRIMEIRA CÂMARA Processo n° : 13410.000084/2002-71 Recurso n° : 133.007 Sessão de : 19 de outubro de 2006 Recorrente : JOZILDA BEDOR JARDIM OLIVEIRA Recorrida : DRJ/RECIFE/PE RESOLUÇÃO N'301-1.738 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. OTACILIO D Presidente -A) Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: José Luiz Novo Rossari, Luiz Roberto Domingo, Valmar Fons8ca de Menezes, Atalina Rodrigues Alves, Susy Gomes Hoffmann e Irene Souza da Trindade Tones. Esteve presente o Procurador da Fazenda Nacional José Carlos Dourado Maciel. CCS Processo no : 13410.000084/2002-71 Resolução n° : 301-1.738 RELATÓRIO E VOTO Conselheiro Carlos Henrique Klaser Filho, Relator Com o objetivo •de evitar taltologia, reporto-me ao relatório de fls. 55/56 que aqui se pede considerar como se transcrito estivesse, ao qual leio em sessão. Na decisão de primeira instância, a autoridade julgadora, por unanimidade de votos, julgou procedente o lançamento contestado, eis que a área de utilização limitada/reserva legal deve ser devidamente averbada na matricula do imóvel junto ao Cartóro de Registro de Imóveis até a data de ocorrência do fato gerador do ITR do correspondente exercício e, ainda, deve constar do Ato Declaratório Ambiental — ADA, que deve ser protocolado dentro do prazo legal. Devidamente intimada da r. decisão supra, a contribuinte interpõe Recurso Voluntário, As fls. 70/74, reiterando os argumentos expendidos na manifestação de inconformidade. Assim sendo, os autos foram encaminhados a este Conselho para julgamento. Discute-se o lançamento do ITR, exercício de 1998, decorrente da glosa das áreas de utilização limitada (reserva legal), que não foram comprovadas por intempestividade de juntada do ADA e de averbação A margem da inscrição de matricula do imóvel, no registro de imóveis competente, ensejando a multa no valor de R$ 1.574,30, multa de oficio de 75%, no valor de R$ 1.180,72 com as atualizações cabíveis e os acréscimo legais previstos na legislação que rege a matéria. No que tange a área de utilização limitada, com o intuito de solucionar essa altercação pela similitude de caso, trago em tela o voto do nobre Conselheiro José Luiz Novo Rossari no Recurso Voluntário n.° 133.686 que, de forma esclarecedora, expõe a solução e o caminho aspirado. "Preliminarmente, cumpre fazer um exame abrangente da legisla cão que respeita a exigência do ADA, com vistas a avaliar a força do referido documento para efeito de embasar eventual exclusão de áreas da base de cálculo do ITR. 0 ADA foi introduzido na legislação do ITR pelo § 4 do art. 10 da IN SRF n' 43/97, com a redação que lhe deu o art. 1' da IN SRF n" 67/97, verbis: "§ 4' As áreas de preserva çãõ permanente e as de utilização limitada ci . serão reconhecidas mediante ato declaratório do lbama, ou órgão 2 Processo n° : 13410.000084/2002-71 Resolução : 301-1.738 delegado através de convênio, para fins de apuração do ITR, observado o seguinte: I- (..) II — o contribuinte terá o prazo de seis meses, contado da data da entrega da declaração do ITR, para protocolar requerimento do ato declaratório junto ao lbama; III — se o contribuinte não requerer, ou se o requerimento não for reconhecido pelo Ibama, a Secretaria da Receita Federal fará o lançamento suplementar recalculando o ITR devido." Examinada a legislação aplicável a matéria, yerifica-se que o art. 10, § Pc, inciso II, da Lei re 9.393/96, que dispõe sobre o ITR, não estabeleceu a obrigatoriedade de emissão de atos de órgão competente para as áreas de preservação permanente e de reserva legal, conforme se verifica da norma citada, verbis: "Art. 10. A apuração e o pagamento do ITR serão efetuados pelo contribuinte, independentemente de prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, sujeitando-se a homologação posterior. § 1 -Q Para os efeitos de apuração do ITR, considerar-se-6: (.) II - área tributável, a área total do imóvel, menos as áreas: a) de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei re 4.771, de 1 5 de setembro de 1965, com a redação dada pela Lei re 7.803, de 18 de julho de 1989; b) de interesse ecológico para a proteção dos ecossistenias, assim declaradas mediante ato do órgão competente, federal ou estadual, e que ampliem as restrições de uso previstas na alínea anterior; c) comprovadamente imprestáveis para qualquer exploração agrícola, pecuária, granjeira, aqiiicola ou florestal, declaradas de interesse ecológico mediante ato do órgão competente, federal ou estadual; d) as áreas sob regime de servidão florestal? Acrescentado pelo art.3 Q da Medida Provisória ng- 2.166-67, de 24/8/2001. 3 Processo n° Resolução n° : 13410.000084/2002-71 : 301-1.738 De acordo com a norma retrotranscrita, a exigência de ato de órgão competente foi estabelecida apenas para as áreas declaradas de interesse ecológico de que tratam as alíneas "b" e "c" do inciso II. A obrigatoriedade da utilização especifica do ADA para a finalidade de redução do ITR nos casos de áreas de preservação permanente e de reserva legal veio a ser instituída tão-somente com a vigência do art. 17-0 da Lei n2 6.938/81, na redação que lhe deu o art. 12 da Lei n2 10.165, de 27/12/2000, que dispôs, verbis: "Art. 17-0. Os proprietários rurais que se beneficiarem com redução do valor do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural — ITR, com base em Ato Declaratório Ambiental — ADA, deverão recolher ao Mama a importância prevista no item 3.11 do Anexo VII da Lei n2 9.960, de 29 de janeiro de 2000, a titulo de Taxa de Vistoria." (NR) "§ IQ A utilização do ADA para efeito de redução do valor a pagar do ITR é obrigatória." (NR) (os grifos não são do original) (..)" Nos termos da lei retrotranscrita, a obrigatoriedade desse ato ambiental para a redução do imposto, tornou-se aplicável aos fatos geradores ocorridos a partir de 1 2/1/2001 (exercício 2001), tendo em vista que a exigência veio a ser prevista apenas no final do ano de 2000. De outra parte, antes dessa norma, foi editada a Medida Provisória 1.956-50, de 26/5/2000, que foi objeto de sucessivas reedições até culminar na MP n2 2.166-67, de 24/8/2001, atuahnente em vigor. Prescreveu essa MP, verbis: "Art. 32 0 art. 10 da Lei n2 9.393, de 19 de dezembro de 1996, passa a vigorar com a seguinte redação: § 72 A declaração para fim de isenção do ITR relativa as areas de que tratam as alíneas "a" e "d" do inciso II, § 12, deste artigo, não está sujeita a prévia comprovação por parte do declarante, ficando o mesmo responsável pelo pagamento do imposto correspondente, com juros e multa previstos nesta Lei, caso fique comprovado que a sua declaração não é verdadeira, sem prejuízo de outras sanções aplicáveis." (NR) (os grifos não são do original) A questão, então, cinge-se basicamente a correta interpretação desse dispositivo, mormente no que respeita a prévia comprovação ali referida. f l 4 Processo n° : 13410.000084/2002-71 Resolução n° : 301-1.738 A matéria não apresenta dificuldade maior. Resta claro, nesse dispositivo, que a entrega de declaração do ITR (DITR) em que conste redução de áreas de preservação permanente, de áreas de utilização limitada ou de áreas sob regime de servidão florestal (alíneas "a" e "d" do inciso II do art. 10), não está sujeita ã comprovação prévia dessas áreas por parte do declarante. Vale dizer, o declarante não está obrigado a apresentar junto com sua declaração laudo técnico, ato emitido por órgão governamental ou qualquer outro documento, destinados a comprovar a existência daquelas áreas especificas. Dessa forma, contrario sensu, essa norma também estabelece que para a exclusão das áreas referidas nas alíneas "h" e "c" do inciso II do „sç 12 do art. 10 poderá ser exigida a prévia comprovação, mediante a entrega de declaração instruída com documento que não deixe dtvidas da existência de área de interesse ecológico. Assim, com o devido respeito ao Acórdão do Superior Tribunal de Justiça juntado aos autos, não vejo como se interpretar o 5S. 72- retrotranscrito, como norma tendente a dispensar a apresentação, pelo contribuinte, do ato declaratório ambiental do Ibama instituído pelo art. 17-0 da Lein'. 6.938/81, na redação que lhe deu o art. 12 da Lei n2 10.165/2000, como pretende a recorrente. 0 referido ,¢ 7Q- não teve essa redação nem foi essa a mens legis. Na realidade, a matéria foi tratada sob prisma diverso, de forma a dispor tão-somente sobre comprovação prévia a DITR, e não sobre apresentação de ADA, documento esse que é exigível em prazo de até 6 meses após a entrega da DITR e que nunca foi prévio ou exigido como instrucional a DITR. A MP em vigor teve sua origem antes da vigência da Lei citada e origina-se de época em que não havia a exigência legal do ADA. Ademais, a Lei entrou em vigor durante as reedições da MP, que continuaram a ser reeditadas, o que afasta qualquer interpretação no sentido de que a MP tivesse por intuito dispensar a exigência de documento naquele momento ainda não instituído por lei. Conclui-se, dai, que a Lei e a MP convivem harmoniosamente: a primeira, estabelecendo a exigência do ADA; a segunda, dispensando comprovação prévia para efeito de declaração do ITR de que as áreas excluídas de tributação efetivamente existem." Ainda quanto A. área de utilização limitada, trago ao autos, pelas mesmas razões anteriores, o voto de outro nobre colega, Conselheiro Atalina Rodrigues Alves no Recurso Voluntário n.° 129.827 que, de forma elucidativa, expõe a solução desejada. "No que se refere a legislação utilizada para justificar lançamento decorrente da glosa de área de reserva legal, cabe invocar o disposto no § 1°, II, "a" do art. 10, da Lei n° 9.393/96, que dispõe, in verbis: 5 Processo n° Resolução n° : 13410.000084/2002-71 : 301-1.738 "Art. 10. (.) ,§' 1°. Para efeitos de apuração do ITR, considerar-se-a: I - (..) II - área tributável, a área total do imóvel, menos as áreas: a) de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei n° 4.771, de 15 de setembro de 1965, com a redação dada pela Lei n" 7.803, de 18 de julho de 1989 ;(destacou-se e grifou-se) Por sua vez, a Lei n° 4.771/96 (Código Florestal), no § 2° do art. 16 (incluído pela Lei n° 7.803/89) define que reserva legal é a área de, no mínimo, 20% de cada propriedade, onde não é permitido o corte raso e deverá ser averbada a margem da inscrição de matricula do imóvel, no registro de imóveis competente, sendo vedada a alteração de sua destinação, nos casos de transmissão a qualquer titulo, ou de desmembramento da area. Cumpre esclarecer que a exigência de averbaçã o da area de reserva legal prevista no § 2° do art. 16 da Lei n°4.771/65, incluído pela Lei n° 7.803, de 18/07/1989, visa, tão-somente, vedar a alteração de sua destinaçã o em caso de transmissão do imóvel a qualquer titulo ou de desmembramento da area. 0 citado dispositivo da Lei n° 4.771/65 tem como finalidade preservar as areas de reserva legal, tendo em vista que as florestas e demais formas de vegetação existentes no território nacional, reconhecidas de utilidade as terras que revestem, são bens de interesse comum, sobre os quais o direito de propriedade sofre as limitações impostas na lei. Assim, a exigência de averbação da area de reserva legal prevista no § 2° do art. 16 da Lei n° 4.771/65 nada tem a ver coin a apuração e fiscalização do ITR, e, sim, com a preservação do meio anzbiente. A norma contida na alínea "a", inciso II, do § 1°, do art. 10 da Lei n" 9.393/96, citado como base legal do lançamento, é clara no sentido de as areas de reserva legal e de preservação permanente, previstas na Lei n° 4.771/65, estão excluídas da tributação do ITR. Verifica-se que não há no dispositivo transcrito e tampouco em qualquer outro da Lei n°9.393/96 norma no sentido de que a exclusão da area de reserva legal da tributação do ITR esteja condicionada a apresentação de ADA e a sua prévia averbação a margem da matricula de registro do imóvel no cartório competente. 6 Processo n° Resolução n° : 13410.000084/2002-71 : 301-1.738 O lançamento foi mantido em I' instância com fundamento na IN SRF 71 0 43, de 07/05/1997, alterada pela IN SRF no 67, de 01/09/1997. Cabe ressaltar que a exigência de Ato Declaratório Ambiental — ADA e de averbação da área de reserva legal feita pelo art. 10, da IN SRF 71" 67/97, para fins de excluir da tributação a referida área, denota que a referida IN extrapolou a sua função de norma complementar da Lei n° 9.393/96, ao criar obrigação totalmente nova, não prevista na lei, o que contraria o disposto no artigo 97, inciso VI, do CTN, que, assim, dispõe: "Art. 97. Somente a lei pode estabelecer: • (.) VI. as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou a dispensa ou redução de penalidades. "(destacou-se,)." Cumpre observar que no nosso sistema jurídico, as normas complementares, como é o caso das Instruções Normativas da SRF, devem estar sempre subordinadas a lei a que se referem, não lhes sendo permitido criar direito novo, mast tão-somente, estabelecer normas que permitam explicitar a forma de execução da lei sem extrapolar o seu conteúdo. Ademais, a IN SRF n° 43, de 07/05/1997, alterada pela IN SRF n° 67, de 01/09/1997, cujo artigo 10 foi transcrito na decisão recorrida coin o intuído de fundamentar e manter lançamento, sequer foi citada no Auto de Infração como fundamento legal da exigência fiscal. Por outro lado, o fato do autuante não ter indicado o dispositivo legal que fundamenta a exigência de ADA e de averbação prévia da área de reserva legal para efeito de sua exclusão da tributação do ITR, por si só, ensejaria a nulidade do lançamento dela decorrente, por cerceamento do direito de defesa, conforme disposto no inciso II, do art. 59, do Decreto Lei .n° 70.235/72. Não obstante a nulidade apontada, deixo de declará-la, por força do disposto no § 3 0 do referido artigo que, assim, dispõe: "§ 3.° Quando puder decidir o mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a. declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprir-lhe a falta." (Acrescido pelo art. 1.° da Lei n.` 8.748/1993). Em casos similares ao que se discute no presente processo, esta Camara, vem, reiteradamente, decidindo, que a comprovação da área de reserva legal para efeito de sua exclusão da base de cálculo do ITR, não depende exclusivamente de seu reconhecimento por meio de ADA e de sua prévia averbação a margem da matricula de registro do imóvel no cartório competente, uma vez que sua efetiva existência pode 7 como voto. Sala das Sesseie Processo n° : 13410.000084/2002-71 Resolução n° : 301-1.738 ser comprovada por meio de Laudo Técnico e outras provas documentais idôneas, de acordo com o principio da verdade material. - Feitas essas observações, em que concluo pela inequívoca vigência plena da legislação que prevê a exigência do ADA a partir do exercício de 2001. Ou seja, conclui -se que a comprovação da área de utilização limitada, referida como reserva legal, para efeito de exclusão da base de cálculo do ITR, não depende exclusivamente de seu reconhecimento por meio de ADA e de prévia averbação margem da matricula de registro do imóvel no cartório competente, uma vez que sua efetiva existência pode ser comprovada por meio de Laudo Técnico e outras provas documentais idôneas. Oportuno ressaltar que a declaração da recorrente, para fins de isenção do ITR, relativa As áreas de preservação permanente e de reserva legal, não estão sujeitas A prévia comprovação por parte do declarante, conforme dispõe o art. 10, parágrafo 7 0, da Lei n.° 9.393/1996, ficando o mesmo responsável pelo pagamento do imposto correspondente, com juros e multa previstos nesta Lei, caso fique comprovado que a sua declaração não é verdadeira, sem prejuízo de outras sanções aplicáveis. Em face do exposto, voto no sentido de converter o julgamento em diligência A Repartição de Origem para que a contribuinte junte Laudo Técnico e/ou ADA que corroborem suas alegações. CA ASER FILHO - Relator
score : 1.0
Numero do processo: 10580.009479/2007-02
Data da sessão: Wed May 27 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed May 27 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2003, 2004
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - DILIGÊNCIA - ÔNUS DA PROVA - O ônus da prova, na relação jurídico-tributária, incumbe a quem alega o direito, não competindo ao julgador administrativo deferir pedido de diligência para suprir elementos que deveriam ser trazidos aos autos pelas partes do processo.
ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE - O Primeiro Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula n° 2, do Primeiro Conselho de Contribuintes).
RETIFICAÇÃO DE DECLARAÇÃO - CONTRIBUINTE SOB PROCEDIMENTO FISCAL -O início do procedimento fiscal exclui a espontaneidade do sujeito passivo em relação aos atos anteriores.
AJUSTE ANUAL - DEDUÇÕES - DEPENDENTES - INSTRUÇÃO - DESPESAS MÉDICAS - PENSÃO ALIMENTÍCIA - PROVA - Somente são aceitas as deduções pleiteadas em conformidade com a legislação de regência e devidamente comprovadas nos autos.
Preliminares rejeitadas.
Recurso negado.
Numero da decisão: 3804-000.049
Decisão: ACORDAM os Membros da Quarta Turma Especial da Terceira Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, REJEITAR as preliminares arguidas pelo Recorrente e, no mérito NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
dt_index_tdt : Sat Aug 27 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200905
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2003, 2004 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - DILIGÊNCIA - ÔNUS DA PROVA - O ônus da prova, na relação jurídico-tributária, incumbe a quem alega o direito, não competindo ao julgador administrativo deferir pedido de diligência para suprir elementos que deveriam ser trazidos aos autos pelas partes do processo. ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE - O Primeiro Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula n° 2, do Primeiro Conselho de Contribuintes). RETIFICAÇÃO DE DECLARAÇÃO - CONTRIBUINTE SOB PROCEDIMENTO FISCAL -O início do procedimento fiscal exclui a espontaneidade do sujeito passivo em relação aos atos anteriores. AJUSTE ANUAL - DEDUÇÕES - DEPENDENTES - INSTRUÇÃO - DESPESAS MÉDICAS - PENSÃO ALIMENTÍCIA - PROVA - Somente são aceitas as deduções pleiteadas em conformidade com a legislação de regência e devidamente comprovadas nos autos. Preliminares rejeitadas. Recurso negado.
dt_publicacao_tdt : Wed May 27 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 10580.009479/2007-02
anomes_publicacao_s : 200905
conteudo_id_s : 6645824
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Aug 25 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3804-000.049
nome_arquivo_s : 380400049_10580009479200702_200905.pdf
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE
nome_arquivo_pdf_s : 10580009479200702_6645824.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Quarta Turma Especial da Terceira Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, REJEITAR as preliminares arguidas pelo Recorrente e, no mérito NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Wed May 27 00:00:00 UTC 2009
id : 4612865
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Sat Aug 27 09:26:01 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => date: 2020-04-17T13:23:05Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: C:\Users\CARF\Desktop\3804.xps; xmp:CreatorTool: PDFCreator Version 1.4.2; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CARF; dcterms:created: 2020-04-17T13:22:17Z; Last-Modified: 2020-04-17T13:23:05Z; dcterms:modified: 2020-04-17T13:23:05Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: C:\Users\CARF\Desktop\3804.xps; xmpMM:DocumentID: uuid:f5f628c1-8309-11ea-0000-50e4704611b7; Last-Save-Date: 2020-04-17T13:23:05Z; pdf:docinfo:creator_tool: PDFCreator Version 1.4.2; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2020-04-17T13:23:05Z; meta:save-date: 2020-04-17T13:23:05Z; pdf:encrypted: false; dc:title: C:\Users\CARF\Desktop\3804.xps; modified: 2020-04-17T13:23:05Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CARF; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CARF; meta:author: CARF; dc:subject: ; meta:creation-date: 2020-04-17T13:22:17Z; created: 2020-04-17T13:22:17Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2020-04-17T13:22:17Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CARF; producer: GPL Ghostscript 9.05; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: GPL Ghostscript 9.05; pdf:docinfo:created: 2020-04-17T13:22:17Z | Conteúdo =>
_version_ : 1742305886079025152
score : 1.0
Numero do processo: 10630.720538/2019-90
Turma: Terceira Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 10 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Mon Aug 22 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE (SIMPLES)
Ano-calendário: 2019
INDEFERIMENTO DE OPÇÃO. DÉBITO EXIGÍVEL.
Contribuinte que possua débito com o Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, ou com as Fazendas Públicas, cuja exigibilidade não esteja suspensa, não poderá recolher os impostos e contribuições na forma do Simples Nacional.
Numero da decisão: 1003-003.150
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Márcio Avito Ribeiro Faria - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Márcio Avito Ribeiro Faria, Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça, Gustavo de Oliveira Machado e Carmen Ferreira Saraiva (Presidente).
Nome do relator: Márcio Avito Ribeiro Faria
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Aug 27 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 202208
ementa_s : ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE (SIMPLES) Ano-calendário: 2019 INDEFERIMENTO DE OPÇÃO. DÉBITO EXIGÍVEL. Contribuinte que possua débito com o Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, ou com as Fazendas Públicas, cuja exigibilidade não esteja suspensa, não poderá recolher os impostos e contribuições na forma do Simples Nacional.
turma_s : Terceira Turma Extraordinária da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Aug 22 00:00:00 UTC 2022
numero_processo_s : 10630.720538/2019-90
anomes_publicacao_s : 202208
conteudo_id_s : 6644078
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Aug 22 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 1003-003.150
nome_arquivo_s : Decisao_10630720538201990.PDF
ano_publicacao_s : 2022
nome_relator_s : Márcio Avito Ribeiro Faria
nome_arquivo_pdf_s : 10630720538201990_6644078.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva - Presidente (documento assinado digitalmente) Márcio Avito Ribeiro Faria - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Márcio Avito Ribeiro Faria, Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça, Gustavo de Oliveira Machado e Carmen Ferreira Saraiva (Presidente).
dt_sessao_tdt : Wed Aug 10 00:00:00 UTC 2022
id : 9482286
ano_sessao_s : 2022
atualizado_anexos_dt : Sat Aug 27 09:26:13 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1742305886080073728
conteudo_txt : Metadados => date: 2022-08-18T13:24:14Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2022-08-18T13:24:14Z; Last-Modified: 2022-08-18T13:24:14Z; dcterms:modified: 2022-08-18T13:24:14Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2022-08-18T13:24:14Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2022-08-18T13:24:14Z; meta:save-date: 2022-08-18T13:24:14Z; pdf:encrypted: true; modified: 2022-08-18T13:24:14Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2022-08-18T13:24:14Z; created: 2022-08-18T13:24:14Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2022-08-18T13:24:14Z; pdf:charsPerPage: 1721; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2022-08-18T13:24:14Z | Conteúdo => S1-TE03 MINISTÉRIO DA ECONOMIA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10630.720538/2019-90 Recurso Voluntário Acórdão nº 1003-003.150 – 1ª Seção de Julgamento / 3ª Turma Extraordinária Sessão de 10 de agosto de 2022 Recorrente FWG REPRESENTAÇÕES LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE (SIMPLES) Ano-calendário: 2019 INDEFERIMENTO DE OPÇÃO. DÉBITO EXIGÍVEL. Contribuinte que possua débito com o Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, ou com as Fazendas Públicas, cuja exigibilidade não esteja suspensa, não poderá recolher os impostos e contribuições na forma do Simples Nacional. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva - Presidente (documento assinado digitalmente) Márcio Avito Ribeiro Faria - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Márcio Avito Ribeiro Faria, Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça, Gustavo de Oliveira Machado e Carmen Ferreira Saraiva (Presidente). Relatório Trata-se de Recurso Voluntário contra acórdão de nº 12-109.965, proferido pela 3ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro – RJ, que, por maioria de votos, julgou improcedente a manifestação de inconformidade (fls. 44/46). A opção pelo regime simplificado foi indeferida conforme Termo de Indeferimento da Opção (formalizada em 16.01.2019) pelo Simples Nacional nº 00.10.22.76.53, AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 63 0. 72 05 38 /2 01 9- 90 Fl. 46DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 1003-003.150 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10630.720538/2019-90 de 10.02.2019, às e-fls.3, da DRF-Governador Valadares-MG, em face do seguinte débito, cuja exigibilidade não estava suspensa: multa por atraso-falta DCTF, apurado em 22.07.2014, de R$ 500,00. Em sede de manifestação de inconformidade sustentou a quitação do débito em 25.01.2019, pedindo o deferimento. DO RECURSO VOLUNTÁRIO Regularmente cientificada, por via postal, em 1.10.2019, conforme AR dos correios, à fl. 39, o recurso foi juntado aos autos, em 21.10.2019, assim sintetizado (fl. 38): Sustentou que o débito de Multa/atraso DCTF código 1345, período de apuração de 22/07/2014 com o saldo devedor de R$ 500,00, foi quitado no dia 25/01/2019, antes do vencimento do prazo final de 31/01/2019, cumprindo a exigência da RFB. Asseverou que, em sede de manifestação de inconformidade, teria apresentado a guia paga. A decisão da d. DRJ teria contrariado a Declaração de Voto apresentada, que bem descreve o que ocorreu, ou seja, a decisão da insuficiência ocorreu em 18.2.2019, não dando chances de regularização no prazo. Aduziu que os sistema de emissão da guia não calcula a multa, nem os juros, levando-o a concluir que o valor a ser recolhido era o original.. É o relatório. Voto Conselheiro Márcio Avito Ribeiro Faria, Relator. Submete-se à apreciação desta Turma de Julgamento o recurso voluntário oferecido pela contribuinte FWG REPRESENTAÇÕES LTDA. O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência, em especial no Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972, que dispõe sobre o Processo Administrativo Fiscal – PAF, inclusive para os fins do inciso III, do art. 151, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, denominada Código Tributário Nacional – CTN. Assim, dele toma-se conhecimento. Como relatado, o débito impeditivo da opção pelo Simples Nacional, ano- calendário 2019, era tão somente uma Multa por Falta/Atraso na Entrega da DCTF, código de receita 1345, do período de apuração 22/7/2014, conforme Termo de Opção do Simples Nacional de fl. 3. As explicações promovidas pela Recorrente, no presente Recurso, já foram objeto de análise pela Primeira Instância, assim relatado: Fl. 47DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 1003-003.150 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10630.720538/2019-90 14 O pagamento no total de R$ 500,00, efetuado em 25.01.2019, não extinguiu o débito (restou saldo devedor de R$ 12,30, ainda pendente), em face da imputação proporcional (e-fls.20/25). 15 Cabe observar que consta no endereço eletrônico desta RFB programa próprio para cálculo de pagamento de débitos tributários (Programa Sicalc), que fornece instruções para cálculo da multa de mora e dos juros de mora, em caso de pagamento em atraso.. 16 O programa traz informação expressa de que, no caso de multas por atraso na entrega de declaração, o sistema não calcula o valor dos encargos, e, ainda, que as informações relativas a tais pagamentos serão de exclusiva responsabilidade do interessado... 17 Cabe observar, ainda, que, no portal do Simples Nacional, que informa ao interessado o rol dos saldos devedores que darão causa ao indeferimento, se não regularizados, consta alerta, sublinhado, de que, na lista de débitos, embora o saldo devedor figure com valor original, estará sujeito a acréscimos. Não se desconhece, assim, que houve uma tentativa de regularização do débito, vejamos que consta no Termo de Indeferimento da opção o saldo devedor de R$500,00 (quinhentos reais), comprovadamente quitado, conforme amplamente debatido, contudo, fato incontroverso, sem os respectivos acréscimos legais. Todavia, legitimamente criado o tributo e ocorrido o fato gerador, surge o dever de recolher aos cofres públicos a quantia a ele relativa; se o fazem com atraso evidente que deve sujeitar-se aos acréscimos moratórios e às demais penalidades legalmente estabelecidas. A respeito dos acréscimos moratórios, assim dispõe o art. 161, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, denominada Código Tributário Nacional – CTN: Art. 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. § 1º Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de um por cento ao mês. [...] Dessa forma, sobre os débitos indicados no Termo de Indeferimento da Opção que, na data da comunicação, que já se encontravam vencidos, deveriam incidir a multa e os juros de mora, estes calculados com base na taxa Selic. A incidência desses encargos moratórios sobre débitos vencidos independe de previsão em ato normativo, por decorrerem de previsão legal, inserida no art. 61 da Lei n° 9.430, de 1996, que estabelece: Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. (Vide Decreto nº 7.212, de 2010) § 1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. Fl. 48DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 1003-003.150 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10630.720538/2019-90 § 2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. § 3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. Não há exceção a essa regra, em assim sendo, como os débitos que motivaram o Termo de Indeferimento da Opção pelo Simples Nacional não foram integralmente regularizados em tempo hábil, conclui-se pela existência de motivo impeditivo ao deferimento da solicitação de opção pelo Simples Nacional. Nega-se provimento ao Recurso Voluntário. É como voto. (documento assinado digitalmente) Márcio Avito Ribeiro Faria Fl. 49DF CARF MF Original
score : 1.0
Numero do processo: 18336.000180/2003-54
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jun 18 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Wed Jun 18 00:00:00 UTC 2008
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 06/02/1998
IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. PREFERÊNCIA TARIFÁRIA PTR-4. TRIANGULAÇÃO COMERCIAL. POSSIBILIDADE -
Não restando nos autos identificados documentalmente todos os
elementos da triangulação comercial realizada, não há que se
manter o beneficio tarifário pretendido.
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO
Numero da decisão: 301-34.544
Decisão: ACORDAM os membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora. O Conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda declarou-se impedido.
Nome do relator: IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Aug 27 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200806
ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 06/02/1998 IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. PREFERÊNCIA TARIFÁRIA PTR-4. TRIANGULAÇÃO COMERCIAL. POSSIBILIDADE - Não restando nos autos identificados documentalmente todos os elementos da triangulação comercial realizada, não há que se manter o beneficio tarifário pretendido. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO
turma_s : Primeira Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Jun 18 00:00:00 UTC 2008
numero_processo_s : 18336.000180/2003-54
anomes_publicacao_s : 200806
conteudo_id_s : 4461110
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Aug 26 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 301-34.544
nome_arquivo_s : 30134544_132027_18336000180200354_005.PDF
ano_publicacao_s : 2008
nome_relator_s : IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
nome_arquivo_pdf_s : 18336000180200354_4461110.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora. O Conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda declarou-se impedido.
dt_sessao_tdt : Wed Jun 18 00:00:00 UTC 2008
id : 4730412
ano_sessao_s : 2008
atualizado_anexos_dt : Sat Aug 27 09:26:04 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1742305886085316608
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-11-10T16:22:54Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-11-10T16:22:54Z; Last-Modified: 2009-11-10T16:22:54Z; dcterms:modified: 2009-11-10T16:22:54Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-11-10T16:22:54Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-11-10T16:22:54Z; meta:save-date: 2009-11-10T16:22:54Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-11-10T16:22:54Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-11-10T16:22:54Z; created: 2009-11-10T16:22:54Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2009-11-10T16:22:54Z; pdf:charsPerPage: 1200; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-11-10T16:22:54Z | Conteúdo => CCO3/C01 Fls. 243 • MINISTÉRIO DA FAZENDA• NnX J • ; TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA Processo n° 18336.000180/2003-54 Recurso n° 132.027 Voluntário Matéria II/IPI - FALTA DE RECOLHIMENTO Acórdão a° 301-34.544 Sessão de 18 de junho de 2008 Recorrente PETRÓLEO BRASILEIRO S. A. - PETROBRÁS Recorrida DRJ/FORTALEZA/CE • ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 06/02/1998 IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. PREFERÊNCIA TARIFÁRIA PTR-4. TRIANGULAÇÃO COMERCIAL. POSSIBILIDADE - Não restando nos autos identificados documentalmente todos os elementos da triangulação comercial realizada, não há que se manter o beneficio tarifário pretendido. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora. O Conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda declarou-se impedido. • OTACÍLIO DANTA' CARTAXO - Presidente J14~2 IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES — Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros José Luiz Novo Rossari, Luiz Roberto Domingo, João Luiz Fregonazzi, Valdete Aparecida Marinheiro e Susy Gomes Hoffmann. Processo n° 18336.000180/2003-54 CCO3/C01 Acórdão n.° 301-34.544 Fls. 244 Relatório Por bem descrever os fatos até aquele momento, adoto o relatório de fls.217/224. Retornam os autos de diligência requerida por esta Câmara, de acordo com a Resolução n°. 301-1.744, na qual foi determinado que a repartição de origem intimasse a Recorrente para trazer aos autos cópia da Invoice n°. 005461, emitida pela ECOPETROL, bem como da Fatura da Petrobrás Petróleo Brasileiro-PETROBRAS para a Braspetro Oil Service Co.- BRASOIL. Intimada a contribuinte, foi apresentada a documentação requerida (fls. • 238/239). Cumprida a diligência, retornam os autos a este Conselho para julgamento. É o relatório. • 2 Processo n° 18336.000180/2003-54 CCO3/C01 Acórdão n.° 301-34.544 Fls. 245 Voto Conselheira Irene Souza da Trindade Torres, Relatora O recurso é tempestivo e preenche as demais condições de admissibilidade, razões pelas quais dele conheço. Tratam os autos de exigência de Imposto de Importação e respectivos acréscimos legais, decorrente de irregularidades verificadas na importação realizada pela recorrente, em descumprimento a requisitos essenciais à fruição do beneficio de redução de aliquota estabelecido em normas aplicáveis no âmbito da ALADI, tais como divergências encontradas entre o conteúdo e as datas do Certificado de Origem e da Fatura Comercial e • emissão do predito Certificado por pais não signatário do Acordo. A PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS importou butano liquefeito, acobertado pela DI n°. 98/0118432-9, registrada em 06/02/1998, com redução tarifária, sob o beneplácito do Acordo Regional referente à Preferência Tarifária Regional n° 4 — PTR-4, Decreto n° 90.782/84. A autoridade fiscal, em ato de revisão aduaneira, verificou, em suma, os seguintes fatos: (1) o certificado de origem emitido na Colômbia indica que o pais de origem da mercadoria importada foi a Colômbia e declara como empresa exportadora a EMPRESA COLOMBIANA DE PETROLEOS — ECOPETROL; (2) a fatura comercial que instruiu a Dl (BSLSB 054/98) foi emitida pela BRASPETRO OIL SER VICE Co. — BRASOIL, situada nas Ilhas Cayman, pais não signatário do PTR-4; (3) a mercadoria foi embarcada diretamente da Colômbia para o 111 Brasil, sendo aqui recepcionada pela Petróleo Brasileiro S/A — PETROBRÁ S, na qualidade de importador, sendo que ,figura como exportadora, conforme declarado na Dl pela PETROBRAS, a empresa BRASOIL; (4) o certificado de origem emitido na Colômbia indica a fatura comercial n" 19E005461 (de 29/01/1998), o qual difere do número da fatura que instruiu a DI (BSLSB054/98), emitida em 03/02/1998 e apresentada pelo importador para amparar o despacho; e (5) a data de emissão do certificado de origem é anterior à data da emissão da fatura comercial que instrui o despacho. Foi lavrado Auto de Infração pela fiscalização, para exigência da diferença do Imposto de Importação e acréscimos legais, visto ter o agente fiscal tomado por inválido o Certificado de Origem apresentado para fins de aplicação da preferência tarifária pretendida., tendo sido o lançamento mantido integralmente pela DRJ pelos mesmos fundamentos. 3 . ,, Processo n° 18336.000180/2003-54 CCO3/C01 Acórdão n.° 301-34.544 - Fls. 246 Recebidos os autos por este Conselho, foi convertido o julgamento em diligência, da qual resultou a juntada aos autos de cópias da Invoice n°. 19E 005461, vinculada ao Certificado de Origem de fl.17, comprovando a venda da mercadoria da ECOPETROL para a PETROBRAS (fl.240), não tendo sido juntado aos autos, entretanto, a Fatura Comercial/Invoice solicitada, que atestasse a venda realizada pela PETROBRAS para a BRASOIL (o documento juntado à fl. 239 é o mesmo do constante à fl. 16) Assim, não restou devidamente identificada a triangulação comercial alegada pela recorrente, a saber: - Em 22/01/98 --? ECOPETROL vendeu a mercadoria para a PETROBRAS (origem: Colômbia, Destino:Brasil) fl. 240) - Em 03/02/98 —)BRASOIL vendeu a mercadoria para a PETROBRAS (fis. 16 e 239) - Não consta, entretanto, a venda que deveria ter sido comprovada, • realizada pela PETROBRAS à BRASOIL. O posicionamento mantido por este Terceiro Conselho nos diversos casos semelhantes a este anteriormente julgado, é o de validar a preferência tarifária pretendida pela recorrente, mesmo havendo a interveniência de terceiro país não signatário do Acordo Internacional, desde que sua participação tenha sido meramente negocial. Para tanto, é preciso que a mercadoria tenha sido remetida diretamente do país produtor (no caso,Colômbia) para o Brasil, e que se possa rastrear documentalmente a vinculação das operações, ficando caracterizado que a intervenção de terceiro país não desfigurou a origem da mercadoria. Nesse sentido é a jurisprudência desta Câmara, da qual ilustra a seguinte: Número do Recurso: 131671 Câmara: PRIMEIRA CÂMARA Número do Processo: 18336.000542/2003-15 111 Tipo do Recurso: VOLUNTÁRIO Matéria: II/ALÍQUOTA Recorrida/Interessado: DRJ-FORTALEZA/CE Data da Sessão: 24/04/2007 09:00:00 Relator: LUIZ ROBERTO DOMINGO Decisão: Acórdão 301-33779 Resultado: NPU - NEGADO PROVIMENTO POR UNANIMIDADE Texto da Decisão: Decisão: Por unanimidade de votos, negou-se provimento ao recurso. Esteve presente a advogada Dra. Andressa Oliveira Cupertino de Castro, OAB/DF 13.186 Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 12/06/1998 Ementa: IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO — PREFERÊNCIA TARIFÁRIA — TRIANGULAÇÃO COMERCIAL — NECESSIDADE DE PROVA — Em operações internacionais de triangulação comercial, cuja origem do produto importado está certificada para os fins de atendimento de Acordo de preferência tarifária, é imprescindível a demonstração documental da vinculação das operações, ainda que a mercadoria seja remetida diretamente, e de que a intervenção de terceiro país não desfigurou a origem. O requisito formal é imprescindível para comprovação da origem, na forma da norma internacional. RECURSO VOLUNTÁRIO IMPROVIDO 4 e Processo n° 18336.000180/2003-54 CCO3/C01 °Acórdão n. 301-34.544e ' Fls. 247 In casu, não foi possível a restreabilidade documental da mercadoria importada, em razão de não haver nos autos cópia da fatura comercial que ampararia a triangulação comercial, isto é, não há comprovação documental da venda realizada pela PETROBRAS para a BRASOIL. Por todo o exposto, voto no sentido de NEGO PROVIMENTO ao Recurso Voluntário interposto. Sala das Sessões, em 18 de junho de 2008 ‘14414tYvw, IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES - Relatora e lik 5
score : 1.0
Numero do processo: 13227.000190/2005-75
Data da sessão: Thu Mar 19 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Mar 19 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2001
Ementa: RECEITAS DA ATIVIDADE RURAL. NECESSIDADE DE
COMPROVAÇÃO - A receita da atividade rural, decorrente da
comercialização dos produtos, por estar sujeito à tributação mais benigna, subordina-se, por lei, à comprovação de sua origem, sob pena de configurar acréscimo patrimonial não justificado. Assim, a receita da atividade rural deve ser comprovada por meio de documentos usualmente utilizados nesta atividade, tais como nota fiscal do produtor, nota fiscal de entrada e documentos reconhecidos pela fiscalização estadual.
Recurso negado.
Numero da decisão: 3804-000.036
Decisão: ACORDAM os Membros da Quarta Turma Especial da Quarta Câmara da
Terceira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, Por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
dt_index_tdt : Sat Aug 27 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200903
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2001 Ementa: RECEITAS DA ATIVIDADE RURAL. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO - A receita da atividade rural, decorrente da comercialização dos produtos, por estar sujeito à tributação mais benigna, subordina-se, por lei, à comprovação de sua origem, sob pena de configurar acréscimo patrimonial não justificado. Assim, a receita da atividade rural deve ser comprovada por meio de documentos usualmente utilizados nesta atividade, tais como nota fiscal do produtor, nota fiscal de entrada e documentos reconhecidos pela fiscalização estadual. Recurso negado.
dt_publicacao_tdt : Thu Mar 19 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 13227.000190/2005-75
anomes_publicacao_s : 200903
conteudo_id_s : 4797320
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Aug 25 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3804-000.036
nome_arquivo_s : 380400036_158818_13227000190200575_004.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO
nome_arquivo_pdf_s : 13227000190200575_4797320.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Quarta Turma Especial da Quarta Câmara da Terceira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, Por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Thu Mar 19 00:00:00 UTC 2009
id : 4733849
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Sat Aug 27 09:26:04 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1742305886086365184
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-10-02T20:17:02Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-10-02T20:17:01Z; Last-Modified: 2009-10-02T20:17:02Z; dcterms:modified: 2009-10-02T20:17:02Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-10-02T20:17:02Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-10-02T20:17:02Z; meta:save-date: 2009-10-02T20:17:02Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-10-02T20:17:02Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-10-02T20:17:01Z; created: 2009-10-02T20:17:01Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-10-02T20:17:01Z; pdf:charsPerPage: 1267; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-10-02T20:17:01Z | Conteúdo => S3-TE04 Fl. 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA . v..ner 4s" CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS , TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO 4'%"n;'! '"Oh Processo n° 13227.000190/2005-75 Recurso n° 158.818 Voluntário Acórdão n" 3804-00.036 — 4' Turma Especial Sessão de 19 de março de 2009 Matéria IRPF Recorrente CÉSAR ALENCAR CARLOS Recorrida 2a TURMA/DRJ-BELÉM/PA ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2001 Ementa: RECEITAS DA ATIVIDADE RURAL. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO - A receita da atividade rural, decorrente da comercialização dos produtos, por estar sujeito à tributação mais benigna, subordina-se, por lei, à comprovação de sua origem, sob pena de configurar acréscimo patrimonial não justificado. Assim, a receita da atividade rural deve ser comprovada por meio de documentos usualmente utilizados nesta atividade, tais como nota fiscal do produtor, nota fiscal de entrada e documentos reconhecidos pela fiscalização estadual. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Quarta Turma Especial da Quarta Câmara da Terceira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, Por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. • mve_ Presidente OPIP elpMARCELO - PEIXOTO - Relator Processo n° 13227.000190/2005-75 S3-TE04 Acórdão n.° 3804-00.036 Fl. 2 FORMALIZADO EM: 28 SET 2009 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Marcelo Magalhães Peixoto, Júlio Cezar da Fonseca Furtado e Nelson Mallmann (Presidente). urié 2 Processo n° 13227.000190/2005-75 83-TE04 Acórdão n.° 3804-00.036 Fl. 3 Relatório Adoto o relatório da DRJ, por bem descrever os fatos e fundamentos: 1-Foi lavrado contra o contribuinte acima identificado o Auto de infração de fls. 03/09, no qual é cobrado Imposto Sobre a Renda de Pessoa Física (IRPF), relativo ao ano calendário 2000, no valor de R$5.978,17 (cinco mil novecentos e setenta e oito reais e dezessete centavos), já incluídos multa de lançamento de oficio e de juros de mora. 2-De acordo com o Auto de infração, a autuação originou-se da dedução indevida de imposto de renda retido na fonte. O contribuinte não compareceu para comprovar os dados da Declaração de Ajuste Anual. A fonte pagadora declarada não confirmou o Imposto de Renda Retido na fonte. 3-0 Contribuinte defende-se alegando em sua impugnação de fl.1 e 2, o seguinte: 4- Conforme doc. Enviado pela Cooperativa mista dos Produtores Rurais de Conselheiro Pena, rendimento anual no valor de R$28.333,20 se trata de Declaração falsa. 5-Na declaração de Ajuste de 2001, consta a ocupação principal Produtor na Exploração agropecuária código 610. 6- A pessoa que fez sua Declaração de Ajuste Anual declarou o valor de R$28.333,20 como se ele fosse funcionário da Cooperativa. 7- O Certo seria declarar o valor de R$28.333,20 em atividade rural, pois se trata de venda de leite, insumos agrícolas e vendas de animais. 8- Segue em anexo os docs. Enviados pela cooperativa, cópia da ficha anual de venda de leite In Natura referente ao ano de 2000. 9- Nunca foi funcionário da Cooperativa Mista dos Produtores Rurais de Conselheiro Pena, sendo apenas Sócio onde entregava leite In Natura, motivo porque os rendimentos postos na Declaração de Ajuste Anual teriam que ser alocado em sua atividade principal de produtor na Exploração Agropecuária (Código 610). 10-Pede pela improcedência do Auto de Infração. A DRJ, por unanimidade de votos, julgou PROCEDENTE o lançamento. Inconformado, o contribuinte recorre a este Conselho, pugnando pela improcedência do lançamento. É o relatório. pjf 1/1 3 Processo n° 13227.000190/2005-75 S3-TE04 Acórdão n.° 3804-00.036 Fl. 4 Voto Conselheiro MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO, Relator. O Recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidades. Dele conheço. Analisando os autos, bem como tudo o que mais consta deste, verifico que não cabe qualquer razão ao Recorrente, pois está devidamente evidenciado que o mesmo não logrou êxito em comprovar que a sua qualidade de sócio onde entregava leite in natura. Destaca-se ainda que o Recorrente também não era funcionário da Cooperativa Mista de Produtores Rurais de Conselheiro Pena. Por conseguinte, extrai-se que o Recorrente na verdade não pode ser considerado produtor rural, uma vez que o mesmo tão somente intermediava a compra e venda de leite in natura, razão pela qual deve ser tributado de acordos com os ditames legais vigentes à pessoa fisica. Por todo o exposto, voto por NEGAR provimento ao recurso. Sala das Sessões — DF, e r 19 de r arço de 2009 411.4k MARCELO M k, • S 9 IXOTO - Relator 4
score : 1.0
Numero do processo: 11634.000889/2007-70
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2004, 2005
CONEXÃO PROCESSUAL. NÃO RECONHECIDA.
Não se reconhece a conexão quando não demonstrada a relação entre os citados processos.
CONSTITUCIONALIDADE. LEI TRIBUTÁRIA.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. (Súmula CARF nº 2).
DEPÓSITO BANCÁRIO. TRIBUTAÇÃO.
A presunção estabelecida no art. 42 da Lei nº 9.430/96 dispensa o Fisco de comprovar o consumo da renda representada pelos depósitos bancários sem
origem comprovada. (Súmula CARF nº 26).
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS.
EXCLUSÃO. DEPÓSITO IGUAL OU INFERIOR A R$ 12.000,00. LIMITE
DE R$ 80.000,00.
Para efeito de determinação do valor dos rendimentos omitidos, não será considerado o crédito de valor individual igual ou inferior a R$ 12.000,00, desde que o somatório desses créditos não comprovados não ultrapasse o valor de R$ 80.000,00, dentro do ano-calendário.
Preliminar rejeitada.
Recurso voluntário provido em parte.
Numero da decisão: 2801-001.516
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, dar provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo da infração, referente ao ano-calendário de 2004, o montante de R$ 43.022,48, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Aug 27 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201104
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004, 2005 CONEXÃO PROCESSUAL. NÃO RECONHECIDA. Não se reconhece a conexão quando não demonstrada a relação entre os citados processos. CONSTITUCIONALIDADE. LEI TRIBUTÁRIA. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. (Súmula CARF nº 2). DEPÓSITO BANCÁRIO. TRIBUTAÇÃO. A presunção estabelecida no art. 42 da Lei nº 9.430/96 dispensa o Fisco de comprovar o consumo da renda representada pelos depósitos bancários sem origem comprovada. (Súmula CARF nº 26). OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. EXCLUSÃO. DEPÓSITO IGUAL OU INFERIOR A R$ 12.000,00. LIMITE DE R$ 80.000,00. Para efeito de determinação do valor dos rendimentos omitidos, não será considerado o crédito de valor individual igual ou inferior a R$ 12.000,00, desde que o somatório desses créditos não comprovados não ultrapasse o valor de R$ 80.000,00, dentro do ano-calendário. Preliminar rejeitada. Recurso voluntário provido em parte.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 11634.000889/2007-70
anomes_publicacao_s : 201104
conteudo_id_s : 4869169
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Aug 23 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-001.516
nome_arquivo_s : 280101516_11634000889200770_201104.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : TÂNIA MARA PASCHOALIN
nome_arquivo_pdf_s : 11634000889200770_4869169.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, dar provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo da infração, referente ao ano-calendário de 2004, o montante de R$ 43.022,48, nos termos do voto da Relatora.
dt_sessao_tdt : Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
id : 4740351
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Aug 27 09:26:08 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1742305886087413760
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1827; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 444 1 443 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11634.000889/200770 Recurso nº 164.415 Voluntário Acórdão nº 280101.516 – 1ª Turma Especial Sessão de 14 de abril de 2011 Matéria IRPF Recorrente HENRIQUE FAVORETTO DE OLIVEIRA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004, 2005 CONEXÃO PROCESSUAL. NÃO RECONHECIDA. Não se reconhece a conexão quando não demonstrada a relação entre os citados processos. CONSTITUCIONALIDADE. LEI TRIBUTÁRIA. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. (Súmula CARF nº 2). DEPÓSITO BANCÁRIO. TRIBUTAÇÃO. A presunção estabelecida no art. 42 da Lei nº 9.430/96 dispensa o Fisco de comprovar o consumo da renda representada pelos depósitos bancários sem origem comprovada. (Súmula CARF nº 26). OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. EXCLUSÃO. DEPÓSITO IGUAL OU INFERIOR A R$ 12.000,00. LIMITE DE R$ 80.000,00. Para efeito de determinação do valor dos rendimentos omitidos, não será considerado o crédito de valor individual igual ou inferior a R$ 12.000,00, desde que o somatório desses créditos não comprovados não ultrapasse o valor de R$ 80.000,00, dentro do anocalendário. Preliminar rejeitada. Recurso voluntário provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, dar provimento parcial ao recurso para excluir da base de Fl. 454DF CARF MF Emitido em 03/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/04/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 25/04/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, 26/04/2011 por AMARYLLES REINALDI E H ENRIQUES 2 cálculo da infração, referente ao anocalendário de 2004, o montante de R$ 43.022,48, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Tania Mara Paschoalin, Sandro Machado dos Reis e Ewan Teles Aguiar. Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 4ª Turma de Julgamento da DRJ em Curitiba, PR. Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: “Contra o contribuinte supraidentificado foi lavrado o Auto de Infração de Imposto de Renda de Pessoa Física IRPF de fls. 321 a 323, do qual fazem parte os demonstrativos de apuração de fls. 318/319, o demonstrativo de multa e juros de mora de fl. 320, o termo de verificação e encerramento da ação fiscal, de fls. 296/317, e os demais documentos e demonstrativos constantes dos autos, que lhe exige o recolhimento de crédito tributário no valor de R$ 272.829,30, sendo R$ 125.109,67 de imposto e R$ 93.832,25 de multa de oficio de 75%, prevista no art. 44, I, da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996, além de R$ 53.887,38 de juros de mora calculados até 31/08/2007. Decorreu tal lançamento da apuração de omissão de rendimentos, caracterizada por depósitos bancários cujas origens não foram comprovadas, conforme detalhado no termo de verificação e encerramento da ação fiscal, de fls. 296/317, e no auto de infração às fls. 322/323. O enquadramento legal da exigência reportase ao art. 1° da Medida Provisória 22, de 2002, convertida na Lei 10.451, de 10 de maio de 2002, e ao art. 849 do Decreto n° 3.000, de 26 de março de 1999, Regulamento do Imposto de Renda de 1999RIR11999 (fl. 323). Cientificado do lançamento em 18/09/2007 (fl. 321), o contribuinte ingressou, em 17/10/2007, por meio de representante (procuração à fl. 349), com a impugnação de fls. 328/348. Após narração dos fatos, alega, preliminarmente, a conexão com os lançamentos constantes dos processos administrativos fiscais 11634.000367/200778 e 11634.000073/2007 46, juntando cópias das impugnações apresentadas naqueles processos, argüindo que "se pode constatar, como no caso deste lançamento que as contascorrentes dos sócios foram utilizadas para movimentação de receitas e despesas da pessoa jurídica Royal Loteadora da qual são sócios". Sustenta que "tais valores deveriam ter sido tributados na pessoa jurídica, mediante desclassificação de escrita, como mandam os artigos 530, I, II e VI; 532 e 537 do RIR199", julgandose improcedente este lançamento, para que "seus valores passem a integrar a base de cálculo do arbitramento da Royal Loteadora", apensandose o presente processo àqueles, "para julgamento conjunto e aplicação do disposto no artigo 9º, §1° do Decreto 70.235/72 ". Fl. 455DF CARF MF Emitido em 03/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/04/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 25/04/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, 26/04/2011 por AMARYLLES REINALDI E H ENRIQUES Processo nº 11634.000889/200770 Acórdão n.º 280101.516 S2TE01 Fl. 445 3 Aduz a decadência em relação ao período anterior a setembro de 2002, sustentando que o fato gerador do imposto de renda da pessoa física é mensal, tendo decorrido o prazo decadencial previsto no artigo 150, § 4°, do Código Tributário Nacional. Contesta a quebra de sigilo bancário feita pela Administração Tributária, sem autorização judicial, trazendo copiosa transcrição de partes de votos emitidos em decisões judiciais que estariam nesse sentido. Afirma que houve "cheques emitidos em favor do impugnante e que serviram para pagamentos diversos", mas não foram aceitos por "não corresponderem exatamente aos valores sacados", contestando a glosa da "totalidade das despesas da pessoa jurídica ao revés de tributar, se for o caso, somente a diferença entre tais valores". Questiona o critério adotado de somente acatar como sendo da pessoa jurídica os valores utilizados para pagamento de suas despesas, desprezando que outros recursos depositados na conta, apesar de não terem sido usados para pagar despesas da pessoa jurídica, a ela pertencem. Argúi que com a exigência de comprovação da origem e destino dos cheques emitidos para terceiros o fisco "invade a privacidade do impugnante de sorte que em alguns casos, o próprio impugnante se recusa a informar esta origem do depósito ou o destino do cheque emitido, pois poderá estar comprometendo terceiras pessoas que, sequer, estão sendo fiscalizadas". Alega que houve aplicação equivocada do artigo 42 da Lei 9.430, de 1996, não tendo sido obedecido o comando que manda desprezar os valores inferiores a R$ 12.000,00, quando a soma deles não atingirem o montante de R$ 80.000,00 no ano calendário, interpretando que só é tributável o que exceder a este valor. Também não foi obedecido o § 5º deste dispositivo, que manda tributar o efetivo proprietário dos recursos, no caso, a pessoa jurídica Royal Loteadora. Requer o cancelamento do lançamento.” Conforme Acórdão de fls. 406/419, o lançamento foi julgado procedente sob os fundamentos consubstanciados nas seguintes ementas: DECISÕES ADMINISTRATIVAS E JUDICIAIS. EFEITOS. As decisões administrativas e as judiciais, não proferidas pelo STF sobre a inconstitucionalidade das normas legais, não se constituem em normas gerais, razão pela qual seus julgados não se aproveitam em relação a qualquer outra ocorrência, senão àquela objeto da decisão. DECADÊNCIA. RENDIMENTOS SUJEITOS À DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. O fato gerador do imposto de renda em relação aos rendimentos sujeitos à declaração de ajuste anual ocorre em 31 de dezembro; quando não declarados, para efeito de lançamento de oficio, o termo inicial do prazo decadencial é contado do primeiro dia do exercício seguinte ao que poderia o fisco ter feito o lançamento (CTN, art. 173, I). PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Fl. 456DF CARF MF Emitido em 03/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/04/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 25/04/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, 26/04/2011 por AMARYLLES REINALDI E H ENRIQUES 4 Nos termos do artigo 16 do Decreto n° 70.235, de 1972, cumpre ao contribuinte instruir a peça impugnatória com todos os documentos em que se fundamentar e que comprovem as alegações de defesa, precluindo o direito de fazêlo em data posterior. MOVIMENTAÇÃO FINANCEIRA. OBTENÇÃO. AUTORIZAÇÃO JUDICIAL. A autoridade administrativa pode requisitar informações sobre a movimentação financeira do contribuinte, diretamente à instituição bancária, independentemente de autorização judicial, quando haja procedimento fiscal em curso e os exames se mostrem imprescindíveis à atividade de fiscalização. OMISSÃO DE RENDIMENTO. LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS. O art. 42, da Lei n° 9.430, de 1996, determina o lançamento com babe em depósitos bancários de origem não comprovada pelo sujeito passivo. Regularmente cientificado daquele Acórdão em 12/12/2007 (fl. 422), o interessado, representado por seu advogado (fl. 349), interpôs recurso voluntário de fls. 423/442, em 17/12/2007, no qual repete os argumentos da impugnação, com exceção da decadência, que deixou de ser suscitada. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Em sede de preliminar, o recorrente alega a conexão deste processo como os Processos nº 11634.000073/200746 e 11634.000367/200746, em que a autuada é a empresa Royal – Loteadora e Incorporadora S/C Ltda., pretendendo seja o presente processo apensado aos referidos processos para julgamento conjunto. Observase, contudo, que o contribuinte não demonstra a relação de conexão de matérias entre os citados processos. Ainda que se admitisse como verdadeira a alegação de que os depósitos tiveram origem em recursos advindos da referida empresa, os processos poderiam ser julgados separadamente, pois o desfecho de um não depende do desfecho do outro e as provas poderiam e deveriam ser carreadas a cada um dos autos. Ainda, em preliminar, afasto a suscitada nulidade do auto de infração amparada na tese de inconstitucionalidade da quebra do sigilo bancário. Isto porque tal matéria já está sumulada de forma contrária ao entendimento do contribuinte, pela Súmula CARF nº 2, transcrita a seguir: Súmula CARF nº 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Fl. 457DF CARF MF Emitido em 03/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/04/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 25/04/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, 26/04/2011 por AMARYLLES REINALDI E H ENRIQUES Processo nº 11634.000889/200770 Acórdão n.º 280101.516 S2TE01 Fl. 446 5 Também é oportuno citar a Súmula CARF nº 35. Súmula CARF nº 35 O art. 11, § 3º, da Lei nº 9.311/96, com a redação dada pela Lei nº 10.174/2001, que autoriza o uso de informações da CPMF para a constituição do crédito tributário de outros tributos, aplicase retroativamente. No mérito está em discussão, conforme consta do Auto de Infração, omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários com origem não comprovada. O art. 42 da Lei nº 9.430/1996 prevê expressamente que os valores creditados em conta de depósito que não tenham sua origem comprovada caracterizamse como omissão de rendimento para efeitos de tributação do imposto de renda, nos seguintes termos: “Art. 42. Caracterizamse também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações.” Mister esclarecer que não é ônus do Fisco comprovar o consumo da renda representada pelos depósitos bancários a descoberto. Tal entendimento encontrase consolidado no CARF, conforme enunciado da Súmula CARF n° 26: A presunção estabelecida no art. 42 da Lei nº 9.430/96 dispensa o Fisco de comprovar o consumo da renda representada pelos depósitos bancários sem origem comprovada. Essa presunção em favor do Fisco transfere ao contribuinte o ônus de elidir a imputação, mediante a comprovação, no caso, da origem dos recursos. O Termo de Verificação e Encerramento de ação Fiscal, à fl. 311, registra que os valores das transferências para Royal Loteadora e Incorporadora S/C Ltda. e dos cheques comprovados considerados que teriam sido emitidos para pagamento de despesas da referida empresa foram excluídos dos créditos das contas que constam consolidadas na tabela 06, para apuração total da receita omitida. Relativamente ao arrazoado de que os depósitos objeto da presente autuação só podem ter origem em receita da referida pessoa jurídica, importa esclarecer que não basta simplesmente apontar uma possível procedência para os recursos. É elementar que todo depósito bancário tem alguma origem, que os recursos vieram de algum lugar. O que é preciso para afastar a presunção é apontar a localização desses recursos no momento imediatamente anterior ao crédito bancário e isso só pode ser feito demonstrando o momento da saída de recurso no mesmo valor, coincidindo com o valor e o momento do crédito. No caso sob exame, o contribuinte não logrou fazer essa prova, razão pela qual não merece reforma a decisão recorrida. Quanto às jurisprudências citadas, cumpre registrar que essas não vinculam as decisões prolatadas por este Colegiado. Fl. 458DF CARF MF Emitido em 03/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/04/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 25/04/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, 26/04/2011 por AMARYLLES REINALDI E H ENRIQUES 6 Também sustenta o recorrente que não foram excluídos os depósitos inferiores a R$ 12.000,00 que, somados, não ultrapassaram, em cada ano, R$ 80.000,00, como determina a legislação aplicável. Assiste razão ao recorrente, somente no que se refere ao anocalendário de 2004, dado que o somatório dos depósitos inferiores a R$ 12.000,00 corresponde ao montante de R$ 43.022,48. Logo, aplicável a norma prevista no art.42, § 3º, II, da Lei nº 9.430/96, excluindose tal importância da tributação. Diante do exposto, voto por rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, dar provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo da infração, referente ao ano calendário de 2004, o montante de R$ 43.022,48. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 459DF CARF MF Emitido em 03/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/04/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 25/04/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, 26/04/2011 por AMARYLLES REINALDI E H ENRIQUES
score : 1.0
Numero do processo: 13807.002373/00-09
Data da sessão: Wed May 27 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed May 27 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Ano-calendário: 1998
DEDUÇÕES. PENSÃO ALIMENTÍCIA JUDICIAL. COMPROVAÇÃO
DO PAGAMENTO. Somente as importâncias cabalmente demonstradas
como despendidas em decorrência de acordo ou sentença judicial proferida em face das normas do Direito de Família podem ser admitidas como dedução da base de cálculo do IRPF.
Recurso negado.
Numero da decisão: 3804-000.052
Decisão: ACORDAM os Membros da Quarta Turma Especial da Quarta Câmara da
Terceira Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Aug 27 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200905
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Ano-calendário: 1998 DEDUÇÕES. PENSÃO ALIMENTÍCIA JUDICIAL. COMPROVAÇÃO DO PAGAMENTO. Somente as importâncias cabalmente demonstradas como despendidas em decorrência de acordo ou sentença judicial proferida em face das normas do Direito de Família podem ser admitidas como dedução da base de cálculo do IRPF. Recurso negado.
dt_publicacao_tdt : Wed May 27 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 13807.002373/00-09
anomes_publicacao_s : 200905
conteudo_id_s : 6645631
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Aug 25 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3804-000.052
nome_arquivo_s : 380400052_161861_138070023730009_004.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO
nome_arquivo_pdf_s : 138070023730009_6645631.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Quarta Turma Especial da Quarta Câmara da Terceira Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Wed May 27 00:00:00 UTC 2009
id : 4734035
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Sat Aug 27 09:26:04 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1742305886089510912
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-10-02T20:17:12Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-10-02T20:17:12Z; Last-Modified: 2009-10-02T20:17:12Z; dcterms:modified: 2009-10-02T20:17:12Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-10-02T20:17:12Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-10-02T20:17:12Z; meta:save-date: 2009-10-02T20:17:12Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-10-02T20:17:12Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-10-02T20:17:12Z; created: 2009-10-02T20:17:12Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-10-02T20:17:12Z; pdf:charsPerPage: 1087; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-10-02T20:17:12Z | Conteúdo => S3-TE04 Fl. 1 ,v 1 Nipoy.-"I MINISTÉRIO DA FAZENDA < : o t>" CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS t...,..:;:u;.?.. TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO''4, ., anr,M Processo n° 13807.002373/00-09 Recurso n° 161.861 Voluntário Acórdão n° 3804-00.052 — 4' Turma Especial Sessão de 27 de maio de 2009 Matéria IRPF - Ex(s): 1999 Recorrente MINEKAZU MATSUO Recorrida 6aTURMA/DRJ-SÃO PAULO/SP II ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Ano-calendário: 1998 DEDUÇÕES. PENSÃO ALIMENTÍCIA JUDICIAL. COMPROVAÇÃO DO PAGAMENTO. Somente as importâncias cabalmente demonstradas como despendidas em decorrência de acordo ou sentença judicial proferida em face das normas do Direito de Família podem ser admitidas como dedução da base de cálculo do IRPF. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Quarta Turma Especial da Quarta Câmara da Terceira Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. NEL: ON : ' Orgeeide(te 7 1111% , 41 kt, MARCELO ' • A :41 IXOTO — Relator •... 1 ii3O FORMALIZADO EM: 28 SET 2009 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Marcelo Magalhães Peixoto, Júlio Cezar da Fonseca Furtado e Nelson Mallmann (Presidente). 2 Processo n° 13807.002373/00-09 S3-TE04 Acórdão n.° 3804-00.052 Fl. 2 I Relatório Adoto o relatório da DRJ, por bem descrever os fatos e fundamentos da autuação: "Insurge o contribuinte acima identificado contra o lançamento consubstanciado no Auto de Infração de fls. 4, que alterou o montante das deduções de R$ 40.186,50 para R$ 17.263,24, em virtude da glosa parcial de dedução de dependentes, despesa com instrução e pensão alimentícia presentes na declaração de ajuste anual entregue à Receita Federal, referente ao Ano-Calendário 1998, e que exigiu devolução de restituição no valor de R$ 7.172,57. Em sua impugnação às fls. 01 e 02, o interessado pleiteou o cancelamento do Auto de Infração, alegando, em síntese, que: Embora seus filhos estejam sob a guarda da mãe, eles continuam sob seu sustento e que por isso tem direito à dedução de dependentes relativa a seus filhos; Foi indevida a desconsideração das despesas de instrução referente a seus filhos, uma vez que os recebidos estão em seu nome, tendo ele arcado com os referidos gastos; A redução do montante referente à pensão alimentícia de R$ 22.405,54 para R$ 5.042,28 não foi correta, pois, por equivoco a autoridade fiscal considerou apenas os valores constantes em declaração firmada por sua ex-mulher, não tendo sido considerados os valores dos cheques emitidos e debitados em seu favor. Instruindo a defesa, o requerente anexou os documentos de fls. 03 a 06 e 09 a 40. Assim, a DRJ julgou PROCEDENTE EM PARTE o lançamento, consubstanciado no Auto de Infração de fls. 4. Inconformado, o contribuinte recorre a este Conselho, alegando que não aceita a glosa de R$ 1.537,53 relativa ao mês de setembro de 1998, pelo fato de não ter conseguido localizar o extrato, onde consta a compensação do cheque utilizado pelo mesmo. Reitera alegando que tal fato poderia ser facilmente comprovado pela Declaração de Ajuste Anual de sua ex-esposa, relativa ao mesmo período, devidamente retificada pela mesma, perante à Receita. Por fim, em seu Recurso Voluntário, o contribuinte não concorda em recolher a importância exigida pela Receita, em devolução, acrescida de multa, juros e outros encargos, com período de apuração que alega errados, de 08/08/1980. É o relatório. ke 3 1 Voto Conselheiro MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO, Relator. O Recurso preenche as condições de admissibilidade. Dele conheço. Acertadamente a DRJ, considerou como não comprovada, a dedução relativa à pensão alimentícia referente à setembro de 2008, consubstanciado pela cópia do cheque apresentado às folhas 54. Os pagamentos efetuados a título de pensão alimentícia pode ser deduzidos da base de cálculo do imposto de renda, nos termos do artigo 40, II da Lei n.° 9.250/1995. Entretanto, para que haja a dedução, mister se faz a comprovação da respectiva compensação do título de crédito apresentado, além da declaração de recebimento de pensão alimentícia, o que neste processo, não se demonstrou. Assim cabe ao contribuinte documentalmente comprovar a dedutibilidade das despesas que pleiteia, nos termos do artigo 16 do PAF (Decreto n.° 70.235/72). Assim, a simples emissão de cheques nominais à pessoa que detém a guarda dos filhos do contribuinte, não são meios hábeis para a comprovação efetiva do pagamento de pensão à titulo alimentar estabelecido judicialmente. Por tais motivos, NEGO provimento ao recurso. 41Sala das Sessõ s, .1 er maio de 2009 i/i trit è MARCEL M G ' ,' ' ' S PEIXOTO 4
score : 1.0
Numero do processo: 11444.001419/2008-41
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 13 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005
LANÇAMENTO. NULIDADE. IMPROCEDÊNCIA.
Não procedem as argüições de nulidade do lançamento quando não se
vislumbra nos autos qualquer uma das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto nº 70.235, de 1972.
CONSTITUCIONALIDADE. LEI TRIBUTÁRIA.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 2).
DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA. FATO
GERADOR COMPLEXIVO, COM PERIODICIDADE ANUAL.
O fato gerador do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física, relativo à omissão de rendimentos apurada a partir de depósitos bancários de origem não comprovada, ocorre no dia 31 de dezembro do ano-calendário (Súmula CARF nº 38).
DEPÓSITO BANCÁRIO. TRIBUTAÇÃO..
A presunção estabelecida no art. 42 da Lei nº 9.430/96 dispensa o Fisco de comprovar o consumo da renda representada pelos depósitos bancários sem origem comprovada (Súmula CARF nº 26).
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS.
EXCLUSÃO. DEPÓSITO IGUAL OU INFERIOR A R$ 12.000,00. LIMITE
DE R$ 80.000,00.
Para efeito de determinação do valor dos rendimentos omitidos, não será considerado o crédito de valor individual igual ou inferior a R$ 12.000,00, desde que o somatório desses créditos não comprovados não ultrapasse o valor de R$ 80.000,00, dentro do ano-calendário.
Preliminar de nulidade rejeitada.
Numero da decisão: 2801-001.494
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, dar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
Nome do relator: TANIA MARA PASCHOALIN
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
dt_index_tdt : Sat Aug 27 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201104
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 LANÇAMENTO. NULIDADE. IMPROCEDÊNCIA. Não procedem as argüições de nulidade do lançamento quando não se vislumbra nos autos qualquer uma das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto nº 70.235, de 1972. CONSTITUCIONALIDADE. LEI TRIBUTÁRIA. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 2). DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA. FATO GERADOR COMPLEXIVO, COM PERIODICIDADE ANUAL. O fato gerador do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física, relativo à omissão de rendimentos apurada a partir de depósitos bancários de origem não comprovada, ocorre no dia 31 de dezembro do ano-calendário (Súmula CARF nº 38). DEPÓSITO BANCÁRIO. TRIBUTAÇÃO.. A presunção estabelecida no art. 42 da Lei nº 9.430/96 dispensa o Fisco de comprovar o consumo da renda representada pelos depósitos bancários sem origem comprovada (Súmula CARF nº 26). OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. EXCLUSÃO. DEPÓSITO IGUAL OU INFERIOR A R$ 12.000,00. LIMITE DE R$ 80.000,00. Para efeito de determinação do valor dos rendimentos omitidos, não será considerado o crédito de valor individual igual ou inferior a R$ 12.000,00, desde que o somatório desses créditos não comprovados não ultrapasse o valor de R$ 80.000,00, dentro do ano-calendário. Preliminar de nulidade rejeitada.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
numero_processo_s : 11444.001419/2008-41
conteudo_id_s : 5233647
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Aug 22 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-001.494
nome_arquivo_s : Decisao_11444001419200841.pdf
nome_relator_s : TANIA MARA PASCHOALIN
nome_arquivo_pdf_s : 11444001419200841_5233647.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, dar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
dt_sessao_tdt : Wed Apr 13 00:00:00 UTC 2011
id : 4594032
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Aug 27 09:26:01 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1742305886098948096
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2094; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 429 1 428 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11444.001419/200841 Recurso nº 514.609 Voluntário Acórdão nº 280101.494 – 1ª Turma Especial Sessão de 13 de abril de 2011 Matéria IRPF Recorrente MARCIA SOLANGE BIANCO QUIRICI Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 LANÇAMENTO. NULIDADE. IMPROCEDÊNCIA. Não procedem as argüições de nulidade do lançamento quando não se vislumbra nos autos qualquer uma das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto nº 70.235, de 1972. CONSTITUCIONALIDADE. LEI TRIBUTÁRIA. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 2). DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA. FATO GERADOR COMPLEXIVO, COM PERIODICIDADE ANUAL. O fato gerador do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física, relativo à omissão de rendimentos apurada a partir de depósitos bancários de origem não comprovada, ocorre no dia 31 de dezembro do anocalendário (Súmula CARF nº 38). DEPÓSITO BANCÁRIO. TRIBUTAÇÃO.. A presunção estabelecida no art. 42 da Lei nº 9.430/96 dispensa o Fisco de comprovar o consumo da renda representada pelos depósitos bancários sem origem comprovada (Súmula CARF nº 26). OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. EXCLUSÃO. DEPÓSITO IGUAL OU INFERIOR A R$ 12.000,00. LIMITE DE R$ 80.000,00. Para efeito de determinação do valor dos rendimentos omitidos, não será considerado o crédito de valor individual igual ou inferior a R$ 12.000,00, desde que o somatório desses créditos não comprovados não ultrapasse o valor de R$ 80.000,00, dentro do anocalendário. Preliminar de nulidade rejeitada. Fl. 442DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 1 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/04/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES R 2 Recurso voluntário provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, dar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Tania Mara Paschoalin, Sandro Machado dos Reis e Jose Evande Carvalho Araujo. Relatório Trata o presente processo de auto de infração que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), por meio do qual se exige do sujeito passivo acima identificado o montante de R$ 71.286,53, referente ao exercício de 2005, a título de imposto (R$ 32.099,49), acrescido da multa de ofício equivalente a 75% do valor do tributo apurado (R$ 24.074,61), além de juros de mora (R$ 15.112,43). O lançamento é decorrente da apuração de omissão de rendimentos caracterizada por valores creditados em contas de depósitos, mantidas em instituição financeira, em relação às quais o titular (contribuinte), regularmente intimado, não comprovou mediante documentação hábil e idônea a origem dos recursos utilizados nessas operações. Em sua impugnação, a contribuinte apresentou as seguintes razões de defesa: • A soma dos créditos/depósitos apurados representa importância inferior a 10 vezes a renda disponível declarada, o que desautoriza o exame de contas bancárias, por não se enquadrar nas disposições dos art.s 2, §5 0; 3°, inciso XI, do Decreto 3.724/2001. No presente caso, constituise em obtenção de provas por meios ilícitos, com ofensa ao princípio da legalidade. • A tributação de créditos bancários, introduzida pelo art. 42 da Lei 9.430/96, conduz, inequivocamente, a nova forma de determinação da base de cálculo de tributos, matéria reservada à lei complementar. O simples depósito em conta corrente não é pressuposto suficiente para a ocorrência do fato gerador do imposto de renda. À luz do art. 43 do CTN, é defeso ao Fisco exigir tributo sem a demonstração cabal de que os créditos e depósitos apurados na movimentação bancária do contribuinte deram origem a uma disponibilidade econômica, jurídica ou de renda, a um enriquecimento do contribuinte, traduzido em um aumento do seu patrimônio, em uma riqueza nova, ou em efetiva disponibilidade financeira. Fl. 443DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 1 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/04/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES R Processo nº 11444.001419/200841 Acórdão n.º 280101.494 S2TE01 Fl. 430 3 • A possibilidade de a contribuinte elidir a presunção de omissão de rendimentos é praticamente nula, pois a própria legislação tributária não obriga as pessoas físicas a manter escrituração de receitas e despesas, capazes de identificar a origem dos recursos depositados, nem tampouco a guarda de documentos e extratos bancários por determinado prazo. • Na forma do §4°, do art. 42 da Lei 9.430/96, o fato gerador da omissão de rendimentos apurada através de depósitos bancários ocorre no mês do crédito efetuado pela instituição financeira e sua tributação darseá com base na tabela progressiva vigente naquele mês e não pode o aplicador da norma deslocar para a data de encerramento do ano calendário esse evento.Dessa forma, a tributação com base em fato gerador fixado para o mês de dezembro 2004, legalmente só poderia alcançar os créditos bancários resultantes de operações efetivamente praticadas pela impugnante no mês de dezembro desse ano. Nesse aspecto, o lançamento também se encontra divorciado do princípio da legalidade. • Não é possível afastar a realidade das relações do núcleo familiar, onde impera a informalidade na transferência de recursos de um para o outro cônjuge. Alguns créditos apurados referemse a créditos oriundos da distribuição de lucros da empresa da qual seu marido é sócio, e que, embora nominais a ele, foram depositados em suas contas, conforme demonstram os microfilmes de fls. 356 a 375 e 385 a 390, os quais constituem provas irrefutáveis do alegado, pois além da coincidência de datas e identificação da conta beneficiária do depósito, tais comprovantes são corroborados por extratos bancários, onde constam as datas de sua apresentação/compensação. • Os demais depósitos/créditos considerados de origem não comprovada, lançados nos demonstrativos relativos às contas 920041668 do Banespa e conta 51926 do Bradesco, evidenciam que todos os valores individuais são inferiores a R$ 12.000,00 e sua soma não ultrapassa R$ 80.000,00. A 10ª Turma da DRJ/São Paulo II/SP, conforme Acórdão de fls. 391/402, julgou procedente em parte o lançamento, conforme os fundamentos consubstanciados nas seguintes ementas: DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. A presunção legal de omissão de rendimentos autoriza o lançamento do imposto correspondente, sempre que o titular da conta bancária, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos creditados em sua conta de depósito ou de investimento. DEPÓSITOS. ORIGEM COMPROVADA. Fl. 444DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 1 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/04/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES R 4 Comprovada a origem dos depósitos e demonstrada a regularidade tributária dos recursos creditados, cabe a sua exclusão do lançamento. PROVA ILÍCITA. SIGILO BANCÁRIO. AUTORIZAÇÃO JUDICIAL. É lícito ao fisco, mormente após a edição da Lei Complementar n° 105/2001, examinar informações relativas ao contribuinte, constantes de documentos, livros e registros de instituições financeiras e de entidades a elas equiparadas, inclusive os referentes a contas de depósitos e de aplicações financeiras, quando houver procedimento de fiscalização em curso e tais exames forem considerados indispensáveis, independentemente de autorização judicial. Regularmente cientificada daquele Acórdão em 16/07/2009 (fl. 409), a interessada interpôs recurso voluntário de fls. 410/425, em 17/08/2008, no qual repete os argumentos da impugnação. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Preliminarmente, afasto a suscitada nulidade do auto de infração amparada nas teses de ilegalidade/inconstitucionalidade, tendo em vista as Requisições de Informações sobre Movimentação Financeira (RMF) pelo Fisco, eis que as respectivas emissões seguiram rigorosamente as exigências previstas pelo Decreto n° 3.724/2001, que regulamentou o artigo 6º da Lei Complementar n° 105/2001, inclusive quanto às hipóteses de indispensabilidade previstas no art. 3º do referido Decreto. Nesse ponto, inclusive, é oportuno citar as Súmulas CARF nº 2 e 35: Súmula CARF nº 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Súmula CARF nº 35 O art. 11, § 3º, da Lei nº 9.311/96, com a redação dada pela Lei nº 10.174/2001, que autoriza o uso de informações da CPMF para a constituição do crédito tributário de outros tributos, aplicase retroativamente. Ademais, não verifico nenhuma hipótese que propicie a nulidade do lançamento, quais sejam, os atos e os termos lavrados por pessoa incompetente, como também os despachos e as decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa (art. 59 do Decreto nº 70.235, de 1972, e alterações posteriores). No tocante à omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada, percebese que a tese da periodicidade mensal do fato gerador da omissão de rendimentos caracterizada pelos depósitos bancários de origem não comprovada Fl. 445DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 1 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/04/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES R Processo nº 11444.001419/200841 Acórdão n.º 280101.494 S2TE01 Fl. 431 5 não pode ser aceita, eis que o entendimento sobre essa matéria encontrase pacificado na Súmula CARF nº 38, a saber: O fato gerador do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física, relativo à omissão de rendimentos apurada a partir de depósitos bancários de origem não comprovada, ocorre no dia 31 de dezembro do anocalendário. Ademais, ressaltese que o art. 42 da Lei nº 9.430/1996 prevê expressamente que os valores creditados em conta de depósito que não tenham sua origem comprovada caracterizamse como omissão de rendimento para efeitos de tributação do imposto de renda, nos seguintes termos: “Art. 42. Caracterizamse também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações.” Mister esclarecer que não é ônus do Fisco comprovar o consumo da renda representada pelos depósitos bancários a descoberto. Tal entendimento encontrase consolidado no CARF, conforme enunciado da Súmula CARF n° 26: A presunção estabelecida no art. 42 da Lei nº 9.430/96 dispensa o Fisco de comprovar o consumo da renda representada pelos depósitos bancários sem origem comprovada. Essa presunção em favor do Fisco transfere ao contribuinte o ônus de elidir a imputação, mediante a comprovação, no caso, da origem dos recursos. Em sede de impugnação, a interessada apresentou os cheques microfilmados de fls. 356/375 e 385/390, pretendendo fossem consideradas comprovadas as origens dos depósitos relacionados no demonstrativo abaixo: CONTA N°. 920041668 BANCO BANESPA Emissão Cheque n°. Vlr. Cheque Depósito Valor 03/05/2004 894803 R$ 4.000,00 17/05/2004 R$ 4.000,00 03/05/2004 894804 R$ 4.000,00 07/05/2004 R$ 4.000,00 02/06/2004 894913 R$ 4.000,00 03/06/2004 R$ 4.000,00 01/07/2004 894941 R$ 4.000,00 05/07/2004 R$ 4.000,00 01/07/2004 804860 R$ 4.000,00 08/07/2004 R$ 3.700,00 02/08/2004 895127 R$ 4.000,00 10/08/2004 R$ 4.000,00 02/08/2004 895128 R$ 4.000,00 05/08/2004 R$ 4.000,00 01/09/2004 895251 R$ 4.000,00 06/09/2004 R$ 4.000,00 01/09/2004 895250 R$ 4.000,00 09/09/2004 R$ 3.000,00 01/10/2004 895381 R$ 4.000,00 04/10/2004 R$ 4.000,00 01/10/2004 895380 R$ 4.000,00 07/10/2004 R$ 4.000,00 29/10/2004 895472 R$ 4.000,00 05/11/2004 *R$ 4.000,00 29/10/2004 895473 R$ 4.000,00 05/11/2004 *R$ 4.000,00 01/12/2004 895576 R$ 4.000,00 03/12/2004 R$ 3.000,00 TOTAL R$ 53.700,00 Fl. 446DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 1 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/04/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES R 6 * deposito de R$ 8.000,00 A decisão recorrida aceitou os cheques nominais recebidos e endossados pelo cônjuge da impugnante e depositados na conta dela no Banco Banespa 920041668 para justificar os depósitos constantes do seguinte demonstrativo: Data do Depósito Histórico Valor N° do Cheque 17/05/2004 Dep. Cheque Pago 4.000,00 894803 03/06/2004 Dep. Cheque Pago 4.000,00 894913 05/07/2004 Dep. Cheque Pago 4.000,00 894941 05/08/2004 Dep. Cheque Pago 4.000,00 895128 06/09/2004 Dep. Cheque Pago 4.000,00 895251 04/10/2004 Dep. Cheque Pago 4.000,00 895381 07/10/2004 Dep. Cheque Pago 4.000,00 895380 Total 28.000,00 A recorrente reclama a recusa dos demais cheques (relacionados abaixo), afirmando que os extratos bancários possibilitam constatar que os depósitos acima foram efetuados mediante histórico "DEP CHQ PA" significando Depósito Cheque Pago, como reconhecido pela decisão recorrida e "DEP CX. DIN" Depósito Caixa Dinheiro, por se tratar de cheques emitidos contra a própria Agência n°. 0011, do Banco do Estado de São Paulo S/A. CONTA N\ 920041668 BANCO BANESPA Emissão Cheque n°. Vlr. Cheque Depósito Valor 03/05/2004 894804 R$ 4.000,00 07/05/2004 R$ 4.000,00 01/07/2004 804860 R$ 4.000,00 08/07/2004 R$ 3.700,00 02/08/2004 895127 R$ 4.000,00 10/08/2004 R$ 4.000,00 01/09/2004 895250 R$ 4.000,00 09/09/2004 R$ 3.000,00 29/10/2004 895472 R$ 4.000,00 05/11/2004 29/10/2004 895473 R$ 4.000,00 05/11/2004 R$ 8.000,00 01/12/2004 895576 R$ 4.000,00 03/12/2004 R$ 3.000,00 Total RS 25.700,00 Examinando os cheque mencionados acima juntamente com o “Demonstrativo De Créditos Origem Não Comprovada” anexo ao auto de infração (fl. 16), considero justificada a origem dos seguintes depósitos: CONTA N\ 920041668 BANCO BANESPA Emissão Cheque n°. Vlr. Cheque Depósito Valor 03/05/2004 894804 R$ 4.000,00 07/05/2004 R$ 4.000,00 01/07/2004 804860 R$ 4.000,00 08/07/2004 R$ 3.700,00 02/08/2004 895127 R$ 4.000,00 10/08/2004 R$ 1.000,00 01/09/2004 895250 R$ 4.000,00 09/09/2004 R$ 3.000,00 29/10/2004 895472, 895473 R$ 4.000,00, R$ 4.000,00 05/11/2004 R$ 8.000,00 Total RS 19.700,00 Importa esclarecer que o cheque nº 895127 foi considerado para justificar apenas o depósito de R$ 1.000,00, pois é este o valor do depósito realizado em 10/08/2004 e não o valor de R$ 4.000,00 indicado pela contribuinte. Já o cheque nº 895576 não foi levado em conta, uma vez que a correspondente cópia não foi acostada aos autos. No tocante aos depósitos que restaram não justificados, verificase que todos são inferiores a R$ 12.000,00 e que o somatório (R$ 71.929,18) é inferior ao limite de R$ 80.000,00, razão pela qual não deverão ser considerados para efeito de determinação da receita Fl. 447DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 1 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/04/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES R Processo nº 11444.001419/200841 Acórdão n.º 280101.494 S2TE01 Fl. 432 7 omitida, conforme expressa determinação do § 3º, inciso II, do artigo 42 da Lei º 9.430, de 1996, in verbis: “Art. 42. Caracterizamse também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. (...) §3º Para efeito de determinação da receita omitida, os créditos serão analisados individualizadamente, observado que não serão considerados: (...) II no caso de pessoa física, sem prejuízo do disposto no inciso anterior, os de valor individual igual ou inferior a R$ 12.000,00 (doze mil reais), desde que o seu somatório, dentro do ano calendário, não ultrapasse o valor de R$ 80.000,00 (oitenta mil reais).” (Redação inserida pela Lei nº 9.481, de 1997.) Diante do exposto, voto por rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, dar provimento ao recurso para cancelar o crédito tributário. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 448DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 1 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/04/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES R
score : 1.0
Numero do processo: 10280.001288/2007-79
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 11 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed May 11 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2003
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. RENDIMENTOS CONFESSADOS. TRÂNSITO PELAS CONTAS DE DEPÓSITOS. EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO DO IMPOSTO LANÇADO. POSSIBILIDADE.
É razoável compreender que, além dos rendimentos omitidos, todos os ingressos de recursos declarados oportunamente pelo contribuinte, seja a título de rendimentos tributáveis, não tributáveis, tributáveis exclusivamente na fonte e receitas da atividade rural, transitam, igualmente, pelas contas bancárias do fiscalizado, devendo, assim, os correspondentes valores serem
excluídos em bloco da base de cálculo da omissão de rendimentos
caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada, salvo se demonstrada a incompatibilidade da questionada omissão de rendimentos com a percepção dos valores declarados
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2801-001.546
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo lançada o valor de R$125.284,56. Vencidos os Conselheiros Amarylles Reinaldi e Henriques Resende (Relatora) e Antonio de Pádua
Athayde Magalhães que davam provimento parcial ao recurso em menor extensão. Designada redatora do voto vencedor a Conselheira Tânia Mara Paschoalin.
Nome do relator: AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Aug 27 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201105
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. RENDIMENTOS CONFESSADOS. TRÂNSITO PELAS CONTAS DE DEPÓSITOS. EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO DO IMPOSTO LANÇADO. POSSIBILIDADE. É razoável compreender que, além dos rendimentos omitidos, todos os ingressos de recursos declarados oportunamente pelo contribuinte, seja a título de rendimentos tributáveis, não tributáveis, tributáveis exclusivamente na fonte e receitas da atividade rural, transitam, igualmente, pelas contas bancárias do fiscalizado, devendo, assim, os correspondentes valores serem excluídos em bloco da base de cálculo da omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada, salvo se demonstrada a incompatibilidade da questionada omissão de rendimentos com a percepção dos valores declarados Recurso Voluntário Provido em Parte.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed May 11 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 10280.001288/2007-79
anomes_publicacao_s : 201105
conteudo_id_s : 6644620
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-001.546
nome_arquivo_s : 280101546_10280001288200779_201105.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE
nome_arquivo_pdf_s : 10280001288200779_6644620.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo lançada o valor de R$125.284,56. Vencidos os Conselheiros Amarylles Reinaldi e Henriques Resende (Relatora) e Antonio de Pádua Athayde Magalhães que davam provimento parcial ao recurso em menor extensão. Designada redatora do voto vencedor a Conselheira Tânia Mara Paschoalin.
dt_sessao_tdt : Wed May 11 00:00:00 UTC 2011
id : 4741059
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Aug 27 09:26:08 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1742305886101045248
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2063; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 383 1 382 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10280.001288/200779 Recurso nº 169.117 Voluntário Acórdão nº 280101.546 – 1ª Turma Especial Sessão de 11 de maio de 2011 Matéria IRPF DEPÓSITOS BANCÁRIOS Recorrente YOSSEF KABACZNIK Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. RENDIMENTOS CONFESSADOS. TRÂNSITO PELAS CONTAS DE DEPÓSITOS. EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO DO IMPOSTO LANÇADO. POSSIBILIDADE. É razoável compreender que, além dos rendimentos omitidos, todos os ingressos de recursos declarados oportunamente pelo contribuinte, seja a título de rendimentos tributáveis, não tributáveis, tributáveis exclusivamente na fonte e receitas da atividade rural, transitam, igualmente, pelas contas bancárias do fiscalizado, devendo, assim, os correspondentes valores serem excluídos em bloco da base de cálculo da omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada, salvo se demonstrada a incompatibilidade da questionada omissão de rendimentos com a percepção dos valores declarados Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo lançada o valor de R$125.284,56. Vencidos os Conselheiros Amarylles Reinaldi e Henriques Resende (Relatora) e Antonio de Pádua Athayde Magalhães que davam provimento parcial ao recurso em menor extensão. Designada redatora do voto vencedor a Conselheira Tânia Mara Paschoalin. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Fl. 395DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/05/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 20/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, 20/05/2011 por AMARYLLES REI NALDI E HENRIQUES, 18/05/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10280.001288/200779 Acórdão n.º 280101.546 S2TE01 Fl. 384 2 Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Redatora Designada Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Luiz Cláudio Farina Ventrilho e Carlos César Quadros Pierre. Relatório AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração de fls. 212 a 219, referente a Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2003, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de R$300.056,15, acrescido de multa de ofício e juros de mora. A autuação foi assim resumida no relatório do acórdão de primeira instância (fls. 309verso): A suposta infração cometida seria omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários com origem não comprovada, com fundamento no artigo 42 da Lei n° 9.430/96. IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou impugnação (fls. 224 a 227), acatada como tempestiva. Alegou, consoante relatório do acórdão de primeira instância (fls. 310): 1. O débito apontado no MPF não pode prosperar porque o impugnante conseguirá demonstrar e fornecer os meios de prova que refutam o imposto de renda arbitrado, incidente sobre a sua movimentação financeira no anocalendário 2002; 2. No ano de 2000 o impugnante constituiu de fato uma sociedade civil com os Srs. Domingos Fachinetti e John Thomas Afanasewicz, denominada de META AGROFLORESTAL, com o objetivo de implantar um projeto de plantio de 3.500ha de cultura de dendê; 3. A integralização do capital da aludida sociedade foi realizada de forma híbrida, de modos que coube ao impugnante a cessão de 500.000 mudas de dendê, ao sócio Domingos Fachinetti a cessão de 2 imóveis rurais e a John Thomas Afanasewicz o aporte financeiro de R$ 3.000.000,00 em moeda corrente; 4. O impugnante vai demonstrar, por meios documentais que estão sendo catalogados, que as origens dos depósitos efetuados em suas contas correntes nos bancos Rural e Bradesco são decorrentes da integralização de capital da META AGROFLORESTAL; Fl. 396DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/05/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 20/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, 20/05/2011 por AMARYLLES REI NALDI E HENRIQUES, 18/05/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10280.001288/200779 Acórdão n.º 280101.546 S2TE01 Fl. 385 3 5. A fiscalização foi iniciada no dia 02/03/2006 conforme o MPF e pediu 5 prorrogações de prazo, encerrando seu trabalho somente no dia 26/04/2007, perfazendo mais de 400 dias de auditoria fiscal, e a este impugnante esta sendo reservado somente 30 dias para apresentação de sua defesa; 6. Deste modo, fica evidente a diferença de tempo desfavorável ao impugnante, se configurando uma afronta ao exercício do direito de ampla defesa; 7. Se observarmos a redação do §4° do art.16 do Decreto n° 70.235/72, em vigor, encontramos: "A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o t \ impugnante fazêlo em outro momento processual, a metias que: a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior;..." 8. Destarte, o motivo de força maior sabiamente definida no Decreto supracitado está claramente configurado neste caso, quando este impugnante, mesmo podendo apresentar os meios de provas documentais que comprovam suas alegações, carece de um tempo maior para fazêlo, e irá fazêlo, em apresentação oportuna; 9. Com fulcro no inciso LV do art.5° da Constituição Federal de 1988, bem como no art.16 do Decreto n° 70.235/72, requer a nulidade de pleno direito e que seja acolhida a juntada posterior dos documentos comprobatórios que estão sendo catalogados, como prova clara e definitiva da origem dos recursos recebidos pelo impugnante, em 2002; O contribuinte apresentou, ainda, requerimento de fls.231/235, apresentando novas justificativas sobre a origem dos depósitos/créditos em suas contas correntes, juntando os documentos de fls.251/307. ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A 2ª Turma DRJ Belém/PA, conforme Acórdão de fls. 309 a 312, julgou procedente o lançamento. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2002 LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS. FATOS GERADORES A PARTIR DE 01/01/1997. A Lei n° 9430/1996 estabeleceu em seu art. 42 presunção legal de omissão de rendimentos que autoriza o lançamento do imposto correspondente quando o titular da conta bancária não comprovar, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos valores depositados em sua conta de depósito. Uma vez não comprovada a origem dos créditos/depósitos em conta corrente do contribuinte, deve ser mantida a tributação por omissão de receita. Lançamento Procedente Fl. 397DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/05/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 20/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, 20/05/2011 por AMARYLLES REI NALDI E HENRIQUES, 18/05/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10280.001288/200779 Acórdão n.º 280101.546 S2TE01 Fl. 386 4 RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado da decisão de primeira instância em 14/08/2008 (fls. 318), o contribuinte apresentou, em 12/09/2008, o Recurso de fls. 314 a 326, argumentando, em síntese, que: • de acordo com o relatório do acórdão recorrido, a fiscalização decorreu de Ofícios expedidos pelo Juízo de Direito da 2ª Vara de Família da Comarca de Petrópolis/RJ, onde o contribuinte foi acusado de suposta prática de ilícitos criminais, subtraindo indevidamente quantias dos senhores John Thomas Afanasewich e Lydia José de Mattos Afanasewich, o que resultou em pedido para que a Receita Federal fiscalizasse Meta Agroflorestal e seus sócios; • no curso da fiscalização, esclareceu que recebia recursos em suas contas bancárias para aquisição de insumos (documentos de fls. 28 a 53); • informou que os depósitos efetuados no Banco Rural em fevereiro, março, maio, julho e outubro, totalizando R$769.379,82 foram efetuados com recursos de John Thomas Afanasewich, um dos sócios de Meta Agroflorestal, com o propósito de aquisição de insumos; • apresentou notas fiscais emitidas por Adubos Trevo S/A, Adubos Agrofertil — Fertimar Fertilizantes do Maranhão S/A, Fertilizantes Ouro Verde — Bunge Fertilizantes S/A, emitidas em nome de John Thomas Afanasewich, comprovando a compra de insumos para a empresa que tem por sócios o interessado, John Thomas Afanasewich e Domingos Fachinetti; • a existência de fato da sociedade Meta Agroflorestal está documentalmente comprovada; • tece considerações acerca dos motivos pelos quais entende que não há, no caso, necessidade de uma correspondência exata entre os depósitos apontados pela fiscalização e os pagamentos efetuados, eis que empresas privadas funcionam de forma diversa das empresas públicas, empregando recursos na medida das necessidades, sem preocupação com a coincidência matemática com as transferências; • não tinha contrato de mútuo com John Thomas Afanasewich porque, como sempre afirmou, os recursos eram transferidos para o emprego na sociedade Meta Agroflorestal; • as autoridades fiscais poderiam ter intimado os Bancos em que John Thomas Afanasewich mantinha conta corrente para apresentar os extratos das contas do mencionado senhor e, assim, verificar as transferências identificadas pelo contribuinte, eis que o recorrente está obstado de fazêlo; • além disso, não foram descontados os rendimentos líquidos de prolabore (R$48.616,56) e da atividade rural (R$76.668,00) declarados no ajuste anual, pelo que protesta. O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até as fls. 382, que também trata do envio dos autos a este Conselho. É o Relatório. Fl. 398DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/05/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 20/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, 20/05/2011 por AMARYLLES REI NALDI E HENRIQUES, 18/05/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10280.001288/200779 Acórdão n.º 280101.546 S2TE01 Fl. 387 5 Voto Vencido Conselheira Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. O lançamento, como relatado, referese a omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários cuja origem dos recursos não restou comprovada após regular intimação para que os titulares das contas o fizessem. Assim sendo, como detalhadamente exposto no acórdão recorrido, para que a presunção de omissão de rendimentos seja afastada, cabe ao contribuinte carrear aos autos elementos hábeis e idôneos à comprovação da origem dos recursos. Portanto, se o interessado alega que os depósitos em suas contas bancárias foram efetuados por John Thomas Afanasewich, com o propósito de integralizar capital da empresa Meta Agroflorestal, se faz necessário que apresente documentos bancários que identifiquem John Thomas Afanasewich como depositante de quantias que entraram em contas bancárias de titularidade do contribuinte, em datas relevantes para a autuação. Ora, examinando os documentos que instruem o recurso voluntário, bem como tudo mais que consta dos autos, verifico que os únicos documentos que poderiam ter alguma relevância para os autos seriam os de fls. 363, os quais, segundo o contribuinte, seriam referentes a duas TEDs emitidas por John Thomas Afanasewich em seu favor, em 7 e 13 de fevereiro de 2002, no valor de R$ 200.000,00 cada. Entretanto, examinandoos, verifico que não se prestam ao fim pretendido, uma vez que remetente e destinatário estão devidamente identificados, mas não é possível identificar nem as datas em que as transferências teriam sido efetuadas nem que instituição financeira os teria emitido, pois parece que apenas parte do documento foi utilizada para instruir o recurso. Quanto a apresentação de notas fiscais para demonstrar compra de adubos, fertilizantes, mudas de dendê, enfim, aplicações de recursos financeiros, essas em nada socorrem o interessado, eis que não comprovam a origem dos recursos depositados em suas contas. Igualmente inábeis para os fins pretendidos as provas apresentadas até a impugnação, as quais foram devidamente, e com muito acerto, rejeitadas tanto pela autoridade lançadora (fls. 213 a 215) quanto pelas autoridades julgadoras de primeira instância, em especial no tópico “das provas apresentadas pelo contribuinte” (fls. 312 e 313). Pondera o contribuinte que as autoridades fiscais poderiam ter intimado os Bancos em que John Thomas Afanasewich mantinha conta corrente para apresentar os extratos das contas do mencionado senhor e, assim, verificar as transferências identificadas pelo contribuinte. Fl. 399DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/05/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 20/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, 20/05/2011 por AMARYLLES REI NALDI E HENRIQUES, 18/05/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10280.001288/200779 Acórdão n.º 280101.546 S2TE01 Fl. 388 6 Ora, como exposto anteriormente, o ônus de provar a origem de recursos utilizados em depósitos efetuados em contas bancárias do contribuinte é do sujeito passivo. Assim, é incabível procurar transferir o referido ônus ao Fisco. Por fim, o interessado solicita que os rendimentos líquidos de prolabore (R$48.616,56) e as receitas da atividade rural (R$76.668,00) declarados no ajuste anual, sejam descontados do montante dos rendimentos tidos como omitidos no lançamento. Vale destacar que, no caso, todos os depósitos que foram efetuados nas contas bancárias mantidas pelo interessado nos Bancos Rural e Bradesco, descontados os valores referentes a estornos e transferências entre contas de mesmo titular, enfim, as hipóteses de exclusão previstas na legislação de regência, concorreram para a composição do valor lançado. Do exame dos extratos bancários, é impossível identificar que depósitos seriam referentes ao prolabore declarado até porque, não obstante houvesse retenção na fonte, a cópia da Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF) correspondente não consta dos autos. Quanto às receitas da atividade rural, apenas no mês de março foi declarada a percepção de valor significativo (R$76.047,32, fls. 379), para todos os demais meses, as receitas declaradas são inferiores a R$100,00. Ora, estamos diante de lançamento embasado no art. 42 da Lei nº 9.430, de 1996, que se refere à presunção de omissão de rendimentos representada por depósitos bancários de origem não comprovada. A rigor, o ônus da prova da origem dos recursos utilizados em cada um dos depósitos apontados pela autoridade lançadora é do contribuinte. Assim, caberia ao interessado apontar e comprovar por meio de documentos hábeis e idôneos quais os depósitos são referentes a prolabore percebido e quais representam receitas da atividade rural. Isso, entretanto, não se fez. Limitouse o interessado a solicitar a exclusão da totalidade das receitas da atividade rural e dos rendimentos de prolabore declarados. Quanto à exclusão da totalidade das receitas da atividade rural declaradas, tendo em vista que apenas uma parte delas efetivamente é tributada no ajuste anual, no caso, R$15.333,60, entendo que caberia ao interessado o ônus de demonstrar, inequivocamente, que depósitos correspondem às receitas declaradas. Não o fazendo, não vejo embasamento legal para excluílas, em bloco, do lançamento. Contudo, para os rendimentos líquidos de prolabore (R$48.616,56) e para a parcela da atividade rural efetivamente tributada no ajuste anual (R$15.333,60), nas circunstâncias dos autos, entendo que há dúvida razoável que estejam contidos na base de cálculo lançada. Assim sendo, deve ser observado o disposto no art. 112, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional (CTN): Art. 112. A lei tributária que define infrações, ou lhe comina penalidades, interpretase da maneira mais favorável ao acusado, em caso de dúvida quanto: I à capitulação legal do fato; II à natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou à natureza ou extensão dos seus efeitos; III à autoria, imputabilidade, ou punibilidade; Fl. 400DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/05/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 20/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, 20/05/2011 por AMARYLLES REI NALDI E HENRIQUES, 18/05/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10280.001288/200779 Acórdão n.º 280101.546 S2TE01 Fl. 389 7 IV à natureza da penalidade aplicável, ou à sua graduação. (grifos acrescidos) Diante do exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo lançada a quantia de R$ 63.950,16. Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Voto Vencedor Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Redatora designada. Com a devida vênia da nobre relatora, Conselheira Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, permitome divergir de seu voto quanto a não aceitação das receitas da atividade rural declaradas na Declaração de Ajuste Anual apresentada, tempestivamente, pelo contribuinte, como origem para a justificativa de depósitos bancários. De plano, registrese que não há dúvida de que a autoridade fiscal pode utilizar a presunção do art. 42 da Lei nº 9.430/96 para considerar como rendimentos omitidos os valores mantidos em conta de depósito sem comprovação de sua origem. Entretanto, destaco que a jurisprudência deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais tem avançado no sentido de mitigar o rigor da análise individualizada dos créditos, permitindo, por exemplo, que os rendimentos informados nas declarações de ajuste anual da pessoa física, desde que não expressamente vinculados aos depósitos bancários de origem não comprovada, pois nesse caso seriam excluídos pela própria fiscalização, sejam excluídos em bloco. Neste sentido, cito os Acórdãos nº 210200.430 (2ª Turma Ordinária/1ª Câmara/2ª Seção/CARF), sessão de 03/12/2009, Relator o Conselheiro Giovanni Christian Nunes Campos, por unanimidade; 220200.415 (2ª Turma Ordinária/2ª Câmara/2ª Seção/CARF), sessão de 04/02/2010, Relator o Conselheiro Nelson Mallmann, por maioria. A questão é que não parece plausível defender que somente os rendimentos informados na declaração de ajuste anual não tenham transitado pelas contas bancárias, o que implicaria dizer que somente os rendimentos omitidos transitam pelas contas bancárias. Ora, é razoável compreender que, além dos rendimentos omitidos, todos os ingressos de recursos declarados oportunamente pelo contribuinte, seja a título de rendimentos tributáveis, não tributáveis, tributáveis exclusivamente na fonte e receitas da atividade rural, transitam, igualmente, pelas contas bancárias do fiscalizado, devendo, assim, os correspondentes valores serem excluídos em bloco da base de cálculo da omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada, salvo se demonstrada a incompatibilidade da questionada omissão de rendimentos com a percepção dos valores declarados, o que não se verifica no presente caso, haja vista que tais valores, pelo que conta dos autos, sequer foram objeto de indagação. Também não houve, registrese, uma averiguação quanto à possível compatibilidade, ainda que parcial, da omissão de rendimentos em foco com a percepção das receitas da atividade rural e demais rendimentos declarados. Fl. 401DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/05/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 20/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, 20/05/2011 por AMARYLLES REI NALDI E HENRIQUES, 18/05/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10280.001288/200779 Acórdão n.º 280101.546 S2TE01 Fl. 390 8 Assim, de acordo com a DIRPF 2003 sob exame, deve ser excluído o montante R$ 125.284,56 (Rendimentos Tributáveis/Prólabore R$ 48.616,56, Receitas da Atividade Rural R$ 76.668,00). Diante do exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo lançada a quantia de R$ 125.284,56. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 402DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/05/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 20/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, 20/05/2011 por AMARYLLES REI NALDI E HENRIQUES, 18/05/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN
score : 1.0
